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UNIVERSIDADE PAULISTA

FULVIA ARRUDA JACOBSEN

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E A IMPORTÂNCIA DA


INTERVENÇÃO PRECOCE NO TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL:
UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

SÃO PAULO

2017
FULVIA ARRUDA JACOBSEN

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E A IMPORTÂNCIA DA


INTERVENÇÃO PRECOCE NO TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL:
UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Trabalho de conclusão de curso para


obtenção do título de especialista
em Terapia Cognitivo-
Comportamental para atuação em
múltiplas necessidades terapêuticas
apresentado à Universidade Paulista
- UNIP.
Orientadores:
Profa. Ana Carolina S. de Oliveira
Prof. Hewdy L. Ribeiro

SÃO PAULO

2017
FICHA CATALOGRÁFICA

Verso da Folha de Rosto

O aluno deverá solicitá-la quando seu trabalho estiver na fase de impressão


final.

1. Fazer download do formulário da ficha catalográfica no site


http://www.unip.br/servicos/biblioteca/ficha_catalografica.aspx
2. Preencher a ficha com seus dados e de seu trabalho
3. Mandar por e- mail para biblioteca.paraiso@unip.br
4. No e-mail, colocar uma obs. de urgência e especificar a data que
necessita
FULVIA ARRUDA JACOBSEN

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E A IMPORTÂNCIA DA


INTERVENÇÃO PRECOCE NO TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL:
UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Trabalho de conclusão de curso para


obtenção do título de especialista
em Terapia Cognitivo-
Comportamental para atuação em
múltiplas necessidades terapêuticas
apresentado à Universidade Paulista
- UNIP.
Orientadores:
Profa. Ana Carolina S. de Oliveira
Prof. Hewdy L. Ribeiro

Aprovado em:

BANCA EXAMINADORA

_______________________/__/___

Prof. Hewdy Lobo Ribeiro

Universidade Paulista – UNIP

_______________________/__/___

Profa. Ana Carolina S. Oliveira

Universidade Paulista – UNIP


DEDICATÓRIA

Este trabalho é dedicado a toda criança e adolescente que sofre por perceber e
experimentar o mundo como um lugar tão hostil. Que através da Terapia
Cognitivo-Comportamental eles tenham a oportunidade de se ressignificar e se
fortalecer para viver de uma forma plena, saudável e feliz.
AGRADECIMENTOS

Minha gratidão ao meu companheiro Marcus por sua compreensão,


paciência e grande generosidade.

Ao meu amado e divertido filho Luca, por fazer todos os meus dias
valerem a pena.

À minha mãe, por seu apoio e genuíno interesse em escutar uma filha
completamente entusiasmada a cada lição aprendida.

À minha irmã Samira, que me apresentou à Terapia Cognitivo-


Comportamental.

Às aulas fantásticas dos professores Ciça Maia e Ricardo Asensio


Rodriguez. O Conhecimento, entusiasmo e amor à profissão de vocês me
inspiram a ser uma profissional cada vez melhor.

À Pâmela Mendonça, porque amizade não se explica, ela simplesmente


acontece.
“A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.”

Charles Chaplin
RESUMO

O Transtorno de Ansiedade Social – TAS tem seu início na infância ou na


adolescência, na maioria das vezes é confundido com inibição ou timidez e por
esse motivo seu diagnóstico é tardio e a intervenção é demorada. O TAS
causa grande sofrimento ao indivíduo e acarreta prejuízos em sua vida social,
acadêmica e profissional. O objetivo dessa revisão bibliográfica é verificar a
importância da intervenção precoce no TAS através da Terapia-Cognitivo
Comportamental. Foi realizada uma busca eletrônica nas bases de dados
Scielo, Lilacs e Pepsic, além de consulta ao DSM5 e literatura especializada.
Nessa revisão são apresentados os critérios diagnósticos do TAS, seu modelo
cognitivo comportamental e as principais técnicas utilizadas no seu tratamento.
Os artigos escolhidos evidenciam a TCC como principal e mais eficiente
intervenção psicoterapêutica no tratamento do TAS, associada ou não à
farmacoterapia, bem como a importância da intervenção precoce para
remissão ou diminuição dos sintomas, riscos de comorbidades, cronicidade e
diminuição do impacto negativo e sofrimento na vida do indivíduo.

Palavras-chave: Fobia Social, Transtorno de Ansiedade Social, Terapia


Cognitivo-Comportamental, Crianças, Adolescentes, adultos, isolamento social.
ABSTRACT

Social Anxiety Disorder (SAD) begins in childhood or adolescence. It is most


often confused with inhibition or shyness, and therefore its diagnosis is late and
intervention is time-consuming. The SAD causes great suffering to the
individual and causes losses in their social, academic and professional life. The
purpose of this literature review is to verify the importance of early intervention
in SAD through Cognitive-Behavioral Therapy. An electronic search was
performed in the databases Scielo, Lilacs and Pepsic, in addition to consultation
with the DSM5 and specialized literature. This review presents the diagnostic
criteria of SAD, its cognitive behavioral model and the main techniques used in
its treatment. The articles selected show CBT as the main and most efficient
psychotherapeutic intervention in the treatment of SAD, associated or not with
pharmacotherapy, as well as the importance of early intervention for remission
or reduction of symptoms, risks of comorbidities, chronicity and reduction of
negative impact and suffering in the individual's life.

Key words: Social Phobia, Social Anxiety Disorder, Cognitive-Behavioral


Therapy, Children, Adolescents, adults, social isolation.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 09

1.1 TAS – TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL..................................... 10


1.1.1. Modelo Cognitivo Comportamental do TAS............................ 12
1.1.2. Principais Técnicas da TCC no TAS............................................14

2 OBJETIVO............................................................................................... 16

3 METODOLOGIA...................................................................................... 16

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................... 17

5 CONCLUSÕES........................................................................................ 22

REFERÊNCIAS.......................................................................................... 23
9

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho pretende mostrar a importância da intervenção


precoce, através da Terapia Cognitivo-Comportamental no Transtorno de
Ansiedade Social.

A revisão bibliográfica sugere que o Transtorno de Ansiedade Social (TAS)


ou Fobia Social é a ansiedade mais comum presente na população mundial em
detrimento aos demais transtornos de ansiedade (D’EL REY & PACINI, 2006).
Frequentemente sem remissão, prevalente e crônica é caracterizada por
inibição social e timidez excessiva (ITO, 2008)

Segundo o DSM-5 (APA, 2014), indivíduos com Transtorno de Ansiedade


Social – TAS enfrentam situações sociais com excessivo medo, preocupação e
ansiedade de serem avaliados negativamente por outras pessoas em situações
de desempenho, p. ex. iniciar uma conversa ou mantê-la, falar em público ou
com estranhos, encontrar pessoas que não sejam seus familiares; serem
observados, p. ex. assinar seu próprio nome, comer ou beber em público.

Indivíduos com TAS podem apresentar comorbidade com outros


transtornos de ansiedade: transtorno de ansiedade generalizada, fobia
específica, transtorno bipolar, transtorno depressivo maior o que pode levar a
dependência química: álcool, drogas e substâncias psicoativas. (APA, 2014).

Como o TAS na infância e adolescência pode ser um predidor para vários


transtornos na vida adulta, e a intervenção precoce pode diminuir a gravidade
dos mesmos, os autores defendem medidas através de programas preventivos
(p. ex. Friends e TRI-Preventivo) em escolas, folhetos explicativos em
ambulatórios e clubes, palestras educativas em escolas e hospitais para pais,
educadores, médicos, enfermeiros e equipes multidisciplinares. (GUSMÃO,
2013; VIANNA, 2009; MANFRO, 2002; ISOLAN, 2007; CAMINHA E CAMINHA,
2011).

A literatura científica disponível indica a Terapia Cognitivo-Comportamental


como principal e mais eficiente intervenção psicoterapêutica para o TAS. (D’EL
REY & PACINI, 2006; LEVITAN, 2011; GUSMAO, 2013; ASBAHR, 2004;
ISOLAN, 2007).
10

1.1 TAS - TRANSTORNO ANSIEDADE SOCIAL

Segundo o DSM-5 (APA, 2014,p.202-203), os critérios diagnósticos para o


Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social) são:

“Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações


sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras
pessoas. Exemplos incluem interações sociais (p. ex. manter uma
conversa, encontrar pessoas que não são familiares), ser observado (p.
ex., comendo ou bebendo) e situações de desempenho diante de
outros (p. ex. proferir palestras). Nota: Em crianças, a ansiedade deve
ocorrer em contextos que envolvam seus pares, e não apenas em
interações com adultos.

O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade


que serão avaliados negativamente (i.e., será humilhante ou
constrangedor; provocará a rejeição ou ofenderá a outros).

As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade.

Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser expresso chorando,


com ataques de raiva, imobilidade, comportamento de agarrar-se,
encolhendo-se ou fracassando em falar em situações sociais.

As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou


ansiedade.

O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real apresentada


pela situação social e o contexto sociocultural.

O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais


de seis meses.

O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente


significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em
outras áreas importantes da vida do indivíduo.

O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos efeitos


fisiológicos de uma substância (p. ex. droga de abuso, medicamento)
ou de outra condição médica.

O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos


sintomas de outro transtorno mental, como transtorno de pânico,
transtorno dismórfico corporal ou transtorno do espectro autista.
11

Se outra condição médica (p. ex. doença de Parkinson, obesidade,


desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está presente, o medo,
ansiedade ou esquiva é claramente não relacionado ou é excessivo. ”

A presença do TAS na infância e adolescência é fator de risco e traz graves


consequências e prejuízos funcionais e sociais aos indivíduos na vida adulta,
tais como: desemprego ou menor produtividade no trabalho, menor
remuneração o que leva a um prejuízo no status socioeconômico. Na questão
de gênero, o homem demora mais para sair da casa dos pais, casar e ter filhos
e, em mulheres é comum as que gostariam de ter uma carreira mas acabam
optando por serem donas de casa. A esquiva em atividades de lazer, reuniões
e encontros sociais é constante. O abuso e alto consumo de bebidas alcoólicas
ou substâncias para enfrentar encontros sociais é comum. Indivíduos com
Transtorno de Ansiedade Social são pouco assertivos. Evidências visíveis,
características e reações físicas marcantes: pouco contato visual, postura física
rígida e falam muito baixo. (APA, 2014).

Segundo Asbahr (2004), as manifestações físicas da ansiedade


observadas em adultos, crianças e adolescente são semelhantes, o que difere
são os comportamentos e situações sociais. Crianças geralmente expressam a
ansiedade através do choro e acessos de raiva. É frequente a esquiva e
afastamento social onde não haja presença de familiares. Essas crianças e
jovens relatam um auto grau de ansiedade em sua vida social, p. ex. numa
festa e principalmente na escola: no intervalo ao ter que comer ao lado dos
colegas, falar em voz alta em sala de aula, tirar dúvidas ou falar com
professores e treinadores, interagir com outras crianças, participar de
brincadeiras em grupo, usar o banheiro, se dirigir a figuras de autoridade,
escrever na frente de colegas ou professores.

O medo de ser humilhado ou ridicularizado podem causar reações físicas


variadas tais como: sudorese excessiva, rubor, tremor, mutismo seletivo. A
ansiedade e a esquiva causam grande sofrimento e trazem significativo
prejuízo social. (ITO, 2008).

Ações preventivas, maior atenção e monitoramento devem ser direcionados


aos pacientes com Transtorno de Ansiedade Social pois o suicídio é
12

comprovadamente um risco aumentado para esses pacientes (Rodrigues et al.,


2012)

1.1.1 Modelo Cognitivo Comportamental do TAS

No modelo cognitivo do TAS os pacientes interpretam o ambiente e as


situações cotidianas como ameaçadoras, têm crenças que serão humilhados e
rejeitados, pensamentos negativos relativos a si mesmos e sobre a capacidade
de lidar com as situações sociais e suas consequências. (VIANNA et al., 2009).

Verificar as crenças irracionais ou disfuncionais, isto é, verificar os


pensamentos que ocorrem antes, durante e após a situação temida e substituí-
las por outras mais adaptativas. As principais crenças em pacientes com TAS
são de incapacidade, inferioridade e de rejeição; a autocobrança e a exigência
de perfeição são elevadas e excessivas. (D’EL REY & PACINI, 2006).

Na vulnerabilidade cognitiva e atenção autofocada há uma falha no


processamento da informação. Pacientes com TAS têm uma visão negativa de
si mesmos, autocrítica exagerada, distorcem e interpretam suas experiências
interpessoais e sociais como mais ameaçadoras do que realmente são.
Procuram evidências para corroborar sua visão negativa o que reforça suas
crenças e mantém os sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos.
(D’EL REY & PACINI, 2006). Segundo Ito (2008), Indivíduos com TAS
percebem o mundo como um lugar perigoso, são sensíveis à crítica e estão
sempre atentos à possibilidade de estarem sendo avaliados negativamente por
outra pessoa. Focados nesses fatores, geram autocrítica exagerada,
percepção distorcida de seus comportamentos e dos fatos, resultando em mais
ansiedade. Como estão hiperfocados e hipervigilantes aos estímulos corporais
e/ou perigosos, os estímulos neutros são interpretados como negativos,
enquanto os estímulos positivos são ignorados, daí que as memórias do uso
adequado dos recursos e enfrentamentos de sucesso não são valorizadas ou
na maioria das vezes são subestimadas. Essa supervalorização dos estímulos
neutros como negativos desencadeiam reações físicas, comportamentos
13

evitativos, sentimentos de inadequação, humilhação e contribuem para o


afastamento do convívio social.

Devido ao medo persistente em evitar situações e interações sociais e ser o


centro de atenções, o padrão de comportamento do indivíduo com TAS é a
evitação e comportamento de segurança. (BURATO et al., 2009).

O Comportamento de Segurança é um conjunto de comportamentos


evitativos que tem por finalidade disfarçar a ansiedade e aparentar confiança,
evitando avaliações negativas. Esse comportamento tem como função diminuir
a exposição às situações sociais percebidas como ameaça e risco. O
comportamento de segurança tem sido apontado como um fator de
manutenção do TAS, pois impede o indivíduo confrontar e se expor à situação
temida, consequentemente impossibilitando que as mesmas sejam
“desconstruídas”. Ex. Segurar um objeto com força para que não percebam o
tremor das mãos, usar duas camisetas para não perceberem o excesso de
suor. (BURATO et al., 2009).

A esquiva é uma estratégia de evitação onde o indivíduo tenta afastar ou


adiar uma situação, visa diminuir o desconforto provocado pela exposição, ou
diante de uma situação que o indivíduo percebe como ameaça. Essa estratégia
também contribui para a manutenção do transtorno e produz um ciclo vicioso:
ansiedade/evitação/mais ansiedade. (BURATO et al., 2009).

Pacientes com TAS tem Déficit em Habilidade Social, o que gera


dificuldade em iniciar e manter conversa, cumprimentar, fazer pedidos, falar
com estranhos e essas situações geralmente causam constrangimento e
embaraço (D’EL REY & PACINI, 2006).

“Estudos Evidenciam que o déficit em HS já ocorre na idade infantil,


levando ao fracasso nas situações sociais, o que resulta em
pensamentos negativos e baixa expectativa sobre o seu desempenho e
a reação dos outros, levando as crianças a se isolarem e evitarem
essas interações.” (LEVITAN,; RANGE E NARDI, 2008, p. 95-99)
14

1.1.2 Principais Técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental no TAS

Na Avaliação é realizada uma entrevista, investigação sobre o transtorno


(início, duração), identificação de comorbidades, relacionamento familiar, social
e escolar, prejuízos na vida do paciente, histórico familiar, relatórios escolares,
fatores ambientais, situações ou eventos desencadeantes, fatores biológicos,
habilidades sociais presentes ou não e verificar a necessidade de
encaminhamento para tratamento farmacológico. (ITO et al., 2008)

A Conceituação Cognitiva é uma técnica de coleta e organização de todas


as informações sobre o paciente, o que possibilita desenvolver a hipótese
diagnóstica, ter a clara compreensão do caso, traçar estratégias e planos das
sessões com o objetivo de propor a intervenção mais eficaz possível.
(NEUFELD et al., 2010)

Quanto a duração do processo terapêutico, 12 a 16 sessões, semanais, em


grupo ou individuais são suficientes para a redução significativa dos sintomas
do TAS. (ITO et al., 2008)

Na TCC paciente e terapeuta estabelecem em conjunto os objetivos da


terapia: redução da ansiedade antecipatória, reestruturação cognitiva, redução
dos sintomas fisiológicos da ansiedade, redução da esquiva e melhora da
habilidade social, melhorar a autoestima, aumentar a autoconfiança na
comunicação em situações sociais, aumentar repertório de habilidades sociais
e possíveis exposições sociais. (ITO et al., 2008)

A Psicoeducação é realizada em algumas sessões para esclarecimentos e


informações ao paciente e também orientação familiar sobre a TCC e o TAS.
(ITO et al., 2008). Para Isolan (2007), além da psicoeducação junto ao paciente
e orientação à família, é importante a comunicação junto à escola e também
avaliações periódicas para diagnosticar possíveis comorbidades.

A Reestruturação Cognitiva se dá através do questionamento socrático,


onde é possível verificar os pensamentos automáticos distorcidos; detectar
crenças condicionais e centrais do paciente. Observar e controlar pensamentos
automáticos; examinar as evidências (favoráveis ou não), correção das
15

interpretações baseadas na realidade, construção de alternativas menos


desadaptativas. (D’EL REY & PACINI, 2006, ITO, 2008)

A Exposição no TAS é realizada de forma gradual às situações que geram


medo e ansiedade (imaginação e posteriormente confrontação ao vivo); uma
lista dessas situações são colocadas em hierarquia, a exposição começa pela
situação que causa menos ansiedade até as que causam mais ansiedade. A
exposição constante (habituação) reduz a ansiedade e o comportamento
fóbico. (D’EL REY & PACINI, 2006; ITO, 2008)

O Manejo de Estresse e Relaxamento facilitam o enfrentamento do


paciente às situações temidas e visam diminuir e controlar as respostas
fisiológicas da ansiedade. Ex. Relaxamento Progressivo de Jacobson ou
respiração diafragmática. (ITO et al., 2008; D’EL REY & PACINI, 2006)

O Treino de Habilidades Sociais (THS) e de assertividade tem o objetivo de


educar e treinar o paciente para aquisição de um repertório mais rico e
comportamentos sociais mais adaptados: primeiro no consultório, depois em
casa e finalmente em situações sociais. Ex. Fazer queixas; iniciar, manter e
encerrar conversar, fazer contato visual; recusar ou aceitar pedidos; fazer e
receber críticas; expressar opiniões; fazer e manter amizades, cumprimentar;
modulação, volume e entonação da fala; fazer declarações positivas. (ITO et
al., 2008.)

Em todas as sessões ocorre o planejamento da Tarefa de Casa, atividades


propostas para reforçar as habilidades trabalhadas em consulta. A
programação e verificação dessas tarefas são atividades que o paciente deverá
realizar fora do consultório, durante a semana, e verificada pelo terapeuta na
sessão seguinte para retomar o foco e dar continuidade ao que foi trabalhado
na última sessão. (PETERSEN et al., 2011, p. 26).

O término do tratamento se dá quando a maioria dos sintomas for reduzida


e o transtorno interferir o mínimo possível na vida do cliente. O mesmo, passa
por algumas etapas: revisão das técnicas aprendidas (ex. cartões de
enfrentamento, relaxamento), enfatizar a importância da prática das mesmas
para que ocorra melhora ou remissão dos sintomas, informar sobre possíveis
16

recaídas e o que podem desencadeá-las, espaçamento entre as sessões até a


alta propriamente dita. (ITO, ET AL., 2008)

2 OBJETIVO

Verificar as principais características do TAS - Transtorno de Ansiedade


Social, as técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental no tratamento do
TAS, e a importância da intervenção precoce para prevenção e/ou diminuição e
remissão de patologias associadas, comorbidade e prejuízos na vida do
indivíduo com o transtorno.

3 METODOLOGIA

Para essa revisão bibliográfica foi realizada uma busca eletrônica nas
bases de dados Scielo, Lilacs e Pepsic resultando em 12 artigos públicos, além
de consulta ao DSM5, e livros especializados em treinamento de Habilidades
Sociais e TCC para crianças e adolescentes.

As palavras-chaves pesquisadas foram Fobia Social, Transtorno de


Ansiedade Social, Terapia Cognitivo-Comportamental, Crianças, Adolescentes,
adultos, isolamento social.

Foram incluídos artigos publicado nos últimos 11 anos.


17

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O TAS é uma das enfermidades mais prevalentes em crianças e


adolescentes, tendo seu início na infância entre 7 e 12 anos e na adolescência
por volta dos 14 / 15 anos. Muitas vezes, crianças e adolescentes com TAS
são diagnosticados tardiamente pois o transtorno é confundido com
temperamento inibido ou timidez. Estudos, nos EUA, indicam que o TAS em
infanto-juvenis têm prevalência estimada de 8 a 12%. O início precoce aumenta
a probabilidade do agravamento e cronicidade do transtorno. O TAS na infância
e adolescência acarretam sérios prejuízos e sofrimento no decorrer da vida do
indivíduo: alto índice de fracasso e evasão escolar, tentativas de suicídio,
solidão, baixa autoestima, depressão maior na idade adulta, abuso e
dependência química e álcool, desenvolvimento de outros transtornos mentais
e comorbidades. Em face desses importantes comprometimentos, o
diagnóstico e a intervenção devem ser feitos o mais breve possível a fim de
garantir uma melhor qualidade de vida e minimizar os efeitos negativos na vida
de seus portadores. A literatura e estudos indicam a Terapia-Cognitivo
comportamental como primeira linha para intervenção e tratamento do TAS.
(GUSMÃO, 2013; VIANNA, 2009; MANFRO, 2002; ISOLAN, 2007).

Para Isolan (2007), dentre todas as psicoterapias, a TCC é a abordagem


que apresenta maior evidência de eficácia, por possuir metodologia e
protocolos estruturados e padronizados. Os pacientes que foram tratados com
essa abordagem costumam manter os ganhos com o passar do tempo. Além
disso a TCC é o tratamento de primeira escolha para crianças e adolescentes
com TAS de leve a moderado. Para casos de TAS mais graves recomenda-se
além da TCC a introdução de ISRS com cautela, pois o uso de antidepressivos
na infância e adolescência está associado a um risco aumentado de ideação
suicida. Isolan também evidencia a importância da psicoeducação junto à
família, comunicação com a escola, além de avaliações periódicas para
diagnosticar possíveis comorbidades.

Rodrigues (2012), conduziu um estudo em Pelotas/RS, com 1.621 jovens


entre 18 e 24 anos, o objetivo era verificar a relação entre a presença de
transtorno de ansiedade e o risco de suicídio nessa população. Foi utilizado
18

o Mini Internacional Neuropsychiatric Interview 5.0, que avaliou transtornos de


ansiedade e o risco de suicídio nessa população. Da população estudada,
20,9% dos indivíduos apresentaram algum transtorno de ansiedade; e 8,6%
apresentam risco de suicídio. O resultado mostra que a presença de ansiedade
está significativamente associada ao risco de suicídio. Rodrigues salienta a
importância de maior atenção a pacientes com transtornos de ansiedade e
intervenções preventivas como forma de diminuição de risco de suicídio nessa
população.

D'El Rey & Pacini (2006) realizaram uma busca bibliográfica na internet
através de plataformas de artigos científicos e acadêmicos, em todos os anos
disponíveis, com as palavras-chave: social phobia, social anxiety disorder,
cognitive-behavioral therapy, psychotherapy, treatment, models, exposure,
cognitive restructuring, relaxation techniques, social skills training, meta-
analysis. Na área da Fobia Social / TAS vários estudos de metaanálise
atribuem à terapia cognitivo-comportamental a redução da ansiedade social. A
literatura disponível recomenda a farmacoterapia (principalmente
antidepressivos) como facilitadora para aplicação das técnicas da TCC. D'El
Rey & Pacini , concluem que a TCC combinada à farmacologia, segundo a
literatura científica, são as principais intervenções terapêuticas para o TAS.

Levitan (2011), e uma equipe com nove médicos e psicólogos elaboraram


uma diretriz para tratamento do transtorno de ansiedade social no Brasil.
Basearam-se na revisão de 80 artigos científicos, DSM-IV e CID-10. Essa
Diretriz tem como por objetivo orientar e facilitar as decisões dos médicos, na
avaliação, diagnóstico, escolha do melhor tratamento medicamentoso e
psicoterápico para o paciente. Essa diretriz indica a TCC como tratamento
psicoterápico de primeira escolha e mais eficaz com crianças e adolescentes
com TAS.

Asbahr (2004) defende mais estudos e pesquisas de neuroimagens para


entender os modelos neurobiológicos de cada transtorno ansioso, ele acredita
que a amígdala tem um papel central nas teorias fisiopatológicas da fobia
social. No TAS, as neuroimagens revelam alterações no estriado e na
amígdalas, principalmente nas respostas a estímulos aversivos e não-aversivos
19

provocados pela presença de imagens de faces humanas. “Este fato reforça a


hipótese de um sistema hipersensível na avaliação de ameaças frente a
estímulos provocados por faces humanas”. (ASBAHR, 2004, p. 28-34). Para
ele a identificação precoce dos transtornos ansiosos em crianças e
adolescentes, incluindo o TAS, pode evitar grande sofrimento e impacto
negativo na vida desses indivíduos e o tratamento eficaz inclui a TCC,
intervenções com a família e também medicamentosa.

Burato (2009) reforça a necessidade de estudos focados nos


comportamentos de segurança em indivíduos com TAS, pois, em sua revisão
sistemática constatou-se que:

“Quanto maior a ansiedade social, maior é a presença de


comportamentos de segurança . Isto sugere que tais comportamentos
podem ser mantenedores da ansiedade social, o que constitui um
elemento chave para o treinamento de habilidades sociais em
indivíduos portadores de fobia social.” (BURATO, 2009, p.167-174)

Ito (2008), através de revisão de literatura científica publicada sobre TAS,


corrobora que a TCC e farmacoterapia são abordagens terapêuticas eficazes
para o tratamento da TCCI (Terapia-cognitivo comportamental individual) e
TCCG (Terapia-cognitivo comportamental em grupo), em todas as faixas
etárias. Por se tratar de um transtorno com início precoce, alerta sobre a
importância de educação de pais, médicos e professores, através de manuais
para identificação de crianças e adolescentes de alto-risco e ainda materiais de
autoajuda direcionados aos adolescentes e jovens adultos para
aconselhamento e informações sobre tratamento.

Em concordância com Ito (2008), Gusmão (2013, p. 118-125) explica que a


“TCC é uma intervenção breve, estruturada e focada na resolução de
problemas por meio da modificação de pensamentos disfuncionais”, e
evidencia que é uma abordagem terapêutica empiricamente comprovada no
tratamento de diversos transtornos, inclusive para o TAS. Estudos indicam que
a associação da TCC (individual ou em grupo) em diagnósticos de TAS
associados à farmacoterapia elevam visivelmente os resultados e prognósticos
positivos, do que quando aplicados isoladamente.
20

Manfro (2002), conduziu um estudo retrospectivo, através dos prontuários


médicos de 84 pacientes adultos com diagnóstico de Transtorno do Pânico.
Observou que 59.5% apresentaram transtorno de ansiedade na infância.
Conclui que a ansiedade na infância pode ser um predidor para o transtorno do
pânico na idade adulta e sugere que as intervenções precoces em crianças
com transtorno de ansiedade podem diminuir a gravidade da psicopatologia e
comorbidades na vida adulta.

Em concordância com Manfro (2002), Vianna (2009), observou que


segundo estudos prospectivos e retrospectivos envolvendo indivíduos com
TAS; uma vez presente o transtorno de ansiedade social na infância, se não
devidamente tratado, a probabilidade deste evoluir e associar-se a outros
transtornos comórbidos é muito grande. O abuso e dependência química,
álcool, depressão e suicídio são comumente apontados como desfecho na
adolescência e vida adulta.

Em concordância com Manfro (2002), Caminha e Caminha (2017),


defendem o uso de protocolo preventivo em escolas, que promova a educação,
desenvolvimento, aprendizagem e aprimoramento de habilidades de regulação
socioemocionais e comportamentais ainda na infância e contribuam para uma
socialização mais saudável e provável diminuição de desenvolvimento de
transtornos mentais na adolescência e na vida adulta. O Modelo TRI –
Trabalho de Reciclagem Infantil desenvolvido por Caminha e Caminha (2011) ,
é um protocolo preventivo aplicado no contexto escolar, baseado nas técnicas
da TCC – trabalhar as emoções, reciclar os pensamentos e inovar os
comportamentos. Este protocolo possibilita à criança desenvolver habilidades
sociais, regulação emocional, promoção de resiliência, compaixão, empatia,
solidariedade, respeito às diferenças.

Complementando Caminha e Caminha (2017), Lizuka (2011), explica que


no passado os programas preventivos eram focados em crianças que faziam
parte de um grupo de risco, p. ex. crianças com pais divorciados ou com pais
ansiosos; hoje os pesquisadores têm se focado em programas de intervenção
universal para ansiedade em escolas. O Programa Friends é um exemplo de
programa preventivo bem-sucedido, presente em mais de 20 países. O
21

programa pressupõe que toda criança irá experenciar um momento de forte


pressão em sua vida, ex. divórcio pais, mudança de cidade, luto, entre outros.
O programa promove a manutenção e desenvolvimento de habilidades
socioemocionais e comportamentais positivas, e seu principal objetivo é
desenvolver a resiliência emocional. O programa baseia-se em várias técnicas
da TCC.
22

5 CONCLUSÕES

Há consenso na literatura que o TAS muitas vezes é associado à


personalidade ou temperamento do paciente, motivo pelo qual o diagnóstico e
intervenção é muito demorado ou subdiagnosticados e subtratados. Também
há consenso que a Terapia Cognitivo-Comportamental é a principal intervenção
psicoterapêutica, individual ou em grupo, mais eficaz para o transtorno de
ansiedade social, em todas as faixas etárias. A maioria dos autores recomenda
a intervenção precoce, na infância e adolescência, para o não agravamento do
TAS e desenvolvimento de comorbidades, bem como prejuízos sociais graves,
dependência química e risco de suicídio. A TCC proporciona ao paciente,
através de seu protocolo bem estruturado, a diminuição de sofrimento, além de
minimizar a gravidade do transtorno e sua cronicidade. A maior parte da
literatura científica selecionada recomenda associação da TCC e
farmacoterapia como intervenção terapêutica para o quadro de TAS, mas ainda
verifica-se a necessidade de estudos controlados e de longa duração, que
ofereçam dados definitivos e seguros na escolha e indicação do tratamento
farmacológico para crianças e adolescentes, quando necessário. Recomenda-
se a inserção de programas preventivos em escolas, como por ex. TRI
Preventivo ou Friends; programas educativos e informativos para médicos,
enfermeiros, pais, professores, em escolas, clubes e ambulatórios para
identificação de crianças com risco acentuado para o desenvolvimento de
Transtorno de Ansiedade Social. Essas ações visam reduzir o sofrimento
e prejuízos sociais que o TAS podem causar ao longo da vida
e ser uma alternativa terapêutica menos custosa no futuro.
23

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