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EUROPEIA

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Uma parceria entre a Europa e os agricultores

U N I Ã O A S Uma parceria entre a Europa e os agricultores Agricultura
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Agricultura

Agricultura

A política agrícola comum (PAC):

para uma alimentação, um espaço rural e um ambiente de maior qualidade

Agricultura A política agrícola comum (PAC): para uma alimentação, um espaço rural e um ambiente de

COMPREENDER AS POLÍTICAS DA UNIÃO EUROPEIA

A presente publicação faz parte de uma coleção que descreve a ação da União Europeia em vários domínios, as razões da sua intervenção e os resultados obtidos.

A coleção está disponível em linha:

Como funciona a União Europeia Dez prioridades para a Europa Os pais fundadores da União Europeia

Ação climática Agricultura Ajuda humanitária e proteção civil Alargamento Alfândegas Ambiente Assuntos marítimos e pescas Bancos e finanças Comércio Concorrência Consumidores Cooperação internacional e desenvolvimento Cultura e audiovisual Educação, formação, juventude e desporto Emprego e assuntos sociais Energia Fiscalidade Investigação e inovação Justiça, direitos fundamentais e igualdade Mercado interno Mercado único digital Orçamento Política regional Saúde pública Segurança alimentar Transportes União Económica e Monetária e o euro

Transportes União Económica e Monetária e o euro ÍNDICE As razões por que necessitamos de uma

ÍNDICE

As razões por que necessitamos de uma política agrícola comum

3

Como funciona a política agrícola comum

7

O que faz a UE

8

A agricultura europeia

na perspetiva de 2020:

responder aos desafios que se avizinham

16

Mais informações

16

Compreender as políticas da União Europeia:

Assuntos marítimos e pescas

Comissão Europeia Direção-Geral da Comunicação Informação dos cidadãos 1049 Bruxelas BÉLGICA

Achou esta publicação útil? Dê-nos a sua opinião:

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Manuscrito atualizado em setembro de 2016

Capa e imagem da página 2: ©iStockphoto/dswebb 12 p. — 21 × 29,7 cm

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ISBN 978-92-79-59593-6

doi:10.2775/064797

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doi:10.2775/295375

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Luxemburgo: Serviço das Publicações da União Europeia, 2017

Printed by Bietlot in Belgium

© União Europeia, 2017

Reprodução autorizada mediante indicação da fonte. A política de reutilização de documentos da Comissão Europeia é regulada pela Decisão 2011/833/UE (JO L 330 de 14.12.2011, p. 39). Para qualquer utilização ou reprodução de fotos ou outro material cujos direitos de autor não pertençam à União Europeia, deve ser solicitada autor- ização diretamente aos detentores dos direitos de autor.

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As razões por que necessitamos de uma política agrícola comum

Os desafios da agricultura nos últimos 50 anos

A política agrícola comum (PAC) teve início em 1962

e constitui uma parceria entre a agricultura e a sociedade, entre a Europa e os agricultores europeus. Os seus principais objetivos são:

— melhorar a produtividade agrícola, para que os consumidores disponham de um abastecimento estável de alimentos a preços acessíveis;

— garantir um nível de vida razoável aos agricultores da UE.

Passados mais de cinquenta anos, a UE confronta-se com novos desafios:

— garantir uma produção alimentar viável que contribua para alimentar a população mundial, que deverá aumentar consideravelmente no futuro;

— as alterações climáticas e a gestão sustentável dos recursos naturais;

— proteção do espaço rural da UE

a

e

a dinamização da economia rural;

A PAC é uma política comum de todos

os Estados-Membros da União Europeia, gerida e financiada ao nível europeu, com base nos recursos do orçamento da UE.

A união Europeia conta 500 milhões de consumidores e

todos eles necessitam de um abastecimento fiável de

alimentos saudáveis e nutritivos a preços acessíveis. As perspetivas económicas são incertas e imprevisíveis. Há muitos desafios a enfrentar, alguns desde já e outros no futuro, como a concorrência a nível mundial, as crises económica e financeira, as alterações climáticas

e a volatilidade do preço de fatores de produção como os combustíveis e os adubos.

A PAC tem a ver com o que comemos

A uE criou e pôs em prática a PAC para responder a

estes desafios. A PAC visa estabelecer condições que permitam aos agricultores desempenhar as suas

múltiplas funções na sociedade, começando pela produção de alimentos.

A PAC garante segurança alimentar aos cidadãos

europeus. A sociedade pode estar certa de que os nossos agricultores produzem os alimentos de que precisamos.

Os agricultores europeus fornecem uma variedade impressionante de produtos abundantes, seguros, de

boa qualidade e a preços acessíveis. A uE é conhecida em todo o mundo pelas suas tradições alimentares

e culinárias. Devido aos seus recursos agrícolas

excecionais, pode e deve desempenhar um papel fundamental na garantia da segurança alimentar do planeta.

Os europeus podem estar certos de que os nossos agricultores produzem os alimentos de que precisamos.

© European union
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A política agrícola comum tem a ver com o espaço rural

A agricultura não se limita à produção de alimentos. Diz respeito às comunidades rurais e àqueles que nelas

vivem. tem a ver com o espaço rural e com os seus preciosos recursos naturais.

Em todos os Estados-Membros da uE, os agricultores mantêm vivo o espaço rural e contribuem para a conservação do modo de vida rural. Se não existissem explorações agrícolas nem agricultores, as nossas aldeias, vilas e pequenas cidades seriam profundamente afetadas — no pior sentido.

Muitos empregos nas regiões rurais estão ligados à agricultura. Os agricultores necessitam de máquinas, instalações, combustível e adubos, bem como de cuidados sanitários para os seus animais. Muitas pessoas têm o seu emprego nestes setores a montante. Outras trabalham nas atividades a jusante — como a preparação, transformação e embalagem de alimentos. Outras, por último, estão ligadas à armazenagem, ao transporte e à venda de alimentos.

Para poderem funcionar de forma eficiente e para que estes setores a montante e a jusante permaneçam modernos e produtivos, os agricultores precisam de um acesso fácil às informações mais recentes sobre questões agrícolas, métodos de produção e evolução do mercado. Por essa razão, a PAC procura melhorar o acesso às tecnologias de alta velocidade nas zonas rurais e, ao fazê-lo, está a contribuir para uma das 10 principais prioridades da Comissão — um mercado único digital conectado. Durante o período de 2014- -2020, espera-se que esta política venha a melhorar o

acesso à infraestrutura e aos serviços da internet para

18 milhões de cidadãos das zonas rurais, ou seja, 6,4%

da população rural da uE.

A agricultura e a produção de alimentos são elementos

essenciais da nossa economia e da nossa sociedade. Os

28 Estados-Membros da uE têm 11 milhões de

explorações agrícolas e 22 milhões de pessoas que trabalham no setor agrícola. Em conjunto, os setores agrícola e alimentar representam cerca de 44 milhões de postos de trabalho na uE.

© European union
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A política agrícola comum tem a ver com o ambiente

O nosso espaço rural não se encontra no seu estado

original, pois foi modelado pelos agricultores ao longo dos séculos. Foi a agricultura que criou o nosso ambiente diversificado e as suas paisagens variadas.

O nosso espaço rural é o habitat de uma grande

variedade de espécies animais e vegetais. Esta biodiversidade é fundamental para o desenvolvimento sustentável do espaço rural.

Os agricultores gerem o espaço rural em benefício de todos. Fornecem bens públicos — os mais importantes dos quais são a proteção e a manutenção dos solos, das paisagens e da biodiversidade. O mercado não paga esses bens públicos. Para remunerar os agricultores pelo serviço prestado à sociedade, a uE apoia o rendimento dos agricultores.

Os agricultores estão especialmente expostos aos efeitos negativos das alterações climáticas. A PAC presta-lhes assistência financeira para que possam adaptar os seus métodos e sistemas agrícolas e fazer face aos efeitos dessas alterações.

Os agricultores são os primeiros a reconhecer a necessidade de proteger os nossos recursos naturais,

dos quais depende a sua subsistência. Para evitar os efeitos secundários negativos de algumas práticas agrícolas, a uE propõe aos agricultores incentivos para que adotem métodos de trabalho sustentáveis

e ecológicos.

De facto, os agricultores enfrentam um duplo desafio:

produzir alimentos e, simultaneamente, proteger

a natureza e salvaguardar a biodiversidade.

uma agricultura sustentável em termos ambientais, que utilize com prudência os recursos naturais,

é essencial para a nossa produção alimentar

e a nossa qualidade de vida — hoje, amanhã e para as gerações futuras.

Os agricultores gerem o espaço rural em benefício de todos.

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Agri C ultur A

História da política agrícola europeia

1957

O Tratado de Roma institui a Comunidade

Económica Europeia (precursora da atual UE) entre seis países da Europa Ocidental.

1962

Início da política agrícola comum. A PAC é concebida como uma política comum, com o objetivo de fornecer alimentos a preços acessíveis aos cidadãos da UE e um nível de vida justo aos agricultores.

1984

A PAC é vítima do seu próprio êxito. As explorações agrícolas tornam-se tão produtivas que produzem mais alimentos do que os necessários. Os excedentes são armazenados e geram «montanhas» de alimentos. São introduzidas várias medidas destinadas a aproximar mais os níveis de

produção das necessidades do mercado.

1992

A tónica do apoio da PAC passa do mercado para

os produtores. O apoio aos preços diminui

e é substituído por ajudas diretas aos agricultores, que são incentivados a adotar métodos mais respeitadores do ambiente. Esta reforma coincide com a Cimeira da Terra de 1992, realizada no Rio de Janeiro, que introduz o princípio do desenvolvimento sustentável.

2003

A PAC apoia o rendimento. Uma nova reforma da

PAC põe termo à correlação entre subvenções e produção. Os agricultores recebem um apoio ao

rendimento, desde que cuidem das terras agrícolas

e preencham determinados requisitos em matéria de segurança dos alimentos, ambiente, saúde

e bem-estar animal.

2013

A reforma da PAC visa reforçar a competitividade

do setor, promover a agricultura sustentável e a inovação e apoiar o emprego e o crescimento nas zonas rurais, bem como deslocar a assistência financeira para a utilização produtiva das terras.

iStockphoto/Milan Zeremski
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Como protegemos a natureza e a biodiversidade?

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Porquê uma política agrícola ao nível europeu?

A agricultura é um setor apoiado exclusivamente ao

nível europeu, contrariamente à maioria dos outros setores da economia, cuja responsabilidade cabe aos governos nacionais. É importante ter uma política pública para um setor que garante a nossa segurança alimentar e desempenha um papel primordial na utilização dos recursos naturais e no desenvolvimento económico das zonas rurais.

Os principais objetivos da PAC são a melhoria da produtividade agrícola, para que os consumidores disponham de um abastecimento estável de alimentos

a preços acessíveis, e a garantia para os agricultores da uE de um nível de vida razoável.

todos os Estados-Membros da uE partilham estes objetivos, nenhum dos quais pode ser atingido sem um apoio financeiro às atividades agrícolas e às zonas rurais. Com uma política comum da uE, os recursos orçamentais podem ser utilizados de modo mais eficiente do que com 28 diferentes estratégias nacionais.

Existe um grande mercado europeu dos produtos agrícolas, cuja visão comum do apoio que deve ser prestado à agricultura garante condições equitativas aos agricultores para poderem concorrer no mercado interno europeu e mundial.

Sem uma política comum, não há dúvida de que os Estados-Membros aplicariam políticas nacionais díspares e com diferentes graus de intervenção pública. uma estratégia a nível europeu garante regras comuns num mercado único, permite reagir, se necessário, à volatilidade do mercado, salvaguarda os progressos alcançados com recentes reformas com vista a aumentar a competitividade da agricultura europeia e estabelece uma política comercial comum que permita à uE negociar a uma só voz com os seus parceiros comerciais em todo o mundo.

© European union
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A agricultura é um dos poucos setores em que uma política comum é sobretudo financiada pelo orçamento da UE e não pelos orçamentos nacionais.

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Como funciona a política agrícola comum

A agricultura depende mais das condições

meteorológicas e do clima do que muitos outros setores. Além disso, existe um lapso de tempo inevitável entre a procura dos consumidores e as possibilidades de resposta dos agricultores:

inevitavelmente, para cultivar mais trigo ou produzir mais leite é preciso ter tempo. O nosso consumo de alimentos é bastante constante, comparativamente a outros produtos, pelo que pequenas variações no volume de produção podem ter efeitos significativos nos preços.

Estas incertezas justificam o importante papel que o setor público desempenha para garantir a estabilidade do rendimento dos agricultores. Os agricultores estão no centro de um sistema de abastecimento estável e seguro de alimentos para mais de 500 milhões de cidadãos. A política agrícola comum, por conseguinte, apoia os agricultores das seguintes maneiras:

Apoio ao rendimento. Os pagamentos diretos proporcionam apoio aos rendimentos agrícolas e remuneram os agricultores pela prestação de serviços públicos que não são normalmente pagos pelos mercados, tais como a salvaguarda do espaço natural.

Medidas de mercado. A Comissão Europeia pode tomar medidas para fazer face a condições de mercado difíceis, como uma quebra súbita da procura devido a uma emergência sanitária ou uma queda dos preços em consequência de uma sobreoferta no mercado.

Medidas de desenvolvimento rural. Os programas nacionais (por vezes regionais) de desenvolvimento destinam-se a dar resposta às necessidades específicas e aos problemas das zonas rurais. Embora os Estados-Membros elaborem programas que se baseiam numa mesma lista de medidas, têm flexibilidade para resolver os problemas mais urgentes no seu território mediante soluções que refletem as suas condições económicas, naturais e estruturais. No âmbito dos programas de desenvolvimento rural, a chamada «abordagem leader» incentiva as populações a dar resposta aos problemas locais.

As medidas de apoio ao mercado e apoio ao rendimento são exclusivamente financiadas pelo orçamento da uE, enquanto as medidas de desenvolvimento rural se baseiam na programação plurianual e são cofinanciadas pelos Estados-Membros.

Uma política financiada pelo orçamento da UE

O orçamento destinado à PAC é por vezes objeto de

controvérsia. Por exemplo, afirma-se muitas vezes que «metade do orçamento da uE se destina à PAC». Essa afirmação não tem devidamente em conta o mecanismo do orçamento da uE nem os objetivos da PAC.

É verdade que esta última absorve cerca de 40% do

orçamento da uE. trata-se, de facto, de um dos poucos setores em que uma política comum é sobretudo financiada pela uE. Em contrapartida, a maior parte das outras políticas públicas são financiadas principalmente pelos Estados-Membros.

importa por isso situar o orçamento da PAC no contexto da despesa pública na uE. Deste ponto de vista, esse orçamento afigura-se modesto, representando apenas 1% do total da despesa pública na uE.

Em 2016, orçou cerca de 61 mil milhões de euros.

Por último, no âmbito do orçamento global da uE, a parte do orçamento da PAC diminuiu drasticamente no decurso dos últimos 30 anos, tendo passado de quase 75% para menos de 40%.

Durante este período, a união alargou-se a 18 novos Estados-Membros, tendo o número de agricultores da uE mais do que duplicado. Por conseguinte, a despesa por agricultor é hoje muito inferior ao que era no passado.

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O que faz a UE

A política agrícola comum tem a ver com os nossos agricultores

Existem cerca de 11 milhões de explorações agrícolas na união Europeia e 44 milhões de pessoas trabalham em toda a cadeia de abastecimento alimentar da uE. Os agricultores são o primeiro elo na cadeia de produção de alimentos. São, por conseguinte, de grande importância estratégica e atores económicos que a uE não pode perder. O conhecimento fundamental e instintivo das práticas agrícolas não se adquire nos livros — é transmitido de geração em geração.

todavia, muitos jovens deixaram de encarar a agricultura como uma profissão atrativa, o que resulta no decréscimo do número de agricultores. Em 2013, só 6% das explorações eram dirigidas por agricultores com menos de 35 anos, enquanto 31% eram geridas por pessoas com mais de 65 anos.

Por essa razão, a PAC ajuda os jovens a iniciar uma atividade agrícola mediante financiamento para a compra de terras, máquinas e equipamento. Concede ainda subvenções para a formação, no domínio das novas técnicas de produção, dos novos agricultores e dos agricultores confirmados.

incentivar os jovens agricultores e assegurar a continuidade entre as gerações representa um verdadeiro desafio para o desenvolvimento rural da uE.

COMPARAÇÃO DO RENDIMENTO AGRÍCOLA COM OS RENDIMENTOS NÃO AGRÍCOLAS

DO RENDIMENTO AGRÍCOLA COM OS RENDIMENTOS NÃO AGRÍCOLAS 40% 100% Os dados são relativos a 2014
DO RENDIMENTO AGRÍCOLA COM OS RENDIMENTOS NÃO AGRÍCOLAS 40% 100% Os dados são relativos a 2014
40% 100%
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Os dados são relativos a 2014 e revelam o rendimento do agregado familiar agrícola em comparação com os salários médios no conjunto da economia.

Fonte: Comissão Europeia.

EIS O QUE OS NOSSOS AGRICULTORES PRODUZEM

ANUALMENTE

Média em 2012-2014

Cereais: 300 milhões de toneladas

Açúcar: 18 milhões de toneladas 18 milhões de toneladas

Oleaginosas: 30 milhões de toneladas

Oleaginosas: 30 milhões de toneladas

Azeite: 2 milhões de toneladas

Azeite: 2 milhões de toneladas

30 milhões de toneladas Azeite: 2 milhões de toneladas   Maçãs: 10 milhões de toneladas Peras:
 

Maçãs: 10 milhões de toneladas

Peras: 2 milhões de toneladas

de toneladas Azeite: 2 milhões de toneladas   Maçãs: 10 milhões de toneladas Peras: 2 milhões

Citrinos: 11 milhões de toneladas

Vinho: 170 milhões de hectolitros 170 milhões de hectolitros

milhões de toneladas Vinho: 170 milhões de hectolitros Carne de bovino: 7 milhões de toneladas Carne

Carne de bovino: 7 milhões de toneladas

Carne de suíno: 20 milhões de toneladas 20 milhões de toneladas

de toneladas Carne de suíno: 20 milhões de toneladas Carne de aves de capoeira: 13 milhões

Carne de aves de capoeira: 13 milhões de toneladas

Ovos: 7 milhões de toneladas

Leite: 150 milhões de toneladas Em algumas regiões da Europa, onde a agricultura é especialmente difícil (zonas montanhosas, com relevo acidentado e/ou zonas remotas), é importante manter vivas as comunidades locais. A PAC disponibiliza fundos para garantir que as comunidades rurais das zonas vulneráveis se mantêm em boas condições económicas e não desaparecem gradualmente.

Graças à PAC, os agricultores produzem o que os consumidores pretendem

Os cidadãos europeus são os beneficiários finais da PAC. Existem sempre alimentos suficientes e a preços geralmente acessíveis nas nossas mercearias e supermercados. Atualmente, na maior parte dos países da uE, a despesa média de uma família com a alimentação corresponde a cerca de 11% da despesa total. Ou seja, metade do que gastava em 1962.

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Os agricultores trabalham cada vez mais para proteger o ambiente e a beleza da paisagem.

© iStockphoto
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Os nossos agricultores dão-nos a garantia de um abastecimento seguro de alimentos de elevada qualidade. A Europa é considerada líder mundial nos setores do azeite, dos laticínios, da carne, do vinho e das bebidas espirituosas. Além disso, é fácil verificar onde e como foram produzidos os alimentos, pois a regulamentação da uE em matéria de rotulagem e de rastreabilidade faculta aos cidadãos as informações de que necessitam para escolherem os alimentos que consomem com conhecimento de causa.

Quando existe possibilidade de opção, muitos consumidores europeus preferem produtos locais ou regionais. As especialidades tradicionais têm-se tornado cada vez mais populares e, em consequência, muitos agricultores passaram a vender os seus produtos diretamente aos consumidores nos mercados agrícolas locais e a transformar os seus produtos para lhes acrescentar valor local. A uE apoia estas tendências, dando proteção a mais de 3 400 produtos com o seu registo na lista das «indicações geográficas». Estas reconhecem que um produto é originário de um dado território nacional, regional ou local específico, o que determina a sua qualidade, reputação ou outra característica relacionada com essa mesma origem geográfica.

Os agricultores atuam como gestores do espaço rural

Cerca de metade do território da uE são terras agrícolas, o que confere à agricultura um papel muito importante no nosso ambiente natural. Ao longo dos séculos, a agricultura tem contribuído para criar e manter uma série de habitats seminaturais de grande valor, que hoje caracterizam as diversas paisagens europeias e albergam uma flora e uma fauna selvagens extremamente variadas. A agricultura e a natureza influenciam-se mutuamente. graças às sucessivas

reformas da PAC, os nossos métodos de produção estão

a tornar-se mais ecológicos.

Hoje em dia, os agricultores desempenham, portanto, duas funções: produzir os alimentos que comemos e gerir o espaço rural. Nesta última função, asseguram um bem público. toda a sociedade — atual e futura — retira e retirará benefícios de um espaço rural bem cuidado e gerido com precaução. É justo, por conseguinte, que a PAC recompense os agricultores por esse precioso bem público de que usufruímos.

Após a reforma de 2013, a fim de obter o seu pleno direito de receber apoio ao rendimento, os agricultores tiveram de adotar métodos agrícolas sustentáveis ambientalmente. Na prática, isto significa que devem manter superfícies de prados permanentes (as pastagens são um bom absorvente de dióxido de carbono, o que contribui para a luta contra as alterações climáticas); devem produzir um número mínimo de culturas e cultivar 5% das suas terras aráveis de maneira a promover a biodiversidade (superfície de interesse ecológico). Os agricultores podem também beneficiar de ajudas suplementares se adotarem práticas agrícolas agroambientais mais rigorosas.

Por outro lado, a PAC promove práticas agrícolas destinadas à salvaguarda do valor paisagístico do espaço rural, que vão ao encontro dos desejos dos cidadãos.

A proteção da biodiversidade e dos habitats naturais,

a gestão dos recursos hídricos e a adaptação às alterações climáticas são outras prioridades que os agricultores devem ter em conta.

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Neste contexto, o programa Natura 2000 da uE assume especial importância. trata-se de uma rede de uns 27 000 sítios que cobre cerca de um quinto do território da uE e visa proteger a biodiversidade europeia. Estes sítios são zonas protegidas abertas, sem vedações, frequentemente dependentes do uso da terra e das atividades humanas sustentáveis que os moldaram e mantiveram ao longo dos anos. Muitos deles situam-se em terras agrícolas, que cabe aos agricultores gerir de forma a manter a biodiversidade.

A economia e o modo de vida rurais dependem da agricultura

Embora a agricultura seja a principal atividade económica na maior parte das zonas rurais, os agricultores não se limitam a produzir alimentos. Muitas vezes transformam os seus produtos e vendem-nos diretamente aos consumidores. De facto, a reforma de 2013 promove a venda direta de produtos alimentares — por exemplo, nos mercados de agricultores.

Cerca de metade da população da uE vive em zonas rurais. Sem a agricultura, pouco restaria para manter vivas e coesas muitas comunidades. Se a agricultura desaparecesse, as terras seriam abandonadas em muitas zonas.

É essa a razão pela qual a PAC presta assistência

financeira aos agricultores com o objetivo de garantir

que estes continuam a lavrar a terra e a criar empregos suplementares através da renovação das aldeias, de projetos de preservação da paisagem e de conservação do património cultural e de muitas outras atividades direta ou indiretamente ligadas à agricultura

e à economia rural.

Contribui-se, deste modo, para evitar o êxodo rural devido à escassez de emprego e às elevadas taxas de desemprego. Mantêm-se e melhoram-se serviços públicos, como as escolas e os centros de saúde, dando

OS AGRICULTORES ESTÃO A ENVELHECER

65 anos ou mais, 31% 24%
65 anos
ou mais,
31%
24%
6%
6%

Menos de 35 anos,

15%
15%

Entre 35 e 44 anos,

mais, 31% 24% 6% Menos de 35 anos, 15% Entre 35 e 44 anos, Entre 45

Entre 45 e 54 anos,

23%

Entre 55 e 64 anos,

Fonte: Eurostat, 2013.

às pessoas boas razões para continuarem a viver no campo e aí criarem os seus filhos.

É necessário reforçar o dinamismo das pequenas

explorações familiares. Muitos agricultores já têm mais de 55 anos e em breve passarão à reforma. A uE reconhece que a estrutura etária dos agricultores se tornou uma questão preocupante. Para que as zonas rurais europeias possam enfrentar com êxito os muitos desafios com que se deparam, é imperativo tomar medidas que ajudem os jovens agricultores a iniciar

a sua atividade.

© iStockphoto/Bart Coenders
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A agricultura precisa de gente mais nova.

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Agri C ultur A

© Stockphoto/cstar55
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São necessários agricultores eficientes e competitivos para criar crescimento e emprego na Europa.

A PAC gera competitividade e inovação

A PAC contribui para aumentar a produtividade dos

agricultores e melhorar as suas competências técnicas.

Nos seus primeiros anos de existência, incentivou os agricultores a utilizarem máquinas modernas e técnicas novas, incluindo produtos fitofarmacêuticos e adubos químicos, dado que, nessa altura, a prioridade era produzir mais quantidade de alimentos para a população.

A PAC foi eficaz e a produtividade aumentou. O

rendimento das culturas aumentou, mas estabilizou a partir de 2000. Nos próximos anos, a investigação e o desenvolvimento serão fundamentais para que os agricultores produzam mais com menos recursos.

Devido aos excedentes alimentares que gerou, a tónica alterou-se e a PAC passou a ajudar os agricultores a:

• praticarem uma agricultura com menos emissões de gases com efeito de estufa;

• utilizarem técnicas agrícolas ecológicas;

• respeitarem as normas de saúde pública, ambientais e de bem-estar animal;

• produzirem e comercializarem as especialidades alimentares da sua região;

• tirarem maior partido das florestas e dos bosques;

• encontrarem novas utilizações para os produtos agropecuários em setores como a cosmética, os medicamentos e o artesanato.

A uE financia atividades de investigação no domínio de

novos sistemas agrícolas para que os agricultores possam enfrentar os múltiplos desafios que têm pela frente — a começar pelas alterações climáticas e a crescente pressão sobre os recursos naturais. No futuro, os nossos agricultores deverão produzir mais com menos recursos, o que passa pelo desenvolvimento de instrumentos, como as parcerias para a inovação, que se destinam a promover a inovação na agricultura, colmatando o hiato existente entre a investigação e a prática agrícola e facilitando a comunicação e cooperação entre as partes interessadas (agricultores, consultores, agroindústria, cientistas e administrações públicas, entre outros).

A modernização constitui outra prioridade da política agrícola comum

A modernização das explorações agrícolas sempre foi e

continua a ser um objetivo importante da PAC, tendo muitos agricultores da uE recebido subvenções para a modernização das instalações e máquinas das suas explorações. Outros utilizaram essas subvenções para melhorar a qualidade dos seus animais e as condições em que são criados.

O objetivo é assegurar que a modernização contribui

para aumentar a competitividade económica dos agricultores e os ajuda a aplicar técnicas sustentáveis do ponto de vista ambiental.

As medidas de desenvolvimento rural da PAC continuarão a ser um motor importante de mudança e progresso: continuarão a proporcionar aos agricultores possibilidades de melhorarem as suas explorações e, mais genericamente, o espaço rural onde vivem.

Na próxima década, os nossos agricultores tornar-se-ão mais eficientes e mais competitivos.

AGRICULTORES MAIS EFICIENTES: RENDIMENTO DA PRODUÇÃO DE TRIGO NOS SEIS ESTADOS-MEMBROS INICIAIS

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DE TRIGO NOS SEIS ESTADOS-MEMBROS INICIAIS 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1961
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1961

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1980

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2000

2010

2015

Rendimento em toneladas por hectare. Fonte: Comissão Europeia.

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NÚMERO DE PESSOAS EMPREGADAS NOS SETORES AGRÍCOLA, SILVÍCOLA E NAS INDÚSTRIAS AFINS

Entradas > 468 000 26 000 50 000 52 000 95 000 110 000 135
Entradas > 468 000
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Proteção de
Saúde
Sementes
Adubos
Setor dos
Máquinas
alimentos para
culturas
animal
animais
Agricultura 22 210 000
Silvicultura 518 000
indústria
alimentar
Comunidade
4 573 000
local
Produtos de base biológica não alimentares > 2 699 000
1 132 000
Produção de
madeira/
/mobiliário
743 000
626 000
164 000
22 000
12 000
têxteis
Papel
Produtos
Biocombus-
Eletricidade
químicos
tíveis
transportes
transportes
Biocombus- Eletricidade químicos tíveis transportes indústria retalhista alimentar 17 253 000 Os dados são
indústria retalhista alimentar 17 253 000
indústria retalhista
alimentar
17 253 000
transportes indústria retalhista alimentar 17 253 000 Os dados são relativos a 2012-2013 (agricultura, indústria

Os dados são relativos a 2012-2013 (agricultura, indústria alimentar e retalhista alimentar) e 2009 (Outros setores). (*) Postos de trabalho a tempo inteiro e a tempo parcial. Fontes: Centro Comum de Investigação, «The bioeconomy in the EU in numbers», 2015; Eurostat, Estatísticas estruturais das empresas, 2015; Eurostat, Inquérito sobre a estrutura das explorações agrícolas, 2013. No caso das entradas: fontes da indústria.

Entre 2014 e 2020, a uE tenciona disponibilizar aos agricultores quase 4 milhões de vagas em cursos de formação profissional e 1,4 milhões de sessões de aconselhamento com especial incidência no desempenho económico e ambiental das explorações agrícolas. Cerca de 335 000 agricultores podem esperar receber apoio ao investimento para reestruturar e modernizar as suas explorações e 175 000 jovens agricultores receberão apoio para lançar as suas explorações.

Embora as subvenções e os empréstimos desempenhem um papel importante, há outras maneiras de ajudar os agricultores, nomeadamente, sistemas de garantias financeiras e seguros.

Por que razão os agricultores nem sempre conseguem fazer bons negócios

As explorações agrícolas são, na sua grande maioria, relativamente pequenas. Os agricultores da uE possuem, em média, apenas 16 hectares de terras

(superfície equivalente a cerca de 22 campos de futebol) e 66% das explorações têm menos de cinco hectares.

Dada a pequena dimensão das suas explorações, os agricultores podem ter dificuldade em obter o melhor preço de mercado para os seus produtos. Os seus esforços para melhorar a qualidade e conferir valor acrescentado a esses produtos nem sempre são recompensados pelo preço de mercado.

A PAC procura, cada vez mais, ajudar os agricultores a reforçar a sua posição negocial face aos outros intervenientes na cadeia do setor alimentar.

A uE ajuda os agricultores incentivando:

• a constituição de organizações de produtores, que permitem aos agricultores agrupar-se de modo a poderem vender os seus produtos em conjunto e adquirirem, assim, maior poder comercial na cadeia do setor alimentar;

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Agri C ultur A

©Comstock images/Jupiterimages
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A boa reputação da Europa em termos de qualidade dos alimentos é apoiada por uma série de programas da UE.

• outras formas de cooperação que conferem aos agricultores maior peso no mercado e aumentam as margens de lucro e a competitividade;

• tipos especializados de produção, como a agricultura biológica;

• o estabelecimento de relações contratuais em toda a cadeia alimentar;

• a criação de fundos mutualistas e de seguros que permitam aos agricultores responder melhor a situações de instabilidade do mercado ou de queda brusca dos preços.

Os instrumentos de gestão do risco e de comercialização também podem melhorar a situação dos agricultores na cadeia alimentar. A reforma de 2013 concede apoio financeiro aos agricultores que pretendam utilizar esses instrumentos.

Alimentos de qualidade: uma chave para o êxito

A Europa é reputada pela sua vasta gama de boa

comida, de bons vinhos e boas cervejas que se refletem nas suas grandes tradições culinárias.

A Europa tem desenvolvido uma série de instrumentos ao

longo dos anos para obter a segurança e a elevada qualidade dos seus produtos alimentares, nos quais se incluem normas de comercialização, sistemas de qualidade para designar produtos com características específicas, sistemas de certificação e normas de higiene.

NORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO. Estas normas existem na maioria dos produtos agrícolas. Definem as categorias dos produtos, as características mínimas a respeitar e certas exigências de rotulagem. informam o consumidor (por exemplo, sobre a origem ou a variedade da fruta e dos produtos hortícolas) e permitem comparar os preços entre produtos de qualidade equivalente. As normas de comercialização facilitam as trocas na Europa.

SISTEMAS EUROPEUS DE QUALIDADE PARA DESIGNAR PRODUTOS COM CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE ESPECÍFICAS. Existem três designações especialmente ligadas à origem geográfica:

«Denominação de Origem Protegida», «indicação geográfica Protegida» e «Especialidade tradicional garantida». Qual é a diferença?

A

DOP (Denominação de Origem Protegida) designa

géneros alimentícios inteiramente produzidos numa região determinada, graças a um saber reconhecido e com ingredientes da região, e cujas características estão ligadas à sua origem geográfica. Entre os produtos DOP contam-se muitos queijos (como o «Queso Manchego»), produtos de charcutaria (como o «Prosciutto di S. Daniele»), azeite («umbria», «Kalamata», «Montoro-Adamuz», etc.), bem como fruta e produtos hortícolas e, naturalmente, muitos vinhos.

A

igP (indicação geográfica Protegida) designa

géneros alimentícios cuja qualidade ou reputação está ligada a uma região, na qual se efetua, pelo menos, uma fase de produção. Os produtos igP abrangem, por exemplo, cervejas («Münchener Bier», «Ceskobudejovické Pivo», etc.), carnes («Scotch Beef», muitas aves de capoeira francesas, etc.), bem como produtos de padaria ou da pesca (nomeadamente, o «Scottish Farmed Salmon»).

Especialidade tradicional garantida é o rótulo de qualidade europeu para os alimentos produzidos

A

segundo uma receita tradicional, como, por exemplo,

a cerveja Kriek Etg (Bélgica), os produtos da pesca

Hollandse maatjesharing Etg (Países Baixos) os produtos à base de carne File Elena (Bulgária), ou o bolo Prekmurska gibanica Etg (Eslovénia).

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Denominação de Origem Protegida:

rótulo de qualidade europeu

dos alimentos com uma garantia

de origem geográfica.

Indicação Geográfica Protegida: rótulo

de qualidade europeu dos alimentos

estreitamente relacionados com uma determinada região.

Logótipo europeu para os produtos obtidos segundo o modo de produção biológico.estreitamente relacionados com uma determinada região. A G R L A A N N T O

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Especialidade Tradicional Garantida:

rótulo europeu que destaca o caráter

tradicional, na composição ou nos meios

de produção.

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AGRICULTURA BIOLÓGICA. Existe um logótipo europeu específico para a agricultura biológica que garante o respeito das normas europeias de produção em matéria de agricultura biológica. A agricultura biológica respeita os ciclos naturais das plantas e dos animais, e minimiza o impacto da atividade humana sobre o ambiente mediante métodos de produção que obedecem a uma legislação da uE precisa e rigorosa.

SISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO. Os sistemas voluntários de certificação da qualidade dos géneros alimentícios garantem o cumprimento do caderno de especificações do produto, que pode incluir exigências em matéria de proteção do ambiente, de bem-estar animal, de características organolépticas ou de comércio justo. A Comissão desenvolveu orientações para harmonizar estes sistemas, limitar os trâmites impostos aos produtores e garantir que o consumidor não é induzido em erro.

REGRAS DE HIGIENE. Estas normas aplicam-se do «prado ao prato» para os alimentos produzidos na uE ou importados de países terceiros. A estratégia da uE em matéria de segurança dos alimentos baseia-se em regras relativas à segurança dos produtos destinados à alimentação humana e animal, em pareceres científicos independentes e acessíveis ao público, medidas de salvaguarda, e no direito do consumidor de fazer as suas escolhas com base em informações completas.

Por último, através de medidas de desenvolvimento e de promoção rural, a Comissão Europeia e os países da uE apoiam os agricultores empenhados na qualidade.

A União Europeia abre o seu mercado aos países em desenvolvimento

A união Europeia é, de longe, o maior importador mundial de géneros alimentícios.

Através da sua política de apoio ao desenvolvimento,

a uE ajuda os países em desenvolvimento a venderem

os seus produtos agrícolas na união, concedendo-lhes acesso preferencial ao mercado interno.

As importações da uE de produtos agroalimentares provenientes de países menos desenvolvidos (PMD) orçaram 3,4 mil milhões de euros em 2015. Este total ultrapassa os dos outros cinco grandes importadores adicionados (2,9 mil milhões de euros no mesmo ano para os EuA, o Japão, a rússia, a China e o Canadá).

A uE estabeleceu vastas relações comerciais e de

cooperação com países terceiros e blocos comerciais

regionais. Além disso, celebrou, ou está a negociar, acordos comerciais bilaterais com os países vizinhos

e outros países, bem como acordos de parceria económica com países em desenvolvimento.

A

IMPORTAÇÕES AGRÍCOLAS DE PAÍSES MENOS DESENVOLVIDOS PELA UE E POR OUTROS PAÍSES PRINCIPAIS

MENOS DESENVOLVIDOS PELA UE E POR OUTROS PAÍSES PRINCIPAIS União Europeia (UE-28) 3 400 Milhões de
MENOS DESENVOLVIDOS PELA UE E POR OUTROS PAÍSES PRINCIPAIS União Europeia (UE-28) 3 400 Milhões de
MENOS DESENVOLVIDOS PELA UE E POR OUTROS PAÍSES PRINCIPAIS União Europeia (UE-28) 3 400 Milhões de
União Europeia (UE-28) 3 400 Milhões de euros; dados de 2015. Fonte: Comissão Europeia.
União Europeia (UE-28)
3 400
Milhões de euros; dados de 2015. Fonte: Comissão Europeia.
Canadá Japão 66 393 Rússia 232 Estados Unidos 572 China 1 591
Canadá
Japão
66
393
Rússia
232
Estados Unidos
572
China
1 591

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A Europa é um dos principais exportadores de alimentos de qualidade

Devido ao seu clima favorável, à fertilidade dos seus

solos e às competências técnicas dos seus agricultores,

a Europa é um dos maiores produtores mundiais de produtos agrícolas.

A nível mundial, a produção de alimentos terá de

aumentar para alimentar uma população mundial que deverá aumentar consideravelmente no futuro. A uE, através da PAC, tem um papel importante na resposta a

este desafio, razão pela qual é necessário que continue

a investir no seu setor agrícola.

A quantidade, diversidade e qualidade dos seus

produtos fazem da uE um dos principais exportadores mundiais. A união Europeia é, de facto, o maior exportador de produtos agrícolas (principalmente produtos transformados de elevado valor acrescentado). Para além de ser um importante exportador de produtos agrícolas, a uE apresenta sistematicamente um excedente comercial dos produtos agrícolas. Com efeito, 25% do excedente comercial da uE é gerado

pela exportação de produtos agrícolas.

A uE é um dos membros mais ativos e importantes da

Organização Mundial do Comércio (OMC) e participa construtivamente no delinear de normas comuns inovadoras e progressistas para o comércio mundial, incluindo no setor agrícola. Ao apoiar o papel da OMC, a uE contribui para um sistema de comércio livre, equitativo e aberto em todos os países do mundo.

EXPORTAÇÕES DA UE POR SETOR

Máquinas e outros aparelhos 20%

DA UE POR SETOR Máquinas e outros aparelhos 20% Produtos químicos 10% Medicamentos 9% Produtos agrícolas
Produtos químicos 10% Medicamentos 9% Produtos agrícolas 8% Veículos e peças 7% têxteis 3%
Produtos químicos 10%
Medicamentos 9%
Produtos agrícolas 8%
Veículos e peças 7%
têxteis 3%

Equipamento para construção 2%

e peças 7% têxteis 3% Equipamento para construção 2% Os dados são relativos a 2015, na

Os dados são relativos a 2015, na UE-28. Fonte: Comissão Europeia.

É seguidamente apresentada uma panorâmica das importações e exportações agrícolas da união Europeia.

COMÉRCIO AGRÍCOLA DA UE Rússia e Ucrânia importações da uE 5 466 Exportações da uE
COMÉRCIO AGRÍCOLA DA UE
Rússia e Ucrânia
importações da uE 5 466
Exportações da uE 10 888
América do Norte
importações da uE 13 036
Exportações da uE 22 043
Países da Bacia
Mediterrânica
Japão
importações da uE 9 939
Exportações da uE 18 571
importações 210
Exportações da uE 5 379
ASEAN, China e Índia
importações da uE 19 614
Exportações da uE 15 641
Argentina e Brasil
importações da uE 18 725
Exportações da uE 1 815
ACP — Países africanos
importações da uE 11 527
Exportações da uE 1 815
Austrália e Nova
Zelândia
importações da uE 4 464
Exportações da uE 2 973

Média 2013-2015, em milhões de euros GTA.

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A agricultura europeia na perspetiva de 2020: responder aos desafios que se avizinham

A política agrícola comum proporciona-nos produtos

sãos, de alta qualidade e seguros, a preços acessíveis

e equitativos.

Ao longo dos anos, a PAC foi-se adaptando às novas circunstâncias económicas e às exigências dos cidadãos. Na sua grande maioria, estes apoiam-na

e reconhecem os benefícios substanciais que lhe estão associados.

Em 2013, esta política foi remodelada para fazer face aos desafios do futuro, ter em conta as expectativas da

sociedade e conduzir a alterações profundas, tornando o apoio direto mais justo e mais ecológico, reforçando a posição dos agricultores face aos outros intervenientes na cadeia alimentar e imprimindo maior eficiência e transparência às políticas em geral. A PAC constitui a resposta forte da uE aos desafios da segurança alimentar, das alterações climáticas, do crescimento e do emprego nas zonas rurais, continuando a promover um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

tal como nos últimos 50 anos, a PAC continuará a trazer benefícios a todos os cidadãos da uE.

Mais informações

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Sítio web da Comissão Europeia sobre a agricultura: http://ec.europa.eu/agriculture/index_en.htm

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Perguntas sobre a União Europeia? O serviço Europe Direct pode ajudá-lo: 00 800 6 7 8 9 10 11 http://europedirect.europa.eu

Direct pode ajudá-lo : 00 800 6 7 8 9 10 11 http://europedirect.europa.eu iSBN 978-92-79-59602-5 doi:10.2775/295375

iSBN 978-92-79-59602-5

doi:10.2775/295375