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Estamos chegando ao final da campanha
Faltampoucas semanas paraser encerrado
o movimento nacional UFOs: Liberdade de Infor-
mação Já. Em fevereiro de 2005, o dossiê con-
tendo o Manifesto da Ufologia Brasileira [ao lado]
e o abaixo-assinado da campanha será entregue
ao presidente Luís Inácio Lula da Silva e a seu gabi- nete civil e militar. Será um momento histórico para
a Ufologia Brasileira, que se organizou, divulgou a
proposta e mostrou que está coesa em torno de um ideal comum. Mais de 20 mil pessoas assina- ram o manifesto que pede liberdade de informa- ção sobre os UFOs. Se você ainda não o fez, ain- da há tempo. Não perca a chance de colocar seu nome na história de nossa Ufologia. Saber o que nossas autoridades escondem sobre o Fenômeno UFO, especialmente em nosso Território, é um direito legítimo e inalienável de cada cidadão brasileiro. Através do movimento UFOs: Li-
berdade de Informação Já, pretendemos mostrar nossa capacidade de organização ao Governo. A
comunidadeufológicanacionalestásuficientemente
amadurecida para requerer a abertura dos arqui- vos secretos de nossas Forças Armadas quanto às manifestações ufológicas que há mais de 50 anos acontecem e são por elas registradas. Esse fato está exaustivamente provado em mais de 400 pá- ginas de documentos oficiais já obtidos por vias indiretas do Governo Brasileiro e disponibilizados no site da REVISTA UFO [www.ufo.com.br]. Além de lograr êxito neste movimento, a Ufo- logia Brasileira também sai fortalecida, pois ad- quiriu maior experiência e capacidade de ação em conjunto, com ufólogos das mais diversas li- nhas de pensamento falando a mesma língua: a da liberdade de informações e responsabilidade no tratamento do Fenômeno UFO.
A Comunidade Ufológica Brasileira, representada por ufólogos individuais e grupos de pesquisas, investigadores, es- tudiosos e simpatizantes da Ufologia, que firmamo presente abaixo-assinado, reú- ne-se atravésdestedocumento, sobcoor-
denação da REVISTA UFO, para se dirigir às autoridades brasileiras, neste ato repre-
sentadaspeloexcelentíssimosenhorpre-
sidente da República e pelo ilustríssimo senhor comandante da Aeronáutica, para apresentar os seguintes fatos:
1. É de conhecimento geral que o Fe-
nômeno UFO, manifestado através de constantes visitas de veículos espaciais ao planeta Terra, é genuíno, real e con- sistente, e assim vem sendo confirma- do independentemente por ufólogos ci- vis e autoridades militares de todo o
mundo, há mais de 50 anos.
2. O fenômeno já teve sua origem
suficientemente identificada como sen- do alheia aos limites de nosso plane- ta, os veículos espaciais que nos visi- tam de forma tão insistente são origi- nários de outras civilizações, provavel- mente mais avançadas tecnologica- mente que a nossa, e coexistem co- nosco no universo, ainda que não co- nheçamos seus mundos de origem.
3. Tais civilizações encontram-se
num visível e inquestionável processo de contínua aproximação à Terra e de nossa sociedade planetária e, assim
MANIFE
UFOLOGIA
Versão ampliada a
agindo em suas manobras e atividades, na grande maioria das vezes não demonstram hostilidade para conosco.
4. É notório que as visitas de tais civiliza-
ções não-terrestres ao nosso planeta têm aumentadogradativamentenosúltimosanos, segundo comprovam as estatísticas nacionais e internacionais, tanto em quantidade quan- to em profundidade e intensidade, represen- tando algo que requer legítima atenção.
5. Em virtude do que se apresenta, é ur-
gente que se estabeleça um programa oficial de conhecimento, informação, pesquisa e respectiva divulgação pública do assunto, de forma a esclarecer à população brasileira a
respeito da inegável e cada vez mais cres- cente presença extraterrestre na Terra.
Assim, considerando atitudes assumidas publicamente em vários momentos da história, por países que já reconheceram a gravidade do problema, como Chile, Bélgica, Espanha, Uru-
guai eChina, respeitosamenterecomendamos que o Ministério da Aeronáutica da República
Federativa do Brasil, ou algum de seus organis-
mos,apartirdesteinstante,formuleumapolíti-
Todos os ufólogos, pesquisadores, estudiosos, interessados, leitores e entu
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Dezembro 2004 – Ano 20 – Edição 105
Dezembro 2004 – Ano 20 – Edição 105
STO DA BRASILEIRA
pós o I UFO Minas
ca apropriada para se discutir o assunto nos ambientes, formatoseníveisconsideradosne- cessários. A Comunidade Ufológica Brasileira, neste ato representada pelos estudiosos na-
cionais abaixo-assinados, com total apoio da Co- munidade Ufológica Mundial, deseja oferecer
voluntariamenteseusconhecimentos,seuses-
forços e sua dedicação para que tal proposta venha a se tornar realidade e que tenhamos o reconhecimento imediato do Fenômeno UFO. Comomarcoinicial desseprocesso, equesim- bolizaria uma ação positiva por parte de nossas autoridades, a Comunidade Ufológica Brasilei- ra respeitosamente solicita que o referido Mi-
nistério abra seus arquivos referentes a pelo menos três episódios específicos e marcantes da presença de objetos voadores não identifi- cados em nosso Território:
(a) A Operação Prato, conduzida pelo I Comando Aéreo Regional (COMAR), de Be- lém (PA), entre setembro e dezembro de 1977, que resultou em volumoso compên- dio que documenta com mais de 500 foto- grafias e inúmeros filmes a movimentação de UFOs sobre a Região Amazônica, da for- ma como foi confirmado pelo coronel Uyran- gê Bolívar Soares de Hollanda Lima.
(b) A maciça onda ufológica ocorri-
da em maio de 1986, sobre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, em que mais de 20 objetos vo- adores não identificados foram obser- vados, radarizados e perseguidos por caças a jato da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo afirmou o próprio minis- tro da Aeronáutica na época, brigadei- ro Octávio Moreira Lima.
(c) OCasoVarginha, ocorridonaque-
la cidade mineira em 20 de janeiro de 1996, durante o qual integrantes do Exército brasileiro, através da Escola de Sargentos das Armas (ESA), e membros da corporação local do Corpo de Bom- beiros capturaram pelo menos dois se- res de origem não-terrestre, segundo farta documentação já obtida pelos ufó- logos e depoimentos comprobatórios oferecidos espontaneamente por inte- grantes do próprio Exército, que toma- ram parte nas manobras de captura, tra- tamento e remoção das criaturas.
Absolutamente conscientes de que nossas autoridades civis e militares ja- mais descuidaram da situação, que tem sido monitorada com zelo e atenção ao longo das últimas décadas, sempre no interesse da segurança nacional, julga- mos que a tomada da providência aci- ma referida solidificará o início de uma próspera e proveitosa parceria.
Comissão Brasileira de Ufólogos
O Brasil pode liderar a
América Latina em Ufologia
Há nada menos que 25 anos o Uruguai, cujo território é um pouco maior que o do Es- tado do Acre, possui uma entidade oficial de pesquisas ufológicas alojada dentro de sua For- ça Aérea. Há mais de 8 anos o Chile, cujo PIB é menor que 20% do brasileiro, possui uma organização aberta e mista de pesquisas ufo- lógicas sediada em sua Diretoria Geral de Avia- ção Civil. Esses países são exemplos pioneiros na América Latina em admitir às suas popula- ções que o Fenômeno UFO é coisa séria, im- portante, que precisa e está sendo por eles investigado. Além dessas nações, França, Es- panha, Bélgica, Rússia, China e, mais recen- temente, o México admitem abertamente a existência de outras civilizações no universo – inclusive que diversas delas estão há tempos nos visitandoeobservandonossospassos. Em nosso continente, o Brasil, que tem maior Território, maior desenvolvimento eco- nômico e maior população que os demais países, pode vir a liderar as outras nações na forma como trata a manifestação ufológica. Isso não é utopia e depende apenas da boa vontade política de nossas autoridades e do incentivo que pode ser dado pela Comunida- de Ufológica Brasileira, através do movimen- to UFOs: Liberdade de Informação Já. Por isso, os ufólogos do país, através da REVISTA UFO, conduzem esse movimento com seriedade e determinação, erequeremqueo Governo Fe- deral se alinhe com as nações acima cita- das, especialmente as de nosso continen- te, estabelecendo um projeto aberto de in- vestigação ufológica e permitindo que dele tomem parte os pesquisadores civis.
siastas da Ufologia podem participar desta campanha. Veja como no texto
Edição 105 – Ano 20 – Dezembro 2004
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UMA LUTA IMPORTANTE E LEGÍTIMA
Todos os entusiastas e interessados por Ufologia, diretos ou indiretos, assim como pesquisadores, estudiosos, autores e conferencistas, de qualquer linha de pensamen- to, ligados a qualquer grupo ufológico ou não filiados a nenhum, residindo em qualquer parte do Brasil ou do exterior, de qualquer idade, religião e ideologia, podem participar da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já e ajudá-la a crescer. Basta que reconheçam como legítimos os termos expressos no Manifesto da Ufologia Brasileira, que agora contém, além do requerimento oficial para liberação dos arquivos da Opera- ção Prato e da Noite Oficial dos UFOs no Brasil, uma solicitação formal para que o
Governo admita e revele na íntegra o Caso Varginha, de 20 de janeiro de 1996. Para participar do movimento, o interessado deve firmar o abaixo-assinado publicado no site da REVISTA UFO [www.ufo.com.br] ou o da página ao lado (um ou outro). Um convite especial é feito aos leitores e assinantes da publicação, que conhecem sua serieda- de e obstinação para com a verdade, em duas décadas de história, agora expressas na campanha que a revista veicula. Entretanto, mais do que simplesmente firmar o abaixo-assinado, pedimos uma participação mais efetiva dos leitores e assinantes de UFO, engajando-se diretamente na divulgação deste movimento.
Campanha UFOs: Liberdade de Informação Já
Endereço: Caixa Postal 2182 — 79008-970 — Campo Grande (MS) Fax: (67) 341-0245 — Site: www.ufo.com.br — E-mail: campanha@ufo.com.br
Engaje-se mais profundamente na campanha:
Você pode se engajar na campanha UFOs: Liberdade de Informação Já adqui- rindo os bonés e camisetas oficiais. As camisetas estão disponíveis nos tamanhos P, M, G, GG e EG e custam R$ 20,00 (branca) e R$ 22,00 (preta). Os bonés têm tamanho único e custam R$ 24,00 (branco) e R$ 26,00 (amarelo-ouro e preto). Os preços incluem remessa postal. Para fazer seu pedido, mande carta, fax ou
e-mail ao Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) e faça pagamento através de cheque nominal ou vale postal. Também aceitamos Visa e Mastercard, cujos números, datas de validade e códigos de segurança devem ser informados no pedido. Endereço para pedidos: Caixa Postal 2182, 79008-970 Campo Grande (MS), Fax (67) 341-0245, E-mail: shopping@ufo.com.br.
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Destaque este formulário ou xerografe
Ficha para recolhimento de assinaturas para a campanha nacional
UFOs: LIBERDADE DE INFORMAÇÃO JÁ
Petição ao Governo Federal para liberação de documentos sobre Ufologia relativos à manifestação do Fenômeno UFO em nosso país, e à tomada de medidas que permitam aos ufólogos civis brasileiros participarem de suas atividades oficiais na área
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Edição 105 – Ano 20 – Dezembro 2004
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Revista UFO
Estamos chegando ao fim de 2005 e a REVISTA UFO, con- forme foi prometido pelo editor, teve seus exemplares lançados sempre pontualmente ao longo do ano. Parabéns por essa con- quista e pela perseverança em manter a publicação, o que realmente não é fácil.
José Tenório A. Silva, Campos do Jordão (SP)
A parceria que o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) fez com a editora Mythos abriu a oportunidade para nossa Ufo- logia mostrar todo seu poten- cial através da REVISTA UFO. Acompanho o trabalho da EQUIPE UFO há muitos anos e sempre achei que seus inte- grantes mereciam um apoio como este, recebido da My- thos, que permitisse o cresci- mento da revista.
Maria Emília S. Batista, Cachoeiro do Itapemirim (ES)
Nossas Capas
São cada dia mais belas as imagens de capa da querida REVISTA UFO. A edição 103 veiculou a linda ilustração de um ET tratando da natureza terrestre, e agora, na 104, a visão emocionante de uma ga- láxia. Parabéns por fazerem uma revista tão bonita!
César Elias R. Couto, por e-mail
Cumprimento a REVISTA UFO por estar veiculando ima- gens do ufólogo mineiro Márcio V. Teixeira em suas capas, a exemplo da edição 102 e da UFO ESPECIAL 30. Ambos são traba- lhos belíssimos e valorizam tan- to a publicação quanto o esforço do artista. No caso, Márcio, um mineiro como eu, mostra em seu trabalho um pouco da capacida-
Uma é pouco, duas também
Já estava fascinado com a qualidade informativa da REVISTA UFO, principal- mente de dois anos para cá. Agora, então, estou vibrando com a regulariza- ção da circulação da UFO ESPECIAL. O que era bom ficou ainda melhor e os leitores têm chance de conhecer Ufologia realmente de maneira profunda.
— DAVI DE OLIVEIRA RAMALHO, Rio Branco (AC)
de dos ufólogos de Minas Gerais, celeiro de UFOs em nosso país.
Altevir Coutinho Paes, Juiz de Fora (MG)
Liberdade de Informação
Não importa o que vai se conseguir com a campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, nem mesmo se ela der exce- lentes resultados e os ufólogos conseguirem os documentos que tanto anseiam. Pois o verdadeiro sucesso do movimento está em mostrar a todos que nossa Ufo- logia é unida e clama por um ideal comum a todos. Isso por si só já é um resultado esplêndido, que será sempre devido ao incan- sável trabalho da EQUIPE UFO.
Otto M. S. Santiago, Porto Alegre (RS)
Os textos da campanha UFOs: Liberdade de Informa- ção Já, veiculados sempre no início de cada edição, gradati- vamente estão mostrando o amadurecimento da REVISTA UFO e da Ufologia Brasileira em geral, por persistirem com um movimento tão importante num
país onde muito pouca coisa es- sencial é levada a sério.
Rui Garcia Dias Albanese, Primavera do Leste (MT)
Apóio integralmente o es- forço dos ufólogos da EQUIPE UFO em sua campanha pela li- berdade de informações. Mas, honestamente, acho difícil que resulte em alguma coisa. Nos- sas autoridades não se importam sequer com as terríveis mazelas de nosso país, por estarem preo- cupadas com suas próprias con- tas correntes, que dirá, então, com discos voadores
Margareth Aline S. Santos, por e-mail
Site da UFO
Sou uma usuária freqüente do site da REVISTA UFO, onde sempre encontro notícias e ma-
tériasinteressantessobreoFenô-
meno UFO. Também faço com- pras volta e meia no Shopping UFO, mas lamento que vocês te- nham poucos produtos para ofe- recer aos interessados. A publi- cação deveria ter centenas de itens à disposição, como aconte-
ce nos sites de entidades ufoló- gicas dos Estados Unidos.
Maria Rita Alonso Baron, Treze Tílias (SC)
É inesgotável o volume de
informações do site da REVIS- TA UFO, tanto que sou capaz de passar o dia inteiro nele. Mas sugiro que vocês o aper- feiçoem de tal maneira que seja permitido ao internauta uma maior interatividade com ele. Por exemplo, vocês po- deriam abrir um espaço no qual os leitores pudessem postar ar- tigos que tenham escrito.
Filipe Eugênio M. Bellini, por e-mail
Parabéns à REVISTA UFO por sua qualidade editorial e grá- fica, e também à equipe que mantém seu site funcionando. Sou usuário habitual da inter- net e visito os mais diversos ti- pos de páginas, porém nunca encontrei uma sobre Ufologia que fosse tão completa.
MauroCastanheiraGuimarães, Belém (PA)
CBPDV
Atendendo aos anúncios publicados na REVISTA UFO, filiei-me ao Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voa- dores (CBPDV) e acabo de re- ceber minha carteirinha. Tam- bém comprei e já recebi alguns livros da BIBLIOTECA UFO. Quero dizer-lhes que fiquei impressionando com o aten- dimento de vocês e a quali- dade dos produtos. O CBPDV tem um trabalho muito profis- sional e elogiável.
Inocêncio Aluísio de Moraes, Brasília (DF)
O Centro Brasileiro de Pes-
quisas de Discos Voadores (CBPDV) é um orgulho para a Ufologia Brasileira e também Mundial. Sinto-me honrado em fazer parte de um grupo que tem
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em seus quadros os mais im- portantes ufólogos do país.
Cenira Helena Hildebrandt, por e-mail
Li no site da REVISTA UFO o comunicadosobreseuConselho
Editorial. Queria dizer-lhes que me sinto cada vez mais confian-
te na honra e seriedade de brasi-
leiros que estudam o Fenômeno UFO e vêem sua importância. Parabéns pela maneira simples, democrática e eficiente como é formado este grupo de trabalho. Os brasileiros têm muito a ganhar através dos objetivos conquista- dos pelo Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) e a EQUIPE UFO.
Lo Ami Berbert Gonçalves, Almirante Tamandaré (PR)
Edição 104
Parabéns pelaentrevistacla- ra e bem explicativa com o ufó- logo paranaense Carlos Macha- do. Sempre entendi essa questão do chupacabras como uma len- da, mas o pesquisador mostrou, com trabalho objetivo e científi- co, que o assunto é sério. Ape- nas estranho as autoridades não intervirem nesta questão.
Rosely Manieri Lisboa, por e-mail
Simplesmente sensacional a
matériaUfólogo–OMaiorMis-
tério da Ufologia, dos consul- tores Laura Elias e Vanderlei D’Agostino. Seu artigo, como
o do ombudsman Carlos Reis,
da edição 102, foi mais uma pérola que a REVISTA UFO ofereceu aos seus leitores. É com contribuições como essa que a Ufologia Brasileira vai mostrando seriedade e compe-
tência. Meus parabéns!
Lício Augusto Trude Júnior, Campina Grande (PB)
Quero agradecer os autores LauraEliaseVanderlei D’Agos- tino pelo excelente artigo Ufólo-
go – O Maior Mistério da Ufo- logia. Pesquiso Ufologia há 40 anos e poucas vezes em minha vida li algo que explicasse tão bem essa compulsão que eu e tantos outros ufólogos têm de se envolvercomoFenômenoUFO. Muito obrigado!
Júlio Britto P. Barreiro, Foz do Iguaçu (PR)
Acompanhei pela internet
a polêmica sobre o esqueleto
supostamente alienígena que está num museu particular de Uberaba (MG). Acessei deze- nas de sites comentando o as- sunto e vi a movimentação de mensagens sobre a ossada nas listas de discussão, mas nem de perto encontrei nesses meios informações claras e explica- tivas como as que a REVISTA
UFO repassou no artigo Estra-
nho Esqueleto Causa Polêmi- ca. Este é um exemplo de como
a Ufologia deve ser.
Yara Meire Campos, Aracajú (SE)
O texto de Pepe Chaves em UFO 104, Novos Enigmas Inves-
tigados no Planeta Vermelho, mostra que são inesgotáveis os mistérios que Marte oferece. Fi- quei impressionadocomavarie- dade e a quantidade de anomali-
as encontradas no solo do plane-
ta, apontadas e analisadas por Chaves. Como é possível que a
NASAaindanãotenhatidoadig-
nidade de explicar melhor seus
achados a todo o mundo?!
Antonio Nepomuceno Ribas, por e-mail
Muito interessante a foto de um suposto UFO sobre o Zoológico do Rio de Janeiro, na qual o objeto aparece no mesmo quadro que uma gira- fa, na seção Encontros Cósmi- cos. Quero dizer-lhes que tam- bém já vi estranhos corpos no céu sobre o zôo, embora nun- ca os tenha fotografado.
Paulo César F. Leme, por e-mail
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Joshua Shapiro e os crânios de cristal
“ Os crânios de cristal
reúnemcaracterísticas que nos permitemdizer que se tratam de artefatos
produzidos por civilizações mais avançadas, possivelmente de origem externa ao planeta Terra ”
— JOSHUA SHAPIRO
UFO — Os crânios de cris- tal constituem um mistério para a ciência. Como você se interessou por eles e o que o atraiu neles? SHAPIRO — Eu nasci em Chicago, no ano de 1955, e des- de cedo passei a me dedicar à exploração de assuntos paranor- mais e espirituais, e como eles se relacionam com nosso pas- sado e às profecias da chamada Idade Dourada. Esses estudos e investigações me levaram a via- jar pelo mundo inteiro, incluin- do algumas visitas ao Brasil, e acabaram por me conduzir ao tema dos misteriosos crânios de cristal, que estou investigando muito ativamente há anos.
UFO — Qual foi seu primei- ro contato com os crânios? SHAPIRO — Foi em 1983, quando vi um crânio descober- to no México. Enquanto eu olha- va aquela curiosa figura crista-
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E studioso, aventureiro e explo- rador, Joshua Shapiro é nome de referência quando o assun-
to são os misteriosos crânios de cris- tal, peças ainda pouco explicadas no passado da humanidade. Convida- do regular do canal a cabo Disco- very Channel, Shapiro se dedica tam- bém a temas paranormais e espiri- tuais. Suas investigações têm aju- dado a adicionar mais peças ao es- pantoso quebra-cabeça evolutivo. “Alguns importantes achados ar-
queológicos indicam ter existido uma tecnologia avançada em nos- so planeta”, diz o estudioso. Os crânios de cristal, apesar de numerosos e de terem sido encon-
trados em lugares que foram habi- tadospelasculturasmaias,astecas,
tibetanaseegípcias,aindamostram-
se uma incógnita. São artefatos per- feitos e alguns têm até mandíbula articulável. Quem ou o quê poderia
lina, senti uma intensa e impo- nente vibração por todo meu corpo, esoube naquele momen- to que tinha que ter contato com tal mistério.Algo simples- mente me tocou de tal forma que nunca mais parei de pes- quisar essas esculturas. Nos anos que se seguiram, tive oportunidade de ver várias ou- tras peças e de pesquisá-las, inclusive o famoso crânio de cristal Mitchell-Hedges, uma cópia quase exata do nosso pró- prio crânio humano, de quart- zo absolutamente claro. Outro crânio que analisei é o chama- do Max, um artefato de quart- zo claro maior que um crânio humano, e um apelidado de ET, de tamanho humano e feito de um tipo de quartzo esfumaça- do. Esse crânio está no Museu Britânico, em Londres, onde se encontra desde 1898. Enfim, observei e estudei a origem de muitos crânios de cristal.
fazer algo com tamanha precisão? E por que dotar essas esculturas com o formato de crânios, ainda mais de cristal de quartzo? Seriam um molde para a raça humana? Es- tas são perguntas que permane- cem no ar, à espera de mais ele- mentos que as respondam. Alguns estudiosos mais ousa- dos defendem que certos crânios teriam sido produzidos na mítica Atlântida, enquantooutrosduvidam que possam ser verdadeiros ou mesmo que tenham a idade que se supõe, de milhares de anos. Os cé- ticos alegam que as esculturas em formato de crânio podem ter sido fabricadasutilizando-setecnologias conhecidas. Enfim, comoparatudo, sempre há controvérsias, mas é entusiasmadora a idéia de que pos- sam ser verdadeiros artefatos an- cestrais, talhados por antigas civili- zações já extintas, terrestres ou não,
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que representam algo específico |
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relacionado à espécie humana. |
“Encontramos estudiosos que afir- mam que os crânios de cristal são uma espécie de computador, nos quais estariam guardadas informa- ções sobre nosso mundo e de ou- tros planetas”, diz Shapiro. Ele admite, no entanto, que al- gumas peças sejam na verdade ape-
nas enfeites, artefatos ritualísticos ou
mesmoamuletosancestrais.Aques-
tão está aberta e não existem expli- cações fáceis. Nosso colaborador Ademir Pascale Cardoso conseguiu conversar com Shapiro, constante- mente em viagens de pesquisa e pa- lestras ao redor do mundo, e extraiu dele esta entrevista. Pascale é web- master do site Cranik [www.cra- nik.com], dedicado a assuntos rela- cionados ao insólito e especializado no tema crânios de cristal. Vamos à entrevista que fez comShapiro.
UFO — Você vem apresen- tando suas investigações em vá- rios congressos pelomundoafo- ra. Qual é a receptividade que encontra nesses eventos? SHAPIRO — Tenho feito apresentações sobre os crânios nos Estados Unidos, na Améri- ca do Sul, Europa e Austrália desde 1986. Algumas vezes me apresento só, noutras acompa- nhado dos proprietários dos crâ- nios, e agora tenho trabalhado com minha esposa Desy, que é holandesa e me auxilia nas in- vestigações. Nós moramos na Holanda. Em 1992, criei uma organização chamada VJ Enter- prises, um empreendimento que tinha um site na internet e even- tos abertos ao público, onde mostrávamos às pessoas o que são e o que significam os crâ- nios de cristal. Em 1989 lancei meu primeiro livro, em parceria com os co-autores Bowen e Nocerino, intitulado Os Misté-
rios dos Crânios de Cristal Re- velados. Ele foi publicado no Brasil pela Editora Ground, em 1993, e ainda está em algumas livrarias. Posso dizer que meu trabalho tem sido muito bem recebido em todos os lugares onde me apresento.
UFO — O senhor tem uma instituição de pesquisas es- pecializada no assunto? SHAPIRO — Sim, em 2001 fundei o World Mystery Rese- arch Center [Centro Mundial de Pesquisas do Mistério, www.worldmysteryrc.org], si- multaneamente nos Estados Unidos e Holanda. Nele reali- zamos pesquisas científicas com os crânios de cristal para enten- der os efeitos enérgicos que exercem sobre pessoas. Os re- sultados desses estudos estão em meu segundo livro, Journeys of a Crystal Skull Explorer [Via- gens de um Explorador de Crâ-
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nios de Cristal], em parceria com Desy. Em seguida à edição norte-americana saiu também uma versão em polonês. Agora estamos procurandoalguémque publique o livro no Brasil. A obra é um resumo de eventos significativos que acontece- ram com os crânios, entrevis- tas com seus proprietários ou descobridores, investigadores e várias fontes indígenas. No livro nós discutimos muitas teorias sobre esses artefatos, porqueelessãoimportantespara o futuro da humanidade.
UFO — Além deste livro, que atividades você e Desy realizam sobre os crânios, atualmente? SHAPIRO — Hoje, o foco de nosso trabalho são as viagens que fazemos continuamente, onde oferecemos apresentações ao público. Eu e Desy juntamos uma coleção de 10 crânios de cristal recentemente fabricados por vários escultores – entre eles alguns do Brasil – e estamos fa- zendo curiosas experiências com eles.Aprendemosaativá-loscom certas técnicas e vimos os mes- mos provocarem proezas, cuja natureza e origem estamos estu- dando. Como nossos recursos de tempo e dinheiro são limitados, tentamos fazer o melhor que pudemos com eles, sempre em benefício do público.
UFO — Mas o que são exa- tamente os crânios de cristal? Seriamobjetos sagrados usados em cerimônias indígenas para propósitos religiosos? SHAPIRO — Pelas entrevis- tas que realizei para o novo li- vro e através de informações que coleciono desde 1983, não há nenhuma dúvida de que os crâ- nios conhecidos – e muitos que não foram publicamente divul- gados – têm sido usados em ce- rimônias ritualísticas por várias culturas indígenas, no mundo todo, e protegidos como tesou- ros por elas, conservados como artefatos sagrados.Acredito que
os crânios eram empregados em processos passados de geração a geração, de uma forma que sua energia fosse preservada e se mantivessem totalmente puros. Quando os europeus invadiram a América Latina, na Idade Mé- dia, alguns dos crânios foram roubados ou destruídos, pois os invasores pensavam que eram
ídolos. Apenas uns foram escon- didos e preservados. Por exem- plo, as tradições da extinta civi- lização maia denotam que os crâ- nios de cristal são vitais para o futuro de nosso mundo. Essas es- culturas com-
põem parte de suas profeci- as. Eles tam- bém falavam sobre os Avôs das Plêiades, que teriam vindo à Terra conviver com os maias e lhes trouxe- ram presentes para sua cultu- ra, entre eles os crânios.
UFO — Você acredita en- tão que alguns crânios possam ter sido fabricados por seres de outros mundos que nos vi- sitaram no passado? SHAPIRO —Sim. Sobre essa ligação das peças com seres ex- traterrestres ouvi de meus con- tatos indígenas que há uma co- nexão entre eles e os UFOs, e que o mais antigo crânio de cris- tal teria chegado ao nosso mun- do através de portadores não-ter- restres. São inúmeras as cultu- ras que já existiram em nosso planeta, hoje extintas, em cujas tradições encontramos crânios e farta literatura sobre como sur- giram, geralmente dados por di- vindades aos nossos ancestrais. Que divindades eram essas? Uma experiência que realiza- mos com crânios mais antigos é colocá-los na frente de sensiti- vos, paranormais, sem que sai-
bam o que são ou os vejam. E eles descrevem a mesma coi- sa, que as peças têm ligação com extraterrestres.
UFO — Alguns autores mais ousados alegam que certos crâ- nios tenham ligação também
comcivilizaçõesqueteriamexis-
tido no interior da Terra. Como isso é possível e o que você acha dessas afirmações? SHAPIRO — Veja: outro as- pecto de minha pesquisa tenta estabelecer a origem dos crâni- os, quando não se encaixam nas
eram para o nosso mundo mi- lhares de anos atrás, e se manti- veram vivas estabelecendo re-
sidência no interior de nosso pla- neta.Aceitar isso significa acre- ditar que a Terra seja oca, como defendem alguns, e tenha inclu- sive um sol central e campos de gravidade. Eu acredito, no en- tanto, que os crânios de cristal estão sobre a superfície da Ter- ra, espalhados pelo globo e fun- cionando como aparelhos trans-
missoresqueenviariaminforma-
ções a respeito de nosso mundo
para alguma unidade receptora. Sim, vejo al-
guns crânios como uma es- pécie de com- putador. A fi- nalidadedessa monitoração seria permitir, um dia, que os responsáveis por essas pe- çaspossamvir à Terra.
“ Ouvi de indígenas
que há uma conexão entre as esculturas e os UFOs, e que o mais antigo crânio de cristal teria chegado ao nosso mundo através de portadores não terrestres. São inúmeras as culturas que já existiram em nosso planeta em cujas tradições encontramos
crânios de cristal ”
teorias já estabelecidas. De fato, há um segmento de pessoas que acredita que alguns crânios de cristal estejam conectados a se- res e civilizações que teriam existido dentro do nosso mun- do, muito discutidas através da chamada teoria da Terra Oca. Seriam raças avançadas que vi-
UFO — Há ba- ses científicas
para se sus- tentar a origem extraterrestre dos crânios de cristal? SHAPIRO — A conexão de- les com ETs também pode ser observada quando se analisa al- gumas peças que têm avançada idade e teriam sido encontradas em lugares freqüentados, no passado, por tribos primitivas. Mas as esculturas são bastante sofisticadas e aprimoradas, ja- mais sendo possível que tenham sido produzidas por índios atra- sados, com ferramentas simples e sem precisão. Quem os pro- duziu, então? Eu acredito que já existiu outra civilização em al- guma época remota na Terra, a qual teria sido muito mais avan- çada que a que temos hoje, como a Atlântida ou Lemúria. Sensitivos que empregamos em nossas pesquisas vêem os crâ- nios de cristal também sendo usados por aquelas civilizações.
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Não nos esqueçamos que o quartzo, material de que são feitos quase todos os crânios, é um componente fundamen- tal de toda a indústria eletrônica, sendo ampla- mente usado dentro de nossos computadores atualmente. Creio tam- bém que poderemos um dia obter uma quantida- de surpreendente das in- formações contidas nes- ses artefatos, que pode- remos usar para criar- mos um mundo melhor.
SHAPIRO — Creio que sim. Nós não somos a civilização mais avançada que já existiu no mundo. Nesse instante, estou revisando muitas profecias an- tigas e elas indicam que, há muitos milhares de anos, dramá- ticas mudanças ocorreram em nosso planeta. Outras apresen- tam evidências do afloramento de civilizações avançadas em nosso passado, cujos vestígios ainda poderiam ser enterrados debaixo de toneladas de terra. Há inclusive alguns achados ar- queológicos nos quais são cla- ros os indícios da existência de uma tecnologia mais avançada que a nossa. E há ainda muita gente que acredita na lendária Atlântida, que os atlantes teriam tido uma tecnologia muito avan- çada e trabalhariam com cristais e crânios de cristal. Será que essa gente está toda errada?
UFO — Mas há alguma pro- va sólida destas afirmações? SHAPIRO — Bem, se uma raça reside em locais no interior da Terra, teoricamente ela esta- ria preservada das fortes mudan- ças naturais que acontecem na superfície do planeta e teria muito mais chance de sobrevi-
SHAPIRO numa das minas de cristais de Minas Ge- rais, em sua última via- gem ao Brasil, onde quart- zo é extraído e esculpido na forma de crânios
estão sendo fabricados hoje por escultores modernos, principal- mente no Brasil, China, Améri- ca do Norte e México. Também há os chamados crânios de cris- tal antigos, com cerca de 100 a 1.500 anos, e os muito antigos, com mais de 2 mil anos. Note-se que a maioria dessas peças bem antigas foram descobertas ao re- dor de ruínas antigas no Méxi- co ou na América Central, em- bora se acredite que há muitas outras no mundo inteiro, presen- tementevigiadas por culturas in- dígenas. Também há uma teo- ria no meio paracientífico de que existe um inusitado jogo de crânios que somariam 13 uni- dades dispostas de uma manei- ra específica, uma central cer- cada por outras 12. Mas essa teoria veio de uma lenda e ain- da estamos pesquisando-a.
UFO — Você pretende de- senvolver alguma atividade de pesquisa ou palestra no Brasil? SHAPIRO — Eu já estive no Brasil várias vezes e senti uma força muito grande nas energias que aí encontrei. Creio que seu país tem um importante papel no futuroeovejocomoumaespécie de segundo lar. Em breve preten- do levar alguns dos crânios de cris- tal para o Brasil, para apresentá- los aos interessados. Muita gente não sabe, mas há vários esculto- resfazendocrâniosaí,assimcomo há alguns antiqüíssimos, ainda escondidos no Território brasilei- ro, que estiveram nas mãos de nações indígenas. Espero que um dia sejam revelados!
JOSHUASHAPIROpode ser contata- do através do endereço: The Crys- tal Skull Explorers, Twello, Holan- da. Seu e-mail é: joshuashapiro@ hetnet.nl. E os sites que tratam de seu trabalho são os seguintes:
www.v-j-enterprises.com/cs.html e www.crystalskullexplorers.com. ADEMIRP. CARDOSOpode ser con- tatado através do e-mail: web- master@cranik.com.
ver. Isso é fato. As tradi- ções dos índios hopi, dos Estados Unidos, por exemplo, relatam que uma parte de nosso pla- neta, que eles chamam de “Quarto Mundo”, te- ria emergido em uma área identificada por eles como “Quarta Região”, que ficaria onde estão os estados norte-america- nos do Colorado, Arizo- na, Utah e Novo Méxi- co, e se encontrariam
num ponto abaixo do solo. Segundo as lendas hopis, é de lá que teriam surgido “as quatro raças coloridas do ho- mem terrestre, que partiram em quatro direções diferentes”. Se- gundo os indígenas, terem vivi-
do no interior da Terra e partido com destinos diferentes fez com que a tecnologia de tais avança- das raças fosse preservada. Esse conhecimento faz parte do que será revelado na chamada Ida- de Dourada – ou a reunificação de todas as pessoas que se man- têm na superfície exterior e in- terior de nosso mundo. Eu tam-
bémacreditoquequandopuder-
mos ter o conhecimento da his- tória armazenada nos crânios de cristal, eles projetarão qua- dros e imagens dessas civili- zações que existiram no pas- sado. É também uma teoria minha que as peças serviram como uma espécie de câmera fotográfica, registrando fatos que passaram ao seu redor.
UFO — Qual é o crâ- nio de cristal mais anti- go conhecido?
SHAPIRO — Não
podemos responder a esta pergunta porque não temos um método científico seguro que nos dê a data precisa de quando um pedaço de quartzo foi transformado numa peça em formato de um crânio. Podemos estimar commétodos científicos quando aquele pedaço de quart- zo se formou na natureza, mas quando foi usado para se tor- nar uma escultura, não. Nova- mente, se prestarmos atenção às tradições orais e lendas in- dígenas, ou se levarmos em consideração as informações recebidas dos sensitivos que têm tido contato com os crâ- nios, vamos chegar à conclu- são de que tais artefatos têm mi- lhares de anos. O cristal de quartzo é uma das substâncias mais duras de nosso planeta, podendo existir em sua forma natural durante um tempo muito longo. Também há rumores de que existam crânios de cristal que poderiam ser até mais velhos do que os que conhecemos.
UFO — Que tipos de crâni- os existem hoje no mundo? SHAPIRO — Há três classifi- cações para eles, segundo defi- nição da Sociedade Internacional de Crânios de Cristal. Existem os novos ou contemporâneos, que
UFO — Joshua, é possível então que num passado muito remoto tenham existido povos com uma tecnologia superior à nossa, cujos segredos ainda estão guardados?
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uando iniciei minhas investiga- ções sobre o Fenômeno UFO, por volta de 1975, depois de vá- rios anos dedicados à leitura do que de mais significativo exis-
tia sobre a presença extraterrestre em nosso passado histórico, pré-histórico e no presente, não poderia imaginar – apesar de já ter uma certa intuição so- bre a existência de uma ligação entre a própria origem de nossa humanidade e os alienígenas que nos visitam – que mergulharia em níveis tão abstratos ou imateriais de pesquisa. As lembranças mais antigas de minha infância estão ligadas ao meu interesse pela realida- de da vida extraterrestre, e não seria exagero dizer que minha vida e meu envolvimento com o assunto fazem parte de uma única realidade – coisa que não é um privilégio meu. De uma maneira ou de outra, com particulari- dades pessoais, esse interesse e a neces- sidade de envolvimento com a questão, de forma ainda inexplicável, faz parte da realidade de muitas pessoas.
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Tenho consciência do que já realizei em termos pessoais e em conjunto com outros companheiros para a divulgação da realidade do Fenômeno UFO. Posso dizer que tenho orgulho de fazer parte de um grupo de pessoas que, de uma maneira ou de outra, foi responsável por expressiva parcela do que foi produzido nas últimas décadas dentro da Ufologia Brasileira. Mas se muito já conseguimos realizar,nãotenhoamenordúvida,como muitos dos leitores, que na verdade de- mos apenas os primeiros passos na dire- ção de uma realidade que será capaz de modificar nosso mundo – cujo destino é tão incerto –, em algo que faça mais sen- tido. O estabelecimento definitivo e em larga escala da existência de vida extra- terrestre, das ligações do Fenômeno UFO com nossas grandes religiões, da percepção de nosso relacionamento com algumas das raças extraplanetárias que ainda hoje nos visitam e, sobretudo, da realidade espiritual do homem e do pró- prio universo, cedo ou tarde serão os agentes dessa transformação.
DezembroDezembro 20042004 –– AnoAno 2020 –– EdiçãoEdição 105105
J. F. Klinger
EdiçãoEdição 105105 –– AnoAno 2020 –– DezembroDezembro 20042004
Marco Antonio Petit, co-editor
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Já usamos a Ufologia na busca de nossas verdadeiras origens materiais e chegou o momento de mergulharmos no mundo espiritual. Com certeza, ao fazer- mos isso, estaremos penetrando em um terreno perigoso, pois esta área foi, por muitas vezes, alvo de mistificadores e pessoas desequilibradas. No entanto, ao escrever meu último livro, UFOs, Espi- ritualidade e Reencarnação [Editora do Conhecimento, 2004] – o que realizei como um exercício definitivo de liberda- de em busca do sentido maior de nossa natureza e existência – evidentemente tive que deixar de lado esse tipo de preocupa- ção. Em primeiro lugar, devo ressaltar que minhas idéias e percepções sobre a reali- dade espiritual do homem e do universo não são fruto de uma visão religiosa ou mística, mas está alicerçada no mundo real, aquele que está emergindo inclusi- ve de experimentos relacionados à físi- ca quântica e – por que não dizer? – das informações e experiências relacionadas aos contatos com representantes das ci- vilizações alienígenas que nos visitam na atualidade e acompanham nossa huma- nidade desde as mais remotas eras.
UMA VIAGEM ESPECIAL — Ao longo de
minha vida, praticamente desde a infân- cia, sempre senti que fazia parte de al- guma coisa especial e que de certa for- ma tinha algo a realizar. Apesar de nun- ca ter me considerado um espírita, con- vivi com muitas pessoas desta linha fi- losófica, e algumas vezes recebi mensa- gens através delas, as quais reforçavam minhas percepções. Esta é uma revela- ção que pode chocar alguns dos leito- res, mas que precisa ser feita. Apesar de ter recebido vários relatos dos ouvintes de minhas palestras alegando a presen- ça de entidades ou seres não humanos nos ambientes em que as realizei – ge- ralmente os chamados Grays [Cinzas], aqueles de baixa estatura, pele cinza, ca- beças volumosas e olhos negros –, em momento algum fui contatado telepati- camente por eles ou tive alguma indica- ção de que buscassem alguma comuni- cação direta comigo, pelo menos de ma- neira objetiva. Mas não foram poucos os momentos em que realmente senti a presença de alguma coisa muito forte, ou mesmo de alguém, que de uma ma- neira ou outra parecia apoiar meu traba- lho e até mesmo dirigi-lo, criando um rumo para minhas buscas. Como muitas das pessoas que hoje têm o privilégio de estarem encarnadas neste momento especial de nossa traje- tória planetária, vivenciei momentos em que nada parecia fazer sentido – até mi-
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nha própria atuação na área da Ufologia parecia não ter muita importância. Hoje percebo com maior clareza, justamente no momento em que escrevo estas linhas, que a origem dessas crises existenciais sempre estiveram associadas a um pro- cesso de afastamento daquilo que esco- lhi há muito como objetivo de minha vida. Um momento a ser descrito ocor- reu no início de outubro de 2003, quan- do passei por uma dessas crises – da qual, sinceramente, não via como sair nem como a ela reagir. Na manhã do dia 08 daquele mês, uma terça-feira, viajei de carro para a cidade de Belo Horizonte, onde lançaria meu livro an- terior, Contato Final - O Dia do Reen- contro [Coleção BIBLIOTECA UFO, 2003]. Falando claramente, publicar tal obra na- queles dias não passava de um compro- misso como outro qualquer. Mas algu- ma coisa mudaria essa situação. Após a conferência de lançamento e a sessão de autógrafos que se seguiu, re- solvi que retornaria imediatamente para Conservatória (RJ), onde resido, e saí da cidade dirigindo por volta das 23h00. Poderia ter pernoitado em Belo Horizon- te e aguardado a manhã seguinte para re- gressar. Mas como normalmente não sin- to sono à noite, mesmo após proferir uma palestra, decidi retornar naquele mesmo instante. Chego a ter dificuldade de dor- mir nas noites em que realizo minhas conferências, mas não estava mensuran- do, naquela noite de lançamento do li- vro, o cansaço físico que tinha acumula- do nas últimas semanas, a partir de todo desgaste emocional que vinha passando em função das crises mencionadas.
DIRIGINDO NA CONTRAMÃO — As primei-
ras horas da viagem passaram sem maio- res problemas. Mas por volta das 04h00 do dia seguinte, exausto, acabei pegan- do no sono ao volante e somente acor- dei dirigindo a cerca de 100 km/h na con- tramão, em uma grande reta existente na rodovia BR-393. Não posso ter certeza, mas acredito ter fechado os olhos por pouco tempo – quase o suficiente para causar um acidente que me mataria e tal- vez a outros motoristas. Apesar de nun- ca ter tido tendência suicida, lembro-me perfeitamente do meu primeiro pensa- mento ao acordar. Se tudo tivesse aca- bado naquela estrada, meu desapareci- mento não faria muita diferença, pensei por um instante. Mas, em seguida, vol- tei meu pensamento para minha filha, mi- nha mãe e – por que não dizer – na mu- lher que ainda hoje amo, e procurei um lugar para parar o carro, tomar um café, descansar uns minutos e seguir viagem.
“ A vida na Terra faz pa
do universo, que é ge consciênciaeinteligência nível de existência, no qua ser células, atuandop consciênciaeinteligência teminfluenciadoodesenv através de manipu
Depois de diri- gir por mais 30 minutos, final- mente consegui achar um posto aberto. Entrei, tomei um copo de café e comi alguma coisa. Naquele mo- mento, ainda de certa insanida- de, julguei que já estava pron- to para voltar ao volante e di- rigir até minha residência. A estrada continuava de- serta, mas feliz- mente havia pa- rado de chover. Talvez nunca tenha me senti- do tão sozinho quanto naquela viagem. Algo estava real- mente errado. De uma manei- ra inexplicá- vel – simples- mente não sei como e nem quando – passei pela cidade de Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, a
apenas alguns minutos de mi- nhacasa. Quan- do me dei conta, já estava chegando a um trecho bem conhecido, o trevo de Barra do Piraí, de onde parte a estrada que leva a Conservatória. Quilômetro após quilô- metro, percebi que estava cada vez mais perto do lar e da segurança que ele ofere- ce. Mas quase no final da descida de uma serra, a cerca de apenas 3 km de minha residência, adormeci de maneira definiti- va ao volante. Desta vez, o carro passou por cima do meio-fio e saiu da estrada em direção a um barranco. Quando acor- dei, percebi que o veículo estava ainda em movimento, deslizando com a roda dian- teira esquerda presa numa canaleta de es- coamento de água lateral à pista. Após acordar, com um enorme sus- to, vi o automóvel ainda percorrer cerca de 50 m preso ao trilho que o segurava e impedia de tornar aquele um desastre ain- da maior. O carro ia batendo no barran-
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Myle Ambrose
rte do processo evolutivo renciadopelamesma que emerge de um outro l nossosespíritosparecem ara sua evolução. Essa conhecenossasraízese olvimento da humanidade laçãogenética ”
co, nos pontos aonde este che- gava mais pró- ximo da estra- da. Não sofri um arranhão sequer, e quan- do cheguei em casa, com o próprio carro – depois dele ter sido recoloca- do na estrada com a ajuda de conhecidos que passavam pelo local –, fui dei- tar sem refletir sobre tudo o que havia ocor- rido naquela noite. Em de- terminado mo- mento, minha mãe entrou no quarto e, vendo que eu não es- tava dormin- do, disse que não sabia em quem ou no quê eu acreditava, mas que deve- ria agradecer por estar vivo e ileso de duas quase tragédi- as durante a fatídica via- gem. Nos dias que se segui-
ram comecei a perceber que, por mais que aquela estrada me pare- cesse deserta, em nenhum momento eu estivera sozinho. Essa reflexão teria imensa importância em minha vida, como descobrira logo após.
MÉDIUM ESPÍRITA — Dias depois desses acontecimentos fui à cidade do Rio de Janeiro a negócios e, após a formulação de rotinas de trabalho do meu projeto Contato – que, sem dúvida, começou a nascer durante aquela viagem –, encon- trei-me com o ufólogo e biólogo Orlan- do de Souza Barbosa Júnior, num bar si- tuado no bairro da Tijuca, para discu- tir com ele minhas novas idéias. Esta- vam presentes nessa reunião informal, além do próprio, um amigo do pesqui- sador, que vim saber depois que era médium de um centro espírita próximo, e o pesquisador Renato Travassos, do
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meu grupo, a Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU). Quando co- mecei a contar ao grupo o que tinha acon-
tecido naquela noite, me referindo especi- ficamente à batida com o carro no barran- co próximo de casa, o médium me inter- rompeu. Fez menção à presença de um gray que, segundo ele, estaria ali próximo de nós, num outro nível dimensional. Em seguida, de maneira surpreen- dente, o rapaz revelou todos os detalhes ocorridos durante a viagem, fazendo menção inclusive ao primeiro momento em que eu havia dormido. Após isso, descreveu geograficamente e com pre- cisão o local onde eu tinha adormecido pela segunda vez, levando o carro a co- lidir com o já referido barranco. Para fi- nalizar, o médium, sem dar qualquer ex- plicação da origem das informações que estava passando, revelou ainda que eu havia sido poupado – pois “tinha ainda algo de importante a realizar”, segun- do disse. Posso dizer francamente que comecei a nascer novamente naquela noite, e principalmente a assumir total- mente aquilo que considero como uma de minhas maiores responsabilidades nesta vida. Quando isso aconteceu, sen- ti que havia chegado o momento de alar- gar minha percepção da realidade, do universo e até mesmo da própria nature- za humana – e senti que precisava re- partir isso com mais pessoas. Experiências profundas como esta nos levam a muitas conclusões. Uma delas, até anterior aos fatos narrados, é a de que quanto mais nossa ciência avança em suas ten- tativas de compreen- der aquilo que os instrumentos de nossa limitada tec- nologia nos permi- tem observar, mais nos aproximamos da constatação de algo realmente trans- cendente – e não mensurável em ter- mos físicos. Seria na realidade a for- ça inspiradora de tudo aquilo que po-
demos visualizar através de nossos telescópios ou de- tectar através de outros instrumen- tos, nos vários ní- veis do espectro eletromagnético.
Essa realidade já vinha sendo revelada há muitas décadas por cientistas como Albert Einstein, Max Planck e tantos ou- tros que os seguiram. Planck, por exem- plo, muitas décadas atrás, já dizia:
“Como uma pessoa que dedicou toda sua vida à ciência mais exata, aquela que estuda a matéria, não posso ser acu- sado de tendências místicas. Por isso lhes digo que toda a matéria somente surge e existe por meio de uma força que faz as partículas atômicas vibrarem, conservando-as como sistemas estela- res em miniatura, o átomo”.
INVISÍVEL AO OLHO HUMANO — Planck, ape-
sar de garantir, na mesma afirmação, que não tinha tendências místicas, encerrou seu pensamento de forma no mínimo incomum: “Suspeito que por trás desta força há um espírito consciente e inteli- gente. Este espírito é a origem de toda a matéria”. Não é minha pretensão ne- gar os avanços já realizados na busca da origem de nosso universo e de uma melhor compreensão de sua natureza, mas precisamos ter em mente que esti- vemos até o momento apenas olhando um reflexo dele, no máximo algo resul- tante da interação e existência de ou- tros níveis de realidade. A visão materi- alista ou mecanicista do universo deixou há muito tempo de fazer sentido. Na mais ínfima partícula subatômica, em cada um de nós, nos planetas de nosso
Sistema Solar ou nas estrelas das galáxias mais distantes, po- demos encontrar – se soubermos real- mente enxergar – os sinais da existência de algo transcenden- te, que une tudo e a todos nós de uma maneira muito espe- cial. É uma forma de inteligência, um es- pírito que permeia tudo e que na verda- de é tudo, já que nada existe, se orga- niza ou se estrutura sem a sua existência e presença.Assim, o espírito consciente e inteligente de Planck
nos permite ver um sentido maior em qualquer forma de individualização, seja em nosso uni- verso ou em qual- quer outro, como prescreve a física
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MAX PLANCK afirmava que toda matéria somente surge e existe por meio de uma força que faz as partículas atômicas vi- brarem, conservando-as como sistemas estelares em miniatura, o átomo. Para ele, por trás dessa força há um espírito consciente e inteligente, que seria a ori- gem de toda a matéria
quântica. Em 1982, o físico francês Alain Aspect constatou de maneira definitiva esta realidade, mostrando, por exemplo, que existe uma inexplicável correlação entre dois fótons ou dois “grãos de luz” que se afastam um do outro em direções opostas. Toda vez que se modifica a polaridade de um dos dois fótons, o outro parece ime- diatamente “saber” o que aconteceu com
seu“companheiro”,esofreinstantaneamen-
te a mesma alteração de polaridade. Qual seria a explicação para este fenô-
meno em termos físicos? A primeira delas supõe que o fóton
A de alguma ma-
neira “informaria” o que se passa ao fóton B, graças a
um sinal que vai de um ao outro numa velocidade supe- rior à da luz. Ape-
sar de ter consegui-
do alguma adesão,
esta interpretação para o fenômeno hoje já não é tão bem considerada.
A maioria dos ci-
entistas da atuali- dade prefere acatar como explicação aquilo que o físico Niels Bohr chama-
va de “indivisibili-
dade do quantum de ação”, ou ain- da, “inseparabili- dade da experiên- cia quântica”. Fa- lando claramente, apesar de separa-
dos por bilhões de quilômetros, os dois fótons conti- nuam fazendo par-
te de uma única
realidade. O que
acontece a um de- les, de uma maneira ou outra, passa a fa- zer parte do “conhecimento” e “memória”
do outro. Em minha visão pessoal, passa a
fazer parte da memória da grande estrutu-
ra que chamamos de universo. Exemplos deste tipo podem ser en- contrados noutras áreas de nosso conhe- cimento, com nomes e terminologias dis- tintas, onde a mesma realidade vem sen- do apresentada por aqueles que conse- guem enxergar um pouco além da mate- rialidade das coisas, deixando de lado noções incapazes de explicar os fenôme-
nos básicos ligados à evolução da maté-
tentativas de se criar novas substâncias, mas que, a partir do primeiro sucesso, como que insolitamente, desencadeiam e permitem a pesquisadores em diferentes partes do mundo repetirem a proeza – e eles conseguem cristalizar os novos pro- dutos com facilidade. Sheldrake chegou a perceber que determinados padrões de comportamento de sociedades de insetos
e animais desenvolvidos num específico
momento histórico passam a ser duplica-
dos por outros grupos similares, também em partes distintas do planeta, sem que haja qualquer forma de contato físico. A festejada idéia da memória genética não elucida casos desse tipo, e certa- mente a explicação é algo mais trans- cendente e relacio- nada à própria na- tureza da vida e do universo. Todas as tenta- tivas feitas em vá- rios momentos de nossa história de separar o homem do universo, como se este último fos- se algo criado para
ele, dentro de con- ceituações supos- tamente científi- cas, evidentemente carecem de uma base de realidade – por mais que a ver- dadeira realidade possa nos parecer cada vez mais um sonho, algo que ainda nos escapa.
No universo real mostrado pela físi- ca quântica, mais místico do que qualquer noção idealizada pelos visioná- rios e religiosos, um simples observador altera e interfere leis matemáticas e esta- tísticas. Neste universo – digamos – “ir-
real”, os sinais de um espírito inteligente
e de uma consciência que a tudo permeia
estão por toda parte. Para alguns físicos,
as partículas elementares, antes de serem
objetos definidos, são na realidade o re- sultado, sempre provisório, de interações incessantes entre campos imateriais. Assim, antes de aceitarmos o acaso como explicação para aquilo que não con- seguimos entender numa visão materialis-
ta – e não estou falando apenas da chama-
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e da própria vida. Um destes investiga- |
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da matéria inerte, mas vislumbrando os grandes problemas da origem da vida e sua evolução –, temos que perceber e buscar outras respostas, por mais que possam ser consideradas místicas ou não-científicas numa visão superficial. Da mesma manei-
ra que as condições geradoras do Big Bang
teriam surgido por acaso, o salto da evolu- ção química para a biológica ainda é ali- cerçado numa série de “milagres”, na falta de um termo melhor. Leis químicas e físi- cas tiveram que ser vencidas para que tal salto ocorresse, e estou certo de que o aca- so também não foi o agente inspirador. O próprio universo material, em sua estrutu- ração, está alicerçado num número razoá- vel de constantes, e teria bastado uma ínfi- ma variação nos valores de apenas uma delas para que ele não existisse. Um bom exemplo disso foi a densi- dade inicial do universo, crítica no seu processo de formação. Existe uma pro- gramação estabelecida que faz com que este continue evoluindo em busca de es- tágios maiores de complexibilidade e consciência. Não podemos continuar a admitir que foi por acaso que surgiu a base da vida, o chamado DNA ou os primei- ros organismos unicelulares. Uma célula possui 20 aminoácidos, cuja função de- pende de cerca de 2 mil enzimas especí- ficas. Os biólogos chegaram à conclusão de que as possibilidades deste vasto nú- mero de enzimas se aproximarem de modo ordenado, até darem origem a um organismo unicelular. É um número da or- dem de 10, seguido de mil zeros contra um. Ou seja, algo não mensurável.
MISTERIOSA ORIGEM DA VIDA — O prêmio
Nobel Francis Crick, descobridor da es- trutura molecular do DNA, chegou a fir- mar que “um homem sensato, armado de todo o saber à sua disposição, teria a obri- gação de afirmar que a origem da vida parece um milagre, tantas são as condi- ções que precisaria reunir para viabilizá- la”. Mas, apesar disso, tais condições aca- baram por ser criadas nos pontos onde a vida surgiu de início no universo, e em seguida se espalhou através do fenôme- no conhecido como ressonância mórfica, se quisermos utilizar a terminologia em- pregada por Sheldrake. A vida parece fa- zer parte do próprio processo evolutivo do universo, que, entretanto, seria geren- ciado pela mesma consciência e inteligên- cia que emerge de outro nível de existên- cia, do qual nossos espíritos parecem ser células, atuando para sua evolução. Em cada um de nós estão a memória e
a consciência deste universo, até porque estamos encarnando em níveis progressi- vamente superiores de consciência desde
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os primeiros momentos que sucederam o Big Bang. Falando mais claramente, nos- sas primeiras vidas no mundo material – ou encarnações – estão associadas às pri- meiras partículas elementares que sur- giram após a grande explosão, que mais tarde formariam os átomos. Mas também somos responsáveis pela criação de no- vos padrões que, ao serem desenvolvi- dos, passam a fazer parte desta “memó- ria” maior, gerando a evolução. Existi- mos para isso. Mas temos que ter em mente que, por mais que o Cosmos permita este
nível de individualização, continuaremos a fazer parte de um todo em um amplo e eterno processo de interação. Somos o uni- verso e este é cada um de nós. Nessa visão do universo uma série de fenômenos pode ganhar nova interpreta- ção e explicação. O processo de troca de informações entre partículas ou células dessa estrutura tem que ser inspirado nos mesmos princípios, tanto entre si como com a totalidade. Diante dessa proposta, qual seria a diferença entre a telepatia dos fótons e a que existe entre qualquer um
UFOs, espírito e matéria:
inusitada combinação de forças
Sérgio França Carvalho, convidado especial
Depois de quase três décadas investigando o Fe- nômeno UFO e buscando as evidências de que seres de avançadas civilizações ex- traplanetárias já conviveram com nossa humanidade em seu passado, assim como ainda fazem no presente, o autor desenvolveu uma teo- ria através da qual defende a origem cósmica da raça hu- mana, apresentada em seus livros anteriores, Terra – La- boratórioBiológico Extrater-
restre [Coleção BIBLIOTECA UFO, 1998] e Contato Final – O Dia do Reencon- tro [Coleção BIBLIOTECA UFO, 2003. Reeditado pela Editora do Conhecimento, 2004]. O aperfeiçoa- mento de sua hipótese, mais alguns anos de bus-
dente tudo o que as missões norte-ameri- canas a Marte desco- briram e que as autori- dades dos EUA buscam abafar a todo custo. Mas o ponto alto de UFOs, Espiritualidade e Reencarnação é, sem dúvidas, o resultado das incursões mais recentes de Petit no universo da espiritualidade, desen- volvidas mediante uma série de experiências pessoais – algumas viven- ciadas durante o desenvolvi- mento da parte final desta obra, tornando-a parte da experiência. Pela primeira vez em sua vida o autor – que é um dos mais reno- mados ufólogos brasileiros –, admite sua in- teração direta com o Fenômeno UFO. E de forma inédita estão sendo tambémdesven- dados na obra os objetivos por trás das su- cessivas intervenções extraterrestres na es- trutura genética de nossa humanidade, rea- lizadas através dos abduzidos e relaciona- das ao nosso despertar espiritual. Depois de ler este livro, certamente o leitor não será mais o mesmo e muita coisa terá mudado na Comunidade Ufológica Brasileira.
SÉRGIO FRANÇA CARVALHO é membro
do Centro Brasileiro de Pesquisas de Dis- cos Voadores (CBPDV) e proprietário da Edi- tora do Conhecimento, uma das casas edi- toriais brasileiras que mais incentiva a Ufo- logia. Seu e-mail é: conhecimento@edco- nhecimento.com.br.
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e algumas experiências inusitadas levaram Pe- |
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a conceber uma idéia ainda mais abrangen- |
te, e que trata de maneira mais clara e objeti- va o relacionamento existente entre os extra- terrestres e a evolução espiritual de nossa humanidade. Esse é o tema de seu último livro, UFOs, Espiritualidade e Reencarnação, recém- lançado pela Editora do Conhecimento. O autor apresenta evidências definitivas da existência e antigüidade da manifestação ufoló-
gica no planeta Terra, examinando, entre outros dados, os primórdios da investigação ufológica nos Estados Unidos. Como adendo à obra, Petit ainda revela novos detalhes do Caso Varginha,
do qual participou como um dos principais inves-
tigadores, tendo acesso direto às testemunhas
militares e civis, conforme apresentou de manei-
ra sucinta em várias edições da REVISTA UFO, da
qual é co-editor desde seu lançamento, em 1985.
O autor ainda apresenta de maneira surpreen-
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O PRÊMIO NOBEL FRANCIS CRICK, desco-
bridor da estrutura molecular do DNA, chegou a firmar que “um homem sen- sato, armado de todo o saber à sua dis- posição, teria a obrigação de afirmar que a origem da vida parece um mila- gre, tantas são as condições que pre- cisaria reunir para viabilizá-la”
de nós? Ou mesmo entre representantes das avançadas civi- lizações extraterres- tres que nos conta- tam e membros de nossa humanida- de? Em minha vi- são, simplesmente nenhuma. Quando qualquer um de nós estabelece alguma espécie de vínculo mental ou telepático com os seres aliení- genas, geralmente por interferência dos últimos, o con- tato que está sendo estabelecido é na verdade entre duas partes ou partículas da mesma estrutu- ra – ser, entidade ou do próprio Cosmos. É importante que se
ressalte que este vínculo acontece no nível da “matéria” espiritual, da essência básica responsável, como já declaramos, pela própria estru- turação física do universo.
chamados ufólogos científicos –, deixan- do o assunto para pessoas que algumas vezes só trazem des- crença para este ou- tro espectro da rea- lidade. Nossa socie- dade planetária vem sendo alvo de um acompanhamento por parte de várias civilizações extrater- restres desde seu es- tabelecimento no planeta. Existe um grupo delas, como já demonstramos em nossos livros, que seria responsável por nossa própria presença no planeta, segundo informa- ções que transmiti- ram aqueles que já o contataram. Na ver-
dade, já sabemos, seríamos descendentes deles, resultantes de um processo de colonização que teria ocor- rido na Terra. Ainda segundo essas mes- mas informações, em determinado mo- mento de nosso passado remoto, devido ao aumento da atividade solar, a raça aqui implantada por seres extraterrestres teria sido totalmente destruída. Os poucos sobreviventes desse pro- cesso acabaram por gerar uma descendên- cia degenerada dos colonizadores, em ter- mos biológicos, a partir de uma série de mutações genéticas.Após o momento que chamo de queda do homem, depois do Sol voltar a um estágio de equilíbrio, aquelas civilizações responsáveis por nossa presen- ça no planeta iniciaram outro processo, desta vez de intervenção genética nos des- cendentes degenerados do cataclismo, visando sua recuperação biológica e a restauração de nossa humanidade, que ainda hoje está em curso.
PROCESSOS DE INCORPORAÇÃO — Fenô-
menos como a mediunidade, processos de incorporação, curas através da fé e mes- mo as chamadas cirurgias espirituais fa- zem parte desta realidade, sem que tenha- mos que recorrer a qualquer crença. Pelo contrário, existe uma lógica nestes fenô- menos, frente à própria natureza do uni- verso. Se a realidade de um fenômeno – ou a existência de qualquer coisa – possui um vínculo com um simples observador, como prescreve a própria teoria quântica, quais seriam os limites para as partículas, células, entidades ou seres, que já possuem níveis de consciência superior? O que não poderiam realizar manipulando a própria base de estruturação do universo? Este é o grande salto que nossa ciência dará cedo ou tarde. É necessário que a humanidade terrestre mergulhe noutros níveis de reali- dade, o que certamente acontecerá através do espírito – como foi revelado em alguns dos casos mais importantes da Ufologia, tais como as experiências mantidas pelo general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa e seu grupo, no município de Ale- xânia (GO), e os contatos da norte-ame- ricana Betty Andreasson. A “dimensão espiritual” que nos é mos- trada através dos contatos ufológicos não pode continuar a ser negada por aqueles que se dizem “sérios” em nossa área – os
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CONTATOS RECORRENTES — Os aliens
chamados grays, que ainda são tidos por alguns pesquisadores como represen- tantes do aspecto negativo do fenôme- no ufológico, a partir de uma visão su- perficial e simplista, parecem desem- penhar um papel fundamental neste pro- cesso de restabelecimento de nossa raça, justamente sob o comando daque- les seres cujas civilizações estão rela- cionadas à nossa origem. Pesquisas em andamento revelam que tais seres es- tão interferindo em nossa evolução atra- vés de contatos recorrentes com huma-
nos, que acontecem ainda em sua in- fância e se estendem pelo resto de suas vidas. Desde o passado remoto de nos- sa civilização, os ETs parecem ter sele- cionado determinadas linhagens huma- nas para serem o objeto de um experi- mento genético em larga escala, visan- do o restabelecimento biológico da hu- manidade terrestre. O contato que es- ses seres fazem conosco passa de gera- ção em geração, junto com nosso ma- terial genético, herdado em sucessivas encarnações. As técnicas de hipnose empregadas em abduzidos revelam que pelo menos um dos pais de cada pessoa seqüestrada por esses seres, em nosso tempo, já vinha passando por este pro- cesso, como também um dos descen- dentes vivenciará esta realidade. Mas estamos apenas no limiar de co- nhecer as implicações desses contatos, pois o acompanhamento exercido pe- los grays em relação à evolução de nos- sa humanidade não se esgota nos parâ- metros físicos de nossa existência. Mui- tos abduzidos foram levados a bordo de naves alienígenas para perceberem essa nova “realidade espiritual” e tiveram oportunidade, de maneira surpreenden- te, de observar cenas de suas vidas pas- sadas, outras encarnações, numa espé- cie de tela de tevê ou de cinema. O com- ponente espiritual da mensagem trazi- da por esses seres foi ficando cada vez mais evidente com o passar dos anos. As próprias hipnoses passaram a indi- car que os abduzidos de nosso tempo já vinham passando por esse processo em encarnações anteriores. Os seres extraterrestres que nos visi- tam querem nos mostrar algo transcen- dente. Querem que saibamos que somos seres multidimensionais, como o próprio universo. Estamos sendo preparados para um processo de reintegração a uma espé- cie de comunidade cósmica da qual nos afastamos no passado, mas é necessário que a humanidade desperte para sua rea- lidade espiritual. Dentro de pouco tem- po, a partir de suas intervenções em nos- sa estrutura genética, estaremos geran- do corpos que não mais se limitarão às lembranças de nossas vidas pregressas, nossas outras encarnações, mas sobre- tudo às memórias de nossa casa, a ma- triz espiritual deste universo.
MARCO ANTONIO PETIT é escritor, conferencis- ta, presidente da Associação Fluminense de Es- tudos Ufológicos (AFEU) e co-editor da REVISTA UFO. Desde 2004, é também editor do Jornal Vimana. Seu endereço é: Caixa Postal 89.130, 27655-970 Conservatória (RJ).
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E m meio à programação recheada por reality shows apelativos, sé- ries policiais e outras temáticas cada dia mais banais, surge no- vamente uma produção para
provar que vida inteligente existe na tevê.
E novamente é a ficção científica, com um
toque de Ufologia, a responsável por mais
este grande evento. O canal a cabo Uni- versal iniciou em novembro a transmis-
são da celebrada minissérie The 4400, que, tal qual a recente Taken, também explora
o fenômeno das abduções [Veja edição 95]. Com produção executiva do famoso cine-
asta Francis Ford Coppola, The 4400 se- ria originalmente composta por seis epi- sódios. Porém, optou-se por exibir o epi- sódio piloto com duas horas de duração, em vez de duas partes de uma hora cada, e a decisão mostrou-se acertada quando o mesmo tornou-se a maior audiência para uma estréia em canal fechado nos Esta- dos Unidos, repetindo-se no Brasil. A história começa precisamente onde costumam terminar muitos relatos de ab- dução. Um cometa que passaria próximo
à Terra subitamente avança contra nos-
so mundo, e todas as tentativas de des- truí-lo ou alterar seu curso resultam in- frutíferas. Quando parece que está reser- vado à raça humana o mesmo destino dos dinossauros, o cometa penetra na atmos- fera e reduz sua velocidade. Mas, eviden- temente, não é um cometa! A esfera de luz resultante termina por brilhar inten- samente junto ao solo e depois sumir, deixando no lugar 4.400 pessoas – daí o título da minissérie –, todas desapareci- das por intervalos de tempo que variam de poucos meses a 60 anos. E nenhuma delas envelheceu um só dia sequer.
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Cortesia Universal Channel
2004
Edição 105 – Ano 20 – Dezembro 2004
Edição 105 – Ano 20 – Dezembro
Renato A. Azevedo
Os abduzidos são imediatamente cer- cados pelas autoridades e enviados para quarentena. Todos recebem números de identificação e pulseiras com dados pes- soais – e dossiês sobre os mesmos são pre- parados por agentes governamentais. Eventualmente, são liberados, e as mais surpreendentes histórias têm início. Os agentes federais que irão investigar os 4.400 abduzidos são Tom Baldwin e Dia- na Skouris. Baldwin é tio de Shawn Far- rel, um dos abduzidos, e pai de Kyle Bald- win, que está em coma desde o desapare- cimento de Shawn. Diana tem formação científica e médica, e desenvolverá um in- teresse pessoal em uma menina, Maya Rutledge. A criança, em 1946, com ape- nas oito anos, foi levada por seres extra- terrestres. Como todos os outros 4.400, ela retorna sem ter envelhecido. Como seus pais faleceram há muitos anos, ela acabou sendo acolhida por uma família adotiva. Porém, quando a menina come- ça a revelar espantosas habilidades men- tais, as pessoas com quem convive come- çam a repensar a situação.
PODERES EXTRAORDINÁRIOS — Este é um
dos pontos principais em The 4400, o que inclusive fez comque alguns cronistas dis- sessem que a minissérie é combinação do célebre Contatos Imediatos do Terceiro Grau com X-Men. Alguns dos abduzidos começam a exibir poderes extraordiná- rios, como maior força e agilidade, habi- lidade de curar, capacidades mentais e ou- tros dons muitas vezes incontroláveis. Lily Moore, desaparecida em 1993, por exem- plo, acredita que consegue perceber os pensamentos e sentimentos de seu filho ainda não nascido. Quando foi levada,
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tinha uma filha de seis meses de idade. Lily
retorna para descobrir que perdeu quase toda
a infância dela. Na quarentena, conhece Ri-
chard Tyler, um piloto norte-americano negro
que combateu na Guerra da Coréia e desapa- receu em 1951. Evidentemente, ele fica sur- preso quando descobre a mudança que cons-
tata, ao voltar, na questão racial de seu país. É interessante nesse ponto fazer algu- mas observações. O episódio piloto foi gra- vado em Vancouver, no Canadá, cidade fa- mosa por ter sido o lar das primeiras cinco temporadas de Arquivo-X. Mas houve pro- blemas sérios com relação ao clima do lo- cal – péssimo ao tempo das filmagens – porém tudo se resolveu a contento. Logo após a liberação dos 4.400 da quarentena, começam os problemas ocasionados pelo aparecimento de suas habilidades. Orson Bailey, desaparecido desde 1979, por exem- plo, descobre que perdeu o emprego e que sua esposa está internada em uma institui- ção. Logo percebe
suas incontroláveis habilidades, que pro- duzem muitos estra- gos por onde passa. Tom e Diana logo são chamados para inves- tigar o caso de um vi- gilante que combate o crime em sua cidade, Carl Morrissey. Ele nunca teve uma vida produtiva, mas desde que voltou de seu de- saparecimento de 18 meses, desenvolveu força e agilidade so- bre-humanas. Porém, nem tudo
é o que parece, fato
que está se tornando característica dessas produções de ficção científica. A atenção volta a se centralizar nos 4.400 abduzidos e suas habilidades, quando uma série de homicídios – seme-
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lhante a outros, ocorridos 25 anos antes – atraem os agentes federais. Eles então des- cobrem e investigam Oliver Knox, um dos abduzidos que recentemente voltou à co- munidade. Knox tem um álibi e posterior- mente aparece uma pessoa para confessar o crime. Porém, com novos assassinatos ocor- rendo, e outras pessoas surgindo para con- fessarem tais crimes, os federais estimam que ele poderia estar influenciando os acon- tecimentos. Isso acontece ao mesmo tem- po em que muitas pessoas começam a mostrar hostilidade contra os 4.400 abdu- zidos. É nesse ponto que surge Jordan Colier, parte guru e parte líder, pretenden- do organizar seus companheiros que foram seqüestrados por seres extraterrestres.
COMPORTAMENTO MESSIÂNICO — Nesse
ponto temos oportunidade de ver o com- portamento messiânico e carismático de muitos gurus e espertalhões bem conheci-
dos no meio ufológico. É uma produção norte-americana, mas a temática sem dúvida tem alcance mundial, e seu su- cesso comprova que o problema interes-
sa a todos. A ficção científica, mais uma vez, serve como defesa contra o confor- mismo e a omissão – inclusive das auto- ridades. Mostrando o poder de conven- cimento do líder Colier, Shaw Farrel de- cide utilizar seus poderes mentais. A oportunidade surge quando seu tio Tom
é chamado ao hospital, pois Kyle Bald-
win está piorando e possivelmente não
sairá mais do coma. Quando Shaw o visi- ta, o efeito é surpreendente. Logo em se- guida, atentados começam a ocorrer, ten- do como alvo os abduzidos, quando seus nomes e endereços são divulgados por uma jornalista de péssima reputação. Aqui, mais uma vez, vemos a ficção científica exercendo uma função que está embutida em sua própria gênese: a denún- cia da violência e
irracionalidade hu-
mana, especialmen-
contra aqueles
que são diferentes.
gênero sempre
adotou essa postura engajada, combaten-
toda e qualquer
forma de preconcei- to que tanto mal ain-
faz, infelizmente,
à civilização huma- na. Foi assim, por exemplo, com Jorna- da nas Estrelas. Em tempos de produções em que os
alienígenas eram uti- lizados como paródia
do perigo comunista,
a mesma trazia um alienígena – Spock –
como primeiro oficial da nave Enterprise.
E em tempos de luta pelos direitos civis nos EUA, lá estava uma negra, a tenente
UM DOS CENÁRIOS onde há o aparecimento de um UFO relacionado aos seqüestros dos 4.400. Toda a série foi produzida com esme- ro para oferecer o máximo de realismo
te
O
do
da
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espacial Uhura, como oficial de comu- nicações da mesma nave! E o que dizer de um oficial japonês, Sulu, pouco mais de 20 anos do final da Segunda Guerra? Ou de um russo, Checov, também ocu- pando a ponte da Enterprise? Em Star Wars, por exemplo, o que mais vale, o pequeno tamanho do mestre Yoda ou seu conhecimento da chamada Força? Já em Arquivo-X, Mulder e Scully sempre ti- veram opiniões absolutamente opostas. Mas alguma vez vimos os agentes des- respeitando um ao outro?
CRISES FREQUENTES — Numa sociedade
planetária atravessando crises cada vez mais freqüentes, onde até aqui no Brasil a realidade passa bem longe do caldeirão cul- tural pleno em harmonia e tão batido pelas propagandas oficiais, é importante que existam produções de ficção científica em todas as mídias, sempre discutindo temas que estão muito mais ligados ao dia-a-dia das pessoas do que os apressados críticos costumam pensar. Mais do que puro en- tretenimento, a função primeira da ficção é expor para uma sociedade carente em autocrítica os problemas e incoerências que, muitas vezes de forma hipócrita, são deixados de lado em nome de modas mo- mentâneas ou conveniências de toda clas- se de indivíduos influentes. Talvez daí ve- nha ser um dos gêneros mais combatidos pelos “donos da verdade”. E as mesmas mazelas da civilização da
qual fazemos parte estão, seguramente, na linha de frente das razões pelas quais o con- tato com nossos visitantes – se os mesmos realmente estão chegando aqui – ainda não ocorreu. Ainda que sob risco de parecer clichê, podemos afirmar que, se não res- peitamos nossos próprios semelhantes, é muito duvidosa nossa capacidade de re- ceber os representantes de uma cultura proveniente de outro mundo. Diante da “cultura” descartável e apelativa, cada vez mais tomando espaços na mídia, é impor- tante que produções como The 4400 ou Taken surjam para questionar as verda- des que muitos julgam imutáveis. Pode- se mesmo afirmar que tanto a
ficção científica quanto a Ufo- logia sejam primas, pois as mes- mas nos conduzem, acima de tudo, a uma profunda reflexão sobre nós mesmos, nosso lugar no mundo, nossas escolhas, opi- niões, desejos e objetivos. Quanto a The 4400, tudo se complica para os agentes que bus- cam a verdade sobre os abduzi- dos. Tom precisa lidar com o es- tranho comportamento de seu fi- lho Kyle e um novo e ambicioso
agente federal, que objetiva tomar o controle da situação. Ao mesmo tempo, Diana expe- rimenta dificuldades com Maya, pois seus poderes aumentam e a menina passa a en- xergar até mesmo o futuro próximo. Enquan-
to isso, o guru Colier passa a agir mais aber-
tamente, embora não se saiba se o mesmo desenvolveu alguma habilidade especial.
Por fim, as trajetórias dos abduzidos e da- queles que os investigam vão se aproximan- do de um ponto culminante, em que o des- tino dos 4.400 será importante também para
o futuro da humanidade. Até o momento do fechamento desta edição, a minissérie ainda estava em an-
damento, sendo previsto seu desfecho até
o fim de dezembro. Para as muitas ques-
tões deixadas em aberto por mais esta ins- tigante obra da ficção científica mundial, resta a esperança de que The 4400 se torne um seriado regular. Na caixa da edição em DVD, já disponível no exterior, está im- pressa a frase “complete first season”, ou primeira temporada completa. Contudo, há
uma excelente notícia para os leitores: en- tusiasmado com o grande sucesso dos pri- meiros episódios, o canal USA [Univer- sal Channel aqui no Brasil] já encomen- dou 13 novos episódios para a segunda temporada, cujas filmagens devem co- meçar em fevereiro, para exibição nas telas norte-americanas em junho, com boa parte do elenco original. Espera-se que não demore a aportar aqui. Vamos seguir na torcida, pois os entu- siastas da Ufologia e ficção científica me- recem que esse e outros programas inteli- gentes venham romper o atual marasmo da programação, provocando novos deba- tes acerca desses intrigantes fenômenos,
sobre o lugar da humanidade no imenso universo que habitamos.
e
RENATO A. AZEVEDO é autor de Contato em Me- thárion, Inimigo Interior, Lembranças e Coletânea Fantasias, obras que podem ser conhecidas atra- vés do site: www.hotbook.com.br. É colunista da revista Scifi News e consultor da REVISTA UFO. Seu e-mail é: renatoalaz@uol.com.br.
Uma produção afinada coma ficção científica
Renato A. Azevedo
Francis Ford Coppola, produtor executi- vo de The 4400, simplesmente dispensa apresentações. Inclusive, o diretor de Apo- calipse Now e da saga O Poderoso Chefão é grande amigo de George Lucas, o criador de Star Wars. Coppola produziu em 1973 Ame- rican Graffiti, ou Loucuras de Verão, dirigido por Lucas. Ira Steven Behr, também produ- tor executivo, é bem conhecido dos fãs de Jornada nas Estrelas, tendo atuado como produtor nas séries A Nova Geração e Deep Space 9. Também esteve envolvido com a produção dos seriados Dark Angel, obras de ficção científica criadas por James Came- ron, e Além da Imaginação. Também é autor de dois livros, ambos baseados na raça Ferengi de Jornada nas Estrelas: Lendas dos Ferengi e Regras de Aquisição Ferengi. Outro produtor executivo de The 4400 é Rene Echevarria, que escreveu um episódio para A Nova Geração e também foi produtor em Deep Space 9, que lhe rendeu inclusive um prêmio Vision da NASA, como Melhor Des- crição do Futuro da Humanidade no Espaço. Também desenhou os cenários do parque te- mático Star Trek: The Experience. Em segui- da foi co-produtor de Dark Angel, o seriado
de Cameron que mostrava a saga de huma- nos transformados em armas por engenharia genética no futuro próximo. Infelizmente, exa- tamente quando o seriado abria imensas pos- sibilidades com a aparição de um culto atu- ando desde os tempos babilônicos, e que pro- duzia super-humanos com métodos de pro- criação selecionada, foi cancelado. Já em meio ao elenco vale ressaltar a presença de Peter Coyote como Dennis Ryland, o chefe de Tom Baldwin e Diana Skouris. Coyote, entre outros, é conhecido por sua participação em ET, O Extraterres- tre, de Steven Spielberg. Há também Joel Gretsch, interpretando o agente federal Tom Baldwin, conhecido até mesmo entre os lei- tores de UFO, pois também tra-
balhou em Taken, como o coronel Owen Crawford. Estes são alguns dos talentos que participaram de mais essa produção da ficção cien- tífica mundial. Quem sabe, um novo clássico esteja a caminho!
DOIS DOS TALENTOS que definiram o sucesso de The 4400: o diretor Francis Ford Coppola [À esquerda] e o ator Peter Coyote. Hollywood leva a sério produções que envol- vem a temática ufológica
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Dom Fernando Pugliesi
S e prestarmos atenção, a chamada civilização cristã, pelo menos aqui no Ocidente, possui dois deuses. Um deles, tal como se manifesta nas Sagradas Escrituras,
notadamente no Antigo Testamento, tem
todo realismo, solidez existencial e factual.
O outro, numa tremenda deturpação do
conteúdo dos Evangelhos, manifesta-se de
maneira abstrata, alienada, irreal e forma-
|
do |
por um conceito supostamente teológi- |
|
co |
de Santíssima Trindade: um só Deus em |
três pessoas distintas – Pai, Filho e Espíri-
to Santo. Essa é uma conceituação absur-
da, forjada pelos próprios teólogos, em que
se pretende que três pessoas distintas cons- tituam um só deus, algo que está em total contradição com os ensinamentos de Je- sus, bem claros a esse respeito. Tomando essas reflexões como ponto
de partida, e, conseqüentemente, enxer-
gando Deus de outra maneira, tentaremos rigorosamente nos basear naquilo que Ele mesmo nos revela sobre si no Antigo Tes- tamento – e no que Jesus nos apresenta em seus ensinamentos, além das inscri- ções de autores inspirados que compõem o Novo Testamento. Com essa sólida base, podemos perceber de maneira bem clara certos pontos das escrituras judaico-cris- tãs. Tais trechos não só podem como de- vem ser interpretados à luz de um novo conhecimento, e esse nos leva a civiliza- ções extraterrestres, manifestações ufoló- gicas e seres alienígenas. Isso, sem dúvi- da, vai constituir os fundamentos reais e autênticos não só de nossos conceitos re- ligiosos como de nossas línguas e, em úl- tima análise, de nossa civilização. Começando pelo Antigo Testamento, voltemos nossa atenção para um signifi- cativo acontecimento, o grande desastre ecológico conhecido como dilúvio, cuja universalidade ainda hoje é discutida pe- los estudiosos. Além do patriarca Noé – nome que vem do hebraico Nôach, que
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significa flutuação – a figura mais im- portante do tal desastre é a da famosa arca, que teria sido construída a mando de Deus para o resgate de Noé, sua fa- mília e dos animais que por ali existiam. Avançados estudos conduzidos pelo grande pesquisador e hermeneuta bíbli- co Zecharia Sitchin, bem como por Brad Steiger e Hayden Hewes, todos também notáveis ufólogos, levam à conclusão de que a arca teria sido, na verdade, uma nave submersível dotada do que as civi- lizações extraterrestres possuíam de mais adiantado e sofisticado do gênero, a fim de suportar as catastróficas intem- péries dos supostos 40 dias e 40 noites sem se desintegrar totalmente.
TÁBULAS SUMERIANAS — Sobre essa afir-
mação há indícios fortíssimos em textos apócrifos, especialmente encontrados no Gênesis e nos manuscritos de Qumran, assim como em referências de textos su- mérios, notadamente na epopéia de Gil- gamesh, em particular na pessoa de Utna- pichtim – que seria Noé na versão judai-
ca do acontecimento narrada nos capítu- los 6, 7 e 8 do referido Gênesis. Além das tábulas sumerianas, o pesquisador italia- no Frederico Arborio Mella menciona uma versão hitita do histórico dilúvio, também antiqüíssima, como também é a famosa Edda Nórdica, citada pelo pensa- dor alemão Gerd Von Hassler em sua obra Os Sobreviventes do Dilúvio, ainda sem ver- são disponível em português. No presente trabalho queremos mos- trar, dentro de uma linha ufológica de pensamento e interpretação, a diferença que há no texto original da Bíblia hebrai- ca entre as palavras usadas para designar a Arca de Noé e a Arca da Aliança. Para isso nos amparamos nos capítulos acima citados do livro de Gênesis e no capítulo 25 de Exodus, a partir do 10º versículo. Apesar de nos textos originais estas se- rem palavras completamente diferentes, quando o famoso São Jerônimo traduziu tudo para o latim – Vulgata Latina – ele empregou, para ambos os casos, a pala- vra latina “arca”, que assim foi traduzida literalmente para o português.
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No caso da Arca de Noé, o vocábulo original hebraico usado para a referida embarcação é hatebá, que significa uma nave submersível ou um submarino, ja- mais uma simples embarcação flutuante, como se pensava até o presente momen- to. Tal vocábulo é ainda hoje empregado no hebraico falado em Israel. Isso faz lem- brar um caso análogo de nave extrater- restre apresentada simplesmente com o nome de “grande peixe” – tradução de dag gadol, no original hebraico –, aquele pro- vável submarino que recolheu o profeta Jonas, quando este foi atirado ao mar. Tal fato está narrado no livro de Jonas, logo no início do capítulo 2.
INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO — Já em
relação à Arca da Aliança, sua primeira citação aparece no capítulo 25 de Exo- dus, quando o próprio Deus teria deter- minado a Moisés sua confecção, dando os detalhes necessários para isso. No en- tanto, a palavra hebraica do texto origi- nal massorético é aron, que significa uma cesta, caixa ou mesmo um engenho. Como
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se vê, a interpretação dada a essa palavra é completamente diferente da empregada no caso da Arca de Noé, como também tem um significado totalmente distinto. Segundo a história
bíblica, a Arca da Alian- ça seria uma caixa do- tada de singulares ca- racterísticas determina- das pela própria divin- dade. Certamente se tra- tava de um engenho ele- trônico ou algo equiva- lente, tecnologicamente bem acima de nossos atuais artefatos congê- neres. Levando-se ain- da em consideração as Sagradas Escrituras, tal caixa seria um instru- mento altamente preci- so de comunicação en- tre o plano dos Elohim – mais particularmente de Iahweh-Elohim, nosso demiurgo e Deus – e os
DUAS INTERPRETAÇÕES ARTÍSTICAS para o chama-
do Grande Dilúvio. Na primeira [Esquerda], uma pintura de Jacob Sarey retrata a Arca de Noé resgatando animais terrestres. Na segunda, uma imagem de Jamil Kojnar que mostra a arca como uma construção sólida e ainda fincada em terra firme, antes do cataclismo
seres humanos. Para alguns autores, os humanos objetos dessa comunicação se- riam especificamente os membros do chamado povo eleito, isto é, os israeli- tas liderados por Moisés. As singulares características da Arca da Aliança ainda insinuariam fortemente ser ela dotada de capacidades energéti- cas e radioativas, que a colocariam num plano bem mais concreto e real que aquele puramente sobrenatural, como nos indu- zem as interpretações do dogmatismo teo-
lógico. Por exemplo, tal objeto teria pro- vocado a imediata morte de Oza, narrada no capítulo 6 do segundo livro de Samuel. Baseado no próprio relato bíblico, a Arca da Aliança, sob o comando de Davi, vi- nha sendo transportada para Jerusalém em um carro de boi especialmente preparado para a tarefa. Em dado
momento, a mesma pendeu para a esquerda e ameaçou cair. Oza, que seguia à esquerda do carro, estendeu a mão e segurou. Neste ato teve morte imedia- ta, como que fulmina- do por algo que a cai- xa continha ou irradia- va. Provavelmente ele não estava preparado para ter contato com tal instrumento e suas emanações letais. Outro episódio aná- logo ligado à mesma Arca da Aliança – nar- rado também em Sa- muel, mas desta vez no capítulo 5 de seu pri-
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ZECHARIASITCHIN, pesquisador bíbli- co cujos estudos levam à conclu- são de que a Arca de Noé teria sido, na verdade, uma nave submersível dotada do que as civilizações ex- traterrestres possuíam de mais adiantado e sofisticado do gênero na época do suposto dilúvio
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meiro livro –, é o aparecimento de tu- mores anais e um certo tipo de doloro- sas hemorróidas que acometeram a po- pulação filistéia, mais precisamente da cidade de Azot e redondezas, onde se concentrava. Tudo indica que teriam sido causadas por fortes irradiações que, pela falta de algum tipo específico de preparação, afetaram aquelas partes do corpo dos filisteus dentro de um deter- minado raio de alcance local.
EXPLICAÇÃO RACIONAL — Temos nas Sa-
gradas Escrituras judaico-cristãs, tanto nos livros que compõem o Antigo Testa- mento como nos do Novo Testamento, várias e interessantes narrativas que de- mandam uma explicação mais racional e técnica, que atendem melhor ao racio- cínio do homem moderno do que as in- terpretações teológicas. Tais casos es- tão descritos em vários livros, notada- mente nos escritos que compõem nos- so lastro hebraico-cristão. Eles expo- riam melhor à humanidade fatos relati- vos à existência de civilizações extre- mamente desenvolvidas que, sem a me- nor sombra de dúvidas, vêm nos visitan- do desde tempos imemoriais. Particularmente no caso da Arca da Aliança, ainda usando os textos originais, constatamos que ambos os casos – das hemorróidas e do fulminante óbito de Oza – foram justificados como sendo cau-
TEXTOS ESCRITOS EM HEBRAICO dão idéia da
real interpretação das histórias envolven- do a Arca de Noé e da Aliança, e ainda a participação de Jonas. Da esquerda para direita, texto Exodus 25:10, onde está des- tacada a expressão Arca da Aliança; Gêne- sis 7:1, onde se observa a expressão Arca de Noé; e o livro de Jonas 2:1, onde há a citação de um “peixe grande”
sados pelo “repentino acendimento da ira de Iahweh”, uma explicação simplista. Tal dedução parece ser um recurso da época, quando tudo tinha que ser expli- cado sob um ângulo pura e exclusiva- mente religioso, sobrenatural, sob a égi- de de uma intervenção divina. Como es- ses casos, vários outros episódios bíbli- cos precisam ser desmistificados – ou “desmitologizados” –, o que pode ser atingido com um esforço construtivo acompanhado de recursos psicológicos, filosóficos e culturais, mesmo sob a luz de novas concepções teológicas. Precisamos desenvolver esforços no sentido de desmistificar quadros já bem batidos, pisados e repisados por institui- ções eclesiásticas, notadamente as mais dogmáticas, que se julgam depositárias exclusivas das revelações feitas pela di- vindade e, conseqüentemente, as únicas credenciadas a fornecer interpretações “infalíveis” para os fatos bíblicos. Em nome do esclarecimento e do progres- so científico e religioso, urge retomar- mos o ponto de vista dos antigos pa- dres gregos e latinos, como o grande Orígenes de Alexandria e outros do pe- ríodo patrístico, que adotavam os lemas Fides quaerens intellectu, “a fé procu- rando a inteligência”, e Fides quaerens rationem, “a fé em busca da razão”. Es- tes devem ser também nossos lemas e o nosso grande esforço.
DOM FERNANDO ANTONIO PUGLIESI es-
tudou filosofia e teologia na Pontífice Uni- versidade Gregoriana Romana, é bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira em Ma- ceió (AL) e consultor da Revista UFO. Seu endereço é: Avenida Santa Rita de Cássia 169, Farol, 57021-600 Maceió (AL). E-mail:
valterpugliesi@uol.com.br.
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Márcio V. Teixeira
O dia 18 de dezembro de 1972 é uma data que os tripulantes e passageiros do Boeing 737 das Linhas Aéreas de Moçambique (DETA) não esquecerão facilmente. Num vôo entre Beira e Lourenço Marques, atual Maputo, capital de
Moçambique, surgiu no céu totalmente limpo um UFO gigantesco, de cor verde, que se dirigia contra o avião. Após um nervoso diálogo entre o piloto e a torre de con- trole, o objeto em forma de uma cápsula passou diante do Boeing a uma curtíssima distância, com uma inclina- ção ascendente de 5º e, para o alívio de todos, desapare- ceu no céu a uma grande velocidade. Este é mais um dos muitos casos investigados pelo piloto, ufólogo e escritor
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Pablo Villarrubia Mauso
moçambicano Ruy Castel-Branco, autor do livro OVNIs em África [Coimbra Editora, 1987]. Desde 1975, quando seu país se tornou independente de Portugal, Ruy reside em Cascais, uma pacata vila costeira próxima a Lisboa. Foi lá que encontrei e pude entrevistar este senhor, já com 74 anos e que também foi piloto da DETA. Castel-Branco foi o fundador do Centro de Estudos Astronáuticos de Moçambique, que realizou os primei- ros lançamentos de foguetes naquele país africano. “Eu nunca vi um UFO, mas as histórias que ouvi de muitos pilotos africanos me deram a certeza de que estamos diante de um fenômeno inexplicado, que considero de ori- gem extraterrestre”, afirmou-me o ufólogo, enquanto ti-
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rava de uma pasta dezenas de desenhos de UFOs, feitos pelas testemunhas que ele en- trevistou. “Os pilotos são os melhores ob- servadores de discos voadores, pois rara- mente se equivocam”. Castel-Branco sobre- voou todo o Moçambique e outros países da África entre 1947 e 1974, sempre pilotando monomotores, como o Tiger, ou bimotores, como o Hornet Loth, Dragon Fly, Dakota, DC-3, Dove e Fokker Friendship. Ele acu- mula mais de 22 mil horas de vôo. Seu livro foi prefaciado por Jorge de Lemos Peixoto, também piloto dos TransportesAéreos Por- tugueses (TAP), que ressaltou o interesse em incluir na obra as declarações de avista- mentos de pilotos, operadores de radar, na- tivos e colonos portugueses. “MAÇÃS VOADORAS” — Verdadeiramente insólito foi o avistamento ocorrido em 12 de janeiro de 1973, testemunhado pelo repórter |
MUITAS NAÇÕES INDÍGENAS africanas |
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têm em suas tradições numerosas histórias de contatos com seres espaciais. Bons exemplos são os masai [Foto] e os dogons, tribos que cultuam divindades de origem externa ao planeta |
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de uma revista moçambicana Raúl Alvez Calane da Silva e seu irmão, Mário. Castel- Branco investigou o caso detalhadamente, entre centenas a que teve acesso. Era cerca de 01h00, em plena madrugada, quando sur- giram, a uma distância de 800 m do bairro Rui Patrício de Lourenço Marques, duas es- feras luminosas com um ligeiro achatamen- |
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de um grilo e uma asa de cada lado”. Na ocasião, o policial Raposo Guerreiro, com ajuda de uma lanterna, emitiu sinais lumino- sos para o objeto. De repente, o UFO escu- receu como se, de alguma forma, respon- desse aos sinais. Ainda que sem luz, po- dia-se distinguir perfeitamente sua estru- tura no meio da noite. A impressão que as testemunhas tiveram era de que o objeto passara a emitir a luminosidade para seu lado oposto. Em seguida desapareceu. |
verde. As manobras do objeto poderiam ter colocado em risco a segurança de vôo – em especial de pousos e decolagens – do aeró- dromo. Um fato semelhante se deu em 1969, em Beira, a segunda cidade mais importante de Moçambique. Na ocasião, o chefe do ser- viço de controle de tráfego aéreo, Luiz Anto- nio Ferreira Serra e Santos, observou a 3 km do aeroporto, sobre uma casa, uma luz bran- ca e fixa de grande intensidade que realizou algumas acrobacias entre 15 e 30º de altura em relação ao solo. Santos afirmou a Castel- Branco que, com sua experiência, então de 10 anos no serviço aéreo, poderia distinguir perfeitamente uma aeronave tradicional de um objeto voador insólito. E aquele não era um avião de forma alguma. Outro caso recolhido por Castel-Branco e oferecido aos leitores aconteceu na África do Sul. O testemunho foi prestado por Rui Calçada Bastos que, juntamente com três pessoas, ia de Johanesburgo a Lourenço pela rodovia. Sem saber porquê, os viajantes per- ceberam que os instrumentos do painel do automóvel haviam desligado e o odômetro marcava zero, enquanto o motor continuava funcionando e o carro seguia seu trajeto. Só mais tarde viram próximo do veículo “uma mancha amarelada em forma de nuvem”, conforme descreveram, sobre a região das minas de Rand, uma área rica em ouro. Inso- litamente, depois do desaparecimento da tal misteriosa nuvem, os instrumentos do carro voltaram a funcionar normalmente. Castel-Branco também mantém em seus volumosos arquivos o caso de um estranho show aéreo que foi observado pelos tripu- lantes e passageiros de um DC-6 da Força Aérea Portuguesa, durante um vôo entre Guiné Bissau e Luanda, capital de Angola, a 16.000 m de altitude. Segundo o tenente avi- ador Telmo Xavier Matos, dois objetos esfé- |
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to |
nas beiradas, dando a impressão de terem |
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a |
forma de uma maçã. Os dois UFOs perma- |
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neceram estáticos durante dois minutos, en- |
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quanto giravam em torno de seu próprio |
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eixo, usando altíssima velocidade. Depois, |
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e |
sempre simetricamente, começaram a |
SITUAÇÃO DE IMPACTO — A história da Ufo- logia é repleta de registros de avistamentos de objetos voadores não identificados por parte de profissionais de tráfego aéreo – e são eles que têm dado grande contribuição ao estudo do tema. Castel-Branco tem inú- meros casos do gênero em seus arquivos de pesquisa, e nos informou sobre alguns prati- camente desconhecidos fora da África. Um deles descreve o verdadeiro susto que levou o piloto de táxi aéreo Celestiano Nunes, em 1959, época em que a aviação africana ainda era precária. Durante o dia, quando realiza- va um vôo entre Morrumbala e Milange, tam- bém em Moçambique, Nunes viu um objeto que voava em sua direção. A princípio, pen- sou que se tratava de outro avião e, atônito, o observou aproximar-se quase a ponto de co- lidir com sua aeronave. Felizmente, de re- pente, o UFO inverteu sua trajetória, literal- mente, numa manobra inacreditável. Sim- plesmente deu marcha à ré e desapareceu a uma velocidade vertiginosa. |
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subir gradativamente, até desaparecerem como dois pontos luminosos no céu. Em seguida, inexplicavelmente, voltaram |
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a |
baixar de altitude – sempre juntos, guardan- |
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do a mesma distância um do outro –, mas em outro lugar. Foi nessa ocasião que as testemu- nhas perceberam que a suposta rotação pode- |
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ria ser, na realidade, uma rápida troca de luzes que oscilavamentre o azul, verde e vermelho, ainda que a cor predominante fosse o amare- lo-alaranjado. Casos como este, segundo Castel-Branco, são comuns não somente na- quela nação africana, mas em quase todo o continente. “Pontos de luz não identificados não são raros em Moçambique. E sua aproxi- mação de regiões urbanas, embora não acon- teça com freqüência, tem sido registrada em diversas ocasiões. O caso dos irmãos Calane da Silva é um exemplo claro”. Outro episódio extraordinário ocorreu ao radioamador Manuel Silva de Almeida e vá- rios funcionários coloniais de Xinavane, tam- bém em Moçambique, que viram, na década |
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Outrocasosurpreendenteocorreunospri- |
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de 50, um UFO com formato verdadeiramen- |
meiros dias de junho de 1973, quando os con- troladores de radar do Aeroporto Lourenço Marques, de Maputo, observaram um objeto de forma discóide sobre uma das pistas. O UFO trocava de cor continuamente, passan- do do amarelo claro ao azul e, em seguida, ao |
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diferente. Sobre os campos da região, Al- |
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meida observou uma esfera maior que a Lua, parada à baixa altitude e totalmente ilumina- da. Era de um forte tom branco e tinha três vértices, que a testemunha comparou ao “rabo |
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James Marlin
ricos de cor branca se mantiveram em uma
posição estacionária em relação ao avião –
e às vezes passavam por cima da aerona-
ve. Durante o avistamento, que durou cin-
co minutos, as esferas se afastavam e se aproximavam uma da outra, e logo se cru- zaram, indo cada uma para o lado contrá- rio. Depois de acompanhar o DC-6 por al- gum tempo, se separaram com uma tre- menda velocidade e sumiram.
Em fevereiro de 1962, soldados das tro- pas portuguesas estacionadas no quartel de Ribaué, em Moçambique, viram um UFO em forma de charuto deixar um rastro lu- minoso no céu. Era
brilhante e tinha uma fileira de janelas. Três militares viram
o objeto descer sobre
uma estrada de terra
e correram até o lo-
cal. Mas não tiveram tempo de tocar nele ou de disparar suas armas, pois o artefa- to decolou vertical- mente em fração de segundos. Esse caso, envolvendo militares na ativa, é um exem- plo típico de mani- festação que o Fenô- meno UFO desen- volve sobre determi- nados países africa- nos. Em muitas na- ções há destacamen- tos militares manti- dos por países euro- peus, que zelam pela segurança territorial de suas ex-colônias.
Por alguma razão, esses quartéis são obser- vados com especial interesse por nossos vi- sitantes. Igualmente, a aparição de humanói- des descendo de UFOs em Moçambique pa- rece acontecer desde há muito tempo.
EPISÓDIO MARCANTE — Segundo informa- ções prestadas por Fernando da Silva Mar- tins, que testemunhou a aparição de uma gi- gantesca nave não-terrestre na Praia de São
Martinho de Bilene, a 180 km ao norte de Maputo, em meados dos anos 50, um fato interessante foi registrado. Martins conta que um “cipaio” – policial indígena das ex-colô- niasportuguesas–lhe
confidenciou um epi-
sódio marcante em sua vida. Sem querer se identificar, o cipaio disse que na região, na época das chuvas, baixavam do céu ob- jetos voadores lumi- nosos, dos quais sa- íam homens. Estes recolhiam amostras de raízes, batata, areia e plantas, indo emborapararegressar novamente no ano se- guinte. Há décadas as aterrissagens aconte- ciam, sendo observa- das pelos antepassa- dos dos moradores atuais da praia. Um dos casos mais espetaculares registrados pelo meti-
culosoufólogoCastel-
Branco – principal- mente pela qualidade
O PILOTO CASTEL-BRANCO, ufólogo e escritor moçambicano, hoje residente em Cascais, Portugal. Ele é autor do livro OVNIs em Áfri- ca, umadasrarasobraspublicadasatéhoje sobre o Fenômeno UFO naquele continente
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das testemunhas – ocorreu emAngola, em ou- tubro de 1954, às 06h45. O comandante Cra- veiro Lopes pilotava na ocasião um avião Dra- gon Rapid dos Transportes Aéreos de Angola (DTA), quando avistou um enorme objeto pró- ximo da aeronave. Quem narrou o episódio a Castel-Branco foi o radiotelegrafista de bor- do, João Alexandre Ramos: “Nos Dragon Rapid voamos sempre a uma altitude mais baixa que os Dakotas ou os Bechcrafters. To- dos nós, tripulantes desses aviões, conhece- mos os mínimos detalhes da região”. Já era pertodas 07h00quandooDragonRapidesta- va a 100 km de Luanda, capital do país. O comandante Lopes, por causa da má visibili- dade do momento, seguia muito atento. “Em determinado momento, olhando para o lado, avistamos uma coisa estranha a uns 1.000 m de distância”, disse Ramos. O radiotelegrafista e os demais tripulan- tes descreveram ao ufólogo um objeto semi- oculto pelo mato da savana, como uma cú- pula com três bordas. “Tal cúpula parecia ser de cristal, mas de um tipo opaco, que emitia luzes de cores vermelho escuro e ama- relo. O objeto se encontrava em uma zona totalmente despovoada, longe de qualquer aldeia indígena”. Também de acordo com o comandante Lopes, o artefato parecia ter a forma de uma gigantesca máquina Caterpil- lar, desse tipo de trator de esteira com uma cúpula em cima. Lopes decidiu dar meia- volta e sobrevoar o local em sentido con- trário, já que as coordenadas tinham sido anotadas pelos aviadores entre Luanda e Porto Amboim. Voaram a uma altitude ex- tremamente baixa, mas mesmo assim não conseguiram encontrar nada, como se o enorme objeto tivesse sumido. “Como algo tão grande pode desapare- cer em tão pouco tempo?”, indagou o radio- telegrafista. Na savana não havia o menor rastro de deslocamento de um corpo aparen- temente tão pesado. No dia seguinte ao do avistamento, e por solicitação de Lopes e Ra- mos, o piloto da ForçaAérea Portuguesa Eurí- pedes da Silva, hoje secretário do Conselho deAeronáutica de Angola, sobrevoou o local, mas não encontrou nada. “Na época da ob- servação, o comandante Craveiro Lopes ti- nha 4 mil horas de vôo e João Ramos, 8 mil horas”, recordouCastel-Branco, consultando seus registros. “Não poderiam ter se engana- do sobre algo tão impressionante”.
PERSEGUIÇÃO EM MOÇAMBIQUE — O ufó-
logo guarda com cuidado em seus arquivos a gravação de uma conversa mantida entre o Centro de Informação de Vôo (CIV) de Mo- çambique e os tripulantes de um Boeing 737 da DETA, que foram perseguidos por um UFO durante 20 minutos na madrugada de 08 de janeiro de 1973, voando a 9.300 m de altitude. O caso mereceu a consideração da
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Mutual UFO Network (MUFON), dos Esta- dos Unidos, e foi publicado no livro Le Mys- tere des OVNIs [O Mistério dos UFOs, Edi- tora Pygmalion, 1976], de Jack Perrin. Tudo começou quando o comandante Gilberto Costa, o co-piloto Nasi Pereira e o oficial de vôo Antonio Teixeira faziam o trajeto entre os rios Save e Limpopo.
Naquele dia o vôo sofreu um atraso, de- colando de Beira às 02h45. Cerca de 20 mi- nutos depois de atingir velocidade de cruzei- ro, o comandante Costa observou uma luz
sobre o mar, quase ao nível da água, a uns 30 km
ao sul do Rio Save. O objeto mudava cons- tantemente de cor, de verde para vermelho e
depois para branco. Costa chamou a atenção do co-piloto e do oficial de vôo, e todos vi-
ram como o UFO foi ganhando altura, au-
mentando sua velocidade e dirigindo-se contra o avião. Imediatamente, os tripulan- tes informaram à estação do CIV na cidade de Beira o que se passava. Os técnicos dis- seram à tripulação que não havia nenhuma aeronave naquela área, mas o objeto conti- nuou aproximando-se até que se deteve, muito próximo, acompanhando o avião a
uma distância fixa. Seu diâmetro aparente
era como o de uma bola de futebol e emitia
uma luminosidade intermitente. “Apaguei as luzes de posicionamento
da aeronave e todas as demais, com o obje- tivo de despistar o objeto. Atônito, vi como o UFO aumentou rapidamente sua velocida- de e apareceu a estibordo [Lado direito], aumentando e diminuindo freqüentemente sua velocidade, cruzando à nossa frente e seguindo-nos a uma distância difícil de cal- cular. Isso durou de 10 a 15 minutos quan- do, finalmente, tomando seu rumo, aquilo desapareceu em direção ao mar”, disse o comandante a Rui Castel-Branco. Todo o diálogo entre a tripulação do Boeing 737 e o
CIV de Beira foi gravado. Cópias dessa do-
cumentação foram enviadas às autoridades militares portuguesas, mas não houve pro- nunciamento oficial. O comandante Gilber- to Costa, que voava desde os 20 anos, nunca havia visto algo semelhante. “Certa vez, conversei com um alto ofi- cial da Aeronáutica portuguesa, em Lis- boa. Esse homem me disse que o Exérci- to-do-Ar [Força aérea] possuía muitas in- formações sobre o Fenômeno UFO, mas as tinha guardadas em locais de difícil lo- calização. Creio que me disse isso para evitar que eu o pressionasse para tornar públicos tais fatos”, opinou Castel-Bran- co. Ele também descobriu que os milita- res portugueses enviam todo tipo de infor- mação sobre UFOs, embora sem comen- tários adicionais, aos militares dos Esta- dos Unidos. E assim o silêncio permanece em torno do assunto. Tal política de ali- mentar os militares norte-americanos de in-
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formações é notória e ocorre em todo o mundo, onde autoridades locais mantêm o assunto sob sigilo. A falecida ufóloga Cyn- thia Hind pode ser considerada a precurso- ra da Ufologia no continente africano. Inglesa, Cynthia residiu no Zimbábue durante décadas, onde foi a representante local da Mutual UFO Network (MUFON) e pôde coletar e investigar centenas de ca- sos que, de outra forma, nunca seriam co- nhecidos do mundo. Em seu livro UFOs, Contatos Africanos [Editora Francisco Alves, 1989], Cynthia trata de vários ca- sos de avistamentos de UFOs ocorridos a pilotos civis e militares na África. Segun- do a ufóloga, ali o aparecimento de obje- tos voadores não identificados é comumen- te associado a manifestações de espíritos dos ancestrais ou dos mortos, segundo uma tradição mítico-religiosa africana.
TAMBÉM NO ZIMBÁBUE — A investigadora mencionou em sua obra um caso ocorrido em julho de 1985, quando um UFO sobre-
voou o Aeroporto de Bulawayo, ao sul do país. O comandante da Força Aérea do Zim- bábue na época,
Azim Daudpota, disse que um “ob- jeto sem origem
definida e não identificado fora visto por dois pilo- tos em pleno vôo, a partir de seus respectivos caças militares”. O arte-
fatotinhacorlaran-
ção de observação da Sociedade Sul-Afri- cana de Astronomia, disse que “não se tra- tava de um objeto astronômico conven- cional”. No dia 28 de julho, o jornal The Natal Mercury informava que uma estrela muito brilhante sobrevoara Natal, provo- cando pânico entre os moradores. Outro caso importante coletado por Cynthia Hind ocorreu em 14 de novembro de 1989, so- bre Mafikeng, em Bophuthatswana, tam- bém na África do Sul. Tratava-se de um UFO com forma de bola de rúgbi pratea- da, que emitia flashes de cor vermelha e verde. Redges Schickerling, piloto da For- ça Aérea Sul-Africana (SAAF), observou
o objeto voador não identificado em pleno vôo, junto aos operadores de radar, a uma altitude de 4.000 m. O caso recebeu a aten- ção da imprensa da cidade de Natal, que divulgou detalhes da ocorrência. Cynthia também registrou em sua obra um caso ocorrido nos céus de Moçambi- que, em 11 de fevereiro de 1988, próximo à cidade de Beira. Dessa vez o UFO, que per- maneceu suspenso sobre o Oceano Índico, emitia uma forte luz do tipo fluorescente, em pleno dia. O co-
mandante Simplício Ponto, piloto das Ae- rolíneas de Moçambi- que (LAM), levava o Boeing 737 entre Que-
FOTO DE OBJETO esférico sobre deserto africano, obtida por uma equipe de exploradores russos. A incidência de UFOs no continente é impressionante
ja, mas o radar do controle de tráfe-
go aéreo do país nadacaptou, pois estava sen- do reparado. O comandante Daudpota descartou a possi- bilidade de se tratar de uma sonda estrangeira. Ficou cla- ro para a imprensa e parte da população que teve acesso ao fato que aquele era um evento significativo aconte- cendo no país. O Zimbábue faz fronteira com a África do Sul, uma região conhe- cida por intensas manifes- tações ufológicas. No dia 15 de julho do mesmo ano, nativos assen- tados no acampamento ru- ral de Underberg, no distri- to de Natal, na África do Sul, viram um misterioso objeto brilhante voando para a cidade de Lesoto. José Campos, diretor da se-
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UFO Photo Archives
limane e Maputo. O formato do artefato foi comparado a um “colchão voador” e o mes- mo foi captado pelo radar do Aeroporto de Beira, próximo das 18h10. Pinto observou que o objeto subiu até 3.600 m de altitude.
Junto ao co-piloto Jamal e a chefe de aero- moças, Isabel Lobo, o comandante pôde ver com clareza a superfície do objeto, onde ha- via três pequenas luzes deslumbrantes for- mando um triângulo. Vários dos 114 passa- geiros a bordo também viram o fenômeno.
O aparelho subiu bruscamente e alcançou
em pouco tempo cerca de 8.000 m de alti- tude, sendo possível ao comandante observá-lo por mais 45 minutos, enquanto seguia seu caminho até Maputo.
UFOS SOBRE O SAARA — Numa noite
de março de 1951, perto das 04h00, três
oficiais da Aeronáutica francesa se encon-
travam no campo da Base de Bangui, atual República Centro-Africana. O céu estava limpo e a Lua tinha uma linda presença. De repente, apareceu a sudoeste um objeto não identificado mais luminoso que Vênus, que se aproximava a uma enorme veloci- dade do quartel. Quando chegou a oeste dele, freou instantaneamente e realizou uma manobra em 90º, logo se afastando para desaparecer ao longe. Tudo durou cinco minutos e nenhum ruído foi regis- trado. Bangui, local onde era mantido des-
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LIVRO DO PIONEIRO ufólogo mo-
çambicano Castel-Branco. A obra descreve fatos incríveis de observação de naves em pleno vôo, flagradas pelo au- tor, que também é piloto
tacamento na década de 50, hoje é a capital da Re- pública Centro-Africana, um dos países pobres da- quele continente – mas com elevadíssima inci- dência ufológica. Outro fato interessan- te revelando detalhes da atividade de UFOs na Áfri- ca deu-se na noite de 03 para 04 de outubro de 1951, com dois oficiais da ForçaAérea Francesa e al- guns trabalhadores que dormiam ao ar livre, num acampamento situado em Tessalit, um oásis no De- serto do Saara, no limite sudeste de ErgAzour, 400 km
ao sul do Trópico de Cân- cer. Para assombro das testemunhas, entre as estrelas surgiu uma intensa luz que em pouco tempo se aproximou silenciosamen- te do solo. Era um objeto circular, com di- âmetro aparente maior que o da Lua, de cor amarelo escuro, quase laranja. “Seguia aproximando-se e baixando lentamente, à velocidade de aproximação de um avião DC-3 em vôo noturno”, anotou um dos ofi-
ciais. “Quando alcançou a vertical do acampamento, o objeto efetuou um giro de mais de 90º para a es- querda e subiu muito ra- pidamente, até desapare- cer por completo”.Arevis-
ta Forces Aeriènnes Fran-
çaises [Forças Armadas Francesas] publicou os dois informes com comen- tários do capitão A. Cleouin, que não encontrou explica- ção para os fenômenos.
feras voadoras – num to- tal de seis de cada lado. O objeto tinha janelas ilu- minadas por dentro e pas- sou rapidamente próximo ao horizonte, sem emitir nenhum ruído. Em 1964, o também to- pógrafo Reynolds Marques e outras testemunhas viram sobre o Aeroporto de Que- limane uma esfera alaran- jada estática. O objeto se- guiu o automóvel do topó- grafo e de mais pessoas por uma estrada, dando ao caso contornos semelhan- tes aos que têm sido regis- trados no litoral moçambi- cano. Em 1955, o piloto
das Linhas Aéreas de Mo- çambique José Luís Burnay, acompanha- do de cinco pessoas em seu automóvel, também foi testemunha de um espetacular UFO que apareceu sobre a estrada que liga Quelimane ao aeroporto local. Segundo Burnay, tratava-se de um artefato escuro de uns 2 m de diâmetro, em forma de pra- to e com uma cúpula luminosa superior que emitia dois poderosos focos. Em maio de 1957, colonos da região também observa- ram nas proximidades de Inhasunge, ain- da em Zambézia, outro objeto voador lu- minoso de cor laranja, de uns 20 a 30 m de diâmetro, que desapareceu em altíssima ve- locidade na direção do mar.
E assim se segue uma infinidade de ca- sos. Em 1963, várias testemunhas pude- ram ver um UFO baixar até 20 m de altura, próximo à pista do Aeroporto de Quelima- ne, que, pelo visto, parece ser a mais impor- tante zona de avistamentos ufológicos da re- gião. Para completar, é interessante descre- ver um dos casos mais antigos resgatados por Ruy Castel-Branco, registrado em novembro de 1949, na Vila de Manica, quando um gru-
po de caçadores viu um objeto voador lumi- noso em forma de charuto. Sua cor variava entre o vermelho e verde, e desapareceu voan- do muito lentamente sobre a Serra de Penha Longa, entre a fronteira de Moçambique e Zimbábue. “Naquelas terras africanas, UFOs são um fenômeno comum e a popula- ção já se habituou a eles”, declara o vetera- no ufólogo. É impossível discordar!
ZONA QUENTE — Uma das
regiões mais ativas quanto
a aparições de UFOs em
Moçambique é a de Que- limane, no litoral do Esta- do de Zambézia, uma re- gião de extensos palmares
e magníficas plantações de chá. Quelimane é um im- portante porto de cabota- gem, situado às margens do Rio dos Bons Sinais. Ali, Ruy Castel-Branco pesquisou um caso ocor- rido antes de 1957, quan- do o topógrafo Mário de Almeida e várias pessoas observaram, à noite, um UFO em forma de charu- to rodeado por várias es-
PABLO VILLARRUBIA MAUSO é jornalista e con-
sultor da REVISTA UFO. É autor do livro Mistérios do Brasil [Editora Mercuryo, 1997]. Atualmente mora na Espanha e seu endereço é: Apdo. de Correos 52.039, Madri, C.P. 28080. E-mail:
pvilmau@teleline.es. Este texto foi traduzido por Valdemar Biondo Júnior, da EQUIPE UFO.
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U ma das principais reivindicações dos ufólogos brasileiros é o reco- nhecimento oficial do Fenômeno UFO. Na realidade, a intenção é a de que o Governo admita que exis-
te um fenômeno autêntico, de origem des- conhecida e, provavelmente, segundo de- fendem os pesquisadores, não-terrestre. A idéia já incentivou inclusive campanhas fei- tas no passado, através de adesivos e cami- setas que costumavam aparecer nos even- tos de Ufologia pelo país afora. Agora, a campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), iniciada em abril através da REVIS- TA UFO, reaviva as discussões e faz tomar corpo, no país, o anseio de ver o tema trata- do com a necessária importância. Mas, apesar do esforço dos ufólogos, o Fenômeno UFO continua sendo motivo de segredo nos meios governamentais do Bra- sil. Embora a Comunidade Ufológica Brasi- leira saiba da existência de programas mili- tares com o objetivo de acompanhar a ques- tão, nenhum deles é oficialmente admitido pelas autoridades. Nem mesmo sequer a rea- lidade do fenômeno é reconhecida por elas. Essa forma de tratar a questão não é, no en- tanto, uma regra para toda aAmérica Latina. Uruguai e Chile avançaram bastante nesse sentido e criaram políticas de investigação a respeito do tema. O primeiro, através da Co- misión Receptadora y Investigadora de Re- portes de Objetos Voladores No Identifi- cados (Cridovni), a mais antiga organiza- ção mista civil e militar oficialmente en- volvida na pesquisa ufológica, fundada há 25 anos. Já no Chile esse trabalho é feito desde 1997 pelo Comité de Estudios de Fe- nómenos Aéreos Anômalos (CEFAA), liga- do à Escola Técnica Aeronáutica e presi- dido pelo general Ricardo Bermudéz. Ambos os programas têm vários pontos em comum. Contam com a participação de alguns dos principais ufólogos de seus paí- ses, com equipes multidisciplinares no apoio
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à pesquisa e análise de dados. Buscam su- porte acadêmico e tiveram sua origem basea- da na preocupação governamental com a se- gurança do espaço aéreo nos territórios de ambas as nações. Além disso, promovem e participam de eventos internacionais, nos quais buscam novas informações ou procu- ram incentivar outros governos a adotarem a mesma conduta diante do fenômeno.
AÇÃO INTEGRADA — Mas é especialmente no Chile que a integração entre civis e mili- tares vem prometendo resultados mais po- sitivos nesse programa. Em maio de 2001, no Congresso Internacional de Ufologia, rea- lizado em Curitiba (PR), um dos principais integrantes da iniciativa chilena, o sociólo- go Rodrigo Fuenzalida, esteve no Brasil para apresentar o trabalho do CEFAA e tra- zer uma proposta de ação integrada com os brasileiros. Infelizmente só conseguiu a
O GENERAL RICARDO BERMUDÉZ, que comanda
no Chile o Comité de Estudios de Fenóme- nos Aéreos Anômalos (CEFAA), ligado à Es- cola Técnica Aeronáutica. A entidade é com- posta de civis e militares, e pesquisa UFOs oficialmente no país desde 1997
atenção da comunidade ufológica presente.
A proposta não ecoou nos meios militares,
governamentais ou acadêmicos. Fuenzalida é presidente da Agrupación de Investigación Ovniológica (AION) – or- ganização de pesquisa convidada pelo gene- ral Ramón Vega a fazer parte do CEFAA – e representante da REVISTA UFO em seu país. Vega, que meses após a fundação do Comi- té foi eleito senador do Chile, foi quem de- cretou a criação da entidade. Uma das ra- zões para o convite, segundo explicou Fuen- zalida, foi que, a partir de 1996, a AION
realizou os primeiros congressos internacio- nais de Ufologia com participação da Uni- versidade de Santiago e apoio da Faculda-
de Tecnológica, tendo uma cobertura aca-
dêmica importante. “No último evento da série” – disse o sociólogo – “a partici- pação do Brasil foi importante, com a presença dos pesquisadores Claudeir Covo, Ricardo Varela e A. J. Gevaerd, que mostraram a expressiva casuística do Brasil diante da seleta platéia num even- to patrocinado pelo CEFAA, com partici- pação oficial da Força Aérea Chilena e avaliado pela Faculdade Tecnológica [Veja matéria em UFO 92]”.
ONDAUFOLÓGICA— O CEFAAcresceu sig- nificativamente nos últimos anos. Aentida- de se fortaleceu bastante a partir de uma grande onda ufológica que o Chile experi- mentou em 1997. Mas foi mesmo a partir de 2000 que o compromisso das Forças Armadas chilenas com a busca de respos- tas para o Fenômeno UFO ficou ainda mais evidente. Em março daquele ano, por oca-
sião da Feira Internacional do Ar (FIDAE),
a mais importante exibição de tecnologia
aeroespacial do Chile, um workshop oficial do evento tratou exclusivamente de Ufolo- gia. O evento contou com a presença de re- nomados ufólogos de diversos países, entre eles o doutor Richard Haines, ex-con- sultor da CIA para o assunto; o escritor Juan
DezembroDezembro 20042004 –– AnoAno 2020 –– EdiçãoEdição 105105
Philipe Kling David
EdiçãoEdição 105105 –– AnoAno 2020 –– DezembroDezembro 20042004
Jeferson Martinho
e Equipe Vigília
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Arquivo UFO
Le Monde
José Benítez, autor da série Operação Cavalo de Tróia; o engenheiro francês Jean-Jac- ques Velasco, um dos cola- boradores do polêmico Dos- siê Cometa [Veja matéria em UFO 73]; além do pró- prio Fuenzalida, acadêmicos chilenos e a direção do CEFAA. Foi um marco para a Ufologia Chilena. O grupo de debates for- mado no evento assinou con- juntamente um documento que, entre outras conclusões,
afirmava que “os anteceden- tes largamente discutidos no workshop in- dicam que os fenômenos aéreos anômalos são reais e neles estão inseridos inciden- tes com objetos voadores não identifica- dos, que são raros e aleatórios, mas espe- cíficos”. Além disso, segundo o docu- mento, “os estudos sérios realizados até esta data não lograram êxito em resol- ver as infinidades de incógnitas que en- volvem este controvertido assunto, o que leva à atual impossibilidade de se avan- çar algumas teorias até encontrar res- postas validadas cientificamente”. Para chegar a estas conclusões, neste que foi um dos eventos mais importantes da história da pesquisa ufológica no Chi- le, muitos momentos de tensão ocorreram entre os debatedores. Os civis pediam com veemência que os militares liberas- sem suas informações de uma vez por to- das. Uma das horas mais tensas foi quan- do o autor espanhol Benítez pediu que o grupo da FIDAE colocasse ao final do relatório a requisição oficial para que a Força Aérea Chilena (FAC) abrisse seus
arquivos. Um general reagiu imediata- mente e garantiu que a FAC não detinha mais segredos “reveláveis”, o que foi evi- dentemente contestado. Seu cuidado é justificado diante do contexto que levou à criação do comitê,
O FÍSICO JEAN-JACQUES VELASCO
[Esquerda], que teve participa- ção decisiva na elaboração do Dossiê Cometa. O documento foi entregue em 13 de julho de 1999 ao presidente Jac- ques Chirac e ao seu primei- ro-ministro Lionel Jospin
zalida. Para ele, essa é uma mistura lógica para a reali- dade brasileira, mas que ca- rece de caráter oficial. “Pode- se falar de contatos extrater- restres no Brasil com a mes-
ma facilidade com que um médium em transe alega estar em conta- to com espíritos. Acho que deveria haver uma separação entre as coisas”, ponde- rou. De acordo com ele, para que haja um posicionamento mais aberto e oficial quanto à Ufologia por parte das forças mi- litares e setores governamentais brasilei- ros, “os ufólogos têm que necessaria- mente se afastar das vertentes mais mís- ticas”. Defensor do método científico
Na medida em que essa preocupação no meio militar é bastante comum, os ufó- logos chilenos vêem problemas adicionais para o desenvolvimento de programas pa- recidos no Brasil. “A realidade socioló- gica do Fenômeno UFO é muito comple- xa. O Brasil é um país muito místico por excelência, onde UFOs se misturam com transcomunicação, dogmas espíritas, conceitos religiosos etc”, declarou Fuen-
Eis algumas das bombásticas declara- ções que o Comitê de Estudos Avançados (Cometa), da França, incluiu em seu relató- rio de 90 páginas, intitulado Dossiê Come- ta, entregue no dia 13 de julho de 1999 ao presidente Jacques Chirac e ao seu primei-
ro ministro Lionel Jospin. Inédita nesse tipo de situação, a nota circulou por três dias entre altas autoridades e depois, em 16 de julho, foi publicada na íntegra em edi- ção especial da revista VSD [Abaixo]. O do- cumento pôs o mundo ufológico em estado de alerta e começa a sur-
tir efeitos para o desen- volvimento da Ufologia. Conheça os principais pontos do dossiê:
ARMAMENTO — “Ainda
precisamos analisar pro- fundamente as diferen- tes tentativas de políti- ca de desinformação postas em prática por certos governos estran- geiros, além da insensa- tez de alguns deles em buscar a apropriação da tecnologia futurista dos
Algumas conclusões do Dossiê Cometa
Equipe UFO
extraterrestres para desenvolver suas aerona- ves militares e de armas secretas, com as quais podem vir a dominar o resto do mundo”.
HIPÓTESE EXTRATERRESTRE — “O acúmulo de ob-
servações bem documentadas desses fatos, feitas por testemunhas idôneas e capacitadas, obriga as autoridades a encarar todas as ques- tões sobre sua origem, natureza e caracterís- ticas. Em particular, a hipótese extraterrestre”.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL — “Os fenômenos aé-
reos não identificados, apesar da grande abun- dância e da qualidade de dados que temos a seu respeito, parecem ser máquinas voadoras desconhecidas, de performances excepcionais e guiadas por uma inteligência artificial”.
MANIPULAÇÃO — “Os meios de comunicação podem ser facilmente manipulados por lob- bies ou grupos de pressão dos mais diversos tipos e com finalidades setoriais. Por exem- plo, algumas dessas instituições podem obri- gar os políticos a criarem um instituto de de- sinformação ufológica e, dessa maneira, usar os resultados da campanha como tentativa de desestabilização de outras nações. Na prá- tica isso já vem sendo feito e precisa imedia- tamente ser interrompido”.
de natureza mista ci- vil-militar. Existe um zelo especial no esta- belecimento de crité- rios acerca do que se- ria o objeto de estudos do programa chileno, para evitar as excen- tricidades típicas da Ufologia. Além disso, os membros militares do CEFAA temem fi- car estigmatizados por validarem aquilo que, para a população em geral, seria uma “crença de malucos”.
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Comitê Cometa
como ferramenta de pesquisa legítima, o so- ciólogo acredita que, atualmente, os meca- nismos e sistemas à disposição da ciência avançaram muito e já permitem uma pesqui- sa mais ampla – mas ainda assim metodoló- gica e científica – do Fenômeno UFO.
TROCA DE INFORMAÇÕES — A experiên-
cia chilena tem sido bem sucedida no sen- tido de produzir uma troca de informa- ções fluente nos dois sentidos, tanto mi- litar quanto civil. Melhor ainda, o Grupo FIDAE – como ficou conhecido o elenco de pesquisadores que se reuniu no históri- co workshop – estabeleceu como meta de trabalho buscar parcerias e cooperação in- ternacional. Proposta que, aliás, Fuenzali- da apresentou formalmente no Brasil. “Mas há de se entender que é necessário ter maturidade suficiente. A Ufologia Mís- tica deve ser, senão combatida, aceita ape- nas com efeito sociológico. É preciso sa- ber que ela não dá respostas para um fe-
MANOBRAS — “Os organismos franceses que in- vestigam os UFOs demonstram a realidade físi- ca quase segura dos objetos voadores não iden- tificados, suas excepcionais performances de vôo e o silêncio com que aparentemente se movimen- tam em nosso planeta. Tais objetos impressio- nam fortemente por suas manobras”.
PRESSÃO POPULAR — “Somente uma pressão muito forte e crescente, por parte da opinião pública mundial, eventualmente sustentada por resultados obtidos por investigadores indepen- dentes e divulgações mais ou menos calcula-
Edição 105 – Ano 20 – Dezembro 2004
nômeno que é mais complexo do que ima- ginamos”. Até essa altura, a pesquisa con- junta já produziu alguns casos importan- tes e algumas boas respostas. Um exemplo citado pelos chilenos – no qual o Brasil tem responsabilidade – foram os famosos balões de Bauru (SP). Eles eram parte de uma pesquisa franco-bra- sileira, em que enormes balões meteoro- lógicos foram lançados naquela cidade paulista. Ocorre que acabaram gerando uma infinidade de relatos de avistamen- tos de supostos UFOs – já que apareciam como objetos brilhantes nos céus – em quase todos os países ao longo da linha imaginária que descreviam ao circular o globo terrestre. “O problema é que, nes- se tipo de pesquisa, quem lança o balão deve comunicar à aeronáutica dos paí- ses por onde esses balões vão passar. E isso o Brasil não fez”, destacou Fuenza- lida. A solução do mistério dos objetos luminosos contou ainda com a ajuda do
INUSITADO CONJUNTO de
objetos voadores não identificados registrado na França e investigado pelo Comitê Cometa
das sobre a presença alienígena na Terra, poderiam persuadir os dirigentes e os res- ponsáveis americanos a modificarem sua atitude de desinformação”.
SUPERIORIDADE — “Tudo nos leva a pensar seriamente que esses visitantes, seguros de sua superioridade, mostram gradual- mente suas intenções em continuar reve- lando-se aos poucos, nos mais diversos lu- gares do planeta, e de prosseguirem com a execução de seus planos, cujas finali- dades ainda desconhecemos”.
pesquisador argentino Luiz Pacheco, edi- tor do boletim eletrônico Informe Alfa [www.informealfa.com.ar]. Ao compararem o trabalho do CEFAA com o do Cridovni, do Uruguai, os ufólo- gos chilenos identificaram diferenças me- todológicas. Primeiro, embora seja uma iniciativa oficial e conte com alguma par- ticipação de civis, o Cridovni ainda é fun- damentalmente uma empreitada sob o controle das Forças Armadas uruguaias, e tem uma estrutura bastante precária [Veja matéria em UFO 89]. De qualquer forma, apesar das diferenças e das difi- culdades inerentes ao processo de pesqui- sa ufológica – como a recusa da delega- ção militar chilena em abrir completamente seus arquivos – ambas as entidades repre- sentam passos importantes no sentido de buscar respostas e soluções para o Fenô- meno UFO. Ainda que essas possam ter, de fato, caráter insólito e talvez até aliení- gena, como defende a maioria dos grupos civis de pesquisas ufológicas. No entanto, os dois comitês não são casos isolados de iniciativas em que ocor- reu envolvimento oficial e governamental com o assunto UFO. No dia 13 de julho de 1999, o Comitê de Estudos Avançados da França – o chamado Comitê Cometa – en- tregou ao presidente Jacques Chirac e ao seu primeiro-ministro Lionel Jospin um documento bombástico. Era o Dossiê Co- meta, como foi chamado o relatório pre- parado por um grupo de pesquisadores ci- vis e militares, na maioria acadêmicos e ex-membros de altos postos do programa espacial ou da defesa francesa. Sob a pre- sidência do general do Exército-do-Ar Denis Letty e com a participação de vá- rios notáveis – entre eles o físico Jean- Jacques Velasco –, o Cometa publicou parte de suas conclusões de forma abso- lutamente polêmica na revista VSD, uma publicação jornalística de grande prestí- gio na França [Veja ao lado].
PROBLEMA DIPLOMÁTICO — Entre as afir-
mações do dossiê, estava a admissão públi- ca de “uma forte possibilidade da origem dos UFOs ser alienígena”. O documento contou ainda com avaliações acerca do com- portamento inteligente dos objetos voadores não identificados e a existência de uma forte manipulação de dados para desinformação do público e acobertamento de evidências. Segundo o relatório, um contexto bem docu- mentado “obriga as autoridades a encara- rem todas as questões sobre a origem, natu- reza e características do Fenômeno UFO. Em particular, a hipótese extraterrestre”. Cu- riosamente, embora considerado extrema- mente polêmico e contendo manifestações de cientistas de credibilidade ímpar para um
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documento com esse teor, o Dossiê Cometa não foi bem recebido pela imprensa. Em parte, talvez por ter sido considerado um relatório oficioso, e não oficial. Sim- plesmente não houve chan- cela governamental no do- cumento, embora fosse de conhecimentopúblicoa par- ticipação de representantes estatais no projeto. Segun- do muitos analistas e pes- quisadores franceses e es- trangeiros, talvez a medida tenha sido premeditada. Isso porque o documento continha duras críticas ao que considerou “política de desinformação e acoberta- mento”, levada a cabo pe- los Estados Unidos. Esse posicionamento,
caso chancelado pelo gover- no, representaria um terrível problema para a diplomacia francesa. Pode também ter sido esta a razão que levou o Dossiê Cometa a ser emitido por outra organização que não o Ser- viço de Análise de Fenômenos de Reentradas Atmosféricas (SEPRA), uma espécie de subs- tituto para o antigo Grupo de Estudos de Fe- nômenos Aeroespaciais Não Identificáveis
(GEPAN), criado em 1976 pelo governo fran- cês. A iniciativa, no entanto, está a anos-luz de distância de suas similares norte-america- nas. Os Estados Unidos também tiveram seus órgãos oficiais de pesquisas de UFOs. O mais famoso deles, da década de 60, virou até se- riado de televisão: o Projeto Blue Book. No entanto, nenhuma conclusão dessas iniciati- vas – quando existiram – foram aceitas pela
comunidadeufológicainternacional,queinsis-
te na existência de desinformação e acoberta- mento em nome de interesses escusos.
Países que têm comissões de estudos de UFOs em caráter oficial e público
Chile, Uruguai, França e Itália não apenas mantêm comissões de estudos com verbas governamentais, como admitem a realidade do Fenômeno UFO. Além deles, a Bélgica reconhece o caráter insólito dos UFOs e a Espanha, embora não reconheça oficialmente a existência do fenômeno, em 2003 promoveu a “desclassificação” de seus arquivos ufológicos, com muitos casos inconclusivos por falta de explicação convencional. O México é o país maisnovatonessalista, tendoadmitidoaexistênciadosUFOsrecentemente.
No Brasil, o assunto nunca ganhou um caráter oficial e público, exceto pelas de- clarações de pilotos da Força Aérea Brasi- leira (FAB), autorizados para tanto em oca- siões pontuais, como no episódio de 19 de maio de 1986. Nessa data, caças a jato se- guiram 21 objetos voadores não identifica- dos sobre o Rio de Janeiro e São Paulo.
ANÁLISE CIENTÍFICA — Mas se a FAB che-
gou a alguma conclusão a respeito, esta continua secreta. E apesar do segredo, há de se destacar o funcionamento, de 1969 a 1972, do Sistema Integrado de Investiga- ção de Objetos Aéreos Não Identificados (SIOANI), que operava dentro do 4° Co- mando Aéreo Regional, de São Paulo. A entidade foi formada para coletar informa- ções sobre UFOs e procurar analisá-las sob um ponto de vista científico. Para tanto,
chegou a manter intercâm- bio reservado com alguns grupos civis de pesquisas, publicando até um boletim de circulação restrita sobre os casos em estudo. Mes- mo assim, essa não era uma informação destinada à comunidade em geral. Ainda mais reservada foi a Operação Prato, de pesquisas de UFOs reali- zada na Amazônia, no fi- nal da década de 70. Em- bora haja muitos documen- tos e vários depoimentos a respeito, a existência des- te programa sequer é admi- tida oficialmente pela FAB. Apesar disso, um vo- lume surpreendente de in- formações sobre a tal ope- ração, inclusive uma lon-
ga entrevista feita pela REVISTA UFO com seu comandante – o então capitão Uyrangê Bolívar Soares No- gueira de Hollanda Lima – tem circulado nos meios ufológicos e é, hoje, um dos pi- lares de sustentação da campanha UFOs, Liberdade de Informações Já [Veja entre- vista com o coronel em UFO 54 e 55]. O movimento pede ao Governo Federal a abertura de seus arquivos e o reconheci- mento do Fenômeno UFO como legítimo e de origem não-terrestre.
JEFERSON MARTINHO é jornalista e editor da revista eletrônica Vigília [www.vigilia.com.br], um dos primeiros portais de Ufologia do Brasil, e consultor da REVISTA UFO. Seu endereço é:
Rua Juan Vicente 377, Bloco 12, Apto 105, 06160-180 Osasco (SP). E-mail: reda- cao@vigilia.com.br
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Dezembro 2004 – Ano 20 – Edição 105
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Uma Cartilha Ufológica
Sou um entusiasta da REVIS- TA UFO desde o primeiro instan- te em que a conheci, ainda no velho formato. Quero parabeni- zar sua excelente qualidade atu- al – não somente gráfica, mas,
sobretudo, a seriedade científica
e o esforço com que analisa as
maravilhas do universo ao qual
pertencemos. Sou formado em ciência da educação, com espe- cialização em pedagogia. Sou também teólogo formado no Marianum, de Roma, onde al- cancei a média máxima, Summa cum Laudae. Estando em Roma, pude participar de um dia de encontro mundial sobre Ufolo-
gia. Já de volta ao Brasil, fui di- retor do Colégio Marista de Natal (RN) e também do Colé- gio Marista de Aracati (CE). Sempre que abordo o assun-
to Ufologia, percebo um grande
interesse dos alunos a respeito do tema. Masconfessoaminhasur- presa ao constatar enorme igno- rância sobre os aspectos astronô- micos. Não se alcança o sentido de nossa presença no universo, o lugar que ocupamos, as relações humanas desenvolvidas entre nossas civilizações, aonde que- remos chegar com o que enten-
demosporprogresso,qualodes-
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tino de nossa tecnologia e, por fim, qual o sentido do ser huma- no.Freqüentementepercebouma visão simplista, reduzida apenas
ao Sistema Solar e a enumera-
ção primária de seus planetas. Quando se vai mais longe é o zodíaco que entra em evidên-
cia e a astrologia campeia na ca-
beça dos namoricos e na inter-
pretação da realidade. E a rique-
za científica passa ao longe, dei-
xando um grande vazio na com- plexa integridade humana e o sentido de sua existência. Não há uma compreensão clara da galá- xia, das estrelas e do que delas
depende, assim como uma cos-
movisão mais ampla do univer-
so e da vida, base para uma inte- ração com o Fenômeno UFO.
A mídia cinematográfica tem
dado – não raras vezes – uma contribuição catastrófica da visão
extraterrestre,jogandoparacima dela a nossa ambição de poder,
de poderio militar e de uma pre-
tensa liberdade, que vêm nos escravizar e roubar o nosso “magnífico” progresso.
BOM SENSO — E então os Es-
tados Unidos se apresentam como os “libertadores da huma- nidade”. Com eles agindo, teori-
camente,omundopoderiacami-
nhar em paz e felicidade. Ora, o
bom senso nos leva a ver e a crer
que não é assim. Estamos atra- vessando um enorme risco de de- gradação dos valores humanos, com a agressão das drogas, da vi-
olência, das guerras, da máfia dos medicamentos e da exploração econômica do neoliberalismo. Estamos indo ao espaço levan- do o melhor de nós mesmos, ou estamos mandando exem- plares de que não somos inte-
ligentes e muito menos huma- nos uns com os outros? É por isso que venho propor que se faça uma cartilha ufológi-
ca, como parte integrante do cur- rículo escolar para os adolescen- tes. Isso seria de enorme valia para substituir os precários capí-
tulos sobre a Terra e o Sistema Solar dados em geografia. No-
tem que um dos stands mais pro- curados na Feira da Ciência e Cultura que realizamos em Ara- cati, no ano 2001, foi justamente
o de Ufologia, montado com o
apoio de todo o material que o
grupo tinha conseguido junto ao Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), de Campo Grande (MS).
Pensoquepoderiaserforma-
da uma comissão que estudasse
o assunto e apresentasse essa ri- queza neste novo milênio, no
conteúdoprogramáticodasesco-
las do Brasil, educando jovens para a universalidade da existên-
cia humana e o diálogo amadu- recido e solidário com as civi- lizações extraterrestres. Ao CBPDV, meus parabéns pelas excelentes publicações e esfor- ços empregados em eventos e congressos para a formação de uma consciência solidária nes- te universo maravilhoso no qual estamos inseridos.
José Milson Melo de Souza, Natal (RN)
Hipóteses e Fantasias
Sou leitor da REVISTA UFO
desde a edição 72, a qual, con-
fesso,compreicomcertadescon-
fiança. Mas verifiquei que a re- vista tem conteúdo e cumpre o papel de divulgar tudo relaciona- do ao tema, como escreveu o om- budsman Carlos Reis na edição 99. Leio a revista toda, embora
tenha dificuldade em digerir as matérias referentes à Ufologia Mística. Tomando como exem- plo a já referida UFO 99, temos a excelente matéria intitulada Mistérios do Céu e da Terra, onde se descreve uma investi- gação feita realmente a sério e
com método científico. Já a matéria Teoria da Terra Oca ape- nas faz uma resenha de crenças pitorescas relacionadas ao assun- to, cuja leitura é interessante –
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Dezembro 2004 – Ano 20 – Edição 105
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mas nada acrescenta de substan- cial. O autor termina com a frase
“resta-nosterpaciênciaparasa-
ber qual é a verdade nesse ema- ranhado de fatos e fantasias”. Mas como, se nenhum fato con- creto que corroborasse tal teoria foi citado, somente fantasias? Já a entrevista comAdemar Eugênio de Mello, na seção Di- álogo Aberto da referida edi- ção, é espantosa, pois o entre- vistado viaja completamente. E contém pérolas como estas: “É como ligar várias memórias de computador num único progra- ma, potencializando muito a capacidade informática dessa operação”. Isso não significa absolutamente nada, e a leitura desta frase provocaria risos ou cólicas em qualquer especialis- ta de informática, dependendo do seu humor no momento. “A partir do advento do compu- tador quântico, que trabalha- ria com programas tais como teologia quântica, entre ou- ”
Essa é outra expres-
são que nada significa. O que é um computador quântico? E o que é teologia quântica? E como um programa de com- putador seria escrito para tra- balhar com teologia? A impressão que fica é que pessoas com inclinação para o misticismo, mesmo tendo uma boa base de conhecimentos, tentam, talvez até inconscien- temente, embaralhar o mais que puderem o assunto UFO, criando um sistema particular de crenças e idéias, devida- mente fora do alcance do cri- vo da razão e do método cientí- fico. Surgem, desse modo, coi- sas como Ufologia Ultradimen- sional e outras. Nada tenho con- tra as religiões e o misticismo, mas cada coisa no seu lugar. Acho que assuntos tais como a existência de vida em outros pla- netas, UFOs etc, devem ser es- tudados rigorosamente dentro do âmbito da ciência.
tros
Cyro C. S. F. por e-mail
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Intensa Atividade no Sul
Aprimeiravezqueavisteialgo estranho foi aos três anos de idade, na praia de Perequê, perto de Ita- pema (SC). Estou com 35 anos e ainda me lembro como se fosse hoje. Sempre fui apaixonada por aeronaves. Avistei um “avião” e mostrei à minha mãe, pois era um
tipodiferente,muitobrilhanteeco-
lorido – não sei se eram luzes ou a pintura.Minhamãetambémficou
olhando e se espantou quando ele desapareceu atrás de uma das poucas nuvens ralas que havia no
céu. A segunda vez que vi algo es- tranho estava com 22
anos, e foi numa noite clara e estrelada. Mo- rava em Florianópolis (SC) e estava voltan- do para casa de ônibus, quando vi uma luzinha vermelha que parecia estar em movimento
atrás das montanhas, na direção do litoral de BarraVelha.Acheique se tratava de um avião, mas mesmo assim
continueiacompanhan-
do. De repente, a luz fez movimentos sutis para os lados e depois pareceu estar voltan- do por várias vezes. Fez outros movimen- tos rápidos, disparou à frente e sumiu. Pensei e ainda acho que tenha sido
um helicóptero, e que os movimentos foram ilusões de ótica, uma vez que eu estava em movimento e em alta velocidade. Na terceira vez eu tinha aproxima- damente 32 anos e morava com a família em Campo Alegre, uma cidade vizinha. Era inverno e a
noite estava bemestrelada, porém víamos relâmpagos e um tempo- ral se aproximando ao longe. Fi- quei admirando por um bom tem- po os relâmpagos, quando percebi uma luzinha branca saindo do tem- poral e vindo em minha direção.A
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princípio, achei que fosse um avião. Mas o mesmo se aproxi- mou sem barulho algum e sem luzes piscando. Fiquei acompa- nhando e chamei meu marido para ver se ele sabia o que era e trazer afilmadora, mas eledemo- rou e acabou não vendo. Noutra vez, meus cunhados estavam voltando da faculdade e foram acompanhados por um ob- jeto luminoso, comflashes colori- dos. Um outro amigo da família, que estava voltando de uma noita- da, percebeu luzes não identifica- das em seu retrovisor, que se apro- ximavam rapidamente. Como as luzes vinham seguindo pela pista
Contatos Telepáticos comETs
Sempre pesquisei oFenôme- no UFO e acredito na existência de vida fora da Terra. Já tive con- tatos telepáticos com diversos ti- pos de extraterrestres, de quatro espécies. Esses seres eram todos verdes, brancos ou cinzas escuros. Depois de tais contatos, estou mais convicto de que tais entidades re- almente existem, porque esses en- contros foram muito verdadeiros. Nos contatos que tive notei que os seres em questão ou queriam me ajudar ou então tentavam me dizer algo. Teve uma vez em que
medo, porque queria ser meu amigo. Há uma banda de rock na Suécia chamada Hypocrisy, da qual o líder e o vocalista já tiveram contatos com diversos seres extraterrestres.
Max Neuzether Giudice, por e-mail
Gêmeos Avistam UFO no Rio
Quero relatar um fato que aconteceu em 21 de abril de 2002, na zona rural do município de Cambuci (RJ). Era de manhã quando eu, meu irmão Gleison e minha avó avistamos no céu, a oeste, um objeto na
forma de uma esfera
prateada. O objeto ia
paraaesquerdaepara
a direita, para cima e
para baixo, e por al- guns instantes ficava parado no ar.Algumas
vezes o UFO ia para trás das serras, e pou- cos segundos depois aparecia novamente.
Eu o medi com o dedo
a distância e possuía
aproximadamente 1
cm de comprimento –
é claro que não tinha
esse comprimento,
deveria ter uns 100 m de diâmetro. Ficamos
muitoimpressionados
com o fato, que foi um dos casos mais emo- cionantes de nossas vidas como ufólogos
e astrônomos amado-
res. Desde os 12 anos de idade temosdedicadonossotempopara pesquisar os UFOs e o universo. Temos 16 anos, somos gêmeos e possuímos nossos próprios equi- pamentos de pesquisa: um teles- cópio e um binóculo de visão no- turna. Na região onde moramos acontecem diversos casos ufoló- gicos – lá isso já é comum. Al- guns amigos nossos foram teste- munhas de acontecimentos ufoló- gicos. Eu e meu irmão temos uma pequena base no alto de um mor-
Jovem registra objeto discóide em Ipameri, Goiás
O autor dessas fotografias é meu sobrinho Bruno Fogaça. Elas foram tiradas no dia 03 de novembro sobre nossa residência, na cidade de Ipameri (GO), por volta de 18h00. Deixei a câmera – uma Sony Cybershot P43, de 4,1 Megapixels – com ele para que descarregasse a bateria e fui à farmácia. Quando retornei, ele veio correndo ao meu encontro e relatou que ouvira um barulho igual ao de um helicóptero, pegou a câmera e correu para o quintal. Mas em vez de um helicóptero, viu e fotografou um objeto voador não identificado. A princípio, duvidei da história. Mas, simplório e ingênuo como é, acho difícil ele ter inventado tal coisa, ainda mais quando fotografou aquilo. E encaminho para análise no Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV). — Éder Fogaça Porto, Ipameri (GO)
rente ao chão, ele achou que fosse
um caminhão com luz alta. Dimi- nuiu então a velocidade para que o
veículooultrapassasse,maseleco-
lou na traseira de seu automóvel, depois subiu e o ultrapassou pelo ar, acompanhando-o por um longo
trecho. Nosso amigo, vendo isso, acelerou e ficou dando voltas na ci-
dadeatédespistaroobjeto,parapo-
der ir pra casa. A região parece ter muitoscasossemelhantes.
Carla de Conto, São Bento do Sul (SC)
eu estava fazendo exercícios físi- cos em casa quando avistei um ponto de luz arredondado no céu. Eratardeeconfessoquefiquei te- meroso. Na noite deste mesmo dia, enquanto eu dormia, tive um sonho estranho, que acredito ser um contato telepático com um ser
quepossuíaumaaparênciahuma-
na. Era branco, tinha olhos ver-
des, cabeloscastanhoslisoselon-
gosatéacintura,evestiaumarou-
pa vermelha com detalhes doura-
dos. Ele dizia para eu não ter
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ro onde fazemos pesquisas e ob- servações à noite. Somos leitores da REVISTA UFO há um ano e ado- ramos muito a publicação. Gos- tamosbastantedasmatériassobre casuísticas e espero que continu- em sempre assim, destacando os acontecimentos ufológicos.
Gleibson Rui Bam, Boa Esperança (RJ)
UFO Sobre São Paulo
Minha família e eu estávamos em um passeio de carro pela Vila dos Remédios e tivemos um avis- tamento. Meu pai parou no sinal
eeu,olhandopelajanela,pudeob-
servar no horizonte um ponto es- curo, distante, parecendo uma bola.Até entãopensava que fosse um balão. Só que, quando menos esperava, o objeto veio em nossa direção muito rapidamente e vi que se tratava de um objeto voa- dor em formato discóide, de cor marrom escura. Ele ficou aproxi-
madamente a uns 100 m de dis- tância do veículo e a uma altura de 150 a 200 m. O sinal abriu e gritei para meus pais: “Olhem, um disco
voador!”Quandomostrei,oobje-
to já estava nos seguindo. Eram 18h00, ainda estava claro. Minha mãe se recorda de ter visto janelas coloridas no objeto, detalhe que eu já não me lembro. Seguindo a avenida, o objeto nos acompanhavaadistância.Meupai saiu então daquela via e entrou em outra rua para melhor observá-lo. Paramos e ficamos abismados ao vê-lo subindo rapidamente e pa-
rando lá no alto, distante. Logo em seguidacomeçouagirarsobreseu próprio eixo, subindo a uma ve- locidade assustadora, desapare-
cendototalmente.Tudoissoocor-
reu muito rápido, não passando de dois minutos. O fato aconte- ceu na década de 80, desde en- tão comecei a ler revistas sobre Ufologia. Gosto de estar bem in- formado, comprando a UFO e li-
vros a respeito do tema.
César Augusto da Silva, São Paulo (SP)
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Fotos Arquivo UFO
Finalmente, eis os DVDs da Revista UFO
Enfim, a REVISTA UFO co- munica o lançamento de um de seus mais esperados produtos:
os DVDs ufológicos que com- porão a nova fase da consagra- da coleção VIDEOTECA UFO. A informação foi transmitida à toda a Comunidade Ufológica Brasileira no início de abril, através do site da publicação, gerando grande expectativa. A decisão já era aguardada. Aco- leção de vídeos de UFO é con- siderada o maior acervo do gê- nero em todo o mundo, com 34 documentários ufológicos de alta qualidade que vinham sendo comercializados há 12 anos. O problema é que os do-
cumentários estavam em for- mato de vídeo (VHS), e sua conversão para formato digital (DVD) é caríssima, o que adiou
o início do processo. Agora, vencidas as dificul- dades iniciais, a REVISTA UFO
já tem à disposição dos interes-
sados os três primeiros títulos
de sua videoteca em DVD. Os discos reúnem nada menos do que 430 minutos de extraordi- nárias filmagens de discos vo- adores desde 1950 até hoje, em
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mais de 50 países. São naves em vôo e em manobras de pou- so, em áreas urbanas e rurais, flagradas por cinegrafistas
amadores e profissionais – e até astronautas – com os mais va- riados equipamentos. Todo esse gigantesco acervo de cli- pes foi reunido pelo ufólogo alemão Michael Hesemann e estava até então disponível no Brasil em formato VHS, com exclusividade, através da VI- DEOTECA UFO. Eram os cinco vídeos que compunham a an- tiga fase da série Evidências Incontestáveis
(Partes 1 a 5), ofe- recidas antes com os códigos VD-08, VD-09, VD-15, VD-17 e VD-18. Todo esse ma-
terial foi remasteri- zado, digitalizado e fundido para se
transformar nas três unidades de DVDs que compõe a nova fase da vi- deoteca. Os discos serão comerciali- zados separada-
mente e através de um pacote promocional. São colecioná- veis, fornecidos em estojos plásticos coloridos, têm le- gendas em português e podem ser assistidos com qualquer equipamento de DVD. Até março do ano que vêm a RE- VISTA UFO pretende dar con- tinuidade à série Evidências Incontestáveis lançando tam- bém a parte 4, que contém fil- magens de UFOs apenas nos anos de 2000 a 2004. Serão mais 95 minutos de imagens impressionantes.
NOVIDADES EM 2005 — A VI-
DEOTECA UFO é uma experiên- cia bem sucedida de levar infor- mação de qualidade sobre Ufo- logia aos interessados. Seus 34 títulos sãoproduções internacio- nais sobre os mais variados as- pectos da Ufologia, realizadas por empresas de renome e com assessoria de ufólogos ampla- mente reconhecidos. Os docu- mentários abordam desde os mis- teriosos círculos ingleses até as abduções e canalização de men- sagens extraterrestres, dos pou- sos de UFOs em todo o mundo às observações de naves aliení-
genasfeitasporastronautasecos-
monautas, das evidências de uma
conspiração internacional de aco- bertamento do Fenômeno UFO até a análise da presença aliení- gena no passado da Terra etc. Tudo, enfim, que há de mais importante e atual sobre a apro- ximação de outras civilizações ao nosso planeta está na coleção,
quegradativamenteseráconver-
tida para DVD. “Mas não nos limitaremos a relançar nossos documentários em formato digi- tal. Estamos em contato com parceiros em várias partes do mundo para aquisição de novos títulos, que serão anunciados após março de 2005”, diz o edi- tor da REVISTA UFO A. J. Ge- vaerd. Oanoquevemcertamen- te promete muitas surpresas para quem imaginava que a Ufologia estivesse estagnada
SérieEvidênciasIncontestáveis
Total de 430 minutos de filmagens de UFOs em mais de 50 países, nos últimos 54 anos. Veja o conteúdo de cada disco abaixo:
PARTE 1 — Filmes de UFOs desde a década de 50 até os anos 80. Total de 145 minutos PARTE 2 — Filmes de UFOs desde os anos 80 até a década de 90. Total de 135 minutos PARTE 3 — Filmes de UFOs durante os anos 90 até 2002. Total de 150 minutos PARTE 4 — Filmes de UFOs a partir do ano 2000. Total de 95 minutos
Observação: A parte 4 se encontra em fase de produção e estará disponível aos interessados apenas após março de 2005. Nessa ocasião, serão anunciados outros lançamentos em documentários.
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Aparições de OVNIs no Brasil
Editora 21, 2004
Encontra-se no mercado editorial brasileiro a mais nova obra do ufólogo Guilherme Raymundo, veterano pesquisa- dor e aviador que teve várias experiências pessoais com o Fenômeno UFO. Seu novo li- vro, Aparições de OVNIs no Brasil, é um apanhado de ca- sos bem documentados, apre- sentados pelo autor com preci- são e com comentários que en- riquecem sua interpretação. Se- gundo Raymundo, embora a casuística ufológica venha ocorrendo durante toda a his- tória humana, boa parte das aparições não é detectada – tan-
to em virtude da alta velocida-
de dos engenhos, como tam- bém em face à camuflagem que esses artefatos possuem, “in- cluindo projeções tridimensio- nais que tornam os UFOs invi- síveis aos seres humanos, sob determinados ângulos”. Raymundo examina, com
o conhecimento de um expe-
riente aviador, pousos de UFOs que parecem corriqueiros, ocor- ridos principalmente em locais ermos, afastados dos grandes aglomerados urbanos – acentu-
adamente na Região Amazôni- ca, onde estão sendo constata- dos casos graves de abduções e ataques. Aparições de OVNIs no Brasil dá também idéia das inúmeras experiências e vivên- cias adquiridas ao longo de sua atuação na pesquisa do Fenô- meno UFO, em sua eterna bus- ca da compreensão da atuação dos seres extraterrestres em nosso planeta. Seu trabalho an- terior, O Portal – Contatos Alienígenas [Editora Madras, 2002], já tratava o assunto com desprendimento, revelando que o autor tem grande intimi- dade com a questão.
ATERRISSAGEM EM QUARTEL —
Aparições de OVNIs no Brasil contém casos rigorosamente pesquisados e testemunhos de
pessoas que presenciaram os fatos. O autor incluiu também pareceres de pesquisadores, cien- tistas, políticos e militares. Al- gumas ocorrências são de gran- de envergadura para a Ufologia Brasileira, entre eles a aterrissa- gem de um UFO perto da Esco- la de Especialistas da Aeronáu-
tica, de Guaratinguetá (SP), fato confirmado pelos militares da instituição e evidenciado por uma marca de pouso na vegeta- ção [Foto ao lado]. “Um sol- dado foi com a viatura militar
buscar uma filmadora, en- quanto outro ficou no local com um rádio HT portátil, mantendo contato com o veí- culo”, relata Raymundo. O ob- jeto começou a se deslocar na direção deste militar, que, as- sustado, pensou que ia ser le- vado pelo disco voador.
O NOVO LIVRO do comandante Guilherme Raymundo expõe im- portantes casos brasileiros
A obra também contém fa- tos vividos pelo autor, entre eles um incidente com uma sonda na década de 60, quando pilotava um avião. “O Fenômeno UFO é uma realidade incontestável que nos acompanha desde o iní- cio da humanidade, cujas cau- sas não deveriam ser acoberta- das, mas divulgadas principal- mente pelos governantes, auto- ridades e, mais ainda, por pes- quisadores”, comenta o autor.
O livro pode ser adquirido atra-
vés do e-mail: vendas@edi- tora21.com.br. O telefone da
Editora 21 é (11) 3656-5644, e
o e-mail do autor é: comte.gui- lherme@ig.com.br.
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