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Bíblicas
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Sumário

A Prova ....................................................7
Tg 1:12-15 9

O Barco ...................................................11
Gl 3:23-25 14

A Força Interior ........................................17


1 Co 10:13 19

O Muro do Pecado ...................................21


Is 59:1, 2 23

Lembranças ..............................................25
2 Pe 3:1-9 27

Conheço o Seu Filho ................................29


Jo 14:1-9, 13, 14 31

Perdeu o Valor ..........................................33


Rm 10:4 35

Autoridade ...............................................39
Mt 28:18-20 42

A Construção ...........................................45
Lc 6:46-49 48
| 6
Capítulo

- 1
A Prova

“A provação vem, não só para testar o nosso valor,


mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas
testado, mas enrijecido pelas tempestades”
(Lettie Cowman)

Uma prova é uma coisa boa. O aluno que


está pronto, não teme a prova. Ele só fica ansioso
para ver uma nota boa.

Um professor dá todo o ensinamento e no


final de um tempo ele precisa avaliar o progresso dos
seus alunos. A prova é o instrumento de avaliação do
progresso. Se o aluno for aprovado, pois este é o
objetivo da prova, ele avança confiante para maiores
desafios. Se o aluno não prestou atenção ao
ensinamento, a prova lhe causa pavor, mas também
avalia sua necessidade de maior aplicação pessoal.

O mau aluno culpa o professor, o acusa de


perseguição. Ele erra e procura encontrar os
culpados por sua falta de aplicação.

A prova, ou a provação, é coisa boa. Ela


avalia se o investimento no aluno valeu a pena.
"Ninguém conhece as suas próprias capacidades
enquanto não as colocar à prova." Públio Siro. (85
a.C. - 43 a.C.), escritor latino da Roma antiga.

A prova é demonstração de confiança por


parte do mestre. Ele já fez a sua parte, agora ele
precisa compartilhar a responsabilidade em quem
confia. O mestre coloca à prova a capacidade do
aluno e espera a sua aprovação para que o
recompense com maior confiança ainda.

O aluno bem instruído lembra que a prova é


como o fogo que revela e depura o ouro. Sem prova,
o homem cresce fisicamente, mas não amadurece e
não revela e desenvolve o seu caráter. A pedra
preciosa não pode ser polida sem fricção, nem o
homem aperfeiçoado sem provação.

A prova é boa, ela quem nos faz subir mais


um degrau acima para perto de Deus.

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A Provação
Tg 1:12-15

Introdução:

A Prova

Discussão:

I. Deus, a Fonte da Provação (v. 12)

A. Bem aventurados os que são provados


B. Suportar com perseverança
C. Depois de ter sido aprovado
D. Receberá a recompensa
E. Prova do amor ao Senhor

II. Cobiça, a Fonte da Tentação (v. 13, 14a)

A. Todos seremos tentados


B. Quem é o culpado? (Pv 19:3)
C. Deus não tenta ninguém
D. A fonte da tentação é a cobiça

III. A Escalada da Cobiça (v. 14b, 15)

A. Cobição são nossos maus desejos


B. A cobiça nos atraí
C. A cobiça nos seduz
D. A cobiça concebe em nós
E. Com o tempo nasce o pecado
F. O pecado, gera a morte

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IV. A Luta Contra o Pecado

A. Somos responsáveis por nossos maus


desejos (Gn 4:6, 7)
B. Somos fortes por natureza para vencer a
tentação (1 Co 10:13)

Conclusão:

A. A prova é boa para nos aperfeiçoar. A


prova mostra a confiança de Deus em nós.
B. A tentação não vem de Deus. Deus é
imune a tentação e não nos aflige com ela
ainda que permita.
C. A fonte da tentação são nossos maus
desejos. Quanto maiores forem os nosos maus
desejos, maiores serão nossas tentações.
D. Os maus desejos nos atrem com valores
ilusórios, nos seduz fazendo que baixemos a
guarda e concebe o pecado em nós até que
ele venha à luz pela prática e gera em nós a
morte eterna.

| 10
Capítulo

- 2
O Barco

"Não há nada que conduza à verdade. Temos que


navegar por mares sem roteiros para encontrá-la."
(J. Krisnamurti)

Todos a bordo! Poderia ter dito Noé. A arca


foi a única e última salvação daquela geração,
porém apenas oito pessoas foram salvas através da
água dentro da arca.

Você já navegou num barco ou mesmo num


navio? Mesmo que não tenha navegado, você sabe
como funciona: o barco nos protege flutuando sobre
as águas. Ao mesmo tempo que o barco nos protege,
ele também nos prende até que cheguemos a um
lugar seguro.
Imagine você se tivesse que entrar numa
embarcação como a arca de Noé. Imagine agora
como eles sentiram-se perdidos e sem rumo. Mesmo
perdidos e sem rumo, mas sendo a única salvação e
tendo tudo o que era necessário lá dentro por um
tempo indeterminado, você pularia fora da
embarcação se soubesse nadar? Eu que não sei
nadar, aposto que não! Pois se fosse no mar a água
salgada e os perigos de virar comida de peixe nos
segurariam dentro da embarcação. Como já disse
alguém: “Um timoneiro que se preze continua a
navegar mesmo com a vela despedaçada.” (Cartas a
Lúcio)

Continue viajando nesta embarcação


comigo… Imagino, junto com você, que a mesma
embarcação que nos serve de proteção, também nos
serve de prisão. Queremos mais liberdade, mais
espaço. Queremos fazer valer na prática o direito de
ir e vir. Por isso não é natural viver perdido em alto
mar. Para que possamos sair daquela embarcação,
precisamos chegar a um lugar seguro, mesmo que
seja uma ilha. Terra à vista! Diria o atalaia do mais
alto mastro e com todas as forças do pulmão em alta
voz. Lá está, logo à nossa frente, aquela ilha segura e
paradisíaca. Chegamos com nossa embarcação à
praia, podemos todos descer e colocar a embarcação
em nossas costas e, todos os dias, carregar o peso em
nossos ombros. Faz sentido? Se você já navegou sabe
que não se leva a embarcação nas costas quando se
chega à praia. Então todos juntos numa célebre
cerimônia afundaremos a embarcação para nos

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livrar, definitivamente, daquela que nos protegia e
nos aprisionava. Bem, acho que ninguém concorda
com isso também. Simplesmente ancoramos a
embarcação e todas as vezes que estivermos
caminhando livremente em nossa ilha segura, nos
lembraremos como chegamos até ali. A embarcação
ancorada servirá para que possamos contar aos
nossos filhos sobre nossas experiências e como
podemos deixar para eles a liberdade como a mais
valiosa herança.

13 |
O Barco
Gl 3:23-25

Introdução:

O barco

Discussão:

I. Antes da Fé Chegar (v. 23)

A. Os judeus viviam num tempo em que a fé


ainda não tinha chegado
B. O Velho Testamento servia para proteger e
aprisionar o povo judeu
C. O VT protegia e aprisionava o povo judeu
para a fé que um dia iria chegar

II. O Guia (v. 24)

A. O VT serviu de guia para o povo judeu (Sl


119:105)
B. O VT guiou o povo até Cristo
C. O que justifica é a fé e não a Lei (Gl 3:11)

III. (v. 25)

A. Cristo é a fé
B. Tendo Cristo vindo, já não se precisa do VT
como guia

IV. Liberdade!

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A. Devemos permanecer livres (Gl 5:1)
B. O fim do VT é Cristo, Ele justifica (Rm 10:4)
C. Maldito quem fica na lei (Gl 3:13)

Conclusão:

A. O VT protegeu e aprisionou o povo judeu


para que pudessem chegar em segurança até
Jesus.
B. O VT foi um guia até Cristo. Tendo Cristo
chegado como a fé, o guia já cumpriu o seu
papel.
C. Quem volta ao VT, mesmo que seja um só
mandamento, volta à maldição, anula o que
Cristo fez na cruz e perde a salvação (Gl
3:1-4)

15 |
Capítulo

- 3
A Força
Interior

"Nós adquirimos a força que superamos."


(Ralph Waldo Emerson)

Até o senso comum já ouviu falar que todos


fomos formados à imagem e semelhança do criador.
Mas pelo jeito, com o passar do tempo, o pecado
nos transformou mais à nossa própria imagem.
Agora, Deus nos chama de volta para casa e para
que possamos passar pelas portas dos céus,
precisamos voltar a nos parecer com Ele.

Quero que valorize o que você tem. Quero


falar com sua auto estima. Todo o universo gira em
redor de nós. Nós temos uma grande importância
para Deus. Se você pode sonhar, pode realizar. Sua
força não tem barreiras e para conquistar o
impossível é apenas questão de tempo. Se somos
criados à imagem e semelhança de Deus,
compartilhamos com Ele o poder da realização.

As oportunidades estão por aí, disponíveis a


qualquer um que queira realizar. Não depende de
quase nada: “Vi ainda debaixo do sol que não é dos
ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem
tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos
prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor;
porém tudo depende do tempo e do acaso.” (Ec
9:11). É necessário você reconhecer o seu potencial,
sua força para realizações, pois você vai precisar
disso para vencer o pior dos desafios: a tentação.

Também diz o ditado popular que Deus dá o


frio conforme o cobertor. Olhe para todas as suas
desventuras. Sejam provações sejam tentações, é
dado a você o que você pode suportar. Imagine que
numa escala de 0 a 10 sua força seja 8. Nunca,
jamais, você terá um problema maior do que suas
forças. Acredito que nem igual às suas forças serão,
pois se, numa escala de 0 a 10 as forças das suas
adversidades for 8, seria empate. Num empate
ninguém ganha. Mas você já é um vitorioso. Você
nasceu para vencer, Deus acredita em você!

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A Força Interior
1 Co 10:13

Introdução:

A Força Interior

Discussão:

I. A Tentação

A. Somos tentados por nossas cobiças (Tg


1:13)
B. Toda tentação é humana, pois vem da
cobiça
C. Não existe tentação alienígena
D. Não é pecado ser tentado

II. A Fidelidade Divina

A. Deus é confiável, fiel


B. Ele cumpre a sua promessa
C. À exemplo da imagem e semelhança
divina, somos mais fortes do que as tentações

III. Força Para Vencer

A. Deus não permite que você seja tentado


além das suas forças
B. O livramento virá junto com a tentação
Ex: Daniel na cova dos leões, A
fornalha em Daniel e a crucificação.

19 |
C. Você foi criado por Deus para poder
suportar toda e qualquer tentação
D. Quanto maiores as cobiças, mais fortes as
tentações
E. Pecado é cair em tentação

Conclusão:

A. Ser tentado é humano, pois as tentações


vêm das nossas cobiças.
B. Confie em Deus, Ele sempre estará do seu
lado. Ele te criou para vencer.
C. Deus não permite que você seja derrotado
pela tentação.
D. O livramento vem junto com a tentação.
Fique atento para ser auxiliado.

| 20
Capítulo

- 4
O Muro do
Pecado

"Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que


vemos quando afastamos os olhos do alvo."
(Hanah More)

Neemias foi o responsável por reconstruir os


muros de Jerusalém edificados originalmente por
Salomão mas foram derrubados pelos babilônios. A
função dos muros era deixar os inimigos do lado de
fora e, claro, proteger quem estava dentro. Porém os
muros foram derrubados novamente e foram
novamente reconstruídos por Herodes o Grande.
Hoje aquele mura é conhecido como O Muro das
Lamentações. É o lugar mais sagrado do judaísmo.
O mesmo muro que foi projetado para
proteger tornou-se o Muro das Lamentações.
Quando se constrói-se muros, erege-se também um
alvo a ser derrubados e conquistado. Talvez por isso
os muros de Jerusalém foi derrubado tantas vezes.

Numa dessas vezes que Jerusalém foi


derrubada, os judeus começaram a orar por
libertação, mas nada acontecia. Alguns deles
começaram a pensar: Será que Deus está de braços
cruzados? Será que Deus está surdo? O profeta veio
dizer: Não! Deus não está surdo ou de braços
cruzados. O problema é que vocês fizeram um muro
entre Ele e vocês com seus pecados.

O mesmo material que constroem-se muros,


constroem-se pontes.

| 22
O Muro do Pecado
Is 59:1, 2

Introdução:

O Muro do Pecado

Discussão:

I. A Mão do Senhor

A. A mão do Senhor é confiável (Nm 11:23


B. A mão do Senhor é forte (Js 4:24)
C. A mão do Senhor não está encolhida

II. Os Ouvidos do Senhor

A. Deus ouve os desamparados (Gn 21:17)


B. Deus ouve as murmurações (Ex 16:7, 12
C. Deus não está surdo. Ele ouve os clamores
(Lc 187)
D. Deus ouve a pecadores (At 10:1-5)

III. As Iniqüidade

A. O pecado nos desfigura. Deixamos de nos


parecer com Deus
B. O Salário do pecado é a morte (Rm 6:23)
C. O pecado nos separa de Deus

Conclusão:

23 |
A. O Senhor Deus não está de braços
cruzados. Ele quer nos salvar. Ele está com a
mão estendida para nossa direção, o seu
braço é forte, Ele está pronto a nos puxar para
o céu. Nós é que precisamos estender nossas
mãos reconhecendo a necessidade que temos
Dele.
B. Deus está atento às nossas orações e
clamores. Deus age no tempo certo ainda que
pareça demorado, Ele atende aos seus
escolhidos.
C. O pecado nos afasta de Deus deixamos de
nos parecer com Deus para nos parecer mais
com nossos próprios desejos maus.

| 24
Capítulo

- 5
Lembranças

"Um homem sem lembranças é um homem perdido."


(Armand Salacrou)

Não é bom esquecer o passado totalmente. Eu


já pensei que perdoar é esquecer, mas não é.
Lembrar do erro é lembrar por que perdoou. Quando
esquecemos coisas importantes, perdemos o alvo e
quando perdemos o alvo, nos perdemos pelo tempo
e pelo caminho.

Em quem você votou para vereador ou


deputado nas últimas eleições? Quando nem
lembramos quem escolhemos, de quem vamos
cobrar o que deixou de ser feito? Alguém já disse
que o esquecimento é o companheiro da
embriagues. Isto quer dizer que quando esquecemos,
e se é algo importante, é como estar embriagado. O
embriagado tem contra si o esquecimento. Sente as
dores e não lembra o porquê. Desta forma dificulta
seu arrependimento e sua mudança.

Entra em apuros o homem que esquece a data


de aniversário, de casamento, de namoro, etc. “Basta
o esquecimento de uma única circunstância para nos
levar ao erro.” Imagine um relojoeiro esquecer o
processo de montagem do relógio. São tantas as
peças que se não estiverem presentes e no lugar
certo, nunca vão fazer o relógio funcionar com
precisão.

Dizem que o elefante tem uma boa memória.


Um dia, num circo, o dono fez um concurso com a
platéia de que não precisaria pagar mais o ingresso
para assistir aos shows quem fizesse o elefante
sentar. Ninguém tinha conseguido até que um
velhinho veio com sua bengala bem devagarinho.
Chegou perto do elefante e sem que percebessem
deu uma bengalada bem na altura do joelho do
elefante. O elefante sentou de dor. Em outro ano o
circo voltou na cidade e o dono fez o mesmo show
em desafio. Depois de mais alguns candidatos lá
veio o velhinho com sua bengala. Chegou perto do
elefante e perguntou:
- Você lembra de mim?
O elefante acenou positivamente com a cabeça.
- Quer levar outra bengalada? - perguntou o
velhinho.
O elefante meneou negativamente e sentou-se.

| 26
Lembranças
2 Pe 3:1-9
Introdução:

Lembranças

Discussão:

I. A Segunda Carta (v. 1-4)

A. Para despertar com lembranças (v. 1)


B. Para recordar as palavras dos profetas, de
Jesus e dos apóstolos (v. 2)
C. Para lembrar dos sinais dos últimos dias (v.
3, 4)
1. Escárnios e paixões (v. 3)
2. A falta de esperança e dúvidas (v. 4)

II. Coisas Que Esquecem (v. 5-8)

A. Deus já destruiu a Terra uma vez (v. 5-7)


- O dilúvio
B. Deus não é como nós (v. 8)
1. Deus não tem relógio nem
calendário
2. Deus não conta o tempo, Ele é
eterno

III. Por Que Jesus Não Voltou Ainda (v. 9)

A. Deus não está sendo demorado

27 |
B. Porque Deus é paciente
C. Porque Deus é misericordioso e quer o
arrependimento

Conclusão:

A. Quando esquecemos, estamos andando na


beira do precipício.
B. É bom lembrar a vinda de Cristo para não
perder a esperança e viver satisfazendo as
paixões.
C. Não devemos esquecer do dilúvio e que
Deus é eterno. Ele não conta o tempo como
nós contamos.
D. Jesus ainda não voltou porque Deus é
paciente e misericordioso. Ele quer que mais
pessoas tenham tempo de chegar ao
arrependimento e sejam salvas.

| 28
Capítulo

- 6
Conheço o
Seu Filho

“É no filho que se revela a virtude do pai”

Costumo ilustrar uma passagem falando


hipoteticamente dos meus pais. Se você for a
Curitiba, na casa dos meus pais e você bater na porta
deles, provavelmente vão entreabrir a porta e já se
fazerem entender que não querem comprar nada.
Eles já são sexagenários e como muitos idosos,
desconfiados. Porém, se você se apresentar depois
de dizerem que conhece um de seus filhos, apelar
pelo nome de um deles, falar como o conheceu e
mostrar intimidade, provavelmente você será
recebido de uma forma diferente, poderá ter uma
refeição ou até uma hospedagem.

Muitos de nós por necessidade até chegamos


no trono de Deus com nossas angustias, súplicas e
orações, mas, por ignorância, chegamos de mãos
vazias e sozinhos. Deus só vai nos aceitar depois que
apelarmos pelo nome do seu Filho, Jesus Cristo. É
por este nome que importa que todo ser humanos
seja salvo. Quando chegamos sozinhos, depois de
fazer os nossos pedidos, Deus tem todo o direito de
perguntar:
- Quem é você? O que te faz pensar que eu tenho
que te responder?
Mas se neste momento invocarmos o nome
do seu filho, seremos aceitos e ouvidos.
Os humildes serão aceitos enquanto os arrogantes
serão rejeitados.

| 30
Conheço o Seu Filho
Jo 14:1-9, 13, 14

Introdução:

Discussão:

I. Confiança (v. 1-3)

A. Fique tranquilo (v. 1)


B. Lembre das promessas (v. 2, 3)

II. Como Saber o Caminho? (v. 6, 7)

A. Eu sou (v. 6)
B. A importância de conhecer Jesus (v. 7)
C. Quem conhece Jesus, conhece também a
Deus (v. 7)

III. Quanto Tempo Conhece Jesus? (8-9)

A. Queremos ver a Deus (v. 8)


B. O que? Você ainda não entendeu? (v. 9)
C. Se Deus fosse um homem, quem seria? (v.
9)

IV. Em Nome do Filho (v. 13, 14)

A. Deus é poderoso para fazer tudo o que


pedimos (Ef 3:20)
B. Deus espera que cheguemos através de
Jesus (Hb 10:19-22)

31 |
C. Nossas orações só serão ouvidas por amor
a Jesus (v. 13, 14)

Conclusão:

A. Precisamos ter confiança nas promessas de


Jesus. Ele foi preparar lugar e vai voltar para
buscar os seus discípulos.
B. O caminho, a verdade e a vida é Jesus.
Precisamos conhecer bem a Jesus, pois só
quem conhece Jesus, pode dizer que conhece
a Deus.
C. Se quisermos ver a Deus, olhemos e
conheçamos mais a Jesus. Deus foi um de nós
através de Jesus. Ele nos compreende e pode
nos ajudar.
D. Você não será aceito se não chegar a Deus
por meio de Jesus.

| 32
Capítulo

- 7
Perdeu o
Valor

"O valor das coisas está na sua utilidade."


(Jaime Balmes)

Você lembra daquele dinheiro usado no Brasil


chamado Cruzado e o Cruzeiro? Foram tempos que,
para quem os viveu, não esquece, mas gostaria de
esquecer. Eram tempos de inflação galopante onde o
dinheiro não tinha valor. E hoje, Cruzado e Cruzeiro
ainda é dinheiro? Sem pensar muito diríamos que
não, mas na verdade ainda continua sendo dinheiro,
este não é o problema, o problema é o valor. Você
até pode ir com mil Cruzeiros num super mercado,
mas não poderá comprar nada com ele porque ele já
perdeu o valor.

Lembro de um vizinho que vendeu sua casa


na década de 1980 para, num só mês, faturar 100%
de juros. Hoje, milhões de Cruzeiros ou cruzados,
não teriam valor nenhum. Continuam sendo
dinheiro, mas não têm valor. O que nos faz pensar
que não são mais dinheiro é o valor.

Outra ilustração fala sobre um pregador que


pegou uma nota de R$ 100,00 e perguntou se
alguém queria. Quase todos levantaram as mãos.
Depois ele pegou a nota e amassou, ainda assim as
pessoas queriam a nota. Ele jogou no chão e pisou
na nota, ele sujou toda a nota e ainda assim as
pessoas queriam aquela nota. Então ele concluiu que
nós somos assim. Não importa o que aconteça, não
importa se nos amassam, se nos jogam no chão, se
nos pisam ou nos sujam, Deus ainda nos quer de
volta. Ele nos dá valor.

Não somos como uma nota de dinheiro que


perde o valor, não importa quanto tempo passa.

| 34
Perdeu o Valor
Rm 10:4

I. UM GUIA (GL 3:23-25)

A. Antes da fé chegar (v. 23)


1. Os judeus viviam num tempo em
que a fé ainda não tinha chegado
2. Eles viveram protegidos pelo V.T.
3. Eles viveram presos pelo V.T.
4. Eles foram protegidos e presos para
a fé que haveria de chegar
B. Justificados por fé (v. 24)
1. O V.T. serviu de guia para conduzir a
Cristo
2. A lei não justifica e sim Cristo (Gl
3:11)
C. A fé chegou (v. 25)
1. Jesus Cristo é a nossa fé, Ele já
chegou!
2. Jesus nos libertou do V.T.

II. LIBERDADE! (GL 5:1-4)

A. Ele nos libertou! (v. 1)


1. Jesus chama todos à liberdade
2. Não devemos voltar à escravidão do
V.T. (Gl 3:12)
B. O valor de Cristot (v. 2)
1. Quem guarda um só mandamento
do V.T. não aproveita do perdão de
Cristo.

35 |
2. A circuncisão não tem valor pra
quem não obedece à lei (Rm 2:25)
3. Nunca ninguém conseguiu
obedecer ao V.T.
C. Não é opcional (v. 3)
Quem faz uma coisa do V.T. está
obrigado a guardar todo o V.T.
D. A perda da salvação (v. 4)
1. Será que perde a salvação quem
guarda um só mandamento?
2. Se desliga de Cristo
3. Cai da graça
E. Tentando a Deus (At 15:1-10)
1. Os judeus queriam voltar à lei.
2. Eles estava pregando a volta a
circuncisão e toda a lei de Moisés.
3. Paulo e Barnabé foram contra.
4. O V.T. é um jogo que ninguém
consegiu obedecer.
5. Pedro concluiu que pregar o V.T. é
tentar a Deus

III. É o Fim

A. Exemplo (1 Co 1:1-11)
1. O V.T. não é mais a nossa lei
2. O V.T. serve como exemplo para nós
B. Legitimamente (1 Tm 1:8)
1. É bom conhecer o V.T.
2. O V.T. sempre será a Palavra de Deus
3. Temos que saber usar legitimamente
o V.T.

| 36
C. É Cristo (Rm 10:4)
1. O fim do V.T. é Cristo
2. O V.T. não nos justifica e sim Cristo

Conclusão:

A. Cruzeiro, Cruzado ainda é dinheiro, mas


perdeu o valor e com eles não podemos fazer
nada.
B. Da mesma forma é impossível chegar até
Deus pela obediência ao V.T.
C. Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Só
por Jesus podemos chegar até Deus.
D. O V.T. serviu para proteger e aprisionar os
judeus. Jesus deu liberdade e não devemos
voltar à escravidão da Lei.
E. Quem obedece a apenas um mandamento
do V.T. perde o valor de Cristo, se obriga a
guardar toda a lei, se desliga de Cristo e cai
da graça.
F. O V.T. serve como exemplo e ensino para
nós (Rm 15:1-3). Para cumprir toda a Lei,
precisamos amar ao próximo (Gl 5:14).
Precisa saber usar o V.T.
G. Jesus é o fim do V.T. Só Ele pode justificar
quem crê.

37 |
Capítulo

- 8
Autoridade

"A autoridade é necessária para tutelar a liberdade de


cada um contra a invasão de todos, e a liberdade de
todos contra os atentados de cada um."
(Cesare Cantú)

Qual a sua opinião? Quantos centímetros tem


uma folha sulfite de alto a baixo? Qualquer pessoa
pode dar sua opinião. Todas as opiniões são bem
vindas e válidas, só não vale brigar por causa disso.
Mas por enquanto tudo não passa de opiniões e
provavelmente muitas opiniões dadas são bem
diferentes umas das outras. O que usaríamos para
que possamos medir a folha e saber exatamente
quantos centímetros tem a folha? Seria a régua, não
é?
A régua é o objeto legalmente aceito para
definir o padrão das medidas. A régua é aceita por
todos mesmo que ela tenha sido inventada por
homens e mesmo que não saibamos a origem dela.
Nunca vi ninguém discutindo com uma régua
usando o argumento de que ela foi inventada por
homens e não sabe como ela surgiu. Ninguém fica
interpretando as medidas que ela dá, não necessita
de interpretação, pois o que a régua diz é acatado
por todos.

Para que possamos viver em harmonia,


precisamos definir algumas autoridades. Seja em
casa, na rua, na escola, no país e até mesmo na
igreja. Se vivermos baseados apenas por opiniões,
cada pessoa pode dar a sua própria opinião. Isso não
serve para coisas sérias desta vida como grandes
edificações. Pois se erramos pouco no começo, nos
desviaremos muito lá na frente.

Em casa os pais são autoridade, na rua os


policiais, na escola o diretor e os professores, no
Brasil o presidente e na igreja? O senso comum diria
o pastor, o padre, etc. Mas se analisarmos bem,
veremos que as pessoas de fato exercem autoridade
mas não são a autoridade. Para os pais, policiais,
professores, presidente existem leis que os guia. Por
que na igreja muitos vivem debaixo de opiniões de
líderes religiosos?

| 40
Precisamos de um padrão e a Palavra de Deus
é suficiente para isso. Não precisamos viver debaixo
de opiniões.

41 |
Autoridade
Mt 28:18-20

Introdução:

A régua

Discussão:

I. Seja Amaldiçoado! (Gl 1:6-9)

A. O desvio causa admiração (v. 6)


B. Não existe um outro evangelho (v. 6, 7)
C. Alguns querem perverter e perturbar o
Evangelho de Cristo (v. 7)
D. Nem um apóstolo, nem um anjo tem
autoridade de dar novos ensinamentos (v. 8,
9)
E. O Evangelho condena tais práticas
F. Cuidado com sonhos, visões, revelações,
pastores, etc.

II. Subjetivo ou Objetivo

A. Subjetivo: sonhos, visões, revelações,


opiniões, etc.
B. Objetivo: a Palavra escrita (A Bíblia)
C. Satanás usa o subjetivo: visões (2 Co 11:14)
D. Ninguém deve ter autoridade usando a
subjetividade (Cl 2:18, 19)
E. Satanás virá com seu poder para engar, se
deixarmos (Mc 13:21-23)

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III. A Autoridade na Igreja (Mt 28:18-20)

A. Toda autoridade foi dada a Jesus (v. 18)


B. Os discípulos são do Pai, do Filho e do
Espírito (v. 19)
C. O ensinamento e acompanhamento é de
Jesus (v. 20)

Conclusão:

A. Não devemos aceitar uma fé subjetiva


baseada em visões, revelações e doutrinas de
opiniões humanas.
B. Muitos querem perturbar a fé verdadeira e
perverter o evangelho de Cristo. Nem um
apóstolo, num um anjo tinham esta
autoridade. Devemos condenar tais práticas.
C. A palavra de Deus, o Novo Testamento,
deve ser como o padrão para todos. Ela foi
inspirada por Deus e todos devemos obedecer
ao que nela está escrito.

43 |
Capítulo

- 9
A Construção

"O gênio é um por cento de inspiração e noventa e


nove por cento de transpiração."
(Thomas Edison)

Dois homens decidiram comprar um lote


cada no mesmo bairro. Eles não se conheciam, mas
tornaram-se vizinhos. A imobiliária oferecia os
serviços de um engenheiro para ajudar na planta da
construção. Ambos contrataram o engenheiro para
fazer a planta para eles.

O engenheiro daria todas as medidas exatas


dos materiais que seriam gastos da fundação ao
acabamento. Ambos ouviram todos os conselhos e
receberam a planta pronta do engenheiro, bastava
colocar mãos à obra e começar a construção.
O primeiro homem seguiu à risca a planta e
construiu a sua casa. Conforme a planta cavou bem
profundamente até encontrar o solo rochoso e
lançou seus alicerces. Ele aprendeu que quem quer
construir uma casa deve estar pronto para construir
duas: Uma casa para baixo, que é a fundação e outra
é a casa visível, as paredes até o telhado. Ele gastou
muito e teve muito esforço para concluir sua casa.

O outro achou que a planta era muito


minuciosa e que não precisava de tudo aquilo. O
engenheiro não concordou em deixar seu nome
naquele novo projeto. Então o homem decidiu
chamar uns amigos e levantar as paredes sem se
preocupar tanto com a fundação. Em pouco tempo a
sua casa estava pronta e ele estava recebendo seus
convidados para a festa de inauguração. Ele até
terminou a obra primeiro do que o seu vizinho.
Olhando de fora as duas casas eram bem parecidas,
estavam bem pintadas e eram novas construções, na
verdade não dava pra ver diferença nenhuma entre
elas.

Num certo tempo depois choveu muito


naquela cidade. O rio elevou-se acima da sua
margem tradicional e o bairro alagou. A enchente
bateu contra todas as casas, inclusive a casa destes
dois moradores novos. A casa que tinha sido bem
construída resistiu ao temporal e a enchente. A casa
que não tinha alicerces enfraqueceu suas paredes e
ruíram. O homem imprudente viu todo o seu

| 46
investimento ir por água a baixo. O pior era que
naquela tragédia ele tinha perdido um filho que
estava em casa na hora que a casa desabou.

Uma outra ilustração conta a estória de um


carpinteiro que tinha trabalhado por 30 anos para
um homem. Ele estava prestes a se aposentar quando
o patão o chamou para um último trabalho. O patrão
encomendou a casa e pediu para ele não o
incomodar a não se que tivesse a chave na mão.
Como sempre agia o patrão, não importava quanto
iria custar, pois o retorno da venda da casa seria
sempre lucrativo. O carpinteiro pensou que esta
poderia ser a sua chance de ter um dinheirinho a
mais para a sua aposentadoria. Fez um orçamento
dos melhores materiais, como sempre, e entregou
para o patrão. O patrão liberou o dinheiro e ele foi e
comprou os materiais mais baratos e inferiores.
Depois de pronta e pintada a casa, parecia como
todas as outras. Somente o tempo iria revelar a
qualidade da casa, mas aí, ele já estaria longe. O
patrão agradeceu este último trabalho e disse:
- Joaquim, como você trabalhou por todos estes anos
para mim, decidi dar esta casa de presente para
você.

Lembre-se sempre que a casa que você está


construindo hoje, é nela que você vai morar.

47 |
A Construção
Lc 6:46-49

Introdução:

Os dois construtores - o carpinteiro

Discussão:

I. Quem é Jesus Para Você? (v. 49)

A. O Senhor dos Senhores


B. Um homem bom, um profeta, um
iluminado…
C. Se Jesus é o seu Senhor, você faz tudo o
que Ele manda?
D. Se você não o obedece, Ele não é o seu
Senhor
E. Se Jesus não é o seu Senhor, quem é?

II. O Praticante da Palavra (v. 47, 48)

A. Vem e ouve a Palavra (v. 47)


B. Paga o preço: cava até a rocha (v. 48)
C. Enfrenta a enchente preparado (v. 48)

III. O Não Praticante (v. 49)

A. Vem e ouve a Palavra


B. Edifica sobre a terra sem alicerces
C. Não está disposto a pagar o preço.
D. É arrogante, não segue a planta

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E. Enfrenta a tempestade e tem sua ruína.
F. Tem todo o prejuízo

Conclusão:

A. Se Jesus é o nosso Senhor, devemos ouvir e


obedecer as Palavras Dele. Se não o
obedecemos automaticamente demonstramos
que Ele não é o nosso Senhor.
B. Ouça e pratique a Palavra de Jesus. Siga
suas instruções, vale a pena pagar o preço
para ter segurança.
C. Não é suficiente chegar e ouvir, tem que
obedecer. Todos teremos problemas, mas
seguir as Palavras de Jesus é que nos alicerça
na rocha.
E. Lembre-se de que a casa que você está
construindo hoje, será a sua morada eterna
amanhã.

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