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UNIVERSIDADE PAULISTA

KARINA DA ROCHA NEVES

ESTUDO DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA DA GESTANTE


DE BAIXO RISCO NO SUS

SÃO PAULO
2017
KARINA DA ROCHA NEVES

ESTUDO DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA DA GESTANTE


DE BAIXO RISCO NO SUS

Trabalho de conclusão de curso para


obtenção do título de especialista em
Saúde Mental para Equipes
Multiprofissionais apresentado à
Universidade Paulista - UNIP.

Orientadores:

Profa. Ana Carolina S. de Oliveira

Prof. Hewdy L. Ribeiro

SÃO PAULO
2017
KARINA DA ROCHA NEVES

ESTUDO DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA DA GESTANTE


DE BAIXO RISCO NO SUS

Trabalho de conclusão de curso para


obtenção do título de especialista em
Saúde Mental para Equipes
Multiprofissionais apresentado à
Universidade Paulista - UNIP.

Orientadores:

Profa. Ana Carolina S. de Oliveira

Prof. Hewdy L. Ribeiro

Aprovado em:
BANCA EXAMINADORA
_______________________/__/___
Prof. Hewdy Lobo Ribeiro
Universidade Paulista – UNIP
_______________________/__/___
Profa. Ana Carolina S. Oliveira
Universidade Paulista – UNIP
RESUMO

O Estudo de Intervenção Psicológica da Gestante de baixo risco no SUS


visa conhecer os aspectos emocionais do vínculo mãe e bebê, período esse que
é reconhecido como essencial no desenvolvimento e amadurecimento saudável
do ser humano. No período gravídico-puerperal ocorrem mudanças complexas
fisiológicas, socioeconômicas, familiares e psicológicas onde se faz necessário à
presença de um psicólogo para facilitar a compreensão desses processos e
desenvolver condições adaptativas para que exista uma vivência emocional
saudável. O período gestacional cria a necessidade de reorganizações intra-
psíquicas e interpessoais que são estudadas nesse trabalho através da
psicoterapia breve de grupo, primeiramente identificando quais são os programas
que existem atualmente para atendimento psicológico em gestantes no Sistema
Único de Saúde (SUS), tendo como referência Unidades Básicas de Saúde (UBS)
do município de São Paulo, assim como possíveis lacunas desses serviços, para
posteriormente propor uma intervenção com Psicoterapia Breve em Grupo que
atuará com o objetivo de potencializar o atendimento de gestantes em seu pré-
natal, e assim de forma empática buscar juntos maneiras de enfrentar os seus
problemas e fortalecer a vivência emocional saudável do vínculo mãe e bebê.

Palavras-chave: Estudo; Gestante; Pré-natal; Intervenção; Vínculo.


ABSTRACT

The Psychological Intervention Study of the Low Risk Pregnant Woman in


SUS aims to know the emotional aspects of the mother and baby bond, a period
that is recognized as essential in the healthy development and maturation of the
human being. In the pregnancy-puerperal period complex physiological,
socioeconomic, family and psychological changes occur where it is necessary to
the presence of a psychologist to facilitate the understanding of these processes
and to develop adaptive conditions so that there is a healthy emotional
experience. The gestational period creates the need for intrapsychic and
interpersonal reorganizations that are studied in this work through brief group
psychotherapy, firstly identifying which programs currently exist for psychological
care in pregnant women in the Unified Health System (SUS), with reference to
Units (BHU) in the city of São Paulo, as well as possible gaps in these services,
and then propose an intervention with Brief Group Psychotherapy that will act with
the objective of enhancing the care of pregnant women in their prenatal care, and
thus of form empathic seek together ways to address their problems and
strengthen the healthy emotional experience of bonding mother and baby.

Keywords: Study; Pregnant; Prenatal; Intervention; Bond.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO............................................................................................5
1.1 Apresentação .............................................................................................5
1.2 Justificativa .................................................................................................6
1.3 Objetivos .....................................................................................................7
1.3.1 Objetivo primário.........................................................................................7
1.3.2 Objetivos secundários ................................................................................7
2 METODOLOGIA .........................................................................................8
2.1 Revisão teórica ...........................................................................................8
2.1.1 Período gestacional ....................................................................................8
2.1.2 Relação terapêutica no período gestacional.............................................10
2.1.3 Psicoterapia breve de grupo focado para gestantes.................................11
2.1.4 Dados sócio demográficos .......................................................................13
2.1.5 Proposta de atendimento psicológico no Pré-natal...................................16
3 DISCUSSÃO ............................................................................................18
4 CONCLUSÃO ...........................................................................................20
REFERÊNCIAS .....................................................................................................21
5

1 INTRODUÇÃO

1.1 Apresentação

O Estudo de Intervenção Psicológica da Gestante tem a proposta de


conhecer os aspectos emocionais que permeiam o vínculo mãe e bebê, pois muito
se discute sobre a importância do acompanhamento pré-natal da gestante, a
maternidade é entendida aqui como processo em que "a gravidez afeta a identidade
da mulher, altera seu senso físico, sua relação com seu corpo, com o pai da criança,
com familiares, com planos e esperanças para sua vida e com a imagem social da
mulher grávida" (GALLBACH 1995, p.11).

O estudo direcionado ao atendimento psicológico para gestantes, focado na


psicoterapia breve de grupo, tem como referência o atendimento psicológico
atualmente ofertado para as gestantes, com a intenção de perceber as necessidades
desse grupo de pacientes e as possíveis lacunas dos serviços oferecidos. Segundo
Winnicott (1993, p. 268), “o vínculo de dependência máxima faz parte de tal
momento único na vida da mãe, pois a mesma carrega a tarefa de oferecer um
suporte adequado para que as condições inatas alcancem um desenvolvimento
ótimo”.

Baseado nos estudos de Winnicott, a proposta de atendimento psicológico


no pré-natal é visto como uma prevenção da saúde da gestante e vem nesse
sentido fortalecer de forma saudável o vínculo da mãe com o seu bebê,
proporcionando a genitora uma ferramenta para suprir a ansiedade que o momento
propicia e se adaptar ao novo.
6

1.2 Justificativa

O trabalho tem a proposta de estudar através de revisão bibliográfica um


método de prevenção e promoção da saúde psicológica da gestante, nos aspectos
emocionais do vínculo na relação mãe e bebê. Sendo esse momento um marco de
grandes mudanças, físico, emocional e social, se faz necessário compreender esses
processos e desenvolver condições facilitadoras para que exista uma vivência
emocional saudável e uma melhor adaptação.

Desta forma, existe a grande necessidade de um serviço psicoterapêutico


integrado com a assistência pré-natal já oferecida, que complete a atenção a saúde
da gestante no acompanhamento, assistência pré-natal, parto e do período
puerpério, para todas as gestantes e não somente para as gestantes de alto risco.

A proposta de intervenção, com a utilização da psicoterapia breve em grupo


de gestantes atuará com o objetivo de potencializar o atendimento a essas
mulheres, em seu pré-natal, pois poderá propiciar um ambiente de escuta único,
juntamente com o benefício grupal de ouvir ao outro como modelo de identificação, e
assim de forma empática buscar juntos maneiras de enfrentar os seus problemas e
fortalecer a vivência emocional saudável do vínculo mãe e bebê. Essa atuação visa
o bem-estar da relação dual primária, para prevenir futuras dificuldades de ordem
psicológica nesse grupo e na sociedade.
7

1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo primário

Estudar um método preventivo de atendimento psicológico para gestantes de


baixo risco no SUS, focado na psicoterapia breve de grupo.

1.3.2 Objetivos secundários

Conhecer aspectos emocionais do período gestacional;


Entender a relação terapêutica no período gestacional;
Descrever um modelo de atendimento focado na psicoterapia breve em grupo
de gestantes;
Identificar quais são os programas que existem atualmente para atendimento
psicológico em gestantes no Sistema Único de Saúde (SUS), tendo como referência
Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de São Paulo, assim como
possíveis lacunas desses serviços.
8

2 REVISÃO TEÓRICA

2.1 Período gestacional

O período gestacional é de grande importância e destaque na vida das


mulheres que assumem serem mães. Momento em que se está frente a uma
situação totalmente única. A maternidade é entendida aqui como processo em que
"a gravidez afeta a identidade da mulher, altera seu senso físico, sua relação com
seu corpo, com o pai da criança, com familiares, com planos e esperanças para sua
vida e com a imagem social da mulher grávida" (GALLBACH 1995, p.11).

Para compreender os processos psicológicos envolvidos no período


gravídico-puerperal, considerando-se que atualmente, os aspectos psicodinâmicos
da gravidez são amplamente reconhecidos e apresentam um papel fundamental na
relação dual mãe-bebê, nos baseamos em alguns autores que apontam esse
período como essencial no desenvolvimento e amadurecimento saudável do ser
humano.

Winnicott (1963/1982), pediatra e psicanalista, com vasta experiência com os


bebês e suas mães, criou a teoria do desenvolvimento emocional, mais
especificamente a teoria do amadurecimento do ser humano. Para realizar seu
trabalho precisou de uma teoria do desenvolvimento emocional e físico da criança no
ambiente em que ela vive, pois segundo ele, uma teoria precisa abranger todo e
qualquer contexto que se possa esperar. Nessa teoria é dada ênfase ao meio
ambiente maternante na relação dual mãe-bebê.

Por se tratar de um período de transição, a situação desencadeada pela


gravidez pode afetar a vivência emocional saudável dessa fase, afinal, a
dependência é máxima no nascimento, as experiências ocorridas na vida intra-
uterina são de grande importância além do apoio que a mãe teve durante a
gestação, suas fantasias sobre o bebê e seu envolvimento e aceitação da gestação
(WINNICOTT, 1963/1982).
9

“O vínculo de dependência máxima faz parte de tal momento único na vida da


mãe, pois a mesma carrega a tarefa de oferecer um suporte adequado para que as
condições inatas alcancem um desenvolvimento ótimo” (WINNICOTT,1993, p. 268).

A gravidez constitui um período crítico de transição no ciclo vital da mulher em


que ocorrem mudanças complexas em diversos âmbitos: fisiológico,
socioeconômico, familiar e psicológico. Sendo assim, o período gestacional cria a
necessidade de novas adaptações, reorganizações intrapsíquicas e interpessoais. O
momento de gerar um filho reflete toda a experiência da mulher, anterior a
concepção, ou seja, a subjetividade de cada indivíduo, mesmo que as alterações do
ciclo gravídico sejam comuns a todas das mulheres, "a maneira como cada uma
reage varia de acordo com a personalidade, circunstâncias em que ocorreu a
gravidez, relação com o parceiro, repercussões que a nova situação desencadeou,
entre outros" (BORTOLETTI, 2007, p. 21).

As alterações do ciclo gravídico e vicissitudes do período gestacional tornam


as angústias, expectativas e apreensões muito parecidas entre si. Sobre esse
momento, a literatura define que a tarefa mais imediata que se impõe a mulher é
aceitar “o corpo estranho” que nela se implantou e que toda mulher grávida vive uma
ambivalência que surpreende e desaponta, onde os sentimentos de desamparo e de
incapacidade são presentes (BRAZELTON; CRAMER,1992). Visando atuação
psicológica nesse contexto, pretendemos esclarecer a importância preventiva em
saúde mental, de que se inclua ao rol de procedimentos do SUS o atendimento
psicológico baseado na psicoterapia breve de grupo a toda e qualquer gestante
interessada.

A psicoterapia breve com grupos de gestantes tem como finalidade uma


intervenção terapêutica que desenvolva condições facilitadoras para o
desenvolvimento emocional das pacientes, promovendo o bem-estar psicológico da
mulher no período gestacional e facilitando processos adaptativos em que as
mesmas tenham condições de enfrentar e lidar satisfatoriamente com os aspectos
emocionais durante esse período.

De acordo com Maldonado (1997, p. 27).


10

“Esse período é um momento de possibilidades de reestruturação,


modificação e reintegração da personalidade onde as mudanças
provocadas representam uma possibilidade de atingir novos níveis de
integração, amadurecimento e expansão da personalidade ou de adotar
uma solução patológica que predominará na relação com a criança.”

Klaus e Kennell (1992), atestam essa ideia ao afirmar que nesse período
aumenta a probabilidade de conteúdos inconscientes tornarem-se conscientes ou
aparecerem disfarçados através de sonhos ou sintomas. Dessa maneira, há
possibilidade de elaboração de conflitos psíquicos pela mulher e, consequentemente
é facilitado o estabelecimento de uma relação mãe-bebê saudável a partir da
promoção do bem-estar materno realizado pelo apoio profissional.

2.2 Relação terapêutica no período gestacional

Um estudo realizado por Granato e Vaisberg (2009), a partir de consultas


terapêuticas com gestantes e mães, a fim de investigar psicanaliticamente a
hipótese de que estados psíquicos primitivos sejam engendrados pela maternidade
demonstra que a maternidade é uma experiência emocional impactante, onde a
emergência de ansiedades primitivas emerge pelo processo de maternidade que
contribui para o colapso das defesas que mantinham a estabilidade emocional
anterior. A gravidez, o parto e o desamparo do bebê parecem evocar, no adulto e,
mais particularmente na mãe, um campo de experiências emocionais primitivas,
cujas tonalidades predispõem ao cuidado sensível do recém-nascido, porém, com o
risco de desequilíbrio psíquico. Também é fato que certas qualidades da experiência
materna são igualmente vividas na relação terapêutica, tais como a rotina confiável,
a dedicação e a sensibilidade às necessidades do outro.

Ainda segundo Granato e Vaisberg (2009), tal desestruturação pode se


constituir como momento de retomada do desenvolvimento emocional e, ao ser
cuidado em ambiente terapêutico protege a saúde mental da mãe, na mesma
medida em que o cuidado materno facilita o caminho afetivo do bebê, configurando-
se como recurso primordial na psicoterapia da maternidade.

Após o período gestacional, nasce uma nova mãe, que não se torna uma
supermulher após essa mudança e, algumas vezes, apresenta-se tão fragilizada
11

quanto seu bebê, necessitando cuidados especiais. O terapeuta que antes intervinha
no período gestacional, poderá continuar seu trabalho com o grupo de mães
acolhendo-as e ajudando-as na superação de dificuldades que surgirem em virtude
das novas demandas da maternidade. Para isso o terapeuta deve contar com as
potencialidades criativas de cada mulher e fortalecê-las no sentido de encorajar as
pacientes para que encontrem seu modo pessoal de ser mãe, com uma abordagem
de acolhimento genuíno. Na presença de imaturidade emocional da mãe e/ou
inadequação do apoio familiar e social, o atendimento psicológico mostra-se decisivo
no estabelecimento do vínculo afetivo que garante o bem-estar da dupla mãe-bebê.

Segundo Granato e Vaisberg (2009), a experiência da maternidade conduz a


fronteiras da existência, em que sentimentos que era de se imaginar enterrados e
esquecidos parecem voltar à vida, enquanto outros são experimentados pela
primeira vez. Em pontos de passagem como esse, a mãe pode ser alçada em
direção a uma maior autonomia ou dominada por ansiedades ancestrais. É nessa
fronteira que o terapeuta clínico pode trabalhar, aliando sensibilidade e rigor na
compreensão e alívio do sofrimento humano.

2.3 Psicoterapia breve de grupo focado para gestantes

Crises ocorrem na vida de todas as pessoas. São momentos nos quais por
algum motivo, há um pico de mudança daquilo que é conhecido e ao qual estamos
habituados, para aquilo que não conhecemos e que por motivos conscientes e
inconscientes rejeitamos. Muitas vezes as crises não são necessariamente ruins,
mas são momentos em que temos que nos posicionar e se adequar as mudanças
que estão ocorrendo em nossas vidas.

Exemplo dessa situação de crise ocorre no período da gravidez, sendo esse


momento de grande mudança física e emocional na vida da mulher, e que mesmo
que não sejam para pior, podem gerar alterações do funcionamento normal ou
próprio do sujeito em questão.

A proposta de intervenção como prevenção da saúde da gestante, vem nesse


sentido a fortalecer de forma saudável o vínculo da mãe com o seu bebe,
12

proporcionando a gestora suprimir os efeitos da ansiedade que o momento propicia


devido ao caminhar para algo novo em sua vida.

A intervenção no grupo de mulheres gestantes deverá ser breve, mas deve


ser intensa o bastante para que possa apontar questões centrais para esse sujeito,
nesse caso a Psicoterapia Breve (PB) atenderá a necessidade desse grupo.

A Psicoterapia Breve (PB), como o próprio nome já diz, é uma intervenção


terapêutica com tempo e objetivos limitados. Os objetivos são estabelecidos a partir
de uma compreensão diagnóstica do paciente e da delimitação de um foco,
considerando-se que esses objetivos passíveis de serem atingidos num espaço de
tempo limitado (que pode ser ou não preestabelecido), através de determinadas
estratégias clínicas. Assim, as terapias estarão, em termos técnicos, alicerçadas
num tripé: foco, estratégias e objetivos.

A (PB) tem suas origens na Psicanálise e surgiu quando alguns psicanalistas


e teóricos da época de 1930 começaram a discordar de algumas posições de Freud,
no que diz respeito à teoria e técnica (GILLIÈRON, 1983/1986). Dentre elas,
principalmente, no que diz respeito à atitude do terapeuta no processo, tais como: a
postura ativa do terapeuta em contraposição à neutralidade e passividade do
psicanalista tradicional e a maior flexibilidade contra a cristalização da técnica que
imperava sobre a Psicanálise nos anos 40.O termo Psicoterapia Breve (PB),
originou-se da tentativa de encurtar o tempo de duração dos tratamentos
psicanalíticos, pois na época era imprescindível a referência à psicanálise por não
haver outra modalidade de tratamento psicoterapêutico (SANTEIRO, 2005).

Atualmente as psicoterapias breves são divididas em duas grandes linhas:


Abordagem psicodinâmica - com origem nos primeiros atendimentos psicanalíticos
do início do século XX - Psicoterapias Breves Psicodinâmicas. Abordagem cognitiva
e comportamental - originadas das teorias de aprendizagem de Skinner e Thorndike
- Psicoterapias Breves Cognitivo/Comportamental.

A proposta de Psicoterapia com intervenção em grupo vem como forma de


potencializar o atendimento de gestantes, pois diferente do atendimento individual
13

propicia aos pacientes um lugar de escuta, onde há também o benefício do ouvir ao


outro como modelo de identificação, e assim, de forma empática, buscar juntos
maneiras de enfrentar os seus problemas e também agregar novas técnicas
psicoterápicas ao tratamento. A intervenção em grupo busca muito mais do que
atender uma grande demanda existente, propiciar ao paciente um tratamento em
que ele possa desenvolver a socialização, sua capacidade de insight, buscar o outro
como modelo e ter o benefício da escuta de outros pacientes.

2.4 Dados sócio demográficos

Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano de 2013 o município de São


Paulo registrou 192.700 nascidos vivos. A partir do número de nascidos vivos se
estima o número de gestantes acrescentando uma taxa de 10% decorrente de
perdas resultantes de abortos e subnotificação. Assim, estima-se que, em média,
houve 212.000 gestantes para o mesmo ano no município de São Paulo
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015b).

Quanto aos atendimentos psicossociais, o Ministério da Saúde disponibiliza


dados nacionais sobre os atendimentos realizados no SUS, embora não
especificamente para o atendimento psicossocial de gestantes. Assim, considerando
todos os atendimentos ambulatoriais no SUS no município de São Paulo, em 2014,
foram realizados 114.373 atendimentos psicoterapêuticos, sendo 36.365
atendimentos em grupo e 78.008 individuais. No ano de 2015, ao todo, foram
107.654 atendimentos psicoterapêuticos, sendo respectivamente 31.316 e 76.338
atendimentos em grupo e individuais. Já no ano de 2016, entre Janeiro e Dezembro,
foram 100.215 atendimentos, sendo 27.873 atendimentos de grupo e 72.337
individuais (Tabela 1) (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017a).

Quantidade aprovada
Procedimento
2014 2015 2016
Atendimento em Psicoterapia de Grupo 36.365 31.316 27.873
Atendimento Individual em Psicoterapia 78.008 76.338 72.337
Total 114.373 107.654 100.210
Tabela 1 - Produção Ambulatorial do SUS – Quantidade aprovada de atendimentos psicoterapêuticos
no Município de São Paulo, de Janeiro de 2014 a Dezembro de 2016.
14

O Ministério da Saúde instituiu, em 2000, o Programa de Humanização no


Pré-Natal e Nascimento (BRASIL, 2000) para o atendimento psicológico a gestante
no Brasil, especialmente, em contexto de gravidez de risco, o qual representou uma
mudança do modelo de assistência prestado à mulher na gestação, parto e pós-
parto. A política de assistência proposta por este programa possui como estratégias
principais: aprimorar o acesso, a cobertura e a qualidade do acompanhamento pré-
natal, da assistência ao parto e do puerpério.

A gestante no Brasil tem direito a assistência pré-natal, essa assistência no


Sistema Único de Saúde (SUS), é integrado e seu acompanhamento é realizado
através do Cartão da Gestante, que foi criado no Brasil em 1988, com a função de
registrar as principais informações da gestante. O Cartão da gestante também é
importante para facilitar o atendimento no caso de alguma urgência ou parto
antecipado, pois contém o registro do desenvolvimento da gestação durante os nove
meses. A assistência pré-natal é um importante componente da atenção à saúde
das mulheres no período gravídico-puerperal. “A assistência pré-natal deve se dar
por meio da incorporação de condutas acolhedoras; do desenvolvimento de ações
educativas e preventivas, sem intervenções desnecessárias; da detecção precoce
de patologias e de situações de risco gestacional; de estabelecimento de vínculo
entre o pré-natal e o local do parto; e do fácil acesso a serviços de saúde de
qualidade, desde o atendimento ambulatorial básico ao atendimento hospitalar de
alto risco”, segundo recomendações do (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).

É possível observar pela Tabela 1 que, no ano de 2013, a soma dos


atendimentos psicoterápicos nas duas modalidades oferecidas à população é inferior
ao número estimado de gestantes para o mesmo ano, o que nos leva à conclusão
lógica de que o total desses atendimentos para gestantes é insuficiente e não vai de
encontro com as normativas políticas de assistência proposta pelo Programa de
Humanização no Pré-Natal e Nascimento.

Uma pesquisa realizada por (VIELLAS et al., 2014) sobre assistência pré-
natal no Brasil levando em consideração a importância de dados nacionais que
permitam uma melhor avaliação dessa assistência pré-natal prestada, procurou
analisar a assistência pré-natal oferecida às gestantes usuárias de serviços de
15

saúde públicos e/ ou privados no Brasil, bem como o perfil das usuárias dos serviços
de pré-natal. A pesquisa aponta que 30,1% das gestantes entrevistadas relatam
dificuldades ocasionadas por problemas pessoais. Mulher com desfechos de
gestação anteriores negativos, que não queriam engravidar, que ficaram insatisfeitas
com a gestação atual, e que referiam ter tentado interromper a gravidez
apresentaram as mais baixas coberturas de assistência pré-natal e menos da
metade das puérperas referiu ter planejado a gestação atual, 9,6% revelaram que
ficaram insatisfeitas quando souberam que estavam grávidas e 2,3% referiram ter
tentado interromper a gestação atual.

Outro dado de máxima importância é o acontecimento da depressão no pós-


parto. Por ser considerada por diversos autores como uma característica propícia
para o surgimento após o evento do nascimento do primeiro filho, assim como as
demais dificuldades emocionais, psicoses pós-parto e manifestações
psicossomáticas (SOUZA et al., 1997).

O quadro clínico da depressão comumente associada ao nascimento aparece


como um conjunto de sintomas que iniciam geralmente entre a quarta e oitava
semana após o parto, atingindo de 10% a 15% das mulheres. Os sintomas incluem
irritabilidade, choro frequente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de
energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e de sono, a
sensação de ser incapaz de lidar com novas situações, bem como queixas
psicossomáticas (KLAUS et al., 2000).

Diferente dos sintomas citados acima, os distúrbios de humor e melancolia da


maternidade são sintomas que caracterizam o período pós-parto e são considerados
esperados em até 60% das novas mães entre o terceiro e o quinto dia após o parto,
porém geralmente tem remissão espontânea (SOUZA et al., 1997).

Do ponto de vista da prevenção em saúde mental, a gravidez é um momento


particular e privilegiado de intervenção, pois, a mulher está sujeita a um regime de
cuidados de saúde, para os quais, na maior parte das vezes, está motivada e
desperta. Por esse motivo, a intervenção em grupos de grávidas pode ser um
espaço privilegiado para a transmissão de informação e para a verbalização de
16

ansiedades e expectativas relativas à gravidez e puerpério. A maioria das


depressões que ocorrem durante o período do pós-parto, tem repercussões em todo
o sistema sócio familiar que envolve a mulher e especialmente na interação com o
seu bebê (SZEJER, 1997).

Alguns autores verificaram que o apoio e preparação durante a gravidez,


assim como o aumento de informação, contribuem para o aumento do bem estar da
mulher no final da gravidez, evidenciando-se menor ocorrência de problemas
psicológicos e de depressão no período pós-parto (SCHARDOSIM et al, 2011).

Esses dados que por si próprios comprovam a necessidade extrema de um


serviço psicoterapêutico integrado com a assistência pré-natal que faça valer a
normativa do Ministério da saúde em relação à qualidade do acompanhamento pré-
natal, da assistência ao parto e do puerpério para todas as gestantes no Brasil, não
apenas para gestantes de alto risco.

2.5 Proposta de atendimento psicológico no pré-natal.

O atendimento psicológico oferecido dentro do contexto do pré-natal cria a


possibilidade da gestante elaborar e refletir acerca das estratégias de enfrentamento
em sua condição clínica. Por isso a atuação do psicólogo que envolve ações
terapêuticas e preventivas, que são voltadas principalmente aos aspectos
emocionais e relacionais, é importante nessa fase, tendo em vista as importantes
transformações ocorridas na mulher e na família no período gravídico puerperal.

Assim elaborar experiências difíceis representa uma possibilidade de


melhorar a qualidade de vida entre as pessoas envolvidas. Sendo de suma
importância na promoção de saúde o atendimento psicológico ambulatorial voltado
às gestantes, pois a vida inicia no útero materno e o bebê possui registros de
memória deste período de vida, o qual irá influenciar no seu desenvolvimento
psíquico. “Ao acolher a mãe e a família é possível favorecer a formação e/ou o
fortalecimento do vínculo afetivo com o novo indivíduo em formação e proteger,
dessa forma, seu desenvolvimento.” (CALDAS, et al., 2013).
17

Nesse aspecto o presente trabalho propõe um modelo de atendimento


psicológico, estendido a todas as gestantes que façam o acompanhamento pré-natal
(não só as gestantes com gravidez de risco), focado na psicoterapia breve em grupo
de gestantes, sendo realizadas sessões quinzenais com duração de 50 minutos do
início ao final do período gestacional, com grupos de aproximadamente 10
gestantes, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com o objetivo de fortificar
aspectos emocionais advindas da fase gestacional, prevenindo assim dificuldades,
ansiedades e frustrações que permeiam o vínculo materno, pois as intercorrências
no período gravídico-puerperal fragilizam a mulher e sua família e conduzem, muitas
vezes, ao ápice do sofrimento psíquico (CALDAS, et al., 2013).
18

3 DISCUSSÃO

Neste estudo, através da revisão da literatura e levantamento de dados


demográficos, foi apresentado o estudo de intervenção psicológica da gestante que
tem o interesse de conhecer os aspectos emocionais que permeiam o vínculo mãe e
bebê, e promover a saúde afetivo-emocional.

Segundo Winnicott (1963/1982), o período gestacional, por se tratar de um


período de transição, pode afetar a vivência emocional saudável dessa fase, afinal, a
dependência é máxima no nascimento, as experiências ocorridas na vida intra-
uterinas são de grande importância além do apoio que a mãe teve durante a
gestação, suas fantasias sobre o bebê e seu envolvimento e aceitação da gestação.
Por isso se volta atenção aos seus aspectos e aos cuidados oferecidos nessa fase.

Segundo dados do Ministério da Saúde (2015b), apresentados nesse


trabalho, no ano de 2013 o município de São Paulo registrou uma estimativa de
212.000 gestantes, enquanto os dados nacionais dos atendimentos psicossociais
demonstram que apenas uma pequena parte das gestantes citadas obteve o
atendimento psicossocial, dentre essas somente as que estavam com quadro clínico
de gravidez de alto risco.

Esses dados chamam a atenção para as normativas políticas de assistência


proposta pelo Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (BRASIL,
2000), onde foi proposto para o atendimento psicológico a gestante no Brasil,
estratégias de aprimoramento ao acesso, a cobertura e a qualidade do
acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e do puerpério. Comprovando a
necessidade extrema de um serviço psicoterapêutico integrado com a assistência
pré-natal, não apenas para as gestações de alto risco.

O benefício do serviço psicoterapêutico baseado na psicoterapia breve em


grupo é de ouvir ao outro como modelo de identificação, e assim de forma empática
buscar juntos maneiras de enfrentar os seus problemas e fortalecer a vivência
emocional saudável do vínculo mãe e bebê. Essa atuação visa o bem-estar da
relação dual primária, para prevenir futuras dificuldades de ordem psicológica nesse
19

grupo e na sociedade.
Desta forma, o presente trabalho declara a importância no acompanhamento
integral (ginecológico e psicológico) no pré-natal, com modelo de atendimento
focado de psicoterapia breve, que vem a preencher a lacuna de atenção básica para
a saúde psicológica da gestante, do início ao final do período da gravidez, atuando
de forma preventiva com o objetivo de fortificar os aspectos emocionais advindos da
fase gestacional, bem como identificar previamente possíveis transtornos posteriores
ao nascimento do bebê, como exemplo a depressão pós-parto e manifestações
psicossomáticas, que são ápices do sofrimento psíquico da gestante e da nova
mulher conhecida como mãe, para então diminuir o impacto desses transtornos em
toda a sociedade.
20

4 CONCLUSÃO

Foi possível constatar no estudo a importância da psicologia na prevenção da


saúde psíquica das gestantes, como uma condição facilitadora para o
amadurecimento do vínculo afetivo saudável entre mãe e bebê. É perceptível que o
atendimento psicológico para as gestantes dá suporte para a melhoria no trato com
a situação delicada da gestação, assim o cuidado materno facilita o caminho afetivo
do bebê e proporciona a redução de dificuldades de ordem psicológica nos futuros
indivíduos.

A psicoterapia breve de grupo se mostrou um importante e eficaz instrumento,


utilizado como modelo de atendimento as gestantes em seu pré-natal, para viabilizar
o processo terapêutico, pois ao serem cuidadas em ambiente terapêutico as
pacientes tem a saúde mental protegida em um lugar de escuta, onde há também o
benefício do ouvir ao outro como modelo de identificação, e assim, de forma
empática, buscar juntos maneiras de enfrentar os seus problemas, proporcionando
trocas indispensáveis para esse processo que não poderiam ser vivenciados em
uma terapia individual.

Porém os estudos nos levaram a constatar que no Brasil pouco se fala de


prevenção à saúde, ainda mais se tratando de saúde psíquica. O modelo de
atendimento psicossocial utilizado pelo SUS é um modelo assistencial limitado à
gravidez de risco ou posteriormente a Depressão pós-parto, e ainda assim esses
atendimentos são muito restritos se comparados aos números de casos registrados
de gestantes.

O estudo foi realizado em forma de pesquisa bibliográfica, por isso abrem-se


inúmeras possibilidades de realizações de pesquisas exploratórias, com
amostragem de grupos de gestante que passem pelo modelo de atendimento em
psicoterapia breve de grupo em seu pré-natal, para que esses estudos de casos
possam vir a confirmar e completar o presente estudo. Muito podemos avançar para
que nosso país invista em prevenção e possa colher com isso os benefícios de
prevenir ao invés de remediar.
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