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3ª AULA

ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS (ARH)

# AS PESSOAS:

As organizações dependem de pessoas para o devido planejamento e


organização, ainda para dirigi-las e controla-las, operando e funcionando. Isso faz com
que as organizações dependam das pessoas para terem sucesso e continuidade. O
estado das pessoas constitui uma unidade básica das organizações e da
Administração de Recursos Humanos(ARH), pois sem organizações e sem pessoas
não haveria ARH.

A ARH tem duas diferentes vertentes para considerar as pessoas:

1) Pessoas como pessoas (dotadas de características próprias de personalidade


e de individualidade, aspirações, valores, atitudes, motivações e objetivos
individuais).

2) Pessoas como recursos (dotadas de habilidades, capacidades, destrezas e


conhecimentos necessários para tarefa organizacional).

A modernidade nos apresenta uma ARH que tenta tratar as pessoas como
pessoas e ao mesmo tempo como importantes recursos organizacionais, tentando
afastar a visão tradicional de tratar as pessoas somente como meio de produção. Há
pouco tempo as pessoas eram tratadas como objetos e como recursos produtivos,
quase como se fossem máquinas, como meros agentes passivos da administração. Já
atualmente, começa-se a perceber que é muito mais viável, fazer com que todas as
pessoas em todos os níveis da organização, sejam os administradores e não somente
os executores de suas tarefas.

As pessoas devem ter consciência de que devem ser o elemento de


diagnóstico e de solução de problemas, para obterem a melhoria contínua no seu
trabalho e proporcionando desta forma crescimento e solidificação de sua
organização.

# A VARIAÇÃO HUMANA:

As organizações são diferentes, o mesmo ocorre com as pessoas. As


diferenças do individuo fazem com que cada pessoa tenha características próprias de
personalidade, aspirações, valores, atitudes, motivações e aptidões.

Cada pessoa sofre influências de muitas variáveis como: família, clube, escola,
profissão, política, trabalho, grupos religiosos, etc. O comportamento é uma forma
individual de externação da conduta humana. Este comportamento é afetado por dois
conjuntos de fatores:

1) Fatores externos: decorrentes do ambiente que o envolve, das características


organizacionais, como cultura, estrutura, sistemas de recompensas, políticas e
procedimentos.
2) Fatores internos: como suas características de personalidade, como
aprendizagem, percepção, cognição e motivação.

Assim, a compreensão do comportamento humano deve levar em conta os


fatores internos (de cada pessoa) e os fatores externos presente no cotidiano do
contexto ambiental.

Dentre os fatores externos (ambientais) que influenciam o comportamento


humano podemos destacar as pressões do chefe, as influências dos colegas de
trabalho, as mudanças na tecnologia utilizada pela organização, as demandas e
pressões da família, os programas de treinamento e desenvolvimento empregados
pela organização, as condições ambientais (tanto físicas, como sociais), etc.

Já em relação aos fatores internos destacamos a motivação, onde podemos


destacar que o motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada
forma, ou dá origem a uma propensão a um comportamento específico. As pessoas
são diferentes no que tange a motivação, as necessidades variam de individuo para
individuo, produzindo diferentes padrões de comportamentos, e para complicar as
necessidades, os valores sociais e as capacidades variam no mesmo individuo
conforme o tempo. Apesar disso, existem três premissas que dinamizam o
comportamento humano:

1) O comportamento é causado: existe uma causalidade do comportamento.


Tanto a hereditariedade como meio ambiente influenciam no
comportamento que é causado por estímulos internos e externos.

2) O comportamento é motivado: há uma finalidade em todo o comportamento


humano. Não é causal nem aleatório, mas sempre orientado e dirigido a
algum objetivo.

3) O comportamento é orientado para objetivos: Em todo comportamento


existe sempre um impulso, um desejo, uma necessidade, uma tendência,
etc.

Sempre haverá algum objetivo implícito ou explicito, pois o comportamento não


é espontâneo nem isento de finalidade.

# CICLO MOTIVACIONAL

O ciclo motivacional começa com uma necessidade. Toda vez que surge uma
necessidade esta rompe o estado de equilíbrio do organismo, causando um estado de
tensão, insatisfação, desconforto e desequilíbrio. A partir daí o individuo tem um
comportamento (ação), se esta ação for eficaz, o individuo encontrará a satisfação da
necessidade. Satisfeita a necessidade o organismo volta ao estado anterior, a forma
ajustada ao ambiente. Isto é o ciclo motivacional.

# Equilíbrio Interno – Estímulo ou Incentivo – Necessidade

- Tensão – Comportamento ou Ação – Satisfação.


Uma vez satisfeita a necessidade deixa de ser motivadora de comportamento,
já que não causa tensão ou desconforto. Mas haverá casos que a necessidade não é
satisfeita, ou pode ser compensada. Sendo frustrada a necessidade, não encontrando
uma saída normal, o organismo procura uma saída indireta, por via psicológica
(agressividade, descontentamento, tensão emocional, indiferença, etc), ou por via
fisiológica (tensão nervosa, insônia, repercussões cardíacas ou digestivas, etc.).

Quando a necessidade é compensada há uma redução da intensidade da


necessidade que não pode ser satisfeita. Exemplo disso é quando um motivo de uma
promoção para um cargo superior é contornado por um bom aumento de salário ou
por uma sala de trabalho nova. A satisfação de algumas necessidades é temporal e
passageira, pois a motivação é cíclica, o comportamento é quase um processo
contínuo de resolução de problemas e de satisfação de necessidade, à medida que
vão surgindo.

# A hierarquia da necessidade segundo Maslow:

A teoria de Maslow baseia-se na chamada hierarquia de necessidades


humanas, pois segundo esta teoria os motivos do comportamento humano residem no
próprio individuo. Maslow organiza as necessidades baseadas numa pirâmide, com as
seguintes necessidades:

- Auto-realização; - Estima; - Sociais; - Segurança; - Necessidades Fisiológicas.

Na base da pirâmide estão as necessidades mais baixas e recorrentes


(segurança e necessidades fisiológicas), as chamadas necessidades primárias.
Enquanto no topo estão as mais sofisticadas e intelectualizadas (auto-realização e
estima)as necessidades secundárias.

1) Necessidade fisiológica: São as necessidades inatas, como necessidade de


alimentação (fome e sede), de sono e repouso (cansaço), de abrigo (contra frio
e calor). Sua principal característica é a premência, pois quando alguma
dessas necessidades não está satisfeita, ela domina a direção do
comportamento da pessoa.

2) Necessidade de Segurança: A busca de proteção contra a ameaça ou


privação, a fuga ao perigo de estabilidade, a busca de um mundo ordenado e
previsível são manifestações típicas destas necessidades. Surgem no
comportamento humano quando as necessidades fisiológicas estão satisfeitas.

3) Necessidades sociais: São as necessidades de associação, de participação, de


aceitação por parte dos colegas, de troca de amizade, de afeto e de amor. A
necessidade de dar e receber afeto é uma importante ativadora do
comportamento humano quando se utiliza a administração participativa.

4) Necessidade de Estima: São relacionadas com a maneira pela qual a pessoa


se vê e se avalia, com a auto-avaliação e a auto-estima. A satisfação dessas
necessidades conduz a sentimentos de autoconfiança, valor, força, prestigio,
poder, capacidade e utilidade. Sua frustração pode trazer sentimentos de
inferioridade, fraqueza, dependência e desamparo, ou quais por sua vez
podem levar ao desânimo ou atividades compensatórias.
5) Necessidades de auto-realização: São as necessidades que levam cada
pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e de desenvolver continuamente
como criatura humana ao longo de toda a vida. As necessidades de auto-
realização estão relacionadas com a autonomia, independência, autocontrole,
competência e plena realização daquilo que cada pessoa tem de potencial e de
virtual, da utilização plena dos talentos individuais.

A abordagem de Maslow, embora genérica e ampla, representa um valioso


modelo de atuação sobre o comportamento das pessoas e para a ARH.

# O comportamento humano nas organizações:

O comportamento das pessoas apresenta, de forma resumida as seguintes


características:

a) O homem é pró-ativo: o comportamento das pessoas é orientado para a


satisfação de suas necessidades pessoais e para o alcance de seus objetivos
e aspirações. As pessoas podem tanto resistir como colaborar com as políticas
e os procedimentos da organização, dependendo das estratégias de liderança
adotadas por algum supervisor.

b) O homem é social: A participação em organização é muito importante na vida


das pessoas, porque as conduz ao envolvimento com outras pessoas em
grupos ou em organizações. Os dados obtidos constituem uma “realidade
social” para o grupo e para os indivíduos que nela se baseiam para testar e
comparar suas próprias capacidades, idéias e concepções, no sentido de
aumentar sua autocompreensão.

c) O homem tem diferentes necessidades: Um fator pode motivar o


comportamento de uma pessoa hoje e pode não ter potência suficiente para
determinar seu comportamento no dia seguinte.

d) O homem percebe e avalia: A experiência do individuo com seu ambiente é um


processo ativo porque seleciona os dados dos diferentes aspectos do
ambiente, avalia-os em termos de suas próprias experiências passadas, em
função daquilo que está experimentando em termos de suas próprias
necessidades e valores.

e) O homem pensa e escolhe: O comportamento humano é proposital, e pode ser


analisado em termos de planos comportamentais que escolhe, desenvolve e
executa para lidar com os estímulos com que se defronta e para alcançar seus
objetivos pessoais.

f) O homem tem limitada capacidade de resposta: As pessoas não são capazes


de se comportar de todas as formas, pois suas características pessoais são
limitadas e restritas. A capacidade de resposta é função das aptidões (inatas) e
da aprendizagem (aquisição), tanto a capacidade mental como a física estão
sujeitas a severas limitações.

Portanto, para se compreender o comportamento das pessoas é necessário


entender que elas vivem e se comportam em um campo psicológico e que procuram
reduzir suas dissonâncias em relação ao seu ambiente. O estudo do comportamento
humano deve considerar à complexa natureza do homem. O comportamento pode ser
explicado através do ciclo motivacional que se completa com a satisfação, com a
frustração ou a compensação da necessidade.

O estado motivacional das pessoas produz o clima organizacional e por este é


influenciado. Em função disso, o comportamento humano nas organizações apresenta
características importantes para a ARH.

# As Pessoas e as Organizações

A integração entre o indivíduo e a organização não é um problema recente.


Como já estudamos Fayol, Ford, Taylor e Mayo fizeram análises do impacto do
indivíduo na organização. Assim, foi surgindo lugar a abordagem humanistica centrada
no homem e no grupo social. A ênfase dada a tecnologia cedeu lugar à ênfase dada
as relações humanas, isto na década de 30.

Percebe-se então a existência de interesses antagônicos entre o trabalhador e


a organização, surge o conflito industrial e seria necessária a busca da harmonia
industrial, baseada em uma mentalidade voltada as relações humanas.

Para vencer as limitações individuais, as pessoas se agrupavam para formar


organizações, para alcançarem objetivos comuns. A medida que as organizações são
bem sucedidas, elas crescem e requerem um maior número de pessoas. Estas
pessoas perseguem objetivos individuais diferentes daquelas que formaram
originariamente a organização. Os objetivos da organização são recrutar e selecionar
seus recursos humanos e por meio deles alcançar os objetivos organizacionais
(produção, rentabilidade, redução de custos, ampliação do mercado, satisfação das
necessidades dos clientes).

Os indivíduos uma vez recrutados e selecionados, tem objetivos pessoais que


lutam para atingir, muitas vezes, servem-se da organização para consegui-los. Os
objetivos organizacionais se contrapõem aos objetivos individuais das pessoas quando
a redução dos custos esbarra na expectativa de melhores salário, o aumento da
lucratividade conflita com maiores benefícios sociais, a produtividade não se faz com o
mínimo de esforço, a ordem não funciona com a liberdade, o que é bom para um lado,
nem sempre é bom para o outro.

Toda pessoa precisa ser eficiente para satisfazer suas necessidades


individuais mediante sua participação na organização, mas também precisa ser eficaz
para atingir os objetivos organizacionais por meio de sua participação. É preciso ser
eficaz para proporcionar resultados à organização e eficiente para progredir
pessoalmente na vida.

Assim, a parcela de maior responsabilidade pela integração entre os objetivos


organizacionais e os objetivos dos indivíduos recai sobre a alta administração.
Enquanto o indivíduo traz habilidades, conhecimentos, capacidades e destrezas,
juntamente com sua aptidão para aprender e um indefinido grau de desempenho, a
organização, por sua vez, deve impor responsabilidades ao indivíduo, algumas
definidas e outras indefinidas, algumas dentro ou abaixo da sua capacidade atual,
outras demandando uma aprendizagem a médio ou longo prazos, mas sempre com
desafio.

# Reciprocidade entre as partes

A organização espera que o empregado obedeça à sua autoridade, o


empregado espera que a organização se comporte corretamente com ele e opere com
justiça. Ambas as partes estão orientadas por diretrizes que definem o que é correto e
eqüitativo, o que chamamos de contrato psicológico.

Todo contrato possui dois aspectos:

1) Contrato formal: É escrito e assinado com relação ao cargo a ser ocupado, ao


conteúdo trabalhado, ao horário, ao salário, etc.

2) Contrato psicológico: É a experiência recíproca do indivíduo e da organização


que estende-se além de qualquer contrato formal de emprego. É o entendimento
tácito entre o indivíduo e a organização, é o elemento importante em qualquer
relação de trabalho e que influencia no comportamento das partes.

No intercâmbio de recursos desenvolvem-se os contratos psicológicos entre


homens e sistemas, entre homens e grupos e sistemas e subsistemas, onde prevalece
o sentimento de reciprocidade, cada um avalia o que está oferecendo e o que está
recebendo em troca. O objetivo básico da organização é atender às suas próprias
necessidades, e ao mesmo tempo, atender as necessidades da sociedade por meio
da produção de bens ou serviços, pelos quais recebe uma compensação monetária.

# Clima Organizacional

O clima de uma organização está ligado de forma intima aos membros da


organização, pois quando a elevada motivação entre os participantes o clima tende a
ser alto, proporcionando relações de satisfação, de interesses e colaboração. Já
quando é baixa a motivação entre os membros, seja por frustrações ou por barreiras a
satisfação das necessidades individuais, o clima baixa. Fica caracterizado o estado de
desinteresse, apatia, insatisfação, depressão (surgindo greves, piquetes e etc.).

O clima organizacional traduz a influência ambiental sobre a motivação dos


participantes. Pode ser descrito como qualidade ou propriedade do ambiente da
organização, que é percebido e experimentado pelos membros da organização e que
influencia seu comportamento. O clima organizacional influencia o estado motivacional
das pessoas e é por ele influenciado: é como se houvesse uma retroação recíproca
entre o estado motivacional das pessoas e o clima organizacional.

Portanto, o equilíbrio organizacional depende do intercâmbio entre os


incentivos oferecidos e as contribuições como retorno à organização.