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Mulheres africanas reivindicam Direitos

Humanos

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: As activistas sublinham que no


Uganda, sobretudo nas zonas rurais, ainda hoje as mulheres são proibidas de dirigir a
palavra ao homem. A poligamia atinge 45% da população.

Apesar da promulgação de um protocolo que confere a igualdade de direitos às


mulheres africanas, a discriminação continua. A jornalista da Deutsche
Welle Susanne Krause encontrou-se com três activistas africanas.

As africanas debatem-se com os mesmos problemas que as mulheres têm em todo o


mundo, como a violência doméstica. Mas a estes problemas acrescem as formas de
discriminação características do continente africano, como é o caso da mutilação genital
feminina.

O protocolo da União Africana exige leis contra esta prática, para além de uma oferta de
assistência e programas de apoio às vítimas da violência sexual.

As activistas defendem que o problema reside em colocar as leis na prática, até porque
tanto os funcionários da justiça como da polícia ainda não se consciencializaram
que, por exemplo, a violência doméstica é um crime.

Pensamento/Reflexão
A Falsa Emancipação da Mulher
Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é
respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o lenço:
outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as
funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a
opinião que têm dela é sempre a mesma - um instrumento
de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura.
A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho forçado
da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que
os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e
considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto,
eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam,
persuadem-se de que a escravatura está abolida mas não vêem, não
querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem
sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo aproveitar o
trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se inveitável que
apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à acção.
A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens
desejarem e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje
em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do
homem, mas continua-se a considerá-la como um instrumento de prazer,
a educá-la nesse sentido desde a infância e por meio da opinião pública.
Por isso ela continua uma escrava, humilhada, pervertida, e o homem
mantém-se um corruptor possuidor de escravos.

Leon Tolstoi, in 'Sonata a Kreutzer'