Vous êtes sur la page 1sur 88

INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

R E L AT Ó R I O D E E S T Á G I O

NUNO DANIE L TRINDADE MERUJE Nº1010251

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO


TECNOLOGICA EM CONDUÇÃO DE OBRAS

Outubro de 2011
ELEMENTOS IDENTIFICATIVOS

O Aluno

Nome: Nuno Daniel Trindade


Nacionalidade: Portuguesa
Meruje

Data de Nascimento: 21/11/1988 Morada: Rua 25 de Abril nº1

Código postal: 6360 Localidade: Celorico da beira

Nº Aluno: 1010251 Curso: CET - Condução de Obra

Telemóvel: 964858234 E-mail: nunomeruje@hotmail.com

A Instituição

Nome: Constro celoricense, Lda. Matricula e NIPC: 1139

Morada: Rua Fernando Pessoa


Fax:
nº16
Localidade: Celorico da Beira Telefone: 271 742777

Supervisor da instituição: Mário Miguel Gonçalves Mendes


Grau académico: Licenciado em Engenharia Civil
Orientador de estágio: Professor Carlos Aquino
Grau académico: Licenciado em Engenharia Civil

Data de inicio e fim de estágio: 04-07-2011 a 07-10-2011


       

                  
     

Agradecimentos

Após a conclusão desta etapa, quero agradecer a todos aqueles, que de alguma forma
contribuíram para edificar esta construção.

Principalmente à minha mãe e à minha namorada, por toda a dedicação, apoio,


paciência, carinho e amor que sempre me deram e por me fazerem crescer e ser uma
pessoa mais destemida e credível nas suas capacidades.

Quero deixar uma palavra de agradecimento a todos os meus colegas de turma, pelo
apoio que me prestaram durante a preparação para as frequências, realização de
trabalhos.

À empresa de Construções Constro Celoricense, Lda., Funcionários e Direcção dirijo o


meu reconhecimento e o meu muito obrigado pela oportunidade que me deram de ai
realizar o estágio uma vez que me proporcionaram a aplicação em contexto real de
trabalho, dos conhecimentos teóricos adquiridos, durante e após o estágio curricular.

Agradeço ao meu orientador directo pertencente à empresa Eng.º Mário Miguel pela
paciência, disponibilidade, atenção e pela transmissão dos seus conhecimentos.

Finalmente, um agradecimento especial a todos os formadores, que foram excepcionais


na forma como se relacionaram com toda a turma, e nos transmitiram todos os seus
conhecimentos, ao meu orientador, Professor Eng.º Carlos Aquino, pela sua
disponibilidade e pelo acompanhamento prestado.

A todos, o muito obrigado!


       

                  
     
       

                  
     

Índice

Introdução                                                                                                                              

Capítulo I                                                                                                                                

1.Identificação da Empresa                                                                                                    

1.1.Caracterização da Instituição                                                                                           

1.2.Alvará da empresa                                                                                                            

1.3.Meios Humanos                                                                                                                

1.4.Listagem de equipamentos                                                                                               

Capítulo II                                                                                                                             

2.Actividades desenvolvidas                                                                                                 !

2.1.Plano de estágio                                                                                                               !


 #    $ %   &  
    

    "                                                                                         

   ' 

                                                                                                                               

2.4. Trabalhos desenvolvidos no decorrer do Estágio                                                           

2.4.1.Como interpretar um projecto                                                                                      

2.4.2.Orçamentação                                                                                                               

2.4.3.Celebração de Contratos                                                                                               !

2.4.3.1Tipos de procedimentos                                                                                             !

2.4.3.2.Esclarecimentos (artigo 50.º do CCP)                                                                       !

2.4.3.3. Erros e Omissões                                                                                                      

2.4.3.4. Elaboração de propostas                                                                                           

2.4.3.5. Modo de entrega                                                                                                       

2.4.3.6. Entrega de documentos, após intenção de adjudicação                                            

2.4.3.7. Selecção de materiais e pedido de cotação                                                               (

2.4.3.8. Cálculo de materiais                                                                                                 

2.4.3.9. Aprovisionamento de materiais                                                                                

      
       

                  
     

2.4.4.Propostas de Concursos Públicos                                                                                 

2.4.5.Auto de consignação                                                                                                    )

2.4.6.Auto de medição                                                                                                           )

2.4.7.Autos de recepção provisória e definitiva                                                                   

2.4.8.Pagamentos                                                                                                                  

2.4.9.Controlo da Qualidade:                                                                                               

2.5.Controlo na qualidade na execução de trabalhos numa obra:                                         

2.6. Controlo da Qualidade do Betão                                                                                    (

    
   *     $   

                                                                                        (

     $  +  '    ,    '     -

                                                                                

   
   *    .   ' 
   

                                                                                 /

0    '       1   2

                                                                                                    )

   '    #  
3
*    2

      "                                                                                     )


  '    2

    (                                                                                                               )

4
  5       

                                                                                                                           ( 

3.Obras em curso durante o estágio                                                                                     ( (

3.1.Lista de algumas obras efectuadas pela Empresa                                                           ( (

3.2. Metodologia utilizada                                                                                                    ( 

  '     0     '  0    

                                                                              ( 

3.4. Acompanhamento de obras                                                                                           (

4.Apresentação Das Obras                                                                                                    !

4.1- Apresentação da Obra Fazenda da Esperança                                                                !

4.2-Localização                                                                                                                     

Conclusão                                                                                                                              /

6 $   
 3 

                                                                                                                            )

7 $ 
 3 

                                                                                                                             )

       
       

                  
     

Índice de Figuras

Figura nº1 – Organigrama da Empresa Constro Celoricense, Lda………………………….4

Figura nº2 - Régua de escalas apresenta várias escalas a fim de determinar as distâncias reais
que estão representadas no projecto…………………………………………………………14

Figuranº3 - Trabalhador com todo o equipamento individual……………………………. 33


Figura.4 Tipos de protecções colectivas………………………………………………………34
Figura.5 - Representação de abaixamento (slump) …………………………………………36

Figura nº 6 - Moldes utilizados………………………………………………………………. 39


Figura nº 7 - Enchimento dos moldes………………………………………………………...40
Figura nº 8 – Vibração dos moldes…………………………………………………………...40
Figura nº 9 – Acabamento superficial…………………………………………………….… 41
nº 10 – Marcação do molde…………………………………………………………….42
8  


Figura nº 11 – Mapa de Localização…………………………………………………………52


Figura nº 12 - Sapatas e pilares do piso térreo………………………………………………53
Figura nº 13 - Sapata de fundação …………………………………………………………...53
Figura nº 14 e 15 - Preparação da cofragem para a aplicação das vigas do piso -1 para o piso
0……………………………………………………………………………………………54
Figura nº 16, 17 e 18 - Nesta imagem pode-se verificar que a placa do piso 0 já se encontra
aplicada e que já se está a preparar a cofragem para a placa do piso 1.
…………………………………………………………………………………………………. 55
Figura nº 19, 20 e 21 – Aplicação de Vigotas ….…………………………………………… 56
Figura nº 22 - Aplicação das tijoleiras………………………………………………………. 57
Figura nº 23 - Construção da escada…………………………………………………………57
Figura nº 24 - Aplicação da malhasol………………………………………………………...58
Figura nº 25 - Rega da tijoleira para a betonagem da laje Aligeirada de piso………….....58
Figura nº 26 e 27 - Betonagem da laje e da escada do piso…………. ………………. ……59
Figura nº 28 e 29 - Laje de cobertura………………………………………………………...60
Figura nº 30 e 31 - Limpeza das lajes para se iniciar a Alvenaria…………………………61
Figura nº 32 - Caixa de escadas do piso térreo……………………..…………………….….62
Figura nº 33 - Marcação das divisões (Quartos) ………………………………………….…62
Figura nº 34 – Alvenaria ……………………………………………………………………...63
Figura nº 35 - Colocação do isolamento……………………………………………...………63

        
       

                  
     

Figura nº 36 - Vista exterior do alçado………………………………………………………64


Figura nº 37 - Vista do alçado principal……………………………………………………...64
Figura nº 38 - Abertura de valas e colocação de caixas de visita para passagem de tubos de
electricidade e tubagem de águas. ……………………………………………………………65
Figura nº 39 - Colocação de entulho para aumento da cota do piso térreo (Garagem)
…………………………………………………………………………………………………. 65
Figura nº 39 e 40 - Colocação da pedra pelo exterior do edifício………………………….66

 9      
       

                  
     

Índice de Tabelas

Tabela nº 1 - Classes de abaixamento……………………………………...…………………36

Tabela nº 2 - Classes de resistência do betão…………………………………..……………. 37

Índice de Anexos

Anexo I - Orçamento

9      
       

                  
     

Introdução

Este relatório é o resultado da realização do estágio enquadrado no Plano Curricular do


diploma de nível IV do curso de Especialização Tecnológica de Condução de Obras da
Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico da Guarda.

Assim sendo teve o prazer e privilégio de realizar o estágio curricular na empresa


Constro Celoricense, Lda., onde aplicou os conhecimentos adquiridos ao longo deste
ano de formação, mas também tive a mais-valia de adquirir inúmeras situações que só a
pratica nos pode transmitir.

Este relatório é uma descrição suscita deste estágio, sendo dividido em quatro capítulos.

O capítulo I, irá descrever de forma simples e objectiva a entidade receptora ao estágio.

No capítulo II, descrevem-se as actividades desenvolvidas durante o período de estágio,


com base em documentos da empresa.

No capitulo III relata – se algumas das obras realizadas pela empresa durante a sua
existência e também algumas das obras acompanhadas pelo estagiário.
Por fim será enunciado a Bibliografia e a Webgrafia.

     


       

                  
     

Capítulo I

     


       

                  
     

1.Identificação da Empresa

O estágio foi realizado na empresa Constro Celoricense, Lda. – Construção Civil e


Obras Públicas com o número de contribuinte nº501843060, titular do alvará de
construção nº1139 desde 12-04-1989, com a classe máxima de nível 5.

A empresa foi fundada a 07-07-1987 tendo como Administradores o Sr. António


Domingos e o Sr. Mário Silva.

A 04-12-2009 a empresa foi trespassada para o Sr. Sérgio Campos e para o Sr. Carlos
Campos, ficando os mesmos como gerentes da mesma.

A empresa desenvolve a sua actividade na construção e reconstrução de obras privadas


e públicas, tendo uma média de 10 obras anuais.

A sua natureza jurídica é uma sociedade por quotas, sedeada na rua Fernando Pessoa
nº16, 6360 Celorico da Beira, cujos contactos são: Telefone 271 742777, E-mail:
Constro@portugalmail.pt.

O horário de funcionamento coincidiu com o horário que o estagiário cumpriu. Horário


este compreendido entre as 9:00 – 12:30, seguido de uma hora e meia de almoço e das
14:00 – 18:00.

1.1.Caracterização da Instituição

A empresa é uma sociedade por quotas, composta por dois sócios, ambos exercem
funções na mesma, um ligado ao sector financeiro e administrativo e o outro no
acompanhamento de obras. O quadro técnico é composto por 2 técnicos em gestão
informática e por um engenheiro técnico civil.

     


       

                  
     

O engenheiro técnico civil tem como funções a orçamentação de obras,


acompanhamento das mesmas e o contacto com vendedores/fornecedores de modo a
garantir a disponibilidade de material nas alturas correctas.

Na empresa trabalham mais 16 funcionários, com as mais variadas especializações,


desde encarregado geral até serventes, o que permite geralmente a realização de todos
os trabalhos, embora em algumas situações se recorre a subempreiteiros, quando se
justifique financeiramente, por questões de prazos ou quando se julgue que outras
empresas estão mais vocacionadas para a realização de uma determinada tarefa
(carpintarias, electricidade, redes de água/esgotos, rede de gás etc.)

Figura nº1 – Organigrama da Empresa Constro Celoricense, Lda.

     

(
       

                  
     

1.2.Alvará da empresa

HABILITAÇÕES

Descrição Subcategoria Classe


1ª CATEGORIA - EDIFÍCIOS E PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO
Empreiteiro Geral ou Construtor Geral de Edifícios de Construção
4
Tradicional
1ª Estruturas e elementos de betão 5
4ª Alvenarias, rebocos e assentamento de cantarias 5
5ª Estuques, pinturas e outros revestimentos 5
2ª CATEGORIA - VIAS DE COMUNICAÇÃO, OBRAS DE URBANIZAÇÃO E
OUTRAS INFRA-ESTRUTURAS
Empreiteiro Geral ou Construtor Geral de Obras de Urbanização 1
1ª Vias de circulação rodoviária e aeródromos 1
2ª Vias de circulação ferroviária 1
3ª Pontes e viadutos de betão 1
5ª Obras de arte correntes 1
6ª Saneamento básico 1
8ª Calcetamentos 1
9ª Ajardinamentos 1
3ª CATEGORIA - OBRAS HIDRÁULICAS
1ª Obras fluviais e aproveitamentos hidráulicos 1
5ª CATEGORIA - OUTROS TRABALHOS
1ª Demolições 1
2ª Movimentação de terras 1
5ª Reabilitação de elementos estruturais de betão 5
7ª Drenagens e tratamento de taludes 1
9ª Armaduras para betão armado 4
10ª Cofragens 4
12ª Andaimes e outras estruturas provisórias 4
13ª Caminhos agrícolas e florestais 1
Fonte: Instituto da Construção e do Imobiliário

     


       

                  
     

1.3.Meios Humanos

Os meios humanos que constituem a empresa são 19, e a seguir passo a fazer a sua
listagem:

2 Directores/Gestão Informática;

1 Engenheiro Técnico Civil (Director de serviços);

1 Contabilista;

3 Encarregados;

2 Pedreiros de 1º;

2 Trolhas ou pedreiro de acabamentos;

2 Pintores;

6 Serventes;

1.4.Listagem de equipamentos
O parque mecânico da empresa é extenso e variado, dispondo de toda a maquinaria
necessária para levar a cabo a sua actividade com sucesso, do qual se destaca os
seguintes elementos:

Agulhas de vibrador a ar;


Andaimes e prumos ou vigas em ferro para escoramento;
Andaimes metálicos;
Aparelho de nível Wild;
Aparelho de nível “Plumb pointer”;
Betoneira 270L trifásica;
     


       

                  
     

Betoneira 280L trifásica;


Betoneira eléctrica monofásica;
Balde de descarga lateral;
Cilindro vibrador a dois rolos (pedonal);
Cilindro vibrador a dois rolos (com maquinista);
Central de betão eléctrica – 350L;
Carro para grua basculante;
Cavaletes mecânicos;
Conjunto de taipais em chapa quinada com 0,45 de altura 0,30 de largura;
Depósito de ferro para água;
Escoras metálicas;
Empilhador Manitou 4x4;
Equipamento de segurança composto por guarda corpos, cintas, fitas de
sinalização, etc.;
Elemento de andaime 2m e 1,5m;
Gerador 40 KVA Perking;
Giratória Komatsu;
Giratória Caterpillar mod.225 LC;
Grua Soíma automontante – 24x27;
Grua Soíma 18x20;
Grua Hugler 22x30;
Mini central eléctrica 350L – Soíma;
Máquina de execução de betão, argamassa e bombagem Putz Meister;
Mini pá carregadora Bobcat;
Medidor laser Hilti PD10;
Maquina de lavar paredes, a jacto de água;
Painel de cofragem 2,5x0,75;
Pranchas;
Pá carregadora Caterpillar;
Porta paletes – 1500 kg;
Pilares de cofragem 0,5x2,5;
Painéis de cofragem 0,9x2,65;

     

/
       

                  
     

Prumos metálicos;
Retroescavadora Case SLE580;
Retroescavadora Massey Fergusson ;
Semi-reboque porta máquinas Traillor;
Semi-reboque Robuste Kaiser;
Tractor Volvo TF12;
Travessas para andaime;
Vibrador trifásico Technoflex;
Vibrador monofásico Rabbit incluindo agulha;
Vibrador de ferro com tubo e ponteira;

Viaturas:

Bedford NKR – pesado de mercadorias;


Ford Transit – ligeiro de mercadorias;
Mercedes Benz – ligeiro de mercadorias;
Opel Corsa – ligeiro de mercadorias;
Renault – ligeiro de mercadorias;
Renault Clio – ligeiro de mercadorias;
Renault Kangoo – ligeiro de mercadorias;
Toyota – ligeiro de mercadorias;
Toyota Dina – ligeiro de mercadorias;
Toyota Corolla – ligeiro de mercadorias.

O parque de equipamento é composto por várias máquinas como por exemplo


berbequins, rebarbadoras, máquinas de cortar azulejo, máquinas de soldar, máquinas de
rasgos, máquinas de cortar e dobrar aço, pistolas de pintura, compressores, maçaricos,
etc.

O que permite concluir que para uma empresa de pequena dimensão está bem equipada
para realizar as obras a que se propõe.

     

)
       

                  
     

Capítulo II

     
       

                  
     

2.Actividades desenvolvidas

2.1.Plano de estágio

Terminada a componente lectiva do CET de Condução de Obra, que foi ministrada na


Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda, é chegada a
altura da realização da componente de formação em contexto de trabalho, que consiste
na realização de um estágio numa empresa ou instituição que labore no âmbito da
construção civil.

Nesta conformidade o estagiário encetou contactos com a empresa Constro


Celoricense, Lda., no sentido de lhe ser permitido a realização do estágio. Nas reuniões
que se seguiram à concessão do estágio por parte da empresa, foi definido o plano de
estágio e apresentaram-se os objectivos a atingir com o plano de trabalhos/estágio a
seguir enumerados:

a) Acompanhamento de obra;

b) Acompanhamento, visionamento e aconselhamento da obra;

c) Execução de tarefas e actividades em obra;

d) Implementação do plano de estaleiro;

e) Prevenção de possíveis acidentes em obra, controle de segurança;

f) Medição em projecto e em obra;

g) Medição de projectos de arquitectura e estabilidade;

h) Cálculo de betonagem;

     

 !
       

                  
     

i) Contacto com entidades licenciadoras;

j) Contacto com Fornecedores e Subempreiteiros;

k) Orçamentação.

2.2. Duração e objectivo principal

Esta fase de experiência no escritório da empresa Constro Celoricense, Lda. –


Construção Civil e Obras Públicas teve como duração 12 semanas que se distribuíram
entre 4 de Julho de 2011 a 7 Outubro de 2011, cumprindo assim o regulamento da
instituição educacional.

Este estágio foi o primeiro contacto com o mundo da construção por parte do estagiário.
Assim, a aprendizagem adquirida pelo estagiário durante este curto espaço de tempo,
remete para uma grande discrepância entre a vida académica e a profissional. E sem
sombra de dúvidas a componente teórica é essencial, mas a prática é fundamental.

O estagiário procurou acompanhar todos os procedimentos e técnicas que envolvem a


construção de um edifício, desde a fase de projecto, a implantação da obra no terreno.

Em obra, o estagiário procurou compreender todos os processos de como se construir


um edifício, controlar as tarefas dos operários, tomar conhecimento de todos os
materiais e equipamentos envolvidos e analisar os diferentes projectos.

No escritório, acompanhou a execução de orçamentos, realizou um planeamento de obra


e efectuou o controlo das medições e custos de uma determinada obra.

     

 
       

                  
     

2.3.Resumo

Durante o período em que decorreu o estágio, o estagiário esteve envolvido em vários


trabalhos que a instituição de acolhimento tinha em curso, o que lhe permitiu adquirir
experiência prática, nos domínios das disciplinas que lhe foram leccionados durante a
parte curricular do curso de Especialização Tecnológica (CET) em Condução de Obra.

Os trabalhos efectuados no estágio, relacionaram-se com a elaboração de planos de


segurança e saúde, análise, interpretação, organização e desenho de projectos de
arquitectura e especialidades de engenharia civil tendo também realizado visitas a obras,
para efeitos de levantamento do existente e para fiscalização dos trabalhos que se
encontravam a ser executados pelos empreiteiros.

Os projectos que foram estudados e trabalhados durante o período de estágio foram:

O projecto da Fazenda da Esperança, localizado no Maçal do Chão, Celorico da


Beira;

Reconstrução do Lar de São Francisco, localizado em Celorico da Beira;

Projecto de uma construção de um condomínio localizado em Trancoso.

     

 
       

                  
     

2.4. Trabalhos desenvolvidos no decorrer do Estágio

2.4.1.Como interpretar um projecto

Normalmente para um edifício existem dois tipos de projectos, que são:

Projectos de licenciamento – Compostos pela arquitectura e especialidades e destinam


-se a submeter a intenção do requerente à apreciação e outras especialidades;

Projectos de Execução - permitem definir com rigor os materiais e acabamentos a


utilizar, bem como a sua quantificação, através de um mapa de medições, e uma
estimativa de custo. Normalmente, integram também um caderno de encargos com
especificações técnicas a observar em obra.

Os projectos têm que ter todos os dados necessários para que sejam determinados com
exactidão:

As suas Medidas;

Localização de todos os seus elementos construtivos;

A forma da construção.

A Planta é a representação plana de uma superfície horizontal paralela ao terreno, que


contém a área onde estabelece a construção e identifica com precisão onde se encontram
todos os elementos construtivos que possam existir.

Os alçados representam as superfícies verticais perpendiculares ao terreno existentes


numa construção indicando as medidas em altura de todos os elementos que intervêm na
obra.

     

 
       

                  
     

Os Cortes definem as formas e as medidas de um projecto. As plantas correspondem a


um corte de uma secção perpendicular ao solo e servem para pormenorizar o edifício.

Escalas numéricas representa-se num projecto em fracção, sendo o numerador sempre


a unidade, indicando a distância e o denominador, indica sempre a distância real.

Representa-se das seguintes formas:

Escala gráfica representa-se como um segmento de recta, fragmentado onde se


registam as distâncias reais na dimensão deste segmento.
"1 cm" representa a distância, enquanto que o "100 cm" representa a distância real. Isto
significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 cm na realidade, ou seja 1 m.

Figura.2: Régua de escalas apresenta várias escalas a fim de determinar as distâncias


reais que estão representadas no projecto

Através de uma leve aprendizagem de como interpretar um projecto, o estagiário


recorreu através de uma régua de escala à medição de vários projectos a fim de realizar
orçamentos, tendo sempre em atenção ao tipo de escala usado pela régua e ao seu erro
na escala.

     

 (
       

                  
     

2.4.2.Orçamentação

O estagiário também realizou alguns orçamentos ao longo do estágio. Pode-se concluir


que se poderiam realizar orçamentos através dos projectos que eram fornecidos pelos
clientes, como também se faz um levantamento do local, onde se executará a obra,
deslocando-se ao local de implantação, para uma melhor percepção de estudo de
trabalho.

O orçamento é a soma das despesas que as empresas prevêem ter em determinada


empreitada, acrescido da previsão de lucro. As despesas, habitualmente dividem-se em:

- Custos directos;

- Custos de estaleiro;

- Custos indirectos.

Custos Directos

São os custos imputáveis, sem margem de erro significativa, a cada uma das actividades
ou tarefas em que se divide a obra. A lista de actividades é a mesma que dá origem à
lista de medições.

Aos custos directos podem atribuir-se quatro tipos de recursos:

Custos de mão-de-obra: despesas com salários do pessoal envolvido


directamente na produção, incluindo os respectivos encargos sociais previstos na
lei ou da iniciativa da empresa, transportem, alojamento, etc.

     

 
       

                  
     

Materiais: os custos com os materiais devem incluir encargos com IVA a taxa
normal, desde que não dedutível (o IVA é dedutível nas empreitadas e não
dedutível na promoção imobiliária) e transporte até ao local da obra.

Equipamento: consideram-se apenas, neste tipo de custos, os equipamentos


utilizados directamente na realização dos trabalhos e em que seja possível
valorizar a sua comparticipação em cada tarefa com algum rigor. Por exemplo:
uma grua, que realize inúmeros trabalhos e cujo custo está mais associado à
permanência em obra do que à sua produção, logo, não deve ser aqui ponderada.

Serviços de terceiros: fornecimento de produtos ou prestação de serviços, por


terceiros, correspondendo às subempreitadas, gerando trabalho produtivo e
podem consistir no fornecimento conjunto de qualquer dos três tipos de recursos
anteriores

Custos de estaleiro

Despesas que podendo ser imputáveis a uma determinada obra, não são imputáveis
separadamente a actividades ou tarefas directas.

Igualmente, devem-se incluir nestes custos as despesas que, embora atribuíveis a


actividades bem definidas, sejam contabilizadas com mais rigor de forma global do que
individualmente, por actividade.

Genericamente, os custos de estaleiro podem ser discriminados da seguinte forma:

a) Montagem de estaleiro:

Plataformas, acessos e vedação;


Infra-estruturas provisórias;
Montagem de instalações de estaleiro;

     

 
       

                  
     

Montagem de equipamento;
Manutenção do Estaleiro.

b) Mão-de-obra do estaleiro, incluindo os respectivos encargos:

Pessoal técnico e administrativo da obra (director de obra, controladores,


preparadores de obra, etc.);
Apontadores;
Chefia (encarregados, seguidores);
Ferramenteiros;
Manobradores (do equipamento não directo – gruas, centrais betoneiras,
dumpers), (cujo o custo não esteja incluído no respectivo aluguer);
Guardas;
Mecânicos e electricistas;
Pessoal para cargas, descargas, arrumações e limpezas;
Cozinheiros e ajudantes;
Enfermeiros, etc.
Aluguer de equipamento;
Aluguer de instalações;
Aluguer de equipamento produtivo (gruas, britadores, centrais de betão, etc.) e
Equipamento ligeiro (vibradores, bombas, escadas, etc.);
Aluguer de mobiliário de escritório, camas, mesas, etc.
Despesas gerais do estaleiro (Consumos de água, electricidade e combustível do
equipamento não directo; telecomunicações, seguros, taxas, impostos e outras
despesas correntes).

c) Desmontagem de estaleiro:

Desmontagem do equipamento e instalações do estaleiro e arranjo final da zona


envolvente.

     

 /
       

                  
     

Custos Indirectos

Os custos indirectos compreendem as despesas suportadas pela empresa e que não


podem ser imputadas directamente a qualquer das suas obras. Dividem-se em:

a) Custos de estrutura:

Vencimentos e encargos do pessoal dirigente e administrativo da empresa;


Honorários de consultores especializados;
Gastos de exploração e conservação da sede social;
Amortizações e conservações do mobiliário e equipamento da direcção dos
serviços centrais;
Consumo corrente;
Amortização e consumos de viaturas ao serviço da direcção e serviços centrais;
Seguros (quando não imputáveis aos custos directos ou de estaleiro);
Encargos financeiros;
Despesas de carácter comercial (contencioso, publicidade, despesas de
representação, etc.);
Contribuições e taxas.

b) Custos industriais:

Vencimentos e encargos do pessoal técnico (engenheiros, arquitectos,


medidores, controladores, planeadores, etc.) quando não imputáveis aos custos
do estaleiro;
Vencimentos e encargos do pessoal afecto ao serviço de admissão e gestão do
pessoal;
Custos de patentes e licenças;
Gastos com o estaleiro central da empresa (carpintaria, serralharia, parque de
máquinas, armazém, etc.) quando não imputáveis em obra.

     

 )
       

                  
     

É a partir destes custos que se determinam os custos reais unitários de cada


actividade, também se deve mencionar que se acrescenta ao custo real unitário uma
percentagem, para que este custo dê lucro para prevenir incertas dificuldades técnicas na
sua execução, mas tendo sempre em conta a competitividade das empresas
concorrentes.
Esta empresa adjudica empreitadas de menor valor directamente com os clientes.
O orçamento leva sempre a “folha de rosto” da empresa com referência à obra em
causa. O orçamento é entregue ao cliente juntamente com a “folha de rosto” da
empresa, aguardando-se depois a resposta sobre à possível entrega ou não da
empreitada.

No Anexo I é apresentado um orçamento realizado pelo estagiário referente á obra


Fazenda da Esperança.

     


       

                  
     

2.4.3.Celebração de Contratos

2.4.3.1Tipos de procedimentos

Ajuste directo (artigo 112.ºdo CCP1): procedimento em que a entidade adjudicante


convida directamente uma ou várias entidades, à sua escolha, a apresentar proposta,
podendo com elas negociar aspectos da execução do contrato a celebrar.

Concursos públicos (artigo 130.ºCCP): procedimento publicitado no Diário da


República através de anúncio, ao qual podem concorrer empresas ou agrupamentos de
empresas, que possuam as habilitações solicitadas.

Existem outros tipos de procedimentos, para além dos acima descritos, os quais não são
comentados, uma vez que não se enquadram no tipo de procedimentos respondidos pela
empresa.

2.4.3.2.Esclarecimentos (artigo 50.º do CCP)

Os esclarecimentos necessários à boa compreensão e interpretação das peças do


procedimento devem ser solicitados, por escrito, no primeiro terço do prazo fixado para
a apresentação das propostas. Até ao termo do segundo terço do prazo fixado para a
apresentação das propostas, a entidade adjudicante deverá responder, por escrito, a
todos os interessados.

: ; < = > ? @ = @ A ; @ B C D E C @ A F G H I > J @ A

     

 !
       

                  
     

2.4.3.3. Erros e Omissões

Segundo o artigo 61.º do CCP, devem ser apresentados até ao quinto sexto do prazo de
entrega das propostas, expondo inequivocamente os erros e omissões detectados na
análise do projecto/visita ao local dos trabalhos, entre eles, espécie ou quantidade de
prestações estritamente necessárias à integral execução do objecto do contrato a
celebrar. A apresentação dos mesmos por qualquer concorrente suspende o prazo de
entrega das propostas, até a entidade adjudicante se expressar sobre os mesmos até ao
termo do prazo fixado para apresentação das propostas, considerando-se rejeitados
todos os que não sejam por ele expressamente aceites.

2.4.3.4. Elaboração de propostas

Durante o estágio, e conforme indicado anteriormente, para a elaboração de propostas


seguiram-se as seguintes regras:

Documentos (apresentação de propostas):

Regulamentados pelo artigo 57.º do CCP, de acordo com o tipo de procedimento e o


solicitado no Programa de Concurso, os documentos necessários são:

Declaração de aceitação do conteúdo do caderno de encargos, elaborada em


conformidade com o modelo do anexo I do CCP;

Proposta: onde consta o valor pelo qual se propõem a executar a empreitada em


algarismos e por extenso, assim como o prazo de execução;

Lista de Preços Unitários, com todas as espécies de trabalho prevista e


mencionadas no Mapa de Quantidades fornecido com as restantes peças de
concurso;

     

 
       

                  
     

Um plano de trabalhos, como definido no art. 361.º do CCP, destinando-se, com


respeito pelo prazo de execução da obra, à fixação da sequência e dos prazos
parciais de execução de cada uma das espécies de trabalhos previstas e à
especificação dos meios com que o empreiteiro se propõe a executá-los, bem
como à definição do correspondente plano de pagamentos (Plano de Trabalhos,
Plano de Mão-de-Obra, Plano de Equipamentos e Plano de Pagamentos com
cronograma financeiro). Para elaboração destes planos, têm-se em consideração
todos os factores relativos a estes, nomeadamente, rendimentos de mão-de-
obra/equipamentos, etc.

Nota: Algumas entidades adjudicantes podem solicitar mais documentos ou suprimir


a entrega de outros, pelo que o estipulado anteriormente nem sempre é aplicável.

2.4.3.5. Modo de entrega

Suporte papel e plataformas electrónicas. A partir de 1 de Novembro de 2009, a entrega


das mesmas, assim como todas as suas peças constituintes e em todos os tipos de
procedimentos, ocorrerá através das plataformas electrónicas. O modo de entrega
durante o estágio, correspondeu à entrega em suporte papel, encerrada dentro de
envelope opaco, mencionando o nome da Empreitada e o Dono de Obra. A entrega da
mesma nos serviços competentes era registada, com data e hora da mesma.

2.4.3.6. Entrega de documentos, após intenção de adjudicação

Documentos de habilitação (artigo 81.º do CCP):

- Declaração conforme anexo II do CCP;

- Documentos comprovativos de não impedimentos, previstos nas seguintes alíneas do


artigo 55.º do CCP:

     

 
       

                  
     

b) “Tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por qualquer crime que
afecte a sua honorabilidade profissional, se entretanto não tiver ocorrido a sua
reabilitação, no caso de se tratar de pessoas singulares, ou, no caso de se tratar de
pessoas colectivas, tenham sido condenados” – Registo Criminal da pessoa que tenha
poderes para obrigar a Sociedade;

c) “Não tenham a sua situação regularizada relativamente a contribuições para a


segurança social em Portugal ou, se for o caso, no Estado de que sejam nacionais ou no
qual se situe o seu estabelecimento principal”;

d) Declaração emitida pelo Instituto Nacional de Segurança Social, em como a


Empresa não possui dívidas a favor daquela instituição;

e) “Não tenham a sua situação regularizada relativamente a impostos devidos em


Portugal ou, se for o caso, no Estado de que sejam nacionais ou no qual se situe o seu
estabelecimento principal” – Declaração emitida pelo Serviço de Finanças, em que
esteja mencionado a regularização de impostos e o fim a que se destina tal
declaração;

i) “Tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por algum dos
seguintes crimes, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação, no caso de se
tratar de pessoas singulares, ou, no caso de se tratar de pessoas colectivas, tenham
sido condenados pelos mesmos crimes os titulares dos órgãos sociais de
administração, direcção ou gerência das mesmas e estes se encontrem em
efectividade de funções, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação:

i) Participação em actividades de uma organização criminosa, tal como


definida no n.º 1 do artigo 2.º da Acção Comum n.º 98/773/JAI, do Conselho;

ii) Corrupção, na acepção do artigo 3.º do Acto do Conselho, de 26 de Maio


de 1997, e do n.º 1 do artigo 3.º da Acção Comum n.º 98/742/JAI, do
Conselho;

     

 
       

                  
     

iii) Fraude, na acepção do artigo 1.º da Convenção relativa à Protecção


dos Interesses Financeiros das Comunidades Europeias;

iv) Branqueamento de capitais, na acepção do artigo 1.º da Directiva


n.º91/308/CEE, do Conselho, de 10 de Junho relativa à prevenção da
utilização do sistema financeiro para efeitos de branqueamento de capitais;

Alvará (ou títulos de registo) emitido pelo Instituto da Construção e do


Imobiliário, I. P., contendo as habilitações adequadas e necessárias à execução
da obra a realizar (anexo I);

Exigido pelo Caderno de Encargos, a apresentação de caução sob a forma de


garantia bancária, no valor de 5% do preço contratual, devendo apresentar um
documento pelo qual um estabelecimento bancário legalmente autorizado
assegure, até ao limite do valor da caução, o imediato pagamento de quaisquer
importâncias exigidas pela entidade adjudicante em virtude do incumprimento
de quaisquer obrigações a que a garantia respeita. Apresenta-se no anexo II,
pedido de garantia bancária à instituição bancária, para os caminhos
adjudicados.

2.4.3.7. Selecção de materiais e pedido de cotação

Após recepção de qualquer programa de concurso ou pedido de orçamentação, é


elaborada uma lista com o material e quantidades necessárias à sua execução, para
posteriormente, ser efectuado contacto com os fornecedores e solicitar a sua cotação. O
pedido de cotação é realizado, por escrito, antecedido ou não de contacto telefónico e/ou
presencial, solicitando o preço do material a aplicar, os descontos efectuados,
características dos materiais, entre outras.
Aquando resposta dos mesmos, é elaborado um quadro comparativo, onde constam os
dados necessários para avaliação da cotação e selecção do valor com o qual se vai
efectuar o orçamento, assim como o fornecedor.
     

 (
       

                  
     

2.4.3.8. Cálculo de materiais

O cálculo dos materiais a aplicar é efectuado com respeito pelo definido nas peças
constituintes do convite/concurso. Para definir as quantidades de materiais a aplicar em
cada obra, tem, necessariamente de se saber a priori o tipo e dimensões do mesmo.

Neste caso, e para obter essas quantidades, é necessário ter em consideração as áreas e
espessuras a aplicar, assim como a baridade de cada material. A baridade é definida
como a massa por unidade de volume do agregado contida num recipiente, ou seja, o
volume inclui os espaços entre as partículas do agregado. A classificação da baridade é
equivalente à classificação segundo a massa volúmica. No quadro seguinte apresentam-
se algumas baridades utilizadas (são consideradas as baridades após compactação).

2.4.3.9. Aprovisionamento de materiais

O aprovisionamento de materiais tem como principal objectivo, a determinação das


quantidades de materiais a aplicar em obra, tendo de ter conhecimento dos rendimentos
diários do equipamento/mão-de-obra, de forma a estes não faltarem em obra.

2.4.4.Propostas de Concursos Públicos

A empresa para além de realizar obras privadas, por vezes também concorre a obras
públicas. As propostas para concursos públicos têm que cumprir determinados
parâmetros:

A empresa só pode concorrer até ao valor que a classe do seu alvará


estabelece, tendo em conta cada trabalho específico uma categoria e
subcategoria;

A empresa tem que estar habilitada para concorrer concursos públicos;

     

 
       

                  
     

A empresa tem que ter em atenção ao prazo de entrega da proposta, cumprindo a


data e hora;

A proposta tem que ser composta por duas partes, a proposta em si e os


documentos necessários;

A Proposta normalmente é constituída pelos seguintes documentos:

Nota justificativa do preço proposto;

Lista dos preços unitários, com ordenamento dos mapas-resumo de quantidades


de trabalho;

Programa de trabalhos, incluindo plano de trabalhos, mapa de mão-de-obra e


mapa de equipamento;

Cronograma financeiro (plano de pagamentos);

Memória justificativa e descritiva do modo de execução da obra;

Declarações de compromisso subscritas pelo concorrente e por cada


subempreiteiro.

Documentos que constituintes da proposta:

Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para com a


segurança social portuguesa, emitido pelo Instituto de Gestão Financeira da
Segurança Social;

     

 
       

                  
     

Declaração prevista no artigo 3º do Decreto-Lei nº 236/95 de 13 de Setembro,


comprovativa da regularização da situação tributária perante o Estado Português;

Documento emitido pelo Banco de Portugal no mês em que o concurso tenha


sido aberto ou no mês anterior, que mencione as responsabilidades da empresa
no sistema financeiro;

Balanços ou extractos desses balanços sempre que a publicação dos balanços


seja exigida pela legislação do Estado a que a empresa pertence;

Cópia autenticada da última declaração periódica de rendimentos para efeitos de


IRS, na qual esteja o carimbo “recibo;

Declaração sobre a quantidade de negócios integral da empresa e a sua porção de


negócios em obra, assinada pelo respectivo representante legal da empresa;

Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa e


dos responsáveis pela orientação da obra;

Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, acompanhada de


certificados de boa execução relativos às obras de maior importância, os
certificados devem referir o montante, data e local de execução das obras e se as
mesmas foram executadas de acordo com as regras da arte e regularmente
concluídas;

Lista de obras realizadas de carácter da obra em concurso, acompanhada de


certificados de boa realização;

Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, que apresente o


equipamento e as ferramentas específicas a utilizar na obra;

Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, relativa aos efectivos


médios anuais da empresa e ao número dos seus quadros nos últimos três anos;
     

 /
       

                  
     

A Proposta é apresentada ao promotor da seguinte forma: todos os elementos atrás


referidos são introduzidos num envelope identificado com a palavra “Proposta”, todos
os documentos são inseridos num outro envelope que diz “Documentos”. Estes dois
envelopes são fechados e lacrados. Depois estes dois envelopes são metidos noutro
envelope, que é o Invólucro Exterior, no qual constará a identificação da empresa, da
empreitada e da entidade adjudicante, sendo este fechado e lacrado.

Em tempo de estágio a Empresa não concorreu a nenhuma Obra Pública, não sendo
possível a realização de uma Proposta de Concurso Público pela estagiária.

No anexo II é apresentada uma proposta de um concurso público.

2.4.5.Auto de consignação

A consignação deve ser efectuada após 30 dias da assinatura do contrato, mediante


convocação do dono de obra, e será formalizado o Auto de consignação, a partir do qual
se iniciará a Empreitada e a contagem dos prazos de execução da mesma.

2.4.6.Auto de medição

A medição é efectuada mensalmente, devendo estar concluída até ao 8.º dia do mês
imediatamente seguinte àquele a que respeita. As medições são feitas no local da obra
com a colaboração do empreiteiro e são formalizadas em auto. As regras de medição a
aplicar são definidas no Caderno de Encargos, e na sua ausência devem ser elaboradas
de acordo com legislação em vigor (LNEC2, Normas Nacionais em vigor). As medições
efectuadas pelo estagiário têm por base as normas referidas anteriormente.

K L
E H @ D E C < D > @ M E J > @ B E I = N O B ? N B P E D > E ; > Q > I

     

 )
       

                  
     

2.4.7.Autos de recepção provisória e definitiva

Regulamentado pelo artigo 394.º, do CCP, a recepção provisória deve ocorrer por meio
de vistoria à obra, assim que a mesma esteja concluída, devendo ser solicitada por
escrito ou por iniciativa do dono de obra, tendo em conta o termino do prazo de
execução. Da vistoria é lavrado um auto, no qual deve ser mencionado se a obra está em
condições de ser recebida. Caso seja solicitada pelo empreiteiro, e o dono de obra não
agende a vistoria para assinatura desse no prazo de 30 dias, a obra considera-se
tacitamente recebida.
A recepção definitiva – artigo 398.º do CCP – deve ser formalizada em auto, antecedido
de vistoria, na qual deverá ser observada a existência de deficiência que possam ser
imputadas ao Empreiteiro.

2.4.8.Pagamentos

Os pagamentos são efectuados após 30 dias (indicação do Caderno de Encargos), após


recepção de factura, emitida posteriormente ao processamento do auto de medição e sua
aprovação por parte do Dono de obra. Aquando do pagamento é efectuado um reforço
da caução (artigo 353.º) apresentada, com um valor de 5% sob os valores a liquidar, sem
o respectivo valor do IVA3. Esse valor será liquidado, mediante solicitação, aquando a
recepção definitiva da obra, se a mesma não apresentar defeitos.

2.4.9.Controlo da Qualidade:

O controlo de qualidade tem como finalidade evitar grandes desperdícios com materiais
e equipamentos e ainda evitar altos índices de acidentes de trabalho, implicando
drasticamente a redução a economia da empresa e não atende às necessidades do cliente.
Para se tornarem mais competitivas as empresas necessitam de reduzir custos,
esbanjamentos e descobrir planos de limitação.
R S T U
@ A C @ = @ V E I @ D W J D N A J N B C E = @

     


       

                  
     

Preparação da actividade: descrever de forma clara o conteúdo das tarefas e das


exigências que a realização deve satisfazer.

Execução da actividade:

Escolher os trabalhadores mais competentes para a realização das tarefas.

Informar os trabalhadores sobre o conteúdo da actividade.

Disponibilizar meios e recursos necessários à execução da actividade como por


exemplo, desenhos, especificações, materiais, equipamentos, etc.

Para garantir uma boa qualidade na Obra é necessário, dispor no estaleiro o


mínimo de documentação, ter um bom conhecimento do projecto e ter
conhecimento das exigências do cliente (dono de obra).

Documentação da Obra:

1. Documentação técnica da empresa referente à sua actividade:

Caderno de encargos;

Documentação geral sobre máquinas e equipamentos;

Regulamentação em vigor (segurança, qualidade, instalações, ambiente, etc.).

2. Documentação de execução da obra

Documentos contratuais:

Contrato da empreitada e contratos adicionais;


     

 !
       

                  
     

Programa de concurso;

Caderno de encargos;

Projecto de execução;

Desenhos de execução;

Cálculos técnicos e justificativos;

Mapas de medições;

Proposta de venda e processo de orçamentação;

Planeamento

Plano de Qualidade especialmente estabelecido para a obra (descreve


organização e controlo da qualidade).

2.5.Controlo na qualidade na execução de trabalhos numa obra:

Autocontrole: os trabalhadores recebem formação da própria empresa na qualidade dos


trabalhos que estes realizam.

Promover e verificar o do plano de segurança e saúde, bem como das outras obrigações
da entidade executante, dos subempreiteiros e dos trabalhadores independentes,
nomeadamente no que se refere à organização do estaleiro, ao sistema de emergência, às
condicionantes existentes no estaleiro e na área envolvente, aos trabalhos que envolvam
riscos especiais, aos processos construtivos especiais, às actividades que possam ser
incompatíveis no tempo ou no espaço e ao sistema de comunicação entre os
intervenientes na obra.

Promover a divulgação mútua entre todos os intervenientes no estaleiro de informações


sobre riscos profissionais e a sua prevenção.

     

 
       

                  
     

Registar as actividades de coordenação em matéria de segurança e saúde no livro de


obra, de acordo com um sistema de registos apropriado que deve ser estabelecido para a
obra.

Informar regularmente o dono da obra sobre o resultado da avaliação da segurança e


saúde existente no estaleiro.
Regularmente existe a verificação da utilização de EPI’s4 de todos os funcionários em
obra.

Os EPI’s são fornecidos pela própria empresa de modo assegurar a protecção de


eventuais danos, para cada tarefa é obrigatório a utilização dos EPI’s.

Os EPIs podem dividir-se em termos da zona corporal a proteger:

Protecção da cabeça:
Capacete

Protecção auditiva:
Abafadores de ruído (ou protectores auriculares) e tampões

Protecção respiratória:
Máscaras

Protecção ocular e facial:


Óculos, viseiras e máscaras

U T S
X O Y Z > E N B C @ A = N F D @ C N J [ \ @ B = > Q > = Z E I

     

 
       

                  
     

Protecção de mãos e braços:


Luvas, feitas em diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os
quais se quer protegerem.

Protecção de pés e pernas:


Sapatos, botas, apropriados para os riscos contra os quais se quer proteger:
mecânicos, químicos, eléctricos e de queda.

Protecção contra quedas:


Cintos de segurança, sistemas de pára-quedas, Arnês.

Figura.3 - Trabalhador com algum equipamento individual

Sistema de segurança colectiva (EPC’S)

No decorrer da obra, consoante o desenvolvimento das actividades, houve a necessidade


de colocar protecções colectivas de forma a diminuir o risco de acidentes. Assim de
forma a evitar quedas em altura optou-se por colocar em toda a periferia das lajes
guarda corpos e também a aplicação de uma linha de vida para executar os trabalhos de
cofragem.

     

 
       

                  
     

De referir que se teve-se em atenção manter a obra o máximo limpa e arrumada de


forma a evitar pequenas quedas.

Figura.4 Tipos de protecções colectivas

2.6. Controlo da Qualidade do Betão

Foram utilizados para determinar a qualidade do betão dois ensaios:

Ensaio de abaixamento (slump test);


Ensaio de resistência a compressão.

     

 (
       

                  
     

2.6.1.1.Ensaio de abaixamento (slump test)

O ensaio de abaixamento (slump test) tem como principio a compactação de betão


fresco no interior de um molde com a forma tronco - cónica. Quando o cone é
removido, subindo-o, o abaixamento do betão estabeleça a medida da sua consistência.

Aplica-se para dimensões máximas do agregado menores ou iguais a 40mm, assim


como o abaixamento depois de desmoldagem deve ser entre 10mm e 200mm. Se num
minuto após a desmoldagem, o abaixamento continuar a variar, este ensaio não é
adequado à medição da consistência.

Deve-se executar toda a operação de desmoldagem em 5s a 10s, através de um


movimento firme para cima sem transmitir movimentos laterais ou torsionais ao betão.
Executar toda a operação, desde o início do enchimento até à remoção do molde, sem
interrupção, durante 150s.

Equipamento necessário:

Molde tronco-cónico (cone de Abrams): d=100±2mm;D=200±2mm;


H=300±2mm; e=1,5mm; duas pegas perto do topo e elementos de fixação ou
abas para colocar os pés junto da base.

Varão de compactação: d=16±1mm; L=600±5mm.

Escala graduada de 0 a 300mm. Divisões = 5mm, com o zero marcado na


extremidade.

Técnica de realização

Retira-se uma amostra representativa do betão

Enchimento do molde em três camadas apioladas com 25 pancadas e


regularização superficial da terceira camada

Levantamento do molde e medição da diferença, que se arredonda aos 10mm


     

 
       

                  
     

Figura.5 - Representação de abaixamento (slump)

O ensaio só é válido no caso de se verificar um abaixamento verdadeiro, no qual o betão


permaneça substancialmente intacto e simétrico.

Se o provete se deformar deve colher-se outra amostra e repetir o procedimento. Se em


dois ensaios consecutivos se verificar deformação de uma porção de betão da massa do
provete, o betão não apresenta a plasticidade e coesão adequadas a este ensaio.

Imediatamente após remover o molde, medir e registar o abaixamento, determinar a


diferença entre a altura do molde e o ponto mais alto do provete que abaixou.

Tabela nº 1 - Classes de abaixamento

Classe Abaixamento (mm)


S1 10 a 40
S2 50 a 90
S3 100 a 150
S4 160 a 210
S5 ≥220

     

 
       

                  
     

2.6.1.2.Ensaio de resistência à compressão

O ensaio de resistência à compressão é realizado ao betão endurecido em que a


resistência característica é o valor da resistência abaixo do qual se espera que ocorra 5%
da população de todos os possíveis resultados de resistência, relativos ao volume de
betão em consideração.

Tabela nº 2 - Classes de resistência do betão

Como exemplo temos uma amostra de betão C25/30, betão cuja resistência
característica, isto é, em que o valor com probabilidade de ser ultrapassado em 95% dos
casos é de 25MPa em cilindros de 30cm de altura e 15cm de diâmetro ou de 30MPa em
cubos de 15cm de aresta aos 28 dias de idade.

     

 /
       

                  
     

2.6.2. Equipamento utilizado:

Moldes em conformidade com a EN 12390-1 (cubos 15x15cm) e com produto


desconfrante;

Dispositivo de compactação do betão (vibrador de agulha com uma frequência


mínima de 120Hz, varão de compactação de secção transversal circular ou barra
de compactação;

Colher de trolha;

Pá;

Maço de borracha.

2.6.3. Documentação de referência:

NP EN 12390 – 1:2003

NP EN 12350 – 1:2002

NP EN 12390 – 2:2003

2.6.4.Procedimento:

Os moldes a utilizar (cubos 15 x 15 cm), devem estar limpos, com aplicação de


produto descofrante e serem estanques e não absorventes;

     

 )
       

                  
     

Figura nº 6 - Moldes utilizados

Dependendo do uso pretendido para à amostra, deve optar-se ou pela amostra


pontual ou pela amostra composta. Tomar no mínimo 1,5 vezes a quantidade
estimada como necessária para os ensaios;

Quando se faz à amostragem duma descarga de betão de uma betoneira ou


camião betoneira, não considerar a primeira e a ultima parte da descarga.

Depositar as tomas no recipiente. Registar a data e hora da amostragem;

     


       

                  
     

Figura nº 7 - Enchimento dos moldes

Logo após a colocação no molde, compactar imediatamente o betão de forma a


obter uma total compactação sem que produza segregação excessiva nem
exsudação. A compactação deverá ser realizada por um vibrador de agulha em
que a compactação completa obtém-se, quando deixam de aparecer grandes
bolhas de ar no betão e a superfície apresenta-se relativamente lisa, com aspecto
vibrado e sem segregação excessiva;

Figura nº 8 – Vibração dos moldes

     

( !
       

                  
     

Para o nivelamento da superfície deve-se remover o betão excedente acima do


bordo superior do molde usando a colher, originando ao mesmo tempo
movimentos tipo serra (nivelar com cuidado a superfície)

Figura nº 9 – Acabamento superficial

O provete de ensaio deve ser marcado claramente e indelevelmente, sem


danificar o provete. O registo deve ser conservado para se garantir a
rastreabilidade do provete desde a amostragem até ao ensaio;

     

( 
       

                  
     

Figura nº 10 – Marcação do molde

Deixar o provete de ensaio no molde pelo menos 16 horas, mas não mais de três
dias, protegido contra choques, vibrações e desidratação à temperatura de 20ºC
±5ºC (25ºC ± 5ºC em períodos mais quentes);

Em todas as etapas da amostragem, transporte e manuseamento, proteger as


amostras de betão da contaminação, ganho ou perda da água e variações
extremas de temperatura;

Assegurar, quando se retira o betão dos recipientes, que não é deixada mais do
que uma fina película de argamassa aderente aos recipientes;

Após remoção do molde, curar o provete de ensaio até imediatamente antes do


ensaio, em água à temperatura de 20ºC ± 2ºC, ou em câmara a 20ºC ± 2ºC e
humidade relativa ≥95%.7

     

( 
       

                  
     

Capítulo III

     

( 
       

                  
     

3.Obras em curso durante o estágio

Durante o estágio a empresa Constro Celoricense executou trabalhos em quatro obras:

Fazenda da Esperança – Maçal do Chão;


Ampliação do Lar de idosos de São Francisco - Celorico da Beira;
Reconstrução de uma moradia unifamiliar – Vila Franca do Guião – Guarda;
Construção de um condomínio (Bloco 15) – Trancoso;
A empresa concorreu ainda a três obras privadas.

3.1.Lista de algumas obras efectuadas pela Empresa

Adaptação de edifício a Solar do Queijo, adjudicada em 1997 pela Câmara


Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 106.872,00€ + IVA;

Cobertura das bancadas do Estádio Municipal de Celorico da Beira,


adjudicada em 1997 pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de
111.361,00€ + IVA;

Construção de um Bloco Habitacional na Guarda, adjudicada em 1997 pela


firma Miguel Roque, Lda., pelo valor de 483.834,00€ + IVA;

Construção de cinco Blocos habitacionais com garagens e aproveitamento


de sótão, concluída em Junho de 1998, pelo valor de 1.551.760€ + IVA;

Construção de um Hotel em Celorico da Beira, adjudicada em 1998 pela


firma Oliveira & Marcelino, Lda., pelo valor de 483.834,00€ + IVA;

Associação de solidariedade da Rapa, adjudicada em 1999 pela associação de


solidariedade social da Rapa, pelo valor de 127.218,18€ + IVA;

     

( (
       

                  
     

Centro de Dia e Lar da 3ª Idade de Videmonte (2ªfase), adjudicada em 2000


pela Comissão de Melhoramentos de Videmonte, pelo valor de 96.221,34€ +
IVA;

Museu do Agricultor e do Queijo, adjudicada em 2001, pela Câmara


Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 333.637,21€ + IVA;

Recuperação e adaptação do Lagar Municipal, adjudicada em 2001, pela


Câmara Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 388.025,30€ + IVA;

Recuperação da ala lateral poente do Seminário maior da Guarda,


adjudicada em 2003, pelo Seminário Maior da Guarda, pelo valor de
872.192,00€ + IVA;

Recuperação da Casa dos Retiros, na zona histórica de Celorico da Beira,


em Janeiro de 2006, pela Santa Casa da Misericórdia de Celorico da Beira, pelo
valor de 84.240,00€ + IVA;

Reconstrução de uma moradia unifamiliar, em Prados da Serra, em Janeiro de


2006, pelo valor de 253.240,00€ + IVA;

Construção de um equipamento industrial, terrenos Às Amarantes – Gouveia,


em 2008 pelo valor de 800.000,00€ + IVA;

Edifício de Apoio, Posto de Abastecimento Combustíveis, em Cortiço da


Serra – Celorico da Beira, em Janeiro de 2009 pelo valor de 150.000,00€ + IVA;

Reconstrução de uma moradia unifamiliar, em Prados da Serra, em 2010 pelo


valor de 20.000,00€ + IVA.

     

( 
       

                  
     

3.2. Metodologia utilizada

No decorrer do estágio a realização de trabalho de escritório / administrativo


desempenhou um papel maioritário, sendo efectuadas visitas às obras com o
acompanhamento do Engenheiro Mário, podendo também contar com a colaboração dos
restantes funcionários da empresa

Os métodos utilizados para a realização de medições, de cálculos de quantidades de


materiais para orçamentação e aplicação em obra foram explicados passo a passo, com
recurso a exemplos reais e acompanhamento dos mesmos por parte de toda a equipa de
trabalho de forma a minimizar possíveis erros e falhas.

3.3. Rendimentos de equipas e máquinas

No decorrer do estágio foi proposto fazer os cálculos dos rendimentos de diversas


actividades de forma a rentabilizar ao máximo as equipas e equipamentos, bem como ter
um maior controlo no cumprimento dos prazos.

Assentamento de tijolo:
Preço de parede de tijolo de 30x20x11cm – 8,5€/m2

Tijolo:

Preço/m2 – 0.14€

Cálculo de tijolo por m2 = 0.32*0.22=0.0704m2

     

( 
       

                  
     

Então:

0.0704m2 ---------------- 1 tijolo


1m2 ------------------------- X

X= 1÷0.00704 = 14.20 tijolos/m2

Considerando um desperdício de 10% temos:

X=14,20×1,10= 15,62; ou seja aproximadamente 16 tijolos/m2

Custos de tijolo = 16×0.14€=2.24€/m2

Argamassa:

Cálculo do volume de argamassa por tijolo = (0.3×0.01×0.11×2) +(0.22×0.11×0.01×2)


= 0.001144 m3 / tijolo

Então:

0.001144 -------------- 1 Tijolo


X ------------------------- 14.20 Tijolos

X=0.016 m3 de argamassa por m2 de parede

Considerando um desperdício de 5%
Temos

X= 0.016×1.05=0.0168m3 de argamassa por m2 de parede

     

( /
       

                  
     

Custos de argamassa

Considerando um traço 1:4 (300Kg de cimento e 1m3 de areia)

Temos

Areia – 20€/m3
=0.0168×20€=0.336€/ m2 de parede

Cimento – 1 saco de 35kg – 3.60€

=300÷35=8.5 Sacos e cimento

Então
=8.5×3.6€=30.6€ de cimento por m3 de argamassa

Assim sendo

=0.0168×30.6€=0.51€ por m2 de parede

Total de custos de material


Custo do material = Custo de tijolo+Custo de areia+Custo de cimento

Custo de material/m2 de parede = 2.24€ + 0.336€ + 0.51€ = 3.09€/m2 de parede.

Mão-de-obra:

Como temos um preço por m2 de parede de 8,5€ vamos secar o preço


Considerando uma percentagem de lucro de 20% temos:

=8.5€×0.8=6.8€/m2

     

( )
       

                  
     

Assim descontando o preço do custo do material vamos obter o preço disponível para a
mão-de-obra:

=6.8€−3.09€=3.71€/m2 de parede

Obtenção dos rendimentos das equipas de trabalho:


Considerando uma equipa de:

Quadro nº 5 – equipa de trabalho

Equipa Custos
1 Servente 55€ /dia/servente
2 Trolhas 80€/dia/trolha

Temos um custo por equipa de:

Custo de equipa=55+(80×2)=215€/dia

Assim sendo a equipa tem que obter um rendimento mínimo de:


=215÷3.71€=58 m2/dia
Ou seja
A equipa tem que executar no mínimo 58 m2 de parede de alvenaria de tijolo 30x20x11
para à actividade não dar prejuízo.

3.4. Acompanhamento de obras

Nota: Todos os valores monetários [euros] calculados/assumidos neste relatório, são


fictícios, uma vez que os valores reais podem constituir valores de propostas futuras,
caso existam obras de idêntica natureza/localização das apresentadas.

     

(
       

                  
     

4.Apresentação Das Obras

4.1- Apresentação da Obra Fazenda da Esperança

A construção de um Edifício Habitação Fazenda da Esperança, é um forte investimento


da firma Constro Celoricense, sita na freguesia do Maçal do Chão, concelho de Celorico
da Beira.
Trata-se de uma construção num terreno com uma área total de 48 453.00 m2.
O edifício projectado será constituído por dois pisos de habitação e uma cave, no piso
cave funcionará arrumos e casa de máquinas, podendo funcionar também como espaço
de tratamento de roupa com fácil acesso ao exterior para eventual estendal. Terá
comunicação vertical interior de acesso aos pisos superiores através de caixa de escadas
projectada no centro do edifício. No piso térreo será a habitação propriamente dita,
constituída pela zona de entrada (átrio) que se fará de nível através de passagem deck,
será esta no volume resultante da varanda do piso superior.
Existirá uma sala de estar, uma de jantar com acesso a varanda, uma cozinha com
despensa de dia e tratamento de lixos. Terá uma pequena instalação sanitária de apoio
ao espaço funcionando com vestíbulo e arrumos afectos à cozinha. Na zona de entrada e
com carácter multiuso, projectou-se um gabinete de trabalho, com instalação sanitária
de apoio a sala de jantar, estar, cozinha e átrio. O percurso para a zona de quartos far-se-
á através de um corredor de distribuição que culmina numa varanda que contorna pelo
exterior o alçado oeste e sul do edifício. Pretende-se a construção de cinco quartos,
todos com instalação sanitária e vestíbulo (guarda fatos) de apoio privativos. Todas as
instalações sanitárias e espaços restantes projectados cumprem o DL5 n.º 163/2006 de 8
de Agosto, sendo elas de acesso fácil a pessoas com mobilidade condicionada.
No piso 1 funcionará um espaço de actividades, um pequeno gabinete de trabalho e uma
varanda semi-coberta.

L
] ^ N J D N C @ _ N >

     

 !
       

                  
     

Área de construção, Volumetria, Área de Implantação, Cércea, e Número de Pisos


acima e abaixo da cota de soleira:

Área de construção – 499,80m2

Área habitável – 395,12 m2

Volumetria – 1517,50 m3

Area de Implantação – 457,15 m2

Cércea (cota soleira cave/ Platibanda) – 9,20m

Nº de pisos acima da cota de soleira – 2

Nº de pisos abaixo da cota de soleira – 1

Área impermeabilizada – 457,15 m2

     

 
       

                  
     

4.2-Localização

Fonte: Google Earth

Figura nº 11 – Mapa de Localização

Fazenda da Esperança

     

 
       

                  
     

Quando o estagiário interagiu pela 1ª vez com a obra da Fazenda da Esperança as


fundações do edifício (sapatas e pilares) já estavam concluídas.

Figura nº 12 - Sapatas e pilares do piso térreo


Nota: Pode – se verificar a falta de guarda corpos nos andaimes.

Figura nº 13 - Sapata de fundação

     

 
       

                  
     

Figura nº 14 e 15 - Preparação da cofragem para a aplicação das vigas do piso -1 para o


piso 0

     

 (
       

                  
     

Figura nº 16, 17 e 18 - Nesta imagem pode-se verificar que a placa do piso 0 já se


encontra aplicada e que já se está a preparar a cofragem para a placa do piso 1.

     

 
       

                  
     

Figura nº 19, 20 e 21 – Aplicação de Vigotas


     

 
       

                  
     

Figura nº 22 - Aplicação das tijoleiras

Figura nº 23 - Construção da escada

     

 /
       

                  
     

Figura nº 24 - Aplicação da malhasol

Nota: Pode-se verificar a falta do gradeamento de protecção.

Figura nº 25 - Rega da tijoleira para a betonagem da laje Aligeirada de piso

     

 )
       

                  
     

Figura nº 26 e 27 - Betonagem da laje e da escada do piso

     


       

                  
     

Figura nº 28 e 29 - Laje de cobertura

     

 !
       

                  
     

Figura nº 30 e 31 - Limpeza das lajes para se iniciar a Alvenaria

     

 
       

                  
     

Figura nº 32 - Marcação das divisões (Quartos)

Figura nº 33 – Alvenaria

     

 
       

                  
     

Figura nº 34 - Colocação do isolamento térmico

     

 
       

                  
     

Figura nº 35 - Vista exterior da fachada

Figura nº 36 - Vista da fachada principal

     

 (
       

                  
     

Figura nº 37 - Abertura de valas e colocação de caixas de visita para passagem


de tubos de electricidade e tubagem de águas.

Figura nº 38- Colocação de entulho para aumento da cota do piso térreo (Garagem)

Nota: Este procedimento apesar de ter sido realizado não é uma boa prática na
construção.

     

 
       

                  
     

Figura nº 39 e 40 - Colocação da pedra pelo exterior do edifício

     

 
       

                  
     

Conclusão

Com o término das duas fases constituintes do CET - Condução de Obra, teórica e
prática, esta última realizada em contexto laboral, ambas foram essenciais para a
ampliação, tanto quantitativa como qualitativa, dos conhecimentos do estagiário nesta
área.

Foi possível com a realização do estágio, aplicar diversos conhecimentos obtidos


durante a formação teórica e ter uma ideia mais precisa de como é transpor as obras do
“desenho para o terreno”.

É uma área de actuação bastante vasta, mas qualquer que seja o seu domínio,
construção, terraplanagem, infra-estruturas hidráulicas, todos os trabalhos têm de ser
realizados de forma objectiva, sendo por isso necessário um planeamento antecipado o
qual tem de ser rigoroso e eficaz.

Durante a sua execução os trabalhos têm de ser acompanhados sistematicamente, e


permanentemente comparados com o planeado de forma a não originar erros graves,
tanto a nível pessoal, para os seus intervenientes directos, como a nível monetário, para
a empresa responsável pelo decurso dos trabalhos.

Durante o estágio e com o aparecimento de diversas dúvidas, sobre variadas matérias,


foi gratificante contar com o apoio prestado pelos Sócios, funcionários e colaboradores
da empresa Constro Celoricense, Lda., sem os quais o presente estágio teria sido bem
menos interessante/produtivo.

Desta forma é possível afirmar que os objectivos inicialmente propostos foram


atingidos, tudo isto graças ao apoio prestado pela instituição de ensino e empresa de
estágio.

     

 /
       

                  
     

Bibliografia

Guia para a utilização da norma NP EN 206-1


A Especificação Do Betão
4.ª Edição: Maio de 2008
APEB
Curso Sobre Regras de Medição na Construção
Reimpressão de 2009
M. Santos Fonseca
Organização e Gestão de Obras
Edição 2008
A. Correia dos Reis

Webgrafia
http://paginas.fe.up.pt/jcouti/MC2PraticasB2004.pdf ( 20-11-2011)

http://www.inci.pt/Portugues/Construcao/Paginas/FichaTecnicaHabitacao.aspx

(20-11-2011)

http://www.estg.ipg.pt/cet.asp?id=8 (20-11-2011)

http://www.ipg.pt/cet/ (21-11-2011)

http://www.arteconstruir.hpg.com.br/alvenarias.html (21-11-2011)

http://www2.ufp.pt~jguerraPDFConstrucoesAlvenarias.pdf (21-11-2011)

http://www.dec.fct.unl.ptseccoesS_EstruturasBetao_armado_Isebenta.htm
(22-1-2011)

     

 )
       

                  
     

Anexo I

     


       

                  
     

     

/ !
Totais
Artigo Designação dos Trabalhos (contratual) Unid. Quant. Preço unitário
Parciais Totais
CAP. I MOVIMENTO DE TERRAS
1 - ESTALEIRO
Montagem, manutenção e desmontagem de estaleiro;
1.1 vg 1.00 1 500.00 €

Implementação do plano de segurança e saúde (P.S.S)


1.2 vg 1.00 250.00 €

2 - MOVIMENTO DE TERRAS GERAL

Escavação manual ou mecânica em terreno de qualquer natureza


para implantação do edificio, incluindo entivações, se necessário
2.1 baldeação dos produtos escavados e transporte a depósito m3 700.00 €
provisório. Estes trabalhos já se encontram realizados, haverá uns
pontos a retirar mais terra.

3 - MOVINETO DE TERRAS PARA FUNDAÇÕES


Escavação manual ou mecânica em terreno de qualquer natureza
para execução de fundações isoladas e vigas de fundação, incluindo
3.1 entivações se necessário, regularização do fundo e transporte dos m3 99.00 7,00 €/m3 693.00 €
produtos sobrantes a depósito temporário.

4 - MOVIMENTO DE TERRAS PARA INFRAESTRUTURAS


Escavação e baldeação manual ou mecânica em abertura de valas
para colectores, condutas e caixas de visita, em terreno de qualquer
4.1 m3 24.00 7,00 €/m3 168.00 €
natureza, para implantação das redes, incluindo entivações se
necessário.
Preparação e assentamento de terra cirandada em leito e sobreleito
4.2
da conduta, incluindo rega e aperto do maço. m3 9.00 9,00 €/m3 81.00 €
Fornecimento e assentamento de almofada de areia doce, incluindo
4.3 m3 6.00 9,00 €/m3 54.00 €
aperto ou compactação, em base e envolvimento da rede de gás.
Aterro da restante vala por camadas de 0,20m de espessura,
4.4 regadas e batidas a maço ou placa vibradora com terras resultantes m3 9.00 9,00 €/m3 81.00 €
da escavação, no enchimento da restante vala.
CAP. II PROJECTO DE ESTABILIDADE
1. BETÃO ARMADO

Enrocamento de pedra de 0,15m, com vazios preenchidos a brita


miúda e saibro regado e batido, betonilha de regularização de
1.1 0,40m, pintura com duas demãos de betuminoso, uma camada com m2 72.00 20,00 €/m2 1 440.00 €
0,10m de massame de betão B15 com hidrófugo, armado com uma
camada de malhassol CQ38 e uma camada de polietileno de 0,03m.
Fornecimento de betão simples da classe B15 em limpeza e
regularização de fundações directas e vigas de fundação, com a
1.2 m3 17.50 90,00 €/m3 1 575.00 €
espessura média de 0,10m para as sapatas, incluindo o
fornecimento e montagem de cofragens se necessário.
Fornecimento e colocação em obra de betão da classe B20 em
sapatas de pilares e paredes, incluindo o fornecimento e montagem
de armadura em aço A400 NR e cofragem com escoramento
eficiente e regulamentar. A armadura será moldada de acordo com o
1.3 m3 50.00 120,00 €/m3 6 000.00 €
projecto de estabilidade e inclui ganchos, sobreposições, dobras e
desperdícios, conforme natureza e diâmetros indicados nas peças
escritas e desenhadas.

1.4 Idem, Idem em vigas de fundação. m3 27.00


1.5 Idem, Idem em pilares de supraestrutura. m3
23.80
1.6 Idem, Idem em vigas de supraestrutura. m3
67.20
231,5 €/m3 41 600.00 €
1.7 Idem, Idem em lajes maciças e de escadas. m3
4.45
1.8 Idem, Idem em paredes dos lanternis m3 50.00
1.9 Idem, Idem em platibandas m3
7.50

Fornecimento e colocação em obra de laje aligeirada pré-esforçada,


constituída por, blocos cerâmicos, betão da classe B25 na lâmina de
compressão, bandas maciças e tarugos com armaduras referidas em
1.10 projecto. Está incluido ainda o fornecimento e montagem de m2 1081 35,00 €/m2 37 835.00 €
cofragens em lajes aligeiradas e respectivas armaduras, de acordo
com o projecto ou especificações do fabricante, com escoramento
eficiente e regulamentar.
Fornecimento e assentamento de betão leve na regularização e
formação de pendentes na laje de cobertura, com espessura média
de 0,10m, executado com a incorporação de argila expandida com a
1.11 m3 65 90,00 €/m3 5 850.00 €
dosagem por m3 de 1100 litros de Leca 3/8, 200 kg de cimento e 100
litros de água, incluindo formação de meia-cama no remate com
cimalhas.
2 - PERFIS METÁLICOS

Fornecimento e assentamento de perfis metálicos Fe 410B NP -


1729, das séries e com as secções indicadas em projecto, em vigas e
2.1 pilares das escadas de acesso ao espaço técnico na cobertura, kg 594 1 300.00 €
incluindo ligações soldadas, respectiva fixação, apoios em chapa de
20 mm, chumbadouros, conectores, metalização e pintura.

CAP. III ARQUITECTURA


1. ALVENARIAS
1.1 Paredes exteriores.

1.1.1 Execução de parede dupla, em tijolo vazado 30x20x11 para os m2 277.5 23,00 €/m2 6 382.50 €
parametros interiores e 30x20x15 para os parametros exteriores.
1.2 Paredes interiores.
Execução de paredes interiores em tijolo vazado de 30x20x11, de
1.2.1
acordo com C.E. m2 432 11,00 €/m2 4 752.00 €

2. Revestimento de Paredes
2.1 Impermeabilização de paredes

2.1.1.
Impermeabilização de paredes exteriores com cerezite tradicional m2 95 6,00 €/m2 570.00 €

2.2 Acabamento das paredes exteriores


Sistema de capoto, com acabamento fino á cor branco RAL 9001 do
2.2.1 tipo "BARBOT AFINADO EM DIOPLASTE 9001/BRANCO", com m2 586 27,5 €/m2 16 115.00 €
isolamento de 8 cm.
2.3 Acabamento das paredes interiores
2.3.1 Estuque projectado ao tijolo m2 846 6,25 €/m2 5 287.00 €
2 2
2.3.2 Emboço e reboco atalochado para posterior revestimento m 348.7 5,00 €/m 1 743.00 €
Revestimento de paredes a material cerâmico, (pastilha) do tipo
2.3.3 "Cinca vitrificado preto ref. 0140", incluindo cola, betume e m2 348.7 5,00 €/m2 1 743.00 €
assentamento.
3 - REVESTIMENTO DE PAVIMENTOS
3.1 Impermeabilização de pavimentos
Impermeabilização dos pavimentos das instalações sanitárias e
3.1.1 m2 135 5,00 €/m2 675.00 €
varandas do piso1.
3.2 Enchimento e regularização de pavimentos
3.2.1 Para receber material cerâmico m2 291 5,00 €/m2 1 455.00 €
3.2.2 Para receber material de madeira m2 185 5,00 €/m2 925.00 €
3.3 Revestimentos finais
Revestiment.o a mosaíco cerâmico, Recer portland antracite G1355,
3.3.1 m2 34 27,5€/m2 935.00 €
incluindo cola e betume e a sua aplicação

3.3.1.1 Revestimento a pastilha do tipo Cinca Vitrificado preto ref. 0140. m2 54 27,5€/m2 1 485.00 €

3.3.1.2 Revestimento a mosaíco 30x60 cm m2 203 27,5€/m2 5 582.50 €


2 2
3.3.1.3 Revestimento de varandas a resina epoxi. m 46 20,00 €/m 920.00 €
3.3.2 Revestimento de pavimento a soalho de madeira de Carvalho m2 123 35 €/m2 4 305.00 €

Fornecimento e aplicação de estrutura em ferro para aplicação de


3.3.3 ml 38 46,88 €/ml 1 781.44
pinho tratado no exterior do edificio como em varandas.

Fornecimento e aplicação de grelha de betão passivel de vegetação


3.3.4 m2 100 10 €/m2 1 000.00 €
intermédia.
Fornecimento e aplicação de Granito na varanda e zona de entrada
3.3.5 m2 84 50,00 €/m2 4 200.00 €
conforme projecto
3.4 Parapeitos e Soleiras
Fornecimento e colocação de todos os parapeitos e soleiras, em
3.4.1 Granito "Amarelo", de acordo com o C.E. E pormenores ml 55.8 55,00 €/ml 3 069.00 €
construtivos.
Fornecimento e colocação de todos os topos de varandas, em
3.4.2 Granito "Amarelo", de acordo com o C.E. E pormenores ml 79.5 55,00 €/ml 4 372.50 €
construtivos.
4- REVESTIMENTO DE TECTOS
4.1 Capoto de 8 cm em tectos exteriores. m2 276 27,50 €/m2 7 590.00 €
2 2
4.2 Tecto falso em Estuque projectado m 350 6,25 €/m 2 187.50 €
5 - COBERTURAS
Impermeabilização das coberturas com aplicação de telas de PVC,
5.1 m2 414 12,50 €/m2 5 175.00 €
incluindo feltro geotéxtil, de acordo com C.E.
Aplicação de isolamento térmico composto por painéis de
5.2 m2 414 10,00 €/m2 4 140.00 €
poliestireno exturdído.
5.3 Protecção mecânica constituída por godo, lavado. m3 41.4 20,00 €/m3 828.00 €
5.4 Fixação perímetral com perfíl em chapa galvanizada. ml 122 15,00 €/ml 1 830.00 €
6 - OBRA DE CARPINTARIA
Fornecimento e colocação de rodapés em madeira de igual ao
6.1 ml 189.2 10 €/ml 1 892.00 €
pavimento
Fornecimento e colocação de peça em madeira maciça de Kâmbala
6.1.1
em revestimento de paredes interiores. m2 201 6,25 €/m2 1 256.25 €
Fornecimento e colocação de peça em madeira de Kâmbala na
6.1.2 vg 1 300 € 300 €
divisória da sala de estar para o átrio
6.2 Escadas interiores
Fornecimento e colocação de patins e patamar intermédio em
6.2.1 vg 2 150 €
madeira maciça de Kâmbala.
6.3 Portas, Aros e guarnições e acessórios, de acordo com C.E.
6.3.1 Portas interiores do tipo de correr com cassete un. 14 400 € 5 600.00 €
6.3.2 Portas interiores do tipo de abrir un. 7 350 € 2 450.00 €
6.4 Armários e roupeiros
6.4.1 Peça de mobiliário do tipo 2.30x2.80m un. 5 500 € 2 500.00 €
Peça de mobiliário do tipo 2.00x2.80m un. 1 500 € 500 €
Peça de mobiliário do tipo 1.30x2.80m un. 1 500 € 500 €
6.5 Portas exteriores e vãos exteriores

6.5.1 Fornecimento e colocação de portadas exteriores, tipo fole, em vg 1


madeira de pinho tratado, incluindo ferragens, de acordo com C.E. 6 988.06 €
Fornecimento e aplicação de ripado em pinho tratado no piso -1,
6.5.2 vg 1
conforme peças desenhadas.
7 - OBRA DE SERRALHARIA
Fornecimento e colocação de caixilharia de alumínio da cor 9007,
7.1 incluindo vidros duplos com gás, ferragens e vedações de acordo vg 1 23 641.11 €
com as especificações do C.E.
Fornecimento e colocação de sistema de laminado fixo em vãos da
7.2 vg 1 850.00 €
cobertura.
Fornecimento e colocação do portão de garagem seccionado,
7.3 vg 1 1 000.00 €
conforme mapa de acabamentos.
Fornecimento e colocação de ocultação por meio de sistema
7.4 vg 1 3 500.00 €
integrado em tecto falso do tipo " estores laminados ".
7.5 Guarda e corrimões
Fornecimento e colocação de guardas interiores e corrimão em aço
7.5.1 ml 16 400.00 € 6 400.00 €
inox sem vidro. Nas zonas de escadas.
Fornecimento e execução de protecções exteriores com " chapéu
7.5.2 un. 1 200.00 € 200.00 €
de lamelas ", na chaminé.
7.5.3 Guardas em ferro pintado un. 3 190.00 €
8 - OBRA DE VIDRACEIRO
8.1 Vidros temperados
9 - OBRA DE PICHELARIA
9.1 Rede de abastecimento de água
9.2 Rede de saneamento 6 000.00 €
9.3 Rede de drenagem de águas pluviais
9.4 Louças sanitárias, equipamentos e acessórios
9.4.1 Instalação sanitária de serviço
Lavatório tipo " sanidusa reflex suspenso" incluindo banca de apoio
un 1 100 € 100 €
com suportes em inox
Sanita do tipo " sanidusa reflex suspensa" incluindo tampa,
un 2 120 € 120 €
estrutura e placa de descarga.
Misturadora de lavatório un 1 40 € 40 €
Misturadora tipo monocomando de chuveiro un 1 50 € 50 €
Apoios de sanita com porta rolos, inclui dois apoios un 1 50 € 50 €
9.4.2 Instalação sanitária de apoio aos Quartos
Lavatório tipo " sanidusa reflex suspenso" incluindo banca de apoio
un 10 100 € 1 000.00 €
com suportes em inox
Sanita do tipo " sanidusa reflex suspensa" incluindo tampa,
un 5 120 € 600.00 €
estrutura e placa de descarga.
Misturadora de lavatório un 10 40 € 400.00 €
Misturadora tipo monocomando de chuveiro un 5 50 € 250.00 €
Apoios de sanita com porta rolos, inclui dois apoios un 5 50 € 250.00 €
10 - FUNILARIAS

10.1 ml 91 11,88 €/ml 1 081.08 €


Fornecimento e colocação de algerozes e tubos de queda em zinco
11 - OBRA DE PINTOR
Pintura das paredes e tectos inferiores, com tinta plástica de cor a
11.1 vg 1 0
definir em obra, de acordo com as especificações do C.E.
CAP. IV INSTALAÇÕES PREDIAIS
1 - REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS
Fornecimento e aplicação de toda a rede de águas quentes e frias
1.1 vg 1 3 000.00 €
no sistema PEX. Inclui caixas de ligações
2- REDE DE DRENAGEM DE ESGOTOS DOMÉSTICOS
Fornecimento e assentamento de tubagem de plástico PVC rígido, e
2.1 vg 1 3 000.00 €
todos os acessórios necessários
3 - REDE DE DRENAGEM DE ESGOTOS PLUVIAIS

Fornecimento e assentamento de tubagem de plástico PVC rígido,


3.1 classe 0,6 Mpa sobre caixa de areia, incluindo todos os acessórios e
mangas de protecção, em ramais enterrados de ligação entre caixas
e no atravessamento de paredes de alvenaria.
DN 110 mm ml 92 14,00 €/ml 1 288.00 €
Fossa un 1 1 250.00 € 1 250.00 €
Execução de caixas de visita em betão ou tijolo, com tampa metálica
revestida no mesmo material do pavimento onde se encontra, ou
3.2
em ferro fundido caso se localize no exterior. Incluindo reboco
afagado no interior, formação de meias-canas e ligações. As tampas
deverão garantir uma adequada vedação hidráulica.
0,40x0,40m un 8 90.00 € 720.00 €
4 - REDE DE VENTILAÇÃO
Fornecimento e montagem de conduta circular espiralada em chapa
zincada do tipo SPIRO ou equivalente, com acabamento a tinta de
4.1
esmalte nos troços à vista, incluindo ligações acessórios,
transformações e cones de redução.
DN 90 ml 60 18,75 €/ml 1 125.00 €
5 - REDE DE ABASTECIMENTO E PAINEIS

20 pontos de aquecimento compostos por 20 radiadores modelo


DUWALL 70, distribuidos segundo as melhores normas técnicas,
5.1 vg 1
pelos espaços a climatizar, incluindo abertura de roços e tapamento
de tubos e todos os trabalhos necessários.
25 000.00 €
Fornecimento e assentamento de rede para aproveitamento de
energia solar térmica de águas quentes, acumulador mensionado
5.2 para 10 utilizadores, um acumulador de 500 l com duas vg 1
serpentinas, 4 painéis FKC Junkers, incluindo todos os trabalhos e
acessórios necessários.
CAP V INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS E TELEFÓNICAS
1 - INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
1.1 Iluminação vg 1 1 500.00 €
1.2 Detecção de incêndios vg 1 1 500.00 €
1.3 Telecomunicações vg 1 1 500.00 €

TOTAL 298 766.94 €

Centres d'intérêt liés