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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

Agravante: BOB MARLEY JANIS JOPLIN ELVIS PRESLEY

Agravado: CAMILA JANE (representada por sua genitora, MARY JANE)

Proc. De origem nº.: 000000000-00.2017.8.05.0001 13ª Vara de Família de Salvador/BA

AÇÃO DE ALIMENTOS

BOB MARLEY, solteiro, estudante, RG 00.000.000-00, CPF: 000.000.000-00; ELVIS PRESLEY, servidor público, RG 00.000.000-00, CPF: 000.000.000-00, casado com MÃE JANIS JOPLIN, servidora pública, RG 00.000.000-00, CPF: 000.000.000-00, residentes e domiciliados na Rua Y, nº. 0000, em Salvador (BA) CEP 41000-000, não se conformando, venia permissa maxima, com a r. Decisão interlocutória que concedeu alimentos provisórios contra legem, essa proferida nos autos de Ação de Alimentos nº. 000000000-00.2017.8.05.0001, originário da 12ª Vara de Família de Salvador/BA, razão qual vêm, com o devido respeito à presença de Vossa Excelência, interpor o presente recurso de

AGRAVO DE INSTRUMENTO C/C PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO, com guarida no art. 995, parágrafo único, do CPC c/c CPC, art. 1.015, inc. I, em razão das justificativas abaixo evidenciadas.

NOMES E ENDEREÇOS DOS ADVOGADOS

O Agravante informa o (s) nome (s) e endereço (s) dos advogados habilitados nos autos, aptos

a serem intimados dos atos processuais (CPC, art. 1.016, inc. IV):

DO AGRAVANTE: MICHAEL JACKSON, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil sob o n. 77777, Seção Bahia, com escritório profissional sito Avenida Pinto de Aguiar, nº. 000

Salvador-BA;

DOS AGRAVADOS: ALPHA BLOND, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil sob o n. 77777, Seção Bahia, com escritório profissional sito Avenida Pinto de Aguiar, nº. 000 Salvador-BA;

DA TEMPESTIVIDADE DESTE RECURSO

O recurso deve ser considerado como tempestivo. O patrono da parte Agravante fora intimado

da decisão atacada na data de 06 de novembro de 2017, consoante se observa da certidão ora acostada. (CPC, art. 1.017, inc. I). Dessarte, o patrono do Recorrente fora intimado em 06 de novembro de 2017, por meio do Diário da Justiça nº. 0000 (CPC, art. 231, inc. VII c/c 1.003, § 2º). Igualmente, o prazo do recurso em espécie é quinzenal (CPC, art. 1.003, § 5º) e, por isso, o prazo processual fora devidamente obedecido.

FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO

a)

Preparo (CPC, art. 1.007, caput c/c CPC, art. 1.017, § 1º)

O

Recorrente acosta o comprovante de recolhimento do preparo, cuja guia, correspondente ao

valor de R$ 200,00 (duzentos reais), que atende à tabela de custas deste Tribunal.

b) Peças obrigatórias e facultativas (CPC, art. 1.017, inc. I e III)

· Procurações outorgadas aos advogados das partes (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Petição exordial da Ação de Alimentos (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Decisão interlocutória recorrida (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Contestação do Agravante na Ação de Alimentos (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Certidão narrativa de intimação do patrono do Recorrente (CPC, art. 1.017, inc. I);

· Cópia integral do processo (CPC, art. 1.017, inc. III).

Diante disso, pleiteia-se o processamento do presente recurso, sendo o mesmo distribuído a uma das Câmaras Cíveis deste Egrégio Tribunal de Justiça (CPC, art. 1.016, caput), para que seja, inicialmente, e com urgência, submetido para análise do pedido de efeito suspensivo ao recurso (CPC, art. 1.019, inc. I). Respeitosamente, pede deferimento.

Salvador-BA, 18 de novembro de 2017.

Michael Jackson

Advogad0 OAB-BA 777777

RAZÕES DE AGRAVO DE INSTRUMENTO

Agravantes: BOB MARLEY JANIS JOPLIN ELVIS PRESLEY

Agravado: CAMILA JANE (representada por sua genitora, MARY JANE)

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

COLENDA CÂMARA CÍVEL

PRECLAROS DESEMBARGADORES

(1) - DOS FATOS E DO DIREITO (CPC, art. 1.016, inc. II)

Mary Jane, médica, funcionária do Hospital Português, ajuizou ação de alimentos em favor de sua filha, Camila Jane, menor, em face de seu genitor Bob Marley, estudante de direito e dos seus avós paternos, Janis Joplin e Élvis Presley, funcionários públicos do Ibama.

Ao despachar o processo, o juiz da 13 vara de família, estabeleceu alimentos provisórios em 700 reais, devendo ser pagos por Bob, e subsidiariamente por Janis e Élvis, em conta a ser aberta no Banco do Brasil.

Entrementes, o pleito fora deferido a título de alimentos provisórios, razão qual motivou a interposição deste recurso de Agravo de Instrumento.

(2) A DECISÃO RECORRIDA

De bom alvitre que evidenciemos, em síntese, a decisão interlocutória hostilizada, in verbis:

“Para que o encargo alimentar provisório seja concedido, mesmo que provisoriamente, deve haver prova segura da efetiva necessidade de quem recebe e, igualmente, da fortuna de quem paga. Ademais, essa prova, mesmo que sumariamente, deve ser produzida com a exordial. Por esse norte, a prova documental colacionada com a peça vestibular foi capaz de, por si só, indicar seguramente a necessidade dos alimentos pleiteados pela autora. Diante disso, acolho parcialmente o pedido de alimentos provisórios de sorte a arbitrá-los no valor correspondente a R$700,00 (setecentos reais)”. Eis, pois, a decisão interlocutória guerreada, a qual, sem sombra de dúvidas, concessa venia, deve ser reformada.

(03) ERROR IN JUDICANDO (CPC, art. 1.016, inc. II)

Inicialmente, impende esclarecer que os Agravantes têm clara compreensão de que a decisão judicial encontra-se respaldada em direito do Agravado, ao qual cabe ao seu genitor e/ou ao seus avós paternos, o dever de prestar alimentos, ainda que o menor assim não o deseje,

Destarte, por meio do presente recurso não tem os Agravantes a pretensão de declinar de seu dever, entretanto é imperioso demonstrar que o valor de alimentos provisórios fixado em Juízo, com base no que foi declarado pelo Agravado na exordial do processo de origem, não se sustenta perante a real situação financeira dos agravantes, conforme será explicitado a seguir.

O Agravante Bob Marley, genitor do Agravado, é estudante do curso de Direito na Faculdade

Tal e está desempregado, não possuindo nenhuma fonte de renda que lhe ampare em sustento

próprio ou ao seu filho, ora Agravado.

A verdade é que Bob Marley depende integralmente da ajuda de seus pais, Agravantes Janis

Joplin e Elvis Presley e avós paternos do Agravado, para a manutenção de seus estudos e para

o custeio de necessidades básicas, como moradia, alimentação, transporte e saúde.

Joplin e Elvis Presley, por sua vez, são servidores públicos federais, funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e seus vencimentos constituem a única fonte de renda destes para a manutenção de suas necessidades básicas e, como já referido, das de seu filho Fulano de Tal.

Pois bem. Diante do exposto, é evidente que o valor fixado em decisão judicial para prestação de alimentos provisórios superam a capacidade da renda total auferida pelos Agravantes.

Ademais, insta esclarecer que Mary Jane, genitora do agravante, é médica, atualmente empregada no Hospital Português, auferindo renda que, mesmo sem a prestação de alimentos por parte dos Agravantes, é capaz de abarcar as suas próprias despesas e as do menor, sem nenhum risco para o desenvolvimento deste.

Neste sentido, mediante a situação acima exposta, os agravantes requerem a suspensão da decisão interlocutória, a fim de que o valor de prestação de alimentos provisórios devidos aos Agravantes possa ser revisados e adequadosà realidade dos Agravantes e do Agravado, com base nos fatos ora apresentados.

É imperioso evidenciar o que dispõe o artigo 1.695 do Código Civil, que determina que os

alimentos devem ser prestados "quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê- los, sem desfalque do necessário ao seu sustento".

E assim já compreende o Tribunal de Justiça do Distrito Federal por exemplo:

(TJ-DF) data

de

publicação:

25/04/2014.

2.

Na

hipótese

vertente,

considerando

as

possibilidades

financeiras

do

alimentante/agravante, demonstradas neste juízo de cognição sumária, afigura-se razoável reduzir o valor dos alimentos provisórios, ao menos até o julgamento da ação originária, oportunidade em que será apreciada de forma mais detalhada as reais possibilidades do alimentante.

No presente caso, as alegações apresentadas pelo Agravado trazem apenas informações superficiais, sem nenhuma comprovação ou precisão acerca das rendas e despesas que compõem a situação financeira dos Agravantes.

O sustento dos filhos é responsabilidade de ambos os genitores, deste modo não podem os Agravantes deixar de prestarem auxilio ao Agravado, no entanto, os alimentos provisórios devem ser fixados em quantidade que o pai suporte.

Por todo o exposto, os Agravantes pugnam pela redução dos Alimentos Provisórios arbitrados, em valor compatível aos rendimentos comprovados, nos termos do Art. 13, § 1º da Lei de Alimentos.

(04) - DA NECESSIDADE DE PROVER-SE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO

PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DE QUE TRATA O ART. 1.019, inc. I, do CPC

As questões destacadas no presente recurso de Agravo de Instrumento são de gravidade extremada e reclama, sem sombra de dúvidas, a concessão da tutela recursal (CPC, art. 1.019, inc. I), posto que restou demonstrado o preenchimento do requisito do “risco de lesão grave e de difícil reparação” e da “fundamentação relevante. Nesse ritmo, a parte Agravante demonstrou o requisito da “fundamentação relevante”. É irrefutável que ficou comprovado a situação de desequilíbrio da possibilidade-necessidade quanto ao pagamento da verba alimentar.

Ademais, além da “fundamentação relevante”, devidamente fixada anteriormente, a peça recursal preenche o requisito do “risco de lesão grave e difícil reparação”. Há possibilidade da prisão civil do Recorrente, em que pese, ao nosso sentir, tenha razão escusável. Desse modo, para o Agravante, como para qualquer outro, é medida drástica que afetará significativamente na sua ordem social e psicológica.

Como consequência, pede-se, tutela de maneira a suspender os efeitos da decisão interlocutória pugnada (CPC, art. 1.019, inc. I), conferindo-se efeito suspensivo presente recurso, determinando-se:

a) alicerçado no art. 8º, do Código de Processo Civil, seja suspenso, provisoriamente, o pagamento de alimentos ao Agravado; b) subsidiariamente (CPC, 326), solicita a redução do mesmo para o importe de R$ 300,00 (trezentos reais), a serem pagos nos mesmos modos e datas anteriormente definidas, até ulterior determinação desta relatoria; c) ainda subsidiariamente, pleiteia-se a suspensão dos efeitos da decisão guerreada até a análise do pleito alimentar por ocasião da oitiva das partes. (CPC, art. 300, § 2º c/c CC, art. 1.585).

(05) - RAZÕES DO PEDIDO DA REFORMA (CPC, art. 1.016, inc. III)

Por tais fundamentos, é inescusável que a decisão deva ser reformada, posto que:

a) há elementos probatórios suficientes a comprovar a desnecessidade de pagamento de alimentos à Recorrida;

b) a decisão hostilizada fere o binômio necessidade-possibilidade.

(06) DOS PEDIDOS

Em suma, tem-se que a decisão guerreada, na parte citada em linhas anteriores, com o devido respeito, merece ser agravada.

Por todas as considerações relevadas, pede-se, como questão de fundo, a nulidade do ato decisório atacado, o qual atrelado ao processo nº. 00000000-00.2017.8.05.0001, por este combatido, objetivando, em consequência, seja confirmado o efeito suspensivo dado ao Agravo de Instrumento, e, mais, acolhendo-se este recurso para:

anular o ato decisório que concedeu alimentos provisórios à Recorrida, tendo em vista

o que rege o Código Civil no que tange ao binômio necessidade-possibilidade; 2) pleiteia, igualmente, a intimação da Agravada, por seu patrono regularmente constituído nos autos, para, querendo, responder em 15 (quinze) dias (CPC, art. 1.019,

1)

inc. II).

Respeitosamente, pede deferimento.

Salvador-BA, 18 de novembro de 2017.

Michael Jackson

Advogado OAB (BA) 77777