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CONTEÚDO

PROFº: CHARCHAR
02 SOCIEDADE INDÍGENA NA AMAZÔNIA ANTES DOS
EUROPEUS (CONT)
A Certeza de Vencer CT110308

APRESENTAÇÃO
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O QUE É ETNOCENTRISMO?
Etnocentrismo e uma visão do mundo onde os nossos próprios grupos tomados
como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores,
nossos modelos nossas definições do que e existente.
No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença, no
plano efetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade ou ate mesmo
deslumbramento.
Perguntar sobre o que é etnocentrismo é, pois, indagar sobre um fenômeno onde se
misturam tanto elementos intelectuais e racionais quanto elementos emocionais e efetivos. No
etnocentrismo, estes dois planos do espírito humano-sentimento e pensamento - vão juntos
compondo um fenômeno não apenas fortemente arraigado na hístoria das sociedades como
também facilmente encontrável no dia-a-dia das nossas vidas.
Assim, o etnocentrismo pode ser expresso como os mecanismos as formas, os
caminhos e razões pelos quais tantas e tão profundas distorções se perpetuaram e
perpetuam nas emoções, pensamentos, imagens e representações que fazemos da vida
daqueles que são diferentes de nós.

1. A ESSÊNCIAE O DESENVOLVIMENTO DO IMAGINARIO CRISTÃO EUROPEU

Durante muito tempo, equivocadamente, relacionou-se as primeiras


impressões dos europeus sobre o “novo mundo” como originarias de uma
mentalidade que teria surgido num período que se convencionou chamar de
“moderno”. Toda via, pesquisas recentes nos revelam que a configuração do
imaginário cristã europeu foi formada ainda no período medieval, momento em que
ver o mundo, eram muito associadas ao cristianismo e gerenciadas pela igreja
católica.
Percebemos que estes valores estiveram pautados em uma organização
tripla da religiosidade: céu, inferno e purgatório. Os sentimentos dos europeus
eram voltados para uma luta constante entre céu x inferno; deus x diabo; espírito x
carne, enfim, o bem x mal.
Esta mentalidade européia passou a ser levada para outras partes do
mundo pouco conhecidas, a partir das chamadas cruzadas, direcionadas em sua
maioria para a luta contra os “povos inkeis”, isto é, os mulçumanos.
A espiritualidade dos cruzados foi, sem duvida, o traço fundamental da
formação de um imaginário cristão sobre as terras ainda pouco conhecidas, como
as regiões do oriente médio e do extremo oriente. Na realidade, a fronteira entre o
real e o imaginário manifestou-se metidamente nos contatos entre os europeus e
as terras que iam para alem da cidade santa de Jerusalém, principalmente a Índia
e a China, onde a espiritualidade passou a desenvolver visões imaginarias sobre a
terra a natureza e as sociedades como algo fantástico. Duas impressões mentais
foram formadas mais viagens dos cruzados ao oriente próximo e ao extremo
oriente: o maravilhoso e o monstruoso.

2. A VISÃO AO MARAVILHOSO E O REINO DE PRESTE JOÃO

A religiosidade cristã medieval carregada pelos diversos viajantes europeus que atingiram diversas regiões do mundo oriental
a partir do séc xl, manifestou-se primeiramente por uma visão do paraíso configurada a partir de descrições feitas da Índia e da China.
Mas de onde teria vindo essa idéia de um paraíso terreno? Sem duvida sua origem encontra-se mas sagradas escrituras sobre Adão
e Eva, que povoavam a mentalidade popular européia e lhe fazia acreditar que esse “jardim do Édem” ao “paraíso terreno” estaria
situado em algum lugar no oriente, onde acreditavam existir um reino rico e farto de um cristão chamado de preste João. Vejamos o
que nos diz sobre o assunto o historiador Jean Delumeau “paraíso terrestre diz-se que é a terra mais alta do mundo, e fica no oriente,
no começo da terra, e no meio esta a fonte que lança os quatro rios, que correm por diversas terras. [...] e diz-se [...] que toras as
doces águas no mundo, em cima e em baixo, nascem desta fonte e dela todas as águas vem e jorram... e sabe, que não há
caminhante nem outras pessoas que possa ir ao paraíso nem por mar, nem por terra.[...] muitos grandes senhores tentaram [...] mas
não puderam impedir (impulsionar) a sua nave (embarcação) a avançar, misto morriam vários de fadiga de nadar contra as vagas
(ondas) e alguns ficavam cegos, e outros ficavam surdos do grande barulho das águas, e vários se afundaram e perderam dentro das
VESTIBULAR – 2009

ondas das águas, assim que não há homem mortal que possa aproximar-se, não sendo por graça de Deus” a crença na existência de
um paraíso temos era um fenômeno ao mesmo tempo imaginário e absolutamente real. A projeção da existência de um paraíso
edênico, portanto, foi a primeira visão que os europeus tiveram a partir das cruzadas e que, posteriormente foi transferida para o
continente americano, “novo mundo”; Esse paraíso também se materializou na visão européia através do chamado El Dorado, ou
seja, a crença de que partes do oriente distante seriam paraísos de riquezas metálicas ouro e prata e de diversas “especiarias”.

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3. A VISÃO DO MONSTRUOSO

Outra visão importante que os europeus desenvolveram sobre as terras do longe novo oriente indiano, estava ligada a idéia
do perigo, ou seja, o mundo oriental seria também o local onde viveriam seres monstruosos, bestas e seres meio humanos meio
animalesco (como ciclopes, dragões, cinocéfalos, centauros, etc.). tais mitos, e lendas que a muito já habitavam o imaginário europeu,
proporcionaram o surgimento de uma concepção demonológica sobre o oriente e os povos que lá viviam.
A divisão imaginaria monstruosa e fantástica foi produto ao contato com novos povos e culturas e principalmente relatos
fantásticos que viajantes como o veneziano marco pólo, que esteve no oriente por volta do século Xll e Xlll, essas idéias fortaleceram
se na cultura européia.

4. O DESLOCAMENTO DO IMAGINARIO CRISTÃO DO ORIENTE PARA O ACIDENTE


Nos séculos XV e XVl percebemos a “transição” da idade media para a modernidade, momento em que também observou-se
um lento deslocamento das regiões fantásticas no imaginário europeu do oriente, para o acidente.
No século XlV, a áfrica passou a ser o lugar onde
estariam localizados reinos e terras maravilhosas.
Nos séculos XVl e XVll, o atlântico e o novo mundo
tornaram-se o novo palco do imaginário europeu.
As viagens de Colombo que objetivava chegar ao
oriente, navegando pelo ocidente trazia a tona antigos receios e
perspectivas européias como o medo que todos da tripulação
sentiam ao atravessar um mar que imaginavam ser amaldiçoado
e visto como o espaço das doenças (como a peste negra) e que
poderia leva-los para o inferno. Também deslocou-se para a
América o velho deseja de encontrar os “El Dorado” que povoava
a cabeça dos europeus desejos de encontrar uma terra de
riquezas, como diria frei Bartolomeu delas casas” o que Colombo
se oferecia para fazer era o seguinte: que por via do poente
descobriria grandes terras felicíssimas, riquíssimas de ouro,
prata, perolas e pedras preciosas e gentes infinitas; e que por
todos aquele caminho entendia topar com terra da Índia”.
Essas visões culturais que habitavam o pensamento
europeu também produziam no “novo mundo uma idéia de
paraíso térrea” que tanto foi procurado em diversas regiões
orientais durante a idade media.
Essas primeiras impressões que os conquistadores tiveram do “novo mundo” foram muito fortes devidos o grande impacto
que a nova terra cruzada nos recém-chegados” visitantes”.
Os europeus ficaram simplesmente deslumbrados com a exuberância da fauna e flora que se depararam no novo território
levamdo-os a inevitável comparação com o paraíso. Mas nada deixou os europeus mais curiosos do que a presença dos nativos
“assim, quando o batel chegou a foz do rio estavam ali 18 ou 20 homens, pardos, todos nus, sem vergonhas. Traziam arcos nas mãos
e suas setas. Parecem ser gentes de tanta inocência que se agente os entendesse eles a nós, que seriam logo cristãos, porque eles
não tem nem atendem a nenhuma crença por isso pareceu a todos que nenhuma idolatria nem adoração têm.
E, para isso, se alguém vier, não deixe de vir logo para os batizar, porque, então já terão mais conhecimento de nossa fé.
Essa terra de tal maneira e graciosa que, querendo aproveitá-la dar-se-a nela tudo por bem das águas que tem. Mas o
melhor fruto que nela se pode fazer, me aparece que será salvar esta gente” (a certidão de nascimento do Brasil; a carta de Pero Vaz
de Caminha).
Percebemos que nos primeiros contatos os índios foram descritos com um olhar adênico, ou seja, como sendo descendente
de Adão, desprovidos da corrupção que destruía o homem europeu. Os nativos pareciam ser “inocentes” “gentios”. Os mínimos
detalhes da natureza eram compreendidos como sinais da natureza eram europeus. Relacionava-se a abundância dos recursos
naturais às descrições do jardim do Édem. A fertilidade do solo, o clima fresco e a diversidade da fauna e da flora eram salientados
nos relatos criando uma espécie de indenização das novas terras. Tal deslumbramento produzi uma seria de impressões que definiam
lugar do mundo e em vários depoimentos como o próprio paraíso territorial.
Porem, não podemos esquecer que esta visão paradisíaca não durou muito tempo, pois logo os europeus se adaptaram e
passaram a conhecer mais profundamente os índios, passando a envolver os nativos nos seus interesses econômicos.

5. AS MUDANÇAS NO IMAGINARIO CRISTÃO: “E O PARAISO VIROU PURGATÓRIO E O GENTIL VIROU SELVAGEM”


Observamos que a origem da concepção de purgatório remonta o século Xlll na Europa medieval, momento em que a igreja
católica oficializa o reconhecimento de um lugar intermediário entre o céu e o inferno. O reconhecimento do purgatório resolveu um
problema enfrentado pela cristandade dês de os primeiros tempos, pois não se sabia para onde ia as almas que encontravan-se em
uma camada intermediaria, ou seja, que não eram nem totalmente pecadoras, nem totalmente puras.
À medida que os portugueses chegavam ao território e estreitavam cada vez mais suas relações com os nativos. Passando a
receber-los como fundamentais para o seu projeto colonial, sua visão sobre a nova terra e os indígenas foi se alterando,
principalmente pelo fato que depois de algum tempo os nativos começaram a se mostrar hostis ao trabalho atrapalhando os interesses
econômicos portugueses.
Os costumes indígenas, a violência que imperava na terra, os desmando dos poderosos e de funcionários da coroa, as
tentações da carne abaixo da linha do equador e até mesmo uma natureza hostil, repleta de animais selvagens e peçonhentos, e um
clima mais quente que o europeu compunha um cenário, onde a terra descoberta deixava, pouco a pouco, de compor as imagens
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adênicas e passava a ser associada ao purgatório. As atravessias de mares e oceanos e o degredo para purificar as almas de muitos
pecadores que através ao sofrimento que iriam encontrar almejavam conquistar a salvação, mas vale lembrar que no imaginário
europeu a população dos pecados poderia começar em vida e continuar em morte.
A situação do indígena na colônia foi brutalmente alterada, pois agora alem de seres que não possuíam fé, rei e lei, também
passaram a ser vistos como despossuidos de alma, pois seriam portadores de uma cultura inferior e desconhecedores da cultura
cristã, portanto precisavam imediatamente serem iniciados na verdadeira religião nem que para isso fosse preciso escraviza-los.

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