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GILVAN LOPES SERAFIM FILHO

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE

UM ESTUDO DE CASO EM PERÍCIA AMBIENTAL

(Avaliação da qualidade das águas e impactos ambientais)

GILVAN LOPES SERAFIM FILHO BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE UM ESTUDO DE CASO EM PERÍCIA AMBIENTAL

Copyright © 2016 by Gilvan Lopes Serafim Filho

Todos os direitos reservados. Vedada a produção, distribuição, comercialização ou cessão sem autorização do autor. Os direitos desta obra não foram cedidos.

Impresso no Brasil Printed in Brazil

Diagramação

Rayanne Lima

Capa

Andreza Souza

Revisão

Manoela Aureliano dos Santos (Licenciatura em Letras e Pós-graduação em Linguística)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Ficha Catalográfica

S481b

Serafim Filho, Gilvan Lopes Bacia hidrográfica do rio Beberibe: um estudo de caso em perícia ambiental:

(avaliação da qualidade das águas e impactos ambientais) / Gilvan Lopes Serafim Filho. – Olinda: Livro Rápido, 2016.

174 p.: il.

Contém bibliografia p. 163 – 171 (bibliografia localizada) ISBN 978-85-5707-195-7

1.

Qualidade da água. 2. Bacia hidrográfica – Rio Beberibe. 3. Rio Beberibe. 4. Impactos ambientais. 5. Qualidade ambiental. I. Título.

 

556.51 (1999) Fabiana Belo - CRB-4/1463

Livro Rápido Editora – Elógica Coordenadora editorial: Maria Oliveira

Rua Dr. João Tavares de Moura, 57/99 Peixinhos

Olinda – PE

CEP: 53230-290

Fone: (81) 2121.5307/ (81) 2121.5313

livrorapido@webelogica.com

www.livrorapido.com

AGRADECIMENTOS

Este

livro

é

parte da minha monografia de

especialização: “Diagnóstico da qualidade das águas, percepção de riscos por lançamento de esgotos sanitários e avaliação dos impactos na bacia hidrográfica do Rio Beberibe”, defendida na Faculdade Frassinetti do Recife em dezembro de 2012, realizada afim de concluir a pós-graduação lato sensu em Perícia e auditoria Ambiental Gostaria de agradecer especialmente:

  • - A Deus!

  • - A minha família pelo apoio e entusiasmo no necessário para ir

em busca de meus sonhos - Gilvan (Pai), Jemina (Mãe), Gilvânia e Gerlane (Irmãs), dedico essa pesquisa à vocês.

  • - Em especial a minha Mãe (Jemima), sou grato pelas orações

incessantes, suas intercessões alcançam os céus e eu sou prova disso!

  • - Ao companheiro e amigo Jairo Lins por todo apoio e paciência, sou eternamente grato!

  • - Aos amigos que fiz. Acredito que as amizades conquistadas

durante o curso foram poucas, mas para as que ocorreram de

verdade ...

Essas deixaram saudades.

- A Dr a . Alba de Oliveira Lemos, pela disposição ao aceitar orientar essa pesquisa e pelos conselhos e opiniões. Obrigado por compartilhar de suas ideias e conhecimentos.

- disponíveis, utilizados para compor o desenho experimental

Ao

CPRH,

Gerência

de

Recursos Hídricos pelos dados

desta pesquisa.

- A todos que direta e indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho

Está

claro

que

a

espécie

humana

não

poderá continuar por muito tempo com a sua cegueira ambiental e com sua falta de escrúpulos na exploração da Natureza.

José Antônio Lutzenberger Ambientalista

SUMÁRIO

Agradecimentos

 

3

  • 1. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe

 

11

  • 2. Material e métodos

 

17

  • 2.1 Coleta e análises dos dados

 

17

  • 3. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2001)

21

  • 3.1 Estação

BE2-11

(Compesa, Caixa d’água)

22

  • 3.2 Estação BE2-30 (ponte na estrada do Cumbe)

.........................

24

  • 3.3 Estação BE3-35 (ponte da rua Dalva de Oliveira)

25

  • 3.4 Estação BE2-45 (ponte da Av. Presidente Kennedy)

...............

27

  • 3.5 Estação BE3-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

28

  • 3.6 Resultados e discussão

29

  • 4. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2002)

31

  • 4.1 Estação

BE-11

(Compesa, Caixa D’água)

33

  • 4.2 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

...........................

35

  • 4.3 Estação BE-35 (ponte da rua Dalva de Oliveira)

......................

37

  • 4.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

39

  • 4.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

 

41

  • 4.6 Resultados e discussão

42

  • 5. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2003)

45

  • 5.1 Estação

BE-11

(compesa, caixa d’água) ....................................

47

  • 5.2 Estação BE-30 (ponte na estrada do cumbe)

...........................

49

  • 5.3 Estação BE-35 (ponte da rua dalva de oliveira)

......................

50

  • 5.4 Estação BE-45 (ponte da avenida presidente kennedy)

52

  • 5.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a peixinhos)

 

54

  • 5.6 Resultados e discussão

55

  • 6. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2004)

57

  • 6.1 Estação

BE-11

(compesa, Caixa d’água)

59

  • 6.2 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

...........................

60

  • 6.3 Estação BE-35 (ponte da rua dalva de Oliveira)

62

  • 6.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

64

  • 6.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

66

  • 6.6 Resultados e discussão

 

67

  • 7. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2005)

69

  • 7.1 Estação BE-01 (açude no clube sete casuarinas, Aldeia)

71

  • 7.2 Estação BE-09 (captação da compesa, em Guabiraba)

73

  • 7.3 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

...........................

74

  • 7.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

76

  • 7.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

77

  • 7.6 Resultados e discussão

 

78

  • 8. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2006)

81

  • 8.1 Estação BE-01 (açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia)

83

  • 8.2 Estação BE-09 (captação da compesa, em Guabiraba)

84

  • 8.3 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

86

  • 8.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

87

  • 8.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

89

  • 8.6 Resultados e discussão

 

90

  • 9. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2007)

93

  • 9.1 Estação BE-01 (açude no clube sete Casuarinas, Aldeia)

95

  • 9.2 Estação BE-09 (captação da compesa, em Guabiraba)

97

  • 9.3 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

99

  • 9.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

100

  • 9.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

101

  • 9.6 Resultados e discussão

 

102

10.

Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe (2008)

105

  • 10.1 Estação BE-01 (açude no clube sete Casuarinas, Aldeia)

107

  • 10.2 Estação BE-09 (captação da compesa, em Guabiraba)

109

  • 10.3 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

110

  • 10.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

112

  • 10.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

113

  • 10.6 Resultados e discussão

114

  • 11. Bacia hidrográfica do Rio Beberibe (2009)

117

  • 11.1 Estação BE-01 (açude no clube sete Casuarinas, Aldeia)

118

  • 11.2 Estação BE-09 (captação da Compesa, em Guabiraba)

120

  • 11.3 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

121

  • 11.4 Estação BE-45 (ponte da avenida presidente kennedy)

123

  • 11.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a peixinhos)

124

  • 11.6 Resultados e discussão

125

  • 12. Bacia hidrográfica do Rio Beberibe (2010)

127

  • 12.1 Estação BE-01 (açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia)

129

  • 12.2 Estação BE-09 (captação da compesa, em Guabiraba)

131

  • 12.3 Estação BE-30 (ponte na estrada do Cumbe)

132

  • 12.4 Estação BE-45 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

134

  • 12.5 Estação BE-50 (ponte de acesso a Peixinhos)

136

  • 12.6 Resultados e discussão

137

  • 13. Índice de qualidade Ambiental

139

  • 13.1 Checklist 01 (açude no clube sete Casuarinas, Aldeia)

142

  • 13.1.1 Resultados e

discussão – checklist 01

143

  • 13.2 Checklist 02 (captação da Compesa, em Guabiraba)

146

  • 13.2.1 Resultados e discussão – checklist 02

147

  • 13.3 Checklist 03 (ponte na estrada do Cumbe)

..........................

150

  • 13.3.1 Resultados e discussão – checklist 03

151

  • 13.4 Checklist 04 (ponte da avenida Presidente Kennedy)

154

  • 13.4.1 Resultados e discussão – checklist 04

155

  • 13.5 Checklist 05 (ponte de acesso a Peixinhos)

.........................

158

  • 13.5.1 Resultados e discussão – checklist 05

159

  • 14. Referências bibliográficas

163

1. Bacia Hidrográfica do Rio Beberibe

O rio Beberibe tem sua nascente na APA Beberibe (Área de Proteção Ambiental Beberibe), criada em 2009 em decorrência do zoneamento ecológico econômico costeiro, localizada na cidade de Camaragibe em um planalto com aproximadamente 130 metros, a nascente está localizada especificamente no açude do Clube Sete Casuarinas no bairro de aldeia, contornado por um fragmento de mata atlântica, sob as coordenadas 25M 0277621 e UTM 9120922. Inicialmente formado pelo corpo d’água do rio Araçá, em zona habitacional rarefeita, as águas da nascente se juntam as águas do rio Pacas ainda em Camaragibe, essas confluências dão forças as águas e só a partir delas é que surge oficialmente o rio Beberibe (CPRH, 2011; Campos, 2008).

Percorre 31 km da nascente até sua foz no Oceano Atlântico, abrangendo as cidades de Camaragibe, Recife (parte), Olinda e Paulista (parte); a bacia hidrográfica mede 79 Km 2 , conforme dados publicados no monitoramento executado anualmente pela Agência Estadual de Meio Ambiente/CPRH. A alta declividade, desmatamento e ocupação urbana das encostas de forma imprópria às margens do rio contribuem de maneira significativa com o processo erosivo, além de contribuir com a poluição do rio, considerado um dos mais poluídos de Pernambuco, situação ainda mais agravada pelo déficit de

saneamento básico das cidades Camaragibe, Recife, Olinda e Paulista (Campos, 2008; Amorim, 2009).

Os principais afluentes do rio Beberibe pela margem direita são: rio Morno, rio dos Macacos, canal do Vasco da Gama e córrego do Euclides, e pela margem esquerda temos:

riacho do Abacaxi, também conhecido como Lava-Tripas e o canal da Malária.

O rio Beberibe está dividido em alto Beberibe, trecho desde a nascente (Camaragibe) até a BR-101 (Recife), médio Beberibe da BR-101 (Recife) até o encontro com o rio Morno (também em Recife) e baixo Beberibe a partir da confluência com o rio Morno perpassando por Olinda e Paulista, até a desembocadura no Oceano Atlântico onde lança as suas águas na bacia portuária do porto da cidade do Recife (Campos, 2008; Amorim, 2009).

Ao longo do rio Beberibe há áreas de proteção ambiental – APA Aldeia Beberibe (Camaragibe/ Recife/Paulista/Abreu e Lima/Igarassu/Araçoiaba/São Lourenço e Paudalho), Mata de Dois Irmãos (Recife), Mata de Dois Unidos (Zona norte do Recife) e Mata do Passarinho (Olinda), esses fragmentos de mata atlântica exercem um papel importante na conservação da qualidade das águas do Beberibe (Figura 3). No entanto, o uso inadequado do solo e das águas por atividades industriais na bacia contribuem com a poluição e perda da qualidade das águas do aqüífero Beberibe.

O aqüífero Beberibe (Figura 04) tem sua geologia marcada pela presença de fontes de água mineral. Borba (2011) comenta suas características hidrogeológicas, diz que o aqüífero Beberibe na Região Metropolitana do Recife (RMR), ocorre nas regiões centro e norte do Recife e Olinda, com distintas características: no Recife predomina a condição de confinado a semi-confinado, encoberto por sedimentos do aqüífero de Boa Viagem, ainda como aqüífero livre no vale do rio Beberibe; em Olinda ocorre encoberto pelas formações Barreiras e Gramame. Limitado ao sul pelo aqüífero Cabo, com falhamento normal de direção N-S à oeste, ao norte se estende por toda faixa costeira até o limite com estado da Paraíba, se prologando na plataforma continental na direção leste.

Na bacia hidrográfica do rio Beberibe, o uso do solo é ocupado por áreas de mata atlântica, policultura, urbanização, indústrias e mangue, as águas da bacia são utilizadas para abastecimento público, recepção de efluentes domésticos e recepção de efluentes industriais, as atividades desenvolvidas ao longo da bacia são as de produtos alimentícios, química, farmacêuticos e veterinários, ainda, bebidas, papel/papelão, metalúrgica e fábricas de sabões, velas e perfumaria (CPRH,

2010).

As

zonas

de

habitação

ao

longo

da

bacia

do

rio

Beberibe, estão divididas em duas fisionomias: rarefeita, com os corpos d’água dos rios Araçá e do próprio Beberibe, da nascente até a estação da COMPESA em Guabiraba, as áreas habitadas ainda configuram uma ocupação média; passa a ser

densa, com os corpos d’água dos rios Morno, Lava Tripas e novamente rio Beberibe, este quando na divisa das cidades de Recife e Olinda, no trecho denso há uma alta ocupação, constituída por áreas residenciais, comercias, industriais e da cornubação destes.

Figura 1 . Principais reservas ambientais inseridas na bacia hidrográfica do rio Beberibe. Edição de: Serafim
Figura 1 . Principais reservas ambientais inseridas na bacia hidrográfica do rio Beberibe. Edição de: Serafim
Figura 1 . Principais reservas ambientais inseridas na bacia hidrográfica do rio Beberibe. Edição de: Serafim
Figura 1 . Principais reservas ambientais inseridas na bacia hidrográfica do rio Beberibe. Edição de: Serafim

Figura 1. Principais reservas ambientais inseridas na bacia hidrográfica do rio Beberibe. Edição de: Serafim Filho, março/2012. Fonte: Google Earth 1.3.

Figura 2 . Situação da bacia hidrográfica do rio Beberibe. Adaptado do Programa da Qualidade das

Figura 2. Situação da bacia hidrográfica do rio Beberibe. Adaptado do Programa da Qualidade das Águas Superficiais - CPRH, 2009. Edição de: Josicleide Rodrigues, Janeiro/2010. Fonte: SUDENE/ITE

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1 COLETA E ANÁLISES DOS DADOS

Esta pesquisa reuniu os dados constados nos relatórios da Companhia Pernambucana do Meio Ambiente, através da Diretoria de Recursos Hídricos e Florestais e Gerência de Recursos Hídricos, disponíveis on-line em:

http://www.cprh.pe.gov.br/monitoramento/bacias_hidrografic as/relatorio_bacias_hidrograficas; os dados extraídos são de coletas estratégicas de monitoramento desenvolvidas ao longo do alto, médio e baixo rio Beberibe nos anos de 2001 – 2010. As estações são monitoradas a cada dois meses e através dos resultados obtidos nos relatórios anuais, aplicou-se a cada relatório, uma perícia descritiva com o objetivo de examinar os fatos e reportar a autenticidade do serviço público executado.

Os dados extraídos dos relatórios anuais de monitoramento do CPRH foram agrupados por ano, analisados e discutidos individualmente. Buscou-se a relação dos parâmetros aferidos nas estações de monitoramento da bacia hidrográfica do rio Beberibe, incluindo os dados tidos como fora de classe, com o estabelecido nas Resoluções que contemplam a qualidade da água.

Para respaldar a perícia aplicada aos dados constados no relatório de monitoramento da bacia hidrográfica do rio Beberibe, a pesquisa contou ainda com a aplicação de um checklist adaptado por Serafim-Filho (2011), previamente testado para identificar impactos ambientais às margens de ambientes aquáticos de água doce. Os checklist’s foram aplicados nos mesmos pontos (estações), citados nos relatórios do CPRH. O checklist aplicado foi elaborado em uma atividade piloto no açude de Apipucos, situado na cidade do Recife, consiste em um formulário desenvolvido a fim de obter informações de forma rápida e com alto padrão de riqueza sobre os principais impactos causados às margens de ambientes aquáticos de água doce, contribuindo com a identificação e agrupamento dos impactos pelo tipo e procedência; dados sobre percepção de impactos na beleza cênica, atividades comerciais, concentrações humanas, construções, disponibilidade para consumo de produtos, entulhos, favelas, lançamentos de esgotos domésticos, comercial e industrial, tipos de lixos acumulados e outros são registrados no formulário, seguido da mensuração de acordo com a intensidade através dos critérios proposto por estudos desenvolvidos por Ceotma (1984); Rohde (1988); Queiróz (1993); Pires (1993), revistos e aplicados em Marcelino et al., (2000) e Serafim-Filho (2011), atribuindo valores quanto a existência ou inexistência de interferência no meio ambiente e da classificação dos impactos em pouco, médio e agudo.

Os Dados adquiridos através do checklist foram tratados através do Índice de Qualidade Ambiental (IQA), obtidos com

base na equação: IQA = (Pt–Pi)/Pt. Sendo Pt: somatório dos pesos de todos os elementos do checklist em cada margem (direita e esquerda), em caso hipotético de todos os elementos apresentarem o nível máximo correspondente (valor = 3), no caso, 43 elementos do checklist multiplicado por 3 (ou 3 = peso máximo individual x 43 = total de elementos do checklist, logo 3x43 = 129), e Pi: somatório real dos pesos dos elementos do checklist em cada margem. Supondo valor hipotético igual a 73 para Pi, logo a equação seria desenvolvida da seguinte forma:

IQA = (Pt-Pi) /Pt, IQA = (129-73)/129 = 0,43. Os índices obtidos dessa maneira variam entre 0 e 1 (ou 0 e 100%); 0 = máxima degradação ambiental; 1 = excelente qualidade ambiental. Valores > 0 < 1 apresentam variações que vão desde melhores condições ambientais até níveis críticos de qualidade ambiental respectivamente (Serafim-Filho, 2011; Marcelino et al., 2000).

Para os resultados obtidos no monitoramento de 2010, houve a associação dos resultados com os impactos ambientais observados em cada estação através do IQA (Índice de Qualidade Ambiental), inventariados por meio da aplicação do checklist, os dados comparados devem contribuir com o estudo de impacto ambiental, colaborando com a associação da causa e/ou ação antrópica.

3. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2001)

Segue os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2001: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), condutividade elétrica (C.E. µS/cm), cloreto (mg/L), amônia (mg/L), fósforo (mg/L), coliformes fecais (NMP/100mL), sólidos totais dissolvidos (S.T.D. mg/L), saturação de oxigênio dissolvido (Sat. de O.D. mg/L) e percentual de saturação de oxigênio dissolvido (% Sat. de O.D.). Dados obtidos para as estações BE2-11 (COMPESA, Caixa D’água), BE2-30 (Ponte na estrada do Cumbe), BE3-35 (Ponte da Rua Dalva de Oliveira), BE2-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE3-50 (Ponte de acesso a Peixinhos).

Os parâmetros aqui comentados, as luzes das resoluções vigentes para a época, correlacionadas com as resoluções mais atuais, no que diz respeito à qualidade da água dos corpos constituintes da bacia hidrográfica do rio Beberibe, permitem de forma respaldada no monitoramento exercido pela Agência Estadual de Meio Ambiente, compreender o comportamento limnológico e funcionalidade das águas do rio Beberibe, tendo em vista que as atividades próximas a bacia, vão desde produtos alimentares, química, produtos farmacêuticos/veterinário, bebidas, papel/papelão, metalúrgica, ainda, perfumes, sabões e velas (CPRH, 2001).

A seguir estão descritos os dados de qualidade da água dos corpos constituintes da bacia hidrográfica do rio Beberibe para cada estação, os valores dos parâmetros, meses e datas das coletas com os respectivos horários estão plotados em quadros para cada estação de monitoramento, e valores fora de classe para a resolução CONAMA vigente expresso em vermelho e discutido.

3.1 ESTAÇÃO BE2-11 (COMPESA, CAIXA D’ÁGUA)

A seguir estão descritos os dados de qualidade da água dos corpos constituintes da bacia hidrográfica

Correlacionando os dados apresentados no quadro 1 com os limites estabelecidos nas resoluções vigentes do Conselho Nacional do Meio Ambiente/CONAMA para qualidade da água, pode-se concluir que os parâmetros monitorados na

estação BE2-11, no conjunto básico (temperatura, pH, O.D., D.B.O., condutividade elétrica, cloreto, amônia e fósforo, ainda, coliformes fecais), para o ano de 2001, apresentaram alguns valores fora de classe, valores estes estabelecidos para a época na Resolução 20/86, que teve os artigos de 26 ao 34 revogados pela Resolução 274/00, hoje totalmente revogada pela Resolução 357/05, recentemente alterada pelas Resoluções 410/2009 e 430/11.

As águas da estação BE2-11 estão classificadas em classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e e) à aquicultura e à atividade de pesca (CONAMA 357,

2005).

Os dados fora de classe para a estação BE2-11, como alteração no pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes fecais podem estar associados ao carreamento de terras agrícolas adubadas e a lançamento de esgotos, não necessariamente no trecho da estação BE2-11, no entanto as cargas provavelmente podem ter sido carreadas e captadas pelo corpo d’água de áreas circunvizinhas.

3.2 ESTAÇÃO BE2-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

3.2 ESTAÇÃO BE2-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE) As águas da estação BE2-30 também estão classificadas

As águas da estação BE2-30 também estão classificadas em classe 2, de acordo com Resolução CONAMA 357/2005, os parâmetros monitorados com dados fora de classe foram:

oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes fecais, com valores fora do padrão estabelecido.

Considerando o desenho experimental de execução para o monitoramento desenvolvido pelo CPRH, que consiste em coleta bimensal para o conjunto básico (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, condutividade elétrica, cloreto, amônia e fósforo) e

quadrimensal para coliformes fecais, podendo ser observado no quadro 2, que os parâmetros encontram-se fora de padrão em todas as coletas, sugerindo constante a frequência para os dados monitorados na estação BE2-30.

3.3 ESTAÇÃO BE3-35 (PONTE DA RUA DALVA DE OLIVEIRA)

quadrimensal para coliformes fecais, podendo ser observado no quadro 2, que os parâmetros encontram-se fora de

As águas da estação BE3-35 possuem enquadramento na classe 3, de acordo com Resolução CONAMA 357/05, são águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à pesca

amadora; d) à recreação

de

contato

secundário;

e

e)

à

dessedentação de animais (CONAMA 357, 2005).

Os padrões estabelecidos nos parâmetros analisados para as águas enquadradas na classe 3, possuem limites maiores para oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio e coliformes fecais, ainda assim, os dados para estes parâmetros estão fora do padrão estabelecido (Quadro 3). Por se tratar de uma estação próxima a indústria e servir como receptora de efluentes industriais, tais situações possam vir ser o responsável pela poluição causada no trecho do recurso hídrico, ainda da drenagem de fontes alóctones, que contribuem com o aumento da carga poluidora na estação BE3- 35. Fontes alóctones, nada mais são que cargas carreadas para um lugar distinto de sua origem.

3.4 ESTAÇÃO BE2-45 (PONTE DA AV. PRESIDENTE KENNEDY)

3.4 ESTAÇÃO BE2-45 (PONTE DA AV. PRESIDENTE KENNEDY) Na bacia hidrográfica do rio Beberibe, a estação

Na bacia hidrográfica do rio Beberibe, a estação BE2-45 está situada na ponte da Avenida Presidente Kennedy, na cidade de Olinda, especificamente no Riacho Lava Tripa. Apresenta valores fora de estabelecido em resolução vigente para o ano de 2001.

A estação está localizada em área de ocupação urbana, comercial e industrial, o uso da água envolve desde abastecimento público até recepção de efluentes domésticos, comerciais e industriais, que acarreta no aporte de nutrientes associados ao despejo de efluentes. Os efluentes despejados provavelmente justificam os elevados níveis dos parâmetros monitorados fora do padrão (Quadro 4), com exceção do pH

que se manteve dentro de padrão e oxigênio dissolvido, com padrão decretado em uma quantidade > 5 mg/L, e que na estação apresentou valores muito inferiores, tais valores podem estar correlacionados a alta carga de matéria orgânica que contribuem com a eutrofização artificial, acarretada pelo enriquecimento de um corpo de água por nutrientes, principalmente fósforo e nitrogênio (Smith & Schindler, 2009). A eutrofização influência a proliferação de algas, aumentando a produtividade e biomassa algal, e na redução da diversidade fitoplanctônica, passando a predominar alguns grupos, como as cianobactérias (Apeldoorn et al., 2007).

3.5 ESTAÇÃO BE3-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

que se manteve dentro de padrão e oxigênio dissolvido, com padrão decretado em uma quantidade >

A estação BE3-50, situada na divisa das cidades de Olinda e Recife, após receber o Canal Vasco da Gama, na ponte de acesso a Peixinhos, possui as águas enquadradas na classe 3. Os padrões: oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes fecais apresentaram resultados fora do padrão praticamente para todas as coletas, com exceção da leitura para demanda bioquímica de oxigênio em junho, que apresentou valor igual a 4,7 mg/L de D.B.O., com padrão estabelecido em <10 mg/L para águas de classe 3, estabelecido em Resolução CONAMA vigente para a época.

Os valores fora de classe para os parâmetros observados (Quadro 5), não diferentes das outras estações, indicam poluição por lançamento de efluentes domésticos, de acordo com o CPRH essas poluições são oriundas de bairros da cidade de Olinda e Recife, tendo suas cargas poluidoras constantemente drenadas para o trecho do rio Beberibe que por sua vez compõe a bacia hidrográfica do Rio Beberibe, trecho antes de desaguar no oceano atlântico.

3.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2001, as estações monitoradas na bacia hidrográfica do rio Beberibe, de forma bimestral para o conjunto básico e quadrimestral para coliformes fecais, apresentaram valores para pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes fecais, em sua maioria fora do padrão estabelecido.

Tanto a ocupação do solo, quanto o uso da água na bacia hidrográfica do rio Beberibe contribuem para o não enquadramento no padrão estabelecido, uma vez que o solo é ocupado por áreas urbanas e industriais, ainda, de atividades envolvendo a policultura, tendo o uso das águas voltado ao abastecimento público, recepção de efluentes domésticos e efluentes industriais (CPRH, 2001).

Trechos dos principais constituintes da bacia hidrográfica do rio Beberibe, recebem cargas poluidoras diariamente, tais cargas oriundas das ocupações urbanas devido ao baixo índice de saneamento ambiental e ineficiente rede coletora de esgotos, associada a cargas poluidoras de atividades industriais contribuem de forma direta com a perda da qualidade das águas, sendo necessárias ações públicas com a iniciativa de mitigar os efeitos causados nos recursos hídricos que constituem a bacia hidrográfica do rio Beberibe.

4. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2002)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2002: aspecto da água, materiais flutuantes, óleos e graxas, vegetação, condições do tempo, poluição por esgoto, resíduo sólido, temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), condutividade elétrica (C.E. µS/cm), cloreto (mg/L), fósforo (mg/L), coliformes fecais (NMP/100ml) e salinidade ( 0 / 00 ). Os dados foram obtidos nas estações BE-11 (COMPESA, Caixa D’água), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe), BE-35 (Ponte da Rua Dalva de Oliveira), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), por um período de 12 meses, sendo a coleta com frequência bimestral para o conjunto básico (temperatura, ph, O.D., D.B.O., C.E., cloreto, fósforo e salinidade), e quadrimestral para coliformes fecais.

É

importante

salientar

que

as

estações

de

monitoramento, executada pela Agência Estadual de Meio Ambiente, tem as definições dos locais de amostragem justificada no objetivo envolvido, levando em consideração a avaliação do desempenho do sistema de tratamento, atendimento aos padrões estabelecidos na legislação vigente, obtenção de informações para elaboração de um sistema de

tratamento das águas de forma adequada, implantação de medidas de prevenção à poluição (ANA, 2011).

De acordo com a Agência Nacional de Águas, os efluentes líquidos podem ser classificados de acordo com sua origem em: a) efluentes industriais, b) efluentes industriais em esgotos domésticos, c) efluentes de plantas de incineração de resíduos sólidos e d) efluentes percolados gerados em aterros sanitários e industriais (ANA, 2011).

É perceptível que o tipo de efluente captado pelos corpos d’água que compõe a bacia hidrográfica do rio Beberibe, são considerados efluentes mistos (industriais e domésticos), a presença de efluentes industriais misturados ao esgoto doméstico necessitam de cuidados quanto aos parâmetros adotados para o monitoramento.

4.1 ESTAÇÃO BE-11 (COMPESA, CAIXA D’ÁGUA)

4.1 ESTAÇÃO BE-11 (COMPESA, CAIXA D’ÁGUA) Mesmo que não estabelecido a classe para os meses de

Mesmo que não estabelecido a classe para os meses de fevereiro, abril, junho e agosto, a estação BE-11 possui suas águas enquadradas na classe 2, justificado pelo teor de salinidade mensurados nos meses de outubro e dezembro. O aspecto da água manteve-se turvo ao logo do ano, com materiais flutuantes ausentes nos meses de junho e agosto e presente para os demais, óleos e graxas estiveram ausentes em todas as coletas, a vegetação esparsa e intensa pode estar

associada ao processo de revitalização da estação monitorada, condições do tempo oscilaram ao longo do ano, tendo coletas com tempo ensolarado, encoberto e de chuva intensa, o que explica o alto índice de oxigênio dissolvido no mês junho, por consequência a demanda bioquímica de oxigênio também se manteve dento do padrão, para os demais meses O.D. e D.B.O., apresentaram valores fora do padrão, o mesmo foi observado para a carga de fósforo nos meses de agosto, setembro e outubro, coliformes fecais apresentaram limites excedido nos meses de agosto e dezembro (Quadro 6).

4.2 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

4.2 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE) Os parâmetros pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de

Os

parâmetros pH, oxigênio dissolvido, demanda

bioquímica de oxigênio, fósforo e coliformes fecais apresentaram valores fora de padrão, as águas da estação BE- 30 estão enquadradas na classe 2, o aspecto da água manteve-

se turvo em todo o ano, com matérias flutuantes ausentes apenas para o mês de junho, óleos e graxas sempre ausentes, vegetação intensa e esparsa ao longo do ano, indicando

possibilidade de revitalização

e

capinamento

com

mais

frequência; condições do tempo de ensolarado a encoberto e com chuva intensa, a poluição por esgoto foi observada na estação em todas as coletas, resíduo sólido ausente em junho e presente nos demais meses, a temperatura apresentou mínima de 25°C e máxima de 30°C, pH com valores dentro do padrão para os meses de abril, junho, outubro e dezembro, com valores < 6 em fevereiro e agosto, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio e fósforo totalmente fora de classe, coliformes fecais apresentaram limites > 1000 NMP/100ml, estando também fora do padrão estabelecido (Quadro 7).

4.3 ESTAÇÃO BE-35 (PONTE DA RUA DALVA DE OLIVEIRA)

4.3 ESTAÇÃO BE-35 (PONTE DA RUA DALVA DE OLIVEIRA) Como observado no quadro 8, o aspecto

Como observado no quadro 8, o aspecto da água manteve-se turvo ao longo do ano, com materiais flutuantes presentes nos meses de fevereiro, abril, agosto, outubro e dezembro, ausente no mês de junho, óleos e graxas sempre ausentes, a vegetação na estação BE-35 apresentou-se hora esparsa, hora intensa, indicando ações de revitalização no trecho, tempo ensolarado (fevereiro, abril e dezembro), chuva

intensa (junho) e encoberto (agosto e outubro), poluição por esgoto detectável ao longo do ano, resíduo sólido presente, a temperatura da água atingiu mínima de 26°C e máxima de 30°C, pH com valores fora do padrão para o mês de fevereiro e agosto, oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio totalmente fora do padrão, seguido da carga de fósforo, coliformes fecais com limite excedido para os meses de outubro e dezembro, vale salientar que as coletas de monitoramento ocorrem de forma bimestral para o conjunto básico e quadrimestral para coliformes fecais (Quadro 8).

4.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
4.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

As variações dos parâmetros na estação BE-45 (Quadro 9), traz resultados diferenciados das outras estações, não houve coleta para o mês de fevereiro, o aspecto da água se manteve turvo ao longo do ano, com materiais flutuantes presentes (abril, agosto, outubro e dezembro), e ausentes (junho), óleos e graxas sempre ausentes, vegetação esparsa (abril e agosto), e

intensa (junho, outubro e dezembro), tempo ensolarado (abril e dezembro), com chuva intensa em junho, e tempo encoberto (agosto e outubro), poluição por esgoto presente nos meses de abril, agosto e dezembro, ausente nos meses de junho e outubro, provavelmente por ações das chuvas, resíduos sólidos ausente em junho, e presente para os demais meses do ano, a temperatura apresentou mínima de 26°C e máxima de 31°C, o pH e oxigênio dissolvido com valores dentro do padrão em todas as coletas, ao contrário da demanda bioquímica de oxigênio que apresentou valores dentro do padrão apenas para o mês de junho, a carga de fósforo ultrapassou 0,050 mg/L em todas as coletas, coliformes fecais com limite excedido.

4.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

4.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS) Para a estação BE-50 (Quadro 10), dos parâmetros

Para a estação BE-50 (Quadro 10), dos parâmetros obtidos, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, fósforo e coliformes fecais, apresentaram valores fora do padrão, os demais parâmetros analisados estão enquadrados no estabelecido em resolução. Para a estação BE- 50, os parâmetros estabelecidos foram monitorados em todos os meses do ano, aplicam-se a estação as mesmas observações

na estação anterior, à exceção do seguinte: pH apresentou valor <6 em fevereiro, estando fora do padrão, oxigênio dissolvido e demando bioquímica de oxigênio estiveram fora do padrão ao longo de todo o ano, a carga de fósforo com valores superiores ao previsto em resolução, de 0,050 mg/L de P, e coliformes fecais excede limite tolerado de 1000 NMP/100ml, tendo suas cargas oscilando de 1700 (abril), 160000 (agosto), e 28000 (dezembro).

4.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2002, as estações foram monitoradas de forma bimestral para o conjunto básico (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, condutividade elétrica, cloreto, fósforo e salinidade), e quadrimestral para coliformes fecais. Os resultados obtidos e enquadrados no estabelecido para verificar a qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Beberibe, permite concluir que para os parâmetros do conjunto base, os valores fora de padrão comprometem a qualidade das águas dos recursos hídricos constituintes e aponta o lançamento de esgotos domésticos e industriais como as principais fontes de contaminação, comprovado pelos níveis de coliformes fecais em todas as estações.

O baixo teor de oxigênio dissolvido, chegando a 0,00

mg/L

de

O.D.,

associado

a

baixa

demanda

bioquímica

de

oxigênio

de

até

41,4 mg/L

de

D.B.O.,

corroboram

tais

conclusões,

uma

vez

que

esses

parâmetros

e

seus

limites

sofrem influência direta quando há entrada de matéria orgânica, contribuindo para baixar a concentração de oxigênio dissolvido na água (ANA, 2011; Smith & Schindler, 2009; Silva et al., 2000).

As cargas de fósforo ao longo do ano e em todas as estações, apresentam valores superiores a 0,050 mg/L para as águas enquadradas na classe 2, altas cargas de fósforo unidas a cargas de nitrogênio contribuem com a eutrofização artificial de um corpo d’água, a eutrofização resulta no aumento de produtividade da comunidade fitoplanctônica, passando a predominar alguns grupos, como as cianobactérias, com potencial capacidade de lançar no meio hídrico as cianotoxinas (Apeldoorn et al., 2007).

Logo, pode-se afirmar que as águas que constituíram a bacia hidrográfica do rio Beberibe em 2002, encontraram-se comprometidas e houve lançamentos de esgoto doméstico em toda a sua extensão, seguido de lançamentos de efluentes industriais em partes, percebidos em algumas estações e comprovado pelo uso da água, que tem seu fim tanto para abastecimento, quanto para recepção de efluentes, estes sendo de natureza doméstica e industrial.

5. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2003)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2003: aspecto da água, materiais flutuantes, óleos e graxas, vegetação, condições do tempo, poluição por esgoto, resíduo sólido, temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), condutividade elétrica (C.E. µS/cm), cloreto (mg/L), fósforo (mg/L), coliformes fecais (NMP/100ml) e salinidade ( 0 / 00 ). Os dados foram obtidos nas estações BE-11 (COMPESA, Caixa D’água), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe), BE-35 (Ponte da Rua Dalva de Oliveira), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), por um período de 12 meses, sendo a coleta com frequência bimestral para o conjunto básico (temperatura, ph, O.D., D.B.O., C.E., cloreto, fósforo e salinidade), e quadrimestral para coliformes fecais.

Os parâmetros aqui comentados, as luzes das resoluções vigentes para a época, correlacionadas com as resoluções mais atuais, no que diz respeito à qualidade da água dos corpos constituintes da bacia hidrográfica do rio Beberibe, permitem de forma respaldada no monitoramento exercido pela Agência Estadual de Meio Ambiente, compreender o comportamento limnológico e funcionalidade das águas do rio Beberibe, tendo em vista que as atividades próximas a bacia,

vão

desde

produtos

alimentares,

química, produtos

farmacêuticos/veterinário, bebidas, papel/papelão, metalúrgica, ainda, perfumes, sabões e velas (CPRH, 2003).

As águas monitoradas possuem o enquadramento na classe 2, para águas doces em todas as estações, destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas e c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; revogada pela Resolução CONAMA 357, de 2005.

A

seguir

estão

discutidos

os

parâmetros

e

a

correspondência ao padrão esperado em cada estação

de

monitoramento para o ano de 2003, os dados foram agrupados

em quadros

e

valores

fora

de

classe,

estão

indicados

em

vermelho.

5.1 ESTAÇÃO BE-11 (COMPESA, CAIXA D’ÁGUA)

De acordo com o quadro 11, o aspecto da água
De
acordo
com
o
quadro
11,
o
aspecto
da
água

apresentou-se turvo ao longo de todo o ano, com materiais flutuantes presente nos meses de fevereiro, junho e agosto, e ausente nos meses de abril, outubro e dezembro, óleos e graxas sempre ausente na estação BE-11 no ano de 2003, predominância da vegetação esparsa, vegetação intensa observada apenas no mês de fevereiro, condições do tempo sempre ensolarado nos meses e datas em que foram realizadas

as coletas, a poluição por esgoto esteve presente nos meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro, estando ausente apenas para o mês de dezembro, foi observado a presença de resíduo solido nos meses de fevereiro, junho e agosto, e ausente para os demais meses, a temperatura da água apresentou mínima de 25°C, e máxima de 28°C, pH apresentou valores fora de classe apenas para o mês de dezembro, a demanda de oxigênio dissolvido também apresentou valores fora de classe nos meses de fevereiro, abril, junho e agosto, e limite excedido da demanda bioquímica de oxigênio em fevereiro e abril, as cargas de fósforo e coliformes fecais também apresentaram valores fora do padrão, demais parâmetros seguem no estabelecido.

5.2 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

5.2 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE) Na estação BE-30 (Quadro 12), o aspecto da

Na estação BE-30 (Quadro 12), o aspecto da água sempre turvo, materiais flutuantes ausentes no mês de abril e presente para os demais meses, óleos e graxas não observados, vegetação intensa no mês de fevereiro, e esparsa nos demais meses (abril, junho, agosto, outubro e dezembro), condições do tempo ensolarado em todas as coletas, poluição por esgoto sempre presente, seguido da presença de resíduo sólidos, observado ausente apenas no mês de abril, a temperatura da

água atingiu mínima de 26°C e máxima de 29°C, o pH apresentou valores dentro do padrão em todas as coletas, já oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio, com valores fora de classe ao longo do ano, seguido de fósforo e coliformes fecais que também apresentam valores fora do estabelecido, demais parâmetros apresentaram valores dentro do padrão para águas doces de classe 2.

5.3 ESTAÇÃO BE-35 (PONTE DA RUA DALVA DE OLIVEIRA)

água atingiu mínima de 26°C e máxima de 29°C, o pH apresentou valores dentro do padrão

Para a estação BE-35 (Quadro 13), aspecto da água sempre turvo, com materiais flutuantes ausente no mês de abril e presente para os demais meses, óleos e graxas presente apenas no mês de agosto, vegetação intensa no mês de fevereiro, e esparsa para os demais meses, condições de tempo sempre ensolarado, poluição por esgoto presente em todas as coletas, resíduo sólido predomina, ausente apenas para o mês de abril, a temperatura da água atingiu mínima de 26°C e máxima de 29°C, pH com valores acima de 6 e menor que 9, estando dentro do padrão estabelecido, oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio apresentam-se totalmente fora de classe, seguido de fósforo e coliformes fecais, os demais parâmetros não denunciam inconformidades no estabelecido, estando dentro dos padrões de classe.

5.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
5.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

Para a estação BE-45 (Quadro 14), o aspecto da água manteve-se sempre turvo, com materiais flutuantes ausente no mês de abril e presente para os demais meses, óleos e graxas sempre ausentes, vegetação intensa no mês de fevereiro, ausente no mês de abril e esparsa para os demais meses, condições de tempo sempre ensolarado, poluição por esgoto

presente em todas as coletas, resíduo sólido sempre presente, ausente apenas para o mês de abril, a temperatura da água atingiu mínima de 26°C e máxima de 29°C, pH com valores acima de 6 e menor que 9, estando dentro do padrão estabelecido, oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio apresentam-se totalmente fora de classe, seguido de fósforo e coliformes fecais, os demais parâmetros não denunciam inconformidades no estabelecido, estando dentro dos padrões de classe previsto em resoluções CONAMA para a época.

5.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

De acordo com o quadro 15, o aspecto da água
De
acordo
com
o
quadro
15,
o
aspecto
da
água

apresentou-se turvo ao longo de todo o ano, com materiais flutuantes presente nos meses de fevereiro, junho e agosto,

outubro e dezembro, e ausente no mês de abril, óleos e graxas

presente apenas

na

estação

BE-11

no

ano

de

2003,

predominância da vegetação

esparsa

(agosto,

outubro

e

dezembro), vegetação ausente nos meses de abril e junho e

intensa no mês de fevereiro, condições do tempo sempre ensolarado, poluição por esgoto sempre presente, foi observado a ausência de resíduo solido apenas para o mês de abril, a temperatura da água apresentou mínima de 26°C, e máxima de 30°C, pH apresentou valores dentro do padrão, a demanda de oxigênio dissolvido apresentou valores totalmente fora de classe, e limite excedido da demanda bioquímica de oxigênio em todas as coletas, as cargas de fósforo e coliformes fecais também apresentaram valores fora do padrão, demais parâmetros seguem o estabelecido, estando dentro dos padrões de classe previsto.

5.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2003, as estações foram monitoradas de forma bimestral para o conjunto básico (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, condutividade elétrica, cloreto, fósforo e salinidade), e quadrimestral para coliformes fecais. Os resultados obtidos e enquadrados no estabelecido para verificar a qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Beberibe, permite concluir que para os parâmetros do conjunto base, os valores fora de padrão comprometem a qualidade das águas dos recursos hídricos constituintes e aponta o lançamento de esgotos domésticos e industriais, como as principais fontes de contaminação, comprovado pelos níveis de coliformes fecais em todas as estações.

A partir dos dados das estações monitoradas para a qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Beberibe, pode- se concluir que a qualidade da água nos trechos monitorados indicam que os recursos hídricos constituintes da bacia encontra-se comprometido na extensão monitorada, conclusão esta respaldada nos baixos índices de oxigênio dissolvido, chegando a 0,00 mg/L em vários pontos de estações distintas e este valor se repetindo ao longo do ano, ainda dos altos valores da demanda bioquímica de oxigênio, uma vez que para águas doces de classe 2, ensaios recomendados pelo CONAMA, estabelece em 5 dias a 20°C – até 5mg/L de O 2 .

O limite de coliformes fecais para águas de classe 2, não deve ser excedido em 1000 NMP/100ml, valores apresentados para cada estação ultrapassa o limite permitido e condena a qualidade da água, evidenciando a captação de esgoto de origem tanto doméstica quanto industrial pelos corpos hídricos

que constituem a bacia hidrográfica do rio Beberibe no ano de

2003.

6. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2004)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2004: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), condutividade elétrica (C.E. µS/cm), cloreto (mg/L), turbidez (UNT), cor (Pt/Co), fósforo (mg/L), coliformes fecais (NMP/100ml), salinidade ( 0 / 00 ), classe, saturação de oxigênio dissolvido (%), classe de qualidade e pluviometria. Os dados foram obtidos nas estações BE-11 (COMPESA, Caixa D’água), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe), BE-35 (Ponte da Rua Dalva de Oliveira), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), por um período de 12 meses, sendo a coleta com frequência bimestral para o conjunto básico (temperatura, pH, O.D., D.B.O., C.E., cloreto, fósforo e salinidade), e quadrimestral para coliformes fecais. É perceptível que os parâmetros monitoradas na estação sofreram modificações a medida que as resoluções do CONANA foram revogadas no todo, ou em partes, as mudanças sofridas no pretendido, visa atender o que solicita as resoluções vigentes para qualidade da água.

Para o ano de 2004 não foi diferente, o monitoramento das estações passaram a contar com novos parâmetros:

turbidez, cor e saturação de oxigênio dissolvido. A turbidez trata da transparência de uma amostra de água quanto a presença de material em suspenção, tidas como partículas

coloidais em contato com a água, a presença de turbidez pode estar associada com a presença de microorganismos, como o fitoplâncton (Esteves, 1998; Ramírez, 1996). O controle da cor está associado a questões estéticas, são aplicadas técnicas de remoção e inativação de constituintes refratários aos processos convencionais de tratamento (CONAMA 357, 2005), a saturação de oxigênio dissolvido corresponde a porcentagem existente do gás oxigênio (O 2 ) na água de acordo com o máximo possível, que por sua vez é determinado pela temperatura e pela pressão (Fiocuri e Benedetti Filho, 2005).

A seguir estão reunidos em quadros os resultados dos parâmetros para cada estação, valores fora de padrão estão plotados em vermelho. Padrão corresponde ao valor limite adotado como requisito normativo de um parâmetro de qualidade (CONAMA 357, 2005).

6.1 ESTAÇÃO BE-11 (COMPESA, CAIXA D’ÁGUA)

6.1 ESTAÇÃO BE-11 (COMPESA, CAIXA D’ÁGUA) MP= Muito Poluído. P= Poluído. Como observado no quadro 16,

MP= Muito Poluído. P= Poluído.

Como observado no quadro 16, a temperatura apresentou mínima de 25°C e máxima de 28°C, pH com valores oscilando de 5,6 a 6,9, estando fora do padrão nos meses de junho, agosto e outubro, oxigênio dissolvido apresentou concentração mínima de 0,0 mg/L (anoxia), e máxima de 7,6 mg/L, valores fora de classe nos meses de fevereiro, abril, outubro e dezembro, a demanda bioquímica de oxigênio apresentou valores fora de classe nos meses de fevereiro, abril e outubro, com concentração mínima de 2,0 mg/L, e máxima de

14,0 mg/L, os parâmetros (condutividade elétrica, cloreto, turbidez e cor), na sequência, encontram-se com valores aceitáveis, as cargas de fósforo e coliformes fecais apresentaram valores excedendo o limite em resolução, os parâmetros (salinidade, classe, saturação de oxigênio dissolvido), tem sua importância assistida, no entanto não demonstram valores que influencie na qualidade da água na estação monitorada. Para classe de qualidade, foi constatado como muito poluído a poluído.

6.2 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

14,0 mg/L, os parâmetros (condutividade elétrica, cloreto, turbidez e cor), na sequência, encontram-se com valores aceitáveis,

MP= Muito Poluído.

Para a estação BE-30 (Quadro 17), a temperatura apresentou mínima de 25°C e máxima de 29°C, pH com valores oscilando de 6,0 a 6,7, estando dentro do padrão estabelecido ao longo do ano, oxigênio dissolvido apresentou concentração mínima de 0,0 mg/L, e máxima de 0,9 mg/L, valores fora de classe em todos os meses, seguido da demanda bioquímica de oxigênio, que também apresentou valores fora de classe em todas as coletas, com concentração mínima de 13,2 mg/L, e máxima de 26,1 mg/L, os parâmetros (condutividade elétrica, cloreto e turbidez), na sequência, encontram-se com valores aceitáveis, a cor para águas doces de classe 2, tem limite estabelecido em até 75 mg Pt/L, na estação BE-30 apresenta valores fora do limite nos meses de agosto (100 mg Pt/L) e outubro (200 mg Pt/L), as cargas de fósforo e coliformes fecais apresentaram valores excedendo o limite em resolução, os parâmetros (salinidade, classe, saturação de oxigênio dissolvido), tem sua importância assistida no monitoramento, no entanto não demonstram valores que influencie na qualidade da água na estação monitorada. Para classe de qualidade, foi constatado como muito poluída.

6.3 ESTAÇÃO BE-35 (PONTE DA RUA DALVA DE OLIVEIRA)

6.3 ESTAÇÃO BE-35 (PONTE DA RUA DALVA DE OLIVEIRA) MP= Muito Poluído. Na estação BE-35 (Quadro

MP= Muito Poluído.

Na estação BE-35 (Quadro 18), a temperatura apresentou mínima de 26°C e máxima de 29°C, pH com valores oscilando de 5,9 a 6,8, estando fora do padrão apenas o valor aferido em outubro (5,9), oxigênio dissolvido apresentou concentração mínima de 0,0 mg/L, e máxima de 1,4 mg/L, valores fora de classe em todos os meses, seguido da demanda bioquímica de oxigênio, que também apresentou valores fora de classe, à exceção do mês de dezembro (3,5 mg/L), mínimo

apresentado, e máximo de 12,0 mg/L, os parâmetros (condutividade elétrica, cloreto e turbidez), na sequência, encontram-se com valores aceitáveis, a cor apresentou valores fora do estabelecido nos meses de agosto e outubro (100 mg Pt/L respectivamente), as cargas de fósforo e coliformes fecais apresentaram valores excedendo o limite em resolução quando realizadas, os parâmetros (salinidade, classe, saturação de oxigênio dissolvido), tem sua importância assistida no monitoramento, no entanto não demonstram valores que influencie na qualidade da água na estação monitorada. Para classe de qualidade, foi constatado como muito poluída.

6.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
6.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

MP= Muito Poluído.

Na estação BE-45 (Quadro 19), não houve dados para o mês de dezembro, o monitoramento seguiu para os meses de fevereiro, abril, junho, agosto e outubro, a temperatura apresentou mínima de 26°C e máxima de 28°C, pH com valores oscilando de 6,2 a 6,9, todos enquadrados em classe, oxigênio dissolvido apresentou concentração mínima de 0,0 mg/L, e máxima de 1,3 mg/L, valores fora de classe em todos os meses,

seguido da demanda bioquímica de oxigênio, que também apresentou valores fora de classe em todas as coletas, apresentando mínimo de 8,5 mg/L e máximo de 15,2 mg/L, os parâmetros (condutividade elétrica e cloreto), na sequência, encontram-se com valores aceitáveis, a turbidez apresentou valor excedido, 150 UNT para o mês de agosto, seguido da cor também fora do estabelecido nos meses de agosto (500 mg Pt/L) e outubro (100 mg Pt/L), as cargas de fósforo e coliformes fecais apresentaram valores excedendo o limite nos meses monitorados, os parâmetros (salinidade, classe, saturação de oxigênio dissolvido e pluviometria), tem sua importância assistida no monitoramento, no entanto não demonstram valores que influencie na qualidade da água na estação monitorada. Muito poluída a classe de qualidade

6.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

6.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS) MP= Muito Poluído. Como observado no quadro 20,

MP= Muito Poluído.

Como

observado

no

quadro

20, a temperatura

apresentou mínima de 24°C e máxima de 29°C, pH com valores oscilando de 6,2 a 7,0, estando dentro do padrão durante todas as coletas, oxigênio dissolvido apresentou concentração mínima de 0,0 mg/L, e máxima de 0,3 mg/L, valores totalmente fora de classe, a demanda bioquímica de oxigênio apresentou concentração mínima de 9,0 mg/L, e máxima de 13,5 mg/L, excedendo o limite de até 5 mg/L, os parâmetros

(condutividade elétrica, cloreto e turbidez), na sequência, encontram-se com valores aceitáveis, a cor ultrapassa o limite de 75 mg Pt/L, sendo 80 mg Pt/L em agosto e 100 mg Pt/L em outubro, as cargas de fósforo e coliformes fecais apresentaram valores excedendo o limite em resolução para todas as coletas realizadas com êxito, os parâmetros (salinidade, classe, saturação de oxigênio dissolvido), tem sua importância assistida, no entanto não demonstram valores que influencie na qualidade da água na estação monitorada. Para classe de qualidade, foi constatado como muito poluída.

6.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2004, foram monitorados nas estações os parâmetros tidos como conjunto básico em resolução CONAMA 20/86, conforme relatório da Agência Estadual de Meio Ambiente, para a época já estava disponível a resolução CONAMA nº 274, de 29 de novembro de 2000, publicada no Diário Oficial da União, nº 18, de 25 de janeiro de 2001, seção 1, páginas 70-71, acontece que a resolução CONAMA 274/2000, revoga apenas os artigos 26 a 34 da resolução CONAMA 20/86, estando esta última ainda vigente para o ano das coletas supracitadas, ainda no relatório anual do monitoramento, dados de classe (CONAMA 20/86), índices e indicadores de qualidade (saturação de oxigênio dissolvido e classe de qualidade), além de dados pluviométricos em Recife.

As

coletas

aconteceram de forma bimestral para o

conjunto

básico

e

quadrimestral

para coliformes fecais,

executados nos meses nos meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro para todas as estações. A partir dos dados obtidos em relatório do CPRH para qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Beberibe, pode-se concluir que nas estações monitoradas há parâmetros fora do padrão em níveis tidos como preocupantes, a citar os valores de oxigênio dissolvido que chegaram a 0,00 mg/L em diversos pontos das 5 estações, valores comprometedores também observados para a demanda bioquímica de oxigênio, expressos em até 15,2 mg/L para o mês de fevereiro.

Há ainda, altos índices de fósforo e coliformes fecais, esses parâmetros estão associados a captação de efluentes (esgoto doméstico e industrial), e afirma a existência do lançamento de esgoto ao longo do curso dos constituintes hídricos da bacia hidrográfica do rio Beberibe. Os resultados em NMP/100ml para coliformes fecais em laboratório do CPRH, expressam valores máximos obtidos pelo método, equivalente a 160000 NMP/100ml em todas as estações e mais de 90% das coletas.

Em 2004, as águas constituintes da bacia hidrográfica do rio Beberibe apresentaram padrões fora de classe, ainda, contaminações por esgoto doméstico e industrial.

7. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2005)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2005: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), turbidez (UNT), amônia (mg/L), nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), fósforo (mg/L), sólidos totais (mg/L), fotobactéria (FDf), Daphnia (FD), clorofila a (µg/L) coliformes termotolerantes (NMP/100ml), salinidade ( 0 / 00 ), classe, saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de qualidade ambiental (IQA), índice de estado trófico (IET), ecotoxicidade e pluviometria.

Os dados foram obtidos nas estações BE-01 (Açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia, Camaragibe), BE-09 (Captação da COMPESA, em Guabiraba), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe, Linha do Tiro), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), de forma bimestral, contemplando os meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro.

No ano de 2005, o monitoramento da bacia hidrográfica do rio Beberibe sofre novas modificações em relação ao ano anterior, visando atender o estabelecido em nova resolução, a CONAMA 357/05. Passa a contemplar duas estações na zona homogênea habitacional rarefeita (BE-01 e BE-09), e três estações na zona homogênea habitacional densa (BE-30, BE-45 e BE-50).

A seguir estão descritos os dados de qualidade da água dos corpos constituintes da bacia hidrográfica do rio Beberibe para cada estação, os valores dos parâmetros, meses e datas das coletas com os respectivos horários estão plotados em quadros para cada estação de monitoramento, e valores fora de classe para a resolução CONAMA vigente expresso em vermelho e discutido.

7.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

7.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) Os parâmetros fora de classe para estação

Os parâmetros fora de classe para estação BE-01, foram:

pH, oxigênio dissolvido, fósforo e coliformes fecais (Quadro 21), valores fora do padrão foram observados em um, ou no

máximo

três

coletas,

estando

para

as

demais dentro do

estabelecido em resolução, à exceção do pH que apresentou valores inferiores a 6,0 em todas as coletas ao longo do ano, como trata de uma estação situada em uma nascente, a tendência à acidez pode estar correlacionada ao aporte de águas subterrâneas, que tendem a ter pH entre 5,5 e 8,5.

7.2 ESTAÇÃO BE-09 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA) Na estação BE-09 (Quadro 22), os resultados dos
7.2
ESTAÇÃO
BE-09
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)
Na
estação
BE-09
(Quadro
22),
os
resultados
dos

parâmetros para qualidade da água apontam para um

diagnóstico

de

não comprometida, moderadamente

comprometida e muito comprometida em diferentes épocas ao

longo do ano, junto a oscilação do índice de qualidade, percebe- se também que alguns parâmetros do conjunto base apresentaram para algumas coletas, valores fora do padrão, principalmente coliformes termotolerantes com cargas ultrapassando o limite máximo conforme resolução CONAMA 357/05, que são de 1000 NMP/100ml.

7.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

longo do ano, junto a oscilação do índice de qualidade, percebe- se também que alguns parâmetros

Dos parâmetros analisados na estação BE-30 (Quadro 23), os resultados dos parâmetros fora de classe apresentam-se intensificados, permite interpretar maior impacto ambiental, principalmente na qualidade da água, que segue de poluída à muito poluída, além de oxigênio dissolvido com valores equivalente a 0,00 mg/L, e demanda bioquímica de oxigênio superior a 5 mg/L (limite máximo estabelecido em resolução CONAMA 357/05), o fator de diluição para Daphnia em junho, apresentou valor igual a 2, descaracterizando o estabelecido para amostra bruta não tóxica, comprovado pelo teste de ecotoxicidade para o mesmo mês, valores altos excedido para coliformes termotolerantes foram constatados na estação durante todas as coletas.

7.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
7.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

Na estação BE-45, os dados para temperatura não constam em relatório disponibilizado pelo CPRH. Conforme quadro 24, pode ser observados valores de oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio fora de padrão para todas as coletas, limites para amônia são alertantes, à exceção do valor correspondente a junho (0,97 mg/L, valor dentro do estabelecido), fósforo também apresentou limite fora do

estabelecido em todos os meses monitorados, o fator de diluição para Daphnia, apresentou resultados compatíveis com amostras tóxicas (abril:2 e junho: 2), resultados comprovados pelo parâmetro de ecotoxicidade (abril: tóxico e junho: tóxico), observados valores muito alto para coliformes termotolerantes, ultrapassando 160 vezes o limite estabelecido em resolução vigente.

7.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

estabelecido em todos os meses monitorados, o fator de diluição para Daphnia, apresentou resultados compatíveis com

Conforme quadro 25, pode-se observar que a maioria dos parâmetros que integram o conjunto básico, encontra-se fora do estabelecido em resolução, valores críticos para oxigênio dissolvido, apresentando mínimo de 0,00 mg/L à 3,1 mg/L, seguido de altas concentrações para a demanda bioquímica de oxigênio, mínimo de 4,8 mg/L para o mês de abril (único valor dentro do padrão), e máximo de 17,6 mg/L, amônia e fósforo apresentam limites acima do estabelecido e contribuem com a perda da qualidade como pode ser observado (poluído a muito poluído), limite para coliformes termotolerantes excedido em todas as coletas, indicando forte indicio de contaminação por efluentes domésticos e industriais, ainda, efluentes mistos de fontes alóctones.

7.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2005, foram monitoradas 5 estações ao longo da bacia hidrográfica do rio Beberibe, sendo 2 na zona homogênea habitacional rarefeita (Camaragibe (BE-01) e Recife (BE-09)), e 3 na zona homogênea habitacional densa (Recife (BE-30), Olinda (BE-45) e na divida das cidades de Recife/Olinda

(BE-50).

Vale salientar que na estação BE-01, encontra-se a nascente de um dos constituintes do rio Beberibe (rio Araçá), inserido em área de preservação ambiental (APA-Beberibe), ainda, que a estação está dentro de um condomínio de luxo na região de Aldeia, na cidade de Camaragibe, os altos índices de coliformes termotolerantes indicam indicio da perda da

qualidade da água, este parâmetro pode estar associado à presença de fezes humanas e de animais, podem, também, ser encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica (CONAMA 457, 2005).

As altas concentrações para os parâmetros do conjunto base e coliformes termotolerantes, inclinam para a perda da qualidade da água, tanto na zona homogênea habitacional densa, quanto para a zona homogênea habitacional rarefeita, naquela há registros que comprometem a qualidade da água, devido a presença excedida dos limites para coliformes termotolerantes e pH < 6,0, este explicado por se tratar de águas subterrâneas. Já para a zona habitacional homogênea densa, há a presença de efluentes mistos (industriais e domésticos), com valores críticos para os parâmetros: oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, fósforo, amônia e coliformes termotolerantes.

A bacia hidrográfica do rio Beberibe e seus corpos d’águas constituintes apresentam parâmetros com valores fora do estabelecido em resolução vigente, com perda da qualidade e ações de impactos ambientas ao longo do trecho monitorado.

8. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2006)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2006: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), turbidez (UNT), condutividade elétrica (µS/cm), amônia (mg/L), nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), fósforo (mg/L), sólidos totais (mg/L), fotobactéria (FDf), Daphnia (FDd), clorofila a (µg/L) coliformes termotolerantes (NMP/100ml), salinidade ( 0 / 00 ), classe, saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de qualidade ambiental (IQA), índice de estado trófico (IET), ecotoxicidade, risco de salinidade e pluviometria.

Os dados foram obtidos nas estações BE-01 (Açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia, Camaragibe), BE-09 (Captação da COMPESA, em Guabiraba), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe, Linha do Tiro), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), de forma bimestral, contemplando os meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro.

É observado na estação BE-01, o monitoramento de todos os parâmetros acima citados, fato talvez explicado por se tratar de um ponto (estação), inserida na nascente do rio Beberibe, corpo d’água: rio Araçá. Para as demais estações não estão inclusos: nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), clorofila a (µg/L), além do índice de estado trófico.

A seguir estão plotados em quadros os resultados para cada parâmetro, em cada estação ao longo dos meses em que foram executadas as coletas de monitoramento. Os valores fora de classe para as resoluções vigentes estão destacados em vermelho, seguido de texto auxiliar para leitura dos dados.

8.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

8.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) A estação BE-01 traz resultados satisfatórios para

A estação BE-01 traz resultados satisfatórios para o conjunto básico de parâmetros inseridos no monitoramento, apesar de apresentar em algumas coletas resultados fora de

classe, nada representativo tendo em vista os demais resultados e valores correspondentes, logo a qualidade das águas na estação de acordo com os parâmetros e índices encontram-se dentro do estabelecido (Quadro 26).

8.2 ESTAÇÃO BE-09 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA)
8.2
ESTAÇÃO
BE-09
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)

Dentre os parâmetros monitorados na estação BE-09 (Quadro 27), apenas o pH, fósforo e coliformes termotolerantes apresentaram valores fora do padrão estabelecido para duas ou mais coletas de monitoramento. Os parâmetros: oxigênio dissolvido e Daphnia, com valores fora do padrão em apenas um momento das 06 coletas anuais. O índice de qualidade ambiental em dado momento, oscilou de aceitável à bom, seguido de ótimo, junto a ecotoxicidade que apresentou apenas um resultado para tóxico, pode-se concluir que a qualidade das águas na estação enquadra-se no aceitável e que há riscos de contaminação pouco eminente.

8.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

8.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE) Para a estação BE-30 (Quadro 28), os parâmetros

Para a estação BE-30 (Quadro 28), os parâmetros do conjunto base apresentaram valores fora de classe em todas as coletas, oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio totalmente fora do padrão, seguido de amônia, fósforo e coliformes termotolerantes, diante dos dados fora do estabelecido em resolução CONAMA vigente para a qualidade da água, pode-se concluir que as águas na estação estão comprometidas e desconformes e que há lançamento de

esgotos, apesar do parâmetro ecotoxicidade apontar para não tóxico, a qualidade está enquadrada em muito poluída, corroborando com os valores desconformes nos parâmetros monitorados.

8.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
8.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

O quadro 29 traz os dados monitorados na estação BE- 45, oxigênio dissolvido apresentou mínimo de 0,0 mg/L e

máximo de 2,3 mg/L, estando fora do estabelecido em todas as coletas ao longo do ano, o mesmo ocorre com a demanda bioquímica de oxigênio, apresentando mínimo de 7,7 mg/L e máximo de 24,8 mg/L, seguido de amônia apresentando mínimo de 5,51 mg/L e máximo de 12,30 mg/L, fósforo apresentou menor valor equivalente a 0,57 mg/L e maior valor igual a 1,55 mg/L, enquadrando-se também fora do padrão, as cargas de coliformes fecais ultrapassam o limite máximo permitido, atingindo cargas ≥ 160000, cerca de 160 vezes maior que o estabelecido em resolução, o equivalente a 1000 NMP/100ml. Contudo, conclui-se que a qualidade da água da estação monitorada não apresenta qualidade aceitável conforme estabelecido em resolução vigente.

8.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

8.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS) A qualidade da água na estação BE-50 (Quadro

A qualidade da água na estação BE-50 (Quadro 30), não está tão distante das demais estações quando comparado os valores fora do padrão para o conjunto base, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes termotolerantes, todos esses apresentaram valores fora de classe para todas as coletas realizadas ao longo do ano de 2006, à exceção de coliformes termotolerantes que apresentou carga <200 em uma única coleta (fevereiro), saturação de oxigênio dissolvido praticamente 0 em todas as

coletas, à exceção do mês de agosto, qualidade equivalente a muito poluída, ainda assim, as águas da estação BE-50 para o efeito de ecotoxicidade, apresentaram resultados que apontam para o não tóxico.

8.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2006, foram monitoradas 5 estações ao longo da bacia hidrográfica do rio Beberibe, sendo 2 na zona homogênea habitacional rarefeita (Camaragibe (BE-01) e Recife (BE-09)), e 3 na zona homogênea habitacional densa (Recife (BE-30), Olinda (BE-45) e na divida das cidades de Recife/Olinda

(BE-50).

Para as estações localizadas na zona homogênea habitacional rarefeita (BE-01 e BE-09), a qualidade das águas apresentaram parâmetros com valores fora do estabelecido em resolução vigente, com indícios apontando para poluição das águas, comprovados na anoxia (O.D.=0,0mg/L de O 2 ), além dos valores fora dos conformes para demanda bioquímica de oxigênio, fósforo, amônia e coliformes termotolerantes. Nas estações inseridas na zona homogênea habitacional densa (BE- 30, BE-45 e BE-50), a qualidade das águas apresentaram parâmetros ainda mais comprometidos quanto aos valores fora de classe, o conjunto: oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes fecais, em quase sua totalidade com limites excedido.

Os índices e indicadores de qualidade registrados no

monitoramento

da

bacia

hidrográfica

do

rio

Beberibe

perpassaram de bom à aceitável para qualidade, de oligotrófico à mesotrófico para estado trófico e não tóxico para ecotoxicidade na estação BE-01, para as demais estações (BE- 09, BE-30, BE-45 e BE-50), os resultados para os índices e indicadores de qualidade perpassaram de poluído à muito poluído, com ecotoxicidade comprovada na estação BE-09, e não tóxico para as demais estações.

Pode-se concluir que nas águas da bacia hidrográfica do rio Beberibe, observa-se qualidade comprometida na zona homogênea de habitação densa, devido ao aporte dos recursos hídricos ao lançamento de esgoto de diferentes origens (efluentes domésticos, industriais, além de mistos), apresentando valores fora do estabelecido no conjunto básico abordado em resolução CONAMA 357/05. Ainda para a zona homogênea de habitação rarefeita, houve indícios que inclinam para poluição das águas, comprovado pelas altas cargas de coliformes termotolerantes, além de fósforo, o pH com tendência ácida é explicado na estação BE-01, por se tratar de águas subterrâneas.

9. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2007)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2007: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), turbidez (UNT), condutividade elétrica (µS/cm), amônia (mg/L), nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), fósforo (mg/L), sólidos totais (mg/L), Daphnia (FDd), clorofila a (µg/L) coliformes termotolerantes (NMP/100ml), salinidade ( 0 / 00 ), classe, saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de qualidade ambiental (IQA), índice de estado trófico (IET), ecotoxicidade, risco de salinidade e pluviometria.

Os dados foram obtidos nas estações BE-01 (Açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia, Camaragibe), BE-09 (Captação da COMPESA, em Guabiraba), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe, Linha do Tiro), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), de forma bimestral, contemplando os meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro.

É observado na estação BE-01, o monitoramento de todos os parâmetros acima citados, fato talvez explicado por se tratar de um ponto (estação), inserido na nascente do rio Beberibe, corpo d’água: rio Araçá. Para as demais estações não estão inclusos: nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), clorofila a (µg/L), além do índice de estado trófico.

A seguir estão plotados em quadros os resultados para cada parâmetro, em cada estação ao longo dos meses em que foram executadas as coletas de monitoramento. Os valores fora de classe para as resoluções vigentes estão destacados em vermelho, seguido de texto auxiliar para leitura dos dados fora de padrão.

9.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

9.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) A estação BE-01 apresenta resultados satisfatórios para

A estação BE-01 apresenta resultados satisfatórios para o conjunto básico de parâmetros inseridos no monitoramento,

apesar de apresentar em algumas coletas resultados fora de classe, nada representativo tendo em vista os demais resultados e valores correspondentes, à exceção dos baixos teores de oxigênio dissolvido, logo a qualidade das águas na estação de acordo com os parâmetros e índices encontram-se dentro do estabelecido (Quadro 31), comprovado nos índices e indicadores de qualidade (saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de estado trófico e ecotoxicidade).

9.2 ESTAÇÃO BE-09 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA)
9.2
ESTAÇÃO
BE-09
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)

Para a estação BE-09, os dados fora de padrão para o conjunto básico resume-se a pH para os meses de: fevereiro,

junho, agosto, outubro

e

dezembro, fósforo (outubro) e

coliformes termotolerantes no mês de dezembro, os demais parâmetros apresentaram resultado dentro do estabelecido para a classe. Os índices e indicadores de qualidade, como saturação de oxigênio dissolvido apresentou mínimo de 69% e máximo de 75%, qualidade da água para estação oscilou de não comprometida (NC, em outubro), para pouco comprometida (PC, nos meses de abril, junho e agosto), seguido de moderadamente poluída (MS, em fevereiro), e poluída (P, no mês de dezembro), os índices de estado trófico, variou de oligotrófico à mesotrófico e ultraoligotrófico, os dados para ecotoxicidade, variou de tóxico à não tóxico como observado no quadro 32.

9.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

9.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE) É perceptível a má qualidade da água na

É perceptível a má qualidade da água na estação BE-30 conforme o quadro 33, 05 parâmetros abordados no conjunto básico da resolução CONAMA 357/05 apresentaram valores desconformes em todas as coletas, indicando impactos ambientais por lançamento de efluente misto (doméstico e industrial), os índices e indicadores de qualidade também apresentaram resultados insatisfatórios para a qualidade da água, saturação de oxigênio dissolvido apresentou valor igual a

0% em 5 coletas num total de 6, a qualidade resultou em muito poluída em todos os meses, seguido hipereutrófico para o índice de estado trófico, ainda com todo aporte de substâncias na estação, os resultados para ecotoxicidade indicam não toxicidade para as águas da estação BE-30

9.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
9.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

As águas da estação BE-45, apresentam valores fora do estabelecido para qualidade da água, conforme dados plotados

no quadro 34, os parâmetros enquadrados no conjunto básico (oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes termotolerantes), todos com limites excedidos em todas as coletas ao longo do ano de 2007, para os índices e indicadores de qualidade, as águas apresentam-se muito poluída com o índice de estado trófico perpassando de supereutrófico à hipereutrófico, além de resultados apontando para toxicidade.

9.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

no quadro 34, os parâmetros enquadrados no conjunto básico (oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia,

Na estação BE-50, os parâmetros aferidos no processo de monitoramento apresentaram valores fora do estabelecido em resolução vigente, é observado anoxia para oxigênio dissolvido, processo em que o índice de O 2 equivale a 0,00mg/L, em 4 coletas num total de 6, com demanda bioquímica de oxigênio superior ao estabelecido, e altas cargas de amônia e fósforo, o fator de diluição para Daphnia (FD D ), apresentou valores fora do estabelecido para o mês de fevereiro e junho, e limites excedidos para os coliformes termotolerantes, com resultados ≥160000, os índices e indicadores de qualidade perpassam de muito poluído, e hipereutrófico para o índice de estado trófico, a não tóxico e tóxico em relação a ecotoxicidade (Quadro 35).

9.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2007, foram monitoradas 5 estações ao longo da bacia hidrográfica do rio Beberibe, sendo 2 na zona homogênea habitacional rarefeita (Camaragibe (BE-01) e Recife (BE-09)), e 3 na zona homogênea habitacional densa (Recife (BE-30), Olinda (BE-45) e na divida das cidades de Recife/Olinda

(BE-50).

Tendo em vista os municípios envolvidos quanto a localização das 5 estações, a estação BE-01 (Camaragibe) e estação BE-09 (Recife), são as que apresentam maiores índices e indicadores de qualidade, fato explicado por estarem inseridas na zona homogênea habitacional rarefeita, as demais estações BE-30, BE-45 e BE-50, estão situadas na estação

homogênea habitacional densa e apresentam padrões de qualidades comprometidos pelos lançamentos de efluentes, que contribuem com a perda da qualidade da água.

A partir dos parâmetros monitorados, os dados de qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Beberibe, podem ser dividido em duas situações, os que correspondem a zona homogênea habitacional rarefeita e os correspondente a zona homogênea habitacional densa, sendo está com menor qualidade devido ao aporte de efluentes domésticos e industriais, àquela com maior qualidade, por estar inserida em uma área com menor desenvolvimento demográfico, apesar de ser observado indícios de poluição das águas.

De forma geral, os parâmetros enquadrados no conjunto básico constituintes do estabelecido em resolução vigente para qualidade da água, em todas as estações, apresentaram algum parâmetro fora do padrão estabelecido, ainda, que as cargas de coliformes termotolerantes, seguido de amônia e fósforo, são fortes indícios de que há a contaminação por efluentes mistos (comerciais e industriais), além de contaminação por fontes alóctones.

10. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2008)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2008: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), turbidez (UNT), condutividade elétrica (µS/cm), amônia (mg/L), nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), fósforo (mg/L), sólidos totais (mg/L), Daphnia (FDd), clorofila a (µg/L) coliformes termotolerantes (NMP/100ml), salinidade ( 0 / 00 ), classe, saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de qualidade ambiental (IQA), índice de estado trófico (IET), ecotoxicidade, risco de salinidade e pluviometria.

Os dados foram obtidos nas estações BE-01 (Açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia, Camaragibe), BE-09 (Captação da COMPESA, em Guabiraba), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe, Linha do Tiro), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), de forma bimestral, contemplando os meses de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro.

É observado na estação BE-01, o monitoramento de todos os parâmetros acima citados, fato talvez explicado por se tratar de um ponto (estação), inserido na nascente do rio Beberibe, corpo d’água: rio Araçá. Para as demais estações não estão inclusos: nitrito (mg/L), nitrato (mg/L), clorofila a (µg/L).

A seguir estão plotados em quadros os resultados para cada parâmetro, em cada estação ao longo dos meses em que foram executadas as coletas de monitoramento. Os valores fora de classe para as resoluções vigentes estão destacados em vermelho, seguido de texto auxiliar para leitura dos dados fora de padrão.

10.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

10.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) A estação BE-01 (Quadro 36) apresentou valores

A estação BE-01 (Quadro 36) apresentou valores fora do estabelecido em resolução CONAMA 357/05, para os

parâmetros: pH, oxigênio dissolvido e fósforo em todas as coletas, para coliformes fecais, valores acima do estabelecido foi observado em apenas uma coleta, referente ao mês de abril. Os índice e indicadores de qualidade apontam para um estado de preocupação na nascente do rio Beberibe, variando de pouco poluído à poluído, com qualidade associada de boa a aceitável, o estado trófico do reservatório, perpassa por oligotrófico, mesotrófico e eutrófico ao longo do ano, mas não apresenta risco de toxicidade.

10.2 ESTAÇÃO BE-09 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA)
10.2
ESTAÇÃO
BE-09
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)

A qualidade da água na estação BE-09, apresentam bons resultados, os valores para o conjunto básico, junto aos índices e indicadores de qualidade encontram-se dentro do

estabelecido (Quadro 37), à exceção do pH, que apresentou valores fora do padrão em todas as coletas, e coliformes termotolerantes, que para uma única coleta (outubro), apresentou valores com limites excedido em resolução vigente. A estação está situada próximo de fragmentos de mata atlântica e no curso do corpo d’água há uma biodiversidade de macrófitas que contribuem com o ganho da qualidade da água.

10.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

estabelecido (Quadro 37), à exceção do pH, que apresentou valores fora do padrão em todas as

A estação BE-30 está inserida na zona homogênea habitacional densa, devido ao alto índice de urbanização, há a associação direta dos padrões fora de classe para alguns parâmetros enquadrados no conjunto básico (Quadro 38), observado anoxia (0,00mg/L de O 2 ), em algumas coletas (fevereiro, abril e outubro), a demanda bioquímica de oxigênio excede limite em todas as coletas, o mesmo acontece para amônia, fósforo e coliformes termotolerantes, tal fato explicado pelo aporte de efluentes mistos (comerciais e industriais), além de fontes alóctones, os índices e indicadores da qualidade, também apresentam valores indesejáveis, a saturação de oxigênio dissolvido com percentual igual a 0, seguido de péssimo estado trófico e águas muito poluída, observado toxicidade positiva para o monitoramento do mês de outubro.

10.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
10.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

Inserida na zona homogênea habitacional densa, a estação BE-45 reflete os impactos causados pela ocupação urbana e comercial, no aporte de efluentes mistos (comerciais e industriais), e no transporte pelo corpo d’água de fontes alóctones, os parâmetros fora do padrão estabelecido (Quadro 39), estão justificados pelas ações antrópicas observados em todos os âmbitos, ainda dos índices e indicadores de qualidade,

com resultados equivalentes a 0,00 percentuais para saturação de oxigênio dissolvido, estado trófico perpassando de supereutrófico à hipereutrófico, e águas muito poluídas, os resultado para toxicidade apresentaram-se ausentes.

10.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

com resultados equivalentes a 0,00 percentuais para saturação de oxigênio dissolvido, estado trófico perpassando de supereutrófico

A estação BE-50 possui parâmetros com valores fora do estabelecido em resolução CONAMA vigente para qualidade da água, o conjunto básico observado fora do padrão inclui oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia,

fósforo e coliformes termotolerantes, os índices e indicadores de qualidade também apresentam resultados indesejáveis, saturação de oxigênio dissolvido, com valores equivalentes a 0,00 percentuais, além do estado hipereutrófico do corpo d’água, resultando em águas muito poluídas (Quadro 40).

10.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2008, foram monitoradas 5 estações ao longo da bacia hidrográfica do rio Beberibe, sendo 2 na zona homogênea habitacional rarefeita (Camaragibe (BE-01) e Recife (BE-09)), e 3 na zona homogênea habitacional densa (Recife (BE-30), Olinda (BE-45) e na divida das cidades de Recife/Olinda

(BE-50).

Tendo em vista os municípios envolvidos quanto a localização das 5 estações, a estação BE-01 (Camaragibe) e estação BE-09 (Recife), são as que apresentam maiores índices e indicadores de qualidade, fato explicado por estarem inseridas na zona homogênea habitacional rarefeita, as demais estações BE-30, BE-45 e BE-50, estão situadas na estação homogênea habitacional densa e apresentam padrões de qualidades comprometidos pelos lançamentos de efluentes, que contribuem com a perda da qualidade da água.

A partir dos parâmetros monitorados, os dados de qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Beberibe, podem ser dividido em duas situações, os que correspondem a zona homogênea habitacional rarefeita e os correspondente a zona homogênea habitacional densa, sendo está com menor

qualidade devido ao aporte de efluentes domésticos e industriais, àquela com maior qualidade, por estar inserida em uma área com menor desenvolvimento demográfico, apesar de ser observado indícios de poluição das águas.

De forma geral, os parâmetros enquadrados no conjunto básico constituintes do estabelecido em resolução vigente para qualidade da água, em todas as estações, apresentaram algum parâmetro fora do padrão estabelecido, ainda, que as cargas de coliformes termotolerantes, seguido de amônia e fósforo, são fortes indícios de que há a contaminação por efluentes mistos (comerciais e industriais), além de contaminação por fontes alóctones.

11. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2009)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2009: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), turbidez (UNT), condutividade elétrica (µS/cm), amônia (mg/L), fósforo (mg/L), sólidos totais (mg/L), Daphnia (FDd), clorofila a (µg/L) coliformes termotolerantes (NMP/100ml), salinidade ( 0 / 00 ), classe, saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de estado trófico (IET), índice de qualidade ambiental (IQA), ecotoxicidade, risco de salinidade e pluviometria.

Os dados foram obtidos nas estações BE-01 (Açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia, Camaragibe), BE-09 (Captação da COMPESA, em Guabiraba), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe, Linha do Tiro), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), nos meses de fevereiro, junho, agosto e dezembro de 2009, no relatório do CPRH para o mesmo ano, não há registros de dados para os meses de abril e outubro, respectivamente.

A seguir estão plotados em quadros os resultados para cada parâmetro, em cada estação ao longo dos meses em que foram executadas as coletas de monitoramento. Os valores fora de classe para as resoluções vigentes estão destacados em vermelho, seguido de texto auxiliar para leitura dos dados fora de padrão.

11.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

11.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) A estação BE-01 (Quadro 41) apresentou valores

A estação BE-01 (Quadro 41) apresentou valores fora do estabelecido em resolução CONAMA 357/05, para os parâmetros: pH, oxigênio dissolvido, fósforo e coliformes termotolerantes, valores desconformes do estabelecido são observados. Os índices e indicadores de qualidade apontam

para um estado de não comprometida a moderadamente comprometida, associado ao estado trófico que apresenta um diagnóstico que vai desde mesotrófico à ultraoligotrófico, justificando boa qualidade da água à não toxicidade, os parâmetros inclinam para indícios de poluição, o aporte de águas subterrâneas justificam pH levemente ácido e valores baixo de oxigênio dissolvido.

11.2 ESTAÇÃO BE-09 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA)
11.2
ESTAÇÃO
BE-09
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)

A qualidade da água na estação BE-09, apresentaram

excelente resultados

para

o

ano

de

2009, os

valores para o

conjunto básico, junto aos índices e indicadores de qualidade da água, encontram-se dentro do estabelecido, quase que em sua totalidade (Quadro 42), à exceção do pH, que apresentou valores fora do padrão, e coliformes termotolerantes, que para uma única coleta (fevereiro), apresentou valores com limites excedido em resolução vigente. A estação está situada próximo de fragmentos de mata atlântica e no curso do corpo d’água há uma biodiversidade de macrófitas que contribuem com o ganho da qualidade da água.

11.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

conjunto básico, junto aos índices e indicadores de qualidade da água, encontram-se dentro do estabelecido, quase

Para a estação BE-30 (Quadro 43), os parâmetros do conjunto básico (oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes termotolerantes), apresentaram valores fora de classe em todas as coletas, estando desconforme no estabelecido em resolução vigente para qualidade da água, pode-se concluir que as águas na estação estão comprometidas e que há lançamento de esgotos, apesar do parâmetro ecotoxicidade apontar para não tóxico, a qualidade está enquadrada em poluída à muito poluída, corroborando com os altos níveis dos parâmetros monitorados e com o índice de estado trófico, verificado como hipereutrófico para a estação.

11.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
11.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

A estação BE-45 (Quadro 44) apresentou valores fora do estabelecido em resolução CONAMA 357/05, para os parâmetros: oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes termotolerantes, valores desconformes são observados em todas as coletas ao longo do ano de 2009, os índices e indicadores de qualidade apontam

para um estado trófico, variando de supereutrófico

à

hipereutrófico, associado a cargas poluidoras e outrora muito poluidoras, houve risco de ecotoxicidade verificada no mês de agosto, situação associada a possibilidade de aporte de substâncias químicas.

11.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

Na estação BE-50, os parâmetros fora do padrão
Na
estação
BE-50,
os
parâmetros
fora
do
padrão

estabelecido em resolução vigente (CONOMA, 357/05), foram:

oxigênio dissolvido, perpassando de 0,00 (anoxia), à 2,1 mg/L, seguido da demanda bioquímica de oxigênio, com valores perpassando de 10,9 à 2,0 mg/L, em seguida temos amônia, fósforo e coliformes termotolerantes, com valões que excedem limite padrão, tal situação é justificada no aporte de efluentes e cargas poluidoras de origem domestica e comercial, os índices e indicadores de qualidade justificam os parâmetros fora de classe, com fortes indícios de poluição, seguido de estado trófico avançado (hipereutrófico), ainda assim, não houve risco para ecotoxicidade nas amostras coletadas.

11.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2009, foram monitoradas 5 estações ao longo da bacia hidrográfica do rio Beberibe, sendo 2 na zona homogênea habitacional rarefeita (Camaragibe (BE-01) e Recife (BE-09)), e 3 na zona homogênea habitacional densa (Recife (BE-30), Olinda (BE-45) e na divida das cidades de Recife/Olinda

(BE-50).

Tendo em vista os municípios envolvidos quanto a localização das 5 estações, a estação BE-01 (Camaragibe) e estação BE-09 (Recife), são as que apresentam maiores índices e indicadores de qualidade, fato explicado por estarem inseridas na zona homogênea habitacional rarefeita, as demais estações BE-30, BE-45 e BE-50, estão situadas na estação homogênea habitacional densa e apresentam padrões de qualidades comprometidos pelos lançamentos de efluentes, que contribuem com a perda da qualidade da água.

A partir dos parâmetros monitorados, os dados de qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Beberibe, podem ser dividido em duas situações, os que correspondem a zona homogênea habitacional rarefeita e os correspondente a zona homogênea habitacional densa, sendo está com menor qualidade devido ao aporte de efluentes domésticos e industriais, àquela com maior qualidade, por estar inserida em uma área com menor desenvolvimento demográfico, apesar de ser observado indícios de poluição das águas.

De forma geral, os parâmetros enquadrados no conjunto básico constituintes do estabelecido em resolução vigente para qualidade da água, em todas as estações, apresentaram algum parâmetro fora do padrão estabelecido, ainda, que as cargas de coliformes termotolerantes, seguido de amônia e fósforo, são fortes indícios de que há a contaminação por efluentes mistos (comerciais e industriais), além de contaminação por fontes alóctones.

12. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BEBERIBE (2010)

Seguem os parâmetros verificados no relatório para o ano de 2010: temperatura (°C), pH, oxigênio dissolvido (O.D. mg/L), demanda bioquímica de oxigênio (D.B.O. mg/L), turbidez (UNT), condutividade elétrica (µS/cm), amônia (mg/L), fósforo total (mg/L), sólidos totais (mg/L), Daphnia (FDd), clorofila a (µg/L) coliformes termotolerantes (NMP/100ml), salinidade (µps), classe, saturação de oxigênio dissolvido, qualidade, índice de estado trófico (IET), índice de qualidade ambiental (IQA), ecotoxicidade, risco de salinidade e pluviometria.

Os dados foram obtidos nas estações BE-01 (Açude no clube Sete Casuarinas, Aldeia, Camaragibe), BE-09 (Captação da COMPESA, em Guabiraba), BE-30 (Ponte na estrada do Cumbe, Linha do Tiro), BE-45 (Ponte da Avenida Presidente Kennedy) e BE-50 (Ponte de acesso a Peixinhos), nos meses de fevereiro, abril, agosto, outubro e dezembro de 2009, no relatório do CPRH para o mesmo ano, não há registros de dados coletados para junho.

As

estações

estão

divididas

em

duas

zonas

habitacionais, logo as estações BE-01 e BE-09 estão inseridas na

zona homogênea habitacional rarefeita, com ausência de impactos diretos por estarem inseridas em área de preservação ambiental, as demais estações: BE-30, BE-45 e BE-50 estão situadas na zona homogênea habitacional densa, na região

metropolitana da cidade do Recife, área com forte urbanização e grandes centros comerciais, acarretando em impactos diretos nos corpos d’águas constituintes.

Os resultados para cada estação estão plotados em quadros, com valores fora de classe destacados em vermelho, seguido de texto auxiliar para melhor compreender os parâmetros em desconformidade.

12.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

12.1 ESTAÇÃO BE-01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) Na estação BE-01 para o ano de

Na estação BE-01 para o ano de 2010, poucos parâmetros apresentaram valores fora do estabelecido (pH, oxigênio dissolvido e coliformes termotolerantes), para os dois primeiros, tal situação é justificável por ser a estação BE-01, a nascente do rio Beberibe, tendo aporte de águas subterrâneas,

para coliformes termotolerantes, a causa pode estar associada a mais de um fator, incluindo, aporte indireto de efluente doméstico, ainda, de fontes alóctones, uma vez que a nascente do rio Beberibe está localizada dentro de uma área privada residencial.

12.2 ESTAÇÃO BE-09 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA)
12.2
ESTAÇÃO
BE-09
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)

No ano de 2010, foram observados poucos parâmetros com valores fora de classe na estação BE-09, apontando para

excelentes indicadores no estabelecido em resolução vigente, apenas o pH, demanda bioquímica de oxigênio e coliformes termotolerantes, apresentaram de um a dois e/ou três valores fora do padrão em algumas das coletas realizadas, os demais parâmetros encontram-se dentro do estabelecido, a partir dos dados pode-se concluir que as águas da estação BE-09 manteve-se boa de forma homogênea ao longo do ano.

12.3 ESTAÇÃO BE-30 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

excelentes indicadores no estabelecido em resolução vigente, apenas o pH, demanda bioquímica de oxigênio e coliformes

Para a estação BE-30, observado anoxia (0,00mg/L de O 2 ), para oxigênio dissolvido, seguido de valores altos quando correlacionados a demanda bioquímica de oxigênio para corpos d’água de classe 2, amônia, fósforo e coliformes termotolerantes também apresentaram valores fora de classe, situação talvez explicada pelo aporte de efluentes mistos (doméstico e industrial), nos índices e indicadores de qualidade observa-se variação entre muito poluído e hipereutrófico, ecotoxicidade constatada no mês de outubro.

12.4 ESTAÇÃO BE-45 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
12.4
ESTAÇÃO
BE-45
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

Na estação BE-45 (Quadro 49), alguns parâmetros enquadrados no conjunto básico (oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, amônia, fósforo e coliformes termotolerantes), apresentaram valores fora do estabelecido praticamente em todas as coletas, à exceção da demanda bioquímica de oxigênio com valor dentro do estabelecido no

mês de dezembro, situação explicada pelo aporte de efluentes diretos, associado a fonte alóctone de contaminação, nos índices e indicadores de qualidade, observa-se águas muito poluídas, e estado hipereutrófico, não foi observado efeito tóxico em nenhuma coleta.

12.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

12.5 ESTAÇÃO BE-50 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS) Na estação BE-50, os valores correspondentes a oxigênio

Na estação BE-50, os valores correspondentes a oxigênio dissolvido apresentou mínimo de 0,00 mg/L e valor máximo <0,5 mg/L de O 2 , caracterizando anoxia, quando o oxigênio equivale 0,00mg/L, seguido da demanda bioquímica de oxigênio, com valores excedendo o limite estabelecido em sua totalidade, apresentando mínimo de 17,8mg/L e máximo de 29,5mg/L, em seguida é observado valores fora do padrão para amônia e fósforo em todas as coletas, tal situação é explicada

pelo aporte de efluentes mistos, os valores excedido para coliformes termotolerantes estão associados ao aporte de esgoto, com procedência indefinida, podendo ser doméstico e/ou sanitário, nos índices e indicadores de qualidade observa- se variação entre muito poluído e hipereutrófico, observa-se ecotoxicidade no mês de dezembro.

12.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o ano de 2010, foram monitoradas 5 estações ao longo da bacia hidrográfica do rio Beberibe, sendo 2 na zona homogênea habitacional rarefeita (Camaragibe (BE-01) e Recife (BE-09)), e 3 na zona homogênea habitacional densa (Recife (BE-30), Olinda (BE-45) e na divida das cidades de Recife/Olinda

(BE-50).

Tendo em vista os municípios envolvidos quanto a localização das 5 estações, a estação BE-01 (Camaragibe) e estação BE-09 (Recife), são as que apresentam maiores índices e indicadores de qualidade, fato explicado por estarem inseridas na zona homogênea habitacional rarefeita, as demais estações BE-30 (Recife), BE-45 (Recife) e BE-50 (Recife/Olinda), estão situadas na estação homogênea habitacional densa e apresentam padrões de qualidades comprometidos pelos lançamentos de efluentes, que contribuem com a perda da qualidade da água.

A

qualidade

da

água variou de

aceitável

a

boa

nas

estações

BE-01

e

BE-09,

os

dados

para

o

conjunto

básico

apresentaram

valores

dentro

do

estabelecido, sem

indícios

diretos de fontes de contaminação, sendo consideradas as duas estações com menores impactos observados, comprovados pelos baixos índices e indicadores de qualidade, apresentado resultados satisfatório no que rege a resolução CONAMA

357/05.

As demais estações, BE-30, BE-45 e BE-50, apresentaram resultados insatisfatórios para o conjunto básico em resolução vigente para qualidade da água, observa-se valores excedendo limites estabelecidos, comprometendo o padrão para a classe dos corpos hídricos, o aporte de efluentes e as fontes diretas e indiretas de contaminações, acarretam na perda da qualidade e na intensificação dos impactos.

Diante do exposto, a bacia hidrográfica do rio Beberibe apresenta maior percentual voltado para o comprometimento da qualidade da água na zona homogênea habitacional densa, devido ao aporte de esgoto de origem doméstica e por efluentes mistos, correlacionados ao alto índice de urbanização e centros comerciais, o contrário é observado na zona homogênea habitacional rarefeita, em que as águas apresentam maior qualidade, apesar dos baixos índices de poluição das águas, há pequenos indícios de possíveis contaminações.

13. ÍNDICE DE QUALIDADE AMBIENTAL

Conforme os critérios estabelecidos por Rohde (1988), o índice de Qualidade Ambiental, obtido com base na equação (IQA=(Pt-Pi)/Pt), consiste em uma ferramenta de identificação de impactos ambientais que agrega valores quanto a interferência e o grau correlacionado, sendo igual a 0, quando há inexistência da interferência, correspondente a 1, quando há presença irrelevante ou pouca interferência, valor equivalente a 2, quando o impacto é perceptível ou de média presença, e valor igual a 3, quando os impactos são agudos, ou de presença maciça.

Os índices obtidos após a equação, variam entre 0 e 1 (ou 0 e 100%); sendo 0 = máxima degradação; equivalente a 1 = excelente qualidade ambiental; e valores > 0 < 1 apresentam variações que vão desde melhores condições ambientais até níveis críticos de qualidade ambiental (Serafim-Filho, 2011; Marcelino et al, 2000; Rohde, 1988).

O quadro abaixo, extraído de Marcelino et al, (2000), faz referência aos valores atribuídos no índice de qualidade ambiental e sua correspondência ao analisar os dados finais.

Quadro 51 – Intervalo quantitativo e relação com a situação do impacto.

Intervalo

Indicador correspondente

0

Inexistência de atributos a ser estudado ou nenhuma interação;

0,1-1,0

O sistema tem poucas alterações antrópicas, sem prejuízos das qualidades ambientais tais como beleza cênica, produtividade ecológica, valor correspondente à pouca presença de impactos, que pode ser sanado com pouco esforço;

1,1-2,0

Média presença do fator impactante, visivelmente perceptível a ponto de alterar as características naturais do ambiente aquático; o sistema está em seu vigor, contudo, há possibilidade futura de comprometimento, em sua cadeia trófica, e manutenção de sua flora e fauna; no entanto, já necessita de alguma correção;

2,1-3,0

Presença maciça do fator impactante, pode colocar o sistema em risco e necessita de ações corretivas; o ambiente está em estado crítico e com perda total das características naturais. Valor escalar correspondente à grande presença de alterações.

Adaptação de: Ceotma(1984); Rohde (1988); Queiróz(1993); e Pires (1993). Fonte: Marcelino et al, (2000)

Interpretando a equação (IQA=(Pt-Pi)/Pt), temos IQA:

Índice de Qualidade Ambiental, Pt: somatório dos pesos de todos os elementos do checklist em cada margem, Pi:

somatório real dos pesos dos elementos verificados através do checklist, há a possibilidade de agregar ao checklist critérios de condições não associada a peso, como por exemplo, aspecto da água, condições de tempo, entre outros, para esses critérios de condições não são atribuídos valores, apenas o registo associado a uma letra e/ou sigla representativa, como por exemplo, ENS para a condição do tempo: ensolarado, L quando a água encontra-se límpida, entre outros.

O checklist é uma ferramenta que vem se tornando bastante útil nos processos de estudos de impactos ambientais,

muito difundida nos processos que identificam e controlam a erosão costeira (Goda,1995; Cambers, 1998). Permite organizar as informações coletadas em campo, facilitando a compreensão da área estudada, características físicas e possíveis desencadeadores de impactos diretos e indiretos.

No presente trabalho, foi elaborado e aplicado um checklist nas estações de monitoramento do CPRH, para identificação dos possíveis impactos ambientais associados a ações antrópicas e urbanização, abrangendo lançamento de efluentes, resíduos sólidos e interferência na qualidade da água.

A seguir estão os dados obtidos por meio do checklist aplicado para cada estação de monitoramento do CPRH, BE-01, BE-09, BE-30, BE-45 e BE-50. Os resultados adquiridos com imagens associadas estão discutidos para cada estação.

13.1 CHECKLIST 01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA)

13.1 CHECKLIST 01 (AÇUDE NO CLUBE SETE CASUARINAS, ALDEIA) 142

13.1.1 RESULTADOS E DISCUSSÃO – CHECKLIST 01 (ESTAÇÃO

BE-01)

Os pesos atribuídos nos elementos elencados para o estudo de impacto ambiental através do checklist elaborado para este estudo revelou situações sem ônus para o recurso hídrico, estação BE-01 (Figura 05), associado ao Índice de Qualidade Ambiental/IQA, através da equação proposta por Rohde (1998), temos:

Margem direita

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-4)/99 = 0,959595959

O resultado para a margem direita, com valor > 0 < 1, apresenta uma variação que vai desde melhores condições ambientais até níveis mais críticos de qualidade ambiental na respectiva margem, no entanto, como o valor correspondido está muito próximo de 1 pode-se considerar que a margem direita da estação BE-01 apresenta excelente status de preservação, comprovando o descrito no relatório do CPRH, uma vez que impactos associados a ação antrópica tem relação direta com a qualidade da água, quando nas proximidades do recurso hídrico há atividades de potencial impactos ou dano ambiental.

Margem esquerda

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-4)/99 = 0,959595959

O resultado para a margem esquerda apresentou valor idêntico quando comparado com a margem direita do recurso hídrico, observa-se uma uniformidade no reservatório, dessa forma pode-se considerar que ambas as margens possuem um bom estado de conservação.

Dos valores atribuídos no checklist (ver checklist 01), os pesos destacados em amarelo estão indicando presença irrelevante ou pouca interferência, de acordo com os critérios estabelecidos por Rohde (1988). Ações de conscientização a fim de evitar crescente interferência nível 1, são recomendadas.

Figura 3. (imagens de a – h). Estação BE-01, localizada no açude do Clube Sete Casuarinas,

Figura 3. (imagens de a – h). Estação BE-01, localizada no açude do Clube Sete Casuarinas, Camaragibe – PE. (Fonte: Serafim-Filho).

13.2 CHECKLIST 02 (CAPTAÇÃO DA COMPESA, EM GUABIRABA)
13.2
CHECKLIST
02
(CAPTAÇÃO
DA
COMPESA,
EM
GUABIRABA)

13.2.1 RESULTADOS E DISCUSSÃO – CHECKLIST 02 (ESTAÇÃO

BE-09)

Para a estação BE-09, os resultados obtidos através do checklist tendo por base os critérios de Rohde (1988), e equação atribuída, há pouca interferência para alguns dos elementos elencados e ausência para a maior parte deles, apresentando assim melhores condições na qualidade ambiental, demonstrado a seguir:

Margem direita

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-10)/99 = 0,898989899

O resultado para a margem direita admite concluir que a qualidade ambiental para a estação BE-09, está pertinente com os dados para a qualidade da água constados nos relatórios do CPRH, ainda com as características associadas a qualidade da água com a zona homogênea habitacional rarefeita, uma vez que há fragmentos de mata atlântica e indícios de matas ciliares ao longo do trecho do rio até chegar no ponto de captação (Figura 6), fatores que contribuem com a qualidade ambiental.

Margem esquerda

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-10)/99 = 0,898989899

O resultado para margem esquerda apresentou valores idênticos com a margem direita do recurso hídrico, em áreas

com perturbações irrelevantes, e/ou pouca interferências, a qualidade ambiental torna-se homogênea a nível local, facilitando inclusive, no diagnóstico através do procedimento em perícia ambiental.

Logo, pode-se concluir que a estação BE-09, avaliada com base no índice de qualidade ambiental para a margem direita e esquerda do recurso hídrico, apresentou valores equivalentes a 0,898989899 (IQA), respectivamente, correspondendo a boas condições ambientais, apesar de constatado algumas interferências, nada que influêncie de forma direta no recurso hídrico, ainda assim, é necessário práticas de educação ambiental e de conscientização a fim de evitar o aumento dos elementos com interferência nível 1 (ver checklist 02).

Figura 4 . (imagens de a – g) . Estação BE-09, localizada na captação da COMPESA

Figura 4. (imagens de a – g). Estação BE-09, localizada na captação da COMPESA em Guabiraba, Recife – PE. (Fonte: Serafim-Filho).

13.3 CHECKLIST 03 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE)

13.3 CHECKLIST 03 (PONTE NA ESTRADA DO CUMBE) 150

13.3.1 RESULTADOS E DISCUSSÃO – CHECKLIST 03 (ESTAÇÃO

BE-30)

A estação BE-30, apresentou dados preocupantes para os elementos abordados no checklist, em sua quase totalidade, os pesos atribuídos correspondem a nível 3, que trata de impactos agudos e/ou presença maciça da interferência, configurando para a estação máxima degradação ambiental, conforme estabelecido no índice de qualidade ambiental, demonstrado a seguir:

Margem direita

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-55)/99 = 0,444444444

Tendo como base o resultado do IQA para a margem direita, com próximo de 0, pode-se concluir que há interferências diretas no recurso hídrico de diversas origens, através do checklist percebe-se impactos na beleza cênica, no aspecto da água, problemas agudos com deposição de lixo, tanto na margem, quanto no curso do rio, há despejo de esgoto doméstico, esgoto industrial de origem alóctone, ainda, presença maciça de resíduos sólidos e entulho da construção civil, entre outros (ver checklist 03).

Margem esquerda

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-57)/99 = 0,424242424

Observam-se resultados distintos para as margens, após tratamento dos elementos e pesos atribuídos com base na equação, de certa forma podemos considerar que a margem esquerda apresenta maior degradação ambiental, no entanto, ambas as margens apresentam impactos agudos, vale ressaltar que valores > 0 < 1, apresentam variações, para a margem esquerda, o resultado atribuído está ainda mais próximo de 0, indicando níveis críticos de qualidade ambiental.

Logo, os impactos ambientais percebidos na estação BE- 30 para as margens direita e esquerda no recurso hídrico, apresentam respectivamente máxima degradação ambiental, sendo necessário controle e interferência das fontes responsáveis pelos órgãos competentes.

Figura 5. (imagens de a – g). Estação BE-30, localizada na ponte da
Figura 5. (imagens de
a
g).
Estação
BE-30, localizada na ponte da

estrada do Cumbe, acesso à Linha do Tio, Recife – PE. (Fonte: Serafim- Filho).

13.4 CHECKLIST 04 (PONTE DA AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY)
13.4
CHECKLIST
04
(PONTE
DA
AVENIDA
PRESIDENTE
KENNEDY)

13.4.1 RESULTADOS E DISCUSSÃO – CHECKLIST 04 (ESTAÇÃO

BE-45)

A situação da estação BE-45 para o checklist aplicado não se diferencia muito do verificado na estação anterior (BE- 30), ambas inseridas na zona homogênea habitacional densa, que por sua vez torna-se alvo dos impactos ambientais associados ao processo de urbanização crescente, os elementos e pesos atribuídos na estação configuram quase que em sua totalidade, impactos agudos e/ou presença maciça, de acordo com o estabelecido em Rohde (1988).

Há certa homogeneidade para as margens direita e esquerda do recurso hídrico, o índice de qualidade ambiental apresenta níveis máximos de degradação ambiental (Figura 8), em ambas as margens, demonstrados e discutidos a seguir:

Margem direita

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-50)/99 = 0,494949494

De acordo com o resultado para o índice de qualidade ambiental na margem direita do recurso hídrico, pode-se concluir que os impactos causados correspondem a grande presença de alterações ambientais, que por sua vez interferem de forma direta na perda da qualidade da água, as ações que degradam o ambiente vão desde alterações na beleza cênica, lançamento de efluentes mistos, resíduos sólidos, deposição de lixo, até entulhos da construção civil e lixo de empresas.

Margem esquerda

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-53)/99 = 0,464646464

Contudo, é possível ponderar que a margem esquerda da estação BE-45, encontra-se em situação tão alarmante quanto a margem direita, os impactos são de caráter homogêneo e causados em sua maioria pelos mesmos elementos contemplados em checklist para a margem direita e esquerda, a qualidade da água, tendo em vista o índice de qualidade ambiental, encontra-se totalmente comprometida. Como sugestão, ações mitigadoras junto aos órgãos competentes e fiscalizadores.

Figura 6 . (imagens de a – g) . Estação BE-45, localizada na ponte da Av.

Figura 6. (imagens de a – g). Estação BE-45, localizada na ponte da Av. Presidente Kennedy, Olinda – PE. (Fonte: Serafim-Filho).

13.5 CHECKLIST 05 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS)

13.5 CHECKLIST 05 (PONTE DE ACESSO A PEIXINHOS) 158

13.5.1 RESULTADOS E DISCUSSÃO – CHECKLIST 05 (ESTAÇÃO

BE-50)

Na estação BE-50, o checklist aplicado traz inexistência de interferência para alguns dos elementos constados, vale salientar que inexistência está condicionada ao fato de não ter sido observado no momento da aplicação do checklist o possível impacto e/ou interferência (direta ou indireta), no entanto devem-se levar em consideração, fontes alóctones de contaminações, desde que o dano seja perceptível no trecho analisado.

Para a margem direita, há máxima degradação na maior parte dos elementos elencados (quase totalidade), com valor 3 atribuído, demostrados e discutidos a seguir:

Margem direita

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-70)/99 = 0,292929292

O resultado da equação bem próximo de 0, indicam condições com níveis críticos de qualidade ambiental, os impactos envolvem: alterações na beleza cênica, deposição de lixo urbano, impactos diretos em área de manguezal, incluindo deposição de lixo e ocupação da área por moradias rudimentares, ainda, sem nenhum saneamento básico, também de presença maciça de resíduos sólidos, entulho da construção civil, entre outros (ver checklist 05).

Margem esquerda

IQA=(Pt-Pi)/Pt Logo, IQA = (99-74)/99 = 0,252525252

Para a margem esquerda, o valor adquirido com base na equação para o índice de qualidade ambiental, possui valor ainda mais próximo de 0, acarretando em maior impacto, quando comparado com o resultado para a margem direita, de fato, pode-se concluir que a estação de monitoramento BE-50, apresenta altos índices de poluição, com níveis críticos de qualidade ambiental. Ações de conscientização e planos de controle fazem-se necessário, devido ao atual estado das águas na estação supracitada.

Figura 7 . (imagens de a – f) . Estação BE-50, localizada na ponte de acesso

Figura 7. (imagens de a – f). Estação BE-50, localizada na ponte de acesso a Peixinhos na divisa das cidades de Recife/Olinda – PE. (Fonte: Serafim- Filho).

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14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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