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Curso Completo de Direito Eleitoral para Tribunais - Técnico e Analista Teoria e Questões Comentadas

Curso Completo de Direito Eleitoral para Tribunais - Técnico e Analista Teoria e Questões Comentadas Aula Inaugural: Fundamentos do Direito Eleitoral Professor: Bruno Oliveira

Apresentação do curso

Olá meus amigos concurseiros, tudo bem com vocês?

Preparados para mais uma batalha?

Estou aqui animadíssimo para iniciar o nosso Curso Completo de Direito

Eleitoral para Tribunais, ramo do direito pelo qual sou apaixonado.

Meu nome é Bruno Ferreira de Oliveira, hoje com 27 anos, residente em

Uberlândia/MG

Minha história com o Direito Eleitoral iniciou-se há 3 anos.

Irei resumir para vocês minha história na vida de “concurseiro”.

Em 2010 estava eu me preparando para o Concurso do STM (Superior

Tribunal Militar), primeiro concurso de vários que prestei desde então.

Resultado: DESASTRE. (rs)

Mas vocês acham que eu desanimei? É claro que não.

Depois desse fiz INMETRO, Ministério Público do RJ, Câmara dos

Deputados, Senado Federal, Secretaria do Estado da Educação MG (Cargo de

Professor de Língua Portuguesa e Inglesa) e vários outros.

Não ficarei aqui detalhando todos eles, pois acho que o interesse de

vocês é outro.

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Logrei aprovação na Secretaria do Estado da Educação MG, hoje

professor efetivo do Estado de Minas Gerais.

Faço o que gosto e amo o que faço.

Mas vocês me perguntam?

Professor, o que Direito Eleitoral tem haver com isso tudo?

O Direito Eleitoral nasceu pra mim, ou eu nasci para o Direito Eleitoral,

mais ou menos isso. (rs)

Amo esse ramo do Direito, mas amo de paixão mesmo. Estudo há vários

anos e posso dizer com toda certeza que farei o possível e impossível para

passar a vocês tudo o que eu sei e aprendi nesses anos.

Neste Curso de Direito Eleitoral iremos dividir as aulas de acordo com o

Cargo que você está almejando dentre os cargos dos Tribunais Regionais ou o

Tribunal Superior.

Os cargos mais procurados são:

Técnico Judiciário – Área Administrativa

Analista Judiciário – Área Administrativa

Analista Judiciário – Área Judiciária

Vamos observar agora o que normalmente é cobrado nas provas tanto

para Técnico quanto para Analista (Administrativo e Judiciário) nos Tribunais:

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No último Edital para o Tribunal Superior Eleitoral, realizado pela

Consulplan em 2011, foi cobrado o seguinte para o cargo de Analista Judiciário

– Área Administrativa e Técnica – Área Administrativa:

NOÇÕES DE DIREITO ELEITORAL (PARA TODOS OS CARGOS, EXCETO

PARA O CARGO DE ANALISTA JUDICIÁRIO- ÁREA JUDICIÁRIA):

Princípios constitucionais relativos aos direitos políticos (nacionalidade,

elegibilidade e partidos políticos) de que trata o Capítulo IV do Título I da

Constituição em seus arts. 14 a 18. Código Eleitoral (Lei n.o 4.737, de 1965,

e respectivas atualizações, inclusive Lei n.º 9.504, de 1997). Dos órgãos da

Justiça Eleitoral. Dos Tribunais Regionais Eleitorais. Dos juízes eleitorais. Das

juntas eleitorais: composição e atribuições. Resolução TSE n.º 21.538, de 14

de outubro de 2003, publicada no Diário da Justiça, de 3 de novembro de

2003.

Já para o cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária tivemos o seguinte:

DIREITO ELEITORAL: Conceito e fontes. Princípios constitucionais relativos

aos direitos políticos (nacionalidade, elegibilidade e partidos políticos) de que

trata o Capítulo IV do Título I da Constituição em seus arts. 14 a 17. Lei n.º

4.737/65 (Código Eleitoral) e alterações posteriores. Organização da Justiça

Eleitoral: composição e competências; Ministério Público Eleitoral: atribuições.

Alistamento eleitoral: (Resolução TSE n.º 21.538/03, publicada no Diário da

Justiça da União de 03 de novembro de 2003 e alterações posteriores); Ato e

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efeitos da inscrição, transferência e encerramento. Cancelamento e exclusão

do eleitor; Revisão Eleitoral; Domicílio eleitoral. O dever eleitoral (voto):

sanções ao inadimplemento, isenção, justificação pelo não comparecimento à

eleição. Privilégios e garantias eleitorais (aspectos gerais, liberdade no

exercício do sufrágio, fornecimento gratuito de transporte, em dias de eleição,

a eleitores residentes nas zonas rurais - Lei n.º 6.091/74 e alterações

posteriores). Partidos políticos (Lei n.º 9.096/95 e alterações posteriores):

conceituação, natureza jurídica, criação e registro, funcionamento parlamentar,

programa, estatuto, filiação, fidelidade e disciplina partidárias, fusão,

incorporação e extinção, finanças e contabilidade, fundo partidário, acesso

gratuito ao rádio e à televisão. Processo de perda de cargo eletivo em

decorrência de desfiliação partidária sem justa causa e de justificação de

desfiliação partidária (Resolução TSE n.º 22.610/2007). Elegibilidade: conceito

e condições. Inelegibilidade (Lei Complementar n.º 64/90 e alterações

posteriores): conceito, fatos geradores de inelegibilidade e

desincompatibilização. Registro de candidatura: pedido, substituição,

cancelamento, impugnação (Constituição, Lei n.º 9.504/97 e Lei

Complementar n.º 64/90) Eleições (Lei n.º 9.504/97 e alterações, Lei n.º

4.737/65 (Código Eleitoral) e alterações posteriores). Sistema eleitoral:

princípio majoritário e proporcional, representação proporcional. Coligações.

Convenções para escolha de candidatos. Arrecadação e aplicação de recursos

nas campanhas eleitorais. Prestação de contas das campanhas eleitorais.

Pesquisas eleitorais. Propaganda eleitoral. Propaganda eleitoral antecipada e

propaganda irregular. Direito de resposta. Sistema eletrônico de votação e da

totalização dos votos. Apuração nas Juntas Eleitorais, nos Tribunais Regionais

e no Tribunal Superior Eleitoral. Diplomação dos eleitos: natureza jurídica,

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competência para diplomar e fiscalização. Recursos eleitorais: cabimento,

pressupostos de admissibilidade, processamento, efeitos e prazos. Abuso de

poder, corrupção e outros ilícitos no processo eleitoral. Investigação Judicial

Eleitoral (Lei Complementar n° 64/90 e alterações posteriores). Representação

por propaganda eleitoral irregular (Lei n.º 9.504/97). Condutas vedadas aos

agentes públicos em campanhas eleitorais (Lei n.º 9.504/97). Doação de

recursos para campanhas eleitorais acima do limite legal (Lei n.º 9.504/97).

Captação ou gastos ilícitos de recursos para campanhas eleitorais (Lei n.º

9.504/97). Captação ilícita de sufrágio (Lei n.º 9.504/97). Recurso Contra

Expedição de Diploma (Lei n.º 4.737/65 - Código Eleitoral). Ação de

Impugnação de Mandato Eletivo (Constituição). Ação rescisória eleitoral. Das

disposições penais. Crimes eleitorais: normas gerais. Boca de urna. Corrupção

eleitoral. Falsidade ideológica. Processo Penal Eleitoral: ação penal,

competência em matéria criminal eleitoral, rito processual penal eleitoral com

aplicação subsidiária do Código de Processo Penal. Jurisprudência em matéria

eleitoral atualizada.

Calma, calma, muita hora nessa calma.

Só de observar, vocês já podem ver que o conteúdo de Direito Eleitoral

cobrado para o cargo de Técnico e Analista Administrativo é bem menor do que

para o cargo de Analista Judiciário.

Por isso que irei me COMPROMETER com todos vocês em fazer um curso

completo o qual irei informar em toda aula se a mesma é focada para as

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provas de Técnico ou para as provas de Analista Judiciário.

Assim vocês terão noção se a aula em questão está mais presentes nas

provas para Técnico ou nas provas para Analista.

Nosso Curso de Direito Eleitoral será composto de Aula Inaugural, 15

aulas com temas diversos sendo a última aula apenas de exercícios.

Aí vocês me perguntam?

Professor querido, você focará em qual banca?

Se analisarmos quais bancas estão mais presentes nos concursos no

ramo eleitoral, podemos concluir que são a FCC e o CESPE.

Por exemplo, o último concurso para Tribunal Regional Eleitoral, foi o

TRJ-RJ aplicado pela banca FCC em 2012.

Estão lembrados?

Então, focaremos mais nessas duas bancas (FCC e CESPE), combinados?

Quero deixar bem claro que ao longo das aulas, também iremos realizar

alguns exercícios para que vocês possam ir se acostumando como a banca

cobra determinado assunto e claro, para poderem ficar craques nos assuntos.

Abaixo está nosso Cronograma das aulas. Farei o possível para não

termos alterações no mesmo, mas é importante deixar claro que poderá

ocorrer em virtude de força maior.

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Mas fiquem tranquilos, pois tudo será avisado com antecedência em

nosso fórum de discussões, e-mail.

Vocês contarão com um suporte maravilhoso, tanto da minha parte,

quanto da área pedagógica e de coordenação do site, ok?

Vamos então ao cronograma:

e de coordenação do site, ok? Vamos então ao cronograma: Como vocês podem observar meus amigos

Como vocês podem observar meus amigos concurseiros, estaremos juntos por

quase 4 (quatro) meses. Tenho certeza que ao longo desse tempo iremos

aprender muito uns com os outros.

Além do nosso fórum de discussões, meu email estará disponível para

esclarecimento de dúvidas e aguardarei ansiosamente sugestões também viu?

Friso a palavra “SUGESTÕES”, pois somente faremos um curso de excelência

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se ambas as partes, (EU e VOCÊS) estivermos engajados e é claro que

estaremos, não é?

Meu e-mail é bruno@concurseiro24horas.com.br viu?

Sem delongas, vamos à nossa Aula 00, ou melhor, dizendo, nossa querida Aula

Inaugural.

Abordaremos nessa aula o tema: FUNDAMENTAÇÃO DO DIREITO ELEITORAL

(CONCEITOS, FONTES E PRINCÍPIOS).

Trataremos como surgiu o Direito Eleitoral no Brasil, ou seja, sua história,

falaremos também sobre os principais conceitos que temos nesse ramo do

direito, quais os princípios que o sustentam e quais são suas principais fontes.

Bora começar os trabalhos?

Bons estudos e vamos ao que interessa.

DIREITO ELEITORAL – BREVE HISTÓRIA

Como será que começou o Direito Eleitoral no Brasil? É recente? Somente a

partir da Constituição Federal de 1988?

É claro que não.

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A primeira lei que tratou do Direito Eleitoral no Brasil foi a Lei nº 387, de 19 de

agosto de 1846 e logo depois em 1855 tivemos a Lei nº 842 e em 1865 a Lei

nº 1.082 que introduziram o conceito de distritos no Sistema Eleitoral

Brasileiro.

Em 1875, ou seja, 10 anos após a lei que introduzira o conceito de distritos no

sistema eleitoral brasileiro tivemos a Lei nº 2.675 que trouxe pela primeira vez

o TÍTULO DE ELEITOR e o DIREITO DE REPRESENTAÇÃO DAS MINORIAS.

Já no ano de 1881, com a Lei nº 3.029 foi introduzida a ELEIÇÃO DIRETA no

país.

Como vocês podem observar, meus amigos, até o ano de 1881 mais ou menos

o que tínhamos sobre o Direito Eleitoral eram leis esparsas, somente com a

REVOLUÇÃO DE 30 iniciou-se um processo de codificação eleitoral.

Para facilitar a vida de vocês, abaixo está um quadro-resumo com os Códigos

Eleitorais que tivemos até os dias atuais:

1932

Criação da Justiça Eleitoral. Adoção do voto feminino e o sufrágio universal, direto e secreto.

1935

Alistamento e voto feminino obrigatório. Atribuições do MP no processo eleitoral.

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1946

Esboço de Código Eleitoral que viria adiante.

1950

NOVIDADE: Lançamento da Propaganda Partidária. Exclusão do capítulo sobre "MP Eleitoral".

1965

Considerado realmente como um Código Eleitoral, vigora ate os dias atuais.

Como vocês podem observar, o 5º Código Eleitoral do ano de 1965 é o que

vigora até hoje, claro que não em sua completude, mas ainda vigora.

Outro ponto importante a destacar é que nossos Códigos Eleitorais foram

surgindo após grandes mudanças na sociedade e fruto também de novas

constituições.

Aí vocês me perguntam? Mas professor, desde 1965 não houve inovações no

Direito Eleitoral?

Claro que houve meus caros.

No ano de 1997 surgiu a Lei nº 9504, denominada Lei das Eleições, porém a

mesma não trouxe muitas inovações no Direito Eleitoral.

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Como podemos ver, o Direito Eleitoral é um ramo super novo no Direito

brasileiro, datando seu início em 1932, porém desde 1500 as eleições já

acompanham a vida de nós brasileiros. Desde então, surgiram inúmeras leis

esparsas ao longo do tempo, daí a necessidade por parte de nossos

legisladores estudarem com mais afinco esse “bebê” do direito, pois é ele que

rege o futuro do nosso país, não é?

Nas diversas provas que encontraremos, o mais importante que precisaremos

saber sobre a história do Direito Eleitoral é o que trataremos neste momento:

o direito de voto que foi excludente ao longo do tempo.

PERÍODO COLONIAL: Para votar era exigido idade-mínima de 25 anos e

residência e domicílio na circunscrição;

IMPÉRIO: Idade-mínima permanece em 25 anos, exceto os casados e oficiais

militares, autorizados com 21 anos. Início do voto censitário;

REPÚBLICA-VELHA: Idade-mínima passa a serem 21 anos e é excluído o

voto censitário. Analfabeto perde o direito de voto;

ANO 1932: mulheres têm direito à cidadania eleitoral;

CONSTITUIÇÃO DE 1934: Idade-Mínima passa a ser 18 anos;

EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 25/85: devolve aos analfabetos o direito de

votar;

CONSTITUIÇÃO DE 1988: Alistamento eleitoral e voto são obrigatórios para

os maiores de 18 anos e facultativo para os acima de 16 e maiores de 70 anos.

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Agora vamos enxergar os principais fatos do Direito Eleitoral ao longo das

nossas Constituições:

Viram o quanto o Direito Eleitoral foi mudando ao longo do tempo e como ele

se tornou de extrema importância para a construção de uma sociedade justa e

igualitária proposta por nossa Constituição Federal vigente (1988)?

O que vimos até agora meus amigos, foi uma breve explanação sobre como o

Direito Eleitoral surgiu e foi alterando ao longo do tempo.

Caso tenham qualquer dúvida sobre este assunto, acessem nosso fórum ou me

mandem e-mail para que possamos esclarecê-las.

Acredito ser importante também que participem ativamente caso encontrem

alguma curiosidade sobre tal assunto. Assim poderemos compartilhar com

todos, ok?

Vamos para o próximo assunto da aula?

Agora veremos sobre CONCEITOS DO DIREITO ELEITORAL.

Fiquem firmes no objetivo viu? Façam uma pausinha de 5 minutos e voltem

aos estudos.

Pronto, fizeram a pausa? Estão descansados? Então bora

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CONCEITUAÇÃO DO DIREITO ELEITORAL

O Direito Eleitoral por tratar de assuntos de interesse da sociedade e das

comunidades pertence ao Direito Público, ou seja, é um ramo do Direito

Público que faz parte do ordenamento jurídico que rege as relações entre o

Estado e os agentes que fazem parte da mesma.

Amigos, o Direito Eleitoral não vive sozinho, ele se entrelaça com os outros

ramos do Direito, tais como, Direito Constitucional, Administrativo, Penal e

Processual Penal.

Ressaltamos aqui o Direito Constitucional, que é sua principal fonte, mas sobre

fontes do direito eleitoral trataremos mais adiante ok? Muita hora nessa calma.

O Direito Eleitoral é o principal responsável pelo estudo de normas e

procedimentos que organizam e disciplinam o sufrágio popular. Aí vocês me

perguntam. Professor, o que é sufrágio?

Cabe eu agora diferenciar para todos vocês sufrágio, voto e escrutínio, pois

isso despenca nas provas de concursos públicos.

Vamos continuar então:

SUFRÁGIO

É o direito público de participação nos negócios jurídicos do Estado, o

qual o cidadão terá direito de eleger, ser eleito e de participar da organização e

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da atividade do poder estatal.

No Brasil, o sufrágio é UNIVERSAL, ou seja, todos têm direito de exercer

esse direito, sem nenhuma discriminação.

VOTO

É o exercício desse direito de sufrágio. É uma das formas de exercer

esse direito, não sendo a única, tais como: audiência pública, ação popular,

plebiscito, referendo, etc.

Em nosso país, o voto é DIRETO e SECRETO.

DIRETO, pois é o próprio povo que escolhe os seus governantes através

do voto e SECRETO, ocorrendo através de cédula ou voto eletrônico.

ESCRUTÍNIO

Escrutínio é o método utilizado na votação, ou seja, seu processo de

condução.

No Brasil, temos os processos manuais e mais recentes os processos

eletrônicos, mais rápidos e mais ágeis. Conseguiram entender amigos, a

diferença entre SUFRÁGIO, VOTO e ESCRUTÍNIO?

Isso cai muito, mas muito mesmo nas provas de Direito Eleitoral pelo

país.

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Fundamentos do Direito Eleitoral Professor: Bruno Oliveira Para gravarem segue abaixo um quadro para ficar fácil

Para gravarem segue abaixo um quadro para ficar fácil fácil gravar este

assunto:

Como será que é cobrado esses conceitos nas provas? Vamos ver?

Primeiramente vamos a uma questão do ano de 2003 do Concurso para

o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia no cargo de Técnico Judiciário – Área

Administrativa:

1) Na Teoria Geral do Direito Eleitoral, tecnicamente, sufrágio é

o:

a) documento oficial onde se assinala a escolha de um candidato.

b) instrumento por meio do qual se escolhe um candidato.

c) modo de externar à Justiça Eleitoral a preferência por um

candidato.

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d) poder ou direito de se escolher um candidato.

e) ato de digitar na urna eletrônica o número do candidato

escolhido.

Se você prestou atenção no que conversamos sobre o conceito de

sufrágio, basta lembrar da palavrinha “DIREITO”.

A única alternativa que traz essa palavra é a alternativa “D”.

Sufrágio, portanto, é o poder ou direito de se escolher um candidato.

Fácil, né?

Vamos agora para mais uma questão.Dessa vez é uma questão de 2009

da banca VUNESP para o Concurso de Juiz do Tribunal de Justiça do Mato

Grosso:

2)O sufrágio é um direito público subjetivo exercido por meio:

a) da eleição, do plebiscito, do referendo e da iniciativa popular.

b) do Tribunal Superior Eleitoral, dos Tribunais Regionais Eleitorais,

das Juntas Eleitorais e dos Juízes Eleitorais.

c) do alistamento eleitoral, do sistema eleitoral, do voto secreto e da

representação proporcional ou majoritária.

d) da propaganda eleitoral gratuita, do sistema eletrônico de votação e

totalização de votos, da fiscalização das eleições e da prestação de

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contas.

e) do ato de votar, da impugnação dos registros de candidaturas, da

impugnação dos votos apurados e do recurso dos resultados do pleito.

A alternativa correta é a letra “A”.

Além do VOTO, outros meios de exercer o SUFRÁGIO são PLEBISCITO,

REFERENDO, INICIATIVA POPULAR.

Não se preocupem, pois veremos o conceito desses termos quando

falarmos de princípios do Direito Eleitoral, ok?

Conforme vocês puderam ver amigos, caso caiam questões cobrando

esses conceitos vocês não terão nenhuma dificuldade em resolvê-las, certo?

Passaremos agora a analisar as FONTES DO DIREITO ELEITORAL, que

são divididas em FONTES DIRETAS e FONTES INDIRETAS.

Estão preparados? Façam mais uma pausinha de 5 minutos e vamos

continuar.

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FONTES DO DIREITO ELEITORAL

Continuam animados né? É isso que quero ver

Ânimo pessoal, pois o

sucesso é daqueles que a cada dia se superam.

Daremos continuidade agora falando sobre as FONTES DO DIREITO

ELEITORAL, ou seja, qual é a origem desse ramo do direito.

Muitos doutrinadores dividem as fontes em:

FONTES FORMAIS;

FONTES MATERIAIS.

As fontes formais é a própria lei, ou melhor, dizendo o próprio dispositivo

legal. Sabemos amigos, que no Direito Eleitoral temos um emaranhado de leis,

não é?

Já as fontes materiais são os acontecimentos da vida, o fato jurídico. No

caso do Direito Eleitoral temos alguns fatos, como por exemplo: alistamento,

transferência de domicílio, etc. Resumindo: é o acontece na vida real no que

tange o direito eleitoral.

Temos ainda, meus caros, a divisão das FONTES em DIRETAS e

INDIRETAS.

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As fontes diretas ou fontes primárias ou ainda, fontes principais são:

Constituição Federal;

Código Eleitoral (Lei nº 4.737/65);

Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95);

Lei das Inelegibilidades (Lei 64/90);

Lei das Eleições (Lei 9.504/97)

Já as fontes indiretas, ou também chamadas de fontes subsidiárias são:

Código Penal;

Código de Processo Penal;

Código Civil;

Código de Processo Civil;

Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral

Como podemos ver, as fontes diretas ou principais não existem sozinhas,

elas precisam de um apoio das fontes indiretas para se alicerçarem, por isso

eu digo que as FONTES DIRETAS não vivem sem as FONTES INDIRETAS.

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Fundamentos do Direito Eleitoral Professor: Bruno Oliveira Então, ficou claro a diferença entre FONTES FORMAIS e
Fundamentos do Direito Eleitoral Professor: Bruno Oliveira Então, ficou claro a diferença entre FONTES FORMAIS e

Então, ficou claro a diferença entre FONTES FORMAIS e MATERIAIS,

DIRETAS e INDIRETAS?

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Podemos dar continuidade?

Para gravarmos bem essa parte da aula faremos agora dois exercícios,

sendo um da banca PONTUA e outro da banca CESPE:

O primeiro da banca PONTUA, é do ano de 2011 do concurso para

Técnico Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina:

3)São fontes diretas do Direito Eleitoral, EXCETO:

a) Código Eleitoral.

b) Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.

c) A Lei das Inelegibilidades.

d) Constituição Federal.

Tempooooooo

Fácil a questão né?

Fontes diretas sabemos que são aquelas principais ou primárias, tais

como: CF, Lei das Eleições, Código Eleitoral, Lei das Inelegibilidades, não é?

Agora ficou fácil. A única alternativa que não está nesse rol que eu citei

são as Resoluções do TSE que fazem parte das fontes indiretas.

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Gabarito: Letra B

A próxima questão é da banca CESPE do ano de 2005. Tive que adaptá-

la ao nosso contexto, mas ficou excelente. Vamos lá:

4) Assinale a opção incorreta a respeito das fontes do direito eleitoral.

a) A Constituição de 1988, ao tratar dos direitos políticos,

contempla os elementos que orientam a elaboração da Lei de

Inelegibilidades, que tem natureza de lei complementar.

b) Legislar sobre direito eleitoral é competência privativa do

Congresso Nacional.

c) A Lei dos Partidos Políticos, por ser orgânica, pode definir a

estrutura interna, a organização e o funcionamento dos partidos,

cabendo aos estatutos de cada partido apenas disciplinar o texto legal.

d) A Lei de Inelegibilidades proíbe a candidatura de militar que

tenha sido considerado indigno do oficialato.

e) O Código Eleitoral confere ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

competência para expedir instruções para sua fiel execução.

A questão acima merece um pouco mais de atenção de nós meus

amigos.

Vamos analisar alternativa por alternativa?

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Primeiro, a banca solicitou a alternativa INCORRETA, não foi?

Vejamos:

Letra A – CORRETA

Realmente a Lei das Inelegibilidades é uma lei complementar, numerada

da seguinte forma: Lei Complementar 64/90.

Letra B - CORRETA

Todos nós já compreendemos que legislar acerca de Direito Eleitoral é

competência privativa da União, certo?

Logo, de acordo com o artigo 48 da nossa Constituição cabe ao Congresso

Nacional dispor sobre matérias de competência da União.

DIREITO ELEITORAL – C. PRIV. DA UNIÃO – CONGRESSO NACIONAL

Letra C - INCORRETA

Epaaaaaa, não cabe a Lei dos Partidos Políticos definir a estrutura interna dos

partidos, e sim o próprio partido é quem faz isso.

É o que temos no artigo 17 parágrafo 1º da Lei dos Partidos Políticos.

Letra D – CORRETA

É isso mesmo. Está presente na Lei das Inelegibilidades esta proibição

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para as Forças Armadas.

Letra E – CORRETA

O Tribunal Superior Eleitoral é realmente responsável por expedir

instruções para seu desenrolar na estrutura da Justiça Eleitoral.

Portanto, o gabarito para esta questão é a letra C de “CONCURSEIRO

VENCEDOR”.Pronto, encerramos mais um tópico desta aula inaugural de

Direito Eleitoral.

Passaremos agora a falar sobre um assunto importantíssimo, digo eu que

talvez seja o mais importante e o que merece maior atenção de vocês.

São os PRINCÍPIOS DO DIREITO ELEITORAL.

Simbora moçada?

PRINCÍPIOS DO DIREITO ELEITORAL

Reservaremos um tempinho para este assunto. Citarei aqui para vocês quinze

princípios, porém são muito mais, mas acredito que não é o foco.

Selecionei para vocês os principais e os mais cobrados nas provas que farão,

ok?

Fiquem tranquilos, pois uma coisa precisamos aprender nessa vida de

concursos. OTIMIZAR para VENCER.

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Para melhor visualização fiz a uma tabela com os princípios e sua breve

definição, ok?

Vejamos:

PRINCÍPIOS

PLURUPARTIDARISMO

Liberdade de se formar vários

partidos para concorrer às eleições

SIGILO DO VOTO

O

voto deve ser sigiloso para

garantir a livre manifestação do

 

voto

PODER SOBERANO

O

poder vem do povo. É ele e

somente ele que escolhe seus

governantes, ressalvada as

eleições indiretas previstas na CF.

SUFRÁGIO UNIVERSAL

Todos são iguais perante o direito

de votar. Não há restrições ou

exclusões como tivemos em

outros momentos da nossa

história.

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LIVRE MANIFESTAÇÃO DO

O

eleitor tem liberdade de votar

VOTO

em quem ele achar melhor, até

mesmo poderá VOTAR EM

BRANCO caso queira. Esse

princípio é importantíssimo para a

democracia.

CELERIDADE

A

Justiça Eleitoral é a mais rápida

do mundo. Suas decisões, eleições

e

resultados acontecem de forma

ágil e eficaz.

ANUALIDADE

Qualquer modificação na

legislação eleitoral somente será

aplicada a eleição que venha

ocorrer 01 ano após.

LISURA DAS ELEIÇÕES

Observância da ética nas eleições,

no que tange todo o processo

eleitoral, fazendo com que a

democracia se torne ainda mais

forte e efetiva.

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LIBERDADE PARTIDÁRIA

A liberdade de criação, fusão,

incorporação e extinção de

partidos políticos, resguardados a

soberania nacional, o regime

democrático, o pluripartidarismo e

os direitos fundamentais da

pessoa humana.

ANTERIORIDADE DAS

Somente será aplicada às eleições

RESOLUÇÕES

correntes as resoluções que forem

publicadas até o dia 05 de março

do ano da eleição.

Os princípios acima são os mais recorrentes nas provas. Portanto

faremos agora três exercícios sobre Princípios, ok?

O primeiro deles é da prova para Juiz do Tribunal de Justiça do Paraná

que ocorreu ano passado (2012).

5) No que consiste o princípio da anualidade eleitoral?

a) As leis eleitorais têm validade de apenas 01 (hum) ano a partir

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de sua publicação, razão pela qual existem as Resoluções do TSE a

cada eleição.

b) As leis eleitorais valem apenas para o ano da eleição para a

qual foram editadas e publicadas e são complementadas pelas

Resoluções do TSE.

c) As leis eleitorais que alteram o processo eleitoral somente

entram em vigor 01 (hum) ano depois da eleição para a qual foi

publicada.

d) As leis eleitorais que alteram o processo eleitoral entram em

vigor na data de sua publicação e não se aplicam à eleição que ocorra

até 01 (hum) ano da data de sua vigência.

Esse princípio é o que mais despenca nas provas.

Precisamos entender que as leis eleitorais que alteram algo do processo

eleitoral seguem o seguinte:

Entram em vigor na DATA DA PUBLICAÇÃO;

Porém, somente se aplicarão nas eleições depois de um ANO.

Vejamos o que o artigo 16 da Constituição Federal nos diz:

Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua

publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua

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vigência.

Houve uma decisão do STF que considerou este artigo como cláusula

pétrea. Foi a ADI 3685.

Portanto, o gabarito é a letra E de “EU SOU CAMPEÃO”.

Vamos agora para mais uma questão, do ano de 2005 da Banca Cespe

referente ao concurso para Analista Judiciário – Área Judiciária do Tribunal

Regional Eleitoral do Mato Grosso.

6) Acerca dos princípios pertinentes ao direito eleitoral e aos

direitos políticos de que trata a Constituição Federal, assinale a opção

correta.

a) O exercício da soberania popular restringe-se ao sufrágio

universal, com valor igual para todos.

b) O alistamento e o voto são facultativos para quem tem mais de

16 anos de idade e menos de 18 anos de idade.

c) O exercício dos direitos políticos não guarda relação com a

elegibilidade.

d) Para ser candidato a prefeito de capital, é necessário ter 30

anos de idade, ou mais.

e) Os maiores de 70 anos de idade, em gozo de boas condições de

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saúde, são obrigados a alistar-se e a votar.

Esta questão trata muito mais de direitos políticos do que princípios.

Aliás é muito tranquila.

A banca nos pediu a alternativa correta.

Analisaremos alternativa por alternativa para que não fique nenhuma

dúvida:

Alternativa “A” – INCORRETA

A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal E mediante o

voto direto e secreto.

O erro da questão foi restringir em “SUFRÁGIO UNIVERSAL”.

Além disso a lei enumera algumas formas de exercício desse direito, tais

como:

PLEBISCITO: Convocação do povo antes da criação da para aprovar ou

não a questão que lhe for submetida;

REFERENDO: Convocação do povo após a edição da norma, tendo a

responsabilidade de aprová-la ou não;

Alternativa “B” – CORRETA

É exatamente isso que reza o artigo 14 parágrafo 1º da nossa

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Constituição Federal:

Art 14, §1o, CF - O alistamento eleitoral e o voto são:

I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

II - facultativos para:

a) os analfabetos;

b) os maiores de setenta anos;

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

Alternativa “C” – INCORRETA

Hahahaha, que alternativa bobinha.

O pleno gozo dos direitos políticos faz parte dos requisitos para ser

elegível, portanto está incorreta essa assertiva.

Alternativa “D” – INCORRETA

Para ser prefeito a idade-mínima é 21 anos e não 30 como foi citado.

Abaixo coloco para vocês as idades-mínimas para os demais cargos:

Art. 14

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) (

§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:

) (

VI - a idade mínima de:

a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e

Senador;

b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito

Federal;

c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou

Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;

d) dezoito anos para Vereador.

Alternativa “E” – INCORRETA

Vejamos o que diz a CF:

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo

voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei,

mediante:

§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:

I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

II - facultativos para:

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a) os analfabetos;

b) os maiores de setenta anos;

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

Como vimos o voto é facultativo para os maiores de 70 anos e não

obrigatório.

Portanto, o gabarito desta questão é a letra B, de “Bruno Professor de

Eleitoral”.

Agora a terceira questão é do concurso para Procurador da República que

também nos trouxe o princípio da anualidade:

7) A lei que alterar o processo eleitoral:

a) entrará em vigor na data de sua publicação, retroagindo

apenas para beneficiar as candidaturas já registradas na Justiça

Eleitoral;

b) terá vigência imediata, valendo para as eleições em curso de

forma isonômica para todos os Partidos Políticos;

c) entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à

eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência;

d) deverá sempre aprimorar o regime democrático sob pena de

inconstitucionalidade moral.

Agora vocês já sabem tudo disso né?

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Já respondemos uma questão nesse estilo e sabemos que o gabarito é a

letra C.

As leis eleitorais que alteram algo do processo eleitoral seguem o

seguinte:

Entram em vigor na DATA DA PUBLICAÇÃO;

Porém, somente se aplicarão nas eleições depois de um ANO.

Vejamos o que o artigo 16 da Constituição Federal nos diz:

Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua

publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua

vigência.

Viram como poderá cair nas provas sobre os princípios?

Sem muita dificuldade, não é?

Estamos encerrando nossa aula inaugural meus amigos e quero frisar que

qualquer dúvida que venham a encontrar basta me mandar um email ou

postar sua dúvida no nosso fórum.

Vamos agora para um breve resumo dos principais tópicos da aula?

RESUMO DA AULA

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O Direito Eleitoral possuiu até hoje 5 códigos eleitorais,

respectivamente em: 1932, 1935, 1946, 1950 e 1965;

O 5º Código Eleitoral é o que vigora até hoje, porém já houve

inúmeras alterações.

Características do Direito Eleitoral ao longo das principais épocas da

sociedade brasileira:

PERÍODO COLONIAL: Para votar eram exigidos idade-mínima de 25

anos e residência e domicílio na circunscrição;

IMPÉRIO: Idade-mínima permanece em 25 anos, exceto os casados e

oficiais militares, autorizados com 21 anos. Início do voto censitário;

REPÚBLICA-VELHA: Idade-mínima passa a serem 21 anos e é excluído

o voto censitário. Analfabeto perde o direito de voto;

ANO 1932: mulheres têm direito à cidadania eleitoral;

CONSTITUIÇÃO DE 1934: Idade-Mínima passa a ser 18 anos;

EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 25/85: devolve aos analfabetos o

direito de votar;

CONSTITUIÇÃO DE 1988: Alistamento eleitoral e voto são obrigatórios

para os maiores de 18 anos e facultativo para os acima de 16 e maiores

de 70 anos.

Direito Eleitoral é um ramo do direito PÚBLICO;

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O Direito Eleitoral utilizar-se de outros ramos do direito para se

firmar;

Diferença entre Sufrágio, Voto e Escrutínio:

SUFRÁGIO: É o direito público de participação nos negócios

jurídicos do Estado.

VOTO: É o exercício desse direito de sufrágio.

ESCRUTÍNIO: Escrutínio é o método utilizado na votação, ou seja,

seu processo de condução.

O Direito Eleitoral é dividido em fontes formais, informais, diretas e

indiretas.

Os principais princípios que alicerçam o direito eleitoral são:

PLURUPARTIDARISMO, SIGILO DO VOTO, PODER SOBERANO,

SUFRÁGIO UNIVERSAL, LIVRE MANIFESTAÇAÕ DO VOTO,

CELERIDADE, ANUALIDADE, LISURA DAS ELEIÇÕES, LIBERDADE

PARTIDÁRIA e ANTERIORIDADE DAS RESOLUÇÕES.

Agora sim fechamos a aula inaugural com chave de ouro não foi?

Meus amigos,estou aberto a sugestões como disse no início da nossa

aula, tudo bem?

A nossa próxima aula abordaremos o seguinte tema:

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DIREITOS POLÍTICOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Tenho certeza que vocês vão amar esse tema, é muito gostoso de trabalhar.

Continuem firmes e fortes nos seus objetivos e FOCO!

Bons estudos!!!

Professor Bruno Oliveira

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