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A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

A transparência da coisa pública ganhou um reforço. Com a Lei 12.527, de 2011 [Lei de
Acesso à Informação], houve a regulamentação do acesso a informações previsto no
inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do §3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da
Constituição Federal. Esse diploma legal alterou a Lei 8.112, de 1990, e revogou a Lei
11.111, de 2005, bem como dispositivos da Lei 8.159, de 1991. Abaixo, vou "quebrar o
seu galho" [mas não sou macaco gordo, viu!] e reproduzir os dispositivos
constitucionais regrados pela Lei:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob
pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à
segurança da sociedade e do Estado;
(...)
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública
direta e indireta, regulando especialmente:
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de
governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII;
(...)
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e
imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à
identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira,
nos quais se incluem:
§ 2º - Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação
governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.

O direito fundamental de acesso à informação é reconhecido, inclusive, em tratados


internacionais celebrados pela República Federativa do Brasil. Vejamos:

Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção (artigos 10 e 13):


?Cada Estado-parte deverá (...) tomar as medidas necessárias para aumentar a
transparência em sua administração pública ( . . . ) procedimentos ou regulamentos
que permitam aos membros do público em geral obter
(...) informações sobre a organização, funcionamento e processos decisórios de sua
administração pública (...)?

E, por ser norma geral, o diploma é aplicável à União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, e suas Administrações Direta e Indireta [autarquias, fundações, SEM e EP],
bem como as entidades controladas direta ou indiretamente. Estende-se, também, às
Cortes de Contas [exemplo do Tribunal de Contas da União] e ao Ministério Público.
REGULAMENTAÇÃO DA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

Foi publicado no "Diário Oficial da União" do dia 17/05/2012 o decreto que


regulamenta a nova Lei de Acesso à Informação, em vigor desde o dia 16/05/2012 no
país.

A lei obriga órgãos públicos a prestarem informações sobre suas atividades a qualquer
cidadão interessado. O projeto é de iniciativa do Executivo e vale para todo o serviço
público do país.

Segundo o texto, os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal têm de "assegurar


o direito de acesso à informação, proporcionado mediante procedimentos objetivos e
ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão".

Segundo o texto, os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal têm de "assegurar


o direito de acesso à informação, proporcionado mediante procedimentos objetivos e
ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão".

O decreto diz que os órgãos e entidades "deverão implementar em seus sítios na internet
seção específica para a divulgação das informações", como banners. "Qualquer pessoa,
natural ou jurídica, poderá formular
pedido de acesso à informação. O pedido será apresentado em formulário padrão,
disponibilizado em meio eletrônico e físico, no sítio na Internet e no Serviço de
Informações ao Cidadão dos órgãos e entidades."

Se o solicitante tiver negada a informação, poderá apresentar um recurso no prazo de


dez dias.

Ainda de acordo com o decreto, "os órgãos e entidades deverão reavaliar as informações
classificadas no grau ultrassecreto e secreto no prazo máximo de dois anos". Caso isso
não seja feito no período, as informações serão "automaticamente desclassificadas".

O texto determina que, além das informações que podem ser solicitadas pelo público em
geral, órgãos e entidades devem divulgar em seus sites informações sobre estrutura
organizacional, programas e ações em desenvolvimento, repasses ou transferências de
recursos financeiros, licitações realizadas e em andamento, remuneração e subsídios de
postos públicos, incluindo ajudas de custo.