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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP

Delegação Regional do Centro


Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda
Serviço de Emprego e Formação Profissional de Seia

Técnico/a de Apoio Familiar e de Apoio à


Comunidade

Necessidades Humanas Básicas: Os cuidados de Higiene,


alimentação, hidratação, conforto e eliminação

Formadora:

Catarina Ferreira

2014

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UFCD: Necessidades Humanas Básicas: Os cuidados de


Higiene, alimentação, hidratação, conforto e eliminação.

Código: 7213

Carga Horária: 25 Horas

Formadora:

Catarina Ferreira

2014

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Índice

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 6
1.1. Holismo / Humanismo ................................................................................... 6
2. NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS AO LONGO DO CICLO DE VIDA 8
2.1. Modelo Conceptual de Virgínia Henderson ................................................... 8
2.2. 14 Necessidades Humanas Básicas ................................................................ 9
3. OS CUIDADOS DE HIGIENE, CONFORTO E ELIMINAÇÃO NAS VÁRIAS
FASES DA VIDA ....................................................................................................... 12
3.1. Tipologia dos Cuidados de Higiene e Conforto ........................................... 13
3.1.1. Banho ........................................................................................................ 14
3.1.2. Higiene Oral ............................................................................................. 14
3.1.2.1. Cuidados na higiene oral ....................................................................... 17
3.1.3. Cuidados aos olhos ................................................................................... 18
3.1.4. Cuidados aos Ouvidos .............................................................................. 18
3.1.5. Cuidados ao nariz ..................................................................................... 18
3.1.6. Cuidados ao cabelo e couro cabeludo....................................................... 18
3.1.7. Cuidados aos Pés – Pé Diabético - . ......................................................... 19
3.1.8. Cuidados aos genitais ............................................................................... 21
3.1.9. Cuidados de Eliminação ........................................................................... 21
3.1.10. Cuidados de Conforto ............................................................................... 22
4. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE (CIF) ....... 23
4.1. Aplicações da CIF ........................................................................................ 23
4.2. Organização da CIF ...................................................................................... 24
4.3. Funcionalidade / Incapacidade ..................................................................... 25
4.4. Unidade de Classificação ............................................................................. 26
4.5. Visão geral da CIF........................................................................................ 26
4.6. Visão geral dos componentes da CIF (conceitos) ........................................ 27
4.7. Utilização da CIF ......................................................................................... 28
4.8. Qualificadores de Desempenho e de Capacidade ........................................ 29

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4.8.1. Funções do Corpo - Primeiro Qualificador .............................................. 31


4.8.2. Estruturas do Corpo - Primeiro Qualificador ........................................... 31
4.8.3. Estruturas do Corpo - Segundo Qualificador ........................................... 31
4.8.4. Atividades e Participação ......................................................................... 32
4.8.5. Fatores Ambientais – Primeiro Qualificador ............................................ 32
4.9. Classificação – Funções do Corpo ............................................................... 33
4.9.1. Funções Mentais ....................................................................................... 33
4.9.2. Funções Sensoriais e Dor ......................................................................... 34
4.9.3. Funções da Voz e da Fala ......................................................................... 34
4.9.4. Funções do aparelho cardiovascular, dos sistemas hematológico e
imunológico e do aparelho respiratório ................................................................... 35
4.9.5. Funções do aparelho digestivo e dos sistemas metabólico e endócrino ... 36
4.9.6. Funções geniturinárias e reprodutivas ...................................................... 36
4.9.7. Funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas com o movimento .... 37
4.9.8. Funções da pele e estruturas relacionadas ................................................ 38
4.10. Classificação - Estruturas do Corpo ......................................................... 38
4.10.1. Estruturas do sistema nervoso .................................................................. 39
4.10.2. Olho, ouvido e estruturas relacionadas ..................................................... 39
4.10.3. Estruturas relacionadas com a voz e a fala ............................................... 39
4.10.4. Estruturas do aparelho cardiovascular, do sistema imunológico e do
aparelho respiratório ................................................................................................ 40
4.10.5. Estruturas relacionadas com o aparelho digestivo e com os sistemas
metabólico e endócrino ........................................................................................... 40
4.10.6. Estruturas relacionadas com os aparelhos geniturinário e reprodutivo .... 40
4.10.7. Estruturas relacionadas com o movimento ............................................... 41
4.10.8. Pele e estruturas relacionadas ................................................................... 41
4.11. Atividades e Participação ......................................................................... 41
4.11.1. Aprendizagem e aplicação de conhecimentos .......................................... 41
4.11.2. Tarefas e exigências gerais ....................................................................... 42
4.11.3. Comunicação ............................................................................................ 43
4.11.4. Mobilidade ................................................................................................ 44
4.11.5. Auto cuidados ........................................................................................... 45
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4.11.6. Vida doméstica ......................................................................................... 45


4.11.7. Interações e relacionamentos interpessoais .............................................. 46
4.11.8. Áreas principais da vida ........................................................................... 46
4.11.9. Vida comunitária, social e cívica .............................................................. 47
4.12. Fatores Ambientais ................................................................................... 47
4.12.1. Produtos e tecnologia ............................................................................... 47
4.12.2. Ambiente natural e mudanças ambientais feitas pelo homem .................. 48
4.12.3. Apoio e relacionamentos .......................................................................... 48
4.12.4. Atitudes..................................................................................................... 49
4.12.5. Serviços, sistemas e políticas.................................................................... 49
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................ 51

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1. INTRODUÇÃO

Como parte introdutória deste módulo, é pertinente expor e elucidar alguns


conteúdos que futuramente auxiliarão na compreensão e na excelência da prestação dos
cuidados.

1.1. Holismo / Humanismo


O Holismo e o Humanismo são duas vertentes filosóficas que influenciam o modo
como vemos a natureza humana.
O Holismo, vem do grego “Holos” que significa “inteiro” ou “todo”.
É uma base filosófica que afirma que o Ser Humano não é somente matéria física,
nem somente consciência, nem apenas emoções, logo, levar em consideração apenas
alguns destes aspetos isoladamente, é perder de vista o seu todo.
O Individuo age como um todo unificado e essa condição é mais que a soma das
suas partes. Estas são duas premissas básicas desta vertente holística.
O Holismo não é mais que uma maneira de ver o Mundo, o Homem e a Vida em
si como entidades únicas, completas e intimamente associadas.
É uma forma de tentar unir o Homem ao universo onde está inserido e visa a
integração dos seus aspetos Físicos, Emocionais e Mentais.
Em associação com esta vertente surge o Humanismo, que assenta no valor do
ser humano e na qualidade dessa existência.
Como forma de consolidar esta vertente dois autores compilam várias
caraterísticas que o definem.

Stevenson (1974), afirma que o ser humano é um ser individual; acredita na


unicidade do individuo e que este é livre de poder escolher; diz também que o significado
da vida humana é prioritário.
Em concordância Bevis (1978), vê o existencialismo humanista como a natural
filosofia maturacional da enfermagem; crê no valor do ser humano assim como na
unicidade como pessoa; levanta caraterísticas como a qualidade de vida e a liberdade de
escolha.

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No que concerne aos cuidados de saúde, a aplicação dos princípios humanistas


permitem à pessoa a capacidade de escolha e gestão da sua própria saúde, bem como
explorar recursos que sejam complementares à medicina e enfermagem tradicionais.

Refletindo acerca destas duas vertentes filosóficas podemos compilar uma série
de valores que dizem respeitos a ambos. Tais como:
 Liberdade individual;
 Qualidade de vida;
 Liberdade de escolha;
 Autorresponsabilização individual;
 Abordagem da pessoa como ser único.
Relativamente à saúde, e em jeito de conclusão estas duas vertentes refletem-se
em muitos modelos para a enfermagem e em muitas mudanças na medicina mas também
nas atitudes da sociedade em relação à saúde e aos cuidados de saúde.

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2. NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS AO LONGO DO CICLO DE VIDA

2.1. Modelo Conceptual de Virgínia Henderson

Virgínia Henderson nasceu em 1987 e faleceu em 1996. Licenciou-se na “Army


School of Nursing, Washington, D.C., em 1921 e posteriormente especializou-se como
enfermeira docente.
Muitos são os modelos teóricos que regem os cuidados de saúde prestados. Para
o nosso estudo, vamos debruçar-nos sobre o Modelo teórico de Virgínia Henderson, este
remete-nos para as necessidades humanas fundamentais ou básicas.
Antes de expor o Modelo teórico de Virgínia Henderson, é importante esclarecer
e elucidar acerca do conceito de Necessidade Humana Fundamental.
Segundo Phaneuf (2001), Necessidade Humana Fundamental é caraterizada por
uma necessidade vital que a pessoa deve satisfazer a fim de conservar o seu equilíbrio
físico, psicológico, social ou espiritual e de assegurar o seu desenvolvimento.
Como componentes de um modelo teórico, tem-se os Postulados que são o suporte
teórico e científico do Modelo conceptual; os Pressupostos que são a hipótese ou a
suposição lançada e os Elementos Fundamentais do Modelo.
 Postulados:
o Cada pessoa quer e esforça-se por conseguir independência, sendo
que Independência, é a capacidade da pessoa em satisfazer por si
mesma as suas necessidades básicas, de acordo com a idade, etapa
de desenvolvimento e situação.
o Cada pessoa é um todo completo com necessidades fundamentais;
o Quando uma necessidade não está satisfeita, a pessoa não é um
todo completo, então considera-se Dependente.
 Pressupostos:
o O doente é indissociável da sua família e requer ajuda para se
tornar independente;
o Uma pessoa consegue controlar o seu ambiente a menos que esteja
doente;
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o Saúde é uma qualidade de vida essencial;


o Enfermeiro/Cuidador funcionam independentemente do médico.
 Elementos:
o Objetivo: Manter e repor a independência do utente para que ele
possa satisfazer por si só as necessidades fundamentais;
o Beneficiário: O utente que forma um conjunto complexo de 14
necessidades fundamentais comuns a qualquer ser humano doente
ou saudável.
o Origem: Fonte da dificuldade;
o Intervenção: O ponto onde a pessoa é dependente. O modo de
intervenção é completar a pessoa para que ela seja independente;
o Resultado Esperado: Aumentar a independência – da melhoria à
recuperação total. Promover uma morte serena.
Quatro grandes pilares que complementam e sustentam o Modelo Teório de
Virgínia Henderson, são:
 Pessoa: Todo com várias dimensões ligadas com o físico, social, psicológico
e espiritual. Necessidade de assistência para obter saúde e independência;
 Ambiente: Conjunto das condições externas que influenciam o equilíbrio e o
bom funcionamento do individuo;
 Cuidados: Têm como finalidade restabelecer e/ou conservar a independência
da pessoa;
 Saúde: Qualquer pessoa deseja a sua independência na satisfação das suas
necessidades básicas. Segundo a OMS, Saúde é “um estado dinâmico de
completo bem-estar físico, mental, espiritual e social e não somente ausência
de doença ou enfermidade”.

2.2. 14 Necessidades Humanas Básicas

Respirar: A necessidade de respirar é uma necessidade do ser vivo, que consiste na


captação do oxigénio indispensável à vida celular e na libertação de dióxido de carbono,

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produto da combustão celular. As vias respiratórias permeáveis e o alvéolo pulmonar


permitem a satisfação desta necessidade.

Beber e Comer: A necessidade de beber e de comer é uma necessidade de todo o ser


humano, que consiste em ingerir e absorver os alimentos, em quantidade e em qualidade
suficiente, para garantir o seu crescimento, a conservação dos seus tecidos e a manutenção
da energia indispensável ao bom funcionamento.

Eliminar: A necessidade de eliminar é uma necessidade que o nosso organismo tem em


livrar-se de substâncias nocivas e inúteis, que resultam do metabolismo celular. A
excreção dos resíduos executa-se principalmente sob a forma de urina e fezes, sob a forma
de suor, pela transpiração e também através da expiração pulmonar. Do mesmo modo, a
menstruação é a eliminação de substâncias inúteis, no sexo feminino.

Movimentar-se e manter uma boa postura: Movimentar-se e manter uma boa postura
é uma necessidade de todo o ser vivo para que possa estar em movimento, mobilizar todas
as partes do seu corpo, para movimentos coordenados e a própria manutenção do
alinhamento dos mesmos, permitindo assim a eficácia das diferentes funções do
organismo. A circulação sanguínea é favorecida pelos movimentos e pelas atividades
físicas.

Dormir e Descansar: A necessidade de dormir e de descansar é uma necessidade de todo


o ser humano que consiste na tomada de sono e do repouso em boas condições, em
quantidade suficiente para permitir ao organismo a obtenção do seu pleno rendimento.

Vestir-se e Despir-se: A necessidade de se vestir e de se despir é uma necessidade de


limpeza própria de cada individuo, que consiste em usar roupa adequada segundo as
circunstâncias, para proteger o seu corpo do rigor do clima e permitir a libertação de
movimentos. As roupas têm também um significado de pertença até de comunicação.

Manter a temperatura do corpo dentro dos limites normais: A necessidade de manter


a temperatura do corpo dentro dos limites normais, é uma necessidade de todo os ser
humano, que consiste na conservação de uma temperatura mais ou menos constante para
se manter saudável.

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Higiene e proteger a sua pele: A necessidade de limpeza, cuidado e a necessidade de


proteger a sua pele, é uma necessidade própria do individuo em manter o seu corpo limpo,
ter uma aparência cuidada e manter a pele saudável.

Evitar Perigos: A necessidade de evitar perigos é uma necessidade do ser humano, em


se proteger das agressões internas e externas, para assim, manter a sua integridade física
e psicológica.

Comunicar com os seus semelhantes: A necessidade de comunicar é uma necessidade


de todo o ser humano, que consiste na troca de ideias, de experiências, de valores,
opiniões, sentimentos e informações com os seus semelhantes. O ser humano utiliza todo
um conjunto sinais verbais e não-verbais, num processo dinâmico permitindo às pessoas
relacionarem-se umas com as outras.

Agir segundo as suas crenças e valores: A necessidade de agir segundo as suas crenças
e segundo os seus valores é uma necessidade de todo o individuo, que consiste em colocar
os gestos, os atos, conforme a sua noção pessoal do bem, do mal, da justiça e da
perseguição de uma ideologia.

Preocupar-se com a sua realização pessoal: A necessidade de se preocupar com a sua


realização pessoal, é uma necessidade de todo o individuo, em concluir as atividades, que
lhe permitem satisfazer a sua necessidade de ser útil aos outros. As ações que o individuo
conclui, permitem-lhe desenvolver o seu sentido criador e a utilização do seu potencial.
A gratificação que individuo recebe, após as suas ações, pode permitir-lhe à máxima
satisfação.

Divertir-se: A necessidade de se divertir é uma necessidade de todo o ser humano, que


consiste na ocupação agradável de uma tarefa, para a obtenção do descanso físico e
psicológico.

Aprender: A necessidade de aprender é uma necessidade de todo o ser humano, que


consiste em adquirir conhecimentos, atitudes e habilidades para modificação do seu
comportamento ou a aquisição de novos comportamentos, numa tarefa de manutenção ou
de recuperação de saúde.

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3. OS CUIDADOS DE HIGIENE, CONFORTO E ELIMINAÇÃO NAS VÁRIAS


FASES DA VIDA

Em toda e qualquer fase da vida cada pessoa saudável ou não, quer ou prima por
obter a sua independência. Essa independência permite a cada um de nós satisfazer cada
uma das 14 necessidades humanas básicas.
No entanto, em qualquer uma das fases do ciclo da vida necessitamos de um
cuidador que auxilie na satisfação das necessidades, mas a implicação de um cuidador
não quer dizer necessariamente que se está doente, pois com saúde ou sem ela todos têm
direito à independência.

Neste capítulo debruçamo-nos sobre os diversos tipos de cuidados de higiene,


conforto e eliminação.
Primeiramente e em qualquer atuação que seja realizada é necessário passar por
um conjunto de etapas, que na área de Enfermagem se designa por Processo de
Enfermagem. Este é um método eficiente de organizar o processo de pensamento para a
tomada de decisão, através do qual a estrutura teórica da ciência da enfermagem é
aplicada à prática da enfermagem.
O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas. A avaliação inicial
(Anamnese), onde é feita a colheita de dados do paciente; Diagnóstico de Enfermagem
da necessidade afetada; Planeamento dos cuidados a serem prestados a fim de colmatar
a necessidades afetada; Implementação e finalmente a Avaliação Final dos resultados
obtidos/esperados.

O Ambiente Terapêutico, é o meio físico e social envolvente em ambiente


hospitalar e ou institucional. É neste espaço que se planeia e realiza a intervenção de
maneira que os resultados sejam os esperados. É nele que se avalia as necessidades
afetados do doente; todo e qualquer cuidado prestado será individualizado; nele teremos
que demonstrar empatia e compreensão, é importante conseguir privacidade e respeitar a
intimidade do doente e nunca esquecer de promover e estimula-lo a desenvolver
atividades sejam elas de caris ocupacional seja no aspeto do cuidar.

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Para qualquer tipo de paciente doente ou são, o cuidador deve ter em conta a idade;
o nível de perceção e compreensão; o estado emocional e as limitações físicas e
cognitivas.
Perante o paciente/doente e de maneira a prestar cuidados de excelência é
fundamental providenciar um ambiente calmo e seguro; evitar ruídos, respeitar a
privacidade, crenças e valores; explicar os procedimentos a realizar e encorajar o paciente
a colaborar na realização dos cuidados.
Todos estes aspetos referidos nos parágrafos anteriores dizem respeito aos
Aspetos Psicológicos inerentes à prestação dos cuidados por parte dos cuidadores.
Na prestação de qualquer tipo de cuidados deve ter-se em atenção os Aspetos
Fisiológicos de cada paciente, pois estes estão relacionados com as capacidades físicas e
com as alterações morfológicas que ocorrem nas diferentes fases da vida

3.1. Tipologia dos Cuidados de Higiene e Conforto

Esta parte dos conteúdos, irá incidir sobre os diversos tipo de cuidados de higiene
e conforto que qualquer pessoa deve satisfazer como necessidade básica. A satisfação
desta necessidade humana básica além de contribuir para a independência do individuo,
contribui para manter o seu corpo limpo, ter uma aparência cuidada e manter a pele
saudável.
Como benefícios de um boa higiene, apresentam-se os seguintes:
 Pele saudável – isenta de infeções;
 Melhora a circulação sanguínea;
 Induz o sono e repouso;
 Autoestima;
 Bem-estar físico e psíquico – conforto.
Para uma melhor compreensão, dos vários tipos de higiene e após uma avaliação
inicial do doente pode perceber-se que tipo de ajuda o doente em questão necessita. Neste
caso fala-se em higiene sem ajuda; com ajuda total ou com ajuda parcial. Isto dependendo
do tipo de dependência que o doente apresenta

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Entende-se por Ajuda total, lavar o corpo, trocar de roupa e arranjar o individuo
e estimulá-lo a fazê-lo; Ajuda Parcial, consiste em lavar até 54% do corpo e assisti-lo a
trocar de roupa e a arranjar-se.

3.1.1. Banho
Relativamente ao Banho este pode ser realizado no leito, no chuveiro, ou na
banheira sendo este último utilizado para fins terapêuticos.

3.1.2. Higiene Oral


Segundo a DGS (Direção Geral de Saúde), as doenças orais constituem, pela sua
elevada prevalência, um dos principais problemas de saúde da população infantil e
juvenil. No entanto, se estas forem adequadamente prevenidas e precocemente tratadas,
a cárie e as doenças periodontais apresentam custos económicos reduzidos e ganhos em
saúde relevantes.
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral desenha uma estratégia global
de intervenção assente na promoção da saúde, prevenção e tratamento das doenças orais,
desenvolve-se ao longo do ciclo de vida e nos ambientes onde as crianças e jovens vivem
e estudam.
A intervenção de promoção da saúde oral, inicia-se durante a gravidez e
desenvolve-se ao longo da infância, em Saúde Infantil e Juvenil, consolida-se no Jardim-
de-infância e na Escola, através da Saúde Escolar.
Em Portugal, a cárie dentária apresenta na população infantil e juvenil um índice
de gravidade moderada, isto é, o número de dentes cariados, perdidos e obturados por
criança (CPOD) aos 12 anos de idade é de 2.951, e a percentagem de crianças livres de
cárie dentária aos 6 anos é de 33%.
A estratégia europeia e as metas definidas para a saúde oral, pela OMS, apontam
para que, no ano 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos estejam livres de cárie
e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor de 1.53.
A Promoção da Saúde Oral passa pelos vários ciclos de vida.
Na consulta de saúde materna ou de vigilância da gravidez, a boca da mãe deve
merecer particular atenção. Em caso de gravidez programada, a futura mãe, deverá fazer
todos os tratamentos dentários necessários a uma boa saúde oral. Se já estiver grávida e
tiver dentes cariados ou doença periodontal, não deve deixar de proceder ao tratamento.
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Uma boa saúde oral da mãe favorece a boa saúde oral do filho.
Ainda antes de o bebé nascer, as consultas de vigilância da gravidez, são uma boa
oportunidade para sensibilizar os pais para a importância da saúde oral no contexto de
uma saúde global. Por isso, as mensagens devem dar destaque, aos cuidados a ter com a
alimentação e a higienização da boca da criança, especialmente após a erupção do
primeiro dente.
Do nascimento aos três anos de idade, pretende-se sensibilizar os pais para que
incorporem na rotina de higiene diária do bebé também a higiene da sua boca. Após a
erupção do primeiro dente, a higienização deve começar a ser feita pelos pais, duas vezes
por dia, utilizando uma gaze, uma dedeira ou uma escova macia, com um dentífrico
fluoretado com 1000-1500 ppm (mg/l) de fluoreto, sendo uma das vezes,
obrigatoriamente, após a última refeição.
A quantidade de dentífrico a utilizar deve ser idêntica ao tamanho da unha do 5º
dedo da mão, da própria criança (dedo mindinho). Nesta fase, pode permitir-se que,
progressivamente, e sob vigilância, a criança comece a iniciar-se na escovagem dos
dentes. Não se recomenda qualquer tipo de suplemento sistémico com fluoretos.
Dos três aos seis anos de idade, A escovagem dos dentes, com um dentífrico
fluoretado com 1000-1500 ppm (mg/l) deve continuar a ser realizada ou supervisionada
pelos pais, dependendo da destreza manual da criança, pelo menos duas vezes por dia,
sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar. A quantidade de dentífrico a utilizar
deve ser mínima, isto é, idêntica ao tamanho da unha do 5º dedo da mão da própria
criança, tal como se disse relativamente ao grupo etário anterior.
Não se recomenda qualquer tipo de suplemento sistémico com fluoretos, à
exceção das crianças de alto risco à cárie dentária.
A qualidade da alimentação é determinante para a maturação orgânica e a saúde
física e psicossocial. Nesta fase, a criança adquire muitos dos comportamentos
alimentares. A diversidade na alimentação é a principal forma de garantir a satisfação das
necessidades do organismo em nutrientes e evitar o excesso de ingestão de substâncias
com riscos para a saúde.
Desaconselha-se o consumo de guloseimas e refrigerantes, sobretudo fora das
refeições.

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Se a criança fizer medicação crónica, deve dar-se preferência à prescrição de


medicamentos sem açúcar.
Dos três aos seis anos de idade no jardim-de-infância, As Orientações
Curriculares para a Educação Pré-Escolar preconizam uma intervenção educativa, em que
a educação para a saúde e a higiene fazem parte do dia-a-dia do Jardim-de-infância. A
criança terá oportunidade de cuidar da sua higiene e saúde, de compreender as razões por
que não deve abusar de determinados alimentos e ter conhecimento do funcionamento
dos diferentes órgãos.
Desaconselha-se o consumo de guloseimas no Jardim-de-infância.
Todas as crianças que frequentam os Jardins-de-infância devem fazer uma das
escovagens dos dentes no estabelecimento de educação, sendo esta atividade
particularmente importante para as que vivem em zonas mais desfavorecidas e
apresentam cárie dentária.
A escovagem dos dentes no Jardim-de-infância tem por objetivo a
responsabilização progressiva da criança pelo auto-cuidado de higiene oral. Esta
atividade deverá estar integrada no projeto educativo do Jardim-de-infância e ser
pedagogicamente dinamizada pelos educadores de infância.
Por volta dos 6 anos começam a erupcionar os primeiros molares permanentes.
Pela sua própria morfologia, imaturidade e dificuldade na remoção da placa bacteriana
das suas fissuras e fossetas, estes dentes são mais vulneráveis à cárie. Por isso, exigem
uma atenção particular durante a erupção e uma técnica específica de escovagem.
Mais de 6 anos de idade, a escovagem dos dentes já deverá ser efetuada pela
criança, utilizando um dentífrico fluoretado, idêntico ao usado pelos adultos, portanto,
com um teor de fluoreto entre 1000 e 1500 ppm (mg/l), numa quantidade aproximada de
um (1) centímetro.
A escovagem dentária deverá ser efetuada duas vezes por dia, sendo uma delas,
obrigatoriamente, antes de deitar. Se a criança ainda não tiver destreza manual,
recomendamos que esta atividade seja apoiada ou mesmo executada pelos pais.
No que concerne á Educação Alimentar, a escola tem um papel fundamental na
formação dos hábitos alimentares das crianças e dos jovens, pelo que é transmitido dentro

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da sala de aula, através dos conteúdos curriculares, mas também através da influência dos
pares e professores e pela forma como são expostos os produtos no bufete e na cantina.
As crianças e os jovens, que consomem mais alimentos ricos em açúcar e
gorduras, e nos intervalos optam predominantemente por doces e bebidas açucaradas, têm
suscetibilidade aumentada à cárie dentária.
Os princípios da promoção da saúde devem constituir uma referência para os
projetos de educação alimentar. As Escolas devem assegurar uma política nutricional que
promova uma alimentação saudável, com coordenação entre os serviços que fornecem
produtos alimentares na cantina e no bufete, não sendo admissíveis contradições entre as
mensagens de educação alimentar, a oferta de alimentos e a forma como são
confecionados.

3.1.2.1. Cuidados na higiene oral

Nos pontos seguintes irá abordar-se os cuidados a ter para promover e manter uma
boa higiene oral, bem como as caraterísticas de uma escova de dentes.

 Escovar os dentes pelos menos duas vezes por dia;


 As escovas dentárias devem ter uma cabeça pequena e devem ser macias;
 A quantidade de pasta dentífrica deve corresponder ao tamanho da unha
do dedo mindinho;
 Utilizar diariamente fio dentário;
 O recurso a elixires para bochecho deve ter uma indicação clínica.

Características de uma escova de dentes:

 Deve ser de tamanho adequado à boca;


 Os filamentos devem ser de nylon;
 As extremidades devem ser arredondadas;
 Deve ter textura macia;
 Quando utilizada apenas duas vezes por dia em a duração de 3-4 meses.

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Com o objetivo de manter a saúde oral, existem 4 técnicas de higiene oral que não
devem ser descuradas e podem ser usadas em simultâneo. São elas a Escovagem, Fio
Dentário, Selantes e Elixires.

3.1.3. Cuidados aos olhos

 Verificar se existem lentes de contacto ou próteses oculares;


 Lavar individualmente cada olho do canto interno para o canto externo;
 Utilizar compressas diferentes para cada olho, a fim de evitar transmissão de
infeções.

3.1.4. Cuidados aos Ouvidos


 Manter o canal auditivo externo, a cartilagem e a região em redor dos ouvidos
limpos;
 Lavar com compressas diferentes cada ouvido.

3.1.5. Cuidados ao nariz


 Limpar com um cotonete ou compressa humedecidos;
 Assoar pode estar contraindicado, risco de epistáxis ( hemorragia).

3.1.6. Cuidados ao cabelo e couro cabeludo


 Melhora a aparência do doente;
 Aumenta a sensação de bem-estar;
 Estimula a circulação sanguínea;
 Relaxa o paciente.
 Não cortar o cabelo sem autorização do paciente;
 Respeitas hábitos e crenças.

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3.1.7. Cuidados aos Pés – Pé Diabético - .

A Educação da pessoa com diabetes e seus familiares ou outros prestadores de


cuidados, é a base da prevenção de lesões e amputações no contexto do tratamento do pé
diabético. É, aliás, através da educação que se pode fazer toda a diferença, uma vez que
pouco podemos mudar em relação às características clínicas e à evolução destas perante
o acumular de anos de diabetes.

Os cuidados diários aos pés são máxima importância de modo a prevenir o


aparecimento de feridas, que podem ter uma evolução dramática.

 Observação
o Diária;
o Num local com boa luminosidade;
o Por alguém que veja bem ou com o auxílio de um espelho;
o Em posição confortável;
o Procurar manchas, gretas, alterações de temperatura.
 Lavagem
o Diária;
o Num local com boa luminosidade;
o Verificar a temperatura da água com o cotovelo;
o Em posição confortável;
o Usar sabonete hidratante;
o Não colocar os pés em imersão.

 Secagem
o Com toalha clara;
o Sem friccionar a pele
o Ter atenção ao espaço entre os dedos: não forçar a entrada da toalha; se os
dedos não se afastarem, usar papel absorvente.

 Hidratação
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o Usar creme hidratante e não creme gordo;


o Diariamente;
o Não colocar creme nos dedos e entre eles;
o Colocar creme da “raiz dos dedos” até ao joelho.

 Corte das unhas


o Não cortar;
o Limar as unhas com lima de cartão;
o Não rentes e retas;
o Pelo menos semanalmente.

 Tratar das calosidades


o Não usar calicidas;
o Não usar lâminas nem objetos cortantes;
o Usar limas dos pés;
o Pelo menos duas vezes por semana.

 Meias
o Meias 100% algodão;
o Cor branca ou clara;
o Sem costuras.

 Sapatos
o Biqueira larga e alta;
o Sem costuras no interior;
o Constituído por pele;
o Com atacadores ou velcro;
o Salto entre 2 a 4 cm;
o Sola de borracha.

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 Aquecer os pés
o Não usar sacos de água quente nem nenhum tipo de aquecedor;
o Não aquecer os pés à lareira;
o Usar apenas roupa, como meias de lã, cobertores ou mantas.

 Tratamento de feridas
o Lavar com soro fisiológico ou água limpa;
o Proteger com compressas e adesivo antialérgico;
o Mostrar a um profissional de saúde.

3.1.8. Cuidados aos genitais


 Providenciar privacidade;
 Posicionar em decúbito dorsal;
 HOMEM:
o Retrair suavemente o prepúcio e no final recolocá-lo sobre a glande;
o Usar movimentos circulares do centro para periferia.
 MULHER:
o Lavar com movimentos de cima para baixo e de fora para dentro.
o

3.1.9. Cuidados de Eliminação

 Colocar arrastadeira:
o Para evitar choques térmicos, passar a arrastadeira por água morna;
o A arrastadeira é colocada quando o paciente está em decúbito dorsal.
Coloca-se transversalmente e quando estiver na região nadegueira virar;
o Quando já estiver colocada, pocisiona-se o paciente em fowler (45) ou
semi-fowler (30).
 Colocar o urinol:

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o Posicionar o paciente em fowler;


o Fornecer o urinol ao paciente ou colocar o pénis dentro da entrada do
urinol.

3.1.10. Cuidados de Conforto


Os cuidados de conforto, são todos aqueles que complementam os cuidados de
higiene diários, anteriormente referidos nos parágrafos acima.
Nestes engloba-se o massajar e colocar creme as diversas áreas do corpo, fazer a
cama, lavagem e troca da roupa diária, entre outros.

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4. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE (CIF)

A CIF pertence à “família” das classificações internacionais desenvolvida pela


Organização Mundial da Saúde (OMS) para aplicação em vários aspetos da saúde. A
família de classificações internacionais da OMS proporciona um sistema para a
codificação de uma ampla gama de informações sobre saúde (diagnóstico, funcionalidade
e incapacidade, motivos de contato com os serviços de saúde) e utiliza uma linguagem
comum padronizada que permite a comunicação sobre saúde e cuidados de saúde, entre
várias disciplinas e ciências.
O objetivo geral da classificação é proporcionar uma linguagem unificada e
padronizada assim como uma estrutura de trabalho para a descrição da saúde e de estados
relacionados com a saúde.
A classificação define os componentes da saúde e alguns componentes do bem-estar
relacionados com a saúde (tais como educação e trabalho).
Os domínios contidos na CIF podem, ser considerados como domínios da saúde e
domínios relacionados com a saúde. Estes domínios são descritos com base na perspetiva
do corpo, do indivíduo e da sociedade em duas listas: (1) Funções e Estruturas do Corpo,
e (2) Atividades e Participação.
Como classificação, a CIF agrupa sistematicamente diferentes domínios de uma
pessoa com uma determinada condição de saúde. A Funcionalidade é um termo que
engloba todas as funções do corpo, atividades e participação; de maneira similar,
incapacidade é um termo que inclui deficiências, limitação da atividade ou restrição na
participação. A CIF também relaciona os fatores ambientais que interagem com todos
estes constructos. Neste sentido, a classificação permite ao utilizador registar perfis úteis
da funcionalidade, incapacidade e saúde dos indivíduos em vários domínios.

4.1. Aplicações da CIF

Desde a sua publicação como versão experimental, em 1980, a ICIDH tem sido
utilizada para vários fins, por exemplo:

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 Ferramenta estatística – na colheita e registo de dados (e.g. em estudos da


população e inquéritos na população ou em sistemas de informação para a gestão);
 Ferramenta na investigação – para medir resultados, a qualidade de vida ou os
fatores ambientais;
 Ferramenta clínica – avaliar necessidades, compatibilizar os tratamentos com as
condições específicas, avaliar as aptidões profissionais, a reabilitação e os
resultados;
 Ferramenta de política social – no planeamento de sistemas de segurança social,
de sistemas de compensação e nos projetos e no desenvolvimento de políticas;
 Ferramenta pedagógica – na elaboração de programas educacionais, para
aumentar a consciencialização e realizar ações sociais.

Como a CIF é uma classificação da saúde e dos estados relacionados com a saúde,
também é utilizada por sectores, tais como, seguros, segurança social, trabalho, educação,
economia, política social, desenvolvimento de políticas e de legislação em geral e
alterações ambientais.
Oferece uma estrutura conceptual para a informação aplicável aos cuidados de saúde
pessoais, incluindo a prevenção, a promoção da saúde e a melhoria da participação,
removendo ou atenuando as barreiras sociais e estimulando a atribuição de apoios e de
facilitadores sociais.

4.2. Organização da CIF

A CIF permite descrever situações relacionadas com a funcionalidade do ser


humano e as suas restrições e serve como enquadramento para organizar esta informação.
Ela estrutura a informação de maneira útil, integrada e facilmente acessível.
A CIF organiza a informação em duas partes; (1) Funcionalidade e Incapacidade, (2)
Fatores Contextuais. Cada parte tem dois componentes:

 Componentes da Funcionalidade e da Incapacidade

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o Corpo: inclui duas classificações, uma para as funções dos sistemas


orgânicos e outra para as estruturas do corpo. Nas duas classificações
os capítulos estão organizados de acordo com os sistemas orgânicos.
o Atividades e Participação: cobre a faixa completa de domínios que
indicam os aspetos da funcionalidade, tanto na perspetiva individual
como social.
 Componentes dos Fatores Contextuais
o Fatores Ambientais: Estes têm um impacto sobre todos os
componentes da funcionalidade e da incapacidade e estão organizados
de forma sequencial, do ambiente mais imediato do indivíduo até ao
ambiente geral.
o Fatores Pessoais: também são um componente dos fatores
contextuais, mas eles não estão classificados na CIF devido à grande
variação social e cultural associada aos mesmos.

4.3.Funcionalidade / Incapacidade

Os componentes de Funcionalidade e da Incapacidade da CIF podem ser


expressos de duas maneiras. Por um lado, eles podem ser utilizados para indicar
problemas (incapacidade, limitação da atividade ou restrição de participação designadas
pelo termo genérico deficiência); por outro lado, eles podem indicar aspetos não
problemáticos da saúde e dos estados relacionados com a saúde resumidos sob o termo
funcionalidade.
A funcionalidade e a incapacidade de uma pessoa são concebidas como uma
interação dinâmica entre os estados de saúde (doenças, perturbações, lesões, traumas,
etc.) e os fatores contextuais. Como já foi indicado anteriormente, os Fatores Contextuais
englobam fatores pessoais e ambientais.
A CIF inclui uma lista abrangente de fatores ambientais que são considerados
como um componente essencial da classificação. Os fatores ambientais interagem com
todos os componentes da funcionalidade e da incapacidade. O constructo básico do

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componente dos Fatores Ambientais é o impacto facilitador ou limitador das


características do mundo físico e social.

4.4. Unidade de Classificação

A CIF classifica a saúde e os estados relacionados com a saúde. A unidade de


classificação corresponde, portanto, a categorias dentro dos domínios da saúde e daqueles
relacionados com a saúde. Assim, é importante notar que nesta classificação, as pessoas
não são as unidades de classificação, isto é, a CIF não classifica pessoas, mas descreve a
situação de cada pessoa dentro de uma gama de domínios de saúde ou relacionados com
a saúde. Além disso, a descrição é sempre feita dentro do contexto dos fatores ambientais
e pessoais.

4.5.Visão geral da CIF

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4.6. Visão geral dos componentes da CIF (conceitos)

 Funções do corpo: são as funções fisiológicas dos sistemas orgânicos (incluindo


as funções psicológicas).
 Estruturas do corpo: são as partes anatómicas do corpo, tais como, órgãos,
membros e seus componentes.
 Deficiências: são problemas nas funções ou nas estruturas do corpo, tais como,
um desvio importante ou uma perda.
 Atividade: é a execução de uma tarefa ou acção por um indivíduo.
 Limitações da atividade: são dificuldades que um indivíduo pode ter na
execução de atividades.
 Participação: é o envolvimento de um indivíduo numa situação da vida real.
 Restrições na participação: são problemas que um indivíduo pode enfrentar
quando está envolvido em situações da vida real.
 Fatores ambientais: são compostos pelo ambiente físico, social e de atitudes em
que as pessoas vivem e conduzem suas vidas. Esses fatores são externos aos
indivíduos e podem ter uma influência positiva ou negativa sobre o seu
desempenho;
o Individual – no ambiente imediato do indivíduo, englobando espaços
como o domicílio, o local de trabalho e a escola.
o Social – estruturas sociais formais e informais, serviços e regras de
conduta ou sistemas na comunidade ou cultura que têm um impacto sobre
os indivíduos.
 Fatores Pessoais: São o histórico particular da vida e do estilo de vida de um
indivíduo e englobam as características do indivíduo que não são parte de uma
condição de saúde ou de um estado de saúde.
Podem incluir o sexo, raça, idade, outros estados de saúde, condição física,
estilo de vida, hábitos, educação recebida, diferentes maneiras de enfrentar
problemas, antecedentes sociais, nível de instrução, profissão, experiência
passada e presente, (eventos na vida passada e na atual), padrão geral de

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comportamento, carácter, características psicológicas individuais e outras


características.

4.7. Utilização da CIF

A CIF utiliza um sistema alfanumérico no qual as letras b, s, d e e são utilizadas


para indicar Funções do Corpo, Estruturas do Corpo, Atividades e Participação e Fatores
Ambientais. Essas letras são seguidas por um código numérico que começa com o número
do capítulo (um dígito), seguido pelo segundo nível (dois dígitos) e o terceiro e quarto
níveis (um dígito cada).
A um qualquer indivíduo pode-lhe ser atribuído uma série de códigos em cada
nível. Estes podem ser independentes ou estar inter-relacionados.
Os códigos da CIF só estão completos com a presença de um qualificador, que
indica a magnitude do nível de saúde (por exemplo, gravidade do problema). Os
qualificadores são codificados com um, dois ou mais dígitos após um ponto separador. A
utilização de qualquer código deve ser acompanhada de, pelo menos, um qualificador.
Sem eles, os códigos não têm significado.
Todos os três componentes classificados na CIF (Funções e Estruturas do Corpo,
Atividades e Participação e Fatores Ambientais) são quantificados através da mesma
escala genérica. Um problema pode significar uma deficiência, limitação, restrição ou
barreira, dependendo do constructo. As palavras de qualificação apropriadas, conforme
indicado nos parênteses abaixo, devem ser escolhidas de acordo com o domínio de
classificação relevante (onde xxx significa o número de domínio do segundo nível). Para
que essa quantificação seja utilizada de maneira universal, os procedimentos de avaliação
devem ser desenvolvidos através de pesquisas. Estão disponíveis classes amplas de
percentagens para aqueles casos em que se usam instrumentos de medida calibrados ou
outras normas para quantificar deficiência, limitação de capacidade, problema de
desempenho ou barreira. Por exemplo, a indicação de “nenhum problema” ou “problema
completo” pode ter uma margem de erro até 5%. Um "problema moderado" é
quantificado a meio da escala de dificuldade total. As percentagens devem ser calibradas

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nos diferentes domínios tendo como referência os valores standard da população, como
percentis.

4.8. Qualificadores de Desempenho e de Capacidade

Os códigos da CIF só estão completos com a presença de um qualificador, que


indica a magnitude do nível de saúde (por exemplo, gravidade do problema). Os
qualificadores são codificados com um, dois ou mais dígitos após um ponto separador. A
utilização de qualquer código deve ser acompanhada de, pelo menos, um qualificador.
Sem eles, os códigos não têm significado.
O primeiro qualificador para Funções e Estruturas do Corpo, os qualificadores de
desempenho e capacidade para Atividades e Participação, e o primeiro qualificador dos
Fatores Ambientais descrevem a extensão dos problemas no respetivo componente.

 Qualificador de Desempenho: Descreve o que um indivíduo faz no seu ambiente


real ou atual. Uma vez que o ambiente atual sempre inclui o contexto geral social,
desempenho pode ser entendido como “envolvimento em uma situação de vida”
ou “a experiência vivenciada” das pessoas em seu contexto real.
 Qualificador de Capacidade: Descreve a habilidade ou condição de um
indivíduo para executar uma tarefa ou uma ação. Este constructo indica o nível
provável mais alto de funcionalidade de uma pessoa em um dado domínio em um
dado momento.

Componentes Primeiro qualificador Segundo qualificador

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Funções do Corpo (b) Qualificador genérico com Nenhum


a escala negativa, utilizado
para indicar a extensão ou
magnitude de uma
deficiência
Exemplo: b167.3 indica
uma deficiência grave nas
funções mentais específicas
da linguagem.
Estruturas do Corpo (s) Qualificador genérico com Utilizado para indicar a
a escala negativa, utilizado natureza da mudança na
para indicar a extensão ou estrutura do corpo em
magnitude de uma questão:
deficiência
Exemplo: s730.3 indica 0 nenhuma mudança na
uma deficiência grave do estrutura
membro superior 1 ausência total
2 ausência parcial
3 parte suplementar
4 dimensões anormais
5 descontinuidade
6 desvio de posição
7 mudanças qualitativas na
estrutura, incluindo
retenção de líquidos
8 não especificada
9 não aplicável
Exemplo: s730.32 para
indicar a ausência parcial
do membro superior
Atividades e Participação DESEMPENHO CAPACIDADE
(d) Qualificador genérico Qualificador genérico
Problema no ambiente Limitação, sem ajuda
habitual da pessoa Exemplo: d5101._2 indica
Exemplo :d5101.1 _ indica dificuldade moderada para
leve dificuldade para tomar tomar banho sem o recurso
banho se utilizar a dispositivos de auxílio ou
dispositivos de auxílio a ajuda de outra pessoa.
disponíveis no seu
ambiente habitual.
Fatores Ambientais (e) Qualificador genérico, com Nenhum
escala negativa e positiva,
para indicar,
respectivamente, a extensão
dos barreiras e dos
facilitadores

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Exemplo: e130.2 indica que


os produtos para a educação
são uma obstáculo
moderado. Inversamente,
e130+2 indicaria que os
produtos para a educação
são um facilitador
moderado

4.8.1. Funções do Corpo - Primeiro Qualificador

4.8.2. Estruturas do Corpo - Primeiro Qualificador

4.8.3. Estruturas do Corpo - Segundo Qualificador


Utilizado para indicar a natureza da mudança na estrutura corporal
correspondente.
0 - nenhuma mudança na estrutura
1 - ausência total
2 - ausência parcial
3 - parte adicional

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4 - dimensões aberrantes
5 - descontinuidade
6 - posição desviada
7 - mudanças qualitativas na estrutura, incluindo acumulação de fluidos
8 - não especificada
9 - não aplicável

4.8.4. Atividades e Participação

4.8.5. Fatores Ambientais – Primeiro Qualificador


No caso dos fatores ambientais, este primeiro qualificador pode ser utilizado para
indicar a extensão dos efeitos positivos do ambiente, i.e. facilitadores, ou a extensão dos
efeitos negativos, i.e. barreiras. Ambos utilizam a mesma escala 0-4, mas para os
facilitadores o ponto é substituído por um sinal +: por exemplo, e110+2.

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4.9.Classificação – Funções do Corpo

4.9.1. Funções Mentais

Funções mentais globais (b110-b139)


b110 Funções da consciência
b114 Funções da orientação
b117 Funções intelectuais
b122 Funções psicossociais globais
b126 Funções do temperamento e da personalidade
b130 Funções da energia e dos impulsos
b134 Funções do sono
b139 Funções mentais globais, outras especificas e não especificadas

Funções mentais específicas (b140-b189)


b140 Funções da atenção
b144 Funções da memória
b147 Funções psicomotoras
b152 Funções emocionais
b156 Funções da percepção
b160 Funções do pensamento
b164 Funções cognitivas de nível superior
b167 Funções mentais da linguagem
b172 Funções de cálculo
b176 Funções mentais para a sequência de movimentos complexos
b180 Funções de experiência pessoal e do tempo
b189 Funções mentais específicas, outras especificadas e não especificadas
b198 Funções mentais, outras especificadas
b199 Funções mentais, não especificadas

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4.9.2. Funções Sensoriais e Dor

Visão e funções relacionadas (b210-229)


b210 Funções da visão
b215 Funções dos anexos do olho
b220 Sensações associadas ao olho e anexos
b229 Visão e funções relacionadas, outras especificadas e não especificadas

Funções auditivas e vestibulares (b230-b249)


b230 Funções auditivas
b235 Funções vestibulares
b240 Sensações associadas à audição e à função vestibular
b249 Funções auditivas e vestibulares, outras especificadas e não especificadas

Funções sensoriais adicionais (b250-b279)


b250 Função gustativa
b255 Função olfativa
b26b265 Função táctil
b270 Funções sensoriais relacionadas com a temperatura e outros estímulos
b279 Funções sensoriais adicionais, outras especificadas e não especificadas

Dor (b280-b289)
b280 Sensação de dor
b289 Sensação de dor, outras especificadas e não especificadas
b298 Funções sensoriais e dor, outras especificadas
b299 Funções sensoriais e dor, não especificadas

4.9.3. Funções da Voz e da Fala


b310 Funções da voz
b320 Funções da articulação
b330 Funções da fluência e do ritmo da fala
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b340 Funções de outras formas de vocalização


b398 Funções da voz e da fala, outras especificadas
b399 Funções da voz e da fala, não especificadas

4.9.4. Funções do aparelho cardiovascular, dos sistemas hematológico e


imunológico e do aparelho respiratório

Funções do aparelho cardiovascular (b410-b429)


b410 Funções cardíacas
b415 Funções dos vasos sanguíneos
b420 Funções da pressão arterial
b429 Funções do aparelho cardiovascular, outras especificadas e não especificadas

Funções dos sistemas hematológico e imunológico (b430-b439)


b430 Funções do sistema hematológico
b435 Funções do sistema imunológico
b439 Funções dos sistemas hematológico e imunológico, outras especificadas e não
especificadas

Funções do aparelho respiratório (b440-b449)


b440 Funções da respiração
b445 Funções dos músculos respiratórios
b449 Funções do aparelho respiratório, outras especificadas e não especificadas

Funções e sensações adicionais dos aparelhos cardiovascular e respiratório (b450-


b469)
b450 Funções respiratórias adicionais
b455 Funções de tolerância ao exercício
b460 Sensações associadas às funções cardiovasculares e respiratórias
b469 Funções e sensações adicionais dos aparelhos cardiovascular e respiratório, outras
especificadas e não especificadas
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b498 Funções do aparelho cardiovascular, dos sistemas hematológico e imunológico e do


aparelho respiratório, outras especificadas
b499 Funções do aparelho cardiovascular, dos sistemas hematológico e imunológico e do
aparelho respiratório, não especificadas

4.9.5. Funções do aparelho digestivo e dos sistemas metabólico e endócrino

Funções relacionadas com o aparelho digestivo (b510-b539)


b510 Funções de ingestão
b515 Funções digestivas
b520 Funções de assimilação
b525 Funções de defecação
b530 Funções de manutenção do peso
b535 Sensações associadas ao aparelho digestivo
b539 Funções relacionadas com o aparelho digestivo, outras especificadas e não
especificadas

Funções relacionadas com os sistemas metabólicos e endócrino (b540-b559)


b540 Funções metabólicas gerais
b545 Funções de equilíbrio hídrico, mineral e electrolítico
b550 Funções termo reguladoras
b555 Funções das glândulas endócrinas
b559 Funções relacionadas com os sistemas metabólico e endócrino, outras especificadas
e não especificadas
b598 Funções do aparelho digestivo e dos sistemas metabólico e endócrino, outras
especificadas
b599 Funções do aparelho digestivo e dos sistemas metabólico e endócrino, não
especificadas

4.9.6. Funções geniturinárias e reprodutivas

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Funções urinárias (b610-639)


b610 Funções de excreção urinária
b620 Funções miccionais
b630 Sensações associadas às funções urinárias
b639 Funções urinárias, outras especificadas e não especificadas

Funções genitais e reprodutivas (b640-b679)


b640 Funções sexuais
b650 Funções relacionadas com a menstruação
b660 Funções de procriação
b670 Sensações associadas às funções genitais e reprodutivas
b679 Funções genitais e reprodutivas, outras especificadas e não especificadas
b698 Funções geniturinárias e reprodutivas, outras especificadas
b699 Funções geniturinárias e reprodutivas, não especificadas

4.9.7. Funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas com o movimento

Funções das articulações e dos ossos (b710-b729)


b710 Funções da mobilidade das articulações
b715 Funções da estabilidade das articulações
b720 Funções da mobilidade dos ossos
b729 Funções das articulações e dos ossos, outras especificadas e não especificadas

Funções musculares (b730-b749)


b730 Funções da força muscular
b735 Funções do tónus muscular
b740 Funções da resistência muscular
b749 Funções musculares, outras especificadas e não especificadas

Funções relacionadas com o movimento (b750-b789)


b750 Funções de reflexos motores
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b755 Funções de reacções motoras involuntárias


b760 Funções de controlo do movimento voluntário
b765 Funções dos movimentos involuntários
b770 Funções relacionadas com o padrão de marcha
b780 Sensações relacionadas com os músculos e as funções do movimento
b789 Funções do movimento, outras especificadas e não especificadas
b798 Funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas com o movimento, outras
especificadas
b799 Funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas com o movimento, não
especificadas

4.9.8. Funções da pele e estruturas relacionadas

Funções da pele (b810-b849)

b810 Funções protectoras da pele


b820 Funções reparadoras da pele
b830 Outras funções da pele
b840 Sensação relacionada com a pele
b849 Funções da pele, outras especificadas e não especificadas

Funções dos pêlos e das unhas (b850-b869)

b850 Funções dos pêlos


b860 Funções das unhas
b869 Funções dos pêlos e das unhas, outras especificadas e não especificadas
b898 Funções da pele e estruturas relacionadas, outras especificadas
b899 Funções da pele e estruturas relacionadas, não especificadas

4.10. Classificação - Estruturas do Corpo

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4.10.1. Estruturas do sistema nervoso

s110 Estrutura do cérebro


s120 Medula espinhal e estruturas relacionadas
s130 Estrutura das meninges
s140 Estrutura do sistema nervoso simpático
s150 Estrutura do sistema nervoso parassimpático
s198 Estrutura do sistema nervoso, outra especificada
s199 Estrutura do sistema nervoso, não especificada

4.10.2. Olho, ouvido e estruturas relacionadas

s210 Estrutura da cavidade ocular


s220 Estrutura do globo ocular
s230 Estruturas anexas ao olho
s240 Estrutura do ouvido externo
s250 Estrutura do ouvido médio
s260 Estrutura do ouvido interno
s298 Olho, ouvido e estruturas relacionadas, outras especificadas
s299 Olho, ouvido e estruturas relacionadas, não especificadas

4.10.3. Estruturas relacionadas com a voz e a fala

s310 Estrutura do nariz


s320 Estrutura da boca
s330 Estrutura da faringe
s340 Estrutura da laringe
s398 Estruturas relacionadas com a voz e a fala, outras especificadas
s399 Estruturas relacionas com a voz e a fala, não especificadas

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4.10.4. Estruturas do aparelho cardiovascular, do sistema imunológico e do


aparelho respiratório

s410 Estrutura do aparelho cardiovascular


s420 Estrutura do sistema imunológico
s430 Estrutura do aparelho respiratório
s498 Estruturas do aparelho cardiovascular, do sistema imunológico e do aparelho
respiratório, outras especificadas
s499 Estruturas do aparelho cardiovascular, do sistema imunológico e do aparelho
respiratório, não especificadas

4.10.5. Estruturas relacionadas com o aparelho digestivo e com os sistemas


metabólico e endócrino

s510 Estrutura das glândulas salivares


s520 Estrutura do esófago
s530 Estrutura do estômago
s540 Estrutura dos intestinos
s550 Estrutura do pâncreas
s560 Estrutura do fígado
s570 Estrutura da vesícula e vias biliares
s580 Estrutura das glândulas endócrinas
s598 Estruturas relacionadas com o aparelho digestivo e com os sistemas metabólico e
endócrino, outras especificadas
s599 Estruturas relacionadas com o aparelho digestivo e com os sistemas metabólico e
endócrino, não especificadas

4.10.6. Estruturas relacionadas com os aparelhos geniturinário e reprodutivo

s610 Estrutura do aparelho urinário


s620 Estrutura do pavimento pélvico
s630 Estrutura do aparelho reprodutivo
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s698 Estruturas relacionadas com os aparelhos geniturinário e reprodutivo, outras


especificadas
s699 Estruturas relacionadas com os aparelhos geniturinário e reprodutivo, não
especificadas

4.10.7. Estruturas relacionadas com o movimento

s710 Estrutura da região da cabeça e do pescoço


s720 Estrutura da região do ombro
s730 Estrutura do membro superior
s740 Estrutura da região pélvica
s750 Estrutura do membro inferior
s760 Estrutura do tronco
s770 Estruturas musculoesqueléticas adicionais relacionadas ao movimento
s798 Estruturas relacionadas com o movimento, outras especificadas
s799 Estruturas relacionadas com o movimento, não especificadas

4.10.8. Pele e estruturas relacionadas

s810 Estrutura das áreas da pele


s820 Estrutura das glândulas da pele
s830 Estrutura das unhas
s840 Estrutura dos pêlos
s898 Pele e estruturas relacionadas, outras especificadas
s899 Pele e estruturas relacionadas, não especificadas

4.11. Atividades e Participação

4.11.1. Aprendizagem e aplicação de conhecimentos

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Experiências sensoriais intencionais (d110-d129)

d110 Observar
d115 Ouvir
d120 Outras perceções sensoriais intencionais
d129 Experiências sensoriais intencionais, outras especificadas e não especificadas

Aprendizagem básica (d130-d159)


d130 Imitar
d135 Ensaiar (Repetir)
d140 Aprender a ler
d145 Aprender a escrever
d150 Aprender a calcular
d155 Adquirir competências
d159 Aprendizagem básica, outra especificada e não especificada

Aplicação do conhecimento (d160-d179)


d160 Concentrar a atenção
d163 Pensar
d166 Ler
d170 Escrever
d172 Calcular
d175 Resolver problemas
d177 Tomar decisões
d179 Aplicação do conhecimento, outra especificada
d198 Aprendizagem e aplicação do conhecimento, outras especificadas
d199 Aprendizagem e aplicação do conhecimento, não especificadas

4.11.2. Tarefas e exigências gerais


d210 Realizar uma única tarefa
d220 Realizar tarefas múltiplas

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d230 Realizar a rotina diária


d240 Lidar com o stresse e outras exigências psicológicas
d298 Tarefas e exigências gerais, outras especificadas
d299 Tarefas e exigências gerais, não especificadas

4.11.3. Comunicação

Comunicar e receber mensagens (d310-d329)


d310 Comunicar e receber mensagens orais
d315 Comunicar e receber mensagens não verbais
d320 Comunicar e receber mensagens usando linguagem gestual
d325 Comunicar e receber mensagens escritas
d329 Comunicar e receber mensagens, outras especificadas e não especificadas

Comunicar e produzir mensagens (d330-d349)


d330 Falar
d335 Produzir mensagens não verbais
d340 Produzir mensagens usando linguagem gestual
d345 Escrever mensagens
d349 Comunicar e produzir mensagens, outra especificada e não especificada

Conversação e utilização de dispositivos e de técnicas de comunicação (d350-d369)


d350 Conversação
d355 Discussão
d360 Utilização de dispositivos e de técnicas de comunicação
d369 Conversação e utilização de dispositivos e de técnicas de comunicação, outros
especificados e não especificados
d398 Comunicação, outra especificada
d399 Comunicação, não especificada

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4.11.4. Mobilidade

Mudar e manter a posição do corpo (d410-d429)


d410 Mudar a posição básica do corpo
d415 Manter a posição do corpo
d420 Auto-transferências
d429 Mudar e manter a posição do corpo, outras especificadas e não especificadas

Transportar, mover e manusear objetos (d430-d449)


d430 Levantar e transportar objetos
d435 Mover objetos com os membros inferiores
d440 Utilização de movimentos finos da mão
d445 Utilização da mão e do braço
d449 Transportar, mover e manusear objetos, outros especificados e não especificados

Andar e deslocar-se (d450-d469)


d450 Andar
d455 Deslocar-se
d460 Deslocar-se por diferentes locais
d465 Deslocar-se utilizando algum tipo de equipamento
d469 Andar e mover-se, outros especificados e não especificados

Deslocar-se utilizando transporte (d470-d489)


d470 Utilização de transporte
d475 Conduzir
d480 Montar animais como meio transporte
d489 Deslocar-se utilizando transporte, outros especificados e não especificados
d498 Mobilidade, outra especificada
d499 Mobilidade, não especificada

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4.11.5. Auto cuidados


d510 Lavar-se
d520 Cuidar de partes do corpo
d530 Cuidados relacionados com os processos de excreção
d540 Vestir-se
d550 Comer
d560 Beber
d570 Cuidar da própria saúde
d598 Auto cuidados, outros especificados
d599 Auto cuidados, não especificados

4.11.6. Vida doméstica

Aquisição do necessário para viver (d610-d629)


d610 Aquisição de um lugar para morar
d620 Aquisição de bens e serviços
d629 Aquisição do necessário para viver, outro especificado e não especificado

Tarefas domésticas (d630-d649)


d630 Preparar refeições
d640 Realizar as tarefas domésticas
d649 Tarefas domésticas, outras especificadas e não especificadas

Cuidar dos objetos da casa e ajudar os outros (d650-d669)


d650 Cuidar dos objetos da casa
d660 Ajudar os outros
d669 Cuidar dos objetos da casa e ajudar os outros, outros especificados e não
especificados
d698 Vida doméstica, outra especificada
d699 Vida doméstica, não especificada

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4.11.7. Interações e relacionamentos interpessoais

Interações interpessoais gerais (d710-d729)


d710 Interações interpessoais básicas
d720 Interações interpessoais complexas
d729 Interações interpessoais gerais, outras especificadas e não especificadas

Relacionamentos interpessoais particulares (d730-d779)


d730 Relacionamento com estranhos
d740 Relacionamento formal
d750 Relacionamentos sociais informais
d760 Relacionamentos familiares
d770 Relacionamentos íntimos
d779 Relacionamentos interpessoais particulares, outros especificados e não
especificados
d798 Interações e relacionamentos interpessoais, outros especificados
d799 Interações e relacionamentos interpessoais, não especificados

4.11.8. Áreas principais da vida

Educação (d810-d839)
d810 Educação informal
d815 Educação pré-escolar
d820 Educação escolar
d825 Formação profissional
d830 Educação de nível superior
d839 Educação, outra especificada e não especificada

Trabalho e emprego (d840-d859)


d840 Estágio (preparação para o trabalho)
d845 Obter, manter e sair de um emprego

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d850 Trabalho remunerado


d855 Trabalho não remunerado
d859 Trabalho e emprego, outros especificados e não especificados

Vida económica (d860-d879)


d860 Transações económicas básicas
d865 Transações económicas complexas
d870 Auto-suficiência económica
d879 Vida económica, outra especificada e não especificada
d898 Áreas principais da vida, outras especificadas
d899 Áreas principais da vida, não especificadas

4.11.9. Vida comunitária, social e cívica

d910 Vida comunitária


d920 Recreação e lazer
d930 Religião e espiritualidade
d940 Direitos Humanos
d950 Vida política e cidadania
d998 Vida comunitária, social e cívica, outra especificada
d999 Vida comunitária, social e cívica, não especificada

4.12. Fatores Ambientais

4.12.1. Produtos e tecnologia


e110 Produtos ou substâncias para consumo pessoal
e115 Produtos e tecnologias para uso pessoal na vida diária
e120 Produtos e tecnologias destinados a facilitar a mobilidade e o transporte pessoal em
espaços interiores e exteriores
e125 Produtos e tecnologias para a comunicação
e130 Produtos e tecnologias para a educação
e135 Produtos e tecnologias para o trabalho
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e140 Produtos e tecnologias para a cultura, atividades recreativas e desportivas


e145 Produtos e tecnologias para a prática religiosa e espiritualidade
e150 Arquitetura, construção, materiais e tecnologias arquitetónicas em prédios para uso
público
e155 Arquitetura, construção, materiais e tecnologias arquitetónicas em prédios para uso
privado
e160 Produtos e tecnologias relacionados com a utilização e a exploração dos solos
e165 Bens
e198 Produtos e tecnologias, outros especificados
e199 Produtos e tecnologias, não especificados

4.12.2. Ambiente natural e mudanças ambientais feitas pelo homem

e210 Geografia física


e215 População
e220 Flora e fauna
e225 Clima
e230 Desastres naturais
e235 Desastres causados pelo homem
e240 Luz
e245 Mudanças relacionadas com o tempo
e250 Som
e255 Vibração
e260 Qualidade do ar
e298 Ambiente natural e mudanças ambientais feitas pelo homem, outro especificado
e299 Ambiente natural e mudanças ambientais feitas pelo homem, não especificado

4.12.3. Apoio e relacionamentos


e310 Família próxima
e315 Família alargada
e320 Amigos
e325 Conhecidos, pares, colegas, vizinhos e membros da comunidade
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e330 Pessoas em posição de autoridade


e335 Pessoas em posição subordinada
e340 Prestadores de cuidados pessoais e assistentes pessoais
e345 Estranhos
e350 Animais domesticados
e355 Profissionais de saúde
e360 Outros profissionais
e398 Apoio e relacionamentos, outros especificados
e399 Apoio e relacionamentos, não especificados

4.12.4. Atitudes
e410 Atitudes individuais de membros da família próxima
e415 Atitudes individuais de membros da família alargada
e420 Atitudes individuais de amigos
e425 Atitudes individuais de conhecidos, pares, colegas, vizinhos e membros da
comunidade
e430 Atitudes individuais de pessoas em posições de autoridade
e435 Atitudes individuais de pessoas em posições subordinadas
e440 Atitudes individuais de prestadores de cuidados pessoais e dos assistentes pessoais
e445 Atitudes individuais de estranhos
e450 Atitudes individuais de profissionais de saúde
e455 Atitudes individuais de outros profissionais
e460 Atitudes sociais
e465 Normas, práticas e ideologias sociais
e498 Atitudes, outras especificadas
e499 Atitudes, não especificadas

4.12.5. Serviços, sistemas e políticas


e510 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a produção de bens de consumo
e515 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a arquitectura e a construção
e520 Serviços, sistemas e políticas relacionados com o planeamento de espaços abertos
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e525 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a habitação


e530 Serviços, sistemas e políticas relacionados com os serviços de utilidade pública
e535 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a área da comunicação
e540 Serviços, sistemas e políticas relacionados com os transportes
e545 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a proteção civil
e550 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a área jurídico-legal
e555 Serviços, sistemas e políticas relacionados com associações e organizações
e560 Serviços, sistemas e políticas relacionados com os meios de comunicação
e565 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a economia
e570 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a segurança social
e575 Serviços, sistemas e políticas relacionados com o apoio social geral
e580 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a saúde
e585 Serviços, sistemas e políticas relacionados com a educação e a formação
profissional
e590 Serviços, sistemas e políticas relacionados com o trabalho e o emprego
e595 Serviços, sistemas e políticas relacionados com o sistema político
e598 Serviços, sistemas e políticas, outros especificados
e599 Serviços, sistemas e políticas, não especificados

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BIBLIOGRAFIA

Henderson, Virginia, Repertório dos Diagnósticos de Enfermagem.

https://www.esenfc.pt/v02/pa/conteudos/downloadArtigo.php?id_ficheiro=13&codigo=

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Caderno019.rtf.

http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/documentos-para-download/classificacao-
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http://www.inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf

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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-790X2005000200011&script=sci_arttext

http://www.ebah.pt/content/ABAAABaSsAH/virginia-henderson-slides

http://files.comunidades.net/enfermagemunip/idoso_Bia.ppt.

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http://www.ipolisboa.min-saude.pt/Default.aspx?Tag=CONTENT&ContentId=1225

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