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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA

ADEMAR FELIPE FEY


RAUL RICARDO GAUER

CABEAMENTO
ESTRUTURADO:
DA TEORIA À
PRÁTICA
2ª edição

Caxias do Sul
Ademar Felipe Fey

2014

Ademar Felipe Fey e Raul Ricardo Gauer. Direitos Reservados. 2014


CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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Resumo:

O cabeamento estruturado surgiu da necessidade de padronizar e organizar as


instalações das redes de computadores locais emergentes no final dos anos 1980.
De lá para cá, cada vez mais a infraestrutura física dos sistemas de
telecomunicações foi se tornando importante componente empresarial. Nenhuma
organização sobrevive, no mundo digital competitivo da atualidade, se a rede local
sofrer panes constantes por falha no cabeamento físico. O cabeamento estruturado
pode ser considerado o suporte tecnológico da empresa conectada da era Internet.
O conhecimento teórico do sistema de cabeamento, dos meios físicos e das normas
utilizadas no cabeamento estruturado deve se reverter em aspectos práticos da
instalação, testes de certificação, manutenção e gerenciamento dessa estrutura
física. Este livro pretende dar uma visão geral do cabeamento estruturado. Ele foi
concebido para auxiliar iniciantes e profissionais da área de cabeamento, além do
pessoal de Tecnologia de Informação em geral, sem entrar em detalhes técnicos que
dizem respeito aos engenheiros de telecomunicações. Para transpor da teoria para a
prática, o livro exemplifica com um projeto prático os ensinamentos teóricos
abordados.

Fey, Ademar Felipe; Gauer, Raul Ricardo.


Cabeamento Estruturado: da teoria à prática / Ademar Felipe Fey - 2. ed. -
Caxias do Sul: 2014

ISBN 978-85-916931-7-7

© Ademar Felipe Fey


Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total sem autorização
por escrito do autor.

Nota: apesar dos cuidados e revisões, podem ocorrer erros de digitação, ortográficos
e dúvidas conceituais. Em qualquer hipótese, solicitamos a comunicação para o e-
mail ademar.fey@gmail.com, para que possamos esclarecer ou encaminhar a
questão.

Nem o editor nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos
ou perdas a pessoas ou bens, srcinados do uso desta publicação.

Ademar Felipe Fey e Raul Ricardo Gauer. Direitos Reservados. 2014


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APRESENTAÇÃO

Este livro foi criado com o objetivo de auxiliar o leitor no aprendizado do que é o
cabeamento estruturado, sua srcem, teoria e prática.

Em 2010, o editor (e coautor) foi surpreendido pela convocação de se tornar o


professor da disciplina de Cabeamento Estruturado numa faculdade tecnológica,
pela sua experiência profissional anterior em telecomunicações. O desafio foi muito
grande, pois apesar de longa experiência em instalação e testes de aceitação de
sistemas de telecomunicações, não se conhecia maiores detalhes do cabeamento
estruturado em si.

Também em 2010, os autores criaram um curso on-line para o Cabeamento


Estruturado. O curso surgiu de um trabalho realizado num curso CCNA por parte de
um dos autores, recebedor do título de melhor trabalho apresentado.

A partir dos desafios das duas atividades citadas, procurou-se montar um acervo
teórico e prático sobre o tema Cabeamento Estruturado.

O material que compõe este livro foi construído pelas pesquisas em sala de aula,
pesquisas no escritório para tentar sanar as dúvidas do professor e dos alunos.
Várias obras, catálogos e web sites de fornecedores de cabeamento e de
equipamentos foram consultados. As normas quase sempre foram estudadas à luz
de artigos srcinados por esses fabricantes e profissionais da área de cabeamento
estruturado.

No final desses estudos, resolvemos revisar todo o material e disponibilizá-lo na


forma de livro eletrônico.

A maior parte da infraestrutura básica de uma organização atual, no contexto de um


mundo conectado, se baseia no cabeamento estruturado. O sucesso nos processos
de negócios empresariais depende de um bom projeto, instalação e manutenção
dessa infraestrutura básica.

O livro pretende fornecer uma visão geral do cabeamento estruturado para o leitor,
sem entrar nos detalhes estritamente técnicos, os quais seriam mais dedicados a um
livro de engenharia elétrica ou de telecomunicações.

Nós sabemos que muitos técnicos que trabalham com o cabeamento estruturado
não têm um embasamento teórico dessa área, precisando, aos poucos, estudar
também os fundamentos de telecomunicações e de redes de computadores.

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Dessa forma, este livro pretende auxiliar esses profissionais, para que passem a
entender onde se situa o cabeamento estruturado e as áreas afins para as quais o
cabeamento acaba prestando serviços.

Sugestões, críticas e pedidos de informações podem ser enviados para o e-mail


ademar.fey@gmail.com.

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Notas da Segunda Edição

Devido a natureza dinâmica da área de Cabeamento Estruturado foi necessário uma


revisão geral no texto da Primeira Edição, resultando em correções e atualizações
gerais do presente livro.

A revisão tornou a obra ainda mais consistente e com informações ainda mais
confiáveis, além de atualizadas.

Esperamos que esta Segunda Edição continue sendo bastante útil para o leitor, seja
ele estudante ou profissional da área.

Solicitamos a gentileza de o leitor encaminhar dúvidas ou apontamentos para o e-


mail ademar.fey@gmail.com.

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AVISOS

É possível que algumas referências tenham sido omitidas, pois alguns textos
impressos que foram traduzidos não continham os dados dos autores srcinais. Além
disso, devido à natureza dinâmica da Internet, alguns links a outros textos traduzidos
podem ter sido perdidos ou desatualizados.

Para algumas referências utilizadas, tentou-se entrar em contato com o autor do


texto ou figura, mas não se conseguiu retorno. Optou-se pela utilização do recurso,
com a devida citação do autor do mesmo.

Esta publicação pode conter imprecisões ortográficas e técnicas ou erros


tipográficos. Periodicamente são feitas alterações nas informações aqui contidas;
essas alterações serão incorporadas em novas edições da publicação. Os autores
podem fazer melhorias e/ou alterações nesta publicação a qualquer momento sem
aviso prévio.

As informações contidas nesta publicação são de caráter informativo e introdutório,


sendo da responsabilidade do leitor buscar aprofundamento no assunto se desejar
aplicar os conhecimentos descritos nesta publicação numa situação prática, na área
de sua atuação profissional.

A reprodução parcial ou completa é proibida sem autorização escrita dos autores.

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS.

Para atingir o objetivo proposto, de apresentar o sistema do cabeamento estruturado


e analisar tanto aspectos teóricos quanto práticos, a obra foi esquematizada como
descrevemos a seguir.

No Capítulo 1 explicamos a motivação para o surgimento do cabeamento


estruturado, seu histórico, sua função e objetivos.

No Capítulo 2 realizamos uma introdução às redes locais de computadores, pois é


nela que o cabeamento estruturado é implantado.

No capítulo 3 abordamos os principais meios físicos utilizados no cabeamento


estruturado. Esses meios físicos compõe o cerne do cabeamento estruturado e o
profissional da área deve conhecê-los em maiores detalhes possível.

No capítulo 4 analisamos as principais normas do cabeamento estruturado, com


destaque para as normas americanas (EIA/TIA/ANSI), para a ISO e para a norma
brasileira de cabeamento estruturado (ABNT/NBR).

No capítulo 5 tratamos da certificação em cabeamento estruturado. A certificação é a


garantia de do
das normas quesetor.
a instalação e o projeto do cabeamento estruturado estão dentro

No capítulo 6 realizamos uma introdução à norma ANSI 607, devido à importância


do assunto aterramento nos sistemas de telecomunicações e aos projetos atuais que
exigem cada vez mais cabos blindados devidamente aterrados, em face das
velocidades cada vez maiores dos links internos na rede local da s empresas.

No capítulo 7 analisamos a implementação de um projeto de Cabeamento


Estruturado e os detalhes que cercam a sua estruturação, execução e certificação.
Procuramos apresentar um projeto mais completo possível.

Esperamos que o livro contribua para a formação dos profissionais da área de


cabeamento estruturado e que o leitor tenha uma boa leitura e um bom aprendizado.

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CONVENÇÕES UTILIZADAS NESTE LIVRO

• Em algumas palavras-chave ou termos chaves usamos e abusamos de


artifícios gráficos, tais como, negrito, aspas, colorido, primeira letra em
maiúscula, fonte do caractere aumentada, no intuito de chamar a atenção
dos leitores. Pedimos desculpas se eles ferem algumas regras ortográficas.
• O plural de algumas palavras estrangeiras foi feito utilizando a letra “ s” logo
após essas palavras (como exemplo, a palavra Bit s ou a palavra Hosts), sem
usar o apóstrofo, portanto.
• As citações estão no texto com números sobrescritos que remetem à obra
citada nas referências bibliográficas (exemplificando: conceito11, onde o
“11” é o número da referência).

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SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO AO C ABEAMENTO ESTRUTURADO ............... ............ 20


INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 20
1 CONCEITOS DE CABEAMENTO ESTRUTURADO ................................................... 20
1.1 HISTÓRICO DO CABEAMENTO ESTRUTURADO ................................................. 21
1.2 DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS DE INTERCONEXÃO............ 23
1.3 DATAS E FATOS ..................................................................................................... 26
1.4 AS ORGANIZAÇÕES DE PADRONIZAÇÃO EM CABEAMENTO ........................... 28
1.5 NORMAS DE CABEAMENTO ESTRUTURADO NO BRASIL ................................. 30
CONCLUSÃO DO CAPITULO ....................................................................................... 32
CAPÍTULO 2 INTRODUÇÃO ÀS REDES LOCAIS DE COMPUTADORES ................. 33
INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 33
2.1 EVOLUÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES .................................................. 33
2.2 TIPOS DE REDES DE COMPUTADORES.............................................................. 35
2.3 MODOS DE OPERAÇÃO......................................................................................... 39
2.4 INTRODUÇÃO ÀS REDES LOCAIS DE COMPUTADORES................................... 40
2.4.1 Tipos de Redes Locais .......................................................................................... 40
2.4.1.1 Ethernet .............................................................................................................. 40
2.4.1.2 Token Ring (Rede em Anel) ............................................................................... 40
2.4.2 Componentes de uma rede Local (Local Area network – LAN)............................. 41
2.4.2.1 Protocolos de comunicação ............................................................................... 41

2.4.3 Rede local padrão Ethernet ................................................................................... 42


2.4.3.1 Princípio de funcionamento de uma rede padrão Ethernet ................................ 42
2.4.3.2 Colisões.............................................................................................................. 45
2.4.3.3 Padrão 10Basex (Ethernet) ................................................................................ 45
2.4.3.4 Padrão 100Basex (Fast Ethernet) ...................................................................... 45
2.4.3.5 Padrão 1000Basex (Giga Ethernet) ................................................................... 46
2.4.3.6 Novos padrões Ethernet ..................................................................................... 46
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2.4.3.7. Mídia para o padrão Ethernet ............................................................................ 46


2.4.3.8 Topologias para redes Ethernet ......................................................................... 48
2.5 PRODUTOS ETHERNET ......................................................................................... 51
2.5.1 Transceptores ....................................................................................................... 51
2.5.2 Cartões de Interface de rede ................................................................................. 52
2.5.3 Repetidores ........................................................................................................... 52
2.5.4 Hubs ...................................................................................................................... 52
2.5.5 Pontes ................................................................................................................... 53
2.5.6 Switches ................................................................................................................ 53
2.5.7 Roteadores ............................................................................................................ 54
2.6 CRITÉRIOS DE PROJETO DE REDE ..................................................................... 54
2.7 PERDA DE PERFORMANCE NUMA REDE LAN .................................................... 57
2.8 MELHORANDO A PERFORMANCE DE REDES ETHERNET ................................ 57
2.8.1 Pontes (Bridges) .................................................................................................... 58
2.8.2 Switch Ethernet ..................................................................................................... 59
2.8.3 Roteadores ............................................................................................................ 61

2.9 FRAME PADRÃO ETHERNET ................................................................................ 61


2.9.1 Descrição dos campos do frame Ethernet............................................................. 63
2.10 INTERCONEXÃO DE REDES ............................................................................... 65
2.10.1 Básico de Interconexão de Redes....................................................................... 65
2.10.1.1 LANs (Redes de Área Locais) .......................................................................... 65
2.10.1.2 WANs (Redes de Longa Distância) .................................................................. 65
2.10.1.3 Internet ............................................................................................................. 66
2.10.1.4 Intranet ............................................................................................................. 66
CONCLUSÃO DO CAPITULO ....................................................................................... 66
CAPÍTULO 3 MEIOS FÍSICOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ............. ............ 68
INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 68
3.1 IMPORTÂNCIA DO CABEAMENTO ESTRUTURADO ............................................ 68
3.2 CABEAMENTO E A NECESSIDADE PELA VELOCIDADE MAIOR ........................ 68
3.2.1 Porque da necessidade do Cabeamento e velocidades maiores? ........................ 69
3.2.2 Taxa de transferência da LAN versus Frequência de operação do Meio Físico ... 69
3.3 MEIO FÍSICO ........................................................................................................... 70
3.4 FATORES DE TRANSMISSÃO ............................................................................... 70
3.5 CLASSES DE MEIOS DE TRANSMISSÃO ............................................................. 71
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3.5.1 Meios Não Guiados (Sem Fios) ............................................................................ 71


3.5.1.1 Exemplos de Meios Não Guiados (Sem Fios) .................................................... 71
3.5.2 Meios de Transmissão Guiados ............................................................................ 71
3.5.2.1 Tipos de Meios de Transmissão Guiados .......................................................... 72
3.5.2.2 Características dos condutores Elétricos de Cobre ............................................ 72
3.5.2.3 Cabo de Par de Cobre........................................................................................ 73
3.6 MEIOS FÍSICOS GUIADOS USADOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ........ 73
3.6.1 Cabo coaxial .......................................................................................................... 74
3.6.2 Par Trançado (Twisted Pair) .................................................................................. 74
3.6.2.1 Tipos de Cabos de Par Trançado....................................................................... 75
3.6.2.2 Características do cabo UTP.............................................................................. 76
3.6.2.3 Terminação do cabo UTP................................................................................... 76
3.6.2.4 Categorização do cabo UTP .............................................................................. 78
3.6.2.5 Tipos de Cabos UTP Especiais .......................................................................... 79
3.6.3 Fibra Óptica ........................................................................................................... 79
3.6.3.1 Camadas na Fibra Óptica ................................................................................... 80

3.6.3.2 Fibra Óptica e seus componentes ...................................................................... 81


3.6.3.3 Princípio de Funcionamento ............................................................................... 81
3.6.3.4 Diâmetro Interno e Externo das fibras ................................................................ 82
3.6.3.5 Cabos de Fibra Óptica ........................................................................................ 83
3.6.3.6 Vantagens da fibra óptica ................................................................................... 83
3.6.3.7 Desvantagens da fibra óptica ............................................................................. 83
3.6.3.8 Tipos de Fibra Óptica ......................................................................................... 84
3.6.3.9 Sinais em Fibra Óptica ....................................................................................... 85
3.6.3.10 Conectores para fibra ....................................................................................... 85
3.6.3.11 Uso dos conectores .......................................................................................... 89
3.6.3.12 Categorização da Fibra Óptica (padrão OM1 a OM4 e OS1/OS2)................... 90
3.6.3.13 Equipamento para emenda da fibra ................................................................. 91
3.6.3.14 Rede MAN usando links de fibra ...................................................................... 92
3.7 DETALHES DE PROJETO COM O CABEAMENTO COM CABO UTP ................... 93
3.8 BÁSICO DE COMUNICAÇÃO DE DADOS .............................................................. 94
3.8.1 Outras características da comunicação de dados: ................................................ 95
3.9 FATORES REDUTORES DA TAXA DE TRANSMISSÃO ........................................ 95

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3.9.1 Atenuação ............................................................................................................. 96


3.9.1.1 O que são os decibéis (dBs) .............................................................................. 96
3.9.1.2 Cálculo de decibéis ............................................................................................ 97
3.9.2 Ruído ..................................................................................................................... 98
CONCLUSÃO DO CAPITULO ....................................................................................... 98
CAPÍTULO 4 NORMAS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ............. ............. .......... 99
IN TR OD UÇ ÃO .............................................................................................................99
4.1 HISTÓRICO ............................................................................................................. 99
4.2 MOTIVAÇÕES PARA A PADRONIZAÇÃO............................................................ 101
4.3 O QUE É UM PADRÃO? ........................................................................................ 101
4.4 DEFINIÇÕES DO CABEAMENTO ESTRUTURADO ............................................. 101
4.5 NOMENCLATURA USADA NO SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO . 102
4.6 VANTAGENS CABEAMENTO ESTRUTURADO ................................................... 104
4.7 OBJETIVOS DOS PADRÕES EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ................... 104
4.8 ORGANIZAÇÕES DE PADRONIZAÇÃO ............................................................... 104
4.9 AS NORMAS TÉCNICAS DO BRASIL ................................................................... 105
4.10 NORMAS APLICÁVEIS PARA CABEAMENTO ESTRUTURADO ....................... 105
4.11 AS PRINCIPAIS NORMAS SÃO EDITADAS PELA EIA/TIA ................................ 106
4.12 HISTÓRICO DAS NORMAS ................................................................................ 106
4.13 PRINCIPAIS NORMAS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ............................ 107
4. 13 .1 EI A/ TI A- 56 8 ................................................................................................... 107
4.13.1.1 Facilidade de entrada (Entrance facility) ........................................................ 109
4.13.1.2 Conexão cruzada principal (Main cross-connect).......................................... 109
4.13.1.3 Distribuição do backbone (Backbone distribution) .......................................... 111
4.13.1.3.1 Patch cords ou jumpers para conexões backbone – backbone .................. 111
4.13.1.3.2 Topologia..................................................................................................... 111
4.13.1.3.3 Mídia reconhecida do backbone de distribuição.......................................... 112
4.13.1.3.4 Crit ér io de se le çã o de mí di a ..................................................................112
4.13.1.4 Con exão c ruz ada h ori zont al (H ori zon tal cro ss- con ne ct) ...................112
4.13.1.4.1 Fu nç õe s da sa la de te le co mu ni ca çõ es ................................................113
4.13.1.4.2 Dire tr iz es ge ra is de pr oj et o ................................................................... 114
4.13.1.4.3 Mídi a rec onh eci da de dis tr ibu içã o hor izo nta l .....................................114
4.13.1.5. Área de trabalho (Work Area)........................................................................ 115
4.13.1.5.1 Co mp on en te s da ár ea de tr ab al ho .......................................................115
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4.13.1.5.2 Tomada de tel eco mun ica çõe s (T ele com mu nic ati ons out let ) ............115
4.13.1.5.3 Cord õe s de ma no br a na ár ea de tr ab al ho ..........................................115
4.13.1.5.4 Adap ta çõ es es pe ci ais na ár ea de tr ab al ho .........................................116
4.13.1.5.5 Adaptadores passivos na área de trabalho ................................................. 116
4.13.1.6 AN SI /T IA /E IA – 56 8B ................................................................................. 116
4.13.1.6.1 Ob je ti vos da AN SI /T IA /E IA – 56 8B ........ ..............................................116
4.13.1.6.2 E IA /T IA 56 8-B. 1 ....................................................................................... 117
4.13.1.6.3 E IA /T IA 56 8-B. 2 ....................................................................................... 117
4.13.1.6.4 E IA /T IA 56 8-B. 3 ....................................................................................... 117
4.13.1.6.5 E IA /T IA 56 8-C .......................................................................................... 118
4.13.2 ANSI/EIA/TIA 569-A .......................................................................................... 118
4.13.2.1 Po nt os de fi nido s pe la no rm a: ...................................................................119
4.13.2.1.1 Facilidade de Entrada.................................................................................. 120
4.13.2.1.2 Sal a de Eq ui pa me nt os ............................................................................ 120
4.13.2.1.3 Sala de telecomunicações ..................................................................... 120
4.13.2.1.4 Cabeamento Vertical ................................................................................... 121

4.13.2.1.5 Cabeamento horizontal ............................................................................... 121


4.13.2.1.6 Área de Trabalho ......................................................................................... 121
4.13.3 EIA 310-D .......................................................................................................... 122
4.13.3.1 Equipamentos ................................................................................................ 123
4.13.4 ANSI/EIA/TIA 606A ........................................................................................... 126
4.13.4.1 O conceito da Administração em Cabeamento Estruturado ........................... 126
4.13.4.2 Vantagens ...................................................................................................... 127
4.13.4.3 Sistemas integrados ....................................................................................... 128
4.13.4.4 Classes de Administração .............................................................................. 128
4.13.4.5 Identificador .................................................................................................... 129
4.13.4.6 Etiqueta .......................................................................................................... 130
4.13.4.7 Registro .......................................................................................................... 131
4.13.4.8 Relatórios ....................................................................................................... 131
4.13.4.9 Ordens de serviço .......................................................................................... 132
4.13.4.10 Relatórios de registro de canal ..................................................................... 132
4.13.4.11 Desenhos ..................................................................................................... 132
4.13.4.12 Administração de dutos e espaços............................................................... 133

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4.13.4.13 Etiquetas e codificação por cores ................................................................. 133


4.13.4.14 Codificação por cores ................................................................................... 133
4.13.4.15 Diferenciação dos campos de terminação por categoria e desempenho .....133
4.13.5 ANSI-J-STD-607-A ............................................................................................ 134
4.13.5.1 Ambientes que compõe o sistema de aterramento ........................................ 135
4.13.5.2 Componentes de um sistema de aterramento e proteção .............................. 135
4.13.5.3 Considerações aplicadas aos componentes de aterramento e proteção ....... 135
4.13.5.4 Etiquetagem ................................................................................................... 136
4.13.5.5 Barra principal de Aterramento para Telecomunicações – TMGB ................. 136
4.13.5.6 Características físicas da TMGB .................................................................... 137
4.13.5.7 Backbone de Aterramento para Telecomunicações – TBB ............................ 137
4.13.5.8 Barramento de Aterramento para Telecomunicações – TGB ......................... 138
4.13.6 EIA/TIA-570-A ................................................................................................... 138
4.13.6.1 Histórico da norma 570 .................................................................................. 139
4.13.6.2 Cabos reconhecidos para uso pela norma 570 .............................................. 141
4.13.6.3 Layout de Instalação baseado na Norma 570 ................................................ 141

4.13.7 Norma ISO/IEC 11801....................................................................................... 144


4.13.7.1 Categorias de cabos usados pela ISO 11801 ................................................ 145
4.13.7.2 Esquema genérico da norma ISO/IEC ........................................................... 145
4.13.7.3 Escolha dos cabos ......................................................................................... 146
4.13.7.4 Restrições gerais da ISO 11801 no cabeamento horizontal........................... 146
4.13.7.5 Tomadas ........................................................................................................ 146
4.13.7.6 ISO/IEC 11801 edição 2.2 .............................................................................. 147
4.13.8 Norma ABNT/NBR 14565 .................................................................................. 147
4.13.8.1 Subsistemas adotados na ABNT NBR 14565:2007 ....................................... 148
4.13.8.2 Identificação ................................................................................................... 149
4.13.8.3 Estruturas de passagem................................................................................. 150
4.13.8.4 Sala de Telecomunicações ............................................................................ 150
4.13.8.5 Diagrama de ocupação de uma Sala de Telecomunicações.......................... 151
4.13.8.6 Comprimentos máximos das mídias utilizadas ............................................... 151
4.13.8.7 Tomada tripolar .............................................................................................. 152
4.13.8.8 Tipos de ligações cruzadas permitidas........................................................... 153
4.13.8.9 Subsistemas da NBR 14565:2007 ................................................................. 154

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4.13.8.10 NBR-14565:2012 – Novidades ..................................................................... 155


4.13.8.11 Diagrama completo dos subsistemas segundo a NBR-14565:2012 ............ 156
4.13.9 Norma ABNT/NBR 5410 .................................................................................... 157
4.13.9.1 Norma 5410 Atualização ................................................................................ 157
4.13.10 Norma EIA/TIA 862-A ...................................................................................... 157
4.13.11 Norma ANSI/TIA 942 ....................................................................................... 158
4.13.11.1 Infraestrutura de cabeamento ...................................................................... 158
4.13.11.2 Componentes utilizados pela TIA-942 .......................................................... 158
4.13.11.3 ANSI/TIA-942-A............................................................................................ 160
4.13.12 Norma IEC 617-10........................................................................................... 161
4.13.13 Norma TIA/EIA 587 ......................................................................................... 161
4.13.14 Norma ANSI/TIA/EIA TSB 67 .......................................................................... 162
4.13.15 Algumas das outras normas em Cabeamento Estruturado ............................. 162
CONCLUSÃO DO CAPITULO ..................................................................................... 162
CAPÍTULO 5 CERTIFICAÇÃO EM CABEAMENTO ESTRUTURADO............. .......... 164
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 164
5.1 IMPORTÂNCIA DO CABEAMENTO ESTRUTURADO .......................................... 164
5.2 IMPORTÂNCIA DA CERTIFICAÇÃO ..................................................................... 165
5.3 SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO ................................................... 166
5.4 NORMAS E PADRÕES PARA A CERTIFICAÇÃO ................................................ 166
5.5 DEFINIÇÃO DE CERTIFICAÇÃO .......................................................................... 167
5.6 VANTAGENS DA CERTIFICAÇÃO........................................................................ 167
5.7 TIPOS DE MÍDIA DE COMUNICAÇÃO.................................................................. 167
5.8 PROBLEMAS NA TRANSMISSÃO DO SINAL ...................................................... 167
5.9 TERMOS UTILIZADOS EM TESTES DE SINAL NO CABEAMENTO ................... 168
5.10 TIPOS DE TESTES EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ................................. 168
5.11 CERTIFICAÇÃO EM CABOS UTP ....................................................................... 170
5.11.1 Equipamentos para a certificação em cabo UTP .............................................. 170
5.11.2 Parâmetros de teste de certificação em cabos UTP ......................................... 173
5.11.3 Nomenclatura dos testes em cabos UTP .......................................................... 173
5.11.4 Relatório da certificação .................................................................................... 175
5.11.5 Testes em cabos UTP ....................................................................................... 176
5.11.5.1 Comprimento .................................................................................................. 176
5.11.5.2 Wire Map (Mapeamento dos fios) .................................................................. 176
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17

5.11.5.2.1 Conectorização cabos UTP padrão 568A e 568B ....................................... 177


5.11.5.3 Impedância ..................................................................................................... 178
5.11.5.4 Atenuação ...................................................................................................... 179
5.11.5.5 Crosstalk ........................................................................................................ 180
5.11.5.5.1 NEXT: Near End Cross Talk. ....................................................................... 182
5.11.5.5.2 FEXT: Far End Cross Talk. ......................................................................... 183
5.11.5.5.3 PSNEXT + PSELFEXT + PSACR ............................................................... 184
5.11.5.5.4 ELFEXT e PSELFEXT................................................................................. 184
5.11.5.6 ACR (Attenuation Crosstalk Ratio) ................................................................. 185
5.11.5.7 Propagation Delay .......................................................................................... 185
5.11.5.8 Delay Skew .................................................................................................... 186
5.11.5.9 Propagation Delay e Delay Skew ................................................................... 186
5.11.5.10 Perda de retorno (Return Loss) .................................................................... 187
5.11.6 Resultados da certificação num teste de canal ................................................. 188
5.12 CERTIFICAÇÃO EM CABOS ÓPTICOS .............................................................. 189
5.12.1 Equipamentos usados na certificação em cabeamento óptico .......................... 190

5.12.1.1 Power Meter ................................................................................................... 190


5.12.1.2 OLTS (Optical Loss Test Set) - Test Set Óptico ............................................. 191
5.12.1.3 OTDR (Refletômetro Ótico no Domínio do Tempo) ........................................ 192
5.12.2 Inspeção manual dos conectores da Fibra ........................................................ 193
5.12.3 Testes em Cabo Óptico ..................................................................................... 193
5.12.3.1 Comprimento da fibra ..................................................................................... 194
5.12.3.2 Teste de continuidade .................................................................................... 194
5.12.3.3 Atenuação ...................................................................................................... 194
5.12.3.4 Perda de potência (Power Loss) .................................................................... 195
5.13 PROBLEMAS COM OS PARÂMETROS DE CERTIFICAÇÃO DO CABO UTP .. 196
5.14 O CORRETO E O INCORRETO NA INSTALAÇÃO DE CABO UTP ................... 197
5.14.1 Exemplos de instalações ruins (e certificação negativa) ................................... 198
CONCLUSÃO DO CAPITULO ..................................................................................... 198
CAPÍTULO 6 ATERRAMENTO EM CABEAMENTO ESTRUTURADO ............ .......... 199
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 199
6.1 OBJETIVO DA NORMA ANSI/EIA/TIA 607 ............................................................ 199
6.2 HISTÓRICO DA NORMA ANSI/EIA/TIA 607 .......................................................... 201
6.3 CONCEITOS BÁSICOS DE ATERRAMENTO ....................................................... 202
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18

6.3.1 Cuidados na execução de um sistema de aterramento ...................................... 204


6.3.2 Material básico necessário para o sistema de aterramento ................................ 205
6.4 SISTEMA DE ATERRAMENTO SEGUNDO A NORMA ANSI/EIA/TIA 607 ........... 205
6.4.1 Terminologia........................................................................................................ 205
6.4.2 Definições e elementos do sistema de aterramento e interligação a terra .......... 206
6.5 CONCEITUAÇÃO E INSTALAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATERRAMENTO ..... 209
6.5.1 Condutor de Interligação de Aterramento de telecomunicações ......................... 209
6.5.2 Condutor de Interligação do backbone de aterramento de telecomunicações .... 209
6.5.3 Barramento do aterramento principal de telecomunicações................................ 211
6.5.4 Barramento do aterramento de telecomunicações .............................................. 212
6.5.5 Interligação à estrutura de metal de um edifício .................................................. 213
6.6 ATERRAMENTO NA SALA DE TELECOMUNICAÇÕES ...................................... 213
CONCLUSÃO DO CAPITULO ..................................................................................... 216
CAPÍTULO 7 PROJETO DE CABEAMENTO ESTRUTURADO ............ ............. ........ 217
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 217
7.1 FASES DE UM PROJETO ..................................................................................... 217
7.2 CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES E EXIGÊNCIAS DO CLIENTE ............ 217
7.2.1 Informações sobre o projeto ................................................................................ 217
7.2.2 Plantas baixas dos ambientes ............................................................................. 219
7.3 ELABORAÇÃO DO PROJETO .............................................................................. 221
7.3.1 Descritivo do projeto ............................................................................................ 222
7.4 EXECUÇÃO DO PROJETO ................................................................................... 226
7.4.1 Detalhes do caminho do cabeamento ................................................................. 226
7.4.2 Eletrocalhas......................................................................................................... 226
7.4.3 Detalhes de materiais usados no caminho do cabeamento horizontal................ 228
7.4.4 Exemplo de utilização e fixação de eletrocalhas ................................................. 229
7.4.5 Distribuição das TOs ........................................................................................... 230
7.4.6 Caminho do cabeamento primário (backbone).................................................... 233
7.4.7 Topologia da rede do usuário .............................................................................. 234
7.4.8 Distribuição das portas dos switches em Vlans................................................... 234
7.4.9 Endereçamento IP............................................................................................... 235
7.4.10 Aterramento....................................................................................................... 235
7.4.11 Ocupação dos racks MDF e IDFs ..................................................................... 236
7.4.12 Especificações dos materiais e equipamentos usados ..................................... 237
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19

7.4.12.1 Rack ............................................................................................................... 237


7.4.12.2 Patch panel .................................................................................................... 237
7.4.12.3 Patch cords .................................................................................................... 238
7.4.12.4 Tomada de telecomunicações Cat 6 .............................................................. 238
7.4.12.5 Bloco 110 ....................................................................................................... 239
7.4.12.6 Cabos UTP ..................................................................................................... 239
7.4.12.7 Eletrocalha perfurada 100x50 mm ................................................................. 240
7.4.12.8 Canaletas plásticas ........................................................................................ 240
7.4.12.9 Switches e roteador ........................................................................................ 240
7.4.12.10 Tabela de custos .......................................................................................... 241
7.5 CERTIFICAÇÃO DO CABEAMENTO .................................................................... 241
CONCLUSÃO DO CAPITULO ..................................................................................... 245
CONCLUSÃO DO LIVRO ............................................................................................ 246
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........... .............. ............. ............ ............. ............. 247
OBRAS CONSULTADAS ............................................................................................ 250
APÊNDICE A – Indicações de cursos on-line e e-books por assunto ........... ........ 252
APÊNDICE B – Outras obras dos autores ............. ............. ............ ............. ............. 254

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20

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO AO CABEAMENTO ESTRUTURADO

INTRODUÇÃO

Neste capítulo iremos estudar o histórico do surgimento do cabeamento estruturado,


as motivações para seu uso e algumas entidades de normatização.

1 CONCEITOS DE CABEAMENTO ESTRUTURADO

O Cabeamento Estruturado é uma infraestrutura de telecomunicações de um prédio


ou campus que consiste de um número de pequenos elementos padronizados
chamados de subsistemas.

O Cabeamento Estruturado tem por função estabelecer uma instalação padronizada,


com vida útil de mais ou menos dez anos e que possa se adaptar a alterações de
layout na empresa, sem que se tenha de lançar mão de novas instalações de
cabeamento. Isso tudo levando em conta uma economia de investimento, pelo
menos em médio prazo.

O sistema de cabeamento estruturado se divide em seis subsistemas:

• Entrada de Facilidades (Entrance Facilities) é o local físico no prédio que


interfaceia com o mundo externo.
• Sala de Equipamentos (Equipment Room) hospeda os equipamentos de
telecomunicações que servem todos os usuários dentro do prédio.
• Cabeamento Vertical (Backbone ou Backbone Cabling) conecta os
subsistemas de Entrada de Facilidades, Sala de Equipamentos e Salas de
Telecomunicações entre si.
• Salas de Telecomunicações (Telecommunications Rooms) hospedam os
equipamentos de telecomunicações que interligam o subsistema do
Cabeamento Vertical (backbone) com o subsistema de Cabeamento
Horizontal. Nelas também estão alocados equipamentos de interconexão que
se interligam ao cabeamento horizontal. Também chamado de Armários de
Telecomunicações.
• Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling) conecta as salas de
Telecomunicações a uma tomada de telecomunicação individual numa área
de trabalho num andar do prédio.
• Área de Trabalho (Work Area Components) conecta os equipamentos do
usuário final até as tomadas do sistema de cabeamento horizontal.

Mais recentemente, o subsistema chamado de Administração foi adicionado aos


demais subsistemas, sendo que o mesmo se encarrega da documentação e
identificação do cabeamento estruturado, totalizando dessa forma sete subsistemas.

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21

O cabeamento é muito importante se você deseja uma rede trabalhando


adequadamente, com o mínimo de problemas e mínima perda de largura de banda.
Existem certas regras que nunca devem ser quebradas quando você está tentando
projetar uma rede de computadores – de outra maneira você deverá ter problemas
quando tentar se comunicar. Nós temos visto redes que sofrem enormes problemas
porque o projeto inicial da rede não foi feito adequadamente.

Num futuro próximo, o cabeamento poderá perder sua força no mercado, pois a
comunicação wireless parece estar ganhando terreno, dia a dia. Embora essa
tendência no mercado, no entanto, o fato é que atualmente ao redor de 95% das
instalações das redes de computadores se baseiam no cabeamento físico.

Também a cada dia se lançam novas normas ou alterações das normas vigentes,
demonstrando a força que o Cabeamento Estruturado alcançou no mercado
internacional.

1.1 HISTÓRICO DO CABEAMENTO ESTRUTURADO

As invenções humanas acontecem ao longo do tempo e não da noite para o dia. As


técnicas usadas para a comunicação humana representam bem essa afirmação. O
ser humano utilizou a fumaça, o papiro, o livro, o mensageiro (pombo e correio a

cavalo), o telégrafo, o telefone e assim por diante. Tudo isso levou séculos para se
desenvolver.

Um dos primeiros sistemas de comunicação à distância foi utilizado em Paris no ano


de 1794. Foi o chamado Telégrafo Óptico de Claude Chappe. Operadores em torres
de comunicações distantes entre si por alguns quilômetros passavam mensagens
codificadas em um alfabeto visual, de um ponto a outro.

Nós tendemos a pensar em comunicação digital como uma ideia recente, mas em
1844 um homem chamado Samuel Morse enviou uma mensagem a quase 90 km de
distância, entre Washington D.C. e Baltimore (EUA), usando sua nova invenção,
chamada de 'Telégrafo'. Isso pode parecer um conceito distante das redes de
computadores de hoje, mas o princípio básico permanece o mesmo: um sinal
elétrico codificado é enviado entre dois pontos de comunicação, através de um meio
físico.
O Telégrafo elétrico utiliza o chamado Código Morse, o qual é um tipo de código de
sistema binário que usa pontos e hífens em sucessões diferentes para representar
letras e números, Modernas redes de dados usam 1s e 0s para alcançar o mesmo
resultado. A grande diferença é que, enquanto os operadores do telégrafo do Século
XIX pudessem talvez transmitir 2 ou 3 pontos e hífens por segundo, os
computadores se comunicam agora a velocidades de 1 Giga bits por segundo, ou de
outra maneira, 1.000.000.000 de 1s e 0s separados, em cada segundo. Na
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22

realidade, essa velocidade é superada em ambientes de modernas redes de


computadores.

Não muito tempo depois do Telégrafo de Morse ter sido desenvolvido, um inventor
francês chamado Emile Baudot desenvolveu uma máquina de telégrafo por
impressão (que viria ser chamada posteriormente de teletipo ou telex), a qual usava
um teclado do estilo de máquina de escrever, permitindo virtualmente qualquer
pessoa enviar e receber mensagens de texto. Baudot usou um tipo diferente de
código para o sistema dele, porque o código Morse não permitia a automatização,
devido ao comprimento desigual da quantidade de bits requeridos para cada letra ou
número. Como Baudot usou um código de cinco bits para representar cada caráter,
isso normalmente permitiria apenas 32 possíveis combinações (00000 a 11111 =
32).

Claramente isso não era suficiente para 26 letras e 10 dígitos usados normalmente
pelo alfabeto e sistema numérico decimal, mas ele solucionou este problema usando
dois "caracteres de mudança” (shift) que permitia a troca de caractere para figuras e
letras, os quais executaram o mesmo tipo de função como uma chave de troca de
letras numa máquina de escrever (shift). Agora ele obtinha 62 combinações para
letras, figuras e caracteres de pontuação. Naquela época, depois da invenção de
Emile Baudot, a velocidade de comunicações das interfaces seriais era medida em

taxa de bauds.
Foram feitas melhorias na máquina de Baudot por um inventor inglês chamado
Donald Murray. Murray vendeu os direitos da máquina dele para a Western Union
que gradualmente substituiu todos os seus telégrafos Morse pelo novo “teletipo”.

Apesar do seu longo sucesso, o código Baudot de cinco bits só podia usar letras
'maiúsculas', assim ele teve que ser substituído por algo que permitia usar mais
caracteres alfanuméricos. Em 1966, um grupo de companhias americanas de
comunicações conseguiu inventar conjuntamente um novo código, usando naquele
tempo 7 bits, os quais poderiam representar 128 caracteres. Esse código ficou
conhecido como American Standard Code for Information Interchange (Código de
Padrão Americano para Troca de Informação) ou código ASCII. O código ASCII foi
aceito imediatamente por quase todos os fabricantes de computadores do mundo e
pelas companhias de comunicações, excluindo a IBM, a qual decidiu criar o seu
próprio padrão.

A versão do código da IBM é o chamado Extended Binary Coded Decimal


Interchange Code (Código Estendido de Intercâmbio de Decimal Codificado em
Binário) ou EBCDIC, o qual usa 8 bits e pode representar 256 caracteres. Apesar do
uso dele em computadores de médio e grande porte (mainframe) da IBM, ele nunca
teve êxito realmente, em nível mundial. Para não ficar fora completamente do
mercado de terminais, a IBM adotou o código ASCII, mas estendeu-o usando um
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23

oitavo bit para que assim pudesse representar 256 caracteres. Eles chamaram esse
novo código como sendo 'ASCII Estendido'.

Embora o telégrafo e o aparelho de telex tenham sido os precursores das


comunicações de dados, só nos últimos 30 a 40 anos é que coisas realmente
começaram a acelerar. Como a necessidade para a comunicação entre
computadores tem exigido velocidades crescentes, tem-se demandado o
desenvolvimento de equipamentos de interconexão de redes cada vez mais rápidos,
incluindo nisso o cabeamento e equipamentos de hardware de conexão (interfaces).

1.2 DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS DE INTERCONEXÃO

No princípio, havia computadores mainframe, fabricados por companhias como a


IBM, Sperry, DEC, Univac e Burroughs. Cada fabricante tinha cabos
especificamente projetados para seu computador e periféricos, por exemplo, a IBM
Bus & Tag (usado no IBM 360 System).

As coisas não mudaram muito até a chegada das Redes de Áreas Locais (LANs)
que estavam sendo definidas por acordos de padrões abertos nos anos 1980. Pela
primeira vez, poderia ser esperado que equipamentos de comunicação de dados de

fabricantes diferentes
universalmente foi a doiriam seEthernet.
padrão comunicar entre si. A primeira LAN a ser aceita

O padrão Ethernet foi desenvolvido no meio da década de 1970 pela Xerox


Corporation, no Palo Alto Research Centre (PARC), na Califórnia, e em 1979 a DEC
e a Intel uniram forças com a Xerox para unificar o sistema Ethernet para todo o
mundo usar. A primeira especificação publicada pelas três companhias, chamada de
“o Livro Azul Ethernet”, foi liberada em 1980. O padrão Ethenet também ficou
conhecido como o 'padrão DIX', composto pelas iniciais das três empresas.

Esse padrão foi um sistema de velocidade inicial de 10 Megabits por segundo (10
Mbps, = 10 milhões de 1s e 0s por segundo) e usava um cabo coaxial grosso como
backbone, o qual era instalado ao longo do edifício, com cabos coaxiais menores
instalados em intervalos de 2,5 metros para conectar as estações de trabalho.

O cabo coaxial grosso, que normalmente era amarelo, foi conhecido como 'Thick
Ethernet' e o sistema foi chamado de 10Base5, sendo que o 10 refere-se à
velocidade (10Mbps), o 'Base' porque é um sistema de banda básica (a banda
básica usa toda a largura da banda para cada transmissão, ao invés de banda larga
que divide a largura da banda em canais separados para usar simultaneamente), e o
5 é uma abreviatura para o máximo comprimento do cabo do sistema, nesse caso,
500 m. Essa rede trabalha numa topologia onde o barramento do cabo coaxial

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24

grosso de 50 ohms é compartilhado com todos os computadores que fazem parte da


mesma.

O Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE) - Instituto de Engenheiros


Elétricos e Eletrônicos - liberou o padrão Ethernet oficialmente em 1983, chamado
de IEEE 802.3, depois do IEEE se tornar responsável pelo seu desenvolvimento. Em
1985 a versão 2 (IEEE 802.3a) foi liberada. Essa segunda versão é geralmente
conhecida como o 'Thin Ethernet' ou 10Base2, neste caso o comprimento máximo
do cabo é de 185 m, embora o ‘2' sugere que deveria ter 200 m. Essa rede também
era chamada de “cheapnet” (rede barata) e mantinha a característica de barramento
compartilhado com todas as máquinas pertencentes à rede. O cabo coaxial utilizado
no backbone era de um diâmetro menor do que no padrão anterior (por isso
chamado de Thinnet – cabo fino).

Em 1984 a IBM introduziu o sistema Token Ring (rede em anel), o qual podia
transmitir dados a 4 Mbps, sendo que esse sistema usava um cabo preto grosso de
2 pares de fio de cobre blindados com 4 conectores largos de 4 polos. O conector de
dados da IBM, chamado às vezes de IDC, era uma obra-prima de engenharia. Em
vez de conectores e tomadas macho e fêmea normal, o conector de dados foi
projetado para se acoplar em si mesmo. Embora o sistema de Cabeamento IBM
naqueles dias fosse de uma qualidade muito alta e com mídia de comunicação de

dados
devido robusta, perdeu
a seu grande espaço
tamanho em muitos
e preço, e em clientes. Issosó
parte porque estava
tinha 4ligado, em parte,
fios e então não
era tão versátil quanto um cabo UTP (cabo de pares de fio de cobre trançado) de 8
fios já utilizado na época.

Essa rede da IBM pode ser considerada como a que introduziu o conceito de
cabeamento estruturado, por meio de um conjunto comum de cabos e conectores,
que eram instalados onde quer que fosse presumido que as pessoas poderiam estar
trabalhando em algum momento no futuro. Isso também foi chamado de
cabeamento por inundação (cabeamento por toda a área do prédio comercial),
utilizando o mesmo conceito das extensões de linhas telefônicas comuns.

Antes disso, os cabos que uniam mainframes a periféricos só eram instalados


quando necessário. Isso fazia com que as ampliações e mudanças se tornassem
muito caras. O sistema de cabeamento IBM era baseado em um cabo de dois
pares de fios de cobre blindados de 150 ohms, com um conector universal dedicado.
Esse produto foi projetado para o desenvolvimento do sistema de LAN Token Ring
da IBM de 4 Mbps, que se pretendia que operasse sobre um sistema de
cabeamento estruturado da IBM. Existem alguns relatos de que o cabo denominado
de categoria Tipo 1 (CAT 1) foi testado srcinalmente a 300 MHz, embora só fosse
categorizado como um cabo de 20 MHz para Token Ring, e a versão desse cabo
mais nova, denominada Cabo Tipo 1A foi testada, segundo esses relatos, a 600
MHz e categorizado como um cabo de 100 MHz.
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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
25

No final dos anos 1980, a AT&T (empresa srcinalmente criada por Bell – o inventor
do telefone) introduziu um sistema de cabeamento estruturado baseado em um
padrão de componentes de telefonia americano, usando um cabo de 4 pares de
cobre não blindados, de 100 ohms, um sistema de conexão cruzada baseado no
bloco de conexão de engate rápido, (modelo americano - 110 punch down block), e,
num conector de 8 fios, conhecido por sua denominação do padrão USOC (Uniform
Service Order Codes), também chamado de RJ45. Este conector se tornou a base
da maioria dos sistemas de cabeamento estruturado disponíveis hoje em dia.

Havia muitos outros tipos de redes sendo oferecidas naquele momento, as quais
usavam tipos diferentes de cabos e conectores, sendo que assim, logo ficou claro
que um padrão de cabeamento em telecomunicações era necessário.

Em 1985, a Computer Communications Industry Association (CCIA) - Associação


das Indústrias de Comunicações e Computadores - solicitou à Electronic Industries
Association (EIA) - Associação de Indústrias Eletrônicas - desenvolver um padrão de
cabeamento que definiria um sistema de cabeamento de telecomunicações genérico
para que prédios e edifícios comerciais suportassem ambientes multi produtos e
multi fornecedores. Em essência, esse padrão seria um sistema de cabeamento a
ser adotado em todos os sistemas de interconexão de redes atuais e futuros, a partir
de uma topologia comum, que usasse tanto mídias comuns como conectores

comuns.
Por volta de 1987, vários fabricantes tinham desenvolvido equipamentos Ethernet
que poderia utilizar o cabo de par de fios de cobre trançados.

Até o final dos anos 1980, os sistemas de cabeamento eram ainda designados por
fabricantes específicos, com padrões também específicos, sendo o padrão Ethernet
de redes locais ainda baseado em cabos coaxiais. Foi a partir de 1990 que as
entidades de padronização começaram a publicar padrões para o mundo do
cabeamento estruturado em rápida expansão e crescimento. Como exemplo,
podemos citar que em 1990 o IEEE liberou o padrão Ethernet 802.3i ou 10BaseT (o
'T' refere-se ao cabo de par Trançado).

Com a chegada do padrão 10BaseT, por meio do qual a Ethernet podia rodar então
num cabo de 4 pares de fios de cobre de 100 ohms, o padrão de fato começou a
acontecer. O mercado realmente se ampliou nesta fase, com muitos concorrentes
novos que entraram em cena. Porém, com muitos padrões proprietários diferentes
do cabo para a Ethernet 10BaseT, os clientes dos fabricantes de cabos estavam se
tornando muito confusos, devido às propagandas dos competidores e demais
fabricantes de cabeamento, cada qual reivindicando melhor desempenho de seu
padrão de cabeamento. A empresa Anixter introduziu um conceito para classificar
os cabos em níveis de qualidade, como uma ajuda para compra e venda de
sistemas de cabeamento. Nessa categorização de cabos da Anixter, o nível 1 era
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26

um cabo de telefonia básico e o nível 3 era a melhor classificação de cabos para 16


MHz, para uso na rede 10BaseT.

O ANSI, o Instituto de Padrões Nacional Americano, solicitou à Associação de


Indústria de Telecomunicações, a TIA, e à Aliança de Indústrias Eletrônicas, a EIA,
para redigir padrões nacionais. A TIA mudou a classificação dos cabos baseadas
nos Níveis da Anixter, para Categorias, e a Categoria 3 nasceu. Isso foi seguido de
perto pela Categoria 4, quando a IBM declarou que eles precisavam de uma largura
da banda de 20 MHz para a sua nova rede LAN Token Ring de 16 Mbps.

Em 1991, a EIA, junto com a Associação de Indústria de Telecomunicações (TIA),


publicaram o primeiro padrão de cabeamento de telecomunicações chamado de
EIA/TIA 568, então, de fato, o sistema de cabeamento estruturado nasceu. A ISO
(Organization for International Standards), Organização para Padrões Internacionais
produziu a ISO 11801 e a CENELEC (empresa de certificação europeia) produziu o
padrão EN 50173 para a União Europeia.

Esses padrões estavam baseados no cabo de pares chamado de Unshielded


Twisted (UTP), par trançado não blindado, Categoria 3, e foram seguidos de perto,
depois de um mês, por um Boletim de Sistemas Técnico (TSB-36) que especificou
graus mais altos de qualidade para os cabos UTP, chamados de Categoria 4 e 5

(CAT 4 & CAT 5).


A CAT 4 especificava taxas de dados de até 20 MHz e a CAT 5 de até 100 MHz, o
que deve ter parecido na ocasião como uma ampla largura da banda para
desenvolvimento futuro, mas agora, mais de vinte e dois anos depois, a CAT 5 está
obsoleta, devido aos seus limites em lidar com novas tecnologias de interconexão de
redes. Como citado, a Categoria 4 teve um tempo de vida de funcionamento de
menos que um ano, pois logo depois que os projetistas de sistemas deixaram claro
que as LANs a 100 Mbps estavam a caminho, a Categoria 5, especificadas para
trabalhar a 100 MHz, foi introduzida.

Os padrões TIA/EIA 568A, ISO 11801 e EN 50173 permaneceram praticamente sem


mudanças até os anos de 1999/2000, quando o advento da Gigabit Ethernet (IEEE
802.3ab) forçou a introdução da Categoria 5 aumentada (5e). Em 2001/2 nós
tivemos a publicação da Categoria 6 (um sistema de 250 MHz) e da Categoria 7, um
sistema de 600 MHz. Em 2010 a ISO introduziu a CAT 7a/Fa, um sistema a 1.000
MHz. Em 2013 a CAT 8 começou a ser discutida pelas entidades de padronização.

1.3 DATAS E FATOS

Abaixo seguem alguns dos mais importantes acontecimentos na história das


comunicações de dados e voz.

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1794 - Telégrafo óptico de Claude Chappe na França.


1844 - 24 de maio - O Telégrafo elétrico foi inventado por Samuel Morse.
1845 - Patente inglesa para o telégrafo por William Cooke e Charles Wheatstone.
1846 - Um homem chamado Royal House inventou uma impressora de telégrafo que
requeria dois operadores em cada ponta.
1851 - A Western Union Company foi fundada pela fusão de 12 companhias de
telégrafo.
1861- O alemão Phillip Reis inventou um equipamento para transmitir tons de áudio
chamado 'Telefone'.
1874 - Jean-Maurice-Emile Baudot patenteou o código telegráfico Baudot.
1876 - 14 de fevereiro - Alexander Graham Bell solicitou a patente para o Telefone.
1876 - 14 de fevereiro - Quatro horas depois de Bell, Elisha Gray solicitou a patente
para o Telefone.
1889 - Almon Brown Strowger inventou o “comutador Strownger” e o “disco
telefônico”.
1948 - A Bell Labs inventou o transistor.
1966 - O código ASCII foi criado.
1969 - O padrão de comunicação serial RS232 foi estabelecido.
1969 - A rede Arpanet é ativada nos EUA.
1973 - O protocolo TCP é proposto na RFC 675.
1976 – Um artigo sobre a Ethernet foi publicado por Bob Metcalfe e David Boggs no

PARC.
1979 - DEC e Intel juntaram força com a Xerox para desenvolver o padrão Ethernet.
1980 - DEC, Intel e Xerox publicam o documento 'Ethernet Blue Book' ou padrão
DIX.
1982 - O modelo de protocolos de comunicação TCP/IP é oficializado na Arpanet.
1983 - Padrão IEEE 802.3 Ethernet é estabelecido.
1984 - IBM introduz o Token Ring a 4Mbps.
1984 - O modelo de referências de protocolos de comunicação OSI é oficializado.
1985 - Padrão IEEE 802.3a Thin Ethernet, 10Base2 estabelecido.
1985 - Padrão IEEE 802.3b Ethernet 10Broad36, 10Mbps usando banda larga,
estabelecido.
1987 - IEEE 802.3d Link de Fibra Óptica com Inter-Repetidor - Fibre Optic Inter-
Repeater Link (FOIRL) e IEEE 802.3e 1Mbps Ethernet sobre par trançado
estabelecidos.
1990 - Padrão IEEE 802.3i Ethernet, 10BaseT, estabelecido.
1991 - Julho - Padrão EIA/TIA 568 para cabeamento para telecomunicações em
prédios comerciais é editado.
1991 - Agosto – Padrão EIA/TIA TSB 36 para cabos de alta qualidade (higher grade)
(Cat 4 e Cat 5) estabelecido.
1992 - Agosto - Padrão EIA/TIA TSB 40 hardware de conexão para alta qualidade.
1993 - Padrão IEEE 802.3j Ethernet 10BaseFL, links de fibra até 2 km.
1994 - Janeiro - Padrão EIA/TIA TSB 40A - incluindo patch cords e procedimentos
de testes em maiores detalhes - estabelecido.
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1994 - Janeiro - Padrão EIA/TIA 568 revisado para EIA/TIA 568A e incluídas as TSB
36, TSB 40A e outras emendas de documentação.
1995 - Padrões IEEE 802.3u Ethernet 100BaseTX (2 pares Cat 5), 100BaseT4 (4
pares Cat 3), 100BaseFX estabelecidos.
1995 – A Internet comercial é lançada no Brasil.
1997 - Padrão IEEE 802.3 x Full-duplex Ethernet estabelecido.
1997 - Padrão IEEE 802.3y 100BaseT2 Fast Ethernet (2 pares Cat 3) estabelecido.
2001 - Editada a norma brasileira em cabeamento estruturado, a ABNT NBR 14565.
2001 - Padrão Cat 5e - ANSI/TIA/EIA-568-B.2 estabelecido.
2002 - Padrão Cat 6 - ANSI/TIA/EIA-568-B.2-1 estabelecido.
2007- Editada a 1ª revisão da norma brasileira em cabeamento estruturado, a ABNT
14565:2007.
2008 - Padrão Cat 6A - ANSI/TIA/EIA-568-B.2-10 estabelecido.
2008 - Padrões Classes EA e FA (equivalente a Cat 7) – emenda de documentação
no. 1 para a ISO/IEC 11801, 2nd Ed - estabelecidos.
2010 - Padrão 7A / Fa - referenciado pela ISO/IEC 11801 estabelecido.
2012 - Editada a 2ª revisão da norma brasileira em cabeamento estruturado, a ABNT
14565:2012.
2013 – Editada a 3ª revisão da norma brasileira em cabeamento estruturado, a
ABNT 14565:2013.
2013 - Categoria 8 sendo estudada para futura padronização.

1.4 AS ORGANIZAÇÕES DE P ADRONIZAÇÃO EM CABEAMENTO

A EIA/TIA (Electronic Industry Association/Telecommunications Industry Association)


- Associação de Indústrias Eletrônicas/ Associação de Indústrias de
Telecomunicações – é um organismo norte-americano de padrões para
equipamentos eletrônicos e de telecomunicações que publicou a norma para
cabeamento para telecomunicações em prédios comerciais, o chamado padrão
EIA/TIA 568A e é principalmente reconhecido nos EUA, embora seja adotado em
qualquer lugar do mundo. O comitê que verifica questões do padrão EIA/TIA 568A é
o ANSI/EIA/TIA TR-41.8.1 (EUA).

A IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) - Instituto de Engenheiros


Elétricos e Eletrônicos – é uma associação dedicada para o avanço da excelência
tecnológica em benefício da humanidade, fundada nos EUA. É uma organização
sem fins lucrativos, que tem por objetivo servir profissionais em todos os aspectos
nos campos da computação, eletricidade e eletrônica. É a maior sociedade de
profissionais tecnológicos do mundo inteiro. Foi e é responsável pelos padrões
adotados nas redes locais de computadores (IEEE 802.3, 802.11, etc.).

A ANSI (American Nationwide Specification Institute) - Instituto de Padrões Nacional


Americano é uma organização privada sem fins lucrativos, que supervisiona o
desenvolvimento de padrões voluntários e de consenso de produtos, serviços,
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processos e sistemas, principalmente nos EUA. A organização coordena a


integração dos padrões americanos com padrões internacionais, para que os
produtos americanos possam ser utilizados em nível internacional. A sede do ANSI é
em Washington, DC, EUA.

A ISO (Organization for International Standards), Organização Internacional para


Padronização, produz padrões internacionais em várias áreas do conhecimento
humano, como, por exemplo, o desenvolvimento do sistema OSI de interconexão e
as próprias normas atuais do cabeamento estruturado.

Os padrões agora cobrem muitos aspectos diferentes de premissas do negócio de


cabeamento estruturado. Estes incluem:

• Projeto do Sistema de Cabeamento;


• Padrões de Componentes;
• Padrões de Desempenho de Componentes Anti-fogo;
• Padrões de EMC/EMI (interferências eletromagnéticas);
• Padrões de Testes (Certificações do Cabeamento);
• Aterramento (Earthing, Grounding and Bonding);
• Administração e Manutenção de Cabeamento;
• Diretivas e Códigos, particularmente na Europa, América, Canadá e Austrália;

Padrões de Redes de Área Locais.
Todos os padrões europeus de interesse ficam subordinados à CENELEC
(European Commitee for Electrotechnical), que é baseada na Bélgica e foi fundada
em 1973 como a organização de padrões europeia, oficialmente reconhecida pela
Comissão Europeia na Diretiva 83/189. Os padrões da CENELEC são chamados de
Normas europeias ou ENs. Os padrões não publicados são chamados de Normas
Europeias preliminares ou prENs.

Todos os países europeus mantêm seu próprio corpo ou organismo de padrões


nacional, como o Instituto de Padrões britânico no REINO UNIDO, mas são
adotados padrões do CENELEC como padrões nacionais, onde eles existem e
então, por exemplo, no REINO UNIDO, 'BS' é colocado em frente ao número 'EN'.
Há algumas exceções, como o Código de Prática para Cabeamento de Fibra Óptica
BS 7718 que não tem nenhum padrão CENELEC equivalente.

No REINO UNIDO a Fibre Industry Association - Associação de Indústria de Fibra -


iniciou o Código de Prática BS 7718. O IEE, Instituto de Engenheiros Elétricos
escreve os Regulamentos de Instalação de Cabeamento nacionalmente aceitos
(também conhecido como BS 7671), que contém questões de segurança na
potência emitida pelo cabeamento estruturado, aterramento, etc.

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30

A OFTEL foi o escritório britânico para os Negócios da Indústria de


Telecomunicações. O interesse da OFTEL em cabeamento estruturado ficou limitado
na manutenção de cabeamento de telefonia e na aprovação de equipamentos
eletrônicos que podiam ser conectados às redes de telecomunicações nacionais.
Tais aprovações, primeiro devem ser buscadas na BABT, Comitê de Aprovações
Britânicas para Telecomunicações. A OFTEL proveu um código de padrões
Britânicos de cabeamento que é tratado na publicação ‘A Guide to Cabling in Private
Telecommunications Systems’ DISC PD1002. Existe contribuição a esse
documento da Telecommunications Industry Association - Associação de Indústria
de Telecomunicações, uma associação de comércio britânico para a indústria de
telecomunicações, que não deve ser confundida com a organização americana de
nome semelhante. Posteriormente a OFTEL foi absorvida pela OFCOM (organismo
regulador das telecomunicações na Inglaterra).

O CEN é outro organismo de padronização europeu que trabalha em sociedade com


o CENELEC e o ETSI. A missão do CEN é, 'promover harmonização técnica
voluntária na Europa junto com organismos de padronização mundiais e seus sócios
na Europa'.

O ETSI (European Telecommunications Standards Institute) é o Instituto de Padrões


de Telecomunicações europeu baseado no sul da França. Produz padrões de

telecomunicações atendendo
atualmente, por cinquenta pedidos de seus sócios membros, que totalizam 700
países.

1.5 NORMAS DE CABEAMENTO ESTRUTURADO NO BRASIL

No Brasil, as normas mais conhecidas são:

• ANSI/EIA/TIA-568 para cabeamento estruturado para edifícios comerciais.

•ISSO/IEC 11801 para cabeamento estruturado em redes de


telecomunicações.

Na década de 1990, o Brasil praticamente utilizava somente os padrões


internacionais ANSI/EIA/TIA-568 e ISO/IEC 11801.

■ Em 1994, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) iniciou o processo


de elaboração de uma norma brasileira para cabeamento.

■ Em agosto de 2000, foi publicada a NBR 14565, um procedimento básico para


elaboração de projetos de cabeamento para telecomunicações para rede interna
estruturada.

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■ Em 2007 foi publicada a 1ª revisão da NBR 14565.

■ Em 2012, a nova versão da NBR 14565:2012 entrou em vigor, atualizando o país


em relações às normas internacionais.

■ Em 2013, segundo o site da ABNT, a NBR 14565, na sua terceira revisão, é


editada.

A NBR 14565 envolve serviços de aplicações de voz, dados, imagens, sonorização,


sensores diversos, controles de acesso, sistemas de segurança, controles
ambientais, entre outros.

Aplica-se a prédios comerciais, envolvendo:

• Os pontos de telecomunicações nas áreas de trabalho;

• Os armários de telecomunicações (salas de telecomunicações);

• Salas de equipamentos e sala de entrada de telecomunicações (entrada de


facilidades);


Meios de transmissão utilizados;
• Caminhos e vias do cabeamento e terminações.

Visa a correta aplicação dos conceitos de rede primária e secundária,


envolvendo seus elementos constitutivos.

• Rede interna primária é aquela que tem a função de interconectar o


distribuidor geral de telecomunicações (sala de equipamentos) com os
armários de telecomunicações (salas de telecomunicações) dos pavimentos.

• A rede interna primária contém:

• Dispositivos de conexão (blocos, patch panels, etc.);

• Cabos, vias de passagem, barras de aterramento, etc.

• Rede secundária é aquela que interliga os armários de telecomunicações


(sala de telecomunicações) num determinado andar às áreas de trabalho.

O Cabeamento Estruturado, com seus subsistemas, forma um conjunto de


orientações técnicas e administrativas que possibilitam uma instalação adequada

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para uso de forma segura, por mais de dez anos. A certificação no cabeamento, por
sua vez, comprova que o instalador utilizou material e técnicas dentro das normas
vigentes, garantindo para o proprietário da instalação que tudo está dentro do
definido nas normas e padrões nacionais e internacionais, para poder se iniciar a
utilizar o Cabeamento Estruturado propriamente dito.

CONCLUSÃO DO CAPITULO

Terminamos, aqui, esta breve introdução ao Cabeamento Estruturado, onde


procuramos focar na srcem da padronização nesta área e citar as principais
entidades de padronização.

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CAPÍTULO 2 INTRODUÇÃO ÀS REDES LOCAIS DE


COMPUTADORES

INTRODUÇÃO

O cabeamento estruturado, como vimos no capítulo anterior, nasceu da necessidade


de padronização de cabos (mídia), conectores e equipamentos de conexão
utilizados nas redes locais de computadores (LAN). Com a rápida adoção das redes
LAN nas empresas, o Cabeamento Estruturado foi ganhando novas e sucessivas
normas para a adequação das instalações padronizadas. Podemos dizer que a
evolução das redes locais contribuiu para a evolução das normas em cabeamento
estruturado. Por isso se torna importante o estudo da rede LAN, o qual se fará em
seguida.

2.1 EVOLUÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES

Embora os primeiros artefatos ou máquinas de cálculos datam de séculos passados,


apenas na década de 1950 foram projetados os primeiros computadores, chamados
de mainframes, os quais eram máquinas de grande porte e caríssimas, (custavam
alguns milhões de dólares). Além disso, eram máquinas muito complexas que só
eram manipuladas por pessoas especializadas. O próprio acesso à sala do
mainframe era bastante dificultado e restrito.
A IBM foi a empresa que mais se destacou nesse mercado.

Naquela época somente algumas empresas (normalmente de grande porte ou os


chamados birôs de processamento) e universidades possuíam mainframes, sendo
que estes computadores não foram projetados para respostas on-line para os
usuários.

Os usuários (programadores) do sistema faziam seus programas em papel, digitava-


os em uma perfuradora de cartões e os entregavam ao Centro de Processamento de
Dados (CPD). No CPD os programas eram lidos através de uma leitora de cartões e
transferidos para o computador criando os jobs (trabalhos) dos usuários, sendo que
sua leitura e processamento obedeciam a uma determinada ordem de prioridade. O
tempo de entrega do resultado podia durar dias dependendo da prioridade do
trabalho (job) do usuário. Esta técnica de processamento de jobs era chamada de
processamento em lote ou batch. Este é o caso típico do IBM 1130, onde os
usuários finais não conheciam nem mesmo as máquinas responsáveis pelo
processamento.

Na década de 1960, os primeiros terminais interativos foram desenvolvidos,


permitindo que os usuários interagissem diretamente com computador. Esses

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terminais eram ligados ao computador através de linhas de comunicação (cabos).


Tais terminais não possuíam capacidade de processamento, sendo também
conhecidos como terminais “burros”. Outro fato importante nessa época foi o
desenvolvimento das técnicas de processamento que permitiu que vários jobs de
usuários ocupassem simultaneamente o computador, através dos sistemas de
tempo compartilhado ou time-sharing.

Os terminais eram conectados ao mainframe através de cabos, quando instalados


localmente, ou remotamente através de modems conectados à rede telefônica (os
chamados circuitos de comunicação de dados). Devido à lentidão no envio de
informações através da rede telefônica e também ao tamanho físico e ao alto custo
dos mainframes, foram desenvolvidos os minicomputadores.

Com custo menor que os mainframes, os minicomputadores começaram a ser


utilizados em vários departamentos de uma mesma empresa (normalmente uma
grande empresa, devido ao custo de aquisição dos minicomputadores ainda ser
alto), descentralizando então a informação em várias máquinas. Dessa forma, com
um volume menor de informações para processar, os usuários podiam utilizar o
computador com velocidades maiores que as obtidas com o tempo de
processamento compartilhado. Para interligar-se a esse sistema o usuário
necessitava somente providenciar um terminal e os cabos necessários para conectá-

lo.
A informação estava então distribuída nos diversos minicomputadores, em vários
departamentos dessa empresa. Com o alto custo de armazenamento em disco e a
necessidade de troca de informações tornou-se necessário a interligação desses
diversos minicomputadores.

Então, as empresas começaram a interligá-los através de cabos e a produzir


softwares para a comunicação entre os computadores para que eles pudessem
utilizar o compartilhamento de recursos, não só da área de armazenamento, mas
também de periféricos, tais como impressoras. Surgiram dai os protocolos de
comunicação proprietários, como o SNA da IBM, DNA da Digital e assim por diante.
Da mesma forma, cada uma dessas empresas adotava um padrão próprio de
cabeamento para interligar na rede de comunicação dos seus clientes.

No final da década de 1970, surgiram os primeiros microcomputadores que eram


bem menores do que os minicomputadores e que possuíam custo bem inferior. Com
a sua popularização, vários softwares mais sofisticados começaram a ser
desenvolvidos, e as empresas começaram a investir nos microcomputadores, já que
o custo de manutenção dos mainframes e minicomputadores era muito alto.

Logo surgiu (1980 em diante) a necessidade de interligar os microcomputadores,


minicomputadores e mainframes para que compartilhassem recursos, banco de
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35

dados e aplicativos, como também a necessidade de gerenciamento desses


recursos.

A esse conjunto de computadores autônomos interconectados denomina-se Redes


de computadores.

A Rede de Computadores que nos interessa em nosso presente estudo é a Rede


Local de Computadores (LAN – Local Área Network), cujo grande impulso no seu
desenvolvimento iniciou num projeto da Xerox, no seu laboratório de Palo Alto,
através de seu engenheiro Robert Metcalfe, que em 1973 divulgou um documento
para sua chefia criando o padrão Ethernet de interligação de Redes Locais de
Computadores.

2.2 TIPOS DE REDES DE COMPUTADORES

Na realidade, apenas o mainframe com seus terminais e impressoras não


constituem uma rede de computadores, pois os terminais não realizam
processamento.

Uma rede de computadores é um conjunto de computadores autônomos


interconectados.6 Os computadores são ditos autônomos quando não existe uma

relação
encerrar mestre/escravo
ou controlar outroentre eles, pois,
computador, não se um autonomia.
existirá computador não puder iniciar,

É necessário também distinguir um sistema distribuído de uma rede de


computadores:

• No sistema distribuído existem vários computadores autônomos interligados, mas


o usuário não indica qual deles deve-se usar; o software de rede instalado é quem
automaticamente aloca o processamento das tarefas para os processadores,
como a transferência dos arquivos para o disco ou para outros locais;

• Na rede de computadores os usuários devem logar-se explicitamente com uma


determinada máquina, submeter explicitamente as suas tarefas remotas e
movimentar explicitamente os seus arquivos.

Quem determina a diferença entre sistemas distribuídos e redes de computadores é


o software e não o hardware.
As redes de computadores possuem diversos tipos dependendo de características
que detalharemos a seguir:

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a) quanto à aplicação, as redes de computadores podem são organizadas em


alguns modelos:
• Cliente-servidor - em uma rede de computadores, podemos ter um computador
servindo como repositório de arquivos, servidor de impressão, servidor de
periféricos, sem oferecer mais nenhum outro serviço. Podemos ter também
computadores que gerenciem a rede e ofereçam alguns serviços. Este tipo de
interligação entre os computadores em rede é conhecido como Rede Cliente
Servidor, onde uma determinada máquina é servidora de determinado serviço e as
outras são clientes desse serviço. O cliente solicita ao servidor que determinada
tarefa seja executada, o servidor executa a tarefa e devolve a resposta ao cliente;

Figura 2.1 Sistema cliente-servidor.3

• Ponto a ponto (peer-to-peer) - em uma rede “peer-to-peer”, cada PC de um


indivíduo age como um servidor para outros PCs - seus pares (“peers”) - sendo
também um cliente para todos os pares que funcionam como servidores. Por
exemplo, um computador pode ser servidor de impressão para a rede, mas também
é cliente de outros computadores, trabalhando, portanto, par a par.

b) Quanto a sua utilização ou emprego, as redes de computadores podem ser:


• Corporativas – quando uma empresa ou instituição possui diversas filiais
espalhadas em diversas localidades e cada localidade por sua vez possui redes de
computadores, existe a necessidade do compartilhamento de informações entre
essas localidades. A interligação dessas redes pode ser feita através de cabos
telefônicos, enlaces de rádio, fibras ópticas, satélite, etc. Como um exemplo de rede
corporativa, podemos imaginar a sede de um fabricante de veículos em São Paulo,
possuindo uma rede corporativa para troca de informações entre a sede e as
oficinas autorizadas nas principais cidades do país. Uma comunicação gerada na
sede, em São Paulo, automaticamente pode ser disponibilizada na Intranet da
empresa e disponibilizada para todas as autorizadas;

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• Redes domésticas – a partir da popularização dos microcomputadores e das


redes banda larga de acesso à Internet, várias aplicações puderam ser levadas ao
uso doméstico e as redes começaram a oferecer serviços para pessoas físicas.
Atualmente essas aplicações, podem ser o acesso a informações remotas (Web,
jornais eletrônicos), comunicação pessoa a pessoa (e-mail, ICQ, chat, Facebook) e
diversão interativa (vídeo, games on-line, IP TV, etc.).

c) Quanto à tecnologia de transmissão as redes podem ser:

• Redes de difusão – apenas um canal de comunicação é compartilhado por todas


as máquinas. As mensagens que trafegam são chamadas de pacotes. Quando uma
máquina srcina um pacote ele possuirá um campo com o endereço de srcem e de
destino. O pacote é enviado para todas as máquinas da rede, que ao receberem o
pacote, analisam o seu endereço de destino. Se o endereço coincidir com o da
máquina ela irá processar o pacote. Caso contrário, a máquina simplesmente o
ignora. Existe a possibilidade de uma máquina srcinar um pacote a todos os
destinos através de um código especial no campo de endereço, este método é
conhecido como difusão ou broadcasting (exemplos de rede de difusão: rádio e TV).
Outro método é o de multidifusão, ou multicasting, que consiste na transmissão de
pacotes a todas as máquinas de um determinado subconjunto de máquinas, sendo
que cada máquina precisa inscrever-se neste subconjunto (exemplo: canal de TV a

cabo pay-per-view);
• Redes ponto a ponto – consiste em conexões entre dois pares individuais de
máquinas. O pacote ao trafegar na rede, de uma srcem até um destino, talvez
necessite passar por máquinas intermediárias ou rotas alternativas.

d) Quanto ao tamanho da rede ou escala as redes podem ser:

• LAN (Local Area Network) – é uma rede privada que contém apenas algumas
dezenas de metros de extensão; pode ser a rede de um laboratório, de um prédio ou
de um Campus universitário. As redes locais possuem três características principais:

o Tecnologia de meio de transmissão; quase sempre as máquinas são


interligadas através de um só cabo ou mídia;
o
Tamanho (alcance físico); devido às suas características de transmissão,
possuem limitação de tamanho; sendo que o tempo mais longo de transmissão
é conhecido;
o Topologia, podendo ser barramento, estrela, anel ou ponto a ponto;

• MAN (Metropolitan Area Network) – é uma rede de computadores utilizada numa


área geográfica maior do que uma rede LAN, podendo atingir alguns quilômetros,
mas menor geograficamente do que uma rede WAN. A rede MAN pode abranger

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vários prédios de uma empresa ou até mesmo uma cidade inteira, podendo ser
pública ou privada. Um exemplo de rede MAN é a da rede metropolitana do padrão
DQDB, também chamado de padrão 802.6, a qual possui no máximo dois cabos (ou
barramentos). Normalmente as MANs não contêm elementos de comutação para
várias linhas de saída (caso da rede telefônica que possui elementos de comutação
e da rede WAN, que veremos em seguida). Atualmente a rede MAN pode
interconectar diversas redes LAN realizando uma bridging com as linhas de
backbone de uma rede WAN. Um uso mais recente de redes MAN é Wireless MAN,
como é o caso do padrão LTE e WiMax. Um outro exemplo que podemos citar é a
rede Metro-Ethernet, que atende no âmbito de redes MANs e WANs. A rede MAN
também é chamada de rede de campus, podendo ser utilizada em universidades,
hospitais, etc.;

• WAN (Wide Area Network) – ou rede geograficamente distribuída, abrange uma


grande área geográfica, um país ou um continente. Esse tipo de rede possui
elementos de comutação e um conjunto de linhas de comunicação que formam a
sub-rede (também chamado de backbone) de comunicação que irão interligar as
LANs ou MANs. Exemplos de redes WAN, são as redes Frame Relay, MPLS e
Metro-Ethernet.

Figura 2.2 Redes de Longa Distância (redes W AN).4


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2.3 MODOS DE OPERAÇÃO

A transmissão entre dois equipamentos de comunicação de dados pode ser feita nos
seguintes modos: Simplex, Half-duplex e Full-duplex.
a) Simplex; a transmissão da informação se dá sempre no mesmo sentido, a
comunicação é unidirecional. Exemplos: um terminal de coleta de dados que sempre
envia informações ao CPD, um determinado sensor, rádio e TV.

Figura 2.3 Modo de operação Simplex. 3

b) Half-duplex (Semi-duplex); a transmissão da informação se dá nos dois sentidos,


porém não simultaneamente. Exemplos: rádio amador, teletipo e protocolos que
necessitam de confirmações e respostas às informações transmitidas.

Figura 2.4 Modo de operação Half-Duplex ou Semi-Duplex. 3

c) Full-duplex (duplex); a transmissão da informação se dá em ambos os sentidos


simultaneamente. Exemplo: Telefonia e Internet

Figura 2.5 Modo de operação Full-Duplex. 3


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2.4 INTRODUÇÃO ÀS REDES LOCAIS DE COMPUTADORES

A LAN é um modo muito popular para estruturar redes. A LAN conecta dispositivos
geograficamente pertos uns dos outros. Uma rede LAN é muito segura e veloz.

2.4.1 Tipos de Redes Locais

Basicamente dois padrões de redes LAN disputaram o mercado: o padrão Ethernet


(Xerox, Intel e Digital) e o padrão Token Ring (IBM).

Outros tipos de LAN incluem a FDDI (Fiber Distribuited Data Interface), ATM
(Asynchonous Transfer Mode) e LocalTalk.

A Ethernet é a tecnologia mais popular da camada física e de enlace de LAN em uso


atualmente.

2.4.1.1 Ethernet

A Ethernet é popular porque alcançou um bom equilíbrio entre velocidade, custo e


facilidade de instalação. Estes benefícios, combinados com aceitação larga no
mercado de computadores e a habilidade para suportar virtualmente todos os

protocolos
redes ideal de rede
para populares,
a maioria fazem a Ethernet
dos usuários uma tecnologia
de computadores atuais. de interconexão de

O Instituto para Engenheiros Elétricos e Eletrônicos nos EUA (Institute for Electrical
and Electronic Engineers – IEEE, lê-se “I triplo E”) define o padrão Ethernet como o
IEEE Padrão 802.3. Este padrão define regras para configurar uma rede Ethernet
como também especifica como os elementos em uma rede Ethernet interagem um
com o outro. Aderindo ao padrão IEEE, equipamentos de rede e protocolos de rede
podem se comunicar eficazmente.

2.4.1.2 Token Ring (Rede em Anel)

A rede em Anel (Ring), padrão IEEE 802.5, é outra forma de configuração de rede
local, a qual difere da Ethernet, pois que todas as mensagens são transferidas a
toda hora de uma maneira unidirecional ao longo do anel. O Dado é transmitido em
tokens (bastões/mensagens) os quais são passados ao longo do anel e analisado
por cada dispositivo na rede. Quando um dispositivo lê uma mensagem dirigida a
ele, aquele dispositivo copia a mensagem e então marca a mensagem como lida.
Como a mensagem percorre seu caminho ao longo do anel, volta eventualmente ao
remetente que agora percebe que a mensagem foi recebida pelo dispositivo
planejado. O remetente pode então remover a mensagem e pode liberar o token
para uso pelos outros nós da rede.

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41

Vários fornecedores de PC foram os proponentes da rede em Anel (Token Ring) em


tempos diferentes, tendo sido a IBM a empresa que liderou a sua padronização, e
assim esse tipo de rede foi implementada em algumas organizações.

Porém, devido ao menor custo e versatilidade do padrão de rede local Ethernet, o


padrão Token Ring foi perdendo o mercado de LANs.

2.4.2 Componentes de uma rede Local (Local Area network – LAN)

Os principais componentes de uma Rede Local (LAN) são os servidores, as


workstations e os recursos de comunicação.

O servidor é um computador com elevada capacidade de processamento cuja


função é disponibilizar serviços à rede. Em geral essa máquina processa grandes
volumes de dados, requerendo CPUs rápidas, dispositivos de armazenamento de
alta capacidade e acesso rápido. Os serviços que ele oferece à rede, normalmente,
são: Servidor de Aplicação, Servidor de Arquivos, Servidor de Impressão, Servidor
de Rede e Servidor de Bancos de Dados Relacionais.

As workstations são as estações de trabalho (também chamadas de máquinas


clientes). A partir delas, os usuários acessam os serviços do Servidor e executam

tarefas locais.
Por fim, os recursos de comunicação são a infraestrutura de hardware e software
requerida para a comunicação entre os diversos componentes da LAN. Os recursos
de comunicação baseados em hardware mais comuns são: Hubs, Placas de redes
Ethernet, Repetidores, Bridges, Switches, Roteadores e o Cabeamento (mídia). Por
outro lado, os recursos de comunicação baseados em software são os protocolos de
comunicação.

2.4.2.1 Protocolos de comunicação

Os protocolos de rede são padrões de software de comunicação que permitem os


computadores se comunicar.

Um protocolo define como os computadores identificam um ao outro em uma rede, a


forma que os dados deveriam assumir na transmissão e como essa informação é
processada uma vez alcançada seu destino final. Os protocolos também definem
procedimentos para controlar transmissões perdidas ou transmissões ou “pacotes”
corrompidos. TCP/IP (para UNIX, Windows NT, Windows 7 e outras plataformas),
IPX (para Novell NetWare), DECnet (para interconexão em equipamentos de rede da
Digital Equipment Corporation), AppleTalk (para computadores Macintosh), e
NetBIOS/NetBEUI (para redes LAN Manager e Windows NT) são alguns tipos de
protocolos de rede utilizados para a comunicação entre computadores.
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42

No entanto, na atualidade, o conjunto de protocolos de comunicação denominado


TCP/IP domina o mercado de interconexão de redes de computadores.2 Ele é
referenciado como um modelo de protocolos de interconexão de redes de
computadores, sendo um padrão de facto, ou seja, um padrão adotado pelas
empresas no mercado.

Embora cada protocolo de rede seja diferente, todos eles compartilham o mesmo
cabeamento físico. Esse método comum de acessar a rede física permite protocolos
múltiplos coexistirem pacificamente em cima das mídias de rede, e permite ao
projetista de uma rede usar hardware comum para uma variedade de protocolos.

Este conceito é conhecido como "independência de protocolo" o que significa que


esses dispositivos são compatíveis na camada física e de enlace, permitindo ao
usuário rodar muitos protocolos diferentes em cima da mesma mídia.

2.4.3 Rede local padrão Ethernet

Embora uma rede LAN possa ser configurada de várias maneiras, a rede local
padrão Ethernet se tornou o padrão de mercado.

A Ethernet passou por evoluções constantes em termos de topologia, componentes,


velocidades e mídia de transmissão. Essas melhorias constantes auxiliaram para ela
se tornar a rede predominante nas redes locais empresariais da atualidade.

2.4.3.1 Princípio de funcionamento de uma rede padrão Ethernet

As primeiras redes ethernet utilizavam uma mídia (cabo) comum compartilhada por
todos os computadores que a utilizavam.

A mídia utilizada era o cabo coaxial, o qual era instalado para formar a estrutura
principal de comunicação da empresa, formando o chamado backbone da rede LAN.

Figura 2.6 Uma pequena rede Ethernet.3

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43

Como a rede padrão Ethernet se tornou o modo mais popular para se estruturar uma
rede local, o cabeamento estruturado normalmente vai atender uma LAN padrão
Ethernet.

Os Computadores em uma rede Ethernet conectam-se a uma mídia comum que é


um caminho que permite a informação fluir entre eles. A mídia mais comum era o
cabo coaxial, depois passou a ser o cabo de par trançado, mas agora a fibra óptica
está cada vez mais sendo utilizada na LAN. Uma única mídia compartilhada é
chamada de um segmento. Computadores são conectados a estações, chamados
de nós, os quais se conectam à mídia.

Os nós se comunicam entre si usando uma unidade de dados estruturados chamada


de FRAME, que é uma longa sequência de informações (bytes). O frame é a
chamada PDU (unidade de dados padrão dos protocolos) que roda na camada 2 do
modelo OSI.2

Os frames são como sentenças na fala humana. Um conjunto de frames formarão


uma mensagem inteira. Na rede LAN padrão Ethernet 10BaseT, quando um
computador envia uma informação a outro computador, a informação viaja através
da mídia, passando por todo computador conectado à mesma mídia. Cada
computador examina a informação e vê se é para si mesmo. Se não for, eles

descartam a informação
a informação (numa
para o próximo rede padrão Token Ring os computadores passariam
computador).

O chamado protocolo CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Acess/Collision Detection) é


um conjunto de regras que gerencia o funcionamento da rede padrão Ethernet.
Quando um computador está enviando informação a outro computador, ela é
“ouvida” (a informação é recebida) por todos os outros computadores (na realidade
pelos nós). Com o protocolo CSMA/CD presente, todo computador tem que esperar
até que a mídia esteja livre de qualquer sinal ou informação para enviar seu próprio
sinal ou informação.

Mas o que ocorre se a mídia estivesse livre e dois nós notaram isso e, ao mesmo
tempo, enviaram o sinal individual deles? Quando isso acontecer, uma colisão
ocorre. Em acontecendo uma colisão, os dois computadores (nós) esperam por uma
quantidade aleatória de tempo e então retransmitem o sinal deles.
Percebemos então alguns limites óbvios da tecnologia Ethernet: Primeiro, a mídia só
pode alcançar até uma certa distância. Segundo, dois sinais não podem ser
transmitidos ao mesmo tempo. Isso poderia criar uma demora real (delay) para um
usuário. Terceiro, se uma rede Ethernet tiver muitos usuários conectados a ela, a
demora potencialmente será ainda maior e a colisão será mais frequente.

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44

Naturalmente, algo foi criado para tentar resolver o problema. Inicialmente, um


dispositivo chamado de repetidor foi criado para conectar segmentos múltiplos. No
repetidor a comunicação é half-duplex, ou seja, só um computador pode transmitir
no segmento, todos os demais computadores deverão apenas receber o que foi
transmitido. Outro dispositivo criado, semelhante ao repetidor, é chamado de ponte
(bridge). Uma ponte conecta dois segmentos, como o repetidor. Mas diferentemente
de um repetidor, uma ponte administra e regula o tráfego entre os segmentos (os
quais às vezes podem ser de mídia ou de tecnologia diferente). Ao administrar o
tráfego, a ponte diminui a probabilidade de colisões e, consequentemente, de
atrasos.

Figura 2.7 Uma Bridge Ethernet conectando dois segmentos de redes.3

Todavia, a rede Ethernet moderna usa switches (comutadores). No switch, cada nó


tem seu próprio segmento. Cada segmento conecta-se, portanto, a uma porta do
Switch Ethernet. O Switch Ethernet conecta-se a uma mídia que por sua vez se
conecta ao backbone (ou infraestrutura principal de uma rede) de Switch Ethernet.
Os Switches Ethernet podem regular o tráfego como as Pontes.

O Switch do backbone Ethernet age como um pai, administrando todos os demais


Switches Ethernet (filhos). Por causa dessa reestruturação, uma rede Ethernet pode
operar a um nível Full-Duplex. Lembre-se que Full-Duplex é a habilidade para
receber e enviar dados ao mesmo tempo.

Figura 2.8 Uma rede Ethernet típica.3

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2.4.3.2 Colisões

Como já vimos, a Ethernet usa uma mídia compartilhada, assim existem regras para
se enviar pacotes de dados, para evitar conflitos e proteger a integridade de dados.
Os nós determinam quando a rede está disponível para enviar pacotes. É possível
que dois nós em locais diferentes tentem enviar dados ao mesmo tempo. Quando
ambos os PCs estiverem transferindo um pacote ao mesmo tempo na rede, irá
ocorrer uma colisão.

A minimização de colisões é um elemento crucial no projeto e operação de redes. O


incremento de colisões é frequentemente o resultado de muitos usuários na rede, o
que resulta em muita contenção (disputa do meio físico ou mídia) para a largura da
banda de rede. Isso pode reduzir o desempenho da rede do ponto de vista do
usuário.

Um modo de reduzir uma rede superpovoada é segmentar a rede, quando então


uma rede é dividida em “pedaços” distintos, unidos logicamente com uma ponte
(bridge) ou um switch.

2.4.3.3 Padrão 10Basex (Ethernet)

Primeiro padrão desenvolvido pela norma IEEE 802, funcionava a 10 Mbps. Utilizava
primeiramente o cabo coaxial como mídia de transmissão (10Base5 e 10Base2).
Posteriormente utilizou o para trançado (10BaseT) e a fibra óptica (10BaseFx).
Nesse padrão nenhum dispositivo controlador de tráfego era utilizado.

2.4.3.4 Padrão 100Basex (Fast Ethernet)

Para redes Ethernet que precisava de velocidade de transmissão mais alta, o padrão
Fast Ethernet (IEEE 802.3u) foi estabelecido. Esse padrão eleva a velocidade
máxima da Ethernet de 10 Megabits por segundo (Mbps) para 100 Mbps com
mudanças mínimas na estrutura de cabo existente. Há três tipos de Fast Ethernet:
100Base-TX para uso com cabo UTP de nível ou categoria 5, 100Base-FX para uso
com cabo de fibra óptica, e 100Base-T4 que utiliza dois fios extras para uso com
cabo UTP de nível ou categoria 3. O padrão 100Base-TX se tornou o mais popular
devido a sua compatibilidade próxima com o padrão Ethernet 10Base-T.
O fato é que o padrão Fast Ethernet possibilitou uma melhoria da performance nas
redes LAN, possibilitando o tráfego de dados full-duplex nos segmentos do switch,
utilizando o cabo de par trançado categoria 5 e depois o 5e.

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2.4.3.5 Padrão 1000Basex (Giga Ethernet)

Na atualidade o padrão Giga Ethernet está se tornando o padrão comum em redes


locais utilizando o cabo de par trançado (UTP) categoria 5e ou superior. Isso
possibilita que o segmento do switch possa funcionar a 1 Gbps full-duplex.

Para o administrador da rede, a incorporação da Giga Ethernet em uma


configuração existente envolve tomada de decisões. Os administradores têm que
determinar o número de usuários em cada local na rede que precisa do
processamento mais alto, decidir quais segmentos do backbone precisam
especificamente ser reconfigurados para 1000Base-T e então escolher o hardware
necessário para conectar os segmentos 1000Base-T com os segmentos 100Base-T
existentes.

2.4.3.6 Novos padrões Ethernet

A Gigabit Ethernet é uma tecnologia atual e oferece um caminho de migração além


da Fast Ethernet.

Além disso, como vem ocorrendo com o padrão Ethernet ao longo dos anos, a
próxima geração de redes desse padrão suportará velocidades mais altas de
transferência de dados.

No momento estamos assistindo uma proliferação de novos padrões Ethernet:


10Gbasex, 40GBasex, 100GBasex. Esses novos padrões vão estabelecer novos
padrões de mídia para o cabeamento estruturado. Fique atento.

2.4.3.7. Mídia para o padrão Ethernet

Uma parte importante do projeto e instalação de uma rede Ethernet é a seleção da


mídia (cabeamento) apropriada. Quatro tipos principais de mídia podem ser
encontrados em redes Ethernet:

• O cabo coaxial grosso (Thickwire) era utilizado nas redes 10Base5;


• O cabo coaxial fino (Thinwire) era usado nas redes 10Base2;

O par 10Base-T
redes trançado não blindado (unshielded twisted pair - UTP) é utilizado nas
ou superiores;
• A fibra óptica para redes 10Base-FL ou padrões superiores.

Essa larga variedade de mídia reflete a evolução da Ethernet e também conta


pontos para a flexibilidade da tecnologia.

O cabo coaxial grosso foi um dos primeiros sistemas de cabeamento usado na


Ethernet, mas era caro e difícil de usar. Esta mídia evoluiu para cabo coaxial fino, o
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47

qual é mais fácil de trabalhar e menos caro. Hoje o cabo coaxial fino é utilizado em
Data Centers e instalação de áudio e vídeo (sistema de alarme e sistema interno de
TV).

Posteriormente o par trançado assumiu a preferência na utilização em redes


Ethernet. Os esquemas de instalação da LAN mais populares são 10Base-T,
100Base-T e 1000Base-T ou superiores, que usam cabo de par trançado não
blindado (UTP). Ele é semelhante ao cabo telefônico e vem numa variedade de
categorias (CAT 3, CAT 5e até CAT 8, esta última em desenvolvimento), com cada
categoria mais alta oferecendo um desempenho melhor.

O cabo de categoria 5 foi uma das categorias mais altas, e um dos mais caros,
oferecendo suporte para taxa de transmissão de até 100 Mbps. O cabo de categoria
4 categoria 3 eram menos caros, mas não podiam suportar as mesmas velocidades
de processamento de dados; o cabo da categoria 4 podia suportar velocidades de
até 20 Mbps; a categoria 3 podia suportar até 16 Mbps.

Hoje as categorias 5 ou inferior não são mais padronizadas para a transmissão de


dados e o cabeamento mínimo utilizado é o da categoria 5e e o superior, até o
presente momento, é o 7a (ainda pouco usado). Novas categorias de cabos são
desenvolvidas regularmente para fazer frente às necessidades do mercado. Por

exemplo, o cabo
objetivo de UTPqualquer
atender categoria 8 está(dados,
serviço em desenvolvimento
voz ou vídeo)neste momento,
na rede LAN oucom
numo
Data Center.

O padrão Ethernet 100Base-T4 permite suporte de 100 Mbps sobre cabo de


categoria 5e, mas à custa de adicionar outro par de fios (4 pares em vez dos 2 pares
usados para 10Base-T); para a maioria dos usuários, este é um esquema não
convencional e então o 100Base-T4 se tornou pouco popular. Todavia, as redes
Giga Ethernet e superiores usam os 4 pares para a transmissão de dados via cabo
UTP. Convém mencionar que cabos das categorias 2 e categoria 1 não são usados
no projeto de redes Ethernet.

Para aplicações especializadas, segmentos Ethernet de fibra óptica, 10Base-FL ou


superiores, são populares. O cabo de fibra óptica é (ainda) mais caro, mas é
inestimável para situações onde exista possibilidade de emissões de ruídos
eletromagnéticos e em que perigos ambientais seja uma preocupação. O cabo de
fibra óptica é frequentemente usado em aplicações entre prédios para isolar o
equipamento usado para a interconexão de redes de danos elétricos causados por
descargas atmosféricas. Como ele não conduz eletricidade, o cabo de fibra óptica
também pode ser útil em áreas onde grandes quantidades de interferências
eletromagnéticas estão presentes, como em um chão de fábrica (ambiente
industrial).

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O padrão Ethernet permite segmentos de cabo de fibra ópticas de até 2 quilômetros


de comprimento, tornando a Ethernet por fibra óptica perfeita para conectar nós e
edifícios que não são alcançáveis por mídia de cobre (limitado normalmente a 100
metros de distância).

2.4.3.8 Topologias para redes Ethernet

Uma topologia de rede é o arranjo físico de nós (dispositivos de comunicação) e


lances de cabos em uma LAN, e é usada em duas configurações mais usuais:
barramento (bus) e estrela. Essas duas topologias definem como os nós são
conectados um ao outro.

Um nó é um dispositivo ativo conectado à rede, como um computador ou uma


impressora. Um nó também pode ser um equipamento de interconexão de redes
como um hub (centralizador de conexões físicas), switch (comutador de frames) ou
um roteador (encaminhador de pacotes).

Uma topologia de barramento (bus) consiste em nós ligados em paralelo, com cada
nó conectado a um cabo longo, chamado de bus, ou cabo de backbone (barramento
principal da rede). Muitos nós podem alcançar o barramento e podem começar a
comunicação com todos os outros nós naquele segmento de cabo. Uma interrupção
em qualquer lugar no cabo principal (bus) normalmente fará que o segmento inteiro
se torne inoperável até que a falha seja solucionada. Exemplos de topologia de
barramento incluem as redes 10Base2 e 10Base5, que na realidade foram os dois
primeiros padrões Ethernet estabelecidos e na atualidade não são mais utilizados,
na prática.

A Ethernet 10Base-T e Fast Ethernet 100Base-T (e superiores) usam uma topologia


em estrela, na qual o acesso é controlado por um nó centralizador (Hub ou Switch).
Nesse caso, geralmente um computador fica situado numa ponta final do segmento
e o outro ponto final é terminado em uma localização central, com um Hub ou um
Switch. Como o cabo UTP (par trançado sem blindagem) é frequentemente utilizado,
juntamente com o cabeamento de telefonia, este local central (sala de
equipamentos) pode ser um bastidor de telecomunicações ou outra área onde é
conveniente se conectar o segmento UTP a um ponto do backbone do cabeamento
do prédio.
A vantagem principal desse tipo de rede é a confiabilidade, pois se um desses
segmentos 'ponto-a-ponto' tiver uma falha, afetará só os dois nós naquele enlace
físico. Outros usuários de computador na rede continuam operando como se aquele
segmento fosse inexistente.

A seguir veremos as topologias mais usuais em redes locais de computadores.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
49

Figura 2.9 Topologias de LANs – Barramento.3

Na topologia em barramento observa-se que todos os computadores disputam o


acesso à mídia comum. É um sistema de rede compartilhado, onde quanto mais
computadores ativos, maior a possibilidade de colisão de mensagens.

Figura 2.10 Topologias de LANs – Estrela.3

Na topologia em estrela, cada segmento individual está interligado a um


equipamento centralizado (normalmente um Hub ou Switch). Com o switch, o tráfego
no segmento é full-duplex. Há menos possibilidade de colisão, pois o switch trabalha
na camada 2 do modelo OSI, interligando apenas as portas que estão se
comunicando durante certo momento.3

Figura 2.11 Topologias de LANs – Ring. 3

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CABEA ENTO ESTRUTURADO: DA TEORIA À PRÁTICA
50

Na topologia em anel ( oken Ring – IBM), percebe-se que os omputadores estão


ligados de forma serial, sendo que a mensagem (inseridas nu m Token) passa de
computador em comput ador, até voltar ao computador de src m, Não há colisão,
mas conforme o númer o de computadores, o tempo para se anhar a permissão
para a transmissão pode se elevar.

Figura 2.12 Topologias de LANs – Árvore.3

Na topologia em árvore, derivada da topologia em estrela, vai s interligando novos


“ramos” ou segmentos à rede original. Deve ser controlada a ext ensão da rede, pois
pode aumentar a chan e de colisões quando da transmissão de mensagens em
broadcasting (uma mens agem para todos os computadores da r de).

Existe também a topol


ogia denominada totalmente interligad a (meshed ou full-
meshed) onde um nó o dispositivo da rede se interliga
s osademais.
todo Nesse
caso a topologia repres enta um avanço em termos de segura ça física, mas, por
outro lado, tem um custo elevado de implementação.

Figura 2.13 Topologias full-meshed.3

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2.5 PRODUTOS ETHERNET

Os padrões e tecnologias, que foram discutidas há pouco, ajudam os


administradores de rede definir os produtos específicos que usarão para montarem
as redes Ethernet. A seguir discutimos os produtos fundamentais necessários para a
montagem de uma LAN Ethernet (e, assim, os especialistas de cabeamento
estruturado podem definir a mídia a ser utilizada).

2.5.1 Transceptores

Os transceptores são usados para conectar os nós às várias mídias Ethernet. A


maioria dos computadores e cartões de interface de rede contém um transceptor
10Base-T, 100Base-T, 1000Base-T, ou mais remotamente um 10Base2 ou
equivalente embutido, permitindo serem conectados diretamente a Ethernet, sem
requerer um transceptor externo. Muitos dispositivos Ethernet antigos dispunham de
um conector AUI para permitir ao usuário conectar-se a qualquer mídia via um
transceptor externo. O conector AUI consistia em um conector de 15 pinos D-shell,
fêmea do lado do computador, macho no lado do transceptor. Cabos coaxiais
grossos – Thickwire - (10Base5) também usavam transceptores para permitir as
conexões.

Figura 2.14 Conector AUI.5

Para redes Fast Ethernet, uma interface chamada de MII (Media Independent
Interface) foi desenvolvida para oferecer um modo flexível para suportar conexões a
100 Mbps. O MII é um modo popular para se conectar links 100Base-FX aos
dispositivos de Fast Ethernet baseados no cabo de fios de cobre. A Giga Ethernet
utiliza um conector chamado de GMII para essa mesma finalidade de
interfaceamento.

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2.5.2 Cartões de Interface de rede

São usados cartões de interface de rede, geralmente chamados de NICs, para


conectar um PC a uma rede. O NIC (Network Interface Card) provê uma conexão
física entre o cabo de rede e o barramento interno do computador. Computadores
diferentes têm arquiteturas de barramento diferentes; Slots principais de barramento
(bus) PCI geralmente são encontradas em PCs 486/Pentium e computadores mais
recentes, enquanto slots de expansão ISA geralmente são achados em PCs 386 e
computadores mais antigos. Os NICs são fabricados em três variedades básicas: 8-
bit, 16-bit e 32-bit. Quanto maior o número de bits que podem ser transferidos ao
NIC, mais rápido o NIC pode transferir dados ao cabo de rede.

Muitos adaptadores NIC obedecem a especificações Plug and Play. Nesses


sistemas, os NICs são configurados automaticamente sem intervenção de usuário,
enquanto em sistemas não Plug and Play, a configuração é manualmente executada
por um programa de configuração e/ou por chaves DIP (chave programada
manualmente).

Os Cartões estão disponíveis para suportar quase todos os padrões de interconexão


de redes, inclusive o Fast Ethernet ou dispositivos mais recentes. Os NICs Fast
Ethernet frequentemente suportam 10/100 Mbps, e ajustam-se automaticamente à

velocidade apropriada.
conexão dedicada para Interconexão de redes
um switch permite full-duplex
um NIC operar aéduas
outravezes
opção onde uma
a velocidade
normal. Como explanado, a maioria dos NICs atuais possuem auto-configuração,
ajustando automaticamente a velocidade, modo de transmissão e tipo de conexão
(direta ou cruzada).

2.5.3 Repetidores

Os repetidores são elementos de redes de computadores utilizados para amplificar o


sinal de uma determinada mídia, permitindo a expansão física de um segmento da
rede LAN.

Os repetidores trabalham na camada física (camada 1) do modelo OSI.

2.5.4 Hubs
Hubs são usados para se conectar dois ou mais segmentos Ethernet de qualquer
tipo de mídia. Em projetos maiores, a qualidade do sinal começa a deteriorar quando
os segmentos começam a exceder o seu comprimento máximo. Os Hubs proveem a
amplificação do sinal exigido para permitir um segmento se estender a uma maior
distância.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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Um Hub capta qualquer sinal entrante e repete-o para todas as suas demais portas.
Os hubs Ethernet são necessários numa topologia com a rede 10Base-T. Um Hub
multi-porta de par trançado permite unir vários segmentos ponto-a-ponto em uma
rede. Um terminal do cabo ponto-a-ponto é ligado no Hub e o outro é ligado ao
computador.

Se o Hub é ligado ao backbone, então todos os computadores na ponta dos


segmentos de par trançado podem se comunicar com todos os hosts
(servidores/computadores) conectados a esse backbone. O número e o tipo de Hubs
em qualquer domínio de colisão estão limitados pelas regras da Ethernet. Estas
regras de repetição são discutidas posteriormente com mais detalhes.

Um fato muito importante para observar sobre Hubs é que com eles todos os
usuários de uma rede compartilham a mídia usada na Ethernet. Uma rede de hubs é
denominada de uma “Ethernet compartilhada", significando que todos os membros
da rede compartilhada estão disputando a transmissão de dados sobre uma única
rede (único domínio de colisão). Isso significa que os membros individuais de uma
rede compartilhada adquirirão somente uma porcentagem da largura da banda de
rede disponível. Em outras palavras, na rede Ethernet com Hubs a transmissão é
half-duplex, ou seja, quando uma máquina transmite as outras só podem receber.
Uma única transmissão pode ocorrer em todo o cabeamento dentro de um período

de tempo pré-determinado.
Os hubs trabalham na camada física (camada 1) do modelo OSI, pois eles
simplesmente repassam o sinal elétrico recebido numa porta para todas as outras
portas do hub.

2.5.5 Pontes

As pontes (bridges) conectam segmentos de redes entre si, da mesma tecnologia de


rede ou não. As pontes trabalham na camada 2 do modelo OSI (camada de enlace).

Com o surgimento dos switches, estes foram absorvendo a função das pontes.

2.5.6 Switches

Os switches interligam dispositivos às suas portas, constituindo um segmento com


domínio de colisão independente em cada uma dessas portas. Os switches podem
se interligar a outros switches, constituindo uma topologia em árvore. Os switches
trabalham na camada 2 do modelo OSI.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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2.5.7 Roteadores

Os roteadores conectam redes diferentes entre si. Os roteadores não propagam


pacotes de broadcasting entre redes distintas. Os roteadores trabalham na camada
3 do modelo OSI (camada de rede).

Como veremos a seguir, para melhorar a performance das redes se utilizam na


atualidade de Switches e Roteadores (dispositivos que serão analisados a seguir
com maiores detalhes).

2.6 CRITÉRIOS DE PROJETO DE REDE

As redes Ethernet, Fast Ethernet e padrões superiores, têm regras de projeto que
devem ser seguidas para funcionar corretamente. O número máximo de nós, o
número máximo de repetidores e as máximas distâncias de segmento estão
definidos pelas propriedades dos projetos elétricos e mecânicos de cada tipo de
mídia Ethernet e Fast Ethernet.

Por exemplo, uma rede que usa repetidores, funciona com o sincronismo da
Ethernet. Embora os sinais elétricos nas mídias Ethernet viajem perto da velocidade
de luz, ainda leva um tempo finito para o sinal viajar de uma ponta para outra de

uma grande rede


microssegundos Ethernet. Opara
aproximadamente padrão Ethernet
um sinal alcançarassume que levará 50
seu destino.

A Ethernet 10Base2 está sujeita à regra "5-4-3" de colocação de repetidores: a rede


pode ter só cinco segmentos conectados; pode usar só quatro repetidores; e dos
cinco segmentos, só três podem ter os usuários conectados a eles; os outros dois
devem servir de links de conexão entre repetidores (vide próxima figura). A distância
mínima entre computadores deve ser de 0,5 metros.

Figura 2.15 Regra 5-4-3 Rede Ethernet 10Base2. 3

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CABEA ENTO ESTRUTURADO: DA TEORIA À PRÁTICA
55

Se o projeto da redeiola estas regras de instalação de re petidores, então as


diretrizes do sincronism não serão obtidas e a estação transmi ssora vai reenviar o
pacote. Isso pode con duzir a pacotes perdidos e excessiv retransmissão de
pacotes, os quais pode reduzir o desempenho de rede e pod em criar dificuldade
para aplicações.

O número e tipo de Hub s em qualquer domínio de colisão para a Ethernet 10 Mbps


estão limitados pelas se uintes regras:

Tabela 2.1 Distância e úmero máximo de nós em redes Eth rnet

Tipo de Rede Máximo de nós por Máxima Distância


Segmento por Segmento
10Base-T 2 100m
10Base2 30 185m
10Base5 100 500m
10Base-FL 2 2000m

Figura 2 .16 R egras Re e Ethernet 10BaseT. 3

A seguir temos as distâ ncias características para as combinaç ões destes tipos de
repetidores Fast Ethernet (100BaseT):

Tabela 2.2 Distância m xima por segmento Fast Ethernet

Fast Ethernet Cobre Fibra


Sem Repetidores 100m 412m (full-duplex 2 k )
Um Repetidor Classe I 200m 272m
Um Repetidor Classe I I 200m 272m
Repetidores Classe II 205m 228m

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
56

Quando as condições requererem maiores distâncias ou um aumento no número de


nós/repetidores, então pode ser usado uma ponte, switch ou roteador para conectar
redes múltiplas juntas. Esses dispositivos unem duas ou mais redes independentes,
permitindo restabelecer critérios de projetos de rede.

Switches permitem aos projetistas de rede construir redes de grande porte que
funcionam bem. A redução em custos de pontes e switches também reduz o impacto
de regras de repetidores em projetos de rede.

Cada segmento de rede conectado por um desses dispositivos é chamado de um


domínio de colisão independente na rede como um todo.

Tabela 2.3 Especificações de Cabos e Conectores nas redes padrão Ethernet.

10Base-2 10Base-5 10Base-T 100Base-TX 100Base- 1000Base- 1000Base- 1000Base- 000Base-


FX CX T SX LX
Mídia coaxial 50 coaxial 50 EIA/TIA EIA/TIA 62.5/125 STP EIA/TIA 62.5/50 9 microns
ohms ohms Categoria Categoria 5 microns Categoria microns fibra
(Thinnet) (Thicknet) 3, 4, 5 UTP 2 pares fibra 5 UTP 4 fibra onomodo
RG-58 cabo RG-50 cabo UTP 2 multimodo pares multimodo
coaxial coaxial pares
Compr. 185 m 500 m 100 m 100 m 400 m 25 m 100 m 260m 3-10 km
Máximo
Por
Segmen-
to
Topologia Barramento Barramento Estrela Estrela Ponto a Estrela ou Estrela ou Ponto a Ponto a
ponto ponto a ponto a ponto ponto
ponto ponto
Conector AUI ou BNC AUI ISO 8877 ISO 8877 MT-RJ ou ISO 8877 ISO 8877 SC SC
conector (RJ-45) (RJ-45) conector (RJ-45) (RJ-45)
SC

Observação: atualmente a categoria mínima aceita para o cabo UTP (cabo de par
trançado sem blindagem) é a CAT 5e.

A Fast Ethernet modificou as regras de repetidores, pois nela o tamanho de pacote


mínimo leva menos tempo para ser transmitido do que o padrão Ethernet srcinal. O
comprimento dos links de rede permite um pequeno número de repetidores.

Em redes Fast Ethernet, há duas classes de repetidores. A classe I de repetidores


tem uma latência de 0.7 microssegundos ou menos e são limitados a um repetidor
por rede. A classe II de repetidores tem uma latência de 0.46 microssegundos ou
menos e são limitados a dois repetidores por rede.

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57

2.7 PERDA DE PERFORMANCE NUMA REDE LAN

Quanto mais usuários são acrescentados a uma rede compartilhada ou conforme


novas aplicações que requerem mais dados são adicionadas, o desempenho
deteriora. Isso ocorre porque todos os usuários em uma rede compartilhada são
competidores para usar o barramento Ethernet. Por exemplo, em uma rede Ethernet
de 10 Mbps moderadamente carregada, compartilhada por 30 a 50 usuários, a rede
só sustentará o processamento ao redor de 2,5 Mbps, depois de responder pela
análise de overhead do pacote, tempo entre pacotes e colisões.

Aumentando o número de usuários (e, portanto transmissões de pacotes) cria-se um


alto potencial de colisão. Recordando o que vimos anteriormente, colisões
acontecem quando dois ou mais nós tentam enviar informação ao mesmo tempo.
Quando as placas de redes percebem que uma colisão aconteceu, cada nó aguarda
um tempo aleatório antes de tentar outra transmissão. Com a Ethernet
compartilhada, é maior a probabilidade de aumentos de colisão, quantos mais nós
no domínio de colisão compartilhado da Ethernet forem adicionados. Um dos passos
para aliviar esse problema é segmentar o tráfego com uma ponte ou um switch. Um
switch pode substituir um hub e pode melhorar o desempenho de rede. Por exemplo,
um Switch de vinte e quatro portas Fast Ethernet pode suportar vinte e quatro
segmentos, cada um rodando a 100 Mbps full-duplex. Outra opção é dedicar um ou

mais dessas portas do Switch para um dispositivo de tráfego alto, como um servidor
de arquivo.

Aplicações multimídias e de vídeo exigem até 1.5 Mbps de largura da banda


contínua. Como nós vimos acima, um único usuário raramente pode obter essa
largura da banda, se eles compartilharem uma rede comum de 10 Mbps com 30 a 50
computadores. O vídeo também parecerá falhado ou "robotizado" se a taxa de
dados não for contínua. Então, maior processamento é exigido para suportar essa
aplicação. Para resolver esses problemas os switches e roteadores são utilizados.
Além disso, novos padrões Ethernet são lançados em média a cada 4 anos
(Ethernet, Fast Ethernet, Giga Ethernet, 10Giga Ethernet, etc.) possibilitando o
aumento de desempenho em cada segmento da LAN, reduzindo o impacto das
regras Ethernet do padrão srcinal.

2.8 MELHORANDO A PERFORMANCE DE REDES ETHERNET


Embora os repetidores permitam as LANs se estenderem além de limitações de
distância normais, eles ainda limitam o número de nós que podem ser suportados.

Porém, as pontes (bridges) e switches (comutadores) permitem às LANs crescerem


significativamente em virtude da habilidade desses equipamentos suportarem
segmentos Ethernet full-duplex em cada porta. Adicionalmente, pontes e switches
seletivamente filtram o tráfego de rede, permitindo tráfego apenas de pacotes
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58

necessários em cada segmento - isto aumenta o processamento significativamente,


em cada segmento e na rede como um todo.

Provendo melhor desempenho e mais flexibilidade para topologias de rede, as


pontes e switches (principalmente este último na atualidade) continuarão ganhando
popularidade entre os administradores de rede. Os roteadores, por permitirem a
separação de ambientes de broadcasting, auxiliam na melhora da performance de
uma rede local de computadores.

A seguir comentaremos com maiores detalhes os benefícios da inserção desses


equipamentos para melhoria da performance de uma rede LAN.

2.8.1 Pontes (Bridges)

A função de uma ponte é conectar redes separadas. Pontes conectam tipos de


redes diferentes (como o Ethernet e Fast Ethernet) ou redes do mesmo tipo.

Pontes mapeiam os endereços Ethernet (endereços MAC) dos nós que residem em
cada segmento de rede e permitem somente o tráfego necessário para atravessar a
ponte. Quando um pacote é recebido pela ponte, a ponte determina os segmentos
de destino e de srcem.

Se os segmentos são o mesmo, o pacote é roteado ("filtrado"); se os segmentos


forem diferentes, então o pacote é retransmitido ao segmento correto.

Adicionalmente, pontes não retransmitem pacotes defeituosos ou desalinhados.


Pontes também são chamados dispositivos de armazenamento e retransmissão
("store and forward") porque eles analisam os pacotes Ethernet inteiros antes de
tomar decisões de filtragem ou retransmissão.

A filtragem e a regeneração de pacotes na retransmissão habilitam a tecnologia de


bridging para dividir uma rede em domínios de colisão separados. Isso permite
maiores distâncias e mais repetidores serem usados no projeto completo da rede.

A maioria das pontes é auto-configurável; elas determinam o endereço do usuário


Ethernet no segmento construindo uma tabela com os pacotes que passam pela
rede. Porém, esta capacidade de auto-aprendizagem dramaticamente aumenta o
potencial de loops na rede em redes que têm muitas pontes. Um loop apresenta
informação conflitante sobre em qual segmento um endereço específico fica situado
e força o dispositivo para retransmitir todo o tráfego. O Algoritmo Spanning Tree é
um padrão de software (encontrado na especificação IEEE 802.1d) para descrever
como switches e pontes podem se comunicar para evitar loops de rede.

Na atualidade as Pontes estão sendo substituídas pelos Switches.


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As pontes (Bridges) trabalham na camada 2 do modelo OSI (camada de enlace).

2.8.2 Switch Ethernet

Os switches (comutadores) Ethernet são uma expansão do conceito de bridging


Ethernet. Os switches LAN podem unir quatro, seis, dez ou mais segmentos de
redes, e tem duas arquiteturas básicas: cut-through e store-and-forward. No
passado, switches cut-through eram mais rápidos porque eles examinavam somente
o endereço de destino dos pacotes antes de retransmiti-los para seu segmento de
destino. Por outro lado, um switch store-and-forward aceita e analisa o pacote inteiro
antes de retransmiti-lo para seu destino.

Leva mais tempo para examinar o pacote inteiro, mas permite ao switch detectar
certos erros de pacotes e os impedir de serem propagados pela rede. Hoje, a
velocidade de switches store-and-forward tem se nivelado com os switches cut-
through e assim a diferença entre os dois é mínima. Também, há um número grande
de switches híbridos disponíveis que usa ambas as arquiteturas cut-through e store-
and-forward.

Figura 2.17 Switch Cisco 2950.5

Ambos os switches, cut-through e store-and-forward, separam uma rede em


domínios de colisão independentes, permitindo estender regras de projetos de rede.
Cada um dos segmentos ligados a um switch Ethernet tem uma largura da banda de
100 Mbps full-duplex (ou velocidade maior conforme a tecnologia utilizada)
compartilhados por menos usuários, o que resulta em desempenho melhor (ao invés
de hubs que só permitem uma largura da banda que compartilha um único segmento
Ethernet).
Na atualidade, switches mais novos oferecem links de alta velocidade ( uplink) de
várias tecnologias (FDDI, Fast Ethernet, Giga Ethernet ou ATM). Eles são usados
para ou interligar switches ou para dar maior largura da banda para servidores de
alto tráfego. Uma rede composta de vários switches unidos por uplinks é chamada
de rede de "backbone congestionado".

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Figura 2.18 Exemplo de interligação de Switches.1

Quando acrescentados à rede, os Switches Ethernet proveem várias melhorias nas


redes compartilhadas. Em primeiro lugar, eles possuem a habilidade para dividir
redes em segmentos menores e mais rápidos. Os Switches Ethernet examinam cada
pacote, determinam para onde aquele pacote é destinado e então retransmite
aquele pacote só para as portas para as quais o pacote precisa ir. Switches
modernos podem fazer todas estas tarefas "na velocidade do cabo", quer dizer, sem
demora. Enfatizamos aqui novamente a importância de o cabeamento estruturado
estar projetado de acordo com os equipamentos de comunicação para poder dar
vazão ao tráfego suportado.

Além de decidir quando retransmitir ou quando filtrar o pacote, os Switches Ethernet


também regeneram completamente o pacote Ethernet. Essa regeneração e
resincronização permitem cada porta em um Switch ser tratada como um segmento
de Ethernet completo, capaz de suportar o comprimento total de cabo, juntamente
com todas as restrições de repetidores.

Adicionalmente, pacotes com problemas são identificados através de Switches


Ethernet e imediatamente descartados de qualquer transmissão futura. Essa
atividade de "limpeza" mantém problemas isolados a um único segmento e os
impede de interromper outra atividade de rede. Esse aspecto de comutação
(switching) é extremamente importante em um ambiente de rede, onde falhas de
hardware podem acontecer.

A operação full-duplex dobra a largura da banda em uma ligação, provendo 20 Mbps


para a Ethernet e 200 Mbps para Fast Ethernet e é outro método usado para
aumentar a largura da banda para estações de trabalho dedicadas ou servidores.
Para usar o modo full-duplex, cartões de interface de rede especiais são instalados
no servidor ou na estação de trabalho, e o Switch é programado para suportar a
operação full-duplex. No entanto, a maioria das placas de redes modernas
automaticamente ajusta o modo de operação e velocidade do tráfego de dados,
como mencionado anteriormente.
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61

A implementação da Fast Ethernet ou Giga Ethernet para aumentar o desempenho é


o próximo passo lógico. Podem ser conectados dispositivos de tráfego mais altos a
Switches ou um ao outro por portas Fast Ethernet a 100 Mbps, ou por Giga Ethernet
a 1 Gbps, representando um grande aumento de largura da banda. São projetados
muitos Switches pensando nisso e existem uplinks de Fast Ethernet ou Giga
Ethernet disponíveis para conexão para um servidor de arquivo ou outros Switches.
Eventualmente a Fast Ethernet ou Giga Ethernet pode ser desenvolvida para os
desktops dos usuários equipando todos os computadores com cartões de interface
de rede Fast Ethernet ou Giga Ethernet, usando Switches e repetidores compatíveis.

Na atualidade, existem switches na velocidade de 1 a 10 Gbps utilizados em redes


de alta performance e data center.

Os switches trabalham na camada 2 do modelo OSI (camada de enlace). Eles


analisam o endereço MAC e tomam a decisão para a comutação do frame somente
para as portas envolvidas na comunicação em andamento.

2.8.3 Roteadores

Os roteadores trabalham na camada 3 do modelo OSI (camada de rede). Eles


analisam o campo de endereço de destino (inserido no cabeçalho do pacote ou

datagrama) e decidemda
frame. A velocidade para qualdiminui
rede interface encaminhar o devido
frequentemente pacote aencapsulado no
este tipo de
retransmissão inteligente.

Os roteadores filtram todo o tráfego da rede através de protocolo específico (IP),


realizando a análise do endereço lógico do pacote. Tais filtros levam mais tempo do
que o exercido em um switch ou bridge (ponte), os quais somente verificam o
endereço físico do protocolo Ethernet (camada 2 do modelo OSI). Porém, em redes
mais complexas, a eficiência geral é melhorada usando roteadores.

Os roteadores também dividem redes logicamente, em vez de fisicamente. Um


roteador IP pode dividir uma rede em várias subnets (sub-redes) de forma que só o
tráfego destinado para endereços IP particulares pode passar entre segmentos. As
sub-redes são formadas tomando-se bits emprestados da parte do endereço do
host. Por exemplo, para se formar 8 sub-redes a partir de um endereço IPv4 classe
C, são necessários 3 bits emprestados, pois 2 elevado na 3 totalizam um total de 8
sub-redes.

2.9 FRAME PADRÃO ETHERNET

O tráfego numa rede LAN, utilizando, portanto, o Cabeamento Estruturado, é


realizado pelos switches, na maior parte do tempo.

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62

Vamos estudar com um pouco mais de detalhe este tráfego numa rede LAN padrão
Ethernet, pois conforme visto anteriormente é a mais utilizada na atualidade.

O switch é um equipamento que trabalha na camada 2 do modelo OSI, cuja PDU é


denominada de frame ou quadro. O protocolo padrão Ethernet utiliza endereços
físicos para movimentar dados de uma estação (host) para a outra, ou seja,
movimentar os frames entre as estações.

Estes endereços físicos também são chamados de MAC ADDRESS.

Eles se constituem de um endereço de 48 bits gravados no hardware dos


equipamentos de comunicação padrão Ethernet.

Estes 48 bits são divididos em 06 números hexadecimais.

A primeira parte (03 números hexadecimais) representa o endereço OUI


(Organizational Unique Identifier), designado para cada fabricante de hardware de
rede a nível mundial.

Por exemplo:

00 60 2F são equipamentos fabricados pela Cisco.


A Segunda parte do MAC Address (03 números em hexadecimal) representa o
“número de série” do equipamento daquele determinado fabricante.

Abaixo temos a representação de um endereço físico padrão Ethernet completa:

00 60 2F 3A 07 BC

Este endereço MAC é de um equipamento de comunicação de dados fabricado pela


Cisco (00 60 2F) número de série 3A 07 BC

Portanto, os endereços físicos (MAC ADDRESS) fazem parte da PDU do protocolo


Ethernet, chamada de Frame (ou quadro), que roda na camada de enlace.

Veja na figura a seguir os campos que compõe o frame completo.

PRE SFD DA SA Comp/Tipo Dados PAD FCS

Figura 2.19 Formato do Quadro (Frame) padrão do protocolo Ethernet.1

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63

2.9.1 Descrição dos campos do frame Ethernet

Cada PDU de um determinado protocolo, no caso o Frame do protocolo Ethernet,


possui um cabeçalho, o qual, por sua vez, é composto por vários campos. A seguir
vamos descrever o significado de cada campo do cabeçalho do Frame Ethernet.

PRE (Preâmbulo)

Contendo 7 bytes, o campo PRE é um padrão alternado de uns e zeros. Indica às


estações receptoras a chegada de um quadro, e fornece os meios para sincronizar
os circuitos de recepção das camadas físicas com o feixe de dados entrante.

SFD (Start Frame Delimiter, Delimitador de Início de Quadro)

Contendo 1 byte, o campo SFD é um padrão alternado de uns e zeros, encerrando


com 2 bits de ´uns´ consecutivos. Indica que o próximo bit é o primeiro bit, do
primeiro byte, do endereço de destino.

DA (Destination Address, Endereço de Destino ou MAC de Destino)

Contendo 6 bytes, o campo DA identifica as estações que devem receber o quadro,

da seguinte forma:
• O primeiro bit à esquerda indica se o endereço é individual (indicado por 0), ou
de grupo (indicado por 1).
• O segundo bit à esquerda indica se o DA é administrado globalmente (indicado
por 0), ou localmente (indicado por 1).
• Os valores dos 46 bits restantes são atribuídos exclusivamente para identificar
uma única estação, um grupo definido de estações, ou todas as estações na rede.

SA (Source Address, Endereço Fonte ou MAC de Origem)


Contendo 6 bytes, o campo SA identifica a estação de srcem, ou seja, a estação
que envia o frame. O campo SA é sempre um endereço individual, e o primeiro bit do
primeiro byte é sempre zero (0).

No Wireshark, analisador de protocolos de comunicação, este campo aparece como


exibido na próxima figura:

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Figura 2.20 Dados do endereço MAC coletados no Wireshark.1

Comprimento/Tipo (Length/Type)

Contendo 4 bytes, este campo indica tanto o número de bytes de dados da


subcamada MA-client - contidos no campo de dados do quadro -, como a ID do tipo
de quadro – se o quadro foi montado usando um formato opcional:

• Se o valor do campo Comprimento/Tipo for menor do que 1500, o número de


bytes LLC no campo de dados será igual ao valor do campo Comprimento/Dados.

• Se o valor do campo Comprimento/Dados for maior do que 1536, o quadro será


um quadro do tipo opcional, e o valor do campo identifica o tipo específico do quadro
que está sendo transmitido ou recebido.
Dados.

O campo de dados é uma sequencia de n bytes de qualquer valor, onde n é menor


ou igual a 1500. Se o comprimento do campo de dados for menor do que 46, ele
deve ser estendido adicionando-se um enchimento (pad) suficiente para aumentar o
comprimento do campo de dados para 46 bytes.

PAD.

Enchimento para campo de dados menor de 46 bytes.

FCS (Frame Check Sequence, Sequencia de Verificação de Quadros)

Com 4 bytes, o campo FCS contém um valor com 32 bits correspondentes à


verificação de redundância cíclica (CRC), que é criado pelo emissor e recalculado
pelo receptor para verificar os quadros danificados. A sequencia FCS é gerada pelos
campos DA, SA, Comprimento/Tipo e Dados.

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2.10 INTERCONEXÃO DE REDES

Chamamos de interconexão de redes a interligação entre redes de computadores


distintas, seja nos ambientes de redes LAN, MAN e WAN.

2.10.1 Básico de Interconexão de Redes

Após a década de 1980, as redes de computadores empresariais se tornaram cada


vez mais estratégicas para as organizações. As empresas dependem de aplicações
corporativas como controle de estoque, contas a pagar, correio eletrônico e
administração de banco de dados, como sendo o núcleo das operações
empresariais.

Por isso, a interconexão de redes de computadores tornou-se cada vez mais


importante. Como já citado, a tecnologia Ethernet, com suas evoluções Fast e Giga
Ethernet, é a tecnologia mais popular usada em interconexão no âmbito de redes
locais. Conhecer o funcionamento básico dessa tecnologia é estratégico, pois o
cabeamento estruturado vai servir de estrutura física (camada física do modelo
OSI2) para a estrutura lógica utilizada pela rede padrão Ethernet.

A interconexão de redes não ocorre apenas na rede local. Hoje vivemos um mundo

globalizado
fundamentalepara
conectado. Saber interconectar
a sobrevivência a empresa
da organização. Vamos ao mundo,
abordar via Internet,
alguns conceitosé
básicos da interconexão de redes a seguir.

2.10.1.1 LANs (Redes de Área Locais)

Uma rede é qualquer coleção de computadores independentes que se comunicam,


uns com os outros, sobre uma mídia de rede compartilhada. As LANs normalmente
são redes limitadas a uma pequena área geográfica, como um único edifício ou um
campus de faculdade. As LANs podem ser de pequeno porte, unindo próximo a três
computadores, mas frequentemente centenas de ligação de computadores são
usadas nas LANs, por milhares das pessoas.

O desenvolvimento de protocolos padrão de interconexão de redes e de novas


mídias resultou na expansão mundial das LANs nas organizações, a partir do final
dos anos 1980.

2.10.1.2 WANs (Redes de Longa Distância)

Frequentemente uma rede de longa distância fica situada em múltiplos lugares


físicos. Interconexões de redes de grandes distâncias (Wide Area Networking -
WAN) combinam múltiplas LANs que estão geograficamente separadas. Isso é
realizado conectando as diferentes LANs que usam serviços, tais como linhas
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66

telefônicas arrendadas dedicadas, linhas telefônicas discadas (síncronas e


assíncronas), enlaces satélite, e serviços de rede de pacotes das operadoras de
telecomunicações (Frame Relay, MPLS e, mais recentemente, a Internet).

A interconexão de WANs pode ser tão simples quanto um modem e um servidor de


acesso remoto para empregados discarem para ele, ou pode ser globalmente tão
complexo quanto centenas de escritórios de filiais interligados, usando protocolos de
roteamento especiais e redes privativas virtuais (VPNs) para minimizar a despesa de
enviar dados a longas distâncias.

2.10.1.3 Internet

A Internet é um sistema de redes interligadas que tem extensão em escala mundial e


facilita os serviços de comunicação de dados, tais como login remoto, transferência
de arquivo, correio eletrônico, comércio eletrônico e a World Wide Web.

Com a elevação crescente da demanda por conectividade, a Internet se tornou uma


rodovia expressa de comunicações para milhões de usuários. A Internet foi
restringida inicialmente para o uso do exército e instituições acadêmicas, mas agora
é um canal desenvolvido para qualquer e todas as formas de informação e comércio.
Sites Web da Internet agora proveem recursos pessoais, educacionais, políticos e

econômicos em todo canto do planeta.


É importante destacar a importância do profissional de cabeamento estruturado
conhecer o conjunto de protocolos que é utilizado na Internet, o TCP/IP. O TCP e o
IP são os principais protocolos que permitem a troca de pacotes entre redes
distintas.

2.10.1.4 Intranet

Com os avanços feitos em software baseado em browser para a Internet, muitas


organizações privadas estão implementando intranets. Uma intranet é uma rede
privada que utiliza ferramentas do tipo Internet, mas disponível somente dentro
daquela organização. Para grandes organizações, uma intranet provê um modo de
fácil acesso à informação corporativa para os empregados.

CONCLUSÃO DO CAPITULO

Finalizamos aqui este capítulo, que tem por objetivo a revisão de conceitos da Rede
Local de Computadores (LAN).

Para aprofundar o assunto recomendamos nosso E-book “Introdução às Redes de


computadores” e nosso curso on-line “Fundamentos de Redes de
Computadores” (disponíveis em www.ademarfey.wordpress.com.br). O
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67

profissional de cabeamento estruturado que agrega conhecimento de redes de


computadores está se valorizando junto ao mercado profissional de infraestrutura de
redes.

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CAPÍTULO 3 MEIOS FÍSICOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

INTRODUÇÃO

Este capítulo aborda o estudo dos meios físicos utilizados nos sistemas de
cabeamento estruturado. Além disso, vamos citar os principais conectores utilizados
com esses meios físicos.

3.1 IMPORTÂNCIA DO CABEAMENTO ESTRUTURADO

De uma infraestrutura da rede eficiente depende a continuidade de toda


organização. Estudos afirmam que 70 % de todos os problemas de rede são devido
a problemas técnicos do cabeamento ou de seus componentes.

O Cabeamento é a fundação da rede.

O uso de um cabeamento de baixa qualidade pode gerar:

• Tempo de acesso lento às aplicações;


• PCs travando;
• Problemas intermitentes.

Portanto, nas falhas da rede de comunicação de uma empresa, muitas vezes o


Cabeamento é o culpado!

3.2 CABEAMENTO E A NECESSIDADE PELA VELOCIDADE MAIOR

A necessidade do cabeamento estruturado atualizado tecnologicamente fica


evidente se analisarmos a evolução das redes locais de computadores.

Algumas tecnologias de redes LAN e a velocidade de transmissão suportada:

• 10 Mbps – Ethernet (1983);


• 16 Mbps – Token ring (1984);
• 100 Mbps – FDDI, & Fast Ethernet (1990);
• 155 Mbps – ATM (1995);
• 655 Mbps – ATM (1997);
• 1000 Mbps – Gigabit Ethernet (1998);
• 2.5 Gbps – ATM (1999);
• 10 Gbps – 10G Ethernet (2004).

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69

3.2.1 Porque da necessidade do Cabeamento e velocidades maiores?

Algumas razões para manter o cabeamento atualizado:

• O tamanho das aplicações e a taxa de transferência de dados necessária


estão aumentando;
• As aplicações estão mais complexas e requerem maior largura de banda para
operarem;
• A demanda por performance nas novas aplicações deve fazer o cabeamento
ser capaz de manter-se atendendo as exigências por pelo menos 10 anos.

3.2.2 Taxa de transferência da LAN versus Frequência de operação do Meio


Físico

A velocidade de transmissão (ou taxa de dados) depende diretamente da frequência


de operação (ou largura de banda em termos de faixa de frequência aceita pelo
meio).

Os estudiosos Nyquist (1937) e Shannon (1948) determinaram as fórmulas que


possibilitam calcular a capacidade de transferência de informações num determinado
meio físico:

Nyquist = 2. W. log 2 L bits por segundo


Shannon = W. log 2 (1+ S/N) bits por segundo

Onde: W = largura da banda em Hertz; L = taxa de modulação; S/N = relação


sinal/ruído

Tabela 3.1 Taxa de dados na LAN x Frequência de operação do Meio Físico.1


Sistema LAN Taxa de Dados Frequência de Operação

Token Ring 16Mbps 16MHz

Ethernet 100BaseT 100Mbps 31,25 MHz

ATM 155 155Mbps 38,75MHz

Ethernet 1000BaseT (Gigabit) 1.000 Mbps +/- 65Mhz

Fica evidente, pelo exposto acima, que se novas aplicações exigirem uma taxa de
dados mais elevada os meios físicos deverão possuir uma maior largura de banda.

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70

3.3 MEIO FÍSICO

Meio físico ou meio de transmissão é todo tipo de interligação física (meio guiado ou
meio não guiado) entre dois equipamentos de comunicação.

Exemplos:

• Na rede local, o cabo UTP que interliga o PC ao Switch;


• No circuito de comunicação de dados, o cabeamento da operadora que
interliga os dois modems, um no cliente e outro no ponto de presença (POP)
da operadora.

3.4 FATORES DE TRANSMISSÃO

Segundo Nyquist e Shannon, mantendo todos os outros fatores constantes, quanto


maior for a Largura de Banda (faixa de frequência aceitas pelo meio físico) de um
sinal, maior poderá ser a velocidade de transmissão, porém:

• Os obstáculos à transmissão limitam dramaticamente a distância máxima que


um sinal pode percorrer;
• O número de receptores limita a transmissão pois cada “ligação” à rede
introduz diversos
velocidade níveis de atenuação e distorção, limitando a distância e a
de transmissão.

Figura 3.1 Espectro eletromagnético.1


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71

3.5 CLASSES DE MEIOS DE TRANSMISSÃO

Os meios físicos podem ser divididos em duas classes:

• Meio guiado
Utiliza um condutor físico para transportar sinais do emissor ao receptor.

• Meio não guiados (sem fios)


Usa ondas de rádio em diferentes frequências como o condutor dos sinais.

3.5.1 Meios Não Guiados (Sem Fios)

A transmissão e a recepção são feitas através de antenas:

• Direcional:
o Feixe dirigido;

o O transmissor e o receptor têm que estar alinhados.

• Omnidirecional:
o O sinal é enviado em todas as direções;
o Pode ser recebido por muitas antenas.

3.5.1.1 Exemplos de Meios Não Guiados (Sem Fios)

Existem vários tipos de meios não guiados, tais como:

• Micro-ondas terrestres;
• Micro-ondas de satélites;
• Emissões de rádio;
• Wi-Fi;
• Wi-Max;
• LTE;
• Infravermelho.

3.5.2 Meios de Transmissão Guiados

A transmissão e a recepção são feitas através de um condutor físico.

Fatos históricos:

• O primeiro sistema elétrico de comunicações foi utilizado em Paris no ano de


1794. Foi o chamado Telégrafo Ótico de Claude Chappe.

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72

• O telégrafo elétrico, apresentado por Samuel Morse em 6 de fevereiro de


1833, é constituído por uma Estação transmissora e uma Estação receptora
interligada mediante uma linha constituída por apenas um fio condutor.
• A telefonia incrementou o uso do meio físico composto por 2 fios de cobre
entrelaçados, chamado de par metálico, a partir de 1888.

3.5.2.1 Tipos de Meios de Transmissão Guiados

A capacidade de transmissão depende da distância e da largura de banda aceita


pelo meio físico.

Exemplos de meios de transmissão guiados:

• Cabo de par metálico de cobre;


• Cabo de pares trançados;
• Cabo coaxial;
• Cabo de fibra óptica.

3.5.2.2 Características dos condutores Elétricos de Cobre

O par de fios de cobre, utilizado na telefonia, possui diversas características que vão
determinar o seu alcance e a largura de banda que pode ser utilizada:
• Condutibilidade do material (2ª maior condutividade elétrica entre metais
puros);
• Capacidade de conduzir sinais elétricos ou não (Condutor ou isolante
elétrico);
• Seção dos condutores (bitola);
• Norma americana AWG (American Wire Gauge) determina a seção do fio;
• Quanto maior a seção maior a condutibilidade.

Tabela 3.2 Bitola e área do condutor de cobre padrão AWG. 1

AWG Diâmetro (mm) Área (mm2)

24 0.511 0.205

O par de fios de cobre foi adaptado e utilizado nas redes de computadores locais
(LAN), tal como o par trançado sem blindagem (UTP).

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73

3.5.2.3 Cabo de Par de Cobre

Os cabos de fios de cobre podem ser utilizados com diversas capacidades de


número de pares concentrados no mesmo cabo.
A distribuição interna desses pares possui uma ordem correta para fins de
padronização das instalações.

A seguir representamos a distribuição das cores dos pares do cabo de 25 pares


(telecomunicações).

Tabela 3.3 Código de pares e cores de um cabo de par trançado de 25 pares.1

3.6 MEIOS FÍSICOS GUIADOS US ADOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

São três tipos de meios físicos guiados utilizados em cabeamento estruturado:

• Cabo coaxial;
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74

• Par trançado;
• Fibra óptica.

3.6.1 Cabo coaxial

Possui dois condutores: um fio de cobre interno e a blindagem que circunda a capa
plástica do condutor interno (veja figura a seguir).

o Usado atualmente principalmente para a rede de TV a cabo e distribuição de


vídeo (CATV e CFTV). Usado também em data centers;
o Dificuldade para instalar e realizar a terminação;
o Melhor proteção contra a EMI do que o UTP;
o Também tem maior largura de banda do que o UTP;
o Utiliza normalmente um conector BNC.
Condutor
Condutor externo interno
(malha de blindagem)

Figura 3.2 Componentes do cabo coaxial. 44

3.6.2 Par Trançado (Twisted Pair)

• UTP (não blindado)


Mais comum hoje em dia
100 ohm Ω ± 15%, 24 AWG, cabo de 4 pares
• STP (blindado)
Padrão utilizado pela IBM no cabo Type 1A (Token Ring)
No cabo STP todos os pares do cabo são blindados para proteção contra a
EMI (Interferência Eletromagnética)

Considerações de desempenho:

• A blindagem deve ser contínua;


• Todos componentes devem ser blindados;
• A blindagem deve ser aterrada em ambas as pontas (TIA/EIA-607).

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75

3.6.2.1 Tipos de Cabos de Par Trançado

Figura 3.3 Cabo UTP - Sem blindagem. 14

Figura 3.4 Cabo STP - Com blindagem total (cabo e pares).43

Figura 3.5 Cabo ScTP (F/UTP) - Com blindagem parcial (cabo).14

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3.6.2.2 Características
do cabo UTP

• Cabo de Par Tran çado sem blindagem (UnShielded Twist r Pair– UTP)
• Não tem blindage m. Não é aterrado. Utiliza o conector m dular de 8 vias RJ-
45.
• Dois pares enrola dos em espiral - trançados (sinal e terra)
• Cabos de 4 pare s na LAN e de 25 pares até 100 pares na telefonia e data
center
• Possui desvanta em: ruído Crosstalk (linha cruzada). O trançamento é
utilizado para at nuar os efeitos desse ruído. Quanto aior o número de
tranças por metro , menor o efeito do Crosstalk.

3.6.2.3 Terminação do abo UTP

A conectorização do ca o Par Trançado (Unshielded Twister P ir) é realiza através


do conector RJ45 (RJ45 M acho e Fêmea – CM8V nos padrões T 568A e T568B).

Figura 3.6 Conector RJ45 Macho e sistema T-568B.45

A terminação dos cabo UTPs ao conector RJ-45 pode ser feit a com dois padrões
denominados T568A e 568B. O que difere de um para outro adrão é a inversão
nos fios dos pares das cores principais laranja e verde, perma necendo os demais
pares sem alteração.

Veja a tabela das conex es desses dois padrões a seguir.

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Tabela 3.4 Terminação conector RJ-45 nos padrões T568B e T658A.1

T568B T568A
Via
Cor Sinal Cor Sinal

1 Branco/Laranja TX+ Branco/Verde RX+

2 Laranja TX- Verde RX-

3 Branco/Verde RX+ Branco/Laranja TX+

4 Azul Azul

5 Branco/Azul Branco/Azul

6 Verde RX- Laranja TX-

7 Branco/Marrom Branco/Marrom

8 Marrom Marrom

Os cabos UTP foram evoluindo nas últimas décadas, a partir do final dos anos 1980,
e ganharam uma classificação baseada na categorização desses cabos. Quanto
maior a categoria maior a qualidade do cabo, suportando maior taxa de dados (bits
por segundo), em consequência de possuir uma maior largura de banda (Hertz).

Na atualidade, as instituições de padronização estão discutindo uma nova


categorização de cabos UTP, a CAT 8, que pretende atender qualquer serviço de
dados, voz e vídeo, na LAN, numa distância aparentemente de 50 metros de
distância.

Verifique a tabela de categorização de cabos UTP exibida a seguir.

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3.6.2.4 Categorização do cabo UTP

Como citado, os cabos utilizados numa rede LAN seguem especificações técnicas
relacionadas na tabela que segue.

Tabela 3.5 Categorização cabo UTP. 1


Categoria Frequência Taxa de Utilização
transmissão
Cat 1 <1 MHz Menor que 1 Mbps Telefonia e dados de baixa
velocidade, 56 Kbps
Cat 2 1 MHz até 4 Mbps Arcnet 1,5 Mbps e Token Ring 4
Mbps
Cat 3 16MHz até 10 Mbps 10BaseT, VoIP, Telefonia, ISDN

Cat 4 20MHz até 20 Mbps 10BaseT e 100BaseT4, Token


Ring
Cat 5 100 MHz até 100 Mbps 100Base-T (FastEthernet)

Cat 5e 100 MHz até 1 Gbps 1000Base-T (GigaEthernet)

Cat 6 250 MHz até 1 Gbps Cabos Blindados (Alguns


Modelos)
Cat 6a 500 MHz até 10 Gbps Cabos Blindados

Cat 7 600 MHz até 10 Gbps Cabos Blindados

Cat 7a 1 GHz até 40 Gbps Cabos Blindados

Cat 8 2 GHz até 40 Gbps Em análise para definição

A categorização CAT8 ainda está em discussão pelos órgãos de padronização para


definições quanto a largura de banda, alcance e tipo de cabo a ser usado. Os
valores usados na tabela são de informações preliminares.

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3.6.2.5 Tipos de Cabos UTP Especiais

• Cabo Par Trançado (Twister Pair – TP)


o Capa não propagante de chamas
o Cabos Espaços Plenum – CMP (Cabo de comunicação do tipo
Plenum). FEP (Propileno Etileno Fluorado). Usados em espaços onde
não podem propagar fogo e fumaça (dutos de ar condicionado, por
exemplo).
o Cabos Espaços Riser – CMR (Cabo de comunicação do tipo Riser).
PVC (Cloreto de Polivinila). Usados em espaços como esteiras
verticais, dutos entre andares de um prédio, poços de cabos e shafts,
onde também não podem propagar fogo e fumaça.

• Cabo UTP Blindado (Screned Twisted Pair – ScTP)


o Híbrido do STP
o 100 ohm Ω , 24 AWG, cabo de 4 pares
o Malha de blindagem circunda todos os pares e um fio condutor (dreno)
é provido para o aterramento (bonding)
o Os pares individuais não são blindados
o Precisa-se usar plugs e jacks RJ-45 especiais
o Usado em áreas com altos níveis de EMI

3.6.3 Fibra Óptica

Meio relativamente novo de transmissão, com os seguintes usos:

• Publico – empresas operadoras de telecomunicações (WAN);


• Privado - redes de área local (LAN).

Requer uma fonte de luz (diodo injetor de luz ou um diodo laser). A recuperação do
sinal é feita por um fotodiodo.

É constituído por um núcleo central em “vidro” envolvido por um revestimento. Tudo


isso envolvido por um material protetor (capa externa).

Existem muitos tipos aplicações para a instalação de fibra óptica: fibra óptica
submarina, fibra óptica interna (LAN), fibra óptica externa (para instalação em dutos
ou aérea), etc.

Novas tecnologias em fibra (POL, Passive Optical LAN – por exemplo) estão sendo
desenvolvidas e o profissional de cabeamento estruturado deve se atualizar sobre a
fibra óptica sempre que possível, pois ela tem potencial para se tornar um dos meios

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físicos mais utilizados a rede LAN, ou seja, num futuro proj eto de cabeamento
estruturado.

Figura 3.7 Cabos de fib ra Óptica (Panduit).46

3.6.3.1 Camadas na Fi ra Óptica


Existem 3 camadas con êntricas:

• Capa externa (pr teção externa);


• Revestimento do núcleo (não deixa a luz sair da fibra), em inglês cladding;
• Fibra (meio físico para transportar o sinal luminoso - a luz) , core em inglês.

Figura 3.8 Camadas da fibra óptica.1

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3.6.3.2 Fibra Óptica e seus componentes

Figura 3.9 Componentes da fibra óptica.1

3.6.3.3 Princípio de Funcionamento

Um sinal de luz é injetado na fibra através de transceivers apropriados (diodos led,


diodos laser, ou, mais recentemente, o diodo laser otimizado – VCSEL) e a luz
viaja pela fibra através de sucessivas refrações entre o revestimento ( cladding) e o
9
núcleo da mesma (core).
Segundo o dicionário Houaiss (2009), refração é

mudança da direção de uma onda que se propaga em um determinado


meio ao passar obliquamente para outro meio no qual a velocidade de
propagação é alterada; anáclase [A refração ocorre em diferentes tipos de
onda, embora seja mais comumente associada à luz.]

Figura 3.10 Componentes da fibra óptica.1


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O sinal transmitido na fibra óptica depende do comprimento da onda específico (que


pode ser comparado com a frequência de um sinal eletromagnético).

Alguns comprimentos de onda propagam o sinal com maior facilidade que os outros.
Os comprimentos de onda típicos são:

Multimodo: de 850 a 1300 nm (nanômetro);


Monomodo: de 1310 a 1550 nm.

Na fibra óptica, quanto maior o comprimento da onda menor é a atenuação do sinal


(dB/km).

3.6.3.4 Diâmetro Interno e Externo das fibras

As fibras possuem um diâmetro interno e externo que vão indicar o tipo de utilização
da mesma, de acordo com as qualidades ópticas que elas apresentam.

Figura 3.11 Diâmetros internos e externos de fibras (Valores em mícrons -


µm).19

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3.6.3.5 Cabos de Fibra Óptica

Os diferentes cabos de fibra óptica estão associados com a qualidade do material


utilizado na fabricação do núcleo e do revestimento, e também do tipo de injetor de
luz usado:

• Tipo
o Monomodo (SM) – Laser/VCSEL.
o Multimodo (MM) – LED/VCSEL.
• Fenômenos ópticos
o Reflexão.
o Refração.
o Absorção.
• Fontes de Luz
o Laser.
o VCSEL.
o LED.

3.6.3.6 Vantagens da fibra óptica

A fibra óptica, como meio físico guiado, apresenta várias vantagens:

• Maiores distâncias de transmissão;


• Maiores capacidade de largura de banda (até 75 Tbps – no momento);
• Não afetado pela EMI;
• Sem o crosstalk;
• Material isolante;
• Baixa atenuação;
• Imune à interferência ambiental;
• Alto nível de segurança: (Difícil de “grampear” / Não emite radiação do sinal).

3.6.3.7 Desvantagens da fibra óptica

Porém a fibra óptica também apresenta desvantagens:

• Cara para curtas distâncias;


• Requer instaladores altamente qualificados;
• Fragilidade mecânica;
• Panes causam grandes “paradas” nas comunicações.

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3.6.3.8 Tipos de Fibra Óptica

Basicamente temos 3 tipos de fibra óptica utilizada em telecomunicações:

• Fibra multimodo step-index


Apresenta uma transição brusca entre os índices de refração do núcleo e do
revestimento interno.
• Fibra multimodo graded-index
Apresenta um índice de refração variável e gradual do revestimento interno que
refrata a luz na direção do núcleo da fibra.
• Fibra monomodo
Neste tipo de fibra, a luz é injetada no centro de um condutor (núcleo) com um
diâmetro muito pequeno (3 - 10 µm).

Figura 3.12 Os tipos básicos de fibra óptica.1

Observe que cada tipo de fibra apresentado vai deformar o sinal na sua saída em
maior ou menor grau, acontecendo o mesmo com a atenuação desse sinal (perda de
potência).

Em função dessas características, a fibra monomodo alcança uma maior distância


física em relação às fibras multimodos. A fibra monomodo é então indicada,
normalmente, para uso da operadora de telecomunicações e a multimodo para uso
nas redes locais.

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3.6.3.9 Sinais em Fibra Óptica

Decorrente das características dos 3 tipos de fibra vistos, podemos representar a


transição do sinal óptico ao longo da fibra da seguinte forma:

Figura 3.13 Sinais dos vários tipos de fibra óptica. 1

Na figura, percebemos então que a fibra monomodo é a que sofre menos distorção e
atenuação do sinal, por isso atingindo maiores distâncias.

3.6.3.10 Conectores para fibra

São usados vários conectores na instalação da fibra óptica. Muitos são proprietários.
Exibimos os principais modelos a seguir:

Figura 3.14 Conector para fibra tipo SC (Subscriber Connector).46

Fabricado pela NTT, utilizado principalmente em telecomunicações.

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Figura 3.15 Conector para fibra tipo LC – Lucent Connector. 46

É um conector small form factor (SFF). Fabricado pela Lucent Technologies. Foi
padronizado pela norma FOCIS 10 (Fiber Optic Connector Intermateability
Standards) no padrão EIA/TIA-604-10. Tem boa performance e tem ganho a
preferência dos fabricantes de equipamentos (EIA 942A) , especialmente nas fibras

monomodo.

Figura 3.16 Conector para fibra tipo ST (Straight Tip).46

Fabricante AT&T. Predominantes no fim dos anos 80 e início dos 90, principalmente
em instalações de telecomunicações.

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Figura 3.17 Conector para fibra tipo FC (Ferrule Connector ou Fixed


Connection).46

Fabricado pela NTT usado em conexões SM (monomodo) em Telecomunicações.

Figura 3.18 MGBIC (Mini Gi gabit Interface Convert).18

Conectores usados em switches de LAN Gigabits.

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17
Figura 3.19 MTRJ (Me hanical Transfer).

É um conector SFF u ado apenas em fibras multimodo (M ), com o terminal


parecido com o RJ-45 (Mechanical Transfer Registered Jack). Usado em redes
Ethernet. Criado pela A P, padronizado pela FOCIS 12 na EIA/ IA-604-12.

Figura 3.20 MTP/MPO onector (FOCIS 5).46

O Multi-fibber Push O é um conector Fabricado para cabo fita multi-fibras. O


MTP/MPO é compatíve l com a FOCIS 5 (TIA-604-5) e IEC-61754-7. O conector
MTP/MPO é um tipo de conector de alta densidade e alta perf rmance com marca
registrada da US Conec. O MTP/MTO foi padronizado na EIA/TIA 942A (norma que
trata do cabeamento est ruturado em Data Centers).

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3.6.3.11 Uso dos conectores

• Redes Privativas (empresas)

o Pequenas am édias redes: ST, SC são predominantes.


o Grandes empresas: ST, SC e o LC com rápido cresci ento.
o Data Center: C e MTP/MPO são predominantes (TIA 942-A).

Figura 3.21 Conectore SC e MTP/MPO usados em redes pri ativas.46

• Redes Públicas
provedores de serviço)

o TELECOMUNICAÇÕES: SC e o LC com rápido crescimento.


o TV a Cabo (CATV): FC, SC.

Figura 3.22 Conectore SC e LC usados em redes públicas.4

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3.6.3.12 Categorização da Fibra Óptica (padrão OM1 a OM4 e OS1/OS2)

As fibras ópticas também possuem uma categorização, similar ao que ocorre com o
cabo UTP, indicando a aplicação e taxa de transferência.8

A fibra monomodo recebe as seguintes denominações (OS – Optical Singlemode):

• OS1 (8 a 10/125) suportando de 100 Mbps (2.000 metros) até 100 Gbps
(2.000 metros);
• OS2 (9/125) fibra externa para suportar até 100 Gbps e de 5 a 10 km de
extensão (padrão em desenvolvimento, com baixa atenuação comparado com
o OS1)

A fibra multimodo recebe as seguintes denominações (OM – Optical Monomode):

• OM1 (52,5/125) suportando de 100 Mbps (2.000 metros) até 10 Gbps (33
metros);
• OM2 (50/125) suportando de 100Mbps (2.000 metros) até 10 Gbps (82
metros);
• OM3 (50/125) suportando de 100Mbps (2.000 metros) até 100 Gbps (100
metros);

OM4 (50/125) suportando de 100Mbps (2.000 metros) até 100 Gbps (150
metros).

Como ocorre com qualquer meio físico, quanto maior a velocidade menor a distância
atingida.

Interessante mencionar que a TIA/EIA aprovou a especificação OM4 na TIA-492A


em 2009.

A documentação da IEC que trata do padrão OM4 é o IEC 60793-2-10 e cita a Fibra
OM4 como o tipo A1a.3.

A fibra OM4 suporta redes Ethernet, Fibre Channel, entre outras, para aplicações a
10 Gbps em 550 metros, para backbones comerciais de longa distância e backbones
de campus de comprimento médio.

A fibra OM4 é indicada para melhorar o custo benefício do sistema em VCLSEL de


550 nm (VCSEL é a sigla de Vertical-cavity surface-emitting laser, a qual é uma fonte
luminosa com laser otimizado de baixo custo) em aplicações existentes de 1 Gbps e
10 Gbps e para os futuros sistemas de 40 Gbps e 100 Gbps.

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3.6.3.13 Equipamento para emenda da fibra

Para a realização do trabalho de emenda da fibra óptica (limpeza, alinhamento e


emenda) existem equipamentos especiais para realizar esta atividade (exibido na
próxima figura).

Em ambientes internos de instalação da fibra, estão sendo desenvolvidos


conectores que possibilitarão a emenda/terminação/acoplamento da fibra sem a
emenda por fusão, ou seja, a fibra será emendada mecanicamente.

Figura 3.23 Equipamento para emenda da fibra.7

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3.6.3.14 Rede MAN usando links de fibra

Na topologia abaixo, vemos a aplicação da fibra óptica entre links de conexão entre
switches e nas conexões entre prédios, utilizando um conversor de mídia para
adaptar as fibras monomodo e multimodo.

Figura 3.24 Uso da fibra em uma rede LAN.1


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3.7 DETALHES DE PROJETO COM O CABEAMENTO COM CABO UTP

O cabo UTP é formado por quatro pares trançados de fios metálicos de cobre. Veja
na figura a seguir o cabo UTP categoria Cat 5e.

Figura 3.25 Cabo UTP com seus 4 pares trançados. 1

• Cores do isolamento dos fios


As cores são padronizadas.
Código de cores (USA) baseado em 10 cores.
Combinações de cores para os fios Tip e Ring (cor primária e secundária).
Tip – branco/coloridos em faixas ou bandas (perna “A” do fio).
Ring – cor única (perna “B” do fio).
25 possíveis combinações de pares.
Sistema de cores derivado da telefonia.

• Tranças (Twists)
Cancela a não desejada EMI nos pares.
Diminui o ruído Crosstalk e outros efeitos.
Não destrance mais do que 12 mm de fios em qualquer ponta do cabo.
Existem 2 a 12 ou > tranças por 30,48 cm.

• Bitola dos fios


AWG (americano).
Na faixa de 22-26 AWG.

• Condutor sólido versus flexível


o Sólido:
O sólido tem melhores propriedades elétricas;
Usado no cabeamento horizontal.
o Flexível:
O flexível possui cordoalhas internas (Stranded);
Mais maleável;
Possui 20% mais atenuação devido ao efeito skin (efeito das pontas);
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Normalmente usado nos patch cables;


Algumas redes são instaladas com os condutores flexíveis;
Requerem diferentes conectores;
Blocos Punch-down requerem o condutor sólido.

• Comprimento dos cabos


Atenuação é o problema (perda de potência do sinal).
Deve-se ter cuidado com o Propagation delay (retardo do sinal).
Idem com o Delay skew (variação do retardo).

• Comprimento do cabo vs. comprimento do condutor


A quantidade de tranças fazem os 4 pares terem diferentes comprimentos.

Exemplo: O par 3 do cabo UTP Cat 5e mede 42 metros e o par 1 tem 44 metros.

Tabela 3.6 Comprimentos dos pares de um cabo UTP

Pares Comprimento
Par 1 (1-2) 44 m
Par 2 (3-6) 43,5 m
Par 3 (4-5) 42 m
Par 4 (7-8) 43 m

3.8 BÁSICO DE COMUNICAÇÃO DE D ADOS

O profissional que trabalha com cabeamento estruturado precisa ter um


conhecimento mínimo sobre os fundamentos da comunicação de dados realizada
entre um equipamento transmissor e receptor.

Com essa finalidade vamos estudar em seguida alguns conceitos básicos em


comunicação de dados:

• Largura de banda
o Faixa de frequências usadas para a transmissão de dados.
o
A largura de banda de um meio físico depende da frequência máxima.
menos a mínima frequência aceita pelo mesmo (W= Fmax – Fmin).
o Expressa em Hz.

• Taxa de dados/transmissão
o Máximo de dados transmitidos em um segundo.
o Expressa em bps.
o A taxa de dados depende da largura de banda (Nyquist e Shannon).

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Figura 3.26 Ciclo de um sinal analógico transmitido no meio físico.1

Características principais de um sinal analógico:

• A amplitude determina a voltagem de um sinal num determinado ponto do


ciclo;
• A frequência determina o número de ciclos por segundo do sinal;
• A fase determina a diferença em graus entre o início de duas ondas
eletromagnéticas.

3.8.1 Outras características da comunicação de dados:

• Taxa de transmissão (Bps);


• Modos de transmissão:
o Simplex (transmite só num sentido);
o Half-Duplex (transmite nos dois sentidos, mas não simultaneamente);
o Full-Duplex (transmite nos dois sentidos, simultaneamente).
• Sincronismo:
Sinal usado para sincronizar a transmissão de dados.
• Transmissão serial:
Transmissão dos bits um após o outro no meio.
• Adaptação do sinal digital ao meio físico:
o Modulação (modem analógico);
o Codificação (modem digital ou codec).

3.9 FATORES REDUTORES DA TAXA DE TRANSMISSÃO


Na transmissão de dados, entre um transmissor e receptor (switch até uma estação
final, por exemplo), podem ocorrer problemas que afetam essa transferência de
informação. Alguns dos principais fatores que podem causar problemas são:

o Atenuação do sinal
A perda do sinal que atravessa a mídia. Causada pela resistência encontrada
na passagem do sinal elétrico pelo meio físico. Medida em decibéis (dB).
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o Variação de Impedância do cabo


A impedância é composta por características resistivas, capacitivas e
indutivas de um fio condutor. Medida em Ohms (Ω).
Níveis diferentes de impedância causam reflexão no sinal, ou seja, parte do
sinal ecoa no sentido contrário ao da transmissão.
o Ruído
O ruído é sinal adicional indesejado no meio físico, oriundo de outras fontes
externas, como a EMI (interferência de motores elétricos), a RFI (interferência
de radiofrequências) e a estática.

3.9.1 Atenuação

Perda do sinal ao longo do meio físico, expressa em dB.

Devido a:

o Resistência do conductor;
o Capacitância mutual;
o Perda de retorno.

Figura 3.27 Atenuação do sinal transmitido em um cabo UTP.1

3.9.1.1 O que são os decibéis (dBs)

o Razão logarítmica da potência da saída sobre a potência da entrada de um


canal.

o dB= 10*log (P1/P2) (expresso numa razão entre as potências do sinal, em


watts)
3 dB – equivale a uma variação de 50 % na potência do sinal.

o dB= 20*log (P1/P2) (expresso numa razão entre as voltagens do sinal, em volts)
6 dB – 50 % equivale a uma variação de 50 % na voltagem de saída.

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3.9.1.2 Cálculo de deci éis

O decibel pode ser calc lado através da comparação da potênci ou da tensão entre
dois pontos no sistema:

dB = 10 log10 (W1/ 2)
(relação em watts).

Onde:
• W1 – Potência m dida.
• W2 – Potência de referência.

dB = 20 log10 (V1/V2) (relação em volts).

Onde:
• V1 – Tensão medida.
• V2 – Tensão de r ferência.

Exemplo 1: Entrada de 2 V e saída medida de 1V.

• 20 Log10 (1/2) = 6,05 => 6 dBs equivale a 50% de atenuação no sinal.

Se a medida for ematts, o mesmo ocorre com 3 dBs.


Exemplo 2: Entrada de 2w e saída medida de 1w.

• 10 Log10 (1/2) = ,01 => 3 dBs equivale a 50% de atenuação no sinal.

Se a medida for em olts, o mesmo ocorre com 6 dBs.

Figura 3.28 Atenuação do sinal em cabos UTPs em fu nção d frequência.16

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
98

3.9.2 Ruído

Sinal indesejável no meio físico, normalmente causado por:

• Resistência desbalanceada;
• Capacitância desbalanceada;
• Crosstalk (sinal transmitido num par afeta o par vizinho);
• Requerimentos do trançamento dos pares (Twist.

1
Figura 3.29 Ruído crosstalk no cabo UTP entre um PC e um Hub.
CONCLUSÃO DO CAPITULO

Concluímos aqui este capítulo que trata sobre os meios físicos utilizados em
cabeamento estruturado.

Devido ao dinamismo da área de cabeamento, é importante manter-se atualizado


sobre novos produtos lançados no mercado e suas características técnicas.

Para conhecer melhor os conceitos apresentados de Telecomunicações e de


Comunicação de Dados recomendamos nosso curso on-line de Fundamentos de
Telecomunicações e Comunicação de Dados.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
99

CAPÍTULO 4 NORMAS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

INTRODUÇÃO

O cabeamento estruturado surgiu da necessidade de padronização de instalações


de telecomunicações em prédios comerciais, principalmente motivado pelo
surgimento das redes locais de computadores, no final da década de 1980 do século
passado.

As normas do cabeamento estruturado tiveram papel importante por recomendarem


aspectos técnicos visando a padronização dos projetos, instalações e testes de
certificação do cabeamento estruturado.

Este capítulo é uma introdução às normas utilizadas no cabeamento estruturado.

4.1 HISTÓRICO

No inicio dos anos 1980, os prédios comerciais possuíam cabeamento distintos para
cada serviço oferecido como:

• Voz;

Dados;
• Sistemas de controle (TV, alarme, automação, som, incêndio, ar
condicionado, iluminação);
• Energia;
• Interfone.

Para cada serviço normalmente havia uma padronização proprietária de cabeamento


e equipamentos de interconexão.

Isso se tornava um problema à medida que os dutos destinados aos cabos de


telecomunicações não davam conta de atender a demanda de espaço para essas
diversas tecnologias.

Cada nova instalação exigia uma nova solução para a infraestrutura de passagem
dos cabos, ocasionado obras internas, alteração de layout e fachada interna das
salas.

Podemos então comparar os aspectos das instalações de telecomunicações do


passado (sem padrão) e da atualidade (com o padrão em cabeamento estruturado):

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
100

Passado
• Origem dos componentes individuais de interconexão eram proprietários:
o IBM Token Ring; Arcnet; Ethernet.
• Direcionado para aplicações:
o Sistemas de redes locais;
o Sistema telefônico;

o Alarme.
• Instalações mutuamente incompatíveis.
•Normalmente difícil de expandir ou mudar o local de uma instalação.

Hoje
• Aplicação / Serviços amigáveis:
o Engenharia de Aplicações de Comunicação de Dados;
o Engenharia de Serviços de Telecomunicações;
oConvergência de serviços de Comunicação de Dados e
Telecomunicações: VoIP (Voice over IP), por exemplo;
o Sistemas de cabeamento estruturado.
• Fácil de projetar.
• Componentes individuais de interconexão compatíveis e com menor custo,
com vários fabricantes fornecedores;
• Instalação mais rápida;

Maior custo/benefício.

Figura 4.1 Visão geral de um Sistema de Cabeamento Estruturado numa LAN.1

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
101

4.2 MOTIVAÇÕES PARA A PADRONIZAÇÃO

Diante do panorama citado anteriormente, surgiram vários fatores que motivaram a


criação de normas de padronização de instalações de cabeamento em
telecomunicações:

1. Mudança rápida de tecnologia: computadores mais velozes, serviços


integrados de voz, vídeo e dados, redes locais de alta velocidade;
2. Infraestrutura de telefonia privada inadequada para novas tecnologias;
3. Rápida saturação de dutos, canaletas e outros suportes de cabeamento;
4. Inflexibilidade para mudanças;
5. Cabeamento não reaproveitável com novas tecnologias;
6. Tecnologias de cabeamento e conexões proprietárias;
7. Suporte técnico dependente de fabricantes;
8. Aumento de custo.

4.3 O QUE É UM PADRÃO?

Termo principalmente usado em dois sentidos:

• É um acordo desenvolvido por várias partes com a intenção de que todas as

partes
• É umo produto
cumpram;ou serviço com uma quota de mercado significativa.

Há muitas definições. A maioria tenta especificar o primeiro tipo de padrão (ou seja,
o acordo).

As definições dependem de quem está perguntando, por exemplo.

Entidades formais de padronização: Um padrão é “um documento estabelecido


em consenso e aprovado por uma entidade reconhecida, a qual provê, para uso
comum e repetido, regras, orientações ou características para atividades ou seus
resultados, visando a obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto”
(ISO/IEC).

4.4 DEFINIÇÕES DO CABEAMENTO ESTRUTURADO

Outras definições mais “práticas”:

• Um conjunto de opções para projeto e instalação adequada de cabeamento


de uma rede;
• Um conjunto de cabos e produtos de conectividade que integra serviços como
voz, dados, vídeo e outros sistemas de administração de edifício, tais como

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102

alarmes, sistemas de segurança, sistemas de energia e de controle de


ambientes. Deve possibilitar encaminhamentos de dados e voz entre
quaisquer pontos da rede.

4.5 NOMENCLATURA USADA NO SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO

Conforme a norma, poderemos ter nomenclatura diferente para nomear a mesma


parte de um sistema de Cabeamento Estruturado.

Por exemplo, o cabeamento horizontal pode ser chamado por Horizontal wiring;
Horizontal distribution ou cabeamento secundário.

Por sua vez o Cabeamento Vertical pode ser chamado de Backbone wiring;
Backbone distribution ou cabeamento principal.

Por outro lado, a sala de telecomunicações pode ser chamada de armário de


telecomunicações (AT); Telecommunications close (TC) ou
telecommunications room (TR).

Por isso, torna-se importante o conhecimento das partes funcionais do sistema de


cabeamento estruturado (subsistemas) e a nomenclatura adotada pelas principais

normas.
Nas figuras a seguir procuramos representar os principais subsistemas utilizados
num sistema de cabeamento estruturado, que, revisando, são:

• Entrada de Facilidade;
• Sala de Equipamentos;
• Cabeamento Vertical;
• Sala de Telecomunicações;
• Cabeamento Horizontal;
• Área de Trabalho;
• Administração (do sistema de Cabeamento Estruturado).

Veja em seguida estes subsistemas.

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Figura 4.2 Sistema de Cabeamento Estruturado e seus Subsistemas.1

Figura 4.3 Sistema de Cabeamento Estruturado – Subsistemas.1

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
104

Na figura anterior, a distribuição do backbone corresponde ao cabeamento


vertical, a distribuição horizontal corresponde ao cabeamento horizontal. A
conexão cruzada horizontal está localizada na sala de telecomunicações e a
conexão cruzada principal/intermediária está localizada na sala de
equipamentos.

4.6 V ANTAGENS C ABEAMENTO ESTRUTURADO

Muitas são as vantagens do cabeamento estruturado sobre uma instalação não


estruturada:

• Aumenta o tempo de vida de projetos de cabeamento;


• Aumenta a consistência da rede;
• Melhora o processo de aquisição de cabos;
• Simplifica a retirada de defeitos;
• Facilita pontos adicionais, movimentações e mudanças;
• Suporta hardware de vários fabricantes;
• Suporta aplicações atuais e futuras;
• Dá suporte integrado a tráfego multimídia atual e futuro.

4.7 OBJETIVOS DOS PADRÕES EM C ABEAMENTO ESTRUTURADO

Os principais objetivos pelas normas em cabeamento estruturado são:

• Estabelecer critérios para ordenar e estruturar o cabeamento dentro das


empresas (espaços e caminhos);
• Implementar padrão genérico de cabeamento e equipamentos de conexão a
ser seguido por diferentes fornecedores;
• Estruturar um sistema de cabeamento intra e interpredial com produtos de
fornecedores distintos;
• Definir um conjunto de testes padrões em cabeamento para assegurar a
qualidade da instalação e o seu uso por pelo menos 10 anos.

4.8 ORGANIZAÇÕES DE P ADRONIZAÇÃO

Nós dividimos didaticamente as normas sobre cabeamento estruturado em três (3)


grupos de organizações de padronização. Todos são importantes e o profissional de
cabeamento estruturado deve conhecê-los:

Americanas:
• ANSI American National Standards Institute;
• EIA Electronic Industries Association;
• TIA Telecommunications Industries Association.
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Internacionais:
• ISO International Organization for Standardization;
• CSA Canadian Standards Association;
• CENELEC European Commitee for Eletrotechnical;
• IEC International Electrotechnical Comission.

Brasileira:
• ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Outras entidades de padronização:


• IEEE Institute of Electrical and Electronics Engineers (cuida dos padrões de
rede local de computadores – LAN);
• ITU-T International Telecommunications Union – Technical Standards Sector
(cuida dos padrões de telecomunicações e redes de computadores em nível
mundial).

4.9 AS NORMAS TÉCNICAS DO BR ASIL

A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é a entidade no Brasil que


regulamenta as normas técnicas em várias áreas de conhecimento, incluindo o setor
de instalações elétricas e o setor do Cabeamento Estruturado.

4.10 NORMAS APLICÁVEIS P ARA CABEAMENTO ESTRUTURADO

O Cabeamento Estruturado deve atender a determinados requisitos para o seu


perfeito funcionamento.

Os organismos de padronização propuseram normas e procedimentos, sob o ponto


de vista da instalação, avaliação de desempenho e soluções de problemas, para a
integração do cabeamento de redes, de telecomunicações e de controle, para prover
diversos serviços das áreas citadas.

Para isso, foram criadas várias Normas, por diversas instituições de padronização,
dentre elas: ANSI/EIA/TIA, ISO/IEC e NBR. A ANSI/EIA/TIA é de srcem americana,
a ISO/IEC é europeia e a NBR é brasileira (ABNT).

Quando o cabeamento chegou ao Brasil adotou-se, em larga escala, as Normas


americanas, as quais ainda são bem aceitas. Porém, a NBR-14565 foi colocada à
disposição do público, passando a ser a principal referência em nosso País.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
106

4.11 AS PRINCIPAIS NORMAS SÃO EDITADAS PELA EI A/TIA

Historicamente, A EIA/TIA foram as principais entidades de normatização no


cabeamento estruturado.

• A EIA/TIA editaram as primeiras normas em cabeamento estruturado e


continuam a fazê-lo.
• A EIA/TIA edita os TSB (Technical Systems Boletim), que fazem ajustes nas
normas.
• Revisões de 5 em 5 anos.
• Servem de referência para as normas dos demais países (ABNT, por
exemplo).
• É comum se usar a nomenclatura dos três órgãos de padronização
ANSI/EIA/TIA.
• Atualmente a ISO tem definido alguns dos padrões de categorização.

4.12 HISTÓRICO DAS NORMAS

Apresentamos, cronologicamente, um resumo das normas lançadas para o


cabeamento estruturado. Depois vamos discutir cada uma das principais normas
individualmente:

• 568-A (1991 e revisão A em 1994) Norma que define o Sistema de


Cabeamento Genérico e área de trabalho de Telecomunicações para Edifícios
Comerciais;
• 569 1995 – Norma provê as especificações gerais do projeto, espaços e
direção (Infraestrutura, canaletas, bandejas, eletrodutos, calhas) para todas
as instalações do prédio relacionadas aos sistemas de cabeamento de
telecomunicações e componentes;
• ANSI/EIA 310-D - 1992 - Esta norma trata exclusivamente da normatização
dos racks, painéis e periféricos utilizados internamente em um cabeamento
estruturado;
• 606A ANSI / EIA / TIA – 1994 - Norma para a administração da infraestrutura
de telecomunicações em edifícios comerciais;

607A ANSI – Jde


em ambientes – STD – 1995 - Especificação Técnica de aterramento elétrico
telecomunicações;
• 570 B ANSI/TIA – 1998 - Especificação para Cabeamento Estruturado em
residências;
• NBR 14565 – 2000 - Norma Brasileira (procedimento básico para elaboração
de projetos de cabeamento estruturado de telecomunicações para rede
interna estruturada em edifícios comerciais). Em 2007 foi editada a 1a versão.
Em 2012, a 2ª versão foi editada. Em 2013, a 3ª versão foi lançada;
• NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão;
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• TSB 67 TIA/EIA – 1995 - Norma que padroniza as especificações de


performance de transmissão para testes em campo para os Sistemas de
Cabeamento via cabos UTP;
• Norma IEC 617-10- Símbolos gráficos que foram desenvolvidos para
representar as funções de equipamentos que operam em transmissão de
telecomunicações (sinais analógicos). 1983;
• Norma TIA/EIA 587 - Símbolos gráficos de fibra óptica para representar
sistemas e as configurações de testes;
• TIA/EIA TSB 72 – Cabeamento centralizado de fibra óptica;
• TIA/EIA TSB 75 – Práticas adicionais para o Cabeamento Horizontal em
escritórios abertos;
• TIA/EIA TSB 95 – Guia adicional para especificações de performance de
transmissão para Cabeamento de cabos de 4 Pares de 100 Ohms Categoria
5;
• TIA/EIA 568-A – Norma de Cabeamento em Prédios Comerciais – 1995;
• ANSI/TIA/EIA 568-A-1 – Especificações de Propagation Delay e Delay Skew
em cabos de 4 Pares de 100 Ohms;
• ANSI/TIA/EIA-568-A-2 – Correções e adições para a TIA/EIA-568-A;
• ANSI/TIA/EIA-568-A-3 – Especificações técnicas para Cabos Híbridos;
• ANSI/TIA/EIA-568-A-4 – Método de teste NEXT Loss para Cordões de
produção modular e requerimentos para Cabeamento UTP;

ANSI/TIA/EIA-568-A-5 – Especificações para performance de transmissão
para Cabeamento de cabos de 4 Pares de 100 Ohms Categoria 5e;
• ANSI/TIA/EIA 568-B 1º. Sem. 2002 (substituiu a 568-A) Requerimentos
Gerais do Cabeamento Estruturado;
• ANSI/TIA/EIA-568-B.2 - Componentes UTP do Cabeamento Estruturado;
• ANSI/TIA/EIA-568-B.2-1 - Componentes UTP da Categoria 6;
• ANSI/TIA/EIA-568-B.3 - Componentes Ópticos do CE;
• ANSI/TIA/EIA-854 - 1000Base-TX sobre UTP Cat.6;
• TIA/EIA/IS-729 – Especificações técnicas para cabos de 100 Ohms.

4.13 PRINCIPAIS NORMAS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

Apresentaremos nesta seção as principais normas disponibilizadas até o presente


momento na área de Cabeamento Estruturado, segundo a nossa concepção.
4.13.1 EIA/TIA-568

Em junho de 1991, a associação EIA/TIA (Electronic Industries Association


Telecommunications Industry Association) propôs a primeira versão de uma norma
de padronização de fios e cabos para telecomunicações em prédios comerciais,
denominada de EIA/TIA-568 cujo objetivo básico era:

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
108

• Estabelecer um padrão genérico de cabeamento de telecomunicações a ser


seguido por diferentes fornecedores;
• Habilitar o planejamento e instalação de um sistema de cabeamento
estruturado para edifícios comerciais;
• Estabelecer critérios técnicos de desempenho para sistemas distintos de
cabeamento.

A EIA/TIA-568 foi a primeira norma lançada para o Cabeamento Estruturado em


edifícios comerciais. Além do objetivo principal de definir o cabeamento genérico de
telecomunicações para edifícios comerciais, ela inclui definições do meio físico e
definições dos pontos de trabalho.

A norma srcinal chamava-se ANSI/TIA/EIA 568 em 1991. Essa norma passou por
diversas revisões. A primeira em 1995, onde passou a se chamar ANSI/TIA/EIA 568
A e a segunda em 2001, onde passou a ter o nome 568 B. Em 2008, foi editada a
568 C.

A 568-A sofreu os seguintes adendos:

• ANSI/TIA/EIA 568-A-1 Adendo n.1 à TIA/EIA 568-A de 1997. Especificação


dos testes de Propagation Delay e Delay Skew para cabos UTP de 4 pares de
100 ohms;

ANSI/TIA/EIA-568-A-2 – Correções e adições à TIA/EIA-568-A;
• ANSI/TIA/EIA-568-A-3 – Especificações de desempenho para cabos híbridos;
• ANSI/TIA/EIA-568-A-4 – Métodos e requisitos para a produção de cordões de
testes modulares para teste de Perda de potência e do Next para cabeamento
UTP;
• ANSI/TIA/EIA-568-A-5 – Especificação de desempenho para a Transmissão
em cabeamento com 4 pares de 100 Ohms Categoria 5e.

A norma 568-A influenciou na edição da ISO-11801. Esta última é base da norma


brasileira de Cabeamento Estruturado (ABNT 14565-2007).

É a norma que especifica um sistema de cabeamento de telecomunicações genérico


para edifícios comerciais que deve suportar produtos diversos de variados
fornecedores. Também fornece informações que podem ser usadas para projetos de
produtos de telecomunicações para as instalações.

O propósito desta norma é fornecer um padrão para o projeto e a instalação de


sistemas de cabeamento de telecomunicações que ofereça uma ótima relação custo
/ benefício seja na construção do empreendimento como nas mudanças que este
receberá com o passar do tempo.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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A norma especifica os requisitos mínimos para um cabeamento de


telecomunicações dentro de um edifício e também entre edifícios em um campus,
sendo que este cabeamento deve suportar um grande numero de aplicações (voz,
dados, texto, vídeo, imagens, etc.) em locais com uma extensão desde 3.000 metros
até 1.000.000 de metros quadrados de área, com uma população de até 50.000
usuários.

Essa norma classifica como principais componentes da estrutura de instalação de


um sistema de cabeamento estruturado:

• Facilidade de entrada (Entrance facility);


• Conexão cruzada principal (Main cross-connect);
• Distribuição do backbone (Backbone distribution);
• Conexão cruzada horizontal (Horizontal cross-connect);
• Distribuição horizontal (Horizontal distribution);
• Área de trabalho (Work area).

• Nota: a Conexão cruzada principal (Main cross-connect) está situada na sala de


equipamentos e a Conexão cruzada horizontal (Horizontal cross-connect) na sala
de telecomunicações.

4.13.1.1 Facilidade de entrada (Entrance facility)


A facilidade de entrada contém os cabos, hardware de conexão, dispositivos de
proteção e outros equipamentos exigidos para o edifício. Os equipamentos no
interior dessa sala podem ser usados para conexões de redes públicas ou privadas.

4.13.1.2 Conexão cruzada principal (Main cross-connect)

A sala de equipamentos (de telecomunicações) pode ter a mesma localização da


conexão cruzada principal. As técnicas de cabeamento que se aplicam às salas de
equipamentos (Equipment room) também se aplicam às salas de telecomunicações
(telecommunications rooms –TR - ou telecommunications close – TC) ou também
chamado de armários de telecomunicações.

O main cross-connect refere-se aos painéis de interconexão existentes num bastidor


que está inserido numa sala de equipamentos.

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Figura 4.4 Main cross-connect (conexão cruzada principal).1

Na figura anterior a conexão cruzada intermediária pode ser utilizada para


interligação entre dois prédios com cabeamento estruturado.

Como já observado, cada um dos grupos de entidades de padronização usa termos


específicos e diferentes para nomear o mesmo subsistema do cabeamento
estruturado. Por exemplo: sala de telecomunicações (TR – TIA/EIA) e armário de
telecomunicações (ABNT NBR 14565:2000).

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111

4.13.1.3 Distribuição do backbone (Backbone distribution)

O backbone faz a interconexão entre salas de telecomunicações, salas de


equipamentos e facilidades de entrada. Os componentes envolvidos na distribuição
do backbone incluem:

• Cabos do backbone;
• Conexões cruzadas intermediárias e principais;
• Terminações mecânicas.

A vida útil do cabo de backbone é de pelo menos 10 anos. O projeto deve prever a
quantidade máxima de cabos suportada pelo backbone no decorrer deste período.

Cabos elétricos posicionados próximos ao backbone são considerados possíveis


fontes de interferência eletromagnética.

O backbone distribution é referenciado também como cabeamento vertical ou


cabeamento de backbone.

4.13.1.3.1 Patch cords ou jumpers para conexões backbone – backbone

Os patchpara
normas cords ou jumpers
garantir o tempopara
de as
vidaconexões do backbone
e a velocidade devem dos
de conexão atender as
demais
componentes utilizados no projeto.

4.13.1.3.2 Topologia

O sistema do backbone de distribuição segue a topologia estrela. Cada conexão


cruzada horizontal em uma sala de telecomunicações (TC) é cabeada a uma
conexão cruzada principal ou intermediária e então, a partir desta última, até uma
outra conexão cruzada principal. Não pode haver mais do que dois níveis
hierárquicos de conexão cruzada. Em geral, uma conexão cruzada pode partir
diretamente da conexão cruzada horizontal e chegar à conexão cruzada principal.

Três ou menos conexões cruzadas podem partir de uma conexão cruzada horizontal
para uma segunda conexão cruzada horizontal.

Sistemas projetados para topologias que não sejam em estrela (barramento ou anel)
podem acomodar-se normalmente na topologia estrela.

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112

4.13.1.3.3 Mídia reconhecida do backbone de distribuição

A mídia reconhecida para o cabeamento do backbone pode ser usada


individualmente ou em combinação. Estas mídias são:

• Cabo UTP de 4 pares 100 ohms;


• Cabo F/UTP de 4 pares 100 ohms;
• Cabo de fibra óptica 50/125 µm e 62.5/125 µm;
• Cabo de fibra óptica monomodo.

O cabo STP-A DE 150 ohms e o cabo coaxial de 50 ohms não são mais
reconhecidos na norma ANSI/EIA/TIA 568-C.

4.13.1.3.4 Crité rio de sele ção de m ídia

A escolha da mídia do backbone de distribuição vai depender das características


das aplicações específicas. Fatores que influenciam nesta escolha:

• A flexibilidade, considerando-se os serviços suportados;


• Os requisitos de vida útil do cabo de backbone;
• O tamanho do local e a população de usuários.

4.13.1.4 Conexão cruzada horizo ntal (Horiz ontal cross-c onnect)

A terminação do cabo horizontal é a função primária da conexão cruzada horizontal


que está localizada em um armário de telecomunicações.

Cabos de todas as mídias que fazem parte do cabeamento horizontal terminam em


hardware de conexão compatível.

O cabo de backbone também termina em hardware compatível.

Similar ao que ocorre com o Main cross-connect, o Horizontal cross-connect


refere-se aos painéis de interconexão existentes num bastidor que está inserido
numa sala de telecomunicações.

Na figura a seguir vamos representar a conexão cruzada horizontal com detalhes do


painel de interconexão.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
113

Figura 4.5 Horizontal cross-connect.1

4.13.1.4.1 Funçõe s da sala de t eleco muni caçõe s


A função primária da sala de telecomunicações (Telecommunications closet) ou
armário de telecomunicações, como também é denominada, é conter terminações
de cabos horizontais de todos os tipos reconhecidos. Tipos de cabos de backbone
reconhecidos também terminam aqui. Conexões cruzadas de terminações
horizontais e terminações de backbone, usando patch cords, permitem flexibilidade
ao estender serviços às saídas dos equipamentos e conectores de
telecomunicações.
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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
114

A conexão cruzada intermediária ou principal para partes do sistema de cabeamento


do backbone também pode ser encontrada no armário de telecomunicações,
separadamente da conexão cruzada horizontal.

4.13.1.4.2 Diret rizes gerai s de proje to

O sistema de distribuição horizontal precisa satisfazer aos requerimentos atuais e


facilitar a manutenção e recolocação do cabeamento. Também se deve considerar
instalações futuras de equipamentos e modificação de serviços. Após a instalação, o
cabeamento horizontal normalmente é menos acessível que outros tipos de
cabeamento. O cabeamento horizontal está sujeito a maior parte da atividade do
edifício, aproximadamente 90%. Considerar a diversidade de possíveis serviços e
aplicações a serem usadas.

Na conexão cruzada horizontal o comprimento máximo dos patch cords e jumpers


usados para conectar o cabo horizontal ao equipamento ou cabo do backbone não
pode exceder 3 m (10').

No rack devemos preferencialmente escolher patch cords de tamanhos variados de


maneira a conseguir uma melhor organização dos mesmos.

Os tamanhos
m; 2,10 m; 2,40dos
m; patch
2,70 mcordas
e 3,00sugeridos
m. são: 30 cm; 60 cm; 1,20 m; 1,50 m; 1,80

É recomendado que os patch cords sejam conectorizados e testados em fábrica de


maneira a garantir o seu perfeito funcionamento para todos os tipos de velocidades.

A norma brasileira para cabeamento estruturado (ABNT NBR 14565:2007) não


especifica um comprimento mínimo para os patch cords, mas determina um
comprimento máximo de 5 m.

4.13.1.4.3 Mídia reconhecida de distribuição horizontal

As mídias recomendadas para uso no cabeamento horizontal são:

• Cabo UTP ou F/UTP de 4 pares 100 ohms;


• Cabo de fibra óptica multimodo 50/125 µm e 62,5/125 µm.

O cabo STP-A de 2 pares 150 ohms não é mais reconhecido na ANSI/EIA/TIA 568-
C. O cabo UTP ou F/UTP CAT 3 de 4 pares pode ser utilizado para voz analógica.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
115

4.13.1.5. Área de trabalho (Work Area)

Os componentes da área de trabalho são todos aqueles compreendidos entre o


outlet (tomada de telecomunicações – TO) e o equipamento de telecomunicações.
No máximo 3m (10') de comprimento de cordões de manobra (cords) são usados na
área de trabalho. Cabos UTP 5e ou superiores são recomendados.

Cada área de trabalho precisa ser equipada com pelo menos duas outlets de
telecomunicações. Uma outlet pode ser associada com voz e a outra com dados. A
primeira outlet será equipada com um cabo UTP 4 pares 100 ohms, categoria 3 ou
superior. A segunda outlet pode ser suportada por uma das seguintes mídias:

• Cabo UTP ou F/UTP de 4 pares 100 ohms, categoria 5e recomendada ou


superior;
• Cabo de fibra óptica multimodo 50/125 µm e 62,5/125 µm.

O cabo STP-A 2 pares 150 ohms não é mais reconhecido na ANSI/EIA/TIA 568-C.

4.13.1.5.1 Compon ente s da área de trab alho

Os componentes da área de trabalho estão fora do alcance da norma. A área de

trabalho
máquinasé decomposta por uma
fax, terminais degrande
dados variedade de equipamentos
e computadores. As áreas decomo telefones,
trabalho são
genericamente consideradas não permanentes e passíveis de mudança,
características que precisam ser levadas em consideração no projeto.

4.13.1.5.2 Tomada de t elec omuni caçõe s (Tel ecomm unica tio ns outl et)

A designação pino/par para cabo UTP 100 MHz é recomendada pela norma TIA/EIA-
568-B.1-2001.28 Essa norma recomenda a adoção da pinagem definida pela T568A
para novas instalações. Para acomodar certos sistemas de cabeamento, a norma
T568B é aceita (a princípio por questões de tradição, pois a T568B é equivalente ao
padrão 258A da AT&T). Por exemplo, a publicação FIPS PUB 174 do governo dos
Estados Unidos reconhece somente a norma T568A para as terminações.

4.13.1.5.3 Cordõe s de manob ra na área de t rabal ho

O sistema de distribuição horizontal assume o comprimento máximo de 3 m (10') de


cordões de manobra (cords). Os cabos e conectores podem estar de acordo ou
exceder os requerimentos dos cordões de manobra. Lembre-se que é a parte do
cabeamento com menor performance que vai determinar a capacidade de
transmissão do link.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
116

4.13.1.5.4 Adaptações especiais na área de trabalho

Se aplicações específicas de adaptações como casadores de impedância são


necessárias, elas precisam estar externas às outlets. Alguns adaptadores
comumente usados são:

• Um cabo especial ou adaptador quando o equipamento conector é diferente


da outlet;
• Adaptadores "Y" permitem que as aplicações utilizem um único cabo;
• Adaptadores de telecomunicações.

4.13.1.5.5 Adaptadores passivos na área de trabalho

Adaptadores passivos são usados quando um tipo de cabo horizontal é diferente do


tipo requerido pelo equipamento adaptador ativo.

É preciso considerar a compatibilidade entre adaptadores e equipamentos. Os


adaptadores podem causar efeitos prejudiciais na performance de transição do
sistema de cabeamento.

4.13.1.6 ANSI/ TIA/E IA – 568B

A norma 568-B recebeu contribuições de 60 organizações, Incluindo fabricantes,


usuários finais e consultores.

Usualmente, rápidas mudanças na tecnologia dirigem as revisões das normas:

o Uso do PC, Aplicações, Internet, Broadband, Fibra Óptica.

A norma 568-B sofreu revisões em 95, 99 e 2001:

• 568-B.1 define requerimentos gerais;


• 568-B.2 foca nos componentes dos sistemas de par trançado balanceados;
• 568-B.3 trata de sistemas e componentes de cabo de fibra óptica.

4.13.1.6.1 Objetivos da ANSI/TIA/EIA – 568B

Definir um padrão para abranger desafios de projeto e implementação de sistemas


de cabeamento estruturado em edifícios comerciais e ambientes de campus.

A maior parte da norma define:

• Tipos de cabeamento, distâncias permitidas e conectores;

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117

• Arquiteturas de sistema de cabeamento;


• Padrões de terminações de cabeamento e características de desempenho;
• Requisitos de instalação do cabeamento;
• Métodos de teste de cabeamento instalado.

A norma TIA/EIA 568B (revisão de 2001) foi o principal padrão do sistema de


cabeamento estruturado, até ser substituída pela TIA/EIA 568C;

O padrão define e descreve a mídia (cabo e conectores), como a mídia é conectada


e interconectada, a performance e os testes para essa mídia.

O padrão especifica:

• Os requisitos mínimos para cabeamento de telecomunicações para um


ambiente comercial;
• Recomenda topologias e distâncias;
• Parâmetros de mídia que determinam performance;
• Conectores e pinos utilizados para assegurar interconectividade.

4.13.1.6.2 EIA/TIA 568-B.1


Discute requisitos gerais;
• Provê informações relativas ao planejamento, instalação e verificação de
sistemas de cabeamento estruturado em edifícios comerciais;
• Estabelece parâmetros de performance para sistemas de cabeamento, tais
como os canais e links permanentes.

4.13.1.6.3 EIA/TIA 568-B.2

• Discute componentes do par trançado balanceado;


• Especifica componentes de cabeamento e requisitos de transmissão para o
sistema de cabeamento;
• Estabelece o tempo de vida útil para o sistema de cabeamento estruturado
como sendo acima de 10 anos.

4.13.1.6.4 EIA/TIA 568-B.3

• Discute componentes de fibra óptica;


• Especifica componentes e requisitos de transmissão para sistemas de
cabeamento com fibra óptica.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
118

4.13.1.6.5 EI A/TI A 5 68- C

Lançada em 2008/2009, a 568-C, que veio a substituir o Padrão 568B, é uma nova
norma dividida em quatro partes:

• 568-C.0: uma nova norma para redes de telecomunicações genéricas nas


dependências do cliente. Este é um documento dirigido ao usuário final;
• 568-C.1: é a revisão da 568-B.1, ou seja, tratará da parte que se refere ao
cabeamento de telecomunicações em edifícios comerciais. Este documento
também será dirigido ao usuário final;
• 568-C.2: trata do cabeamento e componentes para cobre. É um documento
dirigido ao fabricante de sistemas de cabeamento estruturado;
• 568-C.3: trata do cabeamento e componentes para fibra óptica. É um
documento dirigido ao fabricante de sistemas de cabeamento óptico.

O objetivo da 568-C.0 é oferecer diretrizes para o planejamento e instalação de uma


infraestrutura de cabeamento estruturado genérico capaz de suportar um ambiente
de múltiplos fabricantes e aplicações.

A 568-C.0 é a fundação para a infraestrutura de cabeamento de telecomunicações


nas dependências do usuário. Os requisitos adicionais serão detalhados em outros
documentos específicos
apresenta os detalhes para cada
adicionais tipo de ambiente.
para cabeamento Por exemplo,
em edifícios a 568-C.1
comerciais.

4.13.2 ANSI/EIA/TIA 569-A

Norma que prove as especificações do projeto e suporte para as facilidades de


todas as instalações em edifícios comerciais, incluindo os caminhos, componentes e
espaços de telecomunicações. É a norma que define a estrutura propriamente dita
do projeto de Cabeamento Estruturado. Editada em outubro de 1990.

A administração dos caminhos (Patways) e espaços (Spaces) se relaciona


diretamente com as vias (caminhos) e espaços identificados na ANSI /TIA/EIA 569.

Caminhos (Patways) são os componentes de um sistema de telecomunicações que


determinam o caminho do cabeamento de um ponto a outro.
Os espaços são as áreas de um sistema de telecomunicações, onde o equipamento
está situado.

A norma 569 sofreu alterações nas versões A e B.:

• 569 A em 1998;
• 569 B em 2004;
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119

• 569 C em 2012.

Este padrão identifica e aborda seis componentes principais (subsistemas) da


infraestrutura de um edifício:

• Entrada de facilidade do edifício;


• Salas de equipamentos;
• Caminhos do backbone (Cabeamento Vertical);
• Salas de telecomunicações;
• Caminhos do Cabeamento Horizontal;
• Áreas de trabalho.

O conhecimento desses subsistemas é importante no contexto do estudo de


Cabeamento Estruturado.

A norma abrange:

• Especificações da Infraestrutura dos caminhos e espaços para o sistema de


cabeamento estruturado;
• As estruturas dos sistemas de telecomunicações nos edifícios são: Voz,
Dados de Controle Ambiental, Segurança, Áudio, Vídeo, Dispositivos de
Controle e Alarme, etc.;
• Ela cobre dutos, meios de transmissão, espaços e áreas para terminação de
cabos e instalação dos equipamentos;

Além disso, nessa norma presume-se que:

• Ela é limitada aos aspectos de telecomunicações do projeto e construção de


um edifício;
• Os edifícios são dinâmicos;
• Os sistemas de telecomunicação e equipamento, softwares e meios físicos de
comunicação de dados e voz também são dinâmicos;
• Ela influencia o desenho de outros serviços.

4.13.2.1 Pontos definidos pela norma:


Como a norma 569 abrange vários aspectos da infraestrutura considerados como o
suporte físico ao projeto do cabeamento estruturado, ela abrange vários pontos de
passagem de cabeamento e de espaços físicos reservados para essa infraestrutura:

• Sala de equipamentos;
• Conexão entre edifícios;
• Entrada de antenas;
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120

• Entrada de serviços;
• Cabeamento vertical;
• Área de trabalho;
• Sala de Telecomunicações;
• Cabeamento Horizontal;
• Caixas de distribuição;
• Caixas de DG ( Distribuição Geral );


Caixas de passagem;
Localização;
• Interferência Eletromagnética;
• Tamanho da Sala de Equipamentos;
• Condições sobre a Área de Trabalho.

4.13.2.1.1 Facilidade de Entrada

Define uma facilidade de entrada como qualquer local onde os serviços de


telecomunicações entram em um prédio;

As normas recomendam que o local da facilidade de entrada deva estar em uma


área seca, perto das rotas do backbone ou cabeamento vertical.

4.13.2.1.2 Sala de Equipamentos

• A capacidade do Piso deve ser suficiente para aguentar a distribuição e


concentração do peso dos equipamentos instalados;
• O tamanho mínimo recomendado para esta sala é de 14 m2;
• Não deve estar localizada abaixo de um Piso que contém caixa(s) de água;
• Na escolha do local para a instalação da sala de equipamentos, considerar
também: fontes de interferência eletromagnética, vibração, altura da sala,
contaminações, sistemas de irrigação.

4.13.2.1.3 Sala de tele comun icaç ões

• Deve ser tanto fechada como também prática para acesso;



Deve estar localizada na área central do Piso ou andar ao qual irá servir;
• A área que a sala de telecomunicações (TC) ocupa não deve ser
compartilhada por equipamentos elétricos;
• É recomendado que haja pelo menos uma sala de telecomunicações por
Piso;
• Deve haver uma sala de telecomunicações a cada 1000 m 2 de área utilizável;

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121

• O comprimento que o cabo de distribuição horizontal requer para alcançar as


workstations é de no máximo 90 m (que com os 5 m dos 2 patch cords, dá os
100m máximos divulgado nas normas);
• Às vezes é chamada de Armário de telecomunicaçõe s (AT).

4.13.2.1.4 Cabeamento Vertical

Em um ambiente de campus, rotas interedifícios são necessárias na conexão de


edifícios independentes.

A norma ANSI/TIA/EIA-569-A considera opções válidas para estas rotas:

• Via no subsolo;
• Via enterrada;
• Via aérea; e
• Via em túnel.

4.13.2.1.5 Cabeamento horizontal

O cabeamento horizontal é definido como o que provê o cabeamento entre a sala de


telecomunicações (TC) e a área de trabalho.

Os tipos de rotas viáveis na normatização para o cabeamento horizontal são:

• Duto subterrâneo;
• Eletrocalhas sob Piso elevado;
• Conduíte;
• Bandejas de cabo e eletrocalhas;
• Rotas de teto;
• Rotas de perímetro (vias circundando o perímetro do ambiente).

4.13.2.1.6 Área de Trabalho

A área de trabalho é o local onde estão os equipamentos utilizados pelos usuários

do cabeamento
tomadas estruturado. Normalmente,
de telecomunicações nasatender
dispostas para áreas todas
de trabalho teremos
as estações deas várias
trabalho
(dados e voz, no mínimo).

Recomenda-se que tenham rotas diretas independentes, saindo do armário de


telecomunicações para essas áreas.

Necessário considerar o número e tipo de dispositivos a serem conectados.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
122

Se as rotas de telecomunicações estiverem incorporadas à mobília ou partições,


devem concordar com todas as normas elétricas aplicáveis.

4.13.3 EIA 310-D

A norma EIA ANSI/EIA-310-D foi editada em 1992 (EIA ANSI/EIA-310-D Racks,


Panels, and Associated Equipment).

Recebeu uma nova edição em 2005, a Norma 310-E.24

A norma mencionada trata exclusivamente da padronização dos racks (gabinetes),


painéis e periféricos utilizados internamente em um cabeamento estruturado;

Os equipamentos contemplados na norma são: patch panel, guia de cabo, rack


torre, rack fechado, bandeja frontal, bandeja deslizante, parafuso porca gaiola e
switches.

O padrão EIA-310-D afirma que a abertura do rack (a distância entre as barras


verticais de montagem) deve ser de 17,72” (450 milímetros). A medida de 19“ é a
largura total do bastidor.

O
deequipamento
cada uma dasé então
barrasmontado
verticaisusando os furos formados
de montagem. verticalmente
Esses furos ao longo
são agrupados em
conjuntos de três, com cada grupo a ser definido como uma única unidade de rack
(chamada de RU ou U). Cada unidade de rack mede 1,75“ (44,45 milímetros) de
altura, medida verticalmente de centro a centro dos furos.

Figura 4.6 Bastidor padrão de 19” e detalhes da rack unit (RU ou U).1
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123

A altura de um rack pode variar, dependendo dos equipamentos e do porte da


instalação da sala de equipamentos e da sala de telecomunicações.
A norma 310-D se aplica a muitos tipos de instalações fora do escopo do
Cabeamento Estruturado, como sala de equipamentos de auditórios, estúdios de
gravação, etc. Muitos equipamentos industriais pré-montados têm internamente
racks de 19” para suportar a montagem de equipamentos de telecomunicações.

4.13.3.1 Equipamentos

A seguir iremos exibir alguns equipamentos que fazem parte da norma EIA 310-D:

Figura 4.7 Racks de Data Center. 12

Figura 4.8 Rack torre aberto.12

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124

Figura 4.9 Rack fechado. 12

Figura 4.10 Rack de parede. 12

Figura 4.11 Bandeja fixa. 12

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Figura 4.12 Bandeja deslizante. 12

Figura 4.13 Parafuso porca gaiola: fixa os equipamentos ao rack.12

Figura 4.14 Painel de acabamento.12

Figura 4.15 Patch panel.12


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126

Figura 4.16 Organizador de cabos. 12

4.13.4 ANSI/EIA/TIA 606A

Norma que trata da administração da infraestrutura de Telecomunicações em um


sistema de Cabeamento Estruturado em edifícios comerciais, definindo a
documentação e identificação dos componentes pertinentes ao mesmo.

Histórico:

• Editada
Revisãoem
da agosto de 1993;
norma 606 em maio de 2002 (606-A);

Sofreu nova revisão (607 A-1) em 2004, ratificada em 2007 e sofreu um
adendo em 2008;

Em 2012 a 606-B foi editada. 25

4.13.4.1 O conceito da Administração em Cabeamento Estruturado

A administração do sistema de cabeamento são procedimentos criados para a


administração de cabos, hardware de conexão, posições das terminações e
emendas.

- Quando cabos, hardware de conexão, posições das terminações ou qualquer


elemento do sistema de cabeamento é instalado ou alterado, os identificadores,
etiquetas, registros, relatórios e desenhos devem ser criados ou atualizados,
segundo a norma 606.

A administração da infraestrutura de telecomunicações envolve:

• Documentação de cabos, hardware de conexão e terminação, cross-


connects, conduítes, dutos, salas de telecomunicações e outros espaços
destinados ao uso de telecomunicações;

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127

• Sistemas de administração podem ser manuais ou automatizados.


Esta norma é baseada em três fundamentos:

• Identificação;
• Links;
• Registros.

A identificação possibilita que cada componente da infraestrutura de


telecomunicações seja vinculado ao seu registro correspondente, através de uma
etiqueta de identificação propriamente dita.

Os links (ligações) são considerados conexões "lógicas" entre identificadores e


registros bem como vínculos entre um registro e outro.

Os registros contêm informações ou relatórios sobre um componente específico.


Todos os registros contêm as informações exigidas, os links exigidos, informações
adicionais e outros links.

Nos sistemas de telecomunicações devem ser identificados:

• Os cabos;

As terminações;
• Os eletrodutos;
• As eletrocalhas;
• As caixas de passagem;
• Os racks;
• Os painéis de manobra;
• Etc.

Esses componentes devem ser identificados e essas identificações devem ter links
entre elas.

O propósito é ter esses registros em mãos sempre que se fizer necessário promover
uma mudança no ambiente ou fazer uma manutenção no sistema,facilitando e

abreviando o trabalho a ser realizado.


4.13.4.2 Vantagens

• Sistema de comunicação estruturado e organizado.


• Facilita futuras modificações, e consertos necessários.

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4.13.4.3 Sistemas integrados

Os sistemas integrados são aqueles que srcinalmente motivaram a criação das


normas do cabeamento estruturado:

• Aplicações de voz;
• Aplicações de dados;
• Aplicações de imagens;
• Aplicações de segurança;
• Aplicações de áudio;
• Aplicações de alarme;
• Gerenciamento de energia.

4.13.4.4 Classes de Administração

De acordo com o porte da instalação de cabeamento estruturado, a norma 606


dividiu em 4 classes:

• Classe 1;
• Classe 2;
• Classe 3;

Classe 4.

Figura 4.17 Classes de Administração.1

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129

• Classe 1: para sistemas em um único prédio tendo apenas uma Sala de


Equipamentos, sendo que todo o cabeamento das áreas de trabalho vai para
esta sala. Não há cabeamento vertical e o caminho do cabeamento é simples
e intuitivo. Se o proprietário do sistema quer documentação de vias ou rotinas
contra incêndios, deve ser utilizada a administração de Classe 2.
• Classe 2: para os sistemas em um único prédio que é servido por uma Sala
de Equipamentos e uma ou múltiplas Salas de Telecomunicações. A Classe 2
inclui a administração de Cabeamento Vertical, elemento multi-aterramento e
rotinas contra incêndios, assim como todos os itens da classe 1.
• Classe 3: para os sistemas abrangendo vários prédios, conhecido como um
campus. A Classe 3 inclui a administração de edifícios e construção de inter-
cabeamento entre eles, assim como todos os elementos da classe 2. Inclui
também a administração de vias, espaços e elementos fora da planta.
• Classe 4: para os sistemas que abrangem múltiplos campus, conhecido como
um site multi-sistema. A Classe 4 incluí a administração para cada site, bem
como todos os elementos da classe 3. A administração de vias, espaços e
conexões de rede de longa distância (Rede WAN) é recomendada.

4.13.4.5 Identificador

Um identificador serve como uma chave para encontrar a informação gravada dentro
do sistema de administração selecionado.
• Cada identificador é relacionado com um elemento de infraestrutura de
telecomunicações e deve ser único.
• Os identificadores podem ou não possuir códigos que identifiquem posições,
edifícios, salas, etc.

Exemplos de identificador:

3A-C17-005

Terminação na sala A do terceiro andar, coluna C, linha 17, posição 5 no bloco.22

CD43

Conduíte número 43.

1A-B02.

Cabo srcinando no primeiro Piso, espaço de Telecomunicações A, patch panel B,


posição 02.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
130

Tabela 4.1 Identificadores e classes de administração (R= requerido). 26

Classe de Administração
Identificador Descriçãodo identificador
1234
fs Espaçd
oT
eelecomunicações R R R R
Fs-an* Linhkorizontal R R R R
Barra principal de aterramento de
Fs-TMGB RRRR
Telecomunicações
Fs-TGB BarradeaterramentodeTelecomunicações R R R R
Cabo de backbone (cabeamento vertical) do
Fs1/fs 2-n** R R R
edifício

Fs1/fs 2-n.d Backbonedoprédiodefibraóptica R R R

f-FLSn***(h) Localizaçãodebloqueiodechamas R R R

[b1-fs1]/[b2-
Cabo
dbe ackbond
eocampus R R
fs2]-n****
[b1-fs1]/[b2-
Pardobackbonedocampusdefibraóptica R R
fs2]-n.d

B Edifício R R

C Csiatm
eoupus R

4.13.4.6 Etiqueta

O que é?

Etiqueta é um “rótulo, letreiro, adesivo etc. que trazem características e/ou


informações referentes ao objeto onde estão afixados” (HOUAISS, 2009).

• A identificação deve ser efetuada de uma das duas formas: as etiquetas


devem estar seguramente fixadas no elemento a ser administrado ou o
elemento deve ser identificado por si só.
• A norma que regulamenta as etiquetas é a UL 969*. Pode-se utilizar etiquetas
para identificação combinadas com códigos de cores.
• Todas as etiquetas devem ser impressas por um dispositivo mecânico
(equipamentos identificadores ou impressores).
* A UL (Underwiters Laboratories-UL) é um entidade americana que regulamenta as
normas para etiquetas de identificação de equipamentos.

Etiqueta

Existem vários detalhes numa etiqueta e padrões para a sua confecção:

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131

• UL 969 - Sistemas de Marcação e de Etiquetas;


• NBR 10174 - Identificação, localização, impressão e marcação do Código
Nacional de Produtos - Padrão EAN;
• Tipos: policarbonato, poliéster, etiquetas, alumínio;
• Espessura: de 2 mm a 5 mm ou 3 mm a 5 mm;
• Temperatura 40ºc a 80ºc ou 60ºc a 125ºc.

Exemplos:

Figura 4.18 Etiqueta.1

Por outro lado, a norma 606 recomenda como implementar o identificador que irá
constar na etiqueta, conforme visto no exemplo a seguir.

Figura 4.19 Etiqueta e identificador.1

4.13.4.7 Registro

Um registro é um conjunto de informações sobre um elemento específico da


infraestrutura de telecomunicações ou relacionadas ao mesmo. Os registros são os
elementos onde todas as informações dos identificadores estão armazenadas.

4.13.4.8 Relatórios

Os relatórios apresentam as informações provenientes de vários registros da


infraestrutura de telecomunicações. Eles devem ser gerados a partir de um simples

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132

conjunto de registros ou de múltiplos registros interligados entre si, facilitando assim


a administração da infraestrutura de cabeamento.

4.13.4.9 Ordens de serviço

As ordens de serviço documentam as operações necessárias para implementar as


mudanças que afetam a infraestrutura de telecomunicações.

As ordens de serviço não apenas documentam as mudanças a serem efetuadas


pelos instaladores, mas também fornecem as informações necessárias apara as
alterações nos registros apropriados dentro do sistema de administração.

Um sistema de administração apropriado contém e utiliza todos os componentes


acima, que devem ser aplicados aos elementos-chave da infraestrutura de
telecomunicações.

Os elementos-chave da infraestrutura de telecomunicações devem ter


identificadores associados. Dentro da administração do sistema de cabeamento, os
elementos-chave são: cabos, hardware de conexão, posição das terminações,
emendas, dutos e espaços.

4.13.4.10 Relatórios de registro de canal


Um relatório de registro de canal deve conter o código do usuário, as posições de
terminação associadas e os dados dos cabos, estabelecendo a conectividade a
partir da Área de Trabalho até o ponto de conexão no cross-connect principal (MDF).

4.13.4.11 Desenhos

Os desenhos que definem a infraestrutura do sistema de cabeamento devem ser


mantidos em arquivos.

Esses desenhos devem mostrar a localização de todas as terminações do


Cabeamento Horizontal, incluindo as tomadas de telecomunicações e os cabos que
compõem o Cabeamento Horizontal.

Os identificadores de cada cabo e respectiva terminação devem estar contidos nos


desenhos.

O cabeamento vertical também dever receber desenhos correspondentes.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
133

4.13.4.12 Administração de dutos e espaços

Este item descreve a administração de dutos e espaços de acordo com a


especificação da norma ANSI/EIA/TIA 569.

Os dutos são apresentados aqui como elementos que suportam todos os tipos de
cabos e podem consistir de conduítes, esteiras, canaletas, shafts, etc.

Os espaços são especificamente apresentados como lugares que abrigam as


terminações e/ou equipamentos ativos.

4.13.4.13 Etiquetas e codificação por cores

As etiquetas estão divididas em três categorias:


Auto-adesiva;

Inserção;

Outras (Se existerem, serão consideradas como sendo da categoria de
inserção para fins desta norma).28

A etiqueta por inserção é inserida no cabo mecanicamente ou por suporte


adequado.
A escolha do tipo adequado de etiqueta para utilização em ambientes diferentes é
essencial para manter a qualidade da identificação e minimizar o efeito de
degradação da mesma.

4.13.4.14 Codificação por cores

O uso de identificadores coloridos pode simplificar a administração de uma


instalação e também regular o controle dos dois níveis do sistema de cabeamento
vertical. As etiquetas de identificação das duas extremidades de um mesmo cabo ou
de um mesmo duto devem ser da mesma cor.

4.13.4.15 Diferenciação dos campos de terminação por categoria e


desempenho

Quando cabos de diferentes desempenhos de transmissão são utilizados, eles


devem ser terminados em elementos diferentes e devem ter uma etiqueta explicativa
ou códigos de cores.

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134

Um cabo categoria 3 e outro cabo categoria 5e, por exemplo, a partir da mesma área
de trabalho, devem ser terminados em diferentes patch panels, onde cada qual
deverá ter sua própria identificação de desempenho.

4.13.5 ANSI-J-STD-607-A

A ANSI–J–STD-607A é uma norma que trata da especificação técnica de


aterramento elétrico em ambientes de telecomunicações, utilizada em projetos de
Cabeamento Estruturado. Editada em agosto de 1994.
Especifica critérios para planejamento, projeto e instalação de sistemas de
aterramento em telecomunicações.

A 607-A, publicada em outubro de 2002, substituiu a primeira edição da norma


ANSI/EIA/TIA 607.

Em 2012, a norma 607-B foi editada. Em 2013 sofreu a primeira revisão (adendo 1).
É esperado para 2014 um segundo adendo (Fonte: Siemon).

Tem por função padronizar as especificações dos sistemas elétricos pertencentes ao


sistema de aterramento.

Num sistema de cabeamento estruturado temos os diversos aterramentos existentes


nos edifícios interligados para evitar diferenças de potencial entre eles.

O aterramento de um prédio deve servir para a condução de corrente elétrica de


altos potenciais ao terra, evitando dano ao ser humano e ao equipamento. Ou seja,
a norma trata dos aspectos da interligação do aterramento dos sistemas de
telecomunicações (veja a relação dos componentes desse sistema no próximo item)
ao aterramento principal do prédio.

Importante: A ANSI/TIA-607-B não trata do aterramento do edifício, ela cobre


apenas o aterramento de sistemas de telecomunicações. O aterramento do
edifício ou construção comercial ou industrial deve ser entregue a equipes de
engenharia especializada. Um bom sistema de aterramento no prédio pode
resultar no salvamento de vidas e no bom funcionamento dos sistemas de
telecomunicações.

A norma ANSI–J–STD-607 define os elementos componentes do sistema de


aterramento e como devem ser instalados.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
135

4.13.5.1 Ambientes que compõe o sistema de aterramento

Um ambiente de sistema de aterramento lida com vários componentes, a seguir


relacionados:

• Aterramento;
• Aterramento efetivo;
• Aterro;
• Condutor subterrâneo de eletrodo:
o Ao equipamento condutor subterrâneo;
o Ao condutor subterrâneo do circuito no equipamento servidor;
o À fonte de um sistema separado.
• Condutor de interligação do backbone de aterramento para telecomunicações;
• Barramento de aterramento de telecomunicações;
• Barramento de aterramento principal para telecomunicações.

4.13.5.2 Componentes de um sistema de aterramento e proteção

Os principais componentes do sistema de aterramento para equipamentos de


telecomunicações num sistema de cabeamento estruturado são citados abaixo:

Condutor de aterramento de telecomunicações (Bonding Conductor for


Telecommunciations);
• Condutor de interligação do backbone de aterramento para telecomunicações
(Telecommunications Bonding Backbone – TBB);
• Barra principal de aterramento para telecomunicações (Telecommunications
Main Grounding Busbar – TMGB);
• Barra de aterramento para telecomunicações (Telecommunications Grounding
Busbar – TGB).

4.13.5.3 Considerações aplicadas aos componentes de aterramento e proteção

Os componentes do sistema de aterramento e proteção devem ser cuidadosamente


planejados, instalados e identificados, obedecendo a várias recomendações, entre
as quais as que seguem:

 Todos os condutores e conectores referenciados nesta norma devem ser


aprovados por entidades que realizam testes :
 Ex: Underwiters Laboratories-UL ou National Reconized Testing
Laboratory – NRTL.
 Todos os condutores usados para realizar um link com outro sistema de
aterramento e proteção devem ser confeccionados de cobre e ter isolamento;
 O tamanho mínimo do condutor e de 6 AWG;

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
136

 Condutores de interligação de aterramento não devem ser colocados em


conduítes metálicos. Se for necessário, colocar condutores de aterramento e
união em conduítes metálicos que excedam 1 m de comprimento. O condutor
deve ser unido a cada extremidade do conduíte, usando buchas ou
condutores de, no mínimo, 6 AWG.

Oliveiro e Woodward23 definem muito bem a questão da proteção dos equipamentos


de telecomunicações em relação ao aterramento do sistema de telecomunicações:

Cuidado: Quando protegendo um sistema com aterramento


predial, não se esqueça da necessidade da proteção contra
descargas atmosféricas. Componentes da rede telefônica e da
rede local são seguidamente destruídos por raios. (tradução
livre do autor).

4.13.5.4 Etiquetagem

Como já mencionado, a identificação dos componentes do sistema de aterramento e


proteção devem ser devidamente identificados, sendo normalmente as etiquetas
utilizadas para tal fim, conforme pode ser visto nas recomendações a seguir:

 Cada condutor
próximo possíveldeve ser de
do ponto etiquetado, devendo as etiquetas estar o mais
terminação;
 As etiquetas não devem ser metálicas. Os condutores de interligação de
aterramento (chamados também de condutores de vinculação ou de link)
devem ser verdes ou possuir uma marcação de cor verde.

Exemplo:

Figura 4.20 Etiqueta de perigo de componentes elétricos.1

4.13.5.5 Barra principal de Aterramento para Telecomunicações – TMGB

Diversas características são atribuídas ao TMGB, entre as quais:

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
137

 Funciona como uma extensão do eletrodo de aterramento do edifício para a


infraestrutura de telecomunicações;
 Serve também como ponto principal de junção entre as TBBs e os
equipamentos de telecomunicação;
 Deve ser de fácil aceso ao pessoal de serviços;
 Existir pelo menos uma TMGB por edifício;
 O lugar disponível para a TMGB é onde está localizada a entrada de serviços;
 Deve estar o mais perto possível do painel principal de telecomunicações.

4.13.5.6 Características físicas da TMGB

O TMGB é o ponto de fixação central para todos os componentes da infraestrutura


de aterramento do sistema de telecomunicações (Interligação de potenciais ao
terra).27

O TMGB deve ser uma barra de cobre pré-perfurada para inserir os conectores que
serão utilizados.

A TMGB deve ter uma dimensão mínima de 6 mm de espessura por 100 mm de


largura, com um comprimento variável.

Caso seja Caso


platinada. necessário reduzir
não seja a resistência
platinada, deve de
sercontato
limpa éantes
desejável
de seque ela seja
colocar os
condutores;

Exemplo da TMGB:

Figura 4.21 TMGB.1

4.13.5.7 Backbone de Aterramento para Telecomunicações – TBB

O TBB (Telecommunications Bonding Backbone) é um condutor de interligação de


aterramento (interligação de potencial de terra), de 6 AWG ou seção maior, que une

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
138

todos os TGBs com o TMGB, como parte das vias e espaços de telecomunicações
(independente dos cabos).27

 Sua principal função é reduzir e equalizar as diferenças de potencial entre os


sistemas de telecomunicações.

4.13.5.8 Barramento de Aterramento para Telecomunicações – TGB

O TGB (Telecommunications Grounding Busbar) é o ponto de fixação para todos os


sistemas de telecomunicações e equipamentos de telecomunicações em um espaço
específico.27
Os componentes da norma ANSI 607 serão estudados em capítulo específico.

4.13.6 EIA/TIA-570-A

É possível prever que as casas do futuro terão vários computadores, scanners,


utensílios domésticos, impressoras e telefones interligados e compartilhados através
de conexão em banda larga (Internet) com o mundo exterior. Além desses fatores, o
uso da residência como complemento do escritório e o aumento do número de
profissionais que trabalham em casa poderão criar uma demanda de serviços de
telecomunicações de maior capacidade.

Além de aumentar sensivelmente a confiabilidade e performance da instalação, o


cabeamento estruturado ainda torna simples e fáceis as adições, upgrades e
mudanças. Uma casa pré-cabeada, capaz de acomodar tecnologias presentes e
futuras é sinônimo de prevenção à obsolescência técnica e prematura do seu
investimento.

Todos os serviços de telecomunicações oferecidos para as residências (telefonia,


internet, TV cabo/satélite, CATV, CFTV, etc.) podem ser centralizados em um
gabinete e a partir deste ponto os cabos são lançados diretamente às tomadas de
serviços, espalhadas pela residência/escritório. Para que todos os sistemas
funcionem perfeitamente é necessário realizar o planejamento por meio de execução
de um projeto de cabeamento estruturado residencial.

Da mesmae testes
instalação forma de
é aceitação
importantedoasistema
utilização de mão deproposto.
de cabeamento obra qualificada para

A partir dessa situação, criou-se a norma EIA/TIA-570, que tem como propósito
padronizar a estrutura doméstica e comercial de pequeno porte, para suportar voz,
dados, vídeo, multimídia, sistemas de automação residencial, controle de ambiente,
segurança, distribuição de áudio, televisão, sensores, alarmes, ou seja, padronizar o
cabeamento estruturado residencial para que ele possa suportar o uso de tecnologia
avançada em ambientes domésticos.
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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
139

Portanto, a norma EIA/TIA-570-A trata do cabeamento de telecomunicações para


residências.

O conceito principal de um cabeamento estruturado residencial é prover uma


distribuição interna de cabos de alta performance, com o intuito de permitir a
automação, controle e transmissão de sinais, garantindo flexibilidade, longevidade
perante novas tecnologias, conveniência e conforto.

4.13.6.1 Histórico da norma 570

Segue o cronograma simplificado de publicação da norma 570 e adendos:

• EIA/TIA-570 (Junho 1991);


• TIA/EIA-570-A (Outubro 1999);
• TIA/EIA-570-A-1 (Março 2002) adendo A-1;
• TIA/EIA-570-A-2 (Julho 2002) adendo A-2;
• TIA/EIA-570-A-3 (Março 2002) adendo A-3;
• TIA-570-B (Abril 2004);
• TIA-570-B-1 (Junho 2008) adendo B-3;
• TIA-570-C (agosto 2012).

EIA/TIA-570 (Junho 1991)


• Padrão de cabeamento de telecomunicações para residências e pequenas
empresas (substituída pela TIA/EIA-570-A).

TIA/EIA-570-A (Outubro 1999)

• Revisão da norma de infraestrutura de telecomunicações para residências.

TIA/EIA-570-A-1 (Março 2002)

• Especificações e recomendações de segurança para cabeamento residencial.

TIA/EIA-570-A-2 (Julho 2002)

• Adendo da norma que trata de novas tecnologias de cabos para residências


que necessitam serem trocados devido à evolução de tecnologias.

TIA/EIA-570-A-3 (Março 2002)

• Este adendo focaliza basicamente em cabeamento para áudio de alta


qualidade.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
140

TIA-570-B (Abril 2004)

• Nova revisão da norma de cabeamento de telecomunicações para


residências, padronizando novas tecnologias.

TIA-570-B-1 (June 2008)

• Adendo ao padrão de cabeamento de telecomunicações, adicionando a


padronização para cabeamento coaxial para sistemas de televisão, etc.

TIA-570-C (Agosto 2012)

• Última atualização desta norma.

Em 1991, através da norma EIA/TIA-570, foi estabelecido o conceito de sistema de


telecomunicações residencial, como a instalação de tomadas de telecomunicações
em todos os cômodos da casa, para atender as devidas necessidades.

Em 1999, a norma foi atualizada para EIA/TIA-570-A, e foi estabelecido um sistema


de graus para categorizar a instalação residencial:


Grau 1 – de
sistemas Sistema
TV via que atinge
satélite os requisitos
e dados. mínimos,
Utiliza cabo coaxialtais como
ou de par telefone,
trançado
na topologia estrela. Utiliza-se cabos categoria 3, e em casos em que se
pretende realizar um upgrade futuramente, usa-se cabos categoria 5;

• Grau 2 – Sistema que atinge os requisitos básicos, avançados e multimídia. O


grau 2 provém um cabeamento básico, que atingem os requisitos mínimos
para serviços de telecomunicações (telefonia, dados e televisão).

Recomenda-se a utilização de cabos no mínimo categoria 5e. Quanto às mídias que


podem ser utilizadas, a 570 oferece opção entre par trançado, coaxial e fibra óptica,
também na topologia estrela.

Tabela 4.2 Serviços e Grau segundo a EIA/TIA-570-A.1

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
141

A norma de cabeamento em vigor deve ser respeitada, sendo que o padrão de


conexão utilizado deve ser preferencialmente o T568-A, para o conector RJ-45, mas
a 568B também é usada em alguns casos (importante é adotar o mesmo padrão
para todo o cabeamento).

Quanto ao uso da fibra óptica e cabo coaxial, deve ser analisado cada equipamento,
e seguir todos os cuidados e recomendações.

O comprimento dos cabos deverá ser menor ou igual a 90 metros, totalizando 100
metros ao somar os cabos de conexão dos equipamentos. A topologia usada é a
estrela.

A documentação é necessária, devendo conter todos os dados pertinentes, tipos de


cabos e requisitos. Informações gerais, tais como sobre proteção, riscos de
acidentes, aterramento, testes, instalação devem estar contidas na documentação
do projeto.

4.13.6.2 Cabos reconhecidos para uso pela norma 570

Segundo a norma 570, as mídias reconhecidas são:

 UTP 4 pares;
 Fibra Óptica 50/125 m;
 Fibra Óptica 62.5/125 m;
 Fibra Monomodo 9/125 m;
 Cabo Coaxial.

No Brasil não temos ainda uma norma específica para cabeamento estruturado
residencial. A NBR 14565 para cabeamento estruturado em edifícios comerciais
acaba servindo de orientação as instalações de pequeno porte.

A norma 570 é recomendada na implementação em sistemas de automação


residencial tais como:

 Rede local de computadores (LAN);


 Acesso
 Controleàde
internet;
segurança;
 Distribuição de áudio e entretenimento;
 Telefonia.

4.13.6.3 Layout de Instalação baseado na Norma 570

Vamos apresentar alguns diagramas como exemplo de instalações para a norma


570.
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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
142

A figura a seguir representa a instalação de TOs em cada cômodo da casa e a


interligação a uma área central, o dispositivo de distribuição (DD).

Observe que no dispositivo de distribuição se fará as interconexões entre os


equipamentos e cada ramificação para as TOs individuais.

Figura 4.22 Sistema simplificado residencial de cabeamento estruturado.1

Figura 4.23 Esquema do Cabeamento Residencial simplificado.1

A figura acima representa o diagrama esquemático das conexões que poderiam


atender a instalação do cabeamento estruturado na residência da figura anterior.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
143

Figura 4.24 Premissas do Cabeamento Residencial segundo a norma 570.1

Legenda:

DD – Dispositivo de distribuição (Quadro de distribuição)


ADO – Tomada de desconexão auxiliar
TO – Tomada de Telecomunicações (Telecommunication Outlet)
CP – Ponto de demarcação

Já nessa última figura vemos os principais subsistemas do cabeamento estruturado


residencial da norma EIA/TIA 570 (vide legenda).

Figura 4.25 Diâmetro de duto e layout residencial pela norma 570.1

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
144

Na figura anterior temos a infraestrutura necessária para a passagem de cabos para


uma instalação de cabeamento estruturado residencial, através de eletrodutos
embutidos no Piso/parede. Nesse exemplo, o diâmetro dos dutos deve suportar a
demanda de cabos para atendimento das TOs em cada cômodo da casa. O cabo
coaxial, nesse exemplo, pode ser utilizado para televisão a cabo ou circuitos internos
de vídeo monitoração.

4.13.7 Norma ISO/IEC 11801

O padrão internacional ISO/IEC 11801 é o resultado de um grupo de estudo formado


pela ISO e o IEC, que definiu um sistema de cabeamento que pode ser utilizado
como um padrão internacionalmente adotado.

 Iniciada em 1990.
 Publicada em 1995.
 Ela foi desenvolvida com a cooperação de 15 nações: Reino Unido, EUA,
Japão, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Espanha, França,
Alemanha, Holanda, Áustria, Itália e Bélgica.
 O padrão ANSI/TIA/EIA-568 foi usado como base do padrão internacional
ISO/IEC.
 Em 2000 foi publicada a ISO/IEC 11801 2a edição.

Em janeiro
11801 de que
Ed 2.0, 2010, a norma
trata sofreu uma
de cabeamento revisão
genérico de (emenda
cabo UTP2),CAT
a ISO/IEC
7A para
instalações em usuários comerciais. Em junho de 2011 a edição 2.2 foi
editada.

A ISO/IEC 11801 é um padrão de cabeamento estruturado internacional


denominado de Cabeamento Genérico para Instalação do Cliente , especificamente
utilizado em sistemas de cabeamento estruturado para equipamentos de
telecomunicações em prédios comerciais.

A norma ISO/IEC 11801 é equivalente à EIA/TIA 568A, ou seja, os conceitos


existentes na ISO/IEC 11801 são similares aos da ANSI/EIA/TIA 568A, mudando, na
maioria dos casos, somente a terminologia.

Este padrão é apropriado para aplicações em larga escala. Além disso, este padrão
foi criado para utilização dentro de um único edifício ou em múltiplos edifícios
próximos.

Este padrão define:

• Um sistema de cabeamento genérico independente da aplicação e que pode


ser utilizado com componentes de vários fabricantes do mercado;

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
145

• Um esquema de cabos flexível, mais econômico e também mais fácil de modifi


car;
• Um guia de referência para profissionais de engenharia e arquitetura que perm
ite desenvolver projetos, considerando os serviços de telecomunicações que es
sas obras abrigam.

4.13.7.1 Categorias de cabos usados pela ISO 11801

O padrão define diversas classes do cabo de fios trançados de cobre, que diferem
na frequência máxima (largura de banda) para um determinado desempenho de um
canal:

• Classe A - superior a 100 KHz (equivalente à “categoria 1” da EIA/TIA);


• Classe B - superior a 1 MHz (equivalente à “categoria 2” da EIA/TIA);
• Classe C - superior a 16 MHz (equivalente à categoria 3 da EIA/TIA);
• Classe D - superior a 100 MHz (equivalente à categoria 5e da EIA/TIA);
• Classe E - superior a 250 MHz (equivalente à categoria 6 da EIA/TIA);
• Classe E A - até 500 MHz (equivalente à categoria 6A da EIA/TIA - Emenda 1 e
2 da ISO/IEC 11801, 2ª ed.);
• Classe F - superior a 600 MHz (equivalente à categoria 7 da EIA/TIA);
• Classe F A - até 1000 MHz (equivalente à categoria 7A da EIA/TIA - Emenda 1
e 2 da ISO/IEC 11801, 2ª ed.).
4.13.7.2 Esquema genérico da norma ISO/IEC

Figura 4.26 Esquema genérico da norma ISO/IEC.1

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
146

Onde:

TO= Tomada de telecomunicações (Telecommunication Outlets)


CP= Ponto de consolidação (Consolidation Point). Poderia ser um TP (Transition
Point)
FD= Distribuição para o andar (Floor Distributor). Equivale a Sala de
Telecomunicações
BD= Distribuição do prédio (Building Distributor). Equivale a Sala de Equipamentos
CD= Distribuição de campus (Campus Distributor); para interligação entre prédios

4.13.7.3 Escolha dos cabos

Tabela 4.3 Subsistema e tipo de mídia utilizada.1

Na tabela anterior vemos os meios físicos normalmente utilizados no cabeamento


horizontal e cabeamento vertical. O tipo de ambiente por onde o cabo passará e as
aplicações que trafegarão por ele determinam qual a mídia a ser escolhida.

4.13.7.4 Restrições gerais da ISO 11801 no cabeamento horizontal

• O comprimento do cabeamento horizontal total não pode passar dos 100


metros.
• Se o comprimento do patch cords (TR) e cords da área de trabalho (WA)

ultrapassar 10 metros,
fixo no cabeamento o excesso deverá ser retirado do comprimento do link
horizontal.
• O patch Cord não deve ultrapassar 5 metros.

4.13.7.5 Tomadas

As tomadas de telecomunicações devem ser no mínimo duas a cada 10m2.


As tomadas seguem a mesma especificação de conectorização da ANSI/EIA/TIA.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
147

4.13.7.6 ISO/IEC 11801 edição 2.2

A edição 2.2 da ISO 11801 foi editada em junho de 2011, sendo sua revisão mais
recente até o presente momento.

Esta revisão da norma especifica as classes de canal e link para sistemas de


cabeamento baseado em cobre balanceado (Classes A, B, C, D, E, EA, F e FA) e
em fibra (OM1, OM2, OM3, OM4, OS1 e OS2).

É dirigida para o ambiente de escritório em geral. Esta norma especifica o


cabeamento genérico, canal, link, e os requisitos de desempenho de componentes,
implementação, conformidade e verificação.

Ela especifica:

• Conformidade;
• Estrutura do sistema de cabeamento genérico;
• cabeamento balanceado;
• Referencia a implementações de cabeamento balanceado;
• Performance de cabeamento de fibra óptica;
• Requisitos do cabo;

•• Requisitos
Práticas depara interligação
interligação de hardware;
do cabo ao terra;
• Administração;
• Patch cord balanceados;
• Os anexos envolvem o desempenho, teste, link e outras questões.

4.13.8 Norma ABNT/NBR 14565

Norma brasileira que trata de procedimentos básicos para elaboração de projetos


em Cabeamento Estruturado de telecomunicações para rede interna em edifícios
comerciais. Baseia-se na norma ISO 11801 (a qual por sua vez se baseia nas
normas ANSI/ TIA/EIA 568 A, 569 e 606). Editada em junho de 2000 e publicada em
2001.

NBR 14565
projetos de –cabeamento
2000 - Norma Brasileira de
estruturado (procedimento básico para
telecomunicações para elaboração de
rede interna
estruturada em edifícios comerciais).

Em 2007 sofreu revisão, sendo editada a 2ª edição.

Em 2012 saiu a 3ª e última edição desta norma.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
148

Segundo o site da ABNT (www.abnt.org.br), a norma ABNT NBR 14565:2013 foi


editada em 28/11/2013 (acesso em 10/07/2014).

4.13.8.1 Subsistemas adotados na ABNT NBR 14565:2007

A NBR adota a seguinte terminologia para os subsistemas do cabeamento


estruturado:


Área de Trabalho (WA);
• Cabeamento Horizontal;
• Sala de Telecomunicações (TR);
• Backbone de campus (Cabeamento Vertical);
• Sala de Equipamentos (ER);
• Sala de Infraestrutura de Entrada (EF);
• Cabo de interligação Externo;
• Pontos de telecomunicações (PT).

Esses subsistemas podem ser conferidos na figura seguinte.

Perceba que ela adota os termos (traduzidos) dos subsistemas das entidades
americanas.

Figura 4.27 Sistema de Cabeamento estruturado segundo a NBR 14565:2007.41


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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
149

4.13.8.2 Identificação

Tabela 4.4 Identificação de elementos do Cabeamento Estruturado.1

Na tabela acima temos exemplos de identificação de elementos de um cabeamento


estruturado, incluindo cabos UTP, cabo de fibra óptica, Tomadas de
Telecomunicações e pontas dos cabos.

Lembrando que a norma 606 trata especificamente da questão de administração e


identificação dos elementos de um sistema de cabeamento estruturado.

A importância da identificação e registro dos dados é notada quando há um


problema no cabeamento e se parte para a retirada do defeito.

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CABEA ENTO ESTRUTURADO: DA TEORIA À PRÁTICA
150

4.13.8.3 Estruturas de assagem

Existem várias estrutura de passagem para cabeamento vertical ou horizontal.

Tabela 4.5 Estruturas e passagem.1

Na figura acima exibimo os suportes de infraestrutura mais usu is para a passagem


de cabos.

4.13.8.4 Sala de Teleco municações

A sala de telecomunica ões abriga os equipamentos de interco nexão que recebem


os cabos do backbone do cabeamento horizontal. Normalme nte temos uma sala
de telecomunicações por andar.

A norma ABNT 14565:2 00 denomina a sala de telecomunicaçõ s como armário de


telecomunicações.N malmente,
or dependendo da estrutura do prédio, o que temos
realmente neste local é m bastidor preso à parede ou de meio d e sala.

Abaixo representamos o bastidor padrão de 19”.

Figura 4.28 Bastidor p drão de 19”.1


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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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4.13.8.5 Diagrama de ocupação de uma Sala de Telecomunicações

Figura 4.29 Diagrama de ocupação do bastidor na sala de telecomunicações.1

A figura acima representa um exemplo de distribuição de elementos no Bastidor na


Sala de Telecomunicações, detalhando a interligação entre o MDF da Sala de
Equipamentos e o IDF da Sala de Telecomunicações, onde temos:

• Um cabo principal UTP de 50 pares conectorizado no Patch Panel do MDF


(distribuidor principal da sala de equipamentos – ER - ou cross-conect principal) e
terminado no Patch Panel do IDF(distribuidor secundário ou cross-conect
horizontal da sala de telecomunicações - TR), formando o cabeamento Vertical
(Backbone);
• 24 cabos secundários de 4 pares conectorizados no Patch Panel do IDF e
terminados nos Pontos de consolidação ou nas TOs das áreas de trabalho,
formando o cabeamento horizontal.

4.13.8.6 Comprimentos máximos das mídias utilizadas

Tabela 4.6 Comprimento máximo das mídias em Cabeamento Estruturado.1

Na tabela acima, podemos verificar o comprimento máximo das mídias utilizadas no


cabeamento vertical (Rede Primária) ou horizontal (Rede Secundária).

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
152

4.13.8.7 Tomada tripolar

Em relação às tomadas de alimentação elétrica, a Norma NBR 14565:2007 se


referencia à norma ABNT NBR 5410:2004, que trata de instalações elétricas de
baixa tensão.

Nas tomadas elétricas definidas pela NBR 5410 é importante a disposição dos fios
fase, neutro e o terra.

Terra
Fase

Neutro

Figura 4.30 Tomada tripolar (vista frontal).1

Por sua vez, o esquema de aterramento pode seguir diferentes variações (consulte a
norma 5410 para maiores detalhes):

Figura 4.31 Tipos de esquema de aterramento (NBR 5410). 1

Observe que o sistema de aterramento de um prédio ou residência não é tratado


pelas normas de cabeamento estruturado. O que veremos na norma ANSI 607 é
como interligar os equipamentos de telecomunicações ao sistema de aterramento do
prédio.

Portanto a NBR 5410 é que trata do sistema de aterramento e torna-se um


complemento da norma ABNT NBR 14565.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
153

4.13.8.8 Tipos de ligações cruzadas permitidas

Figura 4.32 Bloco de interconexão e bloco de conexões cruzadas.1

Na figura acima temos as duas formas possíveis de interconexão de equipamentos


num bastidor para tal finalidade, tanto na sala de equipamentos quanto na sala de
telecomunicações, segundo a NBR 14565.

No tipo de interligação chamado de interconexão, o cabo proveniente do


cabeamento secundário é conectado na traseira do patch panel. Do patch panel ao
equipamento ativo (switch), utiliza-se um patch Cord para interligar diretamente nas
portas do ativo.

No tipo de interligação chamado de conexão cruzada, têm-se os cabos do


cabeamento secundário ou vertical terminando em patch panels distintos. Para
interligar o cabeamento ao ativo utiliza-se um patch Cord interconectando as portas
correspondentes nos dois patch panels. Ou, nesse último caso, a interligação se dá
via os dois patch panels.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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4.13.8.9 Subsistemas da NBR 14565:2007

Figura 4.33 Sistema de Cabeamento Estruturado e subsistemas.42

Vemos no Layout do sistema estruturado acima exibido, a representação dos


subsistemas do cabeamento estruturado, desde a tomada de telecomunicações (TO)
até a sala de telecomunicações (TR) e daí até a sala de equipamentos (ER).,
segundo a NBR 14565:2007.

Percebemos que a sala de equipamentos é o centro da topologia em estrela, ou


seja, para lá convergem os cabos que saem das salas de telecomunicações. Esse
tipo de topologia
cabeamento em estrela
estruturado, é recomendado
conferindo para aspara
confiabilidade instalações de um sistema
esse sistema, de
pois cada
setor atendido por um determinado cabeamento vertical é independente de outros
setores.

Percebe-se também uma outra recomendação da norma, que é o de termos pelo


menos uma sala de telecomunicações para atender um andar de um prédio
comercial.

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155

4.13.8.10 NBR-14565:2012 – Novidades

A norma brasileira de cabeamento estruturado NBR14565:2007 passou por uma


revisão que deu srcem a uma nova versão, denominada NBR-14565:2012.

O padrão especifica sistemas de cabeamento completos, isto é, canais e enlaces


permanentes compostos por cabos e hardware de conexão, tanto em prédios
comerciais como em data centers.

Observamos que a versão 2012 da ABNT 14565 segue a nomenclatura da norma


ISO11801 para seus subsistemas (como já acontecera na versão 2007) e para a
classificação dos cabos UTP (vide item 4.13.7 Norma ISO/IEC 11801), entre outros
aspectos.

Tabela 4.7 Nomenclatura da Norma ABNT/NBR 14565.1

Notas:
* O Distribuidor do Prédio (BD) normalmente está localizado na Sala de
Equipamentos (ER).
** O Distribuidor de Andar (FD) normalmente está localizado na Sala de
Telecomunicações (TR).

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
156

Novamente destacamos a importância de se conhecer os fundamentos do


Cabeamento Estruturado, a conceituação dos subsistemas e a classificação da
mídia utilizada. Com esse conhecimento o profissional da área irá se situar em
qualquer documento técnico que esteja analisando, não importando que seja ligado
à ANSI/EIA/TIA, à ISO ou à ABNT. Veja a figura abaixo com a nomenclatura da
ABNT NBR 14565:2012.

4.13.8.11 Diagrama completo dos subsistemas segundo a NBR-14565:2012

Figura 4.34 Sistema de Cabeamento Estruturado segundo a 14565:2012.11


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157

4.13.9 Norma ABNT/NBR 5410

Trata dos padrões de instalações elétricas de baixa tensão em edifícios comerciais.

As principais características da norma 5410 são as seguintes:

• Instalações elétricas de baixa tensão;


• Sua primeira edição é de 1941;

As suas atualizações e inserções são baseadas na norma IEC 60364
(instalações elétricas em construções);
• Comissão responsável pela redação dentro da ABNT: CE-03:064.01
(Comissão de estudos de instalações elétricas de baixa tensão);
• A norma 5410 está na 2ª edição, ajustada em 30.09.2004 e válida a partir de
31.03.2005.

4.13.9.1 Norma 5410 Atualização

As seguintes atualizações ocorreram na 2ª edição da norma 5410:

• A atualização das disposições referentes à proteção contra choques elétricos;

• A obrigatoriedade do uso de DPS (Dispositivos contra surtos – responsáveis


por garantir a integridade física de indivíduos, equipamentos e instalações
elétricas na ocorrência de sobretensão na rede);

• Requisitos específicos para locais de habilitação (em particular a distribuição


de pontos e a divisão de circuitos);

• O dimensionamento de cabos condutores suscetíveis à presença de correntes


harmônicas, especificando a instalação de eletrodutos e sua verificação;

• A inspeção da instalação antes de iniciar o uso.

4.13.10 Norma EIA/TIA 862-A

A norma EIA/TIA 862-A é utilizada em sistemas de automação industrial.


A Automação predial abrange sistemas de controle, tais como segurança e
monitoramento (ou seja, CCTV), sistemas de segurança como alarme de incêndio,
sistemas de condicionamento ambiental, tais como aquecimento, ventilação e ar
condicionado (HVAC) e sistemas de gerenciamento de energia, tais como
iluminação interna e externa.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
158

O padrão TIA/EIA-862 especifica topologia de cabeamento genérico, arquitetura,


design, práticas de instalação, procedimentos de teste, e áreas de abrangência para
apoiar a construção de sistemas de automação (BAS) utilizados em edifícios
comerciais.

Uma vez que, historicamente, os prestadores desses serviços de automação predial


têm especificado equipamentos, cabos, conexões de interface e topologia, de sua
própria propriedade, este novo padrão oferece a vantagem adicional de ser capaz de
suportar multi-produtos e ambientes multi-fornecedores usando um sistema genérico
de cabeamento estruturado.

4.13.11 Norma ANSI/TIA 942

Esta norma, publicada em 2005, contempla uma série de normatizações para a


classificação, construção e até a ativação do Data Center, sendo que a parte do
cabeamento estruturado também está contemplado.

1. Pela norma ANSI/TIA 942 existe uma série de regras aplicáveis para
classificar um Data Center.
2. Chamados Tiers, a classificação considera quatro níveis independentes para
os sistemas de:

o Arquitetura;
o Telecomunicação;
o Elétrica;
o Mecânica.

4.13.11.1 Infraestrutura de cabeamento

A norma TIA-942 foi criada baseada nas normas TIA-568 e TIA-569 e especifica um
sistema permanente de cabeamento genérico para telecomunicações num Data
Center, com as seguintes recomendações para a mídia a ser utilizada:

• Fibra padrão monomodo;


• Fibra multimodo de 62.5 e 50 µm;
• Fibra monomodo com laser otimizado 50 µm (VCLES) (recomendado);
• Cabo coaxial de 75 ohms (recomendado para link E-1, E-3 e T-3);
• Cabeamento UTP e ScTP de 4 pares Cat 6 (Cat 6A recomendado).

4.13.11.2 Componentes utilizados pela TI A-942

A norma 942 adotou uma nomenclatura própria para designar os componentes do


sistema do cabeamento estruturado no Data Center, os quais iremos exibir a seguir.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
159

Figura 4.35 Nomenclatura utilizada pela norma 942 no Data Center.13

Observe que cada rack/gabinete é atendido por uma área de distribuição de


equipamentos (EDA), que poderia ser comparada com uma área de trabalho no
cabeamento estruturado comercial (WA).

A área de distribuição principal (MDA) poderia ser comparada com a sala de


equipamentos numa instalação tradicional (ER) e a área de distribuição horizontal
(HDA) a uma sala de telecomunicações (TR).

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Para os elementos funcionais do cabeamento em data center a ABNT NBR


14565:201255 adota terminologia semelhante à ANSI/TIA 942:

• Distribuidor principal (MD);


• Distribuidor de zona (ZD);
• Ponto de distribuição local (LDP).

4.13.11.3 ANSI/TIA-942-A

Trata-se da revisão dessa norma, que trata de Infraestrutura padrão de


Telecomunicações para Data Centers (agosto de 2012).

Esta norma fornece requisitos e orientações para a concepção e instalação de


centros de dados único e multi-usuários. Esta norma especifica:

• Projeto do data center;


• Sistemas de cabeamento e infraestrutura;
• Espaços e topologias afins;
• Caminhos do cabeamento;
• Redundância.

Os anexos dessa norma incluem:


• Considerações de projeto de cabeamento;
• Informações do provedor de acesso;
• Coordenação dos planos de equipamentos com outros engenheiros;
• Seleção do local para o data center;
• Considerações de projeto de construção;
• Infraestrutura em camadas do data center;
• Exemplos de projetos de data centers;
• Requerimentos desde a construção até a ativação do Data Center.

A TIA-942-A encontra-se harmonizada com a série do padrão TIA-568- C, incluindo


a topologia, termos e classificações ambientais descritos na 568 C.0, bem como as

especificações dos componentes na TIA-568-C.2 e C.3.


O conteúdo de aterramento e ligações de aterramento da TIA-942 foi retirado e
incorporado à TIA-607-B.

O conteúdo de Administração foi removido e incorporado à proposta TIA-606-B.

A maioria do conteúdo sobre a separação de gabinetes/racks e energia/


telecomunicações foi removido e incorporado à proposta TIA- 569-C.
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O conteúdo do caminho de cabeamento de planta externa de vias foi removido e


incorporado à TIA-758-B.

A limitação do comprimento de 100 metros da fibra óptica no cabeamento horizontal


foi removida. As distâncias de cabeamento de fibra óptica no cabeamento horizontal
são baseadas em requisitos de aplicação individual.

A Categoria 3 e Categoria 5e já não são reconhecidas para o cabeamento


horizontal. O projeto reconhece a Categoria 6 e a Categoria 6A de tipos de cabo de
par trançado balanceado para o cabeamento horizontal. Ambos os tipos de cabos
(CAT 6 e CAT 6a) ainda são permitidos para cabeamento de backbone, embora
sugira o uso do CAT 6a como requisito mínimo para novas instalações.

O cabo de fibra óptica multimodo reconhecido para cabeamento horizontal e


backbone foi alterado para OM3 e OM4 com laser otimizado de 850 nm para cabo
de fibra multimodo com 50/125 mícron. A categoria OM4 é sugerida para novas
instalações. Os cabos de fibra multimodo OM1 e OM2 não são mais reconhecidos
na norma TIA-942-A.

As orientações também incorporam mais especificações do cabeamento coaxial, um


protocolo de iluminação de nível 3 e revisa os limites de temperatura/humidade .

Os conectores reconhecidos para fibra óptica são LC para uma ou duas fibras e
MPO por mais de duas fibras.

4.13.12 Norma IEC 617-10

Norma de 1983 que representa símbolos gráficos que foram desenvolvidos para
representar as funções de equipamentos que operam em transmissão de
telecomunicações (sinais analógicos).

Destinam-se também a representar os dispositivos físicos ou combinações de


dispositivos físicos capazes de realizar essas funções.

Os símbolos foram elaborados tendo em vista aplicações elétricas, mas também


pode ser aplicado a dispositivos não elétricos, por exemplo, pneumáticos, hidráulicos
ou mecânicos.

4.13.13 Norma TIA/EIA 587

O aumento da utilização de símbolos gráficos de fibra óptica para representar


sistemas e as configurações de testes criou a necessidade de padronizar os
símbolos gráficos utilizados. A finalidade desta norma é estabelecer estes símbolos.

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162

4.13.14 Norma ANSI/TIA/EIA TSB 67

Norma que padroniza as especificações de performance de transmissão para testes


em campo para o Sistemas de Cabeamento de cabos UTP. Editada em outubro de
1995.

Define as características dos equipamentos, parâmetros mínimos e métodos de


testes para cabos UTP em suas várias categorias.

A norma EIA/TIA TSB-67 é especifica para testes em campo dentro do cabeamento


estruturado. Essa norma, portanto, está associada aos testes de certificações do
Cabeamento Estruturado com, definindo testes em cabos UTP de categorias 5e e
superiores. Alguns dos testes realizados são:

• Pinagem (mapeamento dos fios);


• Comprimento de cabo;
• Atenuação;
• Paradiafonia (NEXT - Near End Crosstalk);
• Relação Atenuação/Paradiafonia (ACR).

4.13.15 Algumas das outras normas em Cabeamento Estruturado

• TIA/EIA TSB 72 – Cabeamento centralizado de Fibra Óptica (Centralized


Optical Fiber Cabling);
• TIA/EIA TSB 75 – Trata de especificação adicional para sistemas de
cabeamento horizontal – Uso de MUTO (Multiuser Telecommunication Outlet
Assembly). Editada em setembro de 1999;
• TIA/EIA TSB 95 – Guia adicional de performance de transmissão em cabo
UTP 5 com 4 pares de 100 Ohms (Additional Transmission Performance
Guidelines for 4-Pair 100 Category 5 Cabling);
• TIA/EIA/IS-729 – Especificação técnica para cabo STP de 100 Ohms
(Technical Specifications for 100 Ohms Screened Twisted Pair Cabling).

CONCLUSÃO DO CAPITULO

A utilização de
cabeamento normas específicas serve para direcionar e aperfeiçoar os projetos de
estruturado.

Além disso, auxiliam na manutenção e na expansão de um sistema de cabeamento


estruturado já implantado.

Com as revisões constantes das normas, realizadas num prazo médio de 5 anos, e
com normas cada vez mais específicas sendo criadas e adotadas, torna-se

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163

obrigatório para o profissional da área manter-se o mais atualizado possível sobre as


mesmas.

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164

CAPÍTULO 5 CERTIFICAÇÃO EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

INTRODUÇÃO

Uma determinada empresa contratou um terceirizado para planejar, estruturar e


executar o cabeamento estruturado, pois a diretoria (finalmente!) chegou à
conclusão que o cabeamento na sua empresa equivale ao alicerce de um prédio
comercial. Segundo essa diretoria, a empresa moderna não pode gerenciar e
transacionar negócios a partir da rede local (LAN) para a rede WAN (Internet), sem
uma infraestrutura de cabeamento que garanta o perfeito funcionamento das
modernas aplicações multimídias proporcionadas pelas redes de computadores
atuais.

OK! E quem garante que a instalação do cabeamento está de acordo com os


padrões estabelecidos?

Sendo simplista, quem garante isso são os vários testes de certificação do


cabeamento estruturado, ou seja, a chamada Certificação.

Em outras palavras, nas instalações com cabeamento estruturado, a Certificação é


obtida através de
internacionais, uma série completa
normalmente seguindode
astestes,
normasrealizados de acordo
das entidades com padrões
de normatização
(ANSI/TIA/EIA; ISO; ABNT NBR).

Esses testes são feitos usando ferramentas ou instrumentos, que fornecem um


relatório de sucesso "Pass" ou insucesso "Fail". Embora a certificação possa ser
realizada pela equipe técnica do proprietário da rede, normalmente ela é feita
principalmente por empresas terceirizadas da área de telecomunicações ou
comunicação de dados, especializadas na certificação do cabeamento estruturado.

Empresas fabricantes de ferramentas ou intrumentos de testes que podemos citar


são: Fluke, Agilent, Videk, Ideal Datacomm, etc.

5.1 IMPORTÂNCIA DO CABEAMENTO ESTRUTURADO

Como dissemos, o cabeamento compõe a infraestrutura principal de um rede de


computadores, situando-se na camada física do modelo OSI ou TCP/IP, ou seja,
suportando todos os protocolos de comunicação que trabalham nas camadas
superiores.

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Figura 5.1 Layout do cabeamento estruturado simplificado.1

Segundo pesquisas realizadas na área de TI, cerca de 70% de todos os problemas


de rede pode ser atribuídos à fiação e patch cords precários. O gerenciamento da
camada física de um negócio é cada vez mais crítico e de base tecnológica. Uma
falha no cabeamento pode paralisar uma rede inteira e trazer sérios prejuízos
econômicos para a organização.

5.2 IMPORTÂNCIA DA CERTIFICAÇÃO

Para se prevenir problemas com o uso da rede, a certificação do cabeamento


estruturado deve ser considerada na fase de implementação.

Segundo a Fluke Networks “Certificar um cabo é uma das partes do processo que
começa com o projeto do sistema e termina com a aceitação do sistema”.

O Processo de certificação do cabeamento instalado verifica o cumprimento das


normas e regulamentações vigentes.

A certificação permite encontrar qualquer anomalia e apontar os problemas


causados pela má qualidade dos componentes. Além disso, o relatório de
certificação é exigido pela maioria dos fabricantes de cabeamento estruturado para
fins de garantia do mesmo.

As medições de certificação são necessárias durante o uso da rede e logo após a


averiguação de problemas com cabos instalados.

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5.3 SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO

Na figura a seguir relembramos os subsistemas do cabeamento estruturado, onde os


testes de certificação serão realizados.

Figura 5.2 Cabeamento Estruturado com principais subsistemas.1

5.4 NORMAS E PADRÕES P ARA A CERTIFICAÇÃO

Algumas normas são editadas visando especificamente determinar padrões de


testes para a certificação do cabeamento, por exemplo:

ANSI/TIA/EIA-568-B.3 - Componentes Ópticos do CE;


ANSI/TIA/EIA-568-C.3 - Define testes em fibra óptica;
TIA-526-14-A - Métodos de teste em fibra multimodo;
TIA-526-7 - Métodos de teste em fibra monomodo;
ANSI / EIA / TIA TSB 67 - Técnicas de medição cabos UTP.

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167

Após planejar, estruturar e executar um projeto de Cabeamento Estruturado,


devemos realizar a Certificação e depois, finalmente, documentar o sistema
implantado.

5.5 DEFINIÇÃO DE CERTIFICAÇÃO

É um conjunto de testes utilizado para verificar se a instalação de cabeamento


estruturado atende as normas, através da medição de vários parâmetros, tais como
comprimento do cabo, FEXT, NEXT e Perda de Retorno.

5.6 VANTAGENS DA CERTIFICAÇÃO

• A certificação garante que os testes mais completos no cabeamento foram


realizados.
• A certificação comprova que um sistema de cabeamento obedece a padrões
rigorosos de desempenho e atesta a qualidade da mão de obra da instalação.

Para se obter essas vantagens, a certificação do cabeamento exige técnicos


treinados e equipamentos de teste especializados.

5.7 TIPOS DE MÍDI A DE COMUNICAÇÃO

Normalmente os tipos de mídia mais usados no cabeamento e, portanto, que devem


ser certificados são:

• Cabo de par trançado (UTP ou STP);


• Cabo de Fibra Óptica.

Para revisar os conceitos sobre as mídias utilizadas ou para maiores informações


consulte o capítulo 3 deste livro.

5.8 PROBLEMAS NA TRANSMISSÃO DO SINAL

Shannon, em 1957, lançou a teoria da comunicação, a qual, em termos básicos,


determina que todo meio físico (mídia) limita a taxa de transmissão em bits por
segundo na proporção inversa da presença do ruído nesse meio. Por outro lado, a
largura de banda influencia diretamente na taxa de transmissão obtida nesse meio.

Alguns fatores que podem piorar a chamada relação entre o sinal e o ruído (S/N):

• Atenuação
o Perda de potência do sinal ao longo do meio físico. Medida em

decibéis (dB).

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• Impedância
o Oposição total ao fluxo de corrente elétrica no meio físico, devido a

características resistivas, capacitivas e indutivas. Medida em Ohms


(Ω).
o Níveis diferentes de impedância causam reflexão no sinal, ou seja,

parte do sinal ecoa no sentido contrário.


• Interferência externa (ruído)
o Sinal indesejado no meio de transmissão causado por agentes
externos e internos (medido em dB).

Vide capítulo 3 deste livro para maiores detalhes, se necessário.

5.9 TERMOS UTILIZADOS EM TESTES DE SI NAL NO CABEAMENTO

Em cabeamento estruturado existem alguns testes que determinam o quanto de


obstáculos temos à passagem do sinal transmitido pelos equipamentos de
comunicação e nesses testes usamos alguns termos técnicos que definimos a
seguir:

• Attenuation-to Crosstalk Ratio (ACR)


o Também chamada de relação sinal/ruído (SNR).
o

o
Valor calculado.
Diferença entre crosstalk (ruído de “linha cruzada”) e atenuação.
• Propagation Delay
o Retardo na propagação do sinal.
• Nominal Velocity of Propagation, ou velocidade nominal de propagação
(NVP)
o Velocidade que o sinal se propaga no meio físico.
o Normalmente de 60 a 90 % da velocidade da luz.
• Delay Skew (variação de retardo)
o Variação de retardo em diferentes pares de um cabo.
o Parâmetro bastante problemático para aplicações que envolvem
transmissão de voz.

5.10 TIPOS DE TESTES EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

Em testes de certificação, dois tipos de circuitos ou links são normalmente utilizados:

o Link permanente;
o Canal.

O link permanente envolve o cabo instalado e fixo, sem considerar os patch cords.

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Figura 5.3 Teste do link permanente.1

O canal envolve o link permanente mais os patch cords nas duas pontas.

Figura 5.4 Teste do canal.1

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170

5.11 CERTIFICAÇÃO EM CABOS UTP

Para realizar os testes de certificação em cabos UTP são analisados certos


parâmetros de testes, utilizando-se equipamentos ou instrumentos de testes de
certificação que estudaremos em seguida.

5.11.1 Equipamentos para a certificação em cabo UTP

Iremos analisar brevemente os principais equipamentos de testes para o cabo UTP,


lembrando que existem muitos fabricantes desses equipamentos. O site desses
fabricantes é um interessante local para se conhecer detalhes dos testes de
certificação.

• Cable Scanners (Cable Analizer)


• Este tipo de testador apresenta um adaptador de link permanente
(termo usado para definir um cabo fixo num cabeamento horizontal)
que se conecta a uma tomada de estação de trabalho (TO) e testa até
a saída da sala de telecomunicações, onde é ligado outro equipamento
de teste.
• Existem vários testadores scanners para a certificação no mercado, o
DSP4300 da Fluke Networks, por exemplo.

Figura 5.5 Scanner (Analisador de Cabo Digital).10

O Scanner ou Cable Analizer é um equipamento configurado para rodar os testes de


certificação nos cabos UTP automaticamente. Injeta o padrão de teste numa ponta e
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mede na outra. Os scanners atuais armazenam os resultados dos vários testes e


geram um relatório automaticamente, indicando se o cabeamento passou (PASS) ou
não passou no teste (FAIL).

Alguns dos testes realizados pelo scanner (em próxima seção vamos detalhar estes
testes):

o Comprimento;
o
Crosstalk;
o NEXT;
o FEXT;
o ACR;
o Atenuação;
o Delay skew, etc.

• TDR (Time Domain Reflectometer - Refletômetros de Domínio de


Tempo)

O TDR (Time Domain Reflectometer) é um dispositivo que envia um impulso elétrico


ao cabo e mede o tempo que o impulso leva para ir, do ponto de srcem, até um
ponto em que uma reflexão ocorre (geralmente por uma ruptura ou variação
considerável de impedância), e retornar ao ponto de partida. A distância do ponto
refletido é determinada em função do tempo medido e o local da falha no cabo pode
ser então localizado.

O TDR, em função disso, pode determinar o tamanho do cabo UTP e rupturas no


cabo.

Figura 5.6 TDR.31

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172

OS TDRs, portanto, medem a distância da ponta de um cabo até o local onde o cabo
está aberto ou em curto (ou onde ele termina).

O OTDR, utilizado para testar a fibra óptica, tem o princípio de funcionamento


semelhante (o sinal enviado é luminoso).

Figura 5.7 O efeito da reflexão do sinal medido pelo TDR num cabo aberto.10

Outros equipamentos para teste de cabo UTP:

• Testador de cabo (teste das conexões no cabo - Wire Map);


• Multitester (medição de resistência, tensão e corrente elétrica);
• Zumbidor (testa continuidade de um fio ou sua localização).
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5.11.2 Parâmetros de teste de certificação em cabos UTP

São os seguintes os parâmetros de testes em certificação, segundo a norma


ANSI/TIA/EIA-568-B.2 (antigas TSB-67 e TSN-95):

• Wire Map (Mapeamento dos fios);


• Comprimento (m);
• Atenuação (dB);
• NEXT (Near End Crosstalk) (dB);
• FEXT (Far End Crosstalk) (dB);
• ELFEXT (Equal Level – FEXT) (dB);
• PS-NEXT (Power Sum NEXT) (dB);
• Return Loss (perda de retorno) (dB);
• ACR (relação Atenuação – NEXT) (dB);
• Propagation Delay (Atraso de propagação) e Delay Skew (Desvio de
Propagação) (ms).

Os parâmetros de teste exigem um mínimo de conhecimento sobre sinais elétricos,


eletricidade básica e alguns conceitos básicos de telecomunicações.

Recomendamos o nosso curso Fundamentos de Telecomunicações e de


Comunicação de Dados para quem quiser revisar ou estudar os conceitos citados
acima. Para consultar as informações do curso, acesse o link:

http://ademarfey.wordpress.com/2014/01/04/curso-on-line-fundamentos-de-
telecomunicacoes-e-comunicacao-de-dados/

Ou nosso blog:

www.ademarfey.wordpress.com

Na próxima tabela iremos comparar a nomenclatura dos parâmetros de testes do


cabo UTP antiga e mais recente.

Como os termos consagrados demoram a se tornarem obsoletos é importante ter-se


a noção dos dois termos usados, o novo e o antigo.

5.11.3 Nomenclatura dos testes em cabos UTP

Recentemente houve alteração na nomenclatura dos testes de certificações nos


cabos UTP, razão pela qual disponibilizamos a tabela a seguir.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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Tabela 5.1 Parâmetros de testes Cabo UTP–ANSI/TIA/EIA-568-B.2.10

( ) ( )

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Ademar Felipe Fey e Raul Ricardo Gauer. Direitos Reservados. 2014


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5.11.4 Relatório da certificação

Ao concluir-se a certificação, normalmente os equipamentos de testes possibilitam a


criação de um relatório onde constam os vários testes efetuados, as medidas típicas
e os valores constatados nos testes.

Esse relatório deve ser inserido na documentação do projeto de sistema de


cabeamento estruturado para garantia da qualidade do projeto, e para análise e
conferência futura. Exibimos um relatório de testes de certificação a seguir.

Figura 5.8 Relatório de certificação de C AT 6 (FLUKE).10


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176

5.11.5 Testes em cabos UTP

A seguir iremos discutir os principais testes de certificação realizados nos cabos


UTP.

5.11.5.1 Comprimento

Mede o comprimento do cabo através de meios elétricos.

É limitado a um valor de 100 m, sendo este o valor considerado como referência


para este tipo de teste.

Um equipamento TDR é utilizado para calcular o comprimento total do link através


da medida do tempo que um determinado pulso leva para ir e voltar ao longo do
cabo.

A fórmula adotada neste teste:

Comprimento do Cabo = NVP * (tempo de ida e volta) * C


------------------------------------------------
2

Onde:
C= velocidade de propagação da luz em m/s
NVP= velocidade nominal de propagação

5.11.5.2 Wire Map (Mapeamento dos fios)

• Identifica a integridade e correção das interligações dos fios do cabo aos


pinos correspondentes na terminação (tomada, bloco ou patch panel);
• Indica inversão de pares, falhas de contato, etc.;
• Denotam falhas de montagem sérias, que deveriam ter sido detectadas
durante a montagem.

Testes efetuados:

• Continuidade;
• Curto circuito;
• Par cruzado;
• Par reverso;
• Par dividido.

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177

Figura 5.9 Teste wire map.10

5.11.5.2.1 Conectorização cabos UTP padrão 568A e 568B

A terminação dos cabos UTP ao conector RJ-45 possui duas padronizações,


exibidas abaixo, as quais são usadas para realização dos testes do Wire Map:

Figura 5.10 Conectorização cabos UTP padrão 568A e 568B.10


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178

5.11.5.3 Impedância

É a medida da oposição total que um circuito oferece ao fluxo de corrente alternada.

• Medida em Ohms;
• As dimensões do cabeamento devem ser controladas para assegurar uma
impedância estável;
• A impedância não é dependente da frequência x comprimento;
• A impedância desejada para o cabo UTP e STP é de 100 Ohms. A
impedância pode ser afetada pelas torções dos condutores, juntamente com a
espessura do isolamento ao redor dos condutores;
• As falhas por Perda de Retorno (visto a seguir) são geralmente causadas por
problemas de impedância do cabo.

Figura 5.11 Impedância X Frequência. 10

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179

5.11.5.4 Atenuação

A atenuação é a perda ou enfraquecimento do sinal que percorre um meio físico.

• Mede a relação de potências entre a saída e a entrada (uma medição por


par);
• Medida em Decibéis (dB);
• 3db representa perda ou enfraquecimento de 50% do sinal;
• Baixa atenuação equivale a sinal “forte”;
• Dependente do comprimento do meio físico;
• À medida que a frequência aumenta, a atenuação cresce exponencialmente;
• A atenuação nos cabos flexíveis é 20% maior do que nos cabos rígidos;
• Recentemente as normas chamam a atenuação de “Insertion Loss”.

Figura 5.12 Atenuação.1

Figura 5.13 Atenuação x Frequência x distância.10

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180

Tabela 5.2 Atenuação x Frequência x Categoria cabos.34

5.11.5.5 Crosstalk

Crosstalk é a interferência ou ruído entre pares do mesmo cabo.

Originalmente os dois tipos de medição para Crosstalk foram:

• Near-End (NEXT)
o Medida na mesma ponta da fonte do sinal.
o Medido a 20-30 metros do transmissor.


Far End (FEXT)
o Medida na ponta oposta da fonte do sinal.
o Equal-Level Far-End (ELFEXT).

Posteriormente, outros testes derivados desses testes acima descritos foram


elaborados, como veremos adiante.

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Figura 5.14 O ruído Crosstalk retornando para a ponta transmissora do sinal. 1

Figura 5.15 Atenuação x Crosstalk (função do comprimento do cabo). 32

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Figura 5.16 Testes em Cabo UTP. 32

5.11.5.5.1 NEXT: Near End Cross Talk.

É o acoplamento de um sinal de um par para outro par ou pares adjacentes.


Sinal cruzado entre pares trançados ou entre condutores;
• O NEXT é medido na ponta da transmissão (perto do sinal transmitido);
• Medido em dB, as falhas para esta medição são muitas vezes causadas por
problemas de terminação;
• Mede a relação entre o sinal transmitido e a interferência no par adjacente;
• Alto NEXT significa menos interferência por ruído;
• Quanto maior a frequência, o NEXT diminui exponencialmente.

Figura 5.17 NEXT.33

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183

Figura 5.18 NEXT Par-a-Par (medido em cada par).1

Vemos na figura acima que gera-se o sinal num par e mede-se o NEXT nos outros
pares, na mesma ponta do cabo.

5.11.5.5.2 FEXT: Far End Cross Talk.

Tipo de ruído Crosstalk, que é medido nos condutores que não estão sendo
utilizados para a transmissão, na ponta distante ao par que gerou o sinal de teste.

• Caracteriza-se pela interferência de sinais de transmissores operando na


outra extremidade do link.
• A medida é realizada na recepção ou na parte mais distante da transmissão.
• Medido em dB, as falhas para esta medição são muitas vezes causadas por
problemas de terminação.

Figura 5.19 FEXT.33

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184

Em redes full-duplex, o NEXT e o FEXT são importantes fatores a serem observados


nos testes de certificação.

5.11.5.5.3 PSNEXT + PSELFEXT + PS ACR

Devido às características das redes padrão Ethernet atuais, por exemplo, por
trabalharem no modo full-duplex, onde mais de um par é utilizado, os testes a seguir
foram criados/atualizados:

• Power Sum NEXT (PSNEXT) – soma das potências do NEXT;


• Power Sum ELFEXT (PSELFEXT) – soma das potências do FEXT;
• Power Sum ACR (PSACR) – soma das potências do ACR.

Os sinais são injetados em 3 fios e medidos num quarto. Essas medições são
similares aos testes srcinais (NEXT, FEXT e ACR).

Figura 5.20 NEXT Power-Sum (Soma das potências).1

Nesse teste gera-se o sinal em 3 pares e verifica-se o efeito no quarto par.

5.11.5.5.4 ELFEXT e PSELFEXT


O ELFEXT é a diferença entre o FEXT e a atenuação (Insertion Loss) e é crítico
quando dois ou mais pares transmitem sinais na mesma direção (Ex.: Ethernet
Gigabit a full-duplex).

O PSELFEXT mede o ELFEXT quando se aplica o sinal em 3 pares e verifica-se a


influência da interferência no quarto par, na ponta distante.

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5.11.5.6 ACR (Attenuation Crosstalk Ratio)

O ACR mede a relação entre a atenuação e o crosstalk num par de fios no cabo
UTP.

• Atenuação pela taxa de Crosstalk:

o Medida em Decibéis (dB);


o Altas ACR representam um sinal forte e baixo ruído;
o A verdadeira ACR é um balanço entre atenuação e NEXT;
o A ACR é uma espécie de relação sinal/ruído.

Figura 5.21 ACR (Atenuação em dB x Frequência).34

5.11.5.7 Propagation Delay

Usado para definir o tempo de propagação do sinal da srcem ao destino do cabo.

Figura 5.22 Tempo de propagação.10


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5.11.5.8 Delay Skew

Delay Skew (desvio por atraso) é a diferença no atraso de propagação entre o par
mais lento e o par mais rápido no meio físico (UTP).

Usado, portanto, para definir a diferença na velocidade do sinal entre o par mais
lento e o mais rápido, dentro de um cabo. Também pode definir o atraso dentro de
um par individual. Deve ser inferior a 45-50 ns para um cabo do cabeamento
horizontal de 4 pares.

Figura 5.23 Delay Skew (teste com 4 pares).1

5.11.5.9 Propagation Delay e Delay Skew

Os dois parâmetros são críticos em circuitos de alta velocidade onde se usam os 4


pares do cabo UTP (redes LAN Gigabps e superiores).

Figura 5.24 Propagation delay e delay skew.10


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5.11.5.10 Perda de retorno (Return Loss)

É a taxa de potência refletida dada uma potência inserida.

• É a medida de sinais refletidos que ocorrem ao longo de um sistema de cabo


de rede.
• Muitas vezes, é causado por imperfeições nos condutores de cabo,
descasamentos de impedância, ou mau contato em um plugue ou tomada.

Características da Perda de retorno:

• Quando maior o valor, menor o retorno do sinal;


• Variação não linear em relação à frequência;
• Performance maior nas médias frequências.

Figura 5. 25 Perda de Retorno.15

Figura 5.26 Variação da perda de retorno em função da frequência no cabo


UTP. 34
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5.11.6 Resultados da certificação num teste de canal

Em função dos vários testes realizados, os instrumentos de testes vão srcinar um


relatório de Certificação, com os valores medidos e os valores padrões,
determinando se o teste foi realizado com sucesso ou não.

Na figura abaixo vemos representado um teste de canal e o relatório produzido.

Figura 5.27 Resultados da certificação num teste de canal.10

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189

Figura 5.28 Parâmetros técnicos de Certificação em cabo UTP.1

No gráfico acima, vemos alguns parâmetros de certificação sendo exibidos,


contatando-se que quanto maior a frequência utilizada pior o desempenho do cabo.

5.12 CERTIFICAÇÃO EM CABOS ÓPTICOS

A certificação nos cabos ópticos consiste de procedimentos de inspeção e testes


nesses cabos.

O número de parâmetros de teste no cabo óptico é menor do que no cabo UTP,


porém o procedimento de teste é mais sofisticado.

Isso se deve, principalmente, pela imunidade a ruídos externos da fibra óptica (não
existe a ocorrência do Crosstalk, por exemplo).

Fatores como limpeza dos conectores e adaptadores ópticos, qualidade dos cabos
ópticos de teste, aferição dos medidores, são críticos para uma certificação eficaz.

Como a fibra óptica é cada vez mais utilizada nas redes LAN acredita-se que os
procedimentos de teste e acesso aos instrumentos será cada vez mais facilitado.

As normas que tratam dos testes em cabos ópticos são:

- ANSI/TIA/EIA-568-C.3 – Define especificações de teste em fibra óptica (Anexo A);


- TIA-526-14-A – Métodos de teste em fibra multimodo;
- TIA-526-7 - Métodos de teste em fibra monomodo.
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5.12.1 Equipamentos usados na certificação em cabeamento óptico

A seguir descrevemos os instrumentos utilizados nos testes do cabo de fibra óptica.

5.12.1.1 Power Meter

Conjunto de componentes de testes, composto por um gerador e um medidor de


potência luminosa, que é usado para testar a perda de potência em componentes ou
cabo óptico. O gerador de sinal luminoso, portanto, atua em conjunto com o medidor.

• Não gera uma certificação.


• Somente realiza um teste de potência óptica em todo o link, considerando a
soma de todas as perdas de potência (fibra, conectores e emendas).

Teste realizado:
o Insere um sinal na fibra com determinada potência luminosa numa
ponta e mede a potência luminosa em outra

Figura 5.29 Power Meter.10

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5.12.1.2 OLTS (Optical Loss Test Set) - Test Set Óptico

O Test Set para fibra óptica é um instrumento sofisticado que integra um medidor de
energia luminosa, uma fonte de luz que trabalha com vários comprimentos de ondas
integradas, e um software que apresenta parâmetros limites dos testes efetuados
num display. A fonte de luz proporciona estabilidade e alta precisão de medição para
os comprimentos de onda de fibra disponibilizados no instrumento, possibilitando a
medição da atenuação desse meio físico.

Testes realizados:

o Atenuação ou perda total da fibra (Loss);


o Performance da fibra em vários comprimentos de onda.

Figura 5.30 OLTS (Optical Loss Test Set) – Test Set Óptico.10

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5.12.1.3 OTDR (Refletômetro Ótico no Domínio do Tempo)

O OTDR funciona da seguinte forma:

 Basicamente o OTDR (optical time-domain reflectometer) é um instrumento


opto-eletrônico que injeta uma série de pulsos ópticos na fibra e mede os
sinais dispersos ou refletidos em pontos da fibra, da srcem até o destino. Ele
utiliza o efeito do retro-espalhamento para o diagnóstico da fibra.
 As reflexões são causadas pela variação do material do núcleo da fibra
testada. A potência do sinal refletido é medida e as várias medições são
integradas na função do tempo e um gráfico é plotado no display do
instrumento.

Testes realizados:

o Ruptura na fibra;
o Pontos de falhas (que alteram as características da fibra sem haver a
ruptura);
o Comprimento do cabo.

Figura 5.31 OTDR (Refletômetro Ótico no Domínio do Tempo).10

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5.12.2 Inspeção manual dos conectores da Fibra

Antes dos testes de certificação da fibra propriamente ditos, recomenda-se a


inspeção visual na fibra e limpeza dos conectores e aferição dos cabos dos
testadores.

Figura 5.32 Inspeção manual dos conectores da Fibra.10

5.12.3 Testes em Cabo Óptico


Os principais testes realizados em cabo óptico são (conforme a Fluke Networks):

• Comprimento da fibra;
• Descontinuidade da fibra;
• Atenuação na fibra (comprimento x coeficiente de atenuação);
• Perda de potência (Power Loss) ou Perda por Inserção (Insertion Loss).

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Outros testes que podem ser realizados na fibra óptica:

• Ganho Óptico;
• Degradação do sinal Óptico;
• Pico de reflexão.

5.12.3.1 Comprimento da fibra

O comprimento pode ser determinado por instrumento ou por marcas no cabo.

Determinar o comprimento pelo instrumento é uma boa opção, pois o comprimento


pode variar em relação à marcação do cabo.

Um OTDR pode determinar o comprimento da fibra. Ao encontrar o término da fibra


o sinal óptico será retornado para a srcem e o OTDR determinará o comprimento
exato do cabo.

5.12.3.2 Teste de continuidade

• Este teste somente assegura que a luz passará de uma extremidade do


enlace para outra.

Não indica nenhum dano na terminação da fibra que possa ter ocorrido
durante a instalação.
• Não garante a qualidade da instalação, servindo somente como referência
básica sobre a continuidade da fibra.
• Cuidado: Nunca olhe diretamente para a extremidade de um cabo de fibra
que esteja conectado em um dispositivo ativo.

5.12.3.3 Atenuação

A atenuação é a perda de potência do sinal transmitido ao longo do meio físico.

Na fibra óptica podemos calcular a atenuação da seguinte forma:

Atenuação do Link = Atenuação do Cabo + Aten. do Conector + Aten. da Emenda

Atenuação do Cabo (dB) = Coeficiente de Atenuação (dB/km) * Comprimento (km)

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Tabela 5.3 Valores do Coeficiente de Atenuação.10

5.12.3.4 Perda de potência (Power Loss)

Um OLTS (optical loss test set) emite um sinal luminoso num determinado
comprimento de onda especificado e o equipamento remoto faz a medição. É
determinada a perda absoluta da potência. Esta medida é comparada com valores
padrões e a perda de potência da fibra é determinada. O teste dever ser realizado
nos dois sentidos.

Figura 5.33 Teste de perda de potência no patch cord de fibra (Power Loss). 30

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Links da Fibra TOs

Patch Panel

Gerador
do sinal

Medidor
de
potência

Figura 5.34 Teste de perda de potência no cabo de fibra óptica (Power Loss). 10

5.13 PROBLEMAS COM OS PARÂMETROS DE CERTIFICAÇÃO DO CABO UTP

• Comprimento
o Falhas indicam problema de projeto, encaminhamentos ou
acompanhamento.
 Atraso e variação do atraso
o Variação no atraso normalmente indicam problemas com o meio

físico.
 Impedância Característica
o Normalmente associada à qualidade do meio físico.
 Erros de Comprimento
o
Verificar se do
a categoria o NVP
cabo.calibrado no scanner está em concordância com
o Verificar se o cabo foi instalado com o comprimento dentro das

normas e se os cordões de manobra não são muito compridos.


 Erros de WireMap
o Verificar se o código de cores adotado está correto nas
terminações.
o Assegurar que o cordão de manobra do equipamento não tenha

cruzamento entre 2 pares.


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 Erros de Insertion Loss (Atenuação)


o A atenuação aumenta com a frequência, comprimento do cabo e

temperatura. Acima dos valores “margem” a transmissão de dados


fica comprometida.
o Categoria inadequada do cabo e acessórios, calibragem do scanner
com NVP errado.
o Comprimento excessivo e conexões mal feitas no patch panel e

tomadas.
o
Patch cords não são de cabos flexíveis.
 Erros de NEXT e ELFEXT
o Conexões mal feitas (Verificar estado das ferramentas. Ex.
deformação dos alicates de crimpagem e pressão da ferramenta de
inserção).
o Utilização de serviços simultâneos no mesmo cabeamento (Ex. voz
e dados).
o Verificar a qualidade e a categoria dos acessórios empregados

(patch panel, conectores).


o O destrançamento dos pares está acima do tamanho máximo

permitido (12 mm).


o O scanner não foi calibrado corretamente. O scanner deve ser

calibrado antes da realização dos testes e longe de fontes de ruído.


Erros de Return Loss


o Troque a extremidade mais próxima do cordão ou cordão do

instrumento e refaça o teste.


• Erros de Propagation Delay/Delay Skew
o Verificar se o cabo é certificado para atender aos requisitos de

atraso especificado.
o Certificar se o cabeamento não excede o comprimento e se todos
os cabos foram instalados com comprimento igual.
• Erros de Capacitância
o Cabos rompidos, blindagem ou condutores em curto.
o Ruído excessivo no cabo.

5.14 O CORRETO E O INCORRETO NA INSTALAÇÃO DE CABO UTP

Correto:

• Esticar o cabo adequadamente;


• Agrupar os cabos adequadamente;
• Usar curvas nos cabos menores do que 90 graus;
• Utilizar ferramentas adequadas;
• Usar o cabo adequado para cada ambiente de instalação;
• Obedecer a distância máxima do cabo;

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Incorreto:

• Esticar o cabo de forma exagerada;


• Ao agrupar o cabo apertar demais a cinta;
• Dobrar o cabo em 90 graus;
• Destrançar mais que 12 mm na ponta do cabo;
• Realizar emendas no cabo fora das normas;
• Danificar a capa de proteção do cabo.

5.14.1 Exemplos de instalações ruins (e certificação negativa)

• Comprimento do cabo excedendo 90 metros.


• Cabos UTP categoria 5e ou 6, excedendo mais de 12 mm de pares
destrançados nos locais de terminações.
• O cabeamento horizontal foi emendado no teto ou no Piso falso porque os
cabos estavam muito curtos para alcançar o hardware de conexão.
• Exceder o raio máximo da dobra do cabo.
• Cabo exposto na capa de proteção é um sinal de que o cabo pode ter sido
danificado.
• Conectores de fibra não utilizados tendo a inversão de polaridade e não estar
com uma cobertura de proteção aplicada a eles, sujeitando os conectores às
contaminações ambientais.

CONCLUSÃO DO CAPITULO

Procuramos neste capítulo estudar os principais testes de Certificação realizados


nos cabos UTP e nos cabos de fibra óptica. Analisamos também os instrumentos de
testes utilizados para a Certificação.

Como a certificação é uma parte do Cabeamento Estruturado constantemente sendo


aperfeiçoada, uma atualização constante é necessária também nessa área.

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199

CAPÍTULO 6 ATERRAMENTO EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem a finalidade de introduzir os conceitos básicos do aterramento em


cabeamento estruturado. Não tem a pretensão de esgotar o assunto.

Entendemos que o assunto ligado ao aterramento é um assunto muito sensível e,


conforme o tipo ou porte da instalação de cabeamento estruturado, é recomendada
a contratação de especialistas na área, por se tratar de um assunto, como já citado,
sensível. Sensível no sentido de envolver a proteção das pessoas que trabalham na
organização e também os equipamentos de comunicação de dados que hoje são
essenciais para a sobrevivência dessa mesma organização.

Portanto, o objetivo deste capítulo é que o pessoal interno de TI tenha


conhecimentos básicos do aterramento e possa contratar e acompanhar o serviço de
pessoal especializado no assunto.

6.1 OBJETIVO DA NORMA ANSI/EIA/TIA 607

A norma ANSI/EIA/TIA 607 trata de requerimentos para Sistemas de Aterramento


para Telecomunicações
no assunto, em Edifícios
ou seja, a norma deve serComerciais
seguida. - é, portanto, a norma determinante

A norma ANSI/EIA/TIA 607 define um padrão para o projeto e instalação de


sistemas de aterramento dentro e entre edifícios, estipulando como regra básica a
necessidade de se ter um único potencial de terra para todos os aterramentos
existentes, isto é, termos os diversos aterramentos existentes nos edifícios
interligados para evitar diferenças de potencial entre eles.

Alguns conceitos são fundamentais ao se trabalhar com a norma ANSI/EIA/TIA 607


e com proteção de equipamentos de telecomunicações.

O aterramento (em inglês o termo usado é “grounding”) é utilizado para proteger


pessoas e equipamentos de surtos de corrente anormais no sistema.

O aterramento consiste (NEC, Artigo 100) de “Uma conexão condutora, intencional


ou não, entre os circuitos elétricos ou equipamentos e a terra, ou algum corpo
condutor que presta serviço no lugar da terra".

A interligação ao aterramento (em inglês o termo usado é “bounding”) é utilizado


para equalizar partes de um equipamento ao potencial de terra. 36 O termo

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
200

equipotencialização também é utilizado para indicar essa interligação ao


aterramento.

A interligação ao aterramento ou equipotencialização de aterramento consiste


(NEC, Artigo 100 e Artigo 250 a 270) de "Uma interligação ou junção permanente de
peças metálicas de equipamentos e caixas ou gabinetes de condutores para
assegurar um caminho eletricamente condutivo entre eles, que vai garantir a
continuidade elétrica e ter capacidade suficiente para conduzir à terra, com
segurança, qualquer corrente estranha ou anormal susceptível de ser imposta a
esse circuito”.

Resumindo: o aterramento (“grounding”) interliga os equipamentos e circuitos


elétricos à terra do edifício (“earthing” em inglês) e a interligação ou
equipotencialização de aterramento “bounding” forma um circuito elétrico de baixa
impedância entre partes metálicas de equipamentos e gabinetes de condutores
dentro do sistema de cabeamento estruturado para telecomunicações (este último
visando a transferência de correntes anormais para o sistema de aterramento do
prédio).

Não confundir os dois termos e saber a função de cada um evita muito dissabor.36

A atividade de aterramento e interligação ao aterramento (Grounding and Bounding)


tratado na norma ANSI/EIA/TIA 607 serve diferentes setores da indústria, não se
restringindo ao setor de telecomunicações. Por exemplo, os setores da indústria que
trabalham na automação predial e em sistemas de controle industrial rotineiramente
especificam sistemas distintos para o aterramento (Grounding) e interligação ao
aterrramento (Bounding).

Vamos nos focar nos seguintes princípos, neste capítulo:

• A norma ANSI/EIA/TIA 607 trata exclusivamente dos componentes do


aterramento (Grounding) e da interligação dos equipamentos de
telecomunicações ao aterrramento (Bounding)!

• O assunto do sistema de aterramento predial (earthing) é assunto para

engenheiro elétrico especilializado no assunto!


Veja na figura a seguir os termos básicos abordados nesta introdução ao assunto de
aterramento em Cabeamento Estruturado.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
201

Figura 6.1 Aterramento e Interligação ao Aterramento.

Na figura acima, os condutores de aterramento, TMGB e TGB fazem parte do


aterramento (Grounding) – em vermelho. Por sua vez, as interligações internas no
sistema de cabeamento, como o TBB, TBBIBC, fazem parte da interligação ao
aterramento (equipotencialização) – em azul. O sistema de aterramento do edifício
não faz parte da norma 607 (parte inferior da figura). Explicaremos com maiores
detalhes a figura exibida no decorrer deste capítulo.

6.2 HISTÓRICO DA NORMA ANSI/EIA/TIA 607

A ANSI/TIA-607-A foi publicada em 1994.

Uma nova versão, a ANSI/TIA-607-B foi publicada em Agosto de 2012.

Em Janeiro de 2013, foi publicada a ANSI/TIA-607-B-1 “Addendum 1, External


Grounding” .

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
202

6.3 CONCEITOS BÁSICOS DE ATERRAMENTO

Aterramento, significa o quê?


Significa acoplamento permanente de partes metálicas com o propósito de formar
um caminho condutor de eletricidade, tanto para assegurar continuidade elétrica
quanto para capacitar uma condução segura qualquer que seja o tipo de corrente
circulante.

Qual sua função principal?


-Proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas.
-Descarregar cargas estáticas acumuladas nas partes metálicas das máquinas ou
equipamentos para o terra.
-Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção.

Como se faz isto então?


Bem, existem algumas técnicas usadas para se executar um aterramento, uma delas
é a utilização de uma “haste de aterramento” que vem a ser:

-Uma barra de cobre com tamanho comum de 2 m, veja a figura abaixo.

Figura 6.2 Haste de aterramento.1


-Outra forma é utilizar uma “malha de terra” que é um conjunto de “hastes de
aterramento” interligadas. Veja o exemplo abaixo, de um conjunto de hastes no
formato triangular, onde temos 3 hastes interligadas entre si para melhorar o
rendimento do sistema de aterramento.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
203

Figura 6.3 Conjunto de hastes de aterramento no formato triangular.1

Figura 6.4 Sistema de malha de aterramento.1

Quando criamos um sistema com malhas de aterramento, colocando não uma, mas
várias barras de cobre interligadas, aumentamos a eficiência do sistema do TERRA.
Quanto mais barras interconectadas, mais eficiente é esse sistema de aterramento.

O aterramento deve ser feito na rede elétrica. Veja o exemplo a seguir.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
204

Figura 6.5 Interligação da tomada elétrica de 3 pinos à haste de aterramento.1

6.3.1 Cuidados na execução de um sistema de aterramento

Para a execução de um bom aterramento alguns cuidados devem ser tomados:

-Um ponto de dúvida é o valor da resistência de aterramento. Ela mede a


capacidade do aterramento de descarregar a energia para a terra. Quanto menor
essa resistência, melhor para a instalação, pois mais rápida será a atuação das
proteções;

-A norma brasileira de proteção contra descargas atmosféricas (NBR 5419/93)


recomenda um valor máximo de 10 ohms. Para medir a resistência de um
aterramento usa-se um aparelho chamado de Megômetro. É testado nas hastes de
aterramento quando interligadas, não na tomada. Valor tolerável é de 1 Ohm até 25
Ohms;

-O aterramento deve ser de ponto único e não deve ser curto-circuitado ao neutro.
Ao se fazer um sistema de aterramento, há de se analisar alguns aspectos:

Solo: Um solo ideal é não arenoso, ligeiramente úmido e que não esteja bloqueado
por camadas de cimento, evitando que o solo mantenha a umidade;

Material utilizado: Cabos, ao invés de fios rígidos, têm melhores resultados;

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
205

Cuidado no local de instalação: Evite instalar aterramentos perto de piscinas,


locais onde crianças costumam brincar ou travessia de carros, evitando que este se
estrague.

6.3.2 Material básico necessário para o sistema de aterramento

O material básico a ser utilizado para um sistema de aterramento é:

Barra de cobre: barra de ferro revestido em cobre, com tamanhos padronizados


entre 1,30m até 3,5m;

Cabos para aterramento: cabos com muitos fios são ideais para um aterramento de
qualidade, lembrando sempre que quanto mais espesso for o cabo, melhor a
qualidade do aterramento. Se optar por fios rígidos, não se esqueça de tirar a capa
plástica que envolve o fio, devido à eletricidade estática - apesar de aterrado;

Abraçadeira em cobre: Serve para conectar o cabo à barra de cobre, sem precisar
de grandes esforços ou improvisos ineficazes.

6.4 SISTEMA DE ATERRAMENTO SEGUNDO A NORMA ANSI/EIA/TIA 607

Afinal, depois da introdução e dos conceitos apresentados, veremos o que diz a


Norma ANSI/EIA/TIA 607.

O objetivo inicial desta Norma é providenciar especificações claras sobre


aterramento e interligação ao aterramento, relacionadas à infraestrutura de
telecomunicações de edifícios.

Inicialmente vamos conhecer a terminologia, algumas definições e conceitos de


elementos que compõem a Norma.

6.4.1 Terminologia

Os principais termos utilizados na norma TIA/EIA 607 são os que apresentamos


abaixo:

Sistema de Aterramento do Edifício (Earthing)


• A conexão de partes condutivas expostas ao terminal de aterramento principal da
instalação, ou seja, ao sistema de aterramento do edifício (Norma BS 7671).

Aterramento (Grounding – termo Americano)


• A interligação, intencional ou acidental, entre um circuito elétrico e o sistema de
aterramento do prédio (TIA/EIA-607).

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206

Interligação ou equipotencialização ao aterramento (Equipotential bonding)


• A conexão elétrica que coloca várias partes condutivas expostas e partes
exteriores condutivas num potencial de voltagem substancialmente igual (EN
50174-2).

6.4.2 Definições e elementos do sistema de aterramento e interligação a terra

Seguem as definições mais detalhadas dos elementos que compõe o sistema de


aterramento de equipamentos de telecomunicações propostos pela norma EIA/TIA
607.

- Aterramento efetivo refere-se a uma conexão intencional através da terra até um


conector subterrâneo com impedância suficientemente baixa. É preciso haver
corrente com capacidade suficiente para prevenir a acumulação de voltagem que
potencialmente resultaria em um risco desnecessário a equipamentos e pessoas.

- Condutor ao eletrodo de aterramento subterrâneo (Ground electrode


conductor) é um condutor usado para conectar o eletrodo de aterramento
subterrâneo ao sistema de aterramento do prédio ou à facilidade de entrada da
companhia de eletricidade do prédio.

- Condutor de interligação de aterramento de telecomunicações (Bounding


Conductor for Telecommunications) é um condutor usado para interconectar a
infraestrutura de interligação de aterramento (equipotencialização) de
telecomunicações ao sistema de aterramento principal (fornecedor de energia) do
edifício.

- Barramento do Aterramento Principal de Telecomunicações


(Telecommunications Main Grounding Backbone - TMGB) refere-se a um
barramento de aterramento principal do sistema de aterramento de
telecomunicações de um edifício comercial. O TMGB deve estar em um local
conveniente e acessível, normalmente na entrada de facilidade de eletricidade do
prédio.

- Barramento de Aterramento de Telecomunicações (Telecommunications


Grounding Busbar - TGB) é um barramento de aterramento disponível em cada
sala de equipamentos e salas de telecomunicações. As TGBs se conectam à TMGB.

- Condutor de Interligação do Backbone de Aterramento de Telecomunicações


(Telecommunications Bonding Backbone -TBB) é um condutor de cobre usado
para conectar o aterramento principal de telecomunicações (TMGB) a todos os
barramentos de aterramento de telecomunicações (TGB) localizados no mesmo
edifício. Pode existir um backbone de TBB para cada ala do prédio, seguindo de
andar em andar até o topo do prédio.
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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
207

- Condutor de Interconexão dos Backbones de Aterramento de


Telecomunicações (TBB Interconecting Bonding Conductor - TBBIBC) é um
condutor usado para interconectar os backbones de link de telecomunicações (TBB),
nos andares finais de um edifício, quando o mesmo abrigar mais de um mesmo
backbone de TBBs.

Observe na figura a seguir os elementos acima definidos e a comparação que


fizemos em relação aos subsistemas do Cabeamento Estruturado:

Figura 6.6 Esquema de aterramento e interligações na norma 607. 1

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
208

Na figura anterior vemos os principais elementos do aterramento (grounding) e


interligação ao aterramento (bounding), os quais são:

• O TBB (Bonding) faz o papel de uma espécie de “backbone de interligação do


aterramento”, interligando o TMGB (barra principal de aterramento na entrada
de facilidade) aos TGBs (barra de aterramento nas salas de equipamentos e
salas de telecomunicações);
• O TBBIBC (Bonding) interliga dois TBBs quando houver necessidade (duas
colunas de TBBs por prédio, por exemplo);
• O Condutor de Interligação de Aterramento de Telecomunicações (Bonding)
interliga o TMGB ao sistema de aterramento do prédio (grounding),
realizando, portanto, a conexão entre o sistema de interligação de
aterramento de telecomunicações e o aterramento principal do prédio.

Vejamos na figura abaixo detalhes do TMGB e do TGB (Grounding).

Figura 6.7 Detalhes do TMGB e do TGB. 38

Percebe-se que o TMGB possibilita a conexão de vários TBBs, enquanto o TGB, que
atende as conexões de interligação ao aterramento na sala de equipamentos ou
salas de telecomunicações, tem uma estrutura menor para essas interconexões.

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209

6.5 CONCEITUAÇÃO E INSTALAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATERRAMENTO

6.5.1 Condutor de Interligação de Aterramento de telecomunicações

O Condutor de Interligação de Aterramento de Telecomunicações (Bonding


Conductor for Telecommunications) é usado para interligar o TMGB ao ponto de
aterramento central do edifício, o qual está conectado ao condutor de eletrodo
subterrâneo. Existem três importantes considerações a respeito de condutores de
aterramento para telecomunicações:

• O condutor central de cobre precisa ser isolado e ser ao menos de seção 6


AWG;

• Estes condutores não devem localizar-se em conduítes metálicos. Se isso


não puder ser evitado, os condutores precisam ser interligados a cada saída
do conduíte caso a distância for maior que 1 m de comprimento;

• Assegurar que estes condutores de link estejam apropriadamente


identificados com etiquetas verdes.

6.5.2 Condutor de Interligação do backbone de aterramento de


telecomunicações
O condutor de Interligação do Backbone de Aterramento de Telecomunicações
(TBB) é um condutor independente usado para interconectar todos os TGBs ao
TMGB. O TBB inicia no TMGB e estende-se através do edifício usando rotas do
backbone de telecomunicações. O TBB conecta-se aos TGBs em todas as salas de
telecomunicações e salas de equipamentos. A função primária do TBB é reduzir ou
compensar diferenças de potencial entre sistemas de telecomunicações interligados
a ele.

O projeto do TBB inclui as seguintes recomendações:

• Ser consistente com o projeto do backbone de telecomunicações do sistema


de cabeamento;
• Permitir múltiplos TBBs, segundo o tamanho do edifício;
• Projetar o comprimento mínimo do TBB;
• Não usar o sistema de encanamento de água do edifício como um TBB;
• Não usar proteção metálica do cabo como um TBB em novas instalações.
• O tamanho mínimo do condutor é 6 AWG. Múltiplos TBBs verticais precisam
estar interligados no andar superior do prédio e a cada 3 andares usando um
condutor de interconexão do link (TBBIBC) interconectando os TBBs;
• Os TBBs deverão ser instalados sem emendas.

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210

Exemplos de instalações do TMGB e TGB

Figura 6.8 Detalhes do TMGB com interligações.37

Figura 6.9 Detalhes de uma barra de aterramento de um prédio.37

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211

Figura 6.10 Detalhes de aterramento de um rack (Panduit). 37

Na figura acima, percebe-se o TMGB (número 10) e sua interligação com os

bastidores de equipamentos.
6.5.3 Barramento do aterramento principal de telecomunicações

O Barramento do Aterramento Principal de Telecomunicações (TMGB) serve como


uma extensão dedicada ao sistema de eletrodo de aterramento subterrâneo do
edifício da infraestrutura de telecomunicações. Também atua como ponto central de
conexão para TBBs e equipamentos.

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212

Algumas considerações do projeto de um TMGB

• Tipicamente há um TMGB por edifício. O TMGB pode ser estendido usando e


seguindo as regras dos TGBs.

• O TMGB precisa ser acessível ao pessoal de telecomunicações.


Normalmente localiza-se na sala de entrada de facilidade de energia elétrica
ou na sala de entrada de facilidades de telecomunicações principal do prédio.
Sua localização deve minimizar o comprimento do condutor do link para as
conexões de telecomunicações.

• Os TMGBs têm um mínimo de 6 mm de espessura, 100 mm de largura e


comprimento variável. Assegurar que o tamanho da barra permita futuro
crescimento.

6.5.4 Barramento do aterramento de telecomunicações

O Barramento do Aterramento de Telecomunicações - Telecommunications


Grounding Busbar - (TGB) está localizado em uma sala de telecomunicações (TC)
ou sala de equipamentos (ER), pode servir como um ponto central de conexão para
sistemas de telecomunicações e equipamentos na área servida pela Sala de
Telecomunicações ou Sala de Equipamentos.
Características do TGB

Barramento de cobre pré-perfurado fornecido com padrão NEMA de orifícios e


espaçamento para parafusos, para os tipos de conectores a serem usados.

Mínimo de 6 mm de espessura por 50 mm de largura, comprimento variável.

Considerações de projeto do TGB

TBBs e outros TGBs localizados no mesmo espaço precisam ser vinculados a um


TGB.

Condutores de interligação usados entre TBB e TGB precisam ser contínuos e


utilizar o caminho mais curto, com rota direta se possível.

Instalar o TGB tanto fechado (protegido) quanto mais próximo possível do bastidor
ou rack da sala de telecomunicações ou sala de equipamentos.

Interligar o TGB ao TBBIBC onde for necessário.

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213

6.5.5 Interligação à estrutura de metal de um edifício

A Interligação à estrutura de metal de um edifício é feita em prédios onde as


estruturas de metal estão efetivamente aterradas, e significa interligar cada TGB à
estrutura de metal no interior da sala, usando um condutor nº 6 AWG. Se a estrutura
de metal é externa, mas acessível, interligue o TGB à estrutura de metal também
usando um condutor nº 6 AWG.

Observação: um condutor de 6 AWG corresponde a um condutor com uma seção de


13,3 mm2 e com diâmetro de 4,11 mm.

6.6 ATERRAMENTO NA SALA DE TELECOMUNICAÇÕES

Os equipamentos instalados na sala de telecomunicações e também na sala de


equipamentos devem estar aterrados e interligados ao terra.

Com o advento das redes de alta velocidade padrão Ethernet em alguns casos os
cabos STP são utilizados.

Nesses casos, o correto aterramento e interligação ao terra tornam-se fatores


importantes para o bom funcionamento do sistema de cabeamento estruturado.

Como sabemos o cabo STP e suas variações possuem uma malha externa para
proteger os pares internos contra interferências eletromagnéticas.

Esta malha deve ser eficientemente ligada ao sistema de aterramento do prédio,


tanto numa extremidade como na outra.

Segundo a Siemon,38 O cabeamento blindado, de um tipo ou de outro, tem sido o


preferido para a infraestrutura de cabeamento no mercado global há muitos anos. Os
cabos descritos como blindados, são os cabos foil screened unshielded twisted
pair (F/UTP - par trançado não blindado individualmente com malha externa) , e
os cabos totalmente blindados, foil shielded twisted pair (S/FTP – par trançado
com uma malha externa além de uma malha interna individual para cada par
trançado) estão ganhando popularidade nos mercados onde o cabeamento de par
trançado não blindado (UTP) tem tradicionalmente sido o mais utilizado.
A razão disso, como explanado acima, está vinculada à publicação do padrão
conhecido como IEEE 802.3an 10GBASE-T (como também dos novos padrões
emergentes 40GBaseT) e à sensibilidade ao ruído presente em cabos adjacentes
nas aplicações emergentes. Este ruído proveniente em cabos adjacentes é
conhecido como o alien crosstalk.

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Segundo a Siemon,38 os sistemas de cabeamento de 10 Gbps com malha externa e


totalmente blindado, como a categoria 6A F/UTP e a categoria7 S/FTP, são todos
imunes ao alien crosstalk, o qual apresenta problemas para categoria e cabeamento
CAT 6A UTP.

Figura 6.11 Cabo F/UTP.38

Figura 6.12 Cabo S/FTP.38

No cabo F/UTP a malha é externa, envolvendo os 4 pares UTP e no cabo S/FTP,


além da malha externa, os 4 pares recebem uma blindagem individual.

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215

Vejamos na figura a seguir como seria o esquema genérico dessa vinculação ao


sistema de aterramento de um cabeamento horizontal utilizando cabos STP.

Figura 6.13 Aterramento e interligação ao terra na TR e área de trabalho.1

Na figura anterior, a sala de telecomunicações, os equipamentos ativos, o cabo STP


e o PC devem estar interligados ao terra para que a proteção contra o EMI funcione
adequadamente. Perceba todos os elementos da norma 607 contemplados na
figura, compondo o sistema de aterramento e interligação ao terra (grounding e
bounding).
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216

A sequência de aterramento começa desde a tomada AC, devidamente aterrada, no


PC, o patch Cord STP, TO auto aterrada, o cabo STP, o patch panel com tomada
auto-aterrada, o aterramento do patch panel ao bastidor, o aterramento do bastidor
ao TGB, Do TGB, a interligação do TBB ao TMGB. Do TMGB sai o condutor de
aterramento em Telecomunicações que se interconecta ao aterramento do prédio.

Embora o aterramento dos equipamentos ativos nas salas de telecomunicações e


salas de equipamento seja uma questão de proteção do equipamento e do ser
humano (proteção contra surtos de corrente indesejáveis e danosos), o aterramento
nos cabos blindados é também uma questão de performance.38

A interligação ao terra nos cabos S/UTP e F/STP citados é uma questão de


performance: a interligação ao terra faz com que as correntes induzidas pela EMI
(interferência eletromagnéticas) sejam conduzidas ao aterramento do prédio,
diminuindo o efeito do ruído Alien Crosstalk e outros tipos de ruído, aumentando a
taxa de transmissão no cabeamento estruturado.

O profissional de cabeamento deve levar em conta que, ao usar cabos S/UTP e


F/STP de categorias 6 e superiores, deve também reservar maior espaço no suporte
físico do caminho do cabeamento vertical ou horizontal, pois tais cabos possuem o
diâmetro externo maior do que um cabo UTP, ocupando, portanto, maior espaço em

conduítes, esteiras, dutos, etc.


CONCLUSÃO DO CAPITULO

Este capítulo tratou de questões de aterramento e interligação ao terra, assuntos


normatizados na ANSI 607, e o consideramos uma introdução ao tema proposto.

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217

CAPÍTULO 7 PROJETO DE CABEAMENTO ESTRUTURADO

INTRODUÇÃO

Este Capítulo tem como objetivo demonstrar ao leitor uma possível solução para
uma solicitação de projeto de cabeamento estruturado e também servir como
referência para futuros trabalhos na área profissional.

Você foi convidado a participar de uma licitação para o projeto de rede com
cabeamento estruturado da filial de uma grande empresa prestadora de serviços em
energia elétrica.

7.1 FASES DE UM PROJETO

Resumidamente, podemos dizer que todo projeto envolve quatro fases bem
distintas, a saber:

- Conhecimento das necessidades e exigências do cliente;


- Elaboração do Projeto;
- Execução do Projeto;
- Certificação do Cabeamento.

7.2 CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES E EXIGÊNCIAS DO CLIENTE

Nesta fase o projetista entrevista o responsável técnico do cliente para obter


informações sobre as necessidades de serviços atuais e futuros, além de conhecer a
estrutura física e a disponibilidade financeira para a execução do projeto.

7.2.1 Informações sobre o projeto

O projeto deverá ser desenvolvido para um prédio comercial de três andares


dispostos segundo as plantas mostradas nas figuras correspondentes, indicadas a
seguir.

O usuário solicita que sejam disponibilizadas Tomadas de Telecomunicações para


dados e voz, distribuídas conforme descrito adiante.

No 1º Piso, Hall de Entrada, teremos 2 pontos de dados e 2 pontos de voz.

No 1º Piso. Nas salas 1, 4, 5 e 6, teremos 4 pontos de dados e 4 pontos de voz.

No 1º Piso e 2º Piso. Salas 2 e 3, onde se localizará o Call Center, teremos 20


pontos de dados e 20 de voz em cada sala.

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218

No 2º Piso. Nas salas 1, 4, 5 e 6, teremos 4 pontos de dados e 4 pontos de voz.


Na sala de leitura, 2 pontos de dados e 2 pontos de voz.

No 3º Piso. Nas salas 2, 3, teremos 8 pontos de dados e 8 pontos voz. Nas salas 1,
4, 5, e 6, teremos 4 pontos de dados e 4 pontos de voz. Na sala 7, teremos 2 pontos
de dados e 2 pontos de voz. Na sala de leitura, 2 pontos de dados e 2 pontos de
voz.

Portanto, no projeto completo, serão atendidos um total de 112 pontos de dados e


112 pontos de voz.

O usuário solicita sugestão para enlace de dados de 2 Mbps com a Matriz via
circuito dedicado, fornecido pela concessionária de telecomunicações local.

Solicita acesso à Internet para toda a rede, exceção feita às máquinas do Call
Center, pois os atendentes receberão consultas exclusivamente via 0800.

O acesso será disponibilizado pela operadora local na velocidade de 2 Mbps, com


roteador próprio da empresa ou o sugerido no projeto.

A Matriz solicita utilização da rede 192.178.35.0/24 para configuração da rede

interna.
máquinaSolicita isolamento
das redes das máquinas
da empresa do Call
tenha acesso Center, de tal forma que nenhuma
a elas.

As máquinas do Call Center deverão acessar um Servidor de Arquivos, com registro


de informações sobre clientes, e acessar um Servidor de Impressão para imprimir
ordens de serviços e também deverão ter conectividade plena entre elas.

As instalações de energia, alarmes e sistemas de supervisão prediais serão focos de


outra licitação.

O sistema de segurança da rede será desenvolvido pelo setor de TI do usuário,


devendo o projeto contemplar unicamente o cabeamento e a estrutura lógica da rede
local. Para tanto, o projeto deve detalhar os endereçamentos IPs da rede local,
assim como, deve explicitar no descritivo, pormenores de execução do cabeamento.

Detalhar os materiais a serem utilizados, tais como:

Tomadas, cabos, calhas, canaletas, conectores, bastidores, switches, roteadores


etc.

O usuário informa que deverá haver na rede local:

• 1 servidor de arquivos para atender exclusivamente o setor Call Center.


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• 1 servidor de impressão para imprimir ordens de serviços geradas no Call


Center.
• 1 servidor de arquivos para atender toda a rede local.
• 1 servidor de impressão reservado para a rede corporativa.
• 2 impressoras a laser de uso geral da rede.

O projeto poderá sugerir a utilização de roteador ou roteadores e também switches


ou hubs que atendam as necessidades atuais e futuras.

Novamente informa que as máquinas do Call Center não deverão ter acesso ao
servidor corporativo, nem as outras máquinas da rede terão acesso ao servidor de
arquivos do Call Center.

Usuário solicita constar no projeto layout indicando a posição das TOs em cada
andar.

Solicita constar no projeto a Topologia Lógica da rede com endereços IPs, ocupação
das portas dos Switches, endereçamento das Interfaces do roteador e configurações
das máquinas para acesso Internet e à Matriz.

Observação: os equipamentos ativos de telecomunicações e comunicação de dados


não fazem parte depara
tais equipamentos, um que
projeto de cabeamento
o leitor estruturado.
tenha uma ideia Incluímos,
mais prática no entanto,
da utilização deste
projeto de cabeamento estruturado. É sabido que a rede local de computadores é a
principal rede de telecomunicações a utilizar a infraestrutura de cabeamento
estruturado e por isso da decisão de incluir a topologia lógica e informações sobre os
ativos da rede local.

7.2.2 Plantas baixas dos ambientes

A seguir exibiremos as plantas baixas dos três Pisos do prédio comercial em que se
baseia o presente projeto.

Por questões de segurança física, escolheu-se o segundo andar para abrigar a sala
de equipamentos.

O caminho do cabeamento vertical se dará por um poço/galeria de cabos que


interliga todos os três andares, conforme indicado nas plantas.

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Figura 7.1 Layout primeiro Piso.1

Figura 7.2 Layout segundo Piso.1


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Figura 7.3 Layout terceiro Piso.1

7.3 ELABORAÇÃO DO PROJETO

Na fase de elaboração do projeto se inicia com o descritivo do mesmo, citando


elementos e materiais a serem utilizados, e especialmente, detalhando o processo
de execução.

Possíveis falhas que possa haver em qualquer projeto, devem sempre ser sanadas
quando da execução prática do mesmo.

Sendo um projeto exemplo, informações de tráfego e desempenho não estão sendo


consideradas, porém salienta-se que qualquer projeto necessita ser testado e seu
desempenho corrigido se necessário.

Medidas nos desenhos e esquemas não seguem escalas, em razão de permitir uma
melhor compreensão do que se deseja mostrar.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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7.3.1 Descritivo do projeto

O projeto contempla a instalação de eletrocalhas, com fixação por fusos rosqueados


no teto de alvenaria, ficando a uma distância de 0,5 m do teto e 0,5m do forro falso.
Ver Planta com o Caminho do Cabeamento nas figuras 7.4 e as eletrocalhas nas
figuras 7.5, 7.6 e 7.10.

A descida do cabeamento horizontal se fará a partir das eletrocalhas por meio de


canaletas plásticas sistema X, conforme figuras 7.7 e 7.8 e seguirá via canaletas
afixadas às paredes das salas até as Tomadas de Telecomunicações (TO),
conforme o caso.

Serão utilizados cabos UTP CAT 6 a partir do MDF (distribuidor de facilidades


principal, também nominado de BD, ou distribuidor de edifício, onde teremos a
“Conexão Cruzada Principal") na sala de equipamentos, e dos IDFs (distribuidor de
facilidades intermediárias, também nominado de FD, ou distribuidor de Piso, onde
teremos a “Conexão Cruzada Horizontal”) nos armários ou salas de
telecomunicações (TR) dos andares relativos, até as TOs nas áreas de trabalho. Ver
figuras 7.11, 7.12 e 7.13.

Em cada ponto serão disponibilizadas duas Tomadas RJ45 padrão segundo normas

vigentes. Uma tomada será disponibilizada para dados e a outra para voz.
Serão utilizados cabos UTP CAT 6a para a interconexão entre o MDF e os IDFs,
formando o Cabeamento Primário (Backbone). Ver figura 7.14.

O PABX será instalado no 1º Piso junto ao POP, também conhecido como EF, ou
entrada de facilidades. Será utilizado cabo UTP de 100 pares para a distribuição dos
ramais do PABX até os Patch Panel próprios em cada MDF e IDFs. Ver figura 7.14.

A Topologia da rede será conforme figura 7.15, contendo 3 Switches Cisco de 48


portas cada, instalados um em cada andar no MDF e nos IDFs. A Topologia sugere
a utilização de roteador Cisco (à escolha do usuário) com duas portas de WAN e
uma porta de LAN FastEthernet 100Mbps.

Sugere-se ao usuário contratar da empresa prestadora de telecomunicações um link


de rádio microondas com capacidade de 4x2 Mbps, disponibilizando um canal 2
Mbps para o acesso Internet, um canal 2 Mbps para acesso à Matriz e dois canais 2
Mbps, para dois sistemas E1, o qual disponibiliza 60 canais de voz para atender as
necessidades do usuário.

Serão disponibilizadas, segundo normas, as tomadas de voz junto às tomadas de


dados. Isto não significa que o usuário vá disponibilizar através de seu PABX linhas

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
223

para todas elas, vai depender da capacidade do PABX e da contratação pelo usuário
de canais de voz junto à prestadora de serviços de telecomunicações.

Será instalado no MDF do 2º Piso um Rack de 19’’ com capacidade de 42U com
porta e chave, onde serão acomodados os 4 servidores, o roteador, um switch 48
portas, 1 Patch Panel de 48 portas ocupando 2U para terminação do cabeamento
horizontal do 2º Piso (total de dados 38 pontos), 1 Patch Panel de 48 portas para
terminação do cabeamento horizontal que atende as TOs de Voz do 2º Piso ( total
de voz 38 pontos), 1 Patch Panel de 48 portas para a terminação do cabeamento
telefônico proveniente do PABX, relativo aos ramais disponibilizados para este
andar, 1 Patch Panel de 12 portas ocupando 1U para terminação do cabeamento
vertical proveniente dos outros andares.

Será instalado no IDF do 1º Piso um Rack de Parede de 19’’ com capacidade de


12U com tampa e chave, onde serão acomodados um switch de 48 portas, 1 Patch
Panel de 48 portas ocupando 2U para a terminação do cabeamento horizontal do 1º
Piso (total de dados 38 pontos), 1 Patch Panel de 48 portas para a terminação do
cabeamento horizontal que atende as TOs de voz do 1º Piso (total de Voz 38
pontos), 1 Patch Panel de 48 portas para a terminação do cabeamento telefônico
proveniente do PABX, relativo aos ramais disponibilizados a este andar, 1 Patch
Panel de 12 portas ocupando 1U para terminação do cabeamento vertical

proveniente do 2º Piso.
Será instalado no IDF do 3º Piso a mesma estrutura programada para o 1º Piso
(citado acima), com a diferença que teremos no 3º Piso 36 pontos de dados e 36
pontos de voz.

Para a Sala de Equipamentos (ER) será utilizada a sala 7 do 2º Piso, onde se


acomodará o MDF e as impressoras, sobre mesas adequadas. A sala terá porta com
chave e dará acesso somente ao pessoal autorizado.

Veja na figura 7.17 detalhes de ocupação do Rack onde se encontrará o MDF e dos
Racks nos IDFs.

Na Configuração do roteador, segundo a Topologia Lógica sugerida, deverá ter


configurado em sua porta de LAN duas sub-interfaces, sendo uma associada à
VLAN 1 (corporativa) e outra associada à VLAN 2 (Call Center). Ver figura 7.16

Os endereçamentos IPs das sub-interfaces serão:

S0/0.1- 192.178.35.1/25 associada à VLAN 1


S0/0.2- 192.178.35.129/25 associada à VLAN 2.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
224

Deverá ser configurada uma ACL (lista de acesso) negando o tráfego entre as
VLANs, porém deixando a possibilidade de com a reconfiguração desta ACL,
permitir que algumas máquinas da VLAN 1 (a critério da Gerência) possam acessar
a VLAN 2, para fins de supervisão e monitoramento de desempenho da VLAN 2,
onde residem as Máquinas do Call Center.

Para os espaços de telecomunicações (MDF e IDF, distribuidores principais e


secundários, respectivamente na sala de equipamentos e salas de
telecomunicações) teremos as seguintes identificações:

1B – sala de telecomunicações B do 1º. Andar (andar + espaço de


telecomunicações);
2A – sala de equipamentos A do 2º. andar;
3C – sala de telecomunicações C do 3º. Andar.

Para o sistema de identificação das TOs, estas serão identificadas segundo o


esquema abaixo, o qual, por sua vez, segue a norma EIA/TIA 606:

1X-P01 Onde a letra 1 representa o andar, o X o espaço de telecomunicações


para onde o cabo se destina, o P representa o patch panel, os números
representam a posição no patch panel.

Este código pode variar de instalação para instalação, dependendo do porte e tipo
de instalação específica (empresa comercial ou Data Center, por exemplo).

Então exemplificando: Para representar uma Tomada de uma Sala do 3º Piso a


representação será: 3C-A01. Ou seja, a tomada em questão é atendida pelo
espaço de telecomunicações C, no 3º Piso, patch panel A, posição 01.

A identificação nos Patch Panel no MDF e IDFs será feita da mesma forma descrita
acima, ou seja, indicando o patch panel e posição no mesmo (A-01).

Os cabos conterão identificação em cada ponta, com código semelhante ao da TO,


indicando a srcem e o destino do cabo (de/para).

O pessoal de TI vai ter à sua disposição sistema manual ou informatizado, indicando


o relacionamento entre as tomadas e o espaço de telecomunicações para onde ela
se destina, tipo de cabo, interfaces, e informações adicionais desejadas.

“O sistema de identificação poderá ser definido pelo usuário se assim o


desejar, desde que siga a recomendação EIA/TIA 606”.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
225

Os materiais a serem utilizados no Projeto serão a seguir detalhados:

• Serão utilizados 4.953 metros de cabo UTP CAT 6;


• Serão utilizados 20 metros de cabo UTP CAT 6a;
• Serão utilizados 20 metros de cabo de 100 pares;
• Serão utilizados 9 Patch Panel de 48 portas;
• Serão utilizados 3 Patch Panel de 12 portas;
• Serão utilizados 112 Tomadas RJ45 duplas com caixa de fixação externa
padrão, conforme normas vigentes;
• Será disponibilizado 224 Patch Cords CAT 6 e 6 Patch Cords CAT 6a, de 1,5
m, para conexões no MDF e IDFs;
• Serão disponibilizados 112 Patch Cords de 5m para interligação das TOs com
as respectivas áreas de trabalho;
• Serão utilizados 250 metros de eletrocalhas 100x50mm;
• Serão utilizados 500 metros de canaletas plásticas tipo x;
• Materiais para fixação, emendas, conexões, juntas, fusos rosqueados, buchas
para fixação e etc. Serão contabilizados na medida em que forem usados,
sendo supervisionados por responsável indicado pelo usuário.

As máquinas da rede corporativa serão configuradas com os endereços IPs da sub-


rede 192.178.35.0/25, sendo utilizado como Gateway o endereço da Sub-interface
de LAN designada para a VLAN 1, que é 192.178.35.1/25.

Os endereços IPs para acesso à Internet serão fornecidos pela operadora


prestadora de serviços de telecomunicações.

Necessariamente deverá ser programado NAT no roteador do usuário para


atribuição de endereços válidos para o acesso Internet. Esta configuração ou
configuração de preferência do usuário deverá ficar sob responsabilidade de seu
departamento de informática ou então da operadora de telecomunicações.

As máquinas do Call Center serão configuradas com os endereços IPs da sub-rede


192.178.35.128/25, sendo utilizado como Gateway o endereço da Sub-interface de
LAN designada para a VLAN 2, que é 192.178.35.129/25.

Teremos no projeto, 1 Servidor de Arquivos e 1 Servidor de Impressão designados


para a VLAN 1 e teremos 1 Servidor de Arquivos e 1 Servidor de Impressão
designados para a VLAN 2, todos eles estarão instalados na Sala de Equipamentos
no 2º Piso.

“Qualquer dúvida ou omissão no descritivo será objeto de análise e decisão


conjunta entre o Usuário e o Projetista”.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
226

7.4 EXECUÇÃO DO PROJETO

Após a determinação do caminho do cabeamento, da escolha da Sala de


Equipamentos e Salas de Telecomunicações ou Armários de Telecomunicações e
demais procedimentos detalhados no descritivo, iniciam-se a execução detalhando o
caminho do cabeamento na planta dada.

7.4.1 Detalhes do caminho do cabeamento

Figura 7.4 Detalhes do Caminho do Cabeamento. 1

7.4.2 Eletrocalhas

Eletrocalhas são produtos que se adaptam perfeitamente para abrigar o cabeamento


estruturado desde que observadas as características técnicas do produto, bem como
sua correta instalação.

Proporcionam o encaminhamento de cabeamento estruturado de alta capacidade,


podendo ser utilizada de forma aparente ou entre forros.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
227

A melhor dimensão de secção é a de 100 x 50 mm, podendo ser do modelo


perfurado ou liso. Não necessariamente precisam ter tampa. Existem algumas
eletrocalhas no mercado com bordas vincadas, que evitam danos ao cabeamento
quando do lançamento.

Secção da canaleta Qtde de Cabos UTP recomendada


· 100 x 50 mm 97

Aconselha-se utilizar uma ocupação de 50%, no início do projeto.

Como a ocupação em uma eletrocalha neste projeto, inicialmente não ultrapassa 60


cabos UTP, a escolha pelas dimensões acima se justificam.

Detalhes das eletrocalhas e suportes usados no projeto.

Figura 7.5 Eletrocalha perfurada 100x50 mm.39

Figura 7.6 Tipos de junções.39

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
228

7.4.3 Detalhes de materiais usados no caminho do cabeamento horizontal

Figura 7.7 Canaletas, terminações e tomadas.39

Figura 7.8 Canaletas, caixas de conexão, cotovelo e união. 39

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CABEA ENTO ESTRUTURADO: DA TEORIA À PRÁTICA
229

Figura 7.9 Tomadas RJ 45 e Cotovelo Interno.39

7.4.4 Exemplo de utiliz ção e fixação de eletrocalhas

Figura 7 .10 Exemplo d fixação de eletrocalhas.40

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
230

7.4.5 Distribuição das TOs

Primeiro Piso

Figura 7.11 Distribuição das TOs do primeiro Piso.1

Na figura acima vemos a distribuição das TOs do primeiro Piso, as áreas de


trabalho, da localização do IDF (sala de telecomunicações), o cabeamento
horizontal,o cabeamento vertical, a galeria de cabos para a passagem de cabos para
a sala de equipamentos (MDF).

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
231

Segundo Piso

Figura 7.12 Distribuição das TOs do segundo Piso.1

Na figura acima vemos a distribuição das TOs do segundo Piso, as áreas de


trabalho, da localização do MDF (sala de equipamentos), o cabeamento horizontal, o
cabeamento vertical, a galeria de cabos para a passagem de cabos para as salas de
telecomunicações (IDF) dos outros andares.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
232

Terceiro Piso

Figura 7.13 Distribuição das TOs do terceiro Piso.1

Na figura acima vemos a distribuição das TOs do terceiro Piso, as áreas de trabalho,
da localização do IDF (sala de telecomunicações), o cabeamento horizontal,o
cabeamento vertical e a galeria de cabos para a passagem de cabos para a sala de
equipamentos (MDF).

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
233

7.4.6 Caminho do cabeamento primário (backbone)

Figura 7.14 Caminho do Cabeamento Vertical (Backbone). 1

A planta acima (chamada de corte A-B) representa o caminho ou passagem do


cabeamento vertical, passando pela entrada de facilidade (também chamada de
POP – ponto de presença), sala de equipamentos (ER) e indo até as salas de
telecomunicações (TR).

Observe que de
edifício que neste tipoforma
outra de corte
seriapodemos exibirde
muito difícil detalhes internosPor
representar. da exemplo,
estrutura do
as
posições das calhas, encaminhamento do cabeamento vertical e horizontal e as
posições da entrada de facilidade, das salas de telecomunicações e sala de
equipamentos, entre outros equipamentos.

Para maiores detalhes de projetos e plantas com corte A-B, consulte nosso curso
on-line de Cabeamento Estruturado.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
234

7.4.7 Topologia da rede do usuário

Figura 7.15 Topologia da Rede. 1

7.4.8 Distribuição das portas dos switches em Vlans

Figura 7.16 Ocupação das portas dos Switches. 1


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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
235

Nas duas figuras anteriores, demonstramos a topologia física e lógica da rede local
(LAN) utilizada no projeto que estamos apresentando, de forma simplificada.

Para maiores detalhes de topologias e redes de computadores consulte nosso curso


on-line Fundamentos de Redes de Computadores e o nosso e-book Introdução
às Redes de Computadores.

7.4.9 Endereçamento IP

O roteador Cisco no usuário terá duas Interfaces de WAN, sendo utilizada uma para
o acesso Internet e a outra, via circuito dedicado, para acesso com a Matriz.

Os endereços IPs destas Interfaces serão determinados pela operadora de serviços


que proverão os acessos. Esses endereços serão públicos.

Os endereços IPs da rede LAN serão assim distribuídos:

• VLAN 1- Máquinas da rede corporativa com endereço 192.178.35.0/25, sendo


disponibilizados um total de 126 endereços para a primeira sub-rede derivada
do endereço de rede 192.178.35.0/24;

VLAN
sendo 2-utilizados
Máquinasadaprincípio
rede do 20
CallIPs
Center
da com endereço
segunda 192.178.35.128/25
Sub-rede derivada do
endereço de rede 192.178.35.0/24.

Os endereços da rede LAN serão privativos.

7.4.10 Aterramento

O aterramento do cabeamento estruturado deverá seguir as recomendações e


normas pertinentes à ANSI 607-B.

Recomenda-se instalar o sistema de aterramento antes de iniciar-se a instalação do


cabeamento.

O prédio deverá ter um TMGB na entrada de facilidade (POP) e dali será interligado
ao sistema de terra do prédio.

Cada sala de telecomunicações e a sala de equipamento terá um TGB independente


interligado ao TMGB.

Para melhores esclarecimentos sobre o aterramento no cabeamento estruturado


consulte o capítulo 6 deste livro.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
236

7.4.11 Ocupação dos racks MDF e IDFs

Figura 7.17 Ocupação dos Racks.1

Cada andar disporá de um espaço de telecomunicações onde os equipamentos

serão acomodados num rack, conforme pode ser visto acima.


Em decisão conjunta da equipe de TI e equipe de instalação, decidiu-se que todas
as salas serão identificadas, bem como todos os equipamentos de telecomunicações
que nelas estarão inseridos, tais como patch panel, cabos, equipamentos ativos, etc.

A identificação deverá seguir as recomendações da norma ABNT/NBR 14565:2012 e


a norma ANSI/TIA 606, conforme indicado na fase inicial do projeto.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
237

7.4.12 Especificações dos materiais e equipamentos usados

7.4.12.1 Rack

RACK FECHADO 42U DA SALA DE EQUIPAMENTOS

- Deverá possuir dimensões de 700 mm de profundidade, 600 mm de largura e 2000


mm de altura máxima;
- Largura total de 700 mm;
- Estrutura soldada em aço SAE 1020 1,5 mm de espessura;
- Pintura epóxi-pó texturizada preta;
- 1 Tampa traseira removível;
- 2 laterais removíveis;
- Capacidade de carga total de até 400 kg de carga estática;
- Porta frontal embutida em aço perfurado 0,9 mm de esp. com fechadura
escamoteável.

RACK FECHADO 12U DAS SALAS DE TELECOMUNICAÇÕES

- Estrutura soldada em aço SAE 1020 0,75/0,9 mm de esp.;


- Porta frontal embutida, armação em aço 0,75 mm de esp., com visor em acrílico
fumê
2,0 mm de esp., com fecho e chave;
- Laterais removíveis 0,75 mm de esp. com aletas de ventilação e fecho rápido;
- Kit de 1º plano móvel 1,2 mm de esp. com furos 9x9 mm para porca gaiola;
- Kit ventilação forçada para teto com 02 ventiladores 110/220 v (opcional);
- Porta em Vidro Temperado (Opcional);
- Pintura epóxi-pó texturizada Bege.

7.4.12.2 Patch panel

PATCH PANEL 48 PORTAS

- Patch panel de 48 portas com conectores de 8 vias tipo RJ-45 fêmea na parte
frontal e contatos tipo IDC na parte traseira para condutores de 22 a 26 AWG;
- Corpo em termoplástico de alto impacto não propagante à chama. Painel frontal em
plástico comporta etiquetas para identificação;
- O produto deverá possuir suporte para fixação dos cabos terminados na parte
traseira e possuir local para identificação e fixação de ícones na parte frontal;
- O produto deve permitir a terminação dos cabos no padrão de pinagem TIA 568a e
atender à norma ANSI/EIA/TIA-568-B.1 e EIA/TIA-568-B.2;
- Terminais de conexão em bronze fosforoso estanhado, padrão 110 IDC, para
condutores de 22 a 26 AWG.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
238

PATCH PANEL 12 PORTAS

- Patch panel de 12 portas com conectores de 8 vias tipo RJ-45 fêmea na parte
frontal e contatos tipo IDC na parte traseira para condutores de 22 a 26 AWG;
- Corpo em termoplástico de alto impacto não propagante à chama. Painel frontal em
plástico comporta etiquetas para identificação;
- O produto deverá possuir suporte para fixação dos cabos terminados na parte
traseira e possuir local para identificação e fixação de ícones na parte frontal;
- O produto deve permitir a terminação dos cabos no padrão de pinagem TIA 568a e
atender à norma ANSI/EIA/TIA-568-B.1 e EIA/TIA-568-B.2;
- Terminais de conexão em bronze fosforoso estanhado, padrão 110 IDC, para
condutores de 22 a 26 AWG.

7.4.12.3 Patch cords

PATCH CORD UTP 4 PARES CAT 6

- Patch cords de 4 (quatro) pares trançados, com conector modular de 08 posições


do tipo RJ-45 em ambas as extremidades;
- Desempenho garantido para até 6 conexões em canal de até 100 metros;
- Excedem as características TIA/EIA 568 B.2-1 para CAT 6 e ISO/IEC 11.801;
- Produzido com Cabo Fast-Lan Extra-flexível U/UTP certificado pela Anatel;
- Permite trabalhar nas configurações 568/A, 568/B ou crossconect.

PATCH CORD UTP 4 PARES CAT 6a

- Patch cords de 4 (quatro) pares trançados blindados (F/UTP), com conector


modular de 08 posições do tipo RJ-45 em ambas as extremidades;
- Deverá possuir diâmetro nominal máximo de 6,3 mm com capa construída
conforme categoria 6a;
- Condutores de cobre multifilares flexíveis, com características elétricas e
mecânicas que suportem as especificações TIA suportar as especificações da norma
EIA/TIA 568-B.2.10 Categoria 6a;
- Deverá ser fabricado seguindo o padrão de pinagem T568A da norma EIA/TIA
568B;

-- Deverão possuir
O corpo do 8 vias
conector com contatos
deverá em bronze
ser em material fosforoso;transparente conforme
termoplástico
especificações para CAT6a.

7.4.12.4 Tomada de telecomunicações Cat 6

- Tomadas, padrão keystone, constituídas de 8 vias na parte frontal, seguindo o


padrão de pinagem T568A, conforme as especificações EIA/TIA 568B categoria 6;

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
239

- As tomadas possuem facilidade de proteção contra poeira, quando da sua não


utilização;
- Devem aceitar fios 24-26 AWG sólidos;
- Capacidade máxima de corrente de 1,5 Amperes;
- Capacidade máxima de tensão de 150 Volts.

7.4.12.5 Bloco 110

- Blocos de conexão com conectores 110IDC em CAT6 e CAT5e;


- Corpo em termoplástico de alto impacto não propagantes à chama (UL 94V-0);
- Constituído por capas horizontais que suportam condutores de 22 a 26 AWG
identificadas por meio de uma marcação a cada 5 pares para facilitar a conexão dos
pares do cabo;
- Permitem a instalação diretamente em parede ou sobre qualquer superfície lisa;
- Aceitam conectores IDC 5 pares;
- Bloco de conexão IDC de 100 pares.

7.4.12.6 Cabos UTP

CABOS UTP 4 P CAT 6

- Caboisolados
AWG, de 4 pares trançados especial.
em polietileno compostos de condutores
Capa externa em sólidos
PVC nãode propagante
cobre nu, 24à
chama, nas opções CM e CMR;
- Diâmetro externo nominal de 6,0mm, massa líquida nominal 42 kg/km em lance
padrão de 305 m;
- Atende as especificações ANSI/TIA/EIA-568B.2 e ISO/IEC 11801, Categoria 6,
para cabeamento horizontal ou secundário entre os painéis de distribuição (Patch
Panels) e os conectores nas áreas de trabalho;
- Devem expor em toda sua extensão a marcação de comprimento e categoria,
assim como a quantidade de pares.

CABOS UTP 4 P CAT 6a

- Cabo de 4 pares trançados compostos de condutores sólidos de cobre nu, isolados


em polietileno especial. Capa externa em material retardante à chama, nas opções
CM, CMR e LSZH;
- Atende as especificações da norma ANSI/TIA-568-C.2 cujas características básicas
do cabo CAT 6a são compatíveis para transmissão em 10 Gbps sobre par trançado,
com frequências e parâmetros de transmissão definidos até 500 MHz;
- Devem expor em toda sua extensão a marcação de comprimento e categoria,
assim como a quantidade de pares.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
240

CABO UTP 100 PARES

- Cabo de pares trançados de 100 pares;


- Condutor de cobre sólido;
- Dimensão do condutor de 0,4/0,5 mm;
- Requisitos técnicos TIA/EIA 568B;
- Isolante com diâmetro de 0,9/0,92 mm;
- Tipo de revestimento PVC.

7.4.12.7 Eletrocalha perfurada 100x50 mm

- As eletrocalhas são bandejas destinadas à condução e distribuição de fios e cabos,


fabricadas em chapas de aço SAE 1008/1010, conforme a NBR 11888-2 e NBR
7013;
- Dobradas em forma de “U” com virola;
- Serão totalmente perfuradas, oferecendo ventilação nos cabos, com furos oblongos
de 7x25 mm, espaçados entre si em 25 mm no sentido transversal e 38 mm no
sentido longitudinal;
- As curvas e acessórios seguirão as mesmas características construtivas do trecho
reto;
- Acabamento em pintura eletrostática à pó.

7.4.12.8 Canaletas plásticas

- Canaletas em PVC 40x16;


- Dimensão útil de 380 mm;
- Resistência à propagação da chama;
- Sem continuidade elétrica;
- Eletricamente isolante;
- As canaletas permitem pintura com esmalte sintético;
- Devem acompanhar as canaletas, as emendas, curvas, junções e materiais
necessários para a fixação, assim como os espelhos para as Tomadas de
Telecomunicações.

7.4.12.9 Switches e roteador


- São sugeridos três Switches Cisco 48 portas, ou similar da marca de preferência do
usuário;
- É sugerido um Roteador Cisco 3925, ou similar da marca de preferência do
usuário.

“Os equipamentos citados servem como referência e o usuário pode optar pela
aquisição dos mesmos ou outros similares de sua preferência”.
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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
241

7.4.12.10 Tabela de custos

Será apresentada a seguir uma previsão de custos do projeto, na forma de uma


tabela.

Despesas com materiais extras como: Elementos de fixação e outros não descritos
na tabela será objeto de cálculos na medida em que forem necessários.

Tabela 7.1 Orçamento do projeto.1

7.5 CERTIFICAÇÃO DO CABEAMENTO

Concluída a instalação do cabeamento inicia-se a fase de certificação onde serão


feitos testes de aceitação, continuidade e desempenho do cabeamento. Para
maiores informações consultar o capítulo 5 deste livro.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
242

- Deverá ser apresentado, através de relatório impresso, testes das principais


características elétricas em transmissões de altas velocidades (valores típicos), entre
outros:

• ATENUAÇÃO (dB/100m);
• DELAY (ns);
• NEXT (dB);
• FEXT (dB);
• PSNEXT (dB);
• RL (dB);
• ACR (dB).

Os testes serão realizados nas frequências de 100, 200, 350 e 500 MHz.

Figura 7.18 Instrumento de Teste (Scanner) (Fluke Networks).10

A seguir, exibimos a título de exemplo, relatórios de certificação equivalente às


categorias de cabos utilizados, onde:

• CAT 6, na figura 7.18, foi utilizado no cabeamento horizontal.


• CAT 6a, na figura 7.19, foi utilizado no cabeamento vertical.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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Figura 7.19 Relatório Certificação cabo CAT 6 (Fluke Networks).10

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
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Figura 7.20 Relatório Certificação cabo CAT 6a (Fluke Networks).10

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
245

Observe nos relatórios anteriores os principais parâmetros de testes de certificação


realizados.

Após a certificação ter sida realizada com sucesso, deve-se juntar toda a
documentação do projeto, e da própria certificação, e entregar para o responsável
de TI da empresa contratante, atestando a idoneidade e qualidade da instalação
realizada.

CONCLUSÃO DO CAPITULO

Terminamos aqui este capítulo, onde elaboramos um projeto hipotético de


cabeamento estruturado para auxiliar o leitor na transposição dos aspectos teóricos
do livro para a prática necessária na elaboração, estruturação e execução de
projetos em cabeamento estruturado.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
246

CONCLUSÃO DO LIVRO

Esperamos que o livro tenha lhe auxiliado a compreender os fundamentos do


Cabeamento Estruturado, sua terminologia, seus subsistemas e as noções básicas
de um projeto em Cabeamento Estruturado.

Para aplicar a teoria desenvolvida neste livro e avançar nos projetos práticos,
sugerimos nosso , sendo ofertado desde
curso
2010 em nosso site. Paraon-line
maioresCabeamento Estruturado
informações consulte os seguintes links:

http://ademarfey.wordpress.com/2014/01/04/curso-on-line-cabeamento-estruturado/
http://ademarfey.wordpress.com/cursos-on-line/
http://ademarfey.wordpress.com/e-books

Dúvidas, sugestões e demais informações sobre este livro favor enviar e-mail para
cursosead.aff@gmail.com

Ademar Felipe Fey e Raul Ricardo Gauer. Direitos Reservados. 2014


CABEAMENTO ESTRUTURADO: DA T EORIA À PRÁTICA
247

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. FEY, Ademar; Gauer, Raul R. Cabeamento Estruturado. Curso on-line.


www.itit.moodlelivre.com. 2009-2013.
2. FEY, Ademar F. Mas afinal o que é o modelo OSI? 2010. Disponível em:
<http://ademarfey.wordpress.com/2010/12/25/mas-afinal-o-que-e-o-modelo-osi/>.
Acesso em 09/08/2013.
3. FEY, Ademar; Gauer, Raul R. Fundamentos de Redes de Computadores.
Curso on-line. www.itit.moodlelivre.com. 2009-2013.
4. FEY, Ademar; Gauer, Raul R. Redes WAN. Curso on-line.
www.itit.moodlelivre.com. 2009-2013.
5. CISCO. Cisco DistributedDirector 4700-M Install and Config Guide . Disponível
em: <
http://www.cisco.com/en/US/docs/app_ntwk_services/waas/distdir/4700m/configurati
on/guide/connect.html>. Acesso em: 10/10/2013.
6. TANEMBAUM, Andrew S. Redes de Computadores. 5ª. Ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2011.
7. CABLEORGANIZER.COM, INC. Fiber Optic Splices. Disponível em: <
http://www.cableorganizer.com/precision-rated-optics/fiber-optic-fusion-splicer/>.
Acesso em: 10/10/2013.
8. GILMORE, Mike. UNDERSTANDING OM1, OM2, OM3, OS1, OS2 and more!
Disponível em:
<https://learningnetwork.cisco.com/servlet/JiveServlet/previewBody/3791-102-1-
10509/Understanding%20OM1,OM2,OM3,%20OS1,OS2%20Fiber.pdf >. Acesso em:
11/09/2013.
9. ARC ELETRONICS. THE BASICS OF FIBER OPTIC CABLE (Single-mode
multi-mode) a Tutorial. Disponível em: < http://www.arcelect.com/fibercable.htm>.
Acesso em: 11/09/2913.
10. FLUKE NETWORKS. Catálogos dos produtos. 2013. Disponível em:
<www.flukenetworks.com>. Acesso em 17/09/2013.
11. ABNT. Norma ABNT NBR 14565:2012. São Paulo: ABNT, 2012.
12. PANDUIT. Catálogos dos produtos. 2013. Disponível em: <www.panduit.com>.
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13. SIEMON. TIA-942 Summary. Disponível em: <
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43. RIT TECHNOLOGIES LTD. Datasheet. Disponível em: <www.rittech.com>.
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46. PANDUIT. Fiber System. Disponível em:
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%2FPG_Layout&cid=1345564329011&packedargs=locale%3Den_us%26prod_c
at_id%3D810%26prod_id%3D810&pagename=PG_Wrapper>. Acesso em:
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OBRAS CONSULTADAS

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03/08/2011.
• MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento Estruturado. 13 de Abril de 2010.
Disponível em:
<http://www.paulomarin.com/Files/Artigo%20NETCOM%202007%20pmarin.pdf>.
Acesso em: 13/08/2011.
• ESTOKE TELECOMUNICAÇÕES. Cabeamento Estruturado. Disponível em:
<http://www.estoke.com.br/downloads/606. pdf>. Acesso em: 30/06/2010.
• CETGROUP. The Cetgroup. Disponível em:
<http://www.cetgroup.se/download_area/Consultant_information/570-B-Final-
global%2018-May04.pdf>. Acesso em: 03/07/2010.
• UFGNET. CABEAMENTO ESTRUTURADO. UNIVERSIDADE FEDERAL DE
GOIÁS: Ufgnet. Disponível em:
<http://www.ufgnet.ufg.br/normasredes/anexod.html>. Acesso em: 03/07/2010.
• PTI. Normas Técnicas. Disponível em:
<http://www.pti.com.br/consulta_normas_tecnicas.asp?st=n&pesquisa=&txtpagina=1
1&decx=4&stat=1&class=33.180.01&xclass=Sistemas%20de%20fibra%20%C3%B3t
ica%20em%20geral>. Acesso em: 03/07/2010.
• IEC. Projects by Committes. Disponível em:
<http://www.iec.ch/cgi/bin/procgi.pl/www/iecwww.p?wwwlang=e&wwwprog=sea1122.
p&progdb=db1&css_color=purple&class=&refno=&search=committee&committee=3
&pubno=&part=&se=&header=IEC&pcomm=&dcom=&class=&dref=>. Acesso em:
03/07/2010.
• CLUBE DO HARDWARE. Porque o padrão dos fios 568A, e 568B, são iguais.
Disponível em: <http://forum.clubedohardware.com.br/porque-padrao-
fios/219769?s=9d42386c19d8446da81bc7e7e6dfcf84&amp>. Acesso em:
30/06/2010.
• PINHEIRO, José Mauricio Santos. Cabeamento Estruturado. Disponível em:
<http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_ansi_tia_eia_568b.php>. Acesso
em: 27/072010.

II. OLIVEIRA,
Disponível José
em: de<http://www.slideshare.net/sgferreira/estrutura-fisica-de-redes-
Ribamar Silva. Apresentação de Redes de Computadores
parte-ii-presentation>. Acesso em: 26/10/2010.
• SIEMON. CABLING STANDARDS. Disponível em:
<http://siemon.com/us/standards/09-06-10-update-568-c.asp>. Acesso em:
03/08/2011.
• TARGET ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA. NBR-5410-COMENTADA.
Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/35051213/NBR-5410-COMENTADA>.
Acesso em: 03/08/2011.
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•FINDER COMPONENTES LTDA. NBR-5410. Disponível em:


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03/08/2011.
• SIEMON. Cabling System. Disponível em:
<http://www.siemon.com/us/standards/13-18_tia_eia-
862_building_automation_systems_cabling_standard_for_commercial_buildings.asp
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• ESTOKE TELECOMUNICAÇÕES. Cabeamento Estruturado. Disponível em:
<http://www.estoke.com.br/downloads/570.pdf>. Acesso em: 03/08/2011.
• TIA. Cabling Standards. Disponível em:
http://www.tiaonline.org/standards/catalog/search.cfm. Acesso em: 03/08/2011.
• UNESC. Cabeamento Estruturado. Disponível em:
<unesc.hostvix.net/unesc/cdrom/nbr14565-2006.pdf>. Acesso em: 03/08/2011.
•MARIN, Paulo. Cabeamento Estruturado. Disponível em:
http://www.paulomarin.com/p_pt.html. Acesso em: 03/08/2011.
• SERVER RACH FAQ . Define: EIA-310. Disponível em: <http://www.server-
racks.com/eia-310.html>. Acesso em: 26/09/2013.
• SIEMON. Standards Overview. Disponível em: <www.siemon.com>. Acesso
em: 30/12/2010.
• FURUKAWA – Catálogos e demais documentações on-line. Disponível em:
<www.furukava.com.br>. Acesso em: 30/12/2010.

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252

APÊNDICE A – Indicações de cursos on-line e e-books por assunto


Cursos On-Line em Infraestrutura de Redes de Computadores

Indicamos a seguir por assunto a ser estudado nossos cursos on-line/e-books

Assunto Curso/E-book

Modelo OSI conceitos básicos Fundamentos de Redes de Computadores


Introdução às Redes de Computadores (e-
book)
Fundamentos de Redes de Computadores:
365 resolvidas e comentadas (e-book)
Modelo TCP/IP conceitos básicos Fundamentos de Redes de Computadores
Introdução às Redes de Computadores (e-
book)
Fundamentos de Redes de Computadores:
365 questões resolvidas e comentadas (e-
book)
Sub-rede Fundamentos de Redes de Computadores
Como criar sub-redes em redes IP (e-book)

Dominando
book) Sub-redes no IPv4 e no IPv6 (e-
CIDR Como Criar Sub-redes em Redes IP (e-book)
Dominando Sub-redes no IPv4 e no IPv6 (e-
book)
VLSM Como Criar Sub-redes em Redes IP (e-book)
Dominando Sub-redes no IPv4 e no IPv6 (e-
book)
Cabeamento Estruturado Cabeamento Estruturado
Cabeamento Estruturado (e-book)
Fundamentos de Telecomunicações Fundamentos de Telecom. e Com. de Dados
Comunicação de Dados Fundamentos de Telecom. e Com. de Dados
Telefonia básica Telefonia básica
IPv6 IPv6: teoria e prática
Dominando o IPv6 a partir do IPv4 (e-book)
VLAN Configuração de Roteadores e Switches
Básico
Desvendando VLANs (e-book)
Tópicos avançados em configuração Configuração de Roteadores e Switches de
Roteadores e Switches Intermediário
Problemas em redes de Computadores Como Resolver Problemas em Redes de
Computadores

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253

Redes WAN Redes WAN


Introdução às Redes WAN (e-book)

Veja detalhes dos cursos no link http://ademarfey.wordpress.com/cursos-on-


line/

Veja detalhes dos e-books no link http://ademarfey.wordpress.com/e-books

Entre em contato pelo e-mail cursosead.aff@gmail.com

Att.,

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254

APÊNDICE B – Outras obras dos autores

Cursos On-Line na área de Infraestrutura de Redes de Computadores

• Fundamentos de Redes de Computadores


• Fundamentos de Telecomunicações e Comunicação de Dados
• Telefonia Básica
• Cabeamento estruturado
• Redes WAN
• Configuração de Roteadores e Switches Básico
• Configuração de Roteadores e Switches Intermediário
• IPv6: teoria e prática
• Como Resolver problemas de Comunicação em Redes de Computadores

E-books em na área de Infraestrutura de Redes de Computadores

• Introdução às Redes de Computadores


• Fundamentos de Redes de Computadores: 365 questões resolvidas e
comentadas
• Introdução às Redes WAN: redes de longa distância
• Como Criar Sub-redes em Redes IP
• Cabeamento Estruturado: da teoria à prática
• Desvendando VLANs
• Dominando o IPv6 a partir do IPv4
• Dominando Sub-redes no IPv4 e no I Pv6

Veja detalhes dos cursos no link http://ademarfey.wordpress.com/cursos-on-


line/

Veja detalhes dos e-books no link http://ademarfey.wordpress.com/e-books

Contato pode ser feito pelo e-mail cursosead.aff@gmail.com

Att.,
Prof. Ademar Felipe Fey

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