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Jurisprudências e o cibercrime no Brasil

Ademir Constantino Filho


Prof. Shriley Magali Vendrami
Faculdade Metropolitana de Blumenau – FAMEBLU
Bacharelado em Sistemas de Informação – Aspectos Legais em Informática
20/06/2010

RESUMO

Com a popularização da internet, o uso de redes sociais e a popularizações das transações


eletrônicas, a questão jurídica tem se tornado comum na questão do crime eletrônico.

Palavras-chave: Direito; Jurisprudências; Leis; Internet.

1 INTRODUÇÃO

Com a popularização da internet, a troca de informação e realização de negócios pela rede ,


trouxeram também para a rede os crimes na área da informática, conhecidos também como
cibercrimes, um problema que tem tido um enorme crescimento ao longo dos anos. Problemas
como pedofilia, ciber-bulling, desvio de dinheiro, espionagem e até mesmo falsidade ideológica tem
causados diversos danos às vitimas e os fazem procurar a justiça para solucionar tais atos ocorridos
na conhecida como “terra sem lei”, ou internet.

DAOUN (1999), afirma que em agosto de 1999 a imprensa geral publicou matérias sobre o
misterioso desaparecimento de dinheiro de contas bancárias movimentadas pela internet. E desde
então o problema continua e a cada dia toma proporções maiores aos usuários do internet banking.
Outro fato é que não são apenas os usuários de internet banking que estão sofrendo com os efeitos
do cibercrime, mas sim os usuários de quase todos os serviços de sistemas de informação
disponíveis na internet como usuários de mesmo de redes sociais, ferramentas que tem como intuito
conectar as pessoas, mas que também tem causado dor de cabeça a muita gente.

ATHENIENSE(1999) afirma que atualmente, a autoria de grande parte das ofensas


anônimas feitas via web é facilmente identificada com auxílio da Justiça. As indenizações, quando
comprovadas as agressões, raramente são negadas. A responsabilidade de todos está cada vez mais
clara: o site de relacionamento que não tirar conteúdo ofensivo do ar, a pedido da vítima, torna-se
réu na ação, o blogueiro que permitir um comentário agressivo a terceiro em seu blog responde na
Justiça junto ao agressor, os pais são responsáveis na esfera civil por ofensas feitas via web pelos
filhos e por aí vai.

O projeto de lei projeto de lei Nº 84 de 1999, conhecida como lei de crimes digitais ainda
está em análise por autoridades políticas e sendo aperfeiçoada embora ainda não tenha sido
concretizada por motivos que variam desde as questões penais às questões que poderiam limitar o
crescimento da rede ou ainda dificultar ainda mais a inclusão digital. Considerando o fato de que
que ainda não existam leis exatas para o tratamento de crimes digitais, as decisões judiciais são
normalmente estudadas e julgadas caso a caso e normalmente utiliza-se também das conhecidas
jurisprudências, assunto do presente artigo.

2 JUSTIÇA E LEIS

ATHENIENSE(1999) em seu artigo “Justiça derruba anonimato e pune cada vez mais por
crimes na internet”, publicado em 15/10/2008, afirma que: A exposição excessiva é o primeiro
ponto que os especialistas acham importante combater. Por conta de uma comunidade no Orkut que
o elogiava por ajudar os alunos a colar, o inspetor J.A.Q.M. foi demitido por justa causa de um
colégio gaúcho. Foram as fotos expostas pela psicóloga A.C.C., no mesmo site, que permitiram a
criação de perfis falsos em nome dela, com informações de que era lésbica e prostituta. É preciso ter
em mente, segundo Atheniense, que, apesar de conseguir indenização ou a responsabilização
criminal do ofensor, a vítima pode ter de suportar o fato de a agressão não sair do ar. "Quando o
ilícito cai na rede, é impossível retirar completamente.
Costumo dizer que, na era da mídia digital, todos poderemos ter nossos 15 minutos de execração
pública. Então, é bom se precaver."

Na Europa, foi criada em 2001, e vigente desde 2004, a convenção de Budapeste que trata
da prevenção e da punição a crimes de ofensa contra a confidencialidade e a integralidade de
sistemas de dados e de computadores (como invasões de crackers a sistemas bancários) e a crimes
de ofensas praticadas com o uso de sistemas de dados e computadores (como pornografia infantil e
racismo), além de prever formas de uso de sistemas de dados e computadores como evidências em
processos criminais.

Baseado nesta premissa discute-se atualmente em congressos das nações unidas, o que pode
ser três propostas de novas convenções da ONU. As delegações das dezenas de países que
participam dos eventos discutem a edição de recomendações para a criação de novas convenções
que estabeleçam regras para o combate aos cibercrimes, a cooperação jurídica internacional entre os
países e o tratamento de presos. Há dois dias do término do congresso, a discussão mais avançada é
a que envolve os chamados cibercrimes.

3 CALUNA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA EM REDES SOCIAIS

Com base no direito e leis brasileiras muitos casos de calúnia e difamação tem ocorrido em
redes sociais como o Orkut, rede social mais popular para os usuários brasileiros. Considerando o
fato da alta popularidade de redes sociais que têm como intuito servir de ferramenta de
comunicação para amigos, parentes e parceiros de negócio que pode ser utilizada também
indevidamente por utilizadores mal intencionados que praticam a difamação, pedofilia, atos contra a
honra entre outros atos ilícitos.

CABETTE (2009), A existência dos dispositivos no ordenamento penal deve-se ao interesse


do Estado proteger a reputação do sujeito passivo no meio social e, com isso, assegurar a
pacificação social, meta basilar de qualquer ordenamento jurídico.

FLICK (2010) define que:

• Calúnia: O nosso código Penal versa sobre a “Calúnia” no Capitulo V, que rege os crimes
Contra a Honra, o qual é pressuposto pessoal do indivíduo. Os doutrinadores vêm
classificando a honra como Subjetiva (auto-respeito, a auto-estima, o pensamento de si
próprio etc.) e Objetiva (é o seu respeito no meio social, o que pensam dele a comunidade).

• Difamação: Igualmente como a Calúnia, a Difamação consta do mesmo Capítulo V, e, versa


sobre os Crimes Contra a Honra Objetiva, porém, neste caso, a Difamação se consuma
quando se imputa a outrem fato ofensivo a sua reputação - veja artigo 139 do CP: “Difamar
alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”, observe que a diferença esta na
questão de que, na Calúnia, o fato deve ser crime tipificado no nosso ordenamento, já na
Difamação, basta para que o crime seja consumado, que o fato imputado seja ofensivo a
reputação de terceiros. Mirabete assim define Difamação: “...é a imputação a alguém de fato
ofensivo a sua reputação”.
• Injúria: Também situado no capítulo V do CP, a Injúria é um crime Contra a Honra, porém,
Subjetiva, pois a ofensa é dirigida a dignidade ou ao decoro de alguém. O artigo 140 do CP
diz: “ Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro." O professor Paulo Jose da
Costa Jr., assim conceitua Injúria: "É a palavra ou gesto ultrajante, mediante o qual se ofende
o sentimento de dignidade alheio (honra subjetiva). Não se trata mais, como na difamação de
atingir a honra exterior da vítima, a reputação e o conceito de que goza na comunidade. Trata-
se, sim, de ofender a dignidade e o decoro.”

CABETTE(2009) afirma ainda em seu artigo que não podemos confundir a difamação com
o direito de liberdade de expressão previsto no art. 5º, inciso IV, da Constituição Federal. A
jurisprudência conhecida como ação cominatória define que:

AÇÃO COMINATÓRIA - Pretensão do banco-autor voltada à condenação do réu a


retirar da Internet a página destinada à divulgação da associação de pessoas
supostamente lesadas pela instituição, bem como a se abster de manter ou incluir
qualquer texto nessa rede de comunicação mencionando sua denominação, sob pena de
incidir no pagamento de pena pecuniária - Procedência da demanda decretada em
primeiro grau, ao argumento de que a associação em tela que foi criada com o
inequívoco propósito de ofender a honra, a imagem e o nome do promovente -
Decisório que não merece subsistir - Hipótese em que não emerge dos autos a indigitada
ilicitude nos propósitos de criação e divulgação da associação em causa, notadamente o
ânimo de difamar - Entidade que foi criada com a finalidade de defender interesses
coletivos e individuais daqueles que teriam sido lesados pela instituição financeira,
indicando sua página originária na Internet justamente o intuito de cadastramento dos
interessados para participar de uma ação coletiva a ser ajuizada contra o banco-autor -
Propósito assim delineado induzindo à conclusão de que a palavra lesado foi utilizada
tendo em conta o seu significado jurídico, o que arreda a conotação ofensiva apregoada
na petição inicial - Inexistência, destarte, de razão plausível para impedir a livre
veiculação da existência da associação e de seus objetivos – Apelo provido para o fim
de julgar improcedente a ação, invertidos os ônus da sucumbência. (TJ/SP, 2003).

4 PICHAÇÕES E ENTRADA DE DADOS FALSOS EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Em meados dos anos 2000 frente à popularização da internet, muitos sites passaram a ser
pichados, ou seja, alterados de forma não autorizada recebendo manifestos de crackers
denominados “ciber-punks”.

ASSUNÇÃO (2004) em seu livro entitulado “Segredos do Hacker Ético”, em 27 de outubro


de 2003 mostra que o repórter Tony Smith do The New York Times fez uma reportagem sobre o
hacking no Brasil, denominada “Brazil becomes a ciber crime lab” (O Brasil torna-se um
laboratório do crime cibernético), na qual também foi citado na época, mostrando que os invasores
brasileiros são os que mais atacam no mundo, a polícia federal publicou uma nota dizendo que a
cada dez hackers no mundo, oito são brasileiros.

Fato é que a maioria destes ataques são feitos como pixação virtual, onde o usuário mal
intencionado tira a página inicial de uma empresa ou entidade pública e troca o conteúdo original
por manifestos ou livres expressões.

Embora não existam leis que regulamentes estes casos, as chamadas perícias forenses
computacionais, analisam os casos de atos ilícitos e através das provas coletadas em mídias e logs
de acesso.

Outro caso que vem sido analisado é que considerando que funcionários da área pública
possuem acesso a servidores e sistemas de informação que se mal utilizados podem causar grandes
danos em uma nação, a lei no 9.983, de 14 de Julho de 2000 que se dá por:

"Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa


de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente:" (AC)

"Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa." (AC)

"Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação


ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado." (AC)

5 CONCLUSÃO

A justiça ainda engatinha no que se diz respeito à leis de crimes digitais, porém observa-se
uma posição sensata na aplicação das perícias forenses pela análise caso a caso baseado na
apreensão de mídias logs de acesso.
Observa-se também que pouco tem sido feito em relação à quebra de anonimidade na
internet o que permite ainda mais que os criminosos digitais atuem sem medo às punições e a
dificuldade no rastreamento e coleta de provas.

6 REFERÊNCIAS

ASSUNÇÃO, M. F. A. Segredos do hacker ético. 2a Edição. Visual Books, 2008.

ATHENIENSE, A. Justiça derruba anonimato e pune cada vez mais por crimes na internet .
Disponível em: <http://www.dnt.adv.br/noticias/informatica-juridica/justica-derruba-anonimato-e-
pune-cada-vez-mais-por-crimes-na-internet/> Acesso em: 20 jun. 2010.

ATHENIENSE, A. Países estudam criação de uma convenção sobre cibercrimes. Jus Navigandi,
Teresina, ano 4, n. 37, dez. 1999. Disponível em:
<http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2156778/paises-estudam-criacao-de-uma-convencao-sobre-
cibercrimes>. Acesso em: 19 jun. 2010.

CABETTE, E; PAULA, T. Cibercrimes: estudo da difamação no Orkut. Disponível em:


<http://jusvi.com/artigos/37624> Acesso em: 20 jun. 2010.

Casa Civil, Lei 9.983 de 14 de julho de 2000, Disponível em:


<www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9983.htm>. Acesso em: 20 jun. 2010.

DAOUN, A. Os novos crimes de informática . Jus Navigandi, Teresina, ano 4, n. 37, dez. 1999.
Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1827>. Acesso em: 19 jun. 2010.

FLICK, M. Os novos crimes de informática. Disponível em:


<http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/4174/QUEBRA_DE_SIGILO_NO_ORKUT_ABERT
URA_PARA__ACOES_DE_CALUNIA_DIFAMACAO_E_INJURIA>. Acesso em: 20 jun. 2010.