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MACROECONOMIA

Considerações sobre taxa de câmbio e balança de pagamentos

1.Taxa de Câmbio

A taxa de câmbio revela a relação entre duas moedas diferentes. Ela pode ser do tipo que uma unidade da moeda nacional revela quanto que pode comprar em relação a moeda estrangeira,

ou então quanto uma unidade de moeda internacional representa em termos de moeda nacional.

A taxa de câmbio nominal é a pura relação quantitativa entre uma moeda e outra, quanto que uma moeda pode comprar da outra. A valorização de uma moeda ocorre quando é possível

comprar mais moeda internacional com a mesma quantidade de moeda nacional, e a desvalorização é a situação contrária.

A taxa de câmbio real é a relação de preços entre um país e outro, sendo representado pela

equação: Ɵ = , em que E = taxa de câmbio nominal, P = preço produto internacional, Pn =

preço produto nacional.

Uma desvalorização do câmbio pode ser dada tanto por meio da desvalorização nominal, como

pelo aumento do preço internacional ou queda do preço nacional, e de forma inversa irá ocorrer

a valorização do câmbio.

Quando a taxa de câmbio real sofre desvalorização significa que o preço do seu produto está mais barato em relação ao produto internacional, o que provoca aumento na demanda por meio de elevação das exportações, queda das importações e, portanto, superávit na balança de pagamentos.

2.Regimes Cambiais

2.1 Fixo

Nesse tipo de regime o Banco Central estipula uma taxa de câmbio fixa e deve por lei honrar com o compromisso, comprando e vendendo divisas pelo preço estipulado. Nesse regime o Banco deve ter reservas internacionais suficientes para casos de excesso de demanda por moeda estrangeira, ao mesmo tempo que ele perde autonomia para realização de políticas monetárias, já que deve aceitar excessos de ofertas de moeda estrangeira.

A atuação do Banco se se faz no sentido de garantir a taxa de câmbio estipulada.

2.2 Flutuante

A taxa de câmbio flutua com o objetivo de equilibrar o mercado de divisas. Nessa situação

quando existe excesso de demanda por moeda estrangeira, ela fica mais cara o que acumula na desvalorização da moeda nacional, ao contrário, em caso de excesso de oferta estrangeira, ela perde seu valor e a moeda nacional é valorizada.

O princípio básico desse regime é um mercado de divisas do tipo concorrência perfeita ajustada

pelo mecanismo de preços e sem intervenção do Banco Central. Com isso a Balança de Pagamentos estão sempre em equilíbrio com déficits (excessos de oferta) sendo eliminados pela valorização do câmbio e os superávits (excesso de demanda) pela desvalorização do câmbio.

As desvantagens são a instabilidade, provocada pelas flutuações livres e posterior queda de investimento estrangeiro e restrição do comércio internacional.

2.3 Intermediário

Dirty floating: Surge em 1973, nesse caso o regime é ainda do tipo flutuante determinado pelo mercado, mas o Banco Central passa a intervir pontualmente com objetivo de balizar os movimentos desejados da taxa de câmbio. O legal dessa treta aqui é que agora a limitação da liberdade da taxa de câmbio flutuante é compensada pelo controle de sua instabilidade.

Bandas: É estabelecido um limite para desvalorização e para valorização cambial, dentro desses valores o câmbio é do tipo flutuante, quando chega no limite o BC intervém, ou comprando moeda estrangeira no caso de atingido o teto de valorização, ou colocando moeda estrangeira no mercado no caso do mínimo de desvalorização.

Em economias que sofrem com inflações muito altas o regime de bandas ou até mesmo o fixo pode sofrer algumas alterações dentro do limite por meio da intervenção bancária. Esse caso é denominado minidesvalorizações em que a taxa de câmbio nominal sofre desvalorizações medidas pela diferença entre inflações externa e interna, afim de se manter a taxa de câmbio real constante.

3.

Balanço de Transações Correntes

O

saldo em conta corrente depende no curto prazo de exportações líquidas de bens e serviços

não fatores.

AS IMPORTAÇÕES SÃO FUNÇÃO DA RENDA E DA TAXA DE CÂMBIO REAL

Quanto maior a renda maiores são as importações, quanto mais valorizada a taxa de câmbio maior também serão as importações.

EXPORTAÇÕES SÃO EM FUNÇÃO DA RENDA DO RESTO DO MUNDO E DA TAXA DE CÂMBIO REAL

Mesma lógica que a das importações.

Saldo em conta corrente depende basicamente da taxa de câmbio real, dado as

rendas internas e externas.

RESULTADO:

4.

Movimento de Capitais

O

fluxo de capitais é determinado pelo binômio risco-retorno. Ao considerar risco igual para

todos os países o capital tende a fluir para onde o retorno é maior, ou seja, naquele lugar em

que as taxas de juros são maiores.

Em um mundo com mobilidade de capital temos o seguinte como válido:

R = risco + taxa de juros internacional + custos de transação + expectativas de desvalorização da taxa de câmbio nominal

Considerando a livre mobilidade de capital e eliminando os riscos de transação os juros internacionais se igualam com o nacional, caso o retorno interno seja maior, o grande influxo de capitais irá tender para o limite em que o excesso de entrada de capitais irá eliminar a diferença entre as duas taxas de juros.

Quando as taxas de juros são expressas em moedas diferentes, a expectativa de valorização ou de desvalorização vão ser responsáveis para igualar os juros nacionais e internacionais em

termos reais. Assim, quando a moeda nacional se valoriza frente a estrangeria, por exemplo, a taxa de juros expressa em moeda doméstica tem que ser menor que a expressa em moeda internacional.

Nessas circunstancias (mobilidade perfeita) é considerado países pequenos em que a oferta e a demanda por recursos externos não alteram a taxa de juros de equilíbrio internacional. Portanto, esses países podem financiar qualquer déficit de transações correntes ou aplicar o seu superávit por meio da taxa de juros dada no mercado internacional. Ou seja, o saldo de conta capital é totalmente inelástico em relação a taxa de juros.

Caso a mobilidade de capitais seja imperfeita, se o risco-país aumentar, um superávit no saldo da conta de capital só acontecerá com aumento da taxa de juros.

5. Paridade do Poder de Compra

A forma de determinar o valor da taxa nominal de câmbio e seu comportamento no longo prazo.

A PPC parte da chamada lei do preço único, que diz que produtos homogêneos devem ter o mesmo custo nos diferentes mercados. Pela lei temos que:

Preço em reais do produto no BR = Preço em reais do produto nos EUA = E*Preço em dólares do produto nos EUA

A igualdade entre os mercados é garantida pelo funcionamento do mercado. Aquela coisa chata,

aumentou o preço aqui, então a demanda vai ser canalizada pros EUA o que leva a excesso de demanda lá, o que faz com que os preços lá aumentem enquanto que os preço aqui caem até que os preço se igualem novamente.

O preço ao refletir a competitividade do país tem na taxa de câmbio a maneira de iguala-los, se

o produto é mais caro em termos reais aqui do que lá, a taxa de câmbio tem que ser tal de modo

a igualar os preços dos produtos quando expressos na mesma moeda. Se a taxa de câmbio for mais baixa então o produto estrangeiro será mais barato causando aumento da demanda pelo produto internacional.

A versão absoluta da PPC é isso ai mas expandido para a economia em conjunto, nesse caso no lugar de definir o preço de uma mercadoria é definido o nível de preços geral do país.

As críticas são: Pressuposto da inexistência de custos de transação, o que é impossível

Não se considerar os produtos não transacionáveis, os serviços são um exemplo, que, independentemente de serem mais baratos em outros locais não são capazes de induzir fluxos comerciais.

Supõe-se ainda que as cestas de produtos nos diferentes países são homogêneas.

Para contrapor essa teoria existe a paridade do poder de compra relativa, que na verdade tenta manter constante o valor da taxa de câmbio real constante por meio do ajuste das inflações

interna e externa. Desse modo: (1 +

) =

(1+ )

(1+ ∗)

Modelo de Determinação da Renda com Economia Aberta

1. Introduzindo o setor externo no modelo clássico

Vamos falar de modelo clássico, ou modelo de longo prazo, preços são flexíveis, a renda é dada pelos fatores de produção. O equilíbrio é dado numa situação de pleno emprego de fatores, e o nível do produto é dado pelos fatores reais, independente de variáveis monetárias, e a oferta é que cria a demanda.

Explicando isso bem fofinho

Y

= C + G + I + (X -M) Y (C + G + I) = X - M

Y

(C + G + I) = Absorção interna

Quando a absorção interna é menor que o saldo em conta corrente então é necessário que se cubra essa diferença com importação o que leva ao déficit em transações correntes, a mesma lógica se aplica quando a absorção interna supera o saldo em CC.

Agora, (bem arbitrariamente mesmo vamos somar e subtrair impostos daquela equação:

(Y C T) + (T - G) - I = (X M)

equação: (Y – C – T) + (T - G) - I = (X – M)
equação: (Y – C – T) + (T - G) - I = (X – M)

Poupança

Poupança

Privada

Pública

Soma das poupanças = Poupança interna (S)

S I = X M

Quando a poupança supera o investimento teremos superávit, do contrário ocorrerá déficit na conta corrente.

Olha, até aqui falamos do saldo em conta corrente, agora vamos explicar um pouquinho o saldo da conta capital e financeira do balanço de pagamentos. Quando existe excesso de poupança em relação ao investimento significa que tá sobrando capital e por isso é criada a oportunidade de se investir no mercado estrangeiro, o que leva a saída de capitais e ao déficit da conta capital. Na situação inversa excesso de investimento em relação a poupança significa que precisa de capital estrangeiro para suprir essa diferença, ou seja, entrada de capitais e por isso superávit na conta capital e financeira. Concluímos que a conta capital e financeira é a mesma que a conta corrente, mas com sinal contrário.

A taxa de juros é dada porque supõe-se livre mobilidade de capitais e mercados pequenos que não conseguem influir no mercado internacional.

Para determinar saldo em conta corrente deve-se simplesmente encontrar a diferença entre poupança e investimento, ou seja, o saldo da conta capital e financeira a essa taxa de juros determinada pelo mercado.

O investimento é função da taxa de juros internacional, e a poupança é função da renda que é determinada por fatores de produção, por isso ela é dada. Daí fica assim:

S I (r*) = TC = - CKF

Nesse caso aqui o que importa é o saldo em transações correntes. O que pega é que com a taxa de juros internacional maior que aquela que vigoraria numa economia fechada então o investimento é baixo e, portanto, há superávit na conta corrente, a mesma lógica se aplica no caso inverso.

Agora em relação a taxa de câmbio, dada a taxa de juros internacional e dada a renda ela é determinada de modo a igualar a TC e a CKF.

Vou mostrar uma situação e o que acontece com o saldo da TC devido a ela.

- Política fiscal expansionista por meio de aumento dos gastos públicos sem acompanhar

aumento nos impostos (step by step).

a) Como os gastos público não afetam a dotação de fatores então não haverá aumento da renda, e os impostos permanecem iguais então a poupança privada não se altera.

b) Mantido os impostos o aumento dos gastos públicos auferirá queda na poupança governamental, levando a diminuição da poupança interna.

c) Queda na poupança interna com as taxas de juros internacionais constantes, significa aumento do saldo da conta de capital financeiro por permitir entrada de capitais para suprir esse déficit.

d) O saldo da conta corrente é o mesmo que o saldo da conta capital e financeira com sinal

invertido, ou melhor, essa entrada de capitais significaria déficit no saldo de transações correntes, que só pode ser explicado por importações maiores que exportações, para que isso seja real torna-se necessário que o produto estrangeiro esteja mais atrativo que o nacional, portanto, o que vai acontecer é uma valorização da taxa de câmbio. Uma política de incentivo ao investimento terá o mesmo resultado, pois irá ampliar a absorção

interna frente ao produto.

Outra situação

- Política comercial protecionista

Aqui, é implantado limites a importação, portanto é dado um aumento no saldo da conta corrente com o câmbio constante, no entanto o saldo da conta de capital e finanças precisa ser

igual ao da conta corrente com sinal contrário o que significa, nesse caso, saída de capitais, ou seja, valorização do câmbio. (Um adendo ao fato de que o investimento e o nível de poupança não se alteraram, portanto, a CKF não se altera, e a valorização é dada no sentido de se igualar

a conta corrente ao saldo de capitas que não mudou.) Logo, com a valorização do câmbio as

exportações caem e as importações não caem tanto quanto cairiam se o câmbio não se valorizasse. O resultado final é apenas uma diminuição do comércio internacional, pois o país importará e exportará menos que antes causando perda de eficiência.