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Elementos do crime Art. 107, LEI Nº 10.

741, DE 1º DE
OUTUBRO DE 2003.
Tipo objetivo (verbo) Coagir idoso a doar, contratar, testar ou
outurgar procuração
Sujeito (ativo-passivo) Sujeito ativo: qualquer um
Sujeito passivo: somente pessoa
considerada idosa
Objeto (jurídico/material) Objeto jurídico: Liberdade e Patrimônio
Objeto Material: Patrimônio
Elementos normativos Idoso
Elementos subjetivos Coagir dolosamente
Consumação Crime Formal, indende do resultado
Tentativa Possível
Classificação Crime comum, formal, unissubjetivo e
unissubsistente em regra, omissivo, Mera
Conduta, de Dano e etc.
Confronto
(conflito aparente de normas Não há conflitos aparentes, em razão do
caráter de idoso que este tipo penal exige
penais)
Concurso crimes Concurso de Crimes e Pessoas é possível
Concurso de pessoas
Excludentes de: tipicidade, Não há, tendo em vista se tratar de cirme
ilicitude e culpabilidade exclusivamente doloso, aonde o ânimus
está em coagir para obter vantagens
Figuras típicas Pena de Reclusão de 2 a 5 anos;
Pena Ação Penal Pública Incondicionada;
Ação penal
01 Exemplo Exemplo: Particular, alegando ser
01 jurisprudência advogado, induz pessoa idosa a lhe
outorgar procuração no intuito de obter
vantagens econômicas;

jurisprudência: APELAÇÃO CRIMINAL.


APROPRIAR-SE DE OU DESVIAR BENS,
PROVENTOS, PENSÃO OU QUALQUER
OUTRO RENDIMENTO DO IDOSO, DANDO-
LHES APLICAÇÃO DIVERSA DA DE SUA
FINALIDADE (FATO 1); INDUZIR PESSOA
IDOSA SEM DISCERNIMENTO DE SEUS
ATOS A OUTORGAR PROCURAÇÃO PARA
FINS DE ADMINISTRAÇÃO DE BENS OU
DELES DISPOR LIVREMENTE, E
ESTELIONATO VÁRIAS VEZES (FATO 2).
SENTENÇA JULGANDO PARCIALMENTE
PROCEDENTE A DENÚNCIA. RÉU
CONDENADO APENAS PELO CRIME DE
ESTELIONATO (FATO 2). INSURGÊNCIA
DAS PARTES. 1. Crime de induzir pessoa
idosa sem discernimento de seus atos a
outorgar procuração para fins de
administração de bens e deles dispor
livremente (Fato 1). Absolvição mantida.
Ausência de prova suficiente a amparar
veredicto condenatório. No caso concreto,
a vítima outorgou procuração através de
instrumento público. E, até prova em
contrário, a qual não veio aos autos, a
presunção desse documento é de
legitimidade. Pretensão recursal
condenatória do Ministério Público
desacolhida. 2. Estelionato (Fato 2).
Condenação mantida. Pretensão recursal
defensiva desacolhida. Conduta
reclassificada. Os extratos bancários das
fls. 14 a 16, 17 e 41 a 48 aliados aos
depoimentos da vítima, de sua filha e da
testemunha de acusação demonstram,
modo inconteste, ter o réu se apropriado
e desviado dinheiro da conta... poupança
da vítima, idosa, com 72 anos de idade ao
tempo do fatos, por diversas vezes, entre
os meses de abril e setembro do ano de
2011, inclusive, dando-lhe aplicação
diversa da sua finalidade na medida em
que nesse interregno de tempo, reduziu o
saldo bancário de R$ 19.006,90 para em
torno de R$ 726,00, sem prestar contas,
justificando adequadamente esse gasto
dispendioso, inclusive depositando parte
dessa quantia em contas bancárias aberta
em favor de suas filhas. Assim, a conduta
do réu se amolda ao tipo penal previsto
no art. 102 da Lei n. 10741/2003 e não
àquele do art. 171, caput, do CP, motivo
porque deve ser reclassificada a
condenação, inexistindo óbice para tanto
no ponto, pois a denúncia descreve no
Fato II a conduta tipificada no art. 102 do
Estatuto do Idoso. 3. Pena carcerária.
Redimensionada. Pena-base estabelecida
no mínimo legal, um (1) ano de reclusão,
consideradas neutras ou presumidamente
favoráveis as circunstâncias do art. 59 do
CP. Ausentes circunstâncias agravantes e
ou atenuantes de pena a serem
obervadas. Presente a continuidade
delitiva, acolhida, aqui, a pretensão
recursal do Ministério Público, aumentada
a pena em um sexto (1/6), ausentes
outras causas modificadoras. 4.
Prescrição. Declarada de ofício. Julgada
extinta a punibilidade do réu,...
considerando que, do recebimento da
denúncia até a data da publicação da
sentença penal condenatória
transcorreram mais de quatro (4) anos,
operando-se a prescrição punitiva
retroativa. CONDUTA DO RÉU QUANTO
AO FATO 2 RECLASSIFCADA, APELO
DEFENSIVO NÃO PROVIDO E APELO
MINISTERIAL PARCIALMENTE PROVIDO,
COM DISPOSIÇÃO DE OFÍCIO. UNÂNIME.
(Apelação Crime Nº 70073271843, Sexta
Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Bernadete Coutinho Friedrich,
Julgado em 12/12/2017).

(TJ-RS - ACR: 70073271843 RS, Relator:


Bernadete Coutinho Friedrich, Data de
Julgamento: 12/12/2017, Sexta Câmara
Criminal, Data de Publicação: Diário da
Justiça do dia 14/12/2017)

Art. 107. Coagir, de qualquer modo, o idoso a doar, contratar, testar ou


outorgar procuração:

Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.