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2- NORMAS TECNICAS:

Normalizar é estabelecer códigos técnicos a fim de permitir uma regulamentação


da qualidade, da produção, da classificação e do emprego dos materiais. Com
essa finalidade, foi criada no Brasil, a entidade particular chamada de
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esta se dedica a elaboração
de normas técnicas, sua difusão e incentivo.

Tal fato não impede que outras entidades particulares tenham o mesmo objetivo,
por exemplo, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), ABCP (Associação
Brasileira de Cimento Portland), DNER (Departamento Nacional de Estradas e
Rodagem), dentre outros.

Nos outros países cita-se: Estados Unidos (ASTM – American Society for Testing
Material e ASA – American Standard Association), Alemanha (DIN – Deustsche
Normenausschuss), na Inglaterra (BS – Bristish Standards Institution). Essas
entidades são coordenadas pela ISO - International Organization for
Standardization e por comitês continentais.

A ISO tem como objetivo principal aprovar normas internacionais em todos os


campos técnicos, como normas técnicas, classificações de países, normas de
procedimentos e processos, e etc. No Brasil, a ISO é representada pela ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Cabe mencionar que as normas são aperfeiçoadas e alteradas com o tempo,


acompanhando a evolução da indústria da construção civil e da técnica. E as
existentes no Brasil são caracterizadas pelas iniciais, seguida do seu número de
ordem e, quando necessária, de dois algarismos indicando o ano confecção ou
alteração. Os tipos de normas que encontramos são:

1) Normas: que prescrevem diretrizes para cálculos e métodos de execução de


obras e serviços de engenharia, assim como as condições mínimas de
segurança;
2) Especificação (dos materiais): estabelece prescrições para os materiais;
3) Método de ensaio: estabelece processo para formação e exame de amostras;
4) Padronização (de dimensões e formas): estabelece dimensões para materiais
e produtos;
5) Terminologia (técnica): regulariza nomenclatura técnica;
6) Simbologia: para convenções de desenho;
7) Classificação (dos materiais ou produtos): para ordenar e dividir conjunto de
elementos.

O processo de elaboração de um Documento Técnico ABNT é iniciado a partir


de uma demanda, que pode ser apresentada por qualquer pessoa, empresa,
entidade ou organismo regulamentador, que estejam envolvidos com o assunto
a ser normalizado.
A pertinência da demanda é analisada pela ABNT e, sendo viável, o assunto é
levado ao Comitê Técnico correspondente para inserção em seu Programa de
Normalização Setorial (PNS). Caso não exista Comitê Técnico relacionado ao
assunto, a ABNT propõe a criação de um novo Comitê Técnico, que pode ser
um Comitê Brasileiro (ABNT/CB), um Organismo de Normalização Setorial
(ABNT/ONS) ou uma Comissão de Estudo Especial (ABNT/CEE).
O assunto é discutido amplamente pelas Comissões de Estudo, com a
participação aberta a qualquer interessado, independentemente de ser ou não
associado à ABNT, até atingir consenso, gerando então um Projeto de Norma
Antes do Projeto de Norma ser submetido à Consulta Nacional pela ABNT, ele é
editorado e recebe a sigla ABNT NBR e seu respectivo número. Após ser
editorado, o Projeto de Norma é submetido à Consulta Nacional, com ampla
divulgação, dando assim oportunidade a todas as partes interessadas para
examiná-lo e emitir suas considerações. A Consulta Nacional é realizada
pela internet, podendo ser acessada
pelo link http://www.abnt.org.br/consultanacional. A relação dos Projetos de
Norma em Consulta Nacional é publicada também no Diário Oficial da União.
Durante a Consulta Nacional, qualquer pessoa ou entidade pode enviar
comentários e sugestões. Todos os comentários são analisados e respondidos
pela Comissão de Estudo responsável, que realiza reunião para análise das
considerações recebidas. Todos os interessados que se manifestaram durante
o processo de Consulta Nacional são convidados a participar desta reunião, a
fim de deliberarem, por consenso, se este Projeto de Norma deve ser aprovado
como Documento Técnico ABNT.
Por fim, as sugestões aceitas são consolidadas no Projeto de Norma, que é
homologado e publicado pela ABNT como Documento Técnico ABNT. A relação
das Normas Brasileiras em vigor está disponível para consulta no ABNT
Catálogo (http://www.abntcatalogo.com.br/).
As normas asseguram as características desejáveis de produtos e serviços,
como qualidade, segurança, confiabilidade, eficiência, intercambiabilidade, bem
como respeito ambiental – e tudo isto a um custo econômico.
Quando os produtos e serviços atendem às nossas expectativas, tendemos a
tomar isso certo e a não ter consciência do papel das normas. Rapidamente, nos
preocupamos quando produtos se mostram de má qualidade, não se encaixam,
são incompatíveis com equipamentos que já temos, não são confiáveis ou são
perigosos. Quando os produtos, sistemas, máquinas e dispositivos trabalham
bem e com segurança, quase sempre é porque eles atendem às normas.
As normas têm uma contribuição enorme e positiva para a maioria dos aspectos
de nossas vidas. Quando elas estão ausentes, logo notamos. São inúmeros os
benefícios trazidos pela normalização para a sociedade, mesmo que ela não se
dê conta disso. As normas que estabelecem um consenso internacional
em terminologia tornam a transferência de tecnologia mais fácil e segura, assim
como Símbolos normalizados fornecem avisos de perigo e informações através
das fronteiras linguísticas e sem o acordo internacional contido nas normas
técnicas sobre grandezas e unidades métricas, as compras e o comércio seriam
puro acaso.
Para as empresas, a adoção de normas significa que os fornecedores podem
desenvolver e oferecer produtos e serviços que atendam às especificações que
têm ampla aceitação em seus setores. Empresas que utilizam Normas
Internacionais podem competir em muito mais mercados ao redor do mundo.
Para os inovadores de novas tecnologias, as normas sobre aspectos como
terminologia, compatibilidade e segurança, aceleram a disseminação das
inovações e seu desenvolvimento em produtos possíveis de serem fabricados e
negociados.
Para os clientes, a compatibilidade da tecnologia em todo o mundo, que é
atingida quando produtos e serviços são baseados em normas, fornece aos
clientes uma ampla gama de ofertas. Eles também se beneficiam dos efeitos da
concorrência entre fornecedores.
Para os governos, as normas proporcionam as bases tecnológicas e científicas
que sustentam a saúde, a segurança e a legislação ambiental.
Para o comércio internacional, as Normas Internacionais criam
uma "igualdade" para todos os concorrentes nesses mercados. A existência de
normas nacionais ou regionais divergentes pode criar barreiras técnicas ao
comércio. As Normas Internacionais são os recursos técnicos pelos quais a
política de acordos comerciais pode ser colocada em prática.
Para os consumidores, a conformidade dos produtos e serviços de acordo com
as normas oferece garantias sobre sua qualidade, segurança e confiabilidade.
Para qualquer pessoa, as normas contribuem para a qualidade de vida, em geral
assegurando que o transporte, máquinas e ferramentas utilizados sejam
seguros.
Para o planeta que habitamos, as normas sobre a qualidade do ar, da água e
dos solos, sobre as emissões de gases e de radiação e sobre os aspectos
ambientais de produtos, podem contribuir para os esforços em preservar o meio
ambiente