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Curso: TAFAC_ativos – técnico/a de Apoio Familiar e à comunidade

Módulo: Estado de saúde – abordagem geral em contexto domiciliário – UFCD 7225

Manual

Formador/a: Benedita Osswald


Curso: TAFAC_ativos – técnico/a de Apoio Familiar e à comunidade
Módulo: Estado de saúde – abordagem geral em contexto domiciliário – UFCD 7225

Índice

Introdução ........................................................................................................... 2

Âmbito do manual............................................................................................. 2

Objetivos .......................................................................................................... 2

Conteúdos programáticos ................................................................................... 2

Carga horária .................................................................................................... 2

1.Âmbito de atuação do técnico familiar e de apoio à comunidade ............................ 3

2.Procedimentos e cuidados no apoio à toma de medicação ..................................... 6

2.1.Precauções sobre o uso de medicamentos...................................................... 6

2.2.Cuidados no armazenamento e administração (verificação do estado de validade;


cuidados no armazenamento; outros).................................................................. 8

2.3.Procedimentos de registo das tomas ............................................................. 14

3.Técnicas de deteção de alterações do estado de saúde ........................................ 17

3.1.Observação dos sinais vitais ......................................................................... 17

3.2.Questionamento acerca de sinais ou sintomas de alerta ................................. 25

3.3.Vigilância da toma de medicação e outros cuidados de saúde ......................... 28

4.Regras de atuação em situações de alteração do estado de saúde........................ 31

4.1.Forma de atuação ....................................................................................... 31

4.2.Rede de contactos....................................................................................... 36

4.3.Procedimentos para registo das ocorrências .................................................. 40

Bibliografia .......................................................................................................... 44

Sites Consultados................................................................................................. 44

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Introdução

Âmbito do manual
O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de
curta duração nº 7225 – Estado de saúde: abordagem geral em contexto
domiciliário, de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações.

Objetivos
 Reconhecer o âmbito de atuação do técnico familiar e de apoio à comunidade.

 Apoiar o indivíduo na toma de medicação.


 Identificar alterações do estado de saúde do indivíduo/pessoa.
 Aplicar procedimentos em casos de alteração do estado de saúde do indivíduo.
 Efetuar o registo e transmitir ocorrências.

Conteúdos programáticos
 Âmbito de atuação do técnico familiar e de apoio à comunidade
 Procedimentos e cuidados no apoio à toma de medicação
o Precauções sobre o uso de medicamentos
o Cuidados no armazenamento e administração (verificação do estado de
validade; cuidados no armazenamento; outros)
o Procedimentos de registo das tomas
 Técnicas de deteção de alterações do estado de saúde
o Observação dos sinais vitais
o Questionamento acerca de sinais ou sintomas de alerta
o Vigilância da toma de medicação e outros cuidados de saúde
 Regras de atuação em situações de alteração do estado de saúde
o Forma de atuação
o Rede de contactos
o Procedimentos para registo das ocorrências

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Carga horária

 25 horas

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Estado de saúde: abordagem geral em contexto domiciliário

 1.Âmbito de atuação do técnico familiar e de


apoio à comunidade

Âmbito de atuação

O Técnico/a de Apoio Familiar e à comunidade tem como funções principais


prestar cuidados de apoio direto a indivíduos no domicílio ou em contexto institucional,
nomeadamente idosos, pessoas com deficiência e pessoas com outro tipo de
dependência funcional temporária ou permanente, de acordo com as indicações da
equipa técnica e os princípios deontológicos de atuação.

De acordo com o respetivo perfil profissional, cabe a este profissional, no que respeita
aos cuidados de saúde:

Estabelecer a articulação com a equipa técnica responsável reportando a evolução do


estado físico ou psíquico, situações anómalas e/ou agravamento do estado de saúde do
cliente, de acordo com as orientações e procedimentos definidos pela equipa técnica:

 Acompanhar o indivíduo na toma de medicamentos e no cumprimento de planos


de cuidados, de acordo com as orientações da equipa de saúde;
 Atuar em situação de acidente, doença súbita ou agravamento do estado de
saúde.

O Socorrista é toda e qualquer pessoa com habilitação para prestar socorro quando
exerce este ato. Um médico, um enfermeiro, um bombeiro, paramédico ou um
trabalhador de uma organização não deixam de ser socorristas pelo facto de possuírem
outro título profissional, no momento em que prestam socorro são socorristas.

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Quem presta primeiros socorros não substitui a equipa de saúde mas tem um papel
fundamental em alertar os serviços e ajudar a vítima, evitando o agravamento da
situação, exigindo uma atuação responsável.

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É necessário saber atuar com eficácia e prontidão, tendo sempre em mente a idade da
vítima, pois o socorro em algumas situações é diferente.

É importante que o/a Técnico de Apoio Familiar e à comunidade:


 Se sinta autoconfiante, mas tenha a noção das suas limitações.
 Tenha uma atitude de compreensão e paciência.
 Seja capaz de tomar decisões, organizar e controlar a situação.

Basicamente devem existir dois tipos de procedimento/atitude:

 O que se sabe, se pode e se deve fazer.


 O que não se sabe, não pode e não deve fazer.

Enquanto espera pelos socorros deve-se:

• Observar a evolução do estado da pessoa.


• Cobrir a vítima, pois o estado de choque e a imobilidade podem originar
arrefecimento.
• Deve-se desapertar o vestuário (este pode incomodar ou comprimir), mas não
despir a vítima.
• Não dar nada a beber e/ou a comer, pois a vítima pode ter náuseas, vómitos e
aspirar o vómito.
• Nunca abandonar uma pessoa em estado de choque ou ferida.

Contexto de atuação
O seu âmbito preferencial de intervenção é o das respostas sociais, designadamente no
Serviço de Apoio Domiciliário (SAD).

De acordo com a legislação em vigor, O SAD é a resposta social que consiste na


prestação de cuidados e serviços a famílias e ou pessoas que se encontrem no seu
domicílio, em situação de dependência física e ou psíquica e que não possam assegurar,
temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas e ou a
realização das atividades instrumentais da vida diária, nem disponham de apoio familiar
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para o efeito.

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O serviço de apoio domiciliário é um serviço de proximidade, uma vez que corresponde


a uma resposta social organizada a que as pessoas em situação de dependência podem
ter acesso para satisfação de necessidades básicas e específicas, tendo apoio nas
atividades instrumentais da vida quotidiana e atividades sócio recreativas.

Compreende-se por serviços de proximidade sobretudo as atividades que


tradicionalmente eram asseguradas pelas famílias, nas suas casas (tais como assistência
a pessoas idosas, crianças, deficientes) e que, com a evolução das condições de vida,
passaram a ser realizadas no exterior da família.

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2.Procedimentos e cuidados no apoio à toma de


medicação

2.1.Precauções sobre o uso de medicamentos


2.2.Cuidados no armazenamento e administração (verificação do
estado de validade; cuidados no armazenamento; outros)
2.3.Procedimentos de registo das tomas

2.1.Precauções sobre o uso de medicamentos

O Serviço de Apoio Domiciliário deve definir o responsável pela gestão, controlo e


assistência medicamentosa. Sempre que considere necessário, este responsável deve
informar, sensibilizar e/ou formar o cliente e/ou pessoa significativa para as várias
questões no domínio da assistência medicamentosa.

Os colaboradores do SAD devem planificar o apoio na assistência medicamentosa em


função da maior ou menor autonomia do cliente.

Os colaboradores do SAD só deverão administrar medicamentos (via oral e tópica)


mediante a apresentação de prescrição médica ou declaração de responsabilidade do
cliente e/ou pessoa significativa.

A indicação terapêutica deve estar definida de forma clara, assim como a sua forma de
administração. Esta deve estar registada num documento acessível a todos os
intervenientes na assistência medicamentosa.

Deve ser do conhecimento do cliente, dos colaboradores ou outros intervenientes diretos


nesta função, a indicação terapêutica, bem como o modo de atuação em situações de

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emergência relativas aos efeitos secundários da administração dos medicamentos em


causa.

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Todos os intervenientes na assistência medicamentosa devem possuir um conjunto de


informações sobre a indicação terapêutica dos clientes.

Sempre que considere necessário, o responsável pela gestão, controlo e assistência


medicamentosa deve informar, sensibilizar e/ou formar o cliente e/ou pessoa
significativa para as várias questões no domínio da assistência medicamentosa.

No caso do cliente necessitar de controlos periódicos (p.e., diabetes), a Organização


deve assegurar e monitorizar o acesso e execução dos mesmos, bem como a adequada
assistência medicamentosa.

Quando a administração medicamentosa envolve conhecimentos técnicos específicos ou


a execução de determinados procedimentos, os colaboradores diretamente envolvidos
devem ter formação adequada.

No domicílio do cliente os medicamentos devem ser guardados em local que seja


adequado à sua conservação e acessível ao uso apenas daqueles que executam a sua
administração (fora do alcance de crianças ou pessoas que sofram de perturbações
mentais):

• Os medicamentos são guardados na embalagem, devendo a mesma ter a


respetiva informação terapêutica.
• Alguns medicamentos necessitam ser conservados no frigorífico, devendo esta
informação ser assinalada na caixa.
• Todos os medicamentos devem ter a informação do prazo de validade e serem
alvo de controlo.
• O transporte de medicamentos para outros locais deve ser efetuado na
respetiva embalagem ou em embalagens de acondicionamento próprias para o
efeito.
• Sempre que exista o risco de duplicação da toma medicamentosa, afigura-se
útil que a mesma seja preparada previamente de acordo com a indicação
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terapêutica – utilização de caixas doseadoras. Sempre que o cliente e/ou pessoa


significativa desconheçam este instrumento de apoio, os colaboradores do SAD
devem informar da sua existência, local de compra ou, inclusivamente, fornecê-
lo ao cliente.

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• O colaborador do SAD responsável pelo processo deve supervisionar ou delegar


em outro interveniente (familiar ou outro) a supervisão do planeamento desta
caixa doseadora.

2.2.Cuidados no armazenamento e administração (verificação do


estado de validade; cuidados no armazenamento; outros)

Tipo de remédio

Tipos de prescrições

 Fixas: Cumpridas até que o médico mande parar. Até esgotar o prazo
determinado. Aplicada num momento específico
 SOS: Aplicado enquanto o doente necessitar.
 Imediatas: Uma única dose

Tipo de remédio

 Líquidos: soluções, gotas, injetáveis, loções, suspensões e algumas emulsões


 Semissólidos: pomadas, géis, pasta e cremes
 Plásticos: supositórios, óvulos e velas
 Sólidos: pós, granulados, cápsulas, comprimidos, drageias, pílulas, pastilhas, etc.
 Gasosos: sprays, aerossóis, fumigações, etc.

Horário

Cuidados a ter:

 Respeite sempre o horário da medicação

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 Siga as indicações dadas pelo médico ou farmacêutico


 Não troque o horário dos medicamentos sem consentimento do médico.

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Tenha atenção:

 1id = 1 vez ao dia


 2id ou bid = 2 vezes ao dia
 In = à noite
 A.c. = antes comer
 D.c. = durante comer
 P.c. = depois comer
 Prn =sempre que necessário
 Od = olho direito
 Os ou oe = olho esquerdo
 Ou = em cada olho

Modo de administração

Via oral
Absorção
Sublingual
São absorvidos por pequenos vasos sanguíneos
debaixo da língua
Absorção rápida, passa direto para circulação geral
Não passa nos intestinos e no fígado
Absorção incompleta e errática
Intestinal (ingestão)
Mais seguro, conveniente e económico
Pode irritar o estômago, interferir a digestão
Por vezes pode haver dificuldade em engolir

Os medicamentos podem apresentar-se nas seguintes formas


Comprimidos
Cápsulas

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Xaropes
Elixires
Óleos
Pós
Grânulos

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Via oral contra indicada em:

Doentes inconscientes
Com vómitos
Com diarreias

Via oftálmica

Qualquer medicamento oftálmico deve ser colocado diretamente na córnea, pois, evita
desconforto. Evitar tocar nas pálpebras ou noutras estruturas, para evitar risco de
infeção. Só devem ser dados no olho afetado.

Via auricular
Usados à temperatura ambiente, para evitar desconforto. Usar
soluções estéreis no caso de rutura da membrana timpânica. Não
forçar o medicamento a entrar no ouvido. Retificar o canal auditivo:
Crianças – segurar pavilhão auricular para baixo e para trás
Adultos – para cima e para trás

Via nasal
Usada para tratar infeções, alívio congestão nasal ou como anestésicos e
antissépticos.

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Apresentação

Gotas
Inaladores
Vaporizadores

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Via rectal

Função

Ação local: Estimular defecação, Aliviar dor, Atenuar inflamações


Atuação sistémica: Supositórios antipiréticos (baixam a febre), são facilmente
absorvidos no intestino para a circulação sanguínea.

Usados quando

O doente não coopera pela via oral, em Bebés, em Utentes com sondas e no caso de
Comprimidos com mau sabor ou cheiro.

Apresentação

Supositórios
Clisteres: Usados para facilitar evacuação e para Preparação para outros
procedimentos terapêuticos.

Via vaginal

Apresentação

Medicamentos
Comprimidos
Óvulos
Supositórios
Pomadas
Duche vaginal
Usado para combater infeções.

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Via cutânea Ou dérmica

Apresentação

Adesivos e implantes subdérmicos


Uso
Fornecem libertação sustentada dos ativos ao longo do tempo. Diminui
risco de efeitos colaterais. Mantém concentração princípio ativo sempre
constante no sangue

Via subcutânea

Medicação introduzida na hipoderme, o que permite


uma Absorção lenta e de forma continua e segura. O
volume injetado não deve ultrapassar os 3ml.

Usada em:
Vacinas (sarampo)
Anticoagulante
Insulina

O local escolhido deve ser revezado. Ângulo da agulha deve ser


90º em pacientes gordos e 45º em pacientes magros.
Complicações que podem surgir são Infeções, Úlceras ou
necroses, Embolias (Obstrução vasos).

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Via intradérmica

Via restrita. Deve-se administrar pequenos


volumes 0,1 a 0,5 ml.

Esta via é usada em reações de


hipersensibilidade, Provas alérgicas e BCG
(tuberculose).

Usada a face interior do braço para aplicação, pois, é Pobre em pelos, tem Pouca
pigmentação, Pouca vascularização e é de Fácil acesso para leitura.

Via intramuscular
Aplicação de Absorção rápida. O músculo escolhido
deve ser bem desenvolvido, de fácil acesso e não de
deve ter grande calibre nem nervos.

O volume injetado no Deltóide (ombro) deve ser 2 a


3 ml, na Glútea deve ser 4 a 5 ml e na Coxa deve ser
3 a 4 ml.
Devemos usar a região glútea (rabo) em crianças com menos de 2 anos e em pessoas
com Paralisia de membros inferiores.
Complicações
A fim de evitar complicações devemos evitar nervo ciático, evitar veias. Põem ocorrer
Infeções e abcessos.

Via endovenosa

Via muito usada. É aplicada na Face anterior antebraço (esquerdo).


Devemos evitar articulações. É indicada em grandes volumes. Tem uma
ação imediata.

Os medicamentos injetados na veia devem estar em soluções solúveis no sangue,

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composta de sais orgânicos e medicamento. A solução não deve ser oleosa e não
deve conter cristais visíveis em suspensão.

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2.3.Procedimentos de registo das tomas

Todas as ações e tarefas executadas no âmbito desta atividade ou decorrentes de


situações anómalas são registadas, datadas, assinadas e integradas no processo
individual do cliente.

No caso do cliente ser diabético, os registos de controlo da glicémia são registados,


datados e assinados no livro do diabético.

A indicação terapêutica deve estar registada num documento acessível a todos os


intervenientes na administração medicamentosa – IMP03.IT04.PC05 - Medicação e
Indicação Terapêutica.

Todos os intervenientes (colaboradores, cliente e/ou pessoa próxima) na administração


medicamentosa devem possuir um conjunto de informações base sobre a indicação
terapêutica dos clientes, que devem ser registadas no impresso IMP04.IT04.PC05 –
Indicação Terapêutica – Informação Genérica que contém a seguinte informação:

• O nome dos medicamentos para toma e a sua função principal;


• A via de administração de cada medicamento (oral, aplicação de cremes,
supositórios, etc.), bem como a respetiva dose e número de vezes de tomas ao
dia;
• O tempo para administração de cada medicamento;
• Os efeitos secundários dos medicamentos (náuseas, vómitos, alteração da cor
das fezes e urinas, alergias, cefaleias, etc.) e formas de atuação em situações de
emergência;
• As precauções a adotar na administração dos medicamentos, por exemplo, não
ingerir álcool, expor-se ao sol, entre outras.

Em caso de dúvida na administração medicamentosa, ou outra, os colaboradores deve


consultar o impresso IMP04.IT04.PC05 – Indicação Terapêutica – Informação Genérica.

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Todos os medicamentos devem ter a informação do prazo de validade e serem alvo de


controlo.
O controlo realizado deve ser sempre registado no IMP04.IT04.PC05 – Indicação
Terapêutica – Informação Genérica.

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3.Técnicas de deteção de alterações do estado de


saúde

3.1.Observação dos sinais vitais


3.2.Questionamento acerca de sinais ou sintomas de alerta
3.3.Vigilância da toma de medicação e outros cuidados de saúde

3.1.Observação dos sinais vitais

Sinais vitais são aqueles que evidenciam o funcionamento e as alterações da função


corporal. Dentre os inúmeros sinais que são utilizados na prática diária para o auxílio do
exame clínico, destacam-se pela sua importância e por nós serão abordados: o pulso, a
temperatura e a respiração. Por serem os mesmos relacionados com a própria existência
da vida, recebem o nome de sinais vitais.

É essencial ter conhecimento dos valores que indicam os sinais de vida de um ser
humano, de acordo com a faixa etária e sexo do paciente. Assim, a verificação de sinais
vitais é de suma importância, para que através de sua averiguação possamos
correlacionar os dados para realizar a promoção da saúde.

Os cuidados de enfermagem são prestados de acordo com o estabelecido no PDI (Plano


de Desenvolvimento individual) de cada cliente.

Em função dos resultados da avaliação geriátrica de cada cliente e das normas


específicas relativas aos tipo de cuidados a prestar, visando a promoção de autonomia
e a prevenção da dependência, o enfermeiro responsável por este processo define as
regras para a prestação dos cuidados que são da sua exclusiva responsabilidade e
aquelas que são delegadas aos colaboradores do SAD (Serviço de Apoio Domiciliário).

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As atividades de enfermagem no domicílio, podem ser delegadas/executadas por um


colaborador interno ou externo (contratualização de serviço, rede parceira) do SAD,
desde que este possua formação específica para o efeito.

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Sempre que necessário, o enfermeiro deverá ainda organizar, colaborar na execução e


avaliar programas ou ações de formação destinadas aos colaboradores da Instituição,
bem como às pessoas próximas do cliente (família, amigos, vizinhos, voluntários ou
outros).

Temperatura

A temperatura corporal é o equilíbrio entre a produção e a perda de calor do organismo,


mediado pelo centro termorregulador.

Existem vários fatores que influenciam no controle da temperatura corporal, sendo


influenciada por meios físicos e químicos e o controle feito através de estimulação do
sistema nervoso.

A temperatura do corpo é registada em graus celsius (centígrados). O termómetro clínico


de vidro, mais usado, tem duas partes: o bulbo e o pedúnculo.

O bulbo contém mercúrio; um metal liquido, o qual se expande sob a ação do calor e
sobre pelo interior do pedúnculo, indicando a temperatura em graus e décimos de
graus.

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Pode ser avaliada nas regiões axilar, timpânica, oral, inguinal ou rectal. A mais utilizada
é a axilar.

Normalmente os termómetros clínicos são calibrados em graus e décimos de graus, na


faixa de temperatura de 35ºC a 42ºC. Não é necessária uma faixa de temperatura mais

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ampla, pois raramente o ser humano sobrevive com temperatura corporal fora desta
faixa.

O índice normal de temperatura é de 37ºC, admitindo-se variações de até 0,6ºC para


mais ou para menos. As crianças têm temperaturas mais altas que os adultos, porque
seu metabolismo é mais rápido. Tem-se observado que a temperatura do corpo é mais
baixa nas primeiras horas da manhã, e mais alta no final da tarde ou no início da noite.

A temperatura corporal pode se elevar em situações de infeção, trauma, medo,


ansiedade, etc. Exposição ao frio e choque são causas frequentes de temperatura abaixo
do normal.

Termologia Básica:

 Febre ou pirexia - aumento patológico da temperatura corporal


 Hipertermia ou hiperpirexia - elevação da temperatura do corpo ou de uma parte
do corpo acima do valor normal
 Hipotermia ou hipopirexia - redução da temperatura do corpo ou de uma parte
do corpo abaixo do valor normal.

Respiração

Na espécie humana, referimo-nos à troca de gases realizada pelos pulmões, que retiram
oxigénio do ar e devolvem dióxido de carbono. Pode ser influenciada por doença, stress,

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idade, sexo, exercício, etc.

Tipos de respiração:

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 Respiração Celular: consiste no consumo de glicose, com liberação de energia e


ocorre nas células
 Respiração Pulmonar: consiste na troca de gases entre os pulmões e o ambiente

Na ventilação ocorre a entrada de ar rico em oxigénio para os pulmões (inspiração) e a


eliminação de ar rico em dióxido de carbono para o meio ambiente (expiração).

O caminho do ar até aos pulmões:

- Cavidade nasal
- Faringe
- Laringe
- Traqueia
- Pulmões: Brônquios, bronquíolos e alvéolos

A avaliação da respiração inclui: frequência respiratória (movimentos respiratórios por


minuto – mrpm), carácter (superficial e profunda) e ritmo (regular e irregular). Deve ser
avaliada sem que a vítima perceba, preferencialmente enquanto se palpa o pulso radial,
para evitar que a vítima tente conscientemente controlar a respiração.

A frequência respiratória é o número de ciclos respiratórios (inspiração/expiração) por


minuto. Pode ser influenciada por doença, stress, idade, sexo, exercício, etc.

Padrão de frequência respiratória

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Deve ainda ser avaliada a frequência respiratória tendo em vista os sinais e sintomas de
comprometimento respiratório: cianose, inquietação, dispneia, sons respiratórios
anormais.

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Pulsação

Define-se como o número de batimentos cardíacos por minuto. Pode ser influenciada
por doença, exercício, ansiedade, dor, etc.

Cada onda de pulso sentida é um reflexo do débito cardíaco, pois a frequência de pulso
equivale à frequência cardíaca. Débito cardíaco é o volume de sangue bombeado por
cada um dos lados do coração num minuto.

A determinação do pulso é parte integrante de uma avaliação cardiovascular. Além da


frequência cardíaca (número de batimentos cardíacos por minuto), os pulsos também
devem ser avaliados em relação ao ritmo (regularidade dos intervalos - regular ou
irregular) e ao volume (intensidade com que o sangue bate nas paredes arteriais - forte
e cheio ou fraco e fino).

O pulso fraco e fino, também chamado filiforme, geralmente estão associados à


diminuição do volume sanguíneo (hipovolemia).

Sob circunstâncias normais, existe um relacionamento compensatório entre a frequência

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cardíaca e o volume sistólico. Esta compensação é vista claramente no choque


hipovolêmico, no qual um volume sistólico diminuído é equilibrado por uma frequência
cardíaca aumentada e o débito cardíaco tende a permanecer constante.

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Os locais de verificação mais frequentes são as artérias temporal, carótida, radial,


femoral, popliteia e pediosa ou diretamente na área cardíaca (pulso apical).

A avaliação dos pulsos arteriais periféricos compreende a pesquisa de um conjunto de


parâmetros: frequência, ritmo, amplitude e regularidade.

 A frequência e o ritmo informam-nos acerca da atividade elétrica do coração


 A amplitude e a regularidade traduzem a função do ventrículo esquerdo

Terminologia Básica:

 Taquicardia: FC > 100 batimentos/minuto


 Bradicardia: FC < 60 batimentos/minuto
 Pulso filiforme, fraco, débil: redução da força ou volume do pulso periférico
 Pulso irregular: os intervalos entre os batimentos são desiguais
 Pulso dicrótico: impressão de 2 batimentos

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Meios de identificação dos sinais vitais

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Estado de saúde: abordagem geral em contexto domiciliário

Monitorização da temperatura

Definição

 Consiste na avaliação sistemática e registo da temperatura do corpo

Procedimento

 Providenciar os recursos para junto do indivíduo


 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo ou assisti-lo a posicionar-se, se necessário
 Aplicar o termómetro aplicado durante o tempo recomendado para o tipo de
dispositivo utilizado
 Remover cuidadosamente o termómetro
 Descartar a cobertura, se necessário
 Limpar secreções remanescentes
 Posicionar o indivíduo ou assisti-lo a posicionar-se se necessário
 Assegurar a recolha e lavagem do material
 Lavar as mãos
 Registar os valores obtidos

Monitorização da respiração

Definição

 Consiste na avaliação sistemática e registo dos ciclos respiratórios

Procedimento

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 Providenciar os recursos para junto do indivíduo


 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar ou assisti-lo a posicionar-se, se necessário;

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 Proteger o indivíduo com uma cortina em volta da cama ou fechar a porta, se


necessário
 Assegurar que o tórax e abdómen do indivíduo estejam visíveis
 Monitorizar a frequência respiratória:
o Monitor cardíaco
Aplicar os elétrodos no tórax numa disposição triangular, de
acordo com a derivação selecionada
Fazer a leitura dos valores no ecrã
o Sem monitor
Observar um ciclo respiratório completo (inspiração e expiração),
simulando a avaliação do pulso
Iniciar a contagem da frequência respiratória:
Se o ritmo for regular, contar durante 30 segundos e multiplicar
por dois
Se o ritmo for irregular, contar durante um minuto
 Observar a amplitude da respiração (superficial, normal ou profunda), se
possível, em simultâneo com a avaliação da frequência;
 Posicionar ou assistir o indivíduo a posicionar-se, se necessário
 Lavar as mãos
 Registar os valores observados.

Monitorização do pulso

Definição

 Consiste na avaliação sistemática e registo do pulso

Procedimento

 Providenciar os recursos para junto do indivíduo

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 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar ou assistir a posicionar o membro superior:
 Ao logo do corpo, se o indivíduo estiver em decúbito dorsal;

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 Apoiado no braço do profissional ou numa superfície, se estiver na posição


sentada
 Monitorizar o pulso:
o Monitor de sinais vitais:
Aplicar a braçadeira cerca de 2,5 cm acima do local de palpação
da artéria, com as tubuladuras orientadas para a face anterior do
membro;
Pressionar o botão do monitor para insuflar a braçadeira;
Fazer a leitura dos valores no ecrã
o Sem monitor
Palpar a artéria radial com os dedos indicador e médio;
Comprimir suavemente e em, seguida aliviar a pressão;
Avaliar, durante 60 segundos, as características do pulso:
amplitude, ritmo e frequência
 Posicionar ou assistir a posicionar o membro superior, se necessário
 Lavar as mãos
 Registar os valores observados.

3.2.Questionamento acerca de sinais ou sintomas de alerta

Os principais sinais e sintomas passíveis de indicar uma emergência médica são variáveis
consoante a situação e a emergência concreta a que se referem.

Assim, podemos considerar os seguintes sintomas/ condições:

Sinais e sintomas que podem indicar uma dor de origem cardíaca

Dor torácica tipo:


• «Facada»;

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• Opressão;
• Esmagamento;
• Aperto.

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Dor que pode irradiar para o membro superior esquerdo, pescoço e mandíbula. Esta dor
pode ainda ser acompanhada de:
• Náuseas ou vómitos;
• Alterações do ritmo cardíaco;
• Sensação de desmaio;
Dificuldade em respirar.

Sinais e sintomas de enfarte no miocárdio

 Dor no meio do peito, tipo aperto, peso ou opressão


 Irradiação ao braço esquerdo, costas e/ou pescoço;
 Suores;
 Náuseas;
 Vómitos;
 Falta de ar;
 Ansiedade.

Sinais e sintomas de asma

O principal sintoma é a dificuldade respiratória, resultante sobretudo da diminuição do


diâmetro dos brônquios e que altera o volume de ar que deveria entrar e sair dos
pulmões.

Assim, a respiração torna-se ruidosa, em especial durante a fase expiratória, na qual o


asmático sente maior dificuldade e tem que exercer um maior esforço para expulsar o
ar dos pulmões.

Sinais e sintomas de AVC

 Cefaleias intensas e súbitas (dores de cabeça);


 Perda da força ou do movimento de um dos lados do corpo;

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 Desvio da comissura labial (boca de lado);


 Dificuldade em falar ou em articular as palavras;
 Incontinência (principalmente urinária);
 Comportamento repetitivo.

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Sinais e sintomas de hipoglicémia

 Deve suspeitar-se de hipoglicemia quando se estiver perante um doente


diabético que esteve sujeito a um jejum prolongado ou a esforço físico
continuado e que se apresente inconsciente, confuso ou agitado, pálido e suado.

Sinais e sintomas de hiperglicemia

 Inconsciência ou sonolência, pele vermelha e quente, hálito acetónico.

Sinais e sintomas de convulsão

Os sinais e sintomas que podem ajudar a identificar uma convulsão podem ser
organizados em três fases:
1.º Antes da convulsão o doente pode ficar parado, como ausente, começando a
ranger os dentes. Muitos doentes referem sentir um cheiro ou ver luzes coloridas;
2.º Normalmente o doente grita e cai subitamente, começando a cerrar com força
os dentes e mexendo-se descontroladamente. Neste caso, o doente poderá ficar
cianosado (cor azulada/cinzenta da pele) devido ao facto de ocorrerem períodos
curtos em que ocorre a suspensão da respiração e poderá salivar
abundantemente, o que pode ser identificado pelo «espumar pela boca»;
3.º A crise termina e o doente apresenta-se inconsciente, recuperando
lentamente a consciência. Normalmente apresenta-se confuso e agitado e não se
lembra do que aconteceu. É normal ocorrer mordedura da língua, mas na
generalidade sem gravidade.

Sinais e sintomas de intoxicação:

 Hálito com odor estranho e alteração na cor da língua e lábios, no caso de


ingestão ou inalação da substância tóxica;
 Dor e ardor na garganta;
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 Dificuldade em respirar e tosse;


 Sonolência;
 Delírio;

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 Lesões na pele e queimaduras;


 Olhos vermelhos e inchados;
 Náuseas ou vómitos;
 Diarreia
 Dor de cabeça intensa;
 Rigidez nas articulações;
 Sensação de músculo preso;
 Febre.

3.3.Vigilância da toma de medicação e outros cuidados de saúde

As intoxicações acidentais são a terceira causa de lesão não intencional nas pessoas co
m mais de 65 anos. Os medicamentos, os alimentos retardados e o monóxido de carbo
no são as principais causas de intoxicação.

Intoxicações medicamentosas

Fatores de risco:

 Sobredosagem.
 Hipersensibilidade do organismo, originando reações alérgicas aos
medicamentos.
 Reação derivada das peculiaridades genéticas do paciente.
 Interações entre medicamentos.
 Efeitos secundários dos medicamentos.
 Efeitos teratogénicos dos medicamentos (provocam alterações na estrutura e
funções do organismo).

Ação:

Embora todos os medicamentos possuam uma ação benéfica mais ou menos específica,
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a maioria deles, mesmo administrados nas doses corretas, podem igualmente originar
vários efeitos secundários adversos, de maior ou menor envergadura.

No entanto, o principal perigo da maioria dos medicamentos é a sua administração


incorreta, em doses demasiado elevadas, pois podem originar uma verdadeira
intoxicação. De facto, a intoxicação por medicamentos constitui, atualmente, um
fenómeno bastante frequente, sobretudo nas pessoas idosas e nas crianças mais
pequenas.

Embora praticamente qualquer medicamento, administrado em doses elevadas, possa


provocar uma intoxicação, os que mais frequentemente provocam este perigo são os
analgésicos, por serem os mais utilizados, e os sedativos e hipnóticos, de utilização mais
comum nos idosos.

Caso se esteja perante uma pessoa que evidencie sinais e sintomas graves de uma
intoxicação aguda, deve-se chamar o corpo médico o mais rápido possível.

De qualquer forma, enquanto a assistência médica não chega, deve-se tentar obter o
máximo de informação sobre as possíveis causas de intoxicação: de que substância se
trata, quando e qual a quantidade ingerida ou inalada e quais os sinais e sintomas que
o intoxicado apresenta, informações fundamentais para que os médicos possam
identificar com exatidão o tóxico e proceder rapidamente ao tratamento correspondente.

Para além disso, enquanto se aguarda pelo corpo médico, deve-se igualmente efetuar
algumas medidas de primeiros socorros, de modo a reduzir ou travar a entrada ou
disseminação do tóxico ao longo do organismo.

Em caso de intoxicação por via digestiva, deve-se provocar o vómito da vítima, por
exemplo, desencadeando o seu estímulo através da introdução de um par de dedos na

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garganta e mediante a ingestão de goles de água morna com sal ou com produtos
específicos, como o xarope de ipecacuanha.

Todavia, deve-se referir que a provocação do vómito encontra-se contraindicada quando


o problema é provocado pela ingestão de substâncias corrosivas, porque a nova
passagem das mesmas pelas vias digestivas em direção ao exterior pode agravar as
lesões internas e, quando a vítima se encontra inconsciente, pode correr o risco de o
conteúdo do estômago ser desviado para o pulmão e originar o desenvolvimento de uma
pneumonia de aspiração.

Por outro lado, não se deve igualmente administrar qualquer medicamento ou o


presumível antídoto ao intoxicado sem o prévio consentimento de um médico.

Para além disso, caso o paciente esteja inconsciente, enquanto se aguarda pela
assistência médica, deve-se mantê-lo deitado de lado, na posição lateral de segurança,
para se evitar que, caso o paciente vomite, o material seja desviado para os pulmões.

Por último, se a vítima não respirar ou o fizer com muita dificuldade, deve-se proceder
à respiração boca a boca.

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4.Regras de atuação em situações de alteração do


estado de saúde

4.1.Forma de atuação
4.2.Rede de contactos
4.3.Procedimentos para registo das ocorrências

4.1.Forma de atuação

O cliente e pessoas significativas têm conhecimento das regras de atuação do SAD em


situações de emergência médica, de doença ou morte súbita. Deste modo, o SAD deverá
ter definido as regras e as condições gerais de atuação dos colaboradores em situação
de emergência.

Os colaboradores do SAD devem possuir formação em primeiros socorros. Em caso de


acidente, os colaboradores respeitam as normas estabelecidas no âmbito dos cuidados
dos primeiros socorros, devendo a Organização cumprir os normativos legais vigentes
nesta matéria.

No domicílio do cliente deve existir uma caixa que contenha material essencial à
prestação de primeiros socorros (antisséptico de largo espectro - tipo Betadine, gaze,
pensos, ligaduras, adesivo, algodão, etc.), sendo a sua localização acessível e conhecida
por todos os intervenientes.

O seu conteúdo é verificado regularmente por um responsável previamente identificado,


no sentido de garantir os prazos de validade.

Na viatura de apoio à prestação do SAD deve existir também uma caixa que contenha o
equipamento necessário à prestação de primeiros socorros.
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Não há uma fórmula para conseguir o controlo emocional pleno, depende de cada pessoa
e situação, sua educação, valores, crenças, vivências, etc., no entanto existem linhas
orientadoras que nos poderão facilitar o quotidiano.

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Momentos de tensão, nervosismo, agitação, pânico, perigo, etc. em que se torna


necessário agir de imediato de modo a resolver ou controlar a situação. Dever-se-á agir
de imediato, mantendo a calma, gerindo as emoções e respeitando o Utente.

Lembrar que apesar de algumas instituições apresentarem procedimentos definidos para


cada situação, cada uma delas apresenta aspetos específicos, por isso a torna única. O
Utente é sempre o principal afetado.

Caixa de primeiros-socorros

O conteúdo mínimo de uma mala/caixa/armário de primeiros socorros deverá consistir


em:
o Compressas de diferentes dimensões;
o Pensos rápidos;
o Fita adesiva;
o Ligadura não elástica;
o Solução anti-séptica;
o Álcool;
o Soro fisiológico;
o Tesoura de pontas rombas;
o Pinça;
o Luvas descartáveis.
 Fármacos:
o Analgésico;
o Anti-inflamatório;
o Anti-alérgicos;
o Anti-eméticos;
o Soro fisiológico;
o Diazepan;
o Furosemida;
o Nitroglicerina;
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o Sistemas de soros;
o Salbultamol inalador (opcional);
o Adrenalina (opcional).

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Como atuar em caso de:

Queda e de suspeita de fratura

 Se encontrar o idoso caído no chão e este referir dor na cabeça, pescoço ou


coluna vertebral ou se referir ausência de sensibilidade ou movimento dos
membros, contacte o 112.
 Não tente levantá-lo (pode lesioná-lo ainda mais)
 Pode suspeitar-se de fratura se houver deformação aparente do membro
magoado, dor ou inchaço intensos.
 Imobilize o local com uma tala, usando o que tiver a mão para imobilizar o local.
 Ligue 112 e acompanhe o idoso ao hospital.

Engasgamento

 A situação de engasgamento é frequente no caso das pessoas idosas, muitas


vezes por alimentação pouco adaptada, presença de placas dentárias soltas ou
por dificuldade em engolir.
 Trata-se de uma situação que pode colocar a vida da pessoa em risco, podendo
provocar morte por asfixia ou pneumonias por aspiração de alimentos. Como tal
necessita de atuação imediata.
 Se por acaso houver um engasgo é importante não estimular a pessoa engasgada
a empurrar o objeto, é necessário tossir e induzir o vómito.
 Em caso de engasgo, não se deve incentivar a empurrar a comida para baixo,
mas incentivar o vómito ou a tosse.
 Se a pessoa apresentar pele arroxeada é sinal de que o engasgo está a impedir
a passagem de ar, podendo conduzir a iminente desmaio ou paragem
respiratória.
 Age-se inicialmente incentivando a pessoa a tossir.
 Se não resultar aplica-se as 5 pancadas interescapulares (no cimo e centro das
costas), dobrando a pessoa ligeiramente para a frente.

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Ataque cardíaco

 O enfarte ou ataque cardíaco tem uma sintomatologia bastante evidente:


• Respiração deficiente e sensação e asfixia
• Dores no peito, pescoço e cabeça
• Palidez acentuada e tonturas.
 A empregada deverá de imediato chamar uma ambulância e um médico.
Entretanto, poderá ter os seguintes procedimentos:
• Colocar a vítima em posição reclinada para facilitar a respiração
• Desapertar a roupa em volta do pescoço e peito
• Manter a vítima tranquila e aquecida
• Não dar qualquer tipo de bebida ao medicamento à vítima.

Feridas

 A atuação nas ações de socorro a doentes com ferimentos deverá ter sempre
presente que a proteção da ferida envolve vários aspetos, entre os quais o
conforto do doente, com consequente diminuição da dor, presente na maioria
das situações que envolvem ferimentos.
 A escolha dos materiais que se utilizam na realização de um penso não deve ter
como finalidade o tratamento
 A utilização de soluções desinfetantes nas feridas deve ser limitada. Deverá ter
em conta que as soluções desinfetantes podem resultar num novo traumatismo
para a ferida, complicando a situação da pessoa a quem prestamos socorro.
 Não sendo o tratamento o objetivo da intervenção pré-hospitalar, o produto de
eleição a utilizar é o soro fisiológico.
 Os movimentos de limpeza de uma ferida deverão ser dirigidos do centro para a
periferia impedindo o arrastamento de detritos dos tecidos circundantes para a
ferida. Ou seja, a limpeza da ferida deverá ser feita da zona mais limpa para a
mais conspurcada. A utilização do soro fisiológico nesta limpeza é indispensável.

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Envenenamento

 O envenenamento pode advir de várias causas, como picadas de insetos,


mordeduras de répteis, asfixia por inalação de gases e alimentos estragados. Os

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sintomas são, dores no abdómen, náuseas, vómitos, diarreia, enfraquecimento


geral e em alguns casos visão afetada.
 Existem duas hipóteses:
• Se a vítima estiver inconsciente, a empregada deverá avisar o superior para
que a vítima seja enviada de imediato para o hospital
• Se esta estiver consciente, enquanto aguardam a chegada do médico, deve
dar-lhe a beber grandes quantidades de água para ajudar a diluir o veneno
 Provocar o vómito, introduzindo um dedo na boca e baixando a base da língua
ou administrando água morna com sal. Nunca se deve provocar o vómito à vítima
que ingeriu substâncias corrosivas (ácido, lixívia, ou produtos de limpeza), nem
dar leite a uma vítima de intoxicação.

Queimadura

Primeiros socorros nas queimaduras de primeiro e de segundo grau

 Neste tipo de feridas, é fundamental uma intervenção rápida e eficaz. Passo a


passo, eis os procedimentos indicados:
 Arrefecer a zona queimada com água. Este processo pode ser feito por uma
das seguintes três formas:
o Colocar a zona magoada sob água corrente fria (o jato d'água não
pode ser forte demais para não arrebentar as bolhas nem causar dor);
o Imergir a zona queimada num recipiente cheio de água fria (não se
deve usar gelo);
o Quando não é possível uma das duas primeiras hipóteses, aplicar
compressas frias e húmidas, utilizando para tal efeito toalhas,
guardanapos ou roupas limpas.
 Manter o processo ao longo de 5 minutos, até a dor desaparecer.
 Secar com muito cuidado o local queimado, através de pancadinhas e com
um pano limpo ou uma compressa;
 Também com uma compressa, ou com um pano limpo seco, fazer um curativo

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frouxo;
 Nas situações em que as queimaduras têm bolhas, o acidentado deverá
deslocar-se ao Serviço de Urgências mais próximo.

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Primeiros socorros nas queimaduras de terceiro grau

 Remover roupas apertadas e jóias (podem ficar ainda mais apertadas no caso,
muito provável, de ocorrência de edema);
 Arrefecer rapidamente a zona queimada com água, aplicando compressas
húmidas e frias (com um pano limpo). Verificar também, e com muita atenção,
se o lesionado apresenta complicações respiratórias;
 Em caso de ser uma queimadura de terceiro grau pequena (com menos de 5 cm
de diâmetro), é possível colocar a zona magoada sob água fria corrente ou numa
pia com água fria, ou, em alternativa, usar compressas húmidas frias, durante 5
minutos. Nunca se deverá utilizar gelo.
 Secar com muito cuidado o local queimado, através de pancadinhas e com um
pano limpo ou uma compressa;
 Deslocar a pessoa ferida ao Serviço de Urgência mais próximo.

4.2.Rede de contactos

Os contactos para a resolução das situações de emergência estão em local acessível aos
colaboradores e restantes intervenientes.

O sistema integrado de emergência médica (SIEM) é um conjunto de meios e ações que


visa uma resposta atempada a qualquer ocorrência em que exista risco de vida.

Trata-se de um sistema composto por uma sequência de procedimentos que permitem


que os meios de socorro sejam ativados, mas também que estes sejam os mais
adequados à ocorrência em causa, permitindo assim o posterior encaminhamento do
doente à unidade de saúde mais adequada.

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Fases do SIEM

Deteção

Deteção da ocorrência de emergência médica que corresponde ao momento em que


alguém se apercebe da existência uma ou mais vítimas.

Alerta

Fase na qual se contacta através do número nacional de emergência médica (112),


dando conta da ocorrência anteriormente detetada.

Pré-Socorro

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Conjunto de gestos simples executados e mantidos até a chegada de meios de socorro


mais especializados.

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Socorro

Cuidados de emergência iniciais efetuados às vítimas de doença súbita ou de acidente,


com o objetivo de as estabilizar, diminuindo assim a morbilidade e a mortalidade.

Transporte

Transporte assistido da vítima numa ambulância com caraterísticas, pessoal e carga


definidos, desde o local da ocorrência até à unidade de saúde adequada, garantindo a
continuação dos cuidados de emergência necessários.

Tratamento / Hospital

Após a entrada no estabelecimento de saúde mais próximo a vítima é avaliada e são


iniciadas as medidas de diagnóstico e terapêutica com vista ao seu restabelecimento.

Se necessário pode considerar-se posteriormente um novo transporte, transferência para


um hospital de maior diferenciação, onde irá ocorrer o tratamento mais adequado à
situação.

Um sistema de emergência médica depende de tudo e de todos, não podendo afirmar-


se que existe uma única entidade ou profissional com responsabilidades exclusivas na
prestação do socorro.

Existe sim um conjunto de intervenientes que vai desde o público em geral, aquele que
deteta a situação, até aos elementos que permitem que a assistência de urgência seja
possível.

Ou seja, entre outros, os intervenientes no sistema são:

• Público em geral;

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• Operadores das centrais de emergência;


• Agentes da autoridade;
• Bombeiros;
• Socorristas de ambulância;

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• Médicos;
• Enfermeiros;
• Pessoal técnico dos hospitais;
• Etc..

ORGANIZAÇÃO do SIEM:

Esta organização é da responsabilidade do INEM (Instituto Nacional de Emergência


Médica), cabendo a este organizar programas específicos de atuação para cada fase. O
INEM tem vindo a ampliar a sua rede de atuação, através de Subsistemas.

De todos estes intervenientes, os que têm como função iniciar os cuidados de


emergência no local da ocorrência e manter esses cuidados durante o transporte até a
unidade se saúde são os tripulantes de ambulância e as equipas médicas de emergência.

No entanto, é necessário compreender que em algumas situações é fundamental que o


cidadão comum execute alguns «gestos» que permitam «dar tempo ao doente», ou seja,
que impeçam que a situação da vítima se agrave até a chegada do socorro.

Numa situação de emergência em que exista risco de vida para um doente, se não forem
aplicadas medidas básicas de suporte de vida durante o tempo que medeia o pedido e
a chegada do meio de socorro, a recuperação do doente pode ficar definitivamente
inviabilizada ou dar origem a sequelas permanentes.

O 112 é o Número Europeu de Emergência, sendo comum, para além da saúde, a outras
situações, tais como incêndios, assaltos, etc. A chamada é gratuita e está acessível de
qualquer ponto do país a qualquer hora do dia. A chamada será atendida por um
operador da Central de Emergência, que enviará os meios de socorro apropriados.

O número 112 DEVE ser SÓ utilizado em situações de Emergência.

Formador/a: Benedita Osswald


Curso: TAFAC_ativos – técnico/a de Apoio Familiar e à comunidade
Módulo: Estado de saúde – abordagem geral em contexto domiciliário – UFCD 7225

Em qualquer caso de emergência, de Norte a Sul do País, o número 112 pode ser ligado
através dos telefones das redes fixa e móvel. A chamada é gratuita e é atendida de
imediato pelos centros de emergência que acionam os sistemas médico, policial e de
incêndio, consoante a situação verificada.

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Módulo: Estado de saúde – abordagem geral em contexto domiciliário – UFCD 7225

As Centrais de Emergência ativam os meios de socorro adequados de acordo com a sua


informação.

Antes de ligar 112, informe-se sobre os pormenores que a Central tem necessidade de
conhecer:

 ONDE (local exato da ocorrência): rua, n.º da porta, estrada (sentido ascendente
ou descendente), pontos de referência.
 O QUÊ (tipo de ocorrência: acidente, incêndio florestal ou outro, parto, doença
súbita, intoxicação, etc.).
 QUEM (Vítima/doente, número de vítimas, queixas).

A eficácia do socorro depende da sua colaboração.

Em caso de doença súbita, tente saber e comunique:


 Queixa principal.
 Há quanto tempo se iniciou.
 Quais são os sintomas associados?
 Doenças conhecidas.

A sua colaboração é fundamental sempre que se encontre em risco a vida humana.


Preste atenção às perguntas efetuadas, responda com calma e siga as instruções
indicadas.

4.3.Procedimentos para registo das ocorrências

O SAD tem identificadas as situações globais de emergência e a forma de atuação (ver


impresso IMP02.IT02.PC05 –SOS). Todos os intervenientes (colaboradores, cliente e/ou
pessoa(s) próxima(s) têm conhecimento dos procedimentos a efetuar em caso de
emergência.

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Módulo: Estado de saúde – abordagem geral em contexto domiciliário – UFCD 7225

Todas ocorrências deverão ser registadas no IMP01.PC05 – Cuidados Pessoais e de


Saúde, datadas, assinadas e integradas no Processo Individual do Cliente.

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Módulo: Estado de saúde – abordagem geral em contexto domiciliário – UFCD 7225

Bibliografia

AA VV: Manual de normas de enfermagem: procedimentos técnicos, Ministério da saúde,


2008

AA VV:, Manual de processos-chave: Serviço de Apoio Domiciliário, Programa de


cooperação para o desenvolvimento da qualidade e segurança das respostas sociais,
Instituto da Segurança Social, 2005

AA VV., Manual TAS: Emergências médicas, Ed. INEM, 2012

Alves, Ana Paula et al. Noções de Saúde: Manual do Formando, Projeto Delfim, GICEA -
Gabinete de Gestão de Iniciativas Comunitárias do Emprego, 2000

Sanches, Maria do Carmo; Pereira, Fátima, Manual do formando: Apoio a idosos em meio
familiar, Projeto Delfim, GICEA - Gabinete de Gestão de Iniciativas Comunitárias do
Emprego, 2000

Sites Consultados

Catálogo Nacional de Qualificações


http://www.catalogo.anq.gov

INEM – Instituto Nacional de Emergência Média


http://www.inem.pt

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