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31/07/2015 Nova pagina 9 EMBARCAÇÃO TIPO HIDROFOILS Embarcação tipo hidrofoil ou aerobarco O princípio básico de
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EMBARCAÇÃO TIPO HIDROFOILS

31/07/2015 Nova pagina 9 EMBARCAÇÃO TIPO HIDROFOILS Embarcação tipo hidrofoil ou aerobarco O princípio básico de
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Embarcação tipo hidrofoil ou aerobarco

O princípio básico de funcionamento de embarcações com aplicação de hidrofólio é levantar a embarcação para fora d'água sustentando­a dinamicamente através da utilização de fólios. Deste forma, procura­se reduzir a resistência ao avanço e o efeito das ondas sobre a embarcação reduzindo a potência requerida para se alcançar altas velocidades.

A década de setenta foi a época de grande desenvolvimento deste tipo de embarcação, motivado pela necessidade de altas velocidades e de melhores condições operacionais em estado de mar.

Desde esta época, sabe­se que a grande vantagem de se utilizar aerobarcos, vem de sua capacidade de manter altas velocidades, atingindo até 50 nós, em condições adversas de mar, com potências instaladas relativamente baixas. Este tipo de embarcação é muito menos sucetível à ação das ondas que embarcações convencionais.

Os fólios podem ser divididos em dois grupos: secantes e completamente submersos. Os fólios secantes são projetados de forma que fiquem parcialmente fora d'água durante a operação. Conforme o aumento da velocidade, haverá também uma maior força de sustentação ocasionada pelo escoamento na parte submersa do fólio. Tal fenômeno fará com que o volume submerso dos fólios diminua, até que o equilíbrio dinâmico entre o peso da embarcação e a força de sustentação gerada seja atingido.

Os fólios totalmente imersos utilizam alguns recursos físicos para proporcionarem a força de sustentação da embarcação. Assim, é necessário que se varie o ângulo de ataque do fólio inteiro ou faça­ se uso de flaps para que a sustentação seja obtida, de acordo com a velocidade em que se encontra a embarcação, seu peso e estado de mar. Este sistema é semelhante ao verificado nas asas de avião.

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A principal vantagem dos fólios totalmente submersos em relação aos secantes é sua capacidade de proporcionar uma redução substancial no efeito das ondas sobre o casco. Tal peculiaridade permite que um pequeno aerobarco alcance altas velocidades em condições de mar não muito favoráveis e, ainda assim, ofereça confortável ambiente para tripulação e passageiros.

31/07/2015 Nova pagina 9 A principal vantagem dos fólios totalmente submersos em relação aos secantes é

Fólios secantes e totalmente submersos

Existem três configurações básicas de fólios: Canard, Convencional e Tandem. Normalmente, se 65% ou mais do peso estiver sobre o fólio de ré ou vante são considerados os arranjos de fólios tipo Canard ou Convencional respectivamente. Caso o peso esteja distribuído aproximadamente igual entre os fólios, aí então, a configuração Tandem é a mais recomendada.

31/07/2015 Nova pagina 9 A principal vantagem dos fólios totalmente submersos em relação aos secantes é

Arranjos básicos de fólios

Na escolha da melhor configuração de fólios, a manobrabilidade e a estabilidade direcional devem ser consideradas juntamente com o comportamento em ondas. Para estes requisitos, tanto a configuração convencional quanto a Canard são superiores ao Tandem devido ao maior comprimento do fólio principal, e neste caso um fólio bi­partido poderia ser o mais indicado. A configuração Canard é a mais aconselhável em operações em estados de mar severos, pelo fato do maior carregamento se encontrar sobre o fólio de ré.

Existem dois tipos básicos de fólios. Estes fólios possuem mecanismos para controlar a sustentação dinâmica proporcionada à embarcação. O primeiro se assemelha à asa de um avião. Possuindo “flaps” na parte de ré, os fólios conseguem interferir o fluxo d'água de tal maneira que a força ali gerada provocará um momento capaz de emergir ou imergir a embarcação. O segundo gira em torno de um eixo, modificando seu ângulo de ataque. Ao se fazer isso, estamos alterando a direção e a magnitude da força de sustentação dinâmica (a força de sustentação estática ou empuxo, continuará constante enquanto os fólios estiverem completamente submersos).

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31/07/2015 Nova pagina 9 Tipos de fólios A capacidade de se elevar o casco fora d'água

Tipos de fólios

A capacidade de se elevar o casco fora d'água é o que justifica a utilização de hidrofólios. Essa particularidade permite que haja menor efeito das ondas sobre o casco e menor resistência ao avanço, acarretando maiores velocidades de operação.

A resistência ao avanço até a decolagem é fundamental para o dimensionamento da potência instalada, por isso, deve­se preocupar também com a forma de casco eficiente dentro d’água e no momento da “decolagem”. Isto é, um casco cuja geometria proporcione reduzida resistência ao avanço nestas duas condições.

Para superar resistência adicional provocada por mares agitados, ventos, correntezas e outras adversidades, faz­se necessário uma margem de potência, além daquela exigida em águas tranqüilas. É adequado uma margem de 20 a 25 por cento maior para garantir a decolagem em mares agitados.

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Resistência comparativa entre os hidrofólios e planadores

O gráfico apresentado na figura 17 compara a resistência oferecida à hidrofólios e a de um casco planador.

Pode­se constatar que após ter atingido a velocidade de decolagem, a resistência oferecida ao hidrofólio diminui bastante. A interseção das curvas de resistência e a de empuxo do propulsor (propeller thrust) nos fornece o ponto de velocidade máxima da embarcação . Constata­se assim, que a velocidade alcançada por aerobarcos é muito superior áquela atingida por cascos planadores. Isto se deve, exclusivamente, à menor resistência oferecida ao avanço.

Algumas das principais vantagens dos aerobarcos, em comparação com mono­cascos ou tipos de embarcações alternativas são: (1) a habilidade de operar efetivamente em praticamente qualquer condição de mar, e (2) a capacidade de deslocar­se na faixa de 30 a 50 nós com reduzida potência, permitindo operações mais econômicas.

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As operações com o casco fora d'água só começam a ficar comprometidas quando a altura das ondas excede a dos suportes dos fólios.

Além de um ganho significativo de velocidade de serviço, hidrofólios possuem boa capacidade de manobra e proporcionam uma plataforma mais estável que navios convencionais.

Este tipo de embarcação também requerer maior profundidade nos portos devido os fólios ficarem submersos quando a embarcação encontra­se em baixa velocidade.

Para problemas ou perguntas a respeito desta Web, entre em contato com Prof. José Marcio Vasconcellos (COPPE/UFRJ). Última atualização: 12 julho, 2001.

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