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Campus Fortaleza

Métodos de Medição de Resistência Elétrica Média

Antônio Lucas de Abreu Melo

  • 1.0 - Introdução Geral

Sumário

  • 1.1 Conceitos de Medidas Elétricas

3

  • 1.2 Tipos de Erro

5

  • 1.3 Classe de Exatidão e Índice de Classe

6

  • 1.4 Noções de Exatidão, Precisão, Resolução, Sensibilidade

7

  • 1.5 Montagens

8

  • 2.0 - Introdução ao Indutor Linear

9

2.1 Teste CC no Indutor Linear

10

2.2Teste CA no Indutor Linear

12

  • 2.3 Questões

13

  • 3.0 - Introdução ao Reator (Indutor)

21

  • 3.1 É Bom Saber

22

  • 3.2 Questões

31

  • 4.0 - Introdução ao Motor Monofásico de Indução

38

  • 4.1 É Bom saber

40

  • 4.2 Teste CC(Motor 01)

42

  • 4.3 Teste CA(Motor 01)

43

  • 4.4 Teste CC(Motor 02)

45

  • 4.5 Teste CA(Motor 02)

47

  • 5.0 - Introdução ao Capacitor de Placas Paralelas

52

  • 5.1 Questões

54

Segundo o nosso caro Professor de “Medidas elétricas”, Clayton, a melhor definição para essa matéria é que:

“As Medidas combinam arte e ciência”

Unidades de Medidas Importantes para o entendimento do relatório.

Grandezas

Unidade

Simbologia

Tensão

Volt

[V]

Corrente

Ampére

[A]

elétrica

Resistência

Ohm

[Ω]

elétrica

Potência

Watt

[W]

Carga

Coulomb

[C]

Capacitância

Farad

[F]

Indutância

Henry

[H]

Condutância

Siemens

[S]

Energia

Joule

[J]

Frequência

Hertz

[Hz]

Padrões para grandezas elétricas.

Corrente elétrica: o deslocamento ou fluxo de carga em uma dada direção constitui uma corrente elétrica. A unidade de corrente é o ampére e o símbolo de corrente é I.

O ampére é definido como o fluxo de 6,28 X 10 18 elétrons passando através de um dado ponto de um condutor, durante um segundo. A corrente elétrica é análoga à relação de escoamento de um fluido (litros por segundo) em um sistema hidráulico. A corrente elétrica flui entre dois pontos de um circuito através dos elementos intercalados. A corrente é medida com um instrumento chamado amperímetro, que é intercalado no circuito da corrente.

Voltagem: voltagem, que conceitualmente é a capacidade de realizar trabalho, pode ser definida simplesmente como a força que provoca deslocamento de carga, de elétrons ou íons, em uma dada direção. A voltagem é análoga à pressão em um sistema hidráulico. Outros termos comuns para designar voltagem são força eletromotriz (fem), potencial e diferença de potencial. A voltagem é medida entre esses terminais com um instrumento chamado voltímetro.

Resistência: A resistência é a propriedade de um circuito elétrico que oferece oposição ao fluxo de corrente elétrica. Isto é algo parecido com o atrito encontrado por um fluido em um sistema hidráulico. O símbolo para a resistência é R e a unidade de resistência é o ohm. A unidade ohm pode ser definida como a resistência de um circuito ou elemento de circuito que permite a passagem de uma corrente constante de 1 ampère quando uma voltagem constante de 1 volt é aplicada ao circuito ou elemento de circuito.

Indutância: sua unidade é Henry e seu símbolo é H.

O

padrão

de

Henry

é

também

baseado

nos

cálculo de

indutores sob a forma de bobinas cilíndricas e longas em relação ao diâmetro com uma única camada de espiras.

Capacitância: sua unidade é Faraday e seu símbolo é F. O padrão de faraday é baseado no cálculo de capacitores de geometria precisa e bem definida co um dielétrico de propriedades estáveis e bem conhecidas. Normalmente usam-se duas esferas ou 2 cilindros concêntricos separados por um dielétrico gasoso.

E adiante no estudo de medidas elétricas, é com muita importância conhecer o significado de padrão, aferição e calibração em um instrumento, pois visualizando os conceitos deles, a uma melhoria do operador utilizando os métodos para encontrar os valores requeridos.

Padrão: é um elemento ou instrumento utilizado para definir, conservar e reproduzir os elementos básicos da medida de uma determinada grandeza.

Aferição:

é a comparação

do

valor lido

com valor

padrão.

De caráter passivo,

erro existindo,

mas não

é

corrigido.

Calibração:

é

o ajuste

do

valor

lido com

o

valor

padrão. De caráter ativo, pois corrige o erro.

TIPOS DE ERROS

Como em qualquer classe de medição, pode haver erros quanto à verificação dos valores medidos. E se segue nesta classificação:

Erro grosseiro: São erros que ocorrem por falhas de leitura no instrumento pelo operador. E se percebe o erro, após uma análise cuidadosa dos dados. Erros acidentais ou aleatórios: São todos os erros restantes, possuem polaridade e amplitude variáveis e não seguem uma lei sistemática. São geralmente pequenos, mas estão presentes em qualquer medida. Ocorre mais por imperícia do operador. Erros constantes: são erros invariáveis em amplitude e polaridade devido a imprecisões instrumentais. E pode ser corrigido pela comparação com um padrão conhecido pela medida. Erros sistemáticos: são flutuações originárias de falhas de método empregado ou de defeitos do

operador. Ocorre por

exemplo em que

o operador

sempre superestima ou sempre subestima os valores

da medida. E se divide em dois erros:

Zero erros: Ocorre no início da medição, pois não têm dado atenção suficiente para a posição do índice (ponteiro).

Antes da medição, deve ser calibrado com o parafuso de ajuste da agulha a zero.

Erro de paralaxe: ocorre quando o operador não olha atentamente a escala perpendicular ao dispositivo retificado pelo alinhamento da agulha com a sua projeção sobre a balança. Alguns dispositivos normalmente incorporam um espelho na escala para facilitar esta tarefa.

Erro absoluto: é a diferença do valor medido(Xm) e o valor verdadeiro(Xv). Como obter valor verdeiro é difícil, o melhor a se fazer é substitui-lo pelo valor obtido através de várias medias e de critérios estatísticos.

Ea = Xm – Xv

Ea - Erro absoluto

Erro relativo: é a necessidade de comparar duas medidas com valores muito diferentes.

Er =

XmXv

Xv

=

Ea

Xv

Er – Erro relativo

Limite superior do erro: é o limite do erro absoluto. Na maioria dos instrumentos que indicam, a precisão é garantida por uma certa percentagem de leitura da escala completa, também conhecido como erro ou limite de garantia. Este erro, no caso dos instrumentos analógicos, está relacionada com a classe de instrumento. Assim, o fabricante promete que o erro não exceda o limite de erro, mas é claro que, para a leitura fora de escala, o erro relativo aumenta.

X = Xm

±

Ex

Classe de exatidão: é o limite de erro, garantido pelo fabricante de um instrumento. E o simbolo usado para designar a classe de exatidão é o sigma(δ). Aparelhos com classe de exatidão são classificados para certas áreas, como exemplo:

Classe de exatidão de 0,1 a 0,2 - Instrumentos de precisão para a investigação. Classe de exatidão de 0,5 - Instrumentos de precisão para uso em laboratório. Classe de exatidão de 1,0 - Instrumentos de medição portáteis de corrente contínua. Classe de exatidão de 1,5 - Os instrumentos portáteis e quadros de corrente alternada. Classe de exatidão de 2,5 a 5 – Instrumentos de quadros

Índice de classe: é o quociente entre o valor absoluto máximo do erro e o valor máximo da escala multiplicado por 100.

C =

XmXv

Xv

×100

=

Ea

Xv

×

100

Noções de Exatidão, Precisão, Resolução e Sensibilidade

Muito importante conhecer estes parâmetros, pois definirão a qualidade final da medida e permite uma comparação direta entre equipamentos.

Exatidão: Qualidade daquilo que é exato, em conformidade com um padrão. Medidas exatas implicam na inexistência de erros. Para se definir claramente os sistemas de medição devem-se utilizar os conceitos erro sistemático e erro aleatório

Ex: padrão = 2000 Ω; instrumento (b) =2200 Ω; (a) é mais preciso do que (b)

instrumento (a) =2025 Ω;

Precisão: Qualidade do que é preciso, definido claramente. Ou seja, medidas precisas significam medidas com pouca dispersão. A precisão está, portanto, ligada ao conceito de repetibilidade e estabilidade de um instrumento, isto é, a precisão está conectada aos erros aleatórios. Por isso a precisão é também chamada de limite de erro do instrumento. Para se eliminar o erro sistemático as soluções são a escolha de instrumento coerente com a medição a ser realizada e sua aferição apropriada.

Ex: instrumento

(a)

Leitura

1:

1,

555

instrumento (b) Leitura 2: 1,705 Ω

 
 

Leitura

2:

1,

405

Leitura 2: 1,7 Ω Leitura 3: 1,5 Ω 3: 1,701 Ω (b) é mais preciso do que (a)

 

Leitura

Resolução: menor mudança no valor medido na qual o instrumento responde;

Ex: (a) 12 bits: 1 parte em

2 12

Sensibilidade: relação entre o sinal de saída ou resposta do instrumento e a mudança na entrada ou valor medido;

Montagem a montante: é um método indireto para se calcular o valor da resistência elétrica, utilizando um amperímetro e voltímetro, porém existirá uma diferença entre o valor medido pelo método e o valor verdadeiro da resistência elétrica, isso ocorre devido às resistências internas dos instrumentos e aos erros de medidas.

Nessa montagem o voltímetro é colocado antes do amperímetro.

Montagem a jusante: é um método que consiste achar os valores da resistência elétrica, com a

Montagem a jusante: é um método que consiste achar os valores da resistência elétrica, com a seguinte seqüência onde a fonte tensão, onde o voltímetro é ligado antes do amperímetro, como na figura a seguir:

Nessa montagem o amperímetro aparece antes do voltímetro.

Montagem a jusante: é um método que consiste achar os valores da resistência elétrica, com a

Experimento 01

Indutor linear

Neste experimento iremos aprender a calcular o valor de uma resistência num indutor linear, em dois testes um CC(corrente contínua) e um CA(corrente alternada). Estudaremos também os erros cometidos para verificar qual a melhor montagem para esse circuito e explicar através de

cálculos o funcionamento desse indutor e os fatores que o agravam.

Os dois métodos, de se verificar o valor da resistência são por duas montagens, que já foram definidas (Montagem a montante e Montagem a jusante).

Material necessário: Fontes CC e CA ajustáveis, Motor CC, Voltímetros e Amperímetros com escalas adequadas. Relacionar os dados dos instrumentos empregados com suas respectivas características e classe de exatidão.

cálculos o funcionamento desse indutor e os fatores que o agravam. Os dois métodos, de se

(a) Diagrama de montagem <<<>>> (b) Diagrama esquemático.

Teste CC:

Neste ensaio levaremos em consideração a tensão continua:

Teste cc

U(v) ±

I(A) ± I(A)

R(Ω) ±

U(v)

R(Ω)

Montante

5,0 ± 0,15

0,276 ±

18,125 ± 0,835

 

0,0045

Jusante

4,08 ± 0,15

0,243 ±

16,8 ± 0,93

0,0045

Montante a montante no teste CC:

Medida =

calibre

fimde escala

× leitura

Calibre = 30 v Fim de escala = 150 v

Leitura = 25 v

>>

Medida =

30

  • 150 x 25 = 5 v

Representação

>>

(5

±

0,15) v

Para a corrente:

δA= 1,5 100 divisões Calibre = 0,3 ALeitura = 92 divisões

Fim de escala =

Medida =

calibre

fimde escal a x leitura

92 = 0,276 A

Erro =

classe de exatidão

  • 100 x calibre

x 0,3 = 0,0045 A

Representação >> (0,276

±

 

0,3

>>

Medida =

100 x

 

1,5

 

>>

Erro =

100

0,0045) A

 

Para a Resistência:

5+0,15

Rmáx =

0,2760,0045

 

= 18,96 Ω

 

50,15

 

Rmin =

0,276+0,0045 = 17,29 Ω

 
 

Rmáx+Rmin

 

18,2917,29

 

Rméd =

2

=

2

= 18,125 Ω

 
 

Rmáx+Rmin

 

18,9617,29

 

Desvio R =

 

2

=

  • 2 =

±

0,835 Ω

Representação

 

>>

 

(18,125

±

0,835) Ω

Montagem a Jusante no Teste CC:

Para a tensão:

Calibre = 30 v

Leitura = 20,4 v

Fim de escala = 150 v

classede exatidão

δv=0,5

>>

Erro =

100

x calibre

 

0,5

Erro=

100

x 30 = 0,15 v

Medida =

calibre
fimde escala x leitura

x 20,4 = 4,08 v

>>

Medida =

30

150

Representação

>>

(4,08

±

0,15)v

Para a corrente:

δA= 1,5 100 divisões

Fim de escala =

Calibre = 0,3 A divisões

Leitura = 81

   

0,3

Medida =

calibre fimde escala x leitura

>>

Medida =

100 x

81 = 0,243 A

classe de exatidão

Erro = 100 x calibre >> Erro = 1,5 100 x 0,3 = 0,0045 A ±
Erro =
100
x calibre
>>
Erro =
1,5
100
x 0,3 = 0,0045 A
±
Representação >>
(0,243
0,0045)A
Para a resistência:
4,08+0,15
Rmáx =
0,243−0,0045
= 17,73 Ω
4,08−0,15
Rmin =
0,243+0,0045 = 15,87 Ω
Rmáx+R min
17,73+15,87
Rméd =
2
=
2
= 16,8 Ω
Rmáx+Rmin
17,73−15,87
±
Desvio R =
2
=
2
=
0,93 Ω
±
Representação
>>
(16,8
0,93) Ω

Teste CA

Teste CA

U(v) ± U(v)

I(A) ± I(A)

L(H) ±

L(H)

Montante

116 ± 0,75

0,37 ± 0,025

0.82 ± 0,06

Jusante

114 ± 0,75

0,37 ± 0,025

0.82 ± 0,06

Teste CA para Montagem a montante:

Para a tensão:

Calibre = 150 v divisões

δv = 0,5

Erro =

classede exatidão

100

x calibre

±

0,75 v

Fim de escala = 150

Leitura = 116 v

Erro=

0,5

100

x 150 =

Representação

>>

(116

±

0,75) v

Para a corrente:

Calibre = 1ª

Fim de escala = 100 divisões

δA= 2,5

Leitura = 37 divisões

Erro =

class ede exatidão

100

x calibre

Erro=

± 0,0025 A

Erro=

2,5

100

x 1

Medida =

calibre fimde escala x leitura

37 = 0,37 A

Representação

>>

(0,37

±

>>

Medida =

013

100

x

0,0025) A

Para a impedância:

Zmax =

Vm á x Imin

=

116+0,75

0,370,025 = 338,4

Xmax = Zma x 2 Rmi n 2 = 338,4 2 17,29 2 = 337,95

Lmax =

Xmáx

ω

=

337,95

377

= 0,89 H

 

Vmin

1160.75

Zmin =

Imax

=

0,37+0,025 = 291,71

Xmin = Zmi n 2 +Rma x 2 =

291,77 2 18,13 2 = 291,2

W = 2

πf

f = 60 Hz

Lmin =

Xmáx

w

=

291,2

377

= 0,77 H

L =

Lmax× Lmin =

0,89×0,77

¿0,82H

∆L =

LmaxLmin

2

=

0,890,77

2

= ± 0,06H

Representação

(0,82

± 0,06 ¿H

Teste CA para Montagem a Jusante:

Para os valores de calibre,

fim

de escala

e

erro

vão

se

manter os mesmos da montagem a montante e o único que vai variar são os valores da impedância e da leitura, e este foi lido com um voltímetro digital:

Para a tensão:

Representação >> (114 ± 0,75¿ v

Para a corrente:

Representação >> (0,37 ± 0,00,25¿ A

Para a impedância:

Zmax =

Vm á x Imin

=

114+0,75

0,370,025 = 332,61

Xmax = Zma x 2 Rmi n 2 = 332,61 2 17,29 2 = 332,16

 

Xmáx

Lmax =

ω

=

Vmin

Zmin =

Imax

=

332,16

  • 377 = 0,88 H

1140.75

  • 0,37+0,025 = 286,71

Xmin = Zmi n 2 +Rma

x 2 =

286,71 2 +18,13 2 = 287,28

Lmin =

Xmin

ω

=

287,28

377

= 0,76 H

L = Lmax× Lmin = 0,88×0,76

¿0,82H

∆L =

LmaxLmin

2

=

0,880,76

2

=

±0,06H

Representação

>>

(0,82

± 0,06 ¿H

1) Faça um estudo do erro cometido nas montagens a montante e a jusante e defina qual a montagem mais adequada de acordo com a resistência medida.

Como a montagem a montante é mais precisa em sua exatidão ela é usada para calcular resistências, pois o erro

causará mais danos do que numa resistência muito alta, que é o caso da montagem a jusante.

Portanto a montagem mais adequada para esse tipo de indutor linear será a Montagem a Montante.

2) Explique os efeitos na resistência elétrica devido ao efeito pelicular ou efeito skin.

O efeito pelicular é o fenômeno responsável pelo aumento da resistência em função do aumento da freqüência elétrica que a percorre. Em C.C a corrente se distribui de forma contínua ao longo condutor, o que não ocorre em CA. Assim, à medida que aumenta a freqüência da corrente que percorre o condutor, têm- se um aumento do campo magnético do condutor, fazendo com que aumente a reatância local. O aumento da reatância faz com que a corrente tenda a deslocar-se para o centro do condutor, diminuindo a sua área e tendo um aumento da resistência aparente. Este fenômeno é muito prejudicial nas linhas de transmissão que ligam dispositivos de alta frequência. Isso contece porque se a potência é elevada tem-se uma grande perda na linha devido à dissipação de energia na resistência da mesma. Também é muito negativo no comportamento de bobinas e transformdores devido os prejuízos ao fator Q dos circuitos ressonantes por conta do aumento da reatância. Uma forma de reduzir este efeito é o emprego nas linhas e

nos indutores o denominado fio de Litz que consiste em um cabo formado por muitos condutores de pequena secção isolados uns dos outros e unidos nas extremidades.

3) Explique os efeitos da temperatura na resistência elétrica.

O aumento da temperatura de um condutor pode ser provocado tanto pela corrente que circula por ele como pela absorção de calor do ambiente. Na maioria dos condutores este aumento corresponde ao aumento da resistência, conforme mostrado na Figura 3. Observamos que existe

uma relação linear entre a temperatura e a resistência na faixa de temperatura na qual o material condutor é normalmente usado. Embora a curva passe a ser não-linear quando a resistência se aproxima de zero, uma linha reta pode ser extrapolada como uma continuação da parte reta da curva. A curva extrapolada intercepta o eixo de

temperatura no ponto T i chamado de temperatura

inferida de resistência zero ou zero absoluto inferido ( T i =

-234,5 °C

para cobre recozido).

Considerando duas resistências

R 1

e

R 2

às temperaturas

t 1

e

t 2 , respectivamente, vemos que a extrapolação

linear fornece uma relação de semelhança de triângulos

relacionando R 1 e

R 2

. Assim,

R 1

i

1

=

R 2

i

2

Sendo que os lados

i 1

e

i 2

possuem comprimentos

T i +t 1

e

T i +t 2

respectivamente:

R 1 T i +t 1

=

R 2 T i +t 2

4) Numa experiência, a medida das correntes ( e ), repetida 5 vezes forneceu a Tab.

4) Numa experiência, a medida das correntes (

I 1

e

I 2 ), repetida 5 vezes forneceu a Tab.

(3). As correntes I 1 e I 2 chegam num nó de

onde sai a corrente I 3

.

N

I 1 (A)

∆ I (A)

N

I 2 (A)

∆ I (A)

 

N

I

3 (A)

∆ I (A)

1

2

3

 

1

2,21

0,03

1

1,35

0,01

1

3,56

0,02

2

2,26

0,02

2

1,36

0,02

2

3,62

0,04

3

2,24

0

3

1,32

0,02

3

3,56

0,02

4

2,22

0,02

4

1,30

0,04

4

3,52

0,06

5

2,27

0,03

5

1,37

0,03

5

3,64

0,06

N1

I 1 k

I 1 k

N2

I 2 k

 

I 2 k

 

N3

 

I 3 k

I 3 k

=

=

 

=

 

5

5

5

Para calcular os valores de

I 3

,

calcula-se

I 1 +I 2

,

porque ambas chegam juntas no nó gerando I 3 . A equação fica a seguinte:

I 3 =I 1 +I 2
I 3 =I 1 +I 2

Corrente I 3:

Para N3= 1

I 3 = I 1 +I 2 = 2,21+1,35

Para N3= 2

I 3 = 3,56 A

I 3 = I 1 +I 2 = 2,26+1,36

I 3 = 3,62 A

Para N3= 3

I 3 = I 1 +I 2 = 2,24+1,32

I 3 = 3,56 A

Para N3= 4

I 3 = I 1 +I 2 = 2,22+1,30

I 3 = 3,52 A

Para N3= 5

I 3 = I 1 +I 2 = 2,27+1,37

I 3 = 3,64 A

(a) Calcular o valor médio das correntes .

I

3

I 1

,

I 2

e

Os cálculos dos erros médios são determinados da seguinte maneira:

Vm = Valor médio

Vm

I 1

=

= 2,24 A

Vm

I 2

=

1,34 A

2,21+2,26+2,24+2,22+2,27

  • 5 >>

1,35+1,36+1,32+1,30+1,37

  • 5 >> Vm

Vm

I 2

I 1

=

Vm

I 3 =

3,56+3,62+3,56+3,52+3,64

5

3,58 A

(b) Calcular o desvio médio.

>> Vm

I 3

=

Dm = Desvio médio;

nó Dn = |Vn - Vmédio|

(D 1+D 2+...+Dn)

Dm =

5

Dn

=

Desvio

em cada

Para N1:

D(2.21) = |2,212,24| D(2.26)= |2,262,24| D(2.24) = |2,242,24| D(2.22) = |2,222,24| D(2.27) = |2,272,24|

>>

D(2.21) = 0,03 A

>>

D(2.26) = 0,02 A

>>

D(2.24) = 0 A

>>

D(2.22) = 0,02 A

>>

D(2.27) = 0,03 A

0,03+0,02+0+0,02+0,03

Dm =

5

Para N2:

D(1.35) = |1,351,34| D(1.36) = |1,361,34| D(1.32) = |1,321,34| D(1.3) = |1,31,34| D (1.37) = |1,371,34|

>>

0,01+0,02+0,02+0,04+0,03

Dm =

5

>>

Dm = 0,02 A

>>

>>

D(1,35) = 0,01 A D(1,36) = 0,02 A

>>

D(1,32) = 0,02 A

D(1,3) = 0,04 A

>>

D(1,37) = 0,03 A

>>

Dm = 0,024 A

Para N3:

D(3.56) = |3,563,58| D(3.62) = |3,623,58| D(3.56) = |3,563,58| D(3.52) = |3,523,58| D(3.64) = |3,643,58|

0.02+0.04+0.02+0.06+0.06

Dm =

5

>>

D(3,56) = 0,02 A

>>

D(3,62) = 0,04 A

>>

D(3,56) = 0,02 A

>>

D(3,52) = 0,06 A

>>

D(3,64) = 0,06 A

>>

Dm = 0.04 A

(c) Escrever o resultado final do experimento. I 1 = 2,24 ±0,02 A I 2 = 1,34 ±0,024 A I 3 = 3,58 ±0,04 A

5) Pesquise sobre como se propaga o erro na soma, subtração, multiplicação, divisão e potenciação.

>> dA, dB, dC >>São os erros que se propagam nos casos à seguir:

O erro relativo da soma é a soma dos erros relativos de cada parcela, ponderada pela participação da parcela no total da soma. Seja C = A + B onde:

A tem incerteza dA, isto é, A pode ser qualquer valor entre A - dA e A + dA B tem incerteza dB, isto é, B pode ser qualquer valor entre B - dB e A + dB O valor máximo de C será:

(A + dA) + (B + dB) = (A + B) + (dA + dB) O valor mínimo de C será: (A - dA) + (B - dB) = (A + B) - (dA + dB) Logo (A + B) tem incerteza:

d(A + B) = dA + dB

O erro relativo da subtração é a soma dos erros relativos do minuendo com o erro relativo do subtraendo, ponderado pela participação de cada um no resultado da subtração. Seja C = A - B onde:

A tem incerteza dA, isto é, A pode ser qualquer valor entre A - dA e A + dA B tem incerteza dB, isto é, B pode ser qualquer valor entre B - dB e B + dB Logo (A – B) tem incerteza:

d(A - B) = dA + dB

O erro relativo do produto é a soma dos erros relativos dos fatores. Seja C = A.B onde:

A tem incerteza dA, isto é, A pode ser qualquer valor entre A - dA e A + dA B tem incerteza dB, isto é, B pode ser qualquer valor entre B - dB e A + dB Logo (A.B) tem incerteza:

d(A.B) = B.dA + A.dB

O erro relativo da divisão é a soma dos erros relativos do dividendo e do divisor. Seja C = A/B onde:

A tem incerteza dA, isto é, A pode ser qualquer valor entre A - dA e A + dA B tem incerteza dB, isto é, B pode ser qualquer valor entre B - dB e A + dB Logo (A/B) tem incerteza:

d(A/B) = [dA/A + dB/B].[A/B]

6. Determinar a potência através das medidas de tensão U= 12,13 ±0,03 V e de corrente I= 9,35 ±0,05 A.

U = 12,13

P = U x I

±

0,03V;

I = 9,35

±

0,05A;

P = 12,13 x 9,35 = 113,4 W

Erro : d(U.I) = U x dI + I x d U 9,35 x 0,03

d(U.I) = 0,88 W

P = 113,4

±

0,88 W

d(U.I) = 12,13 x 0,05 +

Experimento 2

Indutor ou Reator

Neste experimento iremos avaliar separadamente as perdas no ferro das perdas no cobre. E com isso determinaremos os parâmetros de um reator com núcleo saturável, avaliando e explicando seu comportamento e os fenômenos físicos envolvidos nesse. Usaremos dois métodos para esse ensaio, um quando esse indutor estiver em série nas configurações e outro quando estiver em paralelo nas configurações.

Realizaremos também a montagem a montante e montagem a jusante acrescentando inclusive um wattímetro para a medição da potência consumida sobre o ramo de magnetização.

Aplicaremos algumas correntes de uma boa precisão em um teste CC para conhecer a resistência elétrica no mesmo.

Material necessário: Fonte CC, Voltímetros, amperímetros, wattímetros, Reator 127 V/60 H z , bornes X 1 - X 4

.

Indutor

O reator (ou indutor, pois os termos são sinônimos) consiste em um certo número de espiras de um condutor enrolado convenientemente sobre um núcleo de ferro especialmente preparado, arranjados de modo a produzir fluxo magnético quando conduz corrente. A sua resistência é mínima, pois o reator é feito para se comportar como uma indutância, sendo a resistência um inconveniente. O reator é apresentado como na Figura 5, mostrando o enrolamento e o circuito magnético.

Indutor O reator (ou indutor, pois os termos são sinônimos) consiste em um certo número de

Arranjo físico de um indutor.

O Magnetismo da matéria:

Após os experimentos de Oesterd, Ampère e outros, percebeu-se que as correntes elétricas produzem campos magnéticos semelhantes aos produzidos pelos imãs. No caso de uma solenóide, por exemplo, o campo externo é semelhante ao campo produzido por um imã em forma de barra. Essa constatação fez os físicos suspeitarem de que os campos dos imãs também fossem produzidas por correntes elétricas. Ampère sugeriu que o magnetismo dos imãs seria o resultado dos campos originados pelas minúsculas correntes elétricas circulares no interior do imã.

Hoje sabemos que Ampére estava parcialmente certo:

é verdade que o campo magnético dos imãs é criado pelos elétrons, que fazem parte dos átomos, mas de um modo mais complexo do que os imaginados por ele. Além disso, havia o fato intrigante de que apenas alguns materiais se comportam como imãs. Somente no século XIX foi possível elucidar melhor esses mistérios e compreender o funcionamento do magnetismo dos imãs, após a descoberta dos componentes do átomo e da criação de uma nova teoria – a Mecânica Quântica – capaz de explicar determinados comportamentos dessas partículas. A partir de agora, analisemos alguns fenômenos magnéticos utilizando o modelo clássico, supondo uma órbita circular dos elétrons em torno do núcleo atômico.

Se supusermos um elétron em movimento circular em torno do núcleo (movimento orbital), teremos o caso de uma espira circular de corrente que produz um campo magnético Bor, o qual, no centro da espira, é perpendicular ao plano dela. Assim, cada elétron comporta-se como uma espira que produz campo magnético. Porém, em cada amostra de um material qualquer em que há um grande número de elétrons, existem campos em todas as direções, os quais, em média, se cancelam, e assim o campo magnético produzido pela amostra é nulo ou desprezível.

Além do campo magnético orbital, o elétron produz outro campo magnético (Bs), que pode ser imaginado (classicamente) como o resultado da rotação do elétron em

torno de si mesmo .Esse campo é denominado campo magnético de spin. Em átomos, íons ou moléculas, em geral, por um mecanismo só explicado pela Mecânica

Quântica, os elétrons se distribuem em pares, de modo que,

em cada par, um campo em sentido desse modo ambos

dos elétrons produz oposto ao do outro, e se anulam.

torno de si mesmo .Esse campo é denominado campo magnético de spin. Em átomos, íons ou
torno de si mesmo .Esse campo é denominado campo magnético de spin. Em átomos, íons ou

Ferromagnetismo

Inicialmente percebeu-se que os imãs atraem com facilidade pedaços de ferro ou aço. Porém, com o passar do tempo, observou-se que há outras substâncias de comportamento semelhante ao do ferro, como por exemplo, o cobalto, o níquel, o gadolínio e o disprósio. Essas substâncias foram chamadas então de ferromagnéticas. O ferromagnetismo é um fenômeno semelhante ao paramagnetismo. A diferença é que nos materiais paramagnéticos, na ausência de campo magnético externo, os imãs elementares estão orientados em todos os sentidos, enquanto nos materiais ferromagnéticos há um alinhamento espontâneo dos imãs elementares num dado sentido. Dizer que o alinhamento é espontâneo significa afirmar que ele ocorre mesmo na ausência de um campo externo. Assim, por exemplo, pode-se escolher uma pequena amostra de um cristal de ferro, de modo que os imãs elementares tenham a orientação da figura abaixo.

Imãs elementares alinhados.

Se os imãs elementares estão espontaneamente alinhados, como explicar o fato de podermos encontrar pedaços de ferro que não produzem campo magnético?

O fato é que uma amostra macroscópica de substância ferromagnética se divide em regiões microscópicas denominadas domínios, de modo que, dentro de cada domínio, todos os imãs elementares alinham-se num mesmo sentido, embora a orientação de cada domínio seja diferente da orientação dos domínios vizinhos.

Assim, numa amostra macroscópica que não esteja produzindo campo magnético, há um número grande de

domínios orientados em várias direções e sentidos, de modo que haja o anulamento dos campos.

Consideremos agora

uma amostra de material

ferromagnético inicialmente não magnetizado. Se colocarmos essa amostra numa região onde há um campo magnético Bo, ela se magnetizará. Essa magnetização pode ocorrer de dois processos:

• Magnetização por aumento de volume dos domínios orientados favoravelmente em relação ao campo Bo, à custa dos domínios orientados desfavoravelmente; • Magnetização por rotação dos domínios. Os domínios que não têm o mesmo sentido de Bo, “giram”, aproximando-se da orientação paralela a Bo.

Quando a intensidade do campo externo Bo é “pequena”, a magnetização se dá por aumento de volume dos domínios (deslocamento das fronteiras). Se a intensidade de Bo é “grande”, além do deslocamento das fronteiras, ocorre a rotação dos domínios. Se a intensidade de Bo é “muito pequena”, ao anularmos Bo, as fronteiras voltam praticamente à situação inicial (deslocamento reversível) e a substância fica macroscopicamente desmagnetizada. Mas, se Bo for mais intenso, o deslocamento das fronteiras se tornará irreversível, isto é, ao retirarmos o campo Bo, as fronteiras não voltarão exatamente à posição inicial, e os domínios que eventualmente tenham sofrido rotação também não voltarão á situação inicial; nesse caso, a amostra permanecerá magnetizada após a retirada de Bo. Essa irreversibilidade é conhecida pelo nome de histerese.

Curva de magnetização e saturação magnética – Análise da curva de histerese

 

O

processo

de

magnetização

de

um material

ferromagnético sob a influência de um campo externo se

reduz a:

 

Crescimento

daqueles

domínios

cujos momentos

magnéticos formam o menor ângulo com a direção do campo, Rotação dos momentos magnéticos na direção do campo

externo.

Esquema de orientação dos spins nos domínios.

A saturação magnética se alcança quando acaba o processo de crescimento dos domínios e os momentos
A
saturação
magnética
se
alcança
quando
acaba
o
processo de crescimento dos domínios e os momentos

magnéticos de todas as regiões imantadas espontaneamente estão na mesma direção do campo.

Curva de magnetização e saturação magnética – Análise da curva de histerese O processo de magnetização

Direções de magnetização fácil, média e difícil para os cristais de ferro, níquel e cobalto.

Os monocristais das substâncias ferromagnéticas se caracterizam pela sua anisotropia magnética, ou seja, a

facilidade de magnetização dos cristais varia de acordo com a direção

do campo aplicado, como se pode ver na Fig. 9 para os

cristais

de

ferro,

níquel

e

cobalto.

O

processo de

magnetização de um material ferromagnético é caracterizado por suas curvas de magnetização B x H. Lembrando que a densidade de fluxo magnético em um ponto de um campo devido à circulação de corrente em um condutor, depende da intensidade da corrente, do comprimento do condutor, da posição deste em relação ao ponto e de um fator de proporcionalidade μ, que é a permeabilidade do meio considerado, a equação abaixo:

B = μ. H Fornece a relação entre a densidade de fluxo magnético B (unidade: Tesla) e a força magnetizante H (unidade:

A/m). Para o vácuo a permeabilidade magnética μ = μ 0 é uma constante com o valor 4 ð. 10E-7 no sistema internacional; para o ar, μ é um pouco maior que μ 0 podendo ser admitida igual a μ 0 nas aplicações práticas.

No entanto, a permeabilidade magnética μ (unidade:

H/m) não é em geral uma constante, ou seja, B não é uma função linear de H para algumas substâncias. Portanto, mais importante que o valor da permeabilidade, a representação usual da relação dada pela Eq. acima é através de curvas B x H.

Estas

curvas

variam

consideravelmente

de

um

material para outro e para o mesmo material são fortemente influenciadas pelos tratamentos térmicos e mecânicos.

Sua obtenção

é

feita

da

seguinte forma: Para um

material inicialmente não magnetizado, ao aumentar progressivamente a força magnetizante de 0 até Hmax na Fig. 10, obtém-se o ramo 0a'. Reduzindo-se em seguida H de Hmax até zero, temse o ramo a’b’. Quando

H = 0, B = 0b’. Para reduzir B a zero, é necessário aumenta H em sentido contrário até 0c’, obtendo-se o ramo b’c’ da curva. Continuando-se a fazer variar H até -Hmax tem-se o ramo c’d’. Fazendo-se variar H de -Hmax

até zero,

em

seguida até Hmax e continuando deste

modo, obtém-se sucessivamente os pontos e’- f’ - a’’- b’’ - c’’ - d’’ -e’’ - f’’ - 0a' é a curva de magnetização crescente.

Curva da Magnetização. A densidade de fluxo B = 0b’que permanece quando se anula a força

Curva da Magnetização.

A densidade de fluxo B = 0b’que permanece quando se anula a força magnetizante H é o magnetismo remanescente. Repetindo-se a operação acima descrita (variação de H entre Hmax e -Hmax) um número suficiente de vezes, obtém-se uma curva fechada que se repete; o material terá então atingido o estado de magnetização cíclica simétrica (curva abcdefg na Fig.anterior). A esta curva fechada que se obtém quando o material se acha em estado de magnetização cíclica dá-se o nome de laço de histerese. Para um mesmo exemplar de material ferromagnético submetido a ensaio o laço de histerese depende do valor máximo que se dá à força magnetizante H; a Fig 11 apresenta vários laços de histerese correspondentes a valores máximos diversos de H. Em qualquer dos laços os valores de B são maiores no ramo descendente que no ascendente; a substância ferromagnética tende a conservar o seu estado de magnetização, isto é, tende a se opor às variações de fluxo. Essa propriedade tem o nome de histerese. A curva na Fig. 11, que se obtém ligando os vértices dos laços de histerese simétricos, correspondentes a uma determinada substância ferromagnético é a curva normal de magnetização; e é geralmente empregada no cálculo de aparelhos e máquinas elétricas.

Laços de Histerese em Função de Hmax.

Observações:

Ferro e aço submetidos a tratamento a frio tem as perdas por histerese aumentadas; Adição de carbono na fabricação do aço aumenta as perdas por histerese; Imperfeições ou impurezas dos materiais também aumentam as perdas; Propriedades magnéticas diferentes são importantes nas diversas aplicações de engenharia; Um imã ou magneto deve ter grande magnetização em campos externos, uma grande coercividade; Para núcleos de ferro de indutores, transformadores, motores e outros dispositivos, normalmente é desejável a menor histerese possível, por causa da perda de energia e do aquecimento, quando o campo sofre inversões repetidas na presença de correntes alternadas.

correntes parasitas

devido as parasitas de produzem calor correntes

Perdas por de Focault As perdas correntes Foucault pela ação das
Perdas por
de Focault
As perdas
correntes
Foucault
pela ação das

(parasitas) que são induzidas nas chapas de aço silício.

Para melhor explicação deste efeito, será considerada a figura 12, onde está representado a seção de um material magnético qualquer sendo atravessado pelas linhas de força de fluxo estabelecidas no material. Pelo fenômeno da indução estudado por Faraday-Lens será estabelecido correntes na superfície da área de seção do material magnético, conforme indicado na figura abaixo.

Para melhor explicação deste efeito, será considerada a figura 12, onde está representado a seção de

Representação das correntes parasitas de Foucault em um material magnético.

Percebe-se que as correntes parasitas induzidas possuem a liberdade de circular pela superfície do material, sedo limitada apenas pela resistência elétrica do material magnético. Portanto o quadrado da intensidade das correntes parasitas multiplicado pelo valor da resistência do caminho estabelecido por elas produz calor devido ao efeito Joule. O calor produzido é indesejável. O ideal será eliminar ou mesmo atenuar a ação deste calor. As perdas por correntes parasitas podem ser calculadas através da equação abaixo

PF = perdas por

Percebe-

análise

de

redução

das

diminuição

das

Para melhor explicação deste efeito, será considerada a figura 12, onde está representado a seção de

eddy-current;

 

se através

da

(1)

que

para

a

das perdas uma

providências necessárias é

da

espessura

chapas.

Resultados muito satisfatórios são obtidos submetendo o material aos processos de laminação, o produto final são

finas lâminas de material magnético em de tal forma a não haver comprometimento nas características mecânicas exigidas ao material. Outra providência refere-se a adição de silício na aço provoca um aumento da resistividade do material e consequentemente um aumento da resistência elétrica do material. Uma última providência pode ainda ser adotada, ou seja, realizar a isolação entre as lâminas do pacote magnético. O resultado desta ação pode ser verificado na figura abaixo.

Detalhe do material magnético após o processo de laminação.

A análise matemática dos procedimentos adotados podem

ser através da Onde: RM = elétrica caminho da corrente; ñ = material l = material
ser
através da
Onde:
RM =
elétrica
caminho da
corrente;
ñ =
material
l =
material magnético;
S = área da seção do material.

analisados equação (2)

finas lâminas de material magnético em de tal forma a não haver comprometimento nas características mecânicas

resistência determinado pelo

resistividade do magnético; comprimento do

Sabe-se que mantendo-se a tensão constante a corrente permanece constante se não houver variação na resistência elétrica. Considerando que as correntes produzidas no núcleo do material magnético são devido ao fluxo nele

existente e que ele permanece constante, o único parâmetro que sofrerá variação no processo será a resistência do material. Assim,recorrendo-se a (2), percebe- se que para uma diminuição na espessura do material equivale a uma diminuição da área do material magnético. Como houve adição de silício promovesse um aumento na resistividade do material. Estes dois fatores substituídos em (2) resultam em um aumento da resistência elétrica e conseqüentemente a uma redução significativa nas correntes parasitas e consequentemente uma redução quadrática das perdas por correntes de Foucault.

Tabela do ensaio no indutor com núcleo variável

Us(

Is

P(W

Pfe(

Cos

Rfep(

Lmp(

Rfes(

Lms(

V)

(A)

)

W)

φ

Ω)

H)

Ω)

H)

 
  • 20 1.69

0.14

1.7

   
  • 0.58 235,7

0,44

79.31

0.29

6

2

 
  • 40 5.98

0.21

6.0

 

4

  • 0.71 135.6

266.6

5

0.719

5

1

0.35

 
  • 60 11.9

0.27

12

 

0.74

299.9

0.874

164.1

0.39

6

1

6

 
  • 80 20

0.35

 

19.9

0.71

319.9

0.86

162.8

0.42

4

4

8

2

 
  • 100 29.2

0.47

29.

 

0.62

341.5

0.72

132.1

0.44

3

3

5

9

 
  • 120 41

0.75

 

40.7

0.45

352.4

0.475

72.44

0.38

5

6

8

 
  • 130 48

0.96

 

47.5

0.38

354.2

0.38

51.63

0.33

9

5

2

 
  • 150 65

1.57

 

63.9

0.27

351.1

0.26

25.92

0.24

6

9

1)Demonstre a relação entre os parâmetros do ramo serie e paralelo de modo geral. Compare com os valores calculados numericamente.

Configuração em série:

Para se calcular o valor de “R”usa-se os valores medidos:

U = 1.2 V

 

I = 2.7 A

P = Us x Is x cos ;

I

2

θ

;

Pfe = P – Pcb

 
 

Xm p

2

Rfes =

 

Rfe p 2 +

Xm p 2

x Rfep

 

Rfe p

2

 

Xms =

Rfe p 2 + Xm p 2

 

x Xmp

Xms

 

Lms =

 

ω

Comentários:

Pcb = R –

R: Resistência encontrada no fio de cobre, devido ao efeito joule.

Rfes: Uma resistência provocada no núcleo de ferro devido às correntes de Foucault (correntes parasitas) e as perdas por efeito joule.

Lms: Indutância no núcleo é criada pela corrente que circula no fio de cobre e possui seu valor alterado por causa das perdas por histerese.

Configuração em paralelo:

Pfe = P

– Pcb;

 

Xl

 

Lmp =

ω

Qp =

S 2 P 2

S1

Es =

Is

;

;

;

ω=2 π f

;

Comentários:

S = Us x Is;

S1 = Qp 2 +Pfe 2

;

Rfe =

Es 2

Rfe

;

R: Resistência encontrada no fio de cobre, devido ao efeito joule.

Rfep: Uma resistência provocada no núcleo de ferro devido às correntes de Foucault (correntes parasitas) e as perdas por efeito joule.

Lmp: Indutância no núcleo é criada pela corrente que circula no fio de cobre e possui seu valor alterado por causa das perdas por histerese.

2)Explique o fenômeno da saturação magnética e seu efeito sobre a indutância.

Saturação magnética: o conjugado eletromagnético e tensão gerada em todas as máquinas dependem da variação de fluxos concatenados com os enrolamentos das máquinas. Para fmms especificadas nos enrolamentos, os fluxos dependem das relutâncias dos trechos de ferro dos circuitos magnéticos, bem como entreferros. A saturação, portanto pode influenciar apreciavelmente as características das máquinas. Outro aspecto de saturação, mais sutil e mais difícil de ser avaliado sem comparações experimentais e teóricas, se refere a sua influência sobre as premissas básicas nas quais é desenvolvida a abordagem

analítica da maquinaria. Especificamente, todas as relações para fmm são baseadas nas relutâncias desprezíveis no ferro. Quando estas relações são aplicadas a máquinas práticas com graus variáveis de saturação no ferro, a máquina equivalente: uma máquina cujo ferro tem relutância desprezível, mas cujo comprimento de entreferro é aumentado de uma quantidade suficiente para absorver a queda de potencial magnético no ferro da máquina real. Incidentalmente, os efeitos de não-uniformizados no entreferro, tais como ranhuras e canais de ventilação, são também incorporados por meio de um entreferro liso equivalente, uma substituição que, em contraste aquela acima, é feita explicitamente durante séculos de circuitos magnéticos para a estrutura da máquina. Assim, são feitos sérios esforços para reproduzir corretamente as condições magnéticas no entreferro, e o cálculo do desempenho das máquinas é baseado sobre estas condições. A certeza final quanto á legitimidade da abordagem deve ser dada por provas experimentais rigorosas.

Os dados sobre os circuitos magnéticos, essenciais ao tratamento de saturação, são fornecidos pela característica de circuito aberto ou características de saturação em vazio.

Para núcleos de ferro de indutores, transformadores, motores e outros dispositivos, normalmente são desejáveis a menor histerese possível, por causa da perda de energia e do aquecimento, quando o campo sofre inversões repetidas na presença de correntes alternadas. Comentários:

Fmms = força magnetomotriz.

3)Defina e explique o fenômeno da ferrorressonância.

As indutâncias e capacitâncias dos componentes de um sistema elétrico podem constituir circuitos ressonantes em função de condições particulares de sua operação ou de sua configuração. Geralmente os sistemas elétricos são

projetados a de forma a evitar estas situações, mas a prática tem mostrado que algumas situações não são identificadas a tempo e o fenômeno ocorre em determinadas situações. Quando o sistema já está em operação e ocorrem falhas nos equipamentos, ou quando o problema é detectado antes que o sistema entre em operação, mas já especificado, é necessária a adoção de alguma medida corretiva para que o problema não se manifeste. As ressonâncias podem envolver a conexão de componentes indutivos e capacitivos em série ou em paralelo, sendo os valores máximos das sobretensões e sobrecorrentes limitados somente pelas resistências dos componentes. A existência de elementos não-lineares, como no caso de transformadores e reatores, facilita a ocorrência de pontos de ressonância na rede elétrica porque estes componentes aumentam a faixa de valores de reatâncias indutivas e capacitivas. Palavras-chave: Ressonância, Ferrorressonância, Sobretensões, Transitórios.

4)Faça um script no MATLAB que execute todas as operações que completam as colunas da Tab. (5).

P=?; U= ?; I=?; R=U/I; Us=?; Is=?; fs=?; w =

2*pi*fs;

Pfe = P - R*Is^2 S = Us*Is Qp = sqrt(S*S - P*P)

S1=sqrt(Qp*Qp+Pfe*Pfe)

Es=S1/Is

Rfep=Es^2/Pfe

Xmp=Es^2/Qp

Lmp=Xmp/w cos = P / S Rfes =(Xmp^2 * Rfep) /(Rfep^2 + Xmp^2) Xms = (Rfep^2 * Xmp)/ (Rfep^2 + Xmp^2) Lms = Xms / w

 

Comentários:

 

U,

I,

Us,

Is:

são

valores que são

encontrados através da medição nos

instrumentos; fs: valor encontrado através da medida da freqüência naquele devido circuito;

5)Trace diversos gráficos tecendo comentários pertinentes sobre seu comportamento. Por exemplo: P, Pfe × V , Rfe(),Lm(mH) × V , Rfep(),Lmp(mH) × I, fes(Ω),Lms(mH) × I, cos φ× V , etc.

Gráfico P x Us:

Foi de acordo com os valores nominais da tensão e da

corrente seu

valor

foi

aumentando,

gerando

um

sobreaquecimento dentro do núcleo de ferro, criando

perdas.

Comentários: U, I, Us, Is: são valores que são encontrados através da medição nos instrumentos; fs:

Gráfico Pfe x Us:

Seus

valores

são

muito

aproximados

aos

valores da

potência porquanto os valores nas perdas no cobre são baixíssimos, tendo assim

as correntes parasitas que circularão nas bobinas do núcleo ferromagnetizado.

Gráfico Rfep x Us: Com o objetivo de diminuir as correntes de Foucault no núcleo, a

Gráfico Rfep x Us:

Com o objetivo de diminuir as correntes de Foucault no núcleo, a resistência se eleva na medida em que a tensão cresce até o ponto em que a tensão induzida for maior do que a tensão nominal, e como resultado a resistência tende a reduzir ao ao passar do tempo.

Gráfico Rfep x Us: Com o objetivo de diminuir as correntes de Foucault no núcleo, a

Gráfico Lmp x Us:

Possui seu valor em aumento até o ponto em que a tensão induzida iguala com a tensão nominal, gerando assim uma força-contraeletromotriz que afeta a freqüência diretamente que por sua vez atinge a reatância, facilitando a passagem das correntes de foulcalt.

Gráfico Lms x Us: Depende diretamente dos valores correspondentes do ramo paralelo e pela histerese que

Gráfico Lms x Us:

Depende diretamente dos valores correspondentes do ramo paralelo e pela histerese que esses irão criar no fio de cobre, e devido ao aumento de potência reativa a de 100 V a indutância no ramo em série diminui por causa da reatância que reduziu seus valores em conseqüência da potência reativa, isso leva a uma facilitação na circulação das correntes parasitas.

Gráfico Lms x Us: Depende diretamente dos valores correspondentes do ramo paralelo e pela histerese que

Experimento 3

Motor Monofásico de Indução.

Neste ensaio iremos determinar as impedâncias dos enrolamentos principal (Zp = Rp + jXp) e auxiliar (Za = Ra + jXa) a fim de calcular o valor de sua capacitância de partida (Cp).

Material Necessário:

Motor Monofásico de Indução com partida a capacitor.

Introdução Teórica

A maioria dos motores elétricos, monofásicos e polifásicos, empregados na indústria, são do tipo assíncrono, chamados também de motores de indução. A procura destes motores é devida ao fato de os mesmos

possuírem importantes qualidades, tais como: construção simples, custo reduzido, vida útil longa, facilidade de manobra e de manutenção. Nestes motores, o enrolamento do rotor não possui ligação elétrica com a linha de alimentação. As correntes rotóricas são geradas pela indução eletromagnética, de onde vem o nome de motores de indução. Comportando- se o circuito elétrico do rotor como o secundário de um transformador. Alguns autores denominam este tipo de motor de transformador rotativo. Uma das grandes vantagens do motor assíncrono, quando comparado ao síncrono, é o fato de poder partir sozinho, mesmo com carga. O funcionamento do mesmo baseia-se sobre as propriedades possuídas pelos campos magnéticos produzidos por sistemas alternados, isto é, sobre os campos rotativos. O primeiro motor assíncrono foi realizado no ano de 1885 pelo físico italiano Galileo Ferraris, por meio de duas bobinas defasadas do ângulo de 90º, alimentadas por um sistema bifásico.

possuírem importantes qualidades, tais como: construção simples, custo reduzido, vida útil longa, facilidade de manobra e

Motor de Indução:

possuírem importantes qualidades, tais como: construção simples, custo reduzido, vida útil longa, facilidade de manobra e

Disposição física dos enrolamentos do estator: principal e auxiliar

É um tipo de motor que possui apenas um conjunto de bobinas e sua alimentação é feita por uma única fase de corrente alternada. Dessa, forma eles absorvem energia elétrica de uma rede monofásica e transformam-na em energia mecânica. Os motores monofásicos são empregados para cargas que necessitam de motores de pequena potência como, por exemplo, motores para ventiladores, geladeiras, furadeiras portáteis. Os motores monofásicos de indução possuem um único enrolamento no estator. Esse enrolamento gera um campo magnético que se alterna juntamente com as alternâncias da corrente. Nesse caso, o movimento provocado não é rotativo.

Funcionamento do MMI

O rotor possui um bobinamento tipo gaiola de esquilo, representado por condutores duplos, pois é percorrido por duas correntes que podem ser consideradas independentes. Na realidade, tanto os condutores mais de fora como os mais de dentro, têm igual comportamento e a corrente final é a associação das duas correntes supostamente separadas. Para simplificar, supõe-se que o enrolamento do rotor tenha o mesmo número de espiras do enrolamento do estator. Quando se aplica uma f.e.m. E1 monofásica, ao estator, origina-se uma corrente magnetizante que provoca o nascimento de um fluxo de transformador que abraça os bobinamentos do estator e do rotor. Estes dois bobinamentos atuam como o primário e o secundário de um transformador e, como o bobinamento secundário está fechado em curto-circuito, circula uma corrente de forte intensidade, porém, sem produzir um binário motor capaz de por a máquina a girar em qualquer sentido. No motor de indução monofásico, por conseguinte, à velocidade de sincronismo, há um campo girante de valor invariável que se move à velocidade síncrona tal como no motor polifásico. O campo gerado no rotor é de polaridade oposta a do estator. Assim, a oposição dos campos exerce um conjugado na parte superior e inferior do rotor, o que

tenderia gira-lo 180° de sua posição original. Como o conjugado é igual em ambas as direções, pois as forças são exercidas pelo centro do rotor e em seguida contrárias, o rotor continua parado.

Rotor: é tudo que gira em

torno

de

seu

próprio

Figura (6): Esquema do Motor Monofásico de Indução

produzindo de rotação. Qualquer máquina rotativa, como turbinas, compressores, redutores, entre outros, possuem movimentos eixos rotativos apoiados em mancais de deslizamento, rolamento ou magnéticos.

Rotor Gaiola de Esquilo: O circuito elétrico do rotor de um motor assíncrono adquire a sua forma mais simples quando possui uma barra em cada canal. Estas

Figura (7) Enrolamento

Primário do MMI

barras que têm comprimento maior que a carcaça do rotor, são conectadas em curto-circuito entre si, nas duas extremidades do rotor, por meio de anéis de cobre aos quais são soldados. O conjunto das barras de cobre e dos dois anéis laterais adquire o aspecto das gaiolas de esquilo; por esta razão, o rotor assim constituído é denominado rotor a gaiola de esquilo ou rotor em curto-circuito. As barras de cobre curto-circuitadas pelos anéis laterais constituem um conjunto de circuitos, de baixa resistência ôhmica, nos quais circulam livremente as correntes induzidas por efeito de campo rotórico produzido pelo circuito estatórico. Estator: é a parte de um motor ou gerador elétrico que se mantém fixo à carcaça e tem por função conduzir energia elétrica, nos motores para rotacionar e nos geradores para transformar a energia cinética do induzido.

tenderia gira-lo 180° de sua posição original. Como o conjugado é igual em ambas as direções,eixo Figura (6): Esquema do Motor Monofásico de Indução produzindo de rotação . Qualquer máquina rotativa, como turbinas , compressores , redutores, entre outros, possuem movimentos eixos rotativos apoiados em mancais de deslizamento, rolamento ou magnéticos . Rotor Gaiola de Esquilo : O circuito elétrico do rotor de um motor assíncrono adquire a sua forma mais simples quando possui uma barra em cada canal. Estas Figura (7) Enrolamento Primário do MMI barras que têm comprimento maior que a carcaça do rotor, são conectadas em curto-circuito entre si, nas duas extremidades do rotor, por meio de anéis de cobre aos quais são soldados. O conjunto das barras de cobre e dos dois anéis laterais adquire o aspecto das gaiolas de esquilo; por esta razão, o rotor assim constituído é denominado rotor a gaiola de esquilo ou rotor em curto-circuito. As barras de cobre curto-circuitadas pelos anéis laterais constituem um conjunto de circuitos, de baixa resistência ôhmica, nos quais circulam livremente as correntes induzidas por efeito de campo rotórico produzido pelo circuito estatórico. Estator : é a parte de um motor ou gerador elétrico que se mantém fixo à carcaça e tem por função conduzir energia elétrica, nos motores para rotacionar e nos geradores para transformar a energia cinética do induzido. Capacitores de partida dos motores monofásicos de indução Medidas Elétricas Página 46 " id="pdf-obj-45-46" src="pdf-obj-45-46.jpg">

Capacitores de partida dos motores monofásicos de indução

Capacitor eletrolítico: é composto por duas folhas de alumínio, separadas por uma camada de óxido de alumínio, enroladas e embebidas em um eletrólito líquido (composto predominantemente de ácido bórico ou borato de sódio). Suas dimensões variam de acordo com a capacitância e limite de tensão que suporta. É um tipo de capacitor que possui polaridade, ou seja, não funciona corretamente se for invertido. Se a polaridade for invertida dá-se inicio à destruição da camada de óxido, fazendo o capacitor entrar em curto-circuito. Nos capacitores eletrolíticos, uma inversão de polaridade é extremamente perigosa, visto que, a reação interna gera vapores que acabavam por destruir o capacitor através de uma explosão ou, rompimento da carcaça. A capacidade dos capacitores de partida varia ao variar a potência do motor (conforme a tabela abaixo):

Capacitores de partida

CV

microfarads (µF)

1/6

de 161 até 193

¼

de 216 até 259

1/3

de 270 até 324

½

de 340 até 408

¾

de 430 até 516

1

de 540 até 648

Chave Centrígura

Chave centrífuga: É um dispositivo mecânico que abre quando o rotor alcança uma determinada velocidade

Medidas Elétricas

Façamos os ensaios para encontrarmos os parâmetros elétricos dos enrolamentos principal e auxiliar a fim de calcular o capacitor de partida Cp ideal para o referido MMI em cada suposição. Equipamento utilizado: MMI do laboratório LAB-VOLT.

MONTAGEM A JUSANTE (Motor 1)

Teste CC:

Cálculo da Corrente no Enrolamento Principal:

I

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 3 79

100

=

2,37 A Montagem a Jusante CC

Teste CC: Cálculo da Corrente no Enrolamento Principal: I = Calibre ∗ Leitura Fim de =

Cálculo da Corrente no Enrolamento Auxiliar:

I

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 1 91

  • 100 = 0,91 A

Cálculo da Tensão no Enrolamento Principal:

V

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 30 37

  • 150 = 7,4 V

Cálculo da Tensão no Enrolamento Auxiliar:

V

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 30 33

  • 150 = 6,6 V

Cálculo da Resistência no Enrolamento Principal:

 
  • V 7,4

 

R =

  • I → R =

2,37

= 3,12 Ω

Cálculo da Resistência no Enrolamento Auxiliar:

 
  • V 6,6

 

R =

  • I → R =

0,91

= 7,25 Ω

Teste CC: Montagem a Jusante

Teste CC

U(V)

I (A)

R(Ω)

Enr. Principal

7,4

2,37

3,12

Enr. Auxiliar

6,6

0,91

7,25

Com o cálculo da tensão e da corrente descobrimos os valores das medidas no Enrolamento Principal e Auxiliar. Utilizando a relação Calibre sobre Fim de Escala multiplicado pela Leitura, chegamos ao valor da tensão que

é de 7,4 V no E.P e de 6,6 V no E.A. A corrente que é de 2,37 A no E.P e de 0,91 A no EA. No Cálculo da Resistência do E.P utilizamos o valor da tensão de E.P dividido pelo valor da Corrente de E.P, o valor obtido é de 3,12 Ω ; No cálculo da resistência de E.A utilizamos o valor da tensão de E.A dividido pelo valor da Corrente de E.A, o valor obtido é de 7,25 Ω.

Teste CA:

Cálculo da Corrente no Enrolamento Principal:

I

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 3 70

  • 100 = 2,1 A

Cálculo da Corrente no Enrolamento Auxiliar:

I

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 1 86

  • 100 = 0,86 A

Cálculo da Tensão no Enrolamento Principal:

V

=

Calibre

Fim de Escala

Leitura

=

150

150 22,9 = 22,9 V

Cálculo da Tensão no Enrolamento Auxiliar:

V

=

Calibre

Fim de Escala

Leitura

=

150

150 11,74 = 11,74 V

Cálculo da Resistência no Enrolamento Principal:

 
  • V 7,4

 

R =

  • I → R =

2,37

= 3,12 Ω

Cálculo da Resistência no Enrolamento Auxiliar:

 
  • V 6,6

 

R =

  • I → R =

0,91

= 7,25 Ω

  • V 22,9

Zp =

  • I → Zp =

2,1

= 10,9 Ω

 
  • V 11,74

 

Za=

  • I → Za =

0,86

= 13,65 Ω

Xp = Zp ²Rp ² = (10,9 ) 2 (3,12)² = 10,4 Ω

φp =

tg 1

(10,4)

(3,12)

= 73,3°

Xa = Za ²Ra² = (13,65 ) 2 −(7,25)² = 11,4

φa =

tg 1

(11,4)

(7,25)

= 57,54°

Teste CA: Montagem a Jusante

Teste CA

U (V)

I (A)

XL

(Ω)

φ (°)

Enr.Princip

22,9

2,1

10,4

73,3

al

Enr.

11,74

0,86

11,4

57,54

Auxiliar

Com o cálculo da tensão e da corrente descobrimos os valores das medidas no Enrolamento Principal e Auxiliar. Utilizando a relação Calibre sobre Fim de Escala multiplicado pela Leitura, chegamos ao valor da tensão que é de 22,9 V no E.P e de 11,74 V no E.A. A corrente que é de 2,1 A no E.P e de 0,86 A no EA. No Cálculo da Resistência do E.P utilizamos o valor da tensão de E.P dividido pelo valor da Corrente de E.P, o valor obtido é de 3,12 Ω ; No cálculo da resistência de E.A utilizamos o valor da tensão de E.A dividido pelo valor da Corrente de E.A, o valor obtido é de 7,25 Ω. Agora precisamos calcular a Impedância no E.P (Zp) que é a tensão no E.P sobre a corrente no E.P, resulta no valor de 10,9 Ω. A Impedância no E.A (Za) que é a tensão no E.A sobre a corrente no E.A, resulta no valor de 13,65 Ω. Depois de adquirir esses valores poderemos achar nossa Reatância no E.P, que é a raiz quadrada do valor de Zp ao quadrado subtraído pelo valor de Rp ao quadrado, que resulta no valor de 10,4 Ω. A Reatância no E.A é a raiz quadrada do valor de Za ao quadrado subtraído pelo valor de Ra ao quadrado, que resulta no valor de 11,4 Ω. O

ângulo resultante no E.P vai ser o arco tangente do valor de Xp dividido pelo valor de Rp, que é igual a 73,3º; O ângulo resultante no E.A vai ser o arco tangente do valor de Xa dividido pelo valor de Ra, que é igual a 57,54º.

Motor Monofásico com partida por Relé Eletromagnético

Os capazes de partir de ou um
Os
capazes
de
partir de
ou
um

relés são componentes eletromagnéticos de chavear circuitos potências elevadas a pequenas correntes tensões, tornando-se componente

fundamental nos equipamentos elétricos.Um relé eletromagnético (ou relé tudo ou nada) se compõe de um eletroímã (ou bobina), uma base montada e os contatos. Funções:

  • - transformar corrente elétrica em fluxo magnético

  • - transformar o fluxo magnético em força mecânica

  • - utilizar a força para mover os contatos

  • - conduzir a corrente elétrica através dos contatos

  • - armazenar a energia mecânica em uma mola

Figura (10) MMI com partida por Relé eletromagnético

MONTAGEM A JUSANTE (Motor 2)

Teste CC:

Cálculo da Corrente no Enrolamento Principal:

Estabilizando o calibre de 1A, elevamos, bem devagar, a tensão na fonte de modo que o amperímetro fique marcando 0,5 A.

Cálculo da Corrente no Enrolamento Auxiliar:

Figura (10) MMI com partida por Relé eletromagnético MONTAGEM A JUSANTE (Motor 2) Teste CC :

Estabilizando o calibre de 1A, elevamos, bem devagar, a tensão na fonte de modo que o amperímetro fique marcando 0,5 A.

Cálculo da Tensão no Enrolamento Principal

V

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 30 40

  • 150 = 8 V

Cálculo da Tensão no Enrolamento Auxiliar

V

=

Calibre

  • Escala Leitura

Fim de

=

  • 30 89

  • 150 = 17,8 V

Cálculo da Resistência no Enrolamento Principal

 

V

8

R =

I

→ R =

0,5

= 16 Ω

Cálculo da Resistência no Enrolamento Auxiliar

 

V

17,8

R =

I

→ R =

0,5

= 35,6 Ω

Tabela: Teste CC: Montagem a Jusante

Teste CC

U(V)

I (A)

R(Ω)

Enr. Principal

8,0

0,5

16

Enr. Auxiliar

17,8

0,5

35,6

Com o cálculo da tensão e da corrente descobrimos os valores das medidas no Enrolamento Principal e Auxiliar. Agora no motor 2, a partida será diferente do motor 1, antes por capacitor, agora por relé eletromagnético. Utilizando a relação Calibre sobre Fim de Escala multiplicado pela Leitura, chegamos ao valor da tensão que é de 8 V no E.P e de 17,8 V no E.A. A corrente que é de 0,5 A no E.P e de 0,5 A no EA. No Cálculo da Resistência do E.P utilizamos o valor da tensão de E.P dividido pelo valor da Corrente de E.P, o valor obtido é de 16 Ω ; No cálculo da resistência de E.A utilizamos o valor da tensão de E.A dividido pelo valor da Corrente de E.A, o valor obtido é de 35,6 Ω.

Teste CA:

Cálculo da Corrente no Enrolamento Principal:

Estabilizando o calibre de 1A, elevamos, bem devagar, a tensão na fonte de modo que o amperímetro fique marcando 0,5 A.

Cálculo da Corrente no Enrolamento Auxiliar

Estabilizando o calibre de 1A, elevamos, bem devagar, a tensão na fonte de modo que o amperímetro fique marcando 0,5 A

Cálculo da Tensão no Enrolamento Principal:

V

=

Calibre

Fim de Escala

Leitura

=

150

150 29,3 = 29,3 V

Cálculo da Tensão no Enrolamento Auxiliar:

V

=

Calibre

Fim de Escala

Leitura

=

150

150 37,9 = 37,9 V

Cálculo da Resistência no Enrolamento Principal:

R =

V

I

→ R =

8

0,5

= 16 Ω

Cálculo da Resistência no Enrolamento Auxiliar:

R =

V

I

Zp =

V

I

Za=

V

I

17,8

→ R =

0,5

= 35,6 Ω

29,3

→ Zp =

0,5

= 58,6 Ω

37,9

→ Za =

0,5

= 75,8 Ω

Xp

= Zp ²Rp ² = (58,6 ) 2 (16)² = 56,37 Ω

φp =

tg 1

(56,37)

(16)

= 74,15°

Xa = Za ²Ra² = (75,8 ) 2 (35,6)² = 66,91 Ω

φa =

tg 1

(66,91)

(35,6)

= 61,98°

Teste CA: Montagem a Jusante

Teste CA

U(V)

I (A)

XL (Ω)

φ (°)

Enr.Princi

29,3

0,5

56,37

74,15

pal

Enr.

37,9

0,5

66,91

61,98

Auxiliar

Com o cálculo da tensão e da corrente descobrimos os valores das medidas no Enrolamento Principal e Auxiliar, agora no motor 2, a partida será diferente do motor 1, antes por capacitor, agora por relé eletromagnético.

Utilizando a relação Calibre sobre Fim de Escala multiplicado pela Leitura, chegamos ao valor da tensão que é de 29,3 V no E.P e de 37,9 V no E.A. A corrente que é de 0,5 A no E.P e de 0,5 A no EA. No Cálculo da Resistência do E.P utilizamos o valor da tensão de E.P dividido pelo valor da Corrente de E.P, o valor obtido é de 56,37 Ω ; No cálculo da resistência de E.A utilizamos o valor da tensão de E.A dividido pelo valor da Corrente de E.A, o valor obtido é de 66,91 Ω. Agora precisamos calcular a Impedância no E.P (Zp) que é a tensão no E.P sobre a corrente no E.P, resulta no valor de 58,6 Ω. A Impedância no E.A (Za) que é a tensão no E.A sobre a corrente no E.A, resulta no valor de 75,8 Ω. Depois de adquirir esses valores poderemos achar nossa Reatância no E.P, que é a raiz quadrada do valor de Zp ao quadrado subtraído pelo valor de Rp ao quadrado, que resulta no valor de 56,37 Ω. A Reatância no E.A é a raiz quadrada do valor de Za ao quadrado subtraído pelo valor de Ra ao quadrado, que resulta no valor de 66,91 Ω. O ângulo resultante no E.P vai ser o arco tangente do valor de Xp dividido pelo valor de Rp, que é igual a 74,15º; O ângulo resultante no E.A vai ser o arco tangente do valor de Xa dividido pelo valor de Ra, que é igual a 61,98º.

1) Calcule os valores eficazes das correntes nos enrolamentos auxiliar e principal com o valor da capacitância calculado acima.

Para que o ângulo entre as correntes seja 90°, o mesmo deve ocorrer entre a impedância principal e auxiliar;

Sabendo que o enrolamento principal deve ficar intacto, devemos acrescentar um Cp para que o ângulo do enrolamento auxiliar fique defasado de 90° do anterior;

Forcemos:

θpθa=90 °

Sabemos que:

Zp=Rp+ jXp ;

Za = Ra + jXa Xc

Xp+[ XaXc ]

¿

¿

[ Rp+Ra] 2 +¿

Z'= Zp+Za

Rp

[¿ ¿2+2 RpRa+Ra 2 ]+[Xp 2 +2 Xp [Xa+ Xc]+[XaXc] 2 ]=Rp 2 +Ra 2 + Xp 2 +[ Xa