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Carlos Alberto Rodríguez Ram í rez

La constitución ontológica de la Persona según Juan Pablo II

S u mmary: In his work as a philosopher John Paul /I has written serious studies about the onto- logy of human pe r son o Precisely, this paper analy- zes s ome of those reflections . The author explains the main components of human nature , the impor- tance of action as an integrated and moralizing element, and the aim of human acts as transcen- dence to God.

R es ume n : En su labor de filósofo Juan Pablo /I ha realizado serios estudios sobre la ontología de la persona humana, precisamente este artículo pretende exponer algunas de sus reflexiones al respecto. Se analiza como el autor explica los principales componen t es de la natu r a l eza humana , la importan c ia que le da a la acción como elemen - to integrador y moralizante, y la finalidad de los actos humanos como trascendencia hacia Dios .

Después de m u chos sig l os de desarro ll o de la e s - pecie humana , siguen surgiendo gran cantidad de interrogantes sobre sí misma , incluso aú n no se han respondido algu n as preg u ntas que se pla n tearon en los albores de esta especie . Por eso, no deja de ser sorprendente que e l ser h u mano, que es quien i n te- rroga a lo que le rodea y con frec u e n cia obtiene res- puestas m u y satisfacto r ias, como lo demuestra e l

progreso científico y tec n o l ó gico ; ' c u a n do se refiere

a sí mismo por sí mismo, es un misterio , continúa con más preguntas que resp u estas .

A s í, paradójicamente el ser humano ha llegado

a niveles muy altos en cuanto el saber, pero tam-

bién ha llegado a te n er una crisis de

donde como persona es lo más cercano a sí mis- mo, pero a l mismo t iempo permanece como un a

identidad ,

incógnita para sí. En ese sentido, la antropología filosófica adquiere gran re l evancia en el actual mo- mento histórico, cuando más que nunca se plantea

el significado de l a existencia del ser humano. D en- tro de esta compleja coy u ntura actual, nos encon- tramos con un planteamiento antropológico clara- mente definido , del actual jerarca de la Iglesia Ca-

tólica,

vestigaciones en el campo filosófico, ' especialmen - te e n la ética y la antropología filosófica en su ca- rácter de filósofo más que de religioso. En ese sen- tido , expondremos alg u nas de sus ideas al respecto .

Juan Pablo 11, quien ha realizado serias in-

1. La Per s ona como unidad p sico s om á tica

e n Juan Pablo 11

Según este autor , al hablar del ser humano nos referimos en p r imera instancia a su cuerpo . La inte - ligencia se da por un cuerpo y a través de un cuerpo. De acuerdo con Juan Pablo 11, lo primero que capta- mos del homb r e es su constitució n somática , es de - cir, el cuerpo humano, que "es mate r ial, es una rea-

l idad visi bl e, q u e es accesible a l os sentidos; el acce- so se t iene principalmente des d e el "exterior ?.;".' Co n e l uso d e l tér mino soma, segú n Juan Pablo 11, no só l o nos referimos a l o exterior de la persona, si n o también a l organismo que hace referencia, " al sistema y al funcionamiento conjunto de todos los órganos corporales" . ' Así tenemos que el soma tiene

u n aspecto externo , que es la fo r ma del cuerpo y un

aspecto interno , que se refiere a l organismo humano.

Juan P ablo 11 se refiere , e n uno de sus discur- sos, a la importancia que tiene el cuerpo en la for- mación del concepto de persona, cuando nos dice:

Rev . Filo s ofía Univ . Co s ta Ri c a , XXXVI ( 88/89 ) , 313-320 , 1998

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CARL OS R OD RÍGU E Z RAMÍRE Z

" Si l a descri p ció n o ri g in a ri a de l a co n cie n c i a hum a n a , saca-

d a del texto Y a h v i sta, c omprende e n el conjunt o del r e l a t o

t a mbi é n a l c u erpo, se en cie rr a c omo e l prim er t estim o n io

d el desc ub r im ie n to d e la pr o pi a ca pacid a d (e in c lu so co m o

s e h a dic h o, l a p e r cepc i ó n d el s i g n if i ca d o d e l pr o pi o c u e r po

h um a n o), t o do es t o se revel a , b asá ndo s e no e n a l g ún a n á li -

s is pr i mordial metafí s ico , sino e n un a con c r e t a s ubj e tivid a d

b as t ante c l a r a del hombre. El hombre e s s ujet o no só lo p o r

a ut oco n c i e n c i a y a utodet e rm i naci ó n , s in o ta mbi é n a b ase

co m o o bjet o

d e n o e s t a rla es cu c hand o ya, p e r o es t á d es m ateria-

liza da e n é l p o rqu e co n oce e l co nt e nid o. Es d ecir,

e l co n oc imi e nt o o rie nt a a la inma t e r ial i d ad, co m o

l o ex pr esa S a nto T o m ás: " L a inma t e ria lid a d

se r es l a ra zó n de qu e t e nga co n oc imi e nt o, y a l a

m a n e ra co mo se a inma t e rial , es inte lig ible".' La experiencia se n s ible d e co n oce r x p ieza mu-

d e un

d e l c o n oc imi e nt o p e n e tra e n é l ; pu e-

de

s u pro pio cuerp o. La e s truct ur a de e s t e c u erpo es t al, q u e

s

i ca l , r e mit e al ama nt e d e l a mú s i ca a l yo i nt erio r ,

le

pe rm i t e s er el a utor de un a ac tiv i dad pu rame nt e hum a n a.

a

En

esta activida d e l cu e rp o ex pr esa l a p e r son a" . '

esa p a rte es a l a qu e s e l l a m a p siqu e, po r eso afirma W o jty l a:

P e r o e l se r hum a no no só l o e s c u e r po o so m a .

"

L as f un cio n es d e l a p s i que so n "i nt er n as" e "inmate r ia-

Exi ste e n é l o tr o el e ment o

c i e n de a ni ve l es s uperi o r es e n la esca l a d e l a evo-

l u ció n : l a p s iqu e. L a uni ó n d e est os e l e m e nt os l e

da ca r act e r ís ti cas

c u erpo hum a n o, es de c ir , e l ser hum a n o se co n s t i -

t u ye co m o un a unid a d p s i coso m á ti ca.

qu e ti e n e e l

h o mbr e so bre l a r e alidad ext e ri o r a s í mi s m o im -

pli ca s i e mpr e una exp e ri e nci a

del pr o pi o yo. P o r

eso afi r ma e l P a p a W o jt y l a: " Nun ca se ex p e r i m e n-

e sen c i a l qu e l o tr as-

d e p e r so n a

a ese

a pr op i a d as

E

l co noc i mient o

y l a e xp e rien c i a

ta

n ada ex t e ri o r s in a l mi s m o t ie mp o t e n e r un a

ex -

pe

r ie n cia d e sí m is m o" , 6 po r q u e e l h o mb re es f un -

d ame nt almen te interiori d a d . P o r est a r azón es n e-

cesario acerca r se a l co n ce p to d e p s iqu e. De acu e rd o co n Ju a n Pabl o II , l o prim ero qu e

c

on oce e l se r hum a no , l o co n o c e p o r l a e xp e ri e n-

c

i a se n si bl e, qu e r e pre sent a la ex p e ri e nci a

e n s u

f o r ma m as e l e m e nt a l .

co n ocie nd o. N ó t ese l a influ e n c i a d e l os p ostul a d os

a r isto t é l ico -t omis t as

mi e nt o, i n c l uí d o e l d e D ios y l os asp ec t os espir i-

tu a l es, se o ri gi n a n e n la s p e r ce p c i o n es sen s ibl es. E l h ech o d e qu e t o d o co n o cimi e nto p a rt a d e l os

se n ti d os, n o s i g ni f i ca qu e t o d o c o no c imi e nt o

b e e n l os se ntid os, pu es, co m o di ce S a nt o T o m ás:

aca -

A s í e mpi ezo a co n ocer m e

qu e afi rm a n q u e e l co n oci-

" E n la pa r te se n s iti va h ay dos ope r acio n es: U n a , q u e

consis t e só l o e n l a inmu tació n ; t al es l a operac i ó n de l

se n ti d o qu e se ll eva a ca b o p o r l a inmut ació n qu e e n

ellos pr o du ce e l o bj e to sen si bl e. Otr a, f o rm a ti va, c u a n -

d o l a p o ten c i a im a ginativ a forma la ima ge n d e a l g ún

ob jeto a u se n te o nunca vi s t o. Y e n el e nt e ndimi e nt o se

h a ll a n unidas es t as do s o p e r ac i o ne s". '

d e l a

r ealida d qu e l a p e r so n a d esm a t e ri a li za

d a e l pr oceso d e co n oc imi e n to; p o r eje mpl o, e l yo,

c o m o s uj e t o cog n os cent e

pi ez a mus i c a l

apro p ia d e e ll a, o , s i se qu ie r e, la p i eza mu sic al

se

qu e e s, a l esc u c h a r un a

c u a nd o se

E n es t e se n t id o, h ay mu c h os e l e m e nt os

la c on oce

d e al g un a man e r a,

l es", y , aunqu e inte rn a m e nte e s t é n co nd icio n a d as po r e l

so m a co n s u s f un c i o n es pr op i as, n o se puede red u cir d e nin g ún m o d o a l o so m á t ico" . "

L a i nt e rio rid a d d e l h o mbre n o r eferida a l o r ga -

nismo, s in o a l o i n mat eria l , h ace a lu s i ó n n o so l o a

l as f un c i o n es

piri tu a l . W o jty la n os ac l a r a qu e s i bi e n :

p s íquicas, s in o t a m b i é n a l p l a n o es -

"e l t é rmin o ps ique s i g ni f i ca alm a, n o se t r a t a de t é rmi -

nos s in ó nimos. P s iqu e se r efie r e a aq u ello que hace que

e l homb r e sea un se r in teg r al, a lo q ue determina la inte-

gridad de s u s co m po n en t es, sin q u e por e l lo sea de n atu -

ra l eza co rp o r a l o so rn á t i ca" . ' ?

Es d ec ir, p a ra W oj tyla p s iqu e se id e nt ifica co n

co nc e pto s co mo c o n c i e n c ia, p e n sa mie nt o, co n oc i- mie nt o, r azó n .

D e ac u e rd o co n es t e a ut o r , e l as p ecto so m á tico

y

e l as p ec t o p s íquico es t á n es trec h a m e n te re l acio -

n

a d os, y e l e l e m e nt o

integ r a d or es l a acción, q u e

d

e p e nd e o b v i a ment e de l a ex i stenc i a hum a n a. P o r

eso, la e xi s t e n c ia d e l h o mbre es l a ca u sa d e l a ex i s t e n c i a d e l a ctu a r .

d e

l a pe r so n a, ex pr esa Ju a n P a bl o II, es e l a lma, d e mo d o qu e l a p e r so n a es m ás qu e un a u nidad psico-

so m á t ica, co m o h as t a a qu í se h a descrito . La p e r so n a n o es un a du a lid ad, sino que es in te-

g r ac i ó n , e n es t e se ntid o, e l p e n sa mie nt o wo jty lia n o co in c id e c on las afirmac ion es d e Trian a, c u a nd o a l

a n a liza r e l p e nsamiento de G a briel Marc e l , se ñ a la:

P e r o e l e l e m e nt o ese n c i a l e n l a integ r ac i ó n

" M i c u e r po t ien e prio r i d a d a b so lu ta fre n te a t oda i n stru- men talizac i ó n . N o es m i c u e r po e l que u tiliza o e l que percibe, soy yo q u ien u t iliza y quien perc ib e, porq u e yo soy m i c u e r po " ."

E n e l pen s amient o d e W o jty l a se es p ec ifi ca d e

es t a man e r a la subjetiv idad d e l s er huma n o: el Y o

se m a ni f i es t a e n form a inte gr a l e n l a acció n , qu e

LA PERSONA SEGÚN JUAN PABLO II

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es la vía de adquisición de la experiencia y de la presencia de la conciencia. La acción, por lo tanto, presupone la persona. Por medio de la acción se considera a ésta como alguien con capacidad de experimentar y de conocer, lo que significa, expe- riencia y conocimiento de sí mismo, lo que, a su vez, implica libertad y afirmación de la subjetivi- dad . De esta forma, Wojtyla coincide con pensa- dores como Luypen, quien escribe :

"La autonomía ontológica se revela con más fuerza en las acciones humanas porque, en cuanto una acción es humana, su fuente es el propio hombre' : "

Cuando Wojtyla analiza la ética de Max Sche - ler , " concluye que éste adopta una teoría actualis- ta de la persona, es decir, que la persona depende de los actos que realiza en la experiencia. Nuestro autor coincide con el filósofo alemán , cuando en su denso libro Persona y acción asegura que "son las acciones del hombre, su actuar consciente , las que hacen de él lo que y el que realmente es"." En este sentido , cabe también la aseveración de que Wojtyla admitiría la idea sartreana, según la cual : "el hombre no es otra cosa que lo que él se hace". Este nos permite afirmar que el hombre es la suma de sus actos, y que los mismos se juzgan co- mo buenos o malos; por eso , la acción "por el lado del hombre, designará la experiencia espiritual in- tegral " , " como la expresa Mounier .

2. La acción como acto voluntario de la persona

En este esbozo de la concepción ontológica del hombre, siguiendo la línea del Papa polaco, hemos descubierto que el hombre es un ser de actos y que la acción nos presupone a la existencia del hombre. El término acción, adquiere una connotación filosófica muy importante en el pensamiento Woytyliano. La acción es el mejor acceso para pe-

netrar en el interior de la persona y así ampliar el conocimiento sobre ella. La experiencia obtenida

implica, en primer lugar, una experiencia

mismo y también de las demás personas, desarro- llándose una experiencia intersubjetiva, que le permite por lo general enriquecer y mejorar sus actos, lo que se refleja en el desarrollo cultural . Por eso , "no se puede comprometer en una acción quien no compromete en ella al hombre en su tota- lidad", " como dice Mounier .

de sí

La acción, así entendida, es un acto consciente,

libre, voluntario y responsable, que presupone un sujeto que la origina y la experimenta, "Esa es la

base que permite actualizar la relación dinámica, o más bien la interrelación entre persona y acción". I 7

Si las acciones que ejecuta el hombre son vo-

luntarias, se pueden juzgar como buenas o malas . Esto es, que la acción lleva implícito un valor mo- ral . Juan Pablo II, siguiendo la ética cristiana , es-

tablece que esa moralidad se da a conocer en el imperativo del deber. Así:

"la conciencia es un acto de la vida interior de la perso-

na, y consiste en la convicción acerca del bien moral de un determinado acto que obliga a realizarlo , o en la con- vicción sobre el mal de un determinado acto , que obliga

a no realizado" ."

Ahora bien, en última instancia la mayoría de

los actos del ser humano persiguen esclarecer la verdad; es más, este elemento es esencial para que se dé la posibilidad del conocimiento y la trascen- dencia de la persona . Por eso es importante hacer referencia a la voluntad.

Al hablar de voluntad, según Wojtyla nos referi-

mos a querer o desear, más que a conocer o saber," lo que significa que la estructura dinámica de la vo- luntad no es de, naturaleza cognoscitiva, aunque al relacionarse en forma directa con la búsqueda de la verdad, depende internamente del conocimiento . En especial, la voluntad tiene que ver con la

capacidad de decisión , pero antes de decidir debe haber conocimiento , pues nada puede ser objeto de aquélla , sin antes ser algo conocido; en este sentido , la voluntad es orientada por un conoci- miento objetivo.

A su vez, existe otro elemento en la voluntad

que cumple una función subjetiva , que es la con-

ciencia. Porque todo acto volitivo se califica como

bueno o malo, hace

ya que de acuerdo con Wojtyla,

a una persona buena o mala,

" la conexión entre inteligencia y voluntad aparece explí-

cita sobre todo en el acto de la conciencia, esto es , en el acto en que cada uno v a lora la razón del bien o del mal inherente a una acción concreta. Formar la propia con-

ciencia aparece así como un deber inaplazable. Formar la conciencia significa descubrir con claridad cada vez mayor la luz que encamina al hombre a lograr en la pro- pia conducta la verdadera plenitud de su humanidad" ."

En la estructura del ser humano como persona, se encuentra la naturaleza de la voluntad. Wojtyla,

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CARL OS ROD R ÍGUEZ RAMÍ R EZ

a l es tu d i a r la vo lun ta d , desc r i b e un a ser ie de p r o- pieda d es qu e l a i n tegra n . Así aparece un pri m e r

e l eme n to qu e ll ama a ut ode t ermi n ació n , "q u e es l a

base d in ámica pr opia p ara e l d eveni r (fieri) d e l a perso n a, p res up o n e un a co m p l ej id ad esp ec i a l e n l a est ru c tur a d e l a p e r so n a " ." Só l o l as cosas qu e p osee e l h o mbr e se pu e d e n

de t e rmin a r .

a ut o d e t e rm i n a,

d e s í mi smo, se

Así, si se poses i o n a

l o qu e n os d e mu estra qu e es du e -

ña de sí m i sma. H e aquí q u e l a re l ación q u e se

ge n e r a e n el int e r ior de l a perso n a, d e a ut o p ose-

sión , es ese n cia l ;

este aspecto : "Sólo puede ser p erso n a qu ien te n -

ga posesió n de sí mismo y sea, a l mi s m o t ie mp o,

s u prop i a y exclu s iv a posesió n ". "

de sí m i s m o es t á e n co n s t a nt e d eve nir , p u est o

q u e l a p e r sona no es un ser aca b a d o, sino qu e es- tá en proceso de rea l izació n . D e a h í qu e un p ro- pósito de l se r h uma n o es l a a u toposesión , pa r a ser perso n a .

A l da r se l a posesió n de sí m i smo apa r ece l a ca-

Woj t y l a

es enfático a l seña l ar

Es t a p oses i ó n

pacidad d e gobe rn arse a sí mi s m o, qu e n o es s im -

p l e m e n te l a cap aci dad de co ntr o l a r s e ;

biern o es, e n l o funda m e nt a l

co n

con su est r uctu r a pe r sona l . En el mismo di namismo de l a volu nt ad se m a- nifiesta la a u todetermi n ación, qu e i m pl ica a s u vez autoposesió n y a u togob ie rn o; esto se r ef l eja e n l a experie n cia de l "yo qu iero". D e est a m a n e r a l a

s ub je ti v id a d d e l ego hu ma n o se dir ige a l ex t e ri o r ,

objetiva nd o e l ego e n cada "yo qu ie r o". Esta expe- riencia d e l " qu e r e r ", n os dem u est r a qu e t o d o acto vo l itivo es un act o d e a l go, es d ecir, un ac t o i nt e n - ciona l . Este act o vo l i t ivo n o sol o es un ac t o h acia e l ex-

t erior, se d a t ambié n l a o b je tivid a d int e r io r , ya qu e

" l a r eali z a c i ó n d e un a a cc i ó n es, a l mi s m o t i e mp o, la r ea li zac i ó n de l a p e r so n a"." P o r eso, l a p e r son a es m e t afí s i cam e nt e o bj e t o y s u je t o, es algui e n y n o algo co m o l os de m ás seres; así, a s u vez, r e p rese n - ta s u p ro p io so p o rt e ó nti co-o n to l óg i co.

e l a ut ogo-

un a r e l ac i ó n dir ec t a

e l se r int e rn o d e l hom b re, s u p s iqu e, o sea,

3. La elección: acción vital de la persona

El se r humano , e n c u a nt o aut o r de sus a c tos , es

r

ció n ; es d ecir , e l h o mbr e es re s pon sabl e de c ual- qui er a c t o, c uand o ha y a d e bid o ha ce rlo o c uand o

n o d e b ió haberl o h ec h o . Si se equiv o ca en s u elec-

ció n , aparece l a exp e r ie n c ia d e l a culpabilidad, en-

tendida también, por Wo j tyla, como la experiencia del pecad o o d e l mal m or al .

es p o n s abl e

d e e ll os, l o que

pre s up o ne la obliga -

qu e en el

a n á l isis de l a p e r sona debe inclu i r se . necesaria-

d e l a verdad, q u e se encue n t r a vin-

c ul ado co n el co n oc imien to y la vo lun tad, lo que

p e rmi t e co mpre nd e r e n W ojty l a l a t rasce nd e n cia

d

men t e el tem a

Es t as , co n side r ac i ones

man ifi es t a n

e la p e r so n a, qu e es acc i ó n .

" l a d i g n idad propia de l homb re, esa q u e se le ofrece al

m ismo t i empo, como do n y como tarea que r ealizar , se

halla estrechamente vincu lada con l a r eferencia a la ver-

dad. El pensar en l a ve r dad y el vivir en la verdad son

s us componen t es indispensables y esenciales " . "

E l t e m a de l a ve rd a d pr es up o n e l a l iber t ad hu -

m a n a, por qu e so m os n oso t ros co m o s u jetos q u ie-

n es e l egimos es p o nt á n eamente

esa e l ecc i ó n se j u zga , mediante referencia a

l a verdad, co m o bu ena

m u y i m por t a nt e p or qu e establece l as n o r mas mo-

r a l es, q u e co ntri b u ye n a l s u rgim ien to d e la obliga-

ció n e n l a co n c i e n c i a hum a n a. La lib e rta d es un a ca r acte rís t ica pr op i a de l a es- pec i e huma n a . D e es t a forma, ser P e r so n a i m p l ica

se r l ib r e, p e r o n o d e man e r a abso luta,

pu es t o qu e

s u a ut o n o m ía o n to l ógica no se da s in e l cuerpo y

o m ala. P o r eso, la ética es

se r , y

lo que q u eremos

e l mundo, po rqu e e l h o m bre es t e m po r a l i d ad , en este se nt ido Wo j ty l a coin c id e co n posicio n es co -

m o l a qu e afirma:

"La s u bjet iv id a d - en - el-rnun do e n tra ñ a a br i r se p aso e n el de t e rmin ism o: , d e l cosmos . Significa lib er t a d . Si n embargo , e l su j e t o n o sólo es t á en - e l -mu n do , sino tam-

b i é n " activa m e nt e" e n -e l - m un d o: es la ejec u ción del

proyec t o q u e é l mis m o es t rascendencia. H asta como

t r asce n dencia e l s u jeto es lib e r tad e i rru m p e en el deter-

m i ni s m o de l cos m os e n c u a nt o n i n g un a fac ticidad de-

termin a l a acció n d e l s uj e t o e n t a nt o acció n h uman a" . "

Lu y p e n y W oj t y l a co incid e n , a l sos t e n e r , qu e el

h o mbre e n s u s a ctos m a n ifiest a l a l i b er t a d , p o rqu e

é l n o p e rma ne c e pa s i vo, sin o qu e es co n stru cció n

p e rma n e nt e. Ad e m ás sos t i enen , qu e e l h o mbre es

un se r trasce ndente , lo qu e l e d a s entid o a s u e x i s-

t e ncia . Algun os pen s adore s conte mporáneos enfocan a

es te s er human o como un ser inmer so en e l mun-

do ," c om o un proye c to que busc a realizarse y cu-

ya tar e a co n s iste ,

t iemp o, s er capaz d e ser," c om o, un se nt i d o a l a

ex i s t e ncia del mund o." En e f ecto , el ser humano es un co n s tante ha c er-

s e . D e esta forma s e revela para sí mismo como un ser libre ; por otro lado , de acuerdo con Juan Pabl o

en tener

qu e se r y , al m ism o

L A P ER S ON A S E G Ú N J UA N P ABLO 11

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Il , e ntr e e l hombre y el mundo existe una distan -

c i a, la que con s i s te en libertad ; é l e s a lgui e n qu e

t ien e co nci e n c ia d e s u e xi s t e ncia y de la e xi s ten c ia

es la única condición par a qu e se d é 1 0 seg und o,

p o rqu e s i bi e n es n e ce sa ria l a pr ese nt ac i ó n cognos-

c iti va de lo s o bjet os, la e lecc i ó n es pr o pi a d e l a vo -

de

l mund o, qu e tien e raz ó n d e ser , p o rque la p e r -

lun

ta

d y s ur ge p o r la m o tivac i ó n , a cto p o r e l c u a l se

so

n a l o pi e n sa, m o strando así s up e riorid a d o ntol ó -

r

e nun c i a a o bj e t os y v a l o r es p o r a s umir un so l o o b-

g i ca s o br e el s er d e l as c o sas. E s ta c o n c i e nci a d e s í

mi s mo y s u entorn o, represent a: " el con o cimient o

dinámico d e un s ujeto que siempre s e a firma y

co ntinúa afir mánd o se , porque no pu e d e pos ee r se inm óv il "."

P o d e m os o b se rv a r có m o e l pl a nt ea m ie nt o del

P apa W o jt y l a co in c id e en este s ent i d o, c o n l os p os tul a d os fen o m e n o l ó gi cos y o tra s fil osofías

co nt e mp o r á neas. Ya hem os señalado l a import a n -

c i a de la realizaci ó n d e las a c ci o nes, porque ést as r e prese nt a n al mi s m o tiemp o l a reali zac i ó n d e l a p e r so na , qu e es lib e rt a d . Al e j ec ut a r l a acció n , el ser human o man if i est a

s u ca p aci d a d d e e l eg ir . D e e s ta f o rma so bre sal e l a

vo luntad , l o qu e seg ún W o jtyla , le permite fund a -

m

e nt a r se a sí mi s m o c o mo alguien y , m ás aun , co -

m

o al g ui e n libr e, qu e busca l a v e rd a d como ser

tr as c e nd e nt e . A sí se d e duce de las palabra s di c h as

a l int e l ect u a l fran cés Andr é Fr ossa rd :

" P o r t a n to, l a lib e rt ad es e n e l h om br e un a fac ult a d d e

autode t ermi n aci ó n res p onsa bl e. S e e n c u e ntr a e n el ce n - t r o d e l a trascend encia pr o p ia a l h o mbre co m o p erso n a.

R es id e ta mb ié n en l a b ase de l a m o r a l , d o nd e se m a ni -

fiesta co m o una cap acidad d e e l ecc i ó n , ca pa c id a d p a r a

va ri as e l ecc iones di s tint as, s í , per o e n prim e r lug a r c o-

m o un a fac ult a d d e e l ección entre e l bien y el m a l , se-

g ú n el se ntid o m o r a l de es to s t é rmino s; entr e e l bien y e l m a l ide ntif ica do s por una r e cta co n cie n c i a" .'?

T o da s l as accione s d e l se r humano, por más ex -

t erna s qu e sean , s iempre permanecen en alguna forma en su interior . ASÍ , sucede que paradójica-

m e nte, " la libertad e s aquello que me abre a lo real , pero t a mbi é n aquello que me a ta , frecuentemente

p o r un a dependenci a interior , la dependencia de la

verdad ". " P o r lo tanto , la búsqueda de la verdad

s h ac e dependientes de nosotros mismos y a la

vez independientes de los otros y de las co s as. El acto volitivo , por 10 tanto, implica la elección, que conlleva tomar decisiones según el principio de la verdad . Pero no olvida Wojtyla, que desde la Edad Media a lgunas corrientes filosóficas han con- cebido la naturaleza de la voluntad con el appetitus

rat i onalis , así , afirman que nada es objeto de la vo-

no

luntad si antes no se ha conocido. Para Wojtyla , lo que se da es una estructura dinámica, donde se con -

jugan conocimiento y voluntad , pero 10 primero no

j

e t o o v alor , por lo tant o, s i bi e n ace pt a qu e in f lu ye

el co n ocimie nto en la v o luntad , afir m a qu e:

" E sta in f lu e n cia n o e qu i v a l e a l a lib e rta d de ca mbia r " a vo -

lun

n oci m ien to y p e n sa mie nt o ; l a vo lun tad reco n oce l os obje-

tos e n c u a n to co n ocid os, p e r o propo n e e impo n e tar eas es-

p ecíf i cas al conoc imi e nt o y a l pensamie nt o ; e l r econoci-

mi e nt o y e l ecc i ó n d e es t as t a r eas se p r od u ce n e n r e l ación

co n l a ve rd a d r e f e rid a a l bi e n e n e l m o m e nt o de d e lib era-

c i ó n d e l a v olunt a d . El " qu e r e r " , p o r s u p rop i a re l ac i ó n co n

l a verd a d , es t á ese n c i a lme nt e co ndi c i o n a d o p o r e l "co n o -

ce r " y e l "sabe r ", t a nto m ás c u a nt o qu e a l prin cipi o n os

sen tim os tent a d os d e co n c luir qu e esta depen d e n c i a es u n i-

l ate r a l , s i n pr es t a r la d e b i d a a t e n c i ó n a l ot r o l ado, es decir,

a qu e e l co n oc imien t o se ve específica m e nt e in f l ue n c i ado

ta d " l a n a tura l eza de l o co n oc id o o los pr ocesos de co -

po

r l a d e m a n da de l m ism o rea liza d a p o r l a vo lund a d "."

S

i n

e mb a r go, la p os i c i ó n W o jty l i ana n o d a m a -

yo

r es l uces

a l resp ec t o d e la vo lunta d y e l co n oci-

mi

tr o cr iterio e n un bu e n in tent o d e a n á l isis fe n ome-

n o l óg i co. En nu es tro c r i t e rio , s i bi e n e l ac t o vo lit ivo se

arti c ul a e n la intelig enc i a , l a integ r ac i ó n co m o t a l , va m ás allá de la raz ó n , p o rque l a inte gració n v o l i- tiva , también s u r g e de la e x isten c ia mis ma, que n o

e s r e du c tibl e só lo a lo ra c i o n a l , d e tal modo , que

qu e

e l ac t o l i br e, tie ne senti d o e n e l co mpro mis o tien e e l s er huma no de e l eg irs e eli g i e nd o.

C o n re s p ec t o al yo inte rio r , eje de t o d o ac t o hu-

mano , s ostien e Wojtyla que s e estru c tura c o n :

e nt o e n e l ac t o d e l e l egir , se qu e d a se gún nu es -

" Todo e s o : con c iencia , verdad , responsabilidad , liber -

tad , form a n un c onjunto , e l de la interioridad hum a na que , s i bien s e s u s trae a lo s se ntido s, se n o s a l ca nz a e n una e xp e rie n c ia de gran i nt e n s idad . E s la e x p e r i en cia

del hombre , m ás aún, la ex perien c ia d e l a " Hum an i-

d a d ". Aquello por lo que e l hombre es, fin a l ye se n cia l -

m e nt e , hombr e". "

Con e s ta posición concordamos plenamente.

4. Felicidad y trascendencia, objetivos primordiales de la persona

Si el ser humano, como persona, opta en s u s

por estar acorde con la verdad ,

acc i ones

e s tas

318

CARLOS RODRÍGUEZ RAMÍREZ .

acciones se pueden juzgar como buenas. Juan Pa- blo TI admite que en muchas oportunidades, la de- cisión que asume la voluntad humana puede estar equivocada, cuando esto ocurre surge "la expe- riencia de culpabilidad o pecado". De esta manera, para el pensador polaco, la vo- luntad siempre hace referencia a la verdad, porque sólo así se comprende el comportamiento moral de la persona:

" Dicho en pocas palabras, en la oposición entre bien y

mal que dirige la conducta moral se da por supuesto que en la actuación humana la volición de cualquier objeto se realiza de acuerdo con el principio de la verdad res - pecto al bien representado por estos objetos"."

Es necesario señalar entonces, según este crite- rio, que estas acciones pretenden hacer del hom- bre una persona feliz. Al hacer el bien, el hombre

es bueno en sí mismo, lo que significa que se au- torrealiza mediante la acción. Si su acción es con- traria a la idea del bien, apuntará al opuesto de la felicidad : la aflicción y la desdicha ." La búsqueda de la verdad es esencial para el conocimiento humano, porque representa el senti-

do de su existencia. En la verdad - nos

Juan Pablo 11- hay una dimensión divina , ya que forma parte de la esencia de Dios, que "constituye el fundamento de la felicidad definitiva de la per- sona humana en Dios según la doctrina revelada , mientras que su privación es el fundamento de la desdicha final de la persona humana, por el recha- zo de Dios" ." Según Wojtyla la idea de felicidad es propia sólo del ser humano, y su verdadera dimensión en el gozo de la esencia Divina, por tanto, para este pensador el valor moral positivo por excelencia y el objeto de la felicidad última del hombre es Dios. De esta manera, Wojtyla afirma q u e la feli- cidad se refiere más a la estructura personal, tras- cendente y espiritual .

Desde nuestra perspectiva esta posición si bien muy respetable, es excluyente (aunque Wojtyla no lo afirma directamente) de la felicidad propia de las experiencias emocionales, donde a través de las acciones la persona actúa éticamente acorde al bien, el cual no tiene que ser exclusivamente reli- gioso , ni el establecido por cualquier autoridad o tradición . Es excluyente porque no podemos negar el derecho a que existan personas con otros crite- rios éticos. Los términos verdad-bien y felicidad están ínti- mamente relacionados en el filósofo Wojtyla, para

advierte

obtener estos fines , él propone el seguimiento de normas morales que responden a un orden objeti- vo, al respecto agrega: "La conciencia no legisla , no crea normas ; más bien lo que hace es descu- brirlas, por así decirlo , en el orden objetivo de la moralidad o la ley". " Lo que contradi c e en parte lo expresado por el Papa Juan Pablo II, cuando fundamenta la moralidad del acto humano "en aquella doble redacción de la ley moral : la que se encuentra escrita en las tablas del Decálogo de

Moisés y en el Evangelio, y la que está esculpida en la conciencia moral del hombre" ." Una de las normas éticas a las que Wojtyla le da más énfasis , es al mandato bíblico "amarás" . Para él este imperativo cristiano de " amarás" se da en forma comunitaria, y apela a la subjetividad del otro, sin impedir su . autorrealizaci ó n , y permite, a su vez, el desarrollo de una comunidad verdadera- mente humana . La realización de ese imperativo positivo " ama- rás" , va ligada a la búsqueda de la perfección mo- ral. Esa perfección implica que "hay que tomar co- mo modelo a una persona que posea realmente esa perfección . Y por tanto , la manifieste" . " Esta ética personalista desarrollada por Wojtyla supone , en primer lugar , que es posible este ideal de perfe c- ción de la persona y, en segundo lugar, que existen personas realmente perfectas o que aspiran a la perfección. ASÍ, el modelo por excelencia es " Jesu- cristo, el más alto modelo de perfección moral , y luego sus discípulos y seguidores , quienes gracias al seguimiento del modelo primario de Cristo, se hacen , a su vez, modelos para los demá s". " Finalmente hagamos mención de la trascenden- cia de la persona. El ser humano no puede eludir el problema de la muerte como situación límite , porque es un ser dependiente del tiempo y el espa- cio y, por lo tanto, es un ser sometido a las leyes de la natu raleza; sin embargo, en la concepción cristiana , también este ser tiene una dimensión en - cauzada a lo infinito, a lo absoluto . Así nace la trascendencia de la persona .

naturaleza espiritual de la persona , de

Esta

acuerdo con Woytyla, le permite superarse :

"tendiendo hacia Dios y de este modo supera también los límites que le imponen las criaturas, el espacio y el tiem- po , su propia contingencia. La trascendencia de la perso- na se halla estrechamente vinculada con la referencia a Aquel que constituye su base fundamental de todos nues- tros juicios sobre el ser, sobre el bien, sobre la verdad y sobre la belleza. Se vincula con la referencia a Aquel que es también totalmente otro, porque es infinito ". "

LA PERSONA SEGÚN JUAN PABLO 11

319

Metafísicamente hablando la persona es una síntesis de lo finito y lo infinito, de lo material y lo espiritual; por eso , según Woytyla la persona se realiza desde la perspectiva de la trascendencia , porque lleva en sí la semilla de la eternidad. Cabe aquí perfectamente el pensamiento pascaliano, de que el hombre es "una nada en comparación con lo infinito, un todo en comparación con la nada :

un término entre el todo y nada". Para Juan Pablo I1, la persona muere en el mundo material, pero se supera a sí mismo, por haber sido creado a imagen y semejanza de Dios y porque en la conciencia existe una dimensión de la vida eterna, donde la persona trasciende hasta Dios, por eso "puede decirse que, gracias a la con- ciencia , toda estructura de la persona está orienta- da escatol ó gicamente" . " De esta manera en el pensamiento del actual Papa, se deja patente, que el sentido de la existen- cia de la persona, se encuentra en la búsqueda de Dios , siguiendo el modelo por excelencia que es Jesucristo . Es decir, en última instancia los valores sacros corresponden a la finalidad más alta y defi- nitiva de la vida humana, permitiendo así la plena autorrealización de la persona.

A modo de conclusión

En la fundamentación metafísica de la persona, que hace el Papa Woytyla , analizamos que en la naturaleza humana se integran los aspectos somá- ticos y psíquicos que posibilitan el desarrollo de la formación del sujeto como un ser autónomo, libre, con capacidad de decidir y de buscar la verdad. Asimismo en la formación del ser humano co- mo persona , destacamos como para Wojtyla, la acción le permite reafirmar su subjetividad y su intersubjetividad , en ese sentido coincidimos con este autor, en que al ejecutar las acciones el ser humano se asume integralmente y se compromete en su totalidad, porque la acción es la manifesta- ción libre y voluntaria de la persona . Ciertamente para Wojtyla la acción es trascen- dente, alcanzando la norma ética, que enfatiza - se- gún este autor- en la primacía del amor, que siem- pre supone al otro y a Dios. Según nuestro crite- rio , en efecto el acto debe ser libre y voluntario , lo que implica un autodominio y autoregulación del ser humano, pero también no se debe dejar de la- do , que el individuo está determinado histórica y socialmente y, por ende, este contexto de alguna

manera condiciona parcialmente los actos del ser humano, que depende no sólo de una norma ética, sino también de normas sociales-jurídicas y en al- gunos casos religiosas, aunque ahora con menor frecuencia.

El autor estudiado,

hace énfasis en una posi-

ción moral sustentada en la cristiandad católica, con él coincidimos en la importancia de la prima- cía del amor en la relación intersubjetiva, pero también observamos que una moral dogmática, impide cualquier intento de sostener posiciones éticas diferentes e incluso cualquier iniciativa de

diálogos éticos abiertos se ven colapsadas . En su- ma coincidimos que el individuo tiene la capaci- dad de controlarse, 10 cual revela la importancia

de la interioridad del Yo,

agregamos que no se debe descontextualizar al ser humano, porque sino se desvirtúa el análisis de la acción . Diferimos en considerar que sólo exista un principio normativo ético, del que la cristiandad dice ser el garante , porque entre otras cosas, eso ha permitido que detrás de esas normas éticas se impongan los criterios de los grupos de poder y se menosprecien posiciones igualmente valiosas que no responden a esta ortodoxia . El autor estudiado ha realizado profundas in- vestigaciones sobre el tema de la conciencia y la relación consigo mismo y con el mundo , 10 mismo que las consecuencias de las acciones del hombre contemporáneo, pero ese será motivo para un es- tudio complementario en el futuro.

pero a esta posición

Notas

l. Este progreso científico-tecnológico es, a veces , ambiguo, puesto que , en nuestro siglo y con su aporte , han muerto millones de personas en guerras, y se sigue construyendo gran cantidad de armas.

2 . Cfr . la tesis de licenciatura del autor , titulada " An- tropología y ética en Juan Pablo U" , Universidad de Costa Rica, 1992 .

3. Karol Wojtyla, Persona y Acción, tr . Jesús Fer-

nández, Madrid : BAC , 1982, p . 234 .

4. Ibid . , p. 234.

5 . " Reflexiones sobre el significado de la soledad

originaria del hombre", Osservatore Romano (Vatica-

no), 4 de noviembre de 1979, p . 3 .

6. Wojtyla, op . cit . , p . 3 .

7. Tomás de Aquino, Suma Teológica,

Madrid:

BAC, 1959, 1, q. 85 , a. 2 , sol . 3.

8 . Ibid . , 1 , q. 14 , a . l .

9 . Wojtyla. Persona y Acción, p. 259 . 10. Ibid ., p . 257 .

320

CARLOS RODRÍGUEZ RAMÍREZ

11 . Manuel Triana, "El hombre y el misterio de ser",

Revista de Filosofía de Universidad de Costa Rica 28 (67-68): 88, diciembre, 1990.

12. W . Luypen, Fenomenología existencial . Buenos

Aires:Ediciones Carlos Lohlé, 1984, p . 282 .

13 . Cfr . Karol Wojtyla, Max Scheler y la ética cris-

tiana, que es su tesis doctoral en filosofía .

14 . Wojtyla , Persona y ac c ión, p. 118.

15. Enmanuel Mounier, El personalismo, Buenos

Aires : Universitaria, 1950, p . 49.

16 . Enmanuel, Mounier,Manifiesto

al servicio del

personalismo (Personalismo y cristianismo). España-

: Taurus, 1967, p.251 .

17. Wojtyla, Op.cit . , p . 70.

18. Karol Wojtyla. Max Scheler y la Ética Cristiana,

Tr . Gonzalo Haya, Madrid: BAC, 1982, p. 137.

19. Estas frases conocer y saber no siempre signifi-

can lo mismo, así por ejemplo puedo decir, "conozco a

Maricel y sé que estudia medicina";

mientras que otra

32 . Wojtyla, Persona y acción, p . 165.

33 . Frossard. Op.cit . , p . 104.

34 . Karol Wojtyla, Op. cit . , p . 163.

35. Al respecto se puede suponer una posi c ión simi-

lar al eudemonismo aristotélico, aunque el Estagirita considera que la felicidad como valor absoluto , consiste en la contemplación de lo racional y de la verdad , lo cual, es lo propio de los hombres que hacen filosofía , quienes acceden a este ejercicio por el tiempo de ocio garantizado fundamentalmente por su posición económi-

ca y social. En este sentido, tómese en cuenta lo expresa- do por Aristóteles en la Introducción a la Metafísica

" Es , pues, natural que quien en los primeros tiempo s

inventó un arte cualquiera , separado de las sensaciones comunes, fuese admirado por los hombres, no sólo por la utilidad de alguno de los inventos, sino como sabio y

diferente de los otros, y que, al inventarse muchas artes ,

a las necesidades de la vida y otras a lo

orientadas unas

que la adorna, siempre fuesen considerados más sabios

persona puede decir "A Maricel no la conozco, pero sé

los inventores de éstas que los de aquellas , porque sus

Gredos,libro 1, 1098a) .

quien se refiere" . Al respecto Cfr . L . Susan Stebbing, Introducción moderna a lógica, p.p. 41-43 y John Hos-

a

ciencias no buscaban la utilidad . De aquí que, constituí- das ya todas estas artes, fueran descubiertas las ciencias

pers, Introducción al análisis filosófico 1, p . p . 184-200.

que no se ordenan al placer ni a lo necesario; y lo fue-

 

20

. Discurso del Papa a los estudiantes del congreso

ron primero donde primero tuvieron vagar los hombres .

" Univ . 80" , Osservatore Romano (Vaticano).

13 de

Por eso las artes matemáticas nacieron en Egipto, pues

abril 1980, p. 2.

allí disfrutaba de ocio la carta sacerdotal . " (Metafísica .

 

21 . Wojtyla, Persona y acción, p . 124.

Madrid: Gredos, libro 1, 1 , 981 b.)

22 . Ibid . , p. 124.

Sin embargo, en el mismo Aristóteles se puede re-

23 . Ibid . , p . 130.

saltar , que el acceso a la felicidad (como bien relativo ),

24 . Wojtyla, Signo de contradicción, tr . Vicente

M .

es propio de todos aquellos que orienten su vida correc -

Fernández, 4 ed. Madrid : BAC , 1979, p. 153.

tamente "siendo esto así, decimos que la función del

 

25 . Luypen, Op . Cit . , p . 298 .

hombre es una cierta vida, y ésta es una actividad del al-

26 . Cfr . Martín Heidegger, El ser y el tiempo , p . 65.

ma y unas acciones razonables, y la del hombre bueno

" pues bien, es forzoso que estas determinaciones del ser

estas mismas cosas bien y hermosamente , y cada uno se

del "ser ahí" se vean y comprendan

a priori sobre la ba-

realiza bien según su propia virtud ; y si esto es así , re-

se de aquella estructura mos el " ser en el mundo" .

del ser del "ser a hí " que llama-

sulta que el bien del hombre es una actividad del alma de acuerdo con la virtud, y si las virtudes son varias, de

 

27

. Cfr . Jean Paul Sartre , El Ser y la nada " p . 544 .

acuerdo con la mejor y más perfecta , y además en la vi-

" Decir que el para - si tiene de ser lo que es , decir que es lo que no es no siendo lo que es, decir que en él la

da entera" . (Aristóteles, Ética Nicomáquea, España :

existen c ia precede y condiciona la esencia , o inversa-

 

36

. Wojtyla ,

Max Scheler y la Ética Cristiana ,

p .

mente , según la fórmula de Hegel, que para él "Wesen

205

.

i s t was gewesen i s t", es decir una sola y misma cosa, a

37.

Wojtyla , Persona y Acción, p . 192.

saber: el hombre es libre".

38.

Juan Pablo 11, " Carta apostólica con ocasión del

28 . Cfr . José Ortega y Gasset , El hombre y la gente,

p.p. 67-68 : "El Mundo es la maraña de asuntos o impor- tancias en que el Hombre está, quiera o no, enredado, y el Hombre es el ser que, quiera o no, se halla consigna- do a nadar en ese mar de asuntos y obligado sin reme- dio a que todo eso le importe ".

29 . Jean Lacroix , Marxismo, existencialisrno , perso-

nalismo, Tr . Ramón y Angles Bayes (Barcelona : Fonta- nella , 1962) , p. 109.

"[No tengáis miedo!": André

Fro s s a rd dialoga con Juan Pablo 11 , Tr . Ana M" de la

Fuente y J . Ferrer AJen , Barcelona: Plaza y Jánes, 1982 ,

p . p . 103-104.

30 . André Frossard ,

31 . Ibid ., p. 103.

año Internacional de la Juventud ", en Encíclicas y otros

documentos. V. II, Costa Rica : Asociación Libro Libre, 1986, p. 222.

39 . Wojtyla, Max Scheler y la Éti c a cristiana , p. 55 .

40 . Ibid . , p . 56. Cfr . Nuevo Testamento Mt . 5 , 48; 12 ,

50 ; Ef . 6, 6 ; Col . 3 , 23 .

41 . Wojtyla , Signo de contradicción, p . 22 .

42. Ibid . , p . 230 .

Carlos Alberto Rodríguez Escuela de Filosofía Universidad de Costa Rica .