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ANTONIO GRAMSCI

La figura de Antonio Gramsci ha sido reivindicada a partir de los años 60 prácticamente por todas las
tendencias políticas de izquierda, de los eurocomunistas a los trotsquistas y stalinistas incluidos grupos
como Socialismo Internacional, y también los anarquistas, todos han asumido las ideas de Gramsci y,
sobretodo, han elogiado sus contribuciones teóricas y alabado su práctica política. Ahora vamos a aportar
algunos datos para una mejor valoración de su vida y realidad política.

Gramsci inició sus actividades políticas en el Partido Socialista Italiano en el año 1.913, junto con Angelo
Tasca y Palmiro Togliatti. Al año siguiente estalla la 1ª Guerra Imperialista que genera, en todos los
partidos socialistas, grandes debates entre los social-imperialistas, los social-pacifistas y los auténticos
revolucionarios comunistas. El 4 de Agosto los socialistas alemanes votaron los créditos de guerra.

En Italia, la misma burguesía titubeaba sobre entrar en la contienda y hasta de qué lado colocarse en ese
caso. Muchos socialistas eran profranceses. Mussolini, director de Avanti, lanzaba consignas
desfavorables a una guerra contra Francia pero no contra Austria. Se encontró enseguida con la oposición
de la izquierda del partido, y el 16 de Agosto Amadeo Bordiga publica un artículo titulado “En nuestro
puesto”, en el que defendía las clásicas posiciones marxistas sobre la guerra imperialista, atacando las
simpatías hacia cualquier bando y la falsa distinción entre guerra defensiva y guerra ofensiva, trampa que
permitía apoyar la guerra cargando la culpa a uno de los bandos, disculpando de esa forma al sistema
capitalista en su conjunto que sería pacífico por definición. Mussolini lo publicó con apostillas
considerando que defendía principios abstractos y que la causa de la guerra era la agresión alemana.

Mussolini despreciando las resoluciones del partido y la tradición proletaria y marxista, publicó el 18 de
Octubre un artículo titulado “De la neutralidad absoluta a la neutralidad activa y operante”, defendiendo
la intervención en la guerra imperialista. El 22 de Octubre, Amadeo Bordiga contesta a Mussolini desde
las páginas de “Il Socialista” publicando el artículo titulado “Por el antimilitarismo activo y operante”. Y
en esta controversia inicia su carrera política Antonio Gramsci.

En el periódico “Il Grido del Popolo” publica su primer artículo político el 31 de Octubre: “Neutralidad
activa y operante”, defendiendo la posición de Mussolini y la participación en la contienda bélica. Quien
después sería considerado un gran marxista se coloca del lado de Mussolini y contra Lenin en su primera
batalla, no será la última vez. Gramsci escribía: “la concreción realista de Mussolini servirá para sacudir
el torpor de los socialistas...........significa volver a dar a la vida de la nación su franco y genuino carácter
de lucha de clases”. Recordemos que los nacionalistas italianos presentaron la Gran Guerra como una
guerra revolucionaria para la regeneración de Italia, y que, después Mussolini, en su época fascista,
predicó el carácter de lucha anti-plutocrática y anti-oligárquica de la guerra. El lenguaje gramsciano
pertenecía a la misma estirpe. Rosa Luxermburgo empleaba otro lenguaje, el del proletariado, y escribió:
“Debemos convenir en que la guerra ha sido un factor indispensable del desarrollo capitalista, todos (los
países) deben su condición o aceleración del desarrollo capitalista a las guerras, victoriosas o no”
(Reforma o Revolución). Gramsci deseaba y defendía, como Mussolini, la aceleración del desarrollo del
capitalismo italiano.

Mussolini fue expulsado del partido en Noviembre. Gramsci por su juventud salió mejor librado pero no
volvió a realizar ninguna actividad hasta más de un año después, en Diciembre de 1.915, cuando volvió a
escribir para un periódico socialista....... crónicas teatrales, nadie confiaba que pudiera hablar de otra cosa.
Togliatti, igualmente intervencionista, abandona el partido hasta 1.919, rechazado del ejército se alistó en
la Cruz Roja y realizó estudios para oficial. Bordiga continuó toda la guerra defendiendo las posiciones
marxistas, las de la izquierda de Zimmerwald y Lenin.

En 1.917 Gramsci publicó un único número de la revista cultural “La Ciudad Futura” donde recogía
artículos del socialista intervencionista y voluntario al frente Salvemini y presentaba a Benedetto Croce
como el mayor pensador europeo, (Croce, el ídolo de Gramsci, fue un estudioso de la dialéctica de Hegel
y un entusiasta seguidor del movimiento fascista).

En Agosto se produce en Turín una revuelta obrera contra la guerra -meses antes una delegación del
Soviet de Petrógrado había visitado la ciudad- produciéndose más de 50 muertos y más de 200 heridos.
La consiguiente gran ola de detenciones privó a la sección socialista de casi todos sus dirigentes, y así
consiguió Gramsci ser elegido para el comité provisional de 12 miembros No sería la última vez que las
detenciones de los auténticos dirigentes abrieran el camino para Antonino. En 1.918, debido a la
detención de María Giudice, se convertiría en director de “Il Grido del Popolo”, convirtiendo el
semanario político socialista en una revista de pensamiento y cultura, abocándolo a la desaparición, que
ocurriría el 19 de Octubre.

El 7 de Noviembre los bolcheviques toman el poder en Rusia y Gramsci nuevamente
dará pruebas de su “genialidad” política. Frente a este acontecimiento histórico de
significación mundial escribió un artículo, el 24 de Noviembre en “Avanti”, que en su
título intentaba hacer una gracia: “La revolución contra EL CAPITAL”. Y en él
haciendo acopio de toda su sabiduría escribió: “La revolución de los bolcheviques se ha
insertado definitivamente en la revolución general del pueblo ruso. La revolución de los
bolcheviques .........es la revolución contra El Capital de Carlos Marx. El Capital de
Marx era en Rusia el libro de los burgueses más que el de los proletarios...........Los
hechos han superado las ideologías. Los hechos han reventado los esquemas críticos
según los cuales la historia de Rusia hubiera debido desarrollarse según los cánones del
materialismo histórico. Los bolcheviques reniegan de Carlos Marx al afirmar con el
testimonio de la acción desarrollada, de las conquistas obtenidas, que los cánones del
materialismo histórico no son tan férreos como se pudiera pensar y se ha
pensado.........No son marxistas, eso es todo; no han compilado en las obras del Maestro
una doctrina exterior de afirmaciones dogmáticas e indiscutibles. Viven el pensamiento
marxista, lo que no muere nunca, la continuación del pensamiento idealista italiano y
alemán, contaminado en Marx de incrustaciones positivistas y naturalistas. Y este
pensamiento sitúa siempre como máximo factor de historia no los hechos económicos,
en bruto, sino el hombre, la sociedad de los hombres, de los hombres que se acercan
unos a otros, que se entienden entre sí, que desarrollan a través de estos contactos
(civilidad) una voluntad social colectiva, y comprenden los hechos económicos, los
juzgan y los condicionan a su voluntad, hasta que ésta deviene el motor de la economía,
plasmadora de la realidad objetiva, que vive, se mueve y adquiere carácter de material
telúrico en ebullición, canalizable allí donde a la voluntad place, como a ella place”.

la burguesía. que ha tenido el poder en sus manos. en una sociedad capitalista. se halla en continuo estado de desazón y presiona sobre la burguesía para mejorar sus condiciones de existencia. La lucha para mejorar las condiciones de existencia ni tan siquiera es la lucha por el aumento de salarios y un menor número de horas de trabajo. no ha destruido. debe respetar toda la autonomía. no ha intentado ahogar en sangre a la vanguardia”. por eso es el precursor reivindicado por los italianos defensores del compromiso histórico y por los españoles de la reconciliación nacional estalino-carrillista como Manuel Sacristán. Y así. el franquista que desarrolló las ideas de Daniel Bell. Es lo que después llamaría lucha por la hegemonía dentro de una sociedad dividida en clases sociales. había escrito en “Il Grido del Popolo”: “El grupo de los socialistas moderados. inspira todo el escrito. en realidad no es otra cosa que una democracia burguesa. que la mejora de las técnicas de producción. que incrementa la suma de bienes que servirán a la colectividad”. contra otra parte. es posible que la burguesía ayude al proletariado en el socialismo a cumplir con esos objetivos de la humanidad. sobre el fin de las ideologías. sin separación de clases. al que había que curar de positivismo y naturalismo. es la lucha por conseguir que la burguesía mejore las técnicas de producción para conseguir una mayor suma de bienes para toda la “colectividad”.917. y que una mayor masa de bienes no es otra cosa que una mayor masa de capital. Cuando habla de lucha de clases es una lucha para conseguir la unidad social y los objetivos “comunes” a toda la humanidad: “El proletariado siente su miseria actual. Como vemos para Gramsci la revolución de Octubre era la “revolución general del pueblo” y no la revolución de una parte del pueblo. Nada de la lucha de clases y destrucción del Estado burgués. aún siendo progresista desde el punto de vista proletario. de la misma manera que el proletariado ayuda a la burguesía a cumplir con los objetivos de la humanidad en el capitalismo. Los hechos económicos no son como afirma el marxismo el factor histórico decisivo –que se lo cuenten a los argentinos. en “Il Grido del Popolo”: “Cada hombre quiere ser dueño de su destino. Para Gramsci. a hacer más útil la producción para que sea posible satisfacer sus necesidades más urgentes.Anteriormente. Esta es la concepción de Gramsci sobre la lucha proletaria. primera formulación de las ideas de Gonzalo Fernández de la Mora. Lunacharski y Kollontai se encontraban encarcelados. La organización de la convivencia civil debe ser expresión de humanidad. Se trata de una apresurada carrera hacia lo mejor. aumenta la explotación de los trabajadores. los bolcheviques no eran marxistas y renegaban de Marx. Kamenev. escritor al servicio de la CIA. Para Gramsci el marxismo es el nuevo nombre de la filosofía idealista italiana y alemana. una ideología individualista burguesa del contrato social) imponiéndose a la economía. dando con su acción testimonio de que los hechos habían reventado los esquemas del materialismo histórico. Esta es la esencia de la atracción de Gramsci para todos los reformistas reaccionarios. La filosofía de la voluntad. El Capital era un libro de los burgueses y los bolcheviques se habían revelado en contra suya. Y seguía. y Lenin y Zinoviev escapados. obliga a la burguesía a mejorar la técnica de la producción. No se le ocurre pensar ni por lo más mínimo que la colectividad es la colectividad capitalista. Lucha. una cuestión a resolver por las urnas.sino la libre voluntad del hombre que con la civilidad forma una voluntad social colectiva (de todos. el 16 de Marzo de 1. al suponer una mayor composición orgánica del capital. En ese momento Trotsky. una teoría antimarxista pequeño burguesa parecida al sindicalismo proudhoniano. que acelera el ritmo de la producción. toda la libertad. los hechos habían superado las ideologías.918. Nada de lucha de clases en el sentido proletario y marxista. Comienza la nueva . el 28 de Julio de 1. sino una colaboración antagónica entre clases. Decidir cual de todas esas afirmaciones es más necia es ardua cuestión sobre la que aún no tenemos una opinión definida. “hombres que se entienden entre sí”. la filosofía vitalista reaccionaria. el proletariado. mientras los socialistas moderados se dedicaban a la persecución de todos los proletarios revolucionarios.

los comerciantes. Según Miguel Muñoz... comienza la experiencia nueva de la historia del espíritu humano”.El Estado de los soviets . LA FUNDACIÓN DEL PARTIDO COMUNISTA DE ITALIA Pero vamos a continuar con la historia. en plena guerra civil.. No existe sociedad más que en un Estado.. Gramsci nunca ocultó que para él. cuestión fácil en este caso.. que es la fuente y el fin de todo derecho y de todo deber..historia de la sociedad humana. De esto hemos tenido en España cerca de 40 años..921. esta idolatría del Estado. en especial a los pertenecientes al proletariado. los terratenientes.916 hasta su muerte..Le llevó a salir del Partido Socialista Italiano en 1. pasamos a resaltar los parecidos de estas frases con el mussoliniano “Italia proletaria en pie” y el “Todo dentro del Estado. es historia real y no episodio superficial y caduco.. funda el PCI”. Y en “L´Ordine Nuovo” del 7 de Enero de 1. los tenderos...920... obliga a toda la sociedad a identificarse con el Estado. Este delirio estatista.921 para establecer un Partido Comunista auténticamente . era la dictadura del proletariado... Era el espíritu humano en acción.. es la conciencia. la convivencia entre las distintas clases. su líder y su ejemplo en la vida. como paso necesario para la desaparición de las clases.. Según Chris Harman.. como para una parte de la juventud socialista. ser el único baluarte de las libertades esenciales de la nación”.. fue necesaria la contrarrevolución estalinista para que el Estado de los soviets se convirtiera en el Estado de todo el pueblo con la Constitución del 36 que arrasaba y destruía al Estado revolucionario. Cada conquista de la civilización se hace permanente..... escribió: “El Estado obrero es un Estado burgués sin burguesía”.. Su preocupación esencial era organizar la convivencia civil. en cuanto encarna en unas instituciones y encuentra una forma en el Estado”. Además de completamente falsa históricamente: en el 19. Y el 14 de junio del 19 en el mismo periódico: “El proletariado muestra una vez más ser el atento depositario de los intereses vitales y permanentes de la nación. estaban privados de todos los derechos que sólo correspondían a los trabajadores. en las cuales la sociedad adquiere conciencia de su existencia y de su desarrollo y únicamente a través de las cuales existe y se desarrolla. Continua insistiendo en una idea que no le abandonará nunca: la unificación social interna y externa para la reconstrucción del mundo a través de la convivencia pacífica.....La humanidad tiende a la unificación interior y exterior.. los capitalistas.. los soviets no eran el Estado de todo el pueblo. Y en pleno éxtasis místico: “son los hombres. Los aristócratas. olvidando que era una sociedad humana capitalista. En la misma revista.. Y el 28 de junio: “la sociedad es siempre un sistema y un equilibrio de instituciones concretas... no las masas proletarias.919: “La revolución proletaria . Que cada individuo busque la felicidad con plena autonomía está inscrito en todas las Constituciones burguesas. Y no es de extrañar.se ha transformado en el Estado de todo el pueblo ruso. el 14 de Agosto de 1. negando la guerra de clases. nada fuera del Estado.. está claro que para Gramsci la lucha de clases y el marxismo fueron siempre un libro cerrado con siete llaves.El soviet ha demostrado ser inmortal como forma de sociedad organizada. dirigente de Socialismo Internacional: “Gramsci fue un revolucionario profesional desde 1. no la organización de la confrontación civil para la dictadura del proletariado.... tiende a organizarse en un sistema de convivencia pacífica que permita la reconstrucción del mundo”.. Dejando a cada cual hacer la mejor de las críticas. militante del PCPE (Nuevo Rumbo. Mussolini fue su maestro. era el hombre con respeto a la autonomía quien escribía la “nueva historia de la sociedad humana”. junto a Palmiro Togliatti... consigna fascista desde el principio hasta el final. en la yankee en primer lugar... es una ideología total y absolutamente antimarxista y antiproletaria. los empresarios. nº 191) Gramsci: “En 1.. nada contra el Estado”.. es el espíritu lo que acaba siempre triunfando”...

Podrecca. la plataforma de la fracción opuso “el derecho del proletariado de todos los países a instaurar su propia dictadura”. sólo puede ser impartida en un ambiente proletario.) se solidarizó con el gobierno italiano produciendo la respuesta de los marxistas intransigentes.. La izquierda publicaba “Lotta di classe” y “La Soffitta”. A la consigna de la derecha “por la paz y por la postguerra”. La extrema derecha del Partido Socialista Italiano (Bissolati.921. (“El Desván” en respuesta a una frase de uno de los expulsados según la cual al marxismo había que colocarlo en el desván).487. En el Congreso de Reggio-Emilia son expulsados los miembros de la derecha del partido que se habían dirigido al Quirinal para manifestar su condena de un atentado contra el Rey (Bonomi.912 estalla la guerra turco-italiana a causa de Libia. Terracini y Grieco.912. En Octubre de 1.. el supuesto liderazgo de Gramsci entre los obreros turineses es puro mito. Milán. En ese mismo año de 1. Las juventudes socialistas de Nápoles reunidas alrededor de Amadeo Bordiga solicitan la expulsión de los masones y abandonan la sección socialista por considerarla reformista fundando el “Círculo Socialista Revolucionario Carlos Marx”. el 21 de Enero de 1. En el Congreso de Roma celebrado en 1. que consiguen que todo el grupo socialista vote contra la anexión de Libia. En el XVII Congreso del PSI celebrado en Livorno en 1. Con Amadeo Bordiga a la cabeza abandonaron el congreso para fundar. entendida como preparación para las más altas conquistas del proletariado”.000 votos y de izquierda con 14.918 empezó a publicarse en Nápoles. Togliatti y Tasca. anticlerical y antirreformista de la prensa juvenil.919 en Turín pero no como periódico comunista sino como revista de cultura. animado por la lucha de clases. Curiosamente.. Bordiga defendió la continuación de la línea revolucionaria en la prensa declarando que “la educación de los jóvenes se realiza ante todo en la acción y no en un estudio regulado según un sistema y unas normas burocráticas.revolucionario”. Pero la sección de Turín del PSI estaba dirigida por el obrero Giovani Boero partidario de Bordiga. Frente a este proyecto. Bissolati. Fortichiari.000 votos. Cabrini. Bombacci. El Comité Ejecutivo lo formaron Bordiga. En Diciembre de 1. El primer número de “L´Ordine Nuovo” apareció el 1 de Mayo de 1. El supuesto fundador del PCI. Esta decisión fue saludada por “La Soffitta” y finalmente reconocida por el partido. Repossi. Los culturalistas pretendían convertir los círculos de jóvenes socialistas en círculos de estudio para la asimilación de la cultura burguesa oponiéndose a la orientación antimilitarista.917 cristalizaron las corrientes de derecha con 17. con la fusión de todos los partidarios de la fundación del Partido Comunista.920 se formó. la “Fracción Comunista Unificada”. Angelo Tasca sería la derecha del Partido Comunista de Italia. los supuestos fundadores del PCI.). En el año 1. La realidad histórica dista bastante de esta falsificación estalinista apoyada por trotskistas y ToniCliffistas. Bonomi. Turín y Nápoles. “Il Soviet”. El . Felice. Grieco forman la sección napolitana del PSI. Antonio Gramsci.. y estuvo dirigida por Gramsci.789 votos sobre 172. formándose la “fracción intransigente revolucionaria” en Florencia. no aparecen por ningún sitio.921 los partidarios de la Internacional Comunista obtuvieron 58. el primer periódico comunista de Italia. Gramsci y Togliatti. el Partido Comunista de Italia. en el congreso de las juventudes socialistas se enfrentaron la llamada corriente culturalista de Angelo Tasca (el amigo de Gramsci) y los marxistas intransigentes de Bordiga. Bordiga. ni tan siquiera habló durante el congreso fundacional donde fue sometido a duras críticas por parte de los obreros debido a su pasado intervencionista. dirigido por Bordiga.

Empleando los métodos del estalinismo. El método de votación que impuso el demócrata Gramsci era tal que hasta Bordiga votó en contra de sí mismo. ciertamente fue la negación y destrucción de las bases políticas sobre las que se fundó. Inmediatamente se inicia una correspondencia entre Gramsci. los 58. La proclamación del PCI como un partido estalinista-gramscista se consiguió con un 90.926. Y entonces Terracini coopta para el Ejecutivo del Partido a Togliatti. Amadeo Bordiga participó en varios de los Congresos de la Internacional Comunista. Maffi.924 se celebra la conferencia clandestina del PCI en Como. el grupo de “L´Ordine Nuovo” de Gramsci era uno más de diferentes grupos.número de militantes del nuevo partido se aproximaba a los 100. y desde luego no tenía la importancia que luego los falsificadores le han otorgado. Bajo la dirección de Gramsci se desarrolló una campaña difamatoria contra todos los miembros de la Izquierda y en especial contra Bordiga. el 31 de Marzo es detenido Grieco. Gramsci. Tras la IIª Guerra Imperialista participó en la fundación del Partido Comunista Internacional cuyas tesis son imprescindibles para comprender la historia del movimiento comunista y el proceso histórico de la revolución rusa y su liquidación por la contrarrevolución estalinista. El Ejecutivo de la Internacional pidió que Bordiga volviera al Ejecutivo del PCI y le ofreció un puesto de diputado.2% de votos para la Izquierda de Bordiga. Del 20 al 26 de Enero de 1. En España uno de los falsarios es el sicofante de Francisco Fernández Buey (más bien cabestro). En Noviembre de 1. Siguió interviniendo en los congresos siguientes así como en diferentes Comités Ejecutivos Ampliados de la Internacional Comunista defendiendo siempre la integridad del marxismo revolucionario y oponiéndose al estalinismo. Tasca. así como de la 22 que se aprobó en documento aparte expulsando a los masones. Togliatti Scoccimaro y dos de la Derecha Tasca y Vota. Pero el alborozo democrático de los defensores de Gramsci debería ser menos obsceno. impide que las víctimas puedan defenderse mediante un férreo control de las publicaciones y la censura de toda crítica a la dirección stalino-gramscista.8 % de votos a favor de la dirección centrista y con sólo un 9. ofrecimientos que rechazó. Aquí acaba la vida política de Gramsci. El 3 de Febrero de 1. Durante el Vº Congreso celebrado en 1. redactada por Lenin que había sido retirada. En Mayo de 1.924 Zinoviev le ofreció la vicepresidencia de la Internacional Comunista para alejarle de Italia y para intentar frenar sus críticas a la estalinización de la Internacional. En el IIº Congreso de Julio de 1. Revera y Graziadei. consiguiendo la Izquierda la mayoría frente al Centro de Gramsci y a la Derecha de Tasca. Scoccimaro.923 es detenido Bordiga. Scoccimaro. En Junio.920 intervino para endurecer las condiciones de admisión. El propio Gramsci afirmó que la campaña de difamación era más efectiva que una discusión en la que se debatieran las distintas posiciones políticas. en adelante el protagonismo en las tareas de apoyo al . Pero prosigamos con Gramsci. que con la difamación habían conseguido lo que no hubieran podido conseguir nunca mediante una discusión honesta.000. Fortichiari. colocando en su lugar unas teorías contrarias al marxismo y al espíritu en que se constituyó la Internacional Comunista. Damen. (Terracini y Oberti ya lo estaban) prácticamente toda la dirección del PCI menos Togliatti.000 adherentes a las tesis comunistas más la casi totalidad de las juventudes socialistas. fue el redactor de la tesis número 21 y el defensor de la inclusión de la número 20. Fotichiari. Los stalinistas y los gramscistas siempre han declarado que este congreso fue una refundación del PCI. se celebró en Lyon el Tercer Congreso del PCI. Togliatti y Terracini con vistas a la formación de un nuevo grupo dirigente de Centro que debería sustituir a la dirección de Izquierdas de Bordiga e impedir el acceso de la Derecha de Tasca. Grieco y Tasca.926 fueron detenidos Bordiga. Los fundadores del Partido Comunista de Italia fueron Amadeo Bordiga y sus seguidores. la Internacional nombra un Ejecutivo con tres miembros del Centro.

estalinismo quedarán concentradas en Togliatti. El ordinovismo se había convertido casi desde el principio en la forma específica del estalinismo en Italia. .

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.@< Antonio Gramsci murió el 27 de abril de 1937. . Durante todo este período insistió siempre en la necesidad de una transformación revolucionaria de la sociedad a través de la derrota del Estado capitalista.. No obstante.B<. Gramsci fue un revolucionario profesional desde 1916 hasta su muerte.aaaaaaaaaa( :=LL. de algún modo sufrió más infortunios después de su muerte. 2 & & ( :=+B-D % ! * E * 22 F R6 9 KE 'R & ( :=+B-F 2 $ 6 $I J" $ S(:=<B-= % E * 2' 6 K S " aaaaaaaaaaaa ( :=@L. G % O :2 <: I 2 :( Y B. / 2 2 E F R6 9 4 G I $ (:=+=... por la distorsión de sus ideas por parte de personas cuyas posiciones nada tenían que ver con sus principios socialistas revolucionarios. 2 J 6 & N &# ( :=+B-$ * = .U > 6 V .. 22 F R6 $ & E9 # RG ( :=<. Su muerte fue consecuencia de años de maltratos en las prisiones de Mussolini...? # 3 ( :=+@.B. B .U 9 I & V $ ( - ' B + D 2' 6K S " :L.-D % E * 2 6& > " G I (B.

Su última carta antes de ser hecho prisionero. entre los años 1916-1918. Gramsci podía proveer de un instrumento extremamente útil a una ideología que virtualmente no había inspirado a pensadores sociales de importancia. donde intentó en forma de anotaciones –los famosos Cuadernos de la Cárcel– desarrollar sus propias ideas sobre la sociedad italiana. 3. tenía en sus manos los Cuadernos de la Cárcel. Gramsci le contó haber rechazado la política estalinista ultraizquierdista del "Tercer Período" que Togliatti. Togliatti los dejó sin publicar durante diez años. para ser usado contra la izquierda. fue de forma truncada y censurada.Fue esto lo que le hizo actuar como periodista en varios periódicos socialistas. (Togliatti había expulsado a tres miembros del Comité Central por haberse opuesto a esta línea política. Togliatti simplemente rompió la carta. Ocultar el hecho de que Gramsci había roto con la línea política del PCI en 1931. El primer período de distorsión El primer período de distorsión de las ideas de Gramsci comenzó en cuanto murió. Suprimir el hecho de que Gramsci intentara repetidamente obtener los libros que le darían acceso al pensamiento de Trotsky después de su expulsión de Rusia en 1929. Cuando los Cuadernos finalmente comenzaron a aparecer en 1947. en realidad. estaba implementando. 2. Le llevó al centro del movimiento de los consejos de fábrica de Turín en 1919 y 1920.) El hermano de Gramsci sintió demasiado temor en transmitir las noticias a Togliatti. y él mismo. un instrumento de la política de colaboración con los Católicos que el PCI adoptó en el período posguerra". Gramsci se dio por vencido en sus tentativas de discutir con otros prisioneros comunistas porque algunos de ellos. Trotsky.(2) En 1931 el hermano de Gramsci le visitó en la prisión. había sido una protesta dirigida a Togliatti acerca del tratamiento burocrático dado por Stalin a la "Oposición de Izquierda" en Rusia. Palmiro Togliatti. un instrumento que podía ser usado para impresionar a otros intelectuales italianos con la rica herencia teórica del PCI. Y. Le llevó a salir del Partido Socialista Italiano en 1921 para fundar un Partido Comunista auténticamente revolucionario. bajo el seudónimo de Ercoli. Presentado así. Salvatore Secchi mostró las formas que tomó esta censura: 1. por su parte. le condujo a las prisiones de Mussolini. con los maximalistas –grupo reformista que era la extrema izquierda del Partido Socialista Italiano. estaba en la primera línea de aquéllos que defendían la política del "Tercer Período" contra las críticas hechas por Trotsky. La censura y la distorsión de su pensamiento eran necesarios porque Gramsci.(1) El objetivo de tales distorsiones era presentar a Gramsci como el estalinista leal por excelencia. para mostrar que el PCI que gobernó Italia en alianza con los demócrata-cristianos después de 1945. sabía que esto significaría el abandono por parte del partido. además. la estrategia y la táctica de la lucha por el poder estatal. Pocas semanas después el líder estalinista del PCI. la construcción del partido revolucionario y de la prensa revolucionaria. Pero sus escritos se los adueñaron quienes querían transformar el marxismo en una área de estudio académica y no revolucionaria. Él esperaba que aquellas anotaciones pudiesen proporcionar alguna ayuda a otros que tuviesen los mismos objetivos revolucionarios. con base en un ejemplo concreto. en la lealtad comunista en relación a la familia nuclear. no encajaba en el mito estalinista. era el mismo partido que rompió en 1921. Un instrumento. Presentar la vida privada de Gramsci como basada en un casamiento perfecto. "un mito útil para hacer creer a las personas. finalmente. e incluso Rosa Luxemburgo– que eran presentados como "fascistas" por Togliatti en aquella época. denunciaron a Gramsci como un "socialdemócrata" (en esa época . en la primera línea de aquéllos que exigían del Partido Socialista Italiano una actuación revolucionaria en la lucha contra el capitalismo y contra la guerra. siguiendo fielmente a Togliatti. 4. de la defensa de su hermano contra sus carceleros fascistas. Borrar referencias a varios marxistas –Bordiga. y ocultar la pobreza intelectual del Kremlin y de sus seguidores. Esto fue posible inicialmente por la sistemática distorsión de las ideas de Gramsci realizada por el Partido Comunista Italiano (PCI). Le llevó a dirigir este partido de 1924 a 1926.

La crítica anteriormente censurada de Gramsci a Stalin. En parte. frecuentemente estuvieron distantes acerca de cuestiones relacionadas con la estrategia y táctica revolucionarias durante esos años de intervención política. fue el propio Togliatti quien permitió que la verdad sobre las distorsiones pasadas viese la luz. No obstante. al publicar las cartas y anotaciones censuradas hasta entonces. ha habido pocos pensadores marxistas cuyo espíritu discrepara tanto con el del reformismo como el de Gramsci. porque estaba siendo forzado a hacerlo una vez que otros viejos comunistas comenzaron a "verter" información sobre lo que Gramsci de hecho pensó. Con palabras que podrían aplicarse a la Italia de hoy. En Gran Bretaña la derecha intelectual del Partido Comunista Británico adoptó a Gramsci. Sus ideas se basaron en nociones que hoy en día el reformismo desprecia como "insurreccionistas". De patrono del estalinismo italiano.(3) Después de la muerte de Gramsci. y cada vez más como parte de la terminología habitual de la intelectualidad de izquierda del Partido Laborista. Mientras tanto. "obreristas". Y no hubo ningún contacto entre ellos después del encarcelamiento de Gramsci en 1926. también porque el paso del tiempo hizo de Gramsci una figura más lejana y menos peligrosa para ellos. aunque habían trabajado juntos en 1919-1920 y en 1925-1926. Una de las últimas afirmaciones políticas de Gramsci a amigos suyos antes de morir. Pero la interpretación de Gramsci fomentada por este movimiento. A principios de los años 60 el PCI comenzó a alejarse de Moscú. argumentó: "La decadencia política que trae la colaboración de clases se debe a la expansión espasmódica de un partido burgués que no sólo está satisfecho en aferrarse al Estado. expresaba su descreencia en las pruebas presentadas contra Zinoviev en los procesos de Moscú. Gramsci pasó rápidamente a ser el patrono del eurocomunismo. “Insurreccionismo” De su participación inicial en el movimiento socialista. Sus líderes soñaban con ser readmitidos en el gobierno burgués italiano. "espontaneístas" y "basistas". el objetivo era inaugurar un nuevo período de distorsión de las ideas de Gramsci. donde se clavan y mueren sin gloria". en un torrente aparentemente interminable de obras académicas(5). ¡Llegó a ser citado para justificar la política salarial del gobierno!(4) La estrella del eurocomunismo pronto menguó. continúa viva: divulgada por revistas como Marxism Today. se volvió una arma en el primer frente. El PCI estaba dando el primer paso en la ruptura de los partidos comunistas occidentales en relación a Moscú. Togliatti. El período “eurocomunista” de distorsión A pesar de todo. de donde les expulsaron en 1947. Togliatti intentó presentarse como su gran confidente político durante su vida. y probar que un gobierno con la participación del PCI no significaría un cambio drástico en la máquina del Estado. al final. Era una batalla en dos frentes: afirmar la independencia del partido en relación a los herederos de Stalin en el Kremlin. se convirtió en uno de sus principales críticos después de 1956. uno de los principales colaboradores de Stalin en los años 30. Gramsci adquirió un amargo desprecio por los parlamentaristas. Y en parte. Pero por sobre todo. Togliatti estaba en Moscú apoyando los procesos.(6) Sin embargo. sino también hace uso del partido que es antagónico al Estado [el Partido Socialista]".la línea de la Comintern y de los PCs estalinistas descartaba cualquier colaboración con reformistas porque les consideraban "socialfascistas"). . Se invocaron sus ideas para justificar el “compromiso histórico” del PCI con la democracia cristiana. lo que sería llamado más tarde "eurocomunismo". Y una distorsión de las ideas de Gramsci sobre el Estado fue útil en el segundo. El cambio en la línea llevó a amargas disputas con los defensores de Stalin a nivel internacional y con los estalinistas del propio PCI. En 1918 les equiparó a "un enjambre de moscas en una taza de crema. Para conseguir esta meta intentaron mostrar a los partidos burgueses que ya no dependían del Kremlin.

Según ellos.(8) La hostilidad de Gramsci hacia el reformismo aumentó aun más en los años siguientes. "…[Nosotros] estamos persuadidos de que el Estado socialista no puede encarnarse en las instituciones del Estado capitalista. partidarios de Turati. En cambio. sino que aquél es una creación fundamentalmente nueva con respeto a éste". y canalizarla en dirección a la creación de un Estado obrero.(12) De ahí la necesidad de un Partido Comunista. y como tal.(13) Obviamente no hay mención abierta a la insurrección armada en las anotaciones de los Cuadernos de la Cárcel. aceptado la realidad histórica dimanante de la iniciativa capitalista. lo que acabó por paralizar su actividad".(11) Esta definición es muy próxima a la definición de Lenin sobre los partidos reformistas como “partidos obreros burgueses”. El principal punto de desacuerdo era la insistencia de Gramsci en desenmascarar a los dirigentes reformistas. organizativas. sino como la ala izquierda de la burguesía. [las negritas son mías. Las Tesis se dirigían principalmente contra el grupo ultraizquierdista de Bordiga. que no había abandonado su "inmadura" insistencia en la insurrección: . Pero al mismo tiempo. La hostilidad de Gramsci en relación tanto a los reformistas de derecha como a los de izquierda.El énfasis de Gramsci en la construcción de los consejos de fábrica en 1919 emergía de su convicción de que solamente con instituciones nuevas. No es sorprendente que aunque estén entre los mejores análisis hechos por Gramsci. que hasta entonces dominaba el PCI. Según las Tesis de Lyon: "La derrota del proletariado revolucionario en este período decisivo (1919-20) fue debida a deficiencias políticas. la clase trabajadora podría realizar con éxito su revolución: "Los socialistas han con harta y supina frecuencia. Pero Gramsci demostró en una de las pocas conversaciones que tuvo en la prisión. no parlamentarias. aunque conserve en gran medida su base social en el proletariado.(9) Este sentimiento permaneció como una marca indeleble en su último gran esfuerzo para construir el Partido Comunista. escritas bajo los ojos vigilantes de los carceleros fascistas. entre cuyas "tareas fundamentales" estuviese la de "plantear al proletariado y sus aliados el problema de la insurrección contra el Estado burgués y de la lucha por la dictadura del proletariado". Como consecuencia de estas deficiencias. las Tesis presentadas al Congreso de Lyon del PCI en 1926. sino también a los socialdemócratas de izquierda. Esta hostilidad se dirigió no sólo hacia los socialdemócratas de derecha. esos reformistas. no como la ala derecha del movimiento obrero. es susceptible de ser retocada aquí y allá. el propio proletariado fue influenciado por otras clases sociales. por omisión. no era síntoma de una "inmadurez política" que más tarde habría superado. el proletariado no consiguió colocarse a la cabeza de la insurrección de la gran mayoría de la población. en lo que se refiere a su ideología y el papel político que cumple. La hostilidad de Gramsci hacia el reformismo reflejaba un claro entendimiento de la necesidad de la insurrección armada. pero tiene que ser fundamentalmente respetada". permitieron que los trabajadores de Turín quedasen aislados y fuesen derrotados por los patrones en una gran huelga en abril de 1920. como pretenden muchos de los actuales intérpretes de Gramsci. Primero. proponiéndoles acciones de frente único en cuestiones específicas. Gramsci era inflexible insistiendo en que: "la socialdemocracia. CH]. las Tesis de Lyon fueran uno de sus últimos escritos accesibles. Después rehusaron proporcionar una dirección revolucionaria al amplio auge de la militancia que produjo la ocupación de las fábricas en el norte de Italia en setiembre de 1920. Las Tesis de Lyon(10) fueron el escrito más maduro de Gramsci publicado en su vida. dirigidos por Serrati –los llamados maximalistas– que utilizaban una terminología que hoy produciría infartos en los intelectuales "marxistas" seguidores de Gramsci. …han creído en la perpetuidad de las instituciones del Estado democrático. en su perfección fundamental. tácticas y estratégicas del partido obrero. debe ser desmascarada delante de los ojos de las masas". debe ser considerada. la forma de las instituciones democráticas puede ser corregida. Esas traiciones llevaron a Gramsci a unirse a aquéllos que abandonaron del Partido Socialista y fundaron el Partido Comunista Italiano en 1921.

por tanto. y capaz de golpear e infligirle serias bajas en el momento decisivo de la lucha". Situando la base de organización en el lugar de la producción."La conquista violenta del poder necesita la creación de un partido de la clase obrera con un tipo de organización militar.(17) La razón es simple. Depende del hecho de que el partido debe estar armado para dirigir el movimiento de masas de la clase obrera. que se considera "la sal de la tierra". "produce una correspondiente concentración de masas humanas trabajadoras. Éste es el hecho que está en la base de todas las tesis revolucionarias del marxismo". los trabajadores de carne y hueso que se afanaban en las fábricas de Turín. que es una parte del proletariado. la clave de la lucha por el poder era la clase obrera. Gramsci insistió en que era "pesimismo" y "desviación" pensar que: "…ya que el proletariado no puede derrumbar el régimen pronto. la mejor táctica es aquella cuya meta sea. no-cualificados y braceros). En los países capitalistas. Se proclama partido de clase y partido de una sola clase. tales como la reivindicación por una Asamblea Constituyente más democrática. (19) Sobre esta base. si no un verdadero bloque burgués-proletario para la eliminación constitucional del fascismo.(14) “Obrerismo” Para Gramsci. sin ocultar sus metas socialistas. Pero para él esto significaba que la clase trabajadora tendría la dirección. "La concentración capitalista". la fuerza revolucionaria decisiva es la clase obrera: "La práctica del movimiento de las fábricas (1919-1920) demostró que sólo una organización implantada en el local y en el sistema de producción permite establecer un contacto entre las capas superiores e inferiores de la masa trabajadora (obreros cualificados. Los revolucionarios tenían que estar dispuestos a luchar junto con no revolucionarios en torno a objetivos no necesariamente socialistas. y que el proletariado debe tener garantizada una función dirigente dentro del propio partido". la clase obrera". "La organización partidaria debe ser construida sobre la base de la producción y. escribió Gramsci en 1919. al . Este principio es esencial para la creación de un partido "bolchevique". que el proletariado debe imprimir en ello la marca de su propia organización. (16) En el partido deben caber intelectuales y campesinos.(15) Este énfasis en el papel central de la clase trabajadora fue la base de la participación de Gramsci en los consejos de fábrica de Turín en 1919 y 1920." (18) Gramsci estaba lejos de negar la importancia vital de ganar a los trabajadores agrícolas no propietarios y a los campesinos para la revolución. en vez de sustentar. "Todas las objeciones al principio que fundamenta la organización del partido sobre la base de la producción proceden de concepciones propias a clases extrañas al proletariado… y son la expresión del espíritu anti-proletario del pequeño-burgués intelectual. y ve en el obrero el instrumento material de la transformación social y no el protagonista consciente e inteligente de la revolución". el partido hace una elección con relación a la clase sobre la cual se apoya. a partir del local de trabajo (células). y también está presente en las Tesis de Lyon. la única clase capaz de realizar una transformación social profunda y real es la clase trabajadora". También consideraba que sería muy favorable para la clase trabajadora la conquista de sectores de la clase media. Pero debería quedar claro que: "…no hay posibilidad de una revolución en Italia que no sea la revolución socialista. Gramsci continuaba en firme oposición a la corriente de derecha en el Partido Comunista dirigida por Tasca (cuya política hoy los situaría a la izquierda de los eurocomunistas). pero: "es preciso rechazar vigorosamente como contrarrevolucionaria cualquier concepción que haga del partido una "síntesis" de elementos heterogéneos. ampliamente difundido y enraizado en cada célula del aparato estatal burgués. sin ninguna concesión de ese tipo. no los míticos e idealizados trabajadores de extracción estalinista o maoísta. que es naturalmente unificada por el desarrollo del capitalismo a partir del proceso de producción. incluso después de haber roto con el ultraizquierdismo de Bordiga.

Solamente después de que el partido hubiese tomado el poder en nombre de la clase serían formados los soviets (consejos obreros). ampliar sus bases. acentuaba por un lado. la "dictadura del Partido Socialista". animarlas a arrancar cada vez más poder a la gerencia. fuerza y capacidad de controlar la producción. lo que determinaba el crecimiento de la consciencia obrera era la naturaleza y la dirección que se daba a las luchas e instituciones que se desarrollaban espontáneamente. y crear vínculos entre sí.(22) La tercera corriente. dirigida por Serrati. Por ejemplo. Su disciplina depende de su consciencia.(23) El soviet tenía que desarrollarse como una organización que vinculase a los trabajadores en torno al lugar de producción. el Partido Comunista. pensaba que el partido de Serrati jamás se atrevería a tomar el poder. pero para que "esos partidos. a su vez. concebido como un pequeño grupo de élite. sino algo nacido como un órgano de la lucha de los trabajadores en la fábrica. Parte de la insistencia de que la clase obrera no puede ser entrenada mecánicamente para la lucha. Para él la consciencia de clase se identificaba con la tarea lenta y metódica de construir el partido. que permitía así a la burguesía utilizar el proletariado como tropa electoral contra el fascismo. La segunda corriente. estuviesen o no sindicalizados. compartían la noción de que correspondía a los dirigentes del partido "dar" la consciencia de clase a los trabajadores. cualquiera que fuese el sindicato. la ocupación semi-insurreccional de setiembre de 1920 fue provocada por el fracaso de las negociaciones entre el sindicato y la patronal sobre el acuerdo salarial nacional de los metalúrgicos. veía al Partido Socialista como la encarnación de la consciencia de clase. generalizar las comisiones internas. La mayor de ellas. eventualmente. se desenmascaren delante las masas y pierdan su influencia sobre ellas". Todos los grupos a pesar de sus divergencias. los acuerdos con los dirigentes sindicales "de izquierda". “Espontaneísmo” El área más acabada del pensamiento de Gramsci concierne a la lucha para desarrollar una consciencia revolucionaria en la clase obrera. Este programa se expresa en la fórmula de que el Partido Comunista debe ser el “ala izquierda” de una oposición que reúna a todas las fuerzas que conspiran para derribar el régimen fascista". 21 No hay ninguna duda de que si Gramsci estuviese vivo hoy. a las cumplidas por los comités de delegados sindicales en Inglaterra (shop stewards’ committees). sus pretendidos admiradores en el PCI y en los demás partidos reformistas le insultarían por no entender la necesidad de una "amplia alianza democrática" de todas las fuerzas “antimonopolistas”. Gramsci pensaba que su papel y el de sus camaradas de L’Ordine Nuovo. así como se dan migas a los pájaros. en torno a alguna cuestión aparentemente insignificante. La dictadura del proletariado sería. una organización que expresase su creciente consciencia de unidad. Nacieron como "comisiones internas" en las fábricas. Las ideas de Gramsci sobre esta cuestión se desenvuelven a partir de una polémica contra las otras tres principales corrientes de la izquierda italiana en el primer año después de la Primera Guerra Mundial. la de los revolucionarios ultraizquierdistas agrupados en torno a Bordiga. iniciándose. Pero ellos también veían la consciencia de clase personificada en un Partido. como si fuese un ejército. según sus palabras.(24) Los consejos obreros de Turín no surgieron de la nada. el ala derecha del Partido Comunista. era promover este desarrollo espontáneo. Para Gramsci por el contrario.menos una pasividad de la vanguardia revolucionaria y la no intervención del Partido Comunista en la lucha política inmediata. la educación de los trabajadores. dirigida por Tasca. formado por cuadros altamente entrenados y disciplinados. crece conforme a la experiencia práctica de lucha. cualquiera que fuese la categoría profesional. Una organización que uniese sus luchas con las de otros trabajadores vinculados a ellos en el proceso productivo. el soviet no era una abstracción a ser creada por el partido en un cierto momento. y por otro. (20) El Partido Comunista tenía que encabezar algunas de las reivindicaciones democráticas de los partidos burgueses de oposición. el periódico que editaban en Turín. Para él como para Lenin y Trotsky. así sujetos a la prueba de las acciones. con funciones semejantes en muchos sentidos. Y ésta. .

Remarcó la alienación que muchos trabajadores sentían en relación a sus propios sindicatos. y contraponer esta "teoría" a todas las otras "teorías" atrasadas. durante el mismo año. Aquí escribe que el trabajo de un partido debe ser el de extraer los elementos de "teoría" implícitos en las luchas colectivas de la clase obrera. durante tres años. Los sindicatos. localizándola en los parlamentarios del Partido Socialista y en la burocracia sindical. acelere el proceso histórico en acto. coherente y eficiente en todos sus elementos. después de la derrota de las ocupaciones.(26) Construir el partido revolucionario no es una cuestión de inculcar ideas en los trabajadores a través de propaganda abstracta. cuando vio la necesidad de romper con el reformismo y formar un partido revolucionario homogéneo. que se desenvuelve en y para sí mismo. a enterrar sus opiniones sobre el dogmatismo de Bordiga. "No hemos considerado el partido como el resultado de un proceso dialéctico en el cual el movimiento espontáneo de las masas revolucionarias y la voluntad organizativa y directiva del centro converjan. y pasó a analizar los orígenes de ese fenómeno. un "tomar nota" de los eventos reales. y el cual las masas han de alcanzar cuando su situación sea favorable y la onda revolucionaria haya llegado a su punto máximo". sino sólo como algo flotando en el aire. Fue solamente más tarde. parcial. Tampoco es una cuestión de esperar hasta que los trabajadores actúen. haciendo la práctica más homogénea. y tienen un cuerpo administrativo y una estructura adaptados a esta finalidad. Se trata de relacionarse con cualquier lucha espontánea. Llegó a verse como el problema fundamental de la revolución obrera. en los Cuadernos de la Cárcel. para hacer a los trabajadores conscientes de ellos. preexistentes en la cabeza de los trabajadores. expresado en terminología más abstracta. también los obreros se han visto constreñidos a . e intentar generalizarla. "Se plantea el problema de… construir sobre una determinada práctica una teoría que. Pero esos escritos enfatizan de qué modo los individuos revolucionarios y el periódico revolucionario deben actuar para captar los elementos embrionarios de organización y consciencia comunistas. que lleva los trabajadores a votar en número cada vez mayor a favor de la combinación precisa de parlamentarios y dirigentes sindicales. por tanto.(28) En 1919 comenzó a analizar la fuente de esta obstrucción. puramente ideológico. es decir. en el que los individuos valen tanto más cuanto mayor sea la cantidad de mercancías que posean y mayor sea el tráfico que con ellas hagan. explica Gramsci: "constituyen el tipo de organización proletaria específico del periodo de historia dominado por el capital… En tal periodo.(27) Esto está muy lejos de la visión reformista de los eurocomunistas y de algunos de la izquierda laborista británica. potenciándola al máximo". en tanto procuraban restringir el desarrollo de la lucha de clases a canales estrechos y preconcebidos.En palabras de Gramsci: "El problema del desarrollo de las comisiones internas se volvió el problema central. explicándolo por el hecho de que los sindicatos funcionan con la finalidad de conseguir reformas dentro del capitalismo. Para nosotros y nuestros seguidores. Gramsci volvió a las mismas cuestiones en 1923."(25) Cuando Gramsci escribió esas líneas en 1920 aún era miembro del Partido Socialista. para generalizarlos y articularlos. era el problema de la "libertad" proletaria. a medida que esos elementos surjan espontáneamente. prácticamente. “Basismo” Los políticos reformistas inspiraban en Gramsci nada menos que desprecio. la idea de L’Ordine Nuovo. impulsados por los efectos de la crisis económica. carecen de cualquier discusión explícita de la noción de cómo un partido revolucionario debe trabajar en ellos. coincidiendo e identificándose con los elementos decisivos de la práctica misma. L&íamos provocado y puesto a prueba. "para obstruir su curso arbitrariamente. Sus escritos sobre los consejos de fábrica. a través de síntesis preestablecidas". que ven la lucha por el socialismo como un proceso de educación lento. Porque sus artículos eran. vistos como momentos de un proceso de liberación interior y de autoexpresión por parte de la clase obrera. Gramsci retomó exactamente el mismo tema. cuando criticó su propia disposición. He ahí por qué los trabajadores adoraron L’Ordine Nuovo y como su idea llegó a ser "formada".

en otras palabras. por una parte. una crisis económica determina descontento en las clases subalternas y movimientos espontáneos de masas. claro) de tal intervención. o dejar de elevarlos a un nivel superior articulándolos con la política. [el énfasis es mío. (32) De la misma manera. llevaron a Gramsci progresivamente a ver a la burocracia sindical como un saboteador activo de la lucha de clases: "El funcionario sindical concibe la legalidad industrial como una perpetuidad. (29) "De esta manera se viene creando una verdadera casta de funcionarios y de periodistas sindicales. con un espíritu de cuerpo en absoluto contraste con la mentalidad obrera". "obreristas". de su fuerza de trabajo… han creado ese enorme aparato de concentración de carne y fatiga. que se aprovechan de la debilidad objetiva del gobierno para intentar golpes de estado. pues. Gramsci quedó plenamente convencido del papel contrarrevolucionario de la dirección sindical. Todo lo contrario. y. El argumento central La base de las distorsiones reformistas del pensamiento de Gramsci se resume en lo siguiente: Gramsci demuestra que las sociedades occidentales son bastante diferentes de la Rusia zarista. como el vehículo de una influencia desagregadora de otras clases sobre la clase obrera" (33) Recordemos que el Gramsci de los Cuadernos de la Cárcel no abandonó estas opiniones "inmaduras".obedecer las férreas leyes de la necesidad general y se han convertido en comerciantes de su única propiedad. "La huelga general de Turín y del Piamonte chocó contra el sabotaje y la resistencia de las organizaciones sindicales… puso de manifiesto la urgente necesidad de luchar contra todo el mecanismo burocrático de las organizaciones sindicales. en manera alguna.(30) Este análisis. las . Bordiga y Tasca para ofrecer tal dirección a los movimientos espontáneos de obreros y campesinos: "Ocurre casi siempre que un movimiento "espontáneo" de las clases subalternas [los trabajadores y campesinos] coincide con un movimiento reaccionario de la derecha de la clase dominante. labor tendiente a la sofocación de todo movimiento revolucionario de las masas trabajadoras". que preparó el camino para el golpe de Mussolini en 1922. El sindicato no puede ser. despreciar los llamados movimientos “espontáneos”. "espontaneísta". sino en la dominación ideológica ejercida a través de una red de instituciones voluntarias que se extienden a través de la vida cotidiana ("sociedad civil"): los partidos políticos. aún peor. no en el control físico a través del aparato policial-militar. o "basista" propiamente dicho. Y con demasiada frecuencia la defiende desde un punto de vista idéntico al del propietario"(31). Después de la traición de 1920. han fijado precios y horarios. que son el más sólido apoyo para la labor oportunista de los parlamentaristas y de los reformistas. en el sentido de menospreciar la importancia de la intervención de los marxistas en la lucha de clases.(34) Evidentemente Gramsci no era un "obrerista". no darles una dirección consciente. no es. Su propia actividad en 1919-20 y en 1924-26 fue un ejemplo brillante (aunque no perfecto. En 1930 escribió: "Descuidar o. CH]. El poder de la clase dominante en Occidente se asienta principalmente. los sindicatos. tenía que ver con la incapacidad de Serrati. y ambos por motivos concomitantes: por ejemplo. Para Gramsci la derrota de 1920. frecuentemente puede llevar a consecuencias extremamente graves". esto es. determina complots de los grupos reaccionarios. Gramsci escribió en las Tesis de Lyon que: "El grupo que dirige la Confederación del Trabajo [la principal confederación sindical italiana al principio de los años 20] también debe ser considerado de ese punto de vista. por otra. Entre las causas eficientes de estos golpes hay que incluir la renuncia de los grupos responsables [el Partido Socialista] a dar una dirección consciente a los movimientos espontáneos para convertirlos así en un factor político positivo". y han organizado el mercado… La naturaleza esencial del sindicato es competitiva. comunista. un instrumento de renovación radical de la sociedad". y "basistas". y la experiencia de los consejos de fábrica de Turín.

en que cada uno procura desbordar el flanco del otro ejército. en un estado de fluidez en muchos aspectos… En el período después de 1870… las relaciones organizativas internas e internacionales del Estado se volvieron más complejas e imponentes. en Occidente… detrás del temblor del Estado podía de todos modos verse en seguida una robusta estructura de la sociedad civil. la guerra de movimiento tiene que considerarse como reducida ya a una función táctica más que estratégica"… "La misma reducción hay que practicar en el arte y en la ciencia de la política.(40) . y la sociedad estaba aún.(36) El último ejemplo victorioso de la aplicación de la guerra de movimiento. y la fórmula de 1848 de la "Revolución Permanente" [Marx adoptó este slogan después de la revolución de 1848] es ensanchada y superada en la ciencia política mediante la fórmula de la "hegemonía civil". que predicaban la colaboración de clases. 2) La guerra de posición.(39) Las formulaciones de Gramsci no deben ser aceptadas acríticamente. una lucha prolongada en que los dos ejércitos en batalla llegan a un impase. la sociedad civil era primaria y gelatinosa. Pero primero debe quedar claro que no permiten. la guerra de posición es una guerra. fue la Revolución de Octubre de 1917: "Me parece que Ilich [Lenin]… había comprendido que era necesario pasar de la guerra de movimiento. La hegemonía se conquista a través de un proceso prolongado por muchos años. por decirlo así. detrás de la cual se encontraba una robusta cadena de fortalezas y fortines". los medios de comunicación. sino la lucha por el dominio ideológico.(38) La fórmula de la revolución permanente: "pertenece a un período histórico en el cual los grandes partidos políticos de masas y los grandes sindicatos económicos aún no existían. y cercar sus ciudades. Para conseguir esto. En primer lugar. No es colaboración de clases. el Estado lo era todo. la clase trabajadora tiene que estar dispuesta a sacrificar sus intereses económicos inmediatos. por aquello que Gramsci llama "hegemonía". Y en tanto no haya realizado esta tarea. que era la única posible en Occidente". como se está practicando actualmente por el Partido Comunista Italiano. cada uno casi incapaz de avanzar. que implica el movimiento rápido por parte de los ejércitos enemigos. En particular. Se desprende de esto que la lucha clave para los revolucionarios no es un asalto directo contra el poder estatal.iglesias. o sea. la clase trabajadora puede hacerse "contrahegemónica" sólo conquistando las principales secciones de la intelectualidad y las clases que ésta representa. para salvar la vida se los arranca él mismo". con repentinos avances y retrocesos. depresiones. en modo alguno.(35) La justificación para esta posición se asienta en la distinción que Gramsci hace en los Cuadernos de la Cárcel entre dos tipos de guerra: 1) La guerra de maniobra o movimiento.)".(37) La base para este cambio en la estrategia se asentaba en las diferentes estructuras sociales de la Rusia zarista y de Europa occidental: "En Oriente. y exige paciencia y sacrificios ilimitados por parte de la clase obrera. las tentativas de tomar el poder estatal no acabarán sino en derrota. a la guerra de posición o de trinchera. El desprecio de Gramsci por los reformistas. etc. o sea de un asalto frontal contra el Estado. al menos por lo que hace a los Estados más adelantados. como en las guerras de trinchera de 1914-18. como mostraré más adelante. Comparaba su pasividad frente a los fascistas al "castor [que]. a causa del papel decisivo que desempeñan al manejar los aparatos de dominación ideológica. no disminuyó en absoluto en la prisión. en los cuales la "sociedad civil" se ha convertido en una estructura muy compleja y resistente a los "asaltos" catastróficos del elemento económico inmediato (crisis. victoriosamente aplicada en Oriente el año 17. "Los técnicos militares… [consideran] que en las guerras entre los Estados más adelantados industrialmente y en civilización. conclusiones reformistas. El aparato represivo del Estado es apenas una entre las muchas defensas de la sociedad capitalista. en tanto no se haya convertido en clase "hegemónica". El Estado era sólo una trinchera avanzada. seguido por los cazadores que quieren arrancarle los testículos de los que se extraen medicamentos.

de fundadora de Estados. y entonces "en ciertos momentos el empuje automático debido al factor económico se frena. de plantear y de resolver las cuestiones que afectan a todo el desarrollo ulterior de la vida nacional". a través de repetidas aventuras insurreccionales. Gramsci "forzó el argumento" para contrarrestar esta deformación mecanicista del marxismo. Gramsci volvió a la experiencia del movimiento de los consejos de fábrica de Turín de 1919-20. tanto las luchas económicas estrechas. artificial. que predica la política a los trabajadores desde fuera: "El movimiento torinés fue acusado al mismo tiempo de ser "espontaneísta" y "voluntarista"… La acusación contradictoria muestra. con determinados sentimientos. Subraya este punto porque en los Cuadernos de la Cárcel lo que le interesa es refutar las tesis estalinistas del "Tercer Período". seccionales y "corporativistas". era ante todo la negación de que se tratara de algo arbitrario. una vez analizada… [que la] dirección no era "abstracta". a partir de la experiencia de los bolcheviques rusos. que resultaban de las combinaciones "espontáneas" de un determinado ambiente de producción material. para hacerlo homogéneo. pero de un modo vivo e históricamente eficaz. Una iniciativa política adecuada es siempre necesaria para liberar el empuje económico de los obstáculos de la política tradicional". la convergencia que allí se daba entre la teoría marxista y las luchas espontáneas de los trabajadores. Gramsci reconocía el papel de Trotsky en el viraje de la Internacional Comunista a la táctica del frente único obrero. es precisamente la acción política real de las clases subalternas". o sea. modos de concebir. La adopción de esta táctica (a la cual se había opuesto inicialmente. que sostenían que la crisis mundial por sí sola llevaría a la revolución mundial. un elemento de unificación en profundidad. sólo pueden crear un terreno más favorable para la difusión de ciertos modos de pensar. un energético. y era justo que hablaran así: esa afirmación era un estimulante. de la "disciplina". Describió la táctica del frente único como "actividad política (maniobra) cuya finalidad es desenmascarar a los partidos y grupos llamados proletarios y revolucionarios que tienen una base de masas". con la "casual" aglomeración de elementos sociales dispares. particularmente en el Partido Comunista de Alemania: la visión de que los Partidos Comunistas podían simplemente lanzarse al asalto del poder. con la teoría moderna [el marxismo].(41) E identifica explícitamente la "guerra de posición" con "la fórmula del frente único". (47) . como obstáculos para la preparación revolucionaria del proletariado". con la disquisición teorética. Este elemento de "espontaneidad" no se descuidó. Es cierto que Gramsci rechaza continuamente la opinión de que el deterioro de las condiciones económicas de los trabajadores lleva automáticamente a la consciencia revolucionaria. Era precisamente por causa de ese atraso de la ideología en relación a la economía por lo que la intervención del partido revolucionario en las luchas económicas de los trabajadores era necesaria. y de otro. Así. como una actitud puramente intelectual y "voluntarista". para conquistar la mayoría de la clase trabajadora para el comunismo. orientado. siguiendo a Bordiga) no representaba ninguna disminución de la hostilidad de Gramsci hacia los reformistas. Pero Gramsci nunca niega el papel determinante de la economía en la vida política. Los propios dirigentes hablaban de la "espontaneidad" del movimiento. la batalla por la hegemonía no es simplemente una batalla ideológica.(43) La táctica se adopta con respecto a las "formaciones intermedias que el Partido Comunista combate. Daba a la masa una consciencia "teórica" de creadora de valores históricos e institucionales. no es una revelación sorprendente afirmar que la política revolucionaria se dedica por mucho tiempo a la "guerra de posición". muy en boga entonces. en cuanto "puede excluirse que las crisis económicas inmediatas produzcan por sí mismas acontecimientos fundamentales. Lenin y Trotsky defendieron en el Tercer Congreso de la III Internacional Comunista en 1921. Después de todo.En segundo lugar. ni menos se despreció: fue educado. la acción real. Se aplicaba a hombres reales. sin el apoyo de la mayoría de la clase. la formación de frentes únicos con partidos reformistas.(45) Formuló la relación entre la economía y la ideología en los siguientes términos: "los hechos ideológicos de masas van siempre retrasados respecto de los fenómenos económicos de masas". y no históricamente necesario. para arrancarles de la influencia reformista. Esta unidad de la "espontaneidad" y la "dirección consciente". formados en determinadas relaciones históricas.(46) Y en uno de los pasajes centrales de los Cuadernos de la Cárcel.(44) En tercer lugar.(42) En las Tesis de Lyon Gramsci intentó aplicar la táctica del frente único obrero a Italia. fragmentos de concepción del mundo. No confundía la política. Ellos lucharon duramente contra la ultraizquierdista "teoría de la ofensiva". depurado de todo elemento extraño que pudiera corromperlo. "Por eso tiene que haber una lucha consciente y preparada para hacer "comprender" las exigencias de la posición económica de la masa que puede contradecirse con las directivas de los jefes tradicionales. o hasta queda momentáneamente destruido por elementos ideológicos tradicionales". no consistía en una repetición mecánica de las fórmulas científicas o teóricas.. se detiene. etc. para contraponer de un lado.

"el momento decisivo de la lucha". no usó la jerga estalinista en boga en la época. como aprendió para su desgracia. no puede no tener su fundamento en la función decisiva que ejerce el grupo dirigente [la clase trabajadora] en el núcleo decisivo de la actividad económica". Cuando Gramsci contrastaba la actitud "corporativista" con la "hegemónica"(48). La insurrección armada seguía siendo para Gramsci. Incluso en un período en el que la "guerra de posición" cumple un papel predominante.(53) y dice que la "guerra de movimiento" cumple "más una función táctica que una función estratégica". "La incapacidad de resolver el problema agrario llevó a la casi imposibilidad de resolver el problema del clericalismo". en la lucha para unificar a Italia en el siglo XIX (y por implicación a los socialistas reformistas del siglo XX). la "guerra de posición" estática no siempre es apropiada. como lo hizo Lenin en jinos puramente militares. "Pero también es indudable que tales sacrificios y el mencionado compromiso no pueden referirse a lo esencial. pero se podía hacerlo sólo a través de la construcción de comités de trabajadores basados en su posición económica en las fábricas. según la cual los trabajadores tenían que hacer grandes esfuerzos para ganar a los campesinos. El énfasis en la "guerra de posición" en los Cuadernos de la Cárcel debe situarse en su contexto histórico. Así como en la lucha por la consciencia de la clase trabajadora. porque si la hegemonía es ético-política no puede no ser también económica.En cuarto lugar. Porque veía la lucha por la hegemonía como una lucha puramente intelectual. consintiendo en el empobrecimiento del Sur dominado por los propietarios de tierra y el clero. Gramsci habla de un "elemento "parcial" de movimiento".(52) En quinto y último lugar. por poca posibilidad de éxito que hubiera– que en enfatizar.(50) La clase trabajadora puede tener que hacer ciertos "sacrificios de orden económico-corporativos" para ganar el apoyo de otras clases. Menos aún concebía a los intelectuales de clase media como aliados en pie de igualdad con la clase trabajadora. Gramsci nunca sugiere en los Cuadernos de la Cárcel que la lucha por la hegemonía pueda resolver por sí sola el problema del poder estatal. la lucha para ganar políticamente a otras clases oprimidas (sin hablar de las capas más atrasadas de la clase obrera) no significa que la clase obrera abandone la lucha por sus propios intereses. usando la táctica del frente único en luchas parciales para arrebatar la dirección de las manos de los reformistas. de "bloques obrerocampesinos". tenía que ofrecer tierra a los campesinos y la perspectiva de una sociedad digna a la intelectualidad. No se les podía ganar para seguir la dirección de la clase trabajadora a no ser en el curso de la lucha. usándolos para estimular la formación de comités de campesinos. Repetidas veces Gramsci critica a los radicales extremistas (el Partido de la Acción). la clase trabajadora. además de luchar por mejoras en sus propias condiciones. Es una metáfora cuya intención es la de dejar definitivamente clara una cuestión política concreta: la voluntad revolucionaria de unos pocos millares de revolucionarios en un momento de crisis no nstancias. y aunque enfatizaba la necesidad de que la clase trabajadora ganase al campesinado. En la Italia de los años 20 y 30 la lucha por la hegemonía implicaba la ruptura con la estrategia de los viejos reformistas de intentar ganar concesiones para los trabajadores del norte del país. el Estado Mayor francés cuando los tanques alemanes superaron la línea Maginot en 1940. la clave para ganar el campesinado se encontraba en la vinculación de las cuestiones políticas con las reivindicaciones prácticas. como dejó claro en las conversasaciones que tuvo en la prisión.(49) En cambio. por dejar de tomar la única acción que podía romper el dominio de la reacción y del catolicismo en el Sur: la lucha para dividir las grandes propiedades entre los campesinos. Todavía hay momentos periódicos de violenta confrontación. estaba diferenciando a aquéllos que sólo defienden sus intereses particulares dentro de la sociedad capitalista (como hacen los sindicalistas reformistas) de los que presentan sus luchas como la clave para la liberación de todos los grupos oprimidos. Gramsci estaba menos preocupado en argumentar a favor de la necesidad de la insurrección armada – dado que los estalinistas estaban en la época totalmente decididos a organizar levantamientos armados. en los que uno de los lados intenta romper las trincheras del otro por medio de un ataque frontal.(54) En otras palabras: la mayor parte del tiempo los revolucionarios se ocupan de la lucha ideológica. Ambigüedades en las formulaciones de Gramsci . Lo interesante es que. el Partido de la Acción no consiguió aprovechar la situación. aunque Gramsci hablaba de "bloques dominantes".51 No hay indicación alguna de que Gramsci hubiera abandonado en los Cuadernos de la Cárcel la posición defendida en las Tesis de Lyon.

porque deja por resolver la cuestión si la "guerra de posición" es una estrategia eterna o una estrategia apropiada sólo en ciertos períodos. cooperativas y clubes locales. en otro punto. antes de que el partido de masas pudiera surgir en 1905. una poderosa máquina sindical. Los revolucionarios no pueden adaptarse a estos repentinos cambios sin un salto rápido de una postura defensiva a una postura que concuerde con la nueva "guerra de maniobra". Generaciones posteriores de revolucionarios tuvieron que adoptar una estrategia diferente. Pero este proceso contiene un peligro: el propio éxito organizativo en una determinada etapa de la lucha lleva al conservadurismo cuando se da un cambio en el estado de ánimo de las masas. Esta "guerra de posición" fue necesaria para preparar el terreno para la "guerra de maniobra" en 1905-1906 y 1917. Esta confusión sobre el momento de transición es importante. De hecho. Pero Italia en los años 20 y 30 de este siglo estaba lejos de ser una típica sociedad capitalista avanzada. Su tentativa de mantener estas "posiciones" cuando la Guerra Mundial estalló le llevó a pasar de la oposición a la colaboración de clases. en ciertas etapas de la historia del movimiento revolucionario. un "deslizamiento" conceptual. por la organización y consolidación de las propias fuerzas. Perry Anderson en un interesante ensayo. El equivalente político del tanque es el repentino. espontáneo y revolucionario "impulso de abajo" (en palabras de Gramsci) de las masas. diez años de círculos de discusión marxista y otros diez años de agitación "economicista". que consiguieron asesinar el zar en 1881– fallaron. la influencia de "intelectuales funcionales" tales como profesores. los múltiples partidos burgueses y pequeño-burgueses. Gramsci sitúa la transición de la "guerra de posición" política en el período posterior a 1871. se desplaza al período de estabilización de la economía capitalista mundial. señaló que las metáforas de Gramsci envuelven una serie de ambigüedades y contradicciones. Este partido construyó una inmensa red de "fortificaciones" en el interior de la sociedad burguesa: centenares de periódicos. y después 12 años más de recuperación de fuerzas. y a su creencia en la necesidad de la insurrección armada. que cogieron por sorpresa incluso a Lenin en febrero de 1917. Una segunda confusión reside en el contraste entre Rusia y Occidente.55 Sin duda. y hasta una revista teórica capaz de granjearse la admiración de algunas secciones de intelectuales de gran reputación. cientos de miles de militantes. el contraste entre la "guerra de posición" y la "guerra de maniobra" es un poco impreciso. no obstante. que los reformistas pueden aprovechar para deformar la esencia revolucionaria de la obra de Gramsci. El contraste implica una interpretación incorrecta del movimiento revolucionario ruso. estar abierta a la crítica. y por los populistas. abogados y sacerdotes– parece hoy un fenómeno . las primeras tentativas de "guerra de maniobra" –los ataques armados al régimen zarista por los decembristas. intentando guiar e influenciar a la vanguardia. A fin de cuentas. Algunas de las formulaciones de Gramsci apuntan a la primera interpretación. en los años 20 del siglo pasado. La grandeza de Lenin reside en su habilidad en comprender exactamente cuando se debe hacer el cambio estratégico de la "guerra de posición" a la "guerra de maniobra".(56) Rusia. un movimiento de mujeres. (Es interesante recordar que la metáfora de "guerra de posición y guerra de maniobra" fue empleada por Kautsky. En un punto de los Cuadernos. el arquetipo del partido que proseguía la "guerra de posición" en la Europa anterior a la Primera Guerra Mundial era el Partido Socialdemócrata Alemán (SPD). en términos muy próximos a los de Gramsci. Italia y Occidente Italia es tomada por Gramsci como el prototipo de sociedad en la cual es necesaria la "guerra de posición". La derrota de la autocracia exigió una prolongada "guerra de posición". Lo que Lenin (así como Trotsky y Rosa Luxemburgo) comprendió fue que es necesaria la lucha prolongada por la hegemonía. como en el caso de los tanques al final de la Primera Guerra Mundial (aunque no fuesen utilizados con resultados efectivos) y al principio de la Segunda Guerra Mundial. en el comienzo de los años 20. Aquello que Gramsci considera característico de la "sociedad civil –la iglesia. contra los ataques dirigidos por Rosa Luxemburgo a la dirección reformista del SPD en 1912). Pero debemos necesariamente rechazar esta interpretación si atendemos a su repetida insistencia en la interacción entre el partido revolucionario y las "luchas espontáneas" de la clase.Cualquier metáfora tan sujeta a interpretaciones erróneas como la distinción gramsciana entre la "guerra de posición" y la "guerra de maniobra" debe ella misma. las asociaciones culturales y políticas urbanas. Extendamos la metáfora de Gramsci: la guerra de posición militar se vuelve obsoleta y peligrosa con el descubrimiento de una nueva arma que puede romper las defensas adversarias.

En efecto. En estas circunstancias. en acción directa de masas. la importancia de la organización sindical basada en los lugares de trabajo ha crecido dramáticamente. han debilitado el interés en otras actividades de ocio. Tenía que usar un ambiguo lenguaje esopiano que ocultaba sus reales pensamientos. y en grado menor. por cuenta propia. la burguesía. contra el feudalismo. Cuando el camino de la reforma individual es bloqueado. a la intensificación del proceso de trabajo –el trabajo por turnos dificulta la organización de asociaciones políticas o culturales locales. del lumpenproletariado y de la pequeña burguesía. de las organizaciones políticas reformistas. profesores. en un período de diez años. la concentración del control sobre los medios de comunicación de masas. El capitalismo avanzado lleva a una centralización del poder ideológico. Al mismo tiempo. Pero la comparación es peligrosamente engañosa. Por otro lado. Las debilidades de Gramsci Las limitaciones inherentes al pensamiento de Gramsci se deben a las condiciones en las que vivió y escribió. Se trata de un dogmatismo idéntico al que Marx. En Gran Bretaña. en la cual los trabajadores. Incluso las asociaciones políticas y culturales urbanas tienden a declinar en importancia en las sociedades capitalistas más avanzadas. Trabajadores que han perdido su lealtad a las organizaciones tradicionales se encuentran impulsados. para contener a la clase trabajadora. a la atomización de las masas – con la excepción decisiva de las organizaciones sindicales basadas en el lugar de trabajo– y a un debilitamiento de las viejas organizaciones políticas y culturales. tales como el Partido Laborista y la Workers’ Educational Association(57). en el número de miembros religiosos activos. sacerdotes. a pesar de su falta de conciencia revolucionaria. sin darse cuenta que desde entonces la sociedad se ha modificado en determinados aspectos decisivos. el período de posguerra se ve caracterizado por el fenómeno de la "apatía". La primera y más obvia limitación era la de que el Estado fascista le vigilaba noche y día y leía cada palabra que escribía. a luchas extremas y explosivas". se encuentran en conflicto directo con el Estado capitalista. tanto como en los otros países capitalistas avanzados. Los "intelectuales funcionales" –los abogados.histórico transitorio. una caída de la participación de masas en asociaciones políticas y culturales. una reducción de cincuenta por ciento. convirtiéndose en la única institución de la "sociedad civil" no subvertida por la atomización.(59) Las metáforas de Gramsci se aplicaban en los años 30 para tratar de problemas concretos relacionados con la estrategia. Lenin o Trotsky sufrieron en muchas ocasiones. Para tomar un punto decisivo: Gramsci frecuentemente usa la lucha de la burguesía por el poder. se sospecha. En el caso de los Cuadernos de la Cárcel. Puesto que las relaciones de producción . la apatía puede transformarse en su opuesto. Esto se debe por un lado. Como señaló Tony Cliff. la "red defensiva de trincheras" de que dispone la clase dominante en un tiempo de crisis llega a ser muy débil. como una metáfora para referirse a la lucha de los trabajadores por el poder y contra el capitalismo. La cantidad de estructuras efectivas de la "sociedad civil" entre el individuo y el Estado ha diminuido. sino también frecuentemente de sus lectores marxistas y. viene a depender crucialmente de la burocracia sindical. estas limitaciones sientan la base para la distorsión de sus ideas. el declive de la influencia política de los Orange Lodges(58) en Liverpool y Glasgow. Pero con el paso del tiempo esto lleva a un desgaste de la confianza en los líderes reformistas y a explosiones espontáneas de los trabajadores que ni aquellos líderes pueden controlar. cuando los trabajadores comienzan realmente a luchar. el capitalismo avanzado crea "privatización" y "apatía". de la preponderancia numérica del campesinado. Para evitar la censura de la prisión tenía que ser vago cuando se refería a algunos de los más relevantes conceptos del marxismo. Pero "el concepto de apatía no es un concepto estático. la llegada de la radio y de la televisión. la comercialización de la vida social. sintomático del atraso de Italia de los años 20 y 30. a veces. En tales circunstancias se puede desarrollar una verdadera "guerra de maniobra". Cada vez más los medios de comunicación de masas ofrecen una intermediación directa. en un artículo muy importante fechado en 1968. Quienes ahora dicen ser sus seguidores intentan utilizarlas de un modo grosero para impedir la discusión actual. médicos– han dejado de desempeñar un papel clave en la formación local de opinión pública. no sólo de sus carceleros. de sí mismo.

Gramsci está solo entre los grandes marxistas. Engels. la burguesía puede utilizar su creciente dominio económico para construir su posición ideológica dentro de la estructura del feudalismo. a modo de advertencia: "Una resistencia demasiado prolongada en un campo sitiado es desmoralizante en sí misma. enfermedad y presión continua. Pero en los Cuadernos de la Cárcel. En esa época. cuando de hecho. pocos años después. la clase trabajadora puede llegar a ser económicamente dominante sólo a través del control colectivo de los medios de producción. futuros trotskistas como Andreu Nin y James P. las universidades. lo que requiere la toma. De modo que es necesaria una concentración sin precedentes de hegemonía. fatiga. era muy consciente y muy crítico con el sofocante burocratismo estalinista. como hemos visto. identificaba la oposición de Trotsky respecto al "socialismo en un solo país" con un rechazo ultraizquierdista del frente único. al no integrar una dimensión económica concreta en sus escritos políticos. el partido revolucionario. aunque sabía bien que Trotsky había sido uno de los principales responsables de la táctica del frente único. Este entendimiento sigue presente en gran parte de los Cuadernos de la Cárcel. Esta laguna en los Cuadernos de la Cárcel ha dado a sus supuestos seguidores la posibilidad de ignorar la dura realidad del poder estatal que mantenía a Gramsci en sus garras. Esto produce una arbitrariedad en sus escritos que no existe en Marx. También llegó a comprender la interacción dialéctica entre el desarrollo de la democracia obrera y su propulsor.capitalistas tienen como punto de partida la producción de mercancías –la producción de bienes para el mercado– que puede desarrollarse dentro de la sociedad feudal. del cual se valen aquéllos que intentan justificar políticas reformistas hoy en día. Escribió en los Cuadernos de la Cárcel: "La "guerra de posición" exige enormes sacrificios por parte de infinitas masas de personas. Cannon. que tome la ofensiva contra los oposicionistas…". pero en ciertos lugares está corroído por la tendencia a considerar el "socialismo en un solo país" como un método de la "guerra de posiciones" aplicable en otros países. Lenin. Gramsci no fue el único en no enfrentar la realidad del estalinismo. Gramsci. en 1925 pensaba que el fascismo estaba al borde de la ruina. mientras que los capitalistas fueron capaces de comprarlos mucho antes de llegar a ser políticamente dominantes. Gramsci no podía escribir abiertamente sobre la insurrección armada. Hay aún una deficiencia más fundamental en Gramsci. Pero hoy esta ambigüedad ofrece una excusa para presuntos intelectuales que pretenden practicar la lucha de clases a través de una "práctica teórica". como parte de una "guerra de posición" a nivel internacional. del poder político. no hacen más que avanzar en sus propias carreras académicas. de la relación entre lo económico y lo político. Implica sufrimiento. Parece haber aceptado el intento de construcción del "socialismo en un solo país" a través de concesiones a los campesinos. Además. etc. Le encarcelaron justo cuando Stalin estaba ampliando su dominio sobre Rusia. no sólo las físicas. En la época en que estaba encarcelado y sin contacto con el movimiento internacional. Rosa Luxemburgo o Trotsky. . En 1919-20 comprendió mejor que nadie en Europa Occidental la interrelación entre la lucha en la fábrica y la creación de los elementos de un Estado obrero. pérdida de descanso. sin examinar las condiciones económicas que podrían hacerla posible. y de ahí.(60) Pero esta semidisculpa para las tendencias totalitarias es seguida por una cita de Marx. Pero su aceptación de la versión bujarinista-estalinista (1925-28) del "socialismo en un solo país" le impidió entender los fracasos que se dieron en Rusia. por medio de las armas. sino del peligro crónico que destruye". "una lucha por la hegemonía intelectual".. Gramsci parece querer al mismo tiempo criticar este estado de cosas. no del agudo peligro que tempera. un gobierno más "intervencionista". Su incapacidad para comprender plenamente este proceso marcó su pensamiento más profundamente de lo que puede parecer a primera vista. Sólo entonces los trabajadores controlarán las imprentas. Gramsci tenía necesariamente que mostrarse ambiguo en este punto. los horrores del estalinismo aún estaban por acontecer. Por ejemplo. Esta contradicción no puede sino ejercer efectos debilitadores en otros aspectos de su teoría. Pero Gramsci tenía otras limitaciones. habló como si el fascismo tuviese una larga vida por delante. antes de tomar el poder. aún apoyaban a Stalin contra Trotsky. Así. Habla aún del peligro de una integración "corporativista" de la clase trabajadora en el sistema. En cambio. y decir que está basado en una estrategia correcta. Pero en el caso de Gramsci este error dejó un elemento de confusión en su teoría. Gramsci declaró su apoyo al bloque Stalin-Bujarin formado en 1925. Aunque hace una exposición correcta a nivel abstracto.

El juez fascista.(61) Esto puede aplicarse al propio Gramsci. durante 20 años. este cerebro deje de trabajar". evidentemente. en la medida de lo posible: ellos nunca te dejan tener una idea directa. en cierta medida. Juan y María. el que atrae a aquellos burócratas y académicos que quieren un "marxismo" reformista. Aunque tienen un discernimiento penetrante. inmediata y vívida de la vida de José. Gramsci era muy consciente de lo que esto significaba: "Los libros y revistas contienen nociones generales. y apenas esbozan el curso de los eventos en el mundo. . Lenin o Trotsky. asociándose con los trabajadores e intentando guiarlos. En los años 1918-26 puede cubrir esta laguna. Aunque tal proyecto sea contrario al principal impulso de la vida y del pensamiento de Gramsci. en el proceso judicial de Gramsci. no se igualan a la grandeza de los mejores trabajos de Marx. Los Cuadernos de la Cárcel sufren por encima de todo. sus mejores escritos son aquéllos en que. Pero al cortar los lazos de Gramsci con la participación directa en la lucha de clases. Los fascistas no consiguieron esto. que fue incapaz sin la experiencia personal directa. Si no eres capaz de entender los individuos reales. Pero no lo fue en el caso de Marx que. no llega a mostrar la verdadera interrelación entre una situación económica particular y las luchas políticas e ideológicas de individuos por ella afectados. pudo escribir El 18 Brumario. exigió su prisión "para que.En general. no por esto debemos ignorar la deficiencia de los Cuadernos. Pero en 1926 el Estado fascista le separó bruscamente de cualquier contacto con las masas. pudo producir textos profundos sobre el desarrollo diario de los hechos en Berlín. de la incapacidad de pasar de los conceptos abstractos a los análisis concretos de situaciones concretas. sí consiguieron impedir que su marxismo realizase plenamente el potencial manifestado en L’Ordine Nuovo y en las Tesis de Lyon. no eres capaz de entender lo que es general y universal". en el exilio. de entender la interrelación concreta entre la situación económica y la reacción política de los individuos afectados por ella. trata de problemas centrales de las luchas en curso. divorciado de las luchas de masas de los trabajadores. Es este hecho. ni en el caso de Trotsky que exiliado en Turquía. apoyándose en su experiencia directa de la lucha de clases. Por tanto. deficiencia ésta que surge de su falta de concrección.

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no represiva". para desarrollar la iniciativa de éstas y constituir un vehículo para su autogobierno. % ! ! ! X ( <+- Todo el problema radica.(58) El partido. en la capacidad del partido comunista para establecer un nexo orgánico con las masas. comisariatos urbanos.–. por consiguiente. desarrollar un sistema de democracia obrera y campesina e instaurar una genuina dictadura del proletariado. comités de barrio. sindicatos. "expansiva. etc. vincularse a sus diferentes formas de organización –consejos. ha de ser el "resultado de un proceso dialéctico en el cual convergen el movimiento espontáneo de las masas revolucionarias y la voluntad organizativa y directiva del centro." .

como era. Fernández Buey Ética y política en la obra de Antonio Gramsci [Comunicación a un Congreso sobre Gramsci: Torino. en el marco de una tradición crítica y con una identidad alternativa a la del orden existente. como un continuado esfuerzo por hacer de la política comunista una ética de lo colectivo. Que las ideas cuajen en creencias. Pero dió con su vida una lección de ética. Gramsci no escribió ningún tratado de ética normativa. El que desde experiencias y vivencias muy distintas haya hoy una coincidencia tan grande de opiniones. Uno de estos aspectos se . Dedicó muy pocas páginas a aclarar su propio concepto de la ética. preguntarse en qué sentido es el de Gramsci un idealismo moral y en qué se diferencia su punto de vista marxista del kantiano. El proyecto de Gramsci se puede entender. desde nuestro presente. ¿Qué es lo que hace de Gramsci un personaje tan universalmente apreciado en estos tiempos difíciles para el ideario comunista? Que siendo. como ejemplo vivo de aquellos ideales ético-políticos por los que combatieron. estoy seguro de que. la respuesta sería la misma: Antonio Gramsci y Ernesto Che Guevara. de esas que acaban metiéndose en los resortes psicológicos de las personas y que sirven para configurar luego las creencias colectivas. se debe a algo que conviene subrayar por obvio que sea: más allá de las diferencias culturales. El no era un filósofo académico ni un político corriente especialmente preocupado por la propia imagen. XII/1997] Una lección de ética Si preguntáramos hoy a los jóvenes que se siguen sintiendo marxistas y socialistas acerca de aquellas personas de la propia tradición en las cuales la ética y la política han ido más unidas. Una lección de ética de esas que quedan en la memoria de las gentes. por encima incluso de las diferencias generacionales. entre otras cosas. habló y escribió poco de ética.ÉTICA Y FILOSOFIA POLÍTICA. con verdad. Esto suena a idealismo moral y trae a la memoria la fórmula del imperativo categórico kantiano.C Prof. lo que se aprecia y se valora en Gramsci (como en Guevara) es la coherencia entre su decir y su hacer. Conviene. que se prefigura ya en la sociedad dividida: tal fue la aspiración de Gramsci desde joven. Al hablar de la relación entre ética y política hay dos aspectos igualmente interesantes sugeridos por la palabra escrita y por el hacer de Gramsci. por intentar hacer del "yo" un "nosotros". Como otros grandes filósofos de la praxis.: Fco. Por eso al cabo de los años podamos seguir considerando a ambos. por tanto. en el marco de un proyecto colectivo para el que la reforma moral e intelectual pasa. en cualquier país del mundo. un dirigente se entregó a la realización de la idea comunista como uno más.

nos ha dejado un retrato del joven Gramsci en el que destaca su "fervor moral". de la coherencia ética de una vida ejemplar. El otro asunto interesante brota al preguntarse cómo reflexionó Gramsci acerca de la relación entre el ámbito de la ética y el ámbito de la política y qué propuso a este respecto desde esa reflexión. Quienes en aquellos años le acusaban de voluntarismo y de idealismo no llegaron. y que lucha por cambiarlo a pesar del pesimismo de la inteligencia. Por una razón tan sustantiva como práctica: para superar la distancia. Y no es casual el que ahora el propio John Berger pueda dar ánimos al subcomandante Marcos hablándole de Gramsci en una hermosa carta publicada en "Le Monde Diplomatique". a propósito de Walter Rathenau: " Ser idealista cuando se vive en Babia no tiene ningún mérito. en cambio. por así decirlo. su "escepticismo pesimista" y su "insaciable necesidad de ser sincero". de este mundo de las desigualdades. El idealismo moral positivo del joven Gramsci es del segundo tipo. Pues las consecuencias de dicha distancia suelen ser: la afirmación. con una frase pronunciada por el gran científico y moralista del siglo XX. por una parte. Creo que Aldo Tortorella acierta al afirmar que es importante atender a las dos cosas (y suscitar una discusión sobre el resultado de pensar las dos cosas a la vez). de otra parte. académicos o no. Esa diferencia se puede expresar. Marx se pone a leer comprensivamente a Leopardi. que conoce el hedor de este mundo dividido. sin embargo. contemporáneos suyos. sin por ello perder la pasión tranformadora que en su día le llevó a escribir la onceava tesis sobre Feuerbach. ante la teorización gramsciana de la relación entre ética y política por comparación con otros autores. Lo tiene. Albert Einstein. a captar la diferencia que hay entre el idealismo de las "almas bellas" y el idealismo moral revolucionario del pensador y hombre de acción que se compromete en la política colectiva. seguir siéndolo cuando se ha conocido el hedor de este mundo". nos proponía un ejercicio tan sugestivo como lo es el de atraverse a pensar un marxismo trágico en el que. John Berger. . Hace ya algunos años el crítico e historiador británico del arte. e incluso la separación. Pocas veces se han tratado juntos estos dos aspectos en la ya inmensa literatura gramsciana. primacía de la política entendida como ética de lo colectivo y revisión historicista y realista del imperativo categórico kantiano. Ahí está la clave para entender lo que fue el joven Gramsci. Idealismo moral Piero Gobetti. y la insatisfacción.plantea al preguntarnos acerca de la forma en que él mismo vivió la relación entre política y moralidad. es el idealismo del hombre que sabe que no vive en el país de las maravillas sino en un "mundo grande y terrible". Ese es el idealismo moral que corresponde a una época histórica dominada por el nihilismo. que se suele producir entre los estudios biográficos y los estudios técnico- académicos que se centran en los conceptos básicos de los Quaderni del carcere. muy sencillamente. y mucho. Cuando se estudia paralalemente la lección personal de ética en la vida de Gramsci y su reflexión acerca de la relación entre ética y política se llega a la conclusión de que el legado gramsciano puede resumirse en tres puntos: idealismo moral. el gran humanista y liberal italiano.

Por varias razones. La búsqueda de un equilibrio entre ética privada y ética pública (o sea. maquiaveliana. en suma. de los falsos deberes y de las obligaciones hipócritas (con la consiguiente propuesta de una política revolucionaria. del maquiavelismo. para los cuales la política era también. sino una distinción analítica. como conocimiento y como práctica. En ambos casos la degradación del punto de vista original. así también la denuncia marxiana de la doble moral burguesa. Se puede decir. con lo que se tiende a situar a los amigos políticos más allá de la justicia. sino en favor de los de abajo. que es obvio para todo lector culto de las obras de Aristóteles. de una ética pública laica) ha acabado a veces en una confusión: de un lado el politicismo (que se desliza desde la negación de la universalidad de los valores hacia el escepticismo ético absoluto). Pero ¿supone esta distinción un desprecio de la ética? En absoluto. más fundamental que la ética. de una moral distinta de la dominante. de un lado. por así decirlo. El uso actual peyorativo. entre ética y política (con la consiguiente denuncia de una ética. Y en haberlo hecho no sólo. entre ética y política como ética de lo colectivo) se lleva a cabo en Gramsci a través de una crítica paralela del maquiavelismo corriente y del marxismo vulgar.Un punto de vista neomaquiaveliano La clave para entender la política como ética de lo colectivo que Gramsci practicó en su vida está en la doble comparación que ha ido estableciendo en las notas de los Cuadernos de la cárcel entre filosofía de la praxis y maquiavelismo. de Maquiavelo y de Marx. en beneficio del Príncipe. Pero esto último es para Gramsci característico de las sectas o de las mafias en las que lo particular (la amistad y la fraternidad propia del ámbito privado) se eleva a universal y no se distingue entre el plano de la moral individual y el plano del quehacer político. la politización de los viejos valores tradicionales del conformismo. que no permite desarrollarse a la política como "ética pública") acabó dando lugar a la versión vulgar del maquiavelismo. Desde el punto de vista historiográfico. de afirmación del caracter "revolucionario" del "maquiavelismo" auténtico. metodológica. cristiano-confesional (que es lo que hace impracticable la política laica). queda olvidado o disfrazado en la versión vulgar. frente a sus críticos interesados. que lo que Maquiavelo establece es una relación entre ética y política más próxima a la concepción de los antiguos. en el marco del propio partido político. históricamente determinada. Esta parte de la reflexión de Gramsci me parece interesantísima y de mucha actualidad. La gran contribución de Maquiavelo consiste. por lo que tiene de recuperación de Maquiavelo. y . o no principalmente. corriente. de la palabra "maquiavelismo" reduce la política a la imposición de la razón de estado con desprecio de todo principio ético. De ahí su republicanismo. entre moral y política que no niega toda moral. vulgar. en la confusión de la moral política con la moral privada. Desde el punto de vista de . Pero Maquiavelo no es el "maquiavelismo" vulgar o inventado. En él se afirma la necesidad de otra moral. para Gramsci. empezando por los jesuitas. e historicismo marxista e imperativo categórico kantiano. de otro. en haber distinguido analíticamente la política de la ética. de otro. consiste. de la política con la ética. pero interesado. En Maquiavelo no hay una aniquilación de la moral por la política. Esto. Esa derivación es consecuencia de una mala lectura de Maquiavelo favorecida precisamente por los competidores históricos del maquiavelismo. concreta. De la misma manera que la distinción analítica. entre ética y política.

porque conduce a una ampliación del concepto maquiaveliano de la relación entre ética y política. a su vez. a poner a los propios (a los amigos políticos del propio partido) más allá de la justicia. permite pensar con provecho en uno de los grandes asuntos de la vida pública contemporánea. exigiendo que se trate a éstos en la arena política como los trataríamos en familia. una sola religión. Pero hay más. se suele decir en tales casos). Pero no se puede aceptar el intento de una fundamentación absoluta de la moral. el de la relación entre política y delito. presupone una sola cultura. porque contribuye a elevar el principal descubrimiento de Maquiavelo a sentido común ilustrado: esto es lo que permite hablar con propiedad de una cultura política nacional-popular a la altura de los tiempos. También es conocida la tendencia. en ese marco. a la idea del "príncipe moderno" como intelectual colectivo. en lo sustancial. en momentos de crisis de la política. tradiciones y culturas diferentes. En la primera ocasión rechaza el imperativo categórico kantiano con un argumento fuerte frente al cosmopolitismo universalista ilustrado: la máxima de Kant. una filosofía moral mínima. implica el reconocimiento crítico de la existencia de principios morales distintos en contextos culturales diferentes. De acuerdo con esta crítica gramsciana. por el "comunitarismo" tradicional de las mafias. el principio kantiano del imperativo categórico conduce a una absolutización o generalización de las creencias históricamente dadas. pues. cuando en la realidad no hay condiciones semejantes. Esta parte de la reflexión gramsciana. por tanto. un conformismo mundial. en los casos de corrupción política. Esta crítica apunta hacia el lado débil del proyecto moral ilustrado: su pretensión de universalidad valorativa por encima de las diferencias histórico-culturales. para fundamentar una ética de la libertad hay que partir del análisis histórico. que tiene que distinguir también. según la cual hay que obrar de forma tal que la propia conducta pueda convertirse en norma para todos los hombres en condiciones semejantes. entre "hermandad mafiosa" y "fraternidad política". A partir de ahí se abren dos posibilidades: o prospectar una ética de mínimos. Se podría decir. tan repetidos hoy en día en las democracias oligárquicas. basada en el diálogo.la teoría política. hoy tan necesaria. la admisión de cierto relativismo cultural y éste. Aquella atracción y esta tendencia juntan el atávico moralismo que niega jurisdicción a la justicia de los hombres cuando se trata de "los nuestros" y el moderno moralismo sectario que retrotrae el juicio sobre los delitos públicos de los políticos a la comparación interesada sobre la moralidad privada de los individuos ("la moralidad de los nuestros está fuera de toda duda y por encima de lo que decidan los tribunales". la reflexión gramsciana fundamenta la distinción. Marx proporciona un criterio: la sociedad no se plantea tareas para cuya solución no existan ya las condiciones. el consenso y la reducción de los principios morales diferentes a un mínimo común denominador (que es. el proyecto liberal) o reproponer la "herejía del liberalismo" que fue el marxismo de Marx contemplando. entre ética y política en su seno. El historicismo implica. Pues bien. particularmente en momentos malos. Es conocida la atracción que se siente. analíticamente. basada en la comparación entre maquiavelismo y marxismo. la comunicación. Desde el punto de vista de la evolución histórica del marxismo. el ideal moral kantiano como una . Revisión del imperativo kantiano Gramsci se ha ocupado por lo menos dos veces del imperativo categórico kantiano. que no hay una ética universal: hay éticas vinculadas a historias.

La política misma se concibe como un proceso que. a la . del "príncipe moderno" o del partido de nuevo tipo. En él "la política es concebida como un proceso que desembocará en la moral. que es analítica. como vanguardia o intelectual colectivo. ha sido de nuevo desplazado del individuo a la colectividad. de la negación de la universalidad. ¿Quién decide acerca de la validez de los comportamientos morales históricamente condicionados? Gramsci rechaza sucesivamente que esto pueda decidirse aduciendo la moral natural. es la crítica y la batalla de ideas lo que decide acerca de la mejor forma del comportamiento moral de las personas implicadas. respecto del imperativo categórico de Kant. es precisamente su diferente concepción de los principios y fines universales. El contexto en que se hace la pregunta indica que la preocupación principal de Gramsci era precisamente el criterio de validez temporal del materialismo histórico en el plano de la ética pública. desembocará en la moral. Eso forma parte de la lucha por la hegemonía cultural. ni la crítica de la doble moral característica de la cultura burguesa realizada por Marx tienen como implicación para Gramsci la defensa de una política ajena a la ética o la postulación de un relativismo ético absoluto. como un proceso tendente a desembocar en una forma de convivencia en la cual política y. Lo que diferencia una mafia o una secta del "intelectual colectivo". Y ahí vuelve la distinción entre mafia (o secta) y partido polìtico. Mientras que en la mafia la asociación es un fin en sí mismo y la ética y la política se confunden (porque el interés particular es elevado a universal). Gramsci ha seguido el segundo camino. unos meses después. Ahora bien. Esto indica que el acento. por tanto. una vez superada la demediación humana. No hay comunión laica de los santos. No se trata. sino de la reafirmación de la universalidad tendencialmente posible en un marco histórico dado. en los Cuadernos. pues. Gramsci se ocupa de nuevo. moral serán superadas ambas". ni la negación de la existencia de un principio ético universal en el sentido kantiano. ¿Qué concluir del análisis de estos fragmentos de Gramsci sobre la relación entre ética y política? Si se pone el acento en la comparación con el imperativo moral kantiano habría que decir que el historicismo de Gramsci corrige de manera realista el idealismo moral para acabar proponiendo una nueva formulación sociohistórica que da la primacía a la política sobre la ética. en la sociedad regulada. el partido. no se pone a sí como algo definitivo. entre ética y política.idea-límite. Cuando. ni la afirmación de la distinción maquiaveliana. El nuevo imperativo ético-político suena así: "La ética del intelectual colectivo debe ser concebida como capaz de convertise en norma de conducta de toda la humanidad por el carácter tendencialmente universal que le confieren las relaciones históricamente determinadas". es decir. Mientras tanto. concreto. el artificio o convencionalmente. del tipo "todo vale según las circunstancias". sino como algo que tiende a ampliarse a toda la agrupación social: su universalismo es tendencial. del imperativo categórico kantiano concluye el paso preguntándose explícitamente por la duración temporal de las éticas y por los criterios para saber si una determinada conducta moral es la más conforme a un determinado estadio de desarrollo de las fuerzas productivas. Lo único que cabe a este respecto es el choque mismo de pareceres discordantes. Son estos principios éticos los que dan compacidad interna y homogeneidad para alcanzar el fin. Para él no hay Papa laico ni oficina competente ad hoc. Gramsci afirma que no puede haber actividad política permanente que no se sostenga en determinados principios éticos compartidos por los miembros individuales de la asociación correspondiente. como una idea reguladora que sólo dejaría de ser utópica en otra sociedad. como príncipe moderno.

aristotélica. en la que tal división haya sido superada. a la integración de la virtud privada y de la virtud pública con la consideración de que aquélla sólo puede lograrse en sociedad y. Pero en su seno. Pero con respecto de la concepción clásica y neomaquiaveliana de la relación entre ética y política Gramsci añade la conciencia de la división permanente en la sociedad en clases. el individuo comunista tiene que hacer ya su propia reforma moral e intelectual. la tendencia del individuo comunista a la universalización de la propia conducta moral tendrá que cargar siempre con la cruz de la contradicción a la que le obliga la existencia de una sociedad dividida. Como la comunión laica de los santos es imposible en este mundo y como mientras llega la reunificación de política y moral hay que actuar acordando medios y fines. por tanto. el individuo aspira a la coherencia.asociación. por así decirlo. Y es en ese punto donde se entrecruzan la lección ética que fue la vida del ciudadano llamado Gramsci con la reflexión teórica de los Cuadernos que se lleva a cabo simultáneamente. de la relación entre ética y política: la concepción griega. de la polis. Luego deriva coherentemente de ambas cosas la afirmación de que la aproximación entre ética privada y política (entendida como ética de la polis) sólo puede lograrse plenamente en un orden nuevo. Admitida la separación de hecho entre ética y política. pero se puede explicitar a partir de lo que dejó dicho en muchas de las cartas contemporáneas de los Cuadernos. El marco sociocultural para ello es para Gramsci el partido. clásica. y en la batalla de ideas subsiguiente. un concepto de la relación entre ética y política que da la primacía a lo político porque considera necesario e inevitable la participación del individuo ético en los asuntos colectivos. El que Gramsci defiende no siempre es explícito. un concepto que tiene como punto de partida la crítica radical de la doble moral característica de la cultura burguesa pensando explícitamente en los de abajo. en los asuntos de la ciudad. . hay. el príncipe moderno. una forma defendible de individualismo positivo que aspira a prefigurar un tipo de moralidad propio de la sociedad alterativa. Este individualismo positivo consiste en prospectar y practicar una revolución de la vida cotidiana a partir de la reflexión (sólo esbozada) acerca de la relación entre el mundo de la política y el mundo de los afectos. Y con respecto al imperativo moral kantiano Gramsci añade la conciencia historicista del relativismo cultural. Pero es también una prolongación innovadora del concepto de la relación entre ética y política de los orígenes de la modernidad crítica. en una sociedad alternativa. el intelectual colectivo. republicana: la extensión del concepto maquiaveliano en el sentido más auténtico. En el fondo esta idea de Gramsci prolonga e innova una concepción antigua. políticamente. regulada. ¿Qué hacer mientras tanto? Mientras tanto.