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Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos
Disciplina: Fenômenos de Transferência III
Professor: Marintho Bastos Quadri
Aluna: Jéssica Alberton
Matrícula: 12204472

Trabalho de Transferência de Massa
Transporte de fluidos e solutos na hemodiálise e diálise peritoneal

Florianópolis, 19 de maio de 2016
1

SUMÁRIO 2 .

os tratamentos de substituição da função renal. além de auxiliar na produção de glóbulos vermelhos. O líquido filtrado (urina primária) é então transportado por pequenos túbulos. Localizados na parte posterior do abdômen e medindo cerca de centímetros cada. cálcio e magnésio novamente para o sangue. definida por anormalidades estruturais ou funcionais do rim. permanecendo então as proteínas e os glóbulos vermelhos. onde células específicas levam água e sais como sódio. dificuldade para respiração. aumento da tensão arterial (fazendo o corpo deixar de produzir os glóbulos vermelhos necessários. A doença renal ocorre quando a função dos rins está inferior a quinze por cento.Lesão presente por um período igual ou superior a três meses. Recentemente. são responsáveis pela eliminação das toxinas e do excesso de sais minerais do sangue.scielo. Os sintomas de tal caso incluem inchaço de mãos e pés. incluindo alterações sanguíneas ou urinárias. no controle da pressão arterial e da quantidade de líquidos no corpo. Introdução O funcionamento dos rins Os rins são órgãos vitais para o equilíbrio das funções corpo humano. Estes filtram do sangue um líquido composto por água. ou de exames de imagem 3 . notada por anormalidades histopatológicas ou de marcadores de lesão renal. A quantidade de sais absorvida depende da pressão arterial e da concentração de hormonas específicas. Ilustração do sistema: A insuficiência renal Se os rins estiverem lesados. sais e resíduos.1. o que permanece é excretado como urina final.pdf . ferro. passando pelos nefrónios. a produção de urina se reduz. enquanto os resíduos continuam a ser produzidos. com ou sem diminuição da Filtração Glomerular (FG). demandando então. referendou a definição de doença renal crônica (DRC) proposta pela National Kidney Foundation Americana (NKF) em seu documento Kidney Disease Outcomes Quality Initiativeque se baseia nos critérios seguintes: http://www. que consistem em pequenos filtros chamados de glomérulos. a Sociedade Brasileira de Nefrologia. O sangue entra através das artérias renais.br/pdf/ramb/v56n2/a28v56n2. O acúmulo de tais resíduos na circulação sanguínea é chamado de urémia.

que separa o o sangue do fluido de diálise. em 1955. banhados com o soro.73 m² por um período igual ou superior a três meses com ou sem lesão renal.br/2010/07/historia-da-dialise-parte-3-primeira. idealizando o primeiro “rim artificial”. creatinina por exemplo). a DRC é definida pela lesão do parênquima renal (com função renal normal) e/ou pela diminuição funcional renal presentes por um período igual ou superior a três meses Terapia de Substituição A terapia de substituição renal envolve o controle de água e eletrólitos presentes no corpo removendo pequenos metabolitos (como ureia. Gragham chamou-lhe de “Diálise” e ás membranas com estas características de “semi-permeáveis”.adrnp-sede. Esta primeira experiência consistiu em retirar meio litro de sangue ao doente e fazê-lo circular pelos tubos durante meia hora. o primeiro rim artificial do modelo de Kolff-Brigham foi utilizado no Hospital Pedro Ernesto no Rio de Janeiro. No processo atual de hemodiálise. pela primeira vez.FG <60 mL/min/1. O doente que realizou essa experiência veio a falecer no 26º dia após o tratamento. O tratamento é relativamente curto. com resultados duvidosos.. em São Paulo http://hemodialise-renalclass. o sangue flui através de uma circulação extracorpórea e é limpo em dialisadores constituídos de uma membrana sintética com permeabilidade seletiva. Atualmente. O maior problema era que de cada vez que se fazia esse tratamento era necessário uma nova artéria e nova veia. A esta experiência. fosse usada em um doente a diálise contínua. Entre 1960 e 1965 desevolveram-se os dialisadores “COIL” (tubo de celofane enrolado em espiral) e do tipo KILL (Placas de Celofane Paralelas). bem como a avaliação de distribuição e troca de água e solutos no interior do corpo através de um complexo sistema de membranas. onde puncionava-se uma artéria e uma veia. Apenas em 1926. Em meados dos anos 50 a hemodiálise ainda era considerada experimental e fazia-se em pouquíssimos hospitais. A experiência não teve resultado posivio. com melhores características de resistência e com capacidade para dialisar as substâncias tóxicas.org.html No Brasil. que rodeava um tanque onde estava contido uma solução. O sangue do doente então circulava dentro do tubo e a cada rotação do cilindro mergulhava no tanque. com aproximadamente quatro horas de duração e deve ser repetido a cada dois ou três dias. e refundindo-o novamente no paciente. No entanto.blogspot. o holandês Kolff (considerado por alguns o pai da Hemodiálise) fez um “Rim artificial” consistindo num tubo de quarenta metros de celofane enrolado em um cilindro. esse princípio é então aplicado com animais em experiências realizadas por John Abel. modelos matemáticos permitem combinar conhecimentos de fisiologia geral com informações de pacientes individuais compiladas através de acompanhamento clínico. separando dois líquidos com substâncias dissolvidas numa membrana celulolística.com. seguindo o principio do protótipo de Abel. http://www. Tito Ribeiro de Almeida. Por volta de 1965 o celofane foi substituído pelo cuprofano. A estimação da dosagem correta de terapia e a otimização dos procedimentos dependem da quantificação do transporte de fluidos e solutos durante a diálise. a diálise foi usada pela primeira vez no ser humano. em 1940. estabelecia-se troca entre elas. composto por uma série de tubos de celulose mergulhados em soro fisiológico. a primeira sessão de hemodiálise efetiva no país foi realizada em maio de 1949 pelo Dr.html As inovações tecnológicas advindas dos anos seguintes permitiram o aperfeiçoamento do tratamento que perdura até os dias de hoje. quando um físico inglês chamado Thomas Graham verificou que. 4 . permitiu que.pt/pioneiros. e o sangue circulava continuamente. Assim. O Rim de Kolff tinha uma inovação: O sistema de propulsão do sangue no circuito (com adaptação de uma bomba de água de um automóvel). Durante a segunda guerra mundial. A Hemodiálise A história da hemodiálise pode ter seu inicio considerado em 1830. Passados oitenta anos.

Neste processo podem ser citados pelo menos quatro mecanismos de transferência de massa envolvidos. onde a diferença de pressão entre o compartimento do sangue e o dialisato favorece a saída de líquidos do sangue. sendo eles: Difusão : Solutos urémicos e o Potássio. 5 . com um estudo que demonstrou que o peritônio poderia ser utilizado como uma membrana dialisadora. arrastando consigo solutos de baixo peso molecular. No Brasil. pesquisador no ramo de engenharia biomédica e Jack Moncrief. Adsorção: A impregnação de substâncias nas paredes da membrana semipermeável. nefrologista. Em 1978. Essa técnica é principalmente benéfica para crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. obedecendo a um gradiente de concentração. Dois anos após a invenção de Popovich e Moncrief. A diálise peritoneal A história da diálise peritoneal começou em 1922. essa técnica permitiria criar uma ascite artificial de dois litros. pelo nefrologista Dr. que servia para reduzir as taxas de peritonite. a diálise peritoneal foi reconhecida nos Estados Unidos como um tipo de terapia efetiva para a insuficiência renal. Miguel C. à disponibilidade comercial da solução de diálise e ao desenvolvimento de sistemas automatizados de diálise. as garrafas de vidro que serviam para armazenar a solução de diálise. Ultrafiltração: Uma pressão hidrostática maior no compartimento do sangue e menor no compartimento do dialisato favorece a passagem de líquido do sangue para o mesmo. os sacos de PVC ligados a um cateter em sistema fechado começavam a substituir. Na então década de 1970 surgiu-se um interesse maior por esse método de diálise devido aos avanços técnicos. que vivem distantes das clínicas de hemodiálise. seriam descritos em 1976 num artigo científico publicado por Robert Popovich. o conceito de diálise peritoneal foi trazido para o Brasil em 1980. Através de um cateter permanente na cavidade abdominal durante quatro horas. primeiramente no Canadá. difundem-se do sangue para a solução de diálise. Riella. Os princípios da Diálise Contínua Ambulatória (DPCA). A década de 1970 chegava ao fim com a introdução do adaptador de titânio no sistema. Convecção: Trata-se do arraste de solutos. podendo ser renovada de quatro a cinco vezes ao dia.

a quantificação da remoção de água e soluto se torna mais simples. Ultrafiltração: A osmolaridade mais alta da solução de diálise gera uma ultrafiltração de água e solutos do sangue para a cavidade abdominal através do peritônio. Diferente da hemodiálise. difundem-se na cavidade para o sangue em uma escala menor. O procedimento atual mais popular é o citado anteriormente (DPCA) ou. 6 . obedecendo a um gradiente de concentração. o qual cria alta pressão osmótica na cavidade peritoneal e a entrada de agua a partir do sangue.portaldadialise. entre o sangue e os órgãos abdominais. portanto. onde a remoção ocorre em um filtro artificial com características conhecidas e praticamente constantes que podem ser apuradas in vitro. enquanto o cálcio. o transporte de água e solutos da diálise peritoneal ocorre dentro do sistema de capilares sanguíneos e de tecidos dos órgãos abdominais. adicionado em grandes concentrações ao fluido de diálise). no modo de tratamento contínuo que é realizado o CAPD.http:// www. que consiste em quatro trocas de fluido de diálise por dia.pro-renal. (ultrafiltração osmótica). o sistema se aproxima do estado estacionário. Continuous Ambulatory Peritoneal Dialysis (CAPD). http://www. glicose e lactato.php?cod=477 Nesse método são utilizados os mecanismos fisiológicos do soluto e do fluido de transporte. A remoção de água ocorre através da aplicação de um agente osmótico (no caso um soluto. Os problemas de quantificação de dose de diálise.com/articles/historia-da-dialise-4 Esquema CAPD: Mecanismos de transferência de massa envolvidos: Difusão: Solutos urêmicos e potássio são difundidos no sangue do capilar peritoneal para a solução de diálise. normalmente de glucose. com cerca de seis horas de duração cada e que é realizada pelos próprios pacientes.br/news_det. No entanto. Absorção: Absorção constante de soluto e água da cavidade abdominal através dos vasos linfáticos do peritônio. O fluido de diálise é infundido através de um cateter na cavidade peritoneal.org. distribuição do transporte de água e solutos no corpo são importantes para ambos os métodos de diálise. em inglês.

incluindo versões alternativas e complementares.σ RT∆c) Js=P ∆ c+ ( 1−σ ) Jv (Cm) Onde para uma membrana de largura γ. Primeiramente. em seu trabalho. Algumas delas serão apresentadas a seguir. ou seja. as equações (1) e (2) podem ser integradas produzindo as equações: ¿ Jv =Lp ¿ ∆p. descrita por Cm= (1− ʄ ) c 1+ ʄc Do qual ʄ= onde c 1 e c 2 são os valores de fronteira da concentração do soluto e 1 1 − λJv exp ( λJv ) λ= 1−σ P 7 . R é a constante dos gases. propôs abordagens atuais para a modelagem de processos de diálise. lp é a permeabilidade σ é o coeficiente de reflexão de Staverman. da membrana. advinda da década de 1960. Para uma solução de um composto segue-se : Jv =−l p( ( dpdx )−σRT ( dcdx )) Js=− p d ( dcdx )+( 1−σ ) Jv c (1) (2) Onde � é a concentração do soluto .Desenvolvimento Jacek Waniewski . e cm é a concentração média intramembrana do soluto. p é a pressão hidrostática. desenvolve em sua versão um conjunto de equações para o volume (Jv). Se a membrana for plana e homogênea .ou seja. para um local que seja em qualquer ponto de uma membrana semipermeável. introduz se ao transporte de fluidos e solutos através de membranas semipermeáveis com seu modelo termodinâmico: A abordagem de Staverman–Kedem–Katchalsky–Spiegler. σ e p. P= pd/γ ∆p e ∆c são respectivamente as diferenças transmembrana de pressão hidrostática e concentração do soluto . T é a temperatura absoluta e p d é a permeabilidade difusiva hidráulica da membrana. soluto (Js) e fluxos . Lp= lp/γ . são independentes da posição x no interior da membrana e se for assumido o estado estacionário para o transporte . Jv e Js serem independentes de x. os parâmetros de transporte local lp.

é descrito pela teoria termodinâmica do transporte de membrana: Js=P ( Cb−CD ) + ( 1−σ ) JvCm (II) A equação da teoria unidimensional depende apenas de um parâmetro geométrico do hemodializador. onde ocorre a troca efetiva de fluido e soluto transmembrana. Depuração Plasmática e Coeficiente de Transmitância A depuração plasmática (Clearance. partindo-se do pressuposto de que a distribuição da concentração do soluto na secção transversal dos canais pode ser desprezível. O fluxo de soluto Js. a área superficial total da membrana. assumindo que a concentração média do soluto em qualquer secção transversal do canal . ou seja. A teoria unidimensional para o hemodializador Essa teoria foi descrita em 1981 por M. Equações de transporte A seguir é descrito por equações diferenciais ordinárias o fluxo de soluto no sangue e os canais de dialisato em um sistema contra-corrente. A. que podem ser derivados usando o balanço de massa na forma infinitesimal de x para dx: d ( QBCB ) =−JsA dx d ( QDCD ) =−JsA dx (I) Onde QB e QD são as taxas de fluxo do sangue e do dialisato.M. ou seja. em inglês). A variável x descreve a distância normalizada da entrada do fluxo de sangue para a parte do hemodialisador . respectivamente. Normalmente.CB e CD .O parâmetro adimensional ( λ Jv ) é chamado de número de Peclet e descreve a importância relativa da convecção versus o transporte difusivo do soluto. Gupta. sendo adequada para o transporte de solutos pequenos. em x. um fluxo de ultrafiltração constante (independente de x ) é assumido. é igual a concentração do soluto na superfície da membrana. J.Y. no artigo A one-dimensional model of simultaneous hemodialysis and ultrafiltration with highly permeable membrane. é uma relação que permite quantificar a quantidade de uma substância excretada na urina em relação a quantidade devolvida à circulação sistêmica. 8 . As equações I e II podem ser resolvidas se as taxas do fluxo de volume QB e QD são conhecidas como funções de x. e aplicada em diversos estudos desde então.B. mede a capacidade do rim de eliminar do sangue as substâncias derivadas do metabolismo. Malbrancq. Ela promove uma descrição simplificada do fluxo de soluto no sangue e nos canais do dialisador. B. para os sistemas de fluxo contra-corrente : QB ( x )=QBi−Qu ( x ) e QD ( x )=QDi−Qu(x) onde QBi e QDi são os valores iniciais de QB e Qd e Qu=JvA é taxa do fluxo de ultrafiltração . Jaffrin.respectivamente. x é igual a distância real Sobre o comprimento total da parte do transporte ativo do hemodializador e A é a área superficial total da membrana. portanto.

Portanto. 0≤σ≤ l. que pode ser estimada usando-se um valor conhecido de K0 e a equação anterior. Ttal linearidade foi confirmada experimentalmente para hemodializadores de fibra oca (27). mas em casos especiais (como Qu=0 ou σ =0 foram encontradas formulas analíticas.e. dependendo principalmente dos parâmetros da QBi e QDi Tr pode ser avaliado com medidas de K0 e K para pelo menos um valor de Qu >0 usando a seguinte equação: Tr= K−K 0 Qu Se K é medido para alguns valores de Qu . e � e as taxas de entrada Qu . e para as condições típicas de hemodiálise. A teoria unidimensional nos sustenta que : K 0=QB (exp ( γ )−1)/(exp ⁡( γ )−( Para QB≠ QD onde γ =PA( QB )) QD 1 1 − ) QB QD e PA é a permeabilidade total da membrana i. A teoria unidimensional do hemodialisador fornece a solução na forma integral.assumindo que a concentração inicial de dialisato (CDi) é zero. aqui denotado por K. 9 .respectivamente . então a regressão linear pode ser aplicada para estimar Tr. A ultrafiltração do sangue para o dialisato representada por Qu . A dependência de K com Qu na teoria unidimensional é levemente não-linear para as condições padrão da hemodiálise. que pode ser aplicada para qualquer valor de Qu> 0 e σ. Algumas dessas fórmulas também podem ser usadas como uma descrição aproximada deoutros valores de parâmetros. por exemplo a seguinte fórmula aproximada para K. A. mas pode ser considerado linear se houver alta precisão. os coeficientes de transmitância (Tr) podem ser assumidos como independentes de membrana P. reforça o transporte difusivo do soluto do sangue para o dialisato e o coeficiente de “liberação” K pode ser descrito como onde K0 é a liberação/desobstrução difusiva para K=K 0+TrQu Qu=0 e Tr é o coeficiente de transmitação.Tal parâmetro. é descrito por : K= QBoCB 0−QBiCBi CBi Onde QBi e CBi são QB e CB na entrada do hemodializador . de um soluto do sangue para o dialisato . a permeabilidade da membrana incluindo as camadas limites.

permitiu-se uma remoção de pequenos solutos mais rápida. Modelagem cinética para a hemodiálise Na hemodiálise. as mudanças marcantes de concentração plasmática de pequenos metabolitos (uréia. Modelagem cinética da uréia Extensos estudos clínicos foram realizados sobre a remoção de pequenos metabólitos durante esse tratamento. Isto permite a estimativa de índices de adequação do sistema e de nutrição. Um modelo matemático de um compartimento simples permite estimar Kt/V.( ( )( ) ) QBi 1− K= QBo QDo Z QBi QDi 1− Z ( QBo QDi ) Qu Z = 1− Qbi ( Onde p −1 Qu ) ( Qu 1− QDo −p −1 Qu ) e p=PA+ ( 1−σ ) ( 1− ʄ ) Qu . G é a taxa de geração de uréia e K (Clearence da uréia. A razão G/K é pequena durante a diálise e a concentração final da uréia após a diálise depende basicamente de um parâmetro concentrado Kt/V. A definição e validação da "dose de diálise adequada" (isto é. a quantidade de soluto que deve ser removido durante a diálise) é fortemente debatida em diversas pesquisas. Porém. com a evolução dos equipamentos de tratamento. porém não será detelhadamente descrito neste trabalho para fins de simplificação. Tal modelo é ilustrado na figura abaixo: Onde V é o volume total de água. que já não podia mais ser representada pelo modelo de compartimento simples.) (“liberação/desobstrução). como (citar).Um método simples para quantificar a dose de diálise e seu valor mínimo. produzindo um parametro definido por KT / V para a uréia . C é a concentração de uréia. 10 . onde t é o tempo de diálise. Para um compartimento de distribuição de uréia no volume total de água do corpo V. a descrição matemática do balanço de massa total da uréia é −Kt −Kt d ( VC ) G =G−KC e sua solução : C ( t )=C 0 e V +( )(1−e v ) dt K A depuração plasmática (K) da uréia pode ser definido como K (uréia ) =K ( dialisato ) + K ( residual renal durante a diálise ) + K (residualrenal do paciente entre as diálises) . Tal modelo segue representado abaixo. necessitando de um modelo mais complexo envolvendo dois compartimentos. creatinina) e os períodos inter-diálise são calculados por modelagem matemática utilizando valores previamente medidos.

A Distribuição de sódio no corpo A cinética do transporte de água e de sódio no organismo deve ser descrita por um modelo de dois ⃗ compartimentos . a remoção de água por ultrafiltração vem do espaço total de água: V =Vic + ⃗¿ . Por outro lado. de uma pequena na quantidade intracelular de sódio pode ser negligenciada. Portanto. beta: taxa de ultrafiltração durante a diálise. uma pequena mudança.. Assim. alfa: taxa de fluido de entrada. Em casos típicos. a água extracelular pode ser considerada como um representante do compartimento permutável de sódio. para os compartimentos de água extracelular (com volume ¿ e água intracelular ( Vic ). CNaEc é a concentração de sódio na água extracelular (igual a concentração de sódio na água do plasma) e QNa é o fluxo de sódio removido do sangue no dialisador Aplicação prática da modelagem do sódio 11 . as equações para a remoção de água e de sódio são: dV =−QF dt ⃗¿ ¿ dCNaEc ¿ ¿ Valores típicos de concentração e volumes de sódio e potássio para compartimentos de água extra e intra celular. Onde QF é o fluxo de ultrafiltração.Onde : K IE: coeficiente difusivo de transferência de massa da uréia. (Ic e Ec = compartimentos intracelulares e extracelulares) Eq 22.

A taxa de transporte de sódio no dialisador pode ser escrita como: QNa=D ( α CBin−CDin )+CBinQF Onde D é o sódio dialisado. http://redbeans. Em seguida. em um tempo t=T. C0. durante a fase final de diálise. Relações quantitativas entre os parâmetros de transporte e relações quantitativas entre a estrutura e estado fisiológico do tecido peritoneal e suas características de transporte. Modelos para o transporte peritoneal A modelagem matemática pode ajudar a analisar quatro aspectos importantes do transporte peritoneal:    Separação dos componentes do transporte. que são: Pressão osmótica para o fluido de ultrafiltração. o transporte difusivo e convectivo com a ultrafiltração e a absorção no bulk com o líquido absorvido Correlação quantitia entre os fluxos e suas forças motrizes. O Fator de Gibbs-Donnan para cátions monovalentes. O efeito é dado em nome do físico americano Josiah Willard Gibbs e o químico britânico Frederick G. � é o Fator de Donnan(*) para o sódio e CBin denota a concentração de sódio na água do plasma. durante a fase inicial de diálise. fluxo de ultrafiltrado para o transporte convectivo de soluto e fluxo de absorção do fluido para a absorção do soluto. CDin=α ( αD CT −C 0 F (T ) QF 1−F ( T ) αD QF ) Assim. é de 0. as soluções das equações (123) podem ser derivadas: (*). a concentração de sódio no fluido de diálise deve ser reduzida para evitar hypernatremia (excesso de sódio) após a diálise. para uma concentração desejada C(T).edu/physiology-pearls-gibbs-donnan-equilibrium/ αD 1 1 C ( t )= (CDin ) + C 0− CDin F ( t ) QF α α ( Com ) (*) t ( QF Vo ) F ( t )=1+ A equação (*) pode ser usada para o cálculo da concentração de sódio no fluido de diálise (CDin) . 12 . As correlações são descritas pelos “parâmetros de transporte. como a ultrafiltração da água do sangue e a absorção para o tecido no transporte de fluido. por exemplo. Assumindo um QF constante. gradiente de concentração para a difusão do soluto. isso significaria a concentração de sódio no fluido intersticial é de 0.95 a da concentração no plasma.tulane. Ele explica o equilíbrio entre as forças eletrostáticas e osmóticas.95. a concentração de sódio no fluido de diálise pode ser aumentada para acelerar a remoção de água do compartimento intracelular e diminuir a taxa de mudança de volume do sangue. pressão hidrostática para o fluido de absorção. Donnan. para mudar a concentração de sódio conhecida na água do plasma.O equilíbrio (ou efeito) de Gibbs-Donnan Equilíbrio descreve o comportamento de partículas carregadas perto de uma membrana semi-permeável. em um tempo definido t=0.

13 . o sangue e o fluido de diálise separados por uma membrana seletiva. A taxa líquida do transporte do fluído para a cavidade peritoneal depende basicamente de três fatores: A diferença de pressão osmótica entre o fluído de diálise e o plasma do sangue. no caso. ∆P= PB-PD é a diferença entre a pressão hidrostática do sangue (PB) e a pressão hidrostática do dialisato peritoneal (PD). por último. após a apresentação do modelo cinético do sistema. Ele é derivado a partir de um equilíbrio termodinâmico não linear para o caso de dois compartimentos bem misturados. Onde o subscrito “i” denota vários solutos osmoticamente ativos no sangue e no dialisato peritoneal. �i é o coeficiente de reflexão de Staverman(*) para i. O processo parte do balanço de massa básico para o volume do fluido e do soluto: d (VD) =QV Dt d ( VDCD ) =QS dt Onde VD e CD são o volume do líquido de diálise e a concentração do soluto na cavidade peritoneal. Essa taxa líquida Qv . CiB e CiD são respectivamente as concentrações do plasma e do dialisato do soluto i. bem como suas respectivas forças motrizes. a absorção do fluido de diálise para o tecido e os vasos linfáticos. que serão mostrados a seguir. e QA é a taxa de absorção do fluxo do fluido de diálise. Modelo da membrana O modelo da membrana fornece uma relação simples entre as taxas de fluxo do fluido e do soluto. ∆∏i é a diferença de pressão osmótica entre o sangue e o fluido de diálise para um soluto “i’’. A descrição desses fluxos depende da escolha do modelo de transporte peritoneal. são aplicados três modelos principais para avaliação do transporte peritoneal: O modelo da membrana e o do poro triplo.De acordo com esses aspectos. pode ser descrita pelo modelo da membrana pela seguinte equação: Qv=LPA ( ∆ P−∑ σi ∆ ∏ i ) −QA Onde LPA é a permeabilidade hidráulica total da membrana. respectivamente e QV e QS representam o fluxo de fuido e de soluto através da superfície do tecido para a cavidade peritoneal. a diferença de pressão hidrostática entre o fluido de diálise e o plasma do sangue e .

de raio entre 2-4 ºA 14 . QS é dada por: QS=KBD ( CB−CD ) + S(QU ) ( CM )−QACD E para estimar os parâmetros de transporte para o modelo da membrana usando as equações anteriores. e o arraste difusivo e convectivo de moléculas esféricas ao longo do poro.(*) Em 1951-1952.nlm. é necessário considerar a estrutura da membrana peritoneal como “heteroporosa” . que é igual a taxa de fluxo absorvido QA multiplicada pela concentração do soluto no fluido de diálise Assim. Para descrever o transporte peritoneal. proporcional a diferença de concentração do soluto no sangue e no fluido CB−CD de diálise massa difusivo)  KBD .ncbi. o valor de σ é determinado por ambas as propriedades da membrana e do soluto permeável. que descreve o quanto o transporte do soluto é retardado durante a presença da parede do poro. portanto. a taxa do fluxo de soluto CD . com o coeficiente de proporcionalidade S chamado de coeficiente de sieving A taxa de absorção no bulk junto com o fluido absorvido. em comparação com um transporte livre em um meio irrestrito. com os parâmetros de transporte calculados a partir do número e tamanho dos poros. que é proporcional a taxa de ultrafiltração dialise  com um coeficiente de proporcionalidade (coeficiente de transferência de QU e a média podenrada das concentrações do soluto no sangue e no fluido de CM . sendo eles:  A taxa de fluxo difusivo. A taxa de fluxo convectivo do soluto durante a ultrafiltração. que foi formalizada mais notavelmente por Onsager. em 1931.nih. é necessário conhecer o volume do fluido de diálise e as concentrações de soluto no fluido de diálise e do sangue em função do tempo de permanência . As equações para o transporte de água e soluto são as mesmas das usadas no modelo de membrana citado anteriormente. Staverman examinou a permeabilidade em membranas rugosas (permeáveis a solutos). O vazamento da membrana foi descrito pelo coeficiente de reflexão �. variando de 0 para uma membrana completamente permeável (não seletiva) a 1 para uma membrana semipermeável (permeável apenas para o solvente e impermeável para as moléculas de soluto). O transporte de fluido e soluto através do poro é então avaliado usando a teoria hidrodinâmica do fluxo de fluido ao longo de um cano cilíndrico. O coeficiente de reflexão é dependente da concentração e escreve a seletividade da membrana para um soluto específico. http://www. Modelo do Poro Triplo O modelo do poro é baseado no conceito de transporte através de um poro cilíndrico uniforme pela membrana. de raio entre 250-300 ºA  Poros pequenos. de raio entre 40-50 ºA  Poros ultra pequenos. Staverman abordou o problema de transferência osmótica através de membranas celulares usando a teoria linear da termodinâmica irreversível. Um valor de � próximo a 1 indica que 100% dos solutos são refletidos de volta da membrana. com três tipos de poros:  Poros grandes.gov/pmc/articles/PMC2711286/ A taxa do fluxo de soluto entre o sangue e o fluído de diálise pode ser descrita somando-se alguns termos. Essa teoria proporciona fórmulas algébricas simples para os fatores de restrição para o transporte difusivo e convectivo do soluto.

Um método interessante para a avaliação da membrana peritoneal do paciente (Peritoneal Dialysis Capacity) tem sido desenvolvido com base no modelo do poro triplo usando um conjunto de dados obtidos através de acompanhamento clínico. A condutividade hidráulica desses poros é cerca de 1-2% da condutividade total. A estimação dos parâmetros de transporte para pequenos solutos. para este trabalho será dado maior enfoque no modelo do poro triplo para fins de simplificação). Pequenos poros são as rotas principais para a troca de pequenas e médias moléculas por difusão e convecção. como o modelo do poro triplo e o modelo distribuído (o modelo distribuído possui uma modelagem mais complexa. O fluxo de água passa osmoticamente por poros pequenos e ultrapequenos. ele costuma faltar com um fator importante do sistema de transporte peritoneal: O fato de que o sangue não forma um compartimento. a taxa do fluxo do fluido Qv pode ser descrita como: Qv=Qv ( grandes ) +Qv ( pequenos ) +Qv (ultrapequenos) E a taxa do componente convectivo para o transporte de sódio Qconv como: 15 . Embora esse modelo seja amplamente utilizado. Poros largos desempenham um papel importante no transporte de macromoléculas (do tamanho da albumina para maiores) principalmente por fluxo convectivo. e portanto o coeficiente de “peneiramento” (sieving) para qualquer soluto (até mesmo como o sódio) é zero. por isso. Poros ultrapequenos não são permeáveis por qualquer soluto. que pode fornecer informações sobre o transporte de fluido e cada soluto separadamente. o transporte através da barreira peritoneal pode ser descrito como o fluxo através da membrana heteroporosa com três tipos de poros (grandes. Esse modelo anteriormente citado é um modelo “caixa preta”. com exceção da água. Assim. e o coeficiente de Sieving para o sódio em poros pequenos e grandes é próximo a um. incluindo o sódio. Por outro lado. como citado anteriormente. Para este caso é importante o fato de que poros ultrapequenos são permeáveis apenas para moléculas de água. pode ser realizada usando o modelo de membrana. mas flui em capilares. (ou três-poros) para a membrana separando os compartimentos do sangue e do fluido de diálise com poros de diferentes áreas de secção transversal superficial. O número de poros largos é cerca de 12500 vezes menor do que o número de poros pequenos Os dados sobre a estrutura e número de poros equivalentes podem ser obtidos pela análise desse transporte de fluido e soluto na diálise peritoneal de um paciente. poros grandes e pequenos permitem uma passagem qQuase irrestrita de pequenas moléculas como os íons de sódio. mas a interpretação dos parâmetros de transporte precisa então de uma descrição mais sofisticada. pequenos e ultrapequenos). De acordo com o modelo do poro triplo. ordenados em percursos paralelos.Esquema do modelo do poro triplo.

pequeno e ultrapequeno. Para ilustrar o modelo. de acordo com o modelo do poro triplo. S(ultrapequeno) é zero e S(pequeno)=S(grande)= próximo de 1. a estimativa do coeficiente de peneiramento para o sódio usando o modelo de membrana permite. para o sódio: S= QV ( grande )+QV ( pequeno ) QV A interpretação do coeficiente de peneiramento para o sódio pelo modelo do poro triplo é de que S é a fração do fluxo de água que passa através de poros pequenos e largos.Qconv=S ( g ) QV ( g ) CB +S ( p ) QV ( p ) CB+ S ( up ) QV (up ) CB Onde g . o cálculo da fração de água livre. respectivamente. Os resultados obtidos por Jacek demonstram que a fração de água livre não depende do agente osmótico usado no fluido de diálise. usando dados previamente obtidos para os parametros de transporte para o sódio. os valores de S foram obtidos através de uma estimativa concomitante dos parâmetros difusivos de transferência de massa (KBD) e o coeficiente de peneiramento S. Portanto. ou seja. é livre de solutos. pelo menos. o autor encontrou os respectivos valores de fração de água livre (segue tabela abaixo). essa fração pode ser chamada de fração de água livre (free water fraction) FWF. Em seguida. se é usada uma concentração alta. no modelo da membrana é definido pela equação: Qconv=SQV (CB) Assim.S. O coeficiente de peneiramento . Assim. usando a modelagem matemática do transporte de soluto na diálise peritoneal (eq 43) com CM=CB e dois parâmetros de regressão linear. Para o sódio. além disso: 1−S= QVultrapequeno QV O quociente acima descreve a fração de fluxo que passa através de poros ultrapequenos e não carrega nenhum soluto.p e up são subescritos referentes às características para poro grande. foi calculada a fração de água livre usando a equação 50. 16 . e CB é a concentração de sódio na água do plasma. e : FWF=1−S .

Comparação entre a qualidade de vida de pacientes para ambos tratamentos 17 .