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SÉRIE PROVAS E C O N C U R S O S

José Carlos Oliveira de Carvalho

CAMPUS
ELSEVIER CONCURSOS
© 2009, Elsevier Editora Ltda,

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ISBN: 978-85-352-3296-7

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CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte.
Sindicato Nacional dos Editores de Ltvros, RJ

C324o Carvalho, José Carlos Oliveira de


3. ed. Orçamento público: teoria e questões atuais comentadas / José
Carlos Oliveira de Carvalho. - 3- ed. ~ Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
272 p. — (Provas e concursos)

Inclui bibliografia
ISBN: 978-85-352-3296-7

1, Orçamento - Brasil. 2. Administração financeira— Brasil. 3. Finanças


públicas - Brasif. 4. Responsabilidade fiscal — Brasil. 5. Administração
pública - Brasil. 6. Serviço público - Brasil - Concursos. I. Título,
il. Série.

08-3951. CDD: 351.72


CDU: 35.073.52
Dedicatória

Juliana,
A você, que contribuiu ativamente para a realização deste trabalho;
A você, incansável, que está comigo em todos os momentos;
A você, que vibra intensamente com cada vitória nossa;
A você, que, junto com a nossa filha, constitui meu maior tesouro;
A você, a quem credito os nossos sucessos nos mais diversos planos;
A você, que faz da minha vida uma experiência maravilhosa,
Muito obrigado.

Luíza,
A você, que me mostrou que ainda há muita coisa na vida a ser vista e
experimentada;
A você, que m efaz mais do que nunca querer ir para a casa mais cedo;
A você, cujo cheiro não pode ser comparado ao melhor dos perfumes;
A você, que rouba minhas noites de sono;
A você, que minimiza o tempo que tenho com minha esposa;
A você, que é capaz de me fazer sorrir durante um dia de trabalho intenso,
simplesmente por lembrar de seu rosto;
A você, meu pequeno grande amor,
Eu te amo.
Agradecimentos

A Deus, por todas as coisas.


Aos meus pais, José Carlos Cabral de Carvalho (in m em oriam ) e Jane Oliveira de
Carvalho, pelos primeiros passos e por terem me ensinado o caminho do bem.
Aos meus padrinhos, Sebastião e Zileide, sempre presentes, por existirem.
Às autoridades com quem trabalho no Ministério Público, Dr. Marfan Martins Vieira,
Dr. Eduardo da Silva Lima Neto, Dr. José Eduardo Ciotola Gussem, Dr. Fernando Femandy
Fernandes, Dr. jo sé dos Santos Carvalho Filho, Dra. Maria Cristina Tellechea, Dr. Vinícius
Leal Cavalheiro, Dra. Leila Machado Costa, Dr. Leo Cuna, Dra. Vanessa Katz e a tantos
outros que acreditam em meu trabalho e dedicam suas vidas à construção de um País
melhor para nossos filhos.
Às pessoas especiais com quem compartilho meus dias, Aline Carvalho, Tathiana
Carvalho, Rômulo, Sylvio Motta, Ricardo Ferreira, André Limeira, Maria Regina, Juliana
Oliveira, Fernando Figueiredo, Francisco Lorentz, Luciano Oliveira, Alex Heinze e tantos
outros amigos com quem, em virtude dos compromissos profissionais, não me é possível
conviver tanto quanto gostaria.
Aos meus colegas auditores, jo ab Carvalho, Renata Baraúna, Marcos Freire e Luciana
Melim, por serem muito mais do que colegas de trabalho.
Ao Prof. Dr. Antônio Araújo Freitas Filho que, com seu brilhantismo e entusiasmo,
desperta em nós a vontade de aprender.
Aos ilustres mestres que muito contribuíram para minha formação profissional: Natan
Szuster, Heraldo da Costa Reis, Lino Martins da Silva, Júlio Sérgio Cardoso, Domenico
Mandarino e Antônio Miguel Fernandes.
O Autor

Jo sé Carlos Oliveira de Carvalho é mestre em Ciências Contábeis, pela Universidade


do Estado do Rio de janeiro - Uerj (área de concentração: Auditoria)? Especialista em
Docência Superior pela Fabes, graduou-se em Ciências Contábeis pela Universidade Federal
do Rio de Janeiro -U F R J. Atualmente, é auditor geral do Ministério Público do Estado do
Rio de janeiro, cedido pelo Tribunal de Contas do Município do,. Rio de Janeiro, onde é
contador (concursado), tendo ocupado os cargos de auditor fiscal (concursado), de oficial
do Exército e de técnico em contabilidade (concursado), na Prefeitura do Rio de Janeiro.
Leciona na Fundação Getulio Vargas - FGV, no Conselho Regional de Contabilidade do
Rio de Janeiro - CRCRJ e em diversos cursos preparatórios para concursos em mais de
vinte capitais as cadeiras de Auditoria Geral e Pública, Contabilidade Básica, Corporativa,
Pública e Gerencial, Orçamento Público e Privado e Administração Geral e Pública. É
conselheiro do CRCRJ, auditor independente e consultor de empresas em mais de dez
capitais. Recentemente, teve a oportunidade de colaborar na CPI do cartão corporativo
junto ao Congresso Nacional. É membro de bancas e autor das seguintes obras: Auditoria
Geral e Pública, Auditoria das Demonstrações Financeiras e Por Dentro das Fraudes: Como
Sâo Feitas, Como Denunciá-las, Como Evitá-las.
Apresentação

Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, Direito Financeiro e


Administração Pública são normalmente as expressões utilizadas para o assunto abordado
nesta obra. O grande objetivo que pautou a realização deste trabalho foi o desejo de
elaborar um material que auxiliasse os iniciantes no assunto, de maneira prática e objetiva,
a conhecer as transações realizadas no âmbito da administração pública, em qualquer esfera
de governo. Assim, este trabalho é destinado, principalmente, àqueles que se preparam
para realizar concursos públicos, sendo útil, também, dado seu caráter eminentemente
prático, aos estudantes universitários e profissionais da área de orçamento e finanças no
setor público.
Dentre os concursos que cobram o assunto, é possível destacar: auditor do TCU, técnicos
de controle externo do TCU, TCE e TCM, técnicos de controle interno da CGU, dos órgãos
de controle interno dos Estados e dos Municípios, analista de planejamento e orçamento,
analista de finanças e controle, analista do TRJE etc.
A fim de sedimentar os conceitos estudados em cada capítulo, foram inseridas questões
de concursos anteriores, das seguintes bancas: Esaf, Cespe - UnB, FCC e FJG. Foram
coletadas, ainda, questões de sites especializados em concursos. As questões encontram-se
divididas por assunto, possuem gabarito e foram, quando julgado conveniente e em função
do grau de dificuldade, comentadas.
Algumas considerações preliminares: antes de iniciar a leitura deste livro, ou mesmo
de qualquer material, vale a pena perguntar onde se quer chegar com as horas que serão
destinadas a ele; assim, será mais fácil identificar as áreas que agregarão mais valor. Caso
não se tenha conhecimento algum sobre o assunto, é recomendável o estudo dos capítulos
na seqüência apresentada pelo autor, considerada a mais didática. Para os que trabalham
na área, o livro contém modelos de documentos que facilitarão o desempenho dos encargos
sob sua responsabilidade. Especialmente para os que realizarão concurso público, é salutar
efetuar uma análise das provas anteriores, a fim de identificar os assuntos reticentes, com o
intuito de focar os estudos no que for mais importante, da seguinte forma (hipotético):
Banca: Universidade de Brasília - UnB
Prova: Analista de Planejamento e Orçamento - APO (Prefeitura do Rio de Janeiro) - 2006
Assuntos e percentual do total de questões:

1. Princípios Orçamentários - 20%


2. Despesa Pública - 30%
3. Receita Pública - 10%
4. LDO - 15%
5. PPA - 5%
6. Tópicos específicos da Lei nQ4.320/1964 - 10%
7. LRF - 10%
Muito embora essa análise não represente garantia de que os percentuais serão seguidos,
normalmente eles se repetem ao longo do tempo, servindo como referência e guia para o
preparo. Dessa forma, o estudo poderá ser orientado de forma a destinar mais tempo para os
assuntos que realmente viabilizarão a aprovação, ao invés de o aluno deter-se em tópicos que
raramente são cobrados em provas. Vale ressaltar, contudo, dado o caráter eminentemente
genérico dos editais, que nenhum capítulo poderá ser desprezado.
Assim, sabendo-se o que estudar, por que estudar e onde se quer chegar, fica mais fácil
a elaboração de um plano de estudo, mais ou menos assim:

Dia Assunto tempo Observações (rendimento, deficiências, páginas estudadas etc.)


10/01 Despesa 3h fls. 65 a 90
11/01 Receita 4h fls. 91 a 125

Se, por um lado, o planejamento não é garantia de sucesso, por outro lado minimiza as
chances de erro, pois determina previamente o caminho a ser percorrido, evitando o desvio
do foco para atividades que não agregariam valor.
A fim de permitir um overview dos assuntos que serão estudados por você nesta obra, é
possível destacar: princípios orçamentários; receita pública: conceito, estágios e tipologia
(classificação); despesa pública: conceito, estágios e tipologia; ciclo orçamentário: elaboração,
aprovação, execução e controle; execução orçamentária e execução financeira; quadro de
detalhamento de despesa; Lei de Diretrizes Orçamentárias; Plano Pluriamial; restos a pagar;
despesas de exercícios anteriores; tipos de orçamento: programa, base-zero, de desempenho,
fiscal, de investimentos e da seguridade social; créditos adicionais: suplementares, especiais
e extraordinários; suprimento de fundos (regime de adiantamento); programas de trabalho:
finalísticos, de gestão de políticas públicas, de apoio administrativo e de serviços ao Estado;
convênios; prestação e tomada de contas; licitações; Lei de Responsabilidade Fiscal ~ LRF:
princípios, mecanismos de transparência, abrangência, receita corrente líquida, despesa
com pessoal, operações de crédito, renúncia de receita, transferências voluntárias, sanções
institucionais, relatório resumido de execução orçamentária, relatório de gestão fiscal,
limites, antecipação de receita orçamentária e fiscalização.
Desejo a você, que optou por desenvolver sua carreira no setor público, tão carente de
recursos humanos de qualidade, sucesso em sua empreitada. Com a bênção de Deus, só
dependerá de seu esforço e dedicação.

A m elhor form a de prever o futuro é criá-lo.


(Peter E Druker)

O Autor
Prefácio

A obra em questão é um relevante instrumento para os candidatos a cargos públicos,


cujos processos seletivos exijam conhecimentos de largo espectro em Orçamento Público.
Outro aspecto a ser considerado é que ela não está limitada a este público, pois é de grande
valia para contadores, economistas, administradores e outros profissionais que atuam na
área pública em geral. Seu conteúdo condensa o que há de mais atualizado no Brasil nas três
esferas de governo, sendo possível afirmar que Orçamento Público representa um verdadeiro
Vade Mecun das normas que regulam a elaboração dos planos orçamentários no país.
Vale destacar que o autor, através da sua obra, oferece aos leitores um grande banco
de dados composto por questões realizadas em concursos públicos recentes, com todas as
questões resolvidas (gabaritos), permitindo aos interessados avaliar os graus de dificuldade
oferecidos neste tipo de certame, bem como sedimentar os conhecimentos adquiridos ao
longo da leitura da obra.
O jovem autor desta obra, jo sé Carlos de Oliveira Carvalho, de origem humilde, sempre
honrou as orientações recebidas dos seus pais, tomando-se um profissional de sucesso na
área pública e no magistério. Desde cedo se interessou pelos estudos, estando, atualmente,
cursando o Programa de Doutorado em Administração Pública na FGV Fui seu colega no
Programa de Mestrado em Ciências Contábeis na UERJ.
Hoje, ele integra o Plenário do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio
de Janeiro, na qualidade de Conselheiro, e ocupa o cargo de Auditor-Geral do Ministério
Público do Estado do Rio de janeiro, não só por sua qualidade técnica, mas também pelo
conceito que desfruta como servidor de ilibada conduta ética e moral.
Tenho certeza que esta obra se tomará um sucesso editorial, como retribuição ao esforço
e dedicação do Autor.
Felicito-o pela escolha do tema e pela elaboração desta obra, já que escrever um livro
sempre é um ato de coragem e de solidariedade com o próximo.
Espero que este seja apenas o início de uma grande carreira autoral.

Antonio Miguel Fernandes


Presidente Conselho Regional de
Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro
Prefácio à segunda edição

O que dizer de uma obra que praticamente esgotou dois meses depois de ser lançada? Só
tenho a agradecer a Deus pelas inúmeras bênçãos recebidas: uma filha saudável, a companhia
de minha família e de meus amigos e agora mais esta vitória predita anteriormente: E o
Senhor te colocará por cabeça, e não por cauda.
Não acredito que o sucesso seja uma conquista individual, apenas. Creio no trabalho
em equipe, em dedicação, em esforço, em persistência. Escrever um livro não é uma tarefa
fácil e por diversas vezes me senti cansado, com o sentimento de perda de tempo, da
mesma forma que nos sentimos quando estudamos para determinado concurso: “Será que
o tempo longe das pessoas que amo vale esse esforço?” Esse foi um pensamento recorrente.
Aí, a lembrança de que os frutos do trabalho seriam revertidos para todos funcionou como
combustível. Isso sem mencionar o apoio incondicional das pessoas que me cercam, que
o Senhor me permitiu ter ao meu lado.
Agora, depois dos diversos agradecimentos e críticas dos alunos, pude perceber que as
horas despendidas não foram em vão. De todo o país chegam mensagens que me deixam
muito feliz, principalmente por saber que estou contribuindo para a realização de um sonho
de milhões de brasileiros, que é o de ter uma vida digna, com trabalho honesto e recursos
para proporcionar momentos de prazer para si e para suas famílias.
Desejo a você, que resolveu aprofundar seus conhecimentos na área orçamentária do
setor público, êxito em sua empreitada. Que este livro possa, auxiliar e contribuir para sua
aprovação, da mesma forma que ajudou àqueles que prestigiaram a primeira edição.
No tocante ao conteúdo, houve, apenas, inserção de questões recentes (2006 e 2007)
e ajustes de alguns gabaritos.
O autor
Prefácio à terceira edição

Recentemente, houve uma sutil mudança no posicionamento de determinadas bancas,


cobrando, além da legislação aplicável à área pública, questões sobre a evolução do
orçamento, motivo pelo qual foram insertas algumas palavras sobre o assunto. Em geral, a
orientação continua a mesma, com foco em aspectos como receita e despesa pública, leis
orçamentárias, princípios, planejamento e execução do orçamento.
Nesse diapasão, foram incluídas questões recentes de concursos realizados em 2007 e
2008, bem como gráficos e esquemas com vistas à facílitação do aprendizado, mantida a
preocupação em manter a obra enxuta, tendo em vista a realidade do concursando no que
diz respeito ao tempo de estudo disponível.
Agradeço, por fim, mais uma vez a Deus por esta vitória e aos colaboradores que enviaram
suas críticas, corroborando para o aperfeiçoamento desta obra.
O autor
Sumário

C apítulo 1 I n tr o d u ç ã o ............................................................................... ......................................1


1.1. Legislação Aplicada........................................................?............................ 2
1.2. Questão de Concurso A nterior.................................................................5

C apítulo 2 P rincípios O rçamentários ....................................... : .......................................... 7


2 .1 .. Legalidade......................................................................................................... 7
2 .2 . Universalidade................................................................................................ 8
2 .3 . Periodicidade ou A nualidade...................................................................9
2 .4 . Exclusividade...................................................................................................9
2 .5 . U nidade........................................................................................................... 10
2 .6 . Publicidade.....................................................................................................11
2 .7 . Especificidade ou Especialização.......................................................... 12
2.8 . Não-Vinculação dos Im postos............................................................... 13
2.9 . Equilíbrio........................................................................................................ 14
2 .1 0 . Orçamento B ru to ........................................................................................ 14
2 .1 1 . Utilidade.......................................................................................................... 15
2 .1 2 . Clareza..............................................................................................................15
2 .1 3 . Questões de Concursos Anteriores...................................................... 15

C apítulo 3 R eceita P ública ..........................................................................................................2 5


3 .1 . Estágios da Receita..................................................................................... 25
3 .2 . Classificação das Receitas........................................................................ 2 6
3 .3 . Codificação da Receita O rçam entária................................................ 31
3.4 . Questões de Concursos Anteriores................................................... 31

C apítulo 4 D espesa P ú bl ic a .........................................................................................................4 1


4 .1 . Estágios da D espesa...................................................................................41
4 .1 .1 . E m p en h o ......................................................................................41
4 .1 .2 . Liquidação...................................................................................43
4 .1 .3 . Pagamento.............................................................................44
4.2. Classificação das Despesas quanto à Categoria Econômica,
à Natureza, à Inclusão no Orçamento Funcional e
Institucional..............................................................................................45
4.3. Restos a Pagar.........................................................................................51
4.4. Despesas de Exercícios Anteriores................................................... 52
4.5. Suprimentos de Fundos/Adiantamento.......................................... 53
4.6. Reembolso...............................................................................................54
4.7. Questões de Concursos Anteriores..................................... ...........55

C apítulo 5 P rogramas deT rabalho .......................................................................................... 7 1

5.1. Finalístico................................................................................................ 72
5.2. De Gestão de Políticas Públicas.........................................................72
5.3. De Apoio Administrativo.................................................................... 72
5.4. De Serviços ao Estado.......................................................................... 72

C apítulo 6 C réditos A dicionais ..................................................................................................7 7


6.1. Suplementares....................................................................................... 77
6.2. Especiais...................................................................................................78
6.3. Extraordinários...................................................................................... 78
6.4. Origem dos Recursos para Créditos Adicionais........................... 79
6.5. Questões de Concursos Anteriores................................................... 81

C apítulo 7 D ívidas .............................................................................................................................9 3


7.1. Dívida Pública.........................................................................................93
7.2. Dívida Ativa............................................................................................ 94
7.3. Questões de Concursos Anteriores...................................................95

C apítulo 8 C iclo O rçamentário : A provação, S anção , P romulgação


e P ublicação ................................................................................................................9 7
8.1. Questões de Concursos Anteriores................................................ 102

C apítulo 9 A L ei O rçamentária A nual ( L O A ) ............................................................1 1 5


9.1. Modelos de Orçamento..................................................................... 117
• 9.2. Evolução do Orçamento nas Constituições Brasileiras
e Classificação do Orçamento quanto ao Regime Político.....119
9.3. Execução Orçamentária e Financeira.............................................120
9.4. Questões de Concursos Anteriores.................................................121

C apítulo 1 0 P lano P lurianual ( P P A ) ...................................................................................1 2 7


10.1. Questões de Concursos Anteriores.................................................128

C apítulo 11 A L ei de D iretrizes O rçamentárias ( L D O ) ...........................................1 3 1


11.1. Questões de Concursos Anteriores................................................ 135
C apitulo 12 F undos E s p e c ia is 141

C apítulo 1 3 C onvênios.....................................................................................................................1 4 3
13.1. Questões de Concursos Anteriores.................................................. 153

C apítulo 1 4 L icitação ...................................................................................................................... 1 5 5


14.1. Questões de Concursos Anteriores..................................................164

C apítulo 1 5 C ontrole I nterno eE xterno ..............................................................................1 7 3


15.1. Questões de Concursos Anteriores..................................................182

C apítulo 1 6 L ei de R esponsabilidade F isc a l .........................................................................1 8 9


16.1. Abrangências da L R F ...........................................................................191
16.2. Receita Corrente Líquida.....................................................................191
16.3. Limites..................................................................................................... 192
16.4. Dívida Pública.................................................. .......... ^..................... 194
16.5. Renúncia de Receita..................................................... ....................... 195
16.6. Despesa Pública....................................................................................196
16.7. Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado........................... 196
16.8. Despesas com a Seguridade Social...................................................197
16.9. Operações de C réd ito.........................................................................197
16.10. ARO - Antecipação de Receita Orçamentária ............................ 198
16.11. Transferência de Recursos ao Setor Privado................................. 199
16.12. Transferências Voluntárias................................................................. 199
16.13. Gestão Patrimonial.............................................................................. 200
16.14. Escrituração e Consolidação de Contas.........................................201
16.15. Prestação de Contas............................................................................ 202
16.16. Da Fiscalização da Gestão Fiscal......................................................203
16.17. Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO )...... 204
16.18. Relatório de Gestão Fiscal (RG F).....................................................205
1 6 .1 9 .Situações Especiais.............................................................................. 206
16.20. Questões de Concursos Anteriores.................................................206

C apítulo 1 7 S istema I ntegrado de A dministração F inanceira do


G overno F ederal - S ia f i .................................................................................. 2 2 7
17.1. Questão de Concurso Anterior........................................................228

Q uestões de C oncursos A nteriores C omentadas..........................................................2 2 9

G abarito das Q uestões de C oncursos A nteriores por C apítulo ...................................2 4 1

B ib l io g r a f i a ,245
Capítulo _ L

Introdução

A atividade financeira do Estado é desenvolvida com o intuito de


maximizar a satisfação das necessidades da sociedade, Para que isso ocorra,
são desempenhadas três grandes funções: (1) alocativa, (2) redistributiva e
(3) estabilizadora.
A função alocativa refere-se à melhor gestão/destinação dos recursos
em função da intervenção estatal. Garante-se, por meio. dessa função, que
determinadas áreas consideradas prioritárias sejam efetivamente atendidas, tais
como saúde, educação, siderurgia etc. Se a economia nacional for desenvolvida
livremente, sem a interveniência do governo, é possível que a ótica (perversa,
em alguns casos) da obtenção do lucro gere efeitos negativos. Como exemplo
disso, é possível citar a disponíbilização de serviços de saúde e educação somente
para aqueles que têm condições de pagar, o desenvolvimento exclusivo de
projetos de baixo risco (para os investidores) e margem de lucro considerada
satisfatória etc. Dessa forma, o crescimento da sociedade como um todo ficaria
prejudicado. Daí a necessidade de participação do Estado: alocar os recursos de
forma a garantir bens que não seriam providos pelo setor privado, regulando
oferta e demanda e promovendo a realização de projetos (como construção
de usinas e estradas) que, dado seu risco ou o elevado montante de recursos
necessários à execução, não seriam de interesse do particular.
A função redistributiva objetiva reduzir a concentração excessiva de renda.
Em economia, afirma-se que a propensão marginal ao consumo diminui com o
acréscimo da renda pessoal, o que prejudicaria a demanda agregada. Em termos
sociais, o acúmulo de riqueza na mão de poucos inviabiliza o atendimento das
necessidades básicas do homem. Assim, a intervenção do Estado por meio das
políticas tributárias, tais como alíquotas progressivas sobre a renda e concessão
de subsídios, intenta direcionar recursos aos menos favorecidos; uma espécie
de função “Robin Hood”.
Orçamento Público —-José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

A função estabilizadora tem um viés macroeconômico e destina-se a garantir,


dentre outras coisas, o pleno emprego e a estabilidade dos preços e do câmbio.
O controle do volume de moeda nacional e estrangeira, bem como sobre os
itens importados são mecanismos utilizados.
Nesse diapasão, para que o Estado possa proporcionar o bem comum, é
costumeiro afirmar-se que desenvolve quatro atividades: (1) obter, (2) criar,
(3) gerir e (4) aplicar.
• a obtenção relaciona-se com as receitas públicas (arrecadação);
• a criação ocorre quando o Estado socorre-se do particular para
obtenção de recursos (endividamento);
• a gestão materializa-se no planejamento das ações, determinando
previamente o que será realizado e como (orçamento público);
• a aplicação diz respeito à realização dos gastos (despesa pública).
Esta obra, além de discorrer sobre a gestão dos recursos (orçamento público),
tratará, também, das demais atividades exercidas pelo Estado.

1.1. Legislação Aplicada


A legislação utilizada nesta disciplina contempla os seguintes diplomas legais:
• Constituição da República, em especial os arts. 24, 48, 59 a 69, 70 a
74, 84, 163 e 165 a 169;
• Lei Complementar nfi 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal;
• Lei nQ4.320/1964;
0 Substitutivo da Lei nfi 4.320/1964 (anteprojeto em tramitação no
Congresso Nacional);
• Decreto n2 2.829/1998;
• Portarias MPOG na 117/1998, nQ51/1999 e na 42/1999;
• Portarias STN n2 469, n2 470 e nfi 471, de 2000, e n£ 586, de 2005;
• Portaria STN e SOF na 163/2001;
• Portaria n2 303, de 28 de abril de 2005, da STN, DOU de 29/4/2005 -
Aprova a 2- edição do Manual de Procedimentos das Receitas Públicas;
• Portaria na 471, de 31 de agosto de 2004, da STN, DOU de 1/9/2004 -
Aprova a 4â edição do Manual de Elaboração do Anexo de Metas Fiscais
e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária;
• Portaria nQ470, de 31 de agosto de 2004, da STN, DOU de 1/9/2004 -
Aprova a 4a edição do Manual de Elaboração do Anexo de Riscos Fiscais
e do Relatório de Gestão Fiscal;
CAMPUS Capítulo I — Introdução 3

Série Provas e Coricursos


* Portaria n2 219, de 29 de abril de 2004, da STN, DOU de 3/5/2004 -
Aprova a l ã edição do Manual de Procedimentos das Receitas Públicas;
* Portaria n2 441, de 27 de agosto de 2003, da STN, DOU de 29/8/2003
~ Aprova a 3a edição do Manual de Elaboração do Relatório Resumido
da Execução Orçamentária;
* Portaria n2 440, de 27 de agosto de 2003, da STN, DOU de 29/8/2003
- Aprova a 3a edição do Manuaí de Elaboração do Relatório de Gestão
Fiscal;
* Portaria na 248, de 28 de abril de 2003, da STN, DOU de 30/4/2003 -
Consolida as Portarias nfi 180, n2211 en2 300, é divulga o detalhamento
das naturezas de receita para 2004;
* Portaria nfi 517, de 14 de outubro de 2002, da STN, DOU de 23/10/2002
~ Aprova a 2â edição do Manuaí de Elaboração do Relatório Resumido
da Execução Orçamentária;
* Portaria na 516, de 14 de outubro de 2002, da STN, DOU de 22/10/2002
- Aprova a 2- edição do Manual de Elaboração do Relatório de Gestão
Fiscal;
* Portaria na 448, de 13 de setembro de 2002, da STN, DOU de 17/9/2002
-Divulga o detalhamento das naturezas de despesas 339030,339036,
339039 e 449052;
* Portaria n2 447, de 13 de setembro de 2002, da STN, DOU de 18/9/2002
- Dispõe sobre normas gerais de registro de transferências de recursos
intergoveraamentais no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, com vistas à consolidação das contas públicas nacionais
e dá outras providências;
* Portaria ns 300, de 27 de junho de 2002, da STN, DOU de 1/7/2002
- Altera o Anexo II da Portaria n2 211, de 29/4/2002;
* Portaria n2 211, de 29 de abril de 2002, da STN, DOU de 2/5/2002 -
Altera o Anexo I da Portaria na 180, de 21/05/2001;
* Portaria ne 109, de 8 de março de 2002, da STN, DOU de 11/3/2002 -
Aprova formulários de encaminhamento, por Estados, DF e Municípios,
de dados contábeis (contas) consolidados exigidos pela LRF;
* Portaria n2 589, de 27 de dezembro de 2001, da STN, DOU de
28/12/2001 - Estabelece conceitos, regras e procedimentos contábeis
para consolidação das empresas estatais dependentes nas contas
públicas e dá outras providências;
4 Orçamento Público — José Carlos Ofiveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

• Portaria na 560, de 14 de dezembro de 2001, da STN, DOU de


29/12/2001 - institui o Manual de Elaboração do Relatório Resumido
da Execução Orçamentária;
• Portaria nã 559, de 14 de dezembro de 2001, da STN, DOU de
26/12/2001 - Institui o Manual de Elaboração do Relatório de Gestão
Fiscal;
• Portaria Interministerial nE 519, de 27 de novembro de 2001, da
STN e SOF; DOU de 28/11/2001 - Altera os Anexos I e II da Portaria
Interministerial n2 163, de 4 de maio de 2001, que dispõe sobre normas
gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
• Portaria nc 339, de 29 de agosto de 2001, da STN, DOU de 30/8/2001 -
Define para os Estados, Distrito Federal e Municípios os procedimentos
relacionados aos registros decorrentes da execução orçamentaria
e financeira das despesas realizadas de forma descentralizada (em
substituição às transferências intragovemamentais), observando-se
os seguintes aspectos: 1. orçamentários; 2. financeiros;
*> Portaria nc 328, de 27 de agosto de 2001, da STN, DOU de 28/8/2001
- Estabelece, para os Estados, Distrito Federal e Municípios, os
procedimentos contábeis para os recursos destinados e oriundos do
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
e de Valorização do Magistério - Fundef;
• Portaria nG327, de 27 de agosto de 2001, da STN, DOU de 28/8/2001
- Dispõe sobre os valores totais recebidos a maior do Fundo de
Participação dos Municípios - FPM;
• Portaria ne 326, de 27 de agosto de 2001, da STN, DOU de 28/8/2001
~ Altera o Anexo I da Portaria nâ 180, de 21 de maio de 2001;
« Portaria Interministerial nffi 325, de 27 de agosto de 2001, da STN
e SOF, DOU de 28/8/2001 ~ Altera os Anexos I, II e III da Portaria
Interministerial n - 163, de 4 de maio de 2001, que dispõe sobre normas
gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
• Portaria n2 212, de 4 de junho de 2001, da STN, DOU de 5/6/2001
- Estabelece, para os Estados, Distrito Federal e Municípios, que a
arrecadação do imposto descrito nos incisos I dos arts. 157 e 158 da
Constituição Federal, contabilizada como receita tributária, constantes
do Anexo I da Portaria Interministerial na 163/2001;
CAMPUS Capítulo I — introdução

* Portaria ná 211, de 4 de junho de 2001, da STN, DOU de 5/6/2001


- Divulga o Anexo 1 - Tabela de Correlação da Despesa para fins de
orientação quanto à aplicabilidade do disposto nos arts. 3fi ao 5a da
Portaria Interministerial n2 163/2001;
• Portaria n2 530, de 19 de outubro de 2000, da STN, DOU de
23/10/2000, dispõe sobre os procedimentos contábeis para registro da
transferência de títulos da dívida pública da União para os Estados,
objeto da Lei na 9.988, de 19/7/2000.

1.2. Questão de Concurso Anterior


1. (Analista Judiciário - Cespe - TST/2008) O orçamento público p assa a ser
utilizado sistem aticam ente com o instrumento da política fiscal do governo
a partir da década de 30 do século XX, por influência da doutrina keynesi-
ana, tendo função relevante nas políticas de estabilização da economia,
na redução ou expansão do nível de atividade.
Verdadeiro. Esta questão aborda aspectos de finanças públicas, extrapolando
aspectos orçamentários. Contudo, não é difícil entender de que forma é pos­
sível intervir na economia, sobretudo se considerarmos o montante envolvido
nas leis orçamentárias.
Capítulo

Princípios Orçamentários

Os princípios orçamentários são premissas e linhas norteadoras de ação


a serem observadas na concepção da proposta de orçamento. Sua principal
(ím alidaSe^jísciplina^ e(OTientar)a ação dos governantes.
A Lei nfi 4.320/1964, que estatui normas gerais de Direito Financeiro, em
seu art. 22, determina obediência a três princípios: unidade, universalidade e
anualídade (ou periodicidade). Os demais princípios derivaram da sistemática
durante muito tempo adotada no País e de entendimentos a partir da Constituição
da República Federativa do Brasil.
Os princípios orçamentários de maior relevância encontram-se listados a seguir:
Legalidade Publicidade
Universalidade Equilíbrio
Periodicidade Não-Vinculação de Impostos
Exclusividade Especificidade
Clareza Orçamento Bruto
Unidade Utilidade
Vamos aos comentários pertinentes a cada um.

2.!. Legalidade
O Orçamento Público é uma Lei, em sentido formal (quanto à forma, rito e
competência), e um ato administrativo, quanto ao aspecto material (matéria,
assunto tratado no orçamento).
Quanto à forma, o orçamento é uma lei (ordinária), tendo seu rito descrito na
Constituição da República (no que tange ao orçamento da União), dos Estados
(no que se refere ao orçamento dos Estados) ou na Lei Orgânica dos Municípios
(quanto aos orçamentos municipais): o Poder Executivo tem a iniciativa e o
Poder Legislativo a competência, podendo, inclusive, este último, alterar a
proposta encaminhada, nos termos do art. 166 da CR/1988.
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Importante: o orçamento também é chamado de Lei Orçamentária Anual -


LOA.
Importa também destacar que a natureza jurídica do orçamento é dúbia:
ao mesmo tempo em que é uma lei, ele também é um ato administrativo, mas
apenas quanto ao sentido material. Isso porque a matéria inserta na LOA é típica
de um ato administrativo, uma vez que ele trata de previsão de receitas para
o próximo exercício e fixação de despesas (a maneira como as receitas serão
gastas: pessoal, material de consumo, mensalão, digo, manutenção etc.). Difere,
portanto, de uma lei em sentido material e formal, como o Código Penal, por
exemplo. Os assuntos lá contidos, sim, são típicos, característicos de lei.
Vale ressaltar que alguns autores vinculam o princípio da legalidade às
receitas orçamentárias. Tal alegação fundamenta-se no fato de que, para se
cobrar qualquer tributo, deve haver expressa previsão legal anterior.

..
2 2 Universalidade
Todas as receitas e todas as despesas devem estar no orçamento.
O orçamento anual é uma ferramenta de planejamento e controle, onde
se discrimina o que se espera ganhar e a maneira como será gasto. Assim, no
tocante à despesa, o orçamento funciona como uma espécie de ato-condição:
para que sejam realizadas, precisam estar contempladas na LOA, ou, de outra
forma, é vedada a execução de despesas sem prévia inclusão do orçamento.
A obrigatoriedade de tudo estar contido no orçamento facilita, inclusive a
fiscalização exercida pelo Poder Legislativo sobre os gastos públicos, nos termos
do art. 70 da CR/1988.
Assim, o orçamento federal tratará das receitas e despesas federais,
compreendendo, quanto à arrecadação, o Imposto de Renda - IR, o Imposto
sobre Produtos Industrializados - IPI, o Imposto sobre Exportação - IE e outros.
No tocante aos gastos, haverá programas de trabalho, contemplando Segurança
Nacional, Diplomacia, Fiscalização etc.
Uma vez que cada ente da Federação (União, Estados e Municípios) tem
sua própria LOA, os orçamentos dos Estados compreenderão seus ingressos e
dispêndios (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, Imposto sobre
Propriedade de Veículo Automotor - IPVA e Imposto sobre Transmissão e
Doação Causa Mortís - ITDC), da mesma forma que os Municípios (em relação
às suas receitas e despesas, abrangendo Imposto sobre Serviços - ISS, Imposto
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários 9

Série Provas e Concursos


sobre Propriedade Territorial Urbana - IPTU, Imposto sobre Transmissão de
Bens Inter Vivos - ITBI, cota-parte do ICMS etc.).

2.3. Periodicidade ou Anualidade


Alguns autores afirmam que o ciclo orçamentário é de um ano. Esta
afirmativa está errada! A vigência do orçamento é de um ano, e, no caso do
Brasil, coincide com o ano civil. Ou seja: ele começa a ser executado em l fi de
janeiro e é, necessariamente, encerrado em 31 de dezembro. Contudo, o ciclo
orçamentário é maior que um ano, uma vez que, no ano 1, é elaborada a proposta
orçamentária, que será discutida no Poder Legislativo e deverá ser devolvida
para a sanção pelo chefe do Poder Executivo até o término da sessão legislativa;
no ano 2, o orçamento será executado (as receitas efetivamente arrecadadas
e as despesas realizadas); por fim, no ano 3, o orçamento será controlado, via
processo de prestação de contas a ser encaminhado ao Poder Legislativo. Ou
seja, o ciclo orçamentário (que será tratado com maiores detalhes em capítulo
próprio) começa no ano 1 e se encerra no ano 3, ultrapassando, portanto, o
período de um ano. Nesse diapasão, é possível afirmar que o exercício financeiro
(período em que o orçamento é executado) é de 365 dias. O ciclo orçamentário
é maior e mais complexo.

2.4. Exclusividade
Previsto na Constituição Federal, art. 165, § 8fl, dispõe que:

0 orçamento conterá apenas previsão de receita e fixação de despesa para o próximo exercício, salvo
autorização para abertura de créditos adicionais supiementares e para a contratação de operações de
crédito, inclusive Antecipação de Receita Orçamentária - ARO.

Dessa forma, o texto legal estabelece que o orçamento conterá, apenas,


matéria financeira, intentando que matérias estranhas não sejam nele insertas.
Esse princípio foi citado por Rui Barbosa, ao comentar a existência das chamadas
“caudas orçamentárias’'.1Atualmente, o fato de poderem constar na LOA apenas
receitas e despesas nos dá a absoluta convicção (?) de que estas práticas não
mais ocorrem...

1Para aprovar o orçamento, os parlamentares exigiam nomeações de familiares e amigos para determinados cargos-chave
no Executivo. Assim, o final da LOA continha um rol (cauda orçamentária) de apadrinhados, fruto de negociações
entre o Executivo e o Legislativo.
10 Orçamento Público — josé Caríos Oliveira de Carvaiho ELSEVIER [•
/ F
Séfie Provas e Concursos

si
7;-|
De qualquer forma, dois assuntos podem estar contidos na LOA, constituindo SI
verdadeiras exceções ao princípio da exclusividade. São elas: c|
• a autorização para contratar operação de crédito (realizar
empréstimos); i
* a autorização para o Poder Executivo abrir crédito adicional :;|
suplementar até um determinado montante (normalmente, de
20%).
A priori, tais autorizações objetivam dar mais flexibilidade à execução
orçamentária, de forma a evitar que toda solicitação de alteração da LOA
tenha que ser encaminhada individualmente ao Congresso Nacional, o que
poderia inviabilizar os trabalhos do Poder Legislativo, assoberbando-o de leis
orçamentárias e prejudicando/retardando a apreciação de outros assuntos. Na
prática, essas autorizações prévias permitem que o Poder Executivo proceda
às alterações que julgar convenientes (inclusive politicamente), fazendo quase
tudo aquilo que queira.

..
25 Unidade
Por este princípio, os orçamentos de cada esfera governamental precisam
estar consubstanciados em uma única LOA (por esfera). Assim, a União tem
sua LOA, da mesma forma que cada Estado e Município, o que implica afirmar
que, no País, vigem cerca de 6 mil leis anualmente. Vale ressaltar que a unidade
refere-se àjLOA (atenção à expressão), uma vez que, orçamento, cada lei contém
três, a saber: fiscal, da Seguridade Social e de investimentos.
Regra geral, o principal orçamento é o fiscal, em termos quantitativos (possui
as maiores receitas e despesas), podendo, a priori, seus recursos ser aplicados
em qualquer objeto. O orçamento da seguridade contempla receitas e despesas
vinculadas à previdência social, (saúde, aposentadoria, pensões e assistência
social). A título de exemplo, é possível citar as contribuições incidentes sobre
a folha de pagamento, sobre o faturamento e sobre o lucro. É preciso destacar
que as receitas deste orçamento só podem ser utilizadas para gastos vinculados
à previdência social, ou aplicadas financeiramente, respeitando as normas de
aplicação referentes ao serviço público (risco/retomo).
O orçamento de investimento é o orçamento das “estatais” (empresas onde
a União tem a maioria do capital votante - empresas públicas e sociedades de
economia mista).
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários

Série P/ovas e Concursos


A idéia de segregar a LOA em três orçamentos separados objetiva garantir
mais transparência e independência a cada um deles, evitando, a aplicação de
recursos com desvio de finalidade. Exemplificando, é possível citar o caso da
Seguridade Social, que, durante alguns anos, foi superavitãrio (receita arrecadada
maior que despesa realizada), tendo sido seus recursos desviados para atender a
programas de trabalho não-vinculados essencialmente a seu objeto. Como não
foram feitos (ou respeitados) os cálculos atuariais (era superavitário porque
as contribuições superavam os gastos em função do número de contribuintes,
mas um dia os contribuintes iriam aposentar-se...), foram realizadas despesas de
maneira imprudente. Atualmente, é necessário o remanejamento de dotações do
orçamento fiscal para o orçamento da Seguridade, de modo que o caixa “feche”,
equilibrando as contas. Com a separação das receitas e despesas por objeto,
pretende-se evitar que situações como essas ocorram novamente.
Uma outra interpretação do princípio da unidade diz respeito à unidade
de^caixa, que prevê o Caixa Único do Tesouro, regulamentado pelo Decreto
n2 93.872/1986. Ou seja, os valores arrecadados pelo governo devem ser
contabilizados em uma única conta caixa, evitando-se, dessa forma, a existência
de caixas paralelos, fracionados. Não se quer afirmar com isso que exista
apenas uma com a~corrente^_fbancáriaL O que se deseja é uma única conta
contábil! Como exceção ao princípio da unidade de caixa, é possível citar os
chamados fundos especiais, que possuem, dada a sua própria natureza, gestão
descentralizada, tais como o Fundef, FMDCA, Fundet e outros, que serão
comentados em capítulo próprio,

2.6. Publicidade
A publicidade, conforme nos ensina o Direito Administrativo, constitui
requisito de eficácia dos atos administrativos. Dessa forma, o orçamento, para
produzir efeitos, precisa ser publicado no Diário Oficial correspondente a cada
esfera (a LOA da União, no DOU; do Estado, no DOE; e do Município, no
DOM). Caso o Município não possua Diário Oficial (realidade na maior parte
dos casos), o mesmo pode ser publicado em jornal local.
Uma outra interpretação do princípio da publicidade diz respeito à
transparência. Assim, constitui um direito do cidadão saber o que é feito com os
tributos que paga e a maneira como esses recursos são gastos. A Lei Complementar
na 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal ratificou a importância de a
população ter acesso às informações orçamentárias, discriminando como
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

mecanismos de transparência as audiências públicas realizadas no Poder


Legislativo (onde os Secretários e Ministros discorrem sobre assuntos inerentes
às suas pastas), os relatórios divulgados na Internet (Relatório Resumido de
Execução Orçamentária e Relatório dé Gestão Fiscal), as prestações de contas
encaminhadas ao Poder Legislativo por cada Chefe de Poder e os orçamentos
participativos. Estes últimos diferem do orçamento tradicional por envolverem
a população diretamente no processo de discussão e elaboração do projeto de
LOA. Exemplificando, no Município do Rio de Janeiro, a Lei n2 3.189/2001
estabeleceu que parte dos programas de trabalho - PT, a serem realizados devem
ser escolhidos pela população, diretamente. Dessa forma, com base em reuniões
que acontecem mensalmente na Câmara dos Vereadores, representantes das
comunidades elegem suas prioridades (escolas, hospitais, creches etc.), que,
de acordo com a carência da região e outros fatores, terão maior ou menor
peso na definição dos PT e serão insertos no orçamento. Vale ressaltar que os
orçamentos participativos guardam consentaneidade com a atual Constituição,
nos termos da chamada democracia participativa, em substituição à democracia
representativa, que tem um caráter mais passivo, onde o cidadão escolhia seus
representantes e ficava a mercê dos fatos até a próxima eleição.

2.7. Especificidade ou Especialização


O orçamento precisa ser detalhado, especificado, para facilitar seu
entendimento e acompanhamento.
Dessa forma, não são admitidas dotações globais (à exceção da reserva para
contingências e dos chamados “investimentos em regime de Execução Especial”,
que serão comentados mais à frente)^ O detalhamento do orçamento até o nível
elemento de despesa, conforme prevê a Lei n2 4.320/1964, corrobora com o
princípio da transparência, permitindo ser possível, por meio da análise da
LOA, saber o que será realizado no ano seguinte. Quer evitar-se, dessa forma,
a não-discriminação dos gastos públicos, ou colocações do tipo: “no próximo
ano, serão gastos R$ 10.000.000,00 com saúde”. Tais afirmações, ainda usadas
hoje, não informam nada. Situação bastante diferente é a seguinte: “no próximo
ano, serão construídos três hospitais, sendo um na região A e dois na região B;
serão adquiridos 20% a mais de remédios do que no ano anterior, e o quadro de
médicos crescerá de 11 mil para 11,5 mil”. O que se deseja com ò detalhamento
da LOA, dado o esforço integrado de planejamento e orçamento, é saber, com
precisão, o que será conseguido com a aplicação das dotações orçamentárias.
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários 13

Série Provas e Concursos


2.8. Não-Vinculação dos Impostos
Os impostos, regra geral, não podem ser vinculados a órgãos, entidades,
fundos ou despesas.
O imposto (espécie) é um tributo (gênero) que tem como fato gerador uma
situação independente de qualquer contraprestação estatal. Ou seja, o sujeito
paga imposto em função de ter capacidade contributiva. OIPVA (Imposto sobre
Propriedade de Veículos Automotores) é pago em função da capacidade que tem
o contribuinte de possuir um automóvel. O IR (Imposto sobre a Renda) é pago
em função da capacidade de auferir renda. OIPTU (Imposto sobre Propriedade
Territorial Urbana) é pago em função de ser alguém proprietário de um imóvel
situado em área não-rural. Por isso, não cabem afirmações do tipo: “eu pago
o IPVA e a rua está esburacada” ou “eu pago o IR e a distribuição da renda no
país é uma das piores do mundo”). Depois de arrecadado, o imposto pode ser
aplicado em qualquer coisa, não estando relacionado a nada. O Estado não é
obrigado a devolver o imposto (sob a forma de serviços) diretamente a quem
pagou. Assim, os beneficiários dos impostos podem ser (e normalmente o são)
terceiros, via de regra, menos abastados, que não têm condições- de pagar por
saúde, educação, lazer etc. Assim, o Estado desempenha um papel tipo “Robin
Hood”, tirando de quem tem e repassando a quem não tem (pelo menos em
tese).
Ê importante destacar que a modalidade tributária supramencionada
(impostos) não pode ser vinculada. Quanto às outras (taxas, contribuições
etc.), não há essa proibição. Por essa razão, a CPMF (Contribuição Permanente,
digo, Provisória sobre Movimentação Financeira) pode ser vinculada à Saúde.
As taxas pressupõem que o Estado prestará um serviço ao contribuinte ou ficará
à disposição deste.
Além das exceções retro mencionadas, é possível ressaltar, mais uma vez, os
chamados fundos especiais que, além de não seguirem o princípio da unidade
de caixa, recebem, em boa parte dos casos, dotações oriundas de impostos
para aplicação em finalidades específicas. São destinados ao Fundef, por
exemplo, 15% de tudo (inclusive impostos) o que é arrecadado para aplicação
na Educação. Ao fundo da Saúde são destinados, igualmente, 15% do total da
arrecadação, para aplicação na referida área. Ao Fundo de Combate e Erradicação
da Pobreza pode ser destinada parte da arrecadação do ICMS. Mas, apesar das
exceções, o princípio continua vigendo.
14
Séfie Provas e Concursos Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

2.9. Equilíbrio
O equilíbrio pressupõe que a receita prevista na LOA deve ser igual à
despesa nela fixada.
Trata-se do equilíbrio formal. A priori, só é recomendável que se gaste aquilo
que se tem. Assim, o orçamento deve funcionar como uma ferramenta de
planejamento real, contemplando gastos que serão realizados em função das
receitas que serão arrecadadas. Por isso, não se deve prever mais despesas que
receitas.
Uma outra leitura do princípio do equilíbrio tem relação com o equilíbrio
de contas públicas. Dada a alta participação dos gastos com dívida na LOA
(juros e principal), a LRF houve por bem, ao (tentar) regulamentar as finanças
públicas em nosso País, estabelecer metas fiscais em termos de4resultado
nominal (diferença entre todas as receitas e despesas) e primário (diferença
entre receitas e despesas, descontados os elementos de natureza financeira
- receita e despesa com juros) /na Lei de Diretrizes Orçamentárias, além de
limites para endividamento.2 Intenta-se, dessa forma, que sejam comprometidos
menos recursos com dívida pública em médio/longo prazo. É preciso ressaltar
que, em alguns entes, os gastos com pessoal e dívida chegam a 80% do
orçamento, sobrando, apenas, 20% para as demais despesas (obras, aquisição
de equipamentos, material de consumo etc.). Uma outra interpretação dada
ao princípio do equilíbrio e que tem sido cobrada em concursos mais recentes
(2005 e 2006) é que este preconiza quefc» governo não absorva da coletividade
mais do que o necessário para o financiamento das atividades a seu cargo,
condicionando-se a realização de dispêndios à capacidade efetiva de obtenção
dos ingressos capazes de financiã-los. I

2.10. Orçamento Bruto


Não são permitidas compensações no plano orçamentário.
Com base neste princípio, os valores na proposta orçamentária devem constar
pelos seus totais, sendo vedadas as deduções a título de ajuste ou compensação.
Se não fosse desta forma, ao elaborar a proposta orçamentária, um determinado
Município, credor e devedor da União, poderia elaborar seu budget pelo
valor líquido, o que dificultaria sobremaneira o entendimento e a execução

1 Atualmente, os limites para a divida consolidada líquida estão em 200% e 120% da receita corrente líquida para
Estados e Municípios, respectivamente.
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários

orçamentária. Vale ressaltar que a situação credor/devedor simultaneamente


é bastante comum, visto que, dada a repartição dos tributos constitucionais,
os municípios têm direito a receber parte da arrecadação do IR e do IPI pela
União (22,5%), sendo, contudo, devedores, no que tange ao pagamento dos
juros decorrentes de empréstimos tomados.

2JI. Utilidade
É o princípio em função do qual a despesa pública deve atender ao custeio dos
gastos necessários ao funcionamento dos organismos de Estado, bem como dos
serviços públicos, objetivando o atendimento dos interesses da coletividade.

2.12. Clareza *
O princípio da clareza tem seu significado no sentido literal da palavra: ser
claro. Desta forma, a evidenciação na contabilidade deve ser feita de forma a
priorizar o interesse dos usuários das informações; ou seja, os demonstrativos
devem ser auto-explica tivos, simples, de forma a permitir um entendimento
adequado, não~distorcido.

2 .13. Questões de Concursos Anteriores


1. (Analista Judiciário - FCC - TRF 4a Região/2006) O princípio da anualídade
estabelece que as autorizações orçam entárias e, conseqüentemente, o
exercício financeiro no Brasil deve corresponder a doze m eses e coincidir
com o ano civil. Contudo, constitui exceção ao princípio mencionado:
a) o processo dos fundos especiais;
b) os restos a Agar não processados;
c) a autorização para os créditos reabertos;
d) as receitas vinculadas;
e) o processamento das despesas orçamentárias de exercícios anteriores.

2.(Analista Judiciário - FC C -T R F 1a Região/2006) Segundo a Lei n° 4.320/1964,


o exercício financeiro abrange o período;
a) contábil de execução do orçamento;
b) coincidente com o ano civil;
c) subseqüente à promulgação da Lei de Orçamento Anual;
d) determinado pelo inicio da arrecadação;
e) coincidente com o exercício fiscai.
16 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

3. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) O princípio que estabelece que todas


as receitas e d esp esas do ente público devem constar na elaboração do
orçamento é denominado principio da:
a) unidade;
b) exclusividade;
c) universalidade;
d) não afetação;
e) especificação.

4. (Analista Judiciário - FCC - TRT/2006) Em relação ao princípio orçamentário


da universalidade, é correto afirmar que:
a) em regra, não se inclui na lei de orçamento, normas estranhas è previsão de
receita e à fixação de despesa;
b) cada orçamento deve se ajustar a um método único não querendo dizer que
deva compreender todas as receitas e despesas numa única peça;
c) o orçamento inclui todas as receitas e despesas, quer da administração direta,
quer da Administração indireta;
d) o orçamento deve ser expresso de forma clara, ordenada e completa, e manter
o equilíbrio, do ponto de vista financeiro, entre os valores de receita;
e) o orçamento inclui somente as receitas e despesas da Administração direta.

5. (Analista ~ NCE/UFRJ - Finep/2006) Nos d ispo sitivo s referentes à Lei Orça­


mentária Anual na Constituição Federal de 1988, há previsão de que ela:
a) compreenderá obrigatoriamente as receitas e despesas relativas a todos os
Poderes, excluídos os órgãos que recebam apenas subvenções;
b) não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa;
c) deverá ser composta exclusivamente pelos orçamentos fiscal e da seguridade
social;
d) poderá sofrer emendas, desde que se refiram às dotações de pessoal;
e) objetiva compatibilizar os orçamentos plurianuais de investimento com as metas
e prioridades da administração,

6. (A d m in istra d o r - N CE/U FRJ ~ A rq u ivo N a cio n a i/2 0 0 6 ) O p rin cíp io


orçamentário que, na Administração Pública, preconiza que o governo não
absorva da coletividade mais que o necessário para o financiamento das
atividades a seu cargo é o:
a) da clareza;
b) do equilíbrio;
c) da anualídade;
d) da publicidade;
e) da universalidade.

7. (Adm inistrador - NCE/UFRJ - Arquivo Nacional/2006) Na Administração


Pública, o princípio orçamentário preconiza que, em sua expressão mais
ampia, cada pessoa jurídica de direito público, cada esfera da Administração
deveria dispor de um orçamento que contivesse su a s receitas e despesas,
é o princípio da:
a) clareza; d) anualidade;
b) unidade; e) publicidade.
c) totalidade;
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários

8. (Adm inistrador - NCE/UFRJ - MIN/2005) O princípio constitucional da


A dm inistração Pública, que co n siste no a cesso d ifu so do público às
inform ações relativas às atividades de Estado (fatos, atos, contratos,
norm as, decisões e Inform ações em geral), é o princípio da:
a) eficiência; d) publicidade;
b) legalidade; e) impessoalidade.
c) moralidade;

9. (Administrador - NCE/UFRJ - MIN/2005) O s princípios orçam entários são


prem issas e linhas norteadoras de ação a serem observadas na concepção
da proposta de orçamento. O princípio que pressupõe que o orçamento (uno)
deve compreender todas as receitas e todas as d espesas é o princípio:
a) da clareza;
b) do equilíbrio;
c) da não-afetação;
d) da universalidade;
e) da não-vinculação.
à
10. (Adm inistrador - NCE/UFRJ ~ MIN/2005) O s princípios orçam entários são
prem issas e linhas ínorteadoras de ação, a serem observadas na concepção
da proposta de orçamento. O princípio que preconiza a identificação de
cada rubrica de receita e despesa, de forma que não figurem de forma
englobada, é o princípio:
a) da clareza;
b) do equilíbrio;
c) da não-afetação;
d) da especialização;
e) da não-vinculação.

11. (A nalista - NCE/UFRJ - lphan/2005) O s princípios orçam entários são


p rem issas e linhas norteadoras de ação a serem observadas na concepção
da proposta de orçamento. O princípio que pressupõe que o governo não
absorva da coletividade m ais do que o necessário para o financiamento
das atividades a seu cargo, condicionando-se a realização de dispêndios
à capacidade efetiva de obtenção dos Ing ressos capazes de financiá-los, é
o princípio:
a) da clareza;
b) do equilíbrio;
c) da universalidade;
d) da não-afetação;
e) da não-vincuiação.

12. (Cesgranrio - ANP - A nalista Adm inistrativo - 2005) Segundo o art. 2fi da
Lei ns 4.320/1964, o orçamento público obedece aos princípios de:
a) unidade, universalidade e anuaiidade;
b) previsão, lançamento e recolhimento;
c) legalidade, aplicabilidade e formalidade;
d) equilíbrio, autenticidade e pertinência;
e) conversabilidade, funcionalidade e operacionalidade.
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13. (Cespe/UnB - ANS - Analista Adm inistrativo/2005) A Administração Pública


utiliza instrum entos legais, tais como o Plano Plurianuai, a s diretrizes
orçam entárias, o orçamento e os créditos adicionais, para realizar as su as
atividades. No processo de elaboração, aprovação, acompanhamento e
fiscalização dos instrumentos referenciados, utilizam-se métodos, técnicas
e p rin cíp io s orçam entários. A respeito d e sse assu n to , ju lg u e o item
seguinte.
0 princípio do equilíbrio considera que nenhuma parcela da receita pode ser
reservada ou comprometida para atender determinado gasto que não esteja
definido em lei específica.

14. (Auditor do Estado do Mato Grosso - NCE/UFRJ • AGE/2004) O principio


orçamentário que veda a presença de d ispositivo estranho à fixação das
despesas e previsão das receitas na lei de m eios, ressalvad a a autorização
para a abertura de créditos suplem entares e a contratação de operações
de crédito, ainda que por antecipação de receita, é denominado:
a) especificação;
b) exclusividade;
c) unidade;
d) universalidade;
e) uniformidade.

15. (Auditor do Estado do Mato Grosso - NCE/UFRJ -A G E/2004) No que se refere


ao Orçamento Público, o princípio que estabelece que todas as receitas e
despesas devem estar contidas em uma só lei orçam entária, é denominado
princípio:
a) da unidade;
b) do equilíbrio;
c) da precedência;
d) da exclusividade;
e) da universalidade.

16. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - A GE/2004) O princípio


em função do qual a Despesa Pública deve atender ao custeio dos gastos
n ece ssário s ao funcionam ento dos o rg anism os de Estado, bem como
dos se rv iço s público s, objetivando o atendim ento da coletividade, é
denominado princípio da:
a) legalidade;
b) utilidade;
c) legitimidade;
d) oportunidade;
e) economicidade.

17. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) A inclusão de dispositivo na Lei de


Orçamento de determinado Município, instituindo nova taxa municipal,
fere o princípio orçamentário da(o):
a) anualídade; d) unidade;
b) exclusividade; e) equilíbrio orçamentário.
c) anterioridade;
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários

18. (Contador - NCE/UFRJ - U FRJ/2004) Conform e Prestação de Contas


elaborada pelo Município de Mikonos, verificou-se que os gastos com ensino
corresponderam a 26,27% da receita de impostos, compreendida a proveniente
de transferências. Com relação a tal informação, é correto afirmar que:
a) tal vincuiação de recursos constitui-se em exceção ao princípio da não-vincu!ação
de receita;
b) em face da exigência constitucional de aplicação no ensino, tais gastos podem
ser exciuídos do orçamento;
c) para efeito de cálculo da obediência ao dispositivo constitucional, consideram-se
valores orçados;
d) a Constituição Federal prevê limite de gastos máximos de 25% da receita de
impostos, havendo, portanto, desrespeito ao dispositivo vigente;
e) a Lei Complementar nc 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscai) exige que tais
gastos sejam efetivados através de créditos especiais.'

19. (TCU/2002) A ssin ale a opção correta referente à aplicação dos princípios
orçam entários.
a) De acordo com o principio da unidade, os orçamentos das três esferas da
Administração deverão ser unificados em um orçamento nacional.
b) Em consonância com o princípio do orçamento bruto, as transferências do âmbito
interno de cada esfera da administração se anulam.
c) A existência da conta única encontra respaldo no princípio da unidade de caixa.
d) A destinação dos recursos das taxas para o custeio de serviços específicos
contraria o princípio da não-afetação de receitas.
e) A adoção do princípio da exclusividade condiciona a criação ou aumento de
impostos à sua inclusão no orçamento.

20. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) "A lei orçamentária anual


não conterá d ispo sitivo estranho à previsão da receita e à fixação da
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de
créditos suplem entares e contratação de operações de crédito, ainda que
por antecipação de receita, nos termos da lei (...)” - CF, art. 165, § 8a.
Este preceito corresponde ao princípio orçamentário denominado:
a) uniformidade; d) exclusividade;
b) especificação; e) unidade.
c) universalidade;

21. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) Destinar parcela da receita


de im postos para atender a despesa com o pagamento de pessoal fere o
principio orçamentário:
a) da não-afetação da receita; d) da exclusividade;
b) da legalidade datributação; e) da legitimidade.
c) da vincuiação;

22. (Analista Judiciário - T R F 4a REGIÃO/2001) Constitui/constituem exceção


ao princípio da anualidade:
a) os créditos especiais e extraordinários abertos nos últimos quatro meses;
b) a inscrição em restos a pagar processados;
c) a inscrição em restos a pagar não-processados;
d) a inscrição do serviço da dívida a pagar;
e) a utiüzação do superávit financeiro do exercício anterior.
20 Orçamento Público — José Carlos Oiiveira de Carvalho ELSEVIER
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23. (TC1 - PI/Esaf/2001) Acerca de equilíbrio, déficit ou superávit orçamentário,


pode-se afirmar que:
a) considera-se equilibrado o orçamento em que a receita prevista coincide com a
despesa realizada;
b) deficitário é o orçamento em que a receita prevista é inferior à despesa realizada;
c) o resultado orçamentário estabelece o resultado financeiro do exercício;
d) queda ou excesso de arrecadação, bem como a abertura de créditos adicionais
por meio da anulação de despesas são fatores que alteram a previsão de equilíbrio
orçamentário;
e) superavitário é o orçamento em que a receita prevista supera a despes-a fixada
orçamentária.

24. (PFN/1997) O princípio orçamentário da exclusividade significa que;


a) somente certos tributos podem ser instituídos pela lei do Poder Público;
b) unicamente a lei pode autorizar a realização de gastos por parte do Poder Público;
c) exclusivamente contribuições podem ser criadas pela Lei Orçamentária;
d) somente matéria de natureza financeira pode estar contida na Lei Orçamentária;
e) somente é permitido que receitas patrimoniais estejam fora do orçamento.

Questões de Bancas Diversas


25. Acerca dos princípios orçamentários aceitos em nosso País, é incorreto
afirmar que:
a) a existência da separação do orçamento da União em fiscal, de investimento das
estatais e da seguridade social não fere o princípio da unidade;
b) O princípio da universalidade exige a inclusão das receitas operacionais das
empresas estatais no orçamento da União;
c) A existência do Plano Piurianua! não conflita com o princípio da anualidade;
d) As transferências tributárias obrigatórias a Estados e Municípios, constitucional­
mente previstas, constituem exceção ao principio da não-afetação das receitas;
e) O princípio da exclusividade impõe ao orçamento público o trato exclusivo
de matéria financeira, vedada a inclusão de qualquer dispositivo estranho à
estimativa das receitas e à fixação das despesas.

26. Sobre os princípios orçam entários, é correto afirm ar que o princípio da:
a) exclusividade prescreve que a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo
estranho à previsão de receita e à fixação de despesa, proibindo inclusive a
autorização para a abertura de créditos suplementares e contratação de operações
de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei;
b) programação dispõe que os planos e programas nacionais regionais e setoriais,
previstos na Constituição, serão, elaborados em consonância com o Plano
Plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional;
c) universalidade prescreve que somente as rendas, e não as despesas dos Poderes,
fundos, órgãos e entidades da Administração Direta e indireta, devem ser
incluídas no orçamento anual geral;
d) anualídade supõe o período de tempo de um ano para a execução do orçamento,
sendo que, no Brasil, esse período de um ano não coincide com o ano civil, que
vai de 12 de janeiro a BI de dezembro;
e) legalidade em matéria orçamentária impõe que o Plano Plurianual, as diretrizes
anuais e os orçamentos anuais serão estabelecidos por lei de iniciativa do
Congresso Nacional.
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários

27. Dentre os vários princípios orçam entários que devem se r observados pela
Administração Pública, destaca-se o princípio:
a) da anterioridade, segundo o quai as previsões de receita e despesa devem se
referira um período limitado de tempo, ou seja, período de um ano, denominado
exercício fiscaí, o qual não coincide com o ano civil;
b) orçamentário da não-afetação, segundo o quai o orçamento deve conter apenas
matéria orçamentária e não deverá cuidar de assuntos estranhos ao orçamento;
c) da universalidade, consagrado na Constituição Federai, que impede a criação de
créditos adicionais suplementares, especiais e extraordinários;
d) da anualídade, segundo o qual as previsões de receitas e despesas devem se
referira um período limitado de tempo, ou seja, período de um ano, denominado
exercício financeiro, o qua! coincide com o ano civil;
e) da unidade, segundo o qual a elaboração do orçamento anual dispensas a
elaboração do Plano Plurianual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

28. A Lei na 4.3 2 0 /1 9 6 4 , ao estabelecer que, em caso de déficit, a lei do


orçamento indicará a s fontes de recursos que o Poder Executivo fica
autorizado a utilizar, para atender a su a cobertura, teye em conta o
princípio:
a) da anualídade; d) da unidade;
b) do orçamento bruto; e) da discriminação ou especialização.
c) do equilíbrio;

29. A s s in a le a o p ç ã o c o r r e t a r e f e r e n te à a p lic a ç ã o d o s p r in c íp io s
orçam entários.
a) De acordo com o princípio da unidade, os orçamentos das três esferas da
Administração deveriam ser unificados em um orçamento nacional.
b) Em consonância com o princípio do orçamento bruto, as transferências no âmbito
interno de cada esfera da administração se anulam.
c) A existência da conta única encontra respaldo no princípio da unidade de caixa.
d) A destinação dos recursos das taxas para o custeio se serviços específicos,
contraria o princípio da não-afetação de receitas.
e) A adoção do princípio da exclusividade condiciona a criação ou o aumento de
impostos à sua inclusão no orçamento.

30. Quai das opções abaixo não representa um dos princípios ju ríd ico s dos
orçamentos públicos?
a) Unidade. d) Anterioridade.
b) Anualídade. e) Exclusividade.
c) Universalidade.

31. O princípio do equilíbrio é aquele em que:


a) todas as receitas e despesas devem estar previstas no orçamento;
b) todas as receitas e despesas devem ser detalhadas para que as pessoas possam
entender o orçamento;
c) todas as despesas sejam previstas para um determinado período de tempo e
que esse período seja igual ao ano civil;
d) o montante da despesa fixada não pode ultrapassar ao montante da receita
prevista;
e) nenhuma afirmação é correta.
22 Orçamente Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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32. A s despesas são classificadas como um nível de desdobramento tal que


facilite a an álise por parte das p esso as. Este enunciado é relativo ao
princípio da:
a) universalidade; d) exclusividade;
b) unidade; e) nda.
c) especificação;

33. As previsões de receita e fixação das d esp esas sem pre se referem a um
período limitado de tempo. E sse enunciado é definido peio princípio da:
a) universalidade; d) exclusividade;
b) anualídade; e) nda.
c) especificação;

34. Julgue os itens abaixo.


-> A ação planejada do Estado materializa-se através do orçamento público. O
princípio orçamentário que consiste na não-inserção de matéria estranha à
previsão da receita e à fixação da despesa é o da discriminação.
Segundo o princípio do orçamento bruto, as receitas e despesas deverão constar
na LOA sem quaisquer deduções.
Segundo o princípio da legalidade, o orçamento é uma íei em sentido formal.

35. A ação planejada do Estado materializa-se através do orçamento público.


Indique o princípio orçamentário que consiste na não-inserção de matéria
estranha à previsão da receita e a fixação da despesa.
a) Princípio da discriminação. d) Princípio da universalidade.
b) Princípio da exclusividade. e) Princípio do equilíbrio.
c) Princípio do orçamento bruto.

36. No tocante aos objetivos dos princípios orçam entários, assin a le a opção
correta.
a) Segundo o princípio da exclusividade, o orçamento deve conter todas as receitas
e despesas referentes aos Poderes da União.
b) De acordo com o princípio da unidade, o orçamento deve conter apenas matéria
orçamentária.
c) 0 princípio da publicidade representa uma regra técnica administrativa, segundo a
qual a lei do orçamento somente deve veicular matéria de natureza financeira.
d) 0 princípio da legalidade determina que o conteúdo do orçamento deve ser
divulgado por veículos oficiais de comunicação.
e) O princípio da unidade recomenda que deve existir apenas um orçamento.

37. Embora existam excelentes sistem as orçam entários que não os adotem,
os princípios orçamentários tradicionalmente contidos nas boas obras de
doutrina acerca da matéria são orientações preciosas a serem seguidas
na adm inistração orçamentária pública. A respeito da utilização d e sses
princípios no Brasil, julgue os itens que se seguem .
Consoante o princípio da anualidade, as previsões de receita/despesa devem
referir-se sempre a um período limitado de tempo. O período de vigência do
orçamento chama-se exercício financeiro e, de acordo com a Lei na 4.320/1964,
coincide com o ano civil: I a de janeiro a 31 de dezembro.
CAMPUS Capítulo 2 — Princípios Orçamentários

-> Segundo o princípio do orçamento bruto, todas as parcelas da receita e da


despesa devem aparecer no orçamento em seus valores brutos, sem qualquer
tipo de dedução.
->■ O orçamento deve conter apenas matéria orçamentária e não deverá cuidar de
assuntos estranhos, conforme previsto na Constituição Federai, exceção feita
. à autorização para a abertura de créditos suplementares e a contratação de
operações de crédito. Tal preceito caracteriza o princípio da não-afetação.
-> Antes da Constituição de 1988, embora constasse na legislação, o princípio da
unidade não era praticado na administração orçamentária da União.
A Lei nfi 4.320/1964 dispõe que, na lei de orçamento, a discriminação da despesa
será feita, no mínimo, por elementos. Tai preceito vem corroborar a prática do
princípio do equilíbrio.

38. Desde seus primórdios, a instituição orçamentária foi cercada por uma série
de regras, com a finalidade de aumentar-the a consistência no cumprimento
de sua principal tarefa, que é auxiliar o controle parlamentar sobre os
executivos. No Brasil» a prática orçamentária, que é fundamentada n essas
regras, também cham adas princípios orçam entários: „
a) não respeita o princípio da unidade, dada a existência do orçamento fiscal, do
orçamento das estatais e do orçamento da seguridade social;
b) respeita o princípio da universalidade, mesmo não havendo a exigência de
inclusão das receitas e das despesas operacionais das empresas estatais;
c) não respeita o princípio do orçamento bruto, porquanto permite que algumas
despesas sejam deduzidas de certas receitas;
d) respeita o princípio da anualídade, mesmo havendo a exigência de elaboração
de planos piurianuais;
e) respeita o princípio da exclusividade, mesmo havendo a possibilidade de o
orçamento conter autorizações para a abertura de créditos suplementares.

Questão Comentada
39. No tocante à fiscalização exercida peto Tribunal de Contas, marque a opção
errada. Compete ao Tribunal de Contas:
a) julgar as contas dos administradores e responsáveis por dinheiro, bens e valores
públicos;
b) fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social
a União participe;
c) aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidades de despesas ou irregularidades
de contas, as sanções previstas em lei;
d) representar ao poder competente sobre abusos apurados;
e) em caso de ilegalidade, sustar contratos.
Opção E. Os Tribunais de Contas têm competência para sustar atos ilegais, mas
não contratos. Caso estes não estejam em conformidade com a lei, deverá a
Corte de Contas comunicar ao Poder Legislativo, que adotará as providências
cabíveis. Se o Parlamento mantiver-se inerte, aí o TC decidirá a respeito. As
demais opções baseiam-se na Carta Magna (competências) e na Lei Orgânica
dos TC.
Capítulo

Receita Pública

No setor público, a receita é contabilizada pelo chamado “regime de


caixa”. Isso significa qne o fato gerador da receita é a entrada de dinheiro. Ou
seja, havendo ingresso de numerário, a contabilidade registra como receita,
independentemente do dinheiro pertencer ao setor público* ou não. Esse
regime contábil (maneira de contabilizar) difere da utilizada no setor privado,
que trabalha com o regime de competência. Neste, as empresas contabilizam a
receita em função da prestação de serviços ou da entrega das mercadorias, por
ocasião da venda, independentemente da venda ser à vista (quando haveria
entrada do dinheiro) ou a prazo.

3. i . Estágios da Receita
A receita possuí quatro estágios, devidamente explicitados a seguir:
Previsão - a previsão que será arrecadado no próximo ano é feita
com base em cálculos que consideram as receitas arrecadadas nos dois últimos
exercícios e a receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta
(média aritmética de três elementos), ajustando-se o valor encontrado em
função do cenário econômico projetado. Vale ressaltar que o Poder Executivo
(detentor da iniciativa no processo orçamentário) deve disponibilizar a memória
de cálculo para os outros Poderes (Legislativo, Judiciário e MP), nos termos da
LRF, a fim de que eles possam apreciá-la e, se for o caso, contestá-la, antes do
envio das suas respectivas propostas orçamentárias pelo Poder Executivo.
Lançamento ~ este ato, definido no Código Tributário Nacional - CTN,
consiste na identificação do sujeito passivo, do objeto, do quantum (montante)
etc. Na prática, ocorre, por exemplo, quando o Secretário de Fazenda inscreve
(lança no sistema) a dívida de IPTU de um determinado contribuinte
proprietário de imóvel em área urbana. É preciso destacar que essa modalidade
26 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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de lançamento, anterior ao pagamento do tributo, é conhecida como “de ofício”.


As outras são: “por declaração”, quando o contribuinte informa ao Poder Público
a situação passível de tributação, sendo conferida posteriormente pelos agentes
fiscais (IR, por exemplo), e “por homologação”, quando a autoridade fazendária
reconhece o pagamento do tributo (ISS ou ICMS), verifica as condições da
operação e ratifica sua legalidade e exatidão. Assim, conforme se pôde verificar,
nem sempre o lançamento ocorrerá antes da arrecadação do tributo, próximo
estágio.
Arrecadação - a arrecadação se dá quando o contribuinte vai até a rede
bancária e faz o pagamento do carnê-leão, da guia do IPTU ou da Previdência
Social. É nesse estágio que a receita é considerada realizada, nos termos da Lei na
4.320/1964. A partir daí, é possível contar com os recursos, pois o momento mais
sensível já ocorreu: o desembolso por parte do contribuinte. Por uma questão j
de prudência, não é recomendável a execução orçamentária de valores ainda
não-arrecadados, simplesmente em função de estarem previstos na LOA, uma \
vez que o cidadão, em função de problemas pessoais ou, mesmo, em decorrência
de conjunturas econômicas, pode não quitar suas obrigações junto ao Fisco, j
Recolhimento - é preciso destacar que, mesmo já tendo o contribuinte'
pago seus tributos, o dinheiro não ficou imediatamente disponível para o
governo. Há a necessidade da transferência do dinheiro para a conta do Poder
Público, que, ao receber, fará sua classificação e apropriação, conjunto de
atividades conhecido como recolhimento.

3.2. Classificação das Receitas


As tipologias que serão apresentadas a seguir têm como finalidade focar
um ou mais aspectos dos ingressos no patrimônio do Estado, facilitando sua
visualização e análise.

1) Quanto à categoria econômica, as receitas podem ser classificadas em


correntes ou de capital,
a) Correntes
As receitas correntes são receitas reais, efetivas. Compreendem ingressos que
aumentam o patrimônio líquido do Estado, sendo caracterizados (contabilmente)
como fatos modificativos.
CAM PUS C a p ítu lo 3 — Receita Pública

De acordo com a Lei n2 4.320/1964, art. 11, § l fi:

São Receitas Correntes as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de


serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito
público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.

b) Capital
As receitas de capital constituem ingressos obtidos por meio de troca,
permuta. Hã sempre uma espécie de compensação. Como exemplo, é possível
citar as receitas oriundas de empréstimos (operações de crédito). O dinheiro
entra e é contabilizado no caixa, mas, em compensação, uma dívida é lançada
no passivo. Dessa forma, com o aumento do ativo e do passivo simultaneamente,
a alteração no PL é nula, situação típica das receitas de capital. Um outro
exemplo diz respeito à alienação de ativos. Ao vender por R$ 100,00 um
terreno contabilizado pelo mesmo valor, a receita obtida com a venda também
é de capital, uma vez que o ativo foi aumentado (com o ingresso do dinheiro)

e diminuído (pela baixa do bem) pelo mesmo valor.


A Lei nfi 4.320/1964 assim define as receitas de capital, em seu art. 11, § 22:

São Receitas de Capitai as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de


dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito
público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit
do Orçamento Corrente.

A título de exemplo, apresentamos, a seguir, um esquema contendo as receitas


correntes e de capital utilizadas na Administração Pública:
RECEITAS CORRENTES
RECEITA TRIBUTÁRIA
Impostos
Taxas Contribuições de melhoria
RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES
RECEITA PATRIMONIAL
RECEITA AGROPECUÁRIA
RECEITA INDUSTRIAL
RECEITA DE SERVIÇOS
28 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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TRANSFERÊNCIAS CORRENTES
OUTRAS RECEITAS CORRENTES
RECEITAS DE CAPITAL
OPERAÇÕES DE CRÉDITO
ALIENAÇÃO DE BENS
AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS
TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL
OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL

2) Quanto à coercitividade, as receitas podem ser enquadradas como


originárias e derivadas.
a) Originárias - surgem em função da exploração do patrimônio do
Estado, tais como a receita de aluguel e de juros (decorrente da
aplicação financeira do dinheiro público). São contratuais, negociais,
ficando o Estado em “pé de igualdade com o particular”. Para obter
essas receitas, a Administração Pública não usa da coerção, da força
ou do poder de Império, sendo elas arrecadadas em função de ajustes
feitos junto ao particular.
b) Derivadas - as receitas derivadas são coercitivas, obrigatórias.
Nesse caso, o contribuinte é obrigado a arcar com elas, não havendo
negócios, contratos ou ajustes. O cidadão deve pagar, simplesmente
porque tem capacidade contributiva e, ao arrecadar, o Estado o faz
em nome da coletividade, materializando a supremacia do interesse
público sobre o particular.

3) Quanto à inclusão no orçamento, podem ser denominadas orçamentárias


ou extra-orçamentãrias.
a) Orçamentárias - são aquelas previstas no orçamento, compreendendo
impostos, taxas e contribuições que o Poder Público espera arrecadar
no próximo ano. É preciso mencionar que, mesmo a previsão tendo
sido feita a menor (receita arrecadada maior que receita prevista), o
excesso de arrecadação é contabilizado como orçamentário, tendo em
vista haver a previsão dessa fonte de recursos na LOA.
b) Extra-orçamentárias - são as receitas não-contempladas no orçamento,
normalmente em função de sua imprevisibilidade. Com exemplo,
podem ser citados:
CAMPUS Capítuio 3 — Receita Pública

® depósitos em garantia de uma empreiteira que fechou contrato


com Estado;
• valores depositados na conta corrente do governo, de que não se
sabe a procedência; ou
• herança.
É preciso destacar que, nos casos anteriores, é razoavelmente difícil estipular
o quantum, uma das razões pelas quais é preferível deixá-las de fora da LOA.
Vale ressaltar que a receita oriunda da arrecadação de multas varia de ente para
ente, sendo considerada na proposta da LOA em alguns Estados e Municípios
e não sendo considerada em outros, podendo ser, portanto, orçamentária ou
extra-orçamentária.

4) Quanto ao poder de tributar (competência), é possível enquadrar as


receitas como federais, estaduais ou municipais.
A Constituição da República, em seus arts. 145 a 162, estabelece a
competência para instituição de tributos pelos entes da Federação. Vale ressaltar
que a CR/1988 não cria os tributos; simplesmente estabelece a competência,
devendo cada ente, por meio de lei própria (Federal, Estadual ou Municipal),
instituir seus tributos.

5) Quanto à regularidade (uniformidade), são as receitas classificadas como


ordinárias e extraordinárias.
a) Ordinárias - essas receitas são as habitualmente arrecadadas, tendo
um caráter permanente. Como exemplo, temos o Imposto de Renda,
o 1PTU e o IPVA.
b) Extraordinárias - as receitas extraordinárias são eventuais, não-
regulares, tais co m o o em p réstim o compulsório e o imposto
extraordinário decorrente de guerra (modalidades tributárias previstas
na CR/1988).

6) Quanto ao impacto patrimonial, as receitas podem ser efetivas ou por


mutação.
a) Efetivas - as receitas efetivas são aquelas que, ao serem arrecadadas,
aumentam o patrimônio do Estado. São enquadradas como fatos
contábeis modificativos aumentativos. Como exemplo, temos o IR,
o IPVA, o IPTU, a taxa de iluminação etc.
30 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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b) Mutação - as receitas por mutação decorrem de ajustes que devem


ser feitos por ocasião da contabilização das despesas de capital. Visam
a anular ou compensar a inclusão destas últimas na Demonstração
das Variações Patrimoniais - DVP, uma das demonstrações exigidas
pela Lei nfl 4.320/1964. A lógica é mais ou menos a seguinte: nem
toda despesa contabilizada representa, de fato, uma diminuição do
patrimônio do Estado. Isso acontece porque, dentre outras coisas, as
compras, no serviço público, são tratadas como despesa. Dessa forma,
sem se proceder aos ajustes na DVP, poder-se-ía chegar a um resultado
subavaliado, em função da contabilização e do cômputo das despesas
de capital no cálculo do superávit ou déficit. Para ilustrar, é possível
citar a compra de um determinado imóvel pelo Poder Público: após
a adoção dos procedimentos cabíveis, dentre os quais a verificação
da existência de créditos orçamentários, a realização de licitação e a
adjudicação do objeto licitado ao vencedor do certame. Com isso, será
procedido o empenho da despesa, que ensejará o seguinte lançamento
no Sistema Financeiro (um dos sistemas utilizados na contabilidade
pública):
D - Despesa de capital R$ 10.000,00
C - Contas a pagar R$ 10.000,00
A despesa de capital será transportada para a DVP, “reduzindo o
superávit (ou aumentando o déficit)” neste valor. Contudo, a despesa
de capital não afeta o resultado, pois as contas utilizadas gerarão
um aumento no ativo (pela “entrada” do imóvel) e no passivo (pela
inscrição da dívida) no mesmo valor, não alterando o PL. Assim,
para ajustar, é feito um lançamento no Sistema Patrimonial (outro
utilizado) da seguinte maneira:
D - Bens imóveis R$ 10.000,00
C - Variação ativa - Mutação da despesa de capital R$ 10.000,00
Com isso, duas contas serão consideradas no cálculo do resultado:
a despesa de capital e a mutação da despesa de capital (receita por
mutação), uma cancelando matematicamente a outra.
Apresentamos, a seguir, um modelo de codificação de receita.
CAMPUS Capítulo 3 — Receita Pública 31

Série Provas e Concursos


3.3. Codificação da Receita Orçamentária
xxxx. xx. xx
L Indica subalinea
Indica alíneas: subdivisão de cada nibrica.

Indica a rubrica

Indica a subfonte: I: Imposto


Tributária 2: Taxas
3: Contribuições de melhorias
Contribuições
í 1': Contribuição sociai
U:<Contribuições econômicas
Alienações
í 1::<
de bens móveis
U r,de bens imóveis
Indica a fonte: Corrente 1: Tributária
2: Contribuições etc.
Capital 1: Operações de cjédito
2: Alienação de bens etc.
Indica a categoria econ ôm ica: 1) Receitas correntes
li2) Receitas de capital
Exemplo:
1000.00.00 ~ Receitas Correntes
1100.00.00 ~~Receitas Tributárias
1110.00.00 - Impostos
1111.00.00 - Impostos sobre o Comércio Exterior
1111.01.00 - Imposto sobre Exportação
2000.00.00 - Receitas de Capital
2100.00.00 - Operações de Crédito
2110.00.00 - Operações de Créditos Internas

3.4. Questões de Concursos Anteriores


1. (Auditor - FCC - TCE/CE/2006) São exemplos de receitas extra-orçamentáriasr
a) os depósitos judiciais oriundos do contencioso fiscal;
b) as amortizações de empréstimos concedidos a outros entes públicos;
c) os ingressos decorrentes da alienação de bens móveis e imóveis;
d) as entradas relativas às contribuições de intervenção do domínio econômico:
e) as receitas agropecuárias e industriais.

2, (Analista ju diciário - FCC - TRF - 4a Região/2006) Para que uma receita


orçamentária seja considerada como tal na execução da receita, é necessário
que tenha sido:
a) prevista no orçamento, lançada, arrecadada e recolhida;
b) prevista no orçamento, lançada e arrecadada;
c) lançada e arrecadada;
d) arrecadada e recolhida;
e) arrecadada.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

(Auditor - FCC - TCM /CE/2006) É exemplo de receita extra-orçamentáría


no balanço financeiro:
a) restos a pagar inscritos no exercício;
b) receita patrimonial;
c) recita de alienação de bens;
d) restituição de depósitos recebidos;
e) operações de créditos.

(Analista Judiciário ~ FCC - T R F - I a Região/2006) Entre a arrecadação de


tributos e o recolhimento, há a distinção de:
a) guarda e entrega de vaior;
b) diferença entre a previsão e a arrecadação;
c) meios de que se vaiem os agentes arrecadadores;
d) responsabilidade do contribuinte;
e) natureza do crédito.

(A nalista Ju d iciário - FCC - T R F - I a R egião/2006 ) A receita pública


percorre fases claramente identificadas de procedimentos adm inistrativos
e contábeis, Pode-se afirmar que a proposição está:
a) parcialmente correta, visto que, embora existam etapas, não são claramente
identificadas;
b) correta, sendo que as fases são: lançamento, arrecadação e recolhimento;
c) correta, pois a receita percorre a etapa de liquidação, contribuição e
recolhimento.
d) incorreta, dado o fato que o regime de caixa é o que determina a contabilização
da receita;
e) parcialmente incorreta, pois as fases distinguem-se contabiimente e não
administrativamente.

(Técnico Judiciário - FCC - TRT - 24a Região/2006) É receita orçamentária


corrente relativa a fato permutativo a:
a) de operações de crédito;
b) de alienação de bens;
c) patrimonial;
d) de amortização de empréstimos;
e) de receita da dívida ativa.

(A d m in istrad o r - NCE/UFRJ - A rquivo N acio nal/2006) Um dos itens


relacionados como receita de valores m obiliários na adm inistração da
receita da União são os:
a) foros; d) dividendos;
b) aluguéis; e) arrendamentos.
c) laudêmios;

(A dm inistrad o r - NCE/UFRJ - A rquivo N acional/2006) Um dos itens


relacionados como receitas im obiliárias na discrim inação da receita da
União são o s/a s:
a) dividendos; d) juros de títulos de renda;
b) participações; e) remunerações de depósitos bancários.
c) arrendamentos;
CAMPUS Capítulo 3 — Receita Pública 33

Série Provas e Concursos


9. (Contador - NCE/UFRJ ~ Arquivo Nacional/2006) São classificadas como
"outras receitas correntes”:
a) multas e juros de mora; d) receita de concessões e permissões;
b) operações de crédito; e) receita de contribuições sociais.
c) cota-parte do IPI;

10. (Administrador - NCE/UFRJ - MIN/2005) De acordo com a Lei it° 4.320/1964


e su as atualizações, um exemplo de receita corrente são as:
a) amortizações de empréstimos concedidos;
b) alienações de bens móveis e imóveis;
c) contribuições de melhoria;
d) transferências de capital;
e) operações de crédito.

11. (A dm inistrador-N CE/U FRJ-M IN /2005) De acordo com ? Lei n* 4.320/1964


e su as atualizações, um exemplo de receita de capital são a s:
a) receitas de serviços industriais; d) operações de crédito;
b) cobranças da dívida ativa; e) receitas imobiliárias.
c) contribuições de melhoria;

12. (Analista - NCE/UFRJ - iphan/2005) A gestão da Fazenda Pública ê definida como


o conjunto de operações que visam a alcançar os fins próprios da administração
governamental. Para fazer lace a suas necessidades, o Estado dispõe de recursos
ou rendas que lhe são entregues pela contribuição da coletividade. No que se
refere à natureza da receita, pode-se classificar como orçamentárias as:
a) consignações;
b) cauções em dinheiro;
c) receitas agropecuárias;
d) receitas relativas a salários não-reclamados;
e) operações de crédito por antecipação de receita.

13. (Auditor do Estado do Mato C ro sso - NCE/UFRJ - AGE/2004) A partir dos


dados constantes do Balanço Orçamentário de 31/12/2003, de Cachoeira
do Leste, têm-se as informações a seguir:
Orçamento inicial - R$ 150.000,00
Excesso de arrecadação ~ R$ 15.000,00
Despesa empenhada - RS 147.000,00
É correto afirmar que:
a) houve uma economia orçamentária de R$ 15.000,00;
b) o nâo-empenhamento de todas as despesas constantes do orçamento constitui
irregularidade;
c) o excesso de arrecadação indica que o orçamento foi mal elaborado;
d) a receita arrecadada totalizou R$ 150.000,00;
e) a execução orçamentária foi superavitáría.

14. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) Com relação


às receitas públicas, pode-se afirmar que:
a) as receitas que não constam do orçamento inicialmente aprovado são ditas
extra-orçamentárias;
b) após lançamento de determinada receita, esta deve ser inscrita em dívida ativa;
c) a receita orçamentária, por categoria econômica, subdivide-se em: receitas
correntes e receita de capital;
d) o princípio da unidade de tesouraria se verifica quando do lançamento da receita;
e) a receita arrecadada só é considerada disponível para a Fazenda Pública após
homologação da declaração.
34
Série Provas e Concursos Orçamento Público — José Caríos Oiíveira de CarvalhoELSEVIER

15. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) No que se


refere às Receitas Públicas, o método de estim ativas que é condenado
pelos especialistas, uma vez que seu uso traz desequilíbrio nas previsões,
mormente quando ocorre um crescimento contínuo na arrecadação efetiva,
é o método:
a) direto; d) das médias trienais;
b) automático; e) das majorações amplas.
c) da extrapolação;

16. (C o n ta d o r - N C E/U FR J - U F R j/ 2 0 0 4 ) C o n s id e r a -s e re c e ita extra-


orçamentária:
a) inscrição da dívida ativa;
b) receita decorrente de alienação de bens;
c) consignação em folha de pagamento a favor de terceiros;
d) receita decorrente de contribuições econômicas;
e) receita industrial.

17. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) Com relação à classificação e conta­


bilização de receitas e despesas extra-orçamentárias, pode-se afirmar que:
a) as receitas e despesas extra-orçamentárias devem ser registradas somente no
sistema compensado;
b) o registro de uma receita extra-orçamentáría requer em contrapartida o registro
simultâneo de uma despesa extra-orçamentária;
c) devem obrigatoriamente ser incluídas no orçamento do exercício subseqüente;
d) devem obedecer aos mesmos estágios das receitas e despesas orçamentárias;
e) a arrecadação das receitas extra-orçamentárias independe de autorização legislativa.

18. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) NÃO constituem dedução do somatório


de receitas correntes, para fim de apuração da receita corrente líquida
(RCL)> no âmbito da União:
a) as contribuições dos empregadores e dos empregados ao Sistema de Seguridade
Social;
b) as contribuições ao PIS e ao Pasep;
c) as contribuições dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e
assistência social;
d) as receitas de valores mobiliários;
e) as receitas provenientes da compensação financeira entre sistemas previdencíários.

19. (Anaüsta Judiciário - NCE/UFRJ ~ TER/RJ-2001) A ssin ale a alternativa que


apresenta receita pública extra-orçamentária.
a) Rendimento de aplicações financeiras.
b) Operações de crédito por antecipação de receita.
c) Impostos e taxas.
d) Cobrança da dívida ativa.
e) Multas.

20. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) A ssin ale a alternativa que


apresenta receita orçamentária patrimonial.
a) Aluguéis. d) Aquisição de imóveis.
b) Alienação de bens. e) Aquisição de material de consumo.
c) Reavaliação de bens.
CAMPUS Capítulo 3 — Receita Pública

21. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) Segundo as categorias


econômicas, as receitas de contribuições e de alienação de bens classificam-se,
respectivamente, em:
a) orçamentárias e extra-orçamentárias;
b) correntes e extra-orçamentárias;
c) correntes e de capitai;
d) de capitai e não-operacionais;
e) correntes e de custeio.

Questões de Bancas Diversas


22. julgue o item abaixo.
No orçamento público, os recursos correspondem à receita prevista (estimada
ou orçada), classificada segundo categorias econômicas. No que diz respeito
às receitas de capitai, é falso afirmar que as receitas imobiliárias constituem
exemplos dessa categoria.

23. No orçam ento público, o s recu rso s correspondem à receita prevista


(estimada ou orçada), classificada segundo categorias econômicas. No que
diz respeito às receitas de capitai, identifique a opção.faisa.
a) Receitas por mutação patrimonial.
b) Receitas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de
constituição de dividas.
c) Receitas da conversão, em espécie, de bens e direitos.
d) Receitas de amortização de empréstimos anteriormente concedidos.
e) Receitas imobiliárias.

24. No que concerne à classificação da receita pública, julgue os itens a seguir.


-> As receitas correntes são as que não provêm da alienação de um bem de capital
ao que não estejam, na lei, definidas como de capitai.
Receitas púbiicas que estejam, por ato do Poder Púbíico, vinculadas à realização
de despesas correntes são consideradas receitas de capital.
-> As receitas de capital provêm da aiienação de bens de capital, da obtenção de
empréstimos e das amortizações de empréstimos concedidos.
As categorias econômicas das receitas públicas podem ser distribuídas por
fontes e subfontes, podendo chegar a um maior detalhamento, dependendo das
necessidades de informação do órgão arrecadador.
-> As receitas tributárias são uma das fontes das receitas correntes.

25. Estágios da receita pública são as etapas consubstanciadas nas ações


desenvolvidas e percorridas pelos órgãos e pelas repartições encarregados
de executá-las. Em relação a esse tema, julgue os itens seguintes.
Os três estágios da receita pública são previsão, iançamento, e arrecadação e
recolhimento, nessa ordem.
-> Os estágios da receita púbiica devem ser percorridos tanto pelas receitas
orçamentárias quanta pelas receitas extra-orçamentárias.
O estágio correspondente à previsão configura-se com a edição iegal do
orçamento.
-> Existem determinadas receitas tributárias, como o imposto sobre a renda de
pessoas físicas, em que o estágio do lançamento não é percorrido.
-> A arrecadação é o ato que se relaciona com a entrega de valores, pelos agentes
arrecadadores, ao Tesouro Público.
36 Orçamento Público — José Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Séfie Provas e Concursos

Questões Comentadas
26. (AFC/2004) A receita da Administração Pública pode se r classificada quanto
à natureza, ao poder de tributar, à coercitividade, à afetação patrimonial
e à regularidade. Marque a opção falsa.
a) Quanto à afetação patrimonial, as receitas são classificadas em orçamentárias e
extraorçamentárías
b) Quanto ao poder de tributar, a receita é dividida conforme a discriminação
constitucional das rendas, em federal, estadual e municípai.
c) Quanto à coercitividade, as receitas podem ser divididas em originárias e derivadas.
d) Quanto à regularidade, as receitas podem ser desdobradas em ordinárias e
extraordinárias.
e) Na classificação quanto à natureza, diz-se que as receitas tributárias e as receitas
de contribuições são exemplos de receitas correntes.
Opção A. Quanto à afetação patrimonial, as receitas dividem-se em efetivas
(impactam o saldo patrimonial) e por mutação (não impactam).

2 7. (TCDF - AFCE/2002) Acerca do tratamento dado pelas normas aos princípios


orçam entários e a receita, julgue os itens subseqüentes.
a) Considere a seguinte situação hipotética. Um parlamentar apresentou projeto
de lei na Câmara Legislativa que adicionava um ponto percentual na alíquota
geral do ICMS, e destinava o produto da arrecadação adicional ao financiamento
de programa habitacional destinado a pessoas de baixa renda. Nessa situação,
a proposição tem amparo legal, cabendo aos integrantes da Câmara Legislativa
considerar o mérito da proposta, bem como a oportunidade de aumentar ainda
mais a carga tributária.
b) Considere a seguinte situação hipotética. O projeto de Lei Orçamentária Anual,
encaminhado por um governador à Assembléia Legislativa, apresenta dispositivo
que autoriza o Poder Executivo a abrir créditos adicionais até o correspondente a
20% da despesa total autorizada. Nessa situação, caso a maioria dos integrantes
daquela Assembléia estivesse disposta a aprovar esse dispositivo, deveria fixar a
redução dos créditos adicionais para, no máximo, 10% da despesa autorizada.
c) Uma receita cujo fato gerador tenha ocorrido em 1998 e que tenha sido lançada
em 1999, arrecadada em 2000 e recolhida em 2001, de acordo com a Lei
n24 .320/1964, pertence ao exercício de 2000.
d) A lei de orçamento compreenderá todas as receitas, inciusive as de operação de
crédito, nas suas diversas modalidades; em razão de mútuo, pela emissão de
título ou por antecipação da receita orçamentária.
e) Após apurada sua liquidez e sua certeza, os créditos da Fazenda Pública exigíveis
pelo transcurso do prazo para pagamento serão inscritos como dívida ativa.
Gabarito
a) Falso. A vincuiação da arrecadação de impostos é vedada pela legislação
em vigor. As exceções são os fundos especiais e as destinações previstas
na CR de 1988.
b) Falso. A autorização que pode constar na LOA diz respeito somente à
abertura de créditos adicionais suplementares, e não a todas as modalidades,
conforme informado. Quanto ao percentual, há de se consultar a LDO.
CAMPUS Capítulo 3 — Receita Pública

c) Verdadeiro. O fato gerador da receita é a arrecadação, em virtude do regime


de caixa previsto na Lei n2 4.320, de 1964.
d) Falso. A receita decorrente de ARO não constará na LOA. Poderá haver
a autorização para contratação de ARO, que é diferente. Considerar o
montante do ARO na previsão da receita significa considerar a mesma
coisa duas vezes, uma vez que o ARO nada mais é do que a antecipação
do valor sobre o qual se tem direito.
e) Verdadeiro, de acordo com o previsto na Lei nfi 4.320/1964.

28. (Fiscal - D F/Esaf/2001) É receita extra-orçamentária:


a) toda a não-prevista especificamente no orçamento;
b) a venda de ativo permanente peio valor contábil;
c) o empréstimo tomado em longo prazo;
d) a operação de crédito por antecipação de receita;
e) a receita arrecadada gerada em exercícios anteriores.
Opção D. Nos termos da Lei n2 4.320, de 1964, a receita de^ARO é extra-
orçamentãria. Vale ressaltar que o fato de ter sido prevista na LOA de maneira
genérica não faz com que, ao ser arrecadada, a receita seja contabilizada como
extra-orçamentária. A receita de multas prevista na LOA' pode contemplar a
arrecadação de valores referentes a infrações de trânsito e da legislação ambiental
em determinada Prefeitura, por exemplo. A receita gerada (instituída, criada)
em períodos anteriores, desde que prevista na LOA, é orçamentária.

29. No tocante à receita pública:


a) constitui requisito essencial de responsabilidade na gestão fiscal a instituição,
previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos de competência do ente; em
se tratando da União, está, contudo, dispensada a instituição, previsão e efetiva
arrecadação do iGF (Impostos sobre Grandes Fortunas);
b) é vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe
o disposto no art. 11 da LRF (instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos
os tributos, no que se refere a impostos, taxas e contribuições de melhorias;
c) a reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida no caso
de erro comprovado ou omissão de ordem técnica ou legal;
d) o montante previsto para as receitas de operações de crédito, não poderá ser
superior ao das despesas correntes constantes no projeto de lei orçamentária;
e) o Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos Poderes e do Ministério
Público, no mínimo, 45 dias antes do prazo final para encaminhamento das propostas
orçamentárias, estudos, estimativas de receitas para o exercício subseqüente,
inclusive da receita corrente líquida e respectivas memórias de cálculo.
Opção C. Não há dispensa no caso do IGf; não havendo, até o presente
momento, justificativa do porquê de o mesmo não ter sido instituído. A
vedação da realização de transferências ocorre no que diz respeito a impostos
e o montante das receitas de operação de crédito não pode superar as despesas
de capital. A memória de cálculo da receita deverá ser disponibilizada em até
30 dias antes do prazo de encaminhamento das propostas.
38
Série Provas e Concursos Orçamento Público —■
josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

30. No tocante á renúncia de receita:


a) a concessão de benefício de natureza tributária, a qual decorra de renúncia de
receita, deverá estar acompanhada do impacto orçamentárro-financeiro para o
exercícío em que deva iniciar a vigência e nos três seguintes;
b) a renúncia de receita é lícita se for considerada na estimativa da receita
orçamentária, desde que comprove que não afetará as metas de resultados
fiscais, dentre outras exigências;
c) a renúncia de receita a ser considerada iícita deverá obrigatoriamente atender a,
pelo menos, duas condições, quais sejam: a demonstração de que a renúncia foi
considerada na estimativa da Lei Orçamentária e estar acompanhada de medida
de compensação;
d) as medidas de compensação, no tocante à renúncia de receita, deverão entrar
em vigor, no máximo, um ano após a renúncia de receita estar vigendo;
e) a renúncia de receita compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido,
concessão de isenção em caráter não-geral e alteração de alíquota, não abrangendo
a modificação da base de cálcuio que implica redução discriminada de tributos.
Opção B. O impacto deverá ser evidenciado para o exercício em que a medida
entrará em vigor e os dois seguintes. A renúncia deverá atender a pelo menos
uma das duas condições da opção C (e não às duas simultaneamente), bem como
a compensação entrar em vigor no mesmo momento da concessão. A renúncia
contempla, ainda, a modificação da base de cálculo mencionada na opção E.

31. No tocante à ARO (antecipação de receita orçam entária):


a) destina-se a atender suficiência de caixa;
b) não carece de autorização orçamentária;
c) realizar-se-á a partir do décimo dia do início do exercício e deverá ser liquidada
até o encerramento da sessão legislativa;
d) não estará autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de
juros da operação, obrigatoriamente pré-fixadas ou indexadas à taxa básica
financeira;
e) está proibida a realização de mais uma operação de ARO no mesmo exercício.
Opção D. Quanto às demais opções, destina-se a atender à insuficiência de caixa,
carece de autorização, deverá ser liquidada até o dia 10 de dezembro de cada
exercício e não há vedação para a realização de mais de uma operação de ARO. A
exigência é que, para realizar a subseqüente, faz-se necessário liquidar a anterior.

32. (FCC - MPU - Técnico Controle Interno - 2007) São classificadas como orça­
mentárias.
a) Depósitos para garantia de participação em processo licitatório.
b) Restos a pagar do exercício.
c) Provisões para cheques não recebidos no exercício.
d) Receitas patrimoniais.
e) Operações de crédito por antecipação de receita.
Opção D. As outras alternativas correspondem a exemplos de fatos extra-
orçamentários.
CAMPUS Capítulo 3 — Receita Pública 39

Série Provas e Concursos


33. (FCC - MPU - Técnico Controle interno - 2007) É exemplo de receita cor­
rente: superávit do orçamento corrente.
a) Receita de amortização de empréstimos concedidos pelo ente púbiico.
b) Receita de operações de crédito por antecipação de receita.
c) Receita de alienação de bens.
d) juros e encargos sobre a dfvida ativa.
Opção E. As outras alternativas correspondem a exemplos de receitas de capital.

34. (FCC - MPU - Técnico Controle Interno - 2007) É um exemplo de receita


extra-orçamentária.
a) Receitas industriais.
b) Cauções em dinheiro.
c) Receitas patrimoniais.
d) Receitas de capital.
e) Amortização de empréstimos concedidos.
Opção B. As outras alternativas correspondem a exemplos de receitas de or­
çamentárias.

35. (Analista judiciário - Cespe - TST/2008) A receita extra-orçamentária é


representada no balanço patrimonial como passivo financeiro, por se tratar
de recursos de terceiros que transitam pelos cofres públicos.
Verdadeiro. As receitas extra-orçamentárias têm um caráter eventual. Nor­
malmente são recebimentos ou apropriações que deverão ser devolvidos ou
transferidos. Caso a liquidação não ocorra dentro do exercício de ingresso, serão
contabilizados no passivo financeiro em função do prazo de pagamento.

36. (Analista Judiciário - Cespe - TST/2008) Constituem receitas de capitai


a s receitas im obiliárias e as intergovernam entais das quais não decorra
exigência de contraprestação por parte do beneficiário dos recursos.
Falso. As receitas de capital são aquelas em que normalmente há contraprestação,
resultando em aumento do passivo ou diminuição do ativo. As receitas imobiliárias
são receitas correntes.
Capítulo 4
I

Despesa Pública

A despesa, no serviço público, é contabilizada segundo o “regime de


competência”. Isso significa ser passível de lançamento contábil quando
ocorre seu fato gerador, ou seja, o empenho (seu primeiro estágio). Apesar de a
realização da despesa ser um ato complexo, em termos de Direito Administrativo,
basta a realização do empenho para haver o registro. Isso significa que não é
necessário haver desembolso para caracterizar a despesa. Regra geral, é possível
serem contabilizados milhões de reais em despesas sem ter havido pagamento
algum. Ou seja: despesa não é sinônimo de pagamento.
No setor privado, a despesa também segue o regime de competência, só que
com outra conotação: o fato gerador consiste na entrega da mercadoria ou na
prestação do serviço.
Para fins de prova, a Lei nô 4.320, de 1964, estabeleceu o “regime misto”:
regime de caixa para as receitas e regime de competência para as despesas.

4 .1• Estágios da Despesa


Da mesma forma que a receita, a despesa pública também possui estágios,
a saber: o (1) empenho, a (2) liquidação e o (3) pagamento.

4.1.1. Empenho
Nos termos da Lei n24.320/1964, “é o ato emanado de autoridade competente
que cria para o Estado, obrigação de pagamento pendente ou não de implemento
de condição”.
O empenho é, na verdade, um compromisso, por parte da Administração Pública,
no sentido de pagar por algo em que tenha interesse, e por parte do fornecedor,
de prestar o serviço ou entregar determinada mercadoria. Com o empenho, a
despesa já existe, embora ainda não tenha sido paga. Em termos orçamentários,
sua realização diminui os créditos disponíveis (valor autorizado para gasto).
42 Orçamento Público -—José Caríos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

É preciso destacar que o empenho tem duas etapas:


I- a autorização, que consiste na verificação no orçamento da existência de
crédito orçamentário suficiente para a realização daquela despesa; e
II ~ formalização, caracterizada a partir da elaboração da NOTA DE EMPENHO
(NE), que possui todos os dados referentes à compra ou à contratação (dados
do contratante, data da entrega, valor, objeto, classificação da despesa etc.).
A materialização do empenho ocorre, conforme mencionado, com a emissão
da nota de empenho - NE, sendo extraída uma NE para cada empenho. É
preciso destacar que este-estágio é obrigatório, não sendo passível de dispensa
em nenhuma esfera (federal, estadual ou municipal). O que é possível ser
dispensada é a NE, por razões de ordem prática.
No Município do Rio de janeiro, por exemplo, o Código de Administração
Financeira - CAF e seu Regulamento Geral - RGCAF dispensam a emissão da
NE para a despesa com pessoal (de fato, não parece ser viável a emissão de uma
NE para cada servidor, a cada mês). Quanto às despesas com a dívida pública, é
possível ser emitido o documento a posteriori. Isso significa que, dependendo do
ente considerado, há de ser consultada a legislação que regulamenta o assunto,
que deverá guardar consentaneidade com as normas gerais estabelecidas pela
Lei nfi 4.320/1964.
O empenho (registro da despesa) pode ser de três tipos, conforme explicitado
a seguir.
I - Ordinário: nesta modalidade, o valor a ser empenhado é conhecido e o
pagamento deverá ser feito de uma só vez. Ex.: compra de um bem móvel
ou imóvel.
II - Estimativo: não é possível conhecer-se, com precisão, o montante de todas
as despesas a serem realizadas durante o exercício. Para esses casos, são
efetuados empenhos estimatívos, contemplando uma projeção dos valores
que se espera gastar no ano. Ex.: despesas com folha de pagamento, contas
de luz, água ou telefone. Nesses casos, não se sabe, no início do ano, por
ocasião do empenho, o valor exato que será despendido.
III - Global: essa modalidade é aplicável quando o valor é conhecido, mas o
pagamento dar-se-á de maneira parcelada. É comum nos casos de entrega
parcelada de bens, situação em que o pagamento é feito obedecendo-se
à proporção entre o montante pactuado e o volume entregue, e no caso
de obras, quando, da mesma forma, o pagamento se dá em função do
andamento da obra.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública

Principalmente na situação do empenho estimativo (mas não somente), caso


o valor compromissado seja insuficiente para atender aos gastos efetivamente
ocorridos, pode ser feito um reforço de empenho. Isso é particularmente comum
quando envolve concessionários (energia elétrica, água, telefone etc), uma vez
que, conforme mencionado, não se sabe com certeza o quantum a ser realizado
até o final do exercício. Caso ocorra o contrário (valor empenhado maior do
que despesas ocorridas), pode ser feito um cancelamento (estorno) parcial do
empenho, de forma que o saldo não-utilizado seja remanejado para outras despesas
por meio dos chamados créditos adicionais, assunto que será visto adiante.
Vale destacar que existe, ainda, o pré-empenho. Muito embora este item
não seja um estágio formal da despesa, é normal sua utilização no dia-a-dia
da Administração Pública. Este recurso consiste em um pré-compromisso,
necessário para evitar que o mesmo recurso seja considerado como disponível
para realização de mais de uma despesa. Em termos práticos: ao consultar o
saldo orçamentário para realização de um certame, determinado gestor consulta
o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - Siafi (ou
Siafem) e verifica que estão disponíveis para gastos R$ 100.000,00, iniciando-se a
licitação para compra do material “A”. Dois dias depois (tempo insuficiente para
a conclusão desse primeiro certame), o sistema é consultado para verificação
dos limites de gastos, constando lá, ainda, a dotação inicial (R$ 10.000,00).
Nesse momento, há o risco de ser iniciado o segundo certame para aquisição
do material “B”, com base nos mesmos recursos. Dessa forma, para evitar esse
descontrole e evidenciar o saldo efetivamente disponível, faz-se uma espécie de
reserva, de bloqueio, com vistas a demonstrar o que, de fato, é possível gastar.

4.1.2. Liquidação

A liquidação consiste na verificação do direito adquirido pelo credor,


consistindo em etapa necessária para a realização do pagamento. Trata-se de
ato complexo, uma vez que depende da (I) entrega da mercadoria (no caso de
compra) ou conclusão da prestação do serviço, de (2) verificação/conferência
por parte da Administração Pública, que atestará a despesa (mínimo de
dois servidores, sendo indicado nome, cargo e matrícula) após verificar a
adequação mercadorias entregues/serviços prestados, e do (3) processamento
pela contabilidade (Contadoria ou Controladoria), que, de posse de toda
a documentação (NF atestada, NE, contrato social do contratado, guias
evidenciando o recolhimento dos tributos), viabilizará o pagamento.
44 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Séfie Provas e Concursos

4-1.3. Pagamento

Após o efetivo processamento (liquidação) da despesa, é feita a transferência


para a conta do fornecedor. Atualmente, é cada vez mais comum o pagamento
por meio de ordens bancárias de pagamento - OBP.
Para efeito de visualização, elencamos, a seguir, as seguintes etapas
normalmente observadas quando da realização de despesas.
I - Solicitação (requisição) de compra pelo departamento interessado ao
ordenador de despesas (chefe de poder detentor de autoridade para ordenar
a realização de despesas);
II - Caso autorize, o ordenador de despesas - OD encaminha o processo para
a Controladoria (ou órgão) equivalente verificar a existência de dotação
orçamentária e efetuar o enquadramento dos itens a serem adquiridos nos
programas de trabalho/elementos de despesa.
III - Após realização do bloqueio (pré-empenho) pela Controladoria, o processo é
encaminhado para a Comissão Permanente de Licitação - CPL, para elaboração
do edital, projetos básico e executivo (se for o caso) e publicação, após revisão
destes documentos, pela Assessoria Jurídica (caso haja) ou Procuradoria.
IV - Após apresentação das propostas pelos licitantes, julgamento, escolha da
melhor oferta e término do prazo para recursos administrativos, o processo
é novamente encaminhado ao OD para adjudicação do objeto da licitação
do certame ao vencedor e publicação em DO.
V - Em seguida, é emitido o empenho, sendo disponibilizada uma via ao
contratado.
. VI - Com a entrega da mercadoria ou realização do serviço, devidamente
atestados por, pelo menos, dois servidores, a documentação necessária
para a liquidação é encaminhada para a contabilidade, que processará o
pagamento.

IMPORTANTE!
Em algumas provas de concursos, verificamos a inclusão da licitação e da
ordem de pagamento no conceito de “estágios da despesa” ou “fases da despesa”.
Assim, como sabemos que a licitação é condição prévia para o empenho e a
ordem de pagamento condição para o pagamento, essas “fases da despesa”,
vistos de uma maneira mais ampliada, ficariam assim:
Licitação, Empenho, liquidação, “ordem de pagamento” e pagamento.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública

4.2. Classificação das Despesas quanto à Categoria Econômica, à


Natureza, à Inclusão no Orçamento Funcional e Institucional
São apresentadas, a seguir, as tipologias normalmente utilizadas no setor
público. Vale ressaltar que essas classificações objetivam focar um ou mais
aspectos dos gastos públicos.

1) Quanto à categoria econômica, as despesas podem ser classificadas em


correntes ou de capital.
a) Correntes - as despesas correntes compreendem os gastos reais,
efetivos. Abrangem dispêndios que diminuem o “patrimônio
líquido” do Estado, sendo caracterizados (contabilmente) como fatos
modificativos diminutivos.
De acordo com a Lei nfl 4.320/1964, destinam-se à manutenção do Estado,
diretamente ou por meio de transferência a outras entidades'’. Ex.: despesa
com pessoal, pagamento de juros da dívida interna ou externa, pagamento de
concessionários etc.
Nesse diapasão, quanto à categoria econômica, é possível destacar as
seguintes classes:
DESPESAS CORRENTES
DESPESAS DE CUSTEIO
Pessoa Civil
Pessoal Militar
Material de Consumo
Serviços de Terceiros
Encargos Diversos
Transferências Correntes
Subvenções Sociais
Subvenções Econômicas
InativosPensionistas
Salário Família e Abono Familiar
juros da Dívida Pública
Contribuições de Previdência Social
Diversas Transferências Correntes

Consoante à lei, classificam-se como despesas de custeio as dotações para


manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a atender a
obras de conservação e adaptação de bens imóveis. Como transferências correntes,
entendem-se as dotações para despesas às quais não corresponda contraprestação
46
Série Provas e Concursos Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções destinadas


a atender à manifestação de outras entidades de direito público ou privado. Vale
ressaltar que as subvenções compreendem transferências destinadas a cobrir
despesas de custeio das entidades beneficiadas, distinguindo-se como:
í I - subvenções sociais, as que se destinem a instituições públicas
J ou privadas de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade
lucrativa;
II - subvenções econômicas, as que se destinem a empresas públicas
_ ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril,
b) De capital
As despesas de capital compreendem, mormente, compras e amortizações. São
gastos efetuados principalmente para aquisição de bens de capital, de consumo,
de imóveis ou com obras e instalações. Constituem fatos contábeis permutativos
por sempre envolverem uma troca: com o pagamento da despesa (o que reduz
o montante das disponibilidades e, portanto, o ativo financeiro), há o ingresso
e contabilização de algo no patrimônio (lançamento de um bem no ativo
não-financeiro, por exemplo). O efeito matemático das despesas de capital no
patrimônio é nulo: diminui de um lado e aumenta do outro. Salvo melhor juízo,
não deveriam sequer ser chamadas de despesas, do ponto de vista patrimonial. Por
se tratar de verdadeiras aquisições, poderiam ser contabilizadas como acontece
no setor privado: débito do ativo permanente e crédito de disponível. Contudo,
dada a necessidade de os sistemas contábeis serem harmonizados (orçamentário,
financeiro, patrimonial e de compensação), a Lei nc 4.320/1964 considera
essas aplicações de recursos como despesas do ponto de vista orçamentário e
patrimonial. Assim, são consideradas despesas de capital, nos termos da lei:
DESPESAS DE CAPITAL
Investimentos
Obras Públicas
Serviços em Regime de Programação Especial
Equipamentos e Instalações
Material Permanente
Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Empresas ou
Entidades Industriais ou Agrícolas
Inversões Financeiras
Aquisição de Imóveis
Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Empresas ou
Entidades Comerciais ou Financeiras
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública

Aquisição de Títulos Representativos de Capital de Empresa em Funcionamento


Constituição de Fundos Rotativos
Concessão de Empréstimos
Diversas Inversões Financeiras

Transferências de Capital
Amortização da Dívida Pública
Auxílios para Obras Públicas
Auxílios para Equipamentos e Instalações
Auxílios para Inversões Financeiras
Outras Contribuições

A fim de melhor explicitar, classificam-se comojinvestimentos as dotações


para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas à aquisição
de imóveis considerados necessários à realização destas últimas, bem como para
os programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e
material permanente e constituição ou aumento do capital de empresas que não
sejam de caráter comercial ou financeiro) já as inversões financeiras contemplam
as dotações destinadas à:
I - aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização;
II - aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou
entidades de qualquer espécie J á constituídas, quando a operação
não importe aumento do capital;
III - constituição ou aumento do capital de entidades ou empresas que
visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive operações
bancárias ou de seguros.
As transferências de capital abarcam as dotações para investimentos ou
inversões financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam
realizar, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços,
constituindo essas transferências auxílios ou contribuições, segundo derivem
diretamente da lei de orçamento ou de lei especialmente anterior, bem como
as dotações para amortização da dívida pública.

2) Quanto à inclusão no orçamento, podem ser denominadas orçamentárias


ou extra-orçamentárias.
a) Orçamentárias: as despesas orçamentárias são aquelas fixadas no
orçamento. Conforme mencionado, em função do princípio da
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

universalidade, todas as despesas passíveis de previsão devem estar


contidas na LOA.
b) Extra-orçamentárias: compreendem os gastos não-fixados no
orçamento, geralmente em função de não ser razoável sua estimativa.
Normalmente são transitórias e pouco significativas, do ponto de vista
do montante envolvido.
Ex.: restituição de caução prestada por licitante para viabilizar sua participação
em certame, retenção de parcela de remuneração de servidores por força de lei
(desconto de contribuições previdenciárias) etc.

3) Classificação institucional (quem?)


Conforme informado, as classificações objetivam enfatizar um ou mais aspectos
dos gastos públicos. Assim, essa tipologia se propõe a evidenciar quem consome
os recursos públicos. Ou seja, os recursos são alocados às diversas unidades
orçamentárias3. A classificação é representada por um grupo de quatro dígitos,
onde os dois primeiros evidenciam o órgão e os dois últimos, o subórgão.

XX.XX

Órgão Subórgão
Prefeitura Secretarias
Congresso Nacional Câmara, Senado Federal

4) Classificação funcional (onde?)


Compreende as áreas (funções) em que os recursos estão sendo aplicados.
Explicita o maior nível de agregação de atividades homogêneas, permitindo
evidenciar, inclusive, as prioridades do governo (saúde, educação, transporte,
saneamento básico etc.). É demonstrado por um grupo de cinco dígitos, onde
os dois primeiros evidenciam a função e os três últimos, a subfunção.

xx.xxx

Função Subfunção
Saúde Medidas profiláticas
Educação Ensino Fundamental

J Art. 14. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a
que serão consignadas dotações próprias.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública 49

Série Provas e Concursos


É preciso destacar que a classificação funcional tornou-se mais flexível depois
da edição da Portaria n2 163, do Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão - MPOG. Até então, as subfunções somente poderiam figurar dentro de
suas funções típicas; ou seja: a função Ensino Fundamental somente poderia
aparecer vinculada à função Educação. Atualmente, esta.subfunção pode
constar em quaisquer outras funções. Assim, as funções compreendem, hoje,
subfunções típicas e atípicas.
Dessa forma, pretendeu a Portaria resolver alguns problemas de classificação,
do tipo: como classificar gastos destinados a um “programa de conscientização
dos riscos da Aids”? Na função Saúde ou na função Educação? Na sistemática
atual, é possível classificar na função Educação (trata-se de um programa
educativo), utilizando-se a subfunção medidas profiláticas.

5) Quanto à natureza *
Este predicamento evidencia a categoria econômica das despesas, de
seus grupos, modalidades de aplicação, elementos e subelementos. Por
meio desta classificação, é possível identificar, de fato, em que são gastos os
recursos públicos (pessoal, material, dívida, obras etc.) e de que maneira, se
diretamente ou indiretamente (por meio de transferências a outras entidades).
Numericamente, é representada da maneira abaixo:

a b c d e f
X. X. X. XX. XX. XX
I__Subelemento despesa
I_________ > Elemento de despesa
________________> Modalidade de aplicação
1) pessoal associadas
2) juros ã despesa
3) outras despesas correntes corrente
* 4) investimento (novas) associadas
5) inversões financeiras à despesa
6) amortização da dívida de capital
3 - corrente
(
4 ~ de capital
______ >. Classe - despesa (3)

a) Classe
O primeiro dígito identifica as classes do patrimônio. Assim, com base no
plano de contas do Siafi4 - Sistema Integrado de Administração Financeira do
Governo Federal, é possível destacar:

4 Software responsável pelo controle e a execução financeiros/orçamentários.


Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

1. Ativo
2. Passivo
3. Despesa
4. Receita
5. Variações passivas
6. Variações ativas
Em nossa classificação, a despesa iniciará sempre com o algarismo três,
número atribuído a ela segundo o classificador de receitas e despesas (Plano de
Contas).
b) Categoria econômica
As categorias econômicas são as apresentadas anteriormente, sendo
identificadas pelos números 3 (corrente) ou 4 (de capital).
c) Grupo
Os grupos evidenciam conjuntos de despesas da mesma natureza. São
eles:
1 - Pessoal e encargos
2 - Juros da dívida Integrantes das despesas de capital.
3 - Outras despesas correntes
4 - Investimentos
5 - Inversões financeiras Todos referentes às despesas correntes.
6 ~ Amortização da dívida

d) Modalidade de aplicação
Destaca quem será responsável pela aplicação dos recursos. Caso as dotações
venham a ser aplicadas pelo próprio ente, usa-se o código 90 (aplicação direta).
Se, porventura, a despesa vier a ser realizada por outro ente, recebedor dos
recursos por meio de transferência, as modalidades de aplicação contemplarão
códigos que irão de 10 a 80 (10 - transferências a governo, 50 - transferências
a entidades etc.).
e) Elemento de despesa
Evidencia, em um grau de detalhamento maior, a aplicação dos recursos.
Ilustra, portanto, os gastos de maneira minuciosa. Como elementos de despesa
do grupo 1 (pessoal), podem ser citados: salário-família, vencimentos e
vantagens fixas, encargos patronais etc. O grupo 2 (juros) compreende, como
elementos de despesa, juros da dívida interna e juros da dívida externa etc.
CAMPUS Capítuio 4 — Despesa Pública 51

Série Provas e Concursos


f) Subelementos de despesa
Não usados com tanta freqüência, os subelementos são úteis quando o elemento
de despesa não proporcionou detalhamento necessário. Exemplificando: o grupo
de despesas 3 (outras despesas correntes) abrange, dentre outros elementos,
a aquisição de material de consumo. Caso seja necessário evidenciar qual o
material de consumo, podem ser utilizados subelementos.
A seguir, alguns exemplos (meramente didáticos).
1) Compra de material de consumo

3. 3. 3. 90 30. XX
I---- ►Subelemento clipes
I
--------- ►Elemento de despesa: consumo
-------------------- ►Aplicação direta
---------------------------►Grupo: outras despesas correntes
------------- ►Categoria econômica: corrente (3) "

-----------------> Classe - despesa (3)

2) Construção de escola
3. 4. 4. 90 XX. XX
i-----►Subelemento: escola
--------- ►Elemento de despesa: obra
-------------- ►Aplicação direta
---------------------------> Grupo: investimento
------------- ► Categoria econômica: de capital

----------------- ► Classe - despesa (3)

4.3. Restos a Pagar


Os restos a pagar são dívidas que serão pagas fora do exercício financeiro em
que ocorreram. Uma vez que o fato gerador da despesa é o empenho, ocorrido
este estágio, deverá a despesa ser regularmente liquidada e paga, ou, caso isso não
aconteça, cancelada. Acontece que nem sempre é possível haver o pagamento
no exercício do empenho, em virtude de fatores, como: não-adimplemento da
obrigação por parte dos fornecedores, atrasando a liquidação (estágio prévio e
condição obrigatória para pagamento), atraso nos repasses, excesso de processos
em tramitação no Departamento de Contabilidade etc. Assim, a dívida será
transferida para o próximo ano.
52 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

A Lei n2 4.320/1964 elencou dois tipos de RP: os chamados processados


e os não-processados. Os primeiros compreendem as despesas que, além de
empenhadas, já foram liquidadas, restando, portanto, apenas o pagamento, já
o RP não-processado evidenciaria as despesas pendentes de liquidação. Vale
ressaltar que parte da doutrina confere uma interpretação diversa à expressão
“não-processado”: ao invés de representar os gastos pendentes de liquidação, tais
despesas estariam pendentes apenas de ajustes formais, já tendo o fornecedor
adimplido o objeto da obrigação.
No que diz respeito ao prazo, a vigência do RP é de um ano. Dessa form ão
as dívidas não-pagas até o dia 31 de dezembro do ano seguinte deverão ser
canceladas ou posteriormente pagas como despesas de exercícios anteriores. Há, >
entretanto, posicionamentos diversos na doutrina quanto à obrigatoriedade de J
observância desse prazo: em virtude de a competência para legislar sobre a matéria
ser concorrente, conforme o disposto na CR/1988, podem os Estados-membros
editar normas complementares para atender às suas peculiaridades. Dessa forma,
há quem defenda que podem ser estabelecidos prazos diversos nas Constituições
Estaduais, Leis Orgânicas ou Códigos de Administração Financeira* Assim, não é
raro encontrarmos RP com vigência diversa de um ano. No Município do Rio de
Janeiro, por exemplo, as demonstrações contábeis evidenciam RP com vigência
de dois ou cinco anos, nos termos do CAF em vigor.
Quanto ao RP, a Lei na 4.320/1964 dispõe o seguinte:

Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas ate' o dia 3i de dezembro
distinguindo-se as processadas das não processadas.
Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência piurienal, que não tenham
sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito.

No que concerne ao último período (créditos com vigência plurianual), é


possível citar como exemplo os programas de trabalho especiais, cuja execução
ultrapassa um exercício financeiro, tais como obras de grande vulto etc.

4.4. Despesas de Exercícios Anteriores


Compreendem despesas processadas fora da época correta, decorrendo de
gastos realizados em anos anteriores. Como exemplo, é possível citar a realização
de um curso no final de um ano para os servidores de determinado Município,
onde o empenho referente ao pagamento do professor tenha sido cancelado. No
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública 53

Série Provas e Concursos


ano seguinte, ao apresentar a documentação comprobatória, o professor dará
entrada em seu pagamento, visto que efetivamente prestou o serviço. Assim, após
o parecer do corpo jurídico, o reconhecimento da dívida por parte do ordenador
de despesas, a ratificação pela autoridade superior e sua publicação (estágios
obrigatórios previstos na Lei n2 8.666/1993), o valor poderá ser pago como DEA.
Um outro exemplo é o servidor que tem um direito seu reconhecido (um adicional,
gratificação ou beneficio), anos depois de ter iniciado seu pleito.
Sobre o assunto, a Lei n2 4.320/1964 dispõe o seguinte:

Art. 37. Âs despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito
próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que (I) não se tenham processado na época
própria, bem como (2) os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os (3) com­
promissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente
poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos,
obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica. (Grifos nossos.)
Art. 38. Reverte à dotação a importância de despesa anulada no exercício, quando a anulação ocorrer após
o encerramento deste considerar-se-á receita do ano em que se efetivar.

4*5. Suprimentos de Fundos/Adiantamento

O suprimento de fundos compreende um conjunto de despesas que não


conseguem se submeter ao processo normal de despesa. Nesse sentido, por
abrangerem situações especiais, têm um rito próprio. Para atender a essas
despesas, é feito um empenho no nome do servidor (pessoa física) que receberá
0 dinheiro (via abertura de conta-corrente com essa finalidade específica ou por
meio do cartão de pagamento), realizará a despesa e, depois, prestará contas
das ações desenvolvidas. A título de exemplo, é possível imaginar um servidor
realizando um curso em outra cidade de interesse da Administração. Para efetuar
suas refeições, não é razoável entrar em contato com a repartição de origem,
elaborar um edital de licitação, receber propostas... Assim, o servidor efetuará
a refeição e depois prestará contas dos gastos realizados.
De acordo com a Lei n- 4.320/1964, o Decreto-Lei nfi 200/1967 (§ 32 do
art. 74) e considerando-se ainda o disposto no Decreto nG93.872/1986 (art. 45)
e alterações, os suprimentos de fundos destinam-se a:
1 - Serviços especiais que exijam pronto pagamento em espécie (redação dada
pelo Decreto n2 95.804, de 9/3/1988);
54 Orçamento Público — José Caflos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

II - quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar


em regulamento; e
III - para atender a despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo
valor, em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do
Ministro da Fazenda (atualmente, 5% do teto do convite, nos termos da
Lei na 8.666, de 1993: R$ 4.000,00).
É preciso destacar que, embora as despesas supramencionadas não se
submetam ao processo normal de despesa, há empenho, liquidação e pagamento,
estágios obrigatórios dos gastos públicos. O empenho ocorre antes da liberação
dos recursos ao servidor, a liquidação se dá quando da compra do bem/serviço
e o pagamento é efetuado pelo próprio servidor, que juntará os comprovantes
para montar o processo de prestação de contas.
No que concerne à aplicação de recursos e comprovação, os prazos previstos
são de 60 e 30 dias, respectivamente, no estado do Rio de janeiro. É preciso
ressaltar que esse prazo pode variar, dependendo da esfera federal.
Por derradeiro, merece destaque que o suprimento não poderá ser concedido
em algumas situações:
a) ao servidor que estiver em alcance (irregular), em função de não ter
prestado contas no prazo estabelecido ou se suas contas tiverem sido
reprovadas;
b) ao servidor que já for responsável por dois suprimentos pendentes
de prestação de contas, “abertos". Ou seja, o máximo que pode ser
acumulado são dois. Para que seja autorizado o próximo, é necessário
ter prestado contas de algum deles;
c) quando o material a ser adquirido ficar sob a responsabilidade/guarda
do titular do suprimento. Nesse caso, o suprimento deve ser concedido
necessariamente em nome de outro servidor, a menos que não haja outro.

4.6. Reembolso
O reembolso consiste na realização da despesa pelo agente público que,
munido da documentação comprobatória e do pedido, solicita que lhe seja
ressarcida a quantia gasta. Legalmente, é preciso destacar que a figura do
reembolso inexiste, não encontrando amparo na Constituição da República,
na Lei ns 4.320, no Decreto n2 93.872, nas Constituições Estaduais, nas Leis
Orgânicas dos Municípios, no PPA, na LDO ou na LOA. Por tratar-se de despesa
sem prévio empenho, contraria as Normas Gerais de Direito Financeiro e seu
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Púbfica 55

Série Provas e Concursos


pagamento é, a priori, indevido. Para as despesas de pequena monta ou urgentes,
a legislação previu o suprimento de fundos.

4.7. Questões de Concursos Anteriores


1. (Analista Judiciário - FCC - T R F - 4a Região/2006) Pertencem ao exercício
financeiro a s d e sp e sa s nele legalm ente em penhadas. O empenho da
despesa é o ato emanado de autoridade competente, que çria para o estado
obrigação de pagamento, obviamente por meio juridicam ente adequado,
pendente ou não de implemento de condição. Para cada empenho, é extraído
documento denom inado nota de empenho, podendo su a em issão ser
dispensada nos caso s especiais previstos na legislação específica. A ssim ,
a sim ples anulação da nota de empenho sem pre implica a:
a) não inscrição dessa despesa como restos a pagar processados;
b) não inscrição dessa despesa como restos a pagar não processados;
c) anulação do empenho, quando ainda não ocorrida sua liquidação;
d) sua remissão ou anulação do empenho, na forma da. lei;
e) anuiação automática do empenho.

2. (Analista Judiciário - FCC - T R F - 4a Região/2006) Especificamente em


relação às despesas por fornecim entos feitos ou serviços prestados, a Lei
4 3 2 0 /1 9 6 4 estabelece que a liquidação da despesa deve ter por base
inclusive o contrato, ajuste ou acordo respectivo, podendo se r verbal, até
determinados parâm etros e condições estabelecidas:
a) na própria Lei na 4.320/1 964;
b) no Decreto-Lei ns 220/1967;
c) na Lei na 8.666/1 993;
d) na Constituição;
e) na Lei de Responsabilidade Fiscal.

3. (Analista Judiciário - FCC - TRF - 4 a Região/2006) A s classificações da


despesa, funcional e programática, são definidas:
a) pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
b) pelo órgão central de contabilidade da União;
c) pela “União” e pela “União, Estados, Distrito Federai e Municípios”;
d) pela União, apenas;
e) pela União e Estados, apenas.

4. (Analista Judiciário - FCC - TRF - 4a Região/2006) Segundo a Lei nfl 4.320/1964,


o pagamento é imediata e necessariamente antecedido:
a) pela ordem de pagamento;
b) peía Üquidação;
c) pela fixação;
d) pela licitação;
e) pelo empenho.
56 Orçamento Público — josé Carios Oliveira de Carvaího ELSEVIER
Série Provas e Concursos

5. (Analista Judiciário - FCC - TRF - 4a Região/2006) A competência da despesa


orçamentária em relação ao exercício financeiro é estabelecido peia:
a) liquidação;
b) ocorrência do consumo do recurso correspondente, segundo a receita auferida;
c) fixação;
d) licitação;
e) ocorrência do empenho.

6. (A nalista Judiciário - FCC - T R F - 4» Região/2006) A fa se da despesa


orçam entárias, que gera no sistem a financeiro o registro do compromisso
deco rren te de uma d e sp e sa o rçam en tária adequadam ente fixada e
processada, denomina-se
a) licitação;
b) empenho;
c) entrega da mercadoria ou prestação do serviço ou encargo;
d) liquidação;
e) ordem de pagamento.

7. (Analista Judiciário - FCC -T R T /2 0 0 6 ) Na ordem norma! de processamento,


a despesa pública passa pelas seguintes fa ses:
a) reserva de dotação orçamentária, empenho, pagamento e liquidação;
b) liquidação, empenho e pagamento;
c) pagamento, empenho e liquidação;
d) empenho, liquidação e pagamento;
e) empenho, reserva de dotação orçamentária e pagamento.

8. (Analista Judiciário - FCC - TRT/2006) Restos a pagar são:


a) as despesas empenhadas e não pagas até 30/11, distinguindo-se as processadas
e as não-processadas;
b) as despesas empenhadas, mas não pagas até 31/12;
c) as despesas reservadas, mas não liquidadas até 31/12;
d) os recursos que a administração receberá até 31/12 do ano seguinte;
e) as despesas liquidadas, mas não empenhadas.

9. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) Ê um exemplo de Transferências correntes


de um ente público:
a) juros da dívida pública;
b) gastos com pessoal militar;
c) aquisição de serviços de terceiros;
d) auxílios para obras públicas;
e) auxílios para inversão financeira.

10. (A u d ito r - FC C - T C M / C E / 2 0 0 6 ) É e x e m p lo d e D e s p e s a extra-


orçamentária:
a) participação no aumento de capital de entidades comerciais;
b) aquisição de material permanente;
c) subvenções econômicas dadas a empresas estatais;
d) restos a pagar do exercício corrente;
e) débitos de tesouraria.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública 57

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| 11. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) O ato do servidor público responsável
que estabelece redução do valor da despesa a se r executada na dotação
orçamentária, cuja destinação é atender gasto quantificado e liquidável de
uma só vez, é denominado empenho
I a) global; d) especial;
b) por estimativa; e) ordinário.
;r c) suplementar;

j 12. (Analista Judiciário - FCC - T R F - 13 Região/2006) Deverão, dentre outros,


; se r evidenciados durante o exercício financeiro os seguintes registros
contábeis:
H a) as despesas empenhadas, as receitas arrecadadas e as licitações concluídas;
\i b) as receitas arrecadadas, as licitações em andamento e os saldos orçamentários;
\\ c) as despesas empenhadas, as receitas lançadas e os créditos disponíveis;
I d) as receitas lançadas, os créditos vigentes e as dotações dísponíveis;
| e) as despesas empenhadas, as receitas arrecadadas e os créditos orçamentários
| vigentes.

13. (Analista Judiciário ~ FCC - TRF - I a Região/2006) Caso em um Balanço


Financeiro seja apresentado em seu lado direito o valor R$ 12.000.000,00
de Restos a Pagar, é possível afirmar que ocorreu:
a) acréscimo de arrecadação;
b) aumento de despesa;
;! c) aumento da Receita Extra-orçamentária;
:; d) o registro de valores pagos no exercício;
■[ e) receita de equivalente valor;

14. (Analista Judiciário - FCC - TR F - I a Região/2006) Não corresponderá a


uma Despesa de Capital:
a) construção de novo prédio; d) compra de veiculo;
b) aquisição de ímóvei; e) adaptação de prédio.
c) projeto de obra;

15. (Analista Judiciário - FCC - TRF - 1* Região/2006) A seqüência correta de


fases da despesa pública é:
a) licitação, empenho e pagamento;
b) empenho, programação e pagamento;
c) licitação, programação e pagamento;
d) empenho, licitação e programação;
e) liquidação, programação e pagamento.

16. (Analista Judiciário - FCC - TR F - l â Região/2006) O s Restos a Pagar são


definidos como valores:
a) empenhados e não pagos no exercício corrente;
b) empenhados e pagos no exercício, porem, após supridas eventuais insuficiências
de caixa;
c) empenhados e não pagos no exercício subseqüente;
d) não empenhados no exercício cujos saldos orçamentários são transferidos para
o exercício subseqüente;
e) empenhados e processados até o fim do exercício.
Orçamento Público — josé Ca rios Oliveira de Carvalho ELSEVIER

1 7. (Analista Judiciário - FCC ~ TR F - I a Região/2006) Pertencem ao exercício


financeiro as despesas legalmente empenhadas e as receitas nele arrecadas,
conforme estabelecido na Lei nB 4.320/1964. D essa afirmação é possível
concluir que:
a) a contabilidade pública, conforme a Lei n2 4 .3 2 0 /1 9 6 4 , não discrim ina
suficientemente os valores financeiros movimentados durante o exercício, o que
impede uma apreciação mais segura quanto ao uso dos mesmos;
b) colocar no mesmo exercício financeiro valores diferentes entre si quanto ao
regime contábil, impede uma avaiiação confiável quanto ao desempenho
orçamentário ao final do exercício;
c) o texto da Lei, conforme expresso na afirmativa, visa tão somente impedir que
os valores das despesas onerem indevidamente as receitas do ano seguinte,
buscando, assim, garantir maior equilíbrio fiscal;
d) tal regulamentação, existente em nossa legislação, dificulta apreciação objetiva
e segura dos efeitos patrimoniais decorrentes da execução orçamentária;
e) a atual legislação ainda é insuficiente para regular com a devida objetividade
quais são exatamente os valores movimentados ao longo do exercício, causando,
assim, dificuldades para mensurar os déficits ou superávits resultantes ao final
do exercício financeiro.

18. (Analista Judiciário ~ FCC - TRF - I a Região/2006) O Empenho da Despesa


pode ser definido como:
a) fixação anual de gastos;
b) escrituração de tributos;
c) identificação de fornecedor;
d) dedução de dotação orçamentária;
e) aprovisionamento de recursos.

19. (Analista Judiciário - FCC - TRF - I a Região/2006) A Nota de Empenho


contém:
I. o valor do Crédito Orçamentário a que se submete a Despesa;
il. o nome do credor;
Hl. os termos contratuais da Despesa.
Está correto o que se afirma somente em:
a) 1;
b) II;
c) I e II;
d) I e III;
e) li e III.

20. (Analista Judiciário - FCC - T R F 1' Região/2006) D espesas empenhadas


nos exercícios anteriores não poderão se r pagas no exercício subseqüente
sem :
a) a explícita previsão no orçamento;
b) terem sido previamente liquidadas;
c) que ocorra excesso de arrecadação;
d) novo empenho que anule o anterior;
e) prévia autorização legislativa.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública 59

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21. (A nalista ju d ic iá rio - FCC - T R F - 4 a Região/2006) Pela classificação
econômica, tanto a receita quanto a despesa orçamentárias são classificadas
nas categorias correntes e de capitai. O confronto entre cada uma d essas
categorias de receitas p rev istas e de d e sp e sa s fixadas no orçamento
aprovado, tem por finalidade evidenciar, em reiação ao ente:
a) o equilíbrio de sua despesa efetiva com sua despesa de mutações;
b) o equilíbrio das suas receitas efetivas e de mutações com suas despesas efetivas
de mutações;
c) sua capacidade de investimento;
d) o equilíbrio da sua receita com a sua despesa;
e) o equilíbrio de sua receita efetiva com sua receita de mutações.

22. (Analista judiciário - FC C -T R T - 24a Região/2006) A classificação da despesa,


segundo a sua natureza, compõe-se de:
a) categoria econômica, grupo de natureza de despesa e elemento de despesa;
b) categoria econômica, função e elemento de despesa;
c) função, programa e subprograma;
d) órgão orçamentário, função e categoria econômica;
e) órgão orçamentário, unidade orçamentária e unidade dé despesa.

23. (Analista Judiciário - FCC - T R T - 24a Região/2006) Em relação à despesa


orçamentária, é correto afirmar.
a) A classificação da despesa, nos termos da Portaria ínterministeriai n2 163, de 4
de maio de 2001, segundo a sua natureza, é composta unicamente pela categoria
econômica e elemento econômico.
b) As despesas relacionadas às dívidas, ressarcimentos e indenizações estão
englobadas na função encargos Especiais, visto que não se relacionam a um
produto gerado por meio de um projeto ou uma atividade governamental.
c) Com fundamento na Lei Federal na 4.320/1964, a despesa orçamentária na Lei
do Orçamento deverá ser discriminada, segundo a sua natureza, até a categoria
econômica.
d) Nó que se refere à classificação funcional da despesa, as subfunções devem
associar-se somente às funções típicas do governo.
e) Tendo em vista o princípio da transparência púbiica, existe a obrigatoriedade do
desdobramento suplementar dos elementos de despesa para atendimento das
necessidades de escrituração contábil e controle da execução orçamentária.

24. (Auditor - FCC -T C E/C E/2 0 0 6 ) O empenho que se destina a atender despesa
determinada e quantificada, mas a se r liquidada e paga parceladamente
durante a fluência do exercício, é denominado empenho:
a) ordinário;
b) operacional;
c) por estimativa;
d) global;
e) de gestão.
60 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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25. (A dm inistrado r - NCE/UFRJ - A rquivo N acio nal/2006) Um dos itens


relacionados como d esp esas correntes de capital na discrim inação da
receita da União são as/o s:
a) subvenções sociais;
b) serviços de terceiros;
c) juros da dívida pública;
d) concessões de empréstimos;
e) contribuições de previdência socíaí.

26. (A dm inistrado r - NCE/UFRJ - A rquivo N acio nal/2006) Um dos. itens


relacionados como despesas de transferências correntes no orçamento
público são as/o s:
a) obras públicas;
b) subvenções sociais;
c) aquisições de imóveis;
d) concessões de empréstimos;
e) serviços em regime de programação especial.

27. (A dm inistrador - NCE/UFRJ - A rquivo Nacional/2006) Um exemplo de


despesa extra-orçamentária é:
a) pagamento de juros;
b) pagamento de restos a pagar;
c) despesa de amortização de dívida;
d) despesa com serviços de terceiros;
e) pagamento de encargos sociais.

28. (Contador - NCE/UFRJ - MIN/2005) Acerca das despesas orçam entárias, é


incorreto afirmar que:
a) é permitido o empenho global de despesas contratuais e outras, sujeitas a
parcelamento;
b) é vedada a realização de despesa sem prévio empenho;
c) no empenhamento da despesa é indispensávei à emissão do documento
denominado nota de empenho;
d) o pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular
liquidação;
e) será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se possa
determinar.

29. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) Acerca do


conceito, classificação, reconhecimento e estágios da despesa pública, é
correto afirmar que:
a) o reconhecimento das despesas públicas pelo regime de competência indica que
só devem ser registradas as despesas pagas no exercício;
b) a liquidação da despesa se dá após regular pagamento da mesma;
c) os empenhos ditos globais são destinados a despesas extra-orçamentárias;
d) quando determinada licitação é dispensável ou inexigível, não se faz necessário
proceder ao empenhamento da despesa;
e) consideram-se restos a pagar as despesas empenhadas, mas não-pagas, até 31/12,
distinguindo-se as processadas das não-processadas.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública

30. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) Para efeito de liquidação de determi­


nada despesa, é necessário verificar:
a) a existência de subempenho;
b) a efetivação do pagamento;
c) a efetiva entrega do bem ou efetiva prestação do serviço;
d) a existência de saldo orçamentário;
e) a formalização de termo aditivo.

31. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) Com base nas informações a seguir:


Despesa fixada - R$ 230.000,00
Receita arrecadada - R $ 1 90.000,00
Déficit orçamentário - R $ 15.000,00
Despesa paga - R$ 100.000,00
Despesa liquidada - R$ 200.000,00
Conclui-se que:
a) o total das despesas empenhadas corresponde a R$ 230.000,00;
b) a inscrição de restos a pagar processados totalizou RS 100.000,00;
c) a inscrição de restos a pagar não-processados corresponde a R$ 30.000,00;
d) o total das despesas empenhadas corresponde a R$ 175.000,0j0;
e) houve um excesso de arrecadação de R$ 90.000,00.

32. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) Constatou-se que determinada despesa


do exercício anterior não foi pro cessada na época própria, embora o
orçamento então vigente houvesse consignado crédito próprio, com saldo
suficiente para atendê-la. Tal d espesa pode se r atendida no presente
exercício, utilizando-se a:
a) dotação de despesas de exercícios anteriores;
b) dotação de reserva de contingência;
c) abertura de crédito adicional suplementar;
d) abertura de crédito adicional especial;
e) abertura de crédito adicionai extraordinário.

33. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) Pertencem ao exercício financeiro as


despesas nele legalmente empenhadas. Com relação a empenhos, é correto
afirmar que:
a) é vedada a realização de despesa sem prévio empenho, mas, em caso de urgência
caracterizada na legislação em vigor, admitir-se-á que o ato do empenho seja
efetuado em, no máximo, 1 dia posterior à realização da despesa;
b) o empenho poderá exceder o saldo disponível de dotação orçamentária, assim
como o cronograma de pagamento poderá exceder o limite de saques fixado,
evidenciados pela contabilidade, cujos registros serão acessíveis às respectivas
unidades gestoras em tempo oportuno;
c) nenhuma despesa poderá ser realizada sem a existência de crédito que a comporte
ou quando imputada à dotação imprópria, vedada expressamente qualquer
atribuição de fornecimento ou prestação de serviços, cujo custo excede aos
limites previamente fixados em lei;
d) as despesas relativas a contratos, convênios, acordos ou ajustes de vigência
plurianual, serão empenhadas em cada exercício financeiro pelo vaior total,
independentemente da parte nele a ser executada;
e) a redução ou cancelamento no exercício financeiro, de compromisso que
caracterizou o empenho, implicará sua anulação parcial ou total, mas a
importância correspondente não reverterá à respectiva dotação.
Orçamento Púbiico •— José Caríos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

34. (Contador ~ NCE/UFRJ - UFRJ/2004) A liquidação da despesa consiste na


verificação do direito adquirido pelo credor ou por entidade beneficiária,
tendo por base os títulos e documentos com probatórios do respectivo
crédito ou da habilitação ao benefício. A despesa:
a) relativa a fornecimento de materiais, execução de obra, ou prestação de serviço
pode ter pagamento antecipado em, no máximo, S (cinco) dias, tendo como
referência à data especificada em edital;
b) relativa a vencimentos, salários, gratificações e proventos, constará de folha-
padrão de retribuição dos servidores civis, ativos e inativos;
c) relativa a fornecimento de materiais, execução de obra, ou prestação de serviço
pode ter pagamento antecipado em no máximo 1 5 (quinze) dias, tendo como
referência à data especificada em edital;
d) que causar prejuízos à Fazenda Nacional terá como único responsável o agente
responsável peio recebimento e verificação, guarda ou aplicação de dinheiros,
valores e outros bens públicos;
e) deve ter sua autorização assinada peío ordenador de despesas, sendo que esta
assinatura deverá ser seguida da repetição completa do nome do signatário,
mas é opcional a indicação da respectiva função ou cargo e da sigía da unidade
na qual o servidor esteja exercendo suas funções ou cargo.

35. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) D espesas com aquisição


de im óveis ou bens de capital já em u tilização ; aq u isição de títu lo s
representativos de capital de em presas ou entidades de qualquer espécie
já constituídas, quando a operação não importe aumento do capitai; e com
a constituição ou aumento de capital de entidades ou em presas que visem
a objetivos comerciais ou financeiros, inciusive operações bancárias ou de
seguros, classificam -se como:
a) transferências de capital; d) investimentos;
b) transferências correntes; e) inversões financeiras.
c) financiamentos;

36. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER /R J/2001) O ato que consiste na


verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títuios e
documentos com probatórios do respectivo crédito, denomina-se:
a) empenho; d) licitação;
b) atestação; e) pagamento.
c) liquidação;

37. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) Com relação ao ordenador


de d espesas, é correto afirm ar que;
a) ordenador de despesas é toda e qualquer autoridade de cujos atos resuitarem
emissão de empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio de
recursos da União ou pela qual esta responda;
b) o ordenador de despesas é responsável por prejuízos causados à Fazenda
Nacional, decorrentes de atos praticados por agente subordinado, ainda que
este tenha exorbitado das ordens recebidas;
c) o funcionário que recebe suprimento de fundos é obrigado a prestar contas de sua
aplicação ao ordenador de despesas e o faz sob a forma de tomada de contas;
d) todo ordenador de despesas ficará sujeito à tomada de contas realizada pelo
órgão de auditoria interna e encaminhada ao Ministério Público;
e) os titulares dos órgãos, no exercício da atividade financeira, são denominados
ordenadores de despesas primários ou natos, não sendo permitida a delegação
dessa competência a terceiros.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública

38. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ ~ TER/RJ-2001) A s despesas relativas ao


pagamento de inativos e pensionistas compõem o orçamento:
a) atuariai;
b) fiscal;
c) de Seguridade Social;
d) funcionai;
e) empresarial.

39. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) O s gastos com a construção


de rodovias integram o grupo das d espesas;
a) correntes;
b) de custeio;
c) de transferências correntes;
d) de Investimentos;
e) de transferências de capitai.

40. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) O registro do empenho da


despesa é realizado no sistem a:
a) financeiro;
b) orçamentário;
c) patrimonial;
d) extra-orçamentário;
e) extrapatrimoniai.

41. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) As despesas classificadas


de acordo com a s categorias econômicas podem ser:
a) correntes e de capital;
b) orçamentárias e extra-orçamentárias;
c) financeiras e não-financeiras;
d) patrimoniais e extrapatrimoniaís;
e) efetivas e por mutação patrimonial

42. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) O registro da baixa contábil


de bens obsoletos será feito no sistem a:
a) compensado; d) patrimonial;
b) financeiro; e) escriturai.
c) orçamentário;

43. (A nalista Ju diciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) A s d esp e sas que não

provocam alteração da situação patrimonial são classificadas como:


a) efetivas; d) originárias;
b) extraordinárias; e) por mutação patrimonial.
c) derivadas;

44. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) A inscrição de restos a


pagar do exercício será evidenciada no balanço:
a) orçamentário; d) social;
b) financeiro; e) compensado.
c) patrimonial;
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvatho ELSEVIER

Questões de Bancas Diversas


45. O s recursos que ficarem sem despesas correspondentes;
a) não poderão ser utilizados;
b) não poderão ser utilizados no mesmo exercício;
c) poderão ser utilizados, mediante iei, no exercício seguinte;
d) poderão ser utilizados mediante autorização íegai;
e) poderão ser utilizados.

46. Julgue os itens abaixo,


-> Atualmente, os gastos públicos são classificados, respeitando-se os s*eguintes
grupos de natureza de despesa: pessoal e encargos, juros da dívida, outras
despesas correntes, investimentos, inversões financeiras e outras despesas de
capital.
-> 0 suprimento de fundos abrange o conjunto de despesas que, pela sua natureza,
não segue o trâmite normal de realização. Como exemplo, temos os gastos
emergenciais, cujo numerário é entregue ao servidor que deverá, após sua
aplicação, prestar contas no prazo previsto na legislação. Por ocasião da prestação
de contas, o empenho deverá ser feito na dotação própria.
-> A certificação do recebimento do fornecimento, da prestação do serviço e da
ocorrência do encargo é exigida na fase da liquidação.

47. A c la s sific a ç ã o da d e sp e sa por categoria econôm ica é in sp irad a no


esquem a estabelecido pela Contabilidade Nacional. A ssin ale o objetivo da
classificação por categoria econômica.
a) Dimensionar a participação do dispêndío governamental nos principais agregados
da análise macroeconômica.
b) Identificar os principais programas que refletem as prioridades explicitamente
estabelecidas pelo governo.
c) Demonstrar a distribuição funcional da despesa.
d) Classificar os gastos em funções, programas e subprogramas.
e) Medir a participação do governo federa! no PIB (Produto Interno Bruto).

48. Identifique, segundo o Orçamento Fiscal do Brasil, Lei n4 9.969, de 11 /5/2000,


a opção que não é verdadeira, com relação à classificação de despesa.
a) Pessoal e encargos sociais.
b) Amortização da dívida.
c) Investimentos.
d) Inversões financeiras.
e) Amortização de empréstimo.

49. A s operações realizadas pela Administração Pública que resultarem em


acréscim o ao patrimônio público caracterizam-se como:
a) correntes;
b) de capital;
c) ordinária;
d) extraordinárias;
e) compensatórias.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública

50. Uma classificação da despesa utilizada na elaboração da Lei Orçamentária


Anual é a classificação funcional-programática. Com relação à utilização
d e ssa classificação no Brasil, ju lg u e o s itens seguintes.
Funções são as ações desenvolvidas peio governo, direta ou indiretamente,
reunidas em seus grupos maiores, para procurar alcançar os objetivos nacionais,
representando o maior nível de agregação das ações do governo.
A atividade é um instrumento de programação para alcançar os objetivos de um
programa, envolvendo um conjunto de operações limitadas no tempo, das quais
resulta um produto final que concorre para a expansão ou para o aperfeiçoamento
da ação do governo.
-» O orçamento do governo federai, em função de preceitos estabelecidos em sucessivas
leis de diretrizes orçamentárias, tem sido desdobrado em subprojetos e subatividades,
que são desdobramentos dos projetos e atividades, acrescentando-se mais um nível
na classificação funcional-programática tradicionalmente empregada.
-> O sistema de classificação funcional-programática, ao introduzir o conceito de
tipicidade, conseguiu quebrar a inflexibilidade das classificações anteriormente
utilizadas, pois permitiu que as funções, os programas e os subprogramas fossem
combinados entre si, fora da regra de tipicidade, com o fim de melhor expressar
a teleologia da ação governamental.
-> Quando o dígito inicial do conjunto de dígitos que codifica os subprojetos e as
subatividades for par, revela que se trata de subatividade; se for ímpar, indica
que se refere a um subprojeto.

51. A respeito da classificação funcional-programática da despesa pública,


julgue os itens abaixo.
Programas e subprogramas típicos são aqueles que se apresentam classificados
dentro da função governamental que melhor caracteriza suas ações.
Programas exclusivos são aqueies que se caracterizam por ações que somente
poderiam ser classificadas em uma única ação governamental.
-> Alguns projetos, quando de seu término, podem ensejar a criação de uma nova
atividade no âmbito da administração orçamentária.
-> A discriminação ordenada da despesa pública, na classificação funcional-
programática, visa a conjugar as funções do governo com os programas e
subprogramas a serem desenvolvidos.
-> Se houver necessidade, podem-se conjugar programas de diversas áreas com
as funções que possibilitem a identificação dos seus objetivos, mesmo que essa
não expresse a melhor caracterização de suas ações.

52. A despesa orçam entária deve se r processada em estágios. A respeito de


tais estágios, julgue os itens a seguir.
-> A fixação e, em realidade, o primeiro estágio da despesa orçamentária, a qual é
cumprida por ocasião da edição da Lei do Orçamento.
-> No empenho da despesa, fica criada, para o Estado, a obrigação de pagamento,
independentemente de quaisquer condições.
-> É válido o empenho da despesa que exceder o limite dos créditos concedidos
por meio de créditos especiais.
-> Sendo conseqüência da liquidação a emissão de ordem de pagamento, quando
a autoridade competente determina que a despesa seja paga, a realização da
despesa deve ser considerada como ocorrida com a sua liquidação, e não com
o seu pagamento.
-> O pagamento da despesa poderá ser efetuado antes de sua regular liquidação,
em casos excepcionais, por meio da efetivação de adiantamentos.
66
Série Provas e Concursos Orçamento Público — José Carlos Oiiveíra de Carvalho ELSEVIER

53. A conta única do Tesouro Nacional foi implantada com a finalidade de acolher
as disponibilidades financeiras da União, p assíveis de movimentação pelas
unidades gestoras da Adm inistração Federal Direta e indireta. No que diz
respeito a e sse assunto, julgue os itens que se seguem .
-> A conta única do Tesouro Nacional é mantida junto ao Banco do Brasil S/A, que
é o agente financeiro do Tesouro.
A conta única do Tesouro Nacional é operacionaíizada pela Secretaria do Tesouro
Nacional, em conjunto com o Banco Central do Brasil, a quem cabe apurar seus
rendimentos.
A conta única do Tesouro Nacional funciona, em realidade, como um emaranhado de
pequenas contas correntes junto ao Banco do Brasil S/A, as quais são, posteriormente,
consolidadas para fins de controle, por parte do Ministério da Fazenda.
A movimentação dos recursos da conta única pode ser efetuada por meio de notas
de empenho (NE), de ordens bancárias (OB) e de notas de liquidação (NL).
-> O Darf eletrônico será usado, obrigatoriamente, por todas as unidades gestoras
que recolherem receitas federais sujeitas à transferência ao Tesouro Nacional.

54. Existem ocorrências especiais na execução da despesa pública, tais como


os suprim entos de fundos e os restos a pagar. A respeito d esse assunto,
ju lg u e os itens a seguir.
-> O suprimento de fundos é a modalidade de realização de despesa por meio de
adiantamento concedido a servidor, para posterior prestação de contas, quando o
pagamento da despesa não for realizável mediante a utilização da rede bancária.
A entrega do numerário ao servidor, relativa a suprimento de fundos concedido,
não será precedida do empenho respectivo, o que somente será efetuado quando
da prestação de contas.
-> A legislação proíbe, expressamente, a concessão de suprimentos de fundos a
servidor declarado em alcance e a responsável por dois suprimentos.
Os restos a pagar representam as despesas empenhadas, pendentes de pagamento
na data do encerramento do exercício financeiro, inscritas, contabümente como
obrigações a pagar no exercício subseqüente.
Toda despesa empenhada e liquidada e passível de inscrição em restos a pagar
- processados, enquanto que as despesas empenhadas, mas não liquidadas,
somente são passíveis de inscrição em restos a pagar não-processados, se forem
atendidas determinadas condições.

Questões Comentadas
55. No tocante às despesas públicas;
a) será considerada autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio público a geração
de despesas que não atendam aos dispostos dos arts. 16 e 1 7 da LRF;
b) o aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesas será
acompanhado de estimativas do impacto orçamentário-financesro no exercício
em que entrar em vigor e nos dois subseqüentes;
c) a expansão da ação governamental que acarrete aumento de despesas
deverá, obrigatoriamente, estar acompanhada de declaração do ordenador de
despesas, de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a
Lei Orçamentária Anual e compatibilidade com o Plano Plurianual, apenas;
d) para fins na LRF, considera-se a despesa adequada com a Lei Orçamentária Anual,
aquela que atende às diretrizes previstas na LDO;
e) a estimativa do impacto orçamentário e financeiro da despesa deverá estar
acompanhada das premissas e memórias de cálculos utilizadas, evidenciando o
impacto nos próximos exercícios.
§r

CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública 67

Série Provas e Concursos


Opção B. Não atendendo ao disposto nos arts. 16 e 17, as despesas serão consideradas
NAO-autorizadas e lesivas. A expansão da ação governamental deverá atender,
ainda, ao disposto na LDO. A despesa adequada nos termos da LOA é aquela que
tem dotação orçamentária suficiente para ser atendida. A estimativa do impacto
deverá contemplar o exercício a que se refere e os dois seguintes.

56. No tocante à s d esp esas obrigatórias de caráter continuado:


a) há necessidade da indicação da origem dos recursos e declaração de que essa
despesa não afetará as metas fiscais constantes na LDO;
b) devem estar acompanhadas de compensação, qualquer que seja eía;
c) a despesa de que trata essa questão será executada desde que as medidas de
compensação entrem em vigor, no máximo, no próximo exercício social;
d) a indicação da origem dos recursos é obrigatória nos casos de reajustamento de
remuneração de pessoaí de que trata o inciso 10 do a rt 37 da Constituição da
República.
Opção A. A compensação será feita por meio do aumento de jmpostos, não
podendo entrar em vigor .após a concessão do benefício e sendo dispensada para
o reajustamento da despesa com pessoal decorrente do art. 37 da CR de 1988.

57. (AFC/2004) Com relação à despesa pública, identifique a que natureza de


categoria de programação orçam entária corresponde ao pagamento de
sentenças ju d iciais.
a) Atividades. d) Planejamento prévio.
b) Projetos. e) Operações especiais.
c) Programas.
Opção E. As operações especiais não concorrem para a expansão ou
aperfeiçoamento da capacidade de ação do Estado (projetos) nem para a
manutenção da máquina (atividade).

58. (TCDF ~ AFCE/2002) Acerca de temas de execução da lei orçamentária,


julgue os itens abaixo.
a) Uma determinada despesa que tenha sido submetida ao processo ticitatório em
7999, contratada e empenhada em 2000, e liquidada e paga em 2001, de acordo
com a Lei na 4.320/1964, pertence ao exercício de 2001.
b) Uma determinadadespesa que tenha sido submetida ao processo ticitatório em
1999, contratada e empenhada em 1999 e liquidada e paga em 2000,deverá
ter sido inscrita em restos a pagar em 31/12/1999.
c) Considere a seguinte situação hipotética. “Em determinado município, a Câmara
de Vereadores está apreciando o projeto de lei que estabelece situações especiais
em que o empenho da despesa poderá ser dispensado". Nessa situação, caso o
projeto mencione apenas situações de calamidade pública, a matéria poderá ser
aprovada.
d) Despesas que não se subordinem ao processo normal de aplicação, poderão ser
realizadas por meio de adiantamento. Esse mecanismo consiste na entrega de
dinheiro a servidor que realizará a despesa e prestará contas, cuja documentação
servirá de base, posteriormente, para o empenho na dotação própria.
68 Orçamento Público -—José Carlos OÜveira de Carvalho ELSEVIER
Séfie Provas e Concursos

e) Considere a seguinte situação hipotética. “Certo gestor viu-se obrigado a


reconhecer compromissos após o encerramento do exercício correspondente.
Considerando que a lei orçamentária do exercício em curso não possuía dotações
para atender a essa contingência, o gestor providenciou o encaminhamento de
projeto de lei ao Poder Legislativo, solicitando a abertura de crédito adicional
especial destinado a atender despesas de exercícios encerrados". Nessa situação,
a providência tomada atende às normas legais.

Gabarito
a) Falso. O fato gerador da despesa é o empenho. Pertence, portanto, ao
exercício de 2000.
b) Anulada. PODERÁ ter sido inscrita em RP em 1999. Há a possibilidade de
o empenho ter sido anulado, em função de o contratado não ter adimplido
sua parcela (entregue o bem ou prestado o serviço).
c) Falso. O empenho não poderá ser dispensado em situação alguma, em
virtude da vedação existente na Lei nfi 4.320, de 1964, que dispõe sobre
normas gerais: “Não existe despesa sem prévio empenho”. Em situações
especiais, poderá ser dispensada a NOTA de empenho. No Rio de janeiro,
por exemplo, o Código de Administração Financeira dispensa a nota para
as despesas de pessoal.
d) Falso. O empenho das despesas referentes ao regime de adiantamento
(suprimento de fundos) é prévio; antecede, portanto, a realização da despesa.
e) Verdadeiro. Em se tratando de um PT “novo”, o crédito adicional a ser
solicitado é o especial.

59. Em matéria de orçamento e despesa pública, é correto afirmar que:


a) em alguns casos especiais pode ser permitido o inicio de programa não-incluído na
Lei Orçamentária Anual;
b) os fundos de natureza especial podem ser instituídos sem prévia autorização
legislativa;
c) os critérios extraordinários são destinados a atender despesas imprevisíveis e
urgentes, podendo ser aberto por meio de medida provisória;
d) nos projetos de lei sobre a organização dos serviços administrativos dos tribunais
federais, poderá ser aumentada a despesa neles previstas;
e) os créditos suplementares podem ser abertos por meio de decreto nos casos de
urgências e relevância.
Opção C. Quanto às demais opções, não há exceção no que diz respeito à
vedação de execução de PTs não inclusos na LOA; mesmo nos casos dos
créditos extraordinários, sua utilização se dá com alteração do orçamento.
Nos termos da CR de 1988, é vedada a constituição de fundos sem prévia
autorização legislativa e, de acordo com a Lei n2 4.320, de 1964, os créditos
suplementares destinam-se ao reforço de dotação.
CAMPUS Capítulo 4 — Despesa Pública 69

Série Provas e Concursos


60. (Analista Judiciário - Cespe - TST/2008) O s recursos correspondentes às
dotações orçam entárias destinadas ao Poder Judiciário ser-lhe-ão entre­
gues até o dia 20 de cada m ês, na proporção das liberações efetuadas pelo
Poder Executivo às su a s próprias unidades orçam entárias.
Falso. O art. 169 da Constituição determina o prazo de liberação de recursos
mas não determina o ritmo. Normalmente, os recursos são repassados men­
salmente de forma linear, por meio dos chamados duodécimos (um doze avos
do valor aprovado). Isso, contudo, não é uma verdade universal: dependendo
da esfera de governo, o valor pode ser ajustado junto ao Executivo. Não, há,
contudo, a obrigatoriedade de ser liberado à mesma proporção do Executivo.
Até porque os gastos do Executivo têm naturezas diferentes dos gastos dos
demais Poderes.

61. (Analista ju diciário - Cespe - T ST/2008) A s despesas de pessoal perma­


nente de um órgão ou entidade podem se r classificadas como correntes
ou de capital, dependendo de o pessoal ser empregado nas atividades
norm ais, de manutenção do órgão ou entidade, ou alocado a um projeto
de que resultará um investimento.
Falso. As despesas permanentes de pessoal são despesas correntes.

62. (Analista ju d iciário - Cespe - TST /2008) Em term os agregados, a d is­


tribuição por categoria de gasto depende da distribuição funcional da
despesa. Em princípio, quanto maior for a parcela das despesas públicas
destinada à produção de bens públicos e sem ipúblicos, m ais elevada será
& participação dos investim entos, e, quanto m ais aplicações houver em
melhoria e expansão da infra-estrutura econômica, maior será a participa­
ção das despesas de pessoal.
Falso. Não há fundamento para as afirmações acima. A distribuição por
categoria de gasto não depende da distribuição funcional (são classificações
diferentes).
Capítulo

Programas de Trabalho

Os programas de trabalho - PTs discriminam o conjunto de ações necessárias


à realização dos objetivos do Estado, que podem abranger a construção de
determinado imóvel, a compra de bens, a remuneração dos*servidores, o
pagamento de contas de luz, de água, de telefone etc.
O Decreto n2 2.829/1998 estabelece os elementos que, obrigatoriamente,
integrarão os PTs. A priori, quanto mais específico for o PT, melhor, contribuindo
para um entendimento mais efetivo do que se pretende realizar e como,
corroborando para imprimir mais transparência à gestão da res publica. Dessa
forma, integrarão o PT, pelo menos, os seguintes itens:
- Nome.
- Objetivo.
- Metas.
- Responsável.
- Valor.
- Cronograma das ações (oportunidade).
- Origem dos recursos (orçamento fiscal, da Seguridade Social ou de
investimentos).
- Indicador da situação que se pretende mudar (redução % do
analfabetismo, aumento % da população que dispõe de saneamento
básico etc.).
É importante ressaltar que, da década de 1960 até os dias de hoje, o orçamento
utilizado no País (em decorrência de um estudo realizado pela ONU) é chamado
de orçamento-programa, em função de ser elaborado com base em PTs. Assim,
todos os gastos (despesas) a serem realizados devem, obrigatoriamente, estar
insertos em PTs. Ou seja: não existe despesa fora de categorias de programação
(programas de trabalho).
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvaiho ELSEVIER

Didaticamente, os PTs podem ser divididos em quatro grandes grupos:


- Finalísticos;
- De Gestão de Políticas Públicas;
- De Apoio Administrativo;
- De Serviços ao Estado.

5.1. Finalístico

É aquele que atende diretamente às necessidades da população. Ex.: construção


de escola, compra de merenda, construção de estradas etc.

5.2. De Gestão de Políticas Públicas


Compreende pesquisas, estudos e levantamentos que subsidiarão decisões
de políticas públicas. São gastos que direcionarão as ações do governo,
corroborando para sua melhor aplicação.
Ex.: pesquisa elaborada para mensurar os recursos necessários à irrigação do
Nordeste; gastos com referendo/plebiscito para decidir acerca da liberação ou não
do uso de armas de fogo; levantamento dos gastos necessários à realização do
programa “Favela-Bairro” (urbanização de áreas onde habitam famílias de baixa
renda) em contraponto aos gastos necessários ao deslocamento/assentamento
da comunidade para áreas urbanizadas e sem risco de desabamento.

5.3. De Apoio Administrativo


Destinado à manutenção do Estado, compreendendo gastos necessários
ao funcionamento da máquina administrativa, da burocracia (no sentido
weberiano).
Ex.: gastos com aquisição de material de consumo para a repartição, com
serviços de segurança do gabinete do governador, com telefonia etc.

5.4. De Serviços ao Estado


Objetiva prover o Estado (e não a população diretamente) de serviço ou
bens.
Ex.: construção de um prédio para alocação de um tribunal.
CAMPUS Capítulo 5 — Programas de Trabalho

Importante: a finalidade do PT define sua categoria!


Assim, a compra de um computador poderá ser enquadrada de diversas formas:
1) como fmalístico, se for destinado para os alunos das escolas públicas,
em um programa de inclusão digital;
2) como de gestão de políticas públicas: se for utilizado no desenvolvimento
de projetos voltados para decisões sensíveis em políticas públicas;
3) como de apoio administrativo: se vier a substituir computadores
obsoletos;
4) como de serviços ao Estado: se for alocado em uma nova sede de um
determinado tribunal.
Numericamente, o PT é representado por três conjuntos de quatro algarismos
cada, onde:
xxxx. xxxx. xxxx
Subações (subprojetos, subatividades ou suboperações ésp.)
Ações (projetos, atividades ou operações especiais)
Identificação (qual)

Os quatro primeiros identificam o PT (nome)


Exemplo: 1221.2332.0000
Remuneração de membros e servidores do Poder Judiciário.

O segundo bloco discrimina o conjunto de ações necessárias


Exemplo: 1221.2332.0000-
Pagamento dos servidores lotados na I a Região do TRT, compreendendo,
inclusive, décimo terceiro salário.

O terceiro bloco evidencia o detalhamento das ações, a regionalização, que


nem sempre será utilizado.
Exemplo: 1221.2332.0000

Nesse caso, não há detalhamento em função de as ações serem regionais. Caso


o PT abordasse ações em nível nacional (manutenção de rodovias federais, por
exemplo), esses últimos dígitos evidenciaram as áreas objetos de ação (0001 -
Df; 0002 - RJ, 0003 - SP etc.).
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Vale destacar que as ações contidas em um PT (segundo bloco de quatro


dígitos) podem ser enquadradas em três times: projetos, atividades e operações
especiais.

PROJETOS (identificados pelo primeiro número desse bloco: XXXX, quando


for ímpar)
Têm duas características principais:
- são limitados no tempo (duração definida); e
aumentam a capacidade de ação no Estado.
Ex.: PT que objetiva melhorar a educação por meio da construção de escolas
públicas. Essa ação é limitada no tempo (a construção demorará seis meses,
um ano ou um pouco mais) e aumenta a capacidade de ação do Estado (que
atenderá a um número maior de alunos).
Ex.: PT de inclusão digital que contempla a construção de um laboratório
de informática. A ação é limitada no tempo e aumenta capacidade de prestação
de serviços do Estado.

ATIVIDADE (também identificados pelo primeiro número desse bloco:


XXXX, quando for par)
Têm duas características precípuas:
- são contínuas; e
- são direcionadas para a manutenção do Estado, facultando a organização
e realização de finalidades públicas.
E x .l: PT voltado para o pagamento de servidores. É contínuo (o
pagamento será feito por toda a vida do servidor e os gastos concorrem
para a manutenção do Estado (sem pagamento, o servidor não trabalha,
a princípio - respeitados os princípios do direito adm inistrativo da
continuidade do serviço público, da supremacia do interesse público sobre
o privado etc.).
Ex.2: PT voltado para o pagamento dos gastos com contas de luz, de água
de telefone etc.

OPERAÇÕES ESPECIAIS (também identificados pelo primeiro número


desse bloco: XXXX, quando for 0 - zero)
CAMPUS Capítulo 5 — Programas de Trabalho

Nesta categoria, são alocados os gastos que não se enquadram nas definições
anteriores (o que não for nem projeto nem atividade), por não contribuírem
para a formação de um produto que concorra para expansão da capacidade de
ação do Estado ou para a manutenção deste.
Ex.: PT que contemplem gastos com juros (contínuo, mas não contribui para
manutenção do Estado), pagamento de inativos (iâem) ou precatórios (limitado
no tempo, mas não aumenta capacidade de ação do Estado).
Obs.: em cada programa de trabalho pode haver vários projetos e atividades,
uma vez que nele deverão constar todas as ações necessárias à
consecução de determinada finalidade pública.
Capítulo W

Créditos Adicionais

Os créditos adicionais são autorizações concedidas ao chefe de Poder para


que ele realize despesas além (ou de forma diferente) do que estava previsto no
orçamento. Na prática, corresponde a uma autorização concedida pelo Poder
Legislativo ao Poder Executivo. E necessário que essa autorização seja concedida
por meio de lei, uma vez que o orçamento no Brasil é uma lei (LOA) e, para
modificá-la, é preciso outra lei.
Nesse diapasão, caso o Poder Executivo arrecade um valor maior do que o
previsto (superávit na arrecadação), solicitará que o orçamento seja alterado,
aumentando-se o poder de gasto. Assim, encaminhará ao Parlamento um projeto
de lei pleiteando autorização para gastar um valor a maior em determinado
programa de trabalho. Uma vez que a iniciativa no processo orçamentário compete
ao Poder Executivo, somente ele poderá fazer esse encaminhamento. Ou seja,
caso outro chefe de Poder (Judiciário ou Ministério Público) queira aumentar
seu poder de gasto, deverá negociar sua solicitação junto ao Executivo.
De acordo com a Lei nfi 4.320/1964, os créditos adicionais compreendem
três espécies, que alteram os valores originais constantes na LOA (créditos
ordinários):
B suplementares;
* especiais;
■ extraordinários.

6.1. Suplementares
Objetivam reforçar a dotação (montante destinado na LOA) inicialmente
prevista no orçamento, cujos valores foram insuficientemente previstos para
contemplar os gastos do exercício. O programa de trabalho está contemplado
78
Série Provas e Concursos Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

no orçamento, mas o valor previsto foi insuficiente para sua conclusão.


Ex.: acréscimo de despesa com pessoal, por aumento dos vencimentos ou
subestimativa da previsão.

6.2. Especiais
Destinam-se a atender programas de trabalhos novos, que não estavam
inicialmente previstos no orçamento. Ex.: criação de um novo órgão.'

6.3. Extraordinários
Contemplam gastos dirigidos para situações emergenriais (guerra, calamidade
ou comoção). Ex.: decretação de estado de calamidade pública.
Será apresentado, a seguir, um quadro contendo as principais diferenças entre
eles.
SUPLEMENTAR ESPECIAL EXTRAORDIN ARIO
FINALIDADE Reforço de Programas Situações emergenciais
dotação novos
AUTORIZAÇÃO NÃO, porém é obrigado a
PRÉVIA DO SIM SIM apresentar a prestação de
LEGISLATIVO contas.
VIGÊNCIA No exercício No exercício No exercício
PRORROGAÇÃO Não admite Admite Admite

Medida provisória (União)


Decreto Decreto
ABERTURA ou decreto executivo
executivo executivo
(Estados e Municípios).

ORIGEM (precisa Sim Sim Não


demonstrar?)

Uma vez autorizados pelo Poder Legislativo, Presidente, Governadores e


Prefeitos podem empenhar as despesas correspondentes. Para isso, deverão abrir
os créditos adicionais por meio de decretos (suplementares ou especiais) ou
MP (caso da União e dos Estados e Municípios que possuírem essa modalidade
de diploma legal), na hipótese de crédito adicional extraordinário. Assim, é
possível inferir que a utilização desses valores é complexa, tendo em vista que
depende de lei (autorizativa) e de decreto (abertura).
Vale ressaltar que, a fim de não prejudicar os trabalhos do Poder Legislativo,
inflando a pauta com dezenas de projetos de lei de créditos adicionais, é
CAMPUS Capítulo 6 — Créditos Adicionais 79

Série Provas e Concursos


comum a LOA já trazer, de plano, uma autorização para o Executivo abrir
créditos adicionais até um determinado limite (normalmente 20%), em caso
de excesso de arrecadação ou remanejamento, por exemplo. Assim, fica
previamente autorizado o chefe do Poder a movimentar e ajustar os créditos
para atender adequadamente às necessidades da população. Vale ressaltar que
esse percentual de autorização pode variar de ano a ano, nos termos da Lei de
Diretrizes Orçamentárias - LDO.
Uma vez autorizado, o crédito deverá ser realizado no exercício da abertura
(vigência), pelo princípio da anualidade. Contudo, caso o ato de autorização tenha
sido concedido nos últimos quatro meses do ano, o mesmo poderá ser reaberto
pelo saldo remanescente no exercício seguinte, por meio de novo decreto. Essa
prorrogação vale para os créditos especiais e extraordinários, somente.

6.4. Origem dos Recursos para Créditos Adicionais


a) Excesso de arrecadação do exercício corrente
Corresponde à diferença entre o valor estimado da arrecadação e o efetivamente
realizado (recebido). Vale ressaltar que, em virtude do princípio do equilíbrio,
a receita prevista no orçamento eqüivale à despesa fixada. Dessa forma, caso
os ingressos estimados tenham totalizado R$ 100,00 e o ente tenha arrecadado
R$ 120,00, é possível abrir créditos adicionais de R$ 20,00. É preciso destacar que
o excesso de arrecadação deve considerar a tendência do exercício. Exemplificando:
a receita prevista na LOA de determinado Município projetou a receita anual
de R$ 240,00. Em função do disposto na Constituição da República e na Lei de
Responsabilidade Fiscal, a projeção anual deve ser desdobrada em metas bimestrais
de arrecadação. Assim, desconsiderando a sazonalidade, ao final do período
janeiro/fevereiro, foram previstos ingressos de R$ 40,00. Uma vez que tenham sido
arrecadados R$ 58,00, podem-se abrir créditos adicionais de R$ 18,00, desde que a
perspectiva de arrecadação dos próximos meses mantenha-se a mesma, ou seja,
não haja uma nova previsão estimando queda da arrecadação.

b) Superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício


anterior
Corresponde à diferença (saldo positivo) entre as contas de ativo financeiro
(equivalente ao ativo circulante da contabilidade societária) e o passivo
financeiro (correspondente ao passivo circulante previsto na Lei n2 6.404/1976).
80 Orçamento Público — José Carlos Oiíveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

Explicitado de outra forma: será deduzido do disponível em caixa e dos


créditos a serem percebidos no exercício seguinte todas as obrigações de curto
prazo. Assim, caso haja sobra, poderá esta ser utilizada como fonte de créditos
adicionais.

c) Operações de crédito
São materializadas, por exemplo, por meio de empréstimos, cujo montante
não foi previsto na LOA. Dessa forma, caso os valores sejam arrecadados
no exercício, uma vez que não se estava “contando” com eles, propiciam
a abertura dos créditos. É preciso destacar que tais operações de crédito
poderiam estar autorizadas na LOA (fica o Poder Executivo autorizado a
contratar operações), não estando, contudo, seu valor considerado no total da
arrecadação prevista.

d) Anulação de despesa
Diz respeito ao cancelamento total ou parcial da dotação alocada a um PT
e remanejada para outro.

e) Reserva para contingência


A reserva para contingências funciona como uma espécie de poupança.
Assim, é materializada por meio de um PT com dotação destinada a enfrentar
situações que possam comprometer a execução orçamentária e as metas fiscais
estabelecidas na LDO, comentadas mais à frente. Uma vez aprovado o orçamento,
não há garantias de que a previsão de receitas lá constante será efetivada, ou
seja, a arrecadação real pode ser menor do que a prevista. Assim, para que
determinadas despesas não deixem de ser executadas, o próprio orçamento, por
meio dessa reserva, contempla um determinado valor, sem finalidade específica,
que deverá ser sacrificada em caso de déficit de arrecadação. Se, porventura, não
for necessário utilizã-la, pode ela ser cancelada, total ou parcialmente, e ter seu
saldo transferido para outro PT, via créditos adicionais. Cumpre ressaltar que,
esse procedimento, no Brasil, foi estabelecido por meio do Decreto nâ 200/1967,
utilizado até os dias de hoje. É preciso destacar, ainda, que constitui uma exceção
legal ao princípio da especificidade ou especialização, em virtude de não ter seu
objeto de aplicação detalhado no orçamento. Isso se dá em função de não ser
possível mencionar em que será aplicada, visto as situações que demandariam
sua utilização não terem ocorrido no momento de sua criação.
CAMPUS Capítuio 6 — Créditos Adicionais

No que tange ao seu montante, corresponde a um percentual da receita corrente


líquida - RCL estabelecida na LDO, sendo seu valor especificado na LOA. A
título de curiosidade, não é raro o encaminhamento da LDO pelo Executivo ao
Parlamento, contendo uma estimativa da reserva de X% da RCL, a ser apresentada
no projeto da LOA, alguns meses à frente (vez que a LOA deve ser apresentada
após a LDO, que orienta sua elaboração) e destacando que essa mesma LOA, ao
ser aprovada pelo Legislativo e encaminhada para sanção pelo Executivo, deverá
contemplar X - Y % da RCL! A despeito de parecer uma inconsistência serem
estipulados dois percentuais (um no projeto e outro na LOA), essa prática
ocorre em função de nosso sistema político-jurídico, que permite emendas
parlamentares no que concerne à matéria orçamentária. Dessa maneira, a sobra
do percentual inicialmente previsto no projeto é utilizada pelos parlamentares
nas diversas esferas para inserção dos PTs de seus interesses. Ou-seja, estima-se
a reserva de forma majorada para que a gordura possa atender aos interesses
dos parlamentares, sem prejudicar os PTs estabelecidos pelo Executivo.
Obs.: todos os créditos adicionais são de iniciativa do Poder Executivo,
mesmo aqueles que irão complementar os orçamentos do Poder
Legislativo, Poder Judiciário e Ministério Público.

6.5. Questões de Concursos Anteriores


1. (Analista Judiciário - F C C - T R T - 24a Região/2006) Em reiação aos créditos
adicionais, é correto afirmar.
a) A abertura de crédito especial independe da existência de recursos disponíveis
para ocorrera despesa, porém será precedida de exposição justificada.
b) Os créditos extraordinários são destinados a despesas para as quais não haja
dotação orçamentária específica, sendo aberto por lei específica.
c) São classificados como suplementares quando destinados a reforço de dotação
orçamentária e especiais quando destinados a atender despesas urgentes e
imprevistas, em caso de guerra ou calamidade publica.
d) Os créditos extraordinários serão autorizados por lei e abertos por decreto, des-
tinando-se às despesas urgentes e imprevistas em caso de guerra e comoção
intestina.
e) Somente os créditos suplementares e especiais dependem da existência de
recursos disponíveis para a ocorrência de despesa pública.

2. (Analista Judiciário - FCC - TRT - 24a Região/2006) A autorização, na lei de


orçamento, para abertura de créditos suplem entares é exceção ao princípio
orçamentário:
a) da não afetação da receita; d) da exclusividade;
b) da unidade; e) do orçamento bruto.
c) da universalidade;
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

(Analista Judiciário - FCC - TR F - 4 a Região/2006) É recurso de cobertura


de créditos suplem entares ou especiais, decorrente de receitas não g astas
em períodos anteriores:
a) o saldo do orçamento;
b) o superávit financeiro;
c) o excesso de arrecadação;
d) a anulação de crédito;
e) as operações de crédito com amortização e encargos a serem pagos em exercícios
financeiros subseqüentes.

(Analista Judiciário - F C C -T R F - 4a Região/2006) O s créditos orçam entários


têm vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem autorizados.
Porém, se o ato de autorização for promulgado nos últim os quatro m eses
do exercício, a Constituição autoriza que sejam reabertos, nos lim ites dos
seus saldos, os créditos adicionais:
a) especiais; d) especiais e extraordinários;
b) suplementares; e) suplementares e extraordinários.
c) extraordinários;

(Analista Judiciário - FCC - TRF - 4â Região/2006) A reabertura dos créditos


adicionais abrange, no seu todo:
a) os suplementares e especiais; d) os especiais e os extraordinários;
b) os especiais; e) os extraordinários.
c) os suplementares;

(Analista Judiciário - F C C -T R T /2 0 0 6 ) Não são considerados recu rso s para


cobertura de créditos adicionais os provenientes de:
a) operação de crédito realizada para atender insuficiência de caixa, possuído
natureza extraorçamentária;
b) Anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos autorizados
em íei;
c) Superávit financeiro do exercício anterior apurado em balanço patrimonial.
d) Excesso de arrecadação;
e) Empréstimos e financiamentos de natureza orçamentária.

(Auditor - FCC - TCM /CE/2006) O s créditos adicionais extraordinários:


a) precisam ser aprovados pelo Poder legislativo;
b) destinam-se a reforçar dotação orçamentária já existente;
c) podem constar previamente da !ei orçamentária anual;
d) independem da existência de recursos para financiar o gasto;
e) destinam-se a cobrir despesas através do excesso de arrecadação.

(Analista Judiciário - FCC - T R F - 1®Região/2006) A origem dos recu rso s


para o atendimento de Créditos Adicionais:
a) deverá constar obrigatoriamente da Lei Orçamentária Anuai, vedada qualquer
exceção;
b) deriva exclusivamente de eventual excesso de arrecadação;
c) deriva de anulação de Créditos Orçamentários, dentre outras;
d) será obtida sempre que as Disponibilidades superem os Restos a Pagar;
e) deve sempre e sob qualquer situação ser plenamente identificada para sua regular
autorização.
CAMPUS Capítulo 6 — Créditos Adicionais 83

Série Provas e Concursos


9. (Anaiista ju diciário - FCC - T R F - 18 Região/2006) Dos Créditos Adicionais
abaixo relacio n ad o s poderão e s ta r previam ente au to rizad o s na Lei
Orçamentária Anuai (LOA) os:
a) ordinários;
b) suplementares;
c) simples;
d) especiais;
e) extraordinários.

10. (Analista Judiciário - C arlos Chagas - TRT/2006) Não são considerados


recursos para cobertura de créditos adicionais os provenientes de:
a) operação de crédito realizada para atender a insuficiência de caixa, possuindo
natureza extra-orçamentária;
b) anuiação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos autorizados
em lei;
c) superávit financeiro do exercício anterior apurado em balanço patrimonial;
d) excesso de arrecadação; „
e) empréstimos e financiamentos de natureza orçamentária.

11. (Cesgranrio - ANP - Anaiista Adm inistrativo/2005) O s créditos adicionais


são au to rizações de d e sp e sa s não-com putadas ou insuficientem ente
dotadas na lei do orçamento e classificam -se em:
a) suplementares, especiais e extraordinários;
b) complementares, subordinados e temporários;
c) integrais, parciais e especiais;
d) empenhados, lançados e liquidados;
e) autorizados, extraordinários e cíclicos.

12. (Cespe/UnB - ANS - Analista Adm inistrativo/2005) A Administração Pública


utiliza instrum entos legais, tais como o Plano Plurianual, as diretrizes
orçam entárias, o orçamento e os créditos adicionais, para realizar as suas
atividades, No processo de elaboração, aprovação, acompanhamento e
fiscalização dos instrum entos referenciados, utilizam-se métodos, técnicas
e p rin cíp io s o rçam entários. A respeito d e sse assu nto , ju lg u e o item
seguinte.
Ocorrendo uma calamidade pública, não-previsível e, por conseqüência, não-prevista
no orçamento, é necessária uma alteração do orçamento inicial, realizada por meio
de crédito suplementar.

13. (Contador - NCE/UFRJ - MIN/2005) São modalidades de extinção de crédito


tributário:
a) pagamento; remissão, compensação e moratória;
b) pagamento; decadência, recurso administrativo e moratória;
c) pagamento; remissão, compensação e decadência;
d) remissão, compensação e decadência e recurso administrativo;
e) remissão, decadência, recurso administrativo e concessão de liminar em mandado
de segurança.
84 Orçamento Público — José Carlos Oüveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

14. (Adm inistrador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) A Lei de Orçamento do Município


de M ikonos concede autorização ao Poder Executivo para a abertura
de créditos adicionais suplem entares, até o lim ite de 20% do totai do
orçamento. A e sse respeito, pode-se afirm ar que:
a) a abertura de créditos adicionais suplementares por anulação de dotação não
deve ser considerada para efeito de verificação do atendimento de tai limite;
b) tal autorização significa que o orçamento só pode ser modificado através de
créditos adicionais suplementares;
c) tal autorização é inconstitucional;
d) excluem-se de tal percentual eventuais alterações decorrentes de excesso de
arrecadação;
e) as alterações orçamentárias com base em ta! autorização devem se dar, portanto,
em dotações orçamentárias já existentes.

15. (TCDF - AFCE/2002) Julgue os itens que se seguem, relativos à programação


da execução financeira e aos créditos adicionais.
-> De acordo com a Lei nfi 4.320/1964, imediatamente após a promulgaçãoda
lei de orçamento, o Poder Executivo aprovará um quadro de cotas mensais da
despesa que cada unidade orçamentária ficará autorizada a utilizar. Por outro
lado, a Lei de Responsabilidade Fiscal deu novo entendimento à programação
financeira, determinando que esta será estabelecida por meio de cronograma de
cotas trimestrais.
Considerando que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou
recentemente que o Tribunal entende os cortes orçamentários anunciados
em julho de 2002 como "um novo contingencíamento” e que, de acordo
com o presidente, foi recebida mensagem do Poder Executivo que tratava da
necessidade de uma limitação de despesas na ordem RS 41,04 milhões para o
Poder Judiciário, é correto afirmar que a limitação de despesas mencionada diz
respeito à necessidade de limitar empenhos no caso de a realização da receita
não comportar o cumprimento das metas fiscais estabelecidas na LDO.
-> Considere a seguinte situação hipotética. Com vistas a atender a despesas
insuficientemente dotadas na lei orçamentária, o presidente do Tribunal de
justiça de determinado Estado encaminhou à Assembléia Legislativa projeto
de lei em que solicitava autorização para a abertura de créditos suplementares
ao orçamento do Tribunal. Em atenção às normas que disciplinam a matéria,
estão indicadas no processo dotações para cancelamento. Nessas condições, o
encaminhamento feito pelo presidente do Tribunal tem amparo legal.
Considere a seguinte situação hipotética. Por meio de decreto, um prefeito
municipal estabeleceu que créditos especiais autorizados nos últimos quatro
meses do exercício poderão ser reabertos no exercício seguinte, nos limites
de seus saídos apurados em 3 I/ 1 2, na hipótese de existir superávit financeiro
suficiente apurado em balanço patrimonial. Nessa situação, a medida tem amparo
legal.
Considere a seguinte situação hipotética. Um prefeito municipal encaminhou
um projeto de lei à Câmara de Vereadores, no qual solicitava autorização para
abertura de crédito especial destinado à aquisição de computadores para as
escolas municipais. Para ocorrer a despesa, foi indicada a arrecadação de nova
taxa, cuja criação está sendo solicitada à Câmara Municipal por meio de outro
projeto de lei. Apreciado preliminarmente, o projeto de lei deve, com base na
legalidade, ser aprovado.
CAMPUS Capítulo 6 — Créditos Adicionais 85

Série Provas e Concursos


16. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) Em relação aos créditos
adicionais, pode-se afirmar que:
a) os créditos especiais destinam-se a atender a despesas não-contempladas na lei
Orçamentária e sua abertura independe de autorização legislativa;
b) os créditos especiais, compiementares e eventuais terão vigência no exercício
financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for
promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício;
c) os créditos extraordinários destinam*se a atender despesas urgentes e imprevistas
e sua abertura independe de prévia autorização legislativa e de indicação dos
recursos correspondentes;
d) o superávit econômico apurado em baianço patrimonial do exercício anterior é
considerado recurso para fins de abertura de créditos suplementares e especiais;
e) os recursos provenientes de excesso de arrecadação não poderão ser utilizados
para fins de abertura de créditos adicionais.

17. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) O s créditos suplem entares


e especiais somente poderão se r abertos se houver:
a) decreto legislativo; d) decreto autorizativo;*
b) autorização executiva; e) autorização legislativa.
c) autorização orçamentária;

18. (TCE - ES-Esaf/2001) O s créditos adicionais destinados a despesas para


a s quais não haja dotação orçamentária específica são chamados de:
a) suplementares; d) compiementares;
b) especiais; e) ilimitados.
c) extraordinários;

Questões de Bancas Diversas


19. As autorizações de despesas não-computadas ou insuficientemente dotadas
na lei de orçamento são, respectivamente:
a) crédito orçamentário e créditos disponíveis;
b) créditos suplementares e créditos especiais;
c) créditos especiais e créditos suplementares;
d) créditos suplementares e créditos extraordinários;
e) créditos especiais e créditos extraordinários.

20. Sobre o orçamento, não é vedada(o):


a) a abertura de crédito extraordinário para atender às despesas imprevisíveis
e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública;
b) o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual;
c) a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os
créditos orçamentários ou adicionais;
d) a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de
capitai, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais
com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;
e) a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa
e sem indicação dos recursos correspondentes.
86 Orçamento Público — josé Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

21. A forma de alterar a iei orçamentária vigente dá-se mediante a abertura de


créditos adicionais. A Lei n” 4.320/196 4já dispunha a respeito do assunto,
mas sofreu alterações ante o texto constitucional em vigor. Com base nesse
contexto, julgue os itens a seguir.
-> Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em
que forem abertos, salvo se o ato de abertura for publicado nos últimos quatro
meses daquele exercício, caso em que, reabertos no limite de seus saídos, serão
incorporados ao orçamento do exercício subseqüente.
-> A abertura de credito extraordinário somente será admitida para atender a
despesas decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, por
meio da edição de medida provisória.
Consideram-se recursos disponíveis, para fins de abertura de créditos
suplementares e especiais, os provenientes do excesso de arrecadação, ou seja,
do saldo positivo das diferenças, acumuiadas mês a mês entre a arrecadação
prevista e realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício.
-> Embora haja dúvida acerca da adequação co nstitu cio n al, os crédito s,
extraordinários, por serem autorizados mediante medidas provisórias, não têm
sido deliberados na comissão mista que se refere à Constituição Federal.
-> As emendas parlamentares aos projetos de lei de créditos adicionais devem ser
compatíveis com o que dispõe a LDO.

22. A ssin ale a afirmação correta.


a) O empenho, a liquidação e o pagamento são etapas sucessivas da execução
orçamentária relativas à receita pública.
b) Créditos adicionais são aqueles que o orçamento coloca à disposição do governo,
desde que previstos no orçamento.
c) A previsão, arrecadação e recolhimento são estágios distintos da despesa pública.
d) Os créditos suplementares e os especiais são autorizados por lei e abertos por
decreto do Poder Executivo.
e) Nenhuma afirmação é correta.

23. Independem g e ralm e n te de a u to riz a ç ã o le g is la t iv a e s p e c ífic a , os


créditos:
a) suplementares, apenas;
b) especiais, apenas;
c) extraordinários, apenas;
d) suplementares e especiais;
e) suplementares e extraordinários.

24. Marque a opção errada. De acordo com a Constituição da República, está


vedada:
a) assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;
b) abertura de crédito especial sem prévia autorização legislativa;
c) transposição de recursos de uma categoria de programação para a outra, sem
prévia autorização legislativa;
d) instituição de fundos de qualquer natureza sem prévia autorização legislativa;
e) realização de despesas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais,
salvo o crédito adicional extraordinário.
CAMPUS Capítulo 6 — Cféditos Adicionais

25. Julgue os itens abaixo.


-> Os créditos extraordinários passam a ter cobertura sempre que ocorrer excesso
de arrecadação no exercício corrente.
-> As operações especiais compreendem uma categoria de ações que não concorrem
nem para a manutenção nem para a expansão da capacidade de ação do Estado,
tais como juros, gastos com inativos e despesas de energia elétrica.

26. Com relação aos créditos adicionais, aponte a única opção correta pertinente
aos créditos extraordinários.
a) São destinados a reforço de dotação orçamentária.
b) São destinados a despesas para as quais não haja dotação específica,
c} São autorizados por lei e abertos por decreto.
d) São abertos por decreto do Executivo, que dará conhecimento ao Legislativo.
e) Sua abertura depende da existência de recursos disponíveis.

27. O orçamento público no Brasii, após a su a aprovação em lei, poderá sofrer


modificações no decorrer de sua execução através do mecanismo de abertura
de créditos, identifique o único tipo de crédito que já é previsto.
a) Crédito ordinário. d) Crédito extraordinário.
b) Crédito suplementar. e) Crédito adicional.
c) Crédito especial.

28. No transcorrer de um exercício financeiro, pode ocorrer a necessidade de


abertura de créditos adicionais para cobrir d espesas não-computadas ou
insuficientemente dotadas. Com base na legislação vigente, relativa a esse
assunto, julgue os itens seguintes.
-> Créditos extraordinários são os destinados ao reforço de dotação orçamentária
já constituída.
-> Os créditos especiais são os destinados a despesas urgentes e imprevistas, tais
como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
Os créditos adicionais suplementares são autorizados por lei e abertos por
decreto, após a apresentação de exposição justificativa, dependendo da existência
de recursos disponíveis.
A vigência dos créditos adicionais especiais e extraordinários pode ultrapassar
o exercício financeiro em que foram autorizados.
No que se refere às despesas extra-orçamentárias, há a necessidade de adoção dos
mesmos procedimentos relativos à administração dos créditos orçamentários.

Questões Comentadas
29. (AFCE-TCU/1999) O orçamento público no Brasil, após a sua aprovação
em lei, poderá sofrer modificações no decorrer de sua execução através
do m ecanismo de abertura de créditos. Identifique o único tipo de crédito
que já é previsto.
a) Crédito ordinário. d) Crédito extraordinário.
b) Crédito suplementar. e) Crédito adicional.
c) Crédito especial.
Opção A. Os valores atribuídos aos PT constantes do orçamento são chamados
de créditos ordinários, por serem correntes, comuns. Necessariamente, eles
devem constar. Quanto ao suplementar, este pode ou não constar. É comum,
mas sua inserção não é obrigatória.
88 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

30. (C o n su lto r de Orçam ento - S e n a d o /l 996) A pro p ó sito dos cré d ito s
adicionais, julgue os itens abaixo.
a) Sua existência deveria ser de caráter meramente excepcional, haja vista o
processo integrado de planejado e orçamento.
b) São também denominados créditos suplementares e ciassificam-se em especiais
e extraordinários.
c) Créditos especiais são aqueles destinados a despesas urgentes e imprevistas
em caso de guerra, comoções intestinas ou calamidades públicas, para os quais
não haja dotação orçamentária sequer na reserva de contingência.
d) Créditos extraordinários são aqueles destinados ao reforço de dotações
orçamentárias.
e) Os créditos adicionais terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo quando a autorização for promulgada nos quatro últimos
meses daquele exercício, caso em que poderão ser reabertos, até o limite
de seus saldos, para incorporação ao orçamento do exercício financeiro
subseqüente.
Gabarito
a) Verdadeiro. No orçamento-programa, utilizado em nosso País, há
integração do planejamento (o que se pretende fazer) com o orçamento
(quanto custará realizá-lo).
b) Falso. O gênero denomina-se créditos adicionais, dividindo-se em
suplementares, especiais e extraordinários.
c) Falso. Para as situações emergenciais acima descritas, usa-se o crédito
extraordinário.
d) Falso. Para reforço, usa-se o crédito suplementar.
e) Verdadeiro. É permitida a prorrogação dos créditos especiais e
extraordinários, caso não tenham sido utilizados integralmente no exercício
em que forem autorizados.

31. Acerca dos créditos adicionais, é correto afirmar que:


a) aumentam a receita pública do exercício;
b) classificam-se em compiementares, especiais ou extraordinários;
c) os créditos especiais apenas podem amparar programas de trabalho que já
figurem no orçamento;
d) podem apenas ser abertos com prévia e expressa autorização legislativa,
mediante decreto presidencial;
e) a vigência dos créditos extraordinários pode se estender até 31 de dezembro
do exercício subseqüente, caso sua abertura tenha se dado nos últimos quatro
meses do ano.
Opção E. Os créditos não aumentam a receita (muito embora possam dela
decorrer) e podem ser abertos mediante MP ou decreto. A modalidade
complementar inexiste e os créditos especiais visam a atender a PT novos.
CAMPUS Capítulo 6 — Créditos Adicionais 89

Série Provas e Concursos


32. Em relação aos procedimentos no processo orçamentário, no nívei federal,
julgue os itens abaixo.
a) Cada um dos três Poderes é responsável pela elaboração da proposta orçamentária
a ser encaminhada ao Congresso Nacional.
b) A Lei de Diretrizes Orçamentárias deve ser elaborada em conjunto com a Lei
Orçamentária Anual, de forma a orientar a execução das despesas relativas ao
exercício financeiro seguinte.
c) 0 projeto da Lei Orçamentária Anuai deve ser enviado ao Congresso Nacional
até três meses antes do início do exercício financeiro seguinte.
d) O Presidente da República poderá encaminhar mensagem retificativa à proposta
orçamentária, desde que não tenha sido iniciada a votação da parte cuja alteração
esteja sendo proposta na Comissão mista de Deputados e Senadores.
e) A discussão e a votação da proposta orçamentária acontecerão em sessão
conjunta das duas Casas do Congresso Nacional.
Gabarito
a) Falso. A elaboração da proposta é de responsabilidade (iniciativa) do Poder
Executivo, que levará em consideração as informações repassadas pelos
outros Poderes.
b) Falso. Por orientar o orçamento, deve ser elaborada, aprovada e entrar em
vigor antes da LOA.
c) Falso. Deve ser encaminhado até quatro meses do encerramento do
exercício na esfera federal. Em alguns Estados e Municípios, o prazo é de
até três meses do encerramento do ano.
d) Verdadeiro. Foi reproduzido o texto constitucional. Caso o Chefe do
Executivo, em função de erro ou agindo em nome do interesse público,
perceba a necessidade de ajustar a proposta inicialmente encaminhada ao
Parlamento, este deverá receber a mensagem propondo o ajuste, desde que
não tenha sido iniciada a votação no âmbito da comissão, no que se refere
ao assunto objeto de alteração.
e) Verdadeiro. Em matéria orçamentária, o Congresso funciona como se fosse
unicameral, sendo aplicado o regimento comum.

33, A Constituição trata “Dos orçam entos” no capítuio das Finanças Públicas.
Com base tio exame de seu dispositivo, ju lg u e os itens seguintes.
a) A inexistência da lei complementar sobre a matéria prevista na Constituição de
1988 confere à Lei n» 4.320/1 964, que trata do assunto, o mesmo status de lei
complementar,
b) Os recursos que, em decorrência de veto do projeto de Lei Orçamentária Anual,
ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados mediante medida
provisória.
c) As emendas do projeto de Lei Orçamentária Anua!, ao indicarem os recursos
necessários, mediante anulação de despesas, não podem oferecer para
cancelamento, entre outras, as dotações para pessoal e seus encargos e os
encargos previdenciários da União.
Orçamento Público — josé Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER

d) O Plano Plurianual e os orçamentos fiscais e de investimentos das estatais,


deverão refletir o objetivo de redução das desigualdades inter-regionais, segundo
o critério populacional.
e) O Presidente da República poderá propor modificações nos projetos de lei relativos
a créditos adicionais em tramitação no Congresso Nacional somente antes do início
da votação da parte cuja alteração está sendo proposta na Comissão Mista.
Gabarito
a) Verdadeiro. A Lei na 4.320, de 1964, embora ordinária, foi recepcionada
pela atual Carta Magna com o status de LC, em função de o assunto nela
disposto agora ser tratado por meio desta modalidade normativa.
b) Falso. Poderão ser utilizados por meio de prévia e específica autorização
legislativa.
c) Verdadeiro. Não é possível oferecer para cancelamento dotações
relacionadas com dívidas, pessoal, encargos e transferências constitucionais
a Estados e a Municípios.
d) Verdadeiro. Foi reproduzido o art. 165 da Constituição da República.
e) Verdadeiro. A condição para o envio de mensagem retificadora aplica~se
ao orçamento e às leis que o alteram (créditos adicionais).

34. A propósito do ciclo orçamentário, é correto afirmar que:


a) a Sessão Legislativa só pode ser formalmente encerrada após a aprovação do
projeto de lei orçamentária;
b) matérias orçamentárias são votadas sucessivamente, no âmbito de cada uma
das Casas do Congresso Nacional;
c) no primeiro ano de cada mandato presidencial, a Lei de Diretrizes Orçamentárias para
o segundo ano é aprovada antes do Plano Plurianual para o respectivo mandato;
d) se o veto presidencial a lei orçamentária for totai, será adotada a última lei
orçamentária aplicada.
Gabarito
a) Verdadeiro. Foi reproduzido texto da CR/1988.
b) Falso. A votação não é sucessiva, mas concomitante.
c) Verdadeiro. Essa incoerência ocorre em todo primeiro ano de mandato.
d) Verdadeiro. A mesma situação ocorre no caso de a proposta orçamentária
não ser enviada pelo Chefe do Executivo. Vale ressaltar que, caso o exercício
tenha início e a LOA não tenha sido aprovada, começa a ser executada a
proposta orçamentária sob apreciação.

35. A Lei ne 4.320/1964 é aplicada às:


a) sociedades de economia mista; d) autarquias;
b) empresas públicas; e) subsidiárias de estatais.
c) fundações em geral;
Opção D. De todos os itens, é o único que certamente é pessoa jurídica de
direito público.
CAMPUS Capítulo 6 — Créditos Adicionais 9i

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36. (Analista Judiciário - Cespe - TST/2008) Considere-se que, diante da exis­
tência de excesso de arrecadação no exercício em vias de encerramento,
um parlamentar tenha encaminhado projeto de iei para abertura de crédi­
tos suplem entares. Nesse caso, a Com issão de Constituição e ju stiça e de
Redação agirá corretamente se considerar o projeto como inconstitucional
por vício de iniciativa.
Verdadeiro. A iniciativa para propor alteração no orçamento (abertura de
créditos adicionais por excesso de arrecadação) compete ao Chefe do Execu­
tivo.

37. (Analista Judiciário ~ Cespe - TST/2008) O s créditos suplem entares auto­


rizados na lei orçamentária de 2008, no âmbito do TST, serão abertos por
ato do presidente do STF, dispensada a manifestação do Conselho Nacional
de ju stiça .
Falso. O presidente de cada tribunal, na qualidade de ordenador de despesas,
é quem tem competência para abrir os créditos adicionais. Assim, o presidente
do TST é quem deverá abri-los. Quanto à manifestação do CNJ, de fato não há
previsão na legislação financeira no que diz respeito a sua manifestação.
Capítulo /

Dívidas

7.1. Dívida Pública


A dívida pública pode ser dividida em duas categorias, a saber: flutuante
e fundada. Efetuando-se uma analogia com a contabilidadg aplicável ao
setor privado, é possível afirmar que compreendem dívidas de curto prazo
(equivalente ao passivo circulante, explicitado na Lei na 6.404/1976) e as de
longo prazo (equivalente ao passivo exigível a longo prazo). Uma outra leitura
desses compromissos' evidencia que o primeiro grupo (flutuante) pode ser
pago independentemente de autorização legislativa, já o segundo, carece de
autorização do Parlamento.
A lei dispõe o seguinte, quanto às dívidas:

Art. 92. A dívida flutuante empreende:


I - os restos a pagar, exciuídos os serviços da dívida;
Ü - os serviços da dívida a pagar;
I I I - o s depósitos;
IV - os débitos de tesouraria.
Parágrafo único. 0 registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo-se as
despesas processadas das não processadas.
Art- 93. Todas as operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira, não compreendidas
na execução orçamentária, serão também objeto de registro, individuação e controle contábil.

A título de ilustração, os serviços da dívida compreendem o montante dos


juros e taxas de administração decorrentes de operações de crédito anteriormente
feitas.
Orçamento Púbiico — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Os depósitos evidenciam valores que deverão ser devolvidos/restituídos.


Como exemplo, podem-se citar os depósitos em garantia feitos por licitantes,
exigidos em determinados certames para evidenciar que determinado fornecedor
tem condições de cumprir o que está se propondo a fazer. Após a entrega do
objeto ou adimplemento de condição, os recursos devem ser devolvidos.
Os débitos de tesouraria tratam de dívidas efetuadas com a finalidade de
equilibrar o caixa, em virtude de uma dificuldade (insuficiência) momentânea,
pontual. Como exemplo, é possível citar uma determinada Prefeitura que, em
virtude da falta de caixa para pagar em junho a metade do décimo terceiro
salário do funcionalismo, efetua uma operação de crédito conhecida como
antecipação de receita orçamentária - ARO. Para se socorrer, solícita que a União
antecipe/adiante valores que seriam recebidos meses à frente, a título de Fundo
de Participação dos Municípios - FPM (repartição dos tributos federais - IR
e IPI). Diante da solicitação, a União promove um leilão eletrônico junto às
instituições financeiras desejosas de efetuar o empréstimo e repassa o dinheiro
à municipalidade. Mais à frente, quando tiver de efetuar o repasse do FPM,
desconta a parcela antecipada.
No que se refere à dívida fundada, a lei dispõe o seguinte:

Art. 98. A dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superiores a doze meses, contraídos
para atendera desequilíbrio orçamentário ou a financeiro de obras e serviços públicos.
Parágrafo único. A dívida fundada será escriturada com individuação e especificações que permitam
verificar, a qualquer momento, a posição dos empréstimos, bem como os respectivos serviços de amor­
tização e juros.

7.2. Dívida Ativa


A dívida ativa compreende os créditos do Poder Público junto a terceiros. É
uma espécie de “contas a receber” na contabilidade. Divide-se em dívida ativa
tributária (quando decorre de impostos, taxas e contribuições) e não-tributária
(as demais). A dívida ativa é registrada quando, esgotado o prazo de pagamento
por parte do devedor, o mesmo não ocorre. Exemplificando: fulano, proprietário
de imóvel situado em área urbana, não efetuou o pagamento da cota do IPTU.
Esgotado o prazo, o Secretário de Fazenda encaminha as informações referentes
ao fato à Procuradoria da Dívida Ativa para que seja efetuada a cobrança e, se
for o caso, ajuizada a ação pertinente.
CAMPUS Capítulo 7 — Dívidas 95

Séfie Provas e Concursos


7.3. Questões de Concursos Anteriores
1. (FCC - ISS/SP/2007) A constituição de dívida pública e a amortização de
em préstim os enquadram-se, na classificação orçamentária, como:
a) despesas correntes; d) receitas de capital;
b) despesas de capital; e) receitas correntes.
c) transferência de capital;

2. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) Faz parte da Dívida Pública fundada:


a) restos a pagar; e) divida ativa do ente público.
b) débitos de tesouraria. d) serviço da dívida a pagar;
c) compromissos exigíveis a longo prazo; ••

3. (Auditor do Estado do MatoG rosso - NCE/UFRj - A GE/2004) A dívida


púbüca consolidada, conforme inciso i do art. 29 da LRF, corresponde ao
montante total das obrigações financeiras do Ente, assum idas em virtude
de leis, contratos, convênios ou tratados e dá realização de operações de
crédito, para am ortização em prazo superior a l 2 m eses/O demonstrativo
contábil que permite identificar o total da dívida pública de determinado
Ente no final de um exercício é:
a) balanço orçamentário;
b) balanço financeiro;
c) balanço patrimoniaí;
d) demonstração das variações patrimoniais;
e) comparativo da despesa autorizada com a realizada.

Questões de Bancas Diversas


4. No tocante à dívida pública:
a) se a dívida consolidada ultrapassar o respectivo limite ao final do quadrimestre,
deverá ser reconduzida até o término dos três subseqüentes, reduzindo o
excedente em, pelo menos, um terço do primeiro;
b) se a dívida mobiliária ultrapassar o respectivo limite ao final do quadrimestre,
deverá ser reconduzida a esse limite ate o termino dos três subseqüentes,
reduzindo o excedente em, peto menos 25% do primeiro;
c) enquanto perdurar o excesso, o ente estará proibido de realizar operação de
crédito interna ou externa, salvo Antecipação de Receita Orçamentária - ARO;
d) em caso de vencer o prazo de retorno da dívida, ficará o ente impedido de fazer
transferências voluntárias;
e) a restrição de obter resultado primário, necessário à recondução da dívida,
aplica-se imediatamente caso esta exceda o limite no úitimo quadrimestre do
penúltimo ano do mandato do chefe do Executivo.

5. No tocante à dívida pública:


a) o Banco Central divulgará mensalmente relação dos entes que tenham
ultrapassado os limites;
b) o Ministério da Fazenda divulgará bimestralmènte a relação dos entes que tenham
ultrapassado os limites;
c) o Ministério da Fazenda divulgará mensalmente a relação dos entes que estejam
dento do limite da dívida;
d) o Ministério do Planejamento divulgará mensalmente a relação dos entes que
tenham ultrapassado os limites da dívida;
e) o Ministério da Fazenda divulgará mensalmente a relação dos entes que tenham
ultrapassado os limites da dívida.
96 Orçamento Público — josé Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

6. Julgue o item abaixo.


-> A dívida pública flutuante pode ser definida como o resultado de operações de
caráter financeiro que se reflete no fluxo de caixa e no patrimônio financeiro,
decorrentes ou não da execução orçamentária.

7. A ssin ale, entre as opções abaixo, a definição de dívida pública flutuante.


a) É a emissão de títulos para o pagamento do principal acrescido da atualização
monetária.
b) É o resultado de operações de caráter financeiro que se reflete no fluxo de caixa
e no patrimônio financeiro, decorrentes ou não da execução orçamentária.
c) É o compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito,
emissão e aceite de títulos, arrendamento mercantil e outras operações
assemelhadas.
d) É o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida
por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.
e) É o compromisso contraído em longo prazo, pelo setor público junto ao setor
privado, incluindo a base monetária, assumido em virtude de leis, contratos ou
convênios, para amortização em prazo superior a 12 meses.

8. A ssin ale a única opção correta pertinente ao conceito de dívida pública


consolidada.
a) É a que é contraída por um breve e indeterminado prazo, visando a atender às
momentâneas necessidades de caixa.
b) É a que decorre de um contrato de crédito estipulado em prazos longos ou sem
obrigatoriedade de resgate, com o pagamento de juros e prestações, ou de
juros.
c) É a dívida que não apresenta caráter de certeza e de estabilidade, nem
relativamente ao qucmtum, nem à duração.
d) É o mesmo que dívida flutuante.
e) É a dívida integralmente paga dentro do mesmo exercício financeiro.

Questão Comentada
9. (TCI - PI/Esaf/2001 >A dívida pública, também chamada de dívida passiva,
compreende os com prom issos assum idos pelo Estado para com terceiros,
no País ou no exterior, bem como os valores referentes a receitas extra-
orçam entárias. Acerca da dívida pública, é incorreto afirmar que:
a) classifica-se como dívida fundada (ou consolidada) e dívida flutuante;
b) a dívida flutuante pode ser contraída sem expressa autorização legislativa;
c) a dívida fundada pode ser contraída no exterior, carecendo, porém, de autorização
legislativa;
d) os resíduos passivos são classificados como dívida consolidada;
e) o resgate anual da dívida fundada co nstitui despesa orçam entária do
exercício.
Opção D. Os resíduos passivos integram a dívida flutuante, nos termos da Lei
ne 4.320, de 1964.
Capítuio C-J

Ciclo Orçamentário: Aprovação, Sanção,


Promulgação e Publicação

O ciclo orçamentário, também conhecido como processo orçamentário,


evidencia as etapas de elaboração, discussão e aprovação da Lei Orçamentária
Anual. A despeito de a LOA ser uma lei ordinária, há alguns procedimentos
atípicos (rito especial) que precisam ser observados, em virtude áa natureza da
matéria (orçamentária). Observadas as peculiaridades comentadas a seguir,
a LOA deve seguir as demais normas previstas para o processo legislativo,
conforme previsto na CR/1988.
Uma vez que a iniciativa das leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) compete
ao Poder Executivo, cabe a este Poder a responsabilidade de formular a sua
proposta e consolidar as propostas encaminhadas pelos demais Poderes,
inclusive o Ministério Público, nos termos e prazos previstos na Lei de Diretrizes
Orçamentárias - LDO. Assim, o Executivo federal, por meio da Secretaria de
Orçamento Federal - SOF, com o apoio de um software chamado Sidor (Sistema
Integrado de Dados Orçamentários), registra as metas e os programas de
trabalho a serem desenvolvidos no próximo exercício. Nas esferas estadual
e municipal, são usados programas similares ao Sidor, contendo tabelas,
formulários e valores a serem observados pelos órgãos encarregados pela
confecção da LOA em cada Secretaria.
Após o registro das informações no Sidor pelas "subunidades orçamentárias”,
é feita a consolidação dos PT por unidade orçamentária (Ministérios) e está
pronta a proposta do Poder Executivo. Feita a unificação das propostas dos
Poderes, o projeto de LOA é assinado e encaminhado em papel e em meio
magnético ao Congresso Nacional.
98
Série Provas e Concursos
Orçamento Publico — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Cumpre ressaltar que todas as propostas serão elaboradas pelos respectivos


Poderes com observância da LDO e do PPA. Nesse sentido, havia dúvidas quanto
à possibilidade de o Executivo interferir nas propostas dos outros Poderes. Em
julgado do STF, restou evidenciada, dada a autonomia financeiro-orçamentária
de cada ente, a impossibilidade de o Executivo interferir nas propostas a ele
enviadas.

Elaboração/Revisão Elaboração e Aprovaçao Elaboração


do PPA i=> da LDO
íz £>
da LOA

Controle e Avaliação da Execução Discussão, Votação e


Execução Orçamentária < Jz i Orçamentária Aprovação da LOA

Depois de consolidada, a proposta é, então, encaminhada ao Legislativo,


em até quatro meses do encerramento do exercício (nos termos dos Atos das
Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT1). É preciso ressaltar, ainda,
que, se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições
ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como
proposta a lei de orçamento vigente.
Ato contínuo, ao receber o projeto de LOA em sessão solene (especial),
será procedida no Congresso Nacional a leitura da mensagem do Presidente da
República (merecendo a atenção “sincera” dos parlamentares...). Tal mensagem,
parte obrigatória da LOA, traduz, por meio de palavras, os números e PT
contidos no projeto de lei, fornecendo o Chefe do Executivo uma visão geral dos
estudos efetuados, do comportamento da receita, das perspectivas econômicas
para o próximo ano etc.
Após a leitura, o projeto é encaminhado para a comissão mista, composta
por 84 parlamentares (63 deputados e 2-1 senadores), que tem como presidente
e relator um membro de cada Casa, altemadamente.
A partir daí, a comissão mista serã dividida em subcomissões temáticas,
que abalizarão a proposta de forma “fatiada”, por áreas, de forma a facilitar

1 A CR/1988 dispõe, em seu art. 165, que lei complementar sobre normas gerais de Direito Financeiro disporá
sobre fundos especiais, prazos, orçamento etc. Uma vez que essa lei ainda não foi promulgada - há um projeto
de lei em discussão no Congresso —, a Lei n2 4.320/1964, recepcionada pela nossa Carta Magna, continua
vigindo.
CAMPUS Capítulo 8 — Ciclo Orçamentário 99

Série Provas e Concursos


os trabalhos “técnicos” dos parlamentares. Efetuadas as análises, haverá a
primeira votação no Congresso, no âmbito da subcomissão. O passo seguinte
consiste na reunião das subcomissões, formando novamente a comissão, onde
ocorrera a segunda votação. Até esse momento, tem o Presidente da República
a oportunidade de encaminhar ao Congresso mensagem propondo retificação
no projeto de lei encaminhado, desde que não tenha sido iniciada a votação
da parte que se pretende alterar.
A terceira e última votação ocorre no Plenário do Congresso Nacional,
em sessão conjunta. É preciso destacar que, em matéria orçamentária, o
Congresso funciona como se fosse unicameral, sendo utilizado o Regimento
Comum. Assim, a votação é conjunta (é bem verdáde que o cômputo dos
votos é separado) e, depois de concluída, a lei é encaminhada para sanção
do Presidente. Na esfera federal, a LOA deverá ser aprovada pelo Parlamento
até o encerramento da sessão legislativa, não podendo o Congresso entrar em
recesso caso isso não ocorra. Vale ressaltar, ainda, que se o prazo estabelecido
para a devolução ao Presidente não for cumprido e ultrapassar 30 dias de
atraso, a pauta do Parlamento ficará obstruída e nada mais poderá ser votado
(exceto medida provisória, que, por tratar de assuntos de natureza urgente
e relevante, tem preferência sobre as demais matérias), até que o orçamento
seja aprovado.
Ao receber a LOA, o Presidente dispõe de 15 dias para sancioná-la ou vetá-la.
Caso a aprove, sem vetos, disporá de 48 horas para promulgá-la e enviá-la para a
publicação. Se vetá-la, deverá a LOA voltar ao Congresso, a fim de o Parlamento
decidir se concorda com o(s) veto(s) ou se irá derrubá-lo. De qualquer forma,
após a apreciação, deverá retornar ao Executivo para homologação (não há
que se falar em novos vetos...), o que deverá ocorrer em até 48 horas. Caso o
Presidente não a homologue, deverá o Presidente do Senado fazê-lo; caso isso
não aconteça, a sucessão na responsabilidade pela homologação segue as demais
normas do processo legislativo.
IOO Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

;'5pF^^tótrà^rn^à^^g^no;Sípp|:;í

1'Çoriso! idáçãò; çiòsr:RTs’"(íot Úri idaâe í


.encerramento do
• . exercício' ;'•

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• í- íV e t í-ií' ~ > ■Aceita

.^Rèjéfâ*-?—

No que tange às emendas parlamentares, há regras constitucionais (art. 166)


que precisam ser observadas para que sejam válidas, elencadas a seguir:
• . sejam compatíveis com a PPA e LDO;
• indiquem os recursos necessários, aproveitando apenas os provenientes
de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
- dotações para pessoal;
- serviços de dívida (pagamento do principal ou dos juros);
- transferências tributárias constitucionais para os outros entes
federados.
• sejam relacionados:
CAMPUS Capítuio 8 — Ciclo Orçamentário

~ com correção de erros ou omissão;


- com os dispositivos do texto do projeto de lei.
Ainda em relação às em endas, vale ressaltar o disposto na Lei
na 4.320/1964:

Ârt. 33. Não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem-a:...
a) alterar a dotação soüritada para despesa de custeio, salvo quando provada, nesse ponto a inexatidão
da proposta; ' ’
b) conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos competentes;
c) conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não esteja anteriormente criado;
d) conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo
para concessão de auxíiios e subvenções.

Para uma melhor visualização, apresentamos o quadro a seguir:

ICICLOjORÇAMENTARIO* - U ÍM ®
LDO LOA
Kes|rónsaveij _Pragas Prazos Responsável

10 ’ Fx^ir vo Executivo Executivo

''Legislativo^ Legislativo Legislativo

.Ç/lirnsteioS,. <?, Durante a' 1* de janeiro


r^ue jar Ministérios,
secretaríás;ê'(^efaboraçâo da secretanas e síi a 31 de secretarias e
kfSjíSv}?':®/0 ojtrja orç^c-ís LJA - o ario 5 outros órgãòes-; dezembro do outros orgãos
.do Executivo.- ano seguinte, do Executivo.
J v, ^ V jl / :*
Interno,
ÍMmisfríÔ^^ J 2 J ? ; M i m s t e n ô s , ’ Ministérios,
durante a
U £ g ^ ™ V - ( Legislativo, i execução Legislativo,
AVALÍAÇÃO E
Externo, Tribunal de
CONTROLE" Contas,
durante e
^ ç í^ ^ in ó s T f im ’ ’ sociedade apos o fim sociedade
,.da:exeçüçáp: da execução.' civil.
* O ciclo é semelhante nos esiaaos e nos municípios, com algumas variações de data, conforme
determinaram a Constituição Estadual e o Regimento interno da Assembléia Legislativa ou a
Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara Municipal.
102
Séfie Provas e Concursos Orçamento Público •— José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

8 .1. Questões de Concursos Anteriores


1. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) Considere a s seguintes afirmações.
i. O projeto do piano plurianual, para vigência até o final do primeiro
exercício fin an ce iro do m andato p re sid e n c ia l su b seq ü e n te, se rá
encaminhado até quatro m eses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro e devolvido para sanção até encerramento da sessão
legislativa.
II. O projeto de lei de diretrizes orçam entárias se rá encaminhado até se is
m eses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para
sanção até encerramento da se ssã o legislativa,
lii. O projeto de lei orçamentária da União se rá encaminhado até quatro
m eses antes do enceramento do exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da se ssã o legislativa.
Somente está correto o que se afirma em:
a) I; d) I e III;
b) II; e) II e lli.
c) i e II

2. (Anaiista Administrativo - NCE/UFRJ - ANTT/2005) As decisões relativas à elabo­


ração do orçamento governamental podem ser classificadas, segundo b processo
decisório, em processo descendente, processo ascendente ou processo misto.
Uma vantagem do processo ascendente, pelo qual os objetivos são estabelecidos
pelos órgãos inferiores e aprovados pela cúpula do governo, é:
a) maior mobilidade de ação;
b) maior conhecimento das necessidades gerais;
c) maior motivação e compreensão dos órgãos executores;
d) melhor adequação dos recursos aos objetivos;
e) menor possibilidade de duplicação de serviços.

3. (Anaiista Adm inistrativo - NCE/UFRJ - A N TT/2005) A elaboração da lei


orçamentária é a etapa que caracteriza a Idéia de processo orçamentário e
configura um processo legislativo especial, compreendendo as seguintes fases:
iniciativa, discussão, sanção, veto e promulgação e publicação. Na fase de:
a) iniciativa, é traduzida a responsabilidade pela apresentação do projeto de íei
ao Legislativo, sendo que essa iniciativa é dita vinculada por estar o Executivo
obrigado ao prazo fixado;
b) discussão, os trabalhos envolvem debates em plenário onde se têm etapas tais
como a elaboração e proposição de ementas por parte do relator;
c) sanção, o titular do Poder Executivo está obrigado a sancionar o projeto na forma
enviada peio Legislativo;
d) veto, o titular do Poder Executivo pode vetar total ou parcialmente o projeto de
lei dentro de 30 dias úteis de seu recebimento, sem necessidade de exposição
de motivos;
e) promulgação e publicação, o projeto de iei é transformado em lei, sendo que a
promulgação torna a íei de cumprimento obrigatório e a publicação é um ato
declaratório que mostra sua executabilidade.
CAMPUS Capítulo 8 — Cido Orçamentário 103

Série Provas e Concursos


4. (Analista Adm inistrativo - NCE/UFRj - ANTT/2005) O processo tradicional
de elaboração de orçamento toma por base as atividades do exercício
anterior e a elas acrescenta incrementos compensadores de inflação, dentre
outros, sem revisão global e detalhada das operações e seus custos, já
o processo conhecido como “orçamento por estratégia” ou “orçamento
base-zero”, que exige de cada adm inistrador uma justificativa detalhada
de cada recurso solicitado, revê e prioriza as d ive rsa s funções de todas
as unidades, objetivando reduções de custo e realocaçãode recursos. Uma
característica do “orçamento por estratégia” é:
a) grande participação dos níveis hierárquicos superiores;
b) maior agilidade e menor custo em sua eíaboração; .-
c) gerar poucos documentos auxiliares em sua preparação; V,
d) prescindir de treinamentos e ações motivacionais; _ ”
e} concentrar a atenção na análise de objetivos e necèssjdadés;.

5. (Cespe/UnB ~ANS - Analista Administrativo/2005) A Administração Pública utiliza


instrumentos legais» tais como o Plano Plurianual, ásdirétrizes orçamentárias, o
orçamento e os créditos adicionais, para realizar as suas atividades. No processo
de elaboração, aprovação, acompanhamento e fiscalização dos instrumentos
referenciados, utiüzam se métodos, técnicas e princípios orçamentários. A
respeito desse assunto, juigue os itens seguintes.
-> As etapas que compõem o processo orçamentário do governo federal incluem a
fixação das metas de resuitado fiscal, a previsão da receita, o cálculo da necessidade
de financiamento do governo centra!, a fixação dos valores para as despesas
obrigatórias, a eíaboração das propostas setoriais com a sua consolidação, o
processo legislativo, a sanção da lei e a execução orçamentária.
Na metodologia atual de elaboração do orçamento federal, o programa é
constituído de ações que têm por finalidade combater as causas do problema de
determinado púbíico-alvo, devendo existir relação consistente de causa e efeito
entre o problema a resolver e os atributos do programa.

6. (Contador - NCE/UFRJ - UFRJ/2004) O orçamento do Município de Tigana


está em processo de elaboração. Com relação aos prazos e condições
pertinentes a tal processo, pode-se afirmar que:
a) a elaboração do orçamento consiste em indexação do orçamento anteriormente
executado peía inflação do período;
b) cabe ao Poder Legislativo elaborar a proposta orçamentária;
c) devem ser elaboradas duas propostas, cabendo ao Legislativo escolher a mais
adequada à realidade do Município;
d) a proposta elaborada deve abranger toda a Administração;
e) a le i de Responsabilidade Fiscal (LRF)-Lei Complementar r^ 101/2000 -proíbe que
o orçamento de um ano seja superior ao do exercício imediatamente anterior.

7. (AFC/2004) Pesquisando as experiências na área orçam entista, podem-


se encontrar diversos processos de elaboração de orçamento, nos quais
a presença de maior ou menor grau de ação planejada provoca grandes
contrastes. A ssinale a definição que identifica o orçamento de desempenho.
a) Processo orçamentário que se apóia na necessidade de justificativa de todos os
programas cada vez que se inicia um novo ciclo.
b) Processo orçamentário em que é explicitado apenas o objeto de gasto.
c) Processo orçamentário que representa duas dimensões do orçamento: objeto de
gasto e um programa de trabalho, contendo as ações desenvolvidas.
104 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

d) Orçamento elaborado por meio de ajustes marginais nos seus itens de receita e
despesa.
e) Processo orçamentário que se apóia no critério de alocação de recursos por meio
do estabelecimento de um quantitativo financeiro fixo.

8. (Anaiista Judiciário - TR F - 4a Região/2001) É vedada a movimentação sem


prévia autorização legislativa, de recursos orçamentários:
a) de uma categoria de programação paraoutra, apenas;
b) de um órgão para outro, apenas;
c) de um Poder para outro, apenas;
d) do orçamento fisca! e da seguridade para cobrir déficit de empresas, fundações
e fundos, mesmo que não compreendidos nos orçamentos constantes de Lei
Orçamentária Anual;
e) de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro.

9. (AFC/2001) Assinale a única opção que é pertinente ao orçamento tradicional,


e não ao orçamento-programa.
a) Os principais critérios classificatórios são unidades administrativas e eíementos.
b) Na elaboração do orçamento, são considerados todos os custos dos programas,
inclusive os que extrapolam o exercício.
c) A estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de
planejamento.
d) A locação de recursos visa à consecução de objetivos e metas.
e) Existe utilização sistemática de indicadores e padrões de medição de trabalho e
dos resultados.

10. (APO-MPOC/2001 >Identifique entre a s opções abaixo a definição correta de


Orçamento-Programa “Base-Zero”.
a) É o orçamento onde são identificadas as metas ou os objetivos a serem
mensurados.
b) É o orçamento onde não existem direitos adquiridos sobre as verbas anteriormente
outorgadas.
c) É o orçamento que introduz um instrumento consistente de análise para todos os
níveis de governo.
d) É o orçamento que permite verificar, por meio do programa, os objetivos a
serem alcançados, restando definidos, também, os eíementos de custos de um
programa.
e) É aquele que apresenta os objetivos e as metas para as quais a Administração
Pública solicita dotações necessárias.

11. (APO - MPOG/2001) O planejamento no orçamento-programa envolve


várias etapas. Identifique a opção que não é pertinente ao planejamento
no orçamento-programa:
a) estabelecimento das prioridades;
b) identificação das metas;
c) computação dos custos de programas alternativos;
d) mensuração dos benefícios de programas alternativos;
e) escolha da alternativa que maximiza o custo e que se converte em um programa.
CAMPUS Capítuio 8 — Ciclo Orçamentário 105

Série Provas e Concursos


12. (AGU/1999) As finanças públicas se inscrevem na área do Direito Financeiro
e as norm as respectivas são de competência:
a) exciusiva da União;
b) exclusiva da União e suplementar dos Estados, do Distrito Federai e dos
Municípios;
c) concorrente da União, dosEstados e do Distrito Federal; .
d) comum da União, dosEstados e do Distrito Federal,; ^es.uplementar dos
Municípios; : .7;:- ■
e) privativa da União e dos Estados. .

13. (AFC - 5TN/1997) A ênfase no objetivo do gasto, ao invés da preocupação


com a categoria econômica do dispêndio, dem onstra que se trata de um
orçamento:
a) tradicional; d) orçamento-programa;
b) participativo; e) orçamento de desempenho.
c) base-zero; " ,

14. {Consultor de Orçamento - Senado/1996) Com relação à estru tu ra do


orçam ento público, p rev ista na C onstituição Federal, ju lg u e os itens
abaixo.
a) O Plano Plurianual que é o plano de investimento; é;instituído por lei que
compreenderá as metas e as prioridades da Administração Pública federai, disporá
sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação
das agências financeiras oficiais de fomento.
b) O princípio orçamentário da exclusividade foi adotado na Constituição Federal,
pois há vedação de a Lei Orçamentária Anual conter dispositivo estranho à
fixação da despesa e à previsão da receita, salvo autorização para a abertura de
crédito suplementar e para a contratação de crédito, ainda que por antecipação
de receita.
c) Os projetos de iei do Plano Plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento
anua! são de iniciativa exciusiva do Presidente da Republica e serão apreciados
pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma de regimento comum, cabendo
a uma comissão mista permanente de senadores e deputados examiná-ios e
emitir parecer relativo aos mesmos.
d) Os créditos especiais extraordinários terão vigência, sem exceção, apenas no
exercício financeiro em que forem autorizados. Por outro lado, o investimento
que ultrapassar um exercício financeiro tem de estar incluído no Piano Plurianual,
sob pena de não ser autorizado.
e) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional
para propor modificação nos projetos de lei do Plano Plurianual, das diretrizes
orçamentárias e do orçamento anual, somente antes de iniciada a votação pelo
Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

15. (PFN/1992) Editar normas gerais de Direito Financeiro:


a) compete privativamente à União;
b) é competência comum da União, dos Estados, do DF e dos Municípios;
c) é da competência da União, não estando, porém, excluída a competência
suplementar dos Municípios;
d) é competência concorrente da União, dos Estados, do DF e dos Municípios;
e) é de competência de União, não estando porém excluída a competência
suplementar dos Estados.
106 Orçamento Público —-José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEV3ER
Séfíe Provas e Concursos

Questões de Bancas Diversas


16. Em matéria de orçamento, é certo afirmar que:
a) cabe à lei complementar, entre outros casos, estabelecer normas de gestão
financeira e patrimonial da Administração Direta e Indireta;
b) o Poder Executivo publicará, até cinco dias depois do encerramento de cada
trimestre, relatório da execução orçamentária;
c) é vedado, em qualquer hipótese, conter na Lei Orçamentária Anual dispositivo
estranho à previsão da receita e a fixação da despesa;
d) leis de iniciativa dos três Poderes estabelecerão o Plano Plurianual, os orçamentos
qüinqüenais e as diretrizes orçamentárias;
e) cabe à lei ordinária, entre outros casos, determinar condições para a instituição
de fundos.

17, A Constituição de 1988 introduziu profundas alterações no processo de


alocação de recursos financeiros da União, que passou a basear-se em
três elementos: o Plano Plurianual, a Lei de D iretrizes Orçam entárias e o
orçamento anual. Na Lei Orçamentária Anual do Governo Federal, estão
estim adas as receitas e desp esas referentes a qual(is) orçamesito(s)?
Identifique a opção correta.
a) Orçamento fiscal.
b) Orçamento fiscal e da Seguridade Social.
c) Orçamento fiscal e orçamento de investimento.
d) Orçamento fiscal, de seguridade social e de investimento.
e) Orçamento fiscal e monetário.

18. O critério de classificação das contas públicas é de grande importância


para a compreensão do orçamento. V árias são a s razões pelas quais deve
existir um bom sistem a de classificação no orçamento. A ssin ale a opção
errada.
a) Desenvolver a organização política e, de modo especial, restaurar as atribuições
do Poder Legislativo.
b) Proporcionar uma contribuição efetiva para o acompanhamento da execução do
orçamento.
c) Determinar a fixação de responsabilidades.
d) Facilitar a formulação de programas.
e) Possibilitar a análise dos efeitos econômicos das ações governamentais.

19. A s e m e n d a s à p ro p o sta o rç a m e n tá ria d e ve m s e r a p r e s e n t a d a s ,


especificamente:
a) à mesa da Câmara;
b) à mesa do Senado;
c) ao Presidente da Republica;
d) ao Ministério da Fazenda;
e) à Comissão Mista Permanente.
CAMPUS Capítulo 8 — Ciclo Orçamentário 107

Série Provas e Concursos


20. ju lg u e os itens abaixo.
-> Caso o orçamento só venha a ser aprovado em 17 de fevereiro, usa-se o orçamento
do ano anterior.
-> O processo orçamentário abrange a elaboração da proposta, discussão, votação,
execução e controle.
O orçamento tradicional baseia-se na necessidade de recursos das unidades
orçamentárias.
-> O cicio orçamentário compreende as seguintes fases: elaboração, aprovação,
execução e controie.

21. O ciclo orçamentário é a seqüência das etapas desenvolvidas pelo processo


orçam entário. A ssin a le a única opção co rreta no tocante à etapa de
elaboração do orçamento.
a) É fase de competência do Poder Legislativo.
b) Constitui a concretização anual dos objetivos e metas determinadas para o setor
público, no processo de planejamento integrado. . ......
c) Compreende a fixação de objetivos concretos para ò período considerado, bem
como o cálculo dos recursos humanos, materiais é financeiros, necessários à
sua materialização e concretização. : *
d) Configura-se na necessidade de que o povo, através de-seus representantes,
intervenha na decisão de suas próprias aspirações, bem como na maneira de
alcançá-las.
e) É a etapa que impõe a necessidade de um sistema estatístico, cuja informação
básica se obtém em cada uma das repartições ou órgãos;

22. A partir do ano 2000, o orçamento público no Brasil foi elaborado com base
nas modificações dispostas pelo Decreto n9 2.829/1998 e na Portaria 42/1999,
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O eixo principal dessas
modificações foi a interligação entre o planejamento governamental (PPA) e o
orçamento (LOA). Identifique o principal instrumento de iigação entre os dois.
a) Função. d) Projetos.
b) Programas. e) Operações especiais.
c) Subprogramas.

23. Quanto à natureza econôm ica da receita e da d e sp e sa , o orçam ento


brasileiro, a partir de 2000, passou a apresentar duas contas. A ssin ale a
opção correta.
a) Operações de crédito e juros da dívida pública.
b) inversões financeiras e receita de contribuição.
c) Poupança e déficit.
d) Corrente e de capitai.
e) Receita tributária e despesa de pessoal.

24. A ssinale, nas afirm ativas abaixo, a única que não é verdadeira.
a) A função representa o maior nível de agregação das ações do governo nos
diversos setores.
b) Os subprogramas representam objetivos globais.
c) 0 programa é o desdobramento das funções.
d) Os projetos e atividades representam o conjunto de ações destinadas à
materialização dos objetivos dos programas e subprogramas.
e) 0 programa é subdividido em subprogramas.
108 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Séfie Provas e Concursos

25. O Orçamento Geral da União para o ano de 2000 foi elaborado com base no
disposto pelo Decreto ns 2.829/1998 e na Portaria ne 42/1999, do Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão. A ssim , dentro das novas definições
de função e programa, os programas têm quatro objetivos específicos.
A ssin ale a opção errada.
a) Finalísticos.
b) De gestão de políticas públicas.
c) De serviços ao Estado.
d) De investimentos reais.
e) De apoio administrativo.

26. Reduzir desigualdades Inter-regionals, segundo critério populacional, em


iinha de compatibiiização com o Piano Plurianual, está entre as funções:
a) dos orçamentos fiscais e da Seguridade Social;
b) da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do orçamento fiscal;
c) dos orçamentos da Seguridade Socia! e de investimento das empresas da União;
d) do orçamento de investimento das empresas da União e da Lei de Diretrizes
Orçamentárias;
e) dos orçamentos fiscal e de investimento das empresas da União.

27. Entre os principais problemas associados à estrutura e ao conteúdo do


Orçamento Geral da União (OGU), até a reforma constitucional de 1988,
destaca-se:
a) a fraca relação entre planejamento e orçamento;
b) a falta de transparência no registro das transferências intergovernamentais;
c) a exagerada abrangência do orçamento, notadamente quanto às despesas de
caráter social;
d) a falta de parâmetros que permitissem melhor avaliação dos programas;
e) a ausência de um adequado sistema de análise econômica que fundamentasse
as hipóteses consideradas na elaboração do orçamento.

28. Em relação aos procedimentos no processo orçamentário, no nívei federal,


julgue os itens abaixo.
a) Cada um dos três Poderes é responsável pela elaboração da proposta orçamentária
a ser encaminhada ao Congresso Nacional.
b) A Lei das Diretrizes Orçamentárias deve ser elaborada em conjunto com a Lei
Orçamentária Anual, de forma a orientar a execução das despesas relativas ao
exercício financeiro seguinte.
c) O projeto da Lei Orçamentária Anuaí deve ser enviado ao Congresso Nacional
até três meses antes do início do exercício financeiro seguinte.
d) 0 Presidente da República poderá encaminhar mensagem retificativa à proposta
orçamentária, desde que não tenha sido iniciada a votação da parte cuja alteração
esteja sendo proposta na comissão mista de deputados e senadores, responsável
pela redação finai do projeto.
e) A discussão e a votação da proposta orçamentária acontecerão em sessão
conjunta das duas Casas do Congresso Nacional.
CAMPUS Capítulo 8 — Cido Orçamentário

Questões Comentadas
29. (FCC - MPU - Técnico de Controle interno ~ 2007) Sobre o Sidor, é correto
afirmar que:
a) é administrado pefa Secretaria da Receita Federal.
b) é utilizado para a elaboração da proposta orçamentária.
c) Agiiiza o registro dos dados contábeis das unidades orçamentárias.
d) Utiliza o sistema de partidas dobradas. .
e) Controfa os limites financeiros de cada unidade administrativa.
Opção B. O Sistema Integrado de Dados Orçamentários (Sidor) é um sistema
informatizado por meio do qual é elaborado o orçamento federal, operacionali-
zado pelo MPOG. As outras opções fazem referência ao Siafi, oútro aplicativo
usado pelo governo federal que cuida da execução financeirq-orçamentária.

30. (APO - MPOG/2001) Para o orçamento gerai da União do exercício de 2000,


foram introduzidas as m odificações na classificação com a finalidade
de privilegiar o aspecto gerencial do orçamento. Identifique o objetivo
principal d e ssa s modificações.
a) Viabilizar, por meio da função e da subfunção, a produção de um bem ou serviço
específico.
b) Apresentar o maior nível de desagregação das diversas áreas da despesa pública
através da função.
c) Interligar o planejamento (PPA) e o orçamento (LOA) por intermédio de programas.
d) Envolver o conjunto de operações não-limitadas no tempo das quais resulte um
produto para a expansão ou aperfeiçoamento de ações do governo.
e) Estabelecer leis orçamentárias e, nos balanços, a identificação por códigos
definidos pelos diversos níveis de governo.
Opção C. Quanto às demais opções, a produção de um bem ou serviço é
viabilizada por meio de um programa de trabalho. A função é o maior nível
de agregação. As opções D e E trazem conceitos misturados.

31. (AFC - FTN/1997) O ciclo orçamentário é o processo contínuo pelo qual


receitas e gastos em projetos e program as são propostos, aprovados e,
finalmente executados. Este ciclo tem quatro fa se s d istintas. A ssin ale
abaixo a única opção que não é uma fase do cício orçamentário.
a) Formulação e apresentação pelo Executivo.
b) Autorização do governo.
c) Programação financeira.
d) Execução e controle.
e) Auditoria.
Opção C. A programação financeira (fluxo de arrecadação e de pagamento) não
impacta, salvo melhor juízo, o planejamento orçamentário. Poderá afetar o ritmo
da execução orçamentária. Caminham pari passu, mas são atividades distintas.
O ciclo orçamentário é composto das seguintes fases: elaboração, aprovação,
execução e controle. Excetuando-se a opção C, todas tratam disso. A auditoria,
nos termos da IN na 1, da SFC, é uma ferramenta de controle.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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32. Quanto à execução orçamentária:


a) a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso
deverão ser publicados em até 60 dias da publicação do orçamento;
b) recursos vinculados à finalidade específica poderão ser utilizados para atender
a objetos diversos de sua vinculação, desde que ta! fato ocorra em exercício
diverso daquele em que ocorrer o ingresso;
c) se verificado ao final de um exercício que a receita não comportará ò cumprimento
das metas de resultado primário ou nominal, estabelecidas no anexo de metas
fiscais, o executivo promoverá nos trinta dias subseqüentes, limitação de
empenho, segundo critério fixado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias;
d) obrigações constitucionais e legais do ente poderão ser objetos de limitação;
e) no caso de Legislativo Judiciário e Ministério Público não promoverem a limitação de
empenho quando necessário, o Poder Executivo não está autorizado a promovê-lo.
Opção E. A programação financeira deverá ser publicada até 30 dias da
publicação do orçamento e recursos vinculados somente podem ser aplicados
no objeto ao qual estão vinculados, em qualquer exercício. A verificação do
comportamento da receita é feita ao final de cada bimestre e as obrigações legais
do ente não podem ser objeto de limitação. Assim, as únicas transferências que
poderão não ser repassadas, em caso de sanção, são as voluntárias.

33. A respeito do tratamento constitucional e doutrinário vigente conferido


ao orçamento público, julgue os itens abaixo.
a) A disciplina básica do orçamento público é estabelecida pela Constituição da
República, que estatui os seus princípios e as regras que tratam da receita e da
despesa, desde a autorização para a cobrança de tributos até a previsão para
os gastos, sertdo reconhecida pela doutrina a existência de uma verdadeira
constituição orçamentária.
b) O Plano Decenal, o Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento
anual constituem etapas do planejamento orçamentário.
c) Salvo em caso de calamidade pública ou social, é vedada, expressamente, a
realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os
créditos orçamentários ou adicionais.
d) Não é possível, em nenhuma hipótese, a rejeição do projeto de Lei Orçamentária
Anual.
e) No que concerne à histórica e polêmica questão doutrinária relativa à natureza
jurídica do orçamento, na conhecida e clássica posição de Leon Duguit, o
orçamento tem estrutura e natureza complexas: no tocante à receita, é uma lei
quando autoriza a cobrança de tributos; no que diz respeito à fixação da despesa,
tem natureza administrativa ou de ato-condição.
Gabarito
a) Verdadeiro. A CR de 1988 explicita, com grau de detalhamento razoável,
as normas para confecção e execução da LOA, explicitando conteúdo,
forma de elaboração, responsabilidades, prazos, emendas, vedações etc.
b) Falso. Não existe plano decenal no âmbito orçamentário e, de qualquer forma,
as etapas do orçamento são: elaboração, aprovação, execução e controle.
CAMPUS Capítulo 8 — Ciclo Orçamentário

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c) F a lso . Em nenhum a situação a despesa poderá ultrapassar os
créditos ordinários e adicionais. Para isso, foram criados os créditos
extraordinários.
d) Falso. Ultrapassado o prazo de encaminhamento ao Legislativo, poderá este
Poder levar em consideração a última LOA aprovada como referência. Há a
possibilidade, ainda, do veto por parte do Executivo,, quando da devolução
do Parlamento para sanção. ' "
e) Verdadeiro. De fato, o orçamento em nosso País tem natureza dúbia.
Formalmente é uma lei, visto que tem rito de lei, processo administrativo
típico de uma lei ordinária, com algumas peculiaridades (o Congresso, em
matéria orçamentária, funciona como se fosse unicameral). Materialmente,
é um ato administrativo, visto que o assunto abordado na LOA é típico
de um ato administrativo. Cumpre ressaltar, contudo, que não é condição
atualmente, segundo doutrina majoritária, pára a cobrança de tributos, a
inclusão na LOA. Requer-se, apenas, a existência dé lei prévia (federal, visto
que somente a União possui competência residual) que crie o imposto ou
o majore.

34. Instituído pela Constituição da República de 1988, o sistem a orçamentário


brasileiro é formado por três instrum entos: o Plano Plurianual (PPA), a
Lei de D iretrizes Orçamentárias e o orçamento anual. Acerca dos citados
Instrum entos, julgue os itens a seguir.
a) O PPA do DF, cujo período de vigência deve coincidir com o mandato do
governador, tem como finalidade estabelecer por região administrativa, as
diretrizes, os objetivos e as metas, quantificados física e financeiramente, da
Administração Pública, para as despesas de capital e outras delas decorrentes,
bem como para as relativas a programas de duração continuada.
b) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) trouxe novos conteúdos para a LDO;
assim, ao mesmo tempo em que estabelece diretrizes para a elaboração da lei
orçamentária, a LDO passa a ser um pré-orçamento, estabelecendo metas de
resultado, estimando as receitas nas suas principais fontes e fixando as despesas
por funções de governo.
c) Considere a seguinte situação hipotética. Um projeto de Lei Orçamentária Anuai
foi encaminhado ao Poder Legislativo, prevendo a realização de um conjunto
de investimentos que não constavam da lei do PPA. Nessa situação, para que
a aprovação da lei orçamentária seja constitucional, o reiator da matéria deve
propor que essa lei seja aprovada com a referida programação, ressalvando,
entretanto, que os investimentos cuja execução ultrapasse um exercício
financeiro, só poderão ser iniciados após sua inclusão no PPA.
d) De acordo com a LRF, as LDO, dentre outros conteúdos, disporão acerca do
equilíbrio entre receitas e despesas no Anexo de Metas Fiscais, e estabelecerão
metas anuais para a redução e eliminação de eventuais déficits orçamentários
de maneira progressiva durante a vigência do PPA.
Orçamento Público — josé Carfos Oliveira de Carvalho ELSEV1ER

e) Considere a seguinte situação hipotética. Um projeto de íei de iniciativa do Poder


Executivo propõe a criação de cargos de médicos e de outros profissionais com
vistas a ampliar o número de equipes do programa de Saúde da Família. Nessa
situação, como se trata de despesas novas de caráter continuado, o projeto, de
acordo com a Constituição da República, deve vir acompanhado de estimativa
de impacto orçamentário-financeiro e de declaração do ordenador da despesa de
que o projeto tem adequação à Lei Orçamentária e compatibilidade com o PPA e
com a LDO. Para que a proposição possa ser apreciada, será necessário, ainda,
que exista dotação orçamentária suficiente e autorização específica na LDO.
Gabarito
a) Falso. A vigência do PPA não coincide com o mandato do governador. Ele
é elaborado no primeiro ano do mandato para viger nos quatro seguintes
(três anos dentro e um fora, já sob a gestão de outro agente político, caso
não haja reeleição). Dessa forma, enquanto o PPA é preparado, vige o
último ano do plano anterior.
b) Falso. A LDO não estima a receita nas principais fontes, bem como não
fixa a despesa por funções. Isso cabe ao orçamento.
c) Falso. A programação somente pode ser aprovada se estiver de acordo com
o PPA (condição PRÉVIA). Infelizmente, o que vem ocorrendo na prática é
que o orçamento vem sendo aprovado como quer o Executivo, ignorando
o PPA e, nos artigos finais, consta a seguinte informação: “Fica o PPA
ajustado no que for pertinente”(Q- Ou seja, há uma inversão: decide-se o
que se quer fazer (sem se preocupar com o plano estratégico) e, depois,
emenda-se. Cumpre ressaltar que hã um momento especial para revisão do
PPA (visto que todas as leis são dinâmicas e admitem ajustes). Na esfera
federal, até o dia 30 de junho de cada ano; nos Estados e Municípios, em
função do prazo previsto em cada documento.
d) Falso. A LRF não dispõe que haverá eliminação de eventuais déficits
orçamentários durante a vigência do PPA.
e) Verdadeiro. A opção E traz exigências definidas pela Lei de Responsabilidade
Fiscal, estabelecidas com o intuito de evitar que despesas sejam criadas
sem a correspondente receita necessária à sua realização.

35. Ainda acerca do orçamento público, ju lg u e os itens a seguir.


a) O Plano Plurianua! deve ser instituído por lei e deverá estabelecer, de forma
regionalizada, diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital e outras
delas decorrentes e para as despesas relativas aos programas de duração
continuada.
b) O orçamento da União é apreciado peias duas Casas do Congresso Nacional, na
forma de regimento comum, cabendo à comissão mista de orçamento emitir parecer
sobre as emendas antes de serem apreciadas pelo Plenário das referidas casas.
CAMPUS Capítulo 8 — Cicio Orçamentário

c) O Presidente da República poderá, mediante mensagem enviada ao Congresso


Nacional, propor modificações nos projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, às
diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual, antes de ser concluída a votação, no
Plenário das Casas do Congresso Nacional, da parte cuja alteração é proposta.
d) O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias será encaminhado pelo Presidente
da República ao Congresso Nacional até oito meses antes do encerramento
do exercício financeiro, e será devolvido para a sanção áíé o encerramento do
primeiro período da sessão legislativa.
e) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão cumprir o limite
de despesas de pessoal ativo e inativo, estabelecido tíâ LRF, devendo, se for
o caso, reduzir em, pelo menos, 20% as despesas com. cargos em comissão e
funções de confiança bem como exonerar os servidores não-estáveis. Se essas
medidas não forem suficientes para assegurar o cumprimento do referido limite,
o servidor estável poderá perder o cargo e este será extinto, sendo vedada a
criação do cargo, emprego ou função com atribuições, iguais ou assemelhadas
por um prazo de quatro anos.
Gabarito
a) Verdadeiro. A Constituição foi reproduzida nesta questão», em especial o
art. 165.
b) Verdadeiro. Novamente a CR/1988 foi reproduzida. As questões
orçamentárias que abordam a Carta Magna costumam ser literais.
c) Falso. Antes de iniciada a votação na comissão.
d) Falso. Deverá ser encaminhado pelo presidente até 8,5 meses do
encerramento do exercício.
e) Verdadeiro. A questão foi extraída do art. 169 da CR de 1988. Vale ressaltar
que as medidas apontadas deverão ser implementadas na seqüência
apresentada.

36. Acerca do orçamento público, julgue os ítens que se seguem.


a) A linha dominante nas discussões relativas à natureza jurídica do orçamento
público é a de que o orçamento, uma lei material porque provém do Poder
Legislativo que, no entanto, não gera direitos subjetivos.
b) O princípio da exclusividade da matéria orçamentária, prevê que a lei orçamentária
não conterá dispositivo estranho à previsão de receita e afixação de despesa, ao
passo que o princípio da universalidade orçamentária, no âmbito do DF, prevê
que o orçamento anual deverá ser detalhado por região administrativa e terá
como função a redução das desigualdades intra-regionais.
c) O princípio orçamentário da não-afetação da receita veda a vincu fação da receita
de impostos a órgãos, fundo ou despesa, ressalvadas as destinações feitas pela
Constituição da República ou, no caso do DF, pela LODF.
d) Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá
ser iniciado sem prévia inclusão no Plano Plurianual, bem como é vedado o início
de programas ou projetos não-inclusos no PPA.
e) Os créditos adicionais são considerados exceção ao princípio clássico da
unidade orçamentária, entre os quais se encontram os créditos extraordinários
destinados ao atendimento de despesas urgentes e imprevisíveis que podem,
em determinada situação, ser incorporados ao orçamento do exercício financeiro
subseqüente ao de sua abertura.
Orçamento Púbiico — José Cartos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Gabarito
a) Falso. O orçamento é uma lei em sentido formal, em função de seu rito
(iniciativa, competência etc.). Em sentido material, é ato administrativo.
b) Falso. O princípio da universalidade determina que o orçamento conterá
todas as receitas e despesas.
c) Verdadeiro. O imposto é uma modalidade tributária que tem como fato
gerador uma situação independente de qualquer contraprestação estatal.
Não se vincula, desta forma, a nada. Os contribuintes pagam impostos não
. porque receberão algo em troca, diretamente, mas porque têm capacidade
contributiva.
d) Verdadeiro. Foi reproduzido o art. 167 da CR/1988.
e) Falso. Os créditos correspondem a uma exceção ao princípio da
ANUALÍDADE.

37. A Contabilidade Pública é atípica à adm inistração:


a) das autarquias estaduais;
b) dos fundos especiais;
c) do governo estadual;
d) das secretarias estaduais;
e) das empresas estatais.
Opção E. Essas entidades da Administração Indireta, por serem pessoas jurídicas
de direito privado, deverão obedecer ao disposto na Lei nfl 6.404, de 1976, no
que diz respeito à contabilidade, ao Decreto n- 9.295, de 1946, e às Resoluções
do CFC. Em caráter complementar, por envolverem recursos públicos, seguirão,
também, a Lei n2 4.320, de 1964. As demais opções tratam de entes sujeitos a
esta lei, expressamente mencionadas no artigo que trata da abrangência.
Capítulo

A Lei Orçamentária Anual (LOA)

Quanto ao conteúdo da LOA, a Lei na 4.320/1964 dispõeo seguinte:

Art. 22. A proposta orçamentária que o Poder Executivo encaminhará ao Poder Cegisiativo nos prazos
estabelecidos nas Constituições e nas Leis Orgânicas dos Municípios, compòr-se-á:
!—Mensagem, que conterá: exposição circunstanciada da situação econômico-financeira, documentada
com demonstração da dívida fundada e flutuante, saldos de créditos especiais, restos a pagar e outros
compromissos financeiros exigíveis; exposição e justificação da política econômico-fmanceira do Governo;
justificação da receita e despesa, particularmente no tocante ao orçamento de capital;
II - Projeto de Lei de Orçamento;
líl - Tabelas explicativas, das quais, além das estimativas de receita e despesa, constarão, em
colunas distintas e para fins de comparação:
a) a receita arrecadada nos três últimos exercícios anteriores àquele em que se elaborou
a proposta;
b) a receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta;
c) a receita prevista para o exercício a que se refere a proposta;
d) a despesa realizada no exercício imediatamente anterior;
e) a despesa fixada para o exercício em que se elabora a proposta; e
f) a despesa prevista para o exercício a que se refere a proposta.
IV - Especificação dos programas especiais de trabalho custeados por dotações globais, em termos de metas
visadas, decompostas em estimativa do custo das obras a realizar e dos serviços a prestar, acompanhadas
de justificação econômica, financeira, social e administrativa.
Parágrafo único. Constará da proposta orçamentária, para cada unidade administrativa, descrição sucinta
de suas principais finalidades, com indicação da respectiva legislação. (Grifos nossos)

A Constituição prevê, ainda, em seu art. 165, que a LOA conterá três
orçamentos, a saber:
Orçamento Público — josé Caríos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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§ Ss. A Lei Orçamentária Anual compreenderá:


I - o orçamento fiscaí referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Publico;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a ünião, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da admi­
nistração direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos peío Poder Público.

Vale ressaltar que o fato da LOA conter três orçamentos (com três previsões
de receita e três conjuntos de despesas fixadas) não fere o princípio da unidade.
A idéia de segregar os orçamentos decorre, inclusive, de outro dispositivo
constitucional: com os recursos segregados, fica mais fácil garantir que os
valores destinados à seguridade social sejam, de fato, aplicados nas áreas de
saúde, assistência e previdência social, não sendo objeto de desvio.
A fim de imprimir transparência aos atos orçamentários, bem como os
impactos decorrentes da renúncia de receita, a CR/1988 previu, ainda, que o
projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado
do efeito, sobre as receitas e despesas, de corrente de isenções, anistias, remissões,
subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.
No que concerne à “função social” do orçamento, é preciso mencionar que os
orçamentos fiscal e de investimentos, compatibilizados com o Plano Plurianual,
terão, entre suas funções, a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo
o critério populacional.
A Constituição destaca, ainda, que os recursos que, em decorrência de veto,
emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas
correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
Nesse díapasão, regulamenta, ainda, uma série de vedações que deverão ser
observadas:

Art. í67. São vedados:


I ~ o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual.
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os cré­
ditos orçamentários ou adicionais.
III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das
despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com
finalidade precisa, aprovadas pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
IV - a vinculação de receita de imposto e órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a
repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de
CAMPUS Capítulo 9 —■
A Lei Orçamentária Anuaí (LOA) 117

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recursos para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como
determinado, respectivamente, pelos arts. 198, §2-, e 212, e a prestação de garantias às operações de crédito
por antecipação de receita, previstas no art. Í65, § 8a, bem como o disposto no § 4a deste artigo;
V- a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização
legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.
VI - Á transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra­
mação para outra de um órgão para outro, sem prévia autorizàçãò legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados.
Vlíl-a utilização, sem autorização legislativa especifica, de recursos dos
orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir
déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, § 5fi.
iX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização
legislativa. „
X-a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos inclusive por antecipação
de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de des­
pesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federai e dos Municípios.
Xi - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que
trata o art. 195,1, a, e El, para a realização de despesas distintas do pagamento de
benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201.
§ Ia. Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro
poderá ser iniciado sem prévia inclusão no Flano Plurianual, ou sem lei que autorize
a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
§ 4a. é permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem
os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157,158 e 159, f a e b, e II, para a prestação de
garantia ou contra garantia à União e para o pagamento de débitos para com esta.
(Grifos nossos.)

Cumpre destacar, ainda, que, nos termos da Constituição, os recursos


correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo ejudiciário
e do Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês.

9. i . Modelos de Orçamento
É possível identificar, ao longo do tempo, três modelos de orçamento em
nosso País: o (1) tradicional, o (2) de desempenho e o (3) programa.
Orçamento Publico — josé Carlos Oliveira de Carvaiho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

O primeiro tinha como foco as unidades orçamentárias. Dessa forma, os


recursos eram alocados aos Ministérios e às Secretarias, evidenciando como
principal critério de classificação a “institucional”. Como desvantagem desse
modelo, é possível citar a falta de informações de cunho gerencial; ao explicitarmos
quanto deverá ser gasto por cada unidade orçamentária, apenas, não haverá
informações sobre o que será feito, quando, como e por quê. Assim, não se tem
conhecimento do resultado, do produto obtido com a aplicação dos recursos, se
a execução orçamentária foi otimizada e outras deficiências, tais como: -se, em
função de as metas bimestrais de arrecadação não serem alcançadas, houver a
necessidade de contingenciamento da despesa, não se sabe como serão feitos os
cortes dos gastos; ou, pior, sendo feito um corte linear (5% igualmente em cada
secretaria), não se sabe o que deixará de ser realizado.
O orçamento de desempenho e o orçamento-programa (atualmente utilizado
em nosso País) foram desenvolvidos com base em um estudo da ONU na década
de 1960 e representam um enorme avanço do ponto de vista gerencial. Ambos
têm foco no resultado (orçamento de desempenho), no produto do orçamento.
Assim, objetivam evidenciar o que foi feito com o dinheiro: tantas escolas,
tantas crianças alimentadas, computadores adquiridos etc. A diferença entre
os dois (são praticamente iguais) é o planejamento. No orçamento-programa,
define-se ANTES o resultado a ser alcançado. Elencamos, a seguir, as principais
características de cada modelo:
ORÇAMENTO TRADICIONAL ORÇAMENTO PROGRAMA
Processo orçamentário dissociado do Orçamento é elo entre planejamento e
processo de planejamento e programação. funções executivas.
Alocação de recursos visa à aquisição de Alocação de recursos visa a atingir
meios. objetivos e metas.
Decisões orçamentárias baseadas nas Decisões orçamentárias são baseadas em
necessidades das unidades orçamentárias. técnicas de análise das situações possíveis
Consideram-se as necessidades São considerados os custos dos
financeiras das unidades orçamentárias. programas, mesmo que extrapolem o
exercício.
ênfase aos aspectos contábeis da gestão. Ênfase nos aspectos administrativos e de
planejamento.
Principais critérios dassificatórios: Principais critérios dassificatórios:
unidades administrativas e elementos. funcional e programático.
Não há sistema de acompanhamento e Utilização sistemática de indicadores de
avaliação de resultados. resultados.
Controle visa a avaliar honestidade dos 0 controle visa a avaliar a eficiência,
agentes e legalidade dos atos. a eficácia e a efetividade das ações
governamentais.
CAMPUS Capítulo 9 — A lei Orçamentária Anual (LOA) 119

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Cumpre destacar, ainda, a existência do orçamento base zero. Tal modalidade
consiste na elaboração de um orçamento quando não há referências anteriores.
Assim, há maior risco quando da definição do montante a ser alocado às secretarias.
É comum na criação de novos Municípios, cuja “febre", felizmente, já passou.

9.2. Evolução do Orçamento nas Constituições Brasileiras e Classificação


do Orçamento quanto ao Regime Político
A história do orçamento brasileiro evidencia a adoção de diferentes modelos,
conforme veremos a seguir, no que tange à iniciativa, competência e fiscalização,
tendo sido amplamente influenciada por aspectos políticos e culturais inerentes
a cada época. Em função da alteração das relações de poder, ora a interferência
do Legislativo era maior, ora era menor. :'"7 '
Até o advento da primeira Constituição, não há que se falar em um orçamento
nos moldes como conhecemos hoje, com especificação de receitas e despesas e
programas de trabalho. Os primeiros passos foram dados com a vinda da família
real em 1808, que resultou na criação do Erário e no início da estruturação do
sistema contábil Em 1824, a Carta Magna atribuiu a responsabilidade de elaborar
a proposta ao Executivo (cabendo especificamente ao Ministro da Fazenda a tarefa
de consolidar as propostas orçamentárias dos outros órgãos), cabendo ao Legislativo
a aprovação e a fiscalização. Este modelo pode ser conceituado como um modelo
misto (primeiro tipo), que conta com a participação de mais de um Poder.
A Constituição de 1891 supervalorizou o “Parlamento”, atribuindo
privativamente a ele a responsabilidade de elaborar e fiscalizar a lei orçamentária.
Houve, portanto, uma mudança para o modelo legislativo (segundo tipo), sob o
aspecto formal (legal), apenas. Isto porque, na prática, o orçamento continuou a
ser elaborado pelo Executivo. Uma vez que o Legislativo é composto por agentes
políticos, que não necessariamente entendem de contas públicas, foi criado para
auxiliar os parlamentares o Tribunal de Contas da União à época.
Em função do cenário político, com a Carta Magna de 1934 foi sedimentado
novamente o modelo misto, cabendo ao Executivo a competência para elaboração
da proposta e ao Congresso a aprovação da lei e julgamento das contas do
Presidente.
Com o Documento de 1937, mais uma vez influenciada por fatores políticos
(Estado Novo), orçamento passou a ser elaborado e aprovado pelo Executivo,
caracterizando um modelo tipicamente Executivo ou Administrativo (terceiro
tipo).
120 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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Em 1946, nossa quinta Carta Magna trouxe de volta o orçamento misto, com a
aprovação pelo Legislativo após o encaminhamento pelo Executivo. Esse modelo
foi de certa forma mantido na Constituição de 1967, com algumas diferenças,
dentre as quais podemos destacar, em especial, mais uma vez decorrente do
cenário político, a retirada do Poder Legislativo da capacidade de emendar de
forma significativa o orçamento.
Com a promulgação da Constituição de 1988, o modelo misto foi consagrado
e houve, em função de pressões democráticas, a devolução ao Legislativo
da capacidade de emendar a LOA, além da criação da Lei de Diretrizes
Orçamentárias ~ LDO.

9.3. Execução Orçamentária e Financeira


Conforme mencionado, no Brasil, a execução do orçamento coincide com
o ano civil, tendo início em l â de janeiro e encerrando-se em 31 de dezembro.
Com a publicação da LOA, dispõe o Executivo do prazo de um mês para publicar
o Quadro de Detalhamento de Despesa - QDD, onde evidencia, por elemento
de despesa, o ritmo da execução orçamentária. Dessa forma, é publicado em
Diário Oficial - DO quanto será gasto, mês a mês, com pessoal, material de
consumo, obras etc. Com o advento do Siafi, comentado mais à frente, cada
unidade orçamentária tem ciência (via sistema) dos créditos disponíveis
(liberados) para empenhamento, por meio de provisão (no âmbito do Ministério
ou Secretaria) ou destaque (transferência para órgãos ou entidades pertencentes
a outra estrutura). Como provisão, podemos citar a liberação de créditos da
Secretaria de Educação para determinada universidade. No destaque, essa
secretaria liberaria recursos para um ente vinculado à Secretaria de Saúde, por
exemplo. A partir daí, são feitos os bloqueios reservando os valores para fins
de licitação (ou dispensa ou inexigibilidade).
A execução financeira ocorre com a transferência financeira (liberação dos
recursos) para a unidade orçamentária. Em função do princípio da unidade de
caixa, o dinheiro fica centralizado na conta única da União, ao invés de ficar
espalhado em milhares de contas-correntes ao longo do País. A transferência,
em verdade, corresponde ao limite de saque, ou seja, a parcela da conta da
União que determinado ente tem direito a utilizar, comportando três espécies:
(1) cota, (2) repasse e (3) sub-repasse.
A cota corresponde à primeira movimentação financeira, do órgão central
para os órgãos setoriais. O repasse ocorre quando há transferência de um
CAMPUS Capítulo 9 — A Lei Orçamentária Anua! (LOA)

Ministério para outro ou para uma entidade supervisionada ou, ainda, de


uma unidade orçamentária de um Ministério para outra unidade pertencente
à estrutura de outro Ministério. O sub-repasse corresponde a movimentações
feitas no âmbito de um mesmo Ministério.

9.4. Questões de Concursos Anteriores


1. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) A Lei Orçamentária Anua! pode:
a) autorizar a realização de operações de credito que excedam o montante das
despesas de capital; ' •"
b) alterar, desde que aprovada peio Congresso Nacional,, o conteúdo do Plano
Plurianual; '
c) autorizar a utilização de recursos orçamentários para cobrir déficits de empresas
publicas;
d) conter emendas de parlamentares que modifiquem a composição das despesas
previstas;
e) instituir fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

2. (FCC - T R F ~ 4 a Reg ião/2006 ) A Lei O rçam entária A nuai, segundo a


Constituição, é de iniciativa:
a) da Câmara Federal; d) do senado Federal;
b) do Ministro da Fazenda; e) do Presidente da República.
c) do Congresso Nacional;

3. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) A Lei Orçamentária Anual:


a) não conterá dispositivo estranho à previsão de receita e à fixação da despesa, não se
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares;
b) deverá conter anexo de risco fiscal e de metas fiscais, em que serão estabelecidas
metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas e despesas;
c) estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento
e disporá sobre as alterações na legislação tributária;
d) estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
administração púbíica federal para as despesas relativas aos programas de
duração continuada;
e) apresentará, em anexo específico, os objetivos das políticas monetária, creditícia
e cambial, e ainda as metas de inflação, para o exercício subseqüente.

4. (Cesgranrio - ANP - Anaiista A dm inistrativo/2005) A Lei Orçamentária


Anual - LOA obedecerá à orientação da Lei de Diretrizes Orçamentárias -
LDO e compreenderá os orçamentos:
a) plurianual, anual e semestral;
b) tributário, de investimentos dos órgãos públicos e da assistência social;
c) fiscal, de investimentos das empresas estatais e de seguridade social;
d) do Executivo, do Legislativo e do Judiciário;
e) da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federai.
122 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

5. (Cespe/UnB -A N S - Analista Adm inistrativo/2005) A Administração Pública


utiliza instrum entos legais, tais como o Plano Plurianual, a s d iretrizes
orçam entárias, o orçamento e os créditos adicionais, para realizar as su as
atividades. No processo de elaboração, aprovação, acompanhamento e
fiscalização dos instrum entos referenciados, utilizam-se métodos, técnicas
e princípios orçam entários. A respeito d e sse assu nto , ju lg u e o item a
seguir.
0 Presidente da República pode propor modificação no projeto de iei orçamentária
anual enquanto não for finalizada a votação, na comissão mista, da parte cuja
alteração é objeto da proposta.

6. (Analista Judiciário - NCE/ÜFRj - TER/RJ-2001) O agrupamento de serviços


subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas
dotações próprias denomina-se:
a) função; d) unidade de controle;
b) subfunção; e) unidade orçamentária.
c) programa;

Questões de Bancas Diversas


7. De acordo com a Constituição Federal, o projeto de lei orçam entária será
acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito:
a) sobre as receitas e despesas, decorrentes de com pensações, an istias,
consignações e pagamentos, depósitos judiciais e benefícios e de natureza
financeira e tributária;
b) sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, subsídios e
benefícios de natureza tributária, administrativa e penaí;
c) somente sobre as despesas, decorrente de anuidades, anistias, privatizações e
subsídios;
d) somente sobre as receitas, decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídio
e benefícios de natureza financeira, administrativa e penal;
e) sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões,
subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.

8. A LOA, de acordo com a previsão constitucional, deverá conter:


a) o Plano Plurianual;
b) as diretrizes orçamentárias;
c) o orçamento fiscal, de investimentos e da Seguridade Social relativos à União,
aos órgãos e entidades da área;
d) o Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias fiscais, de investimento e da
Seguridade Socia! da União e entidades afins;
e) o Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e orçamentos anuais.

9. A Lei Orçamentária Anual não conterá d ispo sitivo estranho à previsão da


receita e a fixação de despesa, exceto quanto à:
a) abertura prévia de créditos especiais;
b) autorização para dotação extraordinária;
c) autorização para a criação de cargos políticos;
d) autorização para instituição de empréstimos compulsórios;
e) autorização para abertura de créditos suplementares.
CAMPUS Capítulo 9 — A lei Orçamentária Anual (LOA) 123

Série Provas e Concursos


10. No tocante à Lei Orçamentária Anuai:
a) deverá ser elaborada de forma compatível com a PPA, não necessitando estar
de acordo com a LDO;
b) conterá obrigatoriamente demonstrativo de compatibíiidade dos programas de
trabalhos constantes dos orçamentos com as metas fiscais previstas na LDO;
c) conterá reserva de contingência com base nas receitas correntes e transferências
recebidas; . -, . . . .
d) não há vedação para consignação de créditos da iei orçamentária com finalidade
imprecisa;
e) a lei orçamentária não consignará a dotação para investimento com duração
superior a um exercício financeiro.

Questões Comentadas
11. (MPOG/2003) O orçamento-programa é definido como um plano de trabaiho
expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos
necessários à sua execução. No Brasil, a Lei Orçamentária Ânual (LOA) é o
orçamento propriamente dito. O orçamento-programa não,permite:
a) estabelecer o conjunto de metas e prioridades da Administração Pública Federal;
b) proporcionar interdependência e conexão entre os diferentes programas do trabalho;
c) atribuir responsabilidade ao administrador;
d) atribuir recursos para o cumprimento de determinados objetivos e metas;
e) identificar duplicidade de esforços.
Opção A. Salvo melhor juízo, a banca considerou inviável o levantamento de todos
os PT para estabelecimento de prioridades. Entendemos, contudo, ser possível a
determinação das prioridades com base na classificação funcional, que evidencia,
pelo menos, as áreas onde os recursos serão aplicados. De qualquer forma, as
demais opções estão corretas; os PT contêm, dentre seus elementos obrigatórios,
nos termos do Decreto n2 2.829, de 1998, o responsável, os recursos e o que se
pretende realizar (objetivo), permitindo evitar a superposição de esforços.

12. (TFC/2001 >A Constituição de 1988, em seu art. 165, determinou que a Lei
Orçamentária Anuai compreenderá:
o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos
e entidades a Adm inistração Direta e Indireta, inclusive fundações
instituídas e m antidas peio Poder Público;
- o orçamento de investim entos, as em presas em que a União, direta ou
indiretamente, detém a maioria do capital com direito a voto;
- o orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e os
órgãos a ela vinculadas da Administração Direta ou Indireta, bem como
os fundos e as fundações instituídos e mantidos peio Poder Público.
Além dos orçamentos acima indicados, a nova Constituição estabelece que
leis de iniciativa do Poder Executivo, estabelecerão:
a) o plano plurianual, as diretrizes compensatórias e as atualizações permanentes;
b) o plano bianual, as diretrizes orçamentárias e as atualizações permanentes;
c) o plano plurianual, as diretrizes estratégicas e as atualizações permanentes;
d) o plano trianual, as diretrizes orçamentárias e as atualizações fiduciárias;
e) o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os planos e programas nacionais,
regionais e setoriais.
Opção E. A questão foi retirada da CR de 1988 e transcrita.
124 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

13. (TCE - ES ~ Esaf/2001/Auditor) A exigência de que sejam com patíveis com


o Piano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçam entárias é dirigida:
a) às emendas do projeto da Lei Orçamentária Anual;
b) aos recursos disponíveis em decorrência de vetos opostos à lei orçamentária;
c) às operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital;
d) aos programas não-inciuídos no orçamento fiscal;
e) aos fundos de natureza constitucional.
Opção A. A CR de 1988 estabelece que o orçamento, bem como suas emendas,
deverá ser elaborado em consonância com a LDO e com o PPA.

14. (PFN/1997) A contratação de operação de crédito por antecipação de


receita:
a) somente pode ser autorizada por lei complementar;
b) constitui exceção ao princípio da exclusividade;
c) somente pode ser autorizada pela lei que estabelece o Plano Plurianual;
d) constitui exceção ao princípio da anualidade;
e) pode ser autorizada ainda que sem a indicação dos recursos correspondentes.
Opção B. A CR de 1988 determina que a LOA conterá, apenas, a previsão da
receita e a .fixação da despesa, excetuando-se as autorizações para abertura de
crédito adicional suplementar e as operações de crédito, inclusive por ARO.
Quanto às demais opções, a autorização não precisa ser feita por meio de lei
complementar, sendo normalmente feita na própria LOA. Deve ser amortizada
até o dia 10 de dezembro de cada ano (ou seja, durante o exercício, não passando
para o seguinte) e, por ser uma modalidade de operação de crédito, deve conter
a indicação dos recursos correspondentes.

15. No que concerne à tramitação do projeto de lei do orçamento, no âmbito


do Poder Legislativo, julgue os itens abaixo.
a) A discussão e a votação da proposta oriunda do Poder Executivo, assim como das
emendas aprovadas no âmbito da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos
e Fiscalização, deverão ocorres em cada uma das Casas do Congresso Nacional.
b) A comissão mista de planos, orçamento públicos e fiscalização somente pode aprovar
emendas que indiquem os recursos necessários, em especial, os provenientes de
excesso de arrecadação verificado no exercício financeiro anterior.
c) O Congresso Nacional deverá devolver o projeto de iei orçamentária anuai, para a
sanção presidencial, em até trinta dias do encerramento do exercício financeiro.
d) O parecer da Comissão Mista de Planos, orçamentos públicos e fiscalização sobre
emendas apresentadas será conclusivo e final, salvo requerimento para que a
emenda seja submetida a votação, assinado por um décimo dos congressistas
e apresentado à mesa do Congresso Nacional até o dia anterior ao estabelecido
para a discussão da matéria.
e) Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de
Lei Orçamentária Anuai, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser
utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais e suplementares com
prévia e específica autorização legislativa.
CAMPUS Capítulo 9 — A Lei Orçamentária Anual (LOA)

Gabarito
a) Falso. Deverá ocorrer de maneira conjunta no Congresso, nos termos do
Regimento Comum, e não individualizadamente na Câmara e no Senado.
b) Falso. A origem dos recursos para emendas provém de anulação de dotação,
excluídas as que incidam sobre pessoal e encargos, dívida e transferência
obrigatória a Estados e Municípios.
c) Falso. A devolução deverá ocorrer até o término da sessão legislativa.
d) Verdadeiro. Esta opção foi extraída do Regimento Comum do Congresso
Nacional.
e) Verdadeiro. Foi reproduzido o art. 166 da CR/1988.

16. (Analista ju d iciário - Cespe - T ST/2008) O orçamento-programa se dife­


rencia do orçamento Incrementai pelo fato de que este último pressupõe
uma revisão contínua da estrutura básica dos programas, com aumento
ou diminuição dos respectivos vaio res. ,
Falso. Houve inversão dos orçamentos. É o orçamento-programa que pres­
supõe a revisão contínua dos programas de trabalho. No orçamento incrementai
são feitos ajustes simples de um ano para o outro, por exemplo refletindo a
perda de poder aquisitivo da moeda.

17. (Analista Judiciário - Cespe - T ST /2008) A principal característica do


orçamento-programa, em contraposição com os orçamentos tradicionais,
é a ênfase no objetivo — e não no objeto — do gasto. Em organizações
m ais sim p les, que desempenham uma única função, a indicação do objeto
do gasto ou a natureza da despesa é suficiente para se identificar, ainda
que indiretam ente, o objetivo dos dispêndios realizados pela unidade
responsável.
Verdadeiro. Essa característica é evidenciada no Decreto na 2.829, de 1998,
assim como os demais elementos que devem estar expressos em um programa
de trabalho (objeto, valor, responsável etc.), essência do orçamento-programa.
De fato, em função da (baixa) complexidade das organizações, o orçamento
tradicional pode não comprometer, não havendo necessidade de muitos des­
dobramentos.
Capítulo JL V

Plano Plurianual (PPA)

O PPA é plano de governo, nele estando inserto tudo o que deverá ser
realizado nos próximos quatro anos. Nesse sentido, deverá conter a previsão
de receita anual para o período mencionado e todos os programas de trabalho
que serão realizados. É, na verdade, o grande instrumento de planejamento, a
partir do qual serão confeccionadas as LOA. A CR/1988 estabelece que o PPA
deverá conter três categorias de despesas:
® os programas de duração continuada (que ultrapassam um exercício);
® as despesas de capital; e
• as delas decorrentes (das despesas de capital).
A fim de explicitar o último grupo, é possível citar a construção de um
hospital ou de uma escola. Após os gastos com a obra (investimentos/despesas
de capital), haverá as despesas com a manutenção da escola/hospital, que
decorrem da construção.
Na prática, o PPA costuma trazer todas as despesas dos próximos quatro anos,
correntes e de capital, por categorias de programação. Nesse diapasão, os orçamentos
nada mais são do que fatias do PPA a serem executadas anualmente.
No que concerne à periodicidade, o PPA tem o mesmo prazo da LOA: deverá
ser encaminhado ao Congresso até quatro meses do encerramento do exercício
e deverá ser devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.
Vale ressaltar, ainda, que sua vigência não coincide com o mandato do Chefe
do Executivo: ele costuma ser elaborado no primeiro ano do mandato com
vigência a partir do segundo. Assim, o Presidente eleito executa, durante seu
mandato, três anos do plano por ele elaborado, deixando o último ano do PPA
para ser executado pelo próximo Presidente, da mesma forma que ele, ao tomar
posse, encontrou vigendo o PPA do Chefe anterior.
Por ser um instrumento dinâmico, é passível de revisão, normalmente em
dois momentos: por ocasião da edição da LOA e, especialmente, na revisão
Orçamento Público — José Carios Oiiveifa de Carvalho ELSEVIER

anual, que ocorre até o mês de junho. Essas alterações são fundamentais, uma
vez que os instrumentos orçamentários são correlatos e os PTs somente podem
ser inseridos na LOA se constarem no PPA. O curioso é o sentido em que as
coisas acontecem: a LOA é feita e, ao final, costuma aparecer um artigo mais
ou menos assim: fica o PPA ajustado no que for pertinente (!!).
O quadro a seguir faculta uma melhor visualização:

Elaboração

Ano] Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano] Ano 2 Ano 3 Ano 4

Mandato do chefe do Mandato do chefe do


executivo 1 executivo 2

10.1. Questões de Concursos Anteriores


1. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) O Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias da Constituição Federai de 1988, ao legislar sobre o exercício
financeiro, a vigência, os prazos e a elaboração do Plano Plurianual, da Lei de
Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual da União, determina que:
a) o encaminhamento do projeto do Plano Plurianual deverá ocorrer até quatro
meses antes do encerramento de cada exercício financeiro;
b) o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias deverá ser devolvido para sanção
até o encerramento do segundo período da sessão legislativa;
c) o Plano Plurianual terá vigência até o final do primeiro exercício financeiro do
mandato subseqüente;
d) o orçamento anual poderá ter sua vigência prorrogada por até dois meses do
exercício seguinte, caso o próximo orçamento não seja aprovado;
e) o projeto de lei orçamentária deverá ser devolvido para sanção até um mês antes
do encerramento do exercício financeiro.

2. (Cespe/UnB - ANS - Analista Administrativo/2005) A Administração Pública


utiliza instrum entos legais, tais como o Plano Plurianual, as diretrizes
orçamentárias, o orçamento e os créditos adicionais, para realizar as suas
atividades. No processo de elaboração, aprovação, acompanhamento e
fiscalização dos instrumentos referenciados, utilizam-se métodos, técnicas e
princípios orçamentários. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
O Plano Plurianual apresenta a idéia de continuidade, pois um governo pode dar
continuidade a um plano que se iniciou em outro governo. Dessa forma, tem tempo
para conhecer as ações realizadas no passado, antes de apresentar um novo plano.
CAMPUS Capítulo f 0 — Plano Plurianual (PPA)

3. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) Com relação


ao sistem a orçamentário brasileiro, é correto afirmar que:
a) o Poder Legislativo estabelecerá leis relativas ao PSano Plurianual, às diretrizes
orçamentárias e ao orçamento anual;
b) o orçamento anual deve apresentar um mínimo de compatibilidade com o Piano
Plurianual, de maior duração; ■
c) programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária só poderão ter seu
início autorizado por decreto do Executivo; ;
d) a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa
só é permitida se os recursos tiverem sido previamente reservados;
e) nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser
iniciado sem prévia inclusão no Plano Plurianual ou sem leí que autorize a inclusão.

4. (Analista Judiciário ~ NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) Os õbjétivos, diretrizes e


metas da Adm inistração Pública são estabelecidos
a) no Orçamento Anual;
b) no Piano Plurianual;
c) na Lei de Diretrizes Orçamentárias;
d) no Planejamento Estratégico; V. «
e) na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Questões de Bancas Diversas


5. Reduzir desigualdades inter-regioitais, segundo o critério populacional, em
linha de cqmpatibiiização com o Piano Plurianual, está entre as funções:
a) os orçamentos fiscais e da Seguridade Social;
b) da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do orçamento fiscal;
c) dos orçamentos da Seguridade Social e de investimento das empresas da União;
d) do orçamento de investimento das empresas da União e da Lei de Diretrizes
Orçamentárias;
e) dos orçamentos fiscal e de investimento das empresas da União.

6. Marque a opção errada. De acordo com o art. 163 da Constituição de


República, lei complementar disporá sobre:
a) exercício financeiro, vigência, prazos, elaboração do Plano Plurianual;
b) dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias;
c) resgate de título da divida pública;
d) fiscalização nas instituições financeiras;
e) operação de câmbios realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados,
do Distrito Federai e dos Municípios.

7. Juigue os itens abaixo.


-> A Lei nfi 4.320/1964 dispõe que o PPA deverá ser enviado ao Poder Legislativo
para apreciação até quatro meses do encerramento do exercício.
-> O Piano Plurianual não coincide com cada gestão governamental.

Questões Comentadas
8. (AFC/2004) O Plano Plurianual de 2000-2003 do governo brasileiro, que
recebeu o nome de Avança Brasil, continha mudanças de grande repercussão
no sistem a de planejamento e orçamento do Governo Federal.
130
Série Provas e Concursos
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvaího ELSEVIER

Segundo o conteúdo desse plano, identifique a única opção que não é pertinente.
a) Os eixos nacionais de integração e desenvolvimento balizaram a organização
especial das ações e a seleção de empreendimentos estruturantes que aportam
ao Plano Plurianual a dimensão de um projeto de desenvolvimento nacional.
b) O desenvolvimento sustentável contava com a grande capacidade de geração de
poupança interna e com a força do mercado de capitais para o financiamento de
longo prazo, necessário para viabilizar os novos investimentos em infra-estrutura
e ampliar o número de empresas instalado no País.
c) Diante das restrições fiscais, os recursos foram alocados para os setores essenciais
à retomada do crescimento e para as demandas sociais mais críticas.
d) Os investimentos necessários ao desenvolvimento não seriam somente tarefa
do setor público.
e) Para crescer de forma consistente, o País precisaria consolidar a estabilidade
econômica e essa estabilidade.
Opção B. A realidade econômica não evidencia grande capacidade de geração
de poupança interna.

9. {Consultor de Orçamento - Senado/1996) Com relação à estrutura do orçamento


público, prevista na Constituição Federal, julgue os itens abaixo.
a) O Plano Plurianual que é o plano de investimento, é instituído por lei e
compreenderá as metas e as prioridades da Administração Pública federal, disporá
sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação
das agências financeiras e oficiais de fomento.
b) O princípio orçamentário da exclusividade foi adotado na Constituição Federal,
pois há vedação de a Lei Orçamentária Anual conter dispositivo estranho à fixação
da despesa e a previsão da receita, salvo autorização para a abertura de crédito
ainda que por antecipação de receita.
c) Os projetos de Lei do Plano Plurianual, das Diretrizes Orçamentárias e do
Orçamento Anual são de iniciativa exclusiva do Presidente da República e serão
apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional na forma de regime comum,
cabendo a uma comissão mista permanente de senadores e deputados examiná-
los e emitir parecer relativo aos mesmos.
d) Os créditos especiais e extraordinários terão vigência sem exceção, apenas no
exercício financeiro em que forem autorizados. Por outro lado, o investimento
que ultrapassar o exercício financeiro tem de estar incluído no Plano Plurianual,
sob pena de não ser autorizado.
e) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional
para propor modificação nos projetos de lei do Plano Plurianual, das Diretrizes
Orçamentárias e do Orçamento Anual, somente antes de iniciada a votação pelo
Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.
Gabarito
a) Falso. Houve mistura no conteúdo do PPA e da LDO. O PPA é o plano de
investimento. Os demais comentários referem-se à LDO.
b) Verdadeiro. Foi reproduzido o art. 165 da CR/1988.
c) Verdadeiro. Questão retirada da CR/1988.
d) Falso. Há exceção. Se forem autorizados nos últimos quatro meses, poderão
ser reabertos no exercício seguinte pelo saldo ainda não utilizado.
e) Falso. Somente antes de iniciada a votação na comissão mista; a votação
no plenário ocorre após concluídos os trabalhos da comissão.
Capítulo JL JL

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

A LDO, criada pela atual Carta Magna, inovou em matéria orçamentária ao


estabelecer uma ponte, um link entre o PPA e a LOA. Nesse diápasão, compete à
LDO, com base no previsto no PPA, elencar as metas e prioridades que deverão
ser observadas na confecção do orçamento. Cumpre ressáitar que o PPA traz
os programas de trabalho que serão executados ao longo dos próximos quatro
anos. A LDO, explicitando as prioridades, define o que será feito primeiro.
Cumpre ressaltar que a LDO vem estabelecendo importante papel na
normalização da atividade financeira do Estado, principalmente em virtude da
data da promulgação da Lei ns 4.320 (de 1964!!!). Vale destacar, ainda, que, ao
estabelecer uma hierarquia entre o PPA, LDO e LOA (não entrando em detalhes
quanto à possibilidade - ou não —de hierarquizar os diplomas legais), deve
a LOA atender aos ditames da LDO que, por sua vez, deverá considerar as
disposições do PPA.
Considerando o enunciado na CR e na LRF; a LDO compreenderá os itens
seguintes.

Orientação para elaboração dos orçamentos


Uma vez que a iniciativa em matéria orçamentária compete ao Executivo, deve
este Poder receber informações do demais Poderes com alguma antecedência,
para fins de consolidação e envio ao Parlamento. Assim, deverá a LDO amarrar
prazos, formatações, peculiaridades no envio das propostas e outros itens
necessários à confecção da LOA.

Metas para as despesas de capital


A LDO explicitará o que se pretende com a execução dos investimentos e
das inversões financeiras.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Alterações da legislação tributária


Estabelecimento ou mudança de obrigações acessórias, por exemplo, bem
como a mudança na codificação das regiões, para fins de 1PTU, no caso dos
Municípios. Cumpre ressaltar que, a partir da Emenda Constitucional ne 13,
de 1993, as leis que dispõe sobre aumento ou criação de tributos deverão ser
específicas.

Política de Aplicação das Agências de Fomento (ex.: Finame, BNDES)


A LDO estabelecerá a prioridade na alocação dos recursos. Dessa forma,
poderão gozar de menores taxas de financiamento, por exemplo, o setor
de construção (para aquecer a economia), a compra de equipamentos de
informática (com vistas à inclusão digital) etc.

Política de Pessoal
As disposições acerca de pessoal, em especial as que têm impacto orçamentário
(criação de cargos, alterações no quadro e concessão de aumentos, salvo nos
casos de empresa pública e sociedades de economia mista), constam na LDO,
que deverão guardar consentaneidade com o disposto na Constituição, em
especial no art. 169, senão vejamos:

Art. 169. Â despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.
§ ls. concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação
de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem
como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos
e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas
mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas:
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de
despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes.
El - se houver autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias, res­
salvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
(...)
§ 3°. Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o
prazo fixado na iei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
adotarão as seguintes providências:
CAMPUS Capítulo I I — A Lei de Diretrizes Orçamentárias (IDO) 133

Série Provas e Concursos


I - redução em pelo menos 20% (vinte por cento) das despesas com cargos
em comissão e funções de confiança;
!i - exoneração dos servidores não-estáveis.
§ 4*. Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes
para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor
estável poderá perder o cargo, desde que o ato normativo motivado de cada um dos Poderes
especifique a atividade funcionai, o órgão ou unidade administrativa objeto dá redução de pessoal- (Grifos
nossos.)

Cumpre destacar que o servidor que perder o cargo, em virtude de despesa


com pessoal, fará jus à indenização correspondente a um mês de remuneração
por ano de serviço, ficando o cargo objeto da redução considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou
*
assemelhadas pelo prazo de quatro anos. A Lei nQ9.801, de 14/6/1999, dispõe
sobre as normas gerais para perda de cargo público por excesso de despesa.

Metas fiscais
A LRF aumentou o rol de assuntos regulamentados na LDO, acrescentando,
com vistas ao atingimento do equilíbrio das contas públicas, a necessidade de
se estabelecerem metas de resultado (superávit) nominal e primário. No que se
refere ao cálculo, consideram-se no resultado nominal todas as receitas e todas
as despesas, enquanto que, no resultado primário, são excluídas as receitas e
despesas de cunho financeiro (receitas de aplicação financeira e despesa com
juros e com o principal da dívida).
Ex.: Receita Despesa
100 100
90 - tributária 40 - juros
10 - receita juros 60 - outras despesas
Resultado Nominal: 0
Resultado Primário: 90-60=30

Riscos Fiscais
Os riscos constituem qualquer situação que possa comprometer a execução
orçamentária, inviabilizando o atingimento das metas. Corresponde a um
exercício de planejamento a ser feito pelos gestores públicos sobre cenários
negativos, que podem implicar menor arrecadação ou mais despesas.
134
Série Provas e Concursos Orçamento Público — josé Carios Oliveira de Carvalho ELSEVÍER

Reserva para contingências


Funciona como uma espécie de poupança, com vistas a fazer face a situações
desconfortáveis. Calculada com base em um percentual da receita corrente
líquida ~ RCL, pode ser utilizada para atender a eventualidades. Constitui um
programa de trabalho sem destinação específica (não poderia ser diferente, pois
visa a atender a situações imprevistas),.sendo, portanto, uma dotação global,
consubstanciando uma exceção ao princípio da especificidade.

Evolução do patrimônio líquido


Muito embora o objetivo da gestão pública não seja acumular riquezas, mas
prestar serviços com qualidade, interessa ao cidadão saber se a res publica é
gerida de forma eficiente. Dessa forma, a evidência da evolução do patrimônio
líquido do ente, nos últimos cinco anos, corrobora para mostrar quem são os
bons e os maus gestores (que depreciam e dilapidam os bens do Estado).

Preços
Não raro, as repartições públicas adquirem materiais e serviços com
diferenças significativas de preço. Tendo em vista essas discrepâncias, vale a
pena a divulgação de uma tabela, contendo preços médios praticados pelos
entes públicos. No Rio de Janeiro, utiliza-se a tabela de preços elaborada pela
FGV, em decorrência de convênio existente entre esta fundação e o Tribunal
de Contas do Estado - TCERJ.

Avaliação dos programas de trabalho


Adotando-se um enfoque finalístico, avulta de importância saber se os
programas de trabalho executados pelo Executivo cumprem ou não a finalidade
a que se propõem. A LDO deve explicitar os critérios utilizados nessa avaliação.
A LDO federal vem trazendo, em suas últimas edições, critérios de avaliação de
obras públicas, contendo disposições específicas para este elemento.

Prazo
Os prazos de envio pelo Executivo e de aprovação pelo Legislativo são,
respectivamente, 8,5 meses do encerramento do ano (coincidindo com o dia
15 de abril) e término da primeira etapa da sessão legislativa (17 de julho).
Cumpre ressaltar que, se, porventura, Congresso Nacional não devolver a lei
até o dia 17 de julho, não poderá o mesmo entrar em recesso. Em função de
orientar a elaboração da LOA, deverá entrar em vigor antes desta.
CAMPUS Capítuio II — A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOO) 135

Série Provas e Concursos


Vale ressaltar, ainda, a dificuldade de elaboração da LDO do primeiro ano
do mandato, vez que o PPA que começará a viger no exercício seguinte, pode
ainda não estar elaborado.

11.1. Questões de Concursos Anteriores


1. (FCC - T R F - 4a Região/2006) Estabelece a s d ire trizes e objetivos da
Adm inistração Pública:
a) a Lei de Diretrizes Orçamentárias;
b) a Lei Orçamentária Anual;
c) a Constituição Federai;
d) o Plano Plurianual; '.
e) os planos e programas gerais, setoriais e regionais.

2. (Auditor ~ FCC - TCM /CE/2006) A Lei das D iretrizes Orçamentárias:


a) estabelece os pianos e programas do ente púbiico; ; :
b) inclui as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente;
c) é elaborada para um período coincidente com o mandato do Presidente da
Republica; ;
d) tem por função estabelecer medidas que reduzam as desigualdades inter-
regionais;
e) autoriza as operações de credito de ente público por antecipação de receita.

3. (Anaiista ju diciário ~ FCC - TRT/2006) O sistem a orçamentário público


é composto por três leis de iniciativa do Executivo sendo que a Lei de
Diretrizes Orçam entárias:
a) constituí-se no instrumento utilizado para a conseqüente materialização do
conjunto de ações que foram planejadas, visando ao melhor atendimento e bem
estar da comunidade;
b) prevê despesas de capitai que não se associam à ações corriqueiras de operação
e manutenção de serviços pré-existentes, apresentando projetos de forma
individual e financeiramente quantificados;
c) estabelece metas de governo para um período de quatro anos;
d) é integrada pelos orçamentos fiscal, de investimento das empresas estatais e da
seguridade social;
e) propõe critérios para limitação de empenho e movimentação financeira e
apresenta anexos de metas e de riscos fiscais, entre outros conteúdos, conforme
a lei de responsabilidade fiscal.

4. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) De acordo com a legislação vigente, a


iei de diretrizes orçam entárias deve compreender a s metas e prioridades
da Adm inistração Pública, devendo dispor também sobre outras matérias,
com exceção de:
a) estabelecer normas relativas ao controle de custos;
b) dispor sobre alterações na legislação tributária;
c) dispor sobre demais condições e exigências para as transferências de recursos
a entidades públicas e privadas;
d) orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual;
e) estabelecer as medidas a serem adotadas para compensação das renúncias de
receitas, decorrentes de benefícios de natureza financeira.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

(Analista Judiciário - Carlos Chagas - TRT/2006) O sistem a orçamentário


público é composto por três leis de iniciativa do Executivo, sendo que a
Lei de Diretrizes Orçam entárias:
a) constitui-se no instrumento utilizado para conseqüente materialização do
conjunto de ações que foram planejadas, visando ao melhor atendimento e
bem-estar da comunidade;
b) prevê despesas de capital que não se associam a ações corriqueiras' de operação
e manutenção de serviços pré-existentes, apresentando projetos de forma
individual e financeiramente quantificados.
c) estabelece metas de governo para um período de quatro anos.
d) é integrada pelos orçamentos fiscai, de investimento das empresas estâtais e da
Seguridade Social.
e) propõe critérios para limitação de empenho e movimentação financeira e
apresenta anexos de metas e de riscos fiscais, entre outros conteúdos, conforme
a Lei de Responsabilidade Fiscal.

(Cespe/UnB - ANS - Analista Admínistrativo/2005) A Administração Pública


utiliza instrum entos legais, tais como o Piano Piurianuai, as diretrizes
orçamentárias, o orçamento e os créditos adicionais, para realizar as suas
atividades. No processo de elaboração, aprovação, acompanhamento e
fiscalização dos instrumentos referenciados, utilizam-se métodos, técnicas e
princípios orçamentários. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
Nas diretrizes orçamentárias, são dispostas as normas relativas ao controle de
custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos do
orçamento.

(TCE - ES-Esaf/2001 >Compreenderá as metas e prioridades da Administração


Pública, disporá sobre as alterações da legislação tributária e estabelecerá
a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fom entos:
a) Plano Plurianual;
b) orçamento fiscal;
c) Lei de Diretrizes Orçamentárias;
d) orçamento de investimento das empresas estatais;
e) orçamento da Seguridade Social.

(AFCE ~TCU /1998) Introduzida no direito jurídico pela Constituição Federal


de 1988, a Lei de D iretrizes Orçam entárias (LDO) vem desempenhando
relevante papel na norm alização da atividade financeira do Estado, por
vezes até preenchendo lacunas na legislação permanente acerca da matéria.
Com base no conteúdo da LDO, p rescrito pela Carta Magna, naquele
praticado pelo Governo Federal nos últimos anos, ju lg u e os itens abaixo.
a) O fato de a LDO trazer de regra e explicitamente a fórmula de se calcular o valor
mínimo da reserva de contingência a ser estabelecida na Lei Orçamentária Anual,
para o exercício ao qual se refira, não fere o texto constitucional.
b) Pela definição constitucional de seu conteúdo, infere-se que a LDO entra em vigor na
mesma data em que a Lei Orçamentária Anua! a que se refira iniciar sua vigência.
c) A LDO compreenderá de forma regionalizada as metas e as prioridades da
Administração Pública Federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subseqüente.
d) A LDO estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.
e) O projeto de lei relativo às diretrizes orçamentárias será apreciado pelas duas Casas
do Congresso Nacional, na forma de cada um de seus regimentos internos.
CAMPUS Capítulo I I — A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 137

Série Provas e Concursos


9. (PFN/1997) As metas e prioridades da Administração Pública Federai, assim
como a política de aplicação das agências financeiras de fomento, devem
constar no(a):
a) Piano Piurianual; d) orçamento geral da União;
b) Lei de Diretrizes Orçamentárias; e) orçamento anual.de investimentos.
c) orçamento fiscal;

Questões de Bancas Diversas


10. Acerca da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), prevista no § 2a do art. 165
da Constituição Federal, é incorreto afirmar que: —v
a) estabelece as metas e prioridades da Administração.Pública Federal;
b} define as metas de despesas de capita! para o exercício subseqüente;
c) dispõe sobre as alterações na legislação tributária; . '7
d) estabelece a política de aplicação de agências financeiras.oficiais de fomento;
e) contém demonstrativo regionalizado do efeito; sòbre as receitas e despesas,
decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia.

11. Tratando-se de matéria financeira de natureza publica, pode-se afirmar que:


a) a emissão e o resgate de títulos da dívida pública devem ser regulamentados
por meio de emenda constitucional;
b) as disponibilidades de caixa da União devem ser depositadas no Banco do Brasil;
c) as metas e prioridades da Administração Pública Federal devem constar da Lei
de Diretrizes Orçamentárias;
d) a competência para emitir moeda é exclusiva do Conselho Monetário nacional;
e) a Lei Orçamentária Anual compreende exclusivamente o orçamento fiscal.

12. Estabelece as metas e as prioridades orçam entárias da Administração


Pública Federai:
a) Plano Plurianual;
b) orçamento anual;
c) diretrizes orçamentárias;
d) lei complementar sobre finanças públicas;
e) lei complementar que estabelece norma de gestão financeira e patrimonial.

13. julgue os itens abaixo.


A LDO, de acordo com a Constituição da República, disporá, de forma
regionalizada, sobre a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento e sobre alterações na legislação tributária.
-> Caso a receita efetivamente arrecadada seja inferior à prevista, não atingindo
as metas bimestrais de arrecadação, o Poder Executivo poderá limitar seus
empenhos e os dos Poderes Legislativo e judiciário, de acordo com os critérios
previstos na LDO.

14. No que tange à Lei de D iretrizes Orçam entárias:


a) a LDO não disporá sobre limitação de empenho, ficando esse aspecto a ser
regulamentado pelos respectivos Poderes;
b) a LDO disporá sobre normas no tocante à avaliação de resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos;
c) a LDO disporá sobre condições e exigências para transferências de recursos à
entidades privadas, apenas;
d) integrará a LDO o anexo de metas fiscais ou de riscos fiscais;
e) o anexo de metas fiscais disporá sob passivos contingentes.
138 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

15. Introduzida no ordenamento jurídico peia Constituição Federai de 1988,


a Lei de D iretrizes Orçamentárias (LDO) vem desempenhando relevante
papel na norm alização da atividade financeira do Estado, por vezes até
preenchendo lacunas na legislação permanente acerca da matéria. Com
base no conteúdo da LDO prescrito peia Carta Magna e naquele praticado
pelo governo federal nos últimos anos, ju lg u e os itens abaixo.
O fato de a LDO trazer, de regra e explicitamente, a forma de se calcular o valor
mínimo da reserva de contingência a ser estabelecida na Lei Orçamentária Anual
para o exercício ao quai se refira não fere o tato constitucional.
*> Pela definição constitucional de seu conteúdo, infere-se que a LOO entra em
vígor na mesma data em que a Lei Orçamentária Anual a que se refira iniciar sua
vigência.
A LDO compreenderá, de forma regionalizada, as metas e as prioridades da
Administração Pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subseqüente.
A LDO estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.
-> O projeto de lei relativo às diretrizes orçamentárias será apreciado pelas duas Casas
do Congresso Nacional, na forma de cada um de seus regimentos internos.

Questões Comentadas
16. (AFCE-TCU / 1 998) Introduzida no ordenamento ju ríd ico pela Constituição
Federal de 1988, a Lei de Diretrizes orçamentárias (LDO) vem desempenhando
relevante papel na normalização da atividade financeira do Estado por vezes
até preenchendo lacunas na legislação permanente acerca da matéria. Com
base no conteúdo da LDO, prescrito pela Carta Magna, naquele praticado
pelo Governo Federal nos últimos anos, julgue os itens abaixo.
a) O fato de a LDO trazer, de regra e explicitamente a fórmula de se calcular o vaio
mínimo da reserva da contingência a ser estabelecida na Lei Orçamentária Anual
a ser estabelecida na Lei Orçamentária Anua! para o exercício ao qual se refira,
não fere o Texto Constitucional.
b) Pela definição constitucional de seu conteúdo, infere-se que a LDO entra em
vigor na mesma data em que a Lei Orçamentária Anual a que se refira iniciar uma
vigência.
c) A LDO compreenderá de forma regionalizada, as metas e prioridades da administração
pública federai, incluindo as despesas de capital para o exercício subseqüente.
d) A LDO estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.
e) O projeto de lei relativo às diretrizes orçamentárias será apreciado pelas
duas casas do Congresso Nacional, ná forma de cada um de seus regimentos
internos.
Gabarito
a) Verdadeiro. A LDO, nos termos da LRF, é a lei responsável pela definição
do percentual da reserva para contingências, devendo o VALOR constar na
LOA.
b) Falso. Em virtude de orientar a elaboração da LOA, deve entrar em vigor
antes. Atualmente, o Congresso deve devolver a LDO para sanção do
Executivo até o término da primeira etapa da sessão legislativa.
CAMPUS Capítulo >t — A lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

c) Falso. A expressão “de forma regionalizada” somente é utilizada para o


PPA. As questões que tratam da Constituição costumam ser literais. Nesse
sentido, é recomendável estudar com cautela os arts. 165 a 169.
d) Verdadeiro. A questão foi retirada do art. 165 da CR/1988.
e) Falso. Será apreciado na forma do “Regimento Comum”. Em matéria
orçamentária, o Congresso funciona como se fosse unicairieral.

17, No que tange a Lei de D iretrizes Orçam entárias:


a) a LDO não disporá sobre limitação de empenho, ficando esse aspecto a ser
regulamentado pelos respectivos Poderes;
b) a LDO disporá sobre normas no tocante à avaliação de resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos;
c) a LDO disporá sobre condições e exigências para transferências de recursos à
entidades privadas, apenas;
d) integrará a LDO o anexo de metas fiscais ou de riscos fiscais;
e) o anexo de metas fiscais, disporá sobre passivos contingentes?
Opção B. Quanto às demais opções, a LDO disporá sobre limitação de em­
penho (estabelecendo percentuais e quais despesas deverão ser sacrificadas),
regulamentando, ainda, transferências a entidades privadas e públicas. Conterá
o anexo de metas e de riscos sendo que este último disporá sobre passivos
contingentes.

IS . (Analista Judiciário - C espe - TST/2008) De acordo com a atual legislação


brastletra, a Lei de D iretrizes Orçam entárias (LDO) disporá sobre as altera­
ções tia legislação tributária, que, para todos os fins, não estarão sujeitas
aos princípios da anterioridade e da anualidade.
Falso. Os princípios continuam vigendo, estando as alterações sujeitas a eles.
Vale ressaltar que o princípio da anterioridade, estudado em direito tributário
(ao qual não está mais sujeito o direito financeiro - assunto estudado nesta obra)
implica no fato da tributação não alcançar fatos geradores pretéritos (anteriores
a sua vigência) ou somente poder haver tributação no exercício seguinte ao da
criação ou majoração do tributo.

19. (Analista Judiciário - Cespe - TST/200S) Cada ente da Federação deve in­
dicar os resultados fiscais pretendidos para o exercício financeiro a que a
LDO se referir e para os dois exercícios seguintes. Fara se obter superávit
nominal, é preciso que o s ju ro s nom inais líquidos sejam inferiores ao
resultado primário.
Verdadeiro. A obrigação da LDO trazer as metas de resultado consta na LRF
(LC n2 101, de 2000). No que pertine ao resultado, grosso modo, o resultado
nominal é aquele que contempla todas as receitas e todas as despesas, enquanto
Orçamento Púbfico —-José Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER

que o resultado primário é calculado expurgando o que tem caráter financeiro


(juros da dívida e rendimentos de aplicações financeiras). Normalmente, em
função dos gastos elevados com a dívida pública o resultado primário costuma
ser maior que o resultado nominal, uma vez que se retira o efeito negativo dos
juros (que como regra superam em muito os ganhos com aplicações financei­
ras - receitas financeiras). Assim, para que o resultado nominal seja positivo,
é necessário que os juros não ultrapassem o resultado primário.
Capítulo JL

Fundos Especiais

Os fundos especiais foram criados com a finalidade de garantir que algumas


áreas consideradas prioritárias fossem efetivamente atendidas. Dessa forma,
compreendem destinações de recursos para o atingimento «de finalidades
previameúte especificadas. Como exemplo, podemos citar o Fundo de
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério -
Fundef (que direciona recursos a serem aplicados obrigatoriamente no Ensino
Fundamental), o Fundo de Desenvolvimento Econômico e Trabalho - Fundet
(que capta recursos e os aplica com o intuito de incrementar a economia), o
Fundo da Saúde, Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente - FMDCA
etc. Em virtude da possibilidade de o gestor público direcionar a realização
da despesa norteada por critérios políticos, o legislador obriga que parcela da
receita arrecadada seja direcionada aos fundos e contabilizadas à parte, inclusive
com gestão descentralizada. Assim, são criados e extintos por lei “específica”
(conforme determina a Carta Magna, no art. 165, § 9a), regulamentados
(no que diz respeito às normas gerais) pela Lei nfi 4.320, de 1964, não
possuem personalidade jurídica e têm, conforme mencionado, sua aplicação
vinculada.
Surpreendentemente, há alguns anos foi criada uma manobra chamada
DRU - Desvinculação da Receita da União. Essa excepcionalidade reparte a
receita arrecadada fazendo que, sobre parte dela, não incidam os percentuais
que seriam destinados aos fundos especiais. Explicitando de outra forma: foram
criados os fundos para resolver um problema e, com o jeitinho brasileiro, o
gestor dribla a lei e consegue sustentar sua flexibilidade na aplicação, gastando
como melhor lhe convier.
Capítulo JL

Convênios

Os convênios são instrumentos utilizados para formalizar acordos entre


dois entes. Diferentemente dos contratos, onde o interesse dos partícipes é
oposto (um quer comprar; o outro, vender), no convênio ò iiiterèsse é comum:
contribuir para o desenvolvimento de oportunidades de uma determinada
parcela da população, desenvolvimento de projetos pára crianças portadoras de
cuidados especiais etc. Assim, Município e União, por exemplo, combinam seus
esforços financeiros, materiais e humanos para atingir o desiderato pactuado.
Na esfera federal, são regulamentados por meio da IN n2 1 da Secretaria
Federal de Controle - SFC, pela IN STN ne 1, de 1997, pela Lei n2 9.790, de
1999, e pelo Decreto na 1.819, de 1996. Nas demais esferas, há de se considerar as
Constituições Estaduais, Leis Orgânicas, Códigos de Administração Financeira
e demais diplomas legais regulamentadores.
Com base na legislação supramencionada, merecem destaque os conceitos
a seguir relacionados.
I- Convênio - instrumento qualquer que discipline a transferência de
recursos públicos e tenha como partícipe órgão da Administração Pública
Federal Direta, autárquica ou fundacional, empresa pública ou sociedade
de economia mista que estejam gerindo recursos dos orçamentos da
União, visando à execução de programas de trabalho, projeto/atividade
ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação.
II- Concedente - órgão da Administração Pública Federal Direta,
autárquica ou fundacional, empresa pública ou sociedade de economia
mista, responsável pela transferência dos recursos financeiros ou pela
descentralização dos créditos orçamentários destinados à execução do
objeto do convênio.
144 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

III - Convenente - órgão da Administração Pública Direta, autárquica ou


fundacional, empresa pública ou sociedade de economia mista, de
qualquer esfera de governo, ou organização particular com a qual a
Administração Federal pactua a execução de programa, projeto/atividade
ou evento mediante a celebração de convênio.
IV - Interveniente - órgão da Administração Pública Direta, autárquica ou
fundacional, empresa pública ou sociedade de economia mista, de qualquer
esfera de governo, ou organização particular que participa do convênio para
manifestar consentimento ou assumir obrigações em nome próprio.
V- Executor - órgão da Administração Pública Federal Direta, autárquica
ou fundacional, empresa pública ou sociedade de economia mista, de
qualquer esfera de governo, ou organização particular, responsável direta
pela execução do objeto do convênio.
VI - Contribuição - transferência corrente ou de capital concedida em
virtude de lei, destinada a pessoas de direito público ou privado, sem
finalidade lucrativa e sem exigência de contraprestação direta em bens
ou serviços.
VII - Auxílio - transferência de capital derivada da lei orçamentária que se
destina a atender a ônus ou encargo assumido pela União e somente será
concedida à entidade sem finalidade lucrativa.
VIII - Subvenção social - transferência que independe de lei específica a
instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural, sem
finalidade lucrativa, com o objetivo de cobrir despesas de custeio.
IX - Nota de movimentação de crédito ~ instrumento que registra os eventos
vinculados à descentralização de créditos orçamentários.
X - Termo aditivo ~ instrumento que tenha por objetivo a modificação
de convênio já celebrado, formalizado durante sua vigência, vedada a
alteração da natureza do objeto aprovado.
XI - Objeto - o produto final do convênio, observados o programa de trabalho
e as suas finalidades.
XII - Meta - parcela quantificável do objeto.
Cumpre ressaltar que a obrigatoriedade de celebração de convênio não se
aplica aos casos em que lei específica discipline a transferência de recursos para
execução de programas em parceria do Governo Federal com governos estaduais
e municipais, que regulamente critérios de habilitação, transferir montante e forma
de transferência, e a forma de aplicação e dos recursos recebidos.
CAM PUS Capítulo 13 — Convênios 145

Série Provss e Concursos


O convênio será proposto pelo interessado ao titular do Ministério, órgão
ou entidade responsável pelo programa, mediante a apresentação do plano de
trabalho (Anexo I), que conterá, no mínimo, as seguintes informações:
I- razões que justifiquem a celebração do convênio;
II - descrição completa do objeto a ser executado;
III - descrição das metas a serem atingidas, qualitativa e quantitativamente;
III-A - licença ambiental prévia, quando o convênio envolver obras, instalações
ou serviços que exijam estudos ambientais, como previsto na Resolução
ns 1, de 23 de janeiro de 1986, do Conselho Nacional dò Meio Ambiente
(Conama);
IV ~ etapas ou fases da execução do objeto, com previsão de início e fim;
V- plano de aplicação dos recursos a serem desembolsados pelo concedente e
a contrapartida financeira do proponente, se for o caso, para cada projeto
ou evento;
VI - cronograma de desembolso;
VII - declaração do convenente de que não está em situação de mora ou de
inadimplência junto a qualquer órgão ou entidade da Administração
Pública Federal Direta e Indireta; e
VIII - comprovação do exercício pleno dos poderes inerentes à propriedade do
imóvel, mediante certidão emitida pelo cartório de registro de imóveis
competente, quando o convênio tiver por objeto a execução de obras ou
benfeitorias no imóvel, admitindo-se, por interesse social, condicionadas
à garantia subjacente de uso pelo período mínimo de vinte anos, as
seguintes hipóteses alternativas:
a) posse de imóvel:
a.l) em área desapropriada ou em desapropriação por Estado,
Município ou pelo Distrito Federal;
a.2) em área devoluta;
b) imóvel recebido em doação:
b .l) do Estado ou Município, já aprovada em lei estadual ou municipal,
conforme o caso e se necessária, inclusive quando o processo de
registro de titularidade ainda se encontre em trâmite; ou
b.2) de pessoa física ou jurídica, inclusive quando o processo de
registro de titularidade ainda se encontre em trâmite, neste caso,
com promessa formal de doação irretratável e irrevogável;
146 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

c) imóvel que, embora ainda não haja sido devidamente consignado no


cartório de registro de imóveis competente, pertence a Estado que se
instalou em decorrência da transformação de Território Federal, ou
mesmo a qualquer de seus Municípios, por força de mandamento
constitucional ou legal; ou
d) imóvel cuja utilização esteja consentida pelo seu proprietário, com
autorização expressa irretratável e irrevogável, sob a forma de cessão
gratuita de uso. IN STN n2 4/2003.
A contrapartida dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das
entidades de direito privado poderá ser atendida através de recursos financeiros,
de bens ou de serviços, desde que economicamente mensuráveis, e estabelecida
de modo compatível com a capacidade financeira da respectiva unidade
beneficiada, tendo por limites os percentuais estabelecidos na Lei de Diretrizes
Orçamentárias. Vale ressaltar que os beneficiários das transferências, quando
integrantes da Administração Pública de qualquer esfera de governo, deverão
incluí-las em seus orçamentos, bem como estar em dia quanto ao cumprimento
das disposições constitucionais.
Nesse diapasão, a situação de regularidade do convenente, para os efeitos
desta instrução normativa, será comprovada mediante:
I - apresentação de certidões de regularidade fornecidas pela Secretaria da
Receita Federal - SRF, pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional -
PGFN, do Ministério da Fazenda, e pelos correspondentes órgãos estaduais
e municipais;
II - apresentação de comprovantes de inexistência de débito junto ao Instituto
Nacional de Seguro Social - INSS, referentes aos três meses anteriores, ou
Certidão Negativa de Débitos - CND atualizada, e, se for o caso, também
a regularidade quanto ao pagamento das parcelas mensais relativas aos
débitos renegociados.
III - apresentação de Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço - FGTS, fornecido pela Caixa Econômica Federal, nos
termos da Lei n2 8.036, de 11 de maio de 1990;
IV - comprovação de regularidade perante o PIS/Pasep;
V - comprovação de não estar inscrito como inadimplente no Sistema Integrado
de Administração Financeira do Governo Federal - Siafi;
VI - comprovação de não estar inscrito há mais de 30 (trinta) dias no Cadastro
Informativo de Créditos Não-Quitados - Cadin;
CAMPUS Capítulo 13 — Convênios 147

Série Provas e Concursos


VII - declaração expressa do proponente, sob as penas do art. 299 do Código
Penal, de que não se encontra em mora nem em débito junto a qualquer
órgão ou entidade da Administração Pública Federal Direta e Indireta.
É importante destacar que não se exigirá a comprovação de regularidade
de que trata este artigo para a liberação de parcelas, durante a vigência do
instrumento, nem quando o prazo total não ultrapassar 12 (doze) meses,
salvo quanto ao item VI. Em se tratando de convênio plurianual que objetive a
manutenção de programas, inclusive os de natureza assistencial, será exigida a
comprovação da situação de regularidade de que trata este artigo, no início de
cada exercício financeiro, antecedendo a emissão de empenho, para o custeio
das despesas daquele ano.
Atendidas as exigências supramencionadas, o setor técnico e o de assessoria
jurídica do órgão ou entidade concedente, segundo, as suas respectivas
competências, apreciarão o texto das minutas de convênio, acompanhado de:
I - extrato, obtido mediante consulta ao Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal - Siafi, do cadastramento prévio do Plano de
Trabalho, realizado pelo órgão concedente, contendo todas as informações
ali exigidas para a realização do convênio (pré-convênio);
II ~~ documentos comprobatórios da capacidade jurídica do proponente e de
seu representante legal; da capacidade técnica, quando for o caso, e da
regularidade fiscal, nos termos da legislação específica;
III - comprovante pertinente ã pesquisa do concedente junto aos seus arquivos
e aos cadastros a que tiver acesso, em especial ao Cadastro do Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - Siafi e
ao Cadastro Informativo - Cadin, demonstrando que não há quaisquer
pendências do proponente junto à União, à entidade da Administração
Pública Federal Indireta ou a entidade a elas vinculada; e
IV - cópia do certificado ou comprovante do Registro de Entidade de Fins
Filantrópicos, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social ~
CNAS, quando for o caso.
Deverão ser consideradas, ainda, as seguintes vedações:
I - celebrar convênio, efetuar transferência, ou conceder benefícios sob
qualquer modalidade, destinado a órgão ou entidade da Administração
Pública federal, estadual, municipal, do Distrito Federal, ou para
qualquer órgão ou entidade, de direito público ou privado, que esteja em
mora, inadimplente com outros convênios ou não esteja em situação de
regularidade para com a União ou com entidade da Administração Pública
Federal Indireta;
148 Orçamento Púbiico — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

II - destinar recursos públicos como contribuições, auxílios ou subvenções às


instituições privadas com fins lucrativos.
Quanto ao primeiro item, considera-se em situação de inadimplência,
devendo o órgão concedente proceder à inscrição no cadastro de inadimplentes
do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - Siafi
e no Cadastro Informativo - Cadin, o convenente que:
I - não apresentar a prestação de contas, final ou parcial, dos recursos
recebidos, nos prazos estipulados;
II - não tiver a sua prestação de contas aprovada pelo concedente por qualquer
fato que resulte em prejuízo ao erário;
III - estiver em débito junto a órgão ou entidade, da Administração Pública,
pertinente a obrigações fiscais ou a contribuições legais.
No que concerne à formalização, o preâmbulo do termo de convênio conterá
a numeração seqüencial; o nome e o CGC dos órgãos ou entidades que estejam
firmando o instrumento; o nome, endereço, número e órgão expedidor da
carteira de identidade e o CPF dos respectivos titulares dos órgãos convenientes,
ou daqueles que estiverem atuando por delegação de competência, indicando-
se, ainda, os dispositivos legais de credenciamento; a finalidade, a sujeição do
convênio e sua execução às normas da Lei ns 8 .666, de 21/06/1993, no que
couber, bem como do Decreto ne 93.872, de 23/12/1986, e a Instrução Normativa
STN n£ 1, de 1996, estabelecendo, ainda:
I - o objeto e seus elementos característicos com a descrição detalhada, objetiva,
clara e precisa do que se pretende realizar ou obter, em consonância com
o Plano de Trabalho, que integrará o convênio, independentemente de
transcrição;
II - a obrigação de cada um dos partícipes, inclusive a contrapartida;
III - a vigência, que deverá ser fixada de acordo com o prazo previsto para a
consecução do objeto e em função das metas estabelecidas;
IV - a obrigação do concedente de prorrogar “de ofício” a vigência do convênio,
quando houver atraso na liberação dos recursos, limitada a prorrogação
ao exato período do atraso verificado;
V - a prerrogativa da União, exercida pelo órgão ou entidade responsável
pelo programa, de conservar a autoridade normativa e exercer controle
e fiscalização sobre a execução, bem como de assumir ou transferir a
responsabilidade pelo mesmo, no caso de paralisação ou de fato relevante
que venha a ocorrer, de modo a evitar a descontinuidade do serviço;
CAMPUS Capítulo 13 — Convênios

V I- a classificação funcional-programática e econômica da despesa,


mencionando-se o número e data da Nota de Empenho ou Nota de
Movimentação de Crédito;
V II— a liberação de recursos, obedecendo ao cronograma; de desembolso
constante do Plano de Trabalho (Anexo I);
VIII - a obrigatoriedade de o convenente apresentar relatórios de execução
físico-financeira e prestar contas dos recursos recebidos, no prazo máximo
de sessenta dias, contados da data do término da vigência;
IX - a definição do direito de propriedade dos bens remanescentes na data da
conclusão ou extinção do instrumento, e que, em jazão deste, tenham
sido adquiridos, produzidos, transformados ou construídos, respeitado
o disposto na legislação pertinente; : -p
X- a faculdade aos partícipes para denunciá-lo ou rescindi-lo, a qualquer
tempo, im putando-se-lhes as responsabilidades das obrigações
decorrentes do prazo em que tenham vigido e creditando-se-lhes,
igualmente os benefícios adquiridos no mesmo período;
XI - a obrigatoriedade de restituição de eventual saldo de recursos, inclusive
os rendimentos da apiicação financeira, ao concedente ou ao Tesouro
Nacional, conforme o caso, na data de sua conclusão ou extinção;
XII - o compromisso do convenente de restituir ao concedente o valor
transferido atualizado monetariamente, desde a data do recebimento,
acrescido de juros legais, na forma da legislação aplicável aos débitos
para com a Fazenda Nacional, nos seguintes casos:
a) quando não for executado o objeto da avença;
b) quando não for apresentada, no prazo exigido, a prestação de contas
parcial ou final; e
c) quando os recursos forem utilizados em finalidade diversa da
estabelecida no convênio.
XIII - o compromisso de o convenente recolher à conta do concedente o
valor, atualizado monetariamente, na forma prevista no inciso anterior,
correspondente ao percentual da contrapartida pactuada, não aplicada
na consecução do objeto do convênio;
XIV - o compromisso do convenente de recolher à conta do concedente o
valor correspondente a rendimentos de aplicação no mercado financeiro,
referente ao período compreendido entre a liberação do recurso e sua
utilização, quando não comprovar o seu emprego na consecução do
objeto ainda que não tenha feito aplicação;
150 Orçamento Público — José Carlos Oüveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

XV - a indicação, quando for o caso, de cada parcela da despesa relativa à


parte a ser executada em exercícios futuros, com a declaração de que
serão indicados em Termos Aditivos, os créditos e empenhos ou nota
de movimentação de crédito para sua cobertura;
XVI - a indicação de que os recursos, para atender às despesas em exercícios
futuros, no caso de investimento, estão consignados no plano plurianual,
ou em prévia lei que o autorize e fixe o montante das dotações, que,
anualmente, constarão do orçamento, durante o prazo de sua execução;
XVII - as obrigações do interveniente e do executor, quando houver;
XVIII - o livre acesso de servidores do Sistema de Controle Interno ao qual
esteja subordinado ao concedente, a qualquer tempo e lugar, a todos
os atos e fatos relacionados direta ou indiretamente com o instrumento
pactuado, quando em missão de fiscalização ou auditoria;
XIX - o compromisso do convenente de movimentar os recursos em conta bancária
específica, quando não integrante da conta única do Governo Federal;
XX - indicação do foro para dirimir dúvidas decorrentes de sua execução.
Vale destacar, ainda, que é vedada a inclusão, tolerância ou admissão, nos
convênios, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade do agente, de
cláusulas ou condições que prevejam ou permitam:
I- realização de despesas a título de taxa de administração, de gerência
ou similar;
II - pagamento, a qualquer título, a servidor ou empregado público,
integrante de quadro de pessoal de órgão ou entidade pública da
administração direta ou indireta, por serviços de consultoria ou
assistência técnica;
III - aditamento com alteração do objeto;
IV - utilização, mesmo em caráter emergencial, dos recursos em finalidade
diversa da estabelecida no Termo de Convênio.
V- realização de despesas em data anterior ou posterior à sua vigência;
VI - atribuição de vigência ou de efeitos financeiros retroativos;
VII - realização de despesas com taxas bancárias, com multas, juros ou
correção monetária, inclusive, referentes a pagamentos ou recolhimentos
fora dos prazos;
VIII - transferência de recursos para clubes, associações de servidores ou
quaisquer entidades congêneres, excetuadas creches e escolas para o
atendimento pré-escolar; e
I

CAMPUS Capítulo 13 — Convênios |5 |

Série Provas e Concursos


IX - realização de despesas com publicidade, salvo as de caráter educativo,
informativo ou de orientação social, das quais não constem nomes,
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades
ou servidores públicos.
A legislação permitiu que a formalização do termo de convênio seja
substituída pelo termo simplificado qualquer que seja o seu vãlor, nas seguintes
condições: ;
I - quando o convenente, ou destinatário da transferência ou da
descentralização, for órgão ou entidade da Administração Pública Federal,
estadual, municipal ou do Distrito Federal;
II - quando se tratar do custeio ou financiamento de programas suplementares
definidos no inciso VII do art. 208 da Constituição Federal, executados por
órgão público, ou por entidade da administração-estadual ou municipal.
Quanto à divulgação, a eficácia dos convênios e de seus aditivos, qualquer
que seja o seu valor, fica condicionada à publicação do respectivo extrato no
Diário Oficial da União, que será providenciada pela Administração até o quinto
dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, devendo esta ocorrer no prazo de
vinte dias a contar daquela data, contendo os seguintes elementos:
I- espécie, número, e valor do instrumento;
II - denominação, domicílio e inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes
do Ministério da Fazenda - CGC/MF dos partícipes e nome e inscrição
no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda - CPF/MF dos
signatários;
III ~ resumo do objeto;
IV - crédito pelo qual correrá a.despesa, número e data da Nota de Empenho
ou Nota de Movimentação de Crédito;
V - valor a ser transferido ou descentralizado no exercício em curso e, se
for o caso, o previsto para exercícios subseqüentes, bem como o da
contrapartida que o convenente se obriga a aplicar;
VI - prazo de vigência e data da assinatura; e
VII - código da Unidade Gestora, da gestão e classificação funcional programática
e econômica, correspondente aos respectivos créditos,
já no que concerne à prestação de contas final, o órgão ou entidade que
receber recursos, inclusive de origem externa, ficará sujeito a apresentar relatório
de cumprimento do objeto, no prazo de 60 dias do término do convênio,
acompanhada de:
I - Plano de Trabalho;
Orçamento Público —•josé Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER

II - cópia do Termo de Convênio ou Termo Simplificado de Convênio, com


a indicação da data de sua publicação;
III - Relatório de Execução Físico-Financeira;
IV - Demonstrativo da Execução da Receita e Despesa, evidenciando os
recursos recebidos em transferências, a contrapartida, os rendimentos
auferidos da aplicação dos recursos no mercado financeiro, quando for
o caso e os saldos;
V - relação de pagamentos;
VI - relação de bens (adquiridos, produzidos ou construídos com recursos
da União);
VII - extrato da conta bancária específica do período do recebimento da I aparcela
até o último pagamento e conciliação bancária, quando for o caso;
VIII - cópia do termo de aceitação definitiva da obra, quando o instrumento
objetivar a execução de obra ou serviço de engenharia;
IX - comprovante de recolhimento do saldo de recursos, à conta indicada
pelo concedente, ou Darf, quando recolhido ao Tesouro Nacional.
X - cópia do despacho adjudicatório e homologação das licitações realizadas
ou justificativa para sua dispensa ou inexigibilidade, com o respectivo
embasamento legal, quando o convenente pertencer à Administração
Pública.
É importante destacar que o convenente que integre a Administração Direta
ou Indireta do Governo Federal fica dispensado de anexar à prestação de contas
os documentos referidos nos incisos V, VI, VII, IX e X.
Na hipótese de a prestação de contas não ser aprovada, e exauridas
todas as providências cabíveis, o ordenador de despesas registrará o fato no
Cadastro de Convênios no Siafi e encaminhará o respectivo processo ao órgão
de contabilidade analítica a que estiver jurisdicionado, para instauração de
tomada de contas especial e demais medidas de sua competência, sob pena de
responsabilidade. O órgão de contabilidade analítica examinará, formalmente,
a prestação de contas e, constatando irregularidades procederá a instauração
da Tomada de Contas Especial, após as providências exigidas para a situação,
efetuando os registros de sua competência.
Quando a prestação de contas não for encaminhada no prazo convencionado,
o concedente assinará o prazo máximo de 30 dias para sua apresentação, ou
recolhimento dos recursos, incluídos os rendimentos da aplicação no mercado
financeiro, acrescidos de juros e correção monetária, na forma da lei, comunicando
o fato ao órgão de controle interno de sua jurisdição ou equivalente.
CAMPUS Capítulo 13 — Convênios 153

Série Provas e Concursos


Constitui motivo para rescisão do convênio, independentemente do
instrumento de sua formalização, o ínadimplemento de quaisquer das cláusulas
pactuadas, particularmente quando constatadas as seguintes situações:
I - utilização dos recursos em desacordo com o Plano de Trabalho;
II - aplicação dos recursos no mercado financeiro em desacordo com o disposto; e
III - falta de apresentação das Prestações de Contas Parciais e Final, nos prazos
estabelecidos.
Nesses casos, a rescisão do convênio, na forma do. ;artigò anterior, enseja
a instauração da competente Tomada de Contas Especial, instrumento
especificamente utilizado para apuração dos fatos, identificação dos responsáveis
e quantificação do dano, pelos órgãos encarregados, da. contabilidade analítica
do concedente, por solicitação do respectivo ordenador de despesas ou, na sua
omissão, por determinação do Controle Interno ou TCU, quando:
I - não for apresentada a prestação de contas no prazo de até 30£Üas concedido
em notificação pelo concedente;
II - não for aprovada a prestação de contas, apesar de eventuais justificativas
apresentadas pelo convenente, em decorrência de:
a) não-execução total do objeto pactuado;
b) atingimento parcial dos objetivos avençados;
c) desvio de finalidade;
d) impugnação de despesas;
e) não-cumprimento dos recursos da contrapartida;
f) não-aplicação de rendimentos de aplicações financeiras no objeto
pactuado;
III - ocorrer qualquer outro fato do qual resulte prejuízo ao erário.

13.1. Questões de Concursos Anteriores


1. (Anaiista ~ NCE/UFRJ - Finep/2006) Indique a alternativa a seg u ir que
conflita com os d ispo sitivo s estabelecidos na Instrução Normativa STN
n® 1/1997 sobre a celebração de convênios.
a) A eficácia dos convênios e de seus aditivos está condicionada a publicação do
respectivo extrato no Diário Oficiai da União até o quinto dia úti! do mês seguinte
ao de sua assinatura.
b) Termo aditivo é um instrumento que tem por objetivo a modificação de convênio
já celebrado, podendo excepcionalmente ser formalizado após o término da
vigência do convênio.
c) A obrigatoriedade de celebração de convênio não se aplica aos casos em que lei
específica discipline a transferência de recursos para a execução de programas
em parceria com o Governo Federa!.
d) A contrapartida de responsabilidade dos convenentes poderá ser atendida através
de recursos financeiros, de bens ou de serviços, desde que economicamente
mensuráveis.
e) É admissível a realização de convênios sem a exigência de contrapartida para
complementar a execução do objeto.
154 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

2. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) Na celebração de um convênio, é exigida


a participação de um interveníente quando:
a) o valor previsto para o convênio superar o valor estipulado para a contratação
de serviços na modalidade concorrência;
b) o convênio envoíver a compra de imóveis cuja propriedade será do convenente;
c) o convênio for formaiizado com órgão dependente de um ente da Federação;
d) o convênio for destinado à execução descentralizada de programas de assistência
social, médica e educacional;
e) o convênio não tiver meta física estabelecida.

3. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) A Instrução Normativa na 1/1997 e suas


alterações, ao dispor sobre os requisitos para celebração de convênios,
vedou a realização de:
a) convênio verbal, exceto se celebrado entre entes da Administração Federal;
b) participação financeira realizada mediante descentralização de créditos
orçamentários, quando o convênio for celebrado entre integrantes do mesmo
orçamento fiscal e da seguridade;
c) aditamento, com a alteração de prazo;
d) termo simplificado de convênio quando o valor da transferência de recursos for
inferior ao valor estabelecido para a modalidade convite;
e) despesas com publicidade, salvo de caráter educativo, informativo ou de
orientação social, com recursos provenientes de convênio, desde que não
caracterize promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos.

4. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) A instrução Normativa STN 1/ 1 997


estabelece situações im peditivas para a celebração de convênios com
entidades que:
a) não tenham apresentado prestação de contas parcial referente a recursos
recebidos, dentro do prazo legal;
b) não tenham apresentado comprovação de regularidade fiscal periodicamente
durante a vigência de convênios anteriores;
c) estiverem inadimplentes com o pagamento de seus fornecedores;
d) não tiveram aprovado seu orçamento anual dentro do prazo legal;
e) por qualquer motivo não tenham suas prestações de contas anteriores aprovadas
pelo concedente.

5. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) De acordo com a Instrução Normativa


STN na 1/1997, existem d iversas cláusulas que obrigatoriamente deverão
e star expressas nos convênios, entre as quais não se enquadra:
a) a obrigação de cada um dos partícipes, inclusive a contrapartida;
b) a possibilidade de realização de despesas a títuio de taxa deadministração;
c) a obrigação do convenente de restituir eventuais saldos de recursos, inclusive rendimentos
de aplicações financeiras na data de conclusão ou extinção do convênio;
d) a classificação funcional programática da despesa;
e) o compromisso do convenente de movimentar os recursos em conta bancária
específica.

6. (Analista - NCE/UFRJ ~ iphan/2005) As disposições da Lei ne 8.666/1993


aplicam-se, no que for cabível, aos convênios, acordos, ajustes e outros
in stru m e n to s co n g ê n ere s, celeb rad o s p elo s ó rg ã o s e e n tid ad es da
Administração Pública. Relativamente aos convênios, é correto afirmar que;
a) são atos jurídicos unilaterais;
b) é vedado, no âmbito federal, conveniar com Estados;
c) é vedado, no âmbito federai, conveniar com Municípios;
d) neles a posição jurídica dos signatários é uma só e idêntica para todos;
e) é o instrumento adequado a objetivos de centralização das atividades da
Administração.
Capítulo _L I

Licitação

A licitação é condição prévia para compras, contratação de serviços e


alienações na Administração Pública. É regulamentada pela Lei nfi 8 .666, de
1993 - Lei de Licitações e Contratos e alterações. ' " e
Dentre seus princípios, é possível destacar:
• transparência: qualquer pessoa pode requisitar informações sobre o
certame e dele participá-lo, à exceção de processos sigilosos;
• impessoalidade: não deve ser dada preferência ao licitante A ou B.
Assim, o julgamento das propostas deve ser conduzido de forma
objetiva, sem favoritismos ou perseguições;
® vinculação ao instrumento convocatório: o edital é a lei do certame,
devendo a administração ater~se ao que nele consta.
Em função do que se pretende adquirir (objeto) e do valor envolvido, deverá
ser selecionada uma das modalidades de licitação abaixo enumeradas.
® Convite: cabível na contratação de serviços ou compras com valor
estimado de até R$ 80.000,00 (ou R$ 150.000,00, no caso de obras e
serviços de engenharia, cujo teto é estendido).
• Tomada de preços: adequada na contratação de serviços ou aquisição
de bens até R$ 650.000,00 (ou R$ 1.500.000,00, no caso de obras e
serviços de engenharia, cujo teto é estendido).
• Concorrência: pertinente quando a contratação ou aquisição a ser
feita ultrapassar o limite da tomada de preços. Vale ressaltar que,
quanto maior o valor envolvido, maior a formalização do processo. Na
concorrência, por exemplo, há uma fase de habilitação prévia, quando
são conferidos os documentos (fiscais, contábeis, societários) para
verificar se a entidade possui condições de participar do certame, para,
somente depois, serem abertas as propostas que contêm os preços.
156 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

• Leilão: utilizado na alienação de bens julgados inservíveis para a


administração (devidamente atestados por comissão instituída com
essa finalidade). Especificamente no caso de bens imóveis, há de
existir autorização específica,
• Concurso: adequado na escolha de projeto técnico ou científico.
• Pregão: a mais recente de todas, o pregão (presencial ou eletrônico), é a
modalidade onde os licitantes oferecem seus preços simultaneamente,
ganhando aquele que oferecer o maior desconto sobre os serviços a
serem prestados ou sobre o material a ser entregue. Diferentemente
do concurso e da tomada de preços, no pregão a habilitação ocorre
depois da definição do preço. É o mais dinâmico (os licitantes têm a
faculdade de efetuarem lances cada vez menores) e tem sido utilizado
com cada vez mais intensidade, nas três esferas de governo.
A Lei de Licitações define, em seu art. 22, tais modalidades de acordo com
os itens seguintes.
• Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados
que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução
de seu objeto.
• Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados
devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições
exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.
• Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo
pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados
em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o
estenderá aos demais cadastrados na correspondente' especialidade
que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 horas da
apresentação das propostas.
° Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados
para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a
instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme
critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com
antecedência mínima de 45 dias.
I
CAMPUS Capítulo 14 — Licitação 157

Séfie Provas z Concursos


• Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a
venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos
legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens
imóveis, prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou
superior ao valor da avaliação.
Ainda nos termos da lei, ratificando, cumpre destacar os seguintes limites:

! - para obras e serviços de engenharia:


a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mii reais); ? .
b) tomada de preços-até R $ !.500.000,00 (um miihão e quinhentos mil reais);.... .
c) concorrência - acima de 1.500.000,00 (um miihão e quinhentos mi| reais);
II - para compras e serviços não referidos no inciso anterior:
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mii reais);
b) tomada de preços - até R$ 050.000,00 (seiscentos e cinqüenta mii reais);
c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mii reais).

Cumpre ressaltar, no que se refere às modalidades, que, em alguns casos,


faz-se necessária a comprovação, por parte do licitante, de que este preenche os
requisitos necessários á participação, situação em que há a etapa da habilitação.
Nesse caso, são juntados documentos fiscais, contábeis e societários com vistas à
comprovação exigida no edital. O art. 27 da lei, que trata da habilitação, explicita
que será exigida dos interessados, exclusivamente, documentação relativa a:

I - habilitação jurídica;
II-qualificação técnica;
III - qualificação econômico-fínanceira;
IV ~ regularidade fiscaí.
V - cumprimento do disposto no incisõ XXXIII do art. T- da Constituição Federal.

Quanto ao tipo, as licitações podem ser classificadas em: (1) menor preço,
(2) melhor técnica, (3) técnica e preço (conjugados, com pontuação especificada
no edital a cada critério - ponderação) e (4) de maior lance. O critério a ser
utilizado é escolhido pela própria Administração, caso a caso. Em determinadas
situações, contudo, a flexibilidade é menor. Por exemplo: na escolha de projetos
técnicos, a técnica tem que ser levada em consideração.
158 Orçamento Publico — josé Carios Oiiveira de Carvalho ELSBVIER
Série Provas e Concursos

Há de ressaltar, ainda, a possibilidade de dispensa ou de inexigibilidade do


certame. A dispensa ocorre quando, embora seja possível realizar a licitação, a
lei a desobriga. Por exemplo, quando os valores envolvidos são pequenos (até
R$ 8.000,00, ou R$ 15.000,00, no caso de obras e serviços de engenharia) ou
quando a entidade que realizará o serviço não tem fins lucrativos, é dotada de
boa reputação e o serviço a ser realizado constitui sua atividade-fim, explicitada
no documento de constituição. Os casos são previstos no art. 24 do Estatuto das
Licitações. A inexigibilidade se dá quando é inviável a realização do certame,
em função de o objeto a ser contratado ser único ou em função de haver apenas
um fornecedor ou prestador de serviços em condições de atender (devidamente
comprovado com o atestado de exclusividade). Como exemplo, é possível citar
a contratação de serviços artísticos; não há mais de um Roberto Carlos, de
forma que a competição é inviável. Nos termos da Lei n2 8.666/1993, art. 13,
consideram-se serviços técnicos profissionais especializados (passíveis de
inexigibilidade) os trabalhos relativos a:

) - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos;


II - pareceres, perícias e avaliações em geral;
il! ~ assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; (Redação dada
pela Lei ns 8.883. de 8/6/1994.)
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços;
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
V!i - restauração de obras de arte e bens de valor histórico.

Tendo sido considerados os princípios, a modalidade, o tipo e o julgamento


objetivo das propostas, o objeto do certame será adjudicado ao vencedor.
Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada
preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:
I. produzidos ou prestados por empresas brasileiras de capital nacional;
II. produzidos no País;
III. produzidos ou prestados por empresas brasileiras.
Ressaltamos, a seguir, algumas definições julgadas importantes.
CAMPUS Capítuio 14 — Licitação

I - Obra - toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução
direta ou indireta.
II - Serviço - toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração,
tais como: demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação,
manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico^profissionais.
III - Compra - toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de umasó yez ou em parcelas.
IV - Alienação - toda transferência de domínio de bens a terceiros.
V - Obras, serviços e compras de grande vulto - aquelas cujo valor estimado seja superior a 25 vezes o
limite estabelecido na alínea c do inciso I do art. 23 da Lei.
VI — Seguro-garantia— o seguro que garante o fiel cumprimento das'obrigações assumidas por empresas
em licitações e contratos. ;-v^ ;
VII — Execução direta - a que éfeita pelos órgãos e entidades dá Administração, pelos próprios meios.
VIU - Execução indireta - a que o órgão ou entidade contrata com terceiros sob qualquer dos seguintes
regimes: ;v
a) empreitada por preço global ~ quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo
e total;
b) empreitada por preço unitário - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo
de unidades determinadas;
c) (VETADO.)
d} tarefa - quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo, com ou sem forne­
cimento de materiais;
e) empreitada integral - quando se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo
todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada
até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos
e legais para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características
adequadas às finalidades para que foi contratada;
IX - Projeto básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado,
para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com
base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado
tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a
definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes eíementos:
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os
seus elementos constitutivos com clareza;
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizara necessidade
de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das
obras e montagem;
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem
como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o
caráter competitivo para a sua execução;
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e
condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação,
a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
f) orçamento detalhado do custo globa! da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e forneci­
mentos propriamente avaliados;
X - Projeto executivo - o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra,
de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT;
XI - Administração Pública - a administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, abrangendo inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob
controle do poder público e das fundações por ele instituídas ou mantidas;
XII - Administração - órgão, entidade ou unidade administrativa pela qual a Administração Pública
opera e atua concretamente;
XIII - Imprensa Oficial - veículo oficial de divulgação da Administração Pública, sendo para a União o Diário
Oficial da União, e, para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, o que for definido nas respectivas leis;
XIV - Contratante - é o órgão ou entidade signatária do instrumento contratual;
XV - Contratado - a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública;
XVI - Comissão - comissão, permanente ou especial, criada pela Administração com a função de receber, exami­
nar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes.

Cumpre destacar que as licitações para a execução de obras e para a prestação


de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte
seqüência:
I - projeto básico;
II - projeto executivo;
III ~ execução das obras e serviços.
No que concerne às obras e os serviços, estes somente poderão ser licitados
quando:
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível
para exame dos interessados em participar do processo licitatórío;
II - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de
todos os seus custos unitários;
CAMPUS Capítulo 14 — licitação i

III - houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento


das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no
exercício financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma;
IV - o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no
Plano Plurianual de que trata o art. 165 da Constituição Federal, quando
for o caso.
Vale ressaltar que, rios termos do disposto no art. 48, serão desclassificadas:

I - as propostas que não atendam às exigências do ato convocatório da licitação; :


II -propostas com valor global superior ao limite estabelecido ou com preços manifestamente inexeqüíveis,
assim considerados aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de documentação que
comprove que os custos dos insumos são coerentes com os de mercado e que'os coeficientes de produtividade
são compatíveis com a execução do objeto do contrato, condições estas necessariamente especificadas no
ato convocatório da licitação; no caso de licitações de menor preço parã obras e serviços de engenharia,
as propostas cujos valores sejam inferiores a 7 0 % (setenta por cento) do menor dos seguintes valores:
a) média aritmética dos valores das propostas superiores a 5 0 % (cinqüenta por cento) do valor orçado
pela administração; ou
b) valor orçado pela administração.

Merece ser destacado, ainda, que dos licitantes classificados cujo valor global
da proposta for inferior a 80% (oitenta por cento) do menor valor a que se
referem as alíneas a e b , será exigida, para a assinatura do contrato, prestação de
garantia adicional, na forma do art. 56, igual à diferença entre o valor resultante
do parágrafo anterior e o valor da correspondente proposta.
Quanto à formalização, são cláusulas necessárias em todo contrato as que
estabeleçam:
I ~ o objeto e seus elementos característicos;
II - o regime de execução ou a forma de fornecimento;
III ~ o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e periodicidade
do reajustamento de preços, os critérios de atualização monetária entre a
data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento;
IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de
observação e de recebimento definitivo, conforme o caso;
V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação
funcional programática e da categoria econômica;
162
Série Provas e Concursos Orçamento Público — José Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER

VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando


exigidas;
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e
os valores das multas;
VIII - os casos de rescisão;
IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de rescisão
administrativa prevista no art. 77 da Lei n2 8.666/1993;
X- as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para conversão,
quando for o caso;
XI - a vincuiação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a
inexigiu, ao convite e à proposta do licitante vencedor;
XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos
omissos;
XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do
contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas
as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação.
Nos temos do art. 58, o regime jurídico dos contratos administrativos
instituído pela lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa
de:

I - modificá-los, uniiateraimente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados


os direitos do contratado;
II - rescindi-los, uniiateraimente, nos casos especificados no inciso 1 do art. 79 desta Lei;
III - fiscalizar-lhes a execução;
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços
vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de
faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

Vale ressaltar, contudo, que as cláusulas econômico-financeiras e monetárias


dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância
do contratado, devendo ser revistas para que se mantenha o equilíbrio
contratual.
Tendo em vista o disposto no art. 78, constitui motivo para rescisão do
contrato:
CAMPUS Capítulo 14 — Licitação

Série Provas e Concursos


i - o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos;
II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e prazos;
III - a lentidão do seu cumprimento, levando a Administração a comprovar a impossibilidade da condusão
da obra, do serviço ou do fornecimento, nos prazos estipulados;
IV - o atraso injustificado no inicio da obra, serviço ou fornecimento; ;. W
V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à Administração;
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do contratado com outrem, a cessão ou trans­
ferência, totaí ou parcial, bem como a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato;
Vil - o desatendímento das determinações regulares da autoridade designada j)'araacompanhar e fiscalizar
a sua execução, assim como as de seus superiores; • ' - •••'•
Vlil - o comeíimento reiterado de faitas na sua execução, anotadas na formà do § I-do art. 67 da Lei;
! X - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil; . . .
X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado;
Xi — a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa, que prejudique a
execução do contrato; . . . ..
XI! - razões de interesse púbiico, de alta relevância e amplo conhecimento, justificadas e determinadas
pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no
processo administrativo a que se refere o contrato;
Xlil — a supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras, acarretando modificação
do valor inicial do contrato além do limite permitido no § ie do art. 65 da Lei;
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita da Administração, por prazo superior a 120 (cento e
vinte) dias, salvo em caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda
por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo, independentemente do pagamento obrigatório
de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras
previstas, assegurado ao contratado, nesses casos, o direito de optar pela suspensão do cumprimento das
obrigações assumidas até que seja normalizada a situação;
XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de
obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já recebidos ou executados, saivo em caso de calamidade
pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o direito de optar pela
suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação;
XVi ~ a não liberação, por parte da Administração, de área, local ou objeto para execução de obra, serviço ou
fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto;
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regularmente comprovada, impeditiva da execução do contrato.
Parágrafo único. Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo,
assegurado o contraditório e a ampla defesa.
XVIII - descumprimento do disposto no inciso V do art. 27 da Lei, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
164 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

Vale ressaltar que a rescisão do contrato poderá ser:


I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos 1 a XII
e XVII do item anterior;
II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja
conveniência para a Administração;
III - judicial, nos termos da legislação.

14.1. Questões de Concursos Anteriores


1. (Analista Judiciário - FCC - T R T - 24a Região/2006) É inexigível a licitação
quando houver inviabilidade de competição, em especial:
a) nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no
tempo necessário para a realização dos processos lícítatórios correspondentes,
realizadas diretamente com base no preço do dia;
b) quando não acudirem interessados à licitação anterior a esta, justificadamente,
não puder ser repetida sem prejuízo para a administração, mantidas, neste caso,
todas as condições preestabelecidas;
c) para a contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou
através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada
ou pela opinião pública, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis;
d) quando a união tiver que intervir no domínio econômico para reguíar preços ou
normalizar o abastecimento;
e) para compra ou locação de imóveis destinados ao atendimento das finalidades
precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e íocalização
condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de
mercado, segundo avaliação prévia.

2. (Técnico Judiciário - FCC - TRT - 24a Região/2006) A licitação, salvo por


motivo de interesse público devidamente, e sem prejuízo da habilitação
de interessados residentes ou sediados em outros locais, será efetuada
no local:
a) da repartição interessada;
b) indicado no edital;
c) do fornecimento ou prestação;
d) do maior centro de fornecimento ou prestação do seu objeto;
e) indicado pelo ordenador da despesa.

3. (Técnico Judiciário - FCC - T R T - 24a Região/2006) Para fins de licitação, o


órgão ou entidade signatária do instrumento contratual denomina-se:
a) contratado;
b) contratante;
c) outorgante;
d) outorgado;
e) licitante.
CAM PUS Capítulo 14 — licitação } 65

Série Provas e Concursos


4. (Analista Judiciário - FCC - T R T - 20a Região/2006) É dispensável a licitação
quando:
a) houver viabilidade de competição, mas a autoridade decide não realizar o certame
por entender inconveniente ao interesse público, independente de previsão legai
específica;
b) houver inviabilidade jurídica ou material de competição, a critério da administração
e nos casos taxativamente previstos em lei; :;í
c) impositivamente estabelecido em lei, não existindo qualquer margem de liberdade
de atuação ao agente público; . . ,
d) for objetivamente inoportuna ao interesse público, segundo enumeração
exempíificativa estabelecida em lei; ■ r;. -. :L:
e) houver possibilidade de competição, mas a administração, discricionariamente,
decide não realizá-la por constatar uma das hipóteses de dispensa, taxativamente
previstas em lei.

5. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) Em consonância com a Lei Federal


n210.520/2002 e os Decretos n® 5.450/2005 e n* 5.504/2005, deve ser
preferencialmente adotado o pregão eletrônico em:
a) licitações realizadas com a utilização de recursos proveniénttô de convênios
firmados com a União;
b) contratações de serviços gerais e engenharia;
c) licitações do tipo técnica e preço;
d) licitações em que houver participação de empresa estrangeira;
e) compras de qualquer tipo de mercadorias.

6. (A n alista ~ NCE/UFRJ - Finep /2006) De acordo com a Lei Federal n»


8 .6 6 6 / 1 9 9 3 , que in s titu iu n o rm a s p a ra lic ita ç õ e s e co n tra to s na
Administração Pública, é vedado:
a) realizar licitação para execução indireta por tarefas;
b) realizar licitações para concessões e permissões de serviços públicos;
c) corrigir os valores de preços e custos de acordo com os critérios previstos no
ato convocatório, mesmo que lhe preservem o valor;
d) realizar licitação cujo objeto inciua bens e serviços sem similaridade, salvo se
tecnicamente justificável;
e) realizar licitação para serviços técnicos especializados que não seja celebrada
na modalidade concurso.

7. (Anaiista - NCE/UFRJ - Finep/2006) As licitações para execução de obras


e prestação de serviços, regulamentadas pela Lei Federa! na 8.666/1993,
devem:
i - ter projeto básico aprovado pela autoridade competente;
1! - contar com a participação do autor do projeto básico aprovado;
III - s e r realizadas preferencialmente pelo sistem a de registro de preços;
IV -te r previsão de recursos orçam entários que assegurem o pagamento
das etapas a serem executadas no exercício em curso;
V - ter o produto esperado contemplado nas metas estabelecidas no Piano
Plurianual, quando for o caso.
São corretas somente as alternativas:
a) I, III e IV; d) I, II, III e V;
b) I, IV e V ; e) II, III, IV e V.
c) II, III e IV;
166
Série Provas e Concursos
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

8. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) Em relação à qualificação econômico-


ftnanceira exigida para habilitação das em presas nas licitações, é correto
afirmar que:
a) nas compras para entrega imediata, poderá ser exigida a existência de capital
mínimo ou patrimônio iíquido mínimo;
b) podem ser exigidos vatores mínimos de faturamento, além de determinados
índices de rentabilidade ou lucratividade;
c) pode ser estabelecido um acréscimo de 30% dos valores exigidos para o licitante
individual, no caso de participação de consórcio;
d) a comprovação da boa situação financeira poderá ser realizada através da análise
de quaisquer índices contábeis;
e) não podem ser exigidas ao licitante as relações de outros compromissos que eie
tenha assumido.

9. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) Em relação às modalidades de licitação,


previstas na Lei Federal na 8.666/1993, é correto afirmar que:
a) a concorrência deve ser realizada entre interessados devidamente cadastrados,
observada a necessária qualificação;
b) é permitida a utilização de tomada de preços para parcelas de uma mesma obra ou
serviço, mesmo que o somatório de seus valores caracterize uma concorrência;
c) a concorrência é a única modalidade de licitação cabível na alienação de bens
imóveis;
d) na realização de obras com recursos provenientes de financiamento, oriundos de
agência oficia! de cooperação estrangeira, deverão ser respeitadas as condições
estabelecidas na Lei n2 8.666/1 993 para realização de concorrência;
e) nos casos em que couber convite, poderá ser utilizada tomada de preços ou
concorrência.

10. (Analista - NCE/UFRJ - Finep/2006) Em consonância com a Lei Federal


na8.666/1993, é inexigível a realização de licitação para:
a) aquisição de bens destinados exclusivamente à pesquisa científica tecnológica
com recursos concedidos pela Finep;
b) contratação realizada por empresa pública com suas subsidiárias para aquisição
de bens ou prestação de serviços, desde que o preço seja compatível com o do
mercado;
c) contratação de qualquer profissional do setor artístico;
d) contratação de consultorias técnicas, com profissionais de notória especialização,
em serviços de publicidade e divulgação;
e) aquisição de materiais ou equipamentos que só possam ser fornecidos por
empresa, produtor ou representante comercia! exclusivo.

11. (A nalista - NCE/UFRJ - Finep/2006) A definição do tipo de licitação é


n ecessária para que o julgam ento das propostas seja objetivo. N esse
sentido, deve-se optar pelo tipo “melhor técnica” quando:
a) a licitação destínar-se à locação de imóvei para uso peia Administração;
b) a modalidade utilizada for o pregão na forma eletrônica;
c) a forma de execução da obra for exclusivamente por empreitada integral;
d) for caracterizada situação de urgência;
e) destínar-se a serviços de natureza predominantemente intelectual.
CAMPUS Capítulo 14 — Licitação i 67

Séfie Provas e Concursos


12. (Adm inistrador - NCE/UFRJ - Arquivo Nacional/2006) São hipóteses em
que é dispensável a licitação, exceto:
a) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de
autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do
órgão ou entidade;
b) para contratação de profissional de qualquer setor artístico;-:'diretamente ou
através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada
ou pela opinião pública; ; 3 :
c) quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou
normalizar o abastecimento;
d) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; '•; ‘
e) quando não acudirem interessados à iicitação anterior e .esta, justificadamente,
não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso,
todas as condições preestabelecidas. •

13. (Contador ~ NCE/UFRJ - MlN/2005) É inexigível a licitação:


a) quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou
normalizar o abastecimento; . :• «>
b) quando não acudirem interessados à licitação anterior, esta justificadamente não
puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, nesse caso,
todas as condições estabelecidas;
c) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
d) para contratação de profissionaí de qualquer setor artístico, diretamente ou
através do empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada
ou peia opinião pública;
e) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de
autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do
órgão ou entidade.

14. (Contador - NCE/UFRJ - MIN/2005) De acordo com a Lei n® 8.666/1993


e su as atualizações, o leilão é modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para:
a) escolha de trabalho técnico;
b) escolha de trabalho artístico;
c} escoíha de trabalho científico;
d) execução de obras e serviços de engenharia;
e) a venda de bens imóveis inservíveis para a Administração.

15. (Contador ~ NCE/UFRJ - NtiN/2005) De acordo com a Lei n* 8.666/1993 e


suas atualizações, desde que não se refiram a parceias de uma mesma
obra ou serviço ou, ainda, para obras e serviços da mesma natureza e no
mesmo local que possam se r realizadas conjunta e concomitan temente, é
dispensável a iicitação para obras e serviços de engenharia de valor até:
a) RS 10.000,00;
b) R $15.000,00;
c) R$ 20.000,00;
d) R$ 25.000,00;
e) R$ 30.000,00.
168 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

16. (Contador - NCE/UFRJ - MIN/2005) De acordo com a Lei na 8,666/1993 e


su as atualizações, desde que não se refiram a parcelas de uma compra
de mator vulto que possa se r realizada de uma só vez, é dispensável a
licitação para compras até:
a) RS 6.000,00;
b) R$ 8.000,00;
c) RS 10.000,00;
d) RS 12.000,00;
e) R$ 15.000,00.

17. (Anaiista - NCE/UFRJ - Eletrobrás/2005) De acordo com a Lei na 9.648, de


27 de maio de 1998, publicada no DOU de 28 de maio de 1998, o limite
para dispensa de licitação para o bras/serviço s de engenharia é de:
a) R$ 15.000,00;
b) RS 20.000,00;
c) R$ 25.000,00;
d) R$ 30.000,00;
e) RS 35.000,00.

18. (Agente Executivo - NCE/UFRJ - CVM/2005) Quanto às licitações, é incorreto


afirmar que:
a) em igualdade de condições, será assegurada preferência aos bens e serviços
produzidos ou prestados por empresas brasileiras de capita! nacional;
b) não serão sigilosas, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento,
salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura;
c) qualquer cidadão poderá acompanhar o desenvolvimento do processo de
licitação, desde que não perturbe ou impeça a realização dos trabalhos;
d) a probidade administrativa e a vincuiação ao instrumento convocatório são alguns
de seus princípios básicos;
e) entre suas modalidades, estão inseridas a concorrência, o convite, o concurso
e o sorteio público.

19. (Agente Executivo - NCE/UFRJ - CVM /2005) A ssin ale a alternativa em


que NÃO consta princípio legal básico expresso na lei que nor matiza a
licitação.
a) Julgamento objetivo. d) Publicidade.
b) Concorrência. e) Probidade.
c) Igualdade.

20. (A nalista - NCE/UFRJ - iphan/2005) De acordo com a Lei na 8 .666, a


modalidade de licitação que é cabível, qualquer que seja o valor de seu
objeto, na compra ou alienação de bens im óveis, ressalvando caso s em
que a aquisição haja derivado de procedimentos ju d iciais ou de dação
em pagamento, em que poderão se r alienados por ato de autoridade
competente, é o/a:
a) leilão; d) concorrência;
b) convite; e) tomada de preços.
c) concurso.
CAMPUS Capítulo 14 — Licitação 169

Série Provas e Concursos


21. (A n alista - NCE/UFRJ - ip h an /2 0 0 5 ) A g ara n tia a s e r p restad a nas
contratações de obras, serviços e compras não ultrapassará 5% do valor
do contrato, exceto para obras, serviços e fornecim entos de grande vulto
que envolvam alta complexidade técnica e risco s financeiros, quando este
limite poderá se r elevado para até:
a) 10% do vaior do contrato;
b) 15% do vaior do contrato; -ih
c) 20% do valor do contrato; v'
d) 25% do valor do contrato; • •
e) 30% do vaíor do contrato. '•

22. (Cesgranrio - ANP - Analista A dm inistrativo/2005) De acordo com o art. 2S


da Lei na 8.666/1993, obras e serviços, Inclusive de publicidade, compras,
alienações, concessões, perm issões e locações da Administração Pública,
quando contratadas com terceiros, ressalvad a s as hipóteses previstas na
mesma lei, serão necessariam ente precedidas de: -
a) licitação;
b) aprovação pelo Legislativo; •••••- *
c) fiscalização pefo Tribuna! de Contas;
d) avaliação peio órgão regulador; -
e) verificação da existência de verba no orçamento.

23. (Cespe/UnB - ANS - Analista Adm inistrativo/2005) A Administração Pública


necessita adquirir bens e serviços de d iversas naturezas para desenvolver
suas atividades. Nesse sentido, utiliza-se de procedimentos de licitação para
selecionar o fornecedor dos bens e serviços de que precisa e para estabelecer
os contratos. No referente à licitação, julgue os itens subseqüentes.
Os avisos com os resumos das tomadas de preços, quando a licitação for do
tipo melhor técnica ou técnica e preço, devem ser publicados com antecedência
mínima de 30 dias em relação à data para a entrega das propostas.
-> Os documentos necessários à habilitação podem ser apresentados por qualquer
processo de cópia; tais cópias, no entanto, devem ser autenticadas em cartório
competente e acompanhadas dos documentos originais.
Na modalidade de licitação denominada pregão, o pregoeiro, após a abertura
dos envelopes com as propostas de preços, classifica o autor da proposta de
menor preço e aqueles que tenham apresentado propostas de valores sucessivos
e superiores em até 20% da de menor preço.
Na modalidade de licitação denominada pregão, uma vez declarado o vencedor,
os demais licitantes têm a faculdade de manifestar, imediata e motivadamente, a
intenção de recorrer, sendo de três dias o prazo para apresentação das razões do
recurso.

24. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - A CE/2004) Em relação ao


pregão, como modalidade licitatória, analise a s afirm ativas a seguir.
i. O pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns e para
alienação de bens im óveis,
II. De acordo com a Lei nc 10.520/2002, o pregão poderá se r usado pela
União, Estados e D istrito Federal, ficando excluídos os Municípios.
170 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvaiho ELSEVIER
Séfie Provas e Concursos

III. O prazo de validade das propostas apresentadas será de 60 dias.


É/são verdadeira(s) somente a(s) afirmativa(s):
a) I; d) le H ;
b) II; e) ile lli.
c) III;

25. (Auditor do Estado do Mato Grosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) Sobre a Lei de


Licitações e Contratos da Administração Pública, é incorreto afirm ar que:
a) a inexigibilidade de licitação decorre da impossibilidade de competição;
b) na dispensa de licitação, a competição entre os licitantes em tese é possível,
mas o legislador entendeu que a licitação não deveria ser realizada;
c) o julgamento das propostas apresentadas na licitação será feito necessariamente
através de critérios objetivos;
d) a licitação não pode ser revogada, mas somente anulada;
e) as empresas públicas e sociedades de economia mista estão sujeitas ao dever
de licitar.

26. (Auditor do Estado do Mato Grosso ~ NCE/UFRJ - AGE/2004) A construção


de um prédio pela Adm inistração Pública, com vaio r total de contrato
R$ 2 .200.000,00 (dois m ilhões e duzentos mil reais), deverá se r feita
por:
a) leilão; d) concurso público;
b) convite; e) tomada de preços.
c) concorrência;

27. (Contador - NCE/UFRJ/2004) Considere as seguintes situações.


I. Aquisição de m ateriais, equipam entos, ou gêneros que só possam
s e r fornecidos por produtor, em presa ou representante com ercial
exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo a comprovação de
exclusividade se r feita através de atestado fornecido pelo órgão de
registro do comércio do locai em que s e realizaria a licitação ou a obra
ou o serviço, pelo sindicato, federação ou confederação patronal, ou,
ainda, pelas entidades equivalentes.
II. Não acudiram interessados à licitação anterior e esta, justificadam ente,
não poderá se r repetida sem prejuízo para a Adm inistração, mantidas,
neste caso, todas as condições pré-estabelecidas.
III. Aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de
autenticidade certificada, desde que co m patíveis ou inerentes às
finalidades do órgão ou entidade.
IV. Contratação de serviço s técnicos enum erados no art. 13 da Lei na
8.666/1993, de natureza singular, com profissionais ou em presas de
notória especialização.
Nos termos do disposto na Lei n9 8.666/1993, é correto afirm ar que:
a) as quatro situações admitem a dispensa de licitação;
b) as quatro situações são casos de inexigibílidade de licitação;
c) a licitação é dispensável nos casos !, li e IV, e inexigível no caso lli;
d) a licitação é dispensável no caso II, e inexigível nos casos 1, III e IV;
e) a licitação é dispensável nos casos ii e III, e inexigível nos casos I e IV.
CAMPUS Capítulo 14 — licitaçao I 7í

Série Provas e Concursos


28. (Contador - NCE/UFRJ/2004) Nos term os do que dispõe a Lei Federal
n* 8.666/1993, a alienação de bens m óveis da Adm inistração Pública,
subordinada à existência de interesse público devidam ente justificado,
terá licitação dispensada no caso de:
a) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração
Pública, de qualquer esfera de governo;
b) doação em pagamento;
c) investidura;
d) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou. entidades da Administração
Pública; . o;.: ■
e) venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública, de qualquer esfera
de governo. •• -

29. (Contador - NCE/UFRJ/2004) A s licitações para execução de obras e para


a prestação de serviços:
a) terão como parte integrante da documentação obrigatória o projeto executivo,
mas será dispensado o projeto básico;
b) obrigam a existência de orçamento detalhado em planilhas, jmas dispensam
nestas a composição dos custos unitários; .-
c) poderão ter incluídas em seu objeto a obtenção de recursos financeiros para sua
execução, exceto no caso de empreendimentos executados e explorados sob o
regime de concessão;
d) poderão permitir que o projeto executivo seja desenvolvido concomitantemente com
a execução das obras e serviços, desde que autorizado pela Administração;
e) poderão ter incluídas em seu objeto o fornecimento de materiais e serviços sem
previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões
reais do projeto executivo.

30. (Contador - NCE/UFRJ/2004) Nas licitações, consideram-se serviços técnicos


profissionais especializados;
a) os pareceres e as perícias, mas não as avaliações em geral;
b) as assessorias ou consultorias técnicas, mas não as auditorias financeiras ou
tributárias;
c) as fiscalizações, supervisões ou os gerenciamentos de obras ou serviços;
d) as restaurações de obras de arte e de bens, mesmo que estes últimos não tenham
valor histórico;
e) as defesas de causas judiciais, mas não das administrativas.

31. (Analista -N CE/U FRJ - Eletrobrás 2002) A Lei na 8.666, de 1993, que institui
normas para licitações e contratos, define com o modalidade de iicitação
entre quaisquer interessados, cadastrados ou não, a venda de bens móveis
in servíveis para a adm inistração através de:
a) tomada de preços;
b) venda direta;
c) leilão;
d) concurso;
e) convite.
172 Orçamento Público — José Ca rios Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

32. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ-2001) A modalidade de licitação


realizada entre interessados previamente cadastrados ou que preencham
os requisitos para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do rece­
bimento das propostas, observada a necessária qualificação, denomina-
se:
a) concorrência;
b) tomada de preços;
c) convite;
d) leilão;
e) concurso.

33. (A n a lista Ju d iciá rio - N CE/UFRJ - T ER /R J-2 0 0 1 ) O ato pelo q ual a


Administração, pela autoridade competente, atribui ao vencedor o objeto
da licitação denomina-se:
a) habilitação;
b) classificação;
c) julgamento;
d) adjudicação;
e) homologação.

34. (Auxiliar Superior Contador - NCE/UFRJ - MP/2001) A licitação constitui


procedimento utilizado para as despesas com:
a) prestação de serviços e obras públicas;
b) pessoa! e encargos sociais;
c) dívida pública e compras;
d) precatórios e obras sociais;
e) transferências voluntárias e constitucionais.
Capítulo J--- J

Controle Interno e Externo

O controle exerce, na administração sistêmica, papel fundamental no


desempenho eficaz de qualquer organização. É por meio dele que detectamos
eventuais desvios ou problemas que ocorrem durante a execução de um
trabalho, possibilitando a adoção de medidas corretivas para que o processo
seja reorientado na direção dos objetivos traçados pela organização.
Na Administração Pública, a importância do controle foi destacada,
principalmente, com o advento da Reforma Administrativa de 1967. Assim, o art.
6fl do Decreto-Lei ns 200/1967 o coloca, ao lado do planejamento, da delegação
de competência, da descentralização e da coordenação entre os cinco princípios
fundamentais que norteiam as atividades da Administração Federal.

Figura 1. Diagrama 1 - Esquema de controle social na Administração Pública

Fonre: S ilva, 2001.


174 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

Neste diapasão, a sociedade é agente passivo e ativo no processo, identificando


tanto as impropriedades para eliminá-las como as melhorias para incentivá-las.
Assim, consegue-se um esforço geral menor, com maiores e melhores resultados
para a própria sociedade.
A Lei nã 4.320/1964 estabelece que o controle da execução orçamentária e
financeira da União, dos Estados, Municípios e Distrito Federal será exercido
pelos Poderes Legislativo e Executivo, mediante controles externo e interno,
respectivamente.
De acordo com o que dispõe o art. 75 da referida lei, tal controle
compreenderá:

! - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento
ou a extinção de direitos e obrigações;
II - a fidelidade funcional dos agentes da administração responsáveis por bens e valores públicos; e
III - o cumprimento do programa de trabalho, expresso em ternos monetários e em termos de realização
de obras e de prestação de serviços.

De acordo com a Constituição da República de 1988, os gastos públicos


estão sujeitos a dois tipos de controle: interno e externo.

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da união e das en­
tidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
das subvenções e renúncia de receita, será exercida peío Congresso Nacional, mediante Controle Externo,
e pelo Sistema de controle interno de cada Poder.

O controle interno é assim definido por ser exercido pelo próprio ente,
Poder, gerenciando a aplicação de recursos sob sua responsabilidade. O CFC -
Conselho Federal de Contabilidade, por meio da Resolução n -820/1997, define
controle interno como “(...) o plano de organização e o conjunto integrado de
métodos e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio,
promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações
contábeis e da sua eficácia operacional”.
Na opinião de J. Ferreira (2005), o objetivo geral dos controles internos
administrativos é evitar a ocorrência de impropriedade e irregularidade, por
meio dos princípios e instrumentos próprios, destacando-se entre os objetivos
específicos, a serem atingidos, os seguintes:
CAMPUS Capítulo 15 — Controle interno e Externo

1- observar as normas legais, instruções normativas, estatutos e regimentos;


2- assegurar, nas informações contábeis, financeiras, administrativas e
operacionais, sua exatidão, confiabilidade, integridade e.oportunidade;
3 - evitar o cometimento de erros, desperdícios, abusos, práticas antieconômicas
e fraudes; ; . ■ív
4 - propiciar informações oportunas e confiáveis, inclusive de caráter
administrativo/operacional, sobre os resultados e feitos atingidos;
5 - salvaguardar os ativos financeiros e físicos quanto à sua boa e regular
utilização e assegurar a legitimidade do passivo;
6 - permitir a implementação de programas, projetos, atividades, sistemas e
operações, visando à eficácia, eficiência e economicidade na utilização dos
recursos; e ^ ■
7 - assegurar a aderência das atividades às diretrizes, planps, normas e
procedimentos da unidade/entidade.
Neste sentido, os controles internos administrativos implementados em
uma organização devem:
1 - prioritariamente, ter caráter preventivo;
2 - permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais desvios em
relação aos parâmetros estabelecidos;
3 - prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão; e
4 - estar direcionados para o atendimento a todos os níveis hierárquicos da
Administração.
Desta forma, quanto maior for o grau de adequação dos controles internos
administrativos, menor será a vulnerabilidade dos riscos inerentes à gestão
propriamente dita.
Ainda segundo J. Ferreira (2005), é possível identificar no controle interno
administrativo alguns princípios, ou seja, um conjunto de regras, diretrizes e
sistemas que visam a atingir objetivos específicos, tais como:
1) relação custo/benefício - consiste na avaliação do custo de um controle
em relação aos benefícios que ele possa proporcionar;
2) qualificação adequada, treinamento e rodízio de funcionários - a eficácia
dos controles internos administrativos está diretamente relacionada
com a competência, formação profissional e integridade do pessoal. É
imprescindível haver uma política de pessoal que contemple:
a) seleção e treinamento de forma criteriosa e sistemática, buscando
melhor rendimento e menores custos;
I 76 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de CarvalhoELSEVTER
Série Provas e Concursos

b) rodízio de funções, com vistas a reduzir/eliminar possibilidades de


fraudes; e
c) obrigatoriedade de funcionários gozarem férias regularmente, como
forma, inclusive, de evitar a dissimulação de irregularidades;
3) delegação de poderes e definição de responsabilidades —a delegação de
competência, conforme previsto em lei, será utilizada como instrumento
de descentralização administrativa, com vista a assegurar maior rapidez e
objetividade às decisões. O ato de delegação deverá indicar, com precisão,
a autoridade delegante, delegada e o objeto da delegação. Assim sendo, em
qualquer unidade/entidade, devem ser observados:
a) existência de regimento/estatuto e organograma adequado, onde a
definição de autoridade e conseqüentes responsabilidades sejam claras
e satisfaçam plenamente as necessidades da organização; e
b) manuais de rotinas/procedimentos, claramente determinados, que
considerem as funções de todos os setores do órgão/entidade;
4) segregação de funções - a estrutura das unidades/entidades deve prever
a separação entre as funções de autorização/aprovação de operações,
execução, controle e contabilização, de tal forma que nenhuma pessoa
detenha competência e atribuições em desacordo com este princípio;
5) instruções devidamente formalizadas - para atingir um grau de segurança
adequado, é indispensável que as ações, os procedimentos e instruções sejam
disciplinados e formalizados através de instrumentos eficazes e específicos,
ou seja, claros e objetivos, e emitidos por autoridade competente;
6) controles sobre as transações - é im prescindível estabelecer o
acompanhamento dos fatos contábeis, financeiros e operacionais,
objetivando que sejam efetuados mediante atos legítimos, relacionados
com a finalidade da unidade/entidade e autorizados por quem de direito;
e
7) aderência às diretrizes e normas legais - o controle interno administrativo
deve assegurar observância às diretrizes, aos planos, normas, leis,
regulamentos e procedimentos administrativos, e que os atos e fatos
de gestão sejam efetuados mediante atos legítimos, relacionados com a
finalidade da unidade/entidade.
No setor público, o controle interno de cada Poder tem suas atribuições
definidas na Constituição da República de 1988, senão vejamos:
CAMPUS Capítulo 15 — Controle Interno e Externo 177

Série Provas e Concursos


Art. 74. Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle
interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução de programa s de governo
e dos orçamentos da União; ; >
II -com provara legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência; da gestão orçamentária,
financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal; bem como da aplicação de
recursos públicos por entidades de direito privado; •••'•; •
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
IV — apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. :
§ I5. Os responsáveis pelo Controle Interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão Ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
§ 2 -. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei,
denunciar irregularidades ou ilegalidade perante o Tribunal de Contas da União. *

Conforme explicitado na publicação Cadernos âa Controladoria (1995), o


controle interno assume a sua verdadeira identidade, para o desempenho de
sua função, no exercício da ação preventiva e corretiva dos desvios surgidos
ou detectados, bem como nas ações de examinar e promover os resultados
obtidos em razão dos objetivos planejados. Neste sentido, o sistema de controle
interno, do ponto de vista operacional, compreende todo o conjunto de normas
e procedimentos administrativos que envolvem os fluxos de informações e
funcionamento.organizacional e demais controles existentes na estrutura de uma
entidade ou unidade administrativa. Desta forma, tem a seguinte finalidade:
a) proteger e salvaguardar os bens e outros ativos contra perdas, fraudes ou
erros não intencionais;
b) assegurar o grau de confiabilidade da informação contábil-financeira
que poderá ser utilizada pela administração superior com base para suas
decisões;
c) promover a eficiência das operações;
d) impulsionar a adesão à política estabelecida pela administração da entidade;
Adicionalmente, resta evidenciado no mesmo documento que os elementos
de um sistema de controle interno satisfatório incluem:
a) plano de organização que defina uma separação apropriada das responsabilidades
funcionais;
b) sistema de organização e procedimentos de registros que estabeleça um
controle contábil razoável sobre os bens, obrigações, receitas e custos;
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVÍER

c) procedimentos idôneos para a execução e desempenho dos deveres e


funções de cada unidade institucional;
d) grau de qualificação do pessoal comparado às responsabilidades que se
lhes tenham confiado.
O fundamento do controle interno da Administração Pública brasileira
está no art. 76 da Lei ns 4.320/1964, o qual estabelece que o Poder Executivo
exercerá os três tipos de controle da execução orçamentária:
1) legalidade dos atos que resultem arrecadação da receita ou a realização da
despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
2) a fidelidade funcional dos agentes da administração responsáveis por bens
e valores públicos; e
3) o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários
e em termos de realização de obras e prestação de serviços.
Na esfera federal, o sistema de controle interno vinculado à Secretaria Federal
de Controle, hoje pertencente à estrutura da CGU ~ Controladoria Geral da
União por força do Decreto na 4.177, de 28 de março de 2002, tem como
finalidades as previstas na Constituição, a seguir mencionadas, quais sejam:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no Piano Plurianual, a execução dos programas
de governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a iegalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e à eficiência,
da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública
Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privados;
III-exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como
dos direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Conforme mencionado, uma das atribuições do controle interno é auxiliar


o controle externo que, segundo a Constituição da República, em seu art. 71,
será exercido pelo Poder Legislativo, auxiliado pelo Tribunal de Contas.
Tendo em vista o sistema de “freios e contrapesos” (concebido originalmente
por Montesquieu), estabelecido na Constituição da República Brasileira de 1988
entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, coube aos Tribunais de
Contas, enquanto órgãos técnicos auxiliares do Parlamento, o acompanhamento
e fiscalização dos gastos públicos.
CAMPUS Capítulo 15 —- Controle Interno e Externo

Desta forma, considerando a possibilidade da ocorrência de abusos e


irregularidades na correta gestão da res publica, compete aos TCs a verificação
dos atos praticados na arrecadação de receitas, execução de despesas, contratação
de pessoal e controle do patrimônio, verificando o atendimento da legislação
aplicável à legitimidade dos gastos e à efetividade.
Com base na definição apresentada pela Associação Brasileira de Orçamento
Público (1975), o controle externo compreende o controle de execução
orçamentária, financeira, contábil e patrimonial exercido pelo Poder Legislativo,
auxiliado pelos Tribunais de Contas, com o objetivo de verificar a probidade de
Administração, guarda elegal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento
da lei orçamentária. . •.. . .
Matias & Campeio (2000) destacam, ainda, que a fiscalização financeira,
orçamentária, patrimonial, bem como a contábil e operacional, introduzida
pelo novo texto constitucional, é atribuição do controle externo, exercido
pelo Poder Legislativo, através das auditorias realizadas pelos Tribunais de
Contas. Contudo; a tomada de contas pertence ao controle interno, exercido
pelos Poderes Executivo e Legislativo, através dos órgãos de contabilidade.
Deste modo, a auditoria, como instrumento técnico de apoio à Administração
Pública, é realizada em auxílio ao controle interno, de cada um dos Poderes,
por órgãos de auditoria interna, ou por empresas de auditoria independente,
contratadas para esse fim.
As atribuições do Tribunal de Contas da União estão definidas no art. 71
da Constituição da República, senão vejamos:

i - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer


prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;
!1 - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis pordinheiros, bens e valores públicos
da administração direta e indireta*, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas peio Poder
Público federal* e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que
resulte prejuízo ao erário publico;
III- apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pes­
soal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas
pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das

1 ADMINISTRAÇÃO DIRETA: composta pelo órgão com subordinação direta ao Executivo e que compartilha da
mesma entidade jurídica, bem como dos recursos financeiros orçamentários.
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: formada por órgãos que possuem situação jurídica, gestão e recursos financeiros
e orçamentários independentes. A Administração Indireta é representada pelas autarquias, fundações e empresas
públicas (Matias & Campeio, 2000).
Orçamento Público — josé Caflos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem
o fundamento íegal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federai, de Comissão técnica ou de
inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional
e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e judiciário, e demais
entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social
a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo,
ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas
Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
VIII -aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções
previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, muita proporcional ao dano causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências neces­
sárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados e ao Senado Federal;
XI ~ representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

Quanto ao momento, os controles classificam-se em prévio, concomitante


e subseqüente.
O controle prévio corresponde aos procedimentos aplicados antes da
execução do ato, consubstanciando-se em autorizações para a prática de atos
subseqüentes e pré-anãlises.
Segundo Castro & Gomes (2001), o controle prévio ou apriori engloba toda
a movimentação ou utilização de créditos orçamentários ou recursos financeiros
mediante prévia observação das normas de administração orçamentária e
financeira. Esta fase do controle examina, entre outros aspectos, a correta
classificação da despesa, a existência de saldo para atendê-la, a utilização de
formulários adequados e as normas de preenchimento destes documentos.
As normas pertinentes ao controle prévio federal estão, basicam ente,
consubstanciadas no Decreto-Lei n£ 93.872, de 23/12/1986.
O controle concomitante engloba o conjunto de procedimentos aplicados
durante a prática dos atos, pari passu à execução orçamentária.
CAMPUS Capítulo 15 — Controle Interno e Externo

Ainda segundo Castro (2001), o controle concomitante ou simultâneo


é a contabilidade que se ocupa do registro dos fatos e os resume através
de relatórios, balancetes e demonstrações, levantados mensalmente. Neste
sentido, o acompanhamento da execução orçamentária, ou seja, o controle
concomitante, de acordo com o art. 78 do Decreto-Lei na 200/1967, deve ser
feito pelos órgãos de contabilidade que, conforme o nível de agregação, pode
ser assim classificado:
O controle subseqüente abrange os procedimentos aplicados após a prática dos
atos. Normalmente consubstanciam-se em aprovações ou reprovações de contas.
No entendimento de Castro (2001), as últimas fases do controle são a tomada
ou prestação de contas ao final do exercício financeiro e a auditoria.
A tomada de contas consiste em levantamento e exame organizados
pelos órgãos de contabilidade analítica, de registro e documentos de gestão
orçamentárias, financeira e patrimonial dos responsáveis por bens e dinheiros
públicos, cujos principais produtos são as demonstrações dos resultados
apurados no exercício financeiro, podendo ser:
a) anual - ao final do exercício financeiro;
b) especial - quando se verificar que ocorreu desfalque, desvios de bens, ou
outra irregularidade de que resulte prejuízos para a Fazenda Pública, ou
quando se verificar que determinada conta não foi prestada pelo responsável
pela aplicação dos recursos públicos, no prazo e na forma fixada, inclusive
para entidades da Administração Indireta;
c) extraordinária - quando ocorrer a extinção, dissolução, transformação,
fusão ou incorporação de unidade gestora de um ministério ou órgão.
A prestação de contas é o processo formalizado pelo próprio agente
responsável ou pelas unidades de contabilidade analítica das entidades da
Administração Indireta, referente aos atos de gestão praticados pelos respectivos
dirigentes, podendo ser:
a) anual - ao final do exercício financeiro;
b) extraordinária - quando ocorrer a extinção, cisão, fusão, incorporação,
transformação, liquidação ou privatização de entidades da Administração
indireta, inclusive as fundações instituídas e/ou mantidas pelo Poder
Público Federal.
c) a auditoria, no âmbito da Administração Federal, é uma atividade de
fiscalização orçamentária e financeira, constituindo a etapa final do controle
interno. Esta atividade se apóia, fundamentalmente, nas tomadas de contas
elaboradas pelos órgãos de contabilidade analítica ou nas prestações de
contas elaboradas pela entidade da Administração Indireta.
i 82 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVTER
Série Provas e Concursos

15.1. Questões de Concursos Anteriores


1. (Analista Judiciário - FCC - T R T - 24a Região/2006) Nos órgãos públicos,
cabe ao sistem a de controle interno:
a) julgar as contas dos responsáveis pelo uso do dinheiro pubiico;
b) apreciar, para fins de registro, a legalidade de atos de admissão de pessoal;
c) assinar prazo para que o órgão adote as providências necessárias ao cumprimento
da lei;
d) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de concessão de aposentadoria;
e) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual e a execução dos
programas de governo.

2. (Analista Ministerial ~ FCC - Ministério PúbSico de Pernambuco/2006) Sobre


o sistem a de controle interno federal, nos term os da Instrução Normativa
SFC nfl 1, de 6/4/2001, é correto afirmar que:
a) o sistema de controle interno do poder executivo federal visa à avaliação da ação
governamental, da gestão de administradores públicos federais e da aplicação de
recursos públicos por entidades de direito privado, por intermédio da fiscalização
contábil, financeira, orçamentária e operacional, não admitidos quaisquer outros
tipos de fiscalização;
b) a avaliação da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado
não faz parte do seu rol de competências;
c) prestar orientação, consultoria e assessoramento jurídico, fazem parte das
atribuições do controle interno federal;
d) as atividades do controle interno federal destinam-se preferencialmente a
subsidiar o exercício da direção superior da administração pública federal, a
cargo do presidente da república;
e) a avaliação dos mecanismos de controle social previstos nos respectivos
programas de governo não faz parte da do sistema de controle interno do poder
executivo federal.

3. (Analista Ministerial - FCC - Ministério Público de Pernambuco/2006) Em


relação à postura profissional do servidor do sistem a de Controle Interno
do Poder Executivo Federal, considere as seguintes a sse rtiv a s.
I. Agir com prudência, habilidade e atenção, de modo a reduzir ao mínimo
a margem de erro e acatar as normas de ética profissional, o bom sen so
em seu s atos e recomendações, o cumprimento das norm as gerais de
controle interno e o adequado emprego dos procedimentos de aplicação
geral ou específica.
II. Conhecimento técnico e capacidade profissional em função de su a
atuação multidisciplinar. Deve po ssu ir um conjunto de conhecimentos
té cn ico s, experiência e capacid ad e para a s ta re fa s que executa,
co nh ecim ento s co n tá b e is, e co n ô m ico s, fin a n c e iro s e de o u tra s
d isciplinas para o adequado cumprimento do objetivo de trabalho.
III. Deve abster-se de intervir em casos onde haja conflito de interesses que possam
influenciar o seu trabalho, comunicando o fato aos seus superiores.
É correto o que consta em:
a) I, II e III; d) I e Eli, apenas;
b) I e II, apenas; e) I, apenas.
c) II e III, apenas;
CAMPUS Capítulo 15 — Controle Interno e Externo 183

Série Provas e Concursos


4. (Analista judiciário ~ FCC - TRT - 24a Região/2006) Em relação aos controles
interno e externo, na Adm inistração Pública, é correto afirmar que:
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no piano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da união são algumas das atividades
precípuas do sistema de controle interno que o poder judiciário deverá manter;
b) o parecer prévio, emitido pelos tribunais de contas estaduais e municipais, só
deixará de prevalecer por decisão da maioria absoluta dos :mémbros da câmara
municipal;
c) a avaliação de resultados dos programas de governo é atividade exclusiva do
tribunal de contas da união; •• ■'■'.• -: v
d) os responsáveis pelo controle interno do tribunal regional do trabalho, ao
tomarem conhecimento de irregularidades ou ilegalidades-/1deverão dar ciência
ao tribunal de contas da união, sob pena de responsabilidade subsidiária;
e) o controle externo, a cargo do congresso nacional, ■■exercido com o auxílio do
tribunal de contas da união, tem a competência de apreciar as contas anuais do
presidente da república e, dentro do prazo de sessenW tíias,’ a contar do seu
recebimento, deverá julgá-las. .. :- ■
... ?
5. (Contador - NCE/UFRJ - MIN/2005) O auditor deve avaliar os controles
Internos da entidade auditada para:
a) decidir qua! modalidade de auditoria irá aplicar: de gestão, contábil, de
programas, operacional ou de sistemas;
b) planejar a quantidade de testes de auditoria que deverá realizar;
c) realizar o cut-off de notas fiscais;
d) efetuar o cut-off de entradas de almoxarifado;
e) realizar o cut-off de estoques.

6. (TCD F - A FC E/2002) A fiscalização contábil financeira, orçam entária,


operacional e patrimonial dos entes da Federação e de su as entidades da
Administração Direta e Indireta, é exercida pelos órgãos do Poder Legislativo
com auxíüo dos Tribunais de Contas. Considerando especialm ente as
disposições da Constituição da República e da Lei Orgânica do TCDF, julgue
o s itens seguir.
Ao TCDF compete, na forma estabelecida no seu Regimento interno, julgar as
contas prestadas anualmente pelo governador do DF.As contas consistirão nos
balanços gerais e no relatório do órgão central do sistema de controle interno
do Poder Executivo, acerca da execução dos orçamentos fiscal, da seguridade
social e de investimentos das empresas.
O TCDF, no exercício de suas com petências fornecerá apoio técnico e
assessoramento aos órgãos e unidades responsáveis pelo controle interno.
-> O TCDF apreciará, para fins de registro ou reexame, os atos de admissão de
pessoal, de concessão inicial de aposentadorias, reformas e pensões, bem
como editais de licitações e os contratos, convênios, acordos, ajustes ou outros
instrumentos congêneres.
-> Diante da omissão no dever de prestar contas da não-comprovação da aplicação
dos recursos repassados pelo DF, da ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro,
bens ou valores públicos, ou, ainda, da prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo
ou antieconômico, de que resulte dano ao erário, à autoridade administrativa
competente, sob pena de responsabilidade solidária, deverá imediatamente adotar
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvaího ELSEVIER

providências com vistas à instauração de tomada de contas especial para apuração


dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano.
-> Quando julgar as contas irreguíares, havendo débito, o TCDF condenará o
responsável ao pagamento da dívida atualizada monetariamente, acrescida
dos juros de mora devidos, podendo, ainda, aplicar-lhe a muita de até 100% do
valor atualizado do dano causado ao erário, sendo o instrumento da decisão
considerado título executivo para fundamentar a respectiva ação de execução.

(TCDF - AFCE/2002) A propósito da organização e da composição do TCD F


e das prerrogativas de seu s membros e tendo em conta, especialm ente, as
disposições da Constituição da República e da Lei Orgânica d esse tribunal,
julgue os itens seguintes.
-> O TCDF é integrado por sete conselheiros e três auditores.
Dos conselheiros do TCDF, dois serão escolhidos pelo governador do DF, com
aprovação da Câmara Legislativa, sendo um escolhido, alternadamente, entre
auditores, membros do Ministério Público, junto ao TCDF, e advogados inscritos na
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), indicados em lista tríplice pelo Tribunal.
-> Os auditores serão convocados para substituir conselheiros-quando for necessário
para efeito de completar quorum - sempre que os titulares comunicarem,
ao presidente do Tribunal ou da Câmara respectiva a impossibilidade de
comparecimento à sessão.
-> Considere a seguinte situação hipotética. Como se tratava de vaga deferida
ao Poder Executivo, o governador do DF escolheu com base no critério da
antigüidade, o nome de novo conselheiro oriundo do quadro de auditores do
TCDF, tendo a Câmara Legislativa aprovado a escolha, apesar de existir parentesco
em primeiro grau entre o escolhido e outro conselheiro. Nessa situação, a
nomeação é legal e, por isso, deve ser mantida.
Os conselheiros do TCDF, e seus auditores, estes quando em substituição a
conselheiros., terão os mesmos direitos, garantias, prerrogativas, impedimentos,
vencimentos e vantagens dos desembargadores do TJDFT.

(A uditor/TCEPR/Esaf/2002) No Brasil, tem competência exclusiva para


ju lg ar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República:
a) o Supremo Tribunal Federal;
b) a comissão mista de senadores e deputados;
c) o Tribunal de Contas da União;
d) o Congresso Nacional;
e) a Câmara dos Deputados.

(A uditor/TCEPR/Esaf/2002) Sobre a fiscalização e o controle interno e


externo dos orçam entos, é correto afirmar que:
a) o controle interno da execução orçamentária é exercido pelos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário, com o auxílio do Tribunal de Contas;
b) o controle externo é realizado quando se comprove omissão ou inexatidão no
controle interno;
c) o controle externo é efetuado pelo Poder Legislativo;
d) a fiscalização da execução orçamentária resume-se no exame da legalidade dos
atos praticados peio agente público;
e) os cidadãos não são partes legítimas para denunciar irregularidades ou
ilegalidades perante o Tribunal de Contas.
CAM PUS Capítulo 15 — Controle Interno e Externo

10. (Procurador/TCDF/Cespe/2002) Compete ao TCDF:


a) julgar as contas do governador do DF;
b) exam inar a legalidade, para fins de registro, dos atos de admissão de
comissíonador do DF;
c) realizar auditorias aprovadas pelo próprio Tribunal ou pela Câmara Legislativa do
DF;
d) examinar os atos de gestão de administradores do DF, não apenas sob a ótica
da legalidade, mas igualmente quanto à sua economiçidade;
e) juigar contas de organizações sociais do D que tenham redebido recursos em
decorrências de contratos de gestão celebrados com o D F.. '

11. (Auditor/TCE - SE/FCC/2002) A s decisões finais do Tribunal de Contas do


Estado de Sergipe que importarem imposição de débito ou muita:
a) terão eficácia de título executivo, independentemente cia inscrição na dívida
pública; . . ..
b) serão submetidos à aprovação da Mesa da Assembléia Legislativa;
c) somente terão eficácia depois de aprovados pela Assembléia Legislativa;
d) eqüivalerão a títulos executórios, quando aprovados pela Mesa da Assembléia
Legislativa;
e) serão desde logo válidas, mas sua eficácia executiva ficará condicionada ao
referendo da Assembléia Legislativa.

12. (Subprocurador/TCE - SE/FCC/2002) Ao se referir ao sistem a de controle


interno dos Poderes do Estado, a Constituição do Estado de Sergipe dá
legitimidade a qualquer:
a) cidadão, partido político, associação ou sindicato para denunciar irregularidades
ou ilegalidades perante o governador do Estado;
b) cidadão, partido político, associação ou sindicato para denunciar irregularidades
ou ilegalidades perante o governador do Estado;
c) cidadão, partido político, associação ou sindicato para denunciar irregularidades
perante o Tribuna! de Contas do Estado;
d) empresário, partido político, associação ou entidade de comercial para denunciar
irregularidades ou ilegalidades perante a Assembléia Legislativa;
e) brasileiro, empresa, associação ou entidade civil para denunciar irregularidades
ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.

13. (Subprocurador/TCE - SE/FCC/2002) Conforme norma de Constituição Federal,


os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno. É finalidade estranha a esse controle interno:
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual;
b) rever os atos praticados pelo órgão incumbido do controle externo;
c) avaliar a execução dos programas de governo e dos orçamentos;
d) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência
da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da
Administração;
e) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.
Orçamento Público — josé Carlos Oiiveira de Carvalho ELSEVIER

14. (Procurador da Repúbiica/2001) A fiscalização das contas nacionais das


em presas supranacionais, de cujo capitai social a União participe deform a
direta ou indireta, é da competência:
a) do sistema de controle externo do Poder Executivo;
b) de comissão especial do Congresso Nacional;
c) do Tribunal de Contas da União;
d) do Conselho Monetário Nacional, por intermédio do Banco Central.

T5. (TCE - ES/ Esaf/2001 /Auditor) Avaliar o cumprimento das metas previstas
no Piano Plurianual e a execução de programas de governo, é função do
sistem a de controle externo, ao qual compete apoiar, no exercício de sua
m issão constitucional:
a) o Poder Executivo;
b) o sistema de planejamento e orçamento;
c) o sistema de controle externo;
d) o Poder Judiciário;
e) o Conselho Monetário Nacional.

16. (TCE - ES/ Esaf/2001 /Auditor) A fiscalização financeira e orçamentária, de


responsabilidade do Poder Legislativo, classifica-se no controle:
a) judicial;
b) interno;
c) administrativo;
d) externo;
e) político.

1 7. (TCE - ES/ Esaf/2001 /Auditor) A ssinale a opção correta.


a) Não compete ao Tribuna! de Contas da União o julgamento da legalidade
de aposentadoria modificar, por entendê-los ilegais os termos em que tal
aposentadoria foi concedida pelo órgão administrativo competente.
b) Com o advento da Constituição de 1988, o Estado-membro pôde criar Tribunal
de Contas Municipal, com atribuições exclusivas sobre a capital do Estado.
c) A escolha do Procurador-Geral do Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas
da União, é feita pelo Chefe do Executivo, podendo recair sobre bacharel em
Direito não-integrante da carreira.
d) Inclui-se, dentre as competências do Tribunal de Contas da União, o julgamento
das contas do Presidente da República.
e) É dado à Constituição do Estado-membro estabelecer que as Contas das Mesas
das Câmaras Municipais serão julgadas peias próprias Câmaras Municipais, com
base em parecer do Tribuna! de Contas do Estado.

18. (Analista Judiciário - NCE/UFRJ - TER/RJ 2001) De acordo com a Constituição


Federal vigente, o controle externo do Tribunal Regional Eleitoral será
exercido pelo(a):
a) Congresso Nacional;
b) Tribunal de Contas da União;
c) Senado, com o auxílio do Tribunal de Contas da União;
d) Câmara dos Deputados, com o auxílio do Tribunal de Contas da União;
e) Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
CAMPUS Capítulo 15 — Controle Interno e Externo

19. (TCU - Cespe-UnB/1 998) O Sr. Francisco da Silva, prefeito de um Município


b rasileiro , recebeu rep a sse de v erb as fed erais por meio de convênio
celebrado como o Ministério de Transportes, para a execução de obras
específicas no referido convênio. O prefeito prestou su a s contas, que foram
ju lgadas irregulares, ante a constatação de dano ao Erário, decorrente de
ato de gestão antieconômica. O TCU condenou o prefeito pelo valor do
débito e aplicou-lhe multa. T rê s anos após a publicação do acórdão que o
condenou, o Sr. Francisco obteve novos documentos capazes de ilidir os
fundamentos da decisão que lhe fora desfavorável. Considerando e ssa
situação, ju lg u e os seguintes itens.
Somente após a constituição do respectivo titulo da dívida ativa, poderá o prefeito
ser executado em relação à multa que lhe for aplicada. .
-> Para cobrança do valor do débito relativo ao repasse das. verbas do convênio,
o acórdão condenatório do TCU constitui título bastante para a propositura da
ação executiva.
-í» Em face do fundamento da condenação, dano ao Erário, decorrente de ato de gestão
antieconômica, cabia ao TCU determinar a remessa da documentação pertinente
ao Ministério Público, para ajuizamento das ações civis è penais cabíveis.
-> Em face dos novos documentos obtidos, o prefeito poderá propor ação judicial
anulatória contra o julgado do TCU, haja vista que está prescrito o prazo para a
propositura de qualquer recurso perante o TCU.
-> Prestará contas, quaiquer pessoa física que, em nome da União, assuma
obrigações de natureza pecuniárias

Questões de Bancas Diversas


20. O Tribunal de Contas da União:
a) é um órgão auxiliar do Congresso Nacional, apesar de fazer parte do Poder
judiciário;
b) exerce a função de controle externo da Administração federai, conforme previsto
na Constituição;
c} examina e emite parecer relativo às contas apresentadas anualmente pelo
Presidente da República;
d) pode aplicar sanções aos responsáveis, inclusive multas;
e) pode fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União aos
Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal.

21. A respeito dos processos de tomada e de prestação de contas, julgue os


itens abaixo.
-> Tomada de contas é o processo organizado peio próprio agente responsável ou
pelos órgãos de contabilidade analítica das entidades da Administração Indireta,
referentes aos atos de gestão praticados pelos respectivos dirigentes.
-> A prestação de contas poderá ser anuaí, especial ou extraordinária.
-> A tomada de contas extraordinária será levantada quando ocorrer extinção,
dissolução, transformação, fusão ou incorporação do órgão.
-> Tanto a tomada de contas anual quanto a prestação de contas anuaí deverão ser
levantadas em 30 de junho do exercício financeiro seguinte.
A tomada de contas e a prestação de contas poderão ter como responsáveis
aqueles que tenham como atribuições a admissão de pessoai e a concessão de
aposentadorias, reformas e pensões.
188 Orçamento Púbfico — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

22. A respeito da apiicação de recursos públicos, julgue os itens a seguir.


-> No nível federal, o sistema de controle interno devera ficar a cargo de unidade
administrativa vinculada ao Ministério da Fazenda, que manterá, de forma
integrada, o sistema de controle interno dos três Poderes.
O sistema de controle interno deverá apoiar o controle externo no exercício de
sua missão institucional.
-> 0 sistema de controle interno deverá comprovar a legalidade e avaliar a eficácia
e a eficiência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
entidades da Administração federal.
-> O sistema de controle interno deverá comprovar a legalidade e avaíiar a eficácia e a
eficiência da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.
O sistema de controle interno terá seus trabalhos como base para as verificações
e conclusões do Tribunal de Contas da União.

Questões Comentadas
23. (TFC-Esaf/2001) Para assegurar a plena fiscalização orçamentária em todos
os seus campos e sob os ângulos examinados, a Constituição de 1988 prevê
os seguintes m ecanismos de controle:
a) interno, externo e privado; d) gera!, interno e publico;
b) geral, público e privado; e) geral, externo e público.
c) interno, externo e público;
Opção A. Os controles interno e externo são exercidos pelo próprio Poder,
nos termos dos arts. 70 a 74 da CR de 1988. O controle privado é o exercido
diretamente pela população.

24. No tocante à fiscalização exercida pelo Tribunal de Contas, marque a opção


errada. Compete ao Tribunal de Contas:
a) julgar as contas dos administradores e responsáveis por dinheiro, bens e valores
públicos;
b) fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social
a União participe;
c) aplicar a responsáveis em caso de ilegalidades de despesas ou irregularidades
de contas, as sanções previstas em lei;
d) representar ao poder competente sobre abusos apurados;
e) em caso de ilegalidade, sustar contratos.
Opção E. Os Tribunais de Contas têm competência para sustar atos ilegais,
mas não contratos. Caso estes não estejam em conformidade com a lei, de­
verá a Corte de Contas comunicar o fato ao Poder Legislativo, que adotará as
providências cabíveis. Se o Parlamento mantiver-se inerte, aí o TC decidirá a
respeito. As demais opções baseiam-se na Carta Magna (competências) e na
Lei Orgânica dos TC.
Capítulo X Vy

Lei de Responsabilidade Fiscal

A Lei Complementar n2 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal - foi


instituída com a finalidade de ordenar as finanças publicas brasileiras. Sua
previsão consta na Carta Magna, senão vejamos: *

Art Í63. Â Lei complementar disporá sobre: J


I - finanças Públicas;
í í — dívida Pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas
pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização das Instituições Financeiras;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios;
Vií - compatibiiízação das funções, das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as carac­
terísticas e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

A LRF, inspirada no New Public Act da Nova Zelândia, foi estruturada com
base em alguns pilares, sobre os quais discorreremos a seguir,
a) TRANSPARÊNCIA (OU VISIBILIDADE)
Há alguns anos, as informações sobre finanças públicas eram acondicionadas
em uma espécie de “caixa-preta”, como assunto sigiloso. Ora, uma vez que a
população tem o direito e o dever de saber as origens e aplicações dos recursos
dos quais é titular, foram estabelecidos meios para disponibilizar, inclusive
em meio magnético, dados sobre receitas, despesas e patrimônio. Dentre os
principais mecanismos de divulgação, é possível destacar:
• audiências públicas;
• leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA);
190 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

• prestações de contas;
* relatório resumido de execução orçamentária;
• relatório de gestão fiscal;
* versões resumidas dos relatórios supramencionados.

b) PLANEJAMENTO E VISÃO DE LONGO PRAZO


Para exemplificar a nova mentalidade que deve prevalecer em nossos
gestores, é possível um caso real onde determinada Prefeitura, desejosa de
contratar guardas municipais, colocou a leilão o prédio onde estava situada
a sede da Prefeitura. Demais ilegalidades à parte, o produto da venda não
representa justificativa suficiente para a contratação dos novos servidores,
visto que a natureza da despesa é de caráter continuado, diferentemente
da receita. Nesse sen tido,/para que seja possível realizar uma despesa com
impacto em diversos exercícios, faz-se necessário existir uma receita também
de caráter continuado,/de forma a não prejudicar a execução orçamentária
dos próximos agentes políticos. Uma prática, também nesse sentido, qu^não
deverá se repetir, é a inscrição em restos a pagar - RP, sem a correspondente
disponibilidade financeira^ Em outras palavras: deixar dívidas para o próximo
ano, comprometendo o orçamento seguinte com dívidas passadas4 Assim,
para ser possível deixar dívidas para o próximo gestor, é necessário deixar,
também, dinheiro em caixa suficiente para cobrir o débito. Nesse diapasão,
o que se deseja é uma mudança de cultura, onde o horizonte dos gestores
deixe de ser a duração do mandato, de forma a ser possível tomar decisões
com foco na eficácia e eficiência no longo prazo.

c) RESPONSABILIDADE (.ACCOUNTABILITY)
A gestão irresponsável, a partir de modificação no Código Penal, com
a inclusão dos crimes fiscais, passou a ser tratada com maior rigor. Dessa
forma, inscrição em RP sem disponibilidade financeira (deixar dívidas para
serem pagas pelo próximo agente político’sem cobertura), não-publicação dos
demonstrativos previstos, realização de despesa de caráter continuado sem a
receita correspondente, realização de despesas de capital em volume menor
que as receitas de capital foram tipificados (acrescentados, normalizados) na
legislação.
CAMPUS Capítuio ! 6 — Lei de Responsabilidade Fiscal 191

Séfie Provas e Concursos


d) EQUILÍBRIO
O desejado equilíbrio das contas públicas é um dos objetivos da LRE Assim,
o controle dos gastos com servidores, com juros e com despesas continuadas,
será tratado com maior detalhamento nos itens seguintes. ■

16. I . Abrangências da LRF


jf'A LRF destina-se à Administração Direta do Executivo, Legislativo (ínserto o
Tribunal de Contas), judiciário e Ministério Público nas três. esferas de governo
(União, Estados e Municípios), inclusive fundos especiais, autarquias, fundações
e empresas estatais dependentes:! Este último termo, praticamente inédito
(normalmente as leis que tratam de Administração Pública dividem-na em direta
e indireta), compreende as empresas públicas e sociedades de economia mista
que recebem recursos oriundos do Poder Público. Nesse diapaSão, ao receber
recursos em um determinado exercício, resta caracterizada a dependência. A
exceção (recebimento de repasse sem caracterizar a dependência) fica por conta do
aumento de capital. Assim, se a União aumentar o capital do Banco do Brasil - BB, ao
integralizar sua parcela, não pode o BB ser enquadrado como estatal dependente.
Abrange Administração Direta, autarquias, fundação e empresas estatais
dependentes (empresas públicas e sociedades de economia mista, desde que
recebam dinheiro do governo).

16.2. Receita Corrente Líquida


É um dos conceitos mais usados da LRE Praticamente todos os limites nela
estabelecidos são calculados em função da RCL. É obtida, em cada esfera de
governo, por meio do somatório de todas as receitas correntes do ente (próprias,
transferências, tributárias, não-tributárias), descontadas as transferências
constitucionais e legais (obrigatórias), e as receitas previdenciãrias, no que se
refere à parte dos servidores. Como exemplo de transferências obrigatórias,
pode-se citar a parcela do IR e do IP1 que a União repassa aos Estados (21,5%
do montante) e Municípios (22,5% do montante) por força de mandamento
constitucional. Esses valores são excluídos da base de cálculo ~ BC da União e
integram a base de cálculo dos Estados e dos Municípios. Quando os Estados
repassam a parcela do 1CMS aos Municípios, o repasse é descontado da BC da
RCL daqueles e integram a BC destes últimos.
192 Orçamento Público— josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

No que concerne à periodicidade, é bom ressaltar que aÍRCL é sempre


calculada para um período de 12 meses (o mês em referência mais os 11
anteriores)^ com vistas a minimizar o impacto da sazonalidade (os Municípios
têm arrecadação significativa em janeiro, em função da cota única do IPTU,
enquanto que os Estados têm arrecadação significativa de 1CMS no final do
ano, por conta do Natal).

16.3. Limites
Com vistas a “ordenar a casa”, a LRF estabeleceu uma série de limites-a
serem obedecidos pelos gestores públicos. Vamos a eles:
1) Despesa com pessoal
Esse grupo de despesa absorve a maior fatia do orçamento. A fim de que os
recursos não sejam excessivamente consumidos com pessoal e faltem recursos
para outros grupos, há alguns anos foi estabelecido um teto para esses gastos,
pela Lei Camata e, posteriormente, pela Lei Camata II. Em função de a LRF ter
revogado expressamente esses diplomas e alterado a metodologia de cálculo,
os percentuais (teto) a serem respeitados, hoje são:
• na União: 50% da RCL;
• nos Estados: 60% da RCL;
• nos Municípios: 60% da RCL.
Isso significa que o máximo que se pode gastar com pessoal, incluídas quaisquer
modalidades de despesa (vencimento, gratificações, adicionais, ativos, inativos,
pensionistas etc.), efetuados os ajustes determinados, são os percentuais acima.
Os ajustes (exclusões) são os seguintes:
• gastos com demissões;
• gastos decorrentes de decisões judiciais;
• gastos com hora extra do Poder Legislativo;
• gastos com inativos (parcela custeada pelos servidores).
Vale ressaltar quejdeverão ser destacadas,-quando da evidência do cumprimento
desses limites, os "gastos com terceirização de mão-de-obra”, figurando como
“outras despesas com pessoal” no demonstrativo.j Tais dispêndios referem-se
a gastos com contratações de mão-de-obra, em detrimento da realização de
concursos públicos. Ou seja, são contratadas pessoas para realizar atividades
inerentes ao Poder Público que poderiam ser feitas por servidores concursados,
em virtude da existência das vagas nos quadros do ente.
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal 193

Série Provas e Concursos


Cumpre destacar, ainda, que /não serão considerados como despesa com
pessoal da União os gastos referentes à remuneração dos servidores (Defensoria
Pública, Corpo de Bombeiros etc.) do DF, de Amapá e de Roraima-^ cuja
responsabilidade recai sobre a esfera federal (em função da conversão dos
Territórios em Estados, decorrentes de mandamentos constitucionais).
— Tendo sido extrapolados os limites, o gasto excedente terá qüè ser eliminado
nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos\um térço? já no final do
^ primeiro quadrimestre. As medidas a serem adotadas para alcançar a redução
desejada compreenderão, nos termos do art. 169 daCR de 1988:
* redução de, pelo menos, 20% dos gastos comcargo de comissão e
funções de confiança; ''
* exoneração dos servidores não-estáveis;
* exoneração dos servidores estáveis.
Essas medidas deverão ser implementadas na seqüência apresentada, onde
ato próprio de cada Poder explicitará os critérios a serem adotados. Com isso,
ampliou-se o número de situações onde o servidor estável pode perder seu cargo:
( 1) por sentença judicial transitada em julgado, (2) por processo administrativo
disciplinar onde seja assegurada a ampla defesa e o contraditório, bem como a
falta cometida estar sujeita à penalidade de demissão, (3) por excesso de gastos
com pessoal e (4 ) por falta de eficiência (aferidas por meio de avaliação de
desempenho anual, caracterizada por duas avaliações insuficientes consecutivas
ou três intercaladas, no prazo de cinco anos, na esfera federal).
Não sendo respeitados os prazos, a LRF prevê algumas sanções institucionais,
dentre as quais é possível citar:
a) não recebimento de transferências voluntárias, quais sejam aquelas que
o ente recebe em virtude ajustes (convênios) efetuados junto a outro
ente. Não devem ser confundidas com as transferências que decorrem
da CR de 1988 ou de Lei, que são obrigatórias. Uma vez que a suspensão
das transferências iria prejudicar principalmente a população, optou o
legislador por excluir do rol de suspensões os repasses das áreas de Saúde,
Educação e Assistência Social. Ou seja: mesmo estando irregular, o ente
continuará recebendo transferências nessas áreas, apenas;
b) não obterá garantia (essencial, mormente quando se trata de empréstimos
internacionais, exigência do BID e do Bird);
c) não contratará operações de crédito (empréstimos).
194
Série Provas e Concursos
Orçamento Público — José Cartos Oüveira de Carvalho ELSEVIER

I Com o intuito de evitar que os limites sejam violados, a LRF criou os chamados
limites prudencial e de alerta.jO gni2i£Ü;o corresponde a 95% do teto e o segundo,
a-00%. Isso significa que, em a despesa com pessoal tendo, no caso dos Municípios
v(cujo teto é de 60%), chegado a 57% da RCLjfica o ente proibido de fazer
qualquer coisa que incremente os gastos dessa natureza, tais como. concessão
de aumento, criação de cargos, modificação de carreira e outrosí Já o limite de
alerta corresponde a um aviso a ser dado pelo Tribunal de Contas ao ente de que
os gastos com folha de pagamento merecem atenção especial...
Insta ressaltar que a vedação de nomeação de servidores (quando atingido o
limite prudencial) não se aplica à reposição de servidores nas áreas de Segurança,
Saúde e Educação decorrentes de falecimento ou de aposentadoria.
Ainda, é vedado ao Chefe de Poder aumentar os gastos com pessoal nos
iltimos 180 dias do mandato (o que poderia caracterizar aumento com finalidade
leitoral).

16.4. Dívida Pública


A gestão da dívida é de grande importância para a sociedade, que,
infelizmente, nem sempre percebe seus reflexos na vida cotidiana. A captação
de recursos a taxas menores, a capacidade de pagamento e o comprometimento
dos orçamentos futuros são assuntos recorrentes para os economistas. Dessa
forma, £ LRF determinou o estabelecimento de limites, já fixados por resoluções
do Senado Federal. São elesí

I - dívida consolidada líquida (montante da dívida de longo prazo - que tende a ser a parcela mais
expressiva do total da dívida, descontadas as disponibilidades financeiras):
B 120% da RCL para os Municípios;
■ 2 0 0 % da RCL para os Estados;
II - captação (realização, recebimento): 16% da RCL;
III - pagamento (tanto do principal quanto dos juros): 11,5% da RCL

Cumpre ressaltar que, se for desrespeitado o limite para a dívida consolidada


líquida, o excedente, analogamente à despesa com pessoal, também deverá ser
ajustado, só que nos três quadrimestres seguintes, sendo, pelo menos, 25%
já no final do primeiro quadrimestre. Não sendo cumpridos esses prazos,
incidirão as mesmas sanções institucionais já mencionadas.
Com o intuito de ajustar os gastos com pessoal, excepcionalmente é possível
a contratação de operações de crédito para atender às despesas “demissionais”,
CAMPUS Capítuio 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal 195

Série Provas e Concursos


nos termos do art. 169 da Carta Magna, que garante, no caso de exoneração
de servidores por excesso de despesa com pessoal, a indenização de uma
remuneração por cada ano trabalhado.

16.5. Renúncia de Receita ^ /


Uma vez que a receita arrecadada não tem sido suficiente para arcar com
todas as despesas das esferas de governo de forma satisfatória, não faz sentido
"abrir mão” de receitas. Nesse sentido, a LRF vetou a possibilidade de o Chefe
do Executivo conceder isenções, anistias, remições, créditos presumidos e
quaisquer outros benefícios que importem em diminuição do montante previsto
a ser arrecadado. Há indícios de que, em função do apoio recebido durante a
campanha, obrigam-se os agentes políticos,.de alguma forma, a apoiar aqueles
que lhe estenderam a mão (financiaram os gastos eleitorais). Assim, não era
raro, por exemplo, determinado prefeito baixar a alíquota do 1SS que incidia
sobre os transportes intramunicipais. Atualmente, não mais é possível.
Há, contudo, duas exceções para a renúncia de receita: (1) quando houver "1
compensação, de forma que o valor do benefício a ser concedido seja suportado /
pelo incremento na arrecadação de um outro imposto (atenção, pois esta é a ]
modalidade de tributo que deve ser majorada!), via majoração da alíquota ou
mudança da BC e (2) quando o benefício for considerado na LOA (de forma a
não comprometer a execução orçamentária, pois, uma vez prevista no orçamento ^
uma estimativa de receita menor, também foram fixadas despesas menores).
Vale ressaltar, ainda, que a Constituição determina que seja elaborado um
“demonstrativo regionalizado do efeito sobre as receitas e despesas decorrentes
de isenções, anistias, remições (perdão da dívida), subsídios, e benefícios de
natureza financeira, tributária e creditícia”, nos termos do art. 165.
É preciso destacar, ainda, que, a partir da edição da lei, os entes são obrigados
a instituir todos os impostos de sua competência. Nesse sentido, se algum
Município, por exemplo, ainda não tivesse instituído o ITBI (Imposto sobre
Transmissão de Bens Inter Vivos) foi obrigado a fazê-lo. Deve-se lembrar que a
CR de 1988 não criou os tributos cobrados pelas diversas esferas de governo,
mas atribuiu competência para que fossem criados. Assim, há de haver uma
norma infraconstitucional estabelecendo-os. Contudo, não se sabe, ainda, por
que razão o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) nâo “saiu do papel”...
í 96 Orçamento Público — José Carios Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

16.6. Despesa Pública


Com vistas a evitar a realização de gastos de forma irresponsável, nos termos
do art. 15, será considerada não-autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio
público a geração de despesa ou assunção de obrigação que não atenda ao
disposto nos arts. 16 e 17, evidenciados a seguir:

Art. 16. A criação, expansão ou aperfeiçoamento de.ação governamental que acarrete


aumento da despesa será acompanhado de:
i - estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar
em vigor e nos dois subseqüentes;
II - declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamen­
tária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano
plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
§ I l Para os fins desta Lei Complementar, considera-se:
I - adequada com a lei orçamentária anual, a despesa objeto de dotação es­
pecífica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito genérico, de forma que
somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho,
não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o Exercício;
II ~ compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias, a
despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos» prioridades e metas
previstas nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições.
(...)

16.7. Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado


O art. 17 define como obrigatória de caráter continuado a despesa corrente
derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixe
para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois
exercícios, comprometendo, assim, mais de um orçamento. Esse tipo de despesa,
para ocorrer, deve atender ao seguinte:
• os atos que criarem ou aumentarem deverão ser instruídos com a
estimativa dos gastos e demonstrar a origem dos recursos para seu
custeio; e
• comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as
metas de resultados fiscais previstas, sendo compensada pelo aumento
permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fisca! 197

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16.8. Despesas com a Seguridade Social
As despesas com a Seguridade Social (saúde, previdência e assistência social)
consomem parcela significativa dos recursos arrecadados e, em boa parte dos
entes, encontram-se desequilibradas. Isso significa que as receitas arrecadadas
não têm sido suficientes para “fechar o caixa”, ou seja, para atender a todas as
despesas. Para regularizar a situação, em 1999 foi promulgada a Emenda n2
20, determinando novos critérios para a concessão de'benefícios, mudando
inclusive, o critério utilizado para cálculo, que passou de tempo de serviço para
tempo de contribuição, dentre outras alterações. Diantedesse quadro Ja LRF, em
seu art. 24, determinou que nenhum benefício ou serviço relativo à Seguridade
Social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a "indicação da fonte de
custeio to tal,/nos termos do § 5fi do art. 195 da Constituição, atendidas ainda
as exigências do art. 17 (estimativa do impacto, nâo-comprometimento das
metas fiscais e compensação).
Especificamente a compensação retro mencionada e dispensada para o
aumento de despesa decorrente de:
I. concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação,
previstas na legislação pertinente;
II. expansão quantitativa do atendimento e dos serviços prestados;
III. reajustamento de valor do benefício ou serviço, a fim de preservar o seu
valor real.

í 6.9. Operações de Crédito


Uma vez que, historicamente, boa parte das operações de crédito efetuadas
em nosso País não foram objeto de estudos de viabilidade, também boa parte dos
recursos do orçamento são consumidos com o pagamento dos juros da dívida.
A fim de reverter esse quadro, a LRF determinou uma série de requisitos que
devem ser observados para realização de novos em préstim os, dentre os quais
é possível citar:

l - existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto da íeí orçamentária, em


créditos adicionais oü lei específica;
li - inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos provenientes da operação, exceto no
caso de operações por antecipação de receita;
III - observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federai;
198 Orçamento Publico — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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IV - autorização específica do Senado Federa!, quando se tratar de operação de crédito externo;V - aten­
dimento do disposto no inciso lil do art. 167 da Constituição;
V! - observância das demais restrições estabelecidas nesta Lei Complementar.

Cumpre ressaltar, ainda, que jo limite máximo para a realização dessas


operações é de^!6%t)da RCLi Ou seja, o ente tem liberdade para contratar
(pactuar) o valor que mais lhe aprouver, mas poderá realizar (receber)
financeiramente a parcela que caiba no limite.
É de bom alvitre lembrar que o conceito de operação de crédito foi
“expandido” pela lei. Assim, além de empréstimos, devem ser considerados,
tambémrfcompromissos financeiros assumidos em razão de mútuo, abertura de
crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento
antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços,
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso
de derivativos financeiros. I
Embora houvesse, de alguma forma, previsão na Lei n2 4.320, de 1964,
equiparam-se às operações de crédito e estão vedados:

I - captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador
ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7a do art. 150 da Constituição;
II - recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, direta ou indi­
retamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação;
III - assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação as­
semelhada, com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante
emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas
estatais dependentes;
IV- assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para
pagamento a posteriorí de bens e serviços.

16 .10. ARO - Antecipação de Receita Orçamentária


Trata-se de uma operação de crédito de curto ou curtíssimo prazo, realizado
pelo ente para equilibrar seu fluxo dé caixa. Ocorre em função de nem sempre
o ritmo da arrecadação corresponder ao ritmo das despesas. Assim, para que
o ente possa adimplir suas obrigações (metade do décimo-terceiro salário dos
servidores em junho, por exemplo), ele solícita ao Banco Central que promova
um leilão junto às instituições financeiras para levantamento dos recursos.
CAMPUS Capítuio 16 — Lei de Responsabilidade Fiscai 199

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Vale ressaltar quela ARO pode ser contratada a partir de 10 de janeiro de
cada ano devendo ser obrigatoriamente liquidada (paga) até 10 de dezembro de
cada ano!; não podendo ser a dívida rolada para o próximo an $ Em especial, é
vedado no último ano do mandato do Chefe do Executivo e enquanto houver
uma operação anterior não liquidada.
É importante destacar, ainda, quefa autorização para celebrar este tipo de
operação de crédito especial pode constar na própria lei orçamentárias (o que
é comum). Isto não siginifica afirmar que os recursos estão previstos na LOA
(na condição de receitas ou despesas), mas que, se o Executivo quiser, há uma
autorização prévia dada pelo Parlamento. Até porque considerar os recursos
dessa operação de crédito como receitas ou despesas seria computar os mesmos
recursos em duplicidade, uma vez que as receitas “originais” já.estão previstas
na LOA.
<*

16. H . Transferência de Recursos ao Setor Privado


Historicamente, a União arca com o prejuízo causado por diversas entidades,
por razões sociais, políticas ou em função de motivações outras. Assim, não é rara
a transferência de recursos a título de socorro (vide Proer, mais recentemente).
Com vistas a evitar o mau uso do dinheiro público, indiscriminadamente e sem
critério, foram estabelecidos critérios para a transferência voluntária de recursos.
Dessa forma, os socorros e ajudas somente poderão acontecer preenchidos os
seguintes requisitos:
* autorização por meio de lei prévia e específica;
* previsão na LDO;
* existência de créditos na LOA.

16.12. Transferências Voluntárias


Essas transferências compreendem repasse de recursos efetuados em
decorrência de convênios e outros instrumentos congêneres. Dessa forma, não
são obrigatórias, não decorrem de lei e são feitas com a intenção de auxiliar
determinado ente, normalmente aplicadas em área social. As exigências para
que determinado ente possa recebê-las são as seguintes:

I - existência de dotação específica;


II - (VETADO.)
Ili - observância do disposto no inciso X do art. 167 da Constituição (inserir nota);
j

200 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVEER


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IV - comprovação, por parte do beneficiário, de:


a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financia­
mentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente
dele recebidos;
b) cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;
c) observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de crédito,
inclusive por antecipação de receita, de inscrição em restos a pagar e de despesa toíal com pessoal;
d) previsão orçamentária de contrapartida (o recebedor também deve, na aplicação dos recursos
recebidos, “colocar recursos seus, financeiros, materiais ou humanos”).
(Lei de Responsabilidade Fiscal).

Assim, quando determinado Município recebe recursos da União destinados


ao atendimento de crianças portadoras de cuidados especiais, por exemplo, o
Município executa o projeto com sua própria equipe, ou em suas instalações,
ou complementa os repasses com recursos próprios.

16.13. Gestão Patrimonial


A disponibilidade financeira deverá ser aplicada com observância dos
limites e condições de proteção e prudência financeira. Especificamente, as
disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, geral e próprio dos
servidores ficarão depositadas em conta separada das demais disponibilidades
de cada ente, sendo vedada sua aplicação em:
I - títulos da dívida pública estadual e municipal, bem como em ações e
outros papéis relativos às empresas controladas pelo respectivo ente da
Federação;
II - empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados e ao Poder Público,
inclusive a suas empresas controladas.
Essas proibições intentam evitar que esses recursos VINCULADOS sejam,
por meio de manobras, aplicados em outras áreas ou visem a atender a interesses
políticos escusos. Exemplificando, pode-se imaginar determinado Município
que, para usar o dinheiro do fundo de previdência de seus servidores, determina
que seja efetuado pelo fundo um empréstimo à Prefeitura, para pagamento
em 20 anos... Vale ressaltar que, infelizmente, há precedentes dessa natureza,
ocorridos antes da entrada da lei em vigor.
CAMPUS Capítulo 16 — lei de Responsabilidade Fiscal

Com vistas à preservação do patrimônio público, ^stá vedada a aplicação


da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integrem
o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente^ salvo se
destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores
públicos. Nesse diapasão, a lei orçamentária e as de créditos adicionais só
incluirão novos pTojetos após adequadamente atendidos os éin andamento e
contempladas as despesas de conservação do patrimônio publico, nos termos
em que dispuser a Lei de Diretrizes Orçamentárias.. .......

16. I 4. Escrituração e Consolidação de Contas


Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração
das contas públicas observará as seguintes: 5 :!
I - a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que
os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem
identificados e escriturados de forma individualizada;
II - a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime
de competência, apurando-se, em caráter complementar, 0 resultado dos
fluxos financeiros pelo regime de caixa;
III - as demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as
transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da Administração
Direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente;
IV - as receitas e despesas previdenciárias serão apresentadas em demonstrativos
financeiros e orçamentários específicos;
V — as operações de crédito, as inscrições em restos a pagar e as demais
formas de financiamento ou assunção de compromissos junto a terceiros
deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação
da dívida pública no período, detalhando, pelo menos, a natureza e o
tipo de credor;
VI - a demonstração das variações patrimoniais dará destaque à origem e ao
destino dos recursos provenientes da alienação de ativos.
No caso das demonstrações conjuntas, excluir-se-ão as operações
intragovernamentais, cabendo à Administração Pública manter sistema de
custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária,
financeira e patrimonial.
202 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER \
Série Provas e Concursos

Com o intuito de nermitir uma visão conjunta das finanças da Nação,! o


Poder Executivo da |jni|Uy promoverá, até o dia 30 de junho, a consolidação,
n a c io n a lp o r esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas
ao exercício anterior. Para que seja possível, os Estados e os Municípios
encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União até 31 de maio e 30
de abril, respectivamente. {

16A 5. Prestação de Contas


As prestações e tomadas de contas correspondem a processos elaborados pelos
ordenadores de despesas (chefes de Poder) onde comprovam a regularidade da
aplicação dos recursos a eles confiados. A competência para julgamento desses
processos é do Poder Legislativo de cada esfera (o Congresso julga as contas do
Presidente da República; as Assembléias Legislativas, dos governadores...), nos
termos da Constituição da República, auxiliado pelo Tribunal de Contas a ele
vinculado. Nesse diapasão, as Cortes de Contas são órgãos auxíliares do Poder
Legislativo, composto de ministros ou conselheiros, experts em contas públicas.
A LRF, em seu art. 56, explicita que as contas prestadas pelos cheíes do Poder
Executivo incluirão, além das suas próprias, as dos Presidentes dos órgãos dos
Poderes Legislativo eJudiciário e do chefe do Ministério Público, as quais receberão''
parecer prévio, separadamente, do respectivo Tribunal de Contas. O parecer sobre
as contas dos Tribunais de Contas (que têm orçamento próprio e também realizam
despesas) será proferido pela comissão mista permanente referida no § Ia do art. 166
da Constituição ou equivalente das Casas Legislativas estaduais e municipais.
Cumpre destacar que os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio
conclusivo sobre as contas no prazo de 60 dias do recebimento, se outro não
estiver estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis orgânicas municipais.
Para os Municípios que não sejam capitais e que tenham menos de 200 mil
habitantes, o prazo será de 180 dias. A fim de não prejudicar os trabalhos do
Parlamento, os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto existirem
contas de Poder ou órgão, pendentes de parecer prévio.
A IN nfi 1 da Secretaria Federal de Controle, que regulamenta o assunto no
âmbito do Poder Executivo da esfera federal, explicita que quaisquer pessoas,
física ou jurídica, pública ou privada, que utilizem, arrecadem, guardem,
gerenciem ou administrem dinheiros, bens e valores públicos estão sujeitas
à fiscalização e deverão elaborar seus processos de contas, compreendendo os
itens explicitados a seguir.
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal 203

Série Provas e Concursos


I - Tomada de Contas, nas seguintes situações:
a) os ordenadores de despesas das unidades da Administração Direta
Federal;
b) aqueles que arrecadem, gerenciem ou guardem dinheiros, valores e
bens da União, ou que por eles respondam; e
c) aqueles que, estipendiados ou não pelos cofres públicos, e que, por ação
ou omissão, derem causa a perda, subtração, extravio ou estrago de
valores, bens e materiais da União pelos quais sejàm responsáveis.
I I - Prestação de Contas: ; j
a) os dirigentes das entidades supervisionadas da Administração Indireta
Federal;
b) os responsáveis por entidades ou organizações, de direito público ou
privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, recebam
subvenções ou transferências à conta do Tesouro;
c) as pessoas físicas que recebam recursos da União, para atender a
necessidades previstas em lei específica.
Cumpre ressaltar que os processos de contas podem ser (1) anuais, (2)
especiais ou (3) extraordinários. O primeiro é comum, habitual, elaborado
por ocasião do encerramento do exercício. O segundo ocorre nos casos em
que há desfalque, desvio ou qualquer outro caso de malversação de recursos
públicos. Visa a apurar, portanto, irregularidades. O terceiro ocorre em casos
especiais, atípicos, como, por exemplo, extinção de órgãos ou entidades, ou
quando o responsável se afasta antes do término da gestão (para assumir outra
pasta ou para concorrer a outro cargo), devendo prestar contas do período
em que esteve à frente da unidade administrativa ou arrecadou valores, ou foi
responsável pela tesouraria etc.

16.16. Da Fiscalização da Gestão Fiscal


A fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas na LRF competirá
ao Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, ao
sistema de controle interno de cada Poder e ao Ministério Público, com ênfase
no que se refere a:
I - atíngimento das metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias;
II - limites e condições para realização de operações de crédito e inscrição em
restos a pagar;
III - medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao
respectivo limite;
204 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVEER
Série Provas e Concursos

IV - providências tomadas, conforme o disposto no art. 31, para recondução dos


montantes das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites;
V - destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo em vista
as restrições constitucionais e as desta lei complementar;
VI - cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais, quando
houver.

16.17. Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO)


O RREO intenta dar maior transparência sobre a execução orçamentária,
explicitando os valores efetivamente arrecadados e as despesas realizadas. Nesse
senddo, trata, eminentemente, de receitas e despesas nas suas diversaíu^lassificações.
No que diz respeito à periodicidade, deve ser publicado até gO di^s após o
encerramento do bimestre. Conterá, em especial, nos termos do art. 52:

I - balanço orçamentário, que especificará, por categoria econômica, as:


a) receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previsão atualizada;
b) despesas por grupo de natureza, discriminando a dotação para o exercício, a despesa liquidada
e o saldo;
II - demonstrativos da execução das:
a) receitas, por categoria econômica e fonte, especificando a previsão inicial, a previsão atu­
alizada para o exercício, a receita realizada no bimestre, a realizada no exercício e a previsão a realizar;
b) despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despesa, discriminando
dotação inicial, dotação para o exercício, despesas empenhada e liquidada, no bimestre e no exercício;
c) despesas, por função e subfunção.

Nos termos do art. 53, acompanharão, ainda, o Relatório Resumido


demonstrativos relativos a:

I - apuração da receita corrente líquida, na forma definida no inciso IV do art. 2-, sua evolução,
assim como a previsão de seu desempenho até o fina! do exercício;
II - receitas e despesas previdenciárias a que se refere o inciso IV do art. 50;
III - resultados nominal e primário9;
IV - despesas com Juros, na forma do inciso II do art. 42;
V - Restos a Pagar, detalhando, por Poder e órgão referido no art. 20, os valores inscritos, os
pagamentos realizados e o montante a pagar.

1 Os resultados nominal e primário correspondem à diferença entre receitas e despesas. No primeiro, consideramos
TODAS as receitas e despesas. No segundo, excluímos das receitas e das despesas aquelas que têm natureza financeira
(receitas de aplicação financeira, despesa com juros etc.).
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal

Especificamente o relatório referente ao último bimestre do exercício será


acompanhado também de demonstrativos:

i - do atendimento do disposto no inciso 11! do art. Í67 da Constituição, conforme o § 3? do art. 32 (regra
de ouro - o montante das receitas de capital não deve superar as despesas de capitai);
II - das projeções atuariais dos regimes de previdência social, geral e. próprio dos servidores
públicos;
(J N )- da variação patrimonial, evidenciando a alienação de ativos e á aplicação dos recursos dela
decorrentes.

16.18. Relatório de Gestão Fiscal (RGF)


O RGF trata precipuamente de limites, com vistas a identificar a correta
gestão da res publica. O art. 55 dispõe que deverá evidenciar: «■

I - o cumprimento dos seguintes limites:


a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionistas. (50 ou 60% da RCL, dependendo
doente);
b) dívidas consolidada e mobiliária (120 ou 200% da RCL, dependendo do ente);
c) concessão de garantias (22% da RCL);
d) operações de crédito, inclusive por ARO2— Antecipação de Receita Orçamentária (ARO- 7 % , Realização
das Operações de Crédito - 1 6 % da RCL e Pagamento - 11,5% da RCL);
e) despesas de que trata o inciso II do art. 4a;
II — indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultrapassado qualquer dos limites; III -
demonstrativos, no último quadrimestre:
a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de dezembro;
b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:
!) liquidadas;
2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das condições do inciso II do art. 41;
3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa;
4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados;
c) do cumprimento do disposto no inciso ü e na alínea b do inciso IV do art. 38.

2 As operações de ARO são realizadas pelos Estados e Municípios, em viruide de insu&ciência de caixa. Objetivam,
portanto, corrigir problemas de liquidez dos entes, que se dirigem até a União e solicitam uma antecipação do valor que
seria repassado no futuro. Para viabilizar o repasse, a União vai até o mercado, obtém os recursos e faz a transferência,
compensando futuramente com base no valor que deveria transferir, em função do repasses constitucionais. A ARO
pode ser realizada a partir do dia 10 de janeiro de cada exercício, devendo ser liquidada até 10 de dezembro de
cada ano, sendo vedada no último ano do mandato. Não há limite ao número de operações, desde que, ao fazer as
seguintes, quite as anteriores.
206 Orçamento Público — josé Ca rios Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

No que concerne à periodicidade, deverá ser publicado 30 dias após o


encerramento de cada quadrimestre, inclusive por meio eletrônico. Quanto
à responsabilidade, deverá ser emitido pelos titulares dos Poderes e órgãos
referidos no art. 20 e assinado pelo:

I - Chefe do Poder Executivo;


II - Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório equivalente, conforme regimentos
internos dos órgãos do Poder Legislativo;
III - Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Administração ou órgão decisório equivalente,
conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Judiciário;
IV - Chefe do Ministério Público, da União e dos Estados.
Parágrafo único. 0 relatório também será assinado pelas autoridades responsáveis pelaadministração
financeira e pelo controle interno, bem como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão
referido no art. 20.

16.19. Situações Especiais


Cumpre ressaltar que, no caso de calamidade pública ou baixo crescimento do
PIB (até 1%), os prazos previstos na lei para ajuste da despesa com pessoal (dois
quadrimestres) e para ajuste da dívida (três quadrimestres) ficarão suspensos
ou serão contados em dobro, respectivamente.

16.20. Questões de Concursos Anteriores


1. (FCC - ISS/SP - 2007) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, para
o equilíbrio das contas públicas, dentre outras ações, inclui-se:
a) o impedimento absoluto de renúncia de receita;
b) o impedimento absoluto da existência de restos a pagar;
c) o aumento da carga tributária por meio de tributação regressiva;
.Nd). a fixação de limites e condições na geração de despesas com pessoal;
e) a vedação de operações de créditos.

2. (Analista Judiciário - FCC - T R F - I» Região/2006) O Balanço Orçamentário


permite destacar:
a) o total de receitas arrecadas em confronto com as despesas pagas;
b) a soma de todos os Créditos Orçamentários subtraídos os Suplementares,
Especiais e Extraordinários;
c) as variações passivas e ativas decorrentes da arrecadação do exercício;
'v,d i a resultante do confronto entre as previsões de receitas e a fixação de despesas
com as respectivas realizações;
e) as movimentações de recursos que incidem sobre o Tesouro Público.
CAM PUS Capítulo i 6 — Lei de Responsabilidade Fiscal 207

Série Provas e Concursos


3. (Auditor - FCC -TC M /C E/2 0 0 6 ) È um exemplo de variação patrimonial ativa
r- de um ente público:
. aquisição de bens imóveis; d) cancelamento da divida ativa;
b) alienação de títulos e valores; e) superveniências passivas;
c) empréstimos tomados de terceiros;

4. (Auditor - FCC - TCM/CE/2006) Na Demonstração das Variações Patrimoniais,


ocorre saldo patrimonial positivo se:
a) a receita orçamentária for maior que a despesa orçamentária;. .
b) a receita extra-orçamentãria for superior à despesa extra^orça.mentária;
c) a receita tributaria for maior que a despesa tributária;
-d)_as variações ativas forem maiores que as variações passivas;
e) a receita de capital for superior à despesa de capita}/;1;

5. (Auditor - FCC ~ TCM /CE/2006) No Balanço Patrimonial, ocorre Passivo


Real Descoberto se o:
a) Ativo Compensado for inferior ao Passivo Compensado;.. ■
.
b) Passivo Compensado for menor que o Ativo Compensado; „
c) Passivo Permanente for maior que o Ativo Permanente;
d) Passivo Financeiro for superior ao Ativo Financeiro;
^e)-Saldo Patrimonial for negativo.

6. (Auditor - FC C -T C M /C E/2 0 0 6 ) Um demonstrativo que é exigido apenas no


Relatório Resumido da Execução Orçamentária referente ao último bimestre
do ano é o relativo:
a) à apuração da receita corrente liquida, tai como definida pela Lei de
Responsabilidade Fiscal;
b aos resultados nominal e primário;
c) à variação patrimonial, evidenciando a alienação de ativos e a decorrente aplicação
dos recursos;
d) aos Restos a Pagar, detalhando os valores inscritos, os pagamentos realizados
e o montante a pagar;
às receitas e despesas prevídenciárias.

7. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) De acordo com a Lei de Responsabilidade


Fiscal (LRF), o Relatório de Cestão Fiscal:
a) tem freqüência semestral;
b) conterá comparativo da despesa de pessoal com os limites impostos peia LRF;
c) é assinado apenas pelo Chefe do poder Executivo;
d) terá sua divulgação restrita apenas aos órgãos de controle interno e externo;
e) apresentará justificativas da limitação de empenho, caso tenha sido necessário
adotar essa medida;

8. (Auditor - FCC - TCM /CE/2006) Há economia orçamentária, demonstrada


no balanço orçam entário, quanto a:
a) despesas realizadas é menor que a receita arrecadada;
V.b) despesa fixada é maior que a despesa realizada;
cT' receita arrecada é maior que despesa fixada;
d) despesa fixada é menor que a receita fixada;
e) receita arrecadada é maior que a receita fixada.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

(Analista Judiciário - FCC - TR T/2006) Na adm inistração financeira de


entidades públicas, é INCORRETO afirmar:
a) as fundações e autarquias que se mantêm unicamente de suas próprias receitas,
não dependendo de quaisquer repasses vindos do Tesouro Centrai, estão
obrigadas aos ditames da Lei de responsabilidade Fiscal, sendo que desta Lei
só se ressalvam as empresas públicas e as sociedades de economia mistas que
gerem os recursos necessários à sua operação econômica;
b) a Lei nfi 4320/1964 possui objeto distinto do da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Enquanto àquela refere-se a normas gerais para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços, a Lei de Responsabilidade Fiscaí estabelece normas de
finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal;
c) os fundos especiais de despesa não se valem das dotações aprovadas no
orçamento geral;
d) a Receita Corrente Líquida é o denominador comum de todos os limites da Lei de
Responsabilidade Fiscal, ou seja, de pessoal, despesas previdenciárias, reserva
de contingência ou Dívida Fundada;
e) a Receita Corrente Líquida é a soma dos doze meses de receita, a do mês de
■ apuração e a dos onze meses an terio res.X .

(A n a lista Ju d iciá rio - FCC - T R T /2 0 0 6 ) Em rela çã o à LR F - Lei de


Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar:
a) na Lei de Responsabilidade Fiscal são fixados percentuais máximos de despesas
com Pessoal em 50% para a União e 54% para os Municípios;
b) a Lei de Responsabilidade Fiscal revogou a Lei Federal na 4.320/1964;
c) o Relatório Resumido de Execução Orçamentária será publicado até 30 dias após
o encerramento de cada quadrimestre;
d) o relatório de Gestão Fiscal será emitido ao final de cada bimestre pelos titulares
dos Poderes;
para a despesa de pessoal o limite prudencial corresponde a 95% do limite
' máximo.

(A n a lis t a J u d ic iá r io - FC C - T R T / 2 0 0 6 ) R e la tiv a m e n te à L e i de
Responsabilidade Fiscal, é incorreto afirmar que;
a) se for verificado ao final de um bimestre que a realização de receita não irá
comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal, os
Poderes promoverão limitação de empenho;
b) caso haja renúncia de receita, deverá haver demonstração de que não afetará as
metas de resultados fiscais previstas no Anexo de Metas, ou estar acompanhada
de medidas de compensação por meio de aumento da receita;
c) em relação à receita corrente iíquida, os percentuais de gastos com pessoal nos
estados serão de 3% para o Legislativo, 6% para o Judiciário, 49% para o executivo
e 2% para o Ministério Publico;
d) é desnecessária a realização de audiências públicas para debater os instrumentos
do processo orçamentário nacional;
e) os percentuais de gastos com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida nos
Municípios serão de 54% para o Executivo e 6% para o Legislativo.
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal 209

Série Provas e Concursos


12. (Auditor Fiscal - FCC - ISS/SP/2007) Analise as afirmações abaixo.
I. Dispõe o art. 163, inciso I, da Constituição Federal* que a lei ordinária
disporá sobre finanças públicas.
II. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC na 101/2000) estabelece normas de
finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal.
II!. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC na 101 /2000) se refere à responsa-
bilidade na gestão fiscal e não dispõe sobre finanças públicas.
Está correto o que se afirma apenas em:
a) I; d) I e !!!; / .
> b) II; e) II e Sii. ' y!“ .
c) lil; ':

13. (Analista judiciário - F C C -T R T - 24a Região/2006) O anexo de metas exigido


pela Lei de Responsabilidade Fiscal deverá integrar
a) o Plano Plurianual (PPA), estabelecendo metas .de receita, de despesas e de
resultados para o seu período de vigência; a n -- :■
o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), estabelecendo em valores
correntes e constantes a meta para o montante da dívida pública para o exercício
a que se referir e para os dois seguintes; . ?
c) a Lei Orçamentária Anual (LOA), estabelecendo as metas-de resultado primário
e nominai para o exercício a que se referir è para os dois seguintes;
d) a Lei Orçamentária Anual (LOA), estabelecendo as metas de receitas, despesas,
resultado primário e nominai e montante da dívida Somente para o exercício a
que se referir;
e) o Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária
Anuai (LOA), estabelecendo o equilíbrio das contas públicas através das metas
anuais de resultados primário e nominal.

Í4- (Analista Judiciário - FCC - T R T - 24a Região/2006) Em vista de Lei de


Responsabilidade Fiscal, o Senado opôs os seguintes lim ites à dívida
pública consolidada;
a) 120% para Estados; 200% para os Municípios, calculados sobre a receita corrente
líquida;
b) 120% para os estados; 200% para os municípios, calculados sobre a despesa
total;
c) 200% para os Estados; 200% para os Municípios, calculados sobre a receita
corrente líquida;
d) 200% para os Estados; 120% para os Municípios, calculados sobre a despesa total;
e) 320% para os Estados; 120% para os Municípios, calculados sobre a receita
corrente líquida.

(Cesgranrio - ANP - Analista Adm inistrativo - 2005) Um dos aspectos mais


importantes da Lei de Responsabilidade Fiscal, previsto no inciso I do
art. 4fi, é:
a) arrecadar todos os tributos de competência constitucional do ente da
Federação;
b) limitar os valores financeiros aos critérios adotados pela Lei de Diretrizes
Orçamentárias - LDO;
c) manter a compatibilidade entre os programas de trabalho e os orçamentos;
d) manter o equilíbrio entre receitas e despesas;
e) comprometer, no máximo, 40,9% das receitas com despesas de custeio.
210 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Prov3s e Concursos

16. (Profissional Básico - NCE/UFRJ - BNDES/2005) De acordo com a Lei


Complementar na 101/2000, que estabelece norm as de finanças públicas
voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, é correto afirmar que:
a) são consideradas como despesas obrigatórias de caráter continuado, as despesas
correntes e de capital derivadas de íei, medida provisória ou ato administrativo
normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um
período superior a dois exercícios;
b) na apuração da despesa com pessoal, devem ser computadas as despesas com
pessoal da Administração Direta e indireta, inclusive das empresas estatais
dependentes, devendo ser excluídas as despesas com pessoal decorrentes de
indenização por demissão, de incentivos à demissão voluntária e de sentença
judicial ocorridas a qualquer tempo;
c) não se equiparam as operações de crédito, assunção de obrigação, sem
autorização orçamentária, com fornecedores para pagamento a posteriori de
bens e serviços;
d) a realização de operações de crédito por antecipação de receita depende de
verificação pelo Ministério da Fazenda dos limites e condições para realização;
e) os atos que criarem ou aumentarem despesa de caráter continuado, incluídos as
que se refiram a despesas destinadas ao serviço da dívida, deverão ser instruídos
com a estimativa do impacto orçamentãrío-fínanceiro no exercício em que deva
entrar em vigor e nos dois subseqüentes e demonstrar a origem dos recursos
para seu custeio.

1 7. (Profissional Básico - NCE/UFRJ - BNDES/2005) Dentre as alternativas a


seguir, indique aqueia que não está prevista no texto da Lei Complementar
n* 101/2000.
a) A forma de utilização e o montante da reserva de contingência serão estabelecidos
na Lei de Diretrizes Orçamentárias, e definidos com base na receita corrente
líquida.
b) É vedada a aplicação da receita de capitai derivada da alienação de bens e direitos
que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente,
salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos
servidores públicos.
c) A elaboração do balanço orçamentário que especificará, por categoria econômica,
as receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previsão
atualizada, as despesas por grupo de natureza, discriminando a dotação para o
exercício, a despesa liquidada e o saldo.
d) O relatório resumido da execução orçamentária abrangerá todos os Poderes e
o Ministério Público, e será publicado até 30 dias após o encerramento de cada
bimestre.
e) 0 demonstrativo das receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento
do ensino está previsto no texto da Lei Complementar nffi 101/2000, devendo
sua publicação ser realizada juntamente com o Relatório Resumido de Execução
Orçamentária.
CAMPUS Capítulo 16 — let de Responsabilidade Fiscal 211

Série Provas e Concursos


18. (Cespe/UnB - ANS - Analista Adm inistrativo/2005) Na busca de uma gestão
m ais eficiente no uso dos recursos públicos, foi editada a Lei n2 101/2000,
conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Acerca da LRF, juigue
os itens que se seguem.
-> Para que um ente da Federação possa realizar uma transferência voluntária, é
necessário, entre outras exigências, que o beneficiário comprove o cumprimento
dos limites constitucionais relativos à Educação e à Saúde.
O relatório resumido da execução orçamentária deve conter indicação das
medidas corretivas adotadas ou a serem adotadas, se for ultrapassado o limite
da despesa total com pessoal. . ' : -;v :
-> No cálculo da receita corrente líquida dos Estados, são deduzidas, entre outras, as
parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional, a contribuição
dos servidores para custeio do seu sistema de previdência e assistência social
e a compensação financeira paga pela União por conta do tempo de serviço de
servidores públicos que contribuíram para o regime geral dé previdência.

19. (Profissional Básico - NCE/UFRJ - BNDES/2005) Identifique, dentre as


alternativas a seguir, aquela que não atende ao disposto no texto da Lei
Complementar ne 101/2000, em relação ao Anexo de Metas Fiscais.
a) O Anexo de Metas Fiscais integra o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias.
b) O Anexo de Metas Fiscais deverá ser elaborado, pelo Poder Executivo da União,
dos Estados, Distrito Federal e Municípios, abrangendo tanto o Poder Executivo
quanto os Poderes Legislativo e Judiciário.
c) No Anexo de Metas Fiscais, serão estabelecidas metas anuais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e
primário, e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e
para os dois seguintes.
d) O Anexo de Metas Fiscais conterá a avaliação do cumprimento das metas
relativas ao ano anterior; demonstrativo das metas anuais, instruído com
memória e metodologia de cálculos; evolução do patrimônio líquido dos últimos
três exercícios; avaliação da situação financeira e atuarial e demonstrativo da
estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das
despesas obrigatórias de caráter continuado.
e) Se verificado, ao finai de um bimestre, que a realização da receita poderá
não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal
estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público
promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias
subseqüentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os
critérios fixados na Lei Orçamentária Anual.

20. (Profissional Básico - NCE/UFRJ - BNDES/2005) O bserve as afirmativas a


seguir, a respeito da LRF ~ Lei de Responsabilidade Fiscal.
I - O objetivo da LRF é m elhorar a adm inistração das contas públicas no
Brasil.
li - A LRF fixa lim ites para despesas com pessoal, para a dívida pública e
ainda determina que sejam criadas metas para controlar despesas e
receitas.
ill -Segundo a LRF, nenhum governante pode criar uma nova despesa
continuada (por m ais de dois anos) sem indicar sua fonte de receita
ou sem reduzir outras desp esas já existentes.
2 12 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

IV -Q uando os adm inistradores de recursos públicos seguem a LRF, o


contribuinte deixa de “pagar a conta”, seja por meio de aumento de
im postos, seja por redução nos investim entos, ou, ainda, por cortes
em programas de interesse social.
O número de afirmativas corretas, entre as listadas, é:
a) 0; d) 3;
b) 1; e) 4.
c) 2;

21. (Auditor do Estado do Mato Grosso - NCE/UFRJ ~ AGE/2004) O art. 169 da


Constituição Federai exige que os entes da Federação observem lim ites
para os gastos com servidores públicos. Levando-se em consideração o art.
169 e a Lei de Responsabilidade Fiscal, a despesa totai com pessoal, em
cada período de apuração, para os Estados, não poderá exceder o seguinte
percentual da receita corrente líquida:
a) 40%; d) 55%;
b) 45%; e) 60%.
c) 50%;

22. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) O art. 169 da


Constituição Federal exige que os entes da Federação observem lim ites
para os gastos com servidores públicos. Levando-se em consideração o art.
169 e a Lei de Responsabilidade Fiscal, a despesa total com pessoal, em
cada período de apuração, para os Estados, não poderá exceder o seguinte
percentual da receita corrente líquida:
a) 40%; d) 55%;
b) 45%; e) 60%.
c) 50%;

23. (Auditor do Estado do Mato G rosso - NCE/UFRJ - AGE/2004) O s gastos


com pessoal das unidades da Federação estão lim itados a percentual
da receita corrente líquida, consoante o que dispõe o art. 19 da LRF. Ao
an alisar os balanços contábeis do Município de Cachoeira do Oeste, para
efeito de aferição da receita corrente líquida, em 31/12/2003, não deve
se r adicionada a rubrica a seguir:
a) receita de ÍPTU;
b) transferências intergovemamentais - FPM;
c) receita da dívida ativa;
d) alienação de bens imóveis;
e) receita de valores mobiliários.

24. (Contador - N C E/U FR J/2004) Com relação ao siste m a o rçam entário


brasileiro, é correto afirmar que:
a) a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias, conforme Lei de Responsabilidade
Fiscal, é facultativa;
b) as emendas ao projeto de lei de orçamento somente devem tratar sobre despesas
de custeio;
c) a abertura de crédito extraordinário pode ser autorizada previamente na Lei de
Diretrizes Orçamentárias;
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal

d) a despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, Distrito Federal e
Municípios está limitada a um percentual da receita conforme disposto na Lei
de Responsabilidade Fiscal;
e) o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias não pode sofrer emendas por parte
do Poder Legislativo.

25. (A u d ito r do E sta d o do Mato G ro sso - NCE/U FRJ - Á G E/2 0 0 4 ) D os


dem onstrativos iistados a seguir, o único que não figura como anexo do
Relatório Resumido de Execução Orçam entária ~ RREO é o:
a) da receita corrente líquida - RCL;
b) das receitas e despesas previdenciárias do regime, próprio dos servidores
públicos;
c) da dívida consolidada líquida;
d) do resultado nominal;
e) das receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino.

26. (Auditor - T C E - SE/FCC/2002) Na apuração da receita corrente líquida dos


Estados, deve-se deduzir da receita corrente:
a) a parcela do iCMS entregue aos Municípios por deternninação constitucional;
b) as retenções de contribuições previdenciárias dos servidores;
c) as operações de crédito realizadas;
d) as retenções de Imposto de Renda na fonte dos servidores;
e) os encargos patronais.

27. (Auxiliar Superior Contador - NCE/UFRJ - MP/2001) São instrum entos de


transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, os
seguintes relatórios:
a) simplificado da receita e da despesa programadas para o exercício;
b) resumido da execução orçamentária e da gestão fiscal;
c) analítico da execução orçamentária e da gestão financeira;
d) sintético da receita e despesa orçamentárias e extra-orçamentárias;
e) resumido da programação financeira e do desembolso orçamentário.

28. (Auxiliar Superior Contador - NCE/UFRJ - MP/2001) O documento que


estabelecerá as metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas
a receitas, desp esas, resultados nominal e primário e montante da dívida
pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes é parte
integrante do(a):
a) Lei de Execução Orçamentária;
b) Lei Orçamentária AnuaJ;
c) Lei de Diretrizes Orçamentárias;
d) Anexo 6 da Lei na 4.320/1964;
e) Lei de Responsabilidade Fiscal.

30. (A FC /2001) Entre o s d em o n strativos fin a n ce iro s a p licad o s ao seto r


público, a Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu um deles como
elemento obrigatoriamente integrante do Relatório Resumido da Execução
Orçamentária. Trata-se de:
a) balanço orçamentário; d) demonstração das variações patrimoniais;
b) balanço financeiro; e) demonstração de resultados do exercício.
c) balanço patrimonial;
2 )4 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Séfie Provas e Concursos

31. (TCE - ES - Esaf/2001) Em face do disposto na Lei de Responsabilidade


Fiscal, é correto afirmar que:
a) os Estados e Municípios que não cumprirem as. normas contidas nessa íei poderão
ser responsabilizados, embora não estejam sujeitos a sanções institucionais;
b) os Estados e Municípios ficarão impedidos de receber transferências voluntárias
se não observarem es limites fixados para o estoque da dívida;
c) os Estados e Municípios que não enviarem suas contas ao Poder Executivo Federal,
nos prazos fixados em lei, poderão sofrer pena de advertência;
d) quando a União tiver que honrar dívida de Estado ou Município em decorrência
de garantia prestada em operação de crédito, o repasse dos recursos referentes
aos royaties do petróleo ficará suspenso;
e) se excederem os limites para gastos com pessoal, os Estados e Municípios ficarão
impedidos de receber as cotas dos fundos de participação.

32. (Procurador da República/2001) A LRF, editada sob im pulso dos fatores


de ordem político-econômico, político-financeira e político-social, inova no
tocante:
a) à delegação de competência entre os públicos;
b) à coordenação e ao controle entre Estados com vistas a evitar guerra fiscal;
c) às licitações e contratações públicas;
d) à descentralização de funções do Estado para com os seus Municípios.

33. (TCI - PI/Esa f/2 0 0 1 ) No que diz respeito à classificação das receitas
públicas, identifique a opção que não se enquadra como receita corrente.
a) Receita patrimonial. d) Receita de contribuições.
b) Receita de alienação de bens. e) Receita tributária.
c) Receita de serviços.

34. (TCE - ES/Esaf/2001) Pode se r classificada como receita originária:


a) taxa baseada no poder de polícia;
b) contribuição social;
c) contribuição de melhoria;
d) taxa pela utilização potencial de serviço público específico e divisível.

35. (TCE ~ ES/Esaf/2001) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo,


abertura de crédito, em issão e aceite de título, aquisição financiada de bens,
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens
e serviços, para efeito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC na 101/2000) é
considerado:
a) dívida pública consolidada; d) dívida pública fundada;
b) dívida pública mobiliária; e) concessão de garantia.
c) operação de crédito;

Questões de Bancas Diversas


36. No tocante à despesa totai com pessoal, caso a mesma ultrapasse os limites
deferidos na LRF:
a) o percentual excedente deverá ser eliminado nos dois semestres seguintes;
b) o percentual excedente deverá ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes;
c) o percentual excedente deverá ser eliminado nos três quadrimestres seguintes;
d) o percentual excedente deverá ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes,
com pelo menos metade do primeiro;
e) o percentual excedente deverá ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes,
com pelo menos dois terços do primeiro.
CAMPUS Capítulo 16 — lei de Responsabilidade Fiscal 215

Série Provas e Concursos


37. No tocante às despesas com seguridade social, marque a opção i n c o r r e t a .
a) É necessária a indicação da fonte de custeio.
b) É necessária a declaração de que não afetará asmetas fiscais.
c) É obrigatória a apresentação de medidas de compensação..
d) É obrigatória a apresentação de memória de cálculo.
e) É dispensada a compensação em caso de expansão qualitativa do atendimento
e dos serviços prestados.

38. No tocante às transferências voluntárias:


a) é dispensada a existência de dotação específica; -
b) é necessária a comprovação, por parte do beneficiário, de que o PPA está de
acordo com a LDO;
c) é n ecessária a p revisão o rçam entária de co ntrap artida por parte do
beneficiário; .. •, v ..
d) é dispensada a observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária;
e) é dispensada a observância dos limites operacionaí, de crédito por antecipação
da receita.

39. No tocante às operações de crédito:


a) a capacitação de recursos a título de antecipação de receita de tributos, cujo
fato gerador ainda não tenha ocorrido, equipara-se à operação de crédito, está
autorizada;
b) o recebimento antecipado de valores de empresas em que o Poder Público
detenha direta ou indiretamente a maioria do capital social com direito a voto
equipara-se à operação de crédito está autorizada;
c) o recebimento antecipado de vaiores de empresas em que o Poder Público detenha
direta ou indiretamente a maioria do capitai social com direito a voto equipara-se
à operação de crédito está vedada, em qualquer situação, abrangendo inclusive
custos e dividendos;
d) o recebimento antecipado de valores de empresas em que o Poder Público
detenha direta ou indiretamente a maioria do capital social com direito a voto,
salvo lucros e dividendos está vedada e equipara-se à operação de crédito.

40. São instrum entos da transparência da gestão fiscal. Marque a opção


errada.
a) Versão simplificada do relatório de gestão fiscal.
b) Versão simplificada do relatório resumido orçamentário.
c) 0 relatório resumido de execução orçamentária.
d) O parecer prévio.
e) Versão simplificada da realização de audiências publicas.

41. O relatório resum ido de execução orçam entária abrange diversos itens.
Marque a opção errada.
a) Balanço orçamentário.
b) Demonstrativo de execução das receitas de grupo e natureza.
c) Demonstrativo de execução de despesas de função e subfunção.
d) Demonstrativo de apuração da receita corrente líquida.
e) Receitas e despesas previdenciárias.
216 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Cafvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

42. Não integra o relatório de execução orçamentária, em nenhuma hipótese:


a) restos a pagar;
b) projeção atuaria! do regime de previdência;
c) variação patrimonial vencendo alienação de ativo e aplicação de recursos
decorrentes dessa alienação;
d) justificativa de limitação de idéia quando for o caso;
e) concessão de garantias.

43. Não integra o relatório de gestão fiscai:


a) demonstrativo de despesa total com pessoal;
b) demonstrativo de dívidas consolidadas e mobiliárias;
c) demonstrativo de concessão de garantias;
d) demonstrativo de operações de créditos;
e) demonstrativo de resultado nominal ou primário.

44. Julgue o item abaixo.


As operações de crédito por antecipação da receita, mais conhecidas como
AROs, aíém de sujeitarem-se às normas da Resolução n® 78/1988, do Senado
da República, sujeitam-se à da Lei de Responsabilidade Fiscal. Nesse sentido,
somente poderão ser realizadas a partir do décimo dia do início do exercício,
devendo ser liquidadas até o dia 10 de novembro do mesmo ano.

45. Estão sujeitos à Lei de Responsabilidade Fiscal:


a) a União, os Estados, o DF e os Municípios com menos de 50 mil habitantes
apenas;
b) a União, os Estados, o DF e os Municípios com mais de 50 mii habitantes
apenas;
c) a Administração Direta e a Indireta;
d) a Administração Direta, as autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades
de economia mista;
e) as Administrações Diretas, os fundos, as autarquias, fundações, empresas estatais
dependentes.

46. A s operações de crédito por antecipação da receita, m ais conhecidas


como AROs, alem de sujeitarem -se à s normas da Resolução ns 78/1988,
do Senado da República, sujeitam-se a da Lei de Responsabilidade Fiscai.
Identifique a única opção proibida na mencionada lei, com relação às
AROs.
a) Somente poderão ser realizadas a partir do décimo dia do início do exercício.
b) Não serão autorizadas se forem cobrados outros encargos incidentes que não a
taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada a taxa básica
financeira, ou a que a vier substituir.
c) Deverão ser liquidadas (pagas), com juros e outros encargos incidentes, até o
dia 10 de dezembro de cada ano.
d) Estarão proibidas enquanto existir operação anterior da mesma natureza não
integralmente resgatada.
e) Serão permitidas suas contratações mesmo que seja o último ano de mandato
do Presidente, do Governador ou Prefeito Municipal.
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal

47. Lei de R esponsabilidade Fiscal co nstitu i um avanço im portante para


combater o crônico desequilíbrio da Adm inistração Pública, identifique,
nas opções abaixo, a afirmativa que não traduz a preocupação da Lei de
Responsabilidade Fiscal.
a) Definir as metas fiscais anuais para os três exercícios seguintes.
b) Criar mecanismos de compensação para as despesas de caráter permanente.
c) Limitar a relação entre a receita total e os gastos públicos com pessoal.
d) Fixar ümites para o endividamento público. : .. ■
e) impor limites de gastos com despesas de pessoal. .

48. Marque a opção errada. São instrumentos da transparência da gestão fiscal:


a) versão simplificada: do relatório de gestão fiscal; ;
b) versão simplificada do reíatório resumido orçamentário;-- -
c) o relatório resumido de execução orçamentária; '
d) o parecer prévio; : '
e) a versão simplificada da realização de audiências públicas,

49. No tocante à despesa total com pessoal, caso a mesma ultrapasse os limites
deferidos na LRF:
a) o percentual excedente deverá ser el iminado nos dois semestres seguintes;
b) o percentual excedente devera ser elim inado nos dois quadrim estres
seguintes;
c) o percentual devera ser eliminado nos três quadrimestres seguintes;
d) o percentual devera ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, com pelo
menos metade do primeiro;
e) o percentual devera ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, com pelo
menos dois terços do primeiro.

Questões Comentadas
50. (M PO G /2003) A Lei de D ir e tr iz e s O rç a m e n tá ria s in s tit u íd a s pela
Constituição de 1988, é o instrum ento norteador da Lei Orçamentária
Anual (LOA). A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 4/5/2000, atribuiu
à LDO a responsabilidade de tratar também de outras m atérias, indique
qual opção não representou uma responsabilidade adicional às criadas
pela LRF.
a) A avaliação de riscos fiscais.
b) A fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação financeira.
c) A publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes gerais de previdência,
social e próprio dos servidores civis e militares.
d) Estabelecimento de prioridades e metas da Administração Pública Federal.
e) O estabelecimento de metas fiscais data do início dos anos 40.
Opção D. A matéria contida na opção D já constava na CR de 1988.
218 Orçamento Púbiico — josé Caríos Oliveira de Carvaiho ELSEV1ER
Série Provas e Concursos

51. (Procurador - TCDF/Cespe/2002) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) - Lei


Complementar na 101/2000, ao introduzir o princípio da responsabilidade
fiscal, considerado por muitos doutrinados uma aproximação do conceito
anglo-saxão de accounatbffity, está operando uma relevante mudança na
cultura, nas práticas adm inistrativas brasileiras, revelando-se um poderoso
instrum ento na busca do equilíbrio fiscal das contas públicas. Com relação
a e sse tema, ju lg u e os itens subseqüentes.
a) A expressão responsabilidade fiscal traduz a obrigação que devem ter os
responsáveis pela guarda ou gestão de bens, dinheiro ou recursos públicos de
prestar contas de seus atos de gestão à sociedade, enfatizando-se os aspectos
estritamente contábeis dessa obrigação.
b) Com relação ao Tribunal de Contas, dentre as inovações introduzidas pela Lej
de Responsabilidade Fiscal (LRF), encontra-se a instituição da função cautelar
de alertar os demais Poderes ou órgãos nas situações que especifique.
c) O ente da Federação que descumprir o prazo previsto para a publicação do
relatório de gestão fiscal ficará impedido, até que a situação seja regularizada,
de receber transferências compulsórias e contratar operações de crédito,
exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida
mobiliária.
d) Em julgamento de Ação Direta de inconstitucionalidade, o STF suspendeu a
eficácia de dispositivo que autorizava o Poder Executivo a liminar o empenho
e a movimentação financeira do Poder Legislativo e judiciário e do Ministério
Público, segundo os critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.
e) A receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o
patrimônio público não poderá ser realizada para o financiamento de despesas
correntes, salvo se destinadas por lei à assistência à saúde dos servidores
públicos.
Gabarito
a) Falso. Não há que se enfatizar os aspectos estritamente contábeis.
b) Verdadeiro. Se determinado ente atingir 90% do teto estabelecido na LRF
(limite de alerta), o TC comunicará formalmente o chefe de Poder.
c) Falso. A sanção diz respeito às transferências voluntárias.
d) Verdadeiro. Houve entendimento no sentido de que, da maneira como
o artigo foi promulgado, estaria havendo interferência de um Poder em
outro, ferindo a autonomia orçamentário-financeira prevista na Carta
Magna.
e) Verdadeiro. Trata-se de uma regra de ouro. Não é desejável que os bens
sejam alienados para cobertura de despesa corrente. A continuidade
deste procedimento poderia gerar a dilapidação do patrimônio público.
A exceção fica por conta da Seguridade Social, nos termos da LRF.
CAMPUS Capítulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal 219

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52. (TCDF - AFCE/2002) Considerando a disciplina constitucional, acerca de
fiscalização orçam entária atribuída ao Poder Legislativo e exercida com
o auxílio de Tribunais de Contas, os quais exercem coíitrole externo da
Adm inistração Pública, ju lg u e os itens que se seguem.
a) Constatando o TCDF que as despesas com pessoal do-Poder Executivo
ultrapassam os limites definidos em iei, então, para efeito de'dar cumprimento
à Lei de Responsabilidade Fiscai, o Tribunal poderá ordenar que, até que a
adequação orçamentária seja alcançada, sejam adotadas á redução temporária
da jornada de trabalho dos respectivos servidores, ajustando-se os vencimentos
à nova carga horária, e a redução dos valores atribuídos à remuneração dos
cargos em comissão e funções de confiança. .
b) A exempio do que ocorre em âmbito federai, caso o governador do DF que venha
a ser empossado em 1/ I /2003 discorde da proposta orçamentária elaborada pelo
governador sucedido, poderá, então, enviar mensagem à Câmara Legislativa,
propondo alterações, as quais só não serão examinadas sç a votação do projeto
de lei orçamentária já estiver concluída.
c) A decisão do TCDF que condenar determinado gestor a rèssarcir o Erário, em
razão de realização de despesa não-autorizada na (ei orçamentária terá eficácia
de título executivo.
d) Pelo princípio da exclusividade orçamentária, consagradono texto constitucional
vigente, as receitas e as despesas públicas só podem ser previstas e fixadas na lei
orçamentária. Constatada a inobservância dessa regra, o TCDF deverá representar
a Câmara Legislativa para que a Mesa daquele órgão ajuíze a necessária ação
direta de inconstitucionalidade.
e) A aplicação das sanções definidas em lei, para a prática de ato de improbidade,
consiste na realização de despesa não-autorizada na lei orçamentária está
condicionada a apuração de efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público
e à rejeição das contas pelo TCDF - isto na hipótese de o gestor estar sujeito à
apresentação de contas e ao respectivo julgamento destas por aquela Corte.
Gabarito
a) Falso. O TC não ordenará a redução da jornada de trabalho com conseqüente
redução dos vencimentos, pelo fato de estes serem irredutíveis, nos termos da
CR de 1988. Contudo, caso os atos sejam nulos, poderá o TCDF sustá-los.
b) Falso. As alterações não serão apreciadas se a votação do projeto já tiver
sido iniciada.
c) Verdadeiro. As decisões dos TC gozam de presunção relativa de certeza
e liquidez e têm eficácia de título executivo, o que significa poder ser a
pertinente ação de execução fundamentada com base nesse papel.
d) Falso. Pela exclusividade, a LOA conterá, apenas, matéria orçamentária.
e) Falso. A aplicação de sanções independe da efetiva ocorrência de dano e
da rejeição das contas. Ou seja, mesmo que estas sejam aprovadas, poderá
o gestor sofrer sanções, nos termos da Lei n2 8.429, de 1991. Vale ressaltar
que o art. 11 desse Diploma Legal prevê uma série de cominações no caso
de atos praticados simplesmente com inobservância dos princípios da
Administração Pública.
Orçamento Público —-josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

53. (FTE - PA/2002) Na Lei de Responsabilidade Fiscal, foram fixados iim ites
de gastos com pessoal, como percentual das receitas para três Poderes
da União, dos Estados e DF e dos Municípios, bem como mecanismos de
correção dos desvio s, quando as despesas ultrapassarem e sse s lim ites.
Identifique o desvio que não é pertinente à despesa de pessoai.
a) Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a
qualquer título.
b) Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas de
governo.
c) Alteração da estrutura de carreira que implique aumento de despesa.
d) Criação de cargo, emprego ou função.
e) Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer
título, ressalvada a reposição de corrente de aposentadoria ou de falecimento
de servidores das áreas de educação, saúde e segurança.
Opção B. A LRF não prevê a divulgação das estimativas dos impactos da
aplicação dos limites, mas o controle destes.

54. (A FRT/Esaf/2002) Identifique a única afirmativa errada relativa à receita


pública contida na Lei de Responsabilidade Fiscal.
a) À União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cabe instituir, prever
e efetivamente arrecadar todos os tributos de sua competência institucional.
b) As três esferas de governo, ao explorarem adequadamente sua base tributária,
auxiliarão o cumprimento de metas fiscais e a alocação das receitas para
diferentes despesas.
c) Somente o Governo Federal demonstrará que a renúncia de receita foi considerada
na Lei Orçamentária Anual (LOA).
d) Tanto a Lei de Diretrizes Orçamentárias quanto a Lei Orçamentária Anual deverão
conter um demonstrativo da estimativa e das medidas de compensação da
renúncia de receita.
e) A renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa de impacto
orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois
exercícios seguintes.
Opção C. As três esferas deverão evidenciar que a renúncia foi considerada na
LOA.

55. (A FC/2001) Entre o u tros a sp ecto s, a Lei de R esp o n sab ilid ad e Fisca l
caracteriza-se por trazer ao universo público uma série de novos conceitos
e procedimentos. No caso específico do relatório de gestão fiscai a ser
emitido ao final de cada quadrim estre, é incorreto afirm ar que eie deverá
conter:
a) comparativo entre a despesa total com pessoal e os limites de que trata a lei;
b) comparativo entre as concessões de garantias e os limites de que trata a lei;
c) comparativo entre as operações de crédito, inclusive por antecipação de receita,
e os limites de que trata a lei;
d) demonstrativos apenas no último quadrimestre das despesas empenhadas e
não-liquidadas, inscritas em restos a pagar;
e) demonstrativos em todas as suas edições das despesas liquidadas inscritas em
restos a pagar.
Opção E. Constará, apenas, no RGF referente ao último quadrimestre.
CAMPUS Capitula 16 — Lei de Responsabilidade Físcai 221

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56. (AFC/2001) A Lei Com plem entar de 4 /5 /2 0 0 0 estabeleceu norm as de
finanças públicas vo ltad as para a respo nsab ilid ad e de gestão fiscal.
Identifique a opção que aponta a abrangência do setor público definida
n essa lei.
a) As Administrações Diretas da União, dos Estados, do Distrito Federai e dos
Municípios.
b) Os Poderes Executivo, Legislativo, judiciário e os Tribunais de Contas da União
e dos Municípios e as respectivas Administrações Diretas,.fundos, autarquias e
empresas. •
c) A Administração Indireta da União.
d) A Administração Direta da União e seus fundos, fundações,íaútarquias e empresas
estatais dependentes. : .
e) Os Poderes Executivo, Legislativo (inclusive os Tribunais de Contas) e Judiciário,
o Ministério Público, as respectivas Administrações Diretas, fundos, autarquias,
fundações e empresas estatais dependentes, da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios.
Opção E. Em relação às demais, é a mais completa. *

57. (AFC/2001) A Lei de Responsabilidade Fiscal é um código de conduta para


os adm inistradores públicos que obedecerão à s norm as e aos lim ites
para adm inistrar as finanças públicas brasileiras. A ssin ale a opção não-
pertinente à responsabilidade da gestão fiscal.
a) Ação planejada e transparente.
b) Prevenção de riscos e desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas
públicas.
c) Desvinculação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
d) Cumprimento de meta de resultados entre receitas e despesas propostas nos
orçamentos.
e) Obediência a limites e condições quanto à renúncia da receita e à geração de
despesas.
Opção C. Não é pertinente afirmar que há desvinculação. Muito pelo contrário:
a LRF aumentou o número de assuntos a serem insertos na LDO.

58. (APO - MPOG/2001) Nas afirmativas abaixo, identifique a única opção falsa
em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal.
a) A lei fixa limites para a despesa com a dívida pública.
b) Pela lei, o governo pode criar despesa continuada, desde que não identifique
sua fonte de receita ou não reduza outras despesas já existentes.
c) Na lei, há limites para gastos com pessoal, sendo que na União chega a 50% da
receita corrente iíquida.
d) Pela lei, são definidos mecanismos adicionais de controle das finanças públicas
em anos de eleição.
e) O código de conduta estabelecido pela lei para os administradores públicos
passa a valer para os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e nas três
esferas do governo.
Opção B. O governo deve identificar a fonte dos recursos.
.2 2 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Séfíe Provas e Concursos

59. (APO - MPOG/2001) Identifique a única relação que não é pertinente à Lei
de Responsabilidade Fiscai e aos sistem as de planejamento e orçamento
do governo.
a) O projeto de iei orçamentária anuai será elaborado de forma compatível
com o plano plurianual com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com a Lei de
Responsabilidade Fiscal.
b) O anexo de metas fiscais integrará o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias dispõe também sobre o equilíbrio entre receitas
e despesas.
d) A definição de receita corrente líquida é a mesma, tanto para a Lêi de
Responsabilidade Fiscal quanto no projeto de lei orçamentária.
e) Só na Lei de Diretrizes Orçamentárias são estabelecidas metas anuais em valores
correntes e constantes, relativas a receitas e despesas para o exercício a que se
referirem e para os dois seguintes.
Opção E. Apenas na LDO, não; a LOA deve evidenciar o cumprimento das
determinações da Lei de Diretrizes.

60. (AFC/2001) Com base nos dados abaixo apurados ao final de um período
qualquer e observando o que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscai
sobre o conceito de receita corrente líquida, assin ale a opção que indica
a despesa total máxima no âmbito da União, a se r realizada com pessoal.
Considere, para tanto, que:
o total de tra n sfe rê n c ia s c o n stitu cio n a is ou le g a is a E sta d o s e
Municípios eqüivale a 50% das transferências correntes;
a contribuição de servidores para o custeio de seu sistem a de previdência
e assistência social eqüivale a 50% das receitas de contribuição.
RECEITAS CORRENTES $ DESPESAS CORRENTES $
Tributárias 120 Custeio 160
De contribuições 60 Transferências
Patrimoniais 20 Correntes 80
De serviços 15
Transferências
Correntes 15
De capital De capital
Operações de crédito 60 Investimentos... / Inversões 10
Alienação de bens 30 Financeiras 20
Transferências de capital 10 Capitai... 60
330 330

a) $130.
b) $ 80.
c) S 96.
d) $ 1 56.
e) $115.
Opção B. O limite para gastos com pessoal na esfera federal corresponde a 50%
da RCL, calculado da seguinte forma: 50% (somatório das receitas correntes
- contribuição dos servidores - transferências legais) = 50% ($ 230 - $ 30 -
$40) = $ 8 0 .
CAMPUS Capítuio 16 — lei de Responsabilidade Fiscal 223

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61. (AFC/2000) A Lei de Responsabilidade Fiscal constitui um avanço importante
para combater o crônico desequilíbrio da Administração Pública. Identifique
entre as opções abaixo a afirmativa que não traduz a preocupação da Lei
de Responsabilidade Fiscal.
a) Definir as metas fiscais anuais para os três exercícios seguintes.
b) Criar mecanismos de compensação para as despesas de caráter permanentes.
c) Limitar a relação entre receita total e os gastos públicos corri pessoal.
d) Fixar iímites para o endividamento público.
e) Impor limites de gastos com despesas de pessoal.
Opção C. A LRF não limita a relação; estabelece-a. No quê sê référè à opção A, o
texto da lei informa que as metas serão estabelecidas para o exercício ao qual se
refere e para os dois seguintes. Uma vez que a LOA é elaborada no ano corrente,
não está errado afirmar-se que as metas referem-se aos três seguintes.

62. No tocante à receita corrente líquida:


a) a receita corrente líquida é apurada por meio do somatório dás receitas correntes
e descontadas as transferências de qualquer natureza;
b) a receita corrente líquida é apurada por meio dos somatórios das receitas
correntes descontados as transferências voluntárias;: .
c) a receita corrente líquida é apurada por meio do somatório da receita corrente,
descontada a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de
previdência e assistência sociaí;
d) não serão computados no campo da receita corrente líquida, os valores pagos
e recebidos em virtude da Lei Complementar n2 87/1 996;
e) a receita corrente líquida será apurada, considerando o mês em referência e os
1 2 meses anteriores.
Opção C. A RCL é obtida por meio do somatório das receitas correntes
descontadas e as transferências obrigatórias (legais) e é apurada, somando-se
o mês em referência e os 11 anteriores.

63. O anexo de metas fiscais conterá:


a) a evolução do patrimônio líquido dos últimos cinco exercícios, destacando
origem, aplicação dos recursos obtidos com alienação de ativos;
b) a avaliação da situação financeira, contábil, econômica e atuarial;
c) a avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
d) demonstrativo das metas anuais, sem dispor sobre memória de cáicuio e sem
necessidade de comparação com os exercícios anteriores;
e) demonstrativo de despesa com pessoal.
Opção C. Quanto às outras opções, não há previsão da avaliação atuarial no Anexo
de Metas, bem como do demonstrativo de despesa com pessoal No demonstrativo
das metas, deverá constar um comparativo com os anos anteriores.
■24 Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
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64. No que tange a reservas para contingências:


a) a Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelecerá o percentual em função da receita
corrente líquida;
b) será utilizada para abertura de crédito adicional, não podendo ser utilizada
função de passivos contingentes;
c) não contraria o princípio da especificidade;
d) segundo o Decreto ns 200/1967, não pode ser utilizada para abertura de crédito
adicional;
e) a Lei Orçamentária Anua! fixará a reserva de contingência baseado em percentual
definido na LDO não estimando um valor em reais para a mesma.
Opção A. A LDO determina o percentual e a LOA explicita o montante (em
reais). A negação presente nas demais opções toma-as incorretas.

65. No tocante às d espesas com pessoal:


a) os valores referentes aos contratos de terceirização de mão-de-obra, que dizem
respeito à substituição de servidores e empregados públicos, serão contabilizados
como outras despesas de pessoal;
b) a receita corrente iíquida deve ser apurada somando o mês em referência com
os 12 meses imediatamente anteriores, adotando-se o regime de competência;
c) os percentuais de despesa com pessoal não poderão exceder, no caso da União,
50% no caso dos Estados e Municípios, 60% da receita corrente bruta;
d) na apuração dos limites, não serão computadas as despesas com demissão voluntária,
indenização ou demissão de servidores do Poder Judiciário, Ministério Público e
Defensoria Pública no Distrito Federal, Amapá, Roraima e Rio Grande do Norte;
e) os limites para despesa com pessoal, em função da receita corrente iíquida, são,
no Município, 6% para o Poder Legislativo, excluído o Tribunal de Contas, e 54%
para o Poder Executivo.
Opção A. A RCL considera o mês em referência e os 11 anteriores, sendo os
limites de despesa com pessoal calculados em função dela (RCLíquida). Na
apuração dos limites da União, não serão computados os gastos com o DF e
com os antigos territórios; Rio Grande do Norte não estã inserto. No que diz
respeito ao Legislativo, nos 6% estã incluído o TC.

66. No tocante à despesa total com pessoai:


a) é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento de despesa com pessoal
expedido no último ano do mandato do titular do respectivo poder;
b) a verificação do cumprimento dos limites e despesas total de pessoal, será
realizada ao final de cada bimestre nos termos da LRF;
c) se a despesa total com pessoal exceder a 90% do ümíte, está vedada a concessão
de vantagem, aumento ou reajuste da remuneração a qualquer título, salvo os
derivados de sentença judicial ou determinação legal ou contratual;
d) no caso da despesa total com pessoal exceder a 90% do limite, o Tribunal de
Contas exercerá sua função cautelar alertando o chefe do respectivo Poder;
e) quando a despesa total com o pessoal exceder a 95% do limite, está vedada a
contratação de hora extra em qualquer caso.
Opção D (limite de alerta). A vedação da LRF impede que seja concedido aumento
aos servidores nos últimos 180 dias do mandato, sendo os limites acompanhados
ao final de cada quadrimestre. O limite prudencial (que impede aumento de gastos
com pessoal) é de 95%, salvo no caso de horas extras do Legislativo.
CAMPUS Capitulo 16 — Lei de Responsabilidade Fiscal

67. No tocante a LRF, marque a opção errada.


a) Lei municipal poderá fixar limites inferiores aos previstos na LRF para as dívidas
consolidadas e mobiliárias
b) Os títulos da dívida pública, desde que devidamente escriturados em sistema
centralizado de liquidação e custódia, poderão ser oferecidos em caução para
garantias de empréstimos.
c) É facultado aos Municípios com população inferior a 30 mil habitantes optar por
divulgar semestralmente o relatório de gestão fiscal.
d) É facultado ao Município com população inferior a 50 mil habitantes elaborar o
anexo de política fiscal plurianual, a partir do quinto exercício seguinte ao da
publicação da LRF
e) Caso o Município opte por divulgar semestralmente o relatório de gestão fiscal, tal
divulgação deverá ocorrer em até 30 dias após o encerramento do semestre.
Opção C. O benefício era aplicável aos Municípios com população inferior a
50 mil habitantes. .

68. (Analista Judiciário - Cespe ~T ST /2008) A s chamadas renúncias de receitas,


apesar de não representarem dispêndios de recursos, devem ser objeto
de estim ativa que acompanha o projeto de lei orçamentária, de forma a
se evidenciarem os seu s efeitos segundo critério de distribuição regional
d essas renúncias.
Verdadeiro. O texto foi retirado da LRF e da Constituição da República. De
fato, o efeito da renúncia deve ser evidenciado com vistas a permitir o acom­
panhamento do que não será arrecadado.

69. (Analista Judiciário - Cespe - T ST/2008) O limite das despesas de pessoal


dos tribunais e ju iz e s do trabalho, obedecido o teto global de 6% da receita
líquida da União para o Poder Judiciário, corresponde à proporção média
que representava no período de 1997 a 1999 no âmbito do Judiciário.
Verdadeiro. O texto reflete a metodologia de cálculo prevista na LRF

70. (Analista Judiciário - Cespe ~ T ST/2008) Para fins de cumprimento da


chamada regra de ouro da Lei de Responsabilidade Fiscal, computam-se
também as operações de crédito por antecipação de receitas, desde que
liquidadas no mesmo exercício em que forem contratadas.
Falso. A operação de ARO conforme explicitada acima não entra no cálculo
da regra de ouro.
Capítulo

Sistema Integrado de Administração


Financeira do Governo Federal - Siafi

O Siafi foi criado em 1987, pelo Serpro, e constitui a principal ferramenta de


gestão da esfera federal. Consiste em um software desenvolvido para controlar
a execução financeira, orçamentária, patrimonial, operaciojial e contábil
das unidades gestoras da União. Na esfera estadual e municipal, muitos
entes utilizam uma variante, denominada Siafem. Tais programas têm como
finalidades, dentre outras:
• permitir um controle oportuno dos recursos públicos, tais como saldo
financeiro, dívidas, operações de crédito e haveres (opera, na maior
parte dos casos, on Une, embora também possa funcionar o ff line,
quando a primeira modalidade for inviável);
• evidenciar a situação econômica, financeira, patrimonial em tempo
hábil: as demonstrações podem ser elaboradas ao final de cada dia;
• subsidiar o gestor público por meio da disponibilização de informações
úteis, relevantes, oportunas, confiáveis e fidedignas.
Apenas para ter-se uma idéia das vantagens da aplicação do Siafi, antes de
1986, acreditava-se existirem, na esfera federal, 3 mil contas vinculadas às
unidades gestoras. Com a implantação do sistema, descobriu-se haver mais de
13 mil contas, que, em boa parte dos casos, ficavam com os recursos “parados”
na conta (vale lembrar a inflação existente à época). Hoje, a gestão financeira
é otimizada, em função da centralização dos recursos e do uso do limite de
saque, conforme explicitado quando do estudo da execução orçamentária e
financeira. Outro cenário que também foi otimizado diz respeito à consolidação
das contas. Em virtude da remessa de informações provenientes dos quatro
cantos do País, a consolidação era extremamente lenta e sofria constantes ajustes
e atualizações, em virtude de documentos que chegavam com atraso ao órgão
central de contabilidade. Atualmente, a qualquer momento, podem-se obter as
demonstrações contábeis do ente.
?8 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVÍER
3
5
§ Um aspecto que merece destaque neste programa é que não é preciso entender
s de contabilidade para operá-lo. O Siafi trabalha com códigos denominados
l eventos, por meio dos quais são efetuadas as transações (pagamentos, registros,
" transferências) e contabilizados os fatos. Ou seja, a contabilização é feita “por
trás” e não aparece para o usuário (a menos que ele queira, é claro). Apenas
para ilustrar, apresentamos as principais categorias de eventos:
10 - Previsão da receita
20 - Fixação da despesa
30 ~ Transferência de crédito
40 - Empenho
50 ~ Liquidações, apropriações e retenções
60 - Restos a pagar
70 - Movimentação financeira (receita)
Cumpre ressaltar que alguns eventos são registrados individualmente,
enquanto que outros são registrados aos pares.

17.1. Questão de Concurso Anterior


1. (Administrador - NCE/UFRJ - Arquivo Nacionai/2006) No âmbito do Siafi,
a unidade investida no poder de gerir créditos orçam entários e recursos
financeiros, próprios ou sob descentralização, é denominada:
a) unidade gestora;
b) órgão;
c) unidade administrativa;
d) entidade supervisionada;
e) unidade orçamentária.
Questões de Concursos Anteriores
Comentadas

Esaf/2006 - Analista de Controle Externo-Tribuna! de Contas da União (TCU)


1. No que d iz resp eito ao conceito de orçam ento pubiico e p rin cíp io s
orçam entários, identifique a opção incorreta.
a) O orçamento púbiico é uma lei de iniciativa do Poder Executivo, que estabelece
as políticas públicas para o exercício a que se referir.
b) São impositivos nos orçamentos públicos os princípios orçamentários.
c) Segundo o princípio da unidade, o orçamento público deve constituir uma única
peça, indicando as receitas e os programas de trabalho a serem desenvolvidos
peíos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
d) O orçamento público deve manter o equilíbrio entre as receitas fixadas e as
despesas estimadas.
e) O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um exercício financeiro,
coincidente com o ano civil.
Gabarito: D. Por ocasião da elaboração da LOA, deve ser observado o equilíbrio
entre as receitas previstas (ou estimadas) e as despesas fixadas. Na questão,
houve inversão dos termos estimadas e fixadas. Este princípio objetiva evitar
que sejam especificadas despesas sem a corresponde fonte de recursos, o que
acabaria por inviabilizar sua execução.

2. Com relação ao histórico das atividades orçamentárias no Brasii, identifique


a opção falsa.
a) As primeiras Constituições Federais, de 1824 e 1891, não tratavam diretamente
da questão orçamentária.
b) Em 1926, por meio de uma reforma na Constituição, foi realizada a transferência
da elaboração da proposta orçamentária para o Poder Executivo.
c) Foi criado em 1964, o cargo de Ministro Extraordinário do Planejamento e
Coordenação Econômica, com atribuição, entre outras, de coordenara elaboração
e execução do orçamento geral da União e dos orçamentos dos órgãos e entidades
subvencionadas, harmonizando-os com o piano nacional de desenvolvimento
econômico.
d) É de 1964 a Lei nâ 4.320, que traçou os princípios orçamentários no Brasil e é,
ainda hoje, a principal diretriz para a elaboração do orçamento geral da União.
e) Foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, de 4/5/2000, que estabeleceu, pela primeira
vez, os princípios de transparência orçamentária.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVTER

Gabarito: E. A transparência já existe desde a Lei na 4.320, de 1964. A


obrigatoriedade de as despesas serem detalhadas, especificadas na LOA (princípio
da especificidade) decorre da necessidade de dar visibilidade acerca de como os
gastos públicos serão realizados. A Constituição da República recepcionou a lei
supramencionada ratificando o acesso do cidadão à res publica por meio, por
exemplo, de outros instrumentos, tais como o hàbeas data. A LRF enumerou,
sim, os instrumentos de transparência. O princípio já existia.

3. O orçamento-programa é entendido como o piano de trabalho do governo


no qual são especificadas as proposições concretas que se pretende realizar
durante o ano financeiro. A ssin ale a única opção incorreta em relação a
orçamento-programa.
a) A integração pianejamento-orçamento é característica do orçamento-programa.
b) O orçamento-programa é o processo de eiaboração do orçamento em que é
enfatizado o objeto de gasto.
c) O orçamento-programa identifica programas de trabalho, objetivos e metas,
compatibilizando-os com os planos de médio e longo prazos.
d) Orçamento-programa informa, em relação a cada atividade ou projeto, quanto
vai gastar, para que vai gastar e por que vai gastar.
e) Processo de elaboração do orçamento-programa é técnico e baseia-se em diretrizes
e prioridades, estimativa real de recursos e cálculo reaí das necessidades.
Gabarito: B. A ênfase no objeto de gasto é característica típica dos orçamentos
tradicionais, que evidenciavam o que seria feito com os recursos públicos.
Algo do tipo: serão adquiridos tantos automóveis, serão contratados tantos
professores e serão construídas “n” casas. O orçamento-programa tem como
foco principal o objetivo nele demonstrado, a situação que se pretende mudar,
nos termos do Decreto nfi 2.829, de 1998.

4. No Brasil, o Plano Plurianual (PPA) é componente básico do planejamento


estratég ico go vernam ental. Na d efin ição do o bjetivo e da natureza
específicos da planificação estratégica, o governo deve por em realce quatro
elementos principais, identifique a opção que não é pertinente.
a) A importância da reflexão, essencialmente qualitativa, no futuro em longo prazo.
b) A concentração da análise dos fatores essenciais das atividades-fins da
Administração Pública.
c) O melhoramento do desempenho gerencial da Administração Pública.
d) A natureza estratégica das decisões a tomar, decisões que comprometem de
modo quase irreversível o futuro da Nação.
e) O predomínio do processo sobre os planos que dele derivam.
Gabarito: C. Os quatros elementos constantes das outras opções podem ser
obtidos por meio da leitura do PPA em vigor (“Brasil só meu!”, digo, “Brasil
para todos!”)- A informação de que as decisões estratégicas comprometem de
modo quase irreversível o futuro da Nação não é adequada sob a ótica da banca.
CAMPUS Questões de Concursos Anteriores Comentadas 231

Série Provas e Concursos


Há de ressaltar, contudo, que decisões impróprias dessa natureza têm impacto
significativo sobre diversos exercícios, passíveis de alteraçao em longo prazo,
com bastante esforço. Por isso, o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do
Estado de 1995 destacou que, no núcleo estratégico (ura dos setores do modelo
de Estado preconizado), responsável pela definição de políticas públicas, o mais
importante é que sejam tomadas decisões eficazes. A questão envolve, dessa
forma, além de bom senso e de conhecimentos orçamentários, rudimentos sobre
Administração Pública em geral

5. No que se refere à matéria orçamentária, a Constituição de 1988, em seu


art. 165, determina que ieis de iniciativa do Podèr Executivo estabeleçam
o Plano Plurianual, as diretrizes orçam entárias é òs orçamentos anuais,
identifique a opção fa lsa com relação ao tema.
a) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) consiste na fei que norteia a elaboração
dos orçamentos anuais, compreendidos o orçamento fiscal,* o orçamento de
investimento das empresas estatais e o orçamento da1Seguridade Sociaí.
b) O Plano Plurianual corresponde a um plano, por meio do quàl se procura ordenar
as ações do governo que levem ao alcance dos objetivos e das metas fixados
para um período de três anos.
c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sob forma de projeto, deve ser
encaminhada peio Poder Executivo ao Poder Legislativo, na esfera federal, até
oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro (15 -de abril),
e devolvida para sanção até o finai do primeiro período da sessão legislativa (30
de junho).
d) A Lei Orçamentária Anua! (LOA) objetiva viabilizar a realização das ações
planejadas no Plano Plurianual e transformá-las em realidade.
e) A Lei do Orçamento, sob forma de projeto, deve ser encaminhada, no âmbito
federal, até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro (31 de
agosto) e devolvida para sanção até o final da sessão legislativa.
Gabarito: B. O antigo Plano Plurianual de investimentos contemplava o período
de três anos. O PPA, da forma como está estruturado hoje, abrange o período
de quatro anos, sendo executado a partir do segundo ano do mandato do chefe
do Poder Executivo.

6. Para cum prir seu objetivo, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) atribuiu
novas e importantes funções à Lei de D iretrizes Orçamentárias (LDO) e
à Lei Orçamentária Anuai (LOA). Identifique a opção falsa em relação às
exigências da LRF no tocante à LOA.
a) Demonstrativo da compatibilidade do orçamento com as metas da LDO previstas
no respectivo Anexo de Metas Fiscais.
b) Previsão de reserva de contingência, em percentual da receita corrente líquida
(RCL), destinada ao pagamento de passivos contingentes, além de outros
imprevistos fiscais.
Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

c) Quantificação do resultado primário a ser obtido com vistas à redução do


montante da dívida e das despesas com juros.
d) Demonstrativo de efeitos sobre receitas e despesas decorrentes de anistias,
isenções e subsídios.
e) Destaque do serviço da dívida (encargos mais am ortizações), previsto
contratualmente, e as receitas para esse fim.
Gabarito: C. As metas de resultado nominal e primário deverão figurar no Anexo
de Metas Fiscais da LDO. O que a LOA deverá apresentar é um demonstrativo
de compatibilidade com as metas previstas na Lei de Diretrizes.

7. Consoante o disposto na Lei Federal n° 4.320/1964, a receita classificar-


se-á nas seguintes categorias econômicas: receitas correntes e receitas de
capital. Aponte a opção falsa com relação a e sse tema.
a) Conceitua-se como receita tributária a resultante da cobrança de tributos pagos pelos
contribuintes em razão de suas atividades, suas rendas e suas propriedades.
b) São receitas correntes as receitas tributárias, patrimonial, agropecuária, industriai,
de contribuições, de serviços e diversas e, ainda, as transferências correntes.
c) Os tributos são receitas que a doutrina classifica como derivadas.
d) As receitas de capital são as provenientes de operações de crédito, cobrança
de multas e juros de mora, alienação de bens, de amortização de empréstimos
concedidos, de indenizações e restituições, de transferências de capitai e de
outras receitas de capital.
e) Será considerado receita de capital o superávit do orçamento corrente, segundo
disposição da Lei Federal ns 4.320/1964.
Gabarito: D. A cobrança de multa e juros de mora não constituem receitas de
capital, mas correntes. Da mesma forma, as entradas decorrentes de indenizações
e restituições não constam expressamente na Lei nfi 4.320, de 1964, e sua natureza
poderá variar. No que concerne à opção E, o fato do superávit do orçamento
corrente ser considerado contabilmente como receita de capital objetiva evitar
que essa receita seja considerada em duplicidade. Em termos práticos: quando a
receita corrente supera as despesas correntes, isso não significa que o excedente
esteja disponível para gasto (via, por exemplo, abertura de créditos adicionais).
A sobra pode ter sido aplicada em despesas de capital. Aplicada dessa forma,
convém orçamentariamente tratã-la como receita de capital.

8. Identifique a opção falsa com relação à classificação da d espesa pública


segundo a natureza, contida na Portaria Interm inisterial na 163, de 4 de
maio de 2001, a se r observada na execução orçam entária de todas as
esferas de governo.
a) Categoria econômica.
b) Grupo de natureza da despesa.
c) Desdobramento obrigatório do elemento de despesa.
d) Modalidade de aplicação.
e) Elemento de despesa.
Gabarito: C. O desdobramento do elemento de despesa é facultativo.
CAMPUS Questões de Concursos Anteriores Comentadas 233

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9. De acordo com os tipos de créditos orçam entários, assin a le a única opção
falsa.
a) 0 crédito extraordinário é autorizado por lei e aberto por decreto do Poder
Executivo. •
b) O crédito especial destina-se à despesa para o qual não haja previsão orçamentária
específica.
c) O crédito suplementar é destinado ao reforço de dotação já existente no
orçamento em vigor ; ; -
d) Os créditos adicionais são autorizações de despesa não-computadas ou
insuficientemente dotadas na lei de orçamento. ;v wív <-;
e) A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de
recursos disponíveis para acorrer à despesa e será precedida de exposição
justificada. . •
Gabarito: A. O crédito extraordinário não carece de autorização específica prévia
(até porque não é possível saber de antemão quais são as situações emergenciais
que irão ocorrer, posto que são imprevisíveis) e é aberto, na esfera federal, via
medida provisória. Em âmbito estadual e municipal, poderá'ser aberto via
decreto, não havendo outra espécie normativa mais adequada na Constituição
Estadual ou na Lei Orgânica.

10. A Lei de Responsabilidade Fiscal adotou regras referentes à dívida pública


fundada. Entre as opções abaixo, identifique qual a opção correta com
relação à dívida pública consolidada e a LRF.
a) Integra a dívida pública consolidada da União a dívida relativa à emissão de
títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil.
b) Integram a dívida pública consolidada os depósitos e os serviços da dívida a
pagar.
c) integra a dívida púbiica fundada o refinanciam ento da dívida pública
imobiliária.
d) Integram a dívida publica fundada as dívidas de curto prazo, como os restos a
pagar processados.
e) Integra a dívida fundada o resultado de operações de caráter financeiro que se
refletem no patrimônio financeiro.
Gabarito: A. A dívida consolidada compreende os compromissos com
exigibilidade superior a 12 meses e que carecem de autorização legislativa
para pagamento, dentre os quais se enquadram os títulos emitidos sob a
responsabilidade do Bacen (dívida mobiliária, isto é, lastreada em títulos, e não
em contratos). As demais opções tratam de compromissos classificados como
dívida flutuante, de caráter transitório, com prazo de pagamento inferior a 12
meses. Excepcionalmente, vale ressaltar que, por determinação da LRF, a dívida
decorrente de operação de crédito com prazo de resgate inferior a 12 meses,
cuja receita tenha sido incluída na LOA, será computada na dívida consolidada,
para fins de limite, bem como os precatórios não-pagos durante o exercício.
Orçamento Púbiico — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

11. A Lei de Responsabilidade Fiscai “dispõe que a destinação de recursos,


para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades de pessoas física s ou
de pessoas ju ríd ica s deverá se r autorizada por lei específica, atender às
condições estabelecidas na Lei de D iretrizes Orçam entárias, estar prevista
no orçamento e nos créditos adicionais”. Aponte a opção que não pertence
a e ssa regra.
a) A concessão de empréstimos.
b) Os financiamentos ou refinanciamentos, ínciusive as respectivas prorrogações
e a composição de dívidas.
c) A concessão de subvenções.
d) A concessão de garantias.
e) A participação em constituição ou aumento de capital.
Gabarito: D. A regra encontra-se no art. 26, não abrangendo garantias bem como
as operações de redesconto do Bacen (empréstimos realizados às instituições
financeiras para “fechamento do caixa”). Cumpre ressaltar que a garantia,
no momento da oferta, é tão somente um compromisso de adimplência, não
correspondendo a um desembolso efetivo e não estando enquadrada, portanto,
como uma operação de crédito nos termos daLRF Para que possa ser concedida,
contudo, é necessário que o ente esteja em dia quanto ao cumprimento dos
limites de despesa com pessoal e da dívida consolidada líquida.

12. De acordo com o que dispõe o art. 35 da Lei ns 4.320/1964, conclui-se que
o regime contábil adotado pela Contabilidade Pública, em nosso País, é;
a) de caixa, para receitas e despesas;
b) de competência, para receitas e despesas;
c) misto, sendo de competência para as receitas e de caixa para as receitas;
d) misto, sendo de caixa para as receitas e de competência para as despesas;
e) misto, sendo de caixa para as receitas e despesas correntes, e de competência
para as receitas e despesas de capitai.
Gabarito: D. Os regimes decorrem do momento em que se consideram as receitas
e despesa como efetivamente realizadas: para as receitas, a arrecadação (caixa);
para as despesas, o empenho (competência).

13. A ssin ale a opção que aponta a correta correlação entre as colunas.
1) Lançamento
2) Arrecadação
3) Recolhimento
4) Empenho
5) Liquidação
6) Pagamento
( ) Ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação
de pagamento, pendente ou não de implemento de condição.
< ) Momento em que os contribuintes comparecem perante aos agentes
arrecadadores, a fim de liquidarem suas obrigações para com o Estado.
( ) Em issão do cheque ou ordem bancária em favor do credor.
CAMPUS Questões de Concursos Anteriores Comentadas 235

Série Provas e Concursos


( ) Verificação do implemento de condição, ou seja, verificação objetiva do
cumprimento contratuai.
( >Relação individualizada dos contribuintes, discrim inando a espécie, o
valor e o vencimento do imposto de cada um.
{ )Ato pelo qual os agentes arrecadadores entregam diariam ente ao
Tesouro Público o produto da arrecadação.
a) i _3 - 6 - 5 - 4 - 2 .
b) 4 - 2 - 6 - 5 - I - 3 .
C) 1- 3-5 - 6 - 4 - 2 . .. v :
d) 4 - 3 - 6 - 5 - 1 - 2 . .
e) 5 - 2 - 3 - 1- 4 -6 . . :

Gabarito: B. As definições encontram-se na Lei n- 4.320, de'1964, nos arts.


58, 55, 62, 63, 53 e 56, respectivamente, e correspondem a estágios da receita
e da despesa. •

14. No Ptano de Contas da Adm inistração Pública Federal, a cla sse representa
o nível máximo de agregação das contas. A ssinale, a seguir, a opção que
exprime corretamente uma classe.
a) R eceita.
b) Ativo circulante.
c) P a ssiv o circu la n te .
d) Ativo realizável a longo prazo.
e) P atrim ô nio liquido.

Gabarito: A. O plano de contas possui sete níveis de desdobramentos, a saber:


classe, grupo, subgrupo, elemento, suplemento, item e subitem. Algumas
contas classificadas como analíticas admitem, ainda, mais um “desdobramento”,
denominado conta-corrente, como é o caso, por exemplo, dos fornecedores.
O primeiro nível compreende (classe) compreende: 1 - ativo, 2 - passivo, 3 -
variações passivas, 4 - variações ativas, 5 - resultado diminutívo e 6 - resultado
aumentativo. As outras opções tratam de grupos.

15. Nos term os da Constituição Federal, pode-se afirmar que:


a) o Tribunal de Contas da União - TCU - é órgão vinculado ao Senado da
República;
b) a titularidade do controle externo, no Brasil, pertence ao Tribunal de Contas da
União;
c) as decisões do TCU não se submetem a controle judicial;
d) o s M in istro s d o T rib u n a l d e C o n t a s d a U n ião têm a s m e s m a s g a r a n tia s ,
p rerro gativas, im p edim ento s, ve n cim en to s e va n ta g en s dos M inistros do Suprem o
T rib u n al Federa!;
e) as C o n stitu iç õ e s e s ta d u a is d isp o rã o so b re o s Trib u n a is d e C o n ta s re sp e ctiv o s,
q u e se rã o in te g ra d o s por se te c o n se lh e iro s.

Gabarito: E. O TCU é um órgão vinculado ao Congresso Nacional e, embora


possua atribuições definidas pela Carta Magna, não é titular do controle externo,
que compete ao Poder Legislativo. Nesse sentido, compete àquele auxiliar
'.36 Orçamento Publico — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

este. Cumpre destacar, ainda, que as decisões das Cortes de Contas possuem
ser atacadas na instância judicial e que seus Ministros não têm prerrogativa de
Ministros do STE

Esaf 2005 - Analista de Planejamento e Orçamento - Ministério do


Planejamento, Orçamento e Gestão
16. A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar n« 101/2000)
estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade
na gestão fiscal. Com base nas normas da LRF, aponte a única norma não
pertinente.
a) Orçamento público - rigoroso equilíbrio entre receita e despesa.
b) R eceita p ú b lica - p re v isã o e a rre ca d a çã o .
c) D e sp e sa p ú b lica - d e fin içõ es e lim ites.
d) G e stão p atrim o n ial.
e) P ou p ança p úb lica - d e fin içõ es, lim ites e fisc a liz a ç ã o .

Gabarito: E. A LRF foi promulgada em atendimento ao disposto no art.


163 da Carta Magna (Finanças Públicas), não dispondo sobre poupança e
funcionamento do mercado financeiro.

17. O orçam ento público obedece a o s p rin c íp io s o rça m e n tá rio s. Como


conseqüência do princípio da especificação, ocorrem proibições de natureza
constitucional, indique a opção falsa.
a) C o n c e ssã o de créd ito s ilim itad os.
b) Início de p ro g ra m a s ou p ro jetos n ão -in clu íd o s na Lei O rç a m e n tá ria A n u a l.
c) R e a liza çã o de d e sp e sa s ou a s su n ç ã o de o b rig a ç õ e s d ire ta s q u e e x c e d a m os
créd ito s o rç a m e n tá rio s ou a d ic io n a is.
d) In stitu ição de fu n d o s de q u a lq u e r n a tu reza , se m p ré v ia a u to riz a çã o leg isla tiv a .
e) Exigência ou redução de tributo sem lei que o estabeleça.
Gabarito: E. O art. 167 da Constituição da República dispõe sobre as vedações
em matéria financeira, não constando o apontado na opção E. É importante
destacar que, de acordo com os princípios da legalidade e da anterioridade, é
vedado exigir ou aumentar tributos sem lei anterior que assim defina, ressalvadas
as exceções constitucionais (IP1, IOF; ÍI e IE),

18. Para se elaborar a proposta orçamentária de 2005, do Governo Federai, além


das informações do cadastro de programas e do cadastro de informações,
as informações provenientes das propostas seto riais foram centradas nos
seguintes aspectos, exceto:
a) p ro jeto s;
b) ca teg o ria e c o n ô m ic a ;
c) n a tu re za da d e sp e sa ;
d) m eta;
e) fonte de re cu rso s.
CAMPUS Questões de Concursos Anteriores Comentadas 237

Série Provas e Concursos


Gabarito: A. As informações acerca da elaboração do orçamento são previstas na
LDO. No que se refere ao orçamento supramencionado, os dados foram registradas
em um software de apoio denominado Sidor - Sistema Integrado de Dados
Orçamentários, onde são informados os dados referentes às opções B a E.

Fundação Carlos Chagas - 2004 - Analista judiciário -Triburiàl Regional


Federal da 4a Região
19. Na avaliação dos elementos patrim oniais, segundo a Lei na 4.320/1964,
devem se r refletidos peio valor nominal:
a) os bens móveis, imóveis e de aimoxarifado;
b) débitos, créditos e os títulos de renda; . '
c) os bens móveis e de aimoxarifado, apenas;
d) os bens movéis e imóveis, apenas; '■ •
e) os bens de aimoxarifado, apenas.
Gabarito: B. O critério de avaliação encontrã-se no art. 106, transcrito a seguir:

Art. 106* A avaliação dos elementos patrimoniais obedecerá às normas seguintes:


I - os débitos e créditos, bem como os títulos de renda, pelo seu vaior nominal, feita a conversão, quando
em moeda estrangeira, à taxa de câmbio vigente na data do balanço; •
II - os bens móveis e imóveis, pelo valor de aquisição ou pelo custo de produção ou de construção;
líl - os bens de aimoxarifado, pelo preço médio ponderado das compras.
§ I2. Os valores em espécie, assim como os débitos e créditos, quando em moeda estrangeira, deverão
figurar ao iado das correspondentes importâncias em moeda nacional.

20. O princípio da anuaüdade estabelece que as autorizações orçam entárias e,


conseqüentemente, o exercício financeiro no Brasil deve corresponder a 12
m eses e coincidir com o ano civíi. Contudo, constitui/constituem exceção
ao princípio mencionado:
a) os p ro ce sso s d o s fu n d o s e sp e c ia is;
b) o s resto s a p a g a r n ã o -p ro c e ssa d o s;
c) a u to riz a çõ e s p ara cré d ito s rea b erto s;
d) as rece ita s v in c u la d a s ;
e) o p ro ce ssa m e n to d a s d e sp e sa s o rç a m e n tá ria s de e x e rc íc io s a n te rio re s.

Gabarito: C. Os créditos reabertos serão incorporados ao orçamento do ano


em que foram reabertos pelos seus saldos, desvinculando-se do orçamento
anterior. Nos demais casos, a despesa é processada normalmente dentro do
exercício em que ocorrem, mesmo no caso das despesas de exercícios anteriores.
Apesar de referirem-se a períodos pretéritos, a LOA em vigor traz uma dotação
orçamentária para atendê-la, processando-se (sendo empenhada) no mesmo
ano em que for reconhecida.
!38 Orçamento Público — José Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

21. A reabertura de créditos adicionais abrange, no seu todo:


a) os su p le m e n to s e s p e c ia is;
b) os e s p e c ia is;
c) o s su p le m e n ta re s;
d) os e s p e c ia is e os ex tra o rd in á rio s;
e) os ex tra o rd in á rio s.

Gabarito: D. Os créditos suplementares não admitem prorrogação.

22. Dos órgãos e das entidades da Adm inistração indireta:


i. Sociedades de economia m ista.
li. Fundações.
Hi. Em presas públicas.
IV. Autarquias.
V. Fundos.
Quando a iei de criação não dispuser em contrário, submetem-se às normas
da Lei n* 4.320/1964, a s indicações dos in ciso s suprm
a) I, il, III e V;
b) !, lil e IV;
c) II, III, IV e V;
d) II e IV;
e) II, IV e V.

Gabarito: C. Nos termos do art. 107 da Lei nfi 4.320, de 1964, estão sujeitas a ela
todos os entes cujo capital pertença integralmente ao setor público, característica
encontrada nas autarquias, fundações públicas, fundos especiais e empresas
públicas. Nas sociedades de economia mista, a maioria do capital votante está
nas mãos do Poder Público, mas, normalmente, o particular também participa,
como é o caso da Petrobras, do Banco do Brasil etc.

23. O maior nível de agregação das d iversas atividades de d esp e sas que
competem ao setor público é relativo:
a) à s fu n ç õ e s;
b) às su b fu n ç õ e s;
c) à s c a te g o ria s e c o n ô m ic a s;
d) às m o d a lid a d e s de a p lic a çã o ;
e) aos p ro g ra m a s.

Gabarito: A. As funções correspondem às áreas onde os recursos serão aplicados,


tais como saúde, educação, transporte etc. São divididas em subfunções que,
a partir de 1999, podem ser encontradas em funções que lhe são “atípicas”.
Exemplificando: é possível encontrar a subfunção ‘‘medidas profiláticas” dentro
da função Educação, decorrente de um programa de trabalho voltado para a
conscientização dos jovens acerca dos riscos da Aids. Essa inovação trazida pela
Portaria Interministerial ne 163, de 1999, permitiu uma melhor visualização
dos gastos públicos.
CAMPUS Questões de Concursos Anteriores Comentadas 239

Série Provas e Concursos


24, O instrum ento de programação, o qual envolve um conjunto de operações
que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um
produto necessário à manutenção do governo, é:
a) o p ro g ram a;
b) o p ro jeto;
c) a ativ id a d e;
d) a o p e ra ção e s p e c ia l;
e) a ação o rça m en tá ria .

Gabarito: C. A atividade está relacionada ao custeio da máquina. Como


instrumentos de programação existem, ainda, o projeto e as operações
especiais. No primeiro caso, estão as ações com duração limitada no tempo e
que concorrem para a expansão ou aperfeiçoamento da capacidade de ação do
Estado, tais como a construção de um hospital ou a realização de curso para
servidores. As operações especiais contemplam as ações não-enquadradas como
atividades ou projetos, tais como o pagamento de precatórios, inativos etc.
a

25, Para que uma receita orçamentária seja considerada como tal na execução
da receita, é necessário que tenha sido:
a) p re vista no o rça m en to , la n ça d a , a rre ca d a d a e reco lh id a;
b) p re v ista no o rça m en to , lan çad a e a rre ca d a d a ;
c) la n ça d a e a rre ca d a d a ;
d) a rre ca d a d a e reco lh id a ;
e) a rre ca d a d a .

Gabarito: E. O fato gerador da receita é a arrecadação, nos termos da Lei


nfl4.320, de 1964.

26. Para fins de licitação, o órgão ou entidade signatária do instrum ento


contratual denomina-se:
a) co n tra ta d o ;
b) co n tra ta n te;
c) ou to rg an te;
d) ou torgad o;
e) licitante.

Gabarito: B. Embora haja margem para interpretação diferente, vez que, no


contrato, pelo menos duas entidades o assinam, o fato de a banca ter incluso a
expressão “órgão” deu a entender que se referia ao Poder Público, normalmente
contratante por ocasião da realização de certame.

27. Na verificação do direito adquirido pelo credor, a Lei n!>4 3 2 0 /1 9 6 4 exige


que se tenha como base o contrato, em se tratando de:
a) fo rn ecim e n to ou se rv iç o s p re sta d o s;
b) tra n sfe rê n cia s in te rg o v e rn e m e n ta is;
c) co n trib u içõ e s;
d) a u x ílio s;
e) c o n c e ss õ e s de e m p ré stim o s e fin a n cia m e n to s.
Orçamento Público — josé Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER

Gabarito: A. A exigência encontra-se prevista no art. 63, § 2a, que ainda prevê
os seguintes documentos:

i-(■•-)
II - a nota de empenho;
líí ~ os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço..
Gabarito das Questões de Concursos
Anteriores por Capítulo

Capítulo 2
1. B 9. D 17. B 25. B 33. B
2. B 10. D 18. A 26. B 34. F.V.V
3. C 11. B 19. C 27. D «i 35. B
4. C 12. A 20. D 28. C 36. E
5. B 13. FALSO 21. A 29. C 37. V,V,F,F,F
6. B 14. B 22. A 30. D 38. W .V .V
7. B 15. A 23. E 31. D
S. D 16. B 24. D 32. C

Capítulo 3
1. A 7. D 13. E 19. B 25. f. f.v .f. f
2. E 8. C 14. C 20. A
3. A 9. A 15. D 21. C
4. A 10. C 16. C 22. VERDADEIRO
5. B 11. D 1 7. E 23. E
6. E 12. C 18. D 24. v.v.v.v.v

Capítulo 4
5. D 12. £ 23. B 34. B 45. D
2. C 13. D 24. D 35. E 46. F, F, V
3. D 14. E 25. D 36. C 47. A
4. A 15. A 26. B 37. A 48. E
5. B 16. A 27. B 38. C 49. A
5. D 17. C 28. C 39. D 50. V,F,V,V,F
7. D 18. D 29. E 40. B 51. V,V,V,V,F
8. B 19. C 30. C 41. A 52. V,F,F,F,F
9. A 20. B 31. B 42. D 53. V,V,V,F,V
10. E 21. A 32. A 43. E 54. V,F,V,V,V
11. E 22. A 33. C 44. B
242 Orçamento Público — josc Carlos Oliveira de Carvalho ELSEVIER
Série Provas e Concursos

Capítulo 6
1. E 7. D 13. C 19. C 24. E
2. D 8. C 14. E 20. A 2 5 . V, F
3. B 9. B 15. F,V,F,VfF 21. F,F,V,V,V 26. D
4. D 10. A 16. C 22. D 27. A
5, C 11. A 17. E 23. E 28. F,F,V,V,F
6. A 12. FALSO 18. B

Capítulo 7
1. D 5. E
2. C 6. V ER D A D EIR O
3. B 7. B
4. B 8. B

Capítuio 8
1. D 8. E 15. E 22 .
2. C 9. A 16. A 23.
3. A 10. B 17. D 24.
4. E 11. E 18. A 25.
5. V,V 12. C 19. E 26.
6. D 13. D 20. V.V.V.V 27.
7. C 14. F.V.V.F.F 21. C 28.

Capítulo 9
1. D 4. C 7. E 9.
2. C 5. FALSO 8. C 10.
3. A 6. E

Capítulo 10
l. C 5. E
2. VERDADEIRO 6. A
3. E 7. E V
4. B

Capítulo 11
1. E 6. VERDADEIRO 11 . C
2. B 7. C 12. C
3. E 8. V.F.F.V.F 13 . F,F
4. E 9. B 14. B
5. E 10. E is. v ,f ,f ;v ,f

Capítulo 13
1. B 4. A
2. C 5. B
3. A 6. D
CAMPUS Gabaritos

Capítulo 14
1. E 8. C 15. B 22. A 29. D
2. A 9. E 16 . B 2 3 . V,F,F,V 30. C
3. B 10. E 17. A 24. C 31. C
4. A 11. E 18. E 25. D 32. B
5. A 12. B 19. B 26. C 33. D
6. D 13. D 20. D 27. E 34 . A
7. B 14. E 21. A 28. D

Capítulo 15
1. E 6. F,F,F,V,V 11. A 15. C F.V.V.V.V
2. D 7. FtF,V,F,F 12. C 16 . C 20. D
3. A 8. D 13 . B 17. D 21. F,V,V,F,V
4. A 9. C 14. C 18. E 22. V ,V ,V ,V ,V

5. B 10. F,F,V,V,V

Capítulo 16
K D 11. D 21. E 31. B 41. £
2. D 12. B 22. E 32. B 42. E
3. A 13. B 23 . D 33. D 4 3 . FALSO
4. D 14. C 24. D 34. C 44. E
5. E 15. D 25. C 35. C 45. E
6. C 16. D 26. A 36 . E 46. C
7. B 17. E 27. B 37. C 47. E
8. B 18. V,F,V 28. C 38. D 48. B
9. C 19. E 29. A 39. E 49. B
10. E 20. E 30. B 40. B

Capítulo 17
1. A
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Leis e decretos
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Decreto ri2 966-A, de 1890. Dispõe sobre a criação do TCU.
Decreto ne 4.177, de 28 de março de 2002, da CGU.
Decreto nfi 93.872, de 1986.
Decreto-Lei nfi 200, de 25 de fevereiro de 1967. Publicado no DOU de 23 de março
de 1967 (suplemento). Retificado em 8 de março de 1967 e em 30 de março de
1967.
Lei ne 4.320, de 1964.
Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000, a LRF - Lei de Responsabilidade
Fiscal.
Substitutivo da Lei na 4.320, de 1964.
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José Garlos Oliveira de Garvalho

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