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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Divulgação Externa

CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS


ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2008 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS
Reapresentação Espontânea

O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA , SENDO OS SEUS
ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS.

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26


4 - NIRE

53300000859

01.02 - SEDE

1 - ENDEREÇO COMPLETO 2 - BAIRRO OU DISTRITO

SCN Quadra 4-Bl.B-n° 100, sala 203 Asa Norte


3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

70714-900 Brasília DF
6 - DDD 7 - TELEFONE 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEX

061 3329-7300 - -
11 - DDD 12 - FAX 13 - FAX 14 - FAX

061 3319-7306 - -
15 - E-MAIL

eletrobras@eletrobras.com

01.03 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia)

1 - NOME

Astrogildo Fraguglia Quental


2 - ENDEREÇO COMPLETO 3 - BAIRRO OU DISTRITO

Av.Presidente Vargas, 409, 13° andar Centro


4 - CEP 5 - MUNICÍPIO 6 - UF

20071-003 Rio de Janeiro RJ


7 - DDD 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEFONE 11 - TELEX

021 2514-6326 2514-6327 2514-6333


12 - DDD 13 - FAX 14 - FAX 15 - FAX

021 2514-5964 - -
16 - E-MAIL

df@eletrobras.com

01.04 - REFERÊNCIA / AUDITOR

EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO TRIMESTRE ATUAL TRIMESTRE ANTERIOR

1 - INÍCIO 2 - TÉRMINO 3 - NÚMERO 4 - INÍCIO 5 - TÉRMINO 6 - NÚMERO 7 - INÍCIO 8 - TÉRMINO

01/01/2008 31/12/2008 1 01/01/2008 31/03/2008 4 01/10/2007 31/12/2007


9 - NOME/RAZÃO SOCIAL DO AUDITOR 10 - CÓDIGO CVM

BDO Trevisan Auditores Independentes 00210-0


11 - NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO 12 - CPF DO RESP. TÉCNICO

Luiz Carlos de Carvalho 089.488.808-02

24/06/2008 10:14:42 Pág: 1


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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2008 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS
Reapresentação Espontânea

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

01.05 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Número de Ações
1 - TRIMESTRE ATUAL 2 - TRIMESTRE ANTERIOR 3 - IGUAL TRIMESTRE EX. ANTERIOR

(Mil) 31/03/2008 31/12/2007 31/03/2007


Do Capital Integralizado
1 - Ordinárias 905.024 905.024 452.511.763
2 - Preferenciais 224.475 224.475 112.237.488
3 - Total 1.129.499 1.129.499 564.749.251
Em Tesouraria
4 - Ordinárias 0 0 0
5 - Preferenciais 0 0 0
6 - Total 0 0 0

01.06 - CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA

1 - TIPO DE EMPRESA

Empresa Comercial, Industrial e Outras


2 - TIPO DE SITUAÇÃO

Operacional
3 - NATUREZA DO CONTROLE ACIONÁRIO

Estatal
4 - CÓDIGO ATIVIDADE

1120 - Energia Elétrica


5 - ATIVIDADE PRINCIPAL
Geração, Transmissão, Distribuição e Comercializaçãode Energia Elétrica

6 - TIPO DE CONSOLIDADO

Total
7 - TIPO DO RELATÓRIO DOS AUDITORES

Com Ressalva

01.07 - SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

1 - ITEM 2 - CNPJ 3 - DENOMINAÇÃO SOCIAL

01.08 - PROVENTOS EM DINHEIRO DELIBERADOS E/OU PAGOS DURANTE E APÓS O TRIMESTRE

1 - ITEM 2 - EVENTO 3 - APROVAÇÃO 4 - PROVENTO 5 - INÍCIO PGTO. 6 - ESPÉCIE E 7 - VALOR DO PROVENTO P/ AÇÃO
CLASSE DE
AÇÃO

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
01.09 - CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO
1- ITEM 2 - DATA DA 3 - VALOR DO CAPITAL SOCIAL 4 - VALOR DA ALTERAÇÃO 5 - ORIGEM DA ALTERAÇÃO 7 - QUANTIDADE DE AÇÕES EMITIDAS 8 - PREÇO DA AÇÃO NA
ALTERAÇÃO EMISSÃO
(Reais Mil) (Reais Mil) (Mil)
(Reais)
01.10 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES
1 - DATA 2 - ASSINATURA
19/05/2008
24/06/2008 10:15:00 Pág: 3
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2008 4 - 31/12/2007

1 Ativo Total 96.460.308 96.726.141


1.01 Ativo Circulante 13.074.837 13.586.790
1.01.01 Disponibilidades 6.105.125 5.585.519
1.01.02 Créditos 4.775.575 5.018.944
1.01.02.01 Clientes 1.185.413 1.349.259
1.01.02.01.01 Consumidores e Revendedores 1.185.413 1.349.259
1.01.02.02 Créditos Diversos 3.590.162 3.669.685
1.01.02.02.01 Empréstimos e Financiamentos 2.934.834 3.034.328
1.01.02.02.02 Remuneração dos Investimentos 655.328 635.357
1.01.03 Estoques 1.932 2.519
1.01.04 Outros 2.192.205 2.979.808
1.01.04.01 Conta de Consumo de Combustível 571.178 549.467
1.01.04.02 Devedores Diversos 394.530 290.840
1.01.04.03 Créditos Renegociados 111.793 112.803
1.01.04.04 Ativos fiscais diferidos 1.047.875 1.773.215
1.01.04.05 Direito de Ressarcimento 0 179.460
1.01.04.06 Despesas pagas antecipadamente 13 21
1.01.04.07 Diversos 66.816 74.002
1.02 Ativo Não Circulante 83.385.471 83.139.351
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 39.724.229 39.986.957
1.02.01.01 Créditos Diversos 33.249.187 33.692.062
1.02.01.01.01 Empréstimos e Financiamentos 33.065.527 33.488.103
1.02.01.01.02 Créditos Renegociados 183.660 203.959
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 0 0
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 6.475.042 6.294.895
1.02.01.03.01 Estudos e Projetos 294.460 292.579
1.02.01.03.02 Títulos e Valores Mobiliários 1.494.009 1.491.900
1.02.01.03.03 Adiantamento p/ Participação Societária 1.826.048 1.824.255
1.02.01.03.04 Ativos Fiscais Diferidos 1.416.047 1.351.862
1.02.01.03.05 Cauções e depósitos vinculados 0 177.336
1.02.01.03.06 Conta de Consumo de Combustível 520.668 500.512
1.02.01.03.07 Direito de Ressarcimento 857.417 590.025
1.02.01.03.08 Diversos 66.393 66.426
1.02.02 Ativo Permanente 43.661.242 43.152.394
1.02.02.01 Investimentos 43.572.610 43.062.138
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 3.300.200 3.180.712
1.02.02.01.02 Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio 0 0
1.02.02.01.03 Participações em Controladas 39.741.851 39.344.716
1.02.02.01.04 Participações em Controladas - Ágio 0 0
1.02.02.01.05 Outros Investimentos 530.559 536.710
1.02.02.02 Imobilizado 27.638 28.807
1.02.02.03 Intangível 55.095 55.558

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2008 4 -31/12/2007

1.02.02.04 Diferido 5.899 5.891

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2008 4 - 31/12/2007

2 Passivo Total 96.460.308 96.726.141


2.01 Passivo Circulante 4.221.316 4.811.031
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 172.565 139.430
2.01.02 Debêntures 0 0
2.01.03 Fornecedores 1.115.186 1.269.365
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 385.696 1.092.560
2.01.05 Dividendos a Pagar 896.429 881.002
2.01.06 Provisões 0 0
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 65.053 61.493
2.01.07.01 Dividas com controladas 3.358 3.343
2.01.07.02 Crédito do Tesouro Nacional 61.695 58.150
2.01.08 Outros 1.586.387 1.367.181
2.01.08.01 Empréstimos Compulsório 94.681 96.709
2.01.08.02 Obrigações Estimadas 80.423 78.274
2.01.08.03 Conta de Consumo de Combustível 532.391 515.418
2.01.08.04 Adiantamento de Clientes 214.656 202.250
2.01.08.05 Obrigações de ressarcimento 468.545 444.225
2.01.08.06 Diversos 195.691 30.305
2.02 Passivo Não Circulante 11.120.271 11.951.874
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 11.120.271 11.951.874
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 8.373.748 8.548.258
2.02.01.01.01 Empréstimos e financiamentos - Principal 1.602.968 1.576.872
2.02.01.01.02 Reserva Global de Reversão 6.561.628 6.769.011
2.02.01.01.03 Empréstimo Compulsório 209.152 202.375
2.02.01.02 Debêntures 0 0
2.02.01.03 Provisões 1.228.566 2.090.305
2.02.01.03.01 Provisões para Contingências 981.624 1.214.528
2.02.01.03.02 Prov.p/ passivo a descob. em investidas 246.942 875.777
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 901.968 726.989
2.02.01.04.01 Crédito do Tesouro Nacional 901.968 726.989
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 615.989 586.322
2.02.01.06.01 Tributos e Contribuições Sociais 0 0
2.02.01.06.02 Conta de Consumo de combustível 520.668 500.512
2.02.01.06.03 Diversos 95.321 85.810
2.02.02 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.04 Patrimônio Líquido 81.118.721 79.963.236
2.04.01 Capital Social Realizado 24.235.829 24.235.829
2.04.02 Reservas de Capital 25.907.304 25.907.304
2.04.03 Reservas de Reavaliação 208.109 208.109
2.04.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.04.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 208.109 208.109
2.04.04 Reservas de Lucro 26.015.530 25.800.369
2.04.04.01 Legal 1.731.038 1.731.038
2.04.04.02 Estatutária 15.699.751 15.699.751

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2008 4 -31/12/2007

2.04.04.03 Para Contingências 0 0


2.04.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.04.04.05 Retenção de Lucros 68.748 68.748
2.04.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 8.515.993 8.300.832
2.04.04.07 Outras Reservas de Lucro 0 0
2.04.05 Lucros/Prejuízos Acumulados 841.525 0
2.04.06 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 3.910.424 3.811.625

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 1.994.601 1.994.601 1.698.220 1.698.220
3.01.01 Operações com Energia Elétrica 1.994.601 1.994.601 1.698.220 1.698.220
3.02 Deduções da Receita Bruta 0 0 0 0
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 1.994.601 1.994.601 1.698.220 1.698.220
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos 0 0 0 0
3.05 Resultado Bruto 1.994.601 1.994.601 1.698.220 1.698.220
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (946.620) (946.620) (1.490.491) (1.490.491)
3.06.01 Com Vendas 0 0 0 0
3.06.02 Gerais e Administrativas (2.262.450) (2.262.450) (1.777.259) (1.777.259)
3.06.02.01 Pessoal, Material e Serviço (56.066) (56.066) (59.037) (59.037)
3.06.02.02 Depreciação e Amortização (1.767) (1.767) (1.685) (1.685)
3.06.02.03 PASEP/COFINS (20.068) (20.068) (12.232) (12.232)
3.06.02.04 Energia Comprada para Revenda (2.016.777) (2.016.777) (1.580.073) (1.580.073)
3.06.02.05 Provisões Operacionais 1.268.450 1.268.450 (124.232) (124.232)
3.06.02.06 Perdas na alienação de ativos (1.436.222) (1.436.222) 0 0
3.06.03 Financeiras 719.183 719.183 (11.962) (11.962)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 1.320.513 1.320.513 1.204.553 1.204.553
3.06.03.02 Despesas Financeiras (601.330) (601.330) (1.216.515) (1.216.515)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 2.148 2.148 323 323
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (23.044) (23.044) (95.173) (95.173)
3.06.05.01 Doações e Contribuições (40.124) (40.124) (41.118) (41.118)
3.06.05.02 Outras 17.080 17.080 (54.055) (54.055)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 617.543 617.543 393.580 393.580
3.07 Resultado Operacional 1.047.981 1.047.981 207.729 207.729
3.08 Resultado Não Operacional (321) (321) 743 743
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.08.01 Receitas 0 0 743 743
3.08.02 Despesas (321) (321) 0 0
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 1.047.660 1.047.660 208.472 208.472
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (270.321) (270.321) (242.770) (242.770)
3.10.01 Provisão para Imposto de Renda (197.984) (197.984) (177.352) (177.352)
3.10.02 Provisão para Contribuição Social (72.337) (72.337) (65.418) (65.418)
3.11 IR Diferido 64.186 64.186 267.459 267.459
3.11.01 Imposto de Renda diferido 47.195 47.195 196.661 196.661
3.11.02 Contribuição Social Diferida 16.991 16.991 70.798 70.798
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 841.525 841.525 233.161 233.161
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 1.129.499 1.129.499 564.749.251 564.749.251
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,74504 0,74504 0,00041 0,00041
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)
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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A.

ELETROBRÁS

(COMPANHIA ABERTA)
CNPJ 00.001.180/0001-26

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


DO TRIMESTRE FINDO
EM 31 DE MARÇO DE 2008

(CONTROLADORA E CONSOLIDADAS)

NOTA 1 - APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS

As Informações Trimestrais – ITR´s da controladora ( COMPANHIA ) e consolidadas estão


sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em consonância
com as disposições da Lei 6.404/76 e regulamentações e disposições complementares da
Comissão de Valores Mobiliários – CVM, conjugada com a legislação específica emanada pela
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, e não divergem daquelas observadas pela
Companhia, em relação às Demonstrações Contábeis de 31 de dezembro de 2007, e estão
disponíveis na rede mundial de computadores, nos sítios da CVM, BOVESPA e da
ELETROBRÁS.

Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei no 11.638, promovendo alterações nas


regras contábeis do Brasil, no sentido de seu alinhamento às Normas Internacionais de
Contabilidade (ITR’s), no que tange à preparação e divulgação das demonstrações contábeis
para os exercícios encerrados a partir de 1o de janeiro de 2008. As mudanças promovidas pela
citada Lei, formam o arcabouço necessário para a CVM e demais órgãos reguladores
deliberarem sobre alterações nas normas contábeis que irão permitir a convergência contábil e
a harmonização com as normas internacionais, sendo que, grande parte dos dispositivos
alterados pela nova lei depende de regulamentação.

Em 2 de maio de 2008, a CVM emitiu a Instrução no 469, dispondo sobre a aplicação da Lei
11.638/2007, facultando às Companhias Abertas a aplicação imediata das disposições contidas
na citada lei, já nas Informações Trimestrais – ITR de 2008. Caso a opção seja pela não
aplicação, a Companhia deverá informar em nota explicativa as alterações que possam ter
impacto sobre as demonstrações financeiras de encerramento do exercício de 2008, juntamente
com uma estimativa dos seus possíveis efeitos, admitindo, caso necessário, que sejam dados
esclarecimentos das razões que impedem a apresentação dessas estimativas.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Considerando a extensão e a complexidade das alterações promovidas pela referida Lei e que o
processo de normatização demandará a emissão de diversos novos pronunciamentos dos
órgãos reguladores, visando, inclusive, a harmonização e a preservação da comparabilidade, a
Administração da Companhia optou pela aplicação do disposto na Lei no 11.638/2007
somente nas demonstrações contábeis do encerramento do exercício social de 2008. Contudo,
conforme requerido, divulga os efeitos da Lei 11.638/2007 em nota explicativa, além de
reconhecer nas Demonstrações Contábeis de 31 de março de 2008, os itens considerados de
aplicação imediata pela Instrução CVM nº 469/2008, como segue:

1. Os incentivos fiscais decorrentes de doações ou subvenções governamentais para


investimento não serão mais classificados como reserva de capital, passando a fazer
parte do resultado do exercício, podendo a parcela do lucro correspondente ser
destinada para a formação da reserva de lucros, podendo ser excluída da base de
cálculo do dividendo obrigatório.

Não foram identificados ajustes sobre este item. O saldo da reserva de capital
correspondente as doações e subvenções para investimento existente no encerramento
do exercício de 2007 foi mantido na respectiva conta até a sua total realização
conforme previsto na Lei 11.638.

2. Serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial os investimentos em coligadas


sobre cuja a administração tenha influencia significativa, ou de que participe com 20%
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades
que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum.

Foram identificados 22 novos investimentos em coligadas, todos por participação


indireta, que se enquadram nos preceitos acima expostos, totalizando ativos de R$
1.400.133 mil. O efeito no resultado do primeiro trimestre de 2008, corresponde a uma
receita de R$ 96.216 mil, reconhecida na rubrica de participações societárias, da
demonstração do resultado do período.

3. Ajuste a valor presente de ativos e passivos decorrentes de operações de longo prazo,


assim como, para as operações de curto prazo, se relevantes.

A Administração da Companhia identificou necessidade de efetuar ajuste a valor


presente sobre as obrigações para desmobilização de ativos, apresentada no passivo
não circulante, sob a rubrica de mesmo nome. No trimestre findo em 31 de março de
2008 o ajuste a valor presente foi de R$ 260.556 mil, com isso gerando um aumento no
patrimônio líquido nesse montante. Em 31 de dezembro de 2007, se tal ajuste fosse
implementado seria gerado um aumento no patrimônio líquido de R$ 259.690 mil.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


4. divulgação em nota explicativa das remunerações baseadas em ações nas informações
trimestrais e nas demonstrações financeiras, enquanto não for emitida norma específica
sobre sua contabilização.

Não aplicável

5. dispensa da apresentação da reconciliação de patrimônio líquido e resultado para as


companhias estrangeiras que captam recursos no mercado de capitais brasileiro através
de BDRs, e que adotem as normas contábeis internacionais.

Não aplicável

Dentre as principais alterações introduzidas pela 11.638/2007, destaca-se os seguintes pontos


que, na avaliação da administração, poderão modificar a forma de apresentação das
demonstrações contábeis em função da aplicação de novos critérios a partir deste exercício:

1. Os instrumentos financeiros, inclusive derivativos, direitos e títulos de créditos,


classificados no Ativo Circulante ou no Realizável a Longo Prazo passam a ser
avaliados:

a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações


destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme


disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este
for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito.

2. Nas operações de fusão, cisão, incorporação ou transformação, realizadas entre partes


independentes e que ocorram a efetiva transferência de controle, os ativos e passivos
da sociedade a ser incorporada, fusionada ou cindida serão reconhecidos pelo seu valor
de mercado.

3. Imobilização e reconhecimento de dívida com gastos com arrendamento financeiro.

4. Os saldos de reservas de reavaliação poderão ser estornados até o final do exercício,


opcionalmente.

As reservas de reavaliação existentes na Companhia são reflexas de investimentos


mantidos em empresas coligadas avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. A
manutenção dos saldos existentes nas reservas de reavaliação até a sua efetiva
realização ou seu estorno até o fim deste exercício será definida pelo procedimento a
ser adotado pelas coligadas CEMAT e CELPA..

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5. O ativo diferido é restrito às despesas pré-operacionais e gastos com reestruturação.

A CVM emitiu, também, Deliberação nº 534/2008, de 29 de janeiro de 2008, que trata dos
efeitos nas mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis, sendo
aplicável ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008.

Administração está avaliando os possíveis impactos para, posteriormente, mensurar e divulgar


os efeitos das mudanças de práticas contábeis, principalmente, quanto à criação de novos
subgrupos de contas, introdução de novos critérios para classificação e avaliação dos ativos e
passivos. Contudo os efeitos das alterações já aplicadas na data base de 31 de março de 2008
são os seguintes:

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
Ativo
Aumento em Investimentos Permanentes 355.836 96.216
Passivo
Redução de obrigação para desmobilização
de ativos – ajuste a valor presente - 260.556
Resultado
Avaliação por equivalência patrimonial 355.836 96.216
Ajuste a valor presente - 260.556
Efeito líquido no resultado do trimestre 355.836 356.772

Neste momento e circunstâncias, até que haja um maior esclarecimento sobre a Lei em
questão, especialmente sobre a aplicação prática, incluindo a sua regulação pela ANEEL, a
Administração da Companhia entende que não é possível avaliar e quantificar com razoável
segurança e sem colocar em risco a tomada de decisão dos investidores, os eventuais efeitos da
adoção plena da Lei 11.638 sobre as demonstrações financeiras da Companhia.

O contexto operacional da Companhia mantém-se conforme aquele divulgado nas


Demonstrações Contábeis de 31 de dezembro de 2007, com as alterações introduzidas pela Lei
11.651/2008, que autoriza a Companhia a diretamente ou por meio de suas controladas,
associar-se, com ou sem aporte de recursos, para constituição de consórcios empresariais e
participação em sociedades, com ou sem poder de controle, no Brasil e no exterior, que se
destinem direta ou indiretamente à exploração da produção e transmissão de energia elétrica.

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As Informações Trimestrais consolidadas foram elaboradas de acordo com as normas
estabelecidas pela Instrução CVM 247, de 27 de março de 1996, e incluem a ELETROBRÁS e
as seguintes empresas:

PARTICIPAÇÃO DA ELETROBRÁS
31/03/2008 e 31/12/2007
Direta Indireta

FURNAS 99,54% -
CHESF 99,45% -
ELETROSUL 99,71% -
ELETRONORTE 98,66% -
ELETRONUCLEAR 99,80% -
ITAIPU BINACIONAL (*) 50,00% -
CGTEE 99,94% -
LIGHTPAR 81,61% -
MANAUS ENERGIA (**) - 100%
BOA VISTA ENERGIA (**) - 100%
(*) – Controlada em conjunto com a ANDE ( Paraguai ).
(**) – Participação indireta por meio da ELETRONORTE.

As Demonstrações Contábeis da ITAIPU Binacional são elaboradas em Dólares Norte–


Americanos e convertidas para Reais, à taxa de câmbio de 31 de março de 2008 - US$ 1.00 –
R$ 1,7491 divulgada pelo Banco Central do Brasil (31 de dezembro de 2007 - US$ 1.00 –
R$ 1,7713);

Para a contabilização de suas operações a ITAIPU Binacional segue as práticas contábeis


geralmente aceitas no Brasil e no Paraguai, observadas as disposições específicas estabelecidas
no Tratado Internacional firmado entre os Governos do Brasil e do Paraguai, em 26 de abril de
1973, que rege a ITAIPU Binacional, sendo as principais disposições descritas abaixo:

a) Não é registrada a depreciação de suas instalações, por ter sua receita calculada com base
nos encargos do passivo e não se constituir em um item do Custo do Serviço de Eletricidade,
conforme definido no Anexo “C" do Tratado Internacional Brasil-Paraguai;

b) Os resultados acumulados não integram o Patrimônio Líquido e são alocados na rubrica


Resultados a Compensar, transferido para o ativo imobilizado; e

c) A remuneração sobre capital próprio dos acionistas não leva em consideração a realização de
lucros, sendo apresentada como despesa operacional no resultado.

A seguir está apresentado, para efeito de análise, o resumo do Balanço Patrimonial e da


Demonstração do Resultado Consolidado, excluídos os efeitos da consolidação proporcional

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


da ITAIPU Binacional. A informação, de caráter meramente informativo, objetiva evidenciar a
influência das Demonstrações Contábeis da ITAIPU nas demonstrações consolidadas do
Sistema ELETROBRÁS, dada suas especificidades, não devendo ser considerada, em
nenhuma hipótese, como sendo as Demonstrações Contábeis Consolidadas do Sistema
ELETROBRÁS.

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R$ mil
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO
(de caráter meramente informativo)
31/03/2008
COM ITAIPU SEM ITAIPU
(não auditado)
Ativo

Circulante
Consumidores e revendedores 3.560.154 3.517.427
Financiamentos e empréstimos 1.386.436 1.408.559
Outros 14.173.831 14.013.797
19.120.421 18.939.783
Não Circulante
Realizável a longo prazo
Financiamentos e empréstimos 12.715.631 19.790.482
Outros 8.767.872 8.650.051
21.483.503 28.440.533

Investimentos 5.459.881 5.547.337


Imobilizado, diferido e intangível 74.140.974 56.969.630
79.600.855 62.516.967

Total do Ativo 120.204.779 109.897.283

Passivo e Patrimônio Líquido

Circulante
Financiamentos e empréstimos 1.062.872 719.001
Fornecedores 1.888.548 2.406.160
Outros 7.097.985 6.644.786
10.049.405 9.769.947
Não Circulante
Financiamentos e empréstimos 13.332.688 4.016.336
Outros 15.444.404 14.732.718
28.777.092 18.749.054
Participações de Acionistas - ANDE 259.561 259.561
Patrimônio Líquido 81.118.721 81.118.721
81.378.282 81.378.282
Total do Passivo e do Patrimônio
Líquido 120.204.779 109.897.283

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R$ mil
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
(de caráter meramente informativo)
31/03/2008
COM ITAIPU SEM ITAIPU
(não auditado)
Receitas Operacionais
Operações com energia elétrica 6.931.312 6.889.758
Deduções (408.486) (408.486)
Outras 66.390 66.387
6.589.216 6.547.659

Despesas Operacionais
Energia comprada para revenda (1.822.433) (2.492.508)
Depreciação e amortização (553.832) (553.832)
Resultado a compensar de ITAIPU (181.395) -
Outras (2.496.786) (2.232.352)
(5.054.446) (5.278.692)

Resultado Operacional antes


do Resultado Financeiro 1.534.770 1.268.967

Resultado Financeiro (221.647) 46.144

Resultado de Participação Societária 332.537 331.427

Resultado Operacional 1.645.660 1.646.537

Resultado Não Operacional (276.572) (277.449)

Resultado antes da CSLL e IRPJ 1.369.088 1.369.088

CSLL e IRPJ (529.913) (529.913)

Resultado antes das participações 839.175 839.175

Participação Minoritária 2.350 2.350

Lucro Líquido do Trimestre 841.525 841.525


Lucro por ação R$ 0,75 R$ 0,75

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NOTA 2 - DISPONIBILIDADES

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
Caixa e Bancos 28.928 32.374 88.374 238.828
Aplicações Financeiras 6.076.197 5.553.145 9.261.866 7.856.079
6.105.125 5.585.519 9.350.240 8.094.907

As disponibilidades financeiras são mantidas junto ao Banco do Brasil S.A., nos termos da
legislação específica para as Sociedades de Economia Mista sob controle federal, emanada do
Decreto-Lei 1.290, de 03 de dezembro de 1973, com as alterações decorrentes da Resolução
2.917, de 19 de dezembro de 2001, do Banco Central do Brasil, que estabeleceu novos
mecanismos para as aplicações das empresas integrantes da Administração Federal Indireta.

As aplicações financeiras de liquidez imediata, encontram-se em fundos de investimento


financeiro - extramercado, que tem como meta a rentabilidade em função da Taxa Média da
SELIC.

NOTA 3 – CONSUMIDORES E REVENDEDORES DE ENERGIA ELÉTRICA

I - Os valores a receber de consumidores e revendedores de energia elétrica encontram-se


detalhados no Anexo I destas Notas Explicativas e incluem o ativo regulatório descrito no item
I da Nota 9.

II - Comercialização da energia elétrica gerada por ITAIPU Binacional

A Lei 10.438, de 26 de abril de 2002, atribuiu à ELETROBRÁS a responsabilidade pela


aquisição da totalidade da energia elétrica produzida por ITAIPU, passando a ser a
comercializadora no Brasil desta energia elétrica.

Desta forma, foram comercializados no primeiro trimestre de 2008, o equivalente a 21.328


GWh, sendo a tarifa de suprimento de energia (compra) praticada por ITAIPU de US$
21,99/kW e a tarifa de repasse (venda) US$ 23,03/kW.

O resultado da comercialização da energia elétrica da ITAIPU, nos termos do Decreto 4.550,


de 27 de dezembro de 2002, observadas as alterações introduzidas pelo Decreto 6.265, de 22
de novembro de 2007, tem a seguinte destinação (Vide item II, da Nota 9):

a) se positivo, deverá ser destinado, mediante rateio proporcional ao consumo individual, a


crédito de bônus nas contas de energia dos consumidores do Sistema Elétrico Nacional
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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Interligado, integrantes das Classes Residencial e Rural, com consumo mensal inferior a 350
kWh.

b) se negativo, é incorporado pela ANEEL no cálculo da tarifa de repasse de potência


contratada no ano subseqüente à formação do resultado.

No primeiro trimestre de 2008, a atividade foi superavitária em R$ 234.117 mil, sendo a


obrigação decorrente incluída na rubrica Obrigação de Ressarcimento. O saldo líquido da
atividade é apresentado no Passivo Circulante e corresponde a R$ 54.657 mil, incluído na
rubrica Obrigação de Ressarcimento. Em 31 de dezembro de 2007 corresponde a R$ 179.460
mil incluído na rubrica direito de ressarcimento.

III – PROINFA

As operações de comercialização de energia elétrica no âmbito do PROINFA geraram um


resultado líquido positivo no primeiro trimestre de 2008 de R$ 30.337 mil, não produzindo
efeito no resultado líquido da ELETROBRÁS. O saldo líquido da atividade é apresentado no
Passivo Circulante e corresponde a R$ 413.888 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 444.225
mil), incluído na rubrica Obrigação de Ressarcimento.

IV – Operações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE

Os valores relativos às operações praticadas no âmbito da CCEE estão registrados com base
nas informações disponibilizadas pela Câmara.

As operações realizadas no primeiro trimestre de 2008 geraram, para a ELETROBRÁS e suas


controladas, um crédito líquido de R$ 97.370 mil.

A controlada FURNAS detém créditos no montante de R$ 293.560 mil, relativos à


comercialização de energia no âmbito do extinto MAE, referentes ao período de setembro de
2000 a setembro de 2002, cuja liquidação financeira está suspensa em função da concessão de
liminares em ações judiciais propostas por concessionárias de distribuição de energia elétrica,
contra a ANEEL e o MAE, hoje CCEE. Dada à incerteza de sua realização, a Companhia
mantém Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, em valor equivalente à totalidade do
crédito constituída no último trimestre de 2007.

De acordo com as normas estabelecidas no Acordo Geral do Setor Elétrico, a resolução dessas
pendências implicaria em uma nova apuração, que seria objeto de liquidação entre as partes
sem a interveniência da CCEE. Nesse sentido, é intenção da Administração manter
negociações, com a participação da ANEEL e CCEE, visando o equacionamento dos créditos,
de forma a viabilizar uma solução negociada para a sua liquidação (Vide Nota 6 item c).

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


V – Provisão para créditos de liquidação duvidosa – PCLD

A Companhia constitui e mantém provisões com observância das normas da ANEEL a partir
de análise dos valores constantes do seu contas a receber vencidos e do histórico de perdas,
cujo montante é considerado pela Administração da Companhia como suficiente para cobrir
eventuais perdas na realização desses ativos. O saldo em 31 de março de 2008 é de
R$ 1.262.121 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ R$ 1.241.317 mil), sendo composto como
segue:

R$ mil
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
RTE (Energia Livre – Perda de Receita e Parcela A) 240.959 309.732

Consumidores e Revendedores
CEA 455.993 413.302
Outras 271.609 224.723
727.602 638.025
CCEE – Energia de Curto Prazo 293.560 293.560
1.262.121 1.241.317

O saldo de PCLD – RTE refere-se às provisões constituídas para cobrir eventuais perdas de
realização nos ativos constituídos referentes a perda de receita, parcela A e energia livre (Vide
Nota 9).

Para fins fiscais, o excesso de provisão constituída em relação ao disposto na Lei 9.430/1996,
está sendo adicionado ao Lucro Real, para efeitos de apuração do IRPJ devido e, também, à
base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL.

NOTA 4 – FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS

Os financiamentos e empréstimos concedidos são efetuados com recursos próprios da


ELETROBRÁS, além dos recursos setoriais, de recursos externos captados através de agências
internacionais de desenvolvimento, instituições financeiras, como, também, decorrentes do
lançamento de títulos no mercado financeiro internacional (Vide Anexo II).

Todos os financiamentos e empréstimos estão respaldados por contratos formais firmados


com as mutuarias. Os recebimentos destes valores, em sua maioria, estão previstos em parcelas
mensais, amortizáveis em um prazo médio de 10 anos, sendo a taxa média de juros, ponderada
pelo saldo da carteira, de 9,43% a.a..

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Os financiamentos e empréstimos concedidos, com cláusula de atualização cambial,
representam cerca de 42% do total da carteira. Já os que prevêem atualização com base em
índices que representam o nível de preços internos no Brasil, atingem a 27% do saldo da
carteira.

I - Créditos junto à AES-ELETROPAULO – Ação Judicial

Em 1989, a ELETROBRÁS ajuizou ação ordinária de cobrança contra a Eletropaulo,


objetivando receber créditos oriundos de financiamentos não honrados nos seus respectivos
vencimentos, segundo critérios avençados nas cláusulas e condições estabelecidas.

Tramitado o feito foi publicada sentença em abril de 1999, condenando a Eletropaulo ao


pagamento da importância financiada e não adimplida. Posteriormente, foi confirmada o
transito em julgado da sentença, significando dizer que a ELETROPAULO não recorreu da
decisão de primeiro grau. Conseqüentemente, foi proposta a execução por título judicial pela
ELETROBRÁS perante a Quinta Vara cível do Rio de Janeiro determinando o pagamento.

Contudo, em janeiro de 1998, ocorreu a cisão parcial de ativos da ELETROPAULO,


originando três empresas distintas - EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.,
EPTE – Empresa Paulista de Transmissão de Energia S.A. e EBE – Empresa Brasileira de
Energia S.A., sendo que a ELETROPAULO – Eletricidade de São Paulo S.A., teve a sua
razão social alterada para Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A..

A ELETROPAULO questionou a ilegitimidade por conta do Protocolo da Cisão Parcial,


sendo indeferido e determinado o prosseguimento da execução. Em dezembro de 2003 foi
interposto Recurso de Agravo de Instrumento pela ELETROPAULO, com requerimento de
efeito suspensivo contra a decisão que determinara o prosseguimento da execução, o qual foi
concedido entendendo que a ELETROPAULO não seria legítima para suportar a demanda
executiva e sim a CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (antiga
EPTE), por força do referenciado protocolo.

Foram interpostos Recursos Extraordinário e Especial pela ELETROBRÁS discutindo o


julgamento do Recurso da ELETROPAULO, sendo provido no sentido de que a execução
deveria prosseguir e que a defesa da ELETROPAULO deveria ser atacada via embargos do
devedor e não em exceção. Desta decisão a ELETROPAULO manejou embargos de
declaração, posteriormente Agravo Regimental e, finalmente, embargos de divergência cuja
decisão final foi publicada em novembro de 2007 negando de toda sorte o citado Recurso da
ELETROPAULO. Após esgotar toda a possibilidade de êxito perante o Superior Tribunal de
Justiça - STJ, a ELETROPAULO apresentou recurso extraordinário ao Supremo Tribunal
Federal – STF, sendo o mesmo negado seguimento de forma monocrática pelo Ministro
Humberto Gomes de Barros, conforme decisão publicada no dia 28 de março de 2008.

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Diante deste cenário, a administração da ELETROBRÁS dará continuidade ao processo de
execução e, amparada na opinião de seus consultores jurídicos, considera a realização do
crédito como praticamente certa.

Tais créditos atingem, em 31 de março de 2008, o montante de R$ 375.719 mil, considerada as


condições originais dos contratos com a ELETROPAULO, registrados contabilmente, os
quais, se atualizados pelos índices praticados pela justiça, atingem o montante de R$ 1.375.990
mil.

A administração da Companhia, de forma prudente e conservadora, não registra a parcela de


atualização com base em critérios distintos daqueles contratualmente pactuados, optando por
aguardar o processo de execução.

II – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa

A Companhia reconhece de forma conservadora provisões para créditos de liquidação


duvidosa, no valor de R$ 89.636 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 80.630 mil)
correspondente ao principal e ao serviço da dívida de diversas empresas em inadimplemento.

Tal volume de provisão é julgado suficiente pela Administração da Companhia para fazer face
a eventuais perdas nestes ativos, com base em análise do comportamento da carteira.

NOTA 5 – REMUNERAÇÃO DOS INVESTIMENTOS

Os valores apresentados referem-se a dividendos e juros sobre o capital próprio a receber,


líquido de Imposto de Renda Retido na Fonte, quando aplicável, decorrentes de investimentos
de caráter permanente mantidos pela ELETROBRÁS:

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
FURNAS 168.375 164.121 - -
CHESF 244.867 238.680 - -
ITAIPU Binacional 13.118 10.628 - -
ELETROSUL 48.056 46.842 - -
ELETRONUCLEAR 28.616 27.893 - -
CEMAR 57.990 57.990 57.990 57.990
CTEEP 64.983 33.295 64.983 33.295
Outros 29.323 55.908 37.900 61.183
655.328 635.357 160.873 152.468

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NOTA 6 – CRÉDITOS RENEGOCIADOS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
CIRCULANTE
CEB 54.347 54.347 90.698 91.834
CELG 47.613 48.217 72.152 72.392
AES-SUL 9.821 10.227 9.821 10.227
CEMAT - - 23.975 25.034
Rolagem da dívida dos Estados - - 200.762 188.867
Outros 12 12 150.485 137.921
111.793 112.803 547.893 526.275

NÃO CIRCULANTE
CELG 165.658 175.636 465.175 476.199
CEB - - 183.398 181.341
Rolagem da dívida dos Estados - - 978.124 965.006
Outros 18.002 28.323 271.811 298.220
183.660 203.959 1.898.508 1.920.766
295.453 316.762 2.446.401 2.447.041

Os créditos renegociados formalizam-se por contratos de parcelamentos de débitos


acumulados pelos devedores, e prevêem juros e atualizações monetárias, com prazos fixados
para a amortização do principal e dos encargos e são considerados recuperáveis pela
Administração da Companhia, onde cabe destaque:

a) Oriundos de energia elétrica repassada à CEB

A ELETROBRÁS é detentora de créditos junto à CEB, decorrentes da comercialização, então


praticada por FURNAS, da energia elétrica gerada por ITAIPU Binacional, que foram
recebidos por sub-rogação em janeiro de 2003. Tais créditos foram, naquele mesmo exercício,
renegociados para eqüacionamento da inadimplência da distribuidora com atuação no Distrito
Federal, no montante original de R$ 163.892 mil. A negociação estabelece, entre outras
condições, o pagamento das dívidas em atraso até o final do exercício de 2008 (60 meses),
atualizadas pela taxa SELIC, com garantias reais, mediante a transferência diretamente da
instituição financeira arrecadadora da CEB, de 4% de seu faturamento bruto mensal, em favor
da ELETROBRÁS.

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O montante a receber em 31 de março de 2008 é de R$ 54.347 mil (31 de dezembro de 2007 -
R$ 54.347 mil).

A controlada FURNAS também renegociou créditos detidos contra a CEB, no montante de


R$ 191.129 mil, relativos à energia própria, com amortização em 144 meses, contados de
agosto de 2003, em parcelas correspondentes a 3 % do seu faturamento bruto, podendo ser
automaticamente prorrogado até a liquidação final do compromisso. O saldo devedor é
atualizado pelo IGP-M e acrescido de juros de 1% a.m. e monta em 31 de março de 2008
R$ 219.749 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 218.828 mil), sendo R$ 162.000 mil cedidos ao
Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) - FURNAS II (Vide Nota 24).

a) Oriundos de energia elétrica repassada à CEB

CEB II – Através de Instrumento Particular de Confissão de Dívida, firmado em 01.6.2006,


entre FURNAS e a CEB Distribuição, foi firmada a repactuação do pagamento das faturas
vincendas nos meses de junho a outubro/2006, cujos recebimentos ocorreriam nos dias 05, 15
e 25 dos respectivos meses, faturas essas vinculadas à aquisição de energia por meio dos
Contratos CCEAR´s 279 e 662/2004. A dívida será quitada conforme as seguintes cláusulas
financeiras:

1) Prazo de amortização estimado em 24 meses;

2) Atualização do saldo devedor com a aplicação pro rata die da variação da taxa média anual
SELIC, acrescido de juros de 1,8% a.a.;

3) Até a liquidação do total da dívida, as partes acordam que eventuais pagamentos que
FURNAS tenha de fazer à CEB DISTRIBUIÇÃO poderão ser objeto de compensação, até o
limite do saldo devedor;

4) Em caso de inadimplência em qualquer outro compromisso assumido com FURNAS,


superior a 10 dias, durante a vigência deste Instrumento, implicará no vencimento das parcelas
não quitadas, independentemente de prévia comunicação.

5) No caso de mora, sobre a parcela em atraso (que é corrigida monetariamente pela variação
pro rata die do IPCA, relativo ao mês anterior ao do inadimplemento) até a data do pagamento
incidirão os seguintes acréscimos:

1.a) multa de 2%, e


1.b) juros de mora de 1% ao Mês, calculados pro rata die.

b) Oriundos de energia elétrica repassada à CELG

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A ELETROBRÁS renegociou em 2003, os créditos decorrentes do repasse de energia da
ITAIPU Binacional à CELG, sub-rogados por FURNAS à ELETROBRÁS, no montante de
R$ 392.021 mil. A repactuação prevê a realização desses créditos mediante transferência,
efetuada diretamente pela instituição financeira arrecadadora da distribuidora, de 3,34% de seu
faturamento bruto mensal. O parcelamento tem um prazo estimado para a sua quitação total
de 216 meses contados a partir de janeiro de 2004 e é corrigido pela variação do Dólar Norte-
Americano.

O saldo em 31 de março de 2008 corresponde a R$ 213.271 mil de dezembro de 2007 - R$


223.853 mil), sendo R$ 165.658 mil registrado no ativo não circulante (31 de dezembro de
2007 – R$ 175.636 mil).

De forma semelhante, a controlada FURNAS renegociou em dezembro de 2003 o montante


de R$ 378.938 mil, relativos a créditos de energia própria, sendo o prazo estimado de
pagamento de 216 meses, corrigido mensalmente pelo IGP-M e juros de 1% a.m.. O
pagamento mensal corresponde a 2,56% do faturamento bruto da CELG e está lastreado em
garantia baseada em conta bancária vinculada, sendo o saldo da dívida, em 31 de março de
2008, correspondente a R$324.056 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 324.738 mil), tendo sido
parte do direito creditório, no montante de R$ 258.000 mil, cedido ao Fundo de Investimentos
em Direitos Creditórios (FIDC) - FURNAS II (Vide Nota 24).

c) Oriundos da comercialização no âmbito da CCEE

A controlada FURNAS repactuou, em agosto de 2005, débitos da CEMIG, no montante de


R$ 62.308 mil relativos à energia livre comercializada no âmbito do extinto MAE, no período
do racionamento de energia elétrica, abrangendo os meses de setembro de 2000 a setembro de
2002. O crédito atualizado monta a R$ 31.595 mil, e será realizado em 50 meses, atualizado
pela Taxa SELIC acrescido de juros de 1% a.a..

d) Rolagem da dívida dos Estados

Em conformidade com o Programa de Saneamento das Finanças do Setor Público,


implementado pela Lei 8.727/93, a controlada FURNAS firmou contrato de cessão de crédito
com a União, para refinanciamento de dívidas da CELG existentes àquela época, relativas à
compra de energia, a serem realizados em 240 meses, contados a partir de abril de 1994. Os
créditos são atualizados com base no IGP-M e remunerados a 11 % a.a., e montam a
R$ 540.648 mil em 31 de março de 2008, (31 de dezembro de 2007 - R$ 527.027 mil), sendo
R$ 446.259 mil registrado no ativo não circulante ( 31 de dezembro de 2007 - R$ 438.455
mil ), sendo parte do direito creditório, no montante de R$ 228.000 mil, cedido ao Fundo de
Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) - FURNAS II (Vide Nota 24).

A controlada ELETROSUL no âmbito do mesmo programa de saneamento financeiro, detém


créditos junto à União atualizados pelo IGP-M e acrescidos de juros de 12,68% a.a., no

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montante de R$ 638.238 mil, em 31 de março de 2008 (31 de dezembro de 2007 - R$ 626.846
mil), sendo R$ 531.865 mil no ativo não circulante (31 de dezembro de 2007 – R$ 526.551
mil), decorrentes da assunção de direitos que a controlada possuía junto às concessionárias
estaduais de energia elétrica, os quais serão realizados em 240 meses, contados a partir de abril
de 1994.

A legislação regente prevê que, vencido o prazo de 20 anos e remanescendo saldo a receber, o
parcelamento poderá ser estendido por mais 10 anos.

Esta hipótese é possível de ocorrer uma vez que a União repassa somente os recursos
efetivamente recebidos dos Estados que, por sua vez, estão limitados por lei a níveis de
comprometimento de suas receitas.

O detalhamento da carteira de financiamentos e empréstimos concedidos pela


ELETROBRÁS, apresentado no Anexo II, já contempla os efeitos da incorporação desses
créditos.

NOTA 7 – TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007

NÃO CIRCULANTE
CFT-E1 193.419 194.405 193.419 194.405
NTN-P 128.469 126.395 131.815 129.737
Rendimentos de Parcerias 321.738 313.145 321.738 313.145
Investimentos Temporários 195.560 202.228 195.560 202.228
Partes Beneficiárias 652.575 652.575 652.575 652.575
Outros 2.248 3.152 2.286 3.152
1.494.009 1.491.900 1.497.394 1.495.242

a) CFT- E1 –Títulos públicos com remuneração equivalente à variação do IGP-M, sem juros,
com data de resgate fixada a partir de agosto de 2012. A controladora mantém uma provisão
para ajuste a valor de mercado na data base de 31 de março de 2008, no montante de
R$ 99.551 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 91.761 mil), apurada com base em deságios
praticados no mercado de capitais e apresentada como redutora do respectivo ativo. É
intenção da Companhia resgatar os títulos no vencimento.

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b) NTN-P – Títulos públicos recebidos em pagamento por alienação de investimentos
societários no âmbito do Programa Nacional de Desestatização - PND. Estes títulos possuem
remuneração equivalente à variação da Taxa Referencial – TR, divulgada pelo Banco Central
do Brasil, com juros de 6% a.a. incidentes sobre o valor atualizado com data de resgate fixada a
partir de fevereiro de 2012. É intenção da Companhia resgatar os títulos no vencimento.

c) Outros – Refere-se substancialmente a certificados de investimentos decorrentes de


incentivos fiscais destinados a projetos nas áreas do FINOR/FINAM, de atuação das
controladas CHESF e ELETRONORTE, para os quais a Companhia mantém provisão para
perdas na sua realização, constituída em exercícios passados e com base em valor de mercado,
no montante de R$ 285.318 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 284.414 mil) e apresentada
como redutora do respectivo ativo.

d) RENDIMENTOS DE PARCERIAS – Referem-se aos rendimentos decorrentes dos


investimentos em regime de parcerias (Vide Nota 13), correspondente a uma remuneração
média equivalente à variação do IGP-M acrescido de juros de 12% a 13% a.a. sobre o capital
aportado, como demonstrado a seguir:

R$ mil
CONTROLADORA E
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
EATE 53.327 60.839
TANGARÁ 52.212 48.181
ELEJOR 54.971 50.459
ITIQUIRA 129.600 122.131
Outras 31.628 31.535
321.738 313.145

e) INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS – A Companhia detém ações ordinárias de


concessionárias de energia elétrica originariamente de propriedade de diversos Estados da
Federação, adquiridas no âmbito do Programa Nacional de Desestatização - PND.

Esses títulos, que estão inseridos no PND, têm como base de avaliação, para identificação e
mensuração de perdas na sua realização, o valor do patrimônio líquido contábil dessas
empresas, considerando a ausência de um valor de mercado efetivo.

O saldo dos investimentos em 31 de março de 2008, substancialmente representado por


adiantamentos para futuro aumento de capital, está líquido da parcela de R$ 2.426.587 mil (31
de dezembro de 2007 – R$ 3.109.103 mil) correspondente ao valor acumulado das provisões

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para perdas constituídas, fundamentalmente, em exercícios anteriores, conforme demonstrado
a seguir:

R$ mil
CONTROLADORA E CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
CEAL Valor do Investimento 605.775 604.169
(-) Provisão para perdas (485.096) (482.494)
120.679 121.675
CEPISA Valor do Investimento 862.593 857.680
(-) Provisão para perdas (862.593) (857.680)
- -
CERON Valor do Investimento 987.258 986.818
(-) Provisão para perdas (987.258) (986.818)
- -
ELETROACRE Valor do Investimento 166.521 165.514
(-) Provisão para perdas (91.640) (84.961)
74.881 80.553
CEAM Valor do Investimento - 697.150
(-) Provisão para perdas - (697.150)
- -
TOTAL Valor do Investimento 2.622.147 3.311.331
(-) Provisão para perdas (2.426.587) (3.109.103)
195.560 202.228

As Empresas CEPISA e CERON apresentam patrimônio líquido negativo nos montantes de


R$ 192.965 mil e R$ 63.915 mil, respectivamente, para as quais a ELETROBRÁS mantém
provisão para cobertura desses passivos a descoberto no valor de R$ 246.942 mil (31 de
dezembro de 2007 – R$ 875.777 mil), face os compromissos de saneamento econômico-
financeiro assumidos no âmbito do PND.

Em 28 de março de 2008, a Assembléia de Acionistas da Companhia Energética do Amazonas


S.A. – CEAM aprovou a sua incorporação pela Manaus Energia S.A. - MESA., subsidiária
integral da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – ELETRONORTE. A ELETROBRÁS
possuía 97,96% do capital social da CEAM e detém 98,66% do capital social da
ELETRONORTE.

Como decorrência da incorporação, a provisão para perdas no investimentos da CEAM no


montante de R$ 697.150 mil, foi integralmente revertida, a crédito do resultado do período,

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sendo também, revertida a provisão para a cobertura de seu passivo a descoberto, no valor de
R$ 657.508 mil, totalizando R$ 1.354.658 mil.

A CEAM e a MESA atuam no provimento de energia elétrica para o interior e para a capital do
estado do Amazonas, respectivamente. A operação, realizada dentro da política de Governança
Corporativa da ELETROBRÁS, criou uma empresa única para atender todo o Estado do
Amazonas e irá proporcionar maior sinergia nas atividades operacionais.

No mesmo momento, a Administração da Companhia identificou uma perda na realização do


Ativo correspondente ao investimento na CEAM, baseado no laudo de avaliação elaborado
para suportar o processo de incorporação da CEAM, pela MESA, a qual monta a R$ 1.436.223
mil, reconhecida à débito do resultado do período, como perda na Realização de
investimentos.

f) PARTES BENEFICIÁRIAS – Títulos adquiridos em decorrência da reestruturação do


investimento da ELETROBRÁS na INVESTCO S.A.. Estes títulos têm rendimentos anuais
equivalentes a 10% do lucro das empresas citadas abaixo, pagos juntamente com os dividendos
e serão resgatados em outubro de 2032, mediante sua conversão em ações preferenciais do
capital social das referidas empresas, conforme a seguir demonstrado:

R$ mil
CONTROLADORA E
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
PAULISTA LAJEADO 49.975 49.975
REDE LAJEADO 266.798 266.798
EDP LAJEADO 184.577 184.577
CEB LAJEADO 151.225 151.225
652.575 652.575

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NOTA 8 – CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS E ATIVOS FISCAIS DIFERIDOS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS

ATIVO CIRCULANTE

Imposto de renda retido na fonte 311.812 1.386.390 334.310 1.442.669


Antecipações de IRPJ e CSLL 732.373 383.218 888.438 396.286
Prejuízo fiscal-base negativa de CSLL - - 24.027 19.423
Diferenças temporárias de
IRPJ/CSLL - - 340.475 407.585
PASEP/COFINS compensáveis 3.690 3.607 52.736 45.672
ICMS a recuperar - - 57.308 63.544
Outros - - 16.013 67.893
1.047.875 1.773.215 1.713.307 2.443.072

Os créditos tributários apresentados acima, serão compensados, quando da apresentação da


Declaração das Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ/2009, relativa ao
ano-calendário de 2008, correspondente às obrigações de IRPJ.

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007

CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS

NÃO CIRCULANTE

ICMS a recuperar - - 903.723 939.193

ATIVOS FISCAIS DIFERIDOS:


Prejuízo fiscal e base
negativa de CSLL - - 31.320 50.895
Provisão de JCP 239.185 239.185 239.185 239.185
Diferenças temporárias - - 85.650 83.549
Provisão para contingências 457.407 457.407 469.663 469.115

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PCLD 73.800 67.155 69.527 69.527
Provisão para redução ao valor
de mercado 130.856 127.899 130.049 130.049
Outros 514.799 460.216 613.111 533.930
1.416.047 1.351.862 2.542.228 2.515.443

Os Ativos Fiscais Diferidos correspondem as chamadas diferenças temporárias na base de


cálculo do IRPJ e da CSLL, sendo seu aproveitamento em função da realização dos eventos
que lhe deram origem.

Considerando o histórico de rentabilidade da Companhia, bem como a expectativa de geração


de lucros tributáveis nos próximos exercícios, o reconhecimento desses ativos está
fundamentada na capacidade de realização do ativo fiscal diferido registrado, identificada com
análises de tendências futuras, fundamentada em estudo técnico elaborado com base em
premissas internas e em cenários macro-econômicos, comerciais e tributários que podem
sofrer alterações no futuro.

Tendo em vista a natureza dos créditos tributários, a expectativa é de que serão realizados ao
longo dos próximos cinco a oito exercícios, quando da ocorrência dos correspondentes fatos
geradores.

Inconstitucionalidade do PIS/PASEP e COFINS - O Supremo Tribunal Federal – STF


declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98, que ampliou a
base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS e deu, naquela época, novo conceito ao
faturamento, que passou a abranger a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica,
independente do tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada. Tal dispositivo
não possuía previsão constitucional que o amparasse, tendo sido objeto de emenda
constitucional posterior.

Com base no Código Tributário Nacional – CTN, as empresas do Sistema ELETROBRÁS


buscam o reconhecimento de seu direito ao crédito e a restituição do valor pago a maior em
decorrência da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo dessas contribuições,
sendo que, até a conclusão destas demonstrações contábeis, não havia decisão final sobre a
questão.

As empresas do Sistema ELETROBRÁS possuem, portanto, créditos fiscais em potencial de


PIS/PASEP e de COFINS, que estão em fase de determinação e, portanto, não reconhecidos
nestas Demonstrações Contábeis, vez que a referida declaração de inconstitucionalidade
somente beneficia as empresas autoras dos recursos extraordinários julgados.

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NOTA 9 – ATIVO REGULATÓRIO

I - Decorrente do Acordo Geral do Setor Elétrico

O setor elétrico foi submetido ao Programa Emergencial de Redução de Consumo de Energia


Elétrica, que vigorou de 1° de junho de 2001 a 28 de fevereiro de 2002.

A Lei 10.438/2002 concretizou os instrumentos legais de implementação do Acordo Geral do


Setor Elétrico decorrente do programa de racionamento e autorizou a ANEEL a proceder a
Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE, que tem por propósito recuperar os impactos
financeiros a que ficaram submetidas as empresas integrantes do Sistema Elétrico Interligado
Nacional submetidas ao citado Programa.

Neste cenário, as empresas Geradoras de energia elétrica reconheceram créditos relativos à


energia livre, perda de receita e parcela A, realizáveis nos termos do Acordo Geral do Setor
Elétrico, via arrecadação da RTE feita junto aos consumidores finais, com prazo limite
estipulado pela ANEEL, prazo esse variável para cada distribuidora.

Em atendimento ao Ofício Circular ANEEL 2.409, de 14 de dezembro de 2007, a Companhia


reconheceu, neste trimestre, perdas decorrente de energia livre não faturada pelas
distribuidoras no prazo estabelecido pela legislação, no montante de R$ 65.021 mil,
apresentado na rubrica Perdas na realização de ativos, do grupo despesas operacionais, o qual
encontrava-se provisionada até o quarto trimestre de 2007.

A provisão existente em valor equivalente foi revertida, não produzindo dessa forma efeito no
resultado de 2008.

Os valores residuais líquidos registrados como ativos regulatórios decorrentes do Acordo


Geral do Setor Elétrico apresentam-se na conta de Consumidores e Revendedores (Vide
Anexo I) conforme apresentado abaixo:

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R$ mil
CONSOLIDADO
RTE - Parcela A, Energia Livre e Ressarcimento Gerador

Saldo em 31 de dezembro de 2007 526.702


(-) Perdas (65.021)
(-) Realizado (130.710)
Saldo a realizar, em 31 de março de 2008 330.971

PCLD

Saldo em 31 de dezembro de 2007 (309.732)


(+) Reversão 68.773
(-) Constituição -
Saldo em 31 de março de 2008 (240.959)
90.012

Nos termos do citado Ofício Circular ANEEL 2.409/2007, o saldo a realizar correspondente a
energia livre, líquido das perdas já reconhecidas, é de R$ 330.971 mil (31 de dezembro de 2007
- R$ 526.702 mil) e terá o mesmo tratamento caso não se realize nos prazos estabelecidos,
cujos vencimentos se darão, em sua maioria, até o exercício de 2009.

Nos termos do mesmo Ofício circular ANEEL, e amparado por estudos elaborados pela sua
administração, a Companhia mantém PCLD no montante de R$ 240.959 mil no 1º trimestre
de 2008, julgada suficiente para cobertura de eventuais perdas que venham a ocorrer até o final
do prazo de realização.

A controlada FURNAS cedeu ao Fundo de Investimento de Direitos Creditórios (FIDC) –


FURNAS I o valor de R$ 126.000 mil (Vide Nota 24), relativo a RTE.

II – Decorrente da Comercialização da Energia Elétrica de ITAIPU Binacional

Ao amparo da Lei 11.480/2007 foi retirado o fator de ajuste dos contratos de financiamento
celebrados com ITAIPU Binacional e dos contratos de cessão de créditos firmados com o
Tesouro Nacional, a partir de 2007, ficando assegurado a ELETROBRÁS a manutenção
integral de seu fluxo de recebimentos.

Como decorrência, foi editado, ainda, o Decreto 6.265, de 22 de novembro de 2007, com o
objetivo de regulamentar a comercialização da energia elétrica de ITAIPU Binacional,
definindo o diferencial à ser aplicado na tarifa de repasse, criando um Ativo Regulatório
referente à parte do diferencial anual apurado, equivalente ao fator anual de ajuste retirado dos
financiamentos, a ser incluído anualmente na tarifa de repasse, a partir de 2008.

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Dessa forma, passa a ser incluído na tarifa de repasse da potência proveniente da ITAIPU
Binacional, a partir de 2008, o diferencial decorrente da retirada do fator anual de reajuste,
cujos valores serão definidos anualmente através de portaria interministerial dos Ministérios da
Fazenda e de Minas e Energia. Na tarifa de repasse em vigor em 2008, encontra-se incluído o
montante de R$ 65.196 mil, equivalente a US$ 36,807 mil, homologado pela portaria
MME/MF 318/2007.

O saldo do Ativo Regulatório representado pela rubrica Direito de Ressarcimento, apresentada


no Ativo Não Circulante, decorrente da comercialização da energia elétrica de ITAIPU
Binacional, praticada no período de janeiro de 2007 a março de 2008, no montante de
US$ 485,977 mil, inclui a parcela de US$ 333,103 mil, já fixada pela portaria interministerial
MME/MF 318/2007, de 17 de dezembro de 2007, relativamente ao exercício de 2007, dos
quais US$ 170,654 mil, serão repassados ao Tesouro Nacional até 2023. Tais valores serão
realizados mediante a sua inclusão na tarifa de repasse a ser praticada até 2023.

A metodologia de apuração do Ativo Regulatório foi regulamentada por Portaria


Interministerial MME/MF 313/2007, de 11 de dezembro de 2007.

NOTA 10 – ESTUDOS E PROJETOS

Referem-se, principalmente, aos custos incorridos pela companhia, com estudos de viabilidade
de aproveitamentos de bacias hidrográficas e de linhas de transmissão, destinados à construção
de novas usinas hidrelétricas e sistemas de transmissão.

Cabe destaque aos estudos próprios de viabilidade de aproveitamento da bacia do Rio Uruguai,
desenvolvidos ao amparo de Tratado Internacional firmado entre os Governos da Argentina e
do Brasil, para a implantação da Usina de Garabi, cujos custos incorridos até 31 de março de
2008, montam a R$ 30.921 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 30.921 mil), recuperáveis na
avaliação da administração da Companhia.

É composto, também, pelos custos incorridos com diversos outros estudos e projetos voltados
para o aproveitamento de potenciais hidráulicos, com destaque para os Rios Madeira e Xingú.
Tais ativos, de acordo com o artigo 45, da Lei 8.987/95, serão indenizados pelo Poder
Concedente, com recursos obtidos pela licitação de concessões de exploração desses
potenciais.

O montante dos gastos incorridos, incluídos os valores referentes às concessões a licitar, já


ajustado para refletir seu valor provável de realização, é demonstrado como segue:

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R$ mil
EMPREENDIMENTOS 31/03/2008 31/12/2007
Inventário bacia Rio Uruguai 30.921 30.921
Inventário bacia Rio Madeira 26.500 26.500
Inventário bacia Baixo Araguaia – Tocantins 7.000 7.000
Inventário bacia Rio Xingu 40.000 40.000
Inventário bacia Rio Tapajós 7.000 7.000
Inventário complexo Trombetas – Erepecuru 7.500 7.500
Inventário bacia Médio Tocantins 20.078 20.078
UHE Barra do Peixe 9.374 9.374
UHE Belo Monte 52.256 52.256
UHE Cachoeira Porteira 17.521 17.521
UHE Serra Quebrada 27.163 27.163
UHE Ji-Paraná 10.667 10.667
Outros estudos 38.480 36.599
TOTAL DA CONTROLADORA 294.460 292.579

Estudo de viabilidade da Foz do Rio Bezerra 14.086 14.086


Outros estudos 5.457 5.457

TOTAL DO CONSOLIDADO 314.003 312.122

NOTA 11 – ESTOQUE DE COMBUSTÍVEL NUCLEAR

O combustível nuclear utilizado nas usinas termonucleares Angra I e Angra II são constituídos
de elementos fabricados com componentes metálicos e pastilhas de urânio.

Na sua etapa inicial de formação são adquiridos o minério de urânio e os serviços necessários à
sua fabricação, classificados contabilmente no ativo não circulante - realizável a longo prazo,
apresentado na rubrica Estoque de Combustível Nuclear. Após concluído o processo de
fabricação, a parcela relativa à previsão do consumo para os 12 meses subseqüentes é
classificada no ativo circulante, na rubrica Almoxarifado, em 31 de março de 2008 o montante
correspondente é de R$ 243.325 mil ( em 31 de dezembro de 2007 – R$ 243.325 mil).

A amortização mensal na despesa operacional é feita de forma proporcional, considerando a


energia mensal efetivamente gerada em relação à energia total prevista para cada elemento do
combustível e periodicamente são realizados inventários e avaliações dos elementos de
combustível nuclear que passaram pelo processo de geração de energia elétrica e encontram-se
armazenados no depósito de combustível usado.

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Abaixo, está apresentada a composição, em 31 de março de 2008, do estoque de combustível


nuclear destinado à operação da UTN Angra I e UTN Angra II:

R$ mil
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
NÃO CIRCULANTE
Estoque de Combustível Nuclear
Concentrado de urânio 88.405 71.301
Elementos prontos 142.590 194.633
Material de almoxarifado 247.212 242.615
Serviço em curso - combustível nuclear 158.168 148.639
636.375 657.188
916.286 943.503

NOTA 12 – ADIANTAMENTOS PARA PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA

A ELETROBRÁS apresenta no ativo não circulante, valores correspondentes à adiantamentos


para futuro aumento de capital nas seguintes investidas:

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
Controladas:

FURNAS 31.154 31.154 - -


CHESF 294.397 294.397 - -
ELETROSUL 94.576 94.576 - -
LIGHTPAR 62.285 62.285 - -
ELETRONORTE 1.339.338 1.337.552 - -
ELETRONUCLEAR 271 264 - -
1.822.021 1.820.228 - -

Outros investimentos 4.027 4.027 4.027 4.027

1.826.048 1.824.255 4.027 4.027

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NOTA 13 – INVESTIMENTOS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007

Equivalência Patrimonial
a) Controladas (Anexo III) 39.741.851 39.344.716 - -

b) Coligadas
CEEE-D (b) 7.451 18.951 7.451 18.951
CEEE-GT (b) 114.023 105.234 114.023 105.234
EMAE (b) e (c) 274.147 252.219 274.147 252.219
CEMAT (b) e (c) 455.384 455.384 455.384 455.384
CTEEP (b) e (c) 1.472.415 1.393.534 1.472.415 1.393.534
CEMAR (b) 188.290 169.790 188.290 169.790
CELPA (b) 379.584 379.584 379.584 379.584
REDE LAJEADO (b) e (c) 218.446 218.445 218.446 218.445
CEB LAJEADO((b) e (c) 61.233 61.233 61.233 61.233
EDP LAJEADO(b) e (c) 105.282 102.957 105.282 102.957
PAULISTA LAJEADO(b) e(c) 23.945 23.380 23.945 23.380
ENERPEIXE (a) - - 396.820 350.763
STN (b) - - 114.423 97.020
ARTEMIS (b) - - 68.129 64.976
SC ENERGIA (b) - - 76.593 69.005
RS ENERGIA (b) - - 32.600 73.492
UIRAPURU (b) - - 21.300 19.600
ETAU (b) - - 12.711 11.713
OUTROS (b) 484.448 574.990
3.300.200 3.180.711 4.507.224 4.442.270
Custo de aquisição
CESP 269.680 269.680 269.680 269.680
CELESC 28.242 28.242 28.242 28.242
AES TIETÊ 23.047 23.047 23.047 23.047
COELCE 15.329 15.329 15.329 15.329
CDSA 11.801 11.801 11.801 11.801
SAELPA 11.272 11.272 11.272 11.272
GUASCOR 3.300 3.300 3.300 3.300
ITIQUIRA 41.339 41.339 41.339 41.339
EPTE - 5.066 - 5.066
EATE 22.764 28.016 22.764 28.016
TANGARA 21.378 21.378 21.378 21.378
ELEJOR 44.606 44.606 44.606 44.606

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Outros investimentos 37.441 33.275 459.539 238.192
530.559 536.711 952.657 741.628

43.572.610 43.062.138 5.459.881 5.183.898


(a) Demonstrações Contábeis revisadas por outros auditores independentes.
(b) Relatório de Revisa Limitada dos Auditores Independentes relativos às Demonstrações
Contábeis não disponíveis até a data de encerramento das presentes Demonstrações
Contábeis.
(c) Não possui participação sobre o capital votante, entretanto apresenta influência
significativa na administração da Companhia.

A avaliação dos investimentos em controladas e coligadas relevantes tomou por base o


patrimônio líquido das investidas, em data-base anterior a 31 de março de 2008.

A ELETROBRÁS têm diversas ações no âmbito do judiciário, em vários estágios de


julgamento, onde figura como ré (Vide Nota 26), nas quais foram oferecidos em garantia para
os recursos dessas ações judiciais, ativos que representam 5,47% do total da carteira de
investimentos, conforme abaixo descrito:

R$ mil R$ mil
Valor do Percentual de Investimento
Investimentos investimento bloqueio bloqueado
CTEEP 1.472.415 83,79% 1.233.737
EMAE 274.147 100,00% 274.147
CESP 269.680 95,88% 258.569
AES TIETE 23.046 89,19% 20.555
COELCE 15.329 100,00% 15.329
DUKE 3.344 62,48% 2.089
CEMAT 455.384 97,30% 443.089
CEB 3.528 100,00% 3.528
CELPA 379.584 5,31% 20.156
CELPE 4.689 70,32% 3.297
CELESC 28.242 15,26% 4.310
CEEE-D 7.451 87,39% 6.511
CEEE-GT 114.024 87,39% 99.646
3.050.863 - 2.384.962
Outros Investimentos 40.521.747 -
43.572.610 5,47% 2.384.962

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Ao longo dos últimos anos a ELETROBRÁS firmou investimentos em parcerias em projetos
com a iniciativa privada, onde a Companhia figura como acionista minoritário, detendo ações
preferenciais. Estes empreendimentos têm como objeto a atuação na área de geração e
transmissão de energia elétrica, cujos valores aportados estão classificados no Ativo Não
Circulante - Investimentos.

Tendo em vista as necessidades de expansão dos investimentos no Setor Elétrico, em


consonância com a intenção do Governo Federal em atrair novos capitais na forma
estabelecida pela Lei 10.438/2002, as empresas controladas pela ELETROBRÁS participam,
de forma minoritária, com ações ordinárias, em empresas de concessão de serviços de energia
elétrica, incluídos na rubrica Outros, dos investimentos avaliados pelo Custo de Aquisição.

NOTA 14 – IMOBILIZADO

O valor do imobilizado, cujo detalhamento está demonstrado nos Anexos IV e IV.a, é


retificado pelas obrigações vinculadas à concessão do Serviço Público de Energia Elétrica, que
representam os valores recebidos da União, dos Estados, dos Municípios e de consumidores,
bem como doações não condicionadas a qualquer retorno a favor do doador, sendo seu
vencimento vinculada ao final da respectiva concessão e são constituídos dos seguintes
elementos:

CONSOLIDADO
R$ mil
31/03/2008 31/12/2007
Participação da União 438.301 406.688
Amortização 81.998 81.998
Contribuições de consumidores 28.038 27.826
Doações e subvenções - investimentos 246.202 71.147
Outras (161.532) 36.452
633.007 624.111

a) Participação da União - refere-se a recursos recebidos do Governo Federal para aplicação


em obras prioritárias de geração e transmissão de energia elétrica.

b) Amortizações - provenientes das Reservas para Amortização constituídas até 1971, nos
termos do Decreto Federal 41.019/57, que foram aplicadas, até aquele ano, na expansão do
Serviço Público de Energia Elétrica.

c) Contribuições de consumidores - referem-se a recursos recebidos para viabilizar a execução


de empreendimentos necessários ao atendimento de pedidos de fornecimento de energia
elétrica, não previstos no planejamento da expansão dos serviços.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


d) Doações e subvenções – doações puras e simples, não condicionadas a qualquer retorno em
favor do doador e subvenções destinadas a investimentos no Serviço Público de Energia
Elétrica.

De acordo com o Decreto 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os bens e instalações utilizados


na produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, são vinculados a estes serviços,
não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e
expressa autorização do Órgão Regulador.

NOTA 15 – INTANGÍVEL

R$ mil
DESCRIÇÃO CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007

GERAÇÃO - - 69.649 54.856


em serviço - - 18.694 17.871
(-) Reintegração - - (4.774) (4.224)
em curso - - 55.729 41.209

TRANSMISSÃO - - 284.646 283.110


em serviço - - 241.227 241.758
(-) Reintegração - - (2.574) (2.436)
em curso - - 45.993 43.788

ADMINISTRAÇÃO 55.095 55.558 124.772 125.639


em serviço 61.114 61.114 161.301 163.113
(-) Reintegração (6.019) (5.556) (53.985) (53.595)
em curso - - 17.456 16.121

OUTROS - - 6.060 6.205

55.095 55.558 485.127 469.810

NOTA 16 – FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

O detalhamento dos financiamentos e empréstimos, incluindo encargos, cujos recursos são


destinados ao programa de investimentos do Sistema ELETROBRÁS está apresentado no
Anexo V (Vide Nota 36).

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


I - Captação de recursos no mercado internacional

a) Captação em curso - O Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada


em 31 de julho de 2007, deliberou pela captação de recursos no mercado internacional, no
montante de até US$ 600,000 mil, para fazer face ao programa de investimentos do Sistema
ELETROBRÁS em 2008.

O programa de captação será viabilizado mediante a realização de operação financeira a ser


realizada de forma consistente com as condições do mercado e de menor custo para a
ELETROBRÁS.

Esta captação, tem como objetivo financiar os investimentos nos segmentos de geração e
transmissão de energia elétrica.

b) Captação concluída – Até a data de encerramento destas Demonstrações Contábeis os


recursos contratados em 2007 pela ELETROBRÁS com as instituições financeiras China
Development Bank e BNP Paribas, no valor de US$ 430,000 mil não haviam sido
desembolsados. Este financiamento destina-se à construção da UTE Candiota II, Fase C,
cuja execução da obra está a cargo da controlada CGTEE e possuem as seguintes condições:

a) celebrado ao amparo do Acordo Bilateral Brasil-China-Resolução do Senado Federal


34;
b) amortização em 16 anos, em parcelas semestrais;
c) 4 anos de carência, e
d) juros anuais com base na Libor.

II - Captação de recursos no mercado nacional

Financiamentos contratados durante o trimestre:

a) junto ao BNDES, nos montantes de R$ 1.034.410 mil e R$ 183.330 mil, e destinam-se ao


financiamento de projetos nas controladas FURNAS e ELETROSUL, respectivamente, com
garantia da ELETROBRÁS, nas seguintes condições:

a) amortização em 16 anos, em parcelas semestrais;


b) 2 anos de carência;
c) juros mensais com base na TJLP + 1,91% a.a.

NOTA 17 – FORNECEDORES

Inclui, principalmente, a energia comprada de ITAIPU Binacional para revenda (Ver Nota 3), e
tem a seguinte composição:

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
CIRCULANTE
Bens e Serviços 40.421 51.805 874.544 1.068.073
Uso da Rede Elétrica - - 65.387 91.771
Energia Comprada para
Revenda 1.061.574 1.188.771 948.617 1.014.607
CCEE 13.191 28.789 - 117.478
1.115.186 1.269.365 1.888.548 2.291.929

NOTA 18 – TAXAS REGULAMENTARES

R$ mil
CONSOLIDADO
PASSIVO CIRCULANTE 31/03/2008 31/12/2007

Reserva Global de Reversão – RGR 75.967 71.166


CCC/CDE 53.304 29.384
Compensação financeira - recursos hídricos 387.206 382.438
Taxa de fiscalização ANEEL 5.163 4.217
PROINFA 10.955 27.692
532.595 514.897

NOTA 19 – ADIANTAMENTO DE CLIENTES

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
CIRCULANTE
ALBRÁS - 32.263 35.191
PROINFA 214.656 202.250 214.656 202.250
214.656 202.250 246.919 237.441

NÃO CIRCULANTE
ALBRÁS - - 1.051.362 1.056.761
214.656 202.250 1.298.281 1.294.202

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


I - ALBRÁS

A controlada ELETRONORTE venceu o leilão de compra de energia elétrica realizado pela


ALBRÁS, em 2004, para fornecimento por um período de 20 anos, sendo 750 MW
médios/mês, até dezembro de 2006 e 800 MW médios/mês, de janeiro de 2007 a dezembro de
2024, estabelecendo como parâmetro para a celebração do contrato um preço compatível com
a tarifa de equilíbrio da UHE Tucuruí, acrescido de um prêmio, calculado em função da
cotação do alumínio na bolsa de commodities de Londres - Inglaterra.

Com base nestas condições, a ALBRÁS, visando reduzir o preço base, fez uma oferta de pré-
compra de energia, com pagamento antecipado, que se constitui em créditos de energia e que
será amortizado durante o período de fornecimento, em parcelas fixas mensais expressas em
MW médios, de acordo com a tarifa vigente no mês do faturamento.

O cronograma de pagamentos antecipados ocorreu da seguinte forma:

R$ mil
Ano Liberações contratadas Liberações realizadas
2004 300.000 300.000
2005 500.000 500.000
2006 250.000 250.000
2007 150.000 150.000
Total 1.200.000 1.200.000

O passivo correspondente apresenta a seguinte posição em 31 março de 2008:

R$ mil
Ano Valores recebidos Pagamentos efetuados Saldo
2004 300.000 (15.968) 284.032
2005 500.000 (29.201) 470.799
2006 250.000 (29.979) 220.021
2007 150.000 (32.900) 117.100
2008 - (8.327) (8.327)
Total 1.200.000 (116.375) 1.083.625

II - PROINFA

O PROINFA, instituído pela Lei 10.438/2002, e suas alterações, tem como objetivo a
diversificação da matriz energética brasileira e a busca por soluções de cunho regional com a
utilização de fontes renováveis de energia, mediante o aproveitamento econômico dos insumos

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


disponíveis e das tecnologias aplicáveis, a partir do aumento da participação da energia elétrica
produzida com base em novas fontes.

O Programa assegura à ELETROBRÁS a compra da energia elétrica a ser produzida, pelo


período de 20 anos, contados a partir de 2006, que será repassada as concessionárias de
distribuição, consumidores livres e auto produtores, excluídos os consumidores de baixa renda,
na proporção de seus consumos.

As concessionárias de distribuição e de transmissão pagam à ELETROBRÁS o valor anual da


quota de custeio correspondente à participação dos consumidores cativos, dos consumidores
livres e dos auto produtores conectados as suas instalações, em duodécimos, no mês anterior
ao de competência do consumo da energia.

Adicionalmente, para fazer face às necessidades de pagamentos aos empreendedores de


geração do PROINFA, no primeiro ano de funcionamento do Programa, as concessionárias de
distribuição e de transmissão, além das quotas relativas ao exercício corrente, anteciparam o
pagamento, de forma adicional, de um duodécimo da quota anual, considerando a contratação
plena de todos os empreendimentos inseridos no PROINFA.

Neste sentido a Companhia apresenta, em 31 de março de 2008, na rubrica Adiantamento de


clientes, o montante de R$ 214.656 mil (em 31 de dezembro de 2007 – R$ 202.250 mil), que
serão exigidos à medida da evolução do PROINFA e o conseqüente fornecimento de energia
elétrica associada.

NOTA 20 – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO

O Empréstimo Compulsório sobre o consumo de energia elétrica, instituído pela Lei 4.156/62
com o objetivo de gerar recursos destinados à expansão do setor elétrico brasileiro, foi extinto
pela Lei 7.181, de 20 de dezembro de 1983, que fixou a data de 31 de dezembro de 1993 como
prazo final de arrecadação.

Em uma primeira fase desse empréstimo compulsório, encerrada com o advento do Decreto-
Lei 1.512/76, a cobrança do tributo alcançou diversas classes de consumidores de energia e os
créditos dos contribuintes foram representados por Obrigações ao Portador emitidas pela
ELETROBRÁS.

Em um segundo momento, iniciado com as disposições contidas no referido Decreto-Lei, o


empréstimo compulsório em questão passou a ser cobrado somente de indústrias com
consumo mensal de energia superior a 2.000 kwh e os créditos dos contribuintes deixaram de
ser representados por títulos, passando a ser simplesmente escriturados pela ELETROBRÁS.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


O saldo do Empréstimo Compulsório remanescente, após a 3ª conversão em capital ocorrida
em abril de 2005, relativa aos créditos constituídos de 1988 à 2004, estão registrados no
passivo circulante e não circulante, vencível a partir de 2008, e remunerados à taxa de 6% ao
ano, acrescidos de atualização monetária com base na variação do IPCA-E e correspondem,
em 31 de março de 2008, a R$ 303.833 mil (31 de dezembro de 2007 - R$ 299.084 mil), dos
quais R$ 209.152 mil no não circulante (31 de dezembro de 2007 - R$ 202.375 mil).

I - Conversão de créditos do Empréstimo Compulsório em ações

O Conselho de Administração da Companhia deliberou, em 24 de janeiro de 2008, pela 4º


conversão em ações preferenciais nominativas de classe B, representativas do capital social
da ELETROBRÁS, da totalidade dos créditos existentes em 31 de dezembro de 2007, no
montante de R$ 202.375 mil, constituídos após a 3ª conversão aprovada em AGE realizada
em 28 de abril de 2005.

O preço de emissão das ações tomará por base o valor patrimonial da ação da
ELETROBRÁS em 31 de dezembro de 2007, correspondente a R$ 70,79 observados os
termos do artigo 4º da, Lei 7181/83.

Os valores residuais que não perfizerem número inteiro de ações serão pagos em espécie,
conforme estabelece o artigo 10 do Decreto 81.668/78, acrescidos dos valores
eventualmente recebidos decorrentes do exercício do direito de preferência de subscrição
pelos demais acionistas, conforme estabelece orientação da CVM.

O prazo para o exercício do direito de preferência de subscrição pelos demais acionistas,


será em conformidade com o Artigo 171, § 2º da Lei 6.404/76, bem como o prazo para a
entrega das ações oriundas da conversão. Estes prazos serão de 30 e 60 dias,
respectivamente, contados a partir da realização da AGE, alterando o artigo 6º do Estatuto
Social da ELETROBRÁS, que trata da composição do Capital Social e das Ações.
II – Obrigações ao Portador emitidas pela ELETROBRÁS

As Obrigações ao Portador, emitidas em decorrência do empréstimo compulsório não


constituem títulos mobiliários, não são negociáveis em Bolsa de Valores, não têm cotação e são
inexigíveis. Desta forma, a Administração da ELETROBRÁS esclarece que a Companhia não
possui debêntures em circulação.

A emissão desses títulos decorreu de uma imposição legal e não de uma decisão empresarial da
ELETROBRÁS. Do mesmo modo, sua tomada pelos obrigacionistas não emanou de um ato
de vontade, mas de um dever legal, por força da Lei 4.156/62. A esses títulos, portanto, não se
aplicam os dispositivos da Lei 6.404/76 nem da Lei 6.385/76.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


A Comissão de Valores Mobiliários, em decisão de seu Colegiado proferida no processo
administrativo CVM RJ 2005/7230, movido por detentores das mencionadas obrigações,
afirma, textualmente, que “as obrigações emitidas pela ELETROBRÁS em decorrência da Lei
4.156/62 não podem ser consideradas como valores mobiliários”.

Entendeu, ainda, a CVM que não há qualquer irregularidade nos procedimentos adotados pela
ELETROBRÁS em suas Demonstrações Contábeis, no que ser refere às referidas obrigações
nem, tampouco, na divulgação quanto à existência de ações judiciais pleiteando o resgate
desses títulos.

Além disso, a inexigibilidade dessas Obrigações ao Portador foi reforçada pela recente decisão
do Superior Tribunal de Justiça, que corrobora o entendimento de que esses títulos não são
debêntures e não se prestam para garantir execuções fiscais.

As Obrigações ao Portador emitidas na primeira fase desse empréstimo compulsório, tal como
decidido pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, não se confundem com debêntures.
Além disso, por força do disposto no artigo 4º, § 11 da Lei 4.156/62 e no artigo 1º do Decreto
20.910/32, são inexigíveis, condição confirmada no Informativo 344 do Superior Tribunal de
Justiça – STJ, de onde consta que essas Obrigações não podem ser utilizadas como garantia de
execuções fiscais, por não terem liquidez e não serem debêntures.

Dessa forma, o passivo relativo ao Empréstimo Compulsório refere-se aos créditos residuais
constituídos de 1988 à 1994, dos consumidores industriais com consumo superior a 2.000
Kw/h, referentes à segunda fase desse empréstimo compulsório, bem como aos juros não
reclamados relativos a esses créditos, conforme demonstrado:

R$ mil
CONTROLADORA
31/03/2008 31/12/2007
Juros a Pagar 94.681 96.709
Créditos Arrecadados 209.152 202.375
303.833 299.084

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

NOTA 21 – TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
Imposto de Renda
Passivo circulante 265.717 763.721 627.633 1.014.943
Passivo não circulante - - 380.229 381.949
Contribuição Social
Passivo circulante 101.472 280.669 188.390 318.900
Passivo não circulante - - 138.136 138.756
PASEP e COFINS
Passivo circulante 9.532 28.234 131.995 136.368
Passivo não circulante - - - -
ICMS
Passivo circulante - - 29.238 38.167
Passivo não circulante - - 41.689 40.982
PAES
Passivo circulante - - 112.502 109.761
Passivo não circulante - - 1.027.098 1.016.133
OUTROS
Passivo circulante 8.975 19.936 154.337 205.699
Passivo não circulante - - 47.823 47.710
TOTAL 385.696 1.092.560 2.879.070 3.449.368
Passivo circulante 385.696 1.092.560 1.224.095 1.823.838
Passivo não circulante - - 1.634.975 1.625.530

As obrigações referentes à IRPJ e CSLL referentes ao exercício de 2008, serão compensadas


com créditos tributários existentes, no valor total correspondente (Vide Nota 8).

a) Conciliação da despesa com imposto de renda e contribuição social

A conciliação entre os montantes de IRPJ e CSLL registrados como despesa nos exercícios de
2008 e 2007 e aqueles apurados com base nas alíquotas nominais, é apresentada a seguir:

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CONTROLADORA
31/03/2008 31/03/2007
IRPJ CSLL IRPJ CSLL

Lucro antes do IRPJ e CSLL 1.047.660 1.047.660 208.472 208.472

Total do IRPJ e CSLL calculado as


alíquotas de 25% e 9%, respectivamente 261.915 94.289 52.118 18.762

Efeitos de adições e (exclusões):

Receita de Dividendos (75) (27) (662) (238)


Equivalência patrimonial (144.154) (51.895) (92.175) (33.183)
Provisão – redução ao vlr. de mercado 34.883 12.558 23.999 8.640
Demais adições ( exclusões ) (1.780) 421 36.029 11.399
Total da despesa de IRPJ e CSLL 150.789 55.346 19.309 5.380

b) Parcelamento Especial – PAES

A controlada, FURNAS optou em julho de 2004, pelo refinanciamento de R$ 968.789 mil


relativos a PASEP, COFINS, ITR, IRPJ e CSLL. O valor a ser recolhido à SRF representa
1,5% do faturamento mensal, com prazo de financiamento limitado a 180 meses e saldo
devedor corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP.

O montante da dívida do Parcelamento Especial - PAES em 31 de março de 2008, esta assim


discriminada:

R$ mil

Débito total consolidado em 2003, incluído no PAES 968.789


Atualização monetária - até 31.12.2006 328.010
Pagamentos efetuados - até 31.12.2006 (296.023)
Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2006 1.000.776

Atualização monetária – em 2007 60.848


Pagamentos efetuados - em 2007 (197.625)
Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2007 863.999

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Atualização monetária – até 31.03.2008 7.863


Pagamentos efetuados – até 31.03.2008 (21.980)
Saldo do PAES em 31 de março de 2008 849.882

O valor presente desses débitos, a serem liquidados com base na taxa mensal equivalente a
1,65% da receita bruta, limitada às parcelas restantes, é de R$ 661.715 mil, sendo as seguintes
premissas utilizadas para sua determinação:
1 - a receita foi projetada com base no montante faturado até março de 2008, atualizado pela
taxa média anual de inflação, estimada em 4,0%.

2 - o valor presente do débito foi obtido descontando-se o fluxo de pagamentos atualizados


pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP, de 6,0% a.a. e descontados à taxa de 11% a.a.,
taxas estas compatíveis com o cenário econômico descrito.

Da mesma forma, com o objetivo de regularizar débitos junto à Receita Federal e INSS, em
2003 à controlada ELETRONORTE optou pelo refinanciamento. O montante da dívida do
Parcelamento Especial - PAES em 31 de março de 2008, está assim discriminada:

R$ mil

Débito total consolidado em 2003, incluído no PAES 123.416


Atualização monetária - até 31.12.2006 2.648
Pagamentos efetuados - até 31.12.2006 (59.840)
Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2006 66.224

Atualização monetária – em 2007 1.571


Pagamentos efetuados - em 2007 (4.191)
Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2007 63.604

Atualização monetária – até 31.03.2008 354


Pagamentos efetuados – até 31.03.2008 (1.078)
Saldo do PAES em 31 de março de 2008 62.880

Também de forma análoga, a controlada ELETROSUL em agosto de 2003, em virtude de


decisão desfavorável em ação judicial decorrente do PASEP e COFINS sobre a receita da
venda de energia de ITAIPU Binacional, emanada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região,
optou pelo pagamento desta exigibilidade, por meio de parcelamento, cujo saldo, em 31 de
março de 2008 é de R$ 226.838 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 230.088 mil).

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


O montante da dívida do Parcelamento Especial - PAES em 31 de março de 2008 está assim
discriminada:

R$ mil

Débito total consolidado em 2003, incluído no PAES 241.809


Atualização monetária - até 31.12.2006 58.958
Pagamentos efetuados - até 31.12.2006 (59.228)
Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2006 241.539

Atualização monetária – em 2007 11.254


Pagamentos efetuados - em 2007 (22.705)
Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2007 230.088

Atualização monetária – até 31.03.2008 2.592


Pagamentos efetuados – até 31.03.2008 (5.842)
Saldo do PAES em 31 de março de 2008 226.838

NOTA 22 - REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS

O estatuto da Companhia estabelece como dividendo mínimo obrigatório 25% do lucro


líquido, ajustado nos termos da legislação societária, respeitada a remuneração mínima para as
ações preferenciais das classes A e B, de 8% e 6% respectivamente, do capital social relativo a
essas espécies e classes de ações.

De acordo com a legislação tributária vigente, sobre o valor da remuneração proposta aos
acionistas, a título de JCP, incide Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF à alíquota de
15%. Sobre a parcela referente à atualização monetária – pela taxa SELIC incidirá IRRF à
alíquota de 20%.

A remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2007 correspondeu a R$ 703.486 mil,


equivalente a 47,84% do lucro líquido daquele exercício, ajustado nos termos da Lei 6.404/76
(2006 – 41,65%). A remuneração é atualizada com base na taxa SELIC, até a data do efetivo
início do seu pagamento.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

NOTA 23 – CRÉDITOS DO TESOURO NACIONAL

R$ mil
CONTROLADORA E CONSOLIDADO
CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007

Aquisição de Ações da CEEE-GT e


CEEE-D 53.165 50.439 382.213 386.888
Obrigação de Ressarcimento (Vide
Nota 9) - - 482.406 302.279
Outros 8.530 7.711 37.349 37.822
61.695 58.150 901.968 726.989

NOTA 24 – FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS

A controlada FURNAS efetuou operações de cessão de créditos de sua titularidade, com a


finalidade de obter recursos para fazer face ao seu programa de investimentos. As principais
condições da cessão são as seguintes:
a) FIDC FURNAS I

1. Constituído pelo Banco Santander Brasil, sendo este o seu administrador.


2. A cessão de créditos ao Fundo FURNAS I foi formalizada por Instrumento Particular de
Contrato de Cessão e Aquisição de Direitos Creditórios e Outras Avenças, assinado em
setembro de 2004.

3. A taxa de desconto é de 1,38% a.a..

4. A atualização do fluxo cedido é feita mediante a aplicação da taxa SELIC anual, do BACEN,
apurada no período compreendido entre a data da cessão e o último dia útil que anteceder a
data de pagamento.

5. A controlada FURNAS manteve-se como mandatária da cobrança.

6. A cessão foi efetuada com a co-obrigação de FURNAS pelo pagamento dos Direitos
Creditórios, nos termos do Código Civil Brasileiro.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

7. Créditos cedidos:

R$ mil
CRÉDITOS CEDIDOS PERÍODO DE VALOR CEDIDO
REALIZAÇÃO
RTE 01/2007 a 01/2008 126.000
Financiamento - CEMAT 10/2004 a 03/2009 164.000
Energia - PROMAN 10/2004 a 12/2006 52.000
Total cedido 342.000

B) FIDC FURNAS II

1. Constituído pelo Banco Santander Brasil, em conjunto com os bancos Bradesco, BB Banco
de Investimento, Itaú BBA e Votorantim, sendo o administrador a BEM Distribuidora de
Títulos e Valores Mobiliários LTDA..

2. A cessão de créditos ao Fundo FURNAS II foi formalizada pelo Instrumento Particular de


Contrato de Cessão e Aquisição de Direitos Creditórios e Outras Avenças, assinado em maio
de 2005.

3. A taxa de desconto é de 1,80% a.a..

4. A atualização do fluxo cedido é feita mediante a aplicação da taxa SELIC anual, do BACEN,
apurada no período compreendido entre a data da cessão e o último dia útil que anteceder a
data de pagamento.

5. A controlada Furnas manteve-se como mandatária da cobrança.

6. A cessão foi efetuada com a co-obrigação de FURNAS pelo pagamento dos Direitos
Creditórios, nos termos do Código Civil Brasileiro.

7. Créditos cedidos:

R$ mil
PERÍODO DE VALOR
CRÉDITOS CEDIDOS
REALIZAÇÃO CEDIDO
Créditos – Lei nº 8.727/93 06/2005 a 05/2010 228.000
Refinanciamento energia CEB 06/2005 a 05/2010 162.000
Refinanciamento energia CELG 06/2005 a 05/2010 258.000
Contratos diversos 06/2005 a 02/2008 255.050
Total cedido 903.050

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

As demonstrações consolidadas, nos termos da Instrução CVM 408/2004, e dadas as


características dos fundos, consideram o saldo de recebíveis como parte integrante do ativo,
mantidos nas rubricas de origem, e o montante dos patrimônios dos FIDC’s refletido como
financiamentos e empréstimos de curto e longo prazos (Vide Anexo V).

NOTA 25 – PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

I – CONTROLADORA

A ELETROBRÁS é patrocinadora da Fundação ELETROBRÁS de Seguridade social -


ELETROS, entidade fechada de previdência complementar multipatrocinada, com patrimônio
próprio, segregada da patrocinadora, que tem por finalidade gerir plano previdenciário visando
complementar benefícios de aposentadoria e pensão em favor dos empregados da
patrocinadora que se filiarem como participantes daquela entidade.

A ELETROS administra dois planos de benefícios previdenciários patrocinados pela


ELETROBRÁS, como demonstrados a seguir:

1 – Plano de benefício definido

Complementa o salário real médio dos últimos anos de atividade em relação ao valor do
benefício da Previdência Social, e encerrou os três últimos exercícios apresentando superávit
técnico, estando fechado a novas adesões desde 01 de abril de 2006. Tal plano conta na data
base de 31 de dezembro de 2007, com 480 participantes ativos, 1.186 participantes
aposentados e 261 pensionistas. O plano têm suas reservas matemáticas, revisadas anualmente
e calculadas atuarialmente segundo o regime de capitalização.

A ELETROBRÁS efetua contribuições mensais, paritárias às contribuições dos participantes,


que são debitadas em despesas administrativas e totalizaram, no trimestre de 31 de março de
2008, R$ 3.380 mil (31 de março de 2007 - R$ 2.421 mil).
As taxas de contribuições praticadas para o plano de benefício definido são as seguintes:

4,08% - até a metade do teto de contribuição para a Previdência Social;


8,16% - da metade do teto até o teto de contribuição para a Previdência
Social;
17,13% - do teto da previdência até 3 vezes o teto de contribuição para a
Previdência Social, e
24,48% - acima de 3 vezes do teto de contribuição para a Previdência Social
para os participantes de regulamentos antigos.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Em consonância com o pronunciamento do IBRACON aprovado pela Comissão de Valores
Mobiliários através da Deliberação 371, de 13 de dezembro de 2000, que dispõe sobre a forma
de contabilização, pelas patrocinadoras, dos benefícios concedidos aos empregados, a
administração da ELETROBRÁS promove, anualmente, uma reavaliação atuarial do plano de
benefício do qual é patrocinadora, cuja eventual necessidade de cobertura do passivo atuarial
de sua responsabilidade é apontada com base em relatório de atuário independente, pelo
método da unidade de crédito projetada.

Em função da avaliação atuarial realizada na data base de 31 de dezembro de 2007 demonstrou


que para os planos beneficiários o valor justo dos ativos supera o valor presente das obrigações
atuariais conforme demonstrado a seguir:

R$ mil
CONTROLADORA
2007 2006
Valor justo dos ativos dos planos 1.590.535 1.402.208
(-) Valor presente da obrigação atuarial (1.493.373) (1.348.077)
97.162 54.131
Obrigações com garantia de renda mínima (33.565) (33.195)
Ativo Líquido 63.597 20.936

A ELETROBRÁS garante aos assistidos do plano de benefícios definidos (BD) da ELETROS


garantia de renda mínima de 90% da renda global ( INSS + ELETROS) inicial corrigida.

Esquema de cálculo do custo esperado para o plano de benefício definido.

R$ mil
CONTROLADORA
Custo do serviço corrente 5.647
Custo dos juros 122.600
Retorno dos investimentos (160.972)
Contribuição esperada dos empregados (2.696)
Custo estimado para 2008 (35.421)

Os cálculos atuariais envolvem projeções futuras acerca de premissas atuariais tais como
salários, taxas de juros (nominais e efetivas), inflação, mortalidade, invalidez e outros. Os
resultados atuariais obtidos a partir dessas premissas não podem ser analisados sem o prévio
conhecimento do cenário utilizado na avaliação.

As premissas atuariais econômicas utilizadas foram formuladas considerando-se o longo prazo


previsto para sua maturação, devendo, por isso, serem analisadas sob essa ótica. Por
conseqüência, a curto prazo, elas podem não necessariamente se realizar.

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Para efeito da reavaliação atuarial efetuada nos termos da Deliberação CVM 371/2000, foram
utilizadas as seguintes premissas:

a) HIPÓTESES ECONÔMICAS

Taxa de desconto 9,72% (inflação + 5,5% a.a. de juros reais)


Taxa de rendimento esperada dos ativos 10,76% a.a. (inflação + 6,5% a.a. de juros reais)
Taxa de crescimento salarial 7% a.a. (inflação+2,86% a.a. de crescimento real)
Índice de reajuste de benefícios
concedidos 4% a.a. (somente inflação)
Fator de capacidade do benefício 0,98

b) HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS

Taxa de rotatividade Rotatividade Nula


Tábua de mortalidade AT-2000
Tábua de entrada em invalidez LIGHT-FRACA
Tábua de mortalidade de inválidos AT-83

2 – Plano de contribuição definida

Em 2006 iniciou-se um processo de migração de participantes do plano de benefício definido


da ELETROS para um novo plano com características de contribuição definida patrocinado
pela ELETROBRÁS. Parte dos que já migraram para o novo plano optaram por manter
parcial ou totalmente o direito a benefício saldado na modalidade de benefício definido. O
processo aqui mencionado, continuará à acontecer até o dia 28 de junho de 2008.

Na data base de 31 de dezembro de 2007 o plano contava com 142 participantes ativos e 11
aposentados.

As taxas de contribuições praticadas para o plano de contribuição definida são as seguintes:

4,5% - até 10 Unidades Reajustáveis do Plano – URP


15% - para valores superiores a 10 Unidades Reajustáveis do Plano - URP

II – CONSOLIDADO

Além da ELETROS, que é patrocinada pela ELETROBRÁS, as empresas controladas são


patrocinadoras de entidades específicas de previdência privada que têm, de igual forma,

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


finalidade de complementar benefícios de aposentadoria e pensão a seus empregados, através
de planos de benefícios e de contribuições, conforme abaixo:

Patrocinadora Fundação

FURNAS REAL GRANDEZA


CHESF FACHESF
ELETROSUL ELOS
ELETRONORTE, MANAUS e BOA VISTA PREVINORTE
ELETRONUCLEAR NUCLEOS e REAL GRANDEZA
ITAIPU FIBRA (Brasil) e CAJA (Paraguai)
CGTEE ELETROCEEE

As contribuições são debitadas em despesas administrativas e totalizaram, no trimestre de 31


de março de 2008, R$ 54.354 mil (31 de março de 2007 - R$ 37.828 mil).

Com base nos diversos regulamentos dos planos de benefício e em atendimento ao


pronunciamento do IBRACON, aprovado pela Deliberação CVM 371/2000, as empresas
avaliam atuarialmente suas obrigações relativas a benefícios complementares a empregados,
cuja necessidade de cobertura apurada está refletida nas Demonstrações Contábeis, atingindo
em 31 de dezembro de 2007 o montante de R$ 982.135 mil, estando apresentadas no passivo
circulante a parcela de R$ 183.512 mil e no passivo não circulante a parcela de R$ 798.623 mil,
sob o título Previdência Complementar.

No exercício de 2007, os resultados das avaliações atuariais das Fundações de Previdência


Complementar das Empresas do Sistema ELETROBRÁS, demonstraram um superávit de
R$ 1.224.384 mil de acordo com as condições estabelecidas pela deliberação CVM 371/2000,
registrada como redução da obrigação atuarial, conforme abaixo:

R$ Mil
CONSOLIDADO

Saldo em 31.12.2006 2.330.417


(-) ajustes atuariais – CVM 371/2000 (1.224.384)
(-) realizações contratos de dívidas (123.898)
Saldo em 31.12.2007 982.135

A apresentação de superávits nos planos de benefício definido reduzem o risco de eventual


passivo atuarial futuro para a companhia.

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NOTA 26 – PASSIVOS CONTINGENTES

Na data de encerramento das Demonstrações Contábeis, a Companhia apresenta as seguintes


provisões para passivos contingentes, por natureza:

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
CIRCULANTE
Trabalhistas - - 361.997 377.155
Tributárias - - 15.957 13.575
Cíveis - - 17.332 677.599
Outros - - 909.245 118.241
(-) Depósitos judiciais - - (187.596) (157.461)
- - 1.116.935 1.029.109

NÃO CIRCULANTE

Trabalhistas 17.072 17.072 332.643 304.711


Tributárias - - 244.874 127.384
Cíveis 1.328.244 1.328.244 1.884.279 1.872.640
Outros (6.930)
(-) Depósitos judiciais (363.694) (130.788) (490.795) (261.948)
981.624 1.214.528 1.964.073 2.042.787
981.624 1.214.528 3.081.008 3.071.896

A ELETROBRÁS e suas controladas são partes envolvidas em diversas ações em andamento


no âmbito do judiciário, principalmente nas esferas trabalhista e cível, que se encontram em
vários estágios de julgamento. A Administração da Companhia, de acordo com a Deliberação
489 de 03 de outubro de 2005 da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, adota o
procedimento de classificar as causas impetradas contra a Companhia em função do risco de
perda, baseada na opinião de seus consultores jurídicos, da seguinte forma:

• para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado como provável,
são constituídas provisões;
• para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado como possível, as
informações correspondentes são divulgadas em Notas Explicativas, e
• para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado como remoto,
somente são divulgadas em Notas Explicativas as informações, que, a critério da

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administração, sejam julgadas de relevância para o pleno entendimento das Demonstrações
Contábeis.

Portanto, para fazer face a eventuais perdas, são constituídas provisões para contingências,
apresentadas acima, líquidas de depósitos judiciais e julgadas pela administração da Companhia
e por seus consultores jurídicos como suficientes para cobrir eventuais perdas em processos
judiciais de qualquer natureza e tiveram, neste trimestre, a seguinte evolução:

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
Saldo em 31.12.2006 1.298.389 3.041.220
Constituição de provisões - 335.829
Reversão de provisões - (165.407)
Pagamentos - (25.629)
Atualização monetária - 19.886
Depósitos judiciais (83.861) (139.824)
Levantamento de depósitos judiciais - 5.821
Saldo em 31.12.2007 1.214.528 3.071.896
Constituição de provisões - 295.266
Reversão de provisões - (14.140)
Pagamentos - (3.309)
Atualização monetária - 4.842
Depósitos judiciais (232.904) (275.446)
Levantamento de depósitos judiciais - 1.899
Saldo em 31.03.2008 981.624 3.081.008

I - Ações judiciais movidas contra a Companhia

1) Ações judiciais cíveis

1.a) Na controladora

a) A provisão para contingências cíveis, na controladora, no valor de R$ 1.328.244 mil (31 de


dezembro de 2007 - R$ 1.328.244 mil), corresponde a ações judiciais que têm por objeto a
aplicação, aos créditos escriturais do empréstimo compulsório constituídos a partir de 1978, de
critérios de atualização monetária diversos daqueles estabelecidos na Legislação específica.

Essas ações não se confundem com aquelas ajuizadas com a pretensão de obter o resgate das
Obrigações ao Portador, atualmente inexigíveis, emitidas em decorrência do empréstimo
compulsório.

As demandas que foram objeto de provisão impugnam a sistemática de cálculo de atualização


monetária determinada pela legislação que rege o empréstimo compulsório, utilizada para a
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atualização dos créditos constituídos a partir de 1978, créditos esses que foram integralmente
pagos pela ELETROBRÁS por intermédio de conversões em ações ocorridas através da 72ª,
82ª e da 142ª Assembléias Gerais Extraordinárias da ELETROBRÁS.

Existem atualmente 3.287 ações judiciais com esse objeto tramitando em diversas instâncias e a
administração da Companhia, amparada na avaliação de seus consultores jurídicos, estima entre
oito a dez anos, o prazo médio para a solução definitiva dos processos de conhecimento em
curso.

A Administração da ELETROBRÁS, ademais, fundamentada na opinião de seus consultores


jurídicos, avalia que o risco de perda dessas ações, que discutem os critérios de atualização
monetária aplicados aos créditos escriturais do empréstimo compulsório, constituídos a partir
de 1978, é classificado com possível.

Contudo, dada a relevância dos valores envolvidos, a verificação de decisões desfavoráveis já


ocorridas, à não pacificação do mérito em julgamento pelo STJ e, ainda, baseada no princípio
da prudência, a Companhia adota a prática de manter provisão para contingências,
integralmente constituída em exercícios anteriores, para fazer face a eventuais perdas
decorrentes de decisões judiciais desfavoráveis.

Neste cenário, portanto, dada à relevância da questão, a Administração da Companhia, opta


por reconhecer e divulgar de forma cautelosa, fatores que possam influenciar o patrimônio da
Companhia, caso ocorra algum fato ou evento no curso dos julgamentos, adverso à
Companhia, cumprindo assim o dever de preservar, da melhor maneira possível, os usuários
das Demonstrações Contábeis, em particular quanto a avaliação de seus passivos e,
consequentemente do patrimônio líquido, buscando evitar análises excessivamente otimistas
nas tomadas de decisão com base na informação contábil.

Desse modo, o valor acumulado da provisão, no montante de R$ 1.328.244 mil, mantida.


apesar da classificação de risco possível, é julgado suficiente pela administração da Companhia,
está em conformidade com os diversos estágios em que se encontram as ações judiciais e
reflete a incerteza sobre o desfecho dos processos judiciais, pela sua própria natureza, não
sendo possível, no estágio e circunstâncias atuais, concluir sobre o final das demandas, que
poderão atingir a cifra aproximada de R$ 3.000.000 mil.

b) A ELETROBRÁS figura como ré em uma ação movida pela Associação Brasileira dos
Consumidores de Água e Energia Elétrica – ASSOBRAEE, que tramita na 17º Vara da Justiça
Federal – DF, cujo objeto é a busca da utilização do valor de mercado da ação da
ELETROBRÁS como preço de emissão das ações emitidas para pagamento dos créditos do
empréstimo compulsório, as quais são realizadas utilizando-se o valor patrimonial da ação. A
tal causa foi atribuído, pelo autor, o valor de R$ 2.397.003 mil, sendo que, na avaliação dos
consultores jurídicos da Companhia, o risco de perda dessa demanda é remoto.

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c) A ELETROBRÁS também é parte em diversas outras ações judiciais cujo objeto é o resgate
de Obrigações ao Portador emitidas pela Companhia em decorrência do empréstimo
compulsório arrecadado nos exercícios de 1964 à 1976. Ditas Obrigações são inexigíveis, por
força do disposto no artigo 4º, § 11 da Lei 4.156/62 e no artigo 1º do Decreto 20.910/32.

A administração da Companhia, então, amparada na avaliação de seus consultores jurídicos,


conclui que a possibilidade de perda da ELETROBRÁS nas ações que têm esse objeto é
remota, pois a jurisprudência tem confirmado a prescrição do direito à postulação do resgate
das obrigações emitidas em decorrência do Empréstimo Compulsório e a consequente
inexigibilidade desses títulos (Vide Nota 20).

1.b) Em empresas controladas:

a) A controlada CHESF é ré em ações de indenização ajuizadas pelo Consórcio formado pelas


empresas CBPO/CONSTRAN/Mendes Júnior, nas quais pede a condenação da Controlada e
o pagamento de compensação financeira adicional, em virtude de atraso no pagamento das
faturas de contrato referente à construção da UHE Xingo, sendo uma, impetrada em junho de
1999, para as faturas emitidas a partir de abril de 1990 e outra, impetrada em maio de 2000,
para as faturas emitidas até aquela data. Nas aludidas ações, as autoras formularam pedido
genérico, limitando-se a apontar a existência de um suposto direito a compensação financeira,
remetendo para a liquidação da sentença a apuração dos valores. Atualmente os processos
estão conclusos para despacho e provavelmente ocorrerá o saneamento final para prolatação
da sentença, sendo julgadas como de risco possível.

b) Ação cível pública proposta contra a controlada CHESF, no valor de R$ 100.000 mil, tendo
por objeto obter compensação financeira em decorrência de alegados danos ambientais
causados a pescadores, provocados pela construção da UHE Xingó. Conforme avaliação dos
advogados que patrocinam a causa pela Controlada, a expectativa de perda é possível, quanto
ao insucesso da defesa, mas não quanto ao valor do pedido. Não foi feita provisão para tal
ação.

c) A controlada CHESF possui, também, ações consideradas como de risco de perda remoto,
pelos seus consultores jurídicos, destacando-se uma ação de cobrança em andamento movida
pela empresa Mendes Júnior Engenharia S.A., contratada para a construção da UHE Itaparica,
por alegados prejuízos financeiros resultantes de atraso no pagamento de faturas por parte da
CHESF. A referida Ação de Cobrança está baseada na Ação Declaratória julgada procedente
para o fim de declarar a existência de uma relação de crédito da Mendes Júnior junto à
CHESF, assegurando ressarcimento financeiro.

d) A Controlada CHESF é autora de um processo judicial no qual pede a declaração de


nulidade parcial de aditivo ao contrato de empreitada das obras civis da UHE Xingó, firmado
com o Consórcio formado pela Companhia Brasileira de Projetos e Obras – CBPO,
CONSTRAN S.A. – Construções e Comércio e Mendes Júnior Engenharia S.A. e a devolução

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em dobro de importâncias pagas, no valor de aproximadamente R$ 350.000 mil. A ação
ajuizada pela Controlada foi julgada improcedente e a reconvenção apresentada pelas rés foi
julgada procedente pelo Juízo da 12ª Vara Cível da Comarca do Recife - PE.

Em 31/12/2007, Recurso Especial e Agravos de Instrumento estavam aguardando julgamento


no Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, respectivamente; os autos desses
recursos se encontravam conclusos para o Ministro Relator, cabendo salientar que, na 12ª Vara
da Comarca do Recife, permanecia em andamento a ação de liquidação da decisão na esfera
estadual, com audiência para debates sobre o laudo pericial prevista para 19/02/2008.

Julgando o processo de liquidação da sentença, o juiz reconheceu que a competência para


apreciar a demanda é da Justiça Federal, tendo em vista a presença da União como parte
interessada no feito. O Consórcio Xingó, inconformado, interpôs embargos de declaração
contra essa decisão, havendo o juiz, em vista desse recurso, mantido a sua decisão e
encaminhado os autos para a Justiça Federal, situação em que se encontrava o processo em
31/03/2008.

A administração, fundamentada na opinião de seus consultores jurídicos, registrou provisão,


mantida no passivo não circulante, no valor de R$ 336.128 mil, para eventuais perdas
decorrentes de julgamentos desfavoráveis.

Nesta ação de cobrança cabia à Mendes Júnior, por decisão do Tribunal de Justiça de
Pernambuco e Superior Tribunal de Justiça, comprovar que captou recursos especificamente
para o financiamento da obra da UHE Itaparica, em decorrência do atraso da CHESF no
pagamento de algumas faturas, e que as despesas financeiras que teve, com essa captação de
recursos, teria sido superior ao total de acréscimos monetários pagos pela CHESF.

Por determinação do Juízo Federal da 12ª Vara, em Pernambuco, está em andamento perícia
contábil, em que, respondendo quesito da CHESF, o Perito Judicial declarou não ser possível,
a partir da análise dos registros contábeis da Mendes Júnior, afirmar ter ela captado, nos
períodos em que ocorreram atrasos no pagamento das faturas, recursos no mercado financeiro,
especificamente para o financiamento da UHE Itaparica.

Entregue o laudo pericial, em juízo, as partes apresentaram pedidos de esclarecimentos ao


Perito, que ainda não foram objeto de análise pelo Juízo da 12ª Vara Federal. Os autos foram
ainda encaminhados ao Ministério Público Federal que declarou estar concluindo manifestação
sobre a ação, a ser entregue ao Juízo.

Considerando a anulação de todos os atos anteriores desenvolvidos na esfera da Justiça


Estadual, e as rígidas determinações da Justiça Federal com relação à nova perícia, exigindo a
completa identificação dos recursos próprios ou captados pela Mendes Júnior, e a
comprovação de sua efetiva aplicação nas obras da UHE Itaparica, não é possível estimar valor
para o litígio, nem mesmo em caráter de expectativa. Até a conclusão das Demonstrações

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Contábeis não foi comprovada a existência de qualquer crédito em favor da autora sendo, na
avaliação dos consultores jurídicos da Controlada, como de risco de perda remota para a
Companhia.

2) Ações judiciais trabalhistas

2.a) Na Controladora

Não existem contingências de natureza trabalhistas individualmente relevantes envolvendo a


Companhia, sendo que as referidas causas têm a probabilidade de perda avaliada,
substancialmente, como possível pelos consultores jurídicos. No entanto, a administração da
Companhia mantém uma provisão de R$ 17.072 mil, constituídas integralmente em exercícios
anteriores, para fazer face a eventuais perdas em processos ainda em curso.

2.b) Em empresas controladas

a) A controlada FURNAS possui diversas ações judiciais de natureza trabalhista, para as quais
constitui provisões para contingências, sendo as mais relevantes referentes a questão
relacionada à mudança de data-base dos engenheiros, no valor de R$ 71.637 mil (31 de
dezembro de 2007 - R$ 71.500 mil), sendo R$ 5.684 mil relativos a empregados transferidos
para a ELETRONUCLEAR em decorrência da cisão ocorrida em 1997 e, a que versa sobre
adicional de periculosidade para eletricitários que, de acordo com o entendimento do Tribunal
Superior do Trabalho, deve ser concedido pelo percentual integral e não proporcional como
vinha sendo praticado por FURNAS a todos os empregados que prestam serviços em atividade
sujeita ao risco elétrico. O montante estimado e provisionado para cobertura de eventuais
perdas destas ações é de R$ 61.093 mil.

b) A controlada FURNAS, matem, ainda, o montante de R$ 34.879 mil provisionados para


complementação de aposentadorias – paridade com os empregados ativos.

c) A controlada em conjunto ITAIPU Binacional, possui provisões para contingências para


fazer face a diversas ações judiciais de natureza cível e trabalhista, nos montantes de R$
161.612 mil (31 de dezembro de 2007- R$ 160.770 mil) e R$ 237.537 mil (31 de dezembro de
2007 - R$ 208.759 mil), respectivamente, em diversos estágios de julgamento.

d) A controlada ELETRONORTE vem sendo acionada em diversos processos judiciais, de


natureza cível, tributária e trabalhista. Administração da Controladora, com base em avalição
dos riscos de contingência relacionados a tais processos judiciais e, baseada na opinião de seus
consultores jurídicos, mantem provisões no valor total de R$ 903.968 mil, (31 de dezembro de
2007 – R$ 866.239 mil), sendo, ações cíveis, no valor de R$ 701.349 mil (31 de dezembro de
2007– R$ 667.006 mil), trabalhista, no valor de R$ 196.537 mil (31 de dezembro de 2007 –
R$ 194.889 mil) e outras no valor de R$ 6.082 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 4.344 mil),

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líquidas dos respectivos depósitos judiciais, julgadas suficientes para a cobertura de eventuais
perdas nos riscos cujas chances de desfecho desfavorável são considerados prováveis.

II - Contingências Tributárias

1) Na Controladora

A Secretaria da Receita Federal lavrou em 2003, Auto de Infração contra a ELETROBRÁS


referente à contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, no valor original
de R$ 281.702 mil, que atualizado até 31 de março de 2008 atinge o montante de
R$ 521.458 mil.

O referido Auto diz respeito à exclusão da base de cálculo da referida contribuição, das receitas
decorrentes das operações de financiamento destinadas à aquisição de bens do ativo
imobilizado, praticadas com ITAIPU Binacional.

A administração e seus consultores jurídicos discordam dessa autuação, amparados nos termos
do Tratado Internacional firmado entre os Governos do Brasil e do Paraguai e legislações
posteriores correlatas, incluindo atos normativos da SRF, que regem todas as operações
praticadas pela e com a ITAIPU Binacional, inclusive sob os aspectos fiscais e tributários.

A ELETROBRÁS, impugnou o auto de infração, não obtendo sucesso em 1ª instância


administrativa, onde foi confirmado o débito em discussão, tendo sido interposto recurso,
pendente de decisão pelo Conselho de Contribuintes, instância na qual, o processo encontra-se
em diligência.

Com base na opinião dos consultores jurídicos, a administração da Companhia espera obter
decisão favorável nesse processo, cuja avaliação de risco de perda é remota, razão pela qual não
foi constituída provisão para contingências.

2) Em empresas controladas

a) Em maio de 2001, a controlada FURNAS recebeu autos de infração da Secretaria da Receita


Federal em relação ao FINSOCIAL, COFINS e PASEP, no montante atualizado, em 31 de
março de 2008, de R$ 1.098.900 mil (31 de dezembro de 2007 - R$ 1.098.900 mil), em
decorrência de exclusões nas relativas bases de cálculo, principalmente, das receitas decorrentes
do repasse e transmissão de energia elétrica de ITAIPU por um período de dez anos. Estes
autos de infração sobrepuseram-se a outros emitidos em 1999 para um período de fiscalização
de cinco exercícios, no montante de R$ 615.089 mil, que haviam sido objeto de adesão ao
Programa de Recuperação Fiscal – REFIS em março de 2000 e transferidos, em julho de 2003,
para o Parcelamento Especial – PAES, em amortização.

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Por discordar da autuação, a Administração de FURNAS apresentou recurso de impugnação,
justificado por procedimento fiscal incompleto, cumprido extra lege, superposição de
fiscalização e por um período abrangido pela decadência. No exercício de 2004, o Conselho de
Contribuintes julgou favoravelmente a FURNAS o recurso interposto relativo ao Auto de
Infração relativo ao FINSOCIAL. No exercício de 2005 houve também decisão favorável à
FURNAS com relação ao Auto de Infração referente ao PASEP, em função do período de
fiscalização ter ultrapassado cinco anos. Quanto ao Auto de Infração da COFINS não houve,
até a presente data, julgamento do recurso interposto por FURNAS.

A administração da controlada, fundamentada na opinião de sua Consultoria Jurídica, entende


que a ação fiscal extrapola os limites legais, com possibilidade de sucesso favorável a
FURNAS, razão pela qual não são constituídas provisões para contingências.

NOTA 27 – OBRIGAÇÕES PARA DESMOBILIZAÇÃO DE ATIVOS

A Companhia reconhece obrigações para descomissionamento de usinas termonucleares que


constitui-se em um programa de atividades exigidas pela Comissão Nacional de Energia
Nuclear – CNEN, que permite desmantelar com segurança e mínimo impacto ao meio
ambiente essas instalações nucleares. No caso das usinas termonucleares brasileiras - Angra I e
Angra II, o método selecionado para o programa de descomissionamento é aquele
internacionalmente designado como “SAFSTOR”, que consiste da desmontagem total da usina
após um período de dormência de 15 anos.

A mensuração das obrigações associadas à execução do programa de desmobilização desses


ativos é baseada nas leis e regulamentos nacionais e internacionais vigentes, tecnologia
atualmente disponível para execução das respectivas atividades e custos específicos associados
ao local de implantação das usinas.

A ELETRONUCLEAR está legalmente responsável, segundo as disposições da Lei


10.308/2001, pelos depósitos iniciais de rejeitos decorrentes das atividades do programa de
descomissionamento de Angra I e Angra II, e dessa forma os custos são incluídos na obrigação
para desmobilização das duas usinas. Pelas disposições da Lei 10.308/2001, a responsabilidade
e, portanto, os custos para implantação de depósitos intermediários e finais de rejeitos é da
CNEN e, por conseguinte, esses custos não estão incluídos na estimativa da obrigação de
desmobilizações das usinas termonucleares. Entretanto, o custo de armazenagem dos rejeitos
decorrentes das atividades do programa de descomissionamento estão nela incluídos. Ainda,
no seu artigo 18, foi estabelecido que o serviço de depósito de rejeitos intermediários e finais
terá seus respectivos custos indenizados à CNEN pelos depositantes, conforme tabela
aprovada pela Comissão Deliberativa da CNEN a vigorar a partir do primeiro dia útil
subseqüente ao da publicação no Diário Oficial da União.

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Com o início da operação de Angra II em 2000, foram realizados novos estudos sobre os
custos de descomissionamento, tomando como referência estimativas aplicáveis a um conjunto
de 17 usinas dos Estados Unidos da América e 10 usinas Européias, Canadenses e Japonesas
que se encontram em estágios diferentes de descomissionamento, bem como os critérios
estipulados pela NRC – Nuclear Regulatory Commission dos EUA. Esses critérios foram utilizados
em estudos de usinas similares às brasileiras, incluindo um estudo específico realizado na usina
de Krisko, que é considerada gêmea de Angra I.

Naquele estudo, o custo de desmobilização de Angra I e Angra II foi estimado no montante de


US$ 197,816 mil e US$ 240,000 mil e o final da vida útil econômica da usina está projetado
para dezembro de 2014 e agosto de 2030, respectivamente.

Em 2007 a administração da Controlada reviu e atualizou os valores, além de definir


parâmetros e regulamentos para o estabelecimento de reservas financeiras necessárias para a
cobertura do descomissionamento das usinas. Dessa forma, o custo passou a ser estimado em
US$ 307,000 mil e US$ 426,000 mil para Angra I e Angra II, respectivamente. A vida útil
econômica das usinas foi reavaliada para 40 anos. Como decorrência desta reavaliação, o total
da obrigação foi reavaliado, de US$ 437,816 mil para US$ 733,000 mil.

O saldo, em 31 de março de 2008, do passivo correspondente as obrigações para a


desmobilização das usinas termonucleares Angra I e II, avaliados a valor presente, é de R$
192.821 mil (31 de dezembro de 2007 – R$ 451.017 mil), conforme demonstrado abaixo:

DESCOMISSIONAMENTO
Passivo de Passivo de
Descomissionamento Ajuste Descomissionamento
Ajustado
US$ MIL R$ MIL US$ MIL R$MIL US$ MIL R$ MIL

Angra I 178,444 312.115 (100,157) (175.183) 78,287 136.932


Angra II 80,763 141.262 (48,810) (85.373) 31,953 55.889
259,207 453.377 (148,967) (260.556) 110.240 192.821

O valor futuro para o custo de Desativação (Descomissionamento) de Angra I e Angra II, está
estimado no montante de US$ 307,000 mil e US$ 426,000 mil no final da vida útil das usinas, e
estão projetados para dezembro de 2014, e Agosto de 2030, respectivamente. Esses valores
quando ajustados a Valor Presente (Março/2008) – atendendo a Instrução No. 469, de 2 de
maio de 2008 - montam US$ 78,287 mil (Angra I) e US$ 31,953 mil (Angra II).
Para o cálculo do valor presente do passivo de descomissionamento, foi utilizada uma taxa de
desconto adequada ao risco do negócio.

Os valores apresentados na formação do passivo para descomissionamento de usinas


termonucleares são estimados e serão revistos durante a vida útil das instalações,

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considerando-se os avanços tecnológicos e a forma a alocar o período de acúmulo dos custos a
serem incorridos com a desativação técnico-operacional.

Não existe atualmente legislação brasileira específica que regulamente o descomissionamento


de usinas termonucleares, não sendo portanto estabelecidas as condições sob as quais o
descomissionamento efetivamente ocorrerá, nem definidos os procedimentos a serem
implementados, os montantes de recursos financeiros a serem gastos e o tratamento a ser dado
na hipótese de recursos financeiros insuficientes ou excessivos por ocasião dos desembolsos.

A ELETRONUCLEAR gerencia os rejeitos de baixa, média e alta radioatividade. Os rejeitos


de baixa radioatividade incluem materiais descartáveis utilizados durante as atividades de
operação e manutenção das usinas termonucleares. Os rejeitos de média radioatividade são
constituídos por resinas e filtros de purificação de fluidos. Os rejeitos de alta radioatividade
estão contidos nos elementos de combustíveis usados.

Dessa forma, a ELETRONUCLEAR tem implantado um Centro de Gerenciamento de


Rejeitos para aqueles de baixa e média radioatividade, localizados, na cidade de Angra dos Reis,
no Estado do Rio de Janeiro.

Para os rejeitos de alta radioatividade, a ELETRONUCLEAR opera 2 depósitos iniciais


denominados como piscinas de estocagem de combustível usado, integrados às usinas de
Angra I e Angra II. Encontra-se em projeto uma piscina de estocagem de elementos
combustíveis usados externa às usinas que expandirá a capacidade de armazenagem,
permitindo estocar todo o combustível usado pelos reatores de Angra I e Angra II durante
toda sua vida útil.

Os custos de descomissionamento incluem os serviços referentes à remoção, transporte e


disposição final dos rejeitos de baixa e média radioatividade gerados durante a realização do
programa de descomissionamento. Incluem também a remoção e transporte dos elementos
combustíveis usados para armazenagem em depósito para esse fim designado pela CNEN.
Esses custos, entretanto, não incluem os serviços de armazenagem intermediária e final
subseqüente desses elementos combustíveis.

O fato desses últimos custos não serem considerados, decorre de inexistir procedimentos,
regulamentação técnica e legislação específica para a armazenagem de longa duração de
elementos combustíveis usados. Os combustíveis usados poderão ser futuramente reciclados
através de técnicas de reprocessamento, como já é feito hoje em países como a França e o
Japão, o que poderia gerar recursos para ao custeio da armazenagem final dos rejeitos de alta
radioatividade.

Dadas às características específicas de operação e manutenção de usinas termonucleares,


sempre que ocorrerem alterações no valor estimado do custo de desmobilização, decorrentes

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de novos estudos em função de avanços tecnológicos, deverão ser alteradas as quotas de
descomissionamento de forma a ajustar o saldo da obrigação à nova realidade.

NOTA 28 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO

I - Capital Social

O Capital Social da Companhia é de R$ 24.235.829 mil e suas ações não têm valor nominal. As
preferenciais não têm direito a voto e não são conversíveis em ordinárias, entretanto, gozam de
prioridade no reembolso do capital e na distribuição de dividendo, às taxas anuais de 8% no
caso de ações de classe "A" (subscritas até 23 de junho de 1969) e 6% para as de classe
"B"(subscritas a partir de 24 de junho de 1969), calculado sobre o capital correspondente a
essas classes de ações.

O capital social, em 31 de março de 2008, representado por 1.129.498.502 ações e sua


distribuição, pelos principais acionistas e espécies de ações, esta apresentada a seguir:

QUADRO DE AÇÕES
ORDINÁRIAS PREFERENCIAIS CAPITAL TOTAL
ACIONISTA QUANTIDADE % Série A Série B % QUANTIDADE %

UNIÃO 488.656.241 53,99 - 35.191.002 15,69 523.847.243 46,38

BNDESPAR 133.757.951 14,78 - - - 133.757.951 11,84

FND 45.621.589 5,04 - - - 45.621.589 4,04

FGP 40.000.000 4,42 - - - 40.000.000 3,54

OUTROS 196.987.746 21,77 146.920 189.137.053 84,31 386.271.719 34,20

905.023.527 100,00 146.920 224.328.055 100,00 1.129.498.502 100,00

Do total das 386.271.719 ações em poder dos minoritários, 242.241.859 ações, ou seja, 62,7%
são de propriedade de investidores não residentes, sendo 137.870.070 ações ordinárias, 27
ações preferenciais da classe “A” e 104.371.762 ações preferenciais da classe “B”.

Da participação total de acionistas domiciliados no exterior, 83.840.851 ações ordinárias e


25.074.451 ações preferenciais da classe “B” estão custodiadas, lastreando o Programa de
American Depositary Receipts – ADR, de nível I.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Em 31 de março de 2008 o valor patrimonial da ação, é de R$ 71,82 (31 de dezembro de 2007
- R$ 70,79).

II - Reservas de Capital

R$ mil
CONTROLADORA E
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
Compensação de insuficiência de remuneração – CRC 18.961.102 18.961.102
Ágio na emissão de ações 3.243.272 3.243.272
Especial – Decreto-lei 54.936/1964 387.419 387.419
Correção monetária do balanço de abertura de 1978 309.655 309.655
Correção monetária do empréstimo compulsório - 1987 2.708.432 2.708.432
Doações e subvenções – FINOR, FINAM 297.424 297.424
25.907.304 25.907.304

A Reserva de Capital denominada Conta de Resultado a Compensar - CRC corresponde à


participação percentual da ELETROBRÁS, no reconhecimento das insuficiências de
remuneração de suas controladas no extinto regime de remuneração garantida vigente no setor
elétrico brasileiro até o exercício de 1993, absorvidas e reconhecidas patrimonialmente por
ocasião da liquidação dos compromissos pelo Tesouro Nacional.

III - Reservas de Lucros e Lucros Acumulados

O Estatuto Social da companhia prevê a destinação de 50% do lucro líquido do exercício para
a constituição de reserva de investimentos e de 1% para a reserva de estudos e projetos, sendo
sua constituição limitada a 75% e a 2% do capital social, respectivamente:

R$ mil
CONTROLADORA E CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007
Legal (art.193 – Lei 6.404/76) 1.731.038 1.731.038
Estatutárias (art. 194 – Lei 6.404/76):
Estudos e projetos 255.899 255.899
Investimentos 15.432.771 15.432.771
Outras 11.081 11.081
Retenção de lucros (art. 196 – Lei 6.404/76) 68.748 68.748
Especial (art.202 – Lei 6.404/76):
Dividendos não distribuídos 8.515.993 8.300.832
26.015.530 25.800.369

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Nos termos do Artigo 199, da Lei 6.404/76, a Administração da Companhia irá propor à AGE
que o excesso de saldo das reservas de lucros, em relação ao valor de Capital Social, seja
destinado ao aumento do Capital Social da Companhia.

IV – Reservas de Reavaliação

Refere-se a reserva reflexa das coligadas relevantes CELPA e CEMAT avaliadas pelo método
da equivalência patrimonial, que procederam à reavaliação de bens de seu ativo imobilizado.

V - Adiantamentos para futuro aumento de capital

Os adiantamentos de recursos recebidos do acionista controlador são classificados no


Patrimônio Líquido nos termos da Norma de Execução Conjunta 20/1990, da Coordenadoria
de Contabilidade do Tesouro Nacional e destinaram-se a:

R$ mil
CONTROLADORA E
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007

Aquisição de participação acionária na CEEE 1.822.471 1.742.265


Aquisição da participação acionária na CGTEE 1.682.281 1.673.938
Linha de transmissão Banabuí–Fortaleza 59.165 57.670
Usina Hidrelétrica de XINGÓ 166.234 162.034
Linhas de transmissão no Estado da Bahia 26.022 25.365
Fundo Federal de Eletrificação - Lei 5.073/66 154.251 150.353
3.910.424 3.811.625

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


NOTA 29 – OPERAÇÕES COM ENERGIA ELÉTRICA

R$ mil
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007
Fornecimento 2.071.483 2.529.141
Suprimento 3.848.730 1.999.980
Transmissão 1.011.099 947.591
6.931.312 5.476.712

NOTA 30 – DEDUÇÕES ÀS OPERAÇÕES COM ENERGIA ELÉTRICA

R$ mil
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007

RGR 140.928 105.502


CCC 70.344 104.481
CDE 17.739 11.374
PROINFA 18.286 4.289
P&D 44.186 22.292
291.483 247.938
ICMS 117.003 102.328
408.486 350.266

NOTA 31 – PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007 31/03/2008 31/03/2007
Investimentos em controladas

Equivalência patrimonial 397.135 243.260 - -


Juros sobre o capital próprio - - - -
Rendimentos de capital - ITAIPU 2.596 3.147 2.596 -
399.731 246.407 2.596 -

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Investimentos em coligadas relevantes

Equivalência patrimonial 179.481 125.439 4.042 127.837


Juros sobre o capital próprio 21.714 179 21.714
201.195 125.618 25.756 127.837

Outros investimentos

Juros sobre o capital próprio - 49 - 229


Dividendos 301 2.649 301 250
Remuneração dos investimentos
em parcerias 16.316 18.857 303.884 22.004
16.617 21.555 304.185 22.483
617.543 393.580 332.537 150.320

NOTA 32 – PESSOAL, MATERIAL E SERVIÇOS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007 31/03/2008 31/03/2007

Pessoal 46.379 44.229 687.637 571.524


Material 682 548 43.012 43.182
Serviços 9.005 14.260 248.197 259.986
56.066 59.037 978.846 874.692

NOTA 33 – ENERGIA COMPRADA PARA REVENDA

R$ mil
CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007
Suprimento 287.795 448.834
Energia de ITAIPU 850.201 755.776
Comercialização CCEE – Energia de curto prazo 624.525 51.621
Outras 59.912 1.350
1.822.433 1.257.580

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


NOTA 34 – PROVISÕES OPERACIONAIS

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007 31/03/2008 31/03/2007
Constituição
Contingências - - 56.384 142.307
PCLD – Consumidores e Revendedores - - 83.764 175.436
PCLD - RTE - - (68.284) (143.891)
PCLD - CCEE - - - -
PCLD – Financiamentos e Empréstimos 9.006 23.410 9.006 23.410
Créditos de ICMS - - 23.952 -
Ajuste a valor presente - - (260.556) -
Investimentos temporários
Passivo a descoberto 28.673 83.381 28.673 83.381
Perdas na realização 29.295 12.614 29.295 12.614
Outras 19.234 4.827 78.031 4.827
86.208 124.232 (19.735) 298.084
(-) Reversão
Investimentos temporários
Passivo a descoberto (657.508) - (657.508) -
Perdas na realização (697.150) - (697.150) -
(1.354.658) (1.354.658)
(1.268.450) 124.232 (1.374.393) 298.084

NOTA 35 – RESULTADO FINANCEIRO

R$ mil
CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/03/2007 31/03/2008 31/03/2007
Receitas (Despesas) Financeiras

Receita de juros, comissão e taxas 880.734 936.122 298.308 356.089


Encargos de dívidas (109.612) (111.414) (344.818) (634.666)
Encargos sobre recursos de
acionistas (332.116) (342.051) (342.600) (349.436)
Receita de aplicações financeiras 170.694 119.355 243.995 189.266
Outras receitas 570 28.518 37.829 45.156
610.270 630.530 (107.286) (393.591)

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


Atualizações Monetárias e Cambiais
Atualizações monetárias líquidas 268.515 113.269 120.349 (19.732)
Atualizações cambiais líquidas (159.602) (755.760) (234.710) (620.899)
108.913 (642.491) (114.361) (640.631)
719.183 (11.961) (221.647) (1.034.222)

NOTA 36 – INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GESTÃO DE RISCOS

I – Gestão de recursos

Nas aplicações de recursos financeiros da ELETROBRÁS destacam-se, fundamentalmente, os


empréstimos e financiamentos de longo prazo e os investimentos em participações acionárias
em empresas concessionárias de serviço público de energia elétrica, detalhados nas notas 10 e
19 e nos anexos II e III.

II - Instrumentos Financeiros

Os empréstimos e financiamentos concedidos estão associados à função de financiamento do


setor elétrico nacional, onde se destacam aqueles concedidos à ITAIPU Binacional e as
controladas ELETRONORTE e CHESF, sendo remunerados em média a 9,43% a.a. (31 de
dezembro de 2007 - 8,99% a.a.).

Os financiamentos estão restritos as concessionárias de serviço público de energia elétrica e,


desta forma, a taxa de mercado (ou custo de oportunidade do capital da empresa) é por ela
definida, levando em conta o prêmio de risco compatível com as atividades do setor. Na
impossibilidade de buscar outras alternativas, que não o próprio setor elétrico, o valor presente
desses empréstimos corresponde ao seu valor contábil.

No exigível a longo prazo, destacam-se os empréstimos e financiamentos obtidos junto à


instituições financeiras, notadamente no exterior e a Fundos Setoriais, em especial a Reserva
Global de Reversão - RGR. Esses empréstimos e financiamentos estão mantidos a valor
presente.

Os financiamentos captados são compostos de financiamentos contratados junto a agências


multilaterais internacionais - BID, BIRD, CAF, não sendo praticável descontá-los a uma taxa
diferente da estabelecida no acordo da dívida brasileira. Os demais empréstimos são captados a
taxas internacionais, fazendo com que o valor contábil seja próximo ao seu valor presente.

O Empréstimo Compulsório, extinto pela Lei 7.181, de 20 de dezembro de 1993, teve como
prazo limite para seu recolhimento, o dia 31 de dezembro de 1993. Atualmente a
ELETROBRÁS gerencia o estoque residual do empréstimo compulsório arrecadado,

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


atualizando-o com base no IPCA-E e remunerando-o à taxa de 6% a.a., com prazo de resgate
definido. Dadas as suas restrições de aplicações, os saldos contábeis estão apresentados ao
valor presente.

A ELETROBRÁS finalizou neste trimestre de 2008 com 12 contratos passivos, entre


empréstimos, financiamentos e bônus, que totalizam R$ 1.775.533 mil (31 de dezembro de
2007 - R$ 1.716.302 mil), conforme demonstrado a seguir:

US$ mil
Moeda (equivalentes) % R$ mil

Dólar Norte-Americano 627,168 61,78% 1.096.980


Yen 233,463 15,22% 408.349
EURO 154,482 23,00% 270.204
Total 1.015,112 100,00% 1.775.533

No encerramento deste trimestre, a Companhia mantinha 820 contratos concedidos de


empréstimos e financiamentos, totalizando R$ 36.000.361 mil (31 de dezembro de 2007 -
R$ 36.522.430 mil), conforme demonstrado a seguir:

US$ mil
Moeda (equivalentes) % R$ mil

Dólar Norte-Americano 8,722,163 42,38% 15,255,936


IGP-M 5,838,836 28,37% 10.212.708
Real 5,309,960 25,80% 9.287.651
Yen 252,438 1,23% 441.540
EURO 458,823 2,22% 802.526
Total 20,582,220 100,00% 36.000.361

III - Riscos

a) Risco Regulatório

A Companhia, por meio de suas Controladas, detém concessões para a exploração de serviços
de geração e transmissão de energia elétrica com vencimentos pré-estabelecidos, nos termos da
legislação vigente. Caso as concessões não sejam renovadas ou venham a ocorrer mediante a
imposição de custos adicionais para a Companhia, os atuais níveis de rentabilidade e atividade
podem ser alterados.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


b) Risco Cambial

Parte relevante do ativo da Companhia e do resultado de suas operações são afetados


significativamente pelo fator de risco da taxa de câmbio, em especial no que se refere ao Dólar
Norte-Americano. Em 31 de março de 2008 a Companhia possui créditos decorrentes de
financiamentos concedidos em moeda estrangeira no montante de R$ 16.500.003 mil,
equivalente a US$ 9.433.425 mil.

Comparando-se os recebíveis em moeda estrangeira com a dívida, observa-se uma cobertura


de cerca de 9,8 vezes.

A ELETROBRÁS não detém, na data de encerramento destas demonstrações, operações


financeiras com a finalidade de proteger-se dos riscos inerentes à flutuação das taxas cambiais.
Contudo, o saldo de recebíveis, em moeda estrangeira, e o fluxo de sua realização são
suficientes para que Companhia se mantenha adimplente com seus compromissos.

c) Risco de Crédito

A Companhia, através de suas Controladas, atua nos mercados de geração e transmissão de


energia elétrica, amparada em contratos firmados em ambiente regulado. Nos contratos
bilaterais firmados com distribuidoras de energia elétrica, a Companhia busca minimizar seus
riscos de crédito através de mecanismos de garantia envolvendo recebíveis de seus clientes.

Nas transações com clientes industriais denominados consumidores livres, o risco de crédito é
minimizado através de análises prévias das condições do negócio.

d) Risco de Preço

Até 2004, os preços de suprimento de energia elétrica decorrentes da atividade de geração,


eram fixados pela ANEEL. A partir da realização do Leilão 001/2004 realizado pela Agência
Reguladora, as geradoras passaram a comercializar sua energia elétrica com um maior número
de clientes, a preços definidos pelo mercado.

A atividade de transmissão de energia elétrica tem sua remuneração definida pela ANEEL,
mediante a fixação de Receita Anual Permitida - RAP, julgada suficiente para a cobertura dos
custos operacionais e a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

e) Risco de Mercado

Parte substancial da energia elétrica gerada pelas empresas controladas pela ELETROBRÁS é
comercializada por meio de contratos de comercialização de energia, em ambiente regulado -

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


CCEAR's, celebrados em decorrência da participação de suas empresas controladas em leilão
de energia existente, promovido pela ANEEL.

IV – Gerenciamento de investimentos

A ELETROBRÁS exerce a função de holding, com investimentos em participações societárias,


detendo controle acionário direto em seis empresas geradoras e de transmissão de energia
elétrica - FURNAS, CHESF, ELETRONORTE, ELETRONUCLEAR, ELETROSUL e
CGTEE, cujas ações não são negociadas em bolsas de valores. Exerce, também, controle
indireto sobre Manaus Energia e Boa Vista Energia.

Além dessas participações majoritárias, a ELETROBRÁS detém 50% do capital da ITAIPU


Binacional, onde exerce o controle em conjunto com a empresa paraguaia ANDE e o controle
acionário da LIGHTPAR. Participa também, em regime de investimento temporário, nas
empresas federais de distribuição – ELETROACRE, CERON, CEAL e CEPISA, inseridas no
Programa Nacional de Desestatização - PND.

A ELETROBRÁS mantém, também, participações em 33 coligadas com atuação no negócio


de energia elétrica.

Em 31 de março de 2008, a ELETROBRÁS mantinha, também, investimentos não relevantes,


avaliados ao custo, no montante de R$ 530.559 mil, dos quais R$ 378.320 mil referem-se a
empresas de capital aberto - concessionárias de serviço público de energia elétrica. Embora as
ações dessas empresas sejam admitidas em negociação em bolsas de valores, seu reduzido
volume de negócios não caracteriza a existência de um mercado ativo, conforme definido na
Instrução CVM 235/96, bem como os preços praticados não representam, necessariamente, os
valores que seriam obtidos na negociação de um volume significativo de ações, demonstrando,
portanto, a inexistência de condições razoáveis para o estabelecimento de preços de mercado
para esses ativos, de forma a permitir uma adequada comparação com os valores contábeis.

NOTA 37 - GESTÃO DE RECURSOS SETORIAIS

A ELETROBRÁS é responsável pela gestão de recursos setoriais denominada Reserva Global


de Reversão - RGR, que se constitui em um fundo criado para cobertura de gastos com
indenizações de eventuais reversões de concessões vinculadas ao serviço público de energia
elétrica. Os recursos são aplicados na concessão de financiamentos destinados à expansão do
setor elétrico brasileiro, melhoria do serviço, e na realização dos programas PROCEL,
RELUZ, LUZ PARA TODOS e PROINFA.

A contribuição para a formação da RGR é de responsabilidade das Empresas Concessionárias


do Serviço Público de Energia Elétrica, mediante uma quota, denominada reversão e
encampação de serviços de energia elétrica, de até 2,5% do valor dos investimentos dos

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


concessionários e permissionários, limitado a 3% da receita anual. O valor da quota é
computado como componente do custo do serviço daquelas entidades.

Os concessionários recolhem suas quotas anuais de RGR, em duodécimos, até o ultimo dia útil
de cada mês, em conta bancária vinculada, administrada pela ELETROBRÁS, que movimenta
a conta nos limites previstos na Lei 5.655/71 e alterações posteriores.

Nesse sentido, os recursos da RGR são aplicados em projetos específicos de investimento, a


saber:

I - Nas concessionárias, permissionárias e cooperativas de eletrificação rural, para expansão


dos serviços de distribuição de energia elétrica, especialmente em áreas urbanas e rurais de
baixa renda, e para o programa de combate ao desperdício de energia elétrica;

II - para instalações de produção a partir de fontes eólica, solar, biomassa e pequenas centrais
hidrelétricas, assim como termelétrica associada a pequenas centrais hidrelétricas;

III - para estudos de inventário e viabilidade de aproveitamento de potenciais hidráulicos,


mediante projetos específicos de investimento;

IV - para implantação de centrais geradoras de potência até 5.000 kW, destinadas


exclusivamente ao serviço público, em comunidades populacionais atendidas por sistema
elétrico isolado;

V - para o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica - PROINFA,


instituído pela Lei 10.438, de 26 de abril de 2002 e revisado pela Lei 10.762, de 11 de
novembro de 2003, que tem como objetivo a diversificação da matriz energética brasileira e a
busca por soluções de cunho regional com a utilização de fontes renováveis de energia,
mediante o aproveitamento econômico dos insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis,
objetivando a partir do aumento da participação da energia elétrica produzida com base
naquelas fontes, na implantação de 3.300 MW de capacidade;

VI - para o Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente – RELUZ, que visa tornar
eficientes os pontos de iluminação pública no País, pretendendo abranger até 96% do potencial
de conservação de energia da rede nacional de iluminação pública, atualmente composta de
cerca de 13 milhões de pontos de iluminação;

VII - para o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL, programa de


Governo Federal, instituído em dezembro de 1985, voltado para a conservação de energia
elétrica, tanto no lado da produção como no do consumo, concorrendo para a melhoria da
qualidade de produtos e serviços, reduzindo os impactos ambientais e fomentando a criação de
empregos;

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


VIII - para o Programa de Universalização de Acesso à Energia Elétrica – LUZ PARA
TODOS, do Ministério das Minas e Energia, cujo recursos são provenientes da Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE) e da Reserva Global de Reversão (RGR), dos governos
estaduais e de agentes do setor. Além da gestão dos recursos, a ELETROBRÁS é responsável
por dar apoio técnico às concessionárias estaduais de energia para a execução do programa; e

IX – para o Projeto Ribeirinhas , desenvolvido em regiões com grande dispersão de


comunidades e de difíceis condições de acesso, em função do tipo de solo e do regime de
chuvas, tendo como premissa básica o aproveitamento dos recursos naturais renováveis
existentes nas diversas localidades onde o fornecimento de energia elétrica não pode se realizar
mediante extensão de rede de transmissão.

A ELETROBRÁS remunera a Reserva, pelos recursos utilizados, com juros de 5% a.a.. Em 31


de março de 2008, o saldo dos recursos sacados junto ao fundo, utilizados nos investimentos
descritos acima, totalizava R$ 6.561.628 mil (31 de dezembro de 2007 - R$ 6.769.011 mil)

A ELETROBRÁS gere também o Fundo Federal denominado Conta de Desenvolvimento


Energético – CDE, que visa o desenvolvimento energético a partir de fontes alternativas nas
áreas atendidas pelo sistema interligado, bem como financiar a universalização do serviço
público de energia elétrica. Este Fundo tem duração de 25 anos, contados de 2004, sendo os
recursos provenientes dos pagamentos a título de uso de bem público e das multas aplicadas
pela ANEEL a concessionários, permissionários e autorizados a explorar o serviço de energia
elétrica.

NOTA 38 – EVENTOS SUBSEQUENTES

I - Conversão do Empréstimos Compulsório em Ações

A 151ª Assembléia Geral Extraordinária de Acionistas da Companhia, realizada em 30 de


abril de 2008, deliberou pela 4º conversão em ações preferenciais nominativas de classe B,
representativas do capital social da ELETROBRÁS, da totalidade dos créditos existentes
em 31 de dezembro de 2007, no montante de R$ 202.375 mil, constituídos após a 3ª
conversão realizada em 2005.

O preço de emissão das ações tomará por base o valor patrimonial da ação da
ELETROBRÁS em 31 de dezembro de 2007, correspondente a R$ 70,79 observados os
termos do artigo 4º da, Lei nº 7181/83.
Os valores residuais que não perfizerem número inteiro de ações serão pagos em espécie,
conforme estabelece o artigo 10 do Decreto nº 81.668/78, acrescidos dos valores
eventualmente recebidos decorrentes do exercício do direito de preferência de subscrição
pelos demais acionistas, conforme estabelece orientação da CVM.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


O prazo para o exercício do direito de preferência de subscrição pelos demais acionistas,
será em conformidade com o Artigo 171, § 2º da Lei nº 6.404/76, bem como o prazo para a
entrega das ações oriundas da conversão. Estes prazos serão de 30 e 60 dias,
respectivamente, contados a partir da realização da AGE, alterando o artigo 6º do Estatuto
Social da ELETROBRÁS, que trata da composição do Capital Social e das Ações.

II – Nova Diretoria

O Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada em 06 de maio de 2008,


deliberou:

1. criar a Diretoria de Distribuição – DD na ELETROBRÁS para tratar do planejamento,


administração e controle das Empresas Federais de Distribuição - CEAL, CERON, CEPISA e
ELETROACRE sob controle direto ou indireto da ELETROBRÁS;

2. eleger o Sr. Flavio Decat de Moura para o cargo de Diretor de Distribuição.

3. autorizar a ELETROBRÁS a tomar as providências para reorganizar a Governança


Corporativa das Empresas Federais de Distribuição;

4. autorizar a ELETROBRÁS a tomar as providências para adequar os estatutos das Empresas


Federais de Distribuição, a serem submetidos às Assembléias Gerais Extraordinárias,
condicionando a sua efetivação às aprovações do Departamento de Coordenação e Controle
das Empresas Estatais – DEST e da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL;

5. aprovar a alteração no Estatuto da Eletrobrás no Capítulo VI - DA DIRETORIA


EXECUTIVA, artigo 31, Parágrafo Único, que passará a ter a seguinte redação: “O Presidente
e os Diretores não poderão exercer funções de direção, administração ou consultoria em
empresas de economia privada, concessionárias de serviços públicos de energia elétrica, ou de
empresas de direito privado ligadas de qualquer forma ao setor elétrico, salvo nas subsidiárias,
controladas e empresas concessionárias sob controle dos Estados, em que a ELETROBRÁS
tenha participação acionaria, onde poderão exercer cargos de administração, observadas as
disposições da Lei nº 9.292, de 12 de julho de 1996, quando ao percebimento de
remuneração”.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

José Antonio Muniz Lopes

Presidente

Astrogildo Fraguglia Quental Ubirajara Rocha Meira


Diretor Financeiro e de Relações com Investidores Diretor de Tecnologia

Valter Luiz Cardeal de Souza Miguel Colasuonno


Diretor de Engenharia Diretor de Administração

Flávio Decat de Moura


Diretor de Distribuição

João Vicente Amato Torres


Contador
CRC-RJ-057.991/O-S-DF

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2008 E 2007

(Em milhares de reais)

CONTROLADORA CONSOLIDADO

31/3/2008 31/3/2007 31/3/2008 31/3/2007

ATIVIDADES OPERACIONAIS

Lucro líquido do exercício 841.525 233.161 841.525 233.161

Ajustes para reconciliar o lucro líquido com o caixa


gerado pelas operações
Depreciação e amortização 1.767 1.685 553.832 523.443
Variações monetárias líquidas de longo prazo (100.717) 429.941 (50.604) 405.987
Ajuste dos investimentos (576.616) (387.467) (275.697) (144.207)
Ativo Regulatório (87.266) - (87.266) -
Provisões de longo prazo (668.505) (257.857) (520.688) (66.208)
Ajuste a valor presente - - (260.556) -
Participação minoritária no resultado - - (2.350) (14)
Encargos financeiros incidentes sobre o patrimônio líquido 313.959 328.126 313.959 328.126
Resultado a compensar de Itaipu - - 181.395 (18.079)
Baixas e alienações de ativos - - 273.728 -
Outras 61.982 86.395 29.848 15.516
Sub total (213.871) 433.984 997.126 1.277.725

(Acréscimos) decréscimos nos ativos operacionais


Consumidores e revendedores 163.845 19.387 62.188 59.038
Financiamentos e empréstimos - principal 30.966 (30.936) 122.808 11.023
Financiamentos e empréstimos - encargos 68.528 (161.959) (2.732) -
Conta de consumo de combustível - CCC (21.711) 267.669 (74.940) 263.788
Remuneração dos investimentos (19.972) 123.480 (8.404) 42.640
Títulos e valores mobiliários - - - -
Créditos renegociados 1.010 (3.519) (21.618) (27.122)
Créditos tributários 725.341 583.066 729.766 666.076
Direito de ressarcimento 179.460 (1.281) 174.899 (1.281)
Devedores diversos (103.690) (64.304) (93.870) (274.845)
Almoxarifado 586 (168) (43.117) (9.740)
Despesas pagas antecipadamente 8 - 125 4.225
Outros 7.185 (16.672) (100.235) (31.692)
1.031.556 714.763 744.870 702.110

Acréscimos (decréscimos) nos passivos operacionais


Obrigações de ressarcimento 24.320 (9.849) 24.320 (11.628)
Financiamentos e empréstimos - principal 6.736 31.523 (411.041) (196.184)
Financiamentos e empréstimos - encargos 26.399 - 44.714 -
Empréstimo compulsório (2.027) (3.663) (2.027) (3.663)
Fornecedores (154.178) 216.774 (403.381) (284.531)
Adiantamento de clientes 12.406 - 9.478 113.585
Tributos e contribuições sociais (706.864) (603.956) (579.743) (491.624)
Conta de Consumo de Combustível - CCC 16.973 (282.572) 16.973 (282.572)
Remuneração aos acionistas (dividendos a pagar) 15.427 8.937 29.014 8.972
Créditos do Tesouro Nacional 3.544 (3.913) 3.544 (3.913)
Obrigações estimadas 2.148 - 28.187 8.421
Previdência complementar - - (3.251) (34.495)
Provisões para contingências - - 87.826 198.192
Taxa regularmentares - - (82.358) -
Pesquisa e desenvolvimento - - 17.698 -
Outros 165.401 (37.943) 266.747 (10.692)
(589.715) (684.662) (953.300) (990.132)
Recursos provenientes das (aplicados nas)
atividades operacionais 227.970 464.085 788.696 989.703

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DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2008 E 2007

(Em milhares de reais)

(CONTINUAÇÃO)

CONTROLADORA CONSOLIDADO

31/3/2008 31/3/2007 31/3/2008 31/3/2007

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Empréstimos e financiamentos obtidos a longo prazo - - 501.876 175.768


Financiamentos obtidos de longo prazo transferidos para o circulante (389.689) (149.000) (287.434) (304.917)
Empréstimos e financiamentos concedidos - liberações (80.571) (219.015) (131.588) (244.223)
Empréstimos e financiamentos concedidos - recebimento 1.164.229 524.019 831.744 596.314
Transferências do realizável a longo prazo para o circulante 73.763 - 372.967 -
Refinanciamentos obtidos (transf. do passivo circ. para o não circ.) - 3.868 977.388 45.945
Refinanciamentos concedidos (transf. do circ. para realiz. longo prazo) (622.096) (245.125) (1.085.800) (179.517)
Empréstimo compulsório e RGR 79.190 249.210 79.190 249.210
Outros 6.948 (3.570) 12.644 (71.542)

Recursos provenientes das (aplicados nas) atividades


de financiamento 231.774 160.387 1.270.987 267.038

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Aquisição de ativo imobilizado (131) (229) (797.908) (575.812)
Investimentos - - (66.435) 4.286
Dividendos recebidos 59.993 10.483 59.993 -

Recursos provenientes das (aplicados nas) atividades


de investimento 59.862 10.254 (804.350) (571.526)

Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa 519.606 634.726 1.255.333 685.215

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 5.585.519 2.877.879 8.094.907 5.459.139


Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 6.105.125 3.512.605 9.350.240 6.144.354
519.606 634.726 1.255.333 685.215

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2008 E DE 2007


( em milhares de Reais )

31/3/2008 31/3/2007
Distribuição Distribuição Distribuição Distribuição
CONTROLADORA % CONSOLIDADO % CONTROLADORA % CONSOLIDADO %
1 - RECEITAS ( DESPESAS )
Venda de mercadorias, produtos e serviços 1.996.749 138,00% 6.997.702 213,77% 1.698.542 124,81% 5.558.334 191,01%
Não operacionais (321) -0,02% (276.572) -8,45% 743 0,05% (1.539) -0,05%
1.996.428 137,98% 6.721.130 205,32% 1.699.285 124,87% 5.556.795 190,96%

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS


Materiais, serviços e outros (1.468.952) -101,52% (2.620.382) -80,05% (109.981) -8,08% (986.463) -33,90%
Encargos setoriais - - (291.483) -8,90% - - (247.938) -8,52%
Energia comprada para revenda (2.016.777) -139,38% (1.822.433) -55,67% (1.580.073) -116,11% (1.257.580) -43,22%
Combustível para produção de energia elétrica - - (446.627) -13,64% - - (83.722) -2,88%
(3.485.729) -240,91% (5.180.925) -158,27% (1.690.054) -124,19% (2.575.703) -88,51%

3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1.489.301) -102,93% 1.540.205 47,05% 9.231 0,68% 2.981.092 102,44%

4 - RETENÇÕES
Provisões operacionais 1.268.450 87,67% 1.374.393 41,99% (124.232) -9,13% (298.084) -10,24%
Depreciação, amortização e exaustão (1.767) -0,12% (553.832) -16,92% (1.685) -0,12% (513.865) -17,66%
1.266.683 87,54% 820.561 25,07% (125.917) -9,25% (811.949) -27,90%

5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (222.618) -15,39% 2.360.766 72,12% (116.686) -8,57% 2.169.141 74,54%

6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA


Participações societárias 617.543 42,68% 332.537 10,16% 393.580 28,92% 150.320 5,17%
Receitas financeiras 1.052.000 72,71% 580.131 17,72% 1.083.997 79,65% 590.509 20,29%
1.669.543 115,39% 912.669 27,88% 1.477.577 108,57% 740.829 25,46%

7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 1.446.925 100,00% 3.273.435 100,00% 1.360.891 100,00% 2.909.972 100,00%

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

PESSOAL
. Pessoal , encargos e honorários da Diretoria 42.999 2,97% 633.283 19,35% 42.182 3,10% 533.695 18,34%
. Participação de empregados nos lucros - 0,00% - 0,00% - 0,00% - 0,00%
. Plano de aposentadoria e pensão 3.380 0,23% 54.354 1,66% 2.047 0,15% 37.828 1,30%
46.379 3,21% 687.638 21,01% 44.229 3,25% 571.523 19,64%

TRIBUTOS
. Impostos, taxas e contribuições 226.203 15,63% 942.494 28,79% (12.457) -0,92% 480.557 16,51%

ENCARGOS FINANCEIROS E ALUGUEIS 332.817 23,00% 801.780 24,49% 1.095.958 80,53% 1.624.731 55,83%

ACIONISTAS
. Dividendos e juros sobre capital próprio - 0,00% - 0,00% - 0,00% - 0,00%
. Participação de acionistas não controladores 0,00% 2.350 0,07% 0,00% 14 0,00%
. Lucros retidos 841.525 58,16% 839.173 25,64% 233.161 17,13% 233.147 8,01%
841.525 58,16% 841.523 25,71% 233.161 17,13% 233.161 8,01%

1.446.925 100,00% 3.273.435 100,00% 1.360.891 100,00% 2.909.972 100,00%

CONSUMIDORES E REVENDEDORES EM 31 DE MARÇO DE 2008 E 31 DE DEZEMBRO DE 2007


(em milhares de Reais)

CONTROLADORA CONSOLIDADO
Circulante Circulante Longo Prazo
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
Vencidos até 90 Vencidos até 90
A vencer dias + de 90 dias Total Total A vencer dias + de 90 dias Total Total

AES ELETROPAULO 148.016 - - 148.016 200.238 200.614 - - 200.614 290.496 - -


AES SUL 31.375 - - 31.375 33.336 50.645 - - 50.645 52.031 - -
AES TIETÊ 31.899 - - 31.899 - 688 - - 688 690 - -
AMPLA - - - - 28.399 64.278 - - 64.278 66.548 - -
ANDE - - - - - 42.727 - - 42.727 38.779 - -
EBE 38.424 - - 38.424 65.661 49.937 - - 49.937 90.474 - -
CEA - - - - - 9.086 23.545 423.363 455.994 423.275 - -
CEB 15.748 - - 15.748 13.169 26.214 - - 26.214 41.205 - -
CEEE-D 31.899 - - 31.899 29.507 59.713 - - 59.713 43.993 - -
CEEE-GT - - - - - - - - 3.432 - -
CELESC 66.134 - - 66.134 50.824 83.593 - - 83.593 59.016 - -
CELG 30.973 37.650 129.507 198.130 153.575 62.188 37.650 129.507 229.345 187.784 - -
CELPA - - - - - 33.332 - - 33.332 38.513 - -
CELPE - - - - - 47.235 - - 47.235 47.465 - -
CEMAR - - - - - 20.816 - - 20.816 24.511 - -
CEMIG 125.784 - - 125.784 196.914 203.120 - - 203.120 279.535 - -
CERON - - - - - 19.783 3.592 - 23.375 21.835 - -
CEPISA - - - - - 9.741 - - 9.741 19.186 - -
CESP - - - - - 2.260 - - 2.260 2.267 - -
COELCE - - - - - 27.519 - - 27.519 30.794 - -
COELBA - - - - - 66.007 - - 66.007 65.096 - -
COPEL 74.552 - - 74.552 74.090 159.830 - - 159.830 160.921 - -
CPFL 81.882 - - 81.882 91.718 99.803 - - 99.803 118.581 - -
ELEKTRO 43.539 - - 43.539 49.982 67.647 - - 67.647 99.840 - -
ENERSUL 12.204 - - 12.204 11.738 19.430 - - 19.430 18.473 - -
ESCELSA 23.320 - - 23.320 28.834 42.902 - - 42.902 49.075 - -
LIGHT 79.909 - - 79.909 134.829 149.321 - - 149.321 218.111 - -
PIRATININGA 42.532 - - 42.532 62.310 43.063 - - 43.063 1.208 - -
RGE 28.032 - - 28.032 24.304 33.383 - - 33.383 30.373 - -
Comercialização CCEE - - - - - - - 293.560 293.560 383.448 - -
Ativo Regulatório - - - - - 237.857 - - 237.857 448.361 20.899 78.341
Uso da Rede Elétrica - - - - - 312.922 7.035 10.440 330.397 134.620 - -
PROINFA 66.421 5.212 12.571 84.204 89.010 66.421 5.212 12.571 84.204 89.010 - -
Consumidores - - - - - 316.184 90.582 399.896 806.662 708.018 - -
Outros 27.831 - - 27.830 10.821 602.319 8.822 130.898 742.040 507.073 15.704 17.460
(-) PCLD - - - - - - - (1.247.098) (1.247.098) (1.171.694) (15.023) (69.623)
1.000.474 42.862 142.078 1.185.413 1.349.259 3.230.578 176.438 153.137 3.560.154 3.622.343 21.580 26.178

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EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2008
Reapresentação Espontânea

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS EM 31 DE MARÇO DE 2008 E 31 DE DEZEMBRO DE 2007


(em milhares de Reais)

CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
ENCARGOS PRINCIPAL ENCARGOS PRINCIPAL ENCARGOS PRINCIPAL ENCARGOS PRINCIPAL
CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO
TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE

CONTROLADAS E
CONTROLADA EM
CONJUNTO
FURNAS 8,67% 9.219 592.047 549.012 8,86% 4.779 460.606 530.877 - - - - - - - -
CHESF 11,64% 40.983 429.630 3.673.232 11,68% 43.047 420.273 3.747.908 - - - - - - - -
ELETROSUL 6,14% 243 5.578 187.511 7,54% 261 2.676 183.629 - - - - - - - -
ELETRONORTE 15,73% 22.877 261.681 6.629.441 15,63% 117.671 319.986 6.253.973 - - - - - - - -
ELETRONUCLEAR 12,33% 26.603 161.718 2.367.668 12,35% 6.023 179.138 2.263.506 - - - - - - - -
CGTEE 11,68% 598 50.468 213 0,00%
LIGHTPAR 0,00% - - - 12,00% - 3.259 - 7,07% - - - - - - -
ITAIPU 7,07% - 45.612 14.269.487 7,07% - 46.191 14.624.980 - 22.806 7.134.744 7,07% - 23.096 7.312.490
100.523 1.546.734 27.676.564 171.781 1.432.129 27.604.873 - 22.806 7.134.744 - 23.096 7.312.490
OUTRAS 9,88%
CEPISA 9,88% 432 27.641 328.481 10,71% 406 65.258 278.848 11,44% 432 27.641 328.481 10,71% 406 65.258 278.848
CERON 11,44% 1.269 28.348 358.768 11,44% 1.264 21.773 354.518 6,76% 1.269 28.348 358.768 11,44% 1.264 21.773 354.518
CEMIG 6,76% 2.233 61.857 343.710 6,76% 2.353 58.020 355.958 8,39% 2.233 61.857 343.710 6,76% 2.353 58.020 284.790
COPEL 8,39% 222 2.672 37.929 8,39% 2.130 35.855 271.965 9,33% 222 2.672 37.929 8,39% 5.062 183.766 1.104.299
CEEE 9,33% 492 13.324 63.365 9,33% 1.174 90.383 54.436 10,00% 492 13.324 63.365 9,33% 1.174 90.383 54.436
DUKE 10,00% 3.826 152.689 845.247 10,00% 3.966 144.026 865.083 10,00% 3.826 152.689 845.247 10,00% 3.966 144.026 865.083
AES TIETÊ 10,00% 4.884 194.828 1.078.981 10,00% 5.062 183.766 1.104.299 9,30% 4.884 194.828 1.078.981 10,00% 5.062 183.766 1.104.299
AES ELETROPAULO 9,30% 265.137 109.014 17.834 9,85% 262.048 120.904 8.917 12,00% 265.137 109.014 17.834 9,85% 262.048 120.904 8.917
TRACTBEL 12,00% 894 27.480 61.952 12,00% 1.005 31.909 68.559 4,44% 894 27.480 61.952 12,00% 1.005 31.909 68.559
CELPE 4,44% 740 16.446 79.092 6,02% 679 16.295 82.851 6,07% 740 16.446 79.092 6,02% 679 16.295 82.851
CEMAR 6,07% 1.076 7.688 285.544 6,07% 924 8.157 284.790 9,33% 1.076 7.688 285.544 6,07% 924 8.157 284.790
CESP 9,33% 1.159 25.217 243.094 9,32% 1.185 24.106 245.098 - 1.159 25.217 243.094 9,32% 1.185 24.106 245.098
OUTRAS - 74.458 353.187 1.644.966 - 67.154 361.246 1.907.908 - 74.471 429.227 1.836.890 - 64.234 266.320 1.356.391
( - ) PCLD - (43.527) (46.109) - - (38.785) (41.845) - (43.527) (46.109) - - (38.785) (41.845)
313.295 974.282 5.388.963 310.565 1.119.853 5.883.230 313.307 1.050.322 5.580.887 310.577 1.172.838 6.092.879

TOTAL 413.818 2.521.016 33.065.527 482.346 2.551.982 33.488.103 313.308 1.073.128 12.715.631 310.577 1.195.934 13.405.369

A parcela de longo prazo dos financiamentos e empréstimos concedidos com recursos ordinários e setoriais, inclusive os repasses, vencem em parcelas variáveis, conforme demonstrado abaixo:

2009 2010 2011 2012 2013 Após 2013 TOTAL

CONTROLADORA 3.283.582 2.593.748 2.397.510 2.358.001 2.237.611 20.195.075 33.065.527


CONSOLIDADO 1.262.729 997.448 921.983 906.789 860.492 7.766.188 12.715.631

INVESTIMENTOS EM EMPRESAS CONSOLIDADAS EM 31 DE MARÇO DE 2008


(em milhares de Reais)

31/03/2008 31/12/2007

ELETRO- ELETRO-
DADOS DAS EMPRESAS FURNAS (c) CHESF (c) ELETROSUL (c) NORTE NUCLEAR (c) LIGHTPAR CGTEE ITAIPU (b) TOTAL

Capital social 3.194.000 1.696.306 279.072 2.843.235 3.295.768 113.790 868.721 177.130 - -

Patrimônio líquido (a) 13.400.554 11.571.608 2.109.175 7.283.436 4.455.313 55.769 642.208 177.130 - -

Lucro líquido ( prejuízo ) do período 62.933 491.575 60.466 (484.060) (23.983) 2.418 (70.273) - - -

PARTICIPAÇÃO DA ELETROBRÁS
Quantidade de ações - lote de mil
Ordinárias 50.618.949 40.478 42.582.421 68.736.323 9.611.945 8.480.196 1.126.273 - - -
Preferenciais 14.088.233 1.002 - - 2.687.056 - - - - -
Participação em %
Subscrito e integralizado 99,54 99,45 99,71 98,66 99,80 81,61 99,94 50,00 - -
Votante 99,82 100,00 99,71 98,66 99,92 81,61 99,94 50,00 - -

MOVIMENTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS:


Saldos no ínicio do período 13.325.437 11.507.964 2.103.058 7.185.839 4.446.849 45.181 641.823 88.565 39.344.716 38.672.726
Equivalência patrimonial - resultado do período 134.729 494.662 78.211 (477.574) 236.141 2.306 (70.231) (1.110) 397.135 1.149.525
Dividendos - - - - - - - - - (477.535)
Juros sobre o capital próprio
Saldos no final do período 13.460.166 12.002.626 2.181.269 6.708.265 4.682.990 47.487 571.592 87.455 39.741.851 39.344.716

(a) Exclui Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital.


(b) A participação da ELETROBRAS, de acordo com o Decreto-Lei 72.707/73, é fixa e equivale a US$ 50,000 mil.
(c) Patrimônio Líquido ajustado.

As revisões das Demonstrações Contábeis das empresas FURNAS, ELETROSUL, CHESF, ELETRONUCLEAR, LIGHTPAR e CGTEE foram realizadas por outros auditores independentes.

As revisões das Demonstrações Contábeis da controlada ELETRONORTE e da controlada em conjunto ITAIPU BINACIONAL, foram realizadas pelos mesmos auditores independentes da controladora.

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00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

ATIVO IMOBILIZADO
(em milhares de Reais)
CONTROLADORA CONTROLADAS CONSOLIDADO
mar/08 mar/08 mar/08
ELETROBRAS FURNAS CHESF ELETRONORTE ELETRONUCLEAR ELETROSUL ITAIPU CGTEE LIGHTPAR TOTAL
Geração
Em serviço - 8.670.052 17.173.765 19.770.010 6.052.527 - 14.760.200 298.612 - 66.725.166
Depreciação acumulada - (2.924.457) (6.680.093) (7.910.529) (1.906.809) - - - - (19.421.888)
- 5.745.595 10.493.672 11.859.481 4.145.718 - 14.760.200 298.612 - 47.303.278
Em curso - 1.091.905 183.939 687.807 2.310.955 107.064 209.384 - - 4.591.054
- 6.837.500 10.677.611 12.547.288 6.456.673 107.064 14.969.584 298.612 - 51.894.332
Transmissão
Em serviço 13.269 12.347.536 6.973.671 5.998.121 - 2.930.670 1.076.613 - - 29.339.880
Depreciação acumulada (477) (6.073.467) (3.183.953) (2.762.358) - (1.298.796) - - - (13.319.051)
12.792 6.274.069 3.789.718 3.235.763 - 1.631.874 1.076.613 - - 16.020.829
Em curso - 1.133.339 1.204.187 580.161 - 293.553 - - - 3.211.240
12.792 7.407.408 4.993.905 3.815.924 - 1.925.427 1.076.613 - - 19.232.069
Distribuição
Em serviço - 1.441 - 1.295.567 - - - - - 1.297.008
Depreciação acumulada - (489) - (555.087) - - - - - (555.576)
- 952 - 740.480 - - - - - 741.432
Em curso - - - 265.218 - - - - - 265.218
- 952 - 1.005.698 - - - - - 1.006.650
Administração
Em serviço 40.291 195.921 904.684 339.409 13.406 46.303 737.585 - 42 2.277.641
Depreciação acumulada (25.445) (83.064) (452.536) (200.238) (7.544) (13.060) - - - (781.887)
14.846 112.857 452.148 139.171 5.862 33.243 737.585 - 42 1.495.754
Em curso - 17.372 133.038 71.544 4.863 806 387.562 - - 615.185
14.846 130.229 585.186 210.715 10.725 34.049 1.125.147 - 42 2.110.938

27.638 14.376.089 16.256.702 17.579.625 6.467.398 2.066.540 17.171.344 298.612 42 74.243.990

Obrigações Vinc. a Concessão


(-) Amortizações e reversões - (81.998) - - - - - - - (81.998)
(-) Contribuições de consumidores - - (3.344) (24.694) - - - - - (28.038)
(-) Participação da União Federal - (28.539) (108.052) (301.710) - - - - - (438.301)
(-) Doações e subvenções p/ investimentos - (2.003) (43.865) (193.519) - (6.815) - - - (246.202)
(-) Outras - - (380) (33.145) (3.425) - - 198.482 - 161.532
- (112.540) (155.641) (553.068) (3.425) (6.815) - 198.482 - (633.007)

TOTAL 27.638 14.263.549 16.101.061 17.026.557 6.463.973 2.059.725 17.171.344 497.094 42 73.610.983

ATIVO IMOBILIZADO
(em milhares de Reais)
CONTROLADORA CONTROLADAS E CONTROLADA EM CONJUNTO CONSOLIDADO
31/12/2007 31/12/2007 31/12/2007
ELETROBRAS FURNAS CHESF ELETRONORTE ELETRONUCLEAR ELETROSUL ITAIPU CGTEE LIGHTPAR TOTAL
Geração
Em serviço - 7.657.039 - 17.143.404 - 19.762.511 - 6.036.619 - - - 15.132.699 - 1.880.963 - - 67.613.235
Depreciação acumulada - (2.879.918) - (6.593.464) - (7.698.655) - (1.860.924) - - - - - (1.576.832) - - (20.609.793)
- 4.777.121 - 10.549.940 - 12.063.856 - 4.175.695 - - - 15.132.699 - 304.131 - - 47.003.442
Em curso - 1.973.816 - 169.207 - 580.437 - 2.294.264 - 93.768 - 207.234 - 176.578 - - 5.495.304
- 6.750.937 - 10.719.147 - 12.644.293 - 6.469.959 - 93.768 - 15.339.933 - 480.709 - - 52.498.746
Transmissão
Em serviço - 12.180.452 6.936.848 5.990.161 - 2.914.876 1.090.279 - - 29.112.616
Depreciação acumulada - (5.981.580) (3.135.709) (2.716.878) - (1.279.948) - - - (13.114.115)
- 6.198.872 3.801.139 3.273.283 - 1.634.928 1.090.279 - - 15.998.501
Em curso - 1.252.690 1.175.238 567.970 - 280.638 - - - 3.276.536
- 7.451.562 4.976.377 3.841.253 - 1.915.566 1.090.279 - - 19.275.037
Distribuição/Comercialização
Em serviço - 1.480 - 1.054.108 - - - - - 1.055.588
Depreciação acumulada - (502) - (478.420) - - - - - (478.922)
- 978 - 575.688 - - - - - 576.666
Em curso - 39 - 291.518 - - - - - 291.557
- 1.017 - 867.206 - - - - - 868.223
Administração
Em serviço 53.704 195.521 895.235 319.186 13.137 44.586 746.544 8.418 171 2.276.502
Depreciação acumulada (24.897) (83.559) (441.070) (185.563) (7.255) (12.171) - (2.793) (129) (757.437)
28.807 111.962 454.165 133.623 5.882 32.415 746.544 5.625 42 1.519.065
Em curso - 20.535 131.056 72.177 4.170 1.986 390.305 - - 620.229
28.807 132.497 585.221 205.800 10.052 34.401 1.136.849 5.625 42 2.139.294

28.807 14.336.013 16.280.745 17.558.552 6.480.011 2.043.735 17.567.061 486.334 42 74.781.300

Obrigações Vinc. a Concessão


(-) Amortizações e reversões - (81.998) - - - - - - - (81.998)
(-) Contribuições de consumidores - - (3.344) (24.482) - - - - - (27.826)
(-) Participação da União Federal - (28.539) (108.052) (266.480) (3.617) - - - - (406.688)
(-) Doações e subvenções p/ investimentos - (2.003) (43.865) (18.260) (204) (6.815) - - - (71.147)
(-) Outras - - (380) (36.072) - - - - - (36.452)
- (112.540) (155.641) (345.294) (3.821) (6.815) - - - (624.111)

TOTAL 28.807 14.223.473 16.125.104 17.213.258 6.476.190 2.036.920 17.567.061 486.334 42 74.157.189

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS OBTIDOS EM 31 DE MARÇO


(em milhares de Reais)

CONTROLADORA CONSOLIDADO
31/03/2008 31/12/2007 31/03/2008 31/12/2007
ENCARGOS PRINCIPAL ENCARGOS PRINCIPAL ENCARGOS PRINCIPAL ENCARGOS PRINCIPAL
CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO
TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CIRCULANTE CIRCULANTE

MOEDA ESTRANGEIRA
Instituições Financeiras

Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID 5,62% 9.431 32.965 309.167 5,62% 4.578 32.957 313.091 9.431 32.965 309.167 5,62% 4.578 32.957 313.091
Corporación Andino de Fomento - CAF 8,03% 4.783 6.871 174.910 8,06% 1.934 6.959 184.089 4.783 6.871 174.910 8,06% 1.934 6.959 184.089
Kreditanstalt fur Wiederaufbau - KFW 5,73% 2.131 26.216 106.399 5,73% 199 24.773 100.540 3.318 50.384 130.567 5,73% 479 47.610 123.378
AMFORP & BEPCO 6,50% 10 498 100 6,50% - 296 303 10 498 100 6,50% - 296 303
Dresdner Bank 6,25% 2.845 26.216 106.397 6,25% 266 24.772 100.539 3.334 37.949 118.130 6,25% 382 35.859 111.625
Eximbank 2,15% 3.923 38.517 365.909 2,15% 1.721 34.767 330.291 3.923 38.517 365.909 2,15% 1.721 34.767 330.291
Outras 6,40% 643 1.767 15.356 366 1.790 16.629 1.342 15.548 34.207 558 14.858 34.699
23.766 133.050 1.078.238 9.064 126.314 1.045.482 26.141 182.732 1.132.990 9.652 173.306 1.097.476
Bônus
Bônus - Dresdner Bank 7,75% 15.749 524.730 7,75% 4.052 - 531.390 15.749 - 524.730 7,75% 4.052 - 531.390
15.749 - 524.730 4.052 - 531.390 15.749 - 524.730 4.052 - 531.390
Outros
Tesouro Nacional - ITAIPU - - - - - - 13.341 328.692 9.275.759 6.202 667.338 9.179.553
- - - - - - 13.341 328.692 9.275.759 6.202 667.338 9.179.553

39.515 133.050 1.602.968 13.116 126.314 1.576.872 55.231 511.424 10.933.479 19.906 840.644 10.808.419

MOEDA NACIONAL
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - - - - - - - 249.937 222.017 - 306.419 277.296
Outros - - - - - - 41.551 204.729 2.177.192 32.162 230.068 1.895.607
- - - - - - 41.551 454.666 2.399.209 32.162 536.487 2.172.903

39.515 133.050 1.602.968 13.116 126.314 1.576.872 96.782 966.090 13.332.688 52.068 1.377.131 12.981.322

a) As dívidas são garantidas pela União e/ou pela ELETROBRÁS.


b) O total devido em moeda estrangeira, inclusive encargos, corresponde na controladora a R$ 1.775.533 mil, equivalente a US$ 1,015,112 mil e no consolidado a R$ 14.551.668 mil,
equivalente a US$ 8,319,517 mil. A distribuição percentual por tipo de moeda é a seguinte:
US$ EURO YEN
CONTROLADORA 62% 15% 23%
CONSOLIDADO 94% 3% 3%

'c) Os financiamentos e empréstimos estão sujeitos a encargos, cuja taxa média em 31 de março de 2008, foi de 6,93 %a.a. e em 31 de dezembro de 2007, foi de 7,03 %a.a.
d) A parcela de longo prazo dos empréstimos e financiamentos expressa em milhares de Dólares Norte-Americanos, tem seu vencimento assim programado:
2009 2010 2011 2012 2013 Após 2013 TOTAL

CONTROLADORA 65.696 107.962 107.962 107.962 95.779 431.092 916.453


CONSOLIDADO 334.617 611.816 480.314 626.352 489.143 5.080.357 7.622.599

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Glossário ANEXO VI

ALBRÁS Alumínio Brasileiro S.A.


AES BANDEIRANTE AES Bandeirante Empreendimentos Ltda.
AES ELETROPAULO AES Eletropaulo Metropolitana de Eletricidade de São Paulo S.A.
AES SUL AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES TIETÊ AES Tietê S.A.
AMPLA Ampla Energia e Serviços S.A.
ANDE Administración Nacional de Electricidad
ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica
ARTEMIS Artemis Transmisora de Energia S.A.
BNDESPAR BNDES Participações S.A.
CAJA Caja Paraguaya de Judicaciones y Pensiones del Personal de Itaipu Binacional
CCEE Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
CDSA Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A.
CEA Companhia de Eletricidade do Amapá
CEAL Companhia Energética de Alagoas
CEAM Companhia Energética do Amazonas
CEB Companhia Energética de Brasília
CEB Lajeado CEB Lajeado S.A.
CEEE - D Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica
CEEE - GT Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
CELESC Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.
CELG Centrais Elétricas de Goiás S.A.
CELPA Centrais Elétricas do Pará S.A.
CELPE Companhia Energética de Pernambuco
CEMAR Companhia Energética do Maranhão
CEMAT Centrais Elétricas Matogrossenses S.A.
CEMIG Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A.
CENTROESTE DE MINAS Companhia de Transmissão Centro-Oeste de Minas
CEPISA Companhia Energética do Piauí
CERON Centrais Elétricas de Rondônia S.A.
CESP Companhia Energética de São Paulo
CHAPECOENSE Chapecoense Geração S.A.
CNEN Comissão Nacional de Energia Nuclear
COELCE Companhia Energética do Ceará
COPEL Companhia Paranaense de Energia
CPFL Companhia Paulista de Força e Luz
CTEEP Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista
DUKE Duke Energy International, Geração Paranapanema S.A.
EATE Empresa Amazonense de Transmissão de Energia S.A.
EBE Empresa Bandeirante de Energia S.A.
EDP Lajeado EDP – Lajeado Energia S.A.
ELEJOR Centrais Elétricas do Rio Jordão S.A.
ELEKTRO Elektro Eletricidade e Serviços S.A.

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04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS


ELOS Fundação ELETROSUL de Previdência e Assistência Social
ELETROS Fundação ELETROBRÁS de Seguridade Social
ELETROACRE Companhia de Eletricidade do Acre
ELETROCEEE Fundação CEEE de Seguridade Social
ELETRONET Eletronet S.A.
EMAE Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.
ENERPEIXE Enerpeixe S.A.
ENERSUL Empresa Energética do Mato Grosso do Sul
EPTE Empresa Paraense de Transmissão de Energia S.A.
ETAU Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S.A.
ESCELSA Espírito Santo Centrais Elétricas S.A.
FACHESF Fundação CHESF de Assistência e Seguridade Social
FGP Fundo Garantidor das Parcerias Público Privadas
FIBRA Fundação ITAIPU-BR de Previdência e Assistência Social
FND Fundo Nacional de Desenvolvimento
GUASCOR Guascor do Brasil Ltda.
IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
INTESA Integração Transmissora de Energia S.A.
INVESTCO Investco S.A.
ITIQUIRA Itiquira Energética S.A.
LIGHT Light Serviços de Eletricidade S.A.
MAE Mercado Atacadista de Energia Elétrica
NUCLEOS Nucleos Instituto de Seguridade Social
NUCLEP Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A.
PAULISTA LAJEADO Paulista Lajeado Energia S.A.
PIRATININGA Companhia Piratininga de Força e Luz
PREVINORTE Previnorte – Fundação de Previdência Complementar
REAL GRANDEZA Real Grandeza – Fundação de Previdência e Assistência Social
REDE LAJEADO Rede Lajeado Energia S.A.
RGE Rio Grande Energia Elétrica S.A.
RS ENERGIA Empresa de Transmissão de Energia do Rio Grande do Sul
SC ENERGIA Empresa de Transmissão de Energia de Santa Catarina S.A.
STN Sistema de Transmissão Nordeste S.A.
TANGARÁ Tangará Energia S.A.
TRACTBEL Tractbel Energia S.A.
TRANSIRAPÉ Companhia Transirapé de Transmissão
TRANSLESTE Companhia Transleste de Transmissão
TRANSUDESTE Companhia Transudeste de Transmissão
UIRAPURU Uirapuru Transmissora de Energia S.A.

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

1 – RESULTADO DO PERÍODO

A ELETROBRÁS encerrou o período do primeiro trimestre de 2008 com lucro de


R$ 841,5 milhões, equivalente a R$ 0,75 por ação. No período dos três
primeiros meses de 2007 apurou um lucro de R$ 231,1 milhões.

A retração da valorização do Real em relação ao Dólar Norte-Americano e o


fato de a ELETROBRÁS deter relevante parcela de seus recebíveis (líquidos de
obrigações) – R$ 14.159 milhões (US$ 8,095 milhões) - indexados à moeda
norte-americana, produziram uma perda para a Companhia nos três primeiros
meses de 2008 equivalente a R$ 159,6 milhões decorrente da variação
cambial, significativamente inferior que a perda de R$ 755,8 milhões verificada
no mesmo período de 2007.

No tocante às variações monetárias decorrentes dos níveis internos de preços,


neste período de três meses de 2008 a Companhia verificou um ganho de R$
268,5 milhões, enquanto que em 2007, foi apurado um ganho de R$ 113,3
milhões.

O reconhecimento dos resultados obtidos pelas empresas investidas pela


ELETROBRÁS impactou de forma positiva o resultado da Companhia, nos três
primeiros meses de 2008, em R$ 617,5 milhões, decorrente da avaliação dos
investimentos societários, sensivelmente melhor do que em 2007, quando
reconheceu um ganho de apenas R$ 393,6 milhões. O resultado da
equivalência patrimonial deste trimestre está influenciado positivamente pelo
ajuste a valor presente decorrente de obrigações para desmobilização de
ativos, que impôs uma diminuição de R$ 260,6 milhões na provisão
correspondente, motivada pela aplicação de dispositivos da nova lei das
sociedades por ações em decorrencia da instrução normativa da CVM n 469. O
resultado de equivalência, foi influenciado tambem pelo recohecimento dos
resultados de empresas coligadas.

Além disso, cabe destacar a influência no resultado da ELETROBRÁS, verificado


neste período findo em 31 de março de 2008, das receitas financeiras
decorrentes dos financiamentos e empréstimos concedidos, que geraram um
ganho de R$ 880,7 milhões, maior que o nível de receita dessa natureza
verificada em igual período do exercício anterior onde atingui-se R$298,3
milhões.

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


As operações de comercialização de energia elétrica de Itaipu, no primeiro
trimestre de 2008, foi superavitária em R$ 234,1 milhões, contudo não
produzindo efeito no resultado líquido da companhia em função do disposto na
reguçlamentação da atividade.

As operações de comercialização de energia elétrica no âmbito do PROINFA


geraram um resultado líquido positivo no primeiro trimestre de 2008 de R$
30,3 milhões, não produzindo, a exemplo da comercialização de energia
elétrica de Itaipu, efeito no resultado líquido da ELETROBRÁS.

A ELETROBRÁS também vem buscando alternativas de novos negócios nos


segmentos de geração e transmissão de energia elétrica, de forma a
incrementar sua participação no setor, aumentando sua capacidade de geração
de recursos, com foco na ampliação de sua rentabilidade e maior remuneração
de seus acionistas. Neste sentido, a ELETROBRÁS, por meio de suas
subsidiárias, vem disputando leilões de empreendimentos realizados pela
ANEEL, em particular de transmissão, como também de geração de energia
elétrica, obtendo sucesso.

2 – APLICAÇÃO DE RECURSOS

No 1º trimestre de 2008 a ELETROBRÁS liberou recursos no montante de


R$ 497.300,6mil,sendo R$ 168.550,8 mil com Recursos Ordinários – R.O,
R$ 253.260,8 mil com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético –
C.D.E. e da U.B.P., e R$ 75.489,0 mil com recursos da Reserva Global de
Reversão – R.G.R., destinados aos seguintes Programas:

Recursos Ordinários – R.O.

PROGRAMA R$ MIL
Cobertura Déficit Operacional 113.957,6
Compra de Energia / UTE 50.467,9
Transmissão 4.125,3
TOTAL 168.550,8

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


Recursos da C.D.E. e U.B.P.

PROGRAMA R$ MIL
Luz para Todos 253.260,8
TOTAL 253.260,8

Recursos da R.G.R.

PROGRAMA R$ MIL
Distribuição 3.952,7
Geração 7.360,0
Luz para Todos 47.563,8
Reluz 2.709,0
Transmissão 13.903,5
TOTAL 75.489,0

3- SITUAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS

Com o objetivo de propiciar uma visão geral das principais atividades e dos
eventos ocorridos no 1º trimestre de 2008, apresenta-se, a seguir, um resumo
da situação dos empreendimentos de geração e transmissão de energia
elétrica, conduzidos direta ou indiretamente pelas empresas do Grupo
ELETROBRÁS, classificados por sua localização geográfica.

REGIÃO NORTE

• OBRAS DE TRANSMISSÃO:

LT 230 kV Ji-Paraná / Pimenta Bueno – C1 e Subestações Associadas:


Concluída a montagem de estruturas e o lançamento de cabos. Em fase de
comissionamento. Previsão de energização ABR/2008.

LT 230 kV Pimenta Bueno / Vilhena – C1 e Subestações Associadas: Em


fase de obras civis e de montagem eletromecânica. Previsão de
energização JUN/2008.

LT 138 kV Calçoene / Oiapoque e Subestações Associadas: Concluídos os


serviços de locação, sondagem e medição de resistividade Aguardando o

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


processo de obtenção das Licenças Ambientais (LP e LI) para o início das
obras. A previsão de energização foi postergada de MAI/2009 para
DEZ/2009.

LT 138 kV Rio Branco / Epitaciolândia e Subestações Associadas: Em fase


de comissionamento. Previsão de energização ABR/2008.

LT 69 kV Rio Branco I / Sena Madureira – C1 e Subestações Associadas:


Em andamento os serviços de obras civis e de montagem eletromecânica.
Previsão de energização postergada para DEZ/2008.

SE Tiradentes: Em fase de obras civis e de montagem eletromecânica a


implantação da subestação Tiradentes 69/13,8 kV – 3 x 26,6 MVA.
Previsão de energização MAI/2008.

REGIÃO NORDESTE

• OBRAS DE TRANSMISSÃO:

LT 230 kV Milagres/Coremas - C2: A Licença de Instalação (LI) foi


concedida somente em 12/12/2007. A CHESF teve que promover uma
nova licitação (em fase de finalização) para a contratação de uma nova
empreiteira para a execução da obra, tendo em vista que a empreiteira
contratada inicialmente abdicou da execução dos serviços. Previsão de
energização em DEZ/2008.

Instalação de Transformadores: Concluída a instalação do 2º


transformador trifásico na SE Barreiras e do 4º transformador trifásico na
SE Pirapama II em FEV/2008. Em andamento, as obras de instalação de
19(dezenove) transformadores trifásicos, nas SE´s Bom Jesus da Lapa,
Catú, Coremas, Icó, Jacaracanga, Maceió, Mossoró II, Pau Ferro, Pici II,
Piripiri, Ribeirão, Senhor do Bonfim II, Tacaimbó, Teresina, Jardim III, Bom
Nome, Penedo, Angelim e Teresina, totalizando 1800 MVA, com previsão
de energização para 2008/2009.

SE Imperatriz: Em fase de obras civis e de montagem eletromecânica a


instalação de 01 Transformador Trifásico 230/69/13,8 kV – 100 MVA.
Todos os equipamentos de pátio estão em processo de fabricação. Previsão
de energização para JUN/2008.

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


SE Peritoró: Em fase de obras civis e de montagem, a instalação de 01
Transformador Trifásico 230/69/13,8 kV – 100 MVA. Previsão de
energização para MAI/2008.

SE Porto Franco: Em fase de obras civis e de montagem eletromecânica a


instalação de Autotransformador Trifásico 230/138/13,8 kV – 100 MVA.
Previsão de energização para JUN/2008.

REGIÃO SUDESTE

• OBRAS DE GERAÇÃO:

UTE Santa Cruz: Prosseguimento das obras de ampliação da Usina, com


uma unidade de 200 MW em ciclo aberto Unidade 6), com data de geração
prorrogada para o mês de FEV/2008.

UHE Retiro Baixo: Prosseguimento das obras civis, iniciadas em FEV/2007,


sendo previsto o inicio da operação comercial da 1ª unidade geradora em
ABR/2009. Destaca-se a participação acionária de Furnas Centrais Elétricas
S.A.neste empreendimento com 49%.

UHE Simplício: Prosseguimento das obras civis, iniciadas em JAN/2007,


com previsão de inicio da operação comercial da 1ª unidade geradora em
JUN/2010.

UHE Baguarí: Prosseguimento das obras civis, iniciadas em MAI/2007,


sendo previsto o inicio da operação comercial da 1ª unidade geradora em
SET/2009. Destaca-se a participação acionária de Furnas Centrais Elétricas
S.A.neste empreendimento com 15%.

UTN Angra 3 : Destaca-se a retomada da construção da Usina através da


resolução CNPE nº 003 de 25 de junho de 2007, tendo como desafio a
obtenção da Licença de Instalação(LI) até Abr/2008 visando o inicio da
operação comercial da unidade geradora de 1.350 MW em MAI/2014.

• OBRAS DE TRANSMISSÃO:

LT 345 kV Macaé/Campos – C3: Furnas está aguardando a emissão da


Licença de Instalação (LI) para o início das obras da LT em 345 kV
interligando a SE Macaé a SE Campos, com extensão de 92 km, 103 torres
autoportantes e 133 torres estaiadas, em circuito simples horizontal com 2

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


condutores 954 MCM (RAIL) por fase. Após a emissão da Licença de
Instalação, será reavaliado o cronograma do empreendimento.

LT 345 kV Tijuco Preto / Itapeti e Subestações Associadas: Em fase de


projeto e aquisição de equipamentos. Aguardando a emissão da Licença de
Instalação (LI) para o início das obras da LT em 345 kV interligando a SE
Tijuco Preto a SE Itapeti, com 21 km de extensão, circuito duplo. Furnas
solicitou a ANEEL o adiamento da data de energização deste
empreendimento de OUT/2007, para OUT/2008;

LT 345 kV Itapeti / Nordeste e Subestações Associadas: Em fase de projeto


e aquisição de equipamentos. Aguardando a emissão da Licença de
Instalação (LI) para o início das obras da LT em 345 kV interligando a SE
Itapeti a SE Nordeste, com 29 km de extensão, circuito duplo. Furnas
solicitou a ANEEL o adiamento da data de energização deste
empreendimento de OUT/2007, para OUT/2008;

LT 345 kV Furnas / Pimenta II e Subestações Associadas: Em fase de


projeto e aquisição de equipamentos, a construção depende da obtenção
das Licenças Ambientais. Previsão de energização 9 meses após a obtenção
da Licença de Instalação;

REGIÃO CENTRO-OESTE

• OBRAS DE GERAÇÃO:
UHE Serra do Facão: Obra iniciada em Mai/2007, com previsão de inicio da
operação da 1ª unidade geradora em Out/2010. Destacando-se a
participação acionária de Furnas Centrais Elétricas S/A neste
empreendimento com 49,5%.

UHE Dardanelos: Obra iniciada em SET/2007, com previsão de inicio da


operação da 1ª unidade geradora em Dez/2010. Destacando-se a
participação acionária das Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A. –
Eletronorte com 24,5% e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco –
CHESF com 24,5%.

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• OBRAS DE TRANSMISSÃO:

SE Barra do Peixe: Em fase final de montagem a instalação da


Compensação Série 230 kV – C1 – 35 Mvar e da Compensação Série 230
kV - C2 – 120 Mvar. Previsão de energização postergada para ABR/2008.

REGIÃO SUL

• OBRAS DE GERAÇÃO:

UHE Itaipu: Obras de ampliação da usina concluída, estando as duas


unidades 9A e 18A em operação comercial.
UHE Foz do Chapecó: Obra iniciada em JAN/2007, com previsão de inicio
da operação comercial da 1ª unidade geradora em AGO/2010. Destaca-se
a participação acionária de Furnas Centrais Elétricas S/A neste
empreendimento com 40%.
UHE Mauá: Obra com empreiteiro das obras civis contratadas, com inicio
previsto para JAN/2008, tendo como meta o inicio da operação comercial
da 1ª unidade geradora em DEZ/2010. Destaca-se a participação acionária
das Centrais Elétricas do Sul do Brasil S/A – ELETROSUL neste
empreendimento com 49%.
UHE Passo de São João: Obra com empreiteiro das obras civis contratadas,
com previsão de inicio em NOV/2007, tendo como meta o inicio da
operação comercial da 1ª unidade geradora em DEZ/2009.

UTE Candiota III (Pres. Médice – Fase C): Obra em fase inicial das obras
civis, com previsão de inicio de operação comercial em DEZ/2009, tendo
como meta o inicio da operação comercial da 1ª unidade geradora em
DEZ/2009.

• OBRAS DE TRANSMISSÃO:

SE Desterro: Os projetos estão em fase final de elaboração. As obras civis


já foram iniciadas (preparação para terraplanagem). Todos os
equipamentos já foram adquiridos. Previsão de energização para
OUT/2008.

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SE Biguaçú: Em fase de obras civis. Os equipamentos já foram entregues e
os projetos estão em fase final de conclusão. Previsão de energização para
OUT/2008.

LT 230 kV Desterro / Palhoça: As obras civis e montagem na parte do


continente encontram-se concluídas, faltando o lançamento de cabos
condutores. As obras da ilha, ainda não foram iniciadas. Travessia do cabo
subaquático: Em andamento o enterramento do cabo no leito do mar,
sendo que um trecho de uma fase encontra-se embargada pelo IPHAN.
Previsão de energização OUT/2008;

LT 230 kV Biguaçú / Palhoça - CD: Obra concluída, porém não energizada,


aguardando a conclusão da subestação Biguaçu. Previsão de energização
OUT/2008;

Seccionamento LT 230 kV Jorge Lacerda B / Blumenau: Obra concluída,


porém não energizada, aguardando a conclusão da subestação Biguaçu.
Previsão de energização OUT/2008;

ESTUDOS E INVENTÁRIOS

Referem-se, principalmente, a participação das Empresas do Grupo


ELETROBRÁS em estudos de viabilidade de aproveitamentos de bacias
hidrográficas, destinados à construção de novos empreendimentos de geração.
Destacando-se que todos estes empreendimentos encontram-se contemplados
no PAC.

• ELETROBRÁS:

UHE Belo Monte – localizada no Rio Xingu, Estado do Pará, com potência
instalada de 11.181,3 MW.

• FURNAS:

UHE Santo Antônio: localizada no Rio Madeira, Estado de Rondônia, com


potência instalada de 3.150 MW.
UHE Jirau: localizada no Rio Madeira, Estado de Rondônia, com potência
instalada de 3.300 MW.
UHE Mirador: localizada no Rio Tocantinzinho, Estado de Goiás, com potência
instalada de 80 MW.

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UHE Maranhão Baixo: localizada no Rio Maranhão, Estado de Goiás, com
potência instalada de 125 MW.
UHE Buriti Queimado: localizada no Rio das Almas, Estado de Mato Grosso,
com potência instalada de 320 MW.
UHE Água Limpa: localizada no Rio das Mortes, Estado de Goiás, com potência
instalada de 142 MW.

• CHESF:

UHE Castelhano: localizada no Rio Parnaíba, Estados de Piauí e Maranhão, com


potência instalada de 64 MW.
UHE Estreito Parnaíba: localizada no Rio Parnaíba, Estados de Piauí e
Maranhão, com potência instalada de 56 MW.
UHE Uruçuí: localizada no Rio Parnaíba, Estados de Piauí e Maranhão, com
potência instalada de 134 MW.
UHE Ribeiro Gonçalves: localizada no Rio Parnaíba, Estados de Piauí e
Maranhão, com potência instalada de 113 MW.
UHE Caichoeira: localizada no Rio Parnaíba, Estados de Piauí e Maranhão, com
potência instalada de 63 MW.
UHE Pedra Branca: localizada no Rio São Francisco, Estados da Bahia e
Pernambuco, com potência instalada de 320 MW.
UHE Riacho Seco: localizada no Rio São Francisco, Estados da Bahia e
Pernambuco, com potência instalada de 240 MW.

• ELETRONORTE:

UHE Novo Acordo: localizada no Rio do Sono, Estados de Tocantins, com


potência instalada de 160 MW.
UHE Jurema: localizada no Rio Jurema, Estado de Mato Grosso, com potência
instalada de 46 MW.
UHE Cachoeirão: localizada no Rio Jurema, Estado de Mato Grosso, com
potência instalada de 64 MW.
UHE Toricoejo: localizada no Rio das Mortes, Estado de Mato Grosso, com
potência instalada de 76 MW.
UHE Torixoréu: localizada no Rio Araguaia, Estados de Mato Grosso e Goiás,
com potência instalada de 408 MW.

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


UHE Marabá: localizada no Rio Tocantins, Estados do Pará e Maranhão, com
potência instalada de 2160 MW
UHE Tabajara: localizada no Rio Ji-Paraná, Estados de Rondônia, com potência
instalada de 350 MW.
Inventário da Bacia do Rio Itacaiunas e Inventario da Bacia do Rio Tapajós.

FATOS RELEVANTES DO PERÍODO


(JAN/FEV/MAR/2008)

REGIÃO NORTE

REGIÃO NORDESTE

• OBRAS DE TRANSMISSÃO

SE Barreiras: Concluída e energizada em FEV/2008 a instalação do 2º


transformador trifásico 230/138 kV - 100 MVA.

SE Pirapama II: Concluída e energizada em FEV/2008 a instalação do 4º


transformador trifásico 230/69 kV - 100 MVA.

REGIÃO SUDESTE

• OBRAS DE GERAÇÃO:

UTE Santa Cruz: Prorrogação das obras de instalação da unidade 6 de 200


MW em ciclo aberto para FEV/2208

UHE Retiro Baixo: Prosseguimento das obras civis da Usina.

UHE Simplício: Prosseguimento das obras civis da Usina.

UHE Baguarí: Prosseguimento das obras civis da Usina.

REGIÃO CENTRO-OESTE

• OBRAS DE GERAÇÃO:

UHE Serra do Facão: Prosseguimento das obras civis da Usina.

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

REGIÃO SUL

• OBRAS DE GERAÇÃO:
UHE Foz do Chapecó: Inicio das obras civis da Usina em JAN/2007.

• OBRAS DE TRANSMISSÃO:

LT 230 kV Biguaçú / Palhoça - CD: Concluídas as obras de construção da


LT, aguardando a conclusão da subestação Biguaçu para energização.
Previsão de conclusão OUT/2008;

Seccionamento LT 230 kV Jorge Lacerda B / Blumenau: Concluídas as


obras de construção da LT, aguardando a conclusão da subestação Biguaçu
para energização. Previsão de conclusão OUT/2008;

4 – PESSOAL

O quadro de pessoal da ELETROBRÁS encerrou o 1º trimestre com o efetivo de


959 empregados. Durante esse trimestre houve 47 admissões e 22
desligamentos.

Foram iniciadas neste trimestre, as negociações do Acordo Coletivo de


Trabalho 2008/2008 e não existe perspectivas de redução de jornadas de
trabalho e as negociações deverão ser concluídas no próximo trimestre.

5 – MERCADO MOBILIÁRIO

• AÇÕES

Durante o 1º trimestre de 2008 foram implantadas no Sistema de Ações Escriturais,


administrado pelo Banco Bradesco S.A., 2.543.198 ações da ELETROBRÁS,
representando um total de 861 acionistas, conforme demonstrado no quadro abaixo:

TIPO QUANTIDADE NO TRIM. NO ANO


ORDINÁRIAS AÇÕES - -
ACIONISTAS - -
PREF. A AÇÕES 27 27
ACIONISTAS 2 2
PREF. B AÇÕES 2.543.171 2543.171
ACIONISTAS 859 859

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00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


TOTAIS AÇÕES 2.543.198 2.543.198
ACIONISTAS 861 861

• AÇÕES NEGOCIADAS NO EXTERIOR


ADR

Com relação aos programas de ADR’s (“American Depositary Receipts”), os títulos


apresentaram no 1º trimestre de 2008, os seguintes preços de negociação no
mercado de balcão norte americano:

Valores em US$

TIPO MÁXIMA MÍNIMA QUANTIDADE DE ADR EM 31.03.08


Emitida Cancelada Saldo
ON 16,29 11,30 1.614.562 7.226.085 83.840.851

PNB 16,35 11,55 2.402.192 4.492.944 25.074.451

O número de ações custodiadas na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC,


referente aos programas de ADR’s da ELETROBRÁS, no 1º Trimestre de 2008, é
apresentado no quadro a seguir:

TIPO 31.03.2008
ON 83.840.851

PNB 25.074.451

Latibex

No mercado Europeu, as ações da ELETROBRÁS apresentaram no 1º trimestre de 2008


os seguintes preços de negociação no LATIBEX (Programa de Negociações de Ações de
Empresas Latino Americanas):

Valores em euro

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05.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE


AÇÕES
TIPO MÁXIMA MÍNIMA
NEGOCIADOS
ON 10,73 7,89 106.854
PN 10,84 8,04 819.646

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

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06.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2008 4 - 31/12/2007

1 Ativo Total 120.204.779 120.578.676


1.01 Ativo Circulante 19.120.421 18.609.959
1.01.01 Disponibilidades 9.350.240 8.094.907
1.01.02 Créditos 5.107.463 5.281.322
1.01.02.01 Clientes 3.560.154 3.622.343
1.01.02.01.01 Consumidores e Revendedores 3.560.154 3.622.343
1.01.02.02 Créditos Diversos 1.547.309 1.658.979
1.01.02.02.01 Empréstimos e Financiamentos 1.386.436 1.506.511
1.01.02.02.02 Remuneração dos Investimentos 160.873 152.468
1.01.03 Estoques 646.294 603.177
1.01.04 Outros 4.016.424 4.630.553
1.01.04.01 Conta de Consumo de Combustível 616.027 541.087
1.01.04.02 Devedores Diversos 521.227 427.358
1.01.04.03 Crédito Renegociado 547.893 526.275
1.01.04.04 Ativos fiscais diferidos 1.713.307 2.443.072
1.01.04.05 Despesas pagas antecipadamente 66.603 66.728
1.01.04.06 Direito de ressarcimento 4.561 179.460
1.01.04.07 Diversos 546.806 446.573
1.02 Ativo Não Circulante 101.084.358 101.968.717
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 21.483.503 22.111.825
1.02.01.01 Créditos Diversos 14.635.719 15.352.313
1.02.01.01.01 Empréstimos e Financiamentos 12.715.631 13.405.369
1.02.01.01.02 Créditos Renegociados 1.898.508 1.920.766
1.02.01.01.03 Consumidores e Revendedores 21.580 26.178
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 0 0
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 6.847.784 6.759.512
1.02.01.03.01 Ativos Fiscais Diferidos 2.542.228 2.515.443
1.02.01.03.02 Estudos e Projetos 314.003 312.122
1.02.01.03.03 Títulos e Valores Mobiliários 1.497.394 1.495.242
1.02.01.03.04 Cauções e depósitos vinculados 172.549 397.113
1.02.01.03.05 Estoque de combustível nuclear 636.375 657.188
1.02.01.03.06 Adiantamento p/ participação societária 4.027 4.027
1.02.01.03.07 Conta de Consumo de Combustível 520.668 500.512
1.02.01.03.08 Direito de ressarcimento 857.417 590.025
1.02.01.03.09 Diversos 303.123 287.840
1.02.02 Ativo Permanente 79.600.855 79.856.892
1.02.02.01 Investimentos 5.459.881 5.183.898
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 4.507.224 3.180.712
1.02.02.01.02 Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio 0 0
1.02.02.01.03 Participações em Controladas 0 0
1.02.02.01.04 Participações em Controladas - Ágio 0 0
1.02.02.01.05 Outros Investimentos 952.657 2.003.186

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

06.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2008 4 -31/12/2007

1.02.02.02 Imobilizado 73.610.983 74.157.189


1.02.02.03 Intangível 485.127 469.810
1.02.02.04 Diferido 44.864 45.995

24/06/2008 10:16:19 Pág: 103


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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

06.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2008 4 - 31/12/2007

2 Passivo Total 120.204.779 120.578.676


2.01 Passivo Circulante 10.049.405 11.002.707
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 1.062.872 1.429.199
2.01.02 Debêntures 0 0
2.01.03 Fornecedores 1.888.548 2.291.929
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 1.244.095 1.823.838
2.01.05 Dividendos a Pagar 931.932 902.915
2.01.06 Provisões 1.116.935 1.029.109
2.01.06.01 Provisões para contingências 1.116.935 1.029.109
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 61.695 58.150
2.01.07.01 Crédito do Tesouro Nacional 61.695 58.150
2.01.08 Outros 3.743.328 3.467.567
2.01.08.01 Empréstimos Compusório 94.681 96.709
2.01.08.02 Obrigações Estimadas 454.453 426.267
2.01.08.03 Conta de Consumo de Combustível 532.391 515.418
2.01.08.04 Remuneração e Ressarcimento 0 0
2.01.08.05 Previdência Complementar 180.261 183.512
2.01.08.06 Adiantameno de Clientes 246.919 237.441
2.01.08.07 Obrigações de Ressarcimento 468.545 444.225
2.01.08.08 Pesquisa e Desenvolvimento 260.652 343.010
2.01.08.09 Taxas Regulamentares 532.595 514.897
2.01.08.10 Diversos 972.831 706.088
2.02 Passivo Não Circulante 28.777.092 29.227.119
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 28.777.092 29.227.119
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 20.103.468 19.952.708
2.02.01.01.01 Empréstimos e Financiamentos 13.332.688 12.981.322
2.02.01.01.02 Reserva Global de Reversão 6.561.628 6.769.011
2.02.01.01.03 Empréstimos Compúlsório 209.152 202.375
2.02.01.02 Debêntures 0 0
2.02.01.03 Provisões 2.211.015 2.918.564
2.02.01.03.01 Provisão para Contingência 1.964.073 2.042.787
2.02.01.03.02 Provisão para passivo a descoberto 246.942 875.777
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 901.968 726.989
2.02.01.04.01 Crédito do Tesouro Nacional 901.968 726.989
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 5.560.641 5.628.858
2.02.01.06.01 Tributos e Contribuições Sociais 1.634.975 1.625.530
2.02.01.06.02 Previdência Complementar 670.404 798.623
2.02.01.06.03 Obrigação para desmobilização de Ativos 192.821 451.017
2.02.01.06.04 Adiantamento de Clientes 1.051.362 1.056.761
2.02.01.06.05 Conta de Consumo de Combustível 1.349.652 1.143.258
2.02.01.06.06 Outros 661.427 553.669
2.02.01.06.07 Outros 0 0
2.02.02 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.03 Part. de Acionistas Não Controladores 259.561 385.614

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2008 Legislação Societária
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

06.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2008 4 -31/12/2007

2.04 Patrimônio Líquido 81.118.721 79.963.236


2.04.01 Capital Social Realizado 24.235.829 24.235.829
2.04.02 Reservas de Capital 25.907.304 25.907.304
2.04.03 Reservas de Reavaliação 208.109 208.109
2.04.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.04.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 208.109 208.109
2.04.04 Reservas de Lucro 26.015.530 25.800.369
2.04.04.01 Legal 1.731.038 1.731.038
2.04.04.02 Estatutária 15.699.751 15.699.751
2.04.04.03 Para Contingências 0 0
2.04.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.04.04.05 Retenção de Lucros 68.748 68.748
2.04.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 8.515.993 8.300.832
2.04.04.07 Outras Reservas de Lucro 0 0
2.04.05 Lucros/Prejuízos Acumulados 841.525 0
2.04.06 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 3.910.424 3.811.625

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
07.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 6.931.312 6.931.312 5.476.712 5.476.712
3.01.01 Operações com energia elétrica 6.931.312 6.931.312 5.476.712 5.476.712
3.02 Deduções da Receita Bruta (408.486) (408.486) (350.266) (350.266)
3.02.01 Encargos Setoriais (291.483) (291.483) (247.938) (247.938)
3.02.02 ICMS (117.003) (117.003) (102.328) (102.328)
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 6.522.826 6.522.826 5.126.446 5.126.446
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos 0 0 0 0
3.05 Resultado Bruto 6.522.826 6.522.826 5.126.446 5.126.446
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (4.877.166) (4.877.166) (4.719.616) (4.719.616)
3.06.01 Com Vendas 0 0 0 0
3.06.02 Gerais e Administrativas (4.652.478) (4.652.478) (3.527.231) (3.527.231)
3.06.02.01 Pessoal, Material e Serviço (978.846) (978.846) (874.692) (874.692)
3.06.02.02 Depreciação e Amortização (553.832) (553.832) (513.865) (513.865)
3.06.02.03 Energia comprada para revenda (1.822.433) (1.822.433) (1.257.580) (1.257.580)
3.06.02.04 Provisões Operacionais 1.374.393 1.374.393 (298.084) (298.084)
3.06.02.05 PASEP/COFINS (295.578) (295.578) (206.085) (206.085)
3.06.02.06 Comb. para produção de energia elétrica (446.627) (446.627) (83.722) (83.722)
3.06.02.07 Uso da rede elétrica (246.917) (246.917) (275.124) (275.124)
3.06.02.08 Resultado a compensar de IItaipu (181.395) (181.395) (18.079) (18.079)
3.06.02.09 Perdas na alienação de ativos (1.501.243) (1.501.243) 0 0
3.06.03 Financeiras (476.007) (476.007) (1.088.552) (1.088.552)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 580.132 580.132 590.512 590.512
3.06.03.02 Despesas Financeiras (1.056.139) (1.056.139) (1.679.064) (1.679.064)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 66.390 66.390 81.622 81.622
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (147.608) (147.608) (335.775) (335.775)
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
07.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.06.05.01 Doações e Contribuições (52.466) (52.466) (51.114) (51.114)
3.06.05.02 Outras (95.142) (95.142) (284.661) (284.661)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 332.537 332.537 150.320 150.320
3.07 Resultado Operacional 1.645.660 1.645.660 406.830 406.830
3.08 Resultado Não Operacional (276.572) (276.572) (1.539) (1.539)
3.08.01 Receitas 0 0 0 0
3.08.02 Despesas (276.572) (276.572) (1.539) (1.539)
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 1.369.088 1.369.088 405.291 405.291
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (529.913) (529.913) (172.144) (172.144)
3.10.01 Provisão para Imposto de Renda (389.444) (389.444) (127.277) (127.277)
3.10.02 Provisão para Contribuição Social (140.469) (140.469) (44.867) (44.867)
3.11 IR Diferido 0 0 0 0
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.14 Part. de Acionistas Não Controladores 2.350 2.350 14 14
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 841.525 841.525 233.161 233.161
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 1.129.499 1.129.499 564.749.251 564.749.251
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,74504 0,74504 0,00041 0,00041
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)
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08.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE


1 – RESULTADO DO PERÍODO - CONSOLIDADO

A ELETROBRÁS encerrou o período do primeiro trimestre de 2008 com lucro de


R$ 841,5 milhões, equivalente a R$ 0,75 por ação. No período dos três
primeiros meses de 2007 apurou um lucro de R$ 231,1 milhões.

A retração da valorização do Real em relação ao Dólar Norte-Americano e o


fato de a ELETROBRÁS deter relevante parcela de seus recebíveis indexados à
moeda norte-americana, produziram uma perda para a Companhia nos três
primeiros meses de 2008 equivalente a R$ 234,7 milhões decorrente da
variação cambial, significativamente inferior que a perda de R$ 620,899
milhões verificada no mesmo período de 2007.

No tocante às variações monetárias decorrentes dos níveis internos de preços,


neste período de três meses de 2008 a Companhia verificou um ganho de R$
120,3 milhões, enquanto que em 2007, foi apurado uma perda de R$ 19,7
milhões.

O reconhecimento dos resultados obtidos pelas empresas investidas pela


ELETROBRÁS impactou de forma positiva o resultado da Companhia, nos três
primeiros meses de 2008, em R$ 332,5 milhões, decorrente da avaliação dos
investimentos societários, sensivelmente melhor do que em 2007, quando
reconheceu um ganho de apenas R$ 150,3 milhões. O resultado da
equivalência patrimonial deste trimestre está influenciado positivamente pelo
ajuste a valor presente decorrente de obrigações para desmobilização de
ativos, que impôs uma diminuição de R$ 260,6 milhões na provisão
correspondente, motivada pela aplicação de dispositivos da nova lei das
sociedades por ações em decorrencia da instrução normativa da CVM n 469. O
resultado de equivalência, foi influenciado tambem pelo recohecimento dos
resultados de empresas coligadas.

Além disso, cabe destacar a influência no resultado da ELETROBRÁS, verificado


neste período findo em 31 de março de 2008, das receitas financeiras
decorrentes dos financiamentos e empréstimos concedidos, que geraram um
ganho de R$ 880,7 milhões, maior que o nível de receita dessa natureza
verificada em igual período do exercício anterior onde atingui-se R$298,3
milhões.

As operações de comercialização de energia elétrica de Itaipu, no primeiro


trimestre de 2008, foi superavitária em R$ 234,1 milhões, contudo não

24/06/2008 10:17:06 Pág: 108


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08.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE


produzindo efeito no resultado líquido da companhia em função do disposto na
reguçlamentação da atividade.

As operações de comercialização de energia elétrica no âmbito do PROINFA


geraram um resultado líquido positivo no primeiro trimestre de 2008 de R$
30,3 milhões, não produzindo, a exemplo da comercialização de energia
elétrica de Itaipu, efeito no resultado líquido da ELETROBRÁS.

A ELETROBRÁS também vem buscando alternativas de novos negócios nos


segmentos de geração e transmissão de energia elétrica, de forma a
incrementar sua participação no setor, aumentando sua capacidade de geração
de recursos, com foco na ampliação de sua rentabilidade e maior remuneração
de seus acionistas. Neste sentido, a ELETROBRÁS, por meio de suas
subsidiárias, vem disputando leilões de empreendimentos realizados pela
ANEEL, em particular de transmissão, como também de geração de energia
elétrica, obtendo sucesso.

24/06/2008 10:17:06 Pág: 109


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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
09.01 - PARTICIPAÇÕES EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS
1- ITEM 2 - RAZÃO SOCIAL DA CONTROLADA/COLIGADA 3 - CNPJ 4 - CLASSIFICAÇÃO 5 - % PARTICIPAÇÃO 6 - % PATRIMÔNIO
NO CAPITAL DA LÍQUIDO DA
INVESTIDA INVESTIDORA
7 - TIPO DE EMPRESA 8 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ATUAL 9 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ANTERIOR
(Mil) (Mil)
01 FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS 23.274.194/0001-19 FECHADA CONTROLADA 99,54 19,09
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 64.707.172 64.707.172
02 CIA HIDROELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO-CHESF 33.541.368/0001-16 ABERTA CONTROLADA 99,45 21,44
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 41.480 41.480
03 CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL 00.357.038/0001-16 FECHADA CONTROLADA 98,66 17,35
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 68.736 68.736
04 ITAIPU BINACIONAL 00.395.988/0001-35 FECHADA CONTROLADA 50,00 18,78
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 50.000 50.000
24/06/2008 10:17:13 Pág: 110
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00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

16.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

1 – Posição acionária por espécie e classe dos acionistas detentores de mais


de 5% das ações do capital social da Companhia.
ELETROBRÁS

Acionistas Ordinárias (unidades) Pref. "A" (unidades) Pref. "B"(unidades) Total


.União Federal 488.656.241 53,99% 35.191.002 15,69% 523.847.243 46,38%
.Fundo Nacional de
Desenvolvimento -
FND 45.621.589 5,04% 45.621.589 4,04%

.BNDESPAR 133.757.950 14,78% 133.757.950 11,84%

.Fundo Garantidor
de Parcerias
Público-Privadas -
FGPP 40.000.000 4,42% 40.000.000 3,54%

.Outros 113.146.895 12,50% 106.122 72,23% 147.562.602 65,77% 260.815.619 23,10%


.JP Morgan Chase
Bank* 83.840.851 9,26% 25.074.451 11,18% 108.915.302 9,64%
.Giovanni Chiappa 17.998 12,25% 17.998 0,0016%
.Paola Penotti
Chiappa 22.800 15,52% 22.800 0,0020%
.Skagen Kon Tiki
Verdipapirfond 16.500.000 7,36% 16.500.000 1,46%
Total 905.023.527 100,00% 146.920 100,00% 224.328.055 100,00% 1.129.498.502 100,00%

* Banco depositário dos ADRs de emissão da Eletrobrás.

BNDESPAR

BNDES
Controlador - 100% capital social

União Federal
O BNDES é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério do
Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior.

2 – Quantidade e característica dos Valores Mobiliários de emissão da


Companhia detidos pelos grupos acionista controlador, Administradores e
membros do Conselho Fiscal

Acionistas Ordinárias (unidades) Pref. "B" (unidades) Total*


Controlador 708.035.781 78,23% 35.191.002 15,69% 743.226.783 65,81%
Administradores 23 0,0% 0 0,0% 23 0,0%
Conselho Fiscal 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

*O total refere-se à participação do(s) acionista(s) no capital total da empresa - 1.129.498.502 ações.

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00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

16.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

3 - Free Float
O Free Float da Eletrobrás é composto de:

Acionistas Ordinárias (unidades) Pref. "A" (unidades) Pref. "B" (unidades) Total*
Outros 196.987.746 21,8% 146.920 100,0% 189.137.053 84,3% 386.271.720 34,2%

*O total refere-se à participação do acionista (s) no capital total da empresa - 1.129.498.502 ações.

Data base: 31/03/08

24/06/2008 10:17:31 Pág: 112


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Reapresentação Espontânea

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

17.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - COM RESSALVA

Aos administradores e acionistas


Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS

1 Efetuamos uma revisão especial das informações trimestrais (ITR), da Centrais


Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS, controladora e consolidado, referentes
ao trimestre findo em 31 de março de 2008, compreendendo o balanço patrimonial
e as demonstrações do resultado, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, o
relatório de desempenho e as notas explicativas, elaborados sob a
responsabilidade de sua administração. Conforme mencionado na nota 13, em 31
de março de 2008 os investimentos em determinadas empresas controladas e
coligadas foram avaliados pelo método de equivalência patrimonial com base nas
demonstrações contábeis revisadas por outros auditores independentes, e nosso
relatório, no que se refere aos valores desses investimentos e da receita de
equivalência patrimonial por eles produzida, nos montantes de R$ 32.946.130 mil
e R$ 875.818 mil, respectivamente, está baseado exclusivamente nos relatórios
desses auditores.

2 Exceto quanto ao mencionado no parágrafo 3, nossa revisão foi efetuada de


acordo com as normas específicas estabelecidas pelo IBRACON - Instituto dos
Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de
Contabilidade – CFC, e consistiu, principalmente, em: (a) indagação e discussão
com os administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e
operacional da Companhia quanto aos principais critérios adotados na elaboração
das informações trimestrais – ITR; e (b) revisão das informações e dos eventos
subseqüentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a situação
financeira e nas operações da Companhia.

3 Não nos foi apresentado até a presente data o relatório de revisão limitada das
demonstrações contábeis correspondentes ao trimestre findo em 31 de março de
2008, das coligadas (nota 13), cujos investimentos foram avaliados pelo método
de equivalência patrimonial. Adicionalmente, a Companhia possui registrado no
realizável a longo prazo, investimentos temporários (nota 7) referentes às ações
ordinárias das concessionárias de energia elétrica, Centrais Elétricas de Rondônia
S.A. – CERON e da Companhia de Eletricidade do Acre - ELETROACRE,
avaliados com base no valor do patrimônio líquido contábil dessas empresas,
considerando a ausência de um valor de mercado efetivo. Entretanto, não nos foi
apresentado até a presente data o relatório de revisão limitada das demonstrações
contábeis dessas empresas (coligadas e investimentos temporários)
correspondentes ao trimestre findo naquela data. Conseqüentemente, não foi
possível através de procedimentos adicionais de auditoria, avaliar a adequação
dos valores desses investimentos, bem como da receita de equivalência
patrimonial por eles produzida, nos montantes de R$ 4.185.286 mil e R$ 136.688
mil, respectivamente.

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17.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - COM RESSALVA

4 Baseados em nossa revisão especial e nas informações fornecidas por outros


auditores independentes, exceto quanto aos possíveis efeitos decorrentes dos
procedimentos de auditoria omitidos mencionado no parágrafo 3, não temos
conhecimento de nenhuma modificação relevante que deva ser feita nas
informações trimestrais referidas no parágrafo 1 para que estejam de acordo com
as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicáveis à
elaboração das informações trimestrais, incluindo a Instrução CVM 469/08.

5 Conforme mencionado na nota 1, em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a


Lei n˚. 11.638, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2008. Essa Lei alterou,
revogou e introduziu novos dispositivos à Lei n° 6.404/76 (Lei das Sociedades por
Ações) e provocou mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora
a referida lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas
dependem de normatização por parte dos órgãos reguladores para serem
aplicadas pelas companhias. Dessa forma, nessa fase de transição, a CVM, por
meio da Instrução CVM n° 469/08, facultou a não-aplicação de todas as
disposições da Lei n° 11.638/07 na preparação das informações trimestrais (ITR).
Assim, as informações contábeis contidas nas ITR do trimestre findo em 31 de
março de 2008, foram elaboradas de acordo com instruções específicas da CVM e
não contemplam todas as modificações nas práticas contábeis introduzidas pela
Lei n° 11.638/07.

6 Conforme mencionado na nota 26, a Companhia mantém registrado no passivo


não circulante o montante de R$ 1.328.544 mil correspondente à provisão para
contingências cíveis relacionadas à reclamação, por parte de determinadas
pessoas jurídicas, do direito de receber a correção monetária plena sobre os
valores de Empréstimo Compulsório arrecadado em favor da Eletrobrás. Baseada
na opinião de seus assessores jurídicos, que revelam incerteza sobre a
probabilidade de perda dos correspondentes processos judiciais (em 2003 a
probabilidade de perda foi classificada como possibilidade de insucesso na defesa
das ações judiciais em curso), e no princípio da prudência, à luz da verificação de
decisões desfavoráveis em 1ª instância e a não pacificação do mérito em
julgamento nos tribunais superiores, a administração da Companhia manteve
registrada a provisão para contingências, substancialmente constituída em
exercícios anteriores, como forma de fazer face a eventuais perdas decorrentes de
decisões judiciais desfavoráveis. Dada a controvérsia do assunto, não é possível
nas circunstâncias atuais concluir sobre o desfecho da lide, bem como os
eventuais impactos sobre as demonstrações contábeis.

7 As demonstrações contábeis de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., relativas ao


trimestre findo em 31 de março de 2008, foram revisadas por outros auditores
independentes, que emitiram relatório de revisão limitada datado de 07 de maio de

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17.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - COM RESSALVA


2008, sem ressalvas, contendo ênfase referente ao fato de que, o saldo de ICMS
no valor de R$ 45.368 mil, registrado por FURNAS no ativo circulante, decorrente
de Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira entre a ELETRONORTE -
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. e o Departamento de Estradas e
Rodagem do Estado do Mato Grosso, para realização de obras e implantação e
asfaltamento de estrada de acesso ao Aproveitamento Múltiplo de Manso, os
quais foram transferidos para a Companhia em 1999 por Resolução de Conselho
Nacional de Desestatização n° 02/1999, complementada pela Resolução n°
04/1999. Em 13 de junho de 2007 foi lavrado o Termo de Conclusão da Ação
Fiscal, no qual consta que o Governo do Estado do Mato Grosso ressarcirá Furnas
do valor correspondente ao percentual da sua participação, destacando que “Após
conclusão das ordens de serviço correspondentes a todas as empresas, será
possível apurar o valor a ser restituído à Companhia Furnas, se for o caso”. Assim,
a liquidação desse crédito depende ainda das gestões resultantes das ações da
Secretaria da Fazenda do Estado do Mato Grosso, quanto a definição do valor,
bem como da época de sua realização. A administração de FURNAS entende que
estando esses trabalhos em fase de conclusão existem grandes possibilidades de
realização desses créditos no exercício de 2008.

8 As informações trimestrais da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. -


ELETRONORTE, relativas ao trimestre findo em 31 de março de 2008, foram por
nós revisadas e emitimos relatório de revisão limitada, datado de 12 de maio de
2008, contendo ênfases referentes aos seguintes fatos: a) As informações
trimestrais da subsidiária Manaus Energia S.A., correspondentes ao trimestre findo
em 31 de março de 2008, foram revisadas por outros auditores independentes que
emitiram relatório sobre revisão especial datado de 07 de maio de 2008, contendo
o parágrafo de ênfase pelo fato das demonstrações contábeis terem sido
preparadas no pressuposto da continuidade normal dos negócios dessa
controlada direta; b) a Eletronorte é patrocinadora, juntamente com suas
subsidiárias integrais, Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A., da Entidade
de Previdência Privada denominada “Previnorte – Fundação de Previdência
Complementar”. As reservas matemáticas/atuarias foram preparadas, pelo atuário
independente da Fundação, com base na tábua biométrica AT-49, desagravada
em 2 (dois) anos para projeção da longevidade dos participantes e assistidos. A
Previnorte está promovendo, gradativamente, a implementação da tábua AT-83,
conforme requerida pela Resolução CGPC n° 18, de 28 de março de 2006, cujo
prazo final para adoção dessa tábua se encerra em 31 de dezembro de 2008.
Dessa forma, em virtude do atual estágio desse processo, bem como da data
limite para adoção da referida tábua, eventuais ajustes futuros poderão vir a ser
reconhecidos nas demonstrações contábeis futuras, decorrentes da aplicação da
NPC n° 26 do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil; e c)
ênfases semelhantes as descritas nos parágrafos 5 e 10.

9 As informações trimestrais (ITR) da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. -


ELETROBRÁS, controladora e consolidado, referentes ao trimestre findo em 31 de
março de 2008, contém, para fins de comparabilidade, informações contábeis

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17.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - COM RESSALVA


relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007 e ao trimestre findo em 31
de março de 2007, as quais foram por nós examinadas e revisadas, onde foram
emitidos parecer datado de 14 de março de 2008 e relatório de revisão especial,
datado de 11 de maio de 2007, respectivamente, contendo ressalva semelhante a
descrita no parágrafo 3 e ênfases semelhantes às descritas nos parágrafos 6, 7, 8
e 10, além das ênfases descritas a seguir:

a) As demonstrações contábeis da CTEEP – Companhia de Transmissão


de Energia Elétrica Paulista, relativas ao trimestre findo em 31 de março
de 2007 e ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007 , foram
revisadas e examinadas por outros auditores independentes, que
emitiram relatório de revisão especial e parecer de auditoria, sem
ressalvas, datados de 20 de abril de 2007 e 30 de janeiro de 2008,
respectivamente, sendo que, com relação ao relatório de revisão
especial relativo ao trimestre findo em 31 de março de 2007, continha as
seguintes ênfases: i) pelo fato que, de acordo com a decisão da 49ª.
Vara do Trabalho de São Paulo, a partir de setembro de 2005, a
Fundação CESP passou a processar a folha de pagamento de
beneficiários do plano de complementação de aposentadoria regido pela
Lei 4.819/58, mediante recursos repassados pela Companhia, da forma
realizada até dezembro de 2003. Em janeiro de 2006, a Procuradoria
Geral do Estado passou a entender que a responsabilidade do Governo
do Estado se restringe aos limites estaduais constitucionais
determinados para pagamento dos benefícios de aposentadoria. Desde
então, o Governo do Estado passou a glosar parte dos recursos
repassados à Companhia. A Administração da Companhia, amparada
por seus assessores legais, entende que a responsabilidade pelos
pagamentos dos benefícios relacionada ao assunto em questão é de
responsabilidade do Governo do Estado. Como conseqüência, nenhuma
obrigação em relação a esse plano foi registrada, e ii) a ANEEL
autorizou, de forma provisória, reajustes da Receita Anual Permitida –
RAP com base nas variações do Índice Geral de Preços de Mercado –
IGP-M para os ciclos tarifários de julho de 2005 a junho de 2006 e de
julho de 2006 a junho de 2007. Em 26 de junho de 2007, foi
homologado o resultado da primeira revisão tarifária periódica, reduzindo
a Receita Anual Permitida – RAP em 26,15%, o resultado desse
reposicionamento teve seus efeitos retroagidos à data de 01 de julho de
2005 e com relação ao parecer de auditoria relativo ao exercício findo
em 31 de dezembro de 2007, continha ênfase semelhante a descrita no
item i) acima.

b) As demonstrações contábeis da Companhia de Eletricidade do Acre -


ELETROACRE, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de
2007, foram examinadas por outros auditores independentes, que
emitiram parecer sem ressalvas, datado de 15 de fevereiro de 2008,
contendo ênfase referente ao fato de que, as demonstrações contábeis

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da Companhia foram preparadas no pressuposto da continuidade
normal de seus negócios. Contudo, apesar dos lucros apurados nos dois
últimos exercícios, essa vem mantendo prejuízos acumulados ao longo
dos anos, suportados pelo acionista controlador, mediante ingresso de
recursos destinados a aumento de capital. Assim, para desenvolvimento
e continuidade das operações, a Companhia vem implementando
medidas visando à viabilidade econômico-financeira do
empreendimento.

c) As demonstrações contábeis da Eletrobrás Termonuclear S.A. -


ELETRONUCLEAR, relativas ao trimestre findo em 31 de março de
2007, foram revisadas por outros auditores independentes, que emitiram
relatório de revisão limitada sem ressalvas, datado de 07 de maio de
2007, contendo ênfase referente ao fato que a administração da
Companhia tem realizado gestões com órgãos governamentais para que
o projeto Angra 3 seja incluído em seu programa de investimentos nos
próximos exercícios, o que permitiria um incremento nas operações e a
recuperação dos recursos já empregados, os quais estão apresentados
como imobilizado em curso que em 31 de março de 2007, totalizavam
R$ 1.531.471 mil (R$ 1.494.218 mil em 2006). No exercício de 2007, o
Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, através da resolução
n° 3/2007, de 25 de julho de 2007, determinou que a ELETROBRÁS e a
ELETRONUCLEAR conduzissem a retomada da construção da usina
nuclear Angra 3, com vistas a sua entrada em operação comercial em
2013.

d) As demonstrações contábeis da ELETROSUL Centrais Elétricas S.A.,


relativas ao trimestre findo em 31 de março de 2007, foram revisadas
por outros auditores independentes, que emitiram relatório de revisão
especial, sem ressalvas, datado de 04 de maio de 2007, contendo
ênfase referente a não homologação do reposicionamento tarifário
aplicado sobre a tarifa a partir de 01 de julho de 2005. Essa
homologação ocorreu em 02 de julho de 2007, acarretando uma redução
da Receita Anual Permitida – RAP de 1,36% representando um ajuste
de R$ 23.632 mil que será deduzido nos faturamentos mensais em 24
parcelas de R$ 985 mil a partir de julho de 2007.

e) As demonstrações contábeis de FURNAS - Centrais Elétricas S.A.,


relativas ao trimestre findo em 31 de março de 2007, foram revisadas
por outros auditores independentes, que emitiram relatório de revisão
limitada datado de 10 de maio de 2007, contendo ênfase referente ao
contas a receber que a Companhia possui no montante de R$ 293.560
mil oriundos de comercialização de energia no âmbito da Câmara de
Comercialização de Energia Elétrica (antigo MAE) realizadas no período
de setembro de 2000 a setembro de 2002, cuja liquidação está
suspensa em razão de liminares judiciais concedidas, decorrentes de

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17.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - COM RESSALVA


ações movidas por concessionárias de distribuição. A realização desses
créditos está sujeita ao desfecho favorável das ações. No exercício de
2007, dada a incerteza de realização, a Companhia registrou provisão
para créditos de liquidação duvidosa em valor equivalente à totalidade
do crédito.

10 A Companhia visando a certificação junto a U.S. – Security and Exchange


Commission – SEC, vem trabalhando no processo de melhoria de seus controles
internos e de sua governança corporativa, para aderência à Lei Sarbanes Oxley
(seção 404) e conseqüente redução da possibilidade de riscos e fraudes em seus
negócios, em todos os níveis.

Rio de Janeiro, 14 de maio de 2008.

Luiz Carlos de Carvalho


Sócio-contador
CRC 1SP197193/O-6 “S” RJ
BDO Trevisan Auditores Independentes
CRC 2SP013439/O-5 “S” RJ

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2008 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
CONTROLADA/COLIGADA
DENOMINAÇÃO SOCIAL
FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS
18.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 1.356.177 1.356.177 1.335.027 1.335.027
3.02 Deduções da Receita Bruta 0 0 0 0
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 1.356.177 1.356.177 1.335.027 1.335.027
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (1.121.191) (1.121.191) (994.523) (994.523)
3.05 Resultado Bruto 234.986 234.986 340.504 340.504
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (131.423) (131.423) (83.140) (83.140)
3.06.01 Com Vendas 0 0 0 0
3.06.02 Gerais e Administrativas (82.051) (82.051) (66.829) (66.829)
3.06.03 Financeiras (49.372) (49.372) (16.311) (16.311)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 105.309 105.309 83.913 83.913
3.06.03.02 Despesas Financeiras (154.681) (154.681) (100.224) (100.224)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 0 0 0 0
3.06.05 Outras Despesas Operacionais 0 0 0 0
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 0 0 0 0
3.07 Resultado Operacional 103.563 103.563 257.364 257.364
3.08 Resultado Não Operacional (741) (741) (33) (33)
3.08.01 Receitas 478 478 1.201 1.201
3.08.02 Despesas (1.219) (1.219) (1.234) (1.234)
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 102.822 102.822 257.331 257.331
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (39.889) (39.889) (87.518) (87.518)
3.10.01 Contribuição Social (9.743) (9.743) (23.168) (23.168)
24/06/2008 10:17:37 Pág: 119
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
CONTROLADA/COLIGADA
DENOMINAÇÃO SOCIAL
FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS
18.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.10.02 Imposto de Renda (30.146) (30.146) (64.350) (64.350)
3.11 IR Diferido 0 0 0 0
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.01.01 Administradores 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 62.933 62.933 169.813 169.813
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 65.004.047 65.004.047 65.004.047 65.004.047
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,00097 0,00097 0,00261 0,00261
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)
24/06/2008 10:17:37 Pág: 120
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18.02 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA CONTROLADA/COLIGADA

Controlada/Coligada : FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS

A Empresa apresentou no período de janeiro a março de 2008, um lucro de R$ 62.933 mil e no


mesmo período de 2007, um lucro de R$ 169.813 mil, resultado que foi influenciado pelos
seguintes fatores:

- Fatores Positivos:

- Aumento da receita com fornecimento industrial (novos contratos e reajuste de preço);

- Aumento de variações monetárias sobre refinanciamentos de créditos e empréstimos.

- Fatores Negativos:

- Aumento da despesa com pessoal;


- Aumento da despesa com combustível pelo retorno da operação na Usina Santa Cruz;

- Constituição de provisões para contingências;

- Aumento na compra de energia para revenda;

- Aumento de encargos de empréstimos e financiamentos pelo ingresso de novos


contratos;

- Aumento das variações cambiais sobre empréstimos pela oscilação dos indexadores
(US$ e iene).

24/06/2008 10:17:55 Pág: 121


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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
CONTROLADA/COLIGADA
DENOMINAÇÃO SOCIAL
CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL
18.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 1.476.576 1.476.576 1.217.150 1.217.150
3.02 Deduções da Receita Bruta (278.147) (278.147) (248.918) (248.918)
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 1.198.429 1.198.429 968.232 968.232
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (816.344) (816.344) (830.691) (830.691)
3.05 Resultado Bruto 382.085 382.085 137.541 137.541
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (589.990) (589.990) (256.566) (256.566)
3.06.01 Com Vendas (64.487) (64.487) (28.402) (28.402)
3.06.02 Gerais e Administrativas (120.229) (120.229) (98.406) (98.406)
3.06.03 Financeiras (337.293) (337.293) (95.458) (95.458)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 70.159 70.159 73.650 73.650
3.06.03.02 Despesas Financeiras (407.452) (407.452) (169.108) (169.108)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 1.231 1.231 0 0
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (11.941) (11.941) (34.300) (34.300)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial (57.271) (57.271) 0 0
3.07 Resultado Operacional (207.905) (207.905) (119.025) (119.025)
3.08 Resultado Não Operacional (276.155) (276.155) (2.200) (2.200)
3.08.01 Receitas 174 174 20 20
3.08.02 Despesas (276.329) (276.329) (2.220) (2.220)
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações (484.060) (484.060) (121.225) (121.225)
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social 0 0 (8.495) (8.495)
3.11 IR Diferido 0 0 0 0
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
CONTROLADA/COLIGADA
DENOMINAÇÃO SOCIAL
CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL
18.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período (484.060) (484.060) (129.720) (129.720)
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 69.673 69.673 69.673 69.673
LUCRO POR AÇÃO (Reais)
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais) (6,94760) (6,94760) (1,86184) (1,86184)
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Controlada/Coligada : CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL

RECEITA BRUTA DE VENDAS E/OU SERVIÇOS

Em março de 2008 ocorreu um crescimento de 17,57% na Receita Bruta de Bens e/ou


Serviços em relação a março do exercício anterior. Essa evolução justifica-se, sobretudo, pela
flutuação na rubrica Suprimento de Energia Elétrica, que cresceu de R$ 353.077 mil em março de
2007, para R$ 488.202 mil em março de 2008; e na rubrica Comercialização de Energia de Curto
Prazo que variou de R$ 10.709 em março de 2007 para R$ 105.339 no mesmo período de 2008.

DEDUÇÕES À RECEITA BRUTA

Em 2008 houve um aumento de 11,74%, no primeiro trimestre, nas Deduções à Receita


Bruta em relação ao mesmo período de 2007. Essa variação é representada em grande parte pelo
aumento da carga tributária. Como pode ser observada na tabela abaixo, a maioria das rubricas
apresentou crescimento, fator decorrente da relação direta entre o aumento das receitas e os tributos.

DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL 31/03/2008 31/03/2007


ICMS 80.997 74.922
PIS/PASEP/COFINS 81.966 52.272
ISS 242 -
RGR 34.920 28.362
CDE 9.058 8.276
CCC 46.985 68.854
P&D 11.828 7.673
PROINFA 12.016 8.559
Outros 135 -
278.147 248.918

CUSTOS DE BENS E/OU SERVIÇOS VENDIDOS

Em março de 2008 os Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos caíram 1,73% em relação a
março de 2007. A rubrica Energia Elétrica Comprada para Revenda, principal responsável por essa
variação, passou de R$ 257.003 mil em 2007, para R$ 215.956 mil no ano seguinte como
conseqüência, especialmente, da compra de energia elétrica dos produtores independentes da
Manaus Energia S.A.

24/06/2008 10:18:15 Pág: 124


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DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS

As Despesas Operacionais cresceram de R$ 256.566 em 2007 para R$ 532.719 em 2008.


Tal resultado é conseqüência, sobretudo, da variação nas Despesas com Vendas que evoluíram de
R$ 28.402 mil em 2007 para R$ 64.487 mil em 2008. Essa alteração se justifica pelo ajuste na
Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE e pelo aumento da Provisão para Crédito de
Liquidação Duvidosa – PCLD.

RESULTADO FINANCEIRO

Houve um aumento no déficit do resultado financeiro em comparação ao mesmo período do


ano anterior, como conseqüência principalmente ao aumento na rubrica encargos de dívidas. Cabe
ressaltar que em torno de 90% dos encargos da Empresa são decorrentes de dívida em moeda
nacional. Houve ainda valorização do Real, cujo principal indexador é o IGPM-FGV, frente à cesta
de moedas externas que incidem sobre empréstimos e financiamentos, conforme as informações
disponibilizadas abaixo:

MOEDAS/INDICADORES 31/3/2007 31/3/2008 ∆%


IGP-M 1,1141 2,3786 113,50%
Y (Iene Japonês) (4,0973) 10,7835 -363,19%
US$ (Dólar Americano) (2,8834) (1,2533) -56,53%
EURO (3,1024) 5,8272 -287,83%

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PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA

Em março de 2008 a Empresa não apresentou Lucro Real, portanto foi não constituída a Provisão para
o Imposto de Renda como em março de 2007, conforme o quadro que segue:

R$ mil
31/3/2008 31/3/2007

Prejuízo antes do IR e CSL (158.966) (87.648)


Efeitos das adições e exclusões:
Equivalência patrimonial 89.416 88.725
Provisões (reversão de provisões) - -
Dividendos de participações societárias - -
Demais adições (exclusões) 53.123 47.499
Lucro (prejuízo) real para efeito de tributação (16.427) 48.576
Compensação de prejuízos fiscais - (14.573)
Lucro (prejuízo) real após compensações (16.427) 34.003
Cálculo do IR e CSL
IR (calculado à alíquota de 15%) - 44.074
IR adicional (alíquota de 10% sobre o lucro que exceder a
R$ 120.000,00) - (320)
IR apurado - 43.754
(-) IRRF compensado no exercício - (61.301)
IR suspenso (a compensar no próximo exercício) - (17.547)
Provisão para Imposto de Renda - 43.754

Por fim cabe salientar que o acentuado aumento do prejuízo no período de 2008 em relação ao
período anterior, deve-se ao laudo de reavaliação da controlada Manaus Energia S/A, efetuado pela
consultoria Deloitt que apurou uma desvalorização patrimonial da empresa no valor de R$ 260.915 mil,
também apurou passivos não provisionados no valor de R$ 57.271 mil.

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
CONTROLADA/COLIGADA
DENOMINAÇÃO SOCIAL
ITAIPU BINACIONAL
18.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 1.475.626 1.475.626 1.705.957 1.705.957
3.02 Deduções da Receita Bruta 0 0 0 0
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 1.475.626 1.475.626 1.705.957 1.705.957
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (278.742) (278.742) (318.351) (318.351)
3.05 Resultado Bruto 1.196.884 1.196.884 1.387.606 1.387.606
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (835.846) (835.846) (1.231.891) (1.231.891)
3.06.01 Com Vendas 0 0 0 0
3.06.02 Gerais e Administrativas (203.786) (203.786) (173.723) (173.723)
3.06.03 Financeiras (585.723) (585.723) (1.039.123) (1.039.123)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 11.657 11.657 10.307 10.307
3.06.03.02 Despesas Financeiras (597.380) (597.380) (1.049.430) (1.049.430)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 0 0 0 0
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (46.337) (46.337) (19.045) (19.045)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 0 0 0 0
3.07 Resultado Operacional 361.038 361.038 155.715 155.715
3.08 Resultado Não Operacional 1.712 1.712 (222) (222)
3.08.01 Receitas 2.163 2.163 137 137
3.08.02 Despesas (451) (451) (359) (359)
3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 362.750 362.750 155.493 155.493
3.10 Provisão para IR e Contribuição Social 0 0 0 0
3.11 IR Diferido 0 0 0 0
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ
00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26
CONTROLADA/COLIGADA
DENOMINAÇÃO SOCIAL
ITAIPU BINACIONAL
18.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2008 a 31/03/2008 4 - 01/01/2008 a 31/03/2008 5 - 01/01/2007 a 31/03/2007 6 - 01/01/2007 a 31/03/2007
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 362.750 362.750 155.493 155.493
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 100.000 100.000 100.000 100.000
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 3,62750 3,62750 1,55493 1,55493
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)
24/06/2008 10:18:17 Pág: 129
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18.02 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA CONTROLADA/COLIGADA

Controlada/Coligada : ITAIPU BINACIONAL

Não se aplica a companhia.

24/06/2008 10:18:34 Pág: 130


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EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Data-Base - 31/03/2008
Reapresentação Espontânea

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

19.01 - DESCRIÇÃO DAS INFORMAÇÕES ALTERADAS

Grupo 3 – Demonstração do Resultado

Inversão de valores entre Perdas na alienação de ativos e Outras despesas operacionais -


Outras

24/06/2008 10:18:38 Pág: 131


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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2008 Legislação Societária
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

00243-7 CENTRAIS ELET BRASILEIRAS SA 00.001.180/0001-26

ÍNDICE
GRUPO QUADRO DESCRIÇÃO PÁGINA

01 01 IDENTIFICAÇÃO 1
01 02 SEDE 1
01 03 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia) 1
01 04 REFERÊNCIA DO ITR 1
01 05 COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL 2
01 06 CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA 2
01 07 SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 2
01 08 PROVENTOS EM DINHEIRO 2
01 09 CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO 3
01 10 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES 3
02 01 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO 4
02 02 BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO 6
03 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 8
04 01 NOTAS EXPLICATIVAS 10
05 01 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE 89
06 01 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO 102
06 02 BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO 104
07 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO 106
08 01 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE 108
09 01 PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS 110
16 01 OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES 111
17 01 RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL 113
FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS

18 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA 119


18 02 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA CONTROLADA/COLIGADA 121
CIA HIDROELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO-CHESF
CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL

18 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA 122


18 02 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA CONTROLADA/COLIGADA 124
ITAIPU BINACIONAL

18 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA CONTROLADA/COLIGADA 128


18 02 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA CONTROLADA/COLIGADA 130
19 01 DESCRIÇÃO DAS INFORMAÇÕES ALTERADAS 131

24/06/2008 10:18:41 Pág: 132