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Deus teria ditado a Ellen White as palavras exatas que Ele queria que ela escrevesse?

Deus teria ditado a Ellen White as palavras exatas que Ele queria que ela escrevesse?

• Os eventos de 11 de setembro de 2001 cumpriram uma profecia de Ellen White?

• Ela disse que a Associação Geral era Babilônia?

• Ellen White cometeu erros?

• As pessoas alteraram os livros de Ellen White?

• Podemos confiar nas compilações?

• Tudo o que ela escreveu é inspirado?

• As traduções modernas da Bíblia são perigosas?

Todos os dias, os responsáveis pelo patrimônio literário de Ellen White recebem perguntas sobre ela, seus escritos, sua vida e suas crenças.

Neste livro, o pastor William Fagal, diretor associado do Ellen G. White Estate, dá respostas instigantes a 101 das perguntas feitas com maior frequência, muitas delas

bastante controversas. De forma didática, ele expõe diversos mitos e apresenta ao leitor

a verdade sobre essa autora que inspira gerações.

WILLIAM FAGAL é diretor associado do Ellen G. White Estate. Ele trabalhou como pastor

e foi professor no Atlantic Union College. Por 19 anos, foi diretor da filial do White Estate na Universidade Andrews. Em 2003, foi transferido para a sede do White Estate em Silver Spring, Maryland.

Título original em inglês: 101 Questions About Ellen White and Her Writings Copyright © da

Título original em inglês:

101 Questions About Ellen White and Her Writings

Copyright © da edição em inglês: Pacific Press, Nampa, EUA. Direitos internacionais reservados.

Direitos de tradução e publicação em língua portuguesa reservados à Casa Publicadora Brasileira Rodovia SP 127 – km 106 Caixa Postal 34 – 18270-970 – Tatuí, SP Tel.: (15) 3205-8800 – Fax: (15) 3205-8900 Atendimento ao cliente: (15) 3205-8888 www.cpb.com.br

1ª edição neste formato Versão 1.1

2013

Coordenação Editorial: Marcos De Benedicto Editoração: Neila D. Oliveira e Guilherme Silva Revisão: Adriana Seratto Design Developer: Anderson Mendes Projeto Gráfico e Capa: Marisa Ferreira

Anderson Mendes Projeto Gráfico e Capa: Marisa Ferreira Os textos bíblicos citados neste livro são extraídos

Os textos bíblicos citados neste livro são extraídos da versão Almeida Revista e Corrigida, salvo outra indicação. Em alguns casos, a linguagem das citações de Ellen G. White foi atualizada.

Dedico este livro aos meus pais, William A. Fagal e Virginia M. Fagal, os quais

Dedico este livro aos meus pais, William A. Fagal e Virginia M. Fagal, os quais me apresentaram aos escritos de Ellen G. White e foram para mim exemplos vivos de devoção, humildade e equilíbrio no que diz respeito às mensagens contidas nestes escritos.

Este livro é composto de perguntas e respostas. As per g untas são uma amostra

Este livro é composto de perguntas e respostas. As perguntas são uma amostragem das muitas que têm sido enviadas ao Ellen G. White Estate (http://www.whiteestate.org) em anos recentes. Com pouquíssimas exceções, as respostas foram escritas por William Fagal, um dos diretores associados do White Estate. Os nomes dos que enviaram as perguntas não aparecem no site, tampouco foram incluídos neste livro. Essas perguntas e respostas não foram escritas para serem publicadas. Por isso, as editamos para que fossem usadas no livro. O autor também modificou várias respostas a fim de que elas refletissem pensamentos e informações mais recentes ou para atender às necessidades dos leitores. E para manter este livro em tamanho razoável, muitas das respostas aqui publicadas são resumos daquelas que aparecem no site. Você poderá ler as perguntas e respostas completas no site do White Estate Digital Resource Center (http://drc.whiteestate.org). Você deverá notar que, em alguns casos, os títulos do site parecem não combinar com os tópicos das perguntas e respostas que vêm a seguir. Muitas vezes, isso ocorre porque a averiguação original continha várias perguntas, e utilizamos uma pergunta e uma resposta diferentes daquela sobre a qual o título do site estava baseado. Seguimos uma forma bastante peculiar, a qual tem se tornado costumeira nas citações de livros, artigos e outros materiais produzidos por Ellen White. Para obter informação bibliográfica completa sobre as obras citadas, bem como o significado das abreviações, o leitor poderá recorrer à bibliografia que se encontra no fim do livro. Desejamos que a leitura deste livro possa aumentar sua compreensão e fortalecer sua fé na comunicação de Deus conosco através de Seus mensageiros, tanto do passado como do presente.

David C. Jarnes Compilador

Perguntas Sobre ELLEN WHITE E SUA INSPIRAÇÃO

Perguntas Sobre

ELLEN WHITE E SUA INSPIRAÇÃO

Perguntas Sobre ELLEN WHITE E SUA INSPIRAÇÃO
Pergunta 1 Ellen White foi uma profetisa como os demais profetas que escreveram a Bíblia?

Pergunta 1 Ellen White foi uma profetisa como os demais profetas que escreveram a Bíblia?

Meu esposo e eu tivemos algumas discussões acaloradas sobre Ellen White e o lugar que ela ocupa na igreja. Ele crê que ela foi uma profetisa e que seus escritos foram tão inspirados como a própria Bíblia. Eu acredito que ela foi inspirada por Deus, da mesma maneira como acredito que C. S. Lewis e outros escritores cristãos também o foram ao escrever o que escreveram. Todavia, não creio que ela tenha sido uma profetisa, e não acho que seus escritos foram inspirados da mesma maneira que os da Bíblia. Existe algum relato documentado de alguém que não fosse adventista e que tivesse estudado a Sra. White com uma mente aberta, despida de qualquer preconceito seja a favor ou contra ela, e que tenha se convencido ao vê-la tendo uma visão, ou testemunhado qualquer outra evidência de que ela realmente era uma profetisa? Todos os livros e materiais da Sra. White que eu já vi foram publicados pela igreja. Portanto, tendem a favorecê-la. Seria muito fácil pensar que, por causa dos altos lucros que a igreja tem ao vender seus livros, ela naturalmente desejasse promovê-la como profetisa.

ela naturalmente desejasse promovê-la como profetisa. Se você for fã (ou mesmo se não for) de

Se você for fã (ou mesmo se não for) de C. S. Lewis, provavelmente vai gostar deste parágrafo extraído de seu livro Cristianismo Puro e Simples. É o último parágrafo do capítulo “A Alternativa Surpreendente”:

Estou procurando evitar que se diga a coisa mais tola que muita gente diz por aí, a respeito de Cristo: “Estou pronto para aceitar que Jesus foi um grande mestre de moral, mas não aceito Sua prerrogativa de ser Deus.” Eis aí precisamente o que não podemos dizer. Um homem que fosse só homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de moral. Seria ou um lunático, em pé de igualdade com quem diz ser um ovo cozido, ou então seria o demônio.Cada um de nós tem que optar por uma das alternativas possíveis. Ou esse homem era, e é, Filho de Deus, ou então foi um louco ou algo pior. Podemos argumentar contra Ele taxando-O de louco, cuspir nEle e matá-Lo como um demônio; ou podemos cair a Seus pés e chamá-Lo de Senhor e Deus. Mas não venhamos com nenhuma bobagem paternalista sobre ser Ele um grande mestre humano. Ele não nos deu essa escolha. Nem nunca pretendeu dá-la.”

Não haveria um paralelo com a maneira de considerarmos a Sra. White? Naturalmente que esse paralelo está em um nível muito inferior, uma vez que ela nunca alegou ser Deus. Mas ela, de fato, declarou que suas visões e mensagens vieram de Deus, de maneira sobrenatural (uma alegação que C. S. Lewis nunca fez sobre si mesmo). Se a Sra. White estivesse errada a esse respeito, que base teríamos para dizer que ela foi

inspirada? Existiriam alternativas para concluir que ela era aquilo que dizia ser – uma “mensageira do Senhor” – ou seria ela uma maluca, uma agente de Satanás? Se tivéssemos um relato documentado, você poderia achá-lo convincente ou até mesmo definitivo. Mas eu não recomendaria que você acreditasse na alegação dela tomando como base a força desse relato. Em realidade, eu a alertaria para não fazer isso. Por quê? Porque a Bíblia não diz que ver um profeta tendo uma visão seja uma evidência da autenticidade desse dom. Além disso, a experiência tem mostrado que tal evidência pode ser forjada, tanto por gente má como por poderes sobrenaturais do mal. Por exemplo, depois da morte da Sra. White, uma mulher chamada Margaret Rowen declarou ser a sucessora de Ellen G. White. Alguns viram Margaret Rowen tendo “visões” e repararam que ela evidentemente não respirava enquanto estava naquele estado. Isso convenceu vários adventistas de que o dom dela era genuíno. Mas não era. Ela falsificou um documento que a nomeava sucessora da Sra. White, alegando que o tal documento viera da Sra. White. Ela também mentiu para um médico para convencê-lo a colocar o tal documento em meio aos papéis da Sra. White, para que, mais tarde, fosse “achado”. Ela roubou o dinheiro que seus apoiadores enviaram para seu escritório e, quando a verdade veio à tona, tentou matar o médico quando ele se voltou contra ela. Ela acabou cumprindo uma pena em uma prisão da Califórnia. Mas suas visões pareciam reais! A Bíblia fornece alguns testes através dos quais podemos avaliar alguém que alega ter o verdadeiro dom profético.

1. As predições de um profeta verdadeiro se cumprem (Dt 18:21, 22; Jr 28:9). De

maneira explícita, a Bíblia faz disso um teste e recomenda que o apliquemos. Mas ela também nos diz que existem condições, sejam declaradas ou apenas sugeridas, em algumas profecias bíblicas (ver, por exemplo, Jr 18:7-10).

2. As mensagens de um profeta verdadeiro estão em harmonia com a Palavra de Deus

(ver Is 8:20). Nesse contexto, é possível distinguir o mensageiro verdadeiro do falso. Assim, esse é outro teste bíblico.

3. O ministério de um profeta verdadeiro produz bons frutos (ver Mt 7:15, 16). A

própria Bíblia dá nome a esse fruto, a saber, que um profeta dará a mensagem de Deus ao povo para que ele abandone seus pecados (ver Jr 23:22; note o contexto que precede a passagem).

4. Um profeta verdadeiro diz a verdade sobre a encarnação de Jesus (1Jo 4:1-3). A

Bíblia diz que um profeta verdadeiro reconhecerá que a encarnação de Jesus foi real – que “o Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). Fico pensando se a motivação dos “altos lucros” faria algum sentido. Alguns anos depois da morte da Sra. White, os curadores que, segundo seu testamento, deveriam cuidar de seus escritos fizeram um acordo com a Associação Geral, o qual comissionava a igreja a apoiar o trabalho do White Estate. A Associação Geral assumiria o orçamento do White Estate, e este, por sua vez, destinaria todos os direitos autorais dos livros da Sra. White para a tesouraria da Associação Geral. Esse acordo ainda está em vigor. Como ele

funciona? Bem, a verba que a igreja destina para o Ellen G. White Estate é cerca de seis vezes maior do que a importância que ela recebe de direitos autorais dos livros dela. É meio difícil encontrar uma motivação financeira aqui! Para mim, a igreja apoia a Sra. White (inclusive o White Estate) porque ela verdadeiramente acredita que sua obra é “um dom de luz” que continua a iluminar nosso caminho. Nossa experiência tem mostrado que quando seguimos esse dom de luz, somos abençoados espiritualmente e nosso trabalho é eficaz. Por outro lado, quando ignoramos essa luz e seguimos nossos próprios caminhos, acabamos perdendo. Não consideramos a Sra. White como outra escritora bíblica – ela mesma afastou essa ideia em famosas declarações, tais como esta: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior” (O Colportor Evangelista, p. 125). Acreditamos, todavia, que o Senhor usou os mesmos meios usados com os escritores da Bíblia para trazer-lhe a luz, e que Ele comunicou-Se com ela de uma maneira mais direta do que o fez com C. S. Lewis e outros bons escritores cristãos.

o fez com C. S. Lewis e outros bons escritores cristãos. Pergunta 2 Tudo o que

Pergunta 2 Tudo o que Ellen White escreveu foi inspirado?

É verdade que Ellen G. White diz em algum lugar que apenas alguns dos seus escritos são inspirados por Deus? Um amigo meu ouviu dizer que ela teria declarado que apenas seus testemunhos são inspirados.

teria declarado que apenas seus testemunhos são inspirados. Aqui estão algumas declarações que a Sra. White

Aqui estão algumas declarações que a Sra. White fez sobre a autoridade de seus escritos:

Muitas vezes, em minha experiência, tenho sido obrigada a enfrentar a atitude de certa classe de pessoas que reconheciam que os testemunhos eram de Deus, mas adotavam a posição de que este e aquele assunto constituíam a opinião e o critério da irmã White. Isso convém aos que não gostam de repreensão e correção, e que, se suas ideias são contrariadas, têm ensejo de explicar a diferença entre o humano e o divino. Se as opiniões preconcebidas ou as ideias particulares de alguns são contrariadas ao serem reprovadas pelos testemunhos, eles têm imediatamente a preocupação de esclarecer sua posição para discriminar entre os testemunhos, definindo o que é o critério humano da irmã White e o que é a palavra do Senhor. Tudo que apoia suas ideias acariciadas é divino, e os testemunhos para corrigir seus erros são humanos – as opiniões da irmã White. Eles invalidam o conselho de Deus por sua tradição (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 68 [Manuscrito 16, 1889]).

A irmã White não é a originadora destes livros. Eles contêm a instrução que durante

o trabalho de sua vida Deus tem estado a dar-lhe. Contêm a preciosa, confortadora luz que Deus, graciosamente, deu à Sua serva para ser dada ao mundo (O Colportor Evangelista, p. 125).

Não escrevo um artigo sequer, na revista, expressando meras ideias minhas. Correspondem ao que Deus me revelou em visão – os preciosos raios de luz que brilham do trono (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 67).

Quando o Espírito Santo revela alguma coisa relativamente às instituições

relacionadas com a obra do Senhor ou referente à obra de Deus no coração e espírito humano, como Ele tem revelado essas coisas por meu intermédio no passado, a mensagem dada deve ser considerada como esclarecimento vindo de Deus para aqueles que o necessitam. Misturar, porém, o sagrado com o comum é um grande

erro. [

Há vezes, porém, em que devem ser declaradas coisas comuns, pensamentos comuns precisam ocupar a mente, cartas comuns precisam ser escritas e informações dadas, as quais passaram de um a outro dos obreiros. Tais palavras, tais informações, não são dadas sob a inspiração especial do Espírito de Deus (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 38, 39).

]

Espírito de Deus (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 38, 39). ] Pergunta 3 Os escritos de

Pergunta 3 Os escritos de Ellen White são uma “luz menor”?

Tenho ouvido muitas pessoas dizerem que, comparados com a Bíblia, os escritos da Sra. White são uma luz menor. Eles normalmente citam uma declaração que ela fez na Review and Herald de 20 de janeiro de 1903 (também está no livro Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 30). Entretanto, nessa declaração ela não diz explicitamente que a Bíblia é uma luz maior, e os Testemunhos, uma luz menor. O primeiro parágrafo diz que seus livros devem levar homens e mulheres ao Salvador. Ela diz que as pessoas têm negligenciado a Bíblia, cuja missão é mostrar Cristo para as pessoas, e que “o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior”, que deve ser Cristo, de acordo com o contexto da declaração. Nessa carta, ela não está discutindo a relação entre seus escritos e a Bíblia. O contexto é sobre a luz que precisa alcançar as pessoas por meio dos Testemunhos. Acredito que se a Bíblia foi escrita por pessoas que foram inspiradas, e que se E. G. White foi inspirada, então eles estão no mesmo nível, uma vez que é o Espírito Santo quem inspira.

mesmo nível, uma vez que é o Espírito Santo quem inspira. O que você diz sobre

O que você diz sobre o parágrafo anterior àquela tão citada declaração é verdade. De fato, a Sra. White diz que seus livros devem levar as pessoas ao Salvador. Mas nem

nesse parágrafo nem mesmo no documento inteiro ela identifica Jesus como a “luz maior”. Você vai notar que no parágrafo em questão, ela descreve os escritos que seriam uma luz menor em termos teológicos, tais como “executarem os princípios que eles contêm” e “regozijando-se na luz da verdade presente”, em vez de em termos pessoais, como “vir a conhecer o Salvador” ou “dar o coração ao Senhor”. Se ela quisesse enfatizar que a luz maior é Jesus e que a luz menor deveria conduzir as pessoas para Ele, não era de se esperar que ela desenvolvesse esse lado pessoal da questão ao ampliar sua declaração? Em vez disso, ela desenvolve sua declaração de uma maneira alinhada com os princípios e a verdade, da mesma maneira como faríamos com a Bíblia. Aqui está o parágrafo inteiro:

O Senhor tem dado muita instrução a Seu povo: regra sobre regra, mandamento

sobre mandamento, um pouco aqui, um pouco ali. Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior. Oh! quanto bem poderia ser feito se os livros que contêm esta luz fossem lidos com a resolução de se executarem os princípios que eles contêm! Haveria uma vigilância mil vezes maior, um esforço abnegado e resoluto mil vezes maior. E muitos mais estariam agora regozijando-se na luz da verdade presente.

Dentro do contexto, o parágrafo acima fala claramente que seus próprios livros proveem “muita instrução” que “o Senhor tem dado a Seu povo” – uma expressão que ela utilizou na frase que vem após a famosa declaração sobre a luz menor e maior. Parece-me que a maneira natural de entender a referência dela aqui é aquela que sempre adotamos: luz menor – o conteúdo de seus escritos; luz maior – a Bíblia. Penso que essa conclusão é fortalecida ao observarmos outro trecho em que a Sra. White fala explicitamente sobre a relação entre seus escritos e a Bíblia: Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 663-665.

O irmão J. confundiria a mente buscando fazer parecer que a luz que Deus tem dado

mediante os Testemunhos é um acréscimo à Palavra de Deus; mas nisso apresenta a

questão sob uma falsa luz. Deus tem julgado adequado trazer desse modo à mente de

Seu povo a Sua Palavra para lhe dar mais clara compreensão dela. [

E porque negligenciaram se familiarizar com o Livro inspirado de Deus, Ele procurou

alcançar vocês por meio de testemunhos simples e diretos, chamando a sua atenção para as palavras da inspiração que negligenciaram obedecer, e insistindo com vocês para modelarem a vida de acordo com os seus ensinamentos puros e elevados. Por meio dos testemunhos o Senhor Se propõe advertir, repreender e aconselhar Seus filhos, e impressionar-lhes a mente com a importância da verdade de Sua Palavra. Os testemunhos não estão destinados a comunicar nova luz; e sim a imprimir fortemente na mente as verdades da inspiração que já foram reveladas.

]

Existem importantes paralelos entre essas duas declarações – aquela famosa, sobre a

qual você perguntou, e essa. Ambas se referem explicitamente à Bíblia e aos escritos da Sra. White. Ambas enfatizam que os livros da Sra. White ajudarão as pessoas a ver a luz. E nessa segunda referência, fica claro que os escritos da Sra. White chamam a atenção das pessoas para as Escrituras.

White chamam a atenção das pessoas para as Escrituras. Pergunta 4 Deus ditou a Ellen White

Pergunta 4 Deus ditou a Ellen White cada uma das palavras que Ele queria que ela escrevesse?

Vocês têm uma compilação que derrube a ideia de uma inspiração verbal?

compilação que derrube a ideia de uma inspiração verbal? Não conheço nenhuma compilação que faça isso,

Não conheço nenhuma compilação que faça isso, mas a declaração primária da Sra. White que trata desse assunto é sua descrição de como a inspiração operou em sua própria experiência. O texto abaixo é da Review and Herald de 8 de outubro de 1867, publicado no meio de uma discussão sobre o que seria o vestuário saudável para as mulheres:

Uma terceira classe passou diante de mim com semblantes animados, e passo desembaraçado e lépido. Seu vestuário era do comprimento que descrevi como apropriado, modesto e saudável. Estava umas poucas polegadas acima da sujeira da rua e do passeio e de acordo com todas as situações, como subir ou descer degraus, etc. Como declarei mais acima, o comprimento não me foi dado em polegadas. Tampouco me foi mostrado um sapato feminino. E aqui, eu diria que, embora eu seja tão dependente do Espírito do Senhor ao escrever meus pontos de vista como o sou ao recebê-los, as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, a menos que tenham sido ditadas por um anjo, em cujo caso utilizo aspas. Quando escrevi sobre o assunto do vestuário, a imagem daqueles três grupos voltaram à minha mente de maneira tão clara quanto da vez que a contemplei em visão; mas tive que descrever o comprimento do vestido em minha própria linguagem, e da melhor maneira possível, o que fiz declarando que a barra do vestido deveria estar na altura dos sapatos, o que seria necessário para evitar as impurezas das ruas, nas circunstâncias já mencionadas.

Para obter uma noção de toda a discussão e o motivo desta resposta, é importante ler o parágrafo que precede esse. Há dois lugares em que a Sra. White discorre sobre o tópico da inspiração: no livro Mensagens Escolhidas, volume 1, nas primeiras quarenta páginas, e na introdução de O Grande Conflito. Atentar cuidadosamente ao que ela estava dizendo nessas passagens

pode nos ajudar a obter um melhor conceito de inspiração do que a noção de inspiração verbal.

d e inspiração do que a noção de inspiração verbal. Pergu nta 5 Ellen White co

Pergunta 5 Ellen White cometeu erros?

Visitei um site que defendia a obra de Ellen White, e uma coisa me surpreendeu. Diz lá:

“Ellen White cometeu erros.” Quantos erros ela cometeu e como posso ter certeza de que uma porção de sua obra é verdadeira e outra contém erros? Ela disse algumas coisas – muitas, na verdade – que parecem erros. Gostaria de saber se essas coisas apenas parecem estar erradas, ou se de fato estão – por exemplo, aquilo que ela disse sobre romances, teatro, aliança de casamento, esportes como o tênis, etc.

teatro, aliança de casamento, espo rtes como o tênis, etc. O que você está realmente perguntando

O que você está realmente perguntando é: Teria Ellen G. White dado instruções erradas para a igreja – instruções que refletem apenas sua percepção humana, em vez da vontade divina? Você apresenta vários exemplos de coisas que, para alguns, parecem erros. Notei que todas essas coisas estão relacionadas com estilo de vida. Todos nós somos sujeitos a uma tendência bastante humana, que é a de defender aquilo que queremos fazer. Quando alguém nos diz que o que estamos fazendo não é correto, concluímos instintivamente que aquela pessoa está errada ou equivocada. A Sra. White viu isso acontecer por muitas vezes em seu ministério. Ela escreveu:

Se as opiniões preconcebidas ou as ideias particulares de alguns são contrariadas ao serem reprovadas pelos testemunhos, eles têm imediatamente a preocupação de esclarecer sua posição para discriminar entre os testemunhos, definindo o que é o critério humano da irmã White e o que é a palavra do Senhor. Tudo que apoia suas ideias acariciadas é divino, e os testemunhos para corrigir seus erros são humanos – as opiniões da irmã White. Eles invalidam o conselho de Deus por sua tradição (Manuscrito 16, 1889; Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 68).

No portal do site a que você se referiu, um dos links principais diz: “Ellen White de fato cometeu erros.” Ao clicar ali, você verá um pequeno ensaio sobre essa questão. Note o que o primeiro parágrafo diz sobre os erros ali referidos. A própria Ellen White nunca declarou que era impossível que ela errasse quando se tratasse de detalhes históricos, datas e informações desse tipo. Ele deixou claro que nem ela nem os profetas bíblicos eram a “pena” de Deus. Em vez disso, eram pessoas escolhidas por Ele para escrever. Algumas das discrepâncias cronológicas da Bíblia (tão frequentemente apontadas por críticos da Bíblia) são bons exemplos do que ela quis dizer (“Ellen White Did Make Mistakes”, http://ellen-

white.com/EllenWhiteMistakes.html).

São esses os tipos de erro a que se refere o site – coisas como detalhes históricos, datas, etc. Em uma ocasião, a Sra. White mencionou algo sobre 40 quartos do Sanatório de Paradise Valley. Um homem aproveitou o fato para dizer que isso fizera com que ele perdesse toda a confiança na Sra. White, pois ele tinha certeza de que havia apenas 38 quartos no sanatório. Ela o censurou por colocar assuntos corriqueiros no mesmo nível de assuntos espirituais (ver Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 38, 39). A Sra. White nunca alegou haver sido inspirada no tocante a assuntos corriqueiros. Mas, no que diz respeito a instruções espirituais para a igreja, entendia que ela deveria transmitir a instrução que o Senhor lhe havia dado, e não aquilo que era meramente sua própria opinião. Às vezes, as condições mudam e, com elas, a aplicação das instruções que ela deu. Por exemplo, a certa altura do século 19, a Sra. White manifestou- se vigorosamente contra adventistas do sétimo dia que comprassem bicicletas. Hoje, a maioria dos adventistas do sétimo dia possui bicicleta ou as teve quando criança. Estaria, então, errado o conselho da Sra. White? Não. Ela protestou contra elevados gastos com bicicletas (que custavam o equivalente a vários meses de salário, no tempo dela) sem nenhum outro propósito, a não ser o de mostrar-se com o “brinquedo” ou usá-lo em competições. Embora algumas bicicletas possam ainda hoje se enquadrar nessa categoria, muitas delas têm preços módicos e são um saudável meio de recreação e transporte. As condições mudaram e, com elas, a aplicação do conselho. O conselho que ela deu a respeito de bicicletas pode muito bem ser aplicado a outros gastos extravagantes hoje. Em relação aos exemplos sobre os quais perguntou, você pode observar com atenção para ver se descobre os princípios contidos nos detalhes específicos do conselho dela. As condições mudaram de maneira a afetar o modo de aplicar os princípios? Por exemplo, só para citar um dos itens que você mencionou, a Sra. White se manifestou contra o teatro por causa do conteúdo moral. Será que o teatro (ou o cinema ou mesmo a programação da TV dos dias de hoje) melhorou a ponto de os cristãos poderem frequentá-lo e concluir que, como resultado, estão sendo atraídos para mais perto do Senhor? Será que a experiência vai prepará-los para o Céu ou para serem canais usados pelo Espírito Santo a fim de levar almas para o Salvador? Ou será que o teatro tende a trazer satisfação exatamente àqueles pecados que puseram nosso Senhor na cruz? Se olharmos para os princípios que formam a base de seus conselhos, podemos perguntar: Seria o teatro um lugar para os cristãos procurarem entretenimento? Creio que se você procurar por princípios que forneçam a base para o conselho sobre o qual perguntou, descobrirá que o conselho não estava errado ao ser dado e que, em geral, ainda pode muito bem ser aplicado. Dizer isso não significa que o conselho será popular, pois todos temos a tendência sobre a qual escrevi no começo desta mensagem – a de justificar aquilo que nossa natureza decaída nos diz ser interessante, divertido ou desejável, e é largamente praticada por outros. Como cristãos, todavia, não somos chamados a seguir a multidão nem as sugestões de nossos desejos. Jesus disse: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Pergunta 6 As visões de Ellen White eram resultado de epilepsia? Aconteceu de eu entrar

Pergunta 6 As visões de Ellen White eram resultado de epilepsia?

Aconteceu de eu entrar em um site listado nos resultados de minha pesquisa ao navegar pelo portal do Ellen White Estate, e fiquei absorto ao ler o material apresentado, por conta do estilo confiável e não agressivo. A informação era a respeito das visões de Ellen White. Basicamente, o site sugeria enfaticamente que as visões estavam ligadas ao que é chamado de epilepsia do lobo temporal com hipergrafia resultante de lesão cerebral, que poderia ter resultado do incidente em que lhe atiraram uma pedra quando ainda era bem jovem. Devo confessar que a evidência dele é tão convincente quanto incômoda.

que a evidência dele é tão convincente quanto incômoda. O estilo pode ser tão enganador quanto

O estilo pode ser tão enganador quanto o conteúdo. Devemos ser muito cuidadosos para não conferir credibilidade a alguém só por causa do estilo, antes de pesquisarmos todos os fatos envolvidos. Houve um ou dois médicos que fizeram essas alegações nos anos oitenta. Não me lembro dos nomes agora. Nenhum deles era especialista em epilepsia do lobo temporal, a condição que, segundo eles, causava as visões. Na Universidade de Loma Linda, o Dr. Donald I. Peterson, professor de neurologia (a especialidade apropriada) e neurologista chefe do Hospital Geral de Riverside, reuniu um grupo de especialistas qualificados, adventistas e não adventistas, para examinar as evidências. Eles concluíram que a experiência dela não coincidia com aquela de pessoas que sofrem de epilepsia do lobo temporal. Aparentemente, a ciência está do lado da Sra. White nesse caso. O Dr. Peterson escreveu um livrinho sobre o assunto, Visions or Seizures: Was Ellen White the Victim of Epilepsy? [Visões ou Convulsões: Foi Ellen White uma Vítima de Epilepsia?]. O livro não está mais sendo impresso, mas está disponível no site do Ellen G. White Estate.

mas está disponível no site do Ellen G. White Estate. Pergunta 7 Ellen White plagiou livros

Pergunta 7 Ellen White plagiou livros de outras pessoas?

Chamou minha atenção o fato de que, supostamente, Ellen G. White praticou plágio na produção de seus escritos. Diga-me, por favor, quem fez essas acusações, quando esse plágio supostamente ocorreu, em que livro ou livros, que partes desses livros supostamente contêm plágio e qualquer outra situação que envolva plágio.

livro ou livros, que partes desses livros supostamente contêm plágio e qualquer outra situação que envolva

Por volta de 1980, um pastor adventista chamado Walter Rea começou a fazer sérias acusações contra Ellen G. White, dizendo que ela obteve suas mensagens de livros de outros autores em vez de revelações do Senhor e que seus escritos foram nada mais que plágios de escritos de outros, que passaram como sendo dela mesma. Walter Rea escreveu um livro expondo suas acusações com considerável munição. Algumas publicações da igreja tais como a Revista Adventista e a Ministério publicaram artigos ligados a esse assunto durante boa parte dos anos oitenta. Além disso, como você poderia esperar, o Ellen G. White Estate preparou alguns documentos sobre essa questão.

Ellen G. White alguma vez usou as palavras de outro autor em seus escritos sem dar-lhe

o devido crédito? Sim. Aqui, em nossos escritórios, temos uma coleção de seus livros nos quais marcamos todas as passagens em que seus críticos, ou mesmo nossos funcionários, além de outras pessoas, perceberam existir uma clara semelhança com passagens de outras obras às quais ela teve acesso. Uma vez, Walter Rea declarou que 90% da obra dela foi copiada, o que é tanto um exagero como uma distorção dos fatos. Nenhuma medida objetiva desse fenômeno sequer chega perto dessa cifra.

A Associação Geral pediu que o Dr. Fred Veltman, diretor do departamento de religião

do Pacific Union College, empreendesse um estudo do livro O Desejado de Todas as Nações para determinar quantas relações literárias com outros livros publicados poderiam existir. De maneira aleatória, O Dr. Veltman escolheu quinze capítulos para que o estudo fosse mais facilmente controlado. Mesmo assim, foram necessários vários anos para que ele e alguns auxiliares completassem o trabalho.

O Dr. Veltman extraiu cerca de sete possíveis relações, desde a mais remota até um

paralelismo de palavra por palavra. Não me lembro se ele conseguiu encontrar exemplos de paralelismo, mas é certo que encontrou paráfrases muito próximas do original e outras passagens com uma vaga correspondência entre si. Quanto mais vaga a correspondência das passagens, mais discutíveis elas poderiam ser. Mas em função da inteireza do trabalho, o Dr. Veltman também as incluiu. Ele acabou com uma cifra de aproximadamente 30% do material estudado que lembravam, em maior ou menor grau, as obras de outros autores que Ellen G. White poderia ter consultado. Onde era maior a correspondência entre as passagens, não tenho dúvida que a Sra. White tenha utilizado outra obra. Onde era menor, fica mais difícil comprovar o uso de outras fontes. Nesse caso, preferiria não expressar uma resposta pessoal definitiva.

O que significa tudo isso? Teria a Sra. White incorrido em fraude, tentando enganar as

pessoas ao fazer passar obras de outros como sua? Creio que não. Na Review and Herald

e na Signs of the Times, ela recomendou o livro The Life and Epistles of St. Paul [A Vida e as Epístolas de São Paulo], escrito por Conybeare e Howson, de onde ela se abeberou ao escrever seu livro Paulo, o Apóstolo da Fé, o qual seria publicado no ano seguinte. Esse não é o comportamento de alguém que esteja tentando esconder práticas desonestas. Além disso, na introdução de O Grande Conflito, ela proclamou abertamente ter usado escritos de outros, às vezes sem dar-lhes o devido crédito. Ela também disse o motivo. Aqui está a declaração das páginas xi e xii:

Os grandes acontecimentos que assinalaram o progresso da Reforma nas épocas passadas constituem assunto da História, bastante conhecidos e universalmente reconhecidos pelo mundo protestante; são fatos que ninguém pode negar. Apresentei essa história de maneira breve, de acordo com o escopo deste livro e com a brevidade que necessariamente deveria ser observada, havendo os fatos sido condensados no menor espaço compatível com sua devida compreensão. Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar, em síntese, uma visão compreensiva do assunto, ou resumiu convenientemente os pormenores, suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto como as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta e positiva. Narrando a experiência e perspectivas dos que levam avante a obra da Reforma em nosso próprio tempo, fez-se uso semelhante de suas obras publicadas (ênfase do autor).

A preocupação da Sra. White era passar o significado para seus leitores. Se outros houvessem expressado de maneira adequada o significado que ela queria transmitir, ela sentia-se livre para usar as palavras deles sem dar-lhes o crédito, caso não os estivesse citando como autoridades. Seria isso legítimo? Muitos acadêmicos adventistas que fizeram leituras substanciais e cuidadosas do trabalho de comentaristas bíblicos do século 19 chegaram à conclusão de que essa era uma prática comum nos dias de Ellen White e anteriores a ela. Esses comentaristas copiavam uns dos outros e quase nunca davam o respectivo crédito. (Por exemplo, em um artigo da revista Ministry, Fred Veltman relatou os resultados de seus estudos de O Desejado de Todas as Nações.) Antes do tempo da Sra. White, João Wesley seguiu a mesma prática. Tenho uma declaração do reformador na qual ele diz que, quando começou a escrever e a pregar, decidiu que anotaria a fonte de cada ideia extraída de outra pessoa. Mais tarde, ele declarou que decidiu finalmente deixar de fazer essas anotações porque elas desviavam a atenção do leitor do ponto que ele queria fazer e nem sempre tinha muita certeza de que estava citando apropriadamente a fonte de cada um dos itens. A Sra. White cresceu dentro da tradição metodista. É razoável pensar que ela tenha adotado o ponto de vista wesleyano. De qualquer maneira, podemos dizer que a prática da Sra. White não era inconsistente com os padrões de seu tempo. Ela mesma reconheceu essa prática e as razões para ela na introdução de O Grande Conflito. Foi plágio? O departamento legal da Associação Geral contratou um advogado especializado em assuntos de direitos autorais para que revisasse os escritos da Sra. White e as acusações que lhe faziam. Depois de dedicar trezentas horas nessa tarefa, o advogado declarou não haver um caso de plágio. O Dr. Ramik disse que seria um prazer fazer a defesa da Sra. White no tribunal (não que um caso como esse fosse a julgamento), pois sabia que poderia ganhar de mãos atadas. Ver There Simply Is No Case [Simplesmente Não Há Nenhum Caso], Adventist Review, 17 de setembro de 1981,

página 6. Esse artigo é uma entrevista feita com o advogado Vincent Ramik, sócio da Diller, Ramik & Wight, uma firma de advocacia especializada em patentes, marcas registradas e casos de direito autoral de Washington, DC. O referido artigo e outros três sobre o mesmo tema também foram publicados no panfleto Was Ellen G. White a Plagiarist? [Ellen G. White Foi uma Plagiadora?], disponível no Ellen G. White Estate.

Foi uma Plagiadora?], disponível no Ellen G. White Estate. Pergunta 8 Os assistentes literários de Ellen

Pergunta 8 Os assistentes literários de Ellen White escreveram seus livros?

Li em um site um artigo sobre Fannie Bolton, de quem se diz ter sido contratada e despedida várias vezes por Ellen G. White – quatro vezes, se não me engano. Esse artigo causou certo desconforto, pois apontava várias inconsistências importantes entre o que a Sra. White escreveu para os outros e o que ela mesma praticava. O artigo também declarava que uma boa parte dos seus escritos foi, na verdade, escrita por sua assistente.

seus escritos foi, na verdade, escrita por sua assistente. Não tenho conhecimento do ponto específico do

Não tenho conhecimento do ponto específico do artigo a que você se refere, concernente à maneira da Sra. White lidar com Fannie Bolton. Se tiver interesse, talvez devesse adquirir uma cópia do livro The Fannie Bolton Story [A História de Fannie Bolton], uma coleção de todas as cartas conhecidas de Ellen White, Fannie Bolton e seus associados, as quais têm alguma relação com essas questões. (Você pode acessar The Fannie Bolton Story no site do White Estate Digital Resource Center.) Posso ajudá-lo mais diretamente com as perguntas sobre a possibilidade de assistentes de Ellen White terem escrito em seu lugar. Em nosso site, www.whiteestate.org, na seção Issues and Answers, você encontrará uma página intitulada Questions and Answers About Ellen G. White [Perguntas e Respostas Sobre Ellen G. White]. Essa página contém o material abaixo:

O que era permitido às secretárias e assistentes literários de Ellen White no que diz respeito aos seus escritos? Nem sempre Ellen White usou com perfeição a gramática, a pontuação e a ortografia, ou a estruturação de parágrafos e sentenças. Espontaneamente, ela reconheceu sua falta dessa habilidade técnica. Em 1873, ela lamentou: “Não sou um

erudito. Não posso preparar meus próprios escritos para o prelo. [

especialista em gramática” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 90). Ela sentia a necessidade da ajuda de outros na preparação de seus manuscritos antes de publicá- los. W. C. White descreve os limites impostos por sua mãe aos seus empregados:

] Não sou

“Aos copistas de minha mãe está confiado o trabalho de corrigir erros gramaticais,

eliminar repetições desnecessárias e reunir parágrafos e sentenças na melhor ordem

possível. [

“Os empregados de mamãe com maior experiência, como as irmãs Davis, Burnham, Bolton, Peck e Hare, que têm bastante familiaridade com seus escritos, estão autorizadas a retirar uma frase, um parágrafo, ou uma seção de um manuscrito e incorporá-los a outro onde o mesmo pensamento foi expresso de maneira não muito clara. Mas nenhum empregado de mamãe está autorizado a introduzir seu próprio pensamento nos manuscritos” (W. C. White para G. A. Irwin, 7 de maio de 1900).

]

Enquanto os capítulos de cada livro estavam sendo preparados, Ellen White era constantemente consultada. Quando o trabalho estava completo, ele era trazido para que ela desse a aprovação final. Aos 75 anos de idade, ela explicou seu trabalho para sua irmã, Mary:

“Não pense, minha irmã, que a esqueci, pois não o fiz. Você sabe que tenho livros para escrever. Minha última empreitada é um livro sobre a verdadeira educação. Escrever esse livro tem sido uma prova para mim, mas estou quase terminando. Estou completando o último capítulo. Este livro não conterá tantos assuntos como outros dos meus livros maiores, mas as instruções que ele contém são importantes. Sinto a necessidade da ajuda de Deus continuamente. “Ainda sou tão ativa como sempre. De maneira alguma sou decrépita. Consigo realizar muito trabalho, escrevendo e falando como fazia anos atrás. “Leio aquilo que é copiado para ver se tudo está como deve. Leio todo o manuscrito do livro antes de ser enviado para a gráfica. Você pode ver o quanto tenho estado ocupada” (Carta 133, 1902).

Existem muitos testemunhos das secretárias da Sra. White – não apenas declarações públicas, mas correspondências particulares com editores, etc. – dando conta de que elas trabalharam apenas naquilo que ela escreveu. Elas não escreveram nenhum material para ela. Fannie Bolton se retratou publicamente de suas declarações de que teria escrito materiais para a Sra. White. Você poderá encontrar suas palavras no documento que mencionei. Mais tarde, quando Fannie Bolton e a Sra. White já estavam mortas, um crítico da Sra. White declarou ter provas irrefutáveis de que Fannie, não a Sra. White, havia escrito Caminho a Cristo. Mas ele nunca apresentou essas provas. Em realidade, a declaração sequer fazia sentido, pois é possível encontrar porções do Caminho a Cristo no material que a Sra. White escreveu e publicou antes mesmo de conhecer Fannie Bolton. (Caminho a Cristo, como muitos dos últimos livros da Sra. White, foi extraído de seus escritos mais antigos, tanto publicados como não publicados. Esses escritos foram organizados para formar o livro que hoje conhecemos.) Assim, temos a prova de que o material era da Sra. White, não de Fannie. Veja também a pergunta e resposta seguintes.

Pergunta 9 Foi a secretária de Ellen White quem escreveu Caminho a Cristo? Alguém me

Pergunta 9 Foi a secretária de Ellen White quem escreveu Caminho a Cristo?

Alguém me escreveu dizendo que Caminho a Cristo não foi escrito por Ellen G. White, mas por uma secretária, e que não existiria um manuscrito original desse livro. Isso é verdade?

um manuscrito original desse livro. Isso é verdade? É verdade que não existe um manuscrito original

É verdade que não existe um manuscrito original de Caminho a Cristo. Há duas razões para isso:

1. Por uma questão de praticidade, a Sra. White normalmente não guardava o rascunho do material que tinha escrito depois de ele ser impresso. 2. Especialmente na segunda metade de sua vida, os manuscritos de seus livros não foram escritos como composições novas. Em vez disso, ela e seus assistentes planejavam o esboço de um livro, e os assistentes localizavam os escritos feitos previamente – material já publicado de suas cartas e manuscritos, o que contribuía para os pensamentos que eles desejavam desenvolver. A equipe reunia tudo e, se fosse necessário, a Sra. White escrevia material adicional para preencher os vazios ou melhorar o texto. Quando ficava satisfeita com o livro, ele ia para a gráfica. Em tais circunstâncias, não era de se esperar que se encontrasse um “manuscrito” para o livro. A secretária de Ellen White escreveu Caminho a Cristo? Não. O método de composição do livro que descrevi acima nos faria esperar encontrar partes dele nos escritos mais antigos da Sra. White. E, de fato, encontramos. Nos anos 1930, quando pela primeira vez foram levantadas as mencionadas acusações, D. E. Robinson escreveu uma resposta na qual relacionou várias partes de Caminho a Cristo que foram extraídas de artigos escritos pela Sra. White, os quais foram publicados anteriormente. Ele também comentou sobre a fonte das acusações e sobre a secretária que, segundo o crítico, seria a autora. Você pode acessar o que D. E. Robinson escreveu no Digital Resource Center, no site do Ellen G. White Estate. É a segunda metade do documento intitulado “The Story of a Popular Book Steps to Christ and The Authorship of Steps to Christ” [A História de um Livro Popular, Caminho a Cristo, e a Autoria de Caminho a Cristo].

Popular, Caminho a Cristo, e a Autoria de Caminho a Cristo]. Pergunta 10 Ellen White disse

Pergunta 10 Ellen White disse ter falado em visão com seu falecido esposo?

Tenho visto uma grande quantidade de documentos contra Ellen White na internet. Não dou crédito à maioria deles, mas algo que me pegou de surpresa foi uma alegação de que ela teria falado com seu falecido esposo em uma visão. Sei que deve haver uma

explicação para isso, mas não consigo pensar em nenhuma. Poderiam ajudar-me?

mas não consigo pensar em nenhuma. Poderiam ajudar-me? O relato desse sonho está publicado em dois

O relato desse sonho está publicado em dois lugares: Conselhos aos Idosos, páginas 161-163, e Manuscripts Releases, volume 10, páginas 38-40. Esse relato não é uma revelação feita por um dos críticos da Sra. White sobre evidências danosas e previamente ocultadas a respeito dela. É, em vez disso, um relato de um incidente interessante e totalmente compreensível da vida da Sra. White, o qual os depositários do White Estate acharam ser de interesse das pessoas que também perderam seus companheiros de vida. No sonho, Tiago parecia ter voltado a viver. Por isso, a Sra. White expressa um desejo natural de que eles continuassem juntos. Em realidade, todavia, ela sabia que aquilo fora apenas um sonho, e assim o chamou, embora fosse um sonho com uma mensagem de Deus em resposta à sua oração. Os críticos da Sra. White querem retratar isso como um tipo de comunicação espiritualista com um morto. Não foi nada disso. O sonho parecia real, como sonhos frequentemente são. Mas nas reflexões da Sra. White, quando acordada, ela jamais imaginou estar realmente conversando com Tiago ou com seu “espírito”. No sonho, ela até chega a falar: “Papai, vi você morrer; vi você sendo enterrado. Será que o Senhor teve piedade de mim e permitiu que você voltasse outra vez para mim, para trabalharmos juntos como costumávamos fazer?” Isso indica sua crença na ressurreição, não no espiritualismo. Não fosse assim, não poderiam trabalhar juntos como “costumavam fazer”. Parece-me que as pessoas que não estão em busca de alguma base para criticar a Sra. White lerão sua narrativa como uma história com um apelo pungente, próprio de um ser humano – no caso, uma profetisa enlutada. Nesse exemplo, o Senhor comunicou-Se com ela por meio de um sonho – e de uma maneira a atrair-lhe a atenção. Ela mesma não pensou que o sonho significara que Tiago realmente tinha aparecido para ela de alguma maneira real. Por que deveríamos considerar outra hipótese? A Bíblia registra um sonho no qual José viu os feixes de trigo de seus irmãos curvarem- se diante do seu. De onde veio esse sonho? Não diríamos que veio de Deus somente porque mostrava situações improváveis? No sonho, elas tinham um significado, e foram reveladas para comunicar esse significado. O mesmo ocorreu com o sonho da Sra. White.

esse significado. O mesmo ocorreu com o sonho da Sra. White. Pergunta 11 Por que Ellen

Pergunta 11 Por que Ellen e Tiago White têm um obelisco em suas sepulturas?

Disseram-me que Ellen White e seu esposo têm, cada um, um obelisco em suas sepulturas. Isso é verdade, e, se é, podem contar-me a história que existe por trás disso?

um, um obelisco em suas sepulturas. Isso é verdade, e, se é, podem contar-me a história

Algumas pessoas têm expressado surpresa e preocupação ao verem um monumento no formato de um obelisco no cemitério da família de Tiago e Ellen White. O obelisco (um, apenas) não é uma lápide para uma das pessoas ali enterradas, mas um marco familiar

no centro do lote. A preocupação surge por causa da conexão que existe entre obeliscos

e o culto pagão do Egito, bem como outras associações questionáveis. Evidentemente,

contudo, muitas pessoas no século 19 não consideravam isso um problema. Os obeliscos eram marcos comuns nos cemitérios daquele tempo. Nas proximidades do mausoléu da família White, existem algo como 20 ou 30 outras sepulturas com marcos em forma de obelisco. Uma situação semelhante existe no cemitério de Rochester, Nova York, onde alguns pioneiros do adventismo foram sepultados. É pouco provável que toda essa gente fosse maçom ou adepta de religiões antigas que adoravam o Sol. O uso de obeliscos como marcos de cemitérios era apenas uma prática comum, não um tributo à maçonaria ou a crenças pagãs. Os adventistas daquela época pareciam estar entre os que não viam nenhum problema no uso de obeliscos.

Recentemente, encontramos uma correspondência relacionada a essa questão entre as

cartas de George I. Butler, que era o presidente de Associação Geral quando Tiago White morreu, em 1881, e por vários anos após. Em 12 de fevereiro de 1884, o Pastor Butler escreveu para a Sra. White: “O monumento de granito escuro em B.C. (Battle Creek) que

a senhora viu, eu o encomendei na semana passada, a pedido do seu filho Willie. Ele me

disse que debitasse essa despesa em sua conta.” Isso indica que a Sra. White tinha visto o monumento escolhido, e provavelmente W. C. White também. Ele aprovou a compra. Uma carta do pastor Butler para W. C. White, em 10 de fevereiro daquele ano, discutia o custo do monumento “com a lápide e outras pedras”, dizendo que ele “será erigido tão logo a senhora mande a inscrição”. Fica claro que a família White estava envolvida na escolha do monumento. Vinte anos mais tarde, em 1904, a Sra. White escreveu sobre uma sugestão diferente para a lápide de Tiago White: “‘Nunca!’, disse eu, ‘nunca! Ele fez, sozinho, o trabalho de três homens. Nunca será colocado sobre seu túmulo um monumento partido’” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 105). Só podemos conjecturar, mas pode ser que no contraste presente nessa sugestão, ela estivesse bastante satisfeita por ter um monumento bem moldado e simétrico colocado no cemitério da família. Alguns têm perguntado sobre a suposta conexão do obelisco com a maçonaria. Ao verem o obelisco na sepultura da família, uns poucos até chegaram a supor que a própria Sra. White devia ter estado envolvida com o movimento maçônico. Essa é uma conclusão sem qualquer garantia. A Sra. White era uma franca opositora da maçonaria. Enquanto estava na Austrália, ela insistiu com um obreiro adventista que estava envolvido com a maçonaria para que cortasse sua conexão com o movimento. Ela também aconselhou outros contra o envolvimento com ordens maçônicas (ver Evangelismo, p. 617-623; Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 120-140). Qual a razão, então, para haver um obelisco no cemitério da família White? Evidentemente, a Sra. White não o considerava um símbolo inerente da maçonaria ou pagão, a despeito do fato – conhecido dela ou não – de que os maçons e os adoradores

do Sol o haviam usado dessa maneira. Os símbolos têm o significado que as pessoas atribuem a eles. A própria cruz já foi um símbolo repugnante da opressão e crueldade de Roma, mas hoje, os cristãos de todo o mundo a consideram o símbolo da nossa redenção, por meio de Cristo. Os símbolos podem mudar de significado. Quando Tiago White começou a publicar a Advent Review and Sabbath Herald como um jornal quinzenal (ele passou a ser semanal em setembro de 1853), cada edição vinha com a data da publicação e o nome convencional do dia da semana no qual era publicada, seja segunda-feira ou terça-feira. (O dia da publicação variava naquele tempo.) No entanto, logo ele mudou. A revista publicada na “quinta-feira [Thursday, em inglês], 12 de maio de 1853”, foi seguida, duas semanas depois, por outra exibindo a data de publicação como “quinto dia [Fifth-day, em inglês], 26 de maio de 1853”. Por várias décadas depois, o jornal designou o dia de sua publicação como “quinto dia” e “terceiro dia [Fifth-day e Third-day, em inglês], aparentemente por causa da preocupação com o fato de os dias da semana terem recebido nomes pagãos. Por volta da edição de 1º de janeiro de 1880, entretanto, o jornal voltou a usar os nomes convencionais dos dias da semana. Aparentemente, nossos pioneiros decidiram que o uso daqueles nomes não comprometia sua fé. As pessoas que usam os nomes convencionais dos dias da semana não o fazem para expressar devoção aos deuses pagãos. Os nomes simplesmente não simbolizam mais esses deuses, a despeito de seu significado original. Da mesma maneira, embora obeliscos possam ter comunicado algum significado oculto lá pelo século 19, esse significado já não era levado em consideração por muitas pessoas, exceto os próprios maçons. Claramente, a Sra. White não sustentava essas crenças. Na realidade, ela condenou o envolvimento com a maçonaria.

Na realidade, ela condenou o envolvimento com a maçonaria. Pergunta 12 A profecia de Ellen White

Pergunta 12 A profecia de Ellen White de 1856 falhou?

Entrei para a Igreja Adventista do Sétimo Dia algum tempo atrás e estou satisfeita com muitas de suas doutrinas, embora seja muito crítica a respeito de Ellen G. White. Não creio que ela tenha sido uma profetisa, mas estou disposto a manter minha mente aberta. Talvez a maior pedra de tropeço seja a falha no cumprimento da profecia de 1856, sobre a volta de Cristo nos tempos das pessoas que viveram naquela época. Ellen White disse que um anjo lhe revelara que esse era o caso, uma revelação supostamente vinda direto do Céu. Li sua apologia sobre esse assunto, onde o senhor declara que a tal profecia era condicional. Estou ciente da natureza condicional de algumas profecias, o que certamente faz sentido. Mas o que havia de condicional naquela profecia? Seria prático que o evangelho houvesse sido pregado em todo o mundo no tempo dela? Em outras palavras, quais foram exatamente as falhas da igreja? Teria sido quase impossível que a mensagem se espalhasse pelo mundo em apenas cinquenta anos, ou qual fosse o tempo que as pessoas presentes naquela conferência vivessem após a profecia de 1856.

A mensagem de Jonas, “ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn 3:4), também foi

A mensagem de Jonas, “ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn 3:4),

também foi uma revelação direta do Céu. Ainda não vi nenhuma pista nas Escrituras de que a Jonas fora dada uma mensagem mais clara do que essa. Os ninivitas simplesmente esperavam que Deus tivesse misericórdia deles, caso se arrependessem. Essa não era uma parte da mensagem de Jonas. Isso está claro desde Jonas 3:9. Todavia, muito embora a mensagem houvesse sido dada sem nenhuma condição para o seu cumprimento, Deus mudou o resultado dela baseado naquilo que o povo fez (v. 10). O princípio da condicionalidade da profecia está explícito em Jeremias 18:7-10.

Entendo perfeitamente a condição de sermos os portadores das últimas mensagens de advertência ao mundo. Confesso que, em termos práticos, a tarefa parece impossível. Mas em questões como essa, estamos lidando com algo que vai além do humano. Quando nós, humanos, nos dispomos a cooperar sem reservas com Deus, respondendo ao Seu chamado e colocando-O em primeiro lugar, Ele pode fazer maravilhas conosco, em nós e por meio de nós.

A falha da igreja em sua missão de levar a mensagem do Senhor a todo o mundo foi o

resultado de algo enraizado no relacionamento do povo com Deus. Em Testemunhos Para

a Igreja, volume 1, na mesma página onde se encontra a declaração sobre a qual você

pergunta, há uma pista sobre onde o problema pode estar, e esse problema pode nos impedir de cumprir o propósito de Deus.

Muitos se vestem em conformidade com o mundo, a fim de terem influência. Assim cometem um erro lamentável e fatal. Se quiserem exercer influência verdadeira e

salvadora vivam segundo sua profissão de fé, mostrem essa fé pelas obras de justiça,

e tornem clara a distinção entre os cristãos e o mundo. Vi que as palavras, o vestuário

e as ações devem falar em favor de Deus. Então, se difundirá por todos uma santa influência, e todos reconhecerão que eles estiveram com Jesus. Os incrédulos verão que a verdade que professamos tem uma santa influência, e que a fé na vinda de Cristo afeta o caráter do homem ou da mulher. Se alguém deseja que sua influência fale em favor da verdade, viva de acordo com a verdade, imitando assim o humilde Exemplo (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 132). Embora a Sra. White mencione o assunto do vestuário no parágrafo anterior, imagino que essa menção teria sido uma mera indicação do problema por trás dessa questão – corações não totalmente entregues a Deus. Mais tarde, em 1856, a Sra. White recebeu uma visão chocante para o povo adventista – que eles, e não somente os adventistas que não guardavam o sábado, eram a Laodiceia de Apocalipse 3 (ver Testemunhos Para

a Igreja, v. 1, p. 141).

O problema da igreja, portanto, era a falta de um total comprometimento com Deus. O

coração das pessoas ainda estava no mundo e nas coisas do mundo. Precisamos endireitar nosso coração. Só então, os atos também serão corretos, e Deus será capaz de

nos usar para terminar Sua obra. Mesmo hoje, quando temos excelentes ferramentas de comunicação e transporte, a tarefa é maior que nossa capacidade de cumpri-la. Somente um povo que estiver totalmente comprometido com Deus e Seu serviço é que poderá terminá-la. Deus, então, utilizará meios além da nossa imaginação para fazer frutificar nossos esforços de cumprir Suas tarefas. Será emocionante ver o que Deus faz com as pessoas quando elas se entregam completamente a Ele. Ver também a pergunta e resposta intituladas “Food for Worms” [Comida Para Vermes] no site do White Estate.

for Worms” [Comida Para Vermes] no site do White Estate. Pergunta 13 Ellen White contradiz a

Pergunta 13 Ellen White contradiz a passagem bíblica sobre o “dia e a hora”?

Estou curioso acerca da declaração de Ellen G. White em sua primeira visão, a saber, que o povo adventista ouve a voz de Deus revelando o dia e a hora da vinda de Cristo. Estaria ela dizendo que os santos dos últimos dias terão conhecimento do dia e da hora reais da segunda vinda? Como podemos enquadrar isso dentro das claras declarações das Escrituras que indicam exatamente o contrário? E como essas visões poderão estar em harmonia com suas próprias declarações posteriores sobre a questão de determinarmos o tempo para a segunda vinda?

a questão de determinarmos o tempo para a segunda vinda? A respeito de sua primeira pergunta,

A respeito de sua primeira pergunta, entendo que a declaração da Sra. White significa que os santos dos últimos dias terão conhecimento do dia e da hora reais da segunda vinda. Você perguntou como podemos enquadrar isso em harmonia com as claras declarações da Bíblia que indicam o contrário. Suponho que você tenha as passagens de Mateus 24:36; 25:13 e Marcos 13:32 em mente. Todos esses versos utilizam o tempo presente para dizer que ninguém sabe. Nenhum deles utiliza o tempo futuro para dizer que ninguém nunca saberá. Quando Jesus disse essas palavras, elas certamente eram verdadeiras, e eu acredito que permanecem verdadeiras para a família humana durante o tempo da graça. Mas isso não elimina uma mudança de condição antes de Jesus voltar. Desconfio que pelo menos um aspecto das Suas declarações acima citadas já mudou, embora não possa prová-lo. Marcos 13:32 diz não apenas que nenhum homem sabe o dia nem a hora de Sua vinda, mas que nem os anjos nem o próprio Jesus sabem. Embora essa declaração fosse verdade ao ser pronunciada, ainda é verdade que Jesus não sabe quando irá voltar? Não posso provar, mas desconfio que, a esta altura, Ele sabe. Certamente, em algum momento antes de Ele deixar as cortes celestiais para aparecer nas nuvens do céu, Ele saberá. Assim, devemos cuidar para não tornar absoluto aquilo que as Escrituras não tornam. Quanto à sua segunda pergunta, as advertências da Sra. White contra marcarmos o tempo para a volta de Jesus estão sempre no contexto do tempo da graça, ou seja,

pessoas se levantando e alegando saber quando Jesus irá voltar e apelando para que as pessoas se arrependam e se preparem. A Sra. White viu que nossa mensagem nunca mais será baseada em predições desse tipo. Mas o exemplo sobre o qual você perguntou, o qual foi mostrado para a Sra. White em sua primeira visão, ocorre pouco antes de Jesus voltar (ver Primeiros Escritos, p. 15.) É depois do término do tempo da graça. Nessa fase da história da salvação, não há mais nada a fazer pelos pecadores; a obra evangelística do povo de Deus estará terminada. A visão da Sra. White não os mostra levando as novas sobre o tempo para outros. Em vez disso, Deus simplesmente revela a Seu povo o tempo de seu livramento quando este estiver muito próximo, distante, talvez, apenas dias ou horas. Essa não é uma mensagem que lhes será dada para proclamar para o mundo, pois é muito tarde para isso. Assim, tendo em vista o fato de que a Bíblia não elimina uma revelação futura do tempo da volta de Jesus, se Deus fosse escolher revelar para Seu povo fiel – no auge das aflições da perseguição – o quão próximo está o livramento, por que isso deveria ser um problema? Ele não é capaz de fazê- lo? Essa é minha visão pessoal sobre o assunto.

de fazê- lo? Essa é minha visão pessoal sobre o assunto. Pergunta 14 Ellen White confundiu

Pergunta 14 Ellen White confundiu erroneamente os dois Herodes?

Encontrei um suposto erro de Ellen White, o qual não consigo entender. Algumas pessoas alegam que ela teria erroneamente mencionado dois Herodes como um só. As duas declarações contrastantes estão em Spiritual Gifts, v. 1, p. 71, e The Spirit of Prophecy, v. 3, p. 334, sendo que a declaração errada estaria no primeiro deles. Por favor, esclareça essa questão para mim.

deles. Por favor, esclareça essa questão para mim. Sim, as duas declarações divergem entre si. A

Sim, as duas declarações divergem entre si. A última é mais precisa, uma vez que não retrata o Herodes que matou João Batista e presidiu o julgamento de Jesus como o que matou Tiago e tentou matar Pedro. Algumas pessoas chegaram à conclusão de que a Sra. White mudou esse tópico no segundo dos dois livros para tentar encobrir seu “erro”. Mas isso despreza o fato de que o volume 1 de Spiritual Gifts foi totalmente reproduzido em Primeiros Escritos, publicado em 1882, quatro anos depois do volume 3 de The Spirit of Prophecy ter sido publicado – e a declaração original ainda pode ser encontrada em Primeiros Escritos, páginas 185 e 186. (Em edições posteriores, foi acrescentada uma nota reconhecendo os dois Herodes e dando uma explicação – menos contundente do que eu gostaria.) Para mim, a origem da confusão é clara – é a própria Bíblia que chama ambos de Herodes, e Ellen White estava simplesmente seguindo o que dizem as Escrituras. Mais tarde, ela disse: “Tomo a Bíblia tal como ela é, como a Palavra Inspirada. Creio nas declarações de uma Bíblia inteira” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 17). Não me preocupa o fato de que em sua fase mais antiga (1858) ela não conhecia todos os aspectos da

história relacionada com a Bíblia – e tampouco os conheceria a todos na fase mais recente. Quer me parecer que ao obter informações adicionais sobre esse ponto, ela agiu responsavelmente e fez o que tinha que fazer – utilizou a melhor informação na apresentação seguinte dessa parte da história da Bíblia. Os que a acusam com esse assunto estão assumindo que, em se tratando de inspiração, não pode haver erros humanos. Em geral, os adventistas do sétimo dia não apoiam esse ponto de vista. A Sra. White tampouco declarou isso sobre si mesma. Ela escreveu: “Com relação à infalibilidade, nunca a pretendi; unicamente Deus é infalível. Sua palavra é a verdade, e não há nEle mudança ou sombra de variação” (ibid., p. 37).

há nEle mudança ou sombra de variação” (ibid., p. 37). Pergunta 15 Uma das visões de

Pergunta 15 Uma das visões de Ellen White mostrou haver pessoas em Saturno?

Recentemente, alguém me perguntou sobre uma visão na qual Ellen White viu os planetas Júpiter e Saturno. Ouvi dizer que existe uma carta da Sra. Truesdail dizendo que a Sra. White viu habitantes daqueles planetas desfrutando de uma refeição. Você sabe de alguma coisa acerca dessa alegação e da veracidade dessa carta?

coisa acerca dessa alegação e da veracidade dessa carta? Há uma carta da Sra. Truesdail que

Há uma carta da Sra. Truesdail que é citada por J. N. Loughborough em seu livro The Great Second Advent Movement [O Grande Movimento do Segundo Advento], p. 260, 261. Presumo que esta é a carta à qual você se refere. Aqui está a citação de Loughborough:

A irmã White estava com a saúde bastante fragilizada e, enquanto eram feitas orações em seu favor, o Espírito de Deus repousou sobre nós. Logo notamos que ela estava insensível às coisas terrenas. Esta foi sua primeira visão do mundo planetário. Depois de contar em voz alta as luas de Júpiter e, em seguida, as de Saturno, ela fez uma bela descrição dos anéis deste. Depois, disse: “Os habitantes são pessoas altas, majestosas, muito diferentes dos habitantes da Terra. O pecado nunca entrou naqueles lugares.” Pelo sorriso estampado no rosto do irmão Bates, ficou evidente que suas antigas dúvidas a respeito da fonte das visões dela estavam se dissipando rapidamente. Todos sabíamos que o Capitão Bates era um apreciador da astronomia, tendo localizado muitos dos corpos celestes para nossa instrução. Quando a irmã White, após a visão, respondeu às suas perguntas dizendo que ela nunca havia estudado ou recebido instrução nessa direção, ele encheu-se de alegria e felicidade. Ele louvou a Deus, e expressou sua crença de que aquela visão acerca dos planetas lhe fora dada para que ele nunca mais duvidasse (Carta da Sra. Truesdail, 27 de janeiro de 1891).

A propósito, não encontro aqui qualquer referência a uma refeição. Devemos também notar que, duas páginas antes, Loughborough conta a história da visão. No seu relato, ele nunca declara que a Sra. White nomeou os planetas que ela viu. Em vez disso, ele se refere a José Bates dizendo o seguinte, ao ouvi-la descrevendo o que vira: “Oh, ela está vendo Júpiter!” Então, quando ela descreveu um planeta com cinturões e anéis e disse:

“Vejo sete luas”, Bates exclamou: “Ela está descrevendo Saturno.” O relato da Sra. Truesdail coincide com isso. Ela tampouco diz que a Sra. White identificou os planetas pelo nome. Sem dúvida, ela aceitou a identificação daqueles planetas feita por Bates, assumindo-a como verdadeira. Não temos razões para duvidar da legitimidade da carta da Sra. Truesdail nem para questionar a veracidade da sua autora nesses pontos. Mas precisamos distinguir as informações que vieram da Sra. White das que vieram de Bates. Outras pessoas parecem ter aceitado a identificação feita por Bates. No livro A Word to the Little Flock [Uma Palavra Para o Pequeno Rebanho], Tiago White faz referência a essa visão, e menciona Júpiter e Saturno. Não me surpreenderia se a própria Sra. White aceitasse o julgamento de Bates a esse respeito, uma vez que, aparentemente, ninguém nunca lhe falara sobre a identidade dos planetas. Acredito que a Sra. White viu as coisas que descreveu e que elas correspondem com a realidade em alguns planetas. Mas não creio que esses planetas fossem Júpiter e Saturno, a despeito do fato de Bates ter achado que assim fosse. Não podemos atribuir à Sra. White as presunções errôneas de Bates. A propósito, existe um pequeno trabalho sobre essa visão no site do Ellen G. White Estate. Está na seção “Comments Regarding Unusual Statements Found in Ellen G. White Writings” [Comentários a Respeito de Declarações Incomuns Encontradas nos Escritos de Ellen G. White], sob “Astronomical Statements” [Declarações Sobre Astronomia].

Statements” [Declarações Sobre Astronomia]. Pergunta 16 Poderia um profeta verdadeiro proclamar a

Pergunta 16 Poderia um profeta verdadeiro proclamar a doutrina da porta fechada?

Acho impossível conciliar a doutrina da porta fechada com um profeta verdadeiro. Ellen White disse que um anjo lhe mostrou que a porta da salvação foi fechada em 1844.

lhe mostrou que a porta da salvação foi fechada em 1844. Não acho que você encontrará

Não acho que você encontrará uma declaração que diga exatamente o que expressa aqui. Essa é a maneira de alguém entender o que a Sra. White disse, e resumos assim podem ou não representar o que ela realmente disse ou quis dar a entender. Parece claro que entre os anos 1844 e 1851, o termo “porta fechada” começou a mudar de significado. Acredito que os críticos da Sra. White não levam em consideração essa mudança e citam cada referência da Sra. White sobre a “porta fechada” como se esse

termo se referisse ao término do período de provação (o fechamento da “porta da graça”) para o mundo inteiro. Embora as evidências daqueles tempos antigos sejam esparsas, o que existe servirá de suporte ao ponto de vista que expressei. Durante aproximadamente dois meses antes de 22 de outubro de 1844, os crentes mileritas haviam proclamado com poder a mensagem: “Eis o noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt 25:6). Na parábola, esse clamor ocorreu à meia-noite, de modo que a mensagem por eles proclamada, de que Jesus voltaria em 22 de outubro, tornou-se conhecida como “o clamor da meia-noite”. Na mesma parábola, como você deve se lembrar, as virgens que estavam prontas para a chegada do noivo foram com ele, “e fechou-se a porta” (v. 10). Dessa maneira, tanto o termo “clamor da meia-noite” como “porta fechada” vêm da mesma parábola. Depois do desapontamento de 22 de outubro, os que acreditavam que Deus tinha guiado o movimento de 1844 concluíram que estavam às vésperas da vinda de Jesus, e a zombaria do mundo em volta deles os convenceu de que estavam no tempo da “porta fechada”, conforme mencionado por Jesus na parábola. Nessa situação, ignorar a porta fechada era renunciar a própria fé no clamor da meia- noite – o movimento adventista – e dizer que Deus não poderia estar guiando o estudo das profecias que de tal maneira os havia cativado. Era dizer que nada havia acontecido em 1844. (Compreensivamente, a Sra. White admite ter chegado a essa infeliz conclusão pouco tempo depois do desapontamento.) Deus não revelou tudo de uma vez para aquelas pessoas. Da mesma maneira, tampouco revelou, de imediato, tudo sobre a ressurreição de Jesus para Seus desapontados discípulos, que estavam tristes e confusos sobre a morte do Mestre (ver O Grande Conflito, p. 404-408). Embora o dom de profecia estivesse ativo na igreja através de Ellen G. White, Deus permitiu que houvesse ideias incorretas na igreja e até mesmo em Sua profetisa até que Lhe pareceu por bem corrigi-las. A primeira visão de Ellen White não explicou tudo sobre o desapontamento, mas trouxe para os desapontados a divina certeza de que não haviam sido enganados. (Ver Life Sketches, p. 64-68. É claro que, nesse tempo, ela se chamava Ellen Harmon, por ainda não ter se casado com Tiago White.) Jesus ainda estava guiando Seu povo através da estreita vereda acima do mundo, a qual levava à Cidade de Deus. Atrás dele, havia uma luz que iluminava o caminho até a cidade. Essa luz, observou Ellen White, era o clamor da meia-noite, a mensagem que apontava para 22 de outubro de 1844. Assim, os mileritas não tinham sido enganados! Pelo poder dessa certeza e de muitas outras evidências de que Deus os estivera guiando, os que permaneceram crentes não puderam dar as costas para a mensagem da porta fechada. No começo, eles acreditavam que deveriam focalizar aqueles que haviam aceitado a mensagem do movimento milerita e naquele momento precisavam ver as coisas novas que Deus estava dando a conhecer acerca de Sua Palavra – assuntos como o sábado e o santuário. Eles consideravam os que haviam rejeitado a mensagem milerita como componentes do “mundo ímpio que Deus havia rejeitado” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 62). Mas já em 1845, e mais ainda no fim daquela década e princípio da década seguinte,

eles começaram a ter evidências de que as pessoas que ainda não haviam sido tocadas pelo movimento milerita estavam mostrando interesse em sua mensagem. Isso só poderia ser obra do Espírito Santo e, por isso, não deveria ser tarde demais para aquelas pessoas. Era evidente, então, que a porta ainda não estava fechada para todos. Os crentes adventistas começaram a ver que Deus estava abrindo uma nova missão para eles. Em 1851, isso ficou muito claro, e a Sra. White desempenhou um papel importante nessa mudança de ponto de vista. Conforme mencionei antes, após o desapontamento, a própria Ellen G. White desistiu da ideia de que a porta fora fechada no passado, e passou a buscá-la no futuro, isto é, por um curto espaço de tempo, ela acreditou que os 2.300 dias ainda não haviam terminado. Mas sua fé no movimento de 1844 foi reavivada como resultado de sua primeira visão. Uma leitura superficial do que ela escreveu sobre aquela visão pode levar à conclusão de que a referida visão ensinou que era tarde demais para os que estivessem fora do movimento milerita. Uma leitura minuciosa, todavia, mostrará que não era necessariamente assim. É verdade que ela se referiu à impossibilidade de salvação para “o mundo ímpio que Deus havia rejeitado”, mas embora ela mesma acreditasse por um tempo que isso se referia a quase todos os não mileritas, ficou claro mais tarde que o grupo rejeitado era bem menor que esse. Embora houvesse uma porta no Céu que fora fechada por Aquele que “fecha, e ninguém abrirá” (Ap 3:7), também havia uma “porta aberta, a qual ninguém pode fechar” (v. 8). Era uma referência bíblica a uma porta fechada que evidentemente não significava que a oportunidade para todo o mundo tinha sido encerrada. Não deveria nos surpreender que um profeta de Deus não receba toda a verdade imediatamente após receber o chamado profético ou mesmo depois de receber algumas instruções iniciais de Deus sobre um ponto específico. O profeta pode não entender a instrução imediatamente e de maneira correta e completa (ver, por exemplo, 1Pe 1:10- 12). A verdadeira relevância da mensagem de Deus dada através das primeiras visões de Ellen White foi desvendada com o tempo, e as visões resistiram ao teste do tempo. Complementando o parágrafo acima, o site do Ellen G. White Estate também contém uma declaração que Ellen White escreveu em 1883 a respeito de sua relação com a doutrina da porta fechada e um capítulo sobre o assunto que se encontra na biografia de Ellen White, escrita por Arthur White. O site também recomenda o que Herbert E. Douglass escreveu sobre a porta fechada em seu livro Mensageira do Senhor.

sobre a porta fechada em seu livro Mensageira do Senhor. Pergunta 17 Ellen White estava errada

Pergunta 17 Ellen White estava errada a respeito de um templo na Nova Jerusalém?

Tenho sido abordado por uma pessoa que leu Primeiros Escritos e está questionando a menção de Ellen White de ter visto em visão um templo na Nova Jerusalém. A pessoa está perguntando como a Sra. White poderia ter visto um templo ali, quando João, o revelador, diz não haver nenhum templo (Ap 21:22). A visão está descrita em Primeiros

Escritos, página 32, parágrafo 2 em diante.

Escritos, página 32, parágrafo 2 em diante. A resposta para sua pergunta, na verdade, é bastante

A resposta para sua pergunta, na verdade, é bastante clara na Bíblia. Apocalipse 21 descreve eventos que acontecem após a destruição final do pecado, representados em Apocalipse 20. Quando não houver mais pecado, tampouco haverá necessidade de um templo. Enquanto houver pecado, porém, há um templo com seu ministério para lidar com o pecado. É a isso que Hebreus se refere em passagens como Hebreus 8:1, 2 e 9:11 em diante. Jesus é agora nosso sumo sacerdote no santuário celestial (ou templo), e está aplicando os benefícios de Seu sacrifício expiatório em favor de nossos casos e finalizando as questões do grande conflito. Em Primeiros Escritos, a Sra. White viu a situação presente e não aquela que existirá depois da destruição do pecado. Assim, sua visão do santuário celestial está em harmonia com o que a Bíblia ensina sobre este assunto.

em harmonia com o que a Bíblia ensina sobre este assunto. Pergunta 18 Há uma fotografia

Pergunta 18 Há uma fotografia em que Ellen White aparece usando um colar?

Ouvi um pastor dizer que há uma foto que mostra a Sra. White usando um colar, mas que alguém teria removido – com um aerógrafo – o tal colar da pintura.

removido – com um aerógrafo – o tal colar da pintura. Não consigo conter o riso

Não consigo conter o riso ao ver como as histórias são aumentadas! Existe uma fotografia de família tirada em 1913, na qual Ellen White aparece, que recebeu esse tipo de tratamento quando foi publicada pela primeira vez, provavelmente por volta de 1930. O aerógrafo não foi usado na imagem da Sra. White, mas em uma de suas netas, Ella White Robinson. Eu mesmo vi a foto, tanto “antes” como “depois”. Na foto original, Ella parece usar um colar de pequenas conchas, semelhante àquele tipo de souvenir que as famílias compram quando vão ao Havaí. Lá esses colares de conchas ou de flores são chamados de lei e muitas vezes são usados pelas mulheres adventistas. Ella, uma das filhas de W. C. White, havia morado na Austrália durante os anos em que a Sra. White esteve por lá (1891-1900). Se o colar, ou lei, veio da Austrália ou de alguma das ilhas onde estiveram ao longo da viagem de volta para casa, eu não sei. Mas, tanto quanto eu saiba, um relato que foi publicado dando conta de que a Sra. White teria comprado o colar para a neta não possui documentação para sustentar a alegação. Essa é, portanto, a história do “colar maquiado”. Veja também a pergunta e a resposta seguintes.

Pergunta 19 É verdade que um fotógrafo registrou Ellen White usando uma corrente de ouro?

Pergunta 19 É verdade que um fotógrafo registrou Ellen White usando uma corrente de ouro?

Um parente criado em família adventista desafiou-me quanto a Ellen White. Essa pessoa se apoiou em um site para abandonar seus ensinos. O site mostra uma foto de Ellen White usando uma corrente de ouro e um broche. O que você pode me dizer sobre essa foto?

ouro e um broche. O que você pode me dizer sobre essa foto? Dei uma olhada

Dei uma olhada no site que você menciona e vi que ele se refere à filial do Ellen G. White Estate que há na Universidade Andrews como a fonte dessa foto. Na filial da Andrews, essa fotografia está à mostra em um álbum que exibimos aos nossos visitantes. Olhei bem para a tal foto (uma cópia, na verdade) e pude ver claramente que não é uma corrente de ouro que a Sra. White está usando, mas uma cordinha com uma placa de metal em cada extremidade. A parte superior está atada à sua roupa, talvez a um botão, e a inferior, presumo, está atada a um relógio de bolso, que não se pode ver direito em virtude de uma sombra, mas que certamente está dentro de um dos bolsos do vestido. Contudo, a foto que exibimos é uma cópia. Por isso, decidi pesquisar mais para ver se temos a foto original. Acabei encontrando o material original, uma fotografia com o nome do fotógrafo e seu endereço. A foto mostra claramente: é uma cordinha, não uma corrente de ouro. Não tenho como explicar por que ela se parece com uma corrente naquele site. Na fotografia original, todavia, mal se pode ver a volta que a cordinha faz antes de terminar em um relógio de bolso, localizado na altura do cotovelo. Mas no site, a volta feita pela cordinha é bem mais suave, como se fosse um metal reluzente. Isso me faz pensar que alguém pode ter alterado a foto para que parecesse que ela estava usando uma corrente. Na foto, a Sra. White está usando um pequeno broche na altura da gola do vestido. Creio que isso era algo corriqueiro para ela, e não parece um tipo de ornamento ao qual ela fizesse alguma objeção. Quanto ao uso de um pequeno broche, ela escreveu a seguinte carta para seu filho e sua nora:

A irmã Kerr conduziu-me até o seu quarto e abriu uma caixa cheia de laços, fitas e artigos semelhantes, desses que são usados no pescoço no lugar de um colar, e manifestou o desejo de que eu aceitasse a caixa com tudo dentro. O esposo dela era um comerciante em Honolulu e, embora não fosse crente, era um homem bastante generoso. Ela também me deu de presente mais de três metros de seda, a três dólares por metro, para que eu fizesse um manto (um casaco curto). Notei que ela queria muito que eu aceitasse tudo aquilo e que ficaria muito desapontada se eu

recusasse. Era uma seda muito bonita, que sobrara de um de seus vestidos. Ela também me deu um lenço de seda e um pequeno broche feito de pedras brancas, muito simples e útil. Pensei em não aceitar isso, mas ela pareceu se entristecer, diante do que eu finalmente acedi, tendo-o usado desde então, pois ele é útil, elegante e, ao mesmo tempo, de modesta aparência ( Carta 32a, 1891, p. 2, 3 [para J. E. e Emma White, 7 de dezembro de 1891]; Manuscript Releases, v. 8, p. 449).

Ao ler essa declaração, encontrei três critérios para coisas desse tipo. Um artigo desses deve servir para uma função necessária (“simples”, “útil”), ser artisticamente agradável (“elegante”) e também simples e modesto (“de modesta aparência”). Para mim, parecem ser bons princípios cristãos. A despeito das alegações do site sobre as fotos às quais você se refere, o vestuário da Sra. White naquela fotografia está de acordo com esses padrões. Ver também a pergunta e resposta anteriores.

padrões. Ver também a pergunta e resposta anteriores. Pergunta 20 Ellen White condenou a doutrina da

Pergunta 20 Ellen White condenou a doutrina da Trindade?

Tenho pensado sobre a Trindade. Uma amiga me deu vários livrinhos que dizem que considerar o Espírito Santo como Terceira Pessoa divina é perigoso e que nem sempre os adventistas sustentaram esse ponto de vista. Ela declara que Ellen e Tiago White não eram trinitarianos. Você poderia ajudar-me a entender quais são nossas crenças tanto hoje como no passado?

quais são nossas crenças tanto hoje como no passado? Tiago White não poderia ter, ele mesmo,

Tiago White não poderia ter, ele mesmo, se considerado um trinitariano, tampouco outros de nossos pioneiros. Em pelo menos alguns casos (inclusive o de Tiago White), eles pareciam contrários à ideia aparentemente sustentada por alguns trinitarianos de que Deus é realmente uma só Pessoa, a qual apareceu em diferentes etapas da existência da Terra como o Pai, o Filho ou o Espírito Santo. Tiago White acreditava que Eles eram seres distintos, e assim, no Getsêmani e na cruz, o Filho pôde realmente orar para o Pai, e não para Si mesmo. Na realidade, várias declarações da Sra. White sustentam a natureza eterna, autoexistente do Filho e a personalidade completa do Espírito Santo. Algumas dessas declarações estão convenientemente reunidas no livro Evangelismo, p. 613-617. Incluí algumas delas e também uma declaração de O Desejado de Todas as Nações no fim desta resposta. Todavia, por mais claras que sejam as declarações da Sra. White, a Bíblia é a fonte da crença adventista na Trindade. Várias linhas de evidência na Bíblia proveem firme suporte para essa doutrina. O Pai, naturalmente, não está em dúvida aqui – Ele está

incluído como Deus na lista de todo mundo. Mas a Bíblia iguala Jesus a Deus. Veja, por exemplo, passagens como João 5:17, 18; 8:58, 59; Filipenses 2:6 e muitas outras que chamam Jesus de “Senhor”, que é o termo usado na tradução grega do Antigo Testamento para se referir a Deus. Da mesma maneira, o Espírito Santo é chamado de Pessoa e é igualado a Deus. Veja, por exemplo, Atos 5:3 e 4, onde o Espírito Santo é identificado como uma Pessoa, uma vez que pode-se mentir para Ele, e onde está declarado que mentir para o Espírito Santo é o mesmo que mentir para Deus. Desse modo, a Bíblia indica que Pai, Filho e Espírito Santo são três Pessoas distintas e, ainda assim, existe um só Deus (Dt 6:4). Como podemos justificar esse fato? Francamente, isso é mais do que a mente humana pode captar. Mas não deveríamos nos surpreender, pois Deus tem que ser certamente maior do que nossa mente possa alcançar. Expressamos essas verdades bíblicas sobre Deus usando o termo Trindade, que quer dizer uma unidade de três. Não posso encontrar uma maneira satisfatória de justificar todas as evidências bíblicas, a não ser por estes meios, os quais são a razão de minha crença na Trindade. Algumas declarações de Ellen G. White:

Há três pessoas vivas pertencentes ao trio celestial; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus

esforços para viver a nova vida em Cristo ( Special Testimonies, Série B, nº 7, p. 62,

63 [1905]). [

]

Cristo é o Filho de Deus, preexistente, existente por Si mesmo. [

]

Falando de Sua

preexistência, Cristo conduz a mente através de séculos incontáveis. Afirma-nos que nunca houve tempo em que Ele não estivesse em íntima comunhão com o eterno

Deus ( Signs of the Times, 29 de agosto de 1900). [

]

Ele era igual a Deus, infinito e onipotente. [

mesmo ( Manuscrito 101, 1897). [

]

]

Ele é o Filho eterno, existente por Si

Ao passo que a Palavra de Deus fala da humanidade de Cristo quando na Terra, fala também positivamente de Sua preexistência. A Palavra existia como um ser divino, mesmo como o Eterno Filho de Deus, em união e unidade com Seu Pai. Desde a eternidade, fora o Mediador do concerto, Aquele em quem todas as nações da Terra, tanto judeus como gentios, caso O aceitassem, seriam abençoados. “O Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1:1). Antes que os homens ou os anjos fossem criados, o Verbo estava com Deus e era Deus ( Review and Herald, 5 de abril de

1906). [

]

Jesus declarou “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada. “Quem tem o Filho tem a vida” (1Jo 5:12). A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para o crente ( O Desejado de Todas as Nações,

p.

530 [1898]). [

]

Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos ( Manuscrito 66, 1899 [extraído de uma

palestra dada aos estudantes da Escola Avondale]). [

]

O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus. “Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (1Co 2:11) ( Manuscrito 20, 1906). [As declarações acima podem ser encontradas no livro Evangelismo, p. 615-617.]

Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade [no original em inglês, Godhead, “Divindade”], a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo ( O Desejado de Todas as Nações,

p. 671).

Veja também a pergunta e a resposta seguintes.

p. 671). Veja também a pergunta e a resposta seguintes. Pergunta 21 Alguém inseriu declarações sobre

Pergunta 21 Alguém inseriu declarações sobre a Trindade nos livros de Ellen White?

Há um grupo de pessoas aqui que está rejeitando a doutrina da Trindade e dizendo que qualquer coisa nos escritos da Sra. White que sugira que a Divindade é composta de três pessoas foi acrescentada pelo pastor Froom depois que ela morreu. Eles dizem que essas declarações não estavam nos manuscritos originais. Essas pessoas também estão dizendo que, a menos que eu rejeite essa doutrina, minha salvação está ameaçada. O raciocínio deles é que eu estou adorando outros deuses e, portanto, transgredindo o primeiro mandamento. Preciso saber se a alegação que fazem – de que os escritos da Sra. White foram mudados para incluir essa crença – é verdadeira.

foram mudados para incluir essa crença – é verdadeira. É triste ver como as pessoas tentam

É triste ver como as pessoas tentam desacreditar os escritos publicados da Sra. White quando eles não se harmonizam com suas próprias ideias. O pastor Froom não tinha autoridade para alterar os escritos da Sra. White depois que ela morreu, e os depositários, incluindo W. C. White e, depois dele, Arthur L. White, não permitiram que isso ocorresse.

Você provavelmente tem conhecimento de uma coleção de declarações concernentes ao assunto da Trindade que apareceu no livro Evangelismo, p. 613-617. Uma dessas declarações, que versa sobre a divindade e personalidade do Espírito Santo, está nas páginas 616 e 617. Os que negam a doutrina da Trindade normalmente dizem que o Espírito Santo não é uma pessoa, um membro individual da divindade. Em vez disso, Ele seria uma expressão do poder e personalidade de Deus. A declaração da Sra. White difere claramente desse ponto de vista. Ela escreveu aquilo? Você pode ver essa declaração escrita em sua própria caligrafia em nosso site. Na página inicial, clique no link “From the Vault”. Depois, vá até a parte de baixo da página e encontre os destaques que estão acessíveis ali. Clique no link “Blank Diary/Journals” e ele vai levá-lo a uma foto desse material, que está escrito à mão pela própria Sra. White. Clique na foto para ampliá-la, o que fará com que fique mais fácil de ler. Você verá que o material não veio do pastor Froom. Sinto muito por você ter enfrentado essa dificuldade. Que o Senhor possa conceder-lhe Sua graça para defender a verdade, e para fazê-lo com o espírito apropriado. É possível ver outras citações no original? Refiro-me a outras citações que aparecem no livro Evangelismo: Special Testimonies, série B, número 7, p. 62 e 63: “Existem três pessoas viventes no trio celestial”; Manuscrito 66, 1899: “Precisamos compreender que o Espírito Santo, que é uma pessoa tanto quanto Deus é uma pessoa, está caminhando neste solo”; Special Testimonies, série A, número 10, p. 10 (1897): “Contido pelo poder de Deus na terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo”; Special Testimonies, série B, número 7, p. 51: “Devemos cooperar com os três mais altos poderes no Céu.”

Você precisa reconhecer a natureza do que está tentando fazer. Os que fazem do assunto da Trindade uma questão de vida ou morte têm que construir uma teoria da conspiração a fim de manter sua crença. Nesse caso, eles estão convencidos de que o pastor Froom é o principal conspirador e que foi ele quem alterou os escritos da Sra. White para que ninguém acreditasse no material escrito. É impossível desconstruir uma teoria conspiratória, pois os que desejam acreditar nela simplesmente a ampliam de modo a incluir aqueles que lhes mostram evidências contrárias. Na opinião deles, tudo está corrompido, e a única coisa que não pode estar errada é sua própria ideia. Uma parte do que você perguntou é, naturalmente, material publicado. O livro Special Testimonies, série B, número 7, foi publicado em 1906 e está reproduzido no volume Série B, publicado pela Leaves-of-Autumn Books. Menciono isso porque o pastor Froom nasceu em 1890 e, no tempo em que esse material foi publicado, ele tinha 16 anos de idade. Fica bastante claro que ele não fez nenhuma alteração nessa época, e o que aparece em Evangelismo reflete palavra por palavra o que foi publicado naquele folheto em 1906. Eu mesmo verifiquei as citações sobre as quais você perguntou, que aparecem nas páginas 51, 62 e 63, coisa que qualquer um pode fazer com o volume republicado de Leaves-of-Autumn. Também verifiquei a citação sobre a qual você perguntou, da série A, número 10, página 37. Você a citou exatamente como ela aparece lá. Como você indicou, isso foi publicado em 1897. O pastor Froom tinha sete anos de idade naquela época.

Veja também a pergunta e a resposta anteriores.

Veja também a pergunta e a resposta anteriores. Pergunta 22 Os livros mais importantes de Ellen

Pergunta 22 Os livros mais importantes de Ellen White foram modificados?

Você tem uma resposta oficial para as alegações de que os livros mais importantes de Ellen G. White foram modificados?

livros mais importantes de Ellen G. White foram modificados? O autor a quem você se refere,

O autor a quem você se refere, que acusou a igreja de fazer mudanças nos escritos de Ellen G. White, parece ter confundido várias coisas. O ato da Associação Geral que ele cita para mostrar que a liderança modificou O Grande Conflito foi, na verdade, votado um ano antes que a edição de O Grande Conflito por ele escolhida fosse escrita! Como poderiam eles votar uma modificação antes que o livro fosse escrito? Na realidade, o voto que ele cita nada tem a ver com O Grande Conflito, mas com Testemunhos Para a Igreja. Temos aqui todas as publicações originais de Testemunhos Para a Igreja [ Testimonies, no original em inglês], e fica bem evidente que as primeiras publicações (às quais se referem o ato da Associação Geral) foram feitas apressadamente e, por essa razão, precisaram de correções para elevar o padrão. A Associação Geral se manifestou oficialmente para expressar sua crença de que a inspiração é estendida sobre os pensamentos do escritor em vez de ser um ditado das palavras que o escritor deve usar. A Sra. White também cria nisso. Ela não fez objeção alguma à revisão. O trabalho foi feito, em sua maioria, por Marian Davis. Você mesmo pode ver o que a Sra. White escreveu para Uriah Smith sobre a revisão de Testemunhos Para a Igreja em Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 96-98. Citarei aqui partes de três parágrafos da página 97:

Tanto quanto possível, todo defeito devia ser removido de todas as nossas

]

publicações. À medida que se desdobrasse a verdade e se tornasse mais difundida,

devia ser exercido todo cuidado para aperfeiçoar as obras publicadas. [

Onde a linguagem usada não é a melhor, quero que a torne correta e gramatical, como creio que devia ser em todo caso em que for possível, sem destruir o sentido.

[ ] Meu espírito tem-se concentrado na questão dos Testemunhos que foram revisados. Nós os examinamos de maneira mais criteriosa. Não posso ver a questão como meus irmãos a veem. Penso que as modificações melhorarão o livro. Se nossos inimigos o manusearem, que o façam.

A respeito de O Grande Conflito: Em realidade, a própria edição de 1884 já foi uma revisão. O primeiro O Grande Conflito da Sra. White tinha 219 páginas e foi publicado em

1858. O livro apresentava a história desde a queda de Lúcifer até o fim dos tempos. Hoje, o denominamos Spiritual Gifts, livro 1. A Sra. White expandiu a história nos livros 3 e 4, publicados em 1864. Durante a década de 1870, ela a expandiu ainda mais. Na mesma década, ela publicou os volumes de 1 a 3 da pequena coleção chamada The Spirit of Prophecy . O quarto volume, todavia, não apareceu até 1884. Esse é o livro sobre o qual o autor crítico parece ter alta consideração. Ele cobre o mesmo período de tempo de O Grande Conflito, só que com menos páginas e sem tantos detalhes. Quando os colportores [ministros da literatura cristã] começaram a vender esse livro para o público em geral, a Sra. White achou que seria recomendável contar a história de uma forma que pudesse ser mais compreensível para os não adventistas. Tendo passado os anos de 1885 a 1887 na Europa, ela também expandiu consideravelmente a parte do livro que dizia respeito a eventos europeus. O resultado foi a edição de 1888 de O Grande Conflito. Em 1911, ela revisou o livro para melhorar as referências e remover pontos de controvérsia desnecessários. Essa é, essencialmente, a edição que usamos hoje. Teria Uriah Smith, em 1888 ou em 1911, feito mudanças à revelia da Sra. White, como quer fazer crer o autor crítico? Não. Na verdade, uma vez que Smith morreu em 1903, ele não poderia ter feito nenhuma alteração na edição de 1911. Em ambos os casos, os assistentes da Sra. White fizeram o trabalho sob sua supervisão. Ela é quem tinha a palavra final nas mudanças feitas. Embora os críticos digam que apenas a edição de 1844 representava a posição da Sra. White, você pode ter interesse em ler o que ela disse a respeito de revisões posteriores. Isso está publicado em Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 113. O título do capítulo é “Ampliando a Apresentação de O Grande Conflito”.

Na preparação deste livro, foram empregados obreiros competentes e investiu-se muito dinheiro para que o volume pudesse ser apresentado ao mundo na melhor

forma possível. [

O Senhor impressionou-me a escrever este livro, para que sem delongas pudesse ser difundido em todas as partes do mundo, pois as advertências que contém são necessárias para preparar um povo que permaneça em pé no dia do Senhor ( Manuscrito 24, 1891).

]

Se você estiver preocupado sobre essa questão, faria bem ler todo o capítulo em Mensagens Escolhidas, volume 3, bem como o Apêndice, que contém um relato de W. C. White sobre as revisões. Note também o que a Sra. White tinha a dizer sobre a edição de 1911 de O Grande Conflito:

Há alguns dias, recebi um exemplar da nova edição do livro O Grande Conflito, recentemente publicado em Mountain View, e também um exemplar idêntico, editado em Washington. O livro me agrada. Tenho passado muitas horas a percorrer-lhe as páginas, e vejo que as casas publicadoras fizeram bom trabalho.

Prezo mais o livro O Grande Conflito do que prata ou ouro, e desejo grandemente que seja apresentado ao povo. Enquanto escrevia o manuscrito de O Grande Conflito, eu me sentia muitas vezes consciente da presença dos anjos de Deus. E muitas vezes as cenas sobre as quais eu estava escrevendo me eram novamente apresentadas em visões da noite, de modo que se achavam frescas e vívidas em minha mente ( Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 123).

A julgar pelo que expressa o autor crítico, parece que a Sra. White tinha uma opinião diferente sobre a edição de 1911 de O Grande Conflito. Em quem acreditar? Pessoalmente, prefiro a avaliação da autora do livro à do crítico. Nota: Em 1950, o comitê do White Estate votou não conferir limites de tempo às citações com datas. Por exemplo, expressões como “quatrocentos anos atrás” passam a ser “séculos atrás”, e assim por diante. E, recentemente, o comitê votou remover a palavra intercurso – entendida no passado como “intercâmbio” ou “comunicação”, mas que hoje tem uma conotação basicamente sexual – de Caminho a Cristo e outros livros que estão sendo republicados.

a Cristo e outros livros que estão sendo republicados. Pergunta 23 Podemos confiar em compilações? Nosso

Pergunta 23 Podemos confiar em compilações?

Nosso pastor convidou um irmão da Associação para uma reunião com os anciãos. Durante a reunião, esse irmão disse achar que, estivesse a Sra. White presente, ela concordaria que cerca de 90 por cento de seus escritos estão sendo mal utilizados. Ele mencionou os livros compilados, fazendo uma referência específica ao livro Mensagens aos Jovens. Também insinuou que não se pode confiar nas compilações, que o conteúdo desses livros está fora do contexto e, finalmente, que grande quantidade do material foi escrito em cartas direcionadas apenas às pessoas para quem elas foram postadas e a ninguém mais. Os livros compilados estão fora de contexto? Devemos parar de usá-los?

estão fora de contexto? Devemos parar de usá-los? Realmente, existem dois problemas inerentes aos comentários

Realmente, existem dois problemas inerentes aos comentários aos quais você se refere. Primeiro, estaria a Sra. White de acordo com as compilações feitas de seus escritos, mesmo os não publicados? E, segundo, as compilações teriam sido bem feitas, representando corretamente a intenção original das declarações individuais e o seu posicionamento sobre os assuntos considerados? A Sra. White respondeu à primeira pergunta para nós. Em seu testamento, uma das três coisas que ela pediu especificamente aos depositários de seu espólio com respeito ao que deveriam fazer com seus escritos foi que cuidassem “da impressão das compilações de meus escritos”. Assim, os que se manifestam dizendo que publicar compilações é usar indevidamente seus escritos estão em conflito direto com as instruções que ela deu aos

seus depositários. (Você pode encontrar o testamento dela no livro de Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor, páginas 569-572.) A segunda pergunta – se as compilações foram benfeitas – é uma questão de opinião. Sei que os depositários confiam o trabalho de reunir uma nova compilação àqueles cujo conhecimento e equilíbrio no que tange aos escritos da Sra. White lhes inspirem confiança. Quando um manuscrito é completado, além de lê-lo para si mesmos, eles procuram pessoas versadas para que também o leiam com a intenção de detectar qualquer desequilíbrio, tendência ou omissões que pudessem impactar no valor do trabalho. Somente quando os depositários veem que o manuscrito representa de maneira

correta o ponto de vista da Sra. White e dá uma contribuição valiosa para a vida da igreja

é que eles o enviam para publicação. Tenho ouvido muita gente fazer reclamações sobre Mensagens aos Jovens. Também

ouvi outras pessoas, mesmo os mais jovens, declararem o quanto esse livro significa para eles. Em minha opinião, uma boa parte dos comentários negativos tem origem no fato de que o livro fala de verdades sobre as quais eles podem não querer ouvir naquele momento. Se alguém oferece o livro para um jovem rebelde, pensando que aquele material vai endireitá-lo, é bem provável que o livro não seja bem recebido. Nem mesmo

a Bíblia o seria. Todavia, para aqueles jovens que desejam aprofundar sua relação com

Jesus e representá-Lo melhor, o livro é uma grande bênção. Como diz o velho ditado, o mesmo sol que derrete a cera endurece o barro.

Ellen White incluiu em Testemunhos Para a Igreja cartas escritas para pessoas do seu relacionamento , pois havia recebido instruções divinas de que o conselho dado a uma pessoa poderia beneficiar outra. Assim, criticar as compilações porque elas contêm

informações originalmente escritas para uma pessoa específica é um desafio – por mera ignorância – à prática da Sra. White. As fontes originais do material usado em compilações sempre são identificadas de modo que os leitores possam verificar

o contexto.

de modo que os leitores possam verificar o contexto. Pergunta 24 Por que nem tudo o

Pergunta 24 Por que nem tudo o que Ellen White escreveu foi publicado?

Quero registrar meu agradecimento ao Senhor Jesus Cristo por abençoar-nos com os escritos da Sra. White. Sempre quero mais! Haveria uma edição de suas obras não publicadas? Por que nem todas as suas obras foram publicadas? Estou ansioso para ler tudo o que ela escreveu.

publicadas? Estou ansioso para ler tudo o que ela escreveu. O White Estate iniciou um longo

O White Estate iniciou um longo projeto de publicação do arquivo completo das cartas e manuscritos da Sra. White. Uma boa parte desse material já foi impressa em obras que ela publicou enquanto estava viva e em compilações que o White Estate tem publicado

desde sua morte. Mas o projeto atual publicará os itens de maneira sequencial, sem retoques, e com anotações para ajudar o leitor a compreender para quem foi escrito, quem é mencionado e em que situação, à medida que formos capazes de determinar. O primeiro volume, cobrindo materiais desde 1845 até 1859, já está disponível. Outros volumes virão depois. Você pergunta por que tudo isso não foi publicado antes. Nunca foi desejo da Sra. White publicar esses materiais. Alguns deles tratam de falhas de outros de uma maneira muito franca – algo que ela não desejava tornar público. Ao longo dos anos, muitos deles chegaram a ser publicados, mas sem identificar as pessoas envolvidas. A esta altura, tanto tempo já passou, que é improvável que alguém venha a magoar-se com a publicação dessas coisas, e as instruções ali contidas podem muito bem ajudar em algumas situações. Outra razão para o White Estate ainda não ter publicado tudo é que esse material apresenta muitos casos de duplicidade: conselhos que ela escreveu para uma pessoa também foram escritos para outra, e publicar é algo que sai caro. Mesmo assim, achamos que compensa publicar tudo o que ela escreveu – imprimir seus conselhos sem retoques e acompanhados de anotações.

seus conselhos sem retoques e acompanhados de anotações. Pergunta 25 Para onde foi o dinheiro dos

Pergunta 25 Para onde foi o dinheiro dos livros de Ellen White?

A Sra. White ficava com os rendimentos gerados por seus escritos, ou tudo foi doado

para a igreja? Ela deixou seus bens para a família ou para a igreja?

Ela deixou seus bens para a família ou para a igreja? A Sra. White usava os

A Sra. White usava os direitos autorais de seus livros para pagar as despesas de seus

auxiliares e para financiar a linotipagem e a impressão de seus livros. No tempo dela, as casas publicadoras não cobriam essas despesas. Ela também usava os direitos autorais como fonte de recursos para prestar ajuda às várias instituições da igreja. A igreja lhe pagava um salário – a princípio, comparável ao de um ministro ordenado, e depois da morte de seu esposo, um salário equivalente ao de um administrador da igreja – de maneira que ela não precisava viver tão somente com os direitos autorais de seus livros.

A Sra. White não deixou seus bens nem para sua família nem para a igreja. Ela os

deixou para os cinco depositários nomeados em seu testamento, dando-lhes instruções específicas a respeito do que eles deveriam fazer com seus escritos e de como usar os rendimentos deles auferidos. Quando ela morreu, seu testamento providenciou alguns bens para familiares e trabalhadores mais próximos. Entretanto, por ocasião de sua morte, as dívidas eram maiores do que o ativo líquido deixado, em parte porque ela havia tomado dinheiro emprestado para doar para projetos necessários à igreja, de modo que aqueles bens não puderam ser transformados em dinheiro. Os depositários de seus

bens combinaram tomar emprestados da Associação Geral os fundos necessários, que seriam pagos com os direitos autorais de seus livros acrescidos de juros. A dívida já foi totalmente paga. Os depositários fizeram alguns modestos acordos com as pessoas nomeadas no testamento e, desde então, nenhum indivíduo tem sido beneficiado com os direitos autorais dos livros da Sra. White. Após a morte de W. C. White, seu filho, os depositários fizeram um acordo com a Associação Geral pelo qual esta proveria uma verba anual para o trabalho do White Estate, e os direitos autorais dos livros da Sra. White iriam para a tesouraria da Associação Geral. Esse acordo ainda está vigente. A verba fornecida pela Associação Geral é substancialmente maior do que as receitas geradas pelos direitos autorais. (Você pode encontrar mais informações a respeito das finanças da Sra. White no site do Ellen G. White Estate, www.whiteestate.org. Veja a seção “Issues & Answers”, sob “Questions and Answers About Ellen G. White”. Você poderá ler o texto do testamento dela no apêndice N do livro Mensageira do Senhor, páginas 569-572.)

N do livro Mensageira do Senhor, páginas 569-572.) Pergunta 26 Crer na inspiração de Ellen White

Pergunta 26 Crer na inspiração de Ellen White é uma prova de comprometimento com o adventismo?

Quando Walter Martin se reuniu com líderes da Igreja Adventista, ele perguntou se acreditar nos escritos de Ellen G. White era uma prova de comprometimento com o adventismo. Em vez de responder à pergunta, os líderes citaram a própria Ellen White. Falando sobre os que não compreendiam aquele dom, ela disse: “Essas pessoas não devem ser separadas dos benefícios e privilégios de membros da igreja” (ver Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 328). Por que, então, crer no papel desempenhado por Ellen White está incluído na lista das crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo dia? Perguntei para mais de cem pastores adventistas se eles batizariam e aceitariam como membros da igreja uma pessoa que não acredita no papel que a igreja alega ter a Sra. White. Até hoje, não encontrei um sequer que dissesse que o faria. Ellen White diz que não se deveriam negar os benefícios e privilégios da igreja àqueles que não compreendem o dom [de profecia]. Por que, então, o presidente da Associação

Geral, em um artigo intitulado “The Church – Authority and Responsibility” [“A Igreja – Autoridade e Responsabilidade”] (Adventist Review, maio de 1995), escreveu: “Não

posso declarar que não aceito esta [ faço parte da igreja.”

]

crença fundamental da igreja e ainda dizer que

igreja.” ] crença fundamental da igreja e ainda dizer que Não tenho uma resposta definitiva para

Não tenho uma resposta definitiva para sua pergunta sobre as crenças fundamentais. Tanto quanto eu saiba, essa foi a primeira declaração das nossas crenças fundamentais a

mencionar a Sra. White e a expressar claramente que o dom de profecia foi manifestado em seu ministério. Por muitas décadas – talvez ao longo da história desta igreja como um movimento organizado – sustentamos que os interessados na Igreja Adventista deveriam ser instruídos sobre o papel do dom de profecia entre nós. Não temos requerido que as pessoas afirmem sua crença em Ellen White antes de serem batizadas, mas nosso entendimento geral tem sido de que não devemos batizar alguém que se oponha a aceitar seu ministério profético. Isso seria uma injustiça com o novo membro, que certamente se sentiria como um peixe fora d’ água. Também seria injusto para com a igreja, que passaria a ter um elemento de discórdia estabelecido em seu meio. Por outro lado, permita-me ser o primeiro pastor adventista a responder afirmativamente a sua pergunta sobre o batismo – com as restrições que seguem. Na passagem da qual você extraiu a citação, a Sra. White indica a condição: primeiro, os interessados ainda não entendem o dom (ainda não tiveram informações suficientes para fazer uma escolha inteligente) e, segundo, “se no demais a sua vida cristã se prova correta, e tenham um bom caráter cristão”. (Essas palavras vêm logo depois das que você citou.) Esses indivíduos estão na categoria que a Sra. White mencionou no parágrafo anterior ao que você citou: “Outros havia que não lhes faziam nenhuma oposição, contudo não ousavam assumir atitude definida a seu respeito.” Presumo que isso se devia à falta de informação desses indivíduos sobre as visões. Eles simplesmente não conheciam, tampouco se opunham. Eu não hesitaria em batizar essas pessoas. O voto batismal, que consta no Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, coloca a pergunta correta: “Aceita o ensino bíblico dos dons espirituais e crê que o dom de profecia é um dos sinais de identificação da igreja remanescente?” Se as pessoas aceitarem isso, poderão unir-se à igreja se assim desejarem, enquanto examinam por si mesmas as evidências de que o ministério da Sra. White foi uma manifestação genuína desses dons nos quais elas creem, cuja presença acreditam ser uma marca identificadora da igreja remanescente dos últimos dias. Finalmente, você perguntou sobre a declaração feita pelo presidente da Associação Geral, de que as pessoas não podem dizer que não aceitam essa crença fundamental e continuar como membros da igreja. Expressar descrença é o mesmo que opor-se, não é verdade? Aqui, saímos do terreno da incerteza, e não precisamos de mais tempo para análise e obtenção de evidências. Dizer “não aceito isso” equivale a uma rejeição, não é? Não é como aquele grupo para o qual a Sra. White está falando, o qual “não lhes faziam nenhuma oposição [às visões], contudo não ousavam assumir atitude definida a seu respeito”. Com respeito à pessoa que se recusa a aceitar, sendo já um membro e tendo tempo e oportunidade de examinar a validade do dom, eu me alinharia com o presidente da Associação Geral e diria que as pessoas não podem rejeitar uma das crenças fundamentais da igreja e continuar fazendo parte da mesma. “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Am 3:3). Essas pessoas se sentiriam incômodas na igreja, e a igreja ficaria perturbada por sua influência. Se as pessoas acreditam que os membros desta igreja estão tão enganados, a ponto de seguir alguém que declarou ter o

dom profético sem que o tivesse, por que quereriam se unir a eles? Para mais informações sobre este assunto, ver o capítulo 2 do volume 2 da biografia de Ellen White escrita por Arthur White. Ver também o apêndice de F. M. Wilcox no mesmo volume.

Ver também o apêndice de F. M. Wilcox no mesmo volume. Pergunta 27 Ellen White proibiu

Pergunta 27 Ellen White proibiu que os pregadores a citassem em seus sermões?

“As palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, devem ser ouvidas do púlpito” (Profetas e Reis, p. 626). Os adventistas estão realmente usando essa citação para dizer que os pregadores não podem citar o Espírito de Profecia em seus sermões?

não podem citar o Espírito de Profecia em seus sermões? Embora alguns possam, de fato, estar

Embora alguns possam, de fato, estar usando essa declaração com esse propósito, não quer dizer que eles estejam certos. Considerar a declaração como uma proibição da utilização dos escritos da Sra. White no púlpito seria o mesmo que proibir também o uso das palavras do próprio pregador, não é verdade? Igualmente, seria proibir o uso de qualquer palavra de outro escritor, uma vez que “as palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, devem ser ouvidas do púlpito”. Poderíamos fazer pior do que apenas ler as Escrituras do púlpito, mas está claro que não é isso que a Sra. White quis dizer com essa declaração. Ao contrário, ela está contrastando a apresentação das verdades bíblicas com as opiniões humanas.

Perguntas Sobre OS PADRÕES DA IGREJA ADVENTISTA

Perguntas Sobre

OS PADRÕES DA IGREJA ADVENTISTA

Perguntas Sobre OS PADRÕES DA IGREJA ADVENTISTA
Pergunta 28 O que Ellen White disse sobre o uso de joias? O que Ellen

Pergunta 28 O que Ellen White disse sobre o uso de joias?

O que Ellen White disse sobre o uso de joias?

uso de joias? O que Ellen White disse sobre o uso de joias? A Sra. White

A Sra. White fez várias referências ao uso de joias. Considero a que vem abaixo uma das mais memoráveis. Encontra-se em Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 248 e 249:

O tempo é demasiado curto para adornar o corpo com ouro ou prata ou vestuário

dispendioso. [

real e Suas vestes reais, desceu de Seu trono real e revestiu Sua divindade com os trajes da humanidade, tornando-Se pobre por amor de nós, para que nós, por meio de Sua pobreza, pudéssemos entrar na posse das riquezas eternas, e, no entanto, as próprias pessoas pelas quais Cristo realizou tudo que era possível fazer para salvar as almas que perecem da ruína eterna sentem tão pouca disposição para negarem a si mesmas alguma coisa que elas têm dinheiro para comprar. O Senhor está prestes a voltar, e consigo está Sua recompensa, e Sua obra diante dEle, para retribuir a cada um segundo as suas obras. Procuro apresentar ao povo que estamos lidando com o dinheiro do Senhor para realizar a mais importante obra que pode ser efetuada. Eles podem individualmente, por meio da negação do próprio eu, fazer muito mais se todos fizerem um pouco, e os numerosos regatos formarão uma verdadeira corrente que flua em direção ao Céu. Na realidade, é difícil para todos perceberem a situação. O eu, o eu, o eu precisa ser servido e glorificado, e quão difícil é que todos se tornem cooperadores de Deus! Oh! que um espírito de sacrifício de si mesmo advenha a toda igreja, e que assim toda pessoa, próxima e distante, aprenda o valor do dinheiro, usando-o enquanto puder fazê-lo, e diga: “Nós Te damos, Senhor, do que é Teu mesmo!” (1Cr 29:14) (Carta 110, 1896). Não temos tempo para estar ansiosos e preocupados com o que comeremos e beberemos, e com o que nos vestiremos. Vivamos e trabalhemos com simplicidade. Trajemo-nos de um modo tão modesto e decoroso que sejamos recebidos aonde quer que formos. Joias e vestuário dispendioso não nos darão influência, mas o ornamento de um espírito manso e tranquilo – o resultado de dedicação ao serviço de Cristo – vai nos dar poder com Deus. Bondade e solicitude para com os que se acham ao nosso redor são qualidades preciosas à vista do Céu. Se não têm dado atenção à aquisição destas virtudes, façam- no agora, pois não têm tempo para perder (Manuscrito 83,

]

Jesus, o Comandante nas cortes celestiais, pôs de lado Sua coroa

1909).

tempo para perder (Manuscrito 83, ] Jesus, o Comandante nas cortes celestiais, pôs de lado Sua

Pergunta 29

Ellen White disse que não devemos usar aliança de casamento?

Alguns membros de nossa igreja querem saber o que Ellen G. White disse sobre o uso da aliança de casamento. Ela disse que não devemos usá-la?

aliança de casamento. Ela disse que não devemos usá-la? Há apenas uma declaração conhecida da Sra.

Há apenas uma declaração conhecida da Sra. White que aborda de maneira explícita o assunto de aliança de casamento. Ela está publicada em Testemunhos Para Ministros, páginas 179-181. A declaração foi escrita para missionários americanos na Austrália, onde o uso da aliança de casamento era um costume bem estabelecido. Aqui está a declaração, acrescida de um ou dois parágrafos anteriores para mostrar o contexto:

Ao comer, vestir e ao mobiliar nossos prédios escolares, precisamos preservar a simplicidade da verdadeira piedade. Muitos negarão a si mesmos e farão grande

sacrifício visando contribuir para tornar a obra missionária um êxito, e caso vissem esses meios serem gastos nas mais finas roupas e na mobília mais dispendiosa, ou nos mais dispendiosos artigos de mesa, isso exerceria uma lamentável influência sobre esses irmãos e irmãs. Nada poderia militar mais decididamente contra a nossa utilidade presente e futura neste país. A primeira de todas as lições a ensinar aos alunos é a abnegação. Que seus olhos, seus sentidos, aprendam a lição; façam com que todo o equipamento da escola traga uma instrução prática sobre este assunto, de

que o trabalho pode ser levado avante apenas pelo sacrifício constante. [

Nossos pastores e suas esposas devem ser o exemplo de simplicidade no vestuário; devem vestir-se com correção, confortavelmente, usando bom material, mas evitando qualquer coisa que se assemelhe à extravagância e adornos, mesmo que não sejam dispendiosos; pois essas coisas testificam contra nós. Devemos educar os jovens na simplicidade do vestuário, na singeleza e no asseio. Sejam os adornos extras deixados fora mesmo que o custo seja apenas uma ninharia.

]

A Aliança Alguns se têm preocupado com o uso da aliança, achando que as esposas de nossos pastores se devem conformar com este costume. Tudo isto é desnecessário. Possuam as esposas de pastores o áureo elo que as ligue a Jesus Cristo – um caráter puro e santo, o verdadeiro amor e mansidão e piedade que são os frutos produzidos pela árvore cristã, e certa será, em toda parte sua influência. O fato de o descaso desse costume ocasionar comentários, não é boa razão para adotá-lo. Os americanos podem fazer compreender sua atitude com o declarar positivamente que esse uso não é obrigatório em nosso país. Nós não precisamos usar esse anel, pois não somos infiéis a nosso voto matrimonial, e o trazer a aliança não seria prova de sermos fiéis. Sinto profundamente esse processo de fermentação que parece estar em andamento entre nós, na conformidade com o costume e a moda. Nenhum centavo deve ser gasto com esse aro de ouro para testificar que somos casados. Nos países em que o costume for

imperioso não temos o encargo de condenar os que usarem sua aliança; que o façam, caso possam fazê-lo em boa consciência; não achem, porém, nossos missionários, que o uso da aliança lhes aumentará um jota ou um til a influência. Se eles são cristãos, isso se manifestará no cristianismo de seu caráter, suas palavras, suas obras, no lar e no convívio com os outros; isso se demonstrará por sua paciência, longanimidade e bondade. Eles manifestarão o espírito do Mestre, possuirão Sua beleza de caráter, a amabilidade de Sua disposição, Seu coração compassivo.

Repare que a Sra. White não proibiu o uso da aliança, mas mencionou que “nos países em que o costume for imperioso”, isto é, onde é um “critério de virtude” (para usar uma expressão de W. C. White), ela não fazia objeção ao uso da aliança, “caso [pudessem] fazê-lo em boa consciência”. Por essa última expressão, acho que ela quis dizer que eles deviam avaliar cuidadosamente o assunto, cientes de um possível lado negativo do uso da aliança e então usá-la somente se estivessem convencidos de que é isso que devem fazer.

se estivessem convencidos de que é isso que devem fazer. Pergunta 30 As mulheres adventistas devem

Pergunta 30 As mulheres adventistas devem usar roupas sóbrias?

Ouvi várias vezes que Ellen White declarou que todas as mulheres precisam de um vestido vermelho. É verdade?

as mulheres precisam de um vestido vermelho. É verdade? Não é verdade, mas acho que posso

Não é verdade, mas acho que posso mostrar a origem desse comentário. Em uma carta sobre esse assunto (de 29 de abril de 1960), Arthur White escreveu: “Minha tia contou a história de como a irmã White deu-lhe um corte de tecido vermelho para que o usasse em um vestido ou no que lhe fosse conveniente. Ela descreveu o tecido como ‘realmente vermelho, não bordô ou marrom’”. Outra senhora, Myriam Adams, morou na casa da Sra. White no tempo em que frequentou nosso colégio em Avondale. Sobre a Sra. White, ela escreveu: “Ela era bondosa e atenciosa em tudo, mostrando grande interesse em meu bem-estar e me aconselhando até mesmo sobre o vestuário adequado. Ela sugeriu que meus vestidos tivessem tons apropriados. Lembro-me de um dia em que [eu estava] usando uma blusa de cor vermelha escura, e ela comentou quão elegante ela era, uma vez que eu tinha a pele morena, e sugeriu que eu devia ter sempre um vestido naquele tom de vermelho em meu guarda-roupa.” Grace Jacques, irmã de Arthur White e neta da Sra. White, lembrava-se muito bem de sua avó, uma vez que nasceu em 1900, e a Sra. White morreu em 1915. Elas moraram perto uma da outra em Elmshaven durante todo esse tempo. A Sra. Jacques publicou um artigo no The Youth´s Instructor de 5 de dezembro de 1961 intitulado “My ‘Special’

Grandmother” [Minha Avó “Especial”]. Nesse artigo, encontramos um parágrafo com estas palavras: “Lembro-me de uma jovem enfermeira que tinha apenas umas poucas roupas, e minha avó lhe deu três cortes de vestido: um vermelho, outro azul e outro dourado. Ela disse para aquela jovem, como também para várias outras, que ela devia ter pelo menos um vestido vermelho.” A Sra. White incentivava o bom gosto na escolha das cores e do estilo das roupas (ver Orientação da Criança, p. 419, 420). Ela deu esse conselho sobre ter um vestido vermelho para algumas mulheres apenas, mas não para todas.

vermelho para algumas mulheres apenas, mas não para todas. Pergunta 31 O que há de errado

Pergunta 31 O que há de errado em ir ao cinema?

O que há de errado em ir ao cinema? Se possível, dê algumas referências.

em ir ao cinema? Se possível, dê algumas referências. Basicamente, vejo dois aspectos nessa questão. O

Basicamente, vejo dois aspectos nessa questão. O primeiro deles é o caráter geral do material ali apresentado e, o segundo, a influência que exerceremos nos outros se frequentarmos esse lugar. Com respeito ao primeiro aspecto, ocorrem-me duas referências: Filipenses 4:8 e Salmo 101:3. Como podem os cristãos se divertir assistindo a representações dos pecados que levaram Jesus à cruz? Quanto ao segundo aspecto, muitas vezes as pessoas dizem: “Eu só escolho filmes bons.” Mesmo assim, será que seu exemplo não vai servir de incentivo para outras pessoas, menos criteriosas, irem ao cinema? Não poderiam outras pessoas justificar esse comportamento dizendo que o irmão A vai ao cinema? Além disso, podemos considerar a possibilidade de mudarem os padrões do cinéfilo “criterioso” por causa da frequência ao cinema. Não é possível que alguém considere aceitável um filme que antes o chocava? (Ver Isaías 5:20). Uma estrofe de um poema de Alexander Pope esclarece a questão:

O vício é um monstro de assustadora aparência, Para odiá-lo, basta que o vejamos; Mas, se o virmos com frequência, a ponto de com ele nos acostumarmos, Primeiro relutamos, depois temos pena e, logo, o abraçamos.

Finalmente, há o fato de que o dinheiro que o frequentador de cinema “criterioso” paga para ver um “bom” filme hoje ajuda o cinema a manter-se aberto na semana seguinte, quando um filme ruim será exibido. As orientações da Sra. White sobre o “teatro moderno”, apresentadas mais de cem anos atrás, trazem um critério aplicável à discussão sobre o cinema:

Satanás está empregando todos os meios para tornar populares o crime e o vício aviltante. Não podemos andar pelas ruas de nossas cidades sem encontrar notícias inflamantes de crimes, apresentados em algum romance ou a serem representados em algum teatro. A mente é educada de maneira a familiarizar-se com o pecado. [ Muitos dos divertimentos populares do mundo hoje, mesmo entre aqueles que pretendem ser cristãos, propendem para os mesmos fins que os dos gentios, outrora. Poucos há na verdade entre eles, que Satanás não torne responsáveis pela destruição de almas. Por meio do teatro, ele tem operado durante séculos para despertar a paixão e glorificar o vício. A ópera com sua fascinadora ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o jogo, Satanás emprega para derribar as barreiras do princípio e abrir a porta à satisfação sensual (Patriarcas e Profetas, p. 459, 460).

]

Muitos se colocam no terreno encantado ao frequentar cenários de diversão onde se congregam espíritos caídos. Cristãos professos, ao irem ao teatro, lembrem-se de que Satanás está ali conduzindo a peça como ator principal. Ele está ali para excitar as paixões e glorificar o vício. A própria atmosfera está permeada de licenciosidade (Signs of the Times, 18 de maio de 1882).

Entre as casas de diversões, a mais perigosa é o teatro. Em lugar de ser uma escola de moralidade e virtude, como costuma ser chamada, é ele justamente o viveiro da imoralidade. Os hábitos viciosos e as tendências pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. As cantigas baixas, os gestos, expressões e atitudes indecentes corrompem a imaginação e rebaixam a moral. Todo jovem que assiste habitualmente a tais exibições será corrompido em princípio. Não existe em nosso país influência mais poderosa para corromper a imaginação, destruir as impressões religiosas e enfraquecer o gosto pelos prazeres tranquilos e as sóbrias realidades da vida, do que as diversões teatrais. O gosto por estas cenas aumenta com cada transigência, assim como o desejo para com as bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é evitar o teatro, o circo e todos os outros lugares de diversões duvidosos (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 653).

Será que o teatro melhorou em qualidade moral desde os dias da Sra. White? Provavelmente nenhuma avaliação justa teria sim como resposta. Sem qualquer exagero, o teatro e o cinema de hoje apresentam vícios mais degradantes e de maneira mais explícita do que o teatro dos dias da Sra. White jamais apresentou. Veja também a pergunta e a resposta 89: Nossos anjos nos deixam ao entrarmos no cinema?

a resposta 89: Nossos anjos nos deixam ao entrarmos no cinema? Pergunta 32 O que Ellen

Pergunta 32 O que Ellen White disse sobre dramatizações?

Gostaria de saber o que Ellen White disse sobre dramatizações cristãs.

o que Ellen White disse sobre dramatizações cristãs. Aqui está a parte introdutória de um documento

Aqui está a parte introdutória de um documento que trata deste assunto:

Temos recebido indagações no escritório do White Estate sobre materiais escritos pela Sra. White relacionados com o uso de esquetes, peças ou outros tipos de programas dramáticos em instituições adventistas do sétimo dia. Os conselhos de Ellen White que discutem essa questão tratam de várias situações. Assim fazendo, alguns princípios são enumerados, os quais ainda servem como diretrizes para os adventistas de hoje. Em todos os escritos do Espírito de Profecia, Deus concedeu, por meio de Ellen

White, os princípios para nos ajudar a determinar o que devemos fazer. Então, Ele nos dá liberdade para moldarmos nossas ações em harmonia com esses princípios. Assim fazendo, é importante lembrar que Deus sempre nos aponta o ideal. Seu desejo supremo e constante é que alcancemos nosso mais alto nível espiritual em tudo que afeta nossa salvação. Uma pesquisa dos conselhos [de Ellen White] não conseguiu revelar uma condenação generalizada de todas as produções dramáticas. Em outras palavras, Ellen White não condena um programa só porque ele possa estar em forma de drama. A esse respeito, seus conselhos concernentes a produções dramáticas são parecidos

com aqueles sobre esportes. [

brincar com uma bola” (O Lar Adventista, p. 499 ), mas ao enumerar os princípios envolvidos, ela apontou os graves perigos que normalmente acompanham atividades esportivas. Da mesma maneira, a Sra. White não condenou o programa simples, em forma de drama, montado pela Escola Sabatina de Battle Creek em 1888, mas em vários lugares ela apontou claramente os muitos e quase certos perigos que frequentemente acompanham “esquetes” [pequena cena no teatro de revista ou em programas de rádio e TV] e “programas teatrais”. Seria de se supor, então, que as questões relacionadas com os esportes e as produções dramáticas nas instituições adventistas devam ser resolvidas com base em princípios fundamentais em vez de um simples “sim” ou “não”. Isso levanta um verdadeiro desafio, que nos conclama a uma análise cuidadosa dos princípios envolvidos, e para uma determinação de por eles sermos guiados. Se os jovens adventistas pudessem entender e aplicar princípios cristãos em sua vida pessoal, eles estariam muito adiante de muitos adultos que, tragicamente, nunca aprenderam que a vida do cristão não é guiada por um “faça isso” ou um “não faça aquilo” arbitrários, mas por princípio.

]

A Sra. White não condenou o “simples exercício de

Para mais informações sobre esses princípios, veja a pergunta e a resposta anteriores e a pergunta 89: “Nossos anjos nos deixam ao entrarmos no cinema?” e Dramatic

Productions in SDA Institutions [Produções Dramáticas nas Instituições Adventistas do Sétimo Dia] por Arthur L. White, disponível no site do Ellen G. White Estate Digital Resource Center.

no site do Ellen G. White Estate Digital Resource Center. Pergunta 33 O que Ellen White

Pergunta 33 O que Ellen White disse sobre a dança?

Disseram-me que uma mulher perguntou para a irmã White, sem rodeios, se seria correto dançar, e registrou a resposta da Sra. White. Gostaria de ter uma cópia completa desse artigo, caso vocês possam acessá-lo através do seu sistema.

caso vocês possam acessá-lo através do seu sistema. Os excertos que seguem são oriundos de um

Os excertos que seguem são oriundos de um artigo que a Sra. White escreveu intitulado “Should Christians Dance?” [Os Cristãos Devem Dançar?], em resposta a uma carta que pedia conselho sobre esta questão. O artigo foi publicado na edição de 28 de fevereiro de 1882 da Review and Herald. Você pode acessar o artigo inteiro no site do Ellen G. White Estate.

Antes de responder a esta pergunta diretamente, peço-lhe para considerar por um

instante a posição e a obra do povo de Deus nestes dias. [

terceiro anjo precisa ser anunciada por aqueles que enxergam e sentem sua veracidade. O mundo [está] cada vez mais descuidado e ímpio nos caminhos do erro. Pastores dizem de seus púlpitos: “Não se preocupem. Cristo não virá antes que se passem milhares de anos. Tudo continua como estava desde o princípio.” Outros desprezam a lei de Deus, declarando que ela é um jugo aprisionador. Mas, enquanto professos cristãos estão adormecidos, Satanás manifesta intenso vigor e zelo

perseverante. Sua obra infernal logo estará finalizada, e sua força, acorrentada; por isso, ele desceu em grande ira para “enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24; Mc 13:22, ARA). Seria este um tempo para nos associarmos com os ímpios em seus prazeres levianos e mundanos? Estarão eles mais inclinados a aceitar a solene

verdade que sustentamos ao ver-nos em teatros ou salões de baile? [

A solene mensagem do

]

]

O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem envolver-se em nenhum entretenimento sobre o qual não possa pedir a bênção de

Deus. Não será encontrado no teatro e nos salões de jogos. Não se unirá aos alegres dançantes, nem se entregará a qualquer outro prazer enfeitiçante que lhe venha

afastar a Cristo da mente. [

Em muitas famílias religiosas, a dança e o jogo de cartas são usados como brincadeiras de salão. Alegam que são entretenimentos tranquilos, domésticos, que podem ser desfrutados com segurança sob as vistas paternas. Mas o amor por esses prazeres excitantes é assim cultivado, e o que era considerado inofensivo em casa não

]

será por muito tempo visto como perigoso fora. [

todo gosto por pensamentos sérios ou pelos cultos. É verdade que existe uma grande diferença entre a melhor classe de seletas festinhas e as promíscuas e degradantes reuniões do baixo salão de baile. Todavia, são todos passos no caminho perigoso. O divertimento da dança, como conduzido em nossos dias, é uma escola de depravação, uma terrível maldição para a sociedade. Se todos em nossas grandes cidades que são anualmente arruinados por esse meio pudessem ser reunidos, quantas histórias de vidas destruídas seriam reveladas. Quantos que agora estão prontos a defender esse costume se encheriam de angústia e espanto com os resultados! Como podem pais declaradamente cristãos consentir em colocar seus filhos no caminho da tentação, ao participar com eles de tais cenas de festividade? Como podem moços e moças trocar sua salvação por esse prazer sedutor?

]

[Esses divertimentos] destroem

por esse prazer sedutor? ] [Esses divertimentos] destroem Pergunta 34 Os jogos com bola são proibidos?

Pergunta 34 Os jogos com bola são proibidos?

Por favor, providencie algum material no qual a Sra. White comenta sobre esportes, especialmente aqueles onde se usa a bola. Em algum lugar ela disse que não deveria haver jogos com bola?

algum lugar ela disse que não deveria haver jogos com bola? À luz da declaração de

À luz da declaração de Ellen White sobre “o simples exercício de brincar com uma bola”, quer me parecer que ela pode estar condenando o efeito que os jogos exerciam nos jovens.

Não condeno o simples exercício de brincar com uma bola; mas isto, mesmo em sua simplicidade, pode ser levado ao excesso. Sempre me preocupam muito os resultados quase inevitáveis que vêm na esteira dessa recreação. Eles levam a um gasto de meios que deviam ser aplicados em levar a luz da verdade às almas que estão perecendo sem Cristo. Divertimentos e gasto de meios para satisfação própria, que levam passo a passo à glorificação do eu, bem como o treinamento nesses jogos para obtenção de prazer produzem amor e paixão pelas coisas que não favorecem o aperfeiçoamento do caráter cristão. A maneira como eles têm sido conduzidos no colégio não leva o sinal do Céu. Não

fortalece o intelecto. Não refina e purifica o caráter. Há caminhos que conduzem para hábitos, costumes e práticas mundanas, e os praticantes se tornam tão absorvidos e enfatuados que são pronunciados no Céu como mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus. Em vez de o intelecto se tornar fortalecido para fazerem melhor obra como estudantes, para serem mais bem qualificados como cristãos a fim de realizarem os deveres cristãos, esses exercícios enchem o cérebro com pensamentos

É a glória de Deus que se tem em vista nesses jogos? Eu sei que não é. O caminho

de Deus e Seus propósitos são perdidos de vista. A maneira como seres inteligentes

se aplicam, ainda em período de experiência, está se sobrepondo à revelada vontade de Deus e pondo em seu lugar as especulações e invenções do instrumento humano,

com Satanás a seu lado a imbuir-lhes o espírito. [

contra a ardente paixão cultivada pela supremacia nos jogos assim tão empolgantes (O Lar Adventista, p. 499, 500).

]

O Senhor Deus do Céu protesta

Aqui está outra declaração que parece não excluir totalmente esses jogos, mas diz que cuidado e vigilância são necessários.

Existe um grande perigo de que pais e tutores, tanto por meio de palavras como de

atos, venham a incentivar a autoestima e a importância própria nos jovens ao adotar

o costume de mimar, de recompensar cada capricho e assim estimular o desejo de

autogratificação. Dessa maneira, o jovem recebe um molde de caráter que o deixa despreparado para os deveres cotidianos da vida prática. Quando esses estudantes vêm para nossas escolas, eles não apreciam os privilégios que lhes são dados, nem

consideram que o propósito da educação é qualificá-los para ser úteis nesta vida e na vida futura no Reino de Deus. Eles agem como se a escola fosse um lugar para se aperfeiçoar nos esportes, como se isso fosse um importante aspecto de sua educação,

e vêm armados e equipados para esse tipo de treinamento. Está tudo errado, do

começo ao fim. De maneira nenhuma isto é apropriado para esses tempos. Tampouco, esse costume qualifica os jovens para ir ao mundo como missionários,

para enfrentar dificuldades e privações, e para usar sua energia para a glória de Deus.

O tipo de entretenimento que serve como exercício e recreação não deve ser

descartado. No entanto, deve ser mantido dentro dos limites para que não leve ao amor para com os entretenimentos como um fim em si mesmos, cultivando o desejo

de autogratificação. [

O treinamento e a disciplina que você exerce para ter sucesso em seus jogos não o

]

estão preparando para se tornar um fiel soldado de Jesus Cristo, para batalhar por Ele

e obter vitórias espirituais. O dinheiro gasto em uniformes para as equipes, de

maneira a tornar esses jogos um espetáculo agradável, poderia ser utilizado para fazer avançar a causa de Deus em novos lugares, levando a palavra da verdade para as pessoas que estão na escuridão do erro. Oh, que Deus possa conceder a todos o verdadeiro sentido daquilo que significa ser um cristão, a saber, ser como Ele, Aquele que não viveu para satisfazer a Si mesmo (Manuscript Releases, v. 2, p. 218, 219).

Recomendo que leia a seção sobre recreação em O Lar Adventista.

Nota: Quando foi secretário do White Estate, Arthur L. White escreveu a seguinte carta em resposta a uma indagação:

Sou um dos netos da irmã White. Antes de eu nascer, ela doou para meu pai alguns acres de terra que faziam parte do terreno da casa dela. Ela disse que ele não deveria vender aquele terreno, pois ele deveria ser transformado em um playground e salas escolares. E assim foi. Nós crescemos jogando e engajados em várias atividades em volta da casa e do jardim, o que nos ajudou a ter uma vida repleta e equilibrada. Em 1902, ela doou uma parte da propriedade para o Sanatório da Igreja para que o usassem para a escola paroquial. O terreno não era suficiente para que se fizesse um playground, mas em uma das esquinas havia um gramado, onde as crianças da escola jogavam e brincavam. Esses jogos eram beisebol e alguns outros – uma forma simples de recreação para os alunos da escola. Nunca houve nenhuma admoestação da parte dela dando conta de que isso não era certo. [Esta carta, de 9 de novembro de 1959, pode ser encontrada no arquivo de perguntas e respostas nomeado “Did Jesus Play Games” no site do Ellen G. White Estate Digital Resource Center.]

no site do Ellen G. White Estate Digital Resource Center.] Pergunta 35 É errado usar bateria

Pergunta 35 É errado usar bateria (percussão)?

Através dos anos, tenho ouvido só coisas ruins sobre o uso da bateria em nossa igreja. Ouvi de algumas fontes que o Vaticano está tentando “infiltrar-se” em nossa igreja através da “música de celebração”, e as pessoas associam esse tipo de música com bateria. Se vocês usam bateria, então sua igreja é do tipo “celebração”. O que me preocupa é o fato de que as pessoas que condenam o uso de bateria e outros tipos de instrumentos na igreja nunca apresentam base bíblica para o que dizem, utilizando apenas livros e artigos que dizem que essa música faz parte de uma conspiração. Venho estudando esse assunto na Bíblia – somente na Bíblia – e descobri que pessoas consagradas a Deus usaram muitos tipos de instrumentos, inclusive percussão. O que Ellen White quer dizer ao declarar que, nos últimos dias, “haverá gritos com tambores, música e dança” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 36)? Estou ciente de que ela estava se referindo ao movimento Carne Santa, popular nos dias dela. Parece que esta é a única vez que ela condena essas coisas, e creio que ela estava condenando a maneira como a percussão era usada, não o fato de estar sendo usada. Vocês poderiam dar mais informações sobre esse assunto?

Vocês poderiam dar mais informações sobre esse assunto? Assim como você, não confio muito em teorias

Assim como você, não confio muito em teorias de conspiração. Não acredito que devemos permitir que nossas práticas sejam por elas conduzidas, pois as considero questionáveis. Também creio que você está certo ao sugerir que o problema não está na percussão, mas na maneira como é utilizada. Você perguntou o que Ellen G. White quis dizer na declaração sobre percussão que você citou, feita na campal de Indiana, em 1900. É sempre um pouco arriscado se aventurar a dizer para alguém o que a Sra. White quis dizer. Nesse caso, temos testemunhos oculares

a respeito do que aconteceu nessa campal os quais são bastante reveladores.

Há um grande poder em ação no movimento [Carne Santa] que está ocorrendo aqui. Esse movimento poderia converter a qualquer um se conscientemente se sentassem e ouvissem com um pouco de boa vontade, por conta da música trazida para ser tocada

na cerimônia. Eles têm um órgão, um contrabaixo acústico, três violinos, duas flautas, três pandeiros, três trombetas e um enorme bumbo. Talvez haja outros instrumentos

aqui não mencionados. [

palavra cantada pela congregação; nada mesmo, a não ser guinchos produzidos por

gente meio maluca. [

]

Nas notas mais altas, não se pode ouvir sequer uma

]

Depois do apelo para que venham à frente para uma oração, sempre há os que vêm

na frente para motivar outros; então, começam a tocar os instrumentos musicais até que você não consiga sequer ouvir os seus pensamentos. É nesse tipo de excitação que eles conseguem que uma grande parte da congregação venha à frente dia após

dia (Relatório de S. N. Haskell para a Sra. White, 25 de setembro de 1900). [

]

Estive presente na campal de setembro de 1900 ocorrida em Muncie. Ali, presenciei a

excitação fanática e as atividades daquele povo. [

]

Quando aqueles fanáticos

tinham o seu culto no pavilhão maior, deixavam-se levar até um alto grau de excitação por meio do uso de instrumentos musicais como trompetes, flautas, instrumentos de cordas, pandeiros, um órgão e um grande bumbo. Eles gritavam e cantavam seus animados cânticos com a ajuda dos instrumentos musicais até ficarem realmente histéricos. Muitas vezes eu os vi após essas reuniões matutinas, quando vinham para a tenda do refeitório, e eles tremiam como se tivessem uma doença muscular cerebral (Narrativa de Burton Wade para A. L. White, 12 de janeiro de 1962). Com esse pano de fundo, volto ao seu ponto sobre como a percussão é usada. Nos anos

sessenta, quando fazia faculdade, eu tocava na banda da universidade. Chegamos a fazer algumas excursões e tocamos nos cultos de sábado em vários lugares. Em algumas das músicas sacras que tocávamos eram utilizados o tarol, como também o bumbo, tímpanos

e pratos. Se me lembro bem, havia um arranjo do hino “Ó Cristãos, Avante”, por

exemplo, em que o tarol ajudava a criar o apropriado clima de marcha. Não havia nada de irreverente ou de inapropriado nisso, em minha opinião. A música era sacra e digna. Lembro-me também de que mesmo o coro “Aleluia”, de O Messias, de Handel, usa o tímpano. Assim, em minha opinião, o problema não está na percussão, mas na maneira como é usada.

Do meu ponto de vista, o problema daquele dia que a Sra. White passou em Indiana é que os instrumentos foram usados para provocar uma excitação no povo, o que pouco

tinha a ver com a ação do Espírito Santo. [

igrejas pode não ser exatamente o mesmo usado ali, mas muitas coisas parecem ser semelhantes. Canções de dança com letra sacra, música tocada em alto volume, a busca de emoções e a influência oriunda de pensamentos teológicos estranhos aos ensinamentos adventistas são algumas coisas que me vêm à mente. Além do mais, as apresentações desse tipo de música tendem a obter aplauso para o músico – como nos

]

O tipo de música hoje usada em algumas

shows de puro entretenimento – em vez de uma apreciação para com Deus. É tudo isso, ao invés do tipo de instrumentos utilizado, que me parece ser o real problema. Se resolvermos essas coisas, não teremos muitas oportunidades para discutir se a bateria é apropriada. Creio que a questão se resolve por si mesma.

é apropriada. Creio que a questão se resolve por si mesma. Pergunta 36 Devemos comemorar o

Pergunta 36 Devemos comemorar o Natal?

Tenho uma pergunta simples que gostaria que vocês me respondessem. Sou adventista do sétimo dia e, por toda minha vida (76 anos), eu e minha família, junto com amigos adventistas do sétimo dia, temos comemorado o Natal. Tenho muitas lembranças felizes desses eventos. Recentemente, recebi um e-mail sobre o assunto do Natal. Em resumo, a mensagem não era favorável ao Natal. Em algum canto da minha mente, surgiu a lembrança de uma passagem dos escritos de Ellen G. White em que ela menciona o Natal, a árvore, etc., não de uma maneira negativa, mas como uma época para voltarmos nossos pensamentos para Jesus, como também para a família se reunir. Vocês poderiam me dizer se Ellen White de fato menciona o Natal?

poderiam me dizer se Ellen White de fato menciona o Natal? Reproduzirei para você algumas das

Reproduzirei para você algumas das declarações da Sra. White sobre o Natal. (Estas citações são da monografia “A Group of Statements From the Pen of Ellen G. White Regarding Holiday Gifts and the Observance of Christmas” [Um Conjunto de Declarações da Pena de Ellen G. White Acerca de Presentes de Dias Festivos e da Observância do Natal], escrita pelo Ellen G. White Estate. A monografia, que contém muito mais sobre o assunto do Natal, pode ser acessada no site do White Estate Web Digital Resource Center. Ver também O Lar Adventista, p. 477-483.)

O Natal está chegando. Que todos vocês tenham sabedoria para fazer dele uma ocasião muito especial. Que os membros adultos da igreja se unam em um só coração

aos seus filhos em sua inocente diversão e recreação. Que possam idealizar maneiras de mostrar verdadeiro respeito a Jesus trazendo-Lhe presentes e ofertas. Que todos se lembrem das reivindicações divinas. Sua causa não poderá avançar sem a ajuda de vocês. Que os presentes que vocês têm costumeiramente dado uns aos outros sejam

depositados no tesouro do Senhor. [

colocada na árvore de Natal. Que o precioso emblema do pinheiro seja uma alusão à obra de Deus e de Sua beneficência para conosco; e o trabalho feito de coração será o de salvar outras pessoas que estão na escuridão. Que suas obras estejam de acordo com sua fé (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884). A época do Natal, com sua troca de presentes, está se aproximando rapidamente, e

]

Que em cada igreja uma pequena oferta seja

tanto jovens como adultos estão planejando cuidadosamente o que dar para seus amigos como sinal de afeiçoada lembrança. É um prazer ganhar um presente, mesmo que singelo, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, ao mesmo tempo em que nos aproxima mais uns dos outros. Irmãos e irmãs, enquanto vocês pensam em que presentes vão dar uns aos outros,

gostaria de lembrá-los de nosso Amigo celestial para que vocês estejam conscientes de Seus reclamos. Não ficará Ele satisfeito se mostrarmos que não O esquecemos?

] Ele

sofreu até a morte para que pudesse dar-nos a vida eterna. [

Não deveria nosso supremo Benfeitor também receber uma parte de nossa gratidão e amor? Venham, irmãos e irmãs! Venham com seus filhos, até mesmo os bebês de

colo, e tragam suas ofertas para Deus, de acordo com suas possibilidades. [

com a chegada das festas de Natal e Ano-Novo, possamos não apenas oferecer uma

oferta a Deus, mas dar-nos a nós mesmos, sem reservas, como um sacrifício vivo para

Ele. [

Embora enfatize para todos o dever de primeiro trazerem suas ofertas para Deus, eu não condenaria a prática de oferecer presentes de Natal e de Ano-Novo para nossos amigos. É correto demonstrar amor e lembrança uns para com os outros através de presentes se, com isso, não esquecermos Deus, nosso melhor Amigo. Devemos fazer com que nossos presentes tragam verdadeiro benefício para quem os receba. Eu recomendaria livros que possam ajudar a compreender a Palavra de Deus ou que aumentassem nosso amor por seus preceitos (Review and Herald, 26 de dezembro de

Jesus, o Príncipe da Vida, deu tudo para que pudéssemos alcançar a salvação. [

]

] Que

]

1882).

Veja também a pergunta e a resposta seguintes.

Que ] 1882). Veja também a pergunta e a resposta seguintes. Pergunta 37 Como pode Ellen

Pergunta 37 Como pode Ellen White endossar o que a Bíblia condena?

Sou adventista do sétimo dia e, por mais de trinta anos, tenho apreciado muito os escritos da Sra. White, considerando-os como vindos do Senhor. Recentemente, porém, minha fé entrou em crise. De acordo com Jeremias 10:1-5, não devemos “aprender o caminho dos gentis” trazendo pinheiros para nossos lares e enfeitando-os com prata e ouro. Mas a Sra. White diz que Deus Se agrada quando trazemos uma árvore para dentro da igreja e colocamos ofertas em dinheiro em seus ramos. Nunca vi a Sra. White se opor à Palavra de Deus antes. Deus irou-Se com os israelitas quando, depois de esculpirem um bezerro de ouro, proclamaram: “Amanhã, será festa ao Senhor” (Êx 32:5, ARA). Desde quando nós, como filhos de Deus, Lhe oferecemos festas pagãs?

nós, como filhos de Deus, Lhe oferecemos festas pagãs? Creio que precisamos perguntar com seriedade se

Creio que precisamos perguntar com seriedade se Jeremias estava descrevendo a

árvore de Natal, ou coisa semelhante, na passagem que você citou. Em primeiro lugar, note que embora você tenha identificado a árvore trazida para dentro de casa como um pinheiro, o texto bíblico não o faz. Ele se refere meramente a uma árvore. Em segundo, o que é feito da árvore? A prata e o ouro são penduradas em seus galhos? A Nova Versão Internacional apresenta o verso 3 da seguinte maneira: “Os costumes religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore da floresta, um artesão a modela com seu formão.” Não é preciso um artesão para cortar uma árvore. Até eu posso fazer isso! Então, por que um “artesão”? Acredito que a razão para isso é que, depois de derrubada a árvore, o artesão esculpiu um ídolo, o qual foi enfeitado com prata e ouro pelo povo. A escultura de um ídolo – não meramente cortar a árvore – requereu o trabalho de um artífice. O verso 5, na verdade, é bem explícito quanto a isso. Outra vez, cito a NVI:

Como um espantalho numa plantação de pepinos, os ídolos são incapazes de falar, e têm que ser transportados porque não conseguem andar. Não tenham medo deles, pois não podem fazer nem mal nem bem.

O texto descreve uma imagem, uma representação de um deus, e a compara com um espantalho, algo que não devemos temer. Isaías 44:9-17 apresenta um quadro paralelo, só que com mais detalhes. Apesar de semelhanças superficiais, Jeremias 10 não está descrevendo uma árvore de Natal nem o que as pessoas fazem com uma árvore de Natal. Tenho visto pessoas em igrejas católicas se ajoelharem diante de imagens e diante do altar em um ato de respeito e adoração. Mas nunca vi ninguém fazer uma homenagem dessas a uma árvore de Natal. Provavelmente você também não tenha visto. Por isso, colocar uma árvore de Natal dentro da igreja não é um caso de falsa adoração. A Sra. White, que você acredita ser uma profetisa de Deus, também reconheceu que a árvore de Natal não era um caso de falsa adoração. Não deveríamos aceitar seus escritos se eles se harmonizarem com o verdadeiro significado da Bíblia, o que, acredito eu, ocorre neste caso?

Veja também a pergunta e a resposta anteriores.

neste caso? Veja também a pergunta e a resposta anteriores. Pergunta 38 Devemos comemorar a Páscoa?

Pergunta 38 Devemos comemorar a Páscoa?

Enviei um e-mail para uma pessoa lhe desejando uma feliz Páscoa. Ela me respondeu que, como adventistas, não devemos comemorar a Páscoa. No entanto, não era minha intenção comportar-me como um pagão. Acho a ressurreição de Jesus tão importante

quanto Seu nascimento. Sei que a Sra. White declara: “Os cristãos estão exagerando nas comemorações da Quaresma, da Páscoa e nos enfeites da igreja. Esse é um velho truque de Satanás. A igreja judaica tropeçou nessa pedra; a igreja romana se arruinou na mesma; e a igreja protestante rapidamente se aproxima da mesma condenação” (O Grande Conflito, p. 387 [edição de 1888]). Em minha igreja, trouxeram ramos de palmeiras, as crianças cantaram e alguém interpretou a música “Via Dolorosa”, etc., e nada daquilo me pareceu ofensivo. Vocês poderiam me ajudar a entender os comentários dessa pessoa?

poderiam me ajudar a entender os comentários dessa pessoa? A Igreja Católica permitiu – e, talvez,

A Igreja Católica permitiu – e, talvez, tenha incentivado – a adoção de alguns símbolos primaveris e pagãos de fertilidade, os quais se tornaram parte de muitas das comemorações da Páscoa. É essa a origem dos ovos e dos coelhos de Páscoa, por exemplo – ambos são símbolos de fertilidade. A própria palavra Easter [Páscoa, em inglês] provavelmente seja uma adaptação do nome da deusa Ishtar. Coisas assim podem explicar por que alguns adventistas reagem vigorosamente contra a Páscoa. Embora em alguns aspectos eu concorde com a preocupação desses adventistas, não sou favorável à solução que eles apresentam. A Sra. White se opunha a que adotássemos todos os ornamentos da igreja católica e suas afiliadas, e muitos adventistas concordam com ela. Mas não existe época em que seja inapropriado reconhecer e glorificar a morte e a ressurreição do nosso Senhor, especialmente, penso eu, no fim de semana da Páscoa. Quando era pastor de igreja, eu sempre pregava um sermão sobre esses assuntos no sábado anterior ao domingo de Páscoa. Caso um cristão de outra denominação estivesse em minha igreja pela primeira vez, eu não desejaria que ele chegasse à conclusão de que os adventistas do sétimo dia ignoram o evento essencial da fé cristã – a morte e a ressurreição de Jesus. Ao mesmo tempo, acho desnecessário e inútil tentar fazer nossas igrejas ficarem tão parecidas quanto possível às outras, com a mesma decoração, bandeiras, cerimônias, etc. que elas usam. No entanto, podemos nos focalizar nesses eventos do passado. Assim como Ellen White aconselhou as pessoas a não ignorarem o Natal, mas que dispensem os elementos que não honrem a Cristo, também creio que o mesmo deve ser nosso objetivo quanto à Páscoa.

creio que o mesmo deve ser nosso objetivo quanto à Páscoa. Pergunta 39 É proibido que

Pergunta 39 É proibido que os adventistas organizem horas sociais na igreja?

Tenho uma preocupação sobre um comentário que diz assim: “Cristãos professos tomam parte em festividades e cenas de divertimentos que degradam a religião de Jesus Cristo. É impossível que estes que desfrutam das numerosas reuniões sociais e festivas da igreja somente por prazer tenham um amor ardente e sagrada reverência por Jesus” (Ellen G. White, No Deserto da Tentação, p. 77, 78).

Um ancião da minha igreja que está em campanha para fazer Ellen White parecer uma velha rabugenta e fanática diz que ela insinuou que todas as formas de reuniões sociais e recreativas da igreja são más. No entanto, em função de outros escritos dela, sei que ela não condena as recreações saudáveis. Por favor, esclareça esse texto.

recreações saudáveis. Por favor, esclareça esse texto. A Sra. White não se opôs a essas coisas.

A Sra. White não se opôs a essas coisas. Por exemplo, ela escreveu: “Nossas recreações

sociais não deveriam ser ditadas pelos costumes do mundo, mas pelo Espírito de Cristo, e pelos ensinos de Sua Palavra” (A Ciência do Bom Viver, p. 352, 353). Essa é a diferença. Ela condenou as reuniões sociais que fossem incompatíveis com valores e padrões cristãos. Ela não está falando aqui de reuniões sociais em que as pessoas não “tomam parte em festividades e cenas de divertimentos que degradam a religião de Jesus Cristo”.

O livro Testemunhos Para Ministros, páginas 82 e 83, contém a seguinte nota sobre

reuniões sociais. Note o contraste:

As reuniões de intercâmbio social podem ser no mais alto grau tornadas úteis e instrutivas quando os que se reúnem têm o amor de Deus a lhes arder no coração, quando se reúnem para trocar ideias sobre a Palavra de Deus ou para considerar métodos para o avanço de Sua obra e fazer bem aos seus semelhantes. Quando nada

se diz ou faz para entristecer o Espírito Santo de Deus, antes Este é considerado hóspede bem-vindo, então Deus é honrado e aqueles que se reúnem serão

refrigerados e fortalecidos. [

]

Mas tem havido uma classe de reuniões sociais em Battle Creek de caráter

inteiramente diferente, festas de prazer que têm sido uma infelicidade para as nossas instituições e para a igreja. Incentivam o orgulho do vestuário, o orgulho da aparência, satisfação própria, hilaridade e leviandade. Satanás é recebido como

hóspede honrado, e toma posse dos que patrocinam essas reuniões. [

Muitos desses ajuntamentos me têm sido mostrados. Tenho visto o gracejo, a ostentação no vestuário, o adorno pessoal. Todos esperam ser considerados brilhantes, e se entregam à hilaridade, a tolos gracejos, à lisonja barata e rude, e a ruidosas gargalhadas. Os olhos cintilam, as faces enrubescem, a consciência adormece. Com comidas, bebidas e folguedos, fazem o máximo para esquecer a Deus. As cenas de prazer são o seu paraíso.

]

A Sra. White indicou que Jesus não Se opunha a reuniões adequadas.

Jesus reprovava a condescendência própria em todas as suas formas, todavia era de natureza sociável. Aceitava a hospitalidade de todas as classes, visitando a casa de ricos e pobres, instruídos e ignorantes, procurando elevar-lhes os pensamentos das coisas comuns da vida para as espirituais e eternas. Não consentia com o desperdício, nem uma sombra de mundana leviandade Lhe manchou a conduta; todavia, achava

prazer em cenas de inocente felicidade, e sancionava, com Sua presença, as reuniões sociais (O Lar Adventista, p. 503).

presença, as reuniões sociais (O Lar Adventista, p. 503). Pergunta 40 Devemos ter cruzes em nossas

Pergunta 40 Devemos ter cruzes em nossas igrejas?

Tivemos uma reunião da comissão da igreja bastante acalorada sobre a questão de colocarmos cruzes nas igrejas adventistas do sétimo dia. O Espírito de Profecia tem algum conselho sobre esse assunto? Tanto quanto eu saiba, este é um assunto sobre o qual a Sra. White não se pronunciou. Assim disse Arthur White muitos anos atrás, e eu nunca encontrei nada nos escritos da Sra. White que provasse que ele estava errado. Aqui está, todavia, uma declaração de O Grande Conflito que pode estar relacionado com a questão da cruz:

Conflito que pode estar relacionado com a questão da cruz: Existia notável semelhança entre a Igreja

Existia notável semelhança entre a Igreja de Roma e a igreja judaica, ao tempo do primeiro advento de Cristo. Ao passo que os judeus secretamente espezinhavam todos os princípios da lei de Deus, eram exteriormente rigorosos na observância de seus preceitos, sobrecarregando-a com exorbitâncias e tradições que tornavam difícil e penosa a obediência. Assim como os judeus professavam reverenciar a lei, pretendem os romanistas reverenciar a cruz. Exaltam o símbolo dos sofrimentos de Cristo, enquanto no viver negam Aquele a quem ela representa. Os romanistas colocam cruzes sobre as igrejas, sobre os altares e sobre as vestes. Por toda parte se vê a insígnia da cruz. Por toda parte é ela exteriormente honrada e exaltada. Mas os ensinos de Cristo estão sepultados sob um montão de tradições destituídas de sentido, falsas interpretações e rigorosas exigências (O Grande Conflito, p. 568).

Você vai notar nessa declaração que a Sra. White viu ironia, não condenação, no zelo dos judeus pela lei e no zelo dos católicos pela cruz. Assim como não condenou a lei, ela tampouco condenou a cruz; mas reparou a ironia existente no fato de que aqueles que veneravam essas coisas não viviam de acordo com o verdadeiro significado delas. A respeito da decoração para nossas igrejas, a Sra. White não as condenou, contanto que não fossem extravagantes e que acrescentassem beleza e funcionalidade. A motivação também era muito importante para ela.

A motivação também era muito importante para ela. Pergunta 41 É pecado tomar banho no sábado?

Pergunta 41 É pecado tomar banho no sábado?

Encontrei uma declaração sobre a qual gostaria de fazer um comentário. Ela diz algo no

sentido de que toda a preparação para o sábado deveria ser feita na sexta- feira, dia de preparação. Essa preparação inclui deixar a roupa pronta, cozinhar, polir os sapatos e tomar banho. Embora eu entenda a necessidade de fazer todos os preparativos acima mencionados antes do sábado, preciso de esclarecimentos sobre a questão de tomar banho na sexta- feira. Isso significa que estarei pecando se tomar um banho no sábado?

significa que estarei pecando se tomar um banho no sábado? A declaração à qual você se

A declaração à qual você se refere é esta, de Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 355 e

356:

Na sexta-feira, deverá ficar terminada a preparação para o sábado. Tenhamos o cuidado de pôr toda a roupa em ordem, deixar cozido o que houver para cozer, escovar os sapatos e tomar o banho. É possível deixar tudo preparado, caso se tome isso como regra. O sábado não deve ser empregado em consertar roupa, cozer o alimento, nem em divertimentos ou quaisquer outras ocupações mundanas. Antes do pôr do sol, coloquemos de parte todo trabalho material, e façamos desaparecer os jornais seculares. Os pais devem explicar aos filhos esse procedimento e induzi-los a ajudarem na preparação, a fim de observar o sábado segundo o mandamento.

Quando a Sra. White escreveu isso, muita gente nos Estados Unidos não tinha os meios adequados para se banhar. Consequentemente, não o faziam com frequência – talvez uma vez por semana, alguns mais, outros menos. Para muitas pessoas, tomar banho significava primeiro esquentar a água no fogão ou tirá-la de um reservatório instalado nele, levá-la até uma grande banheira (em alguns casos, a banheira era trazida até o quarto para esse propósito) e, então, tomar o banho. Finalmente, era preciso jogar a água fora e deixar tudo arrumado. Havia um trabalho considerável envolvido no processo. Alguns adventistas adiavam o banho na sexta-feira, preenchendo o dia com trabalho regular, deixando para tomar banho depois de o sábado ter começado. Portanto, eles tinham dois problemas: primeiro, tinham uma atividade pesada para fazer no sábado e, depois, não estavam verdadeiramente preparados de corpo e alma para receber as horas sagradas do sábado na hora certa. Em muitas partes do mundo de hoje, essas condições não existem mais. A água é aquecida automaticamente, bastando abrir a torneira para ela jorrar. A drenagem é feita sem nenhum esforço. Essas condições fizeram do banho – seja de banheira ou de chuveiro – uma parte da rotina diária de muitas pessoas. A esse respeito, creio que uma ducha pela manhã se assemelha a lavar o rosto ou escovar os dentes. Não há trabalho envolvido nessas coisas. Portanto, fazê-las não representa uma falta de preparação para o sábado. Nem todos veem essa questão da mesma forma que eu. Tenho amigos que são abençoados pela prática de banharem-se antes da chegada do sábado, não o fazendo durante as horas do mesmo. Respeito e valorizo sua escolha quanto a esse

assunto. Nos lugares onde tomar um banho requer um esforço maior, acredito que seria melhor fazê-lo antes da chegada do sábado, junto com a preparação das outras coisas citadas pela Sra. White no parágrafo que você leu acima. Compartilhei com você minha maneira de entender esse assunto. Essa não é a posição oficial do Ellen G. White Estate. Não é de meu conhecimento que os depositários do White Estate tenham tomado uma posição oficial sobre esse ponto. Sinta-se à vontade para levar em consideração a opinião aqui expressada, mas certamente você também está livre para chegar a uma conclusão diferente da minha a respeito de como aplicar a declaração da Sra. White à nossa situação hoje.

a declaração da Sra. White à nossa situação hoje. Pergunta 42 É errado ter reuniões da

Pergunta 42 É errado ter reuniões da comissão da igreja no sábado?

A Sra. White menciona em algum dos seus escritos que ter reuniões de negócios no sábado é errado – ou reuniões de comissões para discutir eventos, da comissão da igreja, reuniões de serviços comunitários, reuniões da Escola Cristã de Férias, etc.? Em Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 44 e 45, ela diz que “instruções relativas à colportagem, à obra da Escola Sabatina e às minúcias do trabalho missionário” não devem ser dadas nas campais, pois elas desviam a atenção do espírito de santidade. O mesmo princípio não seria aplicado ao sábado? Ou as pessoas que levantam essas questões são iguais às que acusavam Jesus de transgredir o sábado, apontando cada coisa que Ele fazia? Afinal, fazer planos para a distribuição de folhetos, para ajudar pobres e necessitados, para educar as crianças, etc., fazem parte do ministério cristão da igreja.

etc., fazem parte do ministério cristão da igreja. Você levantou uma pergunta interessante. Não encontrei uma

Você levantou uma pergunta interessante. Não encontrei uma resposta específica para ela na pesquisa que fiz nos escritos da Sra. White. Portanto, resta-nos procurar outras situações que possam ser mais ou menos paralelas a esta na qual você está interessado. Ao pesquisar a expressão “assuntos administrativos” no mesmo parágrafo de “sábado”, encontrei a seguinte referência, que está na biografia da Sra. White, escrita por Arthur L. White:

O assunto [de organizar e registrar oficialmente a igreja para que ela pudesse ser proprietária de bens com toda segurança] foi e voltou durante os seis meses seguintes. Muitas edições da Review se referiram ao assunto. Veio, então, a convocação de uma mesa administrativa em Battle Creek no dia 28 de setembro para avaliar como proteger a obra através de algum tipo de organização. Por causa da importância dessa mesa, suas atas estão publicadas detalhadamente nas edições da

Review and Herald de 9, 16 e 23 de outubro. As reuniões começaram em 29 de

setembro, imediatamente após o sábado, tendo José Bates como presidente da mesa. Tendo em mente o debate publicado na Review, os participantes da conferência começaram de imediato uma extensa discussão. Ficou claro que a maioria se posicionou negativamente sobre qualquer passo na direção de uma organização. As reuniões continuaram pela noite, após o sábado, e durante a manhã e a tarde do

domingo, terminando finalmente com a adoção do seguinte: [ Early Years 1827-1862, v. 1, p. 421).

]

(Ellen G. White: The

A reunião acima mencionada tinha que ver com a organização de nosso movimento como um corpo legalmente reconhecido. Os líderes da igreja esperaram até depois do sábado para tratar do assunto. Convém lembrar que ainda hoje, nas sessões da Associação Geral, as reuniões administrativas ocorrem em horas não sabáticas. As reuniões no dia de sábado sempre são de caráter espiritual. Sua observação sobre os planos de distribuição de folhetos, de ajudar os pobres, etc., parece ser pertinente. Não me sinto qualificado para dizer que fazer esses planos no sábado seja errado, mas algumas perguntas me vêm à mente ao pensar no seguinte:

Como o Senhor gostaria que eu passasse as horas do sábado, de maneira a cumprir adequadamente Suas intenções para esse dia? Estaria eu inclinado a marcar essas reuniões para o sábado para que elas não atrapalhassem os meus planos para os outros seis dias? Se eu não marcasse essas reuniões no sábado, como eu usaria o tempo? Será que eu receberia mais daquelas bênçãos que o Senhor deseja dar para os que guardam o sábado ou usaria o tempo de um jeito que resultasse em menos bênçãos?

o tempo de um jeito que resultasse em menos bênçãos? Pergunta 43 A Igreja Adventista deve

Pergunta 43 A Igreja Adventista deve rejeitar ajudas governamentais?

Houve uma discussão em nossa igreja a respeito do ponto de vista de Ellen White sobre verbas governamentais para a construção de igrejas. Apesar das minhas pesquisas, não encontrei nada sobre o assunto. Vocês podem me ajudar?

não encontrei nada sobre o assunto. Vocês podem me ajudar? Não me lembro de nenhuma discussão

Não me lembro de nenhuma discussão nos escritos da Sra. White sobre verbas governamentais especificamente para construção de igrejas. Mas ela escreveu sobre a concessão de terras pelo governo. As principais declarações sobre este ponto estão incluídas em Testemunhos Para Ministros, p. 197-203 (ver as anotações sobre as páginas 197 e 200 no apêndice). Aqui estão umas poucas seleções extraídas daquelas páginas:

30 de janeiro de 1895. Vocês me perguntam a respeito da conveniência de receber dádivas dos gentios ou

dos pagãos. [Cecil Rhodes, governador da Colônia do Cabo, na África do Sul, havia doado para a Igreja Adventista doze mil acres de terra para que ali se estabelecesse uma missão.] A questão não é estranha, mas eu lhes perguntaria: Quem é que possui nosso mundo? Quem são os verdadeiros donos das casas e terras? Não é Deus? Ele tem em nosso mundo uma abundância que colocou nas mãos dos homens, pela qual o

faminto pudesse ser suprido de alimento; o nu, de roupa; de casa, o que não tem lar. O Senhor moverá homens do mundo, mesmo idólatras, a dar de sua abundância para

o sustento da obra, se deles nos aproximarmos com sabedoria e lhes dermos

oportunidade de fazer as coisas que é seu privilégio realizar. O que nos quiserem dar devemos considerar um privilégio receber. Devemos familiarizar-nos com homens que estão em elevadas posições, e, exercendo a sabedoria da serpente e a inocência da pomba, podemos obter deles vantagens, pois Deus quer mover-lhes o espírito para fazer muitas coisas em favor de Seu povo. Se as pessoas devidas expusessem aos que têm meios e influência as necessidades da obra de Deus no devido aspecto, esses fariam muito para expandir a causa de Deus no mundo. Temos afastado de nós privilégios e vantagens cujo benefício poderíamos ter desfrutado, porque escolhemos permanecer independentes do mundo. Mas não precisamos sacrificar um princípio de verdade enquanto tiramos vantagem de cada oportunidade para fazer a causa de Deus avançar (Testemunhos Para Ministros, p. 197, 198). Nossos irmãos de lá não estão vendo tudo na luz verdadeira. Os movimentos que têm feito para pagar impostos sobre a propriedade do hospital e do tabernáculo têm manifestado um zelo e retidão de consciência que em todos os sentidos não são sábios nem corretos. Suas ideias sobre liberdade religiosa estão sendo entremeadas de sugestões que não vêm do Espírito Santo, e a causa da liberdade religiosa está adoecendo. Sua enfermidade só pode ser curada pela graça e doçura de Cristo. [ Leiam esses homens o livro de Neemias com coração humilde, tocado pelo Espírito Santo, e suas falsas ideias serão modificadas, serão vistos princípios corretos, e a presente ordem de coisas será mudada. Neemias orou a Deus por auxílio, e Ele lhe ouviu a oração. O Senhor moveu os reis pagãos a ir em seu auxílio. Quando seus amigos zelosamente trabalharam contra ele, o Senhor atuou por meio de reis para executar Seu propósito, e atender às muitas orações que a Ele subiam em busca do auxílio de que tanto necessitavam (ibid., p. 200, 201). O Senhor ainda toca no coração dos reis e governadores em favor de Seu povo, e compete aos que estão tão profundamente interessados na questão da liberdade religiosa não dispensar quaisquer favores ou eximir-se do auxílio que Deus tem

movido os homens a dar para o avanço de Sua causa. [

O Senhor Deus de Israel tem colocado Seus bens nas mãos de incrédulos, mas eles

devem ser usados para favorecer a realização das obras que devem ser feitas em prol de um mundo caído. Os instrumentos por meio dos quais vêm essas dádivas podem abrir avenidas em que a verdade possa prosseguir. Podem não ter simpatia para com

a obra e nenhuma fé em Cristo, nem praticar Suas palavras; mas suas dádivas não devem ser recusadas por esse motivo (ibid., p. 202, 203).

]

]

Perguntas Sobre O TEMPO DO FIM

Perguntas Sobre

O TEMPO DO FIM

Perguntas Sobre O TEMPO DO FIM
Pergunta 44 Cristo poderia ter voltado antes de 1844? Vocês conhecem alguma declaração anterior a

Pergunta 44 Cristo poderia ter voltado antes de 1844?

Vocês conhecem alguma declaração anterior a 1844 que diga que Cristo poderia ter vindo naquele tempo se as pessoas tivessem cumprido seu dever? Aqui estão algumas referências pertinentes ao assunto:

Aqui estão algumas referências pertinentes ao assunto: A longa noite de tristeza é aflitiva, mas a

A longa noite de tristeza é aflitiva, mas a manhã é adiada em misericórdia, porque se o Mestre viesse, muitos seriam achados desprevenidos. A recusa de Deus em permitir que Seu povo pereça tem sido a razão de tão longa demora (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 194).

Os anjos de Deus em suas mensagens aos homens apresentam o tempo como muito breve. Assim ele me tem sido sempre apresentado. É verdade que o tempo tem prosseguido mais do que esperávamos nos primeiros tempos desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão depressa como esperávamos. Falhou, porém, a palavra do Senhor? Nunca! Devemos lembrar que as promessas e ameaças de Deus são igualmente condicionais. Deus confiou a Seu povo uma obra a ser realizada na Terra. A mensagem do terceiro anjo devia ser proclamada, o espírito dos crentes devia ser dirigido ao santuário celeste, aonde Cristo entrara para fazer expiação por Seu povo. A reforma do sábado devia ser levada avante. A brecha na lei de Deus precisava ser reparada. A mensagem precisava ser proclamada com grande voz, para que todos os habitantes da Terra recebessem a advertência. O povo de Deus precisava purificar sua alma pela obediência da verdade, e ser preparado para subsistir irrepreensível diante dEle em Sua vinda. Houvessem os adventistas, depois da grande decepção de 1844, ficado firmes na fé, e seguido avante em união no caminho aberto pela providência de Deus, recebendo a mensagem do terceiro anjo e proclamando-a ao mundo, no poder do Espírito Santo, haveriam visto a salvação de Deus, o Senhor haveria cooperado poderosamente com seus esforços, a obra se haveria completado, e Cristo haveria vindo antes disto para receber Seu povo para lhes dar o galardão (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 67, 68).

Essa é apenas uma parte de um documento mais extenso, o qual você pode ler no site do White Estate: http://www.WhiteEstate.org/issues/delay.html.

Estate: http://www.WhiteEstate.org/issues/delay.html . Pergunta 45 Será o Partido Democrata que vai promulgar as

Pergunta 45 Será o Partido Democrata que vai promulgar as leis dominicais?

Um bom amigo me disse que, na semana passada, o pastor declarou que a Sra. White teria dito que será o Partido Democrata que se encarregará de promulgar as leis dominicais. Fiz algumas pesquisas no site do White Estate, mas não consegui encontrar essa informação. Parece que o pastor também declarou que o último presidente americano terá nascido em um país estrangeiro.

presidente americano terá nascido em um país estrangeiro. As duas alegações são falsas. Uma delas está

As duas alegações são falsas. Uma delas está na lista das “citações apócrifas” da Sra. White desde os anos sessenta, quando os três volumes do Comprehensive Index to the Writings of Ellen G. White [Índice Abrangente dos Escritos de Ellen G. White] foram publicados. No fim do volume três, no apêndice C, você poderá encontrar esta lista de citações apócrifas. A essa lista, acrescentamos mais outras citações em nosso site. Sob o título “ Issue and Answers”, no menu principal, existe uma seção chamada “Statements Mistankenly Attributed to Ellen G. White” [Declarações Erroneamente Atribuídas a Ellen G. White]. Aqui está a inscrição que ali se encontra, que responde a uma de suas perguntas: “Partido Político ou Sobrenome do Último Presidente dos Estados Unidos. Informes de que Ellen G. White tenha indicado direta ou indiretamente o sobrenome ou o partido político do presidente dos Estados Unidos no tempo das cenas finais da Terra são pura ficção.” A outra alegação, de que a Sra. White teria dito que o último presidente dos Estados Unidos seria um estrangeiro, é igualmente fictícia.

Unidos seria um estrangeiro, é igualmente fictícia. Pergunta 46 Os Estados Unidos perderão seu poder? Ouvi

Pergunta 46 Os Estados Unidos perderão seu poder?

Ouvi algumas pessoas dizerem que Ellen White escreveu que, antes do tempo do fim, os Estados Unidos perderão seu poder. Isso é verdade ou são apenas rumores? Se for verdade, onde se encontra essa declaração?

rumores? Se for verdade, onde se encontra essa declaração? A Sra. White não fez tal declaração.

A Sra. White não fez tal declaração. No volume 1 de Testemunhos Para a Igreja, ela escreveu: “Esta nação ainda será humilhada até o pó”, mas o contexto deixa claro que ela está se referindo à Guerra Civil (p. 259). Quanto ao tempo do fim, a citação que conheço que mais se aproxima daquilo que você está buscando é uma referência a uma “prosperidade temporal” dos Estados Unidos precisando de restauração. Aqui está a citação, extraída de O Grande Conflito, p. 590:

E então o grande enganador persuadirá os homens de que os que servem a Deus estão motivando esses males. A classe que provocou o descontentamento do Céu

atribuirá todas as suas inquietações àqueles cuja obediência aos mandamentos de Deus é perpétua reprovação aos transgressores. Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento, destruindo assim a reverência pelo domingo, são perturbadores do povo, impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal. Assim se repetirá com motivos igualmente bem definidos a acusação feita na antiguidade contra o servo de Deus: “E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins” (1Rs 18:17, 18). Ao despertar-se a ira do povo por meio de falsas acusações, agirão para com os embaixadores de Deus de modo muito semelhante àquele que o apóstata Israel seguiu com relação a Elias.

àquele que o apóstata Israel seguiu com relação a Elias. Pergunta 47 A arca com os

Pergunta 47 A arca com os Dez Mandamentos será encontrada?

Estou tentando descobrir onde Ellen White diz que a arca será eventualmente encontrada nos últimos dias. Procurei o termo “arca” no índice, mas não havia nenhuma referência sobre o assunto. Sei que li essa declaração, mas não consegui encontrá-la.

que li essa declaração, mas não consegui encontrá-la. Essa pergunta aparece com bastante frequência. Por isso,

Essa pergunta aparece com bastante frequência. Por isso, o White Estate começou a distribuir a monografia escrita pelo pastor Odom, “The Ark of The Covenant, Will It Be Found?” [A Arca do Concerto Será Encontrada?], para os que perguntam sobre esse assunto. O autor trata dessa questão no fim da monografia. (Veja abaixo. Você poderá ler a monografia inteira no site do White Estate, onde encontrará várias declarações da Sra. White sobre o assunto.) Depois de ler, você poderá chegar à conclusão de que não está claro que a arca do testemunho será encontrada aqui na Terra. Pessoalmente, é assim que entendo.

Ao examinar os ensinamentos do Espírito de Profecia [

]

concernentes à arca do

concerto escondida e às tábuas da lei de Deus, é fundamental que tenhamos em mente o fato de que havia duas arcas do concerto – uma no santuário terrestre e outra no santuário celestial – e que em cada uma delas foi guardado um par de

tábuas de pedra onde o Decálogo foi inscrito. Ambas as arcas e ambos os pares da lei divina foram escondidos dos olhares dos homens. É necessário, portanto, descobrir qual dos dois pares de tábuas contendo os Dez Mandamentos será exibido para que,

O par de tábuas do Decálogo que foi mantido no santuário terrestre estava dentro da arca quando ela foi escondida dentro de uma caverna por homens justos pouco antes

da destruição do templo pelos babilônios. [

]

“Entre os justos que ainda restavam em Jerusalém, [

]

alguns havia que se

determinaram colocar além do alcance das mãos cruéis a sagrada arca que continha as tábuas de pedra sobre a qual haviam sido traçados os preceitos do decálogo. Isso eles fizeram. Com lamento e tristeza esconderam a arca numa caverna, onde devia ficar oculta do povo de Israel e de Judá por causa de seus pecados, não mais sendo-

lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta. Jamais foi perturbada desde que foi escondida” (Profetas e Reis, p. 453; publicado em 1917; itálicos do autor). De acordo com o Espírito de Profecia, já se aproxima o tempo quando as tábuas de pedra sobre as quais os Dez Mandamentos estão escritos serão exibidas para que os

habitantes da terra as possam ver. [

]

“Quando o templo de Deus no Céu for aberto, que momento de triunfo será para

todos os que tenham sido fiéis e verdadeiros! No templo, será vista a arca do concerto em que foram colocadas as duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a lei de Deus. Essas tábuas de pedra serão tiradas de seu esconderijo, e nelas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra que agora se encontram na arca do concerto serão um convincente testemunho da verdade e das

obrigatórias reivindicações da lei de Deus” (Carta 47, 1902; 7BC 972). [

“Por ocasião do juízo, esse concerto será manifesto, claramente escrito com o dedo de Deus; e o mundo será citado perante a barra da Justiça Infinita para receber a sentença” (Profetas e Reis, p. 187).

]

Várias coisas devem ser notadas nas declarações anteriormente citadas. Em nenhum lugar foi dito que as tábuas da lei serão exibidas pelos homens como resultado de serem descobertas em alguma caverna. Na verdade, está claramente declarado que o próprio Deus exibirá as tábuas da lei diante da vista dos homens [ Manuscrito 122, 1901; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 1109]. Em uma declaração, Ellen White especifica que “essas tábuas de pedra estão no Céu” [ Manuscrito 20, 1906; Manuscript Releases, 20:68]. Além disso, ela diz de maneira específica que isso ocorrerá no tempo do julgamento. Odom conclui sua monografia dizendo que Ellen White descreve duas ocasiões em que as tábuas de pedra serão exibidas. Ambas podem ser interpretadas como o cumprimento da predição do descobrimento das tábuas de pedra escondidas. Entretanto, ela não diz qual dos dois pares de pedra está envolvido. A primeira ocasião é antes da segunda vinda (ver The Spirit of Prophecy, v. 4, p. 456, 457; O Grande Conflito, p. 639). “Aqui, mais uma vez”, observa Odom, “está claro que Deus, não o homem, é quem exibirá as tábuas. As tábuas da lei serão exibidas ‘como o padrão de julgamento’. Isso será feito depois de ser encerrada a perseguição.” A segunda ocasião será na coroação final de Cristo (ver The Spirit of Prophecy, p. 484; O Grande Conflito, p. 668, 669).

segunda ocasião será na coroação final de Cristo (ver The Spirit of Prophecy, p. 484; O

Pergunta 48 Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 foram cumprimento de uma profecia de Ellen White?

No volume 9 de Testemunhos Para a Igreja, Ellen White escreveu sobre edifícios em chamas. Depois dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, minha igreja divulgou panfletos que diziam que ela contemplara em visão o que aconteceu neste país [Estados Unidos] naquele dia. Poucos dias atrás, deparei-me com essa visão em Testemunhos Para a Igreja, e não consegui decidir se ela estava falando sobre o World Trade Center ou sobre uma destruição que ainda está por vir.

Center ou sobre uma destruição que ainda está por vir. Tenho um amigo por quem tenho

Tenho um amigo por quem tenho grande respeito – inclusive pelo seu profundo conhecimento sobre os escritos da Sra. White – que acredita que ela contemplou em visão a destruição do World Trade Center. Todavia, devo discordar dele. Embora existam notáveis semelhanças entre os acontecimentos de 11 de setembro e o que a Sra. White escreveu nas páginas 12 e 13 do volume 9 de Testemunhos Para a Igreja, também existem diferenças claras. Não sei se os edifícios do World Trade Center alguma vez foram taxados de “à prova de fogo”, como a Sra. White descreve os edifícios que ela viu. Se foram ou não, os edifícios não foram consumidos pelo fogo “como se fossem feitos de piche”. Algo consumido pelo fogo como se fosse feito de piche fica completamente envolto em chamas, sendo que o World Trade Center foi destruído por um fogo restrito a alguns andares, o que debilitou a estrutura de aço e causou o desmoronamento de todos os andares. Se eu tivesse visto essa cena e tentasse descrevê-la, não pensaria na expressão “consumidos como se fossem feitos de piche”. Tampouco tenho conhecimento de alguma coisa nesses eventos que indique que a destruição ocorreu porque “os bombeiros não podiam fazer funcionar as máquinas”. Alguns observam que máquinas dos bombeiros foram destruídas, ficando, assim, sem poder funcionar. Mas isso foi resultado do desabamento e não um fator da incapacidade dos bombeiros salvarem os edifícios. Além de tudo isso, a Sra. White nem sequer declarou que os edifícios que ela viu estavam em Nova York. Disse apenas que ela estava em Nova York quando teve a visão. Em minha opinião, esses dados não se alinham com os acontecimentos de 11 de setembro. Para mim, as pessoas se fiam em explicações criativas para fazer com que esses eventos se moldem àquelas descrições. Pessoalmente, acho que a Sra. White contemplou outro evento, provavelmente ainda no futuro. Não descarto, todavia, a ideia de que ela possa ter visto algo ocorrido no passado em alguma outra localidade (talvez durante as destruições da Segunda Guerra Mundial, por exemplo) e simplesmente não fizemos a conexão. Creio que o mais importante é que acontecimentos como os de 11 de setembro devem nos lembrar da brevidade e incerteza da vida. Além disso, devem nos trazer à mente

declarações como as que estivemos discutindo, as quais nos alertam sobre maiores destruições que ainda acontecerão à medida que nos aproximamos da volta de Jesus. Eles devem ser um testemunho de que o tempo deste mundo está curto e de que temos um trabalho urgente para fazer, especialmente nas grandes cidades, as quais acreditamos estarem destinadas à destruição. Se a Bíblia e os escritos da Sra. White

estiverem corretos, e acredito que estão, então as coisas não continuarão a acontecer de maneira mais ou menos suave, como temos visto. O que vai acontecer neste planeta nos momentos finais, que precedem a volta de Jesus, não será algo bonito de ver. Mas temos

a certeza de que tudo vai ficar muito melhor! Podemos colocar nossa confiança no

amanhã em Jesus, e teremos o privilégio de andar com Ele e de trabalhar para Ele hoje.

o privilégio de andar com Ele e de trabalhar para Ele hoje. Pergunta 49 Ellen White

Pergunta 49 Ellen White ligou os muçulmanos aos eventos dos últimos tempos?

Estou interessado em saber, à luz de eventos atuais, se a Sra. White disse alguma coisa

a respeito dos muçulmanos e de seu papel nos eventos do tempo do fim. Sei que ela disse que o fim viria em meio a uma grande crise, não identificando, porém, que crise seria essa.

crise, não identificando, porém, que crise seria essa. Salvo um parágrafo de referência histórica que há

Salvo um parágrafo de referência histórica que há no apêndice de O Grande Conflito, pude encontrar apenas um parágrafo nos escritos da Sra. White que mencione o que hoje chamamos de islamismo. Aqui está ele:

O Salvador disse: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3:36). E outra vez Ele diz: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). O islamismo tem seus conversos em muitos países, e seus defensores negam a divindade de Cristo. Será essa crença propagada, sem que os defensores da verdade consigam demonstrar intenso zelo pela derrota do erro, ensinando aos homens sobre a preexistência do único Salvador do mundo? Oh, como precisamos de homens que esquadrinhem e creiam na Palavra de Deus, que apresentem Jesus ao mundo em Sua natureza divina e humana, declarando com poder na demonstração do Espírito que “debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12). Oh, como precisamos de crentes que apresentem Cristo na vida e no caráter, que O representem diante do mundo como o resplendor da glória do Pai, proclamando que Deus é amor! (The Home Missionary, setembro de 1892).

Isso foi tudo que pude encontrar. Aparentemente, a Sra. White não falou sobre o

assunto da maneira como você o abordou em sua pergunta.

assunto da maneira como você o abordou em sua pergunta. Pergunta 50 Todos os líderes adventistas

Pergunta 50 Todos os líderes adventistas cairão nos últimos dias?

Tenho uma monografia que faz referência a uma declaração feita por Ellen White sobre

o ano de 1908. Ao esperar, dentro de uma estação da estrada de ferro Loma Linda, na

companhia de Will Ross, da irmã McInterfer e do pastor D. E. Robinson, ela se referiu a uma terrível onda de perseguição que estava por vir. [A declaração de Ross alega que ela disse que, depois daquela onda, os que tinham sido líderes da igreja “nunca mais foram vistos”, e que novos líderes, “que nunca buscaram posições”, tomariam seus lugares.] Vocês poderiam me dizer alguma coisa sobre essa declaração?

poderiam me dizer alguma coisa sobre essa declaração? Tenho aqui dois itens que podem ajudar. O

Tenho aqui dois itens que podem ajudar. O primeiro é uma declaração de Arthur L. White e, o segundo, de D. E. Robinson. Arthur White começa com a observação de que a suposta declaração está “baseada inteiramente na memória de um homem”. Depois, ele nota que, embora o relato alegue que Will Ross morasse perto de Ellen White em Loma Linda e que frequentemente

caminhasse com ela, a verdade é que ela estava residindo em Elmshaven naquela época

e já era raro fazer caminhadas. “O que estou querendo esclarecer”, escreveu o pastor

White, “é que, à medida que o tempo passa, questões desse tipo tendem a ficar opacas na memória. Algumas coisas permanecem muito claras, e outras acabam desaparecendo. Cópias que possuímos da declaração do Sr. Ross indicam que isso foi escrito 36 anos depois do evento por ele relatado. Sendo assim, aumenta o problema da passagem do tempo e da pouca confiabilidade da memória.” Finalmente, Arthur White volta-se para o que Ellen White realmente tem a dizer sobre a igreja no tempo do fim:

Escrevendo em 1893, a irmã White descreve várias situações em que fora convocada para reunir-se onde pessoas estavam defendendo a ideia de que a igreja iria se desintegrar. Você encontrará estas situações em Mensagens Escolhidas, volume 2, páginas 64-66, mas quero chamar a atenção para uma declaração em particular. Ela escreve:

“Um, Garmire, defendeu e publicou uma mensagem quanto ao alto clamor do terceiro anjo, acusou a igreja de maneira semelhante àquela em que está fazendo agora. Disse que os dirigentes da igreja todos haviam de cair por exaltação própria, e

outra classe de homens humildes viria para a frente, a qual faria coisas maravilhosas.

[ ]

Depois, a irmã White, em sua última mensagem para a Associação Geral, na

assembleia de 1913, expressou muitas vezes sua confiança no triunfo da igreja. Ela não fez nenhuma referência a uma situação como aquela, a qual lhe foi relatada em uma declaração do irmão Ross. Sua última mensagem para a Associação Geral em assembleia tinha como título “Ânimo no Senhor”. Você pode encontrá-la em

Mensagens Escolhidas, volume 2, páginas 402-408. [

Também gostaria de chamar sua atenção para todo o capítulo que aparece no volume 1 de Mensagens Escolhidas, começando na página 176, intitulado “O Perigo de Pontos de Vista Extremados”.

]

No tempo em que D. E. Robinson, uma das supostas testemunhas daquela conversa, trabalhava no Ellen G. White Estate, ele escreveu:

Ontem, recebi sua carta perguntando sobre uma suposta declaração feita pela Sra. White e por um certo Sr. Ross, de Boulder, Colorado. Alegra-me saber que você

procurou verificar a declaração antes de aceitá-la como verdadeira em todos os seus

detalhes. [

Posso dizer sem reservas que não me lembro de tal declaração ter sido feita em minha presença, ou de ter sido encontrada nos manuscritos os quais, como um dos

secretários da Sra. White, tive o privilégio de copiar, editar ou indexar na máquina de

escrever. [

Não apenas tenho certeza de que ela não fez tal previsão, como também sei que a mesma não está em harmonia com a própria atitude dela quanto à obra, nem na confiança que teve nos líderes da igreja, até o dia em que morreu.

]

]

À luz dessas declarações, eu não daria crédito às surpreendentes alusões do Sr. Ross. Isso aqui, entretanto, não visa a acusá-lo de nada mais do que uma memória pouco confiável, algo a que eu mesmo sou propenso a exibir.

pouco confiável, algo a que eu mesmo sou propenso a exibir. Pergunta 51 Quem serão os

Pergunta 51 Quem serão os 144.000?

Recentemente, um pastor da Igreja [Adventista] da Reforma apresentou vários estudos para alguns de nossos membros locais. Estive presente quando ele apresentou o assunto dos 144.000, pois considero sua posição errada. Pergunto se vocês conhecem algumas citações definitivas que pudessem esclarecer essa questão. Como vocês sabem, todo vento de doutrina está soprando.

Como vocês sabem, todo vento de doutrina está soprando. Você tem razão sobre todo vento de

Você tem razão sobre todo vento de doutrina. E alguns que assumem posições extremas

ou errôneas podem, de fato, ser muito eloquentes, parecendo conhecer os pontos sobre os quais estão debatendo. Mas isso não garante que estejam certos. Você faz muito bem em ficar em guarda. Veja O Grande Conflito, p. 648, 649, para a declaração básica da Sra. White sobre esse grupo. Os trechos abaixo são parte de um documento que examina certas declarações que a Sra. White fez sobre os 144.000. (O documento é intitulado “Counsel Regarding the Question of the 144.000” ). A Sra. White não tentou definir quem comporia esse grupo, e ela advertiu outros sobre tentarem fazê-lo.

Cristo diz que haverá na igreja pessoas que apresentarão fábulas e suposições, quando Deus deu verdades grandes, inspiradoras e de molde a enobrecer, as quais devem ser sempre conservadas no tesouro da memória. Quando os homens apanham esta e aquela teoria, quando são curiosos de saber alguma coisa que não lhes é necessário saber, Deus não os está conduzindo. Não é plano dEle que Seu povo apresente alguma coisa que eles supõem, a qual não é ensinada na Palavra de Deus. Não é Sua vontade que eles se metam em discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de, sem dúvida, saber em breve (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 174).

Silêncio é Eloquência

[A seguinte carta de C. C. Crisler, principal secretário do escritório da Sra. White,

endereçada para

requisição de que a irmã White trouxesse qualquer luz que tivesse sobre o

ensinamento de que os 144.000 fossem compostos apenas por americanos, e ninguém

de outras nações.] [

A Sra. White deu-me instruções para lhe informar que o esclarecimento que ela pode

dar é que a apresentação de incertezas como certezas, e a apresentação de mistérios como mensagens reveladas são coisas perigosas, que levam a desapontamentos. Ela sugere que estejamos baseados nas Santas Escrituras, o verdadeiro alicerce, em vez

de em conjecturas pessoais. [

[Ela] expressou satisfação com o fato de eu ter incluído em minha carta para o senhor as palavras: “Sobre a questão do significado exato dos 144.000, a Sra. White nos instruiu repetidas vezes que o ‘silêncio é eloquência’”. Ela também fez um comentário favorável sobre as palavras que eu usei no fim da carta: “Tanto quanto eu saiba, ninguém conhece toda a verdade sobre esta questão e nem a conhecerá até que estejamos do outro lado do Jordão” (Ellen G. White Estate, 21 de dezembro de 1964; revisado em setembro de 1990).

, presidente da Associação União do Pacífico, foi evocada por sua

]

]

da Associação União do Pacífico, foi evocada por sua ] ] Pergunta 52 Os filhos pequenos

Pergunta 52 Os filhos pequenos de pais crentes serão salvos?

Por favor, ajudem-me a encontrar citações dos escritos de Ellen G. White sobre crianças

que morrem em tenra idade. Gostaria de saber onde ela escreveu que a fé manifestada pelos pais protege seus filhos, de modo que, se um filhinho morre, digamos, aos três ou seis anos, aquela criança será salva.

aos três ou seis anos, aquela criança será salva. Não conheço uma declaração que especifique uma

Não conheço uma declaração que especifique uma idade para um filho que morreu. Tanto quanto eu saiba, isso não está determinado nos escritos da Sra. White. Mas aqui estão algumas declarações que falam sobre a questão básica:

Virá o Doador de vida. Milhares de santos anjos O escoltarão em Seu caminho. Ele romperá os laços da morte, partirá os grilhões da tumba, e os preciosos cativos sairão, com saúde e imortal beleza. Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu leito poento, imediatamente seguirão caminho, voando, para os braços maternos. Reencontrar-se-ão, para nunca mais se separarem. Muitos dos pequeninos, porém, não terão mãe ali. Em vão nos pomos à escuta do arrebatador cântico de triunfo por parte da mãe. Os anjos acolherão os pequeninos sem mãe e os conduzirão para junto da árvore da vida (The Youth Instructor, abril de 1858 [ Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 260]).

Vocês me perguntam quanto à salvação de seus pequeninos. As palavras de Cristo são a resposta para vocês: “Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a Mim,

porque dos tais é o reino dos Céus” (Mt 19:14). Lembrem-se da profecia: “Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus

filhos, sem admitir consolação por eles. [

choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor; pois eles voltarão da terra do inimigo. E há esperanças, no derradeiro fim, para os teus descendentes, diz o Senhor, porque teus filhos voltarão para o seu país” (Jr 31:15-17). Essa promessa é de vocês. Podem ser confortados e confiar no Senhor. Frequentemente o Senhor me tem revelado que muitos pequeninos hão de ser levados ao descanso antes do tempo de angústia. Veremos nossos filhos outra vez. Encontrar-nos-emos com eles e os reconheceremos nas cortes celestes (Orientação da Criança, p. 565, 566).

]

Assim diz o Senhor: Reprime a voz de

Sei que alguns têm perguntado se os filhinhos, mesmo de pais que creem, hão de ser salvos, pois não tiveram nenhuma prova de caráter, e todos precisam ser provados, e seu caráter tem de ser determinado pela prova. É feita a pergunta: “Como podem as

criancinhas ter este teste e prova?” Respondo que a fé dos pais que creem protege os filhos, como sucedeu quando Deus enviou Seus juízos sobre os primogênitos dos

egípcios. [

]

Cristo abençoava as crianças conduzidas a Ele por mães fiéis. Ele fará isto agora se

as mães cumprirem seu dever para com os seus filhos, ensinando-os e educando-os em obediência e submissão. Então eles suportarão a prova e serão obedientes à vontade de Deus, pois os pais estão em lugar de Deus para seus filhos (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 313, 314).

O procedimento dos pais está determinando o bem-estar futuro de seus filhos. Se permitem que sejam desobedientes e irascíveis, estão deixando que Satanás tome conta deles e opere por seu intermédio como apraz a sua majestade satânica, e essas crianças, que nunca foram educadas para obediência e para belos traços de caráter, não serão levadas para o Céu, pois o mesmo temperamento e disposição seria revelado nelas. Eu disse ao irmão Matteson: “Não podemos dizer se todos os filhos de pais descrentes serão salvos, porque Deus não tornou conhecido o Seu propósito a respeito desse assunto, e convém que o deixemos onde Deus o deixou e que nos demoremos em assuntos elucidados em Sua Palavra” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 315).

em Sua Palavra” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 315). Pergunta 53 A última obra mediadora de

Pergunta 53 A última obra mediadora de Jesus vai salvar os filhos dos crentes?

Recentemente, falaram-me sobre a citação que segue, que encontrei com uma referência diferente, a qual não consegui confirmar no site do White Estate. Aqui está ela: “‘A última obra mediadora de Cristo antes de depor Suas vestes sacerdotais é apresentar as orações dos pais por seus filhos. Vi um poderoso anjo sendo enviado e milhares de crianças se lembrarão de seu primeiro treinamento, sendo trazidas de volta antes do término da perseguição.’ E. G. White, Advent Review & Sabbath Herald, 1890.” A Sra. White realmente fez essa declaração? A referência está correta?

fez essa declaração? A referência está correta? Mais de quarenta anos atrás, o White Estate incluiu

Mais de quarenta anos atrás, o White Estate incluiu essa declaração na lista de “Citações Apócrifas” no apêndice C do terceiro volume do Comprehensive Index to Ellen G. White Writtings [Índice Detalhado dos Escritos de Ellen G. White]. Essa lista foi ampliada em nosso site (www.WhiteEstate.org), onde você pode encontrá-la na seção “Issues & Answers”, sob o subtítulo “Statements Wrongly Attributed to Ellen G. White”. Aqui está o que diz o verbete:

Última Obra Mediadora de Cristo. Uma declaração atribuída à Sra. White, supostamente apoiada por várias fontes de referência tais como a Review and Herald de 1890, 1898 e 1902, com relação à última obra mediadora de Cristo em favor dos jovens que se apartaram do redil não foi vinculada a nenhuma fonte de Ellen G. White. Os inquiridores são conduzidos às seguintes declarações: “Quando a

tempestade da perseguição realmente irromper sobre nós, [

]

muitos que se

desviaram do aprisco retornarão para seguir o grande Pastor” (Testemunhos Para a

Igreja, v. 6, p. 401). “O amor de Deus anela sempre aquele que dEle se afastou, e põe

em operação influências para fazê-lo tornar à casa paterna. [

a graça e compaixão do amor divino, é atada ao redor de toda pessoa em perigo” (Parábolas de Jesus, p. 202). “O Céu aguarda e anela a volta dos pródigos que vagueiam longe do rebanho. Muitos dos que se extraviaram podem ser trazidos de volta, pelo amoroso serviço dos filhos de Deus” (Nos Lugares Celestiais [MD 1968], p.

]

Uma cadeia dourada,

10).

Essas passagens alternativas, as quais realmente são oriundas dos escritos da Sra. White, podem servir como valiosos substitutos para aquelas que não o são.

como valiosos substitutos para aquelas que não o são. Pergunta 54 Deus vai nos mandar nova

Pergunta 54 Deus vai nos mandar nova luz antes da volta de Jesus?

Muitos anos atrás, li vários escritos não publicados de Ellen G. White. Uma das coisas que li foi que não haverá nova luz a ser revelada antes da volta de Jesus – temos agora toda a luz que precisamos para que Jesus volte. Por outro lado, tenho alguns amigos adventistas do sétimo dia que acham que nova luz está sendo revelada, e a maneira com que a igreja interpretou essas coisas não estava correta, mas agora, por meio de nova luz, vemos as coisas como não tinham sido vistas antes. Eles acreditam que precisamos de nova luz acerca das Escrituras porque somos como os filhos de Israel, que estavam errados sobre a vinda de Cristo porque não tinham a luz correta para seu tempo.

de Cristo porque não tinham a luz correta para seu tempo. Não conheço nenhuma declaração da

Não conheço nenhuma declaração da Sra. White acerca de uma nova luz a ser revelada antes da volta de Jesus. Ao que me parece, ela sempre esteve aberta para a possibilidade de descobrirmos nova luz. Enquanto viveu, ela não rejeitou ninguém que dissesse ter uma nova luz. Ao contrário, exortava-os sobre como lidar com ela, dizendo- lhes para mostrá-la aos irmãos com mais experiência, deixando que eles determinassem se havia significado nela. Se houvesse, muito bem – deveriam então procurar outras oportunidades de divulgá-la. Se não houvesse, deveriam deixá-la de lado. (Ver, por exemplo, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 293.) Essas instruções não teriam sido necessárias caso não houvesse mais luz que pudesse ser revelada. A Sra. White escreveu:

Termos a verdade é um fato e devemos manter firmemente as posições que não podem ser abaladas; mas não devemos olhar com suspeita sobre qualquer nova luz que Deus possa enviar, dizendo: não vemos nenhuma necessidade de mais luz além

da antiga verdade que recebemos até aqui e sobre a qual estamos firmados. Enquanto mantivermos essa posição, o testemunho da Testemunha Verdadeira aplica-

se a nossos casos como reprovação: “E não sabes que és um desgraçado, e miserável,

e pobre, e cego, e nu” (Ap 3:17). Aqueles que se sentem ricos e crescendo em bens,

sem de nada necessitar, estão cegos em relação à sua verdadeira condição diante de Deus e não têm consciência disso (Review and Herald, 7 de agosto de 1894 [ O Outro Poder, p. 33]).

Embora a Sra. White tenha dito que devemos estar sempre abertos a receber nova luz, ela também admoestou:

Satanás espera envolver os remanescentes filhos de Deus na ruína geral que está

para vir sobre a Terra. À medida que se aproxima a vinda de Cristo, mais determinado

e decidido em seus esforços fica ele, a fim de os derrotar. Surgirão homens e

mulheres proclamando possuir alguma nova luz ou alguma nova revelação, cuja tendência é abalar a fé nos marcos antigos. Suas doutrinas não resistem à prova da Palavra de Deus. Mesmo assim, pessoas serão enganadas (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 295).

serão enganadas (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 295). Pergunta 55 Que devemos fazer para

Pergunta 55 Que devemos fazer para obter nova luz?

Há algo nos escritos da Sra. White que diga que devemos viver de acordo com a luz que já temos, pois do contrário não receberemos nova luz?

que já temos, pois do contrário não receberemos nova luz? Aqui estão várias declarações que talvez

Aqui estão várias declarações que talvez ofereçam o tipo de material que você procura.

Que os cristãos amantes do dever assumam a responsabilidade que puderem e confiem então em Deus para recepção de força. Ele atuará mediante os esforços de homens e mulheres dedicados e realizará o que eles não podem fazer. Nova luz e poder lhes serão concedidos à medida que usarem o que têm em mãos. Novo fervor e

zelo agitarão a igreja à medida que ela vir as coisas acontecendo (Testemunhos Para

a Igreja, v. 5, p. 369). Eis seu perigo, em deixar de avançar “para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação

de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14). Deus lhes deu luz? Vocês são então responsáveis por essa luz; não meramente enquanto esses raios estão brilhando sobre vocês, mas por tudo quanto ela lhes tem revelado no passado. Cumpre-lhes entregar sua vontade

a Deus diariamente; vocês devem andar na luz, e esperar mais, pois a luz do querido Salvador tem que resplandecer em raios mais brilhantes, mais distintos, entre as

trevas morais, aumentando mais e mais em intensidade até ao dia perfeito (ibid., v. 5, p. 486). Quanto a alguns, parece que lhes é oculto seu verdadeiro estado. Eles veem a verdade, mas não lhe percebem a importância, ou suas reivindicações. Ouvem a verdade, mas não a compreendem plenamente, porque não harmonizam com ela sua vida, não sendo, portanto, santificados pela obediência à mesma. Eles, porém, descansam tão desinteressados e satisfeitos como se a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite fossem adiante deles, sinal do favor de Deus. Professam conhecer a Deus, “mas negam-nO com as obras” (Tt 1:16). Contam-se como Seu povo escolhido e peculiar, todavia Sua presença e poder de “salvar perfeitamente” (Hb 7:25) raro se manifestam entre eles. “Quão grandes” são as “trevas” (Mt 6:23) dessas pessoas! No entanto, elas não o sabem. A luz resplandece, elas, porém, não a compreendem. Não há mais forte ilusão a enganar os seres humanos do que a que os faz crer que são justos e que Deus aceita Suas obras, quando estão pecando contra Ele. Tomam a forma da piedade pelo espírito e poder da mesma. Julgam-se ricos, e que de nada têm falta, quando são pobres, miseráveis, cegos e nus, carecidos de tudo (Ap 3:17) (ibid., v. 1, p. 406, 407). Sempre que os homens não estejam buscando, na palavra e nos atos, estar em harmonia com Deus, então, por mais eruditos que sejam, estão sujeitos a errar em sua maneira de entender a Escritura, e não é seguro confiar em suas explanações. Quando buscamos verdadeiramente fazer a vontade de Deus, o Espírito Santo toma os preceitos de Sua Palavra e torna-os os princípios da vida, escrevendo-os nas tábuas da alma. E são só os que seguem a luz que já lhes foi dada que podem esperar receber maior iluminação do Espírito. Isto está claramente expresso nas palavras de Cristo:

“Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus” (Jo 7:17) (ibid., v. 5, p. 705).

Perguntas Sobre SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Perguntas Sobre

SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Perguntas Sobre SAÚDE E ALIMENTAÇÃO
Pergunta 56 Ellen White disse que as crianças não deveriam tocar em cachorros e gatos?

Pergunta 56 Ellen White disse que as crianças não deveriam tocar em cachorros e gatos?

Uma mulher de nossa igreja disse que as crianças não deveriam brincar com animais como gatos e cachorros porque eles são imundos. Entendo que Levítico 11 fala sobre comer, mas não sobre tocar animais imundos. Vocês sabem qual era a atitude de Ellen G. White em relação aos animais de estimação? Ela escreveu que não se deve permitir que as crianças toquem em cachorros e gatos?

deve permitir que as crianças toquem em cachorros e gatos? Concordo que Levítico 11 diz respeito

Concordo que Levítico 11 diz respeito ao que se come. Esse capítulo diz que as pessoas que tocarem o corpo morto de um animal imundo ficam imundas por um período de tempo. Desconheço qualquer admoestação sobre animais vivos. O camelo, por exemplo, é chamado de imundo no verso 4, mas o povo de Deus não está proibido de possuir camelos, de cavalgá-los, etc., o que certamente inclui tocá-los. O mesmo princípio se aplica a cavalos e jumentos. É impossível cuidar adequadamente desses animais sem tocá-los. Não conheço nenhuma declaração da Sra. White que proíba as crianças de ter animais de estimação como os que você descreve. A própria Sra. White teve um cachorro enquanto esteve na Austrália. Era um cão de guarda, a quem ela deu o nome de Tiglate- Pileser, provavelmente porque ele podia ser hostil às pessoas que considerasse possíveis inimigos. Mas a Sra. White parecia sentir afeto por ele, até mesmo por ter-lhe dado esse nome bíblico. Tenho a impressão de que as pessoas riam por causa disso! Outra indicação de que aquele cão pode ter sido especial para ela é que seus amigos da Austrália dedicaram uma página inteira para ele em um álbum de fotos que lhe presentearam quando ela voltou para a América. Aqui está o que Arthur White escreveu sobre o assunto em Ellen G. White: The Early Elmshaven Years, 1900-1905, v. 5, p. 19:

As fotografias em sépia ajudam a contar a história do trabalho na Austrália. Nelas se vê o instituto eletro-hidropático de Adelaide. Há fotografias de algumas igrejinhas bonitas que Ellen White visitou e ajudou financeiramente, para ajudar os grupos de crentes que precisavam de um lugar onde se reunir. Há retratos de amigos e cenas da casa dela em Sunnyside. Uma página foi reservada só para seu cão de guarda, Tiglate-Pileser, em Sunnyside. Convém lembrar que algumas regiões da Austrália foram ocupadas por condenados, e como alguns de seus descendentes aparentemente herdaram as tendências de seus antepassados, um bom cão de guarda tinha sua utilidade em Sunnyside.

Portanto, não encontro nenhuma base na Bíblia ou nos escritos da Sra. White para

proibir que alguém toque um gato ou um cachorro por serem animais imundos.

toque um gato ou um cachorro por serem animais imundos. Pergunta 57 Chegou o tempo de

Pergunta 57 Chegou o tempo de deixar de usar laticínios?

Alguns membros de nossa igreja se tornaram veganos e incentivam vigorosamente o abandono do uso de laticínios, pois acreditam que chegou a hora de fazer essas mudanças. Eles estão certos? Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 206, diz: “Mas desejo dizer que, quando chegar o tempo em que não mais seja seguro usar leite, nata, manteiga e ovos, Deus o revelará. Extremo algum deve ser defendido na reforma de saúde. A questão de usar leite, manteiga e ovos resolverá o seu problema. Ao presente não nos preocupamos com isso. Seja conhecida de todos os homens a vossa moderação.”

Seja conhecida de todos os homens a vossa moderação.” Parece-me interessante que a Sra. White faça

Parece-me interessante que a Sra. White faça disso uma questão de prevenção. Alguns adventistas fizeram disso uma questão de saúde, o que não me parece ser o caso da Sra. White. Com isso, quero dizer que ela não declarou que os laticínios eram inerentemente prejudiciais à saúde, como alguns estão dizendo hoje, mas que, um dia, eles trarão riscos para a saúde. Você citou uma declaração dessas, de Conselhos Sobre o Regime Alimentar. Há uma outra na mesma página, logo acima daquela que você citou, na qual a Sra. White compara a abstenção dessas coisas a antecipar-nos ao tempo de angústia e, assim, afligir-nos com a morte. É nesse mesmo contexto que ela admoesta contra advogar “extremos na reforma de saúde” (p. 353), como você citou. Veja também a pergunta e a resposta seguintes.

você citou. Veja também a pergunta e a resposta seguintes. Pergunta 58 Qual é a história

Pergunta 58 Qual é a história do Dr. Kress e a anemia perniciosa?

Entendo que o Dr. Kress tinha anemia perniciosa. Vocês têm informações sobre o tipo de sintoma que ele apresentava, como diagnosticaram a doença, e se a anemia dele foi curada mediante o uso de laticínios ou com batida de ovos crus com suco de uva?

de laticínios ou com batida de ovos crus com suco de uva? Minha esposa, que é

Minha esposa, que é nutricionista, por muitos anos teve grande interesse no caso do Dr. Kress. Pedi-lhe que respondesse à sua indagação. Aqui está o que ela escreveu:

A experiência do Dr. Kress é um exemplo claro de restrição dietética prematura. Ele foi um pastor batista que se converteu ao adventismo em 1887. Ele conhecia Ellen

White e seus escritos, e se engajou na mensagem da saúde, escolhendo interpretar as mensagens dela como a base para que ele seguisse a dieta vegana. Em 1894, ele e a esposa se formaram como médicos pela Universidade de Michigan. Eles serviram como obreiros em Battle Creek, estado de Michigan, na Inglaterra e, depois, na Austrália, sempre ensinando a dieta estritamente vegetariana. Durante sua estada na Austrália, nos primeiros anos do século 20, o Dr. Kress contraiu anemia perniciosa. Apesar de ter sido ungido, seu estado se deteriorou rapidamente, chegando ao ponto de terem que fazer os preparativos para seu funeral, pois esperavam que ele morresse a qualquer momento. Chegou, então, uma carta de Ellen White dizendo que o Senhor lhe havia revelado seu caso e lhe dito que o Dr. Kress deveria pegar ovos de suas galinhas mais saudáveis, derramá-los no melhor vinho sem fermento e beber a mistura. Essa prescrição quase foi além do que ele podia aguentar, pois achava que vinha seguindo os conselhos de Ellen White na sua escolha de não usar produtos de origem animal. Mas prevaleceu sua crença na Sra. White como mensageira do Senhor. Ele comeu os ovos e recuperou-se. Mais tarde, voltou para os Estados Unidos, onde

manteve um consultório no Sanatório da Flórida até seus 90 anos, vindo a falecer aos

94.

A história do Dr. Kress é bastante dramática. O momento da chegada da carta, por exemplo, vinda de navio desde os Estados Unidos, é admirável. As pessoas que cuidaram do Dr. Kress disseram que ele mal podia engolir, mas que a mistura de ovos crus e suco de uva era algo que elas puderam fazer com que ele ingerisse. O caso dele ficou muito conhecido na região, e muitos vinham visitar o “homem que devia estar em seu túmulo, mas não estava”. A anemia perniciosa é causada por falta de vitamina B12 na corrente sanguínea e ocorre tipicamente em pessoas acima de 50 anos cuja produção de ácido estomacal é muito baixa. O ácido estomacal é necessário para a formação adequada do “fator intrínseco”, uma molécula transportadora que carrega a vitamina B12 que vem dos alimentos. A vitamina é transportada até o intestino delgado, onde a vitamina B12 é absorvida. (As bactérias existentes em nossas vísceras produzem a B12, mas não podemos absorvê-la, pois ela não passou pelo estômago nem foi incorporada pelas moléculas transportadoras.) Na combinação de suco de uva e ovos que o Senhor disse para Ellen G. White passar para o Dr. Kress, os ovos seriam a fonte da vitamina B12, pois essa vitamina é de origem apenas animal. (Algumas formas de B12 se desenvolvem em produtos de soja, mas essas formas não são funcionais no corpo humano.)

Veja também a pergunta e a resposta anteriores.

não são funcionais no corpo humano.) Veja também a pergunta e a resposta anteriores. Pergunta 59

Pergunta 59 Podemos comer queijo?

Tenho estudado o livro Conselhos Sobre o Regime Alimentar. Ellen White diz: “O efeito do queijo é deletério” (página 236). “[O queijo] é totalmente impróprio como alimento” e “nunca deve ser introduzido no estômago” (página 368). Tenho sido adventista toda minha vida e sempre comi queijo, nunca tendo visto essas citações antes. Durante toda minha vida, também visitei escolas adventistas, e ali servem queijo. Indaguei sobre isso para a esposa de um pastor, e ela disse que hoje o queijo é processado de maneira diferente. Portanto, é aceitável como alimento. O queijo é aceitável para que nos alimentemos dele?

O queijo é aceitável para que nos alimentemos dele? Essa é uma questão sobre a qual

Essa é uma questão sobre a qual as pessoas devem tomar uma decisão individual. Muitos anos atrás, Arthur L. White escreveu o seguinte, como resposta a alguém que fizera algumas perguntas sobre este tema:

Na nota que aparece em Conselhos Sobre o Regime Alimentar, a opinião dos

compiladores foi de que “queijo maturado” engloba outros queijos, além de artigos mais simples como o queijo cottage, o queijo cremoso Philadelphia, etc. Nessa

ocasião, a irmã White estava falando dos queijos comuns. [

]

Você perguntou a respeito dos queijos pasteurizados. A pasteurização não era praticada no tempo em que Ellen White escreveu. Não resta dúvida de que a pasteurização reduz em grande medida os aspectos questionáveis do queijo. Conheço muitos zelosos adventistas do sétimo dia que se sentem à vontade para usar moderadamente o queijo pasteurizado. Na verdade, o queijo ajuda a fornecer uma parte das proteínas que podem muito bem ser benéficas para a dieta de quem não usa a carne. Entretanto, no tempo em que Ellen White escreveu, o gado não era testado, o leite não era pasteurizado, a refrigeração era praticamente desconhecida e os meios de transporte eram lentos. Tudo isso facilitava o desenvolvimento de bactérias no queijo. Os problemas daquele tempo parecem ter feito do queijo uma séria ameaça para a saúde. Isto é, se o queijo estivesse infectado com bactérias prejudiciais à saúde, quem o comesse ficaria imediatamente doente. Hoje, não se ouve falar desse tipo de problema com os queijos. Os que hoje argumentam contra o queijo frequentemente baseiam suas proibições em ameaças de longo prazo, como o colesterol, e em preocupações – tais como alergias – que afetam somente uma parte relativamente pequena da população. Embora razões como essas sejam válidas, não me parece que sejam aquelas com as quais a Sra. White se preocupava.

que sejam aquelas com as quais a Sra. White se preocupava. Pergunta 60 Ellen White disse

Pergunta 60 Ellen White disse que não há problema em comer chocolate?

Em um programa, vi uma das descendentes de Ellen White – acho que era sua neta – falando a respeito do que era servido em Elmshaven, a casa de Ellen White. Um dos itens mencionados foi o chocolate. Além desse caso, a Adventist Review incluiu um artigo sobre o chocolate, fazendo referência a Ellen White. Entendo que o Espírito de Profecia nos aconselha a não ingerirmos alimentos estimulantes. Entendo também que o chocolate contém cafeína e que o conselho de Ellen White é contrário ao uso da cafeína. Por favor, diga algo a respeito do posicionamento do Espírito de Profecia sobre o uso do chocolate, um alimento que contém cafeína. Uma outra coisa: outro dia, estava assistindo ao programa do entrevistador Larry King,

e o assunto em discussão eram os OVNIs. Por favor, diga algo a respeito do que o Espírito de Profecia declara sobre temerosos sinais nos céus, à medida que nos aproximamos do fim dos tempos, e se esses sinais podem ser os OVNIs.

do fim dos tempos, e se esses sinais podem ser os OVNIs. A Sra. White não

A Sra. White não faz menção do chocolate em seus escritos, de maneira que não tenho nada a oferecer-lhe quanto ao posicionamento dela sobre o uso do chocolate. Quanto ao problema da cafeína, o chocolate não provoca nas pessoas aquela excitação que o café e outras bebidas provocam. Assim, aparentemente ele não é um alimento estimulante. Se há cafeína no chocolate, parece que a quantidade é pequena para que haja um efeito mensurável no corpo (pulsação, estado de alerta, nervosismo, etc.). À luz desses fatos, talvez seja melhor deixar a questão do uso do chocolate para as pessoas decidirem por si mesmas. Quanto aos OVNIs, não conheço nenhuma declaração da Sra. White que possa ser aplicada a esse assunto.

da Sra. White que possa ser aplicada a esse assunto. Pergunta 61 Podemos comer alimentos fermentados

Pergunta 61 Podemos comer alimentos fermentados e cogumelos?

Gostaria de saber qual é o conselho de Ellen White sobre alimentos fermentados e

cogumelos. Preocupam-me particularmente o molho de soja (shoyu), o missô, o tempeh

e até mesmo o iogurte de soja. Eles parecem ser alimentos saudáveis, mas alguém me

disse que a Sra. White recomenda que não os comamos. Outra pergunta: os cogumelos também entram nessa categoria? Outro dia, passei mal depois de comê-los. Pode não ter sido os cogumelos, mas meu instinto ou algo parecido me diz que foi. Não me lembro de ter passado mal por ter comido cogumelos antes. O fato é que alguém me disse que a Sra. White aconselha que não comamos cogumelos nem alimentos do tipo fungo. Não quero desenvolver nenhuma esquisitice sobre a questão alimentar, mas gostaria de saber se há conselhos sobre essas questões.

desenvolver nenhuma esquisitice sobre a questão alimentar, mas gostaria de saber se há conselhos sobre essas

Não consegui encontrar nenhuma referência nos escritos da Sra. White com respeito aos “alimentos fermentados” que você menciona. Também não há nenhuma ocorrência das palavras cogumelo ou cogumelos em seus escritos publicados. As seis referências a fungos são todas metafóricas. Em outras palavras, eu simplesmente não encontrei nenhuma condenação da parte dela aos alimentos sobre os quais você perguntou. Ela não falou sobre eles.

sobre os quais você perguntou. Ela não falou sobre eles. Pergunta 62 Frutas e verduras nunca

Pergunta 62 Frutas e verduras nunca devem ser ingeridas na mesma refeição?

Alguns amigos e eu tivemos uma discussão sobre comer frutas e verduras na mesma refeição. O que determina o que é uma fruta e o que é uma verdura? O que a Sra. White sugeriu sobre essa questão, e onde podemos encontrar essas referências?

essa questão, e onde podemos encontrar essas referências? Aqui estão algumas declarações da Sra. White sobre

Aqui estão algumas declarações da Sra. White sobre esse assunto, encontradas na compilação Conselhos Sobre o Regime Alimentar:

Não deve haver grande variedade em cada refeição, pois isto incita ao excesso na comida e produz má digestão.

Não é bom comer verduras e frutas na mesma refeição. Se a digestão é deficiente, o uso de ambas ocasionará, com frequência, perturbação incapacitando para o esforço mental. Melhor é usar as frutas numa refeição, e as verduras em outra (p. 112). Aí está uma razão por que alguns não foram bem-sucedidos em seus esforços para

simplificar a comida. [

continuamente a mesma coisa. Não deve haver muitas espécies na mesma refeição, mas todas as refeições não devem constar dos mesmos pratos, sem variação. A

comida deve ser preparada com simplicidade, todavia com tal primor que desperte o

apetite. [

].

A comida é preparada sem capricho, e comem

]

Comam abundância de frutas e verduras (p. 200).

Em horas da noite, parecia que o pastor

ficava doente, e um médico

experimentado lhe disse: “Eu anotei o seu regime alimentar. Você come variedade

muito grande de alimentos numa só refeição. Frutas e verduras consumidas juntas na mesma refeição produzem acidez estomacal; daí resulta sangue impuro, e a mente não é clara porque a digestão é imperfeita” (p. 112, 113). Alguns pensam sinceramente que um regime adequado consista principalmente de mingau. Alimentar-se principalmente de mingau não garante saúde aos órgãos digestivos, pois é alimento líquido demais (p. 200). Estimulem o comer frutas e

verduras e pão. [

verduras e frutas na mesma refeição. Caso o estômago seja fraco, haverá

]

Se quisermos conservar a melhor saúde, devemos evitar comer

perturbação, o cérebro ficará confuso e incapaz de exercer esforço mental. Comam-se frutas em uma refeição, e verduras na seguinte (p. 394, 395).

Em termos de botânica, fruta é a parte da planta que traz a semente, enquanto o vegetal pode ser outra parte da planta. Embora sejamos livres para decidir por nós mesmos como aplicar essas declarações, gostaria de observar simplesmente que as advertências da Sra. White contra comer frutas e verduras na mesma refeição parecem se restringir a duas preocupações: uma variedade muito grande de alimentos em uma só refeição (o que nos tenta a comer em demasia) e as necessidades de alguém que tenha órgãos digestivos deficientes. A própria Sra. White não separava com rigidez as frutas e as verduras em suas refeições, pois temos relatos positivos dela a respeito de refeições nas quais exemplares de ambas as categorias são mencionados. À luz desses fatos, parece-me que as pessoas que têm um dos dois problemas que a Sra. White mencionou sobre o assunto fariam bem em seguir seu conselho. Aparentemente, ele foi dado especialmente para elas. Outros talvez não precisem ser cuidadosos acerca disso, podendo, às vezes, comer os dois tipos de alimentos na mesma refeição, como a própria Sra. White fazia.

na mesma refeição, como a própria Sra. White fazia. Pergunta 63 Tenho que parar de comer

Pergunta 63 Tenho que parar de comer carne para ser salvo?

Estamos tentando encontrar uma citação da Sra. White que diz que “comer carne colocará em risco a salvação”. Tentamos todo tipo de pesquisa, sem sucesso.

salvação”. Tentamos todo tipo de pesquisa, sem sucesso. Vocês devem estar pensando nesta declaração, que se

Vocês devem estar pensando nesta declaração, que se encontra em Conselhos Sobre Saúde, p. 575:

Maiores reformas devem-se ver entre o povo que professa aguardar o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve efetuar entre nosso povo uma obra que ainda não se fez. Há pessoas que devem ser despertadas para o perigo de comer carne, que ainda comem carne de animais, pondo assim em risco a saúde física, mental e espiritual. Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer carne, sairão do povo de Deus, para não mais andar com ele.

Embora a Sra. White tenha dado advertências como essa sobre os efeitos da alimentação cárnea, ela reconheceu que uma dieta vegetariana poderia não ser a mais saudável – ou mesmo possível – em toda parte do mundo. Em alguns lugares, simplesmente não existe uma variedade disponível de alimentos saudáveis para suster o

vegetariano. Ela disse que fizéssemos o melhor possível diante das circunstâncias vigentes. Um dos melhores sumários de seus pontos de vista se encontra em Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 153-166. Foi uma mensagem apresentada na assembleia da Associação Geral de 1909, a última à qual ela assistiu. Aqui estão dois parágrafos-chave sobre o ponto em discussão:

Se pudéssemos obter qualquer benefício da condescendência com o desejo de alimentos cárneos, eu não lhes faria este apelo. Mas sei que tal não se dá. A alimentação cárnea é prejudicial ao bem-estar físico, e devemos aprender a passar sem ela. Os que estão em condições de seguir o regime vegetariano, mas atêm-se às suas preferências, comendo e bebendo o que lhes apraz, aos poucos se tornarão descuidosos das instruções que o Senhor lhes deu no tocante às outras verdades e serão por fim incapazes de as entender, colhendo o que semearam (p. 156). Não estabelecemos regra alguma para ser seguida no regime alimentar, mas dizemos que nos países onde há muita fruta, cereais e nozes, os alimentos cárneos não constituem alimentação própria para o povo de Deus. Fui instruída que a alimentação de carne tende a embrutecer a natureza e a privar as pessoas daquele amor e simpatia que devem sentir umas pelas outras, dando aos instintos baixos o

domínio sobre as faculdades superiores do ser. Se a alimentação de carne foi saudável algum dia, é perigosa agora. Constitui em grande parte a causa dos cânceres, tumores e moléstias dos pulmões. Não nos compete fazer do uso da alimentação cárnea uma prova de comunhão; devemos, porém, considerar a influência que crentes professos, que fazem uso de carne, têm sobre outras pessoas. Como mensageiros de Deus, não deveríamos testemunhar ao povo: “Quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer

coisa, fazei tudo para glória de Deus”? (1Co 10:31). [

considerada como essencial para o crescimento na graça e para a aquisição de bom temperamento. Se o estômago não for bem cuidado, a formação de caráter moral íntegro será prejudicada. O cérebro e os nervos relacionam-se com o estômago. O comer e o beber impróprios resultam num pensar e agir também impróprios (p. 159,

]

A saúde do corpo deve ser

160).

Resumindo, podemos dizer que a Sra. White reconheceu e advertiu quanto aos perigos físicos, morais e espirituais envolvidos na alimentação cárnea, sem insistir que todos, em toda parte do mundo, devam parar de comer carne. Se comer carne põe em risco a salvação, é por causa dos efeitos naturais da carne sobre o corpo e as sensibilidades, até mesmo as morais, ao invés de ser, por si mesma, uma questão de deslealdade e desobediência a Deus, tal como não guardar o sábado ou deixar de devolver o dízimo. Veja também a pergunta e a resposta seguintes.

o dízimo. Veja também a pergunta e a resposta seguintes. Pergunta 64 Somente os vegetarianos serão

Pergunta 64 Somente os vegetarianos serão trasladados?

Lembro-me de ter lido algo anos atrás no Espírito de Profecia, possivelmente em Conselhos Sobre o Regime Alimentar, que dizia que os comedores de carne não serão trasladados. Gostaria de saber se a Sra. White escreveu essa declaração.

de saber se a Sra. White escreveu essa declaração. Não existe nenhuma declaração da Sra. White

Não existe nenhuma declaração da Sra. White dizendo que os comedores de carne não serão trasladados. Algumas pessoas fazem essa dedução (erradamente, creio) levando em consideração a seguinte declaração, que se encontra em Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 380 e 381:

Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal abandonado; a carne deixará de fazer parte de sua alimentação. Devemos ter sempre isto em vista, e esforçar-nos por trabalhar firmemente nessa direção. Não posso pensar que estejamos em harmonia com a luz que Deus tem sido servido de nos dar, nessa prática de comer carne.

Algumas pessoas têm tornado a descrição da Sra. White na primeira frase em prescrição – o será em terá que. Mas note a ausência de qualquer referência à trasladação. O tema subjacente do parágrafo é como estar em harmonia com a luz que Deus nos deu e como dar o exemplo correto para os demais, e assim agradar a Deus. A declaração não contém nenhuma afirmação de que aqueles que estão comendo carne terão que morrer antes de Jesus voltar. Acredito que, pelo contrário, a Sra. White está dizendo que os que estão se preparando para a vinda do Senhor desejarão saber qual é a vontade do Pai, e será sua meta moldar a vida conforme o propósito dEle. Essa ênfase está um pouco mais clara em outro lugar em que aparece um pouco do mesmo material, mas com uma sentença adicional anterior para fins de contexto:

Tem-me sido repetidamente mostrado que Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o homem subsista com os produtos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada (Conselhos Sobre Saúde, p. 450). Veja também a pergunta e a resposta anteriores.

p. 450). Veja também a pergunta e a resposta anteriores. Pergunta 65 Devemos ser abstinentes para

Pergunta 65 Devemos ser abstinentes para sermos verdadeiros vegetarianos?

Tenho procurado uma citação, a qual ainda não pude encontrar. Ela é sobre comer o que está disponível e o que for melhor, mas se o melhor não estiver disponível, então deixar de comer algo inferior será pura soberba.

Nem eu, nem um colega aqui da matriz do White Estate, que é muito informado,

Nem eu, nem um colega aqui da matriz do White Estate, que é muito informado, conseguimos pensar em alguma declaração da Sra. White que contenha algum paralelo com o tema de sua pergunta. Meu colega, entretanto, me recomendou o excelente livro de Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor, onde o pastor Douglass faz uma ótima avaliação dos ensinos da Sra. White sobre saúde. Na página 316, encontramos os seguintes parágrafos:

Em 1894, Ellen White escreveu a um não adventista ativo na causa da temperança na Austrália sobre a posição adventista para com a “abstinência total”: “Sinto-me feliz em garantir-lhe que, como denominação, somos, no mais amplo sentido da palavra,

abstêmios totais no que diz respeito ao uso de bebidas alcoólicas, vinho, cerveja, sidra

[fermentada], fumo e outros narcóticos. [

do consumo de alimento cárneo enquanto outros o utilizam apenas num grau bastante moderado.” Muitas das mais incisivas afirmações de Ellen White contra a carne foram escritas depois que ela renovou seu compromisso de abstinência total em 1894. Percebemos aqui que, para Ellen White, ser vegetariano não significava ser necessariamente “um abstêmio”, isto é, um “abstêmio” total, mas alguém que não come alimentos cárneos habitualmente. Podemos ter aqui um claro exemplo da diferença entre um princípio e uma prática. O vegetarianismo era uma prática fundamentada em um princípio: devemos comer sempre o melhor alimento que a situação permite. Os princípios são afirmações claras, sempre verdadeiras em todas as circunstâncias. As práticas podem mudar, dependendo do tempo, do lugar e das circunstâncias. A prática aplica os princípios sempre fazendo o melhor possível conforme o caso. Somente a consciência de cada um sabe quando essas decisões de fazer “o melhor” foram tomadas.

]

Todos são vegetarianos, muitos abstendo-se

Se você não tiver o livro de Douglass, pode acessá-lo em inglês no site do White Estate. Sobre esse tópico, veja especialmente o capítulo 27.

Sobre esse tópico, veja especialmente o capítulo 27. Pergunta 66 O entendimento da Sra. White sobre

Pergunta 66 O entendimento da Sra. White sobre a causa das doenças mudou?

A Sra. White endossou inteiramente a teoria do miasma para explicar a causa das doenças até os anos 90 do século 19, quando a teoria dos germes passou a ser mais comumente aceita. A diferença ficou evidente ao serem estabelecidas escolas de medicina adventistas. Na escola de medicina de Battle Creek, ela promoveu a ideia de treinar candidatos a professores no uso de “remédios naturais” e tratamentos hidroterápicos – coisas básicas nas escolas naturopatas da época. No começo do século 20, quando a escola de medicina de Loma Linda foi estabelecida, as faculdades naturopatas vinham aumentando até chegarem a 20, em 1930, com mais

de 10 mil naturopatas praticantes nos Estados Unidos. Mas, nessa época, Ellen White havia adotado a emergente teoria dos germes e orientou que a faculdade de Loma Linda fosse licenciada como uma escola de medicina alopática. Sua profecia de que essa faculdade e seus diplomados iriam se tornar motivo de inveja para outras denominações certamente foi cumprida. Não seria assim hoje se não houvéssemos aceitado o princípio de que nosso entendimento sobre assuntos de saúde é continuamente progressivo. Embora haja muitos problemas com os procedimentos médicos modernos, existem muito mais ganhos do que perdas. Retroceder para a medicina do século 19 baseados no

entendimento da Sra. White naquele tempo é um infortúnio, além de ser prejudicial para

o progresso de nossa mensagem espiritual. “A verdade de Deus é progressiva; ela vai

sempre em frente, cada vez mais se fortalecendo e se iluminando” [Signs of the Times, 26 de maio de 1890]. “Seja progressiva a reforma alimentar” [Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 135].

alimentar” [Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 135]. Procurei pelas ocorrências da palavra miasma nos

Procurei pelas ocorrências da palavra miasma nos escritos de Ellen White. A maioria delas é metafórica. Em apenas um dos casos estou inclinado a enxergar a questão através das lentes da “teoria do miasma”. Não posso ter certeza de que ela teria embarcado nessa teoria, mesmo naquela época. Todos nós usamos a linguagem que está

à nossa disposição para discutir assuntos, mas as palavras significam aquilo que

queremos que elas signifiquem. O fato de que a Sra. White usou o termo miasma não prova que ela acreditasse que as doenças eram provenientes de odores fétidos. Ela poderia estar se referindo a outras condições prejudiciais à saúde existentes em lugares pantanosos. Mas isso não quer dizer que vamos desacreditá-la por ela ter acreditado na teoria por um certo tempo, tendo mudado de ideia quando mais informações foram disponibilizadas.

Fico imaginando se a questão do miasma não poderia de alguma maneira ser paralela ao que a Sra. White disse sobre o sal. Alguns dos reformadores de seu tempo haviam rotulado o sal como veneno (o que é verdade em se tratando de grandes quantidades) e proibiram seu uso. Ela escreveu: “Uso algum sal e tenho-o sempre, porque, segundo a instrução que me foi dada por Deus, esse artigo, em vez de ser deletério, é realmente essencial ao sangue. Os porquês e para quês disto, não sei, mas transmito-lhes a instrução segundo me foi dada” [Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 344]. O conselho que ela deu era perfeito, mas ela não conhecia (não lhe foi mostrado) os “porquês e para quês”. Poderia seu conselho, contrário a alguém viver em meio a matéria vegetal apodrecida, também ter sido perfeito, embora não pelas razões por ela presumidas (os “porquês e para quês”)? [O site do Ellen G. White Estate contém três perguntas e respostas sobre esse assunto, todas envolvendo as mesmas pessoas. Lá, você poderá encontrar mais material auxiliar.]

e respostas sobre esse assunto, todas envolvendo as mesmas pessoas. Lá, você poderá encontrar mais material

Pergunta 67 Devemos evitar a quimioterapia e outros tratamentos médicos modernos?

Uma amiga minha tem câncer no seio, e um membro de nossa igreja contou para ela que a Sra. White disse que devemos usar ervas e não drogas como na quimioterapia. Isso é verdade? Não devemos usar a tecnologia moderna para tentar controlar ou eliminar o câncer?

moderna para tentar controlar ou eliminar o câncer? Você fez uma pergunta difícil de responder, pelo

Você fez uma pergunta difícil de responder, pelo menos em parte. A parte fácil é a da sua última pergunta, sobre o uso de tecnologia moderna para curar o câncer. A própria Sra. White nos dá um exemplo sobre isso. Ela desenvolveu um pequeno tumor cancerígeno em sua testa, o qual foi curado por meio de tratamento com raio x. Você poderá encontrar uma referência ao fato em Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 303, no fim de um capítulo sobre “Uso de Remédios por Ellen G. White”. Sobre as referências da Sra. White sobre drogas em geral, é bom sabermos quais eram suas preocupações principais. Logo no começo do ministério da Sra. White, as três drogas mais importantes e vastamente usadas pela classe médica eram o ópio, o calomelano (cloreto de mercúrio) e a noz-vômica. Você pode ler os comentários da Sra. White sobre elas em Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 441-454. Provavelmente, você reconhecerá o ópio. O calomelano é um composto de mercúrio, hoje tratado como material perigoso. A Sra. White descreveu seus efeitos nas páginas anteriormente referidas. O terceiro, a noz- vômica, contém estricnina, que é um veneno. Essas substâncias eram verdadeiramente “drogas venenosas”, e os médicos as ministravam em doses grandes e pequenas. A condenação do uso de “drogas venenosas” pela Sra. White aparece com maior frequência, acredito, no contexto da busca de cura para algumas condições temporárias, as quais o próprio corpo por si mesmo eliminaria se lhe dessem repouso apropriado, nutrientes, exercício, ar e outros elementos de apoio. Os remédios naturais são melhores do que tomar uma dose de alguma coisa, na maioria dos casos. Pessoalmente, entretanto, prefiro não sair chamando todas as drogas de veneno só porque a Sra. White se referiu a certas drogas como venenosas. Nossa situação hoje é um tanto diferente do que no passado. Antes que qualquer droga seja disponibilizada para o público em geral, sua utilidade e segurança são estabelecidas através de rigorosos testes científicos. As drogas usadas na quimioterapia são venenosas. O objetivo, segundo entendo, é ministrá-las em doses elevadas o suficiente para eliminar o câncer, e, todavia, baixas o suficiente para não matar o paciente. Embora a quimioterapia não seja infalível na cura do câncer, ela parece ter ajudado um bom número de pessoas que, de outra maneira, teria morrido por causa da doença. Uma diferença importante entre essas drogas venenosas de hoje e aquelas sobre as quais a Sra. White escreveu é que as atuais realmente atacam o problema – no caso, o câncer. Os médicos do século 19 tentavam

tratar os sintomas e, mesmo assim, não tinham a menor ideia dos efeitos das drogas que ministravam a seus pacientes. Existem alternativas viáveis para a quimioterapia que estejam mais alinhadas com as propostas da Sra. White? Lembro-me de ter ouvido algo sobre a “cura da uva” durante minha adolescência, mas hoje quase não se ouve falar disso, o que me leva a pensar que essa prática não funcionou na grande maioria dos casos. Tive amigos que tentaram tratamentos alternativos, “naturais” ou experimentais. Hoje, eles estão mortos. Em exemplos como esses, as pessoas devem orar cuidadosamente, levar em conta as opções e fazer o que consideram ser o melhor.

Perguntas Sobre A IGREJA ADVENTISTA

Perguntas Sobre

A IGREJA ADVENTISTA

Perguntas Sobre A IGREJA ADVENTISTA
Pergunta 68 Os líderes da Igreja Adventista rejeitaram a mensagem de 1888? Ellen White disse

Pergunta 68 Os líderes da Igreja Adventista rejeitaram a mensagem de 1888?

Ellen White disse que a maioria dos líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia teria rejeitado a mensagem de 1888 pregada por Waggoner e Jones?

rejeitado a mensagem de 1888 pregada por Waggoner e Jones? Desconheço tal declaração nos escritos da

Desconheço tal declaração nos escritos da Sra. White. Copiarei para você algumas partes do resumo feito por Arthur L. White sobre o assunto, extraídas do volume 3 do livro Ellen G. White: The Lonely Years 1876-1891 [Ellen G. White: Os Anos de Solidão 1876-1891], uma coleção de seis volumes contendo a biografia da Sra. White (p. 394-

397).

[As reuniões de] Mineápolis e a organização ministerial que as precedeu trazem à mente um assunto de grande importância – a mensagem da justificação pela fé e a

considerável resistência apresentada por ocasião da sua apresentação. [ pontos do pano de fundo e do desenvolvimento devem ser considerados. [

] Certos

]

5.

[

]

Existem muito poucos relatórios diários, pois a prática de fazer relatórios das

reuniões ainda não havia sido adotada. [

]

7. Quanto ao estabelecimento de posições, nenhum voto oficial foi tomado com

respeito às discussões teológicas discutidas. A impressão geral com respeito à atitude quanto ao assunto da justificação pela fé foi de que houve reações diversas. Isso foi suscintamente descrito por [A.T.] Jones em 1893: “Sei que alguns o aceitaram; outros

o rejeitaram completamente. [

(GCB 1893, p. 185). Ellen White e outros corroboraram isso. Não é possível

estabelecer, a partir dos registros disponíveis, o número relativo de cada um dos três grupos.

]

Outros tentaram ficar neutros, e assim o fizeram”

8. O conceito de que a Associação Geral e, portanto, a denominação rejeitou a

mensagem da justificação pela fé em 1888 não tem fundamento e não foi projetado até 40 anos depois das reuniões de Mineápolis, e 13 anos depois da morte de Ellen White. Registros contemporâneos não contêm nenhuma sugestão de rejeição denominacional. Não existe nenhuma declaração de E. G. White que diga que assim

foi. O conceito dessa rejeição foi divulgado por alguns indivíduos, nenhum dos quais esteve presente em Mineápolis, e diante do testemunho de homens responsáveis ali

presentes. [

14. A assembleia de Mineápolis com seus problemas não foi um tópico ao qual Ellen White se referiu com frequência. Foi um evento entre outros em sua experiência de vida. Ela não ficou obcecada com o assunto. Ocasionalmente, ela se referia à perda acarretada a indivíduos e à igreja por causa das atitudes de certas pessoas ali. Para Ellen White, era uma questão de não deixar se abater, mas seguir adiante sem perder o foco nas verdades vitais enfatizadas naquela assembleia.

]

Pergunta 69 Ellen White disse que a Associação Geral é Babilônia? Um irmão em Cristo

Pergunta 69 Ellen White disse que a Associação Geral é Babilônia?

Um irmão em Cristo com quem me correspondo está me dizendo que a Sra. White escreveu que a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia. Ele diz que a prova está no Boletim da Associação Geral, em uma citação de 3 de abril de 1901:

“Isso desses homens se encontrarem num lugar sagrado, para serem como a voz de Deus para o povo, conforme antes acreditávamos ser a Associação Geral – é algo que já passou” (25). Entretanto, nas coisas que a Sra. White escreveu depois dessa data (3 de abril de 1901), encontro uma opinião diferente: “Durante a assembleia da Associação Geral, o Senhor operou poderosamente em favor de Seu povo. Toda vez que penso naquela reunião, uma doce solenidade vem me encobrir, trazendo um brilho de gratidão à minha alma. Temos visto os passos imponentes de nosso Senhor e Redentor. Louvamos o Seu santo nome pelo livramento concedido ao Seu povo” (Review and Herald, 26 de novembro de 1901). Vocês poderiam fornecer outras citações da Sra. White que provem que a Igreja Adventista do Sétimo Dia subsistirá até o fim, inclusive a Associação Geral?

Dia subsistirá até o fim, inclusive a Associação Geral? Você fez um bom dever de casa,

Você fez um bom dever de casa, e encontrou uma importante declaração que traz uma correção para a aplicação superficial da outra declaração da Sra. White, apresentada por seu amigo. Você também não aceitou as palavras que ele pôs na boca da Sra. White – de acordo com o seu relato, ele alega que ela teria dito que a Associação Geral era Babilônia. Mas ele não apresentou uma declaração que dissesse isso, não é mesmo? E nem poderia fazê-lo porque tal declaração não existe. Em 1901, após a assembleia da Associação Geral, a Sra. White escreveu para seu próprio filho, Edson, que estava descontente com alguns tratamentos injustos que havia recebido por parte da Associação Publicadora da Review and Herald antes de 1901. Ele buscava uma compensação, e ela o reprovou: “Fico magoada em pensar que você está usando palavras que eu escrevi antes da assembleia. Muitas mudanças ocorreram depois da assembleia” (Carta 54, 1901, para o “Meu Querido Filho Edson”, J. E. White, junho de 1901; Manuscript Releases, v. 3, p. 205). Em 1905, ela escreveu sobre a igreja (a qual, naturalmente, inclui a Associação Geral) de uma maneira decididamente “não babilônica”: “Não podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora entrar em nenhuma nova organização; pois isso significaria apostasia da verdade” (Manuscrito 129, 1905; Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 390). Em 1909, no volume 9 de Testemunhos Para a Igreja, a Sra. White publicou a seguinte declaração de confiança na igreja e em sua liderança, conforme estabelecida naquela

assembleia da Associação Geral, em 1901:

Fui muitas vezes instruída pelo Senhor de que o juízo de homem algum deve estar sujeito ao juízo de outra pessoa. Nunca deve a mente de um homem ou de uns poucos homens ser considerada suficiente em sabedoria e autoridade para controlar a obra, e dizer quais os planos que devem ser seguidos. Mas quando, numa assembleia geral, é exercido o juízo dos irmãos reunidos de todas as partes do campo, independência e juízo particulares não devem obstinadamente ser mantidos, mas renunciados Nunca deve um obreiro considerar virtude a persistente conservação de sua atitude de independência, contrariamente à decisão do corpo geral (p. 260). Creio que essa é uma resposta bastante direta à alegação feita por seu amigo. Ela explica o significado de uma declaração anterior, quando a Associação Geral consistia de cerca de três homens que achavam que podiam mandar em toda a igreja. Esse problema foi resolvido em 1901. As declarações posteriores da Sra. White, tanto imediatamente após a resolução (como a declaração que você encontrou) quanto bem depois (como observei acima) mostram que ela não mantinha a opinião de que a Associação Geral era Babilônia. Em 1913, em um comunicado feito para os delegados da assembleia da Associação Geral, ela escreveu o seguinte:

Quando, durante a noite, não consigo dormir, elevo o coração a Deus em oração e Ele me fortalece e dá certeza de que está com Seus servos que ministram no campo pátrio e nas terras distantes. Sou animada e beneficiada ao compreender que o Deus de Israel ainda guia Seu povo, e que continuará a ser com eles até o fim (Life Sketches of Ellen G. White, p. 437, 438).

Em Testemunhos Para Ministros, toda a primeira parte dá o ponto de vista da Sra. White sobre a questão da igreja ser Babilônia. Aqui está um fragmento deste material, encontrado na página 41:

Quando se levanta alguém, de nosso meio ou de fora, tendo a preocupação de proclamar uma mensagem que declare que o povo de Deus pertence ao número dos de Babilônia, e que pretenda que o alto clamor é um chamado para sair dela, vocês poderão saber que esse tal não é portador da mensagem de verdade. Não o recebam, não lhe desejem bom êxito; pois Deus não falou por ele nem lhe confiou uma mensagem, mas ele correu antes de ser enviado.

Embora essas passagens de Testemunhos Para Ministros tenham sido escritas em 1893, não vemos a Sra. White repudiando os pastores e obreiros nem os contradizendo mais tarde. Em realidade, essas passagens foram escritas durante aquele tempo em que ela estava muito consciente dos problemas que havia na liderança da Associação Geral. Ela não tentou fazer uma distinção, dizendo que era errado declarar a igreja como Babilônia

e que era certo declarar a Associação Geral como Babilônia. Não, para ela era um pacote só – a igreja: debilitada, defeituosa, mas ainda assim um objeto na Terra ao qual Deus concedeu Sua suprema consideração. Veja também as duas perguntas e respostas seguintes.

Veja também as duas perguntas e respostas seguintes. Pergunta 70 Onde é que Ellen White diz

Pergunta 70 Onde é que Ellen White diz que Deus deixou a igreja?

Li uma citação de Ellen G. White que diz: “Deus deixou a igreja muito tempo atrás.” Não consigo encontrar a fonte, e gostaria de conhecer o contexto em que se aplica essa citação.

de conhecer o contexto em que se aplica essa citação. Usando algumas das palavras que você

Usando algumas das palavras que você fornece, fiz uma pesquisa tentando encontrar essa declaração. Não a encontrei. Em realidade, não consigo imaginar a Sra. White fazendo uma declaração como essa apresentada em sua pergunta. Lembro-me de outras declarações que ela fez com as quais essa que você apresenta estaria em franca desarmonia. Aqui está uma que é excelente:

Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu têm sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações (Atos dos Apóstolos, p. 12).

Se a Sra. White acreditasse que Deus tinha deixado a igreja muito tempo atrás, por que ela permaneceria nesta igreja? É possível que você esteja pensando em um tipo de declaração mais limitada, publicada entre os anos 1888 e 1901, que é apresentada no livro de A. V. Olson, Thirteen Crisis Years: 1888-1901 [Treze Anos de Crise: 1888-1901] . Aqui estão algumas declarações desse tipo, conforme aparecem no livro Eventos Finais, p. 50 e 51:

A voz de Battle Creek, que tem sido considerada como autoridade para determinar de que maneira deve ser efetuada a obra, não é mais a voz de Deus (Manuscript

Releases, v. 17, p. 185 [1896]. [

]

Isso desses homens se encontrarem num lugar sagrado, para serem como a voz de Deus para o povo, conforme antes acreditávamos ser a Associação Geral – é algo que já passou (General Conference Bulletin, 3 de abril de 1901, p. 25).

Você verá, no entanto, que a Sra. White não continuou sustentando essa opinião negativa. Depois da reorganização de 1901, quando se lidou com esse sério problema, ela assumiu um ponto de vista totalmente diferente. Aqui estão várias declarações que ela fez depois dessa reorganização (todas encontradas em Eventos Finais, p. 55, 56). A última citação é sua mensagem final para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, lida na assembleia da Associação Geral, pelo então presidente A. G. Daniells, em 27 de maio de

1913:

Não podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora entrar em nenhuma nova organização; pois isto significaria apostasia da verdade (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 390). Sou instruída a dizer aos adventistas do sétimo dia em todo o mundo: Deus chamou- nos como um povo para sermos-Lhe particular tesouro. Ele designou que Sua igreja na Terra esteja perfeitamente unida no Espírito e conselho do Senhor dos exércitos até o fim do tempo (ibid., p. 397). Por vezes, quando um pequeno grupo de homens, aos quais se acha confiada a direção geral da obra tem procurado, em nome da Associação Geral, exercer planos imprudentes e restringir a obra de Deus, tenho dito que eu não poderia por mais tempo considerar a voz da Associação Geral, representada por esses poucos homens, como a voz de Deus. Mas isto não equivale a dizer que as decisões de uma Associação Geral composta de uma assembleia de homens representativos e devidamente designados, de todas as partes do campo, não deva ser respeitada. Deus ordenou que os representantes de Sua igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos numa Associação Geral, devam ter autoridade. O erro que alguns estão em perigo de cometer é dar à opinião e ao juízo de um homem, ou de um pequeno grupo de homens, a plena medida de autoridade e influência de que Deus revestiu Sua igreja, no juízo e voz da Associação Geral reunida para fazer planos para a prosperidade e avançamento de Sua obra (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 408). Deus investiu Sua igreja de especial autoridade e poder, por cuja desconsideração e desprezo ninguém se pode justificar; pois aquele que assim procede despreza a voz de Deus (Atos dos Apóstolos, p. 164). Sou animada e beneficiada ao compreender que o Deus de Israel ainda guia Seu povo, e que continuará com eles até o fim (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 406).

Se você ler todo o capítulo de Eventos Finais, poderá ver essa questão em mais detalhes e obter uma visão geral das razões pelas quais a Sra. White fez aquelas declarações, e o porquê de, mais tarde, ela ter dito algo diferente. Veja também as perguntas e respostas anteriores, como também as que vêm a seguir.

e respostas anteriores, como também as que vêm a seguir. Pergunta 71 Outra igreja vai substituir

Pergunta 71 Outra igreja vai substituir a Igreja Adventista?

Onde posso encontrar a referência para a frase “devemos procurar outra igreja”? A Sra. White estava em visão, ou falando com o Senhor ou com um anjo na fase mais recente do seu ministério, e parecia estar perguntando se haveria outro grupo para quem a mensagem seria dada.

se haveria outro grupo para quem a mensagem seria dada. Fiz uma pesquisa no computador com

Fiz uma pesquisa no computador com a frase “procurar outra igreja” e não encontrei nada. Mas sua pergunta me fez lembrar de uma declaração da Sra. White, que se encontra em Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 179:

Vocês tomam passagens dos Testemunhos que falam do fim do tempo da graça, da sacudidura do povo de Deus, e falam da saída dentre esse povo de um outro povo mais puro, santo, que surgirá. Ora, tudo isso agrada ao inimigo. Não devemos adotar, desnecessariamente, um procedimento que origine divergências ou suscite dissensões. Não devemos dar a impressão de que, se nossas ideias particulares não forem seguidas, é porque os pastores estão falhando na compreensão e na fé, e estão andando em trevas.

Na mesma linha de raciocínio, ela também escreveu o seguinte:

Satanás operará seus milagres para enganar; estabelecerá seu poder como supremo. A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento – a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar. Ninguém senão os que venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de seu testemunho será encontrado com os leais e fiéis, sem mácula nem ruga de pecado, sem engano em sua boca. Precisamos despojar-nos de nossa própria justiça e revestir-nos da justiça de Cristo (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 380).

Não posso ter certeza de que não haja uma declaração da Sra. White que se assemelhe à que você cita em sua pergunta (embora, evidentemente, não contenha aquelas palavras), mas não consegui encontrá-la. Talvez uma das declarações que apresentei possa lhe satisfazer. Assim espero. Veja também as duas perguntas e respostas anteriores.

Veja também as duas perguntas e respostas anteriores. Pergunta 72 A Sra. White disse que a

Pergunta 72 A Sra. White disse que a Igreja Adventista “vai acabar”?

Estou procurando referências para um comentário da Sra. White que diz que “a igreja vai acabar”. Ela está se referindo especificamente à Igreja Adventista do Sétimo Dia ou à

igreja em geral?

igreja em geral? Quando penso nos comentários feitos pela Sra. White nessa linha, vem à minha

Quando penso nos comentários feitos pela Sra. White nessa linha, vem à minha mente sua declaração de que pode parecer que a igreja esteja para cair, mas não cairá; ela permanecerá em pé. Citarei abaixo a referida declaração, acrescida do parágrafo anterior para fins de contexto:

Devemos estar prontos e aguardando as ordens de Deus. Nações serão agitadas até ao centro. Será retirado o apoio aos que proclamam a única norma de justiça divina, o único seguro teste do caráter. E todos quantos não se curvarem ao decreto dos concílios nacionais e obedecerem às leis nacionais para exaltar o sábado instituído pelo homem do pecado, para menosprezar o santo dia de Deus, sentirão, não somente o poder opressivo do papado, mas do mundo protestante, a imagem da besta. Satanás operará seus milagres para enganar; estabelecerá seu poder como supremo. A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento – a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar. Ninguém senão os que venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de seu testemunho será encontrado com os leais e fiéis, sem mácula nem ruga de pecado, sem engano em sua boca. Precisamos despojar-nos de nossa própria justiça e revestir-nos da justiça de Cristo (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 380).

Nessa declaração, fica claro que ela tem em mente a igreja que guarda os mandamentos de Deus.

ela tem em mente a igreja que guarda os mandamentos de Deus. Pergunta 73 Não deveríamos

Pergunta 73 Não deveríamos estar pregando sobre os “pilares” adventistas?

Vocês precisam voltar para as bases. Lembrem-se: somos chamados para ser uma nação peculiar. Somos chamados a dar à trombeta o som determinado. Somos chamados para sair de Babilônia e pregar as verdades para nossos dias, se realmente queremos que Cristo volte. Estamos começando a pregar exatamente como as demais igrejas. Eu era católico, mas aprendi e aceitei as três mensagens angélicas, a mensagem sobre o santuário, o sábado e sobre a identidade da besta e sua imagem. Sei que essas mensagens são os pilares desta igreja. Por que não as estamos colocando nos jornais, nas revistas, nas rádios, em cartazes, etc., como disse o Espírito de Profecia?

não as estamos colocando nos jornais, nas revistas, nas rádios, em cartazes, etc., como disse o

Creio que compartilhamos o mesmo pensamento no que diz respeito à importância da mensagem distintiva que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem para este mundo nos últimos dias. Todavia, também temos um conselho da Sra. White sobre como devemos fazer nosso trabalho. Ela nos adverte para que não estejamos na dianteira naquilo que nos separa dos demais cristãos. Aqui estão dois parágrafos de Evangelismo, p. 200 e 201:

Ao trabalharem em campo novo, não pensem ser seu dever declarar imediatamente ao povo: Somos adventistas do sétimo dia; cremos que o dia de repouso é o sábado; acreditamos que a alma não é imortal. Isso haveria de levantar enorme barreira entre vocês e aqueles a quem desejam alcançar. Falem-lhes, em se oferecendo oportunidade, de pontos de doutrina sobre os quais estão em harmonia. Insistam sobre a necessidade da piedade prática. Tornem-lhes patente que são cristãos, desejando paz, e que amam sua alma. Vejam eles que são conscienciosos. Assim lhes granjearão a confiança; e haverá tempo suficiente para as doutrinas. Seja o coração conquistado, o solo preparado, e depois semeiem a semente, apresentando em amor a verdade como é em Cristo (Obreiros Evangélicos, p. 119, 120). Cuidar Para não Fechar os Ouvidos dos Ouvintes. – Ontem à noite, em minhas horas de sono, pareceu-me estar numa reunião com meus irmãos, escutando Alguém que falava como quem possui autoridade. Disse Ele: “Muitas almas assistirão a esta reunião, as quais honestamente desconhecem as verdades que lhes serão apresentadas. Elas escutarão e interessar-se-ão porque Cristo as está atraindo. Diz- lhes a consciência que o que ouvem é verdadeiro, pois tem por fundamento a Bíblia. O maior cuidado deve ser exercido ao tratar com essas pessoas.” De início, não apresentem às pessoas os aspectos de nossa fé que despertem mais objeções, para que não fechem os ouvidos das pessoas para quem estas coisas chegam como uma revelação. Sejam-lhes apresentadas porções adaptadas à sua compreensão e apreciação; embora lhes pareça estranho e alarmante, muitos reconhecerão com júbilo a nova luz projetada sobre a Palavra de Deus, ao passo que se a Verdade fosse apresentada em tão grande medida que não pudessem recebê-la, alguns se afastariam para nunca mais voltar. Mais do que isso, deturpariam a verdade (Boletim da Associação Geral, 25 de fevereiro de 1895).

(Boletim da Associação Geral, 25 de fevereiro de 1895). Pergunta 74 O que Ellen White disse

Pergunta 74 O que Ellen White disse sobre mulheres pregando?

Hoje, em nossa igreja, foi uma mulher quem pregou – e foi um bom sermão. Mas logo que o sermão terminou, recebi um bilhete dizendo que as mulheres não devem falar em público. O bilhete fazia referência a 1 Timóteo 2:11-15 e 1 Coríntios 14:33-35.

que as mulheres não devem falar em público. O bilhete fazia referência a 1 Timóteo 2:11-15

Nos dias em que a Sra. White começou seu ministério, e através de boa parte do mesmo, muitas pessoas da sociedade americana em geral achavam que era inapropriado e pouco feminino para uma mulher falar em público. O problema nem era pregar, mas falar em público mesmo. Em meio à substancial parcela da população que professava crer e seguir a Bíblia, muitos tomavam o conselho encontrado nas passagens de Paulo encontradas em 1 Coríntios 14:34 e 1 Timóteo 2:11 e 12 como uma proibição para as mulheres falarem na igreja. Nem a Sra. White nem outros pioneiros mantinham esse ponto de vista. De tempos em tempos, a Review and Herald dos anos 50 aos 90 do século 19 e, depois disso, também a Signs of the Times publicaram artigos sobre essa questão com o título “As Mulheres Podem Falar na Igreja?” ou algo semelhante. A resposta era sempre “sim”. Na primeira vez em que vi esses artigos, pensei que nossos pioneiros escreveram dessa maneira para defender o ministério da Sra. White. Não demorou muito para que eu percebesse que não era assim. Eles defendiam o direito de qualquer mulher testemunhar ou participar verbalmente nos cultos da igreja. Por meio de seu exemplo, como também de alguns conselhos específicos, a Sra. White incentivava as mulheres a falar publicamente. Isso não equivale a dizer que ela as incentivasse a buscar os cargos de pastora ou de anciã de igreja, pois não a encontro fazendo isso. Mas ela acreditava – e agia em conformidade com essa crença em sua própria vida – que as mulheres tinham uma contribuição a dar para a obra de Deus e que isso poderia legitimamente envolver o ato de falar na igreja e até mesmo pregar. A Sra. White nunca ocupava o púlpito aos sábados pela manhã caso seu esposo, Tiago, estivesse presente e disponível. Ele pregava de manhã, e ela falava à tarde. Depois que ele morreu, todavia, ela passou a aceitar convites para pregar aos sábados pela manhã. Ela não o fazia como pastora, mas como – para usar sua definição favorita de si mesma – uma “mensageira do Senhor”. A própria Sra. White certa vez escreveu sobre uma objeção feita contra seu costume de falar em público.

À noite, tive a maior congregação já reunida em Arbuckle, segundo disseram. O templo estava repleto. Muitos viajaram entre dezesseis e vinte quilômetros. O Senhor me deu um poder especial ao falar. A congregação ouvia como se estivesse em transe. Embora eu tivesse falado por mais de uma hora, ninguém saiu. Antes de eu começar a falar, o pastor Haskell recebeu um papelzinho que lhe fora passado, o qual continha certos textos que proibiam a mulher de falar em público. Ele resolveu a questão rapidamente expressando o significado das palavras do apóstolo (Carta 1a, 1880, p. 2; escrita de Oakland, Califórnia, em 1º de abril de 1888, para Tiago White [Manuscript Releases, v. 10, p. 70]).

Creio que o principal que alguém como seu amigo precisa ver é que a Bíblia permite – e até incentiva – que as mulheres pratiquem certos tipos de falas na igreja, o que significa

que outros textos não podem ser uma proibição irrestrita. Nesse caso, podemos examinar o que as Escrituras dizem para encontrar o tipo de fala que elas aprovam e quais estão em desarmonia.

tipo de fala que elas aprovam e quais estão em desarmonia. Pergunta 75 Devemos observar as

Pergunta 75 Devemos observar as festas do Antigo Testamento hoje?

Existe alguma coisa nos escritos de E. G. White, seja contra ou a favor, sobre a observância das festas do Antigo Testamento hoje? Estou realmente confuso sobre essa questão. Alguma sugestão?

realmente confuso sobre essa questão. Alguma sugestão? Não encontro nada nos escritos da Sra. White que

Não encontro nada nos escritos da Sra. White que dê suporte à ideia de que os cristãos devem observar as festas hoje. Ela mesma não as observou. Uma declaração citada com frequência para apoiar a ideia de observar as festas é esta, publicada pela Review and Herald de 17 de novembro de 1885:

Bom seria que tivéssemos uma festa dos tabernáculos, uma alegre comemoração das bênçãos de Deus para nós como um povo. Assim como os filhos de Israel comemoraram o livramento que Deus operou pelos seus pais e a milagrosa preservação deles durante sua jornada desde o Egito até a terra prometida, também deveria o povo de Deus do tempo presente relembrar agradecidamente as diferentes maneiras que Ele idealizou para tirá-los do mundo e da escuridão do erro, trazendo-os para a preciosa luz da verdade. Devemos relembrar com frequência a dependência de Deus por parte daqueles que foram os primeiros a liderar esta obra. Com gratidão, devemos ter em consideração os antigos marcos e refrigerar nossa alma com a lembrança de amorosa bondade do nosso gracioso Benfeitor.

Quando a Sra. White sugere “ uma festa dos tabernáculos” em vez de “ a Festa dos Tabernáculos”, ela parece estar pedindo que façamos algo semelhante – mas não a mesma coisa – ao que o antigo Israel fez. No restante do parágrafo, ela descreve os elementos que sugeriu. Esses elementos não requerem que observemos a Festa dos Tabernáculos propriamente dita. Em realidade, nessa declaração a Sra. White parece sugerir alguma coisa que seja mais frequente do que a festa anual: “Devemos relembrar ”

com frequência Ocasionalmente, a Sra. White parece ter comparado nossas campais à Festa dos Tabernáculos:

As forças do inimigo estão se fortalecendo, e estamos mal representados como um povo. Não deveríamos, todavia, reunir nossas forças e vir para a festa dos

tabernáculos? Não tratemos desse assunto como se fosse de pouca importância, mas que o exército do Senhor esteja bem firmado para representar a obra e a causa de Deus na Austrália. Que ninguém apresente desculpas em um tempo como esse. Uma das razões para termos sugerido que as reuniões campais fossem em Melbourne foi o desejo de que as pessoas dessa localidade conheçam nossas doutrinas e nossa obra. Oremos e confiemos em Deus. Os que estão cercados pelas barricadas do preconceito precisam ouvir a mensagem de advertência para este tempo. Temos que encontrar maneiras de impressionar os corações das pessoas. Venham, portanto, às reuniões campais, mesmo que tenham que fazer um sacrifício, e o Senhor abençoará seus esforços para honrar Sua causa e avançar Sua obra (Bible Echo and Signs of the Times, 8 de dezembro de 1893).

No restante do artigo do qual extraí a citação acima, a Sra. White fornece muitas razões para as pessoas assistirem às reuniões campais, mas observar as festas bíblicas não é uma delas. Você perguntou se existem prós ou contras nos escritos da Sra. White sobre observar essas festas. Parece-me que a seguinte declaração diz que a Páscoa foi substituída pela Ceia do Senhor. Veja o que você acha.

Cristo Se achava no ponto de transição entre dois sistemas e suas duas grandes festas. Ele, o imaculado Cordeiro de Deus, estava para Se apresentar como oferta pelo pecado, e queria assim levar a termo o sistema de símbolos e cerimônias que por quatro mil anos apontara à Sua morte. Ao comer a páscoa com Seus discípulos, instituiu em seu lugar o serviço que havia de comemorar Seu grande sacrifício. Passaria para sempre a festa nacional dos judeus. O serviço que Cristo estabeleceu devia ser observado por Seus seguidores em todas as terras e por todos os séculos (O Desejado de Todas as Nações, p. 652).

A Sra. White escreveu que na Ceia do Senhor e em Sua crucifixão, que viria a seguir, Jesus traria um fim ao “sistema de símbolos e cerimônias que por quatro mil anos apontara à Sua morte”. Ela acrescentou que Jesus instituiu a Ceia do Senhor em lugar da Páscoa. Com base nisso, pessoalmente acredito que qualquer agitação sobre observar as festas não é apropriada podendo, de fato, ser uma distração, um desvio, para o povo de Deus hoje.

ser uma distração, um desvio, para o povo de Deus hoje. Pergunta 76 Ellen White advertiu

Pergunta 76 Ellen White advertiu contra termos grandes igrejas?

Ellen White aconselhou contra grandes igrejas? Tenho ouvido as pessoas dizerem isso, mas não consigo encontrar esse pensamento no portal do White Estate.

Sim, a Sra. White tem, de fato, algumas palavras e conselhos a respeito de igrejas

Sim, a Sra. White tem, de fato, algumas palavras e conselhos a respeito de igrejas grandes. Citarei abaixo dois parágrafos para você, mas, para mais informações, recomendo que pesquise os três volumes do índice dos livros da Sra. White em inglês. Sob o título “Churches” [Igrejas] está a seção 7, cujo título é “Large” [Grandes]. As citações a seguir vêm dessa seção, e o índice pode lhe indicar muitas outras. Uma coluna inteira de referências ali é sobre esse assunto. Se você não possui o índice, pode ser que conheça alguém que o tenha. Ou então, utilize a capacidade de pesquisa de nosso site para procurar por “igrejas grandes” ou “igreja grande”. Você provavelmente vai obter mais dados sobre o assunto ali do que no índice, mas muitos deles provavelmente não terão ligação com o assunto que lhe interessa, e outras declarações incluídas no índice podem passar despercebidas pois podem não conter especificamente a expressão “igreja grande” ou “igrejas grandes”.

Nosso dever de atuar como missionários de Deus, na exata posição em que Ele nos colocou, tem sido grandemente negligenciado por nós como um povo. Muitos estão impulsivamente se afastando das oportunidades e deveres atuais e indo para um campo mais amplo. Imaginam que em alguma outra posição acharão menos dificuldades para obedecer à verdade. Nossas grandes igrejas são vistas como oferecendo especiais vantagens, e há entre nosso povo crescente tendência de deixar seu designado posto de dever e mudar-se para Battle Creek, ou para as vizinhanças de alguma outra grande igreja. Essa prática não apenas ameaça a prosperidade e mesmo a existência de nossas igrejas menores, como também nos impede de fazer o trabalho que Deus nos deu a cumprir, e ainda está destruindo nossa espiritualidade e utilidade como um povo (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 184).

Muitos dos membros de nossas grandes igrejas praticamente nada realizam. Eles poderiam fazer um bom trabalho se, em vez de se aglomerarem, se dispersassem por lugares ainda não atingidos pela verdade. As árvores plantadas junto demais umas das outras não se desenvolvem. São elas transplantadas pelo jardineiro a fim de terem espaço para crescer, e não ficarem mirradas e débeis. O mesmo procedimento daria bons resultados em nossas igrejas grandes. Muitos membros estão morrendo espiritualmente por falta dessa atividade. Estão-se tornando fracos e incapazes. Se fossem transplantados, teriam espaço para crescer fortes e vigorosos. Não é desígnio de Deus que Seu povo forme colônias ou se agrupe em grandes comunidades. Os discípulos de Cristo são representantes Seus na Terra, e Deus tem por desígnio que se espalhem por todo o país, nas cidades e vilas, como luzes em meio às trevas do mundo. Devem ser missionários de Deus, testificando, por sua fé e obras, da proximidade da vinda do Salvador (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 244).

Perguntas Sobre CASAMENTO E SEXO

Perguntas Sobre

CASAMENTO E SEXO

Perguntas Sobre CASAMENTO E SEXO
Pergunta 77 Um adventista deveria se casar somente com outro adventista? Sou um adventista do

Pergunta 77 Um adventista deveria se casar somente com outro adventista?

Sou um adventista do sétimo dia de Maláui. Aprecio muito a literatura espiritualmente enriquecedora de Ellen White. Tenho seguido bem de perto os escritos dos livros dela que tive a oportunidade de ler. Entretanto, ainda não consegui obter sua opinião sobre o casamento. Se vocês tiverem alguma informação da parte dela a respeito da escolha do cônjuge, ficaria muito feliz em tê-la. Aqui, em meu país, há uma ênfase no casamento apenas entre membros da Igreja (Adventista do Sétimo Dia). Gostaria apenas de ter a posição dela sobre esse assunto.

Gostaria apenas de ter a posição dela sobre esse assunto. Tive a oportunidade de responder a

Tive a oportunidade de responder a uma pergunta semelhante à sua poucos meses atrás. Na minha resposta, citei Testemunhos Para a Igreja, volume 5, capítulo 42, “Casamento com Infiéis” – um capítulo muito útil para a compreensão desse assunto. A pessoa que fez a pergunta queria saber não somente se um adventista deveria se casar com um não adventista, como também o que constitui um infiel. Naquela ocasião, escrevi o seguinte:

O que constitui um infiel para a Sra. White? Seria alguém que não acredita na mensagem cristã de jeito nenhum, ou o termo também poderia ser aplicado a alguém que adotou a fé cristã, mas não a mensagem adventista? A Sra. White abordou esta questão:

Mesmo que o companheiro de sua escolha seja, em todos os outros aspectos, digno (o que, porém, ele não é), no entanto, ele não aceitou a verdade para este tempo; é um descrente, e você está proibida pelo Céu de unir-se a ele. Você não pode, sem perigo para sua salvação, desconsiderar essa ordem divina (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 364).

De acordo com essa declaração, alguém que “não aceitou a verdade para este tempo” (uma expressão que a Sra. White usava para se referir à mensagem adventista) é um descrente, uma pessoa a quem não devemos unir nossa vida. Como pode alguém que crê na breve volta de Jesus, que acredita que temos um mundo para advertir e trazer para a distintiva mensagem dos últimos dias dos adventistas do sétimo dia, unir-se através dos mais fortes laços da vida com alguém que não partilha a mesma paixão? Quando você pensa sobre isso nesses termos, realmente não faz sentido casar-se com uma pessoa que não compartilha as mesmas convicções e missão. Qual é a posição da igreja quanto aos seus pastores oficiarem o casamento de adventistas com não adventistas? O Manual da Igreja diz: “A igreja desaconselha

fortemente o casamento entre um adventista do sétimo dia e um membro de outra religião e recomenda energicamente aos seus pastores que não realizem tais casamentos” (2010 ed., p. 155). O Guia Para Ministros concorda, dedicando quase duas páginas a essa matéria. No ponto específico de pastores oficiarem a cerimônia, o Guia conclui: “Se um membro escolhe alguém que não é membro da Igreja, a Igreja espera que o casal compreenda que o pastor adventista do sétimo dia, que assumiu o compromisso de defender os princípios enunciados mais acima, não pode realizar um casamento dessa natureza.”

acima, não pode realizar um casamento dessa natureza.” Pergunta 78 O que Ellen White disse sobre

Pergunta 78 O que Ellen White disse sobre o sexo no casamento?

Sou um adventista do sétimo dia fiel e em situação regular na igreja, e acredito no dom profético de Ellen G. White. Gostaria de perguntar se alguém do White Estate já tentou interpretar o que a Sra. White quis dizer com seus comentários sobre o assunto de sexo no casamento. Parece-me claro que ela não ensinou que o sexo tem o propósito unicamente de procriar.

ensinou que o sexo tem o propósito unicamente de procriar. Esse também é o meu entendimento.

Esse também é o meu entendimento. Qual é a “multidão de pecados praticados na relação conjugal?” Frequência? Perversões? Ambos?

Não é possível para ter certeza, mas, na dúvida, fico com “ambos”. A frequência excessiva aumentava o risco de gravidez, e a Sra. White acreditava que ter muitos filhos não era fisicamente nem mesmo espiritualmente saudável. (A mulher teria que ficar sempre dentro de casa, e as oportunidades de testemunhar e até mesmo de alimentar as próprias necessidades espirituais seriam reduzidas, etc.). Ela pode também ter se preocupado com doenças ginecológicas que podiam ser causadas por relações sexuais frequentes. Isso pode ter relação com a dificuldade de fazer a higiene em localidades onde boas condições para fazê-la eram raras. Essa pode ter sido a causa daquilo a que ela se refere como desgaste dos órgãos femininos.

O que seria considerado perversão?

Desconheço qualquer explicação da Sra. White que revele o que ela tinha em mente quanto a isso. Creio que ela teria chamado a frequência excessiva de perversão. Mas parece que ela também tinha outras preocupações. Sadomasoquismo? Sodomia? Seja o que for, parece que ela se opôs a elas tomando como base o fato de que essas coisas corrompem, sendo moralmente perversas.

Alguns dos livros da literatura adventista do sétimo dia que eu li não se posicionam sobre a pecaminosidade de certos estilos de comportamento sexual dentro do casamento. Tudo o que quero saber é o que o Senhor realmente diz sobre esse assunto. Não quero interpretar erroneamente o que o Espírito de Profecia diz, ficando aquém do ideal divino ou adotando um padrão fora do razoável.

Essa é uma meta digna de ser alcançada. Mas se você estiver procurando alguém – mesmo a Sra. White – para lhe dizer de maneira definitiva o que é aprovado e o que não é, pode se decepcionar. Ou, quem sabe, você pode encontrar alguém que lhe diga – alguém com mais autoridade do que você mesmo ou aquela em quem você mais confia. Talvez você precise resolver essa questão com oração, tomando como base princípios mais amplos. Deus criou o sexo. Entretanto, da mesma maneira como podemos cometer certos exageros no uso dos alimentos – uma de Suas boas dádivas para nós – assim também podemos usar erradamente o sexo. Também é possível, todavia, que fiquemos obcecados na outra direção, tentando ser por demais cautelosos. Na área da alimentação, tais obsessões podem se manifestar como anorexia ou até como uma mentalidade de “salvação por meio da dieta estrita”. Semelhantemente, uma pessoa pode ficar tão obcecada ao tentar resolver todas essas questões sobre sexo que acaba esquecendo que Deus quer que seus filhos casados mostrem amor e ternura uns para com os outros, inclusive na relação sexual. Deve ser sua preocupação honrar, promover o crescimento e cuidar para que as necessidades do outro sejam atendidas, tudo isso em harmonia com o desejo de honrar a Deus. Além desses conselhos básicos, não me sinto qualificado para indicar o que a Sra. White quis dizer, nem qual seja precisamente o dever dos filhos de Deus casados.

qual seja precisamente o dever dos filhos de Deus casados. Pergunta 79 Podemos usar métodos contraceptivos

Pergunta 79 Podemos usar métodos contraceptivos artificiais?

Estou para me casar e tenho orado e buscado na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White algo sobre a questão dos métodos contraceptivos naturais versus outros métodos. Estou interessado em saber sobre o conhecimento que as pessoas tinham sobre fertilidade no tempo da Sra. White. Ela escreveu:

Ao enviarem-se missionários a campos distantes, devem ser selecionados homens que saibam economizar, que não tenham família grande e que, compreendendo a brevidade do tempo e a grande obra a ser realizada, não encherão de filhos o lar, mas se conservarão livres tanto quanto possível de tudo que lhes desvie a mente de sua grande obra. A esposa, se devotada e deixada livre para fazê-lo pode, colocando-se ao lado do esposo, realizar tanto quanto ele. Deus abençoou a mulher com talentos para serem usados para Sua glória em levar muitos filhos e filhas a Deus; mas muitas que podiam

ser eficientes obreiras são conservadas no lar para cuidar dos pequenos (O Lar Adventista, p. 165, 166).

A julgar por essa declaração, pode-se dizer que os casais podem escolher ter ou não ter filhos. Os casais sabiam que época do mês era melhor para evitar a gravidez, ou apenas se abstinham até que decidissem pela gravidez?

ou apenas se abstinham até que decidissem pela gravidez? Basicamente, o problema aqui é que a

Basicamente, o problema aqui é que a Sra. White diz o que, mas não como, não é mesmo? Ela é claramente a favor do planejamento familiar e do controle do número de filhos. Ela não discute como conseguir isso. Ela parece presumir que as pessoas sabem como fazê-lo. Não me parece que, em seus escritos, ela recomende que os casais casados não façam sexo até que desejem ter um filho. Ao contrário, parece-me que ela encorajava o exercício do autocontrole na frequência de suas relações a fim de realizar os planos que fizeram para a família. Se isso estiver correto, corresponderá ao que se chama hoje de método da tabelinha (calendário). Não tenho uma informação específica sobre quando esse método foi desenvolvido, mas ficaria surpreso se a ideia já não fosse amplamente conhecida no século 19. Os adventistas do sétimo dia não compartilham o ideário católico de que as relações sexuais devem sempre ter o potencial para a concepção, nem que Deus tenha almas as quais tenciona pôr nos corpos e que os métodos contraceptivos artificiais frustram Suas intenções. Cremos que a relação sexual é válida tanto para o relacionamento como para a procriação, e que se pode cultivar legitimamente aquela relação ao mesmo tempo em que se praticam opções para adiar a concepção. Naturalmente, isso é um assunto pessoal, e não estou aqui falando em nome de cada adventista do sétimo dia. Mas nossa teologia não nos direciona para o mesmo ponto de vista sustentado pelos católicos. Acredito que a maioria dos adventistas do sétimo dia não se limita ao método da tabelinha se houver outros métodos disponíveis. Creio que o importante para você não é tanto o conhecimento que as pessoas do século 19 tinham, mas o que venha a ser uma postura legítima diante de Deus nessas questões. Não encontro uma proibição dos métodos contraceptivos nos escritos da Sra. White, sejam eles pela tabelinha, sejam por outros recursos. Em vez disso, encontro uma abordagem ponderada e sensata para a questão do planejamento familiar, que tem o potencial de maximizar o cuidado com os filhos trazidos ao mundo e também capacitar para o serviço do Senhor no mais alto nível.

capacitar para o serviço do Senhor no mais alto nível. Pergunta 80 Adventistas divorciados que tenham

Pergunta 80 Adventistas divorciados que tenham se arrependido podem se casar outra vez?

Sou o primeiro ancião de uma igreja. Estou enfrentando uma situação bastante delicada e preciso de alguma ajuda sobre como lidar com ela. Há um homem divorciado na igreja. Ele foi o responsável pelo fracasso do seu casamento por conta de sua própria infidelidade. Entretanto, isso aconteceu antes de ter mudado sua vida e ter aceitado ao Senhor Jesus, sendo batizado então. Esse homem se enamorou de uma boa moça que cresceu na igreja. Ela tem 21 anos de idade. Seus pais não estão contentes com a situação, pois ele tem dois filhos. A esposa dele ainda está viva e não se casou outra vez. A Sra. White escreveu alguma coisa sobre pessoas divorciadas que se arrependeram? O indivíduo divorciado está condenado à solidão? Que posso fazer?

divorciado está condenado à solidão? Que posso fazer? Sempre reluto em responder a indagações como essa

Sempre reluto em responder a indagações como essa porque as situações são de alta sensibilidade e frequentemente não tenho certeza do que fazer para atenuá-las. Se as pessoas simplesmente vivessem de acordo com as promessas que fizeram e fossem determinadas a não fazer nada daquilo que desagrada a Deus ou traz descrédito à Sua obra aqui na Terra, elas evitariam muitos desses problemas vexatórios. Mas não é assim que acontece. Você encontrará os comentários da Sra. White sobre essas questões especialmente em três fontes: O Lar Adventista, p. 326-347; O Maior Discurso de Cristo, p. 63-65; e Conduta Sexual. O escopo de seu conselho geral se encontra nos dois primeiros, enquanto o terceiro livro trata de certas situações com maior detalhamento. Recomendo-lhe os três livros. Em resposta à sua pergunta, permita-me citar uma parte do conselho geral da Sra. White do jeito que ele aparece em O Lar Adventista e O Maior Discurso de Cristo, que é citado em Conduta Sexual:

A mulher poderá estar oficialmente divorciada de seu marido pelas leis do país e ainda assim não estar divorciada aos olhos de Deus e segundo a lei mais elevada. Só há um pecado, o adultério, que pode pôr o esposo e a esposa em posição de se

sentirem livres do voto matrimonial aos olhos de Deus. Embora as leis do país possam permitir o divórcio, à luz da Bíblia continuam como marido e esposa, segundo as leis de Deus.

Vi que a irmã

, por enquanto, não tem direito de casar com outro homem,

mas se ela ou qualquer outra mulher se divorciar legalmente por questão de adultério por parte do marido, então estará livre para casar com quem quiser (O Lar Adventista, p. 344; Conduta Sexual, p. 78, 79).

Entre os judeus era permitido ao homem se divorciar de sua esposa pelas questões mais triviais, e ela então ficava livre para casar-se novamente. Essa prática levou a grande desgraça e pecado. No Sermão da Montanha, Jesus declarou com franqueza

que não deveria ocorrer anulação do casamento, exceto por infidelidade aos votos conjugais. Ele disse: “Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5:32, ARA). Quando posteriormente os fariseus questionaram a interpretação de Jesus quanto à legalidade do divórcio, Ele os reportou à instituição do casamento estabelecida na

criação: “Por causa da dureza do vosso coração”, disse Ele, “é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8, ARA).

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que “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24, ARA). Esse foi o manifesto da lei do casamento para todos os filhos de Adão até o fim dos tempos (Conduta Sexual, p. 79, 80).

Quando o Criador uniu as mãos do santo casal em aliança matrimonial, declarou

Você perguntou especificamente sobre a pessoa que se arrependeu. Se alguém se arrependeu, isso significa que esse indivíduo aceitou a visão de Deus sobre seu erro, confessou o erro e tem feito o que pode para endireitar as coisas. O verdadeiro arrependimento também resultará na busca das instruções vindas de Deus para prosseguir. Foi a desconsideração para com as instruções divinas que causou o rompimento do primeiro casamento. A desconsideração para com as instruções de Deus proverá uma base sólida para um segundo casamento? Em uma época em que se dá prioridade aos sentimentos, pode até ser forte a simpatia por alguém em “solidão”, mas isso não altera os mandamentos de Jesus. Nossa única salvaguarda está na obediência, não em seguir uma inclinação, não importa quão fortes sejam os clamores da carne. Deus dará graça para uma vida santificada se estivermos determinados a obedecer-Lhe e a confiar nEle. É assim que vejo. Convido-o a ler o que a Bíblia diz sobre esse assunto e também a rever os comentários da Sra. White.

Perguntas Sobre a VIDA ESPIRITUAL

Perguntas Sobre a

VIDA ESPIRITUAL

Perguntas Sobre a VIDA ESPIRITUAL
Pergunta 81 Ellen White disse que não podemos saber se estamos salvos? O que a

Pergunta 81 Ellen White disse que não podemos saber se estamos salvos?

O que a irmã White disse em resposta às pessoas que declaravam: “Eu sei que estou salvo”? Qual foi sua resposta ao conceito de que uma vez salvo, sempre salvo?

sua resposta ao conceito de que uma vez salvo, sempre salvo? Ellen White de fato escreveu:

Ellen White de fato escreveu: “Nunca se deve ensinar aos que aceitam o Salvador, conquanto sincera sua conversão, que digam ou sintam que estão salvos” ( Parábolas de Jesus, p. 155). No entanto, um exame minucioso de suas advertências concernentes a esse assunto revela que, dentro do contexto, ela não estava falando contra a certeza da situação presente do crente com Deus. Em vez disso, ela estava advertindo contra o presunçoso ensinamento da segurança eterna expressado pelo “uma vez salvo, sempre salvo”. De fato, ela estava falando contra declarar “estou salvo” e continuar a transgredir a lei de Deus. Aqui está a declaração inteira:

A queda de Pedro não foi repentina, mas gradual. A confiança em si mesmo induziu-o à crença de que estava salvo, e desceu passo a passo o caminho descendente até negar a Seu Mestre. Jamais podemos confiar seguramente em nós mesmos ou sentir, aquém do Céu, que estamos livres da tentação. Nunca se deve ensinar aos que aceitam o Salvador, conquanto sincera sua conversão, que digam ou sintam que estão

salvos. Isso é enganoso. Deve-se ensinar cada pessoa a acariciar esperança e fé; mas, mesmo quando nos entregamos a Cristo e sabemos que Ele nos aceita, não estamos fora do alcance da tentação. A Palavra de Deus declara: “Muitos serão purificados, e

embranquecidos, e provados” (Dn 12:10). Só aquele que “suportar a tentação [ receberá a coroa da vida” (Tg 1:12) (Parábolas de Jesus, p. 155).

]

A seguinte observação feita pela Sra. White durante uma assembleia da Associação Geral é uma evidência de que ela entendeu o correto fundamento da certeza do cristão:

“Cada um de vocês deve por si mesmo saber que tem um Salvador vivo, que Ele é seu auxiliador e seu Deus. Vocês não precisam declarar: ‘Eu não sei se estou salvo.’ Vocês creem em Cristo como seu Salvador pessoal? Se creem, alegrem-se” (The General Conference Bulletin, 10 de abril de 1901). Para uma mulher que lutava com dúvidas, Ellen White escreveu:

A mensagem que Deus me deu para passar a você é: “O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6:37). Se não tem nada a pleitear diante de Deus, a não ser essa promessa do seu Senhor e Salvador, você tem a certeza de que jamais será rejeitada. Pode parecer que você esteja afeiçoada a uma única promessa, mas aproprie-se dela e ela lhe abrirá toda a casa do tesouro das riquezas da graça de

Cristo. Apegue-se a essa promessa e você estará segura. “O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora.” Apresente essa certeza a Jesus, e você estará tão segura como se estivesse dentro da cidade de Deus (Manuscript Releases, v. 10, p. 175).

Portanto, aqui está um quadro mais completo. A Sra. White realmente aconselhou contra o ponto de vista “uma vez salvo, sempre salvo”. Mas ela sabia como apresentar uma certeza bíblica para os que sofriam com dúvidas.

uma certeza bíblica para os que sofriam com dúvidas. Pergunta 82 Como os cristãos podem resolver

Pergunta 82 Como os cristãos podem resolver melhor os conflitos?

Preciso de algumas citações sobre o que Ellen White diz a respeito de como uma discussão amigável pode resolver conflitos. Isso é para um trabalho escolar, mas com certeza usarei essas informações em minha vida.

mas com certeza usarei essas informações em minha vida. A passagem a seguir pode ser muito

A passagem a seguir pode ser muito útil para você. Ela é de Patriarcas e Profetas (p. 519, 520). Seria bom você voltar um pouco e ler a parte da história que vem antes, só para captar o cenário inteiro. Você pode também verificar que há um capítulo em Obreiros Evangélicos (p. 498-502) que pode ajudar muito. É sobre como resolver conflitos, mal- entendidos e mágoas na igreja. Basicamente, o conselho da Sra. White foi seguir as instruções de Jesus em Mateus 18. Aqui está o material extraído de Patriarcas e Profetas:

Quantas vezes sérias dificuldades surgem de uma simples má compreensão, mesmo entre aqueles que são impelidos pelos mais dignos intuitos; e, sem o exercício da cortesia e paciência, que resultados sérios e mesmo fatais podem seguir-se! As dez tribos lembraram como no caso de Acã, Deus repreendera a falta de vigilância para se descobrirem os pecados existentes entre eles. Agora resolveram agir pronta e seriamente; mas, procurando evitar seu primeiro erro, foram para o extremo oposto. Em vez de fazerem uma indagação cortês a fim de conhecerem os fatos reais, defrontaram seus irmãos com censura e condenação. Houvessem os homens de Gade e Rúben retorquido no mesmo espírito, a guerra teria sido o resultado. Ao mesmo tempo que é importante que de um lado seja evitada a frouxidão ao tratar com o pecado, é igualmente de importância que do outro se evite um juízo ríspido e infundada suspeita. Conquanto muitos sejam bastante sensíveis à menor censura com relação à sua conduta, são demasiadamente severos ao tratar com aqueles que supõem estar em erro. Ninguém foi jamais recuperado de uma situação errônea, pela censura e acusação; mas muitos são assim mais repelidos do caminho direito, e levados a

endurecer o coração contra a convicção. Um espírito de bondade, uma conduta cortês

e paciente podem salvar os que erram e cobrir uma multidão de pecados. A sabedoria mostrada pelos rubenitas e seus companheiros é digna de imitação. Ao mesmo tempo em que procuravam honestamente promover a causa da verdadeira religião, eram julgados falsamente e censurados com severidade; não manifestaram, todavia, ressentimento. Escutaram com cortesia e paciência as acusações de seus irmãos, antes de tentarem fazer sua defesa, e, então, explicaram amplamente seus intuitos e mostraram sua inocência. Assim a dificuldade que ameaçara consequências tão sérias foi resolvida amigavelmente. Mesmo sob uma acusação falsa, aqueles que estão com a razão podem estar calmos

e ponderados. Deus está a par de tudo que é mal compreendido e mal interpretado

pelos homens, e podemos com segurança deixar nosso caso em Suas mãos. Tão certamente reivindicará Ele a causa dos que nEle põem sua confiança, como investigou o crime de Acã. Aqueles que são compelidos pelo Espírito de Cristo possuirão a caridade que é longânima e benévola. É vontade de Deus que a união e o amor fraternal existam entre Seu povo. A oração de Cristo, precisamente antes de Sua crucifixão, foi para que Seus discípulos fossem um como Ele é um com o Pai, a fim de que o mundo pudesse crer que Deus O enviara. Essa oração mui tocante e maravilhosa atravessa os séculos, até mesmo aos nossos dias; pois Suas palavras foram: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em Mim” (Jo 17:20). Conquanto não devamos sacrificar um único princípio da verdade, deve ser nosso constante objetivo atingir este estado de unidade. Esta é a prova de nosso discipulado. Disse Jesus:

“Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:35). O apóstolo Pedro exorta a igreja: “Sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis, não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção” (1Pe 3:8, 9).

para que por herança alcanceis a bênção” (1Pe 3:8, 9). Pergunta 83 Devemos dar importância ao

Pergunta 83 Devemos dar importância ao que os outros pensam?

Estou tendo um vigoroso debate com outro adventista que está morando com a namorada e se recusa a aceitar qualquer coisa que eu diga sobre quão errada é essa relação. Ele diz que não mantém relações sexuais com ela, que moram em quartos separados e que não se importa que outras pessoas possam pensar que ele está fazendo algo errado. Sua atitude demonstra que tanto ele como Deus conhecem a situação, e todos os demais, com suas mentes “depravadas”, podem pensar o que quiserem sobre a situação dele, pois ele não está violando nada do que está na Bíblia. A Sra. White escreveu alguma coisa sobre esse assunto? Sei que ele lê muito e que tem lido vários livros dela. Se ele mesmo ler o que a Sra. White diz sobre essa questão, não

poderá mais dar nenhuma desculpa.

poderá mais dar nenhuma desculpa. A própria Bíblia nos diz: “Abstende-vos de toda aparência do mal”

A própria Bíblia nos diz: “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Ts 5:22). Jesus disse: “Assim resplandeça também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5:16). Não vejo como a situação que você descreve possa contribuir para a glória de Deus. Seu amigo pode desrespeitar todas as regras do mundo e acusar os que o desafiam de terem mentes “depravadas”, mas o fato é que, essencialmente, todos – cristãos e não cristãos – vão presumir que eles estão mantendo relações sexuais. Em minha opinião, o prejuízo para a reputação dele não compensa qualquer benefício que ele pense estar obtendo com isso. Além do mais, ao manter essa situação, ele está prejudicando a reputação da namorada, pois as pessoas vão presumir sobre ela o mesmo que presumem sobre ele. Seu amigo deve tomar uma iniciativa que vá ao encontro da vontade de Deus para dar fim a essa situação e para o benefício de ambos – especialmente se ele a considera sua namorada. Ele deve tratar de preservar a reputação dela ainda mais do que a dele mesmo. Aqui estão duas declarações da Sra. White que podem se aplicar ao caso.

Não basta que evitem a aparência do mal; vocês devem ir além disto; precisam aprender “a fazer o bem” (Is 1:17). Cumpre-lhes representar Cristo perante o mundo. Deve constituir, para vocês, diário objeto de estudo a maneira por que lhes será possível aprender a fazer as obras de Deus. Seus seguidores devem ser cartas vivas, conhecidas e lidas “por todos os homens” (2Co 3:2) (Mensagens aos Jovens, p. 347, 348). [O que as pessoas estão “lendo” na carta da vida desse homem hoje?]

É de importância que as crianças e os jovens sejam exercitados em usar de discrição em palavras e atos; pois seu modo de proceder traz luz ou sombra, não somente no próprio lar, mas também para todos com quem se põem em contato. Antes, porém, que os jovens sejam cuidadosos e refletidos, abstendo-se de toda a aparência do mal, precisam possuir aquela sabedoria que vem do alto, e a força que só Jesus pode comunicar (Mensagens aos Jovens, p. 345).

que só Jesus pode comunicar (Mensagens aos Jovens, p. 345). Pergunta 84 Qual é o pecado

Pergunta 84 Qual é o pecado contra o Espírito Santo?

Qual é o pecado contra o Espírito Santo? Como posso estar certo de não ter cometido o pecado contra o Espírito Santo? Por que esse pecado em particular não pode ser perdoado?

certo de não ter cometido o pecado contra o Espírito Santo? Por que esse pecado em

Depois de minha resposta, incluirei dois parágrafos de O Desejado de Todas as Nações, em que a Sra. White trata do assunto sobre o qual você pergunta. (Esses parágrafos estão nas páginas 321-323.) Você verá que ela apresenta esse pecado como uma resistência ao apelo do Espírito Santo para nos arrependermos e voltarmos para Deus. Mesmo diante das evidências e apelos mais fortes, somos livres para não ceder, se assim quisermos. Se resistimos continuamente, em algum momento já não seremos mais impressionados pelo mais vigoroso labor do Espírito Santo em nosso favor. Teremos nos colocado além do alcance de Deus, pois Ele não poderá violar nossa vontade. Deus não pode perdoar esse pecado porque nos recusamos a levá-lo até Ele ou nem mesmo escutamos mais Suas súplicas. Como podemos saber que não cometemos esse pecado? Se ainda sentimos o chamado de Deus para Lhe entregar nossa vida, saberemos que o Espírito Santo está operando em nosso coração. Se estivermos resistindo ao Seu chamado, podemos ficar agradecidos por Ele ainda estar trabalhando em nós, e não devemos adiar nossa resposta! Devemos render inteiramente nossa vida Àquele que morreu por nós. Assim como Ele não hesitou em entregar Sua vida, também não devemos hesitar em entregar-Lhe a nossa. Postergar ou recusar é muito perigoso. O momento é agora, diz a Bíblia. Hoje é o dia da salvação.

Fora justamente antes disso que Jesus operara pela segunda vez o milagre de curar um possesso, cego e mudo, e os fariseus haviam renovado a acusação: “Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios” (Mt 9:34). Cristo disse-lhes positivamente que em atribuir a obra do Espírito Santo a Satanás, estavam-se separando da fonte de

bênçãos. Os que tivessem falado contra o próprio Cristo, não Lhe discernindo o caráter divino, poderiam receber perdão; pois mediante o Espírito Santo poderiam ser levados

a ver seu erro e arrepender-se. Seja qual for o pecado, se a alma se arrepende e crê,

a culpa é lavada no sangue de Cristo; mas aquele que rejeita a obra do Espírito Santo assume uma posição que impede o acesso ao arrependimento e à fé. É pelo Espírito que Deus opera no coração; quando o homem rejeita voluntariamente o mesmo, e declara que é de Satanás, corta o conduto por onde Deus Se pode comunicar com ele.

Quando o Espírito é afinal rejeitado, nada mais pode Deus fazer pela pessoa. [

Não é Deus que cega os homens ou lhes endurece o coração. Envia-lhes luz para lhes corrigir os erros e guiá-los por veredas seguras; é pela rejeição dessa luz que os olhos cegam e o coração se endurece. Muitas vezes o processo é gradual e quase imperceptível. A luz chega até a pessoa por meio da Palavra de Deus, de Seus servos, ou diretamente por Seu Espírito; mas quando um raio de luz é rejeitado, dá-se o parcial entorpecimento das percepções espirituais, e a segunda revelação da luz é menos claramente discernida. Assim aumenta a treva, até que se faz noite na alma. Assim se dera com esses guias judeus. Estavam convencidos de ser Cristo assistido por um poder divino, mas a fim de resistir à verdade, atribuíam a obra do Espírito Santo a Satanás. Procedendo desse modo, escolhiam deliberadamente o engano; renderam-se a Satanás, e daí em diante foram regidos por seu poder.

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Pergunta 85 Satanás pode ler nossa mente? Satanás pode ler nossa mente? A Sra. White

Pergunta 85 Satanás pode ler nossa mente?

Satanás pode ler nossa mente?

A Sra. White escreveu:

mente? Satanás pode ler nossa mente? A Sra. White escreveu: Satanás não pode ler os nossos

Satanás não pode ler os nossos pensamentos, mas pode ver os nossos atos, ouvir- nos as palavras; e por meio do seu longo conhecimento da família humana, pode moldar suas tentações para tirar vantagem de nossos pontos fracos de caráter. E quão frequentemente lhe revelamos o segredo de como poderá obter vitória sobre nós! Oh! como deveríamos dominar nossas palavras e ações! Quão fortes poderíamos tornar- nos se nossas palavras fossem tais que nos não envergonhássemos de enfrentar o seu registro no dia do juízo! Quão diferentes aparecerão elas no dia de Deus do que agora aparentam ao serem pronunciadas! (Mensagens aos Jovens, p. 328).

ao serem pronunciadas! (Mensagens aos Jovens, p. 328). Pergunta 86 Devemos sempre nos ajoelhar quando oramos?

Pergunta 86 Devemos sempre nos ajoelhar quando oramos?

Gostaria de saber se vocês podem ajudar-me a responder às seguintes perguntas: Nos escritos de Ellen White, existem detalhes a respeito da posição apropriada para orar? Existem declarações que endossem o orar em pé ou assentados?

declarações que endossem o orar em pé ou assentados? Perguntas como as suas são levantadas porque

Perguntas como as suas são levantadas porque a Sra. White disse que se ajoelhar “é sempre a posição apropriada”. Mas como entendemos o termo “sempre”? De fato, existem declarações da Sra. White que, de maneira aprovadora, falam sobre orações feitas em outras posições, especialmente em pé. Ela estaria se contradizendo? Acredito que uma olhada mais de perto revelará que não existe nenhuma contradição. A situação sobre a qual a Sra. White estava falando ao insistir sobre ajoelhar-se era a da oração congregacional antes do sermão. Aqui está o que ela disse:

Alguém que por cerca de cinco anos se educou em Battle Creek foi solicitado a fazer a oração antes que a irmã White falasse ao povo. Mas quando o vi pôr-se em pé enquanto os lábios se iam abrir em oração a Deus, minha alma foi levada no íntimo a dar-lhe uma repreensão pública. Chamando-o por nome, disse-lhe: “Prostre-se de joelhos!” Esta é sempre a posição apropriada (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 311).

Não tentemos fazer com que uma declaração da Sra. White concernente a uma situação seja aplicada a todas as demais. Entendo que o termo “sempre” se aplica à principal oração em favor da congregação durante o culto. Ele não se aplica a outras situações, como indicam outras declarações que ela fez – situações como “quando sós, quando estais caminhando e quando ocupados com os trabalhos diários” (A Ciência do Bom Viver, p. 511). Ao apresentarmos a congregação diante dAquele a quem a Sra. White chama de “o Soberano do Universo”, ou em nossas orações particulares, a posição de joelhos representa apropriadamente o nosso status de súditos dEle; ela instila em nós o senso de nossa debilidade e pequenez e demonstra respeito por Aquele que é muito maior que nós e é “alto e sublime”. Ela é um reconhecimento de que dependemos dEle. Que desculpa temos para não nos ajoelharmos diante dEle no culto da igreja quando apresentamos formalmente nossas petições diante dEle? Acredito que é isso que a Sra. White quer dizer. Mas outras orações, para outros propósitos e em outros momentos, podem ser feitas em posições diferentes. A Bíblia fala, por exemplo, que Neemias fez uma rápida oração pedindo orientação quando esteve diante do rei da Pérsia, ao este fazer-lhe uma pergunta e esperar pela resposta. Orações como essa são aceitáveis, do ponto de vista da Sra. White. Portanto, o fato de a Sra. White ter concordado com outras posições para orar em ocasiões diferentes não apresenta, em minha opinião, uma contradição à sua declaração de que ajoelhar-se “é sempre a posição apropriada” para quem esteja representando a congregação na principal oração do culto.

a congregação na principal oração do culto. Pergunta 87 Por que Elias teve que orar sete

Pergunta 87 Por que Elias teve que orar sete vezes?

Cerca de vinte anos atrás, eu estava lendo uma história sobre Elias em um livro do Espírito de Profecia, quando me deparei com algo que me causou uma forte impressão. Embora eu tenha procurado página por página, nunca mais consegui encontrar esse material. Finalmente, cheguei à conclusão de que não devo mesmo tê-lo lido. Um dia desses, todavia, assisti a um vídeo em nossa igreja, e o pastor que ali falava citou palavra por palavra aquilo que eu li tantos anos atrás. Ele mencionou que esse material se encontra no Comentário Bíblico. Eu não tenho o Comentário Bíblico e, por isso, não sei como li aquelas palavras muito tempo atrás. O que realmente me interessou no que li foi que Ellen White mencionou que Elias teria se ajoelhado sete vezes para orar, e que cada vez que se ajoelhava, ele revia toda sua vida para ver se havia falhado em dar glória a Deus ou em trazer-Lhe glória – algo assim. Então, na sétima vez em que se levantou, havia uma pequena nuvem no céu. Tenho lido muitas histórias sobre Elias, mas nenhuma delas contém essa parte onde ele faz uma revisão de sua vida. Vocês poderiam verificar onde essa história está descrita dessa maneira?

Aqui está a declaração que você procura: O servo observava enquanto Elias estava em oração.

Aqui está a declaração que você procura:

O servo observava enquanto Elias estava em oração. Seis vezes voltou ele de sua observação, dizendo: Não há nada – nenhuma nuvem, nenhum sinal de chuva. Mas o profeta não desistiu nem desanimou. Continuou a recapitular sua vida, a ver onde deixara de honrar a Deus, confessou seus pecados e, assim, continuou a afligir sua alma diante de Deus, enquanto vigiava para enxergar algum sinal de que sua oração fora atendida. À medida que esquadrinhava o coração, parecia diminuir cada vez mais, tanto em sua própria estimativa como aos olhos de Deus. Parecia-lhe que não era nada, e Deus era tudo; e quando ele chegou ao ponto de renunciar ao próprio eu, de se apegar ao Salvador como sua única força e justiça, veio a resposta. Apareceu o servo, dizendo: “Eis aqui se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem” (1Rs 18:44, ARA) (Review and Herald, 26 de maio de 1891; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 2, p. 1147).

A afirmação também aparece nestes dois livros devocionais: O Cuidado de Deus, página 97, e Nossa Alta Vocação, página 131. Também foi incluída na compilação Prayer [Oração], página 140.

É isso mesmo! É essa citação que por tantos anos venho tentando achar. Gosto muito daquela parte que mostra Elias esquadrinhando seu coração porque é assim que me encontro hoje. Se Elias, o profeta de Deus, precisou esquadrinhar seu coração, afligir sua alma e revisar sua vida, tanto mais preciso eu fazê-lo também! Jesus em breve voltará!

mais preciso eu fazê-lo também! Jesus em breve voltará! Pergunta 88 Somente um em cada dez

Pergunta 88 Somente um em cada dez adventistas irá se salvar?

Ellen White disse que nem um entre dez, na Igreja Adventista, será salvo? Se ela disse, onde está a citação?

será salvo? Se ela disse, onde está a citação? Não, a Sra. White não fez tal

Não, a Sra. White não fez tal declaração. Na base de dados em CD-ROM (em inglês), existe somente uma referência a “nem um entre dez”, que é uma menção à questão de quantos ministros estão adequadamente informados e são competentes para lidar com assuntos sobre saúde. A expressão mais comum usada pela Sra. White era “nem um entre vinte”. O mais próximo que podemos chegar daquilo que você perguntou é esta declaração:

É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham registrados nos livros da igreja está preparado para finalizar sua história terrestre, e iria achar-se tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo, como o pecador comum. Professam servir a Deus, mas estão servindo mais fervorosamente a Mamom. Esta obra feita pela metade é um constante negar a Cristo, de preferência a confessá-Lo. São tantos os que introduziram na igreja seu espírito não subjugado, inculto! Seu gosto espiritual é pervertido por suas degradantes corrupções imorais, simbolizando o mundo no espírito, no coração, nos propósitos, confirmando-se em práticas concupiscentes, e são inteiramente cheios de enganos em sua professa vida cristã. Vivendo como pecadores e alegando ser cristãos! Os que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e separar-se (Serviço Cristão, p. 41).

Embora seja, certamente, uma declaração solene, você pode ver que ela não é uma previsão do que iria acontecer no fim, mas uma declaração das condições existentes no tempo em que ela foi escrita. O mesmo pode ser dito das outras menções sobre “nem um entre vinte”, ou “nem um entre cem”. No fim dos tempos, o resultado dependerá da resposta das pessoas a apelos como esses feitos pela Sra. White e aos eventos finais, à medida que eles forem ocorrendo. Não devemos tomar essas declarações ao pé da letra, pois, sequer uma vez, a Sra. White escreve “nem um entre oito” ou “nem um entre treze”. Ela usou as declarações de maneira figurada para mostrar a seriedade de seu argumento.

maneira figurada para mostrar a seriedade de seu argumento. Pergunta 89 Nossos anjos nos deixam ao

Pergunta 89 Nossos anjos nos deixam ao entrarmos no cinema?

Lembro-me de que, quando eu era criança, falaram-me que Ellen White disse que não deveríamos entrar em cinemas ou bares porque nossos anjos da guarda não poderiam nem deveriam entrar conosco. Tentei encontrar essa declaração por meio do índice de seus escritos e de pesquisas no site do White Estate, mas não tive êxito. Estou começando a achar que essa é uma daquelas “citações” que não existem. Vocês já viram essa declaração antes? Têm ideia de onde ela pode ser encontrada?

antes? Têm ideia de onde ela pode ser encontrada? Não creio que exista uma declaração como

Não creio que exista uma declaração como essa sobre a qual você pergunta. Uma vez que, nesse contexto, sempre me perguntam sobre cinema e não sobre bares, reuni algumas declarações que podem ser relevantes para a questão do cinema e terei prazer em compartilhá-las com você. Obviamente, o cinema do tempo da Sra. White era o teatro ao vivo, não os filmes. O nível moral, entretanto, era provavelmente tão ruim quanto o dos filmes de hoje. Permita-me compartilhar com você algumas declarações que

têm algo a ver com a pergunta que você fez sobre os anjos nos deixarem quando vamos a lugares não recomendáveis.

Anjos de Deus preservarão Seu povo enquanto ele andar no caminho do dever; não há, porém, garantia dessa proteção para os que deliberadamente se aventuram no terreno de Satanás (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 198).

A declaração anterior não é sobre o cinema, mas indica que, de acordo com as escolhas que fazemos, podemos pelo menos restringir, se não impedir, o trabalho e até mesmo a presença dos anjos. Com certeza, esse é um assunto sério que não deve ser considerado de maneira leviana. Eis uma declaração que se refere ao teatro e também aos anjos:

Quando pensar em acompanhar a esposa e os filhos ao teatro ou ao salão de bailes, que o professo cristão se pergunte: “Posso pedir a bênção de Deus sobre este cenário de prazer? Meu Mestre seria um convidado em um lugar destes? Os anjos estariam ali cuidando de mim?” (Signs of the Times, 23 de fevereiro de 1882).

Note, porém, as palavras encorajadoras:

Os anjos nunca deixam o tentado como presa ao inimigo que destruiria a vida dos homens, caso isto lhe fosse permitido. Enquanto há esperança, até que eles resistam ao Espírito Santo para sua ruína eterna, os homens são guardados por seres celestes (Signs of the Times, 6 de junho de 1895).

Veja também as perguntas 31 e 32: “O que há de errado em ir ao cinema?” e “O que Ellen White disse sobre dramas cristãos?”

Perguntas DIVERSAS

Perguntas

DIVERSAS

Perguntas DIVERSAS
Pergunta 90 Como pôde a divindade de Cristo não morrer na cruz? Por favor, deem-me

Pergunta 90 Como pôde a divindade de Cristo não morrer na cruz?

Por favor, deem-me orientações para uma discussão que estou tendo a respeito de duas declarações da Sra. White. As declarações são as seguintes: “Quando Cristo foi crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A Divindade não sucumbiu e morreu; isso teria sido impossível” (Manuscript Releases, v. 21, p. 408). “‘Eu sou a ressurreição e a vida’ (Jo 11:25). Aquele que disse: ‘Dou a Minha vida para tornar a tomá-la’ (Jo 10:17) ressurgiu do túmulo para a vida que estava nEle mesmo. A humanidade morreu; a divindade não morreu. Em Sua divindade, possuía Cristo o poder de romper os laços da morte. Declara Ele que tem vida nEle mesmo para dar vida a quem quer (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 301). Vocês poderiam me indicar algumas fontes adventistas contemporâneas que comentem esse conceito da deidade/divinidade de Cristo não morrer? E diga-me, por favor, se o White Estate tem algum comentário sobre essas declarações.

Estate tem algum comentário sobre essas declarações. Desconheço fontes adventistas contemporâneas que comentem

Desconheço fontes adventistas contemporâneas que comentem esse conceito, embora possa haver algumas. Estamos simplesmente lidando com um dos mistérios da Encarnação. Jesus era inteiramente Deus e inteiramente humano, com Suas duas naturezas unidas em uma só. Encontrei mais sobre a declaração que você citou nesta referência extraída de The Seventh-day Adventist Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia] (v. 5, p. 1113, 1114), nos “E. G. White Comments” [Comentários de E. G. White] sobre Marcos 16:6:

6 (Jo 1:1-3, 14; Fp 2:5-8; Cl 2:9; Hb 1:6, 8; 2:14-17; Hb 4:15). A Divindade Não Morreu. – A natureza humana do Filho de Maria se transformou na natureza divina do Filho de Deus? Não; as duas naturezas foram misteriosamente mescladas em uma pessoa – o homem Jesus Cristo. NEle habitava corporeamente toda a divindade. Quando Cristo foi crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A divindade não

sucumbiu e morreu; isso seria impossível. Cristo, Aquele que não pecou, salvará cada filho e filha de Adão que aceitar a salvação que lhes é oferecida, consentindo em se tornarem filhos de Deus. O Salvador comprou a raça caída com Seu próprio sangue. Isso é um grande mistério, um mistério que não será inteira e completamente compreendido em toda sua grandeza até que os redimidos sejam trasladados. Só então o poder, a grandeza e a eficácia do dom de Deus para o homem serão entendidos. Mas o inimigo está determinado a fazer com que essa dádiva seja tão

mistificada que venha a tornar-se como nada (Carta 280, 1904). [

]

“Eu sou a ressurreição e a vida.” Aquele que disse “Eu dou a Minha vida para a retomar” emergiu da sepultura para a vida que era Ele mesmo. A humanidade

morreu; a divindade não morreu. Em Sua divindade, Cristo possuía o poder de romper os grilhões da morte. Ele declara ter vida em Si mesmo para reviver quem Ele quiser. Todos os seres criados vivem pela vontade e poder de Deus. Eles são recipientes da vida do Filho de Deus. Por mais capazes e talentosos, por maiores que sejam suas habilidades, eles são reabastecidos com vida que vem da Fonte de toda vida. Ele é a fonte de vida. Somente Aquele único que possui a imortalidade e faz Sua habitação na

luz e na vida pode dizer: “Tenho autoridade para dar [Minha vida], e tenho autoridade

para retomá-la.” [

Cristo estava investido com o direito de dar imortalidade. A vida que, em Sua humanidade, Ele doou, outra vez Ele a tomou, e deu para a raça humana. “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Youth Instructor, 4 de agosto de

]

1898).

Se por definição Deus é imortal, como pode a divindade morrer? Como disse a Sra. White, “isso seria impossível”. Mesmo assim, Jesus morreu, e Sua morte afetou até mesmo Sua divindade. Ela não morreu, mas esteve pelo menos quiescente lá na tumba. Não compreendo tudo isso, mas acredito que foi algo assim que aconteceu. Acredito que este seja um dos temas da salvação que estudaremos pela eternidade.

um dos temas da salvação que estudaremos pela eternidade. Pergunta 91 Jesus conservará Seu corpo humano

Pergunta 91 Jesus conservará Seu corpo humano para sempre?

Gostaria de saber se a Sra. White disse que Jesus manteria a forma humana ao longo da eternidade e onde está registrado tal comentário.

longo da eternidade e onde está registrado tal comentário. Provavelmente, a declaração mais conhecida concernente à

Provavelmente, a declaração mais conhecida concernente à sua pergunta é a que aparece em O Desejado de Todas as Nações, p. 25 e 26:

Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou- Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16). Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. É o penhor de que Deus cumprirá Sua palavra. “Um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; e o principado está sobre os Seus ombros” (Is 9:6). Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a

mesma ao mais alto Céu. É o “Filho do homem”, que partilha do trono do Universo. É

o “Filho do homem”, cujo nome será “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da

eternidade, Príncipe da paz” (Is 9:6). O Eu Sou é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores” (Hb 7:26) “não Se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hb 2:11). Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor.

na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor. Pergunta 92 As pessoas mudaram as

Pergunta 92 As pessoas mudaram as palavras de nossas Bíblias?

Gostaria que vocês explicassem qual é o significado de “homens doutos” mudando “as palavras” no trecho citado abaixo. Seria uma menção a comentários ou a outras versões da Bíblia?

Vi que Deus havia de maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando dela existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível quando, na realidade, estavam

mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição. Vi, porém, que a Palavra de Deus, como um todo, é uma cadeia perfeita, prendendo-se uma parte à outra, e explicando-se mutuamente. Os verdadeiros pesquisadores da verdade não devem errar; pois não somente é a Palavra de Deus clara e simples ao explanar o caminho da vida, mas o Espírito Santo

é dado como guia na compreensão do caminho da vida ali revelado (Primeiros Escritos, p. 220, 221).

da vida ali revelado (Primeiros Escritos, p. 220, 221). Acredito que quando a Sra. White escreveu

Acredito que quando a Sra. White escreveu sobre “homens doutos” terem “nalguns casos [mudado] as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível”, ela não estava pensando nas traduções mais novas das Escrituras nem nos comentários. Em vez disso, ela estava se referindo à época quando as únicas cópias existentes da Bíblia eram feitas manualmente. Portanto, eram poucas, comparadas às que temos hoje. No total, existem hoje alguns milhares de manuscritos de algumas partes do Novo Testamento (como também do Novo Testamento inteiro), alguns remontando ao segundo século d.C. A maioria, porém, foi produzida em séculos posteriores, até o século 16. Não há dois desses manuscritos que sejam absolutamente iguais em cada detalhe. Pode haver diferenças na ortografia, eventuais erros de cópia nos quais uma palavra ou uma linha é deixada de fora ou repetida, e assim por diante. E também há diferenças na escolha das palavras. Muitas traduções modernas mencionam essas diferenças em notas de rodapé.

Acredito que a Sra. White estava comentando sobre a tendência de alguns escribas de

fazer, durante o processo da cópia, o texto dizer o que “deveria” dizer – para “esclarecer” significados que eram obscuros ou problemáticos para eles, moldando o texto de acordo com o que criam. Todavia, ela expressou sua confiança em nossa habilidade de encontrar

a verdade nas Escrituras comparando uma parte com outra, de modo que ninguém

precisasse ficar desorientado. Em realidade, o número de manuscritos que temos para cada porção das Escrituras (de maneira que possamos compará-los) e as maneiras que temos de avaliar as variações nos tem dado uma confiança ainda maior de que temos o texto bíblico tão próximo quanto possível dos escritos originais. Em Mensagens Escolhidas, v.1, p. 16, a Sra. White fez um comentário que se assemelha

à passagem que você citou.

Alguns nos olham seriamente e dizem: “Não acha que deve ter havido algum erro dos copistas ou da parte dos tradutores?” Tudo isso é provável, e a mente que for tão estreita que hesite e tropece nessa possibilidade ou probabilidade estaria igualmente pronta a tropeçar nos mistérios da Palavra Inspirada, porque sua mente fraca não pode ver através dos desígnios de Deus. Sim, com a mesma facilidade tropeçariam em fatos simples que a mente comum aceita e em que discerne o Divino, e para quem as declarações de Deus são simples e belas, cheias de essência e riqueza. Mesmo todos os erros não causarão dificuldade a uma alma, nem farão tropeçar os pés de alguém que não fabrique dificuldades da mais simples verdade revelada.

Apesar de ter reconhecido que problemas como esses podem ter ocorrido, ela tinha uma confiança ilimitada na Bíblia. Ela continuou (p. 17, 18):

Tomo a Bíblia tal como ela é, como a Palavra Inspirada. Creio nas declarações de uma Bíblia inteira. Levantam-se homens que julgam ter alguma coisa a criticar na Palavra de Deus. Eles a expõem diante de outros como prova de superior sabedoria. Esses homens são, muitos deles, inteligentes, instruídos, possuem eloquência e talento, homens cuja vida toda é desassossegar espíritos quanto à inspiração das

Escrituras. Influenciam muitos a ver segundo eles próprios veem. E a mesma obra é transmitida de um para outro, da mesma maneira que Satanás designou que fosse, até que possamos ver plenamente o sentido das palavras de Cristo: “Quando porém

vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?” (Lc 18:8). [

Irmãos, apeguem-se à Bíblia, tal como ela reza, parem com suas críticas relativamente a sua validade, e obedeçam à Palavra, e nenhum de vocês se perderá.

[ ] Simplicidade e enunciação clara são compreendidas pelo iletrado, o camponês e a criança, da mesma maneira que pelo homem já desenvolvido ou o gigante no intelecto. Caso a pessoa seja possuidora de grandes talentos de faculdades mentais, encontrará na Palavra de Deus tesouros de verdade, belos e valiosos, de que se pode apoderar. Encontrará também dificuldades, e segredos e maravilhas que lhe

]

proporcionarão a mais alta satisfação no estudar por longo tempo através da vida, e resta ainda um infinito para além.

Quanto às traduções modernas e comentários, a própria Sra. White os utilizava. Você encontrará várias citações extraídas de outras versões bíblicas, além da King James Version, em muitos de seus trabalhos mais recentes, quando aquelas versões estavam disponíveis. Ocasionalmente, ela também consultava comentários bíblicos. Creio, portanto, que não era a isso que ela se referia em Primeiros Escritos.

não era a isso que ela se referia em Primeiros Escritos. Pergunta 93 As traduções modernas

Pergunta 93 As traduções modernas da Bíblia são perigosas?

Vocês poderiam me orientar quanto a algum dos escritos de Ellen G. White que fazem referência a novas versões da Bíblia que estão sendo impressas em nossos dias para disseminar falsidades?

sendo impressas em nossos dias para disseminar falsidades? Não conheço nenhuma declaração da Sra. White alertando

Não conheço nenhuma declaração da Sra. White alertando contra novas versões bíblicas que estariam sendo produzidas para espalhar falsidades. Temos um documento a respeito do uso que a própria Sra. White fazia de diferentes versões das Escrituras. Ele revela algo sobre a atitude dela quanto à variedade de traduções da Bíblia:

Em seus escritos, a Sra. White fez uso de várias traduções das Santas Escrituras para o inglês, disponíveis em seus dias. Entretanto, ela não faz nenhum comentário direto sobre os méritos relativos a essas versões. Mas com essa prática, fica claro que ela reconhecia a conveniência de fazer uso do que há de melhor em todas as versões da Bíblia. O que ela escreveu fornece um amplo fundamento para uma abordagem que

esteja aberta ao uso de muitas versões do Texto Sagrado. [

]

Sobre a atitude da Sra. White para com a Versão Inglesa Revisada dos anos 1880,

seu filho, W. C. White, relata: “Antes que a versão revisada fosse publicada, houve um vazamento das declarações do comitê concernentes às mudanças que tencionavam fazer. Levei algumas dessas mudanças ao conhecimento da minha mãe, e ela me deu informações muito surpreendentes a respeito daquelas passagens bíblicas. Isso me levou a crer que a revisão seria de grande utilidade para nós quando fosse disponibilizada” (W. C. White, DF 579 [1931]; Ministry, abril de 1947, p. 17). É significativo que, quase imediatamente após o lançamento da English Revised Version [Versão Inglesa Revisada], a Sra. White a tenha utilizado, como também fez com a American Standard Version [Versão Americana Padronizada] quando ela foi

disponibilizada em 1901. [

Quanto à atitude da Sra. White a respeito das revisões de 1885 e 1901 e do uso que delas fazia em seus sermões e escritos, o seu filho, W. C. White, que a acompanhava

]

de muito perto em seu ministério público e na preparação e publicação de seus livros, escreveu em 1931:

“Não conheço nada nos escritos de E. G. White nem consigo me lembrar de nada nas conversas da irmã White que insinuasse que ela achava que havia algum mal em

utilizar a Versão Revisada. [

“Quando os manuscritos eram preparados para seus novos livros e para versões revisadas de livros já impressos, de vez em quando eu mesmo e a irmã Marian Davis chamávamos a atenção da irmã White para o fato de que ela estava usando textos que, na Versão Revisada, estavam traduzidos de maneira muito mais clara. A irmã White examinava cada um cuidadosamente, e, em alguns casos, nos instruía a usar a Versão Revisada. Em outros casos, ela nos instruía que mantivéssemos a Versão Autorizada [King James Version]. “Quando o volume oito de Testemunhos Para a Igreja foi impresso, e pareceu desejável fazer algumas extensas citações do livro de Salmos, foi apontado para a irmã White que a Versão Revisada dos Salmos era preferível, e que a disposição do texto na forma de versos brancos [sem rimas] deixava as passagens mais legíveis. A irmã White pensou sobre o assunto e nos instruiu que usássemos a Versão Revisada” (Arthur L. White, The E. G. White Counsel on Versions of the Bible [O Conselho de E. G. White Sobre Versões da Bíblia]).

]

[O Conselho de E. G. White Sobre Versões da Bíblia]). ] Pergunta 94 Ellen White disse

Pergunta 94 Ellen White disse alguma coisa sobre os dinossauros?

Por favor, forneçam algumas referências que a Sra. White tenha feito a respeito dos dinossauros, e se eles entraram na arca de Noé.

dos dinossauros, e se eles entraram na arca de Noé. A Sra. White não menciona os

A Sra. White não menciona os dinossauros pelo nome. Muitas pessoas, todavia, acham que ela estava se referindo a esses animais em declarações como as que seguem, extraídas de diferentes volumes de Spiritual Gifts. Caso isso esteja certo, a primeira delas responde à sua pergunta sobre eles terem entrado na arca:

Toda espécie de animal que Deus criou foi preservada na arca. As espécies confusas, as quais Deus não criou e eram resultado de amálgama, foram destruídas pelo dilúvio (Spiritual Gifts, v. 3, p. 75).

Ossos de homens e animais são encontrados no chão, em montanhas e vales, o que demostra que homens e animais muito maiores habitaram a Terra no passado. Foi-me mostrado que animais enormes e poderosos, os quais não existem mais, existiram antes do dilúvio. Instrumentos de guerra são às vezes encontrados, como também madeira petrificada. Uma vez que os ossos de seres humanos e animais encontrados

na Terra são muito maiores do que os ossos dos homens e animais de hoje ou dos que existiram por muitas gerações no passado, alguns concluem que o mundo é mais velho do que indica qualquer registro bíblico, e que ele foi habitado muito antes do registro da criação por uma raça de seres bem superior em tamanho aos homens que hoje vivem sobre a Terra (Spiritual Gifts, v. 3, p. 92, 93).

Há uma classe de animais muito grande que pereceu no dilúvio. Deus sabia que a força do homem diminuiria e que esses animais mamutes não poderiam ser controlados por um homem debilitado (Spiritual Gifts, v. 4a, p. 121).

A primeira declaração indica que “espécies confusas, as quais Deus não criou”, foram resultado de “amálgama”, e que elas não foram preservadas na arca, mas pereceram no dilúvio. A Sra. White não descreve como ocorreu essa amálgama. Tentativas de definir essa declaração com maior precisão resultam em mera especulação. Não sei se seres humanos tiveram ou não parte nisso. A Sra. White simplesmente não diz. Veja também a pergunta e resposta seguintes.

não diz. Veja também a pergunta e resposta seguintes. Pergunta 95 O que significa a declaração

Pergunta 95 O que significa a declaração de Ellen White sobre amálgama?