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Objetivos de aprendizagem

 Identificar os aspectos determinantes para a saúde.

 Evidenciar as percepções de saúde e doença para


profissionais de saúde e usuários.

 Compreender a história do processo saúde-doença.

 Descrever os conceitos de modelos de saúde:


xamânico, cosmocêntrico e teocêntrico.
Saúde e Doença

Etimologia

Saúde
– (latim) – salutis, derivado do radical salus
(salvar, livrar do perigo, afastar riscos) e (saudar,
cumprimentar, desejar saúde).

Doença
– (latim) – dolentia, derivado de dolor e dolore -
(dor e doer).
Era uma vez......
 Ao longo da história, foram sendo forjadas diferentes
teorias interpretativas sobre o processo saúde-doença.

 Estas diferenças são consequência da atividade racional


humana na busca de explicações para os fenômenos.

 As teorias são, em última instância, expressões de


determinadas maneiras de pensar o mundo.

Fonte: OLIVEIRA, M. A. C.; EGRY, E. Y. A historicidade das teorias


interpretativas do processo saúde-doença. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n. 1, p.
9-15, mar. 2000.
O ser humano explica o processo
saúde-doença por meio de modelos

 XAMÂNICO  ANTROPOCÊNTRICO

 COSMOCÊNTRICO  BIOMÉDICO

 TEOCÊNTRICO  SISTÊMICO

MODELOS EXPLICATIVOS DO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA


Idade Antiga – Arcaica
(4.000 a.C.)
Modelo do Xamanismo

A vertente dos assírios,


caldeus, hebreus

• Privados de recursos da ciência e da técnica, os


povos antigos explicavam a doença dentro de
uma visão mágica do mundo.

• Os demônios e espíritos malignos, talvez


mobilizados por um inimigo ou por castigo,
vitimavam o doente, podendo levá-lo até à
morte.
Idade Antiga – Arcaica
Modelo do Xamanismo

A vertente dos assírios, caldeus, hebreus

• A cura do doente caberia ao feiticeiro ou xamã, tendo o


poder de convocar espíritos capazes de erradicar o mal.
• Eles viviam de uma compreensão mítico-religiosa do
mundo, que os levava a darem às observações empíricas
relacionadas ao surgimento de doenças e à função
curativa de plantas e outros recursos naturais,
transmitidos cuidadosamente, de geração à geração, esse
mesmo caráter mítico-religioso.
Idade Antiga Clássica
Modelo Cosmocêntrico
A vertente dos hindus, chineses e gregos
o Dependência do homem ao Cosmos

A doença era causada pelo desequilíbrio entre os


elementos do organismo humano, ocasionado pelas
influências do ambiente físico - astros, clima,
insetos etc.

Causas externas provocavam o desequilíbrio entre


os princípios yin e yang, o que levaria a um
desequilíbrio dos elementos, com o consequente
aparecimento da doença.
Idade Antiga Clássica
Modelo Cosmocêntrico
A vertente dos hindus, chineses e gregos
Equilíbrio:
do homem com o meio natural (quente e frio, os
astros)
do homem e seu meio social (o clima, animais)
do homem consigo mesmo (energia interna).

O restabelecimento da saúde se daria através do


reequilíbrio da energia interna a partir de terapêuticas
como a acupuntura e o do-in.

O HOMEM POSSUÍA PAPEL ATIVO NO ADOECIMENTO E


NA CURA.
Idade Antiga
Modelo Cosmocêntrico
Século IV aC.

• Hipócrates: tem início a lógica do pensamento científico,


baseado na observação empírica. Visão epidemiológica da
saúde-doença (endemia / epidemia).

• Saúde: requeria estado de equilíbrio entre influências


ambientais, modos de vida e da natureza humana
(isonomia).

• Doença: sinal de desarmonia, desequilíbrio entre


elementos do corpo humano (dismonia).
Idade Média
Modelo Teocêntrico

 Cristianismo: caráter religioso da medicina –


abandono da prática clínica.

 Epidemias: castigo divino para os pecados do mundo


ou ação dos inimigos.

 Terapêutica: penitência, castigos e até fogueira.

 Cura: graça divina.


Idade Média
Modelo Teocêntrico

 A vontade divina regia a vida e a natureza; a


desobediência resultava no castigo divino.

 Surgem os primeiros hospitais, os hospícios ou asilos,


nos quais os pacientes recebiam mais conforto
espiritual que tratamento adequado.

 As ordens religiosas cuidavam dos hospitais.

 Período de grandes epidemias – peste negra, lepra,


sífilis, tuberculose.
Modelo Teocêntrico

E fico entre as duas opções: hereditário e como uma praga!


Porque no tempo de Jesus, né? Não tinha as praga? Porque só
sendo minha irmã, porque tá sendo sem ser só no pobre. Assim,
todo tipo de... de gente.... Aí Jesus deu um castigo, disse assim:
"você quer fumar? Pois eu vou dar um negócio aqui pra você". Aí
me castigou... Porque Jesus manda você fazer uma coisa e você
não faz... Aí Ele manda um castiguinho... O mundo está cheio
dessa doença [câncer], isso é uma doença, é preciso que se tenha
fé... toda doença é transmitida pela falta de fé.

Explicação para o acometimento do câncer bucal na população, Fortaleza-CE


(NUTO & CAVALCANTE, 2002: 22).
Para compreender melhor ...
 Leitura de apoio:
 SOUZA, Elizabethe C. F. de; OLIVEIRA, Angelo G. R. da C. O processo saúde-doença: do xamã
ao cosmos. In: FREIRE, M. C. M.; SOUZA, C. S.; PEREIRA, H. R. Odontologia social: textos
selecionados. Natal: Editora da UFRN, 1998. Disponível em:
http://terapiaquanticatranspessoal.files.wordpress.com/2013/03/artc_1200679416_48.pdf Acesso
em: 08 dez. 2014.

 Filme: O Físico. Direção Philipp Stölzl. Universal Pictures Germany, 2014. DVD (Disponível no
YouTube e Netflix)

 Leitura de sugestão complementar:


 NUTO, S. A. S.; ALBUQUERQUE, S. H. C.; COSTA, I. C. C. O saber popular em odontologia e o processo saúde-
doença. In: DIAS, Aldo Angelim et al. (Org.). Saúde bucal coletiva: metodologia de trabalho e práticas. São
Paulo: Editora Santos, 2006, v. 1, p. 119-37.
 CZERESNIA, D., MACIAL, E. M.G.S, OVIEDO, R.A.M. Sentido da Saúde. In: Os sentidos da saúde e da doença.
Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2013, p. 11-28.
 HELMAN, C. G. Cultura, saúde e doença. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. CAP 1 – Abrangência da
antropologia Médica, p. 11 a 23.