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Universidade Estadual de Campinas - Unicamp Comunicação social - Midialogia CS202 - Antropologia da imagem Docente:​​ Prof. Dr. Fernando de Tacca Discente:Veridiane Vilela Seixas - RA:157451

Resenha/Compreensão do texto “O trabalho do antropólogo: Olhar, ouvir, escrever” (1988).

Roberto Cardoso de Oliveira, discorre e questiona em seu texto de 1988, acerca das questões envolvidas no trabalho do antropólogo, o qual ele divide em 3 diferentes etapas que considera importantes para o entendimento dos fenômenos

sociais, são elas: O olhar, o ouvir e o escrever. Buscando mostrar a forma que nós devemos usar essas ferramentas para a produção de conhecimento, elas podem e devem ser problematizadas e discutidas, apesar de parecer algo comum, quase corriqueiro, se faz necessário uma análise da forma como são utilizadas.

O olhar, é fortemente influenciado pela noção de realidade que seu dono

possui, ele é passado pelo prisma do conhecimento do observador, pois, o que aprendemos e nosso conhecimento intelectual influencia nossa forma de ver a realidade, este precisa ser treinado para que a investigação não seja afetada por julgamentos pessoais.

O ouvir, também muito importante para o trabalho do antropólogo, é trazido

para complementar a investigação científica, complementado pelo olhar, este deve ser usado de forma a eliminar ruídos que possam atrapalhar a busca pelo conhecimento. Essa etapa também deve ser usada na coleta de dados, ouvindo o grupo que é estudado pois assim, complementa e enriquece a pesquisa científica, chegando no que pode ser chamado de matéria-prima para o entendimento antropológico. Esta faculdade pode se tornar difícil, pois requer que se passe por algumas barreiras, a maior delas a diferença cultural entre o antropólogo e o nativo, para que as diferenças no modo de ver e ouvir o mundo não altere seu julgamento, e que ele possa entrar no diálogo como um observador participante, que talvez não seja de todo eficaz, criando hipóteses que precisam ser testadas, mas é um bom

modo de se abranger um espaço etnográfico compartilhado, com uma fusão de horizontes entre o entrevistado e o entrevistador. De acordo com Roberto, o ouvir e o olhar não podem ser totalmente separados um do outro, já que eles se complementam. Juntos, eles atuam no trabalho de campo, e sofrem interferências da vivência própria do observador. O

olhar e ouvir são usados no campo de estudo e são a primeira parte do trabalho do antropólogo, o cientista está lá e vivencia a experiência, a segunda etapa consiste em poder transmitir o conhecimento adquirido com a primeira etapa, parte muito importante do trabalho, gerando segundo o autor, o verdadeiro conhecimento

A última etapa, o escrever, finaliza o processo. A escrita age como agente

divulgador do conhecimento, textualizando os fenômenos observados e trazendo os fatos vistos e ouvidos para o plano do discurso, passados a partir da vivência do investigador àquele objeto antropológico, esta etapa é difícil porque deve-se trazer

ao texto uma visão que possa mostrar uma interpretação daquela realidade, usando os dados que foram colhidos e a visão a partir da própria cultura e próprio estudo na antropologia, se perguntando como trazer àquela realidade observada no campo para fora.

O texto nos mostra que o antropólogo ao ver e ouvir constitui sua percepção

da realidade focalizada na pesquisa empírica, e o escrever se associa ao pensamento, é nesse momento que o observador pode chegar a conclusões e analisar seu entendimento dos fatos estudados. As 3 etapas que o autor nos traz, estão sempre ligadas entre si e contribuem para o trabalho do antropólogo, elas devem ser sempre questionadas enquanto etapas de constituição do conhecimento pela investigação científica.

Bibliografia OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. “O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir, escrever”, in O Trabalho do Antropólogo. Paralelo 15/UNESP, 1988.