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Ensino fundamental II

> 6º AO 9º ANO

DICAS PARA
UM TRABALHO
INTEGRADO
LIVROS DE LITERATURA
+
PRINCIPAIS GÊNEROS ESTUDADOS
EM LÍNGUA PORTUGUESA
6º ANO
sumário
gênero: conto popular

• Histórias de Ananse pág. 4 Apresentação


• Os espelhos de Ana Clara pág. 5

• Sem rumo na selva pág. 6

• Histórias dos Maori, um povo da Oceania pág. 7


Informações gerais sobre o catálogo Abordagem por meio de gêneros textuais e
• Uma armadilha para Ifigênia pág. 8
desenvolvimento de habilidades leitoras
• Ariadne contra o minotauro pág. 9 A fim de auxiliar o trabalho do professor e oferecer ferramentas
que possam potencializar a ação docente, a Edições SM O domínio da linguagem é hoje condição para a produção
• As aventuras de Max e seu olho submarino pág. 10 disponibiliza este catálogo, no qual são apresentadas 20 obras e o acesso ao conhecimento. O mundo contemporâneo exige a
e indicações de atividades de leitura, pautadas pela interlocução, formação de leitores críticos, capazes de perceber relações entre
• A coisa perdida pág. 11 para cada uma delas. textos lidos, de identificar ideias e valores, posicionar-se sobre
A seleção de títulos considerou a variedade de gêneros, de eles, agir e perceber situações de intertextualidade. O estudo da
• Dá pra acreditar? pág. 12
autores, de temas e de complexidade apresentada nas obras. linguagem – materializada em textos – possibilita uma ampliação
Foram escolhidos textos significativos da literatura clássica e de competências e habilidades envolvidas no uso da palavra e
• Prezado Ronaldo pág. 13
contemporânea, de nacionalidades diversas. Considerando a forma indivíduos capazes de utilizar o discurso nas mais diferentes
• A bruxa de abril e outros contos pág. 14 abordagem por meio dos gêneros discursivos, as indicações de situações de comunicação. Nesse contexto, é fundamental
leitura aqui presentes são organizadas alinhando o estudo do observar as exigências sociais em torno da leitura e, de alguma
• Os títeres de porrete e outras peças pág. 15 gênero textual e o desenvolvimento de habilidades leitoras, maneira, incorporá-las ao processo educacional, de ensino e de
sobretudo as relacionadas ao texto literário. aprendizagem.
• O almirante louco e outros poemas pág. 16 Para cada obra são apresentadas informações bibliográficas, Considerando a concepção do ensino de Língua Portuguesa em
indicando autoria, quantidade de páginas, ano de publicação uma dimensão discursiva e o que essa concepção pressupõe em relação
• As roupas do rei seguidas de inventa-desinventa pág. 17
e temas abordados. Em seguida, há uma breve explicação ao estudo dos textos, a opção metodológica do trabalho de Língua
relacionada ao gênero de texto a que pertence a obra, visando Portuguesa – aqui, em específico, no eixo leitura – é a dos gêneros do
• O flautista de Hamelin pág. 18
contextualizar o professor em relação às possibilidades de discurso, ressaltando que a significação não está na palavra nem no
• 7 X 7 Contos crus pág. 19 abordagem do livro. falante, mas que ela é produto da interação entre os interlocutores e do
Na sequência, há sugestões de atividades a ser desenvolvidas contexto em que atuam.
• Navios negreiros pág. 20 durante e após a leitura. Em alguns casos, também são Os estudos gramaticais também estão inseridos nessa abordagem
apresentadas possibilidades de trabalho antes da leitura. As discursiva, uma vez entendido que a língua é um sistema semiótico,
• Leituras de escritor – Ana Maria Machado pág. 21 atividades sugeridas são pautadas no desenvolvimento de portanto de escolhas. Assim, o processo de observação e análise do
habilidades que abarquem os campos conceitual, procedimental léxico ou a estruturação sintática de um texto, por exemplo, podem nos
• Imagens que contam o mundo pág. 22
e atitudinal. Assim, consideramos que o trabalho com leitura dar pistas sobre a intenção enunciativa.
proposto para as diferentes obras contempla as seguintes Considerando todas essas abordagens, o trabalho com leitura
• Leituras de escritor – Moacyr Scliar pág. 23
dimensões do ensino: o que é preciso saber, o saber fazer, e o ser. proposto no catálogo objetiva o desenvolvimento de diferentes
• Conheça o Guia de Leitura pág. 24 Para vários títulos, há indicação de atuação interdisciplinar em habilidades leitoras, abarcando a análise de elementos estruturais
relação ao conteúdo e/ou à forma composicional presentes no livro. e linguísticos presentes nos textos, além de questões relacionadas
Dessa maneira, acreditamos ser possível contribuir para o ao conteúdo temático. Trabalhar as diferentes possibilidades de ler
desenvolvimento do trabalho com leitura, disponibilizando sugestões um texto, considerando as características linguísticas, estilísticas e
e estratégias pedagógicas para a efetivação das diferentes etapas temáticas, é uma das maneiras de redimensionar as práticas de leitura
LITERATURA & do processo de construção de significado. É preciso destacar que ao escolares, tornando-as mais significativas.
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9788515891719

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6º ANO 6º ANO
gênero: conto popular gênero: poema

os espelhos de ana clara


histórias de ananse mercedes calvo
adwoa badoe
Tradução Fabio Weintraub
Tradução Marcelo Pen Ilustrações Fernando Vilela
Ilustrações Babá Wagué Diakité 48 páginas
96 páginas ISBN 978-85-60820-87-0
ISBN 978-85-7675-135-9 Temas Fantasia • Memória • Mundo paralelo
Temas África Ocidental • Tradição oral • História 2011
2006
sinopse Quem anda por dentro do espelho reinventa o tempo, encontra
sinopse Bem-humoradas e repletas de ensinamentos, as histórias de Ananse, doces fantasmas, entoa canções de vento, dorme em regaços de lua, joga
transmitidas oralmente e muito populares em Gana, falam de costumes, amarelinha e sonha na companhia de sapos e sinos, fadas e cavalos. Num
tradição, ética e respeito, mantendo-se vivas na memória do povo há muito caleidoscópio de palavras, a realidade e a fantasia trocam sinais nesta
tempo. Ananse é uma aranha que se comporta como gente. Às vezes ele se dá obra premiada.
bem, às vezes arranja confusão...

características do gênero
Os textos do gênero poema costumam apresentar linguagem figurada e são caracterizados pelo uso de palavras em sentido
metafórico e/ou pelo uso de diferentes figuras de linguagem, como personificação, antítese, hipérbole, comparação, aliteração
e assonância, entre outros. O ritmo, as rimas e a seleção lexical constituem fatores importantes para a construção de efeitos de
características do gênero sentido pretendidos pelo enunciador. Ao longo da leitura de Os espelhos de Ana Clara, podem ser exploradas características do
Os textos do gênero conto popular caracterizam-se como produções coletivas, conservadas na memória e na tradição oral de gênero poema como um conteúdo conceitual relacionado à leitura e produção textual. Conteúdos procedimentais relacionados
um povo. Além disso, revelam a visão de mundo, os valores e o imaginário de um povo. Também são características dos contos a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais relativos ao conteúdo dos poemas também podem ser desenvolvidos durante o
populares a presença de seres com poderes sobrenaturais, crendices, feitiços e encantos. As palavras e expressões presentes nos trabalho com o livro.
textos desse gênero costumam auxiliar a caracterização dos espaços da narrativa e podem representar parte da cultura do povo
retratado. Também é comum em contos populares a utilização de marcadores temporais que não indicam com exatidão quando sugestões de intervenção pedagógica
ocorreram os fatos. Para desenvolver o estudo de conteúdos conceituais, é possível solicitar aos alunos, durante a leitura dos poemas,
Ao longo das atividades de análise e interpretação leitura de Histórias de Ananse, podem ser exploradas essas características que observem a estrutura dos poemas e os recursos linguísticos utilizados para criar determinados efeitos de sentido.
do gênero conto popular como um conteúdo conceitual relativo à leitura. Conteúdos procedimentais e atitudinais relacionados Em seguida, pode-se requisitar que selecionem e listem as estruturas textuais nas quais os poemas foram organizados
ao gênero e aos textos que compõem o livro também podem ser desenvolvidos durante o trabalho com o livro. e alguns dos recursos linguísticos, com os respectivos efeitos de sentido produzidos. Depois, peça aos alunos que
desenvolvam uma produção escrita, sintetizando as observações listadas.
sugestões de intervenção pedagógica Na etapa seguinte, realizada em duplas ou trios, orientá-los a produzir um poema que faça uso de uma das estruturas
Uma possibilidade de trabalho para o desenvolvimento de conteúdos conceituais é solicitar aos alunos, durante a textuais observadas ao longo da leitura dos poemas de Os espelhos de Ana Clara, bem como de alguns dos recursos
leitura dos contos, a observação e o registro, no caderno, de características do gênero, considerando aspectos relacionados linguísticos observados.
ao contexto de produção e à visão de mundo expressa nos contos; a linguagem utilizada nos textos; a caracterização dos A fim de contextualizar o processo de produção de texto, é importante incentivar os alunos a selecionar um tema para
personagens e do espaço; e os marcadores temporais. Esse levantamento de características objetiva o desenvolvimento ser tratado no poema, por exemplo: “o dia a dia na escola”, “amigos e brincadeiras”, “histórias de assombrar”, “realidade e
de habilidades leitoras, nas quais o texto é analisado a partir das marcas linguísticas presentes. Para desenvolver essa fantasia”, entre outros. Finalizada a produção, os textos devem ser entregues ao(a) professor(a), de forma que possa ser
análise, é necessário o desenvolvimento de conteúdos procedimentais, como selecionar informações e relacionar realizada a correção e as indicações de refacção, se houver necessidade.
conceitos a situações de uso. Ao longo da leitura, também é possível desenvolver o trabalho com conteúdos atitudinais, Ao final, sugere-se propor uma roda de leitura na qual as duplas apresentem, oralmente, as produções realizadas.
de modo que os alunos observem a diversidade cultural representada nos contos e valorizem a tradição oral e os saberes Ao longo do trabalho de análise de poemas, identificação de recursos linguísticos, seleção de tema e produção de
transmitidos de geração para geração, características essas inerentes ao próprio gênero textual em estudo. poema, estarão sendo contemplados diferentes conteúdos procedimentais, como selecionar informações, relacionar
conceitos a situações de uso, comparar informações, selecionar dados, definir tema para produção e selecionar estrutura
textual para elaboração do poema. Ao produzir o texto em dupla e ao compartilhar o poema na roda de leitura,
possibilidades de abordagem interdisciplinar conteúdos atitudinais serão desenvolvidos, como: partilhar informações com a dupla de trabalho, posicionar-se durante a
Uma abordagem interdisciplinar possível de Histórias de Ananse relaciona-se ao contexto de produção dos contos. tomada de decisões da dupla e respeitar a fala do outro.
Uma sugestão é apresentar aos alunos um mapa do continente africano, destacando o país em que nasceu a autora do
livro: Gana. A partir dessa apresentação, pode-se pedir aos alunos que pesquisem informações geográficas, econômicas,
possibilidades de abordagem interdisciplinar
culturais, sociais e históricas sobre esse país, além de algumas histórias tradicionais desse povo. Após a pesquisa, pode-
Ao longo da leitura dos poemas presentes no livro, pode-se realizar uma atividade de leitura de imagens
se solicitar a socialização dos contos pesquisados e então relacioná-los aos contos presentes em Histórias de Ananse.
interdisciplinar com Arte, na qual os alunos relacionem as ilustrações ao conteúdo presente nos poemas. Juntamente ao
Também é possível solicitar aos alunos que observem se as características geográficas, econômicas, culturais, sociais e
processo de produção textual, os alunos podem ser orientados a produzir ilustrações para os poemas, de modo que, na
históricas pesquisadas têm relação com os temas abordados nos contos, tanto naqueles pesquisados como nos lidos em
roda de leitura, apresentem o poema e respectiva ilustração.
Histórias de Ananse.

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6º ANO 6º ANO
gênero: romance de aventura gênero: lenda

Sem rumo na selva Histórias dos Maori, um povo da Oceania


Monique Zepeda
Claire Merleau-Ponty e Cécile Mozziconacci

Tradução Marcos Bagno


Tradução Marcos Bagno
Ilustrações de capa Apo Fousek
Ilustrações Joelle Jolivet
128 páginas
80 páginas
ISBN 978-85-7675-866-2
ISBN 978-85-60820-16-0
Temas Adolescência • Convivência com a diversidade • Primeiro amor
Temas Cultura oral • Pluralidade cultural • Meio ambiente
2012
2007

sinopse Há tempos Nicolás prefere ficar trancado em seu quarto, ouvindo


sinopse Originários da Polinésia, os Maori chegaram à Nova Zelândia, Oceania, a última
música a todo volume, com seus pôsteres, seu video game, suas manias.
região da Terra a ser ocupada, por volta do século IX. Corajosos e destemidos, são
Abandonado pelo pai, recebe da mãe aventureira, que ele acha cafona,
conhecidos pelas tatuagens feitas no rosto dos chefes tribais, chamadas de moko. Neste
a “proposta” de passar as férias em uma viagem à selva mexicana. Um
livro, o leitor vai conhecer lendas que falam de deuses valentes e brincalhões, unhas de
verdadeiro “programa de índio”, imagina o garoto. Quem diria que ali, no
fogo e mandíbulas mágicas, e um pouco mais da Aotearoa, a “terra da grande nuvem
coração da mata, ele encontraria, ao mesmo tempo, a onça-pintada e um
branca”, como os Maori chamam a Nova Zelândia.
grande amor?

características do gênero
As lendas têm origem nas narrativas orais e refletem o imaginário de um povo: traduzem crendices, valores, tradições e
buscam explicar o mundo ao seu redor. Têm sempre um fundo histórico e, transmitidas de geração para geração, acabam, muitas
delas, por ter um registro escrito. Textos desse gênero narram acontecimentos que se passaram em um tempo remoto e em um
características do gênero espaço marcado pela natureza. Nessas histórias, fatos reais e históricos se misturam com fatos irreais, produtos da imaginação.
Os textos do gênero romance de aventura apresentam ações extraordinárias de personagens fictícias diante de grandes As lendas são narradas em terceira pessoa, de forma a representar a voz de toda a comunidade. É importante considerar que as
desafios e perigos. Essas ações nem sempre são possíveis no mundo real, porém representam o desejo do ser humano de superar lendas dos diversos povos possibilitam compreender aspectos culturais específicos, tais como a organização da vida cotidiana, os
seus limites. O modo de as personagens enfrentarem as novas situações e perigos que surgem transforma-se com a passagem sistemas de crenças e rituais que acompanham momentos da vida de uma comunidade. Na abordagem de Histórias dos Maori,
do tempo e com as novas descobertas. Os romances de aventura costumam ser estruturados em situação inicial, complicação, um povo da Oceania, podem ser exploradas características do gênero lenda como um conteúdo conceitual relativo à leitura.
desfecho e situação final, apresentando ao longo da trama um protagonista e um antagonista, além das personagens Conteúdos procedimentais e atitudinais relacionados ao gênero e aos textos que compõem o livro podem ser desenvolvidos
secundárias. Textos desse gênero procuram envolver emocionalmente o leitor com as situações de perigo enfrentadas pelas durante a leitura.
personagens, sendo que a linguagem e o cenário contribuem para a criação de emoção e suspense no texto. Ao longo da leitura
de Sem rumo na selva, podem ser exploradas características do gênero romance de aventura como um conteúdo conceitual sugestões de intervenção pedagógica
relacionado à leitura e interpretação textual. Conteúdos procedimentais relacionados a estratégias de leitura e conteúdos Antes da leitura, solicitar aos alunos uma pesquisa sobre a Nova Zelândia: sua localização geográfica, tradições culturais,
atitudinais relativos ao conteúdo da narrativa também podem ser desenvolvidos durante o trabalho com o livro. língua, entre outros elementos. Durante a leitura das lendas, pedir que observem e registrem, no caderno, os aspectos
relacionados à vida cotidiana, aos hábitos culturais e às crenças desse povo apresentadas em cada uma das lendas. Para
sugestões de intervenção pedagógica sistematizar as informações relacionadas aos textos, é interessante requisitar aos alunos que registrem os elementos que
O desenvolvimento de conteúdos conceituais pode ser realizado por intermédio da identificação, ao longo compõem a narrativa (foco narrativo – espaço – tempo – personagens). Em seguida, separar os estudantes em grupos
da narrativa, dos elementos que costumam compor esse gênero textual, como a presença de ações incomuns; a e solicitar que partilhem os registros, observando as diferenças e semelhanças entre as observações realizadas por eles e
transformação das personagens ao longo da narrativa; aspectos da linguagem presentes no texto (como adjetivação verificando quais são as mais adequadas aos textos lidos. Nesse momento, pedir que relacionem as informações obtidas
e uso de verbos de ação); entre outros. Também pode-se explorar a identificação da estrutura textual por meio da às características do gênero lenda. Ao longo dessa etapa de trabalho, é importante que o(a) professor(a) faça a mediação,
localização da situação inicial, da complicação, do desfecho e da situação final. Para organizar esse levantamento reorientando as análises quando necessário. Depois, pedir que os alunos compartilhem as impressões que tiveram durante a
de dados, pode-se solicitar que os alunos elaborem uma ficha de leitura contendo as informações relacionadas aos leitura das lendas e socializem as informações discutidas em grupo. Objetivando aproximar o estudo do gênero ao contexto
elementos e à estrutura presentes no livro. Como conteúdo procedimental, é possível orientar os alunos a pesquisar sobre contemporâneo, pedir que conversem com os pais, avós e conhecidos e verifiquem se conhecem lendas, fazendo o registro
a caracterização geográfica e a biodiversidade mexicana, de forma a conhecer o contexto em que a narrativa ocorre. A das lendas contadas e, em sala, posteriormente, partilhando as histórias. Para tornar a atividade mais atrativa, pode-se
partir da pesquisa, pode-se pedir que os alunos relacionem as informações encontradas ao contexto apresentado no propor que essa partilha seja feita na biblioteca da escola, em uma sala de leitura, ou em algum outro espaço externo à sala
livro Sem rumo na selva. Em relação aos conteúdos atitudinais, pode-se solicitar aos alunos a observação sobre como a de aula. Para finalizar a atividade, conversar com a sala sobre a importância das lendas para a valorização de uma cultura,
atitude das personagens vai se transformando ao longo da história e como essas mudanças contribuem – ou não – para de um povo. A análise e identificação dos elementos da narrativa constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos.
o êxito das ações. Relacionando os aspectos da pesquisa ao conteúdo do livro, os alunos, em grupo, podem preparar uma No desenvolvimento da análise, contemplam-se conteúdos procedimentais, como selecionar informações e relacionar
apresentação oral sobre a compreensão da obra. Essa apresentação deve contemplar um aspecto da estrutura e/ou dos informações a conceitos. Ao longo da leitura, também é possível desenvolver o trabalho com conteúdos atitudinais, de modo
elementos do gênero narrativa de aventura observados na obra. Para dimensionar o tempo das apresentações, pode-se que os alunos observem a diversidade cultural representada nas lendas e valorizem a tradição oral e os saberes transmitidos
requisitar que cada grupo apresente um dos elementos e/ou um dos estágios da estrutura da narrativa de aventura. de geração para geração.

possibilidades de abordagem interdisciplinar possibilidades de abordagem interdisciplinar


Como a história se passa no México, é possível explorar aspectos geográficos do país em que a narrativa ocorre, Para fundamentar o estudo das lendas presentes no livro, pode-se estabelecer uma parceria com as disciplinas de
conforme indicado no item anterior. Esse tipo de abordagem pode ser feita em conjunto com a disciplina de Geografia. Geografia e História, para que sejam abordados aspectos culturais, históricos e geográficos da Nova Zelândia.

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6º ANO 6º ANO
gênero: mito gênero: mito

Uma armadilha para Ifigênia


EvelyneBrisou-Pellen

Tradução Eliane Jover Ariadne contra o minotauro


Ilustração de capa Odilon de Moraes Marie-Odile Hartmann
112 páginas
ISBN 978-85-7675-149-6 Tradução Verônica Stigger
Temas Mitologia Clássica • Amor • Honra • Devoção Ilustração de capa Odilon Moraes
2006 144 páginas
ISBN 978-85-7675-148-9
sinopse Só o sacrifício de uma jovem poderá aplacar a ira de Ártemis, que Temas Mitologia clássica • Vingança • Justiça • Revolta • Amor
mantém a esquadra grega presa à ilha de Áulis. A escolhida é Ifigênia, filha 2006
mais nova do comandante Agamêmnon. Dividido entre o amor de pai e o
bem comum, Agamêmnon escreve à jovem em Micenas, chamando-a para sinopse Ariadne, filha caçula do rei Minos, descobre que o monstro encarcerado por seu
Áulis sob o pretexto de casá-la. Uma vez na ilha, Ifigênia descobre o triste pai no Labirinto de Creta é seu meio-irmão. A ele são oferecidos em sacrifício, a cada
destino que a espera: seu sonho de núpcias desfeito em sangue. nove anos, sete moças e sete rapazes gregos. Desta vez, no grupo das vítimas está o
príncipe Teseu, por quem Ariadne se apaixona. Ela decide salvar o estrangeiro, desafiando
abertamente sua família e as leis locais.

características do gênero
Mitos são narrativas nascidas na tradição oral que explicam a origem e o destino da humanidade, os fenômenos da natureza, características do gênero
a morte e os sentimentos. As personagens míticas podem representar exemplos de caráter, superação e perfeição moral e os Mitos são narrativas da tradição oral que explicam a origem e o destino da humanidade, os fenômenos da natureza, a
aspectos simbólicos relativos ao comportamento desses heróis míticos possibilitam a reflexão sobre valores e referências culturais morte e os sentimentos, etc. As personagens míticas podem representar exemplos de caráter, superação e perfeição moral, e
que estão na base da civilização ocidental, defrontando o público juvenil com questões fundamentais sobre a vida em sociedade, os aspectos simbólicos relativos ao comportamento desses heróis míticos possibilitam a reflexão sobre valores e referências
as relações familiares, as escolhas pessoais e os impasses éticos. Em relação aos elementos narrativos, o espaço nas histórias culturais que estão na base da civilização ocidental. Em relação aos elementos narrativos, o espaço nas histórias míticas é
míticas é caracterizado como sagrado, opondo-se ao habitado por seres humanos; o tempo está relacionado às origens, e os caracterizado como sagrado, opondo-se ao habitado por seres humanos; o tempo está relacionado às origens, sendo os fatos
fatos relatados, muitas vezes, são separados por intervalos extensos de tempo. Ao longo do trabalho com Uma armadilha para relatados, muitas vezes, separados por intervalos extensos de tempo. Ao longo da leitura de Ariadne contra o Minotauro, podem
Ifigênia, podem ser exploradas características do gênero narrativa mítica como um conteúdo conceitual relacionado à leitura e à ser exploradas características do gênero narrativa mítica como um conteúdo conceitual relacionado à análise e à interpretação
interpretação textual. Conteúdos procedimentais relacionados a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais relativos à trama textual. Conteúdos procedimentais relacionados a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais relativos à trama narrativa e à
narrativa e a atualidade dos mitos também podem ser desenvolvidos durante a leitura do livro. atualidade dos mitos também podem ser desenvolvidos durante a leitura do livro.

sugestões de intervenção pedagógica sugestões de intervenção pedagógica


Para apresentar o livro aos alunos, é interessante explicar a origem da narrativa presente na obra: a versão mais Durante a realização da leitura, uma estratégia é solicitar aos alunos a preparação de uma ficha contendo as
conhecida do mito Ifigênia é a peça teatral de Eurípides (480-406 a.C). O texto do dramaturgo serviu como base características das personagens, do espaço e do tempo da narrativa. Nessa ficha, também devem ser indicados quais temas
para a versão romanceada, adaptada por Evelyne Brisou-Pellen. Nesse momento, abordar algumas características do se relacionam com o mito presente na trama: amadurecimento emocional, conflitos entre o desejo individual e os princípios
texto original (presença do coro, fala dos personagens, sem distanciamento do narrador), verificando como a versão do Estado, o relacionamento entre deuses e homens, entre outros. Essa análise textual possibilita aos alunos o trabalho
romanceada difere do texto para ser encenado. Após essa contextualização, solicitar aos alunos que, durante a leitura, conceitual do gênero. Como conteúdo procedimental, pode-se solicitar aos alunos que, em grupo, selecionem um trecho
observem alguns aspectos presentes na obra que possibilitem visualizar a civilização grega na Antiguidade: o modo de do livro para ser representado. Para fundamentar essa atividade, é importante explicar aos alunos a importância do gênero
organização das comunidades; a divisão hierárquica; a importância do Estado e da religião; como as pessoas se vestiam; dramático, em especial das tragédias gregas, para a formação da cultura ocidental. Após a seleção de um trecho, os alunos
como o exército se identificava; entre outros. Solicitar também a observação e o registro de aspectos relacionados devem ser orientados a elaborar as falas e as intervenções do narrador ao longo da representação. É necessário que eles
à trama: personagens, espaço em que a história ocorre, duração dos fatos, conflito apresentado, desdobramentos e elaborem as rubricas, ao longo do texto teatral, de modo a indicar a forma como as falas devem ser representadas e os
desfecho. Após a leitura, conversar com os alunos sobre os aspectos observados na trama, reorientando o processo recursos sonoros, visuais, entre outros, a ser utilizados. O texto elaborado pelos alunos deve ser lido pelo(a) professor(a), que
analítico, de acordo com as necessidades da turma. Em seguida, propor aos alunos e orientá-los a realizar um júri fará as intervenções, indicando a refacção, se necessário. Estando o texto pronto, pode-se iniciar os ensaios e, em seguida,
simulado, considerando a ação e o contexto das personagens: um dos réus pode ser Helena, Agamêmnon ou a deusa realizar a apresentação. Para tornar a atividade mais interativa e dialógica, uma sugestão é convidar alunos de outras turmas
Ártemis. Um grupo de alunos organizará argumentos para defender os réus e outro grupo para acusar. Um terceiro grupo para assistirem à cena. A fim de desenvolver conteúdos atitudinais, após a representação das cenas, pode-se pedir que os
será o júri, que analisará os argumentos e dará um veredito. Ao final, refletir com a classe a atualidade dos fatos presentes alunos, mediados pelo(a) professor(a), discutam a relação entre o caráter e a forma de agir das personagens e alguns dos
na narrativa mítica e a importância de uma argumentação fundamentada ao se realizar debates e defender pontos de valores presentes na sociedade contemporânea, assim como a atualidade do mito apresentado.
vista. A análise e identificação dos elementos da narrativa constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos. Para
desenvolver a análise, contemplam-se conteúdos procedimentais, como selecionar informações e relacionar informações
a conceitos. Conteúdos atitudinais são contemplados na atividade de júri simulado e na reflexão proposta como
conclusão do trabalho. possibilidades de abordagem interdisciplinar
Para fundamentar o estudo do texto, pode-se estabelecer uma parceria com a disciplina de História, para que seja
abordada a importância das histórias míticas na construção dos valores e referências culturais no Ocidente.
possibilidades de abordagem interdisciplinar
Para fundamentar o estudo sobre o contexto da Antiguidade clássica, pode-se estabelecer uma parceria com a
disciplina de História, de forma que sejam abordados aspectos culturais e históricos desse período.

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7º ANO 7º ANO
gênero: poema gênero: História em quadrinhos

As aventuras de Max e seu olho submarino


Luigi Amara A coisa perdida
Shaun Tan
Tradução Fabio Weintrauab
Ilustração Jonathan Farr Tradução Sérgio Marinho
64 páginas Ilustração Shaun Tan
ISBN 978-85-60820-89-4 32 páginas
Temas Humor • Aventura • Meio ambiente ISBN 978-85-7675-864-8
2010 Temas Mundo administrado • Alienação • Burocracia • Censura • Imaginação
2012
sinopse Em 16 poemas de formato variado (quadras, sonetos, haicai), o premiado escritor
mexicano Luigi Amara compõe um relato único, feito de humor e aventura. De tanto sinopse Um garoto descobre uma estranha criatura meio máquina, meio bicho, enquanto
ser esfregado, o olho de Max se desprende da órbita e embarca em incríveis aventuras: recolhe tampinhas de garrafa para sua coleção. Supondo-a perdida, ele tenta descobrir sua
enfrenta uma aranha, passa a noite no aquário, arma confusão na escola, faz passeios procedência e lhe dar um destino menos descartável que o ferro-velho. Mas o problema é
noturnos na cabeça de um gato, desce pelo ralo e vai parar no fundo do oceano... Ao longo a indiferença dos outros, relutantes em prestar atenção no enorme objeto vermelho que
dos poemas, o leitor depara com baleias e medusas, polvos e tartarugas, ursos e morsas, só faz atravancar o espaço. Aproveitando reproduções de antigos manuais técnicos, a obra
um avô-morcego, uma menina-clorofila e até um gato que late. chama a atenção para os modos de rejeição e descarte de tudo aquilo que foge à rotina.

características do gênero características do gênero


A partir da leitura e estudo de textos do gênero poema, é possível notar a expressão subjetiva do poeta para fatos Textos do gênero história em quadrinhos apresentam histórias narradas quadro a quadro, em narrativas sequenciais,
aparentemente banais, do cotidiano. Com a utilização de recursos expressivos como repetição de versos, seleção lexical, reproduzindo, geralmente, situações de interação entre as personagens. As falas são apresentadas em discurso direto, sendo
sonoridade, paralelismo, versos livres ou estruturas linguísticas inusitadas e originais, as situações do dia a dia podem adquirir comum o uso de recursos gráficos indicando pausas, emoções, hesitações, volume de voz, entonação, entre outros. Os elementos
novos sentidos. Ao realizar a leitura e análise de poemas, pautadas na investigação e descoberta dos recursos expressivos paralinguísticos, como a expressão facial e o movimento corporal das personagens, são fundamentais para a construção de sentido
da língua e da linguagem, promove-se o desenvolvimento de habilidades leitoras fundamentais no processo de letramento. de textos desse gênero. O suspense e o humor são dois recursos frequentes nos quadrinhos, visando despertar expectativa no leitor.
No decorrer das atividades de análise e interpretação de As aventuras de Max e seu olho submarino, podem ser exploradas Em relação à linguagem, as falas das personagens, em geral, procuram reproduzir a informalidade característica das situações
características do gênero poema como um conteúdo conceitual, relacionado tanto à leitura quanto à produção textual. do dia a dia. O uso de interjeições é frequente, expressando emoções ou sentimentos. As onomatopeias costumam ser utilizadas
Conteúdos procedimentais vinculados a estratégias de leitura e produção de texto, assim como conteúdos atitudinais relativos nessas narrativas, auxiliando na construção de sentido. Na leitura de A coisa perdida, podem ser exploradas características do gênero
ao conteúdo dos poemas também podem ser desenvolvidos durante o trabalho com o livro. história em quadrinhos como um conteúdo conceitual relacionado à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais
relacionados a estratégias leitoras e de produção textual, assim como conteúdos atitudinais referentes aos temas presentes na
trama também podem ser desenvolvidos durante a leitura.
sugestões de intervenção pedagógica
Durante a leitura dos poemas, solicitar aos alunos a observação e o registro, no caderno, dos temas presentes em
cada um dos poemas que compõem as três partes do livro: “Um olho inquieto demais”, “Retratos de família” e “Os sugestões de intervenção pedagógica
poemas do olho”. Depois da observação dos temas, o(a) professor(a) apresentará algumas estruturas poéticas presentes Em um primeiro momento, verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o gênero. Em seguida, propor a
na obra, como quadras, poemas de formas variadas, dísticos (estrofe mínima composta por dois versos) e haicais. Com leitura da história em quadrinhos, apresentando a sinopse do livro. Fazendo tal contextualização, solicitar aos alunos
a explicação e os debates a respeito, os alunos revisitarão os poemas e registrarão as diferentes formas em que foram que, durante a leitura, observem e registrem alguns aspectos presentes na obra que caracterizem o gênero história
estruturados. Ao final desse estudo de conteúdos conceituais, é interessante realizar uma partilha oral sobre os temas em quadrinhos: uso de recursos gráficos e visuais; representação da linguagem das personagens; uso de interjeições e
identificados nos poemas, atentando para os aspectos como as estranhezas e algumas características exageradas onomatopeias; entre outros. Em sala de aula, dividir os alunos em grupos e solicitar a partilha dos registros, a fim de
ou grotescas da família de Max, e a aceitação ou o repúdio dessas estranhezas. Durante o momento de partilha, é que verifiquem e discutam as observações realizadas. Nesse momento, pedir que os alunos indiquem o que mais chamou
importante a mediação do(a) professor(a), a fim de que os alunos reflitam sobre o que é considerado “normal”, aceito a atenção durante a leitura, incluindo aspectos relacionados aos temas abordados na história em quadrinhos.
de acordo com determinado padrão, e aquilo que é considerado “inadequado”, “diferente”. Dessa forma, a proposta é É interessante pedir que cada grupo socialize com a sala, depois, as observações realizadas e o tema indicado como mais
trabalhar conteúdos atitudinais, relacionados à convivência e diversidade. Nesse momento de partilha, é fundamental significativo. Durante a partilha, encaminhar a turma à reflexão sobre a temática abordada na história em quadrinhos
compartilhar as observações sobre as estruturas textuais presentes nos poemas. Para ampliar o trabalho com conceitos, e sobre os recursos expressivos utilizados pelo autor para despertar a atenção dos leitores. É bastante significativo fazer
deve-se relacionar as formas poéticas aos efeitos de sentido produzidos e ao tema referente aos poemas. Em seguida, uma reflexão com os alunos sobre a possibilidade das histórias em quadrinhos abordarem temas complexos, utilizando
solicitar que, em grupos, os alunos elejam um tema relacionado aos que são abordados nos poemas presentes em As recursos de humor, suspense, entre outros. Como continuidade dos trabalhos, pedir que cada grupo selecione um tema
aventuras de Max e seu olho submarino, e elejam também uma determinada estrutura poética, para então elaborar um de relevância social para elaborar um história em quadrinhos. Orientá-los para a realização do processo de produção,
poema. Após a leitura do professor e a indicação de possíveis ajustes no texto, os alunos podem fazer a leitura em voz alta que pode ser feita de forma manual e por meio de recursos digitais. Para concluir a atividade, as histórias em quadrinhos
dos poemas e organizar um mural poético com os textos produzidos. Concomitante a esse trabalho de produção verbal, podem ser expostas em um mural. A análise e a identificação das características e dos recursos linguísticos presentes na
pode-se pedir que os alunos ilustrem os poemas, de forma que o mural seja composto por textos em linguagem verbal e história em quadrinhos constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos. Para desenvolver a análise e a produção
não verbal. Durante a elaboração das atividades, os alunos terão desenvolvido habilidades procedimentais como: seleção de texto, contemplam-se conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes na reflexão sobre os temas
de informações; identificação e definição de tema; seleção de estrutura textual; e produção de texto de acordo com abordados na história em quadrinhos e na seleção de tema para a produção textual.
parâmetros conceituais relacionados ao gênero poema.

possibilidades de abordagem interdisciplinar


possibilidades de abordagem interdisciplinar Para fundamentar a análise dos temas presentes na história em quadrinhos, pode-se estabelecer uma parceria com
Em conjunto com a disciplina de Arte, analisar as ilustrações do livro que exploram o grotesco, subsidiando a análise Ciências, enfocando questões relacionadas ao meio ambiente. Para o estudos de recursos gráficos e visuais, é possível um
dos textos verbais presentes no livro e a produção de ilustrações realizada pelos alunos. trabalho em conjunto com Arte.

10 11
7º ANO 7º ANO
gênero: conto de humor gênero: carta

Dá pra acreditar?
Luis Pescetti
Prezado Ronaldo
Tradução Marcos Bagno Flávio Carneiro
Ilustração Pablo Bernasconi
208 páginas Ilustrações Daniel Bueno
ISBN 978-85-7675-452-7 128 páginas
Temas Humor • Experimentos de linguagem • Aprendizado • Gêneros textuais ISBN 978-85-7675-136-6
2009 Temas Futebol • Aprendizagem • Escrita e linguagem
2006
sinopse Nas surpreendentes histórias deste livro, palavras são inventadas, a gramática é
subvertida, falta uma vogal e aparecem personagens inusitadas: a mãe vai buscar o filho sinopse Artur, ou melhor, Pinguim, tem 12 anos, mora no Rio de Janeiro e adora futebol,
na escola, mas decide deixar o malcriado por lá e levar outra criança com ela; um homem mas também gosta muito de ler. Ele resolve escrever cartas para Ronaldo Fenômeno
e uma mulher se conhecem em um congresso de pessoas que gostariam de ser aves; a contando um pouco sobre seu cotidiano: de seu Almeida, que tem uma grande biblioteca;
história dos três porquinhos é contada com vários erros de português; a professora dá de sua dúvida entre ser jogador ou escritor; da paixão do Parede, o melhor amigo, por
uma bronca nos alunos e confunde os gêneros, tratando meninos como meninas e vice- Raquel; e do primeiro jogo no Maracanã de que ele participou. Será que Ronaldo responde?
versa. Aqui, todos os elementos da linguagem estão a serviço do riso, da descoberta e do
aprendizado, em textos de vários gêneros: conto, crônica, poesia, diálogo teatral. O autor
explora situações insólitas, o nonsense, o humor e os inúmeros recursos literários, revelando
sentidos imprevistos da realidade cotidiana.

características do gênero características do gênero


Textos de humor costumam ser caracterizados por criar distância entre o que estamos acostumados a observar e o que A carta pessoal caracteriza-se por contar uma história que será lida apenas por seu destinatário imediato. Textos desse
se vê quando o ângulo de observação é alterado. Os temas presentes em contos de humor são variados: atritos entre jovens gênero não têm um objetivo definido: podem ser escritos para contar um acontecimento, para verificar como as situações estão
enamorados, frustrações do dia a dia, cerimônias formais e informais, desavenças ou desencontros no ambiente familiar ou sendo encaminhadas, entre outras possibilidades. Em relação à estrutura textual, as cartas apresentam local e data, assunto
institucional, entre outros. Para criar estranhamento em textos desse gênero, é comum haver o uso de jogos de palavras e de e assinatura. A linguagem costuma ser mais informal, espontânea, em razão da proximidade entre os interlocutores e/ou da
duplo sentido, a atribuição de significado denotativo para expressões que, por serem usuais, perderam a dimensão simbólica. tentativa de estabelecer um contato mais direto com o leitor. No trabalho de análise e interpretação das cartas presentes em
A estruturação de frases e as escolhas lexicais também podem caracterizar as personagens e o contexto em que a história se Prezado Ronaldo, podem ser exploradas características desse gênero e os efeitos de sentido produzidos por determinadas
desenrola, enfatizando a situação de humor. Ao longo da leitura de contos presentes em Dá pra acreditar?, podem ser exploradas escolhas lexicais, em uma abordagem conceitual relacionada à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais
características do conto de humor e os efeitos de sentido produzidos por determinadas escolhas linguísticas, em uma abordagem relativos a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais associados a observação e análise de diferentes situações apresentadas
conceitual relacionada à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais relativos a estratégias de leitura e nas cartas poderão ser explorados durante as atividades realizadas.
conteúdos atitudinais vinculados à observação e análise de diferentes situações humorísticas poderão ser explorados durante
as atividades realizadas.
sugestões de intervenção pedagógica
Em um primeiro momento, pode ser bastante interessante conversar informalmente com os alunos sobre os esportes
sugestões de intervenção pedagógica que gostam e sobre as possibilidades de comunicação com esportistas que admiram. A seguir, apresentar o título do livro
Em um primeiro momento, conversar informalmente com os alunos sobre situações vivenciadas ou histórias a ser lido. Nesse momento, pedir que os alunos elaborem hipóteses sobre o assunto tratado na obra e sobre a forma de
conhecidas caracterizadas pelo humor. É importante, nesse contexto mais informal, refletir com os alunos sobre as comunicação estabelecida na história, socializando-as com a sala. Após essa etapa, apresentar a sinopse do livro à classe,
situações de humor que revelem aspectos inusitados e curiosos do dia a dia (os imprevistos, esquecimentos, troca de verificando a validade das hipóteses apresentadas. Durante a leitura do livro, solicitar o registro dos assuntos tratados
nomes, entre outros) e sobre as situações em que o riso revele preconceito e/ou discriminação. Em seguida, apresentar nas cartas – como o fato que motivou a escrita das cartas; o porquê do apelido do garoto (Pinguim); dentre outros –,
aos alunos o livro, indicando os diferentes gêneros de textos contemplados na obra, sendo alguns deles contos de humor. das personagens citadas ao longo das cartas e da importância de cada um deles para o processo de amadurecimento
Como em Dá pra acreditar? são apresentadas situações de humor por meio de usos inusitados da linguagem, é necessário do protagonista, da forma como Arthur, o remetente dos textos, entende o processo de escrita e a estrutura presente nas
preparar os alunos para a observação dos efeitos de sentido criados por esses jogos de palavras. Uma estratégia para cartas. Feito esse levantamento de dados e análise textual, em sala de aula, pedir que os alunos verifiquem, em grupo,
promover as habilidades de identificar e reconhecer o sentido não literal é pedir aos alunos a apresentação oral de alguns os registros e os apresentem, oralmente, para a classe. Nesse momento de socialização, conversar com os alunos sobre o
ditados populares. Na sequência, solicitar que indiquem o sentido literal e o sentido figurado dos ditos, exemplificando que mais chamou a atenção durante a leitura do livro e se é possível realizar, nos dias de hoje, a troca de correspondência.
as diferentes possibilidades de interpretação e refletindo sobre a importância de conhecer os contextos culturais para É produtivo, nessa fase do trabalho, questionar a turma sobre outras formas de comunicação entre o público e uma
que o texto seja compreendido de acordo com a intenção enunciativa. Durante a leitura do livro, pedir que os alunos personalidade. Em seguida, propor à classe o desafio de, em grupo, selecionar uma pessoa de atuação pública relevante,
listem as situações inusitadas apresentadas nos contos e os recursos da linguagem utilizados para a criação do humor. com quem tenham alguma identificação, e escrever a ela uma carta, utilizando a estrutura adequada a esse gênero
Após a leitura, em sala de aula, promover a partilha das análises dos alunos, enfocando as estratégias utilizadas para a textual. É importante orientar os alunos sobre a seleção do destinatário da carta, que deverá ser alguém representativo
criação de humor nos textos. Depois, organizar os alunos em grupos e pedir que cada equipe faça um levantamento, com de algum setor social, político ou cultural da comunidade em que vivem, e também orientá-los sobre o conteúdo da
familiares, de histórias engraçadas ocorridas com eles. Para essa etapa, é importante retomar com os alunos a reflexão carta, que poderá apresentar brevemente o contexto dos remetentes, a motivação da escrita da carta e a apresentação
feita no início dos trabalhos, sobre o humor como flagrante do cotidiano e não aquele relacionado a estereótipos ou de alguma dúvida ou curiosidade a respeito da atuação do destinatário. De acordo com as possibilidades, a carta poderá
preconceito. Orientar o registro escrito das histórias e propor uma roda de leitura, quando os alunos apresentarão as ser enviada via correio ou via endereço eletrônico. Ao longo das aulas seguintes, verificar se houve retorno das cartas
histórias coletadas. A análise e a identificação das características e dos recursos linguísticos presentes nos contos de enviadas e conversar sobre quais informações foram obtidas na troca de correspondência. A análise e a identificação
humor constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos. Para desenvolver a análise e o registro escrito do texto, das características e da estrutura textual presentes nas cartas constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos.
contemplam-se conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes na reflexão sobre as diferentes No desenvolvimento da análise e da escrita da carta, contemplam-se conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais
perspectivas do humor e sobre os temas abordados nos contos. estão presentes na reflexão sobre os assuntos abordados nas cartas.

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8º ANO 8º ANO
gênero: Conto de ficção científica e fantástico gênero: texto dramático

Os títeres de porrete e outras peças


A bruxa de abril e outros contos Frederico García Lorca
Ray Bradbury

Tradução Ronald Polito e Vadim Nikitin


Tradução Marcelo Pen
Ilustração Pepe Casals
capa Ga ry Kelley
144 páginas
240 páginas
ISBN 978-85-60820-23-8
ISBN 978-85-98457-11-6
Temas Matemática • Meio ambiente • Trabalho infantil • Liberdade
Temas Clássicos da literatura mundial • Comédia • Mitologia grega • Amor • Conflitos
2007
2013

sinopse Três peças de teatro escritas por um dos mais importantes poetas espanhóis
sinopse Os quatro contos deste livro combinam mistério e aventura: uma feiticeira
do século XX, duas delas publicadas pela primeira vez no Brasil. Na primeira, um
desperta para o amor; um monstro sente-se atraído pela sirene de um farol; dois jovens
porco e uma pomba vão a uma assembleia de bichos julgar os seres humanos por
têm obsessão por cenas sangrentas; e uma comunidade negra que vive em Marte recebe
suas crueldades. Na segunda, uma pobre carvoeira quer namorar, mas só lhe ensinam
a visita de um terráqueo branco. Uma seleção envolvente do trabalho de um dos maiores
matemática. Na peça-título, Sinhá Rosinha pensa em se casar por amor, porém seu pai
nomes da ficção científica contemporânea.
lhe arranja um marido rico e violento.

características do gênero
Textos do gênero conto de ficção científica caracterizam-se pela criação de uma realidade inexistente, muitas vezes características do gênero
entendida como futura, derivada dos elementos da ciência e do desenvolvimento que se pode prever para ela, e lidando, O texto dramático é dos gêneros mais antigos de que se tem conhecimento. Foi definido pelo filósofo Aristóteles, na obra
principalmente, com os impactos da ciência sobre a sociedade. Já textos do gênero conto fantástico são caracterizados pela Arte poética, como aquele escrito para o teatro. A ação dramática é caracterizada pela sucessão dos acontecimentos vividos
ocorrência de fenômenos estranhos que podem ser explicados de duas maneiras: por razões naturais ou sobrenaturais. A pelas personagens, mostrando o andamento dos fatos desde o início da trama até o seu desenlace. Textos desse gênero
possibilidade de hesitar entre elas cria o efeito do fantástico. Em textos do gênero conto de ficção científica, a verossimilhança é são estruturados pela fala das personagens, expressando-se por meio de diálogos, apartes ou monólogos. Para orientar a
possibilitada pela coerência entre a realidade e o mundo imaginado pelo autor e entre os elementos internos da narrativa. Já em representação existem as rubricas, que indicam aos atores e ao diretor a expressão corporal, a entonação, a emoção que deve
contos fantásticos, o fato extraordinário apresentado poderia comprometer a verossimilhança da história, porém, como sempre ser expressa pelos personagens, além de aspectos relacionados à sonoplastia, à iluminação, ao cenário e ao figurino. Os textos
há espaço para a dúvida (o fato terá ocorrido realmente?), a verossimilhança é mantida, sendo opção do leitor acreditar ou não teatrais podem ser divididos em atos (cada uma das partes em que se divide uma peça teatral e que corresponde a um ciclo
no extraordinário. Ao realizar a leitura e análise dos contos presentes em A bruxa de abril e outros contos, poderão ser exploradas de ação completa), quadro (uma das divisões de uma peça de teatro, menor que um ato, geralmente apresentando uma
características do conto de ficção científica e do conto fantástico como conteúdos conceituais. Conteúdos procedimentais alteração de cenário ou de ambiente) ou cena (menor divisão de uma peça de teatro). Ao longo da leitura de Os títeres de
relacionados a estratégias de leitura e produção de texto escrito e oral, e conteúdos atitudinais relativos ao conteúdo dos contos porrete e outras peças, podem ser exploradas características do gênero texto dramático e os efeitos de sentido de determinadas
também podem ser desenvolvidos durante as atividades propostas. escolhas linguísticas, como um conteúdo conceitual relacionado à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais
relacionados a estratégias de leitura e de representação textual, e conteúdos atitudinais relativos ao conteúdo das peças
sugestões de intervenção pedagógica também podem ser explorados no trabalho com a obra.
Durante a leitura de cada um dos contos – “A bruxa de abril”, “A sirene de nevoeiro”, “A savana” e “O outro pé”,
requisitar aos alunos que observem e registrem, no caderno, fatos presentes que legitimem considerar cada um deles
sugestões de intervenção pedagógica
como conto fantástico ou conto de ficção científica, assim como o desdobramento e o desfecho de cada trama. Após
Após o estudo das características do gênero a que pertence a obra, e depois da leitura das peças, os alunos podem ser
a leitura, em uma data agendada, solicitar aos alunos que levem os registros para a aula. Nessa data, pode-se formar
divididos em grupos e orientados a identificar os recursos do gênero dramático presentes nos textos e o tema abordado
grupos de três ou quatro alunos e pedir que compartilhem os registros e verifiquem a coerência entre as observações
em cada um deles. Visando aprofundar os estudos sobre os recursos da linguagem e os efeitos de sentido produzidos,
dos integrantes do grupo. Em seguida, pode-se pedir que o grupo selecione um dos contos e observe qual discussão
é interessante solicitar aos alunos que observem a utilização de adjetivos, advérbios, superlativos, frases exclamativas,
pode ser estabelecida a partir da temática apresentada na trama: 1. Violência como resultado da permissividade e da
verbos no imperativo, entre outros, e verifiquem o efeito de sentido produzido por tais escolhas linguísticas. Um exemplo
falta de limites; 2. Conflitos raciais; 3. A solidão, o medo e a curiosidade no dia a dia; 4. Mundo de ousadias e contradições
é observar as falas da personagem Cristovinho, na peça que dá nome ao livro, em que há uso constante de verbos no
na adolescência. Após a seleção do conto e da indicação, por parte dos alunos, da temática nele apresentada, pedir que
imperativo e de exclamações, caracterizando o aspecto opressivo dessa personagem. Tal estudo deve ser registrado no
desenvolvam uma explicação escrita sobre a história, relacionando-a ao tema. Em seguida, a partir do registro escrito, os
caderno, de modo a sistematizar a análise. Após essa etapa, pode-se solicitar que cada grupo apresente a análise de
grupos irão elaborar uma apresentação oral na qual estejam contemplados os seguintes itens: a) elementos fantásticos
uma das peças. Como todos os alunos terão feito a análise das três peças, é importante que no momento da partilha
ou de ficção científica presentes na trama; b) indicação do tema relacionado à trama; c) análise relacionando a trama
haja espaço para os grupos complementarem informações, tirarem dúvidas, observarem se houve diferentes significados
presente no conto ao tema. Quando todos os grupos tiverem finalizado as apresentações, propor à classe uma partilha
atribuídos aos usos linguísticos analisados, entre outros passos que podem ser bastante significativos. Finalizada essa
sobre as situações expressas em cada um dos contos, como a falta de limites na vida em sociedade e a necessidade
parte do trabalho, pode-se separar os alunos em três grupos, para que cada um deles prepare a apresentação de uma
que sentem os jovens de desafiar os adultos. Nesse momento, também pode ser discutida a possibilidade de histórias,
das peças. Para tanto, é necessário organizar os alunos, a fim de que haja equipes de trabalho relacionadas à atuação,
aparentemente fantasiosas, revelarem sentimentos, medos e angústias, auxiliando as pessoas na organização dos
cenografia e figurino, direção e sonoplastia. Depois de organizados os grupos, dos ensaios e da montagem, os alunos
sentimentos. Durante a elaboração das atividades, os alunos terão desenvolvido habilidades procedimentais como
poderão convidar outras turmas, de outras séries, para assistir à apresentação. Ao final, pode-se propor um bate-
seleção de informações, identificação e definição de tema, além de produção de texto escrito e oral. Como conteúdo
papo com o público sobre os acontecimentos e os valores apresentados em cada uma das peças. As atividades de
atitudinal, os alunos terão explorado os valores implícitos presentes nos contos.
análise, seleção de informações, organização e realização das diferentes etapas dos trabalhos em grupo contemplam
o desenvolvimento de conteúdos procedimentais. O respeito ao trabalho em grupo e a discussão sobre os valores
possibilidades de abordagem interdisciplinar representados nas peças possibilitam a abordagem de conteúdos atitudinais.
Em conjunto com a disciplina de História, os alunos podem pesquisar contextos relacionados às questões raciais nos
Estados Unidos e no Brasil, visando ter uma maior fundamentação na análise do conto “O outro pé”.

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8º ANO 8º ANO
gênero: poema gênero: texto dramático

O almirante louco e outros poemas As roupas do rei seguida


Fernando Pessoa de Inventa-desinventa
Cláudia Vasconcelos
Organização Carlos Felipe Moisés
Ilustrações Odilon de Moraes Ilustrações Odilon Moraes e Maurício Paraguassu
64 páginas 128 páginas
ISBN 978-85-60820-21-4 ISBN 978-85-60820-10-8
Temas Literatura • Poesia portuguesa • Memória Temas Humor • Medo • Amadurecimento
2007 2007

sinopse Um solitário apaixonado, um pastor filósofo, um engenheiro naval, um médico sinopse O livro apresenta duas peças teatrais divertidas, montadas com sucesso nos
tranquilo: diferentes personalidades experimentando o mundo, cada qual a seu modo – últimos anos. Em As roupas do rei, uma criança conhece um rei que parece menino, tem três
temperamentos que nascem da imaginação de um único homem, Fernando Pessoa, poeta namoradas e gosta de samba, skate e pastel. Em Inventa-desinventa, um garoto tem medo
de muitas faces. Para este livro, o poeta Carlos Felipe Moisés escolheu poemas curtos de coisas que ele mesmo cria e tromba com monstros, fadas, ladrões e sacis, até conseguir
de Pessoa e de seus heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, este controlar – e aproveitar – a própria imaginação.
chamado “almirante louco”.

características do gênero
características do gênero O texto dramático é dos gêneros mais antigos de que se tem conhecimento. Foi definido pelo filósofo Aristóteles, na obra
Uma das características essenciais do gênero poema é a composição em versos cuja sonoridade reitera os sentidos do texto, Arte poética, como aquele escrito para o teatro. A ação dramática é caracterizada pela sucessão dos acontecimentos vividos
em que ritmo e som estão a serviço da expressividade. Outra característica que o define é o emprego da linguagem poética, pelas personagens, mostrando o andamento dos fatos desde o início da trama até o seu desenlace. Textos desse gênero
por meio da criação de imagens e de associações inusitadas, possibilitando o diálogo entre o universo íntimo do leitor e os são estruturados pela fala das personagens, expressando-se por meio de diálogos, apartes ou monólogos. Para orientar a
diversos sentidos expressos pela palavra, em um determinado contexto. Para a criação dessas imagens, são utilizadas figuras representação existem as rubricas, que indicam aos atores e ao diretor a expressão corporal, a entonação, a emoção que deve
de linguagem como a comparação, a metáfora, a metonímia e a personificação. O trabalho com textos desse gênero, em sala ser expressa pelas personagens, além de aspectos relacionados à sonoplastia, à iluminação, ao cenário, ao figurino e a recursos
de aula, possibilita a observação e a análise do conteúdo do texto e também da própria linguagem em questão, libertando-a cênicos em geral. Os textos teatrais podem ser divididos em atos (cada uma das partes em que se divide uma peça teatral, e que
de automatismo ou sentidos preestabelecidos e possibilitando a recuperação do sentido lúdico da experiência com a palavra. corresponde a um ciclo de ação completa), quadros (o quadro é uma das divisões de uma peça de teatro, menor que um ato,
Na análise dos poemas presentes em O almirante louco, podem ser exploradas características do gênero poema, os efeitos de geralmente apresentando uma alteração de cenário ou de ambiente) ou cenas (que constituem a menor divisão de uma peça de
sentido produzidos por determinadas escolhas linguísticas e lexicais, a utilização de figuras de linguagem e de recursos sonoros, teatro). Ao longo da leitura das duas peças presentes em As roupas do rei seguida de Inventa-desinventa, podem ser exploradas
caracterizando uma abordagem conceitual relacionada à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais relativos a características do gênero texto dramático e os efeitos de sentido produzidos por determinados recursos linguísticos, como um
estratégias de leitura e conteúdos atitudinais associados a diferentes perspectivas que o eu lírico assume em face das situações conteúdo conceitual relacionado à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais referentes a estratégias de leitura
poderão ser explorados nas atividades com os poemas. e de representação textual, assim como conteúdos atitudinais relativos ao conteúdo das peças, também podem ser explorados a
partir da leitura do livro.

sugestões de intervenção pedagógica sugestões de intervenção pedagógica


Após o estudo do gênero poema, pode-se apresentar aos alunos as diferentes partes que compõem o livro O Em um primeiro momento, pode-se conversar com os alunos sobre as formas de representar os acontecimentos e
almirante louco. Em seguida, solicitar a leitura da introdução, intitulada “Um almirante louco.... e muito mais”, presente na também levantar conhecimentos prévios sobre representações no cinema e no teatro. Depois dessa conversa informal,
coletânea e, em sala de aula, conversar com os alunos sobre a obra de Pessoa e sobre uma das principais características apresenta-se aos alunos o livro As roupas do rei seguida de Inventa-desinventa, objetivando contextualizá-los sobre
de sua produção: a multiplicação do poeta em diversos personagens, ou heterônimos, cada qual com seu estilo a leitura a ser feita. Durante a leitura da obra, solicitar aos alunos que identifiquem os temas tratados em cada uma
correspondente. Depois é que se propõe a leitura do livro, orientando os alunos a observar, em cada uma das partes da das peças, a caracterização das personagens, os principais acontecimentos, os recursos cênicos utilizados e os recursos
coletânea, e a registrar no caderno os seguintes aspectos: a) tema presente nos poemas; b) figuras de linguagem e outros linguísticos presentes nas peças (uso de discurso direto, rubricas, uso de sinais de pontuação de forma a indicar a
recursos linguísticos utilizados e efeito de sentido construído; c) recursos sonoros presentes no poema; d) perspectiva expressividade das falas, entre outros). Após essa etapa, em sala de aula, pedir que socializem as análises realizadas.
do eu lírico em relação às situações apresentadas nos poemas. Finda essa etapa, pode-se pedir que os alunos, em Nesse momento, é importante conversar com a turma sobre as formas de representação em cada uma das peças lidas:
duplas, comparem as respostas e discutam a pertinência das análises, ocasião em que é fundamental a mediação em As roupas do rei, há presença de atores (representando a mulher e o menino) e bonecos (representando o rei e sua
do(a) professor(a), para orientar o processo analítico e comparativo realizado pelos alunos. Em seguida, propor a corte); em Inventa-desinventa, a representação é feita somente por atores. Sobre a temática, é interessante refletir com
socialização das análises, possibilitando a partilha das interpretações textuais e destacando as diferentes possibilidades a classe sobre o fato de as duas peças tratarem da imaginação infantil e da capacidade que as crianças têm de construir
de entendimento do mundo, representado por cada eu lírico. Nesse momento de socialização, é importante que os alunos situações imaginárias para lidar com as dificuldades do dia a dia. Essa reflexão pode ser ampliada para o universo do
também indiquem os recursos linguísticos observados nos poemas. Feito esse estudo conceitual, cada dupla selecionará adolescente, discutindo as diferentes formas de lidar com as inseguranças e os desafios dessa fase. Em seguida, separar
um poema para apresentar à sala, declamando-o, realizando uma leitura dramatizada e/ou com acompanhamento a classe em grupos e propor que cada equipe selecione uma das peças analisadas para a criação de uma cena adicional
musical, entre outras possibilidades. Outra sugestão é a de os alunos produzirem apresentações dos poemas utilizando e posterior representação: uma sugestão é criar uma cena para a peça As roupas do rei a partir da escolha de uma roupa
recursos multimídias, como vídeos ou animações. Ao final do processo, pode ser realizado um minissarau, com ou objeto utilizado pelo rei. Para a peça Inventa-desinventa, pode ser criada uma cena com uma relação de medos que
apresentações dos poemas em modalidades diversas. As atividades de análise textual, organização e realização das seriam “desinventados”. As cenas podem ser apresentadas para outras turmas da mesma série, socializando assim
diferentes etapas dos trabalhos em dupla contemplam o desenvolvimento de conteúdos procedimentais. A discussão as produções. A análise e a identificação dos recursos cênicos e da linguagem utilizados nas peças constituem uma
sobre as diferentes possibilidades de vivência e entendimento do mundo representadas por cada eu lírico favorece a abordagem conceitual dos conteúdos. Para desenvolver a análise e a produção das cenas, contemplam-se conteúdos
abordagem de conteúdos atitudinais. procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes na reflexão sobre os temas abordados nas peças.

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8º ANO 9º ANO
gênero: poema gênero: conto social

o Flautista de Hamelin
Robert Browning 7 X 7 Contos crus
Ricardo Gómez
Tradução Marcos Bagno
Ilustrações Antonella Toffolo Tradução Paloma Vidal
32 páginas Ilustrações Juan Ramón Alonso
ISBN 978-85-7675-740-5 144 páginas
Temas Poesia romântica inglesa • Música• Magia ISBN 978-85-60820-81-8
2011 Temas Guerra • Opressão • Sobrevivência • Direitos humanos • Esperança
2010
sinopse O poeta romântico inglês Robert Browning recria em versos uma antiga fábula
alemã recolhida pelos irmãos Grimm. Nela vemos a história do artista marginal, misto sinopse Em Beirute, uma professora procura fazer com que a tabuada traga normalidade
de mago, louco e mendigo, que salva a cidade da infestação de ratos, toma um calote a mais um dia de combates, e a menina Fairuz quer desenhar não um caça F-16 nem
e se vinga: encanta as crianças e as leva embora, punindo a população indigna dos prédios destruídos, mas uma ponte. No deserto do Saara, uma cabra conta a história de um
benefícios da arte. O poema, obra-prima da literatura infantojuvenil de todos os tempos, menino que perdeu o avô na guerra. Nas savanas, homens e animais estão prontos para
ressurge em uma edição refinada, capa dura, traduzida pelo poeta e linguista Marcos devorar-se. Na cidade, os sonhos de consumo de um menino parecem não ter limites. Um
Bagno e acompanhada das dramáticas xilogravuras de Antonella Toffolo, que evocam o passeio em família acaba em um campo minado, que uma das personagens conhece bem.
movimento Blaue Reiter e o Expressionismo alemão. O fantasma do capitão Cook rememora episódios de conquista, descoberta e opressão.
Em textos de estilo cortante, com teor ao mesmo tempo duro e emocionante, esses contos
falam de acontecimentos extremos e perturbadores, que levam o jovem leitor a reorganizar
sua maneira de olhar a realidade. Por meio da ficção, com base em acontecimentos
características do gênero verídicos, as histórias despertam a consciência contra as injustiças e a barbárie.
A partir da leitura e do estudo de textos do gênero poema, é possível notar a expressão subjetiva do poeta em face dos
fatos. Com a utilização de recursos expressivos, tais como repetição de versos, seleção lexical, sonoridade, paralelismo, versos
livres ou estruturas linguísticas inusitadas e originais, situações triviais ou históricas podem adquirir novos sentidos. O contato e características do gênero
a investigação de poemas, mediados por um trabalho pedagógico consistente, possibilitam ao educando meios para identificar O conto social representa um determinado grupo social, destacando uma característica marcante dele e realizando uma
diferentes estratégias discursivas. Ao longo da leitura de O Flautista de Hamelin, podem ser exploradas características do gênero denúncia. Embora tenha como referência o real e possa trazer referências a fatos ou personagens históricas, é um texto de ficção.
poema e o uso de recursos da língua como um conteúdo conceitual relacionado à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos Para haver uma compreensão mais ampla da trama apresentada no conto, é importante o leitor partilhar com o autor certos
procedimentais relacionados a estratégias leitoras e conteúdos atitudinais relativos aos temas abordados no poema podem ser conhecimentos de mundo. Nos contos com abordagem social, as personagens costumam não ser individualizadas, pois o que
desenvolvidos durante a leitura. importa não é mostrar o drama de um indivíduo, mas a realidade vivida pelo grupo social que elas representam. A estruturação
de frases e as escolhas lexicais presentes podem caracterizar as personagens e o contexto em que a história se desenrola,
sugestões de intervenção pedagógica possibilitando ao leitor construir uma imagem sobre o jeito de ser ou sobre a circunstância representada. Ao longo da leitura das
Em um primeiro momento, realizar um levantamento prévio com os alunos sobre O Flautista de Hamelin. É possível narrativas presentes em 7 X 7 contos crus, podem ser exploradas características do conto social e os efeitos de sentido produzidos
que alguns alunos conheçam a trama, tendo em vista a popularidade da história. Em seguida, contextualizar a obra, por determinadas escolhas linguísticas, caracterizando uma abordagem conceitual relacionada à leitura e aos estudos
explicando a origem do texto: trata-se de uma fábula tradicional sobre um flautista misterioso que livra a cidade alemã, linguísticos. Conteúdos procedimentais referentes a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais associados a observação e
Hamelin, de uma infestação de ratos. Nesse momento, é importante explicar que a fábula faz alusão a alguns fatos análise de diferentes situações sociais poderão ser explorados durante as atividades realizadas.
históricos, como a Cruzada das Crianças, ocorrida em 1212. Um dos registros mais conhecidos da fábula é o dos irmãos
Grimm, de 1816, mas a história tem origem em lendas medievais e episódios históricos, sendo que as versões mais antigas
datam do século XIII. Com essa contextualização, apresentar o livro à classe, indicando tratar-se de uma adaptação da sugestões de intervenção pedagógica
história para o gênero poema. Solicitar que, durante a leitura, os alunos estejam atentos aos assuntos tratados na trama, Durante a leitura dos contos, solicitar aos alunos que listem os temas presentes, o contexto histórico em que as
às personagens, aos acontecimentos e aos recursos de linguagem utilizados para a criação de efeitos de sentido. Em tramas se desenrolam, as características do gênero observadas ao longo das histórias e os recursos linguísticos utilizados
sala de aula, solicitar que os alunos socializem, oralmente, as análises realizadas. É importante conversar com a turma a fim de obter determinado efeito de sentido, como por exemplo: a extensão das falas das personagens (sendo falas
sobre as situações envolvendo as personagens, sobre a caracterização do flautista, representando os artistas e a suposta curtas, podem estar associadas a uma certa reserva ou secura na manifestação do afeto); o uso de verbos no pretérito
relação entre arte e magia, e sobre a caracterização dos governantes de Hamelin, figurados como ambiciosos e corruptos. imperfeito do indicativo (de forma a compor o contexto da narrativa, sendo habitualmente empregado para apresentar
Após essa etapa, separar a turma em grupos e orientá-los a realizar uma pesquisa sobre a Cruzada das Crianças. A a situação inicial); o uso de verbos no pretérito perfeito do indicativo (comumente utilizado na narrativa das ações que
partir das informações obtidas, pedir que estabeleçam relações entre a apropriação de fatos para a construção do texto compõem o conflito e o desfecho); entre outros. Em aula, pedir que os alunos compartilhem as análises realizadas.
literário, e vice-versa: como a ficção pode estar presente na construção do relato histórico, contando com o recurso da Esse é um momento importante para a troca de informações e de análises sobre os temas presentes nos contos e para
imaginação para preencher as lacunas da informação histórica. Ao final, socializar as informações pesquisadas e discutir a relação entre o entendimento da trama e o conhecimento do contexto histórico em que a história se passa. Nessa
sobre as relações estabelecidas pelos alunos. A análise e a identificação dos recursos da linguagem utilizados no poema partilha, solicitar aos alunos que indiquem os recursos linguísticos observados ao longo das análises. Depois dessa etapa,
constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos. Para desenvolver a análise do texto, a pesquisa e a relação entre separar os alunos em grupo e solicitar a seleção de um conto e a preparação de uma apresentação oral da história, a qual
aspectos ficcionais e históricos, contemplam-se conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes na poderá ser feita para alunos de uma outra série. Para o público entender de forma mais ampla a trama, os alunos podem
reflexão sobre os temas abordados no poema. preparar uma breve explicação sobre o contexto histórico presente no conto, compartilhando-a com os interlocutores.

possibilidades de abordagem interdisciplinar possibilidades de abordagem interdisciplinar


No decorrer das atividades, pode-se realizar uma proposta interdisciplinar com História, a fim de que os alunos sejam Ao longo da leitura dos contos, pode-se realizar uma proposta interdisciplinar com História e Geografia, para que os alunos
orientados em relação à pesquisa sobre a chamada Cruzada das Crianças e ao estabelecimento de relação entre ficção e pesquisem e conheçam os contextos históricos e sociopolíticos dos conflitos apresentados nos contos.
relato histórico. Outra parceria interdisciplinar possível é com Arte, na qual podem ser exploradas a observação e a análise das
ilustrações presentes no livro.

18 19
9º ANO 9º ANO
gênero: poema gênero: conto

Navios negreiros Leituras de escritor


Castro Alves e Heinrich Heine Organização Ana Maria Machado

Tradução Priscila Figueiredo e Luiz Repa Ilustrações Thais Beltrame


Ilustrações Maurício Negro 256 páginas
80 páginas ISBN 978-85-60820-27-6
ISBN 978-85-60820-33-7 Temas Literatura clássica e contemporânea • Contos
Temas Escravidão • Abolicionismo • História • Pluralidade cultural 2013
2009
sinopse Em uma festa à fantasia, um camelo se casa com a encantadora de serpentes
sinopse Reunião inédita de um dos mais importantes poemas da literatura brasileira, e arma uma grande confusão. Indignada, uma octogenária matriarca maldiz seus
“Navio negreiro” (1869), de Castro Alves, com o poema homônimo (publicado 15 anos descendentes no dia de seu aniversário. Uma carta misteriosa desafia os métodos de
antes, em 1854) do escritor romântico alemão Heinrich Heine. Editados em conjunto, os investigação de um chefe de polícia. As histórias selecionadas neste livro são de autoria
dois poemas ensejam uma análise comparativa de diferentes visões de um mesmo fato de Edgar Allan Poe, Machado de Assis, O. Henry, William Somerset Maugham, Saki, Francis
histórico: o apelo moral e humanitário do poeta condoreiro baiano versus o humor negro Scott Fitzgerald, Mário de Andrade, Virginia Woolf, Clarice Lispector, Stanislaw Ponte Preta,
e a sátira dolorosa de um alemão nos primórdios do Realismo. A organizadora Priscila Julio Cortázar, Rubem Fonseca, Gabriel García Márquez e Eric Nepomuceno.
Figueiredo assina a apresentação, as notas e um anexo sobre os autores, o contexto
histórico e as marcas passadas e persistentes da escravidão. Livro indicado para maiores de 14 anos, pois há relato de erotismo e violência

características do gênero
O estudo de textos do gênero poema possibilita que se note a expressão subjetiva do poeta para os fatos, o qual, fazendo
uso de recursos expressivos como seleção lexical, sonoridade, versos livres ou estruturas linguísticas não convencionais, permite
que as situações do dia a dia ou históricas adquiram novos sentidos. O uso de figuras de linguagem como anáforas, metonímias,
hipérboles, antíteses e metáforas contribui para a construção de sentidos originais. O contato e a investigação de poemas, características do gênero
mediados por um trabalho pedagógico consistente, favorecem que o educando tenha meios para identificar variadas estratégias Textos do gênero conto são definidos por sua brevidade. Trata-se de uma narrativa curta e linear, envolvendo poucas
discursivas. Ao longo das atividades sobre Navios negreiros, podem ser exploradas características do gênero poema e o uso personagens e concentrada em uma ação principal, de curta duração temporal. Em relação à linguagem, a estruturação de frases
de recursos da língua como um conteúdo conceitual referente à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais e as escolhas lexicais presentes nos contos podem caracterizar as personagens e o contexto em que a história se desenrola,
relacionados a estratégias de leitura, bem como pesquisa e conteúdos atitudinais relativos ao conteúdo dos poemas podem ser possibilitando ao leitor construir uma imagem sobre o jeito de ser ou sobre a circunstância representada. No decorrer das
desenvolvidos durante o trabalho. atividades com os textos presentes em Leituras de escritor, podem ser exploradas características do gênero conto e os efeitos de
originalidade produzidos por determinadas escolhas lexicais, caracterizando uma abordagem conceitual relacionada à leitura
e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais relativos a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais associados à
sugestões de intervenção pedagógica observação e à análise de diferentes situações poderão ser explorados durante as atividades realizadas.
Primeiramente, realizar um levantamento prévio com os alunos sobre escravidão e modos de representar histórias
de opressão e violência. Perguntar à classe se conhecem músicas, poemas, filmes ou outras obras artísticas que retratem
sugestões de intervenção pedagógica
o universo de pessoas escravizadas. Em seguida, contextualizar a obra a ser lida, explicando a temática presente nos
A coletânea Leituras de escritor traz contos com diversas vertentes: de terror, fantástico, psicológico, humorístico,
dois poemas de Navios negreiros. Para auxiliar nesse processo, pode ser apresentada a sinopse do livro. Após essa etapa,
entre outros. Para iniciar o trabalho, é bastante produtivo contextualizar a obra, indicando a diversidade de enfoque,
solicitar a leitura da apresentação e do anexo presentes na obra e a verificação de dados históricos referentes ao período
temas e autores que a compõem. Uma sugestão é ler a sinopse para os alunos e verificar se leram ou conhecem textos
retratado nos poemas. Durante a leitura dos poemas, solicitar a observação e o registro, no caderno, da perspectiva com
de alguns dos autores contemplados no livro. Em seguida, propor a leitura compartilhada, em sala, de um dos contos.
que cada eu lírico trata o tema da escravidão e também de quais os recursos linguísticos utilizados para a construção de
Para tal, combinar com os alunos quem será o narrador (pode-se estabelecer mais de um aluno para ler os trechos do
efeitos de sentido. Em sala de aula, separar os alunos em grupos e solicitar que compartilhem os registros e sintetizem as
narrador) e quais alunos serão as personagens (caso haja discurso direto). É interessante que o(a) professor(a) selecione,
informações, para que sejam apresentadas oralmente em aula. No momento de socialização, é importante refletir com
previamente, alguns trechos do conto para que sejam comentados, de forma a destacar aspectos relacionados à estrutura
os alunos sobre como o tema escravidão é tratado em cada um dos poemas (apelo moral ou sátira) e sobre a relação
da narrativa (situação inicial, estabelecimento de conflito, desenvolvimento, clímax e desfecho), à caracterização do
entre o tratamento dado e o contexto vivenciado pelos autores. É importante abordar também os recursos de linguagem
espaço e das personagens, à marcação temporal dos fatos, ao uso de recursos expressivos da linguagem, e à alteração
utilizados nos textos para a construção de efeitos de sentido inusitados. Depois, pode-se propor à turma uma pesquisa
no uso de discursos (direto, indireto ou indireto livre). Após essa etapa, solicitar que os alunos, ao ler os contos, observem
sobre poemas e músicas que tratem da escravidão e de situações de opressão – podem ser produções realizadas em
e registrem no caderno os aspectos vinculados à estrutura e aos elementos da narrativa, ao tema tratado no conto e aos
outros momentos históricos ou na atualidade – para a apresentação em um sarau. Orientar os alunos a pesquisar textos
recursos linguísticos utilizados. Em sala de aula, separar os alunos em grupos, para que possam compartilhar as análises
de autores e compositores diversos e trabalhar com a classe modalidades de apresentação oral, como declamação,
realizadas. Propor então a socialização das análises, de forma que possam ser evidenciadas as diferenças temáticas, de
leitura dramatizada, e jogral, a fim de preparar os alunos para o sarau. O evento pode ser aberto à comunidade, tendo
estilo e de formação composicional dos textos, caracterizando a diversidade de autores e enfoques nos contos presentes
como convidados estudantes de outras salas, pais, amigos, etc. A análise e a identificação dos recursos da linguagem
na coletânea. Para finalizar o trabalho, solicitar que cada grupo selecione um conto e elabore uma representação do
utilizados nos poemas constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos. Para desenvolver a análise do texto, a
texto, por meio de uma leitura dramatizada, uma esquete, ou um vídeo, por exemplo. Para desenvolver essa etapa, é
pesquisa e o preparo para o sarau, contemplam-se conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes
importante orientar os alunos a roteirizar o conto, a fim de garantir que os acontecimentos fundamentais da trama sejam
na reflexão sobre o tema dos poemas.
representados. Ao final, socializar as apresentações com alunos de outras turmas ou séries, em um momento de interação
cultural. A análise e a identificação do tema, da estrutura, dos elementos da linguagem e dos recursos expressivos
presentes nos contos constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos. Para desenvolver a análise do texto e o
possibilidades de abordagem interdisciplinar
preparo da representação do conto, contemplam-se conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes na
Ao longo das atividades, pode-se realizar uma proposta interdisciplinar com História, trabalhando conceitos relativos
reflexão sobre os temas abordados nas histórias.
à escravidão. Também é possível uma parceria com Arte, de forma a auxiliar na construção de uma abordagem cultural e
artística do sarau.

20 21
9º ANO 9º ANO
gênero: Texto enciclopédico gênero: Conto psicológico

Imagens que contam o mundo


Eric Godeau

Fotos Agência Magnum Leituras de escritor


256 páginas Organização Moacyr Scliar
ISBN 978-85-7675-182-3
Temas História contemporânea • Arte • Fotografia Ilustrações Fefê Talavera

2007 224 páginas


ISBN 978-85-60820-74-0

sinopse Este livro reúne 300 fotografias da famosa agência Magnum, a qual foi fundada Temas Literatura clássica e contemporânea • Contos

na França em 1947 por um grupo de fotógrafos, dentre eles Henri Cartier-Bresson, e se 2008
tornou referência para fotojornalistas. Nesta obra são abordados alguns dos principais
momentos da história política, social e cultural no mundo durante cinco décadas, com sinopse Uma família aprisiona a mãe doente em um mundo de faz de conta a fim de

informações sobre contexto histórico, cronologia, trechos de canções que fizeram época protegê-la. A estupidez generalizada transforma um professor vigarista em celebridade.
e comentários dos fotógrafos. Política, música, esporte, cultura, guerras, conflitos étnicos, Uma joia emprestada e perdida arruína a vida de um casal. Um galanteador em férias
nada escapa às lentes desses profissionais armados apenas de uma câmera para contar apaixona-se por uma dama com um cachorrinho. Essa coletânea reúne contos de Anton
uma história. Tchekhov, Julio Cortázar, Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant, João Simões Lopes Neto,
Frank Stockton, Franz Kafka, Gabriel García Márquez, Mário de Andrade, Jack London, Lima
Barreto, Clarice Lispector, Machado de Assis e Érico Veríssimo.

características do gênero
O texto enciclopédico apresenta-se em agrupamentos sistemáticos, segundo a organização proposta por Dolz e Schneuwly,
tendo por finalidade apresentar informações, legitimadas por alguma área do saber, como Ciências, História ou Arte, por
características do gênero
exemplo. Normalmente, apresenta linguagem objetiva, formal, podendo haver alguma informalidade quando se destina a
Contos psicológicos são narrativas em que se exploram o tempo e o espaço interiores, isto é, o tempo que flui de acordo com
crianças ou jovens. Os textos podem ser organizados em ordem alfabética ou por alguma outra categoria (como períodos
o estado de espírito da personagem e o espaço que é o das emoções, dos pensamentos, das lembranças. Nesses textos, é comum
históricos, regiões do planeta, etc). É comum contarem com uma parte não verbal, como fotografias, mapas, ilustrações,
que as reflexões e os dilemas sejam provocados por fatos triviais, aparentemente sem importância. A narração desenvolve-se
esquemas. Ao longo da leitura de Imagens que contam o mundo, podem ser exploradas características de textos enciclopédicos
levada pelo fluxo de consciência da personagem, no qual as dimensões do tempo se fundem. Outra característica é o monólogo
e os efeitos de sentido produzidos por determinadas escolhas lexicais e de organização sintática, caracterizando uma
interior, recurso de estilo presente na literatura contemporânea e que traz ao texto o que está inconsciente na personagem.
abordagem conceitual relacionada à leitura e aos estudos linguísticos. Conteúdos procedimentais relativos a estratégias de
Assim, o tempo cronológico – organizado de acordo com a sucessão de acontecimentos – e o tempo interior ou psicológico – que
leitura e conteúdos atitudinais associados à observação dos diferentes contextos apresentados ao longo dos textos poderão ser
transcorre de acordo com o estado de espírito da personagem – confluem, sem marcas linguísticas que indiquem claramente
explorados durante as atividades.
o limite entre um e outro. No entanto, mesmo em contos predominantemente psicológicos, pode ser importante marcar
com precisão algumas referências do tempo cronológico, contribuindo para a coerência do texto. Em tais contos, o foco é a
sugestões de intervenção pedagógica investigação do mundo interior das personagens, em uma tentativa de mostrar os impulsos e anseios comuns a todos os seres
Inicialmente, realizar um levantamento prévio com os alunos sobre onde costumam fazer pesquisas quando há humanos. Em relação à linguagem, a escolha de léxico usualmente remete a um mesmo campo de sentido e com a repetição
necessidade de obter uma determinada informação. Após essa conversa informal, apresentar aos alunos o livro Imagens de palavras, de forma a construir efeitos de sentido, revelando ao leitor quais são as ideias fundamentais do texto. Na leitura de
que contam o mundo, folheando-o e mostrando como ele é organizado: separado por décadas (dos anos 1950 aos anos alguns contos presentes em Leituras de escritor, podem ser exploradas características do conto psicológico e os efeitos de sentido
2000), contendo fotos de uma reconhecida agência de fotografia, textos explicativos e frases polêmicas. Nesse momento, produzidos por determinadas escolhas lexicais, caracterizando uma abordagem conceitual relacionada à leitura e aos estudos
estabelecer, junto com os alunos, uma relação entre os textos e a possibilidade de, por meio deles, conhecer aspectos linguísticos. Conteúdos procedimentais referentes a estratégias de leitura e conteúdos atitudinais associados à observação e
da história contemporânea, pesquisar dados e obter informações. Em seguida, propor a leitura do livro e a realização de análise de diferentes situações psicológicas poderão ser explorados durante as atividades.
um diário de bordo, no qual os alunos registrem informações e acontecimentos que conheceram por intermédio dessa
leitura . Em sala de aula, organizar grupos e pedir que os alunos então partilhem as descobertas, comentando a forma
como as informações são organizadas no livro e observando aspectos relacionados à formalidade dos textos. Depois, sugestões de intervenção pedagógica
pode-se pedir que os grupos socializem as discussões realizadas e as informações registradas no diário de bordo de Ao longo da coletânea Leituras de escritor, há contos com diversas vertentes: de terror, fantástico, psicológico, entre
cada integrante. Finda mais essa etapa, é possível solicitar aos alunos a montagem de um painel com imagens, textos e outros. Para trabalhar contos psicológicos, sugere-se que, durante a leitura dos textos “O peru de Natal”, de Mário de
frases relativas aos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais ocorridos entre os anos 2000 e 2011, no Brasil Andrade; “Uma galinha”, de Clarice Lispector e “Missa do galo”, de Machado de Assis, os alunos observem e registrem os
e no mundo. É importante que esse painel seja montado em uma parte da escola onde haja circulação de pessoas. estágios da narrativa (situação inicial – transformação – clímax – desfecho), os elementos que compõem a narração
Para realizar a atividade, é fundamental orientar o trabalho de pesquisa e a coleta de dados e imagens, podendo haver (foco narrativo – espaço – tempo – personagens) e o tema de cada uma das tramas. Depois dessa etapa inicial, pede-
uso de meios eletrônicos e impressos. Em relação à produção de textos, destacar a importância de estarem atentos se que os alunos, em grupo, compartilhem as informações e discutam quais aspectos do conto psicológico podem
em relação à formalidade e objetividade exigidos pela situação comunicativa. A análise e a identificação dos temas ser observados nas histórias. Solicita-se também o levantamento das marcas linguísticas presentes nos textos que
e da variação linguística presentes nos textos constituem uma abordagem conceitual dos conteúdos relacionados à contribuam para o efeito de sentido e para o enfoque psicológico presente no conto. Em seguida, pode-se pedir que
leitura e aos estudos linguísticos. A análise dos textos, a pesquisa, a produção e a construção do painel contemplam cada um dos grupos selecione um conto e apresente os estágios e elementos da narração e a perspectiva psicológica
o desenvolvimento de conteúdos procedimentais. Conteúdos atitudinais estão presentes na reflexão sobre os observados. Após a apresentação dos grupos, é bastante produtivo organizar com a classe um debate em que sejam
acontecimentos apresentados na obra. discutidas as possibilidades interpretativas dos contos lidos e quais recursos nele presentes permitem legitimar ou
não determinadas leituras. Nesse momento, também é importante abordar a possibilidade de os textos ficcionais
contemplarem aspectos não somente relacionados à ação e relato de fatos, mas à discussão da condição e de valores
possibilidades de abordagem interdisciplinar humanos. Feito o debate, pode-se pedir que os alunos registrem, como um exercício de síntese, as ideias discutidas
No decorrer das atividades, pode-se realizar uma proposta interdisciplinar com História, auxiliando assim o trabalho em sala de aula. As atividades de análise dos contos, organização e realização das diferentes etapas dos trabalhos em
de pesquisa dos alunos sobre acontecimentos recentes na história do Brasil e mundial. Pode-se propor também uma grupo contemplam o desenvolvimento de conteúdos procedimentais. A discussão sobre as diferentes possibilidades de
parceria com Arte, de forma a analisar o registro fotográfico em sua dimensão artística. interpretação das situações possibilitam a abordagem de conteúdos atitudinais.

22 23
> CONHEÇA O
GUIA DE LEITURA
Histórias dos Maori, Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi
um povo da Oceania

Na tentativa de estabelecer elos com a memória que forneçam


sentido para a história, surge o processo de “musealização” da cul-
tura, assim como novas modalidades de apropriação do espaço pú-
sobre os maori
blico, tentando apaziguar a falta de marcas individuais nas grandes
Segundo apontam as pesquisas mais
metrópoles. Guardar a cultura em um museu, e fazer das paredes
recentes, os Maori são de origem
polinésia; e, quando da chegada
dos imensos e frios edifícios painéis onde se expõem arte e subjeti-
dos europeus à região – última a ser vidade, é fazer da cultura parte essencial da formação da memória
desbravada pelas Grandes Navegações coletiva – que salva cada indivíduo da alienação em si mesmo.
A seguir, conheça em detalhes o Guia de Leitura do livro História dos Maori, um povo da da Época Moderna –, já habitavam a
Nova Zelândia desde muito, vindos em
Se a cultura é mesmo um dos pilares de construção da memó-
ria coletiva, pode-se entender, em sociedades primitivas, como
Oceania. Os Guias de Leitura são preparados especialmente para inspirar o professor em seu grandes canoas das ilhas polinésias.
O primeiro contato com os europeus
a manutenção dos costumes, histórias, danças e rezas funciona
concomitantemente como preservação – e renovação – da sua
trabalho com a Literatura em sala de aula. se deu em 1642, com o navegador
holandês Abel Tasman. Todavia
identidade como povo.
Preservar é atualizar, fazer com que a história seja reconstruída
foram os ingleses que efetivamente cotidianamente. Numa sociedade primitiva, as histórias e, mais
exploraram a região, e, em 1769, especificamente, o orador, funcionam como mantenedores de toda
o célebre capitão James Cook, nas
experiência acumulada. Contar histórias é uma maneira de man-
várias expedições de reconhecimento
ter vivas alegrias, tristezas, ensinamentos e toda a matéria intocá-
e exploração, elaborou um mapa
vel que faz parte da construção de cada sujeito e da coletividade.
detalhado das ilhas que então
Aristóteles, filósofo grego (384-322 a.C.), discerniu de modo
passaram ao domínio inglês.
claro dois momentos diferentes na memória: o armazenamen-
Indicação da coleção Os relatos produzidos por esses
to (“memorizar”) e o uso de recordações (“recordar-se”). O re-
Histórias dos Maori, a que o livro pertence.
primeiros exploradores retratam os
Maori como uma população formada
cordar, diferente da memória que se armazena, só existe quando
um povo da Oceania essencialmente por guerreiros que
complementado com o esquecer. Para o filósofo, a memória tem
Claire Merleau-Ponty e Cécile Mozziconacci papel cultural na fisiologia da mente e na tríade dos “sentidos
viviam em meio a constantes conflitos

Tradução Marcos Bagno


intertribais. A chegada dos europeus e o
internos”: fantasia, razão e a própria memória. Resumo contendo os
uso de armas de fogo desestabilizaram
Ilustrações Joëlle Jolivet
Temas Diversidade cultural; Contos populares; o antigo equilíbrio que existira até pontos principais da
Respeito pelo diferente; Relação com a natureza
Guia de Leitura
então, e várias tribos acabaram por
desaparecer. A exemplo do que se dera
As fAntásticAs históriAs dos mAori história do livro.
para o professor na América, doenças trazidas pelos
europeus também foram responsáveis Histórias dos Maori, um povo da Oceania traz lendas que inte-
pelo extermínio de uma parcela gram o universo mítico e religioso desse povo. Os textos mostram
considerável da população maori. questões ligadas à vida cotidiana, às crenças e aos rituais dessa
Usadas inicialmente como ilhas de população, nos mais diversos momentos. Os pequenos relatos,
degredados pela Coroa britânica, plenos de humor e encantamento, revelam particularidades e nos
aos poucos as ilhas foram se permitem conhecer um pouco mais desse fascinante universo.
desenvolvendo economicamente, o
que novamente provocou choques
Os amOres de rangi e PaPa
entre os guerreiros maoris e os Lenda que narra o nascimento do mundo e o amor de Rangi,
Histórias dos Maori, Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi colonizadores ingleses. Na raiz o Céu, e de Papa, a Terra, e como seus filhos resolvem fazer com Histórias dos Maori, Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi
um povo da Oceania desses conflitos estava a questão da que a luz tome conta do Universo, expulsando a escuridão que um povo da Oceania
posse de terra. Os embates foram nele nele reina.

da Nova Zelândia, em meados do século XIX, foi o primeiro euro-  a avó e sua mandíbuLa mágica
peu a se interessar por essa riquíssima tradição cultural e a recolher Conto que trata do semideus Maui e de suas peripécias para
entre os habitantes locais os relatos de suas fascinantes histórias. conseguir a mandíbula da avó, que contém poderes mágicos.
Série Lugar de lendas particularmente tensos na Ilha do
Povoada por deuses e semideuses, a religião maori inspira mui- Norte, onde as guerras vitimaram
72 páginas Nova ZeLâNdia, terra de
tos dos contos e lendas desse povo de guerreiros e pescadores que,
PescandO as iLhas
moNtaNhas e vuLcões grande parte da população nativa.
durante séculos, viveu em harmonia com a natureza. O patrimônio Outra lenda sobre o semideus Maui e as peças que ele prega
A Nova Zelândia está situada a Some-se ao impacto da colonização
cultural dos Maori abrange muitas narrativas fantasiosas, trans- em seus irmãos com a magia. Certo dia, já que os irmãos nunca
Lugar de Lendas Aprendendo sobre aproximadamente 1.900 quilômetros
mitidas de geração em geração, normalmente através da oralidade,
inglesa o fato de que, desde o princípio
deixam que ele vá pescar em sua companhia, Maui decide pescar
da exploração da região, as ilhas
A série Lugar de lendas traz histórias de povos ao
redor do mundo. Por meio de heróis brincalhões,
culturAs diferentes do sudeste da Austrália, e é formada
sobre eventos que mesclam acontecimentos da vida cotidiana com passaram a receber missionários
o maior peixe jamais visto. A história revela a importância do
por duas ilhas principais, separadas
a tradição e com uma extraordinária carga de inventividade. católicos e protestantes para mar na vida cotidiana da população maori.
animais que falam e astros que se transformam em pelo estreito de Cook: a Ilha do
seres humanos, o entendimento do que é a realidade O livro Histórias dos Maori, um povo da Norte e a Ilha do Sul. Ainda há um Os contos, dotados de grande originalidade, permitem ao leitor evangelizar as populações autóctones,
O sOL PresO na armadiLha
– com todas suas adversidades e felicidades – passa Oceania versa sobre lendas e mitos conta- conjunto de ilhas menores espalhadas que conheça o universo mítico maori, além dos aspectos fundamen- provocando mudanças na vida
A história conta como aconteceu a captura do Sol pelos Mao-
pelo criar e contar histórias. dos há séculos entre os Maori, população natural no sudoeste do oceano Pacífico. tais da sua cultura. Um dos últimos povos do planeta a entrar em cotidiana e em práticas religiosas
ri, e o estabelecimento da duração de tempo específica para que
da Nova Zelândia que, vinda da Polinésia, lá se ins- O território das ilhas é acidentado contato com a civilização ocidental, os Maori souberam, em especial seculares.
Os três primeiros livros da série trazem narrativas de o astro fizesse seu movimento no céu.
povos da Tailândia (Jawi), Oceania (Maori) e Alasca talou há aproximadamente mil anos. e a presença de planícies, rara. no século XX, preservar sua cultura da destruição, ensinando às no- Em 1840, o Tratado de Waitangi foi
(Sugpiaq). Tendo como ponto de partida as viagens Iniciada em fins do século XVIII pelos ingleses, a Há montanhas e vulcões, alguns vas gerações a língua maori – que pertence ao grupo austronésio, do firmado pela Coroa britânica a fim maui brinca cOm fOgO
de etnólogos a cada um dos locais, os livros traçam colonização da Nova Zelândia trouxe consigo con- deles ainda em atividade. Uma das qual também fazem parte as sociedades havaianas e samoanas. de regulamentar as relações entre os Nesta história, o semideus Maui prega uma peça nos homens
as descobertas de cada estudioso sobre os povos e flitos por terra entre os nativos e os recém-chega- paisagens neozelandesas mais célebres Os contos e lendas dos diversos povos instalados ao redor do Maori e os colonizadores, impedindo de sua aldeia, apagando o fogo que mantinha as casa iluminadas
apresentam ao leitor as histórias recolhidas. dos e, conseqüentemente, a brutal diminuição da são os famosos gêisers – fontes termais planeta possibilitam compreender aspectos específicos das cul- as pretensões francesas em relação à
e que permitia que os alimentos fossem cozidos. Para recuperá-
que lançam jatos de água ou vapor. posse das ilhas. Foi esse tratado que
Ao entrar em contato com o universo mágico de população original. O encontro cultural entre Ma- turas, tais como a organização da vida cotidiana, os sistemas de lo, Maui terá de enfrentar a fúria de Mahuika, a deusa do fogo.
O clima é temperado e oceânico e os garantiu aos Maori a propriedade de
povos distantes, percebemos novas formas de ori e ingleses, apesar de ter causado forte impacto crenças e ritos que acompanham momentos da vida de uma co-
fortes ventos, assim como as chuvas suas terras. Em troca se permitiu a uma viagem aO céu
entender a realidade e decifrar o mundo. negativo sobre os autóctones, permitiu que suas munidade. O conhecimento dos relatos maoris permite ao leitor instalação dos colonizadores, que na
violentas, são comuns ao longo do Narrativa sobre a jovem Hanai, que vivia no céu e todos os
lendas e mitos fossem divulgadas e conhecidas em diversificar e enriquecer seu olhar, aprendendo a valorizar a ri- prática significou o controle efetivo
ano. A capital do país é Wellington, e dias observava um homem, chamado Tawhaki, que morava na
outros lugares do mundo. George Grey, governador queza e a alteridade das diferentes sociedades. das ilhas pelos ingleses. Apesar da
a cidade mais importante é Auckland, Terra. Eles casam-se e têm uma filha. Porém, se separam e Hanai
Apesar das especificidades, devidas aos espaços geografica- assinatura do Tratado, os conflitos entre
ambas localizadas na Ilha do Norte.
mente demarcados e às línguas diferentes, as lendas e mitos tra- colonizadores e nativos continuaram: volta novamente para o céu, levando a criança. Tawhaki decide
A paisagem natural de florestas, com zem conhecimentos, valores e maneiras de compreender o mun- ao final do século XVIII, a população ir atrás delas.
suas densas coberturas vegetais, foi do. São as ferramentas dos vários povos espalhados em pontos genuinamente maori havia diminuído
drasticamente alterada desde fins do assustadoramente. Em 1947, a Nova a PirOga de rata
distantes do planeta para que mantenham sua memória coletiva,
Zelândia tornou-se um domínio Conto que narra a história de Rata, jovem que quer vingar a
Ampliação do tema e século XIX para abrigar a pecuária.
Essa atividade, altamente mecanizada,
tendo o passado como ponto crucial na construção da identida-
independente. A partir do século XX morte do pai e dar a ele uma sepultura. Para tanto, tenta cons-
de. Afinal, a própria cultura é a memória coletiva.
referências teóricas é um dos mais importantes setores da
economia do país atualmente. Além da
Somente através do exercício da compreensão do diferente é
houve um significativo aumento da
população maori no país, e conforme
truir uma piroga com a melhor e mais forte árvore da floresta,
com a qual irá atrás do assassino.
para o professor. pujante indústria do setor alimentício,
possível difundir entre as novas gerações as noções de respeito
à diversidade, valorização da singularidade, e a idéia de que a
dados de 2001, hoje eles chegam a mais
de 15% da população do país. O PássarO estranhO
a Nova Zelândia conta ainda com um
setor industrial diversificado nas áreas
verdadeira sabedoria e o conhecimento estão na preservação das Há grupos maoris que vivem em áreas Certo dia, o grande deus Tane descobre que sua floresta corre
de eletrônica, transporte, confecção,
várias culturas humanas, com todas suas singularidades. distantes e isoladas, nas habitações perigo e necessita da ajuda dos pássaros. Estes, porém, não estão
O boxe lateral traz calçados e de pesca. O turismo é tradicionais em regiões rurais; a maioria dispostos a fazer sacrifícios.
da população, todavia, localiza-se nos
curiosidades e informações
também um significativo setor da A memóriA coletivA grandes centros urbanos e apresenta
economia do país.
forte grau de organização em relação
complementares ao tema A maioria da população é formada por O século XX foi marcado por muitas guerras e mudanças – ao governo e à sociedade civil. Escolas das tradições está sendo, aos poucos, recuperado. Outra
descendentes de europeus e o segundo
principal abordado no livro. nunca na história da humanidade houve tal acúmulo de trans- e centros de convivência e resgate da importante medida foi a criação de estações de rádios e
maior grupo populacional é formado memória maori estão espalhados pelo canais de televisão especializados. Em 2004, conseguiram
formações em um mesmo espaço de tempo. Como lidar com to-
pelos Maori. país e o ensino da língua, da cultura e eleger 16 representantes para o Parlamento neozelandês.
das elas, sem perder o referencial do que somos na coletividade?
 

24 25
Histórias dos Maori, Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi
um povo da Oceania

duraNte a Leitura
Agora que os alunos estão entrando em contato com as tradi-
ções neozelandezas, é interessante que pesquisem sobre o país e
Ao final do Guia de Leitura estão
o continente onde ficam, a Oceania. A Nova Zelândia tem dados
disponíveis ferramentas de apoio,
interessantíssimos não apenas na área cultural, mas na geográfi- com sugestões de filmes, sites e
ca: em diversos pontos das ilhas que formam o país há vulcões e bibliografia para o professor e para
Histórias dos Maori,
um povo da Oceania gêiseres, fontes termais
Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi
que lançam jatos de água ou vapor. Com Histórias dos Maori,
um povo da Oceania
Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi
o aluno, para ampliar o trabalho
a ajuda do professor de geografia, os alunos podem fazer uma dentro e fora da sala de aula.
duraNte a Leitura fiLmes para o professor e o aLuNo
Agora que os alunos estãopesquisa
entrando em contato e descobrir
com as tradi- mais sobre a Nova Zelândia. • O piano [The piano], direção de Jane Campion, 1993.
ções neozelandezas, é interessante que pesquisem sobre o país e • Encantadora de baleias [Whale rider], direção de Niki Caro,
Além disso, podem assistir ao filme Encantadora de baleias,
o continente onde ficam, a Oceania. A Nova Zelândia tem dados
interessantíssimos não apenas na área cultural, mas na geográfi-
2002.

que conta justamente a história de uma menina maori que en-


ca: em diversos pontos das ilhas que formam o país há vulcões e
gêiseres, fontes termais que lançam jatos de água ou vapor. Com
bibLioGrafia para o professor
• Identidade e antropologia maori na Nova Zelândia. Ranginui,
Histórias
frenta o avô ao
a ajuda do professor de geografia, os alunos podem fazer uma
pesquisa e descobrir mais sobre a Nova Zelândia. dos Maori,
precisar assumir a liderança daMtribo
Claire erleauonde
-Pontyvive.
Walker. Mana, Rio de Janeiro, v. 3, n. 1, 1997. Disponível
e CéCile MozziConaCCi
em: http://www.scielo.br/scielo.php/script_sci_home/lng_
Além disso, podem assistir
que conta justamente a história
um ao
Aode ver povo
filme
o da
Encantadora
uma menina
Oceania
de
filme, baleias,
maori que en-os alunos podem ser divididos em grupos que
pt/nrm_iso

frenta o avô ao precisar assumir a liderança da tribo onde vive. bibLioGrafia para o aLuNo
Ao ver o filme, os alunos podemfiquem responsáveis
ser divididos em grupos que cada qual por um aspecto exibido no lon- • Os amantes do lago Rotorua. Rogério Andrade Barbosa.
antes, durante e depois da leitura traz fiquem responsáveis cada qual por um aspecto exibido no lon- Edições SM, São Paulo, 2005.
ga-metragem:
(dança, festas, culinária), hábitos culturais (dança, festas, culinária), ves-
sugestões de abordagens para melhor ga-metragem: hábitos culturais
duraNte
tuário, organização da tribo (quais são as funções de homens a ves-
Leitura Conta a história de um casal de tribos diferentes que
se apaixona. Para ficar juntos, eles transpõem todas as

explorar os temas do livro e auxiliar o e mulheres). Depois do filme, tuário,


cada grupo podeorganização
exibir sua cole- da tribo (quais são as funções de homens dificuldades que aparecem.
Agora
ta de dados e os alunos podem procurar quedo livro
nas lendas os asalunos estão entrando em contato com as tradi-
trabalho orientado do professor. mesmas referências. e mulheres). Depois do filme, cada grupo pode exibir sua cole- Site
ções neozelandezas, é interessante que pesquisem sobre o país e • www.brasilnovazelandia.org.br
depois da Leitura Histórias
Quando os alunos terminarem
ta de dados
opovo
continente
dos e osMaori,
onde
de ler o livro, o professor
alunos podem procurar C lairenas
M lendas
erleau
pode ficam, a Oceania. A Nova Zelândia tem dados
-P do livro
onty asMozziConaCCi Neste
e CéCile
site, podem-se encontrar algumas informações gerais
sobre o país, seus costumes e cultura.
uminformal,
incentivar uma conversa da
mesmas referências.
perguntandoOceania
se eles gosta-
ram das lendas, o que acharam interessantíssimos
de interessante, de diferente. Tal não apenas na área cultural, mas na geográfi-
conversa é importante para que os alunos percebam o quanto
pesquisaram e conheceram sobre ca:–umaem diversos
sociedade completamen-pontos das ilhas que formam o país há vulcões e
te diversa daquela em que vivemdepois urbana e com uma da Leitura
maneira
gêiseres,
diversa de lidar com a história e a memória.
Quando
fontes
os
Como exercício de comparação, já que durante a leitura os
termais
alunos
que lançam jatos Para de água
Onde oufOi
terminarem de ler o livro, o professor pode
vapor.
a mãeCom de tuhuruhuru?
a ajuda do
alunos pesquisaram sobre a Nova Zelândia, o professor pode
professor de geografia, os alunos
Lenda podem
sobre fazer
a uma
história de Tuhuruhuru, jovem filho do chefe
incentivar uma conversa informal, perguntando se eles gosta-
pedir às crianças que procurem pela cidade instalações, picha-

pesquisa e descobrir
ções, grafites, obras artísticas que signifiquem uma tentativa de
mais sobre a Nova Tiniau, e
Zelândia. da busca por sua verdadeira mãe, que vivia em outra
ram das lendas, o que acharam de interessante, de diferente. Tal
expressar a individualidade dentro do coletivo. Tal pesquisa pode

Histórias dos Maori, Claire Merleau-Ponty e CéCile MozziConaCCi Além disso, podem assistir ao filme
ser organizada e acompanhada pelo professor de arte, que inclu-
sive pode explicar aos alunos o que é a arte urbana. Dessa forma,
aldeia.
Encantadora de baleias,
um povo da Oceania
conversa
os alunos perceberão que a sociedade é importante
contemporânea em que vi- para que os alunos percebam o quanto
vem também tem seus recursos que conta
para redigir justamente
sua própria história, a história de uma meninafim
O triste maori que en-
de tutunui, a baLeia
Para Onde fOi a mãe de tuhuruhuru? e suas maneiras de guardá-la.pesquisaram e conheceram sobre uma sociedade completamen-
frenta o avô ao precisar assumir a liderança O chefeda tribo onde vive.
e comTinirau sabia se comunicar com as baleias. Certo dia,
Lenda sobre a história de Tuhuruhuru, jovem filho do chefe
Tiniau, e da busca por sua verdadeira mãe, que vivia em outra te diversa daquela em que vivem – urbana uma maneira Elaboração do guia LíLian Lisboa Miranda
Conheça outros Guias de Leitura
aldeia. Ao ver o filme, os alunos podem serresolve divididos em grupos
oferecer uma quea seu filho e chama o grande chefe da
festa
(professora-doutora do centro universitário
fundação santo andré); PrEParação MaLu rangeL;
O triste fim de tutunui, a baLeia diversa de lidar com a história e a memória. rEvisão gisLaine Maria da siLva completos disponíveis em nosso
O chefe Tinirau sabia se comunicar com as baleias. Certo dia, fiquem responsáveis cada qual por um aspecto exibido no lon-
 aldeia vizinha, que acaba matando sua baleia preferida. Para vin-  site <ww.edicoessm.com.br>
resolve oferecer uma festa a seu filho e chama o grande chefe da Como exercício de comparação, já que durante a leitura os
aldeia vizinha, que acaba matando sua baleia preferida. Para vin- ga-metragem: hábitos culturais (dança, festas,
gar-se, culinária),
o chefe ves-
decide comê-lo. A lenda explica o nascimento do
gar-se, o chefe decide comê-lo. A lenda explica o nascimento do alunos pesquisaram sobre a Nova Zelândia, o professor pode
canibalismo entre os Maori como uma prática ritual. Histórias tuário, organização da tribo (quais são as funções
canibalismo de homens
entre os Maori como uma prática ritual. Histórias
> gestor escolar
dos Maori, um povo da Oceania traz lendas que integram o uni-
pedir às crianças que procurem pela cidade instalações, picha-
verso mítico e religioso desse povo. Os textos mostram questões
e mulheres). Depois do filme, cada grupo dos Maori, um povo
pode exibir suada Oceania traz lendas que integram o uni-
cole-
ligadas à vida cotidiana, às crenças e aos rituais dessa população,
ções, grafites, obras artísticas que signifiquem uma tentativa de
nos mais diversos momentos. Os pequenos relatos, plenos de hu-
ta de dados e os alunos podem procurar versonasmítico
lendas e religioso
do livro desse
as povo. Os textos mostram questões
mor e encantamento, revelam particularidades e nos permitem
expressar a individualidade dentro do ligadas coletivo.à Tal pesquisa pode Vem aí mais uma edição da Série Gestor Escolar –
conhecer um pouco mais desse fascinante universo.
mesmas referências. vida cotidiana, às crenças e aos rituais dessa população,
A escola e a formação do leitor
ser organizada e acompanhada pelo professor nos maisde arte, que
diversos inclu- Os pequenos relatos,
momentos. plenos de hu-
históriAs em sAlA de AulA
sive pode explicar aos alunos o que é amor arte eurbana. Dessa forma,
encantamento, revelam particularidades e nos permitem
aNtes da Leitura
depois da Leitura A sociedade atual pressupõe indivíduos aptos a lidar com a imensa quantidade de informação que recebem diariamente. Para tanto, é
os alunos perceberão que a sociedade contemporânea conhecer um em que
pouco maisvi-desse fascinante universo.
Antes de os alunos começarem a ler, é interessante organizar
um bate-papo informal, perguntando a eles qual a importância
Quando os alunos terminarem de ler o livro, o professor pode necessário que a escola forme leitores proficientes, que consigam não apenas decodificar, mas interpretar, compreender, selecionar, posicionar-
que a memória tem em suas vidas. Eles gostam de relembrar o que vem também tem seus recursos para redigir sua própria história, se criticamente diante de um texto, seja ele verbal, não verbal, impresso ou virtual. Assim, desenvolver a competência leitora é fundamental,
passou, como uma viagem, uma festa, ou mesmo um aconteci- incentivar uma conversa informal, perguntando se eles gosta-
mento desagradável? Por que relembrar é importante? E no cam- e suas maneiras de guardá-la. tanto na perspectiva acadêmica como na social.
po coletivo? A história se constrói também a partir da memória? ram das lendas, o que acharam de interessante, de diferente. Tal
A partir dessas reflexões, os alunos podem entender a impor-
tância de preservar o passado e de cultivar a memória para tecer
a própria história, assim como a história da comunidade.
históriAs em sAlA de AulA
conversa é importante para que os alunos percebam o quanto
A escola e a formação do leitor é o tema da terceira edição da série Gestor Escolar.

O professor pode pedir aos alunos que busquem em sua fa-


mília, ou mesmo no bairro, acontecimentos que fazem parte da
pesquisaram e conheceram sobre uma sociedade completamen- A SM, com objetivo de promover maior integração entre e a teoria e a prática pedagógica, desenvolveu a Série Gestor Escolar, que oferece
história dos indivíduos e do lugar. Depois dessa atividade, que
cada um pode relatar numa redação, contar que eles lerão um te diversa
aNtes da Leitura daquela em que vivem – urbana e com uma maneira material especialmente desenvolvido para a compreensão, reflexão e transformação da prática escolar. Sempre amparados pelos mais
livro que fala sobre lendas de um povo distante, passadas de pai
para filho – e que também funcionam como maneira de manter diversa de lidar com a história
Antes de os alunos começarem a ler, é interessante organizare a memória. renomados especialistas do tema abordado, a Série Gestor Escolar é composta por: vídeos e depoimentos inéditos, atividades introdutórias,
intacta a tradição e a memória de uma sociedade.
Como exercício apresentações em PowerPoint,  ficha de avaliação e textos complementares.
um bate-papo informal,deperguntandocomparação,a eles já que qualdurante a leitura os
a importância
que alunos a memória pesquisaram
tem em suas sobre a Eles
vidas. Novagostam
Zelândia, o professor
de relembrar o quepode Acesse o conteúdo completo das edições anteriores da Série Gestor Escolar no canal Somos Mestres e no site www.edicoessm.com.br.
passou, pedircomo às criançasuma viagem, que procurem
uma festa, pela
ou cidade
mesmoinstalações,
um aconteci- picha- Série Gestor Escolar – Fundamentos: Vasco Moretto, Nilson Machado, Nilbo Nogueira, Celso Vasconcellos e Cipriano Luckesi.
 mento ções, grafites, obras
desagradável? Porartísticas que signifiquem
que relembrar é importante? uma tentativa
E no cam- de Série Gestor Escolar – Resolução de conflitos: Joe Garcia, Cleo Fante, Isabel Parolin, Cesar Nunes e Telma Vinha.
po coletivo?
expressarAahistória individualidadese constrói também
dentro a partir da
do coletivo. Talmemória?
pesquisa pode
Aser partir
organizadadessas reflexões,e acompanhada os alunospelopodem entender
professor de arte,a impor-
que inclu- Mais de 320 mil pessoas já viram os vídeos das duas edições da Série Gestor Escolar!
tância Acesse você também: www.youtube.com/edicoessm
sivedepode preservar explicar o passado
aos alunose deocultivar
que é a artea memória
urbana.para Dessatecer
forma,
a própria os alunos história, perceberão assim como a história da
que a sociedade comunidade. em que vi-
contemporânea
A partir de janeiro de 2015 no site da SM.
Ovem professor pode pedir aos alunos
também tem seus recursos para redigir sua própria que busquem em suahistória,
fa-
mília, ou mesmo
e suas maneiras node bairro, acontecimentos que fazem parte da
guardá-la. Solicite a visita do nosso representante comercial em sua região para mais informações!
história dos indivíduos e do lugar. Depois dessa atividade, que
cada um pode relatar numa redação, contar que eles lerão um
livro que fala sobre lendas de um povo distante, passadas de pai
para filho – e que também funcionam como maneira de manter
26 27
intacta a tradição e a memória de uma sociedade.
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