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PROCEDIMENTO PARA TRANSPORTE E LANÇAMENTO DE CONCRETO.

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TRANSPORTE E LANÇAMENTO

1. Operações

Generalidades: É de extrema importância à inspeção do concreto durante o


seu deslocamento, desde a saída da betoneira onde é fabricado até a sua posição
final dentro das fôrmas. Cada passo na manipulação do concreto deve ser
cuidadosamente verificado, para manter a uniformidade do material não só dentro
de cada volume que está sendo operando, mas também de uma para outra porção
que vai sendo fabricada.
Quaisquer que sejam os procedimentos utilizados no transporte e no
lançamento, é importante não comprometer esta homogeneidade. Infelizmente isto
nem sempre é fácil de ser conseguido, uma vez que um conjunto de fatores
interfere no trabalho com o concreto após a saída da betoneira, no sentido de
desfazer ou modificar a mistura que podem surgir na manipulação do concreto
fresco.
O manuseio do concreto na obra deve ser feito antes que tenha inicio a pega
do cimento, portanto, quando o material se encontra ainda no estado denominado
de concreto fresco. É então a trabalhabilidade a condição técnica exigida para o
concreto neste estado. Não se pode, portanto, abordar os problemas relativos ao
manuseio do concreto sem uma boa compreensão do conceito de
trabalhabilidade.
Quando a mistura fresca, constituída de cimento, agregados, água e,
eventualmente, aditivos, apresenta características adequadas ao tipo da obra a
que se destina e aos processos de manuseio que são adotados, mantendo-se
continuamente homogênea, diz-se que ela é trabalhável. Somente um concreto
trabalhável permite a obtenção de uma estrutura pronta com qualidade uniforme.

Condições a serem observadas

Segregação: A segregação pode constituir-se na separação dos grãos


mais grossos dos demais componentes da mistura, pela sua movimentação mais
rápida, durante o deslocamento no transporte, nos pontos de transferência ou no
lançamento nas fôrmas. Este tipo de segregação é comum nos concretos pobres
ou naqueles mais secos, em ambos os casos há escassa por deficiência de grãos
finos ou falta de água, respectivamente.
Os grãos mais grossos dos agregados podem também se depositar no
fundo dos recipientes de transporte, ou das fôrmas, pela ação da gravidade,
quando submetidos a choques ou trepidações, constituindo outro modo de
segregação, com separação nítida da pasta ou da argamassa mais fina. Esta
ocorrência é mais freqüente nas misturas muito plásticas. Consideram-se
concretos muito úmidos, a destruição de sua homogeneidade durante a
manipulação pode ser devida a uma diferença muito sensível entre a massa
específica dos grãos dos agregados e a argamassa formada pela água de
amassamento, o cimento e as partículas mais finas de areia (diâmetros inferiores

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a 0,15 mm). Esta argamassa de textura muito fina, sendo muito diluída, é mais
leve e incapaz de manter os grãos maiores em suspensão.O equilíbrio rompido
por ações externas permite a descida dos mesmos sob o efeito da gravidade. Em
certos casos, pode-se aumentar a densidade desta argamassa enriquecendo-a
com cimento, cuja massa específica é bem maior, e, assim, evitar esta
segregação.
Uma mistura segregada colocada na fôrma não apresenta trabalhabilidade
na operação de adensamento, mesmo que não ofereça dificuldade na sua
execução, pois o conceito de trabalhabilidade envolve a manutenção da
homogeneidade.
, uma parte de água pode perder-se devido à evaporação (particularmente se o
concreto é exposto ao sol e ao vento), parte é absorvida pelos agregados e outra
parte é retirada pelas reações químicas iniciais.Tem-se observado que a medida
da consistência varia gradativamente com o tempo, dependendo esta variação do
tipo e teor de cimento na mistura, da temperatura do concreto e da consistência
inicial, como também da presença de aditivos.

Transporte do concreto: Deve ser assegurado que o concreto produzido


para determinado bloco ou estrutura seja realmente lançado naquela estrutura.
Para tanto, é conveniente que o sistema de transporte seja claramente
identificado com o tipo de concreto transportado e o bloco a que ele se destina.
Em obras de grande porte, onde em uma frente de lançamento são
utilizados concretos de diversas resistências, ou diâmetros máximos, ou
trabalhabilidade, é imprescindível que o concreto chegue ao local perfeitamente
identificado.
O transporte do concreto desde a instalação de produção até o local de
lançamento deve ser feito o mais rápido possível de maneira às propriedades do
concreto não serem afetadas sensivelmente.
Para o dimensionamento do transporte devem ser considerados aos
seguintes eventos:
 Tempo de carregamento.

 Tempo de espera.

 Tempo de manobra para descarga.

 Tempo de espera para descarga.

 Tempo de descarga.

 Tempo de viagem.

Através dos tempos acima citados, além da capacidade do elemento


transportador, pode-se calcular a quantidade de elementos necessária para
atender às produções exigidas pelo cronograma.

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A escolha do sistema mais adequado para o transporte do concreto,
desde sua descarga das betoneiras até o local de sua aplicação, dependendo do
tipo de obra, do volume a ser colocado e da topografia local.
A principal condição que deve ser atendida pelo sistema de transporte é a
de não provocar a segregação, perda de argamassa, demora, etc. Sabe-se que a
perda da homogeneidade do concreto ocorre por este ser constituído de uma
mistura de materiais heterogêneos em dimensões e densidades. Portanto, logo
após a fabricação do concreto atuam forças externas e internas que tendem a
separar estes materiais. Esta operação deve ser impedida, pois só em casos
muito especiais há condições de corrigi-la quando de sua aplicação.
É necessário também que o sistema de transporte seja suficientemente
rápido e organizado, de tal forma que não permita que o concreto seque, perca
sua trabalhabilidade e tenha sua temperatura elevada.

Transporte horizontal: Carros de mão, carrinhos motorizados,


caminhões dumpcreat, caminhões basculantes, caminhões betoneira, vagonetes
sobre trilhos, caçambas transportadas por caminhões ou carretas são
equipamentos usuais para transporte de concreto. Deve-se procurar evitar a
trepidação dos veículos, se forma que não ocorra a vibração do concreto no seu
interior.
Os carros de mão e carrinhos motorizados devem ser providos de rodas
de borracha, de forma a atenuar este efeito. O caminhão betoneira apresenta
vantagens quanto à manutenção da homogeneidade da mistura, por impedir
maiores perdas d água, no entanto, não se utiliza concreto massa com agregados
de dimensão máxima característica de 76 e 152 mm. Em regiões de grande
insolação é recomendado que sua cuba seja pintada de branco ou protegido com
mantas isolantes, de maneira a não absorver a radiação solar. É um equipamento
caro e com custo de manutenção elevado. Ideal para utilização combinada com
bombas de concreto.

Caminhões: O concreto pode ser transportado por caminhões, de


caçamba (não agitadoras) ou betoneira (agitadores e/ misturadores).
Os caminhões dumpcrete são, mais utilizados para o transporte dos
concretos massa, porém em algumas obras já estão sendo usados para o
transporte de concreto bombeado.
Caminhões dumpcrete e basculantes são os meios mais utilizados no
transporte do concreto massa. Quando este sistema é utilizado, é indispensável
uma boa manutenção nas pistas de tráfego, de forma a prevenir a compactação e
exsudação dos concretos. Estes efeitos se fazem sentir de forma mais intensa à
medida que for aumentada a trabalhabilidade do concreto. Algumas
especificações recomendam que, ao se ter o transporte do concreto com
caminhões basculantes, e com superfície exposta relativamente grande, há
necessidade de se cobrir o concreto com tecido úmido como forma de reduzir a
evaporação.
A caçamba dos caminhões deve ser projetada de tal forma a minimizar
a segregação devida ao basculamento.

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Atualmente utilizam-se, também, caminhões basculantes
convencionais, como os utilizados em terraplenagens, no transporte de concreto.
Para esses casos, o concreto deve ser de baixa trabalhabilidade. Este
procedimento pode ser adotado nos casos em que haja possibilidade de entrada
dos caminhões dentro dos blocos e quando o espalhamento do concreto é feito
com o uso de tratores de lâmina frontal.

Transporte vertical: Guindastes equipados com caçambas de


comportas de fundo são o meio mais utilizado para transporte vertical do
concreto.Estes guindastes e caçambas variam muito em capacidade de carga e
volume transportado monovias.
Em algumas obras, desde que a topografia local o permita, são
utilizados cabos aéreos em substituição aos guindastes.
A forma mais simples de transporte vertical do concreto é por queda
livre.Esse método, no entanto, deve ser aplicado com cuidados especiais,de modo
a não permitir a ocorrência de segregação.A utilização de “trombas” metálicas
cônicas, tubos providos de dissipadores de energia e trombas de borracha,
praticamente elimina as limitações quanto a altura da queda. Os concretos
aplicados por esses sistemas devem ser estudados levando em conta este fato. É
conveniente que, para grandes alturas de maneira que sua massa absorva os
agregados eventualmente segregados dos concretos subseqüentes. É importante
também que as trombas sejam mantidas na vertical e que não se permita que
durante a descarga do concreto se forme um monte (cone), causando a
segregação do agregado graúdo no seu perímetro.
Para evitar a ocorrência deste fato, devem ser mantidos vibradores
funcionando próximos à região de descarga.

Esteiras transportadoras: Esteiras transportadoras vêm sendo


cada vez mais utilizadas no transporte de concreto. Permite o lançamento em
locais de difícil acesso. Geralmente o equipamento consiste em silo agitador que
alimenta a correia. A correia possui movimentos que permite que se eleve, gire e
translade. O conjunto é geralmente montado sobre rodas. As correias tendem a
provocar a segregação quando sua inclinação é muito acentuada e, durante a
descarga. Uma forma de impedir a segregação é instalada um dispositivo
constando de raspador de borracha, anteparo e um tubo de forma a descarga ser
vertical.
Itens a serem verificados pelo supervisor:

 Quando da descarga do concreto da central na caçamba do


caminhão, esta deverá estar limpa e isenta de água.

 O número de caminhões que alimentam o mesmo guindaste não


deverá ser excessivo, não causar uma demora muito grande do
concreto na caçamba do caminhão. Esta demora nos dias quentes
e na hora do sol mais intenso, faz com que o concreto perca água
por evaporação, diminuindo sua consistência para o lançamento.

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 Observar se as descargas dos dumpcretes nas caçambas estão
sendo bem feitas, cuidando para que não haja perda de
concreto.Uma caçamba mal posicionada pode induzir o concreto a
segregar quando da descarga do dumpcrete, com reflexos
negativos para o adensamento.

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 Observar periodicamente a carroceria dos dumpcretes para se
certificar que não haja aderência do concreto, nas mesmas. Este
concreto aderido além de representar uma perda representa
também um encarecimento do lançamento, pois o mesmo só sairá
do dumpcrete depois de endurecido, com o uso de calafates.

 Os equipamentos de transporte e lançamento do concreto serão


mantidos sempre limpos e umedecidos, para evitar que absorvam
água da mistura. Por outro lado, estes equipamentos não poderão
conter água livre.

 Caçambas – O volume da caçamba deverá ser maior ou igual ao


volume do concreto transportado pelo dumpcrete. O estado das
caçambas deverá ser bom, compreendendo isso: que as mesmas
estejam limpas e com manutenção satisfatória. Uma caçamba sem
boas condições pode provocar demoras excessivas, principalmente
quando da abertura da mesma.

 Ao ser iniciada uma concretagem as caçambas deverão ser


testadas quanto à abertura normal de suas comportas.

 Ao final da concretagem as caçambas deverão ser cuidadosamente


lavadas com o concreto ainda fresco. Os supervisores reverão
chamar a atenção dos responsáveis do empreiteiro caso observem
alguma irregularidade neste sentido, mesmo que este serviço não
seja de sua alçada.

 Caminhões betoneiras: De todos os tipos de transporte de


concreto, este é o único em que o processo de mistura é parte do
método de transporte. Estes caminhões betoneiras funcionam em
pelo menos três tipos diferentes para produção e o transporte do
concreto:

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 Como agitadores transportando o concreto que foi preparado total
ou parcialmente em uma central. Durante o trajeto a betoneira gira
a uma velocidade baixa 1 rpm,quando se chega ao local de
lançamento a betoneira é acionada para a velocidade de mistura
por uns poucos minutos para se assegurar uma mistura completa
antes da descarga.

 Como betoneiras, quando são carregados no depósito com os


materiais secos e a água e a mistura é processada ali. O concreto
então segue o trajeto e recebe o mesmo tratamento anterior.

 Como betoneiras quando os materiais secos são carregados no


depósito e a água somente é adicionada no local de aplicação.Na
chegada a água de mistura é adicionada e a mistura completada.

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 Este processo é mais lento do que os anteriores, mas tem a
vantagem de proteger o concreto contra o tempo (sol quente ou
chuva) e a mistura fica mais homogênea.

 No caso de se usar este tipo de lançamento há que cuidar para que


a água seja bem controlada e verificar se o caminhao tem palhetas
de mistura pois pode ser que seja somente de transporte.

 Correias transportadoras: Neste método o concreto é


descarregado em uma correia através de tremonhas especiais, e é
conduzido ao local de aplicação que é inacessível pelos métodos
normais. Não existe contra-indicação no uso deste método desde
que tome algumas providências, dentre as quais destaca-se:

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 Evitar a separação dos componentes, a perda de plasticidade e
perda de argamassa que possa aderir à correia no retorno. Para
isso a correia deverá possuir raspadores de borracha que são
lavados constantemente.

 Evitar segregação do concreto no pé da forma, principalmente na 1°


sub-camada lançada sobre a junta de construção.

 A correia no retorno deverá ser protegida contra a queda de


materiais que poderão provocar a sua avaria (principalmente as
britas de maiores diâmetros).

 Proteger a correia de ação do sol e do vento, para evitar a perda de


plasticidade.

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 Nos pontos de descarga há que prever chutes ou dispositivos que
provoquem a queda vertical do concreto sobre a superfície de
lançamento.

Lançamento de concreto: O lançamento de concreto será iniciado


quando as liberações de outras partes envolvidas no processo da concretagem
tais como topografia, embutidos, armação de aço e formas já houverem aprovados
a área para construção.
Nenhum concreto será lançado até que todo o trabalho de formas,
preparação das superfícies e instalações de peças embutidas, a armação de aço
tenham sido aprovadas. Nenhum concreto será lançado em superfícies inundadas,
exceto com a permissão especial.

Itens a serem verificados pelo supervisor:

Os requisitos essenciais para uma concretagem satisfatória são:

 As superfícies de rocha ou juntas de construção, sobre as quais ou


de encontro as quais serão lançados concretos e ou argamassa,
deverão ser saturadas continuamente por um período não inferior a
24 horas antes da concretagem.

 Esta saturação consiste na molhagem sistemática da superfície


durante todo o período, de modo que a água sempre exceda à
capacidade de absorção da superfície.

 Em função de interferências com serviços em níveis inferiores,


poderão ser utilizados sacos de aniagem molhados, de modo a
manter a superfície sempre úmida.

 A saturação da superfície deverá encerrar-se imediatamente antes


do inicio do lançamento do concreto, devendo toda água livre, ser
removida com ar comprimido ou outro processo, ficando a
superfície na condição saturada superficialmente seca.

 O concreto deverá ser uniforme e satisfazer a especificação e os


requisitos da obra tais como: Trabalhabilidade, fator água/cimento
e qualidade.

 As quantidades equivalentes dos materiais de um determinado


traço deverão ser uniformes de traço a traço. O ideal é que se
tenha o material uniforme e de qualidade satisfatória.

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 A mistura deverá ser total e suficiente para distribuir os materiais
uniformemente e a pasta de água e cimento deverá ser espalhada
uniformemente nas superfícies dos agregados.

 O concreto deverá ser transportado, colocado e vibrado com o


mínimo de segregação,a vibração deverá ser integral para
preencher todas as partes da fôrma,eliminar ar e bolsões de
agregado,e aderir convenientemente com a armação e o concreto.

 O transporte do concreto deverá ser programado de tal maneira


que nunca falte ou haja acúmulo de material no local de
lançamento.

 Será empregado sistema efetivo de identificação dos tipos ou


classes de concreto durante o seu transporte e lançamento.

 Quando de uma concretagem há que se ter sempre o cuidado de


evitar a segregação e que o concreto que está em lançamento seja
lançado em concreto já em endurecimento provocando juntas de
trabalho. Para que o concreto seja lançado, mantendo-se sempre
uma parte fresca é necessário que se faça camadas sucessivas
formando degraus, sendo as cabeças destes degraus
mantidas,sempre frescas ,geralmente tais camadas ou sub-
camadas têm a altura de 50 cm,por terem os vibradores de
concretos geralmente 50 a 70 cm de agulha.

 A segregação se possível deve ser evitada já na central,


colocando-se quando for o caso dispositivos que auxiliem o seu
combate.

 Em qualquer situação usar sempre concreto com a maior


dimensão máxima do agregado graúdo e com o menor abatimento
possível, compatíveis com a estrutura onde se está trabalhando. O
concreto de menor abatimento, além de desenvolver melhor
resistência, reduz a exsudação.

 O concreto será lançado sob tempo seco, preferencialmente.

 O concreto deverá ser aplicado sempre de maneira que o fluxo


seja dirigido perpendicularmente à superfície de lançamento.

 Quando da transferência do concreto entre diferentes meios de


transporte e durante o seu lançamento, não deverá haver queda
livre superior a 1,5 m, para evitar a ocorrência de segregação de
seus componentes. Caso haja necessidade de se lançar o

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concreto de alturas maiores, deverá ser previsto o emprego de
equipamentos e ou dispositivos apropriados, tais como “trombas de
elefante”, tubulação, etc.

 A descarga do concreto próximo das fôrmas deverá ser muito


cuidadosa, para evitar a formação de bolsões de brita junto às
mesmas.Se o concreto for descarregado com alguma segregação
e as britas caírem de encontro à fôrma, dificilmente serão
eliminados os bolsões de britas, mesmo que se tente a brita visível
que estão em contato com a forma.

 A descarga será dirigida para frente da concretagem, de maneira


que as britas maiores possam ser trabalhadas na massa.

 O concreto será sempre lançado sempre o mais próximo possível


de sua posição definitiva, não devendo ser obrigado a fluir
lateralmente,para evitar a ocorrência de segregação.

 O concreto massa tem uma maior tendência à segregação, por


causa do tamanho das britas maiores. Deve-se cuidar para que
esta segregação seja minimizada. Nos blocos onde a segregação
já tenha ocorrido, deve-se evitar que as britas maiores sejam
lançadas com pá para próximo do vibrador, para que as mesmas
sejam recobertas. Em regiões onde há uma maior concentração
de britas maiores,o auxilio dos pés para forçá-los a penetrar na
massa às vezes surte o efeito desejado. Havendo planejamento e
organização constante,os problemas devidos à segregação serão
evitados e os trabalhadores envolvidos no lançamento não serão
sobrecarregados.

 Em nenhuma será permitida a adição de água, e outros materiais


ao concreto depois de sua saída da betoneira. Não poderá ser
utilizado concreto remisturado. Deverá ser refugada qualquer
mistura que tenha endurecido de modo tal que não permita sua
adequada colocação.

 As alturas de camadas de concretagem, os intervalos de


lançamento entre camadas sucessivas e as temperaturas de
lançamento do concreto serão definidos pelo projeto ou pelo setor
de concreto,com base em estudos térmicos realizados,se for o
caso.

 Em concretagens de encontro à fundação em rocha,uma camada


de argamassa com espeçura de 1 a 1,5 cm deverá ser espalhada
na superfície,de preferência com vassourão,imediatamente antes

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do lançamento do concreto.Deverá ser evitada exposição
excessiva desta argamassa.

 O concreto lançado deverá preencher completamente todos os


espaços confinados pelas fôrmas e em volta das barras de
armadura e peças embutidas. O recobrimento de veda-junta é
muito importante e requer cuidados especiais, necessitando de
supervisão constante enquanto estiver em andamento a
concretagem.

 Cuidados especiais serão tomados para impedir o deslocamento e


ou ocorrência de danos às peças embutidas durante o lançamento
e adensamento do concreto.

 As juntas de construção serão aproximadamente horizontais, a não


ser que seja indicado de outra forma pelo projeto.

 A interseção das juntas de construção com as superfícies de


concreto deverá ser reta e perpendicular.

 Uma vez iniciado o lançamento de uma camada de concreto,os


serviços não deverão ser interrompidos até a sua conclusão.
Entretanto,caso seja impossível evitar a ocorrência de uma junta
de construção forçada (junta fria),devido às chuvas
inesperadas,defeitos de equipamentos ou outra situação
anormal,deverão ser tomadas as seguintes precauções:

 Imediatamente após a interrupção, deverá ser efetuada a vibração


das extremidades expostas da camada, formando uma rampa de
inclinação suave, quando o concreto ainda permitir. Caso o
concreto já tenha endurecido, os degraus deverão ser suavizados
com corte de martelo pneumático, eliminando-se todo o concreto
mal adensado e os agregados soltos.

 Caso o lançamento seja reiniciado até seis horas após ter sido
interrompido, nenhum tratamento da junta será exigido, além da
sua limpeza. Entretanto, se o lançamento for reiniciado de 6 a 12
horas após a interrupção, imediatamente antes do reinicio a junta
deverá ser tratada com jato de ar e água sob pressão (corte
verde).Se o lançamento for reiniciado após 12 horas de
interrupção, o tratamento será efetuado com jatos de areia úmida
ou jatos de água e ar a alta pressão, deixando a junta limpa e livre
de material solto ou estranho.

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 No caso de interrupção da concretagem, o concreto deverá ser
disposto ao longo da superfície da futura emenda, de forma a se
manter,ainda no estado plástico,em posição estável.

 No caso de concretagens sob tempo quente, seco e ou ventilado,


serão tomadas medidas de proteção do concreto contra a perda
rápida de umidade, devido à evaporação. Nestes casos, as
subcamadas recém-lançadas deverão ser cobertas por sacos de
aniagem úmido ou por lonas impermeáveis, podendo ser
empregada também a nebulização da área recém-concretada.

 No lançamento de concreto massa, deverá ser mantido o mínimo


possível de área exposta de concreto fresco. Para isto, cada
camada será lançada em subcamadas
sucessivas,aproximadamente horizontais, com espessura não
superior a 0,50 m,em toda a largura do bloco e em toda a altura da
camada,em uma faixa limitada do lado de jusante ou de montante
do bloco. O lançamento continuará em direção ao lado oposto ao
iniciado, em estágios progressivos, da maneira acima descrita, até
completar a camada. A inclinação formada pelos bordos não
confinados nas subcamadas sucessivas (cabeça de concretagem)
deverá se manter o mais íngreme possível,para limitar sua área ao
mínimo.O concreto de cada subcamada será vibrado previamente
ao lançamento da subcamada sobrejacente, exceto nas cabeças
de concretagem, as quais não serão adensadas até que seja
lançado concreto no trecho adjacente da camada correspondente,
a não ser quando as condições climáticas façam com que o
concreto endureça tanto que a sua posterior vibração não possa
adensá-lo nem integrá-lo ao concreto adjacente lançado
subseqüentemente.

 Caso se tenha que lançar concreto monolítico em torno de


aberturas com dimensões maiores que 0,60 m ou em
plataformas,lajes,vazios ou outras partes semelhantes de
estruturas cuja concretagem tenha que formar monólito com o
concreto de apoio,deverão ser rigorosamente observados os
seguintes procedimentos:

 O prosseguimento do lançamento de concreto será retardado na


parte superior de aberturas, no fundo de mísulas sob
plataformas,lajes,vazios ou outras partes semelhantes de
estruturais onde não houver mísulas. O tempo de retardamento de
lançamento do concreto deverá ser tal que não impeça que o
vibrador penetre,pelo seu próprio peso,no concreto já lançado,

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revibrando-o ao mesmo tempo em que vibra o concreto
sobrejacente lançado posteriormente.

 As superfícies de concreto onde o lançamento for retardado


deverão estar limpas e livres de qualquer material solto ou
estranho,antes da retomada da concretagem.

 Os últimos 0,60 m de concreto lançados imediatamente antes de


uma interrupção, bem como o concreto a ser na parte superior das
aberturas e em plataformas,lajes,vigas e outras partes
semelhantes das estruturas deverão ter o menor abatimento
possível,devendo ser tomado cuidado especial para que o concreto
fique completamente consolidado.

 Apresentam-se a seguir, procedimentos específicos de transporte e


ou lançamento do concreto,em função dos tipos de equipamentos
utilizados. Os diferentes tipos de equipamentos poderão ser
empregados isoladamente ou de forma conjunta.

 Está o tempo decorrido entre o término da mistura e o lançamento


final, dentro do máximo permitido pelas especificações.

 Está o concreto sendo lançado suficientemente rápido para impedir


a formação de juntas frias.

 Estão as camadas sendo mantidas aproximadamente horizontais e


não excedendo a espessura especificada.

 Estão os tirantes e os suportes das fôrmas sendo freqüentemente


verificados e quando necessário, ajustados para impedir ou corrigir
movimentos das fôrmas.

 Está a velocidade (razão) de lançamento, dentro de limites seguros


de maneira a não sobrecarregar as fôrmas pela rápida ascensão
do concreto fluido.

 Está cada camada de concreto, vibrada até sua completa


consolidação.

 Inserir os vibradores verticalmente, através da altura total da


camada e em pontos uniformemente distribuídos de tal maneira
que se superponham os círculos de influência da vibração.

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 Não permitir vibração excessiva para evitar-se segregação e
lembrar que os vibradores não devem ser usados para deslocar o
concreto dentro das fôrmas.

 O uso de vibradores de fôrmas é proibido por algumas


especificações e permitido por outras sujeitas a aprovação
específica. Não permitir o uso de tais vibradores sem autorização
prévia.

 Verificar a necessidade de uso das ferramentas manuais de


compactação quando necessárias, a fim de conseguir-se uma
superfície lisa e densa.

 Quando se faz concretagem em paredes profundas há que se usar


um concreto com uma consistência mais plástica.

 Usar um concreto de mesma consistência é errado, pois se o


mesmo estiver muito seco o concreto da parte inferior da fôrma
está sujeito a apresentar defeito. Se muito plástica a consistência,
o topo superior da fôrma ganhará água excessiva resultando em
perda de coloração, perda de qualidade e durabilidade da camada
superior.

 Lançamento em tempo chuvoso: Na execução de concretagens na


estação chuvosa há que se estabelecer algumas regras básicas a
serem observadas:

 Quando a chuva é branda e não provoca a lavagem dos agregados


não há necessidade de se interromper a concretagem, devendo-se
tomar algumas precauções adicionais:

o Colocar o concreto com um slump um pouco menor.

o Eliminar as poças de água formadas quer seja no concreto fresco


quer seja na fundação ou no concreto endurecido.

o Cobrir a área em concretagem com lona ou plástico, e a área de


concreto que ainda não haja endurecido até o endurecimento do
concreto.

o Manter a superfície do concreto ligeiramente inclinada para que a


água escorra normalmente.

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o Se a chuva é muito intensa e de curta duração, e provoca a
lavagem dos agregados, a concretagem deve ser interrompida
durante a chuva.

o Manter a superfície do concreto ligeiramente inclinado para que a


água escorra normalmente.

o Se a chuva é muito intensa e de curta duração, e provoca a


lavagem dos agregados, a concretagem deve ser interrompida
durante a chuva.

o Havendo possibilidade cobrir a área em concretagem e de


concreto ainda fresco com lona ou plástico para protegê-la da ação
de chuva.

o Para se retomar a concretagem eliminar as poças de água


formadas.

o Se a lavagem da frente de concretagem houver sido significativa


usar uma argamassa para dar algum recobrimento a área afetada.

o Se a chuva é muito intensa e de longa duração há que se


interromper a concretagem tomando-se as precauções previstas
para interrupção de concretagens, sendo o reinicio da concretagem
previsto conforme os requisitos estabelecidos.

o Se a chuva é muito intensa não é recomendável o inicio de novas


concretagens.

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