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PROCESSO PENAL

PARTE GERAL E FASE DO INQUÉRITO
TEXTO de APOIO
DGAJ-Centro de Formação - 2017

Direção-Geral da Administração da Justiça

1

ÍNDICE
NOTA INTRODUTÓRIA ...................................................................................... 6
CONCEITO DE PROCESSO PENAL .......................................................................... 6
1. PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................... 7
1.1 Princípio da oficialidade ........................................................................... 8
1.2 Princípio da legalidade ............................................................................. 9
1.3 Princípio do acusatório ............................................................................. 9
1.4 Princípio do contraditório ........................................................................ 10
1.5 Princípio da verdade material ................................................................... 10
1.6 Princípio do “in dubio pro reo” .................................................................. 11
2. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E GERAIS ............................................................. 12
2.1 Definições legais ................................................................................... 12
3. TIPOS DE CRIME ...................................................................................... 13
3.1 Pressupostos de Punição .......................................................................... 14
3.2 Prescrição do Procedimento Criminal ........................................................... 15
4. FORMAS E FASES PROCESSUAIS ....................................................................... 16
4.1 Formas de processo ................................................................................ 16
4.2 Fases do processo comum ........................................................................ 16
5. DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL ................................................................... 17
5.1 Tribunal do júri .................................................................................. 17
5.2 Tribunal coletivo ................................................................................ 18
5.3 Tribunal singular ................................................................................ 18
5.4 Da competência territorial, funcional, material e por conexão ............................ 19
5.5 Dos conflitos de competência .................................................................... 20
6. DOS IMPEDIMENTOS, RECUSAS E ESCUSAS ........................................................ 23
7. PARTICIPANTES PROCESSUAIS ...................................................................... 24
7.1 SUJEITOS PROCESSUAIS ........................................................................... 24
7.1.1 Do Juiz e do Tribunal ......................................................................... 25
7.1.2 Do Ministério Público e dos órgãos de polícia criminal .................................. 25
7.1.3 Do Arguido e do seu Defensor ............................................................... 28
7.1.4 Dos Assistentes ................................................................................ 34
7.1.5 Das Partes Civis ............................................................................... 37
8. DOS ATOS PROCESSUAIS ............................................................................. 40

2

8.1 Do segredo de justiça ............................................................................. 40
8.2 Forma dos atos e da sua documentação ........................................................ 45
8.2.1 Língua dos atos e nomeação de intérprete ............................................... 45
8.2.2 Participação de surdo, deficiente auditivo ou mudo .................................... 46
8.2.3 Forma escrita dos atos ....................................................................... 46
8.2.4 Assinatura ...................................................................................... 47
8.2.5 Oralidade dos atos ............................................................................ 47
8.2.6 Definição de auto ............................................................................. 48
8.2.7 Redação do auto .............................................................................. 49
9. DO TEMPO DOS ATOS E DA ACELARAÇÃO PROCESSUAL ......................................... 50
9.1 Dos prazos processuais ............................................................................ 50
9.2 Apresentação em juízo dos atos processuais................................................... 55
10. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS E DA SUA CONVOCAÇÃO .......................................... 57
10.1 Regras gerais sobre notificações ............................................................... 59
10.2 Falta injustificada de comparecimento ....................................................... 64
11. NULIDADES E IRREGULARIDADES .................................................................... 64
12. DA PROVA .............................................................................................. 66
12.1 Dos meios de prova............................................................................... 67
12.1.1 Prova testemunhal .......................................................................... 67
12.1.2 Declarações do arguido ..................................................................... 71
12.1.3 Prova por acareação ........................................................................ 72
12.1.4 Prova por reconhecimento ................................................................. 73
12.1.5 Reconstituição do facto .................................................................... 73
12.1.6 Prova pericial ................................................................................ 73
12.1.7 Prova documental ........................................................................... 75
12.2 Meios de obtenção da prova .................................................................... 75
12.2.1 Exames ........................................................................................ 76
12.2.2 Revistas e buscas ............................................................................ 76
12.2.3 Apreensões ................................................................................... 76
12.2.4 Escutas telefónicas .......................................................................... 82
13. DAS MEDIDAS DE COAÇÃO ............................................................................ 83
13.1 Termo de Identidade e Residência ............................................................. 86
13.2 Caução ............................................................................................. 87

3

........... 108 16.............................................2 Legitimidade em procedimento dependente de acusação particular .............................. 97 14................................................................. 122 18..1 Arquivamento nos casos de dispensa de pena .......................................................................... 123 4 ................. DO INQUÉRITO.. 103 15..................................6 Obrigação de permanência na habitação .....2 Arresto preventivo........................... 106 16............1 Capa do processo de inquérito.......2 Da detenção .......9 Dos prazos de duração máxima da prisão preventiva ................................... 120 17.............. 94 13.............. 95 13...................7.............10................................... 102 15.............. 98 14........................................................................................................................................................................................................................................1 Legitimidade em procedimento dependente de queixa................4 Intervenção Hierárquica / Reabertura do Inquérito ............ 103 15...................10 Prazos de prisão preventiva ou de obrigação de permanência na habitação .......... DAS MEDIDAS DE GARANTIA PATRIMONIAL ..................1............................. de atividade e de direitos ...................................... 103 15..................................................................................................................... 123 18...1 Decisões recorríveis .................3 Suspensão provisória do processo ... RECURSOS ..........1.......... 88 13............. 13.............................................................. AS FASES PRELIMINARES ...1 Libertação do arguido sujeito a prisão preventiva ..............................................1 Notícia do crime .4 Suspensão do exercício de profissão.... de função...... 98 14..1 Caução económica............................................................. 96 13.................................................................... 90 13.....1 Acusação do Ministério Público . ENCERRAMENTO DO INQUÉRITO ........ 100 15.............. 95 13......1 Reexame dos pressupostos da prisão preventiva e da obrigação de permanência na habitação ..........................................................................2 Noção de trânsito em julgado ........5 Proibição e imposição de condutas .... 99 15....................................................................... 89 13............................. 110 17....................................8 Extinção das medidas de coação ....................................2 Prazos do inquérito......... 113 17..................................... 120 17...................................................2..................................................................... 92 13........................................... 123 18. 105 16.......4 “Habeas Corpus” ................................................................................. 90 13.......7 Prisão preventiva ........................................... 100 15...... 117 17... 112 17.....2 Arquivamento do Inquérito .......3 Obrigação de apresentação periódica ....................................................3 Detenção em flagrante delito ..............

.......................................... TIPOS LEGAIS DE CRIMES ...........................................3 Modo de recorrer ................................. 18............................. 124 19....... 127 5 .....

é disponibilizada em conjunto com os textos de apoio da Fase da Instrução e Fase do Julgamento e Processos Especiais. igualdade. e desde então teve as seguintes alterações: 6 . Aquela autonomia não impede. que a doutrina e as normas do Código de Processo Penal mandem recorrer a normas do Processo Civil que se harmonizem com o Processo Penal. O seu objeto é o conjunto de factos humanos devidamente situados no espaço e no tempo que integrem os pressupostos de que depende a aplicação ao seu autor de uma pena ou medida de segurança. de modo nenhum se substituindo aos diplomas legais aplicáveis nem dispensando a sua consulta. Esta Parte Geral e Fase do Inquérito.º 78/87. CONCEITO DE PROCESSO PENAL O Processo Penal é o conjunto de princípios e normas jurídicas que disciplinam a aplicação do direito penal aos casos concretos. tal como é o Código de Processo Penal. Apresenta-se como um corpo normativo autónomo visando assegurar os direitos fundamentais de liberdade. dignidade e segurança na realização da JUSTIÇA PENAL.01. que devem ser tidos como se de um corpo único se tratasse.1988. entrou em vigor a 01. de 17 de fevereiro. O seu fim último é a descoberta da verdade e a realização da justiça. NOTA INTRODUTÓRIA O presente texto tem como destinatários os oficiais de justiça e tem a pretensão de servir de instrumento auxiliar ao estudo e aprendizagem do processo penal. pelos Tribunais. O Código de Processo Penal. apesar de tudo. aprovado pelo DL n.

º 16/2003. de 28 de Agosto .Lei n.º 343/93. n. de 12 de Outubro .º 320-C/2000. de 21 de Fevereiro . de 29 de Dezembro .DL n.DL n.Lei n.Lei n.Lei n.DL n. n.Lei n. neste caso.º 16/2013.Decl.º 20/2013.º 130/2015.º 1/2016.º 48/2007.º 7/2000. de 25 de Agosto . de 01 de Outubro . de 26 de Fevereiro .º 423/91.Lei n.DL n. n. de 25 de fevereiro .º 34/2008.Lei n. de 04 de setembro .Lei n. de 31 de Março .Lei n.º 115/2009.DL n.º 59/98.DL n.º 387-E/87.º 324/2003. de 19 de abril . de 30 de Junho . de 30 de Agosto . de 13 de Agosto .Lei n. 1. sem menção da origem. . de 29 de Agosto .º 3/99. condicionam e enformam a criação de normas jurídicas pertinentes.º 52/2008.Declaração de 31 de Março 1987 . de 14 abril .DL n.Lei n.Rectif.Rectif. Retif. PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL PENAL Podemos dizer de uma forma simples que os princípios do direito processual penal são as grandes orientações ou linhas mestras que. Retif. de 22 de março . de 20 de Dezembro . São eles. de 27 de Maio . de 26 de Outubro .Lei n.º 57/91.Lei n.Retif. formando um travejamento filosófico básico e fundamental.Lei orgânica n. de 22 de dezembro São do Código de Processo Penal (CPP) todas as disposições a seguir indicadas. entre outros:  Princípio da oficialidade 7 .Lei n.º 30-E/2000.º 317/95.º 26/2010. nº 21/2013.Decl.º 40-A/2016. de 22 de Agosto . de 29 de Outubro .DL n.º 100-A/2007.º 9-F/2001.º 2/2014. ao ramo do direito processual penal.º 52/2003. de 30 de Outubro .º 212/89. de 13 de Janeiro . n. de 27 de Dezembro .º 27/2015. de 06 de agosto . de 28 de Novembro . de 15 de Dezembro .Lei n.

de iniciar um processo relativo a crime cometido e decidir pela submissão ou não do caso a julgamento.º” O artigo acabado de transcrever tem. e nos termos da lei. semipúblicos e particulares. a ser realizada oficiosamente.  Princípio da legalidade  Princípio do acusatório  Princípio do contraditório  Princípio da verdade material  Princípio do “in dubio pro reo” 1. a exercer pelo Ministério Público. algumas restrições ao princípio da oficialidade.” Também no Código de Processo Penal encontramos o princípio da oficialidade expresso no: “Artigo 48.º a 52. Podemos então concluir que o princípio da oficialidade se traduz na competência que o Estado tem.º Ao Ministério Público compete representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar. no entanto. Essas restrições prendem-se com a questão dos chamados crimes públicos. as quais constam dos artigos 49. participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania. isto é. Este princípio encontra-se consagrado na Constituição da República Portuguesa (CRP) ao atribuir competência ao Mº Pº de exercer a ação penal: “Artigo 219.º a 52. exercer a ação penal orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática.º O Ministério Público tem legitimidade para promover o processo penal. bem como. com as restrições constantes dos artigos 49. 8 . independentemente da vontade de atuação das partes.1 Princípio da oficialidade Sobre este assunto diremos que a promoção processual (o seu início) é entendida como tarefa do Estado. com observância do disposto no número seguinte.º.

º da CRP. não havendo exceções.1 1. Feita esta distinção. o crime de homicídio. no entanto.º O segundo refere-se à igualdade na aplicação do direito. Distinguindo-os um do outro diremos que: O crime semipúblico é aquele cuja promoção processual se encontra dependente de uma queixa prévia do particular a quem a lei confere esse direito. existem crimes que. denominando-se estes de crimes públicos – v. já que. Assim. São os crimes semipúblicos e particulares. independentemente da vontade dos particulares. que apesar de cometidos não obrigam à realização imediata de um processo. 1. nos mesmos termos. compreende-se agora que o princípio da oficialidade tem como limites os crimes semipúblicos e particulares. a procedimentos criminais e a serem acusadas quando cometerem qualquer crime – princípio consagrado no artigo 13.2 Princípio da legalidade O princípio da legalidade assenta fundamentalmente na noção de que o Mº Pº está obrigado a proceder e a dar acusação por todas as infrações de que tenha conhecimento e haja recolhido prova bastante. todas as pessoas estão sujeitas. obrigam logo à instauração de um processo. constituição de assistente e de acusação particular. desde que cometidos.3 Princípio do acusatório 1 Ver sobre Tipos de Crime – Pág. Os crimes particulares são aqueles cuja promoção processual depende de queixa. O princípio da legalidade comporta dois objetivos: O primeiro diz respeito à obrigação de denúncia ao Mº Pº por parte das entidades policiais quanto a todos os crimes de que tenham conhecimento e por parte de todos os funcionários quanto aos crimes de que tomem conhecimento no exercício das suas funções e por causa delas – artigo 242.g. 13 9 . Há outros crimes.

Este princípio vem também consagrado no n. 10 .” Dizendo de outra forma: o ónus da prova incumbe ao Estado.º 5 .º5 do artigo 32. O tribunal tem o dever de atuar a fim de construir autonomamente as bases da sua decisão.O processo criminal tem estrutura acusatória. estando a audiência de julgamento …. o Tribunal não adota uma atitude passiva de apenas apreciar os factos que a acusação e a defesa lhe apresentam. O princípio do acusatório encontra-se consagrado na CRP: “Artigo 32. Este princípio caracteriza-se como sendo aquele que se traduz na intervenção de entidades diferentes. e no julgamento durante toda essa fase processual.” Também o CPP estabelece este princípio. nas que interessam à investigação e acusação por um lado. nomeadamente. podemos conceptualizá-lo como o direito que. Na instrução. o que interessa para que o Tribunal decida não é aquilo que parece ser a verdade. mas aquilo que é efetivamente verdade.5 Princípio da verdade material Ocorrido um crime. estando a audiência de julgamento e os atos instrutórios que a lei determinar subordinados ao princípio do contraditório. nomeadamente na fase de instrução e do julgamento.4 Princípio do contraditório Basicamente. nas várias fases processuais. tanto a acusação como a defesa têm de fazer valer os seus argumentos perante uma entidade imparcial que decide a final – O Tribunal. representado pelo Mº Pº. sobretudo no momento do debate instrutório. Dizendo de outra forma. 1. 1.º da CRP que refere: “O processo criminal tem estrutura acusatória. e às que respeitam ao julgamento por outro.

Porém. Neste tipo de situações a insuficiência da prova é valorada a favor do arguido. 11 . a prova produzida não pode por si só determinar uma decisão de condenação. Quando a prova reunida não seja suficientemente concludente o juiz não pode desfavorecer a posição do arguido. todo o processo de reconstruir corretamente a história do facto. os factos no sentido de reconstituir a sua história real. só após a investigação ter efetivamente concluído um facto e se recolherem provas nesse sentido (e nisto consiste a verdade material) é que se seguirá a acusação e consequente julgamento. 1.6 Princípio do “in dubio pro reo” Havendo vários outros princípios será este o último a que nos referiremos reportando- se o mesmo. Quando tal sucede. Manda o bom senso que. Assim. por todos os meios disponíveis. realizando perícias. nem sempre se consegue com segurança recolher as provas necessárias e suficientes que levem o tribunal a poder tomar uma decisão. traduzindo-se isso na expressão “in dubio pro reo” significando a mesma que. na dúvida decidir-se-á em favor do réu – arguido. o tribunal se decida pela absolvição. ouvindo as partes. tal como o anterior. Temos pois que. Já vimos que o tribunal deve oficiosamente averiguar. face à apreciação de factos através de prova insuficiente. à prova. exames e demais diligências que entenda necessárias por iniciativa própria traduz o princípio da verdade material. investigando.

logo no primeiro artigo.º. fornece a sua terminologia básica. o Juiz de Instrução e o Ministério Público. traçando os conceitos fundamentais destinados aos que com ele operam.  Suspeito: Toda a pessoa relativamente à qual exista indício de que cometeu ou se prepara para cometer um crime.1 Definições legais O Código de Processo Penal. laboral ou social do arguido e.  Autoridade Judiciária: O Juiz. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E GERAIS 2. ou nele participou ou se prepara para participar.  Criminalidade violenta: as condutas que dolosamente se dirigirem contra a vida. 2.  Terrorismo: as condutas que integram os crimes de organizações terroristas.  Relatório social: Informação sobre a inserção familiar e socioprofissional do arguido e.  Informação dos serviços de reinserção social: Resposta a solicitações concretas sobre a situação pessoal. oficiais. a liberdade pessoal. a saber: (disposições aplicáveis — artigo 1.  Autoridade de Polícia Criminal: Os diretores. familiar.  Órgãos de Polícia Criminal (OPC): Todas as entidades e agentes policiais a quem caiba levarem a cabo quaisquer atos ordenados por uma autoridade judiciária ou determinado pelo Código de Processo Penal. a liberdade e autodeterminação sexual ou a autoridade pública e forem puníveis com pena de prisão de máximo igual ou superior a 5 anos. a integridade física. elaborada pelos serviços de reinserção social. eventualmente da vítima. escolar.º CPP) De acordo com o artigo 1. inspetores e subinspetores de polícia e todos os funcionários policiais a quem as leis respetivas reconheçam aquela qualificação. eventualmente da vítima. e terrorismo internacional e financiamento do terrorismo. terrorismo. elaborada pelos serviços de reinserção social. considera-se:  Crime: O conjunto de pressupostos que condicionam a aplicação de uma pena ou de uma medida de segurança.  Alteração substancial dos factos: Aquela que tiver por efeito a imputação ao arguido de um crime diverso ou a agravação dos limites máximos das sanções aplicáveis. cada um relativamente aos atos processuais que cabem na sua competência. 12 .

. participação económica em negócio ou branqueamento. A distinção quanto à natureza dos crimes vê-se através da leitura do tipo legal do crime. tráfico de influência. Exemplos: furto ou abuso de confiança (artigos 203. . aquando da apresentação da queixa.se o Código Penal não fizer menção expressa.se referir que é necessária queixa. 13 . tráfico de estupefacientes ou de substâncias psicotrópicas. 3.  Particulares . TIPOS DE CRIME Os crimes quanto à sua natureza processual são:  Públicos – Aqueles cujo procedimento não depende de denúncia ou participação. bastando para haver procedimento o conhecimento do mesmo pelas autoridades. tráfico de pessoas. Exemplos: furto qualificado ou burla qualificada (artigos 204. Exemplos: difamação e injúria (artigos 180.º e 205.º Código Penal). Quanto aos crimes particulares.º do Código Penal). Criminalidade especialmente violenta: as condutas previstas na alínea anterior puníveis com pena de prisão de máximo igual ou superior a 8 anos.se referir ser necessária acusação particular estamos perante um crime de natureza particular. devendo a entidade que 2 Quanto à legitimidade para apresentar queixa ver artigo 113º do Código Penal. Assim: .  Criminalidade altamente organizada: as condutas que integrarem crimes de associação criminosa. estamos perante um crime semipúblico. constituição de assistente e de acusação particular. tráfico de armas. A necessidade de queixa ou de acusação particular normalmente constam da própria norma incriminadora.º e 181. o crime é público.São aqueles cuja promoção processual depende de queixa.  Semipúblicos – Aqueles cujo procedimento depende de queixa do ofendido ou de outras pessoas2. é obrigatória a declaração da pretensão do denunciante em se constituir assistente.º do Código Penal). corrupção.º e 211.

pode o assistente incorrer em responsabilidade por taxa de justiça – al. d) do n. ser perguntado se opõe a uma eventual desistência da queixa para.º Nos crimes semipúblicos. Dolo – artigo 14. se evitar a notificação (que pode chegar à notificação edital – n. ou a partir da morte do ofendido. Sendo vários os titulares do direito da queixa.Age com dolo quem.º) Ocorrendo desistência de queixa em crime de natureza particular. no inquérito.º4 do artigo 51. e a este. 3. atuar com intenção de o realizar. ou da data em que ele se tiver tornado incapaz. deverá ser perguntado ao mesmo se mantém o desejo de procedimento criminal contra o arguido.1 Pressupostos de Punição Dolo e negligência – artigo 13.º do Código Penal 1. a prazo conta-se autonomamente para cada um deles. no seu interrogatório.Age ainda com dolo quem representar a realização de um facto como consequência necessária da sua conduta. caso a mesma aconteça. representando um facto que preenche um tipo de crime. 14 .º Extinção do direito de queixa – artigo 115. mais precisamente quando se ouvir em declarações o ofendido. com negligência. 2.º do Código Penal Só é punível o facto praticado com dolo ou.recebe a queixa advertir o denunciante da obrigatoriedade de se constituir assistente nos autos e dos procedimentos a observar – nº 4 do artigo 246. nos casos especialmente previstos na lei.º1 do artigo 515.º do Código Penal O direito de queixa extingue-se no prazo de 6 meses a contar da data em que o titular tiver conhecimento do facto ou dos seus autores.

º. e ainda do crime de fraude na obtenção de subsídio. 377. mas inferior a 5 anos. da Lei n. mas que não exceda 10 anos. de 16/07 e respetivas alterações . nº 1.º. 379. quando se tratar de crimes puníveis com pena de prisão cujo limite máximo for igual ou superior a 5 anos.º. quando se tratar de crimes puníveis com pena de prisão cujo limite máximo for igual ou superior a 1 ano. 10 anos. nos restantes casos.º. 383. 375. ou dos crimes previstos nos artigos 372. 374. 373.º. nº 1. 2 anos. 17. consultar os artigos 120. por efeito da prescrição. 5 anos. 15 . quando se tratar de crimes puníveis com pena de prisão cujo limite máximo for superior a 10 anos. e 8. segundo as circunstâncias está obrigado e de que é capaz: a) Representar como possível a realização de um facto que preenche um tipo de crime mas atuar sem se conformar com essa realização.º. 10. 382. 18.º 34/87.2 Prescrição do Procedimento Criminal Prazos de Prescrição – artigo 118º do Código Penal O procedimento criminal extingue-se.º do Código Penal.3. Sobre a suspensão ou a interrupção do decurso do prazo da prescrição. nº 1.º e 121.º e 11.º da Lei n.º. 3. logo que sobre a prática do crime tiverem decorrido os seguintes prazos: 1. 2. 16. 15 anos.º. Negligência – artigo 15º do Código Penal Age com negligência quem.Quando a realização de um facto que preenche um tipo de crime for representada como consequência possível da conduta.º-A. 4.º.º e 384. 374.º. de 31/08.º do Código Penal. b) Não chegar sequer a representar a possibilidade de realização do facto.º. 9.º 50/2007.º. 19.º. 3. por não proceder com o cuidado a que. há dolo se o agente atuar conformando-se com aquela realização.

º) . por força de disposição especial.º) 4.TRIBUNAL SINGULAR (artigo 16. desde o seu início e ressalvado o tempo de suspensão. Abreviado (artigo 391.TRIBUNAL DO JÚRI (artigo 13.2 Fases do processo comum 16 .1 Formas de processo O CPP consagrou uma única forma de processo comum com julgamento perante: .TRIBUNAL COLETIVO (artigo 14. FORMAS E FASES PROCESSUAIS 4. Nos termos do nº 3 do artigo 121. 4. Sumaríssimo (artigo 392. o prazo de prescrição for inferior a 2 anos o limite máximo de prescrição corresponde ao dobro desse prazo. Sumário (artigo 381.e três formas de processo especial: .  Quando. tiver decorrido o prazo normal de prescrição acrescido de metade.º-A) .º do Código Penal:  A prescrição do procedimento criminal tem sempre lugar quando.º) .º) .º) .

). é o inquérito (artigo 262. se situa a seguir ao inquérito. Do tribunal competente para o julgamento: (artigos 13. Havendo condenação. Uma terceira fase a considerar.).º da Constituição da República).º.º). haverá também forçosamente a fase de execução da pena (artigo 467. o processo comporta outra fase que é a de julgamento.º e segs). o júri (participação popular) intervém no julgamento dos crimes mais graves.º e 282. o processo pode acabar logo com o seu arquivamento (artigos 277. por uma fase que é a de recurso (399. o processo poderá prolongar-se para além das fases de instrução e julgamento. sem a qual se não poderá falar propriamente de processo.º).º CPP) 5. Em regra. e só neste caso. etc. a existir.(nos crimes cujo limite máximo da pena seja superior a 8 anos de prisão.) e. O tribunal de Júri é composto pelos juízes que compõem o 17 .º 280.º e segs. 5. o Ministério Público (doravante Mº Pº) ou o assistente acusem (artigo 311.º e segs. e que. salvo os de terrorismo e os de criminalidade altamente organizada (cfr. DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL A competência é a medida da jurisdição e determina o poder de cada Tribunal para conhecer e julgar determinado caso. e bastará que.º): Quando a intervenção for requerida .º). 14. A única fase do processado comum. é a de instrução. de qualquer maneira.º e 16.1 Tribunal do júri (artigo 13. artigo 207. a seguir ao inquérito. Esta é sempre facultativa tendo lugar a requerimento do arguido ou do assistente (artigos 286. Como regra. Na verdade.º e 287.

Tribunal Coletivo (em número de 3 sendo 1 o seu presidente), quatro jurados efetivos e
quatro suplentes.

5.2 Tribunal coletivo (artigo 14.º):

 Crimes cuja pena máxima, abstratamente aplicável, for superior a 5 anos de
prisão;

5.3 Tribunal singular (artigo 16.º):

 Crimes cuja pena máxima, abstratamente aplicável, seja igual ou inferior a 5
anos de prisão;
 Penas superiores a 5 anos, caso o Mº Pº proponha pena inferior a 5 anos (a
proposta será feita na acusação ou em requerimento, quando seja superveniente
o conhecimento do concurso).

Competências do juiz de instrução
(artigo 17.º)

Compete ao Juiz de Instrução (JIC), ao abrigo do disposto no artigo 17.º, proceder
à instrução, decidir quanto à pronúncia e exercer todas as funções jurisdicionais até à
remessa do processo para julgamento.

18

INQUÉRITO
competência do
JIC
Art.º 215.º
Art.º 268.º
Art.º 271.º
e
Art.º 273.º/4

Art. 68.º/4
Art.º 269.º
Art.º 86.º/2
de entre outras :
Art.º 116.º

Com efeito, é atribuída ao Juiz de instrução uma tríplice competência para:

- proceder à instrução (artigo 286.º a 310.º)
- decidir quanto à pronúncia (artigos 307.º e 308.º )
- exercer todas as funções jurisdicionais até à remessa do processo para julgamento.

5.4 Da competência territorial, funcional, material e por conexão:
(artigo 10.º e segs.)

Trata-se de uma medida do poder jurisdicional atribuído a cada tribunal.

As regras da competência destinam-se a determinar o tribunal onde o processo deve correr
os seus trâmites e o agente do facto ilícito julgado.

Torna-se necessário distinguir a competência territorial, a competência funcional e a
competência material.

Territorialmente: é competente para conhecer do crime o tribunal em cuja área se tiver
verificado a consumação –cfr. n.º1 do artigo 19.º

19

Funcionalmente: esta competência respeita a uma fase do processo:

 o juiz de instrução tem competência para proceder à instrução, decidir quanto à
pronúncia e exercer todas as funções jurisdicionais até à remessa do processo para
julgamento;
 o tribunal do julgamento em 1.ª instância tem competência para a fase do
julgamento;
 o tribunal da relação tem competência para a fase do recurso;
 o Supremo Tribunal de Justiça tem, em regra, competência para conhecer em
recurso de decisões das relações;

Material: a competência material respeita à natureza dos processos (especiais ou comuns) – à
natureza do crime, à medida da pena ou à qualidade dos arguidos.

Conexão: diz-se que há conexão quando dois (ou mais) processos contêm matéria inter-
relacionada que obriga à apreciação conjunta e ao mesmo tempo dos dois (ou de todos eles).
Sobre conexão e seus limites ver artigos 24.º a 29.º

Relativamente às competências material e funcional veja-se ainda a Lei Orgânica do
Sistema Judiciário (LOSJ) – Lei n.º 62/2013, de 26/08, subsidiárias do CPP – artigo 10.º

5.5 Dos conflitos de competência
(artigo 34.º e segs.)

Os conflitos de competência podem ser negativos ou positivos.

Negativos quando dois ou mais tribunais em conflito se declararem incompetentes para
conhecerem de determinado crime.

Positivos quando dois ou mais tribunais se declararem competentes para conhecerem desse
mesmo crime.

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º3 do artigo 266. Circular n. 21 .º 4/2012 .º. Quando se praticam os atos: Os conflitos de competência têm natureza urgente e correm em férias – cfr. conforme os casos.fase de inquérito O magistrado da comarca A. NOTA: Se suscitado na fase de inquérito este é decidido pelo superior hierárquico que imediatamente superintende os magistrados em conflito (n.ministeriopublico. d) n.pt/iframe/circulares Tramitação do Conflito de Competência . Cfr.º).º do CPP). manda remeter o inquérito à comarca B por entender que a competência lhe pertence (n.º2 do artigo 103. O conflito cessa logo que um dos tribunais se declare. competente ou incompetente para conhecer desse crime.º1 do artigo 266. al. após a concordância do seu superior hierárquico. PGR http://www.

• ao Procurador Geral Adjunto ou • ao PGR É proferido despacho a ordenar quem é a a comarca competente.º CPP. e indicação do Mº Pº. 22 .nº 5 da Circular 4/2012. do assistente e dos advogados respetivos . arguido e assistente.º1 do artigo 266.n.e ordena a remessa à comarca B Comarca B suscita o conflito de competência negativo .Magistrado comarca A invoca incompetência territorial . da PGR e artigo 35º CPP. Este requerimento e as peças processuais (o Incidente) é autuado e corre em separado. ordenando a extração de certidão com as peças processuais necessárias e os despachos conflituantes. Este despacho é comunicado ao magistrado da comarca A . É remetido ao superior hierárquico que imediatamente superintente os magistrados em conflito: • ao Procurador da República. ao magistrado da Comarca B . do arguido.

ao arguido e ao assistente. É remetido: Ao TRIBUNAL DA RELAÇÃO ou Ao SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA É aberta Vista ao Mº Pº e notificados os sujeitos processuais que não tiverem suscitado o conflito. deve o juiz. ao Mº Pº. Havendo despacho do juiz a declarar-se impedido. O despacho é irrecorrível. recusas e escusas tem em vista. resolve o conflito proferindo despacho a ordenar quem é a comarca competente.) O regime dos impedimentos. ordenando a extração dos atos e todos os elementos necessários à sua resolução.º e segs. Verificada alguma das circunstâncias elencadas nos artigos 39. Esta decisão é imediatamente comunicada aos tribunais em conflito. 23 . o processo é remetido ao juiz que deva substituí-lo. DOS IMPEDIMENTOS. RECUSAS E ESCUSAS (artigos 39. A declaração de impedimento pode também ser requerida pelos sujeitos processuais. do assistente e dos advogados respetivos. garantir a imparcialidade do juiz e assegurar a confiança dos cidadãos na administração da justiça. Este expediente (o Incidente) é autuado e corre em separado.º.Tramitação Processual do Conflito de Competência . com indicação do Mº Pº. de acordo com as leis de organização judiciária. declara-se impedido. do arguido. 6. para alegarem em 5 dias.fases judiciais Magistrado comarca A invoca incompetência territorial e ordena a remessa à comarca B Comarca B suscita o conflito de competência negativo . consoante o caso.º e 40. nomeadamente. após o que a Relação ou o STJ.

As partes civis .º e segs. Na falta de estipulação legal. as declarações ou requerimentos são dirigidos ao juiz ou ao JIC.º e segs. intérpretes. São intervenientes ou participantes processuais: peritos.O assistente – artigo 68.º e segs. . intérpretes e funcionários de justiça. e outras que colaboram na tramitação mas não determinam a sua evolução (intervenientes). 7.O juiz e o tribunal – artigo 8.º).º 2 do artigo 103. Participantes processuais Sujeitos Intervenientes Ministério Tribunal Arguido Partes Civis Assistente Peritos/intérpretes Testemunhas Consultores Público 24 . aplicam-se também.1 SUJEITOS PROCESSUAIS .º a 47. recusas e escusas (artigos 39. com as necessárias adaptações.º. 7. . As disposições do regime dos impedimentos. artigo 71. Nestes casos.º. PARTICIPANTES PROCESSUAIS São pessoas ou entidades que atuam no âmbito do processo penal. o juiz designa o substituto – artigo 47. . testemunhas. A recusa pode ser requerida pelos sujeitos processuais.O Ministério Público e os órgãos de polícia criminal – artigo 48.O arguido e do seu defensor – artigo 57. etc. . Os atos relativos a. aos peritos. com uma função determinante na marcha do processo (sujeitos processuais).º e segs.º. umas a quem são atribuídos determinados direitos e deveres. recusas e escusas correm em férias – al. A escusa é requerida pelo próprio juiz. d) do n. A decisão é também irrecorrível – artigo 45. O requerimento de recusa ou o pedido de escusa são decididos pelo tribunal imediatamente superior.º e segs.

Então qual a atuação do Mº Pº no Processo Penal: 25 .º.º a 36.º 60/98.º da Constituição da República Portuguesa).º e segs. O Ministério Público é uma autoridade judiciária conforme dispõe a alínea b) do n. de 27/08 – repete as funções acima mencionadas de forma mais detalhada e exaustiva conferindo uma atuação de âmbito mais vasto. exercer a AÇÃO PENAL. Também a Lei orgânica do Mº Pº – Lei n.  Participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania.º 7.  Exercer a ação penal. De tal forma que nos convirá delimitar as funções que o Mº Pº detém no âmbito do processo penal.1 Do Juiz e do Tribunal Os tribunais são os órgãos competentes para decidir as causas penais e aplicar penas e medidas de segurança criminais.1. A CRP não define o que é o Mº Pº antes enuncia as funções que deve prosseguir (artigo 219. orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática (artigo 219. Assim. defender os interesses que a lei determinar.artigos 8.  Defender a legalidade democrática.  Defender os interesses que a lei determinar.1.º da CRP).º 1 do artigo 1.) Ao Ministério Público compete representar o ESTADO.2 Do Ministério Público e dos órgãos de polícia criminal (artigos 48. poderemos dizer que o Mº Pº é o órgão do Estado a quem compete:  Representar o Estado.7.

devendo essa atividade ser desenvolvida segundo critérios de estrita objetividade (n. 2 . cabe as seguintes atribuições do Mº Pº: . as queixas e as participações e apreciar o seguimento a dar-lhes. denunciante ou participante.º do CPP e seguintes.º e do artigo 245.  Verificará se estará perante um crime.Compete em especial ao Ministério Público: a) Receber as denúncias. por força das disposições combinadas dos nºs 1 e 2 do artigo 49. b) Dirigir o inquérito.º Posição e atribuições do Ministério Público no processo “1 . não podendo exceder dez dias. d) Interpor recursos ainda que no interesse do arguido.º). conforme dispõe o artigo 241. A atividade do Mº Pº no processo penal é a de colaborar com os tribunais na descoberta da verdade e na realização do direito.Receber as denúncias. “Artigo 53. Com efeito elas também poderão ser dirigidas a qualquer autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal. queixas e participações serem enviadas ao Mº Pº não significa que seja sempre esta entidade a recebê-las diretamente. no processo penal. c) Deduzir acusação e sustentá-la efetivamente na instrução e no julgamento. e 26 . colaborar com o tribunal na descoberta da verdade e na realização do direito. obedecendo em todas as intervenções processuais a critérios de estrita objetividade. e) Promover a execução das penas e das medidas de segurança. estas entidades deverão transmiti-las ao Mº Pº. O Mº Pº:  Apreciará da legitimidade do queixoso.º O facto de também o Mº Pº ser a entidade com competência para apreciar o destino a dar às denúncias. no mais curto prazo.” Assim. participações e apreciar-lhes o seguimento a dar-lhes: O facto das denúncias. Porém.º). queixas.Compete ao Ministério Público.º1 do artigo 53. participações e queixas compreende-se por ser a entidade que detém o monopólio da iniciativa do processo penal (artigo 48.

Os segundos são aqueles a quem a lei confira esse estatuto3.º) O conceito de órgãos de polícia criminal (OPC) abrange todas as entidades e agentes policiais a quem caiba levar a cabo quaisquer atos ordenados por uma autoridade judiciária ou determinados pelo Código de Processo Penal.º: Após a sentença condenatória do tribunal. deve ser submetido a julgamento pelo crime ou crimes cuja responsabilidade lhe é imputada.º O inquérito corresponde a uma fase do processo na forma comum. caso exista.Dirigir o inquérito – alínea b) do n.Promover a execução das penas e medidas de segurança – alínea e) do n.º 2 dos artigos 53.º e 469.º 2 do artigo 53.º 2 do artigo 53. a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP). Os primeiros são a Polícia Judiciária (PJ). da descoberta dos seus autores e do carreamento para o processo da prova necessária – artigo 262. 3 Lei n. . acontece após o inquérito e constitui um juízo do Mº Pº de que perante os indícios existentes. . alguém cometeu determinado crime e.  Analisará os pressupostos legais ou permissivos para a promoção processual. A lei distingue entre órgãos de polícia criminal com competência genérica e órgãos de polícia criminal com competência específica. É uma fase obrigatória do processo comum destinada a verificar da existência ou inexistência de um crime.º . É ao Mº Pº que compete promover a respetiva execução. de 27/8. Dos órgãos de polícia criminal: (artigos 55.º 49/2008. por isso.Deduzir acusação e sustentá-la efetivamente na instrução e no julgamento – alínea c) do n. há que providenciar para que a pena ou medida de segurança constante da sentença seja executada.º A acusação.º e 56. 27 .

levantado um auto de notícia em que se tenha alguém por agente do crime. Quando e como se opera a constituição de arguido: (artigos 58.  Sempre que. ouvida na qualidade de testemunha. “mesmo por iniciativa própria. todo aquele contra quem for deduzida acusação ou requerida instrução num processo penal (cfr. Exclui-se a possibilidade de constituição de arguido quando a notícia do crime for manifestamente infundada e determina-se.º 7. havendo um inquérito contra uma pessoa determinada. colher notícia dos crimes e impedir quanto possível as suas consequências. ela preste declarações. numa primeira fase. 28 . Os órgãos de polícia criminal coadjuvam as autoridades judiciárias.º CPP) Opera-se:  Quando.  Quando tenha de lhe ser aplicada uma medida de coação ou de garantia patrimonial. A qualidade de arguido conserva-se durante todo o decurso do processo.º CPP) Assume a qualidade de arguido. a constituição de arguido poderá ocorrer em momento mais tardio. A constituição de arguido pode ainda constituir-se por iniciativa do suspeito.º) quando tiver sido promovida por órgão de polícia criminal.1. o que significa que. artigo 57. atuando no processo sob a direção destas e na sua dependência funcional.  Sempre que uma pessoa tenha sido detida como suspeita. se lhe comunique o levantamento de tal auto.3 Do Arguido e do seu Defensor (artigo 57. apesar de o inquérito correr contra pessoa determinada. esta seja. descobrir os seus agentes e levar a cabo os atos necessários e urgentes destinados a assegurar os meios de prova” – nº 2 do artigo 55. salvo se a notícia for manifestamente infundada. competindo-lhe em especial.º a 61. Em termos práticos.º 3 do artigo 58.º). que tal constituição depende da existência de suspeita fundada e está sujeita a validação da autoridade judiciária (n.

se necessário explicação dos direitos e deveres processuais referidos no artigo 61º que por essa razão passam a caber-lhe e implica a entrega.º 6). Cfr.ministeriopublico. se nomeado. feita ao visado por uma autoridade judiciária ou um órgão de polícia criminal. Um dos deveres do arguido é prestar Termo de Identidade e Residência – (al. c) do nº 3 do artigo 61º). O órgão de polícia criminal tem o prazo de 10 dias para comunicar a constituição de arguido à autoridade judiciária. com vista à apreciação e validação. A constituição de arguido opera-se através da comunicação oral ou por escrito. NOTA: Constituição das pessoas coletivas como arguidas. Consultar – Circular n. Reitera-se que a constituição de arguido. através dos seus representantes legais.º 4/2011 http://www. Primeiro-Ministro. está sujeita a validação por magistrado.Circular n. sendo que a não validação da constituição de arguido não afeta as provas já obtidas (n.º 3/2011 http://www. bem como dos direitos e deveres processuais referidos no artigo 61º (n. ou não.º3 do artigo 58. da mesma (n.º). sempre que possível no próprio ato. dada a estigmatização social e a eventual limitação de direitos que envolve.pt/iframe/circulares 29 .º). de documento onde conste a identificação do processo e do defensor. sob pena de as declarações não poderem ser utilizadas como prova. logo que assuma a qualidade de arguido.pt/iframe/circulares NOTA: Procedimentos a adotar pelos serviços do Mº Pº no relacionamento com os órgãos de soberania e seus titulares (Presidente da República.º4 do artigo 58.ministeriopublico. Ministros. Presidente da Assembleia da República. de que a partir desse momento aquele deve considerar-se arguido num processo penal e da indicação e. documento cujo duplicado lhe deverá também ser entregue no ato. Deputados). quando efetuada por órgão de polícia criminal.

surdo. Sendo vários os arguidos no mesmo processo.  Nos demais casos que a lei determinar.º2 do artigo 64. ou se suscitar a questão da sua inimputabilidade ou da sua imputabilidade diminuída. se isso não contrariar a função da defesa (artigo 65. podem ser eles assistidos por um único defensor.º). a entidade que procede ao ato suspende-a imediatamente e procede à sua constituição como arguido nos termos já referidos.º1 do artigo 119º CPP. Para além destes casos.º do CPP. durante qualquer inquirição feita a pessoa que não é arguido.º). pode ainda ser nomeado defensor ao arguido a pedido do tribunal ou do arguido (n.º) Se.Outros casos de constituição de arguido (artigo 59.  Nas declarações para memória futura a que se referem os artigos 271. sempre que o arguido for cego.  Nos recursos.  Em qualquer ato processual. menor de 21 anos. analfabeto. nomeadamente:  Nos interrogatórios de arguido detido ou preso.º e 294.  Nos interrogatórios feitos por autoridade judiciária. Obrigatoriedade de nomeação de defensor oficioso ao arguido (artigo 64.  Na audiência de julgamento realizada na ausência do arguido. à exceção da constituição de arguido. 4 Sob pena de nulidade insanável – alínea c) do n.  Com o encerramento do inquérito se contra o arguido for deduzida acusação. desconhecedor da língua portuguesa.  No debate instrutório e na audiência. 30 . mudo. surgir fundada suspeita de crime por ela cometido.º e seguintes) Há situações em que o arguido obrigatoriamente4 tem que ser assistido por advogado ou defensor.

sob pena de incorrer nas consequências previstas no artigo 39. de 3/01.seg-social. as suas declarações. disponível no endereço: http://www. O arguido deverá ser especialmente advertido de que: a) Se. de 29/07. de 11/08. os serviços da segurança social decidirem não lhe conceder o benefício de apoio judiciário. será responsável pelo pagamento de € 150. será responsável pelo pagamento de € 750. 31 . No momento em que presta Termo de Identidade e Residência (TIR) o arguido deve emitir uma declaração de rendimentos. será advertido que deverá requerer junto dos serviços da segurança social a concessão do respetivo benefício. c) Caso não tenha direito a apoio judiciário e a constituição de defensor seja obrigatória ou considerada necessária ou conveniente. no âmbito do processo penal.º 210/2008. não carecendo de prova documental. deverá proceder à constituição de mandatário. não o fazendo. em qualquer das modalidades previstas no RADT. posteriormente à concessão provisória. d) Se o arguido não solicitar a concessão do apoio judiciário. será responsável pelo pagamento de € 450. ser-lhe-á nomeado um oficiosamente.º 4 do artigo 39. de 29/07. através do simulador eletrónico. proceder à apreciação da insuficiência económica do arguido. nomeadamente.pt/calculo-do-valor-de-rendimento-para- efeitos-de-proteccao-juridica O arguido que. a título provisório.º da Lei n. Portaria n.º 319/2011. com as alterações da Lei n. que regulamenta a Lei do Acesso ao Direito com as alterações que lhe foram introduzidas pela o Portaria n. de 28/08 (regime de acesso ao direito e aos tribunais – RADT). De acordo com o n. a qual permitirá ao oficial de justiça proceder à apreciação provisória da insuficiência económica daquele. de 28/08. b) Se se demonstrar que a sua declaração foi manifestamente falsa. e o Portaria n. de 29/02) o Portaria n. na redação dada pela Lei n. REGIME DE ACESSO AO DIREITO E AOS TRIBUNAIS Disposições aplicáveis — artigo 39.º da Lei n.º 47/2007. ficando responsável pelo pagamento de € 450. tendo em conta.º 654/2010.º 47/2007. tenha direito a apoio judiciário.º 34/2004.º 10/2008.º 34/2004. em virtude do resultado da aplicação do simulador. de 30/12.º do RADT. incumbe à secretaria do tribunal.

04.dgaj. de 03/01).pt/sections/files/circulares/2012/1- trimestre//sections/files/circulares/2012/1- trimestre/oc-1-2012/downloadFile/file/OC%2001- 2012. de 26.1 — Considera -se: a) ‘Vítima’: i) A pessoa singular que sofreu um dano.mj. Circular n. no âmbito da prática de um crime. no âmbito do regime de acesso ao direito e aos tribunais. na aplicação SICAJ (Sistema de Confirmação dos Pedidos de Pagamento de Apoio Judiciário).1. ii) Os familiares de uma pessoa cuja morte tenha sido diretamente causada por um crime e que tenham sofrido um dano em consequência dessa morte. um dano emocional ou moral.º 10/2008.06 VÍTIMA (artigo 67.º da Portaria n. Consultar: Of.º1 de 2.pdf?nocache=1335523354.º 5 do artigo 28. nomeadamente um atentado à sua integridade física ou psíquica. deve ser verificada quinzenalmente de acordo com o n.DGAJ/DSAJ em: http://www.º A) “Artigo 67.mj.2012 . 32 .94 http://www.º28. NOTA: A confirmação pelas secretarias dos pedidos de pagamento das compensações devidas aos profissionais forenses.pdf?nocache=1325588529.pt/sections/files/circulares/2012/2- trimestre//sections/files/circulares/2012/2- trimestre/oc-28-2012/downloadFile/file/OC%2028- 2012. diretamente causado por ação ou omissão.1012 e Of.ºA Vítima 1 .dgaj. ou um dano patrimonial. Circular n. Os montantes serão liquidados na conta do processo.

º 130/2015. uma pessoa singular com idade inferior a 18 anos. os seus parentes em linha reta. a vítima cuja especial fragilidade resulte. Às vítimas de crimes de violência doméstica deverá se atribuído o respetivo Estatuto da Vítima no ato de apresentação da denúncia – artigo 14.b) ‘Vítima especialmente vulnerável’. na medida estrita em que tenham sofrido um dano com a morte. os descendentes e os ascendentes. o cônjuge sobrevivo não separado judicialmente de pessoas e bens. prestando informações e facultando provas que se revelem necessárias à descoberta da verdade e à boa decisão da causa. pela ordem e prevalência seguinte. 5 — A vítima tem direito a colaborar com as autoridades policiais ou judiciárias competentes. nomeadamente. ao apoio e à proteção das vítimas de crimes. 3 — As vítimas de criminalidade violenta e de criminalidade especialmente violenta são sempre consideradas vítimas especialmente vulneráveis para efeitos do disposto na alínea b) do n. da sua idade. c) ‘Familiares’. do seu estado de saúde ou de deficiência. o grau e a duração da vitimização haver resultado em lesões com consequências graves no seu equilíbrio psicológico ou nas condições da sua integração social.º 1 integram o conceito de vítima. de 16/09. de acordo com a definição do artigo 67. previstos neste Código e no Estatuto da Vítima. O Estatuto da Vítima ou o Estatuto da Vítima Especialmente Vulnerável devem ser atribuídos em todos os casos em que se verifique a existência de vítima ou de vítima especialmente vulnerável. de 4/09. 4 — Assistem à vítima os direitos de informação.º 1. d) ‘Criança ou jovem’. e estabelece normas relativas aos direitos. 2 — Para os efeitos previstos na subalínea ii) da alínea a) do n.» O Estatuto da Vítima O Estatuto da Vítima (que inclui o Estatuto da Vítima Especialmente Vulnerável) foi aprovado em anexo à Lei n. ou a pessoa que convivesse com a vítima em condições análogas às dos cônjuges. 33 . os irmãos e as pessoas economicamente dependentes da vítima. com exceção do autor dos factos que provocaram a morte. bem como do facto de o tipo. o cônjuge da vítima ou a pessoa que convivesse com a vítima em condições análogas às dos cônjuges. de proteção e de participação ativa no processo penal. de assistência.º da Lei 112/2009.º A.

º 1 do artigo 4.  As vítimas de crimes de mutilação genital feminina. z) do n.º 1 do artigo 4. coação sexual e violação. escravidão. tráfico de pessoas. o assistente pode: 34 . al. Sem prejuízo do que atrás ficou dito existe uma parte comum qualquer que seja a natureza do crime. as associações de comunidades de emigrantes. aa) do n. como parte principal. antirracistas ou defensoras dos direitos humanos.  Outras pessoas a quem as leis especiais confiram esse direito (por ex. para além de ser indispensável a sua constituição para instauração do inquérito.  No caso de o ofendido morrer ou de ser menor de 16 anos. dispensadas do pagamento de taxa de justiça – artigo único da Lei n. por um lado.1.º1 do artigo 68.º 20/96. NOTA:  As vítimas de crimes de violência doméstica a que tenha sido atribuído o Estatuto da Vítima. Quem pode constitui-se assistente – artigo 68º:  Os ofendidos.º).º e segs.º do RCP).º do RCP). estão igualmente isentas de custas (cfr. salvo expressa oposição do ofendido.4 Dos Assistentes (artigos 68.  Qualquer pessoa nos crimes elencados na alínea e) do n.  As pessoas de quem dependa a queixa ou acusação particular.º1 do artº 68º.  Nos crimes particulares. A atividade do assistente é diferente conforme se trate de crimes públicos e semipúblicos. de 06/07). deduzir acusação. al. os seus representantes – alíneas c) e d) do n.) Qual a posição e atribuições do assistente no processo: O assistente é um colaborador do Mº Pº com vista à investigação dos factos com relevo criminal e à condenação dos seus autores (artigo 69. nos crimes de motivação racial. estão isentas de custas (cfr. Com efeito. compete-lhe. desde que maiores de 16 anos. e particulares por outro:  Nos crimes públicos e semipúblicos pode haver ou não assistente. 7.º.

de acesso aos elementos processuais imprescindíveis.  No prazo para a interposição de recurso da sentença.  Até 10 dias5 a contar da declaração efetuada na queixa ou denúncia (n. mesmo que o Ministério Público o não tenha feito. Pode também requerer. oferecendo provas.  Pedido de aceleração processual (n. quando o pedido de apoio judiciário é apresentado na pendência de um processo e o requerente pretende a nomeação de patrono para se constituir assistente.º) quando se trate de procedimento dependente de acusação particular.º Da competência e admissão do ofendido como assistente: 5 .º4 do artigo 24. no caso do procedimento dependente de acusação particular (crimes particulares). que será único se os assistentes forem diversos.  Deduzir acusação independentemente da do Ministério Público e. sem prejuízo do regime aplicável ao segredo de justiça.º) ou do requerimento de abertura de instrução (artigo 287. até 5 dias antes do início do debate instrutório ou da audiência de julgamento.O prazo de 10 dias interrompe-se nos termos do n.º4 do artigo 246.º1 do artigo 271.º 47/2007.  Declarações para memória futura (n. ainda que aquele a não deduza. a menos que haja interesses incompatíveis (artigo 70. e  Interpor recurso das decisões que os afetem.  No processo sumário.  Intervir no inquérito e na instrução.º) no prazo estabelecido para a prática desses atos processuais – alínea b) do n.º.º2 do artigo 68.º da Lei n.  Com vista à dedução da acusação (artigo 284. dispondo. requerendo as diligências que se afigurem necessárias e conhecer os despachos que sobre tais iniciativas recaírem. para o efeito. no início da audiência – artigo 388. Quando pode ser requerida a constituição de assistente.º3 do artigo 68.º1 do artigo 108.º e n. O assistente tem de estar sempre representado por advogado.º do CPP). Os momentos em que se pode verificar a constituição de assistente são:  Em qualquer altura do processo.º 34/2004 com as alterações da Lei n. entre outras:  A abertura da instrução (alínea b) n.º). 35 .º1 do artigo 287º). se o solicitarem.º).

º do CPP e n. para um valor entre 1 UC e 10 UC.º do Regulamento das Custas Processuais6: “Artigo 8.º do RCP.º). artigo 4. a constituição de assistente ser requerida em auto/ata. 7 Os documentos comprovativos dos pagamentos devem ser registados no SICJ. a final.No prazo de 10 dias a contar da formulação no processo8.º Taxa de justiça em processo penal e contraordenacional 1 .º3 do artigo 8. Taxa de justiça – artigos 519. no montante fixado no Regulamento das Custas Processuais.º). tendo em consideração o desfecho do processo e a concreta atividade processual do assistente. Todo o expediente pode ser processado em separado. ou  . 8 Por exemplo.º do RCP. 36 . o documento comprovativo7 do pagamento deve ser junto  . devem apresentar requerimento com procuração a advogado e efetuar o pagamento da respetiva taxa de justiça.” Nos termos do n.º5 do artigo 68. podendo ser corrigida.º1 do artigo 8.º). pelo juiz.A taxa de justiça devida pela constituição como assistente é auto liquidada no montante de 1 UC. as pessoas com legitimidade para tal (artigo 68. Compete ao juiz ou ao juiz de instrução criminal (no inquérito e na instrução) admitir a constituição do ofendido como assistente após prévia audição do Mº Pº e do arguido (n.Com a apresentação do requerimento na secretaria.º1 do artigo 8. Procedimentos a ter lugar na constituição de assistente: Para requererem a sua constituição como assistente. na fase processual de inquérito (n.º do RCP A constituição como assistente obriga ao pagamento de taxa de justiça a liquidar nos termos e montantes previstas n.º4 do artigo 68. 6 Sobre isenções v.

(neste caso a prévia dedução do pedido perante o tribunal civil pela pessoa com direito de queixa ou de acusação particular vale como renuncia a este direito – n. como atrás se disse.1.º2 do artigo 72. A este respeito consagra o artigo 72. só podendo ser em separado. alíneas a) a i) do n.º3 do artigo 82. 37 . o pedido de indemnização civil pode ser deduzido em separado. a secretaria notifica o interessado para proceder à sua apresentação. perante o tribunal civil. o pedido civil fundado na prática de um crime é deduzido no processo penal respetivo.  O processo penal correr sob a forma sumária ou sumaríssima.º e n.º2 do artigo 77.  A sentença penal não se tiver pronunciado sobre a indemnização civil nos termos do n. 7.º do RCP. integrando uma verdadeira ação civil.º do CPP. perante o tribunal civil. penal ou notificado para o fazer. Situações há em que.º). nos casos previstos na lei (cfr.º 9 Prazo para a realização do inquérito – cfr.  O processo penal tiver sido arquivado.  O lesado não tiver sido informado da possibilidade de deduzir o pedido de indemnização civil no processo. O não pagamento determina que o requerimento para constituição de assistente seja considerado sem efeito – nº 5 do artigo 8.º.º do RCP. No caso de falta de apresentação do documento comprovativo. poderá deduzir o pedido. ainda que se não tenha constituído ou não possa constituir-se assistente. sendo mais frequentes os casos em que:  O processo penal não tiver conduzido à acusação no prazo de 8 meses (9).º. suspenso ou o procedimento se tiver extinguido antes do julgamento.º 1 do artigo 72.º1 do artigo 75.  O procedimento depender de queixa ou acusação particular.º)  Não houver ainda ao tempo da acusação danos ou estes não forem ainda conhecidos em toda a sua extensão. no prazo de 10 dias. entendendo-se como tal a pessoa que sofreu danos ocasionados pelo crime. artigo 276.5 Das Partes Civis Do pedido de indemnização civil formulado no processo penal: Em regra. O lesado. com o acréscimo de taxa de justiça de igual montante – nº 4 do artigo 8. embora integrada no processo. nos termos do n.

com informação relativa ao prazo de apresentação do pedido civil. será notificado do despacho de acusação. do despacho de pronúncia. ou.º). bem como das formalidades a observar. o propósito de o fazer. O demandado que não seja arguido (v. Caso o lesado manifeste interesse em deduzir o pedido. para. do RCP. Companhia de Seguros) que apresente contestação ao pedido civil.º2 do artigo 77. em requerimento articulado. no prazo de 20 dias (n.º). deduzir o pedido. Do dever de informação aos eventuais lesados Ao ofendido deve ser logo dado conhecimento do teor do artigo 75. poderem manifestar no processo.º1 do artigo 72. no pedido de indemnização civil apresentado em processo penal.g. até ao encerramento do inquérito. se a ele houver lugar.º 1 do presente artigo (n.º do RCP). dos documentos que o devem acompanhar. no pedido de indemnização civil de valor inferior a 20 UC (cfr. nomeadamente. alínea n) do n.º. O demandante e o arguido demandado estão dispensados do pagamento prévio da taxa de justiça.º1 do artigo 15.Custas Processuais Quanto às Partes Civis O demandante e o arguido demandado estão isentos de custas. de valor igual ou superior a 20 UC (cfr.º). 38 . alínea d) do n. Prevê-se a possibilidade das pessoas que se considerem lesadas por danos ocasionados pela prática de um crime.º1 do artigo 4.º2 do artigo 75. querendo. ainda que não tenham sido informados nos termos do n. independentemente do valor deverá autoliquidar a taxa de justiça pela tabela I-A. cuja omissão constitui fundamento para dedução do pedido em separado (alínea i) do n.º do RCP).º do CPP Custas no pedido cível À responsabilidade por custas relativas ao pedido de indemnização civil são aplicáveis as normas do processo civil. não está isento de custas nem dispensado do pagamento prévio da taxa de justiça pelo que. não o havendo. Artigo 523.

se deduzido em separado. sendo obrigatória essa representação. com indicação do prejuízo sofrido e das provas.º do C. fosse obrigatória a constituição de advogado. demandado ou interveniente pode arrolar testemunhas em número não superior a 10 ou 5.º3 do artigo 77. do despacho de pronúncia (n. se não o houver. até vinte dias depois do arguido ser notificado do despacho de acusação ou. Testemunhas do pedido cível Cada requerente. até € 5. NÃO OBRIGATÓRIA: Quando o valor do pedido seja igual ou inferior à alçada do Tribunal de 1ª instância (€ 5. o lesado poderá ainda deduzir o pedido civil ou requerer que lhe seja arbitrada a indemnização civil (neste último caso se não for obrigatória a constituição de advogado). Representação do lesado (artigo 76. O requerimento não está sujeito a formalidades especiais e pode consistir em declaração em AUTO (logo que o lesado preste declarações). consoante o valor do pedido exceda ou não o valor da alçada da Relação em matéria cível – nº 2 do artigo 79. sempre que em razão do valor do pedido. o lesado.º do CPP e artigos 40. Caso não tenha manifestado tal intenção ou não tenha sido notificado nos termos do n. pode requerer que lhe seja arbitrada indemnização civil (indemnização oficiosa). Civil e 44.º.º.º 2 do artigo 77.000.00 não é obrigatório fazer-se representar por advogado – n.º). desistência e conversão do pedido 39 .º) OBRIGATÓRIA: O lesado pode fazer-se representar por advogado. de 28/06 (LOSJ).00). P. Assim.º da Lei nº 62/2013.000.º Renúncia. nos prazos estabelecidos nos números 2 e 3 do artigo 77.º e 629.º2 do artigo 76.

DOS ATOS PROCESSUAIS 8. É restringido o segredo de justiça.º) O lesado pode em qualquer altura do processo: a) Renunciar ao direito da indemnização civil. só se justificando a aplicação do regime de segredo de justiça. mediante requerimento do arguido. c) Ou requerer que objeto da prestação indemnizatória seja convertido em diferente atribuição patrimonial.º 1 do artigo 2º do DL n. durante a fase 40 .º 59/89. sendo a regra. 8. (artigo 81. determinar a sujeição do processo. o princípio da publicidade. Amplitude do segredo de justiça No decurso do inquérito. b) Desistir do pedido formulado. do assistente ou do ofendido e ouvido o Mº Pº.º) Da publicidade do processo e segredo de justiça (artigo 86. quando o crime tenha determinado incapacidade para o exercício da atividade profissional ou morte. deverá ser recolhida informação sobre a qualidade de beneficiário da Segurança Social do ofendido e da instituição que o abrange. desde que prevista na lei. quando a publicidade prejudique a investigação ou os direitos dos sujeitos ou participantes processuais. de 22/02. o juiz de instrução pode.1 Do segredo de justiça (artigo 86. tendo em vista o cumprimento do n.º) O processo penal é público. durante o inquérito. Beneficiário da Segurança Social Durante o inquérito ou na instrução.

oficiosamente ou mediante requerimento do arguido.º).º). por despacho irrecorrível.de inquérito. mas o Mº Pº não o determinar. incluindo. apresentam-se os procedimentos esquematizados da seguinte forma: 41 . Caso o processo tenha sido sujeito a segredo de justiça nos termos acima referidos.º). Caso tenha sido requerido o levantamento do segredo de justiça pelo arguido. “ex vi” n.º 3 do artigo 86.º.º6 do artigo 89. os funcionários de justiça (n.º 2 do artigo 86. pode determinar a sujeição do inquérito a segredo de justiça. assistente ou o ofendido. O segredo de justiça é assim restringido.º 8) Em execução destas regras. Sempre que o Mº Pº entender que os interesses da investigação ou os direitos dos sujeitos processuais o justifiquem. passando os sujeitos a poder aceder ao processo sempre que não haja prejuízo para a investigação ou para direitos fundamentais. ficando essa decisão sujeita a validação pelo juiz de instrução no prazo máximo de 72 horas (n. pode determinar o seu levantamento em qualquer momento do inquérito. quando entenda que a publicidade prejudica os direitos daqueles sujeitos ou participantes processuais (n. O segredo de justiça vincula quer as pessoas que tenham contacto com o processo quer as pessoas que tenham conhecimento de elementos a ele pertencentes. durante o inquérito e depois de findos os prazos estabelecidos para a sua duração máxima (artigo 276. os autos são remetidos ao juiz de instrução para decisão. a segredo de justiça. do assistente ou ofendido. o Mº Pº.

Sujeição do inquérito a segredo de justiça Aplicação ao inquérito do segredo de justiça (n.º 2 do artigo 86.º) Ouvido o Mº Pº Despacho do Mº Pº (No interesse da investigação ou dos direitos Requerimento dos sujeitos processuais) Arguido Assistente Ofendido Decisão Decisão JIC JIC (Quando entenda que a publicidade Despacho de validação prejudica os direitos daqueles sujeitos ou participantes processuais) em 72 horas DESPACHO IRRECORRÍVEL 42 .º 3) (n.

Está vedado durante o segredo de justiça: (n. b) e c) do n.º 8 do artigo 86.Oficiosamente ou Arguido Requerimento do Assistente Arguido Ofendido Assistente Ofendido Mº Pº (Despacho de indeferiment Despacho Mº Pº Remessa (Determina levantamento JIC segredo) (Despacho irrecorrível) A publicidade do processo implica (n.º  O direito de consulta. artigo 87.º 6 do artigo 86. Levantamento do segredo de justiça Levantamento do segredo de depois de validado pelo JIC justiça a (n. cópia e certificação: podem ser consultados os autos e obtidas cópias. artigo 88.º  O direito de narração: a comunicação social pode narrar ou reproduzir os atos processuais.º) artigo 89º.º 5) Requerimento Mº Pº .º)  O direito de assistência: o público em geral pode assistir à realização do debate instrutório e dos atos processuais na fase de julgamento. extratos e certidões (alíneas a).º 4) requerimento (n.º) 43 .º6 do artigo 86.

Civil).º e segs.  Divulgação da ocorrência de ato processual ou dos seus termos. À falta de restituição do processo no prazo estabelecido aplicam-se as disposições da lei do processo civil (artigo 166. previsto e punido pelo artigo 371. e sempre mediante requerimento. constitui crime de revelação de segredo de justiça. Quem pode ter acesso aos autos para consulta na secretaria ou fora dela: (artigo 89. cópias ou certidões. o ofendido.º8 do artigo 86.º 2).  Assistência à prática ou tomada de conhecimento do conteúdo de ato processual a que não tenham o direito ou o dever de assistir. que decide por despacho irrecorrível (n. os autos serão presentes ao juiz de instrução. independentemente do motivo que presidir a tal divulgação (cfr. bem como obter os correspondentes extratos. DECISÃO SOBRE O INDEFERIMENTO DO REQUERIMENTO PARA CONSULTA DOS AUTOS: Em caso de indeferimento pelo Mº Pº. do C. com prisão até DOIS ANOS ou com pena de multa.º) CONSULTA DURANTE O INQUÉRITO: Durante o inquérito.º do Código Penal. o arguido. o ofendido. P. podem consultar o processo ou elementos dele constantes. ser fixado prazo para o efeito (n. A divulgação de conteúdo de matéria inserida no âmbito do secretismo do processo. o lesado e o responsável civil. o assistente.º 4). por despacho. o lesado e o responsável civil. Se a falta for do Mº Pº será comunicado ao superior hierárquico. o assistente. podem requerer à autoridade judiciária competente o exame gratuito dos autos fora da secretaria devendo. alínea a) e b) do n. 44 . CONSULTA DE TODO O PROCESSO FORA DO SEGREDO DE JUSTIÇA: O arguido.º.

CONSULTA DE TODOS OS ELEMENTOS DO PROCESSO FINDOS OS PRAZOS DO INQUÉRITO:

Findos os prazos do inquérito, o arguido, o assistente e o ofendido podem consultar todos
os elementos do processo, exceto se o juiz de instrução, a requerimento do Mº Pº, determinar
primeiramente um adiamento pelo período máximo de três meses, podendo ainda o prazo ser
prorrogado para além do limite de três meses (contados desde o fim do período de adiamento),
mas apenas quando se trate de crimes a que se referem as alíneas i) a m) do artigo 1.º.

CONSULTA DE AUTO E OBTENÇÃO DE CERTIDÃO POR OUTRAS PESSOAS:

Qualquer pessoa que nisso revelar interesse legítimo (testemunhas, peritos, consultores
técnicos, não se incluindo aqui os advogados com procuração), pode pedir que seja admitida a
consultar auto de um processo que não se encontre em segredo de justiça e que lhe seja
fornecida, à sua custa10, cópia, certidão ou extrato, de auto ou parte dele. Sobre tal
requerimento decide a autoridade judiciária que presidir à fase em que o processo se encontre
ou que nele tiver proferido a última decisão – n.º1 do artigo 90.º

A permissão da consulta de auto e de obtenção de cópia, extrato ou certidão realiza-se
sem prejuízo da proibição, que no caso se verificar, de narração dos atos processuais ou de
reprodução dos seus termos através dos meios de comunicação social – n.º2 do artigo 90.º

8.2 Forma dos atos e da sua documentação
(artigos 92.º e segs.)

8.2.1 Língua dos atos e nomeação de intérprete
(artigo 92.º)

Nos atos processuais, tanto escritos como orais utiliza-se a língua portuguesa, sob pena de
nulidade.

Quando houver de intervir no processo pessoa que não conheça ou não domine a língua
portuguesa é nomeado, sem encargo para ela, intérprete idóneo, ainda que a entidade que
presida ao ato ou qualquer dos seus participantes conheçam a língua por aquela utilizada.

10 As
cópias extratos ou certidões referidos nos artigos 89.º e 90.º, são pagas de acordo com o artigo 9.º do
Regulamento das Custas Processuais.

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É igualmente necessário nomear intérprete quando se tornar necessário traduzir
documento um língua estrangeira.

O intérprete11 é nomeado por autoridade judiciária e também por autoridade de polícia
criminal (n.º7 do artigo 92.º), e presta compromisso, nos termos do n.º2 do artigo 91º, perante
autoridade judiciária ou autoridade de polícia criminal – n.º3 do artigo 91.º, a não ser que seja
funcionário público e intervenha no exercício das suas funções – al. b) do n.º6 do artigo 91.º

8.2.2 Participação de surdo, deficiente auditivo ou mudo
(artigo 93.º)

Se a pessoa que tiver que prestar declarações for surdo, mudo, ou surdo-mudo devem
observar-se as seguintes regras:

a) Ao surdo ou deficiente auditivo, é nomeado intérprete idóneo de língua gestual, leitura
labial ou expressão escrita, conforme mais adequado ao interessado;
b) Ao mudo, se souber escrever, formulam-se as perguntas oralmente respondendo por
escrito. Em caso contrário e sempre que requerido nomeia-se intérprete idóneo.

A falta de intérprete implica o adiamento da audiência12, aplicando-se o que atrás se disse
em todos as fases processuais e independentemente da posição processual do interessado em
causa.

8.2.3 Forma escrita dos atos

“Artigo 94.º

Forma escrita dos atos

1 – Os atos processuais que tiverem de praticar-se sob a forma escrita são redigidos de modo
perfeitamente legível, não contendo espaços em branco que não sejam inutilizados, nem
entrelinhas, rasuras ou emendas que não estejam ressalvadas.
2 – Podem utilizar-se máquinas de escrever ou processadores de texto, caso em que se
certifica, antes da assinatura que o documento foi integralmente revisto e se identifica a entidade
que o elaborou.
3 – Podem igualmente utilizar-se fórmulas pré-impressas, formulários em suporte eletrónico
ou carimbos, a completar com o texto respetivo, podendo recorrer-se a assinatura eletrónica
certificada.

11 Compete ao Mº Pº fixar a sua remuneração, conforme artigo 162º do CPP, nos termos do n.º2 do artigo 17.º -
Tabela IV do RCP.
12 Devem assim os serviços prevenirem-se com listas de intérpretes que possam ser contactados na eventualidade

de serem necessários.

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4 – Em caso de manifesta ilegibilidade do documento, qualquer participante processual pode
solicitar, sem encargos, a respetiva transcrição datilográfica.
5 – As abreviaturas a que houver de recorrer-se devem possuir significado inequívoco. As datas
e os números podem ser escritos por algarismos, ressalvada a indicação das penas, montantes
indemnizatórios e outros elementos cuja certeza importe acautelar.
6 – É obrigatória a menção do dia, mês e ano da prática do ato, bem como, tratando-se de ato
que afete liberdades fundamentais das pessoas, da hora da sua ocorrência, com referencia ao
momento do respetivo início e conclusão. O lugar da prática do ato deve ser indicado.”

8.2.4 Assinatura
(artigo 95.º)

O escrito a que houver de reduzir-se um ato processual é no final, ainda que deva continuar
em ato posterior, assinado por quem a ele presidir, pelas pessoas que tiverem participado e
pelo funcionário de justiça que tiver feito a redação, sendo as folhas que não contiverem a
assinatura rubricadas pelos que tiverem assinado, sendo as assinaturas e as rubricas efetuadas
pelo próprio punho sendo, para este efeito proibido o uso de quaisquer meios de reprodução.

No caso de qualquer dos intervenientes, cuja assinatura for obrigatória não puder ou se
recusar a assinar a autoridade ou o funcionário presentes declaram no auto essa impossibilidade
e os motivos que para ela tenham sido dados (13).

8.2.5 Oralidade dos atos
(artigo 96.º)

A prestação de quaisquer declarações processa-se de forma oral, não sendo autorizada a
leitura de documentos escritos previamente elaborados para aquele efeito.

A autoridade que presidir ao ato pode autorizar que o declarante se socorra de
apontamentos escritos como adjuvantes de memória, fazendo consignar no auto tal
circunstância, devendo ser tomadas providencias que acautelem a espontaneidade das
declarações.

Dos atos decisórios:
(artigo 97.º)

Dos juízes:

13 Nãose torna necessário a indicação de testemunhas ou a aposição da impressão digital quando o notificando não
possa ou se recuse a assinar o auto, bastando tão só o oficial de justiça encarregado do ato indicar os motivos que
tenham sido dados para a falta de assinatura.

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dos documentos apresentados ou recebidos e dos resultados alcançados. 8. da ausência das pessoas cuja intervenção no ato estava prevista. d) Qualquer ocorrência relevante para a apreciação da prova ou da regularidade do ato. 2 – O auto respeitante ao debate instrutório e à audiência denomina-se ata e rege-se complementarmente pelas disposições legais que este Código lhe manda aplicar. c) Descrição especificada das operações praticadas. incluindo. do modo como o foram e das circunstâncias em que o foram. quando conhecerem qualquer questão interlocutória ou quando puserem termo ao processo. 48 . quando conhecerem a final o objeto do processos. devendo ser especificados os motivos de facto e de direito da decisão. promoções e atos decisórios orais que tiverem ocorrido perante aquele. fora do caso atrás referido.2. Os atos decisórios são sempre fundamentados. da intervenção de cada um dos participantes processuais. de modo a garantir a genuína expressão da ocorrência. quando houver lugar a registo áudio ou audiovisual. menção dos seguintes elementos: a) Identificação das pessoas que intervieram no ato.O auto é o instrumento destinado a fazer fé quanto aos termos em que se desenrolaram aos atos processuais a cuja documentação a lei obrigar e aos quais tiver assistido quem o redige. quando forem proferidos por um tribunal colegial. se conhecidas.º Auto 1 . 3 – O auto contém. requerimentos. além dos requisitos previstos para os atos escritos. bem como a recolher as declarações.6 Definição de auto “Artigo 99.  Acórdãos. Os atos decisórios referidos nos números anteriores revestem os requisitos formais dos atos escritos ou orais consoante os casos. à consignação do início e termo de cada declaração. Os atos decisórios do Mº Pº tomam a forma de despachos.  Sentenças.  Despachos. b) Causas. das declarações prestadas.

º. nº 6 do artigo 271. antes da assinatura. bem como nos casos legalmente previstos15. estenotípicos ou outros diferentes da escrita comum. Registo e transcrição – artigo 101. quando for absolutamente indispensável para a boa decisão da causa. estenotípicos ou outros meios técnicos diferentes da escrita comum é feita a transcrição pelo funcionário.º-F 49 .P. sob a direção da entidade que presidir ao ato.º e n. 4 – É correspondentemente aplicável o disposto no artigo 169.os 1 e 2 do artigo 144. durante o inquérito. artigo 294.º e artigos 389.º. sendo feita menção no auto.º Na redação do auto podem utilizar-se meios estenográficos.º 2 do artigo 150.º (14) do C.º 1 do artigo 296. nº 1 do artigo 364. Os suportes técnicos respetivos (folhas estenografadas e as fitas estenotipadas ou gravadas) são conservados em envelope lacrado à ordem do tribunal. no mais curto espaço de tempo possível. entrega.º do CPP – valor probatório dos documentos autênticos ou autenticados.º) É efetuada pelo funcionário de justiça ou pelo funcionário de polícia criminal.º. solicitar ao tribunal recorrido a transcrição de toda ou parte da sentença. n. proceder à gravação áudio ou audiovisual da tomada de declarações e decisões verbalmente proferidas16. de toda a abertura e encerramento dos registos guardados pela entidade que proceder à operação.2. uma cópia a qualquer sujeito processual que a requeira. o relator.º). devendo a entidade que presidiu ao ato certificar-se da conformidade da transcrição.P. procede ao envio de cópia ao tribunal superior. Em caso de recurso.7 Redação do auto (artigo 100. contudo.º 16 Nomeadamente: artigo nº 4 do artigo 96. 14 Artigo169.º 2 do artigo 143.” 8. no prazo máximo de 48 horas. n. Pode. sem prejuízo do segredo de justiça. n. Quando for utilizado registo áudio ou audiovisual não há lugar a transcrição e o funcionário.º.º e 320.º. 15 Nomeadamente: nº 7 do artigo 141. Quando utilizados meios estenográficos.º-A e 391.

suspendendo-se. não se incluindo o dia em que ocorrer o evento (dia da notificação) a partir do qual o prazo começa a correr.º dia útil seguinte. 9. pelo que inexistem. Em processo penal. Prática dos atos processuais 50 .ºs 4 e 6 do artigo 412. mesmo no que respeita à parte do pedido civil.º1 do artigo 104. Assim.º a 106. Quando o prazo terminar em dia que os tribunais estiverem encerrados. indicando as passagens das gravações. porventura.º). considere relevantes. O recorrente pode referir as concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida. DO TEMPO DOS ATOS E DA ACELARAÇÃO PROCESSUAL 9. Na contagem dos prazos deve ter-se ainda em conta o disposto no artigo 279. não é feita qualquer referência a prazos dilatórios. não estando obrigado a proceder à respetiva transcrição (n.1 Dos prazos processuais Da contagem e decurso dos prazos judiciais em processo penal (artigos 103.º do Código de Processo Civil para onde nos remete o n. são contados de forma contínua.º do Código Civil. nos termos do disposto no n.º1 do artigo 138. O tribunal competente para decidir em sede de recurso) procederá à audição ou visualização das passagens indicadas e de outras que. transfere-se o seu termo para o 1. durante as férias judiciais.º do CPP. contando-se o último.º) Os prazos para a prática de atos de processo penal contam-se segundo a regra da continuidade.

 Atos processuais relativos aos conflitos de competência. Praticam-se durante as férias judiciais17 os seguintes atos processuais18  Atos processuais de arguidos detidos ou presos.º 2 do artigo 103.º). de 16/09. quando se encontrar cumprida a parte da pena necessária à sua aplicação.  Os atos considerados urgentes em legislação especial. e  Atos relativos à concessão da liberdade condicional.  Requerimentos de recusa e pedidos de escusa. bem como as decisões das autoridades judiciárias. até à sentença em 1. 51 .º da Lei n. para ser mais fácil a sua identificação.  Atos de mero expediente. por despacho de quem a elas presidir. sempre que necessário. os processos por crime de violência doméstica – artigo 28.º da LOSJ – Lei nº 62/2013.º do CPP – ex-vi do n. Entre outros.º 2 do artigo 104.  Atos de inquérito e de instrução. ou indispensáveis à garantia da liberdade das pessoas. de 26/08. bem como os debates instrutórios e audiências relativamente aos quais seja reconhecida. NOTA: Contagem dos prazos de atos processuais Correm em férias os prazos relativos a processos nos quais devam praticar-se os atos referidos nas alíneas a) a e) do n. Os atos processuais praticam-se nos dias úteis. às horas de expediente dos serviços de justiça e fora do período de férias judiciais (artigo 103. 18 Aconselha-se que todos os processos de natureza urgente tenham capas ou lombadas de cor diferente. do domingo de Ramos à segunda-feira de Páscoa e de 16 de julho a 31 de agosto – artigo 28.ª instância.º 17 Asférias judiciais decorrem de 22 de dezembro a 3 de janeiro. vantagem em que o seu início.  Processos sumários e abreviados. prosseguimento ou conclusão ocorra sem aquelas limitações.º 112/2009.

52 .Prazo para a prática de atos (artigo 105. do artigo 215. permite à pessoa em benefício da qual for estabelecido um prazo. Da prorrogação dos prazos (n.º).  o requerimento de abertura da instrução (287. salvo disposição legal ou despacho em contrário (artigo 105. assistente e partes civis) tem o prazo de dez dias para praticar os atos. acompanhada da exposição das razões que determinaram os atrasos. renunciar ao seu decurso bastando para tal.º 6 do artigo 107.º.º 3.º) Em casos de excecional complexidade. Os despachos ou promoções de mero expediente de juízes ou magistrados do (Mº Pº) devem ser proferidos no prazo máximo de dois dias.º). mensalmente.º) O n. informação discriminada dos casos em que se mostrem decorridos três meses sobre o termo do prazo fixado para a prática de ato próprio do juiz ou do Mº Pº.º) O sujeito processual (arguido. devido ao número de arguidos ou de ofendidos ou ao caráter altamente organizado do crime (n.º1 do artigo 107. Renuncia ao decurso de um prazo (artigo 107. das partes civis e do Mº Pº. endereçar requerimento à autoridade judiciária que dirigir a fase processual. A secretaria remete.º 2 e 3. ainda que o ato tenha sido entretanto praticado. devendo ser consignada a concreta razão em caso de inobservância desse prazo – n.º). parte final. o qual é despachado em 24 horas. respetivamente.º). pode prorrogar os prazos para a prática dos atos que a seguir se indicam. a requerimento do assistente. do arguido. Os atos processuais só podem ser praticados fora de prazo mediante justo impedimento devendo o mesmo ser alegado no prazo de três dias a contar do termo do prazo legalmente fixado ou da cessação do justo impedimento – nos 2 e 3. o juiz. até ao limite máximo de 30 dias:  a contestação do pedido de indemnização civil (78. ao presidente do tribunal de comarca ou ao magistrado do Mº Pº coordenador de comarca.

º).º) e. que ter em conta o disposto nos n.º-A do CPP. (do Código de Processo Civil). nos termos e com as mesmas consequências que em processo civil.º do C.  a contestação da acusação ou pronúncia e apresentação do rol de testemunhas (315. estabelecendo que: 53 . Caso não seja invocado justo impedimento.º do C.º.ºs 5 a 7 do artigo 139.º13 do artigo 113. manda aplicar à pratica extemporânea de atos processuais penais o disposto nos n. devem os autos ser presentes à Autoridade Judiciária respetiva. Civil.º). nos termos do n. Civil) Independentemente do justo impedimento.º.º O deferimento do requerimento de prorrogação do prazo para contestar a acusação aproveita a todos os arguidos.º 6 do artigo 287.º 5 do artigo 107. NOTA: O deferimento do requerimento de prorrogação do prazo para requerer a abertura de instrução aproveita a todos os arguidos e assistentes.º e n. Há. pode o ato ser praticado no prazo. com as necessárias adaptações (n.ºs 1 e 3 do art.º13 do artigo 113. Assim.º1 do artigo 315.ºs 5 a 7 do artigo 139.º-A. e n. n. por isso.  a interposição de recurso e apresentação da motivação (n. O artigo 107. P. nos termos do n.º Prática de ato fora de prazo (artigos 107.ºs 5 a 7 do artigo 139.º 411. fica a validade do ato dependente do pagamento imediato de uma multa. P. para decisão. caso seja invocado justo impedimento.

P.º dia. P.5 UC = 51 € 63.º 5) Pagamento com penalização de 25% (n. a multa é equivalente a 1 UC. acrescida de uma penalização de 25 % do valor da multa.00 € Praticado o ato em qualquer dos três dias úteis seguintes sem ter sido paga imediatamente a multa devida.P.º do C.º 7 do artigo 139. na qual se prevê um prazo de 10 dias para o referido pagamento (n. independentemente de despacho. em ação que não importe a constituição de mandatário.º dia. notifica o interessado para pagar a multa. a multa é equivalente a 2 UC. a secretaria. 19 Uma UC = € 102. b) Se o ato for praticado no 2.75 € 2º DIA 1 UC = 102 € 127.00 54 . e n. o pagamento da multa só é devido após notificação efetuada pela secretaria. Civil).50 € 3º DIA 2 UC = 204 € 255. Civil Pagamento imediato (n. Se o ato for praticado diretamente pela parte.º 6 do artigo 139º C.5 UC19. Civil).ºs 5 a 7 do artigo 139.P. a) Se o ato for praticado no 1. logo que a falta seja verificada. E que podemos resumir na seguinte: TABELA de CÁLCULO de ATOS PROCESSUAIS PENAIS Artigo 107-A do C.º dia. desde que se trate de ato praticado por mandatário (n. c) Se o ato for praticado no 3. P.º6) 1º DIA 0. a multa é equivalente a 0.º C.

. n. Civil20. 266/09.P.Envio por telecópia (telefax).º).Entrega na secretaria judicial. relativos ao pedido de indemnização civil). a multa é fixada em 40 % da taxa de justiça correspondente ao processo ou ato.º dia.º) Aos funcionários de justiça interessa ter em especial atenção o disposto no artigo 106. a multa é fixada em 10 % da taxa de justiça correspondente ao processo ou ato.0PAENT.º dia. Dos prazos para a prática dos atos por oficiais de justiça (artigo 106. no que se refere à apresentação em juízo dos atos processuais.Transmissão eletrónica de dados (correio eletrónico).º 5 do C. c) Se o ato for praticado no 3.Remessa por correio registado. e os mandados passados no prazo de DOIS DIAS. No que diz respeito aos atos processuais civis (v. dispensando-se a remessa dos respetivos originais. valendo como data da prática do ato a da respetiva entrega. b) Se o ato for praticado no 2. Caso se trate de processos urgentes (quando houver arguidos detidos ou presos e o prazo ali fixado afetar o tempo de privação da liberdade) a lei fala em “imediatamente e com preferência sobre qualquer outro serviço” (cfr. o montante da multa é o estabelecido no n.º do CPP. valendo como data da prática do ato a da respetiva expedição. que pode ser feita pelos seguintes meios: . nos termos do qual: a) Se o ato for praticado no 1. valendo como data da prática do ato a da respetiva expedição. a multa é fixada em 25 % da taxa de justiça correspondente ao processo ou ato. valendo como data da prática do ato a do respetivo registo.º.º2 do artigo 106. sendo os termos do processo lavrados. com o limite máximo de 1/2 UC. com o limite máximo de 7 UC. 9.2 Apresentação em juízo dos atos processuais Por força do disposto no artigo 4.g. 55 .º do Código de Processo Civil.º dia. 20 Neste sentido Acórdão Tribunal Relação de Évora P. . aplica-se subsidiariamente o artigo 144. com o limite máximo de 3 UC. .

n. aplicando-se nestes casos o regime do envio por telecópia do DL n.º3 do artigo 109. quando tiverem sido excedidos os prazos previstos para a duração de cada fase do processo Junção ao Inquérito Conclusão ao magistrado Cumprimento do despacho e organização do processo.º. a todo o tempo. Despachado pelo PGR no prazo de 5 dias (n. . . de 16/06. de acordo com n.º Relativamente a outras peças processuais ou documentos. Relativamente à prática dos atos por correio eletrónico em processo penal.º). de 27/02. sendo que.º) .º 8 do artigo 276. pode “o juiz. PEDIDO DE ACELERAÇÃO PROCESSUAL .º Nos termos do artigo 10. o DL n. Notificação do despacho ao requerente pela secretaria da PGR. . refere a obrigatoriedade de serem remetidos (no prazo de 10 dias). determinar a respetiva apresentação”. O regime da telecópia.º 28/92.º 3 do artigo 4.º TRAMITAÇÃO A requerimento: dos sujeitos processuais ou por determinação do Procurador Geral da República (cfr. bem como de quaisquer documentos autênticos ou autenticados” – n. o envio por correio eletrónico deve conter assinatura eletrónica avançada e a expedição ser validada cronologicamente (MDDE) – artigo 3.º 642/2004. ou entregues na secretaria “os originais dos articulados. mantém- se em vigor a Portaria n. não existe a obrigação da apresentação dos originais.º 28/92.º e 109. no prazo de 3 dias. De acordo com a referida Portaria n. de 16/06. 56 .º do mesmo preceito legal.Atualização na aplicação informática – Citius. de 27/02.Remessa do Inquérito aos Serviços do Mº Pº. as peças podem ainda ser enviadas por correio eletrónico simples ou sem validação cronológica.º 642/2004.º 4 do artigo 4.Artigos 108.

a secção de processos deve abrir conclusão ao Sr. Magistrado titular do Inquérito (cerca de 30 dias antes do término do prazo).º2 do artigo 109.º a 116. ser requerido e organizado o processo. A comunicação telefónica é sempre seguida de confirmação por qualquer meio escrito. aviso.  Por carta precatória: quando o ato seja praticado fora daqueles limites. 57 .  Por ofício. Magistrado necessitar de um prazo mais alargado. artigo 110. na eventualidade do Sr. Remessa à PGR O incidente de aceleração processual tem natureza urgente (n. para. atempadamente. (cfr.º) Comunicações entre os serviços de justiça e entre as autoridades judiciárias e os órgãos de polícia criminal:  Por mandado: quando o ato seja praticado dentro dos limites da competência territorial da entidade que proferiu a ordem. telegrama. não ultrapassando o prazo concedido pelo PGR. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS E DA SUA CONVOCAÇÃO (artigos 111. 10. telex. carta. comunicação telefónica. correio eletrónico ou qualquer outro meio de comunicação: — quando estiver em causa um pedido de notificação ou qualquer outro tipo de transmissão de mensagem.ministeriopublico.º) Caso a PGR dê um determinado prazo (por ex. http://www.pt/iframe/circulares NOTA: O pedido de aceleração manifestamente infundado é sancionado com o pagamento de uma soma entre 6 UC e 20 UC a fixar pelo juiz de instrução criminal. 90 dias) para encerramento do Inquérito.  Por carta rogatória: havendo que concretizar o ato no estrangeiro. telecópia.º).

º 2 do artigo 273. Sempre que for necessário assegurar a presença de qualquer pessoa em ato de inquérito.º. do local e da hora a que deve apresentar-se. caso queira. Se o mandado se referir ao assistente ou ao denunciante com a faculdade de se constituir assistente representado por advogado. Revestem a forma de notificação (n.º). Se o arguido tiver defensor deve este ser igualmente notificado para a diligência – artigo 272.º) Em regra.Como se fazem as convocações para ato processual: A convocação de uma pessoa para comparecer a ato processual pode ser feita por qualquer meio destinado a dar-lhe conhecimento do facto. a entidade deve identificar-se e dá conta do cargo que desempenha. bem como dos elementos que permitam ao chamado inteirar-se do ato para que é convocado e efetuar.º). este é informado da realização da diligência para.º3 do artigo 112.º2 do artigo 112. a contraprova de que se trata de telefonema oficial e verdadeiro (n. Quando for utilizada a via telefónica. estar presente (n.  a indicação do dia. deve constar:  a identificação da pessoa. salvo em caso de urgência devidamente fundamentado (n.  a menção das sanções em que incorre no caso de falta injustificada. querendo. do mandado de comparência.º e 273. inclusivamente por via telefónica. O mandado de comparência é notificado ao interessado com pelo menos três dias de antecedência.º). artigo 112.º) 58 . Convocações: diligências de inquérito: (artigos 272. a comunicação ao arguido do dia hora e local do interrogatório deve ser feita com pelo menos 24 horas de antecedência.º 3 do artigo 273). lavrando- se cota no auto quanto ao meio utilizado (cfr.

1 Regras gerais sobre notificações (artigo 113.  A convocação para aplicação de uma medida de coação ou de garantia patrimonial. cara a cara com o notificando. e tenha faltado. deve ser indicada.  A convocação de pessoa que haja já sido chamada. à pessoa a que se destina. supra referidos.  Por via postal registada. sem efeito cominatório. por meio de carta ou aviso nos casos expressamente previstos.º): Como se efetuam as notificações:  Por contacto pessoal com o notificando e no lugar em que este for encontrado. 2.  Por via postal simples.  A convocação de toda e qualquer pessoa para participar em debate instrutório ou em audiência.  Por editais e anúncios. 10.  A convocação para interrogatório ou para declarações. a que adiante nos referiremos. por meio de carta ou aviso registados. Como proceder em cada uma delas: 1. Tais atos revestem a forma de notificação visto que em qualquer dos casos. nos casos em que a lei expressamente o admitir. a finalidade da convocação ou da comunicação. Via postal registada: 59 . Contacto pessoal: Chamamos a este contacto uma notificação pessoal que é efetuada pelo funcionário de justiça ou agente policial (não pelo serviço postal). logo.

º dia útil21 posterior ao do envio (cfr.º 7 do artigo 113. 60 . Esta presume-se efetuada no 3. para no caso da alínea a). o decidido no Acórdão do STJ. — Se for impossível proceder ao depósito da carta na caixa do correio. ao serviço ou ao tribunal remetente. Procedimentos do distribuidor do serviço postal: — Deposita a carta na caixa do correio do notificando. e de seguida. resulta a necessidade do sobrescrito se fazer acompanhar de um destacável. Circular n. por carta registada expedida com PROVA DE RECEÇÃO (PR). do n.º 6 do artigo 113. com precisão. o distribuidor do serviço postal lavra nota do incidente. indicando: — a data da expedição da carta.º). Via postal simples: Procedimentos do funcionário judicial: Lavra cota no processo22. resulta a necessidade do sobrescrito se fazer acompanhar de um destacável. Das normas e procedimentos referidos nas alíneas a) e c). n.º 2 do artigo 113. Notificação a realizar através dos serviços postais. Quando o meio utilizado for esta via postal registada (carta ou aviso) de acordo com o n. tem de ser dia em que normalmente haja distribuição do correio. 3.º. Prova de depósito: Das normas e procedimentos que envolvem a notificação por via postal simples. que se denomina por “PROVA DE RECEÇÃO”.º 7 daquela disposição legal. ser lavrada nota do incidente e no caso da alínea c).º 36/2005 DGSJ. assim. — Lavra uma declaração indicando a data e confirmando o local exato desse depósito. que se denomina por 21 Sóo último dia dos três é que tem de ser útil. e — o domicílio para a qual foi enviada. a natureza da correspondência. apõe-lhe a data e envia-a de imediato ao serviço ou ao tribunal remetente.º. a identificação do tribunal ou do serviço remetente e as normas de procedimento a que se refere o n. o rosto do sobrescrito ou do aviso deve indicar. envia essa declaração de imediato. ser fornecida a identificação da pessoa a quem a carta ou o aviso foram entregues. ou seja. de 21/05/2003-Pº 02P4403 22 Que deve ser substituída pela junção do duplicado da notificação ao processo – Of. seguindo.

Via Postal Simples Sem Prova de Depósito . 24 Só o último dia dos cinco é que tem de ser útil. indicando a data e confirmando o local exato desse depósito. Face ao que dispõe o nº 10 do artigo 113.º). seguindo. ou seja. assim. considerando-se a notificação efetuada no 5. entregue ou remetido por via postal registada à secretaria onde os autos se encontrarem a correr termos nesse momento (n. desconhecidos) .“PROVA DE DEPÓSITO” (PD).º.º4 do artigo 277. Ressalvam-se as respeitantes à: 23 Contam-se segundo a regra da continuidade. Salientam-se algumas notificações possíveis por via postal simples:  Ao arguido: após a prestação de termo de identidade e residência as notificações posteriores ser-lhe-ão feitas desta forma .alínea c) do n. salvo se já tiverem sido advertidos pelo OPC.Do despacho de arquivamento sempre que o inquérito não correr contra pessoa determinada (vg.º1 do artigo 138. não importando se o 5º dia é útil ou não.º4 do artigo 277.º do Código de Processo Civil para onde nos remete o n. 61 . cominação essa que deverá constar do ato de notificação.º3 do artigo 196. as notificações do arguido.alínea d) do n. por requerimento. o decidido no Acórdão do STJ. Valoração da notificação por via postal simples: A notificação por via postal simples considera-se efetuada no 5. a fim do distribuidor do serviço postal exarar declaração. tem de ser dia em que normalmente haja distribuição do correio.  Ao denunciante com a faculdade de se constituir assistente. de 21/05/2003-Pº 02P4403.º1 do artigo 104. nos termos do disposto no n.º dia útil24 posterior à data de expedição.º dia posterior23 à data indicada na declaração lavrada pelo distribuidor do serviço postal. Advertência que deve ser feita logo que prestem declarações no inquérito. ao assistente e partes civis após estes indicarem a sua residência.º.º.  Do despacho de arquivamento do inquérito. assistente e partes civis podem ser feitas na pessoa do seu advogado.º. da acusação e da decisão instrutória ao denunciante com a faculdade de se constituir assistente e a quem tenha manifestado o propósito de deduzir pedido civil – alínea c) do n.º do CPP. seguida de advertência de que a mudança da morada indicada deve ser comunicada.º6 do artigo 145.

Existindo vários arguidos e vários assistentes permite-se a utilização do prazo que começou a correr em último lugar para a prática de determinados atos processuais expressamente previstos (cfr. são feitas por contacto pessoal.º.R. (n. será contado a partir da notificação efetuada em último lugar.  Aplicação de medida de coação e de garantia patrimonial.  Sentença. MILITARES e outros em que se preveja a sua atividade profissional por turnos ou escalas de serviço. via postal simples ou por telecópia – nº11 do artigo 113.º1 do artigo 113. Será aconselhável o uso da requisição.J.º). via postal registada.P.º).º. O funcionário público pode também ser notificado por via de requisição ao respetivo serviço.º).º Casos especiais de notificação: A notificação de pessoa que se encontre presa é requisitada ao diretor do estabelecimento prisional respetivo (n.  Designação de dia para julgamento.º1 do artigo 114. n. Dificuldades nas notificações por contacto pessoal 62 . quando outra forma não resultar da lei. parte civil) e também na pessoa do seu advogado ou defensor nomeado. outro na porta da última residência do arguido e outro nos lugares para o efeito destinados na junta de freguesia.º13 do artigo 113.º).. mediante a afixação de um edital na porta do tribunal..º  Apresentação da contestação e rol de testemunhas – artigo 315. nomeadamente:  Requerimento de abertura de instrução – artigo 287. sempre que se trate de agentes da P.N. assistente. P.  Acusação.S. caso em que o prazo para a prática do ato processual subsequente. As notificações dos advogados ou defensores.º2 do artigo 114.  Dedução do pedido de indemnização civil as quais devem ser feitas na pessoa do sujeito processual (arguido. G.  Decisão instrutória. nº 12 do artigo 113. A notificação edital é feita (nos casos em que a lei expressamente o admitir – alínea d) do n..

º. O juiz pode ordenar.º.º um regime bastante exigente quanto à justificação das faltas. a detenção de quem tiver faltado injustificadamente. a aplicação da sanção prevista no artigo 116.º 2 do artigo 116. pode ainda ser-lhe aplicada a medida de prisão preventiva. pode recorrer à colaboração da autoridade policial mais próxima do local. do local onde o faltoso pode ser encontrado e a duração previsível do impedimento e dos elementos de prova. caso em que os elementos de prova podem ser apresentado até ao 3º dia útil seguinte. A tramitação de todo este processado poderá ser efetuada em separado – n.  Se for previsível: deve a falta ser comunicada com cinco dias de antecedência. caso estejam reunidos os demais condicionalismos.º 2 do artigo 117. No n. com a indicação do respetivo motivo. se esta for legalmente admissível – n. Consequências da falta injustificada de pessoa que se encontre regularmente notificada As faltas injustificadas de comparência de pessoas que tenham sido notificadas. são estabelecidos os impedimentos previsíveis e imprevisíveis. 63 . as quais são primordialmente justificadas de forma antecipada.º. Tratando-se de arguido. que deverá ser requisitada para o efeito – artigo 115.º. pelo tempo indispensável à realização da diligência. Dos prazos para justificação de faltas a atos processuais penais Estabelece o artigo 117.  se for imprevisível: no dia e hora designados para a prática do ato.º4 do artigo 116. implica para os faltosos o pagamento de uma soma entre 2 a 10 UCs (Unidades de Conta) – n. Não podem ser indicadas mais de 3 testemunhas.º. oficiosamente ou a requerimento. Havendo dificuldades por parte do funcionário de justiça em cumprir um mandado ou efetuar uma notificação.º1 do artigo 116. Faltando a diligência pessoa regularmente notificada deverá ser lavrado auto de não comparência que irá documentar a falta e permitir.º.

25 .Após o trânsito. NULIDADES E IRREGULARIDADES O ato pode ser praticado e não ser válido: ou porque se não obedeceu aos formalismos exigidos por lei ou porque. foi praticado por entidade incompetente. com o acréscimo de 50%. 11. e aguardar o trânsito em julgado25 já que é passível de recurso nos termos da al. proceder à notificação nos termos do artigo 28.º do RCP. para no prazo de 10 dias efetuar o pagamento da multa com a advertência de que transitará para a conta final acrescido de 50%.º1 do artigo 401.º do RCP) em caso de recurso deduzido autonomamente. caso a mesma.Não tendo sido paga a multa. não seja paga. No processo penal temos dois tipos de sanções sobre o ato inválido ou que enferma de vícios: a nulidade e a irregularidade.º3 do artigo 28. 64 .  .10. obedecendo.ºdo RCP. independentemente de beneficiar de isenção de custas ou de apoio judiciário.2 Falta injustificada de comparecimento • FALTA INJUSTIFICADA de comparecimento COMO PROCEDER  . Prazo de 15 dias (nº 6 do artigo 27.º  .( por meio de carta registada) com o envio da guia/DUC. ao faltoso. d) do n. nos termos do n. a quantia transita para a conta de custas.Notificação do despacho.

º As nulidades devem ser arguidas nos prazos referidos no nº 3 do artigo 120. 2. Constituem nulidades dependentes de arguição. 3 e 4 do artigo 103.Nos casos em que lei não cominar a nulidade. Nulidades dependentes de arguição (artigo 120. As nulidades insanáveis devem ser oficiosamente declaradas em qualquer fase do procedimento. tanto escritos como orais – n.” Nulidades insanáveis (artigo 119. 3.  a falta de nomeação de intérprete nos casos em que a lei considerar a nomeação obrigatória. Refere-se.º. a ausência do arguido ou do seu defensor.  a não utilização da língua portuguesa nos atos processuais.º) Nulidades insanáveis são aquelas que não podem ser corrigidas ou sanadas e por isso obrigam à repetição do ato.  a falta da advertência do direito de recusa a depor como testemunhas a parentes e afins do arguido .º e que devem ser arguidas estando sujeitas à disciplina dos artigos 120. “Princípio da legalidade – artigo 118.º. nos casos em que a lei exigir a sua presença.º As nulidades podem ficar sanadas em determinados casos – v. por falta de notificação do assistente e das partes civis. o ato é irregular. nos casos em que a lei exigir a sua comparência.º 1 do artigo 92.nº 2 do artigo 134. a título de exemplo.As disposições do presente título não prejudicam as normas deste Código relativas à proibição de prova.º) Nulidades diversas das referidas no artigo 119.º.  as declarações do arguido prestadas para além dos limites dos nºs.º 65 .º e 121. entre outras:  a ausência. artigo 121.º 1-A violação ou a inobservância das disposições da lei do processo penal só determina a nulidade do ato quando esta for expressamente cominada na lei.

artigo 123. quando ela puder afetar o valor do ato praticado. constituem igualmente objeto da prova os factos relevantes para a determinação da responsabilidade civil. ofensa da integridade física ou moral das pessoas. da capacidade de memória ou de avaliação. mediante: a) Perturbação da liberdade de vontade ou de decisão através de maus tratos. a punibilidade ou não punibilidade do arguido e a determinação da pena ou da medida de segurança aplicáveis. Constituem objeto da prova todos os factos juridicamente relevantes para a existência ou inexistência do crime. se a este não tiverem assistido.São ofensivas da integridade física ou moral das pessoas as provas obtidas. c) Utilização da força.) A prova é a demonstração da realidade dos factos. fora dos casos e dos limites permitidos pela lei. hipnose ou utilização de meios cruéis ou enganosos.Qualquer irregularidade do processo só determina a invalidade do ato a que se refere e dos termos subsequentes que possa afetar quando tiver sido arguida pelos interessados no próprio ato ou.º 1 . no momento em que da mesma se tomar conhecimento.São nulas. nos três dias seguintes a contar daquele em que tiverem sido notificados para qualquer termo do processo ou intervindo em algum ato nele praticado. ofensas corporais. as provas obtidas mediante tortura.” 12. “Métodos proibidos de prova – artigo 126. Se tiver lugar pedido civil. coação ou. mesmo que com consentimento delas. em geral. não podendo ser utilizadas. 66 . 2 .Pode ordenar-se oficiosamente a reparação de qualquer irregularidade. por qualquer meio. administração de meios de qualquer natureza. DA PROVA (artigos 124.º e segs. 2 .º 1 .Irregularidades Irregularidades . b) Perturbação.

no domicílio. Provas admissíveis em processo penal: 12. 3 . são igualmente nulas. as provas obtidas mediante intromissão na vida privada. não podendo ser utilizadas. mas também a sua recusa injustificada dão lugar a responsabilidade criminal (artigo 360." 67 .1 Dos meios de prova Os meios de prova são instrumentos ou atividades pelos quais os elementos de prova são introduzidos no processo.1. podem aquelas ser utilizadas com o fim exclusivo de proceder contra os agentes do mesmo. se a testemunha não for menor de 16 anos.Se o uso dos métodos de obtenção de provas previstos neste artigo constituir crime.º e segs." Os peritos e os intérpretes prestam. e) Promessa de vantagem legalmente inadmissível.1 Prova testemunhal (artigo 128. na correspondência ou nas telecomunicações sem o consentimento do respectivo titular. bem assim.” 12.Ressalvados os casos previstos na lei.) As testemunhas são inquiridas sobre factos de que possuam conhecimento direto e que constituam objeto da prova. dizer toda a verdade e só a verdade. 4 . O depoimento constitui uma verdadeira obrigação de carácter público. As testemunhas prestam o seguinte juramento: "Juro por minha honra.º do Código Penal). d) Ameaça com medida legalmente inadmissível e. em qualquer fase do processo. com denegação ou condicionamento da obtenção de benefício legalmente previsto. o seguinte compromisso: "Comprometo-me por minha honra. Não só a falta de verdade. desempenhar fielmente as funções que me são confiadas.

converter-se em arguido. A testemunha não é obrigada a responder a perguntas quando alegar que das respostas resulta a sua responsabilização penal. respetivamente:  Os menores de 16 anos. Trata-se de um regime indispensável para preservar certas testemunhas – por exemplo.º.º e 132. a sua residência. A prestação de declarações pelo assistente e pelas partes civis não é precedida de juramento (n. Quem está impedido de depor como testemunha (artigo 133.º.º) Como deveres das testemunhas.º da Constituição da República Portuguesa e considerando que uma testemunha pode. este advogado não pode ser o já nomeado ou constituído por arguido no processo. O juramento é prestado perante a autoridade judiciária competente e o compromisso é prestado perante a autoridade judiciária ou a autoridade de polícia criminal competente. admite-se que ela se faça acompanhar de advogado.º 2 do artigo 20.º 3 do artigo 132.  Os peritos e os intérpretes que forem funcionários públicos e intervierem no exercício das suas funções. estão obrigadas a dizer a verdade (alínea d) do referido artigo 132. Deveres das testemunhas no processo (artigo 132. Tendo em conta o disposto no n.º). Para efeitos de notificação permite-se que as testemunhas indiquem. a qualquer momento. Não prestam o juramento e o compromisso referidos.º). membros de serviços e forças de segurança – de eventuais constrangimentos e retaliações. através de convocação ou notificação (cfr. Apesar de não prestarem juramento quando ouvidas por funcionários.º) 68 . artigos 112. recai em primeiro lugar a obrigação de comparência. Pressuposto de tal obrigação é o seu chamamento legítimo.º4 do artigo 145.º) pelo que devem ser advertidas. 113. que a informa dos direitos que lhe assistem. o seu local de trabalho ou outro domicílio à sua escolha – n.

pais dos sogros. sogro. mesmo que já condenados por sentença transitada em julgado. os adotantes. Os arguidos de um mesmo crime ou de um crime conexo. Afinidade é o vínculo que liga cada um dos cônjuges aos parentes do outro – artigo 1584. em relação às perícias que tiverem realizado. genro. Aos assistentes e partes civis podem ser tomadas declarações (artigo 145. cônjuges dos netos.º do Código Civil.º 2). sogra. os membros de instituições de crédito e as demais pessoas a quem a lei permitir ou impuser que guardem segredo profissional. Os assistentes. o arguido e os coarguidos no mesmo processo ou em processos conexos. só podem depor como testemunhas se nisso expressamente consentirem (n. Podem pedir a escusa de depor como testemunhas os ministros de religião ou confissão religiosa. os adotados e o cônjuge do arguido. artigo 133. os advogados.º). durante o casamento ou a coabitação. nora.º 2 do artigo 134. Estão igualmente impedidos de depor como testemunha os peritos. irmãos. Nos termos do n. ascendentes. as partes civis. O direito de se recusar a depor como testemunha abrange também as situações de convivência em condições análogas às dos cônjuges entre pessoas do mesmo sexo. Esta advertência tem de ficar consignada no auto (ou ata). a entidade competente para receber o depoimento incluindo as autoridades e órgãos de polícia criminal tem a obrigação de advertir o depoente da sua faculdade de recusa. os médicos. os afins até ao 2.º). relativamente a factos ocorridos durante o casamento ou a coabitação) gozam da faculdade de se recusarem a depor como testemunhas.º. a requerimento seu ou do arguido ou sempre que a autoridade judiciária competente achar conveniente. ou quem com ele conviver ou tiver convivido em condições análogas às dos cônjuges.º grau26. enteados.º) Os que se encontram numa relação de parentesco com o arguido (descendentes. 69 . filhos dos enteados. enquanto mantiverem aquela qualidade (cfr. Quem se pode recusar a depor como testemunha (artigo 134. os jornalistas. 26 Afins até ao 2º grau: cunhado.

b) n. ou de ambas. quando a sua vida.º1 do artigo 138. faz-se menção e junta-se ao processo (n. o prazo de recurso das decisões previstas no presente diploma. • Se a testemunha apresentar objeto ou documento que puder servir de prova.º.º227/2009. • Prestar juramento perante autoridade judiciária ( Mº Pº. de 03/09). com a distorção da imagem ou da voz.ºs 4). de modo a evitar-se o reconhecimento da testemunha. o qual sobe de imediato e em separado – artigo 3º da Lei 93/99. assistente. de 14/07 (alterada pelas Leis nos 29/2008.º.º3). ou de ambas. previamente. INQUIRIÇÃO (artigo 138.º) • Carácter pessoal do depoimento.artigo 18.º 190/2003.º 93/99. a testemunha.º2). O tribunal pode decidir que a prestação de declarações ou de depoimento decorra com ocultação da imagem ou com distorção da voz. que não pode ser feito por intermédio de procurador (n. regulada pelo DL n. de 14/07. JIC e Juiz) – cfr. n.º1 do artigo 132.ºe al.º e 6.º O processo complementar de não revelação de identidade é urgente.º É admissível o recurso à teleconferência. a requerimento do Ministério Público.º5) Lei de Proteção de Testemunhas A Lei n. • Proibição de perguntas sugestivas ou impertinentes (n.º1 do REGRAS DA artigo 132. É reduzido a metade. integridade física ou psíquica. partes civis e outras testemunhas (n. liberdade ou bens patrimoniais de valor consideravelmente elevado sejam postos em perigo por causa do seu contributo para a prova dos factos que constituem objeto do processo (n.º (Não dispensa a leitura do diploma) 70 . regula a aplicação de medidas para proteção de testemunhas e outras pessoas que lhe sejam próximas. do dever de verdade – al. de 04/07.ºs 1 e 3 do artigo 91. e 42/2010. d) n.os 1 e 2 do artigo 1º). separado e secreto ao qual apenas tem acesso o juiz de instrução e quem ele autorizar . • Se conveniente exibição de peças do processo (n. • Identificação da testemunha e as suas relações de parentesco e de interesse com o arguido. do arguido ou da testemunha – artigos 5. • Se prestado depoimento perante oficial de justiça advertir. de modo a evitar-se o reconhecimento da testemunha – nº 1 do artigo 4.º). de 14/09). de 22/08 (alterado pelo DL n.

data de nascimento.al.º.º.os 2 e 3 do artigo 140. Durante o interrogatório.º4 do artigo 141.1.º. abstêm-se de qualquer interferência podendo o juiz permitir que suscitem pedidos de esclarecimento das respostas dadas pelo arguido.º e não presta juramento em caso algum – n. b) do n. Findo o interrogatório podem requerer ao juiz que formule ao arguido perguntas relevantes para a descoberta da verdade.º e 138.12.º1 do artigo 141. deve encontrar-se livre na sua pessoa. salvo se forem necessárias cautelas para prevenir o perigo de fuga ou de atos violentos – n. 21 e segs.º. filiação. a não ser que por razões de segurança o arguido deva ser guardado à vista n. Deverá ser advertido que a falta de respostas a estas perguntas ou a falsidade das respostas o pode fazer incorrer em responsabilidade penal. residência.2 Declarações do arguido Sempre que o arguido prestar declarações. O interrogatório é feito exclusivamente pelo juiz.º1 do artigo 61. com assistência do Mº Pº. do defensor e estando presente o funcionário de justiça.º 27. sem prejuízo do direito de arguir nulidades.º) O arguido detido que não deva ser de imediato julgado é interrogado pelo juiz de instrução no prazo máximo de 48 horas após a detenção. o Mº Pº e o defensor. O arguido será informado dos direitos constantes do n. profissão. freguesia e concelho de naturalidade. ainda que se encontre detido ou preso. 71 . O arguido presta declarações nos termos dos artigos 128. logo que for presente com a indicação dos motivos da detenção e das provas que a fundamentam – n.º 2 do artigo 141. estado civil. Ao arguido é perguntado pelo seu nome. Não é admitida a presença de qualquer outra pessoa.º1 do artigo 140.º. E advertido de que. local de trabalho. Primeiro interrogatório judicial de arguido detido (artigo 141. as declarações que prestar podem ser futuramente utilizadas no processo embora sujeitas ao princípio da livre apreciação da prova . 27 Ver pag. se não exercer o seu direito ao silêncio.

logo.1. No inquérito. através de registo áudio ou audiovisual. em regra. só sendo permitida a utilização de outros meios.º.º a 144. obedecendo. os interrogatórios podem ser efetuados por órgão de polícia criminal. Outros interrogatórios (artigo 144. 72 . no qual tenha havido delegação de competências. às disposições dos artigos 140.º 7 do artigo 141. ficando a constar do auto. devem ser consignados no auto o início e o termo da gravação de cada declaração. Tendo sido utilizado o registo áudio ou audiovisual. em tudo o que for aplicável. 12. devendo ser seguida a mesma forma de documentação prevista no n.º). sem possibilidade de posterior utilização em julgamento.  utilidade da diligência para a descoberta da verdade. O interrogatório do arguido é efetuado. sendo esta prova sempre reduzida a auto (ata). A acareação tanto pode ter lugar a requerimento dos sujeitos processuais interessados. São dois os pressupostos objetivos da acareação:  contradição de declarações. quando aqueles não estiverem disponíveis. oficiosamente (n.º3 do artigo 146.º) Os subsequentes interrogatórios de arguido preso e de arguido em liberdade são feitos no inquérito pelo Mº Pº e na instrução pelo respetivo juiz. neste caso.3 Prova por acareação (artigo 146.º (através de registo áudio ou audiovisual).º) A acareação consiste num confronto (cara a cara) entre pessoas já ouvidas. como se pode dar por iniciativa da autoridade judiciária. embora.

da coisa furtada) .º e 148. 148.1. científicos ou artísticos. não têm valor como meio de prova.1.1. ou quando tal não seja possível. exige-se despacho do juiz uma vez que estão em causa atos relativos a direitos fundamentais que só ele pode praticar. bem como a indicação da instituição.g.º 4 do artigo 32.º 3 do artigo 154. A perícia é realizada em estabelecimento. por força do n. de determinada maneira. A perícia é ordenada oficiosamente ou a requerimento. laboratório ou o nome dos peritos que realizarão a perícia.5 Reconstituição do facto (artigo 150.artigos 147. 149. sempre que eventuais alterações processuais modifiquem a pertinência do pedido.º) A prova pericial tem lugar quando a perceção ou a apreciação dos factos exigir conhecimentos técnicos.º. por despacho da autoridade judiciária. A autoridade judiciária deve transmitir toda a informação necessária à realização da perícia. que não obedeçam ao disposto nestes artigos.4 Prova por reconhecimento (artigos 147.º). Nestes termos. ou ainda por pessoa de honorabilidade e de reconhecida competência na matéria – artigo 152.º a 163.6 Prova pericial (artigos 151.g.º) A reconstituição do facto é o meio de prova mediante o qual se verifica diretamente se um facto pode ter acontecido ou não. Nas perícias sobre características físicas ou psíquicas de pessoas que não consintam na sua realização.º da Constituição (n. 12. 12.º) O reconhecimento é o meio de prova mediante o qual se procede à identificação de uma pessoa ou de um objeto. 73 . bem como a sua atualização superveniente. por perito nomeado de entre as listas de peritos existentes na comarca. o reconhecimento pode ser pessoal (v. laboratório ou serviço oficial. contendo a indicação do objeto da perícia e os quesitos a que os peritos devem responder. autor de um furto) ou real (v. As perícias podem ainda ser realizadas por entidades terceiras que para tanto tenham sido contratadas por quem as tivesse de realizar – artigo 160º.º.º Anote-se que os reconhecimentos de pessoas ou de objetos.º.12.A.

ao assistente e às partes civis.º Perícia sobre a personalidade – artigo 160.º Destruição de objetos Se os peritos para procederem à perícia. alterar ou comprometer gravemente a integridade de qualquer objeto.º e 158. consoante os casos.º). 74 . tratando-se de documento. O despacho é notificado ao Mº Pº. Remuneração do Perito (artigo 162. laboratórios ou serviços oficiais são ouvidos por teleconferência a partir do seu local de trabalho (n.º). os peritos dos estabelecimentos. a remuneração ao perito é fixada pela autoridade judiciária de acordo com a Tabela IV. do RCP. Finda a perícia.º 4 do artigo 156. As diligências ou esclarecimentos requeridos pelos peritos devem ser praticadas ou fornecidos.º). os peritos procedem à elaboração do respetivo relatório que pode ser ditado para o auto. fica a sua fotocópia. a sua fotografia. Sempre que seja tecnicamente possível. Concedida a autorização. com a antecedência mínima de três dias sobre a data indicada para a realização da perícia (n. sempre que possível. fica nos autos a discrição exata do objeto e. no prazo máximo de 5 dias (n. quando este não for o seu autor. A autoridade judiciária pode convocar os peritos para prestarem esclarecimentos complementares ou determinar que seja realizada nova perícia ou renovada a perícia anterior a cargo de outro ou outros peritos (artigos 157.º 2 do artigo 158.º) Sempre que a perícia for feita em estabelecimento ou por perito não oficial. Perícias médico-legais – artigo 159.º). precisarem de destruir. ao arguido. devidamente conferida – artigo 161. O despacho do juiz deve ponderar a necessidade de realização da perícia tendo em conta o direito à integridade pessoal e à reserva da intimidade do visado.º 4 do artigo 154. pedem autorização para tal à entidade que tiver ordenado a perícia.º.

12. nomeadamente.º a 170. lugares e coisas podem ser objeto de exame com vista à recolha de vestígios resultantes do crime e todos os indícios relativos ao modo como e ao lugar onde foi praticado.) São instrumentos utilizados pelos órgãos de polícia criminal e pela autoridade judiciária no sentido da recolha e manutenção dos indícios e vestígios do crime. está prevista nos artigos 165. Será feita oficiosamente ou a requerimento. Ninguém se pode eximir ou obstar a qualquer exame devido ou de facultar a coisa a ser examinada (artigo 172.º e segs. entendendo-se por tal a declaração.1.º) É admissível prova por documento.º). O documento deve ser junto no decurso do inquérito ou da instrução ou não sendo possível até ao encerramento da audiência.7 Prova documental (artigo 164. sinal ou notação corporizada em escrito ou qualquer outro meio técnico. Como se obtém a prova: As pessoas. A tramitação desta prova. O Código de Processo Penal estabelece os seguintes meios de obtenção da prova:  Exames (artigo 171. o trânsito e entrada de pessoas estranhas no local do crime ou quaisquer outros atos que possam prejudicar a descoberta da verdade (artigo 171.º) 75 .2 Meios de obtenção da prova (artigo 171.º). Imediatamente a seguir à notícia da prática de um crime. são tomadas todas as providências para que os vestígios não desapareçam ou se não alterem.º 12. às pessoas que o cometeram ou sobre as quais foi cometido. o seu valor probatório e a possibilidade da sua reprodução mecânica. Qualquer que seja o momento em que a junção de documento se dê. fica sempre garantida a possibilidade de o contraditar (artigo 165.º)  Revistas e buscas (artigo 174. se para tanto for necessário.º). proibindo-se.

lucro. no prazo máximo de 72 horas – n. podendo incidir sobre pessoas. As apreensões efetuadas por órgão de polícia criminal são sujeitos a validação pela autoridade judiciária. percecionam diretamente elementos úteis para a reconstituição dos factos e descoberta da verdade.2.º1 do artigo 28 177. preço ou recompensa. 28 Nulidades – artigos 119. O exame é um meio de obtenção de prova que visa a deteção de vestígios e não supõe a existência de especiais conhecimentos técnicos.º) 12. A perícia é um meio de prova.º 12. os órgãos de polícia criminal ou o perito.3 Apreensões São apreendidos os objetos que tiverem servido ou estiverem destinados a servir a prática de um crime. visa a avaliação dos vestígios e supõe necessariamente a exigência de conhecimentos técnicos. A busca consiste na procura de objetos que devam ser apreendidos.1 Exames É o meio de obtenção da prova através do qual a autoridade judiciária.º e 176. As revistas e as buscas estão sujeitas às formalidades prescritas nos artigos 175.º. 76 .º.2. científicos ou artísticos. e bem assim todos os objetos que tiverem sido deixados pelo agente no local do crime ou quaisquer outros suscetíveis de servir a prova. sob pena de nulidade – n.2. 12.º 5 do artigo 178. O exame distingue-se da prova pericial. científicos ou artísticos. os que constituírem o seu produto. só pode ser ordenada ou autorizada pelo juiz e efetuada entre as 7 e as 21 horas.º e 120.  Das apreensões (artigo 178.º CPP. e se encontrem em lugar reservado ou não livremente acessível ao público. A busca em casa habitada ou numa sua dependência fechada. lugares ou coisas.º)  Das escutas telefónicas (artigo 187.2 Revistas e buscas A revista consiste na procura de um objeto no corpo ou na esfera de custódia de uma determinada pessoa.

alargou-se a abrangência do preceito a coisas sem valor e a coisas cuja utilização implique perda de valor ou qualidades prevendo-se a hipótese da(s):  sua venda. Elabora-se o seguinte esquema: 77 .º4 do artigo 186. os objetos consideram-se perdidos a favor do Estado (n. Decorrido 1 ano após aquela notificação.º3 do artigo 186.  afetação a finalidade pública ou socialmente útil.º). O produto apurado reverte para o Estado após a dedução das despesas resultantes da guarda. Os objetos apreendidos devem ser registados na “Gestão do Objetos” do programa Citius. venda e demais encargos com esta. Restituição de objetos apreendidos: Prevê-se a notificação dos interessados para procederem ao levantamento dos objetos em 90 dias. No artigo 185. Civil). Salvo disposição legal em contrário.º e segs. C. P.º. conservação. de entre as previstas na lei processual civil (artigo 811. a autoridade judiciária determinará qual a forma a que deve obedecer a venda.  medidas de conservação ou manutenção necessárias ou  destruição imediata.º). findos os quais passam a suportar os custos do depósito dos mesmos (n.

sendo o juiz a decidir sobre a perda dos objetos a favor do Estado (al. 29 Neste caso é competente o Mmo.º Após um ano: (a contar da notificação para levantamento) Perda a favor do Estado A decisão sobre o destino de objetos apreendidos pode ser tomada em vários momentos. in fine do artigo 186.  Quando o Mº Pº arquiva o Inquérito e não for requerida a abertura de instrução29. CONSULTAR:  Circular n.º). utilização. Trânsito em julgado da decisão que determina a entrega Notificação das pessoas a quem devam ser restituídos os objetos Objeto s Prazo de levantamento apreen 90 dias Findo o prazo de 90 dias Artigo (passam a suportar custos do depósito) 186.  DL n.º 2.º 11/2007.Veículos apreendidos em Inquérito.º 78 .06.  No despacho de não pronúncia. de 19/01 – Regime jurídico da avaliação.02-Produtos Estupefacientes  Circular n. nomeadamente:  Logo que se tornar desnecessário manter a apreensão para efeito de prova. sendo o JIC a decidir sobre a perda.º 3/2008-PGR de 21. e  Circulares nos 41/2005 e 52/2008 da DGAJ.º1 do artigo 268.º3 do artigo 374.  Na sentença final. alienação e indemnização de bens apreendidos pelos órgãos de polícia criminal.º e n. JIC para decidir sobre a perda de objetos a favor do Estado (cfr. alínea e) do n. c) do n.º 4/2005 da PGR de 29.

ou o funcionário por ele designado.Bens declarados perdidos a favor do Estado Procedimentos no que respeita aos objetos apreendidos à ordem de processos criminais e que. a data do despacho bem como o número do registo de depósito dos objetos. cuja informação deverá ser prestada pelo responsável da secção de processos. solicitando que este acuse a receção. entregar ou expedir certidão ao secretário de justiça. a qual poderá ser do seguinte modelo: 79 . por ordem do juiz titular do processo. é promovido pelo Ministério Público e exige a intervenção do juiz”. respeitando a antecedência considerada necessária.cfr. deverá o escrivão de direito ou o técnico de justiça principal. de 03. será então organizado um PROCESSO ADMINISTRATIVO. jogo ou outros). Entendemos que.2007: “ A venda de bens declarados perdidos a favor do Estado é feita em processo administrativo que corre pela secção central.Ac. com identificação precisa dos objetos. Nas situações em que haja de proceder à entrega física dos objetos. o qual correrá os seus trâmites na Unidade Central. a fim de constar dos autos como prova. após o trânsito em julgado da sentença (ou do despacho) que declarar perdidos objetos com valor venal a favor do Estado.10. e visando a sua eventual venda. for proferida decisão judicial de perdimento dos objetos apreendidos. bastará o termo nos autos. em cada processo individualmente considerado. sem necessidade de entrega desses mesmos objetos ao secretário ao qual devem ser apenas entregues objetos vendáveis. Logo que. elaborará uma lista de objetos a que se reportam as certidões que lhe forem sendo entregues ao longo do tempo. a sua proveniência processual (processo de droga. tudo com base no(s) critério(s) previamente fixados pelo Juiz. sendo este desencadeado sempre que o juiz competente o entender . Para se determinar qual o destino a dar aos objetos declarados perdidos para o Estado. por decisão judicial transitada em julgado. os objetos sem valor venal podem ser destruídos. venham a ser declarados perdidos a favor do Estado. Rel Porto Nº 1999/07. O secretário de justiça.

n. 80 . do artigo 185. A solução é enviar o dinheiro para o Banco Central do País a que respeita a moeda30 solicitando a troca para Euros e a transferência para a conta X……do Tribunal. de entre as previstas na lei processual civil (cfr. O Banco de Portugal não faz a conversão. decidirá sobre a modalidade e oportunidade da venda. Quanto ao destino a dar à receita arrecadada na venda. deverá ter-se em consideração a dedução das despesas resultantes da guarda. jogo ou outros): Data do despacho final: Elaborada a lista. Caso o montante seja elevado aconselha-se a que seja o valor declarado.º 3 do artigo 185. florins neerlandeses. Destino das receitas e de outras quantias 1.º). apreciando. será esta apresentada ao juiz competente que. designadamente sobre o valor venal e a forma a que a mesma deve obedecer.º 2. conservação e venda. etc.Por carta registada. NOTA: Como proceder Caso haja notas de pesetas. RELAÇÃO DOS OBJETOS PERDIDOS A FAVOR DO ESTADO N.º PROC: Descrição do objeto: Valor venal: Tipo de crimes (droga. e como vem referido no n. francos.º. Bens declarados perdidos a favor do Estado 30 .

de 2/12 Lei do Jogo Ilegal 100% Turismo de Portugal NIF – 508 666 236 NIB .º15/93. n. I. 32 Com a publicação do DL n.).º 5 do artigo 29. 33 .º 6. P. Receitas provenientes de processos da Lei n.º 17/2012 0781 0112 0000 0006 8450 3 ex vi al. restantes 50% – al. a) n.L.º 15/93.a) n.º 5.º 17/2012.º 39.N.L. Receitas provenientes de processos do DL n. NIF 600 084 884 20% dos Instituto Gestão Financeira e Criado o campo de registo no SICJ restantes 50% Equipamentos da Justiça33 (IGFEJ.º 1 do art. 81 . foi criado o SICAD (Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências) e extinto o IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência). n.º do D.º 14/2011.º1 art. de 25/01. de 22/01 Lei da Droga 50% Fundo para a Modernização da Criado o Fundo no SICJ Justiça31 32 80% dos SICAD NIB.º 422/89.º do DL n.0781 0112 0000 0006 3231 7 31 Alínea e) do n.º do DL nº 215/2012.º2 art.º do D.

3.º do C. mediante despacho prévio do juiz e. E. devem ser remetidas para a: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.P.Suspensão Provisória do Processo . bem como as cauções que revertam para o Estado. designadamente. Seguidamente dar-se-á baixa da liquidação a qual será posteriormente confirmada pelo secretário de justiça. Para o efeito. 2.2.P. dever-se-á detalhar a informação. sendo que em sede de observações.º 1 do art. Penal. 2.Caução As quantias entregues ao Estado a título de injunção a que se refere a al. 35 . nos termos do n. Penal. I.º do DL n. no que tange à natureza da verba.º 5.º 5 do artigo 29. 82 . P. 12. Dinheiro entregue ao Estado . limitadas aos casos previstos nas alíneas a) a 34 . P.). de 25/01. deve-se proceder da seguinte forma: 1. Abrir o campo “Estado” e colocar o montante no campo “Receita do Estado”.º do DL nº 215/2012.E. Elaborar uma Liquidação/Conta crime e no campo “Pagamentos”. que consiste na interceção e na gravação de conversações ou comunicações telefónicas ou das transmitidas por outro meio técnico diferente do telefone.º 2 do artigo 208. Receitas provenientes de processos que não tenham destino especial 50% Fundo para a Modernização da Criado o campo de registo no SICJ Justiça34 50% Instituto Gestão Financeira e Criado o campo de registo no SICJ Equipamentos da Justiça 35 – (IGFEJ. – IGCP.º 2 do artigo 281. I.º do C.4 Escutas telefónicas Trata-se de um meio de obtenção da prova. P. c) do n. Alínea e) do n. N.º 14/2011.

no prazo de 48 horas. Os requisitos de admissibilidade (187. – artigo 188. gravações de conversações ou comunicações. são estabelecidos sob pena de nulidade. renovável por períodos sujeitos ao mesmo limite (3 meses) (caso continuem a verificar-se os respetivos requisitos de admissibilidade) (n. a prova seria.º6 do artigo 187. de outra forma. O Mº Pº leva ao conhecimento do juiz os elementos referidos. vale por um prazo máximo de 3 meses.º O órgão de polícia criminal que efetuar a interceção e a gravação lavra auto e elabora relatório no qual indica as passagens relevantes para a prova que. requerimento do Mº Pº. invocando critérios de estado de necessidade probatória (“. artigo 187.º 13. desde que haja razões para crer que a diligência se revelará de grande interesse para a descoberta da verdade ou para a prova.  intermediários e vítimas (neste caso.. juntamente com os correspondentes suportes técnicos. O âmbito de pessoas que podem ser sujeitas a escutas é circunscrito a:  suspeitos. 83 . DAS MEDIDAS DE COAÇÃO São restrições às liberdades das pessoas em função de exigências processuais de natureza cautelar.º).  arguidos. mediante o consentimento efetivo ou presumido) n.º Confina-se este meio de obtenção de prova à fase de inquérito e exige-se. de 15 em 15 dias a partir do início de cada interceção efetuada no processo. que ficará sempre sujeito a despacho fundamentado do juiz. leva ao conhecimento do Mº Pº.º 1 do artigo 187. de forma (188.g) do n. de forma expressa. cfr.º A autorização judicial das interceções..º) e de extensão.º4 do artigo 187.º.º. nos termos do artigo 190. impossível ou muito difícil de obter).

devendo sempre que possível e conveniente ser ouvido o arguido e pode ter lugar no 1. de função. de atividade e de direitos Proibição e imposição de condutas Obrigação de permanência na habitação Prisão preventiva Despacho de aplicação e sua notificação (artigo 194. devem ser adequadas às exigências cautelares que o caso requerer e proporcionais à gravidade do crime e às sanções que previsivelmente venham a ser aplicadas (artigo 193. ESPÉCIES DE MEDIDAS MEDIDAS DE MEDIDAS DE GARANTIA COAÇÃO PATRIMONIAL Termo de identidade e Caução residência económica Caução Obrigação de Arresto apresentação preventivo periódica Suspensão do exercício de profissão. As medidas de coação e de garantia patrimonial a aplicar em concreto.º).º interrogatório judicial.º) Excetuando o TIR. A prisão preventiva e a obrigação de permanência na habitação só podem ser aplicadas quando se revelarem inadequadas ou insuficientes as restantes medidas de coação. 84 . as medidas de coação e de garantia patrimonial são aplicadas por despacho do juiz.

Quando não for possível o envio eletrónico ou o despacho respetivo esteja sujeito a segredo de justiça.º 280/2013. por via eletrónica.” Para além dos requisitos especiais previstos para cada medida de coação. são aqui fixadas condições em relação a qualquer das medidas legalmente previstas.º Requisitos gerais de aplicação das medidas de coação Nenhuma medida de coação com exceção do TIR. a parente ou a pessoa da sua confiança (cfr n. conjuntamente com os requisitos especiais de cada uma das medidas de coação.º). para que. sob pena de nulidade. Durante o inquérito. tudo nos termos do artigo 35.º10 do artigo 194. da requerida pelo Mº Pº. de que este continue a atividade criminosa ou perturbe gravemente a ordem e a tranquilidade públicas. o despacho é comunicado de imediato ao defensor e. perigo para a aquisição. pode ser aplicada se em concreto se não verificar uma das seguintes condições: a) Fuga ou perigo de fuga. ou c) Perigo. A prisão preventiva ou o internamento preventivo são comunicados ao tribunal de execução das penas e aos serviços prisionais. ainda que mais grave. excetuada a do termo de identidade e residência. O despacho de aplicação de medida de coação é notificado ao arguido e dele constam a enunciação dos motivos de facto da decisão e a advertência das consequências do incumprimento das obrigações impostas. em razão da natureza e das circunstâncias do crime ou da personalidade do arguido. Os requisitos gerais atrás enunciados não necessitam de ser cumulativos para se aplicar a medida de coação. Sendo a medida de coação aplicada a prisão preventiva. conservação ou veracidade da prova. exige-se que haja perigo de que a ordem e a tranquilidade públicas sejam gravemente perturbadas e imputáveis ao arguido. 85 . de 26/08. “Artigo 204.º da Portaria n. bastando que se verifique um deles. o envio é feito em suporte físico. Mas já não pode aplicar medida de garantia patrimonial mais grave do que a requerida pelo Mº Pº. nomeadamente. b) Perigo de perturbação do decurso do inquérito ou da instrução do processo e. sempre que o arguido o pretenda. Nomeadamente. esta possa ser aplicada. o juiz pode aplicar medida de coação diversa.

º (36). em caso de condenação.Do termo deve constar que àquele foi dado conhecimento: a) Da obrigação de comparecer perante a autoridade competente ou de se manter à disposição dela sempre que a lei o obrigar ou para tal for devidamente notificado.1 Termo de Identidade e Residência “Artigo 196. pode impor outra ou outras medidas de coação previstas neste Código e admissíveis no caso – nº 1 do artigo 203. Sendo constituída arguida pessoa coletiva ou equiparada.º 86 . o juiz. 2 . c) De que as posteriores notificações serão feitas por via postal simples para a morada indicada no nº.º.º 13.º Termo de identidade e residência 1 . Em caso de violação das obrigações impostas por aplicação de uma medida de coação. o local do trabalho ou outro domicílio à sua escolha.A autoridade judiciária ou o órgão de polícia criminal sujeitam a termo de identidade e residência lavrado no processo todo aquele que for constituído arguido ainda que já tenha sido identificado nos termos do artigo 250. exceto se o arguido comunicar uma outra.Para efeito de ser notificado por via postal simples.º o arguido indica a sua residência. através de requerimento entregue ou remetido por via postal registada à secretaria onde os autos se encontrarem a correr nesse momento.2. d) De que o incumprimento do disposto nas alíneas anteriores legitima a sua representação por defensor em todos os ato processuais nos quais tenha o direito ou o dever de estar presente e bem assim a realização da audiência na sua ausência nos termos do artigo 333. podendo ser aplicada por autoridade judiciária (Mº Pº ou juiz) ou por órgão de polícia criminal. designadamente quanto à possibilidade do julgamento se efetuar na ausência do arguido nos termos do artigo 333. é mencionada no TIR. 3 . o termo de identidade e residência só se extinguirá com a extinção da pena. ” É uma medida de coação a aplicar ao suspeito logo que assuma a qualidade de arguido. b) Da obrigação de não mudar de residência nem dela se ausentar por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência ou o lugar onde possa ser encontrado. nos termos do artigo 113. e) De que. a sede ou local onde normalmente funciona a administração para efeitos de aí poder ser notificada mediante via postal simples. 36 Denotar a especial importância que o TIR tem.

” Assim.Se o crime imputado for punível com pena de prisão. certidão do rendimento coletável dos prédios e certificado de registo provisório da hipoteca). 37 Asubstituição de medida de coação caução tem que se efetuar para uma outra medida de coação. 2 . a gravidade do crime imputado. Extingue-se nos termos dos n.  Por hipoteca (junta-se ao requerimento certidão dos ónus que pesem sobre os prédios oferecidos para caução emitida pela Conservatória de Registo Predial. é de aplicação exclusiva do juiz. o juiz pode impor ao arguido a obrigação de prestar caução. adequada. Extingue-se nos termos das al. b). proporcional e legalmente cabida ao caso concreto. 13. Modos de prestar a caução – artigo 206.º  Por depósito.Na fixação do montante da caução tomam-se em conta os fins de natureza cautelar a que se destina. a). as quais acrescerão a outras que já tenham sido impostas. 3 . pode o juiz. o termo de identidade e residência só se extinguirá com a extinção da pena.2 Caução “Artigo 197.º Em caso de condenação.Se o arguido estiver impossibilitado de prestar caução ou tiver graves dificuldades ou inconvenientes em prestá-la. à exceção da prisão preventiva ou de obrigação de permanência na habitação. 87 .º1 do artigo 214. oficiosamente ou a requerimento. c) e d) do n.º.º importa reter que a aplicação desta medida de coação pressupõe a prática de um crime punível com pena de prisão.ºs 1 e 4 do artigo 214. o dano por este causado e a condição sócio-económica do arguido. legalmente cabidas ao caso (37). substitui-la por qualquer ou quaisquer outras medidas de coação.º Caução 1 . face ao que refere o artigo 197.  Por penhor. podendo a mesma ser substituída por qualquer outra medida de coação à exceção da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na habitação quando existirem graves inconveniente ou dificuldades em prestar a caução.

 Por fiança bancária (deverá ser junto ao requerimento documento que comprove a sua prestação – o juiz profere sentença após audição do Mº Pº e caso este se não oponha). serão indicados fiador idóneo ou fiador e subfiador idóneos.º “Artigo 208.º3 do artigo 206.º do Código Civil) e depositados na Caixa Geral de Depósitos à ordem do Tribunal.3 Obrigação de apresentação periódica “Artigo 198. títulos de crédito. pedras ou metais preciosos. Ouvido o Mº Pº e colhida informação sobre a idoneidade do ou dos fiadores será ordenado que se lavre termo de fiança.º.º Obrigação de apresentação periódica Se o crime imputado for punível com pena de prisão de máximo superior a seis meses.  Por fiança. O depósito pode ser feito através de dinheiro. após o que o juiz proferirá sentença julgando validamente prestada a caução. A aplicação de qualquer medida de coação à exceção da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na habitação é cumulável com a caução – artigo 205. o juiz pode impor ao arguido a obrigação de se apresentar a uma entidade judiciária ou a um órgão de 88 .A caução considera-se quebrada quando se verificar falta injustificada do arguido a ato processual a que deva comparecer ou incumprimento de obrigações derivadas de medida de coação que lhe tiver sido imposta. (cfr. artigo 623. A prestação de caução é processada por apenso – n. Quebra de caução – artigo 208.Quebrada a caução.º.” 13. o seu valor reverte para o Estado.º Quebra de caução 1 . 2 .

sempre que a interdição do respetivo exercício possa vir a ser decretada como efeito do crime imputado.º1 do artigo 218. 89 . perante uma autoridade judiciária ou perante o oficial de justiça responsável pelo processo.º1 do artigo 218. de função. o qual deverá abrir folha para controlo das apresentações.4 Suspensão do exercício de profissão. da administração de bens ou da emissão de títulos de crédito. da tutela. de atividade e de direitos “Artigo 199. com qualquer outra medida de coação. ex vi n. se disso for caso. b) Do poder paternal.º esta medida de coação pressupõe que o crime na sua pena máxima seja superior a 6 meses. a profissão ou atividade cujo exercício dependa de um título público ou de uma autorização ou homologação da autoridade pública. sendo a aplicação da medida de coação da responsabilidade do juiz. elevado ao dobro. Extingue-se nos termos do n. ou ao exercício dos direitos previstos na alínea b) do número anterior.º 13.” Face ao que dispõe o artigo 198. cumulativamente. civil ou judiciária normalmente competente para decretar a suspensão ou a interdição respetivas. de função.º1 do artigo 214.polícia criminal em dias e horas estabelecidos.” Extingue-se nos termos do n.º1 do artigo 214. de atividade e de direitos 1 . da curatela. função ou atividade. 2 .º elevado ao dobro. tomando em conta as exigências profissionais do arguido e o local em que habita (38).º.º O prazo máximo de duração é o do n. 38 As apresentações poderão acontecer perante um qualquer órgão de polícia criminal.Quando se referir a função pública.º1 do artigo 215.º. públicas ou privadas. o juiz pode impor ao arguido.º Suspensão do exercício de profissão. a suspensão do exercício: a) De profissão.º1 do artigo 215. ex vi do n.Se o crime imputado for punível com pena de prisão de máximo superior a 2 anos. a suspensão é comunicada à autoridade administrativa.º O prazo máximo de duração é o do n.

º. capazes de facilitar a prática de outro crime.  Não adquirir. por qualquer meio. salvo para lugares predeterminados. 90 .  Não contactar. separada ou cumulativamente.º Os prazos máximos de duração são os do artigo 215. na área de uma determinada povoação. entregar armas ou outros objetos e utensílios que detiver. ou não permanecer sem autorização. aplicável também o regime do artigo 216. mediante prévio consentimento. freguesia ou concelho ou na residência onde o crime tenha sido cometido ou onde habitem os ofendidos. ou não se ausentar sem autorização. seus familiares ou outras pessoas sobre as quais possam ser cometidos novos crimes. ou não se ausentar sem autorização. com determinadas pessoas ou não frequentar certos lugares ou certos meios.º) É uma medida de coação que consiste na sujeição do arguido à obrigação de não se ausentar da residência sem autorização. algumas das seguintes obrigações:  Não permanecer.  Se sujeitar.5 Proibição e imposição de condutas (artigo 200.13. freguesia ou concelho do seu domicílio. em instituição adequada. Os objetivos desta medida procuram evitar a continuação da atividade criminosa e acautelar a perturbação da ordem e tranquilidade pública. a tratamento de dependência de que padeça e haja favorecido a prática do crime. no prazo que lhe for fixado.º 13. ex vi n.  Não se ausentar para o estrangeiro.6 Obrigação de permanência na habitação (artigo 201.  Não se ausentar da povoação.º1 do artigo 214.º. Podem ser impostas ao arguido. nomeadamente para o lugar do trabalho.º2 do artigo 218.º) Incluem-se nesta medida de coação restrições à liberdade física de movimentos e de relacionamento. Extingue-se nos termos do n. não usar ou.

nos termos previstos na lei. 2 . para controlo desta medida de coação. Extingue-se nos termos do n.º3 do artigo 218.º “Artigo 201. por qualquer meio.º. é permitida a utilização de meios técnicos de controlo à distância. Os prazos máximos de duração e de suspensão são os mesmos da prisão preventiva – cfr. no caso.” De notar ainda que. ou de não se ausentar sem autorização.º 2). pelo que os processos em que tenha sido aplicada esta medida de coação correm em férias. quando tal se justifique. desde que a pena aplicada não tenha sido superior à obrigação de permanência na habitação já sofrida.A obrigação de permanência na habitação é cumulável com a obrigação de não contactar. quando tal se justifique. tal como se de processos com arguidos presos se tratasse.º1 do artigo 214.º Obrigação de permanência na habitação 1 . Em alternativa à habitação própria do arguido. que em seguida apresentamos o seu enquadramento: 91 .Para fiscalização do cumprimento das obrigações referidas nos números anteriores podem ser utilizados meios técnicos de controlo à distância.º2 do artigo 214. nomeadamente. com determinadas pessoas. ainda que tenha havido interposição de recurso. da habitação própria ou de outra em que de momento resida ou. com determinadas pessoas (n.º no caso de sentença condenatória.º Extingue-se também de imediato nos termos do n. se houver fortes indícios de prática de crime doloso punível com pena de prisão de máximo superior a 3 anos. 3 . pode a sua residência ser outra em que de momento resida.de 02/09. o juiz pode impor ao arguido a obrigação de não se ausentar. A lei equipara esta medida à prisão preventiva.º e 216.º 33/2010. e n. por qualquer meio. as medidas referidas nos artigos anteriores. nomeadamente. em instituição adequada a prestar-lhe apoio social e de saúde. em instituição adequada a prestar- lhe apoio social e de saúde. que se mostra regulado pela Lei n. Passa a ser cumulável com a obrigação de não contactar.Se considerar inadequadas ou insuficientes. artigo 215.

(Não dispensa a leitura do diploma) 13. quando forem inadequadas ou insuficientes as outras medidas e. O consentimento do arguido é revogável a todo o tempo. de 13/03/2007. alterando ou revogando a sua decisão. regula a utilização de meios técnicos de controlo à distância. de 02/09 A Lei n.º 17/2007. mantendo. na presença do defensor. até ao início da execução. VIGILÂNCIA ELETRÓNICA Lei n.º).º 33/2010.º) Só ocorrerá. A utilização de meios de vigilância eletrónica é decidida por despacho do juiz no inquérito.7 Prisão preventiva (artigo 202. designadamente as que vivam com o arguido. Compete à Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais 39 proceder à execução da vigilância eletrónica.  Houver fortes indícios de prática de crime doloso que corresponda a criminalidade violenta. Oficiosamente de três em três meses. A utilização deste meio de vigilância eletrónica depende do consentimento do arguido. sendo o mesmo prestado pessoalmente perante o juiz. aplicar ao arguido as medidas de coação que. se mostrarem necessárias. entretanto. prevista no artigo 201. A obrigação de permanência na habitação inicia-se após a instalação dos meios de vigilância eletrónica. 39 As comunicações de e para a DGRSP são exclusivamente eletrónicas – Ofício Circular DGAJ n. nomeadamente:  Houver fortes indícios de prática de crime doloso punível com pena de prisão de máximo superior a 5 anos. mesmo verificando-se todos os demais circunstancialismos prescritos e previstos na lei (artigo 204. 92 .º 33/2010. para fiscalização do cumprimento da medida de coação de obrigação de permanência na habitação. sendo tal consentimento reduzido a auto. também designada por vigilância eletrónica.º do Código de Processo Penal. bem como de outras pessoas. podendo o juiz. o juiz procede ao reexame das condições em que foi decidida a utilização da vigilância eletrónica e à avaliação da sua execução. de 02/09.

Se o arguido tiver que ficar sujeito à aplicação de prisão preventiva e sofrer de anomalia psíquica.  Houver fortes indícios de prática de crime doloso de ofensa à integridade física qualificada. ou quando o despacho esteja sujeito a segredo de justiça. recetação. e sempre que possível um familiar) que. o desconto far-se-á à razão de um dia de privação da liberdade por. Quando não seja possível a utilização da via eletrónica. o envio é feito em suporte físico – artigo 35. um dia de multa – n. como resulta do n. dano qualificado.  Houver fortes indícios de prática de crime doloso de terrorismo ou que corresponda a criminalidade altamente organizada punível com pena de prisão de máximo superior a 3 anos.ºdo Código Penal. furto qualificado. de 26/08. atentado à segurança de transporte rodoviário. na pena de prisão e multa (artigo 80. puníveis com pena de prisão de máximo superior a 3 anos.º2 do artigo 80. A prisão preventiva ou o internamento preventivo são transmitidos por via eletrónica ao Tribunal de Execução das Penas e aos Serviços Prisionais. devendo ser adotadas as cautelas necessárias para prevenir os perigos de fuga e de cometimento de novos crimes (n.º2 do artigo 202.º 280/2013.º do Código Penal. são descontadas por inteiro no cumprimento da pena de prisão que lhe for aplicada. falsificação ou contrafação de documento.  Houver fortes indícios da prática de crime doloso de detenção de arma proibida.º do Código Penal): A prisão preventiva e a obrigação de permanência na habitação sofridas pelo arguido. Se for aplicada pena de multa. o juiz pode impor (ouvido o defensor. nos termos do regime jurídico das armas e suas munições. em vez da prisão tenha lugar internamento preventivo em hospital psiquiátrico ou outro estabelecimento semelhante. burla informática e nas comunicações. produtos ou substâncias em locais proibidos ou crime cometido com arma.º). ou  Se tratar de pessoa que tiver penetrado ou permaneça irregularmente em território nacional. enquanto a anomalia persistir. Desconto desta medida processual e da medida de Obrigação de Permanência na Habitação. 93 . no processo em que vier a ser condenado.º1 do artigo 80. anexando-se o despacho que aplicou a medida. ou contra a qual estiver em curso processo de extradição ou de expulsão. pelo menos. detenção de armas e outros dispositivos.º da Portaria n. puníveis com pena de prisão de máximo superior a 3 anos.

º) O juiz procede oficiosamente. decidindo se elas são de manter.1 Reexame dos pressupostos da prisão preventiva e da obrigação de permanência na habitação (artigo 213. a final. Prevê-se que o reexame oficioso tenha lugar não apenas de 3 em 3 meses mas também quando no processo forem proferidos os seguintes despachos:  de acusação. se devem ser substituídas ou revogadas. de três em três meses (desde a sua aplicação ou do último reexame).  de pronúncia. sendo por isso processos de natureza urgente e com preferência sobre qualquer outro.Na decisão a que se refere o número anterior. de 3 em 3 meses. dos processos com arguidos sujeitos àquelas medidas de coação. o juiz verifica os fundamentos da elevação dos prazos da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na 94 . ou sempre que necessário. a contar da sua aplicação. decidindo se elas são de manter ou se devem ser substituídas ou revogadas (n.º). correm em férias. decidindo se elas são de manter ou devem ser substituídas ou revogadas: a) No prazo máximo de três meses. Este prazo de reexame de 3 meses conta-se a partir da aplicação da medida ou do último reexame. “Artigo 213. Os processos em que tenha sido aplicada a prisão preventiva ou a obrigação de permanência da habitação. ou  decisão que conheça do objeto do processo e não implique a extinção da própria medida . ao reexame dos pressupostos da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na habitação.º Reexame dos pressupostos da prisão preventiva e da obrigação de permanência na habitação 1 . A secção de processos deve providenciar pela apresentação ao juiz. do objeto do processo e não determine a extinção da medida aplicada.13. 2 .O juiz procede oficiosamente ao reexame dos pressupostos da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na habitação.7.º1 do artigo 213. impreterivelmente. a fim deste proceder oficiosamente ao reexame da subsistência dos pressupostos da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na habitação. a contar da data da sua aplicação ou do último reexame. e b) Quando no processo forem proferidos despacho de acusação ou de pronúncia ou decisão que conheça.

o juiz.Sempre que necessário.º) Existem vários fatores de que pode depender a duração das medidas de coação. oficiosamente ou a requerimento do Ministério Público ou do arguido.  Com a sentença absolutória. à exceção do termo de identidade e residência que só se extinguirá com a extinção da pena. ainda que dela tenha sido interposto recurso.ºs 2.º 2 do artigo 311.º 3 do artigo 218. nos termos da alínea a) do n.  Com a prolação do despacho que rejeitar a acusação. 95 . nos termos e para os efeitos do disposto nos n.º. 5 .A fim de fundamentar as decisões sobre a manutenção.9 Dos prazos de duração máxima da prisão preventiva (artigo 215. pode solicitar a elaboração de perícia sobre a personalidade e de relatório social ou de informação dos serviços de reinserção social.º) As medidas de coação extinguem-se de imediato:  Com o arquivamento do inquérito. substituição ou revogação da prisão preventiva ou da obrigação de permanência na habitação. se a pena aplicada não for superior à prisão ou à obrigação de permanência já sofridas. designadamente:  da gravidade dos crimes. 3 . 13. desde que o arguido consinta na sua realização.º. mas não determina a inutilidade superveniente de recurso interposto de decisão prévia que haja aplicado ou mantido a medida em causa. o juiz ouve o Ministério Público e o arguido.A decisão que mantenha a prisão preventiva ou a obrigação de permanência na habitação é suscetível de recurso nos termos gerais.8 Extinção das medidas de coação (artigo 214. ou  Com o trânsito em julgado da sentença condenatória. mesmo que dela tenha sido interposto recurso. 3 e 5 do artigo 215.habitação. 4 .” 13.  Com a prolação do despacho de não pronúncia. As medidas de prisão preventiva e de obrigação de permanência na habitação extinguem- se igualmente de imediato quando for proferida sentença condenatória.º e no n.

respetivamente. Oito meses. no caso de o arguido já ter sido condenado numa pena de prisão em duas instâncias. até à dedução da acusação. Finalmente. Estes prazos são elevados respetivamente para seis meses. quando se tratar dos crimes de terrorismo.  da prática de determinados atos processuais. havendo instrução. ao número de arguidos ou de ofendidos.ºs 2 e 3.º 1 do artigo 215. e  do recurso para tribunal constitucional 13. ou pelos crimes previstos nas alíneas a) a g) do n.º (sem que tenha havido condenação em 1ª instância ou sem que tenha havido condenação com trânsito). até à decisão instrutória. um ano e quatro meses. Um ano e seis meses. são ainda elevados. ou ao carácter altamente organizado do crime.10 Prazos de prisão preventiva ou de obrigação de permanência na habitação São de: Quatro meses. A gravidade dos indícios que militam contra o arguido justifica a elevação do prazo (n. o prazo eleva-se para metade da pena em que tiver sido condenado. um ano e seis meses e dois anos.º 6). bem como as elevações correspondentes nos n.º 2 do artigo 215. até à condenação com trânsito em julgado. são acrescentados de seis meses se tiver havido recurso para o Tribunal Constitucional ou se o processo penal tiver sido suspenso para julgamento em outro tribunal de questão prejudicial. dez meses. Os prazos referidos nas alíneas c) e d) do n. quando respeitando ainda a tais crimes. criminalidade violenta ou altamente organizada. para um ano.º Os referidos prazos.  da complexidade do processo. dois anos e seis meses e três anos e quatro meses. até à condenação em 1ª instância. nomeadamente. Um ano e dois meses. 96 . ou quando se proceder por crime punível com pena de prisão de máximo superior a oito anos.  da suspensão para o julgamento de questão prejudicial. o procedimento se mostrar de excecional complexidade devido. embora continue a valer o princípio da presunção de inocência.

º3 do artigo 215.nomeadamente.º3 do artigo 215.nomeadamente.SEGUE ESQUEMA PRAZOS DE DURAÇÃO MÁXIMA DA prisão preventiva ou da Obrigação de Permanência na Habitação Crimes menos graves 4 meses Sem que tenha sido deduzida Crimes graves .º2 do artigo 215.ª instância (n.º 215.(n.nomeadamente.º) meses (al.º3 do artigo 215.1 Libertação do arguido sujeito a prisão preventiva (artigo 217.º) (al.(n.º) Crimes menos graves 8 meses Havendo instrução até à Crimes graves 10 meses decisão (n. c) do n. d) do n.º) Crimes menos graves 1 ano e 2 Sem que tenha meses havido condenação em Crimes graves 1 ano e 6 1. número de arguidos ou de meses ofendidos- (n.º 1 do .nomeadamente.º2 do artigo 215.º2 do artigo 215.º 1) Por excecional complexidade 2 anos e 6 .º3 do artigo 215.º2 do artigo 215.º) Crimes menos graves 1 ano e 6 Sem que tenha meses havido condenação com Crimes graves 2 anos trânsito (n.10.º) 13.º) instrutória Por excecional complexidade 1 ano e 4 .º 1 ano ofendidos. a) do n.º) 6 meses acusação Por excecional complexidade (al.º 1) ofendidos- (n. número de arguidos ou de artigo . número de arguidos ou de meses ofendidos- (n.º) 97 .º 1) Por excecional complexidade 3 anos e 4 . b) do n. número de arguidos ou de meses (al.

º Prazos de duração máxima de outras medidas de coação 1 .º). “Artigo 218. O ofendido pode ser informado da data da libertação do arguido. O arguido sujeito a prisão preventiva é posto em liberdade logo que a medida se extinguir.º 3 . 2 .º43 é correspondentemente aplicável o disposto nos artigos 215. salvo se a prisão dever manter-se por outro processo. tiverem decorrido os prazos referidos no n.1 Caução económica (artigo 227.À medida de coação prevista no artigo 200.º42 é correspondentemente aplicável o disposto nos artigos 215.º 1 do artigo 215.º 227. das custas do processo ou dívidas para com o Estado. 14.º e 217.As medidas de coação previstas nos artigos 198.º e 216. desde o início da sua execução.º” 14. de atividade e de direitos 42 Proibição e imposição de condutas 43 Obrigação de permanência na habitação 98 . DAS MEDIDAS DE GARANTIA PATRIMONIAL São medidas que visam garantir o cumprimento de obrigações pecuniárias decorrentes ou relacionados com o crime (art. É um meio de garantir o cumprimento de obrigações pecuniárias.º. Se a libertação tiver lugar por se terem esgotado os prazos de duração máxima da prisão preventiva.º41 extinguem-se quando.º. o juiz. a requerimento do Mº Pº ou a pedido do lesado.º) Sempre que se verifique o circunstancialismo previsto no artigo 227. o juiz pode sujeitar o arguido a outras medidas de coação.º. pode determinar que o arguido ou a pessoa civilmente responsável prestem caução económica. de função.º 40 e 199. elevados ao dobro. 216. Pressupõe que se verifique a possibilidade de um crédito sobre o 40 Obrigação de apresentação periódica 41 Suspensão do exercício de profissão.À medida de coação prevista no artigo 201.

Esta caução mantém-se distinta e autónoma relativamente à caução prevista no artigo 197. as medidas de garantia patrimonial têm de ser requeridas. as mesmas serão processadas num único apenso. e  A advertência das consequências do incumprimento das obrigações impostas.O arresto será decretado nos termos do processo civil (cfr. Civil e 619. pelo Mº Pº ou pelo lesado como atrás se referiu.2 Arresto preventivo (artigo 228. consoante os casos. A quem se notifica o despacho de aplicação das medidas de garantia patrimonial O despacho de aplicação será notificado ao arguido e seu defensor (n.requerido e que haja receio fundado de que faltem ou diminuam substancialmente as garantias de pagamento.º do C. 44 . nos termos da lei do processo civil44. que poderão ser a decretação do arresto preventivo.º do Código Civil 99 .º a 396. Diferentemente do que se passa quanto à aplicação das medidas de coação nas fases de instrução e julgamento.º 10 do artigo 113. diz apenas respeito à sua natureza e efeitos e não ao seu processamento. ao qual nos referiremos de seguida. artigos 391.º NOTA: No caso de ao arguido ser imposta a prestação de caução como medida de coação e outra económica. devendo dele constar:  A enunciação dos motivos de facto da decisão (cópia da decisão).º a 622. pois a distinção e autonomia desta. P. pode o juiz decretar arresto. 14.º) A requerimento do Mº Pº ou do lesado.º).

denúncia de terceiros. P. por intermédio dos OPC. Civil). que não esteja isento. O requerente do arresto.º C.º e 247.º C. que corre por apenso (n. em conformidade com a Tabela II do Regulamento das Custas Processuais. P.º3 do artigo 364.  Concluir o inquérito no qual o Mº Pº ordenará a remessa ao JIC onde será distribuído para decisão. ou mediante denúncia. a consequência 100 . Se não for paga a taxa de justiça deve-se concluir com essa informação.1 Notícia do crime Aquisição da Notícia do Crime/Registo de Denúncia – artigos 241. ou beneficiário de apoio judiciário. AS FASES PRELIMINARES 15. Havendo notícia de um crime (artigo 241. Trata-se de um procedimento cautelar e como tal de caráter urgente (artigo 363.º O Mº Pº pode tomar conhecimento da notícia do crime por 3 vias diferentes: por constatação direta. NOTA: PROCEDIMENTOS: Caso seja apresentado um arresto a requerimento do Mº Pº ou do lesado na fase de Inquérito:  Criar apenso e autuar o requerimento como procedimento cautelar.º) do qual o Mº Pº tem conhecimento por o ter presenciado ou dele saber. 15. transmissão dos órgãos de policia criminal. deve pagar a respetiva taxa de justiça. Civil).

que é o Mº Pº. alterada pela Portaria n. de capitais públicos ou comparticipação maioritária de capital público e ainda de empresas concessionárias de serviços públicos. 45 -A Portaria 1223-A/91. de quem desempenha funções políticas é regulada por lei especial.cfr.conceito de funcionário: Para efeitos da lei penal a expressão funcionário abrange: O funcionário civil. a todo o tempo.º Código Penal . Denúncia obrigatória (artigo 242. quanto a crimes que tomarem conhecimento no exercício de funções ou por causa delas.º) A denúncia é obrigatória.º3 do artigo 242. certificado de registo de denúncia – n.º 6 do artigo 247.artigo 115. para os funcionários na aceção do artigo 386. É estabelecido que a denúncia efetuada por crime cujo procedimento dependa de queixa ou de acusação particular. independentemente de requerimento. para efeitos da lei penal. só dá lugar a instauração de inquérito se a queixa for apresentada no prazo legalmente previsto (6 meses . mediante remuneração ou a título gratuito. 46 Artigo 386. em ordem a contra o(s) seu(s) autor(es) ser deduzida uma acusação pelo titular da ação penal.º 205/2003.º). ou.º46 do Código Penal. regulamenta o Numero Único de Identificação de Processo Crime – NUIPC. tiver sido chamado a desempenhar ou a participar no desempenha duma atividade compreendida na função pública administrativa ou jurisdicional.º do Código Penal . O certificado de registo de denúncia é gratuito – cfr. nas mesmas circunstâncias. voluntária ou obrigatoriamente. 101 . titulares de órgãos de fiscalização e trabalhadores de empresas públicas. ainda que os agentes do crime não sejam conhecidos para todas as entidades policiais. no certificado de denúncia deve constar a descrição dos factos essenciais do crime e a sua entrega ser assegurada de imediato. e Quem mesmo provisoriamente ou temporariamente.º Caso a denúncia seja apresentada pela vítima. A equiparação a funcionário. Ofício circular do CFOJ nº 13 de 23/10/95.º) para nele serem efetuados o conjunto de diligências que irão apurar a autoria desse crime e o grau de responsabilidade de quem o cometeu.º 2 do artigo 262. Ao funcionário são equiparados os gestores.desse conhecimento. O agente administrativo. ou neles participar. desempenhar funções em organismos de utilidade pública. nacionalizadas.n. Do registo da denúncia poderá ser requerido pelo denunciante. é a abertura de um inquérito45 (n.

º É igualmente transmitida ao Mº Pº a notícia de crime manifestamente infundada (cfr. designadamente da identificação das testemunhas que puderem depor sobre esses mesmos factos.  Por mandatário judicial. 15. O auto de notícia só deve ser elaborado se a autoridade judiciária ou a entidade presenciar o cometimento do crime. e que quem o presencia é uma autoridade judiciária ou OPC. O dia. dos lesados.º) Se o crime praticado tiver natureza semipública é necessária a existência de queixa para que o Mº Pº promova o processo podendo essa queixa ser apresentada:  pelo titular desse mesmo direito de queixa. valendo como denúncia – artigo 243.º2 do artigo 248. 102 .1. local e circunstâncias em que o mesmo foi praticado. o ofendido. ou  Por mandatário munido de poderes especiais. dos ofendidos.º).1 Legitimidade em procedimento dependente de queixa (artigo 49. flagrante delito).º) A elaboração do auto de notícia compete à autoridade judiciária e a qualquer entidade policial. embora assuma a natureza de uma “denúncia mais qualificada”. Este auto de notícia é obrigatoriamente remetido ao Mº Pº no prazo de 10 dias.g. ou seja.º Os órgãos de polícia criminal que tiveram conhecimento da prática de um crime por conhecimento próprio ou mediante denúncia. transmitem-na ao Mº Pº no mais curto espaço de tempo.Auto de notícia (47) (artigo 243. bem como quaisquer outros meios de prova. para averiguar da identidade dos seus agentes.º1 do artigo 248. que não pode exceder 10 dias – n. n. e Todos os elementos relevantes. Tal qualificação advém do facto de dizer respeito a crime de denúncia obrigatória presenciado (v. seja ou não órgão de polícia criminal. hora. entendendo-se como tal a pessoa cujos interesses a lei especialmente quis proteger com a incriminação do facto tipificado como crime. E deve conter um conjunto de elementos tais como: Os factos que constituem o crime. 47 A distinção entre denúncia e auto de notícia: Podemos dizer que o auto de notícia é também uma denúncia.

b) Para assegurar a presença imediata.º 3 do artigo 95. é obrigatória a declaração do ofendido de que deseja constituir-se assistente. A denúncia pode ser feita verbalmente ou por escrito e não está sujeita a formalidades especiais. se constitua assistente e deduza contra o autor ou autores do facto ilícito.º A denúncia verbal é reduzida a escrito e assinada pela entidade que a receber e pelo denunciante – n. a denúncia dever ser feita numa língua que este compreenda.2 Legitimidade em procedimento dependente de acusação particular (artigo 50. nomeando-se intérprete para o efeito – n.º do CPP). devendo a entidade que recebe a denúncia adverti-lo dessa obrigatoriedade e dos procedimentos a observar – n.1.º) Em caso de flagrante delito por crime punível com pena de prisão: Qualquer autoridade judiciária ou entidade policial procede à detenção. acusação particular (artigo 117. 15.2 Da detenção (artigo 254. devendo conter os elementos acima referidos para o auto de notícia – n.º4 do artigo 246.º 5 do artigo 246.º1 e 3 do artigo 246. 103 .3 Detenção em flagrante delito (artigo 255. ou não sendo possível. Na denúncia.º 15.º) A detenção é efetuada: a) Para no prazo máximo de 48 horas o detido ser presente a julgamento sob a forma sumária ou ser presente ao juiz para 1º interrogatório judicial de arguido detido ou para aplicação ou execução de uma medida de coação. sem nunca exceder 24 horas.º Caso o denunciante não conheça ou domine a língua portuguesa.º 15.º e nº 2 do artigo 246. do detido perante autoridade judiciária em ato processual. no mais curto espaço de tempo.º do Código Penal e 50.º) Se o crime praticado tiver natureza particular é necessário: Que o ofendido exerça o direito de queixa.

b) A identificação da pessoa a deter. 2 .º 1.É flagrante delito todo o crime que se está cometendo ou se acabou de cometer. é-lhe exibida a ordem de detenção donde conste a requisição.Qualquer pessoa pode proceder à detenção.” “Mandados de detenção – artigo 258. perseguido por qualquer pessoa ou encontrado com objetos ou sinais que mostrem claramente que acabou de o cometer ou nele participar. nos termos do número anterior.” Sempre que qualquer entidade policial proceder a uma detenção. caso não esteja presente nenhuma das entidades atrás referidas. Tratando-se de crime semipúblico a detenção só se mantém se for exercido o direito de queixa.º A detenção depende de prévia constituição como arguido da pessoa a deter e dela deverá ser dado conhecimento a parente ou a pessoa da sua confiança – al. 3. logo após o crime. seguindo-se-lhe imediatamente confirmação por mandado.Em caso de urgência e de perigo na demora.º. comunica-a de imediato: a) Ao juiz do qual dimanar o mandado de detenção para assegurar a presença imediata do detido perante autoridade judiciária em ato processual. “Flagrante delito – artigo 256.º 1 .Ao detido é exibido o mandado de detenção e entregue uma das cópias.º 1 do artigo 58º e nº 10 do artigo 194. Tratando-se de crime particular não há lugar à detenção mas apenas à identificação do infrator. b) Ao Mº Pº nos restantes casos -artigo 259.º Libertação do arguido – artigo 261. a indicação da autoridade judiciária ou de polícia criminal que a fez e os demais requisitos referidos no nº1 e entregue a respetiva cópia. ex vi do artigo 260.º 104 . No caso do número anterior. é admissível a requisição de detenção por qualquer meio de telecomunicação.Os mandados de detenção são passados em triplicado e contêm.Reputa-se também flagrante delito o caso em que o agente for. c) do n. c) A indicação do facto que motivou a detenção e das circunstâncias que legalmente a fundamentam. procedendo no entanto à entrega do detido no mais curto espaço de tempo possível a uma das entidades atrás referidas. 2. sob pena de nulidade: a) A data da emissão e a assinatura da autoridade judiciária ou de polícia criminal competentes.

fora dos casos em que era legalmente admissível ou que a medida se tornou desnecessária. O Juiz decide. Qualquer entidade que tiver ordenado uma detenção ou a quem o arguido tiver sido presente. com algum dos seguintes fundamentos: a) Estar excedido o prazo para entrega ao poder judicial. Em virtude de prisão ilegal (artigo 222. Tratando-se de entidade que não seja autoridade judiciária. d) Ser a detenção motivada por facto pelo qual a lei a não permite. a providência do Habeas Corpus. em duplicado. faz relatório da ocorrência e transmite-o ao Mº Pº. 15. A providência é requerida ao juiz de instrução48 da área onde se encontrar o detido o qual ordena a sua imediata apresentação ao poder judicial. ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. b) Manter-se a detenção fora dos locais legalmente permitidos.º 3 do artigo 220.4 “Habeas Corpus” Em virtude de detenção ilegal (artigo 220.º 105 . procede à sua imediata libertação logo que se tornar manifesto que a mesma foi efetuada com erro sobre a pessoa. após ouvir o Mº Pº e o defensor constituído ou nomeado.º do Código Penal (Abuso de Poder) quem levantar obstáculo ilegítimo à apresentação do requerimento ou a sua remessa ao juiz competente – n. A petição é formulada pelo preso ou por qualquer cidadão no gozo dos seus direitos políticos. O requerimento pode ser subscrito pelo detido ou por qualquer pessoa. sob petição. é dirigida.º) Os detidos à ordem de qualquer autoridade podem requerer ao juiz de instrução da área onde se encontrarem que ordene a sua imediata apresentação judicial. apresentada 48É punível com a pena prevista no artigo 382. c) Ter sido a detenção efetuada ou ordenada por entidade incompetente.º) A qualquer pessoa que se encontrar ilegitimamente presa o STJ concede.

O Mº Pº pode delegar nos OPC quaisquer diligências e investigações relativas ao inquérito. o incumprimento da decisão do STJ sobre a petição de habeas corpus. nos termos do artigo 154º. ou c) Manter-se para além dos prazos fixados pela lei ou por decisão judicial.º 3 do artigo 91. a única que é obrigatória na forma de processo comum. b) Ordenar a efetivação de perícia. levadas a cabo em regra pelo Mº Pº. DO INQUÉRITO A fase de inquérito e o que nela se pratica O inquérito é uma fase de investigação.à autoridade à ordem da qual se mantenha preso e deve fundar-se em ilegalidade de prisão proveniente de: a) Ter sido efetuada ou ordenada por entidade incompetente.º 16. relativa ao destino a dar à pessoa presa. c) Assistir a exame suscetível de ofender o pudor. sendo dirigida pelo Mº Pº (artigo 263. segunda parte. 49 É punível com as penas previstas nos n. descobrir e recolher provas.º). tudo em atenção a uma decisão última de acusação ou arquivamento (cfr. ou excecionalmente pelos órgãos de polícia criminal e pelo juiz de instrução. artigo 262.º (Denegação de Justiça e Prevaricação) do Código Penal. b) Ser motivada por facto pelo qual a lei a não permite.º). determinação dos seus agentes e a responsabilidade deles.º): a) Receber depoimentos ajuramentados50.os 4 e 5 do artigo 369. com exceção dos seguintes atos (artigo 270. nos termos do artigo 172º nº.º 106 .2. A decisão49 sobre o requerimento de “habeas Corpus” será tomada no prazo de 8 dias - artigo 223. 50 As testemunhas apenas prestam juramento quando ouvidas pela autoridade judiciária –n. O inquérito compreende o conjunto de diligências. visando a investigação da existência de um crime.

este remete. se destinam a averiguar a existência de um crime. sem prejuízo de a autoridade judiciária poder.São órgãos de polícia criminal de competência genérica: a) A Polícia Judiciária. logo que tomem conhecimento de qualquer crime. se tal se afigurar útil para o bom andamento da investigação. no âmbito do processo. em todos os casos. no âmbito da autonomia técnica e tática necessária ao eficaz exercício dessas atribuições. Artigo 5. d) Ordenar ou autorizar revistas e buscas.os 4 e 5 do artigo 7.A atribuição de competência específica obedece aos princípios da especialização e racionalização na afetação dos recursos disponíveis para a investigação criminal. nos termos do artigo 8.A autonomia técnica assenta na utilização de um conjunto de conhecimentos e métodos de agir adequados e a autonomia tática consiste na escolha do tempo. determinar os seus agentes e a sua responsabilidade e descobrir e recolher as provas. os órgãos de polícia criminal de competência genérica abstêm-se de iniciar ou prosseguir investigações por crimes que. 7 .Sem prejuízo do disposto nos n. Artigo 3.º Competência da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública em matéria de investigação criminal É da competência genérica da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública a investigação dos crimes cuja competência não esteja reservada a outros órgãos de polícia criminal e ainda dos crimes cuja investigação lhes seja cometida pela autoridade judiciária competente para a direção do processo.º Direção da investigação criminal 1 . b) Desenvolver as ações de prevenção e investigação da sua competência ou que lhes sejam cometidas pelas autoridades judiciárias competentes. com conhecimento à autoridade judiciária.Os órgãos de polícia criminal. a todo o tempo. sem prejuízo da respectiva organização hierárquica.º Definição A investigação criminal compreende o conjunto de diligências que. 4 . fiscalizar o seu andamento e legalidade e dar instruções específicas sobre a realização de quaisquer atos.Compete aos órgãos de polícia criminal: a) Coadjuvar as autoridades judiciárias na investigação.A atribuição de competência reservada a um órgão de polícia criminal depende de previsão legal expressa.º do Código de Processo Penal. o órgão de polícia criminal que tiver notícia do crime e não seja competente para a sua investigação apenas pode praticar os atos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova.Sem prejuízo dos casos de competência deferida.A direção da investigação cabe à autoridade judiciária competente em cada fase do processo.º Competência específica em matéria de investigação criminal 1 . 2 .º (Não dispensa a leitura do diploma original) 107 . Artigo 6.Sem prejuízo dos casos de competência deferida. Artigo 2. 3 .º. 3 .Possuem competência específica todos os restantes órgãos de polícia criminal. nos termos e limites do artigo 174º nºs 3 e 4. 2 . o processo para o órgão de polícia criminal competente. avocar o processo. se a investigação em curso vier a revelar conexão com crimes que não são da competência do órgão de polícia criminal que tiver iniciado a investigação. Lei da Organização da Investigação Criminal – Lei n. através das formas consideradas adequadas. por si. 4 . a autoridade judiciária competente pode promover a cooperação entre os órgãos de polícia criminal envolvidos. b) A Guarda Nacional Republicana. que não pode exceder 10 dias. 2 .º 4 do artigo 270. as diligências legalmente admissíveis. praticar os atos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova.A autoridade judiciária é assistida na investigação pelos órgãos de polícia criminal.º Órgãos de polícia criminal 1 . 5 . deverem iniciar de imediato a investigação e. nos termos da lei processual penal. c) A Polícia de Segurança Pública. em concreto. 6 . 2 . de 27/08 Artigo 1. e) Quaisquer outros atos que a lei expressamente determinar sejam presididos ou praticados pelo Ministério Público. lugar e modo adequados à prática dos atos correspondentes ao exercício das atribuições legais dos órgãos de polícia criminal. no âmbito do despacho de natureza genérica previsto no n. comunicam o facto ao Ministério Público no mais curto prazo.º 49/2008. que não pode exceder vinte e quatro horas. no mais curto prazo.Os órgãos de polícia criminal impulsionam e desenvolvem. sem prejuízo de.º Incompetência em matéria de investigação criminal 1 .As investigações e os atos delegados pelas autoridades judiciárias são realizados pelos funcionários designados pelas autoridades de polícia criminal para o efeito competentes.No caso previsto no número anterior. estejam a ser investigados por órgãos de polícia criminal de competência específica. Artigo 4. 3 .Os órgãos de polícia criminal atuam no processo sob a direção e na dependência funcional da autoridade judiciária competente.

 Praticar quaisquer outros atos que a lei fizer depender de ordem ou autorização do juiz – exemplo – elevação dos prazos 215. Atos a praticar exclusivamente pelo JIC (artigo 268.º).º e 189.º 16. homicídio.  Buscas e apreensões em escritórios de advogados.  Interceções ou gravações de comunicações . tendo em vista uma boa regulação e tramitação do inquérito:  CLASSIFICAÇÃO DA INFRAÇÃO: tipificação do crime .artigo 177.).artigos 187.  Buscas domiciliárias .º). ordenar ou autorizar determinados atos. furto etc.º 2 do artigo 172.n. 108 .  Apreensões de correspondência – n.º.º.  Efetivação de exames . Atos a ordenar ou a autorizar exclusivamente pelo JIC (artigo 269.º).  Outros reservados por lei ao JIC – exemplos: constituição de assistente (artigo 68. de autoridade de Polícia Criminal em casos de urgência ou de perigo de demora.n.. quando o Ministério Público proceder ao arquivamento do inquérito.1 Capa do processo de inquérito Indicam-se alguns dos registos importantes de notação que devem fazer parte da capa.º e segs. roubo. No decurso do inquérito. apenas o juiz de instrução (JIC) pode praticar.º):  Primeiro interrogatório judicial de arguido detido -artigo 141. consultórios médicos.º.artigos 197.º.º.º 3 do artigo 154.  Declarar a perda a favor do Estado de bens apreendidos. a requerimento do Mº Pº.º.  Aplicação de medidas de coação e de garantia patrimonial .º 1 do artigo 179.(ex. declarações para memória futura (artigo 271. do arguido ou do assistente.  Tomar conhecimento em primeiro lugar de correspondência apreendida. estabelecimentos bancários.º):  Efetivação de perícias . condenação em multa (artigo 116.

Início do inquérito (artigo 262.  CONSTITUIÇÃO DE ARGUIDO: a fim de se acautelar o prazo de duração do inquérito.  DATA DA DETENÇÃO (consignando o respetivo estabelecimento prisional): a fim de se assegurar o cumprimento do artigos 213. respetivamente. respetivamente. 5 do 414. 215. se proceder às notificações nos termos do nº 2 do artigo 77. 109 .  DATA DOS FACTOS: a fim de se controlar o prazo prescricional.º3 do artigo 277. a fim de facilitar a sua localização. logo que assim sejam classificados. aquando do despacho de acusação ou arquivamento.º.º e segs. e n. Na subida de recurso: deverá ser indicada a data da privação da liberdade e o estabelecimento prisional onde o arguido se encontra. IMPORTANTE: Aconselha-se o uso de capas ou lombadas de cor diferente. em todos os processos ou expediente. Não descuidar a verificação diária das atualizações e alarmes na aplicação informática – CITIUS .º.º) — despacho de abertura do inquérito.º.º e n.  MANIFESTAÇÃO POR PARTE DO LESADO DO PROPÓSITO DE DEDUZIR PEDIDO CIVIL: deverá constar esta indicação na capa do processo para. prazo de duração máxima da prisão preventiva. para processos com arguidos detidos. Igualmente se aconselha a escrever na capa a palavra “URGENTE”.º.) O inquérito inicia-se com o despacho do magistrado do Mº Pº (artigo 262. a saber: reexame dos pressupostos da prisão preventiva.

A.). É obrigatória a presença do defensor do arguido e do Mº Pº. hora e local para o depoimento.dgsi.nsf/c3fb530030ea1c61802568d9005cd5bb/abd1 d317bfc3bf678025774d00367210?OpenDocument Como já se disse é a fase em que se desenrola a atividade preliminar de investigação e de recolha da prova com vista ao apuramento sobre a existência ou inexistência de crime e determinação dos seus agentes. e aos advogados do assistente e das partes civis.D. que previsivelmente a impeça de ser ouvida em julgamento. do arguido. a requerimento do Mº Pº.º) Em caso de:  doença grave.pt/jtrc. a fim de que o depoimento possa. Distribua e Autue (R. o juiz de instrução. Acórdão do Tribunal Relação de Coimbra http://www. Declarações para memória futura: (artigo 271. do assistente ou das partes civis.Registe. como inquérito que se deve aferir o início da pendência do Inquérito.º 2 e 4 do art. pode proceder à sua inquirição no decurso do inquérito. se necessário. Com a abertura do inquérito está iniciado o processo penal. Antecedência a observar nas notificações: Do arguido (defensor): Regra: 24 horas – n.º 272. O dia. ser tomado em conta no julgamento.  Deslocação para o estrangeiro de uma testemunha.º 110 . NOTA: É com a data do despacho do Mº Pº .  vítima de crime de tráfico de pessoas ou contra a liberdade e autodeterminação sexual. Cfr. é comunicado ao arguido e respetivo defensor.

nomeadamente. ao grande número de ofendidos ou arguidos ou ao carácter altamente organizado do crime) e para DEZOITO MESES.2 Prazos do inquérito (artigo 276. O prazo de SEIS MESES referido é elevado para OITO MESES quando o inquérito tiver por objeto um dos crimes do n. nos casos referidos na parte final do n. devido.º3 do artigo 215.º3 do artigo 215.º).º. ou em que se tiver verificado a constituição de arguido (artigo 58. para DEZ MESES.º) Em que prazo deve o inquérito ser encerrado: Os prazos máximos de duração do inquérito.º CONFORME ESQUEMA PRAZOS DE DURAÇÃO MÁXIMA DO INQUÉRITO 111 .º 273. (excecional complexidade.OITO MESES: se os não houver. devido.º. nomeadamente. são: .º3 do artigo 215. nos casos referidos no n.art. ao grande número de ofendidos ou arguidos ou ao carácter altamente organizado do crime) e para DOZE MESES. nos casos referidos na parte final do n.SEIS MESES: havendo arguidos presos ou sob obrigação de permanência na habitação.º 3 do artigo 215. (excecional complexidade. contados a partir do momento em que este tiver passado a correr contra pessoa determinada.º 16. para DEZASSEIS MESES.º O prazo de OITO MESES referido é elevado para QUATORZE quando o inquérito tiver por objeto um dos crimes do n.º. .º 2 do artigo 215.º2 do artigo 215.º.Restantes intervenientes: Regra 3 dias . nos casos referidos no n.

ENCERRAMENTO DO INQUÉRITO 112 .º 3 do artigo 215.º 2 do complexidade complexidade artigo parte final do n. A violação dos prazos e o período necessário à conclusão do inquérito são comunicados ao arguido e ao assistente – nº 7 do artigo 276.º Artigo PRESOS 215.º 2 do crime) artigo 215. não pode o período total de suspensão.os 7 e 8 do artigo 276.º 3 n. em cada processo.º n.º 5 do artigo 276.º parte final do n.º (n. Sempre que tiver conhecimento de que os prazos referidos no número anterior foram excedidos. estabelece um regime de suspensão do prazo de duração do inquérito.s 1 e 2 (qualquer crime) artigo 215.º 215.º 2 graves Excecional Excecional do artigo complexidade complexidade NÃO Art.º do CPP. em caso de expedição de carta rogatória.º (crimes do n.º (qualquer (crimes do n.º) 8 6 10 12 meses meses meses meses Crimes menos Crimes do n.º 3 do artigo 215.º 17. Crimes menos Excecional Excecional graves Crimes do n. o superior hierárquico pode avocar o processo e dá sempre conhecimento ao Procurador-Geral da República que pode determinar a aceleração processual. de acordo com o disposto no artigo 109. Contudo.º). O termo do prazo da suspensão cessa com o recebimento da mesma nos autos.º 3 do n.º PRESOS 276/1 e 2 artigo 215.º do artigo 215.º 2 do 276. ser superior a metade do prazo máximo a que corresponder o inquérito.º) 8 14 16 18 meses meses meses meses O n.

O inquérito termina51 : 1. as baixas devem ser dadas o mais rapidamente possível no Citius.º) Do prazo para a dedução da acusação: Se durante o inquérito tiverem sido recolhidos indícios suficientes de se ter verificado crime e de quem foi o seu agente. via postal registada e 51 Nostermos da Circular 51/2007 da DGAJ.º1 do artigo 283. com o arquivamento: Nos termos do artigo 277. com a acusação Abreviado52 Sumaríssimo53 Particular Tribunal Singular Tribunal Singular – n.º e n.º 3 do artigo 277.º) As comunicações da acusação devem ser efetuadas por notificação mediante contacto pessoal. nomeadamente para fins estatísticos. devendo os dados do Citius corresponder à situação real.º).º. Como se efetuam as comunicações do despacho de acusação: (n. no prazo de 10 dias.º. deduz acusação contra aquele (n. Após suspensão provisória do inquérito – artigo 282.º e n.1 Acusação do Ministério Público (n. 52 Ver Manual do Julgamento e Processos Especiais 53 Ver Manual do Julgamento e Processos Especiais 113 .º.º 5 e 6 do artigo 283. Por dispensa de pena – artigo 280.ºs 5 e 6 do artigo 283. o Mº Pº. 17. com inserção da decisão na data em que o inquérito efetivamente findou.º Tribunal Coletivo Tribunal do Júri 2. 3 do artigo 16.º3 do artigo 277.

por via postal simples. 54 Ver n.os 5 e 6 do artigo 283. nos termos dos .º3 do artigo 196. quanto ao arguido – alínea c) do n.º) O despacho de acusação é comunicado:  AO ARGUIDO (Se o arguido se encontrar preso. por despesas respeitantes ao internamento/tratamento - artigo 6.º). n. ao denunciante com a faculdade de se constituir assistente e a quem tenha manifestado o propósito de deduzir pedido de indemnização civil (al. relativamente a facto que tenha dado origem à prestação cuidados de saúde.º CPP 114 .º e.º CPP.º do DL n. de 15/06. a partir da advertência. por via postal simples.º2 do artigo 77. da possibilidade de no prazo de 20 dias. ao assistente.º 6 do artigo 283.º  AO ASSISTENTE  AO DENUNCIANTE COM A FACULDADE DE SE CONSTITUIR ASSISTENTE  A QUEM TENHA MANIFESTADO O PROPÓSITO DE DEDUZIR PEDIDO de INDEMNIZAÇÃO CIVIL54  AOS RESPETIVOS DEFENSORES OU ADVOGADOS. será notificado através do Estabelecimento Prisional . deduzir o pedido de reembolso dos valores que tenham ficado em divida.n. Esta indicação de residência opera-se através do termo de identidade e residência. c) do nº 4 do artigo 277.º) Das comunicações do despacho de acusação e seus destinatários: (n.º 218/99.º 145.artigo 114.ºs 5 e 6 do art.  ÀS INSTITUIÇÕES E SERVIÇOS INTEGRADOS NO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE.os 3 do artigo 277. nos casos em que o arguido e o assistente tenham indicado a sua residência ou domicílio profissional à autoridade policial ou judiciária que elaborar o auto de notícia ou que os ouvir no inquérito ou na instrução (cfr.º e n.

º 5 do artigo 283. 115 . 55 -Anotificação do assistente nos termos do artigo 285. podendo o Mº Pº nos 5 dias posteriores acusar pelos mesmos factos ou por outros que não envolvam uma alteração substancial daqueles.º) Caso no processo tenha havido a constituição do assistente e estivermos perante um crime de natureza pública ou semipública depois da dedução da acusação pelo Mº Pº e após notificação efetuada.º Se estivermos perante um crime de natureza particular. concluído o inquérito o Mº Pº determina o encerramento deste e ordena a notificação do assistente55 para deduzir acusação particular no prazo de DEZ DIAS. ou no prazo em que a devesse deduzir. apenas.º e 285. deduz igualmente pedido de indemnização civil – n. nos termos da parte final do n.Prosseguimento do processo sem notificações: Quando se tiverem revelado ineficazes os procedimentos de notificação.º Acusação pelo assistente (artigos 284. na pessoa do seu advogado ou patrono nomeado.º2 do artigo 77. os processos prosseguirão para a fase de julgamento.º NOTA: Nesta acusação. sem aquelas.º deverá ser feita. o assistente pode no prazo de DEZ dias deduzir acusação nos termos do artigo 284.

I.º Contacto pessoal Via postal Registada com PR ASSISTENTE Via postal Simples com PD – se tiver indicado residência e tiver sido advertido nos termos dos n. ARGUIDO Requisição ao Diretor do E.º11 do artigo 113.ºs 5 e 6 do artigo 145.º ou defensor nomeado 116 .º do CPP.º11 do artigo 113.º DENUNCIANTE c/ a faculdade de se Via postal Simples com PD CONSTITUIR ASSISTENTE Contacto pessoal e seu Via postal registada Advogado constituído Telecópia – n. quando detido – artigo 114.º11 do artigo 113. Contacto pessoal e seu Via postal registada Advogado constituído ou defensor nomeado Telecópia – n. Elabora-se o seguinte Esquema de Notificações Despacho de ACUSAÇÃO A QUEM NOTIFICAR COMO NOTIFICAR Contacto pessoal Via postal Registada com PR Via postal Simples com PD – se o arguido prestou T.º Contacto pessoal e seu Via postal registada DEFENSOR Telecópia – n.P.R.

mai. 37. . da PGR . para os 56 seguintes endereços eletrónicos: C.gov.A.vitima@cig. Folha 2: Decisões MP). .º 7/2012 com Nota de atualização.º disponíveis na Informação 581 da Habilândia/Citius Intranet.pt C.G.º 32 de 14/05/2012 da DGAJ/DSAJ. ou de ser legalmente inadmissível o procedimento – n.pt 17.º) Casos em que o inquérito pode ser arquivado: O Mº Pº procede por despacho. .G.I. Como efetuar as comunicações do despacho de arquivamento: 56 -Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Direção-Geral da Administração Interna.notificacoes.Ver Circular n. se não tiver sido possível ao Mº Pº obter indícios suficientes da verificação do crime.Artigo Mapa I (Folha 1: Estatuto de Vitima MP.º 218/99. n.pt/Circulares/textos/2012/circular_7-2012.bdvd@dgai. logo que tiver recolhido prova bastante de se não ter verificado crime.º 112/2009.G.pgr. .I.º Via postal registada com PR DL n. de A comunicação das decisões finais (Acusação.º2 do artigo 277.2 Arquivamento do Inquérito ( artigo 277.º).º1 do artigo 277.º11 do artigo 113. através do preenchimento e remessa do Violência doméstica . e DGAI D.Ver Ofício – Circular n. de o arguido não o ter praticado a qualquer título.pdf 117 . ao arquivamento do inquérito. Arquivamento e 16/09 Suspensão Provisória do Processo) é feita até ao último dia dos meses de julho e janeiro.I. de 15/06 Lei n.gov. ou de quem foram os seus agentes (cfr. http://www. A QUEM TENHA manifestado o propósito de Via Postal Simples com PD deduzir PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL Contacto pessoal e seu Via postal registada MANDATÁRIO Telecópia – n.º O inquérito é igualmente arquivado.

Editalmente: ao arguido. via postal simples.º). 118 .º).º e n.º) Não havendo suspeitos ou arguidos (inquérito a correr contra desconhecidos) A decisão é comunicada ao denunciante com a faculdade de se constituir assistente. com cópia do despacho (n.º3 do artigo 277.ºs 3 e 4 do artigo 277. (n. Via postal registada. alínea a) do n. se não for possível efetuar a sua notificação pelos meios acima indicados. mediante: Contacto pessoal. Serão também notificados do despacho os advogados constituídos ou defensores nomeados.º4 do artigo 277. o local de trabalho ou outro domicílio à sua escolha à autoridade policial ou judiciária que elaborar o auto de notícia ou que os ouvir no inquérito ou na instrução (cfr.º4 do artigo 277.º 5 do artigo 113. alínea d) do n.º4 do artigo 277. Por via postal simples com prova de depósito: ao denunciante com a faculdade de se constituir assistente e a quem tenha manifestado o propósito de deduzir pedido de indemnização civil. quando este não tiver defensor nomeado ou constituído.º dia útil posterior à data da expedição (cfr. Esta comunicação será efetuada por notificação via postal simples sem prova de depósito considerando-se efetuada no 5.º).º). nos casos em que o arguido e o assistente tenham indicado a sua residência. Havendo suspeitos ou As comunicações devem ser efetuadas por notificação (n.

º DENUNCIANTE c/ a faculdade de se Via postal Simples com PD (cfr.º5 do artigo 113.d) do n.R. al.º Requisição ao Diretor do E.º 58 .º Contacto pessoal Via postal Registada com PR ASSISTENTE Via postal Simples com PD – se tiver indicado residência e tiver sido advertido nos termos dos n.º11 do artigo 113.º 4 do artigo 277.º11 do artigo 113.º Contacto pessoal e seu Via postal registada DEFENSOR Telecópia – n.º ex vi n.Se o arguido não tiver advogado constituído ou defensor nomeado e não for possível a sua notificação mediante contacto pessoal.I. CONSTITUIR ASSISTENTE Via postal Simples sem PD (cfr.º11 do artigo 113. al.c) do n. 119 . quando detido – artigo 114.57 ARGUIDO 58 Através de Edital – al.º Contacto pessoal e seu Via postal registada Advogado constituído ou defensor nomeado Telecópia – n. e seu Contacto pessoal Advogado constituído Via postal registada ou defensor nomeado Telecópia – n.P.º ex vi n.º4 do artigo 277.º5 do artigo 113. alínea d) do n.ºs 5 e 6 do artigo 145.º4 do artigo 277.º).º). via postal registada ou simples.º Via postal Simples sem PD (cfr.b) do n.º4 do artigo 277. Elabora-se o seguinte Esquema de Notificações ARQUIVAMENTO A QUEM NOTIFICAR COMO NOTIFICAR Contacto pessoal Via postal Registada com PR Via postal Simples com PD – se o arguido prestou T.

º) Findo o inquérito. dispensando o arguido de pena.notificacoes.mai.º4 do artigo 277. se estiverem reunidos indícios da prática de crime para o qual a lei preveja a possibilidade de dispensa de pena (cfr.º Lei n. c) do n. 37.Ver Circular n. Arquivamento e 16/09. 17. pode decidir-se pelo arquivamento do processo. de A comunicação das decisões finais (Acusação.pt/iframe/circulares 120 .ministeriopublico. artigo 74.G. o Mº Pº.º disponível na Informação 581 da Habilândia/Citius Intranet.º 7/2012 com Nota de atualização.G. para os 59 seguintes endereços eletrónicos: C.Artigo Mapa I (Folha 1 –Estatuto da Vítima MP. nos 59 - Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Direção-Geral da Administração Interna. e DGAI D.vitima@cig.I. .1 Arquivamento nos casos de dispensa de pena (artigo 280.º Código Penal). Com efeito.I.pt C.bdvd@dgai. pode o Mº Pº optar pela suspensão provisória do processo.A. .gov.I. .º) Havendo indícios da prática de crime. decisão essa que pode conduzir ao arquivamento do processo sem julgamento.gov. .Ver Ofício – Circular n.2.3 Suspensão provisória do processo (artigo 281. al.º 112/2009. Folha 2 – Decisões MP). Suspensão Provisória do Processo) é feita até ao último dia dos meses de Julho e Janeiro.G.pt 17.º 32 de 14/05/2012 da DGAJ/DSAJ. A quem tenha manifestado o propósito Via postal Simples com PD (cfr. com a concordância do juiz de instrução.º11 do artigo 113. se estiverem reunidos todos os pressupostos.º) de deduzir Pedido de Indemnização Civil Contacto pessoal e seu Via postal registada MANDATÁRIO Via postal simples Telecópia – n. através do preenchimento e remessa do Violência doméstica . o Mº Pº pode optar pelo seu arquivamento. da PGR http://www.

os 5 e 6 do artigo 6. Ausência de aplicação anterior de suspensão provisória de processo por crime da mesma natureza60. O Mº Pº. com a concordância do juiz.p. relativamente ao primeiro caso. Quanto aos crimes de condução de veículos em estado de embriaguez ou condução perigosa sancionados em pena de prisão ou multa mas também prevista pena acessória de inibição de conduzir veículos com motor. salvo quando cometida por duas ou mais pessoas.º 317/94. Ausência de um grau de culpa elevado. Ausência de condenação anterior por crime da mesma natureza.pt) 121 . 60 Consulta a efetuar no SIMP – Sistema de Informação do Ministério Público (https://simp. iii. nos termos do n. relativamente à subtração de coisas móveis de valor diminuto (1UC = 102 €) e desde que tenha havido recuperação imediata destas. Concordância do arguido e do assistente.casos em que o crime for punível com pena de prisão não superior a 5 anos ou com sanção diferente da prisão. é dispensada a concordância do assistente. Nos crimes de violência doméstica e contra a liberdade e autodeterminação sexual de menor não agravado pelo resultado. p. permite-se que o Mº Pº determine a suspensão provisória do processo. com a concordância do juiz de instrução. de 24/12. iv. durante o período de abertura ao público. em nome do interesse da vítima e mediante requerimento livre e esclarecido desta. Nos crimes de furto simples. a suspensão do processo.º do Código Penal. Não haver lugar a medida de segurança de internamento. Ser de prever que o cumprimento das injunções e regras de conduta responda suficientemente às exigências de prevenção que no caso se façam sentir. sempre que se verificarem os seguintes pressupostos: i.  Devem ser remetidos à ANSR os extratos das decisões que determinem a suspensão provisória do processo.pgr. v. e vi. o arguido não se pode opor a aplicação de injunção de proibição de conduzir veículos com motor. mediante a imposição ao arguido de injunções e regras de conduta. pelo artigo 203. oficiosamente ou a requerimento do arguido ou do assistente. quando a conduta ocorrer em estabelecimento comercial.º do DL n. ii. desde que não haja. condenação ou suspensão provisória anteriores por crime da mesma natureza. determina. e seja aplicado o instituto da suspensão provisória do processo.

de 24/01. 122 . o Mº Pº arquiva o processo.º O período de suspensão do processo pode ir até 2 anos e durante esse prazo não corre a prescrição do procedimento criminal. da PGR61. Taxa de justiça / isenção – artigo 516. podem suscitar a intervenção hierárquica. no prazo de 20 dias a contar da notificação do despacho de arquivamento. 61 Publicada no Diário da República II série. deverá ser apurado de imediato. ou  se.4 Intervenção Hierárquica / Reabertura do Inquérito (artigos 278. não podendo ser reaberto.º) Arquivado o inquérito. Duração e efeitos da suspensão – artigo 282.os 1 ou 2 do artigo 277. nos termos dos n. através da consulta do Registo Criminal e da Base de Dados da Suspensão Provisória do Processo (no SIMP).º e 279.º Não é devida taxa de justiça quando o processo tiver sido suspenso provisoriamente ou arquivado em caso de dispensa da pena. se o suspeito/arguido tem condenação anterior ou se lhe foi aplicada suspensão provisória por crime da mesma natureza. 17. durante o prazo de suspensão do processo.  De acordo com a Diretiva nº 1/2014. se optarem por não requerem a abertura da instrução. em especial o ponto 1) do Capitulo II e ponto 2 do capítulo VI. nos casos em que:  o arguido não cumprir as injunções e regras de conduta.º. nº 17. o arguido cometer crime da mesma natureza pelo qual venha a ser condenado. Nos processos por crime de violência doméstica e contra a liberdade e a autodeterminação sexual de menor a duração da suspensão pode ir até 5 anos. O processo prossegue e as prestações feitas não podem ser repetidas. o assistente ou o denunciante com a faculdade de se constituir assistente. de 21-01-2014. logo que seja registado o inquérito por crime a que seja aplicável a suspensão provisória do processo. Se o arguido cumprir as injunções e regras de conduta.

nos termos da Portaria nº 975/2004. Secretário para que este possa dar cumprimento ao artigo 123.1 Decisões recorríveis É permitido recorrer dos acórdãos. 18.º). 18. o inquérito só pode ser reaberto se surgirem novos elementos de prova que invalidem os fundamentos do arquivamento62.º 2 do artigo 279. sentenças e despachos cuja irrecorribilidade não estiver prevista na lei (artigo 399. O imediato superior hierárquico do magistrado que proferiu o despacho de arquivamento pode também. Na verdade. permite a lei que reaja contra as decisões judiciais quem pelas mesmas se sinta prejudicado. de 03/08. Posteriormente. determinar que o processo prossiga. tendo em vista uma nova apreciação por outro tribunal.º 123 . deve-se informar o Sr. A informação só deve ser feita quando o inquérito é arquivado e depois de findos os prazos para a abertura de instrução e de reclamação hierárquica e deve ficar documentada nos autos. NOTA: Sempre que num inquérito tenha sido constituído mandatário.º do Código do IRS: envio do Modelo 11. no prazo de 20 dias a contar da data em que a abertura da instrução já não pode ser requerida. por sua iniciativa. RECURSOS O recurso é um meio de impugnação das decisões judiciais.2 Noção de trânsito em julgado 62 Dodespacho que deferir ou recusar a reabertura do inquérito há reclamação para o superior hierárquico –n. 18.

O conceito de trânsito em julgado não resulta expressamente de qualquer disposição do
CPP. Afere-se por via da aplicação do artigo 4.º do CPP, ao artigo 628.º do C. P. Civil.

NOTA:
Noção de trânsito em julgado (artigo 628.º do C. P.
Civil).
“A decisão considera-se transitada em julgado logo
que não seja suscetível de recurso ordinário ou de
reclamação“.

18.3 Modo de recorrer

Os recursos interpõem-se:

● por meio de requerimento dirigido ao tribunal que proferiu a decisão de que se
discorda, acompanhada da respetiva motivação no prazo de 30 dias (cfr. n.º1 do
artigo 411.º), ou
● por via oral através de simples declaração para a ata, devendo a motivação ser
apresentada no prazo de 30 dias a contar da interposição (cfr. n.º3 do artigo
411.º).

Legitimidade para recorrer

Na fase de Inquérito, têm legitimidade para recorrer

- o Mº Pº

- o arguido e o assistente

- as partes civis

124

- qualquer condenado em quantia ou quem tiver a defender um direito afetado.

Tramitação

Por exemplo, no Inquérito X o arguido A interpôs recurso do despacho que lhe aplicou a
medida de coação de prisão preventiva.

Podem ter acontecido 2 situações:

1. O advogado do arguido ditou para o auto, a declaração de interposição do
recurso (sendo a motivação apresentada, posteriormente, no prazo de 30
dias, – 2ª parte do nº 3 do artigo 411.º) ou

2. no prazo de 30 dias nos termos do nº 1 e 3 (1ª parte) do artigo 411.º
apresentou o requerimento de interposição do recurso e a motivação.

NOTA:
Quer num caso quer no outro, o Inquérito é remetido
aos Serviços do Mº Pº, onde, no 1º caso aguarda a
junção da motivação e, no 2º caso, prosseguindo,
eventualmente, a investigação e aguardando o trânsito
em julgado do despacho que lhe aplicou a medida de
coação.

Recebido o requerimento de interposição de recurso e junta a motivação ou expirado o
prazo para o efeito, o inquérito é concluso ao magistrado que ordenará a remessa ao JIC, para
despacho.

125

O Juiz de Instrução Criminal profere despacho e, em caso de admissão, fixa o seu
efeito e regime de subida (cfr. n.º1 do artigo 414.º).

O requerimento de interposição de recurso ou a motivação são notificados aos
restantes sujeitos processuais afetados pelo recurso, para responder no prazo de 30 dias (cfr.
n.º1 do artigo 413.º).

A resposta é notificada aos sujeitos processuais afetados pelo recurso – cfr. n.º3 do
artigo 413.º

ESQUEMA DA TRAMITAÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO
(Artigos 411.º, 413.º e 414.º)

Recurso interposto por requerimento Recurso interposto em ata/auto
OU
Artigo 411.º Artigo 411.º

Motivação

Artigo 411.º

Despacho de admissão

N.º 1 do artigo 414.º

Notificação do despacho de admissão, do
requerimento ou motivação –n.º 6 do
artigo 411.º

126

º 1-As penas e as medidas de segurança são determinadas pela lei vigente no momento da prática do facto ou do preenchimento dos pressupostos de que dependem. Não é permitido recorrer à analogia para qualificar um facto como crime. Resposta artigo 413. 127 . 3. Só pode ser punido criminalmente o facto descrito e declarado passível de pena por lei anterior ao momento da sua prática.º Despacho n.º 1.º 3 do artigo 413. definir um estado de perigosidade ou determinar a pena ou medida de segurança que lhes corresponde. TIPOS LEGAIS DE CRIMES Nota: São do Código Penal (CP) todas as disposições a seguir indicadas sem menção da origem. Princípio da legalidade – artigo 1. 2….s 4 a 7 do artigo 414. Aplicação no tempo – artigo 2.º • FICHAS • TIPOS LEGAIS DE CRIME • ELEMENTOS A RECOLHER 19.º Notificação do despacho e da(s) Resposta(s) – N.

ainda que transitada em julgado. segundo as circunstâncias. o facto abrange não só a ação adequada a produzi-lo como a omissão da ação adequada a evitá-lo. deveria ter atuado. cessam a execução e os seus efeitos panais logo que a parte da pena que se encontrar cumprida atinja o limite máximo da pena prevista na lei posterior. ou b) Não chegar sequer a representar a possibilidade de realização do facto. Inimputabilidade em razão da idade – artigo 19. com negligência.Age ainda com dolo quem representar a realização de um facto que preenche um tipo de crime como consequência necessária da sua conduta.Quando a realização de um facto que preenche um tipo de crime for representada como consequência possível da conduta. atuar com intenção de o realizar. Momento da prática do facto .artigo 3. é sempre aplicado o regime que concretamente se mostrar mais favorável ao agente.º 1.º 1-Quando um tipo legal de crime compreender um certo resultado. ainda que transitada em julgado.º O facto considera-se praticado no momento em que o agente atuou ou.Age com dolo quem.º Só é punível o facto praticado com dolo ou. nos casos especialmente previstos na lei. Comissão por ação e por omissão – artigo 10. independentemente do momento em que o resultado típico se tenha produzido. neste caso. há dolo se o agente atuar conformando-se com aquela realização. e se tiver havido condenação. cessam a execução e os seus efeitos penais. no caso de omissão. Dolo – artigo 14. se tiver havido condenação. 2 – A comissão de um resultado por omissão só é punível quando sobre o omitente recair um dever jurídico que pessoalmente o obrigue a evitar esse resultado. por não proceder com o cuidado a que.º 128 . 3.2-O facto punível segundo a lei vigente no momento da sua prática deixa de o ser se uma nova lei o eliminar do número das infrações. representando um facto que preenche um tipo de crime. está obrigado e de que é capaz: a) Representar como possível a realização de um facto que preenche um tipo de crime mas atuar sem se conformar com essa realização. 3-… 4-Quando as disposições penais vigentes no momento da prática do facto punível forem diferentes das estabelecidas em leis posteriores. 2. salvo se outra for a intenção da lei. 3-… Dolo e negligência – artigo 13.º Age com negligência quem. Negligência – artigo 15.

c) No cumprimento de um dever imposto por lei ou por ordem legítima da autoridade.º 1-É punível como cúmplice quem. 2-O agente não é punido se o excesso resultar de perturbação. 2-É aplicável ao cúmplice a pena fixada para o autor.º A aplicação das penas e de medidas de segurança visa a proteção de bens jurídicos e a reintegração do agente na sociedade. dolosamente determinar outra pessoa à prática do facto. b) No exercício de um direito. Finalidade das penas e das medidas de segurança – artigo 40. ou d) Com o consentimento do titular do interesse jurídico lesado.Em caso algum pode ser excedido o limite máximo referido no número anterior. prestar auxílio material ou moral à prática por outrem de um facto doloso. em regra.º É punível como autor quem executar o facto. Excesso de legítima defesa – artigo 33. Autoria – artigo 26. Legítima defesa – artigo 31.º 1-O facto não é punível quando a sua ilicitude for excluída pela ordem jurídica considerada na sua totalidade. 129 . ou tomar parte direta na sua execução. Cumplicidade – artigo 27. e ainda quem. Duração da pena de prisão – artigo 41. especialmente atenuada. 2-Nomeadamente não é ilícito o facto praticado: a) Em legítima defesa.A pena de prisão tem.Os menores de 16 anos são inimputáveis. medo ou susto não censuráveis. o facto é ilícito mas a pena pode ser especialmente atenuada. a duração mínima de 1 mês e a duração máxima de vinte anos.º 1-Se houver excesso dos meios empregados em legítima defesa. dolosamente e por qualquer forma. 2. desde que haja execução ou começo de execução. 3. por acordo ou juntamente com outro ou outros. por si mesmo ou por intermédio de outrem.O limite máximo da pena de prisão é de vinte e cinco anos nos casos previstos na lei.º 1.

º a 201.ABUSO SEXUAL DE PESSOA Crime semipúblico. com indicação.º a 179.º a 189.º . cela.º a 152. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua.º .º • DOS CRIMES CONTRA A VIDA INTRA UTERINA – Artigos 140. se possível. se exibiu os órgãos sexuais.º • DOS CRIMES CONTRA A INTEGRIDADE FISICA – Artigos 143.º a 198.º-B • DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL – Artigos 153.º • DOS CRIMES CONTRA A HONRA – Artigos 180. enfermaria. praticados INCAPAZ DE RESISTÊNCIA contra menor ou deles resultar suicídio ou morte da vítima. salvo se.º a 142.º) Artigo 166.º • DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE E AUTODETERMINAÇÃO SEXUAL – Artigos 163. jardins.º • DOS CRIMES CONTRA OUTROS BENS JURÍDICOS PESSOAIS – Artigos 199.º TIPO DE CRIME ABUSO SEXUAL DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 165.º 178.Artigos 131. casa. apalpou os seios. quarto. pátios. lugar e modo: Tempo: dia e hora Lugar: local.º a 162.º) Modo: Que atos praticou o agente: Concretizar atos sexuais praticados (se praticou cópula ou coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos. etc. (art.). 130 . ABUSO SEXUAL DE PESSOA INCAPAZ DE RESISTÊNCIA (Artigo 165.º a 139.º • DOS CRIMES CONTRA A RESERVA DA VIDA PRIVADA – Artigos 190. logradouros estabelecimento ou outro).Crimes contra as pessoas • DOS CRIMES CONTRA A VIDA .ABUSO SEXUAL DE PESSOA Crime público INTERNADA Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo.

com indicação. publicação. Saber se a vítima era portadora de anomalia psíquica ou de outra incapacidade (inconsciente. Se o agente se aproveitou do estado de incapacidade da vítima. lugar e modo: Tempo: . transmissão de doença venérea ou do vírus da sida. publicação. ABUSO SEXUAL DE PESSOA INTERNADA (Artigo 166. ofensa corporal grave.º) Modo: . transmissão de doença venérea ou do vírus da sida. embriaguez. – ou pessoa incapaz. etc. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram. Se utilizou a vítima em fotografias. filmes ou gravações pornográficas (revenda.º OFENSA À INTEGRIDADE FÍSICA Crime semipúblico POR NEGLIGÊNCIA Elementos a recolher:  Circunstâncias de tempo. se possível.. TIPO DE CRIME ACIDENTE DE VIAÇÃO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 137. suicídio ou morte da vítima. Se utilizou a vítima em fotografias. apalpou os seios ou as nádegas da vítima. suicídio ou morte da vítima. ofensa corporal grave.). amnésia etc.Que atos praticou o agente: Idade da vítima e concretizar atos sexuais praticados (se praticou cópula ou coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos. Apurar relações familiares ou de subordinação/dependência entre a vítima e o arguido. filmes ou gravações pornográficas (revenda. Saber que funções o agente exercia no estabelecimento e. etc. Sequelas -gravidez. Se a vitima estava sob a sua dependência e confiada a este. pessoa paralítica.). coma.dia e hora Lugar: -local. Sequelas -gravidez.).. epilepsia. consumo de estupefacientes. etc. etc. etc. 131 .º HOMICÍDIO POR Crime público NEGLIGÊNCIA Artigo 148. se exibiu os órgãos sexuais. por outro motivo de opor resistência – ex.

Estado do pavimento (largura da via. de 22.ATOS SEXUAIS COM Crime semipúblico ADOLESCENTES Atos sexuais com adolescentes – Artigo 173. sangue. limite de velocidade.º . etc. qual a conduta do peão (de onde vinha. visibilidade) e velocidade dos veículos. forma como efetuou a travessia).Crime semipúblico. NOTA: Se do acidente resultar incapacidade para o exercício da atividade profissional ou morte do ofendido.ABUSO SEXUAL DE Crime público MENORES DEPENDENTES Artigo 173. óleo.Modo: -Descrição detalhada do acidente por parte dos intervenientes e das testemunhas.º 178. Vestígios que tenham ficado no local (vidros. qual a instituição ou instituições por que se encontra abrangido e respetivo número de beneficiário (DL 59/89. Local onde os feridos receberam assistência. passadeiras.) Estado do tempo (chuvoso. traços contínuos ou descontínuos no pavimento.02).) Em caso de atropelamento.º . em caso afirmativo. 132 . Utilização ou não dos sinais luminosos e das luzes dos veículos. etc. TIPO DE CRIME ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 171. seco. semáforos. deve apurar-se se o mesmo é beneficiário da Segurança Social e.º. a que distância era avistável pelo condutor. etc. qual a explicação que dá para o facto e como foi o ferido socorrido (crime do artigo 200. Sentidos de marcha de cada um dos veículos.ABUSO SEXUAL DE Crime público CRIANÇAS Artigo 172.º . EXCEÇÃO: É crime público: quando resultar morte ou suicídio da vítima (art.º do CP). obras.º . nº 2). Se o condutor se ausentou do local deixando feridos. existência ou não de bermas.) Sinais de trânsito existentes no local (stop. para onde ia. a fim de serem pedidas as fichas clínicas necessárias para exames médicos. areia.

133 . se possível. com indicação. grau de cultura. etc.dia e hora Lugar: . se deu à vítima escritos obscenos ou objeto pornográfico. se já teve outros(as) namorados(as)).condições especiais que estão previstas no art. do local exato onde os factos ocorreram.º e que determinam a agravação da pena. TIPO DE CRIME AMEAÇA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 153. etc. livros que lê.º 177. casa. lugar e modo: Tempo: .Circunstâncias de tempo. lugar e modo: Tempo: . idade da vítima. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua. com indicação. ofensa corporal grave. Se utilizou a vítima em fotografias e se teve conversas obscenas. estabelecimento ou outro). se possível.dia e hora Lugar: local. Elementos a recolher .Quem praticar ato sexual de relevo (aqui cabendo a cópula. Se exibiu os órgãos sexuais e quais os atos sexuais praticados (se praticou cópula ou coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos). ou do vírus da sida. Saber se em algum dos atos praticados havia intenção lucrativa. suicídio ou morte da vítima. o seu tipo de vida (locais que frequenta. as suas relações. Averiguar a ligação entre ofendida e arguido e sequelas . ou a levou a espetáculo pornográfico. transmissão de doença venérea. Sequelas: Gravidez. se estes eram já do conhecimento do agente.º Crime semipúblico Elementos a recolher:  Circunstâncias de tempo. Apurar a idade da menor e se a mesma era conhecida ou suscetível de ser conhecida pelo agente. os coitos oral e anal e a introdução vaginal ou anal) com menor de idade compreendida entre 14 e 16 anos só é crime se for realizada: Abusando da sua inexperiência: Há que averiguar a vivência do(a) (ofendido(a). Modo: Idade do agente.local.

ou entre pessoas de outro ou do mesmo sexo. estabelecimento ou outro). adotantes e adotados.º Crime público Semipúblico: entre cônjuges. Número de intervenientes. com indicação. receio. lugar e modo: Tempo: . Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. TIPO DE CRIME COAÇÃO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 154. roubar. que vivam em situação análoga a dos cônjuges ( n. como e quais. as quais devem ser concretizadas. violar. ascendentes e descendentes.). Seriedade da ameaça -é elemento essencial que a ameaça tenha causado medo ou inquietação ou por qualquer outra forma tenha prejudicado a liberdade de determinação do ofendido. se possível. O que foi a vítima obrigada a fazer ou omitir.º 4) A coação é a imposição a alguém de uma conduta contra a sua vontade. por isso. é necessário explicitar por que forma se traduziu esse medo. Averiguar qual o propósito do agente (assustar. casa. Recolher as frases proferidas no discurso direto. etc. matar. O bem jurídico protegido é a liberdade pessoal de decisão e de ação. etc. Modo: Se houve violência ou ameaça grave. Apurar relações familiares ou de subordinação/dependência entre a vítima e o arguido. irritar.dia e hora Lugar -local. agredir.Modo: Se foram utilizadas armas. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua. 134 .

Modo: Que atos praticou o agente (se exibiu os órgãos sexuais. devido aos factos. Se houve violência ou ameaça grave. apalpou os seios ou as nádegas da vítima. com indicação. deficiente. estabelecimento ou outro). n. casa.º 2 alínea l).º Crime semipúblico EXCEÇÃO: — É crime público: quando praticados contra menor ou resultar morte ou suicídio da vítima. Saber se a vítima se encontrava particularmente indefesa (idoso. etc.º. ofensa corporal grave.º 1 alínea c). suicídio ou morte da vítima. n. Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo.). 132. se possível. 135 . transmissão de doença venérea ou do vírus da sida. TIPO DE CRIME COAÇÃO SEXUAL DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 163. Saber a atividade profissional da vítima e se estava no exercício daquela atividade quando os factos ocorreram (artigo 155. doente.º. lugar e modo: Tempo: . etc. as quais devem ser concretizadas.dia e hora Lugar:-local. grávida). Se foi tornada inconsciente ou incapaz de resistir fisicamente ou ainda se foi posta nessa situação pelo agente e por que meios. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua. Apurar relações familiares ou de subordinação/dependência entre a vítima e o arguido.ex: docente ameaçado com vista à obtenção de benefício). Sequelas -gravidez. Se houve suicídio ou tentativa de suicídio por parte da vítima.

(elemento diferenciador de um e outro crime é a presença do ofendido) Artigo 182.º 1 alíneas a) e b) do artigo 188.º e 187. factos ou gestos utilizados. qual. .º 2 do artigo 132. exceto nas situações previstas no n. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua.º . TIPO DE CRIME DIFAMAÇÃO E INJÚRIA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 180.º do C.º 2/99. gestos.DIFAMAÇÃO Crime particular Crimes particulares. h) do n. se possível.º). Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. Modo: Palavras e frases.dia e hora Lugar: -local. com indicação.DIFAMAÇÃO Crime particular Artigo 181. CRIME SUSCETÍVEL DE SER COMETIDO ATRAVÉS DA IMPRENSA – Lei n.P.º (artigos 184. casa. de 13/01 A pena é agravada: Se os factos forem praticados através de meios que facilitem a divulgação – artigo 183.EQUIPARAÇÃO: as feitas por escrito. Se ocorreram em reunião pública.º e al.º Código Penal. em discurso direto. imagens ou qualquer outro meio de expressão. em caso afirmativo.º . estabelecimento ou outro). lugar e modo: Tempo: . 136 . caso em que os crimes são semipúblicos. em que são crimes semipúblicos. mas relativa ao ofendido.º do CP Em função da qualidade do ofendido – Artigos 184. Se foram publicados em jornal e. Se foram disseminados em panfletos.INJÚRIA Crime particular Artigo 180. INJÚRIA -É dirigida diretamente ao ofendido DIFAMAÇÃO -É dirigida a terceiros.º .

do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua. casa. pelo sexo. deficiência. Se o homicídio se destinou a encobrir outro crime. doença ou gravidez.º . Parentesco entre o agente e a vítima. Se o agente mantinha ou tinha mantido uma relação análoga à dos cônjuges com pessoa de outro ou do mesmo sexo. fragilidade da vitima em virtude da idade. 137 . lugar e modo: Tempo: . ainda que sem coabitação Se o agente praticou o ato por ódio racial.HOMICÍDIO Crime público Artigo 132.HOMICÍDIO QUALIFICADO Crime público Artigo 133.º-HOMICÍDIO A PEDIDO DA Crime público VITIMA Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. jardim ou outro).º . Se agiu com premeditação Quem comparticipou no crime Os antecedentes do crime. Qual o meio utilizado. origem étnica ou nacional. se possível. religioso.º .HOMICÍDIO PRIVILEGIADO Crime público Artigo 134. Se houve prazer de matar ou de causar sofrimento Se houve reflexão sobre os meios empregados e persistência na intenção de matar. politico ou gerado pela cor. Se houve emprego de tortura ou ato de crueldade para aumentar o sofrimento da vítima. pela orientação sexual ou pela identidade de género da vítima. se estava fardado ou se a sua qualidade era do conhecimento do arguido) TIPO DE CRIME HOMICÍDIO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 131.dia e hora Lugar: -com indicação. Apurar a qualidade do ofendido (caso seja autoridade.

Se a agressão se verificou no interior de uma residência. casa. como se iniciou. O bem jurídico tutelado é a integridade física. designadamente. Descrever todo o desenrolar da agressão.º. TIPO DE CRIME OFENSA À INTEGRIDADE FÍSICA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 143. empurrão. Modo: Soco.º.  Art. FÍSICA GRAVE Crime público Artigo 146. arma de fogo. se alguém caiu. vizinhança entre ofendido e arguido e respetivos familiares): Saber se foram feitos exames médicos e se o ofendido foi assistido em algum estabelecimento hospitalar e qual. na qual o agressor é estranho. navalha. se foi utilizado qualquer objeto. Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. No caso de agressões múltiplas. lugar e modo: Tempo: .dia e hora Lugar: -local exato onde os factos ocorreram (rua. trabalho.º a 116.º – regime do direito de queixa. Circunstâncias que antecederam a agressão (provocação.º – Negligência. deve apurar-se as circunstâncias em que o mesmo ali se introduziu (poderá haver concurso real de um outro crime de introdução em casa alheia ou em local vedado ao público). e tudo o mais que se possa revelar de interesse para a descoberta da verdade. de inimizade. pau.º – Homicídio negligente.  Art. bem como os ferimentos que cada interveniente apresentava.ºs 113. jardim ou outro). 138 . desavenças antigas.OFENSA À INTEGRIDADE FISICA Crime Semipúblico POR NEGLIGÊNCIA (INVOLUNTÁRIOS) Indicações legislativas:  Art. se se agarraram e como a contenda terminou.º 137. e descrevê-lo pormenorizadamente. parentesco.OFENSA À INTEGRIDADE FÍSICA Crime Semipúblico SIMPLES Artigo 144. ferro. apurar quem começou e quem agrediu quem.º – OFENSA À INT.º – OFENSA À INTEGRIDADE FÍSICA Crime público PRIVILEGIADA Artigo 148. relações de amizade. pontapé.º 15. Qual a parte do corpo que foi atingida.

º do CP. É preciso distinguir entre sequestro e coação. incapacidade permanente para o trabalho. essencial à determinação da comarca competente para conhecimento do crime.º Crime Público O bem jurídico tutelado é a liberdade de locomoção de deslocação de movimentação. agente simulando autoridade pública ou abusando dos poderes inerentes às suas funções públicas – n. ameaças. Modo: Se foi praticado por mais do que uma pessoa.º e al. O crime de sequestro pode estar associado ao de violação. A pena é agravada em função da qualidade da vítima – al. f) do n. Apurar as razões da prática do crime . suicídio. casa.º 2 do artigo 158. por vingança. utilização de narcóticos. lugar e modo: Tempo: dia e hora Lugar: local.para facilitar outros crimes.º 2 do artigo 132. perturbações. Sequelas -lesões.º 2 do artigo 158. por malvadez. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua. Como ocorreu a libertação -por intervenção do arguido ou de terceiro. quando é dada boleia e. Sucede. estabelecimento ou outro). a partir de certa altura. morte. 139 . identificá-las e esclarecer o grau de participação de cada uma. Tempo que durou a detenção ou a privação da liberdade. Local onde cessou a privação da liberdade. l) do n. nomeadamente se houve mutilação dos órgãos sexuais. se possível. a vítima quer sair do carro e é impedida pelo agente. tortura. Meios utilizados -violência.º Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. TIPO DE CRIME SEQUESTRO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 158. por exemplo. com indicação. Se a vitima foi afetada na sua vida profissional intelectual ou sexual. privação da razão. para encobrir outros crimes.

do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua.º– crime de natureza semipúblico. com indicação.º-Devassa por meio de informática que é crime público. escalamento ou chaves falsas. Se foram efetuados telefonemas para a sua habitação ou para o seu telemóvel e se isso acarretou perturbação para a sua vida privada. por arrombamento. TIPO DE CRIME VIOLAÇÃO DE DOMICILIO OU PERTURBAÇÃO DA VIDA PRIVADA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 190. Se foi praticado por duas ou mais pessoas (quem e grau de participação).º INTRODUÇÃO EM LUGAR Crime Semipúblico VEDADO AO PÚBLICO O bem jurídico é a privacidade/intimidade. Simulando autoridade pública. Com violência ou com armas. para a sua paz ou para o seu sossego.dia e hora Lugar: -local. Modo: O porquê da introdução. Se lhe foi dito para não entrar ou para sair. se possível. casa. Se o crime ocorreu de noite (a que horas) ou em lugar ermo. estabelecimento ou outro). Artigo 198. Elementos constitutivos:  Entrada ou permanência  ausência de consentimento  carácter alheio da habitação  dolo Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. salvo art. lugar e modo: Tempo: .º Crime Semipúblico Crime Semipúblico Artigo 191. 140 .º 193.

se foi colocada nessa situação pelo agente e por que meios (droga. estabelecimento ou outro). se causou receio ou medo da sua concretização. morte.º 1 e 2 do artigo 178. e o carácter de seriedade da mesma. suicídio. transmissão de doença venérea ou do vírus da sida (saber se o agente tinha conhecimento de que era portador dessa doença) . A idade da vítima com junção de certidão de nascimento. TIPO DE CRIME VIOLAÇÃO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 164.gravidez. Descrição dos atos sexuais (se praticou cópula ou coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos. Se existiu ameaça.º do Código Penal.ver artigo 177. Se houve participação ou colaboração de terceiros e por que forma. casa. Ligação entre a vítima e o agente. Sequelas . lugar e modo: Tempo: dia e hora Lugar: local. etc. se possível. foi utilizada. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram (rua.) Se a vítima estava inconsciente e. com indicação. Relações de parentesco ou de subordinação ou dependência. em caso afirmativo. 141 . ofensa corporal grave. álcool.º Crime Semipúblico EXCEÇÃO: — É crime público: se forem praticados contra menor ou resultar morte ou suicídio da vítima – n. Modo: Que tipo de violência.º Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. de que tipo. violência física). física ou moral. isto é.

valor consideravelmente elevado. contabilista. etc.º – sobre definições legais (valor elevado. erro ou engano.º.º A 226. Crimes contra o património • DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE – ART. 3 .º TIPO DE CRIME ABUSO DE CONFIANÇA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 205.S 227. enquanto no abuso de confiança é entregue voluntariamente. Ver artigo 202.ºS 234.ºs 203.º • DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÓNIO EM GERAL – ART.º • DOS CRIMES CONTRA DIREITOS PATRIMONIAIS – ART.º A 216.S 217. valor diminuto…) A diferença essencial entre o abuso de confiança e a burla é que nesta a coisa é entregue mediante artifício. verificados os requisitos do artigo 207.º A 233.Acesso a dinheiros no exercício da profissão de caixa.Empréstimo de objetos.Recebimento de dinheiros no exercício da profissão de cobrador.º nº 4 e 5 Crime público Tem natureza particular.º A 235. 2 .º 1 e 3 Crime Semipúblico Artigo 205. O bem jurídico protegido pela incriminação é a propriedade. 142 . Exemplos: 1 . ficando o agente obrigado a restitui-la. provocando o empobrecimento da vítima.º n.ART.º • DOS CRIMES CONTRA O SETOR PRIVADO OU COOPERATIVO AGRAVADOS PELA QUALIDADE DO AGENTE . não o fazendo.

º 1 e 4 . a que título. Lugar: -local exato onde os factos ocorreram. Modo: Quando foi a coisa entregue.BURLA PARA A Crime semipúblico OBTENÇÃO DE ALIMENTOS. emprestou.ª instância. na afirmativa. quando.º . TIPO DE CRIME BURLA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 217. Por que forma o agente teve acesso à coisa.º 1 e 3 .BURLA RELATIVA A Crime semipúblico SEGUROS Artigo 219.º .º . Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo.º n. para determinação da comarca competente. Qual o destino que lhe deu: destruiu.BURLA Crime Semipúblico Artigo 218.dia e hora. Se a restituiu e. Porquê.BURLA RELATIVA A Crime público SEGUROS Artigo 220. BEBIDAS OU SEGUROS Artigo 221.º 1 a 4 .º n. penhorou.º n. ofereceu. lugar e modo: Tempo: .BURLA QUALIFICADA Crime público Artigo 219. Que quantia em dinheiro.NOTA: ARTIGO 206º: o acordo entre o ofendido e o arguido permite a extinção da responsabilidade criminal se houver restituição ou reparação integral até à publicação da sentença da 1.BURLA Crime semipúblico INFORMÁTICA E NAS COMUNICAÇÕES 143 . Que tipo de objeto era e qual o valor que se lhe atribui. vendeu. Que profissão exercia.

com indicação.Crime semipúblico. alínea a)–(burla familiar). alínea a) – (burla familiar e burla por necessidade).º.º-Crime semipúblico. Modo: Intenção do agente ao praticar o ato. se possível. lugar e modo: Tempo: . 2 e 5 – BURLA Crime público INFORMÁTICA E NAS COMUNICAÇÕES Crime público Ver Lei do Cibercrime – Lei n.09 Artigo 217. 144 .º 109/2009 de 15. Tem natureza particular. verificados os requisitos do artigo 207. a forma como se processou o acesso ao sistema informático ou aos dados dele provenientes. Que objetos entregou. Se os restituiu e. para determinação da comarca competente. Artigo 221.º. Se.º n. Relato circunstanciado da forma como o ofendido foi enganado e determinado a entregar ao arguido objetos (pertencentes ao ofendido ou a terceiros) ou dinheiro a que aquele não tinha direito ou. O que determinou o ofendido a convencer-se de que o arguido agia licitamente. Neste caso o crime prescreve no prazo de dois anos. e tem natureza particular.º 1. Qual o destino da quantia ou objetos obtidos pelo arguido. Que quantia em dinheiro. após a entrega desses objetos ou dinheiro. Que tipo de artifício foi usado. no que à burla informática diz respeito. Artigo 220. quando e em que circunstâncias. identificá-lo. na afirmativa.º. se pertenciam a terceiro.Dia e hora. Lugar: -local. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram. Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. ficou o ofendido em difícil situação económica e em que se traduziu essa dificuldade. verificados os requisitos do artigo 207.

ºs 212. Se os vendeu. O crime de burla pode estar relacionado com o crime de falsificação.Dia e hora. com indicação. TIPO DE CRIME DANO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 212.ª instância. Lugar: -local.º DANO com VIOLÊNCIA Crime público Engloba as condutas previstas nos art.º quando praticadas com violência Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo.º 207. Relação de parentesco entre o arguido e o ofendido (cfr. a) Artigo 214.DANO Crime público e particular. obtendo. um enriquecimento ilegítimo e causando prejuízo ao ofendido.º .º 207.º .º. se possível. e particular. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram.DANO Crime semipúblico. 145 . para determinação da comarca competente. enganando-os sobre os pressupostos de tal entrega. NOTA: ARTIGO 206º: o acordo entre o ofendido e o arguido permite a extinção da responsabilidade criminal se houver restituição ou reparação integral até à publicação da sentença da 1. penhorou ou ofereceu (em caso afirmativo. al. Essencial neste crime é que o arguido consiga convencer o ofendido ou terceiros a entregar-lhe dinheiro ou objetos. lugar e modo: Tempo: . a quem). se verificadas as QUALIFICADO circunstâncias do art.º e 213.º. O ofendido nos crimes contra o património fica satisfeito com a reparação do dano que lhe foi causado. Artigo 207. alínea a) do CP).º Artigo 213. assim. se verificadas as circunstâncias do art.

etc..º alínea c)). familiares.Se de dia ou de noite e a hora. Saber se o dano foi reparado e quando. danificado ou tornado não utilizável.FURTO QUALIFICADO Crime público Elementos a recolher:  Circunstâncias de tempo.FURTO Crime semipúblico e particular se verificadas as circunstâncias do art. sem prejuízo de.º 1 do art. se possível. No caso de veículos. Apurar relações entre ofendido e arguido.º.). Por que forma foi destruído. lugar e modo: Tempo: . n. Lugar:-local. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram. inquilino/senhorio. O valor é atribuído pelo ofendido.Modo: Razão por que o fez (ato gratuito. caso o objeto ainda exista. Qual o valor desse objeto e da reparação do dano.º 3 e 204.º. A quem pertence o objeto destruído. a) do n. etc.º 207. Intenção do agente. onde foi furtado e abandonado. patrão/empregado. não há lugar à qualificação do crime (artigos 213.º .º nos casos da al. ato de vingança.º 1 e al. danificado. Por exemplo: com violência ou ameaça contra as pessoas. desfigurado ou tornado não utilizável.º .ºs 3 e 4). com indicação.º 206.º 213. 146 . por quem e em que circunstâncias. lhe poder ser feito um exame. se eram vizinhos. n. Se o valor da coisa for diminuto (artigos 202.º 2 do art. NOTA:– aplica-se o n. para determinação da comarca competente.º (certas relações familiares ou equiparadas ou valor diminuto). Artigo 204. a) do n. TIPO DE CRIME FURTO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 203.º CP.

artigo 208. Razão por que o fez: (*) Dificuldades económicas. apurar o papel de cada um. se era para usar e depois restituir (furto de uso de veículo . gavetas. (*) Se existiam pessoas em casa. quando. etc.º do CP). gare ou cais. Objetos furtados: (*) Discriminação.Lugar ermo. estabelecimento. local vedado ao público. (*) Forma da subtração – de dentro de cofres. (*) Se os restituiu total ou parcialmente e. quem teve a ideia. Modo: (*) Forma de entrar na casa. chave falsa (artigo 202. interior de veículo automóvel ou de qualquer outro meio de transporte. forma como dividiram ou combinaram dividir entre si o produto do furto. (*) Se foram provocados estragos e em que montante. (*) Perguntar qual o destino que deu aos objetos. e se estes estavam trancadas ou não. espaço fechado. (*) Influência de terceiros. relações de amizade. 147 .º do CP). na afirmativa. casa. ou por ter sido descoberto. (*) Se foram reparados. com o valor atribuído. (*) Para angariar meios para aquisição de estupefacientes. por arrombamento. por quem e quando. tanto quanto possível exaustiva. identificá-los. Relações de parentesco (artigo 207. relações laborais). Se forem vários arguidos (coautoria).º alínea a)) e outro tipo de relações (comunhão de mesa e habitação. Intenção do agente: Se era para “fazer coisa sua”. estação. escritório. função desempenhada por cada um na execução do crime. escalamento. (*) Se a restituição foi voluntária. caixas.

para efeitos de avaliação da prática dos crimes de burla ou recetação: — recetação. se essas pessoas se convenceram ou foram convencidas pelo arguido de que o objecto lhe pertencia. física ou moral. e que destino deu ao dinheiro obtido. do nome da rua e local exato onde os factos ocorreram. Lugar: -local. para determinação da comarca competente.Se de dia ou de noite e a hora. ou da redução desta. É importante averiguar o destino dos objetos.  Circunstâncias de tempo. (*) Discriminação dos objetos suscetíveis de serem furtados que se encontravam no local. por qualquer modo. na afirmativa. se os ofereceu e.º Crime público Elementos a recolher: (os mesmos do furto). O roubo não é mais do que um furto qualificado em função do emprego de violência. NOTA: (*) O assinalado deverá ser considerado como elemento típico do crime de roubo TIPO DE CRIME ROUBO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 210. — burla. a quem. onde foi furtado e abandonado. contra a vítima. se os penhorou. lugar e modo: Tempo: . se possível. No caso de veículos. (*) Se os vendeu. 148 . com indicação. se as pessoas que receberam o objeto sabiam que o mesmo era furtado. à incapacidade de resistir.

º. Tortura e outros tratamentos cruéis.º Crime público 149 . Discriminação racial.º. a integridade física e a liberdade de decisão e ação. o assaltante bate no cliente para forçar o empregado a entregar- lhe o dinheiro. mas também a vida.º. Por ex.º) pelo facto de ser um crime contra a propriedade enquanto aquele é um crime contra o património em geral. RELIGIOSA OU SEXUAL DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 240. religiosa ou sexual • 243. Omissão de denúncia • 246. todos os elementos coligidos em ► Furto ► Coação ► Ofensa à integridade física NOTA: O roubo distingue-se da extorsão (art. Os bens jurídicos protegidos pela incriminação são a propriedade. Incapacidades TIPO DE CRIME DISCRIMINAÇÃO RACIAL.º. com as necessárias adaptações. Assalto a um banco.º 223. E não tem de ser exercida diretamente sobre o ofendido.º.Modo: ver. A violência pode ser física ou psíquica. Tortura e outros tratamentos cruéis. degradantes ou desumanos graves • 245. Crimes contra a identidade cultural e integridade pessoal • 240. degradantes ou desumanos • 244. podendo dirigir-se a outra pessoa.

Os bens jurídicos protegidos pela incriminação são a igualdade entre todos os cidadãos,
a integridade física, a honra e a liberdade de outra pessoa.

Elementos a recolher:

 Circunstâncias de tempo, lugar e modo:

Tempo: - Se de dia ou de noite e a hora.
Lugar: -local, com indicação, se possível, do nome da rua e local exato onde os factos
ocorreram, para determinação da comarca competente

Modo:
Recolher se o agente constituiu ou fundou alguma organização ou desenvolve atividades
de propaganda organizada que incitem à discriminação, ao ódio ou à violência contra
determinada pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor ou origem étnica ou
nacional, religião sexo, orientação sexual ou identidade de género;
A ter havido organização quando foi fundada, e qual a duração;
por quantos elementos era constituída e quem era o seu chefe ou líder;
Se o ódio era motivado pela religião, sexo, cor ou outro qualquer motivo;
Número de intervenientes;
Averiguar qual o propósito do agente (provocar atos de violência, difamar, injuriar,
ameaçar, assustar, irritar, agredir, matar, roubar, violar, etc.);
Se houve discriminação racial ou religiosa, por causa do sexo ou da orientação sexual;
Se houve instigação à prática de crimes determinados contra uma pessoa ou um grupo
de pessoas;
Se houve violência física ou psíquica;
Se foi causado medo ou inquietação, explicitar por que forma se traduziu esse medo,
receio, etc.

150

Crimes contra a
vida em sociedade

• DOS CRIMES CONTRA A FAMILIA, OS SENTIMENTOS RELIGIOSOS E O RESPEITO DEVIDO AOS
MORTOS - ART.S 247.º A 254.º
• DOS CRIMES DE FALSIFICAÇÃO – ART.S 255.º A 271.º
• DOS CRIMES DE PERIGO COMUM – ART.ºS 272.º A 286.º
• DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DAS COMUNICAÇÕES –ART.S 287.º A 294.º
• DOS CRIMES CONTRA A ORDEM E A TRANQUILIDADE PÚBLICAS –ART.ºS 295.º A 307.º

TIPO DE CRIME FALSIFICAÇÃO OU CONTRAFAÇÃO
DE DOCUMENTOS
DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA
Artigo 256.º Crime público

Elementos a recolher:

É preciso apurar a finalidade com que o agente atuou.
Muitas vezes, na burla, o artifício utilizado para enganar consiste na apresentação de um
documento falso ou falsificado (bilhetes de identidade, cheques, vales postais de pensões
de reforma, etc.).

Assim, neste caso, é necessário apurar:
 Circunstâncias de tempo, lugar e modo:

Tempo: - dia e hora

Lugar: -local, com indicação, se possível, do nome da rua e local exato onde os factos
ocorreram (rua, casa, estabelecimento ou outro).

Modo:
Se alcançou algum benefício ou causou prejuízo, especificar qual;
Que tipo de documento foi apresentado;
Como foi obtido
Se houve fabricação ou elaboração total do documento ou apenas parcial

Através de fabrico:

151

Por quem, quando, onde por que meios

Através de falsificação do original:
Como foi este obtido
Se foi furtado, quando, onde, como
Por que forma foi alterado
Quando, por quem, onde.

Crimes contra o
Estado

• DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DO ESTADO –ART.ºS 308.º A 346.º
• DOS CRIMES CONTRA A AUTORIDADE PUBLICA – ART.ºS 347.º A 358.º
• DOS CRIMES CONTRA A REALIZAÇÃO DA JUSTIÇA – ART.ºS 359.º A 371.º
• DOS CRIMES COMETIDOS NO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PÚBLICAS - ART.ºS 372.º A 386.º

TIPO DE CRIME CORRUPÇÃO ATIVA
DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA
Artigo 374.º Crime público

Elementos a recolher:

 Circunstâncias de tempo, lugar e modo:

Tempo: - dia e hora

Modo
Em que momento, dia e hora, e em que local o particular (agente do crime) deu ou
prometeu ao funcionário vantagem patrimonial ou não patrimonial.
Se o ato ou omissão que se pretende ver praticado, tem natureza lícita ou ilícita (ou
seja, se é contrário ou não aos deveres do cargo);

152

isto é. o perigo de serem punidos ou serem sujeitos a pena ou medida de segurança – artigo 374. ou a pessoa. em que local e de quem partiu a iniciativa de celebrar o «negócio». 153 . adotado. quais. Saber se houve restituição de vantagens obtidas antes da prática do ato prometido.º 3 do CP). Qual a intenção do particular (se com a prática do crime pretende evitar.º. Qual a natureza do ato ou da omissão a praticar pelo funcionário – se teve a colaboração de outras pessoas. porquê: Por desistência do funcionário.º grau.º e 373. por ex. cônjuges. Em que momento. em que circunstâncias Por recusa do oferecimento (subsistindo aqui apenas o crime de corrupção ativa). TIPO DE CRIME RECEBIMENTO INDEVIDO DE VANTAGEM CORRUPÇÃO PASSIVA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 372. lugar e modo: Tempo: .). Se o não foi. Saber se o ato ou omissão foi ou não praticado. adotante. de outro ou do mesmo sexo. quais são exatamente as suas atribuições no serviço em que está integrado. integrar outro tipo de ilícito (falsificação. ou para os seus. A quem se destinou – ao funcionário ou a familiares – e razões que a determinaram. em que medida. O funcionário solicita ou recebe? Qual a natureza da dádiva – patrimonial ou não patrimonial. que com aquele viva em condições análogas às dos cônjuges. para si. Se o ilícito praticado pelo funcionário.º Crimes públicos Elementos a recolher   Circunstâncias de tempo. n. parentes ou afins até ao 2. quem toma a iniciativa ou se adianta.dia e hora Modo Caracterizar o conteúdo funcional do cargo público exercido pelo agente. o agente da corrupção ativa poderá ser coautor desse ilícito. Por razões alheias à sua vontade.

etc. ex. É a qualidade de funcionário que torna o peculato mais grave do que o furto (ver conceito – artigo 386. O ato ilícito praticado pelo funcionário pode integrar também a previsão de um outro ilícito criminal (p. Elementos a recolher  Circunstâncias de tempo. Quem é o funcionário. de coisas que tinham sido entregues ao funcionário.º do Código Penal.PECULATO Crime público Artigo 376.º . No caso de ter sido o funcionário a solicitar a dádiva e verificando-se o circunstancialismo do artigo 373. promoção dolosa.º.º . b) do n.º do Código Penal..dia e hora Lugar: -local. é um crime semelhante ao atrás referido. queixa criminal.º e al. há que ter em atenção o disposto no artigo 154. ou seja. TIPO DE CRIME PECULATO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA Artigo 375. 154 . com indicação do nome da rua e local exato onde se deu a apropriação dos bens. importando também averiguar o modo da prática destes crimes.PECULATO DE USO Crime público É o crime do funcionário público que arbitrariamente faz sua ou desvia em proveito próprio ou alheio. Porque se apropriou dos objetos: Se para os fazer seus ou de terceiros ou para os utilizar em proveito próprio ou de terceiros. pelo funcionário ou por terceiros. O peculato de uso – artigo 376. prática de um crime) ou se usou de violência sobre o mesmo.º do CP). de dinheiro ou coisa móvel. que podem concorrer com a corrupção em concurso real). mas sim o uso deles. que possui em razão das suas funções. revelação de um facto atentatório da honra e consideração. Averiguar a intenção do particular. lugar e modo: Tempo: . falsificação. com a diferença de que não há apropriação de objetos ou artigos. se ameaçou o particular com mal importante (ex. estivessem na sua posse ou lhe fossem acessíveis em virtude das suas funções. peculato.º1 ao artigo 155.

º 48/2005.Lei n.º 2 do artigo 376. de 02/12 • PROTEÇÃO JURÍDICA DAS BASES DE DADOS –DL n.º 454/91 – N.º 122/2000.º1 do art. Trata-se de um crime que admite a extinção da responsabilidade criminal pelo pagamento nos termos previstos no art.º). de 29/11 –Regime Jurídico aplicável ao consumo de estupefacientes • BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS – Lei n. de 14/03 • EMISSÃO DE CHEQUE SEM PROVISÃO – DL n.Legislação de Combate à Droga • Lei n.º 454/91.º 454/91. de 22/01.º do Código Penal pune ainda a utilização de dinheiros públicos para fins públicos diferentes daqueles a que se destinam.º 25/2008.º 15/2001.º 5/2002.º do DL n. de 05/06 • CRIMES CONTRA OS DIREITOS DE AUTOR DL n. 155 .º 316/97.º-A Crime semipúblico Punido pelo art. O procedimento criminal depende de queixa – n.º 454/91.º-A (cfr. O n. com as alterações introduzidas pelos DL n.º15/93. Legislação conexa • CRIMES RESPEITANTES A ESTUPEFACIENTES- • DL n. de 05/06 • INFRAÇÕES ANTIECONÓMICAS E CONTRA A SAUDE PÚBLICA – DLn. de 04/07 • ARMAS E MUNIÇÕES– Lei n. de 28/12. de 28/12. 83/2003 e pela Lei n.º 11. n.º1 do Artigo 11. de 28/12 • REGIME GERAL DAS INFRAÇÕES TRIBUTÁRIAS . de 23/02 TIPO DE CRIME EMISSÃO DE CHEQUE SEMPROVISÃO DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA DL n. de 20/01 • CRIMINALIDADE ORGANIZADA E ECONÓMICO-FINANCEIRA.º 11. na redação do DL n. 323/2001.º 63/85.º 5 do art.ºs 316/97.º 28/84.º 11.º 422/89. do DL n.º 1. de 11/01 • CRIMES DE JOGO – DL n.º 30/2000.º 5/2006.º-A.Lei n.

Pagamento de mercadorias. Pagamento de dívida.pdf Inquirição do ofendido Caso os elementos não constem na queixa.pgr.pt/Circulares/textos/2012/circular_10-2012.s Procuradores-Gerais Distritais de Lisboa. tem de explicar como e porque o fez: 156 . Localidade e agência bancária onde o cheque foi apresentado a pagamento.º 10/2012 http://www. Substituição de outros cheques. Circular n.Cfr. Interrogatório do arguido Se passou ou não o cheque e quando. convém que o magistrado do Ministério Público se pronuncie logo sobre a necessidade de recolha de autógrafos.n. Se confirma ou não a assinatura. com a faculdade de a subdelegarem .º. designadamente a data.4 do art. indicar: Os factos constitutivos da obrigação subjacente à emissão do cheque.º 11. O PGR delega nos Sr. Se não confirmar. ou se faltava algum elemento. designadamente a data. Se passou um ou vários cheques.º -A. de Coimbra e de Évora. do Porto. Se o cheque estava ou não totalmente preenchido. A data da entrega do cheque e juntar os respetivos documentos de prova. Se o cheque estava ou não totalmente preenchido. ou se faltava algum elemento. Autorização da desistência de queixa no crime de emissão de cheque sem provisão em que o Estado seja ofendido . Qual o negócio subjacente: Se o cheque foi passado e entregue para: Garantia de uma dívida. o Se afirmar ter cancelado o cheque no banco.

TIPO DE CRIME DROGA DISPOSIÇÃO LEGAL NATUREZA DL n. quantidades e como está acondicionada/dissimulada. de 22/1 Elementos a recolher:  Circunstâncias de tempo.º 15/93. a frequência com que consome e se está disposto a submeter-se a um tratamento de desintoxicação. que destino dá ao produto da venda (se é exclusivamente para alimentar o seu consumo ou se é também para outros fins). Como angaria fundos para adquirir droga -no caso de vender estupefacientes. Se está na disposição de aceitar uma eventual desistência do processo -ver artigo 56. a quem. Enquadramento familiar 157 . e em que circunstâncias. São elementos constitutivos do crime: 1. onde e quando. Por que forma a consumiu ou ia consumir (injetar. Emissão de um cheque – que consiste no seu preenchimento e entrega a tomador. Onde é que o arguido a adquiriu/obteve. se anda a receber tratamento e onde. Falta ou insuficiência de provisão. a quem vende e onde. Se tem emprego e outros meios próprios de subsistência.º. fumar. Com que frequência o costuma fazer. Qual a quantidade média que consome diariamente. “snifar”) ou ceder a terceiros. quando apresentado o cheque a pagamento dentro de 8 dias. por quanto e em que quantidades. lugar e modo: De que tipo de droga se trata. o Se alegar que o assaltaram e lhe roubaram os cheques. na afirmativa. na afirmativa. 2. alegando ter extraviado o cheque ou que o mesmo lhe foi roubado. deve dizer se fez participação e. Se é toxicodependente e. Se retirou fundos ou se escreveu ao banco.

º. A destruição das substâncias estupefacientes está prevista no artigo 62.º Coleção : Processo Penal Autor: Direção-Geral da Administração da Justiça/DSAJ/Centro de Formação Titulo: Processo Penal – Parte Geral e Fase do Inquérito Coordenação técnico-pedagógica: Acácio Seixas Carménio Nabais Coleção Pedagógica: DGAJ/Centro de formação 6 ª Edição fevereiro 2017 158 . Comunicações das decisões .Notas: 1. 3. A análise do produto estupefaciente é efetuada pelo Laboratório de Polícia Cientifica.artigo 64. 2.