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Introdução

“Quem tiver olhos de ver e ouvidos


de ouvir” Jesus Cristo

O livro é uma pedrada. Denso, pesado. Tijolo de concreto. Mas um tijolo


com estilo, nada tosco. Talvez uma pedra fundamental, os alicerces de
uma construção orgânica em torno do que se convencionou chamar
COMUNICAÇÃO. Alicerces feitos de uma mistura concreta de Filosofia,
Sociologia, Antropologia, Psicanálise, Poesia. Orgânica porque lida com
raízes, as raízes da língua, trazendo de volta sentidos perdidos no
olvido, ouvidos com novos olhos.
Começa com bios, mais que zoe, vida maior que a vida. Passa pela
hexis, educação como axis mundi. Entra em virtus, potência do novo
no pólo positivo, o mesmo diferente no pólo negativo. Passa pela
communitas, um comum que se partilha em eqüidade – um ‘vendo’
que nem é vendar nem vender, mas ver o mundo no presente em
diversa perspectiva – ethike. E termina com communicatio, um saber
que se coloca em comum para ‘agir a vida’, como se diz por aqui.
E tem mais, o primeiro capítulo descreve, o segundo discute, o terceiro
especula, o quarto apresenta e o quinto sugere.
Um belo livro. A louvação do ensaio como forma é um incentivo para
tentar. Haroldo de Campos é quem dizia que o ensaio é teoria em
forma poética. Então, aqui vão algumas pontuações.

Tvida ou bios mediático


Mediasc(o/a)pe

truth
lies
full of beauty
in every mirror

life is its
brakeable form
called
reality
(G. Dudus/nectar)

Na década de 70 foi lançado em São Paulo um jogo que era um


espelho preparado, modificado. O tamanho era de mais ou menos
30x30cm. Duas pessoas por vez jogavam. Colocava-se o espelho num
anteparo sobre uma mesa. Era necessário que ficasse na altura do
queixo dos participantes. Então, apagavam-se as luzes e duas velas
eram acendidas. Uma ficava coma a pessoa na frente do espelho, outra
com a pessoa atrás do espelho. Movimentando as velas, os jogadores
tinham que encontrar o ponto onde os rostos se fundiam.
O espelho misturava características de um e outro e o que se via
era um novo rosto, o mestiço. Havia jogadores que não suportavam o
que viam. Achavam grotesco, e crispavam. A sensação provocada tinha
uma grande intensidade, como uma perda momentânea de identidade,
uma alucinação lúcida. O jogo, chamado ‘Persona’, tornava-se, para
outros, um exercício de aceitação do outro em si mesmo, uma
aproximação solidarizante, uma reflexão sobre o ‘eu’. Nosso
envolvimento – teórico ou existencial - com a mídia e as novas
tecnologias da comunicação é mais ou menos assim.

Nicolau Sevcenko afirma, enquanto conta a história do século vinte e


discute o século vinte e um, afirma que
“Após a segunda guerra, a TV se torna o centro da vida
cultural(...)operando como grandes máquinas de engenharia do
imaginário coletivo, por meio dos quais se massificam simultaneamente
os valores da Guerra Fria e do consumo”1

Muniz Sodré acompanha este raciocínio, incluindo as neotecnologias da


comunicação neste quadro, mesmo entendendo que o virtual e as redes
podem apontar caminhos ainda não claramente definidos. Quando
afirma que “o medium televisivo(...)permanece ainda hoje como fulcro
da mídia tradicional”2, onde medium significa “canalização e ambiência
estruturados com códigos próprios”, “fluxo comunicacional, acoplado a
um dispositivo técnico(...)e socialmente produzido pelo mercado
capitalista, em tal extensão que o código produtivo pode tornar-se
‘ambiência’ existencial”3, ele agrega as novas tecnologias ao mesmo
funcionamento das mídias já tradicionais – impressa, rádio, tv.
Para Sodré, a mídia cria um novo bios, uma nova forma de vida,
que vêm se juntar (talvez sobrepôr-se, eu diria) aos três outros
apontados por Aristóteles: bios theoretikos (vida contemplativa), bios
politikos (vida política) e bios apolaustikos (vida prazerosa, do corpo).
“O ‘espelho’ midiático não é simples cópia, reprodução ou reflexo, porque
implica uma forma nova de vida, com um novo espaço e modo de
interpelação coletiva dos indivíduos, portanto, outros parâmetros para a
constituição de identidades pessoais.”4

Sodré descreve o encolhimento do espaço público e sua


substituição pela tela, a estetização da política e sua midiatização
emocionalista, a eclosão de um moralismo mercadológico, de discurso
profético-religioso.
Ao analisar o ‘capitalismo cristão’ dos Estados Unidos, mostrando
as relações entre tele-evangelismo eletrônico, terrorismo moral e o ‘caso
Clinton’, é impossível não referir o modo como Bush Jr. fala hoje em

1
Sevcenko, Nicolau. A corrida para o século XXI pg125
2
pg.20
3
pg.20
4
pg.23
nome de Deus, sobre o eixo do Mal e a nova ‘guerra’ – na verdade, uma
invasão, contra todas as diretrizes do direito internacional e da opinião
mundial que se mostrou contra o conflito armado. Bush acredita ser a
boca de Deus, ‘the burning Bush’, onde Deus se revela através do fogo.
É impossível desvincular esse discurso religioso (da direita
americana) da Teologia do ‘Destino Manifesto’ - que implica na eleição
por Deus do povo americano para espalhar a palavra de Deus por todo o
mundo. O deus mudou – de “in God we trust” para “in gold we trust”,
mas é uma diferença sutil. O próprio Cristo já avisara que era impossível
servir a Deus e às riquezas, mas quando você transforma o Mercado
livre no Deus que com seus movimentos controla o bem da humanidade,
você livra a cara:
“o capital mercantil pode configurar-se como o ‘deus’ cuja teodicéia (a
justificativa da ação divina) é a mídia. Pela sua ubiqüidade e pela
multiplicidade de ‘línguas’ que falam(...)a televisão e seus sucedâneos
tecnológicos impõem-se como um Pentecostes laico”5
Também não há como não ver nas igrejas neo-pentecostais, em
seu domínio do estilo midiático e em sua ‘teologia da prosperidade’, os
reflexos de todo esse movimento de religiosidade secularizada
neoliberal.
Daí a decorrência de raciocínio de Sodré ao considerar o medium o
aggelos (mensageiro em grego, de onde se origina ‘anjo’). Outro
pensador, Michel Serres, já havia referido essa percepção, ampliando-a:
“Olhe o céu aqui mesmo acima de nós, atravessado por aviões, satélites
artificiais, ondas eletromagnéticas, televisão, rádio, fax, correio
eletrônico. O mundo no qual nos banhamos é um espaço-tempo da
comunicação. Por que não falaria de espaço dos anjos, já que esta
expressão significa os mensageiros, os conjuntos de fatores, de
transmissões prestes a passar, ou os espaços dos passes?”6

Para Serres, a comunicação é o espaço-tempo do entre, das


preposições. E as preposições ligam lugares diferentes do saber. Serres

5
pg.72
6
SERRES, Michel Luzes pg.157
chega a dizer que ciência não tem a ver com conteúdo, mas com um
modo de circulação.

“É preciso conceber ou imaginar como(...)viajam os anjos. E, para tanto,


descrever os objetos que se situam entre as coisas já observadas,
espaços de interferência (...)esses anjos passam no tempo dobrado, daí
surgindo milhões de conexões.”7
“Os anjos são as mensagens, seu corpo é uma mensagem(...)Imagino
que a cada anjo corresponda uma preposição. Mas uma preposição não
transporta mensagens, ela indica um conjunto de caminhos possíveis, no
espaço ou no tempo.”8

Em Serres, no livro ‘A Lenda dos Anjos’, há toda uma angelologia da


comunicação. Ela comporta Anjos como mensagens; Querubins como
centrais distribuidoras/máquinas sociais e técnicas; Potências, Tronos
e Dominações como os poderes; Serafins como os afetos; Arcanjos
como os excluídos.
Ambos, Sodré e Serres, de modos diferentes, mostram que a
utopia da comunicação como um espaço democrático, horizontal, de
troca, compartilhamento, comunhão, está comprometida pelo problema
do mal, pelos valores que a globalização escolheu para representá-la.
Mas ambos sugerem a possibilidade de uma diferença, de mudança.

Coolture Creatures

Sodré sugere que para educar é preciso ir além do ethos, da


socialização, da etiqueta, da ‘repetição contingente de um costume’, e

7
idem, pg. 88
8
idem, pg. 156
chegar à aceitação dos impulsos de liberdade humana. “Hexis é a
possibilidade de instalação da diferença na imposição estaticamente
identitária do ethos”9, afirma. E continua discutindo as mudanças sócio-
culturais contemporâneas, mostrando a necessária redefinição de
escola, que seja capaz de abarcar a revolução informacional – utilizando
todo o aparato hipermídia - e comportar outros atores sociais para a
tarefa da educação. E da configuração de uma ética.
Muniz afirma o potencial das neotecnologias - amparadas por uma
pedagogia da autonomia - para uma aprendizagem ativa de
conhecimento, unindo o jogo ao aprendizado, propiciando singularização
humana. Cita, inclusive, as três transmutações do Zaratustra de
Nietzsche, para exemplificar as passagens da aceitação do ethos, para o
desejo do novo e a criação do novo: Camelo, Leão, Criança10.
Nessa idéia de nova escola, está implícita a necessidade daquilo
que está se chamando de educomunicação, em seus vários momentos
– a utilização dos mídia e neotecnologias da comunicação no ensino, a
educação para a crítica dos mídia e a produção de veículos de
comunicação democrática – em jornais experimentais, programas de
rádio na escola, blogs, sites, etc.

Virtus ou a potência das forças

“Era briluz. As lesmolisas touvas


roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas
e os momirratos davam grilvos”

9
pg. 84,85
10
Há alguns anos eu havia criado um poema visual, onde a expressão ‘coolture creatures’ aparecia sobre os
contornos de cada um dos seres nietzchianos. A idéia de uma cultura que pudesse ser ‘cool’, maneira, bacana,
interessante e nova e que expressasse nossa humanidade estava embutida ali.
Foi esse poema que Alice encontrou do outro lado do espelho. Ela não
entendeu nada. Mas Humpty Dumpty a ajudou a descobrir o sentido.
Depois de traduzi-lo, Humpty demonstra como pode fazer o que quiser
com as palavras, mesmo sendo Alice alguém que acredita que as
palavras significam aquilo que nos disseram:
“-Quando uso uma palavra ela significa aquilo que eu quero que
signifique...nem mais nem menos
-A questão é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem coisas
diferentes, ponderou Alice
A questão – replicou Humpty Dumpty – é saber quem é que manda. É só
isso.”
Pierre Levy diz que o texto é, desde suas origens mesopotâmicas, um
objeto virtual. O texto que Alice encontra é assim, até que Humpty o
atualize para ela – interpretação, trabalho hermenêutico. Humpty
também mostra para Alice, que acreditava na ilusão representacional da
linguagem, que existe uma política por trás da sua utilização: alguém
impõe significado e outros acatam.
Do outro lado do espelho, interpretar, criticar e criar são atitudes
fundamentais. Ainda mais quando se leva em consideração o número de
dimensões do mundo, que a física contemporânea discute. Baudrillard,
em seu livro ‘Crime Perfeito’, evoca a mentira confortante de dizer-nos
materialistas, com uma ciência calcada na afirmação disso, quando os
cientistas já descobriram a existência da anti-matéria. A matéria, nosso
mundo é, portanto, apenas e no máximo, metade da realidade. Vivemos
como se a outra metade não existisse, ou não fizesse diferença.
Assim sendo, penso que a realidade virtual não signifique apenas
uma clonagem proprioceptiva, que simula outro mundo. Ela pertence a
esse novo paradigma do real, que inventa um espaço novo, onde nada
existia – o ciberespaço, um não-lugar. Ela simula outro mundo porque
ainda não sabemos como habitar no não-lugar, e então, o enchemos
com aquilo que se parece com este mundo: perspectiva tridimensional,
cores, volumes, objetos, paisagens. A realidade virtual responde à nossa
limitação. Assim sendo, faz muito sentido que a realidade virtual se
configure como “um novo dispositivo de consciência”11.
A noosfera, de Chardin e Morin se adaptam perfeitamente ao
ciberespaço e à realidade virtual. Percebo também uma grande
semelhança da noosfera com a idéia de consciência em Peirce. Lúcia
Santaella, numa palestra na Puc, na década de 80, falava sobre o poço
sem fundo, onde as idéias tomavam forma enquanto iam subindo, até
chegar à tona, quando se tornavam ‘pensáveis’, e podíamos então
utilizá-las. Esse lugar, onde uma multidão de potencialidades circulam
do fundo para a superfície, e vice-versa, eu chamei, num poema, de
poço cartesiano – para brincar com a questão da racionalidade
cartesiana, transformando-a nesse espaço fundo, escuro, desconhecido,
surpreendente.
Quando Sodré começa a nos falar de matéria ‘inteligente’, biochip,
do esgarçar da fronteira entre orgânico e inorgânico, não há como não
lembrar de Deleuze, em seu posfácio ao livro dedicado à Foucault.
Deleuze nos conta das três idades do humano: 1)quando lidávamos com
as forças do infinito e inventamos Deus – referência de tudo no máximo;
2)quando lidamos com as forças do finito e inventamos o homem e a
ciência (física,biologia...); 3)quando lidamos com as forças do finito
ilimitado (as quatro bases do DNA que dão conta da multiplicidade do
vivo em seus rearranjos; o zero e um que digitalizam e transformam o
mundo) e começamos a inventar o übbermensch, o ‘além-do-homem’.
Talvez, como nos diz Deleuze, o tempo das bodas do carbono com o
silício.
Num tempo como este da terceira idade, se seguirmos a intuição
deleuziana, não há que se estranhar a multiplicidade do eu, seus
devires, suas linhas-de-fuga, suas desterritorializações e
reterritorializações. E por vezes, acontece, na nossa convivência com o
11
Pg.125
virtual, o que Sodré considera uma ‘individualidade sem
singularidade’12, um empobrecimento, como o uso de identidades novas
nos chats – apresentar-se como diferente do que se é fisicamente ou
socialmente. Mas também acontecem processos de singularização, e
processos de comunhão, formação de comunidades virtuais que atuam
no socius, para mudar o real usando o virtual como travessia e
possibilitação.

Comunidades de base ou a base das comunidades

Neste acontecimento, que é o que está se convencionando chamar


de ‘movimento anti-globalização’, os grupos de protesto – anarquistas,
socialistas, sem-terra, sem-teto, partidos políticos de esquerda,
agricultores contra os transgênicos – se associam e trocam informação e
organizam sua ação (como as manifestações recentes contra a invasão
do Iraque – orquestradas por este movimento) via Internet.
Há uma ética, advinda dos movimentos sociais, das lutas pelos
direitos dos negros, mulheres, advinda do movimento ecológico, que
infunde força e coesão ao movimento que está sendo considerado o
primeiro grande acontecimento social global deste século. E ele está
alinhado visceralmente contra os valores neoliberais.
“O que o movimento antiglobalização está demonstrando é que as lutas sociais
voltaram à cena internacional como fonte de pressão por mudanças que levem a
transformações do modelo civilizatório em curso. Ele foi gerado pelo próprio
sistema a que se contrapõe: a globalização capitalista.(...)A novidade no
movimento antiglobalização é que ele está unindo, sem apagar as diferenças, num
campo de ação comum, grupos políticos e tribos culturais que até então nem
sequer se sentavam juntos para dialogar, ou seja, o movimento antiglobalização é,
em si, um novo ator sociopolítico”13

Sloterdjik, em seu livro ‘No Mesmo Barco’, nos leva a pensar a


política para aquém da polis grega. Para ele, o começo de tudo está na
horda, de lá parte a paleopolítica, que inclui na história aquilo que o
12
pg.160
13
Gohn, Maria da Glória in Folha de São Paulo Caderno Mais! Março/2002
Ocidente denega – as centenas de milhares de anos da história da
espécie e não apenas estes parcos cinco/seis mil anos da ‘história oficial
contada para todos pelo Ocidente. Se resgatarmos a horda como
princípio socializador, que produz ‘o homem’, perceberemos o que ele
chama de a arte do possível em pequeno: “permanecer pequeno para
alcançar o grande bem, isto é, o da vida com ânimo”14
Este pensar pequeno, em minha intuição, estaria tomando como
base da política não a polis, mas o ‘oikos’ , a casa, a morada. E certas
palavras encenam o novo movimento social anti-globalização:
Oiko umene – a humanidade toda numa mesma casa;
Oiko logos – uma fala/ação sobre a casa que é a terra e sua
preservação(as três ecologias: social, ambiental, cultural).
Oiko nomos – novas regras para a casa e seus bens, uma nova
´disposição do rebanho´ no espaço, lembrando que apascentar é trazer
a paz. Este ativismo contemporâneo mostra a possibilidade de uma
nova participação política, de uma cidadania global:
“uma atividade positiva, construtiva e inovadora(...)a resistência está
imediatamente ligada a uma participação vital e inevitável no conjunto das
estruturas sociais e à formação de aparatos cooperativos de produção e
comunidade. Essa militância faz da resistência um contrapoder e da rebelião um
projeto de amor.”15

Ação Comum e Comunicação

Sodré coloca a Comunicação operando com uma banda larga (em


ações e práticas) em três níveis: veiculação, vinculação e cognição.
A veiculação é a midiatização – em torno do que tem sido gerada a
maior parte dos estudos ou análises da comunicação. A vinculação são
práticas de promoção/manutenção do vínculo social , ações
14

Sloterdjik, pg28
15
Hardt, Michael e Negri, Toni Império pg. 437
comunitárias, animação cultural, atividade sindical (onde a reciprocidade
dialógica e afetiva da comunicação aparece) para além da mídia – ela
aparece em obras de sociólogos, filósofos e pensadores. A cognição faz
da comunicação o campo do trans, maneira de colocar em perspectiva o
saber tradicional sobre a sociedade através de um hipertexto mestiço,
híbrido. Aqui aparecem pensadores como Michel Serres que defendem a
comunicação como o veículo para uma abordagem mais sistêmica sobre
o conhecimento (episteme), utilizando personagens conceituais como
Hermes e os anjos:
“Metáfora significa, justamente: transporte. Esse é o método de
Hermes: ele exporta e importa, portanto atravessa; ele inventa e pode
se enganar, devido à analogia; perigosa e mesmo, a rigor, proibida, não
se conhece contudo outra via de invenção”16
Com isso, ele assegura para o conhecimento a experiência do risco, da
criação, da invenção. O que Muniz Sodré também enfoca, dizendo da
necessidade de “privilegiar (analogicamente, metaforicamente) as
conexões – primeiro entre as teorias e depois entre estas e os
fenômenos observados”17. E isso, para Sodré acontece através da forma
ensaio.

Publicado em Semiosfera(ISSN 1679-0995) no 4-5 julho 2003 seção Leituras


http://www.eco.ufrj.br/semiosfera/

16
Serres, Michel Luzes pg.90
17
pg.243