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Estudo dirigido – Winnicott Aluno: Franco Pessini

1) A partir da teoria de Winnicott, explique como este teórico define e relaciona a expressão
“sentido de ser” (sentido de existência pessoal) com a identidade pessoal da criança em
desenvolvimento.

2) Explique como Winnicott relaciona a relação mãe-bebê com a relação analista-paciente.

3) Explique o que vem a ser o conceito Mãe suficientemente boa para Winnicott.

4) Como Winnicott diferencia conceitualmente o Verdadeiro self do Falso self?

5) Explique conceitualmente, segundo Winnicott, o que vem a ser Objetos transicionais ou


fenômenos transicionais.

Respostas:

1) O amadurecimento é um acontecer permanentemente frágil e, por isso, sempre inclui a


possibilidade de alguém não apenas sofrer, mas de adoecer por não conseguir ser si mesmo,
inteiro, existir ou mesmo deixar de existir. Para Winnicott não é o bebê, como identidade
física, que amadurece, mas o “eu” do bebê.

2) Winnicott propõe que, durante os últimos meses de gestação e primeiras semanas posteriores
ao parto, produz-se na mãe um estado psicológico especial, ao qual chamou de “preocupação
materna primaria”. A mãe adquire graças a esta sensibilização, uma capacidade particular
para se identificar com as necessidades do bebê. Como a mãe que já foi bebê um dia, o
terapeuta já foi também um paciente e esteve sob os cuidados de alguém que, supostamente,
estaria em condições de fornecê-los. Sob essa perspectiva, a análise é um processo
fundamentalmente relacional que envolve ambos, paciente e terapeuta, em um plano de
relações que é tanto horizontal como vertical.

3) Segundo Winnicott a mãe suficientemente boa (não necessariamente a própria mãe do bebê)
é aquela que efetua uma adaptação ativa às necessidades do bebê, uma adaptação que diminui
gradativamente, segundo a capacidade deste em aquilatar o fracasso da adaptação e em tolerar
os resultados da frustração.

4) Winnicott diz que a “mãe boa” é a que responde a onipotência do lactante e, de certo modo,
dá-lhe sentido. O self verdadeiro começa a adquirir vida, através da força que a mãe, ao
cumprir as expressões da onipotência infantil, dá ao ego débil da criança. A mãe que “não é
boa” é incapaz de cumprir a onipotência da criança, pelo que repentinamente deixa de
responder ao gesto da mesma, em seu lugar coloca o seu próprio gesto, cujo sentido depende
da submissão ou acatamento do mesmo por parte da criança. Esta submissão constitui a
primeira fase do self falso e é própria da incapacidade materna para interpretar as necessidades
da criança.

5) O objeto transicional é algo que não está definitivamente nem dentro nem fora da criança;
servirá para que o sujeito possa experimentar as situações, e para ir demarcando seus próprios
limites mentais em relação ao externo e ao interno. Ao contrário do seio, que não está
disponível constantemente, o objeto transicional é conservado pela criança. Ela é quem decide
a distância entre ela e tal objeto. A ligação e o afastamento do objeto transicional deixam em
cada sujeito uma marca: fica na mente do indivíduo um espaço que, assim como o objeto
transicional, é intermediário entre o interno e o externo.