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Forças Armadas do Brasil estão presentes em nove missões de paz da ONU

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Divulgação / Exército Brasileiro

Batalhão do Exército Brasileiro realiza ação durante a missão de paz no Haiti

Brasil participa de missões de paz no Haiti e no Líbano e conta com apoio de exército, marinha e aeronáutica nas edições da operação Ágata

por Portal Brasil publicado: 30/05/2014 01h50 última modificação: 23/10/2014 11h19

O Brasil participa das missões de paz da ONU desde 1947, quando observadores militares brasileiros foram

enviados à região dos Bálcãs, na Europa, para cooperar com as autoridades regionais no problema dos refugiados

e monitorar a situação na fronteira entre a Grécia - em guerra civil - e a Albânia, a Bulgária e a ex-Iugoslávia.

Foi só recentemente, no entanto, que o Brasil assumiu tarefas de coordenação e comando militar de importantes operações, como no Haiti (2004) e no Líbano (2011). Atualmente os militares do País estão presente em nove missões espalhadas pelo mundo.

O

2º Tenente do Exército Donizete Aparecido Repukna viveu de perto uma dessas experiências. Ele participou do

e 18º contingente da Missão das Nações Unidades para Estabilização do Haiti.

Por um periodo de seis meses em cada missão, Repukna atuou em conjunto com às ações de comunicação social.

O tenente destaca a importância das missões para as localidades atendidas, a redução da criminalida de e os

atendimentos à população.

“No Haiti, houve diminuição da criminalidade, com o emprego de patrulhas ostensivas nas localidades onde há a presença de tropas do Exército Brasileiro. Além disso, realizamos diversas ativida des de cooperação civil-militar, tais como ações de distribuição de água e de alimentos, atendimento de saúde, e cursos de socorrista comunitário, contribuindo para a manutenção dos laços de amizades entre brasileiros e haitianos”, comenta. Repukna ainda ressalta que a troca de experiências e o comprometimento entre os envolvidos são essenciais em atividades como essas. “Efetivamente pude constatar que o 'espírito de equipe', a dedicação e a abnegação foram fatos essenciais para se atingir os objetivos da Missão de Paz”, disse.

Atualmente, o 20º Contingente destacado para servir no país centro-americano conta com 1.377 militares brasileiros. Ao todo, já foram enviados mais de 30 mil homens, das três forças armadas. O efetivo militar brasileiro conta ainda com capelães, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, assessoria jurídica, assessoria de comunicação, dentistas e médicos. Este aparato possibilita à tropa equilíbrio e preparo físico e psicológico para seguir focada na missão.

A Marinha também faz parte do contingente no Haiti. No local, a força armada se faz presente com um grupo de

fuzileiros navais e também ajuda na logística de transporte de pessoa e material por meio de navios. Entre suas maiores realizações, verifica-se a quantidade de armas e drogas apreendidas e o resgate de pessoas submetidas

a confinamento pelas gangues haitianas.

Cada contingente de tropa permanece no Haiti por um período aproximado de seis meses. Sua preparação é realizada a cargo do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra, com quinze semanas de antecedência ao embarque, onde são realizados adestramentos, assim como cursos e estágios, avaliações psicossociais, médicas,

vacinações e confecção de passaporte oficial.

Líbano

A Marinha do Brasil fez parte também da Força-tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano

(Unifil), operação estabelecida para confirmar a retirada das Forças Israelenses do sul do Líbano, devolver a paz e

a segurança internacional e assistir o governo local na retomada da sua autoridade na região.

A Unifil tem como objetivo apoiar a Marinha do Líbano no patrulhamento e no monitoramento do mar territorial,

prevenindo a entrada não autorizada de armas e materiais relacionados por via marítima e treinar a força do país para que, no futuro, seja capaz de assumir o controle de suas águas territoriais. Desde novembro de 2011 no comando da missão, a tripulação conta com 258 militares da Marinha do Brasil.

A participação de um navio de guerra brasileiro, com porte de uma Fragata (Nau Capitânia), ampliou

consideravelmente a capacidade operacional da Unifil por dispor de recursos de sensores, sistemas de armas, equipamentos de comunicações, autonomia e tempo de permanência em patrulha, mesmo em condições adversas de mar.

Foi a primeira e única Missão de Paz da Organização das Nações Unidas a contar com uma Força-Tarefa Marítima,

atualmente comandada pela Marinha do Brasil. O último suporte brasileiro aconteceu em 10 de junho de 2013 com

o envio da Fragata “União”.

República Centro Africana

O governo brasileiro cedeu à ONU o tenente coronel de artilharia Ivo Werneck para trabalhar como oficial de

planejamento militar no Departamento de Operações de Manutenção da Paz. Atualmente ele participa da fase inicial da Missão de Estabilização Multidimensional Integrada na República Centro-Africana (Minusa).

O objetivo desta operação é a proteção dos habitantes da ex-colônia francesa que passa por um período turbulento

de transição política. Também tem por missão auxiliar na reconstrução das instituições, no desarmamento dos dois principais grupos armados (Selekas e Anti-Balaka) e criar um sentimento de paz e estabilidade no país.

A função do oficial brasileiro é apoiar a Missão da União Africana; ser oficial de ligação com a operação das forças

armadas francesas (Sangaris) e com a missão da União Europeia (Eufor car); além de auxiliar no planejamento das atividades e organização do componente militar da missão.

Ainda em fase de implantação (previsão de início em setembro de 2014), a operação coordenada pela ONU não possui tropas militares ou políciais próprias. De acordo com Werneck, em entrevista ao Blog do Exército Brasileiro,

o contigente militar total será de 10 mil homens, incluindo 200 oficiais de Estado-maior e 240 observadores militares.

República Democrática do Congo

O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz comanda desde maio de 2013 a Força de Paz da Missão das

Nações Unidas de Estabilização na República Democrática do Congo (Monusco).

Santos Cruz possui mais de 40 anos de experiência militar nacional e internacional e foi comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti de janeiro de 2007 a abril de 2009.

Seu mandato tem como objetivo principal a proteção da população civil, que sofre com a ação de grupos rebeldes

e milícias étnicas da região da África central, rica em minerais.

A missão da ONU existe há 15 anos e é a maior da organização:

possui quase 17 mil soldados, cerca de 500 observadores militares e 1.400 policiais. Outros 4.500 civis também

integram a missão.

Das dez missões de paz relacionadas acima, apenas uma não é coordenada pela ONU. Na Colômbia, a Organização dos Estados Americanos (OEA) lidera o Grupo de Monitores Interamericanos da Missão de Assistência da ao Plano Nacional de Desminagem na Colômbia. O exército participa desde 2007 da ação com a presença de dois militares. O objetivo é destruir mais de 3.400 minas terrestres e 326 artefatos explosivos improvisados.

Escola da Paz

Desde 2010 o País conta com um centro destinado para a formação de militares brasileiros e estrangeiros que irão compor as missões de paz. Batizado em homenagem ao diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em serviço no Iraque em 2003, o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) especializou-se na preparação e orientação de militares brasileiros designados para operar em missões de paz e humanitárias sob a égide da ONU.

Atualmente, um número cada vez maior de estrangeiros também tem recebido treinamento na instituição. Militares de países como Argentina, Chile, Estados Unidos, França e Canadá, entre outros, já passaram pelo CCOPAB, que tem ampliado seu prestígio como instituição apta a preparar efetivos para atuar em operações de paz.

Além de cursos, estágios e exercícios avançados voltados a profissionais militares, O CCOPB oferece programas voltados ao público civil – como o Estágio de Preparação para Assessores de Imprensa em Áreas de Conflito.

Parceria

Em algumas situações, Aeronáutica, Exército e Marinha atuam em conjunto. A mais recente operação das três forças reunidas foi a Ágata 8, encerrada em 21 de maio. A atividade contou com 30 mil militares em toda a extensão da fronteira brasileira (150 km a partir da divisa) com os dez países sul-americanos, o equivalente a 16.886 quilômetros.

A ação é a maior mobilização realizada pelo Estado no combate a atos ilícitos de Norte a Sul do País. Os militares estiveram atentos aos principais crimes transfronteiriços, como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

A Ágata também promove ações de cunho médico-social. Este ano foram prestados atendimentos em diversas especialidades médico-hospitalar e odontológicas. A população mais carente nos municípios de fronteira recebeu medicamentos: 226.346 remédios foram distribuídos.

Como parte das ações em prol da sociedade civil, com a Ágata 8 os militares recuperaram trechos de rodovias e realizaram manutenção e reparo em instalações públicas, entre elas escolas.

Na operação, cada instituição realizou suas atividades convergindo em ações integradas. A Marinha, por exemplo, empregou navios patrulha fluvial e de assistência hospitalar, helicópteros UH-12 (Esquilo), lanchas, balsas e agências escola flutuantes. Já o Exército atuou no período da operação com efetivo de brigadas e batalhões de Infantaria de Selva, de Fronteira e Mecanizado; além de unidades militares de Engenharia, Cavalaria, Logística, Aviação e Comunicações e Guerra Eletrônica. No caso específico da FAB, o planejamento esteve a cargo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). O órgão é responsável em garantir a soberania do espaço aéreo nacional.

Além da Ágata, outras operações também são feitas em conjunto. A Operação Amazônia, realizada no Norte do País, Operação Laçador, na fronteira Sul, e a Atlântico, na proteção da costa brasileira, são

exemplos. Nelas, exercícios de adestramento das três Forças Armadas simulam ações de guerra nas áreas mais sensíveis do Brasil.

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