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ENSINO DE GEOGRAFIA: NOVAS POSSIBILIDADES E DESAFIOS NO

SÉCULO XXI

João Paulo Araújo de Lima


Pauloproff@hotmail.com

Resumo

Os novos caminhos no ensino de Geografia no século XXI, bem como,


analisarmos as novas possibilidades e desafios que ao longo dos últimos anos tem trazido
grandes dificuldades para a docência de um modo geral. Desde que o período técnico-
científico-informacional começou, praticamente após a Segunda Guerra Mundial, porém
se dando de fato nos anos 1970, o ensino também sofreu mudanças significativas, tanto
no ambiente escolar como na própria maneira de ensinar os conteúdos. Dentre estas
mudanças, o papel do Estado frente à sociedade civil traz profundas alterações no
processo de construção e gerenciamento das políticas públicas, acarretando um
desvirtuamento na função destas. Nesse contato de mudanças discutiremos o impacto da
internet na vida cotidiano dos docentes, e como transformou o processo de ensino
aprendizagem. Discutiremos como essas mudanças favoreceram ao ensino da geografia
reconstruindo sua forma de ensino. Por fim, discutiremos sobre os principais desafios
enfrentado hoje e as novas possibilidades que todo esse processo trouxe para o ensino
seja qual for a disciplina. Para isso, faremos uma análise bibliografia de modo a,
estabelecer de forma mais clara possível como tem se manifestado esses processos na
atua conjuntura educacional em que vive o mundo moderno.

Palavras-chaves: Ensino de Geografia, Metodologias, Jogos Eletrônicos


Introdução

Atualmente existe uma discussão bastante intensa sobre o ensino brasileiro,


onde se objetiva mudanças na forma como os estudantes cursarão o ensino médio. O que
alguns estão chamando de reforma, outros tem avaliado como retrocesso da educação
como um todo. O projeto Novo Ensino Médio como tem sido conhecido, traz mudanças
nas disciplinas que os alunos deverão cursar ao longo do ensino médio, podendo,
portanto, uma série de disciplina ficarem de fora do currículo do aluno, sendo obrigatória
o ensino de Português e Matemática em todo o processo. Podendo o aluno no seu
processo final optar por aprofundar conhecimentos em cinco aéreas de formação:
linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica.

No entanto, este não é nosso objeto de estudo, mas é imprescindível


esclarecemos que independente de como se estrutura o currículo de um determinado
sistema de ensino é necessária uma análise do papel que cada disciplina exercer do
processo formativo do aluno. A geografia é uma ciência que tem como objeto de estudo
o espaço e se constitui uma disciplina curricular que abrange todo o processo político,
econômico, social e cultural de um povo. Portanto, necessário na formação de qualquer
cidadão. Dessa forma entende-se o quanto é necessário que o ensino de Geografia seja a
cada dia aprimorado. No entanto, muitos são os percalços enfrentados tanto na pesquisa,
quando no ensino dessa disciplina por não se dá a importância devida que merece. Desde
da formação dos professores até aos métodos e recursos que se usam para o seu ensino.

Nesse ponto, MOREIRA e ULHÔA, são bastante claro em colocar que: o


ensino de geográfica necessita de uma formação mais qualitativa e completa.
Compreende-se, neste sentido, a necessidade de uma formação mais abrangente, crítica,
científica e humanística, voltada não para as necessidades de mercado (professor,
planejador, pesquisador, etc.), mas para as necessidades da sociedade, no sentido de
pensar e agir sobre elas. (Moreira e Ulhôa, 2009, p. 74)

Apesar do grande avanço que se obteve nos cursos de graduação em especial


nas licenciaturas, um dos desafios encontrados hoje é à questão dos baixos salários e
dificuldade de recursos adequados para o ensino da disciplina, o que leva na maioria das
vezes o professor a lecionando aquela aula ultrapassada, aplicando questionário e
exigindo tudo decorado, ou seja, ser um mero transmissor de conhecimento. As
metodologias de ensino que possibilitem aos alunos no seu contexto social, através de
diálogos abertos, ligado com os pensamentos e inovações do mundo moderno pode tornar
o ensino de geografia algo produtivo e possibilitando atingir os objetivos propostos pela
Geografia fugindo de uma metodologia comum hoje no ensino da Geografia que como
coloca PEREIRA, 1996 focalizar o conteúdo como sendo o objetivo da aula, algo que
promove uma aula decorativa e semelhante às práticas do início do século.

Diante dos problemas que a educação brasileira vem enfrentando, se faz


necessário que os profissionais que se encontram inseridos no âmbito educacional se
remetam a uma reflexão de como está acontecendo o ensino. De forma especial aqui
abordada a disciplina de Geografia, e sua metodologia. Ainda como desafio encontrado
em todo o sistema de ensino do Brasil é o fato dos professores não trabalhar com o tripé
básico para uma educação de qualidade, que são eles: Ensino, pesquisa e práticas que
impulsione o educando a ser crítico. O professor precisa ser pesquisador, indagar, buscar
outros conhecimentos e se atualizar sempre. Como bem coloca Freire:

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.... No meu entender, o


que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de
ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da
prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. Esses que - fazeres se
encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino, continuo buscando,
reprocurando. Ensino porque indaguei, porque indago e me indago.
Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me
educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou
anunciar a novidade. (FREIRE, 1996, p.29)

Nas palavras do professor, fica evidente que como mero transmissor de


conhecimento se tornará ultrapassado nessa nova lógica impulsionado pela globalização.
A pesquisa será uma ferramenta necessária para os professores do século atual, uma vez
que para acompanha as grandes mudanças tecnológicas que vem modificando o ensino
em todos os seus aspectos, ter a pesquisa como mecanismo de embasamento de suas aulas,
o deixará à frente, de modo que não haja lugar para práticas arcaicas de tempos passados.
Outro desafio que o ensino enfrentou na atualidade, especial a geografia, foi
a introdução da disseminação acelerada das tecnologias de informação e comunicação
(TIC) na educação que afetam, em particular, o professor, que se vê frente à necessidade
de lidar com diversas questões desencadeadas pela presença cada vez mais intensa das
TIC no cotidiano escola e principalmente dos alunos. A internet como ferramenta
principal do TIC, traz consigo diversos desafios e oportunidades, que oportunizaram
problemas e soluções para o processo ensino-aprendizagem. Mesmo com tantos
problemas já enfrentado pelos professores no cotidiano escola, destacamos especial a
didática utilizada para ministração, essas inovações surgem como possibilidades de
mudanças na prática docente, de modo, a propiciar uma nova dinâmica no ensino das
disciplinas. Coma evolução telecomunicações e da internet de um modo geral, tem gerado
certo desconforto por parte dos profissionais do ensino de geografia, uma vez que, eles
têm possibilitado acesso instantâneo dos conteúdos a esses alunos, obrigando-o de forma
indireta, os professores a buscarem novas maneira de ensinar a disciplina.
Sampaio e Leite citando Santos, 2012 expressa bem esse impacto que a
educação recebeu com o surgimento veloz das mudanças tecnológicas, especialmente os
TIC no contexto escolar:
A preocupação com o impacto que as mudanças tecnológicas
podem causar no processo de ensino-aprendizagem impõe a área da
educação a tomada de posição entre tentar compreender as transformações
do mundo, produzir o conhecimento pedagógico sobre ele auxiliar o
homem a ser sujeito da tecnologia, ou simplesmente dar as costas para a
atual realidade da nossa sociedade baseada na informação (SAMPAIO e
LEITE, 2000, op cit SANTOS, 2012, p. 9).

Dessa forma, precisamos compreender que a tecnologia pode de forma


benéfica ajudar à educação e pensar que educar utilizando as TICs (e principalmente a
internet) é um grande desafio que, até o momento, ainda tem sido encarado de forma
trivial, apenas com adaptações e mudanças não muito significativas tornando um desafio
na atualidade para o ensino.

O ensino de Geografia frente as novas tecnologias

Pensar sobre o ensino de Geografia, sobretudo no Brasil, é uma tarefa difícil,


dada a complexidade que envolvem nosso sistema educacional. Porém fundamental no
processo de formação social dos alunos, uma vez que a escola faz parte da sociedade e,
portanto, do espaço. Sendo sua análise essencial para compreender como ela está
organizada. No entanto, é importante refletir sobre o processo didático, especialmente no
ensino da Geografia, que se modificou ao longo dos anos e como esse processo tem
contribuído para um melhor ensino da ciência geográfica. De acordo com (SMIELLI,
1999) a geografia escolar vem mantendo uma prática tradicional, onde a aprendizagem
se reduz somente à memorização, sem que se faça referência às experiências sócio
espaciais, deixando de lado valor essencial da geografia que é ler o espaço a partir dos
seus elementos fixos e afixos. A geografia é algo dinâmico, atual que nos permiti ver
como o espaço social é formando, portanto, requer que educamos, cidadãos individuais,
únicos, entendendo ao mesmo tempo em que os seres humanos fazem sua própria história,
são determinados por ela. Contribuindo assim, para uma formação de seres pensantes e
críticos.

Para Lana Cavalcanti (1998, p.11), o ponto central é a construção de


conhecimentos geográficos de modo que torne a geografia importante para vida dos
alunos, colocando que:

O que se acredita é que, ao longo da História, os seres


humanos organizam-se em sociedade e vão produzindo sua
subsistência, produzindo com isso seu espaço, que vai se configurando
conforme os modos culturais e materiais de organização dessa
sociedade. Há, dessa forma, um caráter de espacialidade em toda prática
social, assim como há um caráter social da espacialidade. Além disso,
o pensar geográfico contribui para a contextualização do próprio aluno
como cidadão do mundo, ao contextualizar espacialmente os
fenômenos, ao conhecer o mundo em que vive, desde a escala local à
regional, nacional e mundial. O conhecimento geográfico é, pois,
indispensável à formação de indivíduos participantes da vida social a
média que propicia o entendimento do espaço geográfico e do papel
desse espaço nas práticas sociais. (CAVALCANTI, 1998, p.11)

Diante disso, percebemos que o ensino não pode se firmar em didáticas arcaicas,
padronizada para alcançar um objetivo especifico para aquela realizada anteriormente vivenciada.
Devendo, portanto, acompanhar as mudanças que a sociedade pela sua dinâmica sofre e vem
sofrendo ao longo do tempo. E para que os objetivos destacados anteriormente no ensino da
geografia são necessários uma adequação na prática do ensino.