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XVII CONGRESSO NACIONAL

Juventude Popular

MOÇÃO DE ESTRATÉGIA SECTORIAL

COROAR PORTUGAL
“pela consciência histórica”

SUBSCRITOR
Manuel Caetano Almeida de Oliveira
[Militante 0516 – JP Maia]

COROARPORTUGAL.BLOGSPOT.COM | COROARPORTUGAL@GMAIL.COM
COROAR PORTUGAL
Moção Sectorial.XVII Congresso JP

………………………………………………COROAR PORTUGAL!

Cem anos bastam para perceber o erro.


Um referendo é o suficiente para corrigi-lo!

O próximo ano assinalará o centenário da República Portuguesa,


um regime nunca votado pelo povo, nunca desejado pelos
portugueses de 1910, um regime imposto às gerações futuras. Por estas
fortes razões aproveitemos 2010 não para celebrar, mas para reflectir.
Pensemos no estado actual das instituições democráticas, julguemos a
credibilidade e eficácia destas e, principalmente, do seu principal
zelador, o Presidente da República.

Nestes cem anos republicanos, Portugal contou, entre


rocambolescas juntas militares e passagens interinas, com nada menos
do que vinte e um Chefes de Estado… Estabilidade? Não.

Só a Primeira República (1911-1926) contou com oito Presidentes


dos quais apenas um (!) foi eleito por sufrágio directo…
Representatividade? Não.

Entre 1933 e 1974 Portugal mergulhou numa ditadura totalitária


em que o Presidente da República foi remetido para personagem
meramente representativa, um fantoche ao serviço do Presidente do
Conselho de Ministros… Isenção? Não.

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Em Abril de 1974, com o fim do Estado Novo, o país é confrontado


com uma sede de poder comunista aliada a grupos terroristas de
extrema-esquerda (FP-25) cuja principal intenção era perseguir e
liquidar quem se batia pela democracia e pela liberdade individual. A
representação maior do Estado era então dividida por militares
constitucionalmente eleitos e outros forçosamente nomeados. Assim, só
setenta e seis anos depois da implantação da República em Portugal é
que o Chefe de Estado foi democraticamente eleito por sufrágio
directo e universal! Isto quando um dos principais argumentos
demagógicos dos republicanos é o Chefe de Estado ser representativo
de uma vontade e escolha eleitoral… depois de este ter sido a
nomeação de uma força política com interesses assumidos e
objectivos! Democracia? Não.

Estabilidade. Representatividade. Isenção. Democracia.


O que NÃO encontramos num Chefe de Estado republicano!

Portugal tem uma história económica, social e política com 900


anos. A definição das fronteiras em 1297 pelo Tratado de Alcanizes
posiciona-nos como o quarto Estado ainda existente mais antigo do
Mundo e, simplesmente, como o mais antigo do continente europeu.
Temos o sétimo idioma mais falado com cerca de 250 milhões de
pessoas a falar diariamente o português em todo o planeta! Factos da
nossa cultura, factos que nos orgulham, factos que devemos respeitar e
preservar. Factos que nos identificam!

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Saibamos e tenhamos a responsabilidade de reconhecer o papel


da Monarquia portuguesa em todo o processo de construção da nossa
identidade, dos nossos costumes, das nossas tradições, do nosso país!

A Monarquia em Portugal tem papel e responsabilidades bem


definidas. Os monarcas portugueses são recordados por todos com
bastante saudade, carinho e agradecimento. O Rei é ele próprio uma
figura incontornável da nossa história, um garante da nossa identidade,
da nossa memória, responsabilidades democráticas, patriotismo, valores
e sentido de união. O Rei sendo suprapartidário representa os interesses
de todos os portugueses e não apenas de alguns, respeita e representa
ideologias de direita, esquerda, centristas, liberais e conservadoras. Por
isto, o Rei é um árbitro imparcial, justo fiscalizador das instituições
democráticas, zelador dos interesses e união do seu povo, empenhado
e exímio na defesa do seu país.

Coroar Portugal,

Pela consciência histórica,

Por Portugal!

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……........................... CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS!

Facto: a 5 de Outubro de 1910, o Partido Republicano Português


conseguiu, sem qualquer consulta popular ou acto eleitoral, substituir um
regime com 800 anos de História, um regime que dominou metade do
mundo, um regime que fundou Portugal, um regime que nos deu
identidade.

Facto: a 1 de Fevereiro de 1908, a Carbonária – grupo terrorista


ligado ao Partido Republicano e à Maçonaria – coloca cobardemente
termo à vida do Chefe de Estado e do Príncipe herdeiro, mergulhando o
país numa atmosfera de violência interna nunca antes sentida.

Facto: os cérebros do Regicídio de 1908 são ainda hoje


glorificados pelo regime republicano – os restos mortais de Aquilino
Ribeiro, comprovadamente um dos organizadores, foram recentemente
transladados com as devidas honras de Estado para o Panteão
Nacional.

Facto: em 100 anos de regime republicano, Portugal viveu quase


metade sob um estado autoritário, carrasco da democracia, da
liberdade de expressão e da pluralidade.

Facto: em 100 anos de República, Portugal teve 21 Chefes de


Estado e 59 Primeiros-Ministros. Em termos médios, desde 1910 cada
Chefe de Estado governou cerca de 4 anos (contando com o peso do
governo salazarista), e cada Primeiro-Ministro não governou por mais de
ano e meio (!).

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Facto: o regime republicano vigente em Portugal nunca foi alvo


de consulta ou referendo público. Nos 100 anos de República em
Portugal os portugueses nunca puderam democraticamente eleger a
forma de governo. Verifica-se por isso que a tão apregoada
democracia do sistema republicano falha quando a existência deste
poderia ser testada.

Facto: a actual Constituição (que vai já na sua sétima revisão em


35 anos) preocupa-se demasiadas vezes ao longo do seu corpo em
relembrar-nos que vivemos na República Portuguesa e não em Portugal.

Facto: a actual Constituição, que defende o “caminho para uma


sociedade socialista”, é aquela que também democraticamente
impõe que as leis de revisão constitucional respeitem “a forma
republicana de governo”.

Facto: um Presidente da República é apoiado por uma máquina


partidária a quem deve prestar contas. Um Rei é suprapartidário,
símbolo da nossa identidade e cultura, primeiro interessado na defesa
do nosso país.

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……........................................................... TEXTO A DELIBERAR

Com a aprovação da presente Moção Sectorial no XVII


Congresso Nacional da Juventude Popular, a Comissão Política
Nacional da Juventude Popular, eleita no referido Congresso,
compromete-se perante o próximo Conselho Nacional do CDS-PP a
apresentar as seguintes propostas a incluir no programa de Governo do
CDS-PP às próximas eleições legislativas:


Proposta legislativa para revisão constitucional do artigo 288.º alínea b)
da Constituição da República Portuguesa;


Proposta de Referendo à Forma de Governo vigente em Portugal –
Monarquia ou República;

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