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Tema 4: Questões Metodológicas no Processo

de Implementação da Avaliação e Impactos em


Programas Sociais.

Profª Ma Elaine Cristina


Vaz Vaez Gomes
PARA INÍCO DE CONVERSA
Neste estudo há dois novos conceitos:
avaliação de impacto e avaliação de processo.
De acordo com Perez (2009, p. 65) avaliação
de impacto “diz respeito aos efeitos do
programa sobre a população alvo”, e avaliação
processual “representa chances à monitoração
dos processos responsáveis pela produção
do efeito esperado”.
O desenvolvimento dessas pesquisas de avaliação tem
início na década de 1950 nos EUA, mas sua expansão
se deu apenas na década de 1960. Esse
desenvolvimento trouxe dois elementos para o
estudo: o entendimento sobre o que é o processo de
implementação e suas variações existentes por meio,
segundo Perez (2009, p. 67), “do tempo, das políticas
e das unidades de governo”.
Inicialmente a ideia de implementação era pautada,
como diz o autor, no “cumpra-se”, depois foi
incorporada à dimensão temporal. O estudo vai
mostrar como há variação dependendo do tipo da
política, de seus formatos, e vai apontar ainda se a
tomada de decisão está com apenas uma autoridade
ou não.
Segundo Perez (2009), nos EUA foi feito por
um grupo de especialistas um estudo sobre as
características básicas de implementações por
um longo período e o resultado foi o seguinte:
de 1970 a 1975, as pesquisas de avaliação
eram realizadas para identificar os obstáculos
à implementação; de 1975 a 1980, o foco
eram os atores envolvidos e o processo de
descentralização; de 1980 a 1985, foi dado
enfoque crítico aos trabalhos, revelando novas
possibilidades.
Em relação à metodologia foram dados dois
enfoques: um da área da fenomenologia e o
outro da positivista. A fenomenologia
contribuiu com as questões mais relativas, e o
positivismo trouxe para a pesquisa as
questões mais objetivas.
 
Continuando
Mesmo diante de tantos estudos e aprofundamentos,
segundo o autor, na pesquisa referida foram
percebidos muitos problemas: pluralismo teórico,
pesquisas muito restritas e ausência de conhecimento
acumulado. No Brasil, o processo ainda é inicial e a
metodologia utilizada é complexa do ponto de vista
analítico e metodológico (PEREZ, 2009).
Em relação à avaliação de processos e impactos em
programas sociais, Lobo (2009) pondera sobre
algumas questões metodológicas e ressalta a
importância do acesso garantido à informação, numa
relação entre acompanhamento e avaliação,
possibilitando estratégias que condizem com os
objetivos.
Outra questão relevante está relacionada às
diferentes metodologias que tratam do
impacto e dos processos no desenvolvimento
de programas.
Os impactos percebidos são aqueles oriundos
de uma intervenção do governo sobre o
programa, pois determinadas ações são
realizadas em um longo espaço de tempo, e o
processo de intervenção governamental é
realizado em curto prazo (LOBO, 2009).
Esses complicadores numa avaliação de
impacto podem ser percebidos, segundo Lobo
(2009, p. 80), como a “capacidade explicativa
de um único tipo de intervenção”, e, no caso
de processos, “a avaliação se estrutura de
forma que privilegie análises qualitativas”.
Nesse contexto, definir os atores é de suma
importância, pois estes são os interessados
nos programas sociais.
Outra questão que deve ser levada em conta
são as variações em situação pontuais, de
determinado programa, ou seja, as questões
relacionadas à territorialidade, à localização, à
institucionalidade, às questões políticas do
ambiente, aos resultados e aos processos.
Ou seja, toda metodologia de avaliação tem
que ter abertura para as mais variadas
participações.
De acordo com Lobo (2009, p. 82),
“desenvolver estratégias que visualizem
exclusivamente um só desenho ou uma só
técnica de coleta de informações” é uma
atitude extremamente desacreditada do ponto
de vista de sua eficácia.

É necessária a interação
entre elementos
q u a l i t a t i v o s e
quantitativos nas
propostas apresentadas.
Vamos Praticar?
Outro problema comum enfrentado são as
generalizações que ocorrem na maioria das
vezes por avaliações fragmentadas, que não
contribuem para a garantia das informações
levantadas.
Isso não tem nenhuma relação com as avaliações
nacionais, nas quais há o compromisso com um
mínimo de informações. Mas há que se observar
também que é necessário um mínimo de informações
localizadas no sentido de aprofundar e qualificar a
avaliação dos programas sociais.
Há aqui um compromisso de mensuração dos
problemas de ordem institucional que vão, de
certa forma, afetar a implementação de
determinados programas.
Segundo Lobo (2009, p. 82) isso é uma
questão de extrema importância, já que “a
descontinuidade político-administrativa, traço
histórico característico da nossa administração
pública, é um deles”
E o desafio é de que forma garantir uma avaliação de
programa social que não esteja “contaminada” com
impressões pessoais sobre o gestor antecessor? Numa
transição, o que fez com que houvesse manipulação
nos resultados avaliados de determinado programa
social? Essas questões precisam ser consideradas do
ponto de vista metodológico.
Finalizando
Segundo a autora, outro fator que pode
causar perdas profundas na qualidade da
avalição é o “atraso, ou mesmo a inexistência
d e u m m o n i t o ra m e n t o d e s e n h a d o e
implementado desde o início do programa”.
E por fim. Lobo (2009) salienta que algo que
afeta a avaliação e os resultados de um
programa é o “perfeccionismo”, inviabilizando
e tornando o processo indesejável.
Neste tema, você aprendeu sobre as questões
metodológicas no processo de implementação
da avaliação e os impactos em programas
sociais.
Além de conhecer o conceito do processo de
implementação e suas variações existentes.
Para finalizar, você compreendeu as diversas
reflexões em relação à avaliação de processos
e de impactos em programas sociais.