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Natura Cosméticos S.A.

Demonstrações Contábeis Consolidadas


Condensadas Referentes ao Trimestre Findo
em 30 de Junho de 2010 e Relatório de
Revisão dos Auditores Independentes

Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes


Deloitte Touche Tohmatsu
Rua José Guerra, 127
04719-030 - São Paulo - SP
Brasil

Tel.: +55 (11) 5186-1000


Fax: +55 (11) 5181-2911
www.deloitte.com.br

RELATÓRIO DE REVISÃO DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Aos Administradores e Acionistas da


Natura Cosméticos S.A.
São Paulo - SP

1. Revisamos as demonstrações contábeis consolidadas condensadas da Natura


Cosméticos S.A. (“Sociedade”) referentes ao trimestre findo em 30 de junho de 2010,
compreendendo o balanço patrimonial consolidado condensado, as demonstrações
consolidadas condensadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, as notas explicativas e o comentário de
desempenho, elaborados sob a responsabilidade da Administração da Sociedade e de suas
controladas.

2. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas estabelecidas pelo IBRACON -
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de
Contabilidade - CFC, e consistiu, principalmente, em: (a) indagação e discussão com os
administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e operacional da Sociedade e
de suas controladas quanto aos critérios adotados na elaboração das demonstrações
contábeis consolidadas condensadas; e (b) revisão das informações e dos eventos
subsequentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a situação financeira
e as operações da Sociedade e de suas controladas.

3. Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhuma modificação relevante
que deva ser feita nas demonstrações contábeis consolidadas condensadas referidas no
parágrafo 1 para que estas estejam de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade -
IAS 34 - Demonstração Intermediária, emitida pelo “International Accounting Standards
Board - IASB”.

São Paulo, 21 de julho de 2010

DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Edimar Facco


Auditores Independentes Contador
CRC nº 2 SP 011609/O-8 CRC nº 1 SP 138635/O-2

A Deloitte refere-se a uma ou mais Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação) estabelecida na Suíça, e Membro da
sua rede de firmas-membro, sendo cada uma delas uma entidade independente e legalmente separada. Acesse Deloitte Touche Tohmatsu
www.deloitte.com/about para a descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e de suas
firmas-membro.
NATURA COSMÉTICOS S.A.

BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS CONDENSADOS LEVANTADOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009


(Em milhares de reais - R$)

Nota Nota
ATIVO explicativa 30/06/2010 31/12/2009 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO explicativa 30/06/2010 31/12/2009

CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 4 456.035 500.294 Empréstimos e financiamentos 12 155.818 569.366
Contas a receber de clientes 5 437.088 452.868 Fornecedores e outras contas a pagar 13 260.220 255.456
Estoques 6 541.045 509.551 Salários, participações nos resultados e encargos sociais 127.123 130.792
Impostos a recuperar 7 146.579 191.195 Obrigações tributárias 14 452.803 341.306
Outros créditos 59.185 62.454 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 15 - 1.465
Total do ativo circulante 1.639.932 1.716.362 Instrumentos financeiros derivativos 3 2.190 8.652
Outras obrigações 38.838 30.045
NÃO CIRCULANTE Total do passivo circulante 1.036.992 1.337.082
Impostos a recuperar 7 112.681 63.931
Imposto de renda e contribuição social diferidos 8 160.693 146.146 NÃO CIRCULANTE
Depósitos judiciais 9 278.910 232.354 Empréstimos e financiamentos 12 481.721 134.992
Outros ativos financeiros 10 8.160 7.429 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 15 117.828 119.980
Imobilizado 11 488.252 492.256 Outras obrigações 22.2 15.995 9.342
Intangível 11 87.163 82.740 Total do passivo não circulante 615.544 264.314
Total do ativo não circulante 1.135.859 1.024.856
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social 16.a 409.783 404.261
Reservas de capital 144.946 142.993
Reservas de lucros 256.317 253.693
Ações em tesouraria 16.c (14) (14)
Dividendo adicional proposto 16.b - 357.611
Lucros acumulados 332.265 -
Outros resultados abrangentes (20.043) (18.723)
Patrimônio líquido dos acionistas controladores 1.123.254 1.139.821

PARTICIPAÇÃO DOS NÃO CONTROLADORES


NOS PATRIMÔNIOS LÍQUIDOS DAS CONTROLADAS 1 1
Total do patrimônio líquido 1.123.255 1.139.822

TOTAL DO ATIVO 2.775.791 2.741.218 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.775.791 2.741.218

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DO RESULTADO


PARA OS TRIMESTRES E SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação)

Nota 01/04 a 01/04 a 01/01 a 01/01 a


explicativa 30/06/2010 30/06/2009 30/06/2010 30/06/2009

OPERAÇÕES CONTINUADAS

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 18 1.283.629 1.034.266 2.298.009 1.867.918


Custo das vendas (400.074) (301.789) (711.795) (563.366)

LUCRO BRUTO 883.555 732.477 1.586.214 1.304.553


Despesas operacionais 19 (566.914) (505.579) (1.046.760) (912.876)
Despesas financeiras, líquidas 23 (12.806) (19.662) (19.372) (12.807)
Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas (12.365) 697 (13.154) 581

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA


E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 291.470 207.933 506.928 379.451
Imposto de renda e contribuição social 8.b (99.974) (39.709) (173.876) (72.479)

LUCRO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES


CONTINUADAS 191.496 168.224 333.052 306.971

Atribuível a:
Acionistas da Sociedade 191.496 168.224 333.052 306.971
Não controladores - - - -

LUCRO POR AÇÃO - R$


Básico 24.1 0,4448 0,3915 0,7738 0,7146
Diluído 24.2 0,4428 0,3907 0,7704 0,7133

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DO RESULTADO ABRANGENTE


PARA OS TRIMESTRES E SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais - R$)

01/04 a 01/04 a 01/01 a 01/01 a


30/06/2010 30/06/2009 30/06/2010 30/06/2009

LUCRO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES


CONTINUADAS 191.496 168.224 333.052 306.971
Outros resultados abrangentes-
Perdas na conversão de demonstrações contábeis
de controladas no exterior (2.360) (9.188) (1.320) (12.707)
Total do resultado abrangente 189.136 159.036 331.732 294.264

Total do resultado abrangente atribuível a:


Acionistas da Sociedade 189.136 159.036 331.732 294.264
Não controladores - - - -

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO


PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais - R$, exceto o valor por ação)

Participação
Reservas de capital dos não
Reserva de Patrimônio controladores Patrimônio
Ágio na incentivo fiscal Capital Reservas de lucros Dividendo Lucros Outros líquido nos patrimônios líquido
Nota Capital emissão/venda Subvenção para adicional Incentivos Retenção Ações em adicional (prejuízos) resultados dos acionistas líquidos das dos acionistas
explicativa social de ações investimentos integralizado Legal fiscais de lucros tesouraria proposto acumulados abrangentes controladores controladas controladores

SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2009

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 391.423 101.853 17.378 19.423 18.650 1.816 155.018 (369) 311.680 (7.924) 5.161 1.014.109 1 1.014.110

Lucro líquido do semestre - - - - - - - - - 306.971 - 306.971 - 306.971


Outros resultados abrangentes - - - - - - - - - - (12.707) (12.707) - (12.707)
Total do resultado abrangente do semestre - - - - - - - - - 306.971 (12.707) 294.264 - 294.264
Dividendos e juros sobre o capital próprio referentes ao exercício de 2008 aprovados na AGO de 23 de março de 2009 - - - - - - - - (311.680) - - (311.680) - (311.680)
Aumento de capital por subscrição de ações 16.a 9.743 - - - - - - - - - - 9.743 - 9.743
Absorção de prejuízos acumulados com reserva de retenção de lucros - - - - - - (7.924) - - 7.924 - - - -
Movimentação dos planos de opção de compra de ações:
Outorga de opções de compra 21 - - - 1.527 - - - - - - - 1.527 - 1.527
Exercício de opções de compra 21 - 1.871 - (1.871) - - - 339 - - - 339 - 339
Antecipação de dividendos - R$0,50 por ação - - - - - - - - - (215.152) - (215.152) - (215.152)

SALDOS EM 30 DE JUNHO DE 2009 401.166 103.724 17.378 19.079 18.650 1.816 147.094 (30) - 91.819 (7.546) 793.150 1 793.151

SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2010

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 404.261 103.620 17.378 21.995 18.650 4.961 230.082 (14) 357.611 - (18.723) 1.139.821 1 1.139.822

Lucro líquido do semestre - - - - - - - - - 333.052 - 333.052 - 333.052


Outros resultados abrangentes - - - - - - - - - - (1.320) (1.320) - (1.320)
Total do resultado abrangente do semestre - - - - - - - - - 333.052 (1.320) 331.732 - 331.732
Aumento de capital por subscrição de ações 16.a 5.522 - - - - - - - - - - 5.522 - 5.522
Movimentação dos planos de opção de compra de ações:
Outorga de opções de compra 21 - - - 3.791 - - - - - - - 3.791 - 3.791
Exercício de opções de compra 21 - - - (1.838) - - - - - 1.838 - - - -
Dividendos e juros sobre o capital próprio referentes ao exercício de 2009 aprovados na AGO de 6 de abril de 2010 - - - - - - - - (357.611) - - (357.611) - (357.611)
Constituição de reserva de incentivo fiscal - - - - - 2.623 - - - (2.623) - - - -

SALDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 409.783 103.620 17.378 23.948 18.650 7.584 230.082 (14) - 332.267 (20.043) 1.123.254 1 1.123.255

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA


PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Em milhares de reais - R$)

Nota
explicativa 30/06/2010 30/06/2009

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS


Lucro líquido do semestre 333.052 306.971
Ajustes para reconciliar o lucro líquido do semestre ao caixa líquido gerado pelas atividades operacionais:
Depreciações e amortizações 11 49.036 46.704
Provisão decorrente dos contratos de operações com derivativos "swap" e "forward" 3 (7.879) (6.034)
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (1.355) 8.312
Imposto de renda e contribuição social diferidos 8.a (14.547) (18.538)
Resultado na venda e baixa de ativo imobilizado e intangível 11.451 5.518
Juros e variação cambial sobre empréstimos e financiamentos e outros passivos (992) (5.604)
Despesas com planos de outorga de opções de compra de ações 3.791 1.573
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 5 2.812 2.409
Provisão (reversão) para perdas na realização dos estoques 6 21.849 (2.345)
Subtotal 397.218 338.966

(AUMENTO) REDUÇÃO DOS ATIVOS


Circulante:
Contas a receber de clientes 12.968 98.906
Estoques (53.343) (94.532)
Impostos a recuperar 44.616 -
Outros ativos 3.269 (6.299)
Não circulante:
Depósitos judiciais (46.556) (3.978)
Impostos a recuperar (48.750) (49.096)
Outros ativos (652) 2.122
Subtotal (88.448) (52.877)

AUMENTO (REDUÇÃO) DOS PASSIVOS


Circulante:
Fornecedores e outras contas a pagar 4.764 33.310
Salários, participações nos resultados e encargos sociais (3.669) (20.377)
Obrigações tributárias 190.836 47.956
Outros passivos 8.793 (9.264)
Não circulante:
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (2.262) -
Outros passivos 6.653 (9.465)
Subtotal 205.115 42.160

OUTROS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS


Pagamentos de imposto de renda e contribuição social (79.339) (69.211)
Recebimentos de recursos por liquidação de operações com derivativos 1.417 8.994
Pagamento de juros sobre empréstimos e financiamentos (19.156) (9.170)

CAIXA LÍQUIDO GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 416.807 258.862

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Adições de imobilizado e intangível 11 (63.025) (46.570)
Recebimento pela venda de imobilizado e intangível 2.119 -

CAIXA LÍQUIDO UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (60.906) (46.570)

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO


Amortização de empréstimos e financiamentos - principal (546.009) (254.319)
Captações de empréstimos e financiamentos 497.646 280.299
Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (357.611) (303.076)
Aumento de capital por subscrição de ações 16.a 5.522 9.743

CAIXA LÍQUIDO UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (400.452) (267.353)

Efeito de variação cambial sobre o caixa e equivalentes de caixa denominados em moeda estrangeira 292 126

REDUÇÃO NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (44.259) (54.935)

Saldo inicial do caixa e equivalentes de caixa 500.294 350.497


Saldo final do caixa e equivalentes de caixa 456.035 295.562

REDUÇÃO NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (44.259) (54.935)

Informações adicionais às demonstrações dos fluxos de caixa:


Limites de contas garantidas sem utilização 242.145 242.145
Numerários com utilização restrita (notas explicativas nº 10 e nº 15) 5.849 5.530

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis consolidadas condensadas.

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NATURA COSMÉTICOS S.A.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS


CONDENSADAS REFERENTES AO TRIMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2010
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto se de outra forma indicado)

1. INFORMAÇÕES GERAIS

A Natura Cosméticos S.A. (“Sociedade”) é uma sociedade anônima de capital aberto com
sede em Itapecerica da Serra, Estado de São Paulo, registrada na Bolsa de Valores de São
Paulo - BM&FBOVESPA.

Suas atividades e de suas controladas compreendem o desenvolvimento, a industrialização,


a distribuição e a comercialização, substancialmente por meio de vendas diretas realizadas
pelos(as) Consultores(as) Natura, de cosméticos, fragrâncias em geral e produtos de higiene
pessoal, bem como a participação como sócia ou acionista em outras sociedades no Brasil e
no exterior.

As presentes demonstrações contábeis consolidadas condensadas da Sociedade foram


aprovadas para divulgação pelo Conselho de Administração em reunião ocorrida em 21 de
julho de 2010.

2. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis


consolidadas condensadas, salvo disposição em contrário, foram aplicadas de modo
consistente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, conforme divulgado nas notas
explicativas nº 2 e nº 3 às demonstrações contábeis consolidadas anuais da Sociedade
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, elaboradas de acordo com as
normas internacionais de relatório financeiro (“International Financial Reporting Standards -
IFRS”), divulgadas em 24 de fevereiro de 2010.

As demonstrações contábeis consolidadas condensadas estão sendo apresentadas e


divulgadas de acordo com o IAS 34 - Demonstrações Intermediárias. Essas informações,
que estão sendo apresentadas de forma condensada, não incluem todos os requerimentos de
apresentação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas anuais e, dessa forma,
estas devem ser lidas em conjunto com as demonstrações contábeis consolidadas anuais da
Sociedade referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, divulgadas em 24 de
fevereiro de 2010.

3. GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO

3.1. Considerações gerais e políticas

A Sociedade e suas controladas contratam operações envolvendo instrumentos


financeiros, todos registrados em demonstrações financeiras, com o objetivo de
reduzir sua exposição a riscos de moeda e de taxa de juros, bem como de manter sua
capacidade de investimentos e estratégia de crescimento. São contratados aplicações
financeiras, empréstimos e financiamentos, como também instrumentos derivativos.
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A administração dos riscos e a gestão dos instrumentos financeiros são realizadas por
meio de políticas, definição de estratégias e implementação de sistemas de controle,
definidos pelo Comitê de Finanças e aprovados pelo Conselho de Administração da
Sociedade, os quais estabelecem limites de exposição cambial e alocação de recursos
em instituições financeiras. A aderência das posições de tesouraria em instrumentos
financeiros, incluindo os derivativos, em relação a essas políticas é apresentada e
avaliada mensalmente pelo Comitê de Finanças da Sociedade e posteriormente
submetida à apreciação dos Comitês de Auditoria e Executivo e do Conselho de
Administração.

Os procedimentos de tesouraria definidos pela política vigente incluem rotinas


mensais de projeção e avaliação da exposição cambial consolidada da Sociedade e de
suas controladas, sobre as quais se baseiam as decisões tomadas pela Administração.

A Política de Aplicações Financeiras estabelecida pela Administração da Sociedade


elege as instituições financeiras com as quais os contratos podem ser celebrados, além
de definir limites quanto aos percentuais de alocação de recursos e valores absolutos a
serem aplicados em cada uma delas.

Em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, a totalidade dos empréstimos


e financiamentos denominados em moeda estrangeira são protegidos das oscilações do
câmbio por meio de contratações de instrumentos financeiros derivativos do tipo
“swap” para proteção das respectivas operações.

A Sociedade e suas controladas não operam com instrumentos financeiros derivativos


com propósito de especulação.

3.2. Gestão de risco financeiro

Fatores de risco financeiro

As atividades do Grupo expõem as empresas a diversos riscos financeiros: risco de


mercado (incluindo risco de moeda e de taxa de juros), risco de crédito e risco de
liquidez. O programa de gestão de risco global da Sociedade concentra-se na
imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos
adversos no desempenho financeiro, utilizando instrumentos financeiros derivativos
para proteger certas exposições a risco.

A gestão de risco é realizada pela tesouraria central da Sociedade, sendo as políticas


obrigatoriamente aprovadas por Comitês Internos e pelo Conselho de Administração.
A tesouraria identifica, avalia e contrata instrumentos financeiros com o intuito de
proteger a Sociedade contra eventuais riscos financeiros, principalmente decorrentes
de taxas de juros e câmbio.

a) Risco de mercado

A Sociedade está exposta a riscos de mercado decorrentes de suas atividades e de


seus negócios. Esses riscos de mercado envolvem principalmente a possibilidade
de flutuações na taxa de câmbio e mudanças nas taxas de juros.

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i) Risco cambial

Em virtude de contas a receber e das obrigações financeiras de diversas


naturezas assumidas pela Sociedade em moedas estrangeiras, foi implantada
uma Política de Proteção Cambial, que estabelece níveis de exposição
vinculados a esse risco.

Consideram-se os valores em moeda estrangeira dos saldos a receber e a


pagar de compromissos já assumidos e registrados nas demonstrações
contábeis oriundos das operações da Sociedade, bem como fluxos de caixa
futuros, com prazo médio de seis meses, ainda não registrados no balanço
patrimonial decorrentes de: (1) compra de insumos para a produção;
(2) importação de máquinas e equipamentos; e (3) investimentos nas
controladas no exterior em suas respectivas moedas.

Para exposições cambiais, a Sociedade contrata operações com instrumentos


financeiros derivativos do tipo “swap” e compra a termo de moeda
denominada “Non Deliverable Forward - NDF” (“forward”). A política de
proteção cambial determina que o “hedge” contratado pela Sociedade deverá
limitar a perda referente à desvalorização cambial em relação ao lucro líquido
projetado para o exercício em curso, dada uma determinada estimativa de
desvalorização cambial em relação ao dólar norte-americano. Essa limitação
define o teto ou a exposição cambial máxima permitida à Sociedade.

Em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, a exposição cambial


consolidada é demonstrada conforme o quadro a seguir:

06/2010 12/2009

Posição ativa-
Contas a receber de clientes (1) 3.972 3.386
Total do ativo 3.972 3.386

Posições passivas:
Empréstimos e financiamentos (3) (84.685) (142.649)
Fornecedores (4) (4.035) (4.409)
Total do passivo (88.720) (147.058)
Total da exposição (84.748) (143.672)

(-) Instrumentos derivativos (2) 194.110 186.654


Exposição líquida 109.362 42.982

(1) Contas a receber de clientes: correspondem aos saldos a receber referentes


às exportações da Sociedade, não considerando os saldos de suas
controladas no exterior, mantidas em suas respectivas moedas funcionais.

(2) Instrumentos derivativos: os contratos em aberto, demonstrados a seguir,


de “swap” e “forward”, têm vencimentos entre julho de 2010 e dezembro
de 2017, foram celebrados com contrapartes representadas pelos Bancos
Bradesco (36%), Brasil (3%), HSBC (43%) e BTG Pactual (18%) e estão
assim compostos:
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Saldo passivo
Valor nocional a valor justo
Modalidade da operação 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009

“Swaps” financeiros (2.1) 85.195 133.003 (1.296) (8.430)


“Forwards” financeiros (2.1) - 187 - (8)
“Forwards” operacionais (2.2) 108.915 53.464 (894) (214)
194.110 186.654 (2.190) (8.652)

Em 30 de junho de 2010, o valor nocional total de R$194.110 (R$186.654


em 31 de dezembro de 2009) representa os ativos dos instrumentos
financeiros derivativos contratados para proteger as exposições cambiais
passivas da Sociedade e de suas controladas, cujos detalhes estão
demonstrados no item 3.4 a seguir. O saldo passivo refere-
-se ao ajuste líquido a pagar, calculado a valor justo em 30 de junho de
2010 e em 31 de dezembro de 2009 dos instrumentos financeiros
derivativos ainda em aberto contratados pela Sociedade e por suas
controladas vigentes nas respectivas datas dos balanços.

(2.1) Para as exposições cambiais identificadas como “financeiras”,


geradas pelos empréstimos e financiamentos denominados em
moeda estrangeira, a Sociedade e suas controladas têm contratado
operações de “swap” e “forward” com o objetivo de mitigar os
riscos cambiais a que esses empréstimos e financiamentos estão
sujeitos. As operações de “swap” consistem na troca da variação
cambial por uma correção relacionada a um percentual da variação
do Certificado de Depósito Interbancário - CDI pós-fixado. As
operações de “forward” estabelecem uma paridade futura entre o
real e a moeda estrangeira tomando-se como base a paridade do
momento da contratação corrigida por uma determinada taxa de
juros prefixada.

(2.2) Para as exposições cambiais denominadas “operacionais”, que estão


relacionadas aos fluxos futuros, são contratadas operações de
“forward”.

(3) Empréstimos e financiamentos: referem-se aos saldos a pagar de


empréstimos e financiamentos mantidos pela Sociedade e por suas
controladas no Brasil denominados em moeda estrangeira. Em 30 de
junho de 2010, o montante de R$84.685 corresponde a US$47.008 mil.

(4) Fornecedores: referem-se aos saldos a pagar em moedas estrangeiras


devidos aos fornecedores.

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ii) Risco de taxa de juros

O risco de taxa de juros da Sociedade e de suas controladas decorre de


aplicações financeiras e empréstimos e financiamentos de curto e longo prazos.
A Administração da Sociedade tem como política manter os indexadores de
suas exposições às taxas de juros ativas e passivas atrelados a taxas pós-fixadas.
As aplicações financeiras e os empréstimos e financiamentos, exceto os
contratados em Taxa de Juros a Longo Prazo - TJLP, são corrigidos pelo CDI
pós-fixado, conforme contratos firmados com as instituições financeiras e por
meio de negociações de valores mobiliários com investidores desse mercado.

A Sociedade contrata derivativos do tipo “swap”, com o objetivo de mitigar


os riscos das operações de empréstimos e financiamentos contratadas com
indexador distinto do CDI pós-fixado.

iii) Análise de sensibilidade

Risco de câmbio

Para análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros derivativos


“financeiros”, a Administração da Sociedade entende que há necessidade de
considerar os passivos equivalentes registrados no balanço patrimonial,
tornando as operações atreladas, conforme demonstrado no quadro a seguir:

Total dos empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira 84.685


Valor nocional dos derivativos “financeiros” (85.195)
Exposição líquida (510)

Da mesma forma, a Sociedade considera que parte dos instrumentos


derivativos “operacionais”, no montante de R$54.687, não deve ser
considerada na análise de sensibilidade, em 30 de junho de 2010, pois foi
liquidada no dia 1º de julho de 2010, registrando uma perda de R$919.

Portanto, para a análise de sensibilidade desses derivativos operacionais está


sendo aplicado somente o montante de R$54.228, resultado das considerações
explicitadas anteriormente.

Risco da Cenário Cenário Cenário


Exposição Sociedade provável possível remoto

Financeira Queda do dólar 4 102 170


Operacional Queda do dólar (376) (10.846) (18.076)
(372) (10.744) (17.906)

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O cenário provável reflete a cotação futura da moeda norte-americana na


Bolsa de Mercadorias e Futuros da Bolsa de Valores de São Paulo -
BM&FBOVESPA na data-base 30 de junho de 2010 (R$1,79/US$). Nas
exposições ativas de dólar norte-americano (risco de queda dessa moeda), o
cenário possível considera uma desvalorização em 25% sobre a cotação de 30
de junho de 2010 (R$1,44/US$) e o cenário remoto uma desvalorização de
50% (R$1,20/US$). Nas exposições passivas (risco de alta do dólar), os
cenários possível e remoto consideram uma valorização em 25% e 50%,
respectivamente (R$2,25/US$ e R$2,70/US$).

Os resultados à luz das paridades consideradas seriam uma perda de R$(372)


no cenário provável, uma perda de R$(10.744) no cenário possível e uma
perda de R$(17.906) no cenário remoto.

Risco de taxa de juros

Considerando que em 30 de junho de 2010 quase que a totalidade dos


empréstimos e financiamentos denominados em moeda estrangeira possui
contratos de “swap”, trocando a indexação do passivo de moeda estrangeira
para a variação do CDI, devido à política da Sociedade de proteção de riscos
cambiais, o risco da Sociedade passa a ser a exposição à variação do CDI. A
seguir, está apresentada a exposição a risco de juros das operações vinculadas
à variação do CDI e da TJLP:

Empréstimos e financiamentos 621.762


Aplicações financeiras (422.897)
Exposição líquida 198.865

Para a exposição líquida dos empréstimos e financiamentos atrelados a CDI e


TJLP, para a qual a Sociedade está deduzindo os saldos das aplicações
financeiras, também mantidas a CDI (nota explicativa nº 4), a Administração
da Sociedade entende que, considerando como baixo o risco de grandes
variações no CDI em 2010, levando em consideração a estabilidade
promovida pela atual política monetária conduzida pelo Governo Federal,
bem como diante do histórico de aumentos promovidos na taxa básica de
juros da economia brasileira nos últimos anos, para a análise de sensibilidade
para o risco de aumento nas taxas CDI e TJLP que afetariam as despesas
financeiras da Sociedade, deve ser levado em consideração um aumento
máximo de 25% na taxa CDI (representando um incremento de
aproximadamente 2,5 pontos percentuais), o que poderia trazer um impacto na
despesa financeira de aproximadamente R$4.972.

b) Risco de crédito

As vendas da Sociedade e de suas controladas são efetuadas para um grande


número de Consultores(as) de Vendas, e esse risco é administrado por meio de um
rigoroso processo de concessão de crédito. O resultado dessa gestão está refletido
na rubrica “Provisão para créditos de liquidação duvidosa”, conforme demonstrado
na nota explicativa nº 5.

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A Sociedade e suas controladas estão sujeitas também a riscos de crédito


relacionados aos instrumentos financeiros contratados na gestão de seus negócios e
consideram baixo o risco de não-liquidação das operações que mantêm em
instituições financeiras com as quais operam, que são consideradas pelo mercado
como de primeira linha.

c) Risco de liquidez

A gestão prudente do risco de liquidez implica manter caixa, títulos e valores


mobiliários suficientes, disponibilidades de captação por meio de linhas de crédito
compromissadas e capacidade de liquidar posições de mercado. Em virtude da
natureza dinâmica dos negócios da Sociedade e de suas controladas, a tesouraria
mantém flexibilidade na captação mediante a manutenção de linhas de crédito
compromissadas.

A Administração monitora o nível de liquidez consolidado da Sociedade,


considerando o fluxo de caixa esperado em contrapartida às linhas de crédito não
utilizadas, a caixa e equivalentes de caixa.

3.3. Gestão de capital

Os objetivos da Sociedade ao administrar seu capital são os de salvaguardar a


capacidade de continuidade da Sociedade para oferecer retorno aos acionistas e
benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal
para reduzir esse custo.

Condizente com outras companhias do setor, a Sociedade monitora o capital com base
nos índices de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida
dividida pelo patrimônio líquido. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total
de empréstimos e financiamentos (incluindo empréstimos e financiamentos de curto e
longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado) subtraído
do montante de caixa e equivalentes de caixa.

Os índices de alavancagem financeira consolidados em 30 de junho de 2010 e em 31


de dezembro de 2009 estão assim sumariados:

06/2010 12/2009

Empréstimos e financiamentos de curto e longo prazos 637.539 704.358


(-) Caixa e equivalentes de caixa (456.035) (500.294)
Dívida líquida 181.504 204.064

Patrimônio líquido 1.123.254 1.139.821

Índice de alavancagem financeira 16% 18%

A variação no índice de alavancagem financeira de dezembro de 2009 para junho de


2010 foi decorrente, principalmente, da menor necessidade de capital de terceiros para
o financiamento das operações da Sociedade e de suas controladas.

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3.4. Instrumentos financeiros derivativos

Os instrumentos financeiros derivativos do tipo “swap” e “forward” em aberto em 30


de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, mensurados ao valor justo, estão
assim demonstrados:

06/2010 12/2009

“Swaps” financeiros (1.296) (8.430)


“Forwards” financeiros - (8)
“Forwards” operacionais (894) (214)
(2.190) (8.652)

A Sociedade e suas controladas, no encerramento de cada balanço, consultam as


instituições financeiras nas quais os instrumentos foram contratados e atualizam os
respectivos valores com base nas condições correntes de mercado dos instrumentos
financeiros derivativos.

a) Detalhamento das operações com derivativos

(1) Instrumentos derivativos “financeiros”

As informações sobre os instrumentos derivativos “financeiros” em 30 de


junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, contratados pela Sociedade e por
suas controladas decorrentes dos empréstimos e financiamentos denominados
em moeda estrangeira, estão demonstradas a seguir:
Efeito acumulado até
06/2010 - a valor justo
Valor a receber Valor a
Valor nocional Valor justo (recebido) pagar (pago)
Descrição 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009

Contratos de “swap”:
Posição ativa:
Posição comprada - dólar 85.195 43.003 88.017 28.138 - (1.296)
Posição comprada - yen - 90.000 - 111.192 - -
85.195 133.003 88.017 139.330 - (1.296)

Posição passiva-
Taxa CDI pós-fixada:
Posição comprada - dólar 85.195 43.003 89.313 30.951 - -
Posição comprada - yen - 90.000 - 116.809 - -
85.195 133.003 89.313 147.760 - -

Contratos a termo (“forward”):


Posição comprada - dólar - 187 - 192 - -

Posição passiva-
Taxa prefixada - 187 - 200 - -

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(2) Instrumentos financeiros derivativos “operacionais”

As informações sobre os instrumentos derivativos “operacionais” em 30 de


junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, contratados pela Sociedade e por
suas controladas para proteção da exposição decorrente dos fluxos de caixa
futuros, estão demonstradas a seguir:
Efeito acumulado até
06/2010 - a valor justo
Valor nocional Valor justo Valor a receber Valor a
Descrição 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009 (recebido) pagar (pago)

Contratos a termo (“forward”):


Posição comprada - dólar 108.915 53.464 109.263 54.124 - (894)
108.915 53.464 109.263 54.124 - (894)

Posição passiva-
Taxa prefixada-
Posição comprada - dólar 108.915 53.464 110.157 54.338 - -
108.915 53.464 110.157 54.338 - -

Para os instrumentos financeiros derivativos mantidos pela Sociedade e por


suas controladas em 30 de junho de 2010, devido ao fato de os contratos serem
efetuados diretamente com instituições financeiras e não através de Bolsa de
Mercadorias e Futuros, não há margens depositadas como garantia das
referidas operações.

3.5. Estimativa de valores justos

O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados
ativos (por exemplo, derivativos de mercado de balcão) é determinado mediante o uso
de técnicas de avaliação. A Sociedade e suas controladas usam diversos métodos e
definem premissas que são baseadas nas condições de mercado existentes nas datas
dos balanços. O valor justo de contratos de câmbio a termo é determinado com base
em taxas de câmbio a termo, cotadas nas datas dos balanços.

Estima-se que os saldos das contas a receber de clientes e das contas a pagar aos
fornecedores, registrados pelos valores contábeis, estejam próximos de seus valores
justos de mercado, dado o curto prazo das operações realizadas.

A Sociedade e suas controladas aplicam as regras de hierarquização para avaliação


dos valores justos de seus instrumentos financeiros conforme as práticas contábeis do
IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Evidenciação, para instrumentos financeiros
mensurados no balanço patrimonial, o que requer a divulgação das mensurações do
valor justo pelo nível da seguinte hierarquia:

• Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos
(Nível 1).

• Informações, além dos preços cotados, incluídas no Nível 1 que são adotadas pelo
mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou
indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (Nível 2).

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• Isenções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo
mercado (ou seja, inserções não observáveis) (Nível 3).

A tabela a seguir apresenta os ativos consolidados mensurados pelo valor justo em 30


de junho de 2010:

Saldo
Nível 1 Nível 2 Nível 3 total

Ativo
Ativos financeiros ao valor justo-
Derivativos - 197.280 - 197.280
Total do ativo - 197.280 - 197.280

O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como


títulos mantidos para negociação e disponíveis para venda) é baseado nos preços de
mercado cotados nas datas dos balanços. Um mercado é visto como ativo se os preços
cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa,
distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação ou agência
reguladora, e aqueles preços representem transações de mercado reais e que ocorrem
regularmente em bases puramente comerciais. O preço de mercado cotado utilizado
para os ativos financeiros mantidos pelo Grupo é o preço de concorrência atual. Esses
instrumentos estão incluídos no Nível 1.

O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados
ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas
de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo
mercado em que está disponível e confiam o menos possível nas estimativas
específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo
de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no
Nível 2.

Se uma ou mais informações relevantes não estiverem baseadas em dados adotados


pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 3.

Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos


financeiros, conforme as regras do Nível 2, incluem:

• Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras


para instrumentos similares.

• O valor justo de “swaps” de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos
fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas
pelo mercado.

• O valor justo dos contratos de câmbio futuros é determinado com base nas taxas de
câmbio futuras nas datas dos balanços, com o valor resultante descontado ao valor
presente.

• Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para
determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes.
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A Sociedade e suas controladas não possuem instrumentos financeiros avaliados a


valores justos conforme o Nível 3 em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de
2009.

Valores justos de instrumentos financeiros avaliados ao custo amortizado

Aplicações financeiras

Os valores das aplicações financeiras registrados nas demonstrações contábeis


aproximam-se dos valores de realização em virtude de as operações serem efetuadas a
juros pós-fixados e apresentarem disponibilização imediata.

Empréstimos e financiamentos

Os valores dos empréstimos e financiamentos registrados nas demonstrações


contábeis, exceto aqueles atrelados à TJLP, aproximam-se dos valores de
exigibilidade, pois estão atrelados a uma taxa de juros pós-fixada, no caso, a variação
do CDI.

Os valores dos financiamentos atrelados à TJLP aproximam-se dos valores de


exigibilidade registrados nas demonstrações contábeis em virtude de a TJLP ter
correlação com o CDI e ser uma taxa pós-fixada.

Adicionalmente, estima-se que os saldos das contas a receber de clientes e das contas
a pagar aos fornecedores nacionais e estrangeiros, registrados pelos valores contábeis,
estejam próximos de seus valores justos de mercado, dado o curto prazo das operações
realizadas.

4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

06/2010 12/2009

Caixa e bancos 33.138 61.242


Aplicações financeiras-
Certificados de Depósitos Bancários - CDBs pós- fixados 422.897 439.052
456.035 500.294

Em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, os CDBs são remunerados por taxas


que variam entre 100,0% e 103,1% do CDI.

Os CDBs são classificados pela Administração da Sociedade e de suas controladas na


rubrica “Caixa e equivalentes de caixa”, por serem considerados ativos financeiros com
possibilidade de resgate imediato e sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor.

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5. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES

a) São compostos de:

06/2010 12/2009

Contas a receber de clientes 496.415 509.383


Provisão para créditos de liquidação duvidosa (59.327) (56.515)
437.088 452.868

O saldo de contas a receber de clientes está predominantemente denominado em reais,


com aproximadamente 90% do saldo em aberto em 30 de junho de 2010 referente a
transações em reais (95% em 31 de dezembro de 2009), sendo o saldo remanescente
denominado em moedas diversas, formado pelas vendas das controladas do exterior.

b) Contas a receber de clientes por idade de vencimento

06/2010 12/2009

A vencer 363.550 402.482


Vencidas:
Até 30 dias 90.101 73.330
De 31 a 60 dias 14.132 9.757
De 61 a 90 dias 7.144 6.655
De 91 a 180 dias 21.488 17.159
496.415 509.383

c) Provisão para redução das contas a receber de clientes ao valor recuperável

A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa é como segue:

06/2010 12/2009

Saldos no início do semestre/exercício 56.515 46.464


Adições 7.775 13.165
Reversões e baixas (*) (4.963) (3.114)
Saldos no fim do semestre/exercício 59.327 56.515

(*) Compostas por títulos vencidos há mais de 180 dias, baixados em virtude do não-
-recebimento.

A despesa com a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa foi


registrada na rubrica “Despesas operacionais” na demonstração do resultado. Quando
não existe expectativa de recuperação do título, os valores creditados na rubrica
“Provisão para créditos de liquidação duvidosa” são revertidos contra a baixa definitiva
do título contra o resultado.

A exposição máxima ao risco de crédito nas datas dos balanços é o valor contábil de
cada faixa de idade de vencimento conforme demonstrado no quadro de contas a receber
de clientes por idade de vencimento. A Sociedade e suas controladas não mantêm
nenhuma garantia para os títulos em atraso.

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6. ESTOQUES

06/2010 12/2009

Produtos acabados 455.360 397.783


Matérias-primas e materiais de embalagem 115.412 126.479
Produtos em elaboração 12.357 14.327
Outros 25.306 16.503
Provisão para perdas na realização dos estoques (67.390) (45.541)
541.045 509.551

A movimentação da provisão para perdas na realização dos estoques é como segue:

06/2010 12/2009

Saldos no início do semestre/exercício 45.541 35.891


Adições (a) 24.793 18.524
Valores não utilizados/revertidos (b) (2.944) (8.874)
Saldos no final do semestre/exercício 67.390 45.541

(a) Refere-se basicamente à constituição de provisão para perdas por descontinuidade,


validade e qualidade, conforme a real necessidade para cobrir as perdas esperadas na
realização dos estoques, de acordo com a política estabelecida pela Sociedade e por suas
controladas.

(b) Compostos pelas baixas dos produtos descartados.

7. IMPOSTOS A RECUPERAR

06/2010 12/2009

ICMS a compensar sobre aquisição de insumos 81.594 68.556


ICMS - ST a ressarcir sobre vendas interestaduais - SP (a) 76.119 89.767
ICMS - ST a ressarcir sobre vendas interestaduais - RS 21.499 20.967
ICMS - ST - SC 476 3.335
ICMS - ST a ressarcir - processo denúncia espontânea - SP (b) 16.421 15.200
Impostos a compensar - controladas no exterior 15.315 17.070
ICMS a compensar sobre aquisição de bens do ativo imobilizado 11.181 11.891
COFINS a compensar sobre aquisição de bens do ativo imobilizado 16.573 11.632
PIS a compensar sobre aquisição de bens do ativo imobilizado 3.345 1.913
PIS e COFINS a compensar sobre aquisição de insumos 11.273 8.448
IRPJ e CSLL a compensar 3.599 2.176
PIS, COFINS e CSLL - retidos na fonte 3.073 3.436
Outros 1.645 3.149
IRRF a compensar 26 -
(-) Provisão para deságio na alienação de créditos de ICMS (2.879) (2.414)
259.260 255.126

Circulante 146.579 191.195


Não circulante 112.681 63.931

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(a) Refere-se ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - Substituição


Tributária - ICMS - ST que vem sendo mensalmente destacado e retido nas operações
de venda realizadas pela Sociedade e por sua controlada Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda., com mercadorias destinadas a clientes localizados em outras
Unidades Federativas (Estados e Distrito Federal) que não o Estado de São Paulo,
conforme legislação fiscal do Estado de São Paulo, vigente desde fevereiro de 2008.

Conforme Regime Especial obtido pela Sociedade perante a Secretaria da Fazenda do


Estado de São Paulo - SeFaz - SP em janeiro de 2009, da apuração mensal de ICMS da
Sociedade, desde o mês de apuração, base fevereiro de 2008, é possível compensar o
montante equivalente a 75% de ICMS - ST apurado no mês, decorrente de operações
subsequentes não realizadas no Estado de São Paulo. O saldo remanescente de
ICMS - ST a recuperar, no montante de 25%, somente será aproveitado pela Sociedade
após averiguação administrativa por parte da autoridade fiscal.

O referido Regime Especial encontrava-se suspenso pelas autoridades fiscais desde abril
de 2009, para validação da documentação referente às obrigações acessórias exigidas
pelo Regime Especial e pela Portaria CAT nº 17/99. Em 30 de junho de 2010, a
Sociedade já havia cumprido todas as exigências relacionadas às documentações
solicitadas pelas autoridades fiscais.

Os créditos a ressarcir possuem a seguinte composição, detalhada por período de


apuração:

06/2010 12/2009
Parcela Parcela Parcela Parcela
Período de apuração de 75% de 25% (i) Total de 75% de 25% (i) Total

Fevereiro a março de 2008 - 4.762 4.762 - 506 506


Abril a junho de 2008 - 8.885 8.885 - 2.603 2.603
Julho a setembro de 2008 - 7.275 7.275 - 3.906 3.906
Outubro a dezembro de 2008 - 7.888 7.888 - 5.479 5.479
Janeiro a março de 2009 - 6.054 6.054 - 3.774 3.774
Abril a junho de 2009 - 6.506 6.506 12.314 4.105 16.419
Julho a setembro de 2009 - 7.666 7.666 15.005 5.002 20.007
Outubro a dezembro de 2009 - 7.170 7.170 15.090 5.030 20.120
Janeiro a março de 2010 - 7.754 7.754 - - -
Abril a junho de 2010 5.965 10.287 16.252 - - -
Subtotal 5.965 74.247 80.212 42.409 30.405 72.814
Créditos compensados
antecipadamente (ii) (4.093) - (4.093) - - -
Créditos registrados através do
processo de denúncia espontânea
(apurados entre fevereiro e maio
de 2008) - - - - - 16.953
Total de créditos ICMS - ST - SP 1.872 74.247 76.119 42.409 30.405 89.767

(i) Classificada no ativo não circulante.

(ii) Créditos compensados em virtude de alteração de critério na metodologia de compensação


adotada pela SeFaz - SP.

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Natura Cosméticos S.A.

Durante o segundo trimestre de 2010, a Sociedade obteve autorização da SeFaz - SP


para ressarcir o montante de R$55.141 relativo à parcela de 75% do ICMS - ST sobre as
vendas para fora do Estado de São Paulo, do período de março de 2009 a maio de 2010.
O saldo em questão foi compensado pela Sociedade no segundo trimestre de 2010.

Adicionalmente, a SeFaz - SP alterou a metodologia para o cálculo da segregação entre


as parcelas de 75% e 25%, fato que gerou a transferência no montante de R$30.269,
correspondente à parcela de 75%, para a parcela de 25%.

O ressarcimento do montante relacionado à parcela de 25% dos créditos de ICMS - ST


depende de homologação da Autoridade Fazendária Estadual e está registrado no ativo
não circulante devido à ausência de uma estimativa razoável de tempo para que seja
concluída a referida averiguação fiscal.

(b) Em 24 de setembro de 2008, foi emitido pela Coordenadoria de Administração


Tributária da SeFaz - SP expediente que acata a denúncia espontânea formalizada pela
controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda., relacionada à adoção de
procedimentos sobre o ICMS - ST nos meses de fevereiro a maio de 2008 em desacordo
com os dispositivos do Regulamento do ICMS - RICMS/2000, artigos 264, inciso IV,
313-E e 313-G. Referido expediente esclarece os procedimentos necessários para a
regularização das operações realizadas pela controlada no referido período. Em
decorrência dessa regularização foram apurados créditos de ICMS - ST no montante de
R$16.421 em 30 de junho de 2010 e R$15.200 em 31 de dezembro de 2009.

O crédito será compensado pela controlada após averiguação por parte da autoridade
fiscal; entretanto, com base na avaliação dos assessores legais e na avaliação da
Administração da controlada, o risco de não-compensação dos valores registrados em
30 de junho de 2010 é remoto.

8. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

a) Diferidos

Os valores de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ e Contribuição Social sobre o


Lucro Líquido - CSLL diferidos são provenientes de diferenças temporárias na
controladora e nas controladas. Esses créditos são mantidos no ativo não circulante. Os
valores são demonstrados a seguir:

21
Natura Cosméticos S.A.

06/2010 12/2009

Provisão para créditos de liquidação duvidosa (nota explicativa nº 5) 17.454 16.204


Provisão para perdas na realização dos estoques (nota
explicativa nº 6) 18.858 12.591
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (nota explicativa
nº 15) 37.481 38.940
Não-inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS (nota
explicativa nº 14) 23.739 19.668
Passivo atuarial - plano de assistência médica (nota explicativa
nº 22.2) 5.438 3.176
Provisão para perdas em contratos de “swap” e “forward” (nota
explicativa nº 3) 745 2.941
Provisão ICMS - ST - Paraná, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul
(nota explicativa nº 14) 10.993 10.970
Provisão para perdas na realização de adiantamentos a fornecedores 5.475 4.997
Provisão para obrigações contratuais 480 1.419
Provisão para deságio na cessão de créditos de ICMS 979 821
Provisão para “royalties” e parcerias a pagar 7.054 4.553
Provisão sobre operações internacionais 4.287 4.420
Outras diferenças temporárias 27.710 25.446
160.693 146.146

(Debitado)
creditado
à demonstração
12/2009 do resultado 06/2010

Provisão para créditos de liquidação duvidosa 16.204 1.250 17.454


Provisão para perdas na realização dos estoques 12.591 6.267 18.858
Provisão para riscos tributários, cíveis e
trabalhistas 38.940 (1.459) 37.481
Não-inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS
e da COFINS 19.668 4.071 23.739
Passivo atuarial - plano de assistência médica 3.176 2.262 5.438
Provisão para perdas em contratos de “swap” e
“forward” 2.941 (2.196) 745
Provisão ICMS - ST - Paraná, Distrito Federal e
Mato Grosso do Sul 10.970 23 10.993
Provisão para perdas na realização de
adiantamentos a fornecedores 4.997 478 5.475
Provisão para obrigações contratuais 1.419 (939) 480
Provisão para deságio na cessão de créditos de
ICMS 821 158 979
Provisão para “royalties” e parcerias a pagar 4.553 2.501 7.054
Provisão sobre operações internacionais 4.420 (133) 4.287
Outras diferenças temporárias 25.446 2.264 27.710
146.146 14.547 160.693

22
Natura Cosméticos S.A.

A Administração, com base em suas estimativas de lucros tributáveis futuros, entende


que os créditos tributários registrados serão integralmente realizados em até cinco
exercícios.

Os valores registrados como imposto de renda e contribuição social diferidos possuem


prazos estimados de realização conforme demonstrado a seguir:

06/2010 12/2009

2010 e 2011 90.721 109.838


2012 44.526 27.136
2013 em diante 25.446 9.172
160.693 146.146

b) Correntes

Reconciliação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido:

06/2010 06/2009

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 506.928 379.451


Imposto de renda e contribuição social à alíquota de 34% (172.356) (129.013)
Benefício dos gastos com pesquisa e inovação tecnológica - Lei
nº 11.196/05 (*) 8.866 4.506
Incentivos fiscais - doações 3.573 1.445
Crédito fiscal não constituído sobre prejuízos fiscais gerados por
controladas no exterior (14.682) (20.578)
Benefício fiscal de juros sobre o capital próprio 6.197 19.538
Regime Tributário de Transição - RTT (Medida Provisória
nº 449/08) - ajustes da Lei nº 11.638/07:
Aproveitamento fiscal do ágio - 44.385
Demais ajustes da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória
nº 449/08 (275) (346)
Outras diferenças permanentes (5.199) 7.584
Despesa com imposto de renda e contribuição social (173.876) (72.479)

Imposto de renda e contribuição social - correntes (188.423) (91.050)


Imposto de renda e contribuição social - diferidos 14.547 18.571

Taxa efetiva - % 34,3 19,1

(*) Refere-se ao benefício fiscal instituído pela Lei nº 11.196/05, que permite a dedução
diretamente na apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social do
valor correspondente a 60% do total dos gastos com pesquisa e inovação
tecnológica, observadas as regras estabelecidas na referida Lei.

23
Natura Cosméticos S.A.

9. DEPÓSITOS JUDICIAIS

Representam ativos restritos do Grupo e estão relacionados a quantias depositadas e


mantidas em juízo até a solução dos litígios a que está relacionado.

Os depósitos judiciais mantidos pela Sociedade e por suas controladas em 30 de junho de


2010 e em 31 de dezembro de 2009 estão assim representados:

06/2010 12/2009

ICMS - ST - sem provisão (nota explicativa nº15) 37.343 29.162


ICMS - ST exigibilidade suspensa (*) (nota explicativa nº 14.(a)) 142.901 110.640
Processos tributários sem provisão 33.202 29.103
Processos tributários provisionados (nota explicativa nº 15) 57.000 55.361
Processos cíveis sem provisão 663 636
Processos cíveis provisionados (nota explicativa nº 15) 1.956 1.878
Processos trabalhistas sem provisão 3.652 3.381
Processos trabalhistas provisionados (nota explicativa nº 15) 2.193 2.193
278.910 232.354

(*) Corresponde à ação declaratória de ICMS - ST do Estado do Paraná, Distrito Federal e


Mato Grosso do Sul conforme mencionado nas notas explicativas nº 14.(a) e nº 15 -
“Contingências passivas - risco possível”, item (a).

10. OUTROS ATIVOS FINANCEIROS

06/2010 12/2009

Adiantamentos a colaboradores e fornecedores 2.311 1.660


Aplicações financeiras - CDB (*) (nota explicativa n. 15.(f) -
“Riscos tributários”) 5.849 5.769
8.160 7.429

(*) Refere-se a valores dados em garantia através de bloqueio de aplicação financeira da


controlada Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda., referente à execução fiscal
por Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI referente ao mês de julho de 1989,
quando da equiparação dos estabelecimentos comerciais atacadistas a estabelecimento
industrial pela Lei nº 7.798/89.

24
Natura Cosméticos S.A.

11. IMOBILIZADO E INTANGÍVEL


Taxa média
ponderada 06/2010 12/2009
anual de Custo Depreciação Valor Custo Depreciação Valor
IMOBILIZADO depreciação - % corrigido acumulada residual corrigido acumulada residual

Máquinas e equipamentos 10 286.306 (136.059) 150.247 278.805 (122.623) 156.182


Edifícios 4 151.142 (51.234) 99.908 151.142 (48.210) 102.932
Instalações 9 113.454 (62.469) 50.985 110.476 (59.339) 51.137
Terrenos - 33.662 - 33.662 33.662 - 33.662
Moldes 31 93.147 (74.129) 19.018 85.698 (68.283) 17.415
Veículos 25 51.159 (23.229) 27.930 48.312 (18.581) 29.731
Equipamentos de
informática 20 74.861 (50.195) 24.666 65.469 (44.714) 20.755
Móveis e utensílios 10 28.995 (15.385) 13.610 27.732 (12.557) 15.175
Benfeitorias em propriedade
de terceiros (b) 10 38.825 (15.723) 23.102 36.106 (14.363) 21.743
Projetos em andamento - 20.078 - 20.078 16.269 - 16.269
Adiantamento a
fornecedores - 23.255 - 23.255 25.213 - 25.213
Outros 3 4.182 (2.391) 1.791 6.660 (4.618) 2.042
919.066 (430.814) 488.252 885.544 (393.288) 492.256

Taxa média
ponderada 06/2010 12/2009
anual de Custo Amortização Valor Custo Amortização Valor
INTANGÍVEL amortização - % corrigido acumulada residual corrigido acumulada residual

Fundo de comércio - Natura


Europa SAS - França (a) - 4.558 - 4.558 5.250 - 5.250
Softwares 18 145.580 (63.172) 82.408 131.429 (54.546) 76.883
Marcas e patentes 10 1.621 (1.424) 197 1.951 (1.344) 607
151.759 (64.596) 87.163 138.630 (55.890) 82.740

(a) O fundo de comércio gerado na compra da Natura Europa SAS - França está fundamentado na existência de ponto
comercial em que esta se localiza, conforme laudo de avaliação emitido por peritos independentes, com sustentação de
se tratar de um ativo intangível, comercializável, que não sofre perda de valor em virtude da passagem do tempo. A
variação ocorrida no saldo, entre 31 de dezembro de 2009 e 30 de junho de 2010, deve-se exclusivamente aos efeitos
da variação cambial.

(b) As taxas de depreciação consideram os prazos médios de aluguel dos imóveis arrendados.

A Sociedade efetuou uma análise do prazo de vida útil-econômica remanescente dos bens
do ativo imobilizado e intangível com efeitos registrados a partir de 1º de janeiro de 2010.
Como consequência da revisão dessa estimativa contábil, que visou realinhar o prazo da
vida útil remanescente dos bens e, consequentemente, a depreciação remanescente ao
período de vida residual dos bens, foi registrado um impacto a crédito no resultado da
depreciação do primeiro semestre de 2010, na comparação com a depreciação registrada no
período anterior, no montante de R$6.962.

Informações adicionais sobre o imobilizado

Para 30 de junho de 2010 não houve alteração significativa na composição nem nos saldos
dos bens do imobilizado paralisados e dados em garantia em operações de empréstimos e
financiamentos bancários, tampouco arrolados em defesa de processos judiciais em relação
aos saldos de 31 de dezembro de 2009, conforme divulgado na nota explicativa nº 13 às
demonstrações contábeis consolidadas anuais referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2009, divulgadas em 24 de fevereiro de 2010.

25
Natura Cosméticos S.A.

Mutações do imobilizado

06/2010 12/2009

Saldos no início do semestre/exercício 492.256 477.661

Adições (líquidas das transferências de projetos em andamento


encerrados e baixas de adiantamentos a fornecedores):
Máquinas e equipamentos 7.136 21.468
Projetos em andamento/adiantamento a fornecedores 21.046 49.058
Veículos 7.024 18.099
Moldes 7.579 8.787
Instalações 2.214 3.414
Equipamentos de informática 1.926 5.825
Móveis e utensílios 699 1.578
Outros 1.000 2.896
48.624 111.125
(-) Baixas e outros, líquidos (12.608) (20.684)
(-) Depreciação (40.020) (75.846)
Saldos no fim do semestre/exercício 488.252 492.256

Mutações do intangível

06/2010 12/2009

Saldos no início do semestre/exercício 82.740 75.029

Adições-
Softwares (inclui gastos com implementação) 14.401 29.507
(-) Baixas e outros líquidas (962) (4.916)
(-) Amortização (9.016) (16.880)
Saldos no fim do semestre/exercício 87.163 82.740

26
Natura Cosméticos S.A.

12. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

06/2010 12/2009 Referência

Moeda local

BNDES - EXIM 20.049 41.707 A


Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP 33.768 39.985 B
Notas promissórias - 350.856 C
Debêntures 351.928 - D
BNDES 121.661 100.949 E
Conta garantida - 355
BNDES - FINAME 3.917 6.168 F
Banco do Brasil - Fundo de Amparo do Trabalhador - FAT
Fomentar 4.456 4.970 G
Arrendamentos mercantis - financeiros 1.298 1.660 H
FINEP - subvenção 1.606 1.211 I
Total em moeda local 538.683 547.861

Moeda estrangeira

BNDES - EXIM (a) 3.999 10.427 A


BNDES (a) 8.504 9.984 E
Financiamentos de exportação - ACC/ACE (a) - 10.447
Resolução nº 4.131 (a) 72.182 - J
Resolução nº 2.770 (a) - 111.791 K
Operação internacional - Peru 14.171 13.848 L
Total em moeda estrangeira 98.856 156.497
Total geral 637.539 704.358

Circulante 155.818 569.366


Não circulante 481.721 134.992

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Natura Cosméticos S.A.

Referência Moeda Vencimento Encargos Garantias

A Real Fevereiro de 2011 Juros de 2,43% a.a. + TJLP (b) para 80% da dívida e juros de 8,31% a.a. + Aval da controladora Natura Cosméticos S.A.
variação cambial (dólar) para 20% da dívida com vencimento em fevereiro de 2011
B Real Março de 2013 TJLP (b) Aval da controladora Natura Cosméticos S.A. e carta
de fiança bancária
C Real Junho de 2010 Juros de 106% do CDI (c) Não há
D Real Maio de 2013 Juros de 108 % do CDI (c) Não há
E Real Abril de 2016 (i) TJLP (b) + juros de 2,8% a.a. para 85% da dívida; (ii) variação cambial (dólar) Hipotecas (d)
+ juros de 8,54% a.a. para 9% da dívida; e (iii) TJLP (b) + juros de 2,3% a.a. para
6% da dívida Carta de fiança bancária
F Real Setembro de 2012 Juros de 4,5% a.a. + TJLP (b) Alienação fiduciária, aval da controladora Natura
Cosméticos S.A. e notas promissórias
G Real Fevereiro de 2014 Juros de 4,4% a.a. + TJLP (b) Alienação fiduciária, aval da controladora Natura
Cosméticos S.A. e notas promissórias
H Real Até setembro de 2012 Juros de 99,5% a 102,99% da taxa DI - CETIP (e) Alienação fiduciária dos bens objeto dos contratos de
arrendamento mercantil
I Real Janeiro de 2011 Não há Não há
J Dólar Julho de 2010 Juros de 0,75% a.a. + variação cambial Não há
K Yen Janeiro de 2010 Variação cambial + 2,11% a.a. Aval da controlada Indústria e Comércio de
Cosméticos Ltda.
L Novo sol Novembro de 2010 Juros de 2,4% a.a. Fiança bancária

(a) Empréstimos e financiamentos para os quais foram contratados instrumentos financeiros do tipo “swap” com a troca da indexação da moeda estrangeira para CDI.

(b) TJLP - Taxa de Juros a Longo Prazo.

(c) CDI - Certificado de Depósito Interbancário.

(d) Hipotecas - referem-se às hipotecas dos imóveis da unidade industrial de Cajamar da controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.

(e) DI - CETIP - índice diário calculado a partir da taxa média DI, divulgada pela CETIP - Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos.

28
Natura Cosméticos S.A.

Os vencimentos da parcela registrada no passivo não circulante estão demonstrados como


segue:

06/2010 12/2009

2011 19.971 42.695


2012 38.920 33.799
2013 377.878 23.728
2014 22.063 16.991
2015 em diante 22.889 17.779
481.721 134.992

a) Descrição dos empréstimos bancários

Debêntures simples não conversíveis

Em 31 de maio de 2010, a Sociedade finalizou o processo de oferta de debêntures


simples não conversíveis em ações, no montante de R$350.000, nos termos da Instrução
CVM nº 476/09, com vencimento integral previsto para 26 de maio de 2013. Os recursos
captados com a oferta foram destinados ao alongamento do prazo médio das dívidas da
Sociedade com o pagamento integral da dívida representada pelas notas promissórias
emitidas em dezembro de 2009.

O saldo a pagar das debêntures está registrado líquido dos custos incorridos para sua
emissão, conforme demonstrado a seguir:

06/2010

Circulante
Debêntures 3.387
Custos de emissão (501)
Total circulante 2.886

Não circulante
Debêntures 350.000
Custos de emissão (958)
Total não circulante 349.042

Total 351.928

Os custos de emissão das debêntures serão apropriados ao resultado de acordo com o


prazo de vigência da operação, conforme demonstrado a seguir:

2010 250
2011 500
2012 500
2013 209
Total 1.459

29
Natura Cosméticos S.A.

Resolução nº 4.131

Operação de empréstimo em moeda estrangeira nos moldes da Resolução nº 4.131/62 -


Resolução nº 2.770 - “Loan Agreement” captada com o Banco Bradesco S.A. por meio
do Banco Bradesco S.A. New York Branch em 20 de abril de 2010 com desembolso
ocorrido em 22 de abril de 2010, vencimento em 26 de julho de 2010 e valor de principal
de US$40.000 mil, equivalente a R$72.182 em 30 de junho de 2010.

Demais contratos

Para a descrição completa dos principais contratos de empréstimos e financiamentos


bancários vigentes em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, vide nota
explicativa nº 14.a) às demonstrações contábeis consolidadas anuais referentes ao
exercício findo em 31 de dezembro de 2009, divulgadas em 24 de fevereiro de 2010.

b) Cláusulas restritivas de contratos

Em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, os contratos de empréstimos e


financiamentos mantidos pela Sociedade e por suas controladas não contêm cláusulas
restritivas que estabeleçam obrigações quanto à manutenção de índices financeiros por
parte da Sociedade e de suas controladas.

13. FORNECEDORES E OUTRAS CONTAS A PAGAR

06/2010 12/2009

Fornecedores nacionais e estrangeiros 233.602 231.687


Dividendos e juros sobre o capital próprio 163 174
Fretes a pagar 26.455 23.595
260.220 255.456

O saldo de fornecedores estrangeiros em 30 de junho de 2010 é de R$4.035 (R$4.409 em 31


de dezembro de 2009) e refere-se, em sua maioria, a valores denominados em dólares norte-
-americanos.

30
Natura Cosméticos S.A.

14. OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

06/2010 12/2009

ICMS ordinário e ST a pagar (a) 218.741 213.860


PIS/COFINS a pagar (medida liminar) (b) 69.819 57.848
IRPJ e CSLL a pagar (c) 118.266 25.786
IRPJ e CSLL (medida liminar) (d) 22.904 13.624
IRPJ e CSLL (medida liminar PAT) 1.520 965
IRRF 5.804 9.574
PIS/COFINS/CSLL retidos na fonte a recolher 3.888 5.557
PIS/COFINS a pagar 5.146 5.284
Impostos a pagar - controladas no exterior 6.047 7.220
Outras 668 1.588
452.803 341.306

Depósitos judiciais (a) (nota explicativa nº 9) (142.901) (110.640)

(a) Em 30 de junho de 2010, do saldo total registrado, os montantes de R$114.380,


R$23.840 e R$4.681 referem-se ao ICMS - ST do Estado do Paraná, Distrito Federal e
Mato Grosso do Sul, respectivamente (R$95.834 e R$14.806 ao ICMS - ST do Estado
do Paraná e do Distrito Federal, respectivamente, em 31 de dezembro de 2009), que
estão sendo discutidos judicialmente pela Sociedade, conforme também mencionado na
nota explicativa nº 15 - “Contingências passivas - risco possível”, item (a). A Sociedade
vem efetuando depósitos judiciais mensais com relação aos montantes não recolhidos.

(b) A Sociedade e sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.


discutem judicialmente a não-inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições
para o Programa de Integração Social - PIS e a Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social - COFINS. Em junho de 2007, a Sociedade e sua controlada
obtiveram autorização judicial para efetuar o pagamento das contribuições para PIS e
COFINS sem a inclusão do ICMS em suas bases de cálculo, a partir da apuração de
abril de 2007. Os saldos registrados em 30 de junho de 2010 referem-se aos valores não
pagos de PIS e COFINS apurados entre abril de 2007 e junho de 2010, cuja
exigibilidade está integralmente suspensa, os quais estão acrescidos de atualização pela
taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). Parte do saldo, no montante
atualizado de R$2.701, encontra-se depositada judicialmente.

(c) O ágio na incorporação de ações da Natura Participações S.A. e Natura


Empreendimentos S.A. foi totalmente amortizado para fins fiscais até o encerramento
das demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2009, fazendo com que, para o
semestre findo em 30 de junho de 2010, a despesa de imposto de renda e contribuição
social e, consequentemente, o saldo a pagar referentes a esses tributos registrassem um
aumento de R$12.483 na comparação com o saldo a pagar em 31 de dezembro de 2009.

Adicionalmente, a partir de 1º de janeiro de 2010, para a apuração da base de cálculo do


IRPJ e da CSLL, a Sociedade passou a adotar a sistemática de apuração do lucro real
trimestral, ante a sistemática anual adotada até 31 de dezembro de 2009, fato que
também contribuiu para o aumento registrado nos saldos de IRPJ e CSLL a pagar para
30 de junho de 2010, devido à concentração de pagamentos no mês subsequente ao
trimestre de apuração.

31
Natura Cosméticos S.A.

(d) Em 4 de fevereiro de 2009, a Sociedade obteve medida liminar posteriormente


confirmada por sentença que suspendeu a exigibilidade do imposto de renda e da
contribuição social incidentes sobre quaisquer valores recebidos a título de juros de
mora, pagos pelo atraso no cumprimento de obrigações contratuais das operações com
vendas para os(as) Consultores(as) Natura. Aguarda-se o julgamento do recurso de
apelação interposto pela União Federal. Os saldos registrados em 30 de junho de 2010
referem-se aos valores não pagos apurados entre março de 2009 e junho de 2010, cuja
exigibilidade está integralmente suspensa, os quais estão acrescidos de atualização pela
taxa SELIC.

15. PROVISÃO PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS, CÍVEIS E TRABALHISTAS

O Grupo é parte em ações judiciais de natureza tributária, trabalhista e cível e em processos


administrativos de natureza tributária. A Administração acredita, apoiada nas posições e nas
estimativas de seus advogados e consultores legais, que as provisões para riscos tributários,
cíveis e trabalhistas são suficientes para cobrir perdas prováveis. Essas provisões, líquidas
dos depósitos judiciais, estão assim demonstradas:

06/2010 12/2009

Tributários 91.788 93.624


Cíveis 9.193 10.750
Trabalhistas 16.847 17.071
117.828 121.445

Circulante - 1.465
Não circulante 117.828 119.980

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Natura Cosméticos S.A.

Riscos tributários

Os riscos tributários provisionados são compostos pelos processos a seguir relacionados:

Atualização
12/2009 Adições Reversões monetária 06/2010

IPI - produtos isentos e com alíquota zero (a) 36.897 - - 1.134 38.031
Multas moratórias sobre tributos federais
recolhidos em atraso (b) 1.511 - (59) 19 1.471
Dedutibilidade da CSLL (Lei nº 9.316/96) (c) 7.295 - - 122 7.417
Correção UFIR sobre tributos federais
(IRPJ/CSLL/ILL) (d) 5.313 - - 219 5.532
Crédito de IPI sobre aquisições de ativo
imobilizado e material de uso e consumo (e) 3.595 - - 59 3.654
IPI - execução fiscal (f) 4.952 - (4.970) 18 -
Ação anulatória de débito fiscal de INSS (g) 2.743 - - 59 2.802
Auto de infração IRPJ e CSLL - honorários
advocatícios (h) 5.776 - - 86 5.862
Auto de infração IRPJ 1990 (i) 3.198 - - 65 3.263
Não-inclusão do ICMS na base de cálculo do
PIS e da COFINS - honorários advocatícios (j) 2.633 - - 67 2.700
PIS semestralidade - Decretos-lei nº 2.445/88
e nº 2.449/88 (k) 2.085 - - 47 2.132
Honorários advocatícios e outros (l) 17.626 2.111 (1.624) 811 18.924
Risco tributário total provisionado 93.624 2.111 (6.653) 2.706 91.788

Depósitos judiciais (nota explicativa nº 9) (55.361) - 197 (1.836) (57.000)

(a) Refere-se a créditos de IPI sobre matérias-primas e materiais de embalagem adquiridos com a
incidência de alíquota zero, como não tributados ou isentos. A controlada Indústria e Comércio
de Cosméticos Natura Ltda. impetrou mandado de segurança e obteve liminar concedendo o
direito ao crédito. Em 25 de setembro de 2006, a liminar foi cassada por sentença, que julgou o
pedido improcedente. A Sociedade interpôs recurso de apelação para reapreciação do mérito e
restabelecimento dos efeitos da liminar. Para suspender a exigibilidade do crédito tributário, em
outubro de 2006 a Sociedade efetuou depósito judicial em relação ao valor compensado sob a
vigência da liminar, cujo saldo atualizado monetariamente em 30 de junho de 2010 é de
R$38.031 (R$36.897 em 31 de dezembro de 2009). No quarto trimestre de 2009, para o
aproveitamento dos benefícios concedidos pela Medida Provisória nº 470/09, através da
instituição das modalidades de pagamento e parcelamento de débitos fiscais, a controlada
protocolou petição desistindo parcialmente do mandado de segurança impetrado, prosseguindo
com a discussão somente em relação aos créditos sobre os produtos isentos, desistindo, portanto,
no tocante à discussão quanto aos créditos de IPI, dos produtos adquiridos com a incidência de
alíquota zero e não tributados (vide detalhes nesta nota explicativa, no tópico “Parcelamentos de
débitos tributários instituídos pela Medida Provisória nº 470/09”). Nessa data, após ter cumprido
com os requerimentos para adesão ao pagamento dos débitos fiscais instituído pela Medida
Provisória nº 470/09, a controlada aguarda o deferimento por parte da autoridade tributária para
dar baixa, tanto dos valores registrados no passivo de exigibilidade suspensa quanto dos valores
dos depósitos judiciais correspondentes.

(b) Refere-se à incidência de multa moratória no recolhimento em atraso de tributos federais.

33
Natura Cosméticos S.A.

(c) Refere-se ao mandado de segurança que questiona a constitucionalidade da Lei nº 9.316/96, que
proibiu a dedutibilidade da CSLL da sua própria base de cálculo e da base de cálculo do IRPJ.
Parte da provisão, no montante atualizado de R$5.402 (R$5.272 em 31 de dezembro de 2009),
encontra-se depositada judicialmente.

(d) Refere-se à incidência da correção monetária pela Unidade Fiscal de Referência - UFIR dos
tributos federais (IRPJ/CSLL/ILL) do ano 1991, discutida em mandado de segurança. O valor
envolvido nesse processo encontra-se depositado judicialmente. Em 26 de fevereiro de 2010,
para aproveitamento dos benefícios concedidos pela Lei nº 11.941/09, através da instituição das
modalidades de pagamento e parcelamento de débitos fiscais, a Sociedade protocolou petição
desistindo da respectiva ação.

(e) A controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. discute, por meio de mandados
de segurança, o direito ao crédito de IPI nas aquisições de bens para o ativo imobilizado e de
materiais de consumo. Em 26 de fevereiro de 2010, para aproveitamento dos benefícios
concedidos pela Lei nº 11.941/09, através da instituição das modalidades de pagamento e
parcelamento de débitos fiscais, a Sociedade protocolou petição desistindo da respectiva ação.

(f) Refere-se à execução fiscal por meio da qual se pretende cobrar o IPI referente ao mês de julho
de 1989, quando da equiparação dos estabelecimentos comerciais atacadistas a estabelecimento
industrial pela Lei nº 7.798/89. O processo encontra-se no Tribunal Regional Federal da 3a
Região (SP), para julgamento do recurso de apelação da executada. Os valores envolvidos nessa
execução fiscal encontram-se garantidos através de bloqueio de aplicação financeira da
controlada Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda., no montante atualizado em 30 de
junho de 2010 de R$5.849 (R$5.769 em 31 de dezembro de 2009). O saldo da provisão desse
processo foi revertido no primeiro trimestre de 2010 em virtude de alteração na perspectiva de
perda do processo, que foi alterada de provável para possível, considerando a análise efetuada
pelos assessores legais da Sociedade.

(g) Refere-se à contribuição previdenciária exigida em autos de infração lavrados pelo Instituto
Nacional do Seguro Social - INSS, em processo de fiscalização, que exigiu da Sociedade, na
qualidade de contribuinte solidária, valores de contribuição devidos na contratação de serviços
prestados por terceiros. Os valores são discutidos na ação anulatória de débito fiscal e
encontram-se depositados judicialmente. Os valores exigidos no auto de infração compreendem
o período de janeiro de 1990 a outubro de 1999. Durante o exercício de 2007, a Sociedade
reverteu o montante de R$1.903, correspondente à decadência de parte do montante envolvido
no processo referente ao período de janeiro de 1990 a outubro de 1994, conforme orientação da
súmula vinculante nº 8 do Supremo Tribunal Federal - STF. Em 1º de março de 2010 foi
protocolada petição desistindo parcialmente da ação, bem como renunciando parcialmente ao
seu direito, para fins de adesão aos benefícios previstos na Lei nº 11.941/09, em relação às
contribuições previdenciárias devidas pelas empresas que prestavam serviços à Sociedade, no
período compreendido entre novembro de 1994 e dezembro de 1998.

(h) Refere-se aos honorários advocatícios para defesa dos autos de infração lavrados contra a
Sociedade, em dezembro de 2006 e dezembro de 2007, pela Receita Federal do Brasil, em que
se exigem créditos tributários de IRPJ e CSLL relativamente à dedutibilidade da remuneração
das debêntures emitidas pela Sociedade, nos períodos-base 2001 e 2002, respectivamente. A
opinião dos advogados é de que a probabilidade de perda decorrente dos referidos autos de
infração é remota.

O auto de infração lavrado contra a Sociedade, em agosto de 2003, relativamente à


dedutibilidade, no período-base 1999, teve decisão administrativa transitada em julgado em
janeiro de 2010, sendo mantido parcialmente em relação ao IRPJ e integralmente em relação à
CSLL. Após essa decisão, em 7 de abril de 2010, a Sociedade ingressou com uma ação na esfera
judicial objetivando cancelar a parcela remanescente do IRPJ e da CSLL. A opinião dos
advogados é de que a perspectiva de perda na ação judicial é remota.
34
Natura Cosméticos S.A.

(i) Refere-se a auto de infração lavrado pela Receita Federal do Brasil exigindo o pagamento de
imposto de renda sobre o lucro decorrente de exportações incentivadas, ocorridas no ano-base
1989, à alíquota de 18% (Lei nº 7.988, de 29 de dezembro de 1989) e não 3%, conforme era
determinado pelo artigo 1º do Decreto-lei nº 2.413/88, no qual a Sociedade se fundamentou para
efetuar os recolhimentos na época.

(j) Refere-se aos honorários advocatícios para propositura e acompanhamento do processo


administrativo de pedido de restituição da parcela do ICMS incluída na base de cálculo do PIS e
da COFINS, no período de abril de 2002 a março de 2007. A opinião dos advogados é de que a
probabilidade de perda é remota.

(k) Refere-se à compensação do PIS pago na forma dos Decretos-lei nº 2.445/88 e nº 2.449/88, no
período de 1988 a 1995, com impostos e contribuições federais devidos em 2003 e 2004.
Durante o exercício de 2007, a Sociedade efetuou a reversão no montante de R$14.910, devido
à decisão favorável e definitiva à Sociedade, proferida em agosto de 2007. A provisão
remanescente refere-se à parcela correspondente à controlada Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. que aguarda apreciação do processo pelo Conselho de Contribuintes.

(l) O saldo refere-se a honorários advocatícios para defesa dos interesses da Sociedade e de suas
controladas em processos tributários. Do montante provisionado, R$4.000 referem-se aos
honorários advocatícios para elaboração de defesa no auto de infração de IRPJ e de CSLL
contra a Sociedade, lavrado em 30 de junho de 2009, que tem como objeto o questionamento da
dedutibilidade fiscal da amortização do ágio decorrente de incorporação de ações da Natura
Participações S.A. na Sociedade. Na opinião dos advogados da Sociedade, a operação tal como
foi estruturada e seus efeitos fiscais são defensáveis, motivo pelo qual o risco de perda é
classificado como remoto.

Riscos cíveis

Atualização
12/2009 Adições Reversões Pagamentos monetária 06/2010

Diversas ações cíveis (a) 5.353 2.206 (1.976) (796) 172 4.959
Honorários advocatícios -
ação cível ambiental (b) 1.363 - - - 48 1.411
Ações cíveis e honorários
advocatícios - Nova
Flora Participações Ltda. 4.034 135 - (1.466) 120 2.823
Risco cível total
provisionado 10.750 2.341 (1.976) (2.262) 340 9.193

Depósitos judiciais (nota


explicativa nº 9) (1.878) - - - (78) (1.956)

Circulante 1.465 -
Não circulante 9.285 9.193

(a) A Sociedade e suas controladas, em 30 de junho de 2010, são partes em 1.369 ações e
procedimentos cíveis (1.578 em 31 de dezembro de 2009), entre os quais 1.339 no âmbito da
justiça cível, do juizado especial cível e do PROCON, movidos por Consultores(as) Natura,
consumidores, fornecedores e ex-colaboradores, sendo a maioria referente a pedidos de
indenização.

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Natura Cosméticos S.A.

(b) Refere-se aos honorários advocatícios para defesa dos interesses da Sociedade nos autos da
Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal do Estado do Acre em face da
Sociedade e de outras instituições, sob a alegação de acesso ao conhecimento tradicional
associado ao ativo murumuru.

Riscos trabalhistas

A Sociedade e suas controladas, em 30 de junho de 2010, são partes em 714 reclamações


trabalhistas movidas por ex-colaboradores e terceiros (641 em 31 de dezembro de 2009),
cujos pedidos se constituem em pagamentos de verbas rescisórias, adicionais salariais, horas
extras e verbas devidas em razão da responsabilidade subsidiária. As provisões são
revisadas periodicamente com base na evolução dos processos e no histórico de perdas das
reclamações trabalhistas para refletir a melhor estimativa corrente.

Atualização
12/2009 Adições Reversões monetária 06/2010

Risco trabalhista total


provisionado 17.071 1.713 (3.028) 1.091 16.847

Depósitos judiciais (nota


explicativa nº 9) (2.193) - - - (2.193)

Contingências passivas - risco possível

A Sociedade e suas controladas possuem ações de natureza tributária, cível e trabalhista, que
não estão provisionadas, pois envolvem risco de perda classificado pela Administração e por
seus advogados e consultores legais como possível. As contingências passivas estão assim
representadas:

06/2010 12/2009

Tributárias:
Ação declaratória - ICMS - ST (a) 37.343 29.162
Compensação 1/3 da COFINS - Lei nº 9.718/98 (b) 5.013 4.925
Ação anulatória de débito fiscal de INSS (c) 8.969 4.456
Auto de infração - preço de transferência, em contratos de mútuo com
empresa ligada do exterior (d) 1.744 1.716
Notificação fiscal de lançamento de débito - GFIP (e) 934 902
Auto de infração de ICMS - ST (f) 360 529
Pedido de compensação de tributos de mesma espécie - IRPJ e IRRF (g) 548 532
Outras 59.764 43.825
114.675 86.047

Cíveis 8.091 18.024


Trabalhistas 81.340 74.710
204.106 178.781

36
Natura Cosméticos S.A.

(a) Em 30 de junho de 2010, o saldo registrado apresenta a seguinte abertura:

1. ICMS - ST - PR - R$34.119 (R$28.186 em 31 de dezembro de 2009) - ação movida


pela Sociedade com o objetivo de discutir as alterações na base de cálculo do ICMS
- ST promovido pelo Decreto Paranaense nº 7.018/06. O valor discutido na ação,
relativo aos meses de janeiro de 2007 a junho de 2010, está sendo integralmente
depositado em juízo, conforme mencionado nas notas explicativas nº 9 e nº 14,
estando sua exigibilidade suspensa.
2. ICMS - ST - DF - R$3.224 (R$976 em 31 de dezembro de 2009) - ação declaratória
movida pela Sociedade com o objetivo de discutir sua responsabilidade pelo
recolhimento do ICMS - ST, em razão da ausência de norma legal e de critério para
a aferição da base de cálculo desse imposto ou, sucessivamente, a necessidade de
celebração de Termo de Acordo fixando a base de cálculo do ICMS - ST. O valor
discutido na ação, relativo aos meses de fevereiro de 2009 a junho de 2010, está
sendo integralmente depositado em juízo, conforme mencionado nas notas
explicativas nº 9 e nº 14, estando sua exigibilidade suspensa.
(b) A Lei nº 9.718/98 aumentou a alíquota da COFINS de 2% para 3% e permitiu que esse
diferencial de 1% fosse compensado, durante 1999, com a contribuição social a recolher
do mesmo ano. A Sociedade e suas controladas, entretanto, impetraram, em 1999,
mandado de segurança e obtiveram liminar suspendendo a exigibilidade do crédito
tributário (diferença de 1% da alíquota) e autorizando o recolhimento da COFINS com
base na Lei Complementar nº 70/91, vigente até então. Em dezembro de 2000, tendo em
vista precedentes desfavoráveis do Poder Judiciário, a Sociedade e suas controladas
aderiram ao Programa de Recuperação Fiscal - REFIS, parcelando a dívida referente à
COFINS não recolhida no período. Com o recolhimento do tributo, a Sociedade e suas
controladas passaram a ter direito à compensação de 1% da COFINS com a
contribuição social, que foi feita no primeiro semestre de 2001. A Receita Federal do
Brasil, no entanto, entende que o prazo para a compensação estava restrito ao ano-base
1999. Em 11 de setembro de 2006, a Sociedade foi notificada do indeferimento das
compensações realizadas e tempestivamente entrou com o recurso cabível. O processo
aguarda julgamento do Recurso Voluntário interposto pela Sociedade.

(c) Ação movida pela Sociedade que pretende declarar a inexigibilidade do crédito fiscal
cobrado pelo INSS, através de auto de infração lavrado com o objetivo de exigir a
contribuição previdenciária sobre a ajuda de custo para a manutenção de veículos, paga
às Promotoras de Venda. Os valores são discutidos na ação anulatória de débito fiscal e
encontram-se depositados judicialmente. Os valores exigidos no auto de infração
compreendem o período de janeiro de 1995 a outubro de 1999.

(d) Refere-se a auto de infração lavrado contra a Sociedade no qual a Receita Federal do
Brasil exige IRPJ e CSLL sobre a diferença de juros em contratos de mútuo com pessoa
jurídica vinculada no exterior. Em 12 de julho de 2004, foi apresentada a defesa
administrativa, que foi julgada improcedente. No mês de junho de 2008, a Sociedade
apresentou recurso da decisão desfavorável perante o Conselho de Contribuintes, o qual
está pendente de apreciação pelo órgão julgador.

(e) Exigência de multa pela falta de preenchimento na Guia de Recolhimento do FGTS e


Informações à Previdência Social - GFIP, obrigação acessória previdenciária, de
contribuições previdenciárias de autônomos e de verbas de caráter indenizatório. A
Sociedade discute a cobrança na esfera administrativa.
37
Natura Cosméticos S.A.

(f) Auto de infração de cobrança de ICMS - ST, exigido pelo Estado de Goiás, em razão de
suposto recolhimento a menor pela Sociedade. A Sociedade apresentou defesa na esfera
administrativa e aguarda seu julgamento definitivo.

(g) Refere-se à não-homologação de compensação de débitos de Imposto de Renda Retido


na Fonte - IRRF do segundo trimestre de 2000 com créditos de IRPJ relativos ao quarto
trimestre de 1999. A Sociedade apresentou defesa na esfera administrativa, que foi
julgada parcialmente favorável. Em 12 de julho de 2006, foi distribuída em juízo ação
anulatória, com realização de depósito judicial, a fim de discutir a cobrança relativa ao
saldo da compensação não homologado pela Receita Federal do Brasil.

Ativos contingentes

a) A Sociedade e sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.


questionam judicialmente a inconstitucionalidade e ilegalidade da majoração da base de
cálculo das contribuições ao PIS e à COFINS instituídas pelo parágrafo 1º do artigo 3º
da Lei nº 9.718/98. Os valores envolvidos nas ações judiciais, atualizados até 30 de
junho de 2010, totalizam R$20.459 (R$20.078 em 31 de dezembro de 2009). Embora o
referido parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 tenha sido julgado inconstitucional
pelo STF em 2009, favorecendo a tese defendida pela Sociedade e por sua controlada, as
ações judiciais movidas pela Sociedade e por sua controlada ainda não transitaram em
julgado e aguardam julgamento de recursos apresentados pelas empresas, no Tribunal
Regional Federal - TRF da 3ª Região, e, na opinião dos advogados, a probabilidade de
êxito é provável.

b) A Sociedade e suas controladas Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,


Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. e Natura Logística e Serviços Ltda.
pleiteiam a restituição das parcelas do ICMS e Imposto Sobre Serviços - ISS incluídas
na base de cálculo do PIS e da COFINS, recolhidas no período de abril de 1999 a março
de 2007. Os valores envolvidos nos pedidos de restituição, atualizados até 30 de junho
de 2010, totalizavam R$275.330 (R$323.013 em 31 de dezembro de 2009). A opinião
dos advogados é de que a probabilidade de êxito é provável.

A Sociedade e suas controladas adotam como prática contábil o reconhecimento dos ativos
contingentes somente após o trânsito em julgado definitivo dos processos. Como os
processos mencionados não transitaram em julgado favoravelmente à Sociedade e a suas
controladas, estas não contabilizaram os créditos referentes aos ativos contingentes.

Parcelamentos de débitos tributários instituídos pela Lei nº 11.941/09

Em 27 de maio de 2009, o Governo Federal publicou a Lei nº 11.941, resultado da


conversão da Medida Provisória nº 449/08, a qual, entre outras alterações na legislação
tributária, trouxe um novo parcelamento de débitos tributários administrados pela Receita
Federal do Brasil e pelo INSS, e de débitos para com a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional - PGFN, incluindo o saldo remanescente dos débitos consolidados no REFIS (Lei
nº 9.964/00), no Parcelamento Especial - PAES (Lei nº 10.684/03) e no Parcelamento
Excepcional - PAEX (Medida Provisória nº 303/06), além dos parcelamentos convencionais
previstos no artigo 38 da Lei nº 8.212/91 e no artigo 10 da Lei nº 10.522/02.

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Natura Cosméticos S.A.

As entidades que optaram pelo pagamento ou parcelamento dos débitos nos termos dessa
Lei poderão liquidar, nos casos aplicáveis, os valores correspondentes à multa, de mora ou
de ofício, e a juros moratórios, inclusive relativos a débitos inscritos em Dívida Ativa, com
a utilização de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL, próprios, e terão
benefícios de redução de multas, juros e encargos legais, cujos percentuais de redução
dependem da opção de prazo de pagamento escolhida.

Conforme regras definidas, para o cumprimento da primeira etapa dos parcelamentos, a


Sociedade e suas controladas, após terem protocolado petições na Justiça oficializando a
desistência das ações judiciais cujos tributos estão sendo objeto de parcelamento, fizeram os
requerimentos de adesão aos parcelamentos, escolhendo as modalidades de parcelamento e
indicando a natureza genérica dos débitos fiscais, para os quais foram feitos os pagamentos
das respectivas prestações iniciais, conforme as regras definidas na Portaria Conjunta da
Secretaria da Receita Federal e PGFN.

A seguir são demonstrados os débitos tributários que foram inscritos no parcelamento pela
Sociedade e por suas controladas, conforme a Lei nº 11.941/09:

Atualização
12/2009 Reversões monetária 06/2010

Débitos fiscais de INSS - ação anulatória (i) 2.743 - 59 2.802


Débitos fiscais de IRPJ/CSLL/ILL (ii) 5.313 - 221 5.534
Débitos fiscais de IPI sobre aquisições de
ativo imobilizado e material de uso e
consumo (iii) 3.595 - 59 3.654
Outros 2.280 (368) 49 1.961
13.931 (368) 388 13.951

(i) Os detalhes desse processo estão mencionados no item (g) do tópico “Riscos
tributários”. Na desistência desse processo, considerando a modalidade de
parcelamento optada pela Sociedade, que considera o pagamento à vista, esta reverteu
no quarto trimestre de 2009 o montante de R$1.586, correspondente a 100% da multa
de mora e 45% de juros incorridos.

(ii) Os detalhes desse processo estão mencionados no item (d) do tópico “Riscos
tributários”. Pelo fato de a Sociedade possuir depósito judicial efetuado para discussão
de processo, na desistência do referido processo nenhuma reversão de multa de mora e
juros foi efetuada pela Sociedade.

(iii) Os detalhes desse processo estão mencionados no item (e) do tópico “Riscos
tributários”. Na desistência desse processo, considerando a modalidade de
parcelamento optada pela Sociedade, que considera o pagamento à vista, esta reverteu
no quarto trimestre de 2009 o montante de R$1.375, correspondente a 100% da multa
de mora e 45% de juros incorridos.

Devido à inexistência de saldos remanescentes de prejuízos fiscais e base negativa de


contribuição social, a Sociedade e suas controladas não se compensarão destes para
liquidação da parcela de juros dos parcelamentos.

39
Natura Cosméticos S.A.

Para a sequência das etapas do parcelamento e do pagamento dos débitos fiscais por parte da
Sociedade e de suas controladas, está prevista a consolidação dos débitos fiscais por parte da
PGFN e da Receita Federal do Brasil; nessa etapa, as Sociedades deverão indicar os débitos
a serem parcelados e o número de parcelas. Estima-se que essa etapa referente à
consolidação ocorrerá até o final de 2010.

Parcelamentos de débitos tributários instituídos pela Medida Provisória nº 470/09

Em 13 de outubro de 2009, foi editada a Medida Provisória nº 470, que instituiu o


pagamento e parcelamento de débitos fiscais decorrentes do aproveitamento indevido do
incentivo fiscal setorial, instituído pelo artigo 1º do Decreto-lei nº 491, de 5 de março de
1969, e dos decorrentes do aproveitamento indevido de créditos do IPI, no âmbito da PGFN
e da Receita Federal do Brasil.

Em 3 de novembro de 2009, a PGFN e a Receita Federal do Brasil publicaram, no Diário


Oficial da União - DOU, a Portaria Conjunta nº 9, que dispõe sobre o pagamento e
parcelamento de débitos de que trata o artigo 3º da Medida Provisória nº 470/09. Os débitos
decorrentes do aproveitamento indevido do incentivo fiscal setorial, instituído pelo artigo 1º
do Decreto-lei nº 491/69, e os decorrentes do aproveitamento indevido de créditos do IPI, no
âmbito da PGFN e da Receita Federal do Brasil, poderão ser excepcionalmente pagos ou
parcelados, no âmbito de cada um dos órgãos, até 30 de novembro de 2009.

Conforme mencionado no item (a) do tópico “Riscos tributários”, a controlada Indústria e


Comércio de Cosméticos Natura Ltda. protocolou petição desistindo parcialmente do
mandado de segurança impetrado, com referência a créditos de IPI decorrentes dos produtos
adquiridos com a incidência de alíquota zero e não tributados, cujo montante em 30 de
junho de 2010 é de R$23.511.

Em 30 de junho de 2010, a Sociedade aguarda o posicionamento da PGFN para concluir a


etapa referente à consolidação dos débitos fiscais e para baixar os saldos do passivo de
exigibilidade suspensa contra os depósitos judiciais efetuados até a referida data, pelos
valores atualizados monetariamente. Devido à existência de depósitos judiciais efetuados
em períodos anteriores, bem como pela opção feita pela controlada, pelo pagamento à vista,
nenhum ganho foi registrado no resultado do exercício quanto à reversão de multa de mora e
juros.

16. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) Capital social

Em 31 de dezembro de 2009, o capital da Sociedade era R$404.261.

Em março de 2010 foram subscritas 181.212 ações ordinárias sem valor nominal ao
preço médio de R$15,53, totalizando R$2.826, passando o capital social da Sociedade
para 430.455.773 ações nominativas ordinárias subscritas e integralizadas, totalizando o
montante de R$407.087. O capital autorizado passou de 11.035.564 para 10.854.352
ações nominativas ordinárias.

40
Natura Cosméticos S.A.

Em junho de 2010 foram subscritas 101.439 ações ordinárias sem valor nominal ao
preço médio de R$26,57, totalizando R$2.696, passando o capital social da Sociedade
para 430.557.212 ações nominativas ordinárias subscritas e integralizadas, totalizando o
montante de R$409.783. O capital autorizado passou de 10.854.352 para 10.752.813
ações nominativas ordinárias.

b) Política de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio

Os acionistas terão direito a receber, em cada exercício social, a título de dividendos, um


percentual mínimo obrigatório de 30% sobre o lucro líquido, considerando,
principalmente, os seguintes ajustes:

• Acréscimo das importâncias resultantes da reversão de reservas para contingências,


anteriormente formadas.

• Decréscimo das importâncias destinadas à constituição da reserva legal e de reservas


para contingências.

O Estatuto Social faculta à Sociedade o direito de levantar balanços semestrais ou


intermediários e, com base neles, o Conselho de Administração poderá aprovar a
distribuição de dividendos intermediários.

Em 8 de abril de 2010 foram pagos dividendos no valor total de R$339.386 (R$0,79 por
ação) e juros sobre o capital próprio no valor total bruto de R$18.226 (R$0,042 bruto por
ação), conforme distribuição aprovada pelo Conselho de Administração em 24 de
fevereiro de 2010 e ratificada em Assembleia Geral Ordinária realizada em 6 de abril de
2010, referente ao lucro líquido do exercício de 2009.

Em 21 de julho de 2010, o Conselho de Administração aprovou, “ad referendum” da


Assembleia Geral Ordinária destinada a apreciar as demonstrações contábeis do
exercício a findar-se em 31 de dezembro de 2010, a proposta para pagamento de
dividendos intermediários e juros sobre o capital próprio, referentes aos resultados
auferidos no primeiro semestre de 2010, nos montantes de R$253.947 (R$0,59 por ação)
e R$35.427, bruto de IRRF (R$0,082 bruto por ação), respectivamente. O montante total
dos dividendos intermediários e dos juros sobre o capital próprio corresponde a 86,9%
do lucro líquido consolidado registrado no primeiro semestre de 2010.

c) Ações em tesouraria

Em 30 de junho de 2010 e em 31 de dezembro de 2009, a rubrica “Ações em tesouraria”


possuía a seguinte composição:

Preço
médio
Quantidade por ação -
de ações R$ R$

655 14 21,37

41
Natura Cosméticos S.A.

d) Ágio na emissão de ações

Refere-se ao ágio gerado na emissão das 3.299 ações ordinárias, decorrente da


capitalização das debêntures no montante de R$100.000, ocorrida em 2 de março de
2004.

e) Reserva legal

Em face de o saldo da reserva legal, somado às reservas de capital de que trata o


parágrafo 1º do artigo 182 da Lei nº 6.404/76, ter ultrapassado 30% do capital social, a
Sociedade, em conformidade com o estabelecido no artigo 193 da mesma Lei, decidiu
por não constituir a reserva legal sobre o lucro líquido auferido nos exercícios de 2006,
2007, 2008 e 2009.

f) Reserva de retenção de lucros

Em 31 de dezembro de 2009, a reserva de retenção de lucros foi constituída nos termos


do artigo 196 da Lei nº 6.404/76, com o objetivo de aplicação em futuros investimentos,
no montante de R$82.988. A retenção referente ao exercício de 2009 está fundamentada
em orçamento de capital, elaborado pela Administração, aprovado pelo Conselho de
Administração no dia 24 de fevereiro de 2010 e ratificado pela Assembleia Geral
Ordinária realizada em 6 de abril de 2010.

17. INFORMAÇÕES SOBRE SEGMENTOS DE NEGÓCIOS

Os segmentos operacionais são reportados de forma consistente com os relatórios gerenciais


fornecidos ao principal tomador de decisões operacionais para fins de avaliação de
desempenho de cada segmento e alocação de recursos. Conforme relatórios analisados para
tomadas de decisões da Administração, embora o principal tomador de decisões analise as
informações sobre as receitas em diversos níveis, a principal segmentação dos negócios da
Sociedade é baseada em vendas de cosméticos por regiões geográficas, as quais incluem a
seguinte segregação: Brasil, América Latina (“LATAM”) e demais países. Além disso a
LATAM é analisada em três grupos: (a) Argentina, Chile e Peru; (b) México, Venezuela e
Colômbia; e (c) outros. Os segmentos possuem características de negócios semelhantes e
cada um oferece produtos similares através da mesma metodologia de acesso aos
consumidores.

A receita líquida por região está representada da seguinte forma em 2010:

• Brasil: 93,0%.

• Argentina, Chile e Peru: 5,0%.

• México, Venezuela e Colômbia: 1,9%.

• Outros: 0,1%.

42
Natura Cosméticos S.A.

Embora os segmentos internacionais não representem mais do que 10% das informações
necessárias para se agregar um segmento, conforme critérios de agregação descritos no
IFRS 8 - Informações por Segmento, a Administração possui fortes indicadores de que seus
negócios no exterior sofrerão um aumento significativo em sua representatividade perante
os saldos financeiros consolidados, e, dessa forma, a Administração optou por divulgá-los
separadamente.

As políticas contábeis de cada segmento são as mesmas aplicadas pela Sociedade. O


desempenho dos segmentos da Sociedade foi avaliado com base nas receitas operacionais
líquidas, no lucro líquido do exercício e no ativo não circulante. Essa base de mensuração
exclui os efeitos de juros, o imposto de renda e a contribuição social, a depreciação e a
amortização.

Nas tabelas a seguir há informação financeira sumariada relacionada aos segmentos para 30
de junho de 2010 e 30 de junho de 2009. Os valores fornecidos ao Comitê Executivo com
relação ao resultado e ao total de ativos são consistentes com os saldos registrados nas
demonstrações contábeis, bem como com as políticas contábeis aplicadas.

Contas de resultado

06/2010
Lucro
Receita (prejuízo) Depreciação e Resultado Imposto
líquida líquido amortização financeiro de renda
Brasil 2.134.034 385.531 (46.405) (17.748) (172.479)
Argentina, Chile e Peru 114.049 (15.087) (1.454) (260) (1.255)
México, Venezuela e Colômbia 43.296 (16.985) (810) (1.364) (142)
Outros (*) 6.630 (20.407) (367) - -
Consolidado 2.298.009 333.052 (49.036) (19.372) (173.876)

06/2009
Lucro
Receita (prejuízo) Depreciação e Resultado Imposto
líquida líquido amortização financeiro de renda

Brasil 1.730.782 368.198 (43.676) (12.696) (71.550)


Argentina, Chile e Peru 100.908 (6.147) (1.141) (235) (559)
México, Venezuela e Colômbia 31.564 (28.844) (995) 124 (370)
Outros (*) 4.664 (26.236) (892) - -
Consolidado 1.867.918 306.971 (46.704) (12.807) (72.479)

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Natura Cosméticos S.A.

Contas patrimoniais

06/2010 12/2009
Ativo Ativo
não Ativo Passivo não Ativo Passivo
circulante total circulante circulante total circulante

Brasil 1.093.530 2.567.407 951.541 984.624 2.533.261 1.244.953


Argentina, Chile e Peru 16.703 119.790 57.070 14.050 123.891 64.749
México, Venezuela e
Colômbia 6.234 59.201 23.647 5.532 50.337 17.972
Outros (*) 19.392 29.393 4.734 20.650 33.729 9.408
Consolidado 1.135.859 2.775.791 1.036.992 1.024.856 2.741.218 1.337.082

(*) Inclui operações dos Estados Unidos e da França.

A Sociedade possui uma carteira de clientes pulverizada, sem nenhuma concentração de


receita.

A receita de partes externas informadas ao Comitê Executivo foi mensurada de maneira


condizente com aquela apresentada na demonstração do resultado.

18. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

06/2010 06/2009

Receita bruta:
Mercado interno 2.908.631 2.375.872
Mercado externo 208.397 176.105
Outras vendas 679 635
3.117.707 2.552.612
Impostos incidentes sobre as vendas (815.504) (681.214)
Devoluções e cancelamentos (4.194) (3.480)
2.298.009 1.867.918

19. DESPESAS OPERACIONAIS - POR NATUREZA

06/2010 06/2009

Despesas com marketing e vendas 399.332 302.127


Despesas com fretes 102.763 112.073
Despesas administrativas e gerais 223.918 221.306
Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos 25.936 21.667
Remuneração dos administradores 6.848 7.537
Despesas de benefícios a colaboradores 263.542 225.017
Depreciação e amortização (exceto parcela alocada no Custo das
Vendas) 24.421 23.149
1.046.760 912.876

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Natura Cosméticos S.A.

20. DESPESAS DE BENEFÍCIOS A COLABORADORES

06/2010 06/2009

Salários e bonificações 197.476 172.936


Plano de pensão de contribuição definida 1.072 784
Ganho de executivos 3.791 2.359
Impostos e contribuições sociais 61.203 48.938
263.542 225.017

21. PLANO DE OUTORGA DE OPÇÕES DE COMPRA DE AÇÕES

O Conselho de Administração reúne-se anualmente para, dentro das bases do programa,


estabelecer o plano, indicando os diretores e gerentes que receberão as opções e a
quantidade total a ser distribuída.

No formato válido até o ano 2008, os planos possuem prazo de quatro anos para
elegibilidade ao exercício das opções, sendo 50% ao final do terceiro ano e 50% ao final do
quarto ano, havendo ainda um prazo máximo de dois anos para o exercício das opções após
o término do quarto ano de elegibilidade.

A partir de 2009, o formato do programa foi alterado, sendo o prazo de elegibilidade ao


exercício das opções de 100% ao final do quarto ano, com a possibilidade de sua
antecipação para três anos, mediante a condição de cancelamento de 50% das opções
outorgadas nos planos, e fixando o prazo máximo de quatro anos para o exercício das
opções após o término do quarto ano de elegibilidade.

No âmbito desse novo modelo do programa, foram outorgadas, em 19 de março de 2010,


2.175.646 opções pelo preço de exercício de R$34,17.

As variações na quantidade de opções de compra de ações em circulação e seus


correspondentes preços médios ponderados estão apresentados a seguir:

06/2010 12/2009
Preço médio de Preço médio de
exercício por Opções exercício por Opções
ação - R$ (milhares) ação - R$ (milhares)

Saldo no início do
semestre/exercício 27,00 5.538 19,24 4.733
Concedidas 34,17 2.176 22,44 2.583
Canceladas 27,77 (195) 23,96 (568)
Exercidas 26,63 (282) 10,78 (1.210)
Saldo no fim do
semestre/exercício 27,28 7.237 23,22 5.538

Das 7.237 mil opções em circulação em 30 de junho de 2010 (5.538 mil opções em 31 de
dezembro de 2009), 1.105 mil opções (685 mil opções em 31 de dezembro de 2009) são
exercíveis. As opções exercidas, por colaboradores da controladora e/ou de suas controladas
em 30 de junho de 2010 resultaram na emissão de 101 mil ações, gerando um impacto no

45
Natura Cosméticos S.A.

patrimônio líquido de R$1.838, sendo R$645 decorrentes de opções exercidas dos


colaboradores da controladora e R$1.193 de opções de colaboradores das controladas (1.210
mil ações em 31 de dezembro de 2009, gerando um impacto no patrimônio líquido de
R$1.871).

A despesa referente ao valor justo das opções concedidas reconhecida no resultado do


semestre findo em 30 de junho de 2010, de acordo com o prazo transcorrido para aquisição
do direito ao exercício das opções, foi de R$3.791, sendo R$1.296 da controladora e
R$2.495 das controladas (R$1.527 no semestre findo em 30 de junho de 2009).

As opções de compra de ações em circulação no fim do trimestre/exercício têm os seguintes


prazos contratuais remanescentes e preços de exercício:

Em 30 de junho de 2010:
Opções em circulação Opções exercíveis
Vida
remanescente
Preço de Opções em contratual Preço de Opções Preço de
Data da outorga exercício - R$ circulação (anos) exercício - R$ exercíveis exercício - R$

16 de março de 2005 19,71 201.402 0,72 19,71 201.402 19,71


29 de março de 2006 29,37 535.280 1,74 29,37 535.280 29,37
24 de abril de 2007 27,77 736.237 2,86 27,77 368.119 27,77
22 de abril de 2008 21,57 1.135.127 3,87 21,57 - -
22 de abril de 2009 23,52 2.453.154 6,91 23,52 - -
19 de março de 2010 34,51 2.175.646 7,83 34,51 - -
7.236.846 1.104.801

Em 31 de dezembro de 2009:
Opções em circulação Opções exercíveis
Vida
remanescente
Preço de Opções em contratual Preço de Opções Preço de
Data da outorga exercício - R$ circulação (anos) exercício - R$ exercíveis exercício - R$

10 de abril de 2004 8,92 93.622 0,28 8,92 93.622 8,92


16 de março de 2005 19,12 281.911 1,22 19,12 281.911 19,12
29 de março de 2006 28,49 623.221 2,24 28,49 309.906 28,49
24 de abril de 2007 26,94 807.511 3,36 26,94 - -
22 de abril de 2008 20,92 1.210.647 4,37 20,92 - -
22 de abril de 2009 22,82 2.520.690 7,41 22,82 - -
5.537.602 685.439

Em 30 de junho de 2010, o preço de mercado unitário era de R$40,00 (R$36,31 em 31 de


dezembro de 2009) por ação.

Os dados significativos incluídos no modelo para precificação do valor justo das opções
concedidas em 2010 foram:

• Preço médio ponderado da opção de R$10,82 (R$7,83 em 2009) na data da outorga.

• Volatilidade de 37% (39% em 2009).

• Rendimento de dividendos de 5,3% (5,3% em 2009).

46
Natura Cosméticos S.A.

• Vida esperada da opção correspondente a três e quatro anos.

• Taxa de juros livre de risco anual de 10,8% (9,6% em 2009).

A seguir são demonstrados os efeitos simulados decorrentes do: (a) exercício das opções
outorgadas até 30 de junho de 2010; e (b) exercício de todas as opções passíveis de serem
outorgadas no âmbito do Programa de Outorga de Opções. Para ambos os cenários
considerou-se a hipótese em que todas as opções eram exercíveis em 30 de junho de 2010,
considerando o valor do patrimônio líquido da Sociedade naquela data:

Cenário I Cenário II
Opções Total do
outorgadas programa

Preço médio de exercício por ação - R$ 27,28 27,28


Número de ações ordinárias do capital social 430.557.212 430.557.212
Número de ações a serem emitidas com o exercício das opções 7.236.846 16.559.893
Valor patrimonial contábil por ação em 30 de junho de 2010 - R$ 2,60 2,60
Valor patrimonial contábil por ação em 30 de junho de 2010
considerando o exercício da totalidade das opções outorgadas
em cada plano - R$ 2,56 2,71
Diluição do valor patrimonial contábil por ação considerando o
exercício da totalidade das opções outorgadas em cada plano -
R$ 0,04 0,11
Diluição percentual considerando o exercício da totalidade das
opções outorgadas em cada plano 1,65% 4,00%

22. BENEFÍCIOS A COLABORADORES

22.1. Plano de previdência complementar

A Sociedade e suas controladas patrocinam dois planos de benefícios a colaboradores,


sendo um de complementação de benefícios de aposentadoria, por intermédio de um
plano de previdência complementar administrado pela Brasilprev Seguros e
Previdência S.A., e um de extensão de assistência médica para ex-funcionários
aposentados.

O plano de previdência complementar é estabelecido sob a forma de “contribuição


definida”, criado em 1º de agosto de 2004 e elegível para todos os colaboradores
admitidos a partir daquela data. Nos termos do regulamento desse plano, o custeio é
paritário de modo que a parcela da Sociedade equivale a 60% daquela efetuada pelo
colaborador de acordo com uma escala de contribuição embasada em faixas salariais,
que variam de 1% a 5% da remuneração do colaborador aposentado.

Em 30 de junho de 2010, não existiam passivos atuariais em nome da Sociedade e de


suas controladas, decorrentes do plano de previdência complementar.

As contribuições realizadas pela Sociedade e por suas controladas totalizaram


R$1.072 no semestre findo em 30 de junho de 2010 (R$784 no semestre findo em 30
de junho de 2009), as quais foram registradas como despesa do semestre.

47
Natura Cosméticos S.A.

22.2. Plano de assistência médica

A Sociedade e suas controladas mantêm um plano de assistência médica pós-emprego


para um grupo determinado de ex-colaboradores e seus respectivos cônjuges,
conforme regras por elas estipuladas. Em 30 de junho de 2010 o plano contava com
2.165 colaboradores.

Em 30 de junho de 2010, a Sociedade e suas controladas mantinham uma provisão


para o passivo atuarial referente a esse plano no montante de R$15.995 (R$9.342 em
31 de dezembro de 2009), o qual foi calculado por atuário independente considerando
as seguintes principais premissas:

Percentual anual
(em termos nominais)
2010

Taxa de desconto financeiro 11,2


Crescimento das despesas médicas (reduzindo 0,5% ao ano) 10,5 a 5,5
Inflação de longo prazo 4,5
Tábua de mortalidade geral RP 2000

Durante o segundo trimestre de 2010 a Sociedade redefiniu a modalidade de


contribuição do colaborador no benefício do plano de assistência médica
pós-aposentadoria. Com essa alteração, o colaborador participará com uma
contribuição menor em comparação à modalidade aplicada no período anterior, o que
representou um complemento no passivo atuarial no montante de R$5.400.
Adicionalmente, a Sociedade e suas controladas registraram o montante de R$1.253
referente à atualização monetária e atuarial do período.

23. DESPESAS FINANCEIRAS, LÍQUIDAS

06/2010 06/2009

Receitas financeiras:
Juros com aplicações financeiras 15.655 17.879
Ganhos com variações monetárias e cambiais (a) 936 34.159
Ganhos com operações de “swap” e “forward” (b) 14.308 3.306
Outras receitas financeiras 6.783 10.200
37.682 65.544

Despesas financeiras:
Juros com empréstimos e financiamentos (25.949) (15.734)
Perdas com variações monetárias e cambiais (a) (12.281) -
Perdas com operações de “swap” e “forward” (b) (5.624) (46.365)
Outras despesas financeiras (13.200) (16.252)
(57.054) (78.351)

Despesas financeiras, líquidas (19.372) (12.807)

48
Natura Cosméticos S.A.

As aberturas a seguir têm o objetivo de explicar melhor os resultados das operações de


proteção cambial contratadas pela Sociedade, bem como suas respectivas contrapartidas
registradas no resultado financeiro demonstrado no quadro anterior:

06/2010 06/2009

(a)
Ganhos com variações monetárias e cambiais 936 34.159
Perdas com variações monetárias e cambiais (12.281) -
(11.345) 34.159
(a) Abertura
Variações cambiais dos empréstimos e financiamentos (9.883) 40.896
Variações monetárias dos financiamentos 30 (412)
Variações cambiais das importações (804) 399
Variações cambiais das contas a pagar das controladas no exterior (1.624) (229)
Variação cambial dos recebíveis de exportação 936 (6.495)
(11.345) 34.159
(b)
Ganhos com operações de “swap” e “forward” 14.308 3.306
Perdas com operações de “swap” e “forward” (5.624) (46.365)
8.684 (43.059)

(b) Abertura
Variações cambiais dos instrumentos de “swap” 9.727 (40.101)
Variações cambiais dos instrumentos de “forward” 3.773 (8.902)
Ajuste a valor de mercado de derivativos “swap” e “forward” (1.118) 14.292
Receitas dos cupons cambiais dos “swaps” 808 679
Custos financeiros dos instrumentos de “swap” (3.282) (7.266)
Custos financeiros dos instrumentos de “forward” (1.224) (1.761)
8.684 (43.059)

24. LUCRO POR AÇÃO

24.1. Básico

O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos
acionistas da Sociedade, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias
emitidas durante o exercício, excluindo as ações ordinárias compradas pela Sociedade
e mantidas como ações em tesouraria.

06/2010 06/2009

Lucro atribuível aos acionistas da Sociedade 333.052 306.971


Média ponderada da quantidade de ações ordinárias
emitidas - milhares 430.415.887 429.556.724
Média ponderada das ações em tesouraria (655) (10.313)
Média ponderada da quantidade de ações ordinárias em
circulação - milhares 430.415.232 429.546.411

Lucro básico por ação - R$ 0,7738 0,7146

49
Natura Cosméticos S.A.

24.2. Diluído

O lucro por ação diluído é calculado ajustando-se a média ponderada da quantidade de


ações ordinárias em circulação supondo a conversão de todas as ações ordinárias
potenciais que provocariam diluição. A Sociedade tem apenas uma categoria de ações
ordinárias potenciais que provocariam diluição: as opções de compra de ações.

06/2010 06/2009

Lucro atribuível aos acionistas da Sociedade 333.052 306.971


Média ponderada da quantidade de ações ordinárias em
circulação - milhares 430.415.232 429.546.411
Ajuste por opções de compra de ações - milhares 1.881.274 833.511
Quantidade média ponderada de ações ordinárias para o
lucro diluído por ação - milhares 432.296.505 430.379.922

Lucro diluído por ação - R$ 0,7704 0,7133

25. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

25.1. Transações com empresas do Grupo

Venda de produtos Compra de produtos


06/2010 06/2009 06/2010 06/2009

Indústria e Comércio de Cosméticos


Natura Ltda. 1.349.488 1.162.100 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brasil - - 1.273.459 1.088.725
Natura Cosméticos S.A. - Peru - - 14.818 15.547
Natura Cosméticos S.A. - Argentina - - 16.199 21.833
Natura Cosméticos S.A. - Chile - - 15.567 12.834
Natura Cosméticos S.A. - México - - 17.356 13.407
Natura Cosméticos Ltda. -
Colômbia - - 10.638 6.344
Natura Cosméticos C.A. -
Venezuela - - - 1.417
Natura Europa SAS - França - - 1.183 1.619
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 252 338
Natura Logística e Serviços Ltda. - - 16 36
1.349.488 1.162.100 1.349.488 1.162.100

50
Natura Cosméticos S.A.

Venda de serviços Contratação de serviços


06/2010 06/2009 06/2010 06/2009

Estrutura administrativa: (a)


Natura Logística e Serviços Ltda. 193.687 140.256 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brasil - - 144.959 107.272
Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. - - 29.995 22.105
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 18.733 10.879
193.687 140.256 193.687 140.256

Pesquisa e desenvolvimento de
produtos e tecnologias: (b)
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. 106.258 88.907 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brasil - - 106.258 88.907
106.258 88.907 106.258 88.907

Pesquisas e testes “in vitro”: (c)


Natura Innovation et Technologie
de Produits SAS - França 2.064 1.523 - -
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 2.064 1.523
2.064 1.523 2.064 1.523

Locação de imóveis e encargos


comuns: (d)
Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. 3.363 3.209 - -
Natura Logística e Serviços Ltda. - - 1.948 1.898
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 783 763
Natura Cosméticos S.A. - Brasil - - 632 548
3.363 3.209 3.363 3.209

Total da venda ou compra de


produtos e serviços 1.654.860 1.395.995 1.654.860 1.395.995

(a) Prestação de serviços logísticos e administrativos em geral.

(b) Prestação de serviços de desenvolvimento de produtos e tecnologias e pesquisa de


mercado.

(c) Prestação de serviços de pesquisas e testes “in vitro”.

(d) Refere-se à locação de parte do complexo industrial situado no município de


Cajamar - SP e de prédios localizados no município de Itapecerica da Serra - SP.

51
Natura Cosméticos S.A.

Devido ao modelo das operações mantido pela Sociedade e suas controladas, bem
como o formato do canal de distribuição dos produtos, o qual é efetuado através de
vendas diretas por Consultores(as) Natura, parte substancial das vendas efetuadas pela
controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. é efetuada para a
controladora Natura Cosméticos S.A. no Brasil e para as suas controladas no exterior.

Conforme detalhes mencionados na nota explicativa nº 12, tem sido prática entre as
empresas do Grupo conceder entre si avais e garantias para suportar operações de
empréstimos e financiamentos bancários.

25.2. Remuneração do pessoal-chave da Administração

A remuneração total dos administradores da Sociedade está assim composta:

06/2010 06/2009
Remuneração Remuneração
Variável Variável
Fixa (*) Total Fixa (*) Total

Conselho de Administração 1.925 903 2.828 1.714 856 2.570


Diretores estatutários 2.184 1.836 4.020 3.084 1.883 4.967
4.109 2.739 6.848 4.798 2.739 7.537

06/2010 06/2009
Remuneração Remuneração
Variável Variável
Fixa (*) Total Fixa (*) Total

Diretores não estatutários 7.693 6.025 13.718 5.363 4.204 9.567

(*) Refere-se à participação nos resultados registrados no semestre. Os valores contemplam


eventuais complementos e/ou reversões à provisão efetuada no semestre/exercício, em
virtude da apuração final das metas estabelecidas aos conselheiros e diretores, estatutários
e não estatutários.

25.3. Os ganhos de executivos da Sociedade estão assim compostos:

06/2010 06/2009
Outorga de opções Outorga de opções
Saldo das opções Preço médio Saldo das opções Preço médio
(quantidade) (a) de exercício - R$ (b) (quantidade) (a) de exercício - R$ (b)

Diretores
estatutários 1.523.834 27,28 983.231 23,20

06/2010 06/2009
Outorga de opções Outorga de opções
Saldo das opções Preço médio Saldo das opções Preço médio
(quantidade) (a) de exercício - R$ (b) (quantidade) (a) de exercício - R$ (b)

Diretores não
estatutários 3.216.766 27,28 2.335.487 23,20

52
Natura Cosméticos S.A.

(a) Refere-se ao saldo das opções maduras (“vested”) e não maduras (“non-vested”), não exercidas, nas
datas dos balanços.

(b) Refere-se ao preço médio ponderado de exercício da opção à época dos planos de outorga,
atualizado pela variação da inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado -
IPCA, até as datas dos balanços.

25.4. Outras transações com partes relacionadas

Em maio de 2010, a Sociedade firmou um contrato de patrocínio para a produção de


uma obra audiovisual (filme de longa-metragem) com uma produtora associada,
Imaginação Filmes Ltda. Essa empresa possui como sócia a esposa do Sr. Antonio
Luiz da Cunha Seabra (acionista pertencente ao grupo de controle da Sociedade). O
patrocínio refere-se à produção do filme de longa-metragem, no valor total de
R$4.000, sendo a Sociedade a patrocinadora majoritária do projeto cinematográfico.
Como contrapartida, a Sociedade terá direitos de divulgação de sua marca e realização
das ações de comunicação sobre o referido filme. O lançamento está previsto para
entre o segundo semestre de 2012 e o primeiro semestre de 2013. No primeiro
semestre de 2010, a Sociedade já havia contribuído com R$1.000 para o patrocínio do
filme.

26. COBERTURA DE SEGUROS (INFORMAÇÃO NÃO REVISADA PELOS


AUDITORES INDEPENDENTES)

A Sociedade e suas controladas adotam uma política de seguros que considera,


principalmente, a concentração de riscos e sua relevância, contratados por montantes
considerados suficientes pela Administração, levando-se em consideração a natureza de suas
atividades e a orientação de seus consultores de seguros. A cobertura dos seguros, em
valores de 30 de junho de 2010, é assim demonstrada:

Importância
Item Tipo de cobertura segurada

Complexo industrial/ Quaisquer danos materiais a edificações, instalações e


estoques máquinas e equipamentos 815.118
Veículos Incêndio, roubo e colisão para 1.201 veículos 44.666
Lucros cessantes Não-realização de lucros decorrentes de danos
materiais em instalações, edificações e máquinas e
equipamentos de produção 1.124.405

2010-0645

53
São Paulo, 21 de julho de 2010 – A Natura
Cosméticos S.A. (BM&FBOVESPA: NATU3) anuncia hoje
os resultados do segundo trimestre de 2010 (2T10). As
informações financeiras e operacionais a seguir, exceto
onde indicado o contrário, são apresentadas em base
consolidada, de acordo com as normas internacionais
de relatório financeiro IFRS.

1. DESEMPENHO ECONÔMICO FINANCEIRO

A Natura apresentou bons resultados neste segundo trimestre de 2010. A receita líquida
consolidada evoluiu 24,1%, alcançando R$ 1.283,6 milhões. O EBITDA foi de R$ 331,8
milhões, com crescimento de 32,2% e margem de 25,9%. O lucro líquido alcançou
R$ 191,5 milhões, com expansão de 13,8%.

No acumulado do primeiro semestre deste ano, a receita líquida consolidada foi de


R$ 2.298,0 milhões, com crescimento de 23,0% sobre 1S09. O EBITDA alcançou R$ 575,3
milhões, ou seja, um crescimento de 31,0% sobre o mesmo período de 2009 e margem de
25,0%. O lucro líquido foi de R$ 333,1 milhões no primeiro semestre de 2010,
apresentando crescimento de 8,5% sobre o primeiro semestre de 2009.

O índice de inovação1 acumulado no semestre permaneceu elevado, alcançando 68,1%


(64,6% no final do 1S09). Neste segundo trimestre tivemos importantes lançamentos: o
novo perfume Kaiak Pulso, recorde de vendas com 1,9 milhão de unidades no ciclo de
lançamento; o relançamento de toda linha Chronos, com uma forma inédita de diferenciar
o tratamento de pele - além da idade cronológica a consumidora escolhe os produtos pela
intensidade dos sinais - e evolução na formulação dos produtos; e, o Tododia Inverno que
traz um conjunto de seis produtos para corpo e banho e oferece soluções inovadoras de
hidratação. Ao todo, foram lançados 38 produtos no 2T10, que somados aos 14 do 1T10
completam 52 produtos lançados no primeiro semestre deste ano.

Vale também destacar que as estratégias do “Dia das Mães” e do “Dia dos Namorados”
tiveram boa execução, com forte suporte de marketing para as consultoras e consumidores
finais, refletindo positivamente nas vendas.

Ainda sobre inovação, em linha com nossa diretriz estratégica de buscar permanentemente
a redução do impacto das embalagens dos nossos produtos no meio ambiente, anunciamos
recentemente a parceria com a Braskem para o lançamento no mercado brasileiro do
primeiro produto cosmético com embalagem de polietileno verde, também chamado de
plástico verde.

1
O índice de inovação é medido através da receita proveniente de produtos lançados nos últimos 24 meses.
Produzido a partir da cana-de-açúcar, fonte renovável vegetal, essa inovação contribui para
a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE - Gases do Efeito Estufa).
O polietileno verde será lançado gradualmente a partir do quarto trimestre deste ano nas
embalagens de refil.

Nosso canal de vendas segue crescendo de forma vigorosa. Ao final do trimestre nossa
base consolidada de consultoras atingiu 1.118,9 mil, um crescimento de 19,2%. No Brasil
atingimos 941,9 mil consultoras, ampliação de 17,9%, reflexo da operação plena e
eficiente do modelo CNO (Consultora Natura Orientadora), totalmente implementado em
maio do ano passado. Nas operações internacionais, o avanço foi de 27,8%, com 177,7 mil
consultoras.

No Brasil, a receita líquida do 2T10 evoluiu 24,3%, atingindo R$ 1.190,8 milhões (no 1S10,
o crescimento foi de 23,4%, R$ 2.133,2 milhões). A margem EBITDA no 2T10 atingiu
28,9% versus 28,5% no 2T09 (no 1S10, margem de 28,6% versus 28,0% no ano
anterior). Nosso market share no mercado alvo foi de 23,7% no primeiro bimestre de
2010, uma evolução de 90 pontos bases de acordo com o SIPATESP/ABIHPEC2.

Os investimentos adicionais acumulados em marketing mix já somaram, desde o início do


plano de ação em 2008, R$ 281,0 milhões e têm sido financiados pelos ganhos de
produtividade, que representaram no mesmo período R$ 335,0 milhões.

Nas operações internacionais atuais tivemos evolução da receita líquida de 40,0% em


moeda local ponderada entre os 2T10 e 2T09. No semestre, o crescimento foi de 39,7%
em moeda local ponderada. Excluindo a Venezuela o crescimento foi de 43,3% no trimestre
e 43,1% no acumulado do ano em moeda local ponderada. As operações em consolidação
(Argentina, Chile e Peru) mostraram resultado positivo, alcançando R$ 5,4 milhões de
EBITDA - R$ 1,8 milhão no acumulado do ano. As operações em implantação (México e
Colômbia) apresentaram resultado negativo de R$ 6,4 milhões no 2T10 (R$ 14,0 milhões
negativos no 2T09). No 1º semestre 2010, as perdas atingiram R$ 12,8 milhões.

Conforme já divulgado estamos atuando de forma mais customizada em nossas operações


na América Latina. Para acelerar de forma sustentável nosso crescimento nestes mercados
aumentaremos os esforços na localização de conceitos e produtos adaptados aos
consumidores de cada geografia. Entre as diversas medidas, destacam-se: a
implementação de um modelo comercial (CNO) adaptado a cultura local previsto para 2011
e 2012; e a produção local terceirizada de parte de nosso portfólio, o que proporcionará
benefícios econômicos, com redução de custos, e ambientais, pela menor emissão de gases
de efeito estufa no transporte. O modelo adotado será de contratação de produtores locais
e não de manufatura própria. Nosso planejamento é iniciar a produção em pelo menos um
país até dezembro de 2010 e intensificar no próximo ano.

2
Sindicato da Indústria de Perfumarias de Artigos de Toucador do Estado de São Paulo/Associação Brasileira da Indústria de
Higiene Pessoal
2
Definimos como operações internacionais nossas atividades diretas na Argentina, Chile,
Peru, México, Colômbia, nossa atuação por meio de distribuidores na Bolívia e na América
Central, nossa operação na França e os gastos de nossa estrutura dedicada, hoje baseada
na Argentina, e projetos dedicados a essas iniciativas. Nestas operações temos 833
gerentes de relacionamento que administram 178 mil consultoras. Portanto, 213
consultoras por gerente no 2T10, um aumento de 26,7% em relação ao 2T09.

Sobre o endividamento da empresa, ao final do semestre, os empréstimos e


financiamentos somavam R$ 637,5 milhões, já incluindo a operação de alongamento de
dívida, por meio de emissão de R$ 350 milhões em debêntures simples, emitidas em maio
passado. Esta operação deve demanda para o dobro da oferta.

A Standard & Poor´s atribuiu ratings "brAAA" à Natura Cosméticos e à sua emissão de
debêntures. Vale ressaltar que foi a primeira vez que a Natura foi submetida a este
processo de avaliação. Em função dessa operação, a companhia tem hoje dois terços do
endividamento no longo prazo. O endividamento líquido de R$ 181,5 milhões ao final do
período representa 0,2x o EBITDA dos últimos 12 meses.

2. DESEMPENHO SOCIOAMBIENTAL

Ao longo dos anos, estabelecemos compromissos claros para a evolução dos nossos
indicadores de desempenho, como forma de aprimorar permanentemente a gestão da
sustentabilidade. Atualmente, acompanhamos 16 indicadores, que compõem o que
chamamos de orçamento socioambiental, conjunto relacionado aos temas prioritários para
a nossa sustentabilidade – Biodiversidade, Gases de Efeito estufa, Educação, Impacto de
produtos (resíduos sólidos), Qualidade das relações.

No segundo trimestre de 2010, destacamos a expressiva redução relativa de 4,1% nas


emissões de Gases causadores do Efeito Estufa, fruto de evoluções no processo de
logística, em especial, no modelo de transporte de produtos até o consumidor final e na
exportação para as operações internacionais. Também superamos a meta estipulada para
todo o ano de arrecadação do Programa Crer para Ver3 no Brasil, voltado para a melhoria
da qualidade do ensino público, o que demonstra a capacidade de mobilização de nosso
canal de vendas em torno da causa da educação, um dos nossos temas prioritários de
sustentabilidade.

3
Programa que investe em projetos que contribuem para a melhoria da educação pública no país com recursos obtidos pela
venda de seus recursos.
3
Indicador Compromisso 2009 Resultado 2009 Compromisso 2010 Resultado 1S10

Reduzir até 2011 em 33% as Reduzir até 2011 em 33% as


nossas emissões relativas de nossas emissões relativas de
Gases de efeito
GEE, levando em consideração -5,20% GEE, levando em consideração -4,10%
estufa
o inventário que realizamos em o inventário que realizamos
2006. em 2006.

0,527 litro/unidade Reduzir em 10% o consumo 0,515 litro/unidade


Consumo de água Não havia
faturada de água por unidade faturada. faturada

Arrecadar R$ 6 milhões com a


Arrecadar R$ 3,744 milhões
Arrecadação CPV R$ 3,77 milhões venda dos produtos do Crer R$ 6,15 milhões
com a venda de produtos.
Para Ver.

3. SETOR DE COSMÉTICOS, FRAGRÂNCIAS E HIGIENE PESSOAL NO BRASIL

O mercado alvo de cosméticos, fragrâncias e produtos de higiene pessoal no Brasil


continua apresentando bom desempenho. De acordo com as informações fornecidas pelo
SIPATESP/ABIHPEC, o mercado alvo apresentou crescimento de 12,7% no primeiro
bimestre deste ano, sendo que o segmento de cosméticos e fragrâncias cresceu 18,4% e
higiene pessoal cresceu 8,8% no bimestre. Nosso market share evoluiu de 22,8% do 1º
bimestre de 2009 para 23,7% no 1º bimestre de 2010.

O quadro abaixo apresenta a participação da Natura nos dois segmentos: cosméticos &
fragrâncias e higiene pessoal.

Mercado Alvo (R$ milhões) Market Share - Natura (%)

1B10 1B09 Var. % 1B10 1B09 Var. pp

Cosméticos e Fragrâncias 1.011,9 854,5 18,4% 38,7% 37,3% 1,4

Higiene Pessoal 1.383,8 1.271,6 8,8% 12,7% 12,0% 0,6

Total 2.395,7 2.126,1 12,7% 23,7% 22,8% 0,9

Fonte: SIPATESP

Segundo dados de 2009 divulgados pela EUROMONITOR4, o setor de cosméticos &


fragrância e produtos de higiene pessoal (CF&T) cresceu 14,7% no Brasil. A Natura
ampliou a liderança no mercado total de CF&T (alcançada em 2005) com 13,2% de market
share, um incremento de 30 pontos base no ano.

4
Dados EUROMONITOR medidos pelo total do mercado de HPP&C, a preços de varejo.
4
4. RESULTADO CONSOLIDADO

> Sumário Financeiro - Consolidado (R$ milhões)

2T10 2T09 Var % 6M10 6M09 Var %

Total de Consultoras - final do período*


1.118,9 938,8 19,2 1.118,9 938,8 19,2
(em milhares)

Unidades de produtos para revenda


98,5 89,4 10,2 98,5 89,4 10,2
(em milhões)

Receita Bruta 1.736,2 1.412,8 22,9 3.117,7 2.552,6 22,1

Receita Líquida 1.283,6 1.034,3 24,1 2.298,0 1.867,9 23,0

Lucro Bruto 883,6 732,5 20,6 1.586,3 1.304,6 21,6

Margem Bruta (%) 68,8% 70,8% -2,0 pp 69,0% 69,8% -0,8 pp

Despesas com Vendas (413,8) (365,1) 13,3 (762,6) (661,3) 15,3

Despesas Administrativas e Gerais (150,4) (137,0) 9,8 (277,4) (244,0) 13,7

Remuneração dos Administradores (2,8) (3,5) (18,0) (6,8) (7,5) na

Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas (12,4) 0,7 na (13,2) 0,6 na

Receitas / (Despesas) Financeiras, líquidas (12,8) (19,7) -34,9 (19,4) (12,8) 51,3

Lucro antes do IR/CSLL 291,5 208,0 40,1 506,9 379,5 33,6

Lucro Líquido 191,5 168,3 13,8 333,1 307,0 8,5

Margem Líquida (%) 14,9% 16,3% -1,4 pp 14,5% 16,4% -1,9 pp

EBITDA** 331,8 250,9 32,2 575,3 439,1 31,0

Margem EBITDA (%) 25,9% 24,3% 1,6 pp 25,0% 23,5% 1,5 pp

A receita líquida consolidada no 2T10 alcançou R$ 1.283,6 milhões, apresentando


crescimento de 24,1% em comparação ao 2T09 (R$ 2.298,0 milhões no 1S10 com
ampliação de 23,0%). No Brasil, a receita líquida foi de R$ 1.190,8 milhões no 2T10,
24,3% superior a do segundo trimestre do ano passado (R$ 2.133,2 milhões no 1S10 com
evolução de 23,4%).

No total das operações internacionais, a receita líquida foi de R$ 92,8 milhões no 2T10,
com um crescimento de 21,8% sobre 2T09 e 40,0% em moeda local ponderada (R$ 164,8
milhões no 2S10 com evolução de 18,2% e 39,7% em reais e em moeda local ponderada
respectivamente). A participação das operações internacionais na receita líquida
consolidada foi de 6,9% no 2T10 versus 7,0% no 2T09. No acumulado do semestre, a
participação permaneceu em 6,9%.

5
No Brasil, nossa base de consultoras, impulsionada pelo modelo CNO, segue apresentando
crescimento vigoroso, agora de 17,9%. A produtividade5 acumulada no ano elevou-se em
2,5% (R$ 4.498 em 2010 versus R$ 4.386 no ano anterior), em função de uma política
mais uniforme de aumento de preços, os bons lançamentos no período e as bem sucedidas
estratégias para as datas comemorativas – dia das mães e dos namorados.

O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) passou de 29,2% da receita líquida no 2T09 para
31,2% no 2T10, representando uma queda de 200 pontos base no lucro bruto. O aumento
no volume de perdas, decorrente da decisão de aumentar os estoques no segundo
semestre de 2009; a maior participação dos estojos de mães e namorados nas vendas; e o
efeito cambial desfavorável nas operações internacionais; justificam essa variação. No
semestre, o CPV passou de 30,2% em 2009 para 31,0% em 2010, impulsionado pelos
mesmos motivos.

O quadro abaixo exibe o custo aberto em seus principais componentes:

> Composição do CPV (% da Receita Líquida)

2T10 2T09 6M10 6M09

1
MP / ME 26,2 23,9 25,5 24,2

Mão Obra s/PLR 2,2 2,1 2,4 2,5

Depreciação 0,9 1,0 1,0 1,1

Outros 1,9 2,1 2,0 2,4

Total 31,2 29,2 31,0 30,2

(1) Matéria-prima e material de embalagem

As despesas com vendas reduziram-se em 310 pontos base no 2T10 em comparação


com o 2T09. Representavam 35,3% em 2T09 e passaram a 32,2% no 2T10. No acumulado
do ano, as despesas com vendas passaram de 35,4% no 1S09 para 33,2% no 1S10, com
redução de 220 pontos base. O investimento em marketing segue vigoroso, com ênfase no
suporte ao lançamento de produtos, treinamento e eventos para a força de vendas; que
devem se intensificar no segundo semestre deste ano. A maior eficiência na logística e a
redução de custos da Revista Natura, aliada a diluição das despesas internacionais,
também favorecidas pelo efeito cambial, levaram a redução dessas despesas como
percentual da receita líquida.

As despesas administrativas e gerais também apresentaram diluição de 140 pontos


base no trimestre (13,1% no 2T09 comparativamente a 11,7% da receita líquida no 2T10)
e de 90 pontos bases no semestre 13,0% no 1S09 e 12,1% no 1S10.

5
Produtividade medida a preços de varejo.
6
As outras despesas/receitas não operacionais no valor de R$ 12,4 milhões no 2T10,
R$ 13,2 milhões no acumulado do ano, devem-se ao complemento da provisão atuarial
sobre benefícios médicos aos aposentados e da realização de inventário físico da unidade
fabril e centros de distribuição, de acordo com a política vigente.

O lucro consolidado antes do IR/CSLL no 2T10 alcançou R$ 291,5 milhões, com um


crescimento de 40,1% em comparação ao 2T09. O lucro líquido consolidado foi de
R$ 191,5 milhões no 2T10 versus R$ 168,3 milhões no 2T09, com evolução de 13,8%. No
acumulado do ano (1S10), o lucro líquido consolidado alcançou R$ 333,1 milhões com
crescimento de 8,5% em relação ao primeiro semestre de 2009. Em 2009, observávamos
uma taxa efetiva de IR/CSLL inferior por conta da aceleração da amortização do ágio no
período, benefício que se encerrou no ano passado. Neste ano, a taxa efetiva aplicada é de
34,3%.

O EBITDA consolidado no 2T10 foi de R$331,8 milhões (R$250,9 milhões no 2T09), com
crescimento de 32,2%. A margem EBITDA passou de 24,3% no 2T09 para 25,9% no 2T10.
No semestre, o EBITDA alcançou R$ 575,3 milhões, com ampliação de 31% em relação ao
primeiro semestre de 2009. A margem também evoluiu passando de 23,5% para 25,0% no
1S10. Reiteramos o compromisso de manter um piso de 23,0% de margem EBITDA para
2010.

> EBITDA (R$ milhões)

2T10 2T09 Var % 6M10 6M09 Var %

Receita Líquida 1.283,6 1.034,3 24,1 2.298,0 1.867,9 23,0

(-) Custos e Despesas 979,4 806,6 21,4 1.771,7 1.475,7 20,1

EBIT 304,3 227,6 33,7 526,3 392,3 34,2

(+) Depreciação / amortização 27,6 23,3 18,3 49,0 46,8 4,8

EBITDA 331,8 250,9 32,2 575,3 439,1 31,0

> EBITDA pró-forma por bloco de operações (R$ milhões)

2T10 2T09 Var % 6M10 6M09 Var %

Brasil 343,8 273,2 25,8 610,7 483,2 26,4

Argentina, Chile e Peru 5,4 3,7 45,7 1,8 5,2 (64,6)

México, Venezuela e Colômbia (6,4) (14,0) (54,1) (12,8) (25,4) (49,6)

Outros Negócios Internacionais (10,8) (11,9) (8,6) (24,4) (24,0) 1,9

Total 331,8 250,9 32,2 575,3 439,1 31,0

7
> FLUXO DE CAIXA

> Fluxo de caixa consolidado resumido - (R$ milhões)

6M10 6M09 Var %

Lucro líquido 333,1 307,0 8,5

(+) Depreciações e amortizações 49,0 46,8 4,8

Geração interna de caixa 382,1 353,8 8,0

(Aumento) / Redução do Capital de Giro 60,6 (58,9) (203,0)

Itens não caixa (variação cambial) 4,5 (21,1) (121,3)

Geração operacional de caixa 447,2 273,9 63,3

Adições do imobilizado intangível (63,0) (46,6) 35,3

Geração de caixa livre* 384,2 227,3 69,1

(*) (Geração interna de caixa) +/- (variações no capital de giro e realizável e exigível a longo prazo) – (aquisições de ativo
imobilizado).

A geração interna de caixa no 1S10 foi de R$382,1 milhões, crescimento de 8,0%, reflexo
do lucro líquido que avançou 8,5% com o fim do benefício fiscal da amortização do ágio,
encerrado em 2009. Deste total, houve uma redução do capital de giro de R$ 60,6 milhões
e uma aplicação de R$ 63,0 milhões em imobilizado. Com isso, a geração de caixa livre
teve uma evolução de 69,1%, alcançando R$384,2 milhões em 2010.

Conforme divulgamos, os estoques já voltaram aos níveis do 1S09 e continuam apresentar


queda nos dias de cobertura. Seguimos trabalhando em medidas estruturais que visam:
maior flexibilidade e integração da cadeia de abastecimento, melhoria no processo de
planejamento contínuo e otimização da malha de distribuição, para o médio e longo prazo

Os impostos a recuperar voltam os patamares observados ao final do ano de 2009, reflexo


da eficácia de nossa atuação junto ao governo, que ainda trará redução no saldo nos
próximos trimestres.

Para o ano de 2010, mantemos a estimativa de investimento em CAPEX de R$ 250 milhões


focados em capacidade logística e sistemas de informação no Brasil.

8
5. DRE’s pró-forma

A margem de lucro auferida nas exportações do Brasil para as operações internacionais foi
subtraída do CPV das respectivas operações, demonstrando o real impacto dessas
subsidiárias no resultado consolidado da empresa. Desta forma, a Demonstração de
Resultados pró-forma Brasil apresenta somente o resultado das vendas realizadas no
mercado interno.
5.1 OPERAÇÃO BRASIL – DRE pró-forma

> Destaques Financeiros Pró-forma – Brasil (R$ milhões)

2T10 2T09 Var % 6M10 6M09 Var %

Total de Consultoras - final do período*


941,9 798,7 17,9 941,9 798,7 17,9
(em milhares)

Unidades de produtos para revenda


88,5 82,2 7,6 174,8 155,9 12,1
(em milhões)

Receita Bruta 1.618,9 1.317,1 22,9 2.909,8 2.376,9 22,4

Receita Líquida 1.190,8 958,0 24,3 2.133,2 1.728,4 23,4

Lucro Bruto 827,5 680,5 21,6 1.488,1 1.211,7 22,8

Margem Bruta (%) 69,5% 71,0% -1,5 pp 69,8% 70,1% -0,3 pp

Despesas com Vendas (363,8) (312,4) 16,5 (666,7) (564,4) 18,1

Despesas Administrativas e Gerais (132,0) (114,5) 15,3 (204,6) (174,3) 17,4

Remuneração dos Administradores (2,8) (3,5) (18,0) (6,8) (7,5) (9,1)

Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas (11,3) 1,0 (1207,0) (11,2) 1,4 (883,6)

Receitas / (Despesas) Financeiras, líquidas (12,4) (20,4) (39,0) (17,7) (12,7) 39,8

Lucro antes do IR/CSLL 305,2 230,8 32,2 546,6 426,5 28,1

Lucro Líquido 207,5 194,6 6,6 376,8 360,0 4,7

EBITDA 343,8 273,2 25,8 610,7 483,2 26,4

Margem EBITDA (%) 28,9% 28,5% 0,4 pp 28,6% 28,0% 0,7 pp

 O número de consultoras no Brasil alcançou 941,9 mil ao final do 2T10, com um


crescimento de 17,9% em comparação ao 2T09. Este crescimento reflete a
implementação completa do modelo CNO a partir de maio de 2009. No 2T09, o
modelo CNO foi implementado nas regiões Norte e Sul além de São Paulo Capital.

 Como destaque do plano de ação implementado em 2008, continuamos a observar o


incremento dos pedidos por meio da internet que superaram a marca de 84,0% do
total dos pedidos no trimestre, em comparação aos 68,6% em 2009.

9
5.2 OPERAÇÕES EM CONSOLIDAÇÃO (Argentina, Chile e Peru)

> Destaques Financeiros Pró-forma – Operações em consolidação


(Argentina, Chile, Peru) (R$ milhões)
2T10 2T09 Var % 6M10 6M09 Var %

Total de Consultoras - final do período*


123,7 101,0 22,5 123,7 101,0 22,5
(em milhares)

Unidades de produtos para revenda


6,8 5,2 32,1 12,4 9,7 28,2
(em milhões)

Receita Bruta 85,0 71,2 19,3 149,3 131,9 13,2

Receita Líquida 64,9 54,7 18,5 114,0 100,9 13,0

Lucro Bruto 40,1 37,9 5,9 68,8 67,8 1,5

Margem Bruta (%) 61,8% 69,2% -7,4 pp 60,4% 67,2% -6,8 pp

Despesas com Vendas (29,8) (29,7) 0,2 (57,1) (53,9) 5,9

Despesas Administrativas e Gerais (4,6) (5,3) (11,7) (9,4) (10,0) (6,0)

Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas (1,1) 0,2 - (2,0) 0,3 -

Receitas / (Despesas) Financeiras, líquidas (0,6) 0,5 - (0,3) (0,2) -

Lucro / (Prejuízo) antes do IR/CSLL 4,0 3,6 10,7 0,1 4,1 (96,7)

Lucro / (Prejuízo) Líquido 2,2 1,0 122,7 (3,0) (0,0) n/a

EBITDA 5,4 3,7 45,7 1,8 5,2 (64,6)

Margem EBITDA (%) 8,3% 6,7% 1,5 pp 1,6% 5,2% -3,6 pp

 Nas operações em consolidação, a receita líquida no 2T10 foi de R$ 64,9 milhões


com um crescimento de 34,3% em moeda local ponderada em relação ao 2T09. No
1S10 o crescimento foi de 32,7% em moeda local ponderada, atingindo R$114,0
milhões.

 O número de consultoras cresceu 23,3%, alcançando 123,7 mil ao final do 2T10.

 Neste segundo trimestre, essas operações voltaram a apresentar resultado positivo


com EBITDA de R$ 5,4 milhões no 2T10 versus R$ 3,7 milhões no 2T09; R$ 1,8
milhão no 1S10 versus R$5,2 milhões no 1S09. No trimestre a margem bruta
apresentou queda, o aumento de preço não foi suficiente para compensar a
desvalorização da cesta de moedas, este efeito, no entanto, foi mitigado pela
diluição das despesas com venda e administrativas e pela postergação de despesas
de marketing.

10
5.3 OPERAÇÕES EM IMPLANTAÇÃO (México, Colômbia)

> Destaques Financeiros Pró-forma – Operações em implantação


(México, Colômbia) (R$ milhões)
2T10 2T09 Var % 6M10 6M09 Var %

Total de Consultoras - final do período*


52,1 38,1 37,0 52,1 38,1 37,0
(em milhares)

Unidades de produtos para revenda


3,0 1,9 53,1 5,7 3,5 63,7
(em milhões)

Receita Bruta 27,7 20,2 37,4 50,2 36,1 39,0

Receita Líquida 23,9 17,6 36,0 43,3 31,6 37,2

Lucro Bruto 13,4 11,8 13,8 24,9 20,9 19,1

Margem Bruta (%) 56,2% 67,2% -11,0 pp 57,5% 66,2% -8,7 pp

Despesas com Vendas (17,1) (18,9) (9,9) (32,1) (35,3) (9,0)

Despesas Administrativas e Gerais (3,4) (6,9) (51,2) (6,5) (10,9) (40,1)

Outras Receitas / (Despesas) Operacionais, líquidas 0,0 (0,5) (106,1) 0,0 (1,2) -

Receitas / (Despesas) Financeiras, líquidas 0,2 0,3 (29,2) (1,4) 0,1 -

Lucro / (Prejuízo) antes do IR/CSLL (6,8) (14,3) (52,8) (15,1) (26,3) (42,6)

Lucro / (Prejuízo) Líquido (7,2) (15,2) (52,3) (16,0) (28,0) (42,8)

EBITDA (6,4) (14,0) (54,1) (12,8) (25,4) (49,6)

Margem EBITDA (%) -26,9% -79,8% 52,9 pp -29,6% -80,6% 50,9 pp

(*) Número de consultoras ao final do ciclo 8 de vendas.

 A receita líquida das operações em implantação alcançou R$ 23,9 milhões no 2T10


com crescimento de 62,5% em moeda local ponderada; no 1S10 o crescimento foi
de 67,0% em moeda local (desconsiderando a Venezuela), atingindo R$43,3
milhões.

 O número de consultoras cresceu 37,0%, alcançando 52,1 mil ao final do 2T10.

 Estas operações apresentaram EBITDA negativo de R$ 6,4 milhões no 2T10


comparado aos R$14,0 milhões também negativos no 2T09. No 1S10 o EBITDA
atingiu R$12,8 milhões desfavorável em comparação a R$25,4 milhões no ano
anterior. Em 2009 os resultados foram impactados pelo encerramento das nossas
operações na Venezuela. No trimestre a margem bruta sofreu retração em função da
desvalorização da cesta de moedas.

11
5.4 OUTROS INVESTIMENTOS INTERNACIONAIS

Os outros investimentos na área internacional registraram prejuízo (EBITDA) de R$ 10,8


milhões no 2T10 contra R$11,9 milhões no 1T09. No acumulado o prejuízo foi de R$24,4
milhões no 1S10 e de R$24,2 milhões no 1S09.

Em 2010, esses investimentos são compostos pela nossa operação na França e pelos
projetos e despesas da estrutura corporativa da América Latina, sediada em Buenos Aires e
cuja equipe ainda está em formação. Em 2009 o investimento contempla a operação
França e os gastos para a desativação do projeto Estados Unidos.

6. DIVIDENDOS

O Conselho de Administração da companhia, em reunião realizada em 21 de julho de 2010,


aprovou proposta da diretoria e “ad referendum” da Assembléia Geral Ordinária a ser
realizada em 2011, o pagamento, em 12 de agosto de 2010, de dividendos referentes aos
resultados auferidos no primeiro semestre de 2010 e juros sobre o capital próprio
referentes ao período de janeiro a julho de 2010, no montante de R$ 253,9 milhões e
R$ 35,4 milhões (R$ 30,1 milhões, líquidos de imposto de rendas na fonte),
respectivamente.

Esses dividendos e juros sobre o capital próprio, somados, referentes ao primeiro semestre
de 2010 representarão uma remuneração líquida de R$ 0,6597 por ação a ser paga em 12
de agosto de 2010 para os acionistas na posição de 27 de julho de 2010, sendo que a
partir de 28 de julho de 2010, as ações da companhia serão negociadas “ex” dividendos e
“ex” JCP. Os juros sobre o capital próprio serão contabilizados em 31 de julho de 2010.

12
> TELECONFERÊNCIA & WEBCAST

Português: Sexta-feira, 23 de julho de 2010


10h00 – horário de Brasília

Inglês: Sexta-feira, 23 de julho de 2010


12h00 – horário de Brasília

Participantes do Brasil: +55 11 4688-6341


Participantes dos EUA: Toll Free +1 800 860-2442
Participantes de outros países: +1 412 858-4600
Senha para os participantes: Natura

Transmissão ao vivo pela internet: www.natura.net/investidor

> RELAÇÕES COM INVESTIDORES

Telefone: (11) 4196-1421


Helmut Bossert, helmutbossert@natura.net
Patrícia Anson, patriciaanson@natura.net
Bruno Caloi, brunocaloi@natura.net

13
> Demonstrações consolidadas condensadas do resultado

em R$ milhões - Exceto lucro líquido por ação 2T10 2T09 6M10 6M09

OPERAÇÕES CONTINUADAS
RECEITA LÍQUIDA 1.283,6 1.034,3 2.298,0 1.867,9
Custo das vendas (400,1) (301,8) (711,8) (563,4)

LUCRO BRUTO 883,6 732,5 1.586,2 1.304,6

Despesas operacionais (566,9) (505,6) (1.046,8) (912,9)


Receitas (despesas) financeiras, líquidas (12,8) (19,7) (19,4) (12,8)
Outras despesas operacionais, líquidas (12,4) 0,7 (13,2) 0,6

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA


E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 291,5 207,9 506,9 379,5

Imposto de renda e contribuição social (100,0) (39,7) (173,9) (72,5)

LUCRO LÍQUIDO DO TRIMESTRE DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 191,5 168,2 333,1 307,0

Atribuível a:
Acionistas da Sociedade 191,5 168,2 333,1 307,0
Não controladores - - - -

LUCRO POR AÇÃO - R$


Básico 0,4448 0,3915 0,7738 0,7146
Diluído 0,4428 0,3907 0,7704 0,7133

14
> Balanço patrimonial em 30/06/2010 e 31/12/2009 (consolidado condensado)

ATIVO Jun/10 Dez/09 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Jun/10 Dez/09

CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 456,0 500,3 Empréstimos e financiamentos 155,8 569,4
Contas a receber de clientes 437,1 452,9 Fornecedores e outras contas a pagar 260,2 255,5
Estoques 541,0 509,6 Salários, participações nos resultados e encargos sociais 127,1 130,8
Impostos a recuperar 146,6 191,2 Obrigações tributárias 452,8 341,3
Outros créditos 59,2 62,5 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas - 1,5
Total do ativo circulante 1.639,9 1.716,4 Instrumentos financeiros derivativos 2,2 8,7
Outras obrigações 38,8 30,0
NÃO CIRCULANTE Total do passivo circulante 1.037,0 1.337,1
Impostos a recuperar 112,7 63,9
Imposto de renda e contribuição social diferidos 160,7 146,1 NÃO CIRCULANTE
Depósitos judiciais 278,9 232,4 Empréstimos e financiamentos 481,7 135,0
Outros ativos financeiros 8,2 7,4 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 117,8 120,0
Imobilizado 488,3 492,3 Outras obrigações 16,0 9,3
Intangível 87,2 82,7 Total do passivo não circulante 615,5 264,3
Total do ativo não circulante 1.135,9 1.024,9
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social 409,8 404,3
Reservas de capital 144,9 143,0
Reservas de lucros 256,3 253,7
Ações em tesouraria (0,0) (0,0)
Dividendo adicional proposto - 357,6
Lucros acumulados 332,3 -
Outros resultados abrangentes (20,0) (18,7)
Total do patrimônio líquido 1.123,3 1.139,8

PARTICIPAÇÃO DOS NÃO CONTROLADORES


NOS PATRIMÔNIOS LÍQUIDOS DAS CONTROLADAS 0,0 0,0
Total do patrimônio líquido 1.123,3 1.139,8

TOTAL DO ATIVO 2.775,8 2.741,2 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.775,8 2.741,2

15
> Demonstrações consolidadas condensadas dos fluxos de caixa.

em R$ milhões 6M10 6M09

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS


LUCRO LÍQUIDO DO TRIMESTRE 333,1 307,0

Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa gerado pelas atividades operacionais:

Depreciações e amortizações 49,0 46,7


Provisão decorrente dos contratos de operações com derivativos "swap" e "forward" (7,9) (6,0)
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (1,4) 8,3
Imposto de renda e contribuição social diferidos (14,5) (18,5)
Perda na venda de ativo imobilizado e intangível 11,5 5,5
Juros e variação cambial sobre empréstimos e financiamentos e outros passivos (1,0) (5,6)
Despesas com planos de outorga de opções de compra de ações 3,8 1,6
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 2,8 2,4
Provisão para perdas nos estoques 21,8 (2,3)
Subtotal 397,2 339,0

(AUMENTO) REDUÇÃO DOS ATIVOS


Circulante:
Contas a receber de clientes 13,0 98,9
Estoques (53,3) (94,5)
Impostos a recuperar 44,6 -
Outros ativos 3,3 (6,3)
Não circulante:
Depósitos judiciais (46,6) (4,0)
Impostos a recuperar (48,8) (49,1)
Outros ativos (0,7) 2,1
Subtotal (88,4) (52,9)
- -
AUMENTO (REDUÇÃO) DOS PASSIVOS
Circulante:
Fornecedores e outras contas a pagar 4,8 33,3
Salários, participações nos resultados e encargos sociais (3,7) (20,4)
Obrigações tributárias 190,8 48,0
Outros passivos 8,8 (9,3)
Não circulante:
Outros passivos 4,4 (9,5)
Subtotal 205,1 42,2

OUTROS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS:


Pagamentos de imposto de renda e contribuição social (79,3) (69,2)
Pagamentos de operações com derivativos 1,4 9,0
Pagamento de juros sobre empréstimos e financiamentos (19,2) (9,2)

CAIXA LÍQUIDO GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 416,8 258,9

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Adições de imobilizado e intangível (63,0) (46,6)
Recebimento pela venda de imobilizado e intangível 2,1 -

CAIXA LÍQUIDO UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (60,9) (46,6)

FLUXO DE CAIXA UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO


Amortização de empréstimos e financiamentos - principal (546,0) (254,3)
Captações de empréstimos e financiamentos 497,6 280,3
Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (357,6) (303,1)
Aumento de capital por subscrição 5,5 9,7

CAIXA LÍQUIDO (UTILIZADO) NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (400,5) (267,4)

Efeito de variação cambial sobre o caixa e equivalentes de caixa 0,3 0,1

AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (44,3) (54,9)

Saldo inicial do caixa e equivalentes de caixa 500,3 350,5


Saldo final do caixa e equivalentes de caixa 456,0 295,6

AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (44,3) (54,9)

16
O EBITDA não é uma medida utilizada nas práticas contábeis adotadas no Brasil, não representado o fluxo de caixa para os
períodos apresentados. Também não deve ser considerado como uma alternativa ao lucro líquido na qualidade de indicador
do desempenho operacional ou uma alternativa ao fluxo de caixa na qualidade de indicador de liquidez. O EBITDA não tem
um significado padronizado e sua definição na Sociedade, eventualmente, pode não ser comparável ao LAJIDA ou EBITDA
definido por outras companhias. Ainda que o EBITDA não forneça, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil,
uma medida do fluxo de caixa, a Administração o utiliza para mensurar o desempenho operacional da Sociedade.
Adicionalmente, entendemos que determinados investidores e analistas financeiros utilizam o EBITDA como indicador do
desempenho operacional de uma companhia e/ou de seu fluxo de caixa.

Este relatório contém informações futuras. Tais informações não são apenas fatos históricos, mas refletem os desejos e as
expectativas da direção da Natura. As palavras "antecipa", "deseja", "espera", "prevê", "pretende", "planeja", "prediz",
"projeta", "almeja" e similares, pretendem identificar afirmações que, necessariamente, envolvem riscos conhecidos e
desconhecidos. Riscos conhecidos incluem incertezas, que não são limitadas ao impacto da competitividade dos preços e
produtos, aceitação dos produtos no mercado, transições de produto da Companhia e seus competidores, aprovação
regulamentar, moeda, flutuação da moeda, dificuldades de fornecimento e produção e mudanças na venda de produtos,
dentre outros riscos. Este relatório também contém algumas informações “proforma”, elaboradas pela Companhia a título
exclusivo de informação e referência, portanto, são grandezas não auditadas. Este relatório está atualizado até a presente
data e a Natura não se obriga a atualizá-lo mediante novas informações e/ou acontecimentos futuros

*****

2010-0645A

17
(Convenience Translation into English from
the Original Previously Issued in Portuguese)

Natura Cosméticos S.A.


Consolidated Condensed Financial Statements
for the Quarter Ended June 30, 2010 and
Independent Accountants’ Review Report

Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes


timbrado Deloitte Touche Tohmatsu
Rua José Guerra, 127
04719-030 - São Paulo - SP
Brasil

Tel.: +55 (11) 5186-1000


Fax: +55 (11) 5181-2911
www.deloitte.com.br

(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

INDEPENDENT ACCOUNTANTS’ REVIEW REPORT

To the Management and Shareholders of


Natura Cosméticos S.A.
São Paulo - SP

1. We have reviewed the consolidated condensed financial statements of Natura Cosméticos


S.A. (the “Company”) for the quarter ended June 30, 2010, consisting of the consolidated
condensed balance sheet, the consolidated condensed statements of income, comprehensive
income, changes in shareholders’ equity and cash flows, the related notes and the
performance report, prepared under the responsibility of the Company’s Management.

2. Our review was conducted in accordance with specific standards established by the
Brazilian Institute of Independent Auditors (IBRACON), together with the Brazilian Federal
Accounting Council (CFC), and consisted, principally, of: (a) inquiries of and discussions
with certain officials of the Company and its subsidiaries who have responsibility for
accounting, financial and operating matters about the main criteria adopted in the
preparation of the consolidated condensed financial statements; and (b) review of the
information and subsequent events that had, or might have had, material effects on the
financial position and results of operations of the Company and its subsidiaries.

3. Based on our review, we are not aware of any material modifications that should be made to
the consolidated condensed financial statements referred to in paragraph 1 for them to be in
conformity with International Accounting Standard - IAS 34 - Interim Financial Reporting,
issued by the International Accounting Standards Board - IASB.

4. The accompanying consolidated condensed financial statements have been translated into
English for the convenience of readers outside Brazil.

São Paulo, July 21, 2010

DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Edimar Facco


Auditores Independentes Engagement Partner

Deloitte refers to one or more of Deloitte Touche Tohmatsu, a Swiss Verein, and its network of member firms, Member of
each of which is a legally separate and independent entity. Please see www.deloitte.com/about for a detailed Deloitte Touche Tohmatsu
description of the legal structure of Deloitte Touche Tohmatsu and its member firms.
(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

NATURA COSMÉTICOS S.A.

CONSOLIDATED CONDENSED BALANCE SHEETS AS OF JUNE 30, 2010 AND DECEMBER 31, 2009
(In thousands of Brazilian reais - R$)

ASSETS Note 06/30/2010 12/31/2009 LIABILITIES AND SHAREHOLDERS' EQUITY Note 06/30/2010 12/31/2009

CURRENT ASSETS CURRENT LIABILITIES


Cash and cash equivalents 4 456,035 500,294 Loans and financing 12 155,818 569,366
Trade accounts receivable 5 437,088 452,868 Trade and other payables 13 260,220 255,456
Inventories 6 541,045 509,551 Payroll, profit sharing and related taxes 127,123 130,792
Recoverable taxes 7 146,579 191,195 Taxes payable 14 452,803 341,306
Other receivables 59,185 62,454 Reserve for tax, civil and labor risks 15 - 1,465
Total current assets 1,639,932 1,716,362 Derivatives 3 2,190 8,652
Other payables 38,838 30,045
NONCURRENT ASSETS Total current liabilities 1,036,992 1,337,082
Recoverable taxes 7 112,681 63,931
Deferred income tax and social contribution 8 160,693 146,146 NONCURRENT LIABILITIES
Escrow deposits 9 278,910 232,354 Loans and financing 12 481,721 134,992
Other financial assets 10 8,160 7,429 Reserve for tax, civil and labor risks 15 117,828 119,980
Property, plant and equipment 11 488,252 492,256 Other payables 22.2 15,995 9,342
Intangible assets 11 87,163 82,740 Total noncurrent liabilities 615,544 264,314
Total noncurrent assets 1,135,859 1,024,856
SHAREHOLDERS' EQUITY
Capital 16.a 409,783 404,261
Capital reserves 144,946 142,993
Earnings reserves 256,317 253,693
Treasury shares 16.c (14) (14)
Proposed additional dividends 16.b - 357,611
Retained earnings 332,265 -
Other comprehensive income (expenses) (20,043) (18,723)
Total equity attributable to controlling shareholders 1,123,254 1,139,821

MINORITY INTERESTS 1 1
Total shareholders' equity 1,123,255 1,139,822

TOTAL ASSETS 2,775,791 2,741,218 TOTAL LIABILITIES AND SHAREHOLDERS' EQUITY 2,775,791 2,741,218

The accompanying notes are an integral part of these consolidated condensed financial statements.

2
(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

NATURA COSMÉTICOS S.A.

CONSOLIDATED CONDENSED STATEMENTS OF INCOME


FOR THE QUARTER AND SIX-MONTH PERIODS ENDED JUNE 30, 2010 AND 2009
(In thousands of Brazilian reais - R$, except earnings per share)

04/01 to 04/01 to 01/01 to 01/01 to


Note 06/30/2010 06/30/2009 06/30/2010 06/30/2009

CONTINUING OPERATIONS

NET OPERATING REVENUE 18 1,283,629 1,034,266 2,298,009 1,867,918


Cost of sales (400,074) (301,789) (711,795) (563,366)

GROSS PROFIT 883,555 732,477 1,586,214 1,304,553


Operating expenses 19 (566,914) (505,579) (1,046,760) (912,876)
Financial expenses, net 23 (12,806) (19,662) (19,372) (12,807)
Other operating (expenses) income, net (12,365) 697 (13,154) 581

INCOME BEFORE INCOME TAX


AND SOCIAL CONTRIBUTION 291,470 207,933 506,928 379,451
Income tax and social contribution 8.b (99,974) (39,709) (173,876) (72,479)

NET INCOME FOR THE QUARTER/SIX-MONTH PERIOD


FROM CONTINUING OPERATIONS 191,496 168,224 333,052 306,971

Attributable to:
Owners of the Company 191,496 168,224 333,052 306,971
Minority interests - - - -

EARNINGS PER SHARE - R$


Basic 24.1 0.4448 0.3915 0.7738 0.7146
Diluted 24.2 0.4428 0.3907 0.7704 0.7133

The accompanying notes are an integral part of these consolidated condensed financial statements.

3
(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

NATURA COSMÉTICOS S.A.

CONSOLIDATED CONDENSED STATEMENTS OF COMPREHENSIVE INCOME


FOR THE QUARTER AND SIX-MONTH PERIODS ENDED JUNE 30, 2010 AND 2009
(In thousands of Brazilian reais - R$)

04/01 to 04/01 to 01/01 to 01/01 to


06/30/2010 06/30/2009 06/30/2010 06/30/2009

NET INCOME FROM CONTINUING OPERATIONS 191,496 168,224 333,052 306,971


Other comprehensive income (expenses)-
Losses adjustment from translation of financial
statements of foreign subsidiaries (2,360) (9,188) (1,320) (12,707)
Total comprehensive income (expenses) 189,136 159,036 331,732 294,264

Total comprehensive income (expenses) attributable to:


Owners of the Company 189,136 159,036 331,732 294,264
Minority interests - - - -

The accompanying notes are an integral part of these consolidated condensed financial statements.

4
(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

NATURA COSMÉTICOS S.A.

CONSOLIDATED CONDENSED STATEMENTS OF CHANGES IN SHAREHOLDERS' EQUITY


FOR THE SIX-MONTH PERIODS ENDED JUNE 30, 2010 AND 2009
(In thousands of Brazilian reais - R$, except value per share)

Capital reserves Shareholders'


Tax incentive Retained equity
reserve Additional Earnings reserves Proposed earnings Other attributable to Total
Share Investment paid-in Tax Profit Treasury additional (accumulated comprehensive controlling Minority shareholders'
Note Capital premium grants capital Legal incentives retention shares dividend losses) income (expenses) shareholders interests equity

SIX-MONTH PERIOD ENDED JUNE 30, 2009

BALANCES AS OF DECEMBER 31, 2008 391,423 101,853 17,378 19,423 18,650 1,816 155,018 (369) 311,680 (7,924) 5,161 1,014,109 1 1,014,110

Net income - - - - - - - - - 306,971 - 306,971 - 306,971


Other comprehensive income (expenses) - - - - - - - - - - (12,707) (12,707) - (12,707)
Total comprehensive income (expenses) - - - - - - - - - 306,971 (12,707) 294,264 - 294,264
Dividends and interest on capital for 2008 approved by the Annual Shareholders' Meeting held on March 23, 2009 - - - - - - - - (311,680) - - (311,680) - (311,680)
Capital increase through subscription of shares 16.a 9,743 - - - - - - - - - - 9,743 - 9,743
Absorption of accumulated losses with earnings retention reserve - - - - - - (7,924) - - 7,924 - - - -
Changes in stock option plans:
Grant of stock options 21 - - - 1,527 - - - - - - - 1,527 - 1,527
Exercise of stock options 21 - 1,871 - (1,871) - - - 339 - - - 339 - 339
Interim dividends - R$0.50 per share - - - - - - - - - (215,152) - (215,152) - (215,152)

BALANCES AS OF JUNE 30, 2009 401,166 103,724 17,378 19,079 18,650 1,816 147,094 (30) - 91,819 (7,546) 793,150 1 793,151

SIX-MONTH PERIOD ENDED JUNE 30, 2010

BALANCES AS OF DECEMBER 31, 2009 404,261 103,620 17,378 21,995 18,650 4,961 230,082 (14) 357,611 - (18,723) 1,139,821 1 1,139,822

Net income - - - - - - - - - 333,052 - 333,052 - 333,052


Other comprehensive income (expenses) - - - - - - - - - - (1,320) (1,320) - (1,320)
Total comprehensive income (expenses) - - - - - - - - - 333,052 (1,320) 331,732 - 331,732
Capital increase through subscription of shares 16.a 5,522 - - - - - - - - - - 5,522 - 5,522
Changes in stock option plans:
Grant of stock options 21 - - - 3,791 - - - - - - - 3,791 - 3,791
Exercise of stock options 21 - - - (1,838) - - - - - 1,838 - - - -
Dividends and interest on capital for 2009 approved by the Annual Shareholders' Meeting held on April 6, 2010 - - - - - - - - (357,611) - - (357,611) - (357,611)
Retention of tax incentive reserve - - - - - 2,623 - - - (2,623) - - - -

BALANCES AS OF JUNE 30, 2010 409,783 103,620 17,378 23,948 18,650 7,584 230,082 (14) - 332,267 (20,043) 1,123,254 1 1,123,255

The accompanying notes are an integral part of these consolidated condensed financial statements.

5
(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

NATURA COSMÉTICOS S.A.

CONSOLIDATED CONDENSED STATEMENTS OF CASH FLOWS


FOR THE SIX-MONTH PERIODS ENDED JUNE 30, 2010 AND 2009
(In thousands of Brazilian reais - R$)

Note 06/30/2010 06/30/2009

CASH FLOW FROM OPERATING ACTIVITIES


Net income 333,052 306,971
Adjustments to reconcile net income to net cash provided by operating activities:
Depreciation and amortization 11 49,036 46,704
Reserve for losses on swap and forward contracts 3 (7,879) (6,034)
Reserve for tax, civil and labor contingencies (1,355) 8,312
Deferred income tax and social contribution 8.a (14,547) (18,538)
Gain on sale on property, plant and equipment and intangible assets 11,451 5,518
Interest and exchange rate change on loans and financing and other liabilities (992) (5,604)
Expenses on stock options plans 3,791 1,573
Allowance for doubtful accounts 5 2,812 2,409
Allowance (reversal) for inventory losses 6 21,849 (2,345)
Subtotal 397,218 338,966

(INCREASE) DECREASE IN ASSETS


Current:
Trade accounts receivable 12,968 98,906
Inventories (53,343) (94,532)
Recoverable taxes 44,616 -
Other receivables 3,269 (6,299)
Noncurrent:
Escrow deposits (46,556) (3,978)
Recoverable taxes (48,750) (49,096)
Other receivables (652) 2,122
Subtotal (88,448) (52,877)

INCREASE (DECREASE) IN LIABILITIES


Current:
Domestic and foreign suppliers 4,764 33,310
Payroll, profit sharing and related charges, net (3,669) (20,377)
Taxes payable, net 190,836 47,956
Other payables 8,793 (9,264)
Noncurrent:
Reserve for tax, civil and labor contingencies (2,262)
Other payables 6,653 (9,465)
Subtotal 205,115 42,160

OTHER CASH FLOWS FROM OPERATING ACTIVITIES


Payments of income tax and social contribution (79,339) (69,211)
Gains on derivatives 1,417 8,994
Payment of interest on loans and financing (19,156) (9,170)

NET CASH PROVIDED BY OPERATING ACTIVITIES 416,807 258,862

CASH FLOW FROM INVESTING ACTIVITIES


Acquisition of property, plant and equipment and intangible assets 11 (63,025) (46,570)
Proceeds from sale of property, plant and equipment and intangible assets 2,119 -

NET CASH USED IN INVESTING ACTIVITIES (60,906) (46,570)

CASH FLOW FROM FINANCING ACTIVITIES


Payments of loans and financing - principal (546,009) (254,319)
Funds of loans and financing 497,646 280,299
Payment of dividends and interest on capital (357,611) (303,076)
Capital increase through subscription of shares 16.a 5,522 9,743

NET CASH USED IN FINANCING ACTIVITIES (400,452) (267,353)

Gains on translation of foreign-currency cash and cash equivalents 292 126

DECREASE IN CASH AND CASH EQUIVALENTS (44,259) (54,935)

Cash and cash equivalents at beginning of period 500,294 350,497


Cash and cash equivalents at end of period 456,035 295,562

DECREASE IN CASH AND CASH EQUIVALENTS (44,259) (54,935)

Additional statements of cash flows information:


Guaranteed accounts limits without utilization 242,145 242,145
Restricted cash (notes 10 and 15) 5,849 5,530

The accompanying notes are an integral part of these consolidated condensed financial statements.

6
(Convenience Translation into English from the Original Previously Issued in Portuguese)

NATURA COSMÉTICOS S.A.

NOTES TO THE CONSOLIDATED CONDENSED FINANCIAL STATEMENTS


FOR THE QUARTER ENDED JUNE 30, 2010
(Amounts in thousands of Brazilian reais - R$, unless otherwise stated)

1. OPERATIONS

Natura Cosméticos S.A. (the “Company”) is a publicly-traded company, headquartered in


Itapecerica da Serra, São Paulo State, registered with São Paulo Stock Exchange
(BM&FBOVESPA).

The Company’s and its subsidiaries’ activities include the development, production,
distribution and sale, substantially through direct sales by Natura Beauty Consultants, of
cosmetics, fragrances, and hygiene products. The Company also holds equity interests in
other companies in Brazil and abroad.

These consolidated condensed financial statements were approved for issuance by the Board
of Directors at the meeting held on July 21, 2010.

2. SUMMARY OF SIGNIFICANT ACCOUNTING PRACTICES

The significant accounting practices applied to these consolidated condensed interim


financial statements, except when otherwise indicated, were consistently applied with the
year ended December 31, 2009, as disclosed in notes 2 and 3 to the annual consolidated
financial statements of the Company for the year ended December 31, 2009, in conformity
with International Financial Reporting Standards - IFRS, disclosed on February 24, 2010.

The consolidated condensed interim financial statements are being presented and disclosed
in conformity with IAS 34 - Interim Financial Reporting. This information, in condensed
presentation, does not include all the presentation and disclosure requirements of the annual
consolidated financial statements, and, therefore, should be read together with the
Company’s consolidated annual financial statements for the year ended December 31, 2009,
disclosed on February 24, 2010.

3. FINANCIAL RISK MANAGEMENT

3.1. General considerations and policy

The Company and its subsidiaries enter into transactions involving financial
instruments, all of which recorded in the financial statements, for the purpose of
maintaining their investment capacity and growth strategy. The Company and its
subsidiaries contract cash investments, loans and financing, as well as derivatives.

7
Natura Cosméticos S.A.

Risks and the financial instruments are managed through the definition of policies and
strategies and implementation of control systems, defined by the Company’s Finance
Committee and Board of Directors, which establish foreign exchange exposure limits
and allocate funds in financial institutions. The compliance of the treasury area’s
positions in financial instruments, including derivatives, in relation to these policies, is
presented and assessed on a monthly basis by the Finance Committee and
subsequently submitted to the analysis of the Audit Committee, the Executive
Committee and the Board of Directors.

The treasury area’s procedures defined by the current policy include monthly
projection and assessment of the Company’s and its subsidiaries’ consolidated foreign
exchange exposure, on which Management’s decision-making is based.

The “Cash Investments Policy” established by the Company’s Management elects the
financial institutions with which contracts can be entered into and defines limits for
the amounts to be invested in each financial institution.

As of June 30, 2010 and December 31, 2009, all foreign currency-denominated loans
and financing were hedged against currency fluctuations by a swap derivative contract
to hedge the related transactions.

The Company and its subsidiaries do not use derivatives for speculative purposes.

3.2. Derivative policy

Foreign exchange risks

The Company’s and its subsidiaries’ activities expose them to several financial risks:
market risk (including currency risk, interest rate risk and price risk), credit risk and
liquidity risk. The Company’s overall risk management program is focused on the
unpredictability of financial markets and seeks to minimize potential adverse effects
on the financial performance, using derivatives to protect certain risk exposures.

Risk management is carried out by the Company’s central treasury, and policies must
be approved by the Internal Committees and by the Board of Directors. The treasury
identifies, assesses and hedges the Company against possible financial risks in
cooperation with the Company’s operational units.

a) Market risk

The Company is exposed to market risks arising from its business activities. These
market risks comprise mainly possible changes in foreign exchange and interest
rates.

i) Currency risk

Due to different types of financial liabilities assumed by the Company in


foreign currencies, an “Exchange Rate Hedging Policy” was implemented,
establishing exposure limits linked to these risks.

8
Natura Cosméticos S.A.

The Policy considers foreign currency-denominated amounts from receivables


and payables related to commitments already assumed and recorded in the
financial statements based on the Company’s operations, and future cash
flows, with average maturity of six months, not yet recorded in the balance
sheet arising from: (1) purchase of inputs for manufacturing products;
(2) machinery and equipment import; and (3) investments in foreign
subsidiaries in their related currencies.

For exchange rate exposure, the Company contracts derivative (swaps) and
Non Deliverable Forward (NDF) transactions. The “Exchange Rate Hedging
Policy” establishes that the hedge contracted by the Company should limit
loss due to exchange rate depreciation related to the net income estimated for
the current year considering the expected depreciation of the U.S. dollar. This
limit defines the ceiling, or maximum exchange rate the Company may be
exposed.

As of June 30, 2010 and December 31, 2009, the consolidated exchange rate
exposure is as follows:

06/2010 12/2009

Assets position-
Trade accounts receivable (1) 3,972 3,386
Total assets 3,972 3,386

Liabilities position:
Loans and financing (3) (84,685) (142,649)
Trade accounts payable (4) (4,035) (4,409)
Total liabilities (88,720) (147,058)
Total exposure (84,748) (143,672)

(-) Derivative instruments (2) 194,110 186,654


Net exposure 109,362 42,982

(1) Trade accounts receivable: refer to receivables related to the Company’s


exports, excluding its foreign subsidiaries, maintained in their functional
currencies.

(2) Derivative instruments: swap and forward outstanding contracts, stated


below, maturing between July 2010 and December 2017, were signed by
the counterparts represented by banks Bradesco (36%), Brasil (3%),
HSBC (43%) and BTG Pactual (18%) and are as follows:

9
Natura Cosméticos S.A.

Liabilities
Notional value at fair value
Type of transaction 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009

Swaps (2.1) 85,195 133,003 (1,296) (8,430)


Forwards (2.1) - 187 - (8)
Operating forwards (2.2) 108,915 53,464 (894) (214)
194,110 186,654 (2,190) (8,652)

As of June 30, 2010, the notional value totaling R$194,110 (R$186,654 as


of December 31, 2009) represents the assets of derivative financial
instruments contracted to hedge the exposure of the Company and its
subsidiaries liabilities to foreign exchange risks, as detailed in item 3.4.
The liabilities balance refer to the net adjustment payable, calculated at
fair value as of June 30, 2010 and December 31, 2009 of outstanding
derivatives contracted by the Company and its subsidiaries effective at the
balance sheet dates.

(2.1) For financial exchange rate exposures, generated by loans and


financing denominated in foreign currency, the Company and its
subsidiaries have contracted swap and forward transactions aiming
to mitigate exchange rate risks these loans and financing are subject
to. Swap transactions consist of swapping the exchange rate change
by a percentage of Interbank Deposit Rate (CDI) floating rate.
Forward transactions establish a future parity between the Brazilian
real and foreign currency based on their equivalence when
contracted, adjusted by a fixed interest rate.

(2.2) For operating forwards, related to future flows, forward transactions


are contracted.

(3) Loans and financing: refer to loans and financing payables denominated
in foreign currency. As of June 30, 2010, the amount of R$84,685 is
denominated in U.S. dollar (US$47,008 thousand).

(4) Trade accounts payable: refer to balances payable in foreign currency due
to trade accounts payable.

ii) Interest rate risk

The Company’s and its subsidiaries’ interest rate risk arises on short-term
investments and long-term loans. The Company’s Management adopts the
policy of maintaining its rates of exposure to asset and liability interest rates
linked to floating rates. Short-term investments and loans and financing,
except when contracted as long-term interest rate (TJLP), are adjusted by CDI
floating rate, pursuant to contracts entered into with financial institutions.

The Company contracts swaps to mitigate the risks of loan and financing
transactions with indices different from the CDI floating rate.

10
Natura Cosméticos S.A.

iii) Sensitivity analysis

Foreign exchange risk

For the sensitivity analysis of derivatives, the Company’s Management


understands it is necessary to take into consideration corresponding liabilities
recorded in the balance sheet as linked operations, as follows:

Total loans and financing in foreign currency 84,685


Derivatives calculated at notional value (85,195)
Net exposure (510)

Similarly, the Company considers that part of operating derivatives, totaling


R$54,687, should not be included in the sensitivity analysis as of June 30,
2010 as they were liquidated in July 1, 2010 and recorded a loss of R$919.

Thus, the sensitivity analysis will be applied only to the amount of R$54,228
as a result of the aforementioned considerations.

Probable Possible Remote


Exposure Company’s risk scenario scenario scenario

Financial Decrease in U.S. dollar rate 4 102 170


Operating Decrease in U.S. dollar rate (376) (10,846) (18,076)
(372) (10,744) (17,906)

The probable scenario reflects BM&FBOVESPA quotation as of June 30,


2010 (R$1.79/US$). Considering asset exposures in U.S. dollar (risk of
decrease in this currency), the possible scenario takes into consideration a
25% decrease on the quotation as of June 30, 2010 (R$1.44/US$) and a 50%
decrease (R$1.20/US$) for the remote scenario. For liability exposures (risk
of increase in the U.S. dollar), possible and remote scenarios consider a 25%
and 50% increase, respectively (R$2.25/US$ and R$2.70/US$).

Considering the above-mentioned parity, there would be a loss of R$372 in


the probable scenario, a loss of R$10,744 in the possible scenario, and a loss
of R$17,906 in the remote scenario.

Interest rate risk

As of June 30, 2010 almost all the foreign currency-denominated loans and
financing were hedged by foreign currency fluctuation to CDI fluctuation
swaps, in light of the Company’s hedging policy, which exposes the Company
to CDI fluctuation risks. The table below presents the interest rate exposure of
transactions pegged to CDI and TJLP:

Total loans and financing 621,762


Short-term investments (422,897)
Net exposure 198,865

11
Natura Cosméticos S.A.

Concerning the net exposure of loans and financing pegged to the interest
rates CDI and TJLP, from which the Company has deducted the balances of
short-term investments, also pegged to CDI (note 4), the Company’s
Management understands that, in view of the low risk of major fluctuations in
CDI in 2010 in view of the stability policy implemented by the Federal
Government and the history of increases of the basic interest rate of the
Brazilian economy in recent years, the sensitivity analysis of the risk of
increase in CDI and TJLP, that would impact the Company’s financial
expenses, should consider a maximum increase of 25% in CDI (representing
an increase of approximately 2.5 percentage points), which should impact
financial expenses by approximately R$4,972.

b) Credit risk

Sales of the Company and its subsidiaries are made to a great number of Sales
Representatives and this risk is managed through a strict credit granting process.
The result of this management is reflected in “Allowance for doubtful accounts”,
as explained in note 5.

The Company and its subsidiaries are also subject to credit risks related to
financial instruments contracted for the management of their business and consider
the risk of not settling transactions with financial institutions low, as these are
considered by the market as prime banks.

c) Liquidity risk

Effectively managing liquidity risk implies to maintain enough cash and securities,
funds available through credit facilities used and the ability to gain market share.
Due to the dynamic nature of the Company’s and its subsidiaries’ business, the
treasury maintains flexibility in funds available through the maintenance of credit
facilities used.

The Management monitors the Company’s liquidity level considering the expected
cash flow against unused credit facilities and cash and cash equivalents.

3.3. Capital management

The objectives of the Company to manage its capital are to safeguard the continuous
return to the Company’s shareholders and benefits to other related parties, and
maintain an ideal capital structure to reduce this cost.

As other companies in its industry, the Company monitors its capital based on
financial leverage ratios. This index corresponds to the net debt divided by the total
capital. The net debt corresponds to total loans (including short- and long-term loans,
as shown in the consolidated balance sheet), deducted from cash and cash equivalents.

12
Natura Cosméticos S.A.

The consolidated financial leverage ratios as of June 30, 2010 and December 31, 2009
can be summarized as follows:

06/2010 12/2009

Short- and long-term loans and financing 637,539 704,358


(-) Cash and cash equivalents (456,035) (500,294)
Net debt 181,504 204,064

Shareholders’ equity 1,123,254 1,139,821

Financial leverage ratio 16% 18%

The change in the financial leverage ratio for December to June 2010 was mainly due
to the lower financing requirements for the Company’s and its subsidiaries’
operations.

3.4. Financial derivatives

Swap and forward contracts outstanding as of June 30, 2010 and December 31, 2009,
measured at fair value, are as follows:

06/2010 12/2009

Swaps (1,296) (8,430)


Forwards - (8)
Operating forwards (894) (214)
(2,190) (8,652)

As of the balance sheet dates, the Company and its subsidiaries contact the financial
institutions with which the transactions were conducted and, where necessary, adjust
the related amounts based on current derivatives market conditions.

a) Details on derivative transactions

(1) Financial derivatives


Information on financial derivatives as of June 30, 2010 and December 31,
2009, contracted by the Company and its subsidiaries arising from loans and
financing denominated in foreign currency, is as follows:
Accumulated effect through
06/2010 - at fair value
Amount Amount
receivable payable
Notional amount Fair value (received) (paid)
Description 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009

Swap contracts:
Asset position:
Long position - U.S. dollar 85,195 43,003 88,017 28,138 - (1,296)
Long position - yen - 90,000 - 111,192 - -
85,195 133,003 88,017 139,330 - (1,296)

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Natura Cosméticos S.A.

Accumulated effect through


06/2010 - at fair value
Amount Amount
receivable payable
Notional amount Fair value (received) (paid)
Description 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009

Liability position-
CDI floating rate:
Long position - U.S. dollar 85,195 43,003 89,313 30,951 - -
Long position - yen - 90,000 - 116,809 - -
85,195 133,003 89,313 147,760 - -

Forward contracts:
Long position - U.S. dollar - 187 - 192 - -

Liability position-
Fixed rate - 187 - 200 - -

(2) Operating derivatives

Information on operating derivatives as of June 30, 2010 and December 31,


2009, contracted by the Company and its subsidiaries to hedge the exposure
arising from future cash flows, is as follows:
Accumulated effect through
06/2010 - at fair value
Notional amount Fair value Amount Amount
receivable payable
Description 06/2010 12/2009 06/2010 12/2009 (received) (paid)

Forward contracts:
Long position - U.S. dollar 108,915 53,464 109,263 54,124 - (894)
108,915 53,464 109,263 54,124 - (894)

Liability position-
Fixed rate-
Long position - U.S. dollar 108,915 53,464 110,157 54,338 - -
108,915 53,464 110,157 54,338 - -

For derivatives maintained by the Company and its subsidiaries as of June 30,
2010, since contracts are made directly with financial institutions and not
through the Commodities and Futures Exchange, no margins are deposited as
guarantee of the related operations.

3.5. Fair value estimate

The fair value of financial instruments not traded in active markets (for example,
over-the-counter derivatives) is determined using valuation techniques. The Company
and its subsidiaries use several methods and set assumptions that are based on existing
market conditions at the balance sheet dates. The fair value of forward exchange
contracts is determined based on forwards exchange rates quoted at the balance sheet
dates.

It is estimated that the balances of trade accounts receivable and trade accounts
payable recognized at their carrying amounts approximate their fair make value in
view of the short term of the transactions conducted.

14
Natura Cosméticos S.A.

The Company and its subsidiaries use hierarchy rules to measure the fair value of their
financial instruments, as set out in IFRS 7 - Financial Instruments: Disclosures, for
financial instruments measured in the balance sheet, which requires the disclose of the
fair value measurements at the following hierarchy level:

• Prices quoted (non-adjusted) in active markets for identical assets and liabilities
(Level 1).

• In addition to the quoted prices, included in Level 1, inputs used by the market for
assets or liabilities, whether directly (e.g., prices) or indirectly (e.g., derived from
prices) (Level 2).

• Exemptions for assets or liabilities that are not based on the data adopted by the
market (i.e., unobservable inputs) (Level 3).

The table below shows the consolidated assets measured at fair value as of June 30,
2010:

Total
Level 1 Level 2 Level 3 balance

Assets
Financial assets at fair value-
Derivatives - 197,280 - 197,280
Total assets - 197,280 - 197,280

The fair value of the financial instruments traded in active markets (such as held-for-
-trading and available-for-sale securities) is based on market prices at balance sheet
dates. A market is considered active if quoted prices are readily and regularly
available from an exchange, dealer, broker, industry group, pricing service or
regulatory agency, and those prices represent actual and regularly occurring market
transactions on an arm’s-length basis. The quoted market price used for the financial
assets held by the Group is the price of current competitors. These instruments are
included in Level 1.

The fair value of financial instruments not traded in active markets (for example, over-
-the-counter derivatives) is determined using valuation techniques. These valuation
techniques make maximum use of market inputs, where available, and rely as little as
possible on entity specific inputs. If all material inputs required for the fair value
measurement of an instrument are adopted by the market, the instrument is included in
Level 2.

If one or more than one material input is not based on market inputs, the instrument is
included in Level 3.

Under Level 2 rules, specific valuation techniques used to measure financial


instruments include:

15
Natura Cosméticos S.A.

• Quoted market prices or quotations of financial institutions or brokers for similar


instruments.

• The fair value of interest rate swaps is measured as the present value of future cash
flows estimated based on the yield curves adopted by the market.

• The fair value of foreign exchange futures contracts is determined using future
exchange rates at the balance sheet dates, using the amount resulting from the
discount to present value.

• Other techniques, such as the analysis of discounted cash flows, are used to
determine the fair value of the remaining financial instruments.
The Company and its subsidiaries do not have financial instruments measured at fair
value under Level 3 as of June 30, 2010 and December 31, 2009.
Fair value of financial instruments stated at amortized cost
Short-term investments
The amounts of short-term investments recorded in the financial statements
approximate their realizable values as they refer to floating rate transactions and are
highly liquid.
Loans and financing
The amounts of loans and financing recorded in the financial statements, except them
pegged to TJLP, approximate their collectible amounts as they are pegged to CDI
fluctuation.
Financing pegged to TJLP approximates the collectible amount recorded in the
financial statements as TJLP is also pegged to CDI and is a floating rate.
Additionally, it is assumed that the amounts of trade accounts receivable and trade
accounts payable recognized at their carrying amounts approximate their fair market
value in view of the short term of the transactions conducted.

4. CASH AND CASH EQUIVALENTS


06/2010 12/2009

Cash and banks 33,138 61,242


Short-term investments-
Bank Certificates of Deposit (CDBs) - floating rate 422,897 439,052
456,035 500,294

As of June 30, 2010 and December 31, 2009, CDBs carry interest at rates ranging from
100.0% to 103.1% of the CDI.
CDBs are classified by the Company and its subsidiaries as “Cash and cash equivalents” as
they are considered highly liquid financial assets that present an insignificant risk of change
in value.

16
Natura Cosméticos S.A.

5. TRADE ACCOUNTS RECEIVABLE

a) Broken down as follows:

06/2010 12/2009

Trade accounts receivable 496,415 509,383


Allowance for doubtful accounts (59,327) (56,515)
437,088 452,868

Trade accounts receivable are basically denominated in Brazilian reais. Approximately


90% of the outstanding balance as of June 30, 2010 refers to real-denominated
transactions (95% as of December 31, 2009). The remaining balance is denominated in
the several functional currencies of the countries where foreign subsidiaries are located.

b) Aging of trade receivables

06/2010 12/2009

Current 363,550 402,482


Past-due:
Up to 30 days 90,101 73,330
31 to 60 days 14,132 9,757
61 to 90 days 7,144 6,655
91 to 180 days 21,488 17,159
496,415 509,383

c) Allowance for impairment of trade accounts receivable

The changes in the allowance for doubtful accounts are as follows:

06/2010 12/2009

Balances at beginning of six-month period/year 56,515 46,464


Additions 7,775 13,165
Reversals and write-offs (*) (4,963) (3,114)
Balances at end of six-month period/year 59,327 56,515

(*) Refers to accounts over 180 days past due, written off due to uncollectibility.

The allowance for doubtful accounts expenses were recorded in “Operating expenses” in
the statement of income. When recovery of additional cash is less than probable, the
amounts credited to “Allowance for doubtful accounts” are in general reversed against
the definite write-off of the receivable against income.

Maximum exposure to credit risk at the reporting date is the carrying amount of each
aging range, as shown in the table of aging of trade receivables above. The Company
and its subsidiaries do not have any guarantee for past-due receivables.

17
Natura Cosméticos S.A.

6. INVENTORIES

06/2010 12/2009

Finished products 455,360 397,783


Raw materials and packaging 115,412 126,479
Work in process 12,357 14,327
Other 25,306 16,503
Allowance for losses on inventories realization (67,390) (45,541)
541,045 509,551

The changes in the allowance for losses on inventories realization are as follows:

06/2010 12/2009

Balances at beginning of the six-month period/year 45,541 35,891


Additions in the period (a) 24,793 18,524
Reversed/unutilized amounts (b) (2,944) (8,874)
Balances at end of the six-month period/year 67,390 45,541

(a) Refers mainly to the recognition of the allowance for discontinuation, expiration and
quality losses, according to the actual need to cover expected losses on the realization of
inventories and the policy established by the Company and its subsidiaries.

(b) Refer to write-offs of products discarded by the Company.

7. RECOVERABLE TAXES

06/2010 12/2009

ICMS on purchases of goods 81,594 68,556


Refundable ICMS - ST on interstate sales - SP (a) 76,119 89,767
Refundable ICMS - ST on interstate sales - RS 21,499 20,967
ICMS - ST - SC 476 3,335
Refundable ICMS - ST - voluntary reporting proceeding - SP (b) 16,421 15,200
Taxes - foreign subsidiaries 15,315 17,070
ICMS on purchase of property, plant and equipment 11,181 11,891
COFINS on purchase of property, plant and equipment 16,573 11,632
PIS on purchase of property, plant and equipment 3,345 1,913
PIS and COFINS on purchase of goods 11,273 8,448
IRPJ and CSLL 3,599 2,176
PIS, COFINS and CSLL - withheld at source 3,073 3,436
Other 1,645 3,149
IRRF 26 -
(-) Provision for discount on sale of ICMS credits (2,879) (2,414)
259,260 255,126

Current 146,579 191,195


Noncurrent 112,681 63,931

18
Natura Cosméticos S.A.

(a) Refers to the State Tax Substitution System VAT (ICMS - ST) amount that has been
separately disclosed and withheld on a monthly basis on the Company’s and its
subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.’s products sold and
shipped to customers located in the Federal District and States other than the São Paulo
State, pursuant to São Paulo State tax legislation in effect since February 2008.

Under the Special Regime granted to the Company by São Paulo State Department of
Finance (SeFaz - SP) in January 2009, when determining monthly Company’s ICMS,
since February 2008, it is allowed to offset an amount equivalent to 75% of the ICMS -
ST, arising from subsequent transactions not carried out in the São Paulo State. The
remaining ICMS - ST balance recoverable, equivalent to 25%, will only be utilized by
the Company after an administrative inspection by tax authorities.

This Special Regime is suspended since April 2009 so that the Company files with tax
authorities its accessory obligations in the format required by the Special Regime and
Tax Administration Coordinator (CAT) Administrative Rule 17/99, and, by June 30,
2010, the Company had complied with all the requirements related to the documentation
requested by tax authorities.

Refundable credits broken down by month are as follows:

06/2010 12/2009
75% 25% 75% 25%
Calculation period portion portion (*) Total portion portion (*) Total

February to March 2008 - 4,762 4,762 - 506 506


April to June 2008 - 8,885 8,885 - 2,603 2,603
July to September 2008 - 7,275 7,275 - 3,906 3,906
October to December 2008 - 7,888 7,888 - 5,479 5,479
January to March 2009 - 6,054 6,054 - 3,774 3,774
April to June 2009 - 6,506 6,506 12,314 4,105 16,419
July to September 2009 - 7,666 7,666 15,005 5,002 20,007
October to December 2009 - 7,170 7,170 15,090 5,030 20,120
January to March 2010 - 7,754 7,754 - - -
April to June 2010 5,965 10,287 16,252 - - -
Subtotal 5,965 74,247 80,212 42,409 30,405 72,814
Credits offset in advance (ii) (4,093) - (4,093) - - -
Credits recorded upon voluntary
tax payment (calculated between
February and May 2008) - - - - - 16,953
Total ICMS - ST - SP credits 1,872 74,247 76,119 42,409 30,405 89,767

(i) Classified as noncurrent assets.

(ii) Credits offset due to a change in the offset methodology adopted by São Paulo State Finance
Departament (SeFaz - SP).

In the second quarter of 2010, the Company obtained authorization from São Paulo
State Department of Finance (SeFaz - SP) to receive back R$55,141 related to the 75%
portion of ICMS - ST levied on sales made outside the State of São Paulo from March
2009 to May 2010. This balance was offset by the Company in the second quarter of
2010.

19
Natura Cosméticos S.A.

In addition, SeFaz - SP changed the methodology used to segregate between the 75%
and 25% portions, which resulted in R$30,269 being transferred from the 75% to the
25% portion.

The refund of the 25% installment amount of the ICMS - ST credits depends on
ratification by State Tax Authorities and is recognized in noncurrent assets due to the
lack of a reasonable time estimate for the completion of said tax verification.

(b) On September 24, 2008, the Tax Administration Coordinator of the SeFaz - SP accepted
the voluntary reporting request filed by the subsidiary Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. where, after internal verifications made by its Management,
this company evidenced undue withholdings of ICMS - ST in the period February-May
2008 due to a different interpretation of the provisions of article 264, IV, 313-E and
313-G of ICMS Regulation (RICMS/2000). Said voluntary reporting request is also
intended to clarify and permit the application of the procedures necessary to regularize
the transactions carried out by this subsidiary during the referred period. As a result of
this regularization, ICMS - ST credits were calculated at R$16,421.

The credit will be offset by the subsidiary after verification by tax authorities; however,
based on the subsidiary’s legal counsel’s and Management’s assessment, the risk of not
offsetting the amounts recognized as of June 30, 2010 is remote.

8. INCOME TAX AND SOCIAL CONTRIBUTION

a) Deferred

Deferred Corporate Income Tax (IRPJ) and Social Contribution on Net Profits (CSLL)
result from temporary differences in the Company and in its subsidiaries. These credits
are recorded in noncurrent assets. The amounts are as follows:

06/2010 12/2009

Allowance for doubtful accounts (note 5) 17,454 16,204


Allowance for losses on inventories realization (note 6) 18,858 12,591
Reserve for tax, civil and labor contingencies (note 15) 37,481 38,940
Non-inclusion of ICMS in the PIS and COFINS basis (note 14) 23,739 19,668
Actuarial liability - healthcare plan (note 22.2) 5,438 3,176
Allowance for losses on swap and forward contracts (note 3) 745 2,941
Provision for ICMS - ST - Paraná State, Federal District and Mato
Grosso do Sul State (note 14) 10,993 10,970
Allowance for losses on advances to suppliers 5,475 4,997
Accrued contractual obligations 480 1,419
Provision for discount on the assignment of ICMS credits 979 821
Accrued royalties and partnerships 7,054 4,553
Provision for international operations 4,287 4,420
Other temporary differences 27,710 25,446
160,693 146,146

20
Natura Cosméticos S.A.

(Debited from)
credited to
the statement
12/2009 of income 06/2010

Allowance for doubtful accounts 16,204 1,250 17,454


Allowance for losses on inventories realization 12,591 6,267 18,858
Reserve for tax, civil and labor contingencies 38,940 (1,459) 37,481
Non-inclusion of ICMS in the PIS and COFINS
basis 19,668 4,071 23,739
Actuarial liability - healthcare plan 3,176 2,262 5,438
Allowance for losses on swap and forward
contracts 2,941 (2,196) 745
Provision for ICMS - ST - Paraná State, Federal
District and Mato Grosso do Sul State 10,970 23 10,993
Allowance for losses on advances to suppliers 4,997 478 5,475
Accrued contractual obligations 1,419 (939) 480
Provision for discount on the assignment of ICMS
credits 821 158 979
Accrued royalties and partnerships 4,553 2,501 7,054
Provision for international operations 4,420 (133) 4,287
Other temporary differences 25,446 2,264 27,710
146,146 14,547 160,693

Management, based on projections of future taxable income, estimates that the recorded
tax credits will be fully realized within five years.

The amounts recorded as deferred income tax and social contribution will be realized as
follows:

06/2010 12/2009

2010 and 2011 90,721 109,838


2012 44,526 27,136
2013 and thereafter 25,446 9,172
160,693 146,146

21
Natura Cosméticos S.A.

b) Current

Reconciliation of income tax and social contribution:

06/2010 06/2009

Income before income tax and social contribution 506,928 379,451


Income tax and social contribution at the rate of 34% (172,356) (129,013)
Technological research and innovation benefit - Law 11196/05 (*) 8,866 4,506
Tax incentives - donations 3,573 1,445
Tax losses generated by foreign subsidiaries (14,682) (20,578)
Interest on capital tax benefit 6,197 19,538
Transition Tax Regime (RTT) (Provisional Act 449/08) -
adjustments to conform to Law 11638/07:
Utilization of goodwill for tax purposes - 44,385
Other adjustments due to changes in accounting practices - Law
11638/07 and Provisional Act 449/08 (275) (346)
Other permanent differences (5,199) 7,584
Income tax and social contribution expenses (173,876) (72,479)

Income tax and social contribution - current (188,423) (91,050)


Income tax and social contribution - deferred 14,547 18,571

Effective rate - % 34.3 19.1

(*) Refers to the tax benefit established by Law 11196/05, which allows for the direct
deduction from the calculation of taxable income and the social contribution tax
basis of the amount corresponding to 60% of the total expenses on technological
research and innovation, observing the rules established in said Law.

9. ESCROW DEPOSITS

Represent restricted assets of the Group and are related to amounts deposited and held by
the courts until the litigation to which they are linked is resolved.

The Company’s and its subsidiaries’ escrow deposits on June 30, 2010 and December 31,
2009 are as follows

06/2010 12/2009

ICMS - ST - unaccrued (note 15) 37,343 29,162


ICMS - ST suspended collection (*) (note 14.(a)) 142,901 110,640
Unaccrued tax lawsuits 33,202 29,103
Accrued tax lawsuits (note 15) 57,000 55,361
Unaccrued civil lawsuits 663 636
Accrued civil lawsuits (note 15) 1,956 1,878
Unaccrued labor lawsuits 3,652 3,381
Accrued labor lawsuits (note 15) 2,193 2,193
278,910 232,354

22
Natura Cosméticos S.A.

(*) Refers to the ICMS - ST declaratory action filed by the Paraná State, the Federal
District and Mato Grosso do Sul State, as discussed in notes 14.(a) and 15 -
“Contingent tax liabilities - possible risk”, item (a).

10. OTHER FINANCIAL ASSETS

06/2010 12/2009

Advances to suppliers and employees 2,311 1,660


Short-term investments - CDB (*) (note 15.(f) - “Tax contingencies”) 5,849 5,769
8,160 7,429

(*) Refers to amounts pledged as collateral by restricting short-term investments of the


subsidiary Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda., related to the court
collection of Federal VAT (IPI) for July 1989, when wholesale units were held
equivalent to manufacturing establishments by Law 7798/89.

11. PROPERTY, PLANT AND EQUIPMENT AND INTANGIBLE ASSETS

Average rate 06/2010 12/2009


PROPERTY, PLANT weighted annual Adjusted Accumulated Net book Adjusted Accumulated Net book
AND EQUIPMENT depreciation - % cost depreciation value cost depreciation value

Machinery and equipment 10 286,306 (136,059) 150,247 278,805 (122,623) 156,182


Buildings 4 151,142 (51,234) 99,908 151,142 (48,210) 102,932
Installations 9 113,454 (62,469) 50,985 110,476 (59,339) 51,137
Land - 33,662 - 33,662 33,662 - 33,662
Molds 31 93,147 (74,129) 19,018 85,698 (68,283) 17,415
Vehicles 25 51,159 (23,229) 27,930 48,312 (18,581) 29,731
IT equipment 20 74,861 (50,195) 24,666 65,469 (44,714) 20,755
Furniture and fixtures 10 28,995 (15,385) 13,610 27,732 (12,557) 15,175
Leasehold improvements (b) 10 38,825 (15,723) 23,102 36,106 (14,363) 21,743
Projects in progress - 20,078 - 20,078 16,269 - 16,269
Advances to suppliers - 23,255 - 23,255 25,213 - 25,213
Other 3 4,182 (2,391) 1,791 6,660 (4,618) 2,042
919,066 (430,814) 488,252 885,544 (393,288) 492,256

Average rate 06/2010 12/2009


weighted annual Adjusted Accumulated Net book Adjusted Accumulated Net book
INTANGIBLE ASSETS depreciation - % cost depreciation value cost depreciation value

Business lease - Natura


Europa SAS - France (a) - 4,558 - 4,558 5,250 - 5,250
Software 18 145,580 (63,172) 82,408 131,429 (54,546) 76,883
Trademarks and patents 10 1,621 (1,424) 197 1,951 (1,344) 607
151,759 (64,596) 87,163 138,630 (55,890) 82,740

(a) The business lease generated on the purchase of a commercial location where Natura Europa SAS - France operates is
supported by an appraisal report issued by independent appraisers, attributable to the fact that it is an intangible,
marketable asset, which does not suffer any decrease in value over time. The change in the balance between June 30,
2010 and December 31, 2009 is basically due to the effects of the exchange variation for the period.

(b) The depreciation rates consider the terms of the property lease agreements.

23
Natura Cosméticos S.A.

The Company conducted an analysis of the useful economic life of the remaining property,
plant and equipment items and intangible assets, with effects being recorded beginning
January 1, 2010. As a result of the review of the accounting estimate, which was intended to
realign the remaining useful life of assets, and, consequently, the depreciation over the
remaining life of assets, a positive impact was recorded in depreciation for the first six-
-month period of 2010, compared to the prior period, in the amount of R$6,962.

Additional information on property, plant and equipment

As of June 30, 2010, there was no significant change in the breakdown of projects in
progress paralyzed pledged as collateral of bank loans and financing and attached to
defenses in lawsuits as compared to the balances as of December 31, 2009, as described in
note 13 to the annual consolidated financial statements for the year ended December 31,
2009, disclosed on February 24, 2010.

Changes in property, plant and equipment

06/2010 12/2009

Balances at beginning of the six-month period/year 492,256 477,661

Additions (less transfers from projects in progress - when terminated):


Machinery and equipment 7,136 21,468
Projects in progress/advances to suppliers 21,046 49,058
Vehicles 7,024 18,099
Molds 7,579 8,787
Facilities 2,214 3,414
IT equipment 1,926 5,825
Furniture and fixtures 699 1,578
Other 1,000 2,896
48,624 111,125
(-) Write-offs, net (12,608) (20,684)
(-) Depreciation (40,020) (75,846)
Balances at end of the six-month period/year 488,252 492,256

Changes in intangible assets

06/2010 12/2009

Balances at beginning of the six-month period/year 82,740 75,029

Additions-
Software (including implementation costs) 14,401 29,507
(-) Write-offs and others, net (962) (4,916)
(-) Amortization (9,016) (16,880)
Balances at end of the six-month period/year 87,163 82,740

24
Natura Cosméticos S.A.

12. LOANS AND FINANCINGS

06/2010 12/2009 Reference

Local currency

BNDES - EXIM 20,049 41,707 A


FINEP (Financing Agency for Studies and Projects) 33,768 39,985 B
Promissory notes - 350,856 C
Debentures 351,928 - D
BNDES 121,661 100,949 E
Guaranteed account - 355
BNDES - FINAME 3,917 6,168 F
Banco do Brasil - FAT Fomentar (Workers’ Assistance
Fund) 4,456 4,970 G
Capital lease - financing 1,298 1,660 H
FINEP - grant 1,606 1,211 I
Total local currency 538,683 547,861

Foreign currency

BNDES - EXIM (a) 3,999 10,427 A


BNDES (a) 8,504 9,984 E
Export financing - ACC/ACE (a) - 10,447
Resolution 4131 (a) 72,182 - J
Resolution 2770 (a) - 111,791 K
International operation - Peru 14,171 13,848 L
Total foreign currency 98,856 156,497
Grand total 637,539 704,358

Current 155,818 569,366


Noncurrent 481,721 134,992

25
Natura Cosméticos S.A.

Reference Currency Maturity Financial charges Collaterals

A Real February 2011 Interest of 2.43% p.y. + TJLP (b) for 80% of the financing and interest of 8.31% Guarantee of Natura Cosméticos S.A.
p.y. + exchange variation (U.S. dollar) for 20% of the financing maturing in
February 2011
B Real March 2013 TJLP (b) Guarantee of Natura Cosméticos S.A. and bank guarantee
C Real June 2010 Interest of 106% CDI (c) N/A
D Real May 2013 Interest of 108 % do CDI (c) N/A
E Real April 2016 (i) TJLP (b) + interest of 2.8% p.y. for 85% of financing; (ii) exchange variation Mortgages (d)
(U.S. dollar) + interest of 8.54% p.y. for 9% of financing; and (iii) TJLP (b) +
interest of 2.3% p.y. for 6% of financing Bank guarantee
F Real September 2012 Interest of 4.5% p.y. + TJLP (b) Chattel mortgage, guarantee of Natura Cosméticos S.A.
and promissory notes
G Real February 2014 Interest of 4.4% p.y. + TJLP (b) Chattel mortgage, guarantee of Natura Cosméticos S.A.
and promissory notes
H Real Through September Interest of 99.5% to 102.99% of DI - CETIP (e) Leases are collateralized by the underlying assets
2012
I Real January 2011 N/A N/A
J Dollar July 2010 Interest of 0.75% p.y. + exchange variation N/A
K Yen January 2010 Exchange variation + 2.11%p.y. Guarantee of Natura Cosméticos S.A.
L Novo sol November 2010 Interest of 2.4% p.y. Bank guarantee

(a) Loans and financing for which swap contracts (CDI) were entered into.
(b) TJLP - Long-term Interest Rate.
(c) CDI - Interbank Deposit Rate.
(d) Mortgages - relate to real estate of the Cajamar unit of the subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.
(e) DI - CETIP - daily index calculated based on the average DI, disclosed by the Clearinghouse for the Custody and Financial Settlement of Securities (CETIP).

26
Natura Cosméticos S.A.

Maturities of noncurrent liabilities are as follows:

06/2010 12/2009

2011 19,971 42,695


2012 38,920 33,799
2013 377,878 23,728
2014 22,063 16,991
2015 and thereafter 22,889 17,779
481,721 134,992

a) Description of bank loans

Simple non-convertible debentures

On May 31, 2010, the Company filed with the CVM the notice of end of issuance of
simple non-convertible debentures, in the amount of R$350 million due on May 26,
2013, pursuant to CVM Instruction 476/09. The proceeds from this issuance were used
to extend the average term of the Company’s debts, with the full settlement of the
promissory notes issued in December 2009.

Debentures payable are recorded net of issuance costs, as shown below:

06/2010

Current
Debentures 3,387
Issuance costs (501)
Total current 2,886

Noncurrent
Debentures 350,000
Issuance costs (958)
Total noncurrent 349,042

Total 351,928

The debentures’ issuance costs will be recorded in income (expenses) over the
transaction term, as shown below:

2010 250
2011 500
2012 500
2013 209
Total 1,459

27
Natura Cosméticos S.A.

Resolution 4131

Foreign currency loan under Resolution 4131/62 - BACEN Resolution 2770 - “Loan
Agreement” entered into with Banco Bradesco S.A. through its New York Branch on
April 20, 2010 released on April 22, 2010, maturing on July 26, 2010 with a principal of
US$40,000 thousand, in the amount of R$72,182 as of June 30, 2010.

Other agreements

For a complete description of the bank loan and financing agreements effective as of
June 30, 2010 and December 31, 2009, refer to note 14.a) to the annual consolidated
financial statements for the year ended December 31, 2009, disclosed on February 24,
2010.

b) Restrictive covenants

As of June 30, 2010 and December 31, 2009, financing and loan agreements entered into
by the Company and its subsidiaries do not contain restrictive covenants establishing
obligations as to the maintenance of financial ratios by the Company and its subsidiaries.

13. TRADE AND OTHER PAYABLES

06/2010 12/2009

Domestic and foreign suppliers 233,602 231,687


Dividends and interest on capital 163 174
Freight payable 26,455 23,595
260,220 255,456

The balance payable to foreign suppliers as June 30, 2010 totals R$4,035 (R$4,409 as of
December 31, 2009) and mostly refers to U.S. dollar-denominated amounts.

14. TAXES PAYABLE

06/2010 12/2009

ICMS Company and ST payable (a) 218,741 213,860


PIS/COFINS payable (injunction) (b) 69,819 57,848
IRPJ and CSLL payable (c) 118,266 25,786
IRPJ and CSLL (injunction) (d) 22,904 13,624
IRPJ and CSLL (injunction - PAT) 1,520 965
IRRF 5,804 9,574
PIS/COFINS/CSLL 3,888 5,557
PIS/COFINS payable 5,146 5,284
Taxes - foreign subsidiaries 6,047 7,220
Others 668 1,588
452,803 341,306

Escrow deposits (a) (note 9) (142,901) (110,640)

28
Natura Cosméticos S.A.

(a) As of June 30, 2010 for the Company and consolidated, the amount of R$114,380 refers
to the ICMS - ST for the Paraná State, R$23,840 for the Federal District and R$4,681
for the Mato Grosso do Sul State (R$95,834 refers to the ICMS - ST for the Paraná
State and R$14,806 for the Federal District as of December 31, 2009), which is being
challenged in court, as also mentioned in note 15 - “Contingent tax liabilities - possible
risk”, item (a). The Company has made monthly escrow deposits for the unpaid
amounts.

(b) The Company and its subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. are
challenging in court the inclusion of ICMS in the tax basis of PIS and COFINS (taxes
on revenue). In June 2007, the Company and its subsidiary were authorized by the court
to pay PIS and COFINS without the inclusion of ICMS in the tax basis, starting April
2007. The reserve recognized as of June 30, 2010 refers to the unpaid amounts of PIS
and COFINS, from April 2007 to June 2010 adjusted based on the SELIC (Central Bank
overnight) rate. Part of the balance, in the adjusted amount of R$2,701, is deposited in
escrow.

(c) Goodwill on the merger of Natura Participações S.A. and Natura Empreendimentos
S.A. shares was fully amortized for tax purposes by the close of the financial statements
for the year ended December 31, 2009, and thus income tax and social contribution and,
as a result, these taxes’ balance payable for the six-month period ended June 30, 2010,
increased by R$12,483 as compared to the balance payable on December 31, 2009.

Additionally, beginning January 1, 2010, the Company started to adopt the quarter
taxable income calculation system instead of the annual taxable income calculation
adopted until December 31, 2009, which also contributed to the increase of the balances
of income tax and social contribution payable for the six-month period ended June 30,
2010, due to the concentration of payments in the month subsequent to the calculation
quarter.

(d) On February 4, 2009, the Company was granted an injunction, subsequently confirmed
by court decision, that suspended the collection of income tax and social contribution on
any amounts received as arrears interest, paid on late payment of contractual obligations
receivables. The appeal filed by the Federal Government is awaiting judgment. The
balances recorded as of June 30, 2010 refer to the unpaid amounts determined from
March 2009 to June 2010, whose collection is fully suspended, which are adjusted for
inflation using the SELIC

15. RESERVE FOR TAX, CIVIL AND LABOR CONTINGENCIES

The Group is party to tax, labor and civil lawsuits and administrative tax proceedings.
Management believes, supported by the opinion and estimates of its legal counsel, that the
reserves for tax, civil and labor contingencies are sufficient to cover possible losses. These
reserves, net of escrow deposits, are as follows:

29
Natura Cosméticos S.A.

06/2010 12/2009

Tax 91,788 93,624


Civil 9,193 10,750
Labor 16,847 17,071
117,828 121,445

Current - 1,465
Noncurrent 117,828 119,980

Tax contingencies

Changes in the reserves for tax contingencies are as follows:

Inflation
12/2009 Additions Reversals adjustment 06/2010

IPI - zero rate (a) 36,897 - - 1,134 38,031


Late payment fines on Federal taxes paid in
arrears (b) 1,511 - (59) 19 1,471
Deductibility of CSLL (Law 9316/96) (c) 7,295 - - 122 7,417
Inflation adjustment of Federal taxes
(IRPJ/CSLL/ILL) according to the UFIR
(fiscal reference unit) (d) 5,313 - - 219 5,532
IPI credit on purchases of property, plant
and equipment and consumption
material (e) 3,595 - - 59 3,654
Federal VAT (IPI) - tax collection
lawsuit (f) 4,952 - (4,970) 18 -
Tax notification - INSS (social security
contribution) (g) 2,743 - - 59 2,802
IRPJ and CSLL tax assessment - legal
fees (h) 5,776 - - 86 5,862
Tax notification - IRPJ 1990 (i) 3,198 - - 65 3,263
Failure to include ICMS in tax bases for
PIS and COFINS - legal fees (j) 2,633 - - 67 2,700
Semiannual PIS - Decree Laws 2445/88
and 2449/88 (k) 2,085 - - 47 2,132
Legal fees and other (l) 17,626 2,111 (1,624) 811 18,924
Total reserve for tax contingencies 93,624 2,111 (6,653) 2,706 91,788

Escrow deposits (note 9) (55,361) - 197 (1,836) (57,000)

(a) Refers to IPI tax credits on raw materials and packing materials purchased at a zero tax rate and
with tax exemption. The subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. filed for
and obtained an injunction granting entitlement to the credit. On September 25, 2006, a sentence
was rendered dismissing the injunction, judging the Company’s request invalid. The Company
filed an appeal for review of the merit and reestablishment of the injunction’s effects. To suspend
payments of the tax, the Company made escrow deposits in the amount in dispute in October
2006. As regards the amount offset during the effectiveness of the injunction, the total amount
deposited in escrow, adjusted as of June 30, 2010, is R$38,031 (R$36,897 as of December 31,
2009). In the fourth quarter of 2009, in order to utilize the benefits granted under Provisional Act
470/09, which creates a program for the payment and payment in installments of tax debts, the

30
Natura Cosméticos S.A.

subsidiary filed a motion partially withdrawing the claims made in the injunction filed that
maintains only the claim of tax credits on tax-exempt products, thus dropping the claim of the IPI
credits arising on the purchase products untaxed or taxed at zero rate (for further details refer to
item “Tax installment plans introduced by Provisional Act 470/09” in this note). On this date,
after having met the requirements to join the tax installment plan introduced by Provisional Act
470/09, the subsidiary awaits the tax authorities’ approval to write off the suspended collection
amounts recorded in liabilities related to the corresponding escrow deposits.

(b) Refers to fine for late payment of federal taxes.

(c) Refers to CSLL that was addressed by an injunction that questions the constitutionality of Law
9316/96, which prohibited the deduction of CSLL from its own tax basis and the IRPJ basis. A
portion of this reserve, in the amount of R$5,402 (R$5,272 as of December 31, 2009), is
deposited in escrow.

(d) Refers to the inflation adjustment of Federal taxes (IRPJ/CSLL/ILL) related to 1991 based on the
UFIR (fiscal reference unit), discussed in an injunction. The amount involved is deposited in
escrow. The Company filed a motion for the withdrawal of this lawsuit on February 26, 2010 to
be able to utilize the benefits granted under Law 11941/09, which creates a program for the
payment and payment in installments of tax debts.

(e) The subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. is discussing through
injunctions the right to the IPI credit on purchases of property, plant and equipment and
consumption materials. On February 26, 2010, the Company filed a motion for the withdrawal
of this lawsuit to be able to utilize the benefits granted under Law 11941/09, which created a
program for tax debt payment in installments.

(f) Refers to a tax collection lawsuit intended to collect IPI for July 1989, when wholesale
establishments began to be considered equivalent to industrial establishments under Law
7798/89. The lawsuit is in the 3rd Region Federal Court (São Paulo) for judgment of the appeal
filed by the debtor. The amounts involved in this tax collection lawsuit are collateralized by
restricted investment held by the subsidiary Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda., in
the amount of R$5,849 as of June 30, 2010 (R$5,769 as of December 31, 2009). The balance of
the reserve for this lawsuit was reversed in the first quarter of 2010 because of the change in the
likelihood of loss from probable to remote based on the analysis carried out by the Company’s
legal counsel.

(g) Refers to INSS (social security contribution) required by tax assessments issued by the National
Institute of Social Security as a result of an inspection. The Company, as a taxpayer having joint
liability for tax payment, is required to pay INSS on services provided by third parties. The
amounts are discussed in court through a tax debt annulment action and are deposited in escrow.
The amounts required in the tax assessment notice cover the period from January 1990 to
October 1999. In 2007, the Company reversed the amount of R$1,903, relating to the expiration
of part of the amount involved in the lawsuit for the period from January 1990 to October 1994,
as recently instructed under Case Law Decision 8 of the Federal Supreme Court (STF). On
March 1, 2010, the Company filed a request that withdraws part of the claims made and
partially waiving its right to utilize the benefits granted under Law 11941/09 regarding the
social security contributions due by the companies that provided services to the Company
during the period from November 1994 to December 1998.

(h) Refers to legal fees for defense against the tax deficiency notices issued against the Company in
December 2006 and December 2007 by the Federal Revenue Service, in which IRPJ and CSLL
are demanded related to the deductibility of the yield of the debentures issued by the Company
in 2001 and 2002, respectively. The legal counsel’s opinion is that the likelihood of unfavorable
outcome is remote.
31
Natura Cosméticos S.A.

The final and unappealable administrative decision issued in January 2010 on the tax
infringement notification issued against the Company in August 2003, related to tax
deductibility in 1999, partially upholds the deductibility of IRPJ and fully confirms the
nondeductibility of CSLL. After this decision, on April 7, 2010, the Company filed a lawsuit to
cancel the remaining installment of IRPJ and CSLL. The legal counsel considers that the
likelihood of an unfavorable outcome is remote.

(i) Refers to a tax assessment notice issued by the Federal Revenue Service requiring the payment
of income tax on profit from incentive-based exports made in base year 1989, at the rate of 18%
(Law 7988, of December 29, 1989) and not 3%, as established by article 1 of Decree Law
2413/88, which supported the Company in its tax payments at that time.

(j) Refers to legal fees for filing and dealing with the administrative proceeding for requesting a
refund of the ICMS included in the PIS and COFINS tax basis in the period from April 2002 to
March 2007. The legal counsel assessed the risk of loss as remote.

(k) Refers to the offset of PIS paid as per Decree Laws 2445/88 and 2449/88, in the period from
1988 to 1995, against Federal taxes due in 2003 and 2004. The reversal made by the Company
in 2007 in the amount of R$14,910 is due to the final decision favorable to the Company,
rendered in August 2007. The remaining reserve refers to the subsidiary Indústria e Comércio
de Cosméticos Natura Ltda., which is awaiting the appreciation of the lawsuit by the Board of
Tax Appeals.

(l) The balance refers to lawyers’ fees to defend the Company’s and its subsidiaries’ interests in tax
lawsuits. The amount of R$4,000, accrued in 2009, refers to lawyers’ fees to prepare the defense
against an IRPJ and CSLL infringement notification against the Company, issued on June 30,
2009, which challenges the tax deductibility of goodwill amortization carried out decurrent from
the incorporation of Natura Participações S.A. It is the opinion of the Company’s legal counsel
that, as structured, the transaction and its tax effects can be upheld in a court of law and thus the
risk of loss is classified as remote.

Civil contingencies
Inflation
12/2009 Additions Reversals Payments adjustment 06/2010

Several civil lawsuits (a) 5,353 2,206 (1,976) (796) 172 4,959
Legal fees - environmental
civil lawsuit (b) 1,363 - - - 48 1,411
Civil lawsuits and legal fees
- Nova Flora Participações
Ltda. 4,034 135 - (1,466) 120 2,823
Total reserve for civil
lawsuits 10,750 2,341 (1,976) (2,262) 340 9,193

Escrow deposits (note 9) (1,878) - - - (78) (1,956)

Current 1,465 -
Noncurrent 9,285 9,193

(a) As of June 30, 2010, the Company and its subsidiaries are parties to 1,369 (1,578 as of December
31, 2009) civil lawsuits and administrative proceedings, of which 1,339 were filed with civil
courts, special civil courts and the consumer protection agency (PROCON) by Natura Beauty
Consultants, consumers, suppliers and former employees, most of which claiming compensation
for damages.

32
Natura Cosméticos S.A.

(b) Refers to legal fees for the defense of the Company’s interests in the public lawsuit filed by the
Federal Public Prosecution Office of Acre against the Company and other institutions for
alleged access to the traditional knowledge associated to the asset (“murumuru”).

Labor contingencies

As of June 30, 2010, the Company and its subsidiaries are parties to 714 labor lawsuits filed
by former employees and third parties (641 as of December 31, 2009), claiming the
payment of severance amounts, salary premiums, overtime and other amounts due, as a
result of joint liability. Reserves are periodically reviewed based on the progress of lawsuits
and history of losses on labor claims to reflect the best current estimate.

12/2009 Additions Reversals Payments 06/2010

Total reserve for labor


contingencies 17,071 1,713 (3,028) 1,091 16,847

Escrow deposits (note 9) (2,193) - - - (2,193)

Contingent tax liabilities - possible risk

The Company and its subsidiaries are parties to tax, civil and labor lawsuits, for which there
is no reserve for losses recorded, because the risk of loss is considered possible by
Management and its legal counsel. These lawsuits are as follows:

06/2010 12/2009

Tax:
Declaratory action - ICMS - ST (a) 37,343 29,162
Offset of 1/3 of COFINS - Law 9718/98 (b) 5,013 4,925
Tax notification - INSS (c) 8,969 4,456
Tax assessment - transfer pricing on loan agreements with foreign
related company (d) 1,744 1,716
Tax debt notification - GFIP (e) 934 902
ICMS - ST deficiency notice (f) 360 529
Request for offset of taxes of the same type - IRPJ and IRRF (g) 548 532
Other 59,764 43,825
114,675 86,047

Civil 8,091 18,024


Labor 81,340 74,710
204,106 178,781

(a) As of June 30, 2010, the balance recorded is as follows:

1. ICMS - ST - Paraná State - R$34,119 (R$28,186 as of December 31, 2009) - lawsuit


filed by the Company challenging the changes in ICMS - ST tax basis introduced by
Paraná Decree 7018/06. The amount discussed in the lawsuit, related to the period
from January 2007 to June 2010, is fully deposited in escrow, as mentioned in notes
9 and 14, and its collection is suspended.

33
Natura Cosméticos S.A.

2. ICMS - ST - Federal District - R$3,224 (R$976 as of December 31,2009) - declaratory


action filed by the Company to challenge its liability for the payment of ICMS - ST due
to the lack of a statute on and statutory criteria for the determination of the tax base of
this tax or, subsequently, the need to enter into an Agreement to set out the ICMS - ST
tax basis. The amount under litigation, related to the period from February 2009 to June
2010, is fully deposited in escrow, as referred to in notes 9 and 14, and its collection is
suspended.

(b) Law 9718/98 increased the COFINS rate from 2% to 3%, and allowed this 1% difference
to be offset in 1999 against the social contribution tax paid in the same year. However, in
1999 the Company and its subsidiaries filed for an injunction and obtained authorization
to suspend the payment of the tax credit (1% rate difference) and to pay COFINS based
on Supplementary Law 70/91, prevailing at that time. In December 2000, considering
former unfavorable court decisions, the Company and its subsidiaries enrolled in the Tax
Debt Refinancing Program (REFIS), for payment in installments of the debt related to the
COFINS not paid in the period. With the payment of the tax, the Company and its
subsidiaries gained the right to offset 1% of COFINS against social contribution tax,
which was made in the first half of 2001. However, the Federal Revenue Service
understands that the period for offset was restricted to base year 1999. On September 11,
2006, the Company was notified that the offsets made were not approved, and timely filed
the applicable appeal. This proceeding is awaiting ruling at the lower administrative court.

(c) Lawsuit filed by the Company seeking the annulment of the tax demanded by the INSS
through a tax assessment notice issued for purposes of collecting the social security
contribution on the allowance for vehicle maintenance paid to sales promoters. The
amounts are discussed in the tax debt annulment action and are deposited in escrow.
The amounts required in the assessment notice cover the period from January 1995 to
October 1999.

(d) Refers to a tax assessment notice whereby the Federal Revenue Service is demanding
the payment of IRPJ and CSLL on the difference of interest on loan agreements with a
foreign related party. On July 12, 2004, an administrative defense was filed and is still
being judged. In June 2008, the Company filed an appeal against the unfavorable
decision with the Board of Tax Appeals, which is awaiting judgment.

(e) Demand of fine for failure to complete the GFIP (FGTS Payment and Social Security
Information Form), an accessory social security obligation, for independent contractors’
social security contributions and indemnities. The Company is discussing the collection
at the administrative level.

(f) Tax deficiency notice for ICMS - ST, demanded by Goiás State, due to supposed
underpayment by the Company. The Company has presented its defense at the
administrative level and is awaiting the final judgment.

(g) Refers to the non-approval of the offset of IRPJ credits related to the fourth quarter of
1999 against IRRF debts for the second quarter of 2000. The Company has presented its
defense at the administrative level, for which a partially favorable judgment has been
rendered. On July 12, 2006, an annulment action was filed, and an escrow deposit was
made, to challenge collection of the balance of offset not approved by the Federal
Revenue Service.

34
Natura Cosméticos S.A.

Contingent assets

a) The Company and its subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. are
challenging in court the unconstitutionality and illegality of the increase in the tax basis
for PIS and COFINS established by article 3, paragraph 1, of Law 9718/98. The amounts
involved in the lawsuits, updated as of June 30, 2010, total R$20,459 (R$20,078 as of
December 31, 2009). Even though said article 3, paragraph 1, of Law 9718/98 was
declared unconstitutional by the Federal Supreme Court in 2009, consistent with the
claim filed by the Company and its subsidiary, there is no final and unappealable
decision on the lawsuits filed by the Company and its subsidiary, which await the
judgment by the 3rd Region Federal Court (TRF). The lawsuits are awaiting judgment.
The legal counsel’s opinion is that the likelihood of favorable outcome is probable.

b) The Company and its subsidiaries Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. and Natura Logística e Serviços Ltda.
are requesting at administrative level the refund of the ICMS and ISS (Service Tax)
included in the PIS and COFINS tax basis and paid in the period from April 1999 to
March 2007. The amounts of the refund request as of June 30, 2010 are R$275,330
(R$323,013 as of December 31, 2009). The legal counsel believes that the chance of a
favorable outcome is probable.

The Company and its subsidiaries have the accounting policy of recognizing contingent
assets only after there is a final and unappealable decision on the lawsuits. Since no
unappealable decisions have been issued on said lawsuits favorable to the Company and its
subsidiaries, they did not recognize credits related to contingent assets.

Tax installment plans introduced by Law 11941/09

On May 27, 2009, Federal Government enacted Law 11941, as a result of the conversion of
Provisional Act 449/08, which, among other changes to tax law, established the possibility
of a tax debt installment plan managed by the Federal Revenue Service and the National
Treasury Attorney General (PGFN), including the remaining balance of consolidated debts
in the REFIS (Law 9964/00), Special Installment Plan (PAES) (Law 10684/03) and the
Exceptional Installment Plan (PAEX) (Provisional Act 303/06), in addition to the regular
payments in installments provided for by article 38 of Law 8212/91 and article 10 of Law
10522/02.

The entities which opted for paying or dividing into installments the debts under this Law,
in the applicable cases, may settle the amounts corresponding to default and automatic fines
and late-payment interest, including those related to debts to the government, using tax loss
carryforwards, and will benefit from reduced fines, interest and legal charges whose
reduction percentage depends on the installment plan chosen.

Pursuant to the established rules, for compliance with the first stage of installment
payments, the Company and its subsidiaries, after having filed motions with courts,
formalized the withdrawal from the lawsuits related to taxes that will be paid in
installments, applied to the installment plans, and indicated the generic nature of tax debts,
paying the corresponding first installments, in conformity with the rules set out in Federal
Revenue Service and PGFN.

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Natura Cosméticos S.A.

The tax debts recorded for payment in installments by the Company and its subsidiaries,
pursuant to Law 11941/09, are as follows:

Inflation
12/2009 Reversals adjustment 06/2010

INSS tax liability - tax notification (a) 2,743 - 59 2,802


IRPJ/CSLL/ILL (b) 5,313 - 221 5,534
IPI on the acquisition of property, plant and
equipment and materials for own use and
consumption (c) 3,595 - 59 3,654
Others 2,280 (368) 49 1,961
13,931 (368) 388 13,951

(a) The details of this lawsuit are mentioned in item (g) of item “Tax contingencies”. Due to
the withdrawal from this lawsuit, as the Company opted to pay all its debt at sight, it
reversed to income R$1,586 on the fourth quarter of 2009, corresponding to 100% of the
late-payment fine and 45% of the interest.

(b) The details on this lawsuit are mentioned in item (d) of item “Tax contingencies”. Since
the Company has an escrow deposit for this lawsuit, no reversal of late-payment fines
and interest was made by the Company upon its withdrawal.

(c) The details of this lawsuit are mentioned in item (e) of item “Tax contingencies”. Due to
the withdrawal from this lawsuit, as the Company opted to pay all its debt at sight, it
reversed R$1,375 on the fourth quarter of 2009, corresponding to 100% of the late-
-payment fine and 45% of the interest.

Due to the lack of tax loss carryforwards, the Company and its subsidiaries do not offset
them against the remaining balance of the interest on installments.

In order to comply with the tax debt payment and installment plan by the Company and its
subsidiaries, the consolidation of tax debts by the PGFN and the Federal Revenue Service is
expected at this stage and the Companies will indicate the debts to be paid in installments
and the number of installments. This consolidation stage is estimated to occur until the end
of 2010.

Tax installment plans introduced by Provisional Act 470/09

As of October 13, 2009, Provisional Act 470 was enacted, introducing the tax debt payment
and installment plans arising from the undue use of sector tax incentive, introduced by
article 1 of Decree Law 491, of March 5, 1969, as well as those arising from the undue use
of IPI credits, in the scope of the PGFN and the Federal Revenue Service.

On November 3, 2009, the PGFN and the Federal Revenue Service published in the Federal
Official Gazette (DOU) the Joint Administrative Rule 9, which establishes the debt payment
and installment plan addressed in article 3 of Provisional Act 470/09. The debts arising from
the undue utilization of industry tax incentives introduced by article 1 of Decree Law
491/69, and those arising from the undue utilization of IPI credits challenged by the PGFN
and Federal Revenue Service may be exceptionally paid at sight or in installments to each
agency by November 30, 2009.

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Natura Cosméticos S.A.

As mentioned in item (a) of item “Tax contingencies”, the subsidiary Indústria e Comércio
de Cosméticos Natura Ltda. filed a motion partially withdrawing from the injunction filed
related to IPI credits arising from the products purchased at zero tax rate or tax exempt,
which amounted to R$23,511 as of June 30, 2010.

As of June 30, 2010, the Company awaits the position of the PGFN to complete the stage
related to the consolidation of tax debts and to write off the balances of suspended liabilities
against escrow deposits made until this date at the inflation adjusted amounts. As there are
escrow deposits made in the past and due to the option made by the Company, which opted
for payment at sight, no gain was recognized in income from the reversal of fine and late
interest.

16. SHAREHOLDERS’ EQUITY

a) Capital

As of December 31, 2009, the Company’s capital was R$404,261.

In March 2010, 181,212 common shares without par value were subscribed at the
average price of R$15.53, totaling R$2,826, and, therefore, the Company’s capital is
represented by 430,455,773 subscribed and paid-in registered common shares without
par value, totaling R$407,087. Authorized capital decreased from 11,035,564 to
10,854,352 registered common shares.

In June 2010, 101,439 common shares without par value were subscribed at the average
price of R$26.57, totaling R$2,696, and, therefore, the Company’s capital is represented
by 430,557,212 subscribed and paid-in registered common shares without par value,
totaling R$409,783. Authorized capital decreased from 10,854,352 to 10,752,813
registered common shares.

b) Dividend payment policy and interest on capital

The shareholders are entitled to receive every year a mandatory minimum dividend of
30% of net income, considering principally the following adjustments:

• Increase in the amounts resulting from the reversal of previously recognized reserves
for contingencies.

• Decrease in the amounts intended for the recognition of the legal reserve and reserve
for contingencies.

The bylaws allow the Company to prepare semiannual and interim balance sheets and,
based on these balance sheets, authorize the payment of dividends upon approval by the
Board of Directors.

On April 8, 2010, the Company paid dividends totaling R$339,386 (R$0.79 per share)
and interest on capital in the total gross amount of R$18,226 (R$0.042 gross per share),
related to income for 2009, pursuant to payment approved by the Board of Directors on
February 24, 2010 and ratified at the Annual Shareholders’ Meeting held on April 6,
2010.

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Natura Cosméticos S.A.

On July 21, 2010, the Board of Directors approved, ad referendum of the Annual
Extraordinary Shareholders’ Meeting that will resolve on the approval of the financial
statements for the year ending December 31, 2010, a proposal for the payment of interim
dividends and interest on capital on income recorded in the first half of 2010, in the
amount of R$253,947 (R$0.59 per share) and R$35,427, gross of withholding income
tax (R$0.082 per share), respectively. The total amount of interim dividends and interest
on capital corresponds to 86.9% of consolidated net income recorded in the first half of
2010.

c) Treasury shares
As of June 30, 2010 and December 31, 2009, the account “Treasury shares” was as
follows:

Average
Stock R$ cost - R$

655 14 21.37

d) Share premium
Refers to the goodwill generated on the issuance of 3,299 common shares resulting from
the capitalization of debentures totaling R$100,000, occurred on March 2, 2004.

e) Legal reserve
Since the balance of the legal reserve plus capital reserves, addressed by article 182,
paragraph 1, of Law 6404/76, exceeded 30% of the capital, the Company decided, in
accordance with article 193 of the same Law, not to recognize a legal reserve on net
income for 2006, 2007, 2008 and 2009.

f) Earnings retention reserve


As of December 31, 2009, the earnings retention reserve was recognized pursuant to
article 196 of Law 6404/76 for use in future investments, in the amount of R$82,988.
The retention for 2009, prepared by Management and approved by the Board of
Directors on February 24, 2010, was submitted to the approval of the Annual
Shareholders’ Meeting held on April 6, 2010.

17. BUSINESS SEGMENT REPORT


Segment reporting is consistent with the management reports provided by the main
operating decision-maker to assess the performance of each segment and the allocation of
funds. Although the main decision-maker analyzes the information on revenue at its
different levels, according to the reports used by Management to make decisions, the
Company’s business is mainly segmented based on the sales of cosmetics by geographic
regions, which are as follows: Brazil, Latin America (“LATAM”) and other countries. In
addition, LATAM is divided in three groups for analysis: (a) Argentina, Chile and Peru;
(b) Mexico, Venezuela and Colombia; and (c) others. The segments’ business features are
similar and each segment offers similar products through the same consumer access method.
Net revenue by region is presented as follows in 2010:

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Natura Cosméticos S.A.

• Brazil: 93.0%.

• Argentina, Chile and Peru: 5.0%.

• Mexico, Venezuela and Colombia: 1.9%.

• Other: 0.1%.

Although international segments do not represent more than 10% of the information
required to aggregate a segment, as established by the aggregation criteria described in
IFRS 8 - Segment Information, Management has substantial evidence that its foreign
business share will increase considerably against consolidated financial balances and, thus,
Management opted to report them separately.

The accounting policies of each segment are the same as applied by the Company. The
performance of the Company’s segments was assessed based on the net operating income,
net income and noncurrent assets. This measurement basis excludes the effects of interest,
income tax and social contribution, depreciation and amortization.

The financial information related to the segments as of June 30, 2010 and June 30, 2009 is
summarized in the tables below. The amounts provided to the Executive Committee related
to net income and total assets are consistent with the balances recorded in the financial
statements and with the accounting policies applied.

Income and expenses accounts

06/2010
Net Depreciation Financial
Net income and income Income
revenue (loss) amortization (expenses) tax
Brazil 2,134,034 385,531 (46,405) (17,748) (172,479)
Argentina, Chile and Peru 114,049 (15,087) (1,454) (260) (1,255)
Mexico, Venezuela and Colombia 43,296 (16,985) (810) (1,364) (142)
Other (*) 6,630 (20,407) (367) - -
Consolidated 2,298,009 333,052 (49,036) (19,372) (173,876)

06/2009
Net Depreciation Financial
Net income and income Income
revenue (loss) amortization (expenses) tax

Brazil 1,730,782 368,198 (43,676) (12,696) (71,550)


Argentina, Chile and Peru 100,908 (6,147) (1,141) (235) (559)
Mexico, Venezuela and Colombia 31,564 (28,844) (995) 124 (370)
Other (*) 4,664 (26,236) (892) - -
Consolidated 1,867,918 306,971 (46,704) (12,807) (72,479)

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Natura Cosméticos S.A.

Balance sheet accounts

06/2010 12/2009
Noncurrent Total Current Noncurrent Total Current
assets assets liabilities assets assets liabilities

Brazil 1,093,530 2,567,407 951,541 984,624 2,533,261 1,244,953


Argentina, Chile and Peru 16,703 119,790 57,070 14,050 123,891 64,749
Mexico, Venezuela and
Colombia 6,234 59,201 23,647 5,532 50,337 17,972
Other (*) 19,392 29,393 4,734 20,650 33,729 9,408
Consolidated 1,135,859 2,775,791 1,036,992 1,024,856 2,741,218 1,337,082
(*) Includes operations in the United States and France.

The Company has a dispersed customer portfolio, with no concentration of revenue.

The revenue from foreign related parties informed to the Executive Committee was
measured in accordance with that stated in the statement of income.

18. NET OPERATING REVENUE

06/2010 06/2009

Gross revenue:
Domestic market 2,908,631 2,375,872
Foreign market 208,397 176,105
Other sales 679 635
3,117,707 2,552,612
Sales taxes (815,504) (681,214)
Returns and cancellations (4,194) (3,480)
2,298,009 1,867,918

19. OPERATING EXPENSES BY NATURE

06/2010 06/2009

Marketing and selling expenses 399,332 302,127


Freight expenses 102,763 112,073
General and administrative expenses 223,918 221,306
Product research and development expenses 25,936 21,667
Management compensation 6,848 7,537
Employee benefit expenses 263,542 225,017
Depreciation and amortization charges (except by portion allocated on
Cost of Sales) 24,421 23,149
1,046,760 912,876

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Natura Cosméticos S.A.

20. EMPLOYEE BENEFIT EXPENSES

06/2010 06/2009

Payroll and bonuses 197,476 172,936


Defined-contribution plan 1,072 784
Executives’ compensation 3,791 2,359
Taxes payable 61,203 48,938
263,542 225,017

21. SHARE-BASED COMPENSATION

Once a year the Board of Directors meets in order to decide on the directors and managers
who will receive the options and the total number to be distributed.

Under the format prevailing until 2008, the programs had a four-year term for the eligibility
of the option exercise, of which 50% at the end of the third year and 50% at the end of the
fourth year, and a maximum term of two years for the exercise of options after the end of
the fourth eligibility year.

Since 2009, the program was amended and defined the end of the fourth eligibility year as
vesting date of all the options granted, with the possibility of reducing the vesting period to
three years through the cancellation of 50% of the options granted and setting the end of the
fourth eligibility year as the maximum term for the exercise of the options.

On March 19, 2010, within the context of this new program, 2,175,646 options were ratified
by the exercise price of R$34.17.

The changes in the number of outstanding stock options and their related weighted-average
prices in the six-month period/year are as follows:

06/2010 12/2009
Average Average
exercise price Options exercise price Options
per share - R$ (thousands) per share - R$ (thousands)

Balance at beginning of
six-month period/year 27.00 5,538 19.24 4,733
Granted 34.17 2,176 22.44 2,583
Cancelled 27.77 (195) 23.96 (568)
Exercised 26.63 (282) 10.78 (1,210)
Balance at end of
six-month period/year 27.28 7,237 23.22 5,538

Out of the 7,237 thousand outstanding options as of June 30, 2010 (5,538 thousand
outstanding options as of December 31, 2009), 1,105 thousand outstanding options are
vested (685 thousand outstanding options as of December 31, 2009). The options exercised
by employees of the Company and/or its subsidiaries as of June 30, 2010 resulted in the

41
Natura Cosméticos S.A.

issuance of 101 thousand shares, generating an impact of R$1,838 in shareholders’ equity,


R$645 of which from options exercised by the Company’s employees and R$1,193 from
options exercised by the subsidiaries’ employees (1,210 thousand shares as of December 31,
2009, generating an impact of R$1,871 on shareholders’ equity.

The expense related to the fair value of the options granted during the six-month period
ended June 30, 2010, according to the elapsed vesting period, was R$3,791, R$1,296 of
which from the Company and R$2,495 from the subsidiaries (R$1,527 in the six-month
period ended June 30, 2009).

The outstanding stock options at the end of the six-month period/year have the following
vesting dates and exercise prices:

June 30, 2010:


Outstanding options Vested options
Remaining
Exercise Outstanding contract life Exercise Vested Exercise
Grant date price - R$ options (in years) price - R$ options price - R$

March 16, 2005 19.71 201,402 0.72 19.71 201,402 19.71


March 29, 2006 29.37 535,280 1.74 29.37 535,280 29.37
April 24, 2007 27.77 736,237 2.86 27.77 368,119 27.77
April 22, 2008 21.57 1,135,127 3.87 21.57 - -
April 22, 2009 23.52 2,453,154 6.91 23.52 - -
March 19, 2010 34.51 2,175,646 7.83 34.51 - -
7,236,846 1,104,801

December 31, 2009:


Outstanding options Vested options
Remaining
Exercise Outstanding contract life Exercise Vested Exercise
Grant date price - R$ options (in years) price - R$ options price - R$

April 10, 2004 8.92 93,622 0.28 8.92 93,622 8.92


March 16, 2005 19.12 281,911 1.22 19.12 281,911 19.12
March 29, 2006 28.49 623,221 2.24 28.49 309,906 28.49
April, 24 2007 26.94 807,511 3.36 26.94 - -
April, 22 2008 20.92 1,210,647 4.37 20.92 - -
April 22, 2009 22.82 2,520,690 7.41 22.82 - -
5,537,602 685,439

As of June 30, 2010, market price per share was R$40.00 (R$36.31 as of December 31,
2009).

Significant data included in the fair value pricing model of the options granted in 2010 is as
follows:

• Weighted-average share price of R$10.82 (R$7.83 in 2009) on grant date.

• Volatility of 37% (39% in 2009).

• Dividend yield of 5.3% (5.3% in 2009).

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Natura Cosméticos S.A.

• Expected option life of three and four years.

• Risk-free annual interest rate of 10.8% (9.6% in 2009).

Below is a simulation of the effects from: (a) the exercise of options granted through June
30, 2010; and (b) the exercise of all options liable to being granted under the Stock Option
Program. For both scenarios, we assumed that all options were exercisable as of June 30,
2010, based on the Company’s shareholders’ equity on that date:

Scenario I Scenario II
Options Total program
granted options

Average exercise price per share - R$ 27.28 27.28


Number of common shares 430,557,212 430,557,212
Number of shares to be issued upon exercise of options 7,236,846 16,559,893
Book value per share as of June 30, 2010 - R$ 2.60 2.60
Book value per share as of June 30, 2010, considering the
exercise of all options granted under each plan - R$ 2.56 2.71
Dilution of book value per share, considering the exercise of
all options granted under each plan - R$ 0.04 0.11
Percentage dilution, considering the exercise of all options
granted under each plan 1.65% 4.00%

22. EMPLOYEE BENEFITS

22.1. Pension plan

The Company and its subsidiaries sponsor two employees’ benefit plans: a pension
plan, through a private pension fund managed by Brasilprev Seguros e Previdência
S.A., and an extension of healthcare plans to retired employees.

The defined contribution pension plan was created on August 1, 2004 and all
employees hired from that date are eligible to it. Under this plan, the cost is shared
between the employer and the employees so that the Company’s share is equivalent to
60% of the employee’s contribution according to a contribution scale based on salary
ranges from 1% to 5% of the employee’s monthly compensation.

On June 30, 2010, the Company and its subsidiaries did not have actuarial liabilities
arising from the former employees’ pension plan.

The contributions made by the Company and its subsidiaries totaled R$1,072 in the
six-month period ended June 30, 2010 (R$784 in the six-month period ended June 30,
2009) and were recorded as expenses in the six-month period.

22.2. Healthcare plan

The Company and its subsidiaries maintain a postemployment healthcare plan for a
group of former employees and their spouses, according to the rules established by it.
As of June 30, 2010, the plan had 2,165 participants.

43
Natura Cosméticos S.A.

As of June 30, 2010, the Company had a reserve for the actuarial liability arising from
this plan totaling R$15,995 (R$9,342 as of December 31, 2009), which was calculated
by an independent actuary considering the following main assumptions:

Annual percentage
(in nominal terms)
2010

Financial discount rate 11.2


Increase in medical expenses (reduced by 0.5% per year) 10.5 to 5.5
Long-term inflation 4.5
General mortality table RP 2000

In the second quarter of 2010, the Company redefined the type of contribution for
employees under the post-retirement healthcare plan. As a result, employees will
make smaller contributions compared to the previous period, increasing the
Company’s actuarial liabilities by R$5,400. Additionally, the Company and its
subsidiaries recorded R$1,253 related to actuarial and inflation adjustment in the
period.

23. FINANCIAL EXPENSES, NET

06/2010 06/2009

Financial income:
Interest on short-term investments 15,655 17,879
Inflation adjustment and foreign exchange gains (a) 936 34,159
Gains on swap and forward transactions (b) 14,308 3,306
Other financial income 6,783 10,200
37,682 65,544

Financial expenses:
Interest on financing (25,949) (15,734)
Inflation adjustment and foreign exchange losses (a) (12,281) -
Losses on swap and forward transactions (b) (5,624) (46,365)
Other financial expenses (13,200) (16,252)
(57,054) (78,351)

Financial expenses, net (19,372) (12,807)

The objective of the breakdowns below is to explain more clearly the foreign exchange
hedging transactions contracted by the Company and their contra entries in the statement of
income shown in the previous table:

44
Natura Cosméticos S.A.

06/2010 06/2009

(a)
Inflation and exchange gains 936 34,159
Inflation and exchange losses (12,281) -
(11,345) 34,159
(a) Breakdown
Exchange rate changes on loans and financing (9,883) 40,896
Adjustment for inflation on financing 30 (412)
Exchange rate changes on imports (804) 399
Exchange rate changes on accounts payable in foreign subsidiaries (1,624) (229)
Exchange rate changes on export receivables 936 (6,495)
(11,345) 34,159

(b)
Gains on swap and forward transactions 14,308 3,306
Losses on swap and forward transactions (5,624) (46,365)
8,684 (43,059)
(b) Breakdown
Exchange rate changes on swaps 9,727 (40,101)
Exchange rate changes on forwards 3,773 (8,902)
Swap and forward derivatives adjusted to fair value (1,118) 14,292
Income from foreign exchange coupon swaps 808 679
Financial costs of swaps (3,282) (7,266)
Financial costs of forwards (1,224) (1,761)
8,684 (43,059)

24. EARNINGS PER SHARE


24.1. Basic
Basic earnings per share are calculated by dividing the net income attributable to the
owners of the Company by the weighted average of common shares issued during the
year, less common shares bought back by the Company and held as treasury shares.
06/2010 06/2009

Net income attributable to the Company’s shareholders 333,052 306,971


Weighted average of common shares issued - thousand 430,415,887 429,556,724
Weighted average of treasury shares (655) (10,313)
Weighted average of outstanding common shares -
thousand 430,415,232 429,546,411

Basic earnings per share - R$ 0.7738 0.7146

24.2. Diluted
Diluted earnings per share is calculated by adjusting the weighted average outstanding
common shares supposing that all potential common shares that would cause dilution
are converted. The Company has only one category of common shares that would
potentially cause dilution: the stock options.
45
Natura Cosméticos S.A.

06/2010 06/2009

Net income attributable to the owners of the Company 333,052 306,971


Weighted average of number of common shares issued -
thousands 430,415,232 429,546,411
Weighted average of treasury shares 1,881,274 833,511
Weighted average of number of outstanding common
shares issued - thousands 432,296,505 430,379,922

Basic earnings per share - R$ 0.7704 0.7133

25. RELATED-PARTY TRANSACTIONS

25.1. Intragroup transactions

Product sales Product purchases


06/2010 06/2009 06/2010 06/2009

Indústria e Comércio de Cosméticos


Natura Ltda. 1,349,488 1,162,100 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brazil - - 1,273,459 1,088,725
Natura Cosméticos S.A. - Peru - - 14,818 15,547
Natura Cosméticos S.A. - Argentina - - 16,199 21,833
Natura Cosméticos S.A. - Chile - - 15,567 12,834
Natura Cosméticos S.A. - Mexico - - 17,356 13,407
Natura Cosméticos Ltda. -
Colombia - - 10,638 6,344
Natura Cosméticos C.A. -
Venezuela - - - 1,417
Natura Europa SAS - France - - 1,183 1,619
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 252 338
Natura Logística e Serviços Ltda. - - 16 36
1,349,488 1,162,100 1,349,488 1,162,100

Service sales Services purchases


06/2010 06/2009 06/2010 06/2009

Administrative structure: (a)


Natura Logística e Serviços Ltda. 193,687 140,256 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brazil - - 144,959 107,272
Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. - - 29,995 22,105
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 18,733 10,879
193,687 140,256 193,687 140,256

46
Natura Cosméticos S.A.

Service sales Services purchases


06/2010 06/2009 06/2010 06/2009

Product and technology research


and development: (b)
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. 106,258 88,907 - -
Natura Cosméticos S.A. - Brazil - - 106,258 88,907
106,258 88,907 106,258 88,907

“In vitro” research and tests: (c)


Natura Innovation et Technologie
de Produits SAS - France 2,064 1,523 - -
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 2,064 1,523
2,064 1,523 2,064 1,523

Lease of properties and common


charges: (d)
Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. 3,363 3,209 - -
Natura Logística e Serviços Ltda. - - 1,948 1,898
Natura Inovação e Tecnologia de
Produtos Ltda. - - 783 763
Natura Cosméticos S.A. - Brazil - - 632 548
3,363 3,209 3,363 3,209

Total of sales and purchases of


products and services 1,654,860 1,395,995 1,654,860 1,395,995

(a) Refers to advances granted for provision of logistics and general administrative
services.

(b) Refers to advances granted for provision of product and technology development
and market research services.

(c) Provision of “in vitro” research and tests.

(d) Rental of part of the industrial complex located in Cajamar - SP and buildings
located in the municipality of Itapecerica da Serra - SP.

Because of the Company’s and subsidiaries’ operational model, as well as the channel
chosen to distribute products, direct sales via Natura Beauty Consultants, a substantial
portion of sales is made by the subsidiary Indústria e Comércio de Cosméticos Natura
Ltda. to the parent company Natura Cosméticos S.A. in Brazil and to its foreign
subsidiaries.

According to note 12, the Group companies usually grant each other pledges and
collaterals to guarantee bank loans and financing.

47
Natura Cosméticos S.A.

25.2. Compensation of key management personnel

The total compensation of the Company’s Management is as follows:

06/2010 06/2009
Compensation Compensation
Variable Variable
Fixed (*) Total Fixed (*) Total

Directors 1,925 903 2,828 1,714 856 2,570


Officers 2,184 1,836 4,020 3,084 1,883 4,967
Total 4,109 2,739 6,848 4,798 2,739 7,537

06/2010 06/2009
Compensation Compensation
Variable Variable
Fixed (*) Total Fixed (*) Total

Executives 7,693 6,025 13,718 5,363 4,204 9,567

(*) Refers to the profit sharing recorded in the statement of income of the six-month period.
The amounts include any additions and/or reversals to the provision recorded in the
six-month period/year in view of the final assessment of the targets established for
directors, officers and executives.

25.3. Breakdown of Company executives’ compensation:

06/2010 06/2009
Stock option grant Stock option grant
Stock option Average Stock option Average
balance exercise balance exercise
(quantity) (a) price - R$ (b) (quantity) (a) price - R$ (b)

Officers 1,523,834 27.28 983,231 23.20

06/2010 06/2009
Stock option grant Stock option grant
Stock option Average Stock option Average
balance exercise balance exercise
(quantity) (a) price - R$ (b) (quantity) (a) price - R$ (b)

Executives 3,216,766 27.28 2,335,487 23.20

(a) Refers to the balance of unexercised vested and unvested options as of the balance sheet
dates.

(b) Refers to the weighted-average exercise price of the option at the time of the stock option
plans, adjusted for inflation based on the Extended Consumer Price Index (IPCA) through
the balance sheet dates.

48
Natura Cosméticos S.A.

25.4. Other related-party transactions

In May 2010, the Company entered into a sponsorship agreement for the production of
a feature film with an associated producer, Imaginação Filmes Ltda. The wife of
Mr. Antonio Luiz da Cunha Seabra (shareholder of the Company’s controlling group)
is a shareholder of this company. The sponsorship refers to the production of a feature
film in the total amount of R$4,000, with the Company being the project’s major
sponsor. On the other hand, the Company will be allowed to publicize its brand and
perform communication actions of said feature. The launch is scheduled for the
second half of 2012 and the first half of 2013. In the first half of 2010, the Company
had already contributed R$1,000 to sponsor the feature.

26. INSURANCE (INFORMATION NOT REVIEWED BY INDEPENDENT


ACCOUNTANTS)

The Company and its subsidiaries contract insurance based principally on risk concentration
and significance, at amounts considered by Management to be sufficient, taking into
consideration the nature of its activities and the opinion of its insurance advisors. As of June
30, 2010, the insurance coverage was as follows:

Insured
Item Type amount

Industrial complex/ Any material damages to buildings, facilities and


inventories machinery and equipment 815,118
Vehicles Fire, theft and collision for 1,201 vehicles 44,666
Loss of profits Normalization of profits arising from material damages to
facilities, buildings and production machinery and
equipment 1,124,405

2010-0654

49
São Paulo, July 21st, 2010 – Natura
Cosméticos S.A. (BM&FBovespa: NATU3)
announces today its results for the second
quarter of 2010 (2Q10). Except where stated
otherwise, the financial and operating information in this
report is presented on a consolidated basis, in
accordance with International Financial Reporting
Standards (IFRS).

1. FINANCIAL PERFORMANCE

Natura posted good results in the second quarter of 2010. Consolidated net revenue grew
by 24.1% to R$1,283.6 million. EBITDA achieved R$331.8 million, improving by 32.2% and
margin of 25.9%, while net income came to R$191.5 million, up by 13.8%.

In the first half of the year, consolidated net revenue was R$2,298.0 million, 23.0% up on
the same period in 2009. EBITDA amounted to R$575.3 million, 31.0% higher than in
2009, and margin of 25.0%. Net income was R$333.1 million in the first six months, up by
8.5% year on year.

The innovation index1 remained high at 68.1% in the first six months (versus 64.6% in
1H09). The second quarter featured various important launches: a new perfume “Kaiak
Pulso” set a sales record at 1.9 million units sold in the product launch cycle; relaunch of
“Chronos” line, with a whole new way of differentiating skin care - in addition to
chronological age, consumers can also select products based on the intensity of visible
signs - accompanied by improvements in the product formulations; and “Tododia Inverno”,
which features six body and bath products that offer innovative moisturizing solutions. In
all, 38 products were launched in the quarter, which, together with 14 products launched in
1Q10, represent a total of 52 new products in the first half of this year.

It is also important to note the solid execution of our strategies for Mother's Day and
Valentine's Day, with strong marketing support for consultants and final consumers, which
had positive impacts on sales.

Also on the subject of innovation and in line with our strategic guideline to continually
lower the environmental impacts caused by our packaging, we recently announced a
partnership with Braskem2 for the launch of the first cosmetics product in Brazil with
packaging made from green polyethylene, which is also known as green plastic. Made from
sugarcane, a renewable source, this innovation will help to reduce greenhouse gases
emission. Green polyethylene will be gradually rolled out on our refill packages, beginning
last quarter this year.

1
Percentage of new products in the company’s revenues
2
Brazilian petrochemical and thermoplastic resins producer.
Our sales channel continued to growth vigorously. At the close of the quarter, our
consolidated consultant base totaled 1,118,900, up 19.2% over the same period last year.
In Brazil, we reached 941,900 consultants, 17.9% up, reflecting the full ramp-up and
efficient operation of the Natura Super Consultant (CNO) sales model, which was fully
implemented in May last year. The number of consultants in international operations
increased by 26.3% to 177,000.

In Brazil, quarterly net revenue grew by 24.3% to R$ 1,190.8 million (growth of 23.4% to
R$ 2,133.2 million in 1H10). The EBITDA margin in the quarter was 28.9%, versus 28.5%
in 2Q09 (28.6% margin in 1H10, versus 28.0% a year earlier). Our market share in the
target market was 23.7% in the first two months of 2010, up by 90 basis points, according
to the São Paulo State Perfumery and Toiletry Association (SIPATESP) and the Brazilian
Association for the Cosmetics, Toiletry and Fragrance Industry (ABIHPEC).

The additional investments made in the marketing mix since the Action Plan was initiated in
2008 totaled R$281.0 million, and were financed by the productivity gains of R$335.0
million until the first half this year.

Net revenue from current international operations recorded growth of 40.0% in weighted
local currency between 2Q09 and 2Q10. In the six months to June 30th, this growth was
39.7% in local currency. Excluding Venezuelan operations, net revenue grew by 43.3% in
2Q10 and 43.1% in the first semester in weighted local currency. Operations in
consolidation (Argentina, Chile and Peru) posted positive results, with EBITDA of R$5.4
million in the second quarter and R$1.8 million in the first six months. Operations in
implementation (Mexico and Colombia) recorded negative results of R$6.4 million in 2Q10,
compared with negative results of R$14.0 million in 2Q09. In 1H10, these losses totaled
R$12.8 million.

As previously announced, we are increasing customization in our Latin America operations.


In order to sustainably accelerate our growth in these markets, we have been increasing
our efforts to localize concepts and products, adapting them to local consumers. These
measures include the implementation of a sales model (CNO) adjusted to the local culture
expected for 2011 and 2012; and the beginning of outsourced local production of some
items of our portfolio, leading to economic benefits, costs reductions, and environmental
gains due to lower greenhouse gas emissions from transportation. The model will focus on
local products, instead of own manufacturing. We plan to begin production in at least one
country by December 2010 and intensify these actions next year.

International operations are defined as our business in Argentina, Chile, Peru, Mexico,
Colombia and France, distributors in Bolivia and Central America and corporate
expenditures with our structure, currently based in Argentina, and with projects dedicated
to these initiatives. In these operations, 177,700 consultants are managed by 833 sales
supervisors, meaning 213 consultants per sales supervisor in 2Q10, a 26.7% increase over
2Q09.

2
At the close of the quarter, our total debt was R$637.5 million, already including the R$350
million non convertible debentures launched last May, designed to extend our debt profile.
Demand for the debentures was more than double the offer.

Standard & Poor's assigned "brAAA" ratings to Natura Cosméticos and its debentures
issuance. This was the first time Natura was subject to this rating. As a result of the
transaction, two-thirds of the company's debt is currently long term. Net debt ended the
quarter at R$181.5 million, which corresponds to 0.2x LTM EBITDA.

2. SOCIAL AND ENVIRONMENTAL PERFORMANCE

Over the years, we have established clear commitments to improve our performance
indicators, as part of our effort to continually optimize our sustainability management. We
currently monitor 16 indicators, which make up what we call the social and environmental
budget and which are related to priority sustainability issues: Biodiversity, Greenhouse
Gases, Education, Impact of Products (solid waste) and Quality Relationships.

In the second quarter of 2010, we reduced relative greenhouse gas emissions sharply by
4.1%, thanks to improvements in the logistics process, especially the transportation of
products to final consumers and exports to international operations. In addition, we have
exceeded the annual target for collections for the "Crer par Ver" (Believing is Seeing)
program, which aims to improve the quality of public education in Brazil, confirming the
ability of our sales team to mobilize in favor of education, a key sustainability issue.

Indicator 2009 Commitment 2009 Results 2010 Commitment 1H10 Results

Reduce greenhouse gas Reduce greenhouse gas


emissions by 33% by 2011, emissions by 33% by 2011,
Greenhouse gases -5,20% -4,10%
considering the inventory we considering the inventory we
conducted in 2006. conducted in 2006.

Water Reduce water consumption per


None 0.527 liter/unit billed 0.515 liter/unit billed
consumption unit billed by 10%.

Collect R$ 3.744 million from Collect R$ 6 million from the


Collections CPV R$ 3.768 million R$ 6.153 million
the sales of products sales Crer Para Ver line.

3
3. THE COSMETICS, FRAGRANCES AND PERSONAL CARE SECTOR IN BRAZIL

The target market for cosmetics, fragrances and personal care products in Brazil continues
to perform well. According to data from SIPATESP/ABIHPEC3, the target market posted
growth of 12.7% in the first two months of this year, with the cosmetics & fragrances
segment growing by 18.4% and the personal care segment expanding by 8.8% in the
same period. Our market share in the first two months of 2010 was 23.7%, up from 22.8%
in the same period a year earlier.

The table below shows Natura's share in both the cosmetics & fragrances and personal care
segments.

> CF&T Core Market Net Revenues Breakdown and Natura's Market Share in Brazil

Core Market (R$ million) Market Share - Natura (%)

2M10 2M10 Change % 2M10 2M10 Change %

Cosmetics and Fragrances 1.011,9 854,5 18,4% 38,7% 37,3% 1,4

Toiletries 1.383,8 1.271,6 8,8% 12,7% 12,0% 0,6

Total 2.395,7 2.126,1 12,7% 23,7% 22,8% 0,9

Source: SIPATESP

According to 2009 data from EUROMONITOR4, the total cosmetics & fragrance and personal
care segments (CF&T) grew by 14.7% in Brazil. Natura increased its leadership position in
the total CF&T market (first achieved in 2005), with a market share of 13.2%, up by 30
basis points in the year.

3
São Paulo State Perfumery and Toiletry Industry Trade Union / Brazilian Association for the Cosmetics, Toiletry and
Fragrance Industry.
4
Euromonitor mesures companies market share over retail prices in total CFT market.
4
4. CONSOLIDATED RESULTS

> Consolidated Financial Summary (R$ million)

2Q10 2Q09 Change % 1H10 1H09 Change %

Total Consultants - end of period*


1.118,9 938,8 19,2 1.118,9 938,8 19,2
(in thousand)

Unit sold – items for resale


98,5 89,4 10,2 98,5 89,4 10,2
(in million)

Gross Revenues 1.736,2 1.412,8 22,9 3.117,7 2.552,6 22,1

Net Revenues 1.283,6 1.034,3 24,1 2.298,0 1.867,9 23,0

Gross Profit 883,6 732,5 20,6 1586,3 1304,6 21,6

Gross Margin (%) 68,8% 70,8% -2,0 pp 69,0% 69,8% -0,8 pp

Sales Expenses (413,8) (365,1) 13,3 (762,6) (661,3) 15,3

General and Administrative Expenses (150,4) (137,0) 9,8 (277,4) (244,0) 13,7

Management compensation (2,8) (3,5) na (6,8) (7,5) na

Other Operating Income / (Expenses), net (12,4) 0,7 na (13,2) 0,6 na

Financial Income / (Expenses), net (12,8) (19,7) -34,9 (19,4) (12,8) 51,3

Earnings Before Taxes 291,5 208,0 40,1 506,9 379,5 33,6

Net Income (Losses) 191,5 168,3 13,8 333,1 307,0 8,5

Net Margin (%) 14,9% 16,3% -1,4 pp 14,5% 16,4% -1,9 pp

EBITDA** 331,8 250,9 32,2 575,3 439,1 31,0

EBITDA Margin (%) 25,9% 24,3% 1,6 pp 25,0% 23,5% 1,5 pp

Consolidated net revenue was R$1,283.6 million in 2Q10, up by 24.1% from 2Q09
(R$2,298.0 million in 1H10, 23.0% up). In Brazil, net revenue came to R$1,190.8 million in
the quarter, 24.3% more than in the same quarter a year ago (R$2,133.2 million in 1H10,
23.4% up).

Total international operations recorded net revenue of R$92.8 million in 2Q10, up by


21.8% from 2Q09 and 40.0% in weighted local currency (R$164.8 million in 1H10, for
growth of 18.2% and 39.7% in Brazilian currency and weighted local currency,
respectively). International operations accounted for 6.9% of net revenue in the quarter,
versus 7.0% in 2Q09. In the first half of the year their contribution to net revenue stood at
6.9%.

5
In Brazil our consultant base posted strong growth of 17.9%, driven by the CNO model.
Productivity5 in the first half of the year grew by 2.5% (R$4,498 in 2010, versus R$4,386
in the previous year), reflecting the more consistent policy for price increases, good
launches in the period and successful strategies for Mother's Day and Valentine's Day.

Cost of Goods Sold (COGS) increased from 29.2% of net revenue in 2Q09 to 31.2% in
2Q10, squeezing gross income by 200 basis points. This variation is explained by the
higher volume of losses resulting from the policy of increasing inventories in 2009, the
higher share of Mother's Day’s and Valentine's Day’s kits in sales, and the unfavorable
currency translation impact on international operations. In the first half of the year, COGS
totaled 31%, versus 30.2% in 1H09, due to the same reasons.

The table below presents the main components of COGS:

> Composition of Cost of Good Sold


(% Net Revenues)

2Q10 2Q09 1H10 1H09

RM/PM* 26,2 23,9 25,5 24,2

Labor 2,2 2,1 2,4 2,5

Depreciation 0,9 1,0 1,0 1,1

Others 1,9 2,1 2,0 2,4

Total 31,2 29,2 31,0 30,2

(*) Raw material and packaging material

Selling expenses corresponded to 32.2% of net revenue in 2Q10, down by 310 basis
points from 35.3% in 2Q09. In the first six months of the year, selling expenses
corresponded to 33.2% of net revenues, or 220 basis points down from the 35.4%
recorded in 1H09. Investments in marketing remain robust, with an emphasis on
supporting new product launches, as well as training and events for the sales team, which
should intensify in the second half of the year. More efficient logistics and lower costs with
our catalog, combined with dilution of international expenses, also favored by impacts from
currency translation, reduced these expenses as a percentage of net revenue.

General and administrative expenses also recorded a dilution of 140 basis points in the
quarter (13.1% of net revenue in 2Q09, versus 11.7% in 2Q10) and 90 basis points in the
first six months (13.0% in 1H09 and 12.1% in 1H10).

5
Productivity measured at retail prices
6
Other operating expenses/revenue amounted to R$12.4 million in 2Q10 and R$13.2
million in 1H10, due to complement for employees under the post-retirement healthcare
plan, increasing actuarial liabilities and the physical counting performed in the plant and
distribution centers, according to the prevailing policy.

Consolidated net income before income tax and social contribution was R$291.5
million in 2Q10, an increase of 40.1% from a year earlier. Consolidated net income was
R$191.5 million in the quarter, up by 13.8% from R$168.3 million in 2Q09. In the first six
months, consolidated net income came to R$333.1 million, 8.5% up on 1H09. In 2009,
income tax and social contribution effective rates were lower due to the accelerated
amortization of goodwill in the period, a benefit that expired that year. This year, the
effective tax rate applied is 34.3%.

Consolidated EBITDA was R$331.8 million in 2Q10, up by 32.2% from R$250.9 million in
2Q09. Margin expanded from 24.3% in 2Q09 to 25.9% in 2Q10. In the first half of the
year, EBITDA was R$575.3 million, 31.0% up year on year, while margin improved from
23.5% in 1H09 to 25.0% in 1H10. We reiterate our commitment to maintaining EBITDA
margin at a minimum of 23.0% for 2010.

> EBITDA (R$ million)

2Q10 2Q09 Change % 1H10 1H09 Change %

Net Revenues 1.283,6 1.034,3 24,1 2.298,0 1.867,9 23,0

(-) Cost of Sales and Expenses 979,4 806,6 21,4 1.771,7 1.475,7 20,1

EBIT 304,3 227,6 33,7 526,3 392,3 34,2

(+) Depreciation/Amortization 27,6 23,3 18,3 49,0 46,8 4,8

EBITDA 331,8 250,9 32,2 575,3 439,1 31,0

> EBITDA pro-forma by areas of operation (R$ million)

2Q10 2Q09 Change % 1H10 1H09 Change %

Brazil 343,8 273,2 25,8 610,7 483,2 26,4

Argentina, Chile and Peru 5,4 3,7 45,7 1,8 5,2 (64,6)

Mexico, Venezuela and Colombia (6,4) (14,0) (54,1) (12,8) (25,4) (49,6)

France and USA (10,8) (11,9) (8,7) (24,4) (25,6) (4,9)

Total 331,8 250,9 32,3 575,4 437,4 31,5

7
> CASH FLOW

> Consolidated cash flow – pro-forma (R$ million)

2Q10 2Q09 Var %

Net income 333,1 307,0 8,5

(+) Depreciation and amortization 49,0 46,8 4,8

Internal cash generation 382,1 353,8 8,0

Cashflow (Increase) / Decrease 60,6 (58,9) (203,0)

(+) Non-cash 4,5 (21,1) (121,3)

Operating cash generation 447,2 273,9 63,3

Capex (63,0) (46,6) 35,3

Free cash flow* 384,2 227,3 69,1

(*) (Internal cash generation) +/- (changes in working capital and long-term assets and liabilities) – (acquisitions of property, plants, and
equipment).

Internal cash flow was R$ 382.1 million in 1H10, up by 8.0%, reflecting net income growth
of 8.5% due to the end of the tax benefits from goodwill amortization in 2009. This total
included a reduction of R$60.6 million in working capital as well as investments of R$63.0
million in fixed assets. As a result, free cash flow grew by 69.1% to R$384.2 million in
2010.

As announced, inventory coverage days continued to decline. We are continuing to work


on structural measures to increase the flexibility and integration of the supply chain,
improve the continuous planning process and optimize the distribution network in the
medium and long term.

Recoverable taxes returned to the levels recorded at the end of 2009, reflecting the
effectiveness of our negotiations with the government, which should reduce the balance
even further in the coming quarters.

For 2010, we are maintaining our Capex estimate of R$250 million, which will be
concentrated in logistics capacity and information systems.

5. Pro-Forma Income Statements

The profit margin of Brazilian exports to international operations was subtracted from the
COGS of the respective operations in order to show the actual impact of these subsidiaries
on the company’s consolidated result. Thus, the pro-forma Income Statement for the
Brazilian operations presents only domestic sales figures.

8
5.1 BRAZILIAN OPERATIONS – Pro-Forma Income Statement

> Financial Highlights - Brazil (R$ million)

2Q10 2Q09 Change % 1H10 1H09 Change %

Total Consultants - end of period*


941,9 798,7 17,9 941,9 798,7 17,9
(in thousand)

Unit sold – items for resale


88,5 82,2 7,6 174,8 155,9 12,1
(in million)

Gross Operating Revenues 1.618,9 1.317,1 22,9 2.909,8 2.376,9 22,4

Net Operating Revenues 1.190,8 958,0 24,3 2.133,2 1.728,4 23,4

Gross Profit 827,5 680,5 21,6 1.488,1 1.211,7 22,8

Gross Margin (%) 69,5% 71,0% -1,5 pp 69,8% 70,1% -0,3 pp

Sales Expenses (363,8) (312,4) 16,5 (666,7) (564,4) 18,1

General and Administrative Expenses (132,0) (114,5) 15,3 (204,6) (174,3) 17,4

Management compensation (2,8) (3,5) (18,0) (6,8) (7,5) (9,1)

Other Operating Income / (Expenses), net (11,3) 1,0 (1207,0) (11,2) 1,4 (883,6)

Financial Income / (Expenses), net (12,4) (20,4) (39,0) (17,7) (12,7) 39,8

Earnings Before Taxes 305,2 230,8 32,2 546,6 426,5 28,1

Net Income (Losses) 207,5 194,6 6,6 376,8 360,0 4,7

EBITDA 343,8 273,2 25,8 610,7 483,2 26,4

EBITDA Margin (%) 28,9% 28,5% 0,4 pp 28,6% 28,0% 0,7 pp

 The number of consultants in Brazil achieved 941,900 at the close of 2Q10, 17.9%
more than in 2Q09, reflecting the full implementation of the CNO model beginning
May 2009. In 2Q09, the CNO model was implemented in Brazil’s North and South
regions as well as in the city of São Paulo.

 As a result of the action plan implemented in 2008, we continue to observe an


increase in orders placed over the Internet, which accounted for 84.0% of all orders
in the quarter, versus 68.6% in 2009.

9
5.2 OPERATIONS IN CONSOLIDATION (Argentina, Chile and Peru)

> Financial Highlights - Operations under Consolidation


(Argentina, Chile and Peru) (R$ million)
2Q10 2Q09 Change % 1H10 1H09 Change %

Total Consultants - end of period*


123,7 101,0 22,5 123,7 101,0 22,5
(in thousand)

Unit sold – items for resale


6,8 5,2 32,1 12,4 9,7 28,2
(in million)

Gross Revenues 85,0 71,2 19,3 149,3 131,9 13,2

Net Revenues 64,9 54,7 18,5 114,0 100,9 13,0

Gross Profit 40,1 37,9 5,9 68,8 67,8 1,5

Gross Margin (%) 61,8% 69,2% -7,4 pp 60,4% 67,2% -6,8 pp

Sales Expenses (29,8) (29,7) 0,2 (57,1) (53,9) 5,9

General and Administrative Expenses (4,6) (5,3) (11,7) (9,4) (10,0) (6,0)

Others Income / (Expenses), net (1,1) 0,2 - (2,0) 0,3 -

Financial Income / (Expenses), net (0,6) 0,5 - (0,3) (0,2) -

Earnings Before Taxes 4,0 3,6 10,7 0,1 4,1 (96,7)

Net Income (Losses) 2,2 1,0 122,7 (3,0) (0,0) 11093,6

EBITDA 5,4 3,7 45,7 1,8 5,2 (64,6)

EBITDA Margin (%) 8,3% 6,7% 1,5 pp 1,6% 5,2% -3,6 pp

 Net revenue from operations in consolidation was R$64.9 million in 2Q10, up by


34.3% in weighted local currency on 2Q09, and R$114.0 million in 1H10, up by
32.7% in weighted local currency.

 The number of consultants increased by 23.3% to 123,700 at the end of 2Q10.

 In the second quarter, operations in consolidation recovered to once again posted


positive results, with EBITDA of R$5.4 million in 2Q10, versus R$3.7 million in 2Q09,
and R$1.8 million in 1H10, versus R$5.2 million in 1H09. The gross margin narrowed
in 2Q10, the increase in prices being insufficient to offset the depreciation of the
currency basket, although this was mitigated by the dilution of selling and
administrative expenses and the postponement of marketing expenses.

5.3 OPERATIONS IN IMPLEMENTATION (Mexico, Colombia and Venezuela)

10
> Financial Highlights - Operations under Implementation
(Mexico, Venezuela and Colombia) (R$ million)
2Q10 2Q09 Change % 1H10 1H09 Change %

Total Consultants - end of period*


52,1 38,1 37,0 52,1 38,1 37,0
(in thousand)

Unit sold – items for resale


3,0 1,9 53,1 5,7 3,5 63,7
(in million)

Gross Revenues 27,7 20,2 37,4 50,2 36,1 39,0

Net Revenues 23,9 17,6 36,0 43,3 31,6 37,2

Gross Profit 13,4 11,8 13,8 24,9 20,9 19,1

Gross Margin (%) 56,2% 67,2% -11,0 pp 57,5% 66,2% -8,7 pp

Sales Expenses (17,1) (18,9) (9,9) (32,1) (35,3) (9,0)

General and Administrative Expenses (3,4) (6,9) (51,2) (6,5) (10,9) (40,1)

Financial Income / (Expenses), net 0,2 0,3 - (1,4) 0,1 -

Earnings Before Taxes (6,8) (14,3) (52,8) (15,1) (26,3) (42,6)

Net Income (Losses) (7,2) (15,2) (52,3) (16,0) (28,0) (42,8)

EBITDA (6,4) (14,0) (54,1) (12,8) (25,4) (49,6)

EBITDA Margin (%) -26,9% -79,8% 52,9 pp -29,6% -80,6% 50,9 pp

 Net revenue from operations in implementation totaled R$23.9 million in 2Q10,


62.5% up in weighted local currency (excluding Venezuela in 2009); in 1H10, this
figure increased by 67.0% to R$ 43.3 million.

 The number of consultants increased by 37.0% to 52,100 at the end of 2Q10.

 These operations recorded EBITDA loss of R$6.4 million in 2Q10, versus EBITDA loss
of R$14.0 million in 2Q09. In the first six months, EBITDA loss was R$12.8 million,
versus EBITDA loss of R$25.4 million in 1H09, when results were impacted by the
discontinuation of our operations in Venezuela. The gross margin narrowed in the
quarter due to the devaluation of the currency basket.TINA (

5.4 OTHER INTERNATIONAL INVESTMENTS

Other investments in international operations recorded loss (EBITDA) of R$10.8 million in


2Q10, versus a loss of R$11.9 million in 1Q09. In 1H10, this figure was a loss of R$24.4
million, versus a loss of R$24.2 million in 1H09.

11
In 2010, these investments consist of our French operations and projects and expenses
relating to our Latin America corporate office in Buenos Aires, whose team is still being
formed. In 2009, investments include our French operations and expenses with the
deactivation of the U.S. operations.

6. DIVIDENDS

On July 21st, 2010, the Board of Directors approved the management's proposal, ad
referendum of the Annual Shareholder’s Meeting to be held in 2011, for the payment, on
August 12th, 2010, of dividends related to net income recorded in the first half of 2010 and
interest on equity related to the period from January to July, 2010, in the amounts of
R$253.9 million and R$35.4 million (R$30.1 million, net of withholding tax), respectively.

Jointly, dividends and interest on equity related to the first six months of 2010 will
represent a net payment of R$0.6597 per share to be paid on August 12th, 2010 to
shareholders on July 27th, 2010, from July, 28th our shares will be traded “ex” dividends
and “ex” interest on equity. Interest on equity will be recorded on July 31st, 2010.

12
> CONFERENCE CALL & WEBCAST

Portuguese: Friday, July 23rd, 2010


10:00 a.m. – Brasília time

English: Friday, July 23rd, 2010


12:00 pm – Brasília time

Brazilian callers: +55 11 4688-6341


U.S. callers: Toll Free +1 800 860-2442
Callers from other countries: +1 412 858-4600
Access code: Natura

Live Webcast at: www.natura.net/investidor

> INVESTOR RELATIONS

Telephone: +55 11 4196-1421


Helmut Bossert, helmutbossert@natura.net
Patrícia Anson, patriciaanson@natura.net
Bruno Caloi, brunocaloi@natura.net

13
> Consolidated summary income statement for the year

R$ million 2Q10 2Q09 1H10 1H09

NET REVENUES 1.283,6 1.034,3 2.298,0 1.867,9


Cost of sales (400,1) (301,8) (711,8) (563,4)

GROSS PROFIT 883,6 732,5 1.586,2 1.304,6

Operating expenses (566,9) (505,6) (1.046,8) (912,9)


Financial income (expenses), net (12,8) (19,7) (19,4) (12,8)
Other operating income (expenses), net (12,4) 0,7 (13,2) 0,6

INCOME BEFORE INCOME TAX


AND SOCIAL CONTRIBUTION 291,5 207,9 506,9 379,5

Income tax and social contribution (100,0) (39,7) (173,9) (72,5)

NET INCOME FOR THE YEAR FROM CONTINUING OPERATIONS 191,5 168,2 333,1 307,0

Attributable to:
Shareholders 191,5 168,2 333,1 307,0
Non-controllers - - - -

EARNINGS PER SHARE - R$


Basic 0,4448 0,3915 0,7738 0,7146
Diluted 0,4428 0,3907 0,7704 0,7133

14
> Consolidated summary balance sheet as of 6/30/2010 and 12/31/2009

ASSETS 2Q10 4Q09 LIABILITIES AND SHAREHOLDERS' EQUITY 2Q10 4Q09

CURRENT ASSETS CURRENT LIABILITIES


Cash and cash equivalents 456,0 500,3 Loans and financing 155,8 569,4
Trade accounts receivable 437,1 452,9 Trade and other payables 260,2 255,5
Inventories 541,0 509,6 Payroll, profit sharing and related taxes 127,1 130,8
Recoverable taxes 146,6 191,2 Taxes payable 452,8 341,3
Other receivables 59,2 62,5 Reserve for tax, civil and labor contingencies - 1,5
Total current assets 1.639,9 1.716,4 Derivatives 2,2 8,7
Other payables 38,8 30,0
NONCURRENT ASSETS Total current liabilities 1.037,0 1.337,1
Recoverable taxes 112,7 63,9
Deferred income tax and social contribution 160,7 146,1 NONCURRENT LIABILITIES
Escrow deposits 278,9 232,4 Loans and financing 481,7 135,0
Other financial assets 8,2 7,4 Reserve for tax, civil and labor contingencies 117,8 120,0
Property, plant and equipment 488,3 492,3 Other payables 16,0 9,3
Intangible assets 87,2 82,7 Total noncurrent liabilities 615,5 264,3
Total noncurrent assets 1.135,9 1.024,9
SHAREHOLDERS' EQUITY
Capital 409,8 404,3
Capital reserves 144,9 143,0
Earnings reserves 256,3 253,7
Treasury shares (0,0) (0,0)
Proposed additional dividends - 357,6
Retained earnings 332,3 -
Other comprehensive income (expenses) (20,0) (18,7)
Shareholders' equity attributable to controlling shareholders 1.123,3 1.139,8

NON-CONTROLLING INTERESTS - -
Total shareholders' equity 1.123,3 1.139,8

TOTAL ASSETS 2.775,8 2.741,2 TOTAL LIABILITIES AND SHAREHOLDERS' EQUITY 2.775,8 2.741,2

15
> Consolidated summary cash flow statement

R$ million 1H10 1H09

CASH FLOW FROM OPERATING ACTIVITIES


Net income for the quarter 333,1 307,0
Adjustments to reconcile net income to net cash provided by operating activities:
Depreciation and amortization 49,0 46,7
Reserve for losses on swap and forward derivative contracts (7,9) (6,0)
Reserve for tax, civil and labor contingencies (1,4) 8,3
Deferred income tax and social contribution (14,5) (18,5)
Loss on sale of property, plant and equipment and intangible assets 11,5 5,5
Interest and exchange rate changes on loans and financing and other liabilities (1,0) (5,6)
Expenses on stock option plans 3,8 1,6
Allowance for doubtful accounts 2,8 2,4
Allowance for losses on inventories realization 21,8 (2,3)
Subtotal 397,2 339,0

(INCREASE) DECREASE IN ASSETS


Current:
Trade accounts receivable 13,0 98,9
Inventories (53,3) (94,5)
Recoverable taxes 44,6 -
Other receivables 3,3 (6,3)
Noncurrent:
Escrow deposits (46,6) (4,0)
Recoverable taxes (48,8) (49,1)
Other receivables (0,7) 2,1
Subtotal (88,4) (52,9)

INCREASE (DECREASE) IN LIABILITIES


Current:
Trade accounts payable 4,8 33,3
Payroll, profit sharing and related taxes (3,7) (20,4)
Taxes payable 190,8 48,0
Other payables 8,8 (9,3)
Noncurrent:
Other payables 4,4 (9,5)
Subtotal 205,1 42,2

OTHER CASH FLOWS FROM OPERATING ACTIVITIES


Payments of income tax and social contribution (79,3) (69,2)
Payments of derivative transactions 1,4 9,0
Payments of interest on loans and financing (19,2) (9,2)

NET CASH PROVIDED BY OPERATING ACTIVITIES 416,8 258,9

CASH FLOW FROM INVESTING ACTIVITIES


Acquisition of property, plant and equipment and intangible assets (63,0) (46,6)
Proceeds from sale of property, plant and equipment and intangible assets 2,1 -

NET CASH USED IN INVESTING ACTIVITIES (60,9) (46,6)

CASH FLOWS FROM FINANCING ACTIVITIES


Payments of loans and financing - principal (546,0) (254,3)
Funds of loans and financing 497,6 280,3
Payment of dividends and interest on capital (357,6) (303,1)
Capital increase through subscription of shares 5,5 9,7

NET CASH USED IN INVESTING ACTIVITIES (400,5) (267,4)

Effects of exchange rate changes on cash and banks 0,3 0,1

INCREASE (DECREASE) IN CASH AND CASH EQUIVALENTS (44,3) (54,9)

Cash, banks and cash investments at beginning of quarter 500,3 350,5


Cash, banks and cash investments at end of quarter 456,0 295,6

INCREASE (DECREASE) IN CASH AND CASH EQUIVALENTS (44,3) (54,9)

16
EBITDA is not used in the accounting practices adopted in Brazil, and thus it does not represent the cash flow for the periods.
Also, it must not be deemed as an alternative to net income as an indicator of the operating performance or as an alternative
to cash flow as an indicator of liquidity. EBITDA does not have a standardized meaning and its definition by the company may
eventually not be comparable to the Brazilian LAJIDA or to EBITDA as defined by other companies. Although EBITDA does not
provide, according to the accounting practices adopted in Brazil, a measure of cash flow, the Management utilizes it to
measure the Company´s operating performance. Furthermore, we understand that certain investors and financial analysts
utilize EBITDA as an indicator of the operating performance and/or cash flow of a company.

This report contains forward-looking statements. This information represents not only historical facts, but also reflects the
wishes and expectations of Natura’s management. The words “anticipate”, “wish”, “expect”, “forecast”, “intend”, “plan”,
“predict”, “project”, “aim” and similar terms identify statements that necessarily involve known and unknown risks. Known
risks include uncertainties that are not limited to the impact of price and product competition, product acceptance in the
market, product transitions of the Company and its competitors, regulatory approval, currencies, currency fluctuation, supply
and production difficulties and changes in product sales, among other risks. This report also contains “pro forma” information
prepared by the Company to be used exclusively for information and reference purposes, since they are not audited. This
report is updated up to the present date and Natura does not undertake to update it in the event of new information and/or
future events.

*****

2010-0654A

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