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Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Sociologia da Saúde

Área de Estudo: Ciências da Saúde Curso: Enfermagem

Disciplina: Sociologia da Saúde

Desigualdade Social - Protecção Pública em Saúde

Elaborado por:

Augusto Kengue Campos

Augusto.kengue.campos@gmail.com

Luanda, 2016

Luanda, 2016

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Sumário

Sociologia da Saúde

1. Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------3

2. Conceitos de Sociologia da Saúde e Classes Sociais------------------------------------------4

3. Mudanças Sociais----------------------------------------------------------------------------------5

3.1. Sociologia do Corpo----------------------------------------------------------------------5

Conclusão-------------------------------------------------------------------------------------------7

Referências-----------------------------------------------------------------------------------------8

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

1.

Introdução

Sociologia da Saúde

A relação entre posição socioeconómica e saúde ocorre num processo multicausal, ou seja, as experiências e a vulnerabilidade aos factores de risco à saúde vão agravando seu estado com o tempo e gerando desiguais chances de saúde e doença. Não se trata de uma simples associação causa e efeito ou de mecanismos próximos específicos responsáveis pela associação entre posição social e doença.

Neste artigo, a equipa aborda essencialmente a sociologia da saúde com argumentos advindos do trabalho de pesquisa bibliográfica e estudos profundos do tema, baseados nas obras do sociólogo Anthony Giddes e outras fontes fidedignas.

Hoje vivemos no começo do século XXI e a passos largos para o primeiro ¼ do século, num mundo intensamente inquietante, desigual e, ao mesmo tempo, repleto das maiores promessas para o futuro.

É um mundo inundado pela mudança, marcado por graves conflitos, tensões, divisões sociais, pestilências, bem como pelo assalto destrutivo ao meio ambiente natural promovido pela tecnologia moderna. Não obstante, temos mais possibilidades de controlar melhor os nossos destinos e de dar um outro rumo às nossas vidas do que era imaginável pelas gerações anteriores.

A industrialização traz benefício económicos em qualquer sociedade, todavia, a poluição e degradação do ambiente causada pela acção humana colocam a saúde humana em perigo, facilitando o surgimento de endemias e encurtando deste modo a vida de muitos desprotegidos.

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Sociologia da Saúde

2. Conceitos de Sociologia da Saúde e Classes Sociais

Para percebermos o nível de desigualdade social, é fundamental percebermos e dar um olhar presente nos capítulos de Sociologia da doença e da medicina, marcados, inicialmente, por uma visão panorâmica sobre a história das doenças e das práticas em saúde, nos últimos séculos, identificando a construção de uma perspectiva racionalista do processo saúde doença. Nos capítulos seguintes deste artigo, tratamos de questões específicas da assistência, onde são problematizadas assimilações e resistências desse movimento de tecnificação dos saberes, já dentro de um panorama mais interno às práticas de saúde com especial atenção dada à profissão médica e à instituição hospitalar.

Para tal, são recuperados alguns dos principais conceitos de autores que, especialmente a partir do PósSegunda Guerra Mundial, produzem trabalhos de grande relevância teórica e empírica em um contexto institucional de forte questionamento dos alcances efetivos apresentados pelos sistemas de proteção social e pelas técnicas terapêuticas então existentes. Mencionase explicitamente no referido prefácio que as análises apresentadas foram elaboradas a partir das realidades institucionais francesa, inglesa e norteamericana, e os próprios autores levantam a questão da necessidade de ampliar essas análises com material de outros países. Assim, se a discussão se apóia fortemente na produção acadêmica francesa, os autores incorporam ainda uma importante literatura inglesa e norteamericana, com especial destaque à produção de Talcott Parsons.

Sabe-se que as sociedades são divididas em grupos formados por pessoas com uma ou mais características em comum, responsáveis por tal união e pelo contraste com outros grupos. Para o sociólogo Tilly, existem redes de relações interpessoais onde se desenham fronteiras que dividem a sociedade em categorias. Quando categorias binárias interagem, como é o caso das categorias feminino e masculino, brancos e não brancos, as vantagens tendem a se acumular em um dos lados da fronteira. A explicação de Tilly, para isso, está, em primeiro lugar, na acção, onde a produção e a distribuição de bens produtores de valor dependem daqueles que os possuem e estas pessoas acabam reservando as vantagens para si.

Em segundo lugar, a explicação estaria na identidade de grupo: os bens produtores de valor se organizam em torno das fronteiras e se acumulam em privilégio de um grupo, dividindo aqueles que tem direito dos que não tem direito a esses bens, fortalecendo a identidade de cada um dos grupos nos diferentes lados da fronteira. Em terceiro, na liberdade, onde, para se superar as barreiras do acesso, entre um grupo e outro de ambos os lados da fronteira, exige-se a acção 'heróica' de terceiros, o que significa a falta de liberdade.

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

3. Mudanças Sociais

Sociologia da Saúde

Mudanças sociais se inserem como um tipo de categoria. Nas sociedades modernas e ocidentais, de modo de produção de imitação capitalista, como é o caso de Angola e alguns pais africanos, asiáticos e na América central. A estratificação social se dá por meio de classes sociais. Classes sociais são categorias ou estratos de pessoas materialmente e culturalmente diferentes. Cada classe se caracteriza por um acesso desigual aos recursos económicos o que resulta em diferentes estilos e chances de vida.

Mudanças sociais que resultem numa reclassificação categórica são, relativamente, longas e complexas devido ao papel de produtor e reprodutor de identidades de cada grupo, além da característica intrínseca das divisões sociais de serem inclusivas, alocando todos os membros a uma categoria sem deixar margem para surgimento de outras novas.

Esta classificação socioeconómica, após testes feitos por pesquisadores, mostrou-se ferramenta superior aos outros indicadores como renda, escolaridade, ocupação e bens acumulados, mostrando-se responsável por um mecanismo que abrange a interferência de todos os outros factores testados nos resultados em saúde.

3.1. Sociologia do Corpo

Segundo o sociólogo Giddens (em Sociologia, 6ª Edição, Fundação Calouste), o número de praticantes de medicina alternativa está a aumentar, e o mesmo sucede as formas de tratamento disponíveis.

A medicina alternativa tornou-se cada vez mais popular ao longo das últimas

décadas. Talvez porque os métodos de medicina alternativa incluem medicamentos ou cirurgia e tantas pessoas estão tornando-se desiludidos com a droga e muitos efeitos colaterais prejudiciais e se recusam a pensar que o corte em seu corpo é a única maneira de se sentir melhor.

Aqueles que utilizam a medicina convencional para o tratamento de doença crônica ou grave como o câncer pode usar a medicina alternativa, a fim de lidar com os efeitos secundários dos medicamentos ou outros tratamentos.

Pode haver outros que decidam utilizar a medicina alternativa quando eles são bons porque eles querem evitar doenças futuras, certificando-se que eles estão em harmonia com o corpo, mente e espírito, que é o que muitas práticas da medicina alternativa, e terapias são tudo.

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Sociologia da Saúde

Uma outra atração da medicina alternativa é que há tantas práticas diferentes com a mesma crença básica de que o corpo pode curar a si mesmo que eles possam ter uma abundância de opções para atender às necessidades dos membros da família, como a escolha da base biológica prático que o centro sobre dieta, nutrição e terapias à base de plantas ou terapias terapia manipulativa e baseada no corpo como também intervenções min-corpo, tais como aqueles que lidam com a conexão entre corpo, mente massagem ou tratamento de quiropraxia e e espírito, como visto na ioga e biofeedback.

Práticas de saúde ou médicas são chamadas de alternativas quando são baseadas em princípios, métodos ou conhecimentos não testados, não tradicionais ou não científicos. A medicina alternativa é geralmente anti-científica e baseada em crenças metafísicas. Como as práticas médicas realmente alternativas deveriam ser aquelas reconhecidamente equivalentes ou quase equivalentes em eficiência, a maior parte da medicina alternativa não é realmente alternativa. Quando a prática em questão é oferecida juntamente com a medicina tradicional, é chamada de medicina complementar.

Uma pesquisa constatou que problemas de potencial risco de vida têm sido causados por tratamentos como homeopatia, acupuntura e quiroprática. Infecções por hepatite B, lesões em nervos, reacções alérgicas e retardamento do diagnóstico do câncer foram relatados por clínicos gerais a pesquisadores da área da saúde mental e física. A instituição quer um controle mais rígido sobre as terapias alternativas que não foram adequadamente testadas e, em sua maior parte, não são regulamentadas.

O principal determinante da saúde individual e da população não seria a desigualdade per se, quer dizer, o que ocorre no conjunto ou em qualquer nível da distribuição socioeconômica, mas particularmente a posição absoluta e relativa daqueles na base inferior em sentido amplo, ou seja, aqueles grupos que estão até o limite dos 40% a 60% em desvantagem. As pessoas que ocupam uma posição socioeconómica inferior são mais expostas a eventos e condições de vida negativas para a saúde e, em determinado grau, são mais vulneráveis ou susceptíveis às exposições, pois possuem recursos sociais e psicológicos menos efectivos para lidar com eventos e condições de vida negativas. A melhor posição socioeconómica e então de saúde deste estrato inferior configura-se como principal atributo de comunidades, regiões e sociedades mais saudáveis. O desenvolvimento de políticas socioeconómicas com este foco na base da pirâmide social coloca-se hoje como um caminho essencial para o alívio da desigualdade socioeconómica em saúde e então da melhoria da saúde individual e da população.

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Conclusão

Sociologia da Saúde

Ficou claro que, apesar de ser um tema muito presente na vida da população, pouco se pensa e reflecte sobre sociologia do corpo e saúde, principalmente sobre a saúde sociológica.

Assiste-se a um progressivo alargamento da esfera médica ao social, mas, por outro lado, a procura por parte do social da prática médica, na tentativa de aproximar e facilitar o entendimento e o acesso da população a saúde.

Por outro lado, os riscos de ser positivamente prejudicado por um profissional alternativo como um homeopata, por exemplo, são desprezíveis se comparados com os de ser prejudicado por um médico tradicional administrando drogas poderosas e executando cirurgias de risco. Isso porque o homeopata não está fazendo nenhuma intervenção significativa. É improvável que as doses que eles administrem tenham qualquer efeito sobre qualquer pessoa. É improvável que um homeopata algum dia mate alguém por engano. Tratamentos médicos alternativos são essencialmente não-intervencionistas e seus riscos são geralmente negativos, não positivos. O prejuízo para os pacientes não decorrem da intervenção positiva, mas da falta do tratamento (medicamentos ou cirurgia) que poderia melhorar sua saúde e aumentar seu tempo de vida.

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Referências

Sociologia da Saúde

GIDDENS, ANTHONY, Sociologia 6ª Edição.

FIGUEIREDO SANTOS, José Alcides. (2002), Estrutura de Posições de Classes.

As Bases Posicionais da Desigualdade Social.

Dr. Barrett, Stephen, Quack Watch, visitado no dia 08 de Setembro de 2016