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Contabilidade Geral para a SEFAZ PE

Teoria e exercícios comentados


Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 00

______________ AULA 00: APRESENTAÇÃO

SUMÁRIO

APRESENTAÇAO. .......................................................................................................................... 1
O CURSO, EDITAL E PROVA. .......................................................................................................... 2
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE. ................................................................................................... 7
AINDA NOS CONCEITOS INICIAIS DA DISCIPLINA. ........................................................................... 7
PRINCIPAIS ASPECTOS DA RESOLUÇÃO 1.282/2010 DO CFC. ............................................................ 8
RESOLUÇÃO N. 750/93 DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (ATUALIZADA)............................9
CAPÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA. ................................................................ 9
CAPÍTULO II - DA CONCEITUAÇÃO, DA AMPLITUDE E DA ENUMERAÇÃO.............................................10
SEÇÃO I - O PRINCÍPIO DA ENTIDADE. .........................................................................................10
SEÇÃO II - O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE. .................................................................................12
SEÇÃO III - O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE . ...............................................................................12
SEÇÃO IV - O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL........................................................13
SEÇÃO VI - O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA. ..................................................................................17
SEÇÃO VII - O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA. .....................................................................................18
PRINCÍPIOS CONTÁBEIS X CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.......19
CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS. ..................................................................... 20
RELEVÂNCIA. ............................................................................................................................. 20
REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA. ..................................................................................................... 21
CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA. ........................................................................ 22
COMPARABILIDADE. ................................................................................................................... 22
VERIFICABILIDADE. .................................................................................................................... 23
TEMPESTIVIDADE. ...................................................................................................................... 23
COMPREENSIBILIDADE . .............................................................................................................. 23
QUESTÕES COMENTADAS. ........................................................................................................... 25
QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA. ....................................................................................... 38
GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS DESTA AU LA.................................................................. 43

APRESENTAÇÃO

Olá, meus amigos. Como estão?!

é com um imenso prazer que estamos aqui, no Estratégia Concursos, o


mais novo e revolucionário site de preparação para concursos públicos,
para ministrar para vocês a disciplina de Contabilidade Geral para o
concurso de
Auditor Fiscal do Tesouro Estadual, integrante do quadro de pessoal da
Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco.

O Estratégia conta com os melhores professores do Brasil, não tenha dúvidas.


Certamente, estudando pelo material que ofereceremos aqui, em todas as
disciplinas, você não precisará de mais nada para ter uma preparação sólida e
focada para este certame.

Antes de mais nada, permita que nos apresentemos:

Meu nome é Gabriel Rabelo, sou Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda


do Estado do Rio de Janeiro, tendo, também, dentre outros, exercido o cargo
de Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado do Espírito Santo.

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Sou professor colaborador de direito empresarial e contabilidade no sítio do


Estratégia.

Ministro, também, contabilidade e direito empresarial em cursos presenciais


preparatórios para concursos e, em videoaula, no Eu Vou Passar.

Sou autor dos livros 1.001 Questões Comentadas de Direito Empresarial -


FCC e 1.001 Questões Comentadas de Direito Administrativo - ESAF,
este último em co-autoria com a professora Elaine Marsula, ambos publicados
pela Editora Método.

Meu nome é Luciano Rosa, sou Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da


Fazenda do Estado de São Paulo, aprovado no concurso de 2009.
Anteriormente, trabalhei durante 10 anos na Assembléia Legislativa de São
Paulo, aprovado em 1° lugar no concurso de 1999, ocupando os cargos de
Agente Técnico Legislativo Especializado - área de finanças, e, em comissão,
durante 7 anos, o cargo de Diretor Técnico Legislativo do Serviço Técnico de
Programação Financeira. Sou professor de contabilidade para concursos. Autor
de diversos cursos na área de contabilidade.

Sou formado em Administração de Empresas pela Faculdade de Economia e


Administração - FEA - USP. Possuo 17 anos de experiência em empresas
privadas, na área de Controladoria, tendo ocupado os cargos de Assistente de
Auditoria, Analista de Custo, Chefe da Contabilidade Financeira e Controller.

¥
8 G abriel R abelo Além disso, lançamos juntos, pela Editora Método, o
< L uciano R osa

< C O N T A B IL ID A D E
livro Contabilidade Avançada Facilitada para
1
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AVANÇADA FACTI.ITADA
PARA CONCURSOS
Concursos - Teoria e questões e mais de 200 questões
TEORIA F. QUESTÕES comentadas. Este livro é baseado nos Pronunciamentos
< EÊBBi Contábeis emanados do Comitê de Pronunciamentos
i Contábeis e está disponível para venda no site da editora e
nas diversas livrarias.
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O CURSO, EDITAL E PROVA

O edital foi publicado em 02 de julho de 2014, sendo que o concurso será


realizado pela nossa conhecida Fundação Carlos Chagas (FCC).

As provas serão realizadas em 27 e 28 de setembro de 2014.

Segundo o edital, compõem os vencimentos dos titulares dos cargos do AFTE I


as seguintes parcelas, conforme a Lei Complementar n° 107, de 14 de abril de
2008:

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I - vencimento-base: R$ 11.821,43 (onze mil, oitocentos e vinte e um reais e


quarenta e três centavos);
II - gratificação por resultados;
III - participação no ingresso de receita proveniente de multas relativas a
impostos estaduais

O que se diz hoje, nos fóruns de concursos, é que a remuneração inicial fica
algo em torno de R$ 16.000,00. Trata-se de excelente salário se comparado
à média de trabalhadores da iniciativa privada.

é requisito para ingresso no cargo diploma devidamente registrado de


conclusão de curso de graduação de ensino Superior, fornecido por Instituição
reconhecida pelo Ministério da Educação.

O total de vagas oferecidas está distribuído do seguinte modo:

N* de v a g a s
T o ta l
re serva d a s ao s
Còd. E s e o la rfd a d e fP rá -re q u is ito s de
C a rgo c a n d id a to s
O p ção Vagas
com
n d e fic iê n c ia ( " )

Diplom a devidam ente registrado d a t m d u s í c i du


Auditor F Iscai do
cu rso de g ra d u a çã o da ensm o Superior, fornecido
AM Te so u ro E s ta d u a l- 25 01
por inslduiçào reconhecida peto Mimaterio uu
AFTE I
Ed ucação.
Tedal de vagas (inciuinda-ae e reserva p ü ã candidatos com deficiência),
n Reserve de vaca: para candidarcs cem delici&ncia e n arendimanto ao Dacneta federa rV12 ,2'sii: lí íü a alLeraçOes posLennres
a Lei etladu.ii n” l-l.S30f2Ü11.

O concurso conta com as seguintes provas, disciplinas, número de questões por


disciplinas, total de questões e duração:

N " d e q u e stõ e s por To ta l


C 0 N H E C t M E N T 0 5 G E R A t S (P i1 D u ra ç ã o
D is c ip lin a ''G rupo de de PeSO
CO N TEÚ D O DA PRO VA da P rú V a
D is c ip lin a s Q u e stõ e s
Llnciua Portuguesa 10
0 1 - M alOrr aliou FlnârtoeiraJ Estatística/ RactoOinto LútJiCO 10
Direito C o n stitu cio n al 10
DirPitu Adm inistrativo 10
ao 1 4hS0m in
0 2 - Direito Em p re sa ria l; Pe n al/ Civil 10
C id - C o n ta b ilid ad e G e ra l a d e C u s to s 10
Te cn o lo gia d a inform ação 10
õ 4 - Eco n o m ia e F m a n t a s P ú b lica s 10

C O N H E C IM E N T O S E S P E C ÍF IC O S <P2) N “ d a q u estões por T o tal de D uração


P aso
C O N TEÚ D O DA PROVA D isciplina Q u e s tõ e s d a Prova

Direito T ribulário 20
Legislação Tributária 25
Auditoria Fiscal 15 ao 2 4h30m in
Contabilidade Pública 10
Direita Financeiro 10

Ofereceremos aqui, no Estratégia, cursos completos nas seguintes disciplinas:

- Contabilidade geral (e avançada, mesmo não prevista no edital);

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- Contabilidade de custos;
- Direito empresarial (Gabriel somente).

Contabilidade é uma matéria em que temos professores de grande gabarito e


conhecimento no mercado. Inobstante, estudar pelos em PDF oferece algumas
vantagens aos alunos. Por exemplo, matriculando-se neste curso, você terá:

- Curso completo com todo o edital do ICMS PE. Com efeito, o candidato não
precisará selecionar os assuntos a serem estudados e as questões a serem
resolvidas. Trataremos de todos os temas aqui, com a profundidade e clareza
necessárias.
- Questões atualizadas, especialmente da Fundação Carlos Chagas.
- Questões de outros fiscos e certames de 2012, 2013 e 2014 que julgarmos
interessantes.
- Acesso direto para perguntas através do fórum de dúvidas.
- Curso atualizado com as últimas modificações contábeis existentes. Esta é
também uma grande vantagem dos PDFs.
- Conteúdo objetivo, direto e explicado de maneira clara e compreensível.

Portanto, dos 240 pontos disponíveis, 10 são de contabilidade geral e


custos, o que representa um total de pouco menos de 5% para essas
matérias.

Além disso, há que se ressaltar que o candidato deve fazer, sob pena de
eliminação do concurso, o mínimo de 50% por prova (P1 e P2). Há, ainda, o
mínimo de 60% do total de pontos ponderados nas provas P1 e P2.

Assim, não restam dúvidas da importância da disciplina. Portanto, ofereceremos


aqui uma preparação completa nesta disciplina, com foco total na Fundação
Carlos Chagas. A banca não é famosa por explorar as questões mais
complexas ou os maiores planos de contas, mas, sim, por apresentar questões
inteligentes, cuja proposta pode enganar os candidatos que não estiverem
atentos às novidades no mundo contábil, como os Pronunciamentos Contábeis
emanados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

E como combateremos o examinador?! Simples, faremos uma carga adequada


de teoria e questões comentadas!

Venha estudar conosco e saia à frente da concorrência!

A nossa disciplina, no edital, tem a seguinte ementa:

Contabilidade Geral: 1. Contabilidade: Conceituação, objetivos, campo de


atuação e usuários da informação contábil. 2. Princípios contábeis e normas
contábeis brasileiras emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 3.
Componentes do patrimônio: conceitos, critérios de avaliação e evidenciação. 4.

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Variação do patrimônio líquido. Apuração dos resultados. Conceitos, critérios de


avaliação e evidenciação. 5. Escrituração contábil: Método das partidas
dobradas; Contas patrimoniais e de resultado. 6. Contabilização de operações
típicas de empresas mercantis. 7. Tratamento contábil dos estoques de
mercadorias - conceitos e forma de avaliação. 8. Tipos de Inventários. Apuração
do custo das mercadorias vendidas e do resultado com mercadorias. 9.
Tratamento contábil dos impostos incidentes em operações de compras e
vendas e demais tributos e contribuições incidentes. 10. Balanço Patrimonial:
Estrutura e Elaboração 11. Demonstração do resultado do exercício: conteúdo e
forma de apresentação. 12. Apuração e procedimentos contábeis para a
identificação do resultado do exercício. 13. Custo dos produtos vendidos e dos
serviços prestados. 14. Tratamento contábil e apuração dos resultados dos itens
operacionais e das outras receitas e das outras despesas. 15. Demonstração
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados: conteúdo, itens evidenciáveis e forma de
apresentação. 16. Procedimentos contábeis para elaboração de: a)
Demonstração dos fluxos de caixa: Conceitos, principais componentes, formas
de apresentação, critérios e métodos de elaboração e interligação com o
conjunto das demonstrações contábeis obrigatórias; b) Demonstração do valor
adicionado: Conceitos, principais componentes, formas de apresentação e
critérios de elaboração._____________________________________________

Nossas aulas, por seu turno, serão assim divididas:

VÍDEOS
AULA CONTEÚDO DATA
ASSOCIADOS

1. Contabilidade: Conceituação, objetivos, campo


Aula 0 de atuação e usuários da informação contábil. 2. 0, 1 e 1.1 02/07
Princípios e normas contábeis brasileiras emanadas
pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Aula 1 5. Escrituração contábil: Método das partidas 1.2 a 1.7 11/07
dobradas; Contas patrimoniais e de resultado.
3. Componentes do patrimônio: conceitos, critérios
Aula 2 19/07
de avaliação e evidenciação. 10. Balanço
Patrimonial: Estrutura e Elaborei ção.
3. Componentes do patrimônio: conceitos, critérios
Aula 3 26/07
de avaliação e evidenciação. 10. Balanço
Patrimonial: Estrutura e Elaboração.
4. Variação do patrimônio líquido. Apuração dos
resultados. Conceitos, critérios de avaliação e
evidenciação. 9. Tratamento contábil dos impostos
incidentes em operações de compras e vendas e
demais tributos e contribuições incidentes. 11.
Demonstração do resultado do exercício: conteúdo
Aula 4 03/08
e forma de apresentação. 12. Apuração e
procedimentos contábeis para a identificação do
resultado do exercício. 13. Custo dos produtos
vendidos e dos serviços prestados. 14. Tratamento
contábil e apuração dos resultados dos itens
operacionais e das outras receitas e das outras
despesas.

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16. Procedimentos contábeis para elaboração de: a)


Demonstração dos fluxos de caixa: Conceitos,
principais componentes, formas de apresentação,
Aula 5 critérios e métodos de elaboração e interligação 11/08
com o conjunto das demonstrações contábeis
obrigatórias; b) Demonstração do valor adicionado:
Conceitos, principais componentes, formas de
apresentação e critérios de elaboração.
6. Contabilização de operações típicas de empresas
mercantis. 7. Tratamento contábil dos estoques de
Aula 6 mercadorias - conceitos e forma de avaliação. 8. 18/08
Tipos de Inventários. Apuração do custo das
mercadorias vendidas e do resultado com
mercadorias.
15. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos
Aula 7 25/08
Acumulados: conteúdo, itens evidenciáveis e forma
de apresentação.
Aula 8 02/09
Pronunciamentos contábeis para SEFAZ PE
Aula 9 11/09
Pronunciamentos contábeis para SEFAZ PE
Aula 10 19/09
Pronunciamentos contábeis para SEFAZ PE

Observação: Vejam que reservamos três encontros para tratar exclusivamente


sobre os Pronunciamentos. Contudo, o faremos também ao longo do curso, no
decurso das aulas.

Mas, professores, os Pronunciamentos Contábeis do CPC não estão previstos no


edital. Por que estão no curso? Algumas bancas (e aqui falamos também da
FCC) entendem que as normas técnicas já fazem parte do edital de
Contabilidade Geral. Portanto, não hesitaremos em trazê-las ao curso.

Todavia, não trataremos de todos os Pronunciamentos em seus pormenores.


Faremos uma seleção daqueles que consideramos de maior relevância, com
base em nossa experiência e, também, nas provas anteriores.______________

Nossos e-mails, para dúvidas, são:

gabrielrabelo@estrategiaconcursos.com.br
lucianorosa@estrategiaconcursos.com.br

Quaisquer dúvidas, por favor, enviem aos dois e-mails, para que ambos
possamos ter ciência do que está se passando no curso.

Tá ok?! É isso! Vamos começar a nossa batalha?!

Forte abraço!

G A B R IE L R A B E L O /L U C IA N O R O S A .

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PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE.

Inicialmente, temos de nos perguntar o que é a contabilidade. O que vem a


ser? Existe uma definição formal para tanto, retirada do 1° Congresso Brasileiro
de Contabilidade, em 1924, qual seja:

Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação,


de controle e de registro dos atos e fatos de uma administração
econômica.

Atente-se: a contabilidade é uma ciência!

Ao longo do curso, ministraremos eminentemente questões da FCC. Contudo,


eis aqui uma questão da ESAF que vale a pena abordar.

(ESAF/Técnico do Tesouro Nacional/Adaptada/1992) O Primeiro Congresso


Brasileiro de Contabilidade, realizado na cidade do Rio de Janeiro, de 17 a 27 de
agosto de 1924, formulou um conceito oficial de CONTABILIDADE. Assim,
podemos afirmar que contabilidade é a metodologia especial concebida para
captar, registrar, reunir e interpretar os fenômenos que afetam as situações
patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer ente.___________________

Certo ou errado?! Errado. A contabilidade é uma ciência e não metodologia.


Cuidado com questões que a definem como técnica, metodologia, e até
mesmo arte!

Portanto, a Contabilidade pode ser conceituada como sendo a ciência que


estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das
entidades com fins lucrativos ou não.

Pois bem, enquanto ciência a contabilidade possui um objeto. Este objeto é o


patrimônio das entidades.

As ciências contábeis ajudam a controlar e conhecer os elementos que o


integram. Exemplifiquemos: Através da contabilidade, podemos saber quantas
mercadorias a empresa X possui em seu estoque, quantos carros possui à
disposição para realizar o frete destas mercadorias, qual o gasto mensal que
esta empresa tem com salários, etc.

AINDA NOS CONCEITOS INICIAIS DA DISCIPLINA

Até agora, já sabemos o que é contabilidade, qual o seu objeto.

Neste início do curso, faz-se, ainda, imprescindível saber que ela se aplica às
aziendas. Como aziendas, devemos entender um patrimônio sendo gerido de
maneira organizada.

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A contabilidade se aplica a entidades diversas, quer tenham fins lucrativos


(empresários e sociedades empresárias), quer não (União, Estados,
associações, por exemplo).

A doutrina costuma classificar a azienda, quanto ao fim a que se destina, em


três tipos, a saber:

1) Azienda econômica: Como, por exemplo, as empresas. Objetivo de lucro.


2) Aziendas econômico-sociais: São exemplo as associações, cuja sobra
líquida é destinado a outros fins que não a remuneração do capital empregado.
Por exemplo, a associação de moradores da Barra da Tijuca reverte o dinheiro
que obteve ao término do exercício com a limpeza e o cultivo de árvores na
região.
3) Aziendas sociais: Não possui escopo lucrativo, tal como a União, Estados,
Municípios.

Ainda, há que se ressaltar a finalidade precípua da ciência contábil, que é


prover os seus diversos usuários de informações sobre a situação patrimonial e
financeira da entidade. Faz-se essencial a investidores, credores, fornecedores,
governo e até mesmo aos próprios administradores da entidade que tenham a
plena convicção de como anda a "saúde" da empresa gerenciada.

A partir de agora, passaremos a tecer considerações sobre o patrimônio.

Como ciência, também, a contabilidade pauta-se em princípios. Princípio pode


ser definido como a causa primária, o momento, o local ou trecho em que algo,
uma ação ou um conhecimento, tem origem. E na Contabilidade não é
diferente.

Os princípios fundamentais que norteiam a contabilidade (conhecidos como


princípios de contabilidade) estão previstos na Resolução do Conselho Federal
de Contabilidade n. 750/93. Essa Resolução já passou por algumas mudanças,
contudo, as mais importantes foram sem dúvidas as promovidas pela Resolução
do CFC n. 1.282/10, cujo teor será o objeto de estudo desta aula.

De antemão, as principais alterações promovidas pela Resolução de 2010


foram:

PRINCIPAIS ASPECTOS DA RESOLUÇÃO 1.282/2010 DO CFC

1 - Mudança de nomenclatura: os princípios não são mais denominados


princípios fundamentais de contabilidade, mas tão-somente princípios de
contabilidade.
2 - Possuíamos 7 princípios, agora são somente 6, a saber: entidade,
continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e
prudência.

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3 - O princípio da atualização monetária foi incorporado ao do registro pelo


valor original.

Agora, vamos fazer um pequeno passeio na legislação antes de iniciarmos as


questões.

RESOLUÇÃO N. 750/93 DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE


(ATUALIZADA)

CAPÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA

Art. 1° Constituem PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE (PC) os enunciados por


esta Resolução.

§ 1° A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício


da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de
Contabilidade (NBC)._______________________________________________

Eis aqui um primeiro aspecto importante da norma. Houve mudança de


nomenclatura. Antes os princípios eram chamados de Princípios
Fundamentais da Contabilidade. Com a mudança, passam a ser tratados
como Princípios de Contabilidade. Esse já é um primeiro aspecto que pode
ser cobrado em prova, por que não?

Com efeito, se sou contabilista legalmente habilitado, deverei observar sempre


a aplicação dos princípios de contabilidade quando do exercício da profissão.

De igual sorte, quando da elaboração de alguma norma de contabilidade, os


órgãos que a emitir deverá sempre o fazer em consonância com os princípios de
contabilidade.

§ 2° Na aplicação dos Princípios de Contabilidade há situações concretas e a


essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais. (Redação
dada pela Resolução CFC n°. 1.282/ip)________________________________

Como exemplo deste parágrafo temos a seguinte situação: em regra, os bens


registrados contabilmente na empresa são os de propriedade da empresa.
Contudo, na situação de arrendamento mercantil (leasing) financeiro, embora o
imobilizado não seja de propriedade formal da empresa, por ser muito provável
que a empresa adquirirá o bem ao final do contrato, o registro é feito no
arrendatário, considerando a essência sobre a forma.

Assim, quando ALFA promove o arrendamento de um veículo de BETA e este


arrendamento caracteriza-se, nos termos do CPC 06, como um arrendamento
mercantil financeiro, devemos considera-lo como um ativo de ALFA, mesmo que
juridicamente seja uma propriedade de BETA. Esta é, pois, uma exceção à regra

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de que na contabilidade devemos registrar somente os bens, direitos e


obrigações da entidade que elabora as demonstrações contábeis.

CAPÍTULO II - DA CONCEITUAÇÃO, DA AMPLITUDE E DA ENUMERAÇÃO

Art. 2° Os Princípios de Contabilidade representam a essência das doutrinas e


teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento
predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Concernem,
pois, à Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto
é o patrimônio das entidades. (Redação dada pela Resolução CFC n°.
1.282/10)________________________________________________________

A importância deste artigo está em enaltecer a importância dos princípios de


contabilidade, sendo a essências das doutrinas e teorias das ciências
contábeis.

Reconhece, ainda, o patrimônio como objeto de estudo da Contabilidade.

Continuemos...

Art. 3° São Princípios de Contabilidade: (Redação dada pela Resolução CFC n°.
1.282/10)

1) da ENTIDADE;
2) o da CONTINUIDADE;
3) o da OPORTUNIDADE
4) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;
5) - - d a ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA; (Revogado pela Resolução CFC n°.
1.282/10)
6) o da COMPETÊNCIA
7) o da PRUDÊNCIA.________________________________________________

Antes das alterações possuíamos 7 princípios de Contabilidade. Agora,


restaram-nos somente 6.

O princípio da atualização monetária foi incorporado ao princípio do


registro pelo valor original.

SEÇÃO I - O PRINCÍPIO DA ENTIDADE

Art. 4° O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da


Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da
diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de
pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com
ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se

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confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade


ou instituição.

Parágrafo único - O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é


verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não
resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-
contábil.

Quando A e B celebram contrato para constituir uma sociedade LTDA e


entregam para esta entidade cada um o montante de R$ 100.000,00, não
poderão, a seu bel prazer e a qualquer tempo, reaver tal dinheiro em caso de
necessidade. Uma vez constituída, passa a existir distinção entre a sociedade e
a figura de seus sócios. No direito empresarial, tal distinção é conhecida como
princípio da autonomia patrimonial da pessoa jurídica. Para nós, na
contabilidade, será chamada de princípio da entidade.

O cerne deste princípio está em separar o patrimônio dos sócios do


patrimônio da pessoa jurídica.

É a pessoa jurídica que é objeto de direito, e não os seus sócios. Assim, é a


sociedade que realiza a compra de mercadorias, pertencendo a ela (e não aos
sócios) o produto que fora comprado. As receitas são reconhecidas pela
entidade também e não como patrimônio pessoal dos sócios e assim por diante.

Acerca do parágrafo único, façamos as considerações pertinentes. O parágrafo


único do artigo 4° propõe que o "patrimônio pertence à entidade, mas a
recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios
autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza
econômico-contábil".

Imagine-se que uma pessoa jurídica possui um estabelecimento empresarial.


Suponhamos que essa empresa possua um carro. Ora, este carro pertence à
empresa, mas a empresa não pertence a este carro, de modo que pode o
veículo sofrer operações como compra/venda, permuta, etc, sem que se altere
a natureza da entidade. Assim, concluímos que o patrimônio pertence à
entidade, mas a recíproca não é verdadeira.

A segunda parte da norma diz que a soma ou agregação contábil de


patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de
natureza econômico-contábil. Assim, no caso de consolidação de balanços entre
empresas controladas ou coligadas com influência significativa, não teremos
uma nova entidade, mas somente uma unidade de natureza econômico-
contábil, que será evidenciada, por exemplo, pelas demonstrações
consolidadas.

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SEÇÃO II - O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE

Art. 5° O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em


operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos
componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. (Redação dada
pela Resolução CFC n°. 1.282/10)_____________________________________

O princípio da continuidade teve sua redação alterada. Contudo, sua essência é


a mesma: a empresa deve ser avaliada e escriturada na suposição de
que a entidade não será extinta, está em funcionamento contínuo. As
mudanças apenas facilitaram o entendimento anterior.

O princípio da continuidade está diretamente ligado à avaliação dos ativos e


passivos da empresa.

Basicamente, todo o ativo fica registrado por valores de entrada. Por


exemplo, as máquinas e equipamentos ficam registrados pelos valores que a
empresa pagou, menos a depreciação acumulada e eventual ajuste para
perdas. Esse critério de avaliação é válido em função da continuidade esperada
da empresa.

Se não houver continuidade (se a empresa for fechar as portas), aí não importa
mais quanto a empresa pagou pelas máquinas; interessa saber por quanto elas
serão vendidas.

Assim, na ausência de continuidade, saímos de uma contabilidade


basicamente a preços de entrada para uma contabilidade a preços de
saída.

No caso do passivo, se a empresa tiver dívidas a longo prazo e houver


descontinuidade, as dívidas passam a ter vencimento antecipado (ninguém vai
ficar com dívidas de uma empresa fechada; se houver falência, os credores irão
se habilitar junto à massa falida, enfim , vão tomar as providências necessárias
para receber a dívida).

SEÇÃO III - O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE

Art. 6° O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e


apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações
íntegras e tempestivas.

Parágrafo único. A falta de integridade e tempestividade na produção e na


divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância,
por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade
da informação. (Redação dada pela Resolução CFC n°. 1.282/10)____________

Este princípio também ganhou nova roupagem, mais enxuta. A informação


contábil necessita ser tempestiva e íntegra (essas são as duas palavras

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chaves). A tempestividade ajuda de modo consistente na produção de


informação para a tomada de decisões acertadas. Quanto mais tempestiva
(rápida) uma informação, mais subjetiva ela se torna, uma vez que a rápida
produção de uma informação contábil pode estar desprovida de elementos que
provem sua integridade e confiabilidade, e vice-versa.

Por exemplo, uma S/A anuncia a venda de uma filial no momento em seguida à
realização da venda (logo após fechar o negócio). O anúncio é feito
verbalmente na imprensa, sem explicar pormenorizadamente a situação. Essa
informação foi tempestiva (até demais), porém, não foi íntegra, pois não se
pautou em documentos, notas, contratos, que são documentos que garantiriam
a fidedignidade da informação contábil. Por isso, deve-se fazer a ponderação
entre a oportunidade e a confiabilidade da informação.

SEÇÃO IV - O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL

Art. 7° O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os


componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores
originais das transações, expressos em moeda nacional.___________________

Os fatos contábeis serão registrados pelo seu valor original! Exemplo: Se


compramos um carro por R$ 30.000, esse é o valor que deverá constar na
contabilidade, o chamado custo histórico.

§ 1° As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos


e combinadas, ao longo do tempo, de diferentes formas:

I - Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem


pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que
são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são
registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da
obrigação ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou
equivalentes de caixa, os quais serão necessários para liquidar o passivo no
curso normal das operações; e

Exemplifiquemos. Compramos um veículo por R$ 30.000,00. Este é o custo


histórico, pois é o valor pago (em caixa) para aquisição deste ativo. Se, ao
revés, adquirimos mercadorias, por R$ 50.000,00, este é o nosso custo
histórico, pois é o quanto será necessário para liquidar este passivo no curso
normal das operações (o quanto sairá do caixa). Todavia, estes valores podem
sofrer variações. São as chamadas variações do custo histórico a que o CFC 750
alude no item II a seguir. São variações do custo histórico: custo corrente,
valor realizável, valor presente, valor justo e atualização monetária.

Atenção: Cada tipo de ativo/passivo estará sujeito a uma ou mais espécies de


variações, mas não necessariamente todas. Isso será estudado com maior
tenacidade ao longo do curso. Mas é essencial que fique claro desde já. Por

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exemplo, o veículo adquirido acima está sujeito ao teste de recuperabilidade


(previsto no artigo 183, §3° da Lei 6.404/76 e regulamentando no CPC 01). Se
o veículo tiver um valor recuperável de somente R$ 25.000,00, faremos um
ajuste em seu custo histórico, para adequá-lo ao valor recuperável. Não
trabalhamos, neste caso, com o conceito de valor presente, valor justo,
atualização monetária e custo corrente. A este caso aplicou-se tão-somente o
ajuste a valor recuperável. É essencial que isso fique claro.

II - Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os


componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações
decorrentes dos seguintes fatores:

a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou


equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos
equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações
contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes
de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na
data ou no período das demonstrações contábeis;________________________

O que vem a ser o custo corrente? Vejamos...

Os estoques são contabilizados pelo valor de compra (valor original). Depois,


devem ser avaliados pela regra custo ou mercado, dos dois o menor.
Atualmente, o "valor de mercado" é chamado de "valor justo". Então agora
temos custo ou valor justo, dos dois o menor.

Pois bem. Imagine-se que uma empresa comprou matéria prima, digamos,
comprou ácido sulfônico para usar em alguns produtos químicos.

Chegado a época de fechar o balanço, a empresa ainda tem ácido sulfônico em


estoque.

O que seria o valor justo para o ácido sulfônico?

Se a empresa não costuma vender esse material, não podemos usar o valor que
a empresa conseguiria numa eventual venda de ácido sulfônico. Se ela não tem
tradição, não fabrica ácido sulfônico, não conhece ou não tem relacionamento
comercial com possíveis compradores desse produto, então o preço que ela
poderia estimar numa eventual venda não é o valor justo (provavelmente seria
menor que o valor justo).

Assim, para as matérias primas, o valor justo é o valor que a empresa iria
gastar para comprar o produto dos fabricante/vendedores de ácido sulfônico.

Veja o texto da lei 6404/76:

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§ 1o Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo:


(Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009)

a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual


possam ser repostos, mediante compra no mercado;

O que isso tem a ver com o custo corrente?

Veja a definição de custo corrente: os ativos são reconhecidos pelos valores em


caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou
ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das
demonstrações contábeis.

Ou seja, o custo corrente é o custo de reposição, ou melhor, o valor que a


empresa pagaria hoje pela matéria prima, se fosse comprá-la.

Os estoques destinados à venda (estoques de produtos acabados) só podem


gerar dinheiro (futuros benefícios econômicos) para a empresa com a venda.

No caso de matéria prima, elas podem ser vendidas ou podem ser usadas na
fabricação de produtos acabados.

Vamos voltar ao exemplo do ácido sulfônico: se o valor do estoque for de R$


10.000, e o custo corrente (custo de reposição, o preço que vai custar para
comprar mais ácido sulfônico) cair e for de R$ 9.500, em princípio, deveríamos
reconhecer uma perda (debita "despesa com perda em estoque - resultado" e
credita "ajuste para perdas prováveis em estoque - retificadora do ativo).

Mas se os produtos nos quais o ácido sulfônico não tiver queda de preço, então
não há perda.

É semelhante ao teste de recuperabilidade, temos o valor realizável líquido (no


caso é o custo corrente) e o valor em uso (referente ao uso da matéria prima
para fabricar os produtos acabados).

b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou


equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma
ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de
caixa, não descontados, que se espera seriam pagos para liquidar as
correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade;______

Suponha que a empresa Alfa tenha mercadorias registradas por R$ 100,00. O


CPC 16, que trata sobre estoques prescreve:

9. Os estoques objeto deste Pronunciamento devem ser mensurados pelo valor


de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.

O próprio CPC traz uma noção do que diz ser valor realizável:

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Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos


negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos
estimados necessários para se concretizar a venda.

Se, por exemplo, este estoque só puder ser vendido por R$ 90,00, com
despesas de vendas de R$ 5,00, nosso valor realizável líquido será, portanto,
de R$ 85,00.

c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do


fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no
curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor
presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera
seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da
Entidade;

Em lição comezinha, valor presente é quanto vale hoje um ativo ou passivo


pertencente à empresa. O ajuste a valor presente está previsto na Lei 6.404/76
para ativos e passivos de longo prazo e para os de curto prazo (estes apenas
quando houver efeito relevante) - artigo 183, VIII e artigo 184, III. Se tenho
um ativo de longo prazo, uma duplicata a receber, por exemplo, no valor de R$
200.000,00, com juros sobre este valor de R$ 50.000,00. Qual o seu valor
presente? É no valor de R$ 150.000,00.

d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo
liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem
favorecimentos; e

Valor justo de um ativo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre
partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com
ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que
caracterizem uma transação compulsória. A norma diz a palavra "trocado".
Lembre-se, contudo, que essa troca do ativo pode ser realizada entre ATIVO x
DINHEIRO, o que configuraria uma venda. Geralmente esse valor justo vai
corresponder ao valor de mercado. Uma pessoa quer comprar algo, procura
alguém que tenha esse algo e tenha também interesse na venda, fecham um
negócio naturalmente, sem influências um sobre o outro. Esse é o valor justo.

Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os


seguintes critérios:

I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos


e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo
prazo:
a) pelo seu VALOR JUSTO, quando se tratar de aplicações destinadas à
negociação ou disponíveis para venda;

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e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da


moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o
ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.

§ 2° São resultantes da adoção da atualização monetária:

I - a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não


representa unidade constante em termos do poder aquisitivo;

II - para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações


originais, é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, a fim
de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes
patrimoniais e, por conseqüência, o do Patrimônio Líquido; e

III - a atualização monetária não representa nova avaliação, mas tão somente
o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a
aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do
poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. (Redação dada pela
Resolução CFC n°. 1.282/10)_________________________________________

O princípio da atualização monetária continua com o mesmo teor do que


prescrevia a Resolução antes do CFC 1.282/10. O que houve foi a mudança de
posicionamento, tornando-se "espécie" do genérico princípio do Registro pelo
Valor Original.

SEÇÃO VI - O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA

Art. 9° O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e


outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente do recebimento ou pagamento.________________

Exemplificando, se a remuneração de pessoal de uma empresa referente ao


mês de dezembro de 2010 atrasar. 0 pagamento só vai ocorrer em janeiro de
2011. Quando será feito o registro na Contabilidade? Ora, o pagamento se
referirá a que mês? Em que mês houve o fato gerador dessa despesa? Bem, em
dezembro. Logo, dar-se-á o registro contábil ainda no mês de dezembro,
independentemente do pagamento. O mesmo vale para as receitas.

Parágrafo único. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade


da confrontação de receitas e de despesas correlatas. (Redação dada pela
Resolução CFC n°. 1.282/10).________________________________________

Assim, quando realizo a venda de uma mercadoria e procedo à sua entrega,


devo reconhecer simultaneamente a receita de vendas e todas as despesas que
correspondam a essa venda.

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Atenção: O regime a se utilizar na contabilidade é o da competência, que


contabiliza receitas e despesas quando incorridas. Todavia, as micro e pequenas
empresas podem se utilizar do regime de caixa.

Dispõe a Resolução n. 94 do Comitê Gestor do Simples Nacional que:

Art. 61. A ME ou EPP optante pelo Simples Nacional deverá adotar para os
registros e controles das operações e prestações por ela realizadas: (Lei
Complementar n ° 123, de 2006, art. 26, §§ 2 ° e 4 ° )

I - Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação


financeira e bancária;

(...)

§ 3 ° A apresentação da escrituração contábil, em especial do Livro Diário e do


Livro Razão, dispensa a apresentação do Livro Caixa.______________________

O livro caixa escritura receitas e despesas conforme haja pagamento ou


recebimento. Por seu turno, livros diário e razão coadunam com o princípio da
competência. Portanto, a questão tomou como absoluto algo que comporta uma
pequena exceção.

SEÇÃO VII - O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA

Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os


componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se
apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações
patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.___________________________

O entendimento é o seguinte: quando se apresentem alternativas válidas para


quantificação das mutações patrimoniais que alterem o PL, escolhe-se o menor
valor para o ativo, e maior valor para o Passivo. Assim, se é possível que a
conta clientes fique avaliada pelo total de vendas, no montante de R$
100.000,00, mas, se é possível também estimar que 5% desses valores não
serão recebíveis, deveremos fazer a provisão adequada, em homenagem ao
princípio da prudência.

Parágrafo único. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau


de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em
certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam
superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo
maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos
componentes patrimoniais. (Redação dada pela Resolução CFC n°. 1.282/10)

Neste parágrafo único o princípio da Prudência adverte sobre o cuidado a ser


tomado quando da utilização de valorações de ativos e passivos que envolvam

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condições de incerteza, isto é, de subjetividade. Assim, ao mesmo tempo em


que o contabilista reconhece as variações patrimoniais decorrentes, por
exemplo, da ação do tempo, intempéries (como a depreciação), em virtude do
princípio do registro pelo valor original deve ter o zelo necessário para retratar
sempre a realidade existente na empresa.

Art. 11. A inobservância dos Princípios de Contabilidade constitui infração nas


alíneas "c", "d" e "e" do art. 27 do Decreto-Lei n.° 9.295, de 27 de maio de
1946 e, quando aplicável, ao Código de Ética Profissional do Contabilista.
(Redação dada pela Resolução CFC n°. 1.282/10)

Art. 12. Revogada a Resolução CFC n.° 530/81, esta Resolução entra em vigor
a partir de 1° de janeiro de 1994._____________________________________

PRINCÍPIOS CONTÁBEIS X CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Prezados alunos, ao estudarmos hoje os princípios contábeis, temos de tomar


cuidado para não confundi-los com as características qualitativas das
demonstrações contábeis.

E que são essas características qualitativas, professor? Vejamos.

As características qualitativas são os atributos que tornam as demonstrações


contábeis úteis para os usuários. Estão previstas no CPC 00, que versa sobre a
Estrutura conceitual básica da contabilidade.

Texto do Pronunciamento Conceitual básico

QC4. Se a informação contábil-financeira é para ser útil, ela precisa ser


relevante e representar com fidedignidade o que se propõe a representar. A
utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for
comparável, verificável, tempestiva e compreensível.

3 Ao longo de toda esta Estrutura Conceitual, os termos características


qualitativas e restrição irão se referir a características qualitativas da
informação contábil-financeira útil e à restrição da informação contábil-
financeira útil.

Comentário:

As características qualitativas foram divididas em duas categorias:

- Características qualitativas fundamentais (relevância e representação


fidedigna); e
- Características qualitativas de melhoria (comparabilidade,
verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade)

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Quanto à Restrição mencionada no Pronunciamento, refere-se ao custo de gerar


as informações.

CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS

QC5. As características qualitativas fundamentais são relevância e


representação fidedigna.

RELEVÂNCIA

Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer


diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários.

A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se


tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos.

A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada


pelos usuários para predizer futuros resultados. A informação contábil-
financeira não precisa ser uma predição ou uma projeção para que possua valor
preditivo. A informação contábil-financeira com valor preditivo é empregada
pelos usuários ao fazerem suas próprias predições.

A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro-


alimentar - servir de feedback - avaliações prévias (confirmá-las ou
alterá-las).

QC10. O valor preditivo e o valor confirmatório da informação contábil-


financeira estão inter-relacionados. A informação que tem valor
preditivo muitas vezes também tem valor confirmatório. Por exemplo, a
informação sobre receita para o ano corrente, a qual pode ser utilizada como
base para predizer receitas para anos futuros, também pode ser comparada
com predições de receita para o ano corrente que foram feitas nos anos
anteriores. Os resultados dessas comparações podem auxiliar os usuários a
corrigirem e a melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais
predições.

Materialidade

QC11. A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação


distorcida (misstating) puder influenciar decisões que os usuários
tomam com base na informação contábil-financeira acerca de entidade
específica que reporta a informação. Em outras palavras, a materialidade é
um aspecto de relevância específico da entidade baseado na natureza
ou na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação está
relacionada no contexto do relatório contábil-financeiro de uma entidade em
particular.________________________________________________________

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Consequentemente, não se pode especificar um limite quantitativo uniforme


para materialidade ou predeterminar o que seria julgado material para uma
situação particular._________________________________________________

Comentário:

A materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade, baseado na


natureza ou na magnitude. Ou seja, o que é material para uma empresa pode
não ser para outra. Não é possível determinar um valor ou um percentual
uniforme para todas as empresas.

Um item pode ter valor pequeno, mas ser material devido à sua natureza. Por
exemplo, se uma grande empresa inicia um novo negócio, este pode ter,
originariamente, valor pequeno em relação às operações da empresa. Mas pode
ter muito potencial de rentabilidade e crescimento, ou de inovação, o que
justifica a sua materialidade. Por exemplo, quando as empresas começaram a
fabricar aparelhos de DVD, esse era um negócio pequeno, frente à operação de
vídeo-cassete (que já estava estabelecida). Após alguns anos, os aparelhos de
video-cassete sumiram, e só restaram os DVD (que estão sumindo também -
estão perdendo espaço para os aparelhos de Blu-ray).

REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA

QC12. Os relatórios contábil-financeiros representam um fenômeno econômico


em palavras e números. Para ser útil, a informação contábil-financeira não tem
só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que representar
com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. Para ser
representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa
ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. É
claro, a perfeição é rara, se de fato alcançável. O objetivo é maximizar referidos
atributos na extensão que seja possível.________________________________

Comentário:

A Representação Fidedigna refere-se a três atributos, precisando ser completa,


neutra e livre de erro.

Para ser completa, a informação deve conter o necessário para que o usuário
compreenda o fenômeno sendo retratado.

Para ser neutra, deve estar livre de viés na seleção ou na apresentação, não
podendo ser distorcida para mais ou para menos.

Finalmente, ser livre de erros não significa total exatidão, mas sim que o
processo para obtenção da informação tenha sido selecionado e aplicado livre
de erros. No caso de estimativas, ela é considerada como tendo representação

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fidedigna se, além disso, o montante for claramente descrito como sendo
estimativa e se a natureza e as limitações do processo forem devidamente
revelados.

QC16. Representação fidedigna, por si só, não resulta necessariamente em


informação útil. Por exemplo, a entidade que reporta a informação pode receber
um item do imobilizado por meio de subvenção governamental. Obviamente, a
entidade ao reportar que adquiriu um ativo sem custo retrataria com
fidedignidade o custo desse ativo, porém essa informação provavelmente não
seria muito útil. Outro exemplo mais sutil seria a estimativa do montante por
meio do qual o valor contábil do ativo seria ajustado para refletir a perda por
desvalorização no seu valor (impairment loss). Essa estimativa pode ser uma
representação fidedigna se a entidade que reporta a informação tiver aplicado
com propriedade o processo apropriado, tiver descrito com propriedade a
estimativa e tiver revelado quaisquer incertezas que afetam significativamente
a estimativa. Entretanto, se o nível de incerteza de referida estimativa for
suficientemente alto, a estimativa não será particularmente útil. Em outras
palavras, a relevância do ativo que está sendo representado com fidedignidade
será questionável. Se não existir outra alternativa para retratar a realidade
econômica que seja mais fidedigna, a estimativa nesse caso deve ser
considerada a melhor informação disponível.____________________________

CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA

QC19. Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e


compreensibilidade são características qualitativas que melhoram a
utilidade da informação que é relevante e que é representada com
fidedignidade. As características qualitativas de melhoria podem também
auxiliar a determinar qual de duas alternativas que sejam consideradas
equivalentes em termos de relevância e fidedignidade de representação deve
ser usada para retratar um fenômeno._________________________________

COMPARABILIDADE

QC20. As decisões de usuários implicam escolhas entre alternativas, como, por


exemplo, vender ou manter um investimento, ou investir em uma entidade ou
noutra. Consequentemente, a informação acerca da entidade que reporta
informação será mais útil caso possa ser comparada com informação similar
sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para
outro período ou para outra data.

QC21. Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os


usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e
diferenças entre eles.________________________________________

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Diferentemente de outras características qualitativas, a comparabilidade não


está relacionada com um único item. A comparação requer no mínimo dois
itens.

QC22. Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não


significa o mesmo. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos
para os mesmos itens, tanto de um período para outro considerando a
mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre
entidades. Comparabilidade é o objetivo; a consistência auxilia a
alcançar esse objetivo.

QC23. Comparabilidade não significa uniformidade. Para que a informação


seja comparável, coisas iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes
precisam parecer diferentes. A comparabilidade da informação
contábilfinanceira não é aprimorada ao se fazer com que coisas diferentes
pareçam iguais ou ainda ao se fazer coisas iguais parecerem diferentes._______

VERIFICABILIDADE

QC26. A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a


informação representa fidedignamente o fenômeno econômico que se
propõe representar. A verificabilidade significa que diferentes observadores,
cônscios e independentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem
necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade
econômica em particular ser uma representação fidedigna. Informação
quantificável não necessita ser um único ponto estimado para ser verificável.
Uma faixa de possíveis montantes com suas probabilidades respectivas pode
também ser verificável.

TEMPESTIVIDADE

QC29. Tempestividade significa ter informação disponível para


tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas
decisões. Em geral, a informação miais antiga é a que tem menos utilidade.
Contudo, certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado
após o encerramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários,
por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências._________________

COMPREENSIBILIDADE

QC30. Classificar, caracterizar e apresentar a informação com clareza e


concisão torna-a compreensível.

QC31. Certos fenômenos são inerentemente complexos e não podem ser


facilmente compreendidos. A exclusão de informações sobre esses fenômenos
dos relatórios contábil-financeiros pode tornar a informação constante em

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referidos relatórios mais facilmente compreendida. Contudo, referidos relatórios


seriam considerados incompletos e potencialmente distorcidos (misleading).

QC32. Relatórios contábil-financeiros são elaborados para usuários que têm


conhecimento razoável de negócios e de atividades econômicas e que revisem e
analisem a informação diligentemente.

Por vezes, mesmo os usuários bem informados e diligentes podem sentir a


necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação
sobre um fenômeno econômico complexo.______________________________

Comentário:

As Características qualitativas de melhoria são comparabilidade,


verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade.

Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários


identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles.

A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa


fidedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar

Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão


a tempo de poder influenciá-los em suas decisões.

Compreensibilidade significa que a classificação, a caracterização e a


apresentação da informação são feitas com clareza e concisão, tornando-a
compreensível. Mas não é admissível a exclusão de informação complexa e não
facilmente compreensível se isso tornar o relatório incompleto e distorcido.

As características qualitativas de melhoria devem ser maximizadas na extensão


possível. Entretanto, as características qualitativas de melhoria, quer sejam
individualmente ou em grupo, não podem tornar a informação útil se dita
informação for irrelevante ou não for representação fidedigna.

Restrição de custo na elaboração e divulgação de relatório contábil-


financeiro útil

QC35. O custo de gerar a informação é uma restrição sempre presente na


entidade no processo de elaboração e divulgação de relatório contábil-
financeiro. O processo de elaboração e divulgação de relatório contábil-
financeiro impõe custos, sendo importante que ditos custos sejam justificados
pelos benefícios gerados pela divulgação da informação. Existem variados tipos
de custos e benefícios a considerar.

O custo para gerar a informação é uma restrição, que impede a geração de toda
a informação considerada relevante para o usuário. Assim, é necessária a

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consideração da relação custo-benefício da informação, por parte dos órgãos


normatizadores.

Vamos agora às questões sobre o assunto!

Um forte abraço e, precisando, estamos à disposição!

G A B R IE L R A B E L O /L U C IA N O R O S A

QUESTÕES COMENTADAS

1. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE/SP/2012) Segundo a


Resolução n° 750/1993, do Conselho Federal de Contabilidade, levando-se em
consideração as modificações promovidas pela Resolução n° 1.282/2010 do
mesmo Conselho, o Princípio da Contabilidade que se refere ao processo de
mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir
informações íntegras e tempestivas, é denominado Princípio:

a) do Registro pelo Valor Original.


b) da Competência.
c) da Prudência.
d) da Oportunidade.
e) da Entidade.

Comentários

Quando em uma questão se dizer informação íntegra e tempestiva,


certamente a resposta será princípio da oportunidade.

Gabarito ^ D.

2. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TJ PE/2012) A adoção do


menor valor para os componentes d» ATIVO e do maior para os do PASSIVO,
sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação
das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido, é determinada
pelo princípio

a) da entidade.
b) da continuidade.
c) do registro pelo valor original.
d) da prudência.
e) da competência.

Comentários

A questão faz alusão ao já estudado princípio da prudência.

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Gabarito ^ D.

3. (FCC/Analista Judiciário/TRT 12/2013) A respeito das características


qualitativas da informação contábil útil, considere:

I. As características qualitativas fundamentais são relevância e representação


fidedigna.
II. A informação contábil-financeira para ser relevante precisa ter valor
preditivo, valor confirmatório ou ambos.
III. Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade são
características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é útil.

Está correto o que se afirma em

(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.

Comentários

Analisemos item a item...

I. As características qualitativas fundamentais são relevância e


representação fidedigna.

Segundo o CPC 00:

QC5. As características qualitativas fundamentais são relevância e


representação fidedigna._____________________________________

Item, pois, correto.

II. A informação contábil-financeira para ser relevante precisa ter valor


preditivo, valor confirmatório ou ambos.

Segundo o CPC 00, informação contábil-financeira relevante é aquela


capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos
usuários.

A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se


tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos.

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A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada


pelos usuários para predizer futuros resultados. A informação contábil-
financeira não precisa ser uma predição ou uma projeção para que possua valor
preditivo. A informação contábil-financeira com valor preditivo é empregada
pelos usuários ao fazerem suas próprias predições.

A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro-


alimentar - servir de feedback - avaliações prévias (confirmá-las ou
alterá-las).

Item, portanto, correto.

III. Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e


compreensibilidade são características qualitativas que melhoram a
utilidade da informação que é útil.

Segundo o CPC 00:

QC19. Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e


compreensibilidade são características qualitativas que melhoram a
utilidade da informação que é relevante e que é representada com
fidedignidade. As características qualitativas de melhoria podem também
auxiliar a determinar qual de duas alternativas que sejam consideradas
equivalentes em termos de relevância e fidedignidade de representação deve
ser usada para retratar um fenômeno._________________________________

Vejam que houve alteração da palavra "relevante" do CPC pela palavra "útil" na
questão, o que não invalida a assertiva, já que uma informação relevante é útil.

Gabarito ^ E.

4. (FCC/Contador/DPE/SP/2013) Em relação aos Princípios de


Contabilidade, considere:

I. Na aplicação dos Princípios de Contabilidade, há situações concretas em que


os aspectos formais devem prevalecer sobre a essência das transações.
II. O Princípio da competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de
receitas e de despesas correlatas.
III. Os princípios do Registro pelo Valor Original, Atualização Monetária,
Competência e Prudência são princípios de contabilidade.
IV. O princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e
apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras
e tempestivas.

De acordo com a Resolução CFC no 750/93 e alterações posteriores, está


correto o que se afirma apenas em:

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(A) II e IV.
(B) I e III.
(C) II, III e IV.
(d ) I e IV.
(E) I e II.

Comentários

Comentemos item a item...

I. Na aplicação dos Princípios de Contabilidade, há situações concretas


em que os aspectos formais devem prevalecer sobre a essência das
transações.

Segundo o CFC 750:

Art. 1. § 2° Na aplicação dos Princípios de Contabilidade há situações concretas


e a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais.
(Redação dada pela Resolução CFC n°. 1.282/10)________________________

Vejam, pois, que a banca inverteu os conceitos, porquanto a essência deve


prevalecer sobre a forma, e não o contrário.

II. O Princípio da competência pressupõe a simultaneidade da


confrontação de receitas e de despesas correlatas.

O item está correto. Na contabilidade as receitas e despesas correlatas devem


ser reconhecidas simultaneamente.

III. Os princípios do Registro pelo Valor Original, Atualização


Monetária, Competência e Prudência são princípios de contabilidade.

O item está incorreto. A atualizaçãw monetária deixou de ser princípio e foi


incorporada ao registro pelo valor original.

IV. O princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e


apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações
íntegras e tempestivas.

O item está correto. O princípio da oportunidade refere-se à apresentação de


informações íntegras e tempestivas.

Gabarito ^ A.

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5. (FGV/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ RJ/2011) São


princípios contábeis, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade
(Resolução 750/93)

(A) essência e forma e prudência.


(b ) reavaliação e competência.
(C) oportunidade e atualização monetária.
(D) continuidade e competência.
(E) registro pelo valor original e reserva de ajuste de avaliação patrimonial.

Comentários

Segundo a Resolução n. 750/93, do CFC, atualizada pelo CFC n. 1.282/2010:

Art. 3° São Princípios de Contabilidade: (Redação dada pela Resolução CFC n°.
1282/10)

I) o da entidade;
II) o da continuidade;
III) o da oportunidade;
IV) o do registro pelo valor original;
Vi) o da competência; e
VII) o da prudência.________________________________________________

Gabarito ^ D.

6. (FCC/Analista Judiciário/TRF 4a/2010) O princípio contábil que se


relaciona diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à
formação do resultado, além de constituir dado importante para aferir a
capacidade futura de geração de resultados é o Princípio

(A) da Continuidade.
(B) do Registro pelo valor original.
(C) da Oportunidade.
(D) da Entidade.
(E) da Prudência.

Comentários

A questão se refere ao princípio da continuidade. Pelo princípio da


continuidade, devemos trabalhar pressupondo que a empresa se manterá em
exercício, continuará operando. Quantificaremos componentes patrimoniais e
registraremos receitas e despesas partindo desses pressupostos.

Gabarito ^ A.

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7. (FCC/TRF 4a/Analista Judiciário/Contador/2010) O princípio contábil


da oportunidade estabelece que:

a) o patrimônio da entidade não se confunde com o patrimônio dos sócios ou


acionistas.
b) as despesas e as receitas da entidade devem ser registradas no período em
que forem incorridas e não no período em que ocorrer o desembolso ou o
recebimento.
c) os ativos devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor de
mercado, dos dois o menor.
d) deve-se adotar, havendo duas alternativas igualmente válidas para
mensuração do passivo, a de maior valor na escrituração contábil.
e) o registro da mutação patrimonial deve ser feito de imediato, de forma
integral, e na extensão correta de seus elementos quantitativos e qualitativos.

Comentários

a) o patrimônio da entidade não se confunde com o patrimônio dos


sócios ou acionistas.

Tal alternativa refere-se ao princípio da entidade: separar o patrimônio dos


sócios do da sociedade.

b) as despesas e as receitas da entidade devem ser registradas no


período em que forem incorridas e não no período em que ocorrer o
desembolso ou o recebimento.

Esse enunciado diz respeito ao princípio da competência.

c) os ativos devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor


de mercado, dos dois o menor.

Esse enunciado diz respeito às variações decorrentes do princípio do custo


histórico e também ao princípio da prudência.

d) deve-se adotar, havendo duas alternativas igualmente válidas para


mensuração do passivo, a de maior valor na escrituração contábil.

Este é o princípio da prudência. Para o passivo, quando houver duas


alternativas válidas, devemos registrar a de maior valor.

Por fim,

e) o registro da mutação patrimonial deve ser feito de imediato, de


forma integral, e na extensão correta de seus elementos quantitativos e
qualitativos.

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Este é o gabarito e corresponde ao conceito do princípio da oportunidade. A


informação contábil necessita ser tempestiva e íntegra (essas são as duas
palavras chaves).

Gabarito ^ E.

8. (FCC/Analista/TCM CE/2010) "O critério de menor valor para os itens do


Ativo e da Receita, e o de maior valor para os itens do Passivo e da Despesa,
com os efeitos correspondentes no Patrimônio Líquido, serão adotados para
registro, diante de opções na escolha de valores." Considerando os Princípios
Fundamentais de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de
Contabilidade, o enunciado acima refere-se ao Princípio da

a) Entidade.
b) Formalização dos Registros Contábeis.
c) Uniformidade.
d) Continuidade.
e) Prudência.

Comentários

Menor valor para ativo e receita e maior valor para ativo e despesa diz respeito
eminentemente ao princípio da prudência.

Diretamente, podemos não ver relação de avaliar as receitas para menor e as


despesas para menor, contudo, o entendimento da banca é que, dadas duas
situações possível, estas hipóteses resultarão num PL menor, portanto, "mais
prudente".

Gabarito ^ E.

9. (FCC/Analista Judiciário/TRE/AM/2010) Considere as seguintes


assertivas:

I. As receitas e despesas devem ser consideradas, pelas empresas, para


apuração do resultado do período a que se referirem, no momento de sua
ocorrência.
II. Sempre que apresentarem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido, as
empresas deverão adotar o menor valor para os componentes do ativo e o
maior para os do passivo.
III . As empresas devem registrar os seus componentes patrimoniais pelos
valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor
presente na moeda do país.

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As assertivas referem-se, respectivamente, aos princípios contábeis

(A) da competência, da continuidade e da oportunidade.


(B) do registro pelo valor original, da entidade e da continuidade.
(C) da competência, da atualização monetária e da prudência.
(D) da oportunidade, da competência e da prudência.
(E) da competência, da prudência e do registro pelo valor original.

COMENTÁRIOS:

I. As receitas e despesas devem ser consideradas, pelas empresas, para


apuração do resultado do período a que se referirem, no momento de
sua ocorrência.

A primeira assertiva refere-se ao princípio da competência.

O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros


eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente do recebimento ou pagamento.

II. Sempre que apresentarem alternativas igualmente válidas para a


quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio
líquido, as empresas deverão adotar o menor valor para os
componentes do ativo e o maior para os do passivo.

A segunda assertiva, por seu turno, refere-se ao princípio da prudência.

O Princípio da prudência determina a adoção do menor valor para os


componentes do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se
apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações
patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.

O entendimento é o seguinte: quando se apresentem alternativas válidas para


quantificação das mutações patrimoniais que alterem o PL, escolhe-se o menor
valor para o ativo, e maior valor para o passivo. Assim, se é possível que a
conta clientes fique avaliada pelo total de vendas, no montante de R$
100.000,00, mas, se é possível também estimar que 5% desses valores não
serão recebíveis, deveremos fazer a provisão adequada, em homenagem ao
princípio da prudência.

III. As empresas devem registrar os seus componentes patrimoniais


pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos
a valor presente na moeda do país.

A terceira assertiva, por sua vez, trouxe à baila o princípio do registro pelo valor
original.

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Vejamos o que diz a Resolução 750 do CFC atualizada sobre este princípio.

Art. 7° O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os


componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores
originais das transações, expressos em moeda nacional.___________________

Gabarito ^ E.

10. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2007) Em relação ao princípio contábil da


Competência, é correto afirmar que

(A) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o efetivo


desembolso financeiro por parte da pessoa jurídica que efetuou o gasto.
(B) uma despesa é considerada incorrida quando há um surgimento de um
ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo.
(C) as perdas involuntárias de ativos por razões fortuitas ou por força maior
não devem ser computadas na apuração do resultado do exercício, porque não
estão correlacionadas com a realização de receitas.
(D) as receitas são consideradas realizadas, nas transações com terceiros,
quando estes efetuarem o pagamento.
(E) a extinção, mesmo que parcial, de um passivo, sem o desaparecimento
concomitante de um ativo, de valor igual ou maior, é considerada realização de
receita.

Comentários

As contas de resultado servem para apurar o lucro/prejuízo do exercício. Essas


contas de resultado podem ser de receita ou de despesa. Se as receitas se
sobrepuserem às despesas, teremos então lucro. Ao revés, prejuízo.

Regime de caixa é o regime contábil que apropria as receitas e despesas no


período de seu recebimento ou pagamento, respectivamente,
independentemente do momento em b ue são realizadas.

Regime de competência é o que apropria receitas e despesas ao período de


sua realização, independentemente do efetivo recebimento das receitas ou do
pagamento das despesas.

o regime a ser utilizado na contabilidade é o de competência. Assim, se


temos uma conta de luz que vence em janeiro de 2010, referente a janeiro de
2010, devemos lançar este valor como despesa em janeiro de 2010, mesmo se
o pagamento se der, por exemplo, só em março de 2010.

Se anteciparmos o pagamento de um empregado em junho de 2011, por um


serviço que ele prestará somente em março de 2012, a despesa com salário só

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será lançada em março de 2012, pois é nesse período que houve a efetiva
despesa.

Por exemplo:

Recebimento da fatura de luz em dezembro de 2009, referente ao mês de


novembro de 2009, para pagamento em janeiro de 2010.

Quando lançaremos como despesa de acordo com o regime de competência?

Ora, temos de procurar a quando a prestação, fatura, se refere. Utilizamos a luz


em novembro. Então, em novembro devemos lançar como despesa, pelo
lançamento:

D - Despesa com energia elétrica (Despesa - Resultado)


C - Contas a pagar (Passivo)

Aí, quando do pagamento, vamos fazer o lançamento para dar baixa no


passivo, assim:

D - Contas a pagar
C - Caixa

Esse é o regime de competência. Ele está consagrado em um princípio contábil


de mesmo nome, chamado princípio da competência. Esse princípio está
previsto na Resolução 750/93, do CFC, que prega:

Art. 9° O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e


outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente do recebimento ou pagamento.

Parágrafo único. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da


confrontação de receitas e de despesas correlatas. (Redação dada pela
Resolução CFC n°. 1.282/10).________________________________________

Passemos agora ao regime de caixa.

O regime de caixa, como já dito acima, é o regime contábil que apropria as


receitas e despesas no período de seu recebimento ou pagamento,
respectivamente, independentemente do momento em que são realizadas.

Assim, para o regime de caixa, se o salário foi pago em dezembro, é neste mês
que devemos considerar a despesa como incorrida. Se uma venda teve seu
recebimento em janeiro, independentemente se a entrega das mercadorias for
a p o s te rio r i, reconheceremos a receita em janeiro! E assim por diante.

Analisemos as assertivas:

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(A) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o


efetivo desembolso financeiro por parte da pessoa jurídica que efetuou
o gasto.

O item está incorreto, pois se refere ao regime de caixa.

(B) uma despesa é considerada incorrida quando há um surgimento de


um ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo.

O item b está incorreto. O surgimento de um ativo sem o corresponde


desaparecimento de um passivo é considerado como uma receita.

Por exemplo, recebimento de juros no valor de R$ 100,00 relativos a um


empréstimo efetuado pela empresa ALFA. O lançamento é o seguinte:

D - Bancos (ativo) 100,00


C - Receita de juros (receita) 100,00

(C) as perdas involuntárias de ativos por razões fortuitas ou por força


maior não devem ser computadas na apuração do resultado do
exercício, porque não estão correlacionadas com a realização de
receitas.

O item está incorreto. Remetendo à contabilidade de custos, temos o seguinte:


Perda é um bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.

PERDAS NORMAIS NO PROCESSO DE PRODUÇÃO: são consideradas parte


do custo dos produtos.

PERDAS ANORMAIS: vão diretamente para o resultado do período.

(D) as receitas são consideradas realizadas, nas transações com


terceiros, quando estes efetuarem o pagamento.

A letra d está incorreta, pois o regime de competência considera as receita no


momento em que incorrerem, independentemente de recebimento ou
pagamento.

(E) a extinção, mesmo que parcial, de um passivo, sem o


desaparecimento concomitante de um ativo, de valor igual ou maior, é
considerada realização de receita.

A letra e é nosso gabarito. Imaginemos que tenhamos uma dívida com um


fornecedor e, repentinamente, temos o valor desta obrigação anistiado por ele.
Neste caso, reconheceremos uma receita no resultado do exercício.

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Gabarito ^ E.

11. (FCC/Analista Contábil/TRE-MS/2007) A empresa Alfa manufatura


calçados, sendo que o processo produtivo se inicia com a compra do couro em
peles e termina com a confecção final dos calçados. A empresa iniciou suas
atividades em 01.01.2006. Em 31.12.2006 todos os custos de mão de obra
direta e custos indiretos de fabricação referentes ao exercício de 2006 haviam
sido apropriados ao resultado do exercício. Na contagem física dos inventários
constatou-se que um quinto de toda a produção de calçados do exercício não
havia sido vendida. De acordo com estas informações podemos afirmar que a
empresa Alfa nas suas demonstrações contábeis NÃO observou o Principio
Fundamental de Contabilidade - Resolução CFC no 750;

(A) Entidade.
(b ) Oportunidade.
(C) Competência.
(D) Atualização Monetária.
(E) Prudência.

Comentários

O princípio ferido pelo contabilista no exercício de suas funções foi o da


Competência, uma vez que tem como cerne que as receitas e as despesas
devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem,
sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de
recebimento ou pagamento. Vejam que as despesas para produção de todo o
estoque foi reconhecido antes que a produção estivesse totalmente acabada.

Gabarito ^ C.

12. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE-PB) De acordo com os


Princípios Contábeis Fundamentais de Contabilidade, ao se verificar a extinção
de um passivo, qualquer que seja o motivo, a utilização de um ativo de valor
superior gera na entidade na qual esse evento foi identificado

(A) um ganho patrimonial registrado em Patrimônio Líquido.


(B) uma despesa no período em que o fato ocorrer.
(C) uma receita não operacional reconhecida no exercício.
(D) um lançamento em conta de resultado de exercícios futuros.
(e ) um ganho de capital registrado em conta de Patrimônio Líquido.

Comentários

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Tomemos como exemplo um empréstimo que a empresa tenha feito, no valor


de R$ 1.000, com juros de 10%, para pagamento único. Quando for efetuado o
pagamento, será feito o seguinte lançamento:

D - Empréstimos a pagar (PC) 1.000


D - Despesas de Juros (Resultado) 100
C - Caixa (AC) 1.100

Vejam que houve extinção de um passivo, em contrapartida, a utilização do


ativo se dá em valor superior ao do passivo. Haverá, portanto, geração de
despesas. O gabarito da questão é a letra B.

Gabarito ^ B.

13. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2006) A empresa Amandia


S.A. atua no mercado varejista, em todo território nacional, emitindo mais de
um milhão de notas fiscais/mês. Sua cobrança é realizada integralmente por
intermédio do Banco Cobrança S.A. Por seus serviços, o Banco cobra R$ 2,20
por título enviado. A empresa contabiliza o serviço bancário contratado no ato
do débito da despesa em conta corrente, que ocorre no momento da efetivação
da cobrança pelo banco. A adoção desse procedimento, pela empresa, evidencia
a aplicação:

(A) do regime de competência.


(b ) do regime de caixa.
(C) da essência sobre a forma.
(D) do princípio da materialidade.
(E) da confiabilidade.

Comentários

Análise das alternativas:

(A) do regime de competência.

Errada. Pela competência, o valor da cobrança deveria ser reconhecido assim


que o serviço fosse prestado, independente do pagamento.
(B) do regime de caixa.

Correta. A empresa está usando o regime de caixa, pois só reconhece a


despesa quando do pagamento. Lembramos que, contabilmente, deve ser
usado o Regime de Competência.

(C) da essência sobre a forma.

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Errada. Este princípio não se aplica neste caso. Não há conflito entre essência e
forma.

(D) do princípio da materialidade.

Errada. Não temos informação suficiente para saber se a despesa é material ou


não, portanto não podemos afirmar que tal princípio está sendo aplicado.

(E) da confiabilidade.

Errada. A confiabilidade é uma das características qualitativas da informação


contábil, e não um princípio.Estabelece que, para ser útil, a informação deve
ser confiável, ou seja, deve estar livre de erros ou vieses relevantes. Não se
aplica a este caso.

Gabarito ^ B.

QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE/SP/2012) Segundo a


Resolução n° 750/1993, do Conselho Federal de Contabilidade, levando-se em
consideração as modificações promovidas pela Resolução n° 1.282/2010 do
mesmo Conselho, o Princípio da Contabilidade que se refere ao processo de
mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir
informações íntegras e tempestivas, é denominado Princípio:

a) do Registro pelo Valor Original.


b) da Competência.
c) da Prudência.
d) da Oportunidade.
e) da Entidade.

2. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TJ PE/2012) A adoção do


menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO,
sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação
das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido, é determinada
pelo princípio

a) da entidade.
b) da continuidade.
c) do registro pelo valor original.
d) da prudência.
e) da competência.

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3. (FCC/Analista Judiciário/TRT 12/2013) A respeito das características


qualitativas da informação contábil útil, considere:

I. As características qualitativas fundamentais são relevância e representação


fidedigna.
II. A informação contábil-financeira para ser relevante precisa ter valor
preditivo, valor confirmatório ou ambos.
III. Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade são
características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é útil.

Está correto o que se afirma em

(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.

4. (FCC/Contador/DPE/SP/2013) Em relação aos Princípios de


Contabilidade, considere:

I. Na aplicação dos Princípios de Contabilidade, há situações concretas em que


os aspectos formais devem prevalecer sobre a essência das transações.
II. O Princípio da competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de
receitas e de despesas correlatas.
III. Os princípios do Registro pelo Valor Original, Atualização Monetária,
Competência e Prudência são princípios de contabilidade.
IV. O princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e
apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras
e tempestivas.

De acordo com a Resolução CFC no 750/93 e alterações posteriores, está


correto o que se afirma apenas em:

(A) II e IV.
(b ) I e III.
(C) II, III e IV.
(d ) I e IV.
(E) I e II.

5. (FGV/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ RJ/2011) São


princípios contábeis, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade
(Resolução 750/93)

(A) essência e forma e prudência.


(b ) reavaliação e competência.
(C) oportunidade e atualização monetária.

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(D) continuidade e competência.


(E) registro pelo valor original e reserva de ajuste de avaliação patrimonial.

6. (FCC/Analista Judiciário/TRF 4a/2010) O princípio contábil que se


relaciona diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à
formação do resultado, além de constituir dado importante para aferir a
capacidade futura de geração de resultados é o Princípio

(A) da Continuidade.
(B) do Registro pelo valor original.
(C) da Oportunidade.
(D) da Entidade.
(E) da Prudência.

7. (FCC/TRF 4a/Analista Judiciário/Contador/2010) O princípio contábil


da oportunidade estabelece que:

a) o patrimônio da entidade não se confunde com o patrimônio dos sócios ou


acionistas.
b) as despesas e as receitas da entidade devem ser registradas no período em
que forem incorridas e não no período em que ocorrer o desembolso ou o
recebimento.
c) os ativos devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor de
mercado, dos dois o menor.
d) deve-se adotar, havendo duas alternativas igualmente válidas para
mensuração do passivo, a de maior valor na escrituração contábil.
e) o registro da mutação patrimonial deve ser feito de imediato, de forma
integral, e na extensão correta de seus elementos quantitativos e qualitativos.

8. (FCC/Analista/TCM CE/2010) "O critério de menor valor para os itens do


Ativo e da Receita, e o de maior valor para os itens do Passivo e da Despesa,
com os efeitos correspondentes no Patrimônio Líquido, serão adotados para
registro, diante de opções na escolha de valores." Considerando os Princípios
Fundamentais de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de
Contabilidade, o enunciado acima refere-se ao Princípio da

a) Entidade.
b) Formalização dos Registros Contábeis.
c) Uniformidade.
d) Continuidade.
e) Prudência.

9. (FCC/Analista Judiciário/TRE/AM/2010) Considere as seguintes


assertivas:

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I. As receitas e despesas devem ser consideradas, pelas empresas, para


apuração do resultado do período a que se referirem, no momento de sua
ocorrência.
II. Sempre que apresentarem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido, as
empresas deverão adotar o menor valor para os componentes do ativo e o
maior para os do passivo.
III . As empresas devem registrar os seus componentes patrimoniais pelos
valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor
presente na moeda do país.

As assertivas referem-se, respectivamente, aos princípios contábeis

(A) da competência, da continuidade e da oportunidade.


(b ) do registro pelo valor original, da entidade e da continuidade.
(C) da competência, da atualização monetária e da prudência.
(D) da oportunidade, da competência e da prudência.
(E) da competência, da prudência e do registro pelo valor original.

10. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2007) Em relação ao princípio contábil da


Competência, é correto afirmar que

(A) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o efetivo


desembolso financeiro por parte da pessoa jurídica que efetuou o gasto.
(B) uma despesa é considerada incorrida quando há um surgimento de um
ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo.
(C) as perdas involuntárias de ativos por razões fortuitas ou por força maior
não devem ser computadas na apuração do resultado do exercício, porque não
estão correlacionadas com a realização de receitas.
(D) as receitas são consideradas realizadas, nas transações com terceiros,
quando estes efetuarem o pagamento.
(E) a extinção, mesmo que parcial, de um passivo, sem o desaparecimento
concomitante de um ativo, de valor igual ou maior, é considerada realização de
receita.

11. (FCC/Analista Contábil/TRE-MS/2007) A empresa Alfa manufatura


calçados, sendo que o processo produtivo se inicia com a compra do couro em
peles e termina com a confecção final dos calçados. A empresa iniciou suas
atividades em 01.01.2006. Em 31.12.2006 todos os custos de mão de obra
direta e custos indiretos de fabricação referentes ao exercício de 2006 haviam
sido apropriados ao resultado do exercício. Na contagem física dos inventários
constatou-se que um quinto de toda a produção de calçados do exercício não
havia sido vendida. De acordo com estas informações podemos afirmar que a
empresa Alfa nas suas demonstrações contábeis NÃO observou o Principio
Fundamental de Contabilidade - Resolução CFC no 750;

(A) Entidade.

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(B) Oportunidade.
(C) Competência.
(D) Atualização Monetária.
(E) Prudência.

12. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE-PB) De acordo com os


Princípios Contábeis Fundamentais de Contabilidade, ao se verificar a extinção
de um passivo, qualquer que seja o motivo, a utilização de um ativo de valor
superior gera na entidade na qual esse evento foi identificado

(A) um ganho patrimonial registrado em Patrimônio Líquido.


(B) uma despesa no período em que o fato ocorrer.
(C) uma receita não operacional reconhecida no exercício.
(D) um lançamento em conta de resultado de exercícios futuros.
(e ) um ganho de capital registrado em conta de Patrimônio Líquido.

13. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2006) A empresa Amandia


S.A. atua no mercado varejista, em todo território nacional, emitindo mais de
um milhão de notas fiscais/mês. Sua cobrança é realizada integralmente por
intermédio do Banco Cobrança S.A. Por seus serviços, o Banco cobra R$ 2,20
por título enviado. A empresa contabiliza o serviço bancário contratado no ato
do débito da despesa em conta corrente, que ocorre no momento da efetivação
da cobrança pelo banco. A adoção desse procedimento, pela empresa, evidencia
a aplicação:

(A) do regime de competência.


(b ) do regime de caixa.
(C) da essência sobre a forma.
(D) do princípio da materialidade.
(E) da confiabilidade.

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GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS DESTA AULA

QUESTÃO GABARITO
1 D
2 D
3 E
4 A
5 D
6 A
7 E
8 E
9 E
10 E
11 C
12 B
13 B

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