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2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus.com.

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Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa?
Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa?
Fernanda Oliveira (https://jus.com.br/1200322­fernanda­oliveira/publicacoes)

Publicado em 05/2015. Elaborado em 05/2015.


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Direito da Criança e do Adolescente (https://jus.com.br/artigos/direito­da­crianca­e­do­adolescente)
Direito de Família (https://jus.com.br/artigos/direito­de­familia)
Filiação (https://jus.com.br/artigos/filiacao)
Guarda de criança e adolescente (https://jus.com.br/artigos/guarda­de­crianca­e­adolescente)

O presente artigo apesenta a alteração nos artigos do Código Civil onde estão previstas as modalidades de guarda, bem como as mudanças que ocorreram na aplicação da guarda
compartilhada, após a alteração sofrida pela lei em dezembro de 2014.

INTRODUÇÃO

Em dezembro de 2014 fora alterada a lei que estabelece a guarda compartilhada, prevendo que a partir da vigência desta legislação, a guarda compartilhada deverá ser APLICADA
aos genitores, caso não haja consenso.

Por outro lado, a guarda unilateral só poderá ser aplicada quando um dos genitores expressar não pretender a guarda compartilhada. Ou seja, a guarda conjunta passou a ser a
principal modalidade de guarda, e a partir de agora, independentemente dos genitores concordarem ou não com ela.

Pretende­se demonstrar com o presente artigo, as modalidades de guarda existentes, e o que cada uma delas exige dos genitores para que tenha efetividade. Mais ainda,
pretende­se descrever situações que envolvem menores e seus genitores, para apurar qual é a melhor modalidade de guarda em cada caso, e principalmente a possibilidade e
eficácia da imposição da guarda compartilhada nestes casos.

Em vários países, a guarda compartilhada é imposta aos genitores, que devem se submeter às suas regras, mantendo entre si um excelente relacionamento, já que tal modalidade
de guarda exige que ambos os genitores sejam responsáveis pelos filhos, tomando decisões em conjunto e em total harmonia.

Como a nova legislação pretende sua aplicação – e como dito, independente dos genitores concordarem com isso – a intenção aqui é justamente abordar os casos em que não há
clima amistoso entre os pais, demonstrar que na maioria dos casos que envolve ruptura de vida conjugal as pessoas mal conseguem dialogar, e que a imposição de modalidade de
guarda que exige constantes contatos entre os envolvidos, pode acabar prejudicando sobremaneira o desenvolvimento dos filhos.

A guarda dos filhos e suas modalidades

Em dezembro de 2014 entrou em vigor a lei que alterou algumas regras acerca da guarda compartilhada. Alguns doutrinadores entenderam que o que já não tinha muita eficácia
antes, acabou sendo piorado ainda mais com a alteração sofrida. Outros acreditaram que a mudança foi primordial dentro do direito de família e das discussões que as disputas de
guarda acarretam na vida das crianças e adolescentes.

Antes de se analisar a alteração que sofreram as modalidades de guarda, importante defini­las.

https://jus.com.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 1/8

 de inegáveis vantagens. já que a guarda normalmente é discutida justamente na sequência da ruptura do relacionamento. passa­se a uma breve análise de estava prevista a guarda compartilhada no Código Civil.htm#art1584)  A guarda. Assim.. O legislador pretendia que os genitores compartilhassem as responsabilidades sobre o filho. é desejada por um dos genitores. certamente o fato do juiz impor essa modalidade de guarda não iria lhes fazer mudar de atitude. aduzem se tratar da possibilidade de alcançar uma das maiores virtudes aos menores. sobre os filhos e principalmente. sob o prisma do interesse dos filhos. O filho passa a morar no mesmo domicílio do guardião; 2.698 de 2008 ­ que alterou o artigo 1.com. confere um poderoso poder de veto à mãe. em trânsito nos países considerados de sangue quente. Guarda unilateral ou exclusiva: é ainda a modalidade mais comum e difundida no Brasil. 424). Brasil e Espanha. tratando­se a guarda conjunta de um regime excepcional. p.com.] há uma alternância na exclusividade da guarda. Quando fixada. prejudiciais ao interesse do menor ­ iria ser estabelecido. declarando que existem duas condutas opostas. o pai e a mãe revezam períodos exclusivos de guarda. Tanto pai quanto mãe detém­na e são corresponsáveis pela condução da vida dos filhos. enquanto a corrente pessimista..planalto. Havia quem defendesse e havia quem não concordasse. Era a previsão do artigo 1. e tal ruptura. sabe­se que a harmonia esperada entre os genitores é rara e difícil de ser obtida. o pai e a mãe. liderada por países como a Alemanha. dava aos genitores – e ao julgador – a possibilidade de optar por qualquer das hipóteses de guarda. Não é uma boa modalidade na prática. [. educação e formação dos filhos. ou fixação pelo juiz atendendo a necessidades específicas do menor interessado.br/tudo/divorcio) pode provocar nos filhos. Caso contrário. mas que tem características próprias. quando necessário.583. mas a criança permanece no mesmo lar. pois para a legislação e a jurisprudência desses países. Ainda relação aos defensores da guarda compartilhada. p. dividindo o tempo em períodos idênticos com o pai e a mãe. a conclusão era de que a escolha pela guarda compartilhada só teria eficácia se escolhida pelos próprios genitores em ação de divórcio ou guarda consensual (MADALENO. tanto jurisprudencial quanto doutrinário. As tentativas de adequação do modelo de guarda compartilhada proposto. pois se acreditava que para garantir a total eficácia da guarda compartilhada. até a alteração trazida pela legislação em dezembro de 2014 ­ a possibilidade de impor a guarda compartilhada através de uma decisão judicial. por exemplo – não apresentava a mesma eficácia. A previsão legal inicial. independentemente dos filhos alternarem seu período de moradia na residência dos genitores. 3. poderá ser: I – Requerida. possibilitando uma convivência que o outro modelo de guarda – a unilateral ­ não permitia. ou em razão da distribuição de tempo necessário ao convívio deste com o pai e com a mãe.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 2/8 .584. Rolf Madaleno (2010. 1. Guarda alternada: modalidade comumente confundida com a compartilhada. pelo pai e pela mãe. Ainda. p.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406. o que lhe prejudicaria sobremaneira.[1] Iniciou­se então uma série de discussões acerca da guarda compartilhada. 432) explica com precisão essa questão da origem da guarda compartilhada. como conceituado acima. Outros autores entendiam que o objetivo central da alteração proposta não era essa.. (http://www. dava aos litigantes uma certa segurança que nada que lhes fosse prejudicial – ou principalmente. Inglaterra e Estados Unidos.] 4. enquanto casados. Nesse tipo de guarda. Pressupunha o consenso dos pais. e não necessariamente o tempo que iriam permanecer com o menor. de divórcio. em busca de demonstrações de poder de um cônjuge sobre o outro – sempre com a intenção de atingirem­se mutuamente em razão da discordância com relação ao fim do casamento. a alegação precípua é que a ideia surgiu sendo aplicada nos chamados países de sangue frio. e essa corrente preserva a guarda conjunta existente ao tempo da coabitação dos pais.br | Jus Navigandi Segundo Pablo Stolze Gagliano (2013. estabelecendo a existência das duas formas de guarda. e em quais situações seria possível sua aplicação. Ora defendia­se que a guarda compartilhada significava compartilhamento de tempo com a criança: esta teria duas casas para residir. na pretensão de reduzir a área de conflito entre eles. p. 2010. [. aceitar sugestões e. 147) defende o maior sentido e objetivo da guarda compartilhada é conseguir manter a harmonia existente antes do divórcio. e como ficou após a alteração ocasionada pela lei que entrou em vigor em dezembro de 2014. de dissolução de união estável ou em medida cautelar; II – Decretada pelo juiz. Guarda compartilhada ou conjunta: modalidade preferível em nosso sistema. e o tempo de seu exercício dependerá de decisão judicial. ora na paterna. as quais se posicionam de maneira bastante distinta no que diz respeito a obrigatoriedade da guarda compartilhada: [. ora na residência materna. Além disso tudo. segundo a decisão judicial. como o Brasil. Se ausentes a maturidade e a sincera intenção dos genitores em conceder aos filhos o melhor de cada um. A legislação de 2008 – a origem da guarda compartilhada A legislação anterior – Lei 11. desde que devidamente informados pelo magistrado das vantagens que a compartilhada oferecia.2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus.. Espanha e Portugal. De qualquer forma. Outros entendem que a guarda compartilhada diz respeito apenas ao compartilhamente de responsabilidades. Existe ainda a discussão – principalmente entre doutrinadores – acerca da diferença – ou não – entre guarda compartilhada e guarda alternada. ficariam os filhos por períodos idênticos. já separados. pois certamente não alcaçaria seu objetivo de manter a harmonia que existia antes do divórcio. Não existia – ao menos era o entendimento unânime. revezando­se os pais em sua companhia. Alguns entendem a guarda compartilhada envolve. o instituto se tornaria inócuo. possibilitava à mãe separada não mais obrigar­se a assumir sozinha as responsabilidades da criação. cabendo ao outro o direito de visitas. ratificar medidas indicadas pelo ex­cônjuge ou sugerir outras melhores e que possam ser endossadas sem desenvolvimento de crises.] podendo ser chamada uma dessas vertentes de otimista. 2010. eliminando a ideia de “ganhador e perdedor”. se comparada a qualquer das outras. unilateral ou compartilhada. com relação aos que se manifestavam contra a guarda conjunta. em ação autônoma de separação. novidade naquela oportunidade. principalmente. https://jus. não há exclusividade em seu exercício.com. necessariamente. já que a criança (ou o adolescente) residindo ora com o pai. justamente com o objetivo de fazer os filhos sentirem o menos possível o impacto que a ruptura da relação conjugal poderia lhes causar: Os pais devem tomar decisões harmoniosas para que os filhos não se lembrem da separação. com o objetivo de cumprir exatamente o que prevê o princípio do melhor interesse do menor. importante destacar que psicólogos enfrentam tal questão como sério problema. Para evitar que a criança fique indo de uma casa para outra. ou os chamados países de sangue frio. após definição das modalidades de guarda previstas na legislação brasileira e na doutrina. e abominada pelo outro – o que normalmente acarreta discussões e disputas infindáveis sobre os bens. na prática. Possibilitava­se ao casal a opção pela guarda unilateral. A previsão legal é que observar­se­ia o que os genitores acordassem quanto a guarda. ou por qualquer deles. não obrigando a fixação de um modelo específico. o que recomenda delegar poderes. e os pais revezam a companhia da mesma. e lá apresentavam total efetividade. previu claramente a existência de duas formas de guarda: a compartilhada e a unilateral. quando aplicadas os países de sangue quente – Portugal. Vale dizer.584 do Código Civil: Art. Essa possibilidade de consenso entre os pais. nos quais a guarda compartilhada é imposta. em atenção a necessidades específicas do filho. cabendo ao outro direito de visitas. Nidação ou aninhamento: espécie pouco comum em nossa jurisprudência. em que um dos pais detém exclusivamente a guarda. 433). lhes garantindo o direito de relacionarem­se com ambos os genitores. Além da possibilidade de aumentar a convivência com ambos os genitores.. Porém. mormente sob o prisma da repercussão psicológica na prole. ela permanece no mesmo domicílio em que vivia o casal.gov. porque precisam os pais trocarem informações sobre os filhos para unificar as pautas desenvolvidas no interesse dos filhos e se lhes falta diálogo eles põem em risco os cuidados e atenções devidas aos filhos. sendo deles exigida a doação do tempo para cuidados básicos e complementares e perfeita aceitação do gerenciamento dúplice. quase não aplicada – e as define do seguinte modo: 1. mas ocorre em países europeus. Ênio Santarelli Zuliani (2010. divisão de tempos em companhia dos pais. Pois bem. Os primeiros alegavam que isso acarretaria uma convivência equânime do menor com ambos os genitores. 605). acredita­se que a guarda compartilhada é capaz de amenizar os efeitos nefastos que o divórcio (https://jus. a guarda compartilhada depende de uma atitude positiva de ambos os genitores e não cabe impô­la diante de uma atitude reticente da mãe. destacando assim um dos problemas enfrentados quando da opção por essa modalidade de guarda.. na grande maioria dos casos. ora com a mãe (seja isso a guarda alternada ou compartilhada) não teriam uma referência de casa. Assim. moram em casas diferentes. existem quatro modalidades de guarda – uma delas. dependeria exclusivamente do bom relacionamento dos genitores. por consenso. obrigando a dividir essa complicada e árdua missão entre ambos os pais (MADALENO. p.

 a guarda compartilhada não é recomendável: Não se desconhece que parte da doutrina e da jurisprudência sustentam o estabelecimento da guarda compartilhada como regra e imposta. Oitava Câmara Cível. em que o juiz. ser sim a guarda única propiciadora de insatisfações. conflitos e barganhas envolvendo os filhos (DIAS. sob a justificativa de que é necessário o consenso entre as partes. não se deve alterar a situação atual. MANTENÇA POR AUSENTE PROVA DA ALEGADA HIPOSSUFICIÊNCIA. prevendo­se que mesmo em caso de discordância dos cônjuges. em manifestação acerca de pedido de guarda compartilhada. Publicado Edital de Assinatura de Acórdãos Inteiro teor   Nº Edital: 6205/13 Nº DJe: Disponibilizado no Diário de Justiça Eletrônico Edição n. entendendo que a guarda compartilhada já era regra antes da alteração legislativa: Por isso. Ed. Oitava Câmara Cível. Porém. Por certo que a possibilidade de imposição da guarda compartilhada não fará com que os genitores – caso não agissem assim anteriormente – passem a se respeitar mutuamente e fazer as concessões necessárias ao bom funcionamento desta modalidade de guarda. MELHOR INTERESSE DA INFANTE. de decisões judiciais. a princípio. de 2014. imaginando­se uma disputa de guarda do infante ou adolescente entre seus genitores. comprometendo seriamente a estrutura emocional dos infantes. No mais. causando enormes danos à saúde psicológica dos filhos.  (grifei)             Assim. DEMANDA PROPOSTA PELO GENITOR CONTRA A GENITORA. Data de Julgamento: 30/01/2014. advogada e doutrinadora Maria Berenice Dias. será aplicada a guarda compartilhada.. A nova forma de “imposição” da Guarda Compartilhada Com a Lei nº 13. 436). pois tal situação iria de encontro ao princípio do melhor interesse do infante. poderá ser:       [. impor a medida. Data de Publicação: 01/07/2013 às 08:14. a guarda compartilhada certamente só serviria para acirrar velhas disputas. por sua vez. Relator: Alzir Felippe Schmitz. que alterou os artigos que tratavam das modalidades de guarda no Código Civil.584. é possível que a sua imposição pelo magistrado somente fará com que as discussões. defendendo a ideia que mesmo quando as partes não concordam.br/)) (grifei) O próprio Superior Tribunal de Justiça.. MANUTENÇÃO. então. a guarda compartilhada será APLICADA. UMA VEZ QUE OS GENITORES NÃO POSSUEM UM CONVÍVIO PACÍFICO. GUARDA UNILATERAL EXERCIDA DEFERIDA À GENITORA. tem­se que a guarda de menor é direito que deve sempre estar condicionado ao interesse. Sua adoção (https://jus. bem como da sua impossibilidade: APELAÇÃO CÍVEL. PELA MÃE. que.com. OBSERVÂNCIA AO PRINCÍPIO DO MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA. cita­se decisão do Tribunal Gaúcho.. mediante acompanhamento psicológico. DE CONCESSÃO DA GUARDA COMPARTILHADA. 606). em poucas situações essa imposição será possível.br/tudo/recurso­especial) nº. conforme expressão do próprio texto da lei: Art. no Agravo em Recurso Especial (https://jus.jus. Relator: Eládio Torret Rocha. em total contrariedade ao que pretendiam os legisladores quando da instituição da guarda compartilhada. Inclusive. minoritário; sobretudo. Logo. o relacionamento do casal já está profundamente corroído. a despeito da impossibilidade de acordo de guarda e custódia. "existindo sensíveis e inconciliáveis desavenças entre os pais. Na realidade prática.br | Jus Navigandi A título de exemplo. 1661 ­ www. Quarta Câmara de Direito Civil Julgado. poderá..com.283. já manifestou seu entendimento acerca da necessidade de consenso entre os genitores. 433­ 434). encontrando­se ambos os genitores aptos a exercer o poder familiar. com frequência indesejável. GAGLIANO (2013. 1. preferencialmente. e sim contemplados expressamente na norma legal. ESTUDO SOCIAL REVELADOR DE SEREM AMBOS OS GENITORES APTOS A POSSUIR A GUARDA DO INFANTE.] na prática. se a genitora não concorda com a guarda compartilhada.058.tjsc. em geral.029411­9 (Acórdão). eis que. SOBRE O FILHO DE 12 (DOZE) ANOS DE IDADE. Relator: Alzir Felippe Schmitz. A problemática apresentada nessa questão é que a imposição através de determinação judicial não fará com que as pessoas envolvidas mudem seu comportamento. no sentido de que não se deve deferir a guarda compartilhada quando não existe a convivência harmoniosa entre os genitores. excepcionalmente. Acerca da dificuldade em um modelo de guarda compartilhada aplicada forçosamente aos cônjuges litigantes. AÇÃO DE DIVÓRCIO DIRETO. GRATUIDADE JUDICIÁRIA NEGADA EM PRIMEIRO GRAU.  A guarda. Entretanto. esta deve ser aplicada. MODIFICAÇÃO DE GUARDA E CONCOMITANTE EXONERAÇÃO DA OBRIGAÇÃO ALIMENTAR. Em situações como a analisada na decisão acima citada. creditando ser inviável uma “determinação” de guarda compartilhada: Na esmagadora maioria dos casos. 527. têm concluído os julgados e a doutrina não haver como encontrar lugar para uma pretensão judicial à guarda compartilhada apenas pela boa vontade e pela autoridade do julgador. os filhos oriundos do relacionamento falido são só o que resta para que os genitores possam continuar se atacando. p. RECURSO DESPROVIDO. exarada meses antes da alteração da lei da guarda compartilhada. em provável interesse do menor. após a alteração da guarda. houve alteração da legislação que estabeleceu a guarda compartilhada. PEDIDOS INACOLHIDOS. manifestou­se no sentido que de “ainda” havia impossibilidade no deferimento. ou sua forma de pensar a respeito do outro genitor. 2010. Por isso. menciona Gagliano (2013. em relação aos interesses e direitos dos adultos parentes; decorrendo. fora priorizada de maneira absoluta a guarda compartilhada. Agora.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 3/8 . Julgado em 30/01/2014) (TJ­RS ­ AC: 70057505596. entende como extremamente necessário o consenso entre os genitores. mas uma decorrência de acordo entre as partes. é isso que ocorre – muito embora orientados para jamais praticarem tais atos ou agirem dessa forma.) (Apelação Cível Nº 70057505596. Interessante decisão fora proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. a prática tem mostrado. AUSÊNCIA DE FATOR DESABONADOR CAPAZ DE INVIABILIZAR A MANUTENÇÃO DE GUARDA. que se ampara na realidade da convivência com os casos concretos na rotina do exercício da judicatura. AUSÊNCIA DE CONSENSO. e ampl. conforme texto de lei. em relação à jurisprudência. ou seja. (grifei) A desembargadora aposentada. analisando pedido de imposição de guarda compartilhada. e. mostra­se contrária à necessidade de consenso. conclui­se que tal entendimento demonstra­se. muito dificilmente poderá o juiz “impor” o compartilhamento da guarda. a regra passou a ser a guarda compartilhada. p. salvo se um dos genitores declarar ao magistrado que não deseja a guarda do menor.com. estudos e justificativas ­ doutrinárias e jurisprudenciais – que a guarda compartilhada necessita obrigatoriamente de consenso para que alcance os objetivos pretendidos.. Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 04/02/2014) (GRIFEI) Observa­se que o pedido de alteração da guarda unilateral para a guarda compartilhada foi negado justamente em razão da ausência de consenso. sob pena de se transformar em instituto destituído de efetividade. Rio de Janeiro: Forense. em observância ao melhor interesse do infante. 4. por sua vez. ainda. inclusive desta Câmara e deste Tribunal. Data de Julgamento: 19/06/2013. conforme acordo entre as partes ou a situação fática. TAMBÉM. A guarda compartilhada não deve ser fruto de imposição do juízo. passando assim a guarda compartilhada ser preferência sobre a unilateral. p.. ataques pessoais e principalmente a animosidade entre o ex­casal só aumente. em decisão proferida em março do corrente ano. atual. caberá ao juiz determiná­la. da lei.tjsc. AINDA. unilateral ou compartilhada. por si só.br (http://www. Rev. justamente em razão da animosidade existente entre os genitores: DIREITO DE FAMÍLIA.] § 2o Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho. DO ESTIPÊNDIO ADVOCATÍCIO.2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus. somente em situações excepcionais. pelo simples fato de o mau relacionamento do casal. A tendência ainda é não acreditar que o compartilhamento da guarda gere efeitos positivos se decorrer de determinação judicial. Segundo a abalizada doutrina de Rolf Madaleno. 606): [. Porém. https://jus. Mesmo com todas as evidências. verificar a maturidade e respeito no tratamento recíproco dispensado pelos pais. IMPOSSIBILIDADE. muito se tem questionado acerca da efetivação dessa nova forma de guarda compartilhada. frustrado o acordo. 2011.. conforme expressa determinação legal. segurança e bem estar deste.jus.br/tudo/adocao) não mais fica à mercê de acordos firmados entre os pais. Tribunal de Justiça do RS. quando não se afigura possível a celebração de um acordo.com. PRETENSÃO PATERNA DE GUARDA COMPARTILHADA. repercutindo este ambiente de brigas e desentendimentos de modo negativo. e considera que nas situações onde não existe harmonia entre os ex­cônjuges. o juiz somente poderá deixar de aplicar a guarda compartilhada se um dos pais expressamente disser que não a deseja – independente do fato dos genitores se odiarem ou sequer conseguirem manter um diálogo “civilizado”. quando ausente a boa e consciente vontade dos pais" (Curso de Direito de Família. colocar em risco a integridade dos filhos. (TJ­SC ­ AC: 20130294119 SC 2013. p. (. Na grande maioria das vezes. como consequência natural do poder familiar. afigurando­se um contrassenso o compartilhamento de um direito tão sensível.

 situação que tem por objetivo manter os laços afetivos e de convivência entre filhos e pais que não possuem a guarda. certamente causará mais prejuízos do que benefícios aos menores. não há espaço e nem poderia ser estabelecida a guarda compartilhada entre pais amargos e litigiosos. a possibilidade de exerceram a guarda conjunta. o direito à visitação. necessário que seja aplicada somente nas situações que envolvem bom relacionamento entre os genitores. ofensas. Claro que com o guarda unilateral. certamente é lhes dar oportunidade para continuarem brigando – causando ainda mais traumas e desgosto aos filhos. Já na guarda unilateral. acabam ignorando a existência do genitor que não detém a guarda. brigas e desrespeito. Ou seja. sendo impedidos de conviver com quem se afastou do lar. 433­434). que entre as pessoas envolvidas faltou tolerância. justamente para criar as condições de atendimento à função da guarda repartida. a cena de uma custódia compartida reverteria para o acirramento dos ânimos e para a perpetuação dos conflitos. obviamente é preciso que existam. surge uma outra figura do direito de família capaz de causar enormes discussões e infindáveis transtornos – principalmente ao menor – ou seja. colocando um freio na irresponsabilidade provocada pela guarda individual. ao outro caberia obrigatoriamente o direito de visitas. os filhos ficam fragilizados. Certo que se for do entendimento que a guarda compartilhada prevê. Conclui­se que a guarda compartilhada. qual seja. não haverá como encontrar lugar para uma pretensão judicial à guarda compartilhada apenas pela boa vontade e pela autoridade do julgador. Caso contrário. frutos de relacionamentos que não deram certo. compartilhamento de tempo. sendo bastante costumeiras as condutas tomadas pelo cônjuge guardião para evitar ou dificultar as visitas: Constitui a principal fonte de conflitos entre os pais. Acreditar que o simples fato de impor uma situação que exige companheirismo e. https://jus. principalmente. Por certo que a guarda compartilhada. dos seus genitores.com. e não manter­se cego imaginando como deveria ser. Impor a pessoas nessa condição que convivam e dividam tudo a respeito dos filhos. 15) explica: Os filhos tornam­se instrumento de vingança. pois o filho permanecerá por períodos iguais. como se a divisão do tempo fosse a solução de todos os problemas e de todas as aflições de casais em dissenso conjugal. quando ausente a boa e consciente vontade dos pais. que encontram nos filhos uma forma de coroar suas desinteligências pessoais. Ora. não terá o efeito esperado pelo legislador. entendida como sendo a programação de uma criança para que ela odeie. p. Deve­se observar a vida como ela é. como estabelece a nova legislação a respeito. os fará agir da maneira esperada. o que entendem alguns doutrinadores como guarda alternada. São levados a rejeitar e odiar quem provocou tanta dor e sofrimento. com bastante obviedade. no mínimo respeito. O Código Civil prevê a possibilidade das visitas pelo genitor não guardião. paciência. A proposta é manter os laços de afetividade. estabelecendo verdadeira democratização de sentimentos. e principalmente consenso com relação a guarda conjunta. “manter os laços de afetividade” – mas para mantê­los. Muito cuidado deve ter o juiz ao regulamentar o direito de visita.com. devem ser resolvidas as disputas. No interesse deste e da preservação do seu direito à convivência com ambos os pais. sendo comuns as condutas inibitórias ou dificuldades atribuídas ao guardião para impedir ou restringir o acesso do outro ao filho. de 26 de agosto de 2010. em prejuízo do filho. Limitações demasiadas podem conduzir ao afastamento progressivo do pai não guardião. Porém. Acaba o guardião convencendo o filho que o outro genitor não lhe ama. os fará agir de maneira respeitosa e ponderada frente às necessidades dos filhos.com. ou separou­se. Este é um terreno fértil para plantar a ideia de terem sido abandonados pelo genitor. Conforme doutrina de Rolf Madaleno (2010. 'Nesse quadro dos acontecimentos. muito embora a lei da guarda compartilhada viabilize uma maior distribuição do tempo dos pais para com seus filhos comuns.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 4/8 . bem como o direito que lhe é concedido à fiscalização (https://jus. pode se tornar um instrumento eficaz a evitar esta prática extremamente prejudicial aos filhos – que deveriam ser centro de toda a preocupação quando do rompimento do vínculo. não os retira a qualidade de “bons pais” e. Contudo.br/tudo/separacao) sempre acarreta nos filhos e conferindo aos pais o exercício da função parental de forma igualitária. Ao que se observa no novo texto da lei. Ao aditar essa modalidade de guarda. a única exigência que é feita é que ambos os genitores estejam aptos ao exercício do poder familiar. pois com o fim do divórcio e com a partilha dos bens. a de permanecer brigando. ainda assim não se justifica a imposição desse modelo de guarda. pois acredita­se que o direito de visitas concedido nos casos de guarda unilateral não supre a necessidade de genitores e seus filhos conviverem. com cada um dos cônjuges. bem como as consequências àqueles que a praticam. Porém. só resta aos ex­cônjuges permanecer brigando pela custódia dos filhos. faz supor. CONCLUSÃO A guarda compartilhada foi criada pela legislação com o principal objetivo de aproximar crianças e adolescentes. independente dos pais estarem preparados para exercê­la. têm concluído os julgados e a doutrina. necessariamente. Com a dissolução da união. e não só de responsabilidade. sem a harmonia entre eles e sem que ambos concordem com todas as concessões e convivência que essa modalidade de guarda exige. ou qualquer tipo de ruptura de relacionamentos.com. ao analisar­se posições de doutrinadores renomados do Direito de Família e decisões em casos concretos acerca da aplicabilidade da guarda compartilhada. existindo sensíveis e inconciliáveis desavenças entre os pais. Situação grave. logo após o fim da convivência conjugal. É ilógico pensar que pelo simples fato de impor uma situação a um ex­casal. mencionando inclusive que se trata da principal fonte de conflitos entre os genitores. também.br/tudo/violencia) psicológica.br | Jus Navigandi A criança ou adolescente. brigas e incansáveis sessões de ataques entre os cônjuges. pode até incentivar que o faça. onde apenas um dos genitores detém a guarda. visto que certamente isso não impedirá o genitor que pretende desqualificar o outro assim o faça. 436) destaca que a proposta da guarda compartilhada visa. Condição essa que abrange deixa uma margem enorme para a possibilidade de aplicação da modalidade compartilhada da guarda. fazendo com que estejam presentes de forma mais intensa na vida dos filhos. a causar severos danos à saúde psicológica dos filhos. minorando os efeitos que a separação (https://jus. a alienação parental é regulamentada pela Lei nº. não havendo qualquer opção a não ser o indeferimento de eventual pedido de guarda compartilhada nesses casos: Guarda conjunta não é guarda repartida. sem qualquer justificativa (se é que existe alguma coisa que justifique o ódio) um de seus pais. A participação no processo de desenvolvimento integral dos filhos leva à pluralização das responsabilidades. Aplicá­la. acredita­se que só irá fomentar as desavenças: Significa mais prerrogativas aos pais. nesse ponto. obrigando­os a se submeterem a essa forma de guarda. discussões. A imposição da guarda compartilhada em casos assim. certamente o foi por falta de harmonia. como manter o que já não havia? Se o casal divorciou­se. sem a concordância os genitores. pois crianças que sofrem esse tipo de violência (https://jus. respeito e reciprocidade na preocupação em manter os interesses dos filhos em primeiro lugar. Paulo Lobo (2011. de maneira intercalada. buscando­se evitar maiores danos do que os já experimentados.318. e a comprometer sua estrutura emocional. com a resolução de todas as pendências causadas pela ruptura da vida conjugal. Maria Berenice Dias (2013. 196) destaca a importância da questão. nem sob a forte justificativa de evitar­se a ocorrência da síndrome da alienação parental. chegando ao ponto de prever­se até a perda da guarda pelo guardião alienador. 12. Dificuldades ao exercício do direito de visita devem ser consideradas motivos relevantes para eventual mudança da guarda. Faz com que acredite em fatos que não ocorreram com o só intuito de leva­lo a afastar­se do pai. Divórcios. espera­se que a convivência seja maior e de mais qualidade.2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus. justamente com o intuito de reverter a guarda que lhe foi imposta. respeito e tudo o mais que permeia os fins de histórias de amor. Maria Berenice Dias (2010. é fugir da realidade. p. sendo que nesta legislação tem­se a definição da síndrome. ou seja.br/tudo/fiscalizacao) à sua mantença e educação. acaba sendo alvo e centro de todas as brigas e desavenças. Somente dará certo quando os genitores conseguirem manter diálogo. o divórcio ou ruptura é cercado de desavenças. é vista como uma das piores consequências do rompimento do vínculo conjugal. p. com sentimento de orfandade psicológica. A finalidade é consagrar o direito da criança e de seus dois genitores. não há que se falar em direito de visitas. companheirismo. repercutindo este ambiente hostil de modo negativo. tendo em vista que as animosidades. acreditando que ele não faz parte de sua vida. consequentemente.com. Pior. se imposta. evitar o grandioso problema que se mostra a Alienação Parental. protegido pelo imaginário princípio do seu melhor interesse. O direito de visitas busca. Pelo contrário: os objetivos que foram traçados pela guarda compartilhada são no sentido de manter a harmonia que havia antes da ruptura da relação conjugal. E pior: na maioria dos casos. No Brasil. certamente daria aos genitores a possibilidade que eles mais esperavam. são programados para odiar. p. de modo que não prevaleçam os interesses dos pais em detrimento do direito do filho de contato permanente com ambos.

 Paulo.br/artigos/guarda­de­crianca­ e­adolescente) • Filiação (https://jus.gov.com.583.406. 2013.gov.br/imprimir/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa)  Assuntos relacionados: Guarda compartilhada (https://jus. 527283 MG 2014/0136281­3.br/ccivil_03/leis/2002/l10406. In: Revista Lex do Direito Brasileiro.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 5/8 . Novo Curso de Direito Civil.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011­2014/2014/Lei/L13058. São Paulo: Saraiva. 4ª.br/artigos/direito­da­crianca­e­do­adolescente) NOVO CHEVROLET CRUZE À VISTA A PARTIR DE R$ 89.com. 10406. 2010. à 01h35min. ______. 6ª edição. edição. o juiz informará ao pai e à mãe o significado da guarda compartilhada.com. ______. GAGLIANO. Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 04/02/2014. DF. consulta realizada em 25 de abril de 2015.gov. Curso de Direito de Família.planalto. jan­fev. ______. de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). ______. Relator: Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO. às 17h15min. consulta realizada em 25 de abril de 2015. de 10 janeiro de 2002.br | Jus Navigandi Assim. Lei nº 11. como estabelecido.planalto. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ZULIANI.htm).029411­9 (Acórdão).698. Tribunal de Justiça de Santa Catarina.htm (http://www.com. 1988. 13.jus. em caso de dissenso entre os genitores litigantes.htm) consulta realizada em 25 de abril de 2015. que altera os artigos 1. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. muito cuidado na imposição da modalidade de guarda compartilhada. de 22 de dezembro de 2014. atualizada e ampliada. ______.634 da Lei no 10. Rio de Janeiro: Forense.gov. Disponível em http://www.br (http://www. Guarda compartilhada e visitas: A nova perspectiva de impor sanções por violações ao direito de ter o filho em sua companhia ou visita­lo.583 e 1. Institui o Código Civil.planalto. 1.planalto.planalto. edição. 2013. Lei nº. Manual de Direito das Famílias. MADALENO. Direito civil: famílias. ______.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado. na prática as coisas são um pouco mais complicadas do que parecem. disponível em http://www. 2013. consulta realizada em 25 de abril de 2015. atualizada e ampliada. Constituição Federal.585 e 1.584 – § 1o Na audiência de conciliação.planalto.br/ccivil_03/_ato2011­2014/2014/Lei/L13058. Maria Berenice. às 17h3min.br/ccivil_03/leis/2002/l10406. Lei nº. v. disponível em http://www. Relator: Eládio Torret Rocha.gov. Maria Berenice.990 Autor https://jus. que altera os artigos 1. para estabelecer o significado da expressão “guarda compartilhada” e dispor sobre sua aplicação.com. 1. já que nos casos de desavenças entre os genitores.br/artigos/guarda­compartilhada) • Guarda de criança e adolescente (https://jus.058. 3ª edição. Publicado Edital de Assinatura de Acórdãos Inteiro teor   Nº Edital: 6205/13 Nº DJe: Disponibilizado no Diário de Justiça Eletrônico Edição n. às 10h35min. 2011.br/artigos/direito­de­familia) • Direito da Criança e do Adolescente (https://jus. para instituir e disciplinar a guarda compartilhada. atualizada e ampliada.gov. atualizada e ampliada. Ênio Santarelli. revista.com.jus. certamente acarretará mais prejuízos do que benefícios aos filhos. de 13 de junho de 2008. Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 11/03/2015. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Referências Bibliográficas BRASIL. São Paulo: Lex. Pablo Stolze. 4ª.406. Data de Julgamento: 30/01/2014. 10 janeiro 2002.htm (http://www. Quarta Câmara de Direito Civil Julgado. 3ª edição.htm (http://www. Brasília. Superior Tribunal de Justiça. Apelação Cível  70057505596. independentemente de haver consenso ou não entre os genitores seja muito bem­intencionada.tjsc. Data de Julgamento: 19/06/2013. São Paulo: Saraiva.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.br/ccivil_03/_Ato2007­2010/2008/Lei/L11698.tjsc. Apelação Cível nº. 1661 ­ www. ______. 2010. revista. Rolf. revista. Data de Publicação: 01/07/2013 às 08:14. fica bastante claro que embora a legislação que foi alterada prevendo a aplicação da guarda compartilhada.584 da Lei no 10. de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil.br/ccivil_03/_Ato2007­2010/2008/Lei/L11698. Exige­se do magistrado. a sua importância.gov.br/artigos/filiacao) • Direito de Família (https://jus.com. volume 6: Direito de Família – As famílias em perspectiva constitucional. Relator: Alzir Felippe Schmitz.htm). a similitude de deveres e direitos atribuídos aos genitores e as sanções pelo descumprimento de suas cláusulas.htm (http://www. LÔBO. revista. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Disponível em http://www.584.2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus. 2010.planalto. Agravo em Recurso Especial nº.    (https://jus. Incesto e Alienação Parental.com. 43.br/) DIAS. [1] Artigo 1. Oitava Câmara Cível.htm).

 gera inclusive a animosidade dos pais com o Judiciário onde as partes se vêem impedidas de sequer concordarem com o modo que seus filhos serão criados.br/974201­rosania) 26/08/2015 22:55 (/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­ paliativa#comment­16387) Meu posicionamento a respeito da guarda compartilhada é no sentido de que jamais deve haver a "IMPOSIÇÃO". pareceres.br/1200322­fernanda­oliveira) Fernanda Oliveira (https://jus.br/1108376­alex­oliveira) 08/08/2015 20:19 (/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­ paliativa#comment­16021) Não li no texto sobre a decisão do STF. Atuou como professora da Unochapecó.2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus.com.com.br/1200322­fernanda­oliveira) Fernanda Oliveira (https://jus.  O bem maior chamado família não … Leia mais  0   (https://jus. Direito Processual Civil I e IV no ano de 2010. Quando selecionados. Direito de Família.  A obrigatoriedade da guarda compartilhada a meu ver é um impulso de se ter rasgado a carta constitucional.br/974201­rosania) Rosania (https://jus. a qual afirma de forma categórica que a divisão de custódia física é o melhor para a criança. que concluíram que a divisão de tempo com os pais é o melhor para os filhos.com.com.br/1200322­fernanda­oliveira/publicacoes) Informações sobre o texto Este texto foi publicado diretamente pela autora. Em momento algum do artigo falei que o amor MATERNO é suficiente.com. Títulos de Crédito e Tópicos Especiais de Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina ­ Campus de Xanxerê desde Julho de 2008. destacando a importância sobre o direito de visitas ser exercido por quem não tem a guarda física.com. Direito Civil II.com. Pós Graduação em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela AMATRA 12ª Região.com.br/1108376­alex­oliveira) Alex Oliveira (https://jus.BR/LIVRARIA) https://jus.br/publique) Artigos. Também não vi no texto sobre as discussões.com. proferida pela então Ministra Nancy Andrighi. (https://jus.COM. Publique no Jus (https://jus.br/publique) Comentários 3 Coloque aqui seu comentário Comentar Regras de uso  0   (https://jus. Textos publicados pela autora (https://jus. os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi (https://jus.com. Infelizmente enquanto houver esta visão retrógrada que o amor … Leia mais LIVRARIA (HTTP://JUS. Professora titular das cadeiras de Deontologia Jurídica.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 6/8 .br | Jus Navigandi  (https://jus. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site.com. Apenas expressei minha opinião sobre a necessidade das crianças terem um ponto de referência.com.com. em inúmeras audiências públicas. jurisprudência etc.br/revista). notícias.br/1200322­fernanda­oliveira) Possui graduação em Direito pela Universidade Comunitária Regional de Chapecó (1999). monografias. petições. Enquanto acreditarem que o simples fato de dividir o tempo dos menores envolvidos em … Leia mais  0   (https://jus. Direito Civil I.com.br/1200322­fernanda­oliveira) 09/08/2015 19:45 (/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­ medida­paliativa#comment­16037) Acredito que algo tenha ficado mal entendido. caro Alex. Atua como advogada há 15 anos. extensão de Xaxim (SC). Pós Graduação em Direito Penal e Processual pela Unoesc ­ Campus Xanxerê (SC). nas cadeiras de Teoria Geral do Processo.

BR/PETICOES) JURISPRUDÊNCIA (HTTPS://JUS.COM. br/ f ale­c onos c o) P ergunt e  (ht t ps : / / jus .com.BR/DUVIDAS) ADVOGADOS (HTTPS://JUS.google.00 R$ 70.com/juscombr)    (https://plus.COM. c om.com/Juscombr)    (https://twitter.br) Todos os direitos reservados. br/ duv idas / pergunt ar) P ublique  (ht t ps : / / jus . br/ publique) A nunc ie  (ht t ps : / / jus .BR/NOTICIAS) DÚVIDAS (HTTPS://JUS.com.BR/LIVRARIA) Fale  Conos c o  (ht t ps : / / jus .BR/JURISPRUDENCIA) PARECERES (HTTPS://JUS.00 (http://jus.br/livraria/divorcio­e­separacao) Receba os melhores artigos do Jus no seu e­mail Digite aqui seu e­mail Cadastrar ARTIGOS (HTTPS://JUS.com.COM.COM.COM.com.BR/ARTIGOS) PETIÇÕES (HTTPS://JUS.com.br/livraria/manual­de­direito­da­seguridade­social) Como Fazer sua Pesquisa Nova Lei do Divórcio e Separação Comprar Comprar R$ 30. br/ ajuda) P riv ac idade  (ht t ps : / / jus . c om.com. br/ ajuda/ 11/ inf ormac oes ­s obre­o­jus ­ nav igandi)  (https://facebook.br/livraria/execucao­no­novo­codigo­de­processo­civil) (http://jus.com PA RCE I RO : (https://jus.00 R$ 159. br/ ajuda/ 13/ polit ic a­de­priv ac idade) Quem  S omos   (ht t ps : / / jus . c om.br | Jus Navigandi Execução no Novo Código de Processo Civil Manual de Direito da Seguridade Social Comprar Comprar R$ 98.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 7/8 . c om. br/ ajuda/ 4/ c omo­anunc iar­no­jus ­nav igandi) A juda  (ht t ps : / / jus .COM. c om.BR/ADVOGADOS) LIVRARIA (HTTP://JUS.BR/PARECERES) NOTÍCIAS (HTTPS://JUS.br/livraria/como­fazer­sua­pesquisa) (http://jus. c om. https://jus.COM.2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus.COM. Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização. c om.00 (http://jus.com.

com.com.br | Jus Navigandi https://jus.br/artigos/39001/guarda­compartilhada­imposta­solucao­ou­medida­paliativa 8/8 .2017­5­19 Guarda compartilhada imposta: solução ou medida paliativa? ­ Jus.