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Introdução Geral do curso Maturidade no Espírito

Este curso de formação de lideres é composto e resultante de inúmeras


pesquisas realizadas, onde o conjunto desta obra responde ao propósito de
oferecer aos lideres um leque de conhecimento, dentro de suas diretrizes
tem como base formar lideres com o compromisso do evangelho tendo
como base Bíblica todo conteúdo palavra de Deus, a falsa doutrina só e
combatida com toda verdade que encontramos na palavra de Deus.
Neste curso você poderá aprofundar seus conhecimentos sobre a palavra
trazendo uma dimensão da revelação e aplicação de princípios.Irá
entender, crer que somos transformados diariamente pela palavra de Deus
através do relacionamento com o Espírito Santo.

Um dia Jesus Cristo disse:

Se alguém me serve, siga-me e onde eu estou ali também estará o meu


servo. E se alguém me servir o Pai o honrará. João 12:26

Jesus afirma que aquele que o servir e viver como ele viveu será usado por
Deus e terá honra para ajudar os outros (João 14:21), Jesus continua
esperando que o sigamos o tempo todo, sendo como ele e andando como
ele andou.

Ao fazer este curso você será transformado em servo semelhante ao


senhor.
Deus lhe abençoe nesta trajetória de estudo aprofundado, onde você
será edificado para um ministério abençoado.
ÍNDICE

PARTE I – PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA

PARTE II – ANDANDO NO ESPÍRITO

PARTE III – TRANSFORMAÇÃO DA ALMA

PARTE IV – O PLANO DE REDENÇÃO

PARTE V – DISCIPLINAS DO ESPÍRITO

PARTE VI – O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS

PARTE VII – GUERRA ESPIRITUAL

PARTE VIII – A PLENITUDE DO ESPÍRITO

PARTE IX – REINO E A VOLTA DE JESUS


PARTE I
PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA
PALAVRA
Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é de que o homem
é apenas corpo e alma. Todavia, é importante ressaltarmos que o homem é um ser
triúno: corpo, alma e espírito. Em I Tessalonicenses 5:23 lemos”:

“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam
conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”. .

Espírito e alma não são a mesma coisa. Caso fossem, qual seria a necessidade de
separá-Ios? Pois, em Hebreus 4:12, Paulo nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz
e penetra a ponto de dividir alma e espírito. Alma e espírito, portanto, não é mesma
coisa.

Mas qual a necessidade de estudarmos sobre esse assunto? Por que precisamos saber
que o homem é espírito, alma e corpo? Isso é fundamental sob muitos aspectos. Essa é a
base para a compreensão de todo o fundamento da fé. Vejamos algumas razões pelas
quais nos é imprescindível aprender não apenas que o homem possui uma dimensão
tríplice, mas também a necessidade de sabermos discernir o nosso próprio espírito
humano.

Em primeiro lugar, Deus é espírito. Em João 4:24, lemos: “Porque Deus é


espírito…” Ora, para que possamos ter contato com a matéria, precisamos ser matéria.
Do mesmo modo, para que possamos ter contato com Deus, que é Espírito, precisamos
ser um espírito.

Em segundo lugar, o próprio conhecimento espiritual é adquirido no espírito. “Em I


Coríntios 2: 14, lemos: ;’Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus,
porque lhe são loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem
espiritualmente”. Veja bem que todo conhecimento que tem valor na vida cristã é
adquirido espiritualmente.

Em terceiro lugar o novo nascimento é algo que ocorre inteiramente em nosso


espírito. “O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito”
(Jo.3:6). Quando Adão pecou, ele morreu, e bem assim toda a sua descendência. A
morte de Adão não foi de imediato uma morte física, mas espiritual. O seu espírito
morreu para Deus. Não que o homem natural não tenha espírito, mas o seu espírito está
morto, incapaz de manter contato com Deus. O novo nascimento é o renascer deste
espírito para Deus.

Em quarto lugar. A adoração é algo que é feito no espírito. Se falharmos em perceber


o nosso espírito, a nossa adoração será comprometida. O máximo que iremos alcançar
será um louvor no nível da mente e da alma. Deus é espírito e deve, portanto, ser
adorado em espírito (Jo.4:24). .
Em quinto lugar, em todo o Novo Testamento, somos exortados a andar no espírito.

“Neste ponto alguém pode questionar:” É, mas aí não se refere ao Espírito de


Deus?”Todavia, entendemos que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com
Deus, fomos unidos a Ele, amalgamados, ligados indissoluvelmente (I Cor. 6: 17)”. O
Espírito Santo não habita na alma, e sim em nosso espírito humano recriado. Toda
direção que o Espírito nos dá, vem através do nosso espírito. O nosso espírito é a parte
do nosso ser que tem a função de contactar a Deus.

Em sexto lugar a palavra de Deus diz que somos seres espirituais. Eu sou um ser
espiritual. Eu sou da natureza de Deus, fui feito à sua imagem e semelhança. Não
devemos pensar que somos o nosso corpo. Nós somos espíritos, e é por isso que
estamos aptos para ter comunhão com Ele para ouvir e falar com Ele.

Em I Coríntios 14:14, Paulo diz: “Se eu orar em outra língua, então meu espírito ora…”
Veja a forma como ele diz: “se eu orar.. Então meu espírito ora” ; veja que o “EU” e o
“espírito” são a mesma coisa, mostrando que Paulo se via como um ser espiritual.

Evidentemente nós não somos apenas espíritos, somos também alma e corpo. Em
Romanos 7: 18, Paulo também diz: “Porque eu sei que em mim, isto é na minha
carne…” Veja que ele também diz que ele é matéria. Nós somos um ser triúno. A
divisão que ora fazemos é apenas visando facilitar a aprendizagem.

Existe um tipo de oração que é feita no nível do espírito. Como poderei fazer esse tipo
de oração, se eu nem mesmo sei que possuo um espírito? A adoração é no espírito e a
oração também. Vemos que a prática normal da vida cristã implica numa compreensão
clara de que somos um ser espiritual, que possui uma alma e habita em um corpo.

Há uma grande diferença entre o conhecimento mental e o conhecimento espiritual.


Talvez nunca tenhamos questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a
Bíblia e esse conhecimento não os afeta de forma alguma. Esse problema acontece
porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente, ou seja, não têm revelação.

Por todo o Novo Testamento, nós podemos ver que a maior preocupação de Paulo era a
de que os crentes tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações
de Paulo, mencionadas nas epístolas, constataremos que o seu alvo de oração era único:
Revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo não orava por novos
líderes, nem por algo semelhante. Como seria mudada a nossa prática de igreja se
tomássemos como nossas as orações de Paulo! Simplesmente porque quando houver
revelação, as pessoas serão transformadas pela ação da Palavra. A fé se manifestará
espontaneamente, e a unção e a vida de Deus irão transbordar.

FUNÇÕES DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO.

Pela Palavra de Deus e pela experiência, podemos ver que o homem possui três partes, e
que cada uma delas possui a sua função específica. O corpo é a parte material onde
estão os nossos sentidos físicos. A sua função básica é manter contato com o mundo
material através dos cinco sentidos. A alma, por sua vez, é a parte que nos permite
contatar a nós mesmos. Diríamos que é a parte que nos permite ter autoconsciência, ou
seja, consciência de nós mesmos. A alma é o “eu” e, portanto, o centro da
personalidade. O espírito é aquela parte pela qual temos comunhão com Deus. É o
elemento que nos dá consciência de Deus. A alma é o centro da personalidade, mas o
espírito é a parte mais importante – é o centro do nosso ser. É pelo espírito que podemos
adorar a Deus e receber revelação. Deus habita em nosso espírito.

1) FUNÇÕES DO ESPÍRITO
O espírito humano possui três funções básicas: intuição, cons ciência e comunhão.

A função da intuição

“E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”, I Jo.2:20.

“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós e não tendes
necessidade de que alguém vos ensine, mas como a sua unção vos ensina a respeito de
todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa. Permanecei nele, como também ela vos
ensinou”,I Jo.2:27.

A intuição é a capacidade do espírito humano de conhecer e saber independentemente


de qualquer influência exterior. É o conhecimento que chega até nós, sem qualquer
ajuda da mente ou da emoção, ele chega intuitivamente. As revelações de Deus e todas
as ações do Espírito Santo se tornam conhecidas por nós pela intuição do espírito. A
nossa mente simplesmente ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso
espírito.

Muitas vezes, surge um sentimento no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos
constrangendo para que não o façamos. Essa sensação interior é a intuição do espírito.
Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa. Confessamos: “bem que dentro de
mim algo me dizia para eu não fazer” . Todos podemos testemunhar que em muitas
circunstâncias passamos por experiências semelhantes á essa. O nosso espírito está
funcionando, nós é que não damos crédito. A maioria de nós estamos confinados a uma
vida exterior, e quase nunca damos crédito à voz interior no espírito.

As coisas do espírito têm de ser discernidas pelo nosso espírito (I Co. 2: 14). Jesus sabia
no seu espírito o que os outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no espírito. Em todas
essas referências, temos a forma como se manifesta a intuição do espírito. Alguém pode
me perguntar a esta altura: “como vou saber que é intuição do espírito 7” Eu não sei
como você vai saber, mas você vai saber. Alguém poderá lhe perguntar: como você sabe
disso 7 E você simplesmente dirá: “Eu sei que sei”. É desta forma que percebemos a
intuição. É um saber que não tem origem na mente e nem no mundo físico.

“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo:
conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles. Diz
o Senhor”, Jr.31:34.

Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados do Senhor. Você não
sabe como chegou a saber disso, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas
não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou que sentiu uma grande angústia
enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia no
espírito. O irmão mais maduro mostrou-lhe que aquele pastor estava ensinando heresia,
pois dizia que Jesus não havia ressuscitado dos mortos. A intuição daquela irmã havia
rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não entendesse bem a mensagem.

A intuição se manifesta pela restrição e pelo constrangimento. Por exemplo, podemos


estar pensando em fazer determinada coisa que parece muito razoável, gostamos da
ideia e resolvemos ir em frente. Mas algo dentro de nós, uma sensação pesada,
opressiva, parece opor-se ao que a nossa mente pensou, nossa emoção aceitou e a nossa
vontade decidiu. Parece dizer-nos que tal coisa não deve ser feita. Este é o
impedimento, ou a restrição da intuição.

Tomemos agora um exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao


nosso deleite, e muito contra a nossa vontade. Mas, por algum motivo desconhecido, há
dentro de nós um tipo de constrangimento, um impulso, um estímulo para que a
façamos. Este é o constrangimento da intuição.

É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre o conhecer e o entender. O


conhecer está no espírito, enquanto o entender está na mente. Conhecemos uma coisa
através da intuição do espírito, a nossa mente é iluminada para entender o que a intuição
conheceu. Na intuição do espírito, conhecemos a persuasão do Espírito Santo. Na mente
entendemos a orientação do Espírito Santo.

O conhecimento da intuição, na Bíblia, é chamado de revelação. Revelação é o


desvendar, pelo Espírito Santo, da verdadeira realidade de alguma coisa. Esse tipo de
conhecimento é muito mais profundo que o conhecimento da mente. A unção do Senhor
nos ensina a respeito de todas as coisas pelo espírito de revelação e de entendimento.

A Função da consciência

É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a


capacidade de discernir entre o certo e o errado, não segundo os critérios da mente, mas
segundo uma sensação do espírito. (Rm).9:1-At.17:16. .’

Quando comparamos Romanos 9: 1 e Atos.17: 16, vemos que a consciência está


localizada no espírito humano. Testificar, confirmar, recusar, acusar são funções da
consciência. Em I Coríntios 5:3, Paulo diz que em seu espírito julgou uma pessoa
pecaminosa. Julgar significa condenar ou justificar, estas são ações da consciência.

Muito freqüentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O


julgamento da consciência não é segundo o conhecimento mental, mas segundo a
direção do próprio Espírito Santo.

Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o do


conhecimento do bem e do mal. Não somos exortados na Palavra a andarmos segundo,
o padrão de certo e errado, mas sim a sermos guiados pelo espírito. Quando você pára
diante de um cinema, qual é a sua ponderação? “Não é pornográfico, não é errado, não
faz mal, portanto, eu posso assistir”. Tais ponderações não são da consciência. É a
mente decidindo, independentemente. A consciência não faz ponderações, apenas
decide. Há muitas coisas que a nossa consciência recusa, mas a nossa mente aprova.
Devemos rejeitar de uma vez por todas o caminhar segundo a mente e segundo a árvore
do conhecimento, devemos ser guiados pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em
nós, percebido em nossa consciência.

Precisamos ser absolutos com aquilo que Deus condena em nossa consciência. Nunca
devemos tentar explicar o pecado, justificando-o. Sempre que houver uma recusa em
nossa consciência, devemos parar imediatamente. Alguns tentam se justificar dizendo
que não têm muita convicção se determinada coisa é errada ou não. Romanos 14:23 nos
diz que tudo o que não vem da plena certeza e da fé, é pecado.

Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos nós podemos
testificar que a ação da nossa consciência não depende de nosso conhecimento da
Bíblia. Muitas vezes, sentíamos que algo era errado e só depois descobríamos aquela
proibição na Bíblia. Sem que ninguém nos ensinasse, sabíamos que o nosso namoro
estava errado, que as nossas finanças estavam desajustadas. Aquele que é nascido de
Deus tem no seu espírito a voz do Espírito Santo a falar pela sua consciência. Ninguém
jamais poderá dizer que não sabia. A nossa consciência tem a função de testificar
conosco a vontade de Deus.

A Função da comunhão

“Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc1: 47.

“O que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. I Cor. 6: 17.

Comunhão é adorar a Deus. Toda comunhão genuína com Deus é feita no nível do
nosso espírito. Deus não é percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos e
intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente em nosso espírito. Aqueles que
não conseguem perceber o seu próprio espírito, não conseguem também adorar a Deus
em espírito. É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com
Ele. Tudo o que Deus faz, Ele faz a partir do nosso espírito, sempre de dentro para fora.
Esta é uma maneira bem prática de sabermos o que vem de Deus e o que vem do diabo.
O diabo sempre começa a agir de fora, pelo corpo, tentando atingir nossa alma. Deus,
por sua vez, age de dentro para fora.
Sempre que formos adorar a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é nele
que percebemos o nosso espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar,
exercite o espírito através do coração. É por isso que a adoração com cânticos em
línguas é mais eficiente, pois a nossa mente fica infrutífera e podemos exercitar o
espírito livremente. Quando o fogo vier queimando no coração, absorva-o
completamente. Quando vier como um rio transbordante, beba-o completamente. A
comunhão é sempre percebida no coração.

COMO EXERCITAR O PRÓPRIO ESPÍRITO


Precisamos separar o nosso espírito de nossa alma (B. 4: 12). Se formos incapazes de
separar a nossa alma do espírito, seremos incapazes de contatar o Senhor e até mesmo
de servi-lo.

A maneira como Deus nos leva a perceber o nosso próprio espírito passa por três
caminhos: Em primeiro lugar, devemos entender que a alma esconde, encobre o
espírito assim como os ossos encobrem a medula. Se quisermos ver a medula temos de
quebrar os ossos. Por isso, a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento é difícil
percebermos o nosso espírito. Portanto, a primeira maneira que Deus usa para
percebermos o nosso próprio espírito é pelo quebrantamento da alma. Nestas
circunstâncias nos tomamos sensíveis a Deus em nosso espírito.

Em segundo lugar, a palavra de Deus também tem esse poder de separar alma e
espírito. Deus, na verdade, usa o quebrantamento pelas circunstâncias, e o poder da
palavra para separar a alma e o espírito. Hebreus 4: 12 diz:

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de
dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta
para discernir pensamentos e propósitos do coração.

Uma terceira maneira para percebermos o nosso espírito humano é orando em línguas.
Paulo diz em I Coríntios 14: 14 que aquele que ora em línguas tem o próprio espírito
orando enquanto a mente (alma) fica infrutífera.

Portanto, se você não ora em línguas, busque do Senhor esta experiência, pois através
dela você vai crescer no seu próprio espírito.

Paulo diz em Romanos 1:9 que ele serve a Deus no espírito. O mesmo se aplica a cada
cristão. Precisamos aprender a exercitar o nosso espírito. A obra de Deus em nosso
espírito já foi completada. É como uma lâmpada que se acendeu. Jesus disse que o
Espírito está pronto (Mt. 26:41). A obra de Deus em nosso espírito já foi completada.
Fomos regenerados, nascemos de Deus, e Ele agora habita em nosso espírito. A nós
cabe apenas exercitá-lo.

Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser
aperfeiçoada. Ele tem uma boca perfeita, mas não sabe falar. Ela possui pés perfeitos,
mas não sabe andar ainda. O nosso espírito está pronto, mas precisa ser aperfeiçoado
pelo exercitar.
2) FUNÇÕES DA ALMA
A Palavra de Deus nos mostra clara e inequivocamente que a alma humana é composta
por três partes: a mente, a vontade e a emoção. A alma é a sede da nossa personalidade,
é o nosso “EU’”. É por esse motivo que, em muitos lugares, a Palavra de Deus chama o
homem de “alma”. As principais características do homem estão na sua alma, tais como
idéias, pensamentos, amor, etc. O que constitui a personalidade do homem são as três
faculdades: mente, vontade e emoções.

A função da vontade
“Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor Deus” I Cr.
22: 19. Buscar é uma função da vontade; vemos que a vontade está na alma. Em Jo 6: 7,
lemos… “Aquilo que minha alma recusava em tocar”… Recusar é uma função da
vontade escolheria, antes ser. Escolher também é uma função da vontade. Vemos então,
por esses trechos, que a vontade é uma função da alma.

A vontade é o instrumento para nossas decisões e indisposições: queremos ou não


queremos. Sem ela o homem seria reduzido a um ser autômato. É a vontade do homem
que também resolve pecar ou servir a Deus. É na nossa alma que está o nosso poder de
escolha.

A função da mente
Provérbios 2:10;19:2 e 24: 14 sugerem que a alma necessita de conhecimento. O
conhecimento é uma função da mente; logo, a mente é uma função da alma.

“As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem”. Sl.139: 14. Saber é
uma função da mente, e, portanto, também da alma. Lamentações 3: 20 diz que a alma
pode se lembrar e sabemos que a lembrança é função da mente. Por isso podemos
afirmar que a mente é uma função da nossa alma.

A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, nunca
poderemos chegar ao pleno conhecimento da verdade. A nossa mente é renovada para
poder experimentar e entender a vontade de Deus, que é revelada em nosso espírito.

A Função da Emoção
A emoção é uma parte importante da experiência humana. As emoções dão cor à nossa
vida; todavia, jamais podemos nos deixar ser guiados por elas. Isso porque a emoção é
uma parte da alma. As emoções se manifestam de muitas formas: amor, ódio, alegria,
tristeza, pesar, saudade, desejo, etc.
Em I Sm.I8: 1, Ct.l:7 e S1.42: 1, percebemos que o amor é alguma coisa que surge em
nossa alma. Provando, portanto, que dentro da alma, existe uma função como a emoção.

Quanto ao ódio, podemos ver em II Sm.5:8, EZ.36:5 e S1.117: 18 expressões tais como:
menosprezo, aborrecimento e desprezo. Essas são expressões de ódio e todas elas
procedem da alma. A alma, portanto, tem a função de ter emoções tais como o ódio.

Poderíamos citar ainda a alegria em Is.61: 10 e S1.86:4 como uma emoção da alma e
ainda a angústia ou o desejo, I Sm.30:6 e 20:4, Ez.24:25 e Jr.44:I4.

Todos os trechos que lemos até agora já servem de base para constatarmos que a alma
de fato tem três funções: a mente, a vontade e a emoção. Percebemos também que o
espírito do homem tem também três funções ou partes distintas: a consciência, a
comunhão e a intuição.

A TANFORMAÇÃO DA ALMA.

Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que, agora, Deus habita
em nós, na pessoa do Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se
falharmos em entrar em contato constante com o Espírito Santo que habita em nosso
espírito, a nossa vida, e, conseqüentemente, o nosso caráter serão seriamente
prejudicados. É realmente muito importante sermos capazes de distinguir aquilo que
vem do espírito. Deus fala é no nosso espírito. Se não soubermos a diferença entre alma
e espírito, como podemos discernir a voz e a vontade de Deus para nós?

A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma são
chamados carnais. Carnal não é exatamente aquele que anda na prática do pecado.
Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem tenha nascido de novo, pois
aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (Jo.3:9). O carnal é aquele
que sinceramente tenta fazer a vontade de Deus e conhecer a sua vontade, todavia, ele o
faz exercitando a alma.

Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a seguir aquela
função da alma que lhes é mais peculiar. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a
usar as emoções como critério de vida espiritual. Se sentem calafrios e fortes emoções
conseguem fazer a obra de Deus, mas se estas emoções se vão, também seu ânimo
se esvai. Há outros, porém, que recusam esta emotividade da alma e andam segundo o
padrão da mente. Estes chegam mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O
que eles não percebem é que andar segundo a mente também é da alma. Estes
irmãos tendem a ser extremamente críticos e naturais na obra de Deus. Geralmente, não
aceitam o sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos seus padrões de mente.
Há ainda um terceiro tipo de cristão da alma, são aqueles que andam segundo a
empolgação da vontade. Poderíamos chamá-los de crentes “oba-oba”. Sempre estão
empolgados para realizar alguma atividade, entretanto, o fogo se apaga logo. Não
possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a argumentar em nome de
sua pretensa sinceridade: “Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar nem ler
a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifício“. Parece muito piedoso, mas se tratam
apenas de desculpas da carne para não servir a Deus. Se andamos segundo a alma,
invariavelmente cairemos em um destes três pontos, ou em todos eles. Os que andam na
carne não podem agradar a Deus. (Rm.8:8).

Não devemos pensar que a nossa alma é ruim, isto não é verdade. O erro é caminharmos
confiados na sua capacidade de pensar, entender e sentir. Se andamos pela alma já não
andamos por fé. Existe algo, entretanto, que devemos fazer com a alma: devemos
transformá-la. Veja que o nosso espírito já foi recriado, regenerado. Toda a obra de
Deus em nosso espírito já foi completada. O nosso espírito é como uma lâmpada que se
acendeu dentro de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O novo nascimento
aconteceu num instante, mas a nossa alma agora deve ser transformada. O processo de
transformação da alma é algo que dura a vida inteira.

Como a nossa alma deve ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é a
primeira função da alma. Se mudamos a mente, estaremos mudando toda a nossa vida.
A única maneira de mudarmos a nossa mente é conformando-a com a Palavra de Deus.

“E não vos conformeis com este século, mas transforma i-vos pela renovação da vossa
mente…”. Rm.12:2

Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação à medida que me


encho com a Palavra de Deus. Com relação ao nosso espírito, devemos exercitá-lo
constantemente para mantermos contato com Deus; e com relação à nossa alma,
devemos transformá-la, mediante a renovação da nossa mente com a Palavra de Deus.

3) FUNÇÕES DO CORPO
A Palavra de Deus nos diz que o nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre. É o lugar
onde moramos neste mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo
físico. Paulo nos diz em II Coríntios 5: 1-4 que o nosso corpo é a nossa casa terrestre,
mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa habitação celestial. O nosso
corpo não tem conserto e nem salvação. Precisamos receber outro corpo. No céu não
teremos uma nova alma, mas teremos um novo corpo. O nosso espírito foi regenerado, a
nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo será glorificado. Vemos aqui os
aspectos passados, presentes e futuros da nossa salvação.

Função da sensação

A função da sensação é a porta do nosso ser. Ela se constitui nos cinco sentidos do
corpo. Tudo o que entra em nossa alma, entra através dos cinco sentidos. Se desejarmos
obter vitória sobre o pecado, precisamos disciplinar o nosso corpo para que através dele
não entre nada sujo ou pecaminoso.

A Função da locomoção
Evidentemente, é função do nosso corpo se locomover. O nosso corpo é a parte mais
inferior, pois é ele que tem contato com o mundo físico, e para o nosso corpo é
impossível perceber as coisas espirituais.

Função de instinto

Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da nossa alma.
São reações automáticas e em si mesmas não são pecaminosas. Entretanto, elas são a
base da concupiscência da carne. Deus criou os instintos bons, mas por causa do
pecado, eles foram degenerados e hoje precisamos exercer domínio sobre eles.

Há três grupos de instintos básicos: de sobrevivência, de defesa e sexual. O instinto de


sobrevivência inclui o comer, o beber e as necessidades fisiológicas. São inatos,
ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já nasce sabendo. O pecado transformou
esse instinto natural em glutonaria e bebedices. O instinto de defesa inclui os atos
reflexos de proteção, como esquivar-se, esconder-se, proteger-se. O pecado o
transformou em brigas, facções, iras e todo tipo de violência. E o instinto sexual foi
corrompido para se transformar em adultério, fornicação, prostituição, sodomia e coisas
parecidas. Não devemos permitir que esses instintos naturais, que permanecem em nós,
mesmo depois que somos convertidos, nos controlem. O corpo deve ser um servo e não
um Senhor.

A disciplina do corpo
Precisamos estudar as funções do corpo para compreendermos que o diabo está de fora,
e Deus está dentro de nosso espírito. Sendo assim, tudo o que é do diabo vem de fora
para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro (do nosso espírito) para fora.

Veja a maneira como o inimigo age: Ele primeiro procura entrar pelas portas da alma
que são os sentidos do corpo. O processo sempre começa com o inimigo tentando
chamar a nossa atenção.

Uma vez que ele tem a nossa atenção, ele tentará despertar algum instinto básico do
nosso corpo. Como já vimos, os nossos instintos foram corrompidos pelo pecado e
tomaram-se aliados do diabo. Quando ele desperta um instinto, nós dizemos que
estamos sendo tentados. .

Uma vez que o instinto é despertado, o próximo passo é produzir um desejo. O desejo
ainda não é pecado se ele for apenas uma forte tentação e ser tentado ainda não é
pecado.

O pecado acontece quando o nosso desejo se transforma em intenção. Jesus disse que
qualquer um que olhar com intenção impura para uma mulher, já adulterou com ela
(Mt. 5:28). Quando compreendemos a forma como o diabo age, fica mais simples
alcançar vitória sobre ele.
Além disso, há algo que a Palavra de Deus diz que devemos fazer com o nosso corpo:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos
por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rm, 12:1

Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina. Disciplinar não
é usar de ascetismo, mas é simplesmente não fazer a vontade do corpo. O nosso corpo e
a nossa alma são a parte do nosso ser natural que é chamada de carne, no Novo
Testamento. O carnal, então, é aquele que vive no nível do natural; ou seja, no nível da
alma e do corpo.

Algumas implicações práticas:

Há uma atitude que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser:

1. a) O espírito deve ser exercitado – Com relação ao nosso espírito, precisamos


exercitá-lo. A obra de Deus em nosso espírito está pronta, daí dizer-se que o
espírito está pronto. Todavia, assim como uma criança nasce perfeita, mas ainda
precisa ser aperfeiçoada, também acontece o mesmo com o nosso espírito.
2. b) A alma deve ser transformada – A nossa alma deve ser transformada.
Romanos 12: 1 e II Cor 3: 16 nos dizem como isso deve acontecer: pela
renovação da mente.
3. c) O corpo deve ser disciplinado – Por fim, o nosso corpo deve ser disciplinado
como é ensinado em Romanos 12: 1.

Com relação à salvação podemos dizer:

1. a) O nosso espírito foi regenerado no passado – a vida de Deus foi colocada


dentro do nosso espírito. É como uma lâmpada que se acendeu. A obra está
completa. Por isso, o Senhor disse que o espírito está pronto (Mt. 26:41).
2. b) A nossa alma está sendo transformada no presente – o alvo de Deus é que
esta vida que está no espírito possa transbordar para nossa alma a ponto de
saturá-la e transformá-la.
3. c) O nosso corpo será glorificado no futuro – o ápice da obra de Deus é a
manifestação dos filhos de Deus na glória.

Com relação ao propósito de Deus podemos comparar:

1. a) O corpo aponta para o Egito – do ponto de vista de Deus o corpo é o lugar


onde o pecado habita e, portanto, não tem remédio. Deveremos receber um
corpo glorificado.
2. b) A alma aponta para o deserto – depois de termos sido salvos, precisamos nos
perguntar se estamos vivendo no nível da alma ou do espírito.

A vida da alma é lugar de aridez e falta de fruto. Viver pela alma é viver no deserto. .
1. c) O espírito aponta para Canaã. A boa terra aponta para Cristo. Deus queria
que. Israel desfrutasse da boa terra assim como deseja que hoje desfrutemos do
Senhor Jesus. Sabemos que o Senhor habita em nosso espírito, daí entendemos
que é no espírito que devemos desfrutar dele.

A REVELAÇÃO NO ESPÍRITO

Na vida cristã o ponto mais importante é o conhecimento espiritual, a revelação. Como


já mostramos

anteriormente, a maior preocupação de Paulo, em todas as suas epístolas, era com


revelação (EL1: 1519, Ef.3: 1419).

É interessante vermos que Paulo não orava pelo crescimento das igrejas locais. Em
nenhum lugar Paulo faz votos pelo crescimento numérico da igreja. Paulo não ora pelo
prédio onde os irmãos deveriam se reunir. Paulo tinha uma única oração: por
revelação.

Precisamos entender que o Novo Testamento tem um ponto central. E não digo que não
devemos orar por coisas como as que já mencionei, elas têm a sua devida importância.
Mas não são o ponto central.

O ponto central de todo o Novo Testamento é Cristo. Mas não apenas Cristo, mas Cristo
dentro de nós, em nosso espírito. O que tem valor realmente é conhecermos Cristo, por
revelação, em nosso espírito. Se possuirmos revelação de Cristo, espontaneamente,
todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas.

É preciso estar claro para você que revelação não é descobrir algo que ninguém
conhecia na Palavra de Deus.

Antes, é saber pelo espírito algo que a nossa mente talvez até já saiba. É simplesmente
ver do ponto de vista de

Deus. É ver como Deus vê. (I Cor. 2:11-12; II Cor. 3:6 e4:6; II Cor. 5:16; Jo. 20:11-16;
Lc.24:13-16 e 30-31.)

Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas? Porque o
homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus. Porque estas coisas se
discernem espiritualmente, ou seja, por revelação. Uma coisa é o conhecimento natural
e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo diz que antes ele
conhecia Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo Espírito.

Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes
conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. II Cor.
5:16.
Quando a revelação de Deus vem, então, há crescimento, há discipulado, há maturidade
cristã, há missões, há novos líderes, tudo o mais é apenas conseqüência de termos as
nossas vidas impactadas pela luz do Espírito Santo.

À medida que nossos olhos espirituais se abrem e entendemos com todos os santos a
dimensão do seu poder dentro de nós, então, há uma explosão de poder e autoridade.
Esta geração vai descobrir a autoridade que tem e a suprema grandeza do poder de Deus
que opera dentro de nós. Não adianta saber com a mente, temos que ter revelação no
espírito. (Ef. 1: 15-19). (Ef.3:14-19).

CONDIÇÕES PARA SE OBTER REVELAÇÃO


Observando a Palavra de Deus podemos dizer que há pelo menos quatro fatores
essenciais para se obter revelação.

O primeiro fator é conhecer a Palavra de Deus.

Por definição. Revelação é tomar algo que estava oculto, ou escondido é trazer à tona
para que todos vejam. O que significa isto? Eu simplesmente não vou ter revelação
alguma se a Palavra de Deus estiver oculta para mim. Precisamos conhecer a Palavra de
Deus antes de recebermos revelação.

Evidentemente, o mero conhecimento mental da Bíblia não tem valor algum. Se tudo o
que você tem é mero conhecimento mental, então você não tem coisa alguma. É do
conhecimento de todos que os espíritas e os católicos lêem a Bíblia e, no entanto
permanecem no erro. É assim por que o mero conhecimento mental não muda a vida de
ninguém.

Por outro lado, há um princípio espiritual em I Coríntios 15:46:

“Mas não é primeiro o espiritual e, sim o natural; depois o espiritual. ”

Antes de termos o conhecimento espiritual precisamos do conhecimento natural. Como


podemos ter revelação no espírito de algo que nem conhecemos com a mente. Antes de
termos revelação precisamos encher a nossa mente com a Palavra de Deus. Gaste tempo
lendo, estudando, meditando, ouvindo, falando e praticando a Palavra de Deus. Na
medida em que isso for se tomando real, naturalmente, o seu espírito será exercitado e
as revelações virão.

O segundo fator é ter olhos para ver. E isto acontece através do novo
nascimento.
Vamos tomar o exemplo de um baú. Se queremos ver o que está dentro de baú, a
primeira coisa que temos de fazer é abri-lo e retirar o que queremos ver. É isto que
dissemos quando falamos sobre abrir a palavra de Deus. Mas suponhamos que depois
de abrir o baú descobríssemos que não podemos ver, somos cegos. Nesse caso, não
poderíamos ver o que está sendo revelado. O mesmo acontece conosco. Não basta abrir
a Bíblia, precisamos de olhos para ver.

Em I Coríntios 2: 14 lemos que: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de


Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las porque elas se discernem
espiritualmente.”

Se ainda não fui regenerado não vou ter condições de ter revelação. Aquele que não
nasceu de novo é cego para Deus, não pode ver as coisas do Espírito.

O terceiro fator é a luz que virá através do batismo com o Espírito Santo.

Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, temos condições de enxergar, mas não há
luz. Ainda assim não vamos ver coisa alguma. Deixar de ser cego é uma questão de
novo nascimento, mas ter luz aponta para a experiência do batismo no Espírito Santo. O
crente que ainda não foi batizado no Espírito, é filho de Deus, mas vive como homem
natural, não discerne as coisas do Espírito. Ele até pode louvar, mas não pode adorar.
Pode até conhecer a Bíblia, mas não tem revelação. A terceira condição, então, é ser
batizado no Espírito Santo.

Quero lembrar ainda mais uma vez que ter revelação não é ver algo que ninguém nunca
tenha visto, antes, é ver as mesmas coisas com a luz do espírito. É quando as letras da
Bíblia parecem saltar aos nossos olhos, e aquilo que já sabíamos com a mente adquire
agora uma intensidade e uma realidade antes desconhecida. Por exemplo, você já sabia
que era templo do Espírito Santo, mas depois que vem a revelação do Senhor sobre esta
verdade, tudo parece ser diferente e, uma nova atitude de santidade brota de dentro de
nós, afinal, você agora sabe que alguém tremendamente santo habita dentro de você.

O quarto fator são os olhos abertos.

Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, já podemos ver, há luz, mas


inesperadamente os olhos estão fechados.

Não podemos ver algo que está oculto, não podemos ver se não enxergamos, também
não podemos ver se não houver luz, mas mesmo que tenhamos tudo isso, ainda não verá
coisa alguma se estivermos com os olhos fechados.

Na Bíblia, os olhos são o nosso coração. Ter os olhos fechados é ter o coração fechado.
Muitos de nós têm
fechado o coração para aprender com certos irmãos, por isso mesmo Deus os tem
resistido e não possuem revelação do Senhor. Devemos ser muito cuidadosos com o
nosso coração, pois é por ele que vem todas as coisas de Deus. Tudo passa pelo coração.

Em Apocalipse 3:20, o Senhor Jesus diz para os crentes de Laodicéia que ele está à
porta batendo. Esta palavra foi dita para crentes e não para incrédulos. Eles estavam
com o coração fechado e o Senhor dizia querer entrar. Do mesmo modo, Deus hoje tem
batido a porta do nosso coração para que nós abramos para Ele, para que tenhamos sede
Dele, fome de Sua palavra e anseio por Sua presença. Não adianta termos todos os
ingredientes se nos faltam os olhos abertos, o coração escancarado para o Senhor.

O quinto fator é ter um coração consagrado a Deus

A principal questão para se alcançar revelação é tratar com o coração. É no coração que
a luz de Deus resplandece (lI Co.4:6). Se o nosso coração estiver com problemas, não
perceberemos a luz de Deus.

Em Juizes 16:20-21, lemos que Sansão foi derrotado pelos filisteus e estes lhe cegaram
os olhos. Por que Sansão foi derrotado? Porque ele era nazireu consagrado ao Senhor, e
o sinal da sua consagração era o seu cabelo. Quando o seu cabelo foi cortado, então, a
sua consagração também foi cortada. Todas as vezes que a nossa consagração e
obediência a Deus são quebradas, uma nuvem escura vem sobre nós. Tomamo-nos
como cegos para as coisas espirituais.

O pecado é algo terrível que produz insensibilidade em nosso coração e nos incapacita a
ouvir e a receber de Deus. O alvo do diabo, como já dissemos. é impedir que vejamos.
Ele quer que sejamos cegos sobre Deus e Seu propósito. Quando o pecado entra em
nossas vidas, o diabo tem espaço para nos cegar e, assim, somos impedidos de obter
revelação de Deus. A revelação do Senhor é para aqueles que O obedecem,que têm um
coração consagrado, dado e ofertado a Deus.

Existem muitos servos de Deus que não conseguem entender as coisas do espírito como
se fossem homens não convertidos. Por que acontece isso? Porque são servos que erram
no coração. Não têm um coração consagrado ao Senhor. Por causa disso, os seus olhos
espirituais, os olhos do coração, estão cegados e eles não podem ver as coisas
espirituais. Esse não é o único, mas talvez seja o principal motivo da cegueira no meio
do povo de Deus.

Por outro lado, aqueles que andam em obediência se tomam cada vez mais’ sensíveis e
aptos para receberem de Deus em seus espíritos.

O sexto fator é ter um coração ensinável.

Com relação ao ensino, existem dois tipos de crentes na casa de Deus: Há aqueles que
são portadores de uma doença que eu costumo chamar de complexo de Adão. Eles
julgam que não devem aprender nada com ninguém, pois Deus vai ensinar tudo para
eles. Na sua presunção, estes irmãos jogam fora séculos de história e de mover de Deus,
e esperam que Deus comece tudo outra vez com eles.
Por outro lado, há um segundo tipo, que são os piores: aqueles que julgam que já sabem
tudo. Quem já sabe tudo não precisa mesmo aprender com ninguém, e nem mesmo
precisa buscar revelação. Eles detêm todo o conhecimento da humanidade.

Tais irmãos não devem esperar algo no Senhor, pois Deus os resiste. Tudo isso é
soberba e Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde. (I Pe.5:5). Em apocalipse
3: 18, o Senhor aconselha a igreja de Laodicéia a comprar colírio para que possa ver.
Esse ver é algo no espírito. Colocar colírio nos olhos significa buscar um coração
ensinável. Quem não se dispõe a aprender com os outros, também não vai aprender
diretamente com o Senhor. Sansão ficou cego por causa da falta de consagração; os
laodicenses ficaram cegos por causa de um coração soberbo que julgou saber todas as
coisas.

Revelação é simplesmente desvendar, é revelar algo que estava oculto. Mas não basta
apenas revelar o que está oculto, é preciso que haja luz; caso contrário, não poderei
enxergar. Eu posso revelar o que está oculto em uma caixa, mas se não houver luz, de
nada vai adiantar. O desvendar é importante, mas a luz é imprescindível, porque se em
mim não houver olhos para enxergar, então tudo foi em vão.

O ministro deve abrir a Palavra e isso acompanhado de muita luz do Senhor, mas se as
pessoas estiverem cegas, de nada adiantará. Antes de tudo é preciso que tenhamos olhos
para enxergar. Se não cairemos no mesmo problema dos fariseus: tinham olhos, mas
não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam.

Eu não devo buscar aprender sozinho aquilo que meu irmão já sabe, pois Deus não vai
me ensinar. Mas se eu me disponho a aprender com meu irmão, então a luz de Deus virá
através dele. Se em nossa cidade Deus está se movendo em algum lugar, eu devo me
dispor a ir até lá para aprender, pois se eu não o fizer e tentar aprender sozinho, Deus
poderá me resistir. Deus resiste ao soberbo.

Que o Senhor nos dê-colírio para que possamos enxergar e alcançar revelação dentro da
sua Palavra.

O sétimo fator é ter um coração limpo.

Em Mateus 5:8, Jesus disse que os limpos de coração poderiam ver a Deus. Veja bem
que esse ver é uma promessa para o futuro, mas também se refere ao tempo presente
quando podemos ver por revelação a Deus (I Cor.2:9-10).

Há muitos que não podem ter revelação pelo simples fato de terem um coração impuro
diante de Deus. Não é suficiente ter um coração limpo, precisamos ter um coração puro.
Ser limpo significa não ter pecado oculto. Significa a apropriação completa do perdão
do sangue de Jesus. Mas quanto a ter um coração puro não é simplesmente uma questão
de pecado. Um copo d’água pode ter a água limpa, porém misturada (Ex: água com
açúcar), portanto há corações limpos que não são de modo algum puros.

Ter um coração puro significa ter um coração sem misturas. Se o nosso coração está
cheio de coisas profanas, fica difícil enxergarmos as coisas do espírito. Existem muitas
coisas que não são pecaminosas. Mas que tomam o nosso coração impuro. Por exemplo,
uma pessoa que acaba de abrir uma loja. Apesar de o seu coração não estar sujo, ele
estará cheio de interesse pelo comércio. Durante todo o dia, ele vai estar voltado para as
coisas da loja. Se em nosso coração há um interesse pelo Senhor, mas um interesse
igualmente grande por outras coisas, o nosso coração está impuro.

Ter um coração puro é ter um coração para Deus. “Quem mais tenho eu ,no céu? Não
há outro em que eu me compraza na terra” (Salmo 73:25). Davi foi chamado de o
homem segundo o coração de Deus por causa do seu prazer inteiramente colocado Nele.

O oitavo fator é ter um coração sem véu

Em II Coríntios 3: 15, lemos: “Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto
sobre o coração deles”, Paulo está nos dizendo aqui que há um véu sobre o coração dos
judeus que os impede de enxergar a revelação de Jesus. Que véu é esse? O véu do
tradicionalismo. Por que há tantos que não se rendem às evidências do batismo no
Espírito Santo? A história comprova o crescimento das igrejas, os sinais comprovam-
No, a maturidade das vidas também. Porque, então, ainda dizem que tudo é mentira? Só
pode ser por causa desse véu que está posto sobre o seu coração. Não é Deus quem
coloca o véu, somos nós mesmos. Quando nos enrijecemos em um conceito natural e
humano, estamos colocando sobre o nosso coração um véu que nos impede de enxergar
novas revelações.

Durante toda a história, esse fato pode ser percebido. Deus sempre usa um homem para
trazer uma revelação, mas esse mesmo homem de novo resiste às novas revelações que
Deus quer trazer através de outros. Deus não pára, nós é que nos endurecemos em nossa
tradição humana. Se desejamos revelação, devemos abrir mão do tradicionalismo
humano.

Ser tradicional é estar fechado para qualquer palavra nova que Deus esteja falando. E,
nesse sentido, existem tradicionais que oram baixo e que oram alto. Há tradicionais que
oram em línguas e outros que não oram. Tradicional é aquele que está preso ao passado.

Veja que um coração correto é básico. Se desejamos revelação, é fundamental nos


enchermos com a Palavra de Deus.

CARACTERÍSTICAS DA REVELAÇÃO.
1. homem é um ser triúno: possui espírito, alma e corpo. Temos de avançar e
aprender as coisas de Deus pelo nosso espírito e não apenas pela mente. Mas às
vezes, quando falamos de saber algo no espírito. Isso parece ter outro sentido
para alguns irmãos. A palavra de Deus nos diz claramente sobre o que devemos
ter revelação. Alguns irmãos querem ter revelação de coisas sem importância e
chegam a ensinar que revelação é descobrir algo que jamais alguém viu ou
percebeu.
A Palavra de Deus tem um ponto central. Todo propósito de Deus na história tem um
ponto central e esse ponto central é uma pessoa: Jesus Cristo. Mas não apenas Cristo;
Cristo dentro de nós. É sobre isto que devemos ter revelação. O problema da Igreja é
que ela se dispõe a conhecer muitas coisas que fogem do ponto central de Deus: Cristo.

Mas pode ser que muitos conheçam essas verdades e ainda assim não percebam nada
diferente em suas vidas. Como podemos saber se temos ou não revelação? Podemos
dizer que existem quatro sinais ou evidências: quando temos revelação de uma verdade
esta revelação vai gerar em nós: (1) vida. (2) fé, (3) mudança de vida e (4) ajuda na
hora da tentação.

1) Revelação gera vida

Em João 6:63, Jesus disse: “Estas palavras que vos digo são Espírito e vida.” Quando o
Senhor fala conosco na Palavra, isso vai gerar vida dentro do nosso ser. A primeira
característica de alguém que recebeu revelação do Senhor é que ela vai expressar vida.

A letra é morte, mas a palavra que sai da boca de Jesus vem acompanhada do seu sopro
e este é o Espírito.

Quando o Senhor fala, então há luz, porque a luz está na vida (João 1:4). Sempre que o
Senhor fala, há vida e nos enchemos dela. A revelação da Palavra nos enche de vida.
Devemos ter a vida a jorrar em nós como uma fonte para saciar os outros. O que todos
procuram é vida.

Na Bíblia, existe um símbolo de vida que é o vinho. Porque o vinho é símbolo de vida?
Porque os seus efeitos são semelhantes. Quando alguém se enche de vinho, ele vai se
sentir mais corajoso, mais audacioso, ficará mais sorridente, cheio de alegria, se tomará
falante, com muito ânimo e disposição. Até a sua pele vai mudar se tomando mais
rosada e os olhos mais brilhantes. Tudo isso é a vida se manifestando. É verdade que
tudo isso é passageiro, pois o vinho é apenas uma figura e não a realidade, uma mera
falsificação da suprema realidade de vida que é a pessoa do Senhor Jesus.

Quando nos enchemos do Senhor, nós temos todas essas expressões de vida, só que com
realidade. Nos sentimos mais alegres, ousados. capazes de falar e cheios de disposição.
É muito estranho conviver com irmãos que não expressam vida de forma alguma.
Sempre que a Palavra de Deus queimar em nossos corações, então a vida se manifestará.
Isto é assim porque Jesus é a palavra viva. A vontade de Deus é que transbordemos da
vida abundante que Jesus é em nós.

É a vida de Deus fluindo em nós que será autoridade em nossa boca. É a vida fluindo
em nossas palavras que vai gerar vida nos outros. É a vida que tem o poder de destruir a
morte. Não podemos explicar a vida, adequadamente, mas podemos percebê-la onde
quer que ela se manifeste. O que todos procuram é vida. Não devemos aceitar reuniões
sem vida, aconselhamento sem vida, pregação sem vida. Onde a vida não estiver se
manifestando deve haver algum problema espiritual. A letra sozinha mata, mas a
Palavra revelada gera vida.
2) Revelação gera fé

A segunda característica de alguém que alcançou alguma revelação é que ele vai crescer
em fé. É como se uma nova luz brilhasse sobre um texto bíblico já conhecido por nós.
Quando isso acontece, nosso coração é despertado numa fé empolgante. Romanos 10:
17 diz que “a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”. Se não houver despertar da fé, é
porque não houve revelação.

A fé é gerada pela palavra de Deus e a revelação nada mais é que a Palavra viva de
Deus em nosso espírito. Se algum conhecimento não gera em nós uma nova medida de
fé então esse conhecimento é da mente, é puramente intelectual.

Quando a revelação de Deus vem, o nosso coração se aquece numa fé e disposição


nova. Crescer em fé, é crescer em revelação. A revelação é como a luz. Hoje,
enxergamos como uma vela, amanhã como uma lâmpada de cinqüenta Watts, depois de
cem, de mil, até ser como um holofote. Não devemos nos contentar com o nível de
revelação e fé que já alcançamos, antes devemos avançar para níveis novos.

3) Revelação gera mudança

Depois de recebermos revelação do Senhor, nunca mais seremos os mesmos, pois a


revelação nos transforma.

Em Mateus 16: 16 nós vemos Pedro fazendo uma grande declaração a Jesus: “Tu és o
Cristo, o Filho do Deus vivo”. “Sobre esta afirmação de Pedro Jesus disse:” Bem
aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas
meu Pai que está no céu. ““. E o Senhor depois acrescenta: Também digo que tu és
Pedra… Aleluia! Pedro antes era Simão. Simão quer dizer frágil, mas agora foi
transformado em Pedro, rocha.

Pedra é da mesma natureza de Jesus. O que transformou Pedro? Jesus disse que foi a
revelação que ele recebeu do Pai. A cada nova revelação que recebemos somos
transformados de glória em glória até alcançarmos a semelhança de Jesus.

Não precisamos nos esforçar para nos mudar, nos transformar, precisamos apenas
conhecer o Senhor por revelação no espírito. Quando isso ocorre, naturalmente somos
transformados. Quando alguém diz ter revelação de alguma verdade, mas esta revelação
não o transformou de forma alguma, então a sua revelação é questionável. Revelação
gera mudança de vida.

Se em sua vida não tem havido mudanças, está faltando luz sobre a Palavra. Alguns
reclamam dizendo que estou sempre mudando. Graças a Deus, mudo e continuarei
sempre mudando. Não sou o mesmo do ano passado e não serei o mesmo no ano que
vem. Se tenho uma Palavra queimando em meu coração, a minha vida tem de estar
constantemente em crescimento e transformação.
4) A Revelação nos sustenta na tentação

Quando uma verdade é aprendida só na mente, ela não nos ajuda na hora dos ataques do
diabo, mas quando é algo que queima em nosso coração, podemos lançar mão dela
sempre que for necessário, porque sempre haverá fé para destruir a ação do inimigo. A
Palavra que vem do espírito, dentro de nós, destrói as obras do diabo. Toda Palavra que
sai do espírito é Palavra de Deus. .

Podemos concluir que a revelação se manifesta pelo menos de quatro maneiras: gerando
vida, gerando fé, transformando a vida e provendo-nos livramento na hora da batalha.

A revelação é progressiva, é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser
um dia perfeito.

(Provérbios 4: 18). Antes, andávamos em trevas, mas agora a cada dia recebemos nova
medida da luz de Deus.

Hoje vemos obscuramente, mas vem chegando o dia em que o veremos face a face tal
qual ele é. (I Coríntios 13: 12).

O Logos e o Rhema
Lendo nossas Bíblias em Português, não conseguimos distinguir dois termos usados no
original que são igualmente traduzidos como “Palavra” em nosso idioma. Esses dois
termos são logos e rhema. Esses termos são traduzidos unicamente como “Palavra”
porque são vistos como sinônimos, porém, o Espírito Santo escolheu tais termos para
nos mostrar a tremenda diferença que existe entre a Palavra escrita e a Palavra viva.
Vejamos alguns exemplos bíblicos onde encontramos os termos logos e rhema:

a) O Logos
Logos é a Palavra escrita. É aquilo que Deus falou e que foi registrado para nossa
orientação. Ela contém o que Deus falou anteriormente pelos profetas e por meio do
Filho (B.1: 1-2). E esta a Palavra que nós ministramos; não ministramos palavra de
homens. Precisamos estar familiarizados com esta Palavra, pois o conhecimento da letra
da Bíblia é extremamente importante. Vejamos alguns textos em que no original se usa
o termo Logos, e qual deve ser a nossa atitude para com a palavra escrita.

“Se alguém me ama guardará a minha palavra (lagos)”. João 14:23.

“Lembrai-vos da palavra que vos disse (logos)”.João 15:20.

“Santifica-os na verdade, a tua palavra (logos) é a verdade”. João 17: 17.

“Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (logos)”. Atos 64.


‘“‘A palavra (logos) de Deus crescia”. Atos 6:7.

“Retendo a palavra (logos) da vida”. Filipenses2:16.

“… Criado com as boas palavras (logos) da fé”. I Timóteo 4:6.

“…Que maneja bem a palavra (logos) da verdade”. II timóteo 2: 15.

“Prega a palavra (logos)”. II Timóteo 4:2.

“Porque a palavra (logos) é viva e eficaz”. Hebreus4:12.

“…Não está experimentado na palavra (logos) da justiça”. Hebreus 5: 13.

“E sede praticantes der palavra (logos)”. Tiago 1:22.

“A palavra (logos) de Cristo, habite em vós abundantemente (ricamente)”. Colossenses


3: 16. A Palavra escrita deve habitar em nós ricamente. Deve estar dentro de nós
abundantemente. Devemos ler, meditar e decorar esta Palavra. Devemos estar entre
aqueles que o simples mencionar de um fato das escrituras é o suficiente para que
saibamos o seu conteúdo (pelo menos em linhas gerais). Isso é fundamental, pois sem o
conhecimento da Palavra escrita, nunca chegaremos à experiência da Palavra viva
(Rhema). O logos é o fundamento do rhema. Como já aprendemos anteriormente,
primeiro é o natural, depois o espiritual. Primeiro, devemos ter a mente cheia do logos
para que o Espírito Santo nos traga o rhema.

“Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes e a palavra (logos) de Deus está em vós e já
vencestes o maligno”. A característica dos jovens é a força, mas não a força natural, e
sim a espiritual. O jovem aqui em sua luta contra o Diabo, é como o Senhor Jesus,
quando foi tentado por Satanás. O inimigo citou para ele trechos das escrituras, porém,
o Senhor o combateu, usando a própria escritura, afirmando: “Está escrito” (Mateus
.4:4, 7. 10). b) O Rhema

Apesar de ser traduzida à semelhança do Logos, como Palavra na

Bíblia, o Rhema tem um significado muito diferente de Logos. Enquanto o Logos é a


Palavra falada no passado e que se tornou escrita, o Rhema é a Palavra que Deus está
falando conosco pessoalmente, é aquela palavra que está queimando em nosso
coração. Vejamos algumas passagens no Novo Testamento em que a palavra Rhema é
usada.

Em Mateus 4:4 Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem mas
de toda palavra (rhema) que procede da boca de Deus”. O termo usado aqui no
original grego é o Rhema. Isso significa que o Logos, a palavra escrita, não pode nos
alimentar, somente o Rhema pode nos nutrir em nosso espírito. Tanto o Logos como o
Rhema são a Palavra de Deus, mas a primeira é a Palavra escrita na Bíblia, enquanto a
última é a Palavra de Deus falada a nós em uma ocasião específica.
Certa vez, um irmão recebeu a notícia de que seu filho fora atropelado. O irmão, logo
abriu a Bíblia aleatoriamente e leu em João 11 :4: I/Esta enfermidade não é para
morte”. O irmão ficou em paz e chegou mesmo a se alegrar. Quando, porém, chegou ao
lugar do acidente, descobriu que seu filho morrera instantaneamente. Será que o que
está relatado no Evangelho de João então não é verdade? É a Palavra de Deus, mas é
Logos e não rhema.

“A fé vem pelo ouvir (literal) e o ouvir pela palavra (Rhema) de Crista”. Romanos 10:
17. Aqui, novamente a Palavra é Rhema e não Logos.

Isso nos mostra que o que gera fé não é simplesmente ler a Bíblia, mas é ter a palavra
queimando em nosso coração pelo Espírito Santo.

Todos conhecemos muitos trechos da Bíblia. Certo dia, porém, um texto que já antes
conhecíamos e até sabíamos de cor, assume um frescor, uma vida, uma cor diferente.
Aquela verdade começa a nos aquecer. o coração, gerando fé. Deus está falando
conosco. Antes, sabíamos genericamente, mas agora Deus falou individualmente
conosco. Todo Rhema é baseado no Logos. Não podemos ter o Logos sem o Rhema.

“As palavras (Rhema) que eu vos digo são espírito e são vida”. João 6:63. Somente o
Rhema é espírito e vida, na verdade, o Logos sozinho não pode dar vida, pode até
mesmo matar, porque a letra mata.

Em Lucas 1:38, Maria disse: “Aqui – está a serva do Senhor; que se cumpra em mim
conforme a tua palavra (rhema)”. Antes, Maria tinha as palavras do profeta [saías 7:
14: “Eis que a virgem conceberá e dará luz um filho”, mas agora ela tem a Palavra
falada especificamente a ela: “Você conceberá e dará à luz um filho”l. Foi por ter
recebido esta Palavra que Maria concebeu e tudo se cumpriu. Deus falou com ela o
mesmo texto que estava escrito, mas quando Deus falou, a Bíblia usa a expressão
Rhema ,indicando que é a palavra viva.

Em Lucas 2:29 ,Simeão disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo, segundo a
tua palavra”. A Palavra aqui é Rhema. Antes de o Senhor Jesus vir, Deus falou a
Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Mas, no dia em que
Simeão viu o Senhor Jesus, ele disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo
conforme a tua palavra”. Simeão tinha o Rhema do Senhor.

PARTE II
ANDANDO NO ESPÍRITO
“Se vivemos no espírito, andemos também no espírito” (GI5:26)1I… “Isto que
andamos por fé, e não pelo que vemos”. (lI Co.5: 7)

Depois de entendermos a constituição básica do homem, precisamos entender como se


processa a obra de Deus em nós e como devemos colaborar com Deus. –:

 Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo a fim de sermos guiados


por Deus.
 Com relação a nossa alma, ela deve ser transformada pela renovação de nossa
mente.
 Com relação ao nosso corpo, ele precisa ser disciplinado.

O nosso espírito já foi regenerado. Quando Adão pecou, ele morreu para Deus e junto
toda a raça humana. Sendo assim, a primeira coisa que Deus precisa efetuar no homem
é o novo nascimento ou a regeneração.

Uma vez que fomos regenerados, a vontade de Deus é nos dirigir através do Espírito
Santo que habita em nosso espírito. Simultaneamente, Deus espera que cooperemos
com Ele exercitando o nosso espírito para obedecê-lo. Precisamos então: ser guiados
por Deus no espírito e exercitar o nosso espírito para ouvir de Deus.

O Espírito Santo habita dentro de nós. O poder de Deus está em nós. A saúde de Deus
está em nós. A natureza de Deus está em nós. A bondade, a justiça, o amor de Deus,
tudo isso reside dentro do nosso espírito recriado. Não precisamos buscar estas coisas,
precisamos é ter revelação de que elas já estão dentro de nós. Nós temos a mente de
Cristo, a unção do santo e tudo aquilo que é necessário para uma vida santa e plena já
foi colocado dentro de nós, pela pessoa do Espírito Santo. Uma vez que andamos no
espírito, todas as realidades do Espírito Santo de Deus que habita em nosso próprio
espírito se tomarão realidades em nós.

Todos nós éramos como um enfermo portador de vários tipos de doenças. Depois que o
médico fez o diagnóstico, deu-lhe a receita para que tomasse vários tipos de remédios:
cada um para uma doença. a farmacêutico, então. colocou todos os medicamentos
dentro de uma única seringa. Esse conjunto de medicamentos foi a dose que resolveu
todas as suas enfermidades. A mesma coisa Deus fez em nós. Ele injetou em nós uma
dose que resolve todas nossas necessidades, essa dose é o Espírito Santo. Precisamos
entender no Espírito que tudo o de que necessitamos para uma vida com Deus já nos foi
dado por meio do Espírito Santo que em nós habita. Se precisamos de poder, Ele é o
poder. Se precisamos de amor, Ele é o amor que foi derramado em nossos corações. Se
precisamos de entendimento, todos os tesouros da sabedoria estão ocultos Nele.
Portanto, todas as coisas já estão completadas em nosso espírito.

O que precisamos aprender hoje é como sermos guiado pelo Espírito e dependermos
dele em todas as nossas necessidades. A vida cristã é constituída de duas substituições:
a primeira foi na Cruz onde O Senhor Jesus morreu em nosso lugar, e a segunda é no
nosso dia-a-dia onde o Espírito Santo quer viver em nosso lugar sendo a nossa própria
vida.

Para melhor entendermos a vida no Espírito, vamos dividir o nosso estudo em três
princípios bem simples: A vida no Espírito implica em três coisas: andar por fé, andar
pela cruz e andar no sobrenatural.

PRIMEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR


NO ESPÍRITO: ANDAR EM FÉ

A maneira de entendermos o padrão da vida no Espírito é compreendendo como foi o


primeiro pecado. O pecado desviou o homem do padrão de Deus. Conhecer o desvio já
nos ajuda a determinar o caminho de volta ao modelo de Deus.

· O primeiro pecado: Incredulidade


Se entendermos como surgiu o primeiro pecado do homem, poderemos entender como
os outros surgem, pois o princípio do pecado é o mesmo (Gn.3:1-6). .

O primeiro pecado não foi terrível, do ponto de vista da aparência. Não era obsceno, não
era pornográfico, não era escandaloso, não era feio de se ver. Adão e Eva apenas
comeram da fruta, nada mais do que isso.

O primeiro pecado deu origem a todos os outros, pois o princípio que o governou,
governa todos os outros, embora possam surgir de formas diferentes.

Como é isso? No princípio, o homem andava no espírito. A Bíblia diz que” à tardinha,
Deus vinha ter comunhão com o homem, todos os dias”. Isso, indiscutivelmente, é uma
relação espiritual, pois Deus é Espírito. O homem era um ser guiado pelo espírito
naqueles dias. O espírito é o ponto central na vida do homem. A alma era como um
servo, em relação ao espírito. Mas com o pecado, aconteceu algo dentro do homem: o
seu espírito morreu para Deus e a sua alma cresceu, tomando-se o centro do seu ser. O
homem passou a ser carne. O propósito de Deus, desde então, é nos restaurar à posição
que Adão desfrutava de comunhão com Ele. E não apenas isso, pois nós hoje temos
mais que Adão teve: Deus entrou em nosso espírito humano recriado, tomando-se a
nossa vida. Adão nunca comeu da “árvore da vida”, nós, porém, hoje, podemos comer
dela, pois a árvore da vida é o Senhor Jesus.

Mas qual foi a essência do primeiro pecado? Podemos dizer que o pecado se manifestou
por três princípios. O primeiro princípio foi a incredulidade. O primeiro pecado foi o
da incredulidade. Eva preferiu acreditar no que o diabo disse a acreditar no que Deus
dissera: “se comeres, vais morrer”. O diabo veio e desmentiu Deus, dizendo: “é certo
que não morrereis”.
Certa vez, pregando a um homossexual, ele me disse: “é impossível eu deixar de ser o
que sou”. E eu lhe respondi: “Isso é o que o diabo diz, mas Deus diz que se você crer,
você se tornará uma nova pessoa, uma nova criatura. O mundo diz: “você nunca pode
mudar, pra você não há libertação, você nasceu assim e vai morrer assim”. Pode até
virar crente, mas vai continuar sendo o que era, pode até nunca falar sobre isso, mas
continuará sendo” Isso é o que o mundo e o diabo dizem. Mas Deus diz que se você
crer, será nova criatura – é uma questão de ser e não simplesmente de fazer. Você é
nova criatura. E eu disse àquele homossexual: “diante de você têm duas afirmações: a
de Deus e a do diabo. Qual você escolhe?” A base dessa escolha é uma questão de “em
quem vou crer?” Devemos sempre colocar para o homem essa mesma escolha, pois foi
nesse ponto que o pecado surgiu: quando Adão e Eva preferiram confiar no diabo a
confiar em Deus. “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”. Deus não pode
mentir, Ele é completamente fiel àquilo que diz.

Eva duvidou da Palavra de Deus e aqui começou o problema da carne. E para entrarmos
agora na dimensão do espírito, devemos cumprir a primeira condição: “Andar em
espírito implica em andar em fé”. Se não andamos em fé, então não estamos andando no
espírito – “andar no espírito é andar em Fé.

Andar no Espírito e andar em fé se misturam na Bíblia. Em Hb 11:6, lemos que “sem fé


é impossível agradar a Deus”; e, em Rm.8:8, lemos que “os que estão na carne não
podem agradar a Deus”. Observe estas duas colocações: em Hebreus, os incrédulos não
podem agradar a Deus e, em Romanos, os carnais também não podem agradá-lo. Logo,
por associação, dizemos que os carnais são também incrédulos – são a mesma coisa.
Carnalidade é sinônimo de incredulidade. Aqueles que estão na carne são facilmente
percebidos, pois eles são incrédulos, indiferentes e insensíveis.

Fé é sinônimo de vida no espírito. Se alguém anda no espírito, invariavelmente ficará


cheio do Espírito. Uma pessoa que anda no espírito, pode facilmente ser reconhecida,
pois naturalmente expressará a vida. Quando falo de vida, não estou me referindo à vida
prática – retidão, integridade – tudo isso um cristão deve ter; estou falando de algo mais
tênue, subjetivo. Refiro-me a algo que não sabemos de onde vem, nem para onde vai.
Quando olhamos a pessoa, sentimos algo diferente nela.

O que significa andar em fé


· 1) Renunciar ao esforço próprio
Andar em fé implica em abrirmos mão do que vemos, do nosso esforço próprio e do
nosso entendimento próprio. Isto quer dizer que andar no espírito também implica em
renunciarmos a estas três coisas: andar por vista, por esforço próprio e por
entendimento próprio. Todo carnal anda pelo esforço próprio. A fé pressupõe
dependência de Deus. Se andarmos pela nossa força, não precisamos exercer fé. A
principal característica da vida de fé é o descanso. Hebreus 4:3 diz que “os que crêem
entram no descanso”. Os que andam no espírito andam em descanso. É como um barco
no meio do mar, não tem que se esforçar, é só deixar-se levar pelo vento. Nós somos os
barcos, o vento é o Espírito. Veja que este descanso não é lazer, não é retiro e nem
férias. Podemos ir a estes lugares, em todas estas formas de descanso e, mesmo assim
não descansarmos. O verdadeiro descanso é poder dizer: “Senhor, és tu quem faz não
eu. Não sou eu quem salva, és tu, Senhor. Não sou eu quem santifica, és tu, Senhor “.
Se ficarmos angustiados cada vez que temos de pregar, e se a ansiedade aumenta a
ponto de a vida perder o sabor, é porque tem faltado o descanso “Resta um descanso
para o povo de Deus”. A obra de Deus não se faz no cansaço, não se faz na fadiga, não
se faz com suor: se faz na dependência do Senhor.

Ezequiel 44: 17 dá uma orientação clara àqueles que trabalham no templo: “E será que
quando os sacerdotes entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não
se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.
Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças e calções de linho sobre as coxas, não se
cingirão a ponto de lhes vir suor”. Na obra de Deus não pode haver suor. Nós somos
sacerdotes levitas, encarregados de servir na casa do Senhor e, quando servimos ao
Senhor, não pode haver suor. Qual é o significado do suor? Gênesis 3:19 fala que o suor
é maldição, por causa do pecado. Suor é símbolo de maldição, mas graças a Deus que,
por meio de Jesus Cristo, nos libertou de toda a maldição do pecado. É bom demais
servir a Deus. Não temos de suar, não temos de viver no cansaço. “É como diz o
cântico: É meu somente meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em mim”.
Essa é a Palavra de Deus para nós.

Fico preocupado com pastores e líderes que têm estafa. Estafa não está nos planos de
Deus para nós. Estafa é maldição. Observe que aqueles que trabalham em serviço braçal
não têm estafa, deitam e dormem o sono do descanso. Mas há pastores e líderes que não
dormem à noite, ficam uma, duas, três, quatro noites acordados, até que lhes vem uma
estafa. Não é um cansaço físico, mas mental, da alma. Aqueles que se achegam para
servir no santuário não podem suar lá dentro. Não temos mais de suportar a maldição do
pecado, pois Jesus já suou o nosso suor para que Nele tenhamos descanso. O Senhor
suou no Getsêmane o suor que nos cabia. Não precisamos nos esforçar até suar, Ele já
suou por nós. Não temos o que fazer com suor, pois Ele já fez tudo por nós.

Alguém pode perguntar: “não temos mais nada? ” Nada! “Mas e quem vai pregar o
Evangelho? “Não somos nós quem pregamos, somente a boca é nossa, o resto é trabalho
do Senhor. Muitos ficam se cobrando o tempo todo: “tenho de pregar; preciso pregar”.
É como uma paranóia, uma obsessão. Deus me livre de dizer que não devemos pregar,
não falo disso. Ouça-me, se andarmos no espírito, passaremos vida. A vida é algo que
sai de nós, sem que percebamos, ou sem que nos esforcemos. Se tivermos vida, os
outros perceberão. É aquele princípio que diz “a boca fala do que o coração está
cheio”. Se o nosso coração está cheio da vida de Deus, como um rio de água viva,
naturalmente, a boca vai manifestar o que está lá dentro. Não há trabalho nenhum nisso,
é uma questão de ser espontâneo e de ter vida fluindo do espírito. Quando você se enche
do Senhor no descanso, naturalmente você vai fazer a obra de Deus. A obra do Senhor
tem de ser espontânea em sua vida. Tem de ser gostosa de se fazer. Tem de ser
empolgante ser líder: a idéia de ser pastor tem de ser agradável à mente. É bom
trabalhar para o Senhor. Porque o nosso trabalho é descansar Nele.

Vemos que o primeiro aspecto de andar em fé é abrir mão do esforço próprio, e entrar
no descanso de Deus. Se andamos em espírito, andamos também em descanso.

· 2) Não andar por vista


O segundo aspecto importante para frisarmos é “não andar por vista”. II Cor. diz:
“andamos por fé e não pelo que vemos”.

Tenho sempre comigo uma regra: enquanto o que vejo bate com a Palavra de Deus,
continuo vendo; quando, porém, não bate mais, ignoro o que estou vendo, e fico
somente com a Palavra de Deus. Note que é um estilo de vida louco, é loucura para o
mundo. Uma das situações em que isso pode ser mais facilmente observado é com
relação às enfermidades. Muitas vezes, insistimos em olhar para os sintomas da doença,
em vez de olharmos para a Palavra de Deus. Se a Palavra diz que o Senhor já levou as
nossas enfermidades na cruz, devemos rejeitá-las, e passar à verdade da Palavra,
independentemente daquilo que estamos vendo ou sentindo. Não é mentir para nós
mesmos dizendo que não estamos doentes, mas é declarar a Palavra, e ignorar os
sintomas da doença. Poucos de nós fazemos isso, preferimos andar por vista; isto é, na
carne. Andar por vista é característica do carnal. Se insistirmos em andar por vista,
seremos escravos do natural. As circunstâncias irão facilmente nos desanimar, e
tenderemos a ficar prostrados. Se eu ficasse olhando a forma superficia1 de alguns
adorarem a Deus, ficaria desanimado e nem iria mais dirigir o louvor. Se eu ficasse
olhando o grande número de crentes infantis, iria desistir de fazer a obra de Deus. Se eu
ficasse olhando as diferenças pessoais e a postura de alguns líderes, nunca iria crer na
unidade da mente e do coração. De maneira que devemos ter um olhar profético:
andamos pelo que cremos que será e não pelo que o diabo quer nos mostrar. Vejo um
povo que adora a Deus, um povo forte que manifesta o reino de Dele, uma liderança
ungida, que ministra em unidade. Creio e sei que na dimensão do Espírito já é assim,
ainda que com os meus olhos naturais não o veja.

O segundo aspecto do andar em fé, então, é não andar segundo a vista.

· 3) Renunciar ao entendimento próprio


Vimos que há aqueles que andam pelo esforço próprio, há os que andam por vista, mas
há também os que andam pelo seu próprio entendimento. A Palavra de Deus diz que no
princípio Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden. Lá, havia duas
árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A árvore da vida
aponta para a vida de Deus. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; “Nele estava a vida
e a vida era a luz dos homens”. (Jo.14:6 e 1 :4). A luz significa que pela vida, eu posso
ter luz, ou seja, posso conhecer a realidade última das coisas. A vida de Deus, que agora
está em nós, se manifesta como luz em nosso espírito. É uma sensação de clareza, de
entendimento. Deus queria que Adão comesse da árvore da vida e vivesse por essa vida.
Ele não iria conhecer nada – nem o bem, nem o mal, nem o certo, nem o errado – e a
vida iria guiá-lo em todas as circunstâncias. Entretanto, sabemos que ele pecou,
comendo da árvore do conhecimento, e Adão e Eva passaram a conhecer o bem e o mal.
E, desde então, o homem passou a ser dirigido segundo o que é certo ou errado. Mas,
ouça-me, ser cristão não é uma questão de entender se algo é certo ou errado, se é moral
ou imoral e nem mesmo se é ou não uma questão ética. Ser cristão é andar pela árvore
da vida, isto é, andar segundo a vida que está em nós, e que Adão nunca teve. Essa vida
é a luz e nos dirige em toda a vontade de Deus.

Alguns irmãos antes de fazerem alguma coisa perguntam: “será que isso é certo ou é
errado? Será que é pecado ou não?” E pensam que com isso estão agradando a Deus.
Isso é andar pelo entendimento e não por fé, na direção da vida do espírito. Porém, a
Bíblia diz: “Tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm. 14:23). Aqueles que agem
assim estão andando segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso pode até
parecer piedoso e bem intencionado, mas não provém da dependência e fé em Cristo, é,
portanto da carne. Se antes de fazermos alguma coisa dissermos: “isto não é errado, não
é pecado, não escandaliza, não ofende e nem faz mal a ninguém, estaremos agindo
segundo o entendimento do certo e do errado, e não pela vida.

Querido, você ainda vai descobrir que muitas coisas que não são erradas, que não
escandalizam e nem são sujas são reprovadas por Deus. Porém, não devemos nos
preocupar em proibir ninguém de coisa alguma. Não devemos ser escravos de código
de conduta, de códigos morais e normas de certo e de errado. O importante é aprender a
andar no espírito. Podemos seguir piamente um código e ainda assim vivermos na
carne. O que importa não é conhecermos o que se pode e o que não pode fazer. O que
importa é conhecer a vontade de Deus. Há muitos irmãos que querem tudo prontinho,
querem normas e regras sobre regras. Precisamos é ensiná-los a ouvirem o espírito, e,
naturalmente, eles vão fazer a vontade de Deus. Se andarmos por entendimento, não
dependeremos de fé no Espírito; por isso, os que andam pelo entendimento próprio não
podem agradar a Deus. O que eles fazem não provém da fé, e isso é carne. Quando o
Senhor fala, há fé. Quando Ele fala conosco, sempre manifestamos uma convicção e
certeza resolutas. Mas quando Ele não fala, há confusão e dúvida. Nunca façamos nada
na base da insegurança e incerteza, pois certamente não provém de Deus. As coisas do
Espírito são também na base da fé, pois andar no Espírito implica em andar por fé. E
tudo o que não provém de fé ou dependência de Deus é carne.

. Quando estivermos aconselhando uma pessoa, não devemos dar lhe as coisas prontas,
devemos antes estimulála a usar o seu próprio espírito para que possa discernir a direção
de Deus. Só há crescimento quando Deus fala. As palavras humanas podem ser boas,
mas somente quando Deus fala há transformação e vida. Só há crescimento quando
aprendemos a ouvir a Deus. Muitos discipuladores estimulam seus discípulos a serem
seus dependentes. Este não é o propósito de Deus, pois o discipulador deve permitir que
o discípulo aprenda a ouvir e a depender de Deus. Se o discipulador sempre fala qual é a
vontade de Deus, o discípulo nunca vai aprender a discerní-la por si mesmo, e isso é
lamentável.

Com relação a “andar em fé”. três coisas são consideradas como da carne. Carne é
andar pela força própria, pela vista e pelo entendimento próprio. Andar em fé é o
oposto: andar no descanso de Deus, ignorar a vista e renunciar o próprio entendimento.

Antes, porém, de avançarmos devemos entender que a direção do Espírito nunca está
fora da Palavra de Deus. Deus e a sua Palavra se misturam. Assim como eu sou aquilo
que eu falo, Deus é aquilo que Ele fala. A Palavra é o seu retrato. Crer Nele é crer na
sua Palavra. Se alguém diz crer em Deus e não crê na Bíblia, está mentindo, pois é
impossível crer em Deus e não crer no que Ele diz.

Se quisermos “andar no Espírito”, devemos andar pela fé na Palavra de Deus. Na


prática as duas coisas se misturam.

A necessidade de crescer em fé
Nós podemos crescer na vida espiritual. O crescer espiritual está muito relacionado com
o crescer em fé. Quero compartilhar dois princípios básicos que nos levam a avançar em
novos níveis de fé: crescemos em fé conhecendo a Palavra – pelo espírito, por revelação
– e crescemos confessando a Palavra. Uma parte só não resolve, temos de conhecer a
Palavra por revelação e temos de confessá-la com os nossos lábios.

A revelação da Palavra

“Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito
de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento Dele, iluminados os olhos do vosso
coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da
glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os
que cremos..”. “(Ef. 1: 17-18)”.

Em primeiro lugar, a revelação surge quando há um coração ensinável. Se me jugo


conhecedor de todas as coisas, quem estará apto para me ensinar?

Devemos também ter um coração que se humilha. Não devemos ter uma atitude de
constrangimento em aprender com quem quer que seja. Ouça. Se você com soberba
disser: “não vou aprender com aquele irmão, vou buscar de Deus e aprender sozinho”.
Deus não vai falar com você. Deus resiste ao soberbo mas dá graça aos humildes. Se eu
souber que um líder qualquer em Goiânia está fluindo numa área da Palavra, vou lá
aprender com ele e Deus vai falar comigo. Mas se eu disser: “eu sou pastor igual a ele,
Deus vai falar comigo também.” Isso é soberba e nunca vou crescer dessa maneira.

No Novo Testamento, encontramos duas expressões que são traduzidas para o


português como “palavra”. São as expressões “Logos” e “Rhema”.

Lagos é a palavra escrita, é a letra, é o que está registrado nas Escrituras.

Rhema é a palavra viva revelada pelo Espírito e que queima em nosso coração

A confissão da Palavra de Deus


“Porque com o coração se crê e com a boca se confessa a respeito da salvação”.
(Romanos 10: 1 O). A nossa fé precisa ser cultivada à maneira de Deus para
reforçarmos a fé e abrirmos a boca. Não basta orar com o coração, é preciso também
confessar com a boca. Muitas vezes, Deus vem com um entendimento forte na Palavra,
a respeito de uma verdade, mas muitas vezes, com o tempo, nos esquecemos daquela
verdade. Por que isso acontece? Porque deixamos de falar nela. Deixamos de confessá-
la, de contar , para os outros, de ensinar e até mesmo de pregá-la. Se fecharmos a boca,
com o tempo perderemos aquele entendimento vivo, e tudo se tomará apenas
conhecimento mental. Mas existe um outro lado muito importante, mesmo que ainda
não tenhamos revelação de uma verdade. Se abrirmos a boca e começarmos a confessá-
la, logo ela vai começar a gerar fé em nós. Vemos então que a confissão não apenas
preserva a revelação recebida mas também nos abre o espírito para novas revelações.

Mas o que é confessar? Há uma maneira bem simples de memorizarmos o que devemos
estar constantemente confessando: Eu devo confessar:
O que Deus diz que é.

O que Deus diz que

O que Deus diz que

O que Deus diz que O que Deus diz que tenho.

O que Deus diz que faço.

A base da nossa fé é aquilo que Deus diz. A palavra é o trilho pelo qual nós andamos.
Aprenda tudo aquilo que Deus diz que é, e confesse constantemente, você vai perceber
que a sua fé gradualmente vai se fortificar 8 crescer.

O QUE DEUS DIZ QUE EU SOU:

Eu sou nova criatura (I Cor.5: 17).

Eu sou templo do Deus vivo. (I Cor. 6: 16).

Eu sou como árvore plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá o seu
fruto e tudo quanto faço sou bem sucedido (SI. 1:3).

Eu sou forte e ativo porque conheço o meu Deus (Dn.ll :32).

Eu sou mais que vencedor por meio daquele que me amou (Rm.8:37).

Eu sou zeloso de boas obras (Tt.2: 14).

Eu sou um ganhador de almas e por isso sou sábio (Pv. 11:30). Eu sou feitura Dele,
portanto sou belo (Ef.2: 10).

O QUE DEUS DIZ QUE EU TENHO:

O amor de Deus está derramado em meu coração (Rm.5:5). A unção do Santo


permanece em mim (I Jo.2:27).

Deus me tem dado autoridade sobre todo o poder do inimigo e nada me causará dano
(Lc.10: 19).

Posso todas as coisas naquele que me fortalece (R.4: 13).

Deus me deu espírito de poder, de amor e de moderação (11 T m. 1: 7).


Maior é o que está em mim do que aquele que está no mundo ( I Jo.4:4).

Deus sempre me faz triunfar em Cristo Jesus (11 Cor. 2: 14).

Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestes, em
Cristo Jesus (Ef.1:3).

Eu tenho o poder do Espírito Santo (Mq. 3:8).

O QUE DEUS DIZ QUE EU FAÇO:

No nome de Jesus, eu expulso demônios, falo novas línguas, pego em serpentes; se


beber alguma coisa mortífera não me causará dano; imponho as mãos sobre os enfermos
e eles são curados (Mc.16: 17). Eu venço o diabo pelo sangue do Cordeiro e pela
palavra do meu testemunho (Ap.12:1).

SEGUNDO PRINCÍPIO DO ANDAR


NO ESPÍRITO: ANDAR PELA CRUZ

Para gerar incredulidade em Eva, o diabo procurou usar de estratégias. O conhecer suas
estratégias e guerrear contra ele.

A primeira área que o inimigo atacou foi a bondade de Deus. Ele disse: “Deus não deve
ser bom, caso contrário, não teria proibido comer da árvore”. Nunca devemos permitir
que em nossa mente haja a mínima insinuação satânica de que Deus não é bom, isso não
é verdade. Essa é muitas vezes a forma que o inimigo encontra para gerar incredulidade
em nós.

Durante muito tempo, convivi com muitos medos dentro de mim. todos eles
relacionados com a dúvida sobre a bondade de Deus. Tinha medo de ser pastor porque
achava que a vida das ovelhas não estaria em boas mãos; poderia ser que na hora crucial
Deus faltasse. Tinha medo até de orar, pois eu pensava que se orasse muito, Deus
resolveria enviar-me para o meio dos índios, e disso eu tinha medo. Veja que a minha
vida foi por muito tempo bloqueada em virtude de eu ter duvidado da bondade de Deus.
E ele é bom, Aleluia !

A segunda área que ele atacou foi o caráter de Deus. Ele disse que Deus não era reto,
pois havia mentido.

Certamente, o homem não morreria se comesse da árvore. Ora, se Deus era mentiroso,
não valia a pena confiar Nele, daí também surgiu a raiz da incredulidade. É
impressionante vermos como o povo de Deus tem engolido esses dois ataques do
inimigo. Muitos afirmam, categoricamente, que Deus é mau porque foi Ele quem lhes
mandou doenças. Muitos procuram pastores para receberem oração dizendo: “Pastor,
ore por mim por que a mão de Deus me feriu com esta enfermidade. Ora, se foi a mão
de Deus que feriu, eu não posso orar; se é a vontade de Deus, certamente ele não me
ouvirá. Penso que as pessoas que têm essa posição não deveriam nem mesmo ir ao
médico, pois se foi Deus quem mandou, o homem não pode desfazer. E se Deus
mandou a doença, ela é uma coisa boa, pois Deus só nos dá coisas boas. Qual o pai teria
coragem de mandar câncer para seu filho? Pois se nós sendo humanos não agimos
assim, muito menos o Senhor. Deus é mentiroso. Não falamos isso descaradamente,
como fez o inimigo, mas aceitamos a sugestão de que nem tudo o que está escrito
acontece hoje em dia. A Bíblia realmente diz que Deus cura, mas hoje Ele não cura
mais. Se Deus não cura mais, então Ele é mentiroso, pois Deus nunca muda, sempre é o
mesmo e, se Ele curou no passado e não o faz mais, a Sua Palavra é falsa, pois mudou
com o tempo. Se existe alguma coisa que Deus não faça mais em Sua Palavra, ela é
indigna de confiança, pois como vou ter certeza de que alguma coisa pode ser feita hoje
ou não?

Se desejamos andar no espírito, devemos desmentir o diabo e confessar tudo aquilo que
Deus diz que é, tudo aquilo que Ele diz que faz e tudo aquilo que Deus diz que tem:
“Eis que as suas mãos não estão encolhidas para não poder abençoar e nem surdos os
seus ouvidos, para não poder ouvir”. A vontade de Deus para nós é a saúde, a vida, a
prosperidade e a paz.

A terceira área que o diabo atacou foi a santidade de Deus, dizendo que Deus não
queria que ninguém conhecesse o bem e o mal, que Deus não queria que ninguém fosse
como Ele, que Deus queria ser o único. Aquilo que Satanás desejou na sua soberba e
aquilo que Adão e Eva buscaram na sua desobediência, Deus agora nos concede,
gratuitamente, por meio de Jesus Cristo. Eles queriam ser como Deus e nós agora nos
tomamos Seus filhos, gerados pela Sua semente. Nisto, Deus prova a Sua santidade,
pois nos concedeu aquilo que foi acusado de não querer compartilhar: a Sua natureza
divina.

Como originou-se o primeiro pecado, certamente, os outros pecados se originam, pois


todo pecado tem no seu centro o egocentrismo. Todo pecado, em sua origem, é o ego
em ação. A independência é a forma específica de como o ego se manifesta: “eu tenho
minhas opiniões, meus desejos, meus alvos, minha identidade”. Quando o homem optou
por comer da árvore do conhecimento, o seu Ego e a sua alma foi aumentada e passou a
ser o centro da personalidade humana. O propósito de Deus era e é de que o espírito
humano fosse o centro, mas o pecado transformou o homem em algo da alma. O homem
se tomou almático. O espírito morreu, o ego se tomou o centro; por isso o homem
passou a ser egoísta, egocêntrico.

A melhor maneira de definirmos o pecado é entendermos que é pecado tudo aquilo que
tem origem no ego. Tudo aquilo que é feito independente de Deus é pecado. Nesse
sentido, qualquer coisa pode ser pecado, desde que feita independentemente de Deus.
Pode ser pregar, orar, ou qualquer outra coisa piedosa, se é feita por iniciativa do ego, é
carne; e, portanto, é pecado aos olhos de Deus, ainda que aos olhos dos homens seja
algo normal.

Mas podemos ver também que atrás de todo fruto da carne tem também o ego em ação.
O que é inimizade? É quando o ego não é reconhecido. O que é raiva ? É o ego
contrariado. O que é ciúme?É o medo de o ego ser suplantado. O que é divisão ?É o ego
que sempre está certo e nunca abre mão. O que é inveja? É quando o ego não suporta
que o outro tenha algo e ele não. Poderíamos analisar cada pecado e observar que o
princípio subjacente a todos eles é a ação do ego.

Assim como todo pecado consiste no egocentrismo, toda virtude consiste no oposto, no
altruísmo. Enquanto o egocentrismo é colocar a si mesmo no centro, altruísmo é
colocar o outro no centro. O que é amor? É esquecer-se de si e olhar para o outro. O
que é alegria? É viver contente com o que se tem e o que se é. Diante disso, vemos
então que, para vivermos uma vida no espírito, não basta andar em fé, temos também de
andar em amor. Andar em amor é andar em renúncia do ego. É abandonar o
egocentrismo e a independência de Deus, é negar-se a si mesmo.

Mas há ainda outras formas de vida egocêntrica. O egocentrismo pode se manifestar na


autopreservação. Precisamos saber que autopreservação não é em si mesma pecado;
entretanto, pode ser uma atitude egoísta. É assustador quando vemos a atitude de certos
crentes se preservando demasiadamente, não admitindo nenhuma forma de desgaste, de
dor ou de sofrimento. O remédio de Deus para o ego é a cruz, e a cruz implica de uma
forma ou de outra, em alguma espécie de desgaste e perda da comodidade.

A vida no Espírito é uma conseqüência direta de passarmos pela cruz. Só há


cristianismo se vivermos pela cruz.

Jesus não apenas morreu numa cruz, Ele viveu uma vida de cruz. Vida de cruz consiste
em renúncia diária do ego.

Jesus quando ensinou os seus discípulos a orar em Mateus 6:9-13, terminou a oração
dizendo: ”porque teu é o reino, o poder e a glória”. Reino, poder e glória é tudo aquilo
que o homem natural anda buscando.

O que é reino? O reino nos fala de bens, riquezas, respeito e reconhecimento. Todo
homem procura essas coisas e até mesmo fica ofendido quando não alcança esse
objetivo. Todos querem construir um reinozinho pessoal pensando com isso encontrar a
realização. Mas o veredicto de Deus sobre isso é: carne. Se buscarmos um reino para
nós mesmos, estamos fora do padrão de Deus. Veja que não é pecado buscar respeito.
Reconhecimento, ou coisas assim, e mesmo o dinheiro em si não é pecaminoso, mas se
queremos andar no caminho da cruz, temos de abrir mão.

E o que é poder? É aquele desejo íntimo de manda;,..de ter a primazia. Muitas vezes,
gostamos de poder dizer: “vá e diga ao fulano que fui eu quem lhe mandou”. Isso é
realização, é ser conhecido na praça. O poder também nos fala de dons e capacidades.
Eu posso fazer certas coisas que os outros não podem. Isso me faz sentir feliz e
realizado, mas se desejamos andar no caminho do espírito, temos de ir para a cruz e
abandonar esses desejos da carne.

E, por fim, o Senhor entregou a glória. Aqui está um ponto realmente crucial do ego: o
elogio e a glória. A vida de cruz consiste em abrir-se mão do reino, do poder e da
glória. .

A primeira maneira que Deus usa para nos levar ao fim de nós mesmos é a revelação.
Mas quando isso falha, por causa da nossa dureza e insensibilidade ao Espírito, o
Senhor se vê forçado a usar outro recurso: o fracasso, o vexame. Não é da vontade do
Senhor que soframos vexame. Ele vem por causa da nossa dureza e resistência em
aprender por meio da revelação do Espírito. Ele vem também porque muitas vezes
temos um conceito errado a respeito de nós mesmos. Pensamos que somos humildes
quando na verdade não o somos. Pensamos que somos dependentes quando na verdade
agimos pelo esforço próprio. Suponhamos que um irmão simples é convidado para
pregar na reunião principal da Igreja, no domingo. Ele certamente vai sentir angústia e
até ter uma desinteria, por medo da responsabilidade. Essa é uma reação interessante,
porém é apenas uma expressão da carne por medo do vexame. Como o irmão está
inseguro, ele vai orar bastante, jejuar e meditar na Palavra. Chega o domingo e a sua
pregação é impactante. Os líderes ficam admirados e convidam-no para o próximo
domingo também. No segundo domingo, ele já não fica tão inseguro, mas ainda assim
precisa gastar um tempo em oração, buscando a Deus. Mais uma vez é uma bênção, e a
liderança extasiada o convida para mais um outro domingo. Dessa vez, o nosso irmão já
está tão seguro que pensa ser capaz de pregar para um estádio inteiro. Já não ora e nem
medita na Palavra como antes. Ele agora pensa que pode confiar em si mesmo. Ele sobe
no púlpito e prega todo o seu sermão, mas quando olha no relógio não se passaram mais
do que dez minutos; então, ele começa a suar copiosamente, sente calafrios, tonturas,
uma pontada no estômago e o seu desejo é sair correndo dali. O terceiro domingo foi
um completo vexame. Veja a maneira como Deus fez. Ele levou aquele irmão a
perceber que ele não era tão dependente e humilde quanto pensava, mas foi só no
terceiro domingo que ele percebeu isso. Não é fácil perceber em nós erro nenhum, mas
quando vem o vexame, eles se tomam manifestos.

O que é negar a si mesmo?

Antes de avançarmos no entendimento do princípio da Cruz na vida de Jesus, necessário


se faz clarear melhor o entendimento do negar-se a si mesmo.

O negar-se a si mesmo não é a completa anulação da vontade . Isso evidentemente é


impossível. Trata-se antes de uma renúncia definida quando “minha” vontade quer
seguir outra direção diferente da vontade de Deus. Significa que a vontade de Deus deve
ser priorizada, e não a minha própria.

Negar-se a si mesmo não é tornar-se um alienado . Muitos enfiam as suas cabeças


dentro de um buraco pensando que dessa forma estão se negando. Isso, além de ser
perigoso, se constitui num sintoma de fuga neurótica. E Jesus nunca quis dizer tal coisa.

Negar-se a si mesmo não é vida de ascetismo. Na antiguidade muitos monges


deixaram suas vidas e paixões. Essa posição coloca, no entanto, a vida cristã como uma
dor constante. A vida seria um peso e dura de ser suportada. Jesus veio para que o
homem tivesse vida abundante. Não queremos retirar a dor da vida normal, do
crescimento sadio, mas não podemos fazer da vida uma apologia à dor. Sofrer
gratuitamente, para merecer o favor de Deus, é uma teologia errada e não está coerente
com o tipo de vida que Jesus viveu e ensinou.

Finalmente, negar-se a si mesmo não é a perda do desejo . Quando o desejo se toma


concupiscência, ele passa a ser pecado. E nós já estamos mortos para o pecado e,
portanto, livres do seu domínio. Existem, no entanto, desejos legítimos e bíblicos como
o desejo de se casar, ter filhos, pregar o evangelho, salvar vidas, e coisas assim. Vemos,
portanto, que a autonegação proposta por Jesus é, antes de tudo, uma renúncia ao
domínio da própria vida. E isso, sem dúvida, em algumas situações, vai implicar em
todos os aspectos que mencionamos acima. Haverá momentos de aparente perda da
vontade. Da aparente alienação, de um também aparente ascetismo, bem como de uma
renúncia de um desejo legítimo. Ex, Paulo optou por não se casar. Mas era uma questão
de consciência particular. Isso acontece em função de que a vida cristã é, em essência,
uma contra-cultura do sistema vigente. Nunca devemos nos esquecer que a cruz é
loucura para o mundo, mas para nós é o poder de Deus manifesto.

Em Lucas 14:25-33, Jesus propõe aos seus seguidores o padrão para a vida cristã para o
discípulo. Esse padrão nada mais é do que a aplicação da cruz em cada parte do nosso
ser. Nesse texto, Jesus dá três ênfases básicas quando por três vezes Ele expressamente
disse: “não podem ser meus discípulos”, nos versos 26,27 e 33. As três coisas que Ele
mencionou foram os relacionamentos, o eu e os bens.

A vontade do Senhor é de que a cruz possa tocar em cada uma dessas áreas . Todas as
vezes que Jesus falou de tomar a cruz, Ele falou também sobre negar a si mesmo. Na
verdade, os dois conceitos caminham juntos: negar a si mesmo é tomar a cruz. A cruz
nada mais é do que a vontade de Deus. e não há como faze! a vontade de Deus sem
negar a nossa própria vontade.

1) A Cruz toca os nossos relacionamentos. (Vv. 26)

“Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e
irmãs a ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” Lucas 14:26.

O primeiro ponto diz respeito à minha necessidade de ser aceito sempre pelos outros, de
ser honrado, ser respeitado, ser amado. E pelo lado negativo se relaciona com o medo de
ser rejeitado ou esquecido. Negar a si mesmo implica então numa renúncia ao amor e à
aceitação incondicional dos outros. Não que eu não queira mais ser amado, mas que não
buscarei ser amado a qualquer preço. Se para ser amado eu tiver que rejeitar Jesus,
colocar em segundo plano a fé, ou mesmo abrir mão da verdade. Então eu prefiro não
ser amado.

Todos nós temos uma grande preocupação com a nossa reputação, com a maneira como
os outros nos vêm. Quando tomamos a cruz nós temos de esquecer a opinião do mundo
a nosso respeito. Mesmo que nos chamem de louco, fanático ou estúpido, isto não mais
nos ferirá.

Mesmo na vida da Igreja nós precisamos amar mais a Deus do que buscar ser aceito
pelos irmãos. Assim como Deus requereu de Maria gerar Jesus sendo virgem, Ele pode
requerer de nós algo que pode nos trazer constrangimentos e lutas.

Pense em como foi difícil para Maria aceitar ser usada por Deus desta forma, ela
poderia ser até apedrejada como adúltera. Mas ela ignorou a aceitação do mundo. Hoje
Deus pode nos pedir que façamos coisas na vida da Igreja que serão mal interpretadas e
até rejeitadas por muitos.
Precisamos ser livres de todos. Não buscar a aprovação, nem o elogio, o
reconhecimento ou a aceitação mesmo de irmãos. Oferecemos nosso amor, nossos
elogios e nossa aceitação ‘incondicional, mas não esperamos ser retribuídos. É
necessário que cada um de nós deixe a cruz ser aplicada em nossos relacionamentos.

2) A cruz toca o nosso “Eu” (VV 27)

“E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”
Lucas 14: 27.

Isso é fundamental para qualquer cristão que conhece a vontade específica de Deus para
sua vida. Tomar a Cruz nos fala de tomar a vontade de Deus em detrimento da minha.
Há uma tendência natural de evitarmos a dor e buscarmos o prazer. Entretanto, muitas
vezes, a vontade de Deus implicará em dor, e eu devo me apossar dela em detrimento de
meu desejo de prazer e de conforto. A cruz nos fala de abrir mão de direitos, de
reconhecimentos, de oportunidades e assim por diante. Jesus, já sob a sombra da cruz
disse: Não a minha vontade, mas a Tua…

Várias vezes na vida e no ministério de nosso Senhor, Satanás ofereceu um caminho


fácil para o poder sem a cruz. As tentações para escapar da cruz foram muitas. Mesmo
na hora em que ele tragava o amargo cálice do calvário, a tentação de descer da Cruz foi
agudíssima. Não é necessário dizer que Cristo tinha o poder de fazê-lo se ele assim o
quisesse. Só não podemos dizer o mesmo a nosso respeito. Quantas vezes nos temos
descido da cruz e perdido o poder e a autoridade.

Mas o que é descer da cruz? Você deve estar se perguntando. Descer da cruz é qualquer
atitude para salvar o “eu”. É qualquer tomada de um caminho fácil no que diz respeito a
princípios espirituais. Quero ser ainda mais exato e explícito. Todos os esforços para
defender, escusar, proteger, vindicar ou salvar o ego é com efeito uma descida da cruz.
Auto-compaixão é descer da cruz. Significa que a pessoa pensa ter sido injustiçada e
sente pena de si mesma porque nada pode fazer a respeito.” Eu que sou tão maravilhosa
ser tratada desta forma”. Pensa consigo mesma. Ressentimento é descer da cruz.
Significa que a pessoa foi injustiçada e se irrita porque nada pode fazer a respeito, “logo
eu que sou tão isso e tão aquilo. Alguém como eu nunca poderia sofrer dessa maneira.”
Você consegue perceber o ego aqui? A recusa em se assumir a culpa é descer da cruz.
Todos são culpados, menos eu, ou pelo menos todos são mais culpados do que eu. A
auto-vindicação é descer da cruz.

Igrejas inteiras têm sido destruídas porque alguém não abriu mão da vingança. Quando
outros nos entendem mal, os esforços indevidos para explicar nossas ações são a mesma
coisa. A auto-justificação é descer da cruz.

Mas a maior de todas as formas de descermos da cruz é quando oferecemos a cruz para
o nosso irmão. Mas porque sempre eu é que tenho de tomar a cruz? Já viram como uma
ovelha morre? Não se ouve nem um gemido. Mas já observaram um porco sendo
imolado?

Temos visto esse tipo de coisa mesmo na vida de pastores. Muitas vezes, tenho passado
por irmãos pela rua e, por uma terrível distração, não os vejo nem os cumprimento.
Naturalmente, esses irmãos ficam ofendidos e vêm ter comigo. Numa situação dessas eu
poderia dizer ao irmão: “toma a cruz, pare de pensar que o mundo gira em torno de
você. Em vez de buscar ser amado procure amar, se não o cumprimento cumprimente
você a mim. ” Tal resposta parece ser lógica, mas é uma repugnante descida da cruz.

A minha atitude deve ser pedir perdão ao irmão e sarar as suas feridas. Eu devo tomar a
minha cruz e nunca oferecê-la ao meu irmão. A cruz é um tipo de principio que não
podemos ensinar por preceito, apenas por demonstração.

3) A Cruz toca os nossos bens (Vv 33)

“Assim pois todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser
meu discípulo”.

Eu devo renunciar ao desejo de viver para mim mesmo e, ainda mais, devo abrir mão
dos meus próprios bens. Para muitos, o abrir mão de bens é bem mais difícil que abrir
mão até de si mesmo. Sabemos que Jesus andou por esse caminho (I Pe 2:21) para que
nós andássemos por ele também. Renúncia é morte e sem a morte, o cristianismo perde
o sentido. Não existe cristianismo sem cruz, existe religião. O ego deve perder o seu
lugar de centralidade, cedendo lugar a vontade de Deus. Jesus não apenas morreu na
cruz, mas toda a sua vida foi uma vida de Cruz.

A cruz está intimamente relacionada com o nosso estilo de vida. A prosperidade é


deveras parte do evangelho, mas é apenas uma parte. A ênfase principal está sem dúvida
em um modo de vida generoso e sacrificial. A cruz nos torna sensíveis às necessidades
do mundo ao nosso redor.

Muitos crêem no versículo que diz que Cristo se fez pobre para que pela sua pobreza
nos tornássemos ricos (II Cor. 9), mas se esquecem da ordem de Jesus para que não
acumulemos para nós tesouros sobre a terra. Parece contraditório, mas o paradoxo
desaparece quando entendemos que Deus nos dá para que demos de volta a”Ele.
Prosperidade é ter um pouco mais que o necessário.

Deixemos que a cruz trate com a maneira como lidamos com o nosso dinheiro. O
Senhor precisa ter controle completo sobre a nossa conta corrente. Não podemos
permitir sermos arrastados pela corrente do pensamento materialista que prende a nossa
geração. Somos um povo próspero mas um povo generoso. Somos um povo próspero
que teve os bens tratados pela cruz.

A cruz na Prática

Tomar a cruz significa simplesmente tomar a vontade de Deus. A cruz é, na verdade, a


Sua vontade. Tudo o que não for a Sua vontade não será uma cruz. Nesse sentido,
podemos dizer que a doença, por exemplo, não pode ser uma cruz já que Cristo Jesus
carregou com elas na Cruz, ( I Pe.2:24) e não podemos dizer que seja da vontade de
Deus a enfermidade. Do mesmo modo, podemos afirmar que a pobreza não é cruz já
que fomos libertos das maldições da lei (Gl. 3: 13). A cruz experimentada por Cristo foi
decididamente a vontade de Deus e não algum tipo de ataque do diabo como doença ou
miséria.
A cruz é o lugar onde vencemos o diabo. Muitos pensam que guerra espiritual é uma
questão de meramente repreender demônios. Ficam todo o tempo repreendendo
demônios dentro de casa e até repreendem algum suposto demônio na cara do marido.
Jesus repreendeu demônios durante todo o seu ministério na terra, mas ele somente
venceu o diabo na Cruz. A Cruz é a vitória definitiva. Não estou dizendo que é errado
repreender demônios na vida das pessoas, pois Jesus fez isso com Pedro. Só estou
afirmando que não há vitória sem a Cruz. Gostaria de mostrar algumas manifestações
práticas do princípio da Cruz.

1) Disposição para sofrer o dano

“O só existir entre vós demanda já é completa derrota para vós outros. Porque não
sofreis, antes, a injustiça? Porque não sofreis ,antes, o dano? I Corfntios 6: 7.

Esta pergunta de Paulo não parece de uma obviedade gritante? Espera ai, Paulo! Ele faz
algo de errado comigo e eu é que vou ter de ficar com o prejuízo: sofrer o dano?

É exatamente isso. Isto é cruz. Esta é uma situação onde não vai adiantar muito ficar
repreendendo demônios. Para eu ter vitória, eu vou ter de tomar a Cruz. Esta é a vontade
de Deus: que eu negue a mim mesmo e tome a Cruz.

Mas e se eu quiser reinvindicar os meus direitos? Bem, se você tem direitos é correto
lutar por eles até no Supremo Tribunal. Nada de pecaminoso em se lutar pelos próprios
direitos. Não é moralmente errado, mas onde fica a vitória? O pisar na cabeça do Diabo
é somente quando alguém toma a Cruz que o ele é de fato derrotado.

Existem dois princípios de vida: o princípio da cruz e o princípio da razão . Se


quisermos ter razão já descemos da cruz, se tomamos a Cruz já não importa quem tem
razão.

2) Não agradar a nós mesmos

“Ora nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-
nos a nós mesmos”. Romanos 15: 1.

Quando Jesus foi pra cruz, Ele não foi porque queria ter uma experiência diferente. Não
buscava um êxtase espiritual e nem estava buscando elogios. Na verdade, Jesus não
queria ir pra Cruz. Ele foi para obedecer a vontade do Pai. Todavia, o Pai não o obrigou,
Ele foi espontaneamente. Nós precisamos agradar o nosso irmão mesmo que isso
implique em desagradar-nos.

Muitos hoje pensam que ser crente é buscar uma nova experiência, ter um seguro contra
calamidades ou ter uma vida de felicidade. Não, cristianismo tem como centro a Cruz.
Por isso, a pergunta chave não é se é pecado ou não, se sou obrigado ou não, mas sim:
qual é a vontade de Deus.

Percebe por que muitos casamentos nunca prosperam? Porque não querem agradar o
outro ao preço do desconforto pessoal. Quando de forma definida nos dispomos a não
nos agradar, nós vemos a vida de Deus fluindo, a igreja de fato sendo edificada e as
portas do inferno sendo aniquiladas. Há um caminho de vitória. Não é um caminho fácil
e nem agradável, mas a vitória ao final é certa.

3) Considerar o outro superior a si mesmo

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada
um os outros superiores a si mesmo” Filipenses 2:3.

Considerar os outros como superiores a nós mesmos parece algo tão fora de moda.
Parece contradizer a moderna teologia da auto-estima. Todavia, essa é a forma como a
Igreja é edificada pela cruz. Mais uma vez temos de dizer que cruz é sofrer o dano, é
não agradar a nós mesmos, é considerar o outro como superior a nós mesmos.

Para cada situação que nos sobrevir existem dois caminhos: o caminho largo e o
estreito. Em um problema de casamento, por exemplo, o divórcio e a separação são
caminhos largos. Todos nós sabemos onde vai desembocar o caminho largo. A cruz por
outro lado é o caminho estreito. Numa situação de crise sempre tome o caminho estreito
da cruz.. Pois somente neste caminho há vitória completa

O exemplo de Deus

Sabemos que na cruz Deus resolveu todo o problema do homem: o problema da


condenação, do poder do pecado e do poder para se viver a sua vontade. E impossível
que se fale de maturidade sem se referir à Cruz de Cristo. Queremos nos deter no
momento, apenas no aspecto que está relacionado à renúncia de si mesmo no dia-a-dia.

Jesus não apenas morreu numa Cruz, ele viveu uma vida de Cruz. Toda a vida de Jesus
foi caracterizada por uma renúncia completa do próprio Eu. Ele viveu a sua vida pelo
princípio da Cruz. O princípio da Cruz é uma completa dependência de Deus. Não
interessa mais se algo é bom ou se é mau, se é correto ou pecaminoso. O que interessa
saber é se trata da vontade de Deus. O princípio da Cruz é o processo da maturidade.
Percebe-se, pela vida de Jesus, que o processo de Deus para tratar com o nosso Ego
segue um certo padrão, uma ordem. Se falharmos em um aspecto, Deus vai repeti-lo até
que sejamos aprovados. Na escola de Deus ninguém pula cartilha ou compra nota.

Em João 5: 19,5:30,8:28, vemos Jesus testificando claramente a sua posição de


completa dependência do Pai. Isso é o princípio da Cruz em operação.

1. Aprendeu a submeter-se

A primeira grande tensão na vida do discípulo é a autoridade. Sem dúvida, essa foi
também a primeira lição de Jesus. Seria ingenuidade pensar que Jesus não precisou
aprender coisa alguma. Em Hb. 5:8, vemos que Jesus aprendeu a obediência. E a
primeira lição foi submissão. Lucas nos diz (Lc. 2:41-51) que Jesus não apenas
obedecia a seus pais, mas se submetia a José e a Maria de coração. Ele sabia quem era e
de onde tinha vindo, mas ainda se submetia a seus pais que eram muito limitados no
entendimento. Jesus, aos doze anos, já discutia com doutores, mas mesmo assim, não se
exaltou sobre seus pais, antes lhes era submisso. Parece-nos que Maria, ainda que fosse
uma santa mulher de Deus, não era uma pessoa de grande entendimento. Maria e José
eram extremamente pobres e sem certos privilégios e oportunidades. Em muitas
situações a encontramos incomodando

I Jesus. É muito fácil nos submetermos a quem sabe mais do que nós, mas como é
difícil ser submisso a quem sabe menos. Isso exige renúncia do nosso orgulho, do
desejo de ser reconhecido e do desejo de se achar alguma coisa. No processo do
discipulado essa é a primeira lição que se deve aprender. O discipulador deve confrontar
o discípulo para que este aprenda a submissão.

2. Teve um coração ensinável

Estar aberto para aprender com quem quer que seja é algo muito dolorido. Sabemos que
Jesus saiu para ser batizado por João diante dos olhos de todos. Isso era muito arriscado,
pois poderia ser que mais tarde algum fariseu se dirigisse a ele dizendo: acaso não
estivemos juntos nas aulas de batismo de João? E isso certamente deve ter acontecido,
pois Jesus usa algumas ilustrações feitas por João Batista (Comparar Mt 3:10 com 7:16-
20) no sermão da montanha. Deve ser bastante constrangedor se colocar ao lado de
pecadores para ser batizado alguém que nunca tenha pecado, como foi o caso de Jesus.
A segunda lição, pois, de todo aquele que quer ser discípulo, é ter um coração ensinável.
É estar aberto para aprender com quem quer que seja, mesmo que isso muitas vezes seja
extremamente constrangedor. Ninguém se diminui pôr ouvir e aprender algo com quem
sabe menos.

3. Não agiu no entendimento e esforço próprios

Não é função nossa criar métodos próprios. Deus tem uma obra para ser edificada e não
pensemos que Ele é um construtor inepto, que não possui ao menos uma planta baixa.
Pela narração de João 5:19,5:30 e 8:28, podemos ver que Jesus somente fazia o que
Deus mandava. Não havia lugar para o “eu acho ou eu penso”, mas somente para o que
Deus queria realizar. Nós somos construtores e executamos a planta que Deus projetou.
Vem chegando o momento onde tudo que fugir do projeto de Deus será desmanchado.
Deus não aceita anexos humanos à sua obra. Muitos de nós queremos fazer de nossas
vidas o que bem queremos e isso denota falta de entendimento sobre o princípio da
Cruz: “Não mais eu vivo, mas Cristo vive” – O comando não mais me pertence, mas
tudo está sobre o controle Divino.

4. Abriu mão do amor próprio

Aquilo que guardamos mais fundo em nós mesmos é o nosso amor próprio – O medo de
sermos prejudicados, feridos, magoados e coisas assim que nos apavoram muito. Pedro
ingenuamente (Mt 16:21-34) incitou Jesus a que tivesse dó de si mesmo, julgando com
isso estar fazendo um ato de amor. Jesus, no entanto, foi severo, como raramente o
vemos na Bíblia, e exatamente em função de ter sido tocado numa das áreas mais
sensíveis do homem: o amor próprio. É propósito de Deus que alcancemos o nível em
que abramos mão até mesmo da própria vida. “Quem amar a sua vida, perdê-la-á…”. O
discípulo passa a viver para agradar ao seu Senhor. O direito que temos é o de amá-lo.

5. Aborreceu a glória humana


Jesus poderia ter sido coroado Rei de Israel (Jo 12: 12-28), mas ele preferiu a vergonha
da Cruz porque esta era a vontade de Deus. Não pensemos que não foi tentador para
Jesus aquela posição. Certamente o foi. Ele, no entanto, por conhecer a vontade de
Deus, não se deixou levar pela aparente glória humana. A grande questão da vida diz
respeito ao desejo de ser reconhecido, visto e admirado. Se não abrirmos mão disso,
seremos como os fariseus que faziam obras com o fim de “serem vistos pelos homens”.
Daí a reprimenda severa de Jesus contra eles.

6. Sendo Senhor serviu aos discípulos

“O filho do homem não veio para ser servido, mas para servir. Nós somos chamados a
servir aos santos, sem distinção e isso implica em levarmos nosso interesse em sermos
servidos à cruz. Nosso ego deseja que todos estejam à.nossa disposição sempre, a cada
momento, e de preferência, que nos tratem com toda atenção e educação. Mas o Espírito
nos desafia a negarmos isso e fazer aquilo que esperávamos fosse feito a nós. Devemos
servir com um coração perfeito e isso só acontece se renunciarmos a toda expectativa de
retribuição à servitude. Toda expectativa de lucro deve ser renunciada. Só assim
serviremos com alegria. O resto, o que vem depois disso, depende do Deus que nos vê
em secreto.

Andar pela Cruz é andar em Amor

Vemos que andar no Espírito implica andar em fé, mas não apenas isso implica também
andar pela cruz, ou seja, andar em amor. Só podemos amar ao próximo se esquecermos
de nós mesmos. Esquecer-se de si é renunciar ao ego. Observe a definição do amor em I
Coríntios 13. A prática do amor é simplesmente uma postura de tomar a cruz.

Permita-me exemplificar mostrando apenas alguns pontos de I Coríntios 13 :4-7 :


O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se
ensoberbece não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses.

não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija
se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Observe que a palavra de Deus diz que o amor não se ressente, ou seja, não se melindra
ou fica ofendido. O padrão de Deus não é o perdão. é não ficar ofendido. O perdão é a
nossa segunda chance.

A questão do ficar ofendido é um grande problema que aflige a igreja do Senhor. O ficar
ofendido é a maior expressão do ego em ação. Quando ficamos ofendidos é que surge a
ira, o ódio, a discórdia, a divisão, a facção, a gritaria, as brigas e coisas semelhantes.
Alguns podem dizer, será que não temos nem o direito de ficar ofendido? Mas eu digo,
ficar ofendido é ficar com o orgulho ferido, e orgulho ferido é ego machucado.

Observe ainda que Paulo diz que o amor tudo crê. Que significa isso? Sempre que o
meu irmão pecar contra mim e se arrepender ,eu vou crer nele. Diz ainda que o amor
tudo espera. Ou seja, quem ama sempre espera o melhor e não premedita o mau.
Mas o mais difícil é dizer que o amor tudo sofre e tudo suporta. As implicações disso
podem ser vistas na cruz. Por amor o Senhor suportou tudo, até a vergonha da cruz e, no
final, pediu que o Pai perdoasse porque não sabiam o que faziam. O amor é a expressão
da cruz.

TERCEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR NO


SOBRENATURAL

Andar no Espírito é também andar no sobrenatural. O sobrenatural não significa o


extraordinário. Significa que o meio é espiritual e não natural. Deus quer nos libertar
tanto do pecado como do natural. O primeiro pecado levou o homem para o nível
terreno do corpo.

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore
desejável para dar entendimento, tomou lhe do fruto e comeu e deu também ao marido,
e ele comeu. Gn. 3:6

Observe que Eva foi primeiramente tentada a comer porque a árvore era boa para se
comer (Gn 3:6). Tudo começou no corpo. Na verdade, esse é um critério para sabermos
se algo vem de Deus ou não. As coisas de Deus sempre procedem do espírito para
atingir a alma. As coisas do Diabo sempre começam no corpo e na carne, para depois
atingir a alma. Tudo começou no corpo, por isso dizemos que para se andar no Espírito,
precisamos andar no nível do sobrenatural em disciplina do corpo. As coisas do mundo
do Espírito somente podem ser experimentadas pelo espírito humano recriado. O
homem é um ser triúno: espírito, alma e corpo. O pecado de Eva começou exatamente
no corpo. Por ela ter abandonado o nível do espírito, o pecado teve espaço. Se
desejamos servir a Deus. devemos fazê-la pelo Espírito, pela vida de Deus. E para que o
Espírito flua precisamos disciplinar o nosso corpo.

O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo
deve ser disciplinado.

Não há possibilidade de haver vida cristã sem renovação da mente, e da alma. Mas
igualmente verdadeiro é dizermos que é impossível haver vida cristã sem disciplina do
corpo. É importante sermos radicais neste ponto: é impossível vida no espírito sem
disciplina do corpo.

Mas antes de falarmos sobre esse ponto é bom fazermos uma distinção: disciplina não é
igual a lei. Nós já fomos libertos da lei. Em Romanos 6: 14, descobrimos que não temos
mais de ser libertos da lei, nós já fomos libertos dela. “Porque o pecado não terá
domínio sobre vós porque não estais debaixo da lei e sim da graça”, É importante
frisarmos esse entendimento para que não transformemos a disciplina do corpo em
legalismo e nem tampouco em ascetismo. A disciplina não é para comprarmos bênção
de Deus e muito menos para sermos aceitos diante dele. Somos aceitos por causa do
sangue do Cordeiro. Aleluia ! A disciplina é para nós mesmos. não para Deus.

É lamentável que muitos irmãos transformem em leis a oração. a leitura da Palavra e o


jejum. Quando não oram se sentem distantes de Deus; quando não lêem a Palavra,
imaginam que Deus agora está longe deles, que Deus os rejeitou. Nada pode ser mais
lamentável do que isso. O amor de Deus por nós é o mesmo nos dias em que oramos,
bem como nos dias em que não oramos. A oração não é uma lei, é uma necessidade,
uma disciplina. Não muda a nossa herança e os nossos privilégios em Cristo, mas nos
ajuda a perceber as coisas do espírito com mais clareza. A disciplina é para nós mesmos
e não para sermos aceitos diante de Deus. O acesso diante de Deus é exclusivamente
pelo sangue de Jesus.

O que é a lei? Lei é tudo aquilo que eu tenho de fazer para Deus com o fim de ser
aceito por ele. Eu já fui liberto da lei. Não tenho mais de fazer coisa alguma com o fim
de ser aceito, pois, por meio da obra da cruz, tenho livre e perfeito acesso. Fui
justificado, perdoado, purificado. reconciliado, santificado, liberto e salvo. Nada pode
me separar do amor e da presença de Deus, o caminho foi aberto. O legalismo é uma
das piores heresias de nosso tempo. Há muitos que querem ser salvos mediante algum
mérito próprio, somos realmente contra eles. Há, porém, muitos em nosso meio que
buscam a santificação por esforço próprio . Toda a obra é realizada por Deus: desde a
regeneração até a glorificação na volta do Senhor.

Mas o que é a graça ?Graça é aquilo que Deus faz por mim. Lei é o que eu faço, graça
é o que Ele faz. Estamos debaixo da graça, ou seja, estou debaixo daquilo que Deus faz
por mim. Isso significa que eu não vou viver na prática do pecado porque o que está
nele é a divina semente, o Espírito Santo. O legalismo é tão terrível porque ele anula a
graça de Cristo. Quando eu digo que sou eu que tenho de fazer, estou anulando aquilo
que Ele já realizou por mim. Quando eu começo de novo a criar leis, estou escravizando
alguém que é livre em Cristo. Nesse ponto, volto a frisar que disciplina não é lei.
Disciplina é levar o corpo e a mente a fazerem a vontade do Espírito. Eu sou um ser
espiritual, a minha vontade real está no meu espírito. O meu espírito sempre quer ter
comunhão com Deus, o corpo é que procura impedir. Eu devo disciplinar meu corpo
para que o que está no meu espírito possa ser realizado. Com essa verdade em mente,
vamos avançar no nosso estudo.

O PONTO CENTRAL É A VIDA

No Novo Testamento, temos a concretização do propósito de Deus. O Senhor Jesus


disse que nos iria enviar o Consolador, o Espírito Santo de Deus. Hoje nós somos o
templo definitivo do Deus vivo. Nós somos o tabernáculo de Deus na terra. O
tabernáculo possuía três partes: o átrio, o lugar santo e o santo dos santos. Deus
habitava no santo dos santos. O átrio aponta para o nosso corpo, o lugar santo para a
nossa alma e o santo dos santos para o nosso espírito. Deus habita agora em nosso
espírito.

Esse é o ponto central do Evangelho: Cristo dentro de nós. O Espírito Santo de Deus é
vida.Contactar o Espírito é contactar a vida de Deus.

Tudo o que é do espírito é vida, mas o que é da alma é morte. Se um irmão abre a boca e
sai vida, eis aí algo do espírito, mas se sai morte, temos a alma em ação. a melhor
critério é observar se há vida.

Se em uma reunião alguém faz alguma coisa sem ser movido por Deus, aquilo mata.
Quando alguém prega no espírito, há vida saindo de sua boca e isso atrai e sacia as
pessoas. Não deve os aceitar fazer coisa alguma sem ministrarmos vida. As coisas do
espírito sempre manifestam vida. A vida é algo contagiante, pois quando abrimos a boca
pelo espírito, aquilo vai fluir e se espalhar por entre os irmãos. A vida também é
alimento. Quando falamos algo do espírito, será a Palavra de Deus. Toda Palavra de
Deus é espírito e vida. Quando falamos algo pelo Espírito, essa palavra é espírito e vida.
Devemos estar ministrando vida aos nossos irmãos até mesmo em nossas conversas,
mesmo conversando, a vida deve fluir. A vida é algo sobrenatural e ser guiado pelo
Espírito é ser guiado por esta vida. Entretanto. para que possamos ser guiados pelo
Espírito é necessário que desenvolvamos uma sensibilidade em nosso próprio espírito.
Se não formos sensíveis, não poderemos perceber a direção e a voz de Deus. Quero
compartilhar quatro princípios para desenvolvermos a sensibilidade e aprendermos a ser
dirigidos por Ele.

Lembre-se sempre que andar no Espírito implica em: andar em fé, em amor e também
em andar no sobrenatural.

COMO SER GUIADO PELO ESPÍRITO

1. a) Pelo Impulso da Intuição

Devemos lembrar que o homem tem três partes: espírito, alma e corpo. O nosso corpo
tem três funções:

movimento, sensação e instinto. A alma também tem três funções: mente, vontade, e
emoções. No nosso espírito tem também três funções: intuição, consciência e
comunhão. A intuição é como um impulso dentro do coração. Não é uma voz percebida
audivelmente, mas é um impulso. Em Marcos 1:12, lemos que o Espírito impeliu
Jesus… A Palavra “impeliu” é boa, pois denota bem a sensação interior. É perigoso eu
ser mal interpretado nesse ponto, pois é certo que existem impulsos do corpo, das
emoções e mesmo impulso de demônios. Entretanto, se somos nascidos de novo,
aprendemos a diferenciar todas essas vozes daquela que vem do espírito. Muitas vezes,
estou conversando com uma pessoa e, repentinamente, me vem um impulso de
perguntar alguma coisa, e, aquela pergunta é exatamente o que a pessoa estava com
medo de me contar. É uma sensação interior, não é uma voz audível. Isso pode aparecer
muito místico, mas ouça-me, se desejamos andar no espírito, devemos ser livres do
natural e entrarmos no sobrenatural.

1. b) Pelo Testificar do Espírito

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus/l (Rm.8:
16). I Coríntios 6: 17 diz que “aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”.
Isso significa que o nosso espírito, depois que nascemos de novo, é como que
amalgamado, unido por uma argamassa, vinculado com o Espírito Santo.

O testificar do espírito é uma convicção profunda que não tem origem em nada natural.
Muitas vezes, a nossa mente rejeita essa convicção pelo temor e insegurança. Deus fala
conosco todo o dia, nós é que não damos crédito. pensando que são coisas da nossa
mente. Que o Senhor separe a nossa alma do nosso espírito!
Se o Senhor vem com um testificar em nosso espírito, a melhor coisa a fazer é checar a
convicção com outros irmãos mais amadurecidos. Mas se depois disso não tivermos
clareza na direção, o melhor é correr o risco. Provavelmente, cometeremos muitos erros,
mas estaremos exercitando o nosso espírito, e chegará o ponto em que virtualmente não
cometeremos equívocos. No processo de crescimento é normal que nos equivoquemos,
não devemos nos cobrar perfeição e tampouco pensarmos que depois de algum erro,
Deus nos abandonará e não vai mais nos usar.

1. c) Pela Paz do Espírito l1Seja a paz de Cristo o árbitro nos corações… 11 (CI.
3: 15). A paz

é o árbitro em nosso coração. O árbitro é o juiz, aquele que decide. Com o coração
podemos entender o nosso espírito. Nós percebemos o nosso espírito no coração. Existe
uma paz que excede todo entendimento. O testificar muitas vezes vem como um fogo
que queima no coração; a paz, porém, é como manancial de águas tranqüilas. É como se
o mundo estivesse desabando, mas dentro do coração as águas estão tranqüilas.

1. d) Pela Vida de Deus

Não devemos fazer nada que constranja essa vida dentro de n~s, ainda que pelos
critérios da mente seja algo bom e até recomendável. Se a vida rejeitou, não devemos
fazer. Existem muitas coisas que não são pecaminosas em si mesmas, mas que Deus
rejeita e outras vezes podemos pecar contra Deus até mesmo pregando, louvando ou
fazendo missões. O critério para a vida no Espírito não é o certo ou o errado, mas a
vontade de Deus.

Creio que não deveríamos ensinar leis de certo e errado para os novos convertidos, mas
estimulá-los a perceberem a direção de Deus pela vida no nosso espírito. Se somos
rápidos em dizer aos outros o que é certo e o que é errado, estamos tirando preciosas
oportunidades de eles mesmos entrarem em contato com o Senhor.

Ser cristão não é ser guiado por um código de conduta, nem por um conjunto de normas
e éticas sociais. Ser cristão é ser guiado pelo Espírito de Deus.

1. e) Por meios extraordinários

A forma básica como Deus planeja conduzir os seus filhos é pelo impulso do espírito.
O Espírito Santo que é residente em nosso espírito fala ao nosso espírito humano a
vontade de Deus. Toda via, a Palavra de Deus nos mostra que existem formas
extraordinárias de Deus. Não é a forma habitual, mas igualmente importante. Gostaria
de mencionar pelo menos quatro formas:
Sonhos

É indiscutível que Deus fala conosco por meio de sonhos. Foi assim com José, com
Daniel, com José marido de Maria e com Paulo. Deus é o mesmo e Ele quer continuar a
nos orientar e edificar através dos sonhos. Entretanto, alguns princípios devem ficar
claros. O primeiro é que se você não sabe o significado do seu sonho, não saia por ai
procurando alguém para interpretá-la. Se Deus quer falar com você, Ele o fará por
meios claros e compreensíveis. Se você não sabe o significado de um sonho, esqueça-o.

Profecia

Quando falarmos sobre como checar as direções do Espírito, entraremos em maiores


detalhes sobre profecia, por hora basta dizer que não devemos rejeitar profecias. É uma
forma claramente bíblica de Deus falar conosco.

As profecias são confirmações e não direções novas de Del.ls. Se Deus nunca falou no
seu espírito sobre ser missionário na Índia, não vá pra lá porque um profeta disse. -:

Jamais vá consultar um profeta. Deus sabe o seu nome, o seu endereço e o seu telefone.
Se um profeta tiver algo realmente de Deus pra você, Deus o mandará onde você está. A
prática de consultar profetas é um herança mundana do hábito de consultar cartomantes.
Muitos profetas têm sido instrumentos de espíritos de adivinhação por causa da pressão
de terem de dar uma palavra para alguém que vem consultá-los.

Voz audível de Deus

Não busque experiências espirituais. Não peça para ver ou ouvir coisa alguma. Essa
ânsia por experiências novas e diferentes pode ser uma brecha para espíritos de engano.
.

Ministério dos anjos

Gálatas 1:8 diz que, “ainda que um anjo vindo do céu vos pregue o evangelho que vá
além do que vos temos pregado, seja anátema.” Deus pode enviar um anjo para falar
com você, mas esse anjo deve confirmar a Palavra de Deus e o evangelho, caso
contrário, trata-se de um demônio disfarçado de anjo de luz.

COMO CONFIRMAR AS SUAS DIREÇÕES

1. Convicção Interior

A direção do Espírito, geralmente, vem a nós através de uma testificação interior em


nosso espírito. Em raras ocasiões, pode haver uma voz audível ou, até mesmo, uma
aparição angélica, mas isto é uma exceção e não a regra. Precisamos. portanto, ser
capazes de provarmos a nós mesmos que a impressão ou voz interior que estamos
sentindo é na verdade o Senhor.

Já que Deus fala ao nosso espírito, ou seja. ao nosso homem interior, é essencial que
desenvolvamos as faculdades do nosso espírito ao nível mais elevado possível.
Idealmente, Deus quer que desenvolvamos uma qualidade de maturidade espiritual tal
que possamos reconhecer a Sua voz imediatamente, e que sejamos tão humildes e
confiantes que seja realmente o Senhor, para que possamos agir baseados na Sua
Palavra. Não tenha suspeitas do Seu Espírito. Aprenda a ter confiança na sua habilidade
de discernir adequadamente.

2. A Palavra de Deus Escrita

A Bíblia é o nosso guia mais confiável e possivelmente o mais simples de se usar. A


voz interior em nosso espírito é uma experiência um tanto quanto subjetiva e insegura.
Ela pode ser influenciada por nossas emoções ou desejos pessoais. Precisamos,
portanto, submeter experiências assim a um julgamento objetivo e seguro. A Bíblia é
exatamente a fonte certa para este julgamento. Ela não é emocionalmente influenciada
ou preconcebida. Ela não tem nenhum envolvimento pessoal. Portanto, ela é bem mais
confiável. Entretanto,

I precisamos abordá-la com uma abertura e honestidade de coração,pois também


podemos “fazer” com que a bíblia diga o que queremos que ela diga. É preciso que haja
uma integridade de coração em nossa abordagem. Muitas vezes, as pessoas
propositadamente procuram por uma passagem bíblica que apóie o que elas querem
crer. Isto é conhecido como “torce” as Escrituras e é danos á fé e a um julgamento
correto.

Quando você sentir uma certa direção ou impressão no seu espírito e você não estiver
certo de que é a voz do

Senhor, submeta em oração esta impressão a Deus. Peça-Lhe que Ele a confirme ou a
negue através da Sua Palavra. Inevitavelmente, depois que você tiver feito isto, um
versículo ou passagem bíblica que se relaciona com o assunto em consideração chamará
a sua atenção. É realmente impressionante em quantas circunstâncias e assuntos
diferentes Deus pode fazer com que a Sua Palavra se aplique. Em geral, de formas
incomuns, Deus dá liberalmente Sua direção através da Sua Palavra.

O Espírito de Deus nunca discorda da Sua Palavra. O Espírito Santo nunca lhe diria
para fazer algo que é condenado pela Bíblia. Ele nunca o conduziria contrariamente aos
claros princípios expressos na Bíblia.

3. A Paz de Deus

“E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, dom ine em
vossos corações” (CI3:15).

A palavra traduzida por “domine” neste versículo é a palavra “juiz” ou “árbitro” no


original. Paulo está então dizendo: “Deixe que a paz de Deus seja o árbitro em seu
coração.” Imagine um jogo de futebol. Enquanto tudo está indo de acordo com as regras
e não há nenhuma falta ou infração, o apito do árbitro está em silêncio. Entretanto,
quando há uma infração das regras, ouve-se o apito, e é preciso que o jogo pare
imediatamente. Os jogadores, então, olham para o árbitro para descobrirem o que
aconteceu de errado e qual éa sua decisão na situação. Assim que ele esclarecer as
coisas, o jogo pode prosseguir novamente. É assim também com a paz de Deus em
nossos corações. Quando as coisas estão fluindo suavemente no propósito de Deus, há
uma paz interior profunda em nosso~ corações. Esta paz deveria sempre estar lá. Paulo
diz que somos chamados a.uma paz assim. Se por acaso perdemos esta paz, então
precisaremos olhar para o Espírito Santo para descobrirmos o erro. Por que perdi a
minha:paz? Ele nos mostrará, rapidamente, onde estamos errados e como corrigir a
situação. Quando fizermos isto, pedindo perdão a Deus e voltando ao caminho certo,
outra vez a nossa paz será restaurada.

4. .Buscando Um Aconselhamento Maduro

“E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo” (C13: 15).

Não somente devemos possuir uma paz pessoal interior como uma indicação de que
tudo está bem, mas também podemos, se necessário, submeter as nossas impressões ao
discernimento de outros membros do Corpo. Isto pode ser feito dentre crentes nascidos
de novo, aos quais você se uniu numa comunidade cristã. Coloque o assunto diante do
grupo, e se houver uma resposta de paz unânime, então você pode ficar certo de que
Deus está confirmando a direção que você recebeu.

A Bíblia diz: “… na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11 :4).

“Onde não há conselhos os projetos saem vãos, mas com a multidão de conselheiros se
confirmarão”(Pv 15:22).

Eu gostaria de enfatizar o ponto de que é um aconselhamento maduro que devemos


buscar. Procure um aconselhamento de pessoas espiritualmente maduras que tenham
uma credibilidade provada com relação à sabedoria. Pedir conselhos a pessoas
espiritualmente imaturas somente lhe trará mais confusão e incerteza. Vá a pessoas
cujas vidas provêm que elas acharam a vontade de Deus, pessoas que obviamente estão
tendo êxito na vida cristã porque elas foram capazes de ouvir a voz de Deus dirigindo-as
nas circunstâncias de suas próprias vidas.

5. As Circunstâncias e a Providência Divina

Quando Deus lhe diz para fazer alguma coisa, você pode contar que Ele começará a
abrir as portas para que você possa faze-la. Se Ele estiver guiando você numa
determinada área, então as Suas providências começarão a surgir a você naquela área.
Há um pequeno pensamento que eu aprendi e que me tem sido extremamente útil
quando quero obter direções do Senhor. a saber: “Comece a andar e você receberá uma
direção.” Creio que um apoio bíblico para este conceito seria em Gênesis, no tocante ao
servo de Isaque. o qual havia sido enviado para buscar uma esposa para o seu mestre.
Ele falou: ” … quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu
Senhor” (Gn 24:27). Em outras palavras, uma vez que ele havia partido em sua jornada,
Deus lhe deu a direção. Davi diz: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo
Senhor, e ele deleita-se no seu caminho” (SI 37: 23). Se você ficar sentado esperando
por uma revelação, talvez você fique assim para sempre. Se você começar a se mover e
estiver indo na direção errada. o Senhor lhe dirá. O Espírito Santo está dentro de todos
os cristãos e Ele deseja muito guiar-nos nos caminhos e propósitos de Deus. Portanto,
assim que começarmos a nos mover com um desejo sincero em nossos corações de
andarmos nos caminhos de Deus, o Espírito nos dará direções. Ao começar a se mover
em harmonia com a vontade de Deus, as circunstâncias e providências surgirão diante
de você, dando-lhe uma certeza e confiança interior.

6. Confirmação Profética

Às vezes: uma declaração profética pode ser dada a alguém para confirmar algo que já
foi recebido do Espírito. Usei a palavra” confirmação” , deliberadamente, porque isto é
exatamente o que as declarações proféticas deveriam fazer. Elas deveriam servir para
confirmar algo que alguém já recebeu de Deus em seu espírito.

Deveríamos sempre ser cautelosos com relação a profecias aparentes que tendem a
iniciar alguma coisa, ao invés de simplesmente confirmá-la. Se Deus quiser falar-lhe
algo, Ele falará com você primeiramente. dentro do seu próprio espírito. Mas tarde ele
poderá confirmar-lo através de uma declaração profética, qual servirá para confirmar e
estabelecer o que Ele já lhe disse.

Nunca faça nada simplesmente porque alguém “profetizou” que você deveria fazer.
Obtenha a sua própria direção pessoal de Deus e depois, se uma profecia substanciar
aquilo que você já recebeu, então tudo bem.

As declarações proféticas certamente não são infalíveis o elemento humano envolvido


na declaração das profecias faz com que elas sejam falíveis O Espírito, o qual as
origina, é perfeito, mas as pessoas que as declaram são imperfeitas.

Muitos cristãos reverenciam as profecias como se o Próprio Deus estivesse falando do


céu. Entretanto, não é Deus quem está falando diretamente. São os homens falando em
nome de Deus. Se estas pessoas estiverem realmente no Espírito, então tudo bem. Suas
palavras edificarão, exortarão e consolarão a igreja (1 Co 14:3). Às vezes, infelizmente,
as expressões proféticas podem estar vindo do coração das próprias pessoas ou talvez,
estejam sendo coloridas e influenciadas pela inserção de alguns de seus próprios
pensamentos.

Por causa disto, toda declaração profética deveria ser julgada para se saber se ela é
realmente uma palavra do Senhor antes que ela seja recebida, e, certamente, antes que
ela seja praticada (1 Co 14:29).

 Deveria ser julgada, em primeiro lugar, pela Palavra de Deus. A Bíblia é


infalível e, portanto, um juizperfeitamente objetivo. Se uma declaração profética
não estiver em perfeita harmonia com os princípios expressos na Bíblia, ela será
imediatamente duvidosa. Não importa quão religiosa ou espiritual uma
declaração profética pareça. Ela deve concordar inteiramente com a Palavra.
Ainda que a profecia possa estar cheia de frases como “Eu, o Senhor, digo a ti,
meu servo,” isto, com certeza, não é nenhuma garantia de precisão ou
veracidade. A Bíblia é o nosso guia final, totalmente preciso e infalível. Sempre
confie mais na Bíblia do que em qualquer profecia.
 As profecias deveriam ser julgadas pelo que Deus já lhe mostrou em seu próprio
espírito. Se elas não testificam enão confirmam o que você já recebeu do
Senhor, então, não aceite nenhuma profecia pessoal. Certamente, a princípio
você não deveria agir baseado nelas. Talvez você possa orar intensamente com
relação a elas, submetendo-as a Deus e buscando a Sua sabedoria e direção na
questão.
 Se um grupo de crentes estiver presente.quando a profecia for dada, então um
julgamento da comunidadepoderá sé!: dado a respeito da profecia. Qual é a
opinião geral a respeito dela? Os c~rentes do grupo concordam que esta é
verdadeiramente uma palavra de Deus? Ou eles estão unidos em seu julgamento
de. que esta palavra não vem do Senhor e deveria, portanto, ser tratada com
muito cuidado?

Muitas vidas inocentes têm sido arruinadas por terem agido muito prontamente com
relação a “profecias pessoais.”

PARTE III
TRANSFORMAÇAO DA ALMA

A MENTE: UM CAMPO DE BATALHA

De acordo com a Bíblia, a mente do homem é incomum or se constituir um campo de


batalha onde satanás e seus maus espíritos contendem contra a verdade e contra o
crente. A mente e o espírito do homem são como uma cidadela que os maus espíritos
anseiam por capturar. O campo aberto onde a batalha se trava para a conquista da
cidadela é a mente do homem.

Em 2 Co.10:3-5, o Apóstolo Paulo compara os argumentos e raciocínios do homem a


uma fortaleza do inimigo. Ele descreve a mente como que possuída pelo inimigo que
deve ser quebrada então pela batalha travada. Muitos pensamentos rebeldes estão
armazenados nestas fortalezas e precisam ser levados cativos à obediência de Cristo.
Tudo isso mostra claramente que a mente do homem é o cenário da batalha onde os
maus espíritos entram em conflito com Deus. Podemos ver como os poderes das trevas
se relacionam principalmente com a mente do homem e como ela é de uma forma
peculiar susceptível aos ataques de Satanás. Com respeito às outras funções da alma –
vontade e emoção -, Satanás não tem como fazer nada, a menos que tenha ganho algum
terreno neles. Mas com respeito à mente, ele pode operar livremente sem primeiro
persuadir o homem ou garantir o seu convite.

Antes da regeneração, o intelecto do homem o impede de compreender a Deus. É


necessário que Seu grandíssimo poder destrua os argumentos do homem. Esta é uma
obra que deve ocorrer na hora do novo nascimento, e acontece na forma de
arrependimento. Mas mesmo depois do arrependimento, a mente do crente não é
totalmente liberada do toque de Satanás – ele vai continuar agindo. Em 2 Co.l1:3 Paulo
reconhece que o deus desse mundo segue a mente dos não crentes e engana a mente dos
que crêem. Hoje, muitas vezes Satanás se disfarça como um anjo de luz, a fim de
conduzir os santos, propagando um evangelho diferente do evangelho da graça de Deus.
Na verdade, são poucos os que poderiam imaginar que o diabo poderia dar bons
pensamentos aos homens!

É possível que um filho de Deus tenha uma nova vida e um novo coração e ainda não
ter uma nova cabeça. Quão frequentemente as intenções do coração são inteiramente
puras, mas os pensamentos na cabeça são confusos. Se a mente do cristão não é
renovada, sua vida está destinada a ser desequilibrada e estreita. O povo de Deus precisa
saber que, se desejam viver uma vida plena. sua mente deve ser renovada. A Bíblia
declara enfaticamente que devemos” ser transformados pela renovação da nossa mente”
(Rm12: 2).

A mente sob o ataque dos espíritos maus

O cristão pode descobrir que é incapaz de regular sua vida mental e fazer com que ela
obedeça o propósito da sua vontade. Pergunte a si mesmo: Quem controla a minha
mente? Eu mesmo? Se assim for por que não posso controlá-la agora? É Deus quem
dirige minha mente? Se não sou eu nem Deus quem regula a vida mental, quem então
está no controle? Obviamente são os poderes das trevas. Por isso, sempre que o filho de
Deus observa que não tem mais capacidade para governar a mente, ele deve perceber
logo que é o inimigo quem a está dirigindo.

Um fato que devemos sempre manter em mente é este: o homem possui vontade livre.
A intenção de Deus é que o homem tenha controle de si mesmo. Ele tem autoridade
para regular cada uma de suas capacidades naturais; por isso, todos os seus
procedimentos mentais devem estar sujeitos ao poder da sua vontade. O cristão deve
perguntar a si mesmo: Esses são meus. pensamentos? Sou eu quem está pensando? Se
não sou eu, então deve ser o espírito maligno que é capaz de operar na mente do
homem. Essa pessoa deve saber que, neste caso, ela não teve a intenção de pensar e
ainda assim pensamentos brotaram em sua cabeça. Sua conclusão deve ser que estes
pensamentos não são seus, e sim do espírito maligno. Mas como saber se um
pensamento é seu ou de um espírito maligno? O cristão deve observar como ele surgiu.
Se sua faculdade mental está tranqüila e serena, funcionando normal e naturalmente e,
de repente, um pensamento desordenado e sem qualquer ligação com suas atuais
circunstâncias brota, muito provavelmente é uma ação dos maus espíritos. Eles estão
tentando injetar seus pensamentos na cabeça do crente para assim levá-lo a aceitá-los
como seu. Se o filho de Deus não deu origem à idéia, mas pelo contrário, se opõe a ela,
e mesmo assim ela continua em sua cabeça, pode concluir que tal pensamento vem do
inimigo. Cada pensamento que o homem escolhe não pensar, e cada um que se opõe à
vontade do homem, não vem dele e sim do exterior. É muito importante saber que os
poderes das trevas operam não apenas do lado de fora, mas do lado de dentro do homem
também. Isto quer dizer que eles podem se comprimir na vida de pensamento do homem
e operar dali. Os espíritos malignos possuem uma capacidade de comunicação que o
homem não possui. Eles podem trabalhar inicialmente na mente do homem e depois
alcançar sua emoção e vontade. A Bíblia mostra claramente que os poderes das trevas
tanto podem comunicar idéias ao homem como tirá-las dele: o diabo já havia colocado
no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse (Jo. 13:2) e “Logo vem o
diabo e tira-lhes do coração a palavra” (Lc. 8: 12).
As causas do ataque dos maus espíritos

Sempre que alguém oferece oportunidade aos maus espíritos, ele não pode mais seguir
sua própria vontade, mas deve ser obediente à vontade do outro. Ao ceder terreno a eles
em sua mente, imediatamente sua soberania sobre ela é perdida. Devido a essa afinidade
entre’a mente e os maus espíritos, o cristão sempre abre caminho para eles.

O terreno ganho concede autoridade a essas potestades para operarem sem impedimento
na mente do crente. Mas a mente do homem pertence ao homem e sem a sua permissão,
o inimigo não tem poder para usá-la.

É no campo das idéias e do pensamento que o cristão fornece território aos maus
espíritos, e dali é que eles operam. Falando de modo geral, são seis os tipos de terrenos
que podem ser cedidos ao inimigo. Vamos examinar cada um deles.

1. a) Uma mente não renovada

Se a mente do cristão não é renovada depois do seu espírito ser regenerado, ele expõe
grande território às maquinações do espírito maligno. Sabedores de que essa mente não
renovada constitui sua melhor oficina de trabalho, as forças do inimigo empregam todo
artifício para manter o crente na ignorância ou então impedindo-o de buscar a renovação
da sua mente.

1. b) Uma mente incorreta

Todos os pecados fornecem território ao adversário. Se um filho de Deus alimenta o


pecado em seu coração, ele está emprestando sua mente aos espíritos satânicos para uso
deles. Todos os pensamentos impuros, orgulhosos, sem bondade e injustos fornecem
bases de atividades a esses espíritos.

1. c) Interpretar mal a verdade de Deus

Se os seguidores de Deus compreendem ou interpretam erradamente como sendo


natural ou causado por eles mesmos, aquilo que os maus espíritos causaram em seus
corpos, circunstâncias ou trabalhos, eles estão cedendo terreno precioso a eles para suas
abomináveis realizações. Uma mentira abraçada foi o terreno para mais atividades pelos
elementos satânicos. Por outro lado, muitos cristãos interpretam mal as verdades de
Deus. Os maus espíritos planejam de acordo com o entendimento errado do crente, e
este julga que essas coisas são de Deus, ignorando que elas são apenas uma imitação
dos maus espíritos e fundamentadas no seu mal entendimento.

1. d) Aceitação de sugestões.

Os espíritos malignos colocam seu pensamento na forma de profecia, depois a plantam


na mente do crente para ver se ele vai aceitá-la ou rejeitá-la Se a mente dele não
oferecer objeção e, pelo contrário, até mesmo aprovar esta profecia, os espíritos da
impiedade conquistaram um lugar para realizar o que propuseram. O cumprimento das
palavras dos advinhos é baseada inteiramente nesse princípio. Os demônios injetam
palavras com respeito ao corpo do cristão, tais como predizer sua fraqueza ou doença.
Se o crente absorve este pensamento, ficará de fato doente e fraco.
1. e) Uma mente vazia

Deus criou o homem com uma mente para ser usada. Uma mente vívida é um obstáculo
à obra dos demônios. Um dos seus maiores alvos, é conduzir a mente da pessoa a um
estado vazio, pois enquanto a cabeça estiver vazia, ele não pode pensar. O cristão deve
exercitar sua mente, pois assim barra a ação maligna.

1. f) Uma mente passiva

A diferença entre uma mente passiva e uma vazia é que a mente vazia não é usada, e a
passiva fica à espera de alguma força exterior para ativá-lo. Passividade é se abster de
mover por si mesmo e deixar que elementos exteriores façam isso. A passividade reduz
o homem a uma máquina. A passividade oferece aos espíritos malignos oportunidade de
ocupar também a vontade e o corpo do crente. Se alguém permitir que a sua cabeça pare
de pensar, pesquisar, decidir e de examinar sua experiência e ação à luz da Bíblia, ele
está praticamente convidando

Satanás a invadir sua mente e enganá-lo. Em seu desejo de seguir a direção do Espírito
Santo, muitos dos filhos de Deus sentem que não precisam de medir, investigar e julgar
à luz da Bíblia todos os pensamentos que aparentemente vêm de Deus.

Passividade

A causa da passividade é a ignorância do cristão. O caminho normal da condução de


Deus é na intuição do espírito e não na mente. O crente deve seguir a revelação da sua
intuição, e não o pensamento em sua mente. É pela intuição que chegamos a conhecer a
vontade de Deus, mas também precisamos da mente para inspecionar nosso sentimento
interior a fim de determinar se ele vem da intuição ou se é uma imitação das nossas
emoções. Sabemos pela intuição, mas tiramos a prova pela mente. A cabeça não deve
nunca guiar ou conduzir, mas inquestionavelmente, ela precisa testar a autenticidade da
direção. Tal ensinamento concorda com as Escrituras (Ef. 5: 17,10).

Um crente pode escorregar para a passividade, quando espera que Deus coloque Sua
vontade em seu pensamento e cegamente segue toda condução sobrenatural sem
empregar sua inteligência para examinar se ela vem de Deus. A conseqüência de tal
ignorância é a invasão do inimigo. Os adivinhadores, os agoureiros, os médiuns, os
necromantes dizem que a fim de ficarem possessos por aquilo que chamam de “deuses”
(que na realidade são demônios), a vontade deles não deve oferecer qualquer resistência,
a mente deve ser reduzida a um branco total Os maus espíritos ficam vibrando quando
encontram. A distinção básica entre as condições de operação do Espírito Santo e dos
maus espíritos podem ser resumidas desse modo:

1. a) Todas as revelações e visões sobrenaturais que exigem a suspensão total da


função da mente ou que só são obtidas pelo cessar do seu funcionamento não
são de Deus.
2. b) Todas as visões que têm sua origem no Espírito Santo são concedidas quando
a mente do crente está plenamente ativa – a ação de demônio segue um caminho
oposto
3. c) Tudo o que flui de Deus concorda com a natureza de Deus e a Bíblia.
Vamos apresentar agora mais três diferenças entre a ação de Deus e a dos
demônios. .

1. a) O pensamento dos demônios sempre invade vindo do lado de fora, entrando


principalmente pela mente.
2. b) O pensamento deles força, empurra e compele o homem a agir imediatamente
– nunca concede tempo para pensar, considerar ou examinar.
3. c) Os demônios confundem e paralisam a mente do homem para que não mais
possam pensar.

OS FENÔMENOS DE UMA MENTE PASSIVA

Vamos apresentar rapidamente os fenômenos de uma mente sob o ataque dos maus
espíritos.

Pensamentos relâmpagos

Depois que a mente de alguém afunda na passividade, ele receberá muitos pensamentos
injetados pelo lado de fora, noções impuras, blasfemas e confusas. Tudo isso passa por
sua mente em sucessão. Embora ela decida rejeitá-las, não tem poder para fazê-la cessar
ou para alterar a inclinação do seu pensamento. Algumas vezes, essas idéias reluzem no
cérebro de alguém como um relâmpago.

Imagens

O adversário também pode projetar imagens boas ou impuras na mente do crente. Isso
acontece porque seu poder de imaginação declinou para a passividade. Ele não pode
controlar seus poderes imaginativos, mas permitiu o controle deles pelos maus espíritos.

Sonhos

Os sonhos podem ser naturais e sobrenaturais. Alguns são inspirados por Deus e ainda
outros por Satanás. Os poderes malignos podem criar imagens durante o dia, e sonhos
durante a noite. À noite o cérebro não é tão ativo como de dia, sendo desse modo, mais
passivo e mais propenso a ser manipulado pelo diabo. Tais sonhos fazem com que se
levante pela manhã seguinte com a cabeça pesada e um espírito melancólico. Os sonhos
e as visões de Deus capacitam o homem a ser normal, tranqüilo, cheio de raciocínio e
consciente. Os sonhos inspirados por Satanás são grotescos, impetuosos, fantásticos,
tolos e tomam a pessoa arrogante, atordoada, confusa e irracional.

Insônia
Este é um mal comum dos santos. Ao deitarem à noite, muitos experimentam
pensamentos sem fim brotando em suas mentes. Continuam pensando no seu dia de
trabalho ou relembrando experiências passadas, ou mesmo enchendo suas mentes com
uma mistura de assuntos. Eles pensam de antemão nas obrigações da manhã seguinte,
tais como o que devem fazer e qual seria o melhor plano. Seus cérebros giram
incessantemente. Essas pessoas querem realmente dormir, mas não conseguem parar de
pensar. No curso normal dos acontecimentos, o sono renova o espírito das pessoas, Mas
quando se passa noites e noites de insônia, o crente chegará a ter pavor do sono, da
cama e da noite. Esquecimento

Devido ao ataque do diabo, muitos santos são destituídos do seu poder de memória e
sofrem de esquecimento. Eles esquecem até mesmo o que disseram e fizeram. Não
podem localizar objetos que guardaram naquele mesmo dia. Outro fenômeno pode ser
observado: o crente pode normalmente possuir uma boa memória, mas em vários
momentos críticos ela falha sem explicação. Tudo isso é ação de demônios.

Falta de concentração

Alguns, por ação de espíritos malignos, parecem não ter qualquer poder de concentração
quando tentam pensar enquanto outros são melhores. mas seus pensamentos voam para
qualquer lugar depois de uns poucos momentos de concentração num determinado
assunto, principalmente durante a oração e a leitura da Bíblia. Há irmãos que não têm
consciência do que estão lendo e não conseguem prestar atenção aos cultos. Espíritos
malignos tentam evitar que ouçam o que seria útil, não fazendo cessar a operação de
suas mentes, mas forçando-os a pensar em outras coisas. Por essa razão, muitos cristãos
não conseguem ouvir o que os outros lhes dizem. Antes que o outro termine, ele já está
interrompendo impacientemente, pois os maus espíritos o inspiraram com inúmeros
pensamentos.

Inatividade

Num último estágio, a mente do crente perde sua capacidade de pensar e cai quase que
inteiramente nas mãos dos maus espíritos. A pessoa torna-se incapaz de pensar, pois não
consegue iniciar qualquer pensamento, pois milhares deles passam por sua mente a cada
instante e ele não tem como faze-los cessar. O crente escravizado desenvolverá um
ponto de vista desordenado e desequilibrado. Um pequeno monte aos seus olhos parece
uma montanha. Essa pessoa foge de situações e pessoas que o forcem a pensar. Todo o
seu tempo é dissipado, gasto sem pensamento, imaginação, raciocínio ou consciência.

Vacilação

São cristãos que não têm firmeza de caráter e que trocam de posição interminavelmente.
Todavia, na realidade, são os espíritos iníquos que mudam seus pensamentos e alteram
suas opiniões. De manhã decidem fazer algo, e à tarde já mudaram de idéia.
Tagarelice

Geralmente, crentes assaltados por Satanás são muito tagarelas, visto que suas cabeças
estão explodindo com pensamentos, suas bocas não podem estar sem grande abundância
de palavras. A mente que não pode ouvir os outros, mas exige que os outros a ouçam é
uma mente doente. Muitos cristãos são como máquinas falantes operadas por forças
externas. Quantos não podem refrear suas línguas da fofoca, dos gracejos e da
difamação! Parece que as idéias tão logo surgem em suas mentes e antes que haja
oportunidade para considerá-las, já se transformaram em palavras – a língua fica fora do
controle da mente e da vontade. Tudo isso é causa da passividade da mente. O cristão
deve compreender que todas as suas declarações devem ser o resultado do seu próprio
pensar.

Obstinação

Uma pessoa passiva se recusa categoricamente a ouvir qualquer raciocínio ou evidência,


após ter tomado uma decisão. Não está disposto a ouvir os outros, pois julga que nunca
podem saber o que ele sabe! Esse tipo de pessoa aceita todas as vozes sobrenaturais
como sendo de Deus e uma vez que ele crê que a direção é de Deus, sua mente é selada
contra qualquer mudança.

O sintoma dos olhos

A mente que é passiva e assaltada pelos maus espíritos, pode ser identificada
prontamente através dos olhos. Os olhos do homem revelam sua mente mais do que
qualquer outra parte do seu corpo. Enquanto uma pessoa com a mente passiva conversa
com os outros, seus olhos tendem a vaguear ao redor, para cima e para baixo, voando
em todas as direções ou então, ela não consegue olhar no rosto do outro. Os olhos
podem também se fixar em uma direção sem nem mesmo piscar, como se estivesse
paralisado.

Finalmente

Recapitulando: os fenômenos da mente de um cristão sob o ataque dos maus espíritos


são múltiplos e variados. Um princípio, entretanto, é a base de todos eles: a pessoa
perde seu controle. Inatividade em lugar de atividade, inquietação em lugar de calma,
agitação devido à inundação de pensamentos, incapacidade de concentração, ou para
distinguir ou lembrar, confusão fora de controle, trabalhos sem fruto, ausência de
trabalho durante o dia e sonhos e visões à noite, insônia, dúvidas, falta de vigilância,
medo sem razão, perturbação a ponto de agonia, todas estas coisas são inspiradas pelos
maus espíritos.
O CAMINHO DO LIVRAMENTO

Se você percebeu que ainda há passividade em sua mente, não se desespere, há um


caminho para o livramento: basta buscá-Lo com diligência.

Os que vão buscar o livramento. devem saber que os maus espíritos não permitirão que
seus cativos saiam livres sem luta. É importante que você realmente saiba e tenha
clareza de que cedeu espaço a demônios e decida firmemente reconquistar o espaço
cedido. O diabo vai usar várias táticas para impedi-lo e, caso não consigam, tentarão
uma luta final para ganhá-lo, empregando sua costumeira tática mentirosa, apontando-
lhe que não poderá reconquistar sua liberdade por ter se afundado demasiadamente na
passividade, ou então que Deus não está disposto a lhe conceder graça novamente, ou
mesmo que será melhor que ele não resista, ou que de qualquer forma ele não poderá
ver o dia do livramento; por isso, por que se aborrecer com esforço e sofrimento? Nessa
luta, o crente deve aprender que a as armas de guerra devem ser espirituais, pois as
carnais de nada lhe valem.

O terreno perdido a ser recuperado

Sintetizando o que já vimos, os maus espíritos têm podido operar na mente do crente
por (1) uma mente não renovada. (2) aceitação das mentiras dos maus espíritos, e (3)
passividade. Depois de identificar. em qual dessas áreas ele cedeu território aos maus
espíritos, ele deve partir imediatamente para a recuperação do terreno perdido. A mente
não renovada deve ser renovada; a mentira aceita deve ser localizada e renunciada; e a
passividade deve ser transformada em ação livre.

A mente renovada

Deus não deseja uma mudança na mente de Seus filhos apenas na ocasião da conversão.
A mente deve ser renovada constante e completamente, visto que qualquer resíduo da
sua carnalidade é hostil a Deus. Rm 8:7,2 Co.10:5; Rm. 6:11,12 e Efésios4, são
versículos que nos advertem quanto ao domínio de Satanás em algumas áreas de nossas
vidas e introduzem a cruz como o instrumento para a renovação da mente. A salvação
que Deus comunica através da cruz inclui não apenas uma nova vida, mas a renovação
de cada função da nossa alma também. A salvação que está profundamente arraigada
em nosso ser deve ser gradualmente” desenvolvida” . Precisa ficar claro para nós que a
renovação é obra de Deus, mas o despojar – o negar, o abandonar – o seu velho
pensamento é o que você deve fazer.

Depois de reconhecer a velhice da sua mente e desejar despojá-la pela cruz, o cristão
deve agora praticar a negação diária de todos os pensamentos carnais. De outro modo, a
renovação será impossível. Em 2 Co.10.5, aprendemos que devemos trazer todos os
pensamentos cativos à obediência de Cristo. Devemos examinar o pensamento para
determinar se: (1) ele vem da sua mente velha, ou (2) se ele emana do terreno cedido, e
se (3) oferecerá novo terreno aos maus espíritos, ou se (4) ele brota de uma mente
normal e renovada.

Mentiras renunciadas

Quando o salvo se coloca debaixo da luz de Deus, ele descobre que freqüentem ente no
passado as mentiras dos maus espíritos foram por ele aceitas, levando a uma situação de
passividade. Exercitando-se, o filho de Deus descobrirá que muitas aflições, fraquezas,
doenças e outros fenômenos em sua vida hoje, aconteceram porque ele aceitou direta ou
indiretamente as mentiras nele plantadas pelos demônios no passado. Para se assegurar
a liberdade, o cristão deve experimentar a luz de Deus, que é a verdade de Deus. Visto
que ele anteriormente perdeu terreno por crer nas mentiras, agora deve recuperar este
terreno negando todas as mentiras. Deve orar buscando luz de Deus para conhecer toda
a verdade. Pela oração e pela escolha da vontade, ele deve resistir a toda mentira
satânica.

A passividade destruída

Precisamos entender uma lei básica no reino espiritual: nada que pertença ao homem
pode ser realizado sem o consentimento da sua vontade. É devido à ignorância que o
filho de Deus aceita o engano dos maus espíritos e dá permissão a eles para operarem
em sua vida. Agora, para retomar o terreno, deve retirar o consentimento dado aos
demônios, insistindo no fato de que ele é seu próprio senhor e não vai tolerar que o
inimigo manipule qualquer parte do seu ser.

Nesse processo de retomada, o crente deve tomar a iniciativa em cada ação e não
depender de ninguém mais. Ele deve tomar sua própria decisão sem esperar
passivamente pelo outros ou por circunstâncias. Orando e vigiando deve avançar passo
a passo. Deve exercitar sua mente e pensar no que deve fazer, falar ou se tornar. O
crente deve entender que este processo pode demorar. Cada sugestão do inimigo dada
ao crente deve ser enfrentada com a verdade da Bíblia. Responda às dúvidas com os
textos da fé, reaja ao desespero com as palavras de esperança, responda ao temor com
palavras de paz. A vitória é obtida pelo manejo da Espada do Espírito.

A PASSIVIDADE E SEUS PERIGOS

“O meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento”. ( Os. 4:6). Os cristãos de
hoje geralmente carecem de dois tipos de conhecimento: (1) conhecimento das
condições através das quais os maus espíritos operam; (2) conhecimento do princípio da
vida espiritual.

A lei da causa e efeito

Para cada uma das coisas que Deus criou existe uma lei. Os maus espíritos também
operam segundo leis definidas. Ora, se alguém oferecer as condições para a operação
dos maus espíritos, então, certamente o terreno foi cedido para que eles operem nele.
Esta é a lei da causa e efeito – aquele que preenche os requisitos para a operação dos
maus espíritos será prejudicado por eles. O fogo queima tudo o que for colocado nele; a
água afoga todos os que forem imersos nela, e os maus espíritos atacam todos (até
mesmo os filhos de Deus) que concedem terreno a eles. Os demônios começam a
penetrar em qualquer homem, tão logo obtenham uma base de apoio nele.

Falando de modo simples, o terreno que o crente fornece aos demônios é o pecado.
Todo pecado fornece território a eles. Existem dois tipos de pecado: o positivo e o
negativo. O positivo são aqueles que a pessoa comete: suas mãos realizam más ações,
seus olhos contemplam cenas malignas, seus ouvidos ouvem notícias ímpias e sua boca
pronuncia palavras impuras. Mas a Palavra de Deus diz que também a omissão (leia-se
pecado negativo) também é pecado (Tg. 4: 17).

O pecado de omissão que concede terreno aos demônios é a passividade do crente. A


não utilização e a má utilização de qualquer parte do nosso ser é um pecado aos olhos
de Deus. Todas as nossas habilidades e dons devem ser devidamente utilizados. Quando
isto não acontece, está sendo oferecido ao diabo ocasião para que elas sejam exercitadas
por ele.

Os Perigos.

Eis a ordem do processo que muitos crente cumprem até caírem nas mãos dos
demônios: (1) ignorância, (2) engano, (3) passividade, (4) entrincheiramento. Depois de
seguir todos estes passos, o engano aprofunda mais, resultando num cerco de
proporções alarmantes. A pessoa nesse estado prefere ser guiada pela circunstância do
que ser livre para escolher uma outra, porque fazer uma escolha é muito cansativo para
ele. Em tal condição de inércia, decidir uma questão pequena se torna uma tarefa
tremenda. A vítima busca ajuda em toda parte. Sente-se bastante atrapalhado por não
saber como lidar com seus negócios diários. Parece ter grande dificuldade em
compreender o que as pessoas lhe dizem. Lembrar de algo lhe é extremamente doloroso.
Este crente fica à espera de uma ajuda, um impulsionar exterior. Estamos sugerindo que
tal crente passivo não gosta de trabalhar? De modo nenhum! Porque quando é
impulsionado por uma força externa, ele é capaz de trabalhar, mas tão logo termina a
compulsão, ele pára bem no meio de seu trabalho, sentindo-se sem forças pra
prosseguir. Este crente não conclui suas tarefas.

Porque sua vontade já é passiva e sem capacidade de operar, os maus espíritos


geralmente o conduzirão a uma situação em que o exercício da vontade é necessário, a
fim de embaraçá-lo e sujeitá-lo ao escárnio. Eles instigam muitas dificuldades para que
o santo fique esgotado. Quão lamentável que ele não tenha força para protestar e resistir.
As potestades levaram vantagem porque sua vítima caiu da ignorância para o engano,
do engano para a passividade ,e da passividade para os sofrimentos de um profundo
cerco. Mesmo assim, ele ainda não discerniu que tal situação não foi dada por Deus e
por isso continua em sua aceitação passiva. “Não sabeis que daquele a quem vos
apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem
obedeceis…” (Rm. 6:6) Se nós oferecemos a Deus apenas de boca, e na prática real
estamos nos sujeitando aos maus espíritos, não podemos escapar de sermos seus
escravos.

O ENGANO DO CRENTE

Os crentes que caem nas garras dos maus espíritos não são apenas os mais profanos,
degenerados e pecaminosos, pelo contrário, muitas vezes são cristãos totalmente
entregues e espiritualmente mais avançados do que os crentes comuns. Eles caem na
passividade por não conhecerem como cooperar com Deus. Estão cheios de boas
intenções, mas honestidade não é a condição para não ser enganado e sim, o
conhecimento. Como ele pode esperar que Deus o proteja por suas boas intenções
quando ele está cumprindo os pré-requisitos para a operação dos maus espíritos?

Consideraremos alguns detalhes e conceitos errôneos que os cristãos geralmente


aceitam.

Uma noção errada com respeito à morte juntamente com Cristo Gl. 2:20 fala da nossa
morte com Cristo. Alguns interpretam tais palavras como que indicando auto-anulação.
O que eles consideram ser o ápice da vida espiritual é uma perda de personalidade,
ausência de vontade e de autocontrole. O argumento deles é: “Visto que fui crucificado
com Cristo, então o eu não mais existe. Já que o Eu morreu, então, eu devo praticar a
morte, isto é, não devo abrigar qualquer pensamento, desejo ou sentimento. Porque
Cristo está vivo dentro de mim, Ele pensará ou sentirá em meu lugar”. Infelizmente,
estas pessoas ignoram o restante do versículo: “…a vida que agora Eu vivo na carne” .

Paulo, depois de ter passado pela cruz, ainda declara de si mesmo: “…agora 9EU)
vivo”!

A cruz não aniquila o nosso “Eu”. O verdadeiro sentido da nossa aceitação da morte
juntamente com Cristo é que estamos mortos para o pecado e que entregamos nossa
vida da alma à morte. Deus nos convida a negar o desejo de viver pelo nosso poder
natural e a viver por Ele, dependendo de Sua vitalidade momento a momento. Tal andar
com Deus requer o exercício diário da nossa vontade, de uma maneira ativa, consciente
e em fé, para a negação da nossa própria energia natural e a apropriação da energia
divina. As conseqüências do mau entendimento dessa verdade são: (1) o crente pára de
ser ativo, (2) Deus não pode usá-lo porque violou Seu princípio de operação e (3) os
maus espíritos agarram a oportunidade para invadi-lo, visto que, involuntariamente,
preencheu os requisitos para sua operação. Quando dizemos que alguém deve estar
“sem ego”, queremos dizer sem qualquer atividade do ego, e não sem a existência do
ego.
Existem vários conceitos errados relacionados com a vida espiritual. Eis alguns.

 – falar – Mt.1 0:20 “Porque não sois vós quem haveis de falar, mas o Espírito
de vosso Pai é quem fala através de vós”. Alguns imaginam que enquanto
estiverem entregando uma mensagem numa reunião, não devem empregar sua
mente e vontade, mas devem apenas oferecer suas bocas passivamente a Deus,
deixando que Ele fale através deles. Este texto não quer dizer isto.
 – Direção – “E vossos ouvidos ouvirão uma voz atrás de vós, dizendo: Este é o
caminho; andai nele”. (ls. 30:21). Os santos não percebem que este versículo se
refere especificamente à experiência do povo terreno de Deus, os judeus, durante
o reino milenar, quando não haverá imitação satânica. Desconhecendo isso, eles
entendem que a direção sobrenatural numa voz é a mais elevada forma de
direção. Não escutam sua consciência nem seguem sua intuição. Esperam
simplesmente de uma forma passiva pela voz sobrenatural. Neste momento, os
demônios acham um terreno fértil para agir.
 – Memória – “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu
nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos
tenho dito” (Jo.14:26). Os cristãos não entendem que este versículo significa que
o Consolador iluminará suas mentes a fim de que possam lembrar aquilo que o
Senhor falou. Eles, pelo contrário, pensam que a instrução é para que não usem
sua memória, porque Deus trará todas as coisas à sua mente. .
 – Amor – “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito
Santo que nos foi dado”. (Rm. 5:5).

Os crentes entendem que eles mesmos não devem amar, mas sim deixar que o Espírito
Santo dispense o amor de Deus a eles. Oram pedindo a Deus que ame através deles. Por
isso, param de exercitar sua faculdade da afeição, permitindo que sua função afunde
numa paralisia total. Os maus espíritos, então, substituem o homem. E, uma vez que
abandonou o uso da sua vontade para controlar sua afeição, eles colocam no homem o
amor falsificado deles. Daí em diante, este homem se comporta como madeira ou pedra,
frio e morto para todas as afeições. Isso explica porque muitos cristãos são dificilmente
acessíveis. Mc. 12:30 diz que devemos amar com todo o nosso ser. Nós (o Eu) devemos
amar.

 – Humildade – “Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com


alguns, que se louvam a simesmos”. (2 10: 12). Os crentes entendem mal este
texto e pensam que é um convite para se ocultarem até serem deixados sem auto-
estima, coisa que Deus, inquestionavelmente, nos permite ter. Muitos exemplos
de autohumilhação são um disfarce para a passividade. Em conseqüência disso,
(a) o crente apaga a si mesmo; (b) Deus não o enche; e (c) os maus espíritos
utilizam sua passividade para tomá-lo inútil.

6- Sofrimentos e fraquezas

O cristão entende que deve andar no caminho da cruz e sofrer por causa de Cristo. Ele
também está disposto a ser fraco e ser fortalecido pelo poder de Deus. Estas são atitudes
louváveis, mas que podem ser utilizadas pelo inimigo se não forem bem compreendidas.
Sofrer na mão do inimigo e ao mesmo tempo crer que seu sofrimento procede de Deus,
apenas concede ao inimigo o direito de prolongar o ataque. Ele pensa ser um mártir –
por sofrer pela Igreja – mas na verdade é uma vítima. Devemos checar a fonte do
sofrimento. Não devemos aceitar automaticamente todos os sofrimentos como sendo de
Deus.

Quanto à fraqueza, Paulo estava apenas re]atando para nós a sua experiência de como a
graça de Deus o fortaleceu em sua fragilidade, visando a realização do propósito de
Deus. Não devemos entender que Paulo estivesse persuadindo um crente forte a
escolher propositadamente a fraqueza, a fim de que Deus possa fortalecêlo depois. Ele
está simplesmente mostrando ao crente fraco o caminho para a força.

Escolher a fraqueza e o sofrimento, sem os critérios necessários, é preencher as


condições para a operação dos maus espíritos.

O ponto vital

O princípio envolvido em todos os casos que citamos ou não, é que o diabo não falha
em agir sempre que houver passividade da vontade ou o preenchimento das suas
condições de operação. Para se livrar dessa situação, todos os que tenham sido vítimas
dos maus espíritos devem se perguntar: “preenchi as condições para a operação dos
maus espíritos?”. Isto o livrará de muitos acontecimentos falsos e sofrimentos
desnecessários. Outra coisa que precisamos entender é que os maus espíritos se utilizam
da verdade, por isso, devemos entender o princípio básico de qualquer ensinamento
bíblico, para que o diabo não se utilize da própria palavra, distorcendo-a, para nos
confundir e aprisionar.

A VEREDA PARA A LIBERDADE

E possível que um crente consagrado seja enganado com respeito à passividade por
alguns anos, sem jamais ser despertado para sua perigosa condição. A apresentação do
verdadeiro significado da consagração a estes se torna de importância vital. O
conhecimento da verdade é vital para a libertação da passividade.

O conhecimento da verdade

O primeiro passo para a liberdade é conhecer a verdade de todas as coisas: a verdade


com respeito à cooperação com Deus, a operação dos maus espíritos, consagração e
manifestações sobrenaturais. O filho de Deus deve conhecer a verdade quanto à fonte e
à natureza das experiências que possa ter estado provando.

Advertimos nossos leitores sobre o perigo da experiência sobrenatural. Não estamos


dizendo que todas estas experiências são ruins e devem ser abandonadas – nada disso,
pois a Bíblia está cheia de experiências sobrenaturais. Nosso propósito é lembrar que
pode haver mais de uma fonte por detrás dos fenômenos sobrenaturais. Será facilmente
enganado, especialmente aquele crente que não morreu para sua vida emocional, mas
busca ansiosamente acontecimentos sensacionais.
Preste atenção! Quando a experiência sobrenatural tem como autor o Espírito Santo,
suas mentes ainda estão em condições de tomarem parte. Não é exigido que sejam total
ou parcialmente passivos, antes de obterem ta!

experiência. Mas, se a experiência tem como autor demônios, então, as vítimas devem
ser levadas à passividade, suas mentes esvaziadas e suas ações realizadas sob
compulsão externa. Devemos sempre lembrar que o espírito dos profetas estão sujeitos
aos profetas. (I Co. 14:32). Qualquer espírito que exige que o profeta se submeta a ele
não é de Deus.

A aceitação da verdade é o primeiro passo para a liberdade. Pode ser vergonhoso para o
crente reconhecer que foi usado e enganado pelos maus espíritos, mas é necessário
reconhecer a verdade. A dúvida é o prelúdio para a verdade. Isso não quer dizer duvidar
do Espírito Santo, de Deus ou da Sua Palavra, mas sim da experiência passada de
alguém. Tal dúvida é tanto necessária quanto bíblica, pois Deus nos mandar “provar os
espíritos” (I Jo.4: 1).

PARTE IV
O PLANO DE REDENÇAO
A NOVA ALIANÇA OS ANTECEDENTES DA NOVA ALIANÇA

Deus planejou colocar o homem na terra, a fim de que este fosse o seu reflexo,
manifestando sua vida, sua natureza de sua glória. Deus desejava que o homem O
recebesse como sua vida dentro de seu espírito. Deus diz em Gênesis 1 :26 “Façamos o
homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. E assim, o homem criado por
Deus andava na terra expressando a natureza de quem o criara para isto. Infelizmente,
este homem traiu o propósito de Deus, não o recebeu em seu espírito e deu ao Diabo a
posse daquilo que lhe havia sido entregue. Deu a terra e a si mesmo. Vendeu-se à
escravidão do pecado e tornou-se escravo do Diabo. Deus, entretanto, não se deu por
vencido, e estabeleceu um plano. Este plano divino é expresso em Gênesis 3: 15, neste
sentido:

“Tu fizeste uma aliança com o homem, diz Deus ao Diabo, e pelo engano entraste na
terra. Mas Eu te digo que usarei a mulheres colocarei dentro dela a minha semente,
não a semente do homem, porquanto a semente do homem foi corrompida. Colocarei a
minha semente dentro da mulher e esta semente me fará vir à luz um homem, porque eu
dei a terra aos filhos dos homens. Essa semente fará uma aliança de sangue com o
homem e quebrará o teu poder.
Passam-se dois mil anos, Deus começa a por em andamento seu Plano que virá através
de uma aliança de sangue Virá por um pacto, um testamento.

O primeiro sangue derramado na Bíblia foi no Éden. Foi Deus mesmo quem imolou o
primeiro cordeiro e derramou o seu sangue sobre a terra. Esse derramamento de sangue
fez-se necessário porque entre Deus e Adão havia uma aliança e, quando uma aliança é
quebrada, a morte deve vir sobre a parte infiel. O cordeiro morreu no lugar do homem e
a sua pele cobriu a nudez deste. Por toda a Bíblia, vemos este sangue. Só no livro de
Apocalipse, por vinte e oito vezes Jesus é chamado de Cordeiro de Deus, o cordeiro que
verteu sangue.

O Que é Uma Aliança de Sangue?

A vida está no sangue e este é vida. Onde há derramamento de sangue, houve morte,
houve derramamento de vida. A aliança de sangue celebrada há muito tempo pelos
povos antigos nasceu no coração de Deus. É um contrato entre duas pessoas, tão
sagrado, tão sério. que jamais poderá ser quebrado, sob pena de morte. Por este
contrato, togas as coisas se tornam em comum. O que é seu, torna-se meu, e o que é
me..u, torna-se seu. Meus bens são seus, seus bens são meus, minhas dívidas são suas,
suas dívidas são minhas. Eu não tenho mais que pedir, posso lançar mão de tua o que é
seu como se fosse meu e você pode lançar mão de tudo que é meu como sendo seu.
Todos os povos antigos conhecem a afiança de sangue. Ainda hoje, entre os africanos e
os orientais, a aliança de sangue está presente. O Diabo sabe do poder que há atrás de
uma aliança de sangue e, por isso mesmo a usa também. O ocultismo, a maçonaria e
toda sorte de cultos satânicos a conhecem e a praticam. Entretanto, a aliança de sangue
nasceu de Deus. Várias eram as cerimônias em que os hebreus seguiam quando faziam
uma aliança de sangue com alguém. Uma delas era a troca de túnica: A roupa
simbolizava a vida e quando se tirava a túnica-e’a dava a alguém, isso significava que se
estava dando a própria Vida. Outra cerimonia era a troca do cinto que servia para ajustar
a arma. O cinto simboliza, nesse contexto, segurança. Quando se trocavam os cintos.
Queria dizer: dou-te a minha segurança e a minha defesa. Quem luta contra mim.

Outro cerimônia era cortar o cordeiro em partes. Morto era o animal e uma metade era
colocada defronte da outra e ambos caminhavam por entre as partes formando a figura
de um oito deitado, que significa o infinito. O significado é este: Eu morri, tu morreste,
começamos uma nova vida como parceiros de aliança. Outra cerimônia era o corte da
mão ou do pulso. Após os cortes, juntavam-se estes significando: Nossas vidas
misturam-se, porque a vida está no sangue.

Ainda outra era o partir do pão juntos e o beber do cálice. Isso acontece até o dia de
hoje. Quando duas pessoas comem juntas, isto significa: Minha vida está entretanto na
tua, tua vida está entretanto na minha. Somos irmãos de aliança. Outro cerimonial era a
troca de nomes. Eu passo a receber seu nome e você recebe o meu, significando: Tenho
agora direito a tudo quanto seu nome tem direito e você tem direito a tudo quanto o meu
nome tem direito. As vezes, plantavam uma árvore como memorial ou trocavam ovelhas
para gerarem frutos com esse fim. Na presença do memorial, os termos da aliança eram
escritos. Em todas elas havia bênçãos decorrentes da fidelidade à aliança, ou então
maldições decorrentes da quebra da aliança.
Só Um Filho do Homem Pode Agir Legalmente na Terra

Quando Deus veio ao encontro do homem, Ele não veio pelo engano, como Satanás,
mas veio com a aliança de sangue. A palavra “aliança”, no hebráico significa cortar
com derramamento de sangue e andar por entre as partes. O Novo Testamento também
é uma aliança de sangue.

Deus tinha o plano de trazer a sua semente à terra, com o fim de retomar a terra das
mãos do Diabo e derrotá-lo. Deus deu a terra aos filhos dos homens, conforme o Salmo
115. Mas esse homem quebra a aliança e faz toda a terra e toda a sua descendência
culpada. Mas, por a terra é dos homens, somente um homem poderia ser instrumento
legitimo de redenção. Entretanto todos os homens sobre a terra estavam desqualificados
para se tornarem esse instrumento. Se um homem foi instrumento de queda, um homem
deveria ser instrumento a;redenção. Não da descendência de Abrão, porque a semente
desta está contaminada pelo pecado e, como cada semente produz de acordo com a sua
espécie, toda a descendência de Adão é contaminada.

Deus, então, sem violar Sua palavra e sua aliança, concebe, então, um plano para entrar
legalmente na terra. Se a terra era dos homens, só um homem na terra poderia. ser
instrumento e canal da ação de Deus no planeta. Deus, então, faz-se homem e sem
violar nada, entra pela porta. A porta é o nascimento de mulher. Em João, capítulo dez,
Jesus fala de duas formas de se agir na terra: como o ladrão de ovelhas que pula a cerca
ou como pastor que entra pela porta. O aprisco é a terra, as ovelhas são os filhos dos
homens e a porta de entrada na terra, é o nascimento de mulher. Satanás não nasceu
aqui, ele não é homem, nem filho do homem, subiu ilegalmente, tomou emprestado o
corpo da serpente.

A aliança do Novo Testamento começa com Abraão, e Deus, através dessa aliança, abre
uma forma legal de agir na terra. Deus tem em vista sua semente; tudo quanto fizer terá
em mente essa sua semente: O Cristo.

A Nova Aliança Procede da Aliança Abraâmica

No capítulo doze de Gênesis, o Senhor diz a Abrão:

” Sai da tua terra e da tua parentela e vai para a terra que eu te mostrarei. Abençoarte-
ei e tu serás uma bênção.

Em ti serão benditas todas as famílias da terra”,

Quando Deus chama Abrão, Ele não tem em vista a descendência física deste, mas tem
em vista a sua própria semente que viria através da descendência de Abrão. É o que diz
Gálatas 3: 15 e 16:

“… Uma aliança, uma vez confirmada, ainda que humana, ninguém lhe revoga ou
acrescenta coisa alguma, ora, as promessas foram feitas a Abrão e ao seu descendente.
Não diz: e aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: e o teu
descendente, que é Cristo “.
Quando Deus vê Abrão, Ele vê a sua semente. Ele vê o homem que esmagará a cabeça
da serpente. E, ao entrar em aliança com Abrão, Ele pratica todos os rituais que
mencionei acima. Não dá a Abrão uma túnica, mas um escudo. O Senhor chega a Abrão
e diz: ” Eu sou o teu escudo” (Gn. 15: 1). Quem luta contra ti, luta contra mim, tu estás
oculto em mim. Quando chega a hora de partir os animais, Deus lhe pede que tome três
animais da terra e duas aves do céu (Gn. 15:9). Abrão não espera nenhum detalhe
porque sabe que é uma aliança. Parte os animais ao meio e coloca as suas metades, uma
defronte da outra, mas as aves não as parte. Não as parte porque são símbolos da
Trindade do céu e Deus não pode morrer. Por que são somente duas aves? Porque a
terceira, que é Jesus, desceria do céu, tomaria o lugar do homem e morreria. Abrão
então aguarda que Deus venha caminhar por entre as partes. mas aves de rapina vêm
sobre os animais imolados, tentando roubar-lhes as carnes. É um símbolo de Satanás
que quer destruir a aliança antes que ela aconteça. Entretanto, Deus fez cair pesado sono
sobre Abrão (Gn. 15: 12 ) querendo dizer com isto que a aliança nada tinha a ver
diretamente com o homem Abrão, e que este não conseguiria enxotar as aves de rapina.
Enquanto Abrão dormia, Deus mesmo estava estabelecendo a aliança e quando acorda,
vê que caminhando por entre as partes estavam duas pessoas, um fogareiro fumegante e
uma tocha de fogo. O primeiro era Deus Pai. Era assim que se apresentava no Sinai. O
segundo é Jesus. Este toma o lugar de Abrão para fazer uma aliança com Deus Pai.
Deus não podia caminhar por entre as partes com Abrão, porque numa aliança de
sangue tudo se torna comum a ambos, e Abrão era pecador e Deus não pode misturar-se
com o pecado. Entretanto, o plano de Deus era trazer sua semente, que seria um homem.
Assim, esta semente, o Cristo de Deus toma o lugar de Abrão e faz com que esta aliança
seja entre Deus e o homem, ao mesmo tempo que é entre Deus e Deus. O Senhor
determina que Abrão circuncide-se na carne do seu prepúcio como sinal perpétuo de
aliança entre Deus e suas gerações. A marca da aliança ficava no _órgão reprodutor
porque a aliança era com Abrão e a sua descendência, até<:negar a semente a quem as
promessas foram feitas e em quem todas as famílias-d.a terra seriam abençoadas.

O nome de Abrão foi mudado por Deus, que retirou parte do seu próprio nome,
colocando-o no meio do nome de Abrão. No hebraico, o nome de Deus é composto por
quatro letras, é o impronunciável YHVH. “H” correspondente ao ” H ” do nosso
alfabeto. tem um som forte e aspirado sem voz que equivale mais ou menos a um sopro.
Diz respeito à vida que Deus tem em si mesmo. No Éden, Ele soprou de si mesmo
criando o espírito eterno do homem. Agora na aliança com Abrão Deus sopra
novamente a si mesmo para dentro do nome de Abrão. No meio do nome de Abrão,
Deus coloca o seu sopro, Seu Espírito, sua vida e seu próprio nome. Deus também
acrescenta o nome de AbrHão ao Seu próprio nome passando a chamar-se “Deus de
AbrHão”. Este é seu sobrenome, que pela aliança, significa: “Tudo o que é de AbrHão é
meu”. E AbrHão significa: “Tudo o que é de Deus é meu”. Esta é a aliança de sangue.
Na nossa tradução do hebraico a letra (Alef ) que tem som de “H” é traduzida como
“A”. Assim, Abrão torna-se Abraão.

Nada agora Deus pode negar a Abraão. Ambos são cabeça de aliança. O Senhor,
finalmente, tem na terra uma boca e um corpo. Ele entra por legalidade na terra via
aliança de sangue. Os filhos de Abraão serão filhos de Deus e, é a partir disto que os
propósitos dele se desenrolaram sobre a terra. Deus tem homens no planeta. É por isso
que Deus, quando planeja destruir Sodoma, pergunta a si mesmo: ” posso ocultar o que
vou fazer a Abraão? De modo algum! Nada faço na terra sem falar com meu parceiro de
aliança. E foi Abraão quem traçou os limites, não foi Deus:

 Tu não destruirás o justo com o ímpio. Se houver cinquenta justos?


 Se houver cinquenta justos, não destruirei a cidade.
 Mas se faltar cinco? Se houver quarenta e cinco justos?
 Ok, não destruirei.
 Talvez quarenta ou trinta?
 Não destruirei.
 Só mais uma vez…dez!
 Ok, por amor dos dez não destruirei Sodoma.

Quem estabeleceu os limites foi Abraão. Quando entendermos a realidade da aliança


que Deus tem conosco e a nossa autoridade decorrente dela, não haverá limites para a
intercessão.

Quando o Senhor decretou o juízo sobre Sodoma e Gomorra, a Bíblia diz: “Lembrou-se
de Abraão e tirou a Lá. l’ Não foi por causa de Ló, foi por causa do homem da aliança.
Deus é fiel à sua .aliança.

Abraão terá tudo o que quiser de Deus, mas perante as cortes celestiais, perante Satanás,
seus príncipes e potestades poderia levantar-se uma dúvida. Satanás poderia questionar
a validade da aliança: Será que Deus teria tudo de Abraão? Se Deus não tivesse tudo do
parceiro, essa aliança seria unilateral. Aí é que vem a tremenda prova da aliança em
Gênesis 22. Deus vem a Abraão e faz um pedido. Ele dera ao seu servo um filho gerado
de uma promessa, gerado pela palavra. A palavra é Espírito, é semente, é vida, a palavra
produz exatamente o que diz. Quando Sara, esposa de Abraão tinha 89 anos, e ele 99
anos, o útero dela estava amortecido e envelhecido, veio o anjo com a palavra que é
semente e disse:

“Dentro de um ano, tu darás à luz um filho”. Essa palavra enviada por Deus penetrou
no útero morto de Sara, e fêlo reviver. A promessa cria vida e o filho vem: É o filho
único, amado. Tudo o que Deus faz tem em vista Sua semente. Um dia, ele mandará um
anjo a uma filha de Abraão. Seu útero será virgem, mas o anjo trará uma palavra e dirá:
“Darás à luz um filho”. Esta palavra entrará no útero da virgem e vai fazê-lo conceber
trazendo à terra o filho da promessa. A promessa se materializará. A palavra far-se-á
carne e habitará entre nós. Será a semente de Deus na terra, não de Abraão, porque a sua
semente está corrompida. A aliança permitirá a Deus fazer isto de acordo com suas
regras. Tudo será legal. Deus então diz: ” Abraão, dá-me TEU FILHO, TEU ÚNICO
FILHO, a quem amas, em sacrifício. Ele não hesita porque é homem de aliança e, por
este pacto, seu parceiro Deus, não precisa pedir, Ele ordena e está feito. Há uma
expectativa na terra, nas regiões celestiais. Anjos e demônios ficam em suspense,
aguardam… Será a ratificação da aliança. Terá Deus do Homem tudo o que quiser?

Abraão não hesita e toma seu filho, seu único filho e por TRÊS DIAS vai rumo ao
monte do sacrifício. Por aqueles três dias Isaque, que é um tipo de Cristo, estava como
morto, estava debaixo de um decreto de morte. Cada vez que Abraão o via, o via morto
no altar, imolado. Ao chegar ao pé do monte, Abraão diz aos seus servos: ficai aqui
enquanto eu e o rapaz vamos adorar, e depois de adorarmos voltaremos para vós. Eu
poderia perguntar a Abraão:
 Tu estás delirando? Estás mentindo? Vais imolar o teu filho? -Vou!
 Como Voltará com ele?
 Não sei, mas vou voltar. Deus disse: ” Em [saque será chamada a tua
descendência”. Morto não gera e Deus não pode mentir. O que Ele vai fazer não
tenho idéia, mas que volto com meu filho vivo, volto! Eu farei ó que Deus
ordenou e Ele fará o que me prometeu.

O autor dos Hebreus declara que quando Abraão foi posto à prova, não hesitou em dar o
seu único filho, porque sabia que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os
mortos, de onde o recobrou, embora não tivesse um único testemunho na história de que
um morto houvesse ressuscitado. A palavra diz sobre Abraão: “Creu Abraão em Deus e
isso lhe foi imputado para justiça”. a sentido no original disso é: Abraão entregou-se a
Deus com tudo o que era e que viesse a ser.

No monte do sacrifício, ergueu a mão para imolar o filho e naquele momento de morte,
doloroso e desesperador, antes de descer a faca no peito do seu único filho, este lhe fez
uma pergunta: ” Onde está o cordeiro? .. Abraão ergue os olhos ao céu e, como profeta,
como cabeça de aliança, pode dizer agora o que ele quer de Deus. Assim, ele decreta,
declara, pede. e profetiza: “Deus proverá para si mesmo o cordeiro, meu filho “. Ao
dizer esta frase, estava tanto respondendo a pergunta de Isaque, profeticamente, quanto
dizendo que o cordeiro que Deus proveria para si, seria também seu filho: Cristo Jesus.

Soou a voz da terra até o trono de Deus. a homem da aliança decreta: Chegará o
momento em que Deus proverá seu próprio cordeiro, Filho de mulher, gerado pela
semente de Deus, pela palavra de Deus. a filho de Deus será o seu cordeiro. Estou
dando o meu filho, Deus dará o seu. Abraão, então coloca o nome daquele monte: Jeová
Jiréh, o Senhor proverá. Proverá o quê? a cordeiro, Filho de Abraão e Filho de Deus. Ao
descer a mão sobre o menino, brada a voz do céu: Abraão, não faça mal ao menino,
porque agora sei que temes a Deus. No tribunal eterno, nas cortes celestiais, no reino do
espírito, está comprovado: Deus tem tudo o que quiser de Abraão. Deus tem tudo do
homem: está consumado! A aliança está ratificada para sempre e nela os propósitos de
Deus estarão estabelecidos e os de Satanás irremediavelmente frustrados.

Abraão olha e vê um carneiro. Não confunda este carneiro com o cordeiro. Abraão teve
um substituto para o seu filho, mas Deus não terá para o Seu. Bradou segunda vez a voz
do Senhor e disse: “Jurei por mim mesmo, diz o Senhor…” Que é isso? a juramento da
aliança. Em toda aliança há os termos da aliança, os participantes dela, o selo, as
promessas e o juramento. a escritor dos Hebreus declara: “Quando Deus quis
confirmar J promessa com juramento, não havendo ninguém superior a si por quem
jurar, jurou por si mesmo”. Que significa isto? Era o decreto de Deus: cumpro a aliança
ou morro. Como Deus não pode morrer, a aliança não pode ser quebrada.

Deus então diz em juramento a seu servo: ” Porquanto não me legaste o teu filho, teu
único filho, ouvindo a minha voz… ” A palavra POR QUANTO quer dizer: em função
do que fizera Abraão, Deus agora tinha o caminho livre para fazer o que quisesse. ” Vou
te abençoar, multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e a areia do mar e
o TEU DESCENDENTE possuirá a portado seu adversário” (Gn 13:14 a 18; 17:68 e
24:60).
Deus tem em vista o Cristo e quando diz a tua descendência, a tua semente, está vendo
Cristo sendo gerado através da descendência de Abraao.

“Vou trazer a terra o meu filho, amado, teu descendente, gerado das tuas entranhas
através de uma virgem que sairá dos teus lombos. Este meu filho esmagará Satanás e se
colocará à porta do inferno como Senhor da vida e da morte e nEle todas as famílias da
terra serão abençoadas porquanto tu, Abraão, ouviste a minha voz.

No decorrer da história dos filhos de Abraão, os profetas começam a anunciar: há um


filho que vem. Deus usa os profetas para” falar a palavra”, porque nada o Senhor faz
na terra sem que antes seja ordenado por um homem.

Isaías declara: “Este será o sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome
será Emanuel, que significa” Deus conosco”, o governo, o principado estará sobre os
seus ombros. Ele vai reinar sobre a terra. Um filho nos nasceu, um menino se nos deu.
Um homem há de vir. Os dias se passam, os profetas silenciam-se e, por cerca de 400
anos, não vemos mais ninguém. Entretanto, todos os anos, fielmente, os judeus se
reuniam para comemorar o cordeiro. Essa é a comemoração. do que chamamos páscoa.

Quando finalmente Jesus cumpre sua missão, ao levantar o cálice, diz: “.Este é o meu
sangue, o sangue da Nova Aliança”. Aleluia! Ele veio para estender a todos os homens
a possibilidade de entrarem em aliança de sangue com Deus. A Nova aliança abre esta
oportunidade para você e para mim.

A PLENA SALVAÇÃO DE DEUS 1 – O Plano de Deus

Nesta seção abordaremos sobre a plena salvação de Deus. Qual é o seu significado? Por
que precisamos ser salvos? Salvos de quê e para quê? Por que deseja Deus salvar-nos e
como? O que devemos fazer para sermos salvos? Há uma longa lista de questões a
considerar. Procuraremos respondê-las aqui de forma sucinta para que você possa
conhecer mais sobre a salvação de Deus.

O Propósito Eterno de Deus

O que é o propósito eterno de Deus? O propósito eterno de Deus é ter um grupo de


pessoas à Sua imagem e semelhança. Deus deseja que o homem seja enchido com Ele
mesmo como vida a fim de expressá-Lo e tenha o Seu domínio para representá-Lo. Este
é um propósito eterno porque fora planejado por Deus antes do início do tempo e jamais
mudará.

O Inimigo de Deus
Antes, porém, que Deus pudesse realizar seu propósito, Satanás,

o Seu inimigo, entrou em cena, enganou o homem e injetou nele a sua própria natureza
pecaminosa. Com isso, o homem caiu em uma situação lamentável, praticando atos
pecaminosos e ainda possuindo uma natureza pecaminosa que o arruinou para o grande
propósito de Deus.
A Salvação de Deus

Todavia, Deus não pode ser derrotado! Apesar da queda do homem e do Seu plano ter
sido frustrado, ele ainda o amava e não podia ser demovido do Seu propósito. Daí, Deus
agiu para salvar o homem a fim de realizar o Seu propósito eterno. Tal ação é a Sua
plena salvação.

· A Filiação
O alvo de Deus é a “filiação”. Na Bíblia, esta palavra significa duas coisas principais:
maturidade em Deus e a posição para herdar tudo o que Deus é e tem. Não significa
somente ser filho. Uma criança tem a vida de seu pai, mas por não estar totalmente
crescida, não pode herdar tudo o que seu pai tem para lhe dar. Ela estará apta para
receber a herança quando crescer e estiver madura. De semelhante modo, Deus nos
escolheu para sermos Seus.

filhos, cheios de sua vida, crescidos e maduros. Você pode possuir a vida do Pai, que o
toma Seu filho. Mas a vontade de Deus não é para ser apenas Seu filho, mas para ser
Seu filho totalmente maduro. Somente nessas condições estará qualificado para herdar
tudo que Ele é e fez por você.

Após a queda do homem, toda a raça humana se tomou pecadora, filhos do diabo (João
8:44). Mas Deus nos escolheu para sermos Seus filhos. Que maravilhoso! Apesar de não
parecermos tanto com Ele, a Sua escolha nos dá a confiança de que um dia seremos os
muitos filhos de Deus totalmente crescidos, cheios da Sua vida para expressá-Lo e
cheios do Seu domínio para representá-Lo. Isto é a igreja hoje, o Corpo de Cristo, e será
. a Nova Jerusalém no futuro.

2 – O Objetivo de Deus – A Igreja: O Corpo de Cristo

Todos os filhos de Deus possuem a vida dele. Na verdade, a vida de Deus não é uma
coisa, senão uma Pessoa, o próprio Deus. Ter esta vida é ter uma Pessoa viva em nós, o
próprio Deus vivo. Quando esses muitos homens individuais são enchidos pelo único
Deus vivo, tomam-se em um único homem, um único corpo. Eles se tomam os muitos
membros do Corpo de Cristo.

Observe o seu próprio corpo. Ele possui uma única vida. Quando você vai para a escola,
todo o seu ser vai. Quando vai ao trabalho, toda a sua pessoa vai ao trabalho. Tudo
quanto fizer, você o faz em unidade porque em você não há duas pessoas, senão uma
única.

Com relação a Deus, Ele é um e o Seu propósito é expressado nesta unidade. Quando
tantas pessoas individuais O recebem como vida, elas se tomam uma com Deus e são a
igreja, o Corpo de Cristo. Na eternidade futura, tais pessoas comporão a Nova
Jerusalém.

Ao ler Efésios 3: 9-11, você perceberá que a igreja não é algo que aconteceu somente
depois que muitos foram salvos. Não, a igreja fora planejada já na eternidade passada.
Foi visando a igreja que as pessoas foram salvas. Através da nossa salvação em Cristo, a
igreja veio à luz para expressar Deus. E ela continuará sendo o alvo eterno e o lugar de
habitação de Deus pela eternidade, conforme Apocalipse 21 e 22.

A igreja, portanto, é composta por pessoas que têm Deus como sua vida e estão sendo
edificadas em Cristo. Elas são a expressão de Deus e representam Deus com a Sua
autoridade.

3 – A Base da Salvação – A Justiça de Deus

A base da nossa salvação é a justiça de Deus. Sem a justiça de Deus, não teremos uma
base sólida para nos.

achegarmos a Ele com ousadia a fim de recebermos e desfrutarmos da Sua salvação.

A Justiça de Deus é Ele Próprio

A justiça de Deus é o que Deus é com relação à justiça e retidão (Rm 3:21-22; 1: 17;
10;3; Fp 3:9). Deus é justo e reto. A justiça de Deus é uma Pessoa, não simplesmente
um atributo divino. O próprio Cristo, como uma Pessoa, foi feito a justiça de Deus para
nós (1 Co 1:30).

O Homem Condenado pela Justiça de Deus

Deus disse que se o homem comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal


certamente morreria (Gn 2: 17). Mas o homem transgrediu a Sua palavra. Então, por
causa da Sua justiça, Ele não poderia deixar de condená-la, pois o Seu trono é trono de
justiça. Deus deixaria de ser justo se não condenasse o homem, pois assim Ele não teria
mais autoridade para governar, e todo o universo desabaria.

· A Justiça de Cristo
Deus estava num dilema. Ele amava o homem, mas não podia deixar de condená-lo.
Como poderia perdoar o homem que Ele amava, sem violar a Sua justiça? A resposta
está na dupla justiça de Deus. Esta é a sabedoria de Deus mostrada pela Sua
salvação. .
Para que Deus pudesse perdoar-nos, Cristo, o Filho de Deus, tornou-se carne. Conforme
registrado em Romanos

8:3, Deus enviou o Seu próprio filho em semelhança da carne pecaminosa. Por meio da
encarnação, o Senhor “vestiu-Se” da semelhança da carne do pecado e, na carne,
identificou-Se com os pecadores. Só que Nele não havia pecado, somente a semelhança
da carne do pecado. Por causa da justiça de Deus, o Senhor Jesus morreu na cruz. Ali na
cruz, Ele foi feito pecado por nós (2 Co 5:21) e Deus condenou, na carne, o pecado (Rm
8:3). Ele morreu em nosso favor para realizar a redenção e satisfazer todas as exigências
da justiça de Deus. Agora Deus tem a posição justa para perdoar-nos. Na verdade, Ele
não somente nos pode perdoar, mas por causa da Sua justiça, Ele deve perdoar-nos.
Antes de qualquer coisa, Deus nos perdoa não porque nos ama, mas por causa da Sua
justiça.

A justiça de Deus nos condena, mas por causa da justiça de Cristo realizada na Sua
morte, somos justificados. Isso é maravilhoso! Ao mesmo tempo, a justiça de Deus é
mantida e a boca de Satanás é calada. Agora Deus

(tampouco Satanás) não pode condenar aqueles que creram na morte justa de Cristo.
Louvamos a Deus pela base sólida da salvação. Pela Sua justiça dupla, vemos o Seu
amor, a Sua justiça e a Sua sabedoria.

04 . A Redenção

Neste ponto começaremos a abordar os cinco aspectos objetivos da plena salvação de


Deus que solucionou nossos problemas perante Ele. O primeiro item é a redenção
realizada por Cristo pela Sua morte na cruz.

Leiamos Efésios 1: 7: “no qual temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos
pecados, segundo a riqueza da sua graça”.

O que é a redenção? A redenção é a forma nominal da palavra “redimir”. “Redimir”


significa comprar de volta aquilo que originalmente era seu, mas que por qualquer
motivo você havia perdido.

Nós originalmente pertencíamos ã Deus. Éramos a Sua propriedade. Todavia, fomos


perdidos. Deus, porém, não desistiu de nós. Ele pagou um alto preço para nos obter de
volta, retomando a nossa posse a um grande custo (1 Co 6:20; 1 Pe 1:18-19; 1 Tm 2:6).
Isso é a redenção. Todavia, isso não era fácil para Deus, pois o homem se envolvera
com pecado e muitas outras coisas que eram contra a Sua justiça, santidade e glória. A
nossa volta a Deus ficou condicionada sob tríplice exigência: a exigência da justiça de
Deus, da santidade de Deus e da glória de Deus. Era impossível ao homem satisfazer
todas essas exigências.~Q:preço era alto.

O PREÇO DE SANGUE.

Mas Deus pagou o preço por nós, possuindo-nos a um custo altíssimo. Cristo morreu na
cruz para realizar a eterna redenção por nós (GI3: 13; 1 Pe 2:24; 3: 18; 2 Co 5:21; Hb
10: 12; 9:28). Com o Seu precioso sangue Ele cumpriu a maravilhosa redenção (Hb 9:
12,14; 1 Pe 1: 1819). Ele nos redimiu de volta a Deus e ao Seu propósito. O Seu sangue
precioso foi o preço. Nós não podíamos pagar tal preço, Ele pagou por nós, O nosso
destino era morrer em pecado, mas agora podemos voltar a Deus. receber SeI} perdão, a
Sua vida e ser enchidos por ele para expressáLo. Que preciosa redenção!

05 – O Perdão e a Purificação dos Pecados

O Perdão dos Pecados

Após o homem ter pecado, ele necessitava do perdão de Deus e da purificação dos
pecados. Por termos ofendido a Deus, precisamos do Seu perdão; entretanto, não
podemos ser perdoados sem que a justiça de Deus seja satisfeita. E para satisfazê-la,
devemos morrer. Porém, se morrermos, Deus não terá a quem dar a Sua vida para o
cumprimento do Seu’propósito eterno. A solução perfeita para esse problema era que
Cristo viesse e morresse por nós. Baseado na Sua morte, a exigência da justiça de Deus
seria satisfeita e poderíamos receber o Seu perdão.

Perdoar é Esquecer

De acordo com Jeremias 31:34, para Deus, perdoar os nossos pecados é esquecê-los
também. Quando perdoamos alguém que nos ofendeu, dificilmente, esquecemos
daquilo que ele nos fez. Todavia, Deus é diferente. Quando Ele perdoa os nossos
pecados, deles jamais se lembrará. Aleluia! Por causa da morte de Cristo e da nossa fé
Nele, podemos ser perdoados por Deus. Para Ele é como se jamais tivéssemos cometido
pecado! Só pelo crer, somos perdoados!

A Purificação

Qual é a diferença entre o perdão e a purificação? Para saber a resposta, precisamos


primeiro conhecer a diferença entre pecados e injustiça. Pecados referem-se a ofensas, e
injustiça é a mancha, a mácula na nossa conduta causada pela ofensa. Por exemplo,
suponha que você efetuou uma compra de duas mercadorias, mas só pagou uma. Com
relação à pessoa de quem você comprou, você cometeu uma ofensa. Mas com relação a
você mesmo, na sua conduta há uma mancha de injustiça. Por isso, você não será
chamado de pecaminoso, mas de injusto.

De semelhante modo, quando cometemos pecado diante de Deus, com relação a Ele,
aqueles pecados são ofensas. Mas para nós são manchas de injustiça. Precisamos
confessar os nossos pecados. Daí, por um lado,

Deus perdoa os nossos pecados, as nossas ofensas; por outro lado, Deus lava toda a
mancha da nossa injustiça.
“Se confessarmos 0$ nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e
nos purificar de toda injustiça” (! Jo 1:9). Ver também Zacarias 13:1; Hebreus 1:3;
9:14.

06 – A Justificação

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente,


por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus: a quem Deus propôs, no
seu sangue, como propiciarão, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter
Deus,na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos: tendo
em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o
justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26).

Pela Fé

A justificação é o ato de Deus aprovar as pessoas de acordo com o Seu padrão de


justiça. A sua justiça é o padrão, não a nossa. Não obstante quão justos nos julgamos
ser, a nossa justiça está muito longe do padrão da justiça de Deus. A Sua justiça é
ilimitada! Você pode ter vivido todos estes anos sendo correto com todos – pais, filhos e
amigos – porém, a sua justiça jamais lhe justificará perante Deus. A única forma de
Deus nos justificar é pela fé.

A justificação pela fé significa sermos aprovados segundo o padrão da justiça de Deus.

Por quê? Porque esta justificação é baseada na redenção de Cristo. Sem a redenção de
Cristo, Deus jamais poderia nos justificar. A base da justificação é a redenção. Por isso,
a Bíblia nos diz que somos justificados pela fé em Cristo, e não por obras (Rm 3:28; 5:
1).

07 – A Reconciliação

Chegamos ao último ponto objetivo da plena salvação de Deus reconciliação. A


reconciliação é a ação de trazer de volta duas partes à unidade ou harmonia.

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor
Jesus. Cristo… Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus
mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos
pela sua vida; e não isto apenas, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor
Jesus Cristo, por intermédio de quem acabamos agora de receber a
reconciliação”(Rm5:1, 10-11).

Éramos Inimigos de Deus

Não éramos somente pecadores, mas também inimigos de Deus.


Através da morte redentora de Cristo, Deus justificou-nos pecadores e ainda
reconciliou-nos Consigo mesmo, sendo nós Seus inimigos. Isso ocorreu quando cremos
no Senhor Jesus. Recebemos a justificação e a reconciliação de Deus pela fé. Dessa
forma, abriu-se-nos um caminho para entrarmos na esfera da graça para o gozo de Deus.

Na queda, o homem não só pecou contra Deus, mas também tornou-se inimigo Dele.
Para o problema de pecados, o perdão é suficiente; todavia, para solucionar a inimizade,
precisamos ser reconciliados com Deus. A reconciliação é baseada na redenção de
Cristo (Rm 5: 10-11) e foi realizada por meio da justificação de Deus (2 Co 5: 18-19;
Rm

5: 1, 11; Cl1 :20a, 22). Assim, a reconciliação é o resultado da redenção com a


justificação,

O Resultado

Como resultado da reconciliação, hoje temos paz com Deus (Rm 5: 1), podemos nos
gloriar em Deus (Rm 5: 11) e podemos ser salvos pela vida do Filho de Deus (Rm 5:
10).

Deus nos reconciliou Consigo mesmo por meio de Cristo. Ele nos deu o ministério da
reconciliação, confiando-nos a palavra da reconciliação (2 Co 5: 18~19). Agora que
fomos reconciliados, devemos ser fiéis ao nosso ministério confiado por Deus e
devemos anunciar esta boa nova aos outros: que Deus reconciliou Consigo o mundo,
não imputando aos homens as suas transgressões, e que ainda temos paz com Deus!

08 – Regeneração

A plena salvação de Deus tem cinco aspectos subjetivos. Nesta lição, veremos o
primeiro: a regeneração.

Regeneração significa que além

. da vida recebida ao nascer, recebemos outra 0da: a vida de Deus. Isto é o que a Bíblia
(Jo 3:5-7) quer dizer quando fala de nascer de novo. “Importa-vos nascer de novo”. A
regeneração é o centro da nossa experiência de salvação. É o ponto de partida de nossa
relação devida com Deus (1 Pe 1 :23).

A Intenção de Deus

.A intenção de Deus é ter um grupo de pessoas que O recebam como sua vida, a fim de
que possa-Lo em – em sua imagem e representa-lo com Sua autoridade ( Gn 1 :26). A
desobediência de Adão fez com que ele caísse em pecado e perdesse tal direito de
primogenitura. A morte de Cristo resolveu todos os problemas do homem diante de
Deus. Fomos trazidos de volta a Deus de maneira absoluta. Enquanto o homem não
contém Deus como vida para expressá-Lo, nem Deus nem o homem’ podem estar
satisfeitos.

O passo seguinte de Deus na Sua plena salvação é entrar no homem

Rara colocar Sua VI a nele. s e e o passo mais crucial. Mesmo se o homem for
completamente perdoado e reconciliado, ele ainda não poderá expressar a Deus sem
receber Sua vida.

Nascido de Deus

Ser um cristão não é uma questão de ser aperfeiçoado. Ser um aperfeiçoado. Ser um
cristão é nascer de Deus (Jo : 13), o que significa que, além de nossa vida humana,
recebemos a vida de Deus. Porque todos nascemos do pecado, somos todos pecadores.
Como um pecador pode parar de pecar? Isso não é possível. Como dizer para um
cachorro parar de latir e começar a miar? O que você faz é regido pela sua vida. Embora
Deus tenha perdoado seus pecados, sua natureza pecaminosa fará você pecar
novamente. Você precisa de uma outra vida, uma vida sem pecado. A única vida que é
sem pecado é a vida de Deus. A regeneração leva esta vida para dentro de você. Esta é a
vida que Adão desprezou quando voltou-se da árvore da vida para a árvore do
conhecimento. Hoje, ao crer em Cristo, podemos nascer de Deus e recebê-Lo como
vida! Louvado seja o Senhor!

após receber a vida de Deus, a natureza maligna dentro do homem é expulsa


gradativamente. Homens inferiores e pecaminosos como nós, agora podem crescer na
vida de Deus para tornar-se os filhos de Deus a fim de expressálo (2Co 3:18).

Três Coisas Maravilhosas

Ezequiel 36:26,27 diz que na regeneração, recebemos três coisas maravilhosas:


Primeira, recebemos um “novo coração”, um “coração de carne” para substituir nosso
velho” coração de pedra”. Segunda, recebemos um “novo espírito”. O nosso velho e
mortificado espírito é renovado e vivificado pelo Espírito que dá vida. Terceira,
recebemos o Espírito do próprio Deus para habitar em nós. Que salvação maravilhosa
recebemos por crermos no Senhor! A regeneração é o centro e o início desta salvação.

09 – A Santificação

Por meio da regeneração, recebemos uma nova vida, um novo coração e um novo
espírito. Isto é, o nosso espírito amortecido por causa da queda do homem, foi agora
vivificado pelo Espírito que dá vida (1 Co 15:45). Esse foi o início da nossa experiência
subjetiva da plena salvação de Deus. Um novo começo maravilhoso!
Todavia, há mais coisas para experienciarmos na plena salvação de Deus. Nesta lição,
falaremos sobre a santificação. A santificação é o sorver da nossa natureza pecaminosa
pelo trabalhar da natureza santa de Deus em nós;

Na Bíblia, a palavra “santificação” significa principalmente “separação”, ser separado


da quilo que é comum ( Lv 10:10). O primeiro aspecto da santificação é posicional.
Significa ser separado de uma posição comum no mundo para uma posição para Deus,
conforme ilustrado em Mateus 23:17, 19. O ouro em qualquer lugar no mundo é
comum, mas, uma vez dentro do santuário, ele é santificado; assim como um animal no
campo é comum, mas quando a sua posição é mudada, isto é, se ele for colocado sobre o
altar, é santificado. Assim, somos santificados pela fé em Cristo (At 26: 18) e estamos
em Cristo (1Co 1:2), pelo sangue de Jesus ( hb 13:12) e por termos sido chamados (1
Co 1:2; Rm 1:7).

O outro aspecto da santificação é disposicional, isto é, está relacionado com o nosso ser.
A santificação posicional é objetiva, ao passo que a disposicional é subjetiva. O espírito
santificador está tornando santo cada parte do nosso ser, e isso ocorre pelo trabalho de
transformação, dia a dia (Rm 12:2; 2Co 3:18). Isso é um longo processo, começando
pela regeneração (1 Pe 1:2,3; Tt 3:5), prossegue por toda a vida cristã (1 Ts 4:3; Hb 12:
14; Ef 5:26) e será completado na época do arrebatamento, na maturidade de vida (1 Ts
5:23).

· Os Meios de, Santificação


Romanos 5: 10 revela-nos que após termos sido reconciliados, seremos salvos pela Sua
vida. Isso se refere à vida de Deus que transforma a nossa natureza caída por meio de
infundir a Sua natureza santa e divina em nós. Portanto, em primeiro lugar, somos
santificados pela vida santa de Deus. Em segundo lugar, somos santificados pela
palavra santa (Jô 17:17) e pelo Espírito Santo (Rm1 :16;lC06:11;2Ts2:13).

Quando nos achegamos à Palavra de Deus, com oração repetitiva tocamos no Espírito
Santo, tocamos no próprio Senhor, e isso nos santifica. Se o fizermos todos os dias,
permitiremos que o nosso Deus santo nos santifique com a Sua vida santa. Assim,
expressaremos plenamente a Sua santidade.

10 – Transformação

Uma Mudança Interior

Transformação é o resultado da santificação e está relacionada com a alma do homem.


Transformação significa que uma substância é mudada em sua natureza e forma. E uma
mudança na natureza interior que causa uma mudança na forma.
Um Processo de Metabolismo

Este tipo de mudança é uma mudança a metabólica. Não é simples mente uma alteração
exterior, mas uma mudança tanto na constituição interior quanto na forma externa. Essa
mudança se dá através do processo de m~o, um elemento orgânico cheio de vitaminas
entra no nosso corpo e produz uma mudança química em nosso organismo. Essa reação
química muda a constituição do nosso ser. Isso é transformação.

Suponha que uma pessoa seja muito pálida e que alguém, desejando mudar seu aspecto,
lhe aplique alguma maquilagem. Isso produz uma mudança exterior, mas não é uma
mudança orgânica em sua vida. Como, então, tal pessoa poderia ter uma face corada?
Alimentando-se diariamente de comida saudável com os elementos orgânicos
necessários. Sendo seu corpo um organismo vivo, quando uma substância orgânica
entra nele, um composto químico é formado organicamente pelo processo de
metabolismo. Gradualmente, este processo interior irá mudar a coloração de sua face.
Esta mudança não é exterior; é algo que vem de dentro, o resultado de um processo
metabólico.

Pela vida de Cristo

Qual é o novo elemento que produz essa mudança interior? É Cristo, o Deus Triúno, o
Espírito Santo. Desde o momento em que fomos regenerados em nosso espírito, o
Senhor deseja que essa vida continue se expandindo do nosso espírito para nossa alma.
Assim, nossa mente, emoção e vontade podem ser transformadas. Nosso espírito é
regenerado e mudado, mas nossa mente, emoção e vontade não são transformadas, e
ainda permanecem iguais. Temos Cristo como vida em nosso espírito, mas não O temos
em nossa alma. Se não O permitirmos expandir-se para nossa alma, nosso espírito se
tomará uma prisão para Ele. Precisamos de Cristo expanda-se continuamente do nos
espírito para nossa alma até que cada parte seja transformada a à Sua Imagem (Rm 12:2;
2 Co 3: 18). Então, pensaremos como Ele pensa, amaremos como Ele ama e
escolheremos como Ele escolhe. Teremos a semelhança do Senhor em nossa vida
prática, porque nossa alma estará saturada de sua vida.

11 – Conformação

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem


conformes à imagem de seu Filho, afim de que ele seja o primogênito entre muitos
irmãos” (Rm 8:29).

Fomos predestinados por Deus para sermos conformados à imagem de Cristo. C isto é o
nosso moI e e devemos ser conformados ale. Filipenses 3:10 fala de sermos
conformados com le na ua morte. A morte de Cristo é como um molde ao qual somos
conformados, assim como um bolo é conformado à fôrma. Isso significa vivermos pela
vida de Cristo, e esta vida é uma vida de crucificação, exatamente como a que Ele viveu
aqui na terra. Por meio da Sua vida dentro de nós, o nosso viver é conformado ao
padrão do viver humano de Jesus. Somente por meio de tal vida o pode de ressurreição
é experienciado e expressado.
Conformados à Imagem de Cristo

Cada tipo de vida possui sua própria forma. A vida de cão possui a forma de cão, e a do
pato a sua forma. O crescimento de uma certa vida produz a sua forma plena. Somos
filhos de Deus, temos a Sua vida. Portanto, pelo crescimento de vida e transformação,
somos conformados à imagem de Cristo. O poder da vida de Deus está no nosso interior
nos moldando à imagem do Filho de Deus. Não é pelo imitar exterior que tomamos a
forma de Cristo, mas é pelo viver pela vida interior, pelo crescimento de vida e
transformação.

O Padrão

O Filho primogênito de Deus é o protótipo é o nosso molde e o nosso padrão. Para que
sejamos reproduzi os de acordo com tal molde e, a necessidade de pressão exterior. As
vezes, o Senhor nos permite passar por sofrimento e provações como que pelo fogo (1
Pe 1:6; 7: 4: 12, 13), para tomarmos mais a forma de Cristo. Portanto, há necessidade do
trabalho interno do Espírito e também da pressão e temperatura externas.

De Glória em Glória

“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do
Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo
Senhor, o Espírito” (2 Co 3: 18).

Quanto mais somos transformados, mais somos conformados, e isso acontece de um


nível de glória para outro nível de glória, porque o objetivo de Deus é nos glorificar
(Rm 8:30). Quando todo o processo terminar, o nosso corpo de humilhação será
conformado ao corpo da glória de Cristo (Fp 3:21).

12- Glorificação

Glorificação é o último estágio de nossa plena salvação. Ser glorificado é entrar Da


glória de Deus para experimentar e desfrutar sem medida a infinita e eterna vida de
Deus em Cristo.

O Propósito de Deus

“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória…” (1 Pe
5:1 O).

Aqui, vemos que o propósito do chamamento de Deus em Cristo é de dar-nos toda a


graça, é que desfrutemos a Sua glória eterna. Na eternidade passada, Ele nos
predestinou segundo Seu pré-conhecimento e, no tempo, nos chamou e justificou para
que fôssemos glorificados (Rm 8:29,30). Isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo,
quando seremos “manifestados com ele, em glória” (CI3:4) e desfrutaremos a “glória
dos filhos de Deus” (Rm 8:21). Os nossos sofrimentos hoje não são dignos de serem
comparados com “a glória por vir a ser revelada em nós” (Rm 8:

18), a qual é a própria glória de

Deus (1 Ts 2: 12). Tudo o que nos acontece é devidamente arranjado por Deus (Rm
8:28-30), com o fim de conduzir Seus muitos filhos à glória (Hb 2: 1 O).

A Esperança da Glória

Paulo diz que Cristo em nós é a esperança da glória (Cll:27b). Quando ouvimos o
evangelho e cremos, Cristo vem para dentro de nós como uma semente de vida. Esta
semente é nossa esperança da glória no futuro. A metamorfose da lagarta em borboleta é
uma ilustração disto. A lagarta não é instantaneamente transformada em borboleta, mas
a beleza da borboleta: está contida na vida da lagarta. Obedecendo à lei desta vida, a
lagarta vaise i gradualmente transformando, até atingir seu estágio final, que é a sua
“glorificação”.

No mesmo princípio, Cristo está em nós para ser nossa esperança da glória. Ele
aproveita cada oportunidade para expandir-se de dentro de nós. Um dia nosso ser será
saturado com a glória divina e seremos, então, levados para dentro da glória de uma
maneira completa.

Nosso Desfrute

“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis
manifestados com ele, em glória” (CI3:4).

Quando Cristo for manifestado, seremos manifestados com Ele em Sua glória para a
desfrutarmos. Na volta do Senhor, teremos, por um lado, Deus nos conduzindo à Sua
glória e, por outro, teremos Cristo sendo manifestado a partir de nós, sendo Ele mesmo
a glória na qual entraremos. Isso será Cristo glorificado e admirado em Seus santos (2
Ts 1: 10). No futuro, nosso corpo será saturado da glória de Cristo, manifestando-a e
sendo conformado ao Seu corpo glorios6;-5eremos, então, libertos do cativeiro ao qual
estamos sujeitos, bem como toda Çi criação para entrarmos na liberdade da glória dos
filhos de Deus. Que maravilhoso é o fato de que nós, através da salvação de Deus,
tomamo-nos Seus filhos, cheios de Sua vida e glória a fim de expressá-Lo para
eternidade!

13 – Conclusão

Na Eternidade Passada
Na eternidade passada, Deus estabeleceu um propósito de acordo com o bom prazer de
Sua vontade. Este propósito é o de ter um grupo de pessoas que tivesse Sua vida, que O
expressasse e que exercesse Sua autoridade sobre Satanás.

No Tempo

No tempo, Deus criou o homem, que deveria recebê-Lo como vida. Mas Satanás
enganou o homem, levando-o a desobedecer a Deus, tomando-se um pecador sob a
condenação de Deus. Com isso, aparentemente, o propósito de Deus fora frustrado. Mas
Ele tomou-se um homem perfeito, Jesus Cristo foi à cruz como o Cordeiro de Deus (Jo
1:29), como a serpente de bronze (Jo 3: 14) e como o grão de trigo (Jo 12:24) que
precisava morrer para gerar muitos grãos com a Sua vida. Com Sua morte, todos os
problemas objetivos entre o homem e Deus foram resolvidos. Em Sua ressurreição, o
Senhor Jesus tomou-se o Espírito que dá vida (1 Co 15:45; 2 Co 3: 17) para regenerar-
nos em nosso espírito (o primeiro estágio da nossa salvação). Durante nossa vida cristã,
Ele está salvando nossa alma por meio de Sua vida (Rm 12:2; Fp 2:12; 1 Pe 1:9),
santificando-nos e transformando-nos (o segundo estágio da plena salvação de Deus).
Por fim, em Sua volta, nossos corpos serão redimidos e serão conformados ao Seu
corpo glorioso (Rm 8: 29). Esta é a glorificação, o último estágio da salvação de Deus.

Na Eternidade Futura

Na eternidade futura, todos os escolhidos e redimidos de Deus, ao longo de todas as


eras, serão a Nova Jerusalém. Ali, Deus habitará no homem e o homem em Deus para
sempre. Este é o objetivo final e máximo de Deus, o cumprimento de Seu propósito, e
Ele terminará toda a Sua obra, estará satisfeito e descansará pela eternidade (cf. Gn 2:2,
3)!

Podemos assim resumir todo o plano da redenção por meio destes pontos abordados.
Uma outra forma de compreendermos o plano de Deus é entendermos o que é a Nova
Aliança. Vamos fazer então um breve esboço do plano de Deus e da Nova Aliança.

Bibliografia

Compilado de: Valnice Milhomens – Transcrito de pregação ao vivo.


PARTE V
DISCIPLINAS DO ESPÍRITO
A oração efetiva é a chave para o sucesso em cada área da vida. E o segredo da vitória
no trabalho de Deus e na vida pessoal. A oração verdadeira é a mais poderosa arma
contra os poderes das trevas, é também a chave que abre os tesouros do céu para o
homem. Fica, pois, claro que cada esforço no reino de Deus só terá sucesso, se for
gerado e sustentado pela oração. Todo sucesso na vida cristã é proporcional ao tempo de
oração. 10% de oração, 10% de sucesso; 50% de oração, 50% de sucesso; 100% de
oração, 100%de sucesso. Lucas 18:1 fala do “Dever de orar sempre e nunca esmorecer”;
I Ts 5: 17 declara: “Orai sem cessar”. Paulo recomenda: Orando em todo tempo no
espírito…” (Ef 6: 18). Como orar sempre?

1. Oração é um modo de viver.

É uma comunicação entre o nosso espírito recriado e o Espírito de

Deus. É a expressão que resulta de um relacionamento íntimo com o Senhor residente


em nosso coração, pelo seu espírito. Nossa vida, pois, pode ser uma oração.

2. Oração é comunhão com Deus.

Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre o funcionamento de uma comunhão
pessoal, profunda e íntima com Deus. Uma ligação permanente (I Co 6: 17). Oração é
um encontro do Pai celeste com Seu filho, numa comunhão de amor.

3. Oração é comunicação com um Deus pessoal e digno de confiança.

Deus é uma pessoa! Deus é digno de confiança! Ele é um Deus pessoal que se relaciona
conosco numa base pessoal. Nossos olhos de carne não vêem, mas Ele é real e se
comunica com Seus filhos. Concepções religiosas erradas O colocam como um Deus
inatingível, impessoal, distante, que pode ou não estar interessado em nossas vidas. Daí,
surgem as orações que são meras expressões religiosas, destituídas de significado, sem
nenhum valor prático.

4. Oração é comunhão com um Deus residente no cristão.


No Velho Testamento, Deus estava no meio do povo, era pelo povo, mas não estava no
povo. No Novo Testamento, Deus não somente está em nosso meio, é por nós, como
também está em nós, pelo Seu Espírito residente em nosso espírito.

5. Oração exige tempo com Deus.

O maior investimento que podemos fazer em nossa vida é o tempo com Deus e Sua
Palavra. A maior contribuição que podemos dar ao mundo é o tempo gasto em oração
por ele. O maior bem que podemos fazer a uma pessoa é o tempo usado em oração
genuína por ela. Os efeitos de uma vida de oração transcendem as realizações humanas.

6. Oração exige disciplina dos pensamentos.

Tão logo alguém se consagra à oração, verá que a mente será atacada por outros
pensamentos. É aí que surge a tentação de desistir, deixar para outra hora que nunca
aparece. É uma luta espiritual. Há que desenvolver o hábito de tomar os pensamentos
cativos à obediência de Cristo (2 Co 10:5).

7. Oração é o primeiro passo para o conhecimento de Jesus.

“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10: 13).

O homem vai a Jesus pela oração e todo o seu andar com Ele é firmado nela.

8. Oração é reconhecer a presença de Deus.

É o meio de conhecê-Lo inteiramente e lançar mão de Suas promessas. É trazer a alma


sobre os joelhos, é o caminho para o homem entender o plano de Deus para sua vida.

9. Oração é dar a Deus acesso às nossas necessidades.

É a chave para o miraculoso; é a verdadeira respiração espiritual.

Em suma, oração é um modo de vida em íntima ligação com Deus.

POR QUÊ ORAR?

1. Porque Deus insistentemente o ordena na Bíblia: Lc 18: 1; I Ts 5: 17; R4:6; Ef.


6:18-19; ITm 2:1; Mt 26:41; Cl4:3; ITs 5:25; IlTs 3:1; Hb 13:18.
2. Porque é o caminho indicado por Deus para o cristão receber coisas de que
precisa (Is 1: 5-8).

3.Porque a oração é o caminho que Deus aponta para que o cristão tenha a plenitude do
gozo (Jo 16:24; Pv 10:20).

4. Porque a oração é a saída para os problemas, a cura para todo o cuidado e


ansiedade (Fp 4:6,7; SI 55:22).
5. Porque a oração respondida é o único argumento irrefutável contra o ceticismo,
a incredulidade, o modernismo e a infidelidade (Hb 11 :6; I Rs 18:36-38; Jz 6:
12, 13; Ex 8: 19; Dn 2:47; At 13:6-12).
6. Porque a oração é o caminho para o poder do Espírito Santo no serviço cristão
(Lc 11: 13; 1Cr 7: 14; Hc 3:2; At 1: 13, 14; 4:31; 8: 14-16; 9:9,11,17; 13: 1-4; Ef
1: 15-19; 3: 14-19).
7. Porque “todo o que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10: 13).

INIMIGOS DA ORAÇÃO

“Para que não se interrompam as vossas orações” (I Pe 3: 7b).

“..Mas as vossas iniquidade fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos
pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça” (Is 59:2).

“Porque os olhos do Senhor repousam sobre os ‘justos e os seus ouvidos estão abertos
às suas súplicas; mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (Pe 3:
12).

“Se eu no coração contem piara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (SI 66: 18).

O propósito de Deus é ouvir todas as orações. Jesus disse: “Graças te dou porque
sempre me ouves” (Jo 11 :42).

Mas há obstáculos, problemas, inimigos que se infiltram na vida de oração e impedem a


manifestação do poder de Deus. Veremos alguns deles.

1. Relacionamentos errados na família (I Pe 3: 1-7).

O não cumprimento dos deveres dos cônjuges um para com o outro.

A vida conjugal deve ser posta diante de Deus. As orações não estão sendo respondidas,
podem haver falhas no relacionamento.

2. Falta de perdão (Me 11:25).


Nossas orações são ouvidas na base de que nossos pecados estão perdoados, mas Deus
não pode tratar conosco sobre tal base de perdão, enquanto nós guardamos o mal, com o
espírito de animosidade ou de vingança contra aqueles que nos ofenderam. Qualquer
que guarda espírito de rancor ou mágoa contra alguém, fecha os ouvidos de Deus para
sua própria petição.

3. Contenda (Tg 3:16).

A contenda é simplesmente agir movido pela falta de perdão. Paulo declara que, por
causa de contendas, Satanás pode tornar cristãos prisioneiros de sua vontade. A ausência
de contendas é a chave para agastar a confusão e o mal. Dê a Deus oportunidade de criar
um sistema de harmonia em volta de você e sua vida de oração começará a funcionar.

4. Motivação errada (Tg 4:3).

Um sério obstáculo à oração é pedir a Deus coisas que realmente não necessitamos, com
o propósito de satisfazer desejos egoístas. Orar com uma motivação egoísta. “Quer
comais; quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus” (l Co 10: 31). Podemos orar por
coisas em linha com a vontade de Deus, mas se o motivo for errado, não haverá
resposta. O propósito primeiro da oração deve ser a glória de Deus.

5. Toda a forma de desobediência a Deus (Is 59:1,2).

Uma atitude de rebeldia ou de desobediência à palavra de Deus fecha os céus para nós.
Qualquer pecado inconfessado toma-se inimigo da oração. Uma vida de obediência ao
céu abre o caminho à resposta de Deus “E aquilo que pedimos, dele recebemos, porque
guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (Jo
3:22).

6. Ídolos no coração (Ez 14:3).

Ídolo é toda e qualquer pessoa ou coisa que toma o lugar de Deus na vida de alguém. É
aquilo que se toma o objeto supremo da afeição. Aquilo que mais ocupa nosso
pensamento. Deus deve ser supremo em nossa vida.

7. Falta de generosidade para com os pobres (Pv 21:13).

A recusa de ajudar o que se encontra em necessidade, quando podemos faze-la, impede


a resposta às nossas orações.
8. Dúvida e incredulidade (Tg 1:5-7).

A Dúvida é a ladra da bênção de Deus. A dúvida vem da ignorância da Palavra de Deus.


A incredulidade é quando alguém sabe que há um Deus que responde às orações e,
ainda assim, não crê em Sua Palavra. E não crer nas promessas é duvidar do caráter de
Deus.

9. Uma disposição de ler sobre oração e sobre a Bíblia, em vez de estudar e


entrar na arena da oração.

A oração é a maior e mais santa das vocações. Saber sobre oração não garante a
resposta, mas sim colocar a Palavra em operação para receber de Deus aquilo que Ele
prometeu.

10. Falta de entendimento da nossa posição em Cristo.

Talvez esse seja o maior inimigo. Ignorância quanto aos privilégios e direitos de
redenção, daquilo que Cristo é em nós e do que somos nele. Um desconhecimento da
extensão do que Ele fez por nós e direitos legais, outorgados em Graça, diante do Trono
e o mal. Dê a Deus oportunidade de criar um sistema de harmonia em volta de você e
sua vida de oração começará a funcionar.

11. Uma confissão errada (Rm 10:9).

O Cristianismo é uma grande confissão. Confissão é o reconheci mento verbal do que


Deus fez por nós em Cristo (Hb 3: 1; 4: 14).

12. Depender da fé do outro.

“A cada crente, Deus deu uma medida de fé. Ele veio quando nos tomamos uma nova
criação em Cristo e recebemos a natureza de Deus. Assim como desenvolvemos nossas
capacidades físicas e mentais pelo exercício, desenvolvemos nossa fé pelo alimento da
Palavra de Deus (Jo 15: 7).

TIPOS DE ORAÇAO

Há diversos tipos ou espécies de orações e cada um deles segue princípios claros. Há


regras estabelecidas na Palavra de Deus para esses diferentes tipos de oração. E é aqui
onde há grande confusão. Costumamos definir nosso relacionamento com Deus em uma
palavra: Oração. Tudo o que lhe dizemos ou pedimos chamamos “oração”. Sim, tudo é
oração. É preciso, contudo saber: Há diversos tipos de oração.

Há orações que não buscam necessariamente alguma coisa de Deus. Outras visam
alterar uma circunstância em nossa vida e de outros. A todas elas Deus deseja ouvir.

“Ó tu que escutas as orações, a ti virão todos os homens” (5/65:2), pois, “A oração dos
retos é o seu contentamento” (PV 15: 8b).

Poderíamos classificar as orações em três níveis diferentes: Deus, Nós e os Outros.


Dentro de cada um desses níveis há tipos de oração.

DEUS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES

Há orações que são dirigidas a Deus, visando a Deus mesmo, o que Ele é, o que Ele faz
e o que Ele nos tem feito. Outra coisa não buscamos, senão apresentar-lhe nossa
gratidão, louvor e adoração. Dentro deste nível temos três tipos de oração:

1- Ações de graça – A expressão do nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que


Ele nos tem feito. Basicamente é a oração que expressa gratidão a Deus pelas bênçãos
que Ele tem derramado sobre nós.

 – Louvor – A oração de louvor é um passo além das ações de graça. São


expressões de louvor a Deus pelo que Ele faz. Louvar é reunir todos os feitos de
Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de gratidão.
 – Adoração – O tipo de oração que exalta Deus pelo que Ele é. É a entrada no
Santo dos Santos para responder ao amor de Deus. Ali nada fala do homem, mas
de Deus. É o reconhecimento do que Deus é. É a resposta do nosso amor ao
amor divino.

NÓS MESMOS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES

Aqui, vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais. Embora falando com Deus,
o foco da atenção é a satisfação de nossas necessidades. Vamos a Deus em busca de
uma resposta para a alteração de alguma circunstância em nossa vida. Nesse nível temos
também três tipos de oração:

 – Petição- É “um pedido formal a um poder maior”. É a apresentação a Deus de


um pedido, visando satisfazer uma necessidade pessoal, tendo como base uma
promessa de Deus. Nesse tipo de oração já temos o conhecimento de qual é a
vontade de Deus, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza da reposta,
antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos 11: 24.
 – Consagração ou Dedicação – É uma atitude de submissão à vontade de Deus.
Essa oração é para as ocasiões em que a vontade de Deus é desconhecida. Exige
espera, consagração e inteira disposição de conhecer e seguir a vontade do Pai.
 – Entrega – É a transferência de um cuidado ou inquietação para Deus. É lançar
o cuidado sobre o Senhor com um conseqüente descanso. Essa oração é feita
quando um cuidado, um problema ou inquietação nos batem à porta.

OS OUTROS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES

 – Intercessão – Aqui vamos a Deus como sacerdotes, como intercessores,


levando a necessidade de outra pessoa. Nosso primeiro motivo é ver
circunstâncias alteradas na vida de outrem. Esta é a oração de intercessão.
Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa.

1 – ORAÇÃO DE AÇÕES DE GRAÇA

“Entrai por Suas portas com ações de graça” (SI. 1 00:4).

A gratidão é uma das virtudes que embelezam o caráter cristão e expressam um coração
caloroso e cheio de amor e das palavras do seu Deus. Paulo declara:

“Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselha i-vos


mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos
espirituais, com gratidão em vossos corações” (CI.3:l6).

“Sede agradecidos” (CI.3: 15) é um conselho a ser abraçado com alegria, pois a gratidão
tanto alegra o coração do Pai, como enriquece a nossa vida. Ações de graça é
basicamente o ato de expressar gratidão a Deus por bênção que Ele tem derramado
sobre nós. Pode ser mental ou vocal. Ações de graça difere de louvor porque no louvor é
focalizado o que Deus faz, suas obras e realizações, enquanto as ações de graça
focalizam o que Deus nos dá ou faz por nós. Poderíamos chamar de uma confissão de
bênçãos.

Essa atitude estava presente na vida de Jesus (Jo 11:4 pela resposta à oração; Mc 8:6,
pelo pão; Mt 11 :25 pela revelação).

O primeiro princípio podemos ver em I Coríntios 10: 10. As ações de graças nos
protegem do destruidor. A Bíblia menciona o nome de muitos demônios como Legião,
Apoliom, Devorador, etc. Mas aqui se menciona um demônio chamado destruidor que
está relacionado com a ingratidão e a murmuração. Muitos temem o demônio devorador
e, por isso, dão os seus dízimos, mas ainda se esquecem que um coração descontente é
uma porta para o destruidor.

Em segundo lugar, podemos ver o poder das ações de Graças para nos proteger de
influências malignas. Paulo Diz que a comida é santificada se comermos com ações de
graças. Veja, não há necessidade de repreendermos demônio algum, basta termos um
coração grato e assim seremos protegidos. Já pensou quanta doença poderíamos evitar
se apenas déssemos ações de graças pela comida apropriadamente?

Em terceiro lugar, as ações de graças têm o poder de multiplicar as bênçãos. Quando


Jesus foi multiplicar os pães em João 6: 11, Ele não fez uma oração de petição ou de fé,
Ele apenas deu graças ao Pai. Muitos não prosperam porque não aprenderam a
agradecer a Deus pelos míseros cinco pães e os dois peixinhos. Se formos contentes
com o pouco, o Senhor o multiplicará e veremos a abundância de Deus.

2. ORAÇÃO DE LOUVOR

“Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o Seu louvor estará continuamente na minha


boca” (5/34: 1).

Louvar é reunir todos os feitos que conhecemos de Deus e expressá-los em palavras,


numa atitude de exaltação e glorificação ao Seu nome, que é digno de ser louvado. E
isso deve ser feito como um modo de vida (SI 145: 1-7).

O louvor é o sacrifício espiritual ordenado aos cristãos (Hb 13: 15). A Igreja primitiva
estava sempre louvando (Lc 24:53), pois sabia que Deus habita nos louvores do Seu
povo (SI 22:3).

3. ORAÇÃO DE ADORAÇÃO

O reconhecimento do que Deus é (Ap 4:8,11).

A adoração é um dos principais temas da Bíblia. Há 270 referências à adoração. A


adoração fala do nosso amor respondendo ao amor de Deus. Não é um imperativo, pois
o amor não pode se impor, mas uma resposta voluntária a um estímulo espiritual. E
Jesus nos garante que esse amor que sentimos e o fluir do Espírito que experimentamos
encontrarão sua expressão e satisfação quando os liberamos de volta para Deus em
adoração (Jo 4:23).

Não há uma definição de adoração na Bíblia, pois amor não se define. A palavra mais
comum no hebraico é “shachah” (172), traduzida por “adoração”, “curvar-se”,
“prostrar-se”. No grego, a mais comum é “prokeneo” (59 vezes). É composição de duas
palavras: “pros”, que significa “para”, “em direção a”, e “heneo”, que significa beijar.
Alguns eruditos dão o significado de “beijar a mão com admiração”, outros, “beijar os
pés em homenagem”.
Etimologicamente adoração é curvar-se, prostrar-se, beijar as mãos, pés ou lábios, com
um sentimento de temor e devoção, enquanto serve ao Senhor com todo o coração. É
uma atitude expressa em ação. Infere profundamente de sentimento e proximidade dos
parceiros e um relacionamento de aliança. Envolve moção e emoção, mas a verdadeira
adoração é mais profunda que tudo isso e usa simplesmente esses canais para liberar o
amor profundo e devoção que impele o crente para a presença de um Deus de amor.

Atitudes de adoração

Lc 7: 37 ,38 revela a atitude de uma adoradora, atitude de um espectador e a de Jesus.


Vejamos a da adoradora.

Quebrantamento – a contraste entre a presença santa e perfeita de Deus e a nossa


pequenez quebranta o coração. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado
(“shabor”); coração compungido e contrito (“dakah”) não desprezarás, ó Deus. (SI 51:
17). “Shabot” – significa “temer, quebrar, em pedaços, ou reduzir”. “Dakah” – quer
dizer “esmagar”, quebrar, machucar, ferir, esmagar e humilhar. “Contrito” – Usado para
descrever o processo de fazer pó (talco). A adoração requer quebrantamento. Muitos
constroem em volta de si paredes de proteção e não deixam que sejam liberados o amor,
a ternura e a adoração.

Humildade – Ela soltou os cabelos em lugar indevido, segundo o costume (I Co 11: 15).
Deixou sua reputação de lado para adorar do modo que ela sentia que Jesus devia ser
adorado. Usou os cabelos para enxugar seus pés empoeirados. Tomou sua glória (o
cabelo) para lavar a lama (Ler Is 57: 15; I Pe 5:5). Adoração sem humildade é como o
amor sem compromisso.

Amor – Sua atitude estava repassada de amor. “Ela muito amou”.

Dádiva – Ela não se limitou à expressão de suas emoções; ela tam ém deu uma
evidência tangível do seu amor, devoção e adoração. A dádiva está associada à adoração
(Ex 23: 14; 34:20; Dt 16: 16; SI 96: 1-9).

A atitude de Jesus em resposta a essa adoração é: “A tua fé te salvou; vai-te em paz”


(Lc 7 :49) – fé, libertação e paz.a objeto da adoração – Deus mesmo (Jo 4:20,21)

Só pelo Espírito Santo se pode adorar (Rm 8: 16).

O lugar da adoração – No espírito do homem, onde o Espírito de

Deus habita.

A verdadeira adoração – “Em espírito e em verdade.”

A verdadeira adoração deve fluir de um relacionamento genuíno com

Deus. Um bom relacionamento com uma igreja pode produzir um bom trabalhador, mas
somente um relacionamento caloroso com Deus produz o verdadeiro adorado r.
Espíritos calorosos produzem corações adoradores. As motivações também devem ser
corretas na adoração verdadeira. O objetivo é dar ao Senhor e não adquirir d’Ele. A
motivação pura para a adoração é o amor que transborda do espírito do homem como
correntes de água viva.

4 – PETIÇÃO E SÚPLICA

“Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será a
assim convosco. “(Mt21:22; Me 11:24).

“Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas diante de
Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça.” (FI 4:6).

Deus é a fonte de toda a bênção e Ele tem a solução para todos os nossos problemas. Ele
tem recursos inesgotáveis para satisfazer cada uma das nossas necessidades. “O meu
Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de
vossas necessidades” (FI 4: 19).

A Palavra de Deus nos encoraja a apresentar nossas petições ao Senhor, sabendo que
Ele está pronto a nos atender. Seguem-se alguns princípios que devem governar nossa
oração, especialmente a de petição, para que alcancemos uma resposta favorável.

1. Forme uma imagem clara do seu desejo e expresse-o em palavras objetivas.


Defina o que você quer de Deus em termos claros.

A Bíblia ensina que a oração deve ser específica, objetiva (Lc 11: 112; Tgl:5).
Exemplos de orações objetivas:

Eliezer – Gn 24: 12-14;

Elias – I Rs 17: 1 ;

Eliseu – II Rs 2:9.

Uma resposta definida exige um pedido definido (Lc 18:38,41-43).

O que está errado com a oração indefinida:

1. a) Freqüentemente é uma mera formalidade. As pessoas oram por coisas que


realmente não desejam.
2. b) Muitas orações são feitas só para serem ouvidas pela congregação. São
indefinidas e insinceras. Nada esperam realmente de Deus e por essa razão nada
têm em especial de Deus.
3. c) A oração indefinida revela que não há um clamor na alma, nem urgência no
coração, nenhum peso na oração ou desejo real.
4. d) A oração formal, indefinida, geral, vaga, é resultado da falta de direção do
Espírito Santo. Revela um desconhecimento da mente de Deus. Quem é guiado
pelo Espírito Santo, sabe o que quer, porque sabe o que Deus quer e sabe que
Ele está disposto a dar as coisas pedidas em oração.

Como ser definido:

1. a) Analise suas orações. Coloque de lado aquelas que são insinceras ou feitas
por mera obrigação. Separe as coisas que você realmente deseja e tem um peso
de oração. Aquilo que está verdadeiramente em seu coração e para o que espera
resposta específica.
2. b) Espere na presença de Deus até ter na mente, de um modo claro, aquilo por
que deve orar. Deixe que o Espírito lhe fale e coloque o desejo em seu coração.
Você poderá ser ousado no pedir.

Oração específica não é uma tentativa de você fazer Deus concordar com o seu desejo,
mas é antes descobrir o desejo de Deus para você e orar de acordo com o que o Espírito
coloca em seu coração.

1. c) Escreva seu desejo. Isso lhe ajudará a ser específico e prepara-se


convenientemente para apresentar sua petição, assistido pelo Espírito Santo, de
tal modo que alcance a resposta específica. Isso poderá também ser feito em
concordância com outra ou outras pessoas. O registro das petições específicas a
Deus e das respostas ajuda a desenvolver a fé e a crescer na vida de oração bem
sucedida.
2. d) Busque na Bíblia textos que se referem ao que você deseja, quer em
promessas ou em princípios. Uma vez identificada a necessidade, pesquise a
Palavra e selecione textos que se referem ao assunto.

2 . Toda a oração deve ser feita de acordo com a vontade de Deus revelada na
Palavra.

A Fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. Sua vontade é revelada na Palavra


escrita. Deus está preso à Sua Palavra. A Palavra expressa o que Deus é. Ele é
absolutamente fiel ao que prometeu.

Você não tem interesse em desejar o que Deus não quer para a sua vida. Pesquisando a
Palavra, sob a direção do Espírito Santo, você descobrirá se seu desejo deve ser
abandonado ou se é digno de ser transformado em objeto de oração.

Sem o fundamento da Palavra de Deus é impossível fazer uma oração de fé.

Deus tem habilidade de cumprir aquilo que prometeu (Rm 4: 21; Jr 1: 12).

O conhecimento da vontade de Deus revelada em Sua Palavra dará a você a certeza de


que sua petição será atendida (I Jo 5: 14).
O conhecimento das promessas de Deus relativas ao seu desejo, despertará e alimentará
sua fé (Rm 10: 11).

As promessas serão para você arma segura contra os ataques de Satanás, enquanto
espera a manifestação da resposta de Deus ao seu pedido (Lc 4:3-12).

Orações baseadas na Palavra de Deus.

A Bíblia está cheia de pedidos a Deus firmados nas Suas promessas.

1. a) Davi ora por sua casa, de acordo com a Palavra do Senhor, de que lhe
edificarão casa estável. Natã lhe transmite as promessas do Pai e ele ora de
acordo. “Agora, ó Senhor, seja confirmada para sempre a Palavra que falaste
acerca do teu servo, e acerca de sua casa, e faze como falaste… Agora, pois, ó
Senhor, tu és Deus e falaste este bem acerca do teu servo, para que permaneça
para sempre diante de ti; porque Tu, Senhor, a abençoaste, ficará abençoada para
sempre” (I Cr 17 :23,26,27).
2. b) Na dedicação do templo, Salomão apresenta suas petições de acordo com as
promessas de Deus (2 Cr 6: 14-17).
3. c) Josafá se vê ameaçado por tropas inimigas e vai à casa do Senhor e clama, de
acordo com a promessa (2 Cr 20:6-12).

Exemplo de necessidades e as respectivas promessas de sua satisfação:

19. a) Necessidades de emprego – F14: 19.


20. b) Prosperidade – Dt 28.
21. c) Saúde – Is. 53:4; I Pe 2:24.

Para cada pedido que fazemos a Deus devemos ter uma passagem na Bíblia para
sustentá-lo. Ninguém apresenta uma petição ou um caso em algum tribunal sem invocar
o respaldo da Lei. Do mesmo modo, nossas petições diante do trono devem ter o
respaldo da Palavra de Deus escrita, a Bíblia, que é a constituição do Reino.

3. Creia firmemente com base na promessa da Palavra, que Deus atendeu sua
petição e a manifestação da resposta já está a caminho.

A fé tem como fundamento a fidelidade de Deus e da Sua Palavra (Nm 23: 19).

A fé é a precursora de toda oração respondida. É uma confiança ousada em Deus. É uma


certeza antecipada do milagre que virá (Mc 11: 2 324).

A verdadeira fé é aquela que se apropria da promessa no reino do espírito, antes que ela
se materialize diante dos olhos (Hb 11: 1; 11:6). A única oração que Deus ouve é aquela
feita em fé.

O limite do que se consegue pela oração está na própria fé de cada pessoa. A vida de
oração será tão forte quanto a fé que a pessoa tem em Deus
(Mt 17:20; Mc 9:23: Tg 5: 15). E como crescer numa fé mais forte?

1. a) Lembre-se que cada um tem uma medida de fé (Rm 12:3).


2. b) Aprenda a Palavra de Deus (Rm 10: 17), porque a fé é baseada nas promessas
de Deus: Ã medida que nos tornamos familiares com a natureza de Deus,
revelada na Bíblia, a fé é desenvolvida (João 15: 7).
3. c) Submeta-se completamente à liderança do Espírito Santo e à vontade Deus. É
o Espírito quem interpreta a Palavra em nosso coração.
4. d) Aja de acordo com a medida da fé que você tem.

Alguns” nãos “a considerar

1. a) Não tente crer, simplesmente aja de acordo com a Palavra.


2. b) Não use uma confissão dupla de modo que num momento você confessa:
“Sim, Ele ouviu minha oração. Estou curado”, ou “eu tenho o dinheiro”, ou
“recebi o emprego”, e então começa a questionar como é que isso vai acontecer
e o que você tem de fazer para consegui-lo. Sua última confissão destrói a
primeira. Uma confissão errada destrói a oração e a fé.
3. c) Não confie na fé de outras pessoas – tenha a sua própria fé. Assim como você
tem sua própria roupa, tenha sua própria fé. Aja de acordo com a Palavra por si
mesmo.
4. d) Não converse incredulidade. Nunca admita que você é um “Tomé duvidoso”,
pois isso é um insulto ao Pai.
5. e) Não fale sobre doenças e problemas.
6. f) Nunca fale sobre fracasso. Fale sobre a Palavra, sua absoluta

integridade e sobre sua confiança nela. Fale de sua disposição de agir de acordo com ela
e ater-se à sua confissão de que ela é fiel.

4. Tome cuidado para que sua conversa sobre o que você pediu a Deus esteja
em linha com sua fé de que Ele ouviu sua petição.

Nossa fé ou incredulidade é determinada pela nossa confissão. Poucos percebem o


efeito da palavra falada sobre seu próprio coração e sobre o adversário. O inimigo ouve
nossas conversas e, aparentemente, não as esquece enquanto nós descemos ao nível da
nossa confissão.

A Palavra só se torna real quando confessamos sua realidade. Hebreus 4: 14 deve ser
uma divisa para a vida: “Tendo, pois, a Jesus, o filho de Deus, como grande sumo
sacerdote que penetrou os céus conservemos firmes a nossa confissão”.

A fé é expressa pela confissão dos lábios (Rm 10:9-10). O que os lábios dizem deve
concordar com a fé do coração.

Palavras contrárias à promessa destroem e neutralizam a oração. Palavras são sementes,


e palavras confessadas são sementes plantadas. Confissão repetida é semente regada.
Regue as sementes da fé com a confissão da promessa.
Sua confiança não é nas orações de outros, mas na imutável e indestrutível Palavra de
Deus. Por isso você se recusa a permitir que seus lábios destruam a eficácia da Palavra
no seu caso. Você se conservará firme à sua confissão, ainda que pareça, aos olhos
humanos, que a sua oração não foi respondida.

5. Rejeite toda a dúvida que assaltar sua mente quanto ao fato de que Deus já
respondeu a sua oração.

Deixe que cada pensamento, cada imagem, e desejo afirmem que você tem o que pediu.
Não olhe para as circunstâncias, para os sintomas, mas fixe-se na Palavra e isso manterá
a dúvida fora do seu território.

Entre sua petição e a efetiva manifestação da resposta existe um tempo que pode ser
mais ou menos prolongado. Durante esse período, Satanás tentará lançar dúvidas na sua
mente. Torna-se necessário manter uma atitude firme para não aceitá-la, mas conservar
a fé.

A dúvida é um ladrão que rouba a bênção de Deus. É o inimigo número um da fé.


Exemplo da dúvida: Mt 14:24-31.

A dúvida impede a resposta à oração. Ela é mãe da derrota (T g 1: 6-8).

Quando duvidamos da Palavra de Deus é porque estamos crendo em algo contrário


àquela Palavra. E duvidar da Palavra é duvidar do próprio Deus.

Qualquer substituto para a fé em Deus e Suas promessas destrói a vida de fé, destrói as
orações e traz de volta o jugo. A dúvida e a fé não permanecem juntas. Se uma entra
pela porta, a outra sai pela janela.

Como vencer a dúvida

Mantenha controle sobre a sua mente. A dúvida opera no rei no da mente; a Palavra de
Deus opera no reino do espirito. A fé também opera no reino do espírito. Há, pois, que
lançar mão das armas disponíveis para vencer os pensamentos da dúvida (2 Co.1 0:3-5).
Esteja pronto a recusar qualquer pensamento ou imagem contrários à sua oração.
Controle seus pensamentos de acordo com Filipenses 4:6-9.

Use as promessas de Deus como arma contra os ataques de dúvida. A Palavra de Deus
confessada com autoridade e fé mantém o inimigo distante (Mt.4: 1-11).

Concentre-se na fidelidade de Deus e de Sua Palavra. Isso fortalece a fé e põe a dúvida


fora do caminho. Nossa fé é firmada naquilo que Deus é (Rm.4: 19-21).

É sua segurança na Palavra de Deus que garantirá a vitória contra os ataques das
dúvidas
6. Conserve-se numa atitude de louvor e gratidão a Deus até a plena
materialização da resposta ao pedido.

Você não deve esperar a manifestação para poder agradecer.

Agradeça logo, pois a sua convicção é que Deus é fiel à Sua Palavra e a materialização
da resposta é apenas uma questão de tempo.

O louvor é uma expressão de fé em Deus, e se baseia na promessa d’Ele. Ele é fiel.

O louvor deve acompanhar as orações (Fl4:6,7). Toda a petição deve ser marcada pelas
ações de graça.

O louvor fortalece a fé (Rm 4:20).

O louvor, pela resposta à oração, antes de ver sua manifestação, libera a operação do
poder de Deus. Jesus, diante do túmulo aberto de Lázaro: “Levantando os olhos para o
céu, disse, Pai, graças te dou porque me ouviste” (Jo 11 :41). E logo Lázaro estava fora
do túmulo, vivo.

O coração agradecido que aguarda a manifestação física da resposta de Deus com


louvor e ações de graça entra no descanso da FÉ.

5 – CONSAGRAÇÃO

Surgem ocasiões em nossa vida, quando temos de tomar algumas decisões, e seguir por
um determinado caminho sem que a vontade de Deus, naquela área, esteja claramente
revelada em Sua Palavra. É aí quando, em vez de começar a pedir, devemos buscar Sua
face e esperar em Sua presença a fim de conhecermos o desejo do Seu coração para
aquela situação específica. Esse tipo de oração é mais uma atitude de submissão,
dedicação, entrega e obediência a Deus do que petição. Uma vez conhecida Sua
vontade, é só segui-Ia.

Nesse tipo de oração há uma disposição de fazer ou aceitar qualquer que seja a vontade
de Deus naquela circunstância.

Este é o único tipo de oração onde se emprega o “se for da Tua vontade”. Ela é feita
numa situação em que se busca o conhecimento da vontade de Deus ainda não revelada.
Isso é feito com a mais profunda atitude de submissão a Deus.

A oração de dedicação é harmonizar nossa vontade com a vontade de Deus, a fim de


trazer sucesso numa determinada situação. A vontade de Deus é sempre para nosso
benefício. Esse tipo de oração coloca-nos direcionados para o mesmo alvo.
Jesus fez esta oração no Getsêmane (Lc 22:42): “Pai, se queres afasta de mim este
cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a Tua”.É mais uma atitude de
submissão e obediência do que palavras. Exige um tempo maior de busca, repetidas
vezes, até a convicção do plano divino.

Requer a renúncia da vontade própria. A mente deve ser esvaziada das preferências
pessoais para aceitar o plano de Deus, não importando qual seja.

Uma vez conhecido o plano de Deus, não se trata de receber alguma coisa, mas faze-la
de acordo com a direção recebida.

6 – ENTREGA

(I Pe 5: 7; Mt 6:25-27).

A oração de entrega fala também de uma atitude do coração.

Quando os cuidados, inquietações e pesos nos batem à porta, transferimolos para o


Senhor, que tem condições de levá-los e, então, devemos entrar no descanso da fé.

Podemos entregar nossos cuidados, preocupações e a nós mesmos a Deus e gozar Sua
paz divina (SI 37: 5).

Deus é contra a preocupação. Ela nada produz senão stress, esgotamento e morte. Jesus
pregou contra ela. Paulo pregou contra ela. A Bíblia é contra a preocupação porque ela
foi gerada por Satanás. Todo e qualquer cuidado deve ser erradicado de nossas vidas (FI
4:6, 7).

O Poder de Deus começa a operar quando lançamos nossos cuidados sobre Ele. As
preocupações apenas bloqueiam essa operação.

A entrega dos fardos a Deus traz o descanso (SI 37: 7).

7 – INTERCESSAO

Deus chamou o Corpo de Cristo para o ministério da intercessão por todos os homens (I
Tm 2: 1-4).

Deus está para trazer um grande derramamento do Seu Espírito nestes últimos dias, com
grande demonstração de poder. A oração intercessória é o instrumento que o Espírito de
Deus usará para trazer esse derramamento.

Somos chamados a interceder porque Deus nada faz na Terra sem a cooperação do
homem. Deus revela Seus propósitos e Seus servos falam na terra em linha com eles e
se tornam o instrumento para gerar e dar à luz, pela intercessão, cada um deles. O
homem ainda tem autoridade na terra. Deus o colocou nessa posição. Deus busca
intercessores: Is 59; 16, 17; Jo 9:32,33; Nm 16:48; Is 64:7.
Jesus, o Intercessor provido por Deus: Hb 7:25; Rm 8:34. Ele intercede no céu. O
Espírito Santo como Intercessor: Rm 8:26. Ele intercede, na Terra, de dentro de
santuários humanos, redimidos pelo sangue do Cordeiro.

Deus precisa hoje de servos na “brecha” (Ez 22:30,31).

Intercessão e as “dores de parto” (Jr 30:6; Is 66:8; C14: 19).

Elementos indispensáveis à intercessão

1. a) Identificação: Interceder é tomar o lugar de outro e pleitear sua causa como se


fosse sua (Ex 32:31,32).
2. b) Amor: Rm 5:5.
3. c) Compaixão: Mt 9:36-38: 14-14; 15:32; 20:34.

ORAÇAO E JEJUM

1. Por que jejuar e orar?

Por que motivo os cristãos devem algumas vezes deixar a comida, dormida, boas
roupas, a vida em família ou outros confortos para se dedicarem somente à oração?

Homens e mulheres usados por Deus em toda a Bíblia, jejuaram: Moisés, Davi, Esdras,
Neemias, Daniel, Paulo…

Jesus iniciou seu ministério com 40 dias de jejum.

Não há uma ordem na Bíblia para se jejuar, mas Jesus deixa claro que jejum é parte da
vida do cristão, ao dizer:”Quando jejuardes…” (Mt 6: 16) “…naqueles dias jejuarão”
(Lc 5:34,35).

A Igreja primitiva conhecia a prática do jejum (At 13:2,3).

2. O que é o jejum e a oração?

Não é simplesmente abstinência de alimento ou de alguma coisa.

Acima de tudo é colocar Deus no lugar supremo. É colocar a oração em primeiro lugar.

Há momentos em que devemos comer e beber com alegria e gratidão (SI 103:2,5); que
devemos dormir (SI 127:2; 3:5); os prazeres da família devem ser gozados (Hb 13:4; Pv
18:22). Toda bênção vem de Deus (Tg 1: 7) e deve ser desfrutada, para que por elas
Deus seja glorificado. Mas há momentos em que devemos voltar as costas para tudo
isso e buscar a face do Senhor por algum tempo. Para tanto somos levados a voltar toda
a nossa atenção e energia para o Senhor, orando e esperando em Sua presença.
A abstinência pode ser só de comida (Mt 4:2).

Há ocasiões em que o jejum é completo, sem água nem comida (Ester 4: 16).Há jejuns
parciais, em que se come só o indispensável (Dn 10:2-3).

Às vezes há abstinência do relacionamento sexual entre marido e mulher(Ex 19: 14:15;


1 Co 7:5).

O espírito do jejum é um desejo ardente de estar com Deus em oração, por alguma razão
específica, maior que qualquer desejo normal ou lícito.

Jejum significa persistência em oração. Podemos orar freqüentemente, mas não oramos
muito. Separar um tempo para jejum e oração é dispor-se a um sério trabalho com uma
persistência que não aceitará a negação.

A oração persistente, que deixa tudo mais e dá a Deus o devido lugar, freqüentemente,
envolve o jejum. Jejum é uma deliberação de remover todo obstáculo à oração (Hb 12: 1
,2). Jejuar é simplesmente colocar de lado todo peso e todo emprego que impede nossas
orações.

O jejum manifesta a intensidade de um desejo, a grandeza de uma determinação e da fé.


O jejum, pois, revela o fervor e a seriedade da busca da resposta à oração.

3. O jejum no Novo Testamento

Não há uma única ordem no Novo Testamento para a Igreja jejuar. Também não há
normas estabelecidas. No entanto, parece que o jejum é algo que faz parte da vida
normal do povo. Os judeus já eram dados ao jejum semanal, e os fariseus jejuavam duas
vezes por semana.

Jesus jejuou após o batismo (Mt 4:2; Lc 4:2). Ele passava noites em oração e, ao que
parece, sem comer. Mas não praticava o tipo de jejum dos fariseus ou mesmo de João
Batista. Ele deixou, contudo, ensinos sobre o jejum.

Lucas 5:33-35 diz que haveria um tempo, depois da Sua partida, em que os discípulos
jejuariam. Há tempos em que o jejum não se faz necessário. Ver ainda Mateus 17: 21.

O jejum deve ser ao Senhor, sem a motivação de impressionar (Mt 6: 16-18). “Quando
jejuardes”. Está implícito que jejum era uma prática indiscutível. Talvez por essa razão
não haja nenhum mandamento para que se jejue.

4. O jejum no livro de Atos

Saulo jejuou após o encontro com Cristo, à caminho de Damasco (At 9:9). Motivo:
espera em Deus e busca de revelação.

Cornélio jejuava quando o anjo lhe trouxe a mensagem de Deus (At 10:30). Motivo:
exercício espiritual diante do Senhor.
Os profetas e mestres na igreja de Antioquia (At 13: 1-3). Motivo: ministrar ao Senhor,
impor as mãos sobre os apóstolos e enviá-los à obra missionária.

Paulo para a separação dos presbíteros (At 41: 23).

As pessoas que viajavam com Paulo para Roma (At 27:9,33,34).

Eram dias de grande perigo.

5. O jejum nas cartas

Paulo era dado à prática do jejum (11 Co 6:4,5).

A única instrução sobre jejum e oração nas cartas é no que se refere o casal (I Co 7:4,5).

5. Razões bíblicas para o crente jejuar

O jejum põe a carne sob sujeição e ajuda na disciplina.

Mas ele nada altera a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois do meu jejum. O
benefício do jejum é para mim, pois ajuda-me a estar mais sensível ao Espírito de Deus.

Quando uma necessidade de esperar mais em Deus surge, e o Espírito Santo nos impele
a jejuar, esse é o tempo para tal. O Novo Testamento não estabelece um programa de
jejum. O cristão é “guiado pelo Espírito” (Rm 8: 16) e é Ele quem vai mostrar por que,
como e quando jejuar. Jejuar fora da liderança do Espírito não passa de autopunição.

Jejuar com o propósito de ministrar ao Senhor. Um tempo de comunhão sem qualquer


interrupção (At 13:2).

Bibliografia

Compilado de: Valnice Milhomens Coelho – Ministério Palavra da Fé.


PARTE VI
O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
O caminho para o caráter de Cristo é o caminho da operação da cruz em nós: Não há
outra maneira das marcas do caráter de Cristo serem formadas, a não ser pela cruz. E a
cruz é o quebrantamento da vontade e da força humana pela ação do Senhor. Deus
prepara circunstâncias e situações que tratam com nossas vontades para que possamos
ser quebrantados. É através da lei da cruz (Mt. 16:24) que somos formados em nosso
caráter.

Esta lei opera em nós, moldando-nos e ensinando-nos a vida do Espírito. Não há como
conter o processo dos tratamentos do Senhor para formar o caráter cristão. Como é bom
vivermos e nos relacionarmos com pessoas quebrantadas e doces cujos corações foram
tratados por Deus. A cruz é que opera em nós a beleza do Senhor. A cruz é o
instrumento de Deus para moldar-nos à semelhança de Cristo. A cruz que nos capacita
para termos o caráter que suporta o poder de Deus. Antes de Jesus subir, Ele desceu
(Ef.4:8-9). Este é o princípio de Deus. Antes de conhecermos o poder e a glória temos
que ser tratados pela cruz de Cristo. Quanto mais alto Deus for nos levar significa que
mais tratamentos precisamos ter em nosso caráter. Existe um princípio aqui: as pressões
e tentações aumentam à medida que subimos em Deus. Por isso, mais base de caráter
uma pessoa precisa ter na guerra contra o mundo espiritual e o pecado. Jesus passou tal
pressão que suou gotas de sangue (Heb.12:4). O caráter do obreiro precisa ter sido
formado pela cruz. A maturidade emocional e espiritual vêm pelos tratamentos da cruz
de Cristo. Os homens de Deus precisam ser homens que vençam os ataques do inimigo
em suas mentes e emoções, e isto vem pelo quebrantamento. Não podem ser pessoas
frágeis que cedem às pressões malignas sobre a carne. O alicerce de uma casa é a parte
mais delicada da construção. Da mesma forma, na Igreja, ter líderes fortes, tratados e
preparados é a parte mais delicada e mais importante da construção. As pressões não
vêm somente pelos ataques do inimigo mas também pelos princípios que envolvem
busca de Deus. Às vezes. quanto mais buscamos ao Senhor, parece que tanto mais os
céus se fecham e se tomam de bronze. É um princípio que precisamos saber: os que
buscam ao Senhor, que muitas vezes oram e jejuam sentem muita resistência e
aparentemente nada acontece, ou às vezes as pressões e problemas aumentam. Este
princípio está ligado ao fato de que nos céus algo está sendo gerado e por isso estamos
pagando o preço.Sempre, antes da visitação de Deus e dos avivamentos, os homens
usados sofrem, choram e gemem até que a mão do Senhor esteja livre para operar.
Portanto, como obreiros de Deus, necessitamos conhecer estes caminhos, e estarmos
preparados para enfrentálos.
DEFINIÇÃO DE CARÁTER

O caráter refletirá os traços da natureza pecaminosa (sendo influenciado pelo mundo),


ou os traços da natureza divina (sendo influenciado pela Palavra de Deus). Caráter é a
soma total de todas as influências positivas ou negativas, aprendidas na vida de uma
pessoa. Se manifestará através dos seus valores, motivações, atitudes, sentimentos e
ações.

Em Hb.1 :3, o escritor afirma que Cristo é o próprio caráter de Deus. Caráter é como
uma marca impressa que distingue a pessoa. O caráter de Deus que foi impresso em
Jesus Cristo precisa ser impresso na Igreja, para que desta forma o mundo creia em
Deus. Nossa primeira decisão é crer. Devemos ter uma decisão de seguir a Jesus
tomando-nos seus discípulos e; por fim, sermos feitos conforme Sua própria imagem
(Rom.8:29 e I Cor. 15:49); identificados, desta forma como cristãos.

Caráter no grego significa IMAGEM. “Heb.1 :3, Afirma que Cristo é o próprio Caráter
de Deus, a própria estampa da natureza de Deus, aquele em que Deus estampou ou
imprimiu Seu ser.

Caráter é o sinal identificador da natureza de qualquer ser ou coisa (dicionário de


Psicologia- Cabral e Nick).É o conjunto de aspectos que caracterizam o Ego. O caráter
é formado pela aprendizagem. Todo ser humano a partir do seu nascimento começa a
receber influências do meio ambiente onde se encontra. Estas influências são
assimiladas e com o tempo passam a fazer parte do caráter. Esse processo de
aprendizagem é feito por identificação, imitação, punição, e recompensa. O propósito é
que o homem se tome à imagem do seu filho, o Senhor Jesus Cristo, Deus-homem. Este
propósito não mudou. A queda do homem não mudou este plano e o propósito não
mudou. Desde Adão, passado por Jesus e pela Igreja o plano de Deus será sempre o
mesmo.

Heb.2: 10 “Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as cousas
existem, conduzindo muitos filhos à Glória, aperfeiçoasse por meio de sofrimentos o
Autor da salvação deles. ”

Se a igreja deve atingir esta meta, seus líderes devem mostrar o caminho e devem ir na
frente. O caráter e a personalidade do Senhor Jesus Cristo devem ser desenvolvidos nos
líderes da Igreja antes de ser formado no Seu povo.

Forma de Pensar

A forma de pensar de uma pessoa é percebida pela maneira como ela constrói a sua
escala de valores. O meu caráter é determinado em primeiro lugar pelo aspecto moral,
ou seja, aquilo que eu considero correto, errado, permitido, proibido e assim por diante.
Se eu aprovo aquilo que definitivamente é errado, então se pode dizer que o meu caráter
é defeituoso, um “Ma! Caráter” .

Quando nos convertemos, a primeira coisa que devemos fazer é renovar a nossa mente.
Renovar, nesse caso, significa mudar a minha maneira de perceber as coisas e também a
minha escala de valores. A vontade de Deus é que tenhamos o caráter de Cristo, a sua
mente (I Cor.2: 16).

Estilo de Vida

O estilo de vida de uma pessoa é determinado pelos seus alvos, hábitos e costumes. Se o
meu grande alvo na vida é ganhar dinheiro, eu devo desenvolver um estilo de vida
compatível com esse alvo. Devo desenvolver os hábitos e costumes coerentes com o
que quero alcançar. Se eu quero ser atleta e não treino, algo está errado. Se eu quero me
desenvolver nos estudos, mas não me aplico a ler em casa também há algo errado. O
estilo de vida faz parte do nosso caráter. A prova disso é que, normalmente, pessoas de
uma mesma profissão apresentam características de caráter semelhantes. Não é difícil
percebermos isso em empresários, caminhoneiros, programadores,etc.

Conduta

A conduta é o conjunto de comportamentos que aprendemos e que se firmam dentro de


nós. Conduta é tudo aquilo que fazemos, falamos, sentimos, esperamos e desejamos. A
conduta se manifesta na minha relação com outras pessoas. O meu comportamento
diante de outras pessoas manifesta o meu caráter, ou seja, a minha forma de pensar e os
motivos que vão dentro do coração.

Estes são os três elementos que compõem o nosso caráter. Com certeza, eles não podem
ser observados separadamente. Em tudo aquilo que fazemos, manifestamos estes três
aspectos ao mesmo tempo.Todos nós ao nos convertermos já possuímos um caráter
formado. Esse caráter foi formado por tudo aquilo que recebemos do nosso meio
ambiente. Muito daquilo que’ aprendemos está correto, mas existem partes da nossa
forma de pensar, do nosso estilo de vida, e da nossa conduta que devem ser
transformados.

Todo o nosso crescimento espiritual é demonstrado pelo nosso caráter. Se com o passar
do tempo acumulamos muito conhecimento, mas não demonstramos nenhuma mudança
no caráter, isso mostra que o conhecimento foi em vão. Deus está profundamente
interessado em nossa conduta. Jesus e os Apóstolos gastaram muito espaço para tratar
de frutos, de comportamento, de conduta, de coração, como vemos:

Mt. 5:48 – portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

II Cor 13: 9 – porque nos regozijamos quando nós estamos fracos, e vós. fortes. e isto é
o que pedimos, o vosso aperfeiçoamento.

1. 4: 19 – Meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo
formado em vós;
Ef. 1:4 – Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos
santos irrepreensíveis perante

Ele;

IITm 3;17 -Afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para
toda boa obra.

11 Pe. 1;3 – Visto como pelo seu Divino poder nos tem sido doadas todas as cousas que
conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou
para sua própria glória e virtude.

Em Rom. 8;29 vemos que o propósito eterno de Deus é ter muitos filhos, mas não
apenas isso. Estes filhos devem ser semelhantes a Jesus. Deus quer filhos que
manifestem o caráter de Jesus. Quando o homem caiu, o propósito de Deus foi apenas
adiado, não foi mudado. A Igreja do Senhor deve atingir esta meta e os seus líderes
devem mostrar o caminho, devem ir à frente do rebanho. O caráter de Senhor Jesus deve
ser desenvolvido nos. líderes da Igreja antes de ser formado no seu povo.

Não são poucos os escândalos que têm surgido entre lideres investidos de autoridade
sem antes receberem aprovação no caráter. Um líder que apresenta deficiências sérias
em seu caráter constitui-se em um grande obstáculo para que Deus possa atuar.

As deficiências de caráter nas vidas dos membros da igreja se devem, em grande parte
aos próprios líderes. Em certo sentido, a igreja é o retrato da sua liderança. Líderes
relapsos geram um povo relapso. Líderes preguiçosos geram um povo igualmente
preguiçoso. Se a liderança é imatura inevitavelmente também o povo’ o será. Nunca
será demais enfatizarmos o caráter do obreiro, pois isto determina o sucesso no
ministério. Somente um caráter formado e aprovado pode suportar as pressões da obra e
as dificuldades do ministério.

CARÁTER E DONS

Existe uma distorção que tem assolado a Igreja do Senhor durante os séculos: a
valorização dos dons em detrimento do caráter. Um dom é uma dádiva de Deus. Deus
concede a todos indistintamente. Os dons podem ser: naturais ou espirituais. Os dons
naturais são aqueles com os quais nascemos como: inteligência, astúcia, memória,
capacidade de tocar, cantar, praticar determinados esportes, etc. Os dons espirituais nos
são concedidos pelo Espírito Santo como instrumentos na sua obra: I Cor. 12:7-10. Os
dons são muito úteis mas são secundários. Deus coloca em primeiro lugar a vida e o
caráter. Todos podem achar que um determinado irmão que possui uma grande
inteligência e capacidade extraordinária de memorização deverá se tomar um grande
pregador. Isto é um tremendo equívoco e não passa de mentalidade mundana. A Igreja
de Deus não é edificada com essas coisas. Se tal irmão possuir vida de Deus e ainda não
passou pelo processo da Cruz não será útil para Deus, apesar do seu dom.

Outra pessoa pode ainda pensar que um irmão, por ter um dom de cura e discernimento
de espíritos, venha a ser uma coluna na casa de Deus. Isto também é um engano. Os
dons são úteis, mas nunca podem ser a base da obra de edificação da Igreja.
Este é o motivo por que existem tantos escândalos: priorizamos mais o dom que o
caráter. Os dons, sejam espirituais, ou naturais devem passar pela Cruz antes de serem
úteis. O ministério é edificado sobre o caráter e não sobre os dons. Deus não vai enviar
ninguém sem antes tratar com o seu caráter. Os dons atraem os homens, mas o caráter
atrai a Deus.

No livro de Êxodo, encontramos um exemplo clássico do equívoco de se priorizar os


dons. A palavra do Senhor diz que o povo de Israel estava sendo escravizado por Faraó.
Moisés era o homem que Deus havia escolhido para levar a cabo o seu propósito.
Moisés havia sido criado no palácio de Faraó e recebeu a melhor instrução da época, era
um homem excepcionalmente talentoso. O próprio Moisés tinha algum entendimento
desse fato e, em certo momento, se dispôs ele mesmo a libertar o seu povo da
escravidão ( ver Ex. 2: 11-15 ). Moisés se achava capaz e perfeitamente habilitado
porque possuía a instrução Egípcia. Deus, porém, coloca Moisés de molho por quarenta
anos no deserto de Midiã até que o seu caráter pudesse ser aprovado por Ele. Do ponto
de vista natural Moisés já estava pronto aos quarenta anos quando matou o egípcio;
mas, do ponto de vista de Deus, precisa de outros quarenta anos até o ponto de não mais
confiar na sua força ou nos seus talentos. (Ver Ex. 3: 10).

Quanto mais um homem confiar em si mesmo, nos seus talentos naturais,. menos
utilidade terá para Deus.

O critério de Deus sempre é escolher o que se acha frágil, incapaz e desqualificado. A


glória de Deus se toma manifesta quando pessoas a quem não reputávamos qualquer
valor se levanta em poder e autoridade. Fica patente que Deus é quem faz e não é um
simples uso de talentos especiais.

A FORMAÇÃO DO CARÁTER

“Porque é Deus quem efetua em vós tanto o querer como o realizar… ” (ver FI. 2: 13).

Todos nós desejamos ter um caráter aprovado por Deus. Todos nós queremos agradar a
Deus e, por isso ficamos apenas esperando saber as normas para começarmos a praticá-
las.

A vida cristã não é um mero cumprimento de normas e preceitos, pois não estamos mais
debaixo de domínio da lei. A vida cristã se resume simplesmente em: “Cristo em vós”
ou seja, a vida cristã consiste, em poucas palavras, na dependência completa do Espírito
Santo que habita em nós. É Ele quem muda o nosso querer e também é Ele quem nos
capacita a fazer a sua vontade. Ele é tudo em todos. Jesus é a nossa bondade, a nossa
mansidão, a nossa justiça, Ele na verdade é tudo o de que necessitamos. Tudo o de que
precisamos já está em nós na pessoa do Espírito Santo. Seria muito fácil começarmos a
nos esforçar para cumprir um conjunto de qualidades, não é essa. porém, a nossa
proposta. Desejamos que os irmãos tenham revelação do pleno suprimento de Deus para
nossas vidas, pois, à medida que entendermos isso, é}S qualidades de caráter
naturalmente irão tomando forma. O pleno suprimento de Deus para nós é Cristo Jesus
que habita em nós. Seja
Ele a nossa vida. Seja Ele tudo em todos. .

Não adianta falarmos de caráter e conduta, se nós ainda não nos apropriamos do pleno
suprimento de Deus para nós: A libertação do velho homem do poder do pecado, da
nossa justificação e regeneração em Cristo, da dependência completa do Espírito e o
andar no Espírito. Precisamos nos apropriar destas grandes realidades espirituais, mas
não apenas isto, precisamos aprender a perceber a direção de Deus em nosso espírito,
fazermos separação entre alma e espírito, e conhecermos a prática da renúncia diária do
EU no princípio da Cruz. Todas essas experiências devem ser compreendidas no
espírito.

Quando enfatizamos muito as qualidades recomendáveis corremos o risco de


estabelecermos um amontoado de regrinhas que não estão na Bíblia. Tais como: cinco
passos para vencer a ira, dez passos para vencer a lascívia. etc.

Estas coisas não funcionam e nos desviam do centro da vida cristã. Cristo é a nossa
vida ( ver CI. 3:4). A vida do cristão é Cristo. Muitos pensam que podem ser santos se
tão somente conseguirem vencer certos tipos de pecados. Outros pensam que sendo
humildes e gentis são vitoriosos. Ainda alguns imaginam que orando mais e lendo a
Bíblia, tendo cuidado para jejuar e vigiar, então alcançarão um caráter Santo. Outros
concebem a idéia de que somente matando o Ego terão vitória. Todas estas fórmulas
têm a aparência de piedade e sinceridade, mas tudo isso é vão. Não podemos viver a
vida cristã usando mil e uma fórmulas para os mais variados problemas. Na prática não
funciona. O que Deus deseja é que entendamos que Cristo é a nossa vida. O perfeito
suprimento de Deus para todas as nossas necessidades.

Com este entendimento em vista vamos estudar alguns princípios fundamentais que
aumentarão a compreensão de que Cristo é de fato a nossa vida.

A FORMAÇÃO DO CARÁTER ATRAVÉS DOS TRATAMENTOS DE DEUS

II Pe.1: 1-11- É a graça de Deus que me capacita a fazer as coisas certas diante de
Deus. A leitura deste texto nos ajuda na compreensão do processo que Deus usa para
desenvolver o caráter de um cristão. Deus, através de Jesus Cristo, nos provê a Sua
própria natureza. As promessas Divinas nos foram outorgadas (ver 11 Pe.1:4 ), e o
poder de Deus é a nossa garantia de que Ele realizará em nós as mudanças necessárias.
(ver 11 Pe.1:3).

Somente através de uma atitude diligente podemos alcançar o aperfeiçoamento do nosso


caráter, precisamos ter a decisão de sermos semelhantes a Cristo, termos em nós a
natureza Divina amadurecida (ver II Pe.1:10e 11).

A vida cristã é um processo. Precisamos vencê-la passo a passo, cada degrau


corresponde a um novo nível alcançado e nova vitória em determinada área, até
alcançarmos o topo da escada.
A responsabilidade de Deus é prover a todo crente a própria natureza Divina através do
arrependimento do pecado e da fé em Jesus Cristo.

A responsabilidade do homem é aplicar e cumprir esta realidade em sua vida.

Deus tem dado por direito aos crentes tudo o que é necessário para uma vida santa:
autoridade e poder. O cristão tem o que precisa para desenvolver um caráter maduro,
seguindo o Senhor Jesus.

DESCREVENDO O PROCESSO

Todos nascemos em iniqüidades e fomos formados em pecado. Todos temos por


nascimento uma natureza caída. que nos acompanhará ou não por toda a vida (ver Rm.
5: 12). A natureza caída do homem não está em harmonia com nenhuma das coisas do
Senhor (ver C!. 5: 17.

Deus colocou diante do cristão a meta da perfeição (ver I Pe. 1: 15, Gn. 17:1, Mt. 5:48,
Lc. 6:40). Maturidade espiritual é a meta Bíblica para todos os que estão em Cristo
Jesus.

Por vezes, a carnalidade do homem não permite que ?.Ie desenvolva seu caráter como as
Escrituras ordenam. Esta natureza humana é tratada definitivamente pelo Poder da Cruz,
mas o Ego é a principal razão pela qual o homem precisa do tratamento de Deus. Cada
cristão precisa do tratamento de Deus para motivá-lo a prosseguir em direção à
perfeição espiritual ( ver Hb. 6:1 e3).

O PROPÓSITO DO TRATAMENTO

O cristão necessita do tratamento de Deus em sua vida porque possui áreas escondidas
em sua vida que devem ser reveladas, (ver I Jo. 1 :5-7). Deus deseja revelar estas áreas
escondidas de pecados em nós, de maneira a nos ajudar a crescer. As Escrituras afirmam
que é Deus quem revela tais secredos (ver! Co. 3: 13 e Mt. 10:26 e 27).

Deus revela os nossos pecados ocultos para que não sejamos destruídos, nem os nossos
ministérios. Deus revela estas áreas escuras, que estão presentes dentro de nós, para que
renunciemos a elas. Para que isto aconteça, o cristão precisa da graça de Deus porque
humanamente a tendência é cobrir suas próprias falhas e fraquezas. O homem deseja
sempre defender-se e esconder os motivos do coração (ver Gn. 3;8).

Deus deu ao cristão o Seu Espírito Santo. É o Espírito quem revela as necessidades
espirituais do homem, sondando o coração do cristão para revelar os pecados que devem
ser abandonados (ver SI. 139:23 e Pv. 21:2).

A palavra “revelar” significa retirar a tampa, e a palavra “ocultar” significa esconder,


cobrindo, cobrir a vista, ou encobrir o assunto. Deus tenta retirar a cobertura de cima do
homem, enquanto o homem faz tudo para retê-la.
Há vários homens nas Escrituras que ilustram o fato de pecados ocultos. O começo de
suas vidas contrastou drasticamente com o fim delas. Começaram bem e acabaram
tragicamente.

Os homens podem começar bem. Mas, se tiverem pecados ocultos em suas vidas os
quais não confessam e alimentam-se sem arrependimento, estarão destruindo suas vidas
e ministérios.

Em II Sm. 1: 19, Davi lamentando a morte de Saul e Jônatas, chama três vezes:” Como
caíram os valentes! ” Nesta lamentação Davi descreve os “valentes” no início da vida
ministerial como:

Formosos (ver Vs. 19) . Poderosos (ver vs. 19)

Amados e queridos (ver Vs. 23 )

Mais ligeiros do que as águas (ver Vs. 23) Mais fortes fortes do que leões (ver Vs. 23)

Vestia como escarlata aos outros (ver Vs 24).

Capazes de colocar ornamentos de Deus nos outros (Vs.24).( Segundo a versão


Almeida).

Todo líder precisa lembrar que o propósito dos tratamentos de Deus é revelar seu
coração para que ele não caia. Alguns exemplos Bíblicos de homens que começaram
bem e terminaram em tragédias, por não entenderem os propósitos do tratamento de
Deus em suas vidas.

PROPÓSITO DE DEUS NO TRATAMENTO

1. Transformar o Crente à Imagem de Jesus Cristo

Este processo é relatado em II Cor. 3: 18. “E todos nós com o rosto desvendando,
contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em
glória, na sua própria imagem, como Senhor”.

A palavra “ transforma” aqui, no Grego, “ metamorphos”, significa: mudança completa


de um formato em outro. É a raiz da palavra científica usada para descrever o processo
de transformação de uma lagarta em borboleta. Este processo leva tempo e gasta
energia. A lagarta muda de um formato para um outro completamente diferente.

O cristão também precisa passar por uma metamorfose a cada dia, o cristão que segue
ao Senhor e responde positivamente tem mais e mais, da sua natureza restaurada e
transformada à imagem do Senhor Jesus.

2.Limpar Toda Sujeira

Deus quer nos tomar puros. Ele está constantemente levando seu povo ao fogo através
dos seus tratamentos. Em todo o mundo, está havendo muita pressão e calor sobre o
povo de Deus. Este calor está ordenado por Deus para purgar seu povo. A palavra
“purgar” significa refinar; tornar puro, mudar pelo calor.

O povo de Deus como o metal é preparado para uso. Toda a sujeira e sobras extras são
trazidas à superfície para serem lançadas fora. Escória é aquilo que é lançado fora,
matéria que dobra, a parte não aproveitável. Deus está nestes dias removendo todo o
excesso e escória dos seus líderes. Ele quer o desenvolvimento do caráter em todos os
seus líderes (Is 1 :22-25, Ez. 22:18-19, Mt. 3:12, II Tm 2:21).

3. Deus Quer Limpar As Nossas Vestes

O pisoeiro era um artesão que limpava todas as fibras de um pano, para que o material
pudesse se tornar um lindo traje. Freqüentemente, ele estabelecia seu negócio perto de
riachos e, depois de lavá-los várias vezes, os estendia sob pedras achatadas. Depois ele
batia os panos crus com um bastão de pisoeiro. Este bastão era enorme e tinha dentes de
ferro que serviam para extrair sujeira dos panos. Conforme ele batia nos panos crus,
todos os fragmentos e sujeira subiam a superfície, e a água os varria. Por este processo,
o material era limpo. Após a limpeza, o material estava pronto para o artífice
transformá-lo em um magnífico traje.

Malaquias 3: 1-3 diz que Jesus é como “o fogo do ourives e como a potassa dos
lavandeiros…” e Ele sabe como nos bater sem machucar. Deus tem um bastão que usa
para extrair toda a sujeira da vida dos cristãos. Deus não usa seu bastão simplesmente
para ostentar o poder, mas usa-o para limpar as vestes dos seus filhos.

4. Deus Quer Produzir Frutos Em Nossas Vidas

Em João 15 temos a parábola da vinha e dos ramos. O agricultor que poda a vinha
deverá, às vezes, usar a tesoura de podar. Os galhos mortos devem ser cortados de
maneira a não extrair a seiva necessária dos galhos vivos. Os galhos que não dão frutos
são cortados. Mas as varas que dão frutos são podadas para dar mais frutos. Deus irá
podar purgar, refinar e cortar as varas que dão frutos para produzirem mais frutos. O
propósito de Deus é sempre positivo e redentor. Aqueles que desejarem mais frutos
serão os mais podados.

5. Preparar Os Vasos Para Servi-lo

(II Tm 2: 19-20) A partir do momento em que o vaso é formado DO barro até o


momento em que é retirado do forno, ele e submetido a um processo definido de
formação. A aplicação das mãos do oleiro sobre o vaso às vezes é dura e firme. A roda
do oleiro, o forno e as mãos do oleiro são todas partes ‘vitais na preparação do vaso. O
propósito de Deus nessa situação é ter o vaso para sua honra ( ver Jer. 17: 1-10 ).

As criaturas indicam que Judas, o apóstolo caído e traidor de Jesus Cristo, enforcou-se
no campo do oleiro (ver Mt. 27: 1-10). Neste campo foi encontrado um vaso humano,
rejeitado, corrompido e mutilado, vaso para desonra, como tantos outros.
6. Deus Quer Trazer Crescimento às Nossas Vidas

Em Is. 54:2 o profeta proclama: “amplia o espaço de tua tenda” Figuradamente isto
pode significar que Deus quer ampliar a capacidade daqueles que estão se preparando
para liderar Sua Casa, a fim de que recebam mais do Senhor.

II Samue122:37 declara que o Senhor pode alargar os passos dos líderes. Is. 60:5 diz
que o coração da pessoa pode ser dilatado a fim de que seu “depósito espiritual”
também aumente.

O propósito do tratamento de Deus é nos alargar de muitas maneiras. Deus deseja


expandir o nosso ministério e a nossa função na casa do. Senhor, assim como o nosso
caráter.

Algumas áreas em nossas vidas que podemos dizer Deus quer alargar:

Nossa Visão – I Cr.4: 1 O

Nossos Passos – I Sm.22:37

Nossos Corações – Is.60:5

Nossas Fronteiras – Ex.34:24

Nossa Força – I Sm.2: 1

Nossa Habitação – Ez.41:7, Pv.24:3-4, Is. 54:2

Nosso Ministério – II Co.6: 11 e 13,Il Co. 10: 15-16

7. Nos Levar a Uma Busca Intensa da Sua Pessoa

O Senhor trará as pressões e o calor sobre os líderes em períodos específicos para


motivá-los a buscá-Lo. A pressão não é para desviá-I os de Deus, mas para colocá-los
na direção Dele. Muitas vezes, os tempos difíceis e as circunstâncias duras são mal
interpretados pelo líder em preparação. Todos estes tratamentos são para motivar o
homem a se voltar para Deus como a sua única força. Um líder deve aprender a buscar a
Deus em tempos defíceis para que aprenda a ajudar os outros a fazerem o mesmo. Jesus
aprendeu pelo que sofreu. É a experiência que nos capacita a conduzir outros.

8. Deus Quer Mais do Seu Espírito Fluindo em Nossas Vidas

As Escrituras retratam o vinho como indicativo do Espírito de regozijo (Mt.9: 17, At.2:
13-16; Ef.5: 18). O tempo da colheita era um tempo de alegria para todo o povo. Após o
longo período de espera, era finalmente hora da colheita. Neste tempo toda a família se
envolvia na sega.

As mulheres e as crianças colocavam nas cabeças as uvas colhidas. Levavam estas uvas
para grandes tonéis de pedras onde pisadores aguardavam descalços as uvas a serem
esmagadas. Os pisadores então iniciavam o processo de andar por cima das uvas
maduras, apertando-as para a extração do suco. Enquanto o pisador fazia isto, ele se
segurava na viga de madeira que estava ligada ao mastro no centro do tonel. A maior
parte do seu peso, descansava nesta viga, de maneira a não pisar com demasiada força
sobre as uvas. Se ele pisasse forte demais sobre as uvas, ele esmagaria a semente
juntamente com a uva. Se isto acontecesse o vinho se tomaria amargo, prestando
somente para dar aos animais.

A aplicação é maravilhosa. Deus é o pisador das uvas que somos nós. Ele deseja que o
vinho do Seu Espírito flua das nossas vidas e ministério.

Ele nos aperta. Este é um processo duro, doloroso, mas Deus nunca esmagará nossos
espíritos ( a semente da uva) para não nos tomar amargos. Uma vida amarga não é boa
para ninguém. Deus não deseja líderes amargos. Ele quer que o vinho novo e fresco do
Seu Espírito flua através de nossas vidas.

9. Através dos Tratamentos Deus Quer Nos Dar Nova Visão

Em II Co.4: 16-18, Paulo enfoca esta realidade. Todas as pressões, aflições e provas que
vêm sobre nós agora são para operar algo eterno. Não devemos olhar apenas para o
presente, analisando aquele momento. Precisamos encarar o futuro, pensando no fruto
eterno que será em nós e através de nós, na vida de outros. Dons são dados, mas o
caráter é desenvolvido. O caráter tem valor eterno e irá conosco para a Eternidade (I
Co.13:8 e 13). Nossa Atitude Diante do Tratamento de Deus

Termos o caráter desenvolvido à semelhança do de Jesus Cristo é muito mais


importante do que as aflições que possamos viver nesta vida. Suportando estas aflições
no presente teremos o caráter de Jesus Cristo sendo desenvolvido em nós.

Nossas atitudes ou reações diante das circunstâncias que Deus usa para tratar conosco
definem nossa aceitação do tratamento, ou não. Algumas atitudes que devemos
desenvolver quando passamos por provas:

Oração-(Tg.5:13). .

Contrição – (Pe.4: 19)’

Reflexão – (Hb.12:3)

Louvor-(SI.74;21
Suportar as Circunstâncias – (Mt.10:22 e ICo.10: 13)

Gozo – (Mt.5: 12 e Rm.5:3 )

Disposição para Mudança – (II Sm.12: 13)

Resistir geralmente quer dizer “se segurar ou ser indiferente durante os tratamentos”.
Em Jacó vemos uma atitude certa em resposta aos tratamentos de Deus.

Através das Escrituras Deus se identifica com três homens. Muitas vezes Deus disse: ”
Eu sou o Deus de Abraão, de [saque e de Jacó “. Sendo o Deus de Abraão, nos fala que
é um Deus que guarda o concerto. Sendo o Deus de Isaque fala do Deus dos milagres,
mas quando a Escritura proclama que Ele é o Deus de Jacó, fala de Deus como sendo
Deus de mudanças, pois mudou o nome de Jacó, e a sua natureza de suplantado r para
Israel.

Diante do tratamento de Deus podemos ter duas atitudes:

A de verme – Conforme o próprio jacó foi comprado ( ver Is.41: 14-16) e até mesmo
Jesus (ver SI.22:6).

A de serpente – Representando Satanás.

Estas duas atitudes se contradizem. Alguns líderes respondem a Deus como um verme,
outros como uma serpente.

Nossa Atitude Como Resposta

Devemos aceitar o tratamento de Deus em nossa vida, crendo que ” Todas as coisas
cooperam para o nosso bem “, visando um fiel proveito: O aperfeiçoamento (
maturidade) do nosso caráter.

Todos aqueles poderosos homens de Deus iniciaram seus ministérios com o esplendor
do sucesso e terminaram derrotados. Possuíam qualidades positivas no início de suas
vidas e ministérios. Por exemplo: humildade.

sabedoria, fé, conhecimento, unção, coração pronto para Deus. Apesar de todas as
qualidades sólidas e fortes que porventura possuamos, devemos ter sensibilidade e
obediência ao Senhor, até mesmo durante os tratamentos em nossas vidas.

O CARÁTER CRISTÃO E O FRUTO DO ESPÍRITO

O que queremos dizer com” caráter cristão”7 O caráter de Cristo é ilustrado nas
Escrituras como sendo o fruto do Espírito:

“O fruto do Espírito é o amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade,


mansidão, e auto-controle… Já que vivemos pelo Espírito, andemos também no
espírito” (GI5:22,25 simplificado).
Estas lindas qualidades da natureza de Cristo retratam o Seu caráter. Elas são aspectos
específicos da Sua vida ou ser. É assim que Jesus é. E devemos nos tomar semelhantes a
Ele em nossa vida e caminhar cristãos.

Onde quer que Jesus fosse, o fruto da Sua vida era uma bênção. O fruto do Seu Espírito
será uma grande bênção para nós também – como para outras pessoas. E, acima de tudo,
o fruto do Espírito será uma bênção para o nosso Próprio Pai Celestial.

Vamos rever uma vez mais o esboço dos frutos do Espírito:

1. Bênçãos Internas
2. Amor – ser amoroso no interior
3. Alegria – ser alegre no interior
4. Paz – ser tranqüilo no interior

1. Bênçãos Externas
2. Paciência – ser paciente com os outros
3. Bondade – ser bom para com os outros
4. Benignidade – ser benigno para com os outros

1. Bênçãos Verticais
2. Fidelidade – ser fiel a Deus
3. Mansidão – ser humilde diante de Deus
4. Auto-controle – ser controlado por Deus

Podemos ver facilmente que estas “bênçãos” se entrelaçam entre si. Se formos cheios de
amor em nosso interior, seremos amorosos para com os outros e para com o Senhor. O
fruto do Espírito geralmente se estende a todas as três direções, trazendo grandes
bênçãos.

A lista acima inclui muitas das características importantes da vida de Cristo, mas há
outras também. Paulo nos dá estes nove frutos como exemplo para estudarmos. Observe
estas outras passagens bíblicas que se referem a frutos espirituais: Romanos 5:3-5,
Colossenses 3: 12-15; 1 Timóteo 6: 11; 2 Pedro 1:5-7.

ALGUMAS PALAVRAS FINAIS DO APÓSTOLO PAULO

O Apóstolo Paulo sumariza e faz o seu esboço do fruto do Espírito com as seguintes
palavras, que são muito significativas:
“Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e desejos. Já
que estamos vivendo pelo poder do Espírito de Cristo, sigamos a direção do Seu
Espírito em todos os aspectos das nossas vidas. .

Porque o que semeia à carne, da carne ceifará a morte e a deterioração, mas o que
semeia ao Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (GI5:24, 25; 6:8simplificado).

Bibliografia

Compilado de: Robert Frost

Revista Atos. World Map

PARTE VII
GUERRA ESPIRITUAL
A EXISTÊNCIA DE DEMÔNIOS

A existência de demônios amplamente é confirmada na Bíblia. Faz parte da experiência


de todos os povos, e é uma inegável realidade.

Quando Satanás caiu, levou consigo partes das hostes angelicais, e hoje ele possui um
verdadeiro exército organizado com os mais diversos escalões.

Grande parte do ministério de Jesus foi devotada a expulsão de demônios (M1.12:22,29;


15;22-28; Mc.5: 1-16). Ele deu autoridade aos discípulos para fazerem a mesma coisa
(M1.l0: 1) e viu a vitória deles sobre Satanás (Lc. 10: 17-18). Ele falou em privado com
Seus discípulos sobre o poder e a realidade de demônios (M1.17: 14-20). Está claro que
sua existência é um fato e precisamos saber como lidar com eles.

NOMES DE DEMÔNIOS NA BÍBLIA

No Velho Testamento

Há cinco palavras no hebraico que são traduzi das no grego para demônio (daimônion).

1- Shedhim – ( S1.106:37) – Palavra plural, dia de governadores ou senhores. Fala de


ídolos como senhores, uma vez que os hebreus consideravam as imagens como
símbolos visíveis de demônios invisíveis.

 -Seirim – (Lv.17:7; 2 Cr.ll:l5; 2Rs.22:8)


 – Elilim – (SI. 96:5) – Essa passagem identifica os demônios com ídolos.
 – Gad – (Is 65.11). A deusa fortuna era um demônio adorado na Babilônia. Essa
idolatria era chamada de o cultoa Baal ou bel.
 – Qeter (S191 :6) A “mortandade” (qeter) que assola ao meio dia era tida como
um mau espírito.No Novo Testamento

 – Daimon – (Mt 8:31), desta palavra é derivado o nome em português


“demônio”. No Novo Testamento, todos osdemônios são maus e trabalham
como agentes de Satanás.
 – Daimônion – aparece sessenta e três vezes, sendo traduzido para demônio.
 – Pneumata – 43 vezes os demônios são identificados como “pneuma” ou
“pneumata” (espírito). O contextomostra que esses espíritos são demônios.

4-Anjos (Mt 25:41; Mt 12:24)

Há uma diferença entre demônios e anjos. Os demônios não têm mais seus corpos
angelicais, pois em Jd. 6 a Bíblia diz que eles deixaram suas habitação própria (no
original seu corpo próprio) e assim se tornaram espíritos sem corpos, por isto eles estão
sempre procurando corpos para entrar e possuir enquanto que os anjos têm corpo
próprio.

A ORIGEM DOS DEMÔNIOS

Todos os anjos foram criados perfeitos, como o foi Lúcifer (Jo.38:7; EZ.28: 15). Na
rebelião original de Satanás, ele arrastou um grande número de anjos consigo (Ez.28:
18; Ap.12:4). É assim que lemos do “diabo e seus anjos” (Mt.25:41).

Há duas classes de anjos que seguiam a Satanás: livres e presos.

Quanto aos presos, há dois lugares de confirmação:

1- “No ‘Tartarus” palavra grega que é traduzida por “inferno” em 2 Pe.2:4. Há um


grupo de anjos dotados de extrema maldade e poder que estão confinados até o dia do
julgamento final dos anjos caídos.

2 – No abismo (Lc.8:3l: Ap.9: 1- 3; 10). Alguns expulsos por Cristo pediram para não
irem para lá. Estes demônios serão soltos durante a grande tribulação e ainda de acordo
com Ap. 20:3 este será o lugar onde o diabo ficará preso durante o milênio.

A DESCRIÇÃO DOS DEMÔNIOS

A personalidade dos demônios 1- Pronomes pessoais (Lc.8:27-30).

 – Têm nome (Lc.8:30).


 – Falam (Lc.4:33-35,41;8:28,30)
 – Têm inteligência (Mc.1:23,24; Lc.4:34; 8.28; Atos 16: 16-17).

Características dos Demônios 1 – Seres espirituais

Demônios e anjos são chamados espíritos (Mt.8: 16; Lc 10: 17, 20;Ef 6: 12) não
cessarão de existir (Lc 20:36).

2 – Moralmente pervertidos

1. a) Em sua pessoa. São pervertidos e operam em trevas imorais

(Ef.6:12) são chamados “espíritos imundos” (Mt 10: 1; Mc.l:23; Lc.11:24) ou “espíritos
malignos” (Lc 7 :21), ou ainda “forças espirituais da maldade” (Ef.6: 12). Alguns são
piores que outros (Mt 12:45).

1. b) Em sua doutrina: Promovem um sistema de mentira (I Tm. 4: 13). Operam


em falsos mestres e seu caráter maligno se manifesta (2 Tm.3:6,8: 2Pe2:2,
3,10,13,18). Espíritos imundos promovem ensino e mestres imundos.
2. c) Em sua conduta: Introduzem falsos discípulos e confusão (Mt 13:3742);
transformam-se em anjos de luz (2Co 11: 13-15)

3 – Invisíveis, mas capazes de manifestação.

Como os anjos se manifestam (Gn. 19: 15), também os demônios, a diferença entre as
manifestações é que os anjos se manifestam usando seus próprios corpos enquanto que
os demônios por não terem corpos tomam a forma de outro corpo para poder se
manifestar.

Há referências de Satanás se manifestando (Gn.3: 1; Zc.3: 1; Mt.4:9-10). É possível,


pois, que demônios também apareçam tomando forma humana. A Bíblia descreve suas
aparições em forma pavorosa, como animais (Ap.9:7-10, 17; 16: 13-16).

PODERES DOS DEMÔNIOS

1 – Inteligência sobrenatural

Conhecem a identidade de Cristo (Mc.1: 14,34) e o Seu grande poder (Mc.5:6-7).


Sabem o lugar de sua prisão e seu futuro julgamento (Mt.8:28-29; Lc.8:31).

Mascaram-se como anjos de luz (2Co.11:13-15). Sabem como corromper a sua doutrina
(I Tm.4: 1-3). Evidentemente, têm conhecimento de coisas futuras ou ocultas (Atos 16:
16).

A fonte de seu conhecimento está no fato de serem criaturas de natureza superior, com
vasta experiência milenar, reunindo informações.
Usam toda sua inteligência contra Deus e seus propósitos. Mas seu conhecimento é
limitado e seus planos são frustrados por Deus.

2 – Força sobrenatural

1. a) Em controlar os homens (At.19:14-16; Mc.5:1-4; Mt.17:14-20).


2. b) Em afligir os homens (Ap. 9: 1-19).
3. c) Em operar obras sobrenaturais (2Ts.9; Ap.13: 13, 15). Eles buscam imitar os
milagres de Deus, mas há limites, como no caso dos mágicos egípcios (Ex.8:5-7,
19).

3 – Presença sobrenatural

Assim como os anjos se movem no espaço, rapidamente, também os demônios


(Dn.9.21-23; 10:10-14) Só que os anjos se movem usando seus corpos angelicais que
possuem poder de velocidade extrema, já os demônio se utilizam de todo o tipo de
energia para se locomoverem já que não possuem mais seus corpos de anjos.

Como há muitos demônios, a influência de Satanás pode se fazer sentir em muitos


lugares ao mesmo tempo.

O TRABALHO DOS DEMÔNIOS

As atividades demoníacas podem ser diversas, mas estão sempre direcionadas no


sentido de promoverem a injustiça e a destruição de tudo quanto é bom.

Promovem o programa de Satanás

Os demônios obedecem a Satanás e servem a seus propósitos. Ele e seu deus


(Mt.12:24); Jo.12:31; Ap. 12: 7). Esses maus espíritos não cessam de promover o
engano e a maldade satânica.

Satanás não é onipotente, nem onipresente, nem onisciente. Sua presença, poder e
conhecimento são grandemente ampliados através dos seus demônios. Há cooperação
demoníaca evidente através de várias Escrituras (Mt.12:26,45; Lc.8:30; 1 Tm.4: 1).

Os demônios transmitem a filosofia de Satanás em várias escalas:

1. Na vida dos indivíduos

O objetivo é levá-los a andarem de acordo com a filosofia deste mundo, do príncipe da


potestade do ar (Ef.2: 1-2). Promovem ainda desejos carnais e sensuais, orgulho,
materialismo e toda sorte de impurezas na vida das pessoas (Jo.16: 11; 1 Jo.2: 16).
2. Nos governos das nações

Satanás e seus demônios trabalham atrás de governos para influenciá-los em sua


filosofia, programa e ações

(Dn.10: 13,20). Oposição à divulgação do Evangelho em todas as formas tem a ver com
influências de demônios.

3. No sistema mundial

Num sistema espiritual que estende a influência de Satanás aos homens, através dos
demônios. Para controlar o mundo, os demônios se organizam em combate sob a
liderança de seu líder (Mt. 12:26; Jo.12:31; 14:30; 16:11; Ef.6:11-12; IJo.5:19).

Opõem-se ao programa de Deus

1-Promovem rebelião (Gn.3, Ts.2:3-4;Ap.16:14; 9:20-21)

 – Caluniando, acusando

Eles acusam Deus diante dos homens (Gn.3: 1-5; Rm.3:5-8; 6: 15; 9: 14, 19; Tg.l: 13) e
os homens diante de Deus (Jo.l:9, 11; 2:4-5; Zc 3:1;

Ap.12: 10). Uma vez que os demônios são capazes de afetar os pensamentos, eles
podem também causar autocondenação através de pensamentos incriminatórios, a
resposta para qualquer acusação está em Jesus, nosso

Advogado (IJo.2:1-2; 1:9)

 – Promovendo idolatria

(Lv.17: 7; Dt.32: 17: SI. 96:4-5; Is.65: 11; ICo.10:20; 12:2; Ap.13:4,15; 9:20).

 – Rejeitando a graça
Eles aborrecem a graça. Incapazes de arrependimento e salvação, nada entendem da
graça e procuram impedir os homens de receberem-na. Eles torcem a graça de Deus
com suas mentiras. (2 Co.4:3-4;3:67). Todos os seus ensinos são anti-Cristo, negando
que Jesus, homem-Deus, é o genuíno sacrifício substituto pelo pecado do homem (I
Jo.2:22, 4: 1-4).

 – Promovendo falsas religiões e seitas

Nas suas mentiras, Satanás e seus demônios tanto trabalham dentro, quanto fora da
verdadeira religião.

O Novo Testamento nos adverte também contra heresias que torcem a verdade enquanto
conservam alguma coisa dela (2 Co.11: 13, 15, 22-23; GI.1 :6-8; C1.2: 18-23; I Tm.4:
1-4).

 – Oprimem a humanidade

Os demônios agem nos homens nas mais diversas formas de engano, degradação e
destruição. Oprimem verdadeiramente a humanidade.

 – Através das forças da natureza (Jo.l:12,16,19;2:7)

 – Degradando a natureza humana

(Ef.2:1-3; Rm.1:18-32).

 – Desviando da verdade

Os demônios cegam os homens para a verdade (2 Co.4:3-4; I Tm.4: 1-4; I Jo.4: 1-4).

Oposição aos Santos

1 – Contra os crentes em geral (Ef 6:12).

Nem toda luta necessariamente é provocada por demônios. Muito vem da natureza
humana corrompida (Rm.7:21-

24: Tg.1: 14-15). Mas reconhecemos que grandes hostes malignas fazem guerra contra
nós. A armadura de Deus nos prepara para tal batalha (Ef.6: 10).
2- Contra indivíduos

1. a) Atacando a confiança e dedicação. A Armadura de Deus reflete o tipo de


ataque que podemos esperar (Ef. 6: 14-18)
2. b) Tentado a pecar (I Cr.21: 1-8; I Co.5: 1-5; Ef.2:2-3; I Ts. 4:3-5; I Jo.2: 16).
3. c) Infligindo enfermidades (Jo.2: 7-9).

3 – Contra a Igreja

O plano de Deus para a Igreja inclui demonstrar às forças angélicas

Sua sabedoria através delas (Ef.4:3-6). Demônios procuram frustar esse plano:

a)Criando divisões. O corpo deve estar unido (Ef.4:3-6). Demônios dividem e derrotam
planos de união na Igreja, quer local ou universalmente.

Demônios promovem divisões doutrinárias. Eles falam através de falsos mestres. (I


Tm.4: 1-3).

b)Contra-atacando o ministério do Evangelho. Os demônios procuram ocultar a


mensagem do Evangelho dos pecadores. Assim, cegam suas mentes (2Co.4:3-4) e
pervertem o Evangelho (V. 13-15).

Eles procuram impedir o ministro do evangelho de executar suas responsabilidades


(2Ts.2: 17, 18). c)Causando perseguições (Ap.2:8-10).

Limitados por Deus

Apesar das intenções de Satanás e de seus demônios, suas atividades são controladas
por Deus, e Ele muitas vezes as permite para um determinado propósito. Exemplo:

 – Em disciplinar o crente

Nessa ação, Deus não está fazendo o mal para que venha o bem.

Em vez disso, Ele permite que as pessoas moralmente responsáveis façam seu desejo,
ainda que mau. Mesmo assim, Sua sabedoria limita e controla seus efeitos fazendo com
que Seus propósitos sejam cumpridos, a despeito de tudo.

Corrigindo erros (I Tm.1:19-20; I Cor.5:15). Criando discernimento (Jo.40: 1-3; 42: 1-


6). Cultivando a dependência (2 Co.12:7-9-10).
 – Em derrotar o ímpio.

Muitas vezes o ímpio não sofre o dano pelos seus pecados por um ato de longaminidade
de Deus, mas Deus pode resolver tratar com ímpio e nações diante de tanta dureza de
coração.

AS FORÇAS DE SATANÁS

Quando Lúcifer se rebelou contra Deus, levou consigo um grande número de anjos.
Talvez um terço deles (Ez.28: 18; Ap.12:4). E assim que lemos do “diabo e seus anjos”
(Mt.25:41). O certo é que Satanás não está sozinho. Suas legiões são descritas em
Efésios 6:10-12.

‘1inalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos da armadura


de Deus, para poderdes resistir as insídias do diabo. Pois o nosso combate não é contra
o sangue nem contra a carne, mas contra os principados, contra as autoridades contra
os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritas do mal, que povoam as
regiões celestiais (Ef. 6: 1 0-12 na versão da Bíblia de Jerusalém).

Principados

1 – Arche ” Magistrados, poderes, principados, começo”. “Começo aqui se refere ao


tempo ou ordem.

“Principados” refere-se aos espíritos poderosos do primeiro escalão que se revoltaram


contra Deus. Eles hoje são os que formam o conselho governante de Satanás. Seria seu
“Gabinete de Ministros”. São chamados príncipes (Dn. 10:20).

Em Daniel 10 fica claro que nossas orações a Deus são ouvidas imediatamente. Mas
para que os anjos nos tragam a resposta, há lutas no caminho. Forças demoníacas
podem se lhes opor nas regiões celestes.

A Bíblia fala de três céus:

O terceiro céu ou “paraíso” – (2Co.12:2-4). Ora, se há terceiro céu, há segundo e há


primeiro. Não sabemos se há quarto, quinto ou sexto.

O primeiro céu é o firmamento na atmosfera da Terra (Gn.l:6-8).

Entre a atmosfera onde os homens habitam e o terceiro céu onde

Deus habita, definitivamente, existe o segundo céu. Para além da atmosfera da terra há o
espaço exterior. Ali o segundo céu. Davi chama-o de “céus” (SI. 8:3).

É neste segundo céu que Satanás e seus anjos caídos fazem sua morada. Eles se movem
para o primeiro céu a fim de realizarem sua obra de engano, opressão e destruição nos
homens. Satanás mesmo vai até o terceiro céu e acusa os santos diante do trono de Deus
(Jo.l :6-12; Ap.12: 10). No segundo céu é que agentes inimigos interceptam as respostas
às nossas orações, procurando impedir que cheguem até nós.

Há guerra constante no meio espiritual e é lá que primeiro as guerras são vencidas. A


vitória da Igreja acontece quando aprendemos a conhecer e prevalecer sobre os
principados.

Para vermos um rompimento espiritual nas nações, nas vidas de nossas famílias, dos
homens, e em nós mesmos. Precisamos reconhecer que os verdadeiros inimigos, contra
os quais lutamos, são forças espirituais da maldade ao redor de nós.

Potestades

“Poder delegado”

“Exousia” – “Autoridades que permitem ou impedem”. Tem poderes executivos. Esse


grupo de governantes é a autoridade que delega o poder. A Palavra “exousia” denota
não tanto a magistratura de uma corte, mas o poder que governa e é sinônimo de
“arche” (autoridade, tronos, domínios ou governos). Em (I Co.15:24 e Co1.2: 15)
refere-se a todas as autoridades e poderes malígnos que se opõem a Jesus Cristo.

Governos

“Kosmokrator”.“Os senhores do mundo” – Vem de “Kosmos”, isto é, “mundo” e


“Krator”, isto é, governos”. Fala do “sistema de governos”. Eles são responsáveis por
lutarem contra a verdadeira luz e levar o povo às trevas, cegando-lhes os olhos e
enviando trevas as almas dos homens.

Quando oramos por aqueles que estão dominados pela cegueira de Satanás e aqueles em
religiões pagãs, estamos guerreando contra esse tipo de inimigo. Ele governa sobre
nações através do seu poder de cegar a mente dos homens. Exercem também autoridade
sobre diferentes sistemas de governos no mundo.

Forças Espirituais do Mal

“Pneumatikós”. Vem da raiz da palavra “Pneuma”, que significa “ESPÍRITO”.


“Poneria” significa “iniquidade”, “depravação, “maligno”, atividades de natureza má”.
Alguém que não somente é maligno, mas todas as suas obras são igualmente más. Tudo
quanto faz afeta os outros de um modo negativo”.

“Forças espirituais do mal nas regiões celestes podem significar o mal em si, que opera
e inspira esses principados, autoridades e governadores das trevas. Assim como a paz, o
amor, a bondade motiva o bem nos seres angélicos celestiais, também o sentido oposto
é uma realidade. Esse terrível mal espiritual motiva e controla o mundo espiritual de
Satanás. Também fala da frente de batalha. São os soldados que executam as atividades
malignas e demoníacas na vida dos homens. Na punição do Egito, Deus parece ter
usado demônios (SI. 78:49). Demônios liderarão uma rebelião de exércitos de homens
contra Deus, na batalha do Armagedon, onde grande destruição os aguarda (Ap 16: 13-
16).

Em demonstrar a justiça de Deus. O Justo Filho de Deus demonstrou Seu poder sobre as
forças malignas ao expulsar demônios, tanto pessoalmente, como através dos Seus
discípulos.

O justo juízo de Deus ser demonstrado na derrota final dos demônios, quando eles serão
lançados no lago de fogo (Mt.25:41; Ap.20: 10). A Cruz de Cristo e o lago do fogo
indicam a permissão de Deus para sua existência e atividade. Através da sua punição,
Deus demonstrara a futilidade do mal e a sua última derrota.

ENDEMONINHAMENTO

O Novo Testamento deixa clara a possibilidade de demônios entrarem nas pessoas e se


manifestarem. A expulsão de demônios por Cristo e os apóstolos é uma forte evidência
de Sua idade e de que Ele é o Messias (Mt.12:22-23, 28-29; At.2:22; 10:38).

Os apóstolos e os evangelistas substanciavam a verdade do Evangelho pelos milagres


que incluía a expulsão de demônios (At.5: 16; 8:7; 16: 1618; 19: 12).

1 – O termo Bíblico

A Bíblia não usa o termo “Possessão demoníaca”. A palavra no grego


“DAIMONIZOMAI” quer dizer “ter um demônio” ou “endemoninhado”. A Bíblia fala
de pessoa possuindo um demônio e não um demônio possuindo a pessoa.

A EXPULSÃO DE DEMÔNIOS

Jesus confiou à Igreja, com a autoridade do Seu nome e as armas providas por Deus, a
tarefa de libertar os cativos. O Ministério de libertação é responsabilidade da Igreja.
Libertação é o processo pelo qual os seres humanos são libertos da influência e do poder
dos demônios. Jesus delegou autoridade à Sua Igreja sobre Satanás e suas hostes (Lc.1
O: 19; Mt.18: 18, Mt.28:18; Mc.16: 17, Mt.10: 1, Mc.3:14,15).

1. Autoridade do nome de Jesus

A expulsão de demônios era uma parte importante do ministério de Jesus (I Jo.3:8).


Libertar os oprimidos das mãos do diabo era parte integrante de suas atividades (At.1 O:
38). Lucas registra a reação das pessoas durante esse ministério.
“… Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e
eles saem? (Lc.4:33-36)

Jesus está na mais alta posição de autoridade, à direita do Pai. A Ele todo nome está
sujeito

”Acima de todo o principado e potestade, e poder, e domínio, não só no presente


século, mas também no vindouro”(Ej.l:21)

” Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de
todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e
debaixo da terra”(Fl.2:9, 10)

Sendo a Igreja Seu corpo e extensão aqui na Terra, Jesus lhe confere a autoridade do
Seu nome. Por assim dizer, dá-lhe o poder de procuração. Em Nome de Jesus a igreja
opera na Terra (Me. 16,17; Lc.9:49; At.16: 18).

Diante do Nome de Jesus, o poder do Espírito Santo e a Palavra de Deus é que a obra de
libertação deve ser realizada. Muitas pessoas pensam que podem aumentar esse poder
através de disciplinas espirituais como jejum, oração ou leitura da Bíblia. Todas estas
práticas são importantes e devem ser cultivadas, pois me tornará mais sensível ao
mundo espiritual, mais é importante ressaltar que Jesus quando mandou que fosse
anunciado o evangelho em Mc. Cp. 16:17 ele não disse se jejuarem ou orarem os
demônios sairão, mas Ele disse se crer estes sinais nos acompanhariam. Há muitas
pessoas que crêem mais no poder do seu jejum do que no nome de Jesus e há também as
que oram e jejuam muito e não tem nenhuma autoridade sobre os demônios. Isto sem
falar naqueles que só expulsam um demônio se fizerem uma campanha de oração e
jejum primeiro.

A ordem de Jesus é irmos, crermos em seu nome e usar a autoridade nos conferida
desde a sua ressurreição, quando Ele mesmo disse que todo o poder e autoridade lhe
foram dado no céu na terra e debaixo da terra.

QUAIS SÃO OS SINAIS DE UMA POSSESSÃO DEMONÍACA.

Um demônio pode atormentar uma pessoa com problemas como insônia, pânico,
depressão, enfermidades constantes, agressividade, dor de cabeça constante e sem
causa, pesadelos, visão de vultos, vícios de todo o tipo e coisas semelhantes. Durante
uma ministração de libertação pode acontecer de uma pessoa sentir náusea, tontura,
calafrios por todo o corpo e estes são alguns dos sinais de uma ação demoníaca.

A LIBERTAÇÃO DE DESCRENTES
A libertação dos cativos de opressões demoníacas exige que a pessoa seja levada a dar
alguns passos.

 – Receber a Cristo como Senhor

Só com o novo nascimento a pessoa está em condições de enfrentar e vencer os


demônios. Primeiro, pois, a pessoa precisa ser liberta do pecado (Jo.3:3-7; Ef.1:18-21;
C1.1:13; 2:15; I Jo.3:4, 5,18).

 – Confessar os pecados

Todo o envolvimento com práticas espíritas ou ocultismo deve ser julgado como
rebelião contra Deus e terrível pecado, colocando-se do lado de Satanás (I Co .11: 31; I
Jo.1: 9). A pecaminosidade do envolvimento familiar, descendo até quarta geração
(tetravôs) também deve ser confessada (Ex.20:3-5).

 – Renunciar ao diabo e suas obras

Especialmente quando há aliança e envolvimento com o ocultismo é necessária uma


renúncia oficial a Satanás e suas reivindicações sobre a pessoa.

Um comando a Satanás e sua hostes a que se retirem, torna-se necessário. Isso deve ser
feito em nome de Jesus e na dependência do Seu poder como os apóstolos fizeram
(Mt.8: 16,32; At.16: 16-18).

 – Desprezar todos os objetos de ocultismo e suas ligações

A presença de tais objetos é um convite aos poderes demoníacos para concentrarem


seus esforços na destruição dos donos desses objetos.

Contatos com líderes do ocultismo e relacionamento devem igualmente ser quebrados


(2 Rs. 14:2-5,23: 16-17; At.9: 17-20).

 – Descanse em Cristo e resista ao diabo

Cristo promete perdão aos que N’Ele confiam. Assumir a nova posição em Cristo é vital
para descansar no Seu novo relacionamento (Cl.1: 13,2:9-15; Hb.2: 14-18). É necessário
igualmente assumir sua autoridade, resistindo ao diabo e às suas forças (I Pe.5:8-9; T
g.4: 7).
 – Submeter-se a Cristo é Sua Palavra.

Um estudo sério da Bíblia deve logo tomar lugar para um fortalecimento espiritual.
(Rm.12: 1-2; Tg.4:6-7; Jo.8:31,32).

 – Receber o batismo no Espírito Santo (At.l: 8).

O enchimento do Espírito é o segredo de um andar em vitória (Ef.5: 18-33).

COMO MINISTRAR A LIBERTAÇÃO.

Não pretendemos aqui estabelecer uma regra para todo tipo de libertação, pois cada caso
é um caso e é o Espírito Santo que nos dará discernimento para sabermos o que
devemos fazer. Mas existem alguns procedimentos que foram adquiridos durante algum
tempo trabalhando neste ministério que queremos passar e que serão úteis na prática de
uma ministração de libertação.

Em primeiro lugar queremos dizer que não é preciso que um demônio se manifeste
para que uma pessoa seja liberta. Nunca devemos ficar provocando os demônios para
que eles se manifestem, pois os demônios quando manifestam sempre causam
sofrimentos no corpo da pessoa onde ele está alojado, além de adorarem dar espetáculo.

Em segundo lugar também queremos afirmar que não é preciso entrevistar um


demônio para saber o seu nome, Rg, CPF para depois mandar ele saia de uma pessoa.
Não importa o nome que ele tem, o que é preciso saber é que ele tem que sair em o
nome de Jesus.

PROCEDIMENTOS NORMALMENTE USADOS EM UMA LIBERTAÇÃO.

1. Ore pela pessoa impondo suas mãos sobre a cabeça dela e mantendo seus olhos
sempre abertos para evitar qualquer ataque do diabo contra você.
2. Se o demônio se manifestar e ficar muito violento ordene aos anjos do Senhor
Jesus que o amarrem com as mãos para trás.
3. Com voz de autoridade ordene que ele saia em o nome de Jesus e que vá para o
abismo e não volte nunca mais.
4. Caso você ordene várias vezes e o demônio persiste em ficar isto pode está
acontecendo devido ao fato da pessoa ainda ter algum vínculo com este
demônio. Neste caso chame pelo nome da pessoa e diga ao demônio que você
quer falar com a pessoa. Quando a pessoa voltar em si sendo capaz de ouvir e
falar diga a ela o que está acontecendo e a pergunte se existe algum pecado não
confessado ou algum objeto que ainda não foi renunciado. Logo depois faça uma
oração de renuncia com pessoa, a mandando renunciar a tudo e entregar sua vida
ao Senhor Jesus. È muito importante que você tenha a cooperação da pessoa e
que ela tenha condições de orar com você caso contrário ela não será liberta.
5. Outro fato que acontece muito é o de você expulsar um demônio e logo outro se
manifestar. Neste caso a pessoa possui vários demônios ou uma legião deles.
Sendo assim procure saber quem é o demônio chefe que está comando os outros
e quando você souber ou ele se manifestar ordene que ele saia e que leve todos
os seus comandados.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES.

Procure ministrar a libertação sempre em um local reservado, para que se evite


envergonhar a pessoa que está oprimida. Há muitas pessoas que adoram dar espetáculo
à custa de uma pessoa indefesa.

Sempre que puder faça a ministração acompanhado de alguém, pois enquanto você
ministra o outro te ajudará na intercessão.

Mais uma vez queremos lembrar que é imprescindível ter certeza se a pessoa quer ser
liberta mesmo e principalmente se ela já entregou sua vida ao Senhor Jesus, caso
contrário todo o seu trabalho será em vão.

A AUTO-LIBERTAÇÃO

A auto-libertação é possível a todo cristão nascido de novo. Jesus nos deu a autoridade
de usar o Seu nome. O poder do sangue de Jesus nos pertence. Os demônios obedecem
a esse nome e respeitam o poder desse sangue.

Os passos a seguirem podem ser usados:

 – Arrependa-se do pecado que abriu a porta para os demônios entrarem. Isso


implica no reconhecimento dopecado e na disposição de romper com ele.
 – Confesse todos os pecados, tanto os próprios quanto os dos antepassados, que
podem ter dado brechas para os demônios entrarem. Os pecados de contato com
todos as formas de envolvimento com o ocultismo deverão ser confessados
verbalmente.
 – Peça o perdão do Senhor e a purificação pelo sangue de Jesus.
Abrigue-se N’Ele, deixando as fortalezas do inimigo.

 – Renuncie sua associação com o pecado, com o mal ou qualquer coisa impura.
Diga ao inimigo que nada mais tem a ver com ele e que ele não tem mais lugar
na sua vida.
 – Confesse o Senhorio de Cristo sobre o seu corpo em palavras, em ações e em
pensamentos. Permaneça naverdade e vocês descobrirão que as trevas e o
engano não terão lugar em sua vida.
 – Ordene os espíritos malignos que deixem seu corpo, no Nome de Jesus, em fé.

CHAVES PARA A VITÓRIA

Como alcançar vitória na batalha espiritual? Há certos pré-requisitos que o exército de


Jesus deve ter.

1. Santidade: Separados para Deus (Jo. 7: 12, 13, 19-20).


2. Fé: (Hb.11:6;IJo.5:4; Rm.10:17; Dn.ll:32b: Hb.ll:33-34).
3. Oração e jejum: (Mt.17:21).
4. Sacrifício: (2 Tm.2:3-4).
5. Coragem: (Jo.1:5-9; Dt.20:1; At.4:29,31).
6. Unidade: (Lv.26:8; Mt.18: 15-35).
7. Perseverança: (Ef.6:10, 11, 13).
8. Não poupar o inimigo (I Sm.15: 18-19, 26; I Rs.20:42; I Pe.2: 11).

PARTE VIII
A PLENITUDE DO ESPÍRITO

O grande reavivamento espiritual, que está varrendo o mundo hoje, tem muitas vezes
sido chamado de “Reavivamento Carismático.” Esta frase tem sido empregada para
descrever um aspecto extremamente importante deste reavivamento o qual é a
restauração à Igreja das manifestações sobrenaturais que eram tão poderosamente
óbvias na Igreja Primitiva. Estas manifestações, ou dons do Espírito estiveram
notadamente ausentes da Igreja por muitos séculos. Nos últimos cinqüenta anos, Deus
tem restaurado estas características e o seu programa de restauração tem se acelerado
grandemente nos últimos vinte anos. A Renovação Carismática invadiu cada canto da
Igreja Cristã, trazendo uma nova vida e poder ao Corpo de Cristo. A restauração destas
bênçãos cria uma grande necessidade de ensinamento sobre estes importantes assuntos.
Paulo disse à igreja de Corinto: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que
sejais ignorantes” (1 Co 12: 1). Com certeza, Deus tampouco quer que os crentes hoje
sejam ignorantes.

Há muitos dons carismáticos mencionados na Bíblia. As principais áreas de referências


são: Rm 12:3-8; 1 Co 12:8-10; 28-30; Ef 4: lI. Dentro do propósito deste breve estudo,
nos limitaremos a uma consideração das nove manifestações encontradas em 1
Coríntios 12:8-10. Para simplificar o nosso estudo destas manifestações, vamos
classificá-las em três categorias:

1. Dons Verbais

Línguas

Interpretação de Línguas

Profecia

2. Dons de Revelação

Palavra de Sabedoria

Discernimento de Espíritos

Palavra de conhecimento

3. Dons de Habilidades

Dons da Fé

Dons de Curas

Dons de Milagres

A quem o Espírito pode usar na operação de tais dons?

1. Qualquer membro do Corpo pode ser usado (1 Co 12:7, 11; 14:26,31). Nenhum
membro deveria Ter falta de qualquer dom (1 Co 1:7).
2. Deveríamos ser cheios com o Espírito (Ef 5: 18).
3. Temos que ter o desejo de sermos usados desta maneira (1 Co 12:31).
4. Não deveríamos ser ignorantes com relação à operação dos dons (1 Co 12:31).
5 . Temos que desejar os dons espirituais (1 Co 14: 1, 6).

6. Deveríamos ser motivados por um amor genuíno ao Corpo (1 Co 13) e um


desejo puro de edificar o Corpo (1 Co 14: 12).
7. Deveríamos buscar ser excelentes na operação dos dons (1 Co 14: 12).

1. O Dom de Línguas (1 Co 12:10) A operação dos dons verbais

Esta manifestação do Espírito tem duas funções. Em primeiro lugar, como “línguas
devocionais,” o seu propósito é edificar a pessoa que a usa. Em segundo lugar, como
dom de línguas, o qual é usado juntamente com o dom de interpretação de línguas, é
para edificação de toda a igreja e não somente do indivíduo.

Diretrizes para o uso de línguas

Em uma Assembléia Pública:

1. O seu uso deveria ser motivado pelo amor (1 Co 13: 1).


2. Deve ser sempre acompanhado por interpretação (1 Co 14:5, 13,28).
3. Deveria ser limitado a três expressões por reunião (1 Co 14:27).

Qualquer crente que alguma vez já tenha falado em línguas é capaz de edificar o Corpo
através de uma expressão em línguas. Portanto, você deveria estar preparado para fazer
isto a qualquer hora. Procure estar totalmente entregue ao Espírito. Esteja descansado
em sua mente e seja aberto ao Espírito Santo. Desenvolva uma sensibilidade com
relação ao que o Espírito está tentando fazer ou dizer em qualquer culto em particular.
Quando o Espírito Santo quiser trazer uma expressão em línguas através de você,
geralmente, haverá uma conscientização interior disto por algum tempo antes que você
fale de fato. Isto é geralmente uma sensação suave no seu espírito, uma empolgação e
antecipação crescentes. Isto se desenvolve numa conscientização profunda de que o
Espírito trará uma expressão verbal e que esta expressão está dentro de você. Você não
tem que falar imediatamente. O espírito dentro do profeta está sujeito ao (controle do)
profeta (1 Co 14:32). Você pode esperar silenciosamente pelo momento certo de falar.
O Espírito Santo irá movê-lo claramente na hora certa. Ele não interromperá o que já
está acontecendo no culto. Ele nunca causará uma confusão, pois Ele não é o autor de
confusão (1 Co 14:33).

Permaneça calmo e descansado e, quando o Espírito Santo mover você, fale numa voz
audível, normal, mas clara. Você não precisa gritar ou berrar. Você pode falar numa voz
normal, com ritmo cadenciado, procurando sempre fluir silenciosamente com o Espírito,
o qual está lhe dando a expressão verbal. Quando a expressão verbal estiver completa,
todos devem esperar em Deus pela interpretação. Geralmente, algum outro crente
receberá a interpretação, mas quando isto não acontecer, então a pessoa que falou em
línguas deve orar silenciosamente para que ele também receba a interpretação (1 Co 14:
13).

2. A Interpretação de Línguas (1 Co 12:10)


É o dom que acompanha o dom de línguas e são sempre usados juntos. É a capacitação
sobrenatural, pelo Espírito Santo, de se interpretar uma expressão verbal em línguas na
língua natural da congregação. Não é o dom de tradução. O intérprete não entende a
língua empregada na expressão verbal que foi dada. A interpretação é tão sobrenatural
quanto a expressão verbal. No entanto, pelo dom do Espírito, o crente em questão é
capaz de tornar a expressão verbal inteligível para que a congregação possa recebê-la e
ser edificada por ela.

Quem Pode Usar Este Dom?

A interpretação de línguas é dada “como o Espírito quer” (1 Co 12: 11). Qualquer crente
cheio do Espírito pode ser escolhido e ungido pelo Espírito para manifestar este dom.
Novamente, devemos buscar o desenvolvimento de uma sensibilidade ao Espírito Santo.
Enquanto você estiver adorando a Deus numa reunião de crentes, mantenha a sua mente
e espírito abertos ao Espírito Santo. Frequentemente, você sentirá de antemão que
haverá uma expressão verbal em línguas e que Deus está dando a você sua
interpretação. Quando a expressão verbal vier, espere silenciosamente até que ela seja
concluída. De início, talvez você tenha somente a primeira sentença da interpretação e
uma vaga idéia do que se seguirá quando você começar a falar. Como todos os outros
dons do Espírito, este também é operado pela fé. À medida que você começar a
expressar o que o Espírito está dando a você, fale numa voz audível, normal e clara.
Tome cuidado de não falar “além da medida da sua fé” (Rm 12:6). Evite avidamente
que quaisquer pensamentos, sentimentos ou idéias pessoais comecem a entrar na
interpretação. Deixe que os seus próprios pensamentos estejam em descanso e que a sua
mente seja um canal limpo para que o Espírito Santo possa fluir através dela. Quando a
interpretação se completar e você sentir que o Espírito terminou tudo o que Ele queria
falar, então pare! Não tente interpretar a interpretação. Em outras palavras, não comece
a dizer à congregação o que você “pensa” que a interpretação significa. Deixe isto para
a própria congregação. Após ter feito a interpretação, permaneça em silêncio enquanto a
expressão verbal estiver sendo julgada por aqueles em seu derredor. Se há muitos
crentes presentes que são comumente usados nos dons vocais, eles deveriam julgar se as
palavras são realmente de Deus. O padrão pelo qual podemos julgar é semelhante ao
que usaríamos para o julgamento de uma profecia que é a próxima manifestação que
consideraremos.

3. O dom de Profecia (1 Co 12:10)

Simplesmente traduzida, a palavra profetizar significa” expressar palavras inspiradas. ”


De acordo com 1 Coríntios 14: 31, todos os crentes podem exercitar este dom em
determinadas ocasiões, como o Espírito quiser. Todos podem profetizar, um após o
outro, e não mais que três, em qualquer reunião (1 Co 14:29-33).

O propósito de tais expressões proféticas é: 1. Edificar a igreja. Isto significa


estabelecer, fortalecer os crentes. B. Exortar aos crentes. Reavivá-los. Confrontá-los e
desafiá-los. Consolá-los. Falar palavras de consolo e encorajamento. Frequentemente, as
profecias incluem estes três elementos.

Três Mal-Entendidos sobre as Profecias

1. Elas não devem ser confundidas com uma pregação.


Muitos, hoje em dia, insistem que o dom de profecia é a habilidade de se pregar bem.
No entanto, a pregação e o ensino são geralmente o resultado da meditação em oração
da Palavra de Deus, e de uma preparação meticulosa de nossa mente e espírito, para que
possamos ministrar um entendimento ao povo. Em contraste, o dom de profecia não é o
resultado de um estudo meticuloso. É uma expressão verbal espontânea pelo Espírito.

2. O Dom de Profecia não é para se predizer o futuro

Este dom é para “clarificar e encorajar no presente” ao invés de “predizer o futuro.” O


seu propósito é a Edificação, Exortação e Consolo e não a predição de eventos futuros.
Sempre que há um elemento de predição numa profecia, em geral, é porque há um outro
dom (palavra de conhecimento ou sabedoria) operando juntamente.

3. Este Dom não é para uma direção pessoal

Se estivermos em necessidade de uma direção pessoal, deveríamos pedir isto ao próprio


Jesus (Tiago 1: 5) . Também podemos buscar tal direção nas páginas da Palavra de
Deus, a Bíblia. Se uma expressão profética vier a nós com instruções para o futuro, isto
deveria apenas confirmar o que Deus já nos mostrou pessoalmente.

Ensinamento Bíblico sobre o Dom de Profecia

1. É para se falar sobrenaturalmente aos homens (1 Co 14:3). Isto transmite a


mente do Senhor à Igreja. O profeta está falando aos crentes, em nome de Deus,
para sua edificação, exortação e consolo.

2. A profecia não requer nenhuma interpretação. O dom de línguas requer um


intérprete, mas o de profecia não.
3. A profecia convence os indoutos (1 Co 14:24, 25). Através da operação do dom
de profecia:
4. Eles serão de todos convencidos.
5. Serão de todos julgados.
6. Os segredos de seus corações serão manifestos.
7. Eles se prostrarão diante de Deus com humildade.
8. Reconhecerão que Deus está verdadeiramente entre nós. F. Adorarão a Deus.
9. A profecia funciona para que os crentes possam aprender (1 Co 14:31). Isto não
se refere ao ensinamento que normalmente vem da exposição da Palavra de
Deus, através do ministério de um mestre. Ao invés, é o aprendizado de
verdades espirituais através da unção do Espírito. Tais ensinamentos deveriam
ser testados pela Palavra de Deus escrita, antes de serem digeridos.
10. Todos deveriam desejar e procurar com zelo este Dom (1 Co 14:1, 39). Pois,
desta maneira, podemos ser usados por Deus para o encorajamento do Seu povo.
11. A pessoa que estiver operando este Dom é responsável pelo seu uso ou abuso (1
Co 14:32). A profecia não é uma expressão vocal incontrolada. Nem tampouco
está o profeta sob qualquer espécie de transe ou controle mental. Ele também
não está fazendo ou dizendo nada contra a sua vontade. O espírito de profecia
está sujeito ao profeta. É o profeta que está falando, em nome de Deus, e o
profeta tem controle, em todas as ocasiões, de tudo que ele ou ela estiver
dizendo.
12. Em razão de o elemento humano ser falível, as profecias devem ser julgadas (1
Co 14:29). (O Pastor Edward Miller tem um excelente artigo sobre profecias, o
qual pode ser obtido da Revista Atos através do seu pedido.)
13. Como julgaremos uma profecia? Uma profecia genuína, cheia do Espírito:
14. Nunca contradirá a Palavra de Deus escrita.

Portanto, todas as expressões proféticas deveriam ser “testadas” pela Palavra de Deus.
Deus nunca nos diria, por profecia, que fizéssemos algo que a Sua Palavra proíbe.

1. Sempre exaltará a Jesus Cristo e nunca O difamará.


2. Edificará, exortará e consolará aos crentes. Nunca deveria deixá-los confusos,
aflitos e inseguros.
3. Deveria”testificar” com a maioria dos crentes presentes. Especialmente os mais
maduros, os quais são eles próprios frequentemente usados na operação dos
dons vocais.
4. Não quebrará o espírito da reunião, ainda que ela possa mudar a sua direção.
5. Se tiver um aspecto de predição, este virá a se cumprir. G. É aprovada pelo
“Teste do Fruto” (Mt 7: 16).

Falando sobre os falsos profetas, Jesus declarou: “Por seus frutos os conhecereis.”
Deveríamos rejeitar qualquer uma das assim chamadas profecias que venham de alguém
cuja vida e ações sejam um opróbrio à causa de Cristo.

Como Profetizar:

-Descanse. Não fique tenso.

-Espere silenciosamente no Senhor em seu espírito.

-Mantenha a sua mente aberta para a Sua voz. Quando você sentir o toque do Espírito,
dentro do seu espírito, entregue-se a Deus novamente, como um canal por onde Ele
possa fluir.

-Lembre-se de que esse dom é operado pela fé.

-Comece a falar tudo o que Deus der a você. Continue com simplicidade.

-Enquanto você estiver falando, esteja esperando n’Ele silenciosamente, para obter o
resto da mensagem.

-Não profetize além da medida da sua fé (Rm 12:6).


-Discirna quando o Espírito acabou de falar e pare!

4. Palavra De Conhecimento (1 Co 12:8) Definição:

Uma Palavra de conhecimento é um fragmento ou pequena parte do conhecimento de


Deus que é dado a uma pessoa pelo Espírito Santo.

Ela nos dá certos fatos e informações através da revelação sobrenatural do Espírito


Santo. Estas informações eram anteriormente desconhecidas pela pessoa, e o
conhecimento delas não poderia ter sido obtido de nenhuma forma natural. Ele é
transmitido sobrenaturalmente. Exemplos das Escrituras:

1. No ministério de Jesus:

João 1:47-50 – Jesus sabia de certos fatos sobre Natanael antes de conhecê-la.

João 4: 16-20 – Novamente, Jesus sabia de muitos fatos sobre a mulher de Samaria,
ainda que Ele nunca a tivesse visto anteriormente. Ela ficou maravilhada pela precisão
do Seu conhecimento com relação à sua vida passada e presente. O exercício desta
Palavra de Conhecimento produziu posteriormente um grande reavivamento.

2. Na Igreja Primitiva:

Em Atos 9: 10-20, Ananias recebeu informações específicas, com muitos detalhes sobre
Saulo, cuja pessoa ele nunca havia visto. Ele soube exatamente qual era a rua e a casa
onde Saulo estava. Ele soube que Saulo estava orando naquele presente momento e que,
quando ele impusesse suas mãos sobre Saulo, ele receberia a sua visão.

3. Exemplo do Antigo Testamento:

2 Samuel12: 1-14 – Deus revelou a Natã certos fatos e detalhes com relação à
transgressão de Davi.

Distinção: Uma Palavra de Conhecimento é diferente do conhecimento humano obtido


através de maneiras naturais.

Uma Palavra de Conhecimento não pode ser obtida por um aprendizado intelectual. Tal
conhecimento não pode ser obtido pelo estudo de livros ou por uma carreira acadêmica
de estudos numa faculdade ou universidade.

Ela não é tampouco a habilidade de se estudar, entender ou interpretar a Bíblia.


O Seu Emprego nas Escrituras:

1. Para revelar o pecado: 2 Sm 12: 1-10; At 5: 1-11. 2. Para trazer as pessoas a


Deus: Jo 1:47-50; 4: 18-20. 3. Para guiar e dirigir. At 9: 11.
2. Para ministrar um encorajamento em tempos de desânimo:1 Rs 19:9.
3. Para transmitir um conhecimento sobre eventos futuros: Jo 11:11-14.
4. Para revelar coisas escondidas: 1 Sm 10:22.

A Operação Deste Dom:

1. É sobrenatural quanto ao seu caráter – não é obtido por lógica, dedução,


raciocínio, etc e nem pelos sentidos naturais, mas pela revelação sobrenatural
através do Espírito Santo.
2. É operado pela fé – a pessoa que está recebendo a revelação faz isto pela fé.
3. A revelação é recebida em nosso espírito – não no intelecto ou nas emoções.
4. Não é essencialmente um dom vocal (At 9: 11). Ele é recebido silenciosa e
inaudivelmente dentro do espírito da pessoa.
5. Ele pode se tornar vocal ao ser compartilhado com outros (Jo 1:47; 4: 18).
6. Qualquer cristão cheio do Espírito e que esteja disposto a ouvir a Deus pode
experimentar o funcionamento deste dom.
7. É uma ferramenta valiosa no ministério de aconselhamento.
8. Uma ação e resposta em obediência são essenciais para que esta manifestação
continue funcionando em nosso ministério.
9. A Palavra de Sabedoria manifesta-se frequentemente junto com ele. Esta é a
sabedoria divinamente transmitida para que saibamos o que fazer com relação a
uma Palavra de Conhecimento e como aplicá-la correta e sabiamente.
10. A Palavra de Sabedoria (1 Co 12:8)

Esse dom está no princípio da lista porque ele é muito importante. Ele nos capacita a
falarmos e agirmos com sabedoria divina e assim, assegura o uso e aplicação corretos de
outros dons. Quando a Palavra de Sabedoria está ausente, os outros dons podem ser
usados de maneira errada, o que causa muita confusão.

Definição

A Palavra de Sabedoria é a sabedoria divina sobrenaturalmente transmitida pelo Espírito


Santo. Ela nos fornece a sabedoria imediata para que saibamos o que dizer ou fazer
numa dada situação.

Deus frequentemente a dá junto com a Palavra de Conhecimento para que os crentes


possam saber como aplicar esta Palavra de Conhecimento corretamente. Deus revelou a
Ananias o paradeiro e a condição de Saulo, através de uma Palavra de Conhecimento.
Ele também lhe mostrou, pela Palavra de Sabedoria, o que ele deveria fazer nesta
situação difícil.

Nota:

É uma palavra (logos) de sabedoria, e não o dom de sabedoria. Ilustração:


Um homem entra em dificuldades legais e consulta o seu advoga do. O advogado não
dá ao seu cliente toda a sabedoria e conhecimento que : ele tem. Ele extrai a palavra, ou
a porção do seu conhecimento que se aplica às necessidades de seu cliente, e transmite
esta palavra. Igualmente, Deus, que sabe todas as coisas, extrai do seu estoque infinito
de sabedoria, a porção de sabedoria em particular que é necessária para um de Seus
filhos. Ele envia isso pelo Espírito.

Distinção:

A Palavra de Sabedoria:

Não é uma sabedoria natural.

Não é a sabedoria obtida por realizações acadêmicas.

Não é a sabedoria obtida pela experiência.

Não é nem a sabedoria para se entender a Bíblia.

Ela é sobrenatural quanto às suas características.

Ela é dada como o Espírito Santo quiser (1 Co 12: 11)

Ela é dada para uma necessidade ou situação específica.

Ela não é o dom de sabedoria, mas a palavra de sabedoria.

Alguns Exemplos bíblicos:

1. (Lucas 4: 1-13). Jesus tentado no deserto. As respostas que Jesus deu a Satanás
foram palavras de sabedoria transmitidas pelo Espírito Santo.
2. (Lucas 20:22-26). Os escribas tentaram arma ruma cilada para Jesus, mas a
Palavra de Sabedoria, dada pelo Espírito, confundiu a todos eles.( Lucas 20:22-
26).
3. (João 8:3-11). Novamente os escribas e fariseus tentaram armar uma cilada para
Jesus, mas as Suas palavras sábias e a maneira como Ele cuidou da situação
confundiu Seus adversários.
4. ( Atos 6: 1-5). Dando sabedoria na administração da igreja.
5. ( Atos 15:28). Resolvendo uma crise na igreja.
6. ( Atos 27 :23, 24). Deu a Paulo o controle da situação, o que resultou na
salvação de muitas vidas.

Nota:

A Palavra de Sabedoria foi prometida a todos os discípulos de Cristo:


“Proponde pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque
eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos
se vos opuserem” (Lc 21: 14, 15).

Observação:

A Palavra de Sabedoria não é essencialmente um dom vocal, mas sim, um dom de


revelação. Ela é recebida silenciosamente, dentro do nosso espírito. Ela sai quando ela é
expressa verbalmente em aconselhamentos, pregações, profecias, ou quando agimos
baseados nela.

6. Discernimento de espíritos (1 Co 12:10)

O discernimento de espíritos é um assunto mais importante do que geralmente


imaginamos. Se este dom espiritual fosse usado mais frequentemente com o seu
complemento, a expulsão de demônios, muitos dos problemas que enfrentamos hoje
seriam minimizados.

O discernimento dos espíritos é o terceiro dos dons de revelação. A Palavra de


Sabedoria e a Palavra de

Conhecimento são os outros dois. É um dom divino transmitido pelo Espírito Santo,
para que possamos penetrar na esfera espiritual para distinguirmos o espírito de Satanás
(maus espíritos), o Espírito de Deus e o espírito humano. Através dele podemos
discernir a origem de certas ações, ensinamentos e circunstâncias que foram inspirados
por seres espirituais.

Este dom é mais limitado que os outros dois dons de revelação. A revelação dada neste
caso é limitada à origem do comportamento em questão. No entanto, o discernimento de
espíritos é tão sobrenatural em sua operação quanto qualquer um dos outros oito dons.
Ele fornece à igreja informações que não são disponíveis de nenhuma outra maneira.

1. A função do dom

O dom do discernimento dos espíritos nos dá um entendimento sobrenatural da natureza


e atividades dos espíritos.

Ele nos capacita a distinguirmos se determinada atividade espiritual tem uma origem
divina, satânica ou humana e assim revela a natureza dos espíritos em questão.

É fácil confundirmos as obras do espírito de Satanás com as do Espírito de Deus.


Satanás sempre tenta falsificar as obras do Espírito Santo. Satanás é conhecido como o
enganador, o pai das mentiras, e a serpente. Todos estes títulos significam a
fraudulência sutil e artificiosa que ele usa para produzir o mal sempre que possível.
Muitas vezes, as suas falsificações são tão plausíveis que as pessoas podem ser
inteiramente enganadas, a menos que alguém que exercite o dom sobrenatural de
discernimento de espíritos esteja presente. Se as atividades demoníacas estivessem
sempre, bem obviamente, exalando uma intenção perversa e repulsiva como tendemos a
imaginar, não haveria nenhuma utilidade para este dom do Espírito.
Na narrativa da jovem com o espírito de adivinhação em Atos 16, Paulo desafiou o
espírito que talvez pudesse ter enganado facilmente a outros servos de Deus. A jovem
fez uma declaração perfeitamente verdadeira quando ela disse: “Estes homens, que nos
anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo,” mas o espírito que
estava falando era um mau espírito.

Por que um espírito mau faria propaganda dos apóstolos desta maneira? Porque não era
de nenhum crédito ou ajuda ao Evangelho ou seus ministros terem uma pessoa assim
seguindo-os e, sem dúvida, fazendo com que muitos pensassem que ela fosse um deles.

1. A operação e necessidade deste dom hoje

O dom de discernimento de espíritos está experimentando o seu próprio reavivamento


em muitas partes do mundo hoje em dia. Ele pode ser visto em ação no ministério de
muitos homens de Deus na renovação atual. É absolutamente essencial que este dom
opere para que a Igreja possa realizar a sua missão por completo e destruir as obras do
diabo. Há tantos demônios no mundo hoje quanto havia na época em que Jesus andou
pela Terra e nos dias da Igreja Primitiva. O propósito deles é declaradamente maligno.
Este dom sobrenatural é especialmente necessário para missionários e obreiros em terras
pagãs onde o espiritismo, satanismo e ocultismo são abundantes.

1. Como o dom de discernimento de espíritos funciona

A primeira e mais óbvia função deste dom é revelar a presença de espíritos malignos na
vida das pessoas ou igrejas. No entanto, ele também funciona para avaliar a fonte de
uma mensagem profética, de um ensinamento em particular, ou de alguma manifestação
sobrenatural. A pessoa que exercita este dom será capaz de dizer se a fonte de uma
mensagem ou ação é demoníaca, divina ou meramente humana. Se for discernido que a
fonte é demoníaca, a pessoa que exercita esse dom geralmente será capaz de revelar:

1. A natureza do demônio

Isto se refere ao tipo da sua obra: mentiras, causando enfermidades (como por exemplo
câncer, cegueira, surdez, etc.), um comportamento impuro e coisas semelhantes.

2. O nome do demônio

Isto é geralmente revelado com a natureza do demônio, ainda que não seja realmente
incomum ter-se a revelação do nome próprio do demônio.

3. O número de demônios

Este é o caso da “legião,” ou Maria, da qual Jesus expulsou sete demônios. Realmente
não é incomum que uma pessoa seja possuída por mais de um espírito de uma só vez.
Esta é uma parte das informações reveladas pelo dom de discernimento de espíritos.
4. A força de determinados demônios

Geralmente, durante um confronto com um espírito maligno, a pessoa que exercia o


discernimento de espíritos sabe por revelação qual, dentre os vários demônios, é o mais
forte e tem a maior autoridade.

5. Com relação a obter informações

Muitas vezes, os próprios demônios dão muitas informações, verbalmente, à pessoa que
eles sabem que discerniu sobrenaturalmente a presença deles e que tem o poder de
expulsá-los. No entanto, já que podemos esperar que os demônios vão mentir, é uma
boa idéia tratarmos as informações que eles dão, com suspeitas, e contarmos com as
informações sobrenaturalmente dadas pelo Espírito Santo.

1. O discernimento de espíritos nem sempre envolve a fé para expulsar os


demônios

Ainda que o dom de discernimento de espíritos seja essencial para uma libertação
eficaz, ele não é suficiente por si mesmo. Ele precisa operar junto com os dons da fé e
de operação de milagres. São os que exercitam estes dons que têm mais êxito na
expulsão de demônios.

7. O Dom de Fé (1 Co 12:9)

Já que a fé lida com o futuro e com o invisível – as coisas não fisicamente


experimentadas -, o dom de fé é a habilidade especial dada a alguém com o chamado de
exercitar uma capacidade extraordinária de crer. Deus sobrenaturalmente esvazia esta
pessoa de qualquer dúvida e a enche com uma fé especial que a capacita a realizar o
propósito de Deus, apesar de todas as circunstâncias contrárias da vida. É uma
dispensação especial de fé que Deus concede a um crente cheio do Espírito quando a
tarefa que Ele deu a este crente requer mais que uma fé ordinária ou geral.

O dom de fé tem uma função vastamente superior àquela da fé geral, a qual cresce da
semente original da fé salvadora que Deus plantou em nossos corações (veja Rm 1: 17).
O grau da fé geral cresce com os estágios de desenvolvimento do crente (“pequena fé,”
“grande fé”, etc.). A fé geral cresce como resultado de nos alimentarmos na Palavra, de
sermos exercitados através das circunstâncias da vida, e assim por diante. Ela pode
desenvolver-se até um nível muito elevado. Contudo, o dom de fé tem uma função
superior até mesmo ao mais alto nível de fé geral.

Alguns tradutores se referem ao dom de fé como uma fé especial. Isto indica uma fé
concedida pelo Espírito Santo, para satisfazer as nossas necessidades em circunstâncias
especiais e extenuantes. Isto ainda sugere que o dom da fé não reside permanentemente
em nenhum crente, mas sim que cada manifestação é um dom de fé separado.
Um episódio na vida de Elias ilustra isto quando ele declarou ao rei Acabe que não
haveria chuva até que ele falasse a palavra, e que depois haveria chuva novamente de
acordo com sua palavra (1 Rs 17: 1). O seu dom de fé produziu o cumprimento
miraculoso desta profecia.

Contrariamente, esta fé extraordinária estava faltando quando Elias se assentou debaixo


de um zimbro, temeroso, desanimado e querendo morrer porque não era necessário
naquele momento (1 Rs 19:4). Ele não havia perdido a sua fé em Deus ou em Sua
Palavra. Sua própria fé foi fortalecida e o ensinou a crer em Deus e a se reanimar
quando Deus lhe disse que Ele tinha outros sete mil seguidores fiéis em Israel.

Deus quer que você saiba que você pode seguir adiante confiantemente, sabendo que,
quando exigências especiais são colocadas sobre você, Ele lhe dará, sobrenaturalmente,
uma fé especial para capacitá-lo a cumprir os Seus propósitos.

Como o dom de fé funciona?

Parece que o dom de fé funciona de uma maneira passiva, mas isto nem sempre é assim.
A proteção de Daniel dos leões (uma ocasião passiva do dom de fé) parece contrastar
com a ocasião em que Sansão matou o leão, o que é um exemplo do envolvimento ativo
do homem na manifestação do poder de Deus. Este seria um exemplo da operação de
milagres. Esta impressão de que o dom de fé funciona passivamente é porque ele
geralmente é operado em cooperação com dons mais dramáticos, por exemplo, a
operação de milagres, os dons de curas, etc.

O dom de fé também funciona quando falamos a palavra de fé – “Cri, por isso falei” (2
Co 4: 13). Portanto, as palavras que um homem de Deus fala, ao ser inspirado pelo
Espírito, são confirmadas por Deus como se fossem Suas próprias palavras.

Os resultados nem sempre são imediatos, mas eles são certos. Este dom pode funcionar
de várias maneiras, por exemplo, para abençoar, maldizer, criar, destruir, etc.

Há alguns exemplos notáveis do dom de fé funcionando através da palavra falada:

Josué ordenou que o sol e a lua parassem (Js 10: 12-14).

Elias controlou o tempo através de sua palavra: “… nestes anos nem orvalho nem chuva
haverá senão segundo a minha palavra…,” “… e, por três anos e seis meses, não choveu
sobre a terra” (1 Rs 17: 1; T g 5: 17).

Paulo silenciou a Elimas: “… e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo” (At 13:
11).

Pedro julgou a Ananias e Safira (At 5).

As Escrituras ensinam o princípio da palavra de fé: “… tudo o que disser lhe será feito”
(Mc 11:23), com relação à injunção: “Tende fé em Deus” (Mc 11:22) e a Jo 22:28 –
“Deterinando tu algum negócio, ser-te-á firme…”
8. Dons de Curas (1 Co 12:9)

As três referências a este dom em 1 Corintios 12 estão nos versículos 9, 28 e 30. Em


cada uma delas, as palavras originais são: charismata e iamaton. Ambas as palavras
estão no plural, o que faz com que a tradução correta desta frase seja dons de curas.

Os dons de curas funcionam sobrenaturalmente para curarem doenças e enfermidades


sem nenhuma espécie de meios naturais. É o poder do Espírito Santo que vem por sobre
o corpo de uma pessoa, dissolvendo suas enfermidades e tirando suas dores para curá-la.

O uso dos substantivos no plural enfatiza a abundância dos dons de cura de Deus
disponíveis aos homens que sofrem enfermidades. Isto também pode enfatizar que a
cura de Jesus liberta de toda doença, fraqueza, praga, deformidade e aflição. Isto
também sugere que há uma grande variedade de manifestações deste dom (1 Co 12:47).

O exercício dos dons de curas não dá à pessoa que o exercita a habilidade de curar todos
os doentes em todo o tempo. Algumas pessoas não compreendem bem este ponto e
perguntam por que não entramos em hospitais e lugares semelhantes e curamos a todos
os que estão doentes. Até mesmo Jesus não fez isto. Ele apenas foi a um lugar que
poderia corresponder a um hospital moderno uma vez, quando Ele foi ao tanque de
Betesda, onde havia multidões de doentes. Mesmo assim, Ele escolheu apenas um
dentre todos eles e o curou. Muitas vezes, lemos a respeito de grandes multidões de
doentes que vieram a Jesus e vemos que Ele” curou a todos.” Um princípio importante
da cura divina é que a pessoa precisa vir a Jesus como um exercício de fé e cooperação.

O propósito dos dons de curas:

1. Libertar os Doentes e Aflitos e Destruir as Obras do Diabo em Corpos Humanos


(1 Jo 3:8; At 10:38 e Lc 13: 16).
2. Provar a Asserção de Cristo de que Ele é o Filho de Deus (Jô 10:36-38).
3. Confirmar a Palavra (Mc 16: 17-20, At 7:29-39,33).
4. Atrair as Pessoas ao Som do Evangelho (Mt 4:23,25).
5. Trazer Glória a Deus (Mc 2: 12; Lc 13: 13; 18:43; Jo 9:2,3).

O Espírito Santo dá dons de curas aos servos de Deus para que os transmitam a quem
quer que o Senhor deseje curar para os Seus propósitos. Como todos os outros dons, os
dons de curas não somente têm que ser dados, mas também têm que ser recebidos.
Assim como há um princípio de fé, com relação a como ministrar estes dons, há
também um princípio que trata com a maneira de recebê-los. Ezequias teve dificuldades
em receber o dom de cura que Deus enviou a ele. A sua fé teve que ser edificada de uma
maneira especial, através do milagre registrado em 2 Rs 20:8-11 (Veja também 2 Rs 5:
10-14). Naamã teve dificuldade em receber o dom de cura que Deus havia enviado a ele
através de Eliseu. A cura em geral requer um duplo ato de fé: fé para receber e fé para
administrar o dom de cura.

Ainda que haja exceções a esta regra, Deus sempre deseja curar. No entanto, às vezes,
os canais normais, através dos quais o Seu poder de cura flui, não estão funcionando
muito bem. Isto pode requerer que Deus envie um dom de cura especial. Às vezes, Deus
comunica os dons de curas através dos canais de curas normais; em outras ocasiões,
através de meios extraordinários, de acordo com a Sua vontade (por exemplo, a sombra
de Pedro).

9. Operação de Milagres (1 Co 12:10)

Um milagre acontece quando Deus intervém no curso normal da natureza. O dom de


operação de milagres acontece quando Deus nos capacita, com poder pelo Espírito
Santo, a fazermos algo completamente fora do campo das habilidades humanas. Ele nos
dá isso numa ocasião específica para um propósito especial.

Todos os dons do Espírito são miraculosos, mas o uso da palavra “milagre,” neste caso,
se refere a atos de poder.

Os milagres dão uma prova inegável da Ressurreição.

Se Jesus não estivesse vivo, o Seu nome não teria nenhum poder para curar os doentes e
operar milagres (At

4:33). Pedro convenceu aos judeus incrédulos da ressurreição de Jesus Cristo e de sua
necessidade de arrependimento por força do fato de que o nome de Jesus ainda tinha
poder para curar os doentes e operar milagres.

1. Isto deu ousadia aos crentes para que pregassem a Cristo (At 4:29,30). As
pessoas reconheceram que eles haviam estado com Jesus, o Operador de
Milagres (At 4: 13).
2. Isto fez com que os crentes tivessem mais fome por Deus (At 4:31). Isto
convenceu e condenou os homens por seus pecados (At 5:28, 33).
3. Cinco mil pessoas se converteram, em um dia, através de um milagre (At 4:4; 5:
14).
4. Todos os homens glorificavam a Deus pelo que foi feito (At4:21).
5. Isto espalhou o Evangelho rapidamente (At 5: 14-16).

Antes que Jesus começasse a operar milagres, ninguém O seguia a nenhum lugar. Ele
deve ter pregado frequentemente na sinagoga, pois Lucas 4 diz que este era o Seu
costume. Mas, quando os milagres em Lucas 4:3335 aconteceram, “a sua fama
divulgou-se por todos os lugares em redor daquela comarca” (Lc 4:37). Daí em diante
as multidões se comprimiam ao Seu redor para ouvirem as Suas palavras e para verem
os Seus milagres. “E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre
os enfermos” (Jo 6:2).

Onde quer que os discípulos pregavam, curavam os doentes, expulsavam os demônios e


operavam milagres, multidões se voltavam a Cristo.

1. Samaria prestou atenção a Filipe, porque viam e ouviam os sinais que ele fazia
(At 8:6).
2. Todos os habitantes de Sarona e Lida voltaram-se ao Senhor quando Pedro disse
a Enéias: “Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua calma.” E ele se
levantou imediatamente (At 9:34).
3. Muitas pessoas em Jope creram quando Pedro ressuscitou a Dorcas (At 9:42).
4. O povo de Listra pensou que os deuses tivessem descido a eles quando eles
viram o coxo andar e saltar por causa da palavra de Paulo (At 14:9-18).

“E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo, pelas mãos dos apóstolos. E a
multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez
mais. De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e
em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse
alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém,
conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais todos eram
curados” (At 5:12-16).

1. O Livro de Atos termina com milagres em força total (At 28:8, I 9). Quando as
pessoas viram a Públio curado, elas creram que se Deus podia curar uma pessoa,
então Ele era capaz e queria curar a todos que tinham necessidades de cura.
Quando as pessoas pensam e crêem corretamente com relação a Deus, então elas
recebem o que Ele tanto deseja dar para elas.

A operação de milagres é a capacitação do Espírito Santo, dando ao crer a habilidade de


operar um milagre, em contraste com Deus operando milagres na vida de um crente.
Assim sendo, muitos que nunca receberam o dom de operação de milagres têm, muitas
vezes, experimentado milagres estupendos que Deus operou para eles.

Alguns Exemplos:

1. Milagres de libertação como o de Pedro em At 5: 17-20 e novamente em At 12:


1-10. Também o de Paulo e Silas em At 16: 15-30.
2. Milagres de transladação: “… o Espírito do Senhor arrebatou a

Filipe, e não o viu mais o eunuco” (At 8:39).

Estes e muitos outros exemplos são milagres operados por Deus nas vidas dos crentes,
às vezes, até mesmo sem a cooperação dos crentes. Estes não são, portanto, exemplos
em que o dom de operação de milagres estava em funcionamento. Em contraste, agora
apresentamos três casos em que este dom estava funcionando:

1. Atos 19: 11: “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. “
2. Atos 9:40. Pedro ressuscitou a Dorcas.
3. Atos 20:9-12. Paulo restaurou a vida de Eutico.

Operação Prática deste dom:

1. A unção do Espírito Santo para criar uma confiança e autoridade especiais.


2. Uma palavra de fé e autoridade. Elias disse que o Deus que respondesse por
fogo seria o Senhor de Israel.

O fogo que desceu foi um exemplo da operação de milagres.

3. Um ato ousado de fé.


PARTE IX
O REINO E A VOLTA DE JESUS

O Reino Milenar de Jesus Cristo


Este pequeno estudo não pretende cobrir tudo que é tratado na Palavra de Deus sobre o
milênio. Visa, tão-somente, dar instrução clara e objetiva de alguns pormenores deste
maravilhoso tema.

Infelizmente, os cristãos de hoje, em nossas Igrejas, sabem pouco sobre o Reino


Milenar de Cristo nesta terra. Uma era futura, onde se cumprirá as promessas de Deus
referente as alianças firmadas por Ele no decorrer da história bíblica.

Vamos analisar os aspectos mais essenciais da doutrina:

O Reino Milenar é o cumprimento das Alianças


Divinas
O estabelecimento do reino milenar de Cristo se torna indispensável, porque somente
assim, haverá o cumprimento de todas as alianças feitas por Deus com Israel. Uma
aliança é um pacto, um acordo. E Deus fez vários pactos, acordos com a nação de Israel,
nas quais, Ele próprio Se obrigou a cumpri-los, independente do homem obedecer a
Deus ou não.

Quatro são as alianças incondicionais de Deus para com a nação de Israel:


Aliança Abraâmica (Gênesis 12.1-3) – nesta aliança Deus promete fazer de Abraão uma
grande nação; esta nação teria a posse da terra; receberiam as bênçãos universais de
Deus e através deles, se estenderiam a toda a nação esta mesma bênção por intermédio
de Jesus Cristo.
Aliança Palestiniana (Deuteronômio 30.3-10) – uma extensão da Aliança Abraâmica,
onde Deus cita mais detalhes sobre a ocupação da Terra Prometida e as bênçãos
concernentes a esta ocupação. Através desta aliança a restauração final e a conversão de
Israel são garantidas.
Aliança Davídica (2Samuel 7.4-17; 1Crônicas 173-15) – nesta Aliança, Deus prometeu
que Israel sempre teria um rei da linhagem de Davi, portanto, o trono seria de possessão
perpétua da família Davídica, descendentes da tribo de Judá, sendo que este rei reinaria
sobre a nação como um todo.
Nova Aliança (Jeremias 31.27-40; Hebreus 8.7-13) – estabelece um novo coração para
Israel, uma conversão genuína e autêntica. É estabelecida sobre o sacrifício vicário de
Cristo e, por causa disso, garante bênção eterna para todo aquele que crê.

Nota-se que o devido cumprimento total destas alianças de Deus com Israel será
plenamente estabelecido no Reino Milenar.

Três escolas principais de interpretação:


1) Pré-Milenistas: entendem a base da interpretação literal das profecias, a Vinda de
Jesus Cristo precederá o Seu reinado de mil anos em companhia de Seus remidos.
2) Pós-Milenistas: acreditam que a Segunda Vinda de Jesus Cristo será precedida da
vitória final do Evangelho no período do milênio.
3) Amilenistas: entendem que a descrição de Apocalipse 20 é puramente simbólica.

Para quem será o Milênio?


1) Jesus Cristo, como Rei Supremo (Zacarias 14.9);
2) Para os Salvos (1Tessalonicenses 4.16-17);
3) Para o remanescente (nações) da Grande Tribulação (Mateus 25.31-46);
4) Para os judeus sobreviventes (Deuteronômio 28.13; Isaías 60.10-15; Zacarias
8.20,23).

O Lugar do Reino: será na Terra, refletindo não somente o aspecto espiritual, mas
também o terreal (Isaías 65.21; Mateus 5.25-26; Apocalipse 5.9-10).

A Capital do Reino: será Jerusalém (Salmo 48.1-3). Biblicamente, a Palestina é o


centro geográfico da Terra. Será o centro de adoração para todos os povos.

A Universalidade do Reino: o reino do Messias será universal abrangendo o mundo


inteiro (Ezequiel 43.1-7; Mateus 25.31; Zacarias 14.9; Salmo 72).

Israel no Reino: tendo Cristo como Seu Messias e Cabeça, Israel se tornará a nação
líder do mundo, não mais a “cauda” (Deuteronômio 28.13-44; Isaías 60.10-15; Zacarias
8.20-23).

A Igreja no Reino: a posição da Igreja será de esposa ao lado do Esposo, e a Rainha ao


lado do Rei. A Igreja reinará com Jesus Cristo (Apocalipse 19 e 20).

A Hierarquia no Reino
Encontraremos um sistema hierárquico sólido no reino milenar. Jesus Cristo será o Rei.
Abaixo dEle estará o grande Rei Davi, como sendo o regente, o príncipe. Depois outros
reinarão sob suas autoridades.

Provas de que Davi é o regente no milênio (Oséias 3.5; Ezequiel 37.24-25; 34.23-24;
Isaías 55.3-4; Jeremias 30.9; 33.15-21).

Muitos são contra a idéia de que o Davi histórico reinará literalmente no milênio.
Alegam que este Davi é o Senhor Jesus Cristo. A estes quero deixar três importantes
versos da Palavra de Deus que demonstram que realmente é o Davi histórico, o segundo
rei de Israel.
1) Ezequiel 45.22 – O príncipe nesta passagem oferece a si mesmo oferta pelo pecado.
Cristo não pode oferecer sacrifício por seu próprio pecado, pois Ele nunca cometeu
pecado.
2) Ezequiel 46.2 – O príncipe está comprometido em atos de adoração. O Senhor Jesus
Cristo recebe adoração no milênio, mas não está envolvido com atos de adoração, ou
seja, Cristo não se envolve com adoração.
3) Ezequiel 46.16 – O príncipe tem filhos e divide sua herança com eles. Isso nunca
poderia acontecer com Jesus Cristo.
Portanto, para aqueles que argumentam que o príncipe citado em Ezequiel é o próprio
Jesus Cristo, estas passagens se tornam um grande embaraço em suas doutrinas.

Por que devemos afirmar que realmente será o próprio Davi histórico que irá reinar?
1) Porque é muito mais coerente com a interpretação literal das Escrituras.
2) Somente Davi poderia ser regente no milênio sem violar as profecias concernentes ao
reinado de Cristo.
3) Os santos ressurretos terão posições de responsabilidade no milênio como
recompensa (Mateus 19.28; Lucas 19.12-27). Davi pode ser designado para assumir tal
responsabilidade já que era ‘homem segundo o coração de Deus’.
4) Davi será nomeado regente sobre a Palestina e governará a terra como príncipe,
ministrando sob a autoridade de Jesus Cristo, o Rei.

Note também que nobres e governadores reinarão sob Davi (Jeremias 30.21; Isaías 32.1;
Ezequiel 45.8-9; Mateus 19.28). Da mesma forma, muitas outras autoridades menores
também reinarão (Lucas 19.12-27). E os juízes serão novamente levantados (Zacarias
3.7; Isaías 1.26).

Propósito do Templo Milenar


Na era milenar haverá um novo templo, onde os judeus estabelecerão como centro da
adoração no milênio. Este Novo Templo será diferente dos demais, já destruídos, com
dimensões diferentes, móveis diferentes dos templos anteriores (Ezequiel 40 a 47).
1) Servirá para demonstrar a santidade de Deus.
2) Servirá para prover uma habitação para a glória de Deus.
3) Servirá para perpetuar o memorial do sacrifício.
4) Servirá para prover o centro do governo divino.
5) Servirá para prover a vitória sobre a maldição.

Sacrifícios serão novamente estabelecidos, no entanto, não serão meritórios, ou seja,


para perdoar os pecados. Estes sacrifícios serão estabelecidos em caráter memorial.
Assim como a ceia é para nós hoje uma lembrança de que Cristo morreu e ressuscitou,
os sacrifícios no milênio mostrarão ou apontarão para tal fato.

A Atuação do Espírito Santo no Milênio:


O Espírito Santo será derramado sobre toda carne para habitar, encher e ensinar
(Jeremias 31.33-34; Joel 2.28-32; Ezequiel 36.25-31). Notamos que a profecia de Joel
será finalmente cumprida literalmente, pois apenas uma parte fora cumprida no Dia de
Pentecostes.
A obra do Espírito Santo será mais abundante e terá uma manifestação muito maior na
era milenar do que em qualquer outra época. Portanto a plenitude do Espírito Santo será
comum nesta era (Isaías 32.15; 44.3; Ezequiel 39.29; Joel 2.28-29).

O cristão será, portanto, habitado pelo Espírito Santo da mesma forma como este é hoje
(Ezequiel 36.27; 37.14; Jeremias 31.33).

Características gerais do Milênio:


1) Um reino material com duração de mil anos, tendo Jesus Cristo como Rei
(Apocalipse 20.5-6);
2) Satanás será preso (Apocalipse 20.1-3);
3) Jesus Cristo reinará com cetro de ferro (Salmo 2.8-9; Apocalipse 12.5; 19.15;
Gênesis 49.10; Números 24.17);
4) Vida longa (Isaías 65.19-20);
5) Real, concreto e visível (Apocalipse 20);
6) Paz universal entre os povos e as nações (Isaías 9.6; Miquéias 4.3-4; Lucas 2.13-14);
7) A terra da Palestina será aumentada (Isaías 26.15);
8) A topografia será alterada (Zacarias 14.4);
9) As chuvas cairão trazendo bênçãos (Isaías 41.18; Ezequiel 34.26; Joel 2.23);
10) As fontes e mananciais de águas serão abundantes (Ezequiel 47.1-11; Zacarias
14.8);
11) A terra produzirá abundantemente (Isaías 32.15; 35.1; Ezequiel 47.12; Amós 9.13);
12) Haverá paz e justiça em plenitude (Isaías 32.16-17);
13) Haverá paz até na criação de modo geral (Isaías 11.6-9; 65.25; Romanos 8.19-21);
14) O Evangelho será pregado em todo o mundo (Isaías 11.6-9; 14.1-2; 49.22-23; 60.14;
Zacarias 8.20-23);
15) Ainda haverá pecado (Isaías 65.18-20; Lucas 19.11-27);
16) Novo Templo e sacrifícios memoriais (Isaías 56.6-7; Ezequiel 40.1 a 44.31);
17) Os salvos estarão em glória com Seu Salvador (Colossenses 3.4);
18) Trabalho. O período do milênio não será caracterizado por inatividade, mas haverá
um sistema econômico perfeito, no qual as necessidades do homem serão
abundantemente providas por seu trabalho nesse sistema. Haverá uma sociedade
plenamente produtiva, suprindo as necessidades dos súditos do Rei (Isaías 62.8-9;
65.21-23; Jeremias 31.5; Ezequiel 48.18-19). A agricultura, bem como a manufatura
proverá empregos.
19) Haverá um aumento da luz solar e lunar, isto será a causa do aumento da
produtividade na terra (Isaías 4.5; 30.26; 60.19-20; Zacarias 2.5).
20) A língua será unificada, as barreiras lingüísticas serão desfeitas (Sofonias 3.9).
21) Haverá uma transformação no corpo das pessoas que tem deformidades físicas
(Isaías 29.17-19; 35.3-6; 61.1-2; Miquéias 4.6-7; Sofonias 3.19).
22) As águas do Mar morto ficarão saudáveis e peixes serão encontrados ali (Ezequiel
47.8).

Como será o fim do Milênio?


1) Satanás será solto (Apocalipse 20.7);
2) Enganará multidões (Apocalipse 20.8);
3) Promoverá uma rebelião (Apocalipse 20.9);
4) Os rebeldes serão mortos queimados (Apocalipse 20.9);
5) Satanás será destruído com um assopro da boca de Cristo (2Tessalonicenses 2.8);
6) Satanás será lançado no Lago de Fogo e Enxofre (Apocalipse 20.10);
7) O último inimigo – a morte – é derrotado (Apocalipse 20.14; 1Coríntios 14.26);
8) O Reino é entregue ao Pai (1Coríntios 15.24-25,28; Apocalipse 22.1).

OBRAS CONSULTADAS:
Bíblia Anotada – Charles Caldwell Ryrie – Editora Mundo Cristão
Bíblia Scofield – C. I. Scofield – Imprensa Batista Regular do Brasil
Exposição das Grandes Doutrinas da Bíblia – William Evans – Editora Batista Regular
Manual de Escatologia – J. Dwight Pentecost – Editora Vida.
Todas as Profecias da Bíblia – John F. Walvoord – Editora Vida
Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica – Thomas Paul Simmons – Challenge Press

LEITURA COMPLEMENTAR…
EXISTE ESTA DIFERENÇA? SALVO E
VENCEDOR?
O que é um salvo?
Resposta: Uma pessoa salva é uma pessoa que nasceu de novo.
1Jo 5.4,5
4 Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o
mundo, a nossa fé.
5 Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? Todos
os salvos são vencedores?
resposta: Todos os salvos são mais do que vencedores

Romanos 8:35-39
35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição,
ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
36 Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos
reputados como ovelhas para o matadouro.
37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os
principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do
amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Depois de entender isso você vai compreender que essas promessas “aos que
vencerem” são promessas para os que nasceram de novo.
Essas são as promessas:
Apocalipse 2:7
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a
comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.

Apocalipse 2:17
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a
comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome
escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.

Apocalipse 2:26
E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as
nações,

Apocalipse 3:12
A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e
escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova
Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.

Apocalipse 3:21
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu
venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.

Apocalipse 21:7
Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

Os salvos/vencedores vão para céu?

Resposta: Sim.
1 – Durante a morte as almas dos salvos vão para o seio de Abraão ou paraíso (que
depois da ascensão de Cristo está no terceiro céu “2 Co 2.2,4”)
Lucas 16:22
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e
morreu também o rico, e foi sepultado.2 – Quando Jesus voltar os que morreram em
Cristo ressussitarão e os que estiverem vivos na época serão transformados e irão para o
céu com Cristo
Jo 14.1-3
1 NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou
preparar-vos lugar.
3 E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo,
para que onde eu estiver estejais vós também.
1Co 15.51-54
51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos
seremos transformados;
52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a
trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto
que é mortal se revista da imortalidade.
54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal
se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a
morte na vitória.
1Ts 4.16,17
16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a
trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas
nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.E vão
retornar com Cristo quando Ele vier para derrotar a besta:
Ap 19.11,14,19,20
11 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-
se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.
14 E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino,
branco e puro.
19 E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra
àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.
20 E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com
que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois
foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.Depois disso Cristo
estabelecerá o seu reino milenar.

Quem reinará com Cristo durante o milênio?

Jesus prometeu que os apóstolos estariam com Ele durante o reino e que os fiéis
que largassem tudo para seguí-lo receberiam muito mais:
Mateus 19:27-30
27 Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te
seguimos; que receberemos?
28 E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na
regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos
assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.
29 E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou
mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará
a vida eterna.
30 Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os
primeiros.

Em Apocalipse 20 João diz que aqueles que creram em Cristo durante a grande
tribulação ressuscitarão e reinarão com Cristo também:
Ap 20.4
E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas
daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que
não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem
em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos

Na segunda carta a Timóteo, Paulo deixa claro que os fiéis reinarão com Cristo:
2 Tm 2.12
Se sofrermos , também com ele reinaremos ; se o negarmos , também ele nos negará;

Depois do Milenio Deus criará um novo céu e uma nova terra e a nova Jerusalém
descerá do céu:
Ap 21.1,2
1 E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra
passaram, e o mar já não existe.
2 E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada
como uma esposa ataviada para o seu marido.

Somente os salvos – de todas as épocas – reinarão com Cristo e não há diferença entre
salvos e vencedores.

Portanto não são as obras, ou dons, ou os seus esforços que lhe garantem a salvação,
nem a entrada no milênio, nem a entrada na nova Jerusalém. O que garante a entrada na
cidade santa é nascer de novo ter o seu nome registrado no livro de regrista de “novos
nascimentos” o Livro da Vida do Cordeiro:
Apocalipse 21:27
E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só
os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

Concluindo: EXISTE ESTA DIFERENÇA? SALVO E VENCEDOR?


resposta: NÃO! Todo salvo é mais do que vencedor!
Paz!

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