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Análise do Efeito da Protensão em Lajes Pré-moldadas com Armação Treliçada Analysis of Prestressing Effect in

Análise do Efeito da Protensão em Lajes Pré-moldadas com Armação Treliçada

Analysis of Prestressing Effect in Precast Slabs with Lattice Reinforcement

Andrei José Merlin (1); Mounir Khalil El Debs (2); Toshiaki Takeya (2); Noé Marcos Neto (3)

(1) Doutorando em Engenharia de Estruturas, Universidade de São Paulo email: andrei@sc.usp.br

(2) Professor, Departamento de Engenharia de Estruturas Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo email: mkdebs@sc.usp.br; totakeya@sc.usp.br

(3) Mestre em Engenharia de Estruturas MARKA Engenharia e Comércio de pré-fabricados de concreto email: marka@marka.ind.br

Resumo

Av. Trabalhador Sancarlense, 400 Telefone: (16) 33739481

São Carlos – SP

CEP:13566-590

Fax: (16) 33739482

As lajes formadas por nervuras pré-moldadas, também chamadas de vigotas pré-moldadas, possuem uso intenso na construção civil por necessitar de pouco escoramento, dispensar o uso de fôrmas, além de não necessitar, em geral, de equipamentos especiais para o manuseio e montagem. Atualmente, tem sido bastante empregadas no Brasil as vigotas pré-moldadas com armadura em forma de treliça, chamada de armação treliçada, possuindo ainda uma base de concreto envolvendo as barras inferiores da treliça. Quando comparadas com as lajes maciças, as lajes formadas por vigotas pré-moldadas apresentam maior deformabilidade, pois seu comportamento estrutural corresponde ao das lajes unidirecionais com a seção resistente composta pela parte pré-moldada e o concreto moldado no local. Desta forma, para melhorar o comportamento estrutural das lajes com armação treliçada, existe a proposta de dispor uma armadura protendida na base de concreto da vigota. Neste intuito, foram realizados ensaios experimentais comparativos em faixas de lajes com armação treliçada, com e sem armadura protendida, podendo verificar a eficiência da aplicação da protensão no comportamento da laje com armação treliçada.

Palavras-Chave: Laje pré-moldada, armação treliçada, ensaio experimental, armadura protendida.

Abstract

Slabs made by precast ribs, also called precast joists, have been intensely used in the civil construction because they need little shore, dispense the use of forms, besides requiring, in general, no special equipment for handling and assembly. Nowadays, it has been used most widely in Brazil the precast joists with a kind of space reinforcement, called lattice reinforcement, still having a concrete base involving the bottom bars of the lattice. When compared with solid slabs, slabs made by precats joists have a larger deformability because the structural behavior of this kind of slab correspond to the one-way slabs with the resistant section composed by the precast part and the cast-in-place concrete. Therefore, in order to improve the structural behavior of slabs with lattice reinforcement, there is a proposal of disposing a prestressed reinforcement embedded in the concrete base of the joist. In this intention, comparative experimental tests were carried out in slab strips with lattice reinforcement, with and without prestressed reinforcement, being able to verify the efficiency of the prestressing application in the behavior of the slab with lattice reinforcement.

Keywords: Precast slab, lattice reinforcement, experimental test, prestressed reinforcement.

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

1

Introdução

1

As lajes formadas por nervuras pré-moldadas são, conforme ilustradas na Figura 1, constituídas basicamente de:

  • a) elementos lineares pré-moldados, que são as nervuras, dispostas espaçadamente em uma direção;

  • b) elementos de enchimento, intercalados entre os elementos pré-moldados;

  • c) capa de concreto moldado no local.

1 . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado . 1 Introdução 1 As lajes formadas

Figura 1 – Laje formada por nervuras pré-moldadas [EL DEBS (2000)]

Com relação às seções transversais, os elementos pré-moldados podem ser com ou sem armadura saliente, em forma de T invertido ou I. Os materiais de enchimento normalmente utilizados são blocos vazados de concreto ou material cerâmico, ou ainda blocos de poliestireno expandido, conhecidos pela sigla EPS.

A utilização de elementos de material leve está ligada à idéia de substituir parte do concreto da região tracionada das lajes, bem como servir de sustentação à camada de concreto fresco que é aplicada sobre os painéis das lajes pré-fabricadas.

Os tipos de vigotas utilizadas atualmente são os seguintes (Figura 2):

  • a) vigotas de concreto armado comum, não protendido, com seção transversal com a forma aproximada de um T invertido, com armadura passiva totalmente envolvida pelo concreto;

  • b) vigotas de concreto protendido, com seção transversal com a forma aproximada de um T invertido, com armadura de protensão pré-tracionada e totalmente envolvida pelo concreto;

  • c) vigotas treliçadas, formadas por uma armadura treliçada de aço e por uma placa de concreto envolvendo as barras inferiores da treliça que irão compor a armadura da face tracionada da laje.

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

2

bloco vazado cerâmico ou concreto concreto de capeamento armadura principal
bloco vazado
cerâmico ou concreto
concreto de capeamento
armadura principal

vigota de concreto armado comum

bloco vazado cerâmico ou concreto ou bloco E.P.S ( isopor ) concreto de capeamento armadura pré-tracionada
bloco vazado
cerâmico ou concreto
ou bloco E.P.S
( isopor )
concreto de capeamento
armadura
pré-tracionada

vigota de concreto armado protendido

concreto de capeamento ( isopor ) armadura treliçada bloco vazado cerâmico ou concreto ou bloco E.P.S
concreto de capeamento
( isopor )
armadura
treliçada
bloco vazado
cerâmico ou concreto
ou bloco E.P.S

vigota treliçada

Figura 2 – Vigotas pré-moldadas disponíveis no mercado brasileiro

Além da aplicação destes elementos em obras residenciais, em prédios de poucos pavimentos, deve-se destacar, no entanto, que recentemente estes tipos de laje tem avançado rumo aos edifícios de mais pavimentos, utilizando-se vigotas de concreto protendido e vigotas com armação treliçada.

As principais vantagens que podem ser apontadas na utilização dos pavimentos formados por vigotas pré-moldadas em relação aos pavimentos tradicionais de lajes maciças de concreto armado são:

considerando igualdade de vãos e sobrec argas, possuem menor peso-próprio, com conseqüente alívio sobre as fundações;

dispensam o uso de fôrmas, pois os elementos pré-moldados e os elementos de enchimento fazem esse papel;

proporcionam sensível redução do escoramento das lajes, pois o elemento pré- moldado possui capacidade portante capaz de reduzir as linhas de escoras;

possibilitam o aumento da rapidez de construção da estrutura; proporcionam a diminuição da mão-de-obra de execução.

Enquanto que as principais desvantagens desse sistema, como apontados por DROPPA Jr. (1999) e MAGALHÃES (2001), são:

em geral, não possui um comportamento monolítico com o restante da estrutura, o que pode ser inconveniente sob o ponto de vista do contraventamento da edificação (exceção feita às vigotas com armação treliçada);

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3

as vigotas de concreto armado e as vigotas protendidas, dependendo do vão final da laje, podem resultar em elementos relativamente pesados, dificultando seu manuseio durante o transporte e montagem;

sendo estas lajes formadas por elementos esbeltos, em edifícios com maior número de pavimentos deve-se analisar a resistência do plano da laje na transferência de ações horizontais, de modo que as lajes pré-moldadas apresentem comportamento efetivo de diafragma;

por serem formadas por elementos

muito

esbeltos,

deve

ser verificado o

comportamento para o estado limite de deformações excessivas.

Como destacado por MERLIN (2002), as lajes formadas por vigotas de concreto protendido apresentam melhores condições de atender ao estado limite de deformações excessivas, devido à protensão. Entretanto, quando comparadas com as vigotas com armação treliçada, as vigotas protendidas são mais pesadas, além de impossibilitar a colocação de nervuras in loco na direção perpendicular às vigotas. Assim, para aproveitar as vantagens particulares de cada uma delas, existe a proposta de dispor uma armadura protendida na placa de concreto da vigota com armação treliçada.

Com o intuito de averiguar a eficiência da aplicação da protensão no comportamento da laje com armação treliçada, foram realizados ensaios experimentais comparativos em faixas de lajes com armação treliçada, com e sem armadura protendida.

  • 2 Descrição dos ensaios

Foram realizados ensaios de flexão de painéis simplesmente apoiados de concreto protendido e concreto não protendido (faixas de lajes). Estes ensaios foram realizados seguindo o procedimento recomendado pelo projeto de norma N54E Draft 229010-1 Precast concrete products – beams for beam-and-block floor systems, versão de abril/1999, do CEN - Comité Européen de Normalisation, resumido a seguir:

  • a) velocidade de aplicação do carregamento: 10 daN/s

  • b) duas forças aplicadas nos terços do vão;

  • c) carregamento inicial até a flecha limite de /500; registro da carga correspondente;

  • d) descarregamento e registro da flecha residual;

  • e) carregamento final até a ruína.

Os desenhos esquemáticos das vigotas e dos painéis de laje estão apresentados na Figura 3. Já na Tabela 1 estão apresentadas as principais características dos elementos ensaiados e o número de ensaios realizados.

1 . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado . 3 as vigotas de concreto armado
Armadura 10 protendida (a) Vigotas 5 h
Armadura
10
protendida
(a) Vigotas
5
h
50 EPS EPS 20 20 10 12 8 8 9 3
50
EPS
EPS
20
20
10
12
8
8
9
3

(b) Painéis

Figura 3 – Seção transversal das vigotas e dos painéis (dimensões em cm)

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

4

Tabela 1 – Ensaios de flexão de painéis

Denominação

Altura do

Largura do

Armadura de

Número de

painel (cm)

painel (cm)

protensão (mm)

ensaios

PNP-1 e 2

12

50

(não protendido)

2

PP-1 e 2

12

50

7

2

 

Total de ensaios

 

4

Os painéis protendidos e não protendidos possuíam a mesma taxa mecânica de armadura

 
O desenho esquemático da montagem dos painéis para o ensaio de flexão apresentado na Figura 4.
O desenho esquemático
da
montagem
dos
painéis para
o
ensaio de flexão
apresentado na Figura 4. Na Figura 5 é mostrada a foto do ensaio de flexão do painel.
Atuador
hidráulico
Transdutor de deslocamento
Célula de
carga
145
140
145
430

é

Figura 4 – Montagem para o ensaio de painéis de laje (dimensões em cm)

1 . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado . 4 Tabela 1 – Ensaios de

Figura 5 – Foto do ensaio de flexão do painel

Para a determinação da resistência à compressão foram realizados ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos, conforme a NBR 5739:1994 Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos – Método de ensaio. E para a

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

5

resistência à tração, foram realizados ensaios conforme a NBR 7222:1994 Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de- prova cilíndricos – Método de ensaio.

  • 3 Resultados obtidos

Na Tabela 2 apresentam-se as forças correspondentes à flecha limite de /500 e as forças de ruptura dos painéis. Já nas Figuras 6 e 7 apresentam-se as curvas força x flechas dos painéis não protendidos e protendidos, respectivamente.

Tabela 2 – Principais resultados do ensaio de flexão de painéis

Painel

Tipo

pp

Equip.

F lim (kN)

F rup (kN)

(kN)

(kN)

Ensaio

Total

Ensaio

Total

PNP-1

Não protendido

3,65

0,081

2,28

6,01

10,69

14,42

PNP-2

3,12

0,081

1,49

4,69

9,11

12,31

PP-1

Protendido

3,36

0,081

4,15

7,59

8,93

12,37

PP-2

3,63

0,081

5,19

8,90

10,15

13,86

pp = peso-próprio Equip. = peso dos equipamentos para aplicação do carregamento F lim = força correspondente à flecha de 8,6 mm (/ 500) F rup = força de ruína Ensaio = valor da força aplicada pelo atuador hidráulico Total = F. Ensaio + pp + Equip.

 
11 10 9 8 7 6 5 4 PNP-1 PNP-2 3 2 1 0 0 10
11
10
9
8
7
6
5
4
PNP-1
PNP-2
3
2
1
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Força de ensaio (kN)

Deslocamento (mm)

Figura 6 – Curvas força x flecha dos painéis não protendidos

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

6

11 10 9 8 7 6 5 4 PP-1 PP-2 3 2 1 0 0 10
11
10
9
8
7
6
5
4
PP-1
PP-2
3
2
1
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Força de ensaio (kN)

Deslocamento (mm)

Figura 7 – Curvas força x flecha dos painéis protendidos

As resistências médias dos corpos-de-prova cilíndricos ensaiados estão apresentadas na Tabela 3.

Tabela 3 – Resistências médias dos corpos-de-prova

     

Resistência à

Resistência à

 

Data da

moldagem

Data do

ensaio

Número

de c.p.

compressão

(MPa)

tração

(MPa)

Observação

06/10/04

13/12/04

3

51,68

c.p. de 10 x 20 associados à vigota

20/10/04

13/12/04

6

50,03

c.p. de 10 x 20 associados à vigota

20/10/04

13/12/04

4

4,09

c.p. de 10 x 20 associados à vigota

18/11/04

13/12/04

3

37,91

c.p. de 10 x 20 associados à capa

24/11/04

13/12/04

3

36,11

c.p. de 10 x 20 associados à capa

27/08/04

13/12/04

3

45,69

c.p. de 15 x 30 associados à vigota

28/08/04

13/12/04

3

49,10

c.p. de 15 x 30 associados à vigota

  • 4 Análise dos resultados

A partir das curvas força aplicada x flecha dos painéis pode-se determinar o momento fletor de fissuração experimental. Este momento correspondente ao momento fletor das forças aplicadas, mais o momento fletor relativo ao peso-próprio do painel.

O momento de fissuração teórico pode ser determinado com as indicações da NBR 6118:2003, que considera a ocorrência da fissuração quando as tensões normais na borda menos comprimida atingir uma tensão de tração igual a 1,2 vezes a resistência à tração do concreto, para seção T, como é o caso.

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7

O momento último experimental corresponde à força ultima (valor máximo da leitura

da célula de carga). O seu valor pode ser determinado com o momento fletor das forças

aplicadas, mais o momento fletor relativo ao peso-próprio do painel.

Os valores do momento de fissuração experimental e teórico e do momento último

experimental dos painéis protendidos e não protendidos estão apresentados na Tabela 4.

Tabela 4 – Valores do momento de fissuração e momento último

Painel

F r,ens

M

r , exp

M

r,teo

F u,ens

M

u,exp

kN

kN.cm

kN.cm

kN

kN.cm

PNP-1

1,24

291,96

166,91

10,69

977,09

PNP-2

 

166,91

9,11

834,05

PP-1

5,56

589,57

502,86

8,93

833,90

PP-2

4,45

523,61

502,86

10,15

936,86

F r,ens – Força corresponde à fissuração do painel, determinada com ponto de inflexão da curva força aplicada x flecha M r , exp – Momento fletor experimental calculado com M exp =pp x 430/8 cm +(Equi+F ens ) x 145/2 cm M u,exp – Momento fletor último, calculado com a expressão acima

No cálculo de M r , teo dos painéis PNP-1 e PNP-2, foi considerado g 1 (peso- próprio da vigota) e g 2 (peso-próprio da capa de concreto) atuando na seção integral do painel

Para melhor comparar os painéis protendidos e não protendidos, apresentam-se na

Figura 8 as curvas força aplicada x flecha com os valores médios dos painéis não

protendidos e painéis protendidos. Ainda neste sentido, apresenta-se na Figura 9 as

curvas momento fletor x curvatura dos valores médios. O momento fletor foi calculado a

partir das forças aplicadas e a curvatura a partir dos deslocamentos do trecho de

momento constante e da geometria, seguindo as seguintes expressões:

M

=

F

ens

 

.140 cm

 

2

1

2.a

 
 

=

r

m

2

+

a

2

sendo:

 

F

ens

= F + F

1

d

  d

1

2

+

d  

2

a

=

 

m

F

1

e

3

F

2

2

d

1

e

d

2

d

3

– distância entre o ponto de aplicação da força e o meio do vão

– forças aplicadas

– deslocamentos nos pontos de aplicação das forças

– deslocamento no meio do vão

(1)

(2)

(3)

(4)

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8

11 10 9 8 7 6 5 força correspondente à situação de serviço 4 Média PNP
11
10
9
8
7
6
5
força correspondente
à situação de serviço
4
Média PNP
3
Média PP
2
1
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Força de ensaio (kN)

Deslocamento (mm)

Figura 8 – Curvas médias força x flecha

8 7 6 5 4 3 Média PNP Média PP 2 1 0 0 0,01 0,02
8
7
6
5
4
3
Média PNP
Média PP
2
1
0
0
0,01
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
0,08
0,09
0,1
Momento (kN.m)

Curvatura (1/m)

Figura 9 – Curvas médias momento fletor x curvatura

Como o peso-próprio representa uma parcela significativa das cargas, apresentam-se

nas Figuras 10 e 11 os valores extrapolados das curvas força aplicada x flecha e

momento fletor x curvatura, respectivamente. Os valores extrapolados correspondem ao

prolongamento da parte inicial das curvas de forma a extrapolar o que ocorreria se a

solicitação começasse do zero, ou seja, corresponderia ao esforço atuante. Na Figura 10

foi colocada apenas uma curva, pois aparentemente um dos painéis não protendidos já

estava fissurado somente com o peso-próprio. Assim, não foi possível fazer a

extrapolação para o seu caso.

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

9

10 9 8 7 6 5 4 3 PNP-1 (Extrapolado) 2 1 0 0 0,01 0,02
10
9
8
7
6
5
4
3
PNP-1 (Extrapolado)
2
1
0
0
0,01
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
0,08
0,09
0,1
Momento (kN.m)

Curvatura (1/m)

Figura 10 – Curva momento fletor x curvatura do painel PNP-1

10 9 8 7 6 5 4 3 PNP-1 (Extrapolado) Média Extrapolada PP 2 1 0
10
9
8
7
6
5
4
3
PNP-1 (Extrapolado)
Média Extrapolada PP
2
1
0
0
0,01
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
0,08
0,09
0,1
Momento (kN.m)

Curvatura (1/m)

Figura 11 – Curva momento fletor x curvatura dos painéis protendidos

Nas

Figuras

8

a

11, pode-se verificar claramente a eficiência da aplicação da

protensão no comportamento estrutural dos painéis com armação treliçada.

A força média aplicada durante o ensaio, necessária para produzir a flecha limite de

/500, foi de 1,88 kN e 4,67 kN, respectivamente, para os painéis sem e com armadura

protendida, ou seja, uma diferença de 148%. A maior diferença foi ao redor deste ponto,

diminuindo com o aumento da força até próximo da ruptura dos painéis.

Como os painéis possuíam a mesma taxa mecânica de armadura, a força última

média esteve próxima, ficando em 9,88 kN e 9,53 kN, respectivamente, para os painéis

sem e com armadura protendida. Portanto, o maior benefício esteve na região de serviço,

justamente devido à protensão aplicada na vigota.

1 o . Encontro Nacional de Pesquisa-Projeto-Produção em Concreto pré-moldado.

10

Considerando que a força correspondente à situação de serviço dos painéis seja

aproximadamente metade da força última obtida nos ensaios, ou seja, em torno de

4,5 kN, a flecha média de serviço seria de 25,7 mm e 8,4 mm, respectivamente, para os

painéis sem e com armadura protendida. Portanto, a aplicação da protensão na vigota

com armação treliçada diminuiu a flecha média dos painéis para aproximadamente 1/3.

  • 5 Conclusões Procurou-se com este trabalho verificar o benefício da aplicação da protensão no

comportamento estrutural de lajes formadas por vigotas com armação treliçada, através

de ensaios comparativos em painéis de lajes com e sem armadura protendida.

Através dos ensaios realizados, os seguintes comentários podem ser apresentados:

a aplicação da protensão na vigota com armação treliçada melhorou o comportamento

do painel de laje em relação às deformações;

o maior benefício da aplicação da protensão foi para a situação de serviço, justamente

a região crítica para este tipo de laje como já mencionado anteriormente;

a flecha média dos painéis com armadura protendida foi aproximadamente 1/3 da

flecha média dos painéis sem armadura pr otendida, para a carga de serviço dos

painéis ensaiados.

6

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2003) NBR 6118: Projeto de

estruturas de concreto – Procedimentos. Rio de Janeiro.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1994) NBR 5739: Concreto –

Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos – Métodos de ensaio. Rio de

Janeiro.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1994) NBR 7222: Argamassa e

concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de

corpos-de-prova cilíndricos – Métodos de ensaio. Rio de Janeiro.

DROPPA Jr., A. (1999). Análise estrutural de lajes formadas por elementos pré-

moldados tipo vigota com armação treliçada. Dissertação (Mestrado). EESC.

Universidade de São Paulo. São Carlos.

EL DEBS, M.K. (2000). Concreto pré-moldado: fundamentos e aplicações. EESC.

Universidade de São Paulo. São Carlos.

EL DEBS, M.K.; TAKEYA, T.; MERLIN, A.J. (2004). Ensaios de vigotas e de painéis de

concreto protendido com armação treliçada. Relatório técnico. EESC. Universidade

de São Paulo. São Carlos.

MAGALHÃES, F. L. (2001). Estudo dos momentos fletores negativos nos apoios de

lajes formadas por elementos pré-moldados tipo nervuras com armação

treliçada. Dissertação (Mestrado). EESC. Universidade de São Paulo. São Carlos.

MERLIN, A. J. (2002). Momentos fletores negativos nos apoios de lajes formadas por

vigotas de concreto protendido. Dissertação (Mestrado). EESC. Universidade de

São Paulo. São Carlos.