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Índice

1-Transfusões sanguíneas…………………………………………………………………...7

2-Controlo de doenças transmissíveis………………………………………………………8

3-Colheita e classificação do sangue………………………………………………………..9

3.1-Condições para colheita do sangue……………………………………………..9

3.1.1-Contra-indicações permanentes……………………………………….9

3.1.2-Contra-indicações temporárias………………………………………..9

3.2-Processo de colheita…………………………………………………………...10

3.3-Armazenamento……………………………………………………………….10

4-O sangue e os componentes sanguíneos………………………………………………...11

4.1-Grupos sanguíneos…………………………………………………………….11

4.2-Sangue completo………………………………………………………………12

4.3-Glóbulos Vermelhos (glóbulos rubros, hemáceas, eritrócitos)………………..12

4.4-Plaquetas sanguíneas e factores de coagulação………………………………..13

4.5-Plasma Sanguíneo……………………………………………………………..13

4.6- Glóbulos Brancos (leucócitos)………………………………………………..13

5-Procedimentos de doação especial……………………………………………………....14

6-Precauções a tomar numa perfusão sanguínea…………………………………………..15

7-Reacções adversas na transfusão sanguínea……………………………………………..15

8-Nota conclusiva………………………………………………………………………….18

9-Bibliografia……………………………………………………………………………...19
1-Transfusões Sanguíneas

A transfusão de sangue é uma prática médica que consiste na transferência de sangue ou de


um componente sanguíneo de uma pessoa (dador) para outra (receptor) que tenha sofrido
uma grande perda do mesmo ou que esteja afectado por uma doença no seu próprio sangue.

As transfusões realizam-se para aumentar a capacidade do sangue para transportar


oxigénio, restaurar o volume de sangue do corpo, melhorar a imunidade e corrigir
problemas de coagulação.

«Dependendo do motivo da transfusão, o médico pode requerer sangue completo ou


apenas um componente sanguíneo, como glóbulos vermelhos, plaquetas, factores da
coagulação, plasma fresco congelado (a parte líquida do sangue) ou glóbulos brancos.
Sempre que seja possível, a transfusão limita-se ao componente sanguíneo que satisfaz a
necessidade específica do doente, em vez do sangue completo. Fornecer um componente
específico é mais seguro e não se desperdiçam os restantes» (www.manualmerck.net).

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2-Controlo de doenças transmissíveis

Embora a probabilidade de contrair uma doença através da transfusão de sangue seja muito
reduzida, existe um conjunto de procedimentos a tomar para que tal não aconteça. Assim,
por esta razão, hoje em dia, todas as doações de sangue são submetidas a um controlo de
Hepatite Viral, HIV, Sífilis e outros vírus específicos.

Hepatite viral
Analisa-se o sangue doado para verificar que não possui os tipos de hepatites virais (B e C) transmitidas através das transfusões de
sangue. Estas análises não podem identificar todos os casos de sangue infectado, mas, graças aos avanços recentes no controlo e
verificação do sangue do dador, a transfusão quase não tem risco de transmissão da hepatite B. A hepatite C contínua a ser a mais
frequente das infecções potencialmente graves transmitidas através das transfusões de sangue, com um risco actual de
aproximadamente três infecções por cada 10 000 unidades sanguíneas de transfusão.
SIDA
O sangue do dador é analisado à procura do vírus da imunodeficiência humana (VIH), a causa da SIDA. A análise não tem 100 %
de precisão, mas entrevistam-se os dadores como parte do processo de controlo. Os entrevistadores investigam acerca dos factores
de risco de SIDA (por exemplo, se os dadores ou os seus parceiros sexuais mantiveram relações sexuais com um homem
homossexual). Graças à análise de sangue e à entrevista, o risco de contrair SIDA através da transfusão de sangue é extremamente
baixo (1 em cada 420 000), de acordo com estimativas recentes.
Sífilis
Não é comum que as transfusões de sangue transmitam sífilis. Além de controlar os dadores e as suas doações de sangue quanto à
sífilis, o sangue doado é, além disso, refrigerado a temperaturas baixas, que matam os organismos infecciosos.
Tabela 1 – algumas doenças submetidas a controlo sanguíneo

Fonte: http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D179

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3-Colheita e classificação do sangue

A colheita, o armazenamento e o transporte do sangue ficam a cargo de organismos de


saúde oficiais. Outras autoridades sanitárias locais e estatais têm as suas próprias normas
adicionais.

3.1-Condições para colheita de sangue

Os dadores de sangue submetem-se a vários exames para constatar o seu estado de saúde.
São avaliados os seus Sinais Vitais – pulso, tensão arterial e a temperatura corporal – e
analisa-se uma amostra do seu sangue para despistar anemias. De seguida são submetidos a
um questionário em que se apura se sofrem ou sofreram de alguma doença que os
impossibilite de doar sangue:

3.1.1-Contra-indicações permanentes:

Doenças como a hepatite, problemas cardíacos, cancro (salvo certos tipos, como o
cancro de pele localizado), a asma grave, o paludismo, as perturbações
hemorrágicas, a SIDA e a possível exposição ao vírus da SIDA podem incapacitar
um dador de forma permanente.

3.1.2-Contra-indicações temporárias:

A exposição à hepatite, uma gravidez, uma grande cirurgia recente, HTA mal
controlada, Hipotensão, uma anemia ou o uso de certos medicamentos podem
incapacitar um dador temporariamente.

Estas restrições foram criadas de modo a proteger tanto o dador como o receptor. Em geral,
não se permite aos dadores doar sangue mais de uma vez em cada dois meses. O costume
de pagar aos dadores de sangue quase desapareceu, já que incentivava os necessitados a
apresentarem-se como dadores e negavam ter qualquer doença que os incapacitasse como
tais.

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3.2-Processo de colheita

Para os dadores seleccionados, doar sangue é muito seguro. Todo o processo dura cerca de
uma hora; a doação em si não leva mais de 10 minutos. Habitualmente experimenta-se uma
sensação de “comichão” quando se introduz a agulha, mas o próprio processo é indolor. A
unidade de sangue doada é de cerca de meio litro.

3.3-Armazenamento

«O sangue recém-obtido é selado em bolsas de plástico que contêm conservantes e um


composto anticoagulante. O sangue refrigerado conserva-se em bom estado durante 42
dias. Em circunstâncias especiais (por exemplo, para conservar um tipo de sangue pouco
comum) os glóbulos vermelhos podem ser congelados e conservados durante um máximo
de 10 anos» (www.manualmerck.net).

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4-O sangue e os componentes sanguíneos

O sangue doado é separado nos seus componentes principais - os hemocomponentes, e


estes são fraccionados nos seus diversos elementos - os hemoderivados, para a aplicação
terapêutica somente da fracção necessária. Se for necessário uma transfusão de sangue
total, os componentes podem ser reunidos.

4.1-Grupos sanguíneos

Como realizar uma transfusão de sangue que não é compatível com o receptor pode ser
perigoso, o sangue doado é habitualmente classificado em grupos A, B, AB ou O e como
Rh positivo ou Rh negativo.

Em certos locais, como precaução adicional, antes de iniciar a transfusão, um técnico


mistura uma gota do sangue do dador com sangue do receptor para se assegurar de que são
compatíveis; este procedimento denomina-se teste de compatibilidade. Na Figura 1
podemos ver os tipos de sangue que são compatíveis.

Figura 1 – tipos de sangue compatíveis

Fonte: http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D179

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Pessoas com sangue Rh positivo podem receber glóbulos vermelhos do tipo Rh negativo.
O contrário não é compatível. Pessoas do grupo O só podem receber hemácias do grupo O.
Pessoas do grupo AB podem receber hemácias do grupo O, A e B. Pessoas do grupo B
podem receber hemácias do grupo O e B, mas não do A e nem do AB. Pessoas do grupo A
podem receber hemácias do grupo O e A, mas não do B e nem do AB.

A pessoa portadora do tipo de sangue O negativo é tida como sendo doador universal, o
seu sangue serve para qualquer receptor (estando na forma de concentrado de glóbulos
vermelhos) mas no caso de transfusão, o ideal é o paciente receber sangue do mesmo tipo
que o seu.

A pessoa portadora do sangue AB positivo é tida como receptor universal, podendo receber
transfusão de qualquer tipo de sangue, mas só pode fazer doação para quem tem sangue do
mesmo tipo (é considerado um dos sangues mais raros).

4.2-Sangue completo

Uma pessoa que necessite urgentemente de uma grande quantidade de sangue (num caso
de hemorragia, por exemplo) pode receber unidades de sangue completo. Este processo
também se aplica nas situações em que os componentes do sangue não podem ser
separados.

4.3-Glóbulos Vermelhos (glóbulos rubros, hemáceas, eritrócitos)

O componente de sangue mais habitualmente transfundidos são os concentrados de


glóbulos vermelhos, que podem restabelecer a capacidade do sangue para transportar
oxigénio, sendo normalmente administrados em situações de hemorragias ou anemias
graves. Dado que os glóbulos vermelhos congelados representam um custo muito maior
que os concentrados, normalmente guardam-se para as transfusões de tipos sanguíneos
menos comuns (O e AB, por exemplo).

Alguns receptores podem ser alérgicos ao sangue recebido. «Se os medicamentos não
conseguem prevenir estas reacções alérgicas, a pessoa pode ter que receber glóbulos
vermelhos lavados. A lavagem dos glóbulos vermelhos retira do plasma do dador quase
todo o rastro de substâncias que podem causar reacções alérgicas»
(www.manualmerck.net).

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4.4-Plaquetas sanguíneas e factores de coagulação

«Uma quantidade reduzida de plaquetas (trombocitopenia) pode causar uma hemorragia


grave e espontânea. A transfusão de plaquetas pode restaurar a capacidade de
coagulação do sangue. Os factores da coagulação são as proteínas do plasma que
normalmente trabalham com as plaquetas para que o sangue coagule. Se não existisse
coagulação, a hemorragia não cessaria depois de se produzir uma lesão. Os concentrados
de factores da coagulação do sangue podem ser fornecidos às pessoas que sofrem de uma
doença hereditária do sangue, como a hemofilia ou a síndrome de Von Willebrand»
(www.manualmerck.net).

4.5-Plasma sanguíneo

Os factores de coagulação encontram-se dispersos no plasma sanguíneo. O plasma fresco


congelado utiliza-se nos distúrbios do sangue quando não se conhece o factor de
coagulação que falta ou quando não se dispõe do concentrado do mesmo. Também se
utiliza quando a hemorragia é causada por uma produção insuficiente de factores de
coagulação, como no caso de uma insuficiência hepática.

4.6-Glóbulos Brancos (leucócitos)

Não é frequente a transfusão de células brancas para tratar de infecções letais em pessoas
cuja contagem de glóbulos brancos é muito baixa ou cujos glóbulos brancos funcionam de
forma anormal. «Nestes casos, habitualmente receitam-se antibióticos. Ocasionalmente,
administram-se anticorpos (imunoglobulinas), componentes do sangue que protegem o
organismo de algumas doenças, para criar imunidade em pessoas que foram expostas a
uma doença infecciosa como a varicela ou a hepatite, ou naquelas que apresentam uma
baixa quantidade de anticorpos» (www.manualmerck.net).

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5-Procedimentos de doação especial

Como já referi, num processo de doação normal, uma pessoa doa o sangue completo e
outra recebe-o. Actualmente, este conceito está a ampliar-se. «Dependendo do caso, uma
pessoa pode receber um único componente sanguíneo, por exemplo as células ou os
factores de coagulação. A transfusão só de componentes seleccionados faz com que o
tratamento seja mais específico, reduz os riscos dos efeitos colaterais e permite usar os
diferentes componentes de uma única unidade de sangue para tratar de maneira eficaz
várias pessoas» (www.manualmerck.net). Existem casos em que uma pessoa pode receber
o seu próprio sangue completo. Temos como exemplo de algumas situações de doação
especial:

Na aférese, um dador dá apenas o componente sanguíneo


específico que o receptor requer, em vez do sangue completo.
Se um receptor necessita de plaquetas, extrai-se sangue
completo do dador e uma máquina que separa os
componentes do sangue extrai as plaquetas e devolve o resto
Aférese
do sangue ao dador. Como os dadores voltam a receber a
maioria do seu sangue, podem doar, sem risco, de 8 a 10
vezes mais plaquetas durante um destes procedimentos do
que as que se poderiam recolher se doassem sangue
completo uma única vez.

A transfusão de sangue mais segura é aquela em que o dador


também é o receptor, já que elimina o risco das
incompatibilidades e das doenças induzidas pelo sangue. Por
vezes, quando um doente sofre uma hemorragia ou é
Transfusão submetido a uma intervenção cirúrgica, pode colher-se o
autóloga sangue e este ser devolvido ao doente. É ainda mais
frequente que a pessoa doe sangue que receberá depois
numa transfusão. Por exemplo, um mês antes da intervenção,
uma pessoa pode doar várias unidades de sangue para as
receber (se for necessário) durante ou depois daquela.

Doação Os familiares ou amigos podem doar sangue especificamente


directa ou uns aos outros, desde que o grupo sanguíneo e o Rh do
dirigida receptor e do dador sejam compatíveis. Para alguns
receptores, saber quem doou o sangue faz com que se sintam
melhor, apesar de uma doação de um familiar ou amigo não
ser necessariamente mais segura que a procedente de um
desconhecido. O sangue de um familiar trata-se com
irradiação para prevenir a doença do enxerto contra o
receptor, que, embora pouco frequente, ocorre mais amiúde

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quando o receptor e o dador são aparentados.

Tabela 2 – Procedimentos de doação especial.

Fonte: adaptado de http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D179

6-Precauções a tomar numa transfusão sanguínea

Para minimizar os riscos de uma reacção durante a transfusão, os profissionais de saúde


tomam várias precauções aquando a mesma:

a) Verificar sempre, no mínimo duas vezes, se o sangue que se vai utilizar é


compatível com o do receptor;

b) Administrar lentamente, em geral, durante duas horas ou mais para cada unidade de
sangue;

c) No início da transfusão deve-se observar o receptor e fazer uma avaliação dos seus
sinais vitais;

d) O receptor deve ser novamente avaliado passados 15 minutos do início da


transfusão (que é quando se produzem a maioria das reacções adversas). Depois
disto, deve-se avaliar o receptor a cada 30-45 minutos e, se apresentar uma reacção
adversa, pára-se a transfusão;

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7-Reacções adversas na transfusão sanguínea

A maioria das transfusões são seguras e alcançam o seu objectivo. Contudo, por vezes,
produzem-se reacções ligeiras e, mais raramente, reacções graves e fatais.

As reacções mais frequentes são febre e alergias (hipersensibilidade), que ocorrem em 1 %


a 2 % das transfusões. Os sintomas incluem:

• Prurido;

• Erupções cutâneas;

• Inflamação;

• Vertigens;

• Febre;

• Cefaleias.

Com menos frequência aparecem:

• Dispneia;

• Arquejos e espasmos musculares.

Não é frequente que uma reacção alérgica seja suficientemente grave para colocar em risco
a vida do doente. Como já referi anteriormente, existem tratamentos que permitem praticar
transfusões a pessoas que previamente sofriam de reacções alérgicas.

Apesar de se tomarem todas as precauções, ainda existem incompatibilidades que


ocasionam a destruição dos glóbulos vermelhos administrados pouco depois da transfusão
(reacção hemolítica). Habitualmente, esta reacção começa com uma sensação de

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incomodidade geral ou de ansiedade durante a transfusão ou imediatamente depois da
mesma. Nestes casos pode surgir:

• Dispneia;

• Pressão torácica;

• Rubor e dor aguda na região lombar.

O médico pode averiguar se uma reacção hemolítica está a destruir os glóbulos vermelhos
verificando se a hemoglobina libertada por estas células está presente no sangue e na urina
do paciente.

Os receptores de transfusões podem também sofrer uma sobrecarga de líquidos, daí que
aqueles que sofrem de doenças cardíacas são muito vulneráveis, de maneira que as
transfusões se realizam mais lentamente e sob um controlo mais rigoroso.

A doença do enxerto contra o receptor é uma complicação não usual que afecta as
pessoas cujo sistema imunitário se encontra lesado principalmente por drogas ou doenças.
Nesta doença, os tecidos do receptor (hospedeiro) são atacados pelos glóbulos brancos do
dador (enxerto). Os sintomas incluem:

• Febre;

• Hipotensão arterial;

• Erupções cutâneas;

• Destruição de tecido;

• Choque anafilático:

o Dispneia;

o Hipotensão;

o Lipotímia;

o Coma;

o Urticária;

o Angioedema (edema da face, pescoço e garganta);

o Prurido;

Os sintomas do choque anafilático estão relacionados com a acção da imunoglobulina e da


anafilatoxina, que interagem para liberar histamina e outras substâncias mediadoras da
degranulação. A histamina induz vasodilatação e broncoespasmo (constrição das vias
aéreas), entre outros efeitos.

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8-Bibliografia

http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D179

http://pt.wikipedia.org/wiki/Transfus%C3%A3o_de_sangue

http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=145

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anafilaxia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Von_Willebrand

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