Como explicar a tão grande diversidade na natureza?

Todos são formados por células e
estas por moléculas!
HÁ UMA UNIDADE EM COMUM A
NÍVEL CELULAR E MOLECULAR!
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E entre tanta diversidade, existirá
algo em comum nos seres vivos?

Cecília Alves

17-09-2016

Como explicar a tão grande diversidade na natureza?

Tem de existir informação distinta nas células destes
seres!!!
(e que por isso lhes conferem as diferenças)
3

Cecília Alves

17-09-2016

Como explicar a tão grande diversidade na natureza? E as parecenças entre pais e filhos…? 4 Cecília Alves 17-09-2016 .

5 Cecília Alves 17-09-2016 . todas elas resultantes de uma única – o ovo ou zigoto.Como explicar a tão grande diversidade na natureza? ZIGOTO O ser humano é formado por biliões (1014) de células . Esta célula já possui toda a informação necessária para o nosso crescimento e desenvolvimento.

Que informação é essa? Onde está armazenada? E como se transmite à descendência? Qual o seu suporte físico? 6 Cecília Alves 17-09-2016 .

7 Cecília Alves 17-09-2016 .

que designou nucleína e que não é mais do que o DNA conhecido atualmente. N e P. 8 Cecília Alves 17-09-2016 . em 1869 Trabalhando com leucócitos de pus humano.Friedrich Miescher. O. identificou uma molécula exclusiva do núcleo. H. constituída por C.

entre elas a Acetabularia mediterranea e a Acetabularia crenulata que apenas diferem na forma do “chapéu”.Acetabularia experiments Joachim Hämmerling. onde se localiza o núcleo. e um caulículo na extremidade do qual se diferencia um “chapéu”.1 . 1930 A Acetabularia é uma alga unicelular de grandes dimensões constituída por um pé. 9 Cecília Alves 17-09-2016 . Há várias espécies destas algas.

Experiência A – corte da Acetabularia A ZONA BASAL CONTÉM ALGO RESPONSÁVEL PELA VIDA E REGENERAÇÃO DAS PORÇÕES PERDIDAS DA ACETABULÁRIA !!! 10 Cecília Alves 17-09-2016 .

É O NÚCLEO QUE DETERMINA O FORMATO DO CHAPÉU REGENERADO !!! 11 Cecília Alves 17-09-2016 . Crenulata. Mediterranea.Experiência B – Troca de núcleos da Acetabularia Ao transferir o núcleo da A. mediterranea para a A. esta regenera um chapéu idêntico ao da A.

O que existirá assim de tão importante no núcleo das células…?? 12 Cecília Alves 17-09-2016 .

E o que será aquela “massa” que se encontra dispersa no citoplasma das células procarióticas…? 13 Cecília Alves 17-09-2016 .

2 – Griffith’s experiments (1928) Streptococcus pneumoniae (trabalhou com bactérias causadoras de pneumonia humana) 14 Cecília Alves 17-09-2016 .

com/college/biolo gy/animations/ch12a01.gov.rj.html http://nortonbooks.http://www.br/of icinas/biologia/experimentos1/animacoe s/a_experiencia_de_griffith.educacaopublica.htm 15 Cecília Alves 17-09-2016 .

rough) (não patogénica): não possuíam cápsula e. por isso. Por não terem cápsula eram mais “frágeis“ e suscetíveis à ação do sistema imunitário. 16 Tipo R (do inglês. Cecília Alves 17-09-2016 . tinham um aspeto rugoso/rough.2 – Griffith’s experiments (1928) Griffith reparou que existiam 2 estirpes diferentes de bactérias Streptococcus pneumoniae: Tipo S (do inglês. smooth) (patogénica): possuíam uma cápsula (daí serem “lisas”/smooth) feitas de polissacarídeos e. por isso eram mais resistentes à ação do sistema imunitário.

Griffith encontrou bactérias R e … bactérias vivas do tipo S!!! 17 Cecília Alves 17-09-2016 .1ª Conclusão Apenas as bactérias S provocam a morte dos pobres ratos…! 2ª Conclusão As bactérias S. morrem e perdem o carácter virulento… Uma mistura de bactérias da forma S mortas pelo calor e bactérias da forma R vivas ao ser injetada em ratos. submetidas ao calor. estes morrem! E mais: ao analisar o sangue dos ratos mortos nesta experiência.

2 – Griffith’s experiments (1928) A única explicação possível para esta situação seria que alguma informação teria passado das bactérias S mortas para as bactérias R vivas. de tal forma que estas foram capazes de formar uma cápsula tornando-se patogénicas!!! As bactérias R foram transformadas !!! … “algo” das bactérias S mortas tinha passado para as bactérias R. A esse algo (que Griffith não sabia o que era) chamou-lhe: Princípio Transformante! (Permitia transformar um tipo de bactérias noutro!) 18 Cecília Alves 17-09-2016 . transformando-as e tornando-as virulentas.

MacLeod e McCarty experiments (1944) Colin MacLeod geneticista canadiano … desde sempre ficaram intrigados com as descobertas de Griffith e tentaram tudo por tudo para descobrir o que era afinal o princípio “transformante” … 19 Cecília Alves 17-09-2016 .3 – Avery.

3 – Avery. MacLeod e McCarty experiments (1944) Em busca do “Princípio Transformante”… 20 Cecília Alves 17-09-2016 .

rj.html 21 Cecília Alves 17-09-2016 .educacaopublica.3 – Avery.br/oficinas/biologia/experimentos1/animacoes/o_exp erimento_de_avery_macleod_e_mccarty. MacLeod e McCarty experiments (1944) http://www.gov.

3 – Avery. MacLeod e McCarty experiments (1944) Esta foi uma das experiências flagrantes… Apenas o extrato contendo DNA provocou a morte dos ratos – no seu sangue surgiram bactérias capsuladas vivas!!! 22 Cecília Alves 17-09-2016 .

MacLeod e McCarty experiments (1944) E esta comprovou…!!! Meio de Meio de cultura cultura com com bactérias R bactérias R Meio de cultura Meio de cultura com + + com bactérias R bactérias R DNA das DNA das + bactérias S bactérias S DNA das bactérias S tratado com tratado com enzimas que enzimas que Transformaram-se em S degradam o DNA degradam o RNA Meio de cultura com bactérias R + DNA das bactérias S tratado com enzimas que degradam proteínas Transformaram-se em S 23 Cecília Alves 17-09-2016 .3 – Avery.

passando das bactérias do tipo S mortas para as bactérias do tipo R. MacLeod e McCarty experiments (1944) Conclusão O DNA constitui o princípio transformante. 24 Cecília Alves 17-09-2016 . transmitindo a informação que necessitam para produzir a cápsula que lhes confere virulência.3 – Avery.

25 Cecília Alves 17-09-2016 .Avery e os seus colaboradores. mas a comunidade científica da altura não aceitou as evidências destas experiências… Na altura os cientistas eram fãs das proteínas queriam a todo o custo acreditar que estas é que detinham a informação genética já que: As proteínas possuem maior massa molecular que o DNA. As proteínas são quimicamente mais complexas que o DNA. bem tentaram provar que era o DNA o material que continha a informação genética.

Qual a natureza do material genético? 26 Cecília Alves 17-09-2016 .

Os raios-X permitiram decifrar a estrutura do DNA Em 1950. 27 Cecília Alves 17-09-2016 . recorrendo à difração de raios-X. permitiu os primeiros dados sobre a dimensão e estrutura do DNA.

4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments 1952 28 Cecília Alves 17-09-2016 .

4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments. Na verdade. 1952 Hershey e Chase trabalharam com bacteriófagos Vírus (designados T2) que infetam bactérias. os vírus NÃO SÃO seres vivos! Eles não têm metabolismo próprio e são tão simples que não se reproduzem entre si! Dependem de bactérias (ou outros) para se reproduzirem! São parasitas obrigatórios! 29 Cecília Alves 17-09-2016 .

4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments. 1952 Como é que os vírus infetam as bactérias? Os vírus são constituídos pela cabeça (invólucro proteico que contém no seu interior o DNA) e pela cauda que permite a sua fixação à bactéria. esta passa a ser autenticamente escravizada. libertando os novos vírus que rapidamente infetam outras células…!!! 30 Cecília Alves 17-09-2016 . Quando os vírus infetam uma célula não penetram nela!!! Eles injetam material genético para o seu interior. sendo “obrigada” a produzir novas cápsulas e novos vírus… A célula acaba por sofrer lise.

swf 31 Cecília Alves 17-09-2016 .mec.cnice.es/biosfera/profesor /animaciones/ciclo_litico. 1952 Como é que os vírus infetam as bactérias? http://recursos.4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments.

educacaopublica.gov. 1952 http://www.br/oficinas/biologia/experimentos1/animacoes/o _experimento_de_hershey_e_chase.4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments.rj.html 32 Cecília Alves 17-09-2016 .

Fósforo Hershey e Chase decidiram marcar radioactivamente dois lotes de bacteriófagos!!! Ao marcar radioactivamente uma substância. consegue-se seguir o seu trajeto!!! 33 Cecília Alves 17-09-2016 . o DNA possui fósforo mas não tem enxofre. 1952 As suas experiências têm como base os seguintes pressupostos: as proteínas da cápsula possuem enxofre e não têm fósforo.4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments.

A bactéria “ao serviço do vírus” passa a produzir proteínas virais. 34 Cecília Alves 17-09-2016 . As proteínas da cápsula ficam no exterior.4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments. O DNA do vírus multiplica-se várias vezes no interior das bactérias. O DNA marcado com 32P encontrava-se no interior da bactéria enquanto que as proteínas marcadas com 35S foram detetadas apenas no exterior. perfuram-na e introduzem nela o seu DNA. 1952 Os bacteriófagos fixam-se na parede da bactéria.

Estes novos vírus adquirem cápsula utilizando os aminoácidos que a bactéria possui. Assim pode concluir-se que o DNA é o responsável pela informação que conduz à formação de novos vírus. 1952 O bacteriófago agarrou-se à membrana bacteriana e injetou para o seu citoplasma o DNA que se localiza na sua cabeça.4 – Alfred Hershey e Martha Chase experiments. Esse ácido nucleico comandou. a partir do citoplasma bacteriano. 35 Cecília Alves 17-09-2016 . A parte proteica do vírus nunca penetrou na bactéria. a produção de mais vírus. Comprovaram que o DNA constitui o suporte universal de informação genética.

O DNA FINALMENTE Todas as atenções se voltaram agora para o DNA!!!!  Como seria o seu … “aspeto” e estrutura? 36 Cecília Alves 17-09-2016 .

Continua… Cecília Alves 17-09-2016 .

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