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ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS - APS

CURSO: ENGENHARIA MECÂNICA

Análise de Viabilidade de Parques Eólicos no Brasil

SÃO PAULO
2015

APS Anderson Lins de Lima SÃO PAULO 2015 RA: T71533-4 .UNIVERSIDADE PAULISTA ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS .

.............................. 1 2..........SUMÁRIO 1..............3 A Geração Eólica no Brasil...................... 3 2........... 3 2..............................................................................................1 Princípio Físico................................... CONCLUSÃO............................ 12 ................. 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..... INTRODUÇÃO....................... 6 3.................2 A Geração Eólica no Mundo................................................................................................ 4 2...................................... A GERAÇÃO EÓLICA......................................

biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas(PCHs). nos meses em que falta chuva é exatamente quando venta mais! Isso coloca o vento como uma grande fonte suplementar à energia gerada por hidrelétricas. realizado pela Empresa de Pesquisa Energética(EPE). Segundo dados preliminares do Balanço Energético Nacional de 2012. a maior fonte de energia elétrica do país. o país atingirá no final de 2013 a marca dos 4400 MW. Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro. o território brasileiro tem capacidade para gerar até 140 GW. o governo criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica(Proinfa) para incentivar a utilização de outras fontes renováveis. em 2011 a participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira ampliou-se para 88.8% devido às condições hidrológicas favoráveis e ao aumento da geração eólica. a produção de energia eólica no Brasil aumentou de 22 MW em 2003 para 602 MW em 2009. No entanto.1 1. INTRODUÇÃO O Brasil dispõe da hidroeletricidade para mais de ¾ de sua matriz energética. O Brasil realizou o seu primeiro leilão de energia eólica em 2009. O melhor exemplo disto é na região do Rio São Francisco. Dez anos depois. A maior parte dos parques eólicos se concentra nas regiões nordeste e sul do Brasil. O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro. Desde a criação do Proinfa. A primeira turbina de energia eólica do Brasil foi instalada em Fernando de Noronha em 1992. em um movimento para diversificar a sua matriz de energia. publicado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobrás. esse tipo de energia é excelente contra a baixa pluviosidade e a distribuição geográfica dos recursos hídricos existentes no país. Por essa razão. mas as autoridades estão incentivando as energias de biomassa e eólica como alternativas primárias. . como eólica. Considerando o potencial eólico instalado e os projetos em construção para entrega até 2013. coincidindo com os meses de menor intensidade de chuvas. e cerca de 1000 MW em 2011(quantidade suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 400 mil residências). ou seja. Durante este período pode-se preservar as bacias hidrográficas fechando ou minimizando o uso das hidrelétricas. quase todo o território nacional tem potencial para geração desse tipo de energia.

Conforme pode ser verificado na equação abaixo.1 Princípio Físico Como o próprio nome revela. que conseguem captar parte da energia cinética do vento que atravessa o espaço varrido pelo rotor das turbinas.D²/4. Essa conversão é feita através dos chamados aerogeradores (também conhecidos como turbinas eólicas).1 Onde. ρ = densidade do ar.2 2. o aerogerador provoca sua desaceleração à jusante do rotor. conforme pode ser observado na figura abaixo. A GERAÇÃO EÓLICA A geração eólica é uma das tecnologias contempladas pelo PROINFA. 1 P= ρA v 2 C p n 2 Eq. Ao absorver a energia do vento. em que D é o diâmetro do rotor. Essa é a razão pela qual. n = eficiência do conjunto gerador transmissão. O objetivo dessa seção é introduzir o leitor na tecnologia de geração em si e também ao cenário atual de sua indústria tanto no Brasil quanto no mundo. ou seja. a geração eólica é a geração de eletricidade a partir dos ventos. C p = coeficiente aerodinâmico de potência do rotor. . A = π. conforme se mistura com as demais massas de ar predominantes na atmosfera. observa-se certa distância (da ordem de 10 vezes o diâmetro do rotor da turbina) entre uma turbina eólica e outra instalada a jusante. 2. é a conversão da energia cinética dos deslocamentos de ar em energia elétrica. nos parques eólicos. v = velocidade do vento. de modo que ele recupera sua velocidade anterior gradualmente. a potência elétrica gerada pela turbina depende quadraticamente dessa variável.

de modo que os primeiros trabalhos nesse sentido foram realizados nos EUA somente em 1940. contudo. é sabido que já no século XIV a energia eólica era bastante utilizada na Holanda. Seu aproveitamento para a geração de energia elétrica. com investimentos suficientes. Isso só foi acontecer na década de 1970. conseguiu transformar as pesquisas realizadas em aprimoramento e desenvolvimento tecnológico. que impulsionou o interesse e investimentos de diferentes nações no setor com o intuito de desenvolver novas alternativas para suas necessidades energéticas.3 Figura 1: Parque Eólico de Osório/RS Fonte: E-Brigade (2010). principalmente para a moagem de grãos e bombeamento de água. foi necessário que se passassem muitos anos para que o uso da energia eólica como fonte de geração de energia elétrica ganhasse importância.2 A geração eólica no mundo Em nossa história mais recente. Apesar de esses trabalhos iniciais terem sido realizados na primeira metade do século passado. . Essa atenção recebida foi muito importante para o desenvolvimento do setor de geração eólica mundial que. Dada a relação cúbica entre a velocidade do escoamento e a potência da turbina eólica. ocorreu bem mais tarde. a instalação de aerogeradores muito próximos uns dos outros comprometeria sensivelmente sua potência. 2. após a crise do petróleo.

fator-chave para a expansão do setor como um todo. aliado a uma produção da indústria eólica como um todo em escalas cada vez maiores tem possibilitado uma redução constante no custo de geração. o desenvolvimento tecnológico obtido é notável e as turbinas eólicas são um bom exemplo disso. Fonte: Amêndola (2007). Dados extraídos do “Global Wind 2009 Report” mostram a evolução da capacidade eólica instalada mundial e revelam que. no início da década de 90. Figura 3: Evolução da capacidade mundial instalada (MW). sua potência variava entre 100kW e 300kW. apresentando um crescimento anualizado médio de 28. Se. . já existem turbinas com 4MW de potência. Fonte: SIMIS (2010). Essa expansão pode ser verificada no gráfico abaixo. Figura 2: Custo do kWh gerado em US$. que é. obviamente. hoje. Esse fato. nos 41 últimos anos. ela tem crescido em ritmo muito forte.4 Hoje. passadas algumas décadas.5% nos últimos 13 anos.

elaborado pela ANEEL em 2001. somente Estados Unidos. como apresentado a . Como nota-se na tabela apresentada a seguir. Tabela 1: Capacidade eólica instalada em diferentes países Fonte: SIMIS (2010). A geração eólica no Brasil Conforme apresentado no documento “Atlas do Potencial Eólico Brasileiro”. de acordo com as projeções elaboradas pelo GWEC (Global Wind Energy Council) em seu relatório “Global Wind 2009 Report”. as regiões do mundo que mais contribuem para a expansão do setor de geração eólica são América do Norte. o Brasil possui um potencial eólico estimado em 143. Esse valor é muito significativo. e. chama atenção a participação de quatro países em especial na composição da capacidade de geração eólica instalada mundial.5 GW. Europa e Ásia.3. Apesar de que a expansão da capacidade instalada do país provavelmente continuará a ser liderada por empreendimentos hidroelétricos e termelétricos. principalmente levando-se em conta que hoje o país conta com aproximadamente 113 GW de capacidade instalada. Analisando ainda dados referentes ao ano de 2009 disponíveis no mesmo relatório. 2.5 Hoje. Alemanha e Espanha. serão elas as responsáveis por quase 93% de toda a expansão na capacidade de geração instalada no mundo nos próximos cinco anos. em conjunto. esse potencial eólico disponível indica uma alternativa existente que. considerando toda sua matriz energética. China. concentram quase 67% de toda ela.

Nele. há um mapa extraído do Atlas do Potencial Eólico Brasileiro que mostra a velocidade média anual do vento no território brasileiro e. por apresentarem localidades com as mais altas velocidades médias do vento para o território nacional. seguem as regiões sul. Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro. respectivamente. possui algumas características bastante positivas que favorecem a sua implementação. Abaixo. norte e . permite identificar as localidades com maior potencial para o aproveitamento de energia eólica. Figura 4: Velocidade média anual do vento no território brasileiro. as regiões nordeste e sudeste do Brasil possuem condições de vento mais favoráveis. Ainda.6 seguir. De fato.7 GW ou 52% e 21% do potencial eólico total do país. em ordem decrescente. o potencial eólico estimado para cada uma delas é de 75 GW e 29. portanto. é possível notar como. principalmente.

ele possui grande dependência dos regimes de chuva e das condições hidrológicas do país. respectivamente.8 GW e 3. Nesse sentido. com potenciais estimados de 22. Como o sistema de geração brasileiro atual é predominantemente hidrelétrico (aproximadamente 75% de toda a capacidade instalada). 12.8 GW. Em outras palavras. principalmente para o período de dezembro a fevereiro (chuvoso e sem ventos) e para o período de junho a agosto (sem chuvas e com maior intensidade de ventos). . Um dos aspectos mais interessantes e positivos no aproveitamento da energia eólica para o caso brasileiro especificamente é a complementaridade que ela possui com o regime de chuvas no país. dada a complementaridade sazonal mencionada anteriormente. de modo que condições hidrológicas muito desfavoráveis e não previstas pelos órgãos reguladores e operadores do sistema elétrico nacional podem acarretar em problemas sérios de abastecimento. inclusive. A figura 5 permite visualizar de maneira clara essa sazonalidade.7 centro-oeste do país. quando há chuva não há vento e quando há vento não há chuva. É por essa razão. que o país possui também usinas termelétricas. também a energia eólica pode ser utilizada para aumentar a confiabilidade do sistema.1 GW. que conferem maior confiabilidade e segurança ao sistema elétrico nacional já que sua capacidade de geração independe da aleatoriedade da natureza.

Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro.4MW) com a velocidade do vento no litoral nordestino. Ela compara a vazão do Rio São Francisco (onde estão instaladas grandes usinas hidrelétricas. somadas. precipitação e vento no território brasileiro.8 Figura 5: Temperatura. A figura 6 traz outro exemplo desse fenômeno. tem capacidade de geração instalada de 5. . que.624. como a usina de Xingó e a usina Paulo Afonso IV.

de modo que não há necessidade de grandes investimentos em redes de transmissão para viabilizar a exploração dessa fonte energética. concentrada principalmente nas regiões nordeste e sul do país (com aproximadamente 67% e 27% de participação para cada uma). Fonte: Atlas de Energia Elétrica do Brasil. Apesar disso.9 Gráfico 5:Vazão do Rio São Francisco e velocidade do vento no litoral nordestino. que contava com aproximadamente 35% de toda a capacidade de geração eólica brasileira. havia somente 606 MW de capacidade eólica instalada. Além da questão sazonal já apresentada. destacava-se o Ceará. favorece também a exploração da energia eólica no país o fator geográfico pois. esse potencial existente ainda é muito pouco aproveitado. o potencial eólico brasileiro localiza-se próximo aos centros de consumo. No final de 2009. . diferentemente do que acontece com as principais usinas hidrelétricas do país. Dentre os estados brasileiros.

Questões relacionadas ao meio ambiente. as três. A opção pela usina hidrelétrica. Por outro lado. Apesar de óbvia a necessidade de expansão de nosso parque gerador. à confiabilidade do sistema elétrico nacional e ao custo da energia para o consumidor final são centrais e. de modo geral. não há solução que contemple. por exemplo. há discussões sobre como ela deve ser feita e sobre qual deve ser a tecnologia de geração adotada nesse processo. é geralmente eficiente sob o ponto de vista econômico. uma alternativa que vem ganhando relevância é a geração de eletricidade através de usinas eólicas.10 3. seguindo o exemplo dos Estados Unidos. simultaneamente. Por outro lado. de tal forma que a expansão de nosso parque gerador e de nossa capacidade de fornecimento de energia elétrica devem sempre ocorrer em ritmo tal que a demanda por energia elétrica seja sempre atendida. Nesse contexto. cada tecnologia de geração possui vantagens e desvantagens quando comparada com as demais. cujas economias. CONCLUSÃO O Brasil é um país que vem apresentando consideráveis taxas de crescimento econômico nos últimos anos. caracterizadas principalmente pelo uso de tecnologia limpa e renovável. Para que o país tenha condições de manter o seu crescimento econômico. . Japão e grande parte dos países desenvolvidos. ainda tentam se recuperar da grande crise econômica iniciada em 2008. nosso crescimento não acontece a passos tímidos. É verdade que esse crescimento está muito aquém daquele observado em outros países denominados “emergentes”. sua implantação pode causar impactos ambientais que desagradam a muitos ambientalistas. de alguma forma. Obviamente. investimentos no setor elétrico são imprescindíveis. a exemplo da China. Há enorme correlação entre o crescimento do PIB do país e o crescimento na demanda por energia elétrica.

Análise de Viabilidade Econômica de Projetos de Geração Eólica no Brasil. Trabalho de formatura – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Atlas do Potencial Eólico Brasileiro. 2007. SIMIS. Brasília. Brasília. 2001. 2005. ANEEL. São Paulo. A.A.11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMÊNDOLA. ANEEL. Tese (Doutorado) – Escola de Engenharia de São Carlos. São Carlos. C. . 2a Edição. Atlas de Energia Elétrica do Brasil. Contribuição ao estudo de aerogeradores de velocidade e passo variáveis com gerador duplamente alimentado e sistema de controle difuso.M. 2010.