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Avaliação de Stick-Slip do polímero PA6 Green e de limite PV do polímero ABS Grey através de ensaios em tribômetro

Almir Rogério Antunes de Souza, Amália Mayrhofer e Rafael Paini Pavlak

RESUMO

Este artigo faz parte da avaliação da cadeira Estudos Experimentais de Plásticos de Engenharia ministrada pelo Prof. Dr. Patric Daniel Neis. Neste trabalho foram avaliadas as características tribológicas (ocorrência de Stick-Slip e limite PV) dos polímeros PA6 e ABS, plásticos esses empregados em aplicações de engenharia industrial. Os ensaios foram executados no tribômetro do laboratório de tribologia da UFRGS (LATRIB) e seus resultados foram comparados com os encontrados em trimestres anteriores. O polímero PA6 apresentou ocorrência de Stick-Slip em todas as repetições. O limite PV do polímero ABS foi alcançado em um patamar superior ao teste de trimestres anteriores por conta de mudanças na configuração dos ensaios.

Palavras chave: Stick-Slip; Limite PV; PA6 Green; ABS Grey.

1. INTRODUÇÃO

Os polímeros consistem em cadeias de moléculas, sendo produzidas pela união de muitos meros (unidades) por meio de ligação química para formar moléculas gigantes, as quais são conhecidas como macromoléculas. A maioria dos polímeros é à base de carbono, porém, também podem ser inorgânicos. Os plásticos são materiais compostos principalmente de polímeros naturais e modificados, ou por polímeros fabricados artificialmente e que, em geral, possuem aditivos como fibras e pigmentos, que podem melhorar suas propriedades (ASKELAND; WRIGHT, 2014).

Em especial, os plásticos em engenharia estão crescendo no mercado industrial por apresentarem baixo custo para altos volumes de produção, baixo peso e fácil processo de manufatura (POGAČNIK, KALIN, 2012). Esses polímeros vêm sendo aplicados em diversos componentes como rolamentos, engrenagens e vedações. Porém, existe uma escassez de informações tribológicas desses materiais na literatura. Por esse motivo, ensaios para a caracterização desses polímeros são necessário para melhor compreender as habilidades e limitações de suas aplicações. Neste trabalho foram realizados dois testes para caracterizar plásticos de engenharia: ensaio de avaliação a propensão a Stick-Slip e limite PV.

O Stick-Slip é caracterizado por ciclos periódicos de escorregamento (Slip) e aderência (Stick) entre as superfícies atritadas e a sua ocorrência usualmente aparece em baixas velocidades (NEIS et al., 2015). Para avaliar a propensão a Stick-Slip do par tribológico ensaiado, o laboratório de tribologia da UFRGS (LATRIB) criou um parâmetro chamado potência de Slip. Este novo parâmetro leva em consideração a diferença de torque entre o Stick e o Slip divida pelo intervalo de tempo em que ocorre o Slip. A Figura 1 apresenta uma curva típica do fenômeno registrada no tribômetro do laboratório. É importante estudar essa propriedade do material, pois dependendo da aplicação, a ocorrência desse fenômeno pode ser muito prejudicial ao funcionamento do componente.

Figura 1 – Curva típica de stick-slip de ensaio realizado no tribômetro. (NEIS, 2013) Outra avaliação

Figura 1 Curva típica de stick-slip de ensaio realizado no tribômetro. (NEIS, 2013)

Outra avaliação utilizada na caracterização tribológica de materiais é a curva de limite PV. Este ensaio é uma análise da condição de pressão de contato e velocidade de deslizamento em que a taxa de desgaste atinge valores muito elevados. O limite PV está relacionado às condições em que o material tem as suas propriedades mecânicas comprometidas e não tem mais condições de suportar os carregamentos impostos a ele. A literatura propõe que seja feita a determinação do limite PV com ensaio em velocidade constante, aumentando a pressão de contado gradativamente até que a curva de temperatura do polímero apresente uma descontinuidade/anomalia (BOOSER,

1983).

Este trabalho tem o intuito de avaliar as propriedades dos materiais poliamida PA6 green e Tecaran ABS grey contra discos de ferro fundido cinzento em ensaios de propensão a Stick-Slip e limite PV.

  • 2. OBJETIVOS

Apresentar as principais características e aplicações dos polímeros em estudo;

Através de ensaios no tribômetro, avaliar a propensão a Stick-Slip do par tribológico: poliamida PA6 Green contra disco de ferro fundido cinzento (fofo);

Através de ensaios no tribômetro, avaliar o limite de PV do polímero Tecaran ABS grey contra disco de fofo.

  • 3. METODOLOGIA

Os ensaios foram realizados no tribômetro (Figura 2) do LATRIB que foi projetado para caracterizar materiais de fricção. Essa máquina é equipada com transdutores de força, torque, temperatura e inversor de frequência para controle de rotação do motor elétrico (Figura 3). Ela é capaz de realizar ensaios registrando do coeficiente de atrito, desgaste e variação de temperatura da prova e contraprova ensaiadas. (NEIS, 2008)

Figura 2 – Tribômetro do Laboratório de Tribologia da UFRGS (LATRIB) Figura 3 – Esquema dos

Figura 2 Tribômetro do Laboratório de Tribologia da UFRGS (LATRIB)

Figura 2 – Tribômetro do Laboratório de Tribologia da UFRGS (LATRIB) Figura 3 – Esquema dos

Figura 3 Esquema dos sensores do equipamento.

3.1. METODOLOGIA DE ANÁLISE ENSAIO DE STICK-SLIP

Foram realizados ensaios para avaliar a propensão a Stick-Slip do polímero PA 6 Green contra um disco de ferro fundido cinzento (fofo). A Figura 4 apresenta fotografias do polímero e do disco de fofo.

a) 18 mm
a)
18 mm
b)
b)

Figura 4 Materiais ensaiados. a) PA6 e b) disco de ferro fundido cinzento

Os parâmetros utilizados no ensaio estão apresentados na Tabela 1. Iniciou-se o ensaio com o lixamento do disco de fofo até que uma rugosidade de 0,12 µm foi atingida. Foi executada uma etapa de assentamento para corrigir desalinhamentos entre prova e contraprova. Em seguida foram realizadas três repetições para cada uma das duas forças avaliadas e em duas configurações de resposta do motor elétrico. Esse método de ensaio foi baseado em trabalhos de semestres anteriores, diferenciando-se pela adição da etapa de variação do tempo de resposta do motor e redução da duração do ensaio.

Tabela 1 Parâmetros utilizados no ensaio de Stick-Slip.

1,4 334 1,132 288 1 1,132 288 3 1,697
1,4 334 1,132 288 1 1,132 288 3 1,697
1,4
334 1,132
288 1
1,132
288 3
1,697
1,4 334 1,132 288 1 1,132 288 3 1,697 30 0,0017 0,4 30 0,0017 50 [s]
1,4 334 1,132 288 1 1,132 288 3 1,697 30 0,0017 0,4 30 0,0017 50 [s]
1,4 334 1,132 288 1 1,132 288 3 1,697 30 0,0017 0,4 30 0,0017 50 [s]
  • 30 0,0017

0,4

  • 30 0,0017

50

  • [s] [°C]

[m/s]

[rpm]

[MPa]

  • [N] [-]

Assentamento

  • - 300

  • 18 Stick-Slip

Normal

amostra

Seção

Tempo resposta

do motor

Duração

Temperatura

Inicial

Velocidade

escorregamento

Rotação

Diâmetro

Pressão

Nominal

Força

do Disco

Repetições

[mm]

[-]

[ms]

3

1,132

  • 288 3

1,697

  • 432 3

150

0,4

432

  • 10 150

40

[-]

Par

Tribológico

PA6/Fofo

Foi realizado o cálculo da estimativa da rigidez torcional e da equivalente linear do eixo do motor para cada um dos tempos de resposta do motor conforme as Equações 1, 2 e 3 apresentadas a seguir: (NEIS, 2011)

(1)

Rigidez Torcional:

(2)

Rigidez Linear Equivalente

(3)

Ângulo de deflexão do eixo do motor

Kt

T

[Nm]

K

sen T

R ² *

[N/mm]

 

n t

30

[rad]

Onde:

  • - T é a variação de torque durante o intervalo de Stick [Nm];

  • - é o ângulo de deflexão do eixo do motor;

  • - R é o raio efetivo de escorregamento do corpo de prova [mm];

  • - n é a rotação [rpm];

  • - t é o intervalo de tempo do perído em que ocorre o Stick [s].

O raio utilizado para ambos os tempos de resposta do motor foi de 40 mm. Resolvendo Equações 1, 2 e 3 encontra se os valores de rigidez torcional média e de rigidez linear média apresentados na Tabela 2.

Tabela 2 Resultados da estimativa da rigidez do motor.

Tabela 2 – Resultados da estimativa da rigidez do motor. Tempo de Resposta do Rigidez Torcional

Tempo de

Resposta do

Rigidez Torcional [Nm] (IC = 95%)

Rigidez Linear [N/mm] (IC = 95%)

Motor

288

432

288

432

  • 10 49,51 ± 3,58

ms

32,99 ± 4,16

20,6 ± 2,60

31,0 ± 2,24

  • 40 15,53 ± 3,33

ms

15,38 ± 4,17

9,65 ± 2,61

9,78 ± 2,11

Tabela 2 – Resultados da estimativa da rigidez do motor. Tempo de Resposta do Rigidez Torcional

3.2. METODOLOGIA DE ANÁLISE ENSAIO DE LIMITE PV

Os ensaios para a determinação do limite PV se deram através da Tabela 3, onde na qual foi se utilizado do material Tecaran ABS Grey (Cinza Escuro), contra o disco de ferro fundido cinzento (fofo), mesmo utilizado nos ensaios de Stick-Slip.

Tabela 3 Parâmetros para avaliação do limite PV

 

Velocidade

Etapa

Repetições

Força [N]

Temperatura [°C]

deslizamento [rpm]

Duração [s]

Assentamento

1

100

< 50

325 RPM

120

 

Limite PV

n

300

< 50

*Inicio 325 RPM

 

30

*Incrementos de velocidade de 50 RPM até a identificação do limite PV.

4. RESULTADOS

4.1. RESULTADOS ENSAIO DE STICK-SLIP

Após os ensaios no tribômetro, os dados coletados foram processados em Matlab gerando os resultados de potência de Slip do par tribológico. A Tabela 4 apresenta os resultados de cada repetição do ensaio.

Tabela 4 Resultados de potência de slip para cada repetição

[Nm/s] [Nm/s] 288 Sim 4,11 4,32 4,29 4,23 ± 0,86 432 [Nm/s] Par resposta do Tempo
[Nm/s] [Nm/s] 288 Sim 4,11 4,32 4,29 4,23 ± 0,86 432 [Nm/s]
[Nm/s] [Nm/s] 288 Sim 4,11 4,32 4,29 4,23 ± 0,86 432 [Nm/s]

[Nm/s]

[Nm/s]

288

Sim

4,11

4,32

4,29

4,23 ± 0,86

432

[Nm/s]

Par

resposta do

Tempo

F N

de Stick-Slip

Ocorrência

Potência Slip

Ensaio 1

Potência Slip

Ensaio 2

Potência Slip

Ensaio 3

Potência Slip

Médio

Potência Slip

Somatório

Tribológico

motor

(IC=95%)

[ms]

[N]

[Sim ou Não]

[Nm/s]

[Nm/s]

PA6/Fofo

40

Sim

5,92

6,05

6,00

5,99 ± 0,57

10,22

10

288

Sim

4,68

4,57

4,52

4,59 ± 1,72

12,07

 

432

Sim

7,62

7,46

7,36

7,48 ± 0,98

Observa-se que todas as repetições apresentaram ocorrência do fenômeno e um baixo desvio da potência de Slip média entre cada condição avaliada, mostrando que existe repetitividade de ocorrência do fenômeno.

A Tabela 5 apresenta uma avaliação de resultados entre as condições ensaiadas para todas as três repetições.

Tabela 5 Avaliação entre condições ensaiadas

Tempo resposta Pressão Ocorrência Potência Somatório Frequência Par F Eventos Δµ ΔT N t slip µ
Tempo resposta
Pressão
Ocorrência
Potência
Somatório
Frequência
Par
F
Eventos
Δµ
ΔT
N
t slip
µ s
µ k
do motor
Nominal
de
Stick-Slip
Slip
Potência Slip
eventos
Tribológico
[ms]
[N]
[MPa]
[Sim ou Não]
[-]
[s]
[-]
[-]
[-]
[Nm]
[Nm/s]
[Nm/s]
[Hz]
288
1,132
S
103
0,57 0,55 0,35 0,20
2,39
4,22
0,86
40
10,20
432
1,697
S
67
0,61 0,55 0,34 0,21
3,67
5,98
0,56
288
1,132
S
315
0,33 0,47 0,35 0,13
1,50
4,60
2,63
10
12,10
432
1,697
S
224
0,43 0,50 0,31 0,18
3,21
7,50
1,87
PA6/Fofo

Observa-se uma pequena diferença entre a média e o somatório da potência de Slip entre as TabelasTabela 4 eTabela 5 pelo fato de o resultado da primeira ter sido calculado utilizando cada evento de Slick-Slip e na segunda tabela o cálculo foi feito utilizando a média de todos os ensaios. Pode-se perceber que o efeito de Stick-Slip aumenta com o aumento de força normal do sistema e que este efeito é potencializado pela redução do tempo de resposta do motor.

A Tabela 6 apresenta uma avaliação da significância da potência de Slip em relação a variação de força e diferença de trimestre do ensaio. No trimestre em comparação (2016_3) foram realizadas apenas 2 repetições para cada uma das forças. Portanto, foram comparadas apenas as duas primeiras repetições do ensaio realizado neste trimestre (2017_2). Através da ferramenta ANOVA, pode-se observar que para ambos os fatores comparados, os valores de F são muito maiores que os valores do F crítico, indicando que a alteração de força e mudança de trimestre acarretam em mudanças significativas nos valores de potência de Slip. A diferença encontrada entre os trimestres pode ser explicada por mudanças realizadas no processamento dos dados dos ensaios, com a adição de novos filtros e além do fato de a amostra estar mais envelhecida.

Tabela 6 Análise de significância da potência de Slip em relação à força e diferença de semestre do ensaio.

DADOS

 

Semestre

Forças

 
 

288

432

4,11

5,92

 

Ano 2017_2

4,32

6,05

 

7,01

10,63

 

Ano 2016_3

6,76

9,4

9,4

ANOVA

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Amostra

22,44

1

22,44

109,85

4,68E-04

7,71

Colunas

12,01

1

12,01

58,77

1,56E-03

7,71

Interações

0,92

1

0,92

4,53

1,00E-01

7,71

Dentro

0,82

4

0,20

Total

36,19

7

Total 36,19 7

A segunda análise de significância de potência de Slip foi feita em relação à força e tempo de resposta do motor entre as três repetições executadas para cada configuração. A Tabela 7 apresenta os resultados da avaliação utilizando o método de ANOVA.

Tabela 7 Análise de significância da potência de Slip em relação à força e tempo de resposta do motor

DADOS Tempo de Resposta Força 288 432 4,11 5,92 Rigidez 40 ms 4,32 6,05 4,29 6,0
DADOS
Tempo de Resposta
Força
288
432
4,11
5,92
Rigidez 40 ms
4,32
6,05
4,29
6,0
4,68
7,62
Rigidez 10 ms
4,57
7,46
4,52
7,36
ANOVA Fonte da variação SQ gl MQ F valor-P F crítico Amostra 2,54 1 2,54 244,09
ANOVA
Fonte da variação
SQ
gl
MQ
F
valor-P
F crítico
Amostra
2,54
1
2,54
244,09
2,81E-07
5,32
Colunas
16,17
1
16,17
1552,02
1,89E-10
5,32
Interações
0,98
1
0,98
94,02
1,07E-05
5,32
Dentro
0,08
8
0,01
Total
19,77
11

Observa-se que os valores de F ficaram muito acima dos valores de F crítico, provando que tanto a alteração de força como a de rigidez do motor, resultam em mudanças significativas nos valores de potência de Slip. Essa análise indicou que com o aumento de força normal ou a diminuição do tempo de resposta do motor (tornando o motor mais rígido) ocorre um aumento da potência de Slip.

4.2. RESULTADOS ENSAIO DE LIMITE PV

Conforme apresentado na Tabela 3, os testes foram realizados com acréscimos de velocidade na ordem de 50 RPM, totalizando uma sequência de avaliações de 14 corridas, chegando a uma velocidade de 975 RPM. Com base na análise dos dados é possível verificar, já na 13ª corrida, com a velocidade de 925 RPM com a força de 300 N, o limite PV do material. Nessa é possível verificar a variação do atrito, força e torque, conforme apresenta a Figura 5.

Limite PV

29 16 18 19 20 21 23 24 25 26 15 Atrito [µ] 0,65 0,67 0,69
29
16
18
19
20
21
23
24
25
26
15
Atrito [µ]
0,65
0,67
0,69
0,71
0,73
0,75
0,77
4
ATRITO
28
14
0,81
0,83
0
1
3
Tempo [s]
5
6
8
9
10
11
13
0,79
16 26 25 24 23 21 20 18 19 FORÇA 4 28 15 14 13 11
16
26
25
24
23
21
20
18
19
FORÇA
4
28
15
14
13
11
10
9
8
6
298
3
1
310
308
306
304
302
300
0
296
294
292
290
5
Tempo [s]
Força [N]
29
9 TEMPERATURA Tempo [s] Temperatura [ºC] 29 28 26 25 21 20 19 18 16 15
9
TEMPERATURA
Tempo [s]
Temperatura [ºC]
29
28
26
25
21
20
19
18
16
15
14
13
11
0
0
20
40
60
80
100
120
10
1
3
4
5
6
23
24
8
Torque [N.m] 6 7 8 9 10 11 15 18 1 3 4 5 6 8
Torque [N.m]
6
7
8
9
10
11
15
18
1
3
4
5
6
8
9
10
11
13
14
TORQUE
16
0
19
20
21
23
24
25
26
28
29
Tempo [s]

Figura 5 - Verificação dos parâmetros obtidos na etapa de obtenção do limite PV da amostra 1

Foi utilizado somente uma amostra a qual obteve seu limite PV com uma velocidade de deslizamento tangencial de 3,87 m/s (925 rpm), conforme Figura 5. Observa-se o aumento acentuado do coeficiente de fricção do material nos últimos segundos, bem como a grande variação da força e torque. Pode-se perceber que o coeficiente de fricção atingiu o valor máximo de aproximadamente 0,80. A Figura 6 apresenta fotografias tiradas do disco e do corpo de prova do ABS ao final dos ensaios.

Limite PV 29 16 18 19 20 21 23 24 25 26 15 Atrito [µ] 0,65
Limite PV 29 16 18 19 20 21 23 24 25 26 15 Atrito [µ] 0,65

Figura 6 Disco e corpo de prova ao final dos ensaios de limite PV.

Em comparação com ensaios realizados em anos anteriores, verifica-se uma boa estabilidade do ABS frente a outros tipos de plásticos como o PA 6. No momento da ocorrência do

limite PV o ABS teve um acréscimo de atrito de aproximadamente 13 %, enquanto que em Neis, onde foi realizado ensaio do limite PV com a poliamida 6 (PA 6) a 500 N e 300 RPM o acréscimo do de atrito chegou em aproximadamente 50 %.

O ABS apresenta um alto valor de PV, conforme mostra a Tabela 8, o que certifica a sua maior resistência ao desgaste que outros materiais como o PA Green e PA Black, conforme mostra a Figura 7.

Tabela 8 Valor de PV

 

PA Green

PA 6 Black

ABS (2016)

ABS (2017)

 

Velocidade de

 

Velocidade de

 

Velocidade de

 

Velocidade de

Pressão de

Deslizamento

PV [Mpa.m/s]

Pressão de

Deslizamento

PV [Mpa.m/s]

Pressão de

Deslizamento

PV [Mpa.m/s]

Pressão de

Deslizamento

PV [Mpa.m/s]

Contato [Mpa]

[m/s]

Contato [Mpa]

[m/s]

Contato [Mpa]

[m/s]

Contato [Mpa]

[m/s]

1,81

2,51

2,964

0,79

1,05

0,826

1,69

2,36

3,989

1,18

3,87

4,554

1,97

1,26

2,481

1,18

0,73

0,862

1,13

2,76

3,122

 

2,36

1,15

2,716

1,58

0,52

0,816

 
 

PV médio =

2,723

PV médio =

0,844

PV médio =

3,555

PV médio =

4,554

2 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 4,0 4,5 0 1 1,5 2,5 Velocidade de
2
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
4,0
4,5
0
1
1,5
2,5
Velocidade de deslizamento [ m/s]
Pressão de contato [Mpa]]
PA Green
PA 6 Black
ABS (2016)
ABS (2017)
3,5
0,5

Figura 7 - Comparação das curvas limite PV do ABS, PA 6 Green e o PA 6 Black.

5. CONCLUSÕES

Ensaio de Stick Slip:

 

o

Foi registrada a ocorrência de Stick-Slip em todas as repetições feitas;

o

Os cálculos de potência de Slip apresentaram desvio para o intervalo de confiança de

o

95%, mostrando que os ensaios foram repetitivos. A potência de Slip é influenciada pela alteração de força de atuação, mudança de trimestre ensaiado e tempo de resposta do motor.

Ensaio de Limite PV:

o

Limite PV ocorreu na 13ª corrida, com 925 RMP e Força de 300N.

o

Apresentou um limite PV maior que a dos ensaios dos anos anteriores cerca de 12 %.

o

Provavelmente pelo fato de o tempo em cada corrida ter sido reduzido pela metade, em comparação aos anteriores O material ABS apresenta uma boa estabilidade de atrito mesmo quando identificado o seu limite PV, quando o atrito dispara ele sobe aproximadamente cerca de 13 %.

6. BIBLIOGRAFIA

BOOSER, E.R. CRC Handbook of lubrifications: Theory and Pratice of Tribology. v. 2. New York: CRC Press LLC, 1983

POGAčNIK, A., KALIN, M. Parameters influencing the running-in and long-term tribological behaviour of polyamide (PA) against polyacetal (POM) and steel, Wear. 290-291, 2012 140-148

NEIS, P. D. Projeto E Construção De Um Tribômetro Para Estudos Relacionados a Materiais De Fricção Veiculares. Master Thesis, 2008.

NEIS, P.D. Projeto e Construção de um Tribômetro com Controle Independente da Temperatura do Disco. Dr. Thesis, 2013. v. 53, n. 9, p. 16891699.

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P.

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International,

2015.

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<http://papers.sae.org/2015-36-0004/>.

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NEIS, P. D.; SILVA, X. X.: Tribological behavior of polyamide-6 plastics and their potential use in industrial applications. LaboratoryofTribology, Federal Universityof Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.