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Pequeno Manual de Leitura Inteligente

Escrito por: Victor Riva

Sumário

Alfabetizado VS leitor inteligente

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Eu estou entendendo o que estou lendo?

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Sobre o que este livro fala?

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Em quantas partes o livro está divido?

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Quais são as principais palavras que o autor usa?

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Quais são as principais idéias expostas pelo autor?

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O que fazer agora?

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Alfabetizado VS leitor inteligente

Existe uma diferença fundamental entre saber ler e saber entender o que se lê. Saber ler é o que diferencia o analfabeto da pessoa alfabetizada, capaz de interpretar os símbolos léxicos impressos no papel, ou em outras palavras, quem sabe reconhecer os sentidos das palavras escritas, o que elas significam. Ainda aprendemos a fazer isso quando crianças, na maioria dos casos, e a partir daí começamos a ampliar nosso vocabulário adicionando mais e mais palavras em nossa memória, de acordo com a importância e a freqüência de uso.

Saber reconhecer as palavras no papel não garante um entendimento mais profundo do que o conjunto delas quer expressar. As palavras se organizam em frases, onde seus significados particulares se somam com os significados de várias outras palavras, criando um sentido ainda mais difícil de ser entendido. As frases, assim como as palavras, também se interligam formando trechos mais longos, e assim por diante, até termos em mãos uma composição completa, um livro. Os livros, assim como as palavras, têm um sentido, um significado, mas interpretar esse significado é muito mais difícil no caso dos

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livros porque ele se dissolve na enorme quantidade de capítulos, parágrafos, frases e palavras que o compõem.

Ler um livro parece uma tarefa bastante fácil, mas não é. Conseguir ler as palavras isoladamente pode até ser uma tarefa fácil, mas ler um livro e entendê-lo, ou ainda, entender em profundidade a mensagem que ele pretende transmitir, é muito mais complicado do que simplesmente ler.

Essa é a grande diferença entre o alfabetizado e o leitor inteligente. Enquanto o leitor alfabetizado somente lê o que está diante dele, o leitor inteligente busca elevar-se para compreender o texto e alcançar um entendimento superior. O leitor alfabetizado permanece somente num nível superficial da leitura, enquanto o leitor inteligente se debruça em cima do texto a fim de compreendê-lo mais profundamente.

Mas como é possível sair do nível de leitura do alfabetizado e alcançar um nível superior de leitura? Para responder a essa pergunta nós temos que entender uma coisa: a leitura é uma técnica. Sendo a leitura uma técnica, ela pode ser aprendida por qualquer pessoa, e também pode ser aprimorada, elevada para níveis superiores.

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Aprender a leitura inteligente, nesse sentido, é quase como aprender a tocar um instrumento musical. Treinando as habilidades corretamente, aos poucos é possível se aprimorar. Porém, para isso, é necessário aprender a usar as habilidades de leitura da maneira correta e treiná-las sempre que possível.

O leitor inteligente procura compreender o texto que lê, então vive fazendo perguntas para si mesmo e para o livro durante a leitura. Não qualquer tipo de pergunta, mas as perguntas corretas e na ordem correta. Fazendo essas perguntas ao longo da leitura seu entendimento do texto pode aumentar muito.

Um exercício bastante simples para treinar isso é imaginar que ao final da leitura você terá que explicar o que entendeu do livro para alguém. Ainda que não haja ninguém para explicar, somente faça o exercício de imaginar, e você vai sentir imediatamente quase que uma obrigação de ler com mais atenção. Só este pequeno exercício imaginativo pode ajudar muito a melhorar a compreensão do que você está lendo, e logo tudo se torna um hábito. Assim como o guitarrista que treina um determinado exercício, no início ele tem dificuldades em realizá-

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lo, mas depois de várias repetições ele se acostuma e começa a fazer quase automaticamente.

O objetivo é tornar a leitura inteligente um hábito, assim como qualquer técnica. Dirigir um carro é uma técnica, por exemplo. No começo temos dificuldade, mas depois de alguns anos nos acostumamos e tudo fica mais fácil. Alguns até se especializam nisso e se tornam motoristas profissionais, e isso vale desde taxistas até pilotos de corrida.

Digitar também é uma técnica, escrever também, desenhar, pintar um quadro, jogar futebol, etc. Com a prática e o uso correto das habilidades, o progresso vem.

Ao longo deste livro vou ensinar algumas perguntas que devemos fazer enquanto estivermos lendo um livro, seja qual livro for. Essas perguntas são bastante gerais, servindo tanto para livros de filosofia e ciência, quanto para histórias de ficção. Basta se atentar para elas enquanto estiver lendo e em pouco tempo você vai saltar do nível de leitura elementar para um nível elevado, tornando-se um leitor inteligente.

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Eu estou entendendo o que estou lendo?

A maioria dos leitores no mundo todo só possui um nível

elementar de leitura, equivalente ao que chamamos de leitor alfabetizado. Eles entendem as palavras e compreendem o sentido, mas não conseguem fazer da leitura uma maneira de elevar sua compreensão das coisas. Para subir do nível de leitura elementar para o nível de leitura inteligente é preciso se questionar a respeito do entendimento do livro enquanto se lê.

A principal chave para isso é a leitura ativa. A leitura

ativa consiste em ler com concentração, evitando desvios de atenção durante o estudo. Isso quer dizer prestar mais atenção no texto e se perguntar constantemente o seguinte: será que eu estou mesmo entendendo isso aqui?

Se a resposta for “não”, ou se a resposta for “sim, em partes”, a leitura não está sendo feita com a concentração necessária. Se você não compreender a primeira página provavelmente terá dificuldades para entender todas as seguintes, e isso pode comprometer o entendimento do livro inteiro.

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A leitura, além de ser uma técnica, é um exercício intelectual, e por isso deve ser feita com concentração. Se em algum momento de sua leitura você perceber que está só passeando com os olhos pela página, sem reter nada, é o momento de parar e retornar ao início da página ou do parágrafo. Ler com atenção é estar se policiando o tempo todo, para não dispersar a concentração e começar a pensar em outras coisas enquanto lê. Desviar o pensamento faz com que a gente leia sem entender absolutamente nada do que está ali no papel.

É por isso que devemos nos perguntar o tempo todo se nós estamos realmente entendendo o que o autor está dizendo no livro, ou se estamos viajando na batatinha, pensando em qualquer outra coisa menos naquele texto que está diante de nós. No final das contas, o maior fiscal da sua leitura é você mesmo. Lendo com atenção, não há texto que não possa ser compreendido.

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Sobre o que este livro fala?

A primeira pergunta de que tratamos deve ser feita continuamente durante a leitura. A cada parágrafo devemos nos perguntar interiormente se realmente entendemos aquilo ou se estamos prosseguindo na leitura sem compreender o texto. Se for necessário voltar e reler, é bom fazê-lo.

Para este tipo de leitura mais aprofundada, que é a leitura inteligente, nós não precisamos nos importar com o tempo que levamos para entender. Vale mais ler pouco e entender o que se lê do que ler muito sem entender nada. É lógico que aos poucos essa velocidade vai aumentar naturalmente, mas essa é só uma conseqüência, e não um objetivo.

A leitura acelerada é tarefa da chamada “leitura dinâmica”, e esta não interessa no momento. Nosso objetivo é ler para entender, ler para compreender, e não ler para mostrar aos amigos: “olha só o quanto eu leio”. A idéia é crescer intelectualmente através da leitura, e para isso não temos pressa.

Voltando à pergunta deste capítulo, ela é uma questão que não deve ser feita com tanta freqüência como a do capítulo

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anterior. Geralmente, seremos capazes de respondê-la de uma só vez ao final do livro, isso se prestarmos atenção durante a leitura.

A pergunta é esta: sobre o que este livro fala? A resposta deve ser clara e rápida. Quanto mais objetiva, melhor. A idéia é expressar em poucas palavras a essência do livro, o coração do livro.

Para ter certeza de que a unidade do livro foi realmente compreendida pelo leitor, é bom que esta resposta seja feita com as suas próprias palavras. Quanto menos você usar as palavras do autor, melhor. É um sinal de que você entendeu o texto e não está somente repetindo o que o autor diz.

Esta é uma coisa que caracteriza muito o leitor inteligente. Ele é capaz de expressar a idéia geral do livro sem ter a necessidade de repetir as mesmas frases do autor, com as mesmas palavras e na mesma ordem. Dessa forma, este também é um bom exercício para ser feito durante a leitura. Sempre que você fizer uma pausa para se certificar de que está entendendo o que o autor está dizendo, tente expressar o que você entendeu, mas com as suas próprias palavras. Einstein dizia que quem não

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sabe explicar algo com as suas palavras, rapidamente e de forma simples, ainda não entendeu aquilo o suficiente.

Não é necessário ficar se perguntando e nem respondendo em voz alta, caso contrário podem suspeitar de que você seja um tanto maluco. Faça as perguntas e tente respondê- las mentalmente, no seu interior. Se algum desconforto bater, é porque provavelmente algo não ficou muito claro. Aí convém avaliar se é necessária uma releitura do trecho que não ficou bem entendido.

Sempre que eu leio algo e me sinto um pouco desconfortável, marco um pequeno “R” bem no início do parágrafo, com um lápis de grafite suave e mole (2B ou mais). É uma espécie de código de anotação que uso em meus livros para saber quais trechos eu preciso reler para garantir o máximo de compreensão.

Se ao final do livro você for capaz de poder expressar a idéia central do livro, isto é, sua unidade, em bem poucas palavras, você entendeu o que o livro queria dizer.

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Em quantas partes o livro está divido?

Da mesma forma que nós tentamos expressar a unidade do livro em poucas palavras na pergunta anterior, nesta pergunta nós vamos tentar expressar a multiplicidade do livro, ou seja, a unidade de suas partes.

Todo livro é dividido em partes. Mesmo um livro que não tenha capítulos e seja escrito sem paradas do início ao fim tem partes. Essas partes nem sempre são explícitas, mas elas sempre existem, pois o livro é uma composição.

Identificar estas partes pode ser mais fácil ou mais difícil. Às vezes o autor facilita e divide o livro em partes, que são divididas em capítulos, e assim por diante, mas nem sempre é assim. Há livros que não possuem uma divisão muito clara, e aí caberá ao leitor fazer essas separações.

Cada parte do livro aborda questões diferentes, ou ao menos se constrói em cima de uma proposição diferente. Geralmente um livro quer nos passar uma única mensagem em seu todo, quer nos conduzir até um lugar, mas cada uma das suas partes é como um passo para chegar até esse lugar. Assim

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como a unidade do livro pode ser expressa em poucas palavras, cada uma de suas partes também pode.

A pergunta que deve ser feita ao livro então é esta:

quantas partes o livro possui? E devemos ir mais além do que somente identificar as partes. O leitor inteligente vai identificar as partes e depois expressar em poucas palavras o que cada uma dessas partes trata, com suas próprias palavras.

Um bom exercício para se acostumar com isso é fazer um pequeno resumo de cada capítulo assim que terminá-lo. Ao final do primeiro capítulo de um livro, por exemplo, o leitor toma um papel e um lápis e tenta esboçar, sem rigorismo, o que aquele capítulo diz. Assim, o leitor começa a se acostumar a identificar as principais partes do capítulo e passa a entender cada vez mais o que lê, pois a obrigação, ainda que interior, de explicar o capítulo sempre que terminá-lo, força-o a ler com mais atenção.

Se você estiver com medo de esquecer alguma coisa, ou

se o capítulo for muito longo, estude a necessidade de fazer anotações nas margens do livro, ou então nas entrelinhas. Eu sei que ninguém gosta de rabiscar livros, mas às vezes é necessário.

A anotação pode ser feita com um lápis suave, para ser apagada

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depois. Mesmo assim, evite marcar um livro que não seja seu, pois o dono do livro pode não gostar.

Ainda sobre as notas, estude também a possibilidade de criar códigos de anotação. Assim, você não precisa escrever no livro. Uma pequena marca codificada pode te lembrar do que fazer naquele trecho, se você estabelecer um significado para ela. Como eu já disse anteriormente, eu tenho um código pessoal de anotação que me lembra de trechos do livro que precisam ser relidos. Assim eu não preciso escrever no livro “reler este trecho”, ou “esta parte precisa ser relida”. Um simples “R” no início do parágrafo poupa todo esse serviço, e suja menos o livro.

Todo livro, então, deve ser encarado como uma casa. A casa pode ser dividida em partes, que são seus cômodos, e cada cômodo tem sua própria estrutura, sua finalidade, e às vezes pode ser totalmente diferente do restante da casa. Mesmo assim, todo cômodo tem uma ligação com os outros, afinal para quê serve uma casa onde você não consegue entrar nos quartos ou na cozinha?

O bom leitor encontra as portas que ligam um cômodo a outro, isto é, os laços que ligam os assuntos de cada capítulo,

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formando a estrutura da unidade da casa. O leitor inteligente consegue olhar o livro como um todo, mas também consegue abstrair, isto é, separar mentalmente cada uma das partes desse livro e entendê-las por separado, e depois ainda une estas partes novamente ao todo, dando a elas sentido dentro da unidade da obra.

Quais são as principais palavras que o autor

usa?

Um livro possui milhares, centenas de milhares de palavras. Este pequeno livrinho que você agora está lendo, por exemplo, possui mais de três mil palavras. É uma quantidade enorme de palavras, mas só uma pequena parte delas é realmente importante para a compreensão do texto.

Essas palavras carregam consigo um significado especial, enquanto as outras palavras só têm sentido quando relacionadas a elas. Essas palavras principais podem ser chamadas de palavras-chave.

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Geralmente essas palavras compõem um ou dois por cento das palavras de um texto, não mais do que isso. Então o leitor deve se perguntar: se essas palavras são tão raras, então deve ser difícil encontrá-las? A resposta é não. As palavras- chave de um livro são muito fáceis de serem identificadas, porque é sobre elas que o livro fala.

O leitor inteligente deve sempre estar atento para descobrir essas palavras mais importantes do texto. Se você já se deu ao trabalho de observar este livro, ele também tem as suas principais palavras, assim como todos os livros têm. Neste capítulo, por exemplo, as palavras “palavra” e “palavra-chave” são as mais importantes, porque o objetivo deste capítulo é fazer o leitor entender o que são as palavras-chave, como identificá- las num texto e qual é a diferença delas para as demais palavras usadas em um texto.

Outra forma fácil de encontrar uma palavra-chave num livro é analisar a relação que ela possui com o título do livro e com o seu conteúdo. Se você está lendo um livro prático sobre futebol, onde o autor está ensinando as regras do jogo, provavelmente as palavras-chave usadas terão uma relação estreita com o jogo de futebol. Termos como “gol”, “tiro de

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meta”, “lateral”, “escanteio” e “impedimento” são palavras- chave dentro deste livro. Elas possuem um significado especial que só pode ser entendido dentro do contexto em que o autor as coloca. Fora desse contexto essas mesmas palavras podem significar coisas bem diversas.

A palavra “resistência”, por exemplo, tem um significado muito específico quando utilizada por um eletricista, mas pode ter outro quando utilizada por um sociólogo. A palavra “essênciatem um significado diferente dentro da filosofia do que tem dentro da botânica. A palavra “lateral”, usada no exemplo do parágrafo anterior, tem dois significados dentro do futebol, pois pode se referir tanto à cobrança de lateral quando a bola sai de campo, quanto à posição de um jogador que joga pelas laterais.

Quando vamos saber que o autor está usando a palavra em um sentido, e não em outro? Esse é o grande problema da linguagem humana, pois ela pode ser ambígua. Uma mesma palavra tem sempre várias acepções, vários significados diferentes. A palavra “ponto”, por exemplo, pode se referir a um ponto geométrico, a um ponto de ônibus, a um ponto de vôlei, a

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um ponto final de uma frase, a um ponto cirúrgico, a um ponto de tricô ou crochê, entre outros.

Saber se o autor está usando a palavra num sentido ou em outro é um exercício que envolve vários fatores. Um deles é o contexto, como já falamos, outro pode ser um significado específico que o autor empresta à palavra somente para aquela ocasião. Nesse caso, o autor irá explicar o que significa o termo, ou em outras palavras, ele dará uma definição do termo.

Definição, como o próprio nome já diz, é o que define algo, que diz até onde essa coisa vai e a partir de onde passa a ser outra coisa. É como o limite de município, que delimita a área de um município dizendo até onde ele vai. Até determinado local é uma cidade e a partir de lá é outra.

Prestar atenção para definições feitas pelo autor, onde ele explica o que é determinada coisa, é fundamental para conseguir identificar as palavras-chave de um livro.

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Quais são as principais idéias expostas pelo autor?

Assim como devemos ficar atentos para as palavras- chave usadas pelo autor ao longo do texto, também devemos nos atentar para as frases-chave. Assim como as palavras-chave são as principais palavras usadas pelo autor e que possuem um significado especial dentro do texto, as frases-chave são como os principais trechos e que possuem uma importância fundamental para o livro como um todo.

O livro possui várias frases e parágrafos, assim como também possui várias palavras, mas só alguns deles são os que expressam os argumentos principais do autor. Os outros parágrafos só têm importância quando relacionados a eles, e na maioria das vezes servem para explicá-los com mais detalhes.

A regra para encontrar esses parágrafos mais importantes é similar à regra para encontrar as palavras-chave. Primeiro devemos ficar atentos ao tipo do livro que estamos lendo, para tentar encontrar as respostas que o autor dá para as questões

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levantadas ao longo do livro. As principais partes do livro são as que tentam responder a essas questões.

Vamos supor que você esteja lendo um livro onde o autor tenta te convencer de que investir o dinheiro na bolsa de valores é uma melhor opção do que colocá-lo numa poupança. Para o autor te convencer disso ele precisa de bons argumentos, e argumentos que sejam verdadeiros e válidos. Ele construirá esses argumentos em longos períodos dentro do livro, mas a estrutura fundamental deles pode ser resumida em algumas poucas frases. Geralmente essas frases contêm as palavras-chave das quais falamos no capítulo anterior.

De um modo mais simples, todo o livro desse autor vai girar em torno de um ou dois argumentos principais, que ele usa para tentar convencê-lo de que aplicar o dinheiro na bolsa é melhor do que guardar na poupança bancária. Em poucas palavras, quais são esses motivos apresentados pelo autor? Qual é a principal razão, ou as principais razões?

Pode ser que o autor tenha dez ou vinte razões para isso, mas quase sempre uma ou duas são as mais fortes de todas. É no trecho do livro onde ele apresenta essas razões que provavelmente as frases-chave do livro se encontram.

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Se o autor está tentando lhe transmitir um conhecimento histórico, por exemplo, a parte fundamental do livro é ainda mais fácil de ser encontrada. Já que o autor não tem nada para lhe convencer, a não ser os fatos, o trecho onde ele relata esses mesmos fatos é o trecho mais importante. O restante do livro será, na maioria das vezes, um relato das conseqüências desses fatos, mas o que realmente importa são os fatos.

As frases-chave, em resumo, são as que apresentam os argumentos centrais que o autor defende em seu livro. É através desses pontos principais que podemos compreender melhor o que o autor quis dizer em sua obra, se ela é verdadeira ou não, se responde satisfatoriamente às questões levantadas, se tem alguma relevância, etc. Compreender um livro ou não pode depender muito da capacidade de encontrar as palavras-chave usadas pelo autor e os principais argumentos desenvolvidos por ele nas frases-chave do livro.

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O que fazer agora?

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